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  • Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Uma mordida de cachorro, um arranhão de gato ou até um contato inesperado com morcegos pode gerar uma dúvida urgente: preciso tomar vacina contra raiva? Embora muitas dessas situações sejam comuns no dia a dia, a decisão sobre vacinação exige atenção rápida e avaliação adequada.

    Isso acontece porque a raiva é uma doença rara, mas extremamente grave. Uma vez que os sintomas se iniciam, a evolução costuma ser fatal. Por outro lado, quando a prevenção é feita no momento certo, a infecção pode ser completamente evitada.

    A vacina contra raiva é uma medida essencial para prevenir uma doença grave e quase sempre fatal após o início dos sintomas.

    A raiva é uma infecção viral transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas.

    Apesar de rara em humanos, a doença exige atenção imediata após qualquer situação de risco, pois a vacinação precoce pode evitar a infecção.

    O que é a raiva

    A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central. Após a infecção, o vírus se desloca pelos nervos até o cérebro, causando sintomas neurológicos graves.

    Sem tratamento antes do aparecimento dos sintomas, a doença tem alta taxa de mortalidade.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da raiva acontece principalmente por:

    • Mordidas de animais infectados;
    • Arranhões contaminados com saliva;
    • Lambedura em feridas abertas ou mucosas.

    Os animais mais associados à transmissão incluem:

    • Cães e gatos;
    • Morcegos;
    • Animais silvestres.

    Quando é necessário tomar a vacina contra raiva

    A vacinação pode ser indicada em duas situações principais:

    1. Após exposição (profilaxia pós-exposição)

    É a situação mais comum. A vacina deve ser considerada quando há:

    • Mordida de animal;
    • Arranhão que rompe a pele;
    • Contato de saliva com feridas ou mucosas;
    • Exposição a morcegos (mesmo sem perceber mordida).

    A necessidade depende de fatores como:

    • Tipo de contato;
    • Espécie do animal;
    • Situação vacinal do animal;
    • Gravidade da lesão.

    Em alguns casos, além da vacina, pode ser necessário o uso de soro antirrábico.

    2. Antes da exposição (profilaxia pré-exposição)

    Indicada para pessoas com maior risco ocupacional, como:

    • Veterinários;
    • Profissionais que trabalham com animais;
    • Pessoas que lidam com morcegos ou animais silvestres;
    • Trabalhadores de laboratório com o vírus.

    O que fazer após uma mordida de animal

    Em caso de acidente com animal, algumas medidas são fundamentais:

    • Lavar o local imediatamente com água e sabão;
    • Procurar atendimento médico o quanto antes;
    • Informar detalhes sobre o animal (se é conhecido, vacinado, comportamento).

    A avaliação médica define a necessidade de vacina e/ou do soro.

    A vacina contra raiva é sempre necessária?

    Não necessariamente. A indicação depende da avaliação do risco. Mordidas de animais domésticos saudáveis e vacinados podem não exigir vacinação imediata, dependendo da observação do animal, por exemplo.

    A exposição a animais silvestres geralmente indica vacinação. Por isso, a avaliação médica é essencial.

    Quantas doses são necessárias

    O esquema de vacinação varia conforme a situação:

    • Pós-exposição: geralmente envolve várias doses em dias específicos;
    • Pré-exposição: esquema diferente, com doses iniciais e reforços.

    A orientação deve ser feita por profissional de saúde.

    Por que é importante não atrasar

    A vacina contra raiva é eficaz quando administrada antes do início dos sintomas. Após o aparecimento dos sintomas, a doença é quase sempre fatal.

    Por isso, qualquer suspeita de exposição deve ser avaliada rapidamente.

    Confira:

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda

    Perguntas frequentes sobre vacina contra raiva

    1. Toda mordida precisa de vacina?

    Não. Depende do tipo de animal e da situação.

    2. Mordida de cachorro doméstico precisa?

    Depende. Se o animal for saudável e vacinado, pode ser apenas observado.

    3. Morcego sempre exige vacina?

    Sim. Em geral, toda exposição a morcegos é considerada de risco.

    4. A vacina é segura?

    Sim. É considerada segura e eficaz.

    5. Precisa de soro também?

    Em alguns casos, sim, especialmente em exposições mais graves.

    6. Posso esperar para ver se tenho sintomas?

    Não. A vacinação deve ser feita antes dos sintomas.

    7. Quando procurar atendimento?

    Imediatamente após qualquer suspeita de exposição.

    Veja também:

    Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata

  • Efeito rebote: como o excesso de analgésicos pode piorar a enxaqueca

    Efeito rebote: como o excesso de analgésicos pode piorar a enxaqueca

    Quando a dor de cabeça aparece no dia a dia, atrapalhando o bem-estar e a realização das tarefas, a atitude mais comum é tomar um remédio para dor de cabeça e seguir a rotina. Os analgésicos atuam reduzindo a percepção da dor, o que pode trazer um alívio relativamente rápido durante as crises. Só que, em todos os casos, o uso precisa ser pontual.

    Em excesso, substâncias como dipirona, paracetamol ou triptanos podem alterar os receptores de dor no cérebro, tornando-o mais sensível e dependente da medicação.

    O quadro, conhecido como efeito rebote ou cefaleia por uso excessivo de medicamentos, faz com que a dor volte assim que o efeito do remédio passa, por vezes de forma mais intensa e frequente.

    Aos poucos, o que antes era uma dor ocasional pode evoluir para um quadro mais persistente, com crises cada vez mais próximas umas das outras e uma necessidade maior de recorrer à medicação para conseguir alívio. O ciclo também interfere na qualidade de vida, no sono, na concentração e até no humor.

    Como o analgésico pode piorar a enxaqueca?

    De acordo com a neurologista Paula Dieckmann, o fenômeno é conhecido como sensibilização central, em que o cérebro deixa de responder adequadamente aos analgésicos e passa a amplificar o sinal de dor.

    Com isso, o organismo se torna mais sensível aos estímulos dolorosos, fazendo com que as crises se tornem mais frequentes, intensas e difíceis de controlar.

    O processo pode transformar uma enxaqueca episódica, que acontece poucas vezes no mês, em um quadro crônico. A pessoa entra em um ciclo, no qual recorre ao medicamento para conseguir trabalhar ou estudar, mas é justamente o uso frequente que mantém a dor ativa e dificulta o controle adequado, muitas vezes já presente desde o início do dia.

    Sinais de que você está usando remédios em excesso

    A identificação da cefaleia por uso excessivo de medicamentos nem sempre é simples, mas alguns sinais de alerta podem indicar que o limite de segurança foi ultrapassado, como:

    • Dor de cabeça ao acordar ou nas primeiras horas da manhã, antes do início das atividades;
    • Aumento da frequência das crises, que passam de ocasionais para quase diárias;
    • Redução da eficácia do medicamento, com alívio mais lento ou incompleto;
    • Presença constante de sintomas como náuseas, irritabilidade e sensibilidade à luz;
    • Uso de analgésicos por precaução, mesmo sem dor intensa, por medo de piora ao longo do dia.

    O uso é considerado excessivo quando analgésicos comuns (como dipirona ou paracetamol) e anti-inflamatórios são utilizados por 15 dias ou mais no mês, ou quando medicamentos específicos para crises, como os triptanos e derivados de ergotamina, são consumidos em 10 dias ou mais mensais.

    Na prática, se você precisa recorrer à medicação em mais de dois ou três dias por semana para controlar a dor, o cérebro já corre o risco de desenvolver o efeito rebote.

    Qual a quantidade limite por semana?

    O recomendado é que o uso de analgésicos não ultrapasse de 2 a 3 dias por semana. Se há necessidade de usar analgésicos em 3 dias ou mais, em quase todas as semanas, o cérebro já está sendo exposto a um estímulo químico frequente, o que aumenta de forma significativa o risco de sensibilização central.

    Vale ressaltar que essa contagem não se refere ao número de comprimidos, mas sim ao número de dias em que houve uso do medicamento.

    Medicamentos que mais causam enxaqueca

    Existem classes específicas de remédios que, quando usados sem controle, são os principais responsáveis por piorar a enxaqueca:

    • Analgésicos combinados, como formulações que associam dipirona, paracetamol ou outros componentes à cafeína;
    • Triptanos, como sumatriptano e naratriptano, que perdem eficácia e aumentam a sensibilidade à dor quando usados com frequência elevada;
    • Ergotamínicos, como a ergotamina, associados a dor persistente e de difícil controle quando há uso abusivo;
    • Opioides, como codeína e tramadol, que favorecem uma rápida sensibilização do sistema nervoso e piora do quadro;
    • Analgésicos simples e anti-inflamatórios, como dipirona, paracetamol e ibuprofeno.

    O risco aumenta quando há combinação de várias substâncias no mesmo comprimido.

    O que fazer para interromper o ciclo da dor?

    Segundo Paula, o primeiro passo é a diminuição do uso frequente dos medicamentos para dor, tanto dos analgésicos simples quanto dos triptanos e dos anti-inflamatórios. A redução deve ser feita com orientação médica, já que a retirada pode ser difícil no início.

    Ao mesmo tempo, é iniciado o tratamento preventivo através do uso de medicação profilática, utilizada para reduzir a frequência e a intensidade das crises ao longo do mês. O efeito não é imediato, mas o uso contínuo ajuda a estabilizar o quadro.

    Durante o período de adaptação, o médico pode indicar uma medicação de transição, para ajudar no controle da dor enquanto o tratamento preventivo começa a fazer efeito.

    Em alguns casos, especialmente na enxaqueca crônica, pode ser necessária a avaliação de outras opções terapêuticas, como a aplicação da toxina botulínica ou a realização de bloqueios de nervos, em que há uma redução da atividade dos circuitos envolvidos na dor, contribuindo para a diminuição da frequência e da intensidade das crises.

    Vale destacar que o tratamento deve ser orientado por um médico, especialmente um neurologista, que é capaz de realizar o diagnóstico correto e ajudar o paciente durante o período de transição.

    Alternativas não medicamentosas

    Além do uso de medicamentos específicos, o controle da enxaqueca também envolve mudanças no estilo de vida que ajudam a reduzir os gatilhos. Alguns deles incluem:

    • Manter uma rotina de sono regular, com horários consistentes para dormir e acordar, garantindo entre 7 e 9 horas de descanso por noite;
    • Manter uma hidratação adequada ao longo do dia, com ingestão regular de água;
    • Praticar exercícios físicos de forma regular, como caminhada, ioga ou outras atividades leves a moderadas;
    • Evitar gatilhos comuns, como o estresse, o jejum prolongado e o consumo de alimentos que possam desencadear crises.

    Quando procurar um neurologista?

    A avaliação de um especialista é indicada quando:

    • Apresenta dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês;
    • Precisa tomar analgésicos mais de 2 vezes por semana;
    • A dor mudou de padrão ou parou de responder aos remédios habituais;
    • A dor é acompanhada de sintomas neurológicos (visão borrada, formigamento ou fraqueza).

    O tratamento precoce é a melhor forma de evitar que o uso excessivo de analgésicos piore a enxaqueca e comprometa permanentemente sua qualidade de vida.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é enxaqueca?

    É uma doença neurológica crônica, de origem genética, caracterizada por dores de cabeça pulsantes, normalmente de um lado só, acompanhadas de sensibilidade à luz, cheiros e barulhos.

    2. Qual a diferença entre dor de cabeça comum e enxaqueca?

    A dor comum (tensional) é uma pressão dos dois lados da cabeça, leve a moderada. A enxaqueca é latejante, intensa, costuma causar náuseas e piora com o esforço físico.

    3. Enxaqueca tem cura?

    Não tem cura definitiva, mas tem controle. Com o tratamento preventivo adequado e mudanças no estilo de vida, é possível passar meses ou anos sem crises.

    4. O que é enxaqueca com aura?

    É quando a dor é precedida por sintomas visuais ou sensoriais, como pontos brilhantes na visão, linhas em ziguezague, embaçamento ou formigamento em um lado do corpo.

    5. Por que sinto enxaqueca no período menstrual?

    Pela queda brusca de estrogênio que ocorre antes da menstruação. Isso é chamado de enxaqueca catamenial e pode ser tratada com protocolos específicos.

    6. Quem tem enxaqueca pode praticar exercícios?

    Deve! O exercício regular libera endorfinas que são analgésicos naturais. Porém, não se deve exercitar durante a crise, pois o esforço físico piora a dor latejante.

    7. Quando a enxaqueca é sinal de algo grave?

    Se a dor for a pior da sua vida, se vier acompanhada de febre, confusão mental, perda de força súbita ou se o padrão da dor mudar drasticamente após os 50 anos.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • 7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    O sódio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo, atuando para manter o equilíbrio de líquidos e participando da condução de impulsos nervosos. Ainda assim, como acontece com qualquer nutriente, a quantidade consumida no dia a dia precisa de atenção.

    Quando há sódio demais no organismo, o corpo tende a reter mais líquidos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar órgãos como o coração e os rins.

    O sódio é encontrado naturalmente nos alimentos, mas a maior parte do consumo provém dos produtos industrializados, onde ele atua como conservante e realçador de sabor.

    Por que o excesso de sódio é prejudicial para a saúde?

    Quando o consumo de sódio é excessivo, o corpo tende a reter mais líquidos do que o necessário, pois o organismo tenta equilibrar a quantidade de sal no sangue, puxando água para dentro dos vasos.

    Consequentemente, o volume de sangue aumenta e a pressão nas artérias sobe, o que pode levar à hipertensão ao longo do tempo.

    Com a pressão mais alta, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que aumenta o risco de problemas como infarto e AVC. Ao mesmo tempo, os rins precisam filtrar todo o excesso de sal, e o esforço constante pode prejudicar o funcionamento renal com o passar do tempo.

    Como o sódio estimula a eliminação de cálcio pela urina, o corpo também pode acabar retirando cálcio dos ossos para compensar perdas no sangue, o aumenta o risco de osteoporose a longo prazo, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

    Quais alimentos podem conter sódio oculto?

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis. Veja alguns exemplos:

    1. Sopas instantâneas e caldos prontos

    Mesmo nas versões com menos gordura, as sopas instantâneas e os caldos prontos costumam ter muito sal e vários aditivos à base de sódio, como o glutamato monossódico, para realçar o sabor e aumentar a durabilidade.

    Em muitos casos, uma única porção de sopa de copo ou um cubinho de caldo pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio de um adulto.

    2. Queijos magros e cottage

    Apesar de terem menos gordura saturada, queijos como o cottage e o ricota industrializada recebem doses extras de sal para compensar a perda de sabor da gordura e ajudar na conservação, já que são alimentos com muita umidade.

    Uma dica é comparar as marcas e priorizar aquelas com menor teor de miligramas de sódio por porção.

    3. Peito de peru, presunto magro e embutidos “light”

    Para manter a cor rosada e evitar a proliferação de bactérias, os alimentos recebem nitritos e nitratos de sódio. Mesmo as versões light ou com redução de gordura mantêm um nível elevado de sódio, o que contribui para a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial se o consumo for diário.

    4. Cereais matinais e pães de forma

    O sódio é necessário na panificação industrial para controlar a fermentação, fortalecer a rede de glúten e garantir que o pão de forma dure mais tempo sem embolorar.

    Já nos cereais matinais, o sal serve para equilibrar o dulçor excessivo, fazendo com que você consuma sódio logo na primeira refeição do dia sem perceber.

    5. Lanches “assados” ou integrais

    Para compensar a falta da gordura e manter a crocância e o sabor, é comum adicionar grandes quantidades de sal e aditivos (como o bicarbonato de sódio) em lanches como biscoitos salgados, chips de legumes e crackers integrais. Inclusive, algumas marcas podem ter tanto sódio quanto salgadinhos tradicionais, mesmo com aparência mais saudável.

    6. Refrigerantes, especialmente as versões zero

    Nos refrigerantes, o sal é usado em larga escala na forma de ciclamato de sódio e sacarina sódica (adoçantes) e também como conservante (benzoato de sódio). Nas versões zero, a quantidade de sódio costuma ser ainda maior do que na versão normal para ajudar a equilibrar o sabor residual dos adoçantes.

    7. Molhos prontos

    Os molhos para salada, shoyu, molho inglês e temperos em cubo ou em pó, ainda que usados em pequenas quantidades, costumam ter uma grande quantidade de sódio. Frequentemente, eles também contêm açúcar, corantes e outros aditivos que podem prejudicar a saúde.

    8. Macarrão instantâneo

    A maior parte do sódio presente no macarrão instantâneo está concentrada no sachê de tempero, que é rico em sal e glutamato monossódico.

    No entanto, a própria massa do macarrão também contribui para o excesso, pois o processo de fabricação envolve o uso de sal na massa e uma etapa de fritura prévia, que ajuda na conservação e na rapidez do preparo.

    9. Bebidas esportivas (isotônicos)

    As bebidas esportivas contêm quantidades significativas de sódio e outros eletrólitos, como o potássio, sendo formuladas especificamente para a reposição rápida de nutrientes perdidos através do suor durante atividades físicas intensas e prolongadas.

    Mas, quando são consumidos por pessoas que não estão fazendo atividade física intensa, os isotônicos contribuem para o consumo de sódio sem necessidade, o que pode sobrecarregar os rins e favorecer o aumento da pressão arterial.

    Como ler o rótulo para identificar o sódio?

    A melhor maneira de identificar o sódio no rótulo do alimento é observar a tabela nutricional. De acordo com as normas da Anvisa, os alimentos com alto teor de sódio agora devem exibir uma lupa de alerta na parte frontal da embalagem.

    Ao ler a lista de ingredientes, também é importante ficar atento a termos como:

    • Glutamato monossódico;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Nitrato ou nitrito de sódio;
    • Benzoato de sódio.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5g de sal ou uma colher de chá rasa). No Brasil, a média de consumo é quase o dobro disso.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por 40% de sódio e 60% de cloro. Portanto, o sódio é uma parte do sal. Quando os rótulos indicam “sódio”, eles se referem ao mineral puro, que é o componente que afeta a pressão arterial.

    2. Alimentos doces podem ter muito sódio?

    Sim, o sódio é usado em doces industrializados para realçar o sabor, controlar a fermentação (bicarbonato de sódio) e conservar o produto. Bolos de caixinha e cereais matinais são exemplos clássicos.

    3. Por que o refrigerante zero tem mais sódio que o normal?

    Para compensar a falta do açúcar e manter o paladar agradável, a indústria utiliza adoçantes à base de sódio (como ciclamato e sacarina) e conservantes que elevam o teor do mineral na versão diet/zero.

    4. O sal rosa do Himalaia é melhor que o sal comum?

    Embora contenha mais minerais (como cálcio e magnésio), o sal rosa tem praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal refinado. Portanto, deve ser consumido com a mesma moderação.

    5. Crianças podem consumir a mesma quantidade de sódio que adultos?

    Não. Os rins das crianças ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis. A recomendação é muito menor e, para bebês até 1 ano, o ideal é não adicionar sal aos alimentos.

    6. O sódio causa pedras nos rins?

    Sim, o alto consumo de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Quando acumulado nos rins, o cálcio pode se cristalizar, formando os cálculos renais.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

    Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

    A pré-menopausa, também chamada de perimenopausa, é a fase de transição natural do corpo feminino até a menopausa, quando a produção dos hormônios começa a oscilar, principalmente o estrogênio. Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a mulher ainda menstrua, mas já passa por mudanças hormonais que podem causar alterações no ciclo.

    O início nem sempre é óbvio, já que os sinais aparecem de forma gradual e podem ser confundidos com estresse ou mudanças da rotina. Ainda assim, alguns indícios ajudam a perceber que o corpo já entrou nessa fase. Vamos entender mais, a seguir.

    Quando a perimenopausa começa?

    A perimenopausa costuma iniciar entre os 40 e 50 anos, mas pode variar bastante de mulher para mulher. Em alguns casos, os primeiros sinais aparecem por volta dos 35 anos, enquanto em outros surgem mais próximos da menopausa.

    Segundo Andreia, a perimenopausa não tem uma duração definida. Em algumas mulheres, a fase pode durar poucos meses, enquanto em outras pode se estender por anos, até que a menstruação pare de forma definitiva.

    O mais importante no período é identificar quais sintomas aparecem, qual é a intensidade deles e de que forma eles impactam a rotina e a qualidade de vida.

    Quais os principais sintomas de perimenopausa?

    Os sintomas da perimenopausa variam de mulher para mulher, mas estão ligados principalmente às oscilações hormonais, especialmente do estrogênio. Eles podem surgir de forma gradual e mudar ao longo do tempo, sendo os principais:

    • Mudanças de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade ou maior sensibilidade emocional;
    • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
    • Queda na produtividade;
    • Irregularidade no ciclo menstrual, com atrasos, adiantamentos ou mudanças no fluxo;
    • Ondas de calor (fogachos);
    • Alterações no sono, como insônia ou despertares frequentes;
    • Diminuição da lubrificação vaginal;
    • Dor ou sensibilidade nos seios, inchaço abdominal e dor de cabeça.

    Nem todos os sintomas aparecem ao mesmo tempo, e a intensidade pode variar bastante.

    Como saber se a perimenopausa já começou?

    O diagnóstico da perimenopausa é feito pelo médico ginecologista por meio da avaliação dos sintomas, como irregularidade menstrual, ondas de calor, mudanças no sono e no humor, que indicam que os hormônios já estão oscilando.

    Em situações em que a menstruação não serve como referência, como após histerectomia (retirada do útero) ou uso de métodos que suspendem o ciclo (como DIU), Andreia explica que podem ser solicitados exames laboratoriais.

    O principal é o FSH, um hormônio que tende a aumentar quando os ovários começam a funcionar de forma mais irregular. Quando o FSH aparece elevado de forma persistente, isso indica que o corpo está entrando na fase de transição.

    O médico também pode pedir outros exames, como o estradiol, para complementar a avaliação e orientar o melhor cuidado para aliviar os sintomas.

    É possível engravidar na perimenopausa?

    A resposta é sim, é possível engravidar na perimenopausa. Mesmo com as oscilações hormonais e com a irregularidade da menstruação, a ovulação ainda pode acontecer, mesmo que de forma menos previsível.

    Se não houver desejo de engravidar, é importante manter o uso de métodos contraceptivos até a confirmação da menopausa, que é feita 12 meses seguidos sem menstruar.

    Quando procurar um médico?

    A avaliação com um ginecologista é indicada quando:

    • A menstruação começa a ficar muito irregular, com atrasos frequentes ou mudanças importantes no fluxo;
    • Os sintomas passam a incomodar no dia a dia e atrapalhar as atividades;
    • Há impacto no sono, na disposição ou na concentração;
    • Surgem sintomas como ressecamento vaginal ou dor nas relações;
    • Existe dúvida sobre se os sinais estão relacionados à pré-menopausa ou a outra condição;
    • Há histórico familiar de menopausa precoce.

    Vale destacar que se os sintomas (como ondas de calor e ausência de menstruação) surgirem antes dos 40 anos de idade, a busca por um médico ginecologista deve ser imediata.

    Nesses casos, a transição hormonal precoce pode trazer riscos aumentados para a saúde óssea e cardiovascular, precisando de uma investigação mais detalhada para identificar a causa e avaliar a necessidade de reposição hormonal.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre climatério e perimenopausa?

    Na prática, os termos são usados como sinônimos para descrever a fase de transição hormonal. O climatério é o período completo de mudanças que antecede e sucede a última menstruação, enquanto a pré-menopausa foca nos anos que levam à interrupção total do ciclo.

    2. O que é menopausa precoce?

    É quando a interrupção definitiva da menstruação ocorre antes dos 40 anos de idade, podendo ser causada por fatores genéticos, doenças autoimunes ou tratamentos médicos.

    3. Por que a libido diminui na perimenopausa?

    A redução dos níveis de testosterona e estrogênio, somada ao cansaço e ao possível desconforto na relação (secura vaginal), contribui para a queda do desejo sexual.

    4. Quando posso dizer que já entrei na menopausa?

    A menopausa só é confirmada após a mulher passar 12 meses seguidos sem nenhuma menstruação. Antes disso, ela ainda está na fase de pré-menopausa ou climatério.

    5. Pode usar apenas lubrificante para a secura vaginal?

    O lubrificante ajuda no conforto durante a relação sexual, mas não trata a causa. Para melhorar a saúde do tecido vaginal a longo prazo, o médico pode indicar hidratantes vaginais de uso contínuo ou cremes de estrogênio local.

    6. É verdade que a menopausa aumenta o risco de infarto?

    Sim, o estrogênio exerce uma proteção natural sobre as artérias, ajudando a manter a elasticidade dos vasos e o bom colesterol (HDL). Com a sua queda definitiva na menopausa, o risco cardiovascular da mulher se equipara ao do homem, tornando o controle da pressão e do colesterol ainda mais vital.

    7. Existem exames obrigatórios para quem já está na menopausa?

    Sim. Além do preventivo e mamografia, é fundamental realizar a densitometria óssea (para checar a saúde dos ossos), o perfil lipídico completo e a avaliação da glicemia, já que o risco de diabetes tipo 2 também aumenta na fase.

    Confira: Perimenopausa: o que é e quais são os sintomas

  • 10 dicas para aliviar os sintomas de enxaqueca no dia a dia

    10 dicas para aliviar os sintomas de enxaqueca no dia a dia

    Pessoas que convivem com enxaqueca já sabem como os sintomas podem ser incapacitantes. A dor intensa e a fotossensibilidade dificultam até mesmo as tarefas mais simples, como trabalhar, estudar, usar o celular ou permanecer em ambientes iluminados e barulhentos.

    Pensando nisso, listamos a seguir algumas dicas que podem te ajudar a aliviar sintomas da enxaqueca no dia a dia, especialmente naqueles momentos em que a dor surge de forma inesperada e precisa de uma resposta rápida. Confira!

    1. Procure um ambiente escuro e silencioso

    A fotofobia (sensibilidade à luz) e a sensibilidade ao som são sintomas muito comuns durante a crise de enxaqueca, que ocorrem devido a uma hipersensibilidade do sistema nervoso.

    Ao perceber os primeiros sinais, procure um quarto escuro, feche as cortinas e evite o uso de telas, como celular e televisão. Um ambiente mais neutro ajuda o cérebro a reduzir os estímulos e pode diminuir a intensidade da dor.

    2. Utilize compressas frias ou mornas

    A aplicação de uma compressa fria na testa ou na nuca pode ajudar a reduzir a dor, já que provoca uma leve contração dos vasos sanguíneos. Por outro lado, algumas pessoas sentem mais alívio com compressas mornas, principalmente quando há tensão na região do pescoço e dos ombros.

    Vale testar as duas opções e observar qual funciona melhor para o seu corpo.

    3. Beba bastante água

    A desidratação é um dos principais gatilhos de enxaqueca, pois a falta de água reduz o fluxo sanguíneo cerebral e contrai vasos sanguíneos, desencadeando as crises. O ideal é manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia, mesmo se você não sente sede.

    Em casos com náuseas ou vômitos, a reposição de líquidos deve ser feita aos poucos, em pequenas quantidades, para evitar piora do mal-estar.

    4. Pratique técnicas de relaxamento

    As técnicas de relaxamento, como meditação, ioga e massagem, agem reduzindo o estresse e a tensão muscular, prevenindo crises de enxaqueca e diminuindo a intensidade e duração. Elas não substituem o tratamento medicamentoso de enxaqueca, mas podem ser usadas como complemento.

    5. Faça um escalda-pés

    O escalda-pés com água quente contribui para dilatar os vasos sanguíneos nos pés, desviando o sangue concentrado na cabeça e diminuindo a pressão cerebral, aliviando a dor de cabeça. Uma dica é sentar em um ambiente calmo e com pouca luz, e mergulhar os pés em água morna por 15 a 20 minutos durante a crise.

    6. Use medicamentos com orientação médica

    O tratamento de enxaqueca pode ser necessário para controlar a dor e outros sintomas da enxaqueca, como náuseas e sensibilidade à luz. O médico pode indicar desde analgésicos comuns e anti-inflamatórios até medicamentos específicos para a crise, como os triptanos, que atuam diretamente nos mecanismos da enxaqueca, de acordo com Paula.

    Em alguns casos, também podem ser prescritos remédios preventivos, indicados para quem tem crises frequentes ou muito intensas. Eles devem ser usados na dose correta e no momento adequado, sempre seguindo a orientação do profissional da saúde.

    Importante: nunca tome remédios sem prescrição médica, pois o uso excessivo de analgésicos pode levar a um quadro de cefaleia por uso excessivo de medicamentos, que piora a dor ao longo do tempo e torna as crises mais difíceis de controlar.

    7. Realize massagem

    A massagem ajuda a reduzir a tensão muscular, aliviar a dor e melhorar a circulação sanguínea, além de proporcionar uma sensação de relaxamento e bem-estar para o corpo e a mente. Você pode fazer a massagem em casa, utilizando as pontas dos dedos e realizando movimentos suaves e circulares nas têmporas, na testa, na base do crânio e na região do pescoço e dos ombros.

    8. Faça acupuntura

    A acupuntura é uma terapia que contribui para diminuir a frequência, intensidade e duração das crises sem efeitos colaterais significativos. Ao estimular pontos específicos, ela libera neurotransmissores, reduz a inflamação e relaxa a tensão muscular, que aliviam a dor naturalmente.

    9. Estabeleça uma rotina de sono regular

    Um sono reparador diminui a sensibilidade à dor e melhora o humor, reduzindo o impacto da enxaqueca no dia a dia. Uma dica é manter horários consistentes para dormir e acordar, evitar o uso de telas antes de dormir e reduzir a exposição à luz forte à noite.

    Atividades relaxantes, como ler um livro leve ou tomar um banho morno, podem ajudar o corpo a entender que é hora de desacelerar.

    10. Evite gatilhos conhecidos

    Os gatilhos de enxaqueca variam de pessoa para pessoa, mas normalmente incluem fatores como:

    • Estresse emocional ou ansiedade;
    • Privação de sono;
    • Jejum prolongado;
    • Baixo consumo de água (desidratação);
    • Consumo excessivo de cafeína;
    • Cheiros fortes (perfumes, produtos de limpeza, fumaça);
    • Luzes fortes ou piscantes;
    • Barulhos intensos;
    • Uso excessivo de analgésicos;
    • Mudanças hormonais (ciclo menstrual, TPM, menopausa).

    Dica: mantenha um diário da enxaqueca para anotar o que comeu, como dormiu e quando a dor começou. Isso ajuda a identificar os seus gatilhos pessoais.

    Quanto tempo dura a enxaqueca?

    Segundo a neurologista Paula Dieckmann, a enxaqueca pode durar de 4 a 72 horas se não for tratada, podendo se estender por vários dias em casos mais graves. Quando a crise ultrapassa o período, ela pode ser classificada como um estado de mal enxaquecoso, precisando de intervenção médica imediata para interromper o ciclo da dor.

    Se você apresentar dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, por pelo menos três meses, pode indicar um quadro de enxaqueca crônica. Nesses casos, é muito importante buscar acompanhamento com um neurologista.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é a “aura” na enxaqueca?

    A aura é um conjunto de sintomas neurológicos que surgem antes da dor, como pontos brilhantes na visão, manchas escuras, formigamentos no rosto ou mãos e dificuldade para falar.

    2. Por que sinto enxaqueca durante o período menstrual?

    Isso ocorre devido à queda brusca nos níveis de estrogênio logo antes da menstruação, o que sensibiliza o sistema nervoso. É a chamada enxaqueca catamenial.

    3. O que é a “ressaca” da enxaqueca?

    É a fase de pósdromo. Após a dor passar, o paciente pode se sentir exausto, com dificuldade de concentração e tontura por até 48 horas.

    4. Existe tratamento natural para enxaqueca?

    Alguns suplementos como magnésio, riboflavina (vitamina B2) e a planta Petasites hybridus têm evidências científicas de auxílio na prevenção de enxaqueca, mas devem ser usados sob orientação médica.

    5. Quando devo ir ao pronto-socorro por causa de uma enxaqueca?

    Se a dor for a pior da sua vida, se vier acompanhada de febre, rigidez na nuca, confusão mental ou se a crise durar mais de 72 horas sem alívio.

    6. O que são os triptanos?

    São medicamentos específicos para interromper a crise de enxaqueca. Eles agem estreitando os vasos sanguíneos inflamados e bloqueando as vias de dor no cérebro. Devem ser usados apenas com prescrição médica.

    7. Quem tem enxaqueca pode tomar anticoncepcional?

    Depende. Mulheres que têm enxaqueca com aura apresentam um risco ligeiramente maior de AVC se utilizarem pílulas combinadas (com estrogênio). Nesses casos, médicos costumam recomendar métodos apenas com progesterona ou DIU.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca! Entenda mais

  • Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Dedos que ficam extremamente pálidos no frio, mudam para um tom arroxeado e depois avermelham ao aquecer podem parecer apenas uma reação comum à temperatura. No entanto, quando esse padrão se repete, pode indicar o chamado fenômeno de Raynaud, uma condição vascular que afeta a circulação nas extremidades.

    Embora muitas vezes seja benigno, esse tipo de alteração chama atenção justamente pela intensidade visual e pelo desconforto que pode causar. Em alguns casos, pode estar associado a outras doenças, o que torna importante entender quando se trata de algo simples e quando merece investigação mais aprofundada.

    O fenômeno de Raynaud é uma condição em que ocorre uma redução temporária do fluxo sanguíneo para os dedos das mãos e dos pés, geralmente desencadeada pelo frio ou por estresse emocional.

    Essa redução da circulação provoca uma mudança característica na cor da pele, que pode passar por fases de palidez (branco), coloração azulada e, posteriormente, vermelhidão.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna. No entanto, em algumas situações, pode estar associada a doenças mais complexas, exigindo investigação.

    O que é o fenômeno de Raynaud

    O fenômeno de Raynaud é causado por um vasoespasmo, ou seja, uma contração dos pequenos vasos sanguíneos das extremidades.

    Essa contração reduz temporariamente o fluxo de sangue, levando às alterações de cor e temperatura nos dedos.

    Os episódios costumam ser reversíveis e duram minutos, podendo variar de intensidade.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente episódicos e desencadeados por frio ou estresse.

    Entre os mais comuns estão:

    • Mudança de cor nos dedos (branco para azul e, posteriormente, vermelho);
    • Sensação de frio nas extremidades;
    • Dormência ou formigamento;
    • Dor ou desconforto durante o retorno da circulação.

    Os dedos das mãos são os mais frequentemente afetados, mas os pés também podem ser envolvidos.

    Por que o fenômeno de Raynaud acontece

    O fenômeno ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos a estímulos como frio ou estresse.

    Essa resposta leva à contração dos vasos e redução do fluxo sanguíneo.

    Existem dois tipos principais.

    1. Raynaud primário

    • Mais comum;
    • Não está associado a outras doenças;
    • Geralmente mais leve.

    2. Raynaud secundário

    • Associado a doenças, especialmente autoimunes;
    • Pode ser mais intenso;
    • Pode causar complicações.

    Quais doenças podem estar associadas

    O fenômeno de Raynaud secundário pode estar relacionado a condições como:

    • Doenças autoimunes (como lúpus e esclerodermia);
    • Doenças vasculares;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Exposição a vibração (em algumas profissões).

    Nesses casos, é importante investigar a causa de base.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O fenômeno de Raynaud é mais comum em:

    • Mulheres;
    • Pessoas jovens (no caso do tipo primário);
    • Indivíduos que vivem em regiões frias;
    • Pessoas com doenças autoimunes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na história do paciente. Em casos suspeitos de Raynaud secundário, podem ser solicitados exames para investigar doenças associadas.

    A avaliação médica é importante para diferenciar os tipos e orientar o acompanhamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da causa.

    1. Medidas comportamentais

    • Evitar exposição ao frio;
    • Usar luvas e roupas adequadas;
    • Reduzir o estresse;
    • Evitar tabagismo.

    2. Tratamento medicamentoso

    Em casos mais intensos, podem ser utilizados medicamentos que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos.

    3. Tratamento da causa de base

    Nos casos secundários, é fundamental tratar a doença associada.

    Quando o fenômeno de Raynaud pode ser um sinal de alerta

    Alguns sinais sugerem necessidade de investigação mais detalhada:

    • Início em idade mais avançada;
    • Sintomas muito intensos;
    • Lesões na pele ou úlceras nos dedos;
    • Assimetria entre as mãos;
    • Presença de outros sintomas sistêmicos.

    Confira:

    Rash no rosto e dor nas articulações: pode ser lúpus? Entenda mais

    Perguntas frequentes sobre fenômeno de Raynaud

    1. Fenômeno de Raynaud é perigoso?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode indicar doenças mais sérias em alguns pacientes.

    2. O que desencadeia as crises?

    Principalmente frio e estresse.

    3. Sempre está associado a doença?

    Não. O tipo primário não tem relação com outras doenças.

    4. Tem cura?

    O tipo primário não tem cura, mas pode ser controlado.

    5. Pode causar dor?

    Sim, especialmente durante a recuperação da circulação.

    6. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando os sintomas são intensos, frequentes ou associados a outros sinais.

    Veja mais:

    Esclerodermia: como essa doença autoimune afeta o organismo

  • Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue pelo corpo. Quando os níveis estão elevados, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação, o que pode sobrecarregar o organismo com o passar do tempo.

    Por isso, ao medir a pressão e encontrar o valor de 14 por 9, é comum surgir a dúvida sobre o quanto isso pode ser preocupante.

    De forma geral, uma medição isolada não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hipertensão, já que a pressão pode oscilar ao longo do dia por situações como estresse, ansiedade, ingestão de café e prática recente de atividade física.

    Ainda assim, segundo as diretrizes brasileiras de cardiologia, valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg já são classificados como hipertensão em estágio inicial. É um sinal de alerta para buscar acompanhamento médico, pois a hipertensão é uma doença silenciosa que aumenta o risco de AVC e infarto.

    Pressão 14 por 9 é perigosa?

    A pressão arterial 14 por 9 é considerada perigosa se aparecer com frequência, pois indica que o coração já está fazendo mais esforço do que o ideal para bombear o sangue.

    Com o tempo, o aumento contínuo da pressão pode comprometer estruturas importantes do organismo, como o coração, o cérebro, os rins e os próprios vasos sanguíneos. Isso eleva o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência renal e doenças cardiovasculares.

    Quando é considerado hipertensão?

    O valor 14 por 9 já indica um quadro de hipertensão em estágio inicial, mas é necessário confirmar os valores elevados em diferentes momentos, normalmente em duas ou mais consultas.

    No dia a dia, a pressão pode subir pontualmente por fatores como estresse, ansiedade, dor, consumo de cafeína ou esforço físico recente. O mais importante é observar se o valor se repete ou aumenta em várias medições, ainda mais quando existem fatores de risco para hipertensão, como diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

    Quando isso acontece, o recomendado é procurar orientação médica para uma avaliação mais completa. O profissional poderá analisar o histórico de saúde, solicitar exames e indicar as melhores abordagens para o controle da pressão.

    Importante: durante a gravidez, a pressão 14 por 9 ou superior é sempre perigosa. Ela pode ser o primeiro sinal de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento médico imediato para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    Valores de referência para pressão arterial

    De acordo com as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da pressão arterial é feita da seguinte forma:

    • Normal: abaixo de 120/80 mmHg (menor que 12 por 8);
    • Pressão elevada (ou pré-hipertensão): entre 120 e 139 mmHg na sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg na diastólica;
    • Hipertensão (estágio 1): igual ou acima de 140/90 mmHg, confirmada em duas ou mais medições.

    Uma mudança importante envolve o valor de 12 por 8, que antes era considerado dentro da normalidade, hoje já é visto como um sinal de alerta, sendo classificado como pressão elevada.

    Principais sintomas de pressão alta

    A pressão alta costuma ser um quadro silencioso, então você pode estar com a pressão em 14 por 9 sem apresentar nenhum sintoma.

    Ainda assim, em alguns casos, quando a pressão sobe de forma rápida ou permanece alta por muito tempo, podem surgir alguns sinais de alerta, como:

    • Dor na nuca, com dor de cabeça persistente que começa na parte de trás e pode se espalhar;
    • Tontura e falta de equilíbrio, com sensação de que tudo está girando ou instabilidade ao se levantar;
    • Visão embaçada, com presença de pontinhos brilhantes ou vista nublada de forma repentina;
    • Zumbido no ouvido, com som constante ou pulsante que pode acompanhar os batimentos cardíacos;
    • Cansaço excessivo, com sensação de fadiga sem causa aparente, como se o corpo estivesse fazendo mais esforço que o normal.

    Vale destacar que se a pressão estiver alta e você apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, vômitos e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato, pois eles podem indicar uma sobrecarga crítica no coração ou no cérebro.

    O que fazer quando a pressão está 14 por 9?

    Se a pressão marcou 14 por 9, o primeiro passo é manter a calma. Apesar de ser um valor alto, ele nem sempre indica um problema imediato.

    O ideal é repetir a medição após alguns minutos de descanso, em um ambiente tranquilo, evitando falar, cruzar as pernas ou medir logo após esforço físico, consumo de café ou situações de estresse. Também é importante observar se foi um episódio isolado, já que a pressão pode subir momentaneamente por fatores do dia a dia.

    Uma dica é acompanhar os valores em outros dias, sempre nas mesmas condições, e anotar os resultados em um caderninho. Isso ajuda a identificar se existe um padrão de elevação ou se foi apenas uma alteração pontual.

    Se a pressão continuar em torno de 14 por 9 ou mais em várias medições, procure orientação médica. O profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

    Como baixar a pressão de forma natural?

    O controle da pressão arterial envolve mudanças simples no dia a dia, que ajudam o corpo a funcionar melhor e reduzem o esforço do coração:

    • Reduzir o consumo de sal no dia a dia;
    • Evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sódio;
    • Priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, bicicleta ou dança;
    • Manter um peso adequado;
    • Controlar o estresse com momentos de relaxamento e pausas ao longo do dia;
    • Dormir bem e ter uma rotina de sono de qualidade;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Não fumar.

    As medidas ajudam no controle da pressão, mas não substituem o acompanhamento médico quando os valores estão elevados com frequência.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar café se minha pressão estiver 14×9?

    O ideal é evitar, pois a cafeína é um estimulante que pode elevar temporariamente a pressão arterial. Se você já está com 14×9, o café pode fazer esse valor subir ainda mais.

    2. O que fazer para baixar a pressão rápido no momento?

    O melhor é repousar. Sente-se ou deite-se em um lugar calmo, respire profundamente e relaxe por 20 minutos. Não tome remédios por conta própria sem orientação médica.

    3. Quem tem pressão alta pode fazer exercícios?

    Sim, a atividade física regular fortalece o coração, tornando-o mais eficiente para bombear o sangue com menos esforço. Porém, se a pressão estiver descontrolada no momento (acima de 16×10), o exercício deve ser evitado até a estabilização.

    4. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (em jejum e após urinar) e à noite, antes de jantar. Evite medir logo após comer, fumar ou praticar exercícios.

    5. O que é a “hipertensão do avental branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo ou ansiedade do paciente, mas permanece normal quando medida em casa.

    6. Pode parar de tomar o remédio se a pressão normalizar?

    Nunca. Se a pressão está normal, é sinal de que o remédio está funcionando. Interromper o tratamento sem ordem médica pode causar um efeito rebote perigoso.

    7. O que é crise hipertensiva?

    É quando a pressão sobe bruscamente para valores iguais ou superiores a 18×12 (180/120 mmHg). Se houver dor no peito ou confusão mental, é uma emergência médica.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Lesões na pele que não cicatrizam, surgem como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo do braço ou da perna chamam atenção, especialmente quando há histórico de contato com gatos ou com terra. Nos últimos anos, esse tipo de quadro tem sido cada vez mais associado à esporotricose, uma infecção que ganhou relevância em áreas urbanas.

    Embora muitas vezes comece de forma discreta, a doença pode evoluir ao longo dos dias e semanas, o que costuma gerar dúvida e preocupação.

    A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, plantas e matéria orgânica.

    Ela é conhecida como a “doença do jardineiro”, mas também ganhou destaque nos últimos anos pela transmissão por gatos infectados, especialmente em áreas urbanas.

    A infecção geralmente afeta a pele e o tecido subcutâneo, mas em alguns casos pode se disseminar, principalmente em pessoas com imunidade baixa.

    O que é a esporotricose

    A esporotricose é uma micose subcutânea, ou seja, uma infecção que acomete as camadas mais profundas da pele. O fungo entra no organismo por meio de pequenas lesões na pele, como arranhões ou cortes.

    Após a infecção, podem surgir nódulos que evoluem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele lesionada.

    As principais formas são:

    • Arranhões ou mordidas de gatos infectados;
    • Contato com secreções de lesões em animais doentes;
    • Manipulação de solo, plantas ou madeira contaminados.

    Atualmente, a transmissão por gatos é uma das formas mais comuns em algumas regiões.

    Principais sintomas

    Os sintomas da esporotricose geralmente começam no local de entrada do fungo.

    Entre os mais comuns são:

    • Nódulo na pele que pode ulcerar;
    • Lesões que se espalham ao longo do trajeto dos vasos linfáticos;
    • Vermelhidão e inchaço local;
    • Dor leve ou ausência de dor.

    Em alguns casos, podem surgir múltiplas lesões.

    A esporotricose é grave?

    Na maioria das vezes, a forma cutânea é benigna e tratável.

    No entanto, em casos mais raros, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, pode ocorrer:

    • Forma disseminada;
    • Acometimento de órgãos internos;
    • Infecção mais extensa.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são importantes.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco de infecção:

    • Pessoas que lidam com solo ou plantas (jardineiros, agricultores);
    • Pessoas em contato com gatos infectados;
    • Veterinários;
    • Pessoas com imunidade baixa.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais.

    Os principais métodos são:

    • Cultura do fungo a partir da lesão;
    • Exames microscópicos;
    • Biópsia em alguns casos.

    A confirmação ajuda a orientar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da esporotricose é geralmente eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos orais, como tratamento de escolha;
    • Tratamento prolongado, geralmente por semanas a meses;
    • Acompanhamento médico regular.

    Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.

    Como prevenir a esporotricose

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:

    • Evitar contato com lesões de gatos doentes;
    • Usar luvas ao lidar com solo ou plantas;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Procurar atendimento veterinário para animais suspeitos.

    Leia também:

    Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

    Perguntas frequentes sobre esporotricose

    1. Esporotricose é contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre principalmente por animais ou ambiente contaminado.

    2. Todo gato transmite a doença?

    Não. Apenas gatos infectados podem transmitir.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário para cura.

    4. Pode se espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente ao longo dos vasos linfáticos.

    5. É uma doença grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura o tratamento?

    Pode durar semanas a meses.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar lesões suspeitas na pele, especialmente após contato com gatos ou solo.

    Veja mais:

    Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

  • 6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    Fezes em bolinhas, duras e ressecadas, esforço excessivo e menos de três evacuações por semana são alguns dos principais sinais de prisão de ventre em crianças. O quadro é mais comum após o primeiro ano de vida, no desmame, com a introdução de alimentos sólidos.

    Na maioria dos casos, o problema é causado pela pouca ingestão de água e o consumo de alimentos pobres em fibras, além de mudanças na alimentação ou na rotina. Para não agravar a condição e afetar o bem-estar da criança, é importante observar os sinais desde o início.

    Quando a prisão de ventre não é tratada logo no começo, a evacuação pode se tornar cada vez mais dolorosa, o que faz a criança evitar ir ao banheiro. Com o tempo, isso pode piorar o quadro, deixando as fezes ainda mais ressecadas e difíceis de eliminar.

    Como aliviar a prisão de ventre em crianças?

    A prisão de ventre em crianças pode ser aliviada a partir de ajustes simples na rotina e na alimentação, como:

    1. Aumentar o consumo de fibras na dieta

    As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal que o corpo não consegue digerir totalmente. Na prática, elas ajudam a formar o bolo fecal e deixar as fezes mais macias, facilitando o trânsito intestinal e a evacuação.

    Para aumentar o consumo, vale incluir frutas como mamão, pera e ameixa, além de legumes, verduras, feijão, aveia e alimentos integrais no dia a dia da criança. O ideal é priorizar as versões com casca e menos processadas.

    2. Oferecer água e líquidos com frequência

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é preciso oferecer mais água para a criança, mesmo que ela não tenha sede. As fibras absorvem líquidos, ajudando a formar um tipo de gel ou a aumentar o volume das fezes, o que deixa a evacuação mais fácil.

    Quando a ingestão de água é baixa, o efeito pode ser o contrário, com fezes mais duras, gases e piora da prisão de ventre.

    3. Fazer massagens abdominais

    As massagens na barriga podem ajudar a estimular os movimentos naturais do intestino de forma suave, além de aliviar o desconforto e a sensação de inchaço.

    Com a criança deitada de costas, a massagem pode ser feita com movimentos circulares leves, usando a ponta dos dedos ao redor do umbigo, sempre no sentido horário.

    Outra opção, no caso de crianças pequenas e bebês, é movimentar as perninhas como se estivesse pedalando, levando-as em direção ao abdômen, o que também pode ajudar na liberação das fezes.

    4. Evitar alimentos constipantes

    Durante o período de crise, é recomendado reduzir temporariamente o consumo de alimentos que favorecem o ressecamento das fezes, como:

    • Banana-maçã, banana-prata, goiaba, caju, maçã sem casca, limão;
    • Arroz branco, farinha de mandioca, polvilho, amido de milho, macarrão, pão branco;
    • Batata inglesa, cenoura cozida, beterraba cozida, chuchu, inhame;
    • Leite de vaca em excesso, queijos, iogurtes sem probióticos, biscoitos de sal ou polvilho.

    5. Estimular a atividade física

    O movimento do corpo ajuda a estimular os movimentos naturais que facilitam a evacuação. Quanto mais ativa a criança for, maiores são as chances de o intestino acompanhar esse ritmo, funcionando de forma mais regular.

    No dia a dia, as crianças podem adotar atividades simples, como brincar, correr, pular, andar de bicicleta ou fazer passeios ao ar livre. Já no caso dos bebês, pequenos estímulos no dia a dia já fazem diferença, como deixar se movimentar livremente no tapete, rolar, engatinhar e explorar o ambiente com segurança.

    6. Criar uma rotina para o uso do banheiro

    Com uma rotina de horários regulares para ir ao banheiro, a criança passa a reconhecer melhor os sinais do próprio corpo e cria o hábito de evacuar com mais facilidade. O ideal é incentivar que ela sente no vaso, principalmente após as refeições, quando o intestino está mais ativo.

    Se a criança ainda não alcançar os pés no chão, uma dica é usar um apoio para os pés (banquinho) para que os joelhos fiquem acima da linha do quadril, posição que relaxa a musculatura e facilita a saída das fezes.

    Quando o uso de laxantes é necessário?

    O uso de laxantes, como o supositório infantil, pode ser indicado quando a alimentação e os hábitos não são suficientes para aliviar a constipação.

    Eles ajudam a amolecer as fezes e facilitar a evacuação, mas só devem ser usados com orientação de um pediatra, já que a indicação depende da idade e pode haver contraindicações, como risco de hipernatremia.

    Quando ir ao médico?

    A criança deve ser levada ao médico se apresentar os seguintes sinais:

    • Dor intensa ao evacuar;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Barriga muito inchada ou endurecida;
    • Perda de apetite ou de peso;
    • Muitos dias sem evacuar, mesmo com mudanças na rotina;
    • Escape de fezes na roupa (sujidade frequente).

    Nessas situações, o pediatra pode avaliar o caso com mais cuidado e, se necessário, indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado prisão de ventre em bebês e crianças?

    É a dificuldade persistente de evacuar, caracterizada por menos de 3 evacuações por semana, fezes duras, secas ou em formato de bolinhas, e que causam dor ou esforço excessivo ao sair.

    2. Como saber se o esforço que a criança faz é normal ou sinal de constipação?

    O esforço é normal se as fezes saírem macias. Se o rosto ficar vermelho, mas a criança chorar de dor e as fezes saírem endurecidas, é sinal de constipação.

    3. O leite de vaca pode causar prisão de ventre?

    Em algumas crianças, a proteína do leite de vaca ou o excesso de consumo de laticínios podem tornar o trânsito intestinal mais lento ou causar inflamações leves que levam à constipação.

    4. Água de coco ajuda na prisão de ventre infantil?

    Sim, pois ajuda na hidratação, que é fundamental para que as fibras ingeridas funcionem corretamente.

    5. A criança pode ter prisão de ventre por causas emocionais?

    Sim. Mudanças bruscas na rotina, como a entrada na escola, viagens ou a chegada de um irmão, podem gerar ansiedade. A criança “trava” o reflexo de evacuar, o que leva ao ressecamento das fezes.

    6. Qual a quantidade de água ideal para uma criança constipada?

    A quantidade varia conforme a idade e o peso, mas uma regra prática é oferecer água sempre que a criança estiver ativa e garantir que a urina esteja clara.

    Leia mais: Micropênis existe mesmo? Saiba por que acontece e como é feita a avaliação

  • Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar e dificuldade para dar os primeiros passos do dia são queixas comuns no consultório, e muitas vezes levantam a suspeita de esporão de calcâneo. Esse tipo de dor pode surgir de forma gradual e, com o tempo, interferir em atividades simples, como caminhar ou ficar em pé por longos períodos.

    Apesar de bastante conhecido, o esporão nem sempre é o verdadeiro responsável pela dor. Em muitos casos, ele aparece apenas como um achado em exames, enquanto o desconforto está relacionado à inflamação de estruturas próximas.

    O esporão de calcâneo é uma formação óssea em forma de bico que se desenvolve no osso do calcanhar. Ele está frequentemente associado à fascite plantar, uma inflamação da estrutura que sustenta o arco do pé.

    Muitas pessoas descobrem o esporão em exames de imagem, mesmo sem dor. No entanto, quando há inflamação associada, pode causar dor significativa ao caminhar, especialmente ao dar os primeiros passos do dia.

    Apesar de ser uma condição comum, o tratamento costuma ser eficaz com medidas conservadoras na maioria dos casos.

    O que é o esporão de calcâneo

    O esporão de calcâneo é uma projeção óssea que se forma na parte inferior do calcanhar, geralmente onde a fáscia plantar se insere no osso.

    Essa formação ocorre ao longo do tempo, como resposta a sobrecarga e microtraumas repetitivos na região.

    É importante destacar que nem todo esporão causa dor — o desconforto está mais relacionado à inflamação dos tecidos ao redor.

    Principais causas

    O esporão de calcâneo está associado a fatores que aumentam o estresse sobre o calcanhar.

    Os principais são:

    • Fascite plantar;
    • Sobrecarga repetitiva ao caminhar ou correr;
    • Excesso de peso;
    • Uso de calçados inadequados;
    • Alterações na pisada;
    • Permanecer muito tempo em pé.

    Esses fatores contribuem para microlesões que levam à formação do esporão.

    Principais sintomas

    O sintoma mais comum é a dor no calcanhar.

    As características típicas são:

    • Dor ao dar os primeiros passos pela manhã;
    • Desconforto ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo;
    • Sensação de “pontada” no calcanhar;
    • Melhora parcial com o movimento ao longo do dia.

    A intensidade da dor pode variar de leve a incapacitante.

    Esporão de calcâneo sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas têm esporão de calcâneo sem apresentar sintomas. Nesses casos, o achado é incidental em exames de imagem.

    A dor geralmente está associada à inflamação da fáscia plantar e não apenas à presença do esporão.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e nos sintomas.

    Exames de imagem podem ser utilizados, como:

    • Radiografia, que mostra o esporão;
    • Ultrassonografia, para avaliar a fáscia plantar.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é, na maioria das vezes, conservador.

    1. Medidas não cirúrgicas

    • Alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha;
    • Uso de palmilhas ortopédicas;
    • Aplicação de gelo;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios;
    • Ajuste de calçados.

    Essas medidas costumam trazer melhora significativa.

    2. Outras opções

    Em casos persistentes, podem ser considerados:

    • Fisioterapia;
    • Terapias específicas, como ondas de choque.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é rara e indicada apenas quando o tratamento conservador não é eficaz.

    Como prevenir o esporão de calcâneo

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar calçados adequados;
    • Evitar sobrecarga excessiva;
    • Manter peso saudável;
    • Realizar alongamentos regularmente;
    • Corrigir alterações na pisada.

    Veja mais:

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    Perguntas frequentes sobre esporão de calcâneo

    1. Esporão de calcâneo é a mesma coisa que fascite plantar?

    Não. O esporão é uma calcificação; a fascite plantar é a inflamação associada.

    2. Sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Precisa de cirurgia?

    Raramente. A maioria melhora com tratamento conservador.

    4. Pode melhorar sozinho?

    Sim. Com medidas adequadas, os sintomas costumam melhorar.

    5. Palmilha ajuda?

    Sim. Pode reduzir a sobrecarga no calcanhar.

    6. Exercícios são importantes?

    Sim. Alongamentos são fundamentais no tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor é persistente ou interfere nas atividades do dia a dia.

    Veja mais:

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