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  • Bronquiolite: quando a criança precisa internar e como é o tratamento 

    Bronquiolite: quando a criança precisa internar e como é o tratamento 

    A bronquiolite é uma das principais causas de internação em bebês e crianças pequenas, especialmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Embora muitos casos sejam leves e tratados em casa, algumas crianças podem apresentar dificuldade importante para respirar e precisar de suporte hospitalar, incluindo oxigênio e monitoramento contínuo.

    A doença costuma gerar muita preocupação nos pais, principalmente quando o bebê apresenta chiado no peito, respiração acelerada ou dificuldade para se alimentar.

    Entenda como funciona o tratamento da bronquiolite durante a internação, como reconhecer sinais de gravidade e saiba o que esperar da evolução do quadro.

    O que é a bronquiolite

    A bronquiolite é uma doença respiratória que acomete principalmente crianças menores de 2 anos e é uma das causas mais frequentes de internação pediátrica durante períodos de circulação viral. A infecção provoca inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões.

    Ela é causada principalmente por vírus, especialmente o vírus sincicial respiratório (VSR), embora outros vírus, como rinovírus e parainfluenza, também possam causar o quadro.

    Na maioria das vezes, a doença é leve e melhora sozinha, mas algumas crianças podem evoluir com desconforto respiratório importante e necessidade de internação hospitalar.

    A inflamação leva a:

    • Acúmulo de secreção;
    • Inchaço das vias respiratórias;
    • Dificuldade para a passagem do ar.

    Isso explica sintomas como chiado e falta de ar.

    Como a doença costuma começar

    O quadro geralmente começa como uma gripe comum. Os sintomas iniciais são:

    • Coriza;
    • Congestão nasal;
    • Tosse;
    • Febre baixa em alguns casos.

    Após alguns dias, podem surgir sinais de acometimento pulmonar.

    Sinais de piora da bronquiolite

    Com a evolução da doença, podem aparecer:

    • Chiado no peito;
    • Respiração rápida;
    • Esforço para respirar;
    • Afundamento das costelas;
    • Dificuldade para mamar ou se alimentar;
    • Cansaço.

    Esses sinais podem indicar necessidade de avaliação hospitalar.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da bronquiolite é clínico. Ele é baseado em:

    • Idade típica (menores de 2 anos);
    • Sintomas iniciais de infecção respiratória;
    • Evolução com desconforto respiratório;
    • Alterações típicas na ausculta pulmonar.

    Na maioria dos casos, exames complementares não são necessários.

    A bronquiolite costuma ser grave?

    Na maioria das crianças, não. O curso costuma ser benigno e autolimitado, com melhora progressiva ao longo dos dias.

    Alguns pacientes, no entanto, podem desenvolver quadros moderados ou graves, especialmente bebês muito pequenos, prematuros ou crianças com doenças respiratórias e cardíacas.

    Como é feito o tratamento em casos leves

    Os casos leves geralmente são tratados em casa. As principais medidas são:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Hidratação adequada;
    • Controle da febre e desconforto;
    • Observação dos sinais respiratórios.

    O acompanhamento pelos pais é fundamental para perceber possíveis sinais de piora.

    Quando a criança precisa internar

    A internação pode ser necessária quando a criança apresenta:

    • Falta de ar importante;
    • Baixa oxigenação;
    • Dificuldade para se alimentar;
    • Desidratação;
    • Cansaço respiratório.

    Nesses casos, é necessário suporte hospitalar.

    Como é feito o tratamento hospitalar

    O tratamento da bronquiolite internada é baseado principalmente em suporte clínico.

    1. Oxigenoterapia

    O suporte de oxigênio pode variar conforme a gravidade:

    • Cateter nasal em casos mais leves;
    • Máscaras ou dispositivos de alto fluxo;
    • Em casos graves, necessidade de intubação e ventilação mecânica.

    2. Hidratação

    Algumas crianças precisam de:

    • Hidratação venosa;
    • Soro pela veia quando não conseguem se alimentar adequadamente.

    3. Medicações

    O tratamento medicamentoso varia conforme o caso.

    Podem ser utilizados:

    • Broncodilatadores;
    • Corticoides em situações específicas;
    • Medicamentos sintomáticos.

    Antibióticos são usados?

    Não rotineiramente. A bronquiolite é causada por vírus, portanto antibióticos não fazem parte do tratamento habitual. Eles só são utilizados quando existe suspeita de infecção bacteriana associada.

    Quanto tempo dura a internação?

    O tempo varia conforme a gravidade.

    Em muitos casos:

    • A melhora ocorre em poucos dias;
    • O chiado e a tosse podem persistir por mais tempo.

    Mesmo após a alta, é comum que a criança permaneça tossindo por algumas semanas.

    Como prevenir bronquiolite

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Higiene frequente das mãos;
    • Evitar contato com pessoas gripadas;
    • Aleitamento materno;
    • Evitar exposição ao cigarro;
    • Vacinação e imunização quando indicadas.

    Veja também: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes sobre bronquiolite

    1. Toda bronquiolite precisa de internação?

    Não. A maioria dos casos é leve.

    2. Bronquiolite é causada por bactéria?

    Não. Geralmente é causada por vírus.

    3. Antibiótico melhora bronquiolite?

    Não, exceto se houver infecção bacteriana associada.

    4. O oxigênio é sempre necessário?

    Não. Apenas em casos com baixa oxigenação.

    5. Bronquiolite pode ser grave?

    Sim, especialmente em bebês pequenos.

    6. Quanto tempo demora para melhorar?

    Geralmente alguns dias, embora a tosse possa durar mais.

    7. Quando procurar atendimento urgente?

    Quando houver dificuldade para respirar, arroxeamento ou dificuldade para mamar.

    Veja mais: Vacina do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na gravidez: como funciona e quando tomar

  • Colestase gestacional: o que é, sintomas, se é perigoso e tratamento

    Colestase gestacional: o que é, sintomas, se é perigoso e tratamento

    A colestase gravídica, também chamada de colestase intra-hepática da gravidez, é uma condição que pode surgir principalmente no terceiro trimestre da gestação e afeta o funcionamento do fígado.

    Ela acontece quando a bile não consegue ser liberada adequadamente para o intestino, causando o acúmulo de ácidos biliares na corrente sanguínea. Como consequência, a gestante pode apresentar sintomas bastante desconfortáveis, principalmente a coceira intensa na pele.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para esclarecer as principais dúvidas sobre a colestase gravídica, entender quais são os sinais de alerta e como é feito o tratamento da condição.

    O que é colestase gestacional?

    A colestase gestacional é uma alteração no funcionamento do fígado em que a bile, um líquido amarelo-esverdeado produzido pelo órgão que participa do processo de digestão de gorduras, não consegue chegar adequadamente ao intestino.

    Com isso, os ácidos biliares acabam se acumulando na corrente sanguínea e em outros tecidos do corpo, causando uma coceira intensa especialmente nas mãos e nos pés. A condição costuma ser mais comum no terceiro trimestre da gestação, período em que os níveis hormonais estão mais elevados.

    O que causa a colestase gestacional?

    A colestase gravídica acontece principalmente por causa das alterações hormonais da gravidez, segundo Andreia. A bile depende do equilíbrio entre colesterol, hormônios e alguns minerais para ser produzida e eliminada corretamente.

    A ginecologista explica que, quando ocorre um desequilíbrio nos componentes, a bile pode se acumular nos ductos hepáticos, que são os canais responsáveis por transportar a substância até a vesícula biliar e, depois, para o intestino.

    Com os ductos mais obstruídos ou funcionando de forma inadequada, os sais biliares acabam retornando para a corrente sanguínea, causando o aumento dos ácidos biliares no organismo. É justamente o acúmulo que provoca sintomas como a coceira intensa característica da doença.

    Além das alterações hormonais naturais da gestação, algumas mulheres também possuem uma predisposição individual para desenvolver a colestase gravídica. Ela pode estar relacionada a fatores genéticos ou a uma maior sensibilidade às mudanças hormonais da gravidez. Por isso, pequenas alterações hormonais já podem favorecer o acúmulo da bile no organismo.

    Sintomas da colestase gestacional

    O principal sintoma da colestase gravídica é a coceira intensa na pele, que começa nas palmas das mãos e nas solas dos pés, mas também pode se espalhar para outras partes do corpo. Segundo Andreia, quando ocorre o acúmulo dos sais biliares no sangue, as substâncias também se depositam logo abaixo da pele, provocando o sintoma.

    Diferente de alergias e outras doenças de pele, a colestase gravídica não provoca manchas, bolinhas ou feridas aparentes, mas a pele pode ficar machucada apenas pelo ato de coçar. Além disso, outros sintomas que podem surgir incluem:

    • Urina escura;
    • Fezes claras ou esbranquiçadas;
    • Cansaço excessivo;
    • Náuseas;
    • Perda do apetite;
    • Desconforto abdominal.

    Quando o quadro evolui e os níveis de bilirrubina ficam muito elevados, Andreia aponta que pode surgir a icterícia, que é o amarelamento da pele e dos olhos. O primeiro sinal frequentemente aparece na esclera, a parte branca dos olhos.

    Como a colestase gravídica pode aumentar o risco de complicações para o bebê, qualquer coceira intensa e persistente durante a gravidez deve ser avaliada pelo obstetra.

    Toda coceira na gravidez é colestase?

    Nem toda coceira durante a gravidez significa colestase gestacional. Na verdade, a suspeita costuma surgir quando a coceira é intensa, generalizada, predominante nas mãos e nos pés, aparece na segunda metade da gestação e não apresenta lesões aparentes na pele.

    Quando a gestante possui manchas, bolinhas, vermelhidão ou outras lesões típicas de alergias e doenças dermatológicas, a investigação geralmente é direcionada primeiro para causas relacionadas à pele. Já na colestase gestacional, a coceira costuma acontecer sem alterações visíveis, além de normalmente piorar durante a noite.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da colestase gravídica é feito principalmente por meio da avaliação dos sintomas da gestante e de exames de sangue que analisam o funcionamento do fígado, como:

    • Dosagem de bilirrubinas e ácidos biliares: avalia os níveis dos sais biliares no sangue, que costumam aumentar quando a bile não consegue ser eliminada corretamente;
    • Enzimas hepáticas: incluem exames como TGO, TGP, fosfatase alcalina e gama-GT, que ajudam a verificar se existe inflamação ou sobrecarga no fígado;
    • Ultrassom de fígado e vesícula biliar: é utilizado para descartar outras possíveis causas para a alteração do fluxo da bile, como pedras na vesícula, cálculos biliares ou outras doenças hepáticas.

    Como a coceira intensa pode ter diferentes causas durante a gravidez, os exames ajudam a confirmar o quadro e identificar alterações relacionadas ao acúmulo da bile no organismo.

    Tratamento de colestase gestacional

    O tratamento da colestase gestacional é feito para aliviar os sintomas da gestante, controlar os níveis de ácidos biliares no sangue e reduzir os riscos para o bebê. Na maioria dos casos, Andreia explica que o médico indica o uso de ácido ursodesoxicólico, que ajuda a melhorar o fluxo da bile, diminuir o acúmulo dos sais biliares no organismo e aliviar a coceira intensa.

    Além do tratamento medicamentoso, a gestante precisa de um acompanhamento mais próximo durante a gravidez. Os exames de sangue são realizados com frequência para monitorar o funcionamento do fígado e os níveis de ácidos biliares, enquanto ultrassons e exames de avaliação fetal ajudam a acompanhar a saúde do bebê.

    Em geral, a colestase gestacional desaparece após o nascimento do bebê, quando os hormônios da gravidez diminuem e o funcionamento do fígado volta ao normal.

    Quando é necessário adiantar o parto?

    A necessidade de adiantar o parto na colestase gestacional depende da gravidade do quadro e da resposta ao tratamento. Segundo Andreia, a interrupção da gestação pode ser indicada quando existem sinais de sofrimento fetal ou quando os níveis de ácidos biliares permanecem muito altos, mesmo com o uso da medicação adequada.

    Já nos casos em que a doença está bem controlada, com acompanhamento adequado da mãe e do bebê, o parto geralmente é programado entre 37 e 38 semanas de gestação, período considerado seguro para reduzir os riscos de complicações fetais relacionadas à colestase.

    Riscos para o bebê

    O principal risco para o bebê é que o excesso de ácidos biliares presente no sangue materno também pode passar para a circulação fetal. Em níveis muito altos, o acúmulo pode provocar sofrimento fetal e, em casos mais graves e raros, até óbito fetal.

    Apesar das complicações não serem frequentes, elas podem acontecer quando os níveis de ácidos biliares permanecem muito altos e sem controle adequado. Por isso, a colestase gestacional requer um acompanhamento rigoroso e tratamento rápido.

    É possível prevenir a colestase gestacional?

    Não existe uma forma totalmente garantida de prevenir a colestase gestacional, principalmente porque a condição está muito relacionada às alterações hormonais da gravidez e à predisposição genética de cada mulher.

    Mesmo assim, o acompanhamento pré-natal adequado é necessário para identificar os sintomas precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes. Também deve-se manter hábitos saudáveis, ter uma alimentação equilibrada e seguir corretamente as orientações médicas, o que pode ajudar no cuidado da saúde do fígado durante a gestação.

    Mulheres que já tiveram colestase em uma gravidez anterior precisam de atenção redobrada, já que existe um maior risco de o quadro se repetir em outras gestações. Nesses casos, o acompanhamento médico costuma ser ainda mais próximo desde o início da gravidez.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. Em qual período da gestação ela é mais comum?

    Normalmente no terceiro trimestre (da metade para o fim da gravidez). É raro que a colestase apareça logo no início da gestação.

    2. Existe alguma região do corpo onde a coceira começa?

    Sim, o quadro clássico começa na palma das mãos e na planta dos pés, podendo depois se espalhar para o corpo todo.

    3. Usar apenas antialérgico (anti-histamínico) resolve o problema?

    Não. O antialérgico pode ajudar a aliviar levemente o sintoma da coceira, mas não trata a causa. O tratamento essencial é o ácido ursodesoxicólico.

    4. O que significa dizer que a colestase é uma doença “autolimitada”?

    Significa que ela tem um fim determinado. Como é desencadeada pelos hormônios da gestação, assim que a gravidez termina e os níveis hormonais retornam ao normal, a doença se resolve sozinha.

    5. Qual a relação entre a bile e a digestão de gorduras?

    A bile é produzida no fígado, armazenada na vesícula e jogada no intestino. Sua função principal é atuar como um “detergente”, ajudando o organismo a quebrar e absorver as gorduras dos alimentos.

    6. O que acontece se a medicação não conseguir controlar os níveis de sais biliares?

    Se os ácidos biliares continuarem aumentando muito ou se não houver resposta adequada ao tratamento medicamentoso, a recomendação é a interrupção da gestação para evitar o risco de sofrimento fetal.

    7. O tratamento da colestase pode exigir cirurgia?

    A colestase gravídica em si é tratada com remédios. Porém, se o ultrassom mostrar que o acúmulo de bile é causado por um cálculo (pedra) obstruindo o canal, o tratamento pode passar a ser cirúrgico.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

  • Queda de cabelo ou alopecia? Veja quando investigar

    Queda de cabelo ou alopecia? Veja quando investigar

    Se você notou mais fios caindo no travesseiro ou no banho, saiba que a queda de cabelo pode ser algo natural, mas também um sinal de alerta. É esperado que uma pessoa perca cerca de 100 a 150 fios diariamente, como parte do ciclo natural de renovação dos cabelos.

    Quando essa perda se intensifica ou aparecem áreas visivelmente ralas, porém, é importante ficar atento. Descubra neste guia o que é considerado normal, o que pode indicar alopecia e quando procurar um médico dermatologista ou tricologista.

    O que é alopecia

    “Alopecia é o termo médico para a perda de cabelo, seja pela ausência dos fios, como na alopecia areata, seja pelo afinamento progressivo, que leva à ausência de cobertura, como na alopecia androgenética”, explica a tricologista e especialista em saúde capilar Flávia Grazielle de Sousa Carneiro.

    Ela destaca, porém, que nem toda queda de cabelo pode ser considerada alopecia. Pequenas quedas diárias são normais e esperadas. O termo alopecia só se aplica quando há falhas ou redução visível dos fios que ultrapassam o padrão habitual.

    Tipos mais comuns de alopecia

    Há vários tipos de alopecia e um médico dermatologista ou tricologista está apto a identificar e ajudar a tratar esse problema que gera baixa autoestima em muitas pessoas, especialmente nas mulheres.

    Alopecia androgenética

    É a chamada calvície hereditária, em que se herda os genes do pai ou da mãe. Com influência genética e hormonal, a alopecia androgenética costuma evoluir lentamente, com afinamento dos fios ao longo dos anos, até que o fio para efetivamente de nascer. É comum tanto em homens quanto em mulheres, quando se chama de calvície feminina.

    Alopecia areata

    De origem autoimune, acontece quando o próprio sistema de defesa do corpo erra e ataca os folículos do couro cabeludo. A alopecia areata pode causar falhas redondas no couro cabeludo ou até mesmo calvície total. “É uma doença de amplo espectro, que vai desde falhas isoladas até a perda total dos pelos do corpo”, explica Flávia.

    Alopecia cicatricial

    Esse tipo causa a destruição definitiva dos folículos capilares, que leva à perda permanente dos fios. A forma mais conhecida é a alopecia frontal fibrosante, que atinge principalmente a linha da testa.

    Quais são as principais causas da queda de cabelo

    A queda dos fios pode ter diversas origens. De acordo com a tricologista, estresse, deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças autoimunes, uso de certos medicamentos e a própria predisposição genética estão entre os desencadeantes mais comuns.

    Em muitos casos, mais de uma coisa acontece ao mesmo tempo. Por exemplo, uma pessoa que geneticamente tem maior chance de ter o problema pode ver a queda de cabelo aumentar ainda mais depois de um período de estresse, anemia ou outra condição de saúde. É o caso do eflúvio telógeno.

    Esse nome difícil nada mais é do que uma queda difusa e temporária do cabelo, que geralmente acontece depois de um período muito estressante, doenças infecciosas, pós-parto ou cirurgias.

    Quando a queda de cabelo merece atenção

    A queda começa a preocupar quando é persistente, intensa e ultrapassa o padrão considerado normal. “É normal perder de 100 a 150 fios por dia, mas a queda preocupa quando há afinamento dos fios, falhas visíveis ou aumento da perda diária por mais de três meses”, alerta a tricologista.

    A queda de cabelo pode ser um sinal de alerta para problemas maiores no organismo. “Quando há queda intensa ou persistente, deve haver uma investigação complementar, especialmente se vier acompanhada de sinais e sintomas sistêmicos (aqueles que afetam o corpo todo e não apenas uma parte específica, como a febre, por exemplo)”, explica Flávia.

    Isso significa que, em alguns casos, o médico pode pedir exames para investigar doenças como alterações na tireoide, lúpus ou anemia, que têm entre seus sintomas a perda de cabelo.

    Como é feito o diagnóstico da alopecia?

    O diagnóstico da queda de cabelo feminina ou masculina é feito por um dermatologista ou tricologista por meio da avaliação do couro cabeludo e do relato e informações da pessoa. Em muitos casos, faz-se a tricoscopia, uma inspeção detalhada dos fios com uma lente de aumento.

    “A tricoscopia nos permite enxergar detalhes não vistos a olho nu”, afirma a dermatologista. Ela ajuda a identificar o tipo de alopecia e a direcionar o tratamento.

    Dependendo do caso, o médico pode pedir exames de sangue, testes de alergia capilar ou até mesmo biópsia do couro cabeludo para confirmar o tipo de alopecia.

    Veja também: Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria

    Perguntas frequentes sobre queda de cabelo e alopecia

    1. É normal perder cabelo todos os dias?

    Sim. Perder de 100 a 150 fios por dia é considerado normal. Mais que isso, porém, é preciso investigar com um médico.

    2. Toda queda de cabelo é sinal de alopecia?

    Não. Só é considerada alopecia quando há perda além do normal, com falhas visíveis ou afinamento dos fios.

    3. O estresse pode causar queda de cabelo?

    Sim. O estresse é uma das principais causas do eflúvio telógeno, um tipo comum de queda de cabelo temporária.

    4. É possível reverter a calvície?

    Em alguns casos, sim. Outros, como a alopecia androgenética, podem ser controlados, mas não revertidos por completo.

    5. Toda pessoa com alopecia precisa de transplante capilar?

    Não. O transplante só é indicado em situações específicas, com a causa estabilizada e área doadora adequada.

    Leia mais: Como tratar a alopecia e prevenir a queda de cabelo

  • Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Pessoas que conseguem dobrar excessivamente os dedos, deslocam articulações com facilidade ou apresentam pele muito elástica podem ter sinais de uma condição genética chamada síndrome de Ehlers-Danlos. Embora alguns sintomas pareçam apenas flexibilidade acima da média, a síndrome pode afetar diferentes partes do corpo e impactar consideravelmente a rotina.

    A condição envolve alterações no colágeno, proteína fundamental para dar sustentação e resistência aos tecidos. Dependendo do tipo da síndrome, os sintomas podem variar desde dor e instabilidade articular até formas mais graves, com comprometimento de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    O que é a síndrome de Ehlers-Danlos

    A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo de doenças genéticas que afetam o tecido conjuntivo, especialmente o colágeno, proteína essencial para a estrutura da pele, articulações e vasos sanguíneos. É uma condição hereditária em que há alteração na produção ou na estrutura do colágeno. Isso leva a tecidos mais frágeis e elásticos do que o normal.

    Essa condição pode causar hipermobilidade das articulações, pele mais elástica e maior fragilidade dos tecidos. A gravidade varia bastante conforme o tipo da síndrome.

    Existem diferentes tipos de síndrome de Ehlers-Danlos, com manifestações variadas.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar conforme o tipo, mas os mais comuns são:

    • Hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis);
    • Dor nas articulações;
    • Luxações frequentes;
    • Pele elástica e macia;
    • Pele que se machuca facilmente;
    • Cicatrização alterada.

    Tipos mais comuns

    A síndrome de Ehlers-Danlos possui diferentes formas.

    1. Tipo hipermóvel

    • Mais comum;
    • Predomínio de hipermobilidade e dor articular.

    2. Tipo clássico

    • Pele mais elástica e frágil;
    • Cicatrização anormal.

    3. Tipo vascular

    • Forma mais grave;
    • Fragilidade de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    Por que a síndrome acontece

    A SED é causada por mutações genéticas que afetam o colágeno. Essas alterações são hereditárias e podem ser transmitidas de geração em geração.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A síndrome é genética, portanto:

    • Pode ocorrer em pessoas com histórico familiar;
    • Pode surgir mesmo sem antecedentes conhecidos, em alguns casos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Nos sinais e sintomas;
    • Na avaliação da hipermobilidade;
    • Em alguns casos, em testes genéticos.

    A avaliação por especialista é importante para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras condições.

    Possíveis complicações

    Dependendo do tipo, podem ocorrer:

    • Dor crônica;
    • Instabilidade articular;
    • Lesões frequentes;
    • Problemas vasculares, especialmente no tipo vascular.

    Como é feito o tratamento

    Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar os sintomas e reduzir complicações.

    1. Fisioterapia

    • Fortalecimento muscular;
    • Estabilização das articulações.

    2. Controle da dor

    • Analgésicos;
    • Acompanhamento especializado.

    3. Cuidados gerais

    • Evitar movimentos excessivos;
    • Prevenir lesões;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Síndrome de Ehlers-Danlos tem cura?

    Não. É uma condição genética crônica, mas pode ser manejada com acompanhamento adequado e medidas para melhorar a qualidade de vida.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre síndrome de Ehlers-Danlos

    1. É uma doença rara?

    Sim, embora alguns tipos sejam mais frequentes que outros.

    2. Pode causar dor?

    Sim. Dor articular e muscular são sintomas comuns.

    3. Ehlers-Danlos tem cura?

    Não, mas os sintomas podem ser controlados.

    4. Pode afetar a pele?

    Sim. A pele pode ser mais elástica, fina e frágil.

    5. A Síndrome de Ehlers-Danlos é hereditária?

    Sim. A síndrome tem origem genética.

    6. Hipermobilidade sempre significa síndrome de Ehlers-Danlos?

    Não. Algumas pessoas têm hipermobilidade sem apresentar a doença.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver hipermobilidade associada a dor, lesões frequentes ou outros sintomas persistentes.

    Veja mais: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

  • Resistência à insulina pode afetar a saúde ginecológica? Especialista explica

    Resistência à insulina pode afetar a saúde ginecológica? Especialista explica

    A resistência à insulina é uma condição metabólica na qual as células do corpo, em especial músculos, gordura e fígado, não respondem adequadamente ao hormônio insulina, dificultando a entrada da glicose no sangue para dentro das células. Consequentemente, o pâncreas produz mais insulina para compensar, provocando altos níveis do hormônio no sangue.

    A condição é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, mas você sabia que ela também desempenha um papel importante na saúde ginecológica e reprodutiva da mulher?

    Além do controle da glicose no sangue, o desequilíbrio metabólico pode interferir diretamente no funcionamento dos ovários, alterando a produção de hormônios e favorecendo o surgimento de condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

    Os impactos podem variar desde irregularidades no ciclo menstrual e aparecimento de acne até dificuldades significativas para engravidar. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a resistência à insulina afeta os ovários?

    A resistência à insulina altera o equilíbrio hormonal do corpo feminino, segundo a ginecologista Andreia Sapienza. Quando o organismo produz insulina em excesso para tentar controlar a glicose no sangue, o aumento da insulina passa a estimular os ovários a produzirem mais andrógenos, que são os chamados hormônios masculinos.

    O desequilíbrio hormonal interfere diretamente no funcionamento dos ovários e no ciclo reprodutivo da mulher, o que pode desencadear:

    • Prejuízo da ovulação;
    • Desregulação do ciclo menstrual;
    • Ciclos mais longos ou ausência de menstruação;
    • Acne e aumento da oleosidade da pele;
    • Excesso de pelos no rosto e no corpo;
    • Dificuldade na maturação adequada dos óvulos.

    Como consequência, o processo desencadeia um ciclo: a resistência à insulina aumenta a produção de andrógenos, enquanto os andrógenos favorecem ainda mais a resistência insulínica, perpetuando as alterações hormonais e metabólicas ao longo do tempo.

    Além disso, a obesidade também tem um papel importante nesse quadro, já que o excesso de gordura corporal favorece a inflamação e piora a resposta das células à insulina. Em alguns casos, mulheres com obesidade podem apresentar sintomas muito semelhantes aos da SOP, mesmo sem preencher todos os critérios diagnósticos da síndrome.

    Relação da resistência à insulina na SOP

    Quando os níveis de insulina permanecem altos no organismo, os ovários passam a responder produzindo uma quantidade excessiva de andrógenos, como a testosterona. O desequilíbrio interfere diretamente no funcionamento normal dos ovários e na ovulação.

    Com o aumento dos andrógenos, os folículos ovarianos deixam de amadurecer adequadamente. Em vez de um óvulo ser desenvolvido e liberado todos os meses, como acontece em um ciclo menstrual normal, os folículos interrompem o crescimento antes da hora e acabam se acumulando nos ovários.

    No ultrassom, o acúmulo aparece como pequenos cistos distribuídos ao redor dos ovários, formando o aspecto típico da Síndrome dos Ovários Policísticos.

    Sinais de alerta da resistência à insulina

    A resistência à insulina pode permanecer silenciosa por muitos anos, mas alguns sinais podem servir de alerta para investigar alterações metabólicas e hormonais, como:

    • Acantose nigricante, que são manchas escuras em regiões de dobra, como pescoço, axilas e virilha;
    • Ganho de peso ou dificuldade para emagrecer;
    • Aumento da gordura abdominal;
    • Cansaço frequente;
    • Fome excessiva;
    • Vontade frequente de comer doces;
    • Irregularidade menstrual;
    • Ciclos menstruais muito longos;
    • Ausência de menstruação por meses;
    • Acne e aumento da oleosidade da pele;
    • Excesso de pelos no rosto, tórax ou abdômen;
    • Dificuldade para engravidar.

    Segundo Andreia, os sintomas costumam aparecer de forma gradual e podem afetar tanto a saúde metabólica quanto a saúde ginecológica da mulher.

    A resistência à insulina causa infertilidade?

    A resistência à insulina é uma das principais causas de infertilidade feminina de origem endócrina, pois o excesso do hormônio interfere no amadurecimento dos óvulos e impede a ovulação. No entanto, o quadro costuma ser reversível com o tratamento adequado.

    A mudança na composição corporal, com perda de gordura e aumento da massa muscular, aliada à prática regular de exercícios e ao controle alimentar, melhora a sensibilidade à insulina e favorece a retomada dos ciclos ovulatórios. Em alguns casos, medicamentos como a metformina podem ser indicados pelo médico para auxiliar nesse processo.

    Riscos da resistência insulínica na gravidez

    A resistência à insulina durante a gestação aumenta o risco de complicações maternas e fetais, principalmente quando o quadro já existia antes da gravidez ou não está bem controlado. Os principais riscos incluem:

    • Diabetes gestacional;
    • Pré-eclâmpsia;
    • Pressão alta na gestação;
    • Maior risco de parto prematuro;
    • Crescimento excessivo do bebê (macrossomia fetal);
    • Maior chance de cesárea;
    • Alterações no controle da glicose do recém-nascido após o parto.

    Além disso, mulheres com obesidade e resistência insulínica costumam apresentar maior inflamação metabólica, o que também pode prejudicar a fertilidade e aumentar os riscos obstétricos ao longo da gravidez.

    Diagnóstico da resistência à insulina

    O diagnóstico da resistência à insulina é feito por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais. O médico observa os sintomas, o histórico da paciente e sinais físicos associados às alterações metabólicas, como ganho de peso abdominal, irregularidade menstrual e acantose nigricante.

    Além da avaliação clínica, Andreia explica que alguns exames ajudam a identificar alterações no metabolismo da glicose e da insulina, incluindo:

    • Glicemia de jejum e hemoglobina glicada, que avaliam os níveis de açúcar no sangue;
    • Curva glicêmica, exame que mostra como o organismo responde à glicose ao longo do tempo;
    • Índices HOMA-IR e HOMA-Beta, utilizados para analisar a relação entre glicose e insulina e estimar o grau de resistência insulínica e o funcionamento do pâncreas;
    • Perfil lipídico, com avaliação do colesterol e dos triglicerídeos, já que alterações metabólicas costumam estar associadas à resistência à insulina.

    Como é feito o tratamento da resistência à insulina?

    O tratamento da resistência à insulina é baseado, principalmente, na mudança do estilo de vida. Segundo Andreia, melhorar a composição corporal, com menos gordura e mais massa muscular, é uma das medidas mais importantes para recuperar a sensibilidade à insulina e melhorar o funcionamento do metabolismo. O tratamento envolve medidas como:

    • Perda de peso, especialmente com redução da gordura abdominal e melhora da composição corporal;
    • Alimentação equilibrada, com menor consumo de açúcares, ultraprocessados e alimentos de alto índice glicêmico;
    • Prática regular de atividade física, principalmente exercícios que ajudam a preservar ou aumentar a massa muscular;
    • Melhora da qualidade do sono, já que dormir mal aumenta hormônios relacionados ao estresse e piora o controle da glicose;
    • Controle do estresse e do cortisol, que podem favorecer o aumento da glicemia e agravar a resistência à insulina.

    Em alguns casos, Andreia explica que alguns medicamentos podem ser usados como complemento, como a metformina, a espironolactona e alguns anticoncepcionais específicos. Contudo, eles não substituem a melhora da composição corporal e das mudanças no estilo de vida.

    Por fim, o uso dos análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, pode ajudar na perda de peso. No entanto, se a paciente não associar o tratamento à prática de exercícios físicos, existe o risco de perda de massa muscular.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. É possível ter resistência à insulina mesmo sendo magra?

    Sim, pois embora a obesidade seja o principal fator de risco, pacientes magras podem desenvolver a condição devido ao sedentarismo, má alimentação (excesso de alimentos de alto índice glicêmico) ou genética. A falta de massa muscular é um fator decisivo nesses casos.

    2. Por que o músculo é tão importante para o controle da insulina?

    Os músculos são os maiores consumidores de glicose do corpo. Eles possuem receptores (como o GLUT4) que facilitam a entrada do açúcar nas células. Quanto mais massa muscular você tem, mais eficiente é o seu metabolismo e menos insulina seu pâncreas precisa produzir.

    3. O que é o índice glicêmico e como ele afeta a dieta?

    É a velocidade com que o açúcar de um alimento chega ao sangue. Alimentos de alto índice glicêmico (como pão branco e doces) causam picos rápidos de glicose, forçando o pâncreas a liberar muita insulina de uma vez. O ideal é consumir fibras e integrais para que essa absorção seja lenta e gradual.

    4. Qual a diferença entre pré-diabetes e resistência à insulina?

    A resistência à insulina é o mecanismo inicial. O pré-diabetes ocorre quando essa resistência já causou um descontrole leve no metabolismo, indicando que o pâncreas já perdeu cerca de 30% de sua capacidade produtiva.

    5. A resistência à insulina tem cura?

    Ela pode ser controlada e revertida através da mudança de composição corporal. Ao reduzir o percentual de gordura e aumentar a massa muscular, o metabolismo recupera sua sensibilidade à insulina, os ciclos menstruais se regulam e os riscos de doenças futuras diminuem drasticamente.

    6. O que são ciclos anovulatórios?

    São ciclos menstruais em que a mulher sangra, mas não houve a liberação de um óvulo. Na resistência insulínica, isso é comum porque os hormônios masculinos em excesso impedem que o folículo se rompa. É por isso que muitas mulheres acham que estão saudáveis por “menstruar”, mas na verdade não estão ovulando.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Alergia a perfume: saiba identificar os sintomas e quando procurar ajuda médica

    Alergia a perfume: saiba identificar os sintomas e quando procurar ajuda médica

    A alergia a perfume é uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias químicas presentes em fragrâncias, colônias e até em produtos de higiene pessoal. Apesar do uso ser comum no dia a dia, o contato com o cheiro ou com o líquido na pele pode desencadear desde uma leve coceira até crises respiratórias intensas em algumas pessoas.

    A condição acontece porque a pele identifica certos componentes do perfume como invasores, liberando histamina e outras substâncias que causam uma inflamação. Além dos sintomas na pele, sensibilidade a fragrâncias pode causar espirros, dor de cabeça e coriza logo após a exposição ao odor.

    O que pode causar alergia a perfumes?

    A alergia a fragrâncias normalmente se manifesta como uma dermatite alérgica de contato. De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, é uma reação imunológica tardia, mediada por células T, que acontece quando a pele entra em contato com substâncias presentes em:

    • Perfumes;
    • Hidratantes;
    • Sabonetes;
    • Shampoos;
    • Desodorantes;
    • Produtos de limpeza;
    • Aromatizadores de ambiente;
    • Óleos essenciais.

    O organismo reconhece as moléculas como alérgenos e desencadeia uma inflamação na pele, que costuma surgir horas ou até dias após a exposição. Os responsáveis pela reação podem ser diversas moléculas aromáticas, já que a fragrância não é uma substância única e isolada.

    Além das próprias fragrâncias, conservantes, corantes, solventes e outros ingredientes presentes na composição do produto também podem desencadear inflamação e irritação na pele, motivo pelo qual nem sempre a fragrância isoladamente é a única responsável pela reação.

    Importante: nem toda reação a perfume significa uma alergia verdadeira e, em alguns casos, o problema é uma irritação da pele causada pelo álcool e por outras substâncias da fórmula, principalmente em pessoas com pele sensível, dermatite atópica ou rosácea.

    Quais os sintomas mais comuns da alergia a perfumes?

    Os sintomas da alergia a perfumes podem variar bastante e dependem do tipo de reação apresentada pela pessoa. Em muitos casos, o quadro aparece na pele como uma dermatite de contato, mas algumas pessoas também podem desenvolver sintomas respiratórios após a exposição a fragrâncias e odores fortes.

    Quando a reação acontece na pele, os sintomas mais comuns incluem:

    • Vermelhidão;
    • Coceira;
    • Descamação;
    • Ressecamento;
    • Ardor;
    • Fissuras na pele;
    • Pequenas bolhas;
    • Secreção, nos casos mais intensos.

    As lesões costumam surgir principalmente nas áreas de aplicação ou maior contato com o produto, como pescoço, atrás das orelhas, punho, colo e mãos.

    “As pálpebras merecem destaque. Muitas pessoas não aplicam perfume diretamente nos olhos, mas fragrâncias presentes em cosméticos, esmaltes, produtos capilares ou no ar podem chegar às pálpebras por transferência das mãos ou aerossóis. Como a pele da pálpebra é muito fina, a dermatite ali pode ser uma pista importante”, complementa Brianna.

    Perfumes podem desencadear crises de rinite ou asma?

    A resposta é sim. Os odores fortes podem estimular terminações nervosas da mucosa nasal e brônquica, levando a inflamação e aumento da sensibilidade respiratória. Como consequência, algumas pessoas apresentam sintomas logo após a exposição, especialmente em ambientes fechados ou com excesso de perfume.

    Nesses casos, o problema nem sempre é uma abordagem verdadeira ao perfume, mas uma irritação das vias respiratórias provocada pelos compostos voláteis presentes nas fragrâncias, o que pode desencadear:

    • Espirros;
    • Coriza;
    • Nariz entupido;
    • Coceira no nariz;
    • Lacrimejamento;
    • Tosse;
    • Sensação de aperto no peito;
    • Chiado no peito;
    • Falta de ar.

    Os sintomas respiratórios tendem a ser mais comuns em pessoas com rinite, asma, hiperresponsividade brônquica ou vias aéreas mais sensíveis. Segundo Brianna, em pacientes com asma mal controlada, a exposição a irritantes pode ser mais problemática, porque as vias aéreas estão mais reativas.

    Como é feito o diagnóstico da alergia a perfumes?

    O diagnóstico da alergia a perfumes é feito a partir da avaliação dos sintomas, da frequência das reações e da relação com o uso de fragrâncias, cosméticos ou produtos perfumados.

    Quando há suspeita de dermatite alérgica de contato, o principal exame é o teste de contato (patch test), no qual pequenas quantidades de substâncias alergênicas são aplicadas na pele para identificar quais componentes causam a reação. Segundo Brianna, os marcadores mais usados são:

    • Fragrance Mix I;
    • Fragrance Mix II;
    • Bálsamo do Peru;
    • Conservantes;
    • Corantes;
    • Solventes;
    • Outros componentes comuns em cosméticos e perfumes.

    Para sintomas respiratórios desencadeados por cheiros, não existe um exame específico de “alergia a perfume”, como ocorre em alguns testes de IgE.

    O diagnóstico costuma ser clínico, baseado na história da pessoa, na relação dos sintomas com fragrâncias e na avaliação de rinite ou asma. Em alguns casos, exames respiratórios podem ser necessários para investigar a sensibilidade das vias aéreas.

    Como identificar se o perfume é o gatilho dos sintomas?

    A suspeita da alergia ou sensibilidade deve surgir se os sintomas aparecem sempre que a pessoa usa determinado perfume, entra em ambientes muito perfumados, convive com alguém que utiliza fragrâncias intensas ou aplica produtos perfumados na pele, de acordo com Brianna.

    Na pele, a reação nem sempre é imediata e os sintomas podem surgir entre 24 e 72 horas após a exposição à fragrância, o que muitas vezes dificulta identificar a causa da reação. Por isso, manter um diário de exposição pode ajudar, anotando o uso de perfumes, hidratantes, shampoos, sabonetes, maquiagens, desodorantes e outros produtos perfumados.

    Nos sintomas respiratórios, a relação costuma ser mais rápida, com sinais aparecendo poucos minutos após a exposição a odores fortes. A melhora ao sair do ambiente ou reduzir o contato com fragrâncias também pode servir como alerta.

    “Na consulta, o médico avalia a topografia das lesões, o tempo de aparecimento, produtos usados, profissão, hábitos de skincare, produtos capilares, esmaltes, cosméticos e histórico de rinite, asma ou dermatite atópica”, esclarece a alergista.

    Tratamentos para alergia a perfumes

    O principal tratamento para a alergia a perfumes é evitar o contato com as fragrâncias que desencadeiam os sintomas. “Como fragrâncias aparecem em muitos produtos, o paciente precisa aprender a ler rótulos e preferir itens realmente sem fragrância”, complementa Brianna.

    Para quem tem a sensibilidade respiratória, nem sempre é necessário evitar totalmente o convívio social, mas a redução da exposição às fragrâncias intensas e o controle adequado da rinite ou da asma costumam fazer bastante diferença no dia a dia.

    A alergista orienta que os ambientes ventilados, o menor contato com os sprays, os aromatizadores e os perfumes fortes, além das conversas respeitosas no trabalho, podem ajudar a diminuir os sintomas.

    No trabalho, a abordagem mais adequada costuma ser a explicação objetiva de que as fragrâncias podem desencadear os sintomas respiratórios ou dermatológicos, incentivando a redução do uso dos perfumes intensos nos locais fechados e evitando os odorizadores coletivos.

    Em casos importantes, Brianna aponta que “pode ser necessário envolver medicina do trabalho ou recursos humanos para adaptações razoáveis, especialmente quando há asma documentada ou dermatite de contato significativa”.

    Como escolher produtos para peles sensíveis?

    Para quem tem a pele sensível ou histórico de alergia a fragrâncias, a melhor opção é escolher os produtos identificados como sem fragrância ou sem perfume.

    É importante ter atenção aos rótulos, porque termos como odor neutro, sem cheiro, unscented ou hipoalergênico nem sempre significam que o produto realmente não possui fragrâncias. Em alguns casos, existem substâncias adicionadas apenas para mascarar o cheiro da fórmula.

    Os produtos hipoalergênicos podem diminuir o risco de irritação, mas Brianna orienta que eles não garantem que a reação não aconteça, principalmente em pessoas que já têm alergia confirmada a fragrâncias.

    Os óleos essenciais também precisam de cuidado, pois as substâncias presentes na lavanda, na citronela, no tea tree e em outros componentes naturais podem causar irritação ou alergia, especialmente em peles mais sensíveis. Por isso, o natural não significa automaticamente seguro.

    “Em pacientes com dermatite atópica, rosácea, pele sensível ou dermatite de contato recorrente, uma rotina minimalista, com poucos produtos, sem fragrância e com foco em barreira cutânea, costuma ser mais segura”, diz a alergista.

    Cuidados que ajudam a reduzir o risco de reação

    Os principais cuidados para evitar as reações no dia a dia incluem:

    • Preferir produtos sem fragrância para a pele, o cabelo, a higiene íntima, a limpeza da casa e a lavanderia;
    • Evitar usar muitos produtos perfumados ao mesmo tempo;
    • Ler os rótulos e observar ingredientes como fragrance, parfum, essential oil, limonene, linalol e eugenol;
    • Não confiar apenas no termo hipoalergênico;
    • Evitar perfumes em áreas irritadas, inflamadas ou recém-depiladas;
    • Manter a rinite e a asma bem controladas nos casos de sintomas respiratórios;
    • Evitar ambientes fechados com cheiro muito forte.

    Para quem tem histórico de dermatite, Brianna orienta que o ideal é evitar aplicar perfume diretamente em áreas mais sensíveis, como o pescoço, a face e as dobras da pele. Quando existe alergia de contato confirmada, também é recomendado evitar fragrâncias nos produtos de uso diário, e não apenas nos perfumes.

    “O perfume pode ser um produto prazeroso para muitas pessoas, mas para quem tem pele ou vias aéreas sensíveis ele pode funcionar como alérgeno de contato ou irritante. Identificar o mecanismo é o que permite orientar sem exagero e sem negligenciar sintomas reais”, finaliza a especialista.

    Confira: Entenda como funciona a alergia alimentar e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a alergia é do perfume ou do hidratante?

    Aplique cada produto em dias diferentes em áreas pequenas e separadas do antebraço. Se a reação surgir apenas após o uso do perfume, ele é o provável responsável.

    2. Perfume pode causar falta de ar?

    Sim. Em pessoas com sensibilidade química ou asma, as partículas da fragrância podem irritar as vias aéreas, causando broncoespasmo e dificuldade para respirar.

    3. Quanto tempo dura a reação alérgica na pele?

    Normalmente de 2 a 4 dias após a interrupção do uso. Se houver bolhas ou feridas, a cicatrização pode demorar mais.

    4. Posso passar álcool para limpar a região da alergia?

    Não. O álcool resseca ainda mais a pele irritada e pode piorar a inflamação. Use apenas água fria e sabão neutro.

    5. Alergia a perfume causa dor de cabeça?

    Sim. A rinite não alérgica ou a sensibilidade sensorial a cheiros fortes pode causar cefaleia e até enxaqueca em pessoas predispostas.

    6. Existe perfume 100% hipoalergênico?

    Não existe garantia total, pois cada organismo reage a substâncias diferentes. No entanto, produtos “hypoallergenic” passam por testes que comprovam um risco muito menor de reação.

    7. Qual a diferença entre alergia e irritação?

    A irritação surge logo após o contato e fica restrita ao local. A alergia é uma resposta imunológica que pode aparecer horas depois e se espalhar pelo corpo.

    8. Remédio caseiro funciona para essa alergia?

    O uso de compressas de chá de camomila frio pode ajudar a acalmar a coceira leve, mas não substituem o tratamento médico se houver inflamação severa.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

  • Criança com vômito e diarreia: quando a desidratação vira perigo? 

    Criança com vômito e diarreia: quando a desidratação vira perigo? 

    Quadros de vômitos e diarreia estão entre os motivos mais comuns de atendimento pediátrico, principalmente em períodos de maior circulação de vírus gastrointestinais. Embora muitas vezes pareçam situações simples, crianças pequenas podem desidratar rapidamente, principalmente quando o problema impede que elas ingiram líquidos adequadamente.

    Bebês e crianças têm menor reserva de água no organismo e, por isso, a perda de líquidos pode provocar piora preocupante em poucas horas. Em casos mais graves, a desidratação pode exigir internação e hidratação na veia para evitar complicações.

    O que é a desidratação

    A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquidos do que consegue repor. Na infância, isso pode ocorrer rapidamente durante episódios de vômitos, diarreia ou febre.

    A redução da ingestão de líquidos também pode causar desidratação. Vale sempre lembrar que crianças pequenas têm maior risco porque possuem menor reserva de água no corpo.

    Principais sinais de desidratação

    Os sintomas variam conforme a gravidade.

    Os mais comuns são:

    • Boca seca;
    • Redução da urina;
    • Choro sem lágrimas;
    • Sonolência ou irritabilidade;
    • Olhos mais fundos;
    • Fraqueza.

    Em casos graves, a criança pode ficar muito prostrada.

    Por que a hidratação é tão importante

    A água é essencial para o funcionamento do organismo. Quando a criança perde muito líquido:

    • O sangue circula com mais dificuldade;
    • Os órgãos recebem menos oxigênio;
    • Pode haver alteração da pressão arterial;
    • O funcionamento dos rins pode ser comprometido.

    É por isso que a hidratação é considerada a parte mais importante do tratamento.

    Como os médicos avaliam a gravidade

    A avaliação é clínica e leva em consideração:

    • Estado geral da criança;
    • Frequência cardíaca;
    • Quantidade de urina;
    • Grau de sede;
    • Sinais físicos de desidratação.

    Esses fatores ajudam a definir qual tipo de tratamento será necessário.

    Como é feito o tratamento nos casos leves

    Nos casos leves, o tratamento geralmente pode ser realizado em casa.

    1. Soro de reidratação oral

    É a principal medida. O soro ajuda a repor:

    • Água;
    • Sódio;
    • Potássio;
    • Outros eletrólitos perdidos.

    2. Oferta frequente de líquidos

    A criança deve receber líquidos em pequenas quantidades várias vezes ao dia.

    3. Manutenção da alimentação

    Sempre que possível, a alimentação deve ser mantida.

    Quando a criança precisa internar

    A internação pode ser necessária quando há:

    • Desidratação moderada ou grave;
    • Vômitos persistentes;
    • Incapacidade de ingerir líquidos;
    • Sonolência importante;
    • Sinais de choque ou má circulação.

    Como é feito o tratamento hospitalar

    Nos casos moderados ou graves, o tratamento é mais intensivo.

    1. Hidratação venosa

    O soro é administrado diretamente na veia para corrigir rapidamente:

    • Perda de água;
    • Alterações dos sais minerais;
    • Problemas circulatórios.

    2. Monitorização

    A equipe médica acompanha:

    • Frequência cardíaca;
    • Pressão arterial;
    • Quantidade de urina;
    • Evolução clínica.

    3. Tratamento da causa

    Dependendo do quadro, podem ser usados:

    • Medicamentos para vômitos;
    • Tratamento específico para infecções, quando necessário.

    Antibióticos são sempre necessários?

    Não. A maioria dos casos de vômitos e diarreia em crianças é causada por vírus.

    Os antibióticos só são usados quando existe suspeita de infecção bacteriana.

    Como prevenir a desidratação

    Algumas medidas ajudam:

    • Oferecer líquidos logo no início dos sintomas;
    • Utilizar soro de reidratação oral;
    • Manter alimentação adequada;
    • Procurar atendimento diante de sinais de piora.

    Confira: Diarreia por E. coli: quando é leve e quando pode ser grave

    Perguntas frequentes sobre desidratação infantil

    1. Toda criança com diarreia fica desidratada?

    Não, mas o risco existe, especialmente em bebês.

    2. Água sozinha resolve?

    Nem sempre. O soro de reidratação oral costuma ser mais adequado.

    3. Quando é necessário soro na veia?

    Nos casos moderados ou graves.

    4. A desidratação pode ser grave?

    Sim. Pode causar complicações importantes.

    5. Pode continuar alimentando a criança?

    Sim, na maioria dos casos.

    6. Antibiótico ajuda sempre?

    Não. Muitas vezes a causa é viral.

    7. Quando procurar atendimento urgente?

    Quando houver sonolência, pouca urina, vômitos persistentes ou dificuldade para beber líquidos.

    Veja também: 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

  • Você esquece nomes, datas e objetos com frequência? Saiba se é normal e o que fazer

    Você esquece nomes, datas e objetos com frequência? Saiba se é normal e o que fazer

    Esquecer o nome de alguém que você acabou de conhecer, entrar em um cômodo sem lembrar o que foi fazer ou passar vários minutos procurando as chaves pela casa são situações comuns na rotina.

    Normalmente, os lapsos de memória estão ligados ao estilo de vida, como o estresse, as noites mal dormidas ou simplesmente a falta de atenção por fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

    No entanto, quando as falhas de memória começam a se tornar frequentes, intensas ou passam a atrapalhar atividades simples da rotina, a neurologista Paula Dieckmann orienta procurar uma avaliação médica.

    Em casos mais raros, os esquecimentos podem estar relacionados a fatores emocionais, excesso de sobrecarga mental e até algumas condições de saúde que precisam de investigação. Vamos entender mais, a seguir.

    Esquecer nomes e objetos é normal?

    A resposta é sim, esquecer nomes e objetos de vez em quando é considerado normal, principalmente em períodos de estresse, ansiedade, excesso de tarefas, noites mal dormidas ou falta de atenção. Muitas vezes, o cérebro está sobrecarregado e acaba não registrando algumas informações direito.

    De acordo com Paula, quando você coloca o celular na mesa enquanto pensa em várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo, o cérebro pode nem registrar direito aquele momento — e o que não foi registrado com atenção fica muito mais difícil de lembrar depois.

    Outra questão é que os nomes próprios são particularmente mais difíceis para o cérebro, porque não possuem uma associação direta com significado, então é comum esquecê-los. Na maior parte das vezes, a neurologista explica que isso faz parte do funcionamento normal da memória.

    O que pode causar o esquecimento frequente?

    O esquecimento frequente pode ter várias causas, e nem sempre está relacionado a um problema grave de memória. Normalmente, ele é resultado de:

    • Estresse e ansiedade;
    • Noites mal dormidas;
    • Sobrecarga mental e excesso de tarefas;
    • Falta de atenção no dia a dia;
    • Depressão;
    • Uso excessivo de álcool;
    • Uso de alguns medicamentos;
    • Deficiência de vitamina B12;
    • Alterações hormonais;
    • Envelhecimento natural.

    Quando o esquecimento pode ser sinal de algo grave?

    O esquecimento pode ser um sinal de alerta quando começa a acontecer com muita frequência, piora ao longo do tempo ou passa a atrapalhar atividades simples da rotina. Assim, fique atento se os lapsos de memória vierem acompanhados de:

    • Desorientação temporal ou espacial, como esquecer em que dia da semana está, em que ano vivemos ou se perder em trajetos conhecidos;
    • Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, como usar eletrodomésticos, cozinhar receitas familiares ou organizar contas;
    • Alterações na linguagem, como esquecer palavras simples com frequência ou trocar nomes por termos sem sentido;
    • Mudanças de comportamento e humor, incluindo apatia, agressividade, confusão ou paranoia sem motivo aparente;
    • Repetição excessiva de perguntas ou histórias em um curto período de tempo sem perceber.

    Se você ou um familiar notar que os sinais estão se tornando frequentes e prejudicando a qualidade de vida, é recomendável agendar uma consulta com um neurologista ou geriatra.

    Como melhorar a memória e a concentração?

    No dia a dia, some algumas mudanças na rotina podem ajudar o cérebro a funcionar melhor e reduzir os lapsos de memória do dia a dia, como:

    • Dormir entre 7 e 9 horas por noite para ajudar o cérebro a consolidar as memórias;
    • Evitar telas antes de dormir, já que a luz do celular e da TV pode atrapalhar o sono;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em ômega-3, frutas, verduras e vegetais escuros;
    • Beber água ao longo do dia, porque até a desidratação leve pode afetar a concentração;
    • Praticar atividade física regularmente para melhorar a oxigenação cerebral;
    • Controlar o estresse e a ansiedade, que podem prejudicar a atenção e a memória;
    • Fazer exercícios mentais, como leitura, palavras cruzadas, aprender um idioma ou tocar um instrumento;
    • Sair do “piloto automático” e estimular o cérebro com novas atividades e hábitos;
    • Evitar fazer muitas tarefas ao mesmo tempo, já que o excesso de estímulos reduz o foco;
    • Usar agendas, listas e lembretes para organizar a rotina e diminuir a sobrecarga mental.

    Além dos hábitos de vida, alguns medicamentos também podem prejudicar a memória, como calmantes, antialérgicos e certos remédios para pressão arterial. O consumo frequente de álcool também pode afetar a capacidade de lembrar informações.

    Por isso, ao perceber falhas de memória frequentes, é importante conversar com um médico para revisar os medicamentos e suplementos em uso, já que ajustes simples podem ajudar a melhorar a clareza mental.

    Veja também: 7 sinais de que seu cansaço não é apenas falta de sono

    Perguntas frequentes

    1. É normal esquecer o que ia fazer ao entrar em um cômodo?

    Sim, e isso é conhecido como “efeito porta”. O cérebro entende a mudança de ambiente como um novo contexto e apaga informações irrelevantes do ambiente anterior para focar no novo.

    2. Qual a diferença entre esquecimento comum e Alzheimer?

    No esquecimento comum, você esquece um nome, mas lembra depois. No Alzheimer, a pessoa esquece a função de objetos (para que serve uma chave) ou não reconhece pessoas muito próximas.

    3. O uso excessivo de celular prejudica a concentração?

    Sim, o excesso de estímulos e o hábito de “rolar a tela” (scroll) treinam o cérebro para manter uma atenção superficial e fragmentada, o que prejudica o foco profundo.

    4. O que é névoa mental (brain fog)?

    É uma sensação de confusão e falta de clareza mental, comum em casos de estresse crônico, alterações hormonais (como na menopausa) ou após infecções virais.

    5. Café ajuda a estudar e lembrar melhor?

    A cafeína melhora o alerta e a atenção imediata, mas o excesso pode causar ansiedade e insônia, o que acaba prejudicando a memória a longo prazo.

    6. Quando devo levar um idoso ao médico por esquecimento?

    Quando ele começar a repetir a mesma história várias vezes, perder-se em locais conhecidos ou apresentar mudanças bruscas de personalidade.

    7. Qual exame detecta problemas de memória?

    O diagnóstico começa com testes neuropsicológicos (perguntas e tarefas) e pode incluir exames de sangue (para ver vitaminas e tireoide) e ressonância magnética do crânio.

    Leia mais: Vitamina mágica para memória? O que dizem os especialistas

  • Antidepressivos mudam a personalidade? Psiquiatra explica 

    Antidepressivos mudam a personalidade? Psiquiatra explica 

    Os antidepressivos atuam principalmente nos neurotransmissores cerebrais que influenciam o humor e a regulação emocional, contribuindo para restaurar o equilíbrio químico alterado em condições como depressão. Só que, no início do tratamento, não é incomum sentir medo de que os medicamentos possam mudar a personalidade.

    Os transtornos mentais afetam diretamente emoções, pensamentos, comportamentos e a forma como a pessoa se relaciona com o mundo. Quando os medicamentos começam a fazer efeito, algumas mudanças podem ser percebidas no cotidiano, como mais disposição, redução da ansiedade, melhora do humor, aumento da vontade de socializar e maior estabilidade emocional.

    Para algumas pessoas, as mudanças podem causar bastante estranhamento, principalmente se você passou muito tempo convivendo com sofrimento psicológico intenso.

    Antidepressivos mudam a personalidade?

    Os antidepressivos não mudam a personalidade de uma pessoa no sentido de transformar quem ela é, mas eles podem alterar sintomas emocionais, pensamentos, comportamentos e a forma como o cérebro reage ao estresse. Na prática, o que acontece é que o tratamento ajuda a recuperar características da personalidade que estavam escondidas pelo sofrimento emocional.

    A depressão e os transtornos de ansiedade podem alterar profundamente o comportamento e a percepção de si mesmo. Uma pessoa pessimista pode perder o interesse pelas atividades favoritas, se afastar socialmente, ficar mais irritada, pessimista, cansada ou emocionalmente fechada.

    Quando os sintomas diminuem, características naturais da personalidade tendem a reaparecer: uma pessoa que antes era comunicativa e afetiva, mas ficou retraída durante um quadro depressivo, pode voltar a demonstrar mais interesse pelas relações sociais.

    “Quando um tratamento funciona, a pessoa geralmente volta a sentir mais próxima de como ela era antes da doença. Algumas pessoas dizem até que se sentem mais elas mesmas novamente”, esclarece o psiquiatra Luiz Dieckmann.

    Vale lembrar que a personalidade é construída ao longo da vida, influenciada pela genética, pela infância, pelas experiências, pelo ambiente e pelas relações sociais. Por isso, ela não costuma mudar de forma brusca apenas pelo uso de um remédio.

    Antidepressivos podem deixar a pessoa “sem emoções”?

    Com o uso de alguns tipos de depressivos, principalmente os que atuam aumentando a serotonina, Luiz explica que algumas pessoas podem relatar uma sensação conhecida como embotamento ou achatamento emocional, em que as emoções se tornam menos intensas. A pessoa pode sentir menos vontade de chorar, menos empolgação ou uma sensação de neutralidade emocional.

    O efeito não significa que a pessoa perdeu a própria personalidade ou deixou de sentir emoções completamente. Na maioria das vezes, ocorre apenas a diminuição da intensidade emocional, que pode variar bastante de pessoa para pessoa.

    Luiz ainda destaca que o embotamento emocional não acontece com todos os pacientes e depende de fatores como o tipo de antidepressivo, a dose utilizada, a sensibilidade individual e a resposta do organismo ao tratamento. Quando o sintoma causa desconforto no dia a dia, é fundamental conversar com o médico.

    Como os antidepressivos agem no cérebro?

    Os antidepressivos atuam aumentando a disponibilidade de neurotransmissores, como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina, no espaço entre os neurônios, chamado de fenda sináptica.

    Em quadros de depressão ou ansiedade, a comunicação química pode apresentar alterações, afetando diretamente o humor, a regulação emocional, a motivação, o sono e a resposta do cérebro ao estresse.

    A maioria dos medicamentos, como os ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), funciona impedindo que o cérebro recolha a serotonina rápido demais, fazendo com que ela permaneça disponível por mais tempo entre os neurônios e ajudando o cérebro a transmitir sinais relacionados ao bem-estar e à estabilidade emocional.

    Com o uso contínuo, os antidepressivos também ajudam o cérebro a criar e organizar conexões entre os neurônios, em um processo chamado neuroplasticidade. Isso ajuda o cérebro a se recuperar dos efeitos do estresse crônico e do próprio transtorno mental.

    Por isso, na maioria dos casos, o organismo precisa de algumas semanas para se adaptar às mudanças e começar a apresentar melhora mais perceptível dos sintomas.

    Quando procurar o médico para ajustar a dose?

    É importante procurar o médico nas seguintes situações:

    • Os sintomas não melhoram após algumas semanas de uso;
    • A ansiedade, a tristeza ou a irritabilidade pioram;
    • Surgem efeitos colaterais difíceis de tolerar;
    • Há sensação de apatia;
    • Aparecem muito sono, insônia ou cansaço excessivo;
    • Ocorre redução importante da libido;
    • Surgem agitação, impulsividade ou mudanças intensas de comportamento;
    • Há dificuldade para continuar o tratamento por causa dos efeitos do remédio.

    Também é importante procurar orientação médica caso a pessoa esqueça as doses com frequência, tenha dificuldade para tomar a medicação corretamente ou queira interromper o tratamento.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes

    1. Antidepressivo vicia?

    Não. Ao contrário dos ansiolíticos (tarja preta), os antidepressivos não causam dependência química. O que pode ocorrer é uma síndrome de descontinuação se o remédio for parado abruptamente, por isso o desmame deve ser gradual.

    2. Vou ter que tomar o antidepressivo para sempre?

    Nem sempre. Muitos pacientes fazem o tratamento por um período determinado (geralmente de 6 meses a 2 anos após a remissão dos sintomas) e depois recebem alta. Casos crônicos ou recorrentes podem exigir uso prolongado.

    3. Antidepressivo engorda?

    Depende da molécula. Alguns podem aumentar o apetite (como a mirtazapina), enquanto outros são neutros ou podem até ajudar no controle da compulsão alimentar (como a fluoxetina ou bupropiona).

    4. Grávidas podem tomar antidepressivos?

    Sim, sob supervisão médica. Existem opções seguras que apresentam baixo risco para o bebê, sendo muitas vezes mais perigoso para a gestação manter uma depressão grave sem tratamento.

    5. Existe um exame de sangue para saber qual remédio tomar?

    Existem testes farmacogenéticos que analisam como seu corpo metaboliza certas substâncias, ajudando a prever quais remédios podem ter mais efeitos colaterais, mas a escolha clínica ainda é baseada nos sintomas do paciente.

    6. O remédio começa a fazer efeito logo na primeira dose?

    Os efeitos colaterais (como náusea ou dor de cabeça) podem surgir logo no início, mas o benefício terapêutico no humor raramente aparece antes de 15 dias.

    7. Posso tomar antidepressivo por conta própria?

    Jamais. São medicamentos controlados que exigem diagnóstico preciso. O uso indevido pode agravar quadros de bipolaridade (causando mania) ou gerar interações medicamentosas perigosas.

    Leia mais: Depressão de alta funcionalidade: o que é, como reconhecer e por que merece atenção

  • Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

    Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

    Você já deve ter ouvido que o sal em excesso faz mal, mas você sabe o que realmente acontece dentro do corpo quando você exagera no consumo?

    O sódio, mineral presente no sal de cozinha, é especialmente necessário para regular o ritmo cardíaco e a transmissão de impulsos nervosos, só que quando ele aparece em excesso no organismo, o corpo retém mais água para tentar equilibrar a concentração do mineral no sangue.

    Como consequência, aumenta o volume de sangue circulando nas artérias, o que pode elevar a pressão arterial e sobrecarregar o coração ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, o consumo excessivo de sal (cloreto de sódio) é um dos maiores fatores de risco para doenças crônicas e mortalidade precoce no Brasil e no mundo.

    O papel do sal no organismo

    O sal de cozinha, chamado de cloreto de sódio, é a principal fonte de sódio na alimentação, representando cerca de 74% do consumo, principalmente quando adicionado ao preparo de alimentos. Em pequenas quantidades, ele participa de várias funções essenciais para a manutenção da vida, como:

    • Regular o equilíbrio de líquidos no organismo, ajudando a manter a quantidade adequada de água dentro e fora das células;
    • Ajudar no controle da pressão arterial e na manutenção do volume de sangue circulando pelo corpo;
    • Participar da transmissão dos impulsos nervosos, permitindo a comunicação entre o cérebro, os nervos e os músculos;
    • Auxiliar na contração dos músculos, incluindo o músculo cardíaco, fundamental para os batimentos do coração;
    • Contribuir para o funcionamento adequado das células e para diversos processos metabólicos essenciais ao organismo.

    Vale apontar que o problema não é a presença do sal, mas a concentração. O corpo humano precisa de quantidades muito pequenas para realizar as funções, o equivalente a cerca de 1,5g a 2g de sódio por dia. Qualquer valor muito acima disso pode favorecer a retenção de líquidos e aumentar o risco de pressão alta ao longo do tempo.

    Quais os riscos do excesso de sal para a saúde?

    O excesso de sal afeta diretamente o revestimento interno das artérias, segundo a cardiologista Juliana Soares. O organismo produz uma substância chamada óxido nítrico, responsável por promover o relaxamento dos vasos sanguíneos e permitir que o sangue circule de forma adequada.

    Quando há sódio em excesso no organismo, a ação do óxido nítrico pode ser prejudicada e, consequentemente, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue. Com o passar do tempo, a sobrecarga pode deixar o músculo cardíaco mais espesso e aumentar o risco de problemas, como:

    • Hipertensão arterial;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Infarto;
    • AVC (acidente vascular cerebral);
    • Doença renal crônica;
    • Retenção de líquidos e inchaço;
    • Maior rigidez das artérias e piora da circulação sanguínea.

    De acordo com estudos, dietas com altíssimo teor de sal (sódio) também danificam a mucosa do estômago, agindo como um irritante crônico que aumenta significativamente o risco de inflamações (gastrite), úlceras e o desenvolvimento de tumores, especialmente o adenocarcinoma gástrico.

    Sinais de que você está consumindo sódio demais

    O excesso de sódio nem sempre provoca sintomas claros no início, mas o corpo pode enviar pequenos alertas quando os níveis de sal estão altos demais na dieta. Alguns deles incluem:

    • Se você sente que não consegue saciar a sede, mesmo bebendo água regularmente;
    • Dores de cabeça frequentes e latejantes, devido a dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro;
    • Alterações no paladar, em que você precisa de mais sal para conseguir sentir o sabor dos alimentos;
    • Alterações na urina, como ir ao banheiro frequentemente ou urina mais escura e concentrada;
    • Aumento da pressão arterial, que pode causar tonturas e palpitações em algumas pessoas.

    Algumas pessoas também podem perceber sensação de retenção de líquido, ganho rápido de peso relacionado ao inchaço e desconforto após refeições muito salgadas.

    Como reduzir o sal sem perder o sabor?

    1. Aposte nas ervas aromáticas e nas especiarias

    As ervas aromáticas são ótimas substitutas do sal, porque adicionam mais sabor e aroma aos pratos. Veja algumas dicas:

    • Para carnes vermelhas: alecrim, tomilho, alho e cominho;
    • Para aves e peixes: limão, coentro, sálvia e salsinha;
    • Para massas e molhos: manjericão fresco e orégano.

    Além de deixarem os preparos mais saborosos, os temperos naturais ajudam o paladar a se adaptar gradualmente a menos sal.

    2. Use ingredientes ácidos

    Os sabores ácidos ajudam a realçar o gosto dos alimentos de forma semelhante ao sal. O limão e os vinagres, como o de maçã e o balsâmico, podem ser usados na finalização das saladas, das carnes, das sopas e dos legumes.

    3. Use bastante alho e cebola

    O alho e a cebola deixam os preparos naturalmente mais saborosos. Quando são bem refogados, eles liberam aromas e sabores marcantes que diminuem a necessidade de exagerar no sal. Outros ingredientes naturais, como o alho-poró e a cebolinha, também podem ajudar a enriquecer os pratos.

    4. Prepare um sal de ervas caseiro

    O sal de ervas é uma alternativa prática para reduzir o consumo de sódio no dia a dia. A mistura pode ser feita com parte de sal e parte de ervas secas, como o orégano, o alecrim e o manjericão. Com mais aroma e volume, o tempero ajuda a usar menos sal sem comprometer o sabor das refeições.

    5. Tome cuidado com os molhos prontos

    Os molhos industrializados, como o shoyu, o ketchup, os temperos prontos e os molhos para salada, costumam concentrar grandes quantidades de sódio. Sempre que possível, prefira os molhos caseiros preparados com o azeite, o limão, as ervas naturais e as especiarias.

    6. Tire o saleiro da mesa

    Muitas pessoas têm o hábito de adicionar mais sal à comida antes mesmo de provar o prato. Retirar o saleiro da mesa ajuda a diminuir o comportamento e incentiva uma percepção mais natural do sabor dos alimentos.

    7. Leia os rótulos dos alimentos

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis, como sopas instantâneas, cereais matinais, pães de forma, bebidas esportivas e refrigerantes.

    A forma mais fácil de saber se um alimento tem muito sódio é olhar a tabela nutricional da embalagem. Pelas regras da Anvisa, alimentos com grande quantidade de sódio precisam exibir uma lupa de alerta na embalagem, indicando que aquele produto tem alto teor do mineral.

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por cerca de 40% de sódio e 60% de cloro. O sódio é o mineral que causa a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial quando em excesso.

    2. O sal rosa do Himalaia é mais saudável?

    Embora contenha mais minerais, a quantidade de sódio é quase a mesma do sal comum. Ele deve ser consumido com a mesma moderação que o sal branco.

    3. O sal marinho é melhor que o refinado?

    O sal marinho não passa pelo processo de refinamento e preserva alguns minerais, mas o seu teor de sódio é equivalente ao do sal refinado.

    4. Como saber se um alimento industrializado tem muito sal?

    Verifique o rótulo: se o alimento possuir mais de 400 mg de sódio por cada 100g de produto, ele é considerado rico em sal.

    5. O sal causa pedra nos rins?

    Sim. O excesso de sódio aumenta a excreção de cálcio na urina, o que favorece a formação de cristais e cálculos renais.

    6. Posso substituir o sal pelo sal de potássio (sal light)?

    Sim, mas com cautela. Ele ajuda a reduzir o sódio, mas pessoas com problemas renais devem evitar o sal de potássio sem orientação médica.

    7. Quais alimentos “escondem” mais sódio?

    Refrigerantes (inclusive os diet), pães de forma, temperos prontos (caldos em cubo), embutidos (presunto, salame) e conservas.

    8. Por que sentimos sede após comer algo salgado?

    É uma resposta do cérebro para tentar diluir a alta concentração de sódio no sangue, buscando restaurar o equilíbrio hídrico.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?