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  • Rinite: como ter pets em casa sem sofrer com crises de alergia? 

    Rinite: como ter pets em casa sem sofrer com crises de alergia? 

    Espirros frequentes, nariz entupido, coceira e olhos irritados são alguns dos sintomas mais comuns de quem convive com alergias respiratórias. No caso de pessoas que têm pets em casa, os sintomas podem se tornar ainda mais intensos pelo contato frequente com proteínas presentes na saliva, na pele e nos pelos dos animais.

    Mas, com ajustes simples na rotina de limpeza, cuidados específicos com a higiene do pet e adaptações no ambiente, é perfeitamente possível manter o bem-estar e a saúde em dia sem abrir mão da companhia do gatinho ou cachorro. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a alergia aos pets acontece?

    Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a alergia não acontece apenas por causa dos pelos dos animais. Na maioria dos casos, a reação é desencadeada pelas proteínas encontradas na saliva, na urina e nas glândulas sebáceas (óleo da pele) dos animais. Nos gatos, a proteína principal é a Fel d 1, enquanto nos cães são as proteínas Can f 1 e Can f 2.

    Quando o animal se lambe, por exemplo, a saliva fica espalhada nos pelos e no ambiente, facilitando o contato com as substâncias que desencadeiam a alergia.

    Ao entrar em contato com as partículas, o sistema imunológico de uma pessoa sensível as identifica erroneamente como uma ameaça invasora, como se fossem um vírus ou bactéria. Como resultado, o corpo libera a histamina, uma substância responsável por causar a inflamação nas vias aéreas, o que provoca:

    • Coriza e espirros;
    • Lacrimejamento e vermelhidão nos olhos;
    • Coceira na garganta ou na pele;
    • Congestão nasal;
    • Em alguns casos, crises de asma.

    Como essas partículas são muito leves, elas podem permanecer em sofás, cortinas e tapetes por meses, mesmo que o animal não esteja mais no ambiente.

    Como reduzir os alérgenos no ambiente?

    Para reduzir a presença de alérgenos em casa, o recomendado é adotar algumas medidas de limpeza para evitar que as partículas em suspensão voltem a circular no ar:

    1. Use os aspiradores com filtro HEPA

    Diferentemente dos modelos comuns, os aspiradores com filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) conseguem reter até 99,9% das micropartículas, incluindo a caspa dos pets e os ácaros. Os aspiradores tradicionais, em muitos casos, acabam liberando os alérgenos menores novamente no ar por meio da exaustão.

    2. Substitua a vassoura pelo pano úmido

    O uso das vassouras de cerdas secas levanta a poeira e os alérgenos, mantendo as partículas suspensas no ar por várias horas. O ideal é utilizar um mop ou um pano úmido com os produtos de limpeza neutros, que ajudam a prender a sujeira e permitem a remoção sem espalhar as partículas pelo ambiente.

    3. Utilize os purificadores de ar

    Os purificadores de ar equipados com os filtros de alta eficiência podem ajudar na filtragem das partículas que permanecem circulando no ambiente. Os aparelhos são especialmente úteis nos locais onde o pet passa mais tempo, como a sala de estar e os corredores.

    4. Higienize as cortinas e os estofados com frequência

    Os tecidos costumam acumular uma grande quantidade de proteínas alérgenas presentes no ambiente.

    • Cortinas: prefira os modelos de persianas ou os materiais mais fáceis de limpar. Caso utilize as cortinas de tecido, faça a lavagem pelo menos uma vez por mês;
    • Sofás: utilize as capas protetoras que possam ser lavadas semanalmente na máquina com água quente, acima de 60 °C. A alta temperatura ajuda na desnaturação das proteínas presentes na saliva dos animais.

    Além das cortinas e dos sofás, a atenção também deve incluir os tapetes, as almofadas, as mantas e as roupas de cama, já que os tecidos mais grossos tendem a reter uma quantidade maior de pelos, poeira e partículas alergênicas. Se possível, prefira materiais impermeáveis ou de fácil higienização e evite o excesso de itens de tecido espalhados pela casa.

    5. Mantenha os ambientes ventilados

    Ao longo do dia, deixar as janelas abertas para permitir a circulação de ar é importante para renovar o oxigênio e diminuir a concentração de alérgenos dentro de casa. Procure criar correntes de ar pelo menos durante alguns períodos do dia.

    6. Faça uma adaptação na mobília e decoração

    Para conviver bem com pets e minimizar as crises alérgicas, a organização da casa deve priorizar superfícies que não acumulem resíduos e que sejam fáceis de higienizar:

    • Prefira os pisos lisos, como os de cerâmica, porcelanato, madeira ou vinílico, já que os tapetes e os carpetes acumulam muitos pelos e partículas alergênicas;
    • Escolha os móveis com superfícies lisas e poucos detalhes, pois eles acumulam menos poeira e caspa animal;
    • Use as capas laváveis ou os revestimentos sintéticos nos sofás e nas poltronas para facilitar a limpeza dos pelos;
    • Evite os tecidos pesados, como as cortinas grossas, as mantas e as almofadas, porque eles acumulam mais alérgenos;
    • Mantenha os pets fora do quarto e utilize as capas antialérgicas nos colchões e travesseiros para reduzir os alérgenos durante o sono.

    Cuidados que você deve ter com o pet

    Além da limpeza da casa, alguns cuidados com o próprio animal também ajudam a reduzir a quantidade de alérgenos espalhados pelo ambiente e diminuem o risco de crises respiratórias:

    • Faça a escovação do pet todos os dias para remover os pelos soltos e a caspa animal. O ideal é que a escovação seja feita por uma pessoa não alérgica e, de preferência, em um ambiente aberto;
    • Mantenha os banhos regulares para diminuir o acúmulo de saliva, pele morta e sujeira na pelagem do animal. A frequência pode variar entre semanal ou quinzenal, dependendo da orientação do veterinário;
    • Utilize os shampoos hidratantes e converse com o veterinário sobre suplementos, como o Ômega 3, já que uma pele saudável costuma descamar menos;
    • Passe os lenços umedecidos próprios para pets nos pelos e nas patas após os passeios para ajudar na remoção da poeira, do pólen e de outras partículas alergênicas;
    • Mantenha a porta do quarto fechada para evitar a circulação dos pets no dormitório e reduzir o contato com os pelos durante o sono;
    • Lave com frequência as capas dos sofás, as cortinas, as mantinhas e as caminhas do pet, de preferência com água quente, para ajudar na redução das proteínas alergênicas.

    Existem raças de pets hipoalergênicas?

    A resposta é não, não existe nenhum cão ou gato 100% livre de alérgenos, já que todos os animais produzem as proteínas causadoras da alergia na saliva, na urina e na pele. No entanto, existem raças consideradas mais toleráveis para pessoas sensíveis porque possuem características que reduzem a dispersão das substâncias no ambiente.

    No caso dos cães, as raças que não passam por trocas sazonais de pelagem ou que possuem pelos que crescem continuamente, como o Poodle, Shih Tzu, Maltês e o Cão d’Água Português, são as mais indicadas, pois soltam menos pelos e, consequentemente, espalham menos caspa pela casa.

    Já entre os gatos, raças como o Siberiano são famosas por produzirem naturalmente níveis mais baixos da proteína Fel d 1, enquanto o Sphynx (gato pelado) facilita a higiene direta da pele, embora ainda produza a proteína na saliva.

    Quando procurar um médico alergologista?

    É importante procurar um médico alergologista nas seguintes situações:

    • Se você apresenta espirros, coriza ou tosse diariamente, mesmo mantendo o ambiente limpo e o pet bem cuidado;
    • Se a congestão nasal ou a coceira atrapalham o seu descanso, gerando cansaço e irritabilidade durante o dia;
    • O contato constante com alérgenos pode evoluir para quadros respiratórios mais graves, como a asma alérgica;
    • Se você precisa tomar antialérgicos por conta própria com frequência para conseguir conviver com o animal.

    O especialista poderá realizar testes cutâneos ou de sangue para confirmar se o pet é realmente o único gatilho da alergia ou se existem outros fatores, como ácaros e mofo.

    Veja mais: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger

    Perguntas frequentes

    1. É possível deixar de ser alérgico a um pet com o tempo?

    Em alguns casos, ocorre a “dessensibilização natural”, onde o corpo se acostuma com aquele animal específico. No entanto, o mais comum é que a alergia persista ou piore sem o tratamento adequado.

    2. O pelo curto causa menos alergia que o pelo longo?

    Não necessariamente. A alergia é causada por proteínas na pele e saliva. Um animal de pelo curto pode ter uma descamação de pele tão intensa quanto um de pelo longo.

    3. Gatos causam mais alergia do que cachorros?

    Sim. A proteína dos gatos (Fel d 1) é menor, mais leve e mais “pegajosa” que a dos cães, permanecendo no ar por muito mais tempo e grudando com facilidade em tecidos.

    4. Existe algum produto que eu possa passar no pet para reduzir a alergia?

    Sim, existem loções antialérgicas de uso veterinário que, quando aplicadas no pelo do animal, ajudam a neutralizar as proteínas e remover a caspa solta.

    5. Posso usar vassoura de borracha para limpar os pelos?

    A vassoura de borracha é melhor que a comum porque gera estática e “puxa” o pelo sem levantá-lo tanto, mas o pano úmido ainda é a opção mais segura.

    6. Crianças que crescem com pets têm menos chance de ter alergia?

    Estudos indicam que a exposição precoce (nos primeiros anos de vida) a animais pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico e reduzir as chances de desenvolver alergias no futuro.

    7. Posso ter um pet se eu tiver asma?

    Sim, desde que a asma esteja controlada e você siga rigorosamente os protocolos de higiene ambiental e manejo do animal recomendados pelo médico.

    8. Qual é o primeiro passo ao descobrir a alergia?

    Consultar um alergologista para confirmar se o pet é o único gatilho e iniciar um plano de controle ambiental antes de tomar qualquer decisão drástica.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Pessoas otimistas vivem mais? Veja os benefícios para a vida e a saúde mental

    Pessoas otimistas vivem mais? Veja os benefícios para a vida e a saúde mental

    Você se considera uma pessoa otimista? No dia a dia, a forma de enxergar os desafios pode influenciar diretamente a sua saúde mental, os relacionamentos e até a maneira como o corpo responde ao estresse.

    O otimismo não significa ignorar problemas ou fingir que tudo está bem o tempo inteiro. Na verdade, ele envolve a capacidade de acreditar que situações difíceis podem ser enfrentadas e que momentos ruins não duram para sempre.

    De acordo com estudos científicos, cultivar essa mentalidade pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e até aumentar a resiliência diante de traumas. É claro que ele não é igual para todo mundo, mas o olhar mais positivo pode ser desenvolvido aos poucos com pequenas mudanças de comportamento e pensamento.

    O que é o otimismo (e por que não é apenas “pensar positivo”)?

    Na psicologia, o otimismo está relacionado à maneira como cada pessoa interpreta os acontecimentos da vida, especialmente os desafios e as frustrações. Em vez de apenas pensar positivo, o otimismo realista envolve uma maneira mais equilibrada de enxergar as situações.

    Entre algumas características comuns do pensamento otimista, é possível destacar:

    • Enxergar os momentos difíceis como fases passageiras, sem pensar que a vida inteira vai continuar ruim para sempre;
    • Entender que um problema em uma área da vida não significa que tudo está dando errado ao mesmo tempo;
    • Tentar procurar soluções e caminhos possíveis, em vez de acreditar que nada pode melhorar;
    • Reconhecer os próprios erros sem ficar se culpando o tempo inteiro;
    • Conseguir manter a esperança mesmo em períodos mais complicados;
    • Ter mais facilidade para se levantar depois de uma frustração, sem desistir logo no primeiro problema;
    • Valorizar pequenas conquistas do dia a dia, como perceber um progresso aos poucos;
    • Lidar melhor com mudanças, dificuldades e situações estressantes ao longo da vida.

    Vale destacar que o otimismo saudável não deve ser confundido com a positividade tóxica. Ignorar sentimentos como tristeza, luto ou frustração e forçar um sorriso diante de situações graves pode ser prejudicial à saúde mental, causando mais ansiedade e sentimento de culpa.

    Como o otimismo influencia o cérebro?

    O otimismo pode influenciar o cérebro de várias formas, desde o funcionamento das emoções até a maneira como o corpo reage ao estresse. Segundo estudos, pessoas mais otimistas tendem a lidar melhor com situações difíceis e apresentam respostas emocionais mais equilibradas no dia a dia.

    Um dos conceitos mais conhecidos é conhecido como “viés de otimismo”, o que significa que o cérebro humano costuma ter uma tendência natural a acreditar mais em resultados positivos do que negativos. Em pessoas otimistas, algumas áreas do cérebro ligadas às emoções e à motivação funcionam de forma diferente, ajudando a diminuir o impacto emocional do estresse.

    O otimismo também está relacionado à dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, ao prazer e à sensação de recompensa. Quando uma pessoa acredita que algo pode dar certo ou imagina um futuro positivo, o cérebro já começa a liberar dopamina, aumentando a sensação de disposição e esperança.

    Por fim, o otimismo parece ajudar o córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo planejamento, pelo raciocínio e pelo controle das emoções. Na prática, isso pode ajudar a pessoa a enfrentar problemas de forma mais equilibrada, sem agir apenas pelo impulso ou pelo medo.

    Importante: existe uma diferença entre otimismo saudável e otimismo exagerado. O otimismo saudável reconhece os problemas e entende os riscos, mas ainda mantém a esperança e a busca por soluções. Já o otimismo irrealista pode fazer a pessoa ignorar dificuldades importantes e tomar decisões sem avaliar as consequências.

    Principais benefícios do otimismo para a saúde mental

    Os principais benefícios do otimismo para a saúde mental incluem:

    • Menor sensação de estresse no cotidiano;
    • Maior capacidade de enfrentar frustrações e dificuldades;
    • Melhor controle emocional em situações desafiadoras;
    • Redução de pensamentos muito negativos e catastróficos;
    • Maior sensação de motivação e esperança;
    • Mais facilidade para se recuperar emocionalmente após momentos difíceis;
    • Melhor qualidade das relações sociais e afetivas;
    • Mais disposição para manter hábitos saudáveis;
    • Maior cuidado com a própria saúde física e mental;
    • Maior tendência a procurar ajuda e apoio quando necessário.

    Além disso, pessoas mais otimistas costumam desenvolver uma capacidade maior de se adaptar a mudanças, perdas e situações estressantes sem perder completamente o equilíbrio emocional.

    Impactos positivos na saúde física

    Além dos benefícios para a saúde mental, quando você cultiva uma mentalidade mais otimista, o organismo entende que não precisa estar em estado de alerta constante. Isso contribui para:

    • Fortalecimento do sistema imunológico;
    • Redução da pressão arterial;
    • Menor risco de doenças cardíacas;
    • Aumento da expectativa de vida;
    • Recuperação mais rápida de cirurgias;
    • Diminuição das inflamações no corpo;
    • Melhora na qualidade do sono;
    • Redução dos níveis de estresse crônico;
    • Mais disposição para atividades físicas;
    • Menor produção de cortisol no organismo.

    De forma geral, o otimismo atua como um protetor do sistema cardiovascular e imunológico. Enquanto o estresse crônico libera substâncias que agridem as células, a visão positiva favorece a liberação de mediadores químicos que promovem a reparação dos tecidos e o equilíbrio das funções vitais.

    É possível aprender a ser otimista?

    O otimismo pode ser aprendido no dia a dia, devido à capacidade do cérebro de reorganizar, formando novas conexões neurais e alterando sua estrutura funcional em resposta a aprendizados, o que é conhecido como neuroplasticidade.

    Na prática, isso significa que o pessimismo nem sempre faz parte da personalidade da pessoa. Muitas vezes, ele pode ser resultado de hábitos mentais que foram reforçados ao longo da vida e que podem ser modificados aos poucos.

    Para desenvolver a habilidade de forma direta, você pode praticar:

    • Questionar pensamentos negativos automáticos: antes de acreditar imediatamente em um pensamento ruim, tente analisar se existem provas reais daquilo ou se é apenas uma suposição criada pelo medo ou pela ansiedade;
    • Focar em soluções possíveis: diante de um erro ou problema, tente pensar no que pode ser feito para melhorar a situação, em vez de ficar preso apenas na culpa;
    • Evitar generalizações: um problema pontual não define toda a sua vida, sua capacidade ou o seu valor como pessoa;
    • Praticar a gratidão no cotidiano: direcionar a atenção para pequenas coisas positivas do dia ajuda o cérebro a sair do estado constante de preocupação e ameaça;
    • Reconhecer pequenos progressos: perceber evoluções, mesmo que simples, ajuda a fortalecer uma visão mais equilibrada sobre si mesmo e sobre o futuro.

    Com o tempo e a repetição das práticas, o cérebro pode começar a automatizar padrões de pensamento mais saudáveis. Aqui, não é sobre ignorar os problemas ou fingir que tudo está bem, mas desenvolver uma forma mais equilibrada e resiliente de enfrentar as dificuldades.

    Perguntas frequentes

    1. Ser otimista evita a depressão?

    O otimismo atua como um fator de proteção, ajudando a prevenir e a lidar melhor com episódios depressivos, embora não substitua o tratamento médico.

    2. Qual a diferença entre otimismo e positividade tóxica?

    O otimismo aceita emoções negativas e foca na solução, enquanto a positividade tóxica nega o sofrimento e obriga a pessoa a estar feliz o tempo todo.

    3. Pessoas otimistas vivem mais?

    Sim, pesquisas indicam que otimistas têm maior probabilidade de ultrapassar os 85 anos devido ao menor estresse e melhores hábitos de saúde.

    4. Escrever sobre coisas boas ajuda?

    Sim, manter um diário de gratidão treina o cérebro para notar o que funciona, combatendo o viés de negatividade natural do ser humano.

    5. Crianças podem aprender a ser otimistas?

    Sim, pais e educadores podem incentivar as crianças a verem erros como oportunidades de aprendizado em vez de fracassos definitivos.

    6. Quando devo procurar ajuda profissional?

    Se você sente que o pessimismo é paralisante e você não consegue enxergar saída para os problemas, é fundamental buscar um psicólogo ou psiquiatra.

    7. O excesso de otimismo pode ser perigoso?

    Sim, quando se torna “otimismo ingênuo”, a pessoa pode ignorar riscos reais. O ideal é o otimismo estratégico, que espera o melhor, mas se prepara para o pior.

  • Zumbido no ouvido é grave? 7 fatores que podem causar o sintoma e o que fazer

    Zumbido no ouvido é grave? 7 fatores que podem causar o sintoma e o que fazer

    O zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus, é a sensação de ouvir sons como um apito, chiado, estalo ou batida, mesmo quando não há nenhum barulho externo por perto. Ele não é uma doença em si, mas um sintoma que pode indicar algo errado com o sistema auditivo ou mesmo outras partes do corpo.

    Normalmente, ele está associado ao acúmulo de cera ou ao envelhecimento natural, podendo surgir após a exposição a sons muito altos, como shows, fones de ouvido em volume elevado ou ambientes barulhentos por longos períodos. No entanto, quando ele é persistente, é importante procurar um profissional de saúde para investigar com mais atenção.

    O que é o zumbido no ouvido?

    O zumbido no ouvido é quando a pessoa escuta um som, mesmo quando não tem nenhum barulho no ambiente. Ele pode se manifestar de diferentes formas, como:

    • Apito agudo;
    • Chiado de rádio;
    • Som de cachoeira;
    • Batidas rítmicas;
    • Barulho de um inseto voando.

    Mesmo quando o zumbido é constante, é muito comum que ele se torne mais perceptível em ambientes silenciosos, como na hora de dormir, já que há menos estímulos externos competindo com o som percebido.

    Ele pode afetar apenas um ouvido (unilateral) ou ambos (bilateral), e a intensidade costuma variar ao longo do tempo. Para algumas pessoas, é apenas um incômodo leve e passageiro, enquanto, para outras, pode se manifestar como um som mais alto e persistente, que afeta a audição, a concentração e o bem-estar.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 280 milhões de pessoas convivem com o zumbido, o que representa aproximadamente 20% da população mundial.

    Tipos de zumbido

    O zumbido pode ser classificado em dois tipos principais, dependendo da sua origem e de quem consegue ouvi-lo:

    Zumbido subjetivo

    O zumbido subjetivo é o tipo mais comum, no qual apenas a própria pessoa consegue ouvir o som, sem que exista uma fonte externa ou um ruído detectável em exames. Em alguns casos, ele está associado a problemas nas vias auditivas, nos nervos que levam o som ao cérebro ou no próprio processamento cerebral da audição.

    Zumbido objetivo

    No zumbido objetivo, o som é produzido por estruturas próximas ao ouvido e, em alguns casos, o médico também consegue ouvir o barulho ao usar um estetoscópio ou aparelhos específicos.

    Ele costuma estar relacionado a problemas vasculares (fluxo de sangue), contrações musculares involuntárias na região da face e pescoço ou defeitos estruturais no ouvido médio.

    Classificação quanto à percepção do som

    Além da classificação mais técnica, o zumbido também pode ser descrito pelo tipo de som que a pessoa escuta, o que ajuda o médico a entender melhor a possível causa:

    • Zumbido pulsátil: a sensação é parecida com a de um coração batendo dentro do ouvido, acompanhando o ritmo do pulso, e frequentemente está relacionada a alterações na circulação sanguínea ou à pressão alta;
    • Zumbido tonal: é um som contínuo e mais “limpo”, como um apito ou uma nota musical constante, sendo bastante comum em casos de perda auditiva;
    • Zumbido não tonal: envolve sons mais variados e irregulares, como cliques, estalos ou um ruído semelhante à estática de rádio, podendo estar ligado a problemas musculares ou na articulação da mandíbula, conhecida como DTM.

    Zumbido no ouvido é grave?

    Na maioria das vezes, o zumbido no ouvido não é grave e não indica uma doença séria, sendo normalmente causado por situações comuns como acúmulo de cera, exposição a ruídos ou perda auditiva leve.

    No entanto, ele deve ser investigado se surgir de forma súbita, ocorrer em apenas um ouvido ou vier acompanhado de tontura e perda de audição, pois pode indicar condições que precisam de tratamento específico.

    O que pode ser o zumbido no ouvido?

    Quando as células do ouvido sofrem algum tipo de dano ou estímulo irregular, as vias auditivas podem começar a disparar sinais elétricos espontâneos, que o cérebro interpreta como som.

    • Acúmulo de cera: o excesso de cerume pode obstruir parcialmente ou totalmente o canal auditivo, o que aumenta a sensação de pressão dentro do ouvido e pode favorecer o surgimento de chiados ou zumbidos, além de causar desconforto e leve redução da audição;
    • Exposição a ruídos altos: sons intensos, como os de shows, fones de ouvido em volume elevado ou máquinas barulhentas, podem lesionar as células sensíveis do ouvido interno, que são responsáveis pela captação do som, e a lesão pode desencadear o zumbido de forma temporária ou até permanente;
    • Perda auditiva relacionada à idade: com o passar dos anos, ocorre um desgaste natural das estruturas do sistema auditivo, e o zumbido costuma ser um dos primeiros sinais percebidos, muitas vezes aparecendo antes mesmo da pessoa notar dificuldade para ouvir;
    • Disfunção da ATM: alterações na articulação da mandíbula, conhecida como ATM, podem provocar estalos, tensão muscular e até zumbido, já que a região fica muito próxima ao ouvido e compartilha estruturas e conexões nervosas importantes;
    • Problemas circulatórios: condições como pressão alta, alterações no fluxo sanguíneo ou problemas vasculares podem gerar o chamado zumbido pulsátil, no qual o som acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos e pode ser mais perceptível em momentos de repouso;
    • Uso de medicamentos: alguns remédios, como certos antibióticos, anti-inflamatórios e doses elevadas de aspirina, podem ter efeito ototóxico, ou seja, podem afetar estruturas do ouvido e desencadear ou piorar o zumbido, principalmente quando usados por longos períodos ou sem acompanhamento;
    • Estresse e ansiedade: o cansaço mental, a tensão acumulada no corpo e a contração dos músculos da região do pescoço e da face podem aumentar a percepção do zumbido, fazendo com que ele pareça mais intenso ou mais presente no dia a dia.

    Como o zumbido é um sintoma multifatorial, a melhor forma de identificar a causa é através de uma consulta com um otorrinolaringologista, que poderá realizar exames como a audiometria.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do zumbido no ouvido é feito por um médico otorrinolaringologista a partir de uma avaliação detalhada, em que são analisadas as características do som, como frequência, intensidade e se ele ocorre em um ou nos dois ouvidos. Também é importante relatar outros sinais associados, como tontura, perda de audição, sensação de ouvido tampado ou dor.

    Em seguida, é feito um exame físico do ouvido, chamado otoscopia, que permite avaliar o canal auditivo e o tímpano, ajudando a identificar causas mais simples, como acúmulo de cera ou sinais de infecção.

    Dependendo da suspeita, o médico pode pedir exames complementares, como:

    • Audiometria: avalia a capacidade de ouvir diferentes sons e frequências, sendo necessário para identificar perda auditiva;
    • Imitanciometria: analisa o funcionamento do tímpano e das estruturas do ouvido médio;
    • Exames de imagem: como ressonância magnética ou tomografia, indicados em casos específicos para investigar alterações mais profundas;
    • Exames de sangue: podem ser pedidos para avaliar condições gerais de saúde, como alterações hormonais, metabólicas e circulatórias.

    Quando há suspeita de zumbido pulsátil, o médico pode investigar com mais atenção o sistema vascular, já que o tipo costuma estar relacionado ao fluxo sanguíneo.

    Como é feito o tratamento do zumbido no ouvido?

    O tratamento do zumbido depende especialmente da causa do sintoma. Se ele ocorre por um fator externo ou mecânico, pode ser necessária a remoção de cera, o controle da pressão arterial ou o ajuste de medicamentos que possam estar contribuindo para o sintoma.

    Quando o zumbido está associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos costuma ser indicado, pois, ao amplificar os sons externos, o cérebro tende a reduzir o foco no ruído interno.

    Em casos crônicos, podem ser utilizadas estratégias como o mascaramento sonoro, com o uso de ruído branco ou sons suaves, e a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT), que tem como objetivo ajudar o cérebro a se acostumar com o som e diminuir a sua percepção ao longo do tempo.

    O que fazer para aliviar o zumbido?

    O alívio do zumbido depende muito da causa, mas algumas medidas simples no dia a dia já podem ajudar bastante a reduzir o incômodo, como:

    • Evitar o silêncio absoluto, mantendo um som de fundo leve, como um ventilador, uma música baixa ou um ruído branco, principalmente na hora de dormir;
    • Reduzir a exposição a ruídos altos e diminuir o volume de fones de ouvido para proteger as estruturas do ouvido;
    • Controlar o estresse e a ansiedade com técnicas de relaxamento, atividade física e momentos de descanso ao longo do dia;
    • Melhorar a qualidade do sono, criando uma rotina regular para dormir e acordar;
    • Moderar o consumo de cafeína, álcool e nicotina, já que as substâncias podem intensificar o zumbido;
    • Cuidar da saúde geral, com uma alimentação equilibrada e o controle de condições como pressão alta e diabetes;
    • Evitar o uso de medicamentos sem orientação, já que alguns podem piorar o sintoma.

    Vale destacar que, apesar das medidas ajudarem no controle do sintoma, elas não substituem a avaliação médica, principalmente quando o zumbido é frequente, intenso ou surge de forma repentina.

    Remédio caseiro para zumbido funciona?

    Não existe um remédio caseiro capaz de curar o zumbido de forma definitiva, pois ele é um sintoma de uma causa interna que precisa de diagnóstico. No entanto, algumas opções naturais podem ajudar a aliviar o desconforto e melhorar a circulação na região dos ouvidos, como o uso de compressas mornas no rosto e pescoço e a higiene do sono.

    Importante: evite colocar óleos, soluções caseiras ou qualquer substância dentro do canal auditivo, pois isso pode causar infecções graves ou perfuração do tímpano, piorando o problema.

    Zumbido no ouvido tem cura?

    o zumbido no ouvido tem cura na maioria das vezes, especialmente quando é causado por fatores reversíveis como acúmulo de cera, infecções, deficiências vitamínicas ou problemas na mandíbula. Nesses casos, o barulho desaparece assim que a causa base é tratada.

    Já em situações de perda auditiva definitiva ou lesões crônicas, pode não haver uma cura total, mas é possível alcançar o controle através da habituação. Com o uso de aparelhos auditivos e terapias sonoras, o cérebro aprende a ignorar o som, fazendo com que ele deixe de ser um incômodo no dia a dia.

    Veja também: Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido?

    Perguntas frequentes

    1. Quando o zumbido no ouvido é preocupante?

    Quando surge de repente, vem acompanhado de perda de audição súbita, tontura intensa ou dor de cabeça forte.

    2. Por que o ouvido fica zumbindo ao deitar?

    No silêncio da noite, o cérebro não tem sons externos para focar, o que torna o zumbido interno muito mais perceptível.

    3. Qual médico trata o zumbido?

    O especialista indicado é o otorrinolaringologista. Em alguns casos, pode ser necessária a ajuda de um fonoaudiólogo ou dentista (se for DTM).

    4. O uso de fones de ouvido causa zumbido?

    Sim, se usados em volume muito alto por tempo prolongado, pois lesionam permanentemente as células que captam o som.

    5. O que é a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT)?

    É um tratamento que combina aconselhamento e uso de sons suaves para “treinar” o cérebro a classificar o zumbido como um som sem importância, fazendo com que o paciente pare de percebê-lo.

    6. Zumbido no ouvido pode ser sinal de tumor?

    Em casos muito raros, o zumbido persistente em apenas um ouvido pode indicar um neurinoma do acústico (tumor benigno). Por isso, zumbidos unilaterais devem ser sempre avaliados por um médico.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

  • Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Você sabia que existem diferentes tipos de sinusite? A condição, que ocorre por uma inflamação da mucosa dos seios da face, pode provocar sintomas que afetam diferentemente o bem-estar no dia a dia, como nariz entupido, dor ou pressão na região da face, secreção espessa e dor de cabeça.

    Ela pode ser causada por uma série de fatores, como vírus, bactérias e até fungos, cada uma com particularidades, tempo de duração e formas específicas de tratamento. Por isso, é importante entender as diferenças, reconhecer os sintomas e saber quando procurar ajuda médica. Esclarecemos tudo para você, a seguir!

    1. Sinusite viral

    A sinusite viral é um dos tipos de sinusite e é a forma mais comum. Na maioria dos casos, surge como uma complicação passageira de um resfriado. Ela ocorre quando vírus típicos de infecções respiratórias, como o rinovírus e a Influenza, atingem a mucosa dos seios paranasais, causando inflamação e produção excessiva de muco.

    De acordo com o médico otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, a evolução típica inclui piora nos primeiros três dias, com melhora gradual e resolução em um período de 7 a 10 dias. Os sintomas incluem:

    • Coriza clara ou aquosa no início, que pode se tornar amarelada nos dias seguintes;
    • Congestão nasal moderada;
    • Sensação de pressão na face, mas sem dor intensa;
    • Dor de garganta leve e mal-estar;
    • Febre baixa, quando presente;
    • Tosse seca ou com pouco muco, pior durante a noite.

    Como é feito o tratamento de sinusite viral?

    O tratamento de sinusite viral é feito para aliviar os sintomas e, em geral, a condição desaparece sozinha após alguns dias. Entre as medidas indicadas, estão:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico várias vezes ao dia, para fluidificar o muco e facilitar a drenagem;
    • Inalação com vapor de água ou soluções salinas, que ajudam a reduzir a congestão;
    • Repouso e boa hidratação, fundamentais para o corpo se recuperar;
    • Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e dipirona, para dor e febre;
    • Descongestionantes nasais tópicos, usados com cautela e por no máximo 3 dias, para evitar efeito rebote.

    Se os sintomas persistirem por mais de 10 dias ou piorarem após uma melhora inicial, pode haver evolução para uma sinusite bacteriana, que requer acompanhamento médico.

    Sinusite bacteriana

    A sinusite bacteriana é um dos tipos de sinusite e frequentemente surge como uma complicação de infecções virais, como o resfriado. A inflamação da mucosa e o acúmulo de secreções cria um ambiente quente e úmido, propício à proliferação de bactérias — resultando em um quadro mais prolongado e com sintomas mais intensos.

    Segundo Giuliano, a sinusite pode se manifestar com piora dos sintomas após a melhora inicial, ou com sintomas persistentes por mais de duas semanas. Entre os principais sinais de alerta da sinusite bacteriana, podemos destacar:

    • Sintomas que duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Febre alta, geralmente acima de 38 °C;
    • Dor intensa e localizada na face, muitas vezes em apenas um lado;
    • Secreção nasal abundante, espessa e com odor desagradável;
    • Tosse persistente, principalmente à noite.

    As bactérias mais frequentemente envolvidas são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Em alguns casos, especialmente após infecções dentárias, podem estar presentes bactérias anaeróbias (isto é, que sobrevivem e se multiplicam na ausência de oxigênio).

    Como é feito o tratamento da sinusite bacteriana?

    Os cuidados no tratamento de sinusite bacteriana são semelhantes aos da viral, mas nesse quadro, é necessário o uso de remédios antibióticos para combater a infecção. As principais medidas incluem:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor;
    • Corticoides tópicos nasais para reduzir inflamação e melhorar a ventilação.

    Quanto aos antibióticos, a escolha mais comum é a amoxicilina, utilizada por 7 a 14 dias, dependendo da gravidade. Em pacientes com alergia à penicilina, podem ser prescritos outros medicamentos.

    É fundamental destacar que o uso inadequado de antibióticos favorece a resistência bacteriana. Por isso, a prescrição deve ser feita somente por médicos, após uma avaliação criteriosa.

    Sinusite fúngica

    Forma mais rara da sinusite, acontece quando fungos conseguem crescer e se desenvolver nos seios paranasais, e são classificados em quadros crônicos. Ela pode afetar qualquer pessoa, mas aquelas com o sistema imunológico comprometido são mais suscetíveis a quadros graves — como é o caso de pessoas imunossuprimidas.

    Dependendo do caso, a sinusite fúngica pode se apresentar de três formas principais:

    • Bola fúngica (aspergiloma): é o crescimento localizado de fungos dentro de um seio paranasal;
    • Sinusite fúngica alérgica: é a reação exagerada do sistema imunológico à presença de fungos, com formação de pólipos nasais e secreção viscosa;
    • Sinusite fúngica invasiva (mucormicose): é a forma mais grave, em que o fungo invade tecidos vizinhos, podendo atingir olhos e cérebro.

    O otorrinolaringologista Giuliano ressalta que os fungos estão presentes no nariz da maioria das pessoas, mas nem todos desenvolvem a doença. A predisposição genética também desempenha um papel importante.

    Entre os sintomas mais comuns da sinusite fúngica, estão:

    • Congestão nasal persistente;
    • Secreção espessa, por vezes com sangue;
    • Dor e pressão facial constante;
    • Inchaço ao redor dos olhos;
    • Febre e sinais sistêmicos nos casos invasivos;
    • Alterações visuais, quando o fungo atinge a órbita ocular.

    Como é feito o tratamento de sinusite fúngica?

    O tratamento de sinusite fúngica depende do tipo:

    • Nos casos de bola fúngica, a principal medida é a cirurgia endoscópica, para remover o material fúngico e melhorar a drenagem;
    • Na sinusite fúngica alérgica, além da cirurgia, são usados corticoides para controlar a inflamação;
    • Já na forma invasiva, o tratamento é emergencial e inclui cirurgia associada a remédios antifúngicos potentes, como anfotericina B.

    Se não tratada rapidamente, a sinusite fúngica pode ser fatal, então é fundamental estar atento aos sinais de alerta, que ajudam no diagnóstico precoce.

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    Quando a sinusite é grave?

    Na maioria dos casos, a sinusite se manifesta de forma leve e autolimitada, e o quadro se resolve a partir de cuidados simples. Contudo, existem situações em que a condição causa sintomas intensos e persistentes, o que exige atendimento médico.

    De acordo com Giuliano, as complicações da sinusite incluem complicações intracranianas, como meningite e abscessos cerebrais, complicações ósseas, como osteomielite, e complicações orbitárias, que podem variar de inflamações nas pálpebras a abscessos orbitários, com potencial de comprometer a visão.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento médico quando notar os seguintes sinais de alerta:

    • Os sintomas duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Há febre alta ou dor intensa na face;
    • Os sintomas pioram após uma melhora inicial;
    • O problema se repete várias vezes ao ano;
    • O paciente tem condições crônicas, como asma, diabetes ou imunodeficiência.

    O diagnóstico da sinusite é clínico, baseado em um exame físico e nos sintomas que a pessoa apresenta. O médico ainda pode solicitar exames complementares em alguns casos, quando ainda há dúvida quanto ao diagnóstico.

    Confira: Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar

    Perguntas frequentes sobre tipos de sinusite

    1. Sinusite pode causar dor de dente?

    Sim. Quando a sinusite atinge os seios da face, principalmente os maxilares, que ficam logo acima dos dentes de cima, a inflamação pode gerar pressão e causar dor que se confunde com dor de dente.

    Por isso, nem sempre a dor vem de um problema no dente em si, e pode ser reflexo de um quadro de sinusite. Ah, e o contrário também acontece: uma infecção dentária pode se espalhar e provocar sinusite.

    2. Descongestionantes nasais são perigosos?

    Os descongestionantes nasais podem ajudar no alívio rápido da congestão, mas não devem ser usados por tempo prolongado, pois podem causar efeito rebote. Isso significa que, em vez de melhorar, a mucosa passa a inchar ainda mais quando o remédio é interrompido, criando dependência do medicamento.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por médico, e preferencialmente substituído por medidas mais seguras, como lavagem nasal com soro fisiológico.

    3. A sinusite pode voltar várias vezes ao ano?

    Sim. O quadro é chamado de sinusite recorrente, quando a pessoa apresenta quatro ou mais episódios de sinusite aguda em um período de 12 meses. Isso pode estar relacionado a fatores predisponentes, como alergias mal controladas, desvio de septo, pólipos nasais ou imunidade baixa.

    Nessas situações, o otorrinolaringologista pode recomendar exames complementares, tratamento preventivo ou até cirurgia para corrigir alterações anatômicas que dificultam a drenagem dos seios.

    4. Qual é a diferença entre sinusite aguda, subaguda, crônica e recorrente?

    A principal diferença está na duração do quadro:

    • Aguda dura até 4 semanas e está frequentemente ligada a infecções virais que se resolvem espontaneamente;
    • Subaguda é a continuação de um quadro que não foi totalmente resolvido, com duração entre 4 e 12 semanas;
    • Crônica é definida quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, mesmo após tratamento adequado;
    • Recorrente ocorre quando o paciente apresenta pelo menos quatro episódios agudos por ano, com intervalos de melhora completa entre as crises.

    5. Quando a cirurgia é indicada no tratamento da sinusite?

    A cirurgia, geralmente feita por via endoscópica, é indicada quando o tratamento clínico não é suficiente, em casos de sinusite crônica grave, sinusite fúngica ou quando há complicações, como abscessos.

    O procedimento é feito para melhorar a drenagem dos seios, remover pólipos e permitir ventilação adequada. Contudo, a cirurgia não impede que novas crises aconteçam se os fatores de risco não forem controlados.

    6. Sinusite tem cura?

    A sinusite crônica dificilmente tem cura, mas pode ser controlada a partir de um tratamento orientado pelo especialista. Ele depende especialmente da causa principal: quando há alterações estruturais, como desvio de septo ou presença de pólipos, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir a obstrução.

    Já nos casos ligados a alergias ou inflamações persistentes, o tratamento inclui o uso de remédios específicos, lavagens nasais frequentes e acompanhamento médico contínuo. Ele contribui para reduzir as crises, aliviar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

    Leia também: Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Sono ruim pode afetar a memória? Neurologista responde

    Sono ruim pode afetar a memória? Neurologista responde

    Dificuldade para lembrar nomes, esquecimento no meio de uma conversa ou a sensação de que o raciocínio está mais lento que o normal são apenas alguns dos sinais que podem surgir se você não teve uma noite de sono adequada.

    Durante o descanso, principalmente nas fases mais profundas do sono, o cérebro fortalece conexões importantes entre os neurônios e te ajuda a aprender, prestar atenção e tomar decisões com mais facilidade.

    Quando o sono é insuficiente ou de má qualidade, a concentração, a criatividade e até a velocidade do raciocínio podem ficar prejudicadas já no dia seguinte.

    Afinal, como o sono consolida a memória?

    A memória se fortalece durante o sono porque o cérebro aproveita o período para organizar e guardar as informações aprendidas ao longo do dia. Enquanto você dorme, principalmente no sono profundo, uma região chamada hipocampo revisita as experiências recentes e ajuda a transferir as lembranças para áreas do cérebro responsáveis pelo armazenamento de longo prazo.

    Ao mesmo tempo, as conexões entre os neurônios que participaram do aprendizado ficam mais fortes, facilitando a lembrança de informações, nomes, conteúdos estudados e experiências vividas. Por isso, dormir bem ajuda você a aprender melhor e lembrar das coisas com mais facilidade.

    Já durante o sono REM, fase em que os sonhos são mais intensos, o cérebro trabalha especialmente na consolidação de habilidades, emoções e memórias ligadas às experiências emocionais do dia.

    Por fim, a noite de sono também funciona como uma espécie de limpeza cerebral: o cérebro enfraquece conexões menos importantes para evitar sobrecarga e abrir espaço para novos aprendizados. Quando você dorme pouco ou mal, as memórias podem se tornar mais confusas, frágeis ou fáceis de esquecer.

    Principais impactos do sono ruim na mente

    A privação de sono ou uma noite de descanso de má qualidade interferem diretamente na comunicação entre os neurônios e na química cerebral, podendo causar:

    • Dificuldade para manter a atenção e o foco nas tarefas;
    • Maior facilidade para se distrair durante conversas ou atividades;
    • Aprendizado mais lento e dificuldade para absorver novas informações;
    • Esquecimentos frequentes, como perder objetos ou esquecer recados recentes;
    • Mais dificuldade para planejar, organizar tarefas e tomar decisões;
    • Raciocínio mais lento e menor capacidade de resolver problemas;
    • Maior irritação, ansiedade e sensibilidade emocional;
    • Reações exageradas a situações simples do dia a dia;
    • Tempo de resposta mais lento e redução da coordenação motora;
    • Maior risco de acidentes ao dirigir ou realizar atividades que exigem atenção;
    • Acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro, prejudicando a clareza mental e a saúde cerebral ao longo do tempo.

    Riscos a longo prazo para a mente

    Além dos prejuízos imediatos, o sono ruim impede a ativação do sistema glinfático, uma espécie de mecanismo de limpeza que remove toxinas cerebrais durante a noite. Como consequência, resíduos como a proteína beta-amiloide se acumulam nos tecidos, criando um ambiente tóxico que favorece o declínio cognitivo e aumenta o risco de doenças neurodegenerativas, como demências e Alzheimer.

    O sono ruim persistente também está ligado ao surgimento de transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade crônica, devido ao desequilíbrio neuroquímico constante.

    Há também um aumento no risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC), pois a falta de descanso compromete a saúde cardiovascular e a regulação da pressão arterial, afetando diretamente a irrigação sanguínea do cérebro.

    Sinais de que sua memória está sendo afetada pelo sono

    Os sinais de que a falta de sono está prejudicando a função cognitiva costumam surgir de maneira sutil, mas se tornam frequentes na rotina. São eles:

    • Dificuldade em lembrar onde deixou objetos comuns (chaves, celular ou carteira) ou se realizou tarefas automáticas, como trancar a porta;
    • Esquecer a palavra que ia usar ou perder o fio da meada durante uma explicação ou conversa simples;
    • Ler uma página inteira de um livro ou documento e perceber que não absorveu nenhuma informação, precisando reler várias vezes;
    • Uma sensação de névoa (brain fog) que torna o pensamento menos nítido e faz com que tarefas simples demandem um esforço mental desproporcional;
    • Começar a confundir eventos, datas ou detalhes de situações que aconteceram recentemente, misturando fatos reais com sonhos ou suposições;
    • Sentir-se momentaneamente confuso sobre o dia da semana ou demorar mais do que o habitual para decidir qual trajeto seguir em um caminho conhecido.

    Dicas para dormir melhor e proteger a memória

    No dia a dia, alguns hábitos simples ajudam bastante a melhorar a qualidade do sono e proteger o funcionamento do cérebro, como:

    • Mantenha a regularidade: tente dormir e acordar no mesmo horário todos os dias, inclusive nos finais de semana, o que regula o ciclo circadiano (seu relógio biológico), facilitando a entrada no sono profundo;
    • Controle a exposição à luz: reduza as luzes da casa e evite telas (celular, tablet e TV) pelo menos uma hora antes de deitar. A luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio essencial para o sono;
    • Crie um ambiente agradável para dormir: o quarto deve ser um local escuro, silencioso e com temperatura agradável. Ruídos externos podem ser bloqueados com protetores auriculares ou sons brancos constantes;
    • Atenção à alimentação: evite bebidas estimulantes, como café, chás pretos e energéticos, após as 16h. Além disso, prefira jantares leves para que o processo de digestão não interfira na qualidade do descanso;
    • Pratique atividades físicas: o exercício ajuda a reduzir o tempo necessário para pegar no sono e aumenta a duração do sono profundo. No entanto, evite treinos muito intensos próximo ao horário de dormir, pois a adrenalina pode causar agitação;
    • Aplique técnicas de relaxamento: meditação guiada, respiração profunda ou um banho morno ajudam a baixar os níveis de cortisol (hormônio do estresse), preparando a mente para o repouso.

    Quando procurar um médico?

    Você deve procurar um médico quando os esquecimentos deixarem de ser esporádicos e passarem a afetar a rotina, ou se a melhora na higiene do sono não trouxer resultados após algumas semanas. Fique atento aos seguintes sinais de alerta:

    • Esquecer nomes de pessoas próximas ou compromissos importantes rotineiramente;
    • Pausas na respiração durante a noite, que impedem o sono profundo;
    • Dificuldade para dormir que ocorre mais de três vezes por semana por um longo período;
    • Sentir-se confuso em locais conhecidos ou perder a noção de datas e horários;
    • Cochilar involuntariamente durante atividades como dirigir ou trabalhar.

    O médico poderá solicitar exames como a polissonografia para identificar se existe um distúrbio físico impedindo a restauração do seu cérebro.

    Leia mais: Falta de sono pode te deixar mais doente

    Perguntas frequentes

    1. Quantas horas preciso dormir para não ter perda de memória?

    Para a maioria dos adultos, o ideal é entre 7 e 9 horas por noite. Menos que 6 horas já prejudica a capacidade do cérebro de processar e armazenar informações.

    2. Cochilar durante o dia ajuda a memória?

    Sim. Cochilos curtos (20 a 30 minutos) podem melhorar o alerta e a memória de trabalho, mas não substituem o sono profundo da noite para a consolidação de longo prazo.

    3. O que é o sono REM e por que ele é importante?

    É a fase dos movimentos oculares rápidos, onde ocorrem os sonhos. Ela é essencial para o processamento emocional e para a consolidação de memórias de habilidades (como tocar um instrumento).

    4. Café ajuda a recuperar a memória de quem dormiu mal?

    O café mascara o cansaço e melhora o alerta temporariamente, mas não repara o processo de consolidação de memória que deveria ter ocorrido durante o sono.

    5. O uso de remédios para dormir afeta a memória?

    Alguns sedativos (como benzodiazepínicos) podem interferir na arquitetura do sono, impedindo as fases profundas e causando lapsos de memória ou confusão mental.

    6. Qual a melhor posição para dormir e limpar o cérebro?

    Alguns estudos sugerem que dormir de lado (posição lateral) pode favorecer a eficiência do sistema glinfático na remoção de toxinas cerebrais.

    7. Por que idosos têm mais problemas de memória relacionados ao sono?

    Com o envelhecimento, o sono profundo diminui naturalmente, o que reduz o tempo disponível para o cérebro realizar a manutenção e a fixação de memórias.

    Veja também: 7 sinais de que seu cansaço não é apenas falta de sono

  • Parto prematuro: quais fatores podem antecipar o nascimento do bebê? 

    Parto prematuro: quais fatores podem antecipar o nascimento do bebê? 

    O parto prematuro, também conhecido como nascimento pré-termo, é aquele que acontece antes das 37 semanas completas de gestação. Apesar do período considerado ideal para o nascimento seja entre a 37ª e a 42ª semana, o bebê pode nascer antes de os órgãos e sistemas estarem totalmente amadurecidos.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, com os avanços da medicina e das UTIs neonatais, muitos bebês conseguem sobreviver mesmo quando nascem muito cedo. Em alguns casos, a viabilidade fetal (ou seja, a chance de o bebê sobreviver fora do útero) já pode existir a partir das 24 semanas, dependendo da estrutura do hospital.

    Ainda assim, quanto mais precoce for o nascimento, maiores costumam ser os desafios para o desenvolvimento e a saúde do bebê. A seguir, vamos entender quais fatores podem aumentar o risco de parto prematuro e os principais sinais de alerta.

    Como o parto prematuro é classificado?

    O parto prematuro é classificado de acordo com a idade gestacional do bebê no momento do nascimento:

    • Prematuro extremo: é o bebê que nasce antes das 28 semanas de gestação. Nesses casos, os órgãos ainda estão muito imaturos, principalmente os pulmões, o cérebro e o sistema digestivo. Por isso, normalmente há necessidade de internação prolongada em UTI neonatal e de suporte intensivo, como ajuda para respirar e alimentação pela veia;
    • Prematuro precoce: acontece quando o nascimento ocorre entre 28 e 34 semanas de gestação. Embora o bebê já tenha um desenvolvimento mais avançado do que o prematuro extremo, ainda pode apresentar dificuldades respiratórias, maior risco de infecções e necessidade de acompanhamento intensivo nos primeiros dias ou semanas de vida;
    • Prematuro tardio: é o nascimento entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias de gestação. Nessa fase, muitos órgãos já estão mais maduros, e o bebê costuma ter menos complicações. Mesmo assim, ainda podem existir dificuldades para mamar, controlar a temperatura corporal, manter o peso e respirar adequadamente, o que pode exigir observação e cuidados médicos após o parto.

    Quanto mais cedo o bebê nasce, maiores são as chances de precisar de cuidados intensivos, já que órgãos como pulmões, cérebro e intestino ainda estão em desenvolvimento. Já os prematuros tardios costumam apresentar menos complicações e, muitas vezes, precisam de menos tempo de internação.

    O que pode causar o parto prematuro?

    O parto prematuro pode ser desencadeado por diferentes mecanismos. Em alguns casos, o corpo inicia o trabalho de parto sozinho (espontâneo), enquanto em outros, a equipe médica precisa intervir para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    1. Infecções e processos inflamatórios

    As infecções são algumas das causas mais comuns do parto prematuro e, normalmente, ocorrem de maneira silenciosa. Qualquer infecção no corpo da gestante pode liberar substâncias inflamatórias na corrente sanguínea que estimulam as contrações uterinas, como:

    • Infecção urinária: muitas gestantes apresentam a chamada bacteriúria assintomática, que é a presença de bactérias na urina sem sintomas típicos, como dor ou ardor ao urinar. Quando não tratada, a condição pode aumentar o risco de parto prematuro;
    • Saúde bucal: a periodontite, que é uma infecção na gengiva, também está associada ao aumento do risco de nascimento prematuro;
    • Outros quadros infecciosos: gripes intensas, pneumonias e infecções vaginais, como a vaginose bacteriana, também exigem atenção durante a gestação, pois podem favorecer processos inflamatórios relacionados ao parto prematuro.

    Qualquer febre, mal-estar ou sinal de infecção durante a gestação deve ser avaliado rapidamente pelo médico, pois mesmo infecções aparentemente simples podem desencadear processos inflamatórios capazes de estimular as contrações uterinas e aumentar o risco de parto prematuro.

    2. Distensão uterina excessiva

    A distensão uterina excessiva é o alongamento ou expansão exagerada das paredes do útero, ultrapassando sua capacidade normal de acomodação durante a gestação, segundo Andreia.

    O quadro é comum em gestações múltiplas, como gravidez de gêmeos, trigêmeos ou mais bebês, já que o útero precisa se distender muito mais cedo do que em uma gestação única. O polidrâmnio, condição caracterizada pelo excesso de líquido amniótico, também provoca uma distensão maior do útero e pode favorecer o trabalho de parto prematuro.

    3. Insuficiência cervical

    A insuficiência cervical, também chamada de incompetência cervical, é uma condição em que o colo do útero não consegue sustentar o peso da gestação adequadamente. Em algumas mulheres, o colo é mais curto ou possui menos colágeno, perdendo a capacidade de permanecer fechado à medida que o bebê ganha peso.

    Diferente do trabalho de parto comum, na insuficiência cervical o colo do útero pode começar a encurtar e se abrir sem que a gestante sinta contrações fortes ou dor intensa. Muitas vezes, os sinais são discretos ou inexistentes, o que aumenta o risco de perda gestacional tardia ou parto prematuro.

    Se identificado precocemente via ultrassom transvaginal, o médico pode recomendar a cerclagem (um ponto cirúrgico para manter o colo fechado) ou o uso de repouso e progesterona.

    4. Indicações médicas de interrupção

    Em alguns casos, Andreia explica que é preciso interromper a gestação antes do tempo por questões médicas, inclusive por cesárea, para proteger a saúde da mãe ou do bebê. Nessas situações, o parto prematuro acontece por indicação médica, quando continuar a gravidez representa mais riscos do que antecipar o nascimento.

    Algumas das principais situações incluem:

    • Pré-eclâmpsia e hipertensão: quando a pressão arterial elevada coloca a vida da mãe ou do bebê em risco, podendo causar complicações graves, como convulsões, alterações nos órgãos maternos e sofrimento fetal;
    • Sofrimento fetal: acontece quando exames de vitalidade param que o bebê não está recebendo oxigênio ou nutrientes suficientes dentro do útero, situação que pode ocorrer, por exemplo, em casos de restrição de crescimento fetal;
    • Descolamento de placenta: é uma emergência obstétrica em que a placenta se desprende parcialmente ou totalmente do útero antes do nascimento do bebê, aumentando o risco de hemorragias graves e comprometimento da oxigenação fetal.

    Quando a decisão do parto prematuro é tomada?

    A decisão de realizar um parto prematuro é tomada quando os riscos de manter a gestação se tornam maiores do que os riscos da prematuridade para o bebê.

    Andreia explica que são feitos exames de vitalidade fetal e avaliações clínicas para identificar o momento em que permanecer dentro do útero passa a representar mais riscos para o bebê do que nascer prematuramente.

    Os principais exames incluem:

    • Ultrassom obstétrico, que avalia o crescimento do bebê, os movimentos fetais e a quantidade de líquido amniótico;
    • Doppler fetal, que analisa o fluxo sanguíneo entre a placenta e o bebê, ajudando a identificar sinais de sofrimento fetal;
    • Cardiotocografia, capaz de monitorar os batimentos cardíacos do bebê e possíveis contrações uterinas;
    • Avaliação do líquido amniótico, que verifica se a quantidade de líquido está adequada para a idade gestacional;
    • Exames laboratoriais maternos, que ajudam a identificar alterações como infecções, pré-eclâmpsia e outros problemas que podem colocar a gestação em risco.

    Os exames ajudam a equipe médica a entender se o bebê está recebendo oxigênio e nutrientes adequadamente, se continua crescendo de forma saudável e se a mãe apresenta sinais de complicações que possam colocar a gestação em risco.

    A decisão é extremamente delicada e precisa ser tomada com muita responsabilidade, porque a prematuridade também traz riscos importantes para o recém-nascido.

    Sinais de alerta: quando suspeitar de trabalho de parto prematuro?

    Segundo Andreia, alguns sinais podem indicar risco de trabalho de parto prematuro e nunca devem ser ignorados durante a gestação, como:

    • Cólicas;
    • Contrações dolorosas e frequentes;
    • Dor lombar persistente;
    • Perda de líquido pela vagina;
    • Sangramento vaginal;
    • Sensação de pressão na pelve;
    • Sintomas infecciosos, como febre alta, calafrios, fadiga intensa e dores musculares.

    Em muitos casos, o trabalho de parto prematuro pode começar de forma discreta, com sintomas parecidos com desconfortos comuns da gravidez. Assim, qualquer alteração diferente do habitual deve ser avaliada rapidamente.

    Riscos e complicações para o bebê prematuro

    Os riscos para o bebê prematuro variam de acordo com a idade gestacional. De acordo com Andreia, quanto mais cedo acontece o nascimento, maiores são as chances de complicações, já que muitos órgãos ainda não estão completamente desenvolvidos.

    • Síndrome do desconforto respiratório, em que os pulmões ainda são imaturos, dificultando a respiração do bebê;
    • Hemorragia intracraniana, pois sangramentos no cérebro podem acontecer principalmente nos prematuros extremos;
    • Enterocolite necrosante, uma condição grave causada pela imaturidade intestinal, que pode levar à inflamação e necrose de partes do intestino;
    • Maior risco de infecções, pois como o sistema imunológico ainda é imaturo, o bebê fica mais vulnerável;
    • Retinopatia da prematuridade, que é uma alteração nos vasos sanguíneos dos olhos que pode comprometer a visão;
    • Alterações neurológicas do desenvolvimento, como dificuldades motoras, cognitivas e até paralisia cerebral.

    Além disso, muitos prematuros precisam de internação em UTI neonatal, auxílio para respirar e suporte alimentar até que consigam completar parte do desenvolvimento fora do útero.

    Como prevenir o parto prematuro?

    Nem todos os casos de parto prematuro podem ser evitados, mas alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos durante a gravidez, como:

    • Controlar doenças crônicas, como hipertensão e diabetes;
    • Tratar infecções rapidamente, especialmente infecção urinária;
    • Manter hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada, prática de exercícios orientados e evitar cigarro e álcool;
    • Realizar todas as consultas e exames do pré-natal;
    • Investigar sintomas como cólicas, sangramento, perda de líquido ou dor lombar;
    • Fazer avaliação odontológica, já que infecções na gengiva também podem aumentar o risco de prematuridade;
    • Identificar precocemente casos de insuficiência cervical por meio do ultrassom do colo do útero.

    Nos casos de insuficiência cervical, pode ser indicada a cerclagem, procedimento em que o médico faz um ponto no colo do útero para ajudá-lo a permanecer fechado durante a gestação.

    Perguntas frequentes

    1. A partir de quantas semanas o bebê tem chance de sobreviver?

    Normalmente, a viabilidade fetal é considerada a partir das 24 semanas, mas isso depende muito da tecnologia e dos recursos da UTI neonatal do hospital.

    2. Posso ter infecção urinária sem sentir dor?

    Sim, é a chamada bacteriúria assintomática. Por isso, exames de urina são rotina no pré-natal mesmo sem sintomas.

    3. Como diferenciar contração de treinamento de parto prematuro?

    As de treinamento são irregulares e sem dor. As de parto prematuro têm ritmo (ex: a cada 10 min), são dolorosas e não passam com repouso.

    4. Uma gripe forte pode causar parto prematuro?

    Qualquer processo inflamatório ou infeccioso importante, inclusive gripe, pneumonia ou infecção na gengiva, pode aumentar o risco.

    5. É verdade que o bebê de 7 meses é mais forte que o de 8?

    Não, isso é um mito. Cada dia e semana a mais dentro do útero é melhor para o desenvolvimento dos órgãos do bebê.

    6. O que é a alimentação parenteral para o prematuro?

    É a nutrição feita diretamente pela veia. Como o sistema digestivo do bebê muito prematuro ainda não está pronto para processar o leite, ele recebe os nutrientes necessários de forma endovenosa até que possa começar a mamar.

    7. Por que alguns partos prematuros são feitos por cesárea?

    A cesárea é indicada quando a interrupção é decidida pelo médico para salvar a vida da mãe ou do bebê (como em casos de pré-eclâmpsia grave) ou quando o bebê prematuro não suportaria o esforço de um parto normal.

    Veja também: Segundo trimestre de gravidez: quando começa, sintomas e exames

  • Dengue: os sinais que indicam que a doença pode estar piorando 

    Dengue: os sinais que indicam que a doença pode estar piorando 

    A dengue costuma começar de forma intensa, com febre alta, dores no corpo e muito cansaço. Em muitos casos, os sintomas melhoram gradualmente após alguns dias, mas existe um período em que a doença pode evoluir de maneira perigosa, que é justamente quando a febre começa a diminuir.

    Por isso, médicos reforçam a importância de ficar atento aos chamados sinais de alarme da dengue. Reconhecer rapidamente sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e tontura pode fazer diferença no tratamento e ajudar a evitar complicações graves.

    Como a dengue costuma começar

    Os sintomas iniciais geralmente aparecem de forma súbita. Os mais comuns são:

    • Febre alta;
    • Dor no corpo;
    • Dor atrás dos olhos;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Náuseas.

    Algumas pessoas também apresentam manchas vermelhas na pele.

    Quando a dengue pode piorar

    A piora costuma acontecer justamente quando a febre começa a diminuir. Esse período crítico geralmente ocorre entre o 3º e o 7º dia da doença.

    É nessa fase que podem surgir complicações relacionadas à perda de líquidos e alterações da circulação.

    Principais sinais de alerta da dengue

    Existem sintomas que indicam maior risco de evolução grave.

    Os principais são:

    • Dor abdominal intensa e contínua;
    • Vômitos persistentes;
    • Sangramentos (nariz, gengiva ou fezes);
    • Sonolência excessiva ou irritabilidade;
    • Tontura ou desmaio;
    • Dificuldade para respirar.

    Esses sinais exigem avaliação médica imediata.

    Por que a dengue pode ficar grave

    Nas formas graves, a dengue pode provocar:

    • Vazamento de líquidos dos vasos sanguíneos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Desidratação importante;
    • Sangramentos.

    Isso pode comprometer órgãos importantes e levar a choque.

    Sinais de desidratação na dengue

    A desidratação é uma das principais preocupações. Os sinais podem ser:

    • Boca seca;
    • Pouca urina;
    • Fraqueza intensa;
    • Sede excessiva;
    • Tontura.

    A hidratação adequada é essencial para reduzir riscos.

    Como é feito o acompanhamento

    O acompanhamento depende da gravidade. Em alguns casos, é necessário:

    • Fazer exames de sangue;
    • Monitorar plaquetas e hematócrito;
    • Avaliar sinais de alarme diariamente.

    Como é feito o tratamento

    Não existe tratamento antiviral específico para dengue. O tratamento é baseado em suporte clínico:

    1. Hidratação

    • Principal medida do tratamento;
    • Pode ser oral ou venosa.

    2. Controle dos sintomas

    • Medicamentos para febre e dor;
    • Repouso.

    3. Observação hospitalar

    Indicada em casos com sinais de alerta.

    O que NÃO deve ser usado

    Alguns medicamentos aumentam o risco de sangramento e devem ser evitados, como:

    • Anti-inflamatórios;
    • Ácido acetilsalicílico (AAS).

    Quem tem maior risco de complicações

    Alguns grupos merecem atenção especial:

    • Idosos;
    • Gestantes;
    • Crianças pequenas;
    • Pessoas com doenças crônicas.

    Veja mais: Por que não pode tomar AAS com dengue?

    Perguntas frequentes sobre sinais de piora da dengue

    1. A dengue piora quando a febre baixa?

    Pode piorar justamente nessa fase.

    2. Dor abdominal é sinal de alerta?

    Sim, especialmente se intensa e persistente.

    3. Sangramento é preocupante?

    Sim. Deve ser avaliado rapidamente.

    4. Hidratação ajuda?

    Sim. É a parte mais importante do tratamento.

    5. Toda dengue fica grave?

    Não. A maioria dos casos evolui bem.

    6. Quando procurar emergência?

    Ao surgirem sinais de alerta ou piora clínica.

    7. Pode tomar anti-inflamatório?

    Não é recomendado na dengue.

    Veja também: Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

  • Quer começar a correr? Veja se é preciso ir ao cardiologista antes

    Quer começar a correr? Veja se é preciso ir ao cardiologista antes

    A vontade de calçar o tênis e simplesmente sair correndo pode aparecer do nada, ou surgir pela intenção de melhorar a saúde, entrar em forma ou apenas desestressar. Mas aí vem a dúvida: é preciso mesmo passar no cardiologista antes para avaliar a saúde do coração?

    Correr é uma das formas mais simples e acessíveis de se exercitar, pois não precisa de mensalidade na academia, dá para fazer sozinho e ainda traz resultados rápidos. Só que, como em qualquer atividade física, é importante respeitar o corpo e começar do jeito certo para evitar sustos e fazer com que o novo hábito dure por muito tempo.

    Quando é necessário fazer avaliação médica antes de correr

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, conta que, se a pessoa não tiver nenhum sintoma de problemas cardíacos, for jovem e sem fatores de risco, ela pode começar a fazer corrida com intensidade leve.

    “Mas é prudente fazer uma avaliação médica antes, especialmente para quem está sedentário ou tem histórico familiar de problemas cardíacos”, recomenda.

    Mesmo quem é jovem pode se beneficiar de uma avaliação preventiva. Quem tem histórico familiar de problemas cardíacos ou está há muito tempo parado, o ideal é passar no consultório antes de acelerar o passo.

    Segundo o cardiologista, alguns sinais indicam que é melhor procurar avaliação médica antes de continuar os treinos:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço;
    • Palpitações (sensação de coração acelerado ou batendo irregular);
    • Tontura;
    • Desmaios.

    “Esses sintomas não devem ser ignorados, mesmo em jovens”, aconselha.

    Leia Mais: Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Quais exames o cardiologista pode pedir

    Para avaliar se o coração está pronto para encarar os treinos, os exames mais comuns são:

    • Eletrocardiograma;
    • Teste ergométrico;
    • Ecocardiograma.

    “Esses exames ajudam a identificar alterações que poderiam representar risco durante a atividade física, como arritmias e isquemia”, explica o cardiologista.

    Benefícios da corrida para o coração

    A corrida não é só boa para a disposição, ela também fortalece o coração de várias formas. “Melhora a função cardíaca, reduz a pressão arterial, o colesterol ruim (LDL), melhora o bom colesterol (HDL), diminui a inflamação e o risco de arritmias”, conta o especialista.

    Mas quem tem pressão alta ou colesterol elevado precisa ter um pouco mais de cuidado antes de correr. “Essa pessoa precisa de acompanhamento médico para ajustar medicações e controlar os fatores de risco. O exercício faz parte do tratamento”.

    Se você é sedentário e quer começar a correr, a pressa é inimiga da saúde. Comece devagar e siga estas dicas do cardiologista:

    Por que correr demais ou sem orientação pode ser perigoso

    Nada de exagerar. “O esforço excessivo e súbito pode causar arritmias, aumento de pressão e, em casos raros, eventos cardíacos como parada cardiorrespiratória e morte súbita”, alerta Giovanni.

    O segredo está no equilíbrio. “É importante respeitar os limites, seguir um plano progressivo e fazer acompanhamento médico e físico adequado”, aconselha.

    Confira: Coração de atleta: o que é e como diferenciar as alterações de uma doença cardíaca?

    Perguntas frequentes sobre corrida e cardiologista

    1. Preciso ir ao cardiologista antes de correr se sou jovem e saudável

    Não é obrigatório, mas é recomendado se você está sedentário ou tem histórico familiar de problemas cardíacos.

    2. Quais exames são mais comuns antes de começar a correr

    Eletrocardiograma, teste ergométrico e, em casos específicos, ecocardiograma.

    3. Posso correr com pressão alta?

    Sim, mas com acompanhamento médico para ajustar os remédios e controlar os fatores de risco.

    4. Posso correr com colesterol alto?

    Sim, e a corrida pode ajudar a reduzi-lo, desde que com supervisão médica.

    5. A corrida pode causar problemas no coração?

    Quando feita de forma exagerada ou sem preparo, pode trazer riscos, mas com acompanhamento é segura e faz bem.

    6. Começar correndo é melhor do que começar caminhando?

    Para iniciantes, o ideal é começar com caminhadas e progredir pouco a pouco.

    7. Posso correr se já tive problemas no coração?

    Depende do caso. É muito importante uma avaliação médica com cardiologista antes de retomar as atividades.

    8. Correr faz bem para a saúde mental também?

    Sim! A corrida libera endorfina, diminui o estresse e melhora o humor.

    Veja também: Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas

  • Pegou uma virose? Veja os sinais de que você pode estar desidratando

    Pegou uma virose? Veja os sinais de que você pode estar desidratando

    Uma virose intestinal pode derrubar qualquer pessoa. Náuseas, vômitos, diarreia, febre e falta de apetite podem aparecer repentinamente e, em muitos casos, o maior risco não é apenas o desconforto da infecção, mas a perda excessiva de líquidos.

    Crianças e idosos merecem atenção especial, mas adultos saudáveis também podem desidratar rapidamente quando não conseguem repor adequadamente água e sais minerais. Saber identificar os sinais de alerta ajuda a evitar complicações e a reconhecer o momento certo de procurar atendimento médico.

    O que é a desidratação

    A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que consegue repor.

    Durante uma virose, isso pode acontecer por:

    • Diarreia;
    • Vômitos;
    • Febre;
    • Redução da ingestão de líquidos.

    Quanto maior a perda de líquidos, maior o risco de complicações.

    Quem tem maior risco de desidratar

    Embora qualquer pessoa possa desidratar, o risco é maior em:

    • Crianças pequenas;
    • Idosos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com vômitos ou diarreia intensos.

    Primeiros sinais de desidratação

    Os sinais iniciais podem ser sutis.

    Entre os mais comuns estão:

    • Sede intensa;
    • Boca seca;
    • Cansaço;
    • Urina mais escura;
    • Diminuição da quantidade de urina.

    Esses sinais indicam que o corpo já está perdendo líquidos importantes.

    Sinais de desidratação moderada

    Com a piora da perda de líquidos, podem surgir:

    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Sonolência;
    • Dor de cabeça;
    • Pele mais seca.

    Nessa fase, a hidratação precisa ser intensificada.

    Sinais de desidratação grave

    A desidratação grave é uma emergência médica.

    Os sinais costumam ser:

    • Confusão mental;
    • Queda de pressão;
    • Batimentos acelerados;
    • Ausência de urina por muitas horas;
    • Extremidades frias;
    • Sonolência excessiva.

    Em crianças, pode haver choro sem lágrimas e olhos fundos.

    Por que a desidratação pode ser perigosa

    A água é essencial para o funcionamento do organismo.

    Sem hidratação adequada:

    • O sangue circula com mais dificuldade;
    • Os rins podem parar de funcionar corretamente;
    • A pressão arterial pode cair;
    • O corpo pode entrar em choque nos casos graves.

    Como evitar a desidratação

    A principal medida é repor líquidos adequadamente.

    1. Beber líquidos com frequência

    • Água;
    • Água de coco;
    • Soro de reidratação oral.

    2. Repor os líquidos em pequenas quantidades

    Isso é importante especialmente se houver náuseas ou vômitos.

    3. Manter alimentação leve

    É difícil se alimentar quando há mal-estar, mas é importante manter uma alimentação leve quando tolerado.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda médica se houver:

    • Incapacidade de ingerir líquidos;
    • Vômitos persistentes;
    • Sangue nas fezes;
    • Sonolência importante;
    • Sinais de desidratação grave.

    Como os médicos tratam a desidratação

    O tratamento depende da gravidade. Pode incluir:

    • Reidratação oral;
    • Medicações para controle dos sintomas;
    • Soro na veia em casos moderados ou graves.

    Confira: 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    Perguntas frequentes sobre desidratação por virose

    1. Toda virose causa desidratação?

    Não, mas vômitos e diarreia aumentam o risco.

    2. Urina escura é sinal de desidratação?

    Sim. Pode indicar baixa ingestão de líquidos.

    3. Água sozinha resolve?

    Em muitos casos sim, mas o soro oral pode ser mais adequado.

    4. Crianças desidratam mais rápido?

    Sim. Crianças e idosos podem desidratar mais rápido, por isso é preciso ter mais atenção com eles.

    5. Quando precisa de soro na veia?

    Nos casos moderados ou graves.

    6. Febre piora a desidratação?

    Sim, porque aumenta a perda de líquidos.

    7. Quando procurar emergência?

    Quando houver sinais de desidratação grave ou piora rápida do quadro.

    Veja mais: Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças

  • Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    A pré-eclâmpsia, caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial, é uma complicação grave da gravidez que costuma surgir após a 20ª semana de gestação. No Brasil, a estimativa é que ela afete entre 5% e 10% das gestantes, sendo uma das principais causas de mortalidade materna e de partos prematuros no país.

    Mas será que é possível prever o risco logo nas primeiras semanas? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender como a pré-eclâmpsia pode ser identificada precocemente, quais são os fatores de risco, os sinais de alerta e o que fazer para reduzir as complicações para a mãe e o bebê.

    Afinal, o que é a pré-eclâmpsia e por que ela acontece?

    A pré-eclâmpsia, conhecida como doença hipertensiva específica da gestação, é uma complicação da gravidez em que ocorre o aumento da pressão arterial após a 20ª semana de gestação. Em muitos casos, ela também causa alterações nos rins, levando à perda de proteína na urina, além de poder comprometer órgãos importantes, como fígado, cérebro e placenta.

    A condição está relacionada a uma formação inadequada dos vasos sanguíneos da placenta no início da gestação. Com isso, a placenta passa a funcionar de maneira insuficiente e libera substâncias inflamatórias na circulação materna, provocando alterações nos vasos sanguíneos e aumentando a pressão arterial.

    Quais os fatores de risco para a pré-eclâmpsia?

    Ainda não existe uma causa única totalmente definida, mas alguns fatores aumentam o risco de pré-eclâmpsia e podem ser identificados logo na primeira consulta de pré-natal. Andreia e o Ministério da Saúde destacam algumas delas:

    • Primeira gestação, já que mulheres grávidas pela primeira vez têm maior risco naturalmente;
    • Mudança de parceiro, devido à adaptação imunológica do organismo ao novo material genético do bebê;
    • Gravidez de gêmeos ou múltiplos, porque há uma maior sobrecarga da placenta e da circulação materna;
    • Hipertensão antes da gravidez;
    • Diabetes, incluindo diabetes tipo 1, tipo 2 ou diabetes gestacional;
    • Obesidade ou IMC elevado antes da gestação;
    • Doenças autoimunes, como lúpus;
    • Trombofilias, como a Síndrome Antifosfolípide (SAF);
    • Doença renal prévia;
    • Histórico familiar de pré-eclâmpsia, principalmente em mãe ou irmã;
    • Gravidez antes dos 18 anos ou após os 35 a 40 anos.

    Segundo a ginecologista, a presença de alguns desses fatores já pode classificar a gestante como de maior risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia, exigindo um acompanhamento mais próximo durante o pré-natal.

    Como identificar o risco logo no início da gravidez?

    Logo na primeira consulta de pré-natal, o obstetra avalia características que aumentam as chances de pré-eclâmpsia, como primeira gestação, idade acima de 35 anos e obesidade. Mesmo sem alterações nos exames, as pacientes já precisam de acompanhamento mais cuidadoso.

    A partir do rastreamento inicial, algumas avaliações são necessárias, como:

    • Doppler das artérias uterinas: realizado geralmente entre a 11ª e a 14ª semana, o exame avalia o fluxo sanguíneo nas artérias do útero. Alterações podem indicar dificuldades na formação da placenta e maior risco de pré-eclâmpsia;
    • Marcadores bioquímicos: alguns exames de sangue podem avaliar proteínas produzidas pela placenta, como o PlGF. A presença de alterações nos níveis podem sugerir maior risco para a doença;
    • Monitoramento da pressão arterial: a aferição da pressão em todas as consultas é importante para identificar aumentos precoces e iniciar a investigação rapidamente;
    • Cálculo de risco combinado: em alguns serviços, os médicos utilizam algoritmos que cruzam informações clínicas, como idade, peso e histórico da gestante, com exames como o Doppler das artérias uterinas e marcadores bioquímicos do sangue materno.

    Vale destacar que nenhum exame isolado consegue prever com certeza se a gestante terá pré-eclâmpsia. O objetivo do rastreamento é identificar pacientes com maior risco para permitir um acompanhamento mais próximo e iniciar medidas preventivas precocemente.

    Sinais de alerta para a pré-eclâmpsia

    A pré-eclâmpsia pode se desenvolver de forma silenciosa no início, mas alguns sinais merecem atenção, principalmente após a 20ª semana de gestação. Segundo Andréia, devem acender o alerta de níveis de pressão arterial acima de 14 por 9, mesmo quando a gestante não apresenta sintomas.

    Já valores iguais ou superiores a 16 por 11 são considerados uma emergência hipertensiva e precisam de avaliação médica imediata, devido ao alto risco de complicações graves para a mãe e o bebê.

    Além da pressão elevada, alguns sintomas podem indicar iminência de eclâmpsia, um quadro mais grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pelo surgimento de convulsões. Os mais comuns incluem:

    • Dor de cabeça forte e persistente, que não melhora facilmente;
    • Alterações visuais, como visão embaçada, pontos brilhantes, “luzinhas” na visão (fosfenas) ou áreas escuras no campo visual (escotomas);
    • Dor abdominal, principalmente na parte superior direita do abdômen, região próxima ao fígado;
    • Náuseas e vômitos intensos após a metade da gestação;
    • Falta de ar ou sensação de dificuldade para respirar;
    • Inchaço importante e repentino, especialmente no rosto e nas mãos;
    • Redução da quantidade de urina.

    Quando a interrupção da gravidez é necessária?

    A decisão de interromper a gravidez depende da gravidade da pré-eclâmpsia e das condições da mãe e do bebê. Andreia explica que assim que a pré-eclâmpsia é diagnosticada, a equipe médica inicia o controle da pressão arterial e passa a monitorar de perto a vitalidade fetal.

    • Se a mãe e o bebê estiverem estáveis, a gestação pode seguir com acompanhamento até próximo das 40 semanas;
    • Quando existem critérios de gravidade, a recomendação costuma ser a interrupção por volta de 37 semanas;
    • Já em situações mais graves, como iminência de eclâmpsia, alterações laboratoriais importantes ou sofrimento fetal, a interrupção da gestação pode ser necessária mesmo antes do tempo previsto, para proteger a vida da mãe e do bebê.

    É possível prevenir a pré-eclâmpsia?

    Nem sempre é possível prevenir completamente a pré-eclâmpsia, mas identificar o risco logo no começo da gravidez ajuda bastante a reduzir as chances de complicações graves. Quanto mais cedo a gestante inicia o pré-natal, maiores são as possibilidades de acompanhamento e intervenção precoce. Veja algumas medidas:

    • Em pacientes consideradas de alto risco, o obstetra pode indicar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose;
    • Suplementação de cálcio, especialmente em mulheres que possuem uma dieta pobre no nutriente;
    • Controle de fatores que aumentam o risco da doença, como hipertensão, diabetes e obesidade;
    • Adoção de hábitos mais saudáveis de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas leves.

    Segundo Andreia, o AAS costuma ser suspenso por volta das 36 semanas de gestação, perto do parto, porque o medicamento interfere na função das plaquetas. A medida ajuda a diminuir o risco de sangramentos excessivos durante o nascimento do bebê.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Perguntas frequentes

    1. O que é a síndrome HELLP?

    É uma variante muito grave da pré-eclâmpsia que causa a destruição das células vermelhas do sangue, aumento de enzimas do fígado e queda das plaquetas. Exige interrupção rápida da gravidez.

    2. A pré-eclâmpsia pode afetar o bebê?

    Sim. Como a placenta não funciona bem, o bebê pode receber menos oxigênio e nutrientes, levando à restrição de crescimento e, em casos graves, à necessidade de parto prematuro.

    3. Posso ter parto normal com pré-eclâmpsia?

    Sim, desde que a mãe e o bebê estejam estáveis. Se houver sinais de gravidade ou sofrimento fetal, a cesariana pode ser indicada como via mais rápida.

    4. O que é o exame de proteinúria?

    É um exame de urina (geralmente de 24 horas ou amostra isolada) que mede a perda de proteínas. Na pré-eclâmpsia, os rins “vazam” proteínas, o que ajuda a confirmar o diagnóstico.

    5. A pré-eclâmpsia pode causar descolamento de placenta?

    Infelizmente, sim. A pressão muito alta e as alterações nos vasos sanguíneos aumentam significativamente o risco de descolamento prematuro da placenta, o que é uma emergência para a mãe e para o bebê.

    6. A alimentação pode influenciar no tratamento?

    Sim. Uma dieta com controle de sal (sódio) e rica em nutrientes ajuda a não sobrecarregar o sistema circulatório. No entanto, a dieta sozinha não substitui o uso de medicações preventivas quando indicadas.

    7. Quanto tempo depois do parto a pressão volta ao normal?

    Na maioria das vezes, a pressão normaliza em até 12 semanas após o parto. Se a pressão continuar alta após esse período, a mulher pode ser diagnosticada com hipertensão crônica.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários