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  • Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Coceira persistente entre os dedos dos pés, descamação e até pequenas rachaduras na pele são sinais que muita gente já experimentou, especialmente em dias quentes ou após longos períodos com calçados fechados. Embora pareça algo simples, esse desconforto pode indicar uma infecção bastante comum: a frieira.

    Conhecida popularmente como frieira ou pé de atleta, essa condição está diretamente relacionada à umidade e ao ambiente propício para a proliferação de fungos. É importante entender como ela surge e como tratar corretamente para evitar recorrências e complicações.

    O que é a frieira

    A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma infecção causada por fungos que afeta principalmente a pele dos pés, especialmente entre os dedos.

    Essa condição é bastante comum e costuma ocorrer em ambientes quentes e úmidos, favorecendo a proliferação dos fungos.

    Embora não seja uma doença grave, pode causar bastante desconforto, com coceira, descamação e, em alguns casos, fissuras dolorosas na pele.

    Os fungos dermatófitos que causam a frieira costumam se desenvolver em áreas úmidas, como:

    • Entre os dedos dos pés;
    • Solas dos pés;
    • Laterais dos pés.

    A infecção pode se espalhar se não for tratada adequadamente.

    Principais sintomas

    Os sintomas da frieira são característicos e geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Coceira intensa;
    • Descamação da pele;
    • Vermelhidão;
    • Fissuras ou rachaduras;
    • Sensação de ardor.

    Em alguns casos, pode haver mau cheiro ou dor.

    Por que a frieira acontece

    A infecção ocorre quando fungos encontram condições favoráveis para crescer.

    Entre os principais fatores estão:

    • Umidade nos pés;
    • Uso de calçados fechados por longos períodos;
    • Sudorese excessiva;
    • Falta de ventilação na região;
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes como vestiários, piscinas e academias são locais comuns de transmissão.

    Como ocorre a transmissão

    A frieira pode ser adquirida por contato direto ou indireto com fungos.

    As formas mais comuns são:

    • Andar descalço em locais úmidos compartilhados;
    • Uso de toalhas ou calçados contaminados;
    • Contato com superfícies infectadas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Algumas pessoas têm maior risco de desenvolver frieira:

    • Pessoas que usam sapatos fechados por longos períodos;
    • Atletas;
    • Pessoas com sudorese excessiva;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas com diabetes.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da frieira costuma ser simples e eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos tópicos, como cremes ou sprays;
    • Em casos mais extensos, antifúngicos orais;
    • Cuidados com higiene e secagem dos pés.

    O tratamento deve ser mantido pelo tempo recomendado, mesmo após melhora dos sintomas.

    Como prevenir a frieira

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter os pés secos, especialmente entre os dedos;
    • Usar calçados ventilados;
    • Trocar meias diariamente;
    • Evitar andar descalço em locais públicos úmidos;
    • Não compartilhar toalhas ou calçados.

    Leia também:

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Perguntas frequentes sobre frieira

    1. Frieira é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com superfícies contaminadas.

    2. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento evita piora e disseminação.

    3. Pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem, pode haver recorrência.

    4. Coça muito?

    Sim. A coceira é um dos principais sintomas.

    5. Pode dar mau cheiro?

    Sim, especialmente em casos mais avançados.

    6. Antifúngico resolve?

    Sim. É o tratamento principal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando não há melhora com tratamento inicial ou quando a infecção é extensa.

    Veja mais:

    Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca?

  • 9 sinais de que o uso de anabolizantes se tornou uma emergência médica

    9 sinais de que o uso de anabolizantes se tornou uma emergência médica

    Não é uma novidade que o uso indiscriminado de esteroides anabolizantes pode causar problemas sérios para a saúde física e mental, incluindo problemas cardiovasculares, hepáticos e psiquiátricos. Por isso, o Brasil proíbe a prescrição e comercialização com finalidades estéticas, de ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo.

    Os anabolizantes atuam profundamente no sistema endócrino, desregulando a produção natural de hormônios e sobrecarregando órgãos vitais como o coração, o fígado e os rins.

    Além dos danos físicos visíveis, como acne severa e queda de cabelo, o uso das substâncias interfere diretamente no sistema nervoso central, podendo desencadear quadros de dependência, depressão profunda e comportamentos agressivos.

    Como saber se o uso de anabolizantes se tornou uma emergência médica?

    O excesso de hormônio no organismo pode desencadear uma série de sintomas, como aponta o cardiologista Remo Furtado e a Associação Médica Brasileira.

    1. Dor ou pressão no peito

    A dor no peito é um dos sinais mais graves do excesso de anabolizantes. Segundo Remo, o uso causa o espessamento das paredes do coração e torna o sangue mais viscoso, dificultando a circulação e aumentando o risco de coágulos, podendo causar um infarto.

    Se você sentir uma sensação de aperto, queimação ou peso que irradia para os braços ou mandíbula, procure socorro imediato.

    2. Pressão alta com dor de cabeça intensa

    Um aumento importante da pressão arterial pode causar dor de cabeça forte, visão turva e sensação de mal-estar. Os anabolizantes pode desregular a pressão e aumentar o risco de complicações como o AVC, especialmente quando utilizados em doses elevadas.

    3. Arritmias ou palpitações fortes

    O comprometimento elétrico do coração pode se manifestar através de batimentos descompassados ou acelerados sem motivo aparente. As palpitações indicam que o músculo cardíaco, impactado pelo uso de hormônios sintéticos, pode estar com dificuldade para manter um ritmo estável.

    As arritmias graves podem evoluir para paradas cardiorrespiratórias, precisando de monitoramento médico urgente para estabilizar a frequência cardíaca.

    4. Icterícia (pele e olhos amarelados)

    O fígado, sobrecarregado pelo processamento dos esteroides (especialmente os de via oral), pode perder a capacidade de filtrar toxinas e metabolizar a bilirrubina. Como consequência, ocorre o acúmulo da substância no sangue, o que causa a coloração amarelada da pele e dos olhos.

    5. Urina escura ou fezes brancas

    A presença de urina muito escura, semelhante à cor de refrigerante tipo cola, ou fezes claras pode indicar alteração no funcionamento do fígado ou dos rins.

    Os sinais mostram que o organismo não está conseguindo eliminar resíduos de forma adequada, o que pode evoluir para quadros graves se não for tratado adequadamente.

    6. Dor abdominal aguda e constante

    Os anabolizantes, especialmente os de uso oral, são altamente hepatotóxicos e podem causar complicações que resultam em dor intensa na região do abdômen superior, como inflamação no fígado, lesões hepáticas ou até o desenvolvimento de alterações mais graves, como tumores.

    7. Inchaço súbito e generalizado (edema)

    O acúmulo rápido de líquidos, perceptível pelo inchaço acentuado nas pernas, tornozelos, mãos ou no rosto, é um indicativo de que os rins ou o coração não estão mais conseguindo bombear e filtrar os fluidos corporais.

    8. Psicose e os episódios de fúria descontrolada

    Os esteroides interferem no controle dos impulsos e na percepção da realidade, podendo levar ao fenômeno conhecido como roid rage. O resultado pode ser um quadro de agressividade intensa ou episódios psicóticos, nos quais a pessoa perde o contato com a realidade e pode colocar em risco a própria vida e a de outras pessoas.

    9. Sintomas depressivos

    O surgimento de alterações no humor, como tristeza intensa, falta de energia, desânimo constante ou pensamentos negativos, podem acontecer especialmente com a interrupção dos anabolizantes. As substâncias afetam diretamente o funcionamento do cérebro, alterando substâncias relacionadas ao bem-estar, como serotonina e dopamina.

    O que fazer ao chegar no pronto-socorro?

    Se você chegar ao pronto-socorro com sinais de complicação por uso de anabolizantes, é importante oferecer o máximo de informações possíveis para a equipe médica:

    • Informe o uso de anabolizantes logo no atendimento, mesmo que não tenha sido recente;
    • Diga quais substâncias foram usadas, se souber o nome, a forma de uso (oral ou injetável) e as doses;
    • Explique há quanto tempo está usando e se houve aumento recente da dose;
    • Relate todos os sintomas, mesmo os que parecem leves;
    • Leve embalagens ou fotos dos produtos, se possível.

    Além dos esteroides, relate o uso de qualquer outra substância associada, como termogênicos, diuréticos, suplementos pré-treino ou medicamentos de terapia pós-ciclo (TPC), pois as interações medicamentosas podem agravar o risco de colapso renal ou cardíaco.

    Os danos dos anabolizantes são reversíveis?

    Segundo Remo, os danos causados pelos anabolizantes podem ser reversíveis em alguns casos, quando o uso é interrompido, mas não é o caso para todas as pessoas. Isso varia conforme o tempo de uso, a dose, o tipo de substância e a resposta de cada organismo.

    Leia mais: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes

    1. O que são esteroides anabolizantes?

    São substâncias sintéticas criadas para imitar a testosterona. Elas estimulam o crescimento celular e a síntese de proteínas, resultando no aumento da massa muscular e da força física.

    2. Como os anabolizantes atuam no corpo?

    Eles se ligam a receptores nas células musculares, sinalizando ao organismo para acelerar a construção de fibras e a retenção de nitrogênio, o que agiliza a recuperação e o ganho de volume.

    3. Para que servem os anabolizantes?

    São indicados estritamente para tratar deficiências hormonais (hipogonadismo), atraso na puberdade, anemias graves e perda de massa muscular causada por doenças como câncer ou HIV.

    4. Quais os principais efeitos colaterais dos anabolizantes em homens?

    Os mais comuns incluem a redução dos testículos, queda acentuada na produção de espermatozoides (infertilidade), crescimento das mamas (ginecomastia) e calvície precoce.

    5. Quais os principais efeitos colaterais dos anabolizantes em mulheres?

    Ocorre um processo de virilização, caracterizado pelo engrossamento da voz, crescimento de pelos no rosto, irregularidade no ciclo menstrual e aumento irreversível do clitóris.

    6. Como identificar o uso de anabolizantes no sangue?

    Através de exames que mostram testosterona total muito acima do limite, enquanto os hormônios LH e FSH (responsáveis por estimular a produção natural) aparecem zerados ou suprimidos.

    7. É seguro comprar anabolizantes pela internet?

    Não. Produtos de venda online clandestina costumam vir de laboratórios sem higiene, podendo conter impurezas, bactérias, metais pesados ou substâncias diferentes das anunciadas no rótulo.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

  • Treino na gravidez: por que é importante monitorar a frequência cardíaca? 

    Treino na gravidez: por que é importante monitorar a frequência cardíaca? 

    O aumento do volume sanguíneo, a dilatação dos vasos periféricos e o aumento da quantidade de sangue bombeado por minuto são algumas das principais alterações que acontecem durante a gravidez, o que faz com que o sistema cardiovascular da mulher trabalhe de forma mais intensa ao longo de toda a gestação.

    Por isso, quando a gestante tem uma rotina regular de treinos, é importante uma atenção especialmente na frequência cardíaca. “Uma frequência cardíaca elevada por tempo prolongado pode comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário — ou seja, o sangue que chega até o bebê”, explica o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    Além disso, em casos de gestantes com condições de risco, como cardiopatias ou hipertensão, o especialista esclarece que o exercício sem monitoramento pode desencadear eventos mais graves. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a gravidez muda a frequência cardíaca?

    Desde o primeiro trimestre, Giovanni explica que a frequência cardíaca de repouso tende a aumentar de forma progressiva, podendo ficar entre 10 e 20 batimentos por minuto acima do habitual. O coração precisa bombear mais sangue de forma contínua, tanto para o organismo materno quanto para a placenta e o bebê.

    Por consequência, a gestante passa a atingir frequências mais altas com esforços menores do que antes da gravidez. “Em outras palavras, um exercício que antes parecia leve pode se tornar moderado ou até intenso durante a gestação — mesmo que a sensação subjetiva de esforço ainda não seja tão grande”, complementa o cardiologista.

    Por isso, é necessário ajustar os parâmetros de intensidade ao longo da gravidez, em vez de simplesmente manter a mesma rotina de antes de engravidar.

    Qual a frequência cardíaca ideal para gestantes durante o treino?

    Não existe uma única frequência cardíaca ideal que sirva para todas as gestantes durante o treino, uma vez que a resposta do coração varia de acordo com a idade, o nível de condicionamento físico, o estágio da gestação e até a presença de alguma condição clínica.

    Segundo Giovanni, a orientação mais atual envolve observar como a gestante se sente durante o exercício. As ferramentas como a percepção de esforço (Escala de Borg) e o “teste da fala” (conseguir conversar enquanto se exercita) ajudam a entender se a intensidade está adequada.

    A frequência cardíaca continua sendo um parâmetro útil, especialmente quando associada à avaliação médica prévia e ao acompanhamento profissional.

    “Gestantes sem complicações e com boa aptidão cardiovascular podem tolerar esforços moderados a intensos, enquanto outras precisam de restrições mais rígidas”, aponta o cardiologista.

    Smartwatches são confiáveis para monitorar a frequência cardíaca?

    Os dispositivos vestíveis, como smartwatches e monitores de frequência cardíaca, podem ajudar a gestante a ter mais consciência sobre a intensidade do exercício. Mas, apesar de práticos e acessíveis, eles não devem substituir a avaliação médica.

    “Esses dispositivos mostram o que está acontecendo, mas não conseguem avaliar se aquela frequência é segura para uma gestante específica. Por exemplo, uma frequência de 160 bpm pode ser adequada para uma gestante com bom condicionamento e acompanhamento adequado, mas pode não ser segura para outra com algum risco cardiovascular”, detalha Giovanni.

    Portanto, o cardiologista orienta que a gestante tenha uma avaliação cardiológica antes de iniciar ou manter um programa de exercícios. Os dispositivos podem ser usados como auxílio, não como única referência de segurança.

    Como ajustar a intensidade do exercício conforme o trimestre da gestação?

    A intensidade do exercício na gestação precisa ser ajustado conforme as mudanças do corpo e como a gestante se sente em cada fase:

    • Primeiro trimestre: as principais preocupações são o risco de aumento excessivo da temperatura corporal e os enjoos e a fadiga frequentes. Giovanni aponta que exercícios moderados costumam ser bem tolerados, mas é importante evitar ambientes muito quentes e manter uma boa hidratação;
    • Segundo trimestre: muitas mulheres se sentem com mais energia, e esse costuma ser o período mais confortável para se exercitar. Ainda assim, é importante evitar exercícios deitada de costas por muito tempo, pois o útero pode comprimir um vaso importante e prejudicar a circulação;
    • Terceiro trimestre: o crescimento da barriga muda o equilíbrio do corpo e aumenta o risco de quedas. Também pode surgir mais falta de ar, já que o útero pressiona o diafragma. Por isso, atividades de baixo impacto, como caminhada, hidroginástica e yoga para gestantes, costumam ser as mais indicadas.

    “Em todas as fases, a avaliação médica prévia e o acompanhamento de um profissional de educação física são fundamentais”, complementa Giovanni.

    Como se exercitar com segurança na gravidez?

    A primeira orientação para gestantes que planejam manter uma rotina de treinos é procurar a orientação de um médico. Como cada mulher apresenta um nível de condicionamento e história clínica diferente, a avaliação individual consegue definir o que é seguro em cada caso.

    Mas, de maneira geral, Giovanni aponta alguns cuidados:

    • Prefira exercícios de intensidade moderada, como caminhada, natação, hidroginástica, bicicleta estacionária e pilates gestacional;
    • Evite atividades com risco de impacto abdominal, quedas ou contato físico;
    • Não se exercite em ambientes muito quentes ou úmidos, e mantenha-se bem hidratada;
    • Respeite os sinais do próprio corpo: dor, sangramento, falta de ar excessiva, tontura ou contrações são sinais para interromper imediatamente o exercício e buscar avaliação médica;
    • Evite longas permanências deitada de costas (decúbito dorsal) a partir do segundo trimestre;
    • Exercitar-se com regularidade é mais benéfico do que sessões esporádicas e intensas.

    “A gestação não é um período de inatividade — ao contrário, exercícios regulares e adequados trazem benefícios comprovados para a mãe e para o bebê. O segredo está na individualização e no acompanhamento profissional”, finaliza o cardiologista.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. É perigoso o coração bater rápido demais durante o treino gestacional?

    Sim, se ultrapassar os limites de segurança por muito tempo. Batimentos excessivos podem reduzir temporariamente o fluxo de oxigênio para o bebê e causar hipertermia (aumento da temperatura corporal) na mãe.

    2. Posso fazer exercícios de alta intensidade se eu já era atleta?

    Sim, mas sob supervisão rigorosa. Atletas podem manter intensidades maiores, porém o monitoramento da frequência cardíaca e da temperatura deve ser constante para evitar o estresse fetal.

    3. O que é o “teste da fala” no exercício para gestantes?

    É uma forma prática de medir a intensidade: se a gestante consegue conversar enquanto se exercita, a frequência cardíaca está em uma zona segura. Se ficar ofegante demais para falar, deve reduzir o ritmo.

    4. Como o monitoramento cardíaco ajuda a evitar a pré-eclâmpsia?

    O monitoramento ajuda a controlar o esforço cardiovascular, evitando picos de pressão arterial e garantindo que o exercício atue de forma benéfica na saúde dos vasos sanguíneos.

    5. O que fazer se a frequência cardíaca subir muito rápido no início do treino?

    Pare ou reduza a intensidade imediatamente. Isso pode ser sinal de desidratação, cansaço acumulado ou necessidade de um aquecimento mais longo e gradual.

    6. Quando os batimentos indicam que devo procurar um médico?

    Se após interromper o exercício a frequência cardíaca demorar muito a baixar ou se você sentir arritmia (batimentos irregulares), dor no peito ou tontura extrema.

    7. É seguro treinar em dias muito quentes?

    Não é recomendado, pois o calor ambiente somado ao esforço físico eleva a frequência cardíaca e a temperatura interna, o que é arriscado para o desenvolvimento do bebê.

    Confira: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

  • Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Pequenas bolinhas na pele, muitas vezes com vermelhidão ou pus, costumam gerar dúvida, especialmente quando aparecem de forma repentina ou em áreas sensíveis. Para algumas pessoas, a preocupação aumenta ao pensar em infecções mais complexas, como herpes ou outras doenças de pele.

    Na prática, uma das causas mais comuns desse tipo de lesão é a foliculite, uma condição frequente e, na maioria das vezes, benigna. Ainda assim, saber identificar suas características e diferenciá-la de outras alterações cutâneas é importante para evitar confusões e buscar o cuidado adequado quando necessário.

    O que é a foliculite

    A foliculite é uma inflamação dos folículos pilosos, estruturas da pele responsáveis pelo crescimento dos pelos.

    Ela costuma se manifestar como pequenas bolinhas vermelhas ou com pus ao redor dos pelos, e pode causar coceira ou desconforto.

    Apesar de geralmente ser uma condição benigna e comum, a foliculite pode ser confundida com outras lesões de pele, como herpes, acne ou irritações, o que gera dúvidas sobre o diagnóstico.

    Essa inflamação ou infecção do folículo piloso pode ser causada por:

    • Bactérias, especialmente Staphylococcus aureus;
    • Fungos;
    • Irritação mecânica, como depilação ou atrito.

    Essa inflamação leva ao surgimento de pequenas lesões ao redor dos pelos.

    Onde a foliculite aparece com mais frequência

    A foliculite pode ocorrer em qualquer área com pelos, mas é mais comum em:

    • Rosto (especialmente após barbear);
    • Couro cabeludo;
    • Axilas;
    • Virilha;
    • Pernas e nádegas.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam ser leves, mas podem variar.

    Os mais comuns são:

    • Pequenas bolinhas vermelhas ou com pus;
    • Lesões centradas no pelo;
    • Coceira ou leve dor;
    • Vermelhidão ao redor da lesão.

    Em casos mais intensos, podem surgir lesões maiores e mais dolorosas.

    Por que a foliculite acontece

    A foliculite geralmente ocorre quando o folículo piloso sofre algum tipo de agressão.

    As coisas que mais costumam causar foliculite são:

    • Depilação ou barbear;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Suor excessivo;
    • Obstrução dos poros;
    • Uso de produtos irritantes.

    Essas condições favorecem a inflamação ou infecção local.

    Foliculite pode ser confundida com herpes?

    Sim, em alguns casos.

    Algumas lesões de pele podem parecer semelhantes, mas existem diferenças importantes.

    Foliculite

    • Lesões centradas em pelos;
    • Pústulas (com pus);
    • Distribuição em áreas com pelos;
    • Geralmente não causa sintomas sistêmicos.

    Herpes

    • Vesículas (bolhas com líquido claro);
    • Lesões agrupadas;
    • Pode causar dor ou ardor intenso;
    • Pode vir acompanhada de sintomas como febre ou mal-estar.

    Além disso, o herpes costuma ter recorrência no mesmo local e evolução característica com formação de crostas.

    Por isso, embora possam parecer semelhantes à primeira vista, a avaliação clínica ajuda a diferenciar.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da foliculite é geralmente clínico, baseado na aparência das lesões. Na maioria dos casos, não são necessários exames.

    Em situações atípicas ou persistentes, pode ser necessário investigar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade.

    As principais medidas são:

    • Higiene adequada da pele;
    • Evitar fatores irritantes;
    • Antibióticos tópicos, em casos bacterianos;
    • Antifúngicos, quando indicado;
    • Evitar depilação temporariamente.

    Casos mais extensos podem exigir tratamento oral.

    Como prevenir a foliculite

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar roupas muito apertadas;
    • Usar técnicas adequadas de depilação;
    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Usar produtos adequados para a pele.

    Confira:

    Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Perguntas frequentes sobre foliculite

    1. Foliculite é contagiosa?

    Depende da causa. Algumas formas infecciosas podem ser transmissíveis.

    2. Pode virar algo mais grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode evoluir para lesões maiores se não tratada.

    3. É igual à acne?

    Não. Embora semelhantes, têm causas diferentes.

    4. Pode coçar?

    Sim. A coceira é comum.

    5. Como diferenciar de herpes?

    Pelo tipo de lesão, localização e sintomas associados.

    6. Precisa de antibiótico?

    Nem sempre. Depende da causa.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões são persistentes, dolorosas ou de difícil diagnóstico.

    Veja também:

    Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

  • Por que o autismo pode passar despercebido até a vida adulta? Conheça os sinais mais comuns

    Por que o autismo pode passar despercebido até a vida adulta? Conheça os sinais mais comuns

    Apesar de frequentemente percebido na primeira infância, por ser a fase de desenvolvimento da linguagem, interação social e do comportamento, o transtorno do espectro autista (TEA) nem sempre se manifesta de forma óbvia nos primeiros anos de vida.

    Na verdade, para muitos adultos, o processo até o diagnóstico é marcado por uma sensação persistente de ser diferente ou de precisar realizar um esforço imenso para realizar tarefas que parecem naturais para os outros.

    Mas por que isso acontece? No dia a dia, pessoas com níveis de suporte mais baixos podem desenvolver mecanismos de defesa para se ajustarem às expectativas da sociedade.

    Segundo a neurologista Paula Dieckmann, ao longo dos anos, elas aprendem a imitar gestos, forçar contato visual e decorar roteiros sociais, um fenômeno conhecido como masking.

    O processo, que tende a ser exaustivo e doloroso, pode causar um grande desgaste emocional e mental, aumentando os riscos de burnout, depressão e ansiedade.

    O que explica o diagnóstico tardio de autismo?

    O diagnóstico tardio de autismo, seja na adolescência, vida adulta ou mesmo na terceira idade, pode acontecer por uma série de fatores, mas normalmente envolve a forma como o TEA se manifesta.

    Em pessoas com nível de suporte 1, os sinais na infância tendem a ser mais sutis e acabam sendo interpretados como traços de personalidade, como timidez, perfeccionismo ou necessidade de rotina.

    Com isso, muitas das crianças conseguem acompanhar as demandas do dia a dia sem levantar suspeitas, especialmente quando têm bom desempenho escolar ou conseguem manter interações sociais consideradas adequadas.

    Ao longo da vida, muitas pessoas com o espectro também desenvolvem estratégias para imitar comportamentos neurotípicos, como forçar contato visual e decorar roteiros de conversação, o que é conhecido como masking.

    Isso é mais comum em mulheres, que muitas vezes recebem menos diagnósticos porque apresentam interesses mais aceitos socialmente e são incentivadas, desde cedo, a se adaptar melhor às situações sociais.

    Mas, na vida adulta, com o aumento das demandas, manter as adaptações pode ser extremamente exaustivo. Por isso, é comum que ela apresente quadros de ansiedade, cansaço intenso e sensação de não pertencimento, o que leva à busca por ajuda e, finalmente, ao diagnóstico.

    Como identificar os sinais de autismo em adultos?

    Na vida adulta, os sinais costumam ser mais internos e sutis do que na infância, mas, quando analisados em conjunto, mostram um padrão de processamento neurológico diferente:

    • Dificuldade em manter conversas sociais: pode haver um esforço grande para entender o momento de falar ou para captar as nuances de uma conversa. Isso inclui dificuldade em entender sarcasmo, ironia ou expressões de duplo sentido, levando a uma interpretação muito literal da fala alheia;
    • Desconforto com contato visual: muitos adultos relatam que olhar nos olhos é algo invasivo, desconfortável ou que exige tanta concentração que eles perdem o fio da meada do que está sendo dito;
    • Hipersensibilidade ou hipossensibilidade sensorial: uma reação intensa a estímulos que outros ignoram, como o barulho de uma lâmpada fluorescente, o toque de certas etiquetas de roupas ou o cheiro de determinados alimentos. Por outro lado, pode haver uma alta tolerância à dor ou temperatura;
    • Apego rígido a rotinas: mudanças de última hora nos planos podem gerar uma ansiedade desproporcional ou um sentimento de desorientação, pois a rotina funciona como um suporte de segurança emocional;
    • Foco intenso em interesses específicos (hiperfoco): dedicar uma quantidade excepcional de tempo e energia a um tema, hobby ou área do conhecimento. O adulto pode se tornar um especialista profundo em assuntos específicos e sentir grande prazer em falar sobre eles detalhadamente;
    • Dificuldade em ler sinais não verbais: ter dificuldade para interpretar expressões faciais, linguagem corporal ou o “clima” de um ambiente. Isso pode fazer com que a pessoa pareça, sem querer, indiferente ou inadequada em situações sociais;
    • Exaustão social (social burnout): sentir-se completamente drenado após eventos sociais simples, como uma reunião de trabalho ou um jantar, precisando de muito tempo de isolamento e silêncio para “recarregar as baterias”;
    • Comportamentos repetitivos ou estereotipados: na vida adulta, movimentos como balançar o corpo ou as mãos podem ser substituídos por hábitos mais discretos, como mexer repetidamente no cabelo, roer unhas, balançar a perna ou estalar os dedos de forma constante para autorregulação.

    É importante lembrar que o autismo é um espectro, então uma pessoa não precisa apresentar todos os sinais para estar dentro dele, e a intensidade de cada característica varia muito de um indivíduo para outro. Se você se identifica com vários dos pontos, o ideal é buscar uma avaliação com um psicólogo especializado ou psiquiatra.

    Como é feito o diagnóstico de autismo na vida adulta?

    O diagnóstico de autismo (TEA) na vida adulta é clínico, feito por profissionais especializados, como psiquiatras ou neurologistas, e envolve uma avaliação cuidadosa e aprofundada de toda a trajetória da pessoa. O processo inclui:

    • Entrevistas detalhadas (anamnese);
    • Levantamento do histórico de vida desde a infância;
    • Análise do funcionamento atual;
    • Observação do comportamento em diferentes contextos de vida.

    Na prática, o profissional busca entender como a pessoa se comunica, como se relaciona, como lida com mudanças, com estímulos do ambiente e com a própria rotina. Também podem ser usados questionários padronizados e escalas específicas que ajudam a organizar as informações e identificar padrões consistentes com o espectro autista.

    A avaliação neuropsicológica também pode ser necessária, pois ela permite analisar funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, flexibilidade mental e habilidades sociais, trazendo um panorama mais completo do funcionamento da pessoa.

    Normalmente, Paula explica que familiares ou pessoas próximas podem ser convidados a contribuir com informações, especialmente sobre a infância, já que os sinais do TEA estão presentes desde as fases iniciais do desenvolvimento, mesmo que tenham passado despercebidos.

    Fechei o diagnóstico, e agora?

    No primeiro momento, é comum sentir alívio por finalmente ter uma resposta para algo que você sempre viveu, mas também é normal sentir luto pelo tempo perdido sem suporte adequado, raiva pelo diagnóstico tardio, e às vezes uma desorientação sobre o que fazer com a informação nova.

    A partir do diagnóstico, lembre-se que ele não muda quem você é, apenas oferece respostas e ferramentas para ter uma qualidade de vida melhor. Com ele, fica mais fácil identificar limites, reconhecer necessidades e buscar medidas para lidar com os aspectos que causam sofrimento, como sobrecarga sensorial, esgotamento por masking e relações interpessoais, por exemplo.

    Nesse período, uma dica é conversar com outros adultos com o transtorno. Existem grupos de apoio e comunidades online que ajudam a perceber que seus desafios e talentos são compartilhados por muitos outros, reduzindo o sentimento de solidão.

    No Brasil, a Lei Berenice Piana (Lei 12.764/12) assegura ao adulto com TEA direitos como atendimento prioritário, acesso a serviços de saúde especializados pelo SUS e, em alguns contextos, acomodações no ambiente de trabalho e educacional.

    Confira: TDAH em adultos: 6 sinais de que não é só falta de organização

    Perguntas frequentes

    1. O autismo pode surgir apenas na vida adulta?

    Não. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, o que significa que ele nasce com a pessoa. O que acontece na vida adulta é o diagnóstico, não o surgimento da condição.

    2. O que é o nível de suporte no autismo?

    Atualmente, o autismo é classificado em níveis (1, 2 e 3), baseados em quanta ajuda a pessoa precisa para realizar atividades diárias e se comunicar.

    3. Por que muitos autistas evitam contato visual?

    Para muitos, o contato visual é sensorialmente desconfortável ou distrai o cérebro, dificultando o processamento do que a outra pessoa está dizendo.

    4. O que é uma “crise sensorial” ou meltdown no adulto?

    É uma resposta à sobrecarga de estímulos (sons, luzes, estresse). No adulto, pode se manifestar como uma explosão de irritabilidade ou uma necessidade urgente de se isolar.

    5. Existe exame de sangue para detectar autismo?

    Não. O diagnóstico é estritamente clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico do paciente.

    6. Adultos com autismo precisam tomar remédio?

    Não existe remédio para o autismo em si. Medicamentos podem ser usados para tratar condições associadas, como ansiedade, insônia ou depressão.

    7. O adulto com autismo pode tirar carteira de motorista?

    Sim, desde que passe nos testes psicotécnicos e práticos exigidos pelo DETRAN, como qualquer outra pessoa.

    Veja também: Autismo em adultos: sinais que você pode não saber e quando buscar diagnóstico

  • Estalar o pescoço faz mal? Veja os riscos da manipulação cervical

    Estalar o pescoço faz mal? Veja os riscos da manipulação cervical

    Você já sentiu aquele alívio imediato ao estalar o pescoço ou ao passar por uma sessão de quiropraxia para aliviar a tensão do dia a dia? A prática, chamada de manipulação cervical, é comum para reduzir dores musculares e melhorar a sensação de rigidez, principalmente após longos períodos na mesma posição.

    Mas, apesar do alívio quase instantâneo, a região do pescoço possui estruturas importantes, como as artérias carótidas e vertebrais, responsáveis por levar sangue ao cérebro. Em alguns casos mais raros, a manipulação inadequada pode causar condições sérias, como a dissecção arterial e até mesmo ao risco de um AVC.

    Mas por que isso acontece e quem deve ter mais cautela? Conversamos com o cirurgião Marcelo Dálio para entender como os movimentos impactam a saúde vascular.

    O que é manipulação cervical?

    A manipulação cervical é um procedimento feito na região do pescoço, realizado por profissionais como fisioterapeutas, quiropraxistas ou médicos especializados.

    Ela envolve movimentos aplicados nas articulações da coluna cervical, que podem ser mais lentos e suaves ou mais rápidos, dependendo da técnica utilizada. Eles contribuem para melhorar a mobilidade do pescoço, aliviar dores e diminuir a tensão muscular.

    Em alguns casos, eles podem até produzir um estalo no pescoço, que muitas pessoas acreditam ser o “osso saindo do lugar”, mas consiste apenas na liberação de gás dentro da articulação.

    A manipulação cervical costuma ser indicada para pessoas com dor no pescoço, sensação de rigidez, tensão acumulada no dia a dia e até para alguns tipos de dor de cabeça que têm relação com a musculatura da região.

    Estalar o pescoço é perigoso?

    Na maioria dos casos, a manipulação cervical não é perigosa quando é feita por um profissional qualificado e com técnica adequada, mas não é um procedimento totalmente livre de riscos. De acordo com Marcelo, o principal ponto de atenção está nos movimentos muito bruscos ou rápidos.

    Em casos raros, esse tipo de movimento afeta estruturas importantes do pescoço, como as artérias responsáveis por levar sangue para o cérebro, e interfere no fluxo sanguíneo. Quando isso acontece, pode haver uma alteração na circulação, o que, em situações mais graves, pode comprometer a oxigenação do cérebro e levar a complicações neurológicas.

    Marcelo também explica que, se a pessoa tiver uma fragilidade nos tecidos, o problema pode acontecer em outras situações do dia a dia, como andar de moto, fazer uma freada brusca, sofrer um acidente de carro ou até durante a prática de alguns esportes.

    Os riscos para as artérias

    Diferente de outras partes do corpo, o pescoço possui artérias importantes para a irrigação do cérebro: a carótida e a vertebral. Os movimentos súbitos podem levar a uma condição chamada dissecção arterial, que ocorre quando a camada interna do vaso sanguíneo sofre um pequeno rasgo.

    Segundo Marcelo, as artérias do pescoço são formadas por três camadas sobrepostas, sendo elas:

    • Camada interna (íntima), que é o revestimento liso por onde o sangue desliza;
    • Camada média, composta por músculos que controlam a abertura do vaso;
    • Camada externa (adventícia), que funciona como uma capa de proteção.

    Quando acontece um movimento muito rápido ou com força, como em uma manipulação cervical, um acidente ou até durante um esporte, a camada interna pode se soltar da camada do meio, o que cria um pequeno espaço dentro da parede da artéria e permite que o sangue entre, criando um volume onde não deveria existir nada.

    Como consequência, podem acontecer duas complicações:

    • O sangue acumulado pode formar coágulos. Se um deles se soltar, pode seguir pela circulação até o cérebro e bloquear a passagem do sangue, causando um AVC isquêmico;
    • O acúmulo de sangue dentro da parede pode apertar a artéria por dentro, diminuindo ou até interrompendo o fluxo sanguíneo.

    Vale destacar que nem toda dissecção resulta em sequelas. Marcelo explica que, em situações leves, o paciente pode sentir apenas dor local intensa no pescoço ou na base da cabeça, e o próprio organismo consegue cicatrizar a lesão em alguns dias.

    No entanto, como não há como prever a evolução do quadro sem exames médicos, qualquer sintoma neurológico após um estalo ou movimento brusco deve ser tratado como emergência.

    Quem tem mais risco de ter lesões no pescoço?

    Qualquer pessoa pode sofrer uma dissecção arterial após um movimento brusco, mas alguns grupos possuem uma predisposição maior devido a fatores genéticos ou condições de saúde que fragilizam a estrutura dos vasos sanguíneos, como Marcelo aponta:

    • Doenças do colágeno: condições como a Síndrome de Ehlers-Danlos ou a Síndrome de Marfan tornam os tecidos e os vasos sanguíneos mais elásticos e propensos a rasgos;
    • Fragilidade arterial não diagnosticada: muitas pessoas possuem uma fraqueza estrutural nas artérias que não se manifesta em exames de rotina, sendo descoberta apenas após um evento súbito;
    • Hipertensão (pressão alta): a pressão constante contra as paredes das artérias pode enfraquecê-las ao longo do tempo;
    • Envelhecimento: naturalmente, as artérias perdem parte da sua elasticidade e resistência com o passar dos anos.

    Na prática, o cirurgião explica que é muito difícil saber quem tem mais risco. Muitas vezes, quem sofre esse tipo de lesão são pessoas jovens e consideradas saudáveis. Elas fazem um movimento comum ou passam por uma manipulação no pescoço e acabam tendo o problema por causa de uma fragilidade que não dava sinais antes.

    Sinais de alerta após manipular o pescoço

    Se a manipulação causar uma dissecção arterial, os sintomas podem surgir imediatamente ou algumas horas depois. Procure um pronto-socorro se apresentar qualquer um dos seguintes sinais:

    • Perda de força em um dos braços, pernas ou em apenas um lado do corpo;
    • Desvio da boca (boca torta) ou dificuldade para sorrir;
    • Fala enrolada, confusa ou incapacidade de articular palavras;
    • Visão embaçada, dupla ou perda súbita de parte do campo de visão;
    • Perda de equilíbrio ou coordenação motora.

    Nem toda dor após a manipulação no pescoço indica algo grave, mas também é importante ficar atento se a dor é súbita, muito intensa e persistente, localizada na lateral do pescoço ou na base da cabeça (nuca). Ela pode ser o primeiro sinal de que a camada da artéria sofreu um rasgo.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da dissecção arterial é feito com base na avaliação clínica e na realização de exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que permitem visualizar o fluxo sanguíneo e as camadas das artérias.

    O tratamento depende da gravidade, mas, em geral, Marcelo aponta que são utilizados remédios anticoagulantes por um período de três a seis meses, para evitar a formação de coágulos enquanto o corpo cicatriza a artéria.

    Em situações mais leves, o corpo consegue se recuperar sozinho com o suporte do tratamento clínico. Já em casos mais graves, pode ser necessário um acompanhamento mais próximo e, em raras situações, outros tipos de intervenção.

    Recomendações para evitar complicações

    A principal recomendação para evitar a dissecção arterial e outras lesões graves é evitar movimentos bruscos e de grande amplitude no pescoço. Como não é possível saber antecipadamente quem tem artérias mais frágeis, o ideal é que todos tenham cautela.

    Segundo Marcelo, não é preciso descartar as terapias, mas é importante reconhecer que existe um risco. Alguns profissionais trabalham de forma mais cuidadosa e optam por evitar manobras mais intensas.

    Se você já sofreu uma dissecção arterial, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso para permitir que a artéria cicatrize completamente e para evitar novas lesões:

    • Evitar esportes de impacto, como lutas, futebol e basquete, que podem causar trancos no pescoço;
    • Preferir atividades leves, como caminhada, natação ou ciclismo, que são mais seguras para a região cervical;
    • Seguir corretamente o uso dos medicamentos prescritos, sem interromper por conta própria;
    • Realizar os exames de acompanhamento nos prazos indicados para avaliar a recuperação das artérias.

    No dia a dia, priorize uma rotina com movimentos mais suaves, boa postura e alongamentos leves, sem forçar a região. Sempre que houver dor persistente ou qualquer sintoma diferente, o ideal é procurar avaliação médica.

    Leia mais: Alongamentos simples para aliviar dores musculares: veja quando e como praticar

    Perguntas frequentes

    1. Estalar o pescoço sozinho pode causar um AVC?

    Embora seja raro, estalos feitos de forma brusca, rápida e com muita força podem causar um rasgo na artéria (dissecção), o que pode levar à formação de um coágulo e, consequentemente, a um AVC.

    2. Quais são as artérias que passam pelo pescoço?

    As principais são as artérias carótidas (na frente) e as artérias vertebrais (que passam por dentro das vértebras da coluna cervical). Elas são responsáveis por levar sangue ao cérebro.

    3. Quanto tempo depois de um estalo no pescoço pode ocorrer um AVC?

    O AVC pode ser imediato ou ocorrer horas e até dias depois, conforme o coágulo se forma e se desloca para o cérebro.

    4. É seguro fazer massagem no pescoço?

    Massagens relaxantes e superficiais são seguras. O risco está em manobras de “ajuste” que envolvem movimentos rápidos, secos e de grande amplitude.

    5. Problemas na fala podem indicar um AVC?

    Sim. A dificuldade para articular palavras (fala “bolada”), usar palavras que não fazem sentido ou a incapacidade total de falar são sinais graves de que o cérebro não está recebendo sangue adequadamente.

    6. Qual é o teste mais rápido para identificar um AVC em casa?

    Use a regra do SAMU: sorriso (peça para sorrir e veja se a boca entorta), abraço (veja se a pessoa consegue levantar os dois braços), música (peça para repetir uma frase ou música e note se a fala está enrolada) e urgência (se houver alteração, ligue 192).

    Veja também: Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

  • Esteroides anabolizantes: o que são, como funcionam e efeitos colaterais

    Esteroides anabolizantes: o que são, como funcionam e efeitos colaterais

    O ganho rápido de massa muscular, o aumento da força e a melhora da performance são alguns dos principais efeitos dos esteroides anabolizantes androgênicos (EAA), substâncias sintéticas que atuam no organismo imitando a ação da testosterona, o principal hormônio masculino.

    Elas são indicadas em situações médicas específicas, como no tratamento de deficiência de testosterona, perda de massa muscular associada a doenças crônicas e algumas condições que afetam o desenvolvimento hormonal. O uso é feito sob prescrição, com doses controladas para restaurar as funções fisiológicas sem ultrapassar os níveis hormonais saudáveis.

    Quando não há indicação médica, o uso recreativo e para fins estéticos dos anabolizantes é proibido no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele pode comprometer severamente o equilíbrio hormonal, causando danos que vão desde problemas dermatológicos até complicações cardiovasculares.

    O que são os esteroides anabolizantes?

    Os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas criadas em laboratório para imitar a função da testosterona, o principal hormônio sexual masculino, de acordo com o cardiologista Remo Furtado.

    Eles atuam no organismo ao se ligarem a receptores nas células, enviando sinais para aumentar a produção de proteínas. Com isso, o corpo passa a construir mais fibras musculares, reter mais nitrogênio e se recuperar mais rápido após o esforço físico, o que leva a um aumento acelerado de força e de volume muscular.

    Para que servem os anabolizantes?

    Os esteroides anabolizantes servem para promover o crescimento celular e a síntese proteica, sendo utilizados para restaurar níveis hormonais ou reverter a perda de tecido muscular e ósseo em pacientes debilitados. As principais indicações incluem:

    • Hipogonadismo: tratamento de homens com deficiência na produção de testosterona, ajudando a restabelecer níveis hormonais adequados e aliviar sintomas como fadiga e perda de massa muscular;
    • Puberdade tardia: estimulação do desenvolvimento em adolescentes com atraso hormonal importante, promovendo o aparecimento das características sexuais secundárias;
    • Sarcopenia e catabolismo: auxílio na recuperação da massa muscular perdida em doenças crônicas, como AIDS e câncer, ou após grandes cirurgias e queimaduras;
    • Anemias graves: estímulo à produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea, embora esse uso seja menos comum atualmente devido a alternativas mais modernas;
    • Angioedema hereditário: prevenção de episódios de inchaço subcutâneo em pessoas com condições genéticas específicas.

    Em todos os casos, o uso deve ser feito com indicação e acompanhamento médico, com doses ajustadas de acordo com a necessidade de cada paciente.

    Como são administrados?

    Os esteroides anabolizantes podem ser administrados por via oral, por meio de comprimidos, por via intramuscular, com aplicações injetáveis, ou por via transdérmica, na forma de géis ou adesivos aplicados na pele.

    Esteroides anabolizantes para uso estético

    Apesar de proibido no Brasil pelo CFM, o uso de anabolizantes para uso estético se tornou cada vez mais comum nas academias de musculação e luta. Segundo Remo, tanto homens quanto mulheres utilizam as substâncias para aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho físico, especialmente em atividades que exigem força.

    Ao contrário do uso médico, as doses usadas para fins estéticos costumam ser muito mais altas do que o normal, o que desregula o organismo e provoca desequilíbrios hormonais. Os esteroides anabolizantes estão diretamente associados a graves riscos para a saúde física e mental, inclusive aumentando o risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.

    Eles também não contam com controle sanitário, o que aumenta o risco de uso de produtos de origem duvidosa. Muitas das substâncias podem estar adulteradas, com doses diferentes das informadas no rótulo ou até contaminadas, o que eleva ainda mais os riscos à saúde.

    Efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes

    Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes acontecem especialmente quando a utilização é indiscriminada, porque normalmente as doses superam a capacidade do corpo de processar hormônios.

    Quando o organismo recebe uma carga excessiva de testosterona sintética, ele tenta compensar desregulando o sistema endócrino e sobrecarregando órgãos vitais, podendo causar:

    • Aumento da pressão arterial (hipertensão): sobrecarga contínua do sistema cardiovascular, elevando consideravelmente o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC);
    • Hipertrofia cardíaca: crescimento anormal do coração, o que compromete o funcionamento do órgão a longo prazo e pode evoluir para insuficiência cardíaca;
    • Tumores hepáticos: o uso prolongado eleva o risco de lesões graves no fígado, podendo favorecer o desenvolvimento de câncer;
    • Hepatite medicamentosa: inflamação hepática severa causada pelas substâncias, gerando dor abdominal, mal-estar e alterações em exames de sangue;
    • Trombose: formação de coágulos nos vasos sanguíneos que podem obstruir a circulação e causar complicações fatais;
    • Acne severa: aumento acentuado da oleosidade da pele, provocando o surgimento de espinhas inflamadas, especialmente no rosto, peito e costas;
    • Olhos amarelados (Icterícia): sintoma que indica a dificuldade do fígado em metabolizar substâncias e eliminar toxinas do organismo;
    • Alteração do perfil lipídico: redução do colesterol HDL (o “bom” colesterol) e aumento do LDL, facilitando o acúmulo de placas de gordura nas artérias.

    Os danos também podem variar de acordo com o gênero, já que os efeitos hormonais se manifestam de formas diferentes em homens e mulheres. Em alguns casos, eles são irreversíveis.

    Efeitos colaterais em homens

    O uso excessivo de anabolizantes nos homens reduz a produção natural de testosterona pelo próprio corpo, podendo causar:

    • Ginecomastia: o excesso de hormônio pode ser convertido em estrogênio, estimulando o crescimento indesejado de tecido mamário;
    • Infertibilidade: a queda drástica na produção de espermatozoides pode levar à esterilidade temporária ou permanente;
    • Atrofia testicular: a suspensão da função glandular causa a redução física do tamanho dos testículos;
    • Disfunção erétil: a desregulação hormonal compromete a libido e dificulta a manutenção da ereção.

    Efeitos colaterais em mulheres

    Como o organismo feminino possui níveis naturalmente baixos de testosterona, a introdução de altas doses de anabolizantes provoca a virilização, um processo de masculinização em que as alterações são, em muitos casos, irreversíveis:

    • Alterações na voz, que pode ficar mais grave de forma permanente;
    • Aumento de pelos em regiões como rosto e tórax;
    • Crescimento do clitóris;
    • Irregularidades no ciclo menstrual e redução do volume das mamas.

    Efeitos psicológicos dos anabolizantes

    O uso de esteroides anabolizantes interfere diretamente no sistema nervoso, provocando oscilações mentais tanto durante o ciclo quanto no período de interrupção. A Associação Médica Brasileira (AMB) aponta alguns dos principais efeitos psicológicos:

    • Aumento súbito da irritabilidade e propensão a comportamentos violentos, fenômeno frequentemente chamado de “fúria do esteroide”;
    • Mania, em que há episódios de autoconfiança desmedida, impulsividade e percepção distorcida da própria capacidade;
    • Dismorfia muscular, em que a pessoa apresenta uma preocupação patológica com o corpo, nunca se sentindo suficientemente forte ou musculoso;
    • Em situações graves, a pessoa pode apresentar delírios ou perda de conexão com a realidade.

    Em casos de abstinência, como o corpo se acostuma com o uso contínuo de altas doses, a interrupção pode provocar uma síndrome de retirada, que causa depressão, cansaço intenso e desânimo persistente.

    Além do impacto emocional, a pessoa pode enfrentar insônia severa, perda de apetite e um desejo compulsivo (conhecido como craving) de retomar o uso para aliviar o mal-estar físico e psicológico.

    Anabolizantes podem causar dependência?

    O uso prolongado de esteroides, especialmente em dosagens altas, pode provocar alterações cerebrais e comportamentais que resultam em dependência física e psicológica. Diferente do que acontece com o uso de drogas recreativas, a dependência está associada especialmente à imagem corporal e necessidade de manter os efeitos no corpo.

    Segundo a AMB, cerca de 30% dos usuários desenvolvem um padrão de consumo dependente, mesmo sabendo dos riscos cardíacos, hepáticos e nas complicações na vida pessoal e profissional.

    Importante: a interrupção do uso em usuários crônicos deve ser feita com acompanhamento médico e, muitas vezes, psicológico.

    Como detectar o uso de anabolizantes?

    O uso de anabolizantes pode ser identificado por meio de exames laboratoriais que mostram alterações hormonais e metabólicas no organismo, como:

    • Dosagem de testosterona total e livre, que pode estar muito elevada ou suprimida após o uso;
    • LH e FSH, hormônios que costumam ficar baixos quando há uso de testosterona externa;
    • Perfil lipídico, com aumento do LDL (colesterol ruim) e redução do HDL (colesterol bom);
    • Enzimas hepáticas (TGO e TGP), que podem indicar sobrecarga no fígado;
    • Hemograma, que pode mostrar aumento de glóbulos vermelhos;
    • SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), normalmente alterada;
    • Estradiol, que pode estar elevado devido à conversão da testosterona.

    Na prática esportiva, é possível identificar o uso de anabolizantes através do exame antidoping (ou toxicológico específico), capaz de detectar não apenas a substância original, mas também os metabólitos, que são os rastros deixados no organismo após o processamento da droga.

    Os testes utilizam tecnologias avançadas, como a espectrometria de massas, para separar e identificar cada molécula presente na amostra.

    Quando procurar atendimento médico?

    É importante procurar atendimento médico nas seguintes situações:

    • Dor no peito, falta de ar ou palpitações;
    • Inchaço nas pernas ou aumento da pressão arterial;
    • Dor abdominal intensa ou pele e olhos amarelados (sinais de problema no fígado);
    • Alterações de humor importantes, como agressividade, ansiedade ou depressão;
    • Aparecimento de nódulos ou dor nas mamas (em homens);
    • Ausência de menstruação ou sinais de masculinização nas mulheres;
    • Redução do tamanho dos testículos ou infertilidade;
    • Acne severa ou lesões na pele que pioram rapidamente;
    • Sinais de infecção no local da aplicação, como dor, vermelhidão, inchaço ou presença de pus.

    Em caso de uso recente ou suspeita de efeitos colaterais, também é importante buscar avaliação médica para orientação e acompanhamento adequado.

    Confira: Anabolizantes fazem mal? Conheça os efeitos colaterais no corpo masculino e feminino

    Perguntas frequentes

    1. Quem toma anabolizante pode doar sangue?

    Não imediatamente. O uso de anabolizantes injetáveis sem prescrição médica gera um impedimento temporário (geralmente de 6 a 12 meses após a última dose) devido ao risco de contaminação por agulhas e à presença da substância no sangue, que pode prejudicar o receptor.

    2. O que são anabolizantes naturais?

    O termo é usado comercialmente para suplementos (como o tribulus terrestris ou maca peruana) que prometem estimular a produção natural de testosterona do corpo, sem conter hormônios sintéticos. Os efeitos são muito mais leves e não comparáveis aos esteroides.

    3. O uso de anabolizantes é crime?

    No Brasil, a venda e exposição à venda de anabolizantes sem receita médica é crime previsto no Código Penal, com penas de reclusão.

    4. Qual a diferença entre anabolizante oral e injetável?

    Os orais (comprimidos) passam primeiro pelo fígado, sendo normalmente mais tóxicos para o órgão quando o uso é indiscriminado. Os injetáveis caem direto na corrente sanguínea, mas apresentam riscos de infecções, abscessos no local da aplicação e transmissão de doenças por agulhas.

    5. Por que quem usa anabolizante fica com o rosto inchado?

    Isso ocorre devido à retenção de sódio e líquidos causada pelos hormônios, além de possíveis alterações nas glândulas adrenais, conferindo um aspecto arredondado e inflado à face.

    6. Existe dose segura para fins estéticos?

    Não. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), não existe evidência científica de uma dose segura para fins estéticos ou de performance esportiva. Os riscos à saúde superam qualquer benefício visual temporário.

    Leia também: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Alterações no ritmo do coração nem sempre são notadas e, quando passam despercebidas, podem representar um risco ainda maior. Entre essas alterações, a fibrilação atrial se destaca não apenas pela frequência com que ocorre, mas também pelas possíveis consequências se não for identificada e tratada adequadamente.

    Nos últimos anos, avanços importantes no entendimento dessa arritmia mudaram a forma como ela é acompanhada e tratada, com estratégias mais personalizadas e foco na prevenção de complicações como o AVC. Entender o que é a fibrilação atrial e como ela evoluiu no cuidado médico é essencial para reconhecer sinais e buscar avaliação no momento certo.

    A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum vista pelos médicos, caracterizada por um ritmo irregular e desorganizado do coração.

    Ela pode causar sintomas como palpitações e cansaço, mas também pode ser silenciosa, o que a torna especialmente perigosa, pois aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

    Nos últimos anos, novas diretrizes trouxeram mudanças importantes no cuidado com a doença, com foco em tratamento individualizado, prevenção de complicações e abordagem mais precoce.

    O que é a fibrilação atrial

    A fibrilação atrial ocorre quando os átrios (câmaras superiores do coração) batem de forma desorganizada.

    Isso leva a:

    • Ritmo cardíaco irregular;
    • Perda da contração eficiente do átrio;
    • Maior risco de formação de coágulos.

    Esses coágulos podem se deslocar para o cérebro e causar AVC.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante.

    Os mais comuns são:

    • Palpitações (coração acelerado ou irregular);
    • Cansaço;
    • Falta de ar;
    • Tontura;
    • Dor no peito.

    É importante lembrar que algumas pessoas não apresentam sintomas.

    Por que a fibrilação atrial acontece

    A fibrilação atrial está associada a diversas condições que afetam o coração.

    Os principais fatores são:

    • Pressão alta;
    • Doenças cardíacas;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Consumo excessivo de álcool.

    O envelhecimento também é um fator importante.

    Principais riscos da fibrilação atrial

    A principal complicação é o AVC. Isso acontece porque o sangue pode ficar parado nos átrios do coração, o que pode formar coágulos que se deslocam e chegam até o cérebro.

    Outros riscos são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Piora da qualidade de vida;
    • Internações frequentes.

    O que mudou nas novas diretrizes

    As diretrizes mais recentes trouxeram mudanças importantes no tratamento da fibrilação atrial.

    1. Tratamento centrado no paciente (modelo CARE)

    O tratamento passou a seguir um modelo integrado:

    • C (Comorbidades): tratar doenças associadas;
    • A (Anticoagulação): prevenir AVC;
    • R (Reduzir sintomas): controle da frequência ou ritmo;
    • E (Avaliação contínua): reavaliar regularmente.

    2. Nova forma de avaliar risco de AVC

    • Há um novo indicador para avaliar o risco de AVC;
    • O sexo feminino deixou de ser critério isolado;
    • A anticoagulação passou a ter indicação mais clara.

    3. Ablação mais precoce

    A ablação por cateter, um tratamento que ajuda a reestabelecer o ritmo cardíaco regular, passou a ser considerada opção inicial em muitos pacientes sintomáticos. Esse tratamento pode ser indicado mais cedo no curso da doença.

    4. Maior foco nos fatores de risco

    Tratar fatores como obesidade, apneia do sono, diabetes e hipertensão reduz a recorrência e progressão da doença.

    5. Mudança no tempo para cardioversão

    O tempo para considerar cardioversão precoce foi reduzido em alguns casos. A cardioversão é um procedimento médico que aplica um choque no coração para solucionar arritmias que causam batimentos muito acelerados.

    6. Reconhecimento da fibrilação atrial subclínica

    Episódios detectados por dispositivos eletrônicos ganharam maior relevância clínica.

    Como é feito o tratamento atualmente

    O tratamento envolve três pilares principais:

    1. Prevenção de AVC

    Uso de anticoagulantes em pacientes com risco elevado.

    2. Controle da frequência cardíaca

    Medicamentos para manter o coração em ritmo adequado.

    3. Controle do ritmo

    • Medicamentos antiarrítmicos;
    • Ablação por cateter;
    • Cardioversão elétrica, quando indicada.

    A fibrilação atrial tem cura?

    Nem sempre. Em muitos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

    Em alguns pacientes, especialmente com tratamento precoce, é possível manter o ritmo normal por longos períodos.

    Leia mais:

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas

    Perguntas frequentes sobre fibrilação atrial

    1. Fibrilação atrial é grave?

    Pode ser, principalmente pelo risco de AVC.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Pode ser silenciosa.

    3. Todo paciente precisa de anticoagulante?

    Não. Depende do risco individual.

    4. Ablação é segura?

    Sim, quando bem indicada.

    5. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim. A recorrência é possível.

    6. Mudanças no estilo de vida ajudam?

    Sim. São parte fundamental do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar palpitações ou irregularidade do pulso.

    Veja também:

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo

  • 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    Sentir estresse em momentos pontuais é parte da vida. Mas quando essa sensação se torna constante, o corpo pode começar a dar sinais de que algo não vai bem. O chamado estresse crônico ocorre quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos.

    Esse estado contínuo pode afetar diferentes sistemas do corpo, não apenas a saúde emocional. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem fisicamente e são ignorados ou atribuídos a outras causas. Aprenda a reconhecer os sinais para lutar contra o estresse.

    O que é estresse crônico?

    O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando essa resposta se mantém ativa por muito tempo, passa a ser considerada crônica.

    Isso pode levar a alterações em sistemas como:

    • Sistema nervoso;
    • Sistema cardiovascular;
    • Sistema digestivo;
    • Sistema imunológico.

    5 sintomas físicos do estresse crônico

    O corpo costuma avisar quando está sob estresse prolongado. Veja alguns dos sinais para prestar mais atenção.

    1. Dor de cabeça frequente

    A tensão constante pode desencadear dores de cabeça.

    Essas dores costumam ser do tipo de pressão ou aperto, frequentes e relacionadas a tensão muscular.

    2. Tensão muscular

    O estresse pode manter os músculos contraídos por longos períodos.

    Isso pode causar:

    • Dor no pescoço;
    • Rigidez nos ombros;
    • Desconforto nas costas.

    3. Problemas digestivos

    O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse.

    Podem surgir sintomas como:

    • Dor abdominal;
    • Azia;
    • Alterações no intestino.

    4. Alterações no sono

    O estresse crônico pode interferir na qualidade do sono.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para dormir;
    • Sono superficial;
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    5. Cansaço constante

    Mesmo sem esforço físico intenso, a pessoa pode se sentir exausta.

    Esse cansaço pode incluir:

    • Falta de energia;
    • Sensação de esgotamento;
    • Dificuldade para realizar tarefas.

    Por que o estresse afeta o corpo?

    Quando o organismo está sob estresse, há liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

    Em excesso e por tempo prolongado, esses hormônios podem causar:

    • Aumento da inflamação;
    • Alterações na pressão arterial;
    • Impacto no sistema imunológico.

    Quando procurar ajuda?

    Procure orientação se os sintomas:

    • Persistem por semanas;
    • Interferem na rotina;
    • Afetam o sono ou o trabalho;
    • Estão associados a ansiedade ou irritabilidade.

    O acompanhamento profissional pode ajudar a identificar causas e estratégias de tratamento.

    Como reduzir o estresse no dia a dia?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter momentos de lazer;
    • Manter rotina de sono;
    • Buscar apoio emocional;
    • Estabelecer limites no trabalho.

    Leia mais:

    Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre estresse crônico

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, e eles são bastante comuns.

    2. Dor de cabeça pode ser causada por estresse?

    Sim, especialmente dores do tipo tensional.

    3. Estresse afeta o intestino?

    Sim, pode causar alterações digestivas.

    4. Cansaço constante pode ser estresse?

    Pode ser um dos sinais.

    5. Estresse pode afetar o sono?

    Sim, é uma das causas comuns de insônia.

    6. Estresse pode virar doença?

    Se não controlado, pode contribuir para diversos problemas de saúde.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Quando os sintomas de estresse persistem ou impactam o dia a dia e a qualidade de vida.

    Veja também:

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Você já ouviu falar em bartolinite? O nome até pode parecer estranho, mas é uma condição relativamente comum, especialmente em mulheres jovens e na fase reprodutiva. Ela acontece quando as glândulas de Bartholin, que são pequenas estruturas localizadas na entrada da vagina, responsáveis pela lubrificação, ficam obstruídas ou infectadas.

    Apesar de normalmente começar como um inchaço indolor na região íntima, a condição pode evoluir rapidamente, causando dor ao andar, sentar ou durante o contato íntimo. Por isso, vale ficar atenta aos principais sintomas e quando ir ao médico.

    O que é bartolinite?

    A bartolinite é a inflamação ou infecção das glândulas de Bartholin, que estão localizadas na vulva (uma de cada lado da abertura da vagina) e são responsáveis por produzir o fluido que ajuda na lubrificação vaginal.

    Ela surge quando o canal da glândula fica entupido e impede a saída do líquido. Com isso, a secreção se acumula, formando um cisto que pode infeccionar e evoluir para um abscesso doloroso.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, as glândulas de Bartholin são pequenas, com cerca de 1 a 1,5 cm de diâmetro, mas possuem um ducto longo e estreito. Por conta dessa característica, o canal pode entupir com facilidade.

    Qual a diferença entre cisto de Bartholin e bartolinite?

    A diferença está principalmente na presença de infecção e nos sintomas. O cisto de Bartholin acontece quando o líquido fica preso dentro da glândula, o que forma um caroço que não dói ou causa apenas um leve incômodo. Muitas mulheres percebem durante a higiene ou ao tocar a região, notando um lado da vulva mais inchado que o outro.

    Já a bartolinite ocorre quando o cisto infecciona por causa de bactérias. Nesse caso, surgem dor mais intensa, inchaço maior e dificuldade para atividades do dia a dia, como sentar, caminhar ou ter relação sexual.

    Causas da bartolinite

    O bloqueio das glândulas de Bartholin pode ter diferentes origens, desde traumas físicos até infecções bacterianas:

    • Acúmulo de bactérias da pele ou da região intestinal (como a E. coli) que entram no duto da glândula;
    • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente a clamídia e a gonorreia;
    • Traumas na região íntima, como pancadas, lesões ou atrito excessivo, que podem fechar a abertura do canal;
    • Marcas e cicatrizes de cirurgias prévias ou de partos, que podem estreitar ou bloquear o duto;
    • Espessamento do líquido, que ocorre quando o fluido produzido pela glândula fica mais denso, dificultando a saída natural;
    • Higiene inadequada, que facilita a migração de bactérias da região anal para a entrada da vagina.

    Bartolinite é transmissível?

    A bartolinite não é transmissível, mas algumas bactérias que causam a condição são sexualmente transmissíveis, como a Chlamydia trachomati, responsável pela clamídia.

    Quais os sintomas de bartolinite?

    Os sintomas da bartolinite costumam aparecer quando há infecção da glândula, principalmente na fase de abscesso. Os principais incluem:

    • Dor intensa na região da vulva, normalmente de um lado só;
    • Inchaço na entrada da vagina, com formação de um caroço;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade local;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou cruzar as pernas;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Sensação de pressão ou pulsação no local;
    • Presença de pus, que pode drenar espontaneamente em alguns casos;
    • Febre e mal-estar, principalmente quando a infecção está mais avançada.

    No caso de um cisto de Bartholin, quando não há uma infecção, os sintomas costumam ser mais leves e podem até passar despercebidos no início:

    • Presença de um caroço indolor na entrada da vagina;
    • Sensação de leve desconforto ao caminhar, sentar ou durante a relação sexual;
    • Assimetria na vulva, com um lado mais inchado que o outro;
    • Sensação de peso ou de volume na região íntima.

    Em muitos casos, o cisto pode diminuir ou desaparecer sozinho, sem necessidade de tratamento, de acordo com Andreia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da bartolinite é feito por um médico ginecologista, com base na avaliação médica e no exame físico da região íntima.

    Durante a consulta, o especialista observa a vulva e identifica o inchaço típico na entrada da vagina, frequentemente de um lado só. A presença de dor intensa, vermelhidão e aumento de volume já são sinais da infecção da glândula de Bartholin.

    Além do exame físico, o médico pode avaliar a presença de secreção ou pus na região, verificar sinais de abscesso (coleção de pus) e investigar o histórico de dor, tempo de evolução e episódios anteriores. Em alguns casos, também podem ser solicitados exames complementares, como:

    • Coleta de secreção para identificar a bactéria envolvida, especialmente quando há suspeita de infecção sexualmente transmissível;
    • Exames para ISTs, como clamídia e gonorreia;
    • Em mulheres acima dos 40 anos, pode ser indicada biópsia para descartar outras condições mais raras.

    Tratamento de bartolinite

    O tratamento da bartolinite depende da presença de infecção e da gravidade do quadro. Segundo Andreia, nos casos em que há a formação de um abscesso, é indicada uma drenagem cirúrgica, um procedimento rápido que consiste em uma pequena abertura para permitir a saída do pus.

    Após a drenagem, é indicado o uso de antibióticos para tratar a infecção, considerando inclusive que a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, pode ser a causa da obstrução do ducto.

    Já quando existe apenas o cisto de Bartholin sem infecção, a condição pode surgir e desaparecer espontaneamente, muitas vezes sem precisar de um tratamento invasivo. Nesses quadros, o uso de anti-inflamatórios pode ser suficiente para auxiliar na desobstrução natural do canal e na drenagem da secreção acumulada.

    A ginecologista ainda destaca que medidas caseiras, como o uso de compressas quentes ou frias, não costumam resolver o problema e podem até agravar o desconforto.

    Autocuidados em casos de bartolinite

    Durante o tratamento, os autocuidados podem ajudar a aliviar o desconforto da bartolinite e desobstruir o duto da glândula de forma natural, mas eles funcionam melhor em cistos pequenos e não infectados:

    • Lave a região suavemente com sabonete neutro e limpe-se sempre de frente para trás;
    • Utilize calcinhas de algodão e evite calças muito apertadas (como jeans ou leggings) para reduzir o atrito e o calor;
    • Evite relações sexuais enquanto houver inchaço ou dor para não agravar a inflamação;
    • Dormir sem calcinha, que ajuda a manter a região ventilada e reduz a umidade local;
    • Jamais tente apertar, furar ou drenar o cisto por conta própria, pois isso pode causar uma infecção grave.

    Vale apontar que as medidas não substituem a avaliação médica, principalmente quando há dor intensa ou sinais de infecção.

    O que fazer em casos recorrentes de bartolinite?

    Mesmo depois do tratamento de uma infecção ou a drenagem de um cisto, o duto da glândula de Bartholin pode sofrer uma nova obstrução no mesmo local ou na glândula do outro lado.

    Quando os episódios de inflamação se tornam repetitivos, Andreia explica que o médico pode indicar a cirurgia para retirar a glândula afetada, depois que a infecção estiver controlada. A remoção não costuma causar problemas importantes na lubrificação vaginal, porque o corpo tem outras glândulas que também ajudam na função.

    Quando ir ao médico?

    É importante procurar atendimento médico sempre que surgirem sinais de inflamação ou infecção na região íntima, como:

    • Dor intensa na vulva;
    • Inchaço ou caroço na entrada da vagina;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou ter relação sexual;
    • Presença de pus ou secreção;
    • Febre ou mal-estar.

    Mesmo que a dor seja leve, vale buscar avaliação se o caroço persistir ou aumentar de tamanho. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.

    Veja também: Quando suspeitar de uma IST? Saiba identificar os principais sinais de alerta

    Perguntas frequentes

    1. Bartolinite é uma doença sexualmente transmissível (IST)?

    Não necessariamente, mas ISTs como clamídia e gonorreia são causas frequentes da inflamação. Bactérias comuns da pele e do intestino também podem causar o problema.

    2. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar qualquer alteração na região vulvar.

    3. Como é feita a drenagem médica?

    O médico faz um pequeno corte sob anestesia local para retirar o pus. O alívio da dor costuma ser imediato após o procedimento.

    4. Como prevenir que a bartolinite apareça?

    Use preservativos para evitar ISTs, mantenha a higiene íntima adequada (limpando-se de frente para trás) e evite roupas excessivamente apertadas por longos períodos.

    5. Quanto tempo leva para curar a bartolinite?

    Após uma drenagem médica, o alívio da dor é imediato, mas a cicatrização completa e o fim do ciclo de antibióticos levam cerca de 7 a 10 dias.

    6. Como é o pós-operatório da retirada da glândula?

    É uma cirurgia que requer repouso de 7 a 15 dias. Pode haver inchaço e hematomas locais, sendo recomendado evitar exercícios físicos e relações sexuais por cerca de 4 semanas.

    7. A bartolinite pode causar câncer?

    Não, a bartolinite é uma inflamação benigna. No entanto, em mulheres com mais de 40 anos, os médicos costumam ser mais cautelosos e podem solicitar uma biópsia do cisto para descartar doenças mais raras.

    8. O que acontece se não tratar um abscesso?

    A infecção pode se espalhar para os tecidos vizinhos (celulite infecciosa) ou, em casos muito graves e raros, cair na corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença