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  • Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    A primeira ideia que vem à mente quando surge uma dor no peito é um problema cardíaco, como infarto ou angina. Mas nem sempre a origem está exatamente no coração. Questões musculares, digestivas e até emocionais também podem provocar sintomas semelhantes.

    Para esclarecer quando a dor deve ser considerada um alerta sério, conversamos com o cardiologista Pablo Cartaxo. “A dor no peito é um sintoma que gera muita ansiedade, mas nem toda dor nessa região significa um problema no coração”.

    Quais são as possíveis causas da dor no peito?

    Um dos motivos mais frequentes para uma dor no peito é um problema osteomuscular, que envolve ossos, músculos ou articulações da região torácica. “Geralmente está ligada a esforço físico ou má postura”, destaca Pablo Cartaxo.

    Outra causa comum são os problemas gastrointestinais, frequentemente confundidos com dor cardíaca, sendo normalmente relacionados ao refluxo gastroesofágico. “Esses sintomas geralmente têm relação com a alimentação ou com a posição de deitar”, explica Cartaxo.

    Dor no peito e ansiedade também podem estar relacionadas. Crises de ansiedade e estresse ativam o sistema nervoso, liberando adrenalina e acelerando os batimentos cardíacos.

    Por fim, estão as causas cardíacas, que podem ser desencadeadas por esforço físico ou estresse e melhorar com repouso, podendo vir acompanhadas de suor frio, náuseas e sensação de morte iminente. Esse é o tipo de dor que deve ser considerado uma urgência médica.

    Confira: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Como é a dor típica de problema cardíaco?

    A dor cardíaca clássica está ligada à angina (falta de sangue e oxigênio no coração) ou ao infarto. Segundo Cartaxo, nesses casos, a dor causa “um aperto ou peso no centro do tórax, que pode irradiar para braços, mandíbulas ou costas, piorando com o esforço”.

    O médico alerta que outras doenças cardíacas também causam dor:

    • Pericardite: inflamação da membrana que envolve o coração. A dor piora ao deitar e ao respirar fundo, mas melhora quando a pessoa inclina o tronco para a frente.
    • Dissecção de aorta: emergência gravíssima. A dor surge de forma súbita, muito intensa, descrita como “rasgando” o peito e irradiando para as costas. Exige atendimento imediato.

    Segundo Pablo Cartaxo, um dos maiores mitos é acreditar que a dor no peito cardíaca é sempre insuportável. O cardiologista alerta: “A dor cardíaca pode se manifestar como um leve desconforto, uma pressão sutil ou até mesmo uma sensação estranha no peito”.

    Ele explica que mulheres, idosos e diabéticos muitas vezes apresentam sintomas atípicos, como dor abdominal, náuseas ou apenas mal-estar. Esses sinais discretos podem mascarar um infarto, tornando fundamental valorizar qualquer desconforto novo.

    Veja também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Sintomas que reforçam a suspeita de origem cardíaca

    Além da dor, outros sintomas são fortes indícios de problema no coração:

    • Falta de ar súbita ou ao realizar esforços leves;
    • Suor frio inesperado;
    • Náuseas, vômitos ou mal-estar geral;
    • Tontura ou sensação de desmaio iminente.

    Se esses sintomas estiverem presentes junto com a dor no peito, não deixe de procurar ajuda médica para uma avaliação detalhada.

    Leia mais: Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa

    Quando a dor pode não ser do coração?

    Esses sintomas citados acima normalmente relacionam a dor no peito a uma causa cardíaca, mas nem toda dor no peito tem relação com o coração. Algumas características ajudam a diferenciar:

    • Dor muscular: localizada, piora com movimento ou ao pressionar a região;
    • Dor digestiva: sensação de queimação que sobe do estômago ou piora após refeições;
    • Estresse e ansiedade: podem gerar dor no peito, palpitações e falta de ar.

    De qualquer forma, o recado do especialista é claro. “Na dúvida, procure ajuda. Interrompa o que estiver fazendo e repouse”, diz Cartaxo. “Se a dor for forte, nova ou vier com outros sintomas (falta de ar, suor), acione um serviço de emergência (SAMU 192) ou vá imediatamente a um pronto-socorro. Não dirija e nunca se automedique”.

    Exames que ajudam no diagnóstico

    O cardiologista explica que, assim que o paciente chega ao pronto-socorro com dor no peito, são realizados exames como o eletrocardiograma (ECG) e exames de sangue, como a troponina, para detectar danos no músculo cardíaco.

    “A partir daí, para uma investigação completa, o cardiologista pode solicitar exames de imagem como o ecocardiograma e a angiotomografia coronariana, ou testes para avaliar o coração em esforço, como cintilografia miocárdica. Em casos específicos, o cateterismo cardíaco pode ser necessário”.

    Confira:

    Perguntas Frequentes sobre dor no peito

    1. Toda dor no peito é do coração?

    Não. Ela pode ter origem muscular, digestiva, emocional ou respiratória.

    2. Como diferenciar dor cardíaca de muscular?

    A dor cardíaca é um aperto ou peso, muitas vezes irradiada para outras partes do corpo. Já a muscular é localizada e piora ao movimentar ou tocar a região.

    3. Dor no peito por ansiedade existe?

    Sim. A ansiedade pode causar dor torácica, mas essa causa só deve ser considerada após exames descartarem causas físicas.

    4. Dor cardíaca sempre é intensa?

    Não. Ela pode ser leve, discreta e até confundida com má digestão, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    5. Que exames ajudam a diagnosticar dor no peito?

    Eletrocardiograma, exames de sangue (troponina), ecocardiograma, tomografia e, em alguns casos, cateterismo.

    6. Existem diferenças da dor no peito entre homens e mulheres?

    Sim. Nas mulheres, os quadros de infarto muitas vezes não incluem dor torácica intensa. É mais comum aparecer cansaço extremo, dor nas costas, estômago ou mandíbula, além de náuseas.

    7. Quando procurar ajuda urgente?

    Se a dor for nova, intensa ou vier acompanhada de falta de ar, suor frio, tontura ou mal-estar, deve-se acionar o SAMU (192) ou ir ao pronto-socorro imediatamente.

    Leia também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

  • Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Dor no peito, falta de ar e palpitações costumam ser sintomas associados a problemas cardíacos mais conhecidos, como infarto. Mas existe outra condição, menos comum e muitas vezes relacionada a infecções virais, que também pode afetar diretamente o coração: a miocardite.

    A doença provoca uma inflamação no músculo cardíaco e pode se manifestar de formas muito diferentes, desde quadros leves, que melhoram espontaneamente, até situações graves com risco de insuficiência cardíaca e arritmias. Em muitos casos, os sintomas aparecem após gripes, viroses ou outras infecções.

    O que é a miocardite

    A miocardite é uma inflamação do músculo do coração (miocárdio), que pode comprometer a capacidade de contração e o bombeamento adequado de sangue pelo organismo. O músculo cardíaco sofre inflamação, o que pode afetar sua função.

    Ela pode surgir após infecções, principalmente virais, e pode ser tanto uma doença leve ou até mesmo vir em formas bem graves e com risco de ter insuficiência cardíaca. A doença pode ser aguda, subaguda ou crônica.

    Em muitos casos, a doença melhora espontaneamente, mas em outros pode exigir acompanhamento e tratamento especializado.

    Essa inflamação pode causar:

    • Redução da força de contração do coração;
    • Alterações no ritmo cardíaco;
    • Alterações na condução dos estímulos elétricos do coração.

    Principais causas

    A causa mais comum da miocardite é infecção viral. Os principais fatores associados são:

    • Vírus (como influenza, covid-19 e outros);
    • Infecções bacterianas;
    • Doenças autoimunes;
    • Reações a medicamentos;
    • Exposição a toxinas.

    Nem sempre é possível identificar a causa exata.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dor no peito (podendo simular um infarto);
    • Falta de ar;
    • Cansaço;
    • Palpitações;
    • Sensação de coração acelerado ou irregular.

    Em casos mais graves, podem surgir sinais de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, arritmias malignas e até morte súbita.

    Quando a miocardite pode ser grave

    Embora muitos casos sejam leves, a miocardite pode evoluir com complicações importantes. As principais são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Arritmias graves;
    • Choque cardiogênico;
    • Morte súbita.

    A gravidade depende da extensão da inflamação e do comprometimento do músculo cardíaco.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames complementares. Os principais são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue (como troponina);
    • Ecocardiograma;
    • Ressonância magnética cardíaca.

    Em alguns casos, pode ser necessário:

    • Cateterismo cardíaco, especialmente em pacientes com piora apesar do tratamento;
    • Biópsia do coração, em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Repouso

    • Evitar atividade física durante a fase aguda;
    • Evitar consumo de bebidas alcoólicas.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos para controle da insuficiência cardíaca;
    • Controle de arritmias, quando necessário.

    3. Tratamento da causa

    Quando identificada, como em infecções ou doenças autoimunes.

    4. Casos graves

    Casos graves podem exigir internação e suporte intensivo. Em situações refratárias, pode ser necessário:

    • Uso de drogas vasoativas;
    • Suporte mecânico circulatório (como ECMO e LVAD);
    • Transplante cardíaco, em casos extremos.

    Miocardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes se recuperam completamente, especialmente nas formas leves.

    No entanto, alguns podem evoluir com sequelas cardíacas e necessidade de acompanhamento prolongado.

    Como prevenir complicações

    Algumas medidas ajudam a reduzir riscos:

    • Procurar avaliação médica diante de sintomas cardíacos;
    • Evitar exercícios físicos durante infecções virais;
    • Seguir corretamente o tratamento e acompanhamento médico.

    Confira: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes sobre miocardite

    1. Miocardite é grave?

    Pode ser, dependendo da extensão da inflamação.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É um sintoma comum.

    3. Está relacionada a vírus?

    Sim. Infecções virais são a principal causa.

    4. Tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Pode deixar sequelas?

    Sim. Alguns pacientes podem desenvolver problemas cardíacos persistentes.

    6. Precisa de repouso?

    Sim. O repouso é uma recomendação importante durante a fase aguda.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar dor no peito, falta de ar ou palpitações.

    Leia também: Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

  • 6 gatilhos para enxaqueca (e como prevenir novas crises)

    6 gatilhos para enxaqueca (e como prevenir novas crises)

    A enxaqueca é uma condição neurológica e crônica que causa crises recorrentes de dor de cabeça intensa, normalmente pulsátil e localizada em um lado da cabeça. As crises podem durar de algumas horas a vários dias e tendem a interferir significativamente na rotina e na qualidade de vida.

    Apesar da causa exata ainda não ser totalmente esclarecida, sabe-se que o cérebro de pessoas com enxaqueca é mais sensível a estímulos externos e internos, desde variações hormonais e hábitos alimentares até mudanças drásticas no ambiente, o que favorece a ativação de mecanismos neurológicos envolvidos na dor.

    Os gatilhos podem variar de pessoa para pessoa, mas compreender os principais pode ajudar na adoção de medidas para prevenir e reduzir a frequência e a intensidade das crises, segundo a neurologista Paula Dieckmann. Entenda mais, a seguir!

    O que pode causar as crises de enxaqueca?

    As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por diferentes fatores, que variam de pessoa para pessoa:

    1. Alterações hormonais

    Em mulheres, a queda brusca nos níveis de estrogênio logo antes do período menstrual interfere diretamente na modulação da dor e na liberação de neurotransmissores no sistema nervoso central. O uso de anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal também podem agravar ou alterar o padrão das crises.

    2. Consumo de alimentos específicos e aditivos químicos

    No dia a dia, algumas substâncias presentes na dieta, como o glutamato monossódico em alimentos industrializados e os nitratos presentes em embutidos, contém propriedades vasoativas que podem provocar a dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais e desencadear o processo inflamatório da enxaqueca.

    O consumo de queijos envelhecidos, ricos em tiramina, e o uso excessivo de adoçantes artificiais, como o aspartame, também são apontados como fatores que estimulam a hipersensibilidade neuronal em indivíduos predispostos.

    3. Exposição a estímulos sensoriais intensos

    O cérebro de pessoas com enxaqueca apresenta uma dificuldade maior em processar estímulos sensoriais acumulados, fazendo com que a exposição prolongada a luzes brilhantes ou piscantes, ruídos muito altos e cheiros fortes, como perfumes ou solventes, ativem o nervo trigêmeo de forma anormal.

    A estimulação excessiva desencadeia uma série de reações no cérebro que levam à dor pulsante típica da enxaqueca, muitas vezes acompanhada de sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia) durante a crise.

    4. Desregulação do sono e fadiga extrema

    Tanto a privação crônica de sono quanto o hábito de dormir por períodos excessivamente longos, como ocorre frequentemente nos finais de semana, podem desequilibrar o ritmo circadiano e afetar a produção de melatonina e serotonina.

    Como consequência, a irregularidade nos horários de sono funciona como um fator de estresse para o organismo, diminuindo a tolerância do cérebro à dor e facilitando o surgimento de crises mais intensas de dor de cabeça, especialmente ao acordar.

    5. Fatores emocionais e o período de relaxamento

    O estresse é um dos fatores mais associados ao surgimento das crises, segundo Paula. Ele causa a liberação contínua de hormônios como cortisol e adrenalina, mantendo o corpo em estado de alerta.

    Quando os níveis finalmente se reduzem, ocorre uma espécie de queda no organismo que pode desencadear a dor. Por isso, é comum o surgimento de dor de cabeça no período de descanso após dias intensos de trabalho.

    6. Mudanças ambientais e condições climáticas

    As variações bruscas na pressão atmosférica, as mudanças na umidade do ar e as alterações repentinas de temperatura exigem uma adaptação rápida do organismo e podem desencadear as crises em pessoas mais sensíveis.

    Para completar, a exposição ao sol intenso sem a proteção adequada e o vento forte diretamente no rosto também podem atuar como gatilhos, irritando as terminações nervosas da face e do couro cabeludo e favorecendo o início da enxaqueca.

    Como identificar os seus gatilhos de enxaqueca?

    Para identificar o que está causando as crises de enxaqueca, você pode adotar algumas medidas práticas no dia a dia, como:

    • Anote durante pelo menos um mês o dia e o horário em que a dor começou, a intensidade da crise e o que você fez nas 24 horas anteriores. Registre o que comeu, quantas horas dormiu, o nível de estresse e, no caso das mulheres, o dia do ciclo menstrual, para encontrar padrões que se repetem;
    • Identifique os alimentos suspeitos (como café, chocolate ou embutidos) e retire um por vez da sua dieta por duas semanas. Observe se a frequência das crises diminui e, ao reintroduzir o alimento, note se a dor volta a aparecer em um curto espaço de tempo;
    • Preste atenção se as crises costumam surgir em situações específicas, como após o uso prolongado de telas, exposição a ar-condicionado muito frio, cheiros fortes de limpeza ou logo após períodos de jejum prolongado;
    • Use aplicativos específicos para enxaqueca, que facilitam o registro dos sintomas e geram relatórios automáticos sobre possíveis gatilhos ambientais e climáticos com base na sua localização;
    • Identifique se a dor aparece durante o pico de uma situação estressante ou justamente no momento em que você relaxa, como no início do final de semana ou das férias, para entender como o seu sistema nervoso reage às variações de cortisol.

    Como prevenir novas crises de enxaqueca?

    Pequenas mudanças no dia a dia já podem te ajudar a prevenir a dor de cabeça, como:

    • Manter horários regulares de sono, dormindo e acordando sempre em horários parecidos, evitando tanto a privação quanto o excesso de sono;
    • Evitar longos períodos em jejum, fazendo refeições equilibradas ao longo do dia e mantendo a hidratação adequada;
    • Identificar e reduzir os gatilhos alimentares, como álcool, excesso de cafeína, alimentos ultraprocessados e ricos em aditivos químicos;
    • Controlar o estresse, por meio de atividades como exercícios físicos regulares, momentos de lazer e técnicas de relaxamento;
    • Evitar estímulos sensoriais intensos, como luz muito forte, barulhos excessivos e cheiros fortes sempre que possível;
    • Manter uma rotina organizada, já que mudanças bruscas no dia a dia podem favorecer o surgimento das crises;
    • Praticar atividade física regularmente, respeitando os limites do corpo;
    • Acompanhar com um profissional de saúde, que pode indicar tratamento preventivo quando as crises são frequentes ou intensas.

    Vale lembrar que o uso de qualquer medicamento deve ser orientado por um médico. A automedicação pode agravar o quadro, favorecendo o surgimento de crises mais frequentes e difíceis de controlar.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é enxaqueca com aura?

    É um tipo de enxaqueca onde a dor é precedida ou acompanhada por sintomas visuais, como flashes de luz, pontos negros ou linhas em zigue-zague, que geralmente desaparecem em menos de uma hora.

    2. Enxaqueca tem cura?

    A enxaqueca não tem cura definitiva, mas é uma condição controlável com mudanças no estilo de vida, identificação de gatilhos e uso de medicamentos preventivos.

    3. Quanto tempo pode durar uma crise?

    Uma crise comum dura entre 4 e 72 horas. Se ultrapassar esse período, é chamado de estado de mal enxaquecoso e requer ajuda médica.

    4. É perigoso tomar analgésico todo dia?

    Sim. O uso excessivo (mais de 2 ou 3 vezes por semana) pode causar a “cefaleia por efeito rebote”, onde o remédio passa a causar mais dor.

    5. Qual a diferença entre dor de cabeça comum e enxaqueca?

    A enxaqueca é pulsátil, geralmente unilateral, e vem acompanhada de náuseas ou sensibilidade à luz, enquanto a dor comum (tensional) é uma pressão dos dois lados.

    6. Cheiro de perfume pode causar enxaqueca?

    Sim, isso é chamado de osmofobia. Odores fortes (perfumes, fumaça, gasolina ou produtos de limpeza) ativam diretamente as vias nervosas que desencadeiam a dor em pacientes predispostos.

    7. Existe enxaqueca infantil?

    Sim. Em crianças, os sintomas podem ser diferentes, como dores abdominais recorrentes, vômitos cíclicos ou tonturas, antes mesmo de apresentarem a dor de cabeça propriamente dita.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

    Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

    A endometriose é uma doença que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e, muitas vezes, impacta diretamente a qualidade de vida. Dados do Ministério da Saúde mostram que 1 a cada 10 mulheres sofre com a doença, que provoca dor intensa, cólicas que não passam com analgésicos comuns e até mesmo dificuldade para engravidar.

    Embora o tratamento clínico seja a primeira escolha, em alguns casos a cirurgia se torna necessária para aliviar sintomas e preservar a fertilidade.

    O que é a endometriose e quais são os sintomas

    A ginecologista e obstetra Andreia Sapienza explica que a endometriose acontece quando o tecido que normalmente reveste o útero, chamado endométrio, aparece em locais fora dele. Esses focos de tecido continuam respondendo aos hormônios do ciclo menstrual, o que pode gerar inflamação e dor.

    Segundo a médica, os sintomas mais comuns são cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, desconforto para urinar ou evacuar e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. “Algumas mulheres não sentem dor, mas podem enfrentar infertilidade”, destaca Andreia.

    Quando a cirurgia de endometriose é indicada

    Em um primeiro momento, o tratamento de endometriose pode ser feito com medicamentos que bloqueiam a menstruação e estabilizam os níveis hormonais, além do uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Mas, quando os sintomas não são controlados ou há infertilidade, o tratamento cirúrgico para endometriose é considerado.

    “A cirurgia consiste em buscar os focos de endometriose, que muitas vezes causam fibrose. Às vezes, a gente nem enxerga os focos, porque estão escondidos dentro dessas fibroses. Então, precisamos abrir essas fibroses, retirar todos os focos e limpar o local”.

    Os focos podem atingir diferentes órgãos. “Às vezes, a endometriose está no ovário, formando endometriomas (cistos com conteúdo sanguinolento), às vezes em ligamentos atrás do útero, às vezes no intestino ou na bexiga. Quando acomete o intestino, pode ser necessário operar em conjunto com o cirurgião coloproctologista para retirar o pedaço afetado”.

    Como a cirurgia de endometriose é feita

    A videolaparoscopia, método menos invasivo, é a mais utilizada. “A maioria das cirurgias de endometriose é feita por videolaparoscopia. Ela é muito mais vantajosa porque a câmera amplia o campo de visão do cirurgião, permitindo ver focos escondidos em lugares difíceis de acessar”, detalha a médica.

    “Com os instrumentos da laparoscopia, conseguimos chegar atrás do útero, perto dos ligamentos – locais comuns de lesão – com muito mais precisão do que na cirurgia aberta. Por isso, para endometriose, a cirurgia é sempre laparoscópica”.

    Em alguns casos, após a cirurgia, a menstruação pode ser bloqueada temporariamente com medicamentos que simulam uma menopausa induzida, geralmente por seis meses, para reduzir o risco de recorrência da doença.

    Recuperação e cuidados após a cirurgia de endometriose

    O pós-operatório é um momento de dúvidas para muitas pacientes, mas tende a ser bem mais simples do que em procedimentos abertos. “A recuperação da laparoscopia é sempre mais tranquila do que a da cirurgia aberta, porque não há necessidade de cicatrizar todas as camadas da parede abdominal”.

    O tempo de internação é curto. “Em geral, a alta acontece entre 24 e 48 horas. A paciente precisa manter repouso relativo por até 14 dias, não dirigir, não pegar peso, não fazer exercício físico. Depois disso, é liberada gradualmente para as atividades diárias. Normalmente, entre 7 e 14 dias já está retomando as tarefas mais simples”, conta a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    Endometriose e infertilidade: por que a cirurgia pode ajudar

    Além do controle da dor, uma das razões para operar é a preservação da fertilidade. A médica explica que a endometriose pode comprometer diferentes partes do sistema reprodutor da mulher.

    “A infertilidade pode acontecer porque o foco de endometriose na tuba uterina obstrui a passagem do espermatozoide ou do óvulo, porque o ovário altera a ovulação ou porque o útero distorce o endométrio e atrapalha a implantação. Também pode ser pelo processo inflamatório crônico que altera a qualidade do ambiente reprodutivo”, detalha a especialista.

    Por isso, a cirurgia é, em muitos casos, importante para mulheres que desejam engravidar e não conseguem. A médica lembra, porém, que a busca pelas causas da infertilidade devem ir além da endometriose.

    “A investigação de infertilidade deve sempre incluir o casal, porque podem existir fatores masculinos também”.

    Veja também: Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

    Perguntas frequentes sobre cirurgia de endometriose

    1. Quando a cirurgia de endometriose é indicada?

    A cirurgia é indicada quando os sintomas são intensos, não melhoram com medicamentos ou quando há comprometimento da fertilidade. Também pode ser recomendada em casos de endometriose profunda, que atinge órgãos como intestino e bexiga.

    2. Qual a diferença entre cirurgia aberta e videolaparoscopia para endometriose?

    A cirurgia aberta é mais invasiva, com cortes maiores e recuperação mais lenta. Já a videolaparoscopia é feita com pequenas incisões e câmera, e isso permite que o médico consiga visualizar melhor o local de cirurgia, uma recuperação mais rápida e um risco menor de complicações.

    3. Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de endometriose?

    Depende da técnica utilizada e da gravidade dos focos de endometriose retirados. Em geral, na videolaparoscopia a recuperação inicial leva de 2 a 4 semanas.

    4. A cirurgia de endometriose cura a doença definitivamente?

    Não. A cirurgia ajuda a remover os focos da endometriose e aliviar os sintomas, mas a doença pode voltar. Por isso, em muitos casos é necessário tratamento complementar com acompanhamento médico.

    5. É possível engravidar após a cirurgia de endometriose?

    Sim. Muitas mulheres conseguem engravidar após a cirurgia, especialmente quando era a endometriose que estava dificultando a fertilidade. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente pelo ginecologista.

    6. Quais cuidados devo ter após a cirurgia de endometriose?

    É importante seguir as orientações médicas, evitar esforços físicos nas primeiras semanas e fazer as consultas médicas de acompanhamento. Em alguns casos, pode ser indicado tratamento hormonal para reduzir as chances de retorno da doença.

    Confira: Dor pélvica forte? Pode ser endometriose

  • Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Dor de ouvido em crianças costuma preocupar bastante os pais, especialmente quando aparece de repente, acompanhada de febre, irritabilidade ou noites mal dormidas. Entre as causas mais comuns desse desconforto está a otite média, uma inflamação que afeta a região localizada atrás do tímpano e que frequentemente surge após gripes e resfriados.

    Embora seja mais frequente na infância, a condição também pode ocorrer em adultos. Na maioria das vezes, evolui bem com acompanhamento adequado, mas alguns casos precisam de atenção para evitar complicações e desconforto prolongado.

    O que é a otite média

    A otite média é uma infecção ou inflamação da parte média do ouvido, localizada atrás do tímpano. Ela ocorre quando há acúmulo de secreção e inflamação no ouvido médio.

    A condição é muito comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos. Geralmente surge após infecções respiratórias, como gripes e resfriados.

    A dor de ouvido é o principal sintoma, podendo vir acompanhada de febre e outros sinais.

    Como essa região se comunica com o nariz por meio da tuba auditiva, ela pode ficar obstruída durante infecções respiratórias. Quando isso acontece, favorece a proliferação de vírus ou bactérias.

    Principais causas

    A otite média está frequentemente associada a:

    • Infecções virais (resfriados e gripes);
    • Infecções bacterianas;
    • Disfunção da tuba auditiva;
    • Alergias respiratórias.

    Crianças têm maior predisposição devido à anatomia da tuba auditiva.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Crianças pequenas;
    • Frequência em creches;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Uso de mamadeira em posição deitada;
    • Histórico de infecções respiratórias frequentes.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar com a idade. Entre os mais comuns estão:

    • Dor de ouvido;
    • Febre;
    • Irritabilidade (especialmente em crianças);
    • Diminuição da audição;
    • Sensação de ouvido “entupido”.

    Em alguns casos, pode haver saída de secreção pelo ouvido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, feito por exame do ouvido com otoscópio. O médico avalia sinais de inflamação e presença de secreção atrás do tímpano.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da idade, sintomas e gravidade.

    1. Controle da dor

    O controle da dor é feito com analgésicos e antitérmicos.

    2. Observação

    Em alguns casos, especialmente leves, pode-se observar evolução.

    3. Antibióticos

    Indicados em casos específicos, principalmente em crianças menores ou quadros mais intensos.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a otite média evolui bem. No entanto, complicações podem ocorrer:

    • Infecções recorrentes;
    • Acúmulo de líquido persistente;
    • Alterações na audição;
    • Raramente, complicações mais graves.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Vacinação em dia;
    • Evitar exposição ao cigarro;
    • Higiene adequada das mãos;
    • Aleitamento materno;
    • Evitar deitar ao alimentar com mamadeira.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Perguntas frequentes sobre otite média

    1. Otite média é comum em crianças?

    Sim. A otite média é muito frequente na infância.

    2. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Depende do caso, e isso será avaliado pelo médico.

    3. Pode causar febre?

    Sim, a otite média pode causar febre.

    4. Pode afetar a audição?

    Sim, temporariamente.

    5. É contagiosa?

    A infecção respiratória associada pode ser.

    6. Pode voltar?

    Sim, especialmente em crianças.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, febre ou suspeita de infecção.

    Leia também: Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido

  • Como largar o vício em redes sociais? 7 medidas práticas para retomar o controle

    Como largar o vício em redes sociais? 7 medidas práticas para retomar o controle

    Você já sentiu aquela necessidade quase instintiva de checar o celular assim que acorda ou percebeu que passou horas rolando o feed sem sequer notar o tempo passar? O comportamento, que é comum especialmente entre jovens, é o principal sinal do vício em redes sociais.

    Ele afeta o cérebro de forma semelhante a outras dependências, estimulando a liberação constante de dopamina e criando um ciclo de busca por aprovação e entretenimento infinito. Além de comprometer a produtividade no dia a dia, a dependência digital aumenta o risco de ansiedade, depressão, alterações no sono e problemas de autoestima.

    Como identificar o vício em redes sociais?

    Para identificar se o uso das plataformas digitais se tornou uma dependência, vale observar tanto o comportamento físico quanto o estado emocional:

    • Perda da noção de tempo ao navegar de forma passiva e adiar tarefas essenciais como trabalho, estudos ou refeições;
    • Sintomas de ansiedade ou irritabilidade sempre que o acesso à internet é interrompido ou quando não há possibilidade de checar o celular;
    • Necessidade crescente de conexão para obter o mesmo nível de satisfação ou distração que antes era alcançado em poucos minutos;
    • Dificuldade para dormir e insônia causadas pelo uso excessivo de telas antes de deitar, o que prejudica a produção de melatonina;
    • Desinteresse por atividades sociais e hobbies que antes eram prazerosos, preferindo o isolamento para permanecer online;
    • Uso das plataformas como mecanismo de fuga para evitar lidar com sentimentos negativos, frustrações ou problemas da vida real;
    • Checagem compulsiva de notificações mesmo quando não há um motivo específico ou necessidade imediata de comunicação.

    Nem todas que passam muito tempo online são, necessariamente, viciadas. A dependência digital acontece quando a pessoa não consegue controlar o tempo que passa online, mesmo percebendo que aquilo já está atrapalhando o sono, a saúde mental, a rotina ou até os relacionamentos.

    Como se livrar do vício em redes sociais?

    1. Desative as notificações que não são essenciais

    Cada alerta sonoro ou vibração do celular é um gatilho que libera dopamina e força o cérebro a interromper o que está fazendo. Por isso, desative todas as notificações, especialmente de aplicativos como Instagram e TikTok, exceto chamadas telefônicas ou mensagens de trabalho urgentes. Sem o estímulo visual e sonoro, a vontade de checar o aparelho diminui bastante.

    2. Estabeleça janelas de uso

    Em vez de entrar nas redes a todo momento, tente separar períodos específicos do dia para isso. Pode ser, por exemplo:

    • 30 minutos após o almoço;
    • 20 minutos no fim da tarde;
    • Alguns minutos antes do jantar.

    Fora dos horários, o ideal é evitar abrir os aplicativos sem necessidade. Aos poucos, o hábito compulsivo diminui e a relação com o celular se torna menos automática.

    3. Retire o celular do quarto ao dormir

    A luz azul das telas prejudica a qualidade do sono e a proximidade do aparelho facilita a checagem compulsiva ao acordar. O ideal é deixar o celular carregando em outro cômodo e utilizar um despertador comum, o que ajuda a quebrar o ciclo de ansiedade matinal. Se não for possível, vale ao menos evitar mexer no aparelho cerca de uma hora antes de dormir.

    4. Remova aplicativos da tela inicial

    Quando os aplicativos ficam visíveis o tempo inteiro na tela inicial do celular, o acesso acontece de forma impulsiva. Muitas vezes, você abre a rede social por puro reflexo, sem nem perceber o motivo.

    Por isso, uma dica simples é mover os aplicativos para pastas menos acessíveis ou deixá-los longe da primeira página do aparelho. Outra medida é sair das contas após o uso, exigindo login sempre que quiser entrar novamente.

    Em casos mais intensos, também pode valer a pena desinstalar temporariamente os aplicativos e acessar as redes apenas pelo computador ou navegador.

    5. Faça um detox digital de forma gradual

    Você até pode tentar cortar completamente o uso das redes sociais de uma vez só, mas mudanças radicais costumam gerar frustração e dificuldade de manter a rotina.

    O detox digital funciona melhor quando acontece aos poucos: em vez de abandonar o celular totalmente, tente reservar pequenos períodos offline durante a semana. Pode ser uma manhã de domingo, algumas horas à noite ou até um período específico do dia sem redes sociais.

    6. Substitua o hábito por atividades que gerem bem-estar

    Em muitos casos, o celular também se torna uma forma de aliviar o tédio, fugir da ansiedade, ocupar silêncios ou escapar de emoções desconfortáveis. Então, quando surgir aquela vontade automática de abrir o Instagram ou o TikTok, tente substituir o impulso por outra atividade simples:

    • Tomar água;
    • Ouvir música;
    • Fazer uma caminhada;
    • Conversar com alguém;
    • Fazer exercícios físicos;
    • Respirar profundamente por alguns minutos.

    Com o tempo, o cérebro aprende que existem outras fontes de prazer além das telas.

    7. Use ferramentas de controle de tempo

    Hoje, a maioria dos smartphones possui funções nativas de monitoramento, como o ‘Tempo de Uso’ no iOS e o ‘Bem-estar Digital’ no Android, que auxiliam na criação de limites mais saudáveis.

    O primeiro passo é observar quanto tempo é gasto diariamente nas redes sociais para, então, estabelecer metas de uso. Quando o período definido termina, o dispositivo pode bloquear o acesso automaticamente ou enviar alertas avisando que o limite planejado foi atingido.

    Quando é necessário procurar ajuda profissional?

    Em alguns casos, a tentativa de reduzir o uso das redes sociais por conta própria pode não ser suficiente, especialmente quando a dependência já está muito presente na rotina.

    É importante procurar psicólogo ou psituatria quando o uso digital passa a gerar sofrimento ou prejuízos funcionais, como:

    • Quando o uso excessivo causa dores crônicas (como na coluna ou punhos), problemas de visão ou privação de sono severa que afeta o sistema imunológico;
    • Se você está perdendo prazos, rendendo menos no trabalho ou deixando de estudar para ficar conectado;
    • Quando a pessoa prefere interações digitais a encontros presenciais com amigos e familiares, ou sente-se incapaz de manter uma conversa sem checar o celular;
    • Se a ausência de internet ou a falta de curtidas causa sentimentos de profunda tristeza, baixa autoestima ou ataques de pânico;
    • Quando hábitos básicos, como higiene pessoal, alimentação adequada e prática de exercícios, são negligenciados em favor do tempo online;
    • Se você já tentou diversas vezes reduzir o uso, mas sentiu que não tem controle emocional sobre o impulso de acessar as redes.

    O tratamento normalmente envolve a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a identificar os gatilhos emocionais que levam ao uso compulsivo e a desenvolver medidas para enfrentar o tédio ou a ansiedade sem recorrer às telas.

    Em alguns casos, o médico pode avaliar a necessidade de remédios para tratar condições preexistentes, como transtornos de ansiedade ou TDAH.

    Confira: TDAH em adultos: 6 sinais de que não é só falta de organização

    Perguntas frequentes

    1. O vício em redes sociais é considerado uma doença?

    Embora não esteja em todos os manuais médicos como uma patologia isolada, é tratado clinicamente como uma “dependência tecnológica” ou transtorno de controle de impulsos, similar ao vício em jogos.

    2. Quantas horas de uso por dia indicam um vício?

    Não há um número exato de horas, mas sim o impacto funcional. Se o uso interfere no sono, trabalho ou relações, independentemente do tempo, pode ser considerado dependência.

    3. O que é a síndrome de FOMO?

    O termo vem do inglês Fear of Missing Out (medo de estar perdendo algo). É a ansiedade de sentir que todos estão vivendo experiências incríveis, menos você, o que gera a checagem compulsiva do feed.

    4. Por que as redes sociais viciam tanto?

    Elas são projetadas para liberar dopamina através de recompensas variáveis (curtidas, comentários e rolagem infinita), criando um ciclo de busca por prazer imediato.

    5. O que é “phubbing”?

    É o ato de ignorar a pessoa ao seu lado para mexer no celular. É um sinal claro de que a dependência digital está prejudicando as relações sociais.

    6. Como saber se meu filho está viciado?

    Observe se ele se torna agressivo ao ficar sem internet, se as notas caíram ou se ele perdeu o interesse por amigos e atividades presenciais.

    7. O que fazer se o meu trabalho depende das redes sociais?

    Nesse caso, a separação deve ser técnica. Use o computador em vez do celular para trabalhar, estabeleça horários de log-off rigorosos e utilize contas profissionais separadas das pessoais para evitar distrações.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

  • Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Coceira intensa na região anal, principalmente à noite, é um sintoma que costuma deixar muitos pais preocupados. Embora diferentes condições possam causar esse desconforto, uma das causas mais comuns na infância é a infecção por oxiúros, pequenos vermes intestinais bastante frequentes em ambientes coletivos.

    Apesar de causar incômodo e se espalhar com facilidade, a enterobíase, nome da infecção provocada pelos oxiúros, costuma ser simples de tratar quando identificada corretamente. Além do uso de medicamentos, medidas de higiene são fundamentais para evitar reinfecção e transmissão para outras pessoas da casa.

    O que são os oxiúros

    Os oxiúros, também conhecidos como Enterobius vermicularis, são pequenos vermes brancos que vivem no intestino humano e que causam uma infecção chamada enterobíase. Essa é uma das parasitoses mais comuns no mundo, especialmente em crianças.

    O sintoma mais característico é a coceira intensa na região anal, principalmente à noite. Isso acontece porque, durante a noite, as fêmeas migram para a região anal para depositar seus ovos, o que causa irritação e coceira. Essa característica facilita a transmissão da infecção.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de ovos do parasita.

    As formas mais comuns são:

    • Mãos contaminadas levadas à boca;
    • Contato com superfícies contaminadas (roupas, brinquedos, roupas de cama);
    • Autoinfecção ao coçar a região anal e levar a mão à boca.

    A transmissão é fácil, especialmente em ambientes coletivos.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar, mas o mais típico é:

    • Coceira anal intensa, principalmente à noite;
    • Irritação na região anal;
    • Sono agitado;
    • Em alguns casos, dor abdominal leve.

    Muitas pessoas podem ser assintomáticas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Os oxiúros são mais comuns em:

    • Crianças;
    • Pessoas que convivem em ambientes coletivos (escolas, creches);
    • Famílias com casos de infecção;
    • Ambientes com higiene inadequada.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Identificação dos vermes na região anal;
    • Teste da fita adesiva (coleta de ovos na região anal).

    Exames de fezes nem sempre detectam a infecção.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é simples e eficaz. As principais medidas são:

    • Uso de antiparasitários;
    • Tratamento de todos os contatos próximos;
    • Repetição da dose após alguns dias.

    Importância da higiene

    Além do medicamento, medidas de higiene são fundamentais:

    • Lavar bem as mãos;
    • Manter unhas curtas;
    • Trocar roupas íntimas diariamente;
    • Lavar roupas de cama com frequência.

    Essas medidas evitam reinfecção.

    Oxiúros são perigosos?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição benigna, mas pode causar desconforto significativo e se espalhar facilmente.

    Leia também: Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças

    Perguntas frequentes sobre oxiúros

    1. Oxiúros causam coceira?

    Sim. É o principal sintoma.

    2. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Geralmente sim, para evitar reinfecção.

    4. Exame de fezes detecta?

    Nem sempre.

    5. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    6. Pode voltar?

    Sim, se não houver cuidados de higiene.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita de infecção.

    Veja mais: Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

  • Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    A dipirona é um remédio muito popular no Brasil para aliviar dor e febre. Presente em casas, farmácias e hospitais, ela costuma ser a primeira escolha em muitos casos simples, como dor de cabeça, febre ou mal-estar.

    Ainda assim, por ser tão comum, muitas pessoas acabam utilizando o remédio sem orientação adequada, o que pode trazer riscos, especialmente em situações específicas.

    Apesar de ser considerada segura quando usada corretamente, a dipirona não é isenta de efeitos adversos. Inclusive, em alguns países, o medicamento foi restringido ou proibido devido a um efeito raro, mas potencialmente grave.

    Por isso, entender como ela funciona, quando usar e quais cuidados tomar é bem importante para um uso ainda mais seguro.

    O que é a dipirona?

    A dipirona, também chamada de metamizol, é um medicamento com ação analgésica e antitérmica. Isso significa que ela é usada principalmente para aliviar dor e reduzir febre.

    Ela pertence a um grupo de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e também têm efeito sobre substâncias envolvidas na dor e na febre. Diferentemente dos anti-inflamatórios clássicos, a dipirona não tem uma ação anti-inflamatória tão forte, sendo mais indicada para controle de sintomas.

    Para que serve a dipirona?

    A dipirona é indicada para o alívio de dores leves a moderadas e para controle da febre. Ela é muito usada em casa e em hospitais.

    As situações que mais levam as pessoas a usarem dipirona são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor de dente;
    • Dor muscular;
    • Cólicas;
    • Febre;
    • Dor pós-procedimentos simples.

    Em ambiente hospitalar, também pode ser usada para dores mais intensas, muitas vezes em combinação com outros medicamentos.

    Como a dipirona funciona no corpo?

    A dipirona age diminuindo a produção de substâncias relacionadas à dor e à febre, especialmente as prostaglandinas. Ela também parece ter efeito direto no sistema nervoso central, o que ajuda a modular a percepção da dor.

    É por isso que o medicamento pode ser eficaz tanto para aliviar dor quanto para reduzir a febre, especialmente em casos de infecção ou inflamação leves.

    Quando a dipirona pode ser uma boa opção?

    A dipirona costuma ser uma boa escolha para:

    • Quadros de febre;
    • Dores leves a moderadas;
    • Situações em que anti-inflamatórios não são indicados;
    • Pacientes que não toleram bem outros analgésicos.

    Ela é muito usada como alternativa ao paracetamol e ao ibuprofeno, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma.

    Quais são os principais efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas usa dipirona sem apresentar nenhum problema. Ainda assim, como qualquer medicamento, ela pode causar efeitos adversos.

    Os mais comuns são:

    • Queda da pressão arterial (especialmente em uso intravenoso);
    • Reações alérgicas;
    • Náuseas ou desconforto;
    • Tontura.

    Existe também um efeito raro, mas importante, chamado agranulocitose, que é uma redução grave das células de defesa do organismo. Esse risco, porém, é considerado muito baixo.

    Por que a dipirona é proibida em alguns países?

    A dipirona é proibida ou restrita em alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido e partes da Europa, principalmente por causa do risco da agranulocitose, um efeito colateral raro.

    A agranulocitose é uma condição em que há queda acentuada dos glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo. Quando isso acontece, o corpo fica mais vulnerável a infecções graves, que podem evoluir rapidamente se não forem tratadas.

    Apesar de rara, essa condição é potencialmente grave e exige atenção. Os sinais de alerta podem são:

    • Febre persistente;
    • Dor de garganta;
    • Infecções frequentes ou incomuns.

    O ponto importante é que esse risco é considerado muito raro, mas ainda assim foi suficiente para levar alguns países a adotarem uma postura mais restritiva, especialmente onde existem alternativas amplamente disponíveis.

    Por outro lado, em países como o Brasil, a dipirona continua liberada e é muito utilizada. Quando usada corretamente, a dipirona apresenta um perfil de segurança muito aceitável.

    Não existe um consenso global absoluto sobre o medicamento. O que há são diferentes avaliações de risco e benefício, levando em conta fatores como frequência do efeito adverso, disponibilidade de alternativas e perfil da população.

    Isso reforça um ponto importante: mesmo medicamentos comuns devem ser usados com consciência e, sempre que possível, com orientação de um profissional de saúde.

    Quem deve ter mais cuidado ao usar dipirona?

    Algumas pessoas precisam de atenção especial ao usar o medicamento:

    • Pessoas com histórico de alergia à dipirona;
    • Pacientes com problemas hematológicos;
    • Pessoas com pressão baixa;
    • Gestantes (uso deve ser avaliado);
    • Pessoas em uso de outros medicamentos que afetam o sistema imunológico.

    Nesses casos, o uso deve sempre ser orientado por um profissional de saúde.

    Posso usar dipirona com frequência?

    O uso ocasional costuma ser seguro para a maioria das pessoas. O uso frequente, no entanto, pode indicar um problema de saúde que precisa ser investigado.

    Se a pessoa precisa tomar dipirona com frequência para dor ou febre, o ideal é procurar avaliação médica para entender a causa do sintoma, em vez de apenas tratar repetidamente o desconforto.

    Dipirona ou ibuprofeno: qual escolher?

    A escolha depende da situação. A dipirona é mais focada em dor e febre, enquanto o ibuprofeno também tem ação anti-inflamatória mais forte.

    Em geral:

    • Dipirona pode ser preferida para febre e dores gerais;
    • Ibuprofeno pode ser mais indicado em quadros inflamatórios.

    Mas essa decisão deve considerar a orientação de um profissional de saúde.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes sobre dipirona

    1. Dipirona serve para febre?

    Sim. Ela é amplamente utilizada como antitérmico.

    2. Dipirona serve para dor?

    Sim, especialmente dores leves a moderadas.

    3. Dipirona é anti-inflamatório?

    Não é considerada um anti-inflamatório clássico.

    4. Pode tomar dipirona todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    5. Dipirona faz mal?

    Quando usada corretamente, é segura, mas pode causar efeitos adversos.

    6. O que é agranulocitose?

    É uma queda grave das células de defesa do organismo, efeito raro associado à dipirona.

    7. Dipirona é proibida no Brasil?

    Não. O medicamento é autorizado e muito usado no país.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • Antidepressivos viciam? Entenda os efeitos no cérebro e no organismo

    Antidepressivos viciam? Entenda os efeitos no cérebro e no organismo

    Fluoxetina, sertralina e escitalopram são alguns dos medicamentos que pertencem à classe dos antidepressivos, normalmente utilizados no tratamento da depressão, transtornos de ansiedade e pânico.

    Apesar de importantes para a recuperação da saúde mental e qualidade de vida, o psiquiatra Luiz Dieckmann explica que é comum que muitas pessoas hesitem em iniciar o tratamento por receio do antidepressivo causar uma dependência química.

    No entanto, ao contrário do que acontece com os medicamentos de tarja preta (ansiolíticos), os antidepressivos não viciam. O que acontece é que, se o tratamento é interrompido de forma brusca, o corpo pode reagir com sintomas desconfortáveis que podem ser confundidos com a dependência.

    A reação, conhecida como síndrome de descontinuação, ocorre porque o cérebro precisa de tempo para se ajustar à ausência da substância. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, antidepressivo vicia?

    Não, antidepressivo não causa vício. Diferente de drogas ou de alguns medicamentos tarja preta, eles não provocam um desejo compulsivo pelo uso nem fazem com que a pessoa precise aumentar a dose com o tempo para obter o mesmo efeito.

    Na verdade, eles atuam de forma gradual, ajudando a regular substâncias do cérebro, como a serotonina, que estão relacionadas ao humor e ao bem-estar. Por isso, os efeitos não aparecem de um dia para o outro e normalmente levam algumas semanas até que o organismo se adapte e comece a responder ao tratamento.

    Quando utilizados da forma correta, com acompanhamento médico, os antidepressivos são seguros e fundamentais para a recuperação da saúde mental.

    Por que algumas pessoas sentem mal-estar ao parar o remédio?

    Quando o paciente interrompe o uso do antidepressivo de maneira brusca e sem orientação médica, o organismo, que já estava adaptado àquele suporte químico, reage à falta repentina da substância. Como o cérebro vinha funcionando com a ajuda do remédio para manter o equilíbrio dos neurotransmissores, Luiz explica que ele precisa de tempo para voltar a se ajustar sem ele.

    Como consequência, a pessoa pode apresentar sintomas como tontura, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade e alterações no sono, como insônia ou sono agitado. Em alguns casos, também pode surgir ansiedade, sensação de mal-estar geral e até aqueles choques pelo corpo, que são bastante característicos.

    Os sintomas costumam aparecer poucos dias após a interrupção e podem variar de intensidade, dependendo do tipo de antidepressivo, da dose utilizada e do tempo de tratamento. Em geral, são temporários, mas podem causar bastante desconforto e impactar a rotina.

    Qual a diferença entre antidepressivos e ansiolíticos (tarja preta)?

    Os antidepressivos e os ansiolíticos de tarja preta possuem mecanismos de ação, indicações e riscos completamente diferentes.

    Os antidepressivos são remédios de tratamento contínuo que agem de forma gradual, aumentando a disponibilidade de neurotransmissores como a serotonina de maneira constante. Assim, leva de duas a quatro semanas para que o paciente sinta os primeiros benefícios.

    Já os ansiolíticos de tarja preta, conhecidos como benzodiazepínicos (como o clonazepam e o diazepam), funcionam como uma espécie de sedativo para o sistema nervoso central, reduzindo a ansiedade ou induzindo o sono poucos minutos após o uso. Eles atuam em um receptor chamado GABA, que desacelera a atividade cerebral de forma rápida.

    Por causa da ação rápida, os benzodiazepínicos costumam ser indicados para situações pontuais, como crises de ansiedade, insônia aguda ou momentos de grande estresse. No entanto, o uso prolongado precisa de bastante cuidado, já que o grupo pode causar tolerância e dependência.

    Como parar de tomar o antidepressivo com segurança?

    Para interromper o uso de um antidepressivo sem sofrer com efeitos colaterais indesejados, é importante ter alguns cuidados:

    • Consultar o médico psiquiatra: somente o profissional que acompanha o seu caso pode avaliar se você está no momento certo para interromper o medicamento;
    • Realizar o desmame gradual: o médico estabelecerá um cronograma de redução lenta das doses, o que pode levar semanas ou até meses, permitindo que o cérebro se reajuste gradualmente à ausência da substância;
    • Nunca interromper por conta própria: parar o remédio repentinamente é o que causa a síndrome de descontinuação, gerando tonturas, náuseas e mal-estar intenso;
    • Monitorar sintomas de recaída: durante o processo de retirada, é importante observar se os sintomas originais (como ansiedade ou tristeza profunda) estão retornando ou se são apenas efeitos temporários da redução;
    • Manter hábitos saudáveis: a prática de exercícios físicos, uma boa higiene do sono e uma alimentação equilibrada ajudam o sistema nervoso a se manter estável durante a fase de transição;
    • Manter o acompanhamento terapêutico: continuar com a psicoterapia durante o desmame é crucial para fortalecer as ferramentas emocionais e garantir que você consiga lidar com os desafios sem o suporte do medicamento;
    • Comunicar efeitos colaterais ao médico: se você sentir qualquer desconforto atípico durante a redução das doses, informe ao médico. Ele pode ajustar o ritmo do desmame para que o processo seja mais confortável.

    Quando procurar o médico?

    Você deve procurar o médico se notar as seguintes situações:

    • Se no início do tratamento ou após um ajuste de dose você sentir náuseas persistentes, insônia grave, tremores ou alterações cardíacas;
    • Caso sinta que a ansiedade ou o desânimo aumentaram significativamente após o início do remédio, ou se surgirem pensamentos intrusivos e negativos;
    • Se você esqueceu algumas doses ou tentou reduzir a medicação e começou a sentir tonturas (“choques” na cabeça), irritabilidade extrema ou mal-estar gripal;
    • Sempre que sentir que já está bem o suficiente para parar. Nunca faça isso sozinho; o médico precisa validar se os neurotransmissores já estão estabilizados;
    • Como o antidepressivo demora para agir, se após esse período você não notar nenhuma mudança positiva, pode ser necessário ajustar a dose ou trocar a molécula;
    • Se notar agitação excessiva, euforia fora do comum ou impulsividade, o que pode indicar a necessidade de reavaliar o diagnóstico.

    Lembre-se: se algo no seu corpo ou na sua mente parece fora do comum após o início da medicação, não hesite em agendar uma consulta.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os sintomas da retirada brusca do antidepressivo?

    Os mais comuns incluem tonturas, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, formigamentos ou a sensação de “choques” leves na cabeça e distúrbios do sono.

    2. O antidepressivo muda a personalidade?

    Não, o medicamento não altera quem você é. O objetivo é reduzir os sintomas da doença (como a apatia ou a irritabilidade excessiva) para que sua personalidade real possa emergir novamente.

    3. Quanto tempo demora para o antidepressivo fazer efeito?

    Em média, de 2 a 4 semanas. O alívio não é imediato porque o cérebro precisa de tempo para realizar as adaptações estruturais e químicas necessárias.

    4. Antidepressivo engorda?

    Depende da substância. Alguns podem aumentar o apetite, enquanto outros são neutros ou podem até ajudar no controle da compulsão alimentar. O efeito varia muito de organismo para organismo.

    5. O remédio causa sonolência?

    Alguns tipos têm efeito mais sedativo e são tomados à noite, enquanto outros são estimulantes e devem ser tomados pela manhã. O médico escolhe o melhor perfil para cada paciente.

    6. Vou ter que tomar o remédio para sempre?

    Na maioria das vezes, não. O tratamento geralmente dura de 6 a 12 meses após a remissão total dos sintomas. Casos de uso prolongado ocorrem apenas em episódios recorrentes ou crônicos.

    7. Grávidas podem tomar antidepressivos?

    Sim, existem opções seguras. O tratamento deve ser avaliado pelo psiquiatra e obstetra, pois o risco de uma depressão não tratada para a mãe e o bebê costuma ser maior que o risco do remédio.

    8. Posso dirigir tomando esses medicamentos?

    No início do tratamento, é preciso cautela até entender como seu corpo reage (se há tontura ou sono). Uma vez estabilizado, a maioria das pessoas dirige normalmente.

    9. O que é a serotonina que o remédio ajuda a manter?

    É um neurotransmissor fundamental que regula o humor, o sono, o apetite e a sensibilidade à dor. O antidepressivo impede que ela seja “recolhida” rápido demais, deixando-a disponível por mais tempo no cérebro.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção