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  • TPM ou TDPM? Entenda as principais diferenças nos sintomas

    TPM ou TDPM? Entenda as principais diferenças nos sintomas

    Você já deve conhecer aquela sensação de inchaço, irritabilidade ou uma leve melancolia que surge alguns dias antes da menstruação. Para a maioria das mulheres, os sintomas são causados pela TPM (tensão pré-menstrual), que acontece por causa das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual.

    No entanto, quando as alterações de humor se tornam muito intensas, a ponto de comprometer o dia a dia, afetando o trabalho, os estudos e as relações pessoais, pode se tratar de um quadro de TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual).

    Diferente da TPM, que costuma causar desconfortos leves a moderados, o TDPM pode envolver sintomas emocionais mais graves, como tristeza profunda, alterações intensas de humor e até pensamentos muito negativos, que aparecem de forma cíclica, antes da menstruação, e melhoram após o início do fluxo.

    Mas como é possível diferenciar um quadro do outro na prática? Conversamos com a ginecologista Andreia Sapienza, que explica que a principal diferença está na intensidade dos sintomas e no impacto na rotina.

    Qual a diferença entre TPM e TDPM?

    Enquanto a TPM é um desconforto comum do ciclo menstrual, o TDPM está no extremo oposto, sendo considerado uma condição clínica mais severa, segundo Andreia.

    TPM clássica (tensão pré-menstrual)

    A TPM é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que surgem na segunda metade do ciclo menstrual (fase lútea), devido às variações hormonais, com a queda dos níveis de estrogênio e o aumento da progesterona. Entre as mulheres em idade fértil, estima-se que cerca de 75% a 80% apresentam algum grau de TPM.

    Os sintomas da TPM podem variar de mulher para mulher e serem mais ou menos intensos, mas normalmente envolvem mudanças no corpo e no humor nos dias antes da menstruação:

    Sintomas físicos de TPM

    • inchaço e retenção de líquidos
    • dor abdominal ou cólica
    • dor de cabeça ou enxaqueca
    • sensibilidade ou dor nas mamas
    • cansaço e sensação de peso no corpo
    • acne ou oleosidade da pele
    • alterações no apetite (mais fome ou vontade de doce)

    Sintomas emocionais e comportamentais de TPM

    • irritação e impaciência
    • ansiedade
    • tristeza ou vontade de chorar
    • mudanças de humor
    • dificuldade de concentração
    • alteração no sono (insônia ou mais sono que o normal)

    Os sintomas da TPM costumam aparecer alguns dias antes da menstruação, normalmente entre 5 e 10 dias, e podem ficar mais intensos conforme o ciclo se aproxima do início do fluxo.

    TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual)

    O TDPM é uma forma muito mais grave e incapacitante de TPM, afetando entre 3% e 8% das mulheres. Diferente da TPM comum, o TDPM é classificado como um transtorno depressivo, pois a reação do cérebro às mudanças hormonais é muito mais intensa, afetando diretamente os níveis de serotonina (o neurotransmissor do bem-estar).

    Na prática, isso significa que os sintomas emocionais são mais intensos, frequentes e difíceis de controlar:

    • Irritabilidade extrema;
    • Crises de choro;
    • Ansiedade intensa;
    • Tristeza profunda;
    • Sensação de perda de controle;
    • Dificuldade de concentração;
    • Pensamentos muito negativos.

    Assim como na TPM, os sintomas aparecem na fase lútea do ciclo e melhoram após o início da menstruação. A diferença é a intensidade e o grau de sofrimento envolvido, segundo Andreia, que podem prejudicar o trabalho, os estudos e os relacionamentos.

    Como diferenciar na prática?

    A forma mais simples de diferenciar TPM de TDPM é observar a intensidade dos sintomas e o quanto eles afetam a rotina:

    Sinais de TPM (forma mais comum)

    • Os sintomas são leves a moderados;
    • Dá para seguir com a rotina, mesmo com algum desconforto;
    • Há irritação, inchaço, cansaço ou vontade de doce, mas de forma controlável;
    • O humor oscila, mas sem sensação de perda de controle;
    • Melhora rápida quando a menstruação começa.

    Sinais de TDPM (forma mais grave)

    • Os sintomas são intensos e difíceis de controlar;
    • Há impacto real no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos;
    • Irritação extrema, crises de choro ou ansiedade forte;
    • Tristeza profunda ou sensação de “não ser você mesma”;
    • Pensamentos muito negativos;
    • Padrão que se repete todo mês, sempre antes da menstruação.

    Se houver dúvida ou se os sintomas forem intensos, o ideal é procurar um médico. Com o diagnóstico certo, é possível para tratar e melhorar bastante a qualidade de vida.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da TPM e do TDPM é feito especialmente com base na avaliação dos sintomas e no padrão ao longo do ciclo menstrual. Não existe um exame específico que confirme o quadro, por isso o médico observa quais sintomas estão presentes, quando eles aparecem e se melhoram após o início do fluxo.

    Também é importante entender a intensidade dos sintomas e o quanto eles atrapalham o seu dia a dia, como o trabalho, os estudos e as relações. Por isso, muitas vezes o especialista orienta anotar como você se sente ao longo de alguns meses, para ver se existe um padrão que se repete.

    Andreia também destaca a importância da avaliação com um psiquiatra, que pode investigar outras causas que causam sintomas parecidos, como ansiedade, depressão ou alterações hormonais. De maneira geral, isso ajuda a evitar confusões e garante um diagnóstico mais preciso.

    Quando procurar ajuda médica?

    Vale buscar ajuda quando os sintomas deixam de ser só um incômodo e começam a atrapalhar o seu dia a dia:

    • Sintomas que impedem você de trabalhar, estudar ou manter a rotina;
    • Irritação, ansiedade ou tristeza muito intensas;
    • Crises de choro frequentes;
    • Sensação de perda de controle sobre as emoções;
    • Conflitos nos relacionamentos por causa do humor;
    • Sintomas que se repetem todo mês e parecem estar piorando;
    • Dores fortes, enxaqueca ou muito inchaço.

    Também é importante procurar um médico se houver pensamentos muito negativos ou sofrimento emocional intenso, mesmo que apenas nesse período do ciclo.

    Existe tratamento para TPM e TDPM?

    O tratamento da TPM e do TDPM varia de acordo com a intensidade dos sintomas e pode ir desde mudanças simples na rotina até um acompanhamento médico mais específico.

    Em muitos casos de TPM, Andreia explica que ajustes no dia a dia já ajudam bastante, como manter uma alimentação mais equilibrada, praticar atividade física regularmente, cuidar da qualidade do sono e adotar estratégias para reduzir o estresse.

    Além disso, alguns nutrientes, quando indicados por um profissional, também podem contribuir para o alívio dos sintomas, como magnésio, vitamina B6, cálcio e ômega-3.

    Quando os sintomas são mais intensos ou há suspeita de TDPM, o tratamento pode incluir o uso de anticoncepcionais para regular as variações hormonais, além de antidepressivos, especialmente quando há sintomas emocionais mais fortes. A psicoterapia também é necessária, ajudando no controle da ansiedade, da irritação e das oscilações de humor.

    Como cada mulher reage de forma única às mudanças hormonais, o tratamento deve ser individualizado.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    1. O que causa essas condições?

    A causa exata ainda é estudada, mas acredita-se que seja uma sensibilidade excessiva do cérebro às flutuações hormonais normais (estrogênio e progesterona), afetando neurotransmissores como a serotonina.

    2. Quais os sintomas específicos que sugerem TDPM?

    Sentimentos de desesperança, pensamentos autodepreciativos, crises de pânico, raiva persistente, conflitos interpessoais frequentes e sensação de estar “fora de controle”.

    3. Existe idade específica para o surgimento?

    Pode ocorrer em qualquer fase da vida reprodutiva, mas muitas vezes os sintomas se tornam mais graves à medida que a pessoa se aproxima dos 30 ou 40 anos.

    4. A TPM é psicológica?

    Mito. Embora envolva sintomas psicológicos, a base é biológica e hormonal. É uma resposta fisiológica real às mudanças no organismo.

    5. O TDPM desaparece após a menopausa?

    Sim. Como os sintomas estão ligados ao ciclo ovulatório, a tendência é que desapareçam com a cessação definitiva das menstruações.

    6. O estresse piora a TPM?

    Verdade. O estresse crônico pode aumentar a percepção da dor e a intensidade das alterações de humor, exacerbando o quadro pré-menstrual.

    6. O consumo de álcool interfere nos sintomas?

    Sim. O álcool pode aumentar a instabilidade emocional e piorar a qualidade do sono, além de contribuir para a inflamação sistêmica, tornando as cólicas e o inchaço mais intensos.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Quer fortalecer a imunidade? Veja o que colocar no prato 

    Quer fortalecer a imunidade? Veja o que colocar no prato 

    Manter uma alimentação equilibrada é uma das formas de ajudar o organismo a se proteger contra infecções. Assim como o sono de qualidade e a prática de exercícios físicos, o que você come influencia diretamente na forma como o corpo reage a vírus, bactérias e outros micro-organismos.

    O sistema imunológico funciona como um mecanismo de defesa complexo, responsável por identificar e combater agentes externos. Para que ele atue corretamente, é importante ter uma rotina alimentar rica em vitaminas, minerais, proteínas e antioxidantes.

    Segundo a nutróloga Flávia Pfeilsticker, a alimentação saudável contribui para a prevenção de infecções ao fortalecer as barreiras de defesa do organismo, pois um corpo bem nutrido carrega células de defesa que são mais eficientes, bem como tem uma capacidade de cicatrização melhor e há um risco menor de processos inflamatórios que prejudicam a imunidade.

    Quais nutrientes são importantes para a imunidade?

    O bom funcionamento do sistema imunológico depende de diferentes nutrientes. Entre os principais estão:

    • Vitaminas A, C, D e E;
    • Minerais como zinco e selênio;
    • Proteínas, essenciais para a produção de anticorpos;
    • Ferro, que participa do transporte de oxigênio e do funcionamento das células de defesa;
    • Ômega-3, com ação anti-inflamatória e papel na regulação da resposta imunológica.

    Alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade

    Alguns alimentos podem contribuir para o funcionamento adequado do sistema imunológico quando fazem parte de uma alimentação equilibrada. Veja os principais:

    Limão

    Fonte de vitamina C e flavonoides, que têm ação antioxidante e ajudam a diminuir inflamações. O limão é uma fruta versátil, pois pode ser usado em chás, como tempero de salada, marinadas de carnes ou peixes ou até mesmo para saborizar a água sem acrescentar calorias de forma significativa.

    Laranja

    Por ser uma fruta rica em vitamina C, ajuda na produção de células de defesa e pode ser importante para se recuperar mais rápido em caso de resfriado, por exemplo.

    Consuma a fruta ao natural, pois é a forma que oferece mais nutrientes. Para entender melhor, uma laranja de tamanho médio fornece cerca de 70 mg de vitamina C, uma quantidade próxima da recomendação diária para adultos.

    Cenoura

    Rica em betacaroteno, que é convertido em vitamina A no organismo. Esse nutriente ajuda a manter saudáveis as mucosas do corpo, como nariz, garganta e pulmões, que atuam como barreiras contra microrganismos.

    Também contribui para a saúde da pele e dos olhos. Pode ser consumida crua ou cozida.

    Abóbora

    Também fonte de betacaroteno, fibras, zinco, ferro e vitaminas do complexo B. Esses nutrientes ajudam a modular a resposta inflamatória e fortalecer as células de defesa do organismo.

    É um alimento versátil, podendo ser usado em sopas, purês, refogados e até sobremesas.

    Ovos

    Fáceis de encontrar, os ovos são fontes completas de proteína e oferecem vitaminas A, D, E e B12, além de selênio e zinco.

    Mas não tenha receio da gema, pois é ali que a maior parte dos nutrientes está presente. Por isso, o consumo do ovo inteiro é recomendado.

    Oleaginosas e sementes

    Nozes, castanhas, amêndoas, linhaça, chia e sementes de abóbora são ricas em selênio, vitamina E e gorduras boas, nutrientes importantes para reduzir inflamações crônicas.

    Uma castanha-do-pará por dia, por exemplo, já é suficiente para atingir a quantidade diária recomendada de selênio.

    Verduras de folhas escuras

    Couve, espinafre, rúcula e brócolis são ricos em ferro, cálcio, vitaminas A e C e antioxidantes, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a saúde geral.

    Carnes magras

    Frango e cortes magros de carne bovina são boas fontes de proteínas, além de ferro e zinco, nutrientes importantes para a produção de anticorpos e para a multiplicação das células de defesa.

    Prefira preparações com pouco óleo, como grelhados, assados ou cozidos.

    Leguminosas

    Lentilha, feijão, grão-de-bico e ervilha fornecem proteínas vegetais, fibras, ferro e zinco.

    A combinação de arroz com feijão é considerada completa do ponto de vista nutricional e pode contribuir para a imunidade.

    Peixes ricos em ômega-3

    Salmão, sardinha, atum e cavala são fontes de ácidos graxos ômega-3, que têm ação anti-inflamatória e ajudam na regulação da imunidade.

    O consumo regular, pelo menos duas vezes por semana, também está associado à redução de riscos cardiovasculares e melhora da função cognitiva.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Pressão alta que não baixa: pode ser hipertensão resistente 

    Pressão alta que não baixa: pode ser hipertensão resistente 

    A pressão alta é uma das condições crônicas mais comuns no mundo e, na maioria dos casos, pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e uso adequado de medicamentos. No entanto, para algumas pessoas, mesmo com tratamento, os níveis de pressão continuam elevados.

    Esse cenário acende um alerta importante. Quando a pressão não responde como esperado, é preciso investigar além do básico, já que a hipertensão de difícil controle está associada a maior risco de complicações cardiovasculares, como infarto e AVC.

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    O que é hipertensão de difícil controle

    A hipertensão de difícil controle, também chamada de hipertensão resistente, ocorre quando a pressão arterial permanece alta mesmo com o uso de múltiplos medicamentos.

    Essa condição exige atenção especial, pois está associada a maior risco de complicações cardiovasculares.

    Identificar corretamente as causas e ajustar o tratamento é essencial para controlar a pressão e reduzir riscos.

    A definição de hipertensão resistente inclui:

    • A pressão arterial permanece elevada apesar do uso de três ou mais medicamentos, incluindo um diurético em doses otimizadas;
    • Ou a pressão só é controlada com quatro ou mais medicamentos.

    É importante diferenciar essa condição de situações em que a pressão parece alta, mas não é verdadeiramente resistente.

    Como saber se a pressão está elevada?

    A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 atualizou a classificação da pressão arterial, configurando os seguintes parâmetros:

    • PA normal: PA sistólica < 120 mmHg e PA diastólica < 80 mmHg;
    • Pré-hipertensão: PA sistólica 120–139 mmHg e PA diastólica 80–89 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 1: PA sistólica 140–159 mmHg e PA diastólica 90–99 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 2: PA sistólica 160–179 mmHg e PA diastólica 100–109 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 3: PA sistólica ≥ 180 mmHg e PA diastólica ≥ 110 mmHg.

    Pseudorresistência: quando parece, mas não é

    Antes de confirmar o diagnóstico, é necessário descartar causas de pseudorresistência, como:

    • Medição inadequada da pressão;
    • Falta de adesão ao tratamento;
    • Uso incorreto dos medicamentos;
    • Efeito do “jaleco branco” (pressão elevada apenas no consultório).

    Esses fatores podem simular hipertensão resistente.

    Principais causas da hipertensão resistente

    A hipertensão de difícil controle pode estar relacionada a diversos fatores.

    Os principais são:

    • Consumo excessivo de sal;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Uso de medicamentos que elevam a pressão (como anti-inflamatórios);
    • Doenças renais;
    • Alterações hormonais (como hiperaldosteronismo).

    Identificar a causa é fundamental para o tratamento adequado.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade avançada;
    • Obesidade;
    • Diabetes;
    • Doença renal crônica;
    • Histórico familiar de pressão alta;
    • Estilo de vida sedentário.

    Por que é importante controlar a pressão

    A pressão alta não controlada pode levar a complicações graves:

    • AVC (derrame);
    • Infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Doença renal;
    • Problemas na visão (retinopatia hipertensiva).

    O controle adequado reduz significativamente esses riscos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve:

    • Medidas repetidas da pressão arterial;
    • Monitorização ambulatorial da pressão (MAPA);
    • Avaliação de adesão ao tratamento;
    • Investigação de causas secundárias.

    Esses passos ajudam a confirmar se a hipertensão é realmente resistente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da hipertensão de difícil controle é individualizado.

    1. Ajuste do estilo de vida

    • Redução do consumo de sal;
    • Perda de peso;
    • Prática de atividade física;
    • Redução do consumo de álcool;
    • Controle do estresse.

    2. Otimização dos medicamentos

    • Ajuste das doses;
    • Associação de diferentes classes de medicamentos;
    • Uso de diuréticos adequados.

    3. Tratamento de causas secundárias

    Quando identificadas, devem ser tratadas especificamente, como:

    • Apneia do sono;
    • Alterações hormonais;
    • Doença renal.

    A hipertensão resistente tem cura?

    Nem sempre. Na maioria dos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada com abordagem adequada. Quando há causa secundária tratável, pode haver melhora significativa.

    Veja mais:

    Como evitar uma crise de pressão alta e o que fazer se ela acontecer

    Perguntas frequentes sobre hipertensão de difícil controle

    1. Por que minha pressão não baixa mesmo com remédio?

    Pode haver fatores como adesão inadequada, dieta rica em sal ou causas secundárias.

    2. É perigosa?

    Sim. Aumenta o risco de complicações cardiovasculares.

    3. Precisa de mais remédios?

    Às vezes sim, mas o tratamento deve ser individualizado.

    4. Reduzir o sal ajuda?

    Sim. É uma das medidas mais importantes.

    5. Pode ter cura?

    Depende da causa. Em alguns casos, há melhora significativa.

    6. Exercício ajuda?

    Sim. Faz parte do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a pressão permanece alta mesmo com tratamento.

    Confira:

    Pressão alta: 10 atividades físicas para incluir na rotina

  • Por que algumas mulheres sentem mudanças cognitivas ao longo do ciclo menstrual? 

    Por que algumas mulheres sentem mudanças cognitivas ao longo do ciclo menstrual? 

    Você já sentiu que, em alguns dias do mês, a mente parece mais lenta, os esquecimentos se tornam frequentes ou manter o foco no trabalho acaba sendo um esforço dobrado? As mudanças cognitivas podem acontecer ao longo do ciclo menstrual, especialmente durante a fase pré-menstrual (TPM), por causa das oscilações dos hormônios sexuais.

    Para se ter uma ideia, o funcionamento do cérebro é influenciado diretamente pela interação entre o estrogênio e a progesterona. Enquanto a primeira metade do ciclo costuma ser marcada por maior clareza mental e mais energia, a segunda metade apresenta um aumento da progesterona, que pode interferir de forma sutil na velocidade das conexões neuronais e na retenção de líquidos.

    Como resultado, é comum perceber lapsos de memória, dificuldade de concentração e uma sensação de raciocínio mais lento, o que é conhecido como névoa mental (brain fog). Apesar de incomodar, as mudanças costumam ser leves, temporárias e fazem parte das respostas naturais do organismo às variações hormonais.

    É normal sentir mudanças na memória e concentração durante o ciclo?

    As oscilações na memória, na atenção e na capacidade de aprendizado são normais e acontecem em função das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, elas são mais comuns na segunda fase do ciclo menstrual (fase lútea), que compreende os dias que antecedem a menstruação. Durante o período, o corpo passa por uma queda nos níveis de estrogênio e um aumento significativo da progesterona, uma combinação que pode influenciar a química cerebral.

    Na prática, as mudanças podem se manifestar como:

    • Lapsos de memória, como esquecer compromissos, prazos ou pequenas tarefas do dia a dia;
    • Dificuldade de concentração, especialmente em atividades que exigem foco prolongado;
    • Queda na atenção, com maior facilidade para se distrair com estímulos externos, como barulhos ou notificações.

    Vale destacar que, na maioria das vezes, o brain fog é discreto e temporário. O cérebro continua funcionando plenamente, mas a velocidade de processamento ou a facilidade de acesso a certas memórias pode oscilar.

    Como os hormônios afetam o cérebro feminino?

    O cérebro e o sistema reprodutivo estão conectados por uma via de mão dupla.

    Além de preparar o útero para uma gestação, os hormônios também funcionam como mensageiros que atravessam a barreira hematoencefálica e influenciam a forma como os neurônios se comunicam. Os dois principais são o estrogênio e a progesterona, e cada um possui um papel diferente nas funções cognitivas.

    O estrogênio é predominante na primeira fase do ciclo, atuando como um estimulante natural para o cérebro. Ele favorece a liberação de neurotransmissores como a serotonina, associada ao bem-estar, e a dopamina, ligada à motivação e à recompensa. Na prática, ele contribui para uma melhora da clareza mental, da fluidez verbal e da capacidade de aprendizado.

    A progesterona, por outro lado, aumenta após a ovulação e predomina na segunda fase do ciclo. Ela tem um efeito mais sedativo, pois interage com receptores de GABA, um neurotransmissor que ajuda a reduzir a ansiedade e a acalmar o sistema nervoso.

    Mas, em algumas mulheres, o efeito pode ser percebido como maior lentidão mental, cansaço e dificuldade de concentração.

    A retenção de líquidos no sistema nervoso

    Segundo Andreia, a progesterona pode aumentar a retenção de líquidos no corpo todo, inclusive no cérebro. Isso pode causar um leve inchaço, bem sutil, mas suficiente para deixar as conexões entre os neurônios um pouco mais lentas. É isso que pode dar a sensação de cabeça pesada ou provocar pequenos esquecimentos durante a TPM.

    As mudanças são temporárias e fazem parte do funcionamento normal do ciclo. O cérebro se adapta às variações todos os meses, mas fatores como estresse, cansaço e falta de sono podem deixar os efeitos ainda mais perceptíveis.

    Como melhorar o foco e a memória ao longo do mês

    No dia a dia, pequenos ajustes no estilo de vida e na organização pessoal podem ajudar o cérebro a funcionar de forma mais estável, como:

    • Adapte a organização pessoal com uso de agenda, lembretes e alarmes para reduzir esquecimentos;
    • Priorize tarefas mais complexas na primeira fase do ciclo, quando a clareza mental costuma ser maior;
    • Aumente a ingestão de água e reduza o consumo de sal para ajudar a diminuir o inchaço;
    • Inclua alimentos leves e diuréticos, como melancia e abacaxi, para reduzir a retenção de líquidos;
    • Mantenha uma rotina de sono regular, com ambiente fresco e menos uso de telas à noite;
    • Pratique atividade física regularmente para melhorar a circulação e a concentração;
    • Mantenha uma alimentação equilibrada com fontes de ômega-3, magnésio e carboidratos integrais;
    • Faça pausas ao longo do dia e adote estratégias simples para reduzir o estresse;

    Quando a falta de concentração não é culpa do ciclo menstrual?

    Se a névoa mental ou os esquecimentos ocorrem durante todo o mês, sem um padrão claro de melhora após a menstruação, é provável que a causa seja outra. Segundo Andreia, existem diversos fatores que impactam a cognição de forma mais agressiva do que o ciclo menstrual, como:

    • Estresse crônico e burnout: o estresse constante aumenta o cortisol por longos períodos, o que prejudica a memória e o aprendizado. O cérebro entra em um estado de alerta contínuo, dificultando o foco em tarefas mais detalhadas;
    • Ansiedade e depressão: os transtornos de humor alteram a química do cérebro e costumam causar falta de concentração e sensação de “mente vazia”. Na depressão, o raciocínio pode ficar mais lento, independentemente da fase do ciclo;
    • Privação de sono: uma noite mal dormida já reduz a atenção e o tempo de resposta no dia seguinte. Quando a insônia é frequente, é muito comum apresentar dificuldade de foco;
    • Deficiências nutricionais e anemia: a falta de ferro, vitamina B12 ou vitamina D pode causar cansaço intenso e dificuldade de raciocínio. Em mulheres com fluxo menstrual intenso, a anemia é uma causa comum e deve ser investigada

    Se os sintomas aparecem apenas na fase lútea, antes da menstruação, e desaparecem completamente na fase folicular, após o início do fluxo, a causa é provavelmente hormonal.

    No entanto, se a dificuldade de foco é constante e não apresenta melhora ao longo do ciclo, o ideal é procurar avaliação médica para investigar possíveis causas metabólicas, psicológicas ou neurológicas.

    Perguntas frequentes

    1. Por que me sinto mais inteligente ou produtiva logo após a menstruação?

    Nesta fase (folicular), os níveis de estrogênio estão subindo. O estrogênio estimula a liberação de dopamina e serotonina, melhorando o humor, a motivação e a agilidade mental.

    2. O uso de anticoncepcional melhora a concentração?

    Como os anticoncepcionais inibem a ovulação e mantêm os níveis hormonais estáveis ao longo do mês, muitas mulheres sentem que os sintomas cognitivos cíclicos diminuem ou desaparecem.

    3. Existe algum exame para medir essas alterações cognitivas?

    Não há um exame de imagem ou sangue específico para “medir o foco”. O diagnóstico é clínico, baseado no acompanhamento dos sintomas em relação ao calendário menstrual.

    4. Café ajuda a melhorar o foco na fase pré-menstrual?

    Pode ajudar temporariamente, mas o excesso de cafeína nesta fase pode aumentar a ansiedade e a irritabilidade, o que acaba prejudicando ainda mais a concentração a longo prazo.

    5. Chás naturais ajudam na concentração?

    Chás como o de alecrim ou ginkgo biloba podem auxiliar no foco, enquanto o chá de camomila ou melissa pode ajudar a reduzir a ansiedade da fase lútea que atrapalha a produtividade.

    6. Quando os lapsos de memória são preocupantes?

    Quando eles não seguem um padrão cíclico, são muito graves (como esquecer o caminho de casa) ou vêm acompanhados de confusão mental persistente. Nesses casos, deve-se procurar um neurologista.

    7. A suplementação de magnésio ajuda na cognição durante a TPM?

    O magnésio auxilia no relaxamento muscular e do sistema nervoso, podendo reduzir a irritabilidade e a ansiedade que frequentemente impedem o foco na semana anterior à menstruação. Contudo, o uso deve ser indicado por um especialista.

  • Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido 

    Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido 

    A dor de ouvido é um sintoma comum, mas nem sempre significa o mesmo problema. Em alguns casos, o incômodo aparece principalmente ao tocar ou puxar a orelha, algo que pode indicar uma inflamação na parte externa do ouvido.

    Esse quadro é bastante frequente, especialmente em pessoas que têm contato frequente com água, como nadadores. Conhecida também como “ouvido de nadador”, a otite externa pode causar dor intensa e desconforto, mas geralmente tem tratamento simples quando identificada corretamente.

    O que é a otite externa

    A otite externa é uma infecção ou inflamação do canal auditivo externo, a parte do ouvido que vai da orelha até o tímpano.

    Ela ficou conhecida popularmente como “ouvido de nadador” porque está frequentemente associada ao contato com água, que favorece o crescimento de microrganismos.

    A dor ao tocar a orelha é um dos sinais mais característicos.

    Para entender melhor, a otite externa acontece quando há inflamação do canal auditivo externo, geralmente causada por bactérias ou fungos. A umidade e pequenas lesões no canal facilitam a infecção.

    Essa condição pode variar de leve a mais intensa, dependendo da extensão da inflamação.

    Principais causas

    A otite externa está associada a fatores que favorecem a infecção no ouvido.

    Os principais são:

    • Entrada de água no ouvido;
    • Uso de hastes flexíveis (cotonetes);
    • Trauma no canal auditivo;
    • Uso de fones de ouvido por longos períodos;
    • Dermatites ou alergias.

    Esses fatores alteram a proteção natural do ouvido.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Pessoas que nadam com frequência;
    • Usuários de piscinas ou mar;
    • Pessoas que usam cotonetes regularmente;
    • Indivíduos com pele sensível ou dermatites.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente localizados.

    Os mais comuns são:

    • Dor de ouvido (principalmente ao tocar a orelha);
    • Coceira no canal auditivo;
    • Sensação de ouvido entupido;
    • Vermelhidão;
    • Em alguns casos, secreção.

    A dor pode ser intensa.

    Como diferenciar da otite média

    A otite externa e a otite média são condições diferentes:

    • Otite externa: dor ao tocar a orelha;
    • Otite média: dor mais interna, geralmente sem dor ao toque.

    Essa diferença ajuda no diagnóstico.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, feito com exame do ouvido.

    O médico avalia sinais de inflamação no canal auditivo.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade.

    1. Medicação tópica

    • Gotas otológicas com antibióticos ou antifúngicos;
    • Anti-inflamatórios locais.

    2. Controle da dor

    Analgésicos.

    3. Cuidados locais

    • Evitar água no ouvido durante o tratamento;
    • Não manipular o canal auditivo.

    Otite externa pode ser grave?

    Na maioria dos casos, não. No entanto, em pessoas com imunidade baixa ou diabetes, podem ocorrer formas mais graves, que exigem atenção médica.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Secar bem os ouvidos após banho ou piscina;
    • Evitar uso de cotonetes;
    • Não inserir objetos no ouvido;
    • Usar proteção em atividades aquáticas, se necessário.

    Confira:

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre otite externa

    1. Otite externa dói muito?

    Sim. A dor pode ser intensa.

    2. Pode coçar?

    Sim. A coceira é comum.

    3. É causada por água?

    Frequentemente, sim.

    4. Pode usar cotonete?

    Não. Pode piorar ou causar a condição.

    5. Precisa de antibiótico?

    Geralmente sim, na forma de gotas otológicas.

    6. Pode voltar?

    Sim, especialmente se os fatores de risco persistirem.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, secreção ou piora dos sintomas.

    Veja mais:

    Teste da orelhinha: para que serve e como é feito

  • Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Os antibióticos são medicamentos usados para combater infecções causadas por bactérias, atuando ao eliminar os microrganismos ou ao impedir que eles se multipliquem. Por isso, ao sentir os primeiros sintomas de mal-estar, febre e dor no corpo, não é incomum recorrer ao uso dos remédios por conta própria, na tentativa de acelerar a recuperação.

    Mas, ao contrário do que o senso comum sugere, o antibiótico não cura a gripe, nem o resfriado comum. A seguir, entenda por que o uso não é indicado, quais são os riscos envolvidos e em quais situações o antibiótico realmente pode ser necessário.

    Por que o antibiótico não funciona contra o vírus da gripe?

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, o antibiótico não funciona contra a gripe porque a doença é causada por um vírus (o Influenza), enquanto os antibióticos são feitos para atacar apenas bactérias. Os dois microrganismos possuem estruturas e formas de reprodução completamente diferentes:

    • Bactérias: são organismos vivos complexos que possuem parede celular e metabolismo próprio. O antibiótico atua destruindo essa parede ou impedindo que a bactéria se multiplique;
    • Vírus: são estruturas muito mais simples que precisam invadir as células do corpo humano para sobreviver e se replicar. Como os vírus não possuem as estruturas que os antibióticos atacam, o medicamento se torna totalmente inútil contra eles.

    Em alguns casos, o antibiótico pode até ser necessário durante uma gripe, mas apenas quando surgem complicações bacterianas associadas, como uma pneumonia ou uma sinusite, sempre com indicação médica.

    Riscos de tomar antibiótico por conta própria

    Como os antibióticos alteram o funcionamento do organismo, o uso sem orientação médica pode causar:

    1. Resistência bacteriana

    A resistência bacteriana é a capacidade de microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) de sobreviver aos efeitos de medicamentos, segundo Juliana. Quando você usa um antibiótico sem necessidade ou de forma incompleta, as bactérias que já vivem naturalmente no seu corpo não são totalmente eliminadas.

    As mais sensíveis morrem, mas as mais resistentes sobrevivem e continuam se multiplicando, tornando-se cada vez mais difíceis de combater. No futuro, se você tiver uma infecção bacteriana real, os antibióticos comuns podem não fazer mais efeito.

    2. Efeitos colaterais

    Quando usados sem necessidade, os antibióticos expõem o organismo a riscos desnecessários e aumentam a chance de efeitos colaterais, que podem variar de leves a mais intensos, como:

    • Diarreia;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Desconforto gastrointestinal.

    Normalmente, os sintomas acontecem porque o antibiótico também altera o equilíbrio da microbiota intestinal, afetando o funcionamento do sistema digestivo e causando desconforto ao longo do tratamento.

    3. Destruição da flora intestinal

    Os antibióticos não eliminam apenas as bactérias causadoras da infecção, mas também afetam as bactérias boas que vivem no intestino e são importantes na digestão, na produção de vitaminas e na defesa do organismo. O desequilíbrio pode levar a diarreia, infecções fúngicas, como candidíase, e queda da imunidade.

    4. Mascaramento de sintomas importantes

    O uso indevido de antibióticos pode aliviar temporariamente alguns sintomas ou alterar a evolução do quadro, dificultando a identificação da causa real do problema. Isso pode atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias e comprometer o início do tratamento adequado.

    5. Interações com outros medicamentos

    Os antibióticos podem interferir na ação de outros remédios, como anticoncepcionais, anticoagulantes e medicamentos de uso contínuo. Sem orientação médica, as interações podem passar despercebidas e aumentar o risco de efeitos colaterais.

    Quando o antibiótico deve ser usado?

    O antibiótico deve ser utilizado apenas quando há confirmação ou suspeita médica de infecção bacteriana. O tipo de medicamento, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos exclusivamente por um profissional de saúde.

    O que realmente tomar para curar a gripe?

    Como a gripe é uma infecção viral, não existe um remédio que elimine o vírus instantaneamente. O tratamento consiste em ajudar o corpo a combatê-lo e em aliviar o mal-estar. As opções mais indicadas são:

    • Analgésicos e antitérmicos ajudam a baixar a febre e diminuir as dores de cabeça e no corpo enquanto o sistema imune combate o vírus;
    • Anti-inflamatórios auxiliam na redução da dor de garganta e no mal-estar geral mas devem ser utilizados sob orientação médica;
    • Lavagem nasal com soro fisiológico é fundamental para limpar as vias aéreas e facilitar a respiração ao remover o excesso de muco;
    • Antivirais específicos podem ser indicados por um médico para grupos de risco com o objetivo de reduzir a duração da doença e evitar complicações;
    • Hidratação constante por meio da ingestão de água e sucos naturais mantém as mucosas úmidas e ajuda na eliminação de secreções;
    • Repouso permite que o corpo direcione toda a sua energia para o sistema imunológico acelerando o processo de recuperação natural.

    “O antibiótico só deve ser usado quando há infecção bacteriana comprovada ou quando o médico suspeita fortemente que existe essa infecção. Para a gripe, o melhor tratamento é repouso, hidratação e controle dos sintomas”, explica Juliana.

    Como prevenir a gripe?

    Para prevenir a gripe e evitar a propagação do vírus, as medidas mais recomendadas envolvem uma combinação de cuidados diários, como:

    • Vacinação anual: a imunização contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção, sendo atualizado todos os anos para proteger contra as cepas mais circulantes do vírus Influenza;
    • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão com frequência ou usar álcool em gel ajuda a evitar a transmissão do vírus, principalmente após contato com superfícies ou pessoas doentes;
    • Evitar contato próximo com pessoas gripadas: o vírus é transmitido por gotículas respiratórias. Por isso, manter distância de quem está com sintomas reduz o risco de contágio;
    • Etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço ou com um lenço descartável, evita espalhar o vírus no ambiente;
    • Ambientes ventilados: manter os espaços bem ventilados diminui a concentração de vírus no ar, reduzindo a chance de transmissão;
    • Evitar levar as mãos ao rosto: o contato das mãos com olhos, nariz e boca facilita a entrada do vírus no organismo;
    • Cuidar da imunidade: ter uma alimentação equilibrada, manter uma boa hidratação, dormir bem e praticar atividade física regularmente ajudam o corpo a se defender melhor contra infecções.

    Quando ir ao médico?

    A maioria dos casos de gripe é tratado com repouso e cuidados em casa, mas é importante ficar atento a sinais de que a infecção pode estar evoluindo para algo mais grave, como uma pneumonia:

    • Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar mesmo em repouso;
    • Febre persistente que não baixa com o uso de antitérmicos ou que dura mais de três dias;
    • Dor ou pressão persistente no peito ou no abdômen;
    • Tosse que piora com o passar dos dias ou que apresenta catarro com sangue ou coloração muito escura;
    • Tontura súbita confusão mental;
    • Fraqueza extrema que dificulta atividades simples como levantar da cama ou tomar banho;
    • Piora dos sintomas após uma melhora aparente;
    • Vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos.

    Os sinais de alerta podem variar de acordo com a idade e a condição de saúde da pessoa. No caso de crianças pequenas, idosos, gestantes ou indivíduos com doenças crônicas, a avaliação médica deve ser buscada de forma mais precoce para evitar complicações graves.

    Veja também: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Por que às vezes o médico receita antibiótico quando estou gripado?

    Isso acontece apenas quando o médico identifica uma complicação bacteriana secundária, como uma sinusite ou pneumonia, que surgiu porque a imunidade baixou durante a gripe.

    2. Pode tomar o antibiótico que sobrou de um tratamento anterior?

    Nunca. Cada infecção exige uma dosagem e um tempo específico. Usar sobras pode ser insuficiente para tratar o problema e gerar resistência bacteriana.

    3. Qual a diferença entre gripe e infecção bacteriana?

    A gripe geralmente causa febre súbita, dor no corpo e coriza. Já infecções bacterianas costumam apresentar sintomas localizados que pioram com o tempo, como pus na garganta ou dor intensa nos pulmões.

    4. Quem está gripado pode tomar vacina da gripe?

    Se houver febre, o ideal é esperar a recuperação total. Em casos de sintomas leves, como apenas coriza, a vacinação geralmente pode ser feita, mas consulte um profissional no local.

    5. Por quanto tempo devo tomar remédio para gripe?

    Analgésicos e antitérmicos devem ser tomados apenas enquanto houver dor ou febre. Já os antivirais devem seguir rigorosamente o período indicado pelo médico (geralmente 5 dias).

    6. Onde devo descartar antibióticos vencidos?

    Eles nunca devem ser jogados no lixo comum ou no vaso sanitário. Procure farmácias ou postos de saúde que possuam pontos de coleta para descarte de medicamentos.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Por que os transtornos mentais causam ganho de peso? 

    Por que os transtornos mentais causam ganho de peso? 

    A presença de transtornos como ansiedade, depressão e transtorno bipolar pode afetar diretamente o funcionamento do organismo e a forma como o corpo regula o metabolismo. Por isso, não é incomum perceber alterações no peso ao longo do tratamento ou durante períodos de maior instabilidade emocional.

    A variação acontece devido a uma combinação de fatores biológicos, como o desequilíbrio de neurotransmissores e hormônios, e fatores comportamentais, como a alteração nos hábitos alimentares e nos níveis de energia para atividades físicas.

    Para completar, o uso de certas medicações para o controle dos sintomas também pode influenciar o apetite e o armazenamento de gordura. Entenda mais, a seguir.

    Por que os transtornos mentais causam ganho de peso?

    O aumento de peso em pacientes com transtornos mentais acontece por uma combinação de alterações hormonais, uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida.

    1. Alterações na fome e na saciedade

    Transtornos como depressão e ansiedade afetam neurotransmissores importantes, como serotonina e dopamina. Quando acontece um desequilíbrio nas substâncias, o cérebro tende a buscar formas rápidas de prazer e conforto, aumentando a vontade de comer alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura.

    2. O papel do cortisol (hormônio do estresse)

    Em quadros de ansiedade constante ou estresse prolongado, o psiquiatra Michel Haddad explica que o organismo eleva a produção de cortisol. O hormônio favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, o que dificulta o controle do peso mesmo quando há uma alimentação equilibrada.

    3. Efeitos colaterais dos medicamentos

    De acordo com Michel, alguns medicamentos utilizados no tratamento de transtornos mentais, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor, podem favorecer o ganho de peso por diferentes mecanismos.

    Receptores como os de histamina e serotonina, incluindo o 5-HT2C, por exemplo, participam da regulação da saciedade. Além disso, esses mecanismos também se conectam a hormônios metabólicos, como leptina e grelina. O resultado pode ser aumento do apetite e redução da sensação de saciedade.

    4. Cansaço e falta de energia (anedonia)

    A depressão e outros transtornos podem causar fadiga intensa e perda de interesse em atividades do dia a dia. Com menos disposição para se movimentar e praticar exercícios, o gasto calórico diminui, o que pode contribuir para o aumento de peso.

    5. Fome emocional

    Em muitos casos, a comida acaba sendo usada como uma forma de aliviar emoções difíceis, como tristeza, ansiedade, vazio ou angústia. O ato de comer pode trazer uma sensação momentânea de conforto, mas isso pode criar um ciclo de compensação alimentar difícil de interromper sem apoio profissional.

    “Quando o prazer basal diminui, o cérebro tende a buscar recompensas rápidas, açúcar, ultraprocessados, carboidratos simples. Não é apenas comportamento, é uma tentativa de autorregulação biológica”, explica Michel.

    Os riscos do aumento de peso

    As células de gordura produzem e liberam uma série de substâncias inflamatórias e hormônios no organismo, chamados de adipocinas. Quando há excesso de gordura, o corpo entra em um estado de inflamação crônica de baixa intensidade, o que pode desencadear diversos problemas:

    • Resistência à insulina: a gordura dificulta a ação da insulina, o que aumenta os níveis de açúcar no sangue e eleva o risco de diabetes tipo 2;
    • Sobrecarga cardiovascular: o aumento de peso eleva a pressão arterial e os níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, aumentando as chances de infarto e AVC;
    • Alterações hormonais: como a gordura é ativa, ela pode interferir na produção de outros hormônios, afetando desde o ciclo menstrual até a qualidade do sono e a disposição física.

    O aumento rápido de peso pode afetar a autoestima e a imagem corporal do paciente, o que, em muitos casos, causa um ciclo vicioso: a pessoa se sente pior emocionalmente devido ao corpo, o que aumenta a ansiedade ou a tristeza, podendo levar ao abandono do tratamento medicamentoso sem orientação médica.

    Como evitar o ganho de peso durante o tratamento?

    Com ajustes no cotidiano e acompanhamento médico profissional, é possível controlar o peso corporal enquanto se cuida da saúde da mente.

    • Priorize o consumo de fibras nas grandes refeições para aumentar o tempo de digestão e garantir que o estômago envie sinais de saciedade ao cérebro de forma mais duradoura;
    • Inclua uma fonte de proteína magra em todos os lanches para evitar picos de insulina e reduzir aquela fome súbita que costuma aparecer entre as refeições principais;
    • Estabeleça horários fixos para o repouso noturno ajudando a regular os hormônios grelina e leptina que controlam diretamente o apetite e a queima de gordura;
    • Beba água em pequenos goles ao longo do dia para não confundir a sensação de sede com a vontade de comer e para aliviar a boca seca causada por alguns remédios;
    • Pratique a alimentação consciente sem distrações externas permitindo que você perceba o momento em que está satisfeito e evite o consumo excessivo por impulso ou tédio;
    • Realize caminhadas curtas ou atividades leves regularmente com o objetivo de melhorar a resposta do corpo à insulina e liberar neurotransmissores que estabilizam o humor;
    • Evite restrições alimentares severas ou dietas da moda pois a falta de carboidratos complexos pode reduzir a produção de serotonina e agravar os sintomas de ansiedade ou depressão;
    • Mantenha um diário simples de sensações e fome para identificar se a vontade de comer está ligada a um sentimento específico ou a uma necessidade física real.

    Se notar um aumento súbito de apetite após iniciar uma nova medicação, converse com seu médico. Em alguns casos, é possível ajustar a dose, trocar o horário da tomada ou até substituir o remédio por outro com perfil metabólico mais neutro.

    Quando procurar ajuda especializada?

    É recomendado procurar avaliação médica ou psicológica quando houver:

    • Ganho de peso rápido e superior a 5% do seu peso corporal total em um curto intervalo de tempo após o início de uma nova medicação;
    • Aumento descontrolado do apetite ou episódios de compulsão alimentar que provocam sentimento de culpa ou angústia constante após as refeições;
    • Alterações nos exames de sangue como aumento do colesterol, triglicerídeos ou glicemia em jejum identificados em rotinas médicas;
    • Surgimento de dores articulares ou cansaço excessivo, que dificultam a realização de tarefas simples do dia a dia devido ao novo peso;
    • Desejo de interromper o uso do remédio por conta própria devido ao medo de engordar ou por insatisfação com a própria imagem corporal;
    • Dificuldade em diferenciar a fome física da fome emocional mesmo aplicando técnicas de atenção plena e mantendo uma rotina alimentar;
    • Sensação de que o peso está agravando os sintomas do transtorno como isolamento social por baixa autoestima ou aumento da ansiedade e desânimo;
    • Presença de roncos ou pausas na respiração durante o sono que podem indicar o desenvolvimento de apneia relacionada ao acúmulo de gordura corporal.

    “A saúde mental não envolve apenas pensamentos, ela envolve inflamação, hormônios, circuitos cerebrais e comportamento. Por isso, tratar transtornos mentais não é apenas uma questão psicológica, é também uma forma de restaurar o equilíbrio também metabólico do nosso corpo”, finaliza Michel.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes

    1. Todo antidepressivo causa ganho de peso?

    Não, pois existem classes diferentes e cada organismo reage de uma forma, sendo que alguns medicamentos são considerados metabolicamente neutros ou podem até reduzir o apetite.

    2. Posso parar o remédio se perceber que estou engordando?

    A interrupção brusca nunca é recomendada pois pode causar o efeito rebote, fazendo com que os sintomas do transtorno mental voltem muito mais intensos e perigosos.

    3. Como diferenciar a fome física da vontade de comer?

    A fome física surge gradualmente e é saciada com qualquer alimento, enquanto a vontade de comer é súbita e direcionada a um alimento específico.

    4. A prática de exercícios atrapalha o efeito do remédio?

    Pelo contrário, a atividade física potencializa o tratamento psiquiátrico ao liberar endorfina e dopamina de forma natural e saudável.

    5. Por que sinto mais vontade de comer doce à noite?

    Muitas vezes isso ocorre pela queda nos níveis de serotonina ao fim do dia, levando o cérebro a buscar energia rápida para tentar melhorar o humor.

    6. Existe algum suplemento que ajude a evitar esse ganho de peso?

    O uso de qualquer suplemento deve ser aprovado pelo médico, pois algumas substâncias naturais podem interagir negativamente com a medicação psiquiátrica.

    7. Pode usar remédios para emagrecer junto com o tratamento psiquiátrico?

    A combinação é perigosa e só deve ser feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois muitos inibidores de apetite causam irritabilidade e ansiedade

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

  • É dor de cabeça ou enxaqueca? Saiba como diferenciar o quadro

    É dor de cabeça ou enxaqueca? Saiba como diferenciar o quadro

    Acordou com aquela pressão incômoda na testa ou uma pulsação que não te deixa nem abrir a cortina? Há quem se pergunte se o incômodo é apenas uma dor de cabeça ou um quadro de enxaqueca, mas apesar dos sintomas parecerem semelhantes em alguns momentos, existem diferenças entre as condições.

    Enquanto uma dor de cabeça comum costuma ser uma pressão passageira causada pelo estresse ou cansaço, a enxaqueca é uma condição neurológica crônica que pode ser bastante incapacitante, inclusive atrapalhando as atividades simples do cotidiano, como trabalhar, estudar ou permanecer em ambientes iluminados.

    Mas afinal, como é possível diferenciar os quadros? A localização da dor, a intensidade, o tempo de duração e os sintomas associados costumam indicar a origem do quadro. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é uma dor de cabeça comum?

    A dor de cabeça comum, também conhecida como cefaleia tensional, é aquela que se manifesta a partir de um peso leve na cabeça, normalmente associado ao estresse, tensão muscular ou noites mal dormidas, segundo a neurologista Paula Dieckmann.

    A dor costuma ser mais leve ou moderada e pode aparecer após longos períodos diante das telas, poucas horas de sono, ansiedade ou alimentação inadequada. Entre os sinais, é possível destacar:

    • Sensação de pressão ou aperto na cabeça;
    • Dor dos dois lados da cabeça;
    • Desconforto na região da testa, nuca ou pescoço;
    • Intensidade leve ou moderada;
    • Melhora com descanso, hidratação ou analgésicos simples.

    Na maioria das vezes, você ainda consegue continuar realizando as atividades do dia, mesmo com desconforto.

    O que caracteriza a enxaqueca?

    A enxaqueca é uma condição neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça moderada a forte, frequentemente latejante e que afeta um lado da cabeça. Diferente de uma dor de cabeça comum, ela é incapacitante e pode causar os seguintes sinais:

    • Dor pulsante ou latejante;
    • Sensibilidade à luz, sons e cheiros;
    • Náuseas e vômitos;
    • Tontura;
    • Piora da dor com esforço físico;
    • Alterações visuais, como pontos brilhantes ou visão embaçada.

    Durante uma crise de enxaqueca, muitas pessoas precisam interromper completamente as atividades e permanecer em ambientes escuros e silenciosos.

    Como diferenciar a dor de cabeça e a enxaqueca?

    A principal diferença entre uma dor de cabeça comum e a enxaqueca está na intensidade, na localização da dor e nos sintomas associados:

    • Tipo de sensação: na dor de cabeça comum, a sensação é de aperto ou pressão (como uma faixa apertando o crânio). Já na enxaqueca, a dor é latejante ou pulsátil, como se houvesse um coração batendo dentro da cabeça;
    • Localização: a cefaleia comum normalmente afeta os dois lados da cabeça ou a região da testa e nuca. A enxaqueca, na maioria dos casos, concentra-se em apenas um dos lados (dor unilateral);
    • Sintomas acompanhantes: a enxaqueca raramente vem sozinha e costuma ser acompanhada de enjoo, vômitos e uma intolerância aguda à luz, cheiros fortes e ruídos. A dor de cabeça comum dificilmente apresenta os sinais;
    • Duração: uma dor de cabeça tensional pode durar de 30 minutos a algumas horas. Já uma crise de enxaqueca pode persistir por até 72 horas se não for tratada adequadamente;
    • Impacto no movimento: esforços físicos simples, como subir escadas ou caminhar rápido, costumam agravar drasticamente a dor da enxaqueca, o que não acontece na cefaleia tensional leve.

    Além disso, a enxaqueca pode ter gatilhos específicos, como alterações hormonais, estresse, jejum prolongado, privação de sono, excesso de telas, consumo de álcool e alguns alimentos.

    Quando a dor de cabeça pode ser grave?

    Na maioria das vezes, a dor de cabeça é apenas um sinal de cansaço ou tensão no dia a dia, mas dependendo de como ela se manifesta, pode indicar alguma condição mais séria, como infecções, problemas vasculares ou picos de pressão arterial.

    Procure um pronto-socorro imediatamente se a dor apresentar os seguintes sinais de alerta:

    • Início súbito e explosivo, com dor muito intensa que surge em segundos ou minutos, muitas vezes descrita como “a pior dor da vida”;
    • Alterações neurológicas, como confusão mental, desorientação, perda de força em um lado do corpo, dificuldade para falar ou visão turva repentina;
    • Rigidez na nuca acompanhada de febre alta e dificuldade para encostar o queixo no peito;
    • Dor que surge ou piora após uma queda ou batida forte na cabeça;
    • Mudança no padrão da dor em pessoas que já têm enxaqueca, principalmente quando os remédios deixam de funcionar;
    • Dor acompanhada de convulsões, desmaios ou vômitos em jato.

    Além dos casos de emergência, é importante agendar uma consulta com um neurologista se a dor de cabeça se tornar frequente (mais de duas vezes por semana), pois o uso excessivo de analgésicos pode acabar tornando o quadro crônico e mascarando a causa real do problema.

    Como aliviar a dor em casa?

    Se a dor não é grave, algumas medidas podem ajudar a relaxar os vasos sanguíneos e reduzir a tensão muscular, como:

    • Descansar em um ambiente escuro, silencioso e bem ventilado para reduzir os estímulos durante a crise;
    • Utilizar compressa fria na testa ou na nuca para aliviar a enxaqueca;
    • Utilizar compressa morna nos ombros e no pescoço para relaxar a tensão muscular;
    • Manter uma boa hidratação ao longo do dia, já que a desidratação pode piorar a dor;
    • Evitar excesso de cafeína e bebidas muito açucaradas durante a crise;
    • Massagear as têmporas, a nuca e os ombros com movimentos circulares suaves;
    • Apostar em chás calmantes que ajudam no relaxamento e no controle das náuseas, como camomila.

    Vale destacar que as medidas contribuem para o alívio da dor, mas não substituem o tratamento indicado por um médico, especialmente se as crises forem recorrentes.

    Como é feito o tratamento de enxaqueca?

    O tratamento da enxaqueca pode variar de acordo com a frequência, a intensidade das crises e os sintomas apresentados por cada pessoa. Durante as crises, o médico pode indicar remédios analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos específicos para enxaqueca ou para controlar sintomas como náuseas e vômitos.

    Quando as crises são frequentes ou muito incapacitantes, pode ser necessário um tratamento preventivo, a partir do uso de remédios de uso contínuo para diminuir a frequência e a intensidade das crises.

    Além dos remédios, também é importante adotar mudanças no estilo de vida, como:

    • Manter uma rotina regular de sono;
    • Evitar longos períodos em jejum;
    • Controlar o estresse;
    • Praticar atividade física regularmente;
    • Reduzir o excesso de telas e estímulos luminosos;
    • Identificar alimentos ou situações que funcionam como gatilho para as crises.

    Em alguns casos, terapias complementares, acompanhamento psicológico, fisioterapia e técnicas de relaxamento também podem ajudar no controle dos sintomas.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Enxaqueca tem cura?

    Não tem cura definitiva, mas tem controle. O tratamento adequado reduz a frequência, a intensidade e a duração das crises.

    2. O que é a “aura” na enxaqueca?

    São sintomas visuais (pontos brilhantes, flashes) ou sensoriais (formigamentos) que surgem cerca de 15 a 60 minutos antes da dor começar.

    3. Por que sinto enjoo quando tenho dor de cabeça?

    O enjoo é um sintoma clássico da enxaqueca, pois o quadro afeta o sistema nervoso central e pode lentificar o processo digestivo durante a crise.

    4. Qual o melhor médico para tratar isso?

    O neurologista é o especialista indicado para diagnosticar o tipo de cefaleia e prescrever o tratamento preventivo ou agudo.

    5. Gravidez aumenta a enxaqueca?

    Muitas mulheres melhoram da enxaqueca na gestação devido à estabilidade hormonal, mas outras podem ter crises devido às mudanças vasculares.

    6. O que é cefaleia em salvas?

    É uma dor extremamente intensa, geralmente em torno de um olho, que ocorre em ciclos (salvas). É considerada uma das dores mais fortes que existem.

    7. Qual a diferença entre cefaleia e dor de cabeça?

    Nenhuma. “Cefaleia” é apenas o termo médico oficial para qualquer tipo de dor de cabeça.

    8. Por que a luz incomoda tanto durante a crise de enxaqueca?

    Isso se chama fotofobia. Na enxaqueca, o cérebro processa os estímulos visuais de forma hipersensível, tornando a luz dolorosa.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Quais os principais efeitos colaterais dos antidepressivos (e como aliviá-los)? 

    Quais os principais efeitos colaterais dos antidepressivos (e como aliviá-los)? 

    Os remédios antidepressivos, usados no tratamento de condições como a depressão, o pânico e o transtorno de ansiedade, funcionam regulando a comunicação entre as células do cérebro.

    Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann, eles atuam principalmente sobre os neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que são responsáveis por influenciar o humor, o sono, o apetite e a resposta ao estresse.

    Como as substâncias químicas circulam por todo o organismo, elas acabam interagindo com receptores em órgãos que não são o alvo principal do tratamento. Como resultado, no início do uso, você pode apresentar alguns efeitos colaterais que afetam o intestino, o sono e até mesmo o nível de energia ou a sensação de bem-estar. Vamos entender mais, a seguir.

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    Quais são os efeitos colaterais mais comuns dos antidepressivos?

    O início do tratamento costuma exigir um período de adaptação do organismo, que dura, em média, de duas a quatro semanas. Durante o tempo, é comum aparecerem alguns efeitos colaterais, que podem variar de acordo com o tipo de medicamento e com a sensibilidade de cada pessoa. Os mais comuns incluem:

    1. Náuseas e desconforto abdominal

    O enjoo é um dos sintomas mais comuns, principalmente no começo do uso de alguns antidepressivos, acontece porque o intestino também tem receptores de serotonina, que acabam sendo estimulados pela medicação. A sensação pode ser de estômago embrulhado ou irritado, mas costuma melhorar depois de alguns dias, quando o corpo se adapta ao remédio.

    2. Boca seca e alterações no paladar

    Alguns antidepressivos podem diminuir a produção de saliva, causando a sensação de boca seca o tempo todo. Também pode surgir mais sede ou até um gosto diferente na boca, como um sabor metálico. Ao longo do dia, beber água e mascar chicletes sem açúcar pode ajudar a aliviar o desconforto.

    3. Sonolência ou cansaço excessivo

    No início do tratamento com antidepressivos, o cérebro ainda está se ajustando ao medicamento, então você pode sentir mais sono ou cansaço durante o dia. Alguns remédios têm um efeito mais calmante, o que pode dar mais vontade de dormir. Nesses casos, o médico pode orientar o uso à noite.

    4. Insônia e agitação

    Por outro lado, algumas pessoas podem ter dificuldade para dormir ou acordar várias vezes durante a noite, e também pode surgir uma sensação de inquietação, como se o corpo estivesse mais agitado. Os sintomas costumam aparecer no início e tendem a melhorar com o tempo.

    5. Tontura e dor de cabeça

    A dor de cabeça e a tontura também podem acontecer nos primeiros dias. Às vezes, a tontura aparece ao levantar rápido, dando aquela sensação de cabeça leve, mas isso costuma ser temporário. Manter uma boa hidratação e levantar devagar pode ajudar enquanto o corpo se adapta ao tratamento.

    Como aliviar os efeitos colaterais dos antidepressivos

    Os efeitos colaterais dos antidepressivos costumam melhorar com o tempo, mas medidas simples podem ajudar a aliviar o desconforto no dia a dia, como:

    • Ajustar o horário da medicação: se o remédio causa sono, tomar à noite pode ajudar no descanso. Se causa agitação ou insônia, o uso pela manhã costuma ser melhor;
    • Tomar o medicamento com alimentos: ingerir o comprimido durante as refeições ajuda a reduzir o enjoo, a azia e o desconforto no estômago;
    • Manter a hidratação ao longo do dia: beber água em pequenos goles ajuda a aliviar a boca seca e a tontura;
    • Estimular a salivação: mascar chicletes ou chupar balas sem açúcar pode ajudar a diminuir a sensação de boca seca;
    • Evitar o excesso de cafeína e álcool: as substâncias podem piorar a boca seca e aumentar alguns efeitos colaterais;
    • Cuidar da rotina de sono: manter horários regulares, evitar telas antes de dormir e deixar o ambiente escuro e silencioso ajuda o corpo a se ajustar;
    • Praticar atividades físicas leves: caminhadas e exercícios leves ajudam a reduzir a ansiedade, melhorar o intestino e aumentar a disposição;
    • Manter uma rotina equilibrada: pequenos hábitos saudáveis no dia a dia ajudam o corpo a se adaptar melhor ao tratamento

    Quanto tempo duram os efeitos colaterais?

    A maioria dos efeitos colaterais aparece nos primeiros dias de tratamento e costuma melhorar entre duas e quatro semanas, pois é o tempo que o corpo precisa para se adaptar ao remédio e aos novos níveis das substâncias que atuam no cérebro.

    As reações como náuseas e tonturas tendem a sumir mais rapidamente, enquanto alterações no sono ou no apetite podem exigir um período maior de estabilização.

    Se os efeitos colaterais durarem mais de um mês ou estiverem atrapalhando muito a sua rotina, o ideal é conversar com o psiquiatra. Ele pode ajustar a dose ou trocar o medicamento para deixar o tratamento mais confortável.

    Quando o efeito colateral indica que devo trocar de medicação?

    O médico pode orientar a troca do remédio quando os efeitos colaterais passam a incomodar mais do que ajudar, ou quando a reação do corpo pode trazer algum risco à saúde. Isso costuma ser avaliado com cuidado, levando em conta como você está se sentindo no dia a dia e o quanto o tratamento está realmente trazendo benefício.

    Se, mesmo após cerca de quatro semanas, os sintomas não melhoram, ele pode entender que o organismo não se adaptou bem ao antidepressivo. Nesses casos, pode ser necessário ajustar a dose, trocar a medicação ou até reavaliar o tratamento, buscando uma opção que seja melhor tolerada pelo corpo.

    Quando procurar o médico imediatamente?

    Se você apresentar os seguintes sinais, procure um pronto-socorro imediatamente:

    • Náuseas e desconforto gástrico;
    • Boca seca;
    • Sonolência e fadiga;
    • Insônia e agitação;
    • Tontura e vertigem;
    • Dor de cabeça;
    • Alterações no apetite;
    • Disfunção sexual e redução da libido;
    • Tremores leves;
    • Suor excessivo.

    Segundo Luiz, também é importante avisar o médico se você não sentir nenhuma melhora no quadro que está tratando após três ou quatro semanas, pois pode ser necessário ajustar a dose, trocar o medicamento ou até reavaliar o diagnóstico.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

    Perguntas frequentes

    1. É normal sentir mais ansiedade no início do tratamento com antidepressivos?

    Sim, o aumento da disponibilidade de neurotransmissores pode deixar o sistema nervoso em alerta temporário, mas o sintoma tende a desaparecer após as primeiras semanas.

    2. O antidepressivo engorda?

    Alguns fármacos podem aumentar o apetite ou alterar o metabolismo, mas o ganho de peso varia conforme a molécula utilizada e o organismo de cada paciente.

    3. O que fazer se eu esquecer de tomar uma dose do antidepressivo?

    Tome o comprimido assim que lembrar, a menos que esteja perto do horário da próxima dose. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo para compensar o esquecimento.

    4. O antidepressivo diminui o desejo sexual?

    Alterações na libido ou dificuldade em atingir o orgasmo são efeitos possíveis. É importante relatar o fato ao médico, pois existem estratégias para contornar o problema.

    5. Quanto tempo demora para o antidepressivo fazer efeito no humor?

    O alívio dos sintomas emocionais normalmente começa a ser percebido entre a segunda e a sexta semana de uso contínuo.

    6. É normal ter pesadelos ou sonhos intensos com o uso de antidepressivos?

    Sim. As alterações na química cerebral influenciam o ciclo do sono e a fase REM, o que pode tornar os sonhos mais vívidos ou frequentes no início.

    7. Como saber se o remédio está funcionando?

    Os sinais de eficácia incluem a melhora na disposição física, retorno do interesse por atividades antes prazerosas e estabilização do sono e do humor.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

  • Você já ouviu falar em hepatite D? Entenda os riscos

    Você já ouviu falar em hepatite D? Entenda os riscos

    Quando se fala em hepatites virais, os tipos mais conhecidos costumam ser A, B e C. No entanto, existe uma forma menos comum, e potencialmente mais agressiva. que merece atenção, principalmente por estar diretamente ligada a outra infecção já conhecida.

    A hepatite D é um exemplo disso. Ela só se desenvolve em pessoas que já têm o vírus da hepatite B, o que torna seu diagnóstico e prevenção ainda mais específicos.

    O que é a hepatite D

    A hepatite D é uma infecção viral que afeta o fígado e apresenta uma característica importante: só ocorre em pessoas que já estão infectadas pelo vírus da hepatite B. Isso acontece porque o vírus da hepatite D (HDV) depende do vírus da hepatite B (HBV) para se multiplicar no organismo.

    Ao infectar o fígado, o vírus da hepatite D provoca inflamação e pode tornar a doença mais agressiva. A infecção pode acontecer em pessoas que já têm hepatite B crônica ou naquelas que contraem os dois vírus ao mesmo tempo, situação conhecida como coinfecção.

    Embora seja menos comum que outras hepatites virais, a hepatite D pode evoluir de forma mais grave quando não tratada, o que aumenta o risco de complicações no fígado.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da hepatite D é semelhante à da hepatite B.

    As principais formas são:

    • Contato com sangue contaminado;
    • Compartilhamento de seringas ou objetos perfurocortantes;
    • Relações sexuais desprotegidas;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante o parto.

    É importante lembrar que só há risco de hepatite D se houver infecção pelo vírus da hepatite B.

    Tipos de infecção

    A hepatite D pode ocorrer de duas formas principais:

    1. Coinfecção

    • Quando a pessoa se infecta ao mesmo tempo com hepatite B e D;
    • Pode causar hepatite aguda mais intensa.

    2. Superinfecção

    • Quando a pessoa já tem hepatite B crônica e adquire o vírus D;
    • Geralmente mais grave;
    • Maior risco de evolução para doença crônica.

    Principais sintomas

    Os sintomas são semelhantes aos de outras hepatites virais.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Icterícia (pele e olhos amarelados);
    • Urina escura;
    • Fezes claras.

    Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática.

    Consequências da hepatite D

    A hepatite D pode ter evolução mais agressiva que outras hepatites.

    As principais consequências são:

    • Hepatite crônica;
    • Progressão rápida para cirrose;
    • Maior risco de insuficiência hepática;
    • Aumento do risco de câncer de fígado.

    A superinfecção (em quem já tem hepatite B) costuma ter pior prognóstico.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por exames de sangue que identificam:

    • Presença do vírus da hepatite B;
    • Marcadores específicos do vírus da hepatite D.

    Esses exames permitem confirmar a infecção e avaliar sua fase.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da hepatite D pode ser desafiador. As principais abordagens são:

    • Uso de medicamentos antivirais específicos;
    • Acompanhamento especializado;
    • Monitoramento da função do fígado.

    Nem todos os pacientes respondem bem ao tratamento, o que reforça a importância da prevenção.

    Como prevenir a hepatite D

    A principal forma de prevenção é evitar a infecção pela hepatite B. As medidas são:

    • Vacinação contra hepatite B, disponível gratuitamente no SUS;
    • Uso de preservativos;
    • Não compartilhar objetos perfurocortantes;
    • Cuidados com materiais contaminados.

    Como o vírus D depende do vírus B, prevenir a hepatite B também previne a hepatite D.

    Leia também:

    Pouca dor, muito risco: o perigo da hepatite C

    Perguntas frequentes sobre hepatite D

    1. Toda pessoa com hepatite B tem hepatite D?

    Não. É necessário adquirir o vírus D separadamente.

    2. Hepatite D é grave?

    Pode ser mais grave que outras hepatites, especialmente na superinfecção.

    3. Tem cura?

    O tratamento pode controlar a doença, mas nem sempre elimina o vírus.

    4. Existe vacina para hepatite D?

    Não diretamente, mas a vacina contra hepatite B protege indiretamente.

    5. Pode causar cirrose?

    Sim. A progressão pode ser mais rápida.

    6. É contagiosa?

    Sim, por contato com sangue e secreções.

    7. Quando procurar um médico?

    Em caso de sintomas de hepatite ou diagnóstico de hepatite B.

    Veja mais:

    Nem toda hepatite é causada por vírus: saiba mais sobre a hepatite autoimune