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  • Antidepressivos: o que são, como funcionam e quando são indicados

    Antidepressivos: o que são, como funcionam e quando são indicados

    Você já deve ter ouvido falar nos antidepressivos, mas sabe como eles realmente agem no corpo? Usados no tratamento de depressão, crises de ansiedade, pânico ou dores crônicas, os medicamentos atuam regulando substâncias químicas no cérebro que controlam as emoções, o sono e até a disposição para o dia a dia.

    A seguir, vamos entender quando eles são indicados, os principais tipos de antidepressivos e os possíveis efeitos colaterais do tratamento. Confira!

    O que são os antidepressivos?

    Os antidepressivos são uma classe de medicamentos desenvolvidos para atuar diretamente no sistema nervoso central, a fim de normalizar as funções químicas do cérebro que foram alteradas.

    Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann, eles atuam no cérebro regulando a ação de neurotransmissores, principalmente a serotonina, a noradrenalina e a dopamina, que são responsáveis por transmitir sinais entre os neurônios.

    Ao ajudar a equilibrar as substâncias, os antidepressivos melhoram a comunicação entre os neurônios, o que contribui para estabilizar o humor e reduzir os sintomas ao longo do tempo. Com o uso contínuo e orientado, você costuma sentir mais disposição, uma melhor qualidade do sono e maior controle sobre as emoções.

    Quando são indicados?

    Os antidepressivos são indicados quando os sintomas, sejam de um transtorno mental ou de uma condição física, passam a atrapalhar de forma importante a qualidade de vida, o trabalho ou os relacionamentos.

    O uso é recomendado quando o médico identifica que existe um desequilíbrio químico ou uma necessidade de modulação neurológica que não pode ser resolvida apenas com mudanças no estilo de vida. Entre as principais indicações, é possível destacar:

    • Depressão: tanto em episódios mais intensos quanto na depressão persistente (distimia), os antidepressivos ajudam a melhorar o humor, reduzir a sensação de vazio e recuperar o interesse por atividades do dia a dia. Também podem contribuir para melhorar o sono, o apetite e a energia;
    • Transtornos de ansiedade: são a base do tratamento para condições como o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), crises de pânico e fobia social. Os medicamentos ajudam a diminuir a preocupação excessiva, a tensão constante e os sintomas físicos, como falta de ar, coração acelerado e inquietação;
    • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): atuam reduzindo os pensamentos intrusivos e a necessidade de realizar comportamentos repetitivos. Com o tempo, ajudam a pessoa a ter mais controle sobre os rituais e a diminuir o sofrimento causado pelo transtorno;
    • Controle da dor crônica: em quadros como fibromialgia, dores neuropáticas ou enxaquecas frequentes, alguns antidepressivos ajudam a regular a forma como o cérebro percebe a dor, diminuindo a intensidade e melhorando a qualidade de vida;
    • Transtornos alimentares: podem ser usados como parte do tratamento, especialmente na bulimia nervosa, ajudando a controlar episódios de compulsão alimentar, ansiedade associada à comida e alterações de humor;
    • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): ajudam a reduzir sintomas como lembranças invasivas, pesadelos, irritabilidade e estado de alerta constante, facilitando o processo de lidar com o trauma e recuperar o equilíbrio emocional.

    Vale lembrar que a decisão de iniciar o uso é sempre médica, baseada na avaliação do quadro, da intensidade dos sintomas e do impacto na rotina.

    Como os antidepressivos funcionam no cérebro?

    O cérebro funciona por meio de uma rede de neurônios que se comunicam o tempo todo, e isso acontece através das sinapses, que são pequenos espaços entre as células nervosas, onde atuam os neurotransmissores.

    Quando um neurônio libera substâncias como a serotonina, a noradrenalina ou a dopamina, elas atravessam esse espaço e se ligam a receptores no próximo neurônio, transmitindo a mensagem. Logo depois, parte dessas substâncias é reabsorvida pelo neurônio de origem ou degradada.

    Em quadros de depressão ou ansiedade, os neurotransmissores podem estar em menor quantidade ou sendo receptados rápido demais pelo neurônio de origem, o que reduz o tempo de ação nas sinapses e prejudica a comunicação entre as células nervosas.

    Os antidepressivos funcionam, basicamente, impedindo que os mensageiros sejam recolhidos ou destruídos rápido demais:

    • O medicamento aumenta a quantidade de substâncias como serotonina, noradrenalina e dopamina, fazendo com que elas fiquem mais tempo atuando entre os neurônios;
    • Com mais desses mensageiros em ação, a comunicação entre as células do cérebro melhora, ajudando a regular as emoções e funções do dia a dia;
    • Com o uso contínuo, o cérebro passa a se adaptar melhor, criando novas conexões e protegendo áreas ligadas à memória e ao aprendizado.

    É importante apontar que, diferente de outros medicamentos, os antidepressivos precisam de um tempo para fazer efeito no organismo. Em geral, como explica Luiz, os efeitos positivos começam a aparecer entre 2 e 4 semanas. Na maioria dos casos, isso acontece por volta de 21 dias.

    Principais tipos de antidepressivos

    Existem diferentes classes de antidepressivos, e a escolha do médico leva em conta os sintomas, o histórico de saúde e a forma como o corpo de cada pessoa costuma reagir aos medicamentos.

    Cada classe age de um jeito específico nas substâncias do cérebro, por isso a indicação é sempre individualizada. Hoje, os principais tipos utilizados são:

    • Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS): são os mais prescritos atualmente por apresentarem menos efeitos colaterais, sendo focados exclusivamente na serotonina. Como exemplos, estão fluoxetina, sertralina e escitalopram;
    • Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN): conhecidos como duais, atuam em dois neurotransmissores importantes, sendo muito usados também para dores crônicas. Exemplos incluem venlafaxina e duloxetina;
    • Antidepressivos tricíclicos: são medicamentos mais antigos e bastante eficazes, porém costumam causar mais efeitos como boca seca e sonolência. Alguns exemplos incluem amitriptilina e clomipramina;
    • Antidepressivos atípicos: eles recebem o nome porque não se encaixam nas outras categorias, agindo de formas únicas. A bupropiona, por exemplo, foca mais na dopamina e é muito usada para ajudar a parar de fumar. Outro exemplo é a mirtazapina;
    • Inibidores da monoaminoxidase (IMAO): são usados em casos muito específicos e resistentes a outros tratamentos, pois exigem restrições alimentares rigorosas devido à interação com certas substâncias.

    Quais os efeitos colaterais dos antidepressivos?

    Os efeitos colaterais dos antidepressivos variam de pessoa para pessoa e também dependem do tipo de medicamento usado, mas os mais comuns incluem:

    • Náusea e desconforto no estômago;
    • Boca seca, devido a diminuição da produção de saliva;
    • Sonolência ou insônia;
    • Tontura ou sensação de cabeça leve, mais comum ao levantar rápido ou nos primeiros dias;
    • Alterações no apetite e no peso, podendo haver aumento ou diminuição da fome;
    • Diminuição da libido;
    • Em alguns casos, pode ocorrer uma leve piora da ansiedade nos primeiros dias.

    No geral, eles são mais comuns nas primeiras semanas de uso, enquanto o organismo ainda está se adaptando, mas costumam melhorar com o tempo. Mesmo assim, é importante conversar com o médico caso eles incomodem muito ou não desapareçam, pois pode ser necessário ajustar a dose ou trocar o medicamento.

    Quem não pode tomar antidepressivos?

    Os antidepressivos são seguros quando bem indicados pelo médico, mas existem algumas situações específicas em que o uso precisa de mais cuidado ou até deve ser evitado. De forma geral, é preciso ter atenção em casos como:

    • Pessoas com alergia ao medicamento;
    • Uso de antidepressivos da classe IMAOs, que não podem ser misturados com outros tipos;
    • Problemas cardíacos;
    • Glaucoma de ângulo fechado;
    • Crianças e adolescentes.

    Além disso, existem situações em que o uso é possível, mas exige um acompanhamento mais próximo:

    • Gestantes e mulheres que amamentam;
    • Idosos;
    • Pessoas com transtorno bipolar;
    • Doenças no fígado ou nos rins.

    Lembre-se: apenas um profissional de saúde pode determinar se você está apto a iniciar o tratamento após uma avaliação completa dos seus exames e histórico clínico. Não se automedique!

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes

    1. Quem toma antidepressivo pode doar sangue?

    Depende do medicamento. A maioria dos antidepressivos comuns (como Sertralina ou Fluoxetina) não impede a doação, desde que você esteja estável e sem sintomas da doença. No entanto, o triador do hemocentro avaliará a dosagem e o tipo de fármaco. Sempre informe o nome do remédio na entrevista.

    2. Quem toma antidepressivo pode tomar cerveja?

    O ideal é evitar. O álcool é um depressor do sistema nervoso e pode anular o efeito do remédio, além de sobrecarregar o fígado. Em alguns casos, a mistura causa sonolência excessiva, tontura e perda de coordenação. Converse com seu médico sobre exceções eventuais.

    3. Qual o melhor antidepressivo?

    O melhor antidepressivo é aquele que funciona para o seu organismo com o mínimo de efeitos colaterais. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para você, pois a escolha depende do seu tipo de sintoma (se há insônia, falta de energia ou ansiedade).

    4. Qual antidepressivo emagrece?

    Alguns medicamentos podem causar perda de apetite como efeito colateral inicial, levando à perda de peso. Porém, eles não são remédios para emagrecer e nunca devem ser usados com esse objetivo exclusivo.

    5. Grávidas podem tomar antidepressivos?

    Sim, mas com orientação. O médico avaliará o risco de deixar a mãe sem tratamento em contrapartida ao risco do medicamento para o bebê. Existem opções consideradas mais seguras para a gestação e amamentação que não prejudicam o desenvolvimento da criança.

    6. Posso parar de tomar o remédio quando me sentir bem?

    Nunca. A melhora acontece justamente porque o remédio está agindo. Parar por conta própria pode causar recaídas graves e sintomas de descontinuação, como tonturas e irritabilidade.

    7. Quanto tempo dura o tratamento?

    O tempo é bastante individual, mas costuma durar no mínimo de 6 meses a 1 ano após o desaparecimento total dos sintomas, para garantir que o cérebro se estabilizou e evitar recaídas.

    8. Posso dirigir tomando antidepressivo?

    No início do tratamento, você deve observar se o remédio causa tontura ou sonolência. Se você se sentir alerta e bem, pode dirigir normalmente.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

  • Hérnia de hiato: quando a queimação no peito merece atenção

    Hérnia de hiato: quando a queimação no peito merece atenção

    Azia frequente, sensação de queimação no peito e desconforto após as refeições são queixas comuns, muitas vezes atribuídas apenas ao refluxo. No entanto, em alguns casos, esses sintomas podem estar relacionados a uma alteração anatômica que nem sempre é percebida de imediato.

    A hérnia de hiato é uma dessas condições. Condição comum, especialmente com o avanço da idade, ela pode passar despercebida ou causar sintomas que impactam a qualidade de vida. Entender como ela surge e quando precisa de tratamento ajuda a lidar melhor com o problema.

    O que é a hérnia de hiato

    A hérnia de hiato é uma condição em que parte do estômago se desloca para o tórax por meio de uma abertura no diafragma chamada hiato esofágico. O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdome e possui esse orifício natural por onde passa o esôfago.

    Quando ocorre a hérnia, uma parte do estômago “escorrega” por essa abertura e passa a ocupar a região torácica. Esse deslocamento pode comprometer o funcionamento da válvula que fica entre o esôfago e o estômago, facilitando o retorno do conteúdo gástrico.

    Como consequência, pode surgir o refluxo gastroesofágico, que provoca sintomas como azia e queimação no peito.

    Embora muitas pessoas não apresentem sintomas, em alguns casos a condição pode causar desconforto significativo e impactar a qualidade de vida.

    Tipos de hérnia de hiato

    Existem diferentes tipos de hérnia de hiato.

    1. Hérnia por deslizamento

    • Tipo mais comum;
    • O estômago sobe e desce através do hiato;
    • Frequentemente associada ao refluxo.

    2. Hérnia paraesofágica

    • Menos comum;
    • Parte do estômago fica ao lado do esôfago;
    • Pode ter maior risco de complicações.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas com hérnia de hiato não apresentam sintomas.

    Quando presentes, os mais comuns são:

    • Azia (queimação no peito);
    • Regurgitação (retorno de alimento ou ácido);
    • Sensação de estômago cheio;
    • Dor no peito;
    • Dificuldade para engolir, em alguns casos.

    Os sintomas costumam estar relacionados ao refluxo.

    Por que a hérnia de hiato acontece

    A causa envolve o enfraquecimento das estruturas que sustentam o estômago.

    Alguns fatores associados são:

    • Envelhecimento;
    • Aumento da pressão abdominal (como obesidade);
    • Gravidez;
    • Esforço físico intenso;
    • Tosse crônica.

    Esses fatores facilitam o deslocamento do estômago.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A hérnia de hiato é mais comum em:

    • Pessoas acima de 50 anos;
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade;
    • Gestantes;
    • Indivíduos com histórico de refluxo.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por meio de exames como:

    • Endoscopia digestiva alta;
    • Radiografia contrastada do esôfago e estômago;
    • Outros exames, quando necessário.

    Esses exames ajudam a identificar a hérnia e avaliar suas consequências.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da presença e da intensidade dos sintomas.

    1. Mudanças no estilo de vida

    • Evitar refeições volumosas;
    • Não deitar logo após comer;
    • Elevar a cabeceira da cama;
    • Reduzir alimentos que pioram o refluxo;
    • Perder peso, quando necessário.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos que reduzem a acidez do estômago;
    • Controle dos sintomas de refluxo.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é indicada em casos selecionados, como:

    • Sintomas graves e persistentes;
    • Complicações do refluxo;
    • Hérnias maiores.

    Hérnia de hiato é grave?

    Na maioria dos casos, não.

    Muitas pessoas vivem com a condição sem sintomas importantes. No entanto, quando associada a refluxo intenso ou complicações, pode exigir tratamento mais específico.

    Confira:

    6 sintomas que você não imagina que podem ser refluxo

    Perguntas frequentes sobre hérnia de hiato

    1. Hérnia de hiato sempre causa refluxo?

    Não, mas pode favorecer o refluxo.

    2. Precisa sempre de cirurgia?

    Não. A maioria dos casos é tratada clinicamente.

    3. Pode desaparecer sozinha?

    Não costuma desaparecer, mas pode não causar sintomas.

    4. Dor no peito pode ser causada por hérnia de hiato?

    Sim, especialmente quando associada ao refluxo.

    5. Alimentação influencia?

    Sim. Alguns alimentos podem piorar os sintomas.

    6. É comum?

    Sim, especialmente em pessoas mais velhas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver azia frequente, dor ou dificuldade para engolir.

    Veja também:

    Azia constante: o que pode ser e como melhorar

  • Hidradenite supurativa: por que surgem caroços dolorosos na pele 

    Hidradenite supurativa: por que surgem caroços dolorosos na pele 

    Dor na pele, nódulos que surgem repetidamente e lesões que demoram a cicatrizar podem parecer problemas isolados, mas em alguns casos fazem parte de uma condição inflamatória crônica ainda pouco conhecida pela população.

    A hidradenite supurativa é uma dessas doenças. Embora não seja contagiosa, ela pode causar desconforto intenso e impacto significativo na qualidade de vida, principalmente quando não é reconhecida e tratada adequadamente desde o início.

    O que é a hidradenite supurativa

    A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele, também conhecida como acne inversa ou doença de Verneuil, que provoca o surgimento de nódulos dolorosos, abscessos e lesões recorrentes, principalmente em áreas de dobras, como axilas, virilha e região glútea.

    A doença afeta os folículos pilosos e as glândulas sudoríparas da pele.

    Essas lesões podem evoluir com formação de pus e cicatrizes, causando dor, desconforto e impacto na qualidade de vida.

    Apesar de não ser contagiosa, a hidradenite pode ser uma condição persistente e de difícil controle, exigindo acompanhamento médico.

    Ela se caracteriza por:

    • Nódulos inflamatórios profundos;
    • Abscessos recorrentes;
    • Formação de túneis sob a pele (fístulas);
    • Cicatrizes ao longo do tempo.

    Ela acontece mais frequentemente após a puberdade e antes dos 40 anos, sendo mais prevalente entre os 20 e 30 anos, além de acometer com mais frequência mulheres.

    As lesões se iniciam com a oclusão folicular, levando a alterações celulares locais e inflamação.

    Onde as lesões aparecem com mais frequência

    As áreas mais afetadas são aquelas com maior atrito e presença de glândulas:

    • Axilas;
    • Virilha;
    • Região entre as nádegas;
    • Parte interna das coxas;
    • Em alguns casos, abaixo das mamas.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade da doença.

    Os mais comuns são:

    • Nódulos dolorosos sob a pele;
    • Abscessos com saída de pus;
    • Mau cheiro das secreções;
    • Cicatrizes na pele;
    • Lesões recorrentes no mesmo local.

    A dor pode ser intensa, especialmente durante crises.

    Por que a hidradenite supurativa acontece

    A causa exata não é totalmente conhecida, mas está relacionada à obstrução dos folículos pilosos e à inflamação local.

    Alguns fatores associados são:

    • Predisposição genética;
    • Alterações hormonais;
    • Tabagismo;
    • Obesidade;
    • Atrito constante na pele.

    Esses fatores contribuem para o desenvolvimento e agravamento da doença.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A hidradenite supurativa é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Mulheres;
    • Pessoas com histórico familiar da doença;
    • Indivíduos com sobrepeso;
    • Fumantes.

    A hidradenite supurativa é contagiosa?

    Não. A doença não é causada por infecção transmissível e não passa de uma pessoa para outra.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação das lesões e da história de recorrência.

    Na maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    A identificação precoce ajuda a iniciar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade da doença.

    As principais opções são:

    • Antibióticos, para controlar a inflamação e infecção secundária;
    • Medicamentos anti-inflamatórios;
    • Terapias específicas, incluindo medicamentos imunomoduladores;
    • Drenagem de abscessos, quando necessário;
    • Cirurgia em casos mais avançados.

    O tratamento costuma ser contínuo e individualizado.

    Como controlar a doença no dia a dia

    Algumas medidas ajudam a reduzir as crises:

    • Evitar atrito nas áreas afetadas;
    • Manter higiene adequada da pele;
    • Evitar roupas apertadas;
    • Parar de fumar;
    • Controlar o peso.

    Essas ações podem melhorar os sintomas e reduzir a frequência das lesões.

    Confira:

    7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    Perguntas frequentes sobre hidradenite supurativa

    1. Hidradenite supurativa tem cura?

    Não há cura definitiva, mas é possível controlar a doença.

    2. É uma infecção?

    Não. É uma doença inflamatória, embora possa haver infecção secundária.

    3. Pode causar cicatrizes?

    Sim. Lesões recorrentes podem deixar cicatrizes.

    4. É contagiosa?

    Não.

    5. Dói?

    Sim. Pode causar dor significativa.

    6. Pode piorar com o tempo?

    Sim, se não tratada adequadamente.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver nódulos recorrentes, dor ou secreção na pele.

    Veja também:

    Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

  • Exercício físico em excesso afeta o ciclo menstrual? Ginecologista explica as mudanças no organismo

    Exercício físico em excesso afeta o ciclo menstrual? Ginecologista explica as mudanças no organismo

    Não é novidade que a prática de atividade física é um dos pilares mais importantes para a melhoria da qualidade de vida e para o bom funcionamento do corpo. No entanto, quando o esforço se torna extremo, o organismo pode começar a emitir sinais de alerta. Nas mulheres, um dos primeiros a aparecer é a alteração no ciclo menstrual.

    O exercício físico em excesso, comum em atletas de alto rendimento ou em quem aumenta a intensidade dos treinos de forma abrupta, pode levar desde atrasos na menstruação até a interrupção completa do ciclo, condição conhecida como amenorreia da atleta.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender por que essa mudança acontece, quais são os principais sinais de alerta e quando é importante procurar avaliação médica.

    Como o exercício físico em excesso afeta a menstruação?

    O ciclo menstrual é regulado por um sistema de comunicação delicado entre o cérebro e os ovários, conhecido como eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Segundo Andreia, quando você pratica exercícios de intensidade muito elevada, o sistema pode ter interferências que interrompem o ritmo natural da produção hormonal.

    O processo funciona como uma forma de proteção do próprio corpo: quando há um estresse físico muito intenso ou um gasto de energia muito alto, o organismo entende que não é o melhor momento para uma possível gravidez.

    Para economizar energia e manter as funções mais importantes, como o coração batendo e a respiração, o cérebro reduz temporariamente a atividade do sistema reprodutivo. Como consequência, a ovulação pode não acontecer de forma regular, o ciclo menstrual pode ficar mais espaçado ou até mesmo interrompido, e a menstruação pode diminuir ou desaparecer por um período.

    O impacto no fluxo menstrual

    De acordo com Andreia, a alteração não acontece necessariamente de um dia para o outro e, normalmente, o corpo apresenta os sinais progressivamente:

    • Os intervalos entre as menstruações começam a ficar maiores (oligomenorreia);
    • O sangramento torna-se mais escasso a cada mês;
    • A suspensão completa da menstruação por três meses ou mais.

    A principal causa da interrupção é a redução na liberação do hormônio GnRH pelo hipotálamo, o que impede a sequência de eventos que levaria à ovulação. Sem ovulação, não há produção adequada de progesterona, e o endométrio não se descama e, como resultado, não acontece a menstruação.

    Além do estresse físico, a baixa disponibilidade de energia, que ocorre quando as calorias ingeridas não são suficientes para suprir o gasto do treino e as necessidades básicas do corpo, também favorece o desequilíbrio hormonal.

    Sinais de que o treino está sobrecarregando o corpo

    Os principais sinais de que o seu treino ultrapassou o limite saudável incluem:

    • Dificuldade para dormir ou acordar várias vezes durante a noite;
    • Cansaço constante, que não melhora nem com descanso;
    • Queda no rendimento e nas atividades do dia a dia;
    • Perda de peso rápida e sem intenção;
    • Mudanças na composição corporal;
    • Dores frequentes ou inflamações, como tendinite;
    • Lesões recorrentes ou fraturas por estresse;
    • Irritabilidade, ansiedade ou desânimo;
    • Sensação de estresse constante no corpo.

    A ausência de menstruação costuma ser um sinal mais avançado de sobrecarga, que o corpo já vinha indicando por meio de outros sintomas físicos e mentais. Por isso, é importante reconhecer os alertas desde o início, para evitar lesões mais graves e possíveis desequilíbrios metabólicos ao longo do tempo.

    Como diferenciar o treino saudável do nocivo?

    O treino saudável traz disposição e melhora a saúde ao longo do tempo, enquanto o treino nocivo é aquele que causa sofrimento físico constante. Se você parou de menstruar e apresenta dois ou mais dos sinais citados, não significa que você precisa abandonar os exercícios, mas sim que é o momento de ajustar a carga, o descanso e a alimentação com auxílio de um profissional.

    Quem corre mais risco de parar de menstruar?

    O quadro é mais comum em pessoas específicas, onde a exigência física é levada ao limite ou onde ocorre uma mudança muito brusca no estilo de vida. Assim, os grupos que devem ter atenção redobrada são:

    • Atletas de modalidades de endurance: mulheres que praticam esportes de longa duração e alta resistência, como maratonistas, ciclistas, triatletas e nadadoras de competição, têm um gasto de energia muito elevado. Nesses casos, o corpo pode atingir um percentual de gordura muito baixo;
    • Iniciantes que saem do sedentarismo de forma abrupta: pessoas sedentárias que começam a treinar todos os dias com alta intensidade, sem adaptação, podem sobrecarregar o organismo. Se a mudança vier junto com dieta restritiva e perda de peso rápida, o corpo pode entender como um momento de alerta e reduzir a ovulação para economizar energia;
    • Praticantes com baixa disponibilidade de energia: o risco aumenta quando a quantidade de calorias ingeridas não acompanha o gasto com o treino. Quando isso acontece, o corpo entra em déficit energético e, para manter funções essenciais, o cérebro reduz os estímulos do ciclo menstrual.

    Vale ressaltar que não existe uma regra fixa e, segundo Andreia, muitas esportistas profissionais mantêm ciclos perfeitamente regulares. A ausência da menstruação é um sinal de que o equilíbrio entre treino, alimentação e descanso foi rompido e precisa ser ajustado.

    É possível reverter a ausência de menstruação?

    Na grande maioria dos casos, a ausência de menstruação causada pelo excesso de exercício é um quadro reversível. Para isso, são importantes algumas mudanças:

    • Ajustar a carga de treinos, reduzindo a intensidade ou o volume;
    • Diminuir a frequência das sessões ou a duração dos treinos mais intensos;
    • Ajudar a reduzir os níveis de estresse do corpo com treinos mais equilibrados;
    • Aumentar a ingestão calórica para acompanhar o gasto energético;
    • Garantir energia suficiente para o treino e para as funções básicas do organismo;
    • Incluir gorduras boas na alimentação, como azeite, abacate e castanhas;
    • Respeitar os dias de descanso;
    • Priorizar um sono de qualidade, entre 7 e 9 horas por noite;
    • Adotar atividades de relaxamento para ajudar no equilíbrio do corpo.

    O tempo de recuperação varia para cada mulher: algumas retomam o ciclo poucas semanas após ajustarem à rotina, enquanto, em outros casos, pode levar alguns meses para que o eixo hormonal se estabilize completamente.

    Se, mesmo após reduzir a intensidade dos exercícios e melhorar a alimentação, a menstruação não retornar em até três meses, procure orientação de um ginecologista ou um endocrinologista.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo de exercício é considerado “excesso”?

    Não há um tempo fixo, pois varia conforme o condicionamento de cada mulher. O excesso é caracterizado quando o corpo não consegue se recuperar entre as sessões, gerando fadiga crônica e alterações hormonais.

    2. Posso treinar pesado durante a menstruação?

    Sim, desde que você se sinta bem. Algumas mulheres sentem queda no rendimento, enquanto outras não sentem diferença. O importante é ouvir o seu corpo.

    3. O excesso de exercício causa infertilidade?

    A ausência de menstruação indica que não há ovulação, o que impede a gravidez naquele momento. No entanto, o quadro costuma ser reversível quando o treino e a dieta são ajustados.

    4. Tomar muito whey protein ou creatina afeta o ciclo?

    Não há evidências de que suplementos como whey ou creatina alterem o ciclo menstrual. O problema geralmente está no déficit de calorias totais ou no estresse do treino, não no suplemento.

    5. Como saber se parei de menstruar por causa do treino ou por gravidez?

    O primeiro passo é realizar um teste de gravidez (Beta-HCG). Se der negativo e você treina intensamente, a causa provável é o esforço físico ou estresse.

    6. Quais alimentos ajudam a regular o ciclo de quem treina?

    Alimentos ricos em gorduras boas (azeite, castanhas, abacate), carboidratos complexos (aveia, batata-doce) e ferro ajudam a fornecer a energia necessária para o sistema hormonal.

    7. Existe algum tipo de exercício que ajuda a regular a menstruação?

    Exercícios de intensidade moderada, como yoga, pilates, caminhadas e natação recreativa, ajudam a reduzir o estresse e podem auxiliar na regulação do ciclo, desde que não haja déficit calórico.

    Confira: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

  • Por que a depressão causa sintomas físicos? 

    Por que a depressão causa sintomas físicos? 

    A tristeza profunda, a sensação de vazio e a falta de vontade para realizar tarefas que antes gostava não são os únicos sintomas presentes na depressão. Na verdade, o quadro consiste em uma condição sistêmica que provoca alterações reais no funcionamento de todo o organismo.

    Para se ter uma ideia, em muitos casos, o primeiro sinal de que algo não está bem não é um pensamento negativo, mas sim uma dor nas costas persistente, um cansaço que surge sem motivo ou problemas digestivos.

    De acordo com o psiquiatra Luiz Dieckmann, a depressão envolve alterações em vários sistemas do organismo, incluindo o sistema hormonal e os neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre o cérebro e o corpo. Quando acontece um desequilíbrio nessas conexões, o funcionamento geral do organismo também é afetado.

    Afinal, por que a depressão causa sintomas físicos?

    A depressão pode causar sintomas físicos porque o cérebro e o corpo compartilham as mesmas vias de comunicação química. Quando ocorre um desequilíbrio de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, o sistema nervoso perde parte da capacidade de filtrar estímulos sensoriais, o que reduz o limiar da dor.

    Como resultado, o corpo fica mais sensível à dor, e pequenos desconfortos podem parecer mais intensos, como dor de cabeça, tensão muscular e dores nas articulações.

    Além disso, a depressão pode deixar o corpo em um estado constante de estresse, aumentando os níveis de cortisol, que é o hormônio do estresse. Em excesso, ele pode cansar o organismo, afetar a imunidade e provocar inflamações, levando a sintomas como fadiga e problemas gastrointestinais.

    Como o intestino possui uma conexão direta com o cérebro e participa da produção de serotonina, a digestão e o apetite também podem mudar em quadros de depressão. Por exemplo, é comum observar mudanças no funcionamento intestinal, além de episódios de falta ou excesso de fome.

    Principais sintomas físicos da depressão

    Os sintomas físicos podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são bem frequentes:

    1. Cansaço excessivo e fadiga constante

    Diferente de um cansaço comum do dia a dia, a fadiga da depressão não melhora nem com descanso. Você pode dormir por horas e, ainda assim, acordar sem energia. O corpo parece pesado, como se tudo exigisse mais esforço.

    As atividades simples do dia a dia, como tomar banho, se arrumar ou sair de casa, podem parecer muito difíceis e cansativas.

    2. Dores de cabeça frequentes

    As dores de cabeça podem aparecer com frequência e sem uma causa física clara. Muitas vezes, são dores tipo pressão, como se a cabeça estivesse apertada. Mesmo com o uso de analgésicos, a dor não costuma aliviar completamente, porque a origem está ligada ao estresse emocional e à tensão constante.

    3. Dores musculares e nas costas

    O estresse contínuo faz com que os músculos fiquem contraídos por muito tempo, o que pode causar dores no corpo todo, principalmente nas costas, no pescoço e nos ombros. É comum achar que é um problema de postura ou esforço físico, quando, na verdade, o emocional também está envolvido.

    4. Alterações no sono (insônia ou sono em excesso)

    Em quadros de depressão, algumas pessoas têm dificuldade para dormir ou acordam várias vezes durante a noite. Já outras passam a dormir por muitas horas, mas ainda assim acordam cansadas, com a sensação de que o descanso não foi suficiente. Em alguns casos, o sono vira uma forma de escape emocional.

    5. Mudanças no apetite e no peso

    Assim como ocorre com o sono, o apetite também pode variar bastante: algumas pessoas perdem a vontade de comer, enquanto outras passam a comer mais, principalmente alimentos mais calóricos, como doces e massas. Como consequência, pode haver perda ou ganho de peso ao longo do tempo.

    6. Problemas gastrointestinais

    Sintomas como enjoo, dor de estômago, má digestão, prisão de ventre ou diarreia são comuns em quadros de depressão, porque o intestino tem uma ligação direta com o cérebro. Quando a saúde emocional não está bem, os desconfortos intestinais podem se tornar frequentes.

    7. Queda da imunidade

    Com o corpo em um estado constante de estresse, a defesa do organismo pode ficar mais baixa. Isso faz com que a pessoa fique doente com mais facilidade, como as gripes, os resfriados e outras infecções, além de demorar mais para se recuperar.

    Além disso, pequenos problemas de saúde que antes passariam rápido podem se tornar mais persistentes, justamente porque o organismo está mais fragilizado.

    Como diferenciar sintomas físicos de outras doenças?

    Para diferenciar os sintomas físicos da depressão de outras doenças, é necessário buscar uma avaliação médica, que inclua exames e análise clínica, para descartar causas orgânicas e garantir um diagnóstico correto.

    Ainda assim, alguns sinais podem indicar que a origem está na saúde mental, como:

    • Você faz exames de sangue, cardíacos ou de imagem, mas os resultados vêm normais, mesmo com sintomas como dor, cansaço ou problemas digestivos;
    • Os desconfortos não melhoram em poucos dias, como aconteceria em uma gripe ou lesão, e podem durar semanas ou meses;
    • Os sintomas costumam piorar em momentos de estresse emocional ou logo ao acordar;
    • A dor ou o mal-estar aparecem acompanhados de perda de interesse, irritabilidade, apatia, culpa, desesperança ou dificuldade de concentração;
    • Medicamentos simples ou mudanças na rotina não resolvem totalmente os sintomas, como analgésicos para dor ou ajustes na alimentação;
    • Os sintomas físicos começam a melhorar quando a pessoa inicia terapia ou tratamento com antidepressivos;
    • Além da dor física, há uma sensação de falta de energia geral, como se até as tarefas mais simples exigissem um esforço muito grande.

    O ideal é consultar um clínico geral para descartar doenças orgânicas e, em conjunto, buscar a avaliação de um psiquiatra ou psicólogo.

    Como aliviar os sintomas físicos da depressão?

    Para aliviar os sintomas físicos da depressão, é necessário combinar o tratamento da causa emocional com mudanças no estilo de vida que ajudem a regular a química do corpo, como:

    • Busque ajuda psiquiátrica: o uso de antidepressivos ajuda a equilibrar neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, o que aumenta o limiar da dor e melhora a energia;
    • Faça psicoterapia: tratar a origem dos conflitos emocionais reduz a carga de estresse e, consequentemente, a tensão muscular e as dores psicossomáticas;
    • Pratique atividades físicas regularmente: o exercício libera endorfina e dopamina, que atuam como analgésicos naturais e combatem a fadiga;
    • Estabeleça uma higiene do sono: manter horários fixos para dormir e evitar telas à noite ajuda a regular o ciclo circadiano e a reduzir o cansaço crônico;
    • Cuide da alimentação: priorize alimentos ricos em triptofano (como banana, aveia e oleaginosas), que auxiliam na produção de serotonina e melhoram o funcionamento intestinal;
    • Pratique técnicas de relaxamento: meditação guiada, ioga ou exercícios de respiração profunda ajudam a baixar os níveis de cortisol e aliviar a pressão no peito;
    • Evite o consumo de álcool e cafeína: as substâncias podem piorar a qualidade do sono e aumentar a ansiedade, agravando as palpitações e o mal-estar físico.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure um profissional de saúde nas seguintes situações:

    • As dores, o cansaço ou os problemas digestivos duram mais de duas semanas e não melhoram com o repouso ou com cuidados simples;
    • Os sintomas físicos dificultam o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou até o cuidado com a higiene pessoal;
    • Há um aumento no uso de analgésicos, relaxantes musculares ou remédios para dormir, sem resolver o problema;
    • O cansaço físico vira um motivo constante para evitar o contato com outras pessoas ou atividades que antes eram prazerosas.

    Você não precisa esperar que os sintomas afetem a rotina para procurar a ajuda de um profissional. Segundo Luiz, quando a depressão não é tratada, há uma tendência de piora do quadro ao longo do tempo.

    O diagnóstico precoce feito por um psiquiatra, em conjunto com o acompanhamento psicológico, contribui para recuperar a qualidade de vida.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

    Perguntas frequentes

    1. A depressão pode causar falta de ar?

    Sim. Frequentemente associada à ansiedade, a depressão pode gerar uma sensação de aperto no peito e respiração curta ou superficial.

    2. Depressão pode causar queda de cabelo?

    Indiretamente, sim. O estresse crônico da doença pode desencadear o eflúvio telógeno, uma condição que antecipa a queda dos fios.

    3. A depressão pode afetar a libido?

    Sim, é um dos sintomas físicos mais comuns. As alterações hormonais e a queda nos níveis de dopamina reduzem o desejo e o prazer sexual.

    4. É comum sentir a boca seca?

    Sim, a alteração na produção de saliva é uma resposta comum do corpo ao estado de estresse e alerta em que a pessoa deprimida se encontra, além de ser um efeito colateral comum de alguns medicamentos.

    5. A depressão tem cura ou apenas controle?

    A depressão tem tratamento e muitos pacientes conseguem a remissão total dos sintomas, voltando a ter uma vida plena. Em alguns casos, pode ser uma condição recorrente que precisa de acompanhamento a longo prazo para evitar recaídas.

    6. O que causa a depressão?

    Não há uma única causa, de modo que ela surge de uma combinação de fatores biológicos (desequilíbrio químico), genéticos, psicológicos (traumas e personalidade) e sociais (estresse, luto ou desemprego).

    7. Como ajudar alguém que está com depressão?

    O passo mais importante é ouvir sem julgar e sem oferecer soluções simplistas (como “tenha força de vontade”, por exemplo). Incentive a pessoa a buscar ajuda profissional e ofereça companhia para consultas médicas.

    8. Quanto tempo demora para o tratamento fazer efeito?

    Os medicamentos antidepressivos geralmente levam de 2 a 4 semanas para começarem a apresentar melhoras perceptíveis. Já a psicoterapia é um processo contínuo cujos benefícios são sentidos gradualmente ao longo das sessões.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

  • O que é bom para TPM? Veja as recomendações para aliviar os sintomas

    O que é bom para TPM? Veja as recomendações para aliviar os sintomas

    A tensão pré-menstrual, também conhecida como TPM, consiste em um conjunto de sintomas que aparecem nos dias antes da menstruação. Ela acontece por causa das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual, principalmente dos níveis de estrogênio e progesterona.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a TPM ocorre de forma cíclica, normalmente na segunda fase do ciclo (fase lútea), desaparecendo logo após o início do fluxo menstrual. No período, é comum perceber mudanças no corpo e no humor, mas que podem variar bastante de uma mulher para outra.

    A gravidade da TPM não depende só do tipo de sintoma, mas do quanto ele atrapalha o dia a dia. Enquanto para algumas as mudanças são leves e fáceis de lidar, para outras os sintomas são mais fortes, causam muito desconforto e podem até impedir as tarefas rotineiras, sendo necessário acompanhamento médico e ajustes no estilo de vida.

    Afinal, quais os sintomas de TPM?

    Os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) podem variar bastante de uma mulher para outra e costumam envolver tanto o corpo quanto o emocional. Entre os sintomas físicos, podemos destacar:

    • Dores e desconfortos, como cólica e dor de cabeça ou enxaqueca;
    • Inchaço, por retenção de líquidos e distensão abdominal;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Alterações no apetite, com mais fome ao longo do dia e vontade de comer doce;
    • Mudanças leves na memória, atenção e concentração.

    Já os sintomas emocionais podem aparecer de forma leve, mas em alguns casos são mais intensos:

    • Irritação, mudanças de humor e maior impulsividade;
    • Sensibilidade emocional, com choro fácil;
    • Tristeza mais profunda ou ansiedade.

    Em quadros mais graves, como o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), os sintomas emocionais podem ser mais intensos e exigir acompanhamento médico.

    Como aliviar os sintomas de TPM?

    Para aliviar os sintomas da TPM, é necessário focar na redução da inflamação do organismo e na regulação dos neurotransmissores, que são afetados pelas variações hormonais. O tratamento pode variar desde ajustes simples no dia a dia até o uso de medicamentos, dependendo da intensidade dos sintomas.

    1. Mudanças no estilo de vida

    Pequenas adaptações na rotina podem ajudar bastante a reduzir os sintomas físicos e emocionais da TPM, como:

    • Alimentação equilibrada: evite o consumo excessivo de açúcar, sal, cafeína e álcool, que podem piorar o inchaço, a irritação e a ansiedade. Dê preferência a alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
    • Beber bastante água: o consumo frequente de água ao longo do dia também faz diferença no controle da retenção de líquidos, ajuda o organismo a eliminar o excesso de sódio e pode reduzir a sensação de inchaço;
    • Exercícios físicos: a prática regular de atividade física, principalmente aeróbica (como caminhada, corrida ou bicicleta), ajuda a liberar endorfina e dopamina, que melhoram o humor, reduzem a dor e diminuem a sensação de estresse;
    • Higiene do sono: ter horários regulares para dormir e acordar, evitar telas antes de deitar e criar um ambiente confortável para o sono ajuda o corpo a lidar melhor com as mudanças hormonais e reduz o cansaço e a irritabilidade;
    • Controle do estresse: técnicas como meditação, respiração profunda, yoga ou momentos de pausa no dia ajudam a equilibrar o emocional e diminuir a intensidade das oscilações de humor;
    • Exposição ao sol: pegar um pouco de sol diariamente, de forma segura, ajuda na produção de vitamina D, que está relacionada ao humor e ao bem-estar.

    2. Vitaminas e suplementos

    Quando usados com orientação profissional, alguns nutrientes podem contribuir para aliviar os sintomas físicos da TPM, segundo Andreia. Os mais comuns incluem:

    • Vitamina B6: ajuda no controle da ansiedade, da irritação e das alterações de humor, além de contribuir para o bom funcionamento do sistema nervoso;
    • Magnésio: auxilia na redução das cólicas, da sensibilidade nas mamas e da tensão muscular, além de ajudar no relaxamento e na qualidade do sono;
    • Ômega-3 (óleo de peixe): tem ação anti-inflamatória, podendo ajudar a reduzir dores, inchaço e até melhorar o humor, já que também atua na função cerebral;
    • Cálcio: pode auxiliar na diminuição da retenção de líquidos e na melhora dos sintomas emocionais, como irritação e alterações de humor, sendo um nutriente importante para o equilíbrio do organismo na fase.

    É importante ressaltar que, embora muitos suplementos e vitaminas sejam de origem natural, o seu uso deve ser sempre orientado por um profissional da saúde.

    3. Tratamentos médicos

    Quando os sintomas são mais intensos e afetam a qualidade de vida da mulher, pode ser necessário acompanhamento médico:

    • Bloqueio da menstruação: o uso de anticoncepcionais (hormônios) pode ser indicado para estabilizar as variações hormonais e eliminar o ciclo que desencadeia a TPM;
    • Antidepressivos: em casos onde predominam sintomas psíquicos graves, o uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (como a fluoxetina) pode ser prescrito, às vezes apenas durante a fase lútea;
    • Psicoterapia: importante para mulheres que enfrentam quadros emocionais severos, ajudando no controle da irritabilidade e da depressão cíclica.

    Nos casos de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), Andreia orienta que é necessário ter a avaliação de um psiquiatra. O quadro pode envolver sintomas emocionais mais graves, como tristeza profunda, alterações importantes de humor e até pensamentos negativos mais sérios, que podem ser confundidos com outros transtornos psiquiátricos.

    Quando a TPM deixa de ser normal?

    A TPM passa a ser um sinal de alerta quando os sintomas deixam de ser só um incômodo e começam a atrapalhar de verdade a rotina, o que inclui situações como:

    • Mudanças de humor muito intensas, como irritação fora do comum ou crises de choro;
    • Tristeza profunda, ansiedade forte ou sensação de descontrole;
    • Conflitos frequentes em relacionamentos por causa do humor;
    • Dificuldade para trabalhar, estudar ou manter a rotina normal;
    • Sintomas físicos fortes, como dor incapacitante, enxaqueca ou muito inchaço;
    • Sensação de que você “não é você mesma” nesse período.

    Quando os sintomas emocionais são muito intensos e repetem todo mês, pode ser um quadro de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

    Nesses casos, podem aparecer sinais como depressão mais profunda antes da menstruação, ansiedade intensa, irritabilidade extrema e pensamentos muito negativos. Se você apresentar qualquer um dos sinais, procure orientação médica.

    Confira: Dor pélvica forte? Pode ser endometriose

    Perguntas frequentes

    1. O que é a TPM e por que ela acontece?

    A tensão pré-menstrual é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que surgem devido às variações hormonais do ciclo menstrual, especialmente a queda de estrogênio e progesterona na segunda fase do ciclo.

    2. Quanto tempo antes da menstruação a TPM começa?

    Normalmente, os sintomas aparecem na fase lútea, cerca de 10 a 14 dias antes da menstruação, e tendem a desaparecer logo no primeiro ou segundo dia do fluxo.

    3. Por que sinto tanta fome e vontade de comer doces na TPM?

    Isso ocorre devido à hiperfagia. O corpo busca repor energia e carboidratos rapidamente para lidar com o gasto energético da fase lútea, além de buscar o bem-estar imediato que o açúcar proporciona.

    4. Existe algum chá que ajude a aliviar a TPM?

    Alguns chais com propriedades relaxantes ou anti-inflamatórias, como camomila, gengibre e folhas de amora, podem auxiliar no conforto, mas não substituem o tratamento médico.

    5. A TPM piora com a idade?

    Muitas mulheres relatam que os sintomas se tornam mais evidentes após os 30 ou 40 anos, fase em que as oscilações hormonais da pré-menopausa podem começar a surgir.

    6. É possível ter TPM mesmo sem menstruar (quem usa DIU ou toma pílula contínua)?

    Depende. Se o método apenas reduz o fluxo mas permite a oscilação hormonal do ciclo, a mulher pode sentir sintomas. No entanto, se o método bloqueia totalmente o ciclo, a tendência é que os sintomas de TPM desapareçam.

    7. Existe algum exame de sangue que diagnostica a TPM?

    Não existe um exame específico. O diagnóstico é clínico, baseado no histórico da paciente e na confirmação de que os sintomas aparecem e desaparecem de forma cíclica, acompanhando as fases do ciclo menstrual.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Técnicas de respiração ajudam mesmo a aliviar a ansiedade? 

    Técnicas de respiração ajudam mesmo a aliviar a ansiedade? 

    A sensação de aperto no peito, o batimento acelerado e a falta de ar são apenas alguns dos sintomas da ansiedade, que podem surgir a qualquer momento do dia e causar um grande desconforto físico e emocional. Mas, apesar das sensações intensas, o corpo já tem um mecanismo natural que contribui para reverter o estado de alerta: a respiração.

    Quando estamos ansiosos, a respiração costuma ficar curta e rápida, o que faz o cérebro entender que existe um perigo, mantendo o corpo em um estado de estresse. Com algumas técnicas de respiração, especialmente a diafragmática, é possível aliviar a crise e desacelerar o organismo aos poucos. Entenda mais, a seguir.

    Como a respiração influencia a ansiedade?

    Segundo o neurologista Luiz Dieckmann, quando o cérebro interpreta uma situação como ameaçadora, ele aciona o sistema nervoso responsável pela resposta de luta ou fuga. Isso faz com que a respiração se torne curta, rápida e concentrada na parte superior do peito.

    O problema é que a respiração superficial mantém o corpo em estado de alerta constante, criando um ciclo em que a ansiedade altera a respiração, e a respiração rápida diz ao cérebro que ele deve continuar ansioso.

    Ao praticar técnicas de respiração consciente, é possível interromper o ciclo da ansiedade com a ajuda do nervo vago, que percorre o corpo do tronco cerebral até o abdômen. Quando a respiração fica mais lenta e profunda, ocorrem os seguintes efeitos:

    • O nervo vago é estimulado e ativa o sistema nervoso parassimpático, que funciona como um freio para o estresse;
    • A oxigenação do corpo melhora, o que contribui para reduzir os níveis de cortisol, o hormônio ligado ao estresse;
    • O ritmo cardíaco começa a desacelerar gradualmente, acompanhando o padrão mais calmo da respiração.

    A diferença entre respiração torácica e diafragmática

    A maioria das pessoas com ansiedade respira de forma mais superficial, usando principalmente o peito, o que é menos eficiente e pode aumentar o gasto de energia. O efeito positivo na ansiedade aparece quando a respiração passa a ser diafragmática, mais profunda e com o movimento do abdômen.

    Nesse tipo de respiração, o diafragma se movimenta melhor e permite que os pulmões se encham mais de ar, principalmente na parte de baixo, onde a troca de oxigênio é maior. Isso envia um sinal de segurança para o cérebro e ajuda a diminuir a sensação de alerta constante que acontece na ansiedade.

    Quais técnicas de respiração ajudam a controlar a ansiedade?

    Existem diversas formas de utilizar a respiração para acalmar a mente. Algumas são ideais para momentos de crise aguda, enquanto outras funcionam melhor como um treino diário para manter o equilíbrio. Veja algumas delas:

    1. Respiração diafragmática (abdominal)

    A respiração diafragmática é a base das outras técnicas porque ensina o corpo a respirar de forma mais eficiente. Em vez de usar apenas o peito, você passa a usar o diafragma, um músculo que fica abaixo dos pulmões. Quando ele se movimenta bem, a respiração fica mais profunda e o corpo recebe mais oxigênio, o que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

    Como fazer: sente-se ou deite-se com conforto. Coloque uma mão no peito e a outra na barriga. Inspire pelo nariz e observe a barriga subir, enquanto o peito fica quase parado. Depois, solte o ar devagar pela boca, sentindo a barriga descer.

    2. Técnica 4-7-8

    A técnica 4-7-8 ajuda a desacelerar o corpo rapidamente porque aumenta o tempo de expiração. Quando você solta o ar por mais tempo do que inspira, o organismo entende que pode relaxar, o que reduz o ritmo do coração e diminui a agitação mental.

    Como fazer: inspire pelo nariz contando até 4, depois segura o ar por 7 segundos e, por fim, solte o ar pela boca contando até 8.

    3. Respiração quadrada (box breathing)

    A respiração quadrada cria um ritmo constante para a respiração, o que ajuda a organizar o corpo e a mente. O padrão equilibrado entre inspirar, segurar e soltar o ar traz mais controle em momentos de tensão.

    Como fazer: inspire pelo nariz contando até quatro, segure o ar por quatro segundos, depois solte o ar lentamente também em quatro segundos e permaneça mais quatro segundos sem respirar. Em seguida, repita o ciclo por alguns minutos, mantendo o ritmo constante.

    4. Respiração com lábios franzidos

    A respiração com lábios franzidos ajuda a prolongar a saída do ar, o que desacelera a respiração e melhora a sensação de falta de ar. Ela também facilita o controle do ritmo respiratório em momentos de ansiedade.

    Como fazer: inspire pelo nariz normalmente. Ao soltar o ar, feche levemente os lábios, como se fosse apagar uma vela, e expire mais devagar do que inspirou.

    Quanto tempo demora para fazer efeito?

    Na maioria dos casos, o alívio dos sintomas físicos da ansiedade pode ser sentido em apenas 2 a 5 minutos de prática contínua. Segundo Luiz, elas atuam ainda mais rápido que os próprios medicamentos calmantes, utilizados para tratar a condição.

    Logo nos primeiros ciclos respiratórios, o cérebro começa a receber sinais de que o ambiente é seguro. Em poucos minutos, é comum notar a diminuição da frequência cardíaca, o relaxamento da tensão muscular e a redução da sensação de tontura.

    Importante: em um ataque de pânico, pode ser difícil contar os segundos, e o efeito pode demorar um pouco mais. O mais importante é não resistir à ansiedade e focar em soltar o ar mais devagar do que inspirar.

    Quando procurar ajuda médica?

    As técnicas de respiração podem ajudar a aliviar a ansiedade e o estresse no dia a dia, mas elas não substituem o tratamento médico ou psicológico quando a ansiedade se torna crônica ou incapacitante. Por isso, procure a orientação de um profissional nos seguintes casos:

    • A ansiedade é constante, dura mais de seis meses e começa a atrapalhar a rotina do dia a dia;
    • Você passa a evitar compromissos, trabalho ou interações sociais por medo de ter uma crise;
    • Surgem sintomas físicos intensos, como dor no peito frequente, problemas digestivos ou insônia persistente;
    • Aparece a sensação de perda de controle, com crises de pânico mais frequentes e dificuldade para se acalmar apenas com respiração;
    • Surgem pensamentos intrusivos, com preocupações excessivas que dominam a mente e dificultam a concentração.

    Se você sentir uma dor súbita no peito que se irradia para o braço ou mandíbula, acompanhada de suor frio, procure uma emergência médica imediatamente para descartar problemas cardíacos, pois os sintomas podem ser confundidos com uma crise de ansiedade intensa.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes

    1. Por que sinto que não consigo respirar fundo quando estou ansioso?

    Isso acontece devido à tensão nos músculos do peito e das costas. A ansiedade faz a respiração ficar curta, dando a falsa sensação de sufocamento.

    2. Qual a melhor posição para praticar?

    No início, deitar-se de costas ajuda a sentir melhor o movimento do diafragma. Com a prática, você conseguirá o mesmo efeito sentado com as costas retas.

    3. Respirar em um saco de papel ajuda?

    Embora popular em filmes, essa técnica não é mais a primeira recomendação médica para crises, pois pode causar queda de oxigênio.

    4. Quanto tempo devo dedicar por dia?

    Cerca de 5 a 10 minutos diários já são suficientes para “treinar” o sistema nervoso e reduzir a ansiedade basal.

    5. A respiração substitui o remédio para ansiedade?

    Não, ela é uma técnica complementar. Nunca interrompa o uso de medicamentos prescritos pelo seu médico sem orientação.

    6. Praticar meditação ou ioga ajuda a respirar melhor?

    Sim, ambas as práticas ensinam o controle consciente do fôlego (pranayamas), o que fortalece o diafragma e aumenta a capacidade pulmonar a longo prazo.

    7. Qual a diferença entre ansiedade comum e transtorno de ansiedade?

    A ansiedade comum é uma reação passageira a um evento (como uma prova). O transtorno acontece quando a preocupação é excessiva, desproporcional e persistente, impedindo a pessoa de realizar tarefas simples do dia a dia.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

  • Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Unhas amareladas, mais grossas ou com aspecto irregular costumam chamar atenção no dia a dia, e muitas vezes por uma questão estética. No entanto, essas alterações podem ser sinais de uma infecção bem comum, que tende a evoluir lentamente e, por isso, nem sempre é tratada logo no início.

    A micose de unha, ou onicomicose, é uma condição frequente que pode afetar tanto as unhas dos pés quanto das mãos. Apesar de não representar um problema grave na maioria dos casos, o tratamento costuma ser prolongado e exige cuidados contínuos para evitar recorrência.

    O que é a micose de unha

    A micose de unha, também chamada de onicomicose, é uma infecção causada por fungos que afeta as unhas das mãos ou dos pés. Os fungos se desenvolvem em ambientes quentes e úmidos, como dentro de calçados fechados. A infecção pode começar de forma discreta e evoluir lentamente.

    A onicomicose é muito comum e costuma provocar alterações na cor, espessura e formato da unha, além de causar desconforto e impacto estético.

    Apesar de não ser uma condição grave, o tratamento pode ser prolongado e exige disciplina.

    Principais sintomas

    Os sinais da micose de unha são progressivos.

    Os mais comuns são:

    • Alteração da cor (amarelada, esbranquiçada ou escurecida);
    • Espessamento da unha;
    • Fragilidade (unha quebradiça);
    • Descolamento da unha;
    • Deformação.

    Em alguns casos, pode haver dor ou desconforto.

    Como ocorre a infecção

    A infecção ocorre quando fungos entram em contato com a unha e encontram condições favoráveis para crescer.

    As principais formas são:

    • Contato com superfícies contaminadas;
    • Uso de calçados fechados e úmidos;
    • Pequenas lesões na unha;
    • Contato com outras áreas com micose (como frieira).

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade avançada;
    • Diabetes;
    • Uso frequente de calçados fechados;
    • Sudorese excessiva;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser clínico, mas muitas vezes é confirmado com exames.

    Os principais métodos são:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Esses exames ajudam a confirmar a infecção e orientar o tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento pode variar conforme a gravidade.

    1. Tratamento tópico

    • Esmaltes ou cremes antifúngicos;
    • Indicado em casos leves.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos via oral;
    • Indicado em casos mais extensos.

    3. Cuidados gerais

    • Manter unhas curtas e limpas;
    • Evitar umidade;
    • Trocar meias regularmente.

    O tratamento pode durar meses, pois depende do crescimento da unha.

    Micose de unha tem cura?

    Sim, mas o tratamento é lento e pode levar meses até a completa recuperação. A adesão correta ao tratamento é muito importante para o sucesso.

    Como prevenir a micose de unha

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Manter os pés secos;
    • Evitar andar descalço em locais públicos úmidos;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Usar calçados ventilados;
    • Tratar outras micoses associadas.

    Confira:

    Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Perguntas frequentes sobre micose de unha

    1. Micose de unha é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato.

    2. Tem cura?

    Sim, mas o tratamento é prolongado.

    3. Precisa de remédio oral?

    Depende da gravidade.

    4. Pode voltar?

    Sim, especialmente se os fatores de risco persistirem.

    5. Dói?

    Nem sempre, mas pode causar desconforto.

    6. Pode afetar várias unhas?

    Sim, a micose de unha pode afetar várias unhas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver alterações persistentes nas unhas.

    Veja também:

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida? Endocrinologista explica

    Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida? Endocrinologista explica

    A semaglutida e a tirzepatida, princípios ativos de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, atuam no organismo imitando a ação de hormônios naturais liberados pelo intestino após a alimentação, que participam do controle da fome e dos níveis de glicose no sangue.

    Com isso, eles ajudam a reduzir o apetite, aumentar a sensação de saciedade e melhorar o controle glicêmico ao longo do dia.

    Mas afinal, qual a diferença entre eles? A semaglutida e a tirzepatida pertencem a uma nova geração de tratamentos metabólicos, mas se diferenciam principalmente pela quantidade de receptores que conseguem ativar no corpo. Vamos entender mais, a seguir.

    Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida?

    A principal diferença entre a semaglutida e a tirzepatida está na forma como cada uma atua nos hormônios que regulam o metabolismo.

    A semaglutida é um análogo do GLP-1, de modo que atua imitando a ação de um único hormônio ligado ao controle da fome e da glicose.

    Já a tirzepatida, segundo a endocrinologista Daniella Romanholi, é considerada uma medicação de ação dupla, pois atua tanto no GLP-1 quanto no GIP, outro hormônio intestinal que também participa da regulação do metabolismo.

    Na prática, isso significa que a tirzepatida pode ter um efeito mais amplo sobre o controle do apetite e da glicemia. De acordo com estudos, o tratamento com a tirzepatida pode apresentar uma maior redução de peso em comparação com a semaglutida, mas a resposta pode variar de acordo com cada organismo.

    Como cada uma atua no organismo?

    Semaglutida

    A semaglutida atua estimulando receptores de GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após a alimentação. Segundo Daniella, o GLP-1 envia sinais de saciedade ao cérebro, o que contribui para a redução da fome ao longo do dia.

    Ela também diminui o ritmo de esvaziamento do estômago, fazendo com que o alimento permaneça por mais tempo no trato digestivo, o que prolonga a sensação de saciedade.

    Por fim, o princípio ativo estimula a liberação de insulina de forma dependente da glicose, então a ação ocorre principalmente quando os níveis de açúcar estão mais elevados. Ao mesmo tempo, há uma redução na liberação de glucagon, hormônio que aumenta a glicemia. Como resultado, ocorre um controle mais estável dos níveis de açúcar ao longo do dia, com menor risco de picos glicêmicos.

    Tirzepatida

    A tirzepatida, por outro lado, age no organismo imitando a ação de dois hormônios naturais liberados pelo intestino após a alimentação: o GLP-1 e o GIP. Ambos fazem parte do grupo das incretinas, substâncias que auxiliam na regulação da glicose no sangue e no apetite.

    O GIP, assim como o GLP-1, também estimula a produção de insulina após a alimentação e pode potencializar o efeito do hormônio no controle da glicemia. Além disso, ele está relacionado ao metabolismo energético, podendo influenciar a forma como o organismo utiliza e armazena os nutrientes.

    Na realidade, isso pode resultar em uma redução mais significativa do apetite, melhor controle da glicose e, em muitos casos, maior perda de peso, sempre dependendo da resposta individual de cada pessoa.

    Quais são os efeitos colaterais?

    A semaglutida e a tirzepatida apresentam efeitos colaterais semelhantes, principalmente porque atuam nos mesmos sistemas do organismo. Os mais comuns incluem:

    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Diarreia;
    • Constipação;
    • Sensação de estômago cheio;
    • Redução do apetite.

    Na maioria das situações, os sintomas são leves a moderados e tendem a melhorar com o tempo, conforme o corpo se acostuma com os medicamentos. Segundo Daniella, um fator interessante é que a tirzepatida costuma causar menos náusea do que a semaglutida, porque o GIP ajuda a equilibrar esse efeito.

    Se a pessoa apresentar sinais como dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes, dificuldade de respirar ou sintomas de desidratação, é importante procurar avaliação médica o quanto antes para investigar a causa e evitar complicações.

    Quem pode usar cada um?

    A semaglutida e a tirzepatida são indicadas para adultos com diabetes tipo 2 e para pessoas com obesidade ou sobrepeso, especialmente quando há outras condições associadas, como hipertensão, colesterol elevado ou resistência à insulina.

    No caso do controle do peso, Daniella explica que a indicação costuma ser feita para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30 kg/m², ou a partir de 27 kg/m² quando existem doenças associadas.

    A avaliação considera não apenas o peso, mas também o histórico de saúde, os hábitos de vida e as tentativas anteriores de emagrecimento.

    Como escolher entre semaglutida e tirzepatida?

    A escolha entre a semaglutida e a tirzepatida depende de uma série de fatores, que precisam ser avaliados por um profissional da saúde. No caso de pessoas com diabetes tipo 2, ambas podem ser utilizadas para melhorar o controle glicêmico.

    Em alguns casos, a tirzepatida pode ser considerada quando há necessidade de um controle mais intensivo da glicose ou quando a resposta à semaglutida não foi suficiente, sempre com avaliação individual.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por um médico, que pode avaliar os benefícios e os possíveis riscos para cada pessoa, definir a melhor opção e acompanhar a evolução ao longo do tratamento. Nunca se automedique!

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. Qual delas emagrece mais rápido?

    Estudos clínicos mostram que a tirzepatida tende a promover uma perda de peso maior e mais rápida em comparação à semaglutida, devido à sua ação em dois receptores hormonais diferentes. Contudo, isso pode variar dependendo da resposta do organismo.

    2. A tirzepatida é mais segura que a semaglutida?

    Ambas possuem perfis de segurança semelhantes e foram aprovadas por órgãos rigorosos (como ANVISA e FDA). A segurança depende da avaliação médica das contraindicações de cada paciente.

    3. Posso trocar Ozempic por Mounjaro?

    Sim, a troca é possível, mas deve ser feita exclusivamente sob orientação médica para ajustar as doses equivalentes e monitorar a adaptação do organismo.

    4. Qual o nome comercial da tirzepatida?

    O nome comercial mais conhecido da tirzepatida é o Mounjaro (fabricado pela Eli Lilly).

    5. Qual o nome comercial da semaglutida?

    Os nomes comerciais mais comuns são Ozempic (para diabetes), Wegovy (específico para obesidade) e Rybelsus (oral).

    6. Elas interferem na absorção de outros remédios?

    Sim. Como ambas retardam o esvaziamento do estômago, tanto a semaglutida quanto a tirzepatida pode atrasar a absorção de medicamentos orais, como anticoncepcionais. Consulte o médico sobre isso.

    7. Posso usar semaglutida e tirzepatida ao mesmo tempo?

    Não. Elas agem em caminhos semelhantes e a combinação aumenta o risco de efeitos colaterais graves sem nenhum benefício clínico comprovado.

    8. É necessário fazer dieta enquanto usa Ozempic ou Mounjaro?

    Sim! Eles são apenas ferramentas que facilitam a adesão à dieta. Sem um déficit calórico e uma alimentação equilibrada, além da prática de atividades físicas, a perda de peso será menor e o risco de recuperar o peso após parar o tratamento é muito alto.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • Reserva ovariana após os 35 anos de idade: o que muda e como avaliar?

    Reserva ovariana após os 35 anos de idade: o que muda e como avaliar?

    Você já deve saber que toda a mulher já nasce com uma quantidade limitada de óvulos. Ao contrário dos homens, que produzem espermatozoides ao longo de quase toda a vida, a reserva ovariana diminui progressivamente a cada ciclo menstrual, desde a puberdade até a menopausa.

    A partir dos 35 anos de idade, a redução tende a ser ainda mais acelerada, tanto em quantidade quanto em qualidade. Na prática, isso pode se refletir em uma menor chance de engravidar naturalmente a cada ciclo, além de um aumento no tempo necessário para que a gestação aconteça.

    Mas afinal, como é feita a avaliação da reserva ovariana? A seguir, esclarecemos tudo que você precisa saber para entender como o corpo funciona nesse período da vida e quais são os exames fundamentais para medir seu estoque de óvulos.

    O que é a reserva ovariana?

    A reserva ovariana é o termo usado para descrever a quantidade total de óvulos que uma mulher possui nos ovários em um determinado momento.

    Diferente de outros tecidos do corpo que se regeneram, a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza explica que a mulher já nasce com uma quantidade determinada de óvulos que serão liberados até o último, o que normalmente ocorre entre os 45 e 55 anos.

    A cada ciclo menstrual, o corpo recruta um grupo de óvulos, mas apenas um costuma amadurecer e ser liberado, enquanto os outros acabam se degenerando e sendo reabsorvidos pelo organismo. O processo é ininterrupto e acontece mesmo durante o uso de anticoncepcionais, na gravidez ou em ciclos sem ovulação.

    Vale entender que nem todos os óvulos disponíveis serão utilizados em ovulações. A maior parte deles se perde ao longo do tempo em um processo natural do organismo. Por isso, a reserva ovariana não depende apenas da idade, mas a idade ainda é o principal fator que influencia a redução.

    Com o passar dos anos, também ocorre uma queda na qualidade dos óvulos, o que pode impactar diretamente a fertilidade e as chances de uma gestação saudável.

    Por que a fertilidade diminui após os 35 anos?

    A queda da fertilidade após os 35 anos acontece por uma combinação de fatores que afetam tanto a quantidade e a qualidade dos óvulos quanto o funcionamento do sistema reprodutor:

    • Esgotamento do estoque (quantidade): a mulher não produz novos óvulos. Aos 35 anos, a reserva já está mais reduzida e o ritmo de perda acelera, diminuindo as chances de ovulação eficaz a cada ciclo;
    • Envelhecimento celular (qualidade): os óvulos envelhecem com o tempo, o que dificulta a divisão celular adequada. Isso aumenta o risco de aneuploidias e pode comprometer o desenvolvimento do embrião ou elevar o risco de abortamento;
    • Alterações no ciclo hormonal: com a reserva mais baixa, o organismo aumenta a produção de FSH para estimular os ovários, o que pode causar ciclos mais curtos ou ovulações irregulares;
    • Maior exposição a doenças ginecológicas: condições como endometriose, miomas uterinos e histórico de infecções tornam-se mais frequentes com a idade e podem dificultar a gestação;
    • Receptividade uterina: o útero envelhece mais lentamente, mas pequenas alterações no endométrio ou na circulação podem dificultar a implantação do embrião.

    Como saber se a reserva ovariana está baixa?

    Para saber se a reserva ovariana está baixa, é necessário fazer uma avaliação médica com exames específicos, como:

    1. Hormônio anti-mülleriano (AMH)

    O hormônio anti-mülleriano é um exame de sangue que estima a quantidade de folículos presentes nos ovários, funcionando como um indicador indireto do número de óvulos disponíveis.

    Os valores mais baixos normalmente sugerem uma reserva reduzida, enquanto valores altos podem indicar uma boa quantidade de óvulos ou, em alguns casos, condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos.

    Diferente de outros hormônios, ele pode ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, pois os níveis não oscilam significativamente ao longo do mês.

    2. FSH (Hormônio Folículo Estimulante)

    O FSH é avaliado por meio de um exame de sangue realizado obrigatoriamente no início do ciclo menstrual, frequentemente entre o 2º e o 5º dia da menstruação. O hormônio é produzido pelo cérebro para estimular os ovários a amadurecerem um óvulo.

    Quando os níveis de FSH estão elevados, é um sinal de que o organismo está fazendo um esforço extra para tentar fazer os ovários funcionarem, o que sugere uma baixa reserva ou dificuldade de resposta ovariana.

    3. Contagem de folículos antrais (CFA)

    A contagem de folículos antrais é realizada por meio de um ultrassom transvaginal, em que o médico observa e conta os pequenos folículos presentes nos ovários naquele momento. O número ajuda a estimar a reserva ovariana de forma mais direta e também a entender como os ovários responderiam a um possível tratamento de fertilidade.

    4. Estradiol

    O estradiol é um hormônio produzido pelos ovários e está relacionado ao desenvolvimento dos folículos, sendo dosado por exame de sangue no início do ciclo menstrual. Quando os níveis estão alterados, podem interferir na interpretação do FSH e oferecer informações adicionais sobre o funcionamento ovariano.

    É possível engravidar naturalmente após os 35 anos?

    É possível engravidar naturalmente após os 35 anos, mas como a fertilidade tende a diminuir com a idade, o processo pode ser mais demorado e difícil. De acordo com Andreia, as chances de concepção variam significativamente de acordo com a idade:

    • Aos 25 anos: a mulher está no auge da fertilidade, com uma chance de engravidar de 20% a 25% a cada ciclo menstrual;
    • Aos 35 anos: a fertilidade sofre uma queda acentuada, reduzindo as chances para cerca de 10% a 15% por mês;
    • A partir dos 40 anos: o esgotamento da reserva ovariana torna a gravidez natural mais difícil, com chances inferiores a 10% em cada tentativa.

    Além disso, com o avanço da idade, Andreia explica que algumas comorbidades se tornam mais frequentes, como o diabetes, a hipertensão e as doenças da tireoide. As condições podem interferir tanto na fertilidade quanto na evolução da gestação, especialmente quando não estão bem controladas.

    Quando procurar um especialista?

    É recomendado realizar uma avaliação com um ginecologista ou especialista em reprodução humana nas seguintes situações:

    • Após 12 meses de tentativas sem sucesso, para mulheres com menos de 35 anos;
    • Após 6 meses de tentativas, para mulheres com 35 anos ou mais.

    Em algumas situações, a investigação deve ser antecipada, independentemente do tempo de tentativa, como nos casos de ciclos menstruais irregulares ou ausência de menstruação, que podem indicar alterações na ovulação.

    Confira: DIU hormonal: o que é, tipos, vantagens e desvantagens

    Perguntas frequentes

    1. A reserva ovariana pode aumentar com tratamento?

    Não, a mulher nasce com um estoque fixo e limitado de óvulos. Os tratamentos podem ajudar a aproveitar melhor os óvulos restantes, mas não conseguem criar novos óvulos ou aumentar o estoque original.

    2. O uso de anticoncepcional preserva a reserva ovariana?

    Não. O anticoncepcional impede a ovulação, mas o processo de perda natural (atresia folicular) continua acontecendo todos os meses, independentemente do uso de hormônios.

    3. Quem tem reserva baixa pode ter filhos?

    Sim, a reserva baixa indica que a quantidade é menor, mas não significa infertilidade. Se a qualidade do óvulo for boa, a gravidez pode ocorrer naturalmente ou com auxílio médico.

    4. O estilo de vida interfere na reserva ovariana?

    O estilo de vida não muda a quantidade, mas afeta drasticamente a qualidade. Por isso, cigarro, má alimentação e obesidade aceleram a perda e danificam os óvulos restantes.

    5. Existe algum sintoma físico de que meus óvulos estão acabando?

    Na maioria das vezes não há sintomas. Algumas mulheres notam apenas que o ciclo menstrual ficou mais curto (exemplo: de 28 para 24 dias).

    6. Posso congelar óvulos com reserva baixa?

    Sim, mas pode ser necessário realizar mais de um ciclo de estimulação ovariana para coletar uma quantidade segura de óvulos.

    7. O que fazer se o exame der reserva baixa aos 35 anos?

    O primeiro passo é consultar um especialista em reprodução humana para discutir se o plano é engravidar agora (tentativa natural ou assistida) ou preservar a fertilidade via congelamento.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários