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  • 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    Você já acordou com o rosto inchado, percebeu que o anel ficou apertado ou chegou ao fim do dia com as pernas pesadas e as meias marcadas na pele? Os sinais podem indicar retenção de líquidos, um quadro que acontece quando o organismo acumula mais água nos tecidos do que deveria.

    Além de causar desconforto, o inchaço pode estar relacionado a hábitos do dia a dia, como consumir muito sal e passar muitas horas na mesma posição, mas também pode indicar algumas condições de saúde que precisam de atenção.

    A seguir, veja 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido, entenda por que isso acontece e descubra o que fazer para aliviar o inchaço.

    O que causa a retenção de líquidos?

    As causas da retenção de líquidos podem ser variadas e incluem hábitos do dia a dia, alterações hormonais e algumas doenças:

    • Alimentação rica em sal: o consumo exagerado de sódio, como aquele presente em alimentos ultraprocessados, embutidos e enlatados, faz o organismo reter mais água para manter o equilíbrio da concentração de sal no sangue;
    • Ficar muito tempo sentado ou em pé: passar muitas horas na mesma posição dificulta a circulação, principalmente nas pernas. Os músculos da panturrilha funcionam ajudando o sangue e os líquidos a voltarem para o coração. Quando eles ficam pouco ativos, o líquido tende a se acumular nas pernas e nos pés;
    • Alterações hormonais: as mudanças hormonais da TPM, da gravidez e da menopausa podem favorecer o inchaço porque alteram a circulação e aumentam a retenção de sódio e água no organismo;
    • Uso de alguns medicamentos: alguns remédios podem provocar retenção de líquidos como efeito colateral, incluindo medicamentos para pressão alta, anti-inflamatórios, corticoides e anticoncepcionais;
    • Algumas doenças: problemas nos rins, no coração ou no fígado também podem causar retenção de líquidos. O organismo tem mais dificuldade para eliminar ou distribuir os líquidos corretamente, fazendo com que eles se acumulem nos tecidos.

    Sinais de que o corpo está retendo líquido

    1. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés

    O inchaço nas pernas, nos tornozelos e nos pés é o sinal mais comum da retenção de líquidos. Como a gravidade faz o líquido se concentrar na parte inferior do corpo, a região costuma ficar mais inchada ao longo do dia, principalmente depois de muitas horas sentado ou em pé.

    Em alguns casos, os sapatos ficam mais apertados no fim da tarde e o inchaço melhora depois de uma noite de descanso ou ao elevar as pernas.

    2. Marcas profundas de roupas, meias ou calçados na pele

    Quando existe excesso de líquido nos tecidos, a pele fica mais pressionada e qualquer elástico deixa marcas mais profundas e duradouras. Por isso, é comum tirar as meias, o sutiã ou uma roupa mais justa e perceber que as marcas demoram vários minutos para desaparecer.

    3. Ganho de peso rápido e repentino

    Um aumento de um ou dois quilos em poucos dias costuma estar relacionado ao acúmulo de líquidos, e não ao ganho de gordura. Como a água também tem peso, pequenas variações no volume de líquido retido pelo organismo já são suficientes para provocar mudanças perceptíveis na balança.

    4. Dificuldade para tirar anéis dos dedos

    Os dedos também acumulam líquido, fazendo com que anéis que antes saíam facilmente passem a apertar, deixem marcas na pele ou até fiquem difíceis de retirar. O inchaço costuma ser mais intenso ao acordar, em dias muito quentes ou depois do consumo de alimentos ricos em sal.

    5. Sensação de pernas pesadas e cansadas

    O excesso de líquido nos tecidos aumenta a sensação de peso e cansaço nas pernas, mesmo sem esforço físico intenso. Em algumas pessoas, o desconforto também vem acompanhado de pressão, leve dor ou sensação de que as pernas estão mais pesadas no fim do dia.

    6. Sensação de barriga estufada ou inchada

    A retenção de líquidos também pode atingir a região abdominal, deixando a barriga mais estufada, firme e desconfortável. Como consequência, as roupas ficam mais apertadas na cintura, mesmo quando a alimentação do dia não foi exagerada.

    7. Rosto ou pálpebras muito inchadas ao acordar

    Durante a noite, como o corpo permanece deitado por várias horas, o líquido se distribui de maneira mais uniforme e tende a se concentrar também na face. É comum acordar com as pálpebras, a região dos olhos e o rosto mais inchados, sendo que o aspecto costuma melhorar conforme a circulação é estimulada ao longo da manhã.

    8. Pele esticada, brilhante ou afundada ao apertar (Sinal de Cacifo)

    Quando o edema é mais intenso, a pele pode ficar esticada, lisa e com aspecto brilhante. Ao pressionar a região inchada com o dedo por alguns segundos, pode permanecer uma pequena depressão na pele antes de ela voltar ao normal, característica conhecida como sinal de cacifo ou sinal de Godet.

    9. Diminuição na quantidade de urina ao longo do dia

    Quando o organismo retém mais líquido, os rins podem eliminar menos água ao longo do dia. Como resultado, a pessoa urina com menos frequência e a urina costuma ficar mais concentrada, apresentando uma coloração mais escura.

    10. Rigidez ou dor leve nas articulações dos pés e mãos

    O acúmulo de líquido ao redor das articulações aumenta a pressão nos tecidos e provoca sensação de rigidez, principalmente ao acordar ou depois de permanecer muito tempo na mesma posição. Em alguns casos, movimentos simples, como fechar a mão, dobrar os dedos ou calçar um sapato, podem ficar mais desconfortáveis.

    O que fazer para diminuir a retenção de líquidos?

    Para diminuir o acúmulo de líquidos e ajudar o organismo a eliminar o excesso de fluido de forma natural, você pode adotar algumas medidas simples, como:

    • Beba bastante água: beber água ajuda os rins a eliminar o excesso de sódio pela urina, reduzindo a retenção de líquidos e o inchaço;
    • Diminua o consumo de sal: evite alimentos ultraprocessados, embutidos, molhos prontos e salgadinhos. Sempre que possível, prefira temperos naturais, como alho, cebola, limão e ervas;
    • Pratique atividade física: caminhar, correr, pedalar ou nadar melhora a circulação e ajuda o organismo a eliminar o excesso de líquido;
    • Consuma alimentos ricos em água: frutas e verduras, como melancia, pepino, melão e abacaxi, ajudam na hidratação. Alguns chás, como cavalinha, hibisco e chá-verde, também têm efeito diurético, mas devem ser consumidos com orientação profissional;
    • Eleve as pernas: no fim do dia, mantenha as pernas elevadas por cerca de 20 a 30 minutos para facilitar a circulação e aliviar o inchaço;
    • Evite ficar muito tempo na mesma posição: se você passa muitas horas sentado ou em pé, faça pequenas pausas para caminhar ou movimentar as pernas pelo menos uma vez por hora.

    Se você perceber que o inchaço surgiu de forma repentina em apenas uma perna ou vier acompanhado de dor intensa, vermelhidão, calor no local, falta de ar ou dor no peito, procure um serviço de saúde imediatamente. Os sintomas podem indicar um problema mais grave, como trombose venosa profunda ou doenças do coração.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Beber pouca água pode fazer o corpo reter líquidos?

    Sim. Quando o organismo percebe falta de água, ele ativa mecanismos para segurar o máximo de fluido possível para evitar a desidratação.

    2. O excesso de sal causa inchaço imediato?

    Sim. O sódio em excesso atrai a água para fora dos vasos sanguíneos para manter o equilíbrio do sangue, inchando os tecidos em poucas horas.

    3. Por que o rosto acorda mais inchado?

    Ao deitar na horizontal durante o sono, a gravidade redistribui os líquidos do corpo por igual, acumulando fluidos na face e nas pálpebras.

    4. Quais chás ajudam a eliminar a retenção?

    Os chás de cavalinha, hibisco, dente-de-leão e chá verde estimulam os rins a produzir mais urina, reduzindo o inchaço.

    5. A drenagem linfática funciona para a retenção?

    Sim. A massagem direciona o excesso de líquido retido nos tecidos de volta para os vasos linfáticos para que seja eliminado pela urina.

    6. Elevar as pernas realmente diminui o inchaço?

    Sim, colocar as pernas acima do nível do coração facilita o retorno venoso e faz o líquido acumulado nos pés voltar à circulação.

    7. O calor pode piorar a retenção de líquidos?

    Sim, as altas temperaturas fazem os vasos sanguíneos se dilatarem, o que facilita a saída de líquidos para os tecidos ao redor, aumentando o inchaço nas pernas e mãos.

    8. Meias de compressão ajudam na retenção?

    Sim, as meias exercem uma pressão graduada que empurra os líquidos acumulados nas pernas de volta para a circulação central, prevenindo o inchaço diário, mas o uso deve ser indicado por um especialista.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    O envelhecimento das artérias acontece naturalmente com o passar dos anos, mas alguns hábitos podem fazer o processo acontecer muito mais cedo do que o esperado.

    Uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, o cigarro, o excesso de álcool e até doenças mal controladas, como pressão alta e diabetes, podem favorecer o acúmulo de gordura, aumentar a inflamação e deixar os vasos sanguíneos mais rígidos. Aos poucos, as alterações dificultam a circulação do sangue e aumentam o risco de problemas cardiovasculares.

    Em contrapartida, a saúde das artérias também é influenciada pelas escolhas do dia a dia. Mesmo pequenas mudanças na rotina podem ajudar a preservar a elasticidade dos vasos e contribuem para que o coração trabalhe de forma mais eficiente.

    O que é o envelhecimento precoce das artérias?

    O envelhecimento precoce das artérias acontece quando os vasos sanguíneos ficam mais rígidos e perdem parte da elasticidade antes do esperado para a idade da pessoa. Normalmente, as artérias são flexíveis e conseguem se expandir e contrair conforme o coração bombeia o sangue.

    Quando o envelhecimento das artérias acontece de forma acelerada, os vasos perdem parte da capacidade de dilatação. Além disso, o acúmulo de placas de gordura, conhecido como aterosclerose, pode diminuir o espaço disponível para a passagem do sangue.

    Com o tempo, o endotélio, camada que reveste a parte interna das artérias, também pode deixar de funcionar adequadamente. A circulação fica prejudicada e o coração pode precisar fazer mais esforço para bombear o sangue pelo organismo.

    Por que ele acontece?

    O envelhecimento precoce das artérias está relacionado principalmente à inflamação crônica e ao estresse oxidativo, que podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos. Alguns hábitos e problemas de saúde aumentam o risco, como uma alimentação pouco saudável, sedentarismo, tabagismo, pressão alta, diabetes, colesterol elevado e o estresse crônico.

    Os radicais livres produzidos pelo organismo também podem danificar o endotélio. Quando a camada interna das artérias sofre alterações, pode diminuir a produção de óxido nítrico, substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar, facilitando a circulação.

    As alterações no endotélio também podem favorecer o acúmulo de colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Ao longo do tempo, podem surgir placas que dificultam a circulação e contribuem para a perda da elasticidade dos vasos.

    Como evitar o envelhecimento das artérias?

    1. Praticar exercícios aeróbicos regularmente

    As atividades como caminhada rápida, corrida, natação e ciclismo ajudam a cuidar da saúde do coração e das artérias. Durante o exercício, o fluxo sanguíneo aumenta e estimula o endotélio a produzir óxido nítrico, uma substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar.

    A prática regular de exercícios também contribui para o controle da pressão arterial, melhora a circulação e ajuda a reduzir outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    2. Consumir alimentos ricos em antioxidantes

    As frutas, as verduras, os legumes, as sementes e outros alimentos de origem vegetal fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde.

    As frutas vermelhas, como o morango, o mirtilo e a amora, além das uvas roxas e dos vegetais verde-escuros, são fontes de compostos como os flavonoides e os polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres e o estresse oxidativo, fatores que podem danificar as células e favorecer alterações nas paredes das artérias.

    3. Reduzir o consumo de ultraprocessados e açúcares

    Os refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos e muitos outros alimentos ultraprocessados podem apresentar grandes quantidades de açúcar, sódio e gorduras. Para se ter uma ideia, o consumo frequente pode favorecer o ganho de peso, o aumento da pressão arterial, alterações na glicose e no colesterol e outros fatores relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por isso, o ideal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como as frutas, as verduras, os legumes, os grãos integrais, as leguminosas e as fontes de proteínas.

    4. Priorizar um sono de qualidade

    O sono também participa da manutenção da saúde cardiovascular, pois, durante a noite, a frequência cardíaca e a pressão arterial normalmente diminuem, permitindo um período de menor atividade para o sistema cardiovascular.

    Se você dorme pouco ou tem problemas que prejudicam a qualidade do sono, como a apneia, o organismo pode ter dificuldade para reduzir a pressão arterial durante a noite. Além disso, a falta de sono pode aumentar a liberação de hormônios ligados ao estresse, favorecer processos inflamatórios e, ao longo do tempo, prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos.

    O recomendado é manter uma rotina de sono adequada, buscando dormir de 7 a 9 horas por noite, o que pode ajudar a proteger o coração e as artérias. Os sintomas como ronco intenso, pausas na respiração durante o sono e cansaço excessivo durante o dia também merecem atenção médica, pois podem indicar problemas que afetam a qualidade do sono.

    5. Controlar o estresse crônico

    O estresse prolongado mantém o organismo em estado de alerta e aumenta a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina. Quando a situação acontece com frequência, pode afetar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

    A adrenalina pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos. Já o excesso de cortisol por longos períodos pode favorecer alterações na pressão, na glicose e no metabolismo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares.

    Para controlar o estresse no dia a dia, você pode praticar atividades físicas, fazer exercícios de respiração e meditação, reservar momentos para o lazer e manter uma boa rotina de sono.

    6. Evitar o cigarro e o uso de vapes

    O cigarro contém diversas substâncias que prejudicam o coração e os vasos sanguíneos. A nicotina, por exemplo, pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos.

    O tabagismo também pode danificar o endotélio, que é a camada que reveste a parte interna das artérias, além de favorecer a inflamação e a formação de placas de gordura e coágulos. Com o passar do tempo, os danos aumentam o risco de problemas cardiovasculares, como o infarto e o AVC.

    Também vale destacar que os cigarros eletrônicos (ou vapes) oferecem riscos, pois podem conter nicotina e outras substâncias capazes de prejudicar os vasos sanguíneos e aumentar o risco cardiovascular.

    7. Manter uma boa hidratação ao longo do dia

    A água participa de várias funções importantes do organismo, incluindo a manutenção do volume de sangue e do equilíbrio dos líquidos corporais.

    Quando o organismo está desidratado, o volume de sangue circulante pode diminuir, fazendo o coração trabalhar mais para manter a circulação adequada. A desidratação também pode provocar alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial.

    A quantidade ideal de água por dia é de cerca de 35 ml por quilo de peso corporal para adultos, o que costuma representar entre 2 e 3 litros no total. No entanto, a necessidade pode variar de acordo com fatores como o peso, a idade, a prática de atividade física, a temperatura do ambiente e a alimentação.

    Como saber a saúde das suas artérias?

    A avaliação da saúde das artérias é feita por um cardiologista, que pode analisar o histórico de saúde, os hábitos de vida, os fatores de risco e o histórico familiar, além de realizar o exame físico.

    Dependendo do perfil de cada pessoa, alguns exames também podem ser solicitados, como:

    • Medição da pressão arterial: verifica a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias;
    • Perfil lipídico e glicemia: os exames de sangue ajudam a avaliar os níveis de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e glicose;
    • Ultrassom Doppler das carótidas: permite avaliar as artérias do pescoço e pode identificar alterações na parede dos vasos e a presença de placas;
    • Velocidade da Onda de Pulso (VOP): é um método não invasivo utilizado para avaliar a rigidez das artérias;
    • Índice Tornozelo-Braquial (ITB): compara a pressão arterial medida nos braços com a pressão nos tornozelos e pode ajudar a identificar problemas na circulação das pernas.

    A necessidade de cada exame depende da avaliação médica e dos fatores de risco apresentados pela pessoa.

    Quando consultar um cardiologista?

    A consulta com o cardiologista também pode fazer parte dos cuidados preventivos, mesmo quando você não apresenta dor, falta de ar ou qualquer outro sintoma. O acompanhamento permite avaliar a saúde do coração e identificar fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares antes que apareçam complicações.

    De forma geral, os homens podem começar a fazer avaliações periódicas entre os 35 e 40 anos, enquanto as mulheres podem iniciar entre os 40 e 45 anos ou após a menopausa. A frequência das consultas pode variar de acordo com o estado de saúde e os fatores de risco de cada pessoa.

    O acompanhamento pode começar mais cedo quando há casos de infarto, AVC ou morte súbita em familiares próximos, principalmente pais ou irmãos que apresentaram o problema ainda jovens. As pessoas com diabetes, colesterol ou triglicérides elevados, obesidade, estresse crônico ou que fumam também precisam de atenção maior à saúde cardiovascular.

    A avaliação médica ainda pode ser recomendada antes de começar exercícios intensos ou treinos de alta performance, principalmente para quem está sedentário há muito tempo ou apresenta fatores de risco.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O envelhecimento das artérias pode ser revertido?

    Parcialmente. O envelhecimento natural não pode ser revertido, mas hábitos saudáveis e o controle da pressão, do colesterol e de outros fatores de risco podem melhorar a função dos vasos e reduzir a rigidez arterial.

    2. Qual é o papel da vitamina K2 na saúde das artérias?

    A vitamina K2 participa da regulação do cálcio no organismo e pode ajudar a evitar o depósito do mineral nas artérias. No entanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar os benefícios da suplementação para a saúde cardiovascular.

    3. Quem tem pressão baixa também pode ter artérias rígidas?

    Sim. A pressão alta favorece a rigidez arterial, mas outros fatores, como o diabetes, o tabagismo, o colesterol alto, a idade e a genética, também podem contribuir para o problema.

    4. O uso de ômega-3 ajuda a manter as artérias jovens?

    Sim, o ômega-3 pode ajudar a reduzir os triglicérides e apresenta efeitos benéficos para a saúde cardiovascular. No caso dos suplementos, o uso deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

    5. Como o diabetes acelera o envelhecimento das artérias?

    O excesso de glicose no sangue danifica diretamente as células do endotélio e se liga às proteínas das artérias (glicação), tornando os vasos mais rígidos, espessos e propensos ao acúmulo de gordura.

    6. O consumo diário de chocolate amargo faz bem para as artérias?

    O cacau contém flavonoides associados a benefícios para a saúde dos vasos sanguíneos. O chocolate amargo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas deve ser consumido com moderação por também fornecer calorias, gorduras e, dependendo do produto, açúcar.

    7. Como a obesidade afeta a flexibilidade das artérias?

    A obesidade pode favorecer a inflamação, a pressão alta, a resistência à insulina e outras alterações metabólicas que, ao longo do tempo, prejudicam a saúde e a elasticidade das artérias.

    Leia mais: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

  • O que acontece na fase de mania do transtorno bipolar? Veja sintomas e como você deve agir

    O que acontece na fase de mania do transtorno bipolar? Veja sintomas e como você deve agir

    O transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica em que acontece a alternância entre episódios de depressão e momentos de euforia ou de aceleração intensa, conhecidos como mania. Durante a fase depressiva, a pessoa pode sentir tristeza profunda, desânimo, perda de interesse pelas atividades do dia a dia e falta de energia.

    Já na fase de mania, pode acontecer o oposto: a pessoa fica com muita disposição, dorme pouco, fala mais do que o habitual, tem os pensamentos acelerados e pode agir por impulso, sem perceber os riscos das próprias atitudes.

    Apesar de ser um dos sintomas mais conhecidos do transtorno bipolar, a mania ainda é pouco compreendida e, em vários casos, pode ser confundida com felicidade, excesso de energia, produtividade ou uma personalidade naturalmente mais extrovertida.

    Consequentemente, várias pessoas demoram para procurar ajuda e só recebem o diagnóstico depois que os sintomas já começaram a causar prejuízos na vida pessoal, profissional, financeira ou nos relacionamentos.

    O que é a fase de mania no transtorno bipolar?

    Diferente do que diz o senso comum, o episódio de mania não deve ser confundido com traços de temperamento ou apenas com um momento de extroversão momentânea. Na verdade, a mania é uma alteração neurobiológica grave que modifica profundamente a percepção e o comportamento da pessoa.

    Segundo explica o psiquiatra Luiz Dieckmann, a fase de mania precisa de uma avaliação médica cuidadosa para não ser banalizada.

    “Na fase da mania do transtorno bipolar, a pessoa não está apenas animada. Ela pode ficar com uma energia muito alta, dormir pouco, não sentir cansaço, falar mais rápido, ter pensamentos muito acelerados e tomar decisões impulsivas e colocá-la em risco”.

    A mania representa um estado de hiperativação do cérebro e, durante o episódio, a pessoa pode perder a capacidade de avaliar os riscos das próprias atitudes, o que pode gerar consequências importantes para a vida pessoal, financeira e social.

    Quais são os principais sintomas da mania?

    Os sintomas da fase de mania afetam o sono, o humor, o pensamento e o controle dos impulsos. Luiz esclarece que a aceleração mental costuma aparecer junto com comportamentos impulsivos, além de aumento da irritabilidade ou de uma sensação exagerada de grandiosidade. As principais manifestações incluem:

    • Privação de sono sem cansaço: a pessoa dorme poucas horas, ou até mesmo não dorme, e acorda com a sensação de energia renovada;
    • Logorreia e taquipsiquismo: a fala fica muito rápida e difícil de interromper, acompanhada por um fluxo intenso de pensamentos;
    • Impulsividade financeira e sexual: podem ocorrer compras compulsivas, dívidas inesperadas e comportamentos sexuais de risco, sem a proteção ou os cuidados habituais;
    • Mudanças bruscas de humor: a euforia pode dar lugar a uma irritabilidade intensa em poucos segundos quando a pessoa é contrariada.

    “É comum aparecer e acontecer um aumento grande dos gastos, um comportamento sexual de risco, irritabilidade muito forte ou sensação exagerada de poder, de confiança”, aponta o psiquiatra.

    Sinais de gravidade: quando a pessoa perde o contato com a realidade?

    Quando a mania evolui sem o tratamento adequado, a pessoa pode perder o contato com a realidade. Em alguns casos surgem delírios e ideias grandiosas, fazendo com que a pessoa acredite, por exemplo, que tem poderes especiais, que é um profeta ou que consegue curar outras pessoas.

    Luiz explica que também podem acontecer comportamentos de grande exposição social, como sair sem roupa na rua, o que mostra a gravidade da crise e a necessidade de atendimento médico imediato.

    Após a recuperação, muitas pessoas sentem vergonha ou constrangimento ao lembrar das atitudes que tiveram durante o episódio. Por isso, o acolhimento da família e a proteção da pessoa durante a crise são muito importantes.

    O que fazer durante uma crise de mania de um familiar ou amigo?

    Lidar com uma pessoa em crise de mania pode ser muito difícil para familiares e amigos. Normalmente, a primeira reação é tentar convencer a pessoa de que as ideias dela não fazem sentido, mas confrontos diretos costumam aumentar o estresse e podem intensificar a irritação.

    De acordo com Luiz, a prioridade deve ser reduzir os estímulos ao redor e preservar a segurança da pessoa. “O conselho que eu te dou é: não confronte a pessoa de forma agressiva. Reduz o estímulo, tenta manter a segurança e você tem que procurar um atendimento médico psiquiátrico rapidamente, muito rapidamente, para evitar uma exposição”.

    Antes do atendimento médico, medidas como apagar a televisão, afastar a pessoa de ambientes muito barulhentos e cheios, guardar cartões de crédito e evitar discussões podem ajudar.

    Quando a crise de mania é considerada emergência médica?

    Quando a pessoa apresenta perda importante do controle do comportamento, risco de agressividade, gastos impulsivos muito elevados ou sintomas psicóticos, como delírios e perda do contato com a realidade, a situação deve ser avaliada imediatamente em um pronto-socorro.

    De acordo com Luiz Dieckmann, todos os sinais podem indicar uma emergência médica que precisa de atendimento rápido.

    Em alguns casos, o médico pode indicar uma internação temporária para ajustar a medicação com segurança, proteger a pessoa de prejuízos físicos, emocionais e financeiros e controlar a crise o mais rápido possível.

    A fase de mania passa?

    Apesar do grande impacto que a mania pode causar na vida da pessoa e da família, a fase é temporária e pode ser tratada com medicamentos específicos, como estabilizadores do humor e antipsicóticos, sempre prescritos pelo psiquiatra.

    O acompanhamento médico regular também ajuda a reduzir o risco de novas crises e a manter o transtorno bipolar controlado.

    É importante lembrar que a mania não faz parte da personalidade da pessoa e não significa que ela tenha um jeito de ser mais intenso ou uma personalidade forte, mas sim uma fase do transtorno bipolar que precisa de tratamento e acompanhamento médico.

    Com o uso correto da medicação e os cuidados ao longo do tempo, é possível controlar as crises, recuperar o equilíbrio e ter uma boa qualidade de vida.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno bipolar é o mesmo que mudar de humor do nada?

    Não, as mudanças comuns de humor duram minutos ou horas e reagem aos acontecimentos do dia. No transtorno bipolar, as fases (mania ou depressão) duram dias, semanas ou meses e afetam gravemente o funcionamento da pessoa.

    2. O que é a hipomania?

    É uma versão mais branda da mania. A pessoa fica mais ativa, comunicativa e produtiva do que o normal, mas sem prejuízo grave ou sintomas psicóticos.

    3. O que acontece na fase de depressão bipolar?

    A pessoa sente tristeza profunda, falta de energia, perda de interesse em atividades, alterações no sono e apetite, sentimentos de inutilidade e, em casos graves, pensamentos suicidas.

    4. O que causa o transtorno bipolar?

    A causa é multifatorial, envolvendo forte predisposição genética, alterações na química cerebral (neurotransmissores) e gatilhos ambientais, como estresse extremo ou traumas.

    5. Como é feito o tratamento do transtorno bipolar?

    O tratamento combina medicamentos (como estabilizadores de humor e antipsicóticos) prescritos pelo psiquiatra com psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

    6. O que é a eutimia no transtorno bipolar?

    É o período de estabilidade. Na eutimia, o paciente não está nem em mania e nem em depressão, mantendo o humor neutro e equilibrado.

    7. Álcool e drogas interferem no transtorno bipolar?

    Sim, e gravemente. Substratos químicos alteram a química cerebral, desestabilizam o humor, diminuem a eficácia dos remédios e aumentam o risco de comportamentos impulsivos e crises.

    8. O transtorno bipolar é hereditário?

    Existe um forte componente genético. Ter um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) com o transtorno aumenta consideravelmente as chances de desenvolvê-lo, embora não seja uma regra absoluta.

    Leia mais: O que você não deve dizer para alguém com depressão

  • Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Quando o médico precisa olhar além do ritmo do coração e observar como ele realmente funciona por dentro, o ecocardiograma costuma ser o exame de escolha. Com a mesma tecnologia usada no ultrassom, ele mostra em tempo real as estruturas cardíacas em movimento e revela se as válvulas estão funcionando bem, se o músculo está contraindo como deveria e até como o sangue circula.

    Seguro, indolor e acessível, é um dos principais exames de diagnóstico das doenças do coração.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que usa ondas de ultrassom para visualizar as estruturas do coração. Ele mostra o tamanho, o formato, o funcionamento das válvulas e permite que o médico veja até como o sangue circula dentro das cavidades cardíacas.

    Enquanto o eletrocardiograma fala da eletricidade do coração, o ecocardiograma, também chamado de ecocardiografia, revela a anatomia e a forma com que o órgão funciona.

    Leia também: Falta de ar: quando pode ser problema do coração

    Como o exame é feito?

    O exame lembra muito um ultrassom de abdômen ou gravidez:

    • A pessoa fica deitada em uma maca;
    • O médico aplica um gel no peito;
    • Um transdutor (aparelho que emite ultrassom) é deslizado sobre a região do coração;
    • As ondas sonoras se transformam em imagens do coração em tempo real.

    O médico anota todos os parâmetros importantes para fazer o laudo.

    O procedimento é indolor, não invasivo e dura em média 20 a 40 minutos.

    Saiba mais: MAPA: o exame que analisa a pressão arterial por um dia inteiro

    Tipos de ecocardiograma

    Existem diferentes formas de realizar o exame, dependendo da necessidade de cada pessoa, e isso é definido pelo médico:

    • Ecocardiograma transtorácico: o mais comum, feito pelo tórax;
    • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor é introduzido no esôfago para imagens mais detalhadas, exigindo preparo diferente;
    • Ecocardiograma com Doppler: avalia o fluxo de sangue e a pressão dentro das câmaras do coração;
    • Ecocardiograma de estresse: feito após esforço físico ou uso de medicamentos que simulam o comportamento do coração durante exercício.

    Para que serve o exame?

    O exame ajuda a diagnosticar e acompanhar condições como:

    • Doenças das válvulas cardíacas;
    • Avaliação após um infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Cardiopatias congênitas, que são alterações de nascença;
    • Avaliação do impacto da pressão alta no coração.

    Quem deve fazer o exame?

    O ecocardiograma pode ser indicado para pessoas com sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios ou histórico familiar de doenças cardíacas. É bem comum em check-ups de quem já tem diagnóstico de problemas no coração.

    Leia também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre ecocardiograma

    1. Qual a diferença entre ecocardiograma e eletrocardiograma?

    O eletrocardiograma mostra a atividade elétrica do coração. O ecocardiograma mostra imagens estruturais do órgão em movimento.

    2. O exame precisa de preparo?

    O ecocardiograma transtorácico, que é o mais comum, não precisa de preparo. Já o transesofágico exige jejum e sedação, mas é o laboratório ou o médico que passam as informações de preparo para cada caso.

    3. Crianças e gestantes podem fazer o exame?

    Sim. O exame é seguro para todas as idades e durante a gestação.

    4. O resultado sai na hora?

    As imagens são geradas imediatamente, mas a análise final é feita pelo cardiologista, o que pode levar alguns dias para sair o laudo.

    5. Posso fazer o exame pelo SUS?

    Sim. O exame está disponível na rede pública, mas pode haver fila de espera dependendo da região.

    Leia também: Eletrocardiograma: o que é e quem deve fazer

  • Ecocardiograma fetal: quando o exame do coração do bebê é indicado?

    Ecocardiograma fetal: quando o exame do coração do bebê é indicado?

    O ecocardiograma fetal é um exame de imagem feito durante a gestação para avaliar o coração do bebê com mais detalhes. Ele funciona de forma parecida com um ultrassom e permite observar a estrutura e o funcionamento do coração ainda dentro do útero.

    Durante o exame, o especialista consegue analisar as câmaras cardíacas, as válvulas, o ritmo dos batimentos e o fluxo de sangue, além de procurar alterações na formação e no funcionamento do coração. Mas afinal, quando ele é necessário?

    Conversamos com a ginecologista Andreia Sapienza para entender para que serve o ecocardiograma fetal, quando o exame é indicado e o que os resultados podem revelar sobre a saúde do coração do bebê.

    Quando o ecocardiograma fetal é indicado?

    O ecocardiograma fetal costuma ser solicitado quando existem fatores de risco para alterações no coração do bebê, como:

    • Diabetes gestacional: a condição pode provocar alterações no coração do bebê, como o espessamento do septo interventricular, estrutura que separa os dois ventrículos. O ecocardiograma ajuda a avaliar se o diabetes está interferindo no funcionamento cardíaco;
    • Histórico familiar de cardiopatias congênitas: quando existem casos de problemas cardíacos congênitos na família, o exame pode ser indicado para avaliar com mais detalhes a formação do coração do bebê;
    • Alterações no ultrassom morfológico: achados como alterações na estrutura do coração, aumento da translucência nucal ou suspeita de arritmias podem levar à indicação do ecocardiograma fetal;
    • Infecções maternas ou uso de determinados medicamentos: algumas infecções e medicamentos usados durante a gravidez podem aumentar o risco de alterações no bebê. O exame ajuda a avaliar a formação e o funcionamento do coração.

    No entanto, de acordo com Andreia, o ideal é que o exame seja realizado por todas as gestantes, mesmo quando não há nenhuma condição ou suspeita durante o pré-natal.

    Qual é a diferença para o ultrassom obstétrico?

    Os dois exames possuem objetivos diferentes. O ultrassom obstétrico acompanha o crescimento e o desenvolvimento do bebê de forma geral. Durante o procedimento, o médico observa os diferentes órgãos, inclusive o coração, além de outras características da gestação.

    Já o ecocardiograma fetal é voltado especificamente para o coração do bebê, e permite analisar com mais detalhes as câmaras cardíacas, as válvulas, o ritmo dos batimentos, o funcionamento do coração e a espessura das paredes.

    O exame também pode identificar alterações na comunicação entre as estruturas cardíacas, sendo realizado por um profissional especializado em ecocardiografia fetal.

    Com quantas semanas de gravidez deve ser feito?

    Segundo Andreia, o ecocardiograma fetal pode ser realizado por volta das 26 semanas de gestação, quando o coração do bebê já está mais desenvolvido e pode ser avaliado com detalhes.

    Dependendo dos achados do exame ou dos fatores de risco presentes, como no caso do diabetes gestacional, o médico pode recomendar a repetição do ecocardiograma por volta de 34 semanas para continuar acompanhando a função cardíaca do bebê.

    Como é feito o ecocardiograma fetal?

    O ecocardiograma fetal é feito de forma parecida com um ultrassom obstétrico. A gestante fica deitada enquanto o profissional aplica um gel sobre a barriga e desliza um aparelho chamado transdutor sobre a pele.

    O aparelho utiliza ondas de ultrassom para formar imagens detalhadas do coração do bebê. Durante o exame, o especialista observa as câmaras cardíacas, as válvulas, os batimentos e o fluxo do sangue, além de avaliar se o coração está se formando e funcionando adequadamente.

    O exame precisa de algum preparo ou oferece riscos?

    O ecocardiograma fetal é um exame não invasivo e feito de maneira semelhante a um ultrassom, então não é necessário fazer jejum ou outro preparo específico antes do procedimento.

    O exame também não usa radiação, não costuma causar dor e pode ter duração variável, dependendo da posição do bebê e da facilidade para visualizar as estruturas do coração.

    O que fazer se o resultado mostrar alguma alteração?

    Se o ecocardiograma fetal identificar uma alteração, os próximos passos dependem do tipo e da gravidade do quadro. Em muitos casos, Andreia explica que é necessário apenas acompanhar o coração do bebê durante a gestação e repetir o exame quando o médico indicar.

    Quando a condição precisa de cuidados específicos, descobrir a alteração ainda na gravidez ajuda a planejar o acompanhamento após o nascimento. A equipe médica pode definir, por exemplo, o melhor local para o parto e se o bebê precisará ser acompanhado por um cardiologista pediátrico.

    Nos casos mais graves, o bebê pode precisar de tratamento após o nascimento. Em situações mais raras, também podem ser realizados procedimentos ainda durante a gestação. A decisão depende da alteração encontrada e da avaliação da equipe médica.

    Leia mais: Segundo trimestre de gravidez: quando começa, sintomas e exames

    Perguntas frequentes

    1. O ecocardiograma fetal substitui o ultrassom morfológico?

    Não. O morfológico avalia o desenvolvimento geral do bebê (ossos, órgãos e líquido amniótico), enquanto o ecocardiograma foca exclusivamente na estrutura e no funcionamento detalhado do coração.

    2. É necessário ter pedido médico para fazer o exame?

    Sim. Como qualquer exame complementar de pré-natal, ele deve ser solicitado pelo obstetra que acompanha a gestação.

    3. O exame dói ou causa desconforto para a mãe ou para o bebê?

    Não. O procedimento é inteiramente indolor, externo e rápido, funcionando exatamente como um ultrassom abdominal comum.

    4. A posição do bebê pode atrapalhar a realização do exame?

    Sim. Se o bebê estiver em uma posição desfavorável ou se movimentando muito, o médico pode pedir para a gestante caminhar um pouco antes de finalizar a avaliação.

    5. Grávidas de gêmeos precisam fazer o ecocardiograma fetal?

    Sim. A gestação gemelar, principalmente quando os bebês compartilham a mesma placenta, é uma indicação clássica para monitorar o fluxo sanguíneo e a saúde cardíaca de ambos.

    6. A ingestão de café ou doces antes do exame ajuda a movimentar o bebê?

    Não é recomendado consumir estimulantes sem orientação, pois o excesso de movimentação pode, na verdade, dificultar a captação das imagens do coração.

    7. O acompanhante pode entrar na sala durante o procedimento?

    Sim. A gestante pode estar acompanhada normalmente, assim como ocorre nos demais exames de ultrassom do pré-natal.

    8. Se for detectada uma alteração, o parto precisa ser cesárea?

    Não obrigatoriamente. A via de parto depende do tipo de cardiopatia e da estabilidade do bebê, devendo ser decidida em conjunto entre o obstetra e o cardiologista fetal.

    9. É possível tratar alguma alteração cardíaca ainda dentro da barriga?

    Sim. Algumas arritmias fetais podem ser tratadas com medicações administradas à mãe, que chegam ao bebê através da placenta.

    Leia mais: Terceiro trimestre de gravidez: entenda quando começa, sintomas e cuidados no período

  • Como sair do modo trabalho e descansar de verdade?

    Como sair do modo trabalho e descansar de verdade?

    Você fecha o notebook, responde à última mensagem do dia e até sai do escritório, mas a cabeça continua funcionando como se o expediente ainda não tivesse terminado. Ao realizar outras tarefas do dia a dia, os pensamentos voltam para a reunião de amanhã, para o prazo que está chegando ou para aquele problema que ainda não foi resolvido.

    Com o passar do tempo, a sensação é de que o trabalho nunca acaba, o que dificulta o relaxamento, prejudica o descanso e pode até afetar a qualidade do sono. Sem um sinal claro de que o expediente terminou, o cérebro continua em estado de alerta, como se ainda fosse necessário resolver pendências, tomar decisões e permanecer disponível o tempo todo.

    Mas, então, como fazer o cérebro entender que chegou a hora de descansar? Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann, uma das estratégias mais simples é criar um ritual para marcar o fim do expediente. Mesmo pequenos hábitos ajudam o cérebro a perceber que o período de trabalho terminou e que agora começa outro momento do dia.

    Por que o cérebro continua trabalhando mesmo depois do expediente?

    Mesmo depois do fim do expediente, o cérebro pode continuar em estado de alerta, principalmente quando o dia foi cheio de cobranças, prazos, decisões ou tarefas que ficaram pendentes. Apesar de você parar de trabalhar fisicamente, a mente não muda imediatamente para o estado de descanso.

    Um dos motivos é que as tarefas inacabadas tendem a permanecer mais presentes na memória. O cérebro continua voltando aos problemas que ainda precisam de solução, como uma reunião do dia seguinte, um e-mail que precisa ser respondido ou uma entrega que não foi feita.

    Por isso, os pensamentos relacionados ao trabalho podem surgir mesmo durante o jantar, o banho ou na hora de dormir.

    Inclusive, a situação pode ser ainda mais comum no home office, já que não existe o deslocamento entre o trabalho e a casa para marcar fisicamente o fim da jornada. Quando o computador, o celular e as notificações continuam por perto, a divisão entre o período profissional e o pessoal pode ficar menos clara.

    A importância de criar um ritual de encerramento

    O cérebro responde aos hábitos e, com o tempo, aprende a relacionar determinadas ações aos diferentes momentos do dia. Quando você estabelece uma sequência previsível de atividades no final da jornada, cria um sinal de que o trabalho terminou por hoje.

    A rotina também ajuda a diminuir a sensação de que ainda existe alguma coisa para fazer, permitindo que você deixe as preocupações profissionais de lado e volte a dedicar a atenção à família, aos amigos, ao lazer ou simplesmente a um momento só seu.

    O trabalho pode contribuir para o bem-estar e para a realização pessoal quando ocupa um espaço equilibrado na rotina, mas precisa ter limites claros para não prejudicar os momentos de descanso.

    4 rituais simples para encerrar a rotina de trabalho

    Para sinalizar ao cérebro que chegou a hora de descansar, mais importante é criar uma rotina consistente e usar estímulos físicos ou sensoriais que ajudem a marcar o fim do expediente:

    1. Faça uma caminhada de 10 minutos

    O hábito de caminhar por alguns minutos depois do expediente ajuda a criar uma separação entre o período de trabalho e o momento de descanso. Além de movimentar o corpo depois de várias horas sentado, sair de casa permite mudar de ambiente, respirar um pouco e direcionar a atenção para algo que não esteja relacionado às tarefas profissionais.

    Para quem trabalha em home office, a caminhada pode ser ainda mais interessante, já que funciona como uma espécie de deslocamento de volta para casa. O simples ato de sair, dar uma volta pelo bairro e retornar ajuda a marcar o encerramento da jornada e cria um intervalo antes do início da noite.

    2. Tome um banho e troque de roupa

    O banho também pode fazer parte do ritual de encerramento do expediente. O ato de tirar a roupa usada durante o trabalho, tomar um banho e vestir uma roupa confortável cria uma mudança física que ajuda a marcar a passagem entre os dois momentos do dia.

    Mesmo para quem trabalha em casa, manter uma roupa para o expediente e trocá-la ao terminar pode reforçar a sensação de que a jornada acabou. Com a repetição diária, a rotina passa a funcionar como um sinal de que as obrigações profissionais ficaram para trás e que chegou a hora de descansar.

    3. Guarde o computador e ligue uma música

    O computador aberto sobre a mesa pode funcionar como um lembrete constante das tarefas que ainda precisam ser resolvidas. Por isso, ao terminar o expediente, procure fechar a tela e guardar o notebook em uma gaveta, mochila ou em algum lugar fora do campo de visão, principalmente quando o espaço de trabalho também faz parte da sala ou do quarto.

    4. Escreva a lista de pendências do dia seguinte

    As tarefas que ficaram inacabadas podem continuar aparecendo nos pensamentos mesmo depois do fim do expediente. A preocupação de esquecer uma reunião, um prazo ou uma atividade importante, por exemplo, faz com que a mente continue revisando mentalmente tudo o que ainda precisa ser feito.

    O hábito de anotar as pendências antes de fechar o computador ajuda a organizar o próximo dia e evita a necessidade de ficar tentando lembrar de cada compromisso durante a noite. O ideal é fazer uma lista simples com o que ficou pendente e, se possível, determine quais atividades serão prioridade.

    Assim, você encerra o expediente sabendo que as informações importantes estão registradas e poderão ser retomadas no momento adequado.

    Riscos de não se desconectar do trabalho

    Quando você permanece constantemente em estado de alerta, o organismo continua respondendo como se estivesse diante de uma situação de estresse, o que pode aumentar o cansaço e contribuir para:

    • Insônia e alterações do sono: a mente agitada e os pensamentos constantes sobre o trabalho podem dificultar o relaxamento necessário para adormecer e prejudicar a qualidade do sono;
    • Sintomas de Burnout: a exposição prolongada ao estresse ocupacional sem períodos adequados de recuperação pode favorecer o esgotamento físico e emocional, além de reduzir a produtividade e a satisfação com o trabalho;
    • Problemas de relacionamento: a dificuldade de se desligar mentalmente do trabalho pode diminuir a atenção disponível para os momentos de convivência com a família, os amigos e o parceiro;
    • Sintomas físicos do estresse: as dores de cabeça, a tensão muscular nos ombros e no pescoço e as alterações gastrointestinais podem aparecer ou piorar durante períodos prolongados de estresse.

    Quando ir ao médico?

    Vale procurar um médico ou psicólogo quando surgirem sinais como:

    • Dificuldade frequente para dormir ou acordar várias vezes durante a noite pensando no trabalho;
    • Cansaço intenso que não melhora mesmo após os períodos de descanso;
    • Irritabilidade, ansiedade ou angústia frequentes;
    • Dificuldade de concentração e queda no rendimento;
    • Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas;
    • Dores de cabeça, tensão muscular ou problemas digestivos frequentes;
    • Sensação de esgotamento físico e emocional;
    • Dificuldade de aproveitar os momentos de lazer sem pensar nas obrigações profissionais.

    A avaliação profissional ajuda a entender se os sintomas estão relacionados ao estresse do trabalho ou se podem indicar problemas como a ansiedade, a depressão ou a síndrome de Burnout, além de orientar o tratamento mais adequado.

    Leia também: Dicas para equilibrar a vida pessoal e o trabalho

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o limite saudável de horas de trabalho por dia?

    O limite legal e recomendado para a maioria dos adultos é de 8 horas diárias, garantindo tempo suficiente para sono, lazer e descanso.

    2. É normal sentir culpa por não trabalhar no fim de semana?

    Sim, é um sintoma comum do perfeccionismo e da cultura da hiperprodutividade, mas o descanso é essencial para manter a saúde e o próprio rendimento.

    3. Como parar de checar o e-mail do trabalho no celular pessoal?

    O ideal é remover as contas profissionais do dispositivo pessoal ou desativar todas as notificações fora do horário de expediente.

    4. O que é a Síndrome de Burnout e quais são seus primeiros sinais?

    É o esgotamento profissional extremo. Os primeiros sinais incluem cansaço constante, cinismo em relação ao trabalho e queda na eficácia.

    5. Como falar com o gestor sobre sobrecarga de trabalho?

    Agende uma conversa privada, apresente sua lista atual de tarefas e solicite ajuda para priorizar o que é realmente urgente.

    6. Quantas horas de sono são necessárias para recuperar o cérebro?

    A maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas de sono de qualidade por noite para restaurar as funções cognitivas e emocionais.

    7. Como evitar que os problemas do trabalho afetem o relacionamento amoroso?

    Pratique a escuta ativa com seu parceiro e reserve os primeiros 30 minutos em casa para transições pessoais, sem pautar a conversa em estresse profissional.

    Leia mais: Burnout pode causar infarto? Veja como o desgaste emocional afeta o coração

  • Mexer no celular no banheiro: qual o risco real para o corpo (e pro aparelho)?

    Mexer no celular no banheiro: qual o risco real para o corpo (e pro aparelho)?

    Em um cotidiano agitado, para algumas pessoas, o momento de usar o vaso sanitário virou uma pausa no dia para checar redes sociais, responder mensagens, ler notícias ou assistir a vídeos curtos. Só que mesmo poucos minutos diante da tela podem facilmente se transformar em 20, 30 minutos ou até mais, prolongando o tempo sentado no vaso sanitário.

    Quando o comportamento se torna frequente, pode aumentar a pressão sobre a região anal e favorecer o surgimento ou a piora de hemorroidas, principalmente em pessoas que já apresentam predisposição.

    Além disso, o aparelho pode entrar em contato com microrganismos presentes nas mãos e no ambiente, aumentando a possibilidade de levá-los para outros locais.

    Por que mexer no celular no banheiro pode fazer mal para a saúde?

    Ao assistir a vídeos, responder mensagens ou navegar pelas redes sociais, é fácil perder a noção do tempo no banheiro e permanecer sentado por 15, 20 ou até 30 minutos. Com o tempo, o hábito pode favorecer:

    1. Hemorroidas

    O vaso sanitário não oferece o mesmo apoio que uma cadeira comum. Durante o uso, a região anal fica posicionada sobre a abertura do vaso, enquanto o peso do corpo e a ação da gravidade aumentam a pressão sobre os vasos sanguíneos da região.

    Quando a pessoa fica sentada por muito tempo, a pressão pode dificultar o retorno do sangue pelas veias ao redor do ânus. Os vasos podem ficar mais dilatados e congestionados, situação que pode favorecer o aparecimento ou a piora das hemorroidas.

    O risco tende a ser maior quando a pessoa também faz força para evacuar, apresenta prisão de ventre ou já possui predisposição para hemorroidas.

    2. Dor e desconforto

    Normalmente, ao usar o celular, a pessoa abaixa a cabeça para olhar a tela, projeta o pescoço para a frente e mantém os ombros curvados. Permanecer na posição por vários minutos pode sobrecarregar a musculatura do pescoço, dos ombros e das costas.

    Quando o comportamento se repete diariamente e por períodos prolongados, pode contribuir para dores e tensão muscular.

    Vale destacar que o problema não é exclusivo do banheiro e a postura inadequada durante o uso do celular pode causar desconforto em qualquer ambiente quando mantida durante muito tempo.

    3. Forçar a evacuação sem necessidade

    O corpo costuma avisar quando está pronto para evacuar. Quando a vontade aparece, o reto recebe as fezes e ocorre uma série de movimentos que facilitam a evacuação.

    Com o celular nas mãos, porém, é comum permanecer no vaso mesmo depois de terminar ou continuar tentando evacuar enquanto assiste a um vídeo ou navega pelas redes sociais. Você pode começar a fazer força sem perceber, mesmo quando o intestino já não tem mais fezes prontas para serem eliminadas.

    Além de aumentar a pressão sobre a região anal, fazer força repetidamente pode dificultar a evacuação e favorecer desconfortos. Por isso, quando as fezes não saem, o recomendado é evitar insistir por vários minutos e tentar novamente quando a vontade aparecer.

    4. Contato com microrganismos

    O smartphone passa pelas mãos várias vezes ao longo do dia e acompanha a pessoa em praticamente todos os lugares. Quando também entra no banheiro, pode entrar em contato com microrganismos presentes nas mãos e nas superfícies do ambiente.

    A contaminação pode ocorrer de maneira simples: você toca na descarga, na maçaneta ou em outra superfície e, logo depois, pega o telefone. Os microrganismos presentes nas mãos podem passar para a tela e para a capinha.

    Mesmo depois de lavar as mãos, basta pegar novamente o aparelho contaminado para entrar em contato com os microrganismos. Mais tarde, o celular vai para a mesa, para a cama e fica próximo ao rosto e à boca, facilitando a circulação de germes entre diferentes ambientes.

    O banheiro também pode prejudicar o aparelho?

    Além da questão da higiene, levar o smartphone para o banheiro aumenta a exposição a quedas, especialmente quando o aparelho é usado durante todo o período no banheiro ou manuseado enquanto você abaixa ou levanta a roupa.

    Alguns modelos possuem resistência à água, mas a proteção varia de acordo com o aparelho e não significa que ele seja completamente à prova de líquidos em qualquer situação.

    Para completar, nos banheiros com chuveiro, a água quente aumenta a quantidade de vapor no ambiente. Aos poucos, a exposição frequente à umidade pode ser prejudicial para alguns aparelhos, principalmente quando existem danos, aberturas ou desgaste na vedação.

    A água também pode entrar pelas conexões ou atingir componentes sensíveis dependendo do modelo e das condições do smartphone.

    Como abandonar o hábito de usar o celular no banheiro?

    Para quem já se acostumou a entrar no banheiro com o smartphone na mão, é preciso adotar algumas medidas no dia a dia para diminuir o hábito, como:

    • Deixar o celular fora do banheiro: coloque o aparelho sobre uma mesa, na cama ou em outro local antes de entrar no cômodo;
    • Evitar ficar no vaso sem necessidade: se você terminou de evacuar, levante-se. Permanecer sentado apenas para continuar assistindo a vídeos ou navegando pelas redes sociais aumenta o tempo no vaso;
    • Não fazer força para evacuar: se as fezes não saírem, evite permanecer vários minutos tentando. Levante-se e volte ao banheiro quando sentir vontade novamente;
    • Prestar atenção aos sinais do corpo: tente usar o momento da evacuação apenas para ir ao banheiro, sem outras distrações;
    • Criar uma regra para o celular: evitar levar o aparelho para o banheiro ajuda a quebrar a associação entre usar o vaso e navegar pelas redes sociais;
    • Higienizar o aparelho regularmente: caso o celular seja levado ao banheiro, mantenha a limpeza do aparelho e da capinha de acordo com as orientações do fabricante.

    Como limpar o celular corretamente?

    A forma adequada de higienização pode variar de acordo com o modelo e com as orientações do fabricante. Antes de usar qualquer produto, vale consultar as recomendações específicas para o aparelho. Mas, no geral, alguns cuidados incluem:

    • Desligar o celular antes da limpeza;
    • Retirar a capinha para higienizá-la separadamente;
    • Usar um pano macio e que não solte fiapos;
    • Não borrifar álcool, água ou qualquer outro líquido diretamente sobre o aparelho;
    • Evitar a entrada de líquidos nas conexões, nos alto-falantes e em outras aberturas;
    • Não utilizar produtos abrasivos ou produtos de limpeza doméstica sem verificar se são indicados pelo fabricante.

    Dependendo do modelo, o fabricante pode permitir o uso de álcool isopropílico ou de lenços próprios para aparelhos eletrônicos. Por isso, vale seguir as orientações da marca antes da higienização.

    Leia mais: Por que o intestino é chamado de ‘segundo cérebro’?

    Perguntas frequentes

    1. Mexer no celular no banheiro pode causar infecção urinária?

    Sim, indiretamente. Ao manusear o celular contaminado por bactérias fecais no banheiro e depois tocar na região íntima ou no papel higiênico, você pode transferir bactérias como a E. coli para a uretra, favorecendo a instalação de uma infecção urinária.

    2. Usar o celular no banheiro com a tampa do vaso fechada reduz os riscos?

    Reduz o risco de o aparelho cair na água, mas não impede a contaminação por aerossóis. As bactérias suspensas no ar do banheiro após a descarga continuam se depositando na superfície do telefone e das suas mãos.

    3. Ler livros ou revistas no vaso sanitário traz os mesmos riscos do celular?

    Em relação às hemorroidas e dores na coluna, sim, pois a permanência prolongada na posição sentada causa a mesma pressão na região pélvica. A diferença é que papéis não costumam ser reutilizados com a mesma frequência e proximidade do rosto quanto os celulares.

    4. Por que sinto formigamento nas pernas quando fico muito tempo no vaso mexendo no celular?

    A posição de sentar na privada comprime os nervos ciáticos e as artérias principais das coxas contra a borda rígida do assento. A compressão reduz temporariamente a circulação sanguínea e o fluxo nervoso para as pernas e pés, gerando a sensação de anestesia ou formigamento.

    5. Qual é a distância segura para deixar o celular longe do vaso sanitário?

    O ideal é não levá-lo para o banheiro. Porém, se precisar levar, mantenha o aparelho dentro de uma bolsa fechada ou no bolso da jaqueta, retirando-o da cabine antes de acionar a descarga ou lavar as mãos.

    6. Usar fones de ouvido sem fio no banheiro também traz riscos de infecção?

    Sim. Se você toca nos fones ou no estojo de carregamento com as mãos contaminadas pelo ambiente do banheiro e depois coloca o acessório no ouvido, pode levar bactérias para o canal auditivo, favorecendo infecções como a otite externa.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

  • Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio? 

    Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio? 

    Se você costuma lavar o cabelo à noite, provavelmente já foi dormir alguma vez sem esperar os fios secarem completamente. A falta de tempo, o cansaço ou até o hábito podem fazer com que o cabelo molhado vá direto para o travesseiro. Mas será que a prática realmente faz mal?

    Quando você deita com o cabelo ainda úmido, os fios permanecem em contato com o travesseiro durante várias horas, o que pode criar condições favoráveis para alguns microrganismos e piorar problemas dermatológicos em pessoas predispostas. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, dormir de cabelo molhado faz mal?

    Se o hábito é frequente, dormir com o cabelo molhado pode prejudicar os fios e favorecer alguns problemas no couro cabeludo. Ao se deitar com o cabelo ainda úmido, os fios ficam em contato com o travesseiro por várias horas durante o sono.

    A combinação de umidade, calor e pouca ventilação pode favorecer a proliferação de alguns microrganismos. Para completar, o cabelo molhado fica mais vulnerável aos danos provocados pelo atrito com a fronha.

    Com o tempo, o hábito pode contribuir para a quebra dos fios, o surgimento de pontas duplas e o aumento do frizz. Em pessoas que já apresentam problemas no couro cabeludo, como a dermatite seborreica, permanecer com a região úmida por muito tempo também pode piorar sintomas como coceira, vermelhidão e descamação.

    Mito ou verdade: dormir de cabelo molhado causa gripe ou resfriado?

    É um mito! A gripe e o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. A gripe é provocada pelos vírus influenza, enquanto diferentes tipos de vírus podem causar resfriados, incluindo os rinovírus.

    Para desenvolver uma infecção respiratória, é necessário entrar em contato com o vírus responsável. O cabelo molhado, sozinho, não causa a doença.

    A confusão pode acontecer porque dormir com os fios úmidos pode causar uma sensação desagradável de frio, principalmente em ambientes com temperaturas mais baixas.

    Além disso, manter o travesseiro constantemente úmido pode favorecer a presença de ácaros e fungos. Para quem sofre com rinite alérgica ou asma, a exposição aos alérgenos pode contribuir para sintomas como espirros, congestão nasal e tosse, que tendem a ser confundidos com um resfriado.

    O cabelo molhado pode favorecer fungos no travesseiro e no couro cabeludo?

    Durante a noite, parte da água presente nos fios passa para a fronha e para o travesseiro. Quando a situação ocorre com frequência e o material não seca adequadamente, a umidade pode criar condições favoráveis para a proliferação de fungos e outros microrganismos.

    No couro cabeludo, permanecer com a região úmida e abafada por várias horas também pode favorecer problemas em pessoas predispostas, principalmente quando já existe alguma condição dermatológica.

    Um exemplo é a dermatite seborreica, problema relacionado a vários fatores, incluindo a ação do fungo Malassezia, que vive naturalmente na pele. A doença pode causar descamação, coceira, vermelhidão e oleosidade no couro cabeludo.

    Por outro lado, dormir com o cabelo molhado, sozinho, não causa micose no couro cabeludo. A tinha do couro cabeludo (tinea capitis), por exemplo, é uma infecção causada por fungos dermatófitos e ocorre após o contato com o agente causador.

    Dormir de cabelo molhado quebra ou danifica os fios?

    A resposta é sim, pois o cabelo fica mais vulnerável quando está molhado, o que aumenta a possibilidade de danos mecânicos.

    A água provoca mudanças temporárias na estrutura do fio e faz com que ele fique mais inchado e elástico. Quando ele é puxado, penteado ou submetido ao atrito, pode sofrer danos com maior facilidade.

    Durante o sono, a pessoa muda de posição várias vezes e o cabelo entra constantemente em contato com a fronha. O atrito pode favorecer:

    • Quebra dos fios;
    • Formação de pontas duplas;
    • Aumento do frizz;
    • Desgaste da cutícula, camada mais externa do fio;
    • Aparência mais ressecada e sem brilho.

    O risco tende a ser maior quando o hábito é frequente ou quando o cabelo já está fragilizado por descoloração, tintura, alisamento ou uso excessivo de fontes de calor.

    Dormir de cabelo molhado piora das alergias respiratórias?

    O hábito pode piorar os sintomas de alergias respiratórias em algumas pessoas, mas não porque o cabelo molhado cause alergia diretamente.

    Na verdade, a umidade no cabelo e no travesseiro favorecem a presença e a proliferação de fungos e ácaros, que contribuem para sintomas como espirros, nariz entupido, coriza, coceira no nariz e tosse, principalmente em quem já convive com rinite alérgica ou asma.

    O que fazer se não der para secar o cabelo antes de dormir?

    Se você não tiver tempo para secar o cabelo, algumas medidas ajudam a diminuir a umidade e os danos aos fios, como:

    • Retire o excesso de água com uma toalha: antes de usar o secador ou deixar o cabelo terminar de secar naturalmente, pressione a toalha delicadamente sobre os fios para retirar o excesso de água. Evite esfregar ou torcer o cabelo, pois os fios ficam mais frágeis quando estão molhados e podem quebrar com maior facilidade;
    • Prefira uma toalha de microfibra: o material absorve bem a água e gera menos atrito nos fios. A toalha de microfibra também pode ajudar a diminuir o frizz e os danos provocados pela fricção durante a secagem;
    • Use o secador: quando não houver tempo para esperar a secagem natural, o secador pode ser uma boa alternativa. Prefira temperaturas mornas ou frias e evite manter o aparelho muito próximo do couro cabeludo ou parado por muito tempo na mesma região;
    • Aplique um protetor térmico: se for usar o secador com ar quente, passe um protetor térmico antes da secagem. O produto forma uma camada de proteção nos fios e ajuda a diminuir os danos provocados pela exposição ao calor;
    • Evite prender o cabelo molhado: fazer coque, rabo de cavalo ou trança enquanto os fios ainda estão úmidos pode aumentar a tensão sobre a fibra capilar e favorecer a quebra. O ideal é esperar o cabelo secar antes de prender;
    • Mantenha o travesseiro seco e higienizado: se a fronha ou o travesseiro ficarem úmidos, deixe-os secar completamente antes de usá-los novamente. Também é importante trocar e lavar a fronha regularmente para evitar o acúmulo de suor, oleosidade, células mortas e microrganismos.

    As fronhas de cetim ou seda também podem diminuir o atrito com os fios durante o sono, mas trocar o tecido da fronha não elimina os possíveis problemas relacionados à umidade. O ideal continua sendo dormir com o cabelo seco ou retirar o máximo possível de água antes de se deitar.

    Quando procurar um dermatologista?

    Vale procurar um dermatologista quando surgirem alterações persistentes ou intensas no couro cabeludo, como:

    • Coceira forte ou que não melhora;
    • Descamação intensa;
    • Vermelhidão ou ardência;
    • Feridas ou crostas no couro cabeludo;
    • Bolinhas com pus;
    • Áreas com falhas no cabelo;
    • Queda de cabelo acima do habitual;
    • Dor ou sensibilidade no couro cabeludo.

    O dermatologista poderá avaliar a causa dos sintomas e indicar o tratamento adequado. Dependendo do diagnóstico, podem ser recomendados xampus específicos, medicamentos antifúngicos, antibióticos ou outros tratamentos.

    Veja também: Queda de cabelo: o que causa e quando é preocupante?

    Perguntas frequentes

    1. Pode dormir de cabelo úmido ou precisa estar 100% seco?

    O ideal é que esteja 100% seco. Mesmo levemente úmido, o abafamento contra o travesseiro já é suficiente para enfraquecer o fio e criar fungos.

    2. Secar com secador antes de dormir faz menos mal do que dormir molhado?

    Sim, o secador é muito menos prejudicial. Usando protetor térmico e ar morno ou frio, você evita o risco de micoses e a quebra por atrito.

    3. Dormir de touca de cetim com o cabelo molhado resolve o problema?

    Não. A touca vai abafar ainda mais a umidade na raiz, acelerando a proliferação de fungos e bactérias.

    4. Quantas vezes por semana o travesseiro deve ser trocado se eu dormir de cabelo molhado?

    Se isso acontecer com frequência, a fronha deve ser trocada diariamente e o travesseiro deve ser higienizado ou exposto ao sol regularmente.

    5. Lavar o cabelo à noite sempre faz mal?

    Não, desde que você seque completamente os fios e o couro cabeludo antes de se deitar.

    6. Qual é o tempo mínimo que devo esperar entre lavar o cabelo e ir dormir?

    O tempo varia conforme o volume do cabelo, mas o recomendado é lavar pelo menos 2 a 3 horas antes de se deitar caso vá secar ao natural.

    7. A umidade do cabelo pode causar espinhas na pele do rosto?

    Sim, a umidade transferida para a fronha facilita o acúmulo de bactérias que, em contato com o rosto à noite, podem obstruir os poros e piorar a acne.

    Leia mais: Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

  • 7 benefícios de comer aveia todos os dias para o intestino 

    7 benefícios de comer aveia todos os dias para o intestino 

    É difícil falar sobre alimentação saudável sem citar a aveia. Presente em mingaus, vitaminas, frutas, iogurtes e inúmeras receitas, esse cereal integral está entre os alimentos mais estudados quando o assunto é saúde intestinal. O motivo é simples: além de fornecer vitaminas, minerais e antioxidantes, a aveia concentra um tipo de fibra chamado beta-glucana, associado a benefícios bem documentados para o funcionamento do intestino.

    Apesar da fama, vale fazer uma ressalva importante. A aveia não é um remédio nem faz milagres. Ela não limpa o intestino nem resolve, sozinha, problemas digestivos.

    Os benefícios aparecem quando o consumo é regular e faz parte de uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e outros alimentos fonte de fibras. Ainda assim, incluí-la no dia a dia pode representar um passo importante para quem busca melhorar a saúde intestinal.

    O que faz da aveia um alimento tão especial?

    A aveia é um cereal integral naturalmente rico em fibras alimentares. Diferentemente dos grãos refinados, ela preserva boa parte de seus componentes naturais, oferecendo uma combinação de fibras solúveis e insolúveis, além de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, magnésio, fósforo, zinco e compostos antioxidantes chamados avenantramidas, praticamente exclusivos desse cereal.

    O grande destaque, porém, são as beta-glucanas, um tipo de fibra solúvel presente em quantidade significativa na aveia.

    Quando entram em contato com a água durante a digestão, essas fibras formam um gel viscoso dentro do intestino. Essa característica explica boa parte dos benefícios associados ao alimento, como o favorecimento do funcionamento intestinal, o auxílio no controle do colesterol e uma absorção mais lenta dos carboidratos.

    Além disso, parte dessas fibras chega praticamente intacta ao intestino grosso, onde serve de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal.

    Vale lembrar que a quantidade de beta-glucanas pode variar conforme a variedade da aveia e o grau de processamento do produto. Ainda assim, todas as formas integrais da aveia contribuem para aumentar a ingestão de fibras da alimentação.

    Aveia é um cereal ou um grão?

    Do ponto de vista botânico, a aveia é um cereal, assim como trigo, arroz, milho e centeio. Já do ponto de vista da alimentação, ela também pode ser chamada de grão integral, pois mantém as três partes originais do grão: farelo, endosperma e gérmen, preservando boa parte de seus nutrientes.

    Porém, essa classificação importa menos do que sua composição nutricional.

    Por ser um cereal integral rico em fibras, a aveia costuma oferecer vantagens em relação aos cereais refinados, que perdem parte das fibras e dos micronutrientes durante o processamento.

    É justamente essa riqueza em fibras que faz da aveia um dos alimentos mais recomendados para quem deseja cuidar da saúde intestinal. Veja os benefícios abaixo.

    1. Ajuda a aumentar o consumo diário de fibras

    Talvez o maior benefício da aveia seja ajudar a corrigir um problema bastante comum: o baixo consumo de fibras.

    Diversos levantamentos mostram que grande parte da população não atinge a recomendação diária desse nutriente. Em adultos, a ingestão recomendada costuma variar entre 25 e 38 gramas por dia, dependendo da idade, do sexo e de condições fisiológicas, como gestação e amamentação.

    Essa deficiência muitas vezes passa despercebida, mas pode influenciar diretamente o funcionamento do intestino.

    As fibras exercem diversas funções importantes no organismo:

    • Favorecem a formação de fezes com consistência adequada;
    • Contribuem para o trânsito intestinal;
    • Servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota;
    • Participam da produção de substâncias importantes para a saúde intestinal;
    • Ajudam a manter a integridade da mucosa intestinal.

    Uma porção de aveia no café da manhã, em frutas, vitaminas ou iogurtes pode representar um passo importante para aumentar a ingestão diária de fibras.

    Naturalmente, ela não precisa ser a única fonte desse nutriente. Frutas, verduras, legumes, feijões, sementes e outros cereais integrais também devem fazer parte da alimentação.

    2. Pode ajudar a combater a prisão de ventre

    A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre, é uma das queixas digestivas mais frequentes entre adultos.

    Ela pode ter diversas causas, como uma baixa ingestão de fibras, consumo insuficiente de água, sedentarismo, uso de alguns medicamentos e determinadas doenças. É justamente nesse contexto que a aveia pode ajudar.

    Para entender melhor, as fibras presentes no cereal agem por mecanismos diferentes e complementares.

    As fibras insolúveis ajudam a aumentar o volume das fezes, o que favorece a movimentação ao longo do intestino.

    Já as fibras solúveis, como as beta-glucanas, absorvem água e formam um gel que contribui para manter as fezes mais macias e hidratadas.

    O resultado costuma ser evacuações mais confortáveis e um funcionamento intestinal mais regular ao longo do tempo.

    É importante destacar, porém, que a aveia não funciona como um laxante de efeito imediato. Os benefícios costumam aparecer gradualmente, à medida que o consumo de fibras passa a fazer parte da rotina.

    Outro ponto importante é a hidratação.

    As fibras dependem da presença de água para exercer adequadamente suas funções. Por isso, aumentar bastante o consumo de aveia sem ingerir líquidos suficientes pode reduzir seus benefícios e, em algumas pessoas, até causar fezes endurecidas.

    Também é comum que pessoas que consumiam poucas fibras percebam um aumento temporário de gases, distensão abdominal ou sensação de estufamento nas primeiras semanas após incluir mais aveia na alimentação.

    Isso acontece porque a microbiota intestinal passa a fermentar uma quantidade maior de fibras. Na maioria dos casos, esse desconforto diminui naturalmente conforme o organismo se adapta.

    Por isso, especialistas costumam recomendar que o aumento da ingestão de fibras seja gradual, sempre acompanhado de uma boa hidratação.

    3. Alimenta as bactérias benéficas da microbiota intestinal

    Nos últimos anos, poucas áreas da ciência despertaram tanto interesse quanto a microbiota intestinal.

    Ela corresponde ao conjunto de trilhões de bactérias, fungos e outros microrganismos que vivem naturalmente no intestino e participam de diversas funções importantes para o organismo.

    Esses microrganismos ajudam, por exemplo, na digestão de componentes dos alimentos, participam da produção de algumas vitaminas e influenciam o funcionamento do sistema imunológico.

    Para permanecer equilibrada, porém, essa comunidade precisa receber nutrientes específicos. É justamente aí que entram as fibras da aveia.

    Como o organismo humano não consegue digerir completamente as beta-glucanas, elas chegam praticamente intactas ao intestino grosso, onde passam a servir de alimento para diversas bactérias consideradas benéficas. Por isso, elas são classificadas como fibras com efeito prebiótico.

    Vale, porém, fazer uma ressalva importante. Nenhum alimento é capaz de corrigir sozinho a microbiota intestinal.

    Ela é influenciada pelo conjunto da alimentação, além de fatores como prática de atividade física, uso de antibióticos, idade, qualidade do sono e diversas outras características individuais.

    Ainda assim, consumir regularmente alimentos ricos em fibras, como a aveia, é uma das estratégias mais bem estabelecidas para favorecer esse equilíbrio.

    4. Ajuda na produção de substâncias importantes para o intestino

    Quando as bactérias intestinais fermentam as fibras da aveia, elas produzem compostos chamados ácidos graxos de cadeia curta.

    Os principais são:

    • Acetato;
    • Propionato;
    • Butirato.

    Eles têm funções importantes no funcionamento do intestino.

    O butirato, por exemplo, é considerado uma das principais fontes de energia das células que revestem o intestino grosso.

    Esses compostos também ajudam a manter a integridade da barreira intestinal, participam da comunicação entre o intestino e o sistema imunológico e ajudam a manter um ambiente intestinal saudável.

    Consumir aveia aumenta a oferta de fibras fermentáveis e favorece sua produção, mas isso não significa que o alimento previna ou trate doenças específicas. O benefício mais bem estabelecido continua sendo contribuir para um funcionamento intestinal adequado dentro de um padrão alimentar saudável.

    5. A aveia também faz bem para quem não sofre de prisão de ventre

    É comum associar as fibras apenas ao tratamento da constipação intestinal. Na realidade, elas são importantes mesmo em pessoas que evacuam regularmente.

    Além de favorecerem uma consistência adequada das fezes, as fibras ajudam a manter a diversidade da microbiota intestinal e participam do equilíbrio do ambiente intestinal.

    Pessoas com consumo adequado de fibras tendem a apresentar menor risco de diferentes doenças crônicas ao longo da vida. Isso não significa que a aveia seja responsável, sozinha, por esses benefícios. O mais provável é que ela faça parte de um padrão alimentar globalmente mais saudável.

    Ainda assim, incluir aveia na rotina pode ser uma estratégia simples para aumentar o consumo de fibras e favorecer a saúde intestinal, mesmo na ausência de sintomas digestivos.

    6. Um intestino saudável pode beneficiar muito mais do que a digestão

    Nos últimos anos, o intestino deixou de ser visto apenas como o órgão responsável pela digestão.

    Hoje sabemos que ele abriga uma parte importante do sistema imunológico, participa da absorção de nutrientes, produz diferentes substâncias importantes para o organismo e mantém uma comunicação constante com o cérebro por meio do chamado eixo intestino-cérebro.

    Essa descoberta fez crescer o interesse pela microbiota intestinal e seu possível papel em diversas condições de saúde.

    Entretanto, é preciso cautela. Mesmo que existam inúmeras pesquisas nessa área, muitos resultados ainda estão sendo investigados e não significam, necessariamente, que modificar a microbiota por meio de um único alimento seja suficiente para prevenir ou tratar doenças.

    No caso da aveia, as evidências mais consistentes continuam relacionadas ao aumento do consumo de fibras, ao efeito prebiótico das beta-glucanas e à melhora do ambiente intestinal.

    Os possíveis impactos sobre outras áreas da saúde são promissores, mas ainda dependem de novas pesquisas para serem melhor compreendidos.

    7. Os benefícios para o intestino vêm acompanhados de vantagens para o coração e para a glicemia

    Seria impossível falar sobre aveia sem mencionar dois benefícios bastante conhecidos das beta-glucanas.

    Essas fibras estão entre as poucas que possuem alegações de saúde reconhecidas por autoridades regulatórias, como a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

    Quando consumidas em quantidades adequadas e dentro de uma alimentação equilibrada, elas podem ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido popularmente como colesterol ruim.

    Isso ocorre porque o gel formado pelas beta-glucanas dificulta parcialmente a reabsorção dos ácidos biliares no intestino. Para produzir novos ácidos biliares, o organismo usa colesterol, o que contribui para reduzir a concentração dele no sangue.

    Esse mesmo gel torna mais lenta a digestão e a absorção dos carboidratos, o que faz com que o aumento da glicose após as refeições ocorra de forma mais gradual.

    Vale destacar que a aveia não substitui medicamentos nem tratamentos para colesterol alto ou diabetes. Ela deve ser encarada como parte de um padrão alimentar saudável, e não como uma solução isolada.

    Aveia não é um laxante

    É comum que algumas pessoas comecem a consumir aveia esperando um efeito semelhante ao de um laxante. Ela, no entanto, funciona de outra forma.

    Os laxantes estimulam ou facilitam a evacuação de maneira relativamente rápida, dependendo do tipo de medicamento. A aveia, por outro lado, melhora gradualmente as condições para que o intestino funcione adequadamente.

    Os efeitos dela dependem da regularidade do consumo, da ingestão adequada de água e da alimentação como um todo. Por isso, quem inclui aveia na rotina costuma perceber mudanças progressivas, e não um efeito imediato.

    Farelo, aveia em flocos ou farinha: qual escolher?

    Outra dúvida bastante comum é se existe uma forma de aveia melhor do que outra. A verdade é que todas podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas existem algumas diferenças. Veja abaixo.

    Farelo de aveia

    É a fração mais rica em fibras, especialmente em beta-glucanas. Por isso, costuma ser a melhor opção quando o principal objetivo é aumentar o consumo de fibras.

    Aveia em flocos

    Preserva praticamente todas as características do grão integral e apresenta excelente perfil nutricional. É muito versátil e pode ser utilizada em frutas, vitaminas, mingaus, panquecas e diversas receitas.

    Farinha de aveia

    Também mantém nutrientes importantes, mas sua textura mais fina modifica um pouco a velocidade de digestão quando comparada aos flocos. Ainda assim, continua sendo uma alternativa mais nutritiva do que farinhas refinadas, como a farinha de trigo branca.

    Independentemente da apresentação escolhida, o mais importante é que a aveia seja consumida regularmente.

    Quanto de aveia consumir por dia?

    Não existe uma quantidade única que sirva para todas as pessoas. Uma porção entre 30 e 50 gramas por dia, aproximadamente três a cinco colheres de sopa, dependendo da apresentação, já representa um aumento importante na ingestão de fibras.

    Para quem busca os benefícios das beta-glucanas sobre o colesterol, estudos indicam que o consumo de cerca de 3 gramas por dia dessa fibra pode contribuir para a redução do LDL quando inserido em uma alimentação saudável.

    Mais importante do que consumir grandes quantidades em um único dia é manter a regularidade ao longo do tempo.

    Quem deve ter mais atenção ao consumir aveia?

    A aveia é considerada um alimento seguro para a grande maioria das pessoas. Mesmo assim, algumas situações merecem atenção.

    Pessoas com doença celíaca devem optar por produtos certificados como “sem glúten”, pois a aveia frequentemente sofre contaminação cruzada com trigo, cevada ou centeio durante o cultivo, transporte e processamento.

    Quem possui síndrome do intestino irritável também pode precisar individualizar o consumo. Muitas pessoas toleram bem a aveia, mas algumas apresentam maior sensibilidade dependendo da quantidade ingerida e do restante da alimentação.

    Por fim, quem pretende aumentar significativamente a ingestão de fibras deve fazer isso de forma gradual e manter uma boa hidratação para reduzir o risco de desconfortos gastrointestinais.

    O mais importante não é a aveia: é o conjunto da alimentação

    É tentador acreditar que um único alimento seja capaz de transformar a saúde intestinal. Mas a ciência mostra que não é assim.

    A aveia pode ser um excelente alimento, mas os benefícios dela são potencializados quando ela faz parte de um padrão alimentar rico em frutas, verduras, legumes, feijões, sementes, oleaginosas e outros cereais integrais.

    Além disso, outros fatores, como hidratação adequada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse, também influenciam no funcionamento do intestino.

    Confira: Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Perguntas frequentes sobre aveia e intestino

    1. Comer aveia todos os dias faz bem?

    Para a maioria das pessoas, sim. O consumo diário pode ajudar a aumentar a ingestão de fibras e favorecer o funcionamento do intestino quando faz parte de uma alimentação equilibrada.

    2. Quanto tempo a aveia demora para fazer efeito no intestino?

    Os efeitos variam de pessoa para pessoa. Em geral, os benefícios aparecem após alguns dias ou semanas de consumo regular, especialmente quando há ingestão adequada de líquidos.

    3. Aveia prende ou solta o intestino?

    Na maioria dos casos, ela favorece o funcionamento intestinal. Por conter fibras solúveis e insolúveis, ajuda a formar fezes com melhor consistência e pode beneficiar pessoas com constipação.

    4. Qual é a melhor aveia para o intestino?

    O farelo costuma conter maior concentração de fibras e beta-glucanas, mas aveia em flocos e farinha de aveia também são opções nutritivas.

    5. Quem tem síndrome do intestino irritável pode consumir aveia?

    Muitas pessoas conseguem consumi-la sem problemas, mas a tolerância é individual. Em caso de sintomas persistentes, vale buscar orientação médica ou nutricional.

    6. A aveia substitui um laxante?

    Não. Ela melhora gradualmente as condições para o funcionamento do intestino, mas não possui ação laxativa imediata.

    7. É preciso beber mais água ao consumir aveia?

    Sim. As fibras dependem da água para exercer adequadamente seus efeitos. Uma hidratação insuficiente pode reduzir seus benefícios e favorecer o endurecimento das fezes.

    Leia mais: 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

  • Sentar no vaso sanitário fora de casa: dá mesmo para pegar infecção? 

    Sentar no vaso sanitário fora de casa: dá mesmo para pegar infecção? 

    Você já deixou de sentar em um vaso sanitário fora de casa por medo de pegar alguma infecção? A preocupação é bastante comum e costuma levar algumas pessoas a cobrir o assento com várias camadas de papel higiênico ou até fazer um verdadeiro malabarismo para usar o banheiro sem encostar no vaso.

    Mas, apesar do receio, o simples contato da pele com o assento dificilmente provoca uma infecção. Na prática, outros locais do banheiro podem representar uma fonte maior de contaminação, principalmente as superfícies tocadas pelas mãos.

    A seguir, esclarecemos quais são os riscos de usar um banheiro público e os cuidados que realmente ajudam a proteger a saúde.

    Dá mesmo para pegar infecção no vaso sanitário?

    As chances de contrair uma infecção apenas por sentar no assento de um vaso sanitário são muito baixas. A superfície pode conter bactérias, vírus e outros microrganismos, mas o contato com a pele das coxas ou das nádegas normalmente não é suficiente para provocar uma doença.

    Na verdade, para ocorrer uma infecção, vários fatores precisam estar presentes, como um microrganismo capaz de causar a doença, uma quantidade suficiente para provocar a contaminação e uma forma de entrada no organismo.

    A pele como uma barreira protetora

    Um dos principais motivos para o baixo risco de infecção ao sentar no vaso sanitário é a proteção oferecida pela própria pele. A camada mais externa funciona como uma barreira física contra a entrada de bactérias, fungos e vírus no organismo.

    Para provocar uma infecção, muitos microrganismos precisam encontrar uma porta de entrada, como as mucosas da vagina, da uretra, da boca ou dos olhos, ou alguma lesão na pele.

    Quando a pele das coxas e das nádegas está íntegra, os microrganismos que entram em contato com a região têm maior dificuldade para chegar ao interior do organismo. Por isso, apenas encostar a pele saudável no assento não costuma ser suficiente para causar uma infecção.

    É possível pegar uma IST no vaso sanitário?

    O risco de contrair uma infecção sexualmente transmissível (IST) ao sentar em um vaso sanitário é considerado extremamente baixo.

    As infecções como HIV, sífilis, gonorreia e clamídia são transmitidas principalmente por relações sexuais e pelo contato direto com fluidos corporais ou lesões infectadas, dependendo da doença. O HIV também pode ser transmitido pelo compartilhamento de agulhas e da gestante para o bebê, por exemplo.

    Os agentes responsáveis por muitas ISTs não encontram no assento sanitário as condições necessárias para uma transmissão eficiente. Além disso, como já explicado acima, a pele íntegra das nádegas e das coxas funciona como uma barreira contra a entrada de microrganismos.

    Quais são os riscos reais ao usar um banheiro público?

    Se o assento sanitário apresenta um risco muito baixo, significa que não é preciso ter nenhum cuidado no banheiro público? Na verdade, não. Os principais riscos de contaminação estão relacionados às mãos e ao contato com superfícies tocadas por várias pessoas.

    Depois de usar o banheiro, uma pessoa pode tocar na descarga, na torneira, na maçaneta ou em outras superfícies antes de lavar as mãos. Os microrganismos podem passar para outra pessoa que toca no mesmo local e, depois, leva as mãos à boca, ao nariz ou aos olhos.

    O que acontece quando damos descarga?

    Ao acionar a descarga, pequenas gotículas e partículas podem ser lançadas no ar ao redor do vaso, o que é conhecido como pluma de aerossóis.

    As partículas podem carregar microrganismos presentes no conteúdo do vaso e alcançar superfícies próximas, como o botão da descarga, a torneira do lavatório, o suporte do papel higiênico e até a maçaneta da porta. A distância e a quantidade de partículas espalhadas variam de acordo com o modelo do vaso, a força da descarga e outras características do ambiente.

    Por precaução, quando houver uma tampa disponível, vale fechá-la antes de dar a descarga. A medida ajuda a reduzir a dispersão de partículas pelo ambiente.

    Fazer xixi sem sentar no vaso pode fazer mal?

    No dia a dia, é comum que algumas pessoas, principalmente as mulheres, fiquem agachadas sobre o vaso para urinar, sem encostar no assento. Só que a prática pode dificultar o relaxamento adequado da musculatura do assoalho pélvico.

    Para fazer xixi normalmente, a bexiga precisa se contrair enquanto os músculos envolvidos na saída da urina relaxam. Quando a mulher permanece agachada e precisa fazer força para sustentar o próprio corpo, pode ser mais difícil relaxar completamente a região.

    Com isso, o fluxo da urina pode ser prejudicado e, em algumas pessoas, a bexiga pode não esvaziar completamente. Quando o hábito se repete com frequência, a pessoa também pode acabar se acostumando a fazer força para urinar, algo que não é recomendado.

    Mesmo com o receio de encostar no assento, quando o vaso estiver limpo, o ideal é sentar de maneira confortável, com os pés apoiados e sem manter o corpo suspenso. Se o assento estiver visivelmente sujo com urina, fezes ou sangue, procure outra cabine, se houver uma disponível.

    4 cuidados simples de higiene ao usar banheiros fora de casa

    Para usar um banheiro público com mais segurança, alguns hábitos podem ajudar a diminuir o contato com microrganismos:

    1. Higienize bem as mãos

    Depois de usar o banheiro, molhe as mãos, aplique sabonete e esfregue as palmas, o dorso, os espaços entre os dedos, os polegares e a região das unhas. A higienização deve durar cerca de 20 segundos.

    Depois, enxágue bem e seque as mãos. Quando não houver água e sabonete disponíveis, o álcool em gel 70% pode ser usado como alternativa, desde que as mãos não estejam visivelmente sujas.

    2. Feche a tampa antes de dar a descarga

    Quando houver uma tampa disponível, feche o vaso antes de acionar a descarga. A medida pode diminuir a dispersão de gotículas e partículas no ambiente.

    Caso o banheiro não tenha tampa, procure se afastar do vaso logo após acionar a descarga e evite permanecer próximo enquanto a água está em movimento. Depois, lave bem as mãos com água e sabonete e evite tocar no rosto antes da higienização.

    3. Limpe o assento se preferir

    Mesmo com um risco muito baixo de transmissão de infecções pelo contato da pele íntegra com o assento, é compreensível preferir fazer uma limpeza antes de sentar.

    Se o vaso estiver visivelmente sujo com fezes, urina ou sangue, procure outra cabine, se possível. Quando o assento estiver limpo, sentar normalmente permite uma posição mais confortável para urinar e facilita o relaxamento da musculatura do assoalho pélvico.

    Também não é necessário cobrir o vaso com várias camadas de papel higiênico. A medida pode aumentar a sensação de conforto, mas não substitui os cuidados realmente importantes, principalmente a higiene adequada das mãos.

    4. Evite colocar os pertences no chão

    Bolsas, mochilas e outros objetos pessoais não devem ser colocados no chão do banheiro quando houver uma alternativa, como um gancho ou suporte.

    Também é importante evitar usar o celular enquanto estiver no vaso. As mãos podem contaminar o aparelho durante o uso do banheiro e, mais tarde, o celular volta a entrar em contato com o rosto, as mãos e outras superfícies.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes

    1. Posso pegar sapinho ou candidíase no vaso sanitário?

    Não, a candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que já habita naturalmente o corpo humano e se prolifera por desequilíbrios na flora íntima ou imunidade baixa, e não por contato com o assento.

    2. Soro fisiológico ou lenço umedecido servem para limpar o assento?

    O soro não mata os germes. Já o lenço umedecido comum apenas limpa a sujeira visível, mas não desinfeta. Para eliminar bactérias, o ideal é usar álcool 70% ou lenços desinfetantes próprios.

    3. Secador de mãos a ar quente é mais higiênico que papel toalha?

    Não. Segundo estudos, os secadores de ar podem espalhar bactérias do ar do banheiro de volta para as suas mãos. O papel toalha descartável continua sendo a opção mais segura e higiênica.

    4. Como usar o banheiro público de forma segura durante a gravidez?

    A gestante pode sentar no vaso normalmente (desde que limpo), pois o feto está protegido no útero. O importante é nunca segurar o xixi e não urinar agachada para evitar infecções urinárias.

    5. Quanto tempo posso segurar o xixi até achar um banheiro limpo?

    O ideal é não segurar o xixi por mais de 3 a 4 horas. Ficar se contorcendo para evitar o banheiro público pode deixar a bexiga muito cheia e favorecer problemas urinários.

    6. O que fazer se não houver sabão no banheiro público?

    Enxágue as mãos apenas com água para tirar a sujeira grossa, seque bem com papel toalha e, em seguida, aplique abundante álcool em gel 70% friccionando até secar completamente.

    7. Sentar em um vaso molhado de urina de outra pessoa pode transmitir infecção?

    O risco de infecção grave continua baixo pela proteção da pele, mas a urina alheia causa irritações e assaduras. Se o assento estiver molhado, limpe-o completamente com álcool/papel ou prefira trocar de cabine.

    Leia mais: Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta