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  • Noites mal dormidas podem aumentar o risco de ansiedade e depressão

    Noites mal dormidas podem aumentar o risco de ansiedade e depressão

    Uma noite mal dormida pode deixar qualquer pessoa mais irritada, cansada e sem paciência no dia seguinte. Só que, quando a privação de sono se torna frequente, ela pode afetar diretamente o funcionamento do cérebro, alterar o equilíbrio hormonal e interferir na regulação das emoções — aumentando o risco de ansiedade, estresse e até depressão.

    Para se ter uma ideia, a relação entre sono e saúde mental é profunda e bidirecional: pessoas ansiosas ou deprimidas costumam dormir pior, mas dormir mal também pode favorecer o surgimento ou a piora de transtornos emocionais.

    Em muitos casos, a dificuldade para dormir aparece antes mesmo dos sintomas psicológicos mais intensos, funcionando como um sinal de alerta do organismo.

    Durante o sono, o cérebro regula emoções e substâncias ligadas ao humor, como serotonina e cortisol. Quando o descanso é insuficiente, o corpo entra em um estado de maior tensionamento físico e mental, aumentando a vulnerabilidade emocional.

    A relação entre o sono e a saúde mental

    Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann, o sono não é apenas um período de repouso, mas o momento em que o cérebro realiza a regulação de emoções e memórias, além de promover uma verdadeira limpeza de resíduos e informações desnecessárias.

    Quando o processo é interrompido por noites mal dormidas ou por um sono fragmentado, o equilíbrio biológico se perde, elevando significativamente o risco de desenvolver sintomas psiquiátricos. A privação de sono interfere diretamente no funcionamento de áreas cerebrais responsáveis pelo controle emocional, pela atenção e pela resposta ao estresse.

    Com o passar do tempo, o organismo passa a produzir mais cortisol, conhecido como hormônio do estresse, enquanto substâncias relacionadas ao bem-estar e à estabilidade do humor podem sofrer alterações. Como consequência, a pessoa pode se sentir mais ansiosa, irritada, desmotivada, impulsiva e emocionalmente vulnerável.

    Afinal, dormir mal pode causar ansiedade?

    A privação de sono é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da ansiedade. A amígdala, região do cérebro responsável por processar o medo e as ameaças, fica mais ativa quando a pessoa não dorme o suficiente.

    Com isso, o cérebro passa a interpretar situações comuns do dia a dia como perigos maiores do que realmente são, mantendo o organismo em um estado constante de alerta e preocupação. Além disso, é durante o sono profundo que o cérebro processa experiências, organiza memórias e reduz a intensidade emocional acumulada ao longo do dia.

    Sem um descanso adequado, o córtex pré-frontal, área ligada ao raciocínio lógico e ao controle emocional, perde parte da capacidade de regular impulsos e reações emocionais. Consequentemente, é comum apresentar menor tolerância ao estresse, irritabilidade e sensação constante de estar emocionalmente sobrecarregada.

    A ligação entre a insônia e a depressão

    No caso da depressão, o sono de qualidade contribui para manter o equilíbrio de substâncias químicas como a serotonina, que regula o humor, e a dopamina, ligada à motivação e ao prazer. Quando uma pessoa convive com insônia crônica, a produção e a recepção das substâncias ficam prejudicadas, o que pode gerar apatia, desânimo e a perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas.

    Para completar, o sono REM, fase em que acontecem os sonhos mais intensos, é necessária para que o cérebro consiga processar emoções, organizar memórias e aliviar parte do estresse acumulado ao longo do dia.

    Como pessoas com insônia ou sono de má qualidade costumam ter a fase fragmentada, as emoções negativas não são bem elaboradas, o que pode aumentar os pensamentos pessimistas e a sensação de tristeza constante, algo muito comum em quadros de depressão.

    Assim, ela entra em uma espécie de efeito dominó: durante a noite, a dificuldade para dormir causa frustração, preocupação e pensamentos negativos sobre como será o dia seguinte. Já ao longo do dia, o cansaço excessivo pode provocar isolamento social, falta de energia para realizar atividades físicas, dificuldade de concentração e queda na produtividade.

    Com o tempo, isso aumenta a sensação de incapacidade, desânimo e tristeza, aumentando os sintomas depressivos e fazendo com que o sono da noite seguinte fique ainda mais difícil.

    Sinais de que o sono está afetando seu humor

    Quando o sono começa a afetar a saúde emocional, o corpo e a mente costumam dar alguns sinais importantes no dia a dia, como:

    • Irritabilidade e impaciência frequentes;
    • Sensação constante de cansaço, mesmo após dormir;
    • Ansiedade ou preocupação excessiva;
    • Desânimo e perda de interesse por atividades antes prazerosas;
    • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
    • Oscilações de humor ao longo do dia;
    • Maior sensibilidade emocional e vontade de chorar facilmente;
    • Falta de motivação para tarefas simples;
    • Pensamentos negativos repetitivos;
    • Dificuldade para relaxar ou desacelerar a mente antes de dormir.

    Muitas vezes, a pessoa acredita que está apenas cansada ou passando por uma fase estressante, mas a privação de sono pode estar por trás das mudanças de humor e do sofrimento emocional.

    Riscos a longo prazo da privação de sono

    Quando o corpo é privado do descanso necessário por meses ou anos, ele passa a viver em um estado de estresse biológico permanente, o que pode causar:

    • Desenvolvimento de transtornos de ansiedade;
    • Surgimento de quadros de depressão crônica;
    • Aumento das chances de infarto e AVC;
    • Elevação do risco de pressão alta;
    • Maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2;
    • Ganho de peso e obesidade por desregulação hormonal;
    • Enfraquecimento severo do sistema imunológico;
    • Declínio cognitivo e perda de memória;
    • Aumento do risco de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer;
    • Diminuição da libido e problemas de fertilidade.

    Dicas de higiene do sono para reduzir a ansiedade

    No dia a dia, pequenas mudanças nos hábitos diários podem ajudar o cérebro a entender que é hora de desacelerar, facilitando o relaxamento e melhorando a qualidade do descanso. Algumas delas incluem:

    • Mantenha horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos finais de semana;
    • Evite o uso de celular, televisão e computador pelo menos uma hora antes de dormir;
    • Reduza o consumo de cafeína, energéticos e bebidas estimulantes no fim do dia;
    • Desenvolva uma rotina relaxante antes de dormir, como ler, ouvir música calma ou tomar um banho morno;
    • Evite trabalhar ou resolver problemas na cama para que o cérebro associe o ambiente ao descanso;
    • Tente não dormir durante muitas horas ao longo do dia, principalmente no fim da tarde;
    • Crie um ambiente confortável, silencioso e escuro para dormir;
    • Evite refeições muito pesadas próximo ao horário de deitar;
    • Pratique atividades físicas regularmente, mas evite exercícios intensos à noite;
    • Técnicas de respiração, meditação e relaxamento podem ajudar a desacelerar a mente antes de dormir.

    Quando a dificuldade para dormir persiste por semanas ou começa a afetar a saúde emocional, o ideal é buscar ajuda profissional para investigar possíveis causas e receber o tratamento adequado.

    Leia mais: Depressão pós-parto: conheça os sintomas e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o tempo mínimo de sono para evitar a depressão?

    A recomendação geral para adultos é de 7 a 9 horas por noite. Dormir menos de 6 horas regularmente está fortemente associado a um risco maior de sintomas depressivos.

    2. O uso de telas antes de dormir realmente afeta o humor?

    Sim. A luz azul inibe a melatonina (hormônio do sono). Sem melatonina, o sono é superficial e não restaura o cérebro, o que prejudica a regulação emocional e aumenta a ansiedade.

    3. Tomar café à tarde pode causar uma crise de ansiedade à noite?

    Em pessoas sensíveis, a cafeína (que tem meia-vida de até 6 horas) pode manter o sistema nervoso em alerta, dificultando o relaxamento e servindo de gatilho para a agitação mental noturna.

    4. Dormir demais também pode ser sinal de depressão?

    Sim. A hipersonia (dormir mais de 10 horas e ainda sentir cansaço) é um sintoma comum em certos tipos de depressão, como a depressão atípica.

    5. Chás naturais ajudam a controlar a ansiedade noturna?

    Sim, opções como camomila, valeriana e passiflora possuem propriedades sedativas leves que auxiliam o sistema nervoso a relaxar, facilitando a transição para o sono.

    6. Cochilar durante o dia ajuda a recuperar a saúde mental?

    Cochilos curtos (até 20 minutos) ajudam no alerta, mas cochilos longos podem atrapalhar o sono noturno, piorando a insônia e o humor a longo prazo.

    7. Quando devo procurar um psiquiatra por causa do sono?

    Quando a dificuldade de dormir ocorre pelo menos 3 vezes por semana, por mais de um mês, e começa a afetar seu trabalho, humor ou relacionamentos.

    Confira: Falta de sono pode te deixar mais doente

  • Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    O coração trabalha 24 horas por dia, sem pausa para descanso. E, assim como um carro que precisa de revisão para não quebrar no meio da estrada, o coração também merece atenção preventiva. É aí que entra o check-up cardíaco, um conjunto de exames que ajuda a identificar riscos e prevenir problemas antes que eles apareçam.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que a partir dos 40 anos mesmo quem não tem fatores de risco já deve começar a avaliação.

    “Mas se houver histórico familiar de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão ou colesterol alto, o check-up deve começar antes, por volta dos 30 ou 35 anos”, recomenda.

    Quando começar o check-up do coração

    Se você tem um histórico familiar de infarto ou AVC, a recomendação é antecipar o check-up cardíaco.

    “Se um parente de primeiro grau teve infarto ou AVC antes dos 55 anos, no caso de homens, ou 65 anos, para mulheres, é indicado iniciar a avaliação 10 anos antes da idade em que o evento ocorreu”, orienta Giovanni.

    Exames básicos que fazem parte do check-up cardíaco

    Segundo o cardiologista, todo check-up começa com exames essenciais:

    • Eletrocardiograma: exame que registra a atividade elétrica do coração e ajuda a detectar arritmias.
    • Dosagem de colesterol e glicemia: exame que mede as gorduras e o açúcar no sangue, fatores ligados a doenças cardíacas.
    • Avaliação da pressão arterial: verifica se a pessoa tem pressão alta, um dos maiores problemas para o coração.

    Exames complementares que podem ser solicitados no check-up cardíaco

    Dependendo do perfil e histórico da pessoa, o médico pode pedir outros exames do coração para avaliar pontos específicos. Alguns deles são:

    • Ecocardiograma: ultrassom que mostra o funcionamento do coração.
    • Teste ergométrico: é o famoso teste da esteira, que avalia o desempenho do coração sob esforço intenso.
    • MAPA ou Holter: monitoram a pressão arterial ou o ritmo cardíaco por 24 horas.
    • Cintilografia miocárdica ou angiotomografia coronariana: em casos selecionados, para avaliar fluxo sanguíneo e artérias do coração.

    Esses são exames para prevenir infarto e outros problemas cardiovasculares.

    Homens e mulheres: exames iguais, mas atenção diferente

    De maneira geral, os homens e as mulheres fazem os mesmos exames do coração. “No entanto, mulheres podem apresentar sintomas atípicos de doenças cardíacas e, por isso, a avaliação pode incluir exames mais específicos”, diz o médico.

    “A menopausa também é um fator de risco e devemos estar atentos a esse período de vida das mulheres”, alerta o cardiologista. Nessas situações, o médico pode recomendar exames extras.

    Com que frequência repetir os exames

    A resposta depende do risco cardiovascular de cada um. A partir do primeiro check-up cardíaco, o médico saberá dizer quando deve ser feito o próximo.

    • Baixo risco, sem outros fatores de risco: a cada 2 a 3 anos.
    • Risco moderado: anualmente.
    • Alto risco ou portadores de doenças cardiovasculares: anual ou até semestral, conforme orientação médica.

    Check-up cardiológico detecta risco de infarto?

    Sim, o check-up cardíaco consegue detectar risco de infarto, conta o cardiologista.

    “Por meio da análise dos fatores de risco e exames, é possível estimar a chance de eventos cardiovasculares e adotar medidas preventivas”, afirma o médico.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto conta que exames como escore de cálcio e teste ergométrico podem identificar placas nas artérias ou isquemia silenciosa, que é quando o coração sofre falta de sangue sem causar sintomas.

    Sintomas que merecem atenção fora da rotina

    Apesar de fazer o check-up regularmente, não espere a data do próximo exame cardiológico para procurar ajuda se sentir:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar ao se esforçar;
    • Tontura ou desmaios;
    • Palpitações;
    • Inchaço nas pernas.

    Esses são sinais que você deve procurar um médico imediatamente para investigar o que está acontecendo.

    Check-up cardiológico normal significa risco zero?

    Infelizmente, não. “O risco cardiovascular pode mudar com alterações nos hábitos, peso, pressão e colesterol. Por isso, mesmo com exames normais, é fundamental manter hábitos saudáveis e reavaliar periodicamente”, reforça o Dr. Giovanni.

    Veja também: 11 causas de infarto em jovens (e por que as vacinas não são a explicação)

    Perguntas frequentes sobre check-up cardíaco

    1. Check-up cardíaco dói?

    Não. Os exames são simples e não invasivos na maioria dos casos.

    2. Preciso fazer jejum para o check-up?

    Para exames de sangue, sim, geralmente de 8 a 12 horas.

    3. Posso fazer check-up grávida?

    Alguns exames são seguros, mas é preciso informar o médico para adaptar a avaliação.

    4. Quanto custa um check-up cardíaco?

    O valor varia conforme a quantidade de exames solicitados e o local. Os planos de saúde também cobrem os exames que constam no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

    5. Atletas também precisam fazer check-up?

    Sim. A avaliação ajuda a garantir que o coração está preparado para esforços intensos.

    6. Quem nunca teve sintomas precisa fazer?

    Sim. O objetivo é prevenir e identificar riscos antes dos sintomas aparecerem e manter a saúde do coração.

    7. Existe idade máxima para fazer check-up?

    Não. A avaliação é importante em qualquer fase da vida.

    8. O check-up substitui hábitos saudáveis?

    De forma alguma. Ele complementa a prevenção, para que os médicos consigam intervir precocemente caso necessário, mas não dispensa alimentação equilibrada, exercícios e controle do estresse.

    Confira: Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

  • Tentando engravidar há meses? Saiba quando você deve investigar a infertilidade

    Tentando engravidar há meses? Saiba quando você deve investigar a infertilidade

    Sabia que a chance de gravidez natural é de cerca de 20% a 25% por ciclo menstrual? Mesmo entre casais saudáveis e sem alterações conhecidas, engravidar pode levar alguns meses, uma vez que a gestação depende de uma combinação de fatores hormonais, qualidade dos óvulos e dos espermatozoides, frequência das relações sexuais e até da idade.

    No entanto, se quando a gravidez não acontece após um determinado período de tentativas, pode ser importante investigar possíveis causas de infertilidade, tanto femininas quanto masculinas, para identificar dificuldades precocemente e aumentar as chances de tratamento e sucesso reprodutivo. Vamos entender mais, a seguir.

    Quando investigar a infertilidade?

    A investigação da infertilidade costuma levar em consideração, principalmente, a idade da paciente e o tempo de tentativas para engravidar.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, para mulheres com menos de 35 anos, a recomendação é aguardar até 12 meses de relações sexuais frequentes, sem uso de métodos contraceptivos, antes de iniciar uma investigação. Mesmo em pessoas férteis e sem alterações aparentes, a chance de gravidez natural por ciclo menstrual gira em torno de 20% a 25%.

    A partir dos 35 anos, o ideal é procurar avaliação médica após 6 meses de tentativas sem sucesso, porque a fertilidade tende a diminuir progressivamente com a idade.

    Já após os 40 anos, muitos especialistas recomendam que a investigação seja iniciada imediatamente, devido à queda mais acelerada da reserva ovariana e da qualidade dos óvulos. Andreia explica que alguns profissionais ainda podem considerar um período curto de espera, de até 6 meses, dependendo de cada caso, mas a avaliação não deve ser adiada por muito tempo.

    Exames para investigar a dificuldade de engravidar

    Durante a investigação, o médico ginecologista ou especialista em reprodução humana pede uma série de exames para avaliar tanto a saúde da mulher quanto a do homem, dependendo do histórico clínico de cada casal. Alguns deles incluem:

    1. Exames de sangue e hormonais

    Os exames hormonais são necessários para avaliar o funcionamento do eixo neuroendócrino, a ovulação e a reserva ovariana. Os principais hormônios analisados incluem:

    • FSH e o estradiol, que ajudam a entender a função dos ovários e a qualidade da ovulação;
    • LH, que auxilia na identificação do pico hormonal que antecede a liberação do óvulo;
    • TSH e a prolactina, já que alterações da tireoide ou níveis elevados de prolactina podem dificultar ou impedir a ovulação;
    • Hormônio antimulleriano (AMH), considerado atualmente um dos exames mais importantes para estimar a reserva ovariana, ou seja, o estoque de óvulos da mulher.

    Em muitos casos, a dosagem hormonal precisa ser realizada em dias específicos do ciclo menstrual para que os resultados sejam interpretados corretamente. O FSH, o LH e o estradiol, por exemplo, costumam ser avaliados no início do ciclo, normalmente entre o segundo e o quinto dia da menstruação, enquanto outros hormônios podem ser coletados em diferentes momentos.

    2. Ultrassom transvaginal

    O ultrassom transvaginal permite observar detalhadamente a anatomia do útero e dos ovários, sendo um dos exames mais importantes na investigação da infertilidade feminina. Por meio dele, o médico consegue avaliar possíveis alterações que podem dificultar a gravidez, como:

    • Momas;
    • Pólipos endometriais;
    • Malformações uterinas;
    • Cistos ovarianos;
    • Sinais compatíveis com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

    O ultrassom também ajuda a avaliar a espessura do endométrio, camada interna do útero onde ocorre a implantação do embrião, e pode ser utilizado para acompanhar o crescimento e o amadurecimento dos folículos durante o ciclo menstrual, permitindo identificar se a ovulação está acontecendo adequadamente.

    3. Histerossalpingografia

    A histerossalpingografia é um exame realizado com contraste e raio-X para avaliar se as tubas uterinas estão desobstruídas. Durante o procedimento, o contraste é introduzido pelo colo do útero e percorre as tubas.

    Quando o líquido não consegue passar adequadamente, isso pode indicar uma obstrução tubária, dificultando o encontro entre o óvulo e o espermatozoide e, em alguns casos, indicando a necessidade de tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

    4. Espermograma

    A investigação da infertilidade não deve avaliar apenas a mulher, já que os fatores masculinos representam cerca de 50% dos casos de dificuldade de concepção. O espermograma é um exame capaz de analisar a quantidade, a motilidade e a morfologia dos espermatozoides, ajudando a identificar possíveis alterações que possam interferir na fertilidade masculina e direcionando o tratamento mais adequado.

    5. Monitoramento da temperatura e testes de ovulação

    Após a ovulação, a temperatura corporal costuma aumentar discretamente, enquanto os testes de LH ajudam a identificar o pico hormonal que antecede a liberação do óvulo. Isso permite confirmar se o ciclo é ovulatório e se o período das relações sexuais está adequado para aumentar as chances de gravidez.

    Como é feito o tratamento para infertilidade?

    O tratamento para a infertilidade depende da causa identificada durante a investigação, da idade do casal, do tempo de tentativas e das condições de saúde envolvidas. De forma geral, os tratamentos são divididos em baixa e alta complexidade.

    Baixa complexidade

    Os tratamentos de baixa complexidade são aqueles em que a fecundação (o encontro do óvulo com o espermatozoide) acontece dentro do corpo da mulher. Como explica Andreia, as técnicas incluem:

    • Coito programado: com o auxílio de ultrassonografias e testes de farmácia (LH urinário), o médico identifica exatamente quando a mulher vai ovular. O casal é orientado a ter relações sexuais na janela fértil de 4 dias, aumentando as chances de sucesso;
    • Indução da ovulação: indicada para mulheres que não ovulam regularmente (como na SOP). São usados medicamentos (comprimidos como o clomifeno ou injeções) para estimular o crescimento dos folículos ovarianos, garantindo que o óvulo seja liberado;
    • Inseminação artificial (intrauterina): o médico seleciona os melhores espermatozoides do parceiro em laboratório e os introduz diretamente dentro do útero através de um cateter fino, no momento da ovulação. É ideal para casos de fator masculino leve ou quando o muco do colo do útero dificulta a passagem dos espermatozoides.

    Os tratamentos de baixa complexidade normalmente são menos agressivos, mais acessíveis e apresentam menor custo quando comparados às técnicas de alta complexidade.

    Alta complexidade

    Os tratamentos de alta complexidade em fertilidade são indicados quando existem dificuldades mais importantes para a gravidez natural ou quando os tratamentos de baixa complexidade não apresentaram resultado. Nestas técnicas, a fecundação é realizada em laboratório, fora do corpo da mulher.

    O principal tratamento de alta complexidade é a fertilização in vitro (FIV), em que a mulher utiliza medicamentos hormonais para estimular os ovários a produzirem múltiplos óvulos. Depois, os óvulos são coletados por punção ovariana e fertilizados em laboratório com os espermatozoides. Após a formação dos embriões, um ou mais são transferidos para o útero.

    Em alguns casos, pode ser necessária a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), uma técnica realizada durante a FIV em que um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo. Ela costuma ser indicada principalmente em situações de infertilidade masculina grave ou quando houve falha de fertilização prévia.

    Os tratamentos de alta complexidade normalmente são recomendados em casos de obstrução das tubas uterinas, endometriose avançada, baixa reserva ovariana, idade materna mais avançada, alterações importantes no espermograma ou infertilidade sem causa definida após múltiplas tentativas.

    Quando a doação de gametas é indicada?

    Quando a reserva ovariana está esgotada, como em casos de menopausa precoce, ou os óvulos/espermatozoides não têm qualidade genética para gerar um embrião saudável, o casal pode recorrer à ovodoação (óvulos doados) ou à doação de sêmen.

    As técnicas permitem que a mulher vivencie a gestação, utilizando material genético de doadores anônimos.

    Quais as taxas de sucesso do tratamento?

    As taxas de sucesso dos tratamentos para infertilidade variam de acordo com diversos fatores, principalmente a técnica utilizada, a idade da paciente, a reserva ovariana, a causa da infertilidade e a qualidade dos espermatozoides.

    Normalmente, os índices costumam ficar entre 15% e 25% por tentativa, especialmente nos tratamentos de baixa complexidade, como a indução da ovulação e a inseminação intrauterina.

    Já em clínicas especializadas e em casos considerados mais favoráveis, especialmente em mulheres mais jovens e sem alterações importantes, as taxas podem chegar a 40% por ciclo em técnicas como a fertilização in vitro (FIV).

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo é normal demorar para engravidar?

    Para casais com menos de 35 anos e sem problemas de saúde conhecidos, é considerado normal aguardar até 12 meses de tentativas frequentes.

    2. É verdade que a ansiedade atrapalha a gravidez?

    Sim. O estresse e o fator emocional afetam os estímulos neurológicos que regulam a pulsação dos hormônios, o que pode interferir na ovulação e na receptividade do útero.

    3. Qual a diferença entre infertilidade e esterilidade?

    A infertilidade é a dificuldade em levar uma gestação até o fim (incluindo abortos de repetição), enquanto a esterilidade é a incapacidade total de engravidar naturalmente.

    4. Para que serve o exame de hormônio antimulleriano?

    Ele serve para medir a reserva ovariana da mulher, ou seja, a quantidade de folículos (ovos) que ela ainda possui disponíveis.

    5. Ter ciclos menstruais irregulares é sinal de infertilidade?

    Ciclos irregulares costumam indicar distúrbios hormonais ou falta de ovulação constante, o que dificulta a gravidez, mas pode ser tratado com indução medicamentosa.

    6. Quem já teve um filho pode ser infértil?

    Sim, isso se chama infertilidade secundária. Pode ocorrer devido a novas condições de saúde, idade avançada ou mudanças no parceiro.

    7. Abortos de repetição são considerados infertilidade?

    Sim. Quando a mulher engravida, mas não consegue manter a gestação até o nascimento de um bebê saudável, isso é classificado como um tipo de infertilidade.

    8. É possível engravidar com as trompas obstruídas?

    Se a obstrução for bilateral (nas duas trompas), a gravidez natural é impossível. Nesses casos, a indicação costuma ser a fertilização in vitro.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    A coceira intensa que piora durante a noite é um dos sinais mais característicos da escabiose, popularmente conhecida como sarna. Apesar do nome causar desconforto ou preconceito em algumas pessoas, trata-se de uma condição relativamente comum e que pode afetar indivíduos de qualquer idade ou condição social.

    A doença é causada por um ácaro microscópico que se instala na pele e provoca uma reação inflamatória importante. Como é altamente contagiosa, reconhecer os sintomas rapidamente e iniciar o tratamento adequado ajuda a evitar a transmissão para familiares e pessoas próximas.

    O que é a escabiose

    A escabiose, popularmente conhecida como sarna, é uma infecção de pele causada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei. Esse parasita penetra na pele e provoca uma reação inflamatória intensa, levando a coceira intensa, principalmente à noite.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode se espalhar facilmente se não for reconhecida e tratada adequadamente.

    Para entender melhor, esse ácaro escava túneis na camada superficial da pele, onde deposita seus ovos. É isso que desencadeia uma resposta inflamatória que causa coceira e lesões características.

    Como ocorre a transmissão

    A escabiose é altamente contagiosa. A transmissão ocorre principalmente por:

    • Contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada;
    • Compartilhamento de roupas, toalhas ou roupas de cama.

    Ambientes com contato próximo facilitam a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem levar alguns dias ou semanas para aparecer.

    Os mais comuns são:

    • Coceira intensa, especialmente à noite;
    • Pequenas lesões avermelhadas;
    • Linhas finas na pele (túneis do ácaro);
    • Feridas causadas por coçar.

    Onde aparecem as lesões

    As áreas mais comuns são:

    • Entre os dedos das mãos;
    • Punhos;
    • Axilas;
    • Região da cintura;
    • Genitais.

    Em crianças, pode afetar também o couro cabeludo e o rosto.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Qualquer pessoa pode ter escabiose, mas é mais comum em:

    • Ambientes com contato próximo (famílias, creches);
    • Locais com maior aglomeração;
    • Pessoas com higiene precária (embora não seja a única causa).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na aparência das lesões.

    Em alguns casos, pode-se identificar o ácaro com exame específico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é eficaz e deve ser feito corretamente.

    1. Medicamentos tópicos

    Há cremes ou loções específicas que são aplicadas em todo o corpo.

    2. Medicamentos orais

    Os medicamentos orais são indicados em casos específicos ou mais extensos.

    3. Tratamento dos contatos

    Todos os contatos próximos devem ser tratados ao mesmo tempo.

    4. Cuidados com roupas

    • Lavar roupas, toalhas e roupas de cama;
    • Evitar reinfecção.

    A coceira pode continuar após o tratamento?

    Sim. A coceira pode persistir por alguns dias ou semanas, mesmo após a eliminação do ácaro, devido à reação da pele.

    Escabiose é grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode causar desconforto importante e complicações, como infecções secundárias na pele.

    Confira: Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes sobre escabiose

    1. Escabiose é contagiosa?

    Sim. Muito contagiosa.

    2. Coça mais à noite?

    Sim. Esse é um sinal típico.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Sim, toda a família deve ser tratada também.

    4. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    5. Pode voltar?

    Sim, se houver nova exposição.

    6. Higiene resolve?

    Não sozinha. É necessário tratamento específico.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita da condição.

    Veja também: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Pressão alta faz mal para os rins: veja como proteger a saúde renal

    Pressão alta faz mal para os rins: veja como proteger a saúde renal

    A pressão alta é conhecida como um fator de risco para doenças cardíacas, mas o que muita gente não sabe é que ela também pode afetar os rins, órgãos essenciais para filtrar o sangue e manter o corpo funcionando bem. Quando a pressão alta não é controlada, a saúde dos rins sofre.

    E o mais alarmante é que, quando os danos aparecem, muitas vezes já é tarde demais, como os casos de insuficiência renal. Entender essa relação é o primeiro passo para prevenir complicações graves.

    Neste artigo, você vai entender como a hipertensão afeta os rins, quais são os sinais de alerta, e que mudanças você pode fazer na sua vida para proteger a saúde dos rins.

    O que é pressão alta e por que ela prejudica os rins?

    A pressão alta, ou hipertensão arterial, acontece quando a pressão do sangue nas artérias está constantemente alta, acima de 130×85 em pelo menos duas medições. Ela pode atingir pessoas de todas as idades, mas é mais comum entre idosos, pessoas com diabetes, obesidade, doenças cardíacas e histórico familiar de doenças renais.

    A grande armadilha é que, muitas vezes, os sintomas da pressão alta não são percebidos e ela vai causando danos silenciosamente. Além de coração e cérebro, os rins também são afetados e podem perder parte de sua função com o tempo.

    Como a pressão alta afeta os rins?

    Os rins filtram o sangue, mandam toxinas embora e mantêm o equilíbrio de líquidos dentro do organismo. Quando a pressão está sempre alta, os vasos sanguíneos que irrigam os rins sofrem. Isso reduz o fluxo de sangue e dificulta o trabalho dos rins.

    “Da mesma forma, a doença renal crônica pode desencadear um aumento dos níveis da pressão, o que também eleva o risco de doenças cardiovasculares e morte”, diz Edilza Câmara Nóbrega, médica cardiologista pelo InCor-HCFMUSP.

    4 doenças renais relacionadas à hipertensão

    As doenças renais mais comuns causadas ou agravadas pela pressão alta são as abaixo.

    1. Nefroesclerose hipertensiva

    É quando os vasos sanguíneos dentro dos rins vão sendo danificados pela pressão alta. Com o tempo, isso causa cicatrizes e os rins vão perdendo a capacidade de funcionar. É uma das principais causas de falência dos rins em quem tem pressão alta.

    2. Glomeruloesclerose

    Os glomérulos são como filtros minúsculos dentro dos rins. Essa doença endurece e danifica esses filtros. A pressão alta pode piorar esse problema, dificultando ainda mais o trabalho dos rins.

    3. Lesão renal aguda

    É quando os rins param de funcionar de repente. Pode acontecer por várias razões, e a pressão alta descontrolada é uma delas. Nesse caso, o corpo não consegue eliminar bem as toxinas, o que pode ser perigoso e precisa de atenção médica urgente.

    4. Doença renal policística

    É uma condição hereditária, ou seja, passa de pais para filhos, em que se formam vários cistos (bolsas cheias de líquido) nos rins. Esses cistos crescem com o tempo e a pressão alta pode fazer a doença evoluir mais rápido.

    Sinais de que os rins podem estar sendo afetados pela pressão alta

    A maioria dos problemas renais evolui sem sintomas no começo. Mas, com o tempo, alguns sinais podem indicar que os rins estão comprometidos. Veja alguns deles.

    Inchaço

    Quando os rins não conseguem eliminar o excesso de líquido do corpo, ele pode se acumular nas pernas, tornozelos e pés, causando inchaço. Esse costuma ser um dos primeiros sinais de problema renal.

    Mudanças na urina

    Preste atenção se você começar a urinar muito mais ou muito menos que o normal, se a urina estiver escura, com sangue ou se formar muita espuma. Essas alterações podem indicar que algo não vai bem com os rins.

    Cansaço sem motivo aparente

    Se você anda se sentindo muito cansado, mesmo dormindo bem e sem estar doente, pode ser que os rins não estejam filtrando o sangue como deveriam.

    Náuseas e vômitos

    Quando os rins não funcionam direito, o corpo acumula substâncias que deveriam ser eliminadas. Isso pode causar enjoo e até vômitos frequentes.

    Falta de apetite

    Se você tem sentido menos vontade de comer sem uma causa clara, isso também pode estar ligado a um problema nos rins. Vale investigar com um médico.

    Coceira no corpo

    O acúmulo de resíduos no sangue pode causar coceira constante na pele, principalmente quando os rins começam a falhar.

    Falta de ar

    O acúmulo de líquido no corpo, por causa do mau funcionamento dos rins, pode chegar aos pulmões e dificultar a respiração.

    Confira: Falta de ar: quando pode ser problema do coração 

    Dor nas costas

    Dor nas costas na região lombar também pode estar relacionadas a problemas renais.

    Como proteger seus rins da pressão alta?

    “Para controlar a pressão alta e evitar danos renais é fundamental adotar uma abordagem abrangente que inclua tanto medidas medicamentosas quanto mudanças no estilo de vida”, comenta Edilza. Veja o que fazer.

    Remédios

    Remédios para pressão alta devem ser usados quando o médico prescrever. “Mesmo que a pressão esteja sob controle, não pare os remédios por conta própria”, alerta a cardiologista.

    7 mudanças no estilo de vida para proteger seus rins

    • Boa alimentação: frutas, legumes, grãos integrais e menos sal. A dieta DASH é ótima para isso.
    • Exercício físico regular: 30 minutos de caminhada ou outra atividade aeróbica quase todos os dias.
    • Controlar o peso: manter o peso adequado ajuda a reduzir a pressão arterial.
    • Evitar cigarro e bebida alcoólica: eles prejudicam o sistema cardiovascular e renal.
    • Gerenciar o estresse e dormir bem: um bom sono e técnicas de relaxamento ajudam a controlar a pressão.
    • Acompanhamento médico: faça exames de sangue e urina regularmente e meça a pressão com frequência.
    • Medir a pressão arterial em casa: usar aparelhos em casa pode ajudar a acompanhar o tratamento da hipertensão e evitar problemas nos rins.Saiba mais: Excesso de sal: por que é perigoso para o coração e os rins

    Perguntas frequentes sobre pressão alta e saúde dos rins

    1. Toda pessoa com pressão alta terá problemas nos rins?

    Não necessariamente. Mas quando a pressão alta não é tratada, ela pode, sim, afetar os rins com o tempo.

    2. Quem tem problema nos rins pode ter pressão alta?

    Sim. Há uma relação de mão dupla entre doença renal e pressão alta, ou seja, um problema nos rins pode causar pressão alta.

    3. Como saber se meus rins estão sendo afetados?

    Com exames de creatinina, taxa de filtração glomerular e exame de urina, pedidos por um médico.

    4. Só o remédio resolve a pressão alta?

    Os remédios são importantes, mas os hábitos saudáveis fazem toda a diferença no controle da pressão alta.

    5. A alimentação faz diferença na saúde dos rins?

    Sim. Comer bem, com pouco sal e alimentos naturais, ajuda a controlar a pressão alta e a saúde dos rins.

    6. Quais exames devo fazer para acompanhar minha saúde renal?

    Os principais exames são a dosagem de creatinina no sangue, a taxa de filtração glomerular (TFG) e o exame de urina tipo 1. Eles ajudam a identificar alterações na função dos rins, mesmo antes dos sintomas aparecerem.

    7. É possível reverter o problema nos rins causado pela pressão alta?

    Em muitos casos, os danos renais não são reversíveis. Por isso, o mais importante é identificar cedo e controlar a pressão para evitar que o problema avance.

    8. A dor nos rins é um sinal comum de hipertensão?

    Nem sempre. A maioria dos problemas renais causados por pressão alta não provoca dor no início. A dor costuma aparecer apenas em casos mais avançados, quando os rins já estão com problema, ou quando há outra condição associada, como infecção ou pedra nos rins.

    9. Crianças e jovens também precisam se preocupar com pressão alta?

    Sim. Embora mais comum em adultos, a pressão alta também pode afetar crianças e adolescentes, principalmente em casos de obesidade, sedentarismo ou histórico familiar. Por isso, o acompanhamento médico desde cedo é importante.

    10. Tomar muita água ajuda a proteger os rins?

    Manter-se hidratado é importante para a saúde dos rins, mas só a água não previne os danos causados pela pressão alta. O controle da pressão e hábitos saudáveis são essenciais para proteger os rins. Consulte seu médico.

    Leia também: Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

  • Fluxo menstrual intenso: por que acontece e como tratar

    Fluxo menstrual intenso: por que acontece e como tratar

    Você já ouviu falar em menorragia? Essa condição, também chamada de fluxo menstrual intenso, acontece quando a quantidade de sangue eliminada durante a menstruação é maior do que o considerado normal.

    Apesar de muitas vezes ser considerada comum, o fluxo intenso pode afetar diretamente a qualidade de vida, causar anemia e até sinalizar doenças mais sérias, como distúrbios hormonais ou alterações uterinas.

    Mas afinal, como é possível identificar se a menstruação é mais intensa que o normal? Quem convive com a condição costuma sentir impacto direto na qualidade de vida, e alguns sinais podem indicar que é hora de procurar um ginecologista. Entenda mais, a seguir!

    O que é ter um ciclo menstrual regular?

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, um ciclo regular dura entre 25 e 35 dias, sendo contado do primeiro dia de uma menstruação até o primeiro dia seguinte. O sangramento deve ter duração de 3 a 7 dias. O padrão mais comum é o ciclo de 28 dias, mas variações dentro desta faixa ainda são consideradas normais.

    No ciclo, há duas fases principais:

    • Fase folicular: dura em média 15 dias e corresponde ao desenvolvimento do óvulo;
    • Fase lútea: ocorre após a ovulação, quando o corpo se prepara para uma possível gestação.

    O fluxo menstrual normal apresenta maior intensidade entre o segundo e o terceiro dia, diminuindo gradualmente até acabar. Muitas mulheres confundem irregularidade com ciclos que simplesmente acontecem duas vezes no mesmo mês, mas que ainda estão dentro da faixa considerada normal.

    O que é menorragia?

    O fluxo menstrual intenso acontece quando a perda de sangue é maior do que o esperado, seja pela quantidade ou pela duração. Nessa situação, o sangramento:

    • Dura mais de 7 dias consecutivos;
    • Exige a troca de absorvente a cada 1 ou 2 horas;
    • Gera coágulos grandes e volumosos;
    • Há episódios de vazamento noturno, mesmo com absorventes adequados;
    • Interfere nas atividades diárias, como trabalhar, estudar ou praticar exercícios.

    Normalmente, pessoas que convivem com a menorragia precisam lidar com a necessidade de trocar absorventes a cada hora, roupas manchadas, noites mal dormidas e até dificuldade para manter compromissos sociais e profissionais.

    De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCD), mulheres com fluxo intenso perdem em média 80 ml de sangue por ciclo, o dobro do volume considerado normal. Em alguns casos, isso pode levar a quadros de anemia — provocando fadiga, tontura e falta de concentração.

    Veja também: Causas comuns de sangramento fora do período menstrual

    Sintomas da menorragia

    Nem sempre é fácil identificar quando o fluxo menstrual está mais intenso que o normal. Por isso, é importante observar alguns sinais, como:

    • Sangramento que dura mais de uma semana;
    • Troca frequente de absorventes (a cada 1 hora);
    • Uso de dupla proteção (absorvente interno e externo juntos);
    • Presença de coágulos grandes;
    • Dores abdominais fortes durante a menstruação.

    Quando procurar ajuda médica?

    Se você apresenta mais de dois desses sintomas com frequência, é fundamental procurar um ginecologista. O fluxo intenso pode ser apenas uma característica do seu corpo, mas também pode estar ligado a problemas de saúde que exigem acompanhamento.

    O que pode causar fluxo menstrual intenso?

    O ciclo menstrual faz parte da vida da maioria das mulheres em idade fértil, mas quando o sangramento é muito intenso, ele pode indicar a presença de algumas condições. Entre as mais comuns, de acordo com pesquisas e orientações da ginecologista Andreia Sapienza, destacamos:

    • Alterações anatômicas: miomas, pólipos e adenomiose;
    • Alterações hormonais: disfunções da tireoide, alterações da prolactina, síndrome dos ovários policísticos;
    • Distúrbios de coagulação;
    • Uso de medicamentos: como anticoagulantes;
    • Fatores ligados ao estilo de vida: como estresse intenso, mudanças de peso ou prática excessiva de exercícios.

    Como é feita a investigação do fluxo menstrual intenso?

    Para descobrir a causa do fluxo menstrual intenso, o médico avalia os sintomas do paciente e pode pedir alguns exames, como:

    • Ultrassonografia transvaginal: avalia o útero e os ovários, identificando miomas, pólipos, cistos e sinais de adenomiose;
    • Exames de sangue: o hemograma detecta anemia, enquanto dosagens hormonais ajudam a verificar a função da tireoide, da prolactina e da ovulação;
    • Exames de coagulação: investigam possíveis distúrbios no sangue que favoreçam sangramentos aumentados;
    • Biópsia do endométrio: indicada em casos específicos, principalmente para mulheres acima dos 40 anos ou com histórico familiar de câncer ginecológico.

    Leia mais: Higiene menstrual: conheça os principais cuidados durante o ciclo

    Tratamentos para fluxo menstrual intenso

    O tratamento do fluxo menstrual intenso varia de acordo com a causa da condição, e pode incluir:

    • Terapia hormonal: com anticoncepcionais orais, DIU hormonal, implantes ou injeções de progesterona, que reduzem ou até suspendem a menstruação;
    • Medicamentos específicos: como o ácido tranexâmico, usados em episódios agudos de sangramento;
    • Anti-inflamatórios não hormonais: que ajudam a controlar cólicas e reduzem discretamente o fluxo;
    • Cirurgias: quando há miomas, pólipos ou outras alterações estruturais que não respondem ao tratamento clínico. Em casos graves, pode ser indicada a histerectomia (retirada do útero).

    Em casos de anemia, também é fundamental indicar um tratamento com suplementação. No entanto, conforme reforça Andrea, não adianta apenas tratar a anemia sem controlar o sangramento: é preciso “fechar a torneira” para que o corpo consiga se recuperar.

    Riscos do fluxo menstrual intenso

    O maior problema do fluxo intenso é a anemia, já que o corpo perde ferro e hemoglobina de forma mais rápida do que consegue repor. Nesse cenário, a pessoa sente cansaço constante, falta de disposição, palpitações, queda de cabelo, unhas frágeis e falta de ar. Em casos graves, a anemia pode causar complicações cardíacas.

    Por isso, o hemograma é geralmente um dos primeiros exames solicitados quando há suspeita de fluxo aumentado. Se o resultado confirmar anemia, é muito provável que a menstruação abundante esteja diretamente ligada ao quadro.

    Veja também: TPM ou TDPM? Entenda as principais diferenças nos sintomas

    Perguntas frequentes sobre fluxo menstrual intenso

    1. Como saber se meu fluxo é realmente intenso?

    Se você precisa trocar o absorvente a cada 1 ou 2 horas, usa dupla proteção (absorvente interno e externo juntos), fica mais de 7 dias menstruada ou apresenta sinais de anemia, como cansaço extremo, tontura ou falta de ar, é bem provável que esteja com fluxo menstrual intenso. Nesses casos, é fundamental procurar um médico.

    2. Como diminuir o fluxo menstrual rápido?

    Alguns remédios, como anti-inflamatórios, podem reduzir o sangramento. Porém, só devem ser usados com indicação médica, pois cada caso tem uma origem diferente e a automedicação pode mascarar sintomas importantes ou até piorar o problema.

    3. Chá para diminuir o fluxo menstrual funciona?

    Não existem evidências científicas de que o consumo de chá realmente controle o fluxo intenso. Eles podem até ajudar no alívio de cólicas leves, mas não substituem tratamento médico.

    4. Ibuprofeno diminui o fluxo menstrual?

    Sim. O ibuprofeno, além de aliviar a dor, pode reduzir o volume do sangramento em até 30%, segundo estudos. Mas deve ser usado apenas com orientação médica, principalmente para quem tem problemas gástricos.

    5. Existe diferença entre cólica menstrual forte e fluxo menstrual intenso?

    Sim, são coisas diferentes, mas que podem aparecer juntas. A cólica menstrual (ou dismenorreia) é a dor causada pela contração do útero para eliminar o endométrio, podendo variar de leve a incapacitante.

    Já o fluxo menstrual intenso (menorragia) se refere especificamente à quantidade de sangue eliminada. Uma mulher pode ter cólicas fortes sem apresentar fluxo intenso, e também pode ter fluxo abundante sem sentir muita dor.

    Leia também: Por que algumas mulheres sentem mudanças cognitivas ao longo do ciclo menstrual?

  • Criança teve convulsão por febre: o que fazer na hora da crise? 

    Criança teve convulsão por febre: o que fazer na hora da crise? 

    Ver uma criança convulsionando é uma das experiências mais assustadoras para pais e cuidadores. Quando a crise acontece junto com febre, o medo costuma ser ainda maior, principalmente pela preocupação de que a criança tenha sofrido algum dano neurológico ou desenvolva epilepsia no futuro.

    Apesar do susto, a convulsão febril costuma ter evolução benigna na maioria dos casos. Ainda assim, saber como agir durante a crise, reconhecer sinais de gravidade e entender quando procurar atendimento médico faz toda a diferença para garantir a segurança da criança.

    O que é a convulsão febril

    A convulsão febril é uma crise convulsiva que acontece associada à febre em crianças, geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade. Apesar de assustar muito os pais e cuidadores, a maioria das convulsões febris é benigna e não causa sequelas neurológicas.

    A convulsão febril acontece quando a elevação da temperatura corporal desencadeia uma crise convulsiva em crianças predispostas. Ela geralmente acontece:

    • Durante quadros virais comuns;
    • Nas primeiras horas da febre;
    • Em crianças pequenas.

    Importante: a convulsão febril não significa necessariamente epilepsia.

    Como a crise costuma acontecer

    A crise pode surgir de forma súbita. Os sinais mais comuns são:

    • Perda de consciência;
    • Rigidez do corpo;
    • Movimentos involuntários dos braços e pernas;
    • Olhar parado ou revirado;
    • Sonolência após a crise.

    Na maioria dos casos, a crise dura poucos minutos.

    O que fazer durante a convulsão

    As medidas corretas ajudam a proteger a criança.

    1. Manter a calma

    Apesar do susto, a maioria das crises termina espontaneamente.

    2. Colocar a criança de lado

    Essa posição ajuda a evitar engasgos.

    3. Afastar objetos perigosos

    Para evitar machucados durante os movimentos.

    4. Observar o tempo da crise

    Tentar anotar quanto tempo durou.

    O que NÃO fazer

    Evite:

    • Colocar objetos na boca da criança. Muitos filmes e programas mostram isso de maneira incorreta;
    • Tentar segurar os movimentos;
    • Dar líquidos ou medicamentos durante a crise.

    Essas medidas podem causar acidentes.

    Quando procurar atendimento imediatamente

    Toda primeira convulsão febril deve ser avaliada por um médico. Procure atendimento urgente se:

    • A crise durar mais de 5 minutos;
    • A criança não acordar adequadamente depois;
    • Houver dificuldade para respirar;
    • A convulsão ocorrer sem febre conhecida;
    • A criança tiver menos de 6 meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na presença de febre;
    • Na idade típica;
    • Nas características da crise.

    O médico também avalia a causa da febre.

    Convulsão febril pode voltar?

    Sim. Algumas crianças podem apresentar novas crises em episódios futuros de febre. O risco é maior em:

    • Crianças mais novas;
    • Histórico familiar;
    • Primeira crise antes de 1 ano.

    Convulsão febril causa sequelas?

    Na maioria dos casos, não. As convulsões febris simples:

    • Não causam dano cerebral;
    • Não prejudicam o desenvolvimento;
    • Geralmente têm evolução benigna.

    Existe risco de epilepsia?

    O risco é baixo na maioria das crianças. A maior parte das crianças com convulsão febril nunca desenvolverá epilepsia.

    Como prevenir novas crises

    Nem sempre é possível evitar. O mais importante é:

    • Tratar a febre e o desconforto;
    • Observar sinais de gravidade;
    • Manter acompanhamento pediátrico.

    Confira: Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê

    Perguntas frequentes sobre convulsão febril

    1. Convulsão febril é comum?

    Sim. É relativamente frequente na infância.

    2. Sempre significa epilepsia?

    Não.

    3. Pode voltar?

    Sim. Algumas crianças apresentam recorrência.

    4. Precisa de remédio contínuo?

    Na maioria das vezes, não.

    5. Pode causar dano cerebral?

    As formas simples geralmente não causam sequelas.

    6. Quanto tempo costuma durar?

    Geralmente poucos minutos.

    7. Quando procurar emergência?

    Quando a crise é prolongada ou há sinais de gravidade.

    Veja também: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

  • Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Perceber um reflexo branco no olho da criança em uma foto pode parecer apenas um detalhe da iluminação. Mas, em alguns casos, esse sinal pode indicar um problema grave e que precisa de avaliação médica rápida: o retinoblastoma, um tipo raro de câncer ocular infantil.

    Embora seja incomum, o retinoblastoma é o tumor ocular mais frequente na infância. O bom é que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas e, em muitos casos, é possível preservar a visão da criança. Hoje você vai entender quais são os sinais de alerta para fazer a diferença na vida do seu filho.

    O que é o retinoblastoma

    O retinoblastoma é um tipo raro de câncer que se desenvolve na retina, a parte do olho responsável pela visão. Ele ocorre principalmente em crianças pequenas, geralmente antes dos 5 anos de idade.

    Quando diagnosticado precocemente, tem altas taxas de cura, o que torna fundamental reconhecer os sinais de alerta.

    O retinoblastoma é um tumor maligno que se origina nas células da retina.

    Ele pode afetar:

    • Um olho (unilateral);
    • Ambos os olhos (bilateral).

    A forma bilateral costuma estar associada a alterações genéticas hereditárias.

    Principais sinais e sintomas

    Os sinais podem ser percebidos pelos pais ou cuidadores.

    Os mais comuns são:

    • Leucocoria (reflexo branco na pupila, especialmente em fotos);
    • Estrabismo (olhos desalinhados);
    • Diminuição da visão;
    • Vermelhidão ocular;
    • Dor ocular (em casos mais avançados).

    A leucocoria é o sinal mais característico.

    Por que o retinoblastoma acontece

    O retinoblastoma está relacionado a mutações no gene RB1, que controla o crescimento das células. Ele pode ocorrer de duas formas.

    1. Forma hereditária

    • Associada a mutação genética;
    • Pode afetar ambos os olhos;
    • Maior risco de outros tumores.

    2. Forma não hereditária

    • Geralmente afeta apenas um olho;
    • Não está associada à herança familiar.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O principal fator de risco é ter histórico familiar de retinoblastoma. Na maioria dos casos, porém, não há história familiar conhecida.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação especializada. Os principais métodos são:

    • Exame oftalmológico detalhado;
    • Exames de imagem (ultrassom, ressonância);
    • Avaliação genética, quando indicado.

    O diagnóstico precoce é fundamental.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do tamanho, localização e extensão do tumor. As principais opções são:

    1. Quimioterapia

    • Para reduzir o tumor;
    • Pode ser sistêmica ou local.

    2. Terapias locais

    • Laser;
    • Crioterapia;
    • Radioterapia em casos específicos.

    3. Cirurgia

    • Remoção do olho (enucleação) em casos avançados.

    Retinoblastoma tem cura?

    Sim. Quando diagnosticado precocemente, as taxas de cura são altas. Além disso, é possível preservar a visão em muitos casos.

    Importância do diagnóstico precoce

    O reconhecimento precoce dos sinais é essencial para:

    • Aumentar as chances de cura;
    • Preservar a visão;
    • Evitar complicações.

    Confira: Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    Perguntas frequentes sobre retinoblastoma

    1. Retinoblastoma é comum?

    Não. É um câncer raro.

    2. Pode afetar os dois olhos?

    Sim, especialmente na forma hereditária.

    3. O reflexo branco no olho é normal?

    Não. Deve sempre ser investigado.

    4. Tem cura?

    Sim, principalmente quando diagnosticado cedo.

    5. Pode ser hereditário?

    Sim, em alguns casos.

    6. Toda criança deve ser examinada?

    Sim. Avaliações oftalmológicas são importantes.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar reflexo branco no olho ou alterações visuais.

    Veja mais: Oncofertilidade: como funciona a preservação da fertilidade antes de tratamento de câncer?

  • Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    O café da manhã é uma das refeições mais importantes – e gostosas – do dia, responsável por repor energia depois do sono e preparar o corpo para as atividades do dia. Para pessoas que têm intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, porém, podem surgir algumas dúvidas sobre como montar um cardápio adequado.

    Apesar do café normalmente conter muitos alimentos com leite ou derivados, a nutricionista Mariana Del Bosco aponta que o segredo está em escolher versões sem lactose dos alimentos comuns ou buscar substitutos vegetais e proteicos que garantam o mesmo valor nutricional. Entenda mais como fazer um café da manhã sem lactose a seguir!

    O que é lactose?

    A lactose é o açúcar natural presente no leite e em seus derivados, formada por dois açúcares simples: glicose e galactose. No organismo humano, ela é digerida pela enzima lactase, produzida no intestino delgado.

    Quando existe alguma deficiência ou baixa atividade da enzima lactase, o corpo não consegue quebrar a lactose de forma adequada — o que leva ao aparecimento dos sintomas de intolerância à lactose, como dor abdominal, gases, inchaço e diarreia.

    Vale destacar que intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são condições diferentes. No caso da intolerância, ocorre uma má digestão do açúcar do leite, não uma reação imunológica.

    Já na alergia, o corpo identifica as proteínas do leite como invasoras, provocando respostas mais sérias, como coceira, inchaço e até dificuldade para respirar. Nesses casos, todos os laticínios devem ser cortados da dieta.

    O que comer em um café da manhã sem lactose?

    O café da manhã é a refeição que mais tem a presença de leite e derivados, como iogurte e queijos. Mas, de acordo com Mariana, ele não precisa ser restritivo e pode continuar muito parecido com o de quem consome leite tradicional — apenas com algumas substituições simples.

    É possível manter o hábito de tomar leite, comer queijo e iogurte, desde que em versões sem lactose. Elas passam por um processo em que se adiciona a enzima lactase, responsável por quebrar a lactose em glicose e galactose, tornando o alimento mais fácil de digerir para quem tem intolerância.

    Mariana explica que o leite sem lactose tem um sabor levemente mais adocicado, mas mantém as mesmas propriedades nutricionais do leite comum, incluindo proteínas, cálcio e vitaminas importantes para o organismo.

    Outras alternativas para compor o café da manhã:

    • Ovos: fonte de proteína, vitaminas e minerais (mexidos, cozidos, pochê ou omelete com legumes);
    • Frutas frescas: fornecem fibras, vitaminas e energia leve (banana, mamão, maçã, frutas vermelhas);
    • Pães, tapiocas e cereais integrais: garantem energia e saciedade; prefira opções com fibras e menos aditivos;
    • Pastas e acompanhamentos: homus, tahine, pasta de amendoim e guacamole substituem manteiga e requeijão; o tahine é boa fonte de cálcio;
    • Oleaginosas e sementes: castanhas, nozes, amêndoas, chia e linhaça adicionam gorduras boas e antioxidantes.

    Com essas opções, dá para preparar combinações variadas, como pão integral com homus e suco natural, omelete com legumes e iogurte sem lactose com frutas e granola. O importante é manter o equilíbrio de nutrientes e evitar excesso de industrializados.

    Bebidas vegetais podem substituir o leite tradicional?

    As bebidas vegetais são produzidas a partir de grãos, sementes ou oleaginosas e podem ser usadas em cafés, vitaminas, mingaus e receitas em geral, mas, nutricionalmente, não são iguais ao leite.

    De acordo com Mariana, apesar de chamadas de “leite vegetal”, elas costumam conter menos proteínas e cálcio. Vale verificar se há cálcio adicionado no rótulo.

    A nutricionista recomenda variar o tipo de bebida para evitar excesso de um único ingrediente. Pesquisas apontam que bebidas de arroz podem ter índices elevados de arsênio — mais um motivo para moderação e rodízio alimentar.

    Intolerantes à lactose precisam cortar a lactose completamente?

    Não necessariamente. Diferente da alergia ao leite, a intolerância é dose-dependente e varia conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade individual.

    Segundo Mariana, muitas pessoas toleram pequenas porções — por exemplo, até cerca de 12 g de lactose/dia (aprox. um copo de leite ou um pote de iogurte). Queijos duros (parmesão, provolone) tendem a ter pouca lactose e podem ser melhor tolerados.

    Veja também: 8 modas de saúde que parecem boas, mas podem te prejudicar

    E quem tem alergia à proteína do leite?

    Na APLV, recomenda-se evitar completamente laticínios — inclusive versões sem lactose, pois ainda contêm as proteínas que causam a reação. Foque em alternativas vegetais e outras fontes proteicas:

    • Ovos (cozidos, mexidos, omeletes);
    • Homus (grão-de-bico com tahine);
    • Pasta de frango desfiado;
    • Tofu (grelhado ou batido com frutas);
    • Sementes (chia, linhaça, gergelim) e castanhas;
    • Bebidas vegetais com cálcio adicionado;
    • Tahine (rico em cálcio);
    • Folhas verde-escuras (couve, brócolis);
    • Leguminosas (feijão, lentilha).

    Planeje o cardápio com acompanhamento nutricional — sobretudo para crianças, gestantes e idosos. Em muitos casos, pode-se indicar suplementação.

    Como identificar produtos sem lactose no mercado

    Leia o rótulo. Você poderá encontrar:

    • “Sem/zero/não contém lactose”: até 100 mg por 100 g/ml;
    • “Contém lactose”: acima de 100 mg por 100 g/ml;
    • “Baixo teor de lactose”: entre 100 mg e 1 g por 100 g/ml.

    Se ainda houver dúvida, cheque a lista de ingredientes: “leite”, “sólidos de leite”, “soro de leite”, “lactose”.

    Cuidados ao escolher produtos industrializados

    Mesmo sem lactose, alguns industrializados podem ter excesso de açúcar, gorduras e aditivos. Dicas:

    • Prefira listas de ingredientes curtas e reconhecíveis;
    • Desconfie de muitos corantes, conservantes e aromatizantes;
    • Verifique o teor de açúcar adicionado;
    • Compare marcas (cálcio e proteína variam bastante);
    • Priorize alimentos frescos.

    Para intolerância, a lista de ingredientes é menos crítica do que na APLV, mas continua essencial para avaliar a qualidade nutricional.

    Como funciona o suplemento de lactase?

    O suplemento de lactase fornece a enzima que quebra a lactose em glicose e galactose, facilitando a absorção e evitando fermentação no intestino grosso (gases, dor, inchaço, diarreia).

    Segundo Mariana Del Bosco, é útil quando não há opção sem lactose (comer fora, viagens). Deve-se ingerir o comprimido/cápsula imediatamente antes da refeição com lactose.

    O suplemento não cura a intolerância, apenas ajuda a digestão e amplia a flexibilidade alimentar. Converse com nutricionista ou médico para ajustar dose e produto.

    Confira: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

    Perguntas frequentes

    Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

    Geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo: inchaço abdominal, gases, cólicas, diarreia, náuseas e desconforto digestivo. A intensidade depende da dose e do grau de intolerância.

    A intolerância à lactose tem cura?

    Não há cura definitiva. Contudo, é possível controlar com ajustes na dieta, versões sem lactose e, se necessário, suplemento de lactase. Por ser dose-dependente, muitas pessoas toleram pequenas quantidades.

    O que causa a intolerância à lactose?

    Principalmente a queda natural da produção de lactase após a infância. Pode surgir também por lesões/ inflamações intestinais (ex.: doença celíaca, gastroenterite, SII). Há forma congênita rara em que o bebê já nasce sem lactase.

    Quais alimentos contêm lactose?

    Leite e derivados (queijos, iogurtes, manteiga, requeijão, creme de leite, leite condensado) e vários industrializados (pães, bolos, molhos, sopas prontas, chocolates, biscoitos).

    Quais são os sintomas da alergia à proteína do leite?

    Podem aparecer minutos ou horas após o consumo: urticária, coceira, vermelhidão, inchaço de lábios/pálpebras, dor abdominal, vômitos, diarreia, chiado, falta de ar. Nos casos graves, anafilaxia (emergência médica).

    Quais alimentos devem ser evitados em caso de APLV?

    Além de leite e derivados, atenção a industrializados que escondem proteínas do leite: pães e bolos prontos, chocolates e sobremesas, margarinas e molhos, embutidos, sopas e purês industrializados. Procure no rótulo a advertência obrigatória: “Alérgicos: contém leite” (RDC 26/Anvisa).

    Leia também: Intolerância à lactose: quando o leite vira desconforto

  • 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    Quem nunca passou pelo desconforto de exagerar na comida ou de escolher algo que não caiu bem? Quando o intestino não está funcionando direito, é comum surgir uma série de sintomas desagradáveis — como azia, prisão de ventre, gases e a sensação de estufamento.

    Problemas intestinais frequentes também podem afetar a qualidade de vida, causando fadiga, mau humor e até prejudicando a imunidade. Nesses casos, aliado a uma alimentação saudável, incluir certos alimentos na rotina pode ajudar (e muito!) a manter o trânsito intestinal regular e melhorar a digestão.

    A seguir, confira algumas opções de alimentos ricos em fibras que valem a pena colocar no prato e ajudam a reduzir os desconfortos do dia a dia.

    Aveia

    A aveia é uma das principais fontes de fibras solúveis, especialmente a beta-glucana, que ajudam a controlar a velocidade de absorção dos nutrientes.

    “As fibras solúveis formam geis que auxiliam no controle do trânsito intestinal, absorção de nutrientes, servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino e ajudam a controlar a fome, glicemia e colesterol”, explica a nutricionista Hágata Ramos.

    No dia a dia, a aveia pode ser incluída em preparações simples e práticas, como mingaus, vitaminas, panquecas, pães e bolos caseiros. No café da manhã, uma tigela de frutas frescas com aveia em flocos é uma combinação saborosa para iniciar o dia com energia e regularidade intestinal.

    Leguminosas

    As leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha) fornecem fibras insolúveis que, de acordo com Hágata, aumentam o volume das fezes, ajudam na formação do bolo fecal e estimulam os movimentos intestinais. Ao mesmo tempo, as leguminosas fornecem proteínas vegetais, ferro e outros minerais que são importantes para o organismo.

    Algumas pessoas podem sentir desconforto (como gases) ao consumir leguminosas, mas isso pode ser reduzido com algumas medidas, como deixá-los de molho antes do preparo e variar o tipo de leguminosa ao longo da semana.

    Maçã

    Prática e acessível, a maçã é uma fruta que contém pectina em sua polpa, uma fibra solúvel que contribui para a formação de um bolo fecal mais macio e para o controle do trânsito intestinal. Já a casca é rica em fibras insolúveis, responsáveis por aumentar o volume das fezes e estimular os movimentos peristálticos.

    O ideal é consumir a maçã inteira, com casca, sempre bem higienizada, para aproveitar todos os seus nutrientes. Ela também ajuda a prolongar a saciedade e é uma ótima opção de lanche entre as refeições.

    Banana

    A banana é uma fruta rica em amido resistente, um tipo de fibra que age como prebiótico, servindo de alimento para as bactérias benéficas do intestino. Isso favorece o equilíbrio da microbiota e contribui para uma digestão mais saudável.

    Além disso, a fruta é uma excelente fonte de potássio, mineral que auxilia no controle da pressão arterial e no balanço de líquidos no organismo — o que contribui para evitar o intestino preso.

    Uma das formas mais práticas de inserir a banana na rotina é, além do consumo in natura, combiná-la com aveia ou iogurte natural, ou como base em receitas de vitaminas ou bolos funcionais.

    Vale lembrar que as bananas menos maduras possuem maior teor de amido resistente, enquanto as mais maduras oferecem mais energia imediata, graças ao aumento do açúcar natural da fruta.

    Mamão

    Quando o assunto é regular o intestino, o mamão é uma das frutas mais conhecidas. Sendo rico em fibras e enzimas (como a papaína) que auxiliam na digestão de proteínas, ele ajuda a amolecer as fezes e a estimular os movimentos intestinais, proporcionando mais conforto e regularidade no dia a dia, prevenindo e aliviando quadros de prisão de ventre.

    O bom é que o mamão é leve, hidratante e pode ser consumido em diferentes momentos do dia — seja no café da manhã, em sucos, vitaminas ou até como sobremesa natural.

    Chia

    Um dos principais benefícios da chia é que, por ser rica em fibras solúveis, o consumo regular ajuda a retardar a digestão, melhora o trânsito intestinal e aumenta a sensação de saciedade. Isso favorece o equilíbrio da microbiota e auxilia quem busca manter um intestino ativo.

    Ela também é simples de incluir na alimentação: ela pode ser hidratada em água e consumida como um “pudding”, misturada a frutas, iogurte ou até mesmo incorporada a receitas de pães e bolos. Outra forma prática é polvilhar a semente sobre saladas ou incluir em vitaminas.

    Linhaça

    Assim como a chia, a linhaça é uma fonte importante de fibras e também de ômega-3 de origem vegetal. As fibras ajudam a aumentar o volume fecal, estimulando os movimentos intestinais, enquanto seus ácidos graxos contribuem para a redução da inflamação e para a proteção da mucosa intestinal.

    Para aproveitar ao máximo os nutrientes da linhaça, ela deve ser consumida triturada ou na forma de farinha, já que a semente inteira pode atravessar o trato digestivo sem ser digerida. Ela pode ser adicionada a sucos, vitaminas, sopas, saladas ou usada como complemento em massas e pães caseiros.

    Alimentos fermentados

    Os alimentos fermentados, como o iogurte natural e o kefir, são fontes riquíssimas de probióticos, microrganismos vivos que contribuem para a manutenção de uma microbiota intestinal saudável. Eles ajudam a equilibrar a flora, dificultam a proliferação de bactérias nocivas e favorecem a absorção de nutrientes.

    Além disso, de acordo com Hágata, a microbiota saudável não favorece apenas a saúde intestinal, mas contribui para melhorar a imunidade e o humor.

    Mas afinal, como incluí-los na rotina? É fácil! O iogurte natural pode ser consumido no café da manhã com frutas e cereais integrais, enquanto o kefir, mais intenso em probióticos, pode ser tomado puro ou misturado a sucos e smoothies.

    Vegetais verde-escuros

    Num cardápio saudável, vegetais como espinafre, couve, brócolis e rúcula não podem faltar! Eles oferecem fibras insolúveis que aceleram o trânsito intestinal, além de uma variedade de vitaminas e minerais, como magnésio e cálcio, que favorecem a saúde digestiva.

    Para aproveitá-los melhor, é interessante variar o preparo: podem ser consumidos crus em saladas, refogados rapidamente ou adicionados em sucos verdes.

    Cereais integrais

    Arroz integral, quinoa, cevada e centeio são cereais que se destacam pelo teor de fibras insolúveis, fundamentais para manter o bolo fecal volumoso e estimular os movimentos intestinais.

    Ao contrário dos cereais refinados, que passam por processos que retiram grande parte das fibras e nutrientes, os integrais mantêm a estrutura completa, oferecendo mais benefícios ao organismo.

    Além de substituir o arroz branco pelo integral, você pode incluir cereais integrais na alimentação de várias formas no dia a dia: a quinoa, por exemplo, pode ser usada em saladas frias, acompanhando vegetais e proteínas, ou adicionada em sopas para aumentar o valor nutritivo.

    Não esqueça de beber água!

    Sem água, as fibras não conseguem exercer a sua função adequadamente, de acordo com Hágata. Isso porque elas precisam de líquido para se expandirem no intestino, aumentarem o volume do bolo fecal e estimularem os movimentos intestinais.

    A água também desempenha um papel extra: ela ajuda a formar o muco que protege as paredes do intestino, melhora a absorção de nutrientes e ainda facilita a eliminação de toxinas do organismo.

    Confira: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

    Quais alimentos prejudicam o funcionamento do intestino?

    Segundo Hágata Ramos, um alimento isolado dificilmente causa problemas. O risco aparece quando a dieta é baseada em ultraprocessados ricos em gorduras saturadas e açúcares. Isso pode ter um impacto significativo no intestino e na saúde como um todo, já que desregula a microbiota e prejudica a motilidade intestinal, favorecendo desconfortos e alterações na digestão.

    Veja também: Canetas emagrecedoras: quais alimentos ajudam a aliviar o intestino preso durante o tratamento?

    Perguntas frequentes sobre alimentos ricos em fibras para o intestino

    1. Quando saber se o intestino está bom?

    Um intestino saudável é aquele que funciona de forma regular, com evacuações que variam de três vezes ao dia até três vezes por semana, sem esforço excessivo, dor ou desconforto. As fezes devem ter consistência adequada, nem muito duras, nem excessivamente moles — e a evacuação deve ocorrer sem sensação de esvaziamento incompleto.

    Além disso, não é apenas a frequência que importa, mas também a ausência de sintomas como gases em excesso, desconforto abdominal, dor e sensação de peso.

    2. O que causa prisão de ventre?

    A prisão de ventre, também chamada de constipação intestinal ou intestino preso, pode ser causada por uma série de fatores, mas é especialmente comum devido a:

    • Dietas pobres em fibras;
    • Baixa ingestão de água;
    • Sedentarismo;
    • Consumo excessivo de ultraprocessados, ricos em gordura saturada e açúcar;
    • Questões emocionais, como estresse e ansiedade.

    3. Exercícios físicos podem melhorar o funcionamento intestinal?

    A prática regular de atividade física tem impacto direto sobre o intestino. Realizar movimentos como caminhadas, corridas leves, yoga ou até alongamentos estimulam os músculos abdominais e aumentam os movimentos peristálticos, acelerando o trânsito intestinal.

    Além disso, o exercício contribui para a redução do estresse, que também pode ser um fator associado à constipação. Pessoas sedentárias tendem a apresentar maior risco de desenvolver prisão de ventre, justamente pela falta da estimulação natural.

    4. O que é a microbiota intestinal?

    A microbiota intestinal é o conjunto de trilhões de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal. Eles, que em sua maioria são bactérias benéficas, atuam em várias funções importantes: participam da digestão, produzem vitaminas, regulam o sistema imunológico e protegem contra a colonização por bactérias nocivas.

    Quando a microbiota está equilibrada, há maior absorção de nutrientes e melhor funcionamento do intestino. Porém, uma dieta rica em ultraprocessados e pobre em fibras pode desequilibrar a flora, favorecendo disfunções intestinais, queda da imunidade e até alterações de humor.

    5. Qual a diferença entre probióticos e prebióticos?

    Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, trazem benefícios à saúde, principalmente ao equilíbrio da microbiota intestinal. Eles estão presentes em alimentos fermentados, como iogurte natural e kefir.

    Já os prebióticos são tipos de fibras que servem de alimento para essas bactérias benéficas, ajudando-as a se multiplicar. Alguns exemplos incluem a inulina, presente na chicória, e o amido resistente encontrado em bananas verdes.

    6. Qual a diferença entre fibras solúveis e insolúveis?

    As fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia, polpa da maçã e chia, formam um tipo de gel em contato com a água. Ele ajuda a controlar a velocidade com que o alimento sai do estômago e percorre o intestino — além de contribuir para o controle da glicemia e do colesterol.

    Já as fibras insolúveis, encontradas no farelo de trigo, nas cascas de frutas e em verduras, aumentam o volume das fezes e aceleram o trânsito intestinal.

    As duas têm funções diferentes, mas são igualmente importantes para a saúde digestiva. Por isso, o ideal é variar as fontes e incluir tanto solúveis quanto insolúveis no dia a dia.

    7. Tomar laxante é seguro?

    O uso de laxantes deve ser feito com cautela. Eles são úteis em casos pontuais de constipação, mas o uso frequente pode levar à dependência, fazendo com que o intestino perca sua mobilidade natural. Aliás, alguns laxantes irritativos podem causar dor abdominal, cólicas e desequilíbrios eletrolíticos.

    Por isso, eles nunca devem ser usados sem orientação médica. A prioridade deve ser sempre corrigir hábitos alimentares e de estilo de vida. Caso a prisão de ventre seja persistente, o ideal é investigar as causas com um médico antes de recorrer ao uso de remédios.

    Leia também: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?