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  • Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Sabia que o magnésio é um dos minerais mais importantes para o corpo humano? Ele participa de mais de 300 reações bioquímicas, que vão desde a produção de energia e o relaxamento muscular até o bom funcionamento do cérebro e do coração.

    No entanto, ao procurar por suplementação, é comum ter dúvidas sobre qual tipo comprar. Com nomes como dimalato, quelato, treonato e cloreto, muitas pessoas acreditam que o efeito é sempre o mesmo, mas cada forma de magnésio tem uma absorção diferente e age de maneira específica no organismo. A seguir, te explicamos tudo que você precisa saber.

    O que é o magnésio e para que serve?

    O magnésio é um mineral essencial e eletrólito que atua em mais de 300 reações bioquímicas no corpo humano, incluindo:

    • Saúde muscular: ajuda na contração e, principalmente, no relaxamento dos músculos, sendo um aliado importante na prevenção de cãibras e espasmos;
    • Fortalecimento dos ossos: atua junto com o cálcio e a vitamina D para manter a densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose;
    • Funcionamento do sistema nervoso: auxilia na regulação de neurotransmissores, o que impacta diretamente no controle do estresse, da ansiedade e na melhora da qualidade do sono;
    • Produção de energia: é fundamental no processo de conversão dos alimentos em energia (ATP), combatendo a fadiga e o cansaço excessivo;
    • Saúde cardiovascular: ajuda a manter o ritmo cardíaco estável e auxilia no relaxamento dos vasos sanguíneos, contribuindo para o controle da pressão arterial;
    • Regulação da glicemia: participa do metabolismo da glicose e da sensibilidade à insulina, sendo importante para prevenir e controlar o diabetes tipo 2.

    Ele pode ser encontrado naturalmente em alimentos, mas também é usado na forma de suplementos para garantir que os níveis ideais sejam mantidos, especialmente em pessoas com dietas pobres em nutrientes ou com dificuldades de absorção.

    Quando a suplementação de magnésio é indicada?

    A suplementação de magnésio é indicada principalmente quando há uma deficiência comprovada por exames de sangue ou quando o estilo de vida e certas condições de saúde aumentam a demanda do corpo por esse mineral, como:

    • Deficiência de magnésio confirmada em exames;
    • Alimentação pobre em magnésio (dieta muito restrita ou ultraprocessada);
    • Cãibras musculares frequentes;
    • Fadiga e fraqueza sem causa clara;
    • Estresse elevado e ansiedade;
    • Dificuldade para dormir (insônia leve);
    • Enxaquecas recorrentes;
    • Síndrome pré-menstrual (TPM) intensa;
    • Constipação intestinal;
    • Uso de medicamentos que reduzem magnésio (como diuréticos ou alguns antiácidos);
    • Diabetes tipo 2 ou resistência à insulina;
    • Consumo frequente de álcool;
    • Prática intensa de atividade física.

    A indicação deve ser feita sempre por um profissional de saúde, pois o excesso de magnésio pode causar efeitos colaterais como diarreia, cólica, queda de pressão, diminuição dos batimentos cardíacos e fraqueza muscular, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    Magnésio é tudo igual?

    A resposta é não. Apesar de todos os suplementos conterem o mesmo mineral, o magnésio não é encontrado de forma isolada na natureza ou nas cápsulas. Ele precisa estar ligado a outra substância para que o corpo consiga absorvê-lo. Dependendo do tipo, o magnésio pode agir mais no cérebro, nos músculos ou no intestino.

    Na prática, o que muda é a forma como o corpo absorve o nutriente: alguns tipos são melhor aproveitados e agem de forma mais direcionada, enquanto outros são menos absorvidos e acabam tendo efeito mais laxante, sendo mais usados em casos de prisão de ventre.

    Quais os principais tipos de magnésio?

    Segundo Juliana, existem três tipos principais de magnésio, sendo eles:

    1. Magnésio dimalato

    O magnésio dimalato é um suplemento que combina magnésio com ácido málico, sendo uma das formas mais recomendadas para quem sofre de dores crônicas, fibromialgia ou cansaço muscular. O ácido málico ajuda na produção de energia celular, sendo bastante útil para aumentar a disposição e reduzir a fadiga ao longo do dia.

    2. Magnésio treonato

    O magnésio treonato é uma forma altamente absorvível de magnésio capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, sendo ideal para melhorar a memória e a concentração, segundo Juliana. É usado especialmente para reduzir ansiedade e estresse, além de auxiliar na qualidade do sono por estimular a produção de melatonina.

    3. Magnésio quelato (bisglicinato)

    O magnésio quelado é uma forma de suplemento com altíssima absorção, ligado a duas moléculas de glicina (aminoácido). Por ser ele melhor absorvido pelo intestino, ele é ideal para relaxamento neuromuscular, melhora do sono, redução de ansiedade e saúde óssea.

    Outros tipos de magnésio

    4. Cloreto de magnésio

    O cloreto de magnésio é a forma mais clássica e acessível, normalmente vendida em pó ou cápsulas. Ele combina o magnésio com o cloro, um elemento que favorece a produção de ácido clorídrico no estômago. Assim, ele costuma ser usado por pessoas com dificuldades digestivas ou baixa acidez gástrica, ajudando na quebra dos alimentos e na absorção de outros nutrientes.

    5. Citrato de magnésio

    O citrato de magnésio combina o mineral com o ácido cítrico, usado especialmente para melhorar a absorção no organismo e auxiliar o funcionamento do intestino, ajudando em casos de prisão de ventre. Por ter uma boa biodisponibilidade, ele é bem aproveitado pelo corpo e também pode ajudar na função muscular, no relaxamento e na prevenção de cãibras.

    6. Sulfato de magnésio (Sal de Epsom)

    O Sal de Epsom é um mineral natural usado para relaxamento muscular, alívio de dores, melhora da qualidade do sono e esfoliação da pele. Rico em magnésio, é absorvido em banhos quentes ou escalda-pés, ajudando a combater inflamações, estresse e dores articulares (artrite/artrose).

    Como escolher o melhor magnésio para você?

    Para escolher o melhor magnésio, o médico precisa identificar qual é a principal necessidade, já que a substância ligada ao mineral direciona a ação para diferentes partes do corpo. Ao analisar as opções, vale considerar os seguintes pontos principais:

    • Identifique se você precisa de ajuda para o sono, energia, digestão ou cognição;
    • Verifique o quanto o corpo consegue absorver daquela forma específica;
    • Avalie se você tem tendência a ter o intestino solto antes de tomar cloretos ou citratos;
    • Confira no rótulo a quantidade real de magnésio puro por dose, e não apenas o peso total da cápsula;
    • Defina se prefere tomar pela manhã (para energia) ou à noite (para relaxamento e sono).

    Se o foco for combater o cansaço e as dores musculares, as formas ligadas ao ácido málico são boas opções, porque ajudam na produção de energia. Já para quem busca melhorar o foco e a memória, existem tipos que chegam com mais facilidade ao cérebro.

    Por outro lado, se a intenção for regular o intestino, as formas que puxam água para as fezes são as mais indicadas.

    Também é importante considerar a sensibilidade do sistema digestivo, pois as formas mais simples podem causar desconforto ou efeito laxante em algumas pessoas, enquanto as versões queladas costumam ser mais suaves e melhor toleradas.

    Como tomar o magnésio?

    A forma correta de tomar magnésio depende do objetivo, mas normalmente é recomendado tomar as cápsulas junto com as refeições, para melhorar a absorção e evitar desconforto no estômago.

    Se a ideia for aumentar a disposição e ajudar na performance muscular, o ideal é tomar pela manhã. Já para quem busca relaxamento, melhora do sono e recuperação do corpo, o mais indicado é tomar à noite, cerca de uma a duas horas antes de dormir.

    Também é importante seguir a dose orientada por um profissional e evitar tomar em jejum ou em altas quantidades, já que isso pode causar efeito laxante.

    Quem deve evitar o uso de magnésio?

    O uso do magnésio costuma ser seguro, mas algumas pessoas precisam evitar ou usar com cautela, sempre com orientação profissional:

    • Pessoas com doença renal, principalmente insuficiência renal;
    • Quem faz diálise;
    • Pessoas com níveis altos de magnésio no sangue;
    • Uso de alguns medicamentos, como certos antibióticos, diuréticos ou remédios para o coração;
    • Problemas intestinais sensíveis, como diarreia frequente;
    • Gestantes e lactantes, sem orientação médica.

    O uso de qualquer suplementação só deve ser feito sob orientação e acompanhamento médico. Não se automedique!

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar magnésio em jejum?

    Não é recomendado, pois pode causar náuseas ou desconforto abdominal em pessoas sensíveis. O ideal é ingerir junto com uma refeição.

    2. Magnésio engorda ou emagrece?

    Não. Ele não possui calorias e não interfere diretamente no ganho ou perda de peso, embora ajude no metabolismo da glicose.

    3. Quanto tempo demora para o magnésio fazer efeito?

    Para benefícios musculares e de sono, os efeitos podem surgir em poucos dias. Para correção de deficiências crônicas, o uso contínuo por 4 a 12 semanas costuma ser necessário.

    4. Posso tomar magnésio todos os dias?

    Sim, desde que a dose esteja dentro do limite diário recomendado por um profissional de saúde.

    5. Quais são os efeitos colaterais do excesso?

    Diarreia, náuseas, queda excessiva da pressão arterial e, em casos graves, arritmias cardíacas.

    7. Magnésio corta o efeito de algum remédio?

    Pode reduzir a absorção de antibióticos (tetraciclinas) e remédios para osteoporose (bifosfonatos). Deve haver um intervalo de pelo menos 2 horas entre eles.

    8. Posso tomar magnésio com café?

    Não é o ideal. A cafeína tem um efeito diurético que pode acelerar a eliminação de minerais, e os taninos do café podem atrapalhar a absorção do magnésio. O ideal é dar um intervalo de pelo menos 30 minutos.

    9. Crianças podem tomar suplemento de magnésio?

    Apenas sob orientação do pediatra. Geralmente, as crianças conseguem atingir as metas diárias através da alimentação (banana, aveia, feijão), sendo a suplementação reservada para casos específicos de carência.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

  • Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    A chegada de um bebê costuma vir acompanhada de muitas dúvidas e preocupações, especialmente nos primeiros meses de vida. Entre os medos mais comuns dos pais está a chamada morte súbita em bebês, um evento raro, mas que desperta grande atenção justamente por acontecer de forma inesperada, geralmente durante o sono.

    Nos últimos anos, campanhas de conscientização ajudaram a reduzir significativamente os casos ao reforçar medidas simples de prevenção, principalmente relacionadas à forma como o bebê dorme.

    Entender os fatores de risco e os cuidados recomendados pode ajudar você a criar um ambiente de sono mais seguro para recém-nascidos e lactentes.

    O que é a morte súbita em bebês

    A morte súbita em bebês, também chamada de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL), é a morte inesperada de um bebê aparentemente saudável, geralmente durante o sono e sem causa identificada após investigação.

    Mesmo após investigação completa, incluindo autópsia e análise do ambiente, não se encontra uma causa específica.

    Embora seja um evento raro, é uma das principais causas de morte em bebês com menos de 1 ano, especialmente nos primeiros meses de vida.

    A boa notícia é que algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco.

    Por que acontece

    A causa exata ainda não é totalmente conhecida. Acredita-se que a síndrome da morte súbita do lactente esteja relacionada a uma combinação de fatores:

    • Imaturidade do sistema respiratório e neurológico;
    • Dificuldade em responder a situações como falta de oxigênio;
    • Fatores ambientais, especialmente relacionados ao sono.

    Principais fatores de risco

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Dormir de barriga para baixo ou de lado;
    • Uso de colchões muito macios;
    • Presença de travesseiros, cobertores ou objetos no berço;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Prematuridade;
    • Baixo peso ao nascer.

    Quando o risco é maior

    O risco é maior:

    • Entre 1 e 4 meses de idade;
    • Durante o primeiro ano de vida;
    • Principalmente durante o sono.

    Como reduzir o risco

    Existem medidas comprovadas que ajudam a prevenir.

    1. Posição para dormir

    Sempre colocar o bebê para dormir de barriga para cima.

    2. Ambiente seguro

    • Usar colchão firme;
    • Evitar objetos soltos no berço;
    • Não usar travesseiros ou cobertores soltos.

    3. Compartilhamento de quarto (não de cama)

    O bebê pode dormir no mesmo quarto dos pais, mas em berço próprio.

    4. Evitar fumaça

    Não expor o bebê ao cigarro.

    5. Amamentação

    O aleitamento materno está associado à redução do risco de morte súbita.

    6. Uso de chupeta (em alguns casos)

    Pode ajudar, especialmente durante o sono.

    O que NÃO fazer

    • Não coloque o bebê para dormir de bruços;
    • Não use colchões macios;
    • Não compartilhe a cama com o bebê;
    • Não cubra excessivamente o bebê.

    Morte súbita pode ser prevista?

    Não. A morte súbita do bebê ocorre de forma inesperada e não há exames que prevejam o evento. Por isso, a prevenção é baseada na redução dos fatores de risco.

    Confira: APLV: o que é, sintomas e quando desconfiar da condição em um bebê

    Perguntas frequentes sobre morte súbita em bebês

    1. É comum?

    Não é comum, mas é uma das principais causas de morte em bebês.

    2. Dormir de barriga para cima é seguro?

    Sim. É a posição mais segura.

    3. Pode acontecer durante o dia?

    Sim, mas é mais comum durante o sono noturno.

    4. Chupeta ajuda?

    Pode ajudar a reduzir o risco.

    5. Dormir com os pais é seguro?

    No mesmo quarto, sim. Na mesma cama, não é recomendado.

    6. Tem causa definida?

    Não. É multifatorial.

    7. Quando se preocupar?

    O foco deve ser na prevenção e em manter um ambiente de sono seguro.

    Leia mais: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

  • Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Pequenas bolinhas na pele, lisas e arredondadas, podem chamar atenção principalmente em crianças. Em muitos casos, essas lesões aparecem de forma discreta, sem dor ou outros sintomas importantes, mas acabam gerando preocupação por serem contagiosas e aumentarem em número com o tempo.

    Esse quadro costuma estar relacionado ao molusco contagioso, uma infecção viral bastante comum na infância. Apesar do nome assustar, trata-se de uma condição benigna, que geralmente evolui bem e pode até desaparecer espontaneamente em muitos casos.

    O que é o molusco contagioso

    O molusco contagioso é uma infecção viral da pele causada por um vírus da família dos poxvírus. É uma infecção benigna que afeta a camada superficial da pele.

    Ele provoca o surgimento de pequenas lesões arredondadas, geralmente indolores, que podem aparecer isoladas ou em grupos. As lesões são causadas pela replicação do vírus nas células da pele, formando pequenas elevações características.

    É mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos, especialmente em situações de contato direto com a pele ou em casos de imunidade reduzida.

    Apesar de ser contagioso, geralmente não causa complicações graves.

    Principais sintomas

    Os sintomas são basicamente cutâneos.

    Os principais são:

    • Pequenas lesões arredondadas;
    • Superfície lisa e brilhante;
    • Centro com leve depressão (umbilicação);
    • Cor semelhante à pele ou levemente rosada;
    • Ausência de dor na maioria dos casos.

    As lesões podem aumentar em número ao longo do tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão acontece por contato direto com a pele infectada.

    As principais formas são:

    • Contato pele a pele;
    • Compartilhamento de objetos pessoais (toalhas, roupas);
    • Autoinoculação (espalhamento para outras áreas do corpo).

    Em adultos, pode ocorrer transmissão por contato íntimo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Crianças;
    • Pessoas com dermatite atópica;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas em contato frequente com água (como em piscinas).

    Molusco contagioso é grave?

    Não. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada. As lesões podem desaparecer espontaneamente ao longo de meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na aparência típica das lesões. Geralmente, não são necessários exames complementares.

    Como é feito o tratamento

    Nem sempre é necessário tratamento, pois as lesões podem desaparecer sozinhas.

    Quando indicado, as opções são:

    • Remoção das lesões (curetagem);
    • Aplicação de substâncias tópicas;
    • Crioterapia (congelamento).

    A escolha depende do número de lesões e do desconforto.

    Como prevenir a transmissão

    Algumas medidas ajudam a evitar a disseminação:

    • Evitar contato direto com lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Manter boa higiene da pele.

    Veja mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Perguntas frequentes sobre molusco contagioso

    1. Molusco contagioso é contagioso?

    Sim. É transmitido por contato direto.

    2. Precisa tratar sempre?

    Não. Muitas vezes desaparece sozinho.

    3. Dói?

    Geralmente não.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, principalmente ao coçar.

    5. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    6. Pode voltar?

    Pode ocorrer reinfecção.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões aumentam, incomodam ou há dúvida no diagnóstico.

    Veja mais: Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Você já sentiu aquele cansaço repentino no meio da tarde, logo após o almoço, que parece drenar toda a sua disposição para o restante do dia? A sensação, que normalmente aparece acompanhada da vontade de comer doces, é um sinal de que o corpo pode estar precisando de energia para manter o foco mental e as funções vitais.

    Mas então, o que incluir no café da tarde para manter a produtividade até o final do dia? A seguir, veja o que comer para evitar os picos de fome e como combinar proteínas e fibras de forma prática.

    O que comer no café da tarde para ter energia?

    No café da tarde, o recomendado é evitar o pico de insulina causado por doces e pães brancos, que até gera uma energia rápida, mas provoca um cansaço ainda maior logo em seguida. Para manter a disposição, o café da tarde ideal deve conter:

    • Carboidratos complexos: são alimentos que fornecem energia de forma mais lenta e equilibrada para o organismo, diferente dos carboidratos simples, presentes em doces e produtos muito açucarados, que costumam causar picos rápidos de energia seguidos por cansaço;
    • Proteínas de boa qualidade: participam da construção e manutenção dos tecidos do corpo, mas também têm um papel importante na saciedade, porque a digestão costuma ser mais lenta;
    • Gorduras saudáveis: ajudam na absorção de vitaminas, participam do funcionamento hormonal e ainda aumentam a saciedade, fazendo com que o corpo se sinta satisfeito por mais tempo;
    • Fibras: são componentes presentes principalmente em frutas, verduras, sementes, farelos e cereais integrais, e possuem a capacidade de retardar a digestão dos alimentos. Consequentemente, elas favorecem uma liberação de energia mais constante e prolongam a sensação de saciedade durante a tarde.

    Assim, o organismo recebe energia de forma mais equilibrada, ajudando a reduzir o cansaço físico e mental, melhorar a concentração e manter a produtividade ao longo da tarde, sem depender de estimulantes em excesso ou de lanches ultraprocessados.

    Melhores alimentos para combater o cansaço à tarde

    Para combater a fadiga e recuperar o foco, o ideal é priorizar alimentos que entreguem vitaminas e minerais específicos para o metabolismo energético, como:

    1. Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas)

    As oleaginosas são excelentes fontes de magnésio, gorduras boas e ômega-3, nutrientes importantes para a produção de energia e para o funcionamento do cérebro.

    O magnésio participa de centenas de reações metabólicas no organismo, incluindo os processos ligados à produção de ATP, que funciona como a principal fonte de energia das células. Além disso, as gorduras saudáveis presentes nos alimentos ajudam na saúde cerebral, na saciedade e até no controle da inflamação do organismo.

    2. Aveia

    Rica em beta-glucanas, um tipo de fibra solúvel, a aveia ajuda a desacelerar a absorção do açúcar no sangue, evitando oscilações rápidas de energia ao longo da tarde. Na prática, isso permite que o cérebro receba glicose de maneira mais gradual e constante, favorecendo a concentração, o foco e a disposição por mais tempo.

    3. Frutas vermelhas e cítricas

    Morangos, mirtilos, framboesas, laranjas e tangerinas são ricos em antioxidantes e vitamina C, nutrientes que ajudam a combater o estresse oxidativo, processo ligado ao envelhecimento celular e à sensação de fadiga física e mental. As frutas também fornecem água, fibras e carboidratos naturais, funcionando como uma fonte rápida e equilibrada de energia para o organismo.

    4. Iogurte natural ou kefir

    Além de fornecerem proteínas que ajudam na saciedade e na manutenção da massa muscular, o iogurte natural e o kefir também são fontes de probióticos, micro-organismos benéficos para a saúde intestinal.

    Atualmente, não é novidade que o intestino possui uma relação direta com a produção de neurotransmissores ligados ao humor, ao bem-estar e à disposição, como a serotonina. Por isso, manter a flora intestinal equilibrada também pode influenciar nos níveis de energia ao longo do dia.

    5. Sementes (chia, abóbora ou girassol)

    Mesmo em pequenas porções, sementes como chia, abóbora e girassol oferecem nutrientes importantes, como ferro, zinco, magnésio e gorduras saudáveis.

    O ferro participa do transporte de oxigênio pelo sangue, enquanto o zinco atua no funcionamento do sistema imunológico e do sistema nervoso. Já a chia ainda fornece fibras que ajudam na saciedade e contribuem para uma liberação mais lenta de energia.

    6. Chocolate amargo (mínimo 70%)

    O cacau é rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e favorecem o funcionamento do cérebro.

    Ele também contém pequenas doses naturais de cafeína e teobromina, substâncias capazes de aumentar o estado de alerta, melhorar o raciocínio e trazer uma sensação leve de bem-estar, sem provocar a agitação que costuma acontecer após o consumo excessivo de bebidas estimulantes.

    Mas e se eu precisar de um lanche rápido?

    Se a sua rotina está mais agitada e você precisa de uma opção mais rápida e fácil de preparar, o ideal é priorizar alimentos que consigam combinar praticidade com equilíbrio nutricional, como:

    • Mix de castanhas e frutas secas: uma combinação de nozes, amêndoas e uvas-passas (sem açúcar adicionado) oferece gorduras boas e energia imediata. Basta deixar porções prontas em potinhos;
    • Fruta com farelo de aveia: uma banana ou maçã polvilhada com uma colher de aveia ou sementes de chia aumenta o aporte de fibras e evita a fome logo após o consumo;
    • Iogurte individual com sementes: opte pelas versões desnatadas ou naturais e adicione sementes de girassol ou abóbora para dar crocância e minerais;
    • Ovo cozido: pode ser preparado com antecedência e conservado na geladeira. É uma das fontes de proteína mais completas e práticas para o meio da tarde;
    • Barra de proteína ou cereais caseira: se optar pelas compradas, verifique o rótulo, pois os primeiros ingredientes não devem ser açúcar ou xarope de glicose. Escolha as que possuem maior teor de fibras e oleaginosas.

    Importante: evite substituir o lanche por biscoitos recheados ou salgadinhos de pacote. Apesar de práticos, eles são pobres em nutrientes e ricos em sódio, o que pode causar retenção de líquidos e aumentar ainda mais a sensação de cansaço.

    O que evitar no lanche da tarde?

    Para manter os níveis de energia do corpo estáveis, vale evitar o consumo de alimentos que elevam rapidamente o açúcar no sangue, mas logo em seguida causam uma queda brusca, o que pode te deixar ainda mais exausto e com fome. Por exemplo:

    • Bolachas recheadas, bolos industriais e doces de confeitaria;
    • Pão francês, salgados fritos ou assados e biscoitos de água e sal;
    • Sucos de caixinha, refrigerantes e chás industrializados;
    • Café em excesso ou com açúcar;
    • Alimentos ultraprocessados, como salgadinhos de pacote e embutidos.

    Uma dica interessante é substituir o açúcar refinado por opções naturais, como o mel ou o próprio açúcar das frutas. Você também pode trocar as farinhas brancas pelas integrais.

    Dicas para você não exagerar na quantidade

    Mesmo com escolhas saudáveis, também é importante ficar atento a quantidade consumida, pois comer em excesso desvia o fluxo sanguíneo para a digestão, o que acaba te deixando mais cansado. Veja algumas dicas:

    • Beba um copo de água antes de começar a comer;
    • Mastigue bem os alimentos para sentir a saciedade;
    • Faça o lanche longe do celular ou do computador;
    • Separe a porção em um prato pequeno em vez de comer direto do pacote;
    • Priorize alimentos com fibras e proteínas para satisfazer a fome com menos volume;
    • Coma devagar para dar tempo ao cérebro de processar que você está satisfeito.

    Vale reforçar que, se você tem o diagnóstico de diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, as escolhas na alimentação precisam de mais atenção. Nesses casos, o acompanhamento com um nutricionista é importante para ajustar as porções e escolher os tipos mais adequados de carboidratos e gorduras.

    Confira: Gorduras boas: como incluir na dieta de quem treina?

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para o café da tarde?

    O ideal é lanchar entre 3 a 4 horas após o almoço para evitar grandes quedas de glicose.

    2. Pão integral é liberado?

    Sim, pois as fibras do pão integral liberam energia gradualmente, ao contrário do pão branco.

    3. Posso beber café no lanche da tarde?

    Sim, mas evite adoçar e consuma no máximo até as 16h para não prejudicar o sono.

    4. Tapioca é saudável para o café da tarde?

    A tapioca tem alto índice glicêmico; para ser saudável, deve ser recheada com fibras (chia) e proteínas (frango ou ovo).

    5. Castanhas engordam?

    Apenas se consumidas em excesso; a porção ideal é de cerca de 30 gramas por dia.

    6. Posso substituir o lanche por um suco detox?

    O suco sozinho pode não saciar; o ideal é manter o consumo de fibras sólidas para evitar a fome logo em seguida.

    7. O que fazer se eu esquecer de lanchar?

    Não tente compensar dobrando a porção no jantar; faça um lanche leve assim que possível para evitar compulsão noturna.

    Leia também: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

  • Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, costuma chamar atenção pelas lesões dolorosas na pele. Em muitos casos, porém, o desconforto não termina quando as feridas desaparecem. Algumas pessoas continuam sentindo dor intensa por semanas, meses ou até anos após a infecção.

    Essa condição é chamada de neuralgia pós-herpética, considerada a complicação mais comum do herpes-zóster. A dor pode ser persistente e bastante limitante, afetando o sono, o humor e atividades simples do dia a dia.

    O que é a neuralgia pós-herpética

    A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes-zóster caracterizada por dor persistente na região afetada mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Mesmo após a resolução da infecção cutânea, os nervos permanecem inflamados ou sensibilizados, gerando dor crônica.

    Essa dor pode ser intensa e prolongada e impactar significativamente a qualidade de vida.

    É mais comum em pessoas mais velhas e em casos de herpes-zóster mais graves.

    Por que ela acontece

    Após a infecção pelo vírus varicela-zóster (o mesmo da catapora), o vírus permanece adormecido no organismo. Quando reativado, causa o herpes-zóster.

    Em alguns casos, essa reativação provoca lesão nos nervos, levando à dor persistente.

    Principais sintomas

    Os sintomas estão relacionados à dor neuropática.

    Os mais comuns são:

    • Dor em queimação ou choque;
    • Sensibilidade aumentada ao toque;
    • Dor persistente na região afetada;
    • Sensação de formigamento;
    • Desconforto ao contato com roupas.

    A dor costuma seguir o trajeto de um nervo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 60 anos;
    • Episódios graves de herpes-zóster;
    • Dor intensa durante a fase aguda;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na história de herpes-zóster prévio;
    • Na persistência da dor na mesma região.

    Não são necessários exames na maioria dos casos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar a dor. Veja as opções.

    1. Medicamentos

    • Antidepressivos com ação analgésica;
    • Anticonvulsivantes;
    • Analgésicos específicos para dor neuropática.

    2. Tratamentos tópicos

    • Cremes ou adesivos analgésicos.

    3. Outras abordagens

    • Terapias complementares;
    • Acompanhamento especializado em dor.

    O tratamento é individualizado.

    A neuralgia pós-herpética tem cura?

    Em muitos casos, a dor melhora com o tempo. No entanto, pode persistir por longos períodos em alguns pacientes.

    O tratamento adequado ajuda a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    Como prevenir

    A principal forma de prevenção é evitar o herpes-zóster.

    As medidas são:

    • Vacinação contra herpes-zóster;
    • Tratamento precoce do herpes-zóster;
    • Acompanhamento médico adequado.

    Confira: Catapora: tudo o que você precisa saber sobre sintomas e prevenção

    Perguntas frequentes sobre neuralgia pós-herpética

    1. Toda pessoa com herpes-zóster desenvolve neuralgia?

    Não. É uma complicação, mais comum em idosos.

    2. A dor pode durar quanto tempo?

    Pode durar meses ou anos.

    3. É uma dor comum?

    Não. É uma dor neuropática, geralmente mais intensa.

    4. Tem tratamento?

    Sim. Existem várias opções para controle da dor.

    5. Pode melhorar sozinha?

    Sim, em alguns casos.

    6. Vacina ajuda a prevenir?

    Sim. Reduz o risco de herpes-zóster e suas complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor persiste após o herpes-zóster.

    Veja também: 7 vacinas importantes para idosos com doenças cardíacas

  • Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    O desenvolvimento do bebê começa muito antes do nascimento, e diversos fatores podem influenciar esse processo ainda durante a gestação. Em alguns casos, alterações no crescimento do cérebro podem levar a condições que exigem acompanhamento médico desde os primeiros dias de vida.

    Entre elas está a microcefalia, condição que ganhou maior atenção pública após os surtos de Zika vírus, mas que pode ter diferentes causas. Embora o diagnóstico frequentemente gere preocupação, a evolução varia bastante de criança para criança.

    O que é a microcefalia

    A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com o tamanho da cabeça menor do que o esperado para a idade e o sexo. Essa medida é feita logo após o nascimento e acompanhada ao longo do crescimento.

    A condição está relacionada a alterações no desenvolvimento do cérebro e pode estar associada a diferentes graus de comprometimento neurológico.

    A gravidade varia bastante: algumas crianças têm desenvolvimento próximo do normal, enquanto outras podem apresentar limitações importantes. A condição reflete um desenvolvimento cerebral reduzido ou alterado.

    Principais causas

    A microcefalia pode ter diversas causas.

    As principais são:

    • Infecções durante a gestação (como Zika vírus, toxoplasmose e rubéola);
    • Alterações genéticas;
    • Exposição a álcool, drogas ou substâncias tóxicas;
    • Desnutrição materna;
    • Complicações durante a gravidez.

    A infecção pelo Zika vírus ganhou destaque em surtos recentes.

    Como ocorre durante a gestação

    A microcefalia pode se desenvolver quando há interferência no crescimento normal do cérebro do feto. Isso pode acontecer por:

    • Infecções que afetam o sistema nervoso;
    • Alterações genéticas;
    • Falta de nutrientes essenciais.

    Esses fatores impactam o desenvolvimento neurológico.

    Principais sinais e sintomas

    Além do tamanho reduzido da cabeça, podem estar presentes:

    • Atraso no desenvolvimento;
    • Dificuldades motoras;
    • Alterações cognitivas;
    • Convulsões;
    • Problemas de visão e audição.

    A intensidade varia de caso para caso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito:

    • Durante a gestação, por ultrassonografia;
    • Após o nascimento, pela medida da circunferência cefálica;
    • Com exames complementares, quando necessário.

    A avaliação médica é fundamental para identificar a causa.

    Consequências da microcefalia

    As consequências dependem da gravidade e da causa.

    Podem incluir:

    • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
    • Dificuldades de aprendizado;
    • Problemas motores;
    • Necessidade de acompanhamento especializado.

    Nem todas as crianças apresentam comprometimento grave.

    Existe tratamento?

    Não há cura para a microcefalia. No entanto, o acompanhamento adequado pode melhorar a qualidade de vida.

    As principais abordagens são:

    • Estimulação precoce;
    • Fisioterapia;
    • Terapia ocupacional;
    • Acompanhamento neurológico.

    O tratamento é individualizado.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Realizar pré-natal adequado;
    • Evitar exposição a infecções durante a gestação;
    • Vacinação antes da gravidez;
    • Evitar álcool e drogas;
    • Cuidados com higiene alimentar.

    Veja mais: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

    Perguntas frequentes sobre microcefalia

    1. Microcefalia tem cura?

    Não, mas o acompanhamento pode melhorar o desenvolvimento.

    2. Toda criança com microcefalia tem atraso?

    Não necessariamente. Depende da gravidade.

    3. Pode ser detectada na gravidez?

    Sim, em muitos casos.

    4. Zika vírus causa microcefalia?

    Sim, é uma das causas conhecidas.

    5. Pode levar a convulsões?

    Sim, em alguns casos.

    6. O tratamento é para sempre?

    O acompanhamento costuma ser contínuo.

    7. Quando procurar um médico?

    Durante o pré-natal e após o nascimento para avaliação adequada.

    Veja mais: Diferença entre dengue, zika e chikungunya

  • Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Manchas na pele que crescem aos poucos, coçam e assumem um formato arredondado costumam chamar atenção, e não é raro que sejam confundidas com alergias ou irritações comuns. No entanto, em muitos casos, essas lesões têm uma causa bem definida: infecção por fungos.

    Conhecida popularmente como impingem ou “tinha”, essa condição é bastante frequente e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de não ser grave, ela pode se espalhar pelo corpo e para outras pessoas se não for tratada corretamente.

    O que é a impingem

    A impingem, também chamada de dermatofitose, é uma infecção de pele causada por fungos que se alimentam da queratina presente na pele, cabelo e unhas.

    Esses fungos infectam a camada mais externa da pele, causando lesões bem específicas. Ela se caracteriza por lesões arredondadas, geralmente avermelhadas e com bordas mais elevadas, que podem coçar e se espalhar.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode persistir se não for tratada adequadamente. A infecção pode ocorrer em diversas partes do corpo, sendo mais comum em áreas expostas ou úmidas.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Lesões arredondadas ou em formato de anel;
    • Bordas avermelhadas e elevadas;
    • Centro mais claro;
    • Coceira;
    • Descamação da pele.

    As lesões podem aumentar de tamanho com o tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A impingem é contagiosa e pode ser transmitida de várias formas:

    • Contato direto com pele infectada;
    • Contato com animais infectados (como cães e gatos);
    • Uso de objetos contaminados (toalhas, roupas);
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes quentes e úmidos favorecem a transmissão.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sudorese excessiva;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Ambientes úmidos;
    • Contato com animais;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado no aspecto das lesões.

    Em alguns casos, pode ser confirmado por:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Como é feito o tratamento

    1. Tratamento tópico

    • Cremes antifúngicos;
    • Aplicação por algumas semanas.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos por via oral;
    • Indicado em casos mais extensos ou resistentes.

    3. Cuidados gerais

    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais.

    Impingem pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem ou o tratamento não for completo, pode haver recorrência.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter boa higiene da pele;
    • Evitar umidade prolongada;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Tratar animais infectados;
    • Usar roupas adequadas.

    Veja mais: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre impingem

    1. Impingem é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato direto ou indireto.

    2. Coça muito?

    Sim. A coceira é comum.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. Pode pegar de animais?

    Sim. Animais podem transmitir a infecção.

    6. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz na maioria dos casos.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões persistem, aumentam ou não melhoram com tratamento inicial.

    Leia também: Micose de unha: por que demora tanto para curar

  • Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

    Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

    Se o bebê começa com aquele nariz escorrendo e tosse que parece resfriado, muitos pais ficam atentos, mas torcendo para que passe em poucos dias. Em alguns casos, porém, os sintomas pioram e se transformam em algo mais sério: a bronquiolite, uma infecção respiratória comum nos primeiros anos de vida.

    O problema é que, por começar parecido com uma gripe, a bronquiolite pode ser confundida e atrasar o diagnóstico. Conversamos com a pneumologista pediátrica Juliana Sencini, que explicou como identificar os sinais, quando é hora de procurar ajuda médica e quais são as novidades em prevenção.

    O que é bronquiolite

    A bronquiolite é uma infecção das vias aéreas inferiores, que atinge principalmente crianças menores de 2 anos.

    “O grande causador da bronquiolite é o vírus sincicial respiratório (VSR)”, explica a pneumologista pediátrica. Outros vírus, como rinovírus, influenza, adenovírus e metapneumovírus, também podem estar envolvidos, mas o VSR é o principal.

    Ela reforça que, em crianças maiores de dois anos, não se usa mais o termo bronquiolite. “Depois dessa idade, quando há repetição dos sintomas, pensamos em outros diagnósticos, como lactente sibilante ou asma”, completa.

    Sintomas da bronquiolite em bebês e crianças

    No início, a bronquiolite engana, pois parece apenas um resfriado, com febre baixa, nariz entupido e tosse. Mas, segundo a pneumopediatra, essa tosse vai ficando cada vez mais intensa e começa a gerar dificuldade respiratória.

    Os sinais mais típicos costumam aparecer no segundo ou terceiro dia da doença: chiado, secreção nos pulmões e sinais de esforço para respirar. É justamente aí que os pais devem ficar atentos para procurar ajuda médica o quanto antes.

    Diferença entre resfriado e bronquiolite

    Nem todo nariz escorrendo é bronquiolite. O resfriado comum é leve, se resolve espontaneamente e a criança continua se alimentando bem. Já a bronquiolite evolui com piora da tosse, chiado no peito e cansaço para respirar.

    Em alguns hospitais, é possível confirmar a presença do vírus sincicial respiratório com exames rápidos, mas o diagnóstico principal é clínico, feito pela avaliação médica.

    Quando a bronquiolite é grave?

    De acordo com Juliana Sencini, quando a criança consegue mamar, manter a hidratação e não apresenta queda de oxigênio, o tratamento pode ser feito em casa, com lavagem nasal, inalação com soro e bastante líquido.

    Mas há sinais de gravidade que exigem internação:

    • Dificuldade para mamar ou se alimentar;
    • Cansaço excessivo para respirar;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Esforço respiratório intenso.

    No hospital, o suporte pode incluir oxigênio, cateter de alto fluxo e, em casos mais graves, até intubação. “O uso de cateter de alto fluxo nos últimos anos ajudou muito a reduzir a necessidade de intubação”, explica a médica.

    Existe tratamento específico?

    A resposta é não. “Não existe medicação que modifique a evolução da bronquiolite. O tratamento é de suporte”, afirma a especialista.

    Isso significa ajudar a criança a respirar melhor, manter a hidratação e observar a evolução. Antibióticos só entram em cena se houver complicações, como pneumonia bacteriana.

    Como prevenir a bronquiolite

    Por muito tempo, só havia uma opção de prevenção contra o vírus sincicial respiratório, o principal vírus causador da bronquiolite: o palivizumabe, um remédio (anticorpo monoclonal) aplicado em bebês prematuros extremos ou de alto risco. De 2024 para cá, no entanto, surgiram novidades importantes:

    • Vacinação da mãe: a gestante recebe uma vacina contra bronquiolite entre 30 e 36 semanas. “A vacina aumenta os anticorpos que passam via placenta para o bebê, protegendo-o nos primeiros meses de vida”, explica a médica;
    • Nirsevimabe: anticorpo monoclonal de longa duração que protege bebês saudáveis por até seis meses. Ele deve ser aplicado antes da época de circulação do vírus sincicial respiratório, que em São Paulo, por exemplo, vai de abril a julho.

    Essas estratégias vêm mudando o cenário da bronquiolite e oferecem proteção já nos primeiros meses de vida, fase em que a doença costuma ser mais grave.

    Bronquiolite aumenta o risco de asma no futuro?

    Sim. “Algumas crianças que apresentam bronquiolite podem evoluir para quadros recorrentes de sibilância, o que acende o alerta para asma”, explica a médica. No entanto, ela reforça que não se pode considerar cada episódio de chiado como nova bronquiolite, principalmente após os dois anos.

    Perguntas frequentes sobre bronquiolite

    1. Bronquiolite é a mesma coisa que bronquite?

    Não. A bronquiolite é típica de bebês e crianças pequenas (até 2 anos), geralmente causada por vírus, especialmente o vírus sincicial respiratório.

    2. Todo bebê com tosse tem bronquiolite?

    Não. Tosse pode ser sinal de resfriado, alergia ou outras infecções. A bronquiolite geralmente inclui chiado e esforço para respirar.

    3. Como saber se preciso levar meu filho ao hospital?

    Se houver dificuldade para mamar, respiração acelerada, cansaço extremo ou queda na saturação, é hora de procurar atendimento imediato.

    4. Existe algum remédio que cura bronquiolite?

    Não. O tratamento é apenas de suporte, com hidratação, lavagem nasal e, em casos graves, internação hospitalar.

    5. Criança que já teve bronquiolite vai ter de novo?

    Pode ter outros episódios de chiado, mas após os dois anos, o diagnóstico passa a ser outro, como lactente sibilante ou asma.

    6. É possível prevenir bronquiolite?

    Sim. Hoje existe uma vacina para as grávidas e o uso de nirsevimabe, além de medidas simples como higienizar as mãos e evitar contato com pessoas com sintomas de gripe.

    7. Bronquiolite sempre exige internação?

    Não. Casos leves podem ser tratados em casa, com observação e cuidados básicos. Apenas os quadros mais graves precisam de internação.

    Leia também: Vacina do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na gravidez: como funciona e quando tomar

  • Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar? 

    Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar? 

    Você já ouviu falar em sudorese noturna? O termo é usado para descrever aquele suor intenso que aparece durante a noite, a ponto de molhar a roupa de dormir e até os lençois.

    Diferente da transpiração que ocorre por causa de um ambiente abafado ou de um cobertor mais pesado, o sintoma aparece mesmo em temperaturas amenas e, normalmente, de forma repentina.

    A seguir, esclarecemos o que pode estar causando o suor noturno excessivo e quando é importante ir ao médico.

    O que pode causar o suor noturno excessivo?

    O suor noturno não é uma doença em si, mas um sintoma que pode estar relacionado a diversos processos do corpo.

    Quando o sistema nervoso percebe que a temperatura interna está subindo, ele ativa as glândulas sudoríparas para resfriar o organismo. No entanto, várias condições podem desregular o termostato natural durante o sono, como:

    1. Alterações hormonais

    As alterações hormonais são as principais causas do suor noturno excessivo, especialmente em mulheres. A queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa ou no período pré-menstrual interfere na regulação térmica do cérebro, provocando as famosas ondas de calor (fogachos) que também ocorrem à noite.

    2. Ansiedade e estresse

    O estado de alerta constante provocado pela ansiedade mantém o sistema nervoso simpático ativado por mais tempo do que o ideal, o que resulta em um aumento da frequência cardíaca, maior liberação de hormônios como o cortisol e elevação da temperatura corporal.

    Consequentemente, é comum ter episódios de suor frio durante a noite, muitas vezes acompanhados de sensação de inquietação e dificuldade para voltar a dormir. Em casos mais intensos, a pessoa pode acordar com a sensação de tensão no corpo, respiração acelerada e até palpitações.

    3. Infecções

    O aumento da temperatura corporal é um dos mecanismos de defesa do organismo durante quadros de infecção, como a gripe ou o resfriado, pois dificulta a multiplicação de vírus e bactérias. Quando a temperatura começa a cair, é comum ocorrer a sudorese, especialmente durante a noite, como uma forma de regular o calor interno.

    O processo faz parte da resposta do sistema imunológico e, normalmente, o sintoma desaparece conforme a infecção é tratada.

    4. Apneia obstrutiva do sono

    A pessoa com apneia do sono apresenta pausas na respiração durante a noite, muitas vezes sem perceber. A cada pausa, o nível de oxigênio cai, e o corpo precisa fazer um esforço extra para normalizar a respiração.

    Assim, o processo é interpretado pelo organismo como um estado de alerta, ativando o sistema nervoso e liberando hormônios como a adrenalina, o que gera um intenso estresse físico.

    Como consequência, pode ocorrer uma sudorese excessiva, principalmente na região do pescoço, do tórax e da cabeça. Além do suor, você pode acordar cansado, com dor de cabeça, boca seca e sensação de sono não reparador.

    5. Hipoglicemia

    A queda do nível de açúcar no sangue durante a noite é mais comum em pessoas que usam insulina ou medicamentos para diabetes. O organismo reage a essa queda liberando hormônios como a adrenalina, como se estivesse diante de uma situação de perigo, o que também pode causar tremores, coração acelerado e até confusão ao acordar.

    6. Uso de medicamentos

    O suor noturno excessivo é um efeito colateral que pode surgir com o uso de alguns medicamentos, em especial os que interferem em áreas do cérebro responsáveis pela regulação da temperatura corporal. Alguns exemplos incluem:

    • Antidepressivos;
    • Antitérmicos, como o paracetamol e a aspirina;
    • Medicamentos para reposição hormonal;
    • Remédios para o tratamento da pressão alta.

    Nesses casos, o suor tende a aparecer de forma recorrente após o início do uso do remédio. Quando o sintoma causa desconforto ou afeta a qualidade do sono, vale conversar com o médico para avaliar possíveis ajustes na dose ou alternativas de tratamento.

    7. Problemas na tireoide

    Os distúrbios da tireoide estão entre as causas mais frequentes de suor noturno, especialmente o hipertireoidismo. Quando a glândula produz hormônios em excesso, ela acelera o metabolismo basal, como se o termostato natural do corpo estivesse ajustado para uma temperatura muito alta.

    O estado de hiperatividade faz com que o organismo produza mais calor interno e tenha dificuldade para se resfriar, provocando o suor intenso mesmo em ambientes frescos.

    Além da sudorese, o quadro costuma vir acompanhado de outros sinais de alerta, como batimentos cardíacos acelerados, tremores nas mãos, irritabilidade e perda de peso sem causa aparente.

    O suor noturno pode ser sinal de câncer?

    Em casos raros, quando o suor excessivo está associado ao câncer, ele costuma aparecer em quadros como linfomas, que são cânceres do sistema linfático, e algumas leucemias. Nesses casos, o suor tende a ser intenso, frequente e persistente, a ponto de encharcar roupas e lençois com regularidade, independentemente da temperatura do quarto.

    No entanto, é importante ter atenção quando o suor noturno vem acompanhado de outros sinais, como:

    • A perda de peso sem explicação;
    • A febre persistente;
    • O cansaço excessivo;
    • O aumento de gânglios (ínguas), principalmente no pescoço, nas axilas ou na virilha.

    Se o suor noturno frequente estiver associado a qualquer um dos sinais, é fundamental buscar uma avaliação médica para uma investigação mais detalhada.

    Como aliviar o suor excessivo à noite?

    Se a causa do suor noturno não for uma condição de saúde, algumas mudanças no ambiente e nos hábitos podem reduzir drasticamente o desconforto, como:

    • Use tecidos de algodão ou linho, que permitem que a pele respire, e evite materiais sintéticos como poliéster;
    • Mantenha o ambiente bem ventilado, usando ventiladores ou ar-condicionado em temperaturas amenas;
    • Prefira usar várias mantas leves em vez de um único edredom pesado, facilitando o ajuste durante a noite;
    • Evite jantares pesados e alimentos termogênicos, como pimenta, gengibre e cafeína, antes de dormir;
    • Evite o consumo de álcool à noite, pois ele dilata os vasos sanguíneos e aumenta o calor corporal;
    • Beba um copo de água fresca antes de deitar e mantenha uma garrafa ao lado da cama;
    • Tome um banho em temperatura agradável (nem quente, nem frio) para ajudar o corpo a relaxar e resfriar;
    • Pratique técnicas de respiração ou meditação para evitar que o estresse ative o suor por nervosismo.

    Além das medidas práticas, é importante observar o horário em que o suor ocorre. Se a transpiração for persistente mesmo após você ajustar o ambiente e trocar os tecidos da cama, pode ser um sinal de que o corpo não está conseguindo realizar a termorregulação sozinho.

    Quando ir ao médico?

    Procure um profissional de saúde nas seguintes situações:

    • Persistência do suor noturno por mais de duas ou três semanas seguidas;
    • Interrupção do sono para trocar roupas ou lençois;
    • Presença de febre, mesmo que baixa e recorrente;
    • Perda de peso sem mudança na rotina;
    • Presença de outros sinais, como cansaço, tosse, dor ou ínguas;
    • Início do suor após mudança de medicação.

    Como o suor noturno pode ser um sintoma silencioso de várias questões de saúde, o acompanhamento médico é recomendado sempre que ele for persistente.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado suor noturno excessivo?

    É a transpiração intensa que ocorre durante o sono, a ponto de molhar as roupas de dormir e os lençóis, mesmo quando o ambiente não está excessivamente quente.

    2. Suor noturno em homens é sinal de quê?

    Pode indicar baixos níveis de testosterona (andropausa), apneia do sono, estresse ou até consumo excessivo de álcool.

    3. Refluxo pode causar transpiração à noite?

    Embora menos comum que a azia, o estresse físico causado pelo retorno do ácido ao esôfago pode desencadear sudorese em algumas pessoas.

    4. O que é “suor frio” ao dormir?

    É o suor que ocorre sem o aumento da temperatura corporal, normalmente ligado a quedas de pressão, hipoglicemia ou crises de pânico.

    5. Qual o melhor tecido para quem sua muito?

    O algodão e o linho são os melhores, pois absorvem a umidade e permitem que a pele respire. Evite tecidos sintéticos como o poliéster.

    6. Tomar banho gelado antes de dormir ajuda?

    O ideal é o banho morno. O banho gelado pode causar um efeito rebote, fazendo o corpo trabalhar para se aquecer logo em seguida.

    7. É normal suar apenas na cabeça durante o sono?

    Em adultos, isso pode estar ligado ao estresse, apneia do sono ou problemas na tireoide. Se for em crianças, frequentemente é normal devido ao amadurecimento do sistema de regulação térmica, mas deve ser avaliado se houver febre.

    8. O que é a hiperidrose idiopática?

    É uma condição onde a pessoa apresenta suor excessivo sem uma causa médica aparente. Nesses casos, as glândulas sudoríparas são apenas hiperativas por questões genéticas ou constitucionais.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

  • Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Você tem o hábito de fazer a limpeza nasal? A prática contribui para manter as vias respiratórias livres de impurezas, excesso de muco e agentes alergênicos, como poeira e pólen. Se feita da forma correta, a limpeza ajuda a prevenir crises de rinite, sinusite e até resfriados, trazendo a sensação imediata de alívio e facilitando a respiração.

    A cavidade nasal funciona como a primeira barreira de defesa do organismo, filtrando partículas do ar e ajudando a umidificar o ar que chega aos pulmões. No entanto, quando há acúmulo de secreções ou exposição frequente a poluentes, a função pode ficar comprometida, favorecendo o surgimento de sintomas como congestão, coriza e irritação.

    Para que serve a limpeza nasal?

    A limpeza nasal serve para higienizar as vias respiratórias e manter o bom funcionamento da mucosa do nariz, que é a primeira barreira de defesa do organismo. Na prática, a lavagem ajuda a remover o excesso de muco, partículas de poeira, poluição, vírus e outros agentes irritantes que ficam acumulados ao longo do dia.

    Além disso, a limpeza nasal também contribui para:

    • Reduzir a congestão nasal;
    • Aliviar sintomas de rinite e sinusite;
    • Prevenir infecções respiratórias;
    • Hidratar a mucosa nasal;
    • Melhorar a qualidade do sono, principalmente em quem tem o nariz entupido.

    Por ser uma medida segura, a limpeza pode ser feita regularmente, especialmente em períodos de clima seco, crises alérgicas ou quadros de resfriado.

    Como fazer a limpeza nasal corretamente?

    A limpeza nasal deve ser feita com soro fisiológico 0,9%, que pode estar em temperatura ambiente ou levemente morno (nunca quente, para não irritar a mucosa). Para aplicar, você pode utilizar uma seringa sem agulha, um frasco próprio para lavagem nasal ou dispositivos específicos, como squeeze e neti pot, que ajudam a controlar melhor o fluxo do líquido.

    Veja o passo a passo:

    • Incline levemente a cabeça para o lado, posicionando-se sobre uma pia, para evitar que o líquido escorra pelo rosto;
    • Mantenha a boca aberta durante todo o processo, respirando por ela para não causar pressão nos ouvidos;
    • Introduza delicadamente o bico do aplicador na narina que está mais alta, vedando levemente a entrada;
    • Aplique o soro de forma contínua e suave, sem forçar, permitindo que o líquido percorra a cavidade nasal;
    • Deixe o soro sair naturalmente pela outra narina ou pela boca, carregando as secreções e impurezas;
    • Repita o processo do outro lado, inclinando a cabeça para o lado oposto.

    Após a lavagem, assoe o nariz com delicadeza, sem fazer muita força, para remover o excesso de secreção e de soro.

    Como fazer a limpeza nasal em bebês e crianças

    Em crianças e bebês, a aplicação deve ser feita com ainda mais cuidado, respeitando o volume e a pressão adequados. Quando há acúmulo de secreção, é comum surgirem sintomas como nariz entupido, dificuldade para mamar, irritação e até alterações no sono.

    Veja o passo a passo:

    • Coloque o bebê ou a criança deitada ou levemente inclinada, com a cabeça virada para o lado;
    • Aplique o soro fisiológico 0,9% na narina que está mais alta;
    • Utilize uma seringa sem agulha ou um frasco próprio, sempre com jato suave;
    • Deixe o líquido sair pela outra narina ou pela boca;
    • Repita o processo do outro lado.

    Em bebês, pequenas quantidades de soro já são suficientes, enquanto em crianças maiores é possível usar um pouco mais. Também é importante evitar a aplicação com muita pressão, para não causar desconforto, e manter os dispositivos sempre limpos.

    A limpeza nasal pode ser feita diariamente, principalmente antes de dormir e antes das mamadas, ajudando o bebê a respirar melhor e se alimentar com mais conforto. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, vale buscar orientação com um pediatra.

    Qual a frequência ideal da lavagem?

    A frequência ideal da lavagem nasal pode variar de acordo com a necessidade de cada pessoa e com o momento.

    Para a higiene diária e prevenção de alergias, o recomendado é realizar o procedimento uma ou duas vezes ao dia, preferencialmente ao acordar e antes de dormir. Já em casos de gripes, sinusites ou congestão forte, a limpeza pode ser feita de 3 a 4 vezes por dia para ajudar na remoção do excesso de secreção.

    O importante é manter a constância, especialmente em dias de clima seco ou alta poluição, utilizando sempre soro fisiológico para garantir a hidratação e a proteção das vias respiratórias sem causar irritação.

    O que você deve evitar durante a limpeza

    Para garantir que a lavagem seja segura e não cause irritações ou infecções, é importante evitar:

    • Usar água da torneira: utilize apenas soro fisiológico ou água fervida/filtrada para evitar contaminações por bactérias ou protozoários;
    • Aplicar pressão excessiva: pressionar a seringa com muita força pode empurrar a secreção para os canais do ouvido, causando dor ou otite;
    • Soro em temperatura extrema: o líquido não deve estar gelado nem muito quente, o ideal é a temperatura ambiente ou levemente morna;
    • Prender a respiração: mantenha a boca aberta e respire por ela durante a aplicação para evitar que o soro desça pela garganta;
    • Posição incorreta da cabeça: evite inclinar a cabeça para trás, o o tronco e o rosto devem estar inclinados para frente e para o lado;
    • Higiene precária do material: não compartilhe seringas ou dispositivos e lave-os bem após cada utilização.

    Quando ir ao médico?

    A limpeza nasal ajuda a aliviar os sintomas nasais na maioria dos casos, mas ela não substitui o tratamento médico quando há uma infecção ou complicação. Você deve procurar um especialista se apresentar:

    • Congestão nasal que dura mais de 10 dias ou piora com o tempo;
    • Secreção espessa, amarelada ou esverdeada, especialmente com mau cheiro;
    • Dor facial, sensação de pressão no rosto ou dor de cabeça intensa;
    • Febre, principalmente quando associada a sintomas nasais;
    • Sangramentos frequentes pelo nariz;
    • Dificuldade importante para respirar, mesmo após a lavagem;
    • Dor de ouvido, sensação de ouvido tampado ou redução da audição;
    • Sintomas recorrentes, que vão e voltam com frequência.

    Nesses casos, a avaliação de um médico, como um otorrinolaringologista ou pediatra, no caso de crianças, é importante para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

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    Perguntas frequentes

    1. Posso usar água da torneira para lavar o nariz?

    Não. A água da torneira pode conter microrganismos e cloro que irritam a mucosa. Use sempre soro fisiológico 0,9% ou água fervida/filtrada com sal.

    2. A limpeza nasal pode causar dor de ouvido?

    Apenas se for feita com pressão excessiva ou se a cabeça estiver na posição errada, o que pode empurrar o líquido para os canais auditivos.

    3. E se o soro sair pela boca?

    Não há problema. Isso acontece quando a inclinação da cabeça não está ideal, mas o soro é inofensivo se for deglutido em pequenas quantidades.

    4. Grávidas podem fazer limpeza nasal?

    Sim. É uma técnica mecânica e sem medicamentos, sendo muito recomendada para aliviar a rinite gestacional.

    5. Qual a quantidade de soro para um adulto?

    Normalmente entre 10 ml e 20 ml em cada narina são suficientes para uma limpeza eficaz.

    6. Posso usar a mesma seringa por quanto tempo?

    O ideal é trocar a cada 15 ou 30 dias, lavando-a bem com água e sabão e secando após cada uso.

    7. Limpeza nasal vicia?

    Não. Ao contrário dos descongestionantes em spray (remédios), o soro fisiológico é apenas uma solução salina que não causa dependência.

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