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  • 7 sintomas de neuropatia para reconhecer cedo

    7 sintomas de neuropatia para reconhecer cedo

    Formigamento nas mãos ou nos pés pode parecer algo simples e passageiro. Mas quando esse sintoma se torna frequente ou persistente, pode ser um sinal de neuropatia periférica — uma condição que afeta os nervos fora do cérebro e da medula espinhal.

    A neuropatia periférica pode ter diferentes causas, sendo o diabetes uma das mais comuns. Identificar os sinais precocemente é importante para investigar a origem e evitar a progressão do problema.

    O que é neuropatia periférica?

    A neuropatia periférica ocorre quando há dano nos nervos periféricos, responsáveis por transmitir informações entre o cérebro, a medula e o restante do corpo.

    Esses nervos estão envolvidos em funções como:

    • Sensibilidade;
    • Movimento;
    • Controle de órgãos.

    Quando são afetados, podem surgir sintomas variados.

    O que pode causar neuropatia periférica?

    A condição pode ter várias causas.

    As causas mais comuns são:

    • Diabetes;
    • Deficiência de vitaminas;
    • Uso de álcool em excesso;
    • Infecções;
    • Doenças autoimunes.

    O tratamento depende da causa identificada.

    7 sintomas de neuropatia periférica

    Os sintomas costumam começar de forma gradual e podem piorar com o tempo.

    1. Formigamento

    Um dos sinais mais comuns é a sensação de formigamento, especialmente nas extremidades.

    Pode ocorrer:

    • Nos pés;
    • Nas mãos;
    • De forma contínua ou intermitente.

    2. Dormência

    A perda de sensibilidade é outro sintoma frequente.

    Pode incluir:

    • Diminuição da percepção ao toque;
    • Sensação de “amortecimento”;
    • Dificuldade em perceber temperatura.

    3. Dor em queimação

    A neuropatia pode causar dor com características específicas.

    Essa dor é geralmente relatada como:

    • Sensação de queimação;
    • Dor constante ou em crises;
    • Desconforto mais intenso à noite.

    4. Sensibilidade aumentada

    Em alguns casos, o toque leve pode causar dor.

    Isso pode se manifestar como:

    • Dor ao encostar na pele;
    • Incômodo com roupas ou lençóis;
    • Sensação exagerada ao toque.

    5. Fraqueza muscular

    Quando os nervos motores são afetados, pode ocorrer fraqueza.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para caminhar;
    • Perda de força;
    • Instabilidade.

    6. Dificuldade de coordenação

    A neuropatia pode afetar o equilíbrio, como dificuldade para se manter em pé, quedas frequentes e sensação de desequilíbrio.

    7. Alterações na sensibilidade térmica

    Algumas pessoas têm dificuldade em perceber temperaturas.

    Isso pode incluir:

    • Sensação reduzida de calor;
    • Sensação reduzida de frio;
    • Maior risco de queimaduras ou lesões.

    Quando os sintomas são mais preocupantes?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Sintomas persistentes;
    • Progressão dos sinais;
    • Dor intensa;
    • Perda de força;
    • Dificuldade para andar.

    O diagnóstico precoce pode ajudar a controlar a evolução da neuropatia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames. O médico pode solicitar:

    • Exame neurológico;
    • Testes de sensibilidade;
    • Exames de sangue;
    • Estudos de condução nervosa.

    Existe tratamento?

    Sim, mas depende da causa. O tratamento pode envolver:

    • Controle da doença de base (como diabetes);
    • Medicamentos para dor;
    • Reposição de vitaminas;
    • Fisioterapia.

    Confira:

    Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

    Perguntas frequentes sobre neuropatia periférica

    1. Neuropatia periférica tem cura?

    Depende da causa, mas muitos casos podem ser controlados.

    2. Diabetes pode causar neuropatia periférica?

    Sim, é uma das causas mais comuns.

    3. Formigamento sempre indica neuropatia?

    Não, mas quando persistente deve ser investigado.

    4. Neuropatia pode piorar com o tempo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. É possível prevenir neuropatia?

    Em alguns casos, sim, com controle de doenças e hábitos saudáveis.

    6. A neuropatia periférica causa dor?

    Pode causar dor intensa em alguns casos.

    7. Quando procurar um neurologista?

    Quando os sintomas persistem ou interferem na rotina.

    Veja também:

    Pé diabético: o que é, sintomas e como tratar

  • Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 6,9% da população, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Os sintomas podem se manifestar de maneiras diferentes, dependendo do nível de glicose no sangue e o tipo da doença.

    Em alguns casos, especialmente no início, a condição pode ser assintomática, o que faz com que ela só seja percebida quando já está mais avançada.

    Por isso, é muito importante conhecer os sinais do corpo e ficar atento a qualquer mudança fora do padrão. A seguir, vamos conhecer os principais sintomas de diabetes de cada tipo e como é feito o diagnóstico da doença.

    Sintomas de diabetes tipo 1

    O diabetes tipo 1 é uma doença crônica e autoimune em que o próprio sistema imunológico do corpo ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue.

    Ele tende a surgir na infância ou na adolescência, entre 10 e 14 anos de idade, mas também pode aparecer com menos frequência em adultos.

    Os sintomas do diabetes tipo 1 costumam aparecer de forma rápida, porque o corpo deixa de produzir insulina quase por completo. Os principais incluem:

    • Sede intensa, mesmo após beber água;
    • Vontade frequente de urinar, inclusive durante a noite;
    • Fome exagerada;
    • Perda de peso rápida, sem motivo aparente;
    • Cansaço e a fraqueza;
    • Visão embaçada.

    Em alguns casos, a pessoa com diabetes também pode apresentar náuseas e vômito, dor abdominal, hálito com odor de fruta, respiração rápida, sonolência ou confusão mental.

    Eles podem indicar uma complicação grave chamada cetoacidose diabética, que acontece porque, sem insulina, o corpo começa a queimar gordura para obter energia, gerando uma acumulação de ácidos (cetonas) no sangue. É uma emergência metabólica grave e precisa de atendimento médico imediato.

    Sintomas de diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 é caracterizado pela resistência do organismo à insulina ou pela produção insuficiente do hormônio pelo pâncreas, o que impede que a glicose entre nas células e cause o acúmulo no sangue. É o tipo mais comum da doença, representando cerca de 90% a 95% dos casos de diabetes no mundo.

    Diferente do tipo 1, ele está muito relacionado a fatores como alimentação, sedentarismo, excesso de peso e também à genética.

    Frequentemente, o diabetes tipo 2 se desenvolve de forma lenta e silenciosa, podendo ficar anos sem causar sintomas evidentes. Quando aparecem, os sinais podem incluir:

    • Sede excessiva;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes;
    • Formigamento nos pés;
    • Cicatrização lenta.

    Sintomas de diabetes infantil

    Os sintomas de diabetes infantil, principalmente do tipo 1, costumam aparecer de forma rápida e podem evoluir em poucos dias ou semanas. É importante que os pais ou responsáveis fiquem atentos aos sinais, como:

    • Sede excessiva, com a criança pedindo água o tempo todo;
    • Vontade frequente de urinar (inclusive voltar a fazer xixi na cama);
    • Fome aumentada;
    • Perda de peso sem motivo aparente;
    • Cansaço, a fraqueza ou a falta de energia;
    • Irritação ou mudanças de comportamento;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes.

    Sintomas de diabetes gestacional

    O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez, quando o corpo da gestante passa a ter dificuldade para controlar os níveis de glicose no sangue. Ele acontece porque os hormônios da gestação podem dificultar a ação da insulina, levando ao aumento do açúcar no sangue.

    Na maioria dos casos, o diabetes gestacional não causa sintomas claros e é descoberto nos exames de rotina do pré-natal. Quando aparecem, os sinais podem ser parecidos com os de outros tipos de diabetes, como a sede aumentada, vontade frequente de urinar e cansaço.

    Sintomas de pré-diabetes

    O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de açúcar no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, o quadro é um sinal de alerta do corpo, sendo importante porque pode ser revertido a partir de mudanças nos hábitos de vida.

    O pré-diabetes não causa sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram a condição por meio de exames. Por isso, é recomendado que pessoas com mais de 45 anos e também pessoas mais jovens com sobrepeso associado a outros fatores de risco realizem avaliações periódicas.

    Como identificar o diabetes?

    Ao suspeitar de diabetes, o ideal é procurar um endocrinologista, clínico geral ou pediatra, em caso de crianças. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose no organismo, sendo os principais:

    • Glicemia em jejum: mede a quantidade de açúcar no sangue após um período de jejum de pelo menos 8 horas;
    • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): avalia como o corpo reage após a ingestão de uma bebida com glicose, com medições feitas em intervalos de tempo;
    • Hemoglobina glicada (HbA1c): mostra a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses.

    Em geral, o diagnóstico é confirmado quando os resultados estão acima dos valores de referência em mais de um exame, ou quando há sintomas claros associados a uma glicemia elevada.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre tipo 1 e tipo 2?

    O tipo 1 é uma doença autoimune onde o corpo para de produzir insulina (comum em jovens). O tipo 2 ocorre quando o corpo cria resistência à insulina, geralmente associado ao estilo de vida e idade.

    2. Por que o diabetes causa muita sede?

    Quando o açúcar sobra no sangue, os rins precisam de mais água para filtrá-lo e eliminá-lo pela urina, o que desidrata o corpo e gera sede.

    3. O que é hipoglicemia?

    É quando o nível de açúcar no sangue fica perigosamente baixo (abaixo de 70 mg/dL), podendo causar tontura, suor frio e desmaios.

    4. Quem tem mais risco de desenvolver diabetes tipo 2?

    Pessoas com sobrepeso, sedentarismo, histórico familiar da doença, pressão alta, colesterol alterado ou hábitos alimentares inadequados têm maior risco.

    5. Diabetes gestacional é perigoso?

    Quando não controlado, pode trazer riscos para a mãe e para o bebê, como aumento do peso do bebê e complicações no parto. Com acompanhamento adequado, a gestação tende a ser segura.

    6. Quem tem diabetes precisa usar insulina?

    Nem todos. O uso de insulina é obrigatório no diabetes tipo 1 e pode ser necessário em alguns casos de diabetes tipo 2, dependendo do controle da doença.

    7. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    A prevenção envolve uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o acompanhamento da saúde ao longo da vida.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

    5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

    Sentir estresse em momentos pontuais é parte da vida. Mas quando essa sensação se torna constante, o corpo pode começar a dar sinais de que algo não vai bem. O chamado estresse crônico ocorre quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos.

    Esse estado contínuo pode afetar diferentes sistemas do corpo, não apenas a saúde emocional. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem fisicamente e são ignorados ou atribuídos a outras causas. Aprenda a reconhecer os sinais para lutar contra o estresse.

    O que é estresse crônico?

    O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando essa resposta se mantém ativa por muito tempo, passa a ser considerada crônica.

    Isso pode levar a alterações em sistemas como:

    • Sistema nervoso;
    • Sistema cardiovascular;
    • Sistema digestivo;
    • Sistema imunológico.

    5 sintomas físicos do estresse crônico

    O corpo costuma avisar quando está sob estresse prolongado. Veja alguns dos sinais para prestar mais atenção.

    1. Dor de cabeça frequente

    A tensão constante pode desencadear dores de cabeça.

    Essas dores costumam ser do tipo de pressão ou aperto, frequentes e relacionadas a tensão muscular.

    2. Tensão muscular

    O estresse pode manter os músculos contraídos por longos períodos.

    Isso pode causar:

    • Dor no pescoço;
    • Rigidez nos ombros;
    • Desconforto nas costas.

    3. Problemas digestivos

    O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse.

    Podem surgir sintomas como:

    • Dor abdominal;
    • Azia;
    • Alterações no intestino.

    4. Alterações no sono

    O estresse crônico pode interferir na qualidade do sono.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para dormir;
    • Sono superficial;
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    5. Cansaço constante

    Mesmo sem esforço físico intenso, a pessoa pode se sentir exausta.

    Esse cansaço pode incluir:

    • Falta de energia;
    • Sensação de esgotamento;
    • Dificuldade para realizar tarefas.

    Por que o estresse afeta o corpo?

    Quando o organismo está sob estresse, há liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

    Em excesso e por tempo prolongado, esses hormônios podem causar:

    • Aumento da inflamação;
    • Alterações na pressão arterial;
    • Impacto no sistema imunológico.

    Quando procurar ajuda?

    Procure orientação se os sintomas:

    • Persistem por semanas;
    • Interferem na rotina;
    • Afetam o sono ou o trabalho;
    • Estão associados a ansiedade ou irritabilidade.

    O acompanhamento profissional pode ajudar a identificar causas e estratégias de tratamento.

    Como reduzir o estresse no dia a dia?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter momentos de lazer;
    • Manter rotina de sono;
    • Buscar apoio emocional;
    • Estabelecer limites no trabalho.

    Leia mais:

    Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre estresse crônico

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, e eles são bastante comuns.

    2. Dor de cabeça pode ser causada por estresse?

    Sim, especialmente dores do tipo tensional.

    3. Estresse afeta o intestino?

    Sim, pode causar alterações digestivas.

    4. Cansaço constante pode ser estresse?

    Pode ser um dos sinais.

    5. Estresse pode afetar o sono?

    Sim, é uma das causas comuns de insônia.

    6. Estresse pode virar doença?

    Se não controlado, pode contribuir para diversos problemas de saúde.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Quando os sintomas de estresse persistem ou impactam o dia a dia e a qualidade de vida.

    Veja também:

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Você sabe o que são transtornos alimentares? Eles consistem em condições de saúde mental que afetam a forma como uma pessoa se relaciona com a comida, com o próprio corpo e com o peso. Na prática, os distúrbios transformam o ato de comer em uma fonte constante de ansiedade, medo ou perda de controle.

    De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros convivem com condições como compulsão alimentar, anorexia ou bulimia, com números ainda mais altos entre adolescentes e jovens. É quase o dobro da média mundial, que fica em torno de 2,6% da população.

    Além de afetarem a relação com a comida, os transtornos prejudicam diretamente o bem-estar físico e emocional, aumentando o risco de depressão, ansiedade e até transtornos por uso de substâncias. No início, os sinais podem parecer discretos, mas com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e comprometer diferentes áreas da vida.

    Quais os principais tipos de transtornos alimentares?

    Segundo o Ministério da Saúde, os principais tipos de transtornos alimentares são:

    • Anorexia nervosa: é um transtorno em que a pessoa passa a restringir muito a alimentação, com um medo intenso de engordar e uma visão distorcida do próprio corpo. Mesmo estando muito magra, ela pode se enxergar acima do peso, o que leva a um quadro de desnutrição;
    • Bulimia nervosa: envolve episódios de compulsão alimentar, quando a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, seguidos de tentativas de evitar o ganho de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou fazer exercícios em excesso;
    • Transtorno da compulsão alimentar: é caracterizado por episódios de comer em grande quantidade com sensação de perda de controle. Diferente da bulimia, não há comportamentos para compensar o que foi consumido, e muitas vezes o quadro está associado ao ganho de peso;
    • Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE): consiste na restrição alimentar por medo, ansiedade ou aversão a alimentos. Ao contrário de outros TA, ela não está associada a preocupação com peso ou corpo.

    Alguns quadros não se encaixam exatamente nas categorias mais conhecidas, mas ainda assim trazem prejuízos para a saúde física e emocional.

    Quais os sinais de alerta em adultos?

    Em adultos, os sinais de transtornos alimentares podem aparecer de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos no início. É preciso atenção a mudanças que se tornam obsessivas, como:

    • Passar muito tempo analisando as tabelas nutricionais e excluir grupos alimentares inteiros, como carboidratos ou gorduras, sem orientação profissional;
    • Comportamentos muito controlados na hora de comer, como ter a necessidade de cortar a comida em pedaços muito pequenos, comer sempre na mesma ordem ou usar pratos e talheres menores para tentar controlar a quantidade de comida;
    • Praticar atividades físicas de forma exaustiva, mesmo quando há cansaço ou doença, ou utilizar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite sem indicação adequada;
    • Evitar eventos que envolvam comida, como festas, rodízios ou almoços de trabalho, por medo de perder o controle ou por vergonha do próprio corpo;
    • Irritabilidade extrema, especialmente quando a rotina alimentar é interrompida, e sentimentos intensos de culpa ou vergonha após comer.

    Além dos sinais, a pessoa pode começar a pular refeições com frequência, comer escondido ou sentir muita culpa depois de se alimentar. Em alguns casos, há episódios de comer em grande quantidade em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle.

    Sintomas físicos dos transtornos alimentares

    Com o passar do tempo, o transtorno alimentar pode comprometer o funcionamento do organismo de diferentes formas, causando sintomas como:

    • Perda ou ganho de peso muito rápido e sem uma causa aparente;
    • Alterações bucais e na garganta, como inchaço nas glândulas salivares (perto da mandíbula) e desgaste do esmalte dentário;
    • Queixas constantes de dores de estômago;
    • Refluxo;
    • Prisão de ventre severa;
    • Queda de cabelo acentuada e unhas quebradiças;
    • Tonturas frequentes;
    • Sensação constante de frio (devido à baixa taxa metabólica).

    Em quadros mais avançados, pode surgir desidratação, desequilíbrios de eletrólitos e até problemas cardíacos.

    Como identificar transtornos alimentares nos jovens?

    Diferente dos adultos, as crianças e adolescentes podem ter dificuldades em falar sobre o que estão sentindo ou até em perceber que há algo errado. Os pais devem observar mudanças drásticas no comportamento rotineiro, como:

    • Isolamento nas refeições, com desculpas para não comer à mesa, como dizer que já comeu ou que vai comer depois sozinho;
    • Interesse repentino e obsessivo por dietas, contagem de calorias e rótulos;
    • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições;
    • Parar de comer determinados alimentos, principalmente os mais calóricos;
    • Perda ou ganho de peso em excesso;
    • Cansaço frequente e queda no rendimento escolar;
    • Uso de roupas largas e pesadas, mesmo em dias quentes, para esconder o corpo;
    • Comentários negativos sobre si mesmo ou comparação constante com outras pessoas;
    • Subir na balança várias vezes ao dia ou passar muito tempo se olhando no espelho;
    • Alterações físicas visíveis, como inchaço no rosto, dentes amarelados, unhas fracas ou episódios de desmaio.

    Como conversar com o jovem?

    Se você notar qualquer um dos sinais no dia a dia do seu filho, é fundamental que a conversa seja feita com cuidado, respeito e acolhimento. Lembre-se de falar com calma e mostrar a sua preocupação de forma sincera, sem as críticas ou os julgamentos.

    Em vez de apontar erros, você pode dizer que percebeu algumas mudanças e que quer ajudar, abrindo um espaço para que ele se sinta seguro para falar. Escute com atenção, sem interromper ou minimizar o que ele sente.

    Mesmo que as falas pareçam confusas ou difíceis de entender, tente compreender o que está por trás dos comportamentos e reforçar que ele não está sozinho. Nesses momentos, o acompanhamento com um profissional de saúde é fundamental para ajudar o jovem a desconstruir a relação distorcida com a comida e com o próprio corpo.

    Quando buscar ajuda profissional?

    O momento de buscar ajuda profissional é assim que os primeiros sinais começarem a aparecer, mesmo que não exista uma perda de peso visível. Não é preciso esperar que a situação piore para agir, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais tranquila.

    Em alguns casos, a pessoa que convive com um transtorno alimentar não consegue perceber o quanto a situação é séria ou sente vergonha e dificuldade para pedir ajuda. Isso torna ainda mais importante a atenção e o apoio de amigos e familiares.

    Vale apontar que insistir de forma agressiva ou fazer críticas pode afastar ainda mais a pessoa. O ideal é abrir espaço para o diálogo, escutar com atenção e, aos poucos, incentivar a busca por ajuda profissional.

    Leia mais: Como comer com atenção plena? Veja 7 dicas para começar a praticar o mindful eating

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno alimentar tem cura?

    Sim! Com tratamento multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e psiquiatra), é possível recuperar a relação saudável com a comida e com o corpo, embora o processo exija tempo e paciência.

    2. O que causa um transtorno alimentar?

    Não existe uma única causa. O TA normalmente surge como uma combinação de fatores genéticos, biológicos, pressões estéticas da sociedade, traumas emocionais e traços de personalidade, como o perfeccionismo.

    3. Qual a diferença entre bulimia e compulsão alimentar?

    Na bulimia, após comer em excesso, a pessoa usa métodos compensatórios, como uso de laxantes, exercícios exercícios ou provocar o vômito. Na compulsão, também há episódios de comer grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, mas não existem comportamentos compensatórios depois.

    4. O que é a ortorexia?

    É a obsessão doentia por comer apenas alimentos “puros” ou extremamente saudáveis, levando a restrições severas que prejudicam a vida social e a saúde nutricional.

    5. Como o nutricionista ajuda no tratamento?

    Ele atua na reabilitação alimentar, ajudando o paciente a redescobrir os sinais de fome e saciedade e a desmistificar “alimentos proibidos”, sem o uso de dietas de emagrecimento.

    6. É possível prevenir transtornos alimentares?

    Sim, promovendo uma educação alimentar neutra em casa, evitando críticas ao corpo alheio e incentivando a autoestima baseada em habilidades, não na aparência.

    7. Por que a menstruação pode parar na anorexia?

    Devido à baixa gordura corporal e ao estresse extremo, o corpo entende que não tem energia para manter o sistema reprodutor, interrompendo a produção hormonal (amenorreia).

    Veja também: Qual o papel do nutricionista no tratamento de transtornos alimentares?

  • Dor do crescimento: quando se preocupar com a dor infantil 

    Dor do crescimento: quando se preocupar com a dor infantil 

    Crianças que se queixam de dor nas pernas no fim do dia ou durante a noite costumam gerar preocupação imediata nos pais. Em muitos casos, o desconforto aparece de forma intermitente e sem uma causa aparente, o que pode levantar dúvidas sobre a origem do problema.

    Embora esses episódios possam assustar, especialmente quando interrompem o sono, muitas vezes estão relacionados a uma condição benigna bastante comum na infância: a chamada dor do crescimento. Entender suas características ajuda a diferenciar situações normais de quadros que exigem investigação.

    A dor do crescimento é uma queixa comum na infância, caracterizada por episódios de dor, geralmente nas pernas, sem uma causa estrutural identificável.

    Apesar do nome, não há evidência direta de que a dor esteja relacionada ao crescimento ósseo em si. Ainda assim, o termo é amplamente utilizado para descrever esse tipo de dor benigna que ocorre em crianças.

    Esses episódios costumam acontecer no final do dia ou à noite e podem gerar preocupação nos pais, especialmente quando a criança acorda com dor durante a madrugada.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna, que melhora com o tempo e não causa consequências a longo prazo.

    O que é a dor do crescimento

    A dor do crescimento é uma dor musculoesquelética benigna que ocorre principalmente em crianças entre 3 e 12 anos de idade.

    Ela costuma afetar:

    • Pernas (principalmente coxas, panturrilhas e atrás dos joelhos);
    • Os dois lados do corpo (dor bilateral).

    Essa dor não está associada a inflamação, trauma ou doenças articulares.

    Principais sintomas

    A dor do crescimento apresenta características típicas.

    Entre os principais sinais estão:

    • Dor nas pernas, especialmente à noite;
    • Episódios intermitentes (não ocorre todos os dias);
    • Ausência de dor durante atividades diurnas;
    • Melhora com massagem ou repouso;
    • Criança sem limitação para brincar ou correr.

    Essas características ajudam a diferenciar de outras causas de dor.

    Por que a dor do crescimento acontece

    A causa exata não é completamente conhecida.

    Algumas hipóteses são:

    • Fadiga muscular após atividades físicas;
    • Maior sensibilidade à dor em algumas crianças;
    • Estresse físico ao longo do dia.

    Apesar do nome, não há comprovação de que o crescimento dos ossos seja a causa direta da dor.

    Quando a dor é considerada normal

    A dor do crescimento costuma ser considerada benigna quando apresenta algumas características:

    • Ocorre no final do dia ou à noite;
    • Afeta os dois lados do corpo;
    • Não causa limitação nas atividades diárias;
    • Não há sinais de inflamação (inchaço, vermelhidão ou calor local);
    • Melhora espontaneamente ou com medidas simples.

    Quando investigar outras causas

    É importante procurar avaliação médica quando a dor apresenta características diferentes.

    Os sinais de alerta são:

    • Dor persistente durante o dia;
    • Dor em apenas um lado do corpo;
    • Inchaço, vermelhidão ou calor na região;
    • Dificuldade para andar ou mancar;
    • Febre ou outros sintomas associados.

    Nesses casos, pode ser necessário investigar outras condições.

    Como aliviar a dor do crescimento

    Algumas medidas simples ajudam a aliviar os episódios:

    • Massagem nas pernas;
    • Compressas mornas;
    • Alongamentos leves;
    • Uso de analgésicos, quando necessário e orientado por médico.

    Essas medidas costumam ser suficientes para controlar o desconforto.

    A dor do crescimento tem consequências?

    Não. A dor do crescimento não causa danos às articulações ou aos ossos e não interfere no desenvolvimento da criança.

    Ela tende a desaparecer com o passar do tempo.

    Confira:

    Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Perguntas frequentes sobre dor do crescimento

    1. Dor do crescimento é realmente causada pelo crescimento?

    Não há comprovação direta. O nome é utilizado de forma tradicional.

    2. É comum?

    Sim. É uma das causas mais comuns de dor nas pernas em crianças.

    3. Pode acordar a criança à noite?

    Sim. Muitas vezes ocorre durante a noite.

    4. A criança pode continuar brincando normalmente?

    Sim. Não costuma haver limitação nas atividades.

    5. Precisa de exame?

    Na maioria dos casos, não. O diagnóstico é clínico.

    6. Quando devo me preocupar?

    Quando há sinais diferentes do padrão típico, como dor persistente, unilateral ou associada a outros sintomas.

    7. Vai passar com o tempo?

    Sim. A dor do crescimento tende a desaparecer com o crescimento da criança.

    Veja mais:

    Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

  • Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhões de gato costumam ser vistos como algo simples no dia a dia, especialmente por quem convive com esses animais. No entanto, em alguns casos, uma pequena lesão na pele pode dar início a uma infecção que gera sintomas inesperados.

    Embora, na maioria das vezes, o quadro seja leve, o surgimento de ínguas dolorosas e febre pode causar preocupação.

    A doença da arranhadura do gato é uma infecção causada pela bactéria Bartonella henselae, transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados.

    Essa condição é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos. Na maioria dos casos, apresenta evolução benigna, mas pode causar sintomas que preocupam, como o aumento de linfonodos (ínguas).

    Embora seja mais comum em crianças e adolescentes, pode ocorrer em qualquer idade.

    O que é a doença da arranhadura do gato

    A doença ocorre quando a bactéria entra no organismo através de uma lesão na pele. Após a infecção, o microrganismo pode se espalhar pelos vasos linfáticos, causando inflamação dos linfonodos próximos ao local da lesão.

    Apesar do nome, a transmissão não ocorre apenas por arranhões. Ela também pode acontecer por mordidas ou contato com feridas abertas.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com gatos infectados, especialmente filhotes.

    As formas mais comuns são:

    • Arranhões que rompem a pele;
    • Mordidas de gato;
    • Lambedura em feridas abertas;
    • Contato indireto com pulgas que infectam os gatos.

    Gatos jovens têm maior chance de carregar a bactéria.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam aparecer entre alguns dias e semanas após o contato.

    Entre os mais comuns estão:

    • Pequena lesão no local do arranhão;
    • Aumento dos linfonodos próximos (ínguas);
    • Dor local;
    • Febre leve;
    • Mal-estar.

    Os linfonodos podem permanecer aumentados por semanas.

    A doença é grave?

    Na maioria dos casos, não. A doença da arranhadura do gato costuma ser autolimitada e evoluir bem, especialmente em pessoas saudáveis.

    No entanto, em alguns casos mais raros, pode haver complicações, como:

    • Infecção disseminada;
    • Comprometimento ocular;
    • Alterações neurológicas.

    Quem tem maior risco de complicações

    Alguns grupos apresentam maior risco de formas mais graves:

    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pacientes em tratamento oncológico;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Crianças pequenas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na história de contato com gatos e nos sinais clínicos.

    Em alguns casos, podem ser solicitados exames laboratoriais e testes sorológicos para identificar a bactéria.

    Na maioria das situações, a avaliação clínica é suficiente.

    Como é feito o tratamento

    Muitos casos não necessitam de tratamento específico.

    Quando indicado, o tratamento pode envolver:

    • Analgésicos e antitérmicos;
    • Antibióticos, em situações selecionadas;
    • Drenagem de linfonodos, quando há dor intensa.

    A escolha do tratamento depende da gravidade do caso.

    Como prevenir a infecção

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar arranhões e mordidas de gatos;
    • Lavar as mãos após contato com animais;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Controlar pulgas nos animais;
    • Evitar contato com gatos desconhecidos ou doentes.

    Leia também:

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Perguntas frequentes sobre doença da arranhadura do gato

    1. Toda arranhadura de gato causa a doença?

    Não. Apenas gatos infectados transmitem a bactéria.

    2. É contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre a partir do animal.

    3. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitos casos são leves e autolimitados.

    4. Pode causar íngua?

    Sim. O aumento dos linfonodos é um dos principais sinais.

    5. É perigosa?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura?

    Os sintomas podem durar semanas, principalmente as ínguas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver febre persistente, dor intensa ou aumento importante dos linfonodos.

    Veja também:

    Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

  • Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Com a chegada das campanhas de vacinação contra a gripe, uma dúvida comum surge: afinal, devo tomar a vacina da gripe trivalente ou quadrivalente? Qual delas é melhor?

    Embora os nomes possam parecer técnicos, a diferença está na quantidade de cepas do vírus influenza que cada vacina cobre. No entanto, o cenário atual da circulação do vírus da gripe trouxe uma informação importante: na prática, nem sempre mais cepas significa mais proteção. Venha entender mais.

    Para que serve a vacina da gripe?

    A vacina contra a gripe protege contra o vírus influenza, responsável por infecções respiratórias que podem variar de leves a graves.

    A imunização ajuda a:

    • Reduzir o risco de infecção;
    • Diminuir a gravidade da doença;
    • Prevenir complicações;
    • Reduzir hospitalizações e mortes.

    A vacinação é especialmente importante para grupos mais vulneráveis.

    O que é a vacina trivalente?

    A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza.

    Ela é composta de:

    • Dois tipos de vírus de influenza A (geralmente H1N1 e H3N2);
    • Um tipo de vírus de influenza B.

    Essa é a vacina disponibilizada na rede pública de saúde no Brasil.

    O que é a vacina quadrivalente?

    A vacina quadrivalente protege contra quatro cepas.

    Ela inclui:

    • Dois tipos de influenza A;
    • Dois tipos de influenza B.

    A diferença está justamente na presença de uma cepa adicional de influenza B.

    Qual é a principal diferença entre elas?

    A diferença central está na cobertura das cepas do vírus. De forma simplificada, a vacina trivalente protege contra três cepas e a vacina quadrivalente protege contra quatro cepas.

    Historicamente, a quadrivalente foi desenvolvida para ampliar a proteção contra duas linhagens do vírus influenza B.

    Por que a trivalente continua sendo eficaz?

    Nos últimos anos, especialmente após a pandemia de covid-19, houve uma mudança no padrão de circulação dos vírus.

    Dados de vigilância epidemiológica indicam que uma das linhagens de influenza B (Yamagata), presente na vacina quadrivalente, não tem circulado no Brasil desde esse período.

    Isso significa que, atualmente, a vacina trivalente cobre as cepas em circulação, ou seja, a proteção oferecida continua adequada, bem como a estratégia de vacinação permanece eficaz.

    Quem deve se vacinar contra a gripe?

    A vacinação é recomendada para toda a população, mas é prioritária para grupos de maior risco.

    Entre eles estão:

    • Idosos;
    • Crianças pequenas;
    • Gestantes;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Profissionais de saúde.

    Esses grupos têm maior risco de complicações.

    Por que é importante se vacinar todos os anos?

    O vírus influenza sofre mutações frequentes, por isso a vacina é atualizada anualmente. É importante lembrar que a proteção diminui com o tempo e novas cepas podem circular a cada temporada. A vacinação anual ajuda a manter a proteção atualizada.

    A vacina da gripe causa gripe?

    Não, isso é um mito. A vacina utilizada no Brasil é feita com vírus inativados, ou seja, não tem capacidade de causar a doença.

    No entanto, por se tratar de uma vacina, podem acontecer alguns efeitos leves, como dor no local da aplicação, mal-estar leve e febre baixa.

    Esses sintomas costumam ser temporários.

    Trivalente ou quadrivalente: qual escolher?

    As duas vacinas são seguras e eficazes.

    No cenário atual a vacina trivalente oferece proteção adequada contra os vírus em circulação, enquanto a quadrivalente amplia a cobertura, mas nem sempre traz benefício adicional prático, já que essa cepa adicional não está circulando no país.

    O mais importante, porém, é estar vacinado.

    Veja também:

    Vacina da gripe anual: como a imunização protege em todas as fases da vida

    Perguntas frequentes sobre vacina da gripe

    1. Qual vacina é melhor: trivalente ou quadrivalente?

    As duas são eficazes. A escolha depende da disponibilidade e orientação médica.

    2. A vacina trivalente protege menos?

    Atualmente, ela protege contra as cepas em circulação.

    3. Por que a quadrivalente tem uma cepa a mais?

    Para cobrir duas linhagens do influenza B.

    4. Ainda vale a pena tomar vacina da gripe?

    Sim, é uma das principais formas de prevenção.

    5. Quem não deve tomar a vacina?

    Casos específicos devem ser avaliados por um profissional de saúde.

    6. A vacina evita totalmente a gripe?

    Não totalmente, mas reduz risco e gravidade.

    7. Posso tomar a vacina mesmo saudável?

    Sim, a vacinação é recomendada para todos.

    Veja mais:

    O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não

  • Finasterida: o que é e como funciona no corpo

    Finasterida: o que é e como funciona no corpo

    A finasterida é um medicamento bastante conhecido, especialmente entre pessoas que buscam tratar a queda de cabelo. No entanto, seu uso vai além da estética: ela também é indicada em condições relacionadas à próstata.

    Apesar de ser muito utilizada, muitos ainda têm dúvidas sobre como o medicamento funciona, quando é indicado o uso e quais são os possíveis efeitos, inclusive os colaterais. Entender essas questões é essencial para o uso seguro e orientado do medicamento.

    O que é a finasterida?

    A finasterida é um medicamento que atua sobre hormônios do corpo. Ela funciona inibindo uma enzima chamada 5-alfa-redutase, responsável por converter a testosterona em um hormônio chamado di-hidrotestosterona (DHT).

    O DHT está relacionado a diferentes processos no organismo, como queda de cabelo e crescimento da próstata.

    Para que serve a finasterida?

    A finasterida tem duas principais indicações médicas.

    Tratamento da queda de cabelo

    A finasterida é frequentemente usada para tratar a alopecia androgenética, também conhecida como calvície.

    Ela pode:

    • Reduzir a queda de cabelo;
    • Retardar a progressão da calvície;
    • Estimular o crescimento capilar em alguns casos.

    O efeito está relacionado à redução dos níveis de DHT no couro cabeludo.

    Tratamento do aumento da próstata

    A finasterida também é utilizada no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB).

    Nesse caso, ela pode reduzir o tamanho da próstata, melhorar o fluxo urinário e diminuir sintomas urinários também.

    Como a finasterida funciona no organismo?

    Ao reduzir a ação da enzima 5-alfa-redutase, a finasterida diminui os níveis de DHT. Isso leva a uma menor ação hormonal nos folículos capilares e redução do estímulo de crescimento da próstata.

    Os efeitos costumam aparecer após alguns meses de uso contínuo.

    Quanto tempo leva para fazer efeito?

    Os resultados não são imediatos.

    No caso da queda de cabelo, geralmente são necessários:

    • 3 a 6 meses para perceber redução da queda;
    • Até 12 meses para avaliar resultados mais completos.

    A interrupção do uso pode levar à perda dos efeitos ao longo do tempo.

    Quais são os possíveis efeitos colaterais?

    Como qualquer medicamento, a finasterida pode causar efeitos adversos em alguns casos.

    Entre os possíveis efeitos estão:

    • Diminuição da libido;
    • Disfunção erétil;
    • Alterações na ejaculação;
    • Sensibilidade mamária.

    Esses efeitos são considerados incomuns, mas devem ser avaliados por um médico caso ocorram.

    Quem não deve usar finasterida?

    A finasterida não é indicada para todos. Deve ser evitada por:

    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em idade fértil sem orientação médica;
    • Pessoas com alergia ao medicamento.

    A exposição durante a gestação pode causar riscos ao feto masculino.

    Finasterida para queda de cabelo: funciona para todos?

    Nem sempre. A resposta ao tratamento pode variar de pessoa para pessoa. O medicamento tende a funcionar melhor em:

    • Fases iniciais da calvície;
    • Uso contínuo e orientado;
    • Associação com outros tratamentos, quando indicado.

    É seguro usar finasterida por conta própria?

    Não. O uso deve ser feito com prescrição e orientação médica, pois é o médico que vai avaliar a indicação correta, monitorar possíveis efeitos colaterais e ajustar o tratamento, se necessário. Não se automedique.

    Confira:

    Alopécia androgenética: o que é e por que acontece

    Perguntas frequentes sobre finasterida

    1. Finasterida realmente funciona para queda de cabelo?

    Pode ser eficaz em muitos casos, especialmente na alopecia androgenética.

    2. Quanto tempo preciso usar finasterida?

    O uso costuma ser contínuo para manter os resultados.

    3. Parar o medicamento faz o cabelo cair novamente?

    Sim, os efeitos podem ser perdidos com a interrupção.

    4. Finasterida causa impotência?

    Pode causar efeitos sexuais em alguns casos, mas não é comum.

    5. Mulheres podem usar finasterida?

    Depende do caso e da orientação médica, mas há restrições importantes.

    6. Finasterida é um hormônio?

    Não, mas atua sobre o metabolismo hormonal.

    7. Preciso de receita médica?

    Sim, é um medicamento que deve ser usado com prescrição médica.

    Veja mais:

    Queda de cabelo ou alopecia? Saiba quando investigar

  • Hidroginástica: o que é, quando é indicado e benefícios (para todas as fases da vida)

    Hidroginástica: o que é, quando é indicado e benefícios (para todas as fases da vida)

    Considerada uma das atividades mais divertidas e sociais para incluir na rotina, a hidroginástica é uma modalidade realizada dentro da água, que combina exercícios aeróbicos como pular, correr e exercitar braços e pernas.

    O corpo trabalha contra a resistência da água, o que torna o exercício mais suave para as articulações, mas ao mesmo tempo eficiente para os músculos.

    Com a prática regular, a hidroginástica contribui para a melhora do condicionamento físico, o fortalecimento muscular e aumento da flexibilidade. Ao mesmo tempo, a música, o ambiente aquático e os exercícios em grupo tornam a atividade ainda mais leve e prazerosa, podendo ser praticada em todas as fases da vida.

    O que é hidroginástica e como ela funciona?

    A hidroginástica é uma atividade física feita dentro da água, normalmente em uma piscina. Ela mistura exercícios aeróbicos com movimentos de fortalecimento muscular, como:

    • Caminhadas na água;
    • Corridas leves;
    • Saltos;
    • Elevação de joelhos;
    • Chutes;
    • Movimentos de braços;
    • Exercícios com acessórios, como halteres aquáticos e pranchas.

    O maior destaque da hidroginástica é que a água cria uma resistência natural para o corpo, o que faz os músculos trabalharem mais, mas com menos impacto nas articulações, o que torna a prática mais segura e confortável para pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento físico.

    Quando a hidroginástica é indicada?

    A hidroginástica é indicada para pessoas de todas as idades que buscam exercício de baixo impacto, sendo ideal para:

    • Pessoas sedentárias que querem começar a se exercitar;
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade;
    • Idosos que buscam melhorar a mobilidade e o equilíbrio;
    • Pessoas com dores nas articulações, como joelho, quadril ou coluna;
    • Casos de artrite, artrose ou problemas ortopédicos;
    • Pessoas em reabilitação de lesões (com orientação profissional);
    • Gestantes, com liberação médica;
    • Quem tem problemas de circulação ou inchaço nas pernas.

    Em qualquer situação específica de saúde, é sempre importante contar com a orientação de um profissional para garantir uma prática segura.

    Quais os principais benefícios da hidroginástica?

    Os principais benefícios da hidroginástica incluem:

    1. Melhora da circulação sanguínea

    A pressão da água ajuda o sangue a circular melhor pelo corpo, favorecendo o retorno venoso. Com isso, é comum perceber menos inchaço, principalmente nas pernas e nos pés, além de uma sensação de leveza ao longo do dia.

    2. Fortalecimento muscular

    A resistência natural da água faz com que os músculos trabalhem o tempo todo, mesmo em movimentos simples. Isso contribui para o fortalecimento de braços, pernas, abdômen e costas de forma equilibrada e com menor risco de lesão.

    3. Redução de dores nas articulações

    Como o impacto nas articulações é menor, a prática costuma aliviar dores no joelho, na coluna e em outras regiões, sendo uma ótima opção para quem já sente desconforto.

    4. Reduzir o inchaço nas pernas

    A hidroginástica é considerada uma das atividades mais seguras durante a gravidez, e pode ajudar a reduzir o inchaço nas pernas e aliviar a carga sobre a coluna e o assoalho pélvico, além de proporcionar uma sensação de leveza que melhora o bem-estar físico e mental da mãe.

    5. Melhora do condicionamento físico

    Os exercícios aeróbicos ajudam a aumentar a resistência do corpo, de modo que o corpo ganha mais fôlego, a respiração fica mais tranquila e as atividades do dia a dia se tornam mais fáceis.

    6. Aumento da flexibilidade e da mobilidade

    Dentro da água, o corpo se movimenta com mais liberdade, o que facilita os alongamentos e ajuda a melhorar a mobilidade, deixando os movimentos mais soltos e naturais no dia a dia.

    7. Auxílio no controle do peso

    A atividade, quando é combinada com uma rotina mais saudável, aumenta o gasto calórico, facilitando a queima de gordura. Além disso, a prática tonifica os músculos e acelera o metabolismo, já que o corpo gasta energia extra para manter a temperatura interna estável enquanto você se exercita.

    8. Redução do estresse e da ansiedade

    O contato com a água, junto com o movimento do corpo e o ambiente mais leve das aulas, ajuda o organismo a liberar endorfinas, que são hormônios ligados à sensação de bem-estar. A prática também estimula a circulação sanguínea e favorece o relaxamento muscular, o que contribui para diminuir a tensão acumulada no dia a dia.

    9. Mais equilíbrio e coordenação

    A água exige que o corpo mantenha a estabilidade enquanto se movimenta. Durante os exercícios, a pessoa ativa constantemente os músculos do core para se manter firme, o que fortalece a musculatura estabilizadora e ajuda a prevenir quedas, principalmente em idosos.

    Ao mesmo tempo, os movimentos feitos contra a resistência da água estimulam a coordenação motora e aumentam a consciência corporal, deixando os movimentos mais seguros e sincronizados no dia a dia.

    Como começar a praticar?

    O primeiro passo é procurar uma academia, clube ou centro esportivo que ofereça aulas com acompanhamento profissional, o que é necessário para garantir que os exercícios sejam feitos da forma correta e com segurança.

    Depois disso, vale seguir alguns cuidados básicos, como:

    • Escolher uma turma adequada para o seu nível, especialmente se você estiver começando;
    • Usar roupas confortáveis, como maiô, biquíni ou sunga;
    • Levar uma garrafa de água, já que a hidratação continua sendo importante mesmo dentro da água;
    • Respeitar o seu ritmo e evite exageros no início;
    • Tentar manter uma frequência regular, como duas a três vezes por semana.

    Existem contraindicações?

    A hidroginástica é uma atividade segura e bem tolerada pela maioria das pessoas, mas existem algumas situações em que a prática deve ser evitada ou feita com orientação médica, como:

    • Infecções de pele, feridas abertas ou doenças contagiosas;
    • Febre ou infecções em fase aguda;
    • Crises respiratórias agudas;
    • Doenças cardíacas sem controle ou sem liberação médica;
    • Incontinência urinária ou fecal sem manejo adequado;
    • Alergia a produtos da piscina, como o cloro;
    • Crises de labirintite ou tontura frequente.

    Em casos de gestação, dores crônicas, lesões ou doenças pré-existentes, a prática pode ser liberada, mas o ideal é sempre conversar com um médico antes de começar.

    Confira: Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios

    Perguntas frequentes

    1. Precisa saber nadar para fazer as aulas?

    Não, as aulas são feitas em piscinas onde você consegue ficar em pé, mantendo a água na altura do peito ou cintura.

    2. Posso fazer hidroginástica todos os dias?

    Pode, pois o impacto é baixo. No entanto, descansar 1 ou 2 dias na semana é ideal para a recuperação muscular.

    3. Idosos com osteoporose podem fazer?

    Com certeza. É um ambiente seguro que melhora o equilíbrio e reduz drasticamente o risco de quedas e fraturas durante o treino.

    4. Quanto tempo dura uma aula?

    Em média de 45 a 60 minutos, divididos entre aquecimento, parte principal e relaxamento.

    5. Dá para ganhar massa muscular na água?

    Sim, especialmente se você usar acessórios que aumentem a resistência, mas o ganho é focado em resistência e definição, não em volume extremo.

    6. Crianças podem fazer hidroginástica?

    A resposta é sim! Crianças podem fazer hidroginástica, desde que a atividade seja adaptada para a idade e acompanhada por um profissional. As aulas costumam ser mais lúdicas, com brincadeiras, movimentos simples e dinâmicos, sempre respeitando o desenvolvimento físico de cada fase.

    7. Quantas vezes por semana devo praticar?

    Para perceber os benefícios do condicionamento e emagrecimento, o ideal é praticar entre 2 a 3 vezes por semana. Se o foco for apenas relaxamento ou manutenção da mobilidade, 2 vezes já apresentam bons resultados.

    8. É preciso usar protetor solar em piscinas cobertas?

    Se a piscina for aberta, o uso é obrigatório. Em locais cobertos, embora não haja exposição direta, muitas estruturas possuem telhados translúcidos que deixam passar raios UV. Por isso, o uso de um protetor resistente à água é sempre uma escolha segura.

    9. Posso fazer hidroginástica logo após comer?

    O ideal é esperar entre 1h e 1h30 após uma refeição completa. Como a pressão da água exerce compressão no abdômen, praticar de estômago muito cheio pode causar desconforto gástrico ou refluxo

    Veja também: Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

  • 8 sintomas de enxaqueca que você não deve ignorar

    8 sintomas de enxaqueca que você não deve ignorar

    Com origem genética, a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que envolve alterações no funcionamento do cérebro e dos nervos responsáveis pela percepção da dor. Durante uma crise, a dor se manifesta de forma latejante, de intensidade moderada a forte intensidade, normalmente de apenas um lado da cabeça.

    A enxaqueca acontece quando as células do cérebro ficam mais ativas do que o normal e reagem a algum gatilho, como estresse, jejum ou falta de sono. Elas enviam sinais que fazem os vasos sanguíneos da cabeça se contraírem e, em seguida, se dilatarem.

    Durante o processo, o corpo libera substâncias inflamatórias, como a serotonina e as prostaglandinas, que causam a dor pulsante típica da enxaqueca. Ao mesmo tempo, a pessoa pode apresentar vários outros sintomas, que podem durar de algumas horas até alguns dias e tendem a variar de intensidade ao longo do tempo.

    Quais os principais sintomas de enxaqueca?

    Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Segundo a neurologista Paula Dieckmann, a enxaqueca pode durar de 4 a 72 horas se não tratada.

    1. Dor de cabeça pulsante unilateral

    A dor de cabeça da enxaqueca costuma ser pulsátil, de intensidade moderada a forte, e na maioria dos casos, se concentra em apenas um dos lados da cabeça, segundo Paula. Em algumas crises, ela pode migrar de um lado para o outro ou afetar ambos.

    A dor pode piorar com atividades simples, como caminhar, subir escadas ou até se movimentar dentro de casa, dificultando o trabalho, o estudo e tarefas simples do dia a dia.

    2. Sensibilidade à luz (fotossensibilidade)

    A sensibilidade à luz na enxaqueca ocorre devido a uma hipersensibilidade do sistema nervoso, que faz com que o cérebro interprete o estímulo visual da luz como se fosse um estímulo de dor física.

    Mesmo luzes fracas podem incomodar, por isso é comum buscar ambientes mais escuros, evitar telas e reduzir a exposição à luz durante a crise.

    3. Intolerância a ruídos

    Além da sensibilidade à luz, o cérebro também perde a capacidade de filtrar sons que, em condições normais, seriam facilmente tolerados. Em uma crise, estímulos auditivos simples, como uma conversa, o som da televisão, notificações do celular ou o barulho do trânsito, podem causar irritação e intensificar a dor de cabeça.

    4. Sensibilidade a cheiros (osmofobia)

    A presença de cheiros fortes, como perfume, produtos de limpeza, fumaça, alimentos ou até o cheiro do ambiente, podem desencadear ou piorar a dor da enxaqueca. Mesmo odores leves podem se tornar desagradáveis na crise, devido ao estado de maior sensibilidade do cérebro.

    5. Náuseas e vômitos

    A enxaqueca afeta o sistema nervoso central e o trato gastrointestinal, sendo comum a presença de náuseas durante a crise, que podem variar de leves até intensas. Em crises mais fortes, podem surgir episódios de vômitos, principalmente no pico da dor, o que dificulta a alimentação, a hidratação e até o uso de medicamentos.

    6. Tontura e sensação de desequilíbrio

    A enxaqueca pode causar tontura, sensação de cabeça leve ou dificuldade para manter o equilíbrio, o que pode aumentar o risco de quedas e dificultar atividades simples. Isso acontece devido às alterações neurológicas que afetam o equilíbrio e a percepção espacial.

    7. Formigamento no rosto ou extremidades

    Em algumas pessoas, especialmente nas que apresentam aura, pode surgir formigamento ou dormência em partes do corpo. O sintoma costuma começar nas mãos ou nos dedos e pode se espalhar pelo braço até chegar ao rosto, lábios ou língua.

    Apesar de causar preocupação, vale destacar que ele é temporário e desaparece antes ou durante o início da dor de cabeça.

    8. Dificuldade de concentração

    A enxaqueca pode comprometer o funcionamento cognitivo, afetando a atenção, a memória e a clareza do pensamento. Como resultado, você pode se sentir mais lento, com dificuldade para focar, organizar ideias ou realizar tarefas que exigem raciocínio.

    O sintoma pode aparecer tanto durante a crise quanto após a dor, na fase de recuperação, impactando diretamente a produtividade e as atividades diárias.

    Sintomas de enxaqueca com aura

    Em cerca de 30% dos casos, a enxaqueca é acompanhada por um conjunto de sinais neurológicos temporários, conhecidos como aura, que tendem a surgir antes do início da dor. Eles aparecem gradualmente, sendo os principais:

    • Alterações visuais, como pontos luminosos, flashes de luz e linhas em zigue-zague;
    • Áreas de visão embaçada ou perda parcial do campo de visão;
    • Sensação de visão distorcida, como imagens tremidas ou fragmentadas;
    • Dificuldade para falar ou encontrar palavras;
    • Confusão leve ou pensamento mais lento.

    Como os sintomas costumam durar entre 5 a 60 minutos, eles servem como um sinal para a pessoa tomar a medicação precocemente, conforme orientação médica.

    Como aliviar a enxaqueca rapidamente?

    Apesar de não existir uma solução imediata que funcione para todo mundo, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar a crise mais rápido e reduzir o desconforto:

    • Descansar em um ambiente escuro e silencioso;
    • Evitar luz forte, barulhos e cheiros intensos;
    • Manter uma boa hidratação ao longo do dia;
    • Aplicar compressa fria na testa ou na nuca;
    • Tentar relaxar o corpo e reduzir o estresse.

    O médico também pode indicar o uso de medicamentos para aliviar a dor, que vão desde analgésicos comuns e anti-inflamatórios até opções específicas para enxaqueca, como os triptanos, conforme aponta Paula.

    Importante: evite o uso excessivo de analgésicos sem orientação, pois isso pode piorar a enxaqueca com o tempo.

    Quando ir ao médico?

    A maioria das crises pode ser controlada em casa, mas vale procurar atendimento médico em algumas situações, como:

    • Quando a dor é muito intensa ou incapacitante, impedindo de realizar atividades simples;
    • Quando as crises são muito frequentes durante o mês;
    • Quando o uso de remédios não ajuda a aliviar a dor ou precisa usar com muita frequência;
    • Quando a dor está piorando com o tempo;
    • Quando surgem sintomas diferentes do habitual, como confusão mental intensa, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar ou visão muito alterada;
    • Quando a dor aparece de forma súbita e muito forte.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça comum?

    A dor comum (cefaleia tensional) costuma ser uma pressão leve nos dois lados da cabeça. A enxaqueca é pulsante, geralmente em um só lado, incapacitante e acompanhada de náuseas ou sensibilidade à luz.

    2. O que causa a enxaqueca?

    A causa exata é uma combinação de genética e fatores ambientais que levam a uma hiperexcitabilidade do cérebro, ativando o nervo trigêmeo e inflamando os vasos sanguíneos cerebrais.

    3. Quanto tempo dura uma crise de enxaqueca?

    Sem tratamento adequado, uma crise pode durar de 4 a 72 horas.

    4. Existe relação entre enxaqueca e ciclo menstrual?

    Sim, a chamada “enxaqueca menstrual” ocorre devido à queda brusca nos níveis de estrogênio logo antes da menstruação. Elas costumam ser mais intensas, duradouras e difíceis de tratar do que as crises em outros períodos.

    5. Quais remédios são usados para tratar?

    Normalmente são usados analgésicos comuns, anti-inflamatórios ou triptanos (específicos para enxaqueca). A automedicação deve ser evitada, pois pode piorar o quadro.

    6. O que é a dor de cabeça por rebote?

    É a dor causada pelo uso excessivo de analgésicos (mais de 2 ou 3 vezes por semana), que faz com que o cérebro se torne ainda mais sensível à dor.

    7. Quando a enxaqueca é considerada crônica?

    Quando a pessoa apresenta dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, por pelo menos três meses consecutivos.

    8. Como prevenir as crises de enxaqueca?

    Manter uma rotina regular de sono, praticar exercícios físicos moderados, não pular refeições e gerenciar o estresse são algumas medidas de prevenção.

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