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  • Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Em casos de emergências médicas, como condições que colocam a vida do paciente em risco, costuma ser necessária uma cirurgia imediata para evitar complicações graves, independentemente da fase da vida da pessoa. Mas o que acontece quando essas situações ocorrem durante a gravidez?

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, quando se trata de uma emergência, a decisão sempre envolve avaliar os riscos e os benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê.

    Quando não há como esperar, a equipe médica avalia o momento da gestação, o tipo de cirurgia e as condições clínicas da gestante para reduzir ao máximo os riscos. Sempre que possível, o procedimento é planejado, mas, em situações urgentes, ele pode ser feito em qualquer fase da gravidez.

    É seguro realizar uma cirurgia durante a gravidez?

    A cirurgia pode ser realizada durante a gravidez quando há indicação, especialmente em situações de urgência ou emergência. Nesses casos, não operar pode trazer mais riscos do que o próprio procedimento.

    Em casos de emergência, a prioridade é a saúde da mãe, porque o bem-estar materno está diretamente ligado à segurança do bebê. Quando a gestante está estável, as chances da gestação evoluir bem são maiores.

    Quando a cirurgia na gravidez pode ser necessária?

    A cirurgia durante a gravidez costuma ser indicada em situações que não podem esperar, como aponta Andreia:

    • Trauma com sangramento interno (abdômen agudo hemorrágico): são situações graves, com risco de vida, que exigem intervenção rápida para controlar o sangramento;
    • Apendicite aguda: é a inflamação do apêndice que pode evoluir com complicações se não for tratada rapidamente;
    • Colecistite aguda: consiste em uma inflamação da vesícula biliar causada por cálculos. A presença de cálculos isoladamente não indica cirurgia, mas a inflamação sim;
    • Obstrução intestinal: é o bloqueio no intestino que impede a passagem do conteúdo intestinal;
    • Torções (como torção de ovário ou intestinal): comprometem a circulação local e podem levar à perda do órgão se não tratadas;
    • Problemas vasculares: são alterações que afetam o fluxo sanguíneo e podem causar isquemia;
    • Hérnia encarcerada: quando parte do intestino fica presa e não retorna para a posição normal, com risco de comprometimento da circulação e morte do tecido.

    A cirurgia também pode ser necessária em casos de infecções graves ou quando há comprometimento de algum órgão. Nesses cenários, agir rapidamente evita complicações maiores.

    Como o tempo de gestação influencia a cirurgia?

    A equipe médica avalia com cuidado o estágio da gestação e adapta o procedimento para cada fase, sempre pensando na segurança da mãe e do bebê.

    1. Primeiro trimestre

    A realização de cirurgias é evitada no primeiro trimestre da gravidez, pois o bebê ainda está formando os órgãos, então há mais cautela com os medicamentos e com o estresse da cirurgia, que podem interferir no desenvolvimento.

    Ainda assim, quando há urgência, o procedimento é realizado com monitoramento rigoroso por ultrassom, segundo Andreia.

    2. Segundo trimestre

    O segundo trimestre costuma ser a fase mais segura para realizar cirurgias, quando há possibilidade de planejamento. O bebê já passou pela fase inicial de formação, e Andreia explica que o risco de aborto ou de parto prematuro é menor em comparação com os outros períodos.

    3. Terceiro trimestre

    No terceiro trimestre, o principal cuidado é com o risco de parto prematuro. O útero também está maior, o que pode dificultar alguns tipos de cirurgia, principalmente na região abdominal. Por isso, o procedimento exige ainda mais planejamento e experiência da equipe.

    Tipos de anestesia usados com gestantes

    Sempre que possível, Andreia esclarece que a preferência é pela anestesia regional, pois ela reduz a exposição do bebê aos medicamentos.

    Ainda assim, a anestesia geral pode ser necessária em casos de emergências complexas, o que exige um monitoramento rigoroso para garantir que a oxigenação e a circulação da mãe estejam perfeitas, já que isso influencia diretamente o aporte de oxigênio para o bebê.

    Como o bebê é monitorado durante o procedimento?

    O monitoramento do bebé durante uma cirurgia de emergência depende da idade gestacional, pois a forma como o feto responde ao estímulo e a sua viabilidade mudam ao longo da gravidez.

    De acordo com Andreia, antes das 24 semanas, o acompanhamento é feito via ultrassom antes e depois do procedimento. Depois disso, ​​ já é possível realizar a cardiotocografia, que avalia os batimentos cardíacos e o bem-estar fetal.

    A partir de aproximadamente 24 semanas, o bebê já tem alguma chance de sobreviver fora do útero com suporte de UTI neonatal. Em casos de sofrimento fetal, pode ser necessário antecipar o parto.

    Segundo a ginecologista, durante toda a cirurgia, é fundamental garantir uma boa oxigenação e uma boa circulação materna, pois isso influencia diretamente o fornecimento de oxigênio e nutrientes para o bebê.

    Cuidados para reduzir riscos no pós-operatório

    Para garantir que a gestação continue com segurança após a cirurgia, são necessários alguns cuidados, como:

    • Estabilidade da mãe: manter uma boa oxigenação e circulação é o mais importante, porque o bebê depende disso;
    • Controle de contrações: em alguns casos, podem ser usados medicamentos para evitar contrações e reduzir o risco de parto prematuro;
    • Maturação pulmonar do bebê: se houver risco de parto antecipado, a mãe pode receber medicação para ajudar no desenvolvimento dos pulmões do bebê;
    • Prevenção de trombose: como a cirurgia e a gravidez aumentam o risco, são adotadas medidas para evitar a formação de coágulos.

    No geral, tudo é pensado para proteger a mãe e o bebê ao mesmo tempo, com uma equipe preparada e um acompanhamento próximo em todas as etapas.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. A anestesia geral pode prejudicar a formação do bebê?

    No primeiro trimestre, há maior cautela, mas as anestesias modernas são seguras. Sempre que possível, prefere-se a anestesia regional para reduzir a exposição fetal.

    2. O bebê sente dor durante a cirurgia da mãe?

    Não. Os medicamentos anestésicos que a mãe recebe também garantem que o bebê não sinta desconforto durante o procedimento.

    3. Pode-se fazer cirurgia por vídeo (laparoscopia) em gestantes?

    Sim, a laparoscopia é frequentemente preferida por ser menos invasiva, permitindo uma recuperação mais rápida e menos manipulação do útero.

    4. Uma cirurgia pode causar aborto ou parto prematuro?

    Existe um risco aumentado, especialmente se houver infecção ou inflamação grave no abdômen, mas a equipe utiliza medicamentos para inibir contrações e proteger a gestação.

    5. Grávidas podem operar hérnias?

    Apenas se a hérnia estiver “encarcerada” (presa), o que pode interromper a circulação do intestino. Caso contrário, a recomendação é aguardar o nascimento.

    6. Posso amamentar logo após uma cirurgia de emergência?

    Se o bebê nascer nesse período, a amamentação depende da estabilidade da mãe e dos medicamentos usados, mas geralmente é estimulada assim que a mãe desperta.

    7. Grávidas podem usar dreno após a cirurgia?

    Sim, grávidas podem usar dreno após uma cirurgia, caso o procedimento seja estritamente necessário. Isso não prejudica o bebê e ajuda na recuperação mais rápida da gestante.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

  • Por que tratamentos médicos mudam ao longo do tempo

    Por que tratamentos médicos mudam ao longo do tempo

    Muitas pessoas já passaram por essa situação: um tratamento considerado padrão há alguns anos deixa de ser recomendado, ou uma orientação médica muda com o tempo. Isso pode gerar dúvidas e até desconfiança. Afinal, se algo era indicado antes, por que agora não é mais?

    A resposta está na própria natureza da ciência. A medicina é uma área em constante evolução, baseada em pesquisas e evidências que se acumulam ao longo dos anos.

    À medida que novos estudos são realizados e mais dados se tornam disponíveis, as recomendações médicas podem ser atualizadas para refletir o que há de mais seguro e eficaz. E isso é muito bom.

    A medicina é uma ciência em evolução

    A prática médica atual se baseia no conceito de medicina baseada em evidências.

    Isso significa que decisões clínicas levam em conta três pilares principais:

    • Resultados de estudos científicos;
    • Experiência clínica dos profissionais;
    • Características individuais da pessoa.

    À medida que novos dados científicos surgem, o entendimento sobre doenças e tratamentos pode mudar.

    Como surgem novas recomendações médicas?

    As recomendações médicas geralmente se baseiam em um processo gradual de produção de conhecimento científico.

    Esse processo envolve:

    • Estudos laboratoriais;
    • Pesquisas com voluntários;
    • Ensaios clínicos;
    • Análises de grandes populações.

    Com o tempo, diferentes estudos são analisados em conjunto, e permitem que especialistas avaliem a eficácia e a segurança de tratamentos.

    Por que algumas recomendações mudam?

    Novos estudos científicos

    A principal razão é o surgimento de novas pesquisas.

    Com o avanço da tecnologia e métodos científicos mais precisos, novos estudos podem mostrar tratamentos mais eficazes, efeitos colaterais antes desconhecidos e benefícios ou riscos adicionais.

    Estudos maiores e mais robustos

    Muitas vezes, recomendações iniciais se baseiam em estudos menores.

    Quando pesquisas maiores são realizadas, envolvendo milhares de pessoas, os resultados podem confirmar ou revisar conclusões anteriores.

    Melhor compreensão das doenças

    Com o avanço da ciência, os mecanismos de muitas doenças passam a ser melhor compreendidos. Isso pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais específicos e eficazes.

    Avaliação de riscos e benefícios

    Às vezes, um tratamento funciona, mas estudos posteriores mostram que seus riscos podem ser maiores do que se imaginava.

    Nesse caso, especialistas podem recomendar alternativas mais seguras.

    Exemplos de como a medicina evolui

    Ao longo da história da medicina, muitas práticas foram revisadas ou aprimoradas conforme novas evidências surgiram.

    Alguns exemplos são:

    • Mudanças em recomendações alimentares;
    • Novos medicamentos mais eficazes;
    • Atualização de protocolos de vacinação;
    • Novas técnicas cirúrgicas.

    Essas mudanças refletem o progresso do conhecimento científico.

    Mudanças significam que a ciência estava errada?

    Não. Na ciência, o conhecimento é construído de forma progressiva. Cada estudo acrescenta novas informações. Isso significa que recomendações são atualizadas conforme a melhor evidência disponível no momento.

    Em outras palavras, mudanças não indicam falha da ciência, mas sim um aprimoramento.

    Por que diretrizes médicas são atualizadas?

    Organizações de saúde revisam periodicamente suas diretrizes.

    Essas atualizações consideram:

    • Novos estudos publicados;
    • Análises de especialistas;
    • Dados de segurança;
    • Impacto em grandes populações.

    Instituições como a Organização Mundial da Saúde e sociedades médicas internacionais fazem revisões regulares para garantir que as recomendações reflitam o conhecimento mais atual.

    Como isso beneficia os pacientes?

    A atualização constante das recomendações médicas ajuda a melhorar a eficácia dos tratamentos, diminuir riscos de efeitos adversos, incorporar novas tecnologias e oferecer cuidados mais seguros.

    Ou seja, mudanças nas recomendações geralmente representam avanço no cuidado com a saúde.

    Confira:
    Por que algumas pessoas têm alergia e outras não? Alergista explica

    Perguntas frequentes sobre mudanças em recomendações médicas

    1. Por que um tratamento que era recomendado antes deixa de ser indicado?

    Porque novas pesquisas podem mostrar opções mais seguras ou eficazes.

    2. Isso significa que médicos estavam errados no passado?

    Não. As recomendações eram baseadas no melhor conhecimento disponível naquele momento.

    3. A ciência muda de opinião com frequência?

    Na verdade, ela evolui conforme novas evidências surgem.

    4. Como os médicos acompanham essas mudanças?

    Por meio de diretrizes atualizadas, congressos científicos e publicações médicas.

    5. Diretrizes médicas são revisadas regularmente?

    Sim, muitas sociedades científicas atualizam recomendações periodicamente.

    6. Novos tratamentos são sempre melhores?

    Nem sempre, mas muitas vezes trazem melhorias em eficácia ou segurança.

    7. O paciente deve questionar mudanças nas recomendações?

    Sim. Conversar com o médico ajuda a entender as razões das atualizações.

    Veja mais:
    Polilaminina: o que se sabe sobre a substância que está sendo estudada para lesão medular?

  • Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

    Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

    Beber água, preparar alimentos ou até tomar banho são atividades tão comuns que raramente pensamos nos riscos envolvidos. No entanto, quando a água não está adequadamente tratada, ela pode se tornar um importante veículo de transmissão de doenças.

    Embora muitas dessas infecções sejam evitáveis, elas ainda representam um problema relevante em diversas regiões, especialmente onde o acesso a saneamento básico é limitado.

    As doenças transmitidas pela água são causadas pela ingestão ou contato com água contaminada por microrganismos, como bactérias, vírus e parasitas.

    Essas doenças ainda representam um importante problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, especialmente em locais com acesso limitado a saneamento básico e água tratada.

    Embora muitas dessas infecções sejam evitáveis, elas podem causar desde quadros leves até doenças graves, principalmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida.

    O que são doenças transmitidas pela água

    As doenças transmitidas pela água são infecções que ocorrem quando a água consumida ou utilizada está contaminada.

    Essa contaminação pode ocorrer por:

    • Fezes humanas ou de animais;
    • Falta de tratamento adequado da água;
    • Armazenamento inadequado;
    • Contato com ambientes contaminados.

    A ingestão ou contato com essa água pode levar à infecção por diversos agentes.

    Principais doenças transmitidas pela água

    1. Diarreias infecciosas

    São as mais comuns e podem ser causadas por bactérias como Escherichia coli, vírus ou parasitas.

    Sintomas costumam ser:

    • Diarreia;
    • Dor abdominal;
    • Náuseas e vômitos.

    2. Hepatite A

    Infecção viral transmitida por água ou alimentos contaminados.

    Pode causar:

    • Febre;
    • Mal-estar;
    • Icterícia (pele amarelada).

    3. Cólera

    Doença bacteriana causada por Vibrio cholerae, associada a surtos em áreas com saneamento precário.

    Caracteriza-se por:

    • Diarreia intensa e aquosa;
    • Rápida desidratação.

    4. Giardíase

    Infecção parasitária causada por Giardia lamblia.

    Os sintomas são:

    • Diarreia persistente;
    • Distensão abdominal;
    • Má absorção de nutrientes.

    5. Esquistossomose

    Doença causada por parasitas presentes em água doce contaminada. A infecção ocorre pelo contato da pele com a água.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Consumo de água não tratada;
    • Uso de água contaminada para preparo de alimentos;
    • Contato com água contaminada em rios ou lagoas;
    • Higiene inadequada das mãos.

    A falta de saneamento básico é um dos principais fatores envolvidos.

    Quem tem maior risco

    Alguns grupos são mais vulneráveis às doenças transmitidas pela água:

    • Crianças;
    • Idosos;
    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Populações sem acesso a água tratada;
    • Pessoas em áreas com saneamento precário.

    Quais são os sintomas mais comuns

    Os sintomas variam de acordo com a doença, mas frequentemente incluem:

    • Diarreia;
    • Dor abdominal;
    • Náuseas e vômitos;
    • Febre;
    • Desidratação.

    Em casos mais graves, pode haver complicações importantes.

    Como prevenir doenças transmitidas pela água

    A prevenção é fundamental e envolve medidas simples, mas eficazes:

    • Consumir água tratada ou filtrada;
    • Ferver a água quando não houver garantia de qualidade;
    • Lavar bem as mãos;
    • Higienizar alimentos adequadamente;
    • Evitar contato com água de origem desconhecida;
    • Investir em saneamento básico.

    Essas ações reduzem significativamente o risco de infecção.

    Quando procurar atendimento médico

    É importante procurar ajuda médica quando houver:

    • Diarreia persistente;
    • Sinais de desidratação;
    • Febre alta;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Sintomas em crianças ou idosos.

    O tratamento adequado ajuda a evitar complicações.

    Confira:
    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre doenças transmitidas pela água

    1. Toda água contaminada causa doença?

    Não necessariamente, mas o risco aumenta dependendo do tipo de contaminação.

    2. Filtrar a água é suficiente?

    Depende do método. Filtros ajudam, mas em alguns casos é necessário ferver ou usar tratamento adequado.

    3. Água de rio pode transmitir doenças?

    Sim. Pode conter parasitas e bactérias.

    4. Crianças têm mais risco?

    Sim. São mais vulneráveis à desidratação e complicações.

    5. Como evitar?

    Com consumo de água tratada e boas práticas de higiene.

    6. Pode ser grave?

    Sim. Algumas doenças podem causar complicações sérias.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando há sintomas persistentes, sinais de desidratação ou agravamento do quadro.

    Veja também:
    Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

  • 7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    Febre alta, dores no corpo e dor de garganta são alguns dos sintomas que podem surgir durante um quadro de gripe, doença causada pelo vírus Influenza, mas eles tendem a melhorar gradualmente após alguns dias, com repouso e hidratação adequada.

    Quando os sintomas não aliviam ou pioram subitamente após uma leve melhora, é necessário investigar se o quadro evoluiu para uma pneumonia. A gripe pode deixar o sistema imunológico fragilizado e as vias respiratórias inflamadas, o que favorece a entrada de bactérias nos pulmões e facilita o desenvolvimento de uma infecção mais grave.

    Se não for identificada e tratada precocemente, a condição pode se tornar grave, especialmente em crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas. A seguir, vamos entender como identificar os principais sinais de que uma gripe pode ter evoluído para pneumonia e como prevenir.

    Como saber se a gripe virou pneumonia?

    Para identificar se a gripe evoluiu para uma pneumonia, o primeiro passo é observar a duração e a piora dos sintomas. Em um quadro gripal comum, os sintomas tendem a diminuir gradualmente entre o terceiro e o sétimo dia, com redução da febre e alívio do mal-estar geral.

    Quando isso não acontece, ou quando há uma piora após uma aparente melhora, é sinal de que uma infecção secundária pode estar ocorrendo nos pulmões. A pneumonia pode surgir como uma complicação da própria gripe viral ou como uma infecção bacteriana secundária, que aparece após alguns dias de melhora aparente.

    Sintomas de que a gripe pode ter virado uma pneumonia

    Diferente da gripe, que causa sintomas como dor no corpo e coriza, a pneumonia afeta diretamente os pulmões e costuma provocar sinais mais intensos e persistentes, principalmente relacionados à respiração, como:

    1. Febre alta e persistente

    A febre é comum em um quadro de gripe, mas costuma diminuir com o passar dos dias e responder bem ao uso de antitérmicos. Quando a temperatura permanece alta por vários dias, não melhora com medicação ou volta a subir após um período sem febre, é um sinal de alerta para procurar um médico.

    2. Mudança no catarro

    No início da gripe, a tosse costuma ser seca ou com polca secreção. Quando o quadro evolui, a tosse pode ficar mais frequente e passar a produzir catarro mais espesso, com coloração amarelada ou esverdeada.

    Em alguns casos, podem surgir pequenos fios de sangue, o que indica inflamação mais intensa nas vias respiratórias e possível infecção pulmonar.

    3. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito, normalmente descrita como uma pontada, pode aparecer ao respirar fundo, tossir ou até durante movimentos simples. O sintoma acontece porque a inflamação atinge as regiões próximas aos pulmões, causando um desconforto mais localizado.

    4. Falta de ar e respiração acelerada

    A dificuldade para respirar pode surgir como sensação de falta de ar, respiração curta ou necessidade de fazer mais esforço para puxar o ar. Até mesmo em atividades leves, como andar pela casa ou subir escadas, a respiração pode ficar mais rápida do que o normal, mostrando que o corpo está com dificuldade para oxigenar adequadamente.

    5. Calafrios e tremores

    Diferente dos calafrios leves que podem surgir no início de uma gripe comum, os tremores na pneumonia costumam ser intensos e involuntários. Eles acontecem como uma resposta ao aumento da febre, pois o corpo realiza contrações musculares rápidas para tentar elevar a temperatura interna e combater a infecção bacteriana que se instalou nos pulmões.

    6. Prostração extrema

    No caso da pneumonia, a fraqueza é muito maior do que a sentida nos primeiros dias de gripe, deixando a pessoa sem forças para as atividades simples do dia a dia, como levantar da cama, tomar banho ou se alimentar.

    7. Confusão mental

    Mais comum em idosos, a confusão mental pode aparecer como desorientação, dificuldade para manter uma conversa, sonolência excessiva ou mudanças de comportamento. Mesmo sem febre alta, o sintoma é um sinal de alerta para uma infecção e precisa de avaliação médica o quanto antes.

    Quem tem mais risco de complicações?

    A pneumonia pode surgir em qualquer pessoa, mas alguns grupos têm mais chance de evoluir com quadros mais graves, como:

    • Idosos (acima de 65 anos), pois o sistema imunológico responde de forma mais lenta, o que dificulta o combate às infecções;
    • Crianças pequenas (menores de 2 anos), uma vez que as vias respiratórias ainda estão em desenvolvimento, o que facilita a progressão da infecção;
    • Pessoas com doenças crônicas, como asma, bronquite e diabetes, podem reduzir a capacidade do organismo de reagir bem a uma infecção;
    • Pessoas que fumam, pois o cigarro prejudica os mecanismos de defesa dos pulmões, facilitando a entrada e a multiplicação de micro-organismos;
    • Pessoas com imunidade baixa, como quem está em tratamento contra câncer ou tem doenças que afetam o sistema imunológico.

    Nesses grupos, a atenção deve ser redobrada desde os primeiros sintomas de gripe. Qualquer sinal de piora, persistência da febre ou dificuldade para respirar deve ser avaliado com mais cuidado, já que a evolução pode ser mais rápida.

    Como prevenir que a gripe piore?

    Durante um quadro de gripe, é importante adotar medidas para fortalecer a imunidade e garantir que o corpo tenha energia para combater o vírus rapidamente, como:

    • Beber bastante líquido ajuda a deixar o catarro mais fluido e fácil de eliminar, evitando acúmulo nos pulmões;
    • Descansar permite que o corpo concentre energia no sistema imunológico e combata melhor o vírus;
    • Lavar o nariz com soro fisiológico ajuda a remover secreções e microrganismos das vias respiratórias;
    • Manter uma alimentação leve e nutritiva fortalece as defesas do organismo e auxilia na recuperação;
    • Evitar cigarro e poluição protege os pulmões e reduz a inflamação durante o período da gripe.

    Importância da vacinação

    A vacinação anual contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenir a doença e suas complicações. Ela ajuda a diminuir internações, mortes e a circulação do vírus, além de proteger não só quem toma a vacina, mas também as pessoas ao redor, como os mais vulneráveis.

    Além da vacina da gripe, a vacina pneumocócica também é importante para proteger contra infecções bacterianas causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite, otite e sinusite.

    A vacina da gripe é gratuita e está disponível nas unidades de saúde do SUS em todo o país, para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Para se vacinar, basta levar um documento com foto e, se possível, o cartão de vacinação.

    As vacinas pneumocócicas também fazem parte do SUS para crianças, nas Unidades Básicas de Saúde. Para outras idades, podem ser encontradas em clínicas privadas, hospitais e laboratórios.

    Quando procurar ir ao médico com urgência?

    Se você apresenta sintomas de gripe que não melhoram após 3 a 5 dias, ou se notar qualquer um dos sinais de alerta já citados, procure atendimento em uma unidade de saúde ou consulte um clínico geral ou pneumologista.

    Importante: jamais se automedique, principalmente com remédios antibióticos, já que eles não tratam a gripe e podem mascarar sintomas importantes ou dificultar o diagnóstico correto.

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo demora para a gripe virar pneumonia?

    No geral, os sinais de complicação surgem entre o 3º e o 7º dia após o início da gripe. Se após uma leve melhora os sintomas voltarem com mais força, pode ser sinal de pneumonia.

    2. Qual a principal diferença entre os sintomas de gripe e pneumonia?

    A gripe causa dor no corpo e coriza. A pneumonia foca no pulmão, causando dor aguda ao respirar fundo, tosse com catarro amarelado/verde e falta de ar.

    3. A pneumonia é contagiosa?

    A pneumonia em si não é transmitida como a gripe, mas os micro-organismos que a causam (vírus e bactérias) podem ser passados de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva.

    4. A pneumonia precisa de internação hospitalar?

    Não, a maioria das pneumonias leves e moderadas pode ser tratada em casa com antibióticos via oral, repouso e muita hidratação. A internação é reservada para casos de baixa oxigenação ou grupos de risco.

    5. Pode fazer nebulização em casa para ajudar?

    A nebulização apenas com soro fisiológico pode ajudar a umidificar as vias aéreas e facilitar a saída do catarro. No entanto, o uso de medicamentos (como broncodilatadores) na nebulização só deve ser feito com prescrição médica.

    6. É normal sentir cansaço mesmo após terminar o tratamento?

    Sim, a recuperação total da capacidade pulmonar pode levar de 15 a 30 dias. Mesmo que a infecção tenha sido eliminada, o corpo ainda precisa de tempo para regenerar os tecidos inflamados.

  • Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

    Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

    A picada de escorpião é um tipo de acidente relativamente comum no Brasil e, em 2025, o país registrou mais de 173 mil ocorrências envolvendo o animal. O risco tente a ser maior em áreas urbanas, onde o acúmulo de lixo, entulho e a presença de esgoto criam um ambiente favorável para a proliferação.

    Como eles se adaptam com facilidade ao ambiente doméstico, os escorpiões costumam invadir residências em busca de locais escuros, úmidos e pouco movimentados. Eles podem se esconder em sapatos, roupas, toalhas, ralos, frestas e até em móveis, fazendo com que acidentes ocorram durante atividades simples do dia a dia.

    A gravidade do acidente varia de acordo com a reação do organismo ao veneno, que age no sistema nervoso e pode causar desde quadros mais leves até situações que precisam de atendimento médico imediato. As crianças e os idosos são os mais suscetíveis a quadros graves.

    Como identificar a picada de escorpião?

    Diferente de uma picada de abelha, que normalmente deixa um ferrão, ou de uma aranha, que pode deixar dois pontos de entrada, a picada de escorpião costuma ser difícil de visualizar.

    O sinal físico pode ser apenas um pequeno ponto avermelhado na pele, muitas vezes sem inchaço evidente ou marcas profundas. Por isso, a identificação costuma ser feita pelo tipo de dor e pelos sintomas sistêmicos que surgem rapidamente.

    Quais os sintomas de picada de escorpião?

    Os sintomas variam conforme a espécie do escorpião, a quantidade de veneno injetada e a sensibilidade da vítima. Eles são divididos em:

    Locais

    Os sintomas locais da picada de escorpião aparecem imediatamente no local onde houve a ferroada:

    • Dor intensa, descrita como uma queimação ou choque na pele;
    • Sensação de formigamento ou dormência na região;
    • Leve vermelhidão e inchaço localizado.

    Em geral, o quadro mais intenso de dor ocorre nas primeiras horas após o acidente.

    Sistêmicos

    Após um intervalo de alguns minutos até poucas horas (duas ou três) podem surgir, principalmente em crianças, os seguintes sintomas:

    • Suor excessivo;
    • Agitação ou inquietação;
    • Tremores;
    • Náuseas e vômitos;
    • Salivação aumentada;
    • Alteração da pressão arterial (alta ou baixa);
    • Batimentos cardíacos irregulares;
    • Falta de ar por acúmulo de líquido nos pulmões;
    • Queda do estado geral (choque).

    O que fazer imediatamente após a picada?

    Em caso de picada por escorpião, a recomendação é procurar o hospital de referência mais próximo imediatamente ou ligar para o SAMU (192). Se for seguro, tire uma foto ou leve o escorpião para facilitar a identificação da espécie pelos médicos.

    Vale lembrar que o soro antiescorpiônico é gratuito e oferecido exclusivamente pelo SUS, mas não está disponível em todas as unidades de saúde. Por isso, é importante saber com antecedência quais hospitais da sua região são referências no tratamento de animais peçonhentos.

    Cuidados com o local da picada

    O primeiro cuidado após a picada é lavar bem o local com água e sabão, de forma suave, para reduzir o risco de infecção. Em seguida, é importante manter a calma e evitar ao máximo a movimentação, já que o esforço pode favorecer a circulação do veneno pelo organismo.

    Sempre que possível, o membro afetado deve permanecer em repouso e levemente elevado, o que ajuda a diminuir o desconforto.

    Diferente de outras picadas, no caso do escorpião, o uso de compressas mornas ajuda na vasodilatação local, o que pode aliviar a sensação de queimação.

    O que não fazer em caso de picada de escorpião?

    É necessário evitar medidas que possam agravar o quadro ou causar infecções, como:

    • Fazer torniquete, pois isso pode interromper a circulação sanguínea e pode causar necrose na região;
    • Cortar, furar ou espremer o local da picada;
    • Aplicar substâncias caseiras, como álcool, pó de café, ervas ou pomadas sem orientação;
    • Usar gelo diretamente sobre a picada;
    • Se automedicar sem orientação médica;
    • Ignorar a picada, mesmo quando a dor parecer leve.

    O que fazer se encontrar um escorpião (sem ser picado)?

    Se o encontro for apenas um susto, algumas medidas simples ajudam a evitar que a situação vire um acidente:

    • Não tente matar o escorpião com um chinelo, pois o corpo do animal é resistente e, ao errar o golpe, há risco de ataque;
    • Só tente capturar o animal se tiver experiência, usando uma pinça longa e um recipiente com tampa, sempre mantendo distância. Caso contrário, acione o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade;
    • Verifique e vede possíveis entradas, como os ralos, as frestas de portas e as janelas, já que o escorpião costuma entrar em busca de alimento, principalmente baratas;
    • Mantenha o ambiente limpo, evitando o acúmulo de madeira, tijolos, entulho ou lixo orgânico próximo à residência.

    Como prevenir os escorpiões?

    O Ministério da Saúde aponta as seguintes recomendações para evitar o surgimento de escorpiões em casa:

    • Manter o lixo bem fechado, em sacos ou recipientes adequados, para evitar insetos;
    • Combater a presença de baratas dentro de casa, com ajuda de profissionais quando necessário;
    • Manter o quintal e o jardim limpos, sem acúmulo de entulho, folhas secas ou lixo;
    • Evitar plantas muito densas encostadas em muros e paredes;
    • Manter a grama sempre aparada;
    • Garantir a limpeza de terrenos baldios próximos à residência;
    • Sacudir roupas, toalhas e sapatos antes de usar;
    • Evitar colocar as mãos em buracos, sob pedras ou em entulhos sem proteção;
    • Usar luvas e calçados fechados ao fazer limpeza em áreas externas;
    • Instalar telas em ralos, pias e tanques;
    • Colocar soleiras em portas e janelas;
    • Vedar frestas, buracos e espaços em paredes, pisos e forros;
    • Consertar rodapés soltos;
    • Afastar camas e berços das paredes;
    • Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão;
    • Não pendurar roupas nas paredes.

    A lista dos hospitais de referência para soroterapia de acidentes por animais peçonhentos pode ser encontrada no site do Ministério da Saúde.

    Confira: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes

    1. A picada de escorpião pode matar?

    Sim, especialmente em crianças e idosos, se não houver atendimento médico rápido. O veneno pode causar falência cardíaca e respiratória.

    2. Pode colocar gelo na picada?

    Não, pois o gelo pode acentuar a dor causada pelo veneno do escorpião. O calor (morno) é o recomendado para alívio.

    3. Quanto tempo tenho para tomar o soro?

    O ideal é que o atendimento ocorra nas primeiras 3 horas após o acidente, especialmente em casos graves com crianças.

    4. Como saber se o escorpião é venenoso?

    No Brasil, todos os escorpiões possuem veneno, mas o amarelo (Tityus serrulatus) é o mais perigoso e comum em áreas urbanas.

    5. O que acontece se eu não for ao hospital?

    Se for um caso leve, a dor passará em algumas horas. Porém, se o envenenamento for moderado ou grave, a falta de socorro pode levar a complicações fatais.

    6. Dedetização comum mata escorpião?

    Nem sempre. Os inseticidas comuns podem apenas desalojar o escorpião e deixá-lo mais irritado. O ideal é usar produtos específicos e eliminar as baratas (alimento deles).

    7. O veneno do escorpião fica quanto tempo no corpo?

    Os sintomas locais podem durar de 24 a 48 horas. Em casos graves, o veneno atinge a corrente sanguínea rapidamente, exigindo o soro o quanto antes.

    8. Como identificar um escorpião-amarelo?

    Ele possui as pernas e a cauda amareladas, mas o tronco é mais escuro. O detalhe principal é uma “serrilha” (pequenos dentes) no dorso do terceiro e quarto anéis da cauda.

    Leia mais: Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

  • Desvio de septo: quando é preciso tratar e quando não é

    Desvio de septo: quando é preciso tratar e quando não é

    Dificuldade para respirar pelo nariz, sensação constante de nariz entupido ou até roncos durante o sono são queixas comuns. No entanto, esses sinais podem estar relacionados a uma alteração estrutural bastante frequente: o desvio de septo nasal.

    Embora nem sempre cause sintomas, essa condição pode impactar a qualidade de vida quando interfere na respiração ou favorece outros problemas, como congestão nasal recorrente. Entender quando o desvio é apenas um achado comum e quando exige atenção faz toda a diferença.

    O desvio de septo nasal é uma condição muito comum em que a estrutura que divide as duas narinas — chamada de septo nasal — não está centralizada.

    Embora muitas pessoas tenham algum grau de desvio sem apresentar sintomas, em alguns casos essa alteração pode dificultar a respiração, causar congestão nasal e impactar a qualidade de vida.

    Segundo revisões científicas, trata-se de uma condição frequente e pode estar presente em grande parte da população, ainda que nem sempre cause problemas clínicos.

    O que é o desvio de septo nasal

    O septo nasal é uma estrutura formada por cartilagem e osso que separa as duas cavidades nasais.

    No desvio de septo, essa estrutura está deslocada para um dos lados, o que pode:

    • Reduzir o espaço de passagem de ar em uma das narinas;
    • Alterar o fluxo normal de ar;
    • Favorecer sintomas respiratórios.

    Nem todo desvio causa sintomas, mas quando significativo pode interferir na respiração.

    Principais causas do desvio de septo

    O desvio de septo pode ter diferentes origens.

    Entre as principais causas estão:

    • Congênitas (desde o nascimento);
    • Traumas, como pancadas no nariz;
    • Alterações no crescimento facial, especialmente na infância e adolescência.

    De acordo com estudos, o desvio pode surgir tanto por fatores de desenvolvimento quanto por lesões ao longo da vida.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas com desvio de septo não apresentam sintomas. Quando presentes, os mais comuns são:

    • Dificuldade para respirar por uma das narinas;
    • Sensação de nariz entupido;
    • Ronco;
    • Infecções sinusais frequentes;
    • Dor facial ou pressão nos seios da face;
    • Sangramentos nasais ocasionais.

    A intensidade dos sintomas depende do grau de desvio e de outros fatores associados, como inflamação nasal.

    Quais problemas o desvio de septo pode causar

    Quando mais acentuado, o desvio de septo pode levar a algumas complicações:

    • Sinusites recorrentes;
    • Dificuldade respiratória crônica;
    • Distúrbios do sono, como ronco;
    • Redução da qualidade de vida.

    Essas alterações ocorrem principalmente por conta da dificuldade de ventilação e drenagem das vias nasais.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, feito por avaliação médica.

    Podem ser utilizados:

    • Exame físico do nariz;
    • Endoscopia nasal;
    • Exames de imagem, como tomografia, em casos específicos.

    A avaliação clínica costuma ser suficiente para identificar o desvio, enquanto exames complementares ajudam a definir a gravidade e o planejamento do tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da presença e da intensidade dos sintomas.

    1. Tratamento clínico

    Em casos leves, pode-se optar por:

    • Medicamentos para aliviar sintomas;
    • Sprays nasais;
    • Controle de alergias.

    Essas medidas não corrigem o desvio, mas ajudam a melhorar os sintomas.

    2. Tratamento cirúrgico (septoplastia)

    Quando há sintomas importantes, o tratamento definitivo é cirúrgico.

    A septoplastia é o procedimento mais comum e consiste em:

    • Corrigir o alinhamento do septo nasal;
    • Melhorar o fluxo de ar;
    • Reduzir os sintomas respiratórios.

    Estudos mostram que a cirurgia apresenta bons resultados e melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes.

    O desvio de septo sempre precisa de cirurgia?

    Não. A cirurgia é indicada apenas quando:

    • Há sintomas importantes;
    • Existe impacto na qualidade de vida;
    • O tratamento clínico não é suficiente.

    Muitos casos leves não necessitam de intervenção.

    Confira:
    Sinusite aguda ou crônica? Conheça as diferenças

    Perguntas frequentes sobre desvio de septo nasal

    1. Desvio de septo é comum?

    Sim. É uma condição muito frequente e muitas pessoas têm algum grau de desvio.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Pode piorar com o tempo?

    Pode, especialmente se houver traumas ou alterações estruturais.

    4. Tem cura?

    Sim. A correção cirúrgica (septoplastia) pode resolver o problema.

    5. Todo mundo precisa operar?

    Não. Apenas casos sintomáticos ou com impacto funcional.

    6. Pode causar sinusite?

    Sim. Pode dificultar a drenagem dos seios da face e favorecer infecções.

    7. Como saber se preciso de cirurgia?

    A avaliação médica é essencial para definir a necessidade com base nos sintomas e exames.

    Veja também:
    Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Parou o anticoncepcional? Veja 8 mudanças que podem acontecer no seu corpo

    Parou o anticoncepcional? Veja 8 mudanças que podem acontecer no seu corpo

    A pílula anticoncepcional é um método que atua nos hormônios, alterando o funcionamento do ciclo menstrual, a ovulação e até sintomas como acne, cólicas e TPM. Quando usada de forma contínua, ela mantém os níveis hormonais estáveis, o que impede a ovulação e reduz as variações naturais do organismo.

    Quando você decide interromper o uso, seja por desejo de engravidar ou evitar os efeitos colaterais que podem surgir com o uso dos hormônios, o corpo inicia um processo de readaptação hormonal.

    As glândulas que estavam em repouso voltam a produzir estrogênio, progesterona e testosterona em níveis naturais, o que pode desencadear uma série de sintomas físicos e emocionais nos primeiros meses. Vamos entender mais, a seguir.

    O que acontece com os hormônios logo nos primeiros dias?

    Nos primeiros dias depois de parar a pílula, o corpo entra em uma fase de adaptação hormonal. Como o fornecimento de hormônios sintéticos é interrompido de uma vez, o organismo precisa voltar a funcionar por conta própria.

    Em até 48 horas, os hormônios do anticoncepcional deixam de circular, e a queda repentina pode causar um sangramento, que ainda não é uma menstruação de verdade, mas uma resposta do organismo à pausa.

    Ao mesmo tempo, o cérebro retoma a comunicação com os ovários para reiniciar o ciclo natural, preparando uma nova ovulação. Nesse período, também podem acontecer mudanças como aumento da libido e da oleosidade da pele, por causa da variação da testosterona, além de uma redução do inchaço, já que o corpo passa a eliminar mais líquidos.

    Reações do corpo após parar o anticoncepcional

    1. Surgimento da acne e aumento da oleosidade na pele

    A pílula anticoncepcional reduz a produção de hormônios andrógenos, como a testosterona, o que ajuda a controlar a oleosidade da pele e a diminuir a acne. Quando o uso é interrompido, a produção volta ao ritmo natural do corpo, o que pode aumentar a oleosidade e favorecer o aparecimento de espinhas, principalmente nas primeiras semanas.

    A intensidade pode variar de mulher para mulher, dependendo da sensibilidade hormonal e do histórico de pele, mas as alterações tendem a ser temporárias. No período, o ideal é manter a rotina de cuidados com a pele e, se necessário, consultar um dermatologista.

    2. Aumento do volume de queda de cabelo

    A mudança hormonal brusca pode antecipar a fase de queda dos fios, um processo chamado de eflúvio telógeno. É comum notar mais fios no ralo do banheiro ou na escova nos primeiros meses.

    O recomendado é manter uma alimentação rica em ferro e vitaminas e evitar dietas muito restritivas. A queda costuma estabilizar sozinha em até 6 meses.

    3. Redução do inchaço e da retenção de líquidas

    Os hormônios sintéticos, especialmente o estrogênio, favorecem o acúmulo de sódio e água. Sem eles, o corpo elimina o excesso de líquido mais facilmente, o que pode refletir em uma leve redução de peso e medidas.

    4. Aumento da libido

    Com o fim da supressão hormonal, os níveis de testosterona livre no sangue aumentam, o que melhora significativamente o desejo sexual e a lubrificação vaginal, que costumam ficar reduzidos durante o uso do anticoncepcional.

    5. Retorno das cólicas e desconforto abdominal

    A pílula impede a ovulação e afina o endométrio, então sem ela, o útero volta a produzir prostaglandinas (substâncias que causam contrações) para eliminar o revestimento uterino, resultando em cólicas e dores pélvicas. O uso de compressas mornas na região abdominal pode ajudar a relaxar a musculatura.

    6. Alterações de humor e sensibilidade

    As oscilações naturais do ciclo menstrual (aumentos e quedas de estrogênio e progesterona) voltam a acontecer. Isso pode trazer de volta os sintomas da TPM, como irritabilidade, ansiedade ou sensibilidade emocional antes da menstruação.

    7. Irregularidade no ciclo menstrual

    O corpo pode levar de 3 a 9 meses para regularizar o eixo hormonal. É comum que os primeiros ciclos sejam mais longos, mais curtos ou que a menstruação atrase até que a ovulação se estabilize. Uma dica é anotar as datas em um calendário ou aplicativo para monitorar o ritmo de retorno do ciclo.

    8. Maior sensibilidade nas mamas

    A variação hormonal natural, especialmente após a ovulação, pode causar retenção de líquido nos tecidos mamários, deixando os seios mais sensíveis, inchados e doloridos no período pré-menstrual.

    Em quanto tempo pode engravidar depois de parar o anticoncepcional?

    A gravidez pode ocorrer imediatamente após a interrupção do anticoncepcional, inclusive no primeiro mês sem o remédio. Como os hormônios sintéticos deixam o organismo em cerca de 48 horas, o corpo retoma rapidamente o processo de maturação dos folículos.

    Por isso, se a gravidez não for desejada, lembre-se de utilizar um método de barreira, como a camisinha, desde o primeiro dia de interrupção.

    Quando a falta de menstruação é um sinal de alerta?

    A falta de menstruação é considerada um sinal de alerta se o sangramento não aparecer após 3 meses (90 dias) da interrupção do anticoncepcional.

    Nesses casos, a ausência pode indicar que o corpo está tendo dificuldades para retomar o eixo hormonal sozinho ou que existe uma condição de saúde que a pílula estava apenas escondendo, como:

    • Gravidez;
    • Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
    • Alterações na tireoide;
    • Menopausa precoce.

    Se você chegou aos 3 meses sem menstruar, ou se apresenta sintomas como excesso de pelos, queda de cabelo acentuada e acne persistente, procure um ginecologista para realizar exames de imagem (ultrassom) e dosagens hormonais.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo leva para a pílula sair do organismo?

    Os hormônios sintéticos deixam a corrente sanguínea em cerca de 48 horas após a última dose.

    2. É normal a menstruação atrasar depois de parar o anticoncepcional?

    Sim, é muito comum. O corpo pode levar de 3 a 6 meses para regularizar o ciclo hormonal natural.

    3. O que é amenorreia pós-pílula?

    É a ausência de menstruação por mais de 3 meses após interromper o método. Se isso ocorrer, deve-se investigar com um médico.

    4. O anticoncepcional causa infertilidade a longo prazo?

    Não, o uso prolongado não prejudica a capacidade reprodutiva da mulher. A pílula apenas “pausa” a fertilidade enquanto é usada.

    5. Posso parar a cartela no meio?

    O ideal é terminar a cartela atual para evitar sangramentos irregulares de escape, mas você pode parar a qualquer momento se desejar.

    6. O fluxo menstrual fica mais intenso sem a pílula?

    É comum, pois a pílula afina o endométrio (camada interna do útero). Sem ela, o corpo volta a produzir esse revestimento de forma natural, o que pode resultar em um fluxo mais volumoso e com mais dias de duração.

    7. Pode voltar a tomar a pílula se eu não me adaptar sem ela?

    Sim, você pode retomar o uso, mas o ideal é conversar com seu médico para entender se os sintomas de “não adaptação” são apenas passageiros da fase de transição (que dura cerca de 3 meses).

    Leia mais: Segundo trimestre de gravidez: quando começa, sintomas e exames

  • Dermatite seborreica no couro cabeludo e rosto: o que fazer 

    Dermatite seborreica no couro cabeludo e rosto: o que fazer 

    Descamação no couro cabeludo, vermelhidão na pele e coceira persistente são sinais comuns que muitas pessoas enfrentam no dia a dia. Em muitos casos, esses sintomas são atribuídos apenas à caspa, mas podem indicar uma condição inflamatória mais ampla da pele.

    Embora não seja uma doença grave, a dermatite seborreica pode causar desconforto recorrente, especialmente quando não é controlada adequadamente.

    Para entender melhor, a dermatite seborreica é uma condição inflamatória da pele bastante comum, caracterizada por descamação, vermelhidão e, em alguns casos, coceira.

    Ela costuma afetar principalmente áreas mais oleosas do corpo, como o couro cabeludo, sobrancelhas, laterais do nariz e região atrás das orelhas. No couro cabeludo, é frequentemente conhecida como caspa.

    Apesar de ser uma condição crônica, a dermatite seborreica pode ser controlada com tratamento adequado e cuidados no dia a dia.

    O que é a dermatite seborreica

    A dermatite seborreica é uma inflamação da pele associada à produção de oleosidade e à presença de micro-organismos que vivem naturalmente na pele, como fungos do gênero Malassezia.

    Essa condição provoca uma renovação acelerada das células da pele, levando à descamação característica.

    Ela pode ocorrer de forma leve ou mais intensa, com períodos de melhora e piora ao longo do tempo.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam de acordo com a região afetada e a intensidade do quadro.

    Entre os mais comuns estão:

    • Descamação (caspa) no couro cabeludo;
    • Vermelhidão da pele;
    • Coceira;
    • Placas com aspecto oleoso ou esbranquiçado;
    • Irritação em áreas como sobrancelhas e laterais do nariz.

    Em bebês, pode ocorrer uma forma chamada “crosta láctea”.

    Por que a dermatite seborreica acontece

    A causa exata não é totalmente conhecida, mas envolve uma combinação de fatores.

    Entre eles:

    • Produção aumentada de oleosidade;
    • Presença de fungos da pele (Malassezia);
    • Predisposição individual;
    • Alterações do sistema imunológico.

    Esses fatores levam à inflamação e à descamação da pele.

    Fatores que podem piorar a dermatite seborreica

    Algumas situações podem desencadear ou agravar os sintomas:

    • Estresse emocional;
    • Mudanças climáticas (especialmente frio e clima seco);
    • Fadiga;
    • Uso de produtos irritantes;
    • Alterações hormonais.

    Esses fatores ajudam a explicar por que a doença pode variar ao longo do tempo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A dermatite seborreica pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Homens;
    • Pessoas com pele oleosa;
    • Indivíduos com certas condições neurológicas;
    • Pessoas com imunidade comprometida.

    Também pode aparecer em bebês nos primeiros meses de vida.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir as crises.

    As principais opções são:

    • Shampoos medicinais, com antifúngicos ou agentes que reduzem a descamação;
    • Cremes ou loções antifúngicas, especialmente para o rosto;
    • Corticoides tópicos, em casos de inflamação mais intensa;
    • Produtos específicos para controle da oleosidade.

    O tratamento deve ser orientado por profissional de saúde, especialmente em casos persistentes.

    Como controlar no dia a dia

    Algumas coisas ajudam a manter a dermatite seborreica sob controle:

    • Lavar regularmente o couro cabeludo com produtos adequados;
    • Evitar uso de produtos que irritam a pele;
    • Controlar o estresse;
    • Manter rotina de cuidados com a pele;
    • Seguir corretamente o tratamento indicado.

    Esses cuidados ajudam a reduzir a frequência das crises.

    Veja também:
    Como tratar a alopecia e prevenir a queda de cabelo

    Perguntas frequentes sobre dermatite seborreica

    1. Dermatite seborreica é contagiosa?

    Não. Não é uma doença contagiosa.

    2. Caspa é a mesma coisa?

    Sim. A caspa é a forma mais leve de dermatite seborreica no couro cabeludo.

    3. Tem cura?

    Não há cura definitiva, mas é possível controlar os sintomas.

    4. Estresse piora?

    Sim. O estresse pode desencadear ou agravar crises.

    5. Precisa de tratamento sempre?

    Depende da intensidade. Casos leves podem ser controlados com cuidados simples.

    6. Pode afetar o rosto?

    Sim. É comum em sobrancelhas, laterais do nariz e região da barba.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando os sintomas são persistentes, intensos ou não melhoram com medidas simples.

    Leia mais:
    Dermatite atópica: o que é, sintomas e cuidados

  • 10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    A embolia pulmonar é uma condição médica grave que acontece quando um coágulo de sangue, também conhecido como trombo, bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões. Na maioria dos casos, o coágulo se forma nas veias profundas das pernas (Trombose Venosa Profunda) e depois se desloca pela corrente sanguínea até os pulmões.

    Quando acontece o bloqueio, o sangue não consegue chegar a partes do pulmão, de modo que a troca de oxigênio fica prejudicada e o coração precisa fazer mais esforço para manter tudo funcionando. Vale destacar que a embolia pulmonar é uma emergência médica e precisa de atendimento rápido para evitar complicações.

    Os sintomas da embolia pulmonar podem variar dependendo da gravidade do bloqueio, mas os sinais mais comuns surgem de forma repentina. Para te ajudar a identificar o quadro, listamos os principais a seguir.

    1. Falta de ar repentina

    A falta de ar é um dos sinais mais comuns da embolia pulmonar e costuma aparecer de forma súbita, mesmo quando em repouso. Ele pode dar a sensação de respiração curta, dificuldade para encher os pulmões ou até uma leve sensação de sufoco. Em alguns casos, pode piorar ao fazer pequenos esforços, como andar ou subir poucos degraus.

    2. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito normalmente piora ao respirar fundo, tossir ou se movimentar. Ela costuma ser descrita como uma dor aguda, semelhante a uma pontada ou fisgada. O sintoma ocorre porque a região do pulmão afetada pelo coágulo sofre um processo inflamatório, irritando a membrana que o reveste.

    3. Tosse (com ou sem sangue)

    No quadro de embolia, a tosse pode ser seca ou com catarro. Em certos casos, pode haver presença de sangue, o que acontece quando há irritação ou lesão no tecido pulmonar.

    4. Coração acelerado (taquicardia)

    Os batimentos cardíacos ficam mais rápidos porque o coração precisa compensar a dificuldade de circulação e a menor oxigenação do sangue. É comum sentir o coração disparado ou palpitações persistentes, mesmo estando em repouso absoluto ou realizando atividades que não exigem esforço físico.

    5. Tontura, fraqueza ou desmaio

    A redução da oxigenação no corpo pode afetar o cérebro, causando tontura, sensação de fraqueza ou até desmaio em casos mais graves. Os sintomas indicam que o organismo está com dificuldade para manter o funcionamento adequado.

    6. Cansaço intenso

    Como o corpo não está recebendo oxigênio suficiente para manter a energia e o funcionamento normal, é comum sentir uma fraqueza muscular intensa e exaustão física mesmo em repouso, tornando simples tarefas do cotidiano, como falar ou mudar de posição, extremamente desgastantes.

    7. Suor frio e sensação de mal-estar

    O mal-estar geral costuma vir acompanhado de suor frio, palidez e até uma sensação de ansiedade ou inquietação. Eles acontecem porque o sistema nervoso entra em estado de alerta máximo devido à queda súbita de oxigênio e à sobrecarga do sistema circulatório.

    8. Inchaço, dor ou vermelhidão nas pernas

    Os sinais podem indicar a presença de uma trombose venosa profunda, que muitas vezes é a origem da embolia pulmonar. A perna pode ficar inchada, dolorida, quente e com a pele avermelhada, frequentemente em apenas um dos lados.

    9. Respiração rápida (taquipneia)

    A respiração pode ficar mais rápida e superficial como uma tentativa do corpo de compensar a falta de oxigênio. A pessoa pode perceber que está ofegante mesmo em repouso, com movimentos respiratórios curtos e frequentes, sem qualquer motivo aparente ou esforço prévio. Apesar de ser mais rápida, a respiração superficial é pouco eficiente, o que pode aumentar a sensação de cansaço e desconforto no peito.

    10. Lábios ou unhas arroxeados (cianose)

    Em situações mais graves, pode aparecer uma coloração azulada ou arroxeada, principalmente nos lábios, na ponta dos dedos e sob as unhas. Isso indica que os níveis de oxigênio no sangue estão muito baixos por causa da obstrução no pulmão. A cianose é um sinal de alerta que precisa de atendimento médico imediato.

    Como identificar a trombose venosa profunda?

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma das principais causas de embolia pulmonar, causada pela formação de um trombo no interior das veias profundas, frequentemente nas pernas.

    Ela costuma estar relacionada à imobilidade prolongada, como em viagens longas, períodos de repouso após doenças ou cirurgias, e também em pessoas que passam muito tempo sentadas na mesma posição.

    A TVP pode ser identificada principalmente pelos seguintes sintomas:

    • Inchaço que surge de repente em uma das pernas, tornozelo ou pé;
    • Dor parecida com cãibra ou sensação de músculo repuxando;
    • Pele avermelhada ou arroxeada, indicando alteração na circulação da região;
    • Área afetada costuma ficar mais quente ao toque em comparação com a outra perna;
    • Veias mais visíveis ou endurecidas.

    Vale destacar que a TVP pode não causar sintomas claros em algumas pessoas, então qualquer mudança em apenas uma perna deve ser avaliada por um médico o quanto antes.

    Perguntas frequentes

    1. A embolia pulmonar é perigosa?

    Sim, é uma condição gravíssima porque o bloqueio impede a oxigenação do sangue e sobrecarrega o coração. O tratamento imediato é importante para reduzir o risco de morte.

    2. Quais são os principais fatores de risco?

    Os fatores de risco incluem cirurgias recentes (especialmente ortopédicas), imobilidade prolongada (viagens longas ou repouso absoluto), uso de anticoncepcionais orais, tabagismo, câncer, obesidade e predisposição genética (trombofilia).

    3. Qual a diferença entre trombose e embolia?

    A trombose é a formação do coágulo dentro de uma veia. A embolia ocorre quando o coágulo se solta e viaja até os pulmões.

    4. Como o médico confirma o diagnóstico?

    Os exames mais comuns são a angiotomografia de tórax, o exame de sangue D-dímero, o ultrassom Doppler das pernas e, em alguns casos, a cintilografia pulmonar.

    5. Quem toma anticoncepcional tem mais risco?

    Sim, os hormônios presentes em alguns anticoncepcionais podem aumentar a coagulabilidade do sangue, especialmente em casos de tabagismo, obesidade, idade superior a 35 anos e histórico familiar de trombose.

    6. Qual é o tratamento para embolia pulmonar?

    O tratamento principal é feito com medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e a formação de novos. Em casos críticos, podem ser usados trombolíticos ou cirurgia.

    7. Posso praticar exercícios após uma embolia?

    Sim, mas apenas após a liberação médica. Atividades leves costumam ser recomendadas após a fase aguda para ajudar na circulação.

  • Cisto sinovial: o que é esse cisto que aparece em determinadas articulações?

    Cisto sinovial: o que é esse cisto que aparece em determinadas articulações?

    Perceber uma espécie de caroço no punho ou na mão costuma causar preocupação imediata. Muitas pessoas notam que essa pequena elevação pode surgir sem motivo aparente e até variar de tamanho ao longo do tempo.

    Embora, na maioria dos casos, não represente algo grave, esse tipo de alteração pode gerar dúvida e desconforto, especialmente quando interfere nos movimentos ou causa dor. Entender o que está por trás desse achado ajuda a lidar melhor com a situação e saber quando procurar avaliação.

    O cisto sinovial, também conhecido como gânglio sinovial, é uma pequena bolsa cheia de líquido que surge próxima a articulações ou tendões, sendo mais comum no punho e na mão.

    Muitas pessoas percebem o cisto como um “caroço” que pode variar de tamanho ao longo do tempo. Apesar de causar preocupação, na maioria dos casos trata-se de uma condição benigna.

    O cisto sinovial pode não causar sintomas, mas em algumas situações pode provocar dor, desconforto ou limitação de movimento.

    O que é o cisto sinovial

    O cisto sinovial é uma formação preenchida por líquido semelhante ao líquido sinovial, que lubrifica as articulações.

    Ele se desenvolve a partir da cápsula articular ou da bainha de um tendão, formando uma pequena bolsa visível ou palpável.

    Esse cisto pode aumentar ou diminuir de tamanho ao longo do tempo e, em alguns casos, desaparecer espontaneamente.

    Onde o cisto sinovial aparece com mais frequência

    Embora possa surgir em diferentes regiões, o cisto sinovial é mais comum em:

    • Punho (principal local);
    • Dorso da mão;
    • Dedos;
    • Tornozelo;
    • Pé.

    A localização influencia os sintomas e o impacto funcional.

    Por que o cisto sinovial aparece

    A causa exata nem sempre é clara, mas o cisto está relacionado a alterações na articulação ou nos tendões.

    Entre os fatores associados estão:

    • Uso repetitivo da articulação;
    • Pequenos traumas locais;
    • Degeneração articular;
    • Alterações na cápsula articular.

    Esses fatores podem levar ao extravasamento do líquido sinovial, formando o cisto.

    Quais são os sintomas

    Muitas vezes, o cisto sinovial não causa sintomas além do abaulamento visível.

    Quando presentes, os sintomas podem ser:

    • Caroço visível ou palpável;
    • Dor leve ou desconforto;
    • Sensação de pressão;
    • Limitação de movimento em alguns casos.

    Se o cisto comprimir estruturas próximas, como nervos, pode causar dor mais intensa ou formigamento.

    Cisto sinovial é perigoso?

    Na grande maioria dos casos, o cisto sinovial não é perigoso.

    Ele não é câncer e geralmente não evolui para doenças graves.

    O principal incômodo costuma ser estético ou relacionado ao desconforto local.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico do cisto sinovial geralmente é clínico, baseado na avaliação médica.

    Em alguns casos, podem ser utilizados exames de imagem para confirmação, como:

    • Ultrassonografia;
    • Ressonância magnética, em situações específicas.

    Esses exames ajudam a diferenciar o cisto de outras lesões.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende dos sintomas e do impacto na vida do paciente.

    1. Observação

    Quando o cisto não causa dor ou limitação, pode-se optar apenas por acompanhamento. Muitos cistos desaparecem espontaneamente.

    2. Aspiração

    Em alguns casos, o líquido do cisto pode ser aspirado com uma agulha. No entanto, existe possibilidade de recorrência.

    3. Cirurgia

    A cirurgia pode ser indicada quando:

    • Há dor persistente;
    • Limitação funcional;
    • Recorrência após outros tratamentos.

    O procedimento remove o cisto e a estrutura que o originou, reduzindo o risco de retorno.

    O cisto sinovial pode voltar?

    Sim. Mesmo após tratamento, especialmente após aspiração, o cisto pode reaparecer.

    A cirurgia tem menor taxa de recorrência, mas ainda assim não elimina completamente o risco.

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    Perguntas frequentes sobre cisto sinovial

    1. Cisto sinovial é câncer?

    Não. É uma lesão benigna.

    2. Precisa sempre operar?

    Não. Muitos casos não necessitam tratamento cirúrgico.

    3. O cisto sinovial pode desaparecer sozinho?

    Sim. Alguns cistos desaparecem espontaneamente.

    4. Dói?

    Nem sempre. Pode ser indolor ou causar leve desconforto.

    5. Pode voltar após tratamento?

    Sim. Existe risco de recorrência.

    6. Exercício pode piorar o cisto sinovial?

    Movimentos repetitivos podem aumentar o desconforto em alguns casos.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor, crescimento do cisto ou dúvida sobre o diagnóstico.

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