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  • Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

    Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

    A pré-menopausa, também chamada de perimenopausa, é a fase de transição natural do corpo feminino até a menopausa, quando a produção dos hormônios começa a oscilar, principalmente o estrogênio. Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a mulher ainda menstrua, mas já passa por mudanças hormonais que podem causar alterações no ciclo.

    O início nem sempre é óbvio, já que os sinais aparecem de forma gradual e podem ser confundidos com estresse ou mudanças da rotina. Ainda assim, alguns indícios ajudam a perceber que o corpo já entrou nessa fase. Vamos entender mais, a seguir.

    Quando a perimenopausa começa?

    A perimenopausa costuma iniciar entre os 40 e 50 anos, mas pode variar bastante de mulher para mulher. Em alguns casos, os primeiros sinais aparecem por volta dos 35 anos, enquanto em outros surgem mais próximos da menopausa.

    Segundo Andreia, a perimenopausa não tem uma duração definida. Em algumas mulheres, a fase pode durar poucos meses, enquanto em outras pode se estender por anos, até que a menstruação pare de forma definitiva.

    O mais importante no período é identificar quais sintomas aparecem, qual é a intensidade deles e de que forma eles impactam a rotina e a qualidade de vida.

    Quais os principais sintomas de perimenopausa?

    Os sintomas da perimenopausa variam de mulher para mulher, mas estão ligados principalmente às oscilações hormonais, especialmente do estrogênio. Eles podem surgir de forma gradual e mudar ao longo do tempo, sendo os principais:

    • Mudanças de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade ou maior sensibilidade emocional;
    • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
    • Queda na produtividade;
    • Irregularidade no ciclo menstrual, com atrasos, adiantamentos ou mudanças no fluxo;
    • Ondas de calor (fogachos);
    • Alterações no sono, como insônia ou despertares frequentes;
    • Diminuição da lubrificação vaginal;
    • Dor ou sensibilidade nos seios, inchaço abdominal e dor de cabeça.

    Nem todos os sintomas aparecem ao mesmo tempo, e a intensidade pode variar bastante.

    Como saber se a perimenopausa já começou?

    O diagnóstico da perimenopausa é feito pelo médico ginecologista por meio da avaliação dos sintomas, como irregularidade menstrual, ondas de calor, mudanças no sono e no humor, que indicam que os hormônios já estão oscilando.

    Em situações em que a menstruação não serve como referência, como após histerectomia (retirada do útero) ou uso de métodos que suspendem o ciclo (como DIU), Andreia explica que podem ser solicitados exames laboratoriais.

    O principal é o FSH, um hormônio que tende a aumentar quando os ovários começam a funcionar de forma mais irregular. Quando o FSH aparece elevado de forma persistente, isso indica que o corpo está entrando na fase de transição.

    O médico também pode pedir outros exames, como o estradiol, para complementar a avaliação e orientar o melhor cuidado para aliviar os sintomas.

    É possível engravidar na perimenopausa?

    A resposta é sim, é possível engravidar na perimenopausa. Mesmo com as oscilações hormonais e com a irregularidade da menstruação, a ovulação ainda pode acontecer, mesmo que de forma menos previsível.

    Se não houver desejo de engravidar, é importante manter o uso de métodos contraceptivos até a confirmação da menopausa, que é feita 12 meses seguidos sem menstruar.

    Quando procurar um médico?

    A avaliação com um ginecologista é indicada quando:

    • A menstruação começa a ficar muito irregular, com atrasos frequentes ou mudanças importantes no fluxo;
    • Os sintomas passam a incomodar no dia a dia e atrapalhar as atividades;
    • Há impacto no sono, na disposição ou na concentração;
    • Surgem sintomas como ressecamento vaginal ou dor nas relações;
    • Existe dúvida sobre se os sinais estão relacionados à pré-menopausa ou a outra condição;
    • Há histórico familiar de menopausa precoce.

    Vale destacar que se os sintomas (como ondas de calor e ausência de menstruação) surgirem antes dos 40 anos de idade, a busca por um médico ginecologista deve ser imediata.

    Nesses casos, a transição hormonal precoce pode trazer riscos aumentados para a saúde óssea e cardiovascular, precisando de uma investigação mais detalhada para identificar a causa e avaliar a necessidade de reposição hormonal.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre climatério e perimenopausa?

    Na prática, os termos são usados como sinônimos para descrever a fase de transição hormonal. O climatério é o período completo de mudanças que antecede e sucede a última menstruação, enquanto a pré-menopausa foca nos anos que levam à interrupção total do ciclo.

    2. O que é menopausa precoce?

    É quando a interrupção definitiva da menstruação ocorre antes dos 40 anos de idade, podendo ser causada por fatores genéticos, doenças autoimunes ou tratamentos médicos.

    3. Por que a libido diminui na perimenopausa?

    A redução dos níveis de testosterona e estrogênio, somada ao cansaço e ao possível desconforto na relação (secura vaginal), contribui para a queda do desejo sexual.

    4. Quando posso dizer que já entrei na menopausa?

    A menopausa só é confirmada após a mulher passar 12 meses seguidos sem nenhuma menstruação. Antes disso, ela ainda está na fase de pré-menopausa ou climatério.

    5. Pode usar apenas lubrificante para a secura vaginal?

    O lubrificante ajuda no conforto durante a relação sexual, mas não trata a causa. Para melhorar a saúde do tecido vaginal a longo prazo, o médico pode indicar hidratantes vaginais de uso contínuo ou cremes de estrogênio local.

    6. É verdade que a menopausa aumenta o risco de infarto?

    Sim, o estrogênio exerce uma proteção natural sobre as artérias, ajudando a manter a elasticidade dos vasos e o bom colesterol (HDL). Com a sua queda definitiva na menopausa, o risco cardiovascular da mulher se equipara ao do homem, tornando o controle da pressão e do colesterol ainda mais vital.

    7. Existem exames obrigatórios para quem já está na menopausa?

    Sim. Além do preventivo e mamografia, é fundamental realizar a densitometria óssea (para checar a saúde dos ossos), o perfil lipídico completo e a avaliação da glicemia, já que o risco de diabetes tipo 2 também aumenta na fase.

    Confira: Perimenopausa: o que é e quais são os sintomas

  • 10 dicas para aliviar os sintomas de enxaqueca no dia a dia

    10 dicas para aliviar os sintomas de enxaqueca no dia a dia

    Pessoas que convivem com enxaqueca já sabem como os sintomas podem ser incapacitantes. A dor intensa e a fotossensibilidade dificultam até mesmo as tarefas mais simples, como trabalhar, estudar, usar o celular ou permanecer em ambientes iluminados e barulhentos.

    Pensando nisso, listamos a seguir algumas dicas que podem te ajudar a aliviar sintomas da enxaqueca no dia a dia, especialmente naqueles momentos em que a dor surge de forma inesperada e precisa de uma resposta rápida. Confira!

    1. Procure um ambiente escuro e silencioso

    A fotofobia (sensibilidade à luz) e a sensibilidade ao som são sintomas muito comuns durante a crise de enxaqueca, que ocorrem devido a uma hipersensibilidade do sistema nervoso.

    Ao perceber os primeiros sinais, procure um quarto escuro, feche as cortinas e evite o uso de telas, como celular e televisão. Um ambiente mais neutro ajuda o cérebro a reduzir os estímulos e pode diminuir a intensidade da dor.

    2. Utilize compressas frias ou mornas

    A aplicação de uma compressa fria na testa ou na nuca pode ajudar a reduzir a dor, já que provoca uma leve contração dos vasos sanguíneos. Por outro lado, algumas pessoas sentem mais alívio com compressas mornas, principalmente quando há tensão na região do pescoço e dos ombros.

    Vale testar as duas opções e observar qual funciona melhor para o seu corpo.

    3. Beba bastante água

    A desidratação é um dos principais gatilhos de enxaqueca, pois a falta de água reduz o fluxo sanguíneo cerebral e contrai vasos sanguíneos, desencadeando as crises. O ideal é manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia, mesmo se você não sente sede.

    Em casos com náuseas ou vômitos, a reposição de líquidos deve ser feita aos poucos, em pequenas quantidades, para evitar piora do mal-estar.

    4. Pratique técnicas de relaxamento

    As técnicas de relaxamento, como meditação, ioga e massagem, agem reduzindo o estresse e a tensão muscular, prevenindo crises de enxaqueca e diminuindo a intensidade e duração. Elas não substituem o tratamento medicamentoso de enxaqueca, mas podem ser usadas como complemento.

    5. Faça um escalda-pés

    O escalda-pés com água quente contribui para dilatar os vasos sanguíneos nos pés, desviando o sangue concentrado na cabeça e diminuindo a pressão cerebral, aliviando a dor de cabeça. Uma dica é sentar em um ambiente calmo e com pouca luz, e mergulhar os pés em água morna por 15 a 20 minutos durante a crise.

    6. Use medicamentos com orientação médica

    O tratamento de enxaqueca pode ser necessário para controlar a dor e outros sintomas da enxaqueca, como náuseas e sensibilidade à luz. O médico pode indicar desde analgésicos comuns e anti-inflamatórios até medicamentos específicos para a crise, como os triptanos, que atuam diretamente nos mecanismos da enxaqueca, de acordo com Paula.

    Em alguns casos, também podem ser prescritos remédios preventivos, indicados para quem tem crises frequentes ou muito intensas. Eles devem ser usados na dose correta e no momento adequado, sempre seguindo a orientação do profissional da saúde.

    Importante: nunca tome remédios sem prescrição médica, pois o uso excessivo de analgésicos pode levar a um quadro de cefaleia por uso excessivo de medicamentos, que piora a dor ao longo do tempo e torna as crises mais difíceis de controlar.

    7. Realize massagem

    A massagem ajuda a reduzir a tensão muscular, aliviar a dor e melhorar a circulação sanguínea, além de proporcionar uma sensação de relaxamento e bem-estar para o corpo e a mente. Você pode fazer a massagem em casa, utilizando as pontas dos dedos e realizando movimentos suaves e circulares nas têmporas, na testa, na base do crânio e na região do pescoço e dos ombros.

    8. Faça acupuntura

    A acupuntura é uma terapia que contribui para diminuir a frequência, intensidade e duração das crises sem efeitos colaterais significativos. Ao estimular pontos específicos, ela libera neurotransmissores, reduz a inflamação e relaxa a tensão muscular, que aliviam a dor naturalmente.

    9. Estabeleça uma rotina de sono regular

    Um sono reparador diminui a sensibilidade à dor e melhora o humor, reduzindo o impacto da enxaqueca no dia a dia. Uma dica é manter horários consistentes para dormir e acordar, evitar o uso de telas antes de dormir e reduzir a exposição à luz forte à noite.

    Atividades relaxantes, como ler um livro leve ou tomar um banho morno, podem ajudar o corpo a entender que é hora de desacelerar.

    10. Evite gatilhos conhecidos

    Os gatilhos de enxaqueca variam de pessoa para pessoa, mas normalmente incluem fatores como:

    • Estresse emocional ou ansiedade;
    • Privação de sono;
    • Jejum prolongado;
    • Baixo consumo de água (desidratação);
    • Consumo excessivo de cafeína;
    • Cheiros fortes (perfumes, produtos de limpeza, fumaça);
    • Luzes fortes ou piscantes;
    • Barulhos intensos;
    • Uso excessivo de analgésicos;
    • Mudanças hormonais (ciclo menstrual, TPM, menopausa).

    Dica: mantenha um diário da enxaqueca para anotar o que comeu, como dormiu e quando a dor começou. Isso ajuda a identificar os seus gatilhos pessoais.

    Quanto tempo dura a enxaqueca?

    Segundo a neurologista Paula Dieckmann, a enxaqueca pode durar de 4 a 72 horas se não for tratada, podendo se estender por vários dias em casos mais graves. Quando a crise ultrapassa o período, ela pode ser classificada como um estado de mal enxaquecoso, precisando de intervenção médica imediata para interromper o ciclo da dor.

    Se você apresentar dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, por pelo menos três meses, pode indicar um quadro de enxaqueca crônica. Nesses casos, é muito importante buscar acompanhamento com um neurologista.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é a “aura” na enxaqueca?

    A aura é um conjunto de sintomas neurológicos que surgem antes da dor, como pontos brilhantes na visão, manchas escuras, formigamentos no rosto ou mãos e dificuldade para falar.

    2. Por que sinto enxaqueca durante o período menstrual?

    Isso ocorre devido à queda brusca nos níveis de estrogênio logo antes da menstruação, o que sensibiliza o sistema nervoso. É a chamada enxaqueca catamenial.

    3. O que é a “ressaca” da enxaqueca?

    É a fase de pósdromo. Após a dor passar, o paciente pode se sentir exausto, com dificuldade de concentração e tontura por até 48 horas.

    4. Existe tratamento natural para enxaqueca?

    Alguns suplementos como magnésio, riboflavina (vitamina B2) e a planta Petasites hybridus têm evidências científicas de auxílio na prevenção de enxaqueca, mas devem ser usados sob orientação médica.

    5. Quando devo ir ao pronto-socorro por causa de uma enxaqueca?

    Se a dor for a pior da sua vida, se vier acompanhada de febre, rigidez na nuca, confusão mental ou se a crise durar mais de 72 horas sem alívio.

    6. O que são os triptanos?

    São medicamentos específicos para interromper a crise de enxaqueca. Eles agem estreitando os vasos sanguíneos inflamados e bloqueando as vias de dor no cérebro. Devem ser usados apenas com prescrição médica.

    7. Quem tem enxaqueca pode tomar anticoncepcional?

    Depende. Mulheres que têm enxaqueca com aura apresentam um risco ligeiramente maior de AVC se utilizarem pílulas combinadas (com estrogênio). Nesses casos, médicos costumam recomendar métodos apenas com progesterona ou DIU.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca! Entenda mais

  • Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Dedos que ficam extremamente pálidos no frio, mudam para um tom arroxeado e depois avermelham ao aquecer podem parecer apenas uma reação comum à temperatura. No entanto, quando esse padrão se repete, pode indicar o chamado fenômeno de Raynaud, uma condição vascular que afeta a circulação nas extremidades.

    Embora muitas vezes seja benigno, esse tipo de alteração chama atenção justamente pela intensidade visual e pelo desconforto que pode causar. Em alguns casos, pode estar associado a outras doenças, o que torna importante entender quando se trata de algo simples e quando merece investigação mais aprofundada.

    O fenômeno de Raynaud é uma condição em que ocorre uma redução temporária do fluxo sanguíneo para os dedos das mãos e dos pés, geralmente desencadeada pelo frio ou por estresse emocional.

    Essa redução da circulação provoca uma mudança característica na cor da pele, que pode passar por fases de palidez (branco), coloração azulada e, posteriormente, vermelhidão.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna. No entanto, em algumas situações, pode estar associada a doenças mais complexas, exigindo investigação.

    O que é o fenômeno de Raynaud

    O fenômeno de Raynaud é causado por um vasoespasmo, ou seja, uma contração dos pequenos vasos sanguíneos das extremidades.

    Essa contração reduz temporariamente o fluxo de sangue, levando às alterações de cor e temperatura nos dedos.

    Os episódios costumam ser reversíveis e duram minutos, podendo variar de intensidade.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente episódicos e desencadeados por frio ou estresse.

    Entre os mais comuns estão:

    • Mudança de cor nos dedos (branco para azul e, posteriormente, vermelho);
    • Sensação de frio nas extremidades;
    • Dormência ou formigamento;
    • Dor ou desconforto durante o retorno da circulação.

    Os dedos das mãos são os mais frequentemente afetados, mas os pés também podem ser envolvidos.

    Por que o fenômeno de Raynaud acontece

    O fenômeno ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos a estímulos como frio ou estresse.

    Essa resposta leva à contração dos vasos e redução do fluxo sanguíneo.

    Existem dois tipos principais.

    1. Raynaud primário

    • Mais comum;
    • Não está associado a outras doenças;
    • Geralmente mais leve.

    2. Raynaud secundário

    • Associado a doenças, especialmente autoimunes;
    • Pode ser mais intenso;
    • Pode causar complicações.

    Quais doenças podem estar associadas

    O fenômeno de Raynaud secundário pode estar relacionado a condições como:

    • Doenças autoimunes (como lúpus e esclerodermia);
    • Doenças vasculares;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Exposição a vibração (em algumas profissões).

    Nesses casos, é importante investigar a causa de base.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O fenômeno de Raynaud é mais comum em:

    • Mulheres;
    • Pessoas jovens (no caso do tipo primário);
    • Indivíduos que vivem em regiões frias;
    • Pessoas com doenças autoimunes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na história do paciente. Em casos suspeitos de Raynaud secundário, podem ser solicitados exames para investigar doenças associadas.

    A avaliação médica é importante para diferenciar os tipos e orientar o acompanhamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da causa.

    1. Medidas comportamentais

    • Evitar exposição ao frio;
    • Usar luvas e roupas adequadas;
    • Reduzir o estresse;
    • Evitar tabagismo.

    2. Tratamento medicamentoso

    Em casos mais intensos, podem ser utilizados medicamentos que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos.

    3. Tratamento da causa de base

    Nos casos secundários, é fundamental tratar a doença associada.

    Quando o fenômeno de Raynaud pode ser um sinal de alerta

    Alguns sinais sugerem necessidade de investigação mais detalhada:

    • Início em idade mais avançada;
    • Sintomas muito intensos;
    • Lesões na pele ou úlceras nos dedos;
    • Assimetria entre as mãos;
    • Presença de outros sintomas sistêmicos.

    Confira:

    Rash no rosto e dor nas articulações: pode ser lúpus? Entenda mais

    Perguntas frequentes sobre fenômeno de Raynaud

    1. Fenômeno de Raynaud é perigoso?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode indicar doenças mais sérias em alguns pacientes.

    2. O que desencadeia as crises?

    Principalmente frio e estresse.

    3. Sempre está associado a doença?

    Não. O tipo primário não tem relação com outras doenças.

    4. Tem cura?

    O tipo primário não tem cura, mas pode ser controlado.

    5. Pode causar dor?

    Sim, especialmente durante a recuperação da circulação.

    6. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando os sintomas são intensos, frequentes ou associados a outros sinais.

    Veja mais:

    Esclerodermia: como essa doença autoimune afeta o organismo

  • Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue pelo corpo. Quando os níveis estão elevados, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação, o que pode sobrecarregar o organismo com o passar do tempo.

    Por isso, ao medir a pressão e encontrar o valor de 14 por 9, é comum surgir a dúvida sobre o quanto isso pode ser preocupante.

    De forma geral, uma medição isolada não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hipertensão, já que a pressão pode oscilar ao longo do dia por situações como estresse, ansiedade, ingestão de café e prática recente de atividade física.

    Ainda assim, segundo as diretrizes brasileiras de cardiologia, valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg já são classificados como hipertensão em estágio inicial. É um sinal de alerta para buscar acompanhamento médico, pois a hipertensão é uma doença silenciosa que aumenta o risco de AVC e infarto.

    Pressão 14 por 9 é perigosa?

    A pressão arterial 14 por 9 é considerada perigosa se aparecer com frequência, pois indica que o coração já está fazendo mais esforço do que o ideal para bombear o sangue.

    Com o tempo, o aumento contínuo da pressão pode comprometer estruturas importantes do organismo, como o coração, o cérebro, os rins e os próprios vasos sanguíneos. Isso eleva o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência renal e doenças cardiovasculares.

    Quando é considerado hipertensão?

    O valor 14 por 9 já indica um quadro de hipertensão em estágio inicial, mas é necessário confirmar os valores elevados em diferentes momentos, normalmente em duas ou mais consultas.

    No dia a dia, a pressão pode subir pontualmente por fatores como estresse, ansiedade, dor, consumo de cafeína ou esforço físico recente. O mais importante é observar se o valor se repete ou aumenta em várias medições, ainda mais quando existem fatores de risco para hipertensão, como diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

    Quando isso acontece, o recomendado é procurar orientação médica para uma avaliação mais completa. O profissional poderá analisar o histórico de saúde, solicitar exames e indicar as melhores abordagens para o controle da pressão.

    Importante: durante a gravidez, a pressão 14 por 9 ou superior é sempre perigosa. Ela pode ser o primeiro sinal de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento médico imediato para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    Valores de referência para pressão arterial

    De acordo com as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da pressão arterial é feita da seguinte forma:

    • Normal: abaixo de 120/80 mmHg (menor que 12 por 8);
    • Pressão elevada (ou pré-hipertensão): entre 120 e 139 mmHg na sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg na diastólica;
    • Hipertensão (estágio 1): igual ou acima de 140/90 mmHg, confirmada em duas ou mais medições.

    Uma mudança importante envolve o valor de 12 por 8, que antes era considerado dentro da normalidade, hoje já é visto como um sinal de alerta, sendo classificado como pressão elevada.

    Principais sintomas de pressão alta

    A pressão alta costuma ser um quadro silencioso, então você pode estar com a pressão em 14 por 9 sem apresentar nenhum sintoma.

    Ainda assim, em alguns casos, quando a pressão sobe de forma rápida ou permanece alta por muito tempo, podem surgir alguns sinais de alerta, como:

    • Dor na nuca, com dor de cabeça persistente que começa na parte de trás e pode se espalhar;
    • Tontura e falta de equilíbrio, com sensação de que tudo está girando ou instabilidade ao se levantar;
    • Visão embaçada, com presença de pontinhos brilhantes ou vista nublada de forma repentina;
    • Zumbido no ouvido, com som constante ou pulsante que pode acompanhar os batimentos cardíacos;
    • Cansaço excessivo, com sensação de fadiga sem causa aparente, como se o corpo estivesse fazendo mais esforço que o normal.

    Vale destacar que se a pressão estiver alta e você apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, vômitos e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato, pois eles podem indicar uma sobrecarga crítica no coração ou no cérebro.

    O que fazer quando a pressão está 14 por 9?

    Se a pressão marcou 14 por 9, o primeiro passo é manter a calma. Apesar de ser um valor alto, ele nem sempre indica um problema imediato.

    O ideal é repetir a medição após alguns minutos de descanso, em um ambiente tranquilo, evitando falar, cruzar as pernas ou medir logo após esforço físico, consumo de café ou situações de estresse. Também é importante observar se foi um episódio isolado, já que a pressão pode subir momentaneamente por fatores do dia a dia.

    Uma dica é acompanhar os valores em outros dias, sempre nas mesmas condições, e anotar os resultados em um caderninho. Isso ajuda a identificar se existe um padrão de elevação ou se foi apenas uma alteração pontual.

    Se a pressão continuar em torno de 14 por 9 ou mais em várias medições, procure orientação médica. O profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

    Como baixar a pressão de forma natural?

    O controle da pressão arterial envolve mudanças simples no dia a dia, que ajudam o corpo a funcionar melhor e reduzem o esforço do coração:

    • Reduzir o consumo de sal no dia a dia;
    • Evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sódio;
    • Priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, bicicleta ou dança;
    • Manter um peso adequado;
    • Controlar o estresse com momentos de relaxamento e pausas ao longo do dia;
    • Dormir bem e ter uma rotina de sono de qualidade;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Não fumar.

    As medidas ajudam no controle da pressão, mas não substituem o acompanhamento médico quando os valores estão elevados com frequência.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar café se minha pressão estiver 14×9?

    O ideal é evitar, pois a cafeína é um estimulante que pode elevar temporariamente a pressão arterial. Se você já está com 14×9, o café pode fazer esse valor subir ainda mais.

    2. O que fazer para baixar a pressão rápido no momento?

    O melhor é repousar. Sente-se ou deite-se em um lugar calmo, respire profundamente e relaxe por 20 minutos. Não tome remédios por conta própria sem orientação médica.

    3. Quem tem pressão alta pode fazer exercícios?

    Sim, a atividade física regular fortalece o coração, tornando-o mais eficiente para bombear o sangue com menos esforço. Porém, se a pressão estiver descontrolada no momento (acima de 16×10), o exercício deve ser evitado até a estabilização.

    4. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (em jejum e após urinar) e à noite, antes de jantar. Evite medir logo após comer, fumar ou praticar exercícios.

    5. O que é a “hipertensão do avental branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo ou ansiedade do paciente, mas permanece normal quando medida em casa.

    6. Pode parar de tomar o remédio se a pressão normalizar?

    Nunca. Se a pressão está normal, é sinal de que o remédio está funcionando. Interromper o tratamento sem ordem médica pode causar um efeito rebote perigoso.

    7. O que é crise hipertensiva?

    É quando a pressão sobe bruscamente para valores iguais ou superiores a 18×12 (180/120 mmHg). Se houver dor no peito ou confusão mental, é uma emergência médica.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Lesões na pele que não cicatrizam, surgem como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo do braço ou da perna chamam atenção, especialmente quando há histórico de contato com gatos ou com terra. Nos últimos anos, esse tipo de quadro tem sido cada vez mais associado à esporotricose, uma infecção que ganhou relevância em áreas urbanas.

    Embora muitas vezes comece de forma discreta, a doença pode evoluir ao longo dos dias e semanas, o que costuma gerar dúvida e preocupação.

    A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, plantas e matéria orgânica.

    Ela é conhecida como a “doença do jardineiro”, mas também ganhou destaque nos últimos anos pela transmissão por gatos infectados, especialmente em áreas urbanas.

    A infecção geralmente afeta a pele e o tecido subcutâneo, mas em alguns casos pode se disseminar, principalmente em pessoas com imunidade baixa.

    O que é a esporotricose

    A esporotricose é uma micose subcutânea, ou seja, uma infecção que acomete as camadas mais profundas da pele. O fungo entra no organismo por meio de pequenas lesões na pele, como arranhões ou cortes.

    Após a infecção, podem surgir nódulos que evoluem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele lesionada.

    As principais formas são:

    • Arranhões ou mordidas de gatos infectados;
    • Contato com secreções de lesões em animais doentes;
    • Manipulação de solo, plantas ou madeira contaminados.

    Atualmente, a transmissão por gatos é uma das formas mais comuns em algumas regiões.

    Principais sintomas

    Os sintomas da esporotricose geralmente começam no local de entrada do fungo.

    Entre os mais comuns são:

    • Nódulo na pele que pode ulcerar;
    • Lesões que se espalham ao longo do trajeto dos vasos linfáticos;
    • Vermelhidão e inchaço local;
    • Dor leve ou ausência de dor.

    Em alguns casos, podem surgir múltiplas lesões.

    A esporotricose é grave?

    Na maioria das vezes, a forma cutânea é benigna e tratável.

    No entanto, em casos mais raros, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, pode ocorrer:

    • Forma disseminada;
    • Acometimento de órgãos internos;
    • Infecção mais extensa.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são importantes.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco de infecção:

    • Pessoas que lidam com solo ou plantas (jardineiros, agricultores);
    • Pessoas em contato com gatos infectados;
    • Veterinários;
    • Pessoas com imunidade baixa.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais.

    Os principais métodos são:

    • Cultura do fungo a partir da lesão;
    • Exames microscópicos;
    • Biópsia em alguns casos.

    A confirmação ajuda a orientar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da esporotricose é geralmente eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos orais, como tratamento de escolha;
    • Tratamento prolongado, geralmente por semanas a meses;
    • Acompanhamento médico regular.

    Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.

    Como prevenir a esporotricose

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:

    • Evitar contato com lesões de gatos doentes;
    • Usar luvas ao lidar com solo ou plantas;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Procurar atendimento veterinário para animais suspeitos.

    Leia também:

    Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

    Perguntas frequentes sobre esporotricose

    1. Esporotricose é contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre principalmente por animais ou ambiente contaminado.

    2. Todo gato transmite a doença?

    Não. Apenas gatos infectados podem transmitir.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário para cura.

    4. Pode se espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente ao longo dos vasos linfáticos.

    5. É uma doença grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura o tratamento?

    Pode durar semanas a meses.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar lesões suspeitas na pele, especialmente após contato com gatos ou solo.

    Veja mais:

    Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

  • 6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    Fezes em bolinhas, duras e ressecadas, esforço excessivo e menos de três evacuações por semana são alguns dos principais sinais de prisão de ventre em crianças. O quadro é mais comum após o primeiro ano de vida, no desmame, com a introdução de alimentos sólidos.

    Na maioria dos casos, o problema é causado pela pouca ingestão de água e o consumo de alimentos pobres em fibras, além de mudanças na alimentação ou na rotina. Para não agravar a condição e afetar o bem-estar da criança, é importante observar os sinais desde o início.

    Quando a prisão de ventre não é tratada logo no começo, a evacuação pode se tornar cada vez mais dolorosa, o que faz a criança evitar ir ao banheiro. Com o tempo, isso pode piorar o quadro, deixando as fezes ainda mais ressecadas e difíceis de eliminar.

    Como aliviar a prisão de ventre em crianças?

    A prisão de ventre em crianças pode ser aliviada a partir de ajustes simples na rotina e na alimentação, como:

    1. Aumentar o consumo de fibras na dieta

    As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal que o corpo não consegue digerir totalmente. Na prática, elas ajudam a formar o bolo fecal e deixar as fezes mais macias, facilitando o trânsito intestinal e a evacuação.

    Para aumentar o consumo, vale incluir frutas como mamão, pera e ameixa, além de legumes, verduras, feijão, aveia e alimentos integrais no dia a dia da criança. O ideal é priorizar as versões com casca e menos processadas.

    2. Oferecer água e líquidos com frequência

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é preciso oferecer mais água para a criança, mesmo que ela não tenha sede. As fibras absorvem líquidos, ajudando a formar um tipo de gel ou a aumentar o volume das fezes, o que deixa a evacuação mais fácil.

    Quando a ingestão de água é baixa, o efeito pode ser o contrário, com fezes mais duras, gases e piora da prisão de ventre.

    3. Fazer massagens abdominais

    As massagens na barriga podem ajudar a estimular os movimentos naturais do intestino de forma suave, além de aliviar o desconforto e a sensação de inchaço.

    Com a criança deitada de costas, a massagem pode ser feita com movimentos circulares leves, usando a ponta dos dedos ao redor do umbigo, sempre no sentido horário.

    Outra opção, no caso de crianças pequenas e bebês, é movimentar as perninhas como se estivesse pedalando, levando-as em direção ao abdômen, o que também pode ajudar na liberação das fezes.

    4. Evitar alimentos constipantes

    Durante o período de crise, é recomendado reduzir temporariamente o consumo de alimentos que favorecem o ressecamento das fezes, como:

    • Banana-maçã, banana-prata, goiaba, caju, maçã sem casca, limão;
    • Arroz branco, farinha de mandioca, polvilho, amido de milho, macarrão, pão branco;
    • Batata inglesa, cenoura cozida, beterraba cozida, chuchu, inhame;
    • Leite de vaca em excesso, queijos, iogurtes sem probióticos, biscoitos de sal ou polvilho.

    5. Estimular a atividade física

    O movimento do corpo ajuda a estimular os movimentos naturais que facilitam a evacuação. Quanto mais ativa a criança for, maiores são as chances de o intestino acompanhar esse ritmo, funcionando de forma mais regular.

    No dia a dia, as crianças podem adotar atividades simples, como brincar, correr, pular, andar de bicicleta ou fazer passeios ao ar livre. Já no caso dos bebês, pequenos estímulos no dia a dia já fazem diferença, como deixar se movimentar livremente no tapete, rolar, engatinhar e explorar o ambiente com segurança.

    6. Criar uma rotina para o uso do banheiro

    Com uma rotina de horários regulares para ir ao banheiro, a criança passa a reconhecer melhor os sinais do próprio corpo e cria o hábito de evacuar com mais facilidade. O ideal é incentivar que ela sente no vaso, principalmente após as refeições, quando o intestino está mais ativo.

    Se a criança ainda não alcançar os pés no chão, uma dica é usar um apoio para os pés (banquinho) para que os joelhos fiquem acima da linha do quadril, posição que relaxa a musculatura e facilita a saída das fezes.

    Quando o uso de laxantes é necessário?

    O uso de laxantes, como o supositório infantil, pode ser indicado quando a alimentação e os hábitos não são suficientes para aliviar a constipação.

    Eles ajudam a amolecer as fezes e facilitar a evacuação, mas só devem ser usados com orientação de um pediatra, já que a indicação depende da idade e pode haver contraindicações, como risco de hipernatremia.

    Quando ir ao médico?

    A criança deve ser levada ao médico se apresentar os seguintes sinais:

    • Dor intensa ao evacuar;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Barriga muito inchada ou endurecida;
    • Perda de apetite ou de peso;
    • Muitos dias sem evacuar, mesmo com mudanças na rotina;
    • Escape de fezes na roupa (sujidade frequente).

    Nessas situações, o pediatra pode avaliar o caso com mais cuidado e, se necessário, indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado prisão de ventre em bebês e crianças?

    É a dificuldade persistente de evacuar, caracterizada por menos de 3 evacuações por semana, fezes duras, secas ou em formato de bolinhas, e que causam dor ou esforço excessivo ao sair.

    2. Como saber se o esforço que a criança faz é normal ou sinal de constipação?

    O esforço é normal se as fezes saírem macias. Se o rosto ficar vermelho, mas a criança chorar de dor e as fezes saírem endurecidas, é sinal de constipação.

    3. O leite de vaca pode causar prisão de ventre?

    Em algumas crianças, a proteína do leite de vaca ou o excesso de consumo de laticínios podem tornar o trânsito intestinal mais lento ou causar inflamações leves que levam à constipação.

    4. Água de coco ajuda na prisão de ventre infantil?

    Sim, pois ajuda na hidratação, que é fundamental para que as fibras ingeridas funcionem corretamente.

    5. A criança pode ter prisão de ventre por causas emocionais?

    Sim. Mudanças bruscas na rotina, como a entrada na escola, viagens ou a chegada de um irmão, podem gerar ansiedade. A criança “trava” o reflexo de evacuar, o que leva ao ressecamento das fezes.

    6. Qual a quantidade de água ideal para uma criança constipada?

    A quantidade varia conforme a idade e o peso, mas uma regra prática é oferecer água sempre que a criança estiver ativa e garantir que a urina esteja clara.

    Leia mais: Micropênis existe mesmo? Saiba por que acontece e como é feita a avaliação

  • Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar e dificuldade para dar os primeiros passos do dia são queixas comuns no consultório, e muitas vezes levantam a suspeita de esporão de calcâneo. Esse tipo de dor pode surgir de forma gradual e, com o tempo, interferir em atividades simples, como caminhar ou ficar em pé por longos períodos.

    Apesar de bastante conhecido, o esporão nem sempre é o verdadeiro responsável pela dor. Em muitos casos, ele aparece apenas como um achado em exames, enquanto o desconforto está relacionado à inflamação de estruturas próximas.

    O esporão de calcâneo é uma formação óssea em forma de bico que se desenvolve no osso do calcanhar. Ele está frequentemente associado à fascite plantar, uma inflamação da estrutura que sustenta o arco do pé.

    Muitas pessoas descobrem o esporão em exames de imagem, mesmo sem dor. No entanto, quando há inflamação associada, pode causar dor significativa ao caminhar, especialmente ao dar os primeiros passos do dia.

    Apesar de ser uma condição comum, o tratamento costuma ser eficaz com medidas conservadoras na maioria dos casos.

    O que é o esporão de calcâneo

    O esporão de calcâneo é uma projeção óssea que se forma na parte inferior do calcanhar, geralmente onde a fáscia plantar se insere no osso.

    Essa formação ocorre ao longo do tempo, como resposta a sobrecarga e microtraumas repetitivos na região.

    É importante destacar que nem todo esporão causa dor — o desconforto está mais relacionado à inflamação dos tecidos ao redor.

    Principais causas

    O esporão de calcâneo está associado a fatores que aumentam o estresse sobre o calcanhar.

    Os principais são:

    • Fascite plantar;
    • Sobrecarga repetitiva ao caminhar ou correr;
    • Excesso de peso;
    • Uso de calçados inadequados;
    • Alterações na pisada;
    • Permanecer muito tempo em pé.

    Esses fatores contribuem para microlesões que levam à formação do esporão.

    Principais sintomas

    O sintoma mais comum é a dor no calcanhar.

    As características típicas são:

    • Dor ao dar os primeiros passos pela manhã;
    • Desconforto ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo;
    • Sensação de “pontada” no calcanhar;
    • Melhora parcial com o movimento ao longo do dia.

    A intensidade da dor pode variar de leve a incapacitante.

    Esporão de calcâneo sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas têm esporão de calcâneo sem apresentar sintomas. Nesses casos, o achado é incidental em exames de imagem.

    A dor geralmente está associada à inflamação da fáscia plantar e não apenas à presença do esporão.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e nos sintomas.

    Exames de imagem podem ser utilizados, como:

    • Radiografia, que mostra o esporão;
    • Ultrassonografia, para avaliar a fáscia plantar.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é, na maioria das vezes, conservador.

    1. Medidas não cirúrgicas

    • Alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha;
    • Uso de palmilhas ortopédicas;
    • Aplicação de gelo;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios;
    • Ajuste de calçados.

    Essas medidas costumam trazer melhora significativa.

    2. Outras opções

    Em casos persistentes, podem ser considerados:

    • Fisioterapia;
    • Terapias específicas, como ondas de choque.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é rara e indicada apenas quando o tratamento conservador não é eficaz.

    Como prevenir o esporão de calcâneo

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar calçados adequados;
    • Evitar sobrecarga excessiva;
    • Manter peso saudável;
    • Realizar alongamentos regularmente;
    • Corrigir alterações na pisada.

    Veja mais:

    5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes sobre esporão de calcâneo

    1. Esporão de calcâneo é a mesma coisa que fascite plantar?

    Não. O esporão é uma calcificação; a fascite plantar é a inflamação associada.

    2. Sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Precisa de cirurgia?

    Raramente. A maioria melhora com tratamento conservador.

    4. Pode melhorar sozinho?

    Sim. Com medidas adequadas, os sintomas costumam melhorar.

    5. Palmilha ajuda?

    Sim. Pode reduzir a sobrecarga no calcanhar.

    6. Exercícios são importantes?

    Sim. Alongamentos são fundamentais no tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor é persistente ou interfere nas atividades do dia a dia.

    Veja mais:

    Fascite plantar: quando a planta dos pés dói

  • Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Crises de tontura intensa, sensação de que tudo está girando e episódios de zumbido no ouvido podem surgir de forma inesperada e impactar significativamente a rotina. Para muitas pessoas, esses sintomas aparecem sem aviso e podem ser confundidos com quadros comuns, como a chamada “labirintite”.

    No entanto, em alguns casos, esse conjunto de sinais está relacionado a uma condição específica do ouvido interno: a doença de Ménière. Embora não tenha cura definitiva, o diagnóstico correto e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que afeta o equilíbrio e a audição. Ela é caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, associados a zumbido e perda auditiva.

    Essas crises podem surgir de forma súbita e causar bastante desconforto, interferindo nas atividades do dia a dia.

    Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com tratamento adequado, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.

    O que é a doença de Ménière

    A doença de Ménière é um distúrbio do ouvido interno relacionado ao acúmulo de líquido (endolinfa) em uma estrutura chamada labirinto.

    Esse acúmulo altera o funcionamento normal do sistema responsável pelo equilíbrio e pela audição.

    Como resultado, surgem sintomas típicos, especialmente durante as crises.

    Principais sintomas

    A doença de Ménière apresenta um conjunto característico de sintomas.

    Entre os principais estão:

    • Vertigem intensa, com sensação de que tudo está girando;
    • Zumbido no ouvido (tinnitus);
    • Perda auditiva, geralmente flutuante;
    • Sensação de pressão ou “ouvido cheio”.

    As crises podem durar de minutos a horas e variar de intensidade.

    Como são as crises de vertigem

    A vertigem na doença de Ménière costuma ser:

    • Súbita;
    • Intensa;
    • Associada a náuseas e vômitos;
    • Incapacitante durante o episódio.

    Após a crise, a pessoa pode sentir cansaço e instabilidade por algum tempo.

    Por que a doença de Ménière acontece

    A causa exata ainda não é completamente conhecida.

    No entanto, acredita-se que esteja relacionada a:

    • Alterações no volume ou na pressão do líquido do ouvido interno;
    • Fatores genéticos;
    • Possíveis alterações imunológicas ou inflamatórias.

    Esse desequilíbrio interfere na transmissão de sinais relacionados ao equilíbrio e à audição.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A doença de Ménière pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos entre 30 e 60 anos;
    • Pessoas com histórico familiar;
    • Indivíduos com enxaqueca ou outras condições associadas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos.

    Podem ser realizados exames complementares, como:

    • Audiometria, para avaliar a audição;
    • Testes do equilíbrio;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir as crises.

    As principais medidas são:

    • Mudanças na alimentação, como redução do consumo de sal;
    • Uso de medicamentos para vertigem e náuseas;
    • Medicamentos que ajudam a controlar o equilíbrio do líquido no ouvido interno.

    Em casos mais graves ou refratários, podem ser considerados tratamentos mais específicos.

    Como conviver com a doença de Ménière

    Algumas medidas ajudam a reduzir o impacto da doença:

    • Evitar excesso de sal na alimentação;
    • Reduzir consumo de cafeína e álcool;
    • Controlar o estresse;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Essas estratégias podem ajudar a diminuir a frequência das crises.

    Confira:

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre doença de Ménière

    1. Doença de Ménière tem cura?

    Não. Mas pode ser controlada com tratamento adequado.

    2. A vertigem é constante?

    Não. Ela ocorre em crises.

    3. Pode causar perda auditiva permanente?

    Em alguns casos, pode haver perda auditiva progressiva.

    4. É igual à labirintite?

    Não. Embora os sintomas sejam semelhantes, são condições diferentes.

    5. Estresse piora?

    Sim. Pode desencadear ou agravar crises.

    6. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. Apenas em situações específicas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver episódios de vertigem, zumbido ou perda auditiva.

    Veja também:

    Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): o que é, sintomas e como tratar

  • H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    A gripe H1N1 é uma infecção respiratória causada por um subtipo do vírus influenza A, que pode causar desde sintomas leves até quadros mais graves, principalmente em pessoas com maior vulnerabilidade.

    O vírus afeta o sistema respiratório, atingindo nariz, garganta e pulmões, e se espalha com facilidade, especialmente em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas.

    A infecção costuma começar de forma repentina, com sintomas intensos que podem impactar rapidamente o bem-estar e a rotina. Por causa da evolução mais rápida, é importante entender alguns fatores para identificar os sinais precocemente, reduzir o risco de transmissão e iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Confira!

    O que você precisa saber sobre o H1N1

    1. A H1N1 pode começar de forma súbita

    Diferente de um resfriado comum, que costuma evoluir de forma mais lenta e progressiva, a gripe H1N1 normalmente aparece de maneira repentina, com sintomas intensos já nas primeiras horas ou no primeiro dia de infecção. Os mais comuns incluem:

    • Febre alta;
    • Dor no corpo;
    • Dor de cabeça;
    • Tosse seca;
    • Cansaço extremo.

    Além dos sinais, algumas pessoas também podem apresentar calafrios, dor de garganta e perda de apetite. Em quadros mais intensos, pode surgir falta de ar, o que precisa de atenção e avaliação médica.

    2. A transmissão acontece com facilidade

    A transmissão do vírus H1N1 ocorre principalmente de pessoa para pessoa, através de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar.

    Também pode acontecer via indireta, através do contato com objetos e superfícies contaminadas, como maçanetas, celulares, mesas e corrimãos. Quando a pessoa toca os locais e leva a mão aos olhos, ao nariz ou à boca, o vírus encontra uma porta de entrada para o organismo.

    O contágio é alto em ambientes fechados, com pouca ventilação e grande circulação de pessoas, como transporte público, escritórios, escolas e eventos com aglomeração.

    3. Higiene das mãos ajuda a evitar o contágio

    A higiene é uma das melhores formas reduzir o risco de contágio pela H1N1, já que o vírus se espalha com facilidade pelo contato com gotículas respiratórias e superfícies contaminadas. No dia a dia, é importante adotar algumas medidas:

    • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, esfregando bem por pelo menos 20 segundos, principalmente após tossir, espirrar, usar o banheiro ou chegar da rua;
    • Usar álcool em gel 70% quando não houver água e sabão, que ajuda a eliminar o vírus das mãos, sendo uma alternativa prática fora de casa;
    • Evitar levar as mãos ao rosto sem higienizar antes, pois olhos, nariz e boca são portas de entrada para o vírus;
    • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, dando preferência ao uso do antebraço ou de lenços descartáveis, para evitar contaminar as mãos e o ambiente;
    • Higienizar objetos de uso frequente, como celulares, teclados, maçanetas e outras superfícies;
    • Manter os ambientes ventilados, abrindo as janelas e permitindo a circulação de ar, o que ajuda a reduzir a concentração de partículas no ambiente;
    • Sempre que possível, mantenha uma distância segura de quem apresenta sintomas gripais.

    4. Alguns grupos têm maior risco de complicações

    O H1H1 pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade, mas alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver formas mais graves da doença, como:

    • Gestantes;
    • Idosos;
    • Crianças pequenas;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas.

    Isso acontece porque, nessas pessoas, o corpo pode ter mais dificuldade para se defender do vírus ou reagir de forma mais sensível, o que facilita o agravamento da infecção e aumenta o risco de problemas como pneumonia e dificuldade para respirar.

    No caso das gestantes, por exemplo, as mudanças no sistema imunológico e na função pulmonar ao longo da gravidez podem tornar o quadro mais delicado. Já nos idosos e nas pessoas com doenças crônicas, a presença de outras condições de saúde pode dificultar a recuperação.

    5. Vacinação é a principal forma de prevenção

    A vacina da gripe é atualizada anualmente para combater as cepas mais recentes do vírus Influenza, incluindo o H1N1. Ela é produzida a partir de vírus inativados e fragmentados, o que significa que contém somente vírus mortos e, portanto, não é capaz de causar a doença.

    A detecção de anticorpos protetores ocorre, em geral, entre duas e três semanas após a aplicação, período em que o organismo desenvolve a resposta imunológica necessária para se proteger contra o vírus.

    A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, mas é ainda mais importante para grupos com maior risco de complicações, como gestantes, idosos e crianças pequenas.

    6. O tratamento deve ser orientado por um profissional

    O tratamento da H1N1 precisa ser acompanhado por um profissional de saúde, porque cada pessoa pode reagir de um jeito diferente à infecção. A avaliação médica ajuda a confirmar o diagnóstico, perceber sinais de alerta e indicar o cuidado mais adequado para cada caso.

    Quando necessário, o médico pode prescrever o uso de remédios antivirais, que ajudam a diminuir o tempo da doença e a intensidade dos sintomas. Eles funcionam melhor quando começam a ser usados nas primeiras 48 horas, por isso é importante procurar atendimento logo nos primeiros sintomas da gripe.

    Em alguns casos, especialmente quando há falta de ar, febre persistente ou piora dos sintomas, pode ser necessário um acompanhamento mais próximo ou até atendimento hospitalar.

    7. Antibióticos não tratam H1N1

    Como a H1N1 é causada por um vírus, o uso de antibióticos não têm efeito no tratamento da doença. Os antibióticos são indicados apenas para combater bactérias, como as responsáveis por pneumonias bacterianas, infecções urinárias, infecções de pele e algumas infecções de garganta.

    No caso da H1N1, o uso de antibióticos só é indicado quando há uma infecção bacteriana associada, o que pode acontecer como complicação da gripe.

    Vale destacar que o uso inadequado de antibióticos pode trazer efeitos colaterais sérios, além de contribuir para a resistência bacteriana, um quadro que acontece quando as bactérias deixam de responder aos antibióticos que antes conseguiam combatê-las.

    8. H1N1 pode evoluir para um quadro mais grave

    O H1N1 se manifesta como uma gripe comum na maioria dos casos, mas quando não há o acompanhamento adequado ou quando a pessoa faz parte de um grupo de risco, o vírus pode atingir de forma mais intensa o sistema respiratório, comprometendo os pulmões e dificultando a respiração.

    Nesses casos, vale ficar atento aos sintomas de que a gripe está se agravando, como:

    • Dificuldade para respirar;
    • Dor ou pressão no peito;
    • Febre alta que não melhora;
    • Cansaço intenso ou fraqueza excessiva;
    • Piora dos sintomas após uma aparente melhora.

    No surgimento dos sintomas, é importante procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a reduzir o risco de complicações.

    Importante: o H1N1 também pode agravar doenças já existentes, como asma, bronquite, diabetes e problemas cardíacos, tornando o quadro mais delicado e exigindo mais atenção.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes

    1. Quem deve tomar a vacina contra a gripe H1N1?

    A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade. No entanto, os grupos prioritários (com maior risco de complicações) são fundamentais:

    • Idosos (60+ anos) e crianças (6 meses a 5 anos);
    • Gestantes e mulheres no pós-parto (até 45 dias);
    • Portadores de doenças crônicas (como diabetes, asma e cardiopatias);
    • Profissionais da saúde e professores.

    2. Quanto tempo dura a transmissão do vírus?

    Um adulto infectado pode transmitir o vírus desde 1 dia antes de surgirem os sintomas até cerca de 5 a 7 dias após o início da doença. Em crianças ou pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, esse período de transmissão pode ser ainda mais longo.

    3. Existe um exame específico para detectar o H1N1?

    Sim, o diagnóstico mais preciso é feito através do Painel Viral (RT-PCR), onde uma amostra de secreção é coletada do nariz ou garganta com um swab (cotonete longo).

    4. O teste rápido de farmácia funciona para H1N1?

    Os testes rápidos detectam a presença do vírus Influenza A ou B, mas nem todos especificam se é o subtipo H1N1. Eles são úteis para triagem rápida, mas têm maior chance de “falso negativo”.

    5. Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina?

    A maioria das pessoas com alergia leve pode tomar. No entanto, quem tem alergia grave (anafilaxia) deve realizar a vacinação em ambiente médico preparado ou buscar opções de vacinas sem proteína do ovo.

    6. Quais são as complicações mais graves do H1N1?

    A principal é a pneumonia viral primária ou a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), além de inflamações no coração (miocardite) ou no cérebro (encefalite).

    7. O vírus sobrevive quanto tempo em superfícies?

    Ele pode permanecer ativo em superfícies duras (como aço ou plástico) por 24 a 48 horas, e em tecidos ou papel por cerca de 8 a 12 horas.

    8. Posso pegar H1N1 comendo carne de porco?

    Não, não é possível contrair H1N1 comendo carne de porco. O vírus da gripe suína (H1N1) não é transmitido por alimentos.

    Confira: O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não

  • Névoa mental na menopausa: o que é e como tratar o “brain fog”

    Névoa mental na menopausa: o que é e como tratar o “brain fog”

    Você já ouviu falar em brain fog? O termo, também conhecido como névoa mental, é usado para descrever a sensação de mente lenta, confusa ou com dificuldade de pensar com clareza. De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, é um dos sintomas mais incômodos durante o climatério e pode afetar diretamente a produtividade.

    A névoa mental afeta cerca de 60% das mulheres durante a transição da perimenopausa para a pós-menopausa, e acontece por causa da diminuição nos níveis de estrogênio, que afeta neurotransmissores como serotonina e dopamina.

    Como consequência, a mulher pode perceber dificuldade para se concentrar, esquecimentos mais frequentes, sensação de “branco” no meio de uma conversa e até uma certa lentidão para organizar pensamentos e tomar decisões.

    O que é névoa mental e por que acontece na menopausa?

    A névoa mental consiste em um conjunto de sintomas que afetam o funcionamento cognitivo, como dificuldade de concentração, lapsos de memória, raciocínio mais lento e sensação de confusão mental ao longo do dia.

    Ela pode aparecer em diferentes condições de saúde, mas, na menopausa, está associada diretamente à queda do estrogênio, que atua ajudando no funcionamento de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que estão ligados à memória, ao foco e ao humor.

    Ao mesmo tempo, fatores como noites mal dormidas, estresse, ansiedade e cansaço podem intensificar ainda mais os sintomas.

    Apesar de ser desconfortável, o brain fog tende a ser temporário e pode melhorar com o tempo, especialmente com cuidados no estilo de vida e acompanhamento adequado.

    Quais os sintomas de névoa mental na menopausa?

    Os sintomas de névoa mental na menopausa podem variar de mulher para mulher, mas frequentemente envolvem:

    • Dificuldade de concentração, especialmente em tarefas que exigem foco por mais tempo;
    • Esquecimentos frequentes, como compromissos, nomes ou onde deixou objetos;
    • Sensação de “branco” no meio de uma conversa;
    • Raciocínio mais lento para entender ou responder algo;
    • Dificuldade para organizar pensamentos ou tomar decisões;
    • Sensação de mente confusa;
    • Dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa;
    • Redução da produtividade no trabalho ou nos estudos.

    Os sintomas podem variar de intensidade e dificultam a realização de tarefas rotineiras, como manter uma conversa, ouvir instruções ou lembrar os passos de algo que você está fazendo.

    Como tratar a névoa mental na menopausa?

    Não existe um tratamento específico para diminuir a névoa mental na menopausa, mas o profissional de saúde pode recomendar algumas mudanças no estilo de vida, como:

    • Manter uma rotina de acesso regular e priorizar um descanso de qualidade;
    • Ter uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, fitoestrogênios e ômega-3;
    • Praticar atividade física regularmente, pelo menos 30 minutos por dia;
    • Anotar compromissos e tarefas importantes para ajudar na organização;
    • Fazer pausas ao longo do dia para evitar sobrecarga mental;
    • Realizar exercícios cognitivos, como aprender algo novo (como um idioma) e ler um livro;
    • Cuidar da saúde emocional, com acompanhamento psicológico quando necessário.

    Quando os sintomas persistem, são mais intensos ou acompanham mais sinais incômodos do climatério, o médico pode indicar a terapia de reposição hormonal, que consiste na reposição dos hormônios que estão em queda.

    Ao estabilizar os níveis de estrogênio, é possível melhorar significativamente a memória verbal e a clareza mental. Contudo, o tratamento não é indicado para todas as mulheres e a opção deve ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios individuais.

    Quanto tempo dura o brain fog?

    A duração da névoa mental na menopausa pode variar de mulher para mulher, mas, na maioria dos casos, é uma condição temporária. Os sintomas costumam ser mais expressivos durante a perimenopausa e nos primeiros anos após a menopausa, quando as mudanças hormonais são mais intensas.

    Com o tempo, o organismo se adapta à queda do estrogênio, e a clareza mental tende a melhorar aos poucos. Em algumas mulheres, a brain fog dura poucos meses, já em outras, pode se estender por mais tempo, especialmente quando há fatores como estresse, noites mal dormidas e rotina desorganizada.

    Quando procurar um médico?

    É importante procurar a avaliação de um médico nos seguintes casos:

    • Dificuldade de memória ou concentração passa a atrapalhar o trabalho ou tarefas simples;
    • Os esquecimentos se tornam frequentes ou mais intensos;
    • Há sensação constante de confusão mental;
    • Os sintomas vêm acompanhados de ansiedade, tristeza ou alterações de humor persistentes;
    • O sono está muito ruim ou não melhora com ajustes na rotina;
    • Surgem outros sintomas importantes do climatério, como ondas de calor intensas ou cansaço excessivo.

    Por ser uma fase de adaptação neurológica aos baixos níveis de estrogênio, o brain fog raramente é permanente.

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

    Perguntas frequentes

    1. Como diferenciar o brain fog do Alzheimer?

    É comum o medo, mas no brain fog da menopausa a pessoa geralmente lembra da informação mais tarde. No Alzheimer, a perda de memória é progressiva e compromete a execução de tarefas básicas e o julgamento.

    2. Por que a queda de estrogênio afeta a memória?

    O estrogênio funciona como um “combustível” cerebral, ajudando no metabolismo da glicose e na comunicação entre os neurônios. Quando ele cai, o cérebro precisa de mais esforço para processar informações.

    3. Existem vitaminas que melhoram o foco nesta fase?

    As vitaminas do complexo B (especialmente a B12), o magnésio e a vitamina D são fundamentais para a saúde neurológica e podem ajudar a reduzir o cansaço mental, mas qualquer suplementação deve ser feita com orientação médica.

    4. Beber café ajuda a combater a névoa mental?

    A cafeína pode dar um alerta temporário, mas em excesso pode piorar a ansiedade e os fogachos, prejudicando o sono e agravando a confusão mental no dia seguinte.

    5. Quando os esquecimentos devem ser motivo de preocupação?

    Se os lapsos de memória vierem acompanhados de desorientação no tempo/espaço ou se impedirem a realização de tarefas rotineiras, é fundamental consultar um neurologista.

    6. Existe algum exame de sangue para diagnosticar o brain fog?

    Não existe um exame específico para o “brain fog”, mas o médico pode solicitar dosagens hormonais (FSH, estradiol), de tireoide e de vitaminas (B12, D) para descartar outras causas de cansaço mental.

    7. É possível trabalhar normalmente com brain fog?

    Sim, mas muitas mulheres precisam adaptar sua rotina, utilizando mais listas, lembretes no celular e priorizando uma tarefa por vez (evitando o multitasking) para manter a produtividade.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos