Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

Menina demonstrando hipermobilidade das articulações do corpo em apresentação artística, mobilidade que se parece com quem tem Ehlers-Danlos

Pessoas que conseguem dobrar excessivamente os dedos, deslocam articulações com facilidade ou apresentam pele muito elástica podem ter sinais de uma condição genética chamada síndrome de Ehlers-Danlos. Embora alguns sintomas pareçam apenas flexibilidade acima da média, a síndrome pode afetar diferentes partes do corpo e impactar consideravelmente a rotina.

A condição envolve alterações no colágeno, proteína fundamental para dar sustentação e resistência aos tecidos. Dependendo do tipo da síndrome, os sintomas podem variar desde dor e instabilidade articular até formas mais graves, com comprometimento de vasos sanguíneos e órgãos internos.

O que é a síndrome de Ehlers-Danlos

A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo de doenças genéticas que afetam o tecido conjuntivo, especialmente o colágeno, proteína essencial para a estrutura da pele, articulações e vasos sanguíneos. É uma condição hereditária em que há alteração na produção ou na estrutura do colágeno. Isso leva a tecidos mais frágeis e elásticos do que o normal.

Essa condição pode causar hipermobilidade das articulações, pele mais elástica e maior fragilidade dos tecidos. A gravidade varia bastante conforme o tipo da síndrome.

Existem diferentes tipos de síndrome de Ehlers-Danlos, com manifestações variadas.

Principais sintomas

Os sintomas podem variar conforme o tipo, mas os mais comuns são:

  • Hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis);
  • Dor nas articulações;
  • Luxações frequentes;
  • Pele elástica e macia;
  • Pele que se machuca facilmente;
  • Cicatrização alterada.

Tipos mais comuns

A síndrome de Ehlers-Danlos possui diferentes formas.

1. Tipo hipermóvel

  • Mais comum;
  • Predomínio de hipermobilidade e dor articular.

2. Tipo clássico

  • Pele mais elástica e frágil;
  • Cicatrização anormal.

3. Tipo vascular

  • Forma mais grave;
  • Fragilidade de vasos sanguíneos e órgãos internos.

Por que a síndrome acontece

A SED é causada por mutações genéticas que afetam o colágeno. Essas alterações são hereditárias e podem ser transmitidas de geração em geração.

Quem tem maior risco de desenvolver

A síndrome é genética, portanto:

  • Pode ocorrer em pessoas com histórico familiar;
  • Pode surgir mesmo sem antecedentes conhecidos, em alguns casos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado:

  • Nos sinais e sintomas;
  • Na avaliação da hipermobilidade;
  • Em alguns casos, em testes genéticos.

A avaliação por especialista é importante para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras condições.

Possíveis complicações

Dependendo do tipo, podem ocorrer:

  • Dor crônica;
  • Instabilidade articular;
  • Lesões frequentes;
  • Problemas vasculares, especialmente no tipo vascular.

Como é feito o tratamento

Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar os sintomas e reduzir complicações.

1. Fisioterapia

  • Fortalecimento muscular;
  • Estabilização das articulações.

2. Controle da dor

  • Analgésicos;
  • Acompanhamento especializado.

3. Cuidados gerais

  • Evitar movimentos excessivos;
  • Prevenir lesões;
  • Manter acompanhamento médico regular.

Síndrome de Ehlers-Danlos tem cura?

Não. É uma condição genética crônica, mas pode ser manejada com acompanhamento adequado e medidas para melhorar a qualidade de vida.

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Perguntas frequentes sobre síndrome de Ehlers-Danlos

1. É uma doença rara?

Sim, embora alguns tipos sejam mais frequentes que outros.

2. Pode causar dor?

Sim. Dor articular e muscular são sintomas comuns.

3. Ehlers-Danlos tem cura?

Não, mas os sintomas podem ser controlados.

4. Pode afetar a pele?

Sim. A pele pode ser mais elástica, fina e frágil.

5. A Síndrome de Ehlers-Danlos é hereditária?

Sim. A síndrome tem origem genética.

6. Hipermobilidade sempre significa síndrome de Ehlers-Danlos?

Não. Algumas pessoas têm hipermobilidade sem apresentar a doença.

7. Quando procurar um médico?

Quando houver hipermobilidade associada a dor, lesões frequentes ou outros sintomas persistentes.

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