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  • 8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    Quem nunca ouviu dizer que tomar água com limão logo pela manhã desintoxica o organismo, alcaliniza o sangue, acelera o metabolismo ou até derrete gordura? Essas promessas se espalharam pelas redes sociais e transformaram uma fruta bastante comum em uma espécie de solução milagrosa para diversos problemas de saúde.

    A boa notícia é que o limão realmente pode trazer benefícios interessantes para a saúde. A má notícia é que eles não têm nada a ver com essas promessas. Na realidade, trata-se de uma fruta rica em vitamina C e compostos bioativos que pode contribuir para uma alimentação equilibrada quando inserida dentro de um estilo de vida saudável. Ou seja, o limão não faz milagres, mas também não merece ser subestimado.

    Antes de tudo: o limão não é um alimento milagroso

    Antes de falar dos benefícios, vale desfazer alguns dos principais mitos que cercam essa fruta.

    O organismo humano possui mecanismos extremamente eficientes para manter o funcionamento adequado dos órgãos e o equilíbrio do sangue. Um exemplo disso é o controle do pH sanguíneo, que permanece dentro de uma faixa muito estreita graças à ação dos pulmões e dos rins. Em pessoas saudáveis, a alimentação praticamente não altera esse equilíbrio.

    Isso significa que o limão não “alcaliniza” o sangue, assim como também não existe evidência científica de que seja capaz de:

    • Desintoxicar o organismo;
    • Eliminar toxinas;
    • Derreter gordura corporal;
    • Acelerar significativamente o metabolismo;
    • Curar doenças;
    • Fortalecer sozinho o sistema imunológico.

    Na verdade, quem faz o trabalho de eliminar substâncias potencialmente tóxicas do organismo são principalmente o fígado e os rins. Nenhum alimento isolado substitui essas funções.

    Então por que o limão ganhou tanta fama?

    Provavelmente porque ele reúne algumas características positivas: é uma fruta rica em vitamina C, tem compostos antioxidantes e costuma ser consumido junto com água, o que naturalmente favorece a hidratação. Esses benefícios reais acabaram sendo ampliados ao longo dos anos até se transformarem em promessas que a ciência não confirma.

    Mas isso não significa que ele não tenha seu lugar dentro de uma alimentação saudável. Veja os benefícios de inclui-lo na sua rotina da manhã.

    1. Você começa o dia consumindo vitamina C

    Talvez esse seja o benefício mais conhecido, e um dos mais bem documentados.

    O limão é uma boa fonte de vitamina C, um nutriente essencial para diversas funções do organismo. Diferentemente de algumas vitaminas, ela não é produzida pelo corpo humano e precisa ser obtida por meio da alimentação.

    Entre suas principais funções estão:

    • Participar da formação do colágeno;
    • Atuar como antioxidante;
    • Auxiliar o funcionamento do sistema imunológico;
    • Favorecer a cicatrização;
    • Contribuir para a absorção do ferro presente em alimentos vegetais.

    Começar o dia consumindo alimentos ricos nessa vitamina pode facilitar que a ingestão diária seja alcançada ao longo da alimentação.

    Vale lembrar, porém, que uma única fruta dificilmente fornece toda a vitamina C necessária para o dia. A recomendação para adultos varia conforme idade, sexo e condições fisiológicas, como gestação e amamentação. Por isso, o ideal é manter uma alimentação variada, com frutas e hortaliças ao longo do dia.

    2. O limão pode ajudar você a beber mais água

    Muitas pessoas relatam que têm dificuldade para beber água pura, especialmente logo ao acordar.

    Nesses casos, adicionar algumas gotas de limão pode tornar a bebida mais agradável e facilitar a hidratação.

    Esse detalhe parece pequeno, mas pode fazer diferença. A água participa praticamente de todos os processos do organismo. Ela ajuda a regular a temperatura corporal, transportar nutrientes, participar das reações metabólicas e manter o bom funcionamento dos rins e do intestino.

    É importante deixar claro que o benefício vem principalmente da água, e não do limão.

    Se adicionar limão ao copo faz com que a pessoa beba mais líquidos ao longo do dia, esse hábito pode ser positivo. Caso contrário, não existe necessidade de colocar limão na água para que ela seja hidratante.

    Em outras palavras, água com limão hidrata exatamente porque contém água.

    3. A vitamina C do limão ajuda na absorção do ferro

    Esse é um dos benefícios mais interessantes e que muitas pessoas desconhecem.

    Existem dois tipos principais de ferro presentes na alimentação: o ferro heme, encontrado principalmente em carnes, e o ferro não heme, presente em vegetais, leguminosas, grãos e sementes.

    O organismo absorve com mais facilidade o ferro proveniente das carnes. Já o ferro dos alimentos vegetais costuma ter uma absorção menor.

    É aí que entra a vitamina C.

    Diversos estudos mostram que consumir alimentos ricos em vitamina C durante a refeição aumenta significativamente a absorção do ferro não heme.

    Na prática, isso significa que espremer limão sobre alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, espinafre ou outras verduras pode ajudar o organismo a aproveitar melhor esse mineral.

    Esse benefício é particularmente interessante para pessoas vegetarianas, veganas ou que apresentam maior risco de deficiência de ferro.

    4. Comer limão é muito diferente de tomar suplementos

    Quando surgem estudos sobre vitamina C ou antioxidantes, é comum pensar que basta consumir grandes quantidades desses nutrientes para obter ainda mais benefícios, mas a ciência mostra que não funciona exatamente assim.

    Os alimentos são uma combinação complexa de fibras, vitaminas, minerais e centenas de compostos bioativos que interagem entre si. Os suplementos, por sua vez, fornecem apenas um ou poucos nutrientes isoladamente.

    Por isso, os benefícios observados em pessoas que consomem mais frutas e verduras não podem ser atribuídos exclusivamente à vitamina C.

    Em outras palavras, incluir limão na alimentação é interessante não porque ele seja um superalimento, mas porque faz parte de um padrão alimentar saudável que inclui diversas frutas, legumes e verduras.

    5. O limão pode te fazer lidar melhor com gripes e resfriados

    Esse talvez seja um dos maiores equívocos relacionados à vitamina C. Durante muitos anos acreditou-se que consumir grandes quantidades dessa vitamina impediria o aparecimento de gripes. Hoje sabemos que isso não é exatamente verdade.

    Para a população em geral, a suplementação de vitamina C não reduz de forma consistente o risco de desenvolver resfriados.

    O que alguns estudos sugerem é que pessoas que já mantêm ingestão adequada de vitamina C podem apresentar uma pequena redução na duração dos sintomas quando adoecem.

    Ou seja, comer limão diariamente não impede que uma pessoa contraia um vírus respiratório. Por outro lado, manter uma alimentação rica em frutas e verduras ajuda a garantir o aporte adequado de diversos nutrientes importantes para o funcionamento normal do sistema imunológico.

    6. Pode ajudar a substituir bebidas açucaradas no café da manhã

    Outro benefício do limão não está necessariamente na fruta em si, mas no que ela pode substituir.

    Muitas pessoas têm o hábito de começar o dia consumindo refrigerantes, sucos industrializados, bebidas lácteas açucaradas ou cafés com grandes quantidades de açúcar. Trocar essas opções por água com limão ou simplesmente por água pode reduzir significativamente o consumo de açúcares livres.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar a ingestão de açúcares livres a menos de 10% das calorias diárias, e, idealmente, abaixo de 5%, para benefícios adicionais à saúde. O consumo em excesso está associado a maior risco de ganho de peso, cárie dentária e doenças metabólicas.

    Nesse contexto, a água com limão pode funcionar como uma alternativa saborosa para quem deseja reduzir o consumo de bebidas adoçadas.

    É importante destacar que esse benefício não acontece porque o limão queima gordura ou limpa o organismo, mas porque ajuda algumas pessoas a fazerem uma escolha nutricional mais interessante logo no início do dia.

    7. Começar o dia com um hábito saudável pode facilitar outras escolhas ao longo do dia

    Esse talvez seja o benefício menos relacionado à composição do limão e mais ao comportamento humano.

    Hábitos costumam funcionar em sequência. Um comportamento saudável pode facilitar a adoção de outro. Na prática, funciona mais ou menos assim: uma pessoa acorda, bebe um copo de água com limão, prepara um café da manhã equilibrado, lembra de levar uma fruta para o trabalho e acaba fazendo escolhas alimentares melhores ao longo do restante do dia.

    Isso não acontece porque existe alguma substância mágica no limão.

    O que muda é a forma como o cérebro organiza a rotina. Quando um hábito saudável é incorporado ao início do dia, ele pode servir como um gatilho para outros comportamentos positivos.

    É claro que isso não ocorre com todas as pessoas e nem de forma automática. Mas estudos em ciência do comportamento mostram que pequenas rotinas consistentes tendem a facilitar mudanças de longo prazo.

    Portanto, se beber água com limão pela manhã ajuda alguém a manter uma rotina mais saudável, esse pode ser um benefício bastante relevante, mesmo que ele seja indireto.

    8. É uma fruta nutritiva, barata e fácil de incluir na alimentação

    Quando falamos em alimentação saudável, muitas vezes pensamos em alimentos exóticos, suplementos caros ou ingredientes difíceis de encontrar. O limão vai na direção oposta.

    Ele está disponível durante praticamente todo o ano, costuma ter preço acessível e pode ser utilizado de diversas maneiras, inclusive ajuda a reduzir a necessidade de molhos industrializados ricos em sódio, açúcar ou gordura.

    Existe um melhor horário para consumir limão?

    Na prática, não. Apesar de a internet frequentemente associar o consumo do limão exclusivamente ao período da manhã, não existem estudos mostrando que ele seja mais benéfico nesse horário. Os benefícios da vitamina C e dos demais nutrientes acontecem independentemente do momento do consumo.

    Então por que tanta gente fala em água com limão ao acordar? Porque esse costuma ser um horário em que muitas pessoas conseguem estabelecer uma rotina diária.

    Ou seja, o benefício está muito mais na regularidade do hábito do que no relógio.

    Se alguém prefere consumir limão no almoço, no jantar ou durante a tarde, provavelmente obterá os mesmos benefícios nutricionais.

    Confira: Falta de vitaminas pode causar doenças graves? Entenda os sinais de alerta

    Perguntas frequentes sobre o limão

    1. O limão fortalece a imunidade?

    Ele fornece vitamina C, que participa do funcionamento normal do sistema imunológico. Porém, consumir limão sozinho não impede gripes nem resfriados.

    2. Água com limão emagrece?

    Não. Não existem evidências de que o limão aumente significativamente o metabolismo ou provoque perda de gordura corporal.

    3. O limão alcaliniza o sangue?

    Não. O pH do sangue é rigidamente controlado pelos pulmões e pelos rins. A alimentação não altera esse equilíbrio em pessoas saudáveis.

    4. Posso tomar água com limão todos os dias?

    Sim, desde que não haja contraindicações individuais, como desconforto gastrointestinal importante ou problemas relacionados ao esmalte dentário.

    5. Existe melhor horário para consumir limão?

    Não. Os benefícios nutricionais independem do horário do consumo.

    6. O limão ajuda quem tem anemia?

    Ele pode contribuir indiretamente, pois a vitamina C aumenta a absorção do ferro presente em alimentos de origem vegetal.

    7. Água morna com limão é melhor que água gelada?

    Não há evidências científicas de que a temperatura da água altere os benefícios do limão.

    Veja mais: Escorbuto: o que a falta de vitamina C faz no corpo e como evitar

  • Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Má higiene, micose do pé e até o uso de medicamentos podem influenciar o surgimento do chulé, um quadro que provoca mau cheiro nos pés e pode se tornar frequente no dia a dia. Ele costuma aparecer quando o suor se acumula na pele e cria um ambiente quente e úmido, favorecendo a proliferação de bactérias responsáveis pelo odor característico.

    Apesar de comum, ele pode se tornar um grande incômodo quando o mau cheiro aparece todos os dias, mesmo com os cuidados de higiene. Em alguns casos, basta tirar os sapatos para perceber que o odor continua ali, seja nos pés, nas meias ou no próprio calçado.

    Mas afinal, como acabar com o chulé constante e evitar que o mau cheiro fique impregnado nos sapatos? O primeiro passo é entender de onde vem o odor e quais hábitos podem estar favorecendo o problema. Vamos entender mais, a seguir.

    O que realmente causa o chulé (bromidrose plantar)?

    O suor humano é formado principalmente por água e sais minerais e, sozinho, praticamente não tem cheiro. O odor desagradável aparece quando o suor entra em contato com os micro-organismos que vivem naturalmente na pele. Como os pés possuem muitas glândulas sudoríparas, a região pode acumular bastante umidade ao longo do dia.

    Quando os pés passam muito tempo abafados dentro de meias e sapatos fechados, o ambiente fica quente e úmido, o que facilita a multiplicação de bactérias, como as do gênero Brevibacterium e a Staphylococcus epidermidis. Elas usam substâncias presentes no suor e resíduos da pele, como as células mortas, e produzem compostos responsáveis pelo cheiro forte.

    Quanto mais tempo os pés ficam úmidos dentro das meias e dos sapatos, maiores são as chances de o cheiro ficar forte e persistente.

    Causas simples do dia a dia que pioram o chulé

    1. Usar o mesmo sapato dois dias seguidos

    Ao longo do dia, o interior do calçado e a palmilha absorvem parte do suor dos pés e podem continuar úmidos mesmo depois que o sapato é retirado.

    Quando o mesmo par é usado novamente sem ter secado e arejado bem, os pés voltam para um ambiente que já está úmido. Por isso, sempre que possível, vale alternar os calçados e deixá-los em um local ventilado antes de usar novamente.

    2. Meias de tecido sintético e sapatos fechados de plástico

    As meias e os sapatos também fazem diferença, pois alguns tecidos sintéticos podem dificultar a absorção do suor e a ventilação dos pés. O mesmo acontece com os calçados muito fechados e feitos de materiais pouco respiráveis.

    Com pouca circulação de ar, o suor demora mais para evaporar e os pés permanecem úmidos por mais tempo. O resultado é um ambiente favorável para a multiplicação das bactérias relacionadas ao chulé. Dar preferência a meias que ajudem a controlar a umidade e a calçados mais ventilados pode ajudar.

    3. Secar mal os pés após o banho (especialmente entre os dedos)

    Não adianta lavar bem os pés e deixá-los úmidos logo depois. A região entre os dedos precisa de uma atenção maior porque pode permanecer molhada sem que a pessoa perceba.

    Depois do banho, é importante passar a toalha com cuidado entre todos os dedos e esperar os pés secarem antes de colocar as meias e os sapatos. Além de ajudar no controle do chulé, manter a região seca também dificulta a proliferação de fungos relacionados às micoses.

    4. Acúmulo de células mortas e falta de esfoliação

    A pele dos pés passa por um processo natural de renovação e pode acumular células mortas, principalmente nas regiões que sofrem mais atrito. Os resíduos também podem servir de alimento para algumas das bactérias presentes na pele.

    A higiene diária ajuda a remover o suor, as células mortas e outras sujeiras acumuladas. Você não precisa esfregar os pés com força ou fazer uma esfoliação agressiva todos os dias, basta lavar bem a região com água e sabonete e secá-la completamente.

    Como acabar com o chulé nos pés?

    Para diminuir a umidade dos pés, controlar a proliferação das bactérias e evitar que o mau cheiro volte, você pode adotar algumas medidas no dia a dia:

    • Lave os pés todos os dias: use água e sabonete e lave com atenção a sola, o calcanhar e os espaços entre os dedos para retirar o suor e as impurezas acumuladas;
    • Seque muito bem os pés: depois do banho, passe a toalha em toda a região, principalmente entre os dedos. Evite colocar as meias enquanto a pele ainda estiver úmida;
    • Troque as meias diariamente: não reutilize as meias usadas no dia anterior, mesmo que aparentemente estejam limpas. Elas acumulam suor, células mortas e micro-organismos;
    • Prefira meias que ajudem a controlar a umidade: materiais mais respiráveis ou desenvolvidos para afastar o suor da pele podem ajudar a manter os pés secos durante o dia;
    • Evite usar o mesmo sapato todos os dias: alterne os pares sempre que possível para que o interior de cada calçado tenha tempo suficiente para secar e arejar;
    • Deixe os sapatos em um local ventilado: depois de usá-los, mantenha os calçados abertos e em um ambiente arejado. Evite guardá-los ainda úmidos em armários fechados;
    • Higienize os calçados e as palmilhas: siga as orientações de limpeza de cada material e lave ou troque as palmilhas quando necessário, principalmente quando o odor já estiver impregnado;
    • Evite ficar muitas horas com os pés abafados: quando for possível, retire os sapatos por alguns períodos e dê preferência a calçados que permitam uma melhor circulação de ar;
    • Use talco ou antitranspirante próprio para os pés: os produtos específicos podem ajudar a controlar o excesso de umidade e, consequentemente, diminuir o ambiente favorável às bactérias;
    • Cuide das micoses: a coceira, a descamação, as rachaduras ou as alterações entre os dedos podem indicar uma infecção por fungos. É importante buscar a orientação de um dermatologista para receber o tratamento adequado.

    Quando o mau cheiro continua muito forte mesmo com os cuidados de higiene, vale conversar com um dermatologista. A bromidrose persistente ou a transpiração excessiva podem precisar de uma avaliação e de um tratamento específico.

    Como tirar o mau cheiro dos sapatos de forma prática

    Quando o chulé fica impregnado nos sapatos, cuidar apenas dos pés pode não ser suficiente para diminuir o mau cheiro. O suor e a umidade também ficam acumulados nas palmilhas e no revestimento interno dos calçados, mantendo o ambiente favorável para as bactérias responsáveis pelo odor.

    1. Deixe os sapatos arejarem depois do uso

    Assim que chegar em casa, evite guardar o calçado imediatamente. Deixe-o aberto em um local seco e ventilado para facilitar a evaporação da umidade acumulada durante o dia.

    2. Retire as palmilhas para secar

    Quando for possível, retire as palmilhas e deixe-as secar separadamente. Como elas ficam em contato direto com os pés, podem acumular bastante suor. Se forem laváveis, faça a higienização de acordo com as orientações do fabricante.

    3. Lave os calçados quando o material permitir

    Alguns tênis e outros calçados podem ser lavados com água e sabão neutro. Antes da lavagem, confira as recomendações do fabricante para evitar danos ao tecido, à cola e a outros materiais.

    4. Espere o sapato secar completamente

    Nada de colocar o tênis ainda úmido. Além de deixar os pés abafados, a umidade favorece a proliferação dos micro-organismos relacionados ao mau cheiro. Por isso, espere o calçado secar completamente antes de usá-lo novamente.

    5. Alterne os sapatos durante a semana

    Usar o mesmo par todos os dias pode fazer com que o calçado não tenha tempo suficiente para secar. Sempre que possível, alterne entre dois ou mais pares para que cada um possa ficar arejando antes do próximo uso.

    6. Troque as palmilhas quando necessário

    Se o mau cheiro continuar mesmo depois da higienização, vale observar o estado das palmilhas. Quando estão muito desgastadas ou continuam com odor mesmo após a limpeza, a troca pode ajudar a deixar o calçado mais fresco.

    7. Use produtos próprios para os calçados

    Os sprays, os pós e outros produtos desenvolvidos para controlar o odor dos calçados podem ajudar no dia a dia. Use sempre de acordo com as orientações do fabricante e lembre que eles não substituem a limpeza e a secagem adequadas.

    8. Evite guardar os sapatos suados em locais fechados

    Depois de passar horas com os pés dentro do sapato, evite colocá-lo diretamente na sapateira ou no armário. Primeiro, deixe o calçado em um local ventilado até que esteja bem seco. Guardá-lo ainda úmido pode fazer com que o mau cheiro volte no próximo uso.

    Onde guardar os sapatos para evitar a proliferação de fungos?

    O ideal é deixar os sapatos secarem e arejarem completamente antes de guardá-los. Depois disso, eles podem ficar em uma sapateira ou em um armário limpo, seco e com alguma ventilação. Se o local costuma acumular umidade, os produtos próprios para controlar a umidade do ambiente também podem ajudar.

    Não é necessário estabelecer um período específico, como 12 ou 24 horas, para deixar todos os sapatos fora do armário. O tempo de secagem varia de acordo com o material do calçado, a quantidade de suor, o clima e a ventilação do ambiente. O mais importante é conferir se o interior está realmente seco antes de guardar ou usar novamente.

    Quando o chulé constante pode indicar uma micose ou problema de saúde?

    Quando o chulé continua forte mesmo com a higiene e os cuidados para manter os pés e os sapatos secos, vale prestar atenção em outros sintomas. Em alguns casos, o mau cheiro persistente pode aparecer junto de problemas dermatológicos que precisam de tratamento específico, como a micose nos pés, também conhecida como pé de atleta ou tinea pedis.

    Além do odor, ela pode provocar coceira, descamação, vermelhidão, ardência e pequenas rachaduras, principalmente entre os dedos. Como a pele fica machucada, também pode ficar mais vulnerável a infecções bacterianas.

    A hiperidrose plantar, caracterizada pela transpiração excessiva nos pés, é um quadro que também pode favorecer o surgimento do chulé. A pessoa pode perceber que os pés e as meias ficam constantemente úmidos, mesmo quando não está calor ou não houve prática de atividade física. A umidade frequente cria um ambiente favorável para os micro-organismos relacionados ao mau cheiro.

    Se o chulé persistir mesmo depois das mudanças de higiene e dos cuidados com os calçados, principalmente quando houver coceira intensa, descamação, rachaduras, vermelhidão, dor, feridas ou suor excessivo, é indicado procurar um dermatologista.

    Leia mais: Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Perguntas frequentes

    1. Passar desodorante de axila nos pés ajuda a controlar o chulé?

    Apenas se o produto for antitranspirante. O antitranspirante reduz a produção de suor, enquanto o desodorante comum só mascara o odor sem conter a umidade.

    2. Colocar os sapatos no sol mata as bactérias?

    Não totalmente. A luz solar ajuda a secar a umidade interior, porém o calor excessivo pode danificar o material do calçado e acelerar o desgaste da cola.

    3. Lixar a sola dos pés semanalmente diminui o odor?

    Lixar em excesso gera o efeito inverso. A agressão faz o corpo produzir uma camada de pele ainda mais grossa para se defender, aumentando a matéria orgânica para as bactérias.

    4. Quanto tempo um sapato precisa ficar descansando após o uso?

    O tempo mínimo recomendado é de 24 horas antes de voltar a calçar o mesmo par.

    5. Pomadas antibióticas vendidas em farmácia tratam a bromidrose?

    Apenas com prescrição médica. O uso inadequado de antibióticos na pele pode gerar resistência bacteriana e piorar o quadro.

    6. Usar secador de cabelo nos pés após o banho é uma boa ideia?

    Sim. O ar frio ou morno do secador garante a remoção total da umidade entre os dedos, reduzindo o risco de micoses e proliferação de bactérias.

    7. O cheiro de chulé pode passar de uma pessoa para outra?

    O odor em si não é transmissível, mas o uso compartilhado de calçados ou meias transfere fungos e bactérias entre os indivíduos.

    Veja também: Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio?

  • Esqueceu tudo de repente? Entenda a amnésia global transitória

    Esqueceu tudo de repente? Entenda a amnésia global transitória

    Imagine conversar normalmente e, de repente, não conseguir se lembrar do que aconteceu nos últimos minutos. A pessoa reconhece a própria família, sabe falar e consegue andar, mas passa a repetir perguntas como: “onde eu estou?”, “como cheguei aqui?” ou “o que aconteceu?”.

    Essa situação assustadora pode ser causada por uma condição chamada amnésia global transitória.

    Apesar de impressionar familiares e frequentemente ser confundida com um acidente vascular cerebral (AVC), a amnésia global transitória costuma ser benigna, temporária e deixar poucas ou nenhuma sequela permanente.

    Mesmo assim, todo episódio de perda súbita de memória deve ser avaliado imediatamente, pois outras doenças potencialmente graves podem provocar sintomas semelhantes.

    O que é amnésia global transitória?

    A amnésia global transitória é uma síndrome neurológica caracterizada por uma perda súbita da capacidade de formar novas memórias, acompanhada de dificuldade para recordar acontecimentos recentes.

    Durante o episódio, a pessoa:

    • Permanece acordada;
    • Reconhece a própria identidade;
    • Consegue conversar;
    • Mantém a capacidade de caminhar e realizar movimentos;
    • Não apresenta perda de consciência.

    O principal problema é que ela não consegue registrar novas informações.

    Por isso, pode repetir as mesmas perguntas diversas vezes. A pessoa ouve e compreende a resposta, mas pouco tempo depois já não se lembra dela e volta a perguntar a mesma coisa.

    A pessoa esquece quem ela é?

    Na maioria dos casos, não. Esse é um dos principais equívocos relacionados à amnésia global transitória.

    Durante o episódio, a pessoa geralmente:

    • Sabe seu nome;
    • Reconhece familiares e amigos;
    • Conhece sua profissão;
    • Mantém sua personalidade;
    • Conserva habilidades aprendidas ao longo da vida.

    O comprometimento ocorre principalmente na memória recente e na capacidade de formar novas lembranças durante o episódio.

    Alguns pacientes também apresentam dificuldade para recordar acontecimentos ocorridos pouco antes do início da crise, quadro chamado de amnésia retrógrada de curta duração.

    A perda da própria identidade, entretanto, é extremamente incomum na amnésia global transitória.

    Quais são os sintomas da amnésia global transitória?

    O quadro costuma começar de forma súbita. Os sinais mais característicos são:

    • Esquecimento repentino;
    • Repetição constante das mesmas perguntas;
    • Incapacidade de memorizar acontecimentos recentes;
    • Confusão em relação ao horário ou ao local;
    • Ansiedade provocada pelo próprio esquecimento.

    Ao mesmo tempo, algumas funções permanecem preservadas, como:

    • Linguagem;
    • Coordenação motora;
    • Consciência;
    • Capacidade de reconhecer pessoas;
    • Força muscular.

    Essa combinação de características ajuda os médicos a diferenciar a amnésia global transitória de outras condições neurológicas.

    Quanto tempo dura a amnésia global transitória?

    Na maioria das vezes, o episódio dura entre 2 e 8 horas. Por definição, os sintomas desaparecem completamente em até 24 horas.

    À medida que o quadro melhora, a pessoa recupera a capacidade de formar novas memórias e costuma voltar ao seu funcionamento habitual.

    Entretanto, geralmente permanece uma lacuna na memória referente ao período da crise e aos minutos ou horas imediatamente anteriores ao início dos sintomas.

    Ou seja, mesmo depois da recuperação, a pessoa pode nunca se lembrar exatamente do que aconteceu durante aquele período.

    O que pode desencadear uma amnésia global transitória?

    A causa exata da amnésia global transitória ainda não é totalmente conhecida. No entanto, alguns acontecimentos são frequentemente relatados antes do início dos episódios e podem atuar como desencadeantes em pessoas predispostas.

    Estresse emocional intenso

    Alguns episódios acontecem após situações de grande impacto emocional, como:

    • Receber uma notícia muito impactante;
    • Discussões importantes;
    • Luto;
    • Ansiedade intensa.

    Isso não significa que todo episódio de estresse possa provocar amnésia global transitória, mas situações emocionalmente intensas aparecem entre os desencadeantes descritos.

    Esforço físico vigoroso

    A amnésia global transitória também pode surgir após:

    • Exercícios muito intensos;
    • Levantamento de peso;
    • Corridas longas;
    • Atividades que envolvem esforço máximo.

    Manobra de Valsalva

    Esforços que aumentam temporariamente a pressão dentro do tórax, como a manobra de Valsalva também podem estar associados ao início do episódio.

    Entre eles:

    • Levantar objetos muito pesados;
    • Tossir intensamente;
    • Fazer força para evacuar.

    Contato com água muito fria ou muito quente

    Alguns pacientes relatam o início dos sintomas após situações como:

    • Entrar subitamente em água fria;
    • Tomar banhos muito quentes;
    • Mergulhar.

    Esses acontecimentos são descritos como possíveis gatilhos, mas não são considerados causas diretas da doença.

    Relação sexual

    A relação sexual também aparece entre os desencadeantes descritos em alguns estudos. Isso pode estar relacionado à combinação entre esforço físico e alterações transitórias da circulação cerebral.

    O estresse realmente pode afetar a memória?

    Sim. Situações de intenso estresse físico ou emocional desencadeiam respostas hormonais importantes no organismo, envolvendo substâncias como adrenalina e cortisol.

    Na amnésia global transitória, acredita-se que esses eventos possam estar associados a alterações transitórias no funcionamento do hipocampo, região do cérebro fundamental para a formação de novas memórias.

    Estudos realizados com ressonância magnética mostram pequenas alterações temporárias nessa região em parte dos pacientes, reforçando essa hipótese.

    No entanto, a causa exata da amnésia global transitória ainda não é completamente compreendida.

    Amnésia global transitória é um AVC?

    Na maioria das vezes, não. Entretanto, não é possível ter certeza apenas observando os sintomas em casa.

    Por isso, toda perda súbita de memória deve ser tratada inicialmente como uma situação que exige avaliação médica imediata.

    Além do AVC, outras condições podem causar manifestações semelhantes, como:

    • Crises epilépticas;
    • Hipoglicemia;
    • Traumatismo craniano;
    • Encefalites;
    • Intoxicações por medicamentos ou drogas.

    Somente a avaliação médica, associada aos exames considerados necessários, permite estabelecer o diagnóstico correto.

    Como os médicos fazem o diagnóstico?

    O diagnóstico da amnésia global transitória é principalmente clínico, ou seja, baseado nas características apresentadas durante o episódio.

    O médico também realiza um exame neurológico completo e pode solicitar exames para descartar outras possíveis causas da perda de memória.

    Ressonância magnética do cérebro

    A ressonância magnética é o exame de imagem mais útil na investigação.

    Quando realizada entre 24 e 72 horas após o início dos sintomas, pode revelar pequenas alterações no hipocampo.

    Entretanto, a ressonância também pode apresentar resultado completamente normal.

    Tomografia computadorizada

    A tomografia computadorizada é frequentemente realizada na emergência para excluir AVC hemorrágico ou outras alterações estruturais.

    Exames laboratoriais

    Podem ser solicitados exames para investigar alterações metabólicas ou outras condições, como:

    • Hipoglicemia;
    • Distúrbios eletrolíticos;
    • Infecções.

    Eletroencefalograma (EEG)

    O eletroencefalograma pode ser indicado quando existe suspeita de epilepsia como possível explicação para o episódio.

    Existe tratamento para a amnésia global transitória?

    Não existe um tratamento específico para a amnésia global transitória. Após excluir causas graves para a perda súbita de memória, o manejo pode envolver:

    • Observação clínica;
    • Controle dos sintomas;
    • Orientação e tranquilização do paciente e da família;
    • Investigação de possíveis fatores desencadeantes.

    Na maioria dos casos, a recuperação ocorre espontaneamente ao longo das horas.

    A amnésia global transitória deixa sequelas?

    Em geral, não. Após o episódio:

    • A memória volta ao funcionamento habitual;
    • As funções cognitivas permanecem preservadas;
    • Não ocorre perda permanente da inteligência.

    O que costuma permanecer é uma lacuna na memória correspondente ao período da crise.

    A pessoa pode saber, posteriormente, que passou por um episódio de amnésia porque familiares contaram o que aconteceu, mas não necessariamente conseguirá recuperar as lembranças daquele período.

    O problema pode acontecer novamente?

    Pode, mas a recorrência é relativamente incomum. Os números variam entre os estudos, mas novos episódios ocorrem em aproximadamente 5% a 15% dos pacientes ao longo da vida.

    Mesmo quando acontece uma nova crise, o prognóstico costuma permanecer favorável.

    A amnésia global transitória aumenta o risco de demência?

    As evidências atuais indicam que não. A amnésia global transitória não é considerada uma doença neurodegenerativa e não parece aumentar de maneira significativa o risco de desenvolver doença de Alzheimer ou outras demências.

    Da mesma forma, a maioria dos estudos mostra que a amnésia global transitória não aumenta de maneira importante o risco futuro de AVC.

    Isso não significa, porém, que fatores de risco cardiovasculares possam ser ignorados. Quando presentes, eles devem ser avaliados e tratados normalmente.

    Quando procurar atendimento imediatamente?

    Sempre que houver perda súbita de memória. Mesmo que o quadro pareça compatível com amnésia global transitória, não é possível confirmar o diagnóstico em casa.

    A avaliação se torna ainda mais urgente quando o esquecimento aparece acompanhado de:

    • Fraqueza em um lado do corpo;
    • Dificuldade para falar;
    • Alterações da visão;
    • Convulsões;
    • Perda de consciência;
    • Dor de cabeça muito intensa;
    • Febre;
    • Confusão persistente.

    Esses sinais podem indicar doenças graves que exigem diagnóstico e tratamento rápidos.

    Confira: Ansiedade causa esquecimento? Sinais de que a sua mente está sobrecarregada

    Perguntas frequentes sobre amnésia global transitória

    1. O que é amnésia global transitória?

    É uma perda súbita e temporária da capacidade de formar novas memórias, geralmente com duração de poucas horas e recuperação completa em até 24 horas.

    2. A pessoa esquece quem ela é?

    Na maioria dos casos, não. Ela costuma reconhecer a própria identidade, os familiares e informações pessoais importantes. O principal comprometimento ocorre na memória recente e na capacidade de formar novas lembranças durante o episódio.

    3. O estresse pode desencadear esse problema?

    Sim. Situações de intenso estresse físico ou emocional estão entre os possíveis desencadeantes mais frequentemente descritos.

    Entretanto, a causa exata da amnésia global transitória ainda não é totalmente conhecida.

    4. Amnésia global transitória é um AVC?

    Geralmente não. No entanto, os sintomas podem ser confundidos com os de outras condições neurológicas. Por isso, toda perda súbita de memória precisa ser avaliada imediatamente para excluir AVC e outras causas graves.

    5. Existe tratamento?

    Não existe tratamento específico para a amnésia global transitória. Depois que outras doenças graves são descartadas, o quadro costuma melhorar espontaneamente ao longo de poucas horas.

    6. Pode acontecer novamente?

    Sim, mas a recorrência é relativamente incomum e ocorre em uma minoria dos pacientes.

    7. A amnésia global transitória deixa sequelas?

    Na maioria das pessoas, não. A memória e as demais funções cognitivas retornam ao funcionamento habitual. O que geralmente permanece é apenas a ausência de lembranças referentes ao período em que ocorreu o episódio.

    Veja também: Exercícios físicos ajudam a proteger o cérebro? Saiba quais os melhores para praticar no dia a dia

  • Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Quase todo mundo já teve uma afta. Essas pequenas úlceras dolorosas costumam desaparecer sozinhas em poucos dias e, apesar do desconforto, geralmente não representam um problema grave. Entretanto, nem toda ferida na boca é uma afta.

    Uma lesão que permanece por mais de duas semanas, aumenta de tamanho, endurece ou apresenta sangramento pode estar relacionada a outras condições, como infecções, doenças autoimunes e, em alguns casos, câncer de boca.

    Por isso, uma regra importante na avaliação dessas lesões é observar o tempo de cicatrização. Uma úlcera oral sem causa evidente que não melhora em cerca de 14 dias precisa ser cuidadosamente investigada e, em algumas situações, pode necessitar de biópsia. Entenda melhor.

    O que é uma afta?

    A afta, também chamada de úlcera aftosa recorrente, é uma pequena perda superficial da mucosa da boca. Ela costuma apresentar características bastante típicas:

    • Formato arredondado ou oval;
    • Centro esbranquiçado ou amarelado;
    • Halo avermelhado ao redor;
    • Dor importante, principalmente ao consumir alimentos ácidos ou condimentados.

    As aftas podem surgir:

    • Na parte interna dos lábios;
    • Nas bochechas;
    • Na língua;
    • No assoalho da boca;
    • No palato mole.

    Um detalhe importante é que elas normalmente não aparecem sobre a gengiva aderida ou o palato duro, locais em que outras doenças podem se manifestar.

    Quanto tempo uma afta demora para cicatrizar?

    Na maioria dos casos:

    • Aftas pequenas cicatrizam entre 7 e 14 dias;
    • Aftas maiores podem levar até 3 ou 4 semanas, mas costumam apresentar melhora progressiva.

    Por isso, uma ferida que permanece praticamente igual após duas semanas merece avaliação profissional.

    Mais importante do que observar apenas o número de dias é perceber se a lesão está diminuindo, cicatrizando ou apresentando alguma mudança.

    Nem toda ferida na boca é uma afta

    Diversas condições podem causar úlceras na boca e produzir lesões que, inicialmente, podem ser confundidas com uma afta comum. Entre elas estão traumas, infecções, doenças autoimunes e deficiências nutricionais.

    Traumas

    Feridas traumáticas podem ser provocadas por:

    • Mordidas acidentais;
    • Próteses mal adaptadas;
    • Aparelhos ortodônticos;
    • Dentes quebrados.

    Quando a causa do trauma é eliminada, a cicatrização costuma ocorrer rapidamente.

    Infecções

    Algumas infecções também podem causar lesões ulceradas na boca.

    Entre elas:

    • Herpes simples;
    • Sífilis;
    • Tuberculose, mais raramente;
    • Algumas infecções fúngicas.

    Doenças autoimunes

    Diversas doenças inflamatórias podem comprometer a mucosa oral.

    Entre elas:

    • Líquen plano oral;
    • Pênfigo vulgar;
    • Penfigoide das membranas mucosas;
    • Doença de Behçet;
    • Lúpus eritematoso.

    Nesses casos, as feridas podem fazer parte de um quadro mais amplo, com outras manifestações no organismo.

    Deficiências nutricionais

    A deficiência de alguns nutrientes pode favorecer o aparecimento de aftas recorrentes em determinadas pessoas.

    Entre eles:

    • Ferro;
    • Vitamina B12;
    • Ácido fólico.

    A presença frequente de aftas, especialmente quando acompanhada de outros sintomas, pode justificar uma avaliação mais detalhada.

    Quando a possibilidade de câncer de boca deve ser considerada?

    A maioria das úlceras persistentes não é câncer, mas essa possibilidade não deve ser ignorada.

    O tipo mais comum é o carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, responsável por cerca de 90% dos cânceres da cavidade oral.

    Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento curativo.

    Por isso, o objetivo não é considerar toda afta suspeita de câncer, mas reconhecer quando uma lesão foge do comportamento esperado de uma ferida benigna.

    Quais sinais aumentam a suspeita de câncer de boca?

    Algumas características merecem atenção especial.

    A ferida dura mais de duas semanas

    A persistência é um dos principais sinais de alerta, especialmente quando não existe uma causa traumática evidente. Uma afta típica tende a melhorar e cicatrizar ao longo dos dias.

    A lesão endurece

    Ao tocar a região, pode ser percebida uma consistência mais endurecida, chamada induração.

    Esse achado é mais sugestivo de lesões neoplásicas do que de aftas comuns e merece investigação.

    A úlcera aumenta de tamanho

    Feridas benignas tendem a cicatrizar ou pelo menos diminuir progressivamente. Já uma lesão que continua crescendo precisa ser avaliada.

    Há sangramento espontâneo

    Uma afta pode sangrar quando é traumatizada, por exemplo durante a alimentação ou a escovação.

    Entretanto, sangramento frequente ou que acontece sem trauma aparente merece investigação.

    Há pouca dor ou nenhuma dor

    Embora possa parecer contraditório, muitos cânceres de boca em fases iniciais provocam pouca dor ou podem ser indolores.

    As aftas comuns, por outro lado, costumam causar bastante desconforto.

    Aparece um caroço no pescoço

    O aumento de linfonodos (ínguas) no pescoço também precisa ser avaliado. Em algumas situações, ele pode estar relacionado à disseminação da doença e, por isso, exige investigação médica.

    Quem apresenta maior risco para câncer de boca?

    Os principais fatores de risco são:

    • Tabagismo;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Associação entre cigarro e álcool, que aumenta ainda mais o risco;
    • Idade acima de 50 anos;
    • Exposição solar crônica, principalmente no câncer de lábio;
    • Infecção por HPV em alguns tumores da orofaringe;
    • Má higiene bucal associada a outros fatores de risco.

    Entretanto, a ausência desses fatores não exclui a possibilidade de câncer oral. Pessoas que não fumam e não consomem álcool também podem desenvolver a doença.

    O que é a biópsia da boca?

    A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório por um médico patologista.

    O exame permite diferenciar entre diferentes tipos de alterações, como:

    • Inflamação crônica;
    • Infecções específicas;
    • Doenças autoimunes;
    • Lesões pré-cancerosas;
    • Câncer.

    Quando existe suspeita clínica de uma lesão que precisa ser examinada microscopicamente, exames de sangue não substituem a biópsia. É a análise do tecido que permite esclarecer a natureza da alteração.

    A biópsia dói?

    Na maioria dos casos, o procedimento é realizado com anestesia local.

    Durante a retirada da amostra, o paciente geralmente sente apenas a aplicação da anestesia e uma sensação de pressão na região.

    Após o procedimento, podem ocorrer:

    • Pequeno desconforto;
    • Sensibilidade local;
    • Dor leve durante alguns dias.

    As complicações costumam ser incomuns.

    Toda afta precisa de biópsia?

    Não. A grande maioria das aftas típicas não necessita de qualquer exame e cicatriza espontaneamente. A biópsia costuma ser considerada quando:

    • A lesão persiste por mais de duas semanas;
    • O diagnóstico permanece incerto;
    • Existem características suspeitas;
    • O tratamento habitual não produz melhora.

    A decisão depende da avaliação clínica feita pelo profissional.

    Por isso, uma ferida persistente não significa automaticamente que será necessário realizar o procedimento, mas significa que a lesão precisa ser examinada.

    Existe alguma lesão pré-cancerosa na boca?

    Sim. Algumas alterações da mucosa oral estão associadas a maior risco de desenvolvimento de câncer. Entre elas estão a leucoplasia e a eritroplasia.

    Leucoplasia

    A leucoplasia aparece como uma placa branca persistente que não pode ser removida por raspagem e não possui outra causa evidente.

    Dependendo de suas características, pode precisar de biópsia para avaliação.

    Eritroplasia

    A eritroplasia é uma placa avermelhada persistente. Apesar de menos frequente, apresenta risco ainda maior de conter alterações pré-cancerosas ou câncer.

    Por isso, também costuma exigir investigação cuidadosa e frequentemente necessita de biópsia.

    Como é feito o diagnóstico de uma ferida persistente na boca?

    A investigação começa pela avaliação clínica detalhada. O profissional pode realizar:

    • Exame completo da cavidade oral;
    • Palpação da lesão;
    • Avaliação dos linfonodos do pescoço;
    • Biópsia;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Também é importante avaliar há quanto tempo a ferida está presente, se houve crescimento, se existe dor, sangramento ou endurecimento e se há algum fator traumático no local.

    O diagnóstico precoce faz grande diferença no prognóstico das doenças malignas.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Procure avaliação se apresentar:

    • Ferida que não cicatriza após duas semanas;
    • Úlcera recorrente sempre no mesmo local;
    • Lesão endurecida;
    • Sangramento persistente;
    • Mancha branca ou vermelha que não desaparece;
    • Dor ao engolir persistente;
    • Rouquidão prolongada associada;
    • Caroço no pescoço.

    Esses sinais não significam necessariamente câncer.

    Existem diversas causas benignas para alterações na boca, mas a persistência ou a presença de características atípicas justificam investigação.

    É possível prevenir o câncer de boca?

    Grande parte dos casos pode ser evitada com medidas que reduzem os principais fatores de risco.

    Entre elas:

    • Não fumar;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Utilizar protetor labial com filtro solar em pessoas expostas ao sol;
    • Manter boa higiene bucal;
    • Consultar regularmente o dentista;
    • Procurar avaliação sempre que surgir uma lesão persistente.

    Além da prevenção, reconhecer rapidamente alterações na boca é importante porque o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais estratégias para aumentar as chances de cura.

    Confira: Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica

    Perguntas frequentes sobre feridas na boca

    1. Quanto tempo uma afta normal demora para desaparecer?

    A maioria das aftas pequenas cicatriza espontaneamente entre 7 e 14 dias. Aftas maiores podem demorar mais, mas devem apresentar melhora progressiva.

    2. Quando uma afta precisa de biópsia?

    Uma lesão pode precisar de biópsia quando permanece por mais de duas semanas, apresenta características atípicas, deixa dúvidas sobre o diagnóstico ou não melhora como esperado.

    3. Toda ferida persistente é câncer?

    Não. Existem muitas causas benignas de úlceras orais. Entretanto, toda lesão persistente precisa ser avaliada para que doenças mais graves possam ser descartadas.

    4. Câncer de boca sempre dói?

    Não. Nas fases iniciais, algumas lesões malignas podem provocar pouca dor ou ser completamente indolores. Por isso, a ausência de dor não significa necessariamente que uma ferida persistente seja inofensiva.

    5. Quem fuma tem maior risco?

    Sim. O tabagismo é um dos principais fatores de risco para câncer da cavidade oral, especialmente quando associado ao consumo excessivo de álcool.

    6. A biópsia espalha o câncer?

    Não. Esse é um mito. A biópsia é um procedimento utilizado justamente para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado.

    7. Qual especialista devo procurar?

    O primeiro atendimento pode ser feito por um dentista, estomatologista, cirurgião bucomaxilofacial, otorrinolaringologista ou médico da atenção primária.

    A partir da avaliação inicial, o profissional pode indicar investigação complementar ou encaminhamento quando necessário.

    Veja também: Câncer de boca e garganta tem cura? Conheça os sintomas e como é feito o tratamento

  • Pressão arterial em idosos: por que a pressão aumenta com a idade e qual deve ser a meta?

    Pressão arterial em idosos: por que a pressão aumenta com a idade e qual deve ser a meta?

    É comum ouvir que é normal a pressão subir depois de certa idade. De fato, o envelhecimento favorece o aumento da pressão arterial, mas isso não significa que toda pressão elevada seja normal ou possa ser ignorada.

    A hipertensão arterial continua sendo um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica, independentemente da idade.

    Ao mesmo tempo, a redução excessiva da pressão pode não ser bem tolerada por alguns idosos e provocar tonturas, desmaios e outros efeitos adversos.

    Por isso, embora atualmente a meta abaixo de 130/80 mmHg seja recomendada para a maioria dos idosos com hipertensão, o tratamento deve levar em consideração fatores como fragilidade, capacidade funcional, presença de outras doenças e tolerância aos medicamentos.

    Por que a pressão aumenta com o envelhecimento?

    O aumento da pressão arterial está relacionado a diversas mudanças que ocorrem no sistema cardiovascular ao longo dos anos. Uma das principais é o enrijecimento das artérias.

    Com o envelhecimento, os vasos sanguíneos perdem parte de sua elasticidade e tornam-se mais rígidos.

    Quando isso acontece, as artérias apresentam maior dificuldade para se expandir e acomodar o sangue bombeado pelo coração, o que favorece principalmente o aumento da pressão arterial sistólica, que corresponde ao primeiro número da medida.

    O que acontece com as artérias ao longo dos anos?

    As paredes das artérias possuem fibras elásticas que permitem que os vasos se expandam a cada batimento cardíaco.

    Com o avanço da idade, podem ocorrer alterações como:

    • Redução da elasticidade;
    • Aumento da deposição de colágeno;
    • Espessamento da parede dos vasos;
    • Calcificação arterial em alguns pacientes.

    Essas mudanças tornam os vasos mais rígidos e dificultam a acomodação do fluxo sanguíneo, favorecendo o aumento da pressão arterial.

    Por que a pressão sistólica sobe mais?

    Nos idosos, é muito comum ocorrer a chamada hipertensão sistólica isolada.

    Nesse quadro:

    • A pressão sistólica, que corresponde ao valor mais alto da aferição, está elevada;
    • A pressão diastólica, o valor mais baixo, permanece normal ou pode até diminuir.

    Esse padrão está diretamente relacionado à perda de elasticidade das grandes artérias e representa uma forma muito frequente de hipertensão após os 60 anos.

    Mesmo quando apenas a pressão sistólica está elevada, existe aumento do risco cardiovascular.

    Apenas a idade explica a hipertensão?

    Não. Embora o envelhecimento favoreça o aumento da pressão, diversos outros fatores contribuem para o desenvolvimento da hipertensão.

    Entre eles:

    • Excesso de peso;
    • Sedentarismo;
    • Alimentação rica em sal;
    • Diabetes;
    • Doença renal crônica;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Tabagismo;
    • Predisposição genética.

    Por isso, envelhecer não significa necessariamente desenvolver hipertensão. O estilo de vida e as condições de saúde acumuladas ao longo dos anos também exercem influência importante.

    Qual é o novo limite saudável da pressão em idosos?

    Essa é uma dúvida muito comum, e as recomendações mudaram nos últimos anos.

    De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, a meta recomendada para a maioria dos idosos com hipertensão é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.

    Em idosos muito frágeis, institucionalizados, com múltiplas doenças ou maior risco de quedas, metas menos rigorosas, como manter a pressão sistólica abaixo de 140 a 150 mmHg, podem ser mais apropriadas.

    Entretanto, o tratamento não deve ser igual para todos.

    Além da idade, devem ser considerados fatores como:

    • Estado funcional;
    • Grau de fragilidade;
    • Presença de outras doenças;
    • Tolerância ao tratamento;
    • Risco de hipotensão;
    • Expectativa de vida.

    Para idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, a recomendação é reduzir a pressão até o menor valor que seja bem tolerado pelo paciente.

    Ou seja, o objetivo é oferecer proteção cardiovascular sem provocar efeitos adversos pelo excesso de redução da pressão.

    Pressão mais baixa é sempre melhor?

    Não necessariamente. Embora o controle adequado da hipertensão reduza o risco cardiovascular, valores excessivamente baixos podem não ser tolerados por alguns pacientes.

    Isso pode provocar:

    • Tonturas;
    • Desmaios;
    • Hipotensão sintomática;
    • Lesão renal aguda em alguns pacientes.

    O cuidado deve ser ainda maior em idosos frágeis, pessoas com 80 anos ou mais e pacientes que apresentam queda da pressão ao se levantar, condição chamada hipotensão ortostática.

    Por isso, quando a meta abaixo de 130/80 mmHg não é tolerada, o objetivo passa a ser atingir o menor valor de pressão que o paciente consiga manter com segurança.

    Como os médicos definem a meta ideal?

    Mais importante do que considerar apenas a idade cronológica é avaliar as condições gerais daquele idoso.

    Além dos valores da pressão arterial, o médico pode observar:

    • Se o idoso é independente para as atividades do dia a dia;
    • Presença de comprometimento cognitivo;
    • Grau de fragilidade;
    • Histórico de quedas;
    • Doenças cardiovasculares;
    • Função renal;
    • Uso de múltiplos medicamentos.

    Esse conjunto de informações ajuda a definir a estratégia de tratamento mais segura e eficaz para cada pessoa.

    Um idoso de 80 anos independente, ativo e com boa condição funcional pode ter necessidades diferentes das de outro paciente da mesma idade que apresente fragilidade importante e várias doenças associadas.

    O que é hipotensão ortostática?

    A hipotensão ortostática é a queda da pressão arterial que acontece quando a pessoa se levanta.

    Ela pode provocar sintomas como:

    • Tontura;
    • Sensação de fraqueza;
    • Visão turva;
    • Desequilíbrio;
    • Desmaio.

    Essa condição merece atenção especial em idosos porque pode aumentar o risco de quedas.

    Por isso, durante o tratamento da hipertensão, não basta observar apenas se os números da pressão diminuíram. Também é importante avaliar como o paciente se sente e se apresenta sintomas ao mudar de posição.

    Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

    O diagnóstico de hipertensão não deve ser baseado em uma única medida isolada da pressão.

    Em geral, são necessárias:

    • Aferições repetidas;
    • Medidas realizadas com técnica adequada;
    • Avaliação do comportamento da pressão ao longo do tempo.

    Em alguns casos, também podem ser utilizados exames como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA).

    Esses métodos permitem acompanhar a pressão fora do consultório e ajudam a identificar situações como a hipertensão do avental branco e a hipertensão mascarada.

    Nos idosos, o acompanhamento fora do consultório também pode ser útil devido à maior variabilidade da pressão arterial.

    O tratamento sempre envolve medicamentos?

    Nem sempre. Mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento da hipertensão e continuam importantes mesmo quando também é necessário utilizar medicamentos.

    Entre as principais medidas estão:

    • Redução do consumo de sal;
    • Alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
    • Controle do peso;
    • Prática regular de atividade física;
    • Limitação do consumo de álcool;
    • Suspensão do tabagismo.

    Quando essas medidas não são suficientes ou quando existe indicação de acordo com os níveis da pressão e o risco cardiovascular, medicamentos anti-hipertensivos podem ser necessários.

    É perigoso interromper o tratamento porque a pressão “normalizou”?

    Sim. Muitas pessoas acreditam que podem suspender os medicamentos quando percebem que a pressão voltou ao normal.

    Na realidade, em grande parte dos casos, a pressão está controlada justamente porque o tratamento está funcionando.

    Interromper os medicamentos sem orientação médica pode fazer com que os níveis voltem a subir e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

    Isso também vale para idosos que apresentam valores mais baixos ao longo do tratamento.

    Caso surjam tonturas, fraqueza ou outros sintomas, o ideal é procurar o médico para avaliar a necessidade de ajustar as doses ou os medicamentos, e não interrompê-los por conta própria.

    Como medir corretamente a pressão em casa?

    A técnica utilizada para medir a pressão interfere diretamente no resultado.

    Para obter valores mais confiáveis:

    • Repouse por pelo menos cinco minutos antes da medida;
    • Evite café, cigarro e exercícios físicos nos 30 minutos anteriores;
    • Sente-se com as costas apoiadas e os pés no chão;
    • Apoie o braço na altura do coração;
    • Não converse durante a aferição;
    • Utilize aparelho validado e manguito adequado ao tamanho do braço.

    Também é útil registrar as medidas realizadas em dias diferentes.

    Esse acompanhamento ajuda o médico a avaliar como a pressão se comporta fora do consultório e se o tratamento está conseguindo atingir a meta proposta.

    Quando procurar atendimento imediatamente?

    Uma pressão elevada merece atenção especial quando aparece acompanhada de sintomas que podem indicar uma condição grave.

    Procure atendimento de urgência diante de sinais como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Fraqueza em um lado do corpo;
    • Alteração da fala;
    • Perda da visão;
    • Dor de cabeça intensa e súbita;
    • Confusão mental.

    Esses sintomas podem estar relacionados a uma emergência hipertensiva ou a outras condições graves e precisam de avaliação imediata.

    Confira: Remédio para pressão e coração acelerado: como funciona o atenolol

    Perguntas frequentes sobre pressão arterial em idosos

    1. É normal a pressão aumentar com a idade?

    O envelhecimento favorece o aumento da pressão devido, principalmente, ao enrijecimento das artérias. Isso, porém, não significa que a hipertensão seja uma consequência normal da idade ou que possa ser ignorada.

    2. Qual é a pressão ideal para um idoso?

    Atualmente, a meta recomendada é manter a pressão abaixo de 130/80 mmHg para a maioria dos idosos com hipertensão.

    Em idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, a meta deve considerar a tolerância individual, buscando o menor valor que possa ser mantido com segurança.

    3. A pressão sistólica alta é preocupante mesmo com a diastólica normal?

    Sim. A hipertensão sistólica isolada é muito comum nos idosos e também está associada ao aumento do risco cardiovascular.

    Por isso, a elevação apenas do primeiro número da pressão não deve ser considerada inofensiva.

    4. Pressão muito baixa pode ser perigosa?

    Pode. Em alguns idosos, uma redução excessiva da pressão pode provocar sintomas como tontura e desmaio e aumentar o risco de efeitos adversos.

    Por esse motivo, além dos números obtidos na aferição, é importante avaliar a tolerância do paciente ao tratamento.

    5. Mudanças no estilo de vida ainda ajudam na terceira idade?

    Sim. Alimentação saudável, redução do consumo de sal, atividade física, controle do peso, limitação do álcool e abandono do tabagismo continuam sendo medidas importantes para o controle da pressão arterial.

    6. Posso parar o remédio quando a pressão estiver normal?

    Não por conta própria. Na maioria das vezes, a pressão está normal justamente porque o tratamento está funcionando. Qualquer redução, troca ou suspensão do medicamento deve ser orientada pelo médico.

    7. Por que alguns idosos precisam de metas diferentes de pressão?

    Porque idade cronológica não é o único fator que determina o tratamento. Fragilidade, capacidade funcional, doenças associadas, risco de efeitos adversos e tolerância à redução da pressão também precisam ser considerados.

    O objetivo é oferecer proteção cardiovascular sem comprometer a segurança e a qualidade de vida do paciente.

    Veja mais: Artérias endurecidas: por que a condição aumenta o risco de infarto e AVC

  • Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Conhecidos pela ação antioxidante e anti-inflamatória, os polifenóis são compostos naturais encontrados em diversos alimentos que fazem parte do cotidiano, como o café, o chá, as frutas, o cacau, as oleaginosas e os vegetais.

    Eles ajudam a proteger as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres e, no sistema cardiovascular, podem contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos. Uma das principais ações acontece no endotélio, a camada de células que reveste o interior dos vasos sanguíneos e ajuda a regular a circulação.

    Ao combater o estresse oxidativo e a inflamação, os polifenóis ajudam a preservar o funcionamento da região, favorecendo o relaxamento e a dilatação dos vasos e, consequentemente, a passagem do sangue.

    Afinal, o que são polifenóis?

    Os polifenóis são compostos naturais encontrados principalmente nos alimentos de origem vegetal. Eles fazem parte do grupo de substâncias bioativas que, apesar de não serem nutrientes como as proteínas, as vitaminas ou os minerais, podem participar de vários processos importantes no organismo.

    Os polifenóis têm ação antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e pelo estresse oxidativo. O grupo reúne diferentes compostos, como os flavonoides, os ácidos fenólicos, as lignanas, os estilbenos e os taninos, que podem desempenhar diferentes funções no corpo.

    Na alimentação, os polifenóis aparecem em frutas, vegetais, café, chás, cacau, chocolate amargo, oleaginosas, leguminosas, sementes, especiarias e cereais integrais. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, por exemplo, aponta frutas, sucos, chás, café e vinho tinto entre as fontes alimentares importantes, além de mencionar legumes, cereais, chocolate e leguminosas secas.

    O que é o endotélio vascular e qual é a sua função?

    O endotélio vascular é uma camada fina de células que cobre a parte de dentro dos vasos sanguíneos e fica em contato direto com o sangue. Apesar de funcionar como um revestimento, ele também participa de várias funções importantes para a circulação, produzindo substâncias que ajudam a controlar o funcionamento dos vasos.

    Uma das funções do endotélio é ajudar os vasos sanguíneos a relaxarem ou se contraírem de acordo com a necessidade do organismo. Quando um vaso relaxa, ele fica mais largo e facilita a passagem do sangue. Já quando se contrai, fica mais estreito. A mudança interfere no fluxo sanguíneo e também participa do controle da pressão arterial.

    O endotélio também participa de processos ligados à coagulação, à inflamação e à interação das células sanguíneas com a parede vascular. Quando a camada funciona adequadamente, existe um equilíbrio entre substâncias que favorecem a dilatação e aquelas que promovem a contração dos vasos, assim como entre mecanismos pró e anti-inflamatórios.

    Quando existem condições como diabetes, colesterol alto e pressão alta, o endotélio pode sofrer danos ao longo do tempo e deixar de funcionar adequadamente, aumentando o risco de alterações nos vasos sanguíneos.

    Como os polifenóis ajudam a proteger o endotélio vascular?

    A proteção está relacionada principalmente às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias dos polifenóis. Os radicais livres são produzidos naturalmente pelo organismo, mas, quando aparecem em excesso e ultrapassam a capacidade das defesas antioxidantes, podem provocar o chamado estresse oxidativo e danificar diferentes estruturas celulares.

    Os polifenóis contribuem para a neutralizar parte dos radicais livres e reduzir os danos causados pelo estresse oxidativo, protegendo as células que revestem a parte interna dos vasos sanguíneos. A ação anti-inflamatória também ajuda a preservar o funcionamento do endotélio, já que a inflamação persistente pode prejudicar a saúde vascular ao longo do tempo.

    Vale destacar que os polifenóis não são capazes de retirar diretamente a gordura ou as placas que já estão acumuladas nas paredes dos vasos sanguíneos. A proteção acontece principalmente por ajudar a manter o endotélio saudável e reduzir processos que podem favorecer danos aos vasos sanguíneos ao longo do tempo.

    Qual é a relação entre polifenóis e óxido nítrico?

    O óxido nítrico é uma substância produzida pelo próprio endotélio que ajuda os vasos sanguíneos a relaxarem, fazendo com que as artérias consigam se dilatar quando o organismo precisa aumentar a passagem de sangue.

    Quando a produção e a disponibilidade do óxido nítrico estão adequadas, o sangue encontra menos resistência para circular pelos vasos, o que também contribui para o controle da pressão arterial e para uma boa função vascular.

    O estresse oxidativo pode diminuir a quantidade de óxido nítrico disponível e prejudicar o relaxamento dos vasos. Os polifenóis podem ajudar justamente pela ação antioxidante, combatendo o excesso de radicais livres e ajudando a preservar o óxido nítrico no organismo.

    Benefícios dos polifenóis para a saúde

    Devido a ação antioxidante e anti-inflamatória, os compostos dos polifenóis ajudam a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e participam de diferentes processos relacionados à saúde, contribuindo para:

    • Proteção do cérebro: alguns polifenóis podem ajudar a combater o estresse oxidativo e proteger as células nervosas, contribuindo para a prevenção de doenças neurodegenerativas;
    • Proteção cardiovascular: ajudam a preservar o funcionamento do endotélio e podem favorecer a dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Controle da glicemia: alguns tipos podem melhorar a sensibilidade à insulina e interferir na digestão dos carboidratos, ajudando no controle dos níveis de açúcar no sangue;
    • Saúde intestinal: parte dos polifenóis pode atuar como prebiótico, favorecendo as bactérias benéficas que vivem no intestino;
    • Controle do peso: alguns compostos podem participar de mecanismos ligados ao gasto energético, à oxidação da gordura e ao controle da inflamação;
    • Saúde dos ossos: as isoflavonas e outros polifenóis com ação semelhante à do estrogênio podem contribuir para o equilíbrio entre a formação e a perda de tecido ósseo;
    • Sintomas da menopausa e da TPM: alguns polifenóis apresentam ação fitoestrogênica e podem ajudar a aliviar determinados sintomas relacionados às alterações hormonais.

    Os efeitos podem variar conforme o tipo de polifenol, a quantidade consumida e a alimentação como um todo, por isso não é necessário procurar um único alimento ou composto para obter os benefícios.

    Alimentos ricos em polifenóis

    Os polifenóis podem ser encontrados nos seguintes alimentos:

    • Frutas vermelhas;
    • Maçã;
    • Uva;
    • Chá verde;
    • Café;
    • Cacau e chocolate amargo;
    • Nozes e outras oleaginosas;
    • Aveia, centeio e trigo integral;
    • Cebola, brócolis, espinafre e couve;
    • Leguminosas, sementes e especiarias.

    Quanto de polifenóis devemos consumir por dia?

    Ainda não existe uma quantidade exata de polifenóis recomendada por dia, pois os alimentos podem ter concetrações muito diferentes e existem vários tipos de polifenóis.

    No dia a dia, o mais indicado é manter uma alimentação variada, incluindo frutas, verduras, legumes, cereais integrais, sementes e outros alimentos vegetais, que fornecem diferentes tipos de polifenóis naturalmente.

    Suplementos de polifenóis funcionam?

    Os polifenóis também são vendidos na forma de suplementos, principalmente em cápsulas ou extratos que concentram uma quantidade maior de determinados compostos. No entanto, tomar doses maiores não significa aumentar os benefícios para o coração e para os vasos sanguíneos.

    Quando usados em excesso, os suplementos podem causar efeitos indesejados e, por isso, não devem substituir os polifenóis encontrados naturalmente nos alimentos.

    Antes de usar cápsulas ou extratos, principalmente em doses altas ou por muito tempo, é recomendado conversar com um nutricionista ou médico para saber se há necessidade e qual é a forma mais segura de consumo.

    Veja também: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. O corpo produz polifenóis naturalmente?

    Não. Os polifenóis vêm principalmente da alimentação, especialmente dos alimentos de origem vegetal.

    2. Cozinhar os alimentos destrói os polifenóis?

    Pode reduzir a quantidade de alguns tipos, principalmente quando o alimento fica muito tempo exposto a temperaturas elevadas. O efeito varia conforme o alimento e o método de preparo.

    3. O chocolate ao leite tem polifenóis?

    Tem, mas geralmente em menor quantidade que o chocolate com maior teor de cacau. Quanto maior a participação do cacau na composição, maior tende a ser a presença de compostos fenólicos.

    4. O suco de frutas fornece os mesmos polifenóis da fruta inteira?

    Pode fornecer parte dos polifenóis, mas a fruta inteira continua sendo uma opção mais interessante por preservar as fibras e outras partes do alimento que podem ser perdidas durante o preparo do suco.

    5. Os polifenóis podem baixar a pressão arterial?

    Alguns estudos relacionam o consumo de alimentos ricos em polifenóis a benefícios para a função vascular, mas os polifenóis não funcionam como medicamentos para controlar a pressão alta.

    6. É possível consumir polifenóis em excesso pela alimentação?

    Uma alimentação variada dificilmente fornece quantidades muito concentradas de um único polifenol. A preocupação é maior com suplementos e extratos concentrados.

    7. Quanto tempo os polifenóis permanecem no organismo?

    O tempo varia bastante conforme o tipo de polifenol, a quantidade ingerida e a forma como cada composto é absorvido e metabolizado pelo organismo.

    Confira: Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

  • Olhos amarelos: além de hepatite, o que pode ser?

    Olhos amarelos: além de hepatite, o que pode ser?

    Perceber que a parte branca dos olhos ficou amarelada costuma causar preocupação imediata. Para muitas pessoas, esse sinal é automaticamente associado à hepatite. Embora a hepatite realmente seja uma das causas de icterícia, ela está longe de ser a única.

    Os olhos amarelos podem surgir por alterações no fígado, na vesícula biliar, nos ductos biliares, no sangue e até por algumas condições hereditárias benignas. Por isso, a icterícia deve ser encarada como um sinal clínico, e não como um diagnóstico.

    Em alguns casos, representa uma condição leve e transitória. Em outros, pode indicar doenças que exigem avaliação e tratamento rápidos.

    O que é icterícia?

    A icterícia é a coloração amarelada da pele, das mucosas e, principalmente, da parte branca dos olhos, chamada esclera.

    Ela acontece quando existe aumento da bilirrubina no sangue.

    A esclera costuma ser um dos primeiros locais onde essa alteração é percebida, pois suas estruturas apresentam grande afinidade pela bilirrubina.

    Por isso, muitas vezes os olhos ficam amarelados antes mesmo de a pele mudar de cor.

    O que é a bilirrubina?

    A bilirrubina é um pigmento amarelo produzido durante a degradação natural das hemácias, os glóbulos vermelhos. Todos os dias, milhões dessas células envelhecem e são substituídas.

    Nesse processo:

    1. A hemoglobina é degradada;
    2. Forma-se a bilirrubina indireta, também chamada de não conjugada;
    3. Ela é transportada até o fígado;
    4. O fígado transforma essa bilirrubina em uma forma solúvel, chamada bilirrubina direta ou conjugada;
    5. A bile transporta a bilirrubina até o intestino, onde ela será eliminada.

    Qualquer alteração nesse caminho pode provocar acúmulo de bilirrubina no sangue e levar à icterícia.

    Quais são as principais causas de olhos amarelos?

    As causas de icterícia podem ser divididas em três grandes grupos, de acordo com o ponto em que ocorre a alteração no metabolismo da bilirrubina.

    Antes do fígado: causas pré-hepáticas

    Acontecem quando existe destruição acelerada das hemácias, processo chamado hemólise.

    Entre os exemplos estão:

    • Anemia hemolítica autoimune;
    • Anemia falciforme;
    • Talassemias;
    • Reações transfusionais;
    • Algumas infecções.

    Nessas situações, o organismo produz mais bilirrubina do que o fígado consegue processar.

    No fígado: causas hepáticas

    São doenças que comprometem a capacidade do fígado de metabolizar ou eliminar a bilirrubina.

    Entre elas:

    • Hepatites virais;
    • Hepatite alcoólica;
    • Esteatose hepática avançada;
    • Cirrose;
    • Lesão hepática causada por medicamentos;
    • Hepatite autoimune;
    • Doenças metabólicas do fígado.

    Nesses casos, o problema está diretamente relacionado ao funcionamento do próprio fígado.

    Após o fígado: causas pós-hepáticas

    Acontecem quando existe alguma obstrução à saída da bile.

    Entre as causas estão:

    • Pedras na vesícula que migram para o colédoco;
    • Tumores do pâncreas;
    • Câncer das vias biliares;
    • Estreitamentos dos ductos biliares;
    • Inflamações das vias biliares.

    Nesses casos, a bilirrubina conjugada não consegue chegar adequadamente ao intestino e acaba retornando para a corrente sanguínea.

    Síndrome de Gilbert: uma causa benigna de olhos amarelos

    Uma das causas mais frequentes de icterícia leve em adultos jovens é a síndrome de Gilbert. Trata-se de uma condição hereditária em que o fígado apresenta menor capacidade de processar a bilirrubina indireta.

    Ela pode provocar episódios de olhos discretamente amarelados durante situações como:

    • Jejum prolongado;
    • Estresse físico ou emocional;
    • Infecções;
    • Exercícios intensos;
    • Privação de sono.

    A síndrome de Gilbert não causa lesão no fígado, não evolui para cirrose e não necessita de tratamento.

    Reconhecer essa condição também pode evitar exames desnecessários e reduzir a preocupação do paciente.

    Quais sintomas podem acompanhar a icterícia?

    Os sintomas associados dependem da causa do aumento da bilirrubina.

    Podem surgir:

    • Cansaço;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Febre;
    • Coceira intensa;
    • Urina escura, descrita muitas vezes como “cor de Coca-Cola”;
    • Fezes muito claras ou esbranquiçadas;
    • Perda de apetite;
    • Perda de peso.

    Essas manifestações ajudam o médico a direcionar a investigação e a identificar a possível origem da icterícia.

    O que significa urina escura junto com olhos amarelos?

    Quando existe aumento da bilirrubina conjugada, parte dela pode ser eliminada pelos rins, deixando a urina mais escura.

    Isso pode acontecer em situações como:

    • Hepatites;
    • Obstruções biliares;
    • Algumas doenças hepáticas.

    Já na hemólise isolada, a urina pode permanecer com cor normal, porque a bilirrubina indireta não é filtrada pelos rins.

    A combinação entre olhos amarelos e urina escura, portanto, fornece uma pista importante durante a investigação da causa.

    Fezes claras indicam algum problema?

    Podem indicar.

    Fezes muito claras ou esbranquiçadas podem sugerir que pouca ou nenhuma bile está chegando ao intestino.

    Isso pode acontecer em casos de:

    • Obstrução dos ductos biliares;
    • Pedras na via biliar;
    • Tumores pancreáticos;
    • Algumas doenças hepáticas graves.

    Quando essa alteração é persistente, merece avaliação médica.

    Icterícia sempre significa doença grave?

    Não. A gravidade depende da causa.

    Entre as condições que podem provocar icterícia sem representar uma doença grave estão:

    • Síndrome de Gilbert;
    • Icterícia fisiológica do recém-nascido, em contexto específico e sob acompanhamento.

    Já algumas causas potencialmente graves incluem:

    • Hepatite aguda;
    • Cirrose descompensada;
    • Colangite;
    • Obstrução da via biliar;
    • Câncer de pâncreas;
    • Insuficiência hepática.

    Por isso, a presença de icterícia deve ser avaliada para que sua origem seja identificada.

    Como o médico descobre a causa?

    A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico.

    O médico avalia fatores como o início dos sintomas, presença de dor ou febre, uso de medicamentos, consumo de álcool e outras alterações associadas.

    Depois, podem ser solicitados exames complementares.

    Exames de sangue

    Entre os exames que podem fazer parte da investigação estão:

    • Bilirrubina total e frações;
    • AST, também chamada TGO;
    • ALT, também chamada TGP;
    • Fosfatase alcalina;
    • Gama-GT;
    • Hemograma;
    • Marcadores de hemólise;
    • Sorologias para hepatites.

    A combinação desses resultados ajuda a diferenciar causas relacionadas ao sangue, ao fígado e às vias biliares.

    Exames de imagem

    Dependendo da suspeita clínica, podem ser solicitados:

    • Ultrassonografia abdominal;
    • Tomografia computadorizada;
    • Ressonância magnética das vias biliares, também chamada colangiorressonância;
    • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, a CPRE, em casos selecionados.

    A escolha do exame depende da provável origem da icterícia.

    Existe tratamento para a icterícia?

    O tratamento depende completamente da causa.

    Por exemplo:

    • Hepatites virais podem exigir acompanhamento específico ou antivirais, dependendo do tipo;
    • Pedras na via biliar podem necessitar de retirada por endoscopia ou cirurgia;
    • Anemias hemolíticas exigem tratamento direcionado à causa da hemólise;
    • Síndrome de Gilbert geralmente não requer tratamento.

    Portanto, o objetivo não é simplesmente fazer a coloração amarelada desaparecer, mas tratar a doença ou alteração responsável pelo aumento da bilirrubina.

    Quando a icterícia é uma emergência?

    Alguns sintomas associados à icterícia exigem avaliação imediata.

    Procure atendimento de urgência se os olhos amarelos surgirem acompanhados de:

    • Febre alta;
    • Dor intensa no lado direito do abdome;
    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Sangramentos;
    • Vômitos persistentes;
    • Queda importante da pressão;
    • Dificuldade para acordar.

    Esses sinais podem indicar infecções graves das vias biliares, insuficiência hepática aguda ou outras condições potencialmente graves.

    É possível prevenir a icterícia?

    Nem todas as causas de icterícia podem ser prevenidas. No entanto, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de doenças hepáticas que podem provocar aumento da bilirrubina.

    Entre elas:

    • Manter a vacinação contra hepatite A e B quando indicada;
    • Moderar ou evitar o consumo de álcool;
    • Manter um peso saudável;
    • Evitar automedicação, especialmente com medicamentos potencialmente tóxicos para o fígado;
    • Praticar sexo seguro;
    • Não compartilhar seringas ou objetos perfurocortantes;
    • Controlar doenças metabólicas, como diabetes e obesidade.

    Essas medidas não eliminam todas as possíveis causas de olhos amarelos, mas ajudam a proteger a saúde do fígado.

    Quando procurar um médico por olhos amarelos?

    O aparecimento de uma coloração amarelada na parte branca dos olhos merece avaliação médica, principalmente quando a causa ainda não é conhecida.

    A consulta se torna ainda mais importante quando a icterícia vem acompanhada de:

    • Urina muito escura;
    • Fezes claras;
    • Dor abdominal;
    • Febre;
    • Coceira intensa;
    • Perda de peso;
    • Náuseas ou vômitos;
    • Mal-estar importante.

    O objetivo é identificar a causa e avaliar se existe necessidade de tratamento específico.

    Confira: O que muda na alimentação depois da retirada da vesícula?

    Perguntas frequentes sobre olhos amarelos

    1. Olhos amarelos sempre significam hepatite?

    Não. As hepatites são apenas uma das possíveis causas. Alterações nas vias biliares, doenças do sangue, condições hereditárias e tumores também podem provocar icterícia.

    2. A síndrome de Gilbert é perigosa?

    Não. É uma condição hereditária benigna que provoca elevação leve da bilirrubina indireta, sem causar lesão hepática ou necessidade de tratamento específico.

    3. Qual é a diferença entre bilirrubina direta e indireta?

    A bilirrubina indireta ainda não foi processada pelo fígado. Já a direta foi conjugada pelo órgão e normalmente seria eliminada por meio da bile.

    Essa diferença ajuda o médico a investigar em qual etapa do metabolismo da bilirrubina pode estar o problema.

    4. Urina escura junto com olhos amarelos é preocupante?

    Essa combinação merece avaliação médica.

    Ela pode indicar aumento da bilirrubina conjugada e estar relacionada a doenças do fígado ou a obstruções das vias biliares.

    5. Fezes claras são normais?

    Fezes persistentemente muito claras ou esbranquiçadas podem indicar redução da chegada de bile ao intestino e precisam ser investigadas.

    6. Quem está com icterícia deve evitar álcool?

    Sim. Até que a causa da icterícia seja esclarecida, é recomendado evitar bebidas alcoólicas, pois elas podem agravar doenças do fígado.

    7. Quando devo procurar atendimento imediatamente?

    Se a icterícia vier acompanhada de febre alta, dor abdominal intensa, confusão mental, sonolência excessiva, sangramentos, vômitos persistentes ou outros sinais importantes de piora, procure atendimento de urgência.

    Veja também: Gordura no fígado: conheça os sintomas e como tratar essa doença

  • Triagem para diabetes gestacional: o que é, quando é feito e por que é necessário

    Triagem para diabetes gestacional: o que é, quando é feito e por que é necessário

    O diabetes gestacional é o aumento do nível de açúcar (glicose) no sangue diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez. O quadro acontece porque os hormônios produzidos durante a gestação podem diminuir a ação da insulina, hormônio responsável por ajudar a glicose a entrar nas células e ser utilizada como fonte de energia.

    No Brasil e em outros países, o diabetes gestacional é comum e pode afetar cerca de 14% a 18% das gestações. A frequência pode variar de acordo com os critérios usados para o diagnóstico e com as características de cada população.

    Como a alteração nem sempre provoca sintomas, a triagem para o diabetes gestacional faz parte do acompanhamento pré-natal e ajuda a identificar o problema mesmo quando a gestante não apresenta sintomas.

    O que é a triagem para diabetes gestacional?

    A triagem para o diabetes gestacional consiste em exames de sangue feitos durante o pré-natal para verificar se a quantidade de açúcar, chamada glicose, no sangue da gestante está acima do recomendado.

    Durante a gravidez, o organismo passa por várias mudanças hormonais para ajudar no desenvolvimento do bebê. Segundo Andreia, a placenta produz hormônios que aumentam naturalmente a resistência do organismo materno à insulina, principalmente o hormônio lactogênio placentário, fazendo com que a glicose tenha mais dificuldade para entrar nas células e fique em maior quantidade no sangue.

    Para compensar a mudança, o pâncreas aumenta a produção de insulina, mas, em algumas gestantes, a quantidade produzida não é suficiente para manter a glicose dentro dos níveis adequados. Quando isso acontece, o açúcar começa a se acumular no sangue e pode levar ao desenvolvimento do quadro.

    Por que a triagem precisa ser feita?

    A triagem para diabetes gestacional precisa ser feita porque, na maioria das vezes, a alteração da glicose não causa sintomas. A gestante pode estar se sentindo bem e, ainda assim, apresentar os níveis de açúcar no sangue acima do recomendado.

    Quando a glicose da mãe fica muito alta, parte do açúcar atravessa a placenta e chega ao bebê. Para lidar com a quantidade maior, o organismo dele produz mais insulina, o que pode favorecer o ganho excessivo de peso.

    Quando o bebê cresce mais do que o esperado, pode ocorrer a macrossomia fetal, uma condição que aumenta o risco de dificuldades durante o parto vaginal.

    A falta de controle da glicose também pode aumentar o risco de algumas complicações, como:

    • Pressão alta durante a gravidez: o diabetes gestacional aumenta o risco de pressão alta e pré-eclâmpsia, uma complicação que pode afetar órgãos, como os rins e o fígado, e precisa de acompanhamento durante o pré-natal;
    • Parto prematuro: o bebê pode nascer antes das 37 semanas de forma espontânea ou o parto pode precisar ser antecipado pelo médico diante de complicações, como a pré-eclâmpsia ou alterações na saúde da mãe ou do bebê;
    • Hipoglicemia no recém-nascido: quando há muita glicose no sangue da mãe, o bebê produz mais insulina para controlar o açúcar que recebe pela placenta. Após o nascimento, a oferta de glicose diminui rapidamente, mas a insulina pode continuar alta, fazendo o açúcar no sangue do bebê cair;
    • Problemas para o bebê: o excesso de glicose pode fazer o bebê crescer e ganhar peso acima do esperado, aumentando o risco de dificuldades durante o parto. Também pode favorecer problemas respiratórios e outras complicações após o nascimento.

    Quais exames são feitos na triagem?

    A investigação do diabetes gestacional é feita principalmente por exames de sangue que já fazem parte da rotina do pré-natal, como:

    • Glicemia de jejum: costuma ser um dos primeiros exames solicitados. A coleta é realizada após um período de jejum, geralmente de 8 a 12 horas, e mede a quantidade de glicose presente no sangue naquele momento;
    • Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) ou curva glicêmica: permite observar como o organismo reage após receber uma quantidade concentrada de glicose. Primeiro, é feita uma coleta de sangue em jejum. Depois, a gestante bebe uma solução contendo 75 gramas de glicose. Novas amostras de sangue são coletadas após 1 hora e 2 horas.

    Durante o TOTG, a orientação é permanecer em repouso no laboratório e evitar fazer esforço físico, caminhar pelo local ou sair durante o período das coletas, já que a atividade física pode interferir na forma como o organismo utiliza a glicose e, consequentemente, no resultado do exame.

    Como a bebida é bastante doce, algumas mulheres podem sentir enjoo ou náusea. Caso a gestante vomite durante o procedimento, Andreia explica que o resultado pode perder a validade e o exame poderá precisar ser realizado novamente em outra data.

    Quando é feita a triagem?

    A investigação do diabetes gestacional acontece em diferentes momentos da gravidez, já que as alterações da glicose podem aparecer conforme a gestação avança.

    A primeira avaliação costuma acontecer ainda no primeiro trimestre, junto com os exames iniciais do pré-natal. Um dos exames solicitados é a glicemia de jejum, que ajuda a identificar mulheres que já começaram a gravidez com alterações da glicose ou que desenvolveram o problema logo no início da gestação.

    Já entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, costuma ser realizado o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG).

    Segundo Andreia, o período merece atenção porque a produção do hormônio lactogênio placentário está elevada e a resistência à insulina aumenta. Por isso, alterações que não apareceram nos primeiros meses podem se manifestar durante a segunda metade da gravidez.

    Valores de referência do exame

    Na gravidez, os limites de glicose usados para diagnosticar o diabetes gestacional são diferentes dos adotados fora da gestação. Conforme explica Andreia, não há uma faixa de pré-diabetes durante a gravidez. Quando os valores atingem os critérios definidos para o diabetes gestacional, a condição já pode ser diagnosticada.

    Os valores de referência utilizados são:

    Glicemia de jejum

    • Abaixo de 92 mg/dL: resultado dentro do esperado.
    • Igual ou superior a 92 mg/dL: valor compatível com diabetes gestacional.

    Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG 75 g)

    • Em jejum: até 91 mg/dL é considerado dentro do esperado; valores iguais ou superiores a 92 mg/dL são considerados alterados;
    • Após 1 hora: até 179 mg/dL é considerado dentro do esperado; valores iguais ou superiores a 180 mg/dL são considerados alterados;
    • Após 2 horas: até 152 mg/dL é considerado dentro do esperado; valores iguais ou superiores a 153 mg/dL são considerados alterados.

    Andreia destaca que apenas um dos três valores alterados no TOTG já pode ser suficiente para o diagnóstico de diabetes gestacional.

    O que fazer se o resultado der alterado?

    Quando o diabetes gestacional é diagnosticado, a gestante recebe orientações para manter os níveis de glicose dentro das metas recomendadas até o nascimento do bebê, como:

    • Alimentação: pode ser orientada pelo nutricionista ou pela equipe responsável pelo pré-natal, priorizando refeições equilibradas e fontes de carboidratos que favoreçam um aumento mais gradual da glicose no sangue;
    • Escolha dos alimentos: grãos integrais, vegetais e legumes podem fazer parte da alimentação, de acordo com as necessidades de cada gestante;
    • Atividade física: caminhadas e hidroginástica são algumas possibilidades, desde que não exista contraindicação e que a prática seja liberada pelo médico responsável pelo pré-natal;
    • Monitoramento da glicemia capilar: pode ser necessário acompanhar a glicose em casa com o teste de ponta de dedo, normalmente algumas vezes ao dia, como em jejum e após as principais refeições, conforme orientação médica.

    Segundo Andreia, quando as mudanças na alimentação e na rotina de exercícios não são suficientes e mais de 25% a 30% das medições semanais continuam acima das metas estabelecidas, pode ser necessário iniciar um tratamento com medicamentos, como a insulina ou determinados antidiabéticos considerados adequados durante a gravidez.

    A escolha do tratamento deve ser individualizada e feita pelo médico responsável pelo acompanhamento da gestante.

    Quando ir ao médico?

    As consultas de pré-natal devem continuar regularmente durante toda a gravidez, mas algumas situações merecem uma avaliação médica mais rápida, principalmente quando a gestante já recebeu o diagnóstico de diabetes gestacional:

    • Valores frequentemente alterados no monitoramento: se você estiver fazendo o teste de ponta de dedo em casa e perceber que a glicose ultrapassa com frequência os limites indicados pela equipe médica, como valores acima de 95 mg/dL em jejum ou 140 mg/dL uma hora após a refeição;
    • Sintomas de hipoglicemia: se você estiver usando insulina ou outro medicamento e apresentar tontura, tremores, suor frio, palpitações ou visão embaçada;
    • Sinais de glicose muito elevada: sede intensa, boca seca, cansaço fora do habitual ou aumento importante da vontade de urinar;
    • Mudanças na movimentação do bebê: caso você perceba uma redução importante nos chutes ou nos movimentos do bebê, procure orientação médica.

    A realização dos exames, o acompanhamento dos níveis de glicose quando houver indicação e as consultas regulares com a equipe de saúde ajudam a manter os cuidados com a saúde da mãe e do bebê durante toda a gestação.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Quem não tem sintomas precisa fazer a triagem?

    Sim. O diabetes gestacional é uma condição silenciosa na imensa maioria das mulheres, sendo detectado quase exclusivamente por exames de rotina.

    2. Água pode ser consumida durante o jejum ou ao longo do exame TOTG?

    Pequenos goles de água pura são permitidos durante o jejum e no intervalo das coletas do teste, sem exageros.

    3. Mulheres sem histórico de diabetes na família podem ter a doença?

    Sim. Embora o histórico familiar seja um fator de risco, qualquer gestante pode desenvolver a condição devido às alterações hormonais da gravidez.

    4. Quem já tinha diabetes antes de engravidar precisa fazer a triagem?

    Não. Pacientes com diagnóstico prévio de diabetes tipo 1 ou tipo 2 não fazem a triagem, mas sim o acompanhamento especializado desde o início da gestação.

    5. O diabetes gestacional exige obrigatoriamente a realização de parto cesárea?

    Não. Se a glicemia estiver bem controlada e o bebê estiver com crescimento normal, o parto vaginal é perfeitamente seguro e indicado.

    6. A atividade física é segura para todas as gestantes com diabetes gestacional?

    Apenas para aquelas sem contraindicações obstétricas (como risco de parto prematuro ou sangramentos). A liberação do médico é indispensável.

    7. O diabetes gestacional desaparece imediatamente após o parto?

    Na maioria das vezes a glicemia normaliza após a saída da placenta, mas a confirmação só é feita por novo exame cerca de 6 semanas pós-parto.

    8. Ter tido diabetes gestacional aumenta o risco de ter na próxima gravidez?

    Sim, mulheres que desenvolveram a condição em uma gestação anterior têm uma probabilidade significativamente maior de apresentá-la novamente.

    Leia mais: Segundo trimestre de gravidez: quando começa, sintomas e exames

  • Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    A exposição frequente à radiação solar é um dos principais fatores relacionados ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas e ao aumento do risco de câncer de pele, tumor que registra cerca de 180 mil a 220 mil casos todos os anos.

    Mesmo em dias nublados ou frios, parte dos raios ultravioleta consegue atravessar as nuvens e atingir a pele, causando danos que podem se acumular ao longo dos anos. Por isso, a proteção solar não deve acontecer apenas nos dias de praia, piscina ou calor intenso.

    Para te ajudar, reunimos alguns cuidados simples que podem aumentar a proteção contra os raios solares no dia a dia e diminuir os danos causados pela exposição ao sol. Confira!

    Por que o sol danifica a pele mesmo em dias nublados?

    Mesmo quando a temperatura está mais baixa e a claridade não incomoda tanto, as nuvens não conseguem bloquear completamente a radiação ultravioleta. Parte dos raios solares consegue atravessar a cobertura de nuvens e chegar até a pele, provocando danos que podem se acumular ao longo dos anos.

    A radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre é dividida principalmente em raios UVA e UVB. Os raios UVB atingem principalmente as camadas mais superficiais da pele e estão bastante relacionados às queimaduras solares, à vermelhidão e à sensação de ardência depois de uma exposição excessiva. A intensidade varia de acordo com fatores como o horário do dia, a estação do ano, a localização e as condições ambientais.

    Já os raios UVA conseguem atingir camadas mais profundas da pele e estão relacionados ao envelhecimento precoce, ao aparecimento de manchas e aos danos celulares que aumentam o risco de câncer de pele.

    Para completar, eles também podem atravessar os vidros comuns das janelas, o que significa que você pode continuar exposto à radiação mesmo dentro do carro, perto de uma janela ou trabalhando em um ambiente que recebe bastante luz natural.

    Com o passar dos anos, a exposição frequente e sem proteção adequada favorece danos que se acumulam na pele, contribuindo para alterações no colágeno, manchas, rugas e outros sinais do fotoenvelhecimento.

    Envelhecimento precoce, manchas e risco de câncer de pele

    Os danos causados pelos raios solares são cumulativos e se tornam mais visíveis com o passar dos anos. Um dos principais efeitos é o envelhecimento precoce, também chamado de fotoenvelhecimento. A radiação solar pode danificar estruturas importantes para a sustentação da pele, como o colágeno e a elastina.

    Aos poucos, a pele pode perder firmeza e elasticidade, facilitando o surgimento de rugas, linhas de expressão, flacidez e alterações na textura.

    O sol também estimula a produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Quando a exposição acontece com frequência, a produção pode ficar irregular e favorecer o surgimento ou o escurecimento de manchas. O melasma, as sardas e algumas manchas que aparecem com o envelhecimento, por exemplo, podem ficar mais evidentes com a exposição solar.

    Além das mudanças na aparência, a radiação ultravioleta pode causar danos ao DNA das células da pele. Quando as alterações se acumulam ao longo do tempo, o risco de desenvolvimento do câncer de pele aumenta.

    Passo a passo para proteger a pele do sol no dia a dia

    Para aumentar a proteção contra a radiação ultravioleta, o ideal é combinar o uso correto do protetor solar com outros cuidados, como a reaplicação quando necessária e o uso de chapéus, óculos de sol e roupas que protejam a pele.

    1. Aplique o protetor solar como último passo da rotina matinal

    Na rotina de cuidados com a pele, o protetor solar deve ser aplicado depois dos outros produtos e antes da maquiagem. Pela manhã, comece limpando o rosto com um produto adequado para o seu tipo de pele. Depois, aplique os produtos de tratamento ou hidratação que fazem parte da rotina e finalize com o protetor solar.

    O ideal é escolher um protetor solar de amplo espectro (como 50 FPS, por exemplo), que ofereça proteção contra os raios UVA e UVB, e espalhar uma camada uniforme por todas as áreas que ficarão expostas.

    Antes de passar a maquiagem, espere o protetor assentar e formar uma camada uniforme sobre a pele. Evite esfregar excessivamente o rosto durante a aplicação da base, do corretivo ou de outros produtos, pois o atrito pode prejudicar a uniformidade da camada de proteção.

    2. Use a quantidade correta de protetor solar

    O FPS indicado na embalagem é determinado a partir de uma quantidade padronizada de produto utilizada nos testes. Quando uma camada muito fina é aplicada, a proteção alcançada pode ser menor do que a indicada no rótulo.

    Uma referência prática bastante conhecida para o rosto é a regra dos dois dedos, que consiste em colocar duas linhas de protetor ao longo dos dedos indicador e médio. A quantidade necessária pode variar de acordo com a textura do produto e com as áreas que serão protegidas.

    Para o corpo inteiro de um adulto, uma referência comum é usar aproximadamente 30 mL de protetor solar, quantidade próxima ao volume de um copinho de dose. Além da quantidade, é importante distribuir o produto de maneira uniforme e não esquecer regiões como as orelhas, o pescoço, a nuca, o colo, o dorso das mãos e a região próxima à linha do cabelo.

    3. Reaplique o protetor ao longo do dia

    Como o protetor solar vai saindo da pele ao longo do dia por causa do suor, do contato com as mãos, das roupas e até da água, o ideal é reaplicar aproximadamente a cada duas horas. Também vale reforçar a proteção depois de entrar no mar ou na piscina, suar bastante ou se secar com uma toalha, mesmo que o protetor seja resistente à água.

    No dia a dia, a necessidade de reaplicação depende da rotina e do nível de exposição. Se você passa muitas horas ao ar livre, por exemplo, precisa ter uma atenção maior do que quem permanece a maior parte do tempo em um ambiente fechado e longe das janelas.

    Para quem usa maquiagem, existem protetores desenvolvidos em diferentes apresentações que podem facilitar a reaplicação. O mais importante é escolher uma opção que funcione bem no dia a dia e usar uma quantidade suficiente para manter a pele protegida.

    4. Inclua antioxidantes na rotina de cuidados

    Os antioxidantes também podem fazer parte da rotina de proteção da pele, já que a exposição à radiação ultravioleta, à poluição e a outros fatores ambientais favorece a formação dos radicais livres. Quando estão em excesso, eles podem causar danos às células e contribuir para o envelhecimento precoce da pele.

    A vitamina C é um dos antioxidantes mais usados nos cuidados com a pele, e ajuda a combater a ação dos radicais livres e participa da produção de colágeno, além de contribuir para uma pele mais uniforme e com aparência saudável. Outros ingredientes com ação antioxidante, como a vitamina E, o ácido ferúlico e o resveratrol, também podem ser encontrados nas fórmulas de produtos de skincare.

    Apesar dos benefícios, lembre-se que os antioxidantes não substituem o protetor solar, mas podem ser usados como um cuidado complementar para reforçar a rotina de proteção contra os danos causados pela exposição diária, sempre considerando as necessidades e a sensibilidade de cada tipo de pele.

    5. Combine o protetor solar com barreiras físicas

    Como nenhum protetor solar consegue impedir completamente que a radiação chegue à pele, vale combinar o uso diário do produto com algumas barreiras físicas que ajudam a diminuir ainda mais a exposição direta ao sol, principalmente nos dias em que você passa bastante tempo ao ar livre.

    Os óculos de sol com proteção contra os raios UV, por exemplo, ajudam a proteger os olhos e a região ao redor deles, enquanto os chapéus de abas largas oferecem uma cobertura maior para áreas que costumam ficar bastante expostas, como o rosto, as orelhas, o couro cabeludo e parte do pescoço.

    As roupas funcionam como uma barreira entre a pele e a radiação e podem ser especialmente úteis durante passeios, atividades físicas e outros momentos de exposição prolongada. Para quem passa muitas horas ao ar livre, também existem peças desenvolvidas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), que oferecem uma proteção adicional contra os raios UV.

    Como escolher o protetor solar ideal para o seu tipo de pele?

    Na hora de escolher, algumas características de cada tipo de pele podem ajudar:

    • Pele oleosa ou com tendência à acne: costuma se adaptar melhor aos protetores com fórmulas leves, como gel, gel-creme, fluido ou sérum, principalmente quando o produto apresenta acabamento mais seco e é não comedogênico, ou seja, desenvolvido para não favorecer a obstrução dos poros;
    • Pele seca ou madura: pode se beneficiar de protetores com texturas mais cremosas e hidratantes, que ajudam a diminuir a sensação de ressecamento e deixam a pele mais confortável ao longo do dia, além de fórmulas com ingredientes como o ácido hialurônico e as ceramidas, que ajudam na hidratação e nos cuidados com a barreira da pele;
    • Pele sensível ou reativa: merece uma atenção maior na hora de olhar a composição, já que algumas fórmulas podem provocar ardência, vermelhidão ou outros desconfortos, por isso, produtos desenvolvidos especialmente para peles sensíveis e sem fragrância podem ser opções mais confortáveis;
    • Pele com melasma ou manchas: pode se beneficiar do protetor solar com cor, principalmente porque os pigmentos presentes na fórmula, como os óxidos de ferro, ajudam a aumentar a proteção contra a luz visível, que pode contribuir para o aparecimento ou a piora de algumas manchas.

    Além da textura, é importante observar o FPS e a proteção contra os raios UVA. Para pessoas com manchas, acne, rosácea, dermatites ou outras condições da pele, o dermatologista pode ajudar a escolher o produto mais adequado.

    O que fazer quando a pele já sofreu exposição solar excessiva?

    Quando a pele fica vermelha, quente, dolorida ou sensível depois de passar muito tempo ao sol, algumas dicas podem ajudar a aliviar o desconforto e favorecer a recuperação da região:

    • Evite uma nova exposição ao sol: mantenha a região protegida enquanto a pele estiver sensibilizada e, sempre que possível, fique em locais cobertos ou com sombra até que ela se recupere;
    • Tome banhos frios ou mornos: a água em temperaturas mais baixas pode ajudar a aliviar a sensação de calor e o desconforto, enquanto os banhos muito quentes podem deixar a pele ainda mais sensível;
    • Faça compressas frias: colocar uma compressa fria sobre a região por alguns minutos também pode ajudar a refrescar a pele e aliviar a ardência e o desconforto;
    • Hidrate bastante a pele: prefira produtos suaves e indicados para peles sensibilizadas, principalmente aqueles com ingredientes hidratantes e calmantes, como o pantenol e a aloe vera;
    • Evite esfoliantes e produtos irritantes: enquanto a pele estiver se recuperando, deixe de lado os produtos que possam aumentar a sensibilidade ou causar mais irritação;
    • Não puxe a pele que estiver descamando: por mais tentador que seja remover as pelinhas soltas, o ideal é deixar que elas se desprendam naturalmente, já que a região ainda está passando pelo processo de recuperação;
    • Beba bastante água: manter uma boa ingestão de líquidos também é importante, principalmente depois de passar muitas horas exposto ao sol e ao calor.

    Nos casos de queimaduras mais intensas, com bolhas, dor forte ou uma área extensa do corpo afetada, é importante procurar atendimento médico. Sintomas como febre, tontura, náusea, fraqueza ou confusão também precisam de avaliação.

    Quando consultar um dermatologista?

    A frequência das consultas varia de acordo com os fatores de risco e o histórico de cada pessoa, mas é importante procurar o dermatologista ao perceber o surgimento de uma pinta ou alguma mudança em uma que já existia.

    Uma maneira simples de observar os sinais é utilizar a regra do ABCDE:

    • A de Assimetria: uma metade da pinta apresenta características diferentes da outra;
    • B de Bordas: as bordas são irregulares ou pouco definidas;
    • C de Cor: existem diferentes tonalidades dentro da mesma lesão;
    • D de Diâmetro: pintas maiores merecem atenção, especialmente quando apresentam outras alterações;
    • E de Evolução: a pinta muda de tamanho, formato, cor ou aparência ao longo do tempo.

    O E de evolução é especialmente importante, já que qualquer mudança em uma lesão pode indicar a necessidade de avaliação.

    Além das pintas, feridas que não cicatrizam, lesões que sangram repetidamente, manchas que aumentam de tamanho ou alterações que apresentam coceira, dor ou formação frequente de crostas também devem ser avaliadas.

    Leia também: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes

    1. Pessoas de pele negra precisam usar protetor solar diariamente?

    Sim. Embora a pele negra tenha mais melanina (uma proteção natural), ela continua vulnerável aos raios UVA, que provocam manchas, mancham cicatrizes com facilidade e causam câncer de pele, que costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados nessa população.

    2. A luz azul emitida por telas (celular e computador) danifica a pele?

    Sim. A luz visível emitida por telas e lâmpadas gera radicais livres e estimula a produção de manchas, especialmente o melasma. Protetores com cor (com pigmento de óxido de ferro) são os mais indicados para bloqueá-la.

    3. Qual a diferença entre protetor físico (mineral) e químico?

    O físico forma uma barreira refletora sobre a pele (ideal para peles sensíveis, gestantes e bebês). O químico absorve a radiação UV e a transforma em calor inofensivo (costuma ter textura mais fluida e invisível).

    4. Posso misturar o protetor solar com o meu creme ou base?

    Jamais. Misturar produtos na mão dilui a fórmula e compromete a formação do filme protetor na pele, reduzindo drasticamente a eficácia do FPS. Aplique-os em camadas separadas.

    5. O filtro solar perde a validade depois de aberto?

    Sim. A maioria dos protetores solares vence entre 6 e 12 meses após abertos (indicado no ícone de um pote aberto no rótulo). Após esse período, os filtros se degradam e o produto perde a capacidade de proteger.

    6. Protetor solar com cor protege mais do que o sem cor?

    Sim, contra manchas. O pigmento que dá cor ao produto funciona como uma barreira física adicional contra a luz visível (emitida pelo sol e por telas), sendo a melhor opção para tratar e prevenir o melasma.

    7. Preciso retirar o protetor solar com sabonete especial à noite?

    Para protetores comuns, o sabonete facial habitual é suficiente. Para fórmulas à prova d’água, infantis ou com cor, o uso de um óleo de limpeza (cleansing oil) antes do sabonete garante a remoção completa sem entupir os poros.

    8. O protetor solar do corpo pode ser usado no rosto?

    Não é o ideal. Embora proteja contra o sol, o protetor corporal tende a ser mais oleoso e denso, o que pode causar cravos, espinhas e brilho excessivo na pele do rosto.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    O morango é uma fruta conhecida pelo sabor doce e levemente ácido, pela cor vermelha intensa e pela grande variedade de formas de consumo.

    Além de aparecer em sobremesas, vitaminas, saladas de frutas e outras receitas, ele também se destaca pelo valor nutricional, já que possui poucas calorias e fornece vitaminas, minerais, fibras e diferentes compostos antioxidantes importantes para o organismo.

    Para você ter uma ideia, grande parte da composição do morango é formada por água, o que faz dele uma opção leve e refrescante para incluir na alimentação. A fruta também apresenta baixo teor de gorduras e calorias e contém carboidratos em quantidades relativamente pequenas quando comparada a muitas outras frutas.

    A seguir, nós listamos alguns dos principais nutrientes presentes no morango, como a vitamina C, as fibras, o potássio e o ácido fólico, além de compostos antioxidantes que ajudam a proteger as células e contribuem para a saúde do coração, do intestino e do sistema imunológico. Confira!

    Quais os nutrientes do morango?

    1. Vitamina C

    O morango é uma das frutas mais ricas em vitamina C e, em algumas variedades, pode até conter mais do nutriente do que a laranja na mesma porção.

    O nutriente atua diretamente no fortalecimento do sistema imunológico, pois estimula a produção e a atividade dos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo responsáveis por combater vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.

    Além disso, ela tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres e protegendo as células contra o estresse oxidativo. A vitamina C também é importante para a produção de colágeno, proteína importante para manter a pele firme, as articulações saudáveis e favorecer a cicatrização.

    2. Antocianinas

    As antocianinas são os pigmentos antioxidantes pertencentes à família dos flavonoides que conferem ao morango sua cor vermelha viva. O consumo regular das substâncias está associado a uma redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, pois elas ajudam a diminuir os níveis de colesterol LDL e reduzem a oxidação dos lipídios nas artérias.

    Os compostos também melhoram o funcionamento dos vasos sanguíneos, favorecem a circulação e ajudam a reduzir a inflamação, o que contribui para prevenir a formação de placas de gordura nas artérias.

    3. Fibras solúveis

    O morango contém boas quantidades de fibras, principalmente a pectina, um tipo de fibra solúvel. No intestino, ela forma um gel que diminui a velocidade de absorção dos carboidratos, ajudando a evitar picos de glicose e de insulina após as refeições, o que pode ser especialmente benéfico para pessoas com diabetes ou resistência à insulina.

    As fibras também favorecem o funcionamento do intestino, aumentam o volume das fezes, servem de alimento para as bactérias benéficas da microbiota intestinal e prolongam a sensação de saciedade.

    4. Ácido fólico (vitamina B9)

    O ácido fólico, também chamado de folato ou vitamina B9, participa da formação do DNA e da produção dos glóbulos vermelhos. O consumo adequado do nutriente ajuda a prevenir a anemia megaloblástica e contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso.

    Durante a gravidez, o folato é ainda mais importante, pois participa da formação do tubo neural do bebê nas primeiras semanas de gestação, ajudando a prevenir malformações no cérebro e na coluna.

    5. Potássio

    O potássio é um mineral que participa do equilíbrio de líquidos no organismo e ajuda a reduzir os efeitos do excesso de sódio. Com isso, ele favorece a eliminação do mineral pela urina e contribui para o relaxamento dos vasos sanguíneos.

    O efeito ajuda a manter a pressão arterial sob controle, reduzindo o risco de hipertensão e diminuindo a sobrecarga sobre o coração.

    6. Ácido elágico

    O ácido elágico é um polifenol presente no morango que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. Ele ajuda a neutralizar os radicais livres, protegendo as células contra danos e contribuindo para retardar o envelhecimento precoce.

    Alguns estudos científicos também investigam o papel do ácido elágico na inibição do crescimento celular anormal e na proteção do DNA contra agentes carcinogênicos, destacando o morango como um importante aliado na dieta de prevenção a diversas doenças crônicas não transmissíveis.

    Quanto comer de morango por dia?

    Como o morango é uma fruta sensível ao calor, o ideal é consumi-lo fresco, de preferência in natura, para preservar melhor os seus nutrientes.

    Para um adulto saudável, a recomendação é consumir cerca de 1 xícara de chá por dia (150 g a 200 g), o equivalente a 7 ou 8 morangos médios. A porção fornece mais de 100% da necessidade diária de vitamina C, além de ser baixa em calorias e em carboidratos.

    No dia a dia, você também pode consumir a fruta em preparações como iogurtes, vitaminas, saladas de frutas, aveia, mingaus e smoothies. O morango também pode ser congelado para uso posterior, sem perda significativa das fibras e dos minerais, embora parte da vitamina C possa ser reduzida durante o armazenamento.

    Como higienizar o morango corretamente?

    O morango deve ser lavado apenas na hora do consumo, já que a umidade acelera a deterioração da fruta. Antes de higienizá-lo, retire os morangos machucados ou com sinais de mofo e mantenha o cabinho, pois isso evita que a água entre na polpa e prejudique a textura.

    Em seguida, lave os morangos em água corrente para remover a sujeira visível. Depois, deixe-os de molho por cerca de 10 a 15 minutos em uma solução própria para higienização de alimentos ou em uma mistura de 1 colher de sopa de água sanitária própria para alimentos para cada litro de água, seguindo sempre as instruções do fabricante.

    Confira: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. Morango engorda ou emagrece?

    Ajuda a emagrecer. O morango tem pouquíssimas calorias (cerca de 30 kcal a cada 100g) e é rico em fibras e água, o que aumenta a saciedade e auxilia no controle do peso.

    2. Quem tem diabetes pode comer morango?

    Sim. O morango possui baixo índice glicêmico e baixo teor de carboidratos, além de fibras que evitam picos de açúcar no sangue.

    3. Morango solta ou prende o intestino?

    Solta o intestino. Por ser fonte de água e fibras solúveis (como a pectina), ele estimula o trânsito intestinal e combate a prisão de ventre.

    4. Pode comer morango à noite?

    Sim. É uma opção leve e de fácil digestão, rica em magnésio e antioxidantes que ajudam a relaxar antes de dormir sem pesar no estômago.

    5. Como fazer o morango durar mais na geladeira?

    Guarde os morangos sem lavar, com o talo verde e em um pote forrado com papel-toalha para absorver a umidade. Higienize apenas no momento de comer.

    6. Pode congelar morango?

    Sim. Para congelar, lave, seque bem e retire as folhas verdes. Guarde em sacos próprios para congelador. Eles duram até 6 meses e são ótimos para sucos e vitaminas.

    7. Qual o melhor horário para comer morango?

    Pode ser consumido em qualquer horário. É ótimo no café da manhã, como lanche intermediário para evitar a fome, ou de sobremesa para aumentar a absorção do ferro das refeições principais.