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  • Porções da pirâmide alimentar: quanto consumir de cada grupo por dia?

    Porções da pirâmide alimentar: quanto consumir de cada grupo por dia?

    Se você está tentando construir hábitos alimentares mais saudáveis no dia a dia, pode ter dúvidas sobre quanto comer de cada alimento. Para te ajudar, a pirâmide alimentar usa o conceito de porções justamente para ajudar a visualizar como os diferentes grupos alimentares podem ser distribuídos ao longo do dia.

    No entanto, isso não significa que seja necessário contar cada nutriente ou controlar tudo o que é colocado no prato. Segundo Priscila Ligeiro Esper, médica nefrologista e nutróloga, existe até um termo chamado “nutricionismo”, usado para falar do foco exagerado nos nutrientes de forma isolada.

    A especialista aponta que é mais importante olhar para a alimentação como um todo e para a qualidade dos alimentos consumidos no dia a dia.

    O que é uma porção na pirâmide alimentar?

    Quando a pirâmide recomenda uma quantidade de porções, não significa que cada porção equivale a um prato cheio ou a uma refeição inteira. Ela é apenas uma unidade de medida e referência visual para indicar a proporção de cada grupo alimentar no dia.

    Por exemplo: no grupo dos cereais, tubérculos e raízes, uma porção pode ser representada por uma fatia de pão, uma quantidade de arroz ou uma porção de mandioca. Como pertencem ao mesmo grupo, os alimentos se somam ao longo do dia para atingir a recomendação geral.

    Se a indicação for consumir de 5 a 9 porções desse grupo, a distribuição acontece de forma fracionada: pão no café da manhã, arroz no almoço, batata no jantar e assim por diante. As porções servem para trazer variedade, e não restrição.

    Quantas porções consumir de cada grupo alimentar?

    A quantidade de porções indicada pela pirâmide alimentar varia conforme o grupo. Além disso, alimentos que pertencem ao mesmo grupo podem ter tamanhos de porção diferentes.

    1. Cereais, tubérculos e raízes — 5 a 9 porções por dia

    O grupo reúne alimentos ricos em carboidratos, como arroz, pães, massas, batata e mandioca, que são importantes fontes de energia para o organismo.

    As porções não precisam vir sempre do mesmo alimento. Ao longo do dia, é possível variar entre arroz, pães, aveia, massas, batata, mandioca e outros alimentos.

    2. Hortaliças — 4 a 5 porções por dia

    As hortaliças incluem as verduras e os legumes, como alface, couve, tomate, cenoura, abóbora, chuchu, brócolis e abobrinha. Uma porção pode ser formada por folhas cruas ou por uma quantidade de legumes crus ou cozidos.

    Como os alimentos apresentam diferentes tamanhos e formatos, a quantidade que corresponde a uma porção também pode variar. Uma boa estratégia é variar as hortaliças ao longo do dia e incluir alimentos de diferentes tipos e cores nas refeições.

    3. Frutas — 3 a 5 porções por dia

    Banana, maçã, laranja, mamão, melancia, manga, pera e abacaxi são alguns exemplos de alimentos que fazem parte do grupo das frutas. Dependendo do tamanho, uma fruta inteira pode representar uma porção. No caso das frutas maiores, como melancia, melão, mamão e abacaxi, uma fatia pode corresponder à quantidade indicada.

    A recomendação é variar as frutas consumidas ao longo da semana, já que cada uma apresenta uma combinação diferente de vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes.

    Segundo a Priscila, dar preferência à comida de verdade pode ajudar a aumentar a saciedade e a oferecer mais nutrientes ao organismo. Ela explica que muitas pessoas tentam emagrecer comendo menos, mas continuam consumindo alimentos que podem aumentar a fome e dificultar o processo.

    4. Leite e derivados — 3 porções por dia

    O grupo inclui alimentos como leite, iogurte e queijos, que são fontes de proteínas, cálcio e outros nutrientes importantes para o organismo.

    Uma porção pode corresponder a um copo de leite, uma unidade de iogurte ou uma determinada quantidade de queijo. Como a composição nutricional pode variar bastante entre os produtos, o tamanho considerado como uma porção também pode mudar.

    5. Carnes e ovos — 1 a 2 porções por dia

    O grupo inclui carnes bovinas e suínas, aves, peixes e ovos, alimentos que são importantes fontes de proteínas e também fornecem nutrientes como ferro e vitamina B12. Uma porção pode ser representada, por exemplo, por um bife, um filé de frango, uma porção de peixe ou ovos, de acordo com as quantidades estabelecidas pelo modelo da pirâmide.

    Além da quantidade, é importante variar as fontes de proteína e evitar o consumo frequente de carnes processadas.

    6. Leguminosas — 1 porção por dia

    As leguminosas, como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja, são alimentos ricos em proteínas vegetais, fibras, vitaminas e minerais.

    O feijão merece destaque por fazer parte da alimentação tradicional brasileira e combinar muito bem com o arroz. Uma porção pode corresponder a uma quantidade de feijão, lentilha, ervilha ou grão-de-bico cozidos.

    7. Óleos e gorduras — 1 a 2 porções por dia

    Azeite, óleos vegetais, manteiga e outras fontes de gordura fazem parte do grupo. As gorduras são importantes para o funcionamento do organismo, mas fornecem bastante energia em pequenas quantidades.

    Também é importante considerar que o óleo utilizado no preparo das refeições já contribui para a quantidade de gordura consumida ao longo do dia.

    8. Açúcares e doces — até 2 porções por dia

    O grupo reúne açúcar, mel, chocolates, doces, sorvetes e outros alimentos ricos em açúcares. Na pirâmide alimentar tradicional, eles aparecem no topo justamente porque devem ser consumidos em pequenas quantidades e com menor frequência em comparação aos alimentos dos outros grupos.

    Além do açúcar colocado no café ou em outras bebidas, é importante considerar o açúcar presente em alimentos e bebidas industrializadas.

    Grupo alimentar Porções por dia
    Cereais, tubérculos e raízes 5 a 9 porções por dia
    Hortaliças 4 a 5 porções por dia
    Frutas 3 a 5 porções por dia
    Leite e derivados 3 porções por dia
    Carnes e ovos 1 a 2 porções por dia
    Leguminosas 1 porção por dia
    Óleos e gorduras 1 a 2 porções por dia
    Açúcares e doces até 2 porções por dia

    Como calcular e medir as porções em casa?

    Não é necessário pesar tudo o que você come para ter uma ideia das quantidades. As próprias medidas usadas na cozinha, como colheres, copos, xícaras e conchas, podem ajudar a visualizar melhor as porções:

    • Palma da mão: pode servir como uma referência aproximada para o tamanho de uma porção de carne, frango ou peixe;
    • Mãos abertas em concha: ajudam a visualizar uma quantidade maior de verduras e outros vegetais;
    • Colheres de sopa: são úteis para medir alimentos como arroz, feijão e legumes cozidos;
    • Conchas: facilitam a medição de feijão, lentilha e outras preparações;
    • Copos e as xícaras: podem ser usados como referência para leite, iogurte, frutas picadas e outras preparações.

    As medidas facilitam a rotina, mas não precisam ser seguidas de maneira rígida. A quantidade adequada de alimentos depende das necessidades de cada pessoa.

    O que acontece se consumir porções a mais ou a menos?

    Ocasionalmente, consumir uma porção a mais ou a menos não costuma ser um problema, já que o mais importante é manter uma alimentação equilibrada ao longo do tempo.

    Mas, quando o excesso se torna frequente, principalmente de alimentos ricos em açúcares e gorduras, pode favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de alterações na glicemia e no colesterol.

    Por outro lado, consumir menos alimentos do que o organismo precisa por longos períodos pode diminuir a ingestão de energia e nutrientes importantes, favorecendo sintomas como cansaço e fraqueza, além de deficiências de vitaminas e minerais e perda de massa muscular.

    As porções da pirâmide, no entanto, são apenas uma referência geral, pois a quantidade adequada de alimentos varia conforme a idade, o nível de atividade física, o estado de saúde e as necessidades de cada pessoa.

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. Como distribuir as porções das refeições ao longo do dia?

    A pirâmide brasileira sugere fazer 6 refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia), distribuindo as porções dos grupos ao longo de todas elas.

    2. Uma porção de alimento equivale a quantos gramas?

    Varia de acordo com o grupo: enquanto uma porção de carnes equivale a cerca de 80g a 100g, uma porção de óleos vegetais equivale a cerca de 8g a 10g.

    3. Se eu comer 2 pães no café da manhã, quantas porções já consumi?

    Como 1 pão francês equivale a 1 porção do grupo dos cereais, comer 2 pães significa que você já consumiu 2 porções desse grupo.

    4. Quantas porções de proteína devo comer em uma única refeição?

    A recomendação geral é de 1 a 2 porções de carnes e ovos por dia, portanto costuma-se consumir 1 porção no almoço e 1 no jantar.

    5. O que acontece se eu ultrapassar a cota de 2 porções de doces?

    O consumo acima de 2 porções do grupo de açúcares gera excesso de calorias sem valor nutricional, o que favorece o ganho de peso e o aumento de gordura corporal.

    6. Posso juntar todas as porções de frutas para comer de uma só vez?

    O ideal é fracionar as 3 a 5 porções de frutas ao longo do dia (nos lanches e sobremesas) para manter o aporte contínuo de vitaminas e evitar picos de glicemia.

    Confira: Como a alimentação influencia o sistema imunológico (e fortalece as defesas do corpo)

  • Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda essa doença rara causada por príons 

    Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda essa doença rara causada por príons 

    Quando pensamos em doenças capazes de afetar rapidamente o cérebro, é natural imaginar vírus, bactérias, alterações genéticas ou mesmo doenças degenerativas mais conhecidas, como o Alzheimer. Mas existe um grupo extremamente raro de condições em que o problema começa de uma maneira muito diferente: uma proteína do próprio organismo muda de formato e passa a induzir outras proteínas a fazerem o mesmo.

    É o que acontece na doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara e grave provocada pelos chamados príons. À medida que essas proteínas anormais se acumulam, células do cérebro são danificadas e podem surgir perda de memória, alterações de comportamento, dificuldade para caminhar, problemas de coordenação e movimentos involuntários.

    Uma das características que mais chama atenção nessa doença é a velocidade: enquanto algumas doenças neurodegenerativas avançam durante anos, a doença de Creutzfeldt-Jakob pode provocar uma deterioração neurológica importante em questão de meses.

    O nome também pode despertar outra associação: a chamada “doença da vaca louca”. Embora exista uma relação histórica entre uma forma específica de doença priônica humana e a encefalopatia espongiforme bovina, essa não é a origem da grande maioria dos casos de Creutzfeldt-Jakob. Na maior parte das vezes, a doença surge espontaneamente, sem que se consiga identificar uma exposição responsável.

    Rara, pois ocorre aproximadamente na ordem de um caso por milhão de pessoas ao ano, a doença de Creutzfeldt-Jakob ainda não tem cura. Nas últimas décadas, porém, a medicina avançou bastante na capacidade de reconhecê-la ainda em vida.

    Exames de ressonância magnética e técnicas capazes de detectar a atividade associada aos príons ajudam hoje os médicos a diferenciar a doença de outras causas de deterioração neurológica rápida, inclusive algumas que podem ser tratadas.

    O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?

    A doença de Creutzfeldt-Jakob pertence a um grupo de condições chamadas doenças priônicas ou encefalopatias espongiformes transmissíveis. Isso significa que são doenças neurodegenerativas caracterizadas pelo acúmulo no sistema nervoso de formas anormais da proteína priônica, que existe normalmente no organismo.

    O problema começa quando essa proteína muda sua conformação, ou seja, passa a apresentar uma estrutura tridimensional anormal. A proteína alterada consegue induzir outras proteínas priônicas normais a também assumirem uma conformação inadequada.

    Cria-se, então, uma espécie de reação em cadeia.

    Progressivamente, essas proteínas se acumulam no cérebro e estão associadas à perda de neurônios e a alterações microscópicas que dão ao tecido cerebral uma aparência semelhante a uma esponja, daí o termo “encefalopatia espongiforme”.

    É justamente essa capacidade de uma proteína anormal favorecer a transformação de outras proteínas que torna os príons tão diferentes dos agentes infecciosos tradicionais.

    Afinal, o que é um príon?

    Normalmente, quando pensamos em uma doença transmissível, imaginamos algum organismo ou agente que carregue material genético, como vírus ou bactérias.

    O príon foge completamente dessa lógica.

    Ele é essencialmente uma proteína com conformação anormal. Diferentemente de vírus e bactérias, os príons não possuem DNA ou RNA. Ainda assim, determinadas formas anormais da proteína priônica conseguem atuar como um molde, fazendo proteínas normais assumirem a configuração inadequada.

    Com o tempo, esse processo leva ao acúmulo das proteínas alteradas e à morte de células nervosas.

    Outra particularidade é que os príons apresentam grande resistência a alguns métodos convencionais de descontaminação. Essa característica ajuda a explicar por que serviços de saúde adotam protocolos específicos para instrumentos que possam ter entrado em contato com tecidos de alto risco de pacientes com suspeita de doença priônica.

    Isso não significa, entretanto, que a doença de Creutzfeldt-Jakobseja facilmente transmitida de uma pessoa para outra. Na realidade, a transmissão entre pessoas é extremamente incomum e está relacionada a circunstâncias muito específicas, como contato direto durante cirurgias, por exemplo.

    A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma demência?

    A doença de Creutzfeldt-Jakob pode provocar uma demência que progride rapidamente, mas é bastante diferente das causas mais comuns de demência.

    Na doença de Alzheimer, por exemplo, o comprometimento cognitivo geralmente progride ao longo de anos. Na doença de Creutzfeldt-Jakob, alterações importantes podem surgir e avançar em semanas ou meses.

    A pessoa pode começar apresentando mudanças relativamente inespecíficas, como dificuldade de memória, confusão, alterações de comportamento ou problemas de equilíbrio. Em pouco tempo, outros sintomas neurológicos podem aparecer.

    É justamente essa velocidade de progressão que costuma chamar a atenção dos neurologistas.

    Entretanto, uma demência rapidamente progressiva não significa automaticamente doença de Creutzfeldt-Jakob. Doenças autoimunes, encefalites, alterações metabólicas, infecções, alguns tipos de câncer e outras condições neurológicas podem produzir quadros semelhantes, e algumas delas são tratáveis.

    Por isso, diante de uma deterioração neurológica rápida, a investigação médica precisa ser ampla antes que se chegue ao diagnóstico de uma doença priônica.

    Quais são os sintomas da doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Os sintomas podem variar conforme a forma da doença e as regiões cerebrais mais afetadas.

    Na doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica, uma apresentação típica envolve declínio cognitivo rapidamente progressivo associado ao desenvolvimento de outros sinais neurológicos.

    Entre as manifestações possíveis estão:

    • Perda progressiva da memória;
    • Confusão mental;
    • Mudanças de comportamento ou personalidade;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Perda de equilíbrio e coordenação;
    • Alterações visuais;
    • Rigidez muscular;
    • Movimentos involuntários rápidos, conhecidos como mioclonias;
    • Dificuldade para falar;
    • Comprometimento progressivo da capacidade de realizar atividades cotidianas.

    Nos estágios avançados, o comprometimento neurológico pode se tornar muito intenso. Algumas pessoas evoluem para um estado chamado mutismo acinético, no qual perdem a capacidade de falar e realizar movimentos voluntários, apesar de poderem permanecer aparentemente despertos.

    Uma das características mais marcantes da doença é justamente a rapidez dessa evolução.

    Os primeiros sintomas sempre são problemas de memória?

    Não. Embora o declínio cognitivo seja uma característica importante da doença de Creutzfeldt-Jakob, os primeiros sintomas podem ser bastante variados.

    Algumas pessoas inicialmente apresentam alterações de equilíbrio ou coordenação. Outras podem desenvolver mudanças comportamentais, alterações do sono, tontura, problemas visuais ou dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples.

    Isso pode tornar o diagnóstico particularmente difícil no começo.

    Além disso, diversas doenças neurológicas e psiquiátricas são muito mais frequentes e podem provocar manifestações semelhantes. Por esse motivo, os sintomas iniciais isoladamente não permitem diagnosticar a doença de Creutzfeldt-Jakob.

    A velocidade com que novas alterações aparecem e se acumulam costuma fornecer uma pista importante para a investigação.

    Existem diferentes tipos de doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Sim. E essa diferenciação é fundamental para entender a doença. A doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser dividida principalmente em formas esporádica, genética e adquirida. Entre as formas adquiridas estão a doença de Creutzfeldt-Jakob iatrogênica e a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob.

    Doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica

    É, de longe, a forma mais frequente. Aproximadamente 85% a 90% dos casos surgem de maneira esporádica, ou seja, sem uma mutação hereditária conhecida e sem exposição identificável a um príon externo.

    Nesses pacientes, acredita-se que uma proteína priônica normal adquira espontaneamente uma conformação anormal, iniciando o processo da doença.

    Por que isso acontece em uma determinada pessoa ainda não é completamente compreendido.

    Doença de Creutzfeldt-Jakob genética

    Uma parcela menor dos casos está relacionada a alterações no gene PRNP, responsável pela produção da proteína priônica. Nessas situações, a alteração genética aumenta a predisposição para que a proteína adquira uma conformação anormal.

    A existência de uma forma genética não significa que toda pessoa com doença de Creutzfeldt-Jakob tenha familiares com a doença. A forma esporádica continua sendo, com ampla diferença, a mais comum.

    Quando existe suspeita de uma doença priônica hereditária, aconselhamento genético e testes específicos podem fazer parte da investigação.

    Doença de Creutzfeldt-Jakob iatrogênica

    “Iatrogênica” significa que a transmissão ocorreu como consequência de uma intervenção médica.

    Historicamente, casos extremamente raros foram relacionados a determinados enxertos de dura-máter provenientes de cadáveres, transplantes de córnea, instrumentos neurocirúrgicos contaminados e hormônio do crescimento produzido a partir de hipófises humanas de cadáveres.

    Muitas dessas práticas foram abandonadas há décadas e protocolos modernos de segurança reduziram drasticamente esse risco.

    A possibilidade continua sendo relevante para a vigilância em saúde justamente porque os príons podem permanecer resistentes a métodos convencionais de esterilização.

    E a doença da “vaca louca”? É a mesma coisa?

    Não exatamente. Essa é provavelmente uma das maiores confusões envolvendo a doença de Creutzfeldt-Jakob.

    A chamada doença da vaca louca é a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), uma doença priônica que acomete bovinos.

    Durante a epidemia de BSE ocorrida principalmente no Reino Unido nas décadas de 1980 e 1990, descobriu-se que pessoas expostas a produtos bovinos contaminados poderiam desenvolver uma doença priônica denominada variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ).

    A variante, portanto, é diferente da forma esporádica clássica. Ela surgiu em pessoas geralmente mais jovens e apresenta características clínicas e neuropatológicas próprias.

    A Organização Mundial da Saúde considera o consumo de produtos contendo tecidos bovinos de risco contaminados pelo agente da BSE a principal via associada à variante da doença de Creutzfeldt-Jakob.

    Isso não significa que comer carne bovina normalmente provoque doença de Creutzfeldt-Jakob.

    Os sistemas modernos de vigilância sanitária, controle da alimentação dos animais e retirada de tecidos considerados de risco da cadeia alimentar foram desenvolvidos justamente para reduzir essa possibilidade.

    E, sobretudo, é importante reforçar: a imensa maioria dos casos de doença de Creutzfeldt-Jakob não tem relação com carne bovina ou com a doença da vaca louca.

    A doença de Creutzfeldt-Jakob passa de uma pessoa para outra?

    Nas situações cotidianas, não. A doença de Creutzfeldt-Jakob não é transmitida por abraço, beijo, tosse, espirro, compartilhamento de objetos, convivência familiar ou cuidado rotineiro de uma pessoa doente.

    Também não existe evidência de transmissão da forma esporádica por contato social comum.

    Os raríssimos casos adquiridos descritos ao longo da história envolveram exposição direta a determinados tecidos humanos contaminados ou procedimentos médicos muito específicos.

    Por isso, familiares e cuidadores não precisam se isolar da pessoa com doença de Creutzfeldt-Jakob.

    A preocupação com transmissão é principalmente uma questão de biossegurança em situações médicas específicas, particularmente quando determinados tecidos do sistema nervoso estão envolvidos.

    A doença é comum?

    Não. A doença de Creutzfeldt-Jakob é considerada extremamente rara. A incidência da forma esporádica fica aproximadamente na ordem de um caso por milhão de pessoas por ano, embora os números variem ligeiramente entre sistemas de vigilância e populações.

    Ela ocorre principalmente em adultos mais velhos, com pico de incidência nas décadas mais avançadas da vida.

    A variante associada à BSE é ainda mais rara e apresenta epidemiologia diferente.

    Portanto, apesar de a doença de Creutzfeldt-Jakob ser uma doença grave e chamar bastante atenção devido à sua evolução rápida, ela representa uma causa muito incomum de sintomas como esquecimento, desequilíbrio ou alterações de comportamento.

    Na enorme maioria das pessoas que apresentam esses sintomas, a explicação será outra, e muitas das possíveis causas têm tratamento.

    Como é feito o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Diagnosticar a doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser desafiador, especialmente nas fases iniciais.

    Isso acontece porque os primeiros sintomas podem se parecer com os de diversas outras doenças neurológicas. Alterações de memória, comportamento, equilíbrio e coordenação, por exemplo, não são exclusivas das doenças priônicas.

    Por isso, diante de uma suspeita de demência rapidamente progressiva, uma das prioridades é investigar outras condições que podem provocar sintomas semelhantes, principalmente aquelas que possuem tratamento.

    A avaliação pode envolver exames de sangue, ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma (EEG), punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano e testes específicos para doenças priônicas.

    O diagnóstico, portanto, não costuma depender de um único exame. Os médicos analisam o conjunto formado pela história clínica, velocidade de progressão dos sintomas, exame neurológico e resultados dos testes complementares.

    É preciso fazer uma biópsia do cérebro para diagnosticar?

    Na maioria das pessoas com suspeita de doença de Creutzfeldt-Jakob, não é necessário realizar uma biópsia cerebral apenas para estabelecer o diagnóstico clínico.

    A evolução das técnicas de ressonância e, principalmente, o desenvolvimento do RT-QuIC permitiram aumentar consideravelmente a precisão diagnóstica em vida sem recorrer a um procedimento invasivo no cérebro.

    A análise neuropatológica do tecido cerebral continua sendo a referência para a confirmação definitiva da doença, podendo ser realizada em circunstâncias específicas ou após a morte, por meio de autópsia.

    A decisão depende do contexto clínico e deve ser discutida por equipes especializadas.

    Por que é tão importante descartar outras doenças?

    Porque algumas condições que provocam demência rapidamente progressiva são tratáveis.

    Uma pessoa que apresenta deterioração cognitiva ao longo de semanas ou meses pode ter, além de uma doença priônica, condições como encefalites autoimunes ou infecciosas, distúrbios metabólicos, intoxicações, deficiências nutricionais e algumas doenças neoplásicas.

    Algumas delas podem melhorar significativamente quando identificadas e tratadas rapidamente.

    Por isso, mesmo quando a apresentação parece compatível com doença de Creutzfeldt-Jakob, a investigação não deve simplesmente parar nessa hipótese.

    O objetivo dos médicos é tanto procurar evidências de uma doença priônica quanto excluir diagnósticos alternativos potencialmente reversíveis.

    Existe tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Atualmente, não existe tratamento capaz de interromper ou reverter a progressão da doença de Creutzfeldt-Jakob.

    Também não existe medicamento aprovado capaz de eliminar os príons do cérebro ou impedir definitivamente que continuem induzindo outras proteínas a adquirir uma conformação anormal.

    Por isso, o tratamento é essencialmente de suporte e tem como objetivo proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente.

    Dependendo dos sintomas, podem ser utilizados medicamentos para controlar:

    • Dor;
    • Ansiedade e agitação;
    • Movimentos involuntários;
    • Rigidez;
    • Alterações do sono;
    • Outros sintomas que causem desconforto.

    À medida que a doença progride, podem surgir dificuldades para caminhar, falar, engolir e realizar atividades básicas.

    Nesse momento, cuidados de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte nutricional e cuidados paliativos podem assumir um papel cada vez mais importante.

    O acompanhamento da família também é fundamental, já que a velocidade de progressão da doença costuma tornar todo o processo particularmente difícil.

    Por que a doença de Creutzfeldt-Jakob progride tão rapidamente?

    Essa é uma das características que mais diferenciam a doença de Creutzfeldt-Jakob de outras doenças neurodegenerativas.

    Uma vez iniciado o processo de conversão das proteínas priônicas, as proteínas anormais favorecem a alteração de outras proteínas, permitindo que o processo se amplifique progressivamente.

    Ao mesmo tempo, acontece uma perda neuronal intensa em diferentes áreas do cérebro. Como resultado, funções cognitivas e neurológicas podem deteriorar-se em um intervalo relativamente curto.

    Enquanto doenças como Alzheimer e Parkinson geralmente evoluem durante muitos anos, a doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica costuma apresentar uma progressão muito mais rápida.

    Existem, porém, diferenças entre pacientes e entre os diversos subtipos de doenças priônicas.

    Qual é o prognóstico da doença?

    Infelizmente, a doença de Creutzfeldt-Jakob é fatal. Na forma esporádica, a evolução costuma acontecer ao longo de meses, embora a duração varie de pessoa para pessoa e alguns pacientes apresentem evolução mais prolongada.

    Com o avanço da doença, a pessoa perde progressivamente sua autonomia. Dificuldades para caminhar e falar tornam-se mais intensas, a capacidade cognitiva se deteriora e podem aparecer problemas para engolir.

    Nos estágios avançados, muitos pacientes permanecem acamados e completamente dependentes de cuidados. Complicações relacionadas à imobilidade e à dificuldade de deglutição, como infecções respiratórias por aspiração, podem ocorrer durante a evolução.

    Essa rapidez torna particularmente importante que familiares e equipe médica conversem precocemente sobre objetivos de cuidado, conforto e preferências do paciente sempre que isso for possível.

    É possível prevenir a doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Para a forma esporádica, que corresponde à grande maioria dos casos, não existe atualmente uma estratégia conhecida de prevenção.

    Isso acontece justamente porque a doença surge espontaneamente, sem um comportamento ou exposição identificável que possa ser evitado.

    Não há evidências de que alimentação, exercício físico, suplementos ou qualquer outro hábito de vida consiga impedir especificamente o aparecimento da doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica.

    Já as formas adquiridas são outra história. Protocolos de segurança desenvolvidos nas últimas décadas reduziram o risco de transmissão por procedimentos médicos. Serviços de saúde também seguem medidas especiais para manipulação e descontaminação de instrumentos potencialmente expostos a tecidos de maior infectividade.

    Uma pessoa com doença de Creutzfeldt-Jakob precisa ficar isolada?

    Não. A convivência cotidiana com uma pessoa que tem doença de Creutzfeldt-Jakob não representa a forma de transmissão observada nas doenças priônicas humanas.

    Abraçar, tocar, conversar, compartilhar o mesmo ambiente ou prestar cuidados cotidianos não transmite a doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica. Portanto, não existe motivo para afastar familiares ou restringir o contato afetivo com o paciente.

    As precauções especiais dizem respeito principalmente a situações médicas envolvendo determinados tecidos com potencial de infectividade, especialmente tecidos do sistema nervoso, e são responsabilidade dos serviços de saúde.

    Essa diferenciação é importante para evitar estigma e medo desnecessários em torno de uma doença que já é emocionalmente difícil para pacientes e familiares.

    Quando uma demência rapidamente progressiva deve ser investigada?

    Esquecimentos ocasionais são extremamente comuns e, isoladamente, não devem levar alguém a suspeitar de doença de Creutzfeldt-Jakob.

    O que chama atenção na doença de Creutzfeldt-Jakob é a progressão rápida e contínua de múltiplas alterações neurológicas.

    Uma avaliação médica torna-se particularmente importante quando uma pessoa apresenta, ao longo de semanas ou poucos meses, piora evidente da memória ou do raciocínio acompanhada de alterações como dificuldade para caminhar, perda de coordenação, movimentos involuntários, problemas visuais, mudanças marcantes de comportamento ou perda rápida de autonomia.

    Mesmo nessas circunstâncias, a doença de Creutzfeldt-Jakob continua sendo apenas uma entre várias possibilidades.

    Como existem causas tratáveis de deterioração neurológica rápida, procurar avaliação médica precocemente é fundamental.

    Leia também: Delirium não é demência: entenda mais sobre esse tipo de confusão mental

    Perguntas frequentes sobre a doença de Creutzfeldt-Jakob

    1. A doença de Creutzfeldt-Jakob é contagiosa?

    Não da maneira como entendemos normalmente uma doença contagiosa. A doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica não é transmitida por contato cotidiano, tosse, espirro, abraço ou convivência com o paciente. Casos adquiridos ocorreram em circunstâncias médicas muito específicas.

    2. A doença de Creutzfeldt-Jakob é a mesma coisa que doença da vaca louca?

    Não. A doença da vaca louca é a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), que afeta bovinos. A exposição ao agente da BSE foi relacionada à variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, que é diferente da forma esporádica clássica e extremamente rara.

    3. A doença pode ser hereditária?

    Algumas doenças priônicas estão associadas a variantes patogênicas no gene PRNP e podem ocorrer em famílias. Entretanto, a grande maioria dos casos de doença de Creutzfeldt-Jakob é esporádica e não decorre de uma mutação hereditária conhecida.

    4. A doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser confundida com Alzheimer?

    Nas fases iniciais, algumas manifestações cognitivas podem levantar diferentes hipóteses diagnósticas. Entretanto, a doença de Creutzfeldt-Jakob geralmente progride muito mais rapidamente. Enquanto o Alzheimer costuma evoluir ao longo de anos, a doença de Creutzfeldt-Jakob pode provocar deterioração neurológica importante em meses.

    5. Existe exame de sangue para diagnosticar a doença de Creutzfeldt-Jakob?

    A investigação atualmente depende principalmente da avaliação clínica, ressonância magnética e análise de biomarcadores, especialmente no líquido cefalorraquidiano. Exames de sangue também podem ser solicitados para procurar outras causas dos sintomas, mas não existe um exame sanguíneo de rotina que, sozinho, confirme a doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica.

    6. Existe cura para a doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Atualmente, não. O tratamento busca controlar sintomas, proporcionar conforto e oferecer suporte ao paciente e à família.

    7. É possível pegar doença de Creutzfeldt-Jakob convivendo com uma pessoa doente?

    Não há evidência de transmissão da doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica por contato social cotidiano. Familiares podem abraçar, tocar e conviver normalmente com a pessoa.

    8. Todo caso de demência que evolui rapidamente pode ser doença de Creutzfeldt-Jakob?

    Não. Existem diversas causas de demência rapidamente progressiva, inclusive doenças autoimunes, infecciosas, metabólicas e tóxicas. Algumas são tratáveis, razão pela qual uma investigação médica abrangente é tão importante.

    Confira: É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

  • Café preto em jejum faz mal? Descubra o que acontece com o seu estômago logo cedo

    Café preto em jejum faz mal? Descubra o que acontece com o seu estômago logo cedo

    No Brasil, há quem não consiga começar o dia sem um cafezinho, seja para despertar, ter mais disposição ou simplesmente por já fazer parte da rotina. O café ajuda a aumentar o estado de alerta e pode dar aquela sensação de energia necessária para enfrentar o trânsito e começar o dia de trabalho.

    Mas, para algumas pessoas, tomar café de estômago vazio pode aumentar o desconforto digestivo, principalmente quando o hábito vem acompanhado de uma rotina estressante. A bebida pode estimular a produção de ácido no estômago e favorecer sintomas como queimação, azia, enjoo e refluxo. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que o café em jejum faz mal para o estômago?

    O café possui diferentes compostos que podem interferir no funcionamento do sistema digestivo, inclusive a cafeína. A bebida pode estimular a produção de ácido gástrico, que participa da digestão dos alimentos.

    Quando você toma café em jejum, não há alimentos no estômago naquele momento. Em algumas pessoas, principalmente nas mais sensíveis, o aumento da acidez pode provocar desconfortos como queimação, dor na parte superior da barriga, azia e enjoo.

    O café também pode favorecer os sintomas de refluxo em algumas pessoas, porque a bebida pode interferir no funcionamento do esfíncter esofágico inferior, uma espécie de válvula localizada entre o esôfago e o estômago.

    Quando o mecanismo não funciona adequadamente, o conteúdo ácido do estômago consegue voltar para o esôfago, provocando azia e sensação de queimação.

    Vale destacar que a resposta pode variar de pessoa para pessoa: enquanto algumas conseguem tomar café em jejum sem sentir nada, outras apresentam desconforto mesmo após pequenas quantidades.

    O papel do estresse matinal e da rotina de trabalho

    O estresse também pode interferir no funcionamento do sistema digestivo, pois ativa uma série de respostas no organismo que envolvem o sistema nervoso e a liberação de hormônios.

    O corpo entra em estado de alerta e passa a priorizar funções importantes para aquele momento, como a atenção e a capacidade de reagir rapidamente, enquanto a digestão pode ficar mais lenta ou desregulada.

    Além disso, os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estado de alerta, aumentam naturalmente pela manhã. Quando você já acorda preocupada ou ansiosa, o estresse pode contribuir para alterações no funcionamento do sistema digestivo e aumentar a percepção de sintomas como dor, queimação e desconforto abdominal.

    Sintomas que indicam que o café já está prejudicando seu estômago

    Algumas pessoas apresentam sintomas mais leves depois de tomar café, principalmente em jejum, como:

    • Dor ou sensação de queimação: desconforto na parte superior da barriga, região popularmente conhecida como “boca do estômago”;
    • Azia e gosto ácido na boca: sensação de ardor que pode subir do estômago em direção ao peito e à garganta;
    • Náusea ou enjoo: sensação de estômago embrulhado depois de tomar café;
    • Estufamento: sensação de barriga cheia, acompanhada ou não de gases e arrotos;
    • Vontade de evacuar: o café pode estimular os movimentos do intestino e fazer algumas pessoas sentirem necessidade de ir ao banheiro pouco tempo depois.

    Se os sintomas aparecem com frequência ou pioram após o consumo da bebida, vale observar a quantidade de café ingerida e o momento em que ele é consumido.

    Como tomar café da manhã sem prejudicar a saúde?

    Você não precisa parar de beber o café se a bebida não está causando problemas. Para quem percebe desconfortos, algumas mudanças simples na rotina podem ajudar.

    O que comer antes do café?

    Se tomar café em jejum provoca sintomas, uma opção é fazer uma pequena refeição antes ou consumir a bebida junto com o café da manhã. Veja algumas dicas:

    • Carboidratos e fibras: pão integral, aveia e outros cereais podem fazer parte da primeira refeição do dia;
    • Proteínas: ovos, iogurte e queijos podem ajudar a compor um café da manhã mais completo;
    • Frutas: banana, mamão, maçã e outras frutas podem ser consumidas antes ou junto com o café, de acordo com a tolerância de cada pessoa.

    Se o café em jejum não provoca nenhum sintoma, o hábito não necessariamente representa um problema e você não precisa deixar de consumir a bebida em jejum.

    O que fazer se o café provoca desconforto?

    Quem percebe que o café piora a azia, a queimação ou outros sintomas pode testar algumas mudanças:

    • Reduzir a quantidade: diminuir o número de xícaras ou preparar um café menos concentrado pode ajudar;
    • Evitar tomar em jejum: consumir a bebida junto com uma refeição pode ser melhor tolerado por algumas pessoas;
    • Experimentar o café descafeinado: a redução da cafeína pode ajudar quem apresenta sensibilidade à substância;
    • Observar outros gatilhos: álcool, cigarro, alimentos muito gordurosos, refeições grandes e alguns medicamentos também podem piorar os sintomas digestivos;
    • Beber água ao longo do dia: manter uma boa hidratação é importante para o funcionamento geral do organismo.

    Também vale lembrar que adicionar leite não torna o café automaticamente seguro para quem apresenta gastrite ou refluxo. A tolerância depende de cada pessoa e, em alguns casos, determinados tipos de leite também podem causar desconforto.

    Se a dor no estômago, a queimação, a azia ou o enjoo aparecem com frequência, é importante procurar um gastroenterologista ou clínico geral. O médico poderá investigar outras possíveis causas, como refluxo gastroesofágico, gastrite, úlcera ou infecção por H. pylori, e indicar o tratamento adequado.

    Veja também: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Perguntas frequentes

    1. Quem já tem gastrite precisa parar de tomar café para sempre?

    Nem sempre. Na fase aguda (de dor forte), o ideal é cortar. Na fase de controle, muitas pessoas conseguem consumir pequenas quantidades após uma refeição balanceada.

    2. Café descafeinado também faz mal para o estômago em jejum?

    Sim. Embora a cafeína seja um grande estimulante ácido, o café contém outros compostos e ácidos naturais que continuam irritando a mucosa gástrica se ingeridos em jejum.

    3. Por que sinto vontade urgente de ir ao banheiro logo após o café matinal?

    A cafeína estimula as contrações dos músculos do cólon (movimentos peristálticos). Em jejum, o efeito é ainda mais rápido e intenso.

    4. Qual o limite máximo de café por dia?

    Para a maioria dos adultos saudáveis, o limite seguro é de até 400 mg de cafeína por dia, o que equivale a cerca de 4 xícaras de café coado (240 ml cada) ou 5 xícaras de expresso.

    5. O tipo de torra do café influencia na dor de estômago?

    Sim. Cafés de torra muito escura contêm mais compostos resultantes da carbonização que podem irritar a mucosa, enquanto os de torra média tendem a ser mais equilibrados.

    6. Tomar remédio para gastrite (como omeprazol) permite beber café em jejum?

    Não é recomendado. O remédio reduz a acidez gástrica, mas a cafeína continua estimulando a mucosa e relaxando o esfíncter do esôfago, mantendo a agressão ao estômago.

    7. Quanto tempo o estômago leva para se recuperar das agressões do café em jejum?

    Ao adotar hábitos saudáveis (comer antes do café e reduzir a acidez), a mucosa gástrica costuma apresentar melhora nos sintomas de irritação em poucas semanas.

    Confira: Gastrite nervosa: o que é, sintomas e como aliviar

  • Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas 

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas 

    O coração nem sempre mostra seus segredos durante os minutos de uma consulta médica ou em um eletrocardiograma comum. Algumas alterações, como arritmias e pausas nos batimentos, acontecem de forma intermitente e podem não aparecer no exame convencional.

    Nesses casos, o Holter 24h é indicado. Esse exame registra continuamente a atividade elétrica do coração ao longo de um dia inteiro e é considerado uma ferramenta essencial para avaliar palpitações, arritmias e outras alterações que surgem em momentos específicos da rotina.

    O que é o Holter 24h?

    O Holter 24h é um exame que monitora de forma contínua a atividade elétrica cardíaca por 24 horas ou mais (há versões de até 48h ou 72h). Ele funciona como um eletrocardiograma portátil, permitindo observar como o coração se comporta durante as atividades diárias e também durante o sono.

    Como o exame é feito?

    • A pessoa vai até o consultório ou laboratório para instalar o aparelho;
    • Pequenos eletrodos são fixados no peito e conectados a um gravador portátil preso à cintura, ombro ou peito;
    • O equipamento registra todos os batimentos cardíacos por 24 horas;
    • O paciente deve manter um diário com atividades, horários de alimentação e sintomas;
    • Após 24 horas, o aparelho é retirado para análise dos registros.

    Leia mais: Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Para que serve o Holter 24h?

    O exame pode ser solicitado para:

    • Investigar arritmias cardíacas;
    • Avaliar sintomas como palpitação, tontura, desmaios e sensação de coração acelerado;
    • Monitorar se medicamentos para controlar os batimentos estão funcionando;
    • Observar o funcionamento de dispositivos como marcapassos;
    • Detectar alterações que não aparecem em exames de curta duração, como o eletrocardiograma.

    Veja mais: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

    Quem deve fazer o Holter 24h?

    O cardiologista pode recomendar o exame para pessoas com:

    • Palpitações frequentes;
    • Desmaios sem causa aparente;
    • Tonturas ou sensação de fraqueza;
    • Histórico de arritmias ou doenças cardíacas;
    • Acompanhamento após cirurgias cardíacas ou implante de marcapasso.

    Perguntas frequentes sobre Holter 24h

    1. O Holter 24h dói?

    Não. O exame é indolor e não invasivo.

    2. Posso tomar banho durante o exame?

    Não. O aparelho não pode ser molhado. O banho deve ser feito apenas após a retirada do equipamento.

    3. O Holter atrapalha o sono?

    Os aparelhos atuais são pequenos, então raramente atrapalham o sono.

    4. Crianças podem usar o Holter 24h?

    Sim. O exame é seguro em qualquer idade, desde que indicado pelo médico.

    5. O resultado sai na hora?

    Não. Os registros precisam ser analisados pelo cardiologista, que emite o laudo posteriormente.

    6. O Holter substitui o eletrocardiograma comum?

    Não. O exame é complementar: o ECG mostra um retrato do momento, enquanto o Holter acompanha o coração por um período mais longo.

    7. É possível usar o Holter por mais de 24 horas?

    Sim. Existem versões de 48h ou 72h, de acordo com a necessidade e indicação médica.

    Confira: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

  • Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Apesar de ser mais conhecida como um hormônio masculino, a testosterona também é produzida naturalmente pelas mulheres, principalmente nos ovários e nas glândulas suprarrenais, mas em quantidades bem menores.

    No corpo feminino, o hormônio participa de várias funções, como a manutenção dos músculos e dos ossos, o metabolismo e a função sexual.

    Nos últimos anos, a suplementação de testosterona ganhou espaço com promessas de aumentar a libido e a disposição, ajudar no emagrecimento e facilitar o ganho de massa muscular. Os “chips da beleza” e os implantes personalizados são alguns exemplos divulgados nas redes sociais e em clínicas de estética e bem-estar.

    Com tantas promessas, pode parecer que usar testosterona é uma forma simples de melhorar a saúde e a qualidade de vida. Mas, na prática, a suplementação é indicada apenas em situações específicas, e o uso sem necessidade ou em doses elevadas pode causar efeitos colaterais importantes.

    Para que serve a testosterona no corpo da mulher?

    No organismo feminino, a testosterona participa de diferentes funções relacionadas ao equilíbrio hormonal, ao metabolismo, à manutenção da massa muscular e da força, à saúde dos ossos e à função sexual, além de contribuir para alguns processos ligados à disposição e ao bem-estar.

    Por ser um hormônio androgênico, a testosterona precisa permanecer dentro dos níveis fisiológicos esperados para as mulheres, já que tanto a produção natural quanto o uso externo em quantidades elevadas podem causar mudanças no organismo.

    Quando as concentrações ficam muito acima do adequado, podem surgir alterações na pele, nos cabelos, na distribuição dos pelos e até na voz, além de possíveis impactos no sistema cardiovascular e no metabolismo.

    É preciso fazer exame para medir a testosterona feminina?

    O exame de testosterona não é indicado como teste de rotina para mulheres, principalmente porque um valor isolado no exame não permite determinar, com segurança, se existe falta do hormônio no organismo feminino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a dosagem da testosterona deve ser solicitada de acordo com a avaliação médica e, principalmente, quando existem sinais ou sintomas que levantam a suspeita de alguma condição capaz de alterar os níveis hormonais.

    A investigação não deve se basear apenas em sintomas inespecíficos, como cansaço, falta de disposição ou redução da libido, já que diferentes fatores físicos, emocionais e relacionados ao estilo de vida também podem provocar sinais semelhantes.

    Por que os exames comuns de laboratório não são confiáveis para mulheres?

    Uma das dificuldades para avaliar níveis muito baixos de testosterona está relacionada ao próprio método utilizado pelos laboratórios. Andreia explica que muitos exames convencionais foram desenvolvidos principalmente para analisar concentrações encontradas no organismo masculino, que costumam ser muito superiores às observadas nas mulheres.

    Quando os mesmos métodos são utilizados para medir concentrações naturalmente muito baixas, a precisão pode ser menor, porque determinados exames não apresentam sensibilidade suficiente para diferenciar pequenas variações dentro da faixa feminina.

    Na prática, a margem de erro pode deixar mais difícil a interpretação dos valores e impedir que um número isolado seja usado para diagnosticar uma suposta deficiência de testosterona em mulheres.

    Quando a dosagem de testosterona é indicada?

    A dosagem da testosterona pode ser útil principalmente quando existe a suspeita de níveis elevados do hormônio, especialmente diante de sinais como aumento de pelos em áreas incomuns, acne intensa, queda de cabelo, alterações menstruais ou outras manifestações relacionadas ao excesso de andrógenos.

    Andreia esclarece que o exame pode fazer parte da investigação de doenças capazes de aumentar a produção de testosterona, incluindo alterações nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, algumas doenças ovarianas e condições metabólicas.

    A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, pode estar associada ao aumento dos níveis de andrógenos e, dependendo dos sintomas apresentados pela paciente, a dosagem hormonal pode ajudar o médico a complementar a investigação.

    Quando o excesso é identificado, o tratamento depende da causa e pode envolver medidas destinadas a controlar a produção hormonal ou reduzir os efeitos provocados pelos níveis elevados.

    Quando a suplementação de testosterona é realmente necessária?

    A suplementação de testosterona em mulheres possui indicações bastante restritas e deve ser realizada somente após uma avaliação médica cuidadosa, que considere os sintomas, o histórico de saúde e as possíveis causas das alterações apresentadas.

    Segundo a especialista, a única indicação com respaldo científico está relacionada ao Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), em mulheres na pós-menopausa, sempre utilizando doses baixas e próximas das concentrações fisiológicas femininas.

    Por outro lado, o uso da testosterona apenas com a promessa de melhorar a disposição, aumentar a energia, facilitar o ganho de massa muscular ou recuperar a libido, sem uma investigação adequada, não conta com respaldo científico e pode expor a mulher a riscos desnecessários.

    Na prática, algumas mulheres podem perceber mudanças na energia, na disposição ou no desejo sexual durante o uso, mas uma melhora percebida não significa necessariamente que havia falta de testosterona ou que a suplementação seja indicada.

    Diferença da reposição de estrogênio no climatério e a suplementação de testosterona

    A principal diferença está no objetivo de cada tratamento e nas situações em que os hormônios são indicados. No climatério e na menopausa, a produção de estrogênio diminui naturalmente, o que pode favorecer sintomas como ondas de calor, alterações no sono, ressecamento vaginal e desconforto durante as relações sexuais.

    Quando há indicação médica, a terapia hormonal com estrogênio pode ajudar a controlar os sintomas relacionados à queda hormonal e melhorar a qualidade de vida.

    Já a suplementação de testosterona não é indicada de forma rotineira para tratar os sintomas do climatério, nem deve ser utilizada apenas para aumentar a disposição, melhorar o desempenho físico ou facilitar o ganho de massa muscular.

    Nas mulheres, o uso possui indicações bastante específicas e deve ser feito em doses baixas, com acompanhamento médico.

    Riscos do excesso de testosterona no organismo feminino

    A presença de testosterona em níveis muito superiores aos fisiológicos pode provocar diferentes alterações no organismo feminino, como:

    • Queda acentuada de cabelo, acompanhada pelo aumento da acne e da oleosidade da pele;
    • Hirsutismo, caracterizado pelo crescimento de pelos grossos em áreas como o rosto, o tórax e outras regiões em que os pelos costumam ser menos frequentes nas mulheres;
    • Aumento do risco de alterações cardiovasculares e mudanças nas taxas de colesterol;
    • Clitoromegalia, caracterizada pelo aumento do tamanho do clitóris, além do engrossamento da voz.

    Algumas alterações relacionadas à pele e aos cabelos podem diminuir depois da interrupção do uso do hormônio, mas mudanças como o engrossamento da voz e o aumento do clitóris podem ser irreversíveis.

    Como identificar e evitar golpes com hormônios?

    Os tratamentos hormonais devem ser indicados por um médico, de acordo com os sintomas, o histórico de saúde e, quando necessário, os exames.

    Os “chips da beleza”, a “modulação hormonal” e os implantes personalizados podem parecer atraentes, mas isso não significa que tenham eficácia comprovada ou segurança estabelecida, principalmente quando envolvem promessas de mais disposição, emagrecimento, aumento da libido ou ganho de massa muscular.

    Para reduzir o risco de aderir a tratamentos inadequados, alguns sinais merecem atenção:

    • Promessas milagrosas: tratamentos que prometem ganho rápido de massa muscular, aumento imediato da energia, emagrecimento ou melhora da libido sem uma investigação completa das causas dos sintomas;
    • Uso de anabolizantes associados: prescrições que combinam testosterona com substâncias como gestrinona ou oxandrolona podem aumentar os riscos à saúde e precisam de uma avaliação médica criteriosa;
    • Doses não estudadas: concentrações muito superiores às fisiológicas podem provocar efeitos colaterais importantes e possuem riscos que ainda não são totalmente conhecidos no uso prolongado;
    • Profissionais sem formação adequada: os tratamentos hormonais devem ser conduzidos por médicos capacitados para avaliar alterações hormonais, identificar contraindicações e acompanhar possíveis efeitos adversos.

    Queda da libido nem sempre é problema hormonal

    Segundo Andreia, a libido é influenciada por diferentes fatores e depende não apenas das condições físicas, mas também do bem-estar emocional, da saúde mental, da qualidade dos relacionamentos, da rotina e da forma como cada pessoa vivencia a própria sexualidade.

    Quando a redução do desejo está ligada a fatores emocionais, psicológicos ou relacionados à rotina, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, mudanças no estilo de vida, revisão de medicamentos e outras estratégias definidas de acordo com cada caso, sem que o uso de hormônios seja necessariamente indicado.

    Quando procurar um médico especialista?

    A consulta com um ginecologista ou endocrinologista pode ser indicada quando aparecem alterações menstruais, sinais de excesso de pelos, queda intensa de cabelo, acne importante, sintomas intensos durante o climatério ou mudanças persistentes na libido e na qualidade de vida.

    Durante a avaliação, o profissional poderá investigar diferentes causas para os sintomas, analisar o histórico de saúde, revisar os medicamentos utilizados e solicitar exames quando houver indicação clínica.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    1. Usar testosterona ajuda a emagrecer ou ganhar massa magra com segurança?

    Não de forma segura. O uso focado em fins estéticos exige doses acima do normal, o que traz riscos graves à saúde.

    2. O que são os chamados “chips da beleza”?

    São implantes hormonais manipulados que prometem fins estéticos e de libido, mas que não possuem regulamentação ou segurança comprovada.

    3. Quais são os riscos da testosterona para o coração?

    Doses altas alteram o perfil de colesterol (reduzem o HDL e elevam o LDL) e aumentam o risco de hipertensão e eventos cardiovasculares.

    4. A testosterona pode ser associada a anabolizantes como oxandrolona ou gestrinona?

    Não é recomendado, pois a mistura potencializa a toxicidade no fígado e eleva o risco do desenvolvimento de tumores hepáticos e de mama.

    5. A reposição de estrogênio na menopausa é a mesma coisa que tomar testosterona?

    Não. A reposição clássica utiliza estrogênio (e progesterona, quando necessário) para tratar fogachos e ressecamento; a testosterona é apenas um adjuvante pontual.

    6. Remédios de uso contínuo podem afetar a libido feminina?

    Sim. Antidepressivos, anti-hipertensivos e anticoncepcionais orais estão entre os medicamentos que frequentemente reduzem o desejo sexual.

    7. Qual profissional deve avaliar a necessidade desse hormônio?

    O acompanhamento deve ser feito estritamente por um ginecologista ou endocrinologista atualizado pelas diretrizes das sociedades médicas oficiais.

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

  • Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Quem passa boa parte do dia trabalhando sentado, seja em casa ou no escritório, provavelmente já viu aquele apoio para os pés embaixo da mesa e pensou: será que isso realmente serve para alguma coisa? Apesar de parecer apenas mais um acessório ergonômico, ele pode ajudar a deixar a postura mais confortável e evitar que os pés fiquem sem apoio durante horas.

    Para a circulação, porém, existe um detalhe importante: as pernas precisam se movimentar. A musculatura da panturrilha ajuda a empurrar o sangue de volta para o coração e, quando passamos muito tempo sentados e quase sem nos mexer, o retorno venoso pode ficar mais lento.

    Mas será que usar um apoio para os pés realmente ajuda a circulação ou o benefício é apenas para a postura? Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o apoio para os pés?

    O apoio para os pés é um acessório usado para deixar os pés bem apoiados enquanto a pessoa está sentada, principalmente quando eles não conseguem encostar completamente no chão. Ele ajuda a manter uma postura mais confortável, evitando que as pernas fiquem penduradas e diminuindo a pressão na parte de trás das coxas.

    Quando os pés ficam pendurados, a pessoa pode acabar escorregando na cadeira, inclinando o corpo para a frente ou adotando outras posições desconfortáveis para conseguir se apoiar. Com o suporte, fica mais fácil distribuir o peso do corpo e permanecer sentado de maneira confortável.

    Afinal, o apoio para os pés é frescura ou realmente funciona?

    O apoio para os pés realmente pode ajudar, principalmente para quem não consegue manter os dois pés totalmente apoiados no chão depois de ajustar a cadeira na altura correta da mesa.

    Quando os pés ficam pendurados, a borda da cadeira pode aumentar a pressão na parte de trás das coxas, causando desconforto e dificultando a circulação das pernas. Além disso, sem um ponto firme de apoio, a pessoa tende a procurar outras posições para ficar confortável, o que pode favorecer uma postura inadequada ao longo do dia.

    O acessório também permite movimentar os pés e os tornozelos com mais facilidade, o que ajuda a ativar os músculos das pernas e favorece a circulação, principalmente para quem trabalha várias horas sentado.

    Principais benefícios para o retorno venoso e para o corpo

    O apoio para os pés pode trazer diferentes benefícios para quem fica sentado durante boa parte do dia, principalmente quando a cadeira é alta e os pés não alcançam completamente o chão, como:

    • Melhora o apoio das pernas: evita que os pés fiquem pendurados e diminui a pressão na parte de trás das coxas;
    • Ajuda na circulação: uma posição mais confortável das pernas, associada aos movimentos dos pés e tornozelos, favorece o retorno do sangue;
    • Diminui o desconforto nas pernas: pode ajudar a reduzir a sensação de peso e cansaço causada por permanecer muito tempo na mesma posição;
    • Melhora a postura: com os pés bem apoiados, fica mais fácil manter o quadril e as costas em uma posição confortável;
    • Pode diminuir o desconforto na lombar: o apoio adequado dos pés ajuda a evitar que a pessoa escorregue ou fique torta na cadeira.

    Quem precisa usar o apoio para os pés?

    O apoio não é obrigatório para todo mundo. Se você consegue manter os pés totalmente apoiados no chão enquanto a cadeira está ajustada corretamente para a mesa, provavelmente não precisa do acessório.

    Ele pode ser especialmente útil para:

    • Pessoas mais baixas: principalmente quando os pés ficam pendurados depois que a cadeira é ajustada na altura da mesa;
    • Quem trabalha várias horas sentado: o suporte pode deixar a posição mais confortável ao longo do expediente;
    • Quem sente desconforto nas pernas: principalmente quando ficar sentado por muito tempo provoca sensação de peso ou incômodo;
    • Quem sente desconforto na lombar: manter os pés apoiados pode ajudar a melhorar a posição do corpo na cadeira.

    Como escolher e ajustar o apoio para os pés?

    Primeiro de tudo, o apoio para os pés precisa ter uma altura confortável e permitir que os dois pés fiquem completamente apoiados. O ideal é escolher um modelo com altura e inclinação ajustáveis, que possa ser adaptado à altura da pessoa e da cadeira, além de uma superfície antiderrapante para evitar que os pés escorreguem.

    A plataforma também deve ter espaço suficiente para acomodar os dois pés confortavelmente. Na hora de ajustar, os joelhos devem ficar aproximadamente na altura do quadril, sem que a borda da cadeira pressione a parte de trás das coxas.

    O mais importante é encontrar uma posição confortável, sem precisar esticar, encolher ou manter as pernas em uma posição forçada.

    Outros hábitos que ajudam a circulação das pernas

    Para melhorar a circulação nas pernas, é importante adotar medidas como:

    1. Faça pequenas pausas

    Levante da cadeira algumas vezes ao longo do expediente e caminhe um pouco pelo ambiente, mesmo que seja apenas por alguns minutos. As pequenas pausas ajudam a movimentar as pernas, ativar os músculos e evitar o desconforto causado por ficar sentado durante várias horas seguidas.

    2. Movimente os tornozelos

    Mesmo enquanto estiver sentado, procure movimentar os pés e os tornozelos ao longo do dia. Você pode levantar e abaixar as pontas dos pés ou fazer pequenos movimentos circulares, ajudando a ativar os músculos da panturrilha e favorecer a circulação das pernas.

    3. Evite ficar muito tempo na mesma posição

    Mesmo com uma cadeira confortável e um apoio para os pés adequado, permanecer várias horas na mesma posição pode causar dores e desconforto. Tente alternar a postura durante o expediente e aproveite pequenas pausas para levantar, caminhar ou alongar o corpo.

    4. Beba água regularmente

    Durante a correria do trabalho, é fácil esquecer de beber água, principalmente quando você permanece várias horas sentado. Deixar uma garrafa por perto pode ajudar a manter uma boa hidratação ao longo do dia e criar pequenos momentos para fazer uma pausa na rotina.

    5. Evite cruzar as pernas por muito tempo

    Cruzar as pernas por alguns minutos não costuma ser um problema, mas permanecer muito tempo na mesma posição pode aumentar o desconforto e a pressão em algumas regiões. O ideal é mudar a posição das pernas regularmente e manter os dois pés apoiados sempre que possível.

    Quando ir ao médico?

    O desconforto nas pernas depois de ficar muito tempo sentado costuma melhorar ao levantar, caminhar e mudar de posição. Mas se você apresentar os seguintes sinais, é importante procurar um médico:

    • Inchaço frequente nas pernas ou nos tornozelos;
    • Dor nas pernas que persiste mesmo após levantar e caminhar;
    • Varizes acompanhadas de dor, inchaço ou sensação de peso;
    • Formigamento ou dormência frequente nas pernas e nos pés;
    • Mudanças na cor ou na temperatura da pele;
    • Inchaço repentino em apenas uma perna, principalmente acompanhado de dor, vermelhidão ou calor.

    O inchaço repentino em uma única perna, principalmente quando aparece com dor, vermelhidão ou calor, precisa de avaliação médica rápida, pois pode ser sinal de um problema mais sério na circulação, como a trombose venosa profunda.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a altura ideal para o apoio dos pés?

    A altura ideal é aquela que permite que seus pés fiquem apoiados enquanto seus joelhos formam um ângulo de aproximadamente 90° em relação ao quadril.

    2. Como saber se preciso de um apoio para os pés?

    Se ao sentar seus pés ficam flutuando, tocando apenas as pontas no chão, ou se você sente pernas pesadas, inchaço e dor lombar no fim do dia, você precisa do apoio.

    3. Quem é alto precisa de apoio para os pés?

    Depende. Se a mesa de trabalho for muito alta e exigir que a cadeira seja elevada a ponto de os pés do usuário alto perderem o contato total com o chão, o apoio será necessário.

    4. Posso usar o apoio para os pés descalço?

    Sim, desde que o material seja confortável, higienizável e antiderrapante para evitar movimentos bruscos ou torções acidentais.

    5. Grávidas podem usar o apoio para os pés?

    Sim, é altamente recomendado. O uso ajuda a combater o inchaço e a sensação de pernas pesadas, muito comuns durante a gestação devido às alterações circulatórias.

    6. Posso improvisar um apoio para os pés com caixas ou livros?

    Temporariamente sim, desde que o improviso seja firme e não escorregue. Porém, modelos ergonômicos próprios são preferíveis por permitirem ajuste fino de ângulo e altura.

    7. Quanto tempo por dia devo usar o apoio para os pés?

    Durante todo o tempo em que você estiver trabalhando ou estudando sentado. O objetivo é que ele seja a sua posição padrão de descanso para as pernas.

    Leia mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

  • Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas 

    Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas 

    A corrida é um dos esportes mais praticados no mundo, conhecida por beneficiar a saúde cardiovascular, ajudar no controle do peso e melhorar o bem-estar mental. Mas uma dúvida persiste: correr desgasta o joelho?

    A resposta depende de vários fatores: técnica, intensidade, peso corporal, fortalecimento muscular e até o tipo de tênis usado. “Se você não estiver preparado, a corrida pode, sim, ser prejudicial para os joelhos”, explica a especialista em educação física Tamara Andreato. Vamos entender melhor!

    Quando correr desgasta o joelho e pode ser prejudicial

    Segundo Tamara, a corrida desgasta o joelho quando há excesso de treinos, técnica incorreta, falta de fortalecimento ou sobrepeso. O impacto repetitivo em superfícies duras ou o uso de calçados inadequados aumenta o risco de dor e lesões.

    “É essencial seguir uma periodização adequada de intensidade e volume”, diz a especialista. Ou seja, não adianta correr longas distâncias semanais ou fazer treinos intensos sem preparo. “O exagero pode causar lesões, mas quando feita de forma adequada e individualizada, a corrida é benéfica”.

    A ciência reforça essa visão. Um estudo publicado em 2023 no Orthopaedic Journal of Sports Medicine mostrou que correr não está associado ao agravamento da osteoartrite do joelho e pode até proteger contra dor generalizada nessa articulação.

    Leia também: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Fortalecimento para corredores: a chave para prevenir lesões

    O fortalecimento é fundamental para corredores, pois protege as articulações, inclusive os joelhos, que sofrem grande impacto. Quadríceps, glúteos, core e lombar funcionam como uma “armadura natural”, reduzindo sobrecarga.

    Com músculos preparados, a corrida fica mais estável e eficiente. “A musculação para corredores previne lesões, melhora o desempenho e aumenta a resistência”, destaca Tamara. Além disso, fortalece a técnica de corrida, melhora a postura e corrige desvios de movimento que poderiam gerar dor.

    Tênis e superfície: escolhas que fazem diferença

    A escolha do tênis também é determinante. O modelo precisa ser adequado para corrida e confortável. “Não adianta escolher apenas pela estética. Um tênis errado pode gerar desconforto e lesões”, alerta Tamara.

    Experimente o calçado na loja, caminhe e dê alguns trotes para sentir o ajuste. Muitas lojas especializadas oferecem esteiras para teste. Também é importante escolher modelos adequados à superfície: rua, pista ou trilha.

    Dor no joelho ao correr: sinal que não pode ser ignorado

    Sentir dor no joelho ao correr é um alerta. Forçar treinos pode agravar o problema. O ideal é parar e procurar um ortopedista para exames e diagnóstico.

    A dor pode estar ligada à falta de fortalecimento, técnica inadequada, excesso de treino ou ausência de alongamentos. Correr com dor, sem avaliação, pode afastar o atleta por longos períodos.

    Como correr sem prejudicar os joelhos

    Correr desgasta o joelho quando há erros de preparo. Veja alguns cuidados:

    • Iniciantes: alternar corrida e caminhada, progredindo de forma gradual (cerca de 10% por semana).
    • Intermediários: variar treinos de velocidade e resistência, sempre com periodização bem estruturada.
    • Volume: três a quatro sessões semanais para iniciantes; até cinco para experientes, equilibrando estímulo e recuperação.
    • Pessoas acima do peso: começar com treinos curtos, preferir superfícies menos rígidas e investir em fortalecimento muscular.

    O aquecimento também é indispensável. Alongamentos dinâmicos, educativos de corrida e 10 a 20 minutos de aquecimento leve ajudam a preparar músculos e articulações, reduzindo o impacto nos joelhos.

    Confira: Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Correr desgasta o joelho?

    Não necessariamente. Quando feita com técnica e preparo, a corrida pode até proteger a articulação.

    2. Quais fatores aumentam o risco de dor e lesões?

    Excesso de treino, técnica incorreta, sobrepeso, falta de fortalecimento e uso de tênis inadequado.

    3. O fortalecimento muscular protege os joelhos?

    Sim. Ele reduz impacto, melhora a técnica e previne lesões.

    4. Como escolher o tênis certo?

    Priorize o conforto e a superfície de corrida. Experimente na loja e, se possível, teste correndo antes de comprar.

    5. O que fazer se sentir dor no joelho?

    Interrompa os treinos e procure avaliação médica para investigar a causa antes de voltar a correr.

    Leia também: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

  • 7 sintomas de toxoplasmose na gravidez (e exames necessários para o diagnóstico)

    7 sintomas de toxoplasmose na gravidez (e exames necessários para o diagnóstico)

    Causada pelo parasita Toxoplasma gondii, a toxoplasmose é uma infecção transmitida principalmente pelo consumo de carne crua ou malpassada contaminada, pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pelo contato com solo ou fezes de gatos que contenham o parasita.

    Na maioria das pessoas saudáveis, a toxoplasmose não causa sintomas ou provoca sinais leves, mas é uma condição que precisa de atenção durante a gravidez. Se a mulher for infectada pela primeira vez durante a gestação, o parasita pode atravessar a placenta e chegar ao bebê, causando problemas como alterações nos olhos e no cérebro.

    Para te ajudar, listamos a seguir alguns dos sinais que podem aparecer durante a infecção e quais exames são necessários para o diagnóstico.

    Quais os principais sintomas de toxoplasmose na gravidez?

    Na maioria dos casos, a toxoplasmose na gravidez não causa sintomas e pode passar completamente despercebida.

    Quando aparecem, os sinais costumam ser leves e podem lembrar bastante uma gripe ou outra infecção comum, o que nem sempre facilita perceber que o problema está relacionado ao Toxoplasma gondii.

    1. Ínguas no pescoço

    O aparecimento de ínguas, também chamadas de linfonodos aumentados, é um dos sinais mais característicos da toxoplasmose sintomática. Elas costumam surgir principalmente no pescoço, mas também podem aparecer em outras regiões do corpo, e acontecem como uma resposta do sistema imunológico ao parasita. Em alguns casos, os linfonodos podem permanecer aumentados por várias semanas.

    2. Febre

    A toxoplasmose também pode causar febre, acompanhada de cansaço, dores pelo corpo e mal-estar. Como os sintomas são muito parecidos com os de uma gripe ou virose, é comum que a pessoa não desconfie da toxoplasmose logo no começo.

    3. Dores musculares

    As dores musculares também podem aparecer e provocar aquela conhecida sensação de corpo dolorido, parecida com o que acontece durante uma gripe. O desconforto pode aparecer nas costas, nos braços, nas pernas e em outras regiões, normalmente acompanhado de cansaço e falta de disposição.

    4. Cansaço e fraqueza

    A pessoa pode sentir muito mais cansaço do que o normal, mesmo sem ter feito grandes esforços ou depois de descansar. A fraqueza e a falta de energia podem atrapalhar as atividades do dia a dia e continuar por algum tempo, mesmo depois que os outros sintomas começam a melhorar.

    5. Dor de cabeça

    A dor de cabeça também pode aparecer junto com a febre, o cansaço e o mal-estar. Em pessoas saudáveis, ela frequentemente é leve ou moderada e pode continuar enquanto o organismo está combatendo a infecção.

    6. Mal-estar geral

    Também é comum sentir aquela indisposição geral, com falta de energia, redução do apetite e sensação de corpo pesado. Como todos os sintomas também aparecem em várias outras infecções, é fácil confundir a toxoplasmose com uma gripe ou uma virose.

    Riscos da toxoplasmose na gravidez

    Quando a mulher adquire a infecção durante a gestação, o parasita pode atravessar a placenta e infectar o bebê, causando a chamada toxoplasmose congênita.

    Os riscos para o bebê variam de acordo com o momento da gravidez em que a infecção acontece. De forma geral, a chance de transmissão aumenta conforme a gestação avança, enquanto as infecções adquiridas mais cedo podem estar relacionadas a consequências mais graves para o feto.

    A toxoplasmose congênita pode provocar alterações nos olhos, no cérebro e em outros órgãos. Além disso, alguns bebês podem nascer sem sintomas aparentes e apresentar problemas posteriormente, principalmente alterações oculares.

    Como a doença é normalmente silenciosa na gestante, o diagnóstico depende fundamentalmente dos exames de sangue do pré-natal (sorologias para IgG e IgM).

    Como é feito o diagnóstico de toxoplasmose na gravidez?

    O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é feito principalmente por meio de exames de sangue, geralmente solicitados durante o pré-natal. Os testes procuram os anticorpos IgG e IgM, produzidos pelo organismo após o contato com o parasita Toxoplasma gondii.

    Quando existe dúvida sobre o momento da infecção, o médico também pode solicitar o teste de avidez do IgG, que ajuda a entender se o contato com o parasita aconteceu recentemente ou há mais tempo.

    Se houver a confirmação ou uma forte suspeita de que a infecção aconteceu durante a gravidez, também podem ser indicados exames para investigar se o bebê foi infectado, além de ultrassonografias para acompanhar o desenvolvimento fetal.

    A escolha dos exames depende da fase da gestação e dos resultados encontrados na avaliação da mãe.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Como se pega toxoplasmose?

    A contaminação ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o parasita (como carnes cruas ou malpassadas e vegetais mal lavados) ou pelo contato direto com fezes de gatos infectados.

    2. Gato passa toxoplasmose só pelo contato ou carinho?

    Não. O contato direto com o pelo, saliva ou carinho no gato não transmite a doença. A infecção só ocorre se houver ingestão acidental dos ovos do parasita presentes nas fezes do felino.

    3. Quanto tempo duram os sintomas?

    Em pessoas saudáveis, os sintomas costumam durar de 2 a 6 semanas e desaparecem espontaneamente sem deixar sequelas.

    4. Quem pega toxoplasmose uma vez pode pegar de novo?

    Não. Após o primeiro contato e a cura da infecção primária, o sistema imunológico produz anticorpos permanentes (IgG), garantindo imunidade para o resto da vida.

    5. Toxoplasmose tem cura?

    Sim, o sistema imunológico de pessoas saudáveis elimina a fase ativa da doença naturalmente. Quando há indicação médica, o tratamento com antibióticos e antiparasitários combate o microorganismo eficazmente.

    6. O que significa IgM positivo e IgG negativo no exame?

    Indica que você está com uma infecção aguda e recente por toxoplasmose. Se estiver grávida, é necessário procurar o obstetra imediatamente para iniciar o acompanhamento.

    7. O que significa IgM negativo e IgG positivo no exame?

    Significa que você teve toxoplasmose no passado e hoje está imune à doença. Não há risco de nova infecção ou transmissão para o bebê durante a gestação.

    Confira: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

  • O que as suas unhas revelam sobre a sua saúde? Conheça os sinais de alerta

    O que as suas unhas revelam sobre a sua saúde? Conheça os sinais de alerta

    As unhas fazem muito mais do que proteger as pontas dos dedos. Elas também podem fornecer pistas importantes sobre a saúde. Mudanças na cor, na espessura, no formato ou na textura costumam ser atribuídas apenas ao envelhecimento ou ao uso de esmaltes.

    Em alguns casos, porém, podem estar associadas a anemias, doenças pulmonares, hepáticas, renais, cardiovasculares, endocrinológicas ou deficiências nutricionais.

    É importante destacar que nenhuma alteração isolada da unha permite diagnosticar uma doença. Muitas mudanças são benignas ou resultam de traumas repetitivos. No entanto, quando aparecem de forma persistente, acometem várias unhas ou vêm acompanhadas de outros sintomas, merecem avaliação médica.

    Por que as unhas podem refletir doenças?

    As unhas são produzidas pela matriz ungueal, uma estrutura localizada sob a pele na base da unha. O crescimento depende de fatores como:

    • Boa circulação sanguínea;
    • Oxigenação adequada;
    • Estado nutricional;
    • Produção hormonal;
    • Renovação celular.

    Doenças que alteram qualquer um desses processos podem modificar o aspecto das unhas.

    Como elas crescem lentamente, cerca de 2 a 3 mm por mês nas mãos e ainda mais devagar nos pés, algumas alterações podem refletir problemas ocorridos semanas ou meses antes.

    Unhas em colher (coiloniquia): um possível sinal de anemia por deficiência de ferro

    A coiloniquia é caracterizada por unhas finas, frágeis e com uma depressão central que lembra uma colher. Ela está classicamente associada à anemia por deficiência de ferro, embora também possa ocorrer em:

    • Hemocromatose;
    • Hipotireoidismo;
    • Traumas repetitivos;
    • Algumas doenças hereditárias.

    Nem toda pessoa com anemia desenvolve coiloniquia, e nem toda coiloniquia significa anemia. Entretanto, sua presença justifica investigação, especialmente quando acompanhada de:

    • Cansaço;
    • Palidez;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Queda de cabelo.

    Unhas muito pálidas podem indicar anemia?

    Sim. A palidez do leito ungueal pode ser um dos sinais de anemia, principalmente quando associada à palidez da pele e das mucosas. Entretanto, a observação das unhas, isoladamente, não confirma o diagnóstico.

    O exame que permite identificar a anemia é o hemograma, complementado, quando necessário, por dosagens de ferro, ferritina, vitamina B12 e ácido fólico.

    Baqueteamento digital: quando as unhas ficam mais arredondadas

    O baqueteamento digital ocorre quando as pontas dos dedos aumentam de volume e as unhas se tornam mais curvas e convexas.

    Essa alteração costuma se desenvolver lentamente e pode estar relacionada a diversas doenças, especialmente:

    Doenças pulmonares

    • Câncer de pulmão;
    • Bronquiectasias;
    • Fibrose pulmonar;
    • Fibrose cística.

    Doenças cardíacas

    • Cardiopatias congênitas cianóticas;
    • Endocardite infecciosa.

    Doenças gastrointestinais

    • Doença inflamatória intestinal;
    • Cirrose hepática.

    Embora possa ocorrer em pessoas saudáveis por predisposição familiar, o surgimento recente de baqueteamento digital exige investigação médica.

    Linhas de Beau: quando a unha para de crescer

    As linhas de Beau são sulcos horizontais que atravessam a unha. Elas aparecem quando ocorre uma interrupção temporária do crescimento da matriz ungueal.

    As causas incluem:

    • Febre alta;
    • Pneumonia;
    • Covid-19;
    • Cirurgias de grande porte;
    • Quimioterapia;
    • Traumas importantes;
    • Desnutrição.

    Como a unha cresce lentamente, essas linhas funcionam quase como um registro de um evento ocorrido semanas antes.

    Unhas brancas podem indicar doenças?

    Depende do tipo de alteração.

    Leuconíquia

    Pequenas manchas brancas são muito comuns. Na maioria das vezes, representam pequenos traumas na matriz da unha e não indicam deficiência de cálcio, ao contrário do que diz um mito bastante difundido.

    Unhas de Terry

    Quando quase toda a unha fica branca, restando apenas uma fina faixa rosada ou acastanhada na extremidade, pode haver associação com:

    • Cirrose hepática;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Diabetes;
    • Envelhecimento.

    Metade branca e metade escura: unhas de Lindsay

    As chamadas unhas de Lindsay apresentam:

    • Metade proximal branca;
    • Metade distal avermelhada ou acastanhada.

    Essa alteração é observada com maior frequência em pessoas com doença renal crônica, embora também possa ocorrer em outras condições.

    Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

    Sim, mas as causas são variadas. As mais comuns são:

    • Micose de unha, chamada de onicomicose;
    • Envelhecimento;
    • Tabagismo;
    • Uso prolongado de esmaltes escuros.

    Mais raramente, unhas muito espessas, amareladas e de crescimento lento podem fazer parte da síndrome das unhas amarelas, condição rara associada a:

    • Linfedema;
    • Derrame pleural;
    • Doenças respiratórias crônicas.

    Linhas escuras na unha merecem atenção?

    Sim. Uma faixa escura longitudinal pode ser completamente benigna, principalmente em pessoas de pele negra ou asiática.

    Entretanto, é fundamental procurar um dermatologista o quanto antes quando ela:

    • Surge apenas em uma unha;
    • Aumenta de largura;
    • Apresenta coloração irregular;
    • Pigmenta a pele ao redor da unha, alteração conhecida como sinal de Hutchinson.

    Essas alterações podem representar um melanoma subungueal, um tipo raro de câncer de pele.

    Unhas quebradiças sempre indicam falta de vitaminas?

    Não. Essa é uma das alterações mais comuns e possui diversas causas.

    Entre elas:

    • Envelhecimento;
    • Contato frequente com água e produtos químicos;
    • Uso excessivo de acetona;
    • Traumas repetitivos;
    • Hipotireoidismo;
    • Deficiência de ferro;
    • Deficiência de biotina, que é mais rara.

    Na maioria dos casos, não é necessário tomar suplementos vitamínicos sem investigação.

    Alterações nas unhas podem indicar problemas da tireoide?

    Sim. No hipotireoidismo, as unhas podem crescer mais lentamente, tornando-se secas e quebradiças. Já no hipertireoidismo, algumas pessoas apresentam descolamento parcial da unha do leito ungueal, chamado de onicólise, especialmente nos dedos das mãos.

    Essas alterações costumam vir acompanhadas de outros sintomas característicos das doenças da tireoide.

    Quando a mudança nas unhas é apenas estética?

    Muitas alterações não representam doenças sistêmicas.

    É o caso de:

    • Traumas repetitivos;
    • Roer as unhas;
    • Uso frequente de esmaltes e removedores;
    • Contato constante com detergentes;
    • Envelhecimento natural.

    Mesmo assim, alterações persistentes devem ser avaliadas quando houver dúvida.

    Quando procurar um médico?

    É recomendável procurar avaliação se ocorrer:

    • Mudança súbita na cor de várias unhas;
    • Faixa escura que aumenta progressivamente;
    • Baqueteamento digital de início recente;
    • Unhas muito deformadas sem explicação;
    • Alterações acompanhadas de perda de peso, falta de ar, cansaço intenso ou febre;
    • Dor, secreção ou inflamação persistente.

    Dependendo da suspeita, a investigação pode incluir exames laboratoriais, avaliação dermatológica e exames de imagem.

    É possível prevenir alterações nas unhas?

    Nem todas as alterações podem ser evitadas, mas alguns cuidados ajudam a manter as unhas saudáveis:

    • Manter uma alimentação equilibrada;
    • Tratar adequadamente doenças crônicas;
    • Usar luvas ao lidar com produtos químicos;
    • Evitar retirar excessivamente as cutículas;
    • Manter as unhas limpas e secas;
    • Não compartilhar instrumentos de manicure que não tenham sido esterilizados.

    Essas medidas reduzem o risco de traumas e infecções, embora não impeçam alterações relacionadas a doenças sistêmicas.

    Confira: Unha encravou? Saiba como prevenir e tratar o incômodo no pé

    Perguntas frequentes sobre mudanças nas unhas

    1. Unhas podem indicar anemia?

    Sim. Algumas alterações, como palidez do leito ungueal e unhas em colher, chamadas de coiloniquia, podem estar associadas à anemia por deficiência de ferro, mas o diagnóstico depende de exames laboratoriais.

    2. Manchas brancas nas unhas significam falta de cálcio?

    Não. Na maioria dos casos, elas são consequência de pequenos traumas na matriz da unha e não têm relação com deficiência de cálcio.

    3. O que é baqueteamento digital?

    É uma alteração em que as pontas dos dedos aumentam de volume e as unhas ficam mais curvas. Pode estar associada a doenças pulmonares, cardíacas e hepáticas, exigindo investigação médica quando surge de forma recente.

    4. Uma faixa preta na unha é sempre melanoma?

    Não. Muitas faixas escuras são benignas. No entanto, alterações recentes, irregulares ou que aumentam de tamanho devem ser avaliadas rapidamente por um dermatologista.

    5. Unhas quebradiças significam falta de vitaminas?

    Nem sempre. As causas mais comuns incluem envelhecimento, contato frequente com água, produtos químicos e traumas. Algumas deficiências nutricionais também podem contribuir.

    6. Doenças da tireoide podem alterar as unhas?

    Sim. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem provocar mudanças no crescimento, na resistência e na aderência das unhas.

    7. Quando devo me preocupar com alterações nas unhas?

    Quando as mudanças aparecem de forma persistente, acometem várias unhas, surgem sem causa aparente ou vêm acompanhadas de outros sintomas, como cansaço intenso, perda de peso, falta de ar ou febre.

    Confira: Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

  • Refluxo gastroesofágico: conheça as causas, sintomas e como tratar 

    Refluxo gastroesofágico: conheça as causas, sintomas e como tratar 

    Imagine sentir uma queimação que sobe do estômago até a garganta depois de uma refeição normal. A sensação pode parecer comum, mas a depender da frequência e de outros sinais associados, pode indicar um quadro de refluxo gastroesofágico.

    A condição, que ocorre quando o ácido gástrico retorna para o esôfago, pode causar não apenas azia, mas tosse persistente, rouquidão, pigarro e até dor no peito. Saber identificar os sintomas é importante para prevenir complicações.

    Afinal, o que é refluxo gastroesofágico e como ele acontece?

    O refluxo gastroesofágico é uma condição em que o conteúdo do estômago, especialmente o ácido gástrico, retorna para o esôfago, o tubo que liga a boca ao estômago.

    De acordo com a gastroenterologista Lívia Guimarães, isso acontece porque o esfíncter esofágico inferior — a válvula que separa as duas estruturas — não consegue se fechar de maneira eficiente, permitindo que o ácido, e às vezes até a bile, suba em direção à garganta.

    Em alguns casos, a falha pode estar ligada também à motilidade do esôfago ou a um atraso no esvaziamento do estômago.

    De forma simples, é como se a porta que deveria abrir para a passagem dos alimentos e fechar logo em seguida ficasse entreaberta. Assim, o suco gástrico, altamente ácido, retorna ao esôfago, cuja mucosa não tem defesa suficiente contra a agressão.

    O contato repetido é o que provoca a sensação de queimação e, a longo prazo, pode levar a inflamações e até complicações de saúde.

    Quais os sintomas mais comuns de refluxo?

    A queimação no peito, também conhecida como azia, é o sintoma mais comum do refluxo. Ela começa na boca do estômago e pode se irradiar até a garganta, causando desconforto intenso, especialmente após refeições maiores ou ao se deitar.

    No entanto, há outros sinais importantes que devem servir de alerta, como:

    • Regurgitação de alimento ou líquido ácido, com gosto amargo na boca;
    • Dor no peito;
    • Tosse seca persistente, especialmente à noite ou ao se deitar;
    • Rouquidão e pigarro, especialmente após refeições ou ao se deitar.

    Quais os fatores de risco do refluxo?

    De acordo com a gastroenterologista Lívia Guimarães, alguns hábitos e condições de saúde aumentam as chances de desenvolver refluxo. Entre eles estão:

    • Sobrepeso e obesidade;
    • Alimentação rica em gorduras e ultraprocessados, que dificultam a digestão;
    • Refeições muito volumosas, que sobrecarregam o sistema digestivo;
    • Tabagismo;
    • Consumo excessivo de álcool, café e refrigerantes, que estimulam o ácido estomacal;
    • Gravidez;
    • Uso de certos medicamentos, como ansiolíticos.

    Como é feito o diagnóstico de refluxo?

    O diagnóstico inicial do refluxo geralmente é feito com base na história clínica e nos sintomas relatados pelo paciente. “Geralmente, conseguimos identificar o quadro pela avaliação clínica. Em casos persistentes ou com sinais de alerta, podem ser indicados exames como endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica”, aponta Lívia Guimarães.

    Os exames ajudam a avaliar se há inflamações no esôfago, medir a acidez que retorna do estômago e verificar a função do esfíncter esofágico inferior.

    Tratamento de refluxo

    1. Mudanças no estilo de vida

    Grande parte dos pacientes apresenta melhora significativa com alguns ajustes na rotina. Entre as orientações médicas mais eficazes estão:

    • Comer porções menores e mais fracionadas ao longo do dia;
    • Evitar se deitar logo após as refeições;
    • Reduzir alimentos gordurosos, ultraprocessados, cafeína, álcool e refrigerantes;
    • Manter um peso saudável;
    • Elevar a cabeceira da cama em alguns centímetros;
    • Identificar possíveis intolerâncias alimentares.

    Além disso, como destaca a gastroenterologista, “exercícios respiratórios diafragmáticos podem ajudar no controle do refluxo, pois fortalecem o esfíncter esofágico inferior e reduzem os episódios, especialmente quando associados às medidas dietéticas e posturais.”

    2. Uso de remédios para refluxo

    Quando as mudanças de hábitos não são suficientes, pode ser necessário o uso de remédios que reduzem a acidez, segundo Lívia Guimarães. Alguns deles incluem:

    • Inibidores da bomba de prótons (IBPs), conhecidos como prazóis;
    • Bloqueadores do receptor H2, como a famotidina;
    • Bloqueadores ácidos competitivos de potássio, como a vonoprazana.

    Segundo o Ministério da Saúde, além de controlar a acidez, alguns medicamentos também ajudam a melhorar a motilidade do esôfago, facilitando o esvaziamento do estômago.

    Leia também: Wegovy e Ozempic: como funcionam para perda de peso

    Quando a cirurgia para refluxo é necessária?

    A cirurgia é indicada quando os remédios e as mudanças de hábitos não conseguem controlar o refluxo ou quando a pessoa depende de medicação contínua sem melhora significativa.

    Ela também pode ser indicada em casos de hérnia de hiato ou complicações mais graves, como o esôfago de Barrett, que aumenta o risco de câncer, de acordo com a gastroenterologista.

    O Ministério da Saúde aponta que a cirurgia pode ser feita por técnica convencional ou laparoscópica e, normalmente, envolve a confecção de uma válvula antirrefluxo.

    O procedimento é especialmente recomendado em pacientes com hérnia de hiato ou com esofagite grave — quando a acidez constante do suco gástrico começa a alterar as células do esôfago, aumentando o risco de tumores malignos.

    Quais complicações podem surgir se o refluxo não for tratado?

    Se o refluxo não for tratado corretamente, pode trazer consequências mais sérias ao longo do tempo. A gastroenterologista Lívia Guimarães alerta que a irritação constante causada pelo ácido pode provocar esofagite grave, inflamação que machuca a parede do esôfago.

    Em alguns casos, surgem úlceras ou até o estreitamento do esôfago, que dificulta a passagem dos alimentos e causa dor ao engolir. Quando o quadro se torna crônico, pode aparecer o chamado esôfago de Barrett, uma alteração nas células do esôfago que aumenta o risco de câncer.

    Confira: Azia frequente: o que pode ser e como melhorar

    Perguntas frequentes sobre refluxo

    1. O refluxo pode causar dor no peito parecida com a de um problema cardíaco?

    Sim, a dor torácica intensa causada pelo refluxo pode imitar a angina ou até um infarto. De acordo com estudos, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) corresponde a cerca de 30% dos casos de dor torácica não cardíaca. Por isso, toda dor no peito deve ser investigada com atenção.

    2. Existe relação entre refluxo e ansiedade ou estresse emocional?

    Sim, o refluxo pode estar ligado à ansiedade e ao estresse. Quando a pessoa está ansiosa, o corpo produz mais ácido no estômago e os sintomas do refluxo podem piorar. Além disso, o estresse aumenta a sensibilidade: a queimação ou dor acabam sendo sentidas de forma mais intensa.

    Um estudo clínico mostrou que pacientes com refluxo e ansiedade apresentaram melhora quando o tratamento juntou remédio para reduzir o ácido e um medicamento para ansiedade. Isso significa que, em alguns casos, tratar a saúde emocional ajuda também a controlar quadros de refluxo.

    3. O refluxo pode causar mau hálito ou prejudicar os dentes?

    Sim. Estudos mostram que pessoas com refluxo gastroesofágico têm mais chances de sofrer erosão dentária. Isso acontece porque o ácido do estômago, em contato frequente com a boca, desgasta o esmalte e pode levar à perda da estrutura do dente.

    4. Dormir de lado realmente ajuda a reduzir os episódios de refluxo?

    Dormir de lado, especialmente no lado esquerdo, pode ajudar a reduzir os episódios de refluxo. Isso acontece porque, nessa posição, o estômago fica abaixo do esôfago, dificultando o retorno do ácido gástrico. Já deitar do lado direito ou de barriga para cima pode facilitar a subida do conteúdo do estômago, aumentando o desconforto.

    5. Crianças e bebês também podem ter refluxo?

    O refluxo fisiológico é comum em bebês, especialmente até os 12 meses de vida, porque o esfíncter esofágico ainda está imaturo. A maioria melhora espontaneamente após o primeiro ano. Casos persistentes ou acompanhados de perda de peso exigem avaliação médica.

    6. Quem tem refluxo precisa cortar totalmente café, chocolate e álcool?

    Não necessariamente. Quem tem refluxo não precisa cortar totalmente café, chocolate e álcool, mas é importante observar como o corpo reage a esses alimentos. Em alguns casos, eles podem relaxar o esfíncter esofágico inferior e estimular a produção de ácido, favorecendo os episódios de azia e queimação.

    Uma vez que cada organismo responde de formas diferentes, a recomendação é reduzir o consumo, evitar exageros e fazer testes individuais, sempre acompanhado de orientação médica.

    Leia também: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia