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  • O que você não deve dizer para alguém com depressão

    O que você não deve dizer para alguém com depressão

    Para uma pessoa que convive com depressão, lidar com os sintomas no dia a dia já é um processo difícil e doloroso, e ele pode pode se tornar ainda maior dependendo das palavras que ela escuta de quem está ao redor.

    Mesmo quando existem boas intenções, amigos e familiares podem acabar dizendo frases que, em vez de consolar, invalidam a dor e aumentam o isolamento da pessoa. “Algumas frases podem até parecer motivadoras e você faz na boa intenção, mas elas acabam piorando o sofrimento de quem tá deprimido”, explica o psiquiatra Luiz Dieckmann.

    A depressão é uma doença psiquiátrica grave que altera completamente a química cerebral e a forma como o indivíduo percebe o mundo. Saber o que falar (e o que silenciar) é um ato de acolhimento e faz toda a diferença na busca pela recuperação.

    Para ajudar você a exercer a empatia de forma mais segura, listamos a seguir as principais frases que você NÃO deve dizer para alguém com depressão. Dá uma olhada!

    O que você não deve dizer para alguém com depressão?

    1. “Isso é falta do que fazer”

    A frase desconsidera a depressão como a doença real e complexa que ela é. Quando o sofrimento é atribuído à falta de ocupação, à falta de fé ou a uma suposta fraqueza pessoal, a pessoa pode se sentir ainda mais culpada, envergonhada e incompreendida.

    A depressão não aparece por preguiça, falta de caráter ou deficiência espiritual, mas por alterações biológicas, psicológicas e sociais que afetam o funcionamento do cérebro e o bem-estar emocional.

    O que dizer no lugar: “Eu sei que você está passando por um momento muito difícil. Como posso te apoiar hoje?”

    2. “Você não tem motivos para estar assim, sua vida é boa”

    A depressão é uma doença que pode surgir independentemente da classe social, condição financeira, nível de sucesso profissional ou aparência de uma pessoa. Quando você diz que não existem motivos para aquele sofrimento, acaba invalidando uma dor que é legítima e real.

    “A pessoa sabe que tem uma vida boa, sabe que tem as coisas na vida, sabe que tem uma família bacana. Mas, naquele momento, ela não consegue se sentir bem. Isso não é uma questão cognitiva só de pensamento, existe uma alteração na estrutura, na química, no pensamento em geral”, esclarece Luiz.

    Além disso, a frase pode despertar sentimentos de culpa, como se a pessoa fosse ingrata por estar sofrendo apesar das circunstâncias aparentemente favoráveis na vida. Na depressão, a capacidade de sentir prazer, satisfação e esperança pode ficar comprometida, independentemente do que acontece ao redor.

    O que dizer no lugar: “A depressão não precisa de uma justificativa para existir. O que você está sentindo é real, e eu respeito a sua dor.”

    3. “Você precisa reagir e ter força de vontade”

    A frase até pode parecer um incentivo, mas é importante entender que a falta de energia, a apatia, o cansaço intenso e a dificuldade para realizar tarefas simples são sintomas da própria depressão. Para quem convive com ela, levantar da cama, tomar banho ou responder uma mensagem pode exigir um esforço enorme.

    When a pessoa ouve que precisa apenas ter força de vontade, ela pode acreditar que está falhando ou que não está se esforçando o suficiente, o que reforça sentimentos de culpa e inadequação.

    O que dizer no lugar: “Não se cobre tanto. Vamos dar um passo de cada vez. Existe alguma coisa em que eu possa ajudar hoje?”

    4. “Tem gente em situação muito pior que a sua”

    Independentemente da situação, comparar sofrimentos não ajuda ninguém a melhorar. A dor emocional não funciona como uma competição, e o fato de outras pessoas enfrentarem dificuldades não torna o sofrimento de alguém menos legítimo.

    Pelo contrário, a comparação costuma causar ainda mais culpa, fazendo com que a pessoa se sinta egoísta ou errada por estar sofrendo. A depressão continua existindo independentemente das circunstâncias de outras pessoas.

    O que dizer no lugar: “Cada pessoa enfrenta desafios diferentes. O que você está sentindo importa, e eu quero entender como posso te apoiar.”

    5. “Isso é só uma fase, logo passa”

    A depressão não é apenas um momento de tristeza ou um período ruim, mas um transtorno mental que pode exigir acompanhamento psicológico, tratamento médico e tempo para a recuperação. Quando o sofrimento é tratado como algo passageiro ou sem importância, a pessoa pode sentir que ninguém compreende o que ela realmente está vivendo.

    O que dizer no lugar: “Eu imagino que esteja sendo muito difícil passar por tudo isso. Com o tratamento adequado e o apoio certo, as coisas podem melhorar, e eu estarei aqui para ajudar no que for possível.”

    6. “Pense positivo, tudo vai dar certo”

    O pensamento positivo é importante em diversas situações da vida, mas ele não é capaz de tratar a depressão. Quando alguém insiste para que a pessoa simplesmente enxergue o lado bom das coisas, pode transmitir a ideia de que os sentimentos dela são exagerados ou inadequados.

    Em vez de acolher a dor, esse tipo de comentário acaba silenciando emoções que precisam ser reconhecidas e validadas.

    O que dizer no lugar: “Você não precisa fingir que está bem. Eu estou aqui para te ouvir e para ficar ao seu lado, mesmo nos dias mais difíceis.”

    7. “Você está assim para chamar atenção”

    Muitas pessoas passam meses ou até anos escondendo os próprios sintomas por medo do julgamento, da rejeição ou de se tornarem um peso para quem amam.

    Quando o sofrimento é tratado como exagero, drama ou tentativa de manipulação, a tendência é que a pessoa se feche ainda mais e deixe de buscar ajuda. Em situações graves, isso pode aumentar o isolamento e dificultar o acesso ao tratamento.

    O que dizer no lugar: “Eu percebi que você parece diferente ultimamente e quero que saiba que me importo com você. Se quiser conversar, eu estou aqui para ouvir sem julgamentos.”

    Como ajudar uma pessoa com depressão?

    O apoio de amigos e familiares é um dos pilares mais importantes para a recuperação da depressão, desde que seja feito com paciência e sem julgamentos:

    • Ofereça uma escuta ativa e sem julgamentos apenas se fazendo presente;
    • Ajude na busca por apoio profissional pesquisando psicólogos ou psiquiatras;
    • Ofereça-se para acompanhar a pessoa até as consultas médicas ou terapêuticas;
    • Ajude em tarefas simples do dia a dia, como lavar a louça ou ir ao supermercado;
    • Faça convites específicos para atividades leves, como uma caminhada curta;
    • Incentive a manutenção do tratamento e a tomada correta dos medicamentos nos horários certos;
    • Demonstre paciência lembrando a pessoa de que a melhora é um processo gradual;
    • Cuide da sua própria saúde mental para conseguir oferecer um apoio saudável.

    Vale destacar que a depressão grave pode evoluir para ideação suicida. É fundamental levar a sério qualquer mudança brusca de comportamento ou falas de despedida.

    Se houver risco imediato ou suspeita de que a pessoa possa machucar a si mesma, não a deixe sozinha e procure ajuda médica de emergência (como o CAPS, o SAMU 192 ou o CVV – Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188).

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a pessoa está com depressão ou apenas triste?

    A tristeza comum é passageira e motivada por um evento específico, como um término ou perda. A depressão dura mais de duas semanas, interfere na rotina e causa uma perda generalizada de interesse e prazer pelas atividades cotidianas.

    2. O que fazer quando a pessoa com depressão se recusa a ir ao médico?

    Não force nem brigue. Explique com empatia que você está preocupado e se ofereça para ir junto apenas para uma conversa inicial, sem compromisso, com um profissional de saúde.

    3. Devo tocar no assunto da depressão ou é melhor fingir que nada está acontecendo?

    Você deve tocar no assunto com naturalidade e acolhimento. Ignorar o problema pode fazer com que a pessoa se sinta invisível, sozinha e sem espaço para desabafar.

    4. Como agir quando a pessoa com depressão chora muito perto de mim?

    Apenas permaneça ao lado dela e ofereça conforto físico ou silencioso. Não tente estancar o choro com frases motivacionais, pois chorar é uma forma importante de aliviar a pressão emocional.

    5. A depressão pode sumir sozinha com o tempo?

    Não, a depressão é um transtorno psiquiátrico que necessita de intervenção médica e terapêutica. Sem o tratamento adequado, o quadro clínico tende a se prolongar, oscilar ou se agravar significativamente.

    6. Atividades físicas realmente ajudam no tratamento da depressão?

    Sim, os exercícios estimulam a liberação natural de endorfina e serotonina, hormônios que melhoram o humor. No entanto, a atividade física deve ser um complemento ao tratamento médico, e nunca a única cura.

    7. O que fazer se a pessoa disser que o remédio não está funcionando?

    Explique que os antidepressivos demoram em média de 15 a 30 dias para começar a fazer efeito no organismo. Se esse prazo já passou e não houve melhora, oriente a pessoa a relatar o caso ao psiquiatra para que ele faça o ajuste correto da medicação.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

  • Exame mostrou plaquetas baixas? Saiba o que isso pode significar 

    Exame mostrou plaquetas baixas? Saiba o que isso pode significar 

    Receber o resultado de um exame de sangue mostrando plaquetas baixas pode gerar certa preocupação. Afinal, essas células são fundamentais para a coagulação e ajudam o organismo a controlar sangramentos quando ocorre algum ferimento.

    Apesar do susto inicial, nem toda redução das plaquetas significa uma doença grave. Em muitos casos, a alteração é temporária e está relacionada a infecções virais ou ao uso de determinados medicamentos.

    Por outro lado, algumas situações exigem investigação mais aprofundada para identificar problemas da medula óssea, doenças autoimunes ou outras condições que podem afetar a produção e a destruição dessas células.

    O que são as plaquetas

    As plaquetas são pequenas células presentes no sangue que desempenham papel essencial na coagulação. Quando ocorre um corte ou lesão em um vaso sanguíneo, elas ajudam a formar um tampão que reduz a perda de sangue e inicia o processo de cicatrização.

    Sem uma quantidade adequada de plaquetas, o organismo pode ter mais dificuldade para controlar sangramentos.

    O que significa ter plaquetas baixas

    A redução do número de plaquetas recebe o nome de trombocitopenia. Dependendo da intensidade da queda, podem surgir sintomas como:

    • Manchas roxas pelo corpo;
    • Sangramentos mais fáceis;
    • Hematomas após pequenos traumas;
    • Pequenos pontos vermelhos na pele.

    Em muitos casos, especialmente quando a redução é leve, a pessoa não apresenta nenhum sintoma e a alteração é descoberta apenas em exames de rotina.

    Quais são os valores considerados normais?

    De forma geral, considera-se normal uma contagem entre aproximadamente 150 mil e 450 mil plaquetas por microlitro de sangue.

    Quando os valores ficam abaixo desse intervalo, o médico avalia:

    • O grau da redução;
    • A velocidade da queda;
    • A presença de sintomas;
    • O histórico clínico do paciente.

    Nem toda trombocitopenia tem o mesmo significado clínico.

    Principais causas de plaquetas baixas

    Existem diversas situações que podem levar à redução das plaquetas.

    1. Infecções virais

    As infecções virais estão entre as causas mais comuns.

    Entre elas estão:

    • Dengue;
    • Covid-19;
    • Mononucleose;
    • Outras viroses.

    Nesses casos, a queda costuma ser temporária e tende a melhorar conforme a infecção é controlada.

    2. Uso de medicamentos

    Alguns remédios podem interferir na produção ou aumentar a destruição das plaquetas. Exemplos são:

    • Alguns antibióticos;
    • Heparina;
    • Certos anticonvulsivantes.

    Por isso, sempre é importante informar ao médico todos os medicamentos em uso.

    3. Doenças autoimunes

    Em algumas situações, o próprio sistema imunológico passa a destruir as plaquetas.

    Um exemplo clássico é a púrpura trombocitopênica imune (PTI).

    4. Problemas da medula óssea

    A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue. Doenças que afetam seu funcionamento podem reduzir a produção de plaquetas, incluindo algumas doenças hematológicas.

    5. Doenças do fígado e aumento do baço

    Algumas doenças hepáticas e alterações do baço podem provocar retenção ou destruição aumentada das plaquetas, levando à redução dos níveis circulantes.

    Plaquetas baixas sempre causam sintomas?

    Não. Os sintomas costumam surgir principalmente quando os níveis ficam muito baixos, geralmente abaixo de 20.000 a 50.000 plaquetas por microlitro, embora isso possa variar de uma pessoa para outra.

    Quando aparecem, os sinais mais comuns são:

    • Manchas roxas sem trauma evidente;
    • Sangramentos nasais;
    • Sangramento das gengivas;
    • Petéquias (pequenos pontos vermelhos na pele);
    • Menstruação excessiva.

    Quando as plaquetas baixas preocupam mais?

    O risco depende tanto do valor encontrado quanto da causa da trombocitopenia.

    Valores muito baixos aumentam a chance de:

    • Sangramentos espontâneos;
    • Hemorragias importantes;
    • Complicações hemorrágicas.

    Além disso, a presença de sintomas costuma ser tão importante quanto o número absoluto de plaquetas.

    Plaquetas baixas podem acontecer na dengue?

    Sim. A dengue é uma das causas mais conhecidas de trombocitopenia.

    Durante a fase crítica da doença, pode ocorrer uma redução significativa das plaquetas, motivo pelo qual o acompanhamento médico e os exames de sangue são tão importantes em alguns pacientes.

    No entanto, é importante lembrar que o risco de sangramento na dengue não depende apenas da contagem de plaquetas, mas também de outros fatores clínicos.

    Como os médicos investigam a causa?

    A investigação depende do contexto clínico e dos sintomas apresentados. Os exames podem envolver:

    • Repetição do hemograma;
    • Avaliação das demais células do sangue;
    • Testes para infecções;
    • Exames para doenças autoimunes;
    • Avaliação da medula óssea em situações específicas.

    O objetivo é identificar se o problema está na produção, destruição ou distribuição das plaquetas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento varia conforme a causa da trombocitopenia.

    1. Apenas acompanhamento

    Em alguns casos leves e transitórios, pode ser necessário apenas monitorar os exames.

    2. Suspensão de medicamentos

    Quando a causa é um remédio, a interrupção ou substituição pode resolver o problema.

    3. Tratamento da doença de base

    Infecções, doenças autoimunes e outras condições devem ser tratadas adequadamente.

    4. Tratamentos específicos

    Algumas situações podem exigir medicamentos que reduzam a destruição das plaquetas ou estimulem sua produção.

    5. Transfusão de plaquetas

    Em casos graves, especialmente quando há sangramento importante, pode ser necessária a transfusão de plaquetas.

    Quando procurar atendimento urgente

    Procure atendimento médico imediato se houver:

    • Sangramentos importantes;
    • Sangue na urina;
    • Sangue nas fezes;
    • Dor de cabeça intensa associada a sangramentos;
    • Surgimento súbito de muitas manchas roxas;
    • Sangramento difícil de controlar.

    Esses sinais podem indicar uma situação que exige avaliação rápida.

    Confira: Por que não pode tomar AAS com dengue?

    Perguntas frequentes sobre plaquetas baixas

    1. Plaquetas baixas sempre indicam uma doença grave?

    Não. Muitas vezes a alteração é temporária e relacionada a infecções ou medicamentos.

    2. Dengue pode baixar as plaquetas?

    Sim. A dengue é uma das causas mais comuns de trombocitopenia temporária.

    3. Plaquetas baixas causam sangramentos?

    Podem causar, principalmente quando os valores estão muito reduzidos.

    4. Medicamentos podem reduzir as plaquetas?

    Sim. Alguns antibióticos, anticonvulsivantes e outros remédios podem estar envolvidos.

    5. Quando devo repetir o exame?

    Isso depende do valor encontrado, da causa suspeita e da orientação médica.

    6. Existe tratamento para plaquetas baixas?

    Sim. O tratamento depende da causa da trombocitopenia.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Sempre que houver plaquetas baixas associadas a sintomas, sangramentos ou alterações persistentes nos exames.

    Veja mais: Dengue: os sinais que indicam que a doença pode estar piorando

  • O que fazer quando a ansiedade aparece durante a noite?

    O que fazer quando a ansiedade aparece durante a noite?

    Pensamentos repetitivos, preocupação com o futuro, sensação de aperto no peito, coração acelerado e dificuldade para dormir podem ser comuns na rotina de pessoas que convivem com ansiedade, especialmente em períodos de estresse, sobrecarga emocional ou mudanças importantes na vida.

    Mas afinal, por que isso acontece? Quando o dia termina e as distrações diminuem, o cérebro tende a focar nas preocupações, nos compromissos, nos medos e até em situações que ainda nem aconteceram, ativando o sistema de alerta do corpo justamente na hora em que o corpo deveria descansar.

    Como consequência, o estado de vigilância aumenta, deixando a mente mais acelerada, o corpo mais tenso e dificultando o relaxamento necessário para pegar no sono ou manter uma boa qualidade de descanso.

    Em algumas pessoas, a ansiedade noturna também pode causar despertares frequentes, sensação de sono leve e a impressão de acordar já cansado, mesmo após várias horas na cama.

    Por que a ansiedade piora à noite?

    A ansiedade costuma piorar ou parecer mais intensa à noite devido a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e biológicos:

    1. Ausência de distrações

    Durante o dia, a mente costuma ficar ocupada com o trabalho, os estudos, as tarefas domésticas e as interações sociais. Já à noite, quando o ritmo desacelera e o ambiente fica mais silencioso, o cérebro perde parte das distrações.

    Com isso, os pensamentos acelerados, preocupações e emoções acumuladas ao longo do dia acabam ganhando mais espaço, deixando a ansiedade mais perceptível.

    “Quando o dia termina, o ambiente fica mais silencioso e os pensamentos tendem a aparecer com mais força. Você tirou os problemas do dia, a rotina e você começa a estar em contato com você mesmo”, complementa o psiquiatra Luiz Dieckmann.

    2. Oscilações hormonais e aumento do estado de alerta

    O ciclo circadiano, conhecido como o relógio interno do corpo, ajuda a regular a produção dos hormônios ao longo do dia. Durante a noite, os níveis de cortisol, relacionado ao estresse, tendem a diminuir para que a melatonina, hormônio do sono, aumente naturalmente.

    Só que, em momentos de ansiedade ou estresse intenso, o organismo pode liberar adrenalina e cortisol em horários inadequados, provocando sintomas como coração acelerado, inquietação, tensão muscular e dificuldade para relaxar.

    3. Associação negativa com a hora de dormir

    Em pessoas que convivem com insônia ou crises de ansiedade noturnas, o momento de deitar pode se tornar um gatilho emocional. Aos poucos, o cérebro passa a associar a cama com preocupação, frustração e medo de não conseguir descansar direito.

    Por isso, em vez de relaxar naturalmente, o corpo continua em estado de alerta, deixando a mente acelerada e dificultando o sono. Com o passar do tempo, isso pode criar um ciclo cansativo: a ansiedade atrapalha o sono, e dormir mal acaba aumentando ainda mais a ansiedade.

    4. Cansaço mental e exaustão emocional

    Depois de um dia longo e cansativo, o cérebro também fica mais sobrecarregado. Com a exaustão física e mental, a capacidade de controlar as emoções e lidar com os problemas de forma mais racional diminui.

    Assim, preocupações pequenas podem parecer muito maiores durante a noite, aumentando a sensação de angústia, insecurity e a dificuldade para desligar a mente e relaxar.

    O que fazer no momento da crise?

    Quando a crise de ansiedade aparece na hora de dormir, o primeiro passo é desviar o foco dos pensamentos acelerados e tentar transmitir uma sensação de segurança para o corpo, ajudando a reduzir sintomas físicos como palpitações, tensão e falta de ar. Algumas estratégias que podem ajudar incluem:

    1. Não tente forçar o sono

    Se você percebeu que está há mais de 20 minutos na cama e a ansiedade só aumentou, pode ser melhor levantar por alguns minutos. Ficar se obrigando a dormir tende a fazer o cérebro associar a cama ao estresse e à frustração.

    Vá para outro ambiente com pouca luz e faça uma atividade tranquila, como ler um livro físico ou ouvir uma música relaxante. Depois, volte para a cama apenas quando sentir sono novamente.

    2. Controle a respiração com a técnica 4-7-8

    Durante uma crise de ansiedade, a respiração costuma ficar mais curta e acelerada, fazendo o cérebro entender que existe um perigo. Para ajudar o corpo a relaxar, tente a técnica 4-7-8:

    • Inspire lentamente pelo nariz por 4 segundos;
    • Segure o ar por 7 segundos;
    • Solte o ar devagar pela boca por 8 segundos.

    Repita o ciclo de 4 a 5 vezes, respeitando o seu ritmo.

    3. Relaxe os músculos do corpo

    A ansiedade pode deixar o corpo tenso sem que você perceba, e uma forma de aliviar é contrair e relaxar os músculos aos poucos. Comece pelos pés e vá subindo até o rosto: contraia um grupo muscular por cerca de 5 segundos e depois relaxe devagar, percebendo a sensação de alívio no corpo.

    4. Beba água devagar

    Beber um copo de água lentamente pode ajudar a desacelerar a respiração e os batimentos cardíacos. Além disso, a sensação de água fria também pode ajudar o corpo a sair do estado intenso de alerta causado pela ansiedade.

    Como prevenir a ansiedade noturna durante o dia?

    Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann, no momento de dormir, você pode adotar algumas estratégias para ajudar o corpo e a mente a desacelerar, criando uma rotina relaxante ao final do dia.

    Primeiro, tente evitar telas e conteúdos estressantes antes de dormir, como notícias ruins, discussões nas redes sociais, filmes muito agitados ou séries de terror. O cérebro precisa entender que está chegando o momento de desacelerar, e muitos estímulos podem manter o corpo em estado de alerta. O que puder esperar até a manhã seguinte, deixe para depois.

    Também vale a pena criar uma rotina mais tranquila no fim do dia. Segundo Luiz, não é o melhor momento para atividades físicas muito intensas, jogos agitados ou tarefas que aumentem a adrenalina.

    Pequenos hábitos relaxantes ajudam o organismo a entrar no ritmo do descanso, como:

    • Respiração profunda e lenta: inspirar e expirar devagar ajuda a diminuir o ritmo cardíaco e envia um sinal de segurança para o cérebro, reduzindo a sensação de alerta e tensão no corpo;
    • Relaxamento muscular progressivo: a técnica consiste em contrair e relaxar os músculos aos poucos, começando pelos pés e subindo até o rosto. Isso ajuda o corpo a liberar a tensão acumulada ao longo do dia;
    • Meditação guiada ou mindfulness: as práticas ajudam a trazer a atenção para o momento presente, diminuindo os pensamentos acelerados e as preocupações constantes com o futuro;
    • Sons relaxantes ou música calma: músicas suaves, sons da natureza ou ruídos relaxantes podem ajudar a criar um ambiente mais acolhedor e confortável para pegar no sono;
    • Leitura leve antes de dormir: escolher um livro com uma leitura tranquila pode ajudar a desacelerar a mente, principalmente quando o hábito substitui o uso do celular na cama.

    Quando procurar ajuda médica?

    É normal sentir ansiedade à noite de vez em quando, especialmente antes de um evento importante ou após um dia muito estressante. No entanto, vale ficar atento alguns sinais de alerta que podem indicar que você precisa de ajuda de um psiquiatra ou psicólogo:

    • Crises frequentes durante a semana ou ansiedade noturna constante;
    • Cansaço extremo, irritabilidade ou dificuldade de concentração no dia seguinte;
    • Medo ou angústia ao pensar na hora de dormir;
    • Falta de melhora mesmo com técnicas de relaxamento e higiene do sono;
    • Sintomas físicos intensos, como palpitações, falta de ar, tremores ou suor frio.

    Se a falta de ar ou a dor no peito forem acompanhadas de formigamento no braço esquerdo ou náuseas, é fundamental buscar um pronto-socorro imediatamente para descartar qualquer problema cardíaco.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os sintomas físicos da ansiedade noturna?

    Os sintomas mais comuns incluem palpitações (coração acelerado), falta de ar ou respiração superficial, sensação de aperto no peito, tremores, suor frio, boca seca e uma forte agitação nas pernas.

    2. Como diferenciar ansiedade noturna de um infarto?

    A ansiedade causa dor no peito em pontadas ou aperto generalizado, que costuma melhorar com a respiração. No infarto, a dor é uma pressão esmagadora que irradia para o braço esquerdo, mandíbula ou costas, vindo acompanhada de tontura e náuseas. Na dúvida, busque socorro médico.

    3. O que é o pânico noturno?

    O pânico noturno é uma crise de ansiedade aguda que acontece enquanto a pessoa está dormindo, geralmente nas primeiras horas do sono. A pessoa acorda abruptamente em estado de terror, com batimentos muito acelerados, sem que haja um gatilho consciente.

    4. Acordar assustado com o coração acelerado é ansiedade?

    Pode ser, o sintoma é comum em crises de pânico noturnas. No entanto, também pode estar associado à apneia do sono (quando a pessoa para de respirar por alguns segundos e o cérebro desperta o corpo com um pico de adrenalina).

    5. O que tomar para acalmar a ansiedade à noite?

    Chás mornos com propriedades calmantes são ótimas opções naturais, como o chá de camomila, passiflora (maracujá), cidreira ou valeriana. Evite medicamentos por conta própria, use apenas os receitados por um médico.

    6. Tomar banho ajuda a aliviar a ansiedade antes de dormir?

    Sim, um banho morno ajuda muito. A água morna promove o relaxamento muscular e, ao sair do banho, a leve queda na temperatura corporal sinaliza para o cérebro que está na hora de desacelerar e produzir melatonina.

    7. Qual é a melhor posição para dormir quando se está ansioso?

    Dormir de lado, de preferência para o lado esquerdo, melhora a circulação e a digestão, aumentando o conforto físico. Colocar um travesseiro entre os joelhos também ajuda a relaxar a lombar e aliviar a tensão corporal.

    8. Como o magnésio ajuda na ansiedade noturna?

    O magnésio atua na regulação de neurotransmissores que acalmam o sistema nervoso (como o GABA) e ajuda no relaxamento muscular. Alimentos ricos em magnésio (como castanhas e sementes) ou suplementos (sob orientação médica) auxiliam na qualidade do sono.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

  • Janela imunológica: o que é e como prevenir alergia alimentar em bebês

    Janela imunológica: o que é e como prevenir alergia alimentar em bebês

    Durante os primeiros anos de vida, o organismo do bebê passa por mudanças diárias. Tudo é novo: os cheiros, os sons, o toque e, claro, os alimentos. É justamente a partir dos seis meses de vida, quando está indicada iniciar a introdução alimentar, que existe uma janela de oportunidade para prevenir alergias futuras no bebê. É o que se chama hoje de janela imunológica. 

    O que é a janela imunológica 

    A janela imunológica em bebês é um período em que o sistema imunológico do bebê está aprendendo a reconhecer o que é amigo e o que é ameaça. Esse momento é considerado o melhor para apresentar ao bebê uma grande variedade de alimentos, inclusive os mais alergênicos. 

    A ideia pode parecer estranha à primeira vista, afinal, por muito tempo acreditou-se que atrasar a oferta desses alimentos poderia prevenir alergias no futuro. Mas não. Hoje, sabe se que essa exposição, de forma segura e gradual, é o que pode diminuir as chances da criança se tornar alérgica a esses alimentos.  

    Quando iniciar a introdução de alimentos alergênicos para o bebê 

    No Brasil, a recomendação dos pediatras é começar a introdução alimentar aos 6 meses, quando o bebê costuma estar pronto para experimentar comidas além do leite materno ou fórmula infantil.  

    A partir de seis meses de vida, portanto, também já podem ser ofertados alimentos alergênicos ao bebê. A ideia é que ele possa ter contato com esses alimentos até onze meses de vida, período da janela imunológica em que há maior tolerância e evita uma alergia no futuro.  

    “Diversos estudos, como o LEAP (Learning Early About Peanut Allergy) suportam que a introdução precoce das diferentes proteínas alimentares pode reduzir drasticamente o risco de alergia”, explica o alergista e imunologista Alex Lacerda, membro da diretoria do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 

    Alimentos alergênicos 

    O alergista explica que, embora alguns alimentos sejam mais frequentemente associados com alergia alimentar, qualquer alimento é capaz de provocar alergia. explica o especialista. 

    Os alimentos considerados mais alergênicos, porém, são: 

    • Leite de vaca; 
    • Ovo; 
    • Trigo; 
    • Soja;  
    • Peixe; 
    • Camarão; 
    • Castanhas e nozes; 
    • Amendoim 
    • Frutos do mar. 

    “É importante frisar que não há qualquer orientação de restringir a introdução de um alimento se não há sintomas suspeitos de alergia no contato prévio”, diz Lacerda. 

    E se a família já tem histórico de alergias? 

    Se pais, irmãos ou outros parentes próximos têm alergias alimentares, respiratórias, dermatológicas ou outras doenças alérgicas, não necessariamente a recomendação geral de introdução alimentar irá mudar.  

    “Cada indivíduo é único e não se deve atrasar a introdução de alimentos alergênicos, mesmo em famílias com histórico. Atrasar pode, na verdade, aumentar o risco de desenvolver alergias”, explica o especialista.  

    O ideal, portanto, é compartilhar essa informação com o pediatra ou alergista e seguir as orientações que o médico indicar.   

    Sinais de alerta para observar 

    Além disso, é importante observar como o bebê reage depois de provar um alimento novo. Fique de olho nos seguintes sinais: 

    • Alterações na pele; 
    • Vômitos; 
    • Diarreia; 
    • Irritabilidade; 
    • Manchas na pele; 
    • Dificuldade para respirar (neste caso, é preciso correr para o pronto-socorro). 

    Esses podem ser alguns dos sinais de alergia alimentar em bebês e eles devem ser comunicados ao médico. 

    Como manter a tolerância alimentar  

    Outro ponto importante é a constância do alimento na dieta. Uma vez que o bebê tolera bem, os pais precisam continuar oferecendo o alimento com certa regularidade.  

    “Não há um período ou frequência específica, mas é importante entender que a tolerância só se mantém com exposição regular. Ou seja, não basta introduzir uma vez e parar”, explica o alergista e imunologista.  

    Se você tem dúvidas sobre como fazer isso com seu filho, o pediatra e o alergista são os melhores médicos para te ajudar. Como cada criança é única, o especialista pode ajudar a encontrar o melhor caminho para uma introdução alimentar segura e saudável. 

    Confira: Bronquiolite: quando a criança precisa internar e como é o tratamento

    Perguntas frequentes sobre a janela imunológica 

    1. O que é a janela imunológica?  

    A janela imunológica é o período da introdução alimentar até os 11 meses de vida em que o sistema imunológico do bebê aprende a tolerar novos alimentos.

    2. Quando devo oferecer alimentos alergênicos ao bebê? 

    Os alimentos alergênicos devem ser oferecidos ao bebê durante a introdução alimentar. 

    3. Posso reintroduzir o mesmo alimento depois de uma reação? 

    Só se pode reintroduzir o mesmo alimento depois de uma reação alérgica com orientação médica e, em alguns casos, depois de fazer testes específicos.  

    4. A exposição precoce previne alergias? 

    Sim, a exposição precoce a alimentos alergênicos previne alergias, especialmente quando feita com constância e segurança. 

    Veja também: Criança não consegue segurar o xixi: quando é um problema?

  • Falta de vitaminas pode causar doenças graves? Entenda os sinais de alerta

    Falta de vitaminas pode causar doenças graves? Entenda os sinais de alerta

    Cansaço constante, dificuldade de concentração, queda de cabelo e falta de disposição costumam ser sintomas atribuídos ao estresse ou à correria do dia a dia. Em alguns casos, no entanto, eles podem ser um sinal de que o organismo não está recebendo vitaminas e nutrientes essenciais para funcionar adequadamente.

    Embora pequenas deficiências nem sempre provoquem sintomas, quadros mais intensos ou prolongados podem afetar diferentes sistemas do corpo, incluindo o cérebro, os nervos, os músculos, os ossos e até a produção das células do sangue.

    Identificar e tratar deficiências vitamínicas é importante para evitar complicações potencialmente graves.

    O que acontece quando faltam vitaminas

    As vitaminas participam de inúmeras funções do organismo. Elas são fundamentais para:

    • Funcionamento do sistema nervoso;
    • Produção de células sanguíneas;
    • Funcionamento do sistema imunológico;
    • Metabolismo energético;
    • Saúde óssea.

    Cada vitamina exerce funções específicas. Por isso, os sintomas variam conforme o nutriente que está em falta.

    Além disso, a gravidade depende de fatores como:

    • Qual vitamina está deficiente;
    • Intensidade da deficiência;
    • Tempo de duração do problema;
    • Presença de outras doenças associadas.

    Em muitos casos, o organismo consegue compensar pequenas quedas inicialmente, o que explica por que algumas deficiências passam despercebidas durante meses ou até anos.

    Deficiências leves podem causar sintomas?

    Sim. Embora muitas deficiências leves sejam assintomáticas, algumas pessoas podem apresentar manifestações precoces, como:

    • Cansaço;
    • Queda de cabelo;
    • Alterações na pele;
    • Falta de disposição;
    • Dificuldade de concentração.

    Esses sintomas costumam ser inespecíficos e podem ter várias causas, o que torna a avaliação médica importante quando persistem.

    Quais vitaminas mais costumam causar sintomas importantes?

    Algumas deficiências são particularmente conhecidas por causar alterações significativas quando não tratadas.

    1. Vitamina B12

    A vitamina B12 é essencial para a formação das células sanguíneas e para o funcionamento adequado do sistema nervoso.

    Sua deficiência pode causar:

    • Anemia;
    • Formigamentos em mãos e pés;
    • Dormências;
    • Alterações neurológicas;
    • Problemas de memória;
    • Dificuldades cognitivas.

    Em alguns casos, os sintomas podem até ser confundidos com quadros demenciais.

    Quando a deficiência é prolongada e intensa, podem surgir danos neurológicos importantes.

    Nos casos mais graves, além da anemia, pode ocorrer redução global das células do sangue, incluindo:

    • Glóbulos vermelhos;
    • Glóbulos brancos;
    • Plaquetas.

    2. Vitamina D

    A vitamina D está diretamente relacionada ao metabolismo do cálcio e à saúde óssea. Níveis muito baixos podem provocar:

    • Dor muscular;
    • Fraqueza muscular;
    • Desmineralização óssea;
    • Maior risco de fraturas.

    Em casos prolongados, a deficiência pode comprometer significativamente a saúde dos ossos.

    3. Vitamina C

    A deficiência grave de vitamina C pode levar ao escorbuto, uma doença atualmente rara, mas ainda observada em situações específicas. Os sintomas podem incluir:

    • Sangramentos;
    • Gengivite;
    • Fraqueza;
    • Dificuldade de cicatrização;
    • Dores musculares;
    • Artrite;
    • Inchaço nas articulações.

    4. Tiamina (vitamina B1)

    A deficiência importante de vitamina B1 pode causar duas doenças clássicas:

    Beribéri

    Pode provocar:

    • Fraqueza muscular;
    • Perda de sensibilidade;
    • Formigamentos;
    • Comprometimento cardíaco;
    • Insuficiência cardíaca.

    Síndrome de Wernicke-Korsakoff

    Essa condição costuma ocorrer principalmente em pessoas com alcoolismo crônico ou após cirurgia bariátrica. Na fase aguda (encefalopatia de Wernicke), podem surgir:

    • Confusão mental;
    • Alterações neurológicas;
    • Problemas de coordenação.

    Na fase crônica (síndrome de Korsakoff), podem ocorrer:

    • Alterações importantes de memória;
    • Déficits cognitivos;
    • Apatia.

    Quando a deficiência se torna grave?

    O risco de complicações aumenta quando:

    • Os níveis vitamínicos estão muito baixos;
    • A deficiência persiste por longos períodos;
    • Existem doenças associadas;
    • Há dificuldade de absorção intestinal.

    Pessoas com doenças intestinais ou que passaram por cirurgia bariátrica merecem atenção especial, pois apresentam maior risco de desenvolver deficiências importantes.

    Quem tem maior risco de deficiência vitamínica?

    Alguns grupos são mais vulneráveis:

    • Idosos;
    • Pessoas com dietas muito restritivas;
    • Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica;
    • Pessoas com doenças intestinais;
    • Indivíduos com alcoolismo crônico.

    Nesses grupos, a investigação costuma ser mais frequente.

    Sintomas neurológicos podem acontecer?

    Sim. As deficiências mais importantes de vitaminas do complexo B, especialmente B1 e B12, podem provocar:

    • Dormências;
    • Formigamentos;
    • Alterações do equilíbrio;
    • Confusão mental;
    • Esquecimentos;
    • Alterações cognitivas.

    Quando não tratadas, algumas dessas alterações podem se tornar permanentes.

    Deficiência vitamínica pode causar anemia?

    Sim. Uma das manifestações mais conhecidas das deficiências nutricionais é a anemia. Os nutrientes mais relacionados a esse problema são:

    • Ferro;
    • Vitamina B12;
    • Ácido fólico.

    A anemia pode causar sintomas como:

    • Cansaço;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Palidez;
    • Tonturas;
    • Redução da disposição física.

    Como os médicos investigam deficiência de vitamina

    A investigação depende dos sintomas apresentados e dos fatores de risco de cada pessoa.

    Ela pode incluir:

    • Exames de sangue;
    • Avaliação nutricional;
    • Pesquisa de doenças intestinais;
    • Investigação de problemas de absorção.

    Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários para investigar causas associadas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da vitamina que está em falta e da gravidade da deficiência.

    1. Ajuste alimentar

    O primeiro passo costuma ser aumentar o consumo de alimentos ricos no nutriente deficiente.

    2. Suplementação

    Pode ser realizada:

    • Por via oral;
    • Por via injetável, quando necessário.

    A escolha depende da intensidade da deficiência e da capacidade de absorção do paciente.

    3. Tratamento da causa de base

    Quando existe uma doença que dificulta a absorção dos nutrientes, ela também precisa ser tratada. Isso é especialmente importante em casos de:

    • Doenças intestinais;
    • Cirurgia bariátrica;
    • Distúrbios de absorção.

    Tomar vitaminas sem necessidade faz bem?

    Não. O excesso de algumas vitaminas também pode causar problemas de saúde.

    Por isso, a suplementação deve ser feita preferencialmente com orientação de um profissional de saúde, que poderá indicar a dose adequada e o tempo necessário de tratamento.

    Quando procurar avaliação médica

    É importante buscar orientação médica quando houver:

    • Cansaço persistente;
    • Formigamentos;
    • Queda de cabelo importante;
    • Alterações neurológicas;
    • Dietas muito restritivas;
    • Histórico de cirurgia bariátrica;
    • Doenças intestinais.

    A investigação precoce pode evitar complicações e permitir tratamento antes que a deficiência se torne mais grave.

    Confira: Recebeu um exame com resultado limítrofe? Saiba o que isso realmente significa

    Perguntas frequentes sobre falta de vitaminas

    1. Falta de vitaminas pode causar sintomas graves?

    Sim. Algumas deficiências podem provocar anemia, alterações neurológicas, problemas ósseos e outras complicações importantes.

    2. Deficiência de vitaminas causa cansaço?

    Sim. O cansaço é um dos sintomas mais frequentes em diversas deficiências nutricionais.

    3. Vitamina B12 baixa pode afetar os nervos?

    Sim. A deficiência pode causar formigamentos, dormências e alterações neurológicas.

    4. Dietas restritivas aumentam o risco de deficiência vitamínica?

    Sim. Quanto mais restritiva a alimentação, maior o risco de falta de alguns nutrientes.

    5. Excesso de vitaminas pode fazer mal?

    Pode. Algumas vitaminas podem causar efeitos adversos quando consumidas em excesso.

    6. Toda deficiência aparece rapidamente nos exames?

    Não necessariamente. Algumas alterações podem demorar para se manifestar ou serem detectadas.

    7. Quando devo investigar uma possível deficiência vitamínica?

    Quando houver sintomas persistentes, fatores de risco ou suspeita de má absorção de nutrientes.

    Veja também: Ferritina baixa: por que ela pode causar tanto cansaço?

  • Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Assim como outras áreas do corpo, a região do umbigo também precisa de cuidados de limpeza no dia a dia para prevenir o acúmulo de sujeira, suor, células mortas e fiapos de roupa, que podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias.

    Como o umbigo possui pequenas dobras e costuma permanecer mais abafado ao longo do dia, a região cria um ambiente propício para o acúmulo de umidade e microrganismos. Quando a higiene é negligenciada, podem surgir sintomas como mau cheiro, coceira, irritação, vermelhidão e desconforto local.

    Em situações mais sérias, a falta de limpeza adequada também pode contribuir para o desenvolvimento de infecções e inflamações, principalmente em pessoas com umbigos mais profundos, excesso de suor ou piercings na região.

    Por que é importante limpar o umbigo regularmente?

    A limpeza regular do umbigo é necessária porque o formato anatômico da região, principalmente nos umbigos para dentro, favorece o acúmulo de suor, células mortas da pele, fiapos de roupa, poeira e óleos naturais do corpo.

    Por ser uma área que costuma ficar abafada, quente e úmida, ela se torna o ambiente ideal para complicações como:

    • Proliferação de micro-organismos: o umbigo funciona como uma pequena região abafada e úmida, o que facilita o crescimento excessivo de fungos e bactérias que já vivem naturalmente na pele. Quando existe acúmulo de sujeira e umidade, o equilíbrio da flora local pode ser alterado;
    • Mau cheiro: a combinação de suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados favorece a ação das bactérias, que decompõem a matéria orgânica. O processo é o principal responsável pelo odor desagradável na região;
    • Infecções (onfalite): quando a higiene é negligenciada por muito tempo, podem surgir infecções bacterianas ou fúngicas, como a candidíase cutânea. Entre os sintomas mais comuns estão vermelhidão, coceira, dor, sensibilidade e, em casos mais intensos, secreção com pus;
    • Formação de onfolito: em situações extremas e após anos de acúmulo de resíduos, a sujeira pode endurecer e formar uma massa escura conhecida como onfolito, popularmente chamada de pedra no umbigo. Em alguns casos, a remoção precisa ser feita por um profissional de saúde.

    Como limpar o umbigo de forma correta?

    A forma correta de limpar o umbigo depende do formato da anatomia de cada pessoa, já que o acúmulo de sujeira muda se a região é mais profunda ou saltada. Em todos os casos, o ideal é manter a delicadeza, já que a pele do umbigo é muito fina e sensível.

    Umbigo para dentro

    Por ser mais profundo, o umbigo para dentro (presente em cerca de 90% das pessoas) é o que mais acumula resíduos e precisa de uma atenção extra, de preferência durante ou logo após o banho, quando a sujeira está mais macia. Veja o passo a passo:

    • Passo 1: Use uma haste flexível (cotonete) limpa, umedecida com água morna e um pouco de sabonete líquido neutro para facilitar a remoção da sujeira acumulada no umbigo;
    • Passo 2: Faça movimentos suaves e circulares na região, sem esfregar com força ou empurrar o cotonete profundamente, para evitar irritações e pequenas lesões na pele;
    • Passo 3: Retire completamente o excesso de sabonete usando água corrente do chuveiro ou o outro lado da haste umedecido apenas com água;
    • Passo 4: Seque muito bem o umbigo após a limpeza com uma haste seca, gaze ou toalha limpa, já que a umidade favorece o crescimento de fungos, bactérias e o aparecimento de mau cheiro.

    Umbigo para fora

    Algumas pessoas simplesmente possuem a cicatriz umbilical naturalmente virada para fora por questões de anatomia. Nesse caso, como ele não possui dobras profundas onde a sujeira possa se esconder, o passo a passo de higiene é mais simples:

    • Passo 1: Lave a região durante o banho com água e sabonete neutro, utilizando a ponta dos dedos ou uma esponja macia para fazer a limpeza de maneira delicada;
    • Passo 2: Higienize o umbigo com movimentos suaves ao redor da região para ajudar a remover suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados ao longo do dia;
    • Passo 3: Enxágue bem para retirar completamente o sabonete;
    • Passo 4: Depois do banho, seque o umbigo cuidadosamente com uma toalha limpa para evitar excesso de umidade no local.

    Vale ressaltar que você nunca deve usar objetos pontiagudos (como unhas, pinças ou tampas de caneta) para cutucar o umbigo, pois podem causar ferimentos e abrir portas para infecções graves.

    Também evite o uso de álcool ou produtos químicos fortes na rotina diária, a menos que haja recomendação médica, pois eles podem ressecar e irritar a pele sensível da região.

    Cuidados e limpeza do umbigo com piercing

    O piercing no umbigo é um dos que mais demora para cicatrizar completamente e o processo pode levar de 6 meses a 1 ano. Por ficar em uma região de dobra e sofrer muito atrito com as roupas, a higiene diária precisa ser rigorosa para evitar infecções, inflamações ou a rejeição da joia.

    Durante o período de cicatrização, o local funciona como uma ferida aberta e deve ser limpo 2 vezes ao dia:

    • Passo 1: Lave bem as mãos com sabonete antibacteriano antes de começar;
    • Passo 2: No banho, deixe a água morna correr gentilmente sobre a joia para amolecer as casquinhas de secreção, que são normais. Nunca arranque as casquinhas a seco;
    • Passo 3: Aplique um sabonete líquido neutro ou antibacteriano na região, massageando de leve sem mover a joia bruscamente;
    • Passo 4: Enxágue completamente até remover todo o sabão;
    • Passo 5: Fora do banho, aplique soro fisiológico 0,9% com o auxílio de uma haste flexível de algodão limpa ao redor dos furos (superior e inferior);
    • Passo 6: Seque muito bem a região dando batidinhas leves com uma gaze limpa ou papel toalha descartável. Evite toalhas de banho, pois acumulam bactérias e os fios podem enroscar no piercing.

    Durante a cicatrização do piercing no umbigo, é importante evitar roupas apertadas, como calças de cintura alta e peças muito justas, já que o atrito e a pressão podem irritar a região e dificultar a cicatrização.

    Também é recomendado não ficar mexendo ou girando a joia sem necessidade, porque isso aumenta o risco de lesões e contaminação por bactérias das mãos.

    Com que frequência o umbigo deve ser limpo?

    A frequência de limpeza do umbigo depende da anatomia. No dia a dia, basta fazer uma higiene básica durante o banho e secar bem a região com a toalha. Para quem tem o umbigo para dentro, o ideal é fazer uma limpeza mais profunda com uma haste flexível e sabonete neutro de 1 a 2 vezes por semana para remover fiapos e pele morta.

    Sinais de alerta: quando o mau cheiro ou a sujeira indicam problemas?

    O acúmulo de fiapos e um leve odor são comuns pela falta de higiene no umbigo, mas você deve ficar atento a alguns sinais que podem indicar infecções ou inflamações na pele, como:

    • Mau cheiro forte e persistente que não desaparece mesmo após lavar e secar a região corretamente;
    • Saída de pus amarelado ou esverdeado acompanhado de odor desagradável;
    • Presença de líquido transparente ou esbrançado que deixa o local constantemente úmido;
    • Sangramento sem causa aparente na região interna ou nas bordas;
    • Vermelhidão intensa, inchaço e pele quente ao toque ao redor da área;
    • Coceira constante, descamação ou rachaduras na pele;
    • Dor, pontadas ou sensibilidade extrema ao tocar no local para fazer a higiene;
    • Formação de uma crosta escura e endurecida que causa dor ao tentar remover.

    Se você apresentar um ou mais desses sinais de alerta, evite tentar limpar a região com força ou usar produtos caseiros. O ideal é consultar um médico para diagnosticar o problema (como a onfalite) e indicar o tratamento correto, que pode incluir o uso de pomadas antifúngicas ou antibióticos.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Por que o umbigo fede mesmo lavando no banho?

    O mau cheiro ocorre porque a água do chuveiro muitas vezes não alcança as dobras mais profundas do umbigo, deixando resíduos de suor e pele morta acumulados. Se o odor persistir mesmo após a limpeza correta, pode ser sinal de uma infecção por fungos ou bactérias.

    2. É normal sair um líquido transparente do umbigo?

    Não é normal. A liberação de um líquido transparente ou esbranquiçado geralmente indica que a região está inflamada ou com uma infecção leve, quase sempre causada pelo excesso de umidade que favoreceu a proliferação de fungos.

    3. Posso usar álcool em gel para limpar o umbigo?

    Não é recomendado. O álcool em gel contém substâncias espessantes e fragrâncias que podem irritar e ressecar a pele sensível do umbigo. Para a higiene de rotina, use apenas água e sabonete neutro ou soro fisiológico.

    4. Como tirar a sujeira preta do umbigo que não sai no banho?

    Não tente remover a sujeira à força com as unhas ou objetos pontiagudos. Umedeça uma haste flexível (cotonete) em óleo infantil, óleo de amêndoas ou soro fisiológico morno e passe suavemente pelas dobras para amolecer e desprender a sujeira sem ferir a pele.

    5. Por que sinto uma fisgada ou dor ao limpar o umbigo?

    A pele do fundo do umbigo é muito fina e fica logo acima de terminações nervosas ligadas ao abdômen. Se você sentir dor ou fisgadas, pode ser que esteja aplicando força excessiva na limpeza ou que a região esteja inflamada.

    6. O que acontece se eu nunca limpar o umbigo?

    A negligência total da higiene causa o acúmulo crônico de secreções e resíduos, gerando um mau cheiro muito forte. Com o tempo, o bloqueio da região pode evoluir para infecções dolorosas (onfalite) ou para a formação de um onfolito (massa endurecida de sujeira).

    7. Posso usar vinagre ou bicarbonato para limpar o umbigo?

    Não! O vinagre e o bicarbonato de sódio alteram o pH natural da pele e podem causar queimaduras químicas, irritabilidade extrema ou dermatite de contato em uma região tão sensível quanto o umbigo.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

  • Sou magro e meu colesterol está alto: como isso é possível? 

    Sou magro e meu colesterol está alto: como isso é possível? 

    Muita gente associa colesterol alto ao excesso de peso. Por isso, receber um exame alterado sendo magro costuma causar surpresa e até confusão. Afinal, se a pessoa está dentro do peso considerado saudável, como o colesterol pode estar elevado?

    A explicação é que o colesterol não depende apenas da balança. Fatores genéticos, alterações hormonais, hábitos alimentares e até o funcionamento do metabolismo podem influenciar os níveis de colesterol no sangue. Em alguns casos, pessoas magras apresentam risco cardiovascular tão elevado quanto indivíduos com sobrepeso, especialmente quando existe predisposição hereditária.

    O que é o colesterol

    O colesterol é uma substância gordurosa produzida naturalmente pelo organismo e também obtida por meio da alimentação. Ele desempenha funções importantes, como:

    • Produção de hormônios;
    • Formação das membranas celulares;
    • Produção de vitamina D;
    • Participação na produção de ácidos biliares.

    O problema surge quando determinadas frações do colesterol permanecem elevadas por muito tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

    Diferença entre LDL e HDL

    Quando falamos em colesterol, normalmente estamos nos referindo a diferentes tipos de partículas que transportam gordura pelo sangue.

    LDL (“colesterol ruim”)

    O LDL é a fração mais associada ao desenvolvimento de placas de gordura nas artérias. Quando está elevado, aumenta o risco de:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Obstrução das artérias.

    HDL (“colesterol bom”)

    O HDL ajuda a remover o excesso de colesterol da circulação e transportá-lo de volta ao fígado para eliminação. Por isso, níveis adequados de HDL costumam estar associados a menor risco cardiovascular.

    Por que pessoas magras também podem ter colesterol alto

    O peso corporal é apenas um dos fatores que influenciam os níveis de colesterol.

    Uma pessoa pode ter peso normal e, ainda assim, apresentar alterações importantes no metabolismo lipídico.

    Isso acontece porque fatores como genética, alimentação, atividade física e condições hormonais exercem grande influência sobre a produção e o processamento do colesterol pelo organismo.

    Principais causas de colesterol alto em pessoas magras

    Existem diversas explicações possíveis para esse quadro.

    1. Genética

    Uma das causas mais importantes é a predisposição hereditária. Algumas pessoas produzem colesterol em excesso devido a alterações genéticas que afetam o metabolismo das gorduras.

    Nesses casos, o colesterol elevado pode aparecer mesmo em indivíduos com hábitos saudáveis.

    2. Hipercolesterolemia familiar

    A hipercolesterolemia familiar é uma doença genética que provoca níveis muito elevados de LDL desde a infância ou adolescência. Pessoas com essa condição podem apresentar:

    • LDL muito alto;
    • Maior risco cardiovascular precoce;
    • Histórico familiar de infarto em idade jovem.

    O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o risco de complicações futuras.

    3. Alimentação inadequada

    Mesmo quem é magro pode consumir alimentos que favorecem o aumento do colesterol. Entre eles:

    • Gorduras saturadas em excesso;
    • Ultraprocessados;
    • Frituras;
    • Fast food;
    • Produtos ricos em gordura trans.

    O peso normal não impede que hábitos alimentares inadequados afetem os exames.

    4. Sedentarismo

    A falta de atividade física pode prejudicar o perfil lipídico. Além de contribuir para o aumento de algumas frações do colesterol, o sedentarismo pode reduzir os níveis de HDL, considerado protetor para o coração.

    5. Alterações hormonais

    Algumas doenças também podem elevar o colesterol. Um exemplo clássico é o hipotireoidismo, condição em que a tireoide funciona abaixo do esperado.

    Por isso, a investigação médica costuma incluir a busca por possíveis causas secundárias.

    Colesterol alto pode não causar sintomas?

    Sim. Na grande maioria dos casos, o colesterol elevado não provoca sintomas.

    Muitas pessoas convivem com níveis alterados durante anos sem perceber.

    O diagnóstico, então, costuma acontecer apenas por meio de exames laboratoriais de rotina ou durante investigações cardiovasculares.

    Quais exames costumam ser avaliados

    O principal exame utilizado é o perfil lipídico. Ele geralmente inclui:

    • Colesterol total;
    • LDL;
    • HDL;
    • Triglicerídeos.

    Dependendo da situação clínica, o médico pode solicitar exames complementares para investigar causas secundárias ou avaliar o risco cardiovascular de forma mais detalhada.

    O que os médicos investigam

    Quando uma pessoa magra apresenta colesterol elevado, a avaliação costuma ser mais ampla. Os médicos analisam fatores como:

    • Histórico familiar;
    • Alimentação;
    • Diabetes;
    • Pressão alta;
    • Tabagismo;
    • Nível de atividade física;
    • Outros fatores de risco cardiovasculares.

    Essa análise ajuda a determinar a causa mais provável e a melhor estratégia de tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende não apenas do valor do colesterol, mas também do risco cardiovascular global da pessoa.

    1. Mudanças no estilo de vida

    As principais medidas são:

    • Alimentação equilibrada;
    • Prática regular de atividade física;
    • Controle do peso corporal;
    • Abandono do tabagismo.

    2. Medicamentos

    Algumas pessoas precisam utilizar medicamentos para reduzir o colesterol.

    Isso é mais comum em casos de:

    • LDL muito elevado;
    • Hipercolesterolemia familiar;
    • Alto risco cardiovascular;
    • Histórico de doença cardiovascular.

    As estatinas são os medicamentos mais frequentemente utilizados nesse contexto.

    Pessoa magra pode ter risco de infarto?

    Sim. Embora o excesso de peso seja um fator de risco importante, ele não é o único. Uma pessoa magra pode apresentar risco elevado de infarto quando existem fatores como:

    • Colesterol muito alto;
    • Hipercolesterolemia familiar;
    • Tabagismo;
    • Diabetes;
    • Pressão alta.

    Por isso, o risco cardiovascular deve ser avaliado de forma individualizada.

    Quando procurar avaliação médica

    É importante procurar orientação médica quando houver:

    • Colesterol elevado nos exames;
    • LDL muito alto;
    • Histórico familiar de infarto precoce;
    • Outros fatores de risco cardiovasculares.

    A investigação adequada pode identificar causas tratáveis e reduzir o risco de complicações futuras.

    Não deixe de conferir: O que fazer para aumentar (ou melhorar) o colesterol bom?

    Perguntas frequentes sobre colesterol alto em pessoas magras

    1. Pessoa magra pode ter colesterol alto?

    Sim. O colesterol depende de diversos fatores além do peso corporal.

    2. A genética influencia os níveis de colesterol?

    Muito. Algumas alterações hereditárias podem causar colesterol elevado mesmo em pessoas saudáveis.

    3. Colesterol alto costuma causar sintomas?

    Geralmente não. A maioria dos casos é descoberta em exames de rotina.

    4. Ser magro protege totalmente contra infarto?

    Não. Outros fatores de risco podem aumentar o risco cardiovascular mesmo em pessoas magras.

    5. Exercício físico ajuda a controlar o colesterol?

    Sim. A atividade física contribui para melhorar o perfil lipídico e a saúde cardiovascular.

    6. Toda pessoa com colesterol alto precisa tomar remédio?

    Não. A necessidade de medicação depende dos níveis de colesterol e do risco cardiovascular individual.

    7. Quando investigar hipercolesterolemia familiar?

    Quando o LDL está muito elevado ou existe histórico familiar importante de colesterol alto ou infarto precoce.

    Veja também: Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento

  • 5 sinais de que você precisa trocar o seu travesseiro 

    5 sinais de que você precisa trocar o seu travesseiro 

    O travesseiro é um item tão pessoal que pode ser difícil desapegar dele, mesmo quando ele já perdeu a forma ou está visivelmente gasto. Só que, assim como o colchão, o travesseiro também tem um prazo de validade e continuar usando um modelo velho pode afetar diretamente a qualidade do sono, o conforto e até a saúde respiratória.

    Como é usado todas as noites, ele acumula suor, oleosidade da pele, resíduos de cabelo, poeira e ácaros ao longo do tempo. Com o tempo, o enchimento também vai perdendo a sustentação natural, deixando de apoiar corretamente a cabeça e a coluna.

    Em média, o recomendado é trocar o travesseiro a cada 1 a 2 anos, mas o tempo pode variar de acordo com o material e os hábitos de uso.

    Sinais de que está na hora de trocar o travesseiro

    O desgaste do travesseiro acontece de maneira gradual, mas existem alguns sinais que podem indicar o melhor momento para jogá-lo fora e comprar um novo.

    1. O travesseiro está amarelado ou com manchas escuras

    O acúmulo de suor, saliva, oleosidade da pele e do cabelo, além de restos de cosméticos, cria manchas difíceis de remover ao longo do tempo. O ambiente úmido e quente é o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, transformando o travesseiro em um risco para a saúde da pele e do sistema respiratório.

    2. Você acorda com dor no pescoço ou rigidez muscular

    Se você costuma levantar com a sensação de torcicolo, dores nos ombros ou rigidez na região cervical, o preenchimento do travesseiro provavelmente cedeu. Sem a firmeza necessária, ele deixa de alinhar a cabeça com a coluna, forçando a musculatura durante toda a noite.

    3. Dores de cabeça frequentes logo ao acordar

    A falta de apoio adequado para a base do crânio e pescoço pode comprimir nervos e tensionar os músculos suboccipitais. A tensão acumulada durante as horas de sono frequentemente se manifesta como uma dor de cabeça tensional logo nos primeiros minutos do dia.

    4. Crises de espirros, coriza ou coceira ao deitar

    O travesseiro velho pode acumular uma grande quantidade de ácaros e resíduos ao longo do tempo, especialmente quando já está muito usado, o que pode acabar piorando alergias respiratórias e irritações na pele.

    Se você percebe espirros frequentes, nariz entupido, coceira nos olhos ou desconforto na pele sempre que se deita, vale a pena observar o estado do travesseiro. Em muitos casos, ele já está acumulando microrganismos e poeira em excesso.

    5. O travesseiro ficou muito baixo e sem sustentação

    Quando o travesseiro perde a altura original e fica “murcho”, ele deixa de oferecer o apoio adequado para a cabeça e o pescoço.

    Na prática, a cabeça acaba afundando mais do que deveria, forçando a região do pescoço e dos ombros por várias horas seguidas. Isso pode causar desconforto ao acordar, sensação de rigidez muscular, dores cervicais e até dores de cabeça ao longo do dia.

    6. O enchimento ficou irregular ou com caroços

    Independentemente do material, o enchimento passa por um desgaste natural com o uso contínuo. Aos poucos, o material interno pode começar a deformar, formando áreas mais vazias e outras endurecidas ou acumuladas.

    Quando isso acontece, o apoio deixa de ser uniforme e, em vez de sustentar a cabeça de maneira equilibrada, o travesseiro passa a criar pontos de pressão desconfortáveis durante a noite.

    Se você sente partes vazias, ondulações ou caroços ao tocar o travesseiro, provavelmente ele já perdeu boa parte da capacidade de sustentação.

    7. O travesseiro continua com cheiro ruim mesmo depois de lavado

    Cheiro de mofo, umidade ou odor persistente podem indicar que o interior do travesseiro acumulou muita umidade ao longo do tempo. Em alguns casos, isso favorece a proliferação de fungos e microrganismos que não são eliminados apenas com lavagem superficial.

    Quando o cheiro permanece mesmo após a higienização e a ventilação adequadas, vale a pena considerar a troca. Além do desconforto, o excesso de umidade acumulada também pode piorar alergias respiratórias e irritações em pessoas mais sensíveis.

    De quanto em quanto tempo deve-se trocar o travesseiro?

    De forma geral, os especialistas recomendam trocar o travesseiro a cada 1 a 2 anos, mas a durabilidade pode variar bastante conforme o material, a qualidade do produto e os cuidados de conservação:

    • Fibra de poliéster ou siliconado: normalmente duram cerca de 1 a 2 anos, já que tendem a deformar e perder sustentação mais rapidamente com o uso diário;
    • Pena ou pluma de ganso: costumam ter vida útil de aproximadamente 1 a 2 anos, principalmente porque acumulam mais umidade e exigem manutenção frequente;
    • Espuma viscoelástica (NASA): normalmente mantêm a sustentação por cerca de 2 a 3 anos, dependendo da densidade e da qualidade do material;
    • Látex ou espuma de poliuretano: podem durar entre 2 e 4 anos, já que costumam ser materiais mais resistentes e resilientes.

    Mesmo quando o travesseiro parece visualmente bem conservado ou é lavado regularmente, o desgaste interno acontece naturalmente com o tempo.

    Riscos de usar um travesseiro velho para a saúde

    Como passamos muitas horas por dia em contato direto com o travesseiro, o desgaste dele pode afetar o corpo de diversas formas:

    • Desalinhamento da coluna e dores crônicas: a perda de sustentação deixa a cabeça desalinhada com o resto do corpo, forçando as articulações e os músculos. Isso resulta em torcicolos frequentes, dores no pescoço e nos ombros, além de agravar problemas como hérnia de disco;
    • Crises de alergia e problemas respiratórios: o acúmulo massivo de ácaros, fungos e poeira no interior do material irrita as vias aéreas. O contato prolongado é um gatilho direto para crises de rinite alérgica, sinusite, asma e tosses noturnas;
    • Piora da acne e irritações na pele: a oleosidade, o suor e as bactérias retidos no travesseiro são transferidos para o rosto durante a noite, o que obstrui os poros, favorecendo o surgimento de espinhas (acne inflamatória) e crises de dermatite;
    • Dores de cabeça tensionais: quando os músculos do pescoço e da base do crânio passam a noite inteira contraídos para compensar a falta de apoio, causam uma fadiga muscular que se manifesta como dor de cabeça logo ao amanhecer;
    • Sono de má qualidade e cansaço diário: o desconforto físico e as pequenas interrupções na respiração impedem que você atinja as fases mais profundas do sono. O resultado é um acordar com fadiga, com indisposição e falta de concentração durante o dia.

    Como escolher o travesseiro ideal?

    Para escolher o travesseiro correto, o principal critério que você deve avaliar é a posição que costuma dormir, uma vez que a altura e a firmeza do travesseiro influenciam diretamente no alinhamento da coluna durante a noite.

    Quem dorme de lado

    Sendo a posição mais comum de dormir, também é uma das que mais precisam de atenção na escolha do travesseiro, já que o espaço entre a cabeça e o colchão é maior por causa da largura dos ombros.

    Nesses casos, o ideal é escolher um travesseiro com maior altura e boa firmeza, capaz de preencher corretamente a distância entre a ponta do ombro e a base do pescoço.

    O travesseiro precisa sustentar a cabeça sem deixá-la afundar demais, mantendo o pescoço alinhado em relação aos ombros e à coluna. Quando a altura está inadequada, a cabeça pode ficar inclinada para cima ou para baixo, favorecendo dores cervicais e tensão muscular.

    Para quem dorme de costas (barriga para cima)

    Quem dorme de barriga para cima normalmente precisa de um suporte intermediário, que mantenha a curvatura natural do pescoço sem elevar demais a cabeça. Um travesseiro muito alto pode forçar a cervical para frente, enquanto um modelo muito baixo deixa o pescoço sem apoio adequado.

    Na posição, o ideal costuma ser um travesseiro de altura média ou baixa, que preencha suavemente a região da nuca e permita que a cabeça permaneça alinhada de forma natural, com o olhar voltado para o teto.

    Para quem dorme de barriga para baixo

    Dormir de bruços não costuma ser muito recomendado, já que essa posição aumenta a rotação do pescoço e pode sobrecarregar a região lombar. Ainda assim, algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir de outra forma.

    Nesses casos, o ideal é usar um travesseiro bem baixo e macio, quase plano, apenas para oferecer um apoio leve para a cabeça sem elevar demais o pescoço. Quanto mais alto o travesseiro, maior tende a ser a tensão na região cervical durante a noite.

    Como fazer o travesseiro durar mais?

    Para ajudar o travesseiro a manter a sustentação adequada e reduzir o acúmulo de microrganismos ao longo do tempo, alguns cuidados diários e de conservação podem fazer diferença:

    • Use sempre uma capa protetora impermeável e com zíper por baixo da fronha comum;
    • Lave a capa protetora e a fronha pelo menos uma vez por semana;
    • Deixe o travesseiro arejar em um local ventilado e com sombra regularmente;
    • Evite expor o travesseiro diretamente ao sol forte para não ressecar a espuma interna;
    • Sacuda e afofe o travesseiro diariamente ao arrumar a cama para redistribuir o preenchimento;
    • Nunca durma com os cabelos úmidos ou molhados para evitar a proliferação interna de fungos;
    • Siga estritamente as instruções de lavagem do fabricante na etiqueta e evite molhar o miolo se o material não permitir;
    • Evite sentar, deitar por cima ou apoiar objetos pesados sobre o travesseiro para não acelerar a deformação da espuma.

    Mesmo com todos os cuidados e com a troca regular do travesseiro, é importante prestar atenção aos sinais do corpo. Se as dores no pescoço, nos ombros ou a rigidez ao acordar continuarem por mais de duas a três semanas, vale procurar avaliação de um ortopedista ou fisioterapeuta.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes

    1. Posso contrair alguma doença usando um travesseiro velho?

    Sim, pois o acúmulo de microrganismos pode causar ou agravar doenças respiratórias como rinite alérgica, asma, bronquite e sinusite. Além disso, a presença de bactérias e fungos na superfície pode favorecer infecções na pele, como a dermatite, e inflamações nos olhos, como a conjuntivite alérgica.

    2. Lavar o travesseiro na máquina elimina a necessidade de trocá-lo?

    Não, a lavagem remove apenas a sujeira superficial. Ela não recupera a elasticidade e a firmeza do material interno que foram perdidas com o uso. Se o miolo do travesseiro não secar completamente, a lavagem também acelera a proliferação de fungos no interior do produto.

    3. Como funciona o teste de dobrar o travesseiro ao meio?

    Coloque o travesseiro em uma superfície plana e dobre-o exatamente ao meio, pressionando por alguns segundos. Ao soltar, o travesseiro deve voltar imediatamente à sua forma original. Se ele continuar dobrado, demorar para subir ou ficar marcado, significa que perdeu a resiliência e precisa ser trocado.

    4. Colocar o travesseiro ao sol ajuda a eliminar os ácaros?

    Não, o sol quente cria um ambiente aquecido ideal para os ácaros migrarem para o interior do travesseiro, onde continuarão se multiplicando. Além disso, a radiação solar direta e o calor excessivo ressecam e degradam a espuma ou as fibras, acelerando a perda de sustentação del produto.

    5. Crianças precisam trocar de travesseiro com a mesma frequência que adultos?

    Sim, o prazo de 1 a 2 anos também se aplica às crianças. No caso delas, o cuidado deve ser ainda maior, pois o sistema respiratório infantil é mais sensível a alergias causadas por ácaros. A altura do travesseiro infantil também deve ser ajustada conforme o crescimento da criança.

    6. Existe algum material de travesseiro que seja totalmente imune a ácaros?

    Nenhum material impede 100% o acúmulo de poeira com o passar dos anos, mas o látex natural e a espuma de poliuretano tratada são os mais resistentes.

    7. O que devo fazer com o travesseiro velho após a troca?

    Por conter uma quantidade massiva de carga biológica (ácaros, fungos e pele morta), os travesseiros velhos não devem ser doados para outras pessoas usarem para dormir. O ideal é descartá-los no lixo comum ou verificar se existem postos de reciclagem têxtil na sua região que aceitem o material de preenchimento.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

  • Como evitar deficiências nutricionais com as canetas emagrecedoras?

    Como evitar deficiências nutricionais com as canetas emagrecedoras?

    Em qualquer tratamento que envolva a perda de peso, o acompanhamento médico e nutricional deve acontecer de forma constante — e não seria diferente com o uso de agonistas de GLP-1, medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

    Eles atuam controlando a fome e retardando o esvaziamento do estômago, o que prolonga a saciedade e, consequentemente, reduz o consumo de alimentos. Se não houver um plano alimentar individualizado, isso pode resultar em deficiências nutricionais, que comprometem o bem-estar e a saúde ao longo do tratamento, inclusive tornando o processo de emagrecimento mais desgastante.

    Como as canetas emagrecedoras atuam no emagrecimento?

    As canetas emagrecedoras, como semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), atuam principalmente por meio da regulação do apetite e do metabolismo, interferindo em áreas específicas do cérebro responsáveis pela fome e saciedade.

    Elas imitam a ação de um hormônio natural do corpo, o GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), que é liberado pelo intestino após as refeições. Ele envia sinais ao cérebro informando que o organismo está satisfeito, o que diminui o consumo de alimentos.

    Somado a isso, as canetas também retardam o esvaziamento do estômago, fazendo com que a sensação de saciedade dure por mais tempo. Com isso, a pessoa tende a comer menos e de forma mais controlada ao longo do dia — o que cria um ambiente metabólico favorável ao emagrecimento.

    Por que o uso pode causar deficiências nutricionais?

    As deficiências nutricionais podem acontecer porque os agonistas GLP-1 reduzem de forma significativa o apetite e, como resultado, a ingestão de alimentos. Quando a pessoa passa a comer menos, o corpo pode deixar de receber quantidades adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais, como explica a nutricionista Bárbara Yared.

    Portanto, mesmo que a pessoa consiga emagrecer, a restrição alimentar prolongada, sem acompanhamento nutricional adequado, cria um desequilíbrio que pode afetar desde a imunidade até a saúde da pele, cabelos e músculos.

    A redução significativa da ingestão calórica também interfere na absorção de nutrientes. Como o esvaziamento do estômago é mais lento, o processo digestivo passa por algumas alterações, comprometendo a absorção de ferro, cálcio, vitamina B12 e outras substâncias.

    Para complementar, o enjoo e a sensação de saciedade precoce, efeitos comuns nas primeiras semanas, levam muitas pessoas a evitarem refeições completas ou variados grupos alimentares.

    Quais os riscos das deficiências nutricionais?

    Os riscos das deficiências nutricionais são muitos e podem afetar o corpo de várias formas, como:

    • Perda de massa muscular;
    • Fraqueza e fadiga frequente;
    • Queda de cabelo;
    • Pele e unhas mais frágeis;
    • Redução da imunidade;
    • Dificuldade de concentração;
    • Alterações no humor;

    Em situações mais graves, podem surgir quadros de anemia, enfraquecimento dos ossos (osteopenia), alterações hormonais e até dificuldades de concentração ou raciocínio.

    Como prevenir deficiências nutricionais usando canetas emagrecedoras?

    Antes de tudo, é importante destacar que o uso de agonistas de GLP-1 deve ser feito apenas com prescrição médica. Todo o tratamento precisa ter acompanhamento médico e nutricional, já que cada organismo reage de forma diferente aos medicamentos e às mudanças alimentares.

    No dia a dia, existem algumas estratégias que podem ajudar a prevenir deficiências nutricionais e manter o equilíbrio do corpo, como:

    Fracionar as refeições ao longo do dia

    Como o apetite tende a diminuir com o uso de agonistas GLP-1, Bárbara orienta a fracionar a alimentação em pequenas porções distribuídas ao longo do dia. O hábito de comer em intervalos regulares evita longos períodos de jejum e ajuda o corpo a receber nutrientes de forma contínua. Ah, e pequenas refeições equilibradas também reduzem o risco de enjoo, que é comum nas primeiras semanas do tratamento.

    Montar pratos equilibrados nas refeições principais

    Nas principais refeições, como almoço e jantar, o ideal é montar pratos balanceados, como:

    • 1/3 de carboidratos integrais, como arroz integral, batata-doce ou quinoa;
    • 1/3 de proteínas, como frango, peixe, ovos, carne magra ou leguminosas;
    • 1/3 de vegetais, preferindo uma boa variedade de cores para garantir diferentes vitaminas e minerais.

    Ter um equilíbrio ajuda a preservar a massa magra, sustenta por mais tempo e garante que o corpo receba energia suficiente para as atividades do dia a dia.

    Incluir gorduras boas nas refeições

    As gorduras boas são tipos de lipídios que ajudam a manter várias funções vitais em equilíbrio. Elas participam da produção de hormônios, protegem o coração, auxiliam na absorção de vitaminas (A, D, E e K) e contribuem para o bom funcionamento do cérebro.

    As gorduras são divididas em dois grupos, sendo eles:

    Monoinsaturadas: ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Estão presentes em alimentos como azeite de oliva, abacate, amêndoas, castanhas e amendoim;

    Poli-insaturadas: incluem os famosos ômega-3 e ômega-6, que têm ação anti-inflamatória e são importantes para o sistema nervoso e imunológico. Podem ser encontradas em peixes como salmão, sardinha e atum, além de sementes de chia, linhaça e nozes.

    Apesar de saudáveis, as gorduras devem ser consumidas com moderação. Pequenas porções já são suficientes para oferecer benefícios sem prejudicar o controle de peso.

    Considerar opções nutritivas e leves

    Quando o apetite está muito reduzido, pode ser difícil atingir a quantidade ideal de nutrientes apenas com comida sólida. Nessas situações, podem ser incluídas vitaminas proteicas, shakes equilibrados ou sopas completas, sempre com orientação profissional. Elas ajudam a manter a ingestão adequada de proteínas e micronutrientes, evitando carências nutricionais.

    Fazer acompanhamento regular com exames

    Durante o tratamento com as canetas emagrecedoras, realizar exames periódicos é necessário para monitorar níveis de ferro, cálcio, vitamina B12, vitamina D e outros nutrientes. A avaliação constante ajuda a identificar precocemente qualquer sinal de deficiência e permite ajustar o plano alimentar antes que o problema evolua.

    Ainda, os resultados laboratoriais orientam o médico e o nutricionista na decisão sobre possíveis suplementações ou mudanças na dieta. Em alguns casos, pode ser necessário reforçar o consumo de determinados alimentos ou incluir vitaminas e minerais em cápsulas ou líquidos, de acordo com a necessidade de cada um.

    Leia também: Canetas emagrecedoras: como evitar o efeito rebote no emagrecimento?

    Quando o uso de suplementos é necessário?

    O uso de suplementos alimentares pode ser necessário quando a alimentação, mesmo quando bem planejada, não consegue suprir todas as necessidades nutricionais do organismo durante o tratamento com as canetas emagrecedoras.

    A indicação deve sempre ser feita por um profissional de saúde, após a análise de exames laboratoriais. Quando existe uma deficiência comprovada de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio ou proteínas, o médico ou o nutricionista pode definir o tipo, a dose e o tempo de uso mais adequado. O uso depende sempre da avaliação individual, segundo Bárbara.

    Sinais de alerta de deficiências nutricionais

    Os principais sinais de que o corpo está com deficiências nutricionais são, de acordo com Bárbara:

    • Cansaço e fraqueza;
    • Fadiga constante;
    • Sonolência excessiva;
    • Falta de ar;
    • Infecções frequentes, como gripes e resfriados;
    • Cicatrização lenta de feridas;
    • Unhas quebradiças;
    • Queda de cabelo;
    • Constipação;
    • Dores abdominais.

    Se algum desses sinais aparecer, é importante procurar um médico para realizar exames e identificar possíveis deficiências antes que elas se tornem mais sérias.

    Veja mais: Canetas emagrecedoras: saiba como evitar a perda de massa muscular

    Perguntas frequentes sobre deficiências nutricionais

    1. Quem pode usar medicamentos agonistas de GLP-1?

    Os agonistas GLP-1, como Ozempic, são indicados para adultos com diagnóstico de obesidade, ou de sobrepeso com doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto ou apneia do sono.

    O uso deve sempre ser avaliado e prescrito por um médico, que analisará o histórico clínico, possíveis contraindicações e os objetivos do tratamento. O uso recreativo, estético ou sem acompanhamento profissional não é recomendado, pois pode causar efeitos colaterais graves. Nunca se automedique!

    2. Quais são os principais efeitos colaterais das canetas emagrecedoras?

    Os efeitos mais comuns aparecem nas primeiras semanas de uso e costumam ser leves e temporários, sendo eles:

    • Náuseas;
    • Dor de estômago;
    • Gases;
    • Constipação;
    • Diarreia;
    • Azia;
    • Sensação de estufamento.

    Os sintomas normalmente diminuem à medida que o corpo se adapta, mas ainda é importante manter o acompanhamento médico e relatar qualquer desconforto, já que o ajuste da dose ou a mudança na forma de administração podem amenizar os efeitos.

    3. É possível manter os resultados após parar o uso?

    Sim, mas depende do estilo de vida adotado durante o tratamento. O medicamento ajuda a controlar o apetite e criar novos hábitos, mas, ao suspender o uso, o corpo tende a retomar o comportamento anterior se não houver uma reeducação alimentar sólida.

    Para manter o peso, é preciso continuar com uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico. Alguns profissionais também recomendam uma transição gradual para evitar o “efeito rebote”.

    4. O uso de canetas de GLP-1 substitui dieta e exercícios?

    Não! O remédio deve ser visto como um apoio no processo de emagrecimento, mas não substitui a importância de uma alimentação equilibrada e da prática regular de atividades físicas.

    A combinação entre remédio, dieta e exercício é o que garante resultados mais saudáveis. Sem isso, o corpo tende a recuperar todo o peso perdido assim que o tratamento termina.

    5. O que comer durante o tratamento com agonistas de GLP-1?

    Durante o uso de canetas emagrecedoras, a prioridade é comer alimentos leves, nutritivos e de fácil digestão. Uma ideia é montar pratos equilibrados com proteínas magras (frango, peixe, ovos), carboidratos integrais (arroz integral, quinoa, batata-doce) e vegetais variados.

    As refeições devem ser pequenas, fracionadas e distribuídas ao longo do dia para evitar enjoo e garantir energia constante.

    6. Quais alimentos evitar durante o uso de canetas emagrecedoras?

    O recomendado, durante e após o tratamento, é evitar o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, alimentos ultraprocessados e frituras. Também é bom limitar o consumo de doces e carboidratos simples, que podem causar picos de glicemia e atrapalhar o controle do apetite.

    O ideal é priorizar comidas naturais, ricas em fibras e proteínas, que sustentam por mais tempo e protegem a massa magra.

    Confira: 6 dicas para quem está começando a usar canetas emagrecedoras

  • Como ajudar alguém com depressão? 6 atitudes práticas que fazem a diferença

    Como ajudar alguém com depressão? 6 atitudes práticas que fazem a diferença

    Ver um amigo, familiar ou parceiro convivendo com um quadro de depressão pode ser um processo doloroso, ainda mais quando a sensação é de impotência diante do sofrimento da pessoa. Em alguns casos, a vontade de ajudar pode ser enorme, mas existe o medo de dizer a coisa errada ou de piorar a situação.

    A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta diretamente a forma como a pessoa pensa, sente e age — e ter o apoio de pessoas próximas é uma das principais medidas para a recuperação, desde que seja feito da maneira certa.

    Se você não sabe por onde começar, pequenas atitudes no dia a dia podem fazer toda a diferença. A seguir, listamos algumas dicas práticas de como ajudar alguém com depressão.

    1. Ouça sem julgar ou dar conselhos

    Um dos primeiros passos para ajudar uma pessoa com depressão é escutar o que ela tem a dizer, segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann. Muitas vezes, quem convive com depressão não está procurando uma solução imediata para se sentir bem, mas um espaço seguro onde possa expressar sua dor sem medo de ser julgado.

    Por isso, evite ao máximo dar opiniões, fazer cobranças ou minimizar o sofrimento, tratando a depressão como falta de vontade. Mesmo quando existe boa intenção, a atitude pode fazer com que a pessoa se sinta incompreendida, culpada ou ainda mais isolada emocionalmente.

    Em vez de tentar resolver o problema, concentre-se em demonstrar empatia, valide os sentimentos da pessoa e mostre que ela é ouvida, compreendida e acolhida exatamente como está.

    2. Incentive a busca por ajuda profissional

    Por mais que o apoio de um amigo ou familiar seja importante, a depressão é uma condição médica que precisa do acompanhamento de psicólogos e psiquiatras. Em diversos casos, a falta de energia ou o próprio estigma da doença podem impedir que a pessoa dê o primeiro passo.

    Segundo Luiz, você pode fazer diferença oferecendo ajuda prática, como pesquisar profissionais, ligar para agendar uma consulta ou até acompanhá-la no dia do atendimento. Também é importante destacar sempre que buscar tratamento não é um sinal de fraqueza, mas o caminho mais seguro para recuperar o bem-estar e a qualidade de vida.

    3. Evite minimizar a dor do outro

    A depressão não é uma escolha, uma tristeza passageira ou falta de força de vontade. Ela envolve desequilíbrios químicos, alterações estruturais e mudanças nas conexões cerebrais que afetam diretamente o humor, a motivação, o sono, o apetite, a concentração e até a forma como a pessoa enxerga a si mesma e o mundo ao redor.

    Quando a pain é minimizada, a pessoa pode sentir que o próprio sofrimento não é válido ou importante, dificultando ainda mais a busca por ajuda e o processo de recuperação.

    O ideal é demonstrar que você respeita e reconhece a dor dela, mesmo sem compreendê-la por completo. No dia a dia, troque os julgamentos por frases de suporte, como “eu vejo que você está sofrendo e estou aqui para passar por isso com você”.

    4. Ajude nas tarefas simples do dia a dia

    Durante uma crise de depressão, a falta de energia e o cansaço extremo podem dificultar a realização das atividades mais simples da rotina, como lavar a louça, cozinhar, arrumar a casa ou ir ao supermercado.

    Em vez de fazer cobranças, você pode oferecer ajuda ou simplesmente assumir uma das pequenas tarefas domésticas, o que alivia uma carga enorme e demonstra cuidado de forma concreta, sem pressionar a pessoa.

    5. Convide para atividades leves (sem pressionar)

    O incentivo para realizar uma atividade prazerosa ajuda a quebrar o ciclo de isolamento comum na depressão. Você pode propor programas simples e sem compromisso, como dar uma caminhada curta, assistir a um filme ou tomar um café.

    Em todos os casos, o mais importante aqui é não forçar a barra caso a pessoa recuse o convite. A paciência nesse momento demonstra que ela continua sendo lembrada e incluída, respeitando o tempo dela.

    6. Fique atento aos sinais de alerta

    O monitoramento constante do comportamento de quem está convivendo com depressão é importante para identificar sinais de que o quadro está se agravando. Por isso, fique atento a mudanças bruscas de humor, isolamento social mais intenso, abandono dos cuidados pessoais ou falas frequentes associadas à desesperança, culpa ou despedida.

    Caso perceba os sinais ou tenha a suspeita de risco imediato à integridade da pessoa, procure não deixá-la sozinha. Em situações de crise grave, você pode recorrer a uma rede de apoio familiar, buscar atendimento de emergência e recorrer ao suporte especializado do CVV (Centro de Valorização da Vida), disponível gratuitamente pelo telefone 188.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

    Perguntas frequentes

    1. O que é a depressão?

    A depressão é uma doença psiquiátrica crônica que afeta o humor, o pensamento e o comportamento da pessoa. Diferente de uma tristeza passageira, ela causa um sofrimento profundo e persistente, prejudicando as atividades diárias, o trabalho e os relacionamentos.

    2. Quais são os principais sintomas da depressão?

    Os sinais mais comuns incluem tristeza constante, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, cansaço extremo e alterações no sono ou no apetite. Além disso, sentimentos de culpa, inutilidade e dificuldade de concentração são muito frequentes.

    3. Tristeza e depressão são a mesma coisa?

    Não, pois a tristeza é uma resposta natural a momentos difíceis, como o fim de um relacionamento ou a perda de um emprego, e costuma passar com o tempo. A depressão é uma condição médica prolongada que muitas vezes surge sem um motivo aparente e paralisa a vida do indivíduo.

    4. Todo mundo com depressão precisa tomar remédio?

    Não necessariamente, pois os casos leves costumam responder muito bem apenas à psicoterapia e a mudanças no estilo de vida. Contudo, nos casos moderados a graves, o uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário para reequilibrar a química cerebral.

    5. Os antidepressivos viciam ou mudam a personalidade?

    Os antidepressivos não causam dependência química nem alteram quem a pessoa é de verdade. O que acontece é que eles corrigem as funções cerebrais afetadas, permitindo que o paciente volte a sentir suas emoções de forma equilibrada e saudável.

    6. Qual é a importância da terapia no tratamento?

    A psicoterapia ajuda o paciente a compreender a raiz dos problemas e a desenvolver mecanismos de defesa contra os pensamentos negativos. Além disso, ela oferece ferramentas práticas para lidar com o estresse do dia a dia e prevenir futuras recaídas.

    7. A depressão pode causar sintomas físicos no corpo?

    A mente e o corpo estão interligados, fazendo com que a doença se manifeste fisicamente de várias formas. Dores de cabeça crônicas, problemas digestivos, tensão muscular e baixa imunidade são queixas muito comuns entre os pacientes com depressão.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda