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  • Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Você já ouviu falar em bartolinite? O nome até pode parecer estranho, mas é uma condição relativamente comum, especialmente em mulheres jovens e na fase reprodutiva. Ela acontece quando as glândulas de Bartholin, que são pequenas estruturas localizadas na entrada da vagina, responsáveis pela lubrificação, ficam obstruídas ou infectadas.

    Apesar de normalmente começar como um inchaço indolor na região íntima, a condição pode evoluir rapidamente, causando dor ao andar, sentar ou durante o contato íntimo. Por isso, vale ficar atenta aos principais sintomas e quando ir ao médico.

    O que é bartolinite?

    A bartolinite é a inflamação ou infecção das glândulas de Bartholin, que estão localizadas na vulva (uma de cada lado da abertura da vagina) e são responsáveis por produzir o fluido que ajuda na lubrificação vaginal.

    Ela surge quando o canal da glândula fica entupido e impede a saída do líquido. Com isso, a secreção se acumula, formando um cisto que pode infeccionar e evoluir para um abscesso doloroso.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, as glândulas de Bartholin são pequenas, com cerca de 1 a 1,5 cm de diâmetro, mas possuem um ducto longo e estreito. Por conta dessa característica, o canal pode entupir com facilidade.

    Qual a diferença entre cisto de Bartholin e bartolinite?

    A diferença está principalmente na presença de infecção e nos sintomas. O cisto de Bartholin acontece quando o líquido fica preso dentro da glândula, o que forma um caroço que não dói ou causa apenas um leve incômodo. Muitas mulheres percebem durante a higiene ou ao tocar a região, notando um lado da vulva mais inchado que o outro.

    Já a bartolinite ocorre quando o cisto infecciona por causa de bactérias. Nesse caso, surgem dor mais intensa, inchaço maior e dificuldade para atividades do dia a dia, como sentar, caminhar ou ter relação sexual.

    Causas da bartolinite

    O bloqueio das glândulas de Bartholin pode ter diferentes origens, desde traumas físicos até infecções bacterianas:

    • Acúmulo de bactérias da pele ou da região intestinal (como a E. coli) que entram no duto da glândula;
    • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente a clamídia e a gonorreia;
    • Traumas na região íntima, como pancadas, lesões ou atrito excessivo, que podem fechar a abertura do canal;
    • Marcas e cicatrizes de cirurgias prévias ou de partos, que podem estreitar ou bloquear o duto;
    • Espessamento do líquido, que ocorre quando o fluido produzido pela glândula fica mais denso, dificultando a saída natural;
    • Higiene inadequada, que facilita a migração de bactérias da região anal para a entrada da vagina.

    Bartolinite é transmissível?

    A bartolinite não é transmissível, mas algumas bactérias que causam a condição são sexualmente transmissíveis, como a Chlamydia trachomati, responsável pela clamídia.

    Quais os sintomas de bartolinite?

    Os sintomas da bartolinite costumam aparecer quando há infecção da glândula, principalmente na fase de abscesso. Os principais incluem:

    • Dor intensa na região da vulva, normalmente de um lado só;
    • Inchaço na entrada da vagina, com formação de um caroço;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade local;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou cruzar as pernas;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Sensação de pressão ou pulsação no local;
    • Presença de pus, que pode drenar espontaneamente em alguns casos;
    • Febre e mal-estar, principalmente quando a infecção está mais avançada.

    No caso de um cisto de Bartholin, quando não há uma infecção, os sintomas costumam ser mais leves e podem até passar despercebidos no início:

    • Presença de um caroço indolor na entrada da vagina;
    • Sensação de leve desconforto ao caminhar, sentar ou durante a relação sexual;
    • Assimetria na vulva, com um lado mais inchado que o outro;
    • Sensação de peso ou de volume na região íntima.

    Em muitos casos, o cisto pode diminuir ou desaparecer sozinho, sem necessidade de tratamento, de acordo com Andreia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da bartolinite é feito por um médico ginecologista, com base na avaliação médica e no exame físico da região íntima.

    Durante a consulta, o especialista observa a vulva e identifica o inchaço típico na entrada da vagina, frequentemente de um lado só. A presença de dor intensa, vermelhidão e aumento de volume já são sinais da infecção da glândula de Bartholin.

    Além do exame físico, o médico pode avaliar a presença de secreção ou pus na região, verificar sinais de abscesso (coleção de pus) e investigar o histórico de dor, tempo de evolução e episódios anteriores. Em alguns casos, também podem ser solicitados exames complementares, como:

    • Coleta de secreção para identificar a bactéria envolvida, especialmente quando há suspeita de infecção sexualmente transmissível;
    • Exames para ISTs, como clamídia e gonorreia;
    • Em mulheres acima dos 40 anos, pode ser indicada biópsia para descartar outras condições mais raras.

    Tratamento de bartolinite

    O tratamento da bartolinite depende da presença de infecção e da gravidade do quadro. Segundo Andreia, nos casos em que há a formação de um abscesso, é indicada uma drenagem cirúrgica, um procedimento rápido que consiste em uma pequena abertura para permitir a saída do pus.

    Após a drenagem, é indicado o uso de antibióticos para tratar a infecção, considerando inclusive que a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, pode ser a causa da obstrução do ducto.

    Já quando existe apenas o cisto de Bartholin sem infecção, a condição pode surgir e desaparecer espontaneamente, muitas vezes sem precisar de um tratamento invasivo. Nesses quadros, o uso de anti-inflamatórios pode ser suficiente para auxiliar na desobstrução natural do canal e na drenagem da secreção acumulada.

    A ginecologista ainda destaca que medidas caseiras, como o uso de compressas quentes ou frias, não costumam resolver o problema e podem até agravar o desconforto.

    Autocuidados em casos de bartolinite

    Durante o tratamento, os autocuidados podem ajudar a aliviar o desconforto da bartolinite e desobstruir o duto da glândula de forma natural, mas eles funcionam melhor em cistos pequenos e não infectados:

    • Lave a região suavemente com sabonete neutro e limpe-se sempre de frente para trás;
    • Utilize calcinhas de algodão e evite calças muito apertadas (como jeans ou leggings) para reduzir o atrito e o calor;
    • Evite relações sexuais enquanto houver inchaço ou dor para não agravar a inflamação;
    • Dormir sem calcinha, que ajuda a manter a região ventilada e reduz a umidade local;
    • Jamais tente apertar, furar ou drenar o cisto por conta própria, pois isso pode causar uma infecção grave.

    Vale apontar que as medidas não substituem a avaliação médica, principalmente quando há dor intensa ou sinais de infecção.

    O que fazer em casos recorrentes de bartolinite?

    Mesmo depois do tratamento de uma infecção ou a drenagem de um cisto, o duto da glândula de Bartholin pode sofrer uma nova obstrução no mesmo local ou na glândula do outro lado.

    Quando os episódios de inflamação se tornam repetitivos, Andreia explica que o médico pode indicar a cirurgia para retirar a glândula afetada, depois que a infecção estiver controlada. A remoção não costuma causar problemas importantes na lubrificação vaginal, porque o corpo tem outras glândulas que também ajudam na função.

    Quando ir ao médico?

    É importante procurar atendimento médico sempre que surgirem sinais de inflamação ou infecção na região íntima, como:

    • Dor intensa na vulva;
    • Inchaço ou caroço na entrada da vagina;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou ter relação sexual;
    • Presença de pus ou secreção;
    • Febre ou mal-estar.

    Mesmo que a dor seja leve, vale buscar avaliação se o caroço persistir ou aumentar de tamanho. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.

    Veja também: Quando suspeitar de uma IST? Saiba identificar os principais sinais de alerta

    Perguntas frequentes

    1. Bartolinite é uma doença sexualmente transmissível (IST)?

    Não necessariamente, mas ISTs como clamídia e gonorreia são causas frequentes da inflamação. Bactérias comuns da pele e do intestino também podem causar o problema.

    2. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar qualquer alteração na região vulvar.

    3. Como é feita a drenagem médica?

    O médico faz um pequeno corte sob anestesia local para retirar o pus. O alívio da dor costuma ser imediato após o procedimento.

    4. Como prevenir que a bartolinite apareça?

    Use preservativos para evitar ISTs, mantenha a higiene íntima adequada (limpando-se de frente para trás) e evite roupas excessivamente apertadas por longos períodos.

    5. Quanto tempo leva para curar a bartolinite?

    Após uma drenagem médica, o alívio da dor é imediato, mas a cicatrização completa e o fim do ciclo de antibióticos levam cerca de 7 a 10 dias.

    6. Como é o pós-operatório da retirada da glândula?

    É uma cirurgia que requer repouso de 7 a 15 dias. Pode haver inchaço e hematomas locais, sendo recomendado evitar exercícios físicos e relações sexuais por cerca de 4 semanas.

    7. A bartolinite pode causar câncer?

    Não, a bartolinite é uma inflamação benigna. No entanto, em mulheres com mais de 40 anos, os médicos costumam ser mais cautelosos e podem solicitar uma biópsia do cisto para descartar doenças mais raras.

    8. O que acontece se não tratar um abscesso?

    A infecção pode se espalhar para os tecidos vizinhos (celulite infecciosa) ou, em casos muito graves e raros, cair na corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

  • Gravidez falsa existe? Entenda a gravidez psicológica

    Gravidez falsa existe? Entenda a gravidez psicológica

    Nem sempre os sinais do corpo correspondem exatamente ao que está acontecendo biologicamente. Em algumas situações, emoções intensas podem desencadear respostas físicas surpreendentes e até mesmo muito semelhantes às de uma gravidez.

    A chamada gravidez psicológica é um exemplo disso. Embora não exista gestação, o corpo pode apresentar sintomas reais, como aumento abdominal e ausência de menstruação, o que pode gerar dúvidas, angústia e impacto emocional significativo.

    A gravidez psicológica, também chamada de pseudociese, é uma condição em que a mulher acredita estar grávida e pode apresentar diversos sinais físicos típicos de gestação, mesmo sem haver um bebê.

    Embora pareça incomum, trata-se de uma condição real, que envolve a interação entre fatores emocionais e hormonais.

    Os sintomas podem ser tão convincentes que, em alguns casos, apenas exames confirmam a ausência de gravidez.

    O que é a gravidez psicológica

    A gravidez psicológica é uma condição em que o corpo manifesta sinais semelhantes aos de uma gestação verdadeira, sem que haja fecundação.

    Essas alterações podem ocorrer devido a mecanismos complexos entre o cérebro e o sistema hormonal, influenciados por fatores emocionais.

    Não se trata de imaginação ou fingimento, pois os sintomas são reais e podem ser intensos.

    Principais sintomas

    Os sintomas da gravidez psicológica podem ser muito semelhantes aos de uma gestação real.

    Entre os mais comuns estão:

    • Aumento do abdômen;
    • Ausência de menstruação;
    • Sensibilidade nas mamas;
    • Náuseas;
    • Sensação de movimentos na barriga;
    • Ganho de peso.

    Esses sinais podem reforçar a convicção da pessoa de que está grávida.

    Por que a gravidez psicológica acontece

    A causa envolve fatores emocionais e hormonais.

    Entre os principais fatores associados estão:

    • Desejo intenso de engravidar;
    • Medo de gravidez;
    • Histórico de infertilidade;
    • Perdas gestacionais anteriores;
    • Questões emocionais ou psicológicas.

    Esses fatores podem influenciar o funcionamento hormonal, levando a alterações físicas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A gravidez psicológica pode ocorrer em diferentes contextos, mas é mais comum em:

    • Mulheres com forte desejo de engravidar;
    • Pessoas que enfrentam dificuldades para ter filhos;
    • Mulheres com histórico de perdas;
    • Situações de estresse emocional intenso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por meio de exames que confirmam a ausência de gestação.

    Os principais são:

    • Teste de gravidez;
    • Ultrassonografia.

    Esses exames são fundamentais para esclarecer o diagnóstico e orientar o cuidado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve abordagem multidisciplinar.

    As principais estratégias são:

    • Acompanhamento psicológico, para trabalhar os fatores emocionais;
    • Apoio médico;
    • Em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico.

    O acolhimento é essencial, já que a experiência pode ser emocionalmente intensa.

    Gravidez psicológica é grave?

    Não é uma doença grave do ponto de vista físico, mas pode ter impacto emocional importante.

    Por isso, o tratamento adequado é fundamental para o bem-estar da pessoa.

    Confira:

    Gravidez na adolescência: principais riscos para mãe e bebê, cuidados e como prevenir

    Perguntas frequentes sobre gravidez psicológica

    1. Gravidez psicológica é real?

    Sim. Os sintomas são reais, embora não exista gestação.

    2. O corpo pode apresentar sinais de gravidez?

    Sim. Pode haver alterações físicas semelhantes às de uma gestação.

    3. Como saber se é gravidez de verdade?

    Por meio de exames como teste de gravidez e ultrassonografia.

    4. Tem tratamento?

    Sim. O tratamento envolve apoio psicológico e médico.

    5. É comum?

    Não é muito comum, mas pode ocorrer.

    6. Pode acontecer mais de uma vez?

    Sim, especialmente se os fatores emocionais persistirem.

    7. Quando procurar ajuda?

    Quando houver suspeita de gravidez sem confirmação ou sofrimento emocional associado.

    Veja mais:

    Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

  • Anabolizantes fazem mal? Conheça os efeitos colaterais no corpo masculino e feminino

    Anabolizantes fazem mal? Conheça os efeitos colaterais no corpo masculino e feminino

    Cada dia mais comuns nas academias de musculação e luta, os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas que imitam a ação de hormônios naturais do corpo, principalmente a testosterona.

    Originalmente prescritos para reposição de hormônios em organismos que não os produzem adequadamente, eles são buscados para aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho físico, especialmente em atividades que exigem força, de acordo com o cardiologista Remo Furtado.

    No entanto, quando utilizados sem indicação e para fins estéticos, os esteroides anabolizantes provocam um desequilíbrio hormonal profundo, afetando desde o funcionamento do coração e do fígado até a saúde mental e o sistema reprodutor. Vamos entender mais, a seguir.

    O que são e para que servem os anabolizantes?

    Os esteroides anabolizantes, tecnicamente chamados de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA), são substâncias sintéticas fabricadas em laboratório para imitar as funções da testosterona, o principal hormônio sexual masculino. Segundo Remo, ele atua desde o desenvolvimento dos caracteres sexuais até a construção de massa muscular.

    Eles podem ser indicados por profissionais de saúde em situações específicas, como no tratamento do hipogonadismo, quando o corpo não produz testosterona suficiente, na perda grave de massa muscular causada por doenças, em alguns tipos de anemia e em casos de atraso no desenvolvimento hormonal.

    Por serem hormônios potentes que agem em quase todos os órgãos, o uso para fins estéticos é proibido no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Sem indicação médica, as substâncias desregulam o sistema endócrino e podem causar danos severos e, muitas vezes, irreversíveis ao corpo.

    Quais os efeitos colaterais dos anabolizantes?

    O uso de esteroides anabolizantes, especialmente sem acompanhamento médico, traz uma série de efeitos colaterais graves. Ele sobrecarrega órgãos vitais e o sistema metabólico, podendo causar:

    • Hipertrofia cardíaca: aumento do tamanho do coração, que pode comprometer o funcionamento do órgão ao longo do tempo e evoluir para insuficiência cardíaca;
    • Aumento da pressão arterial (hipertensão): sobrecarga constante no sistema cardiovascular, elevando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC);
    • Alteração do perfil lipídico: redução do colesterol HDL (considerado protetor) e aumento do LDL, o que favorece o acúmulo de placas nas artérias;
    • Trombose: formação de coágulos nos vasos sanguíneos, que podem obstruir a circulação e causar complicações graves;
    • Hepatite medicamentosa: inflamação do fígado causada pelo uso das substâncias, podendo gerar dor, mal-estar e alterações nos exames;
    • Tumores hepáticos: o uso prolongado pode aumentar o risco de lesões no fígado e favorecer o desenvolvimento de câncer;
    • Olhos amarelados: sinal de icterícia, que indica dificuldade do fígado em metabolizar substâncias e eliminar toxinas;
    • Acne severa: aumento intenso da oleosidade da pele, com surgimento de espinhas inflamadas, principalmente no rosto, costas e peito.

    O uso contínuo dos esteroides, ainda mais em altas doses, pode levar a alterações cerebrais e comportamentais que causam dependência física e psicológica das substâncias. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), cerca de 30% dos usuários continuam usando mesmo diante de efeitos graves na saúde e na vida pessoal.

    Efeitos colaterais em homens

    Nos homens, o excesso de testosterona sintética causa um efeito rebote: o corpo entende que já existe hormônio demais e interrompe a produção natural pelos testículos, podendo causar:

    • Ginecomastia: o excesso de testosterona pode ser convertido em estrogênio, causando crescimento de tecido mamário;
    • Atrofia testicular: como os testículos param de funcionar adequadamente, ocorre redução do tamanho;
    • Infertilidade: a produção de espermatozoides diminui, podendo levar à esterilidade;
    • Disfunção erétil: o desequilíbrio hormonal pode dificultar a ereção e reduzir a libido.

    Efeitos colaterais em mulheres

    O corpo feminino possui níveis naturalmente baixos de testosterona. A introdução de doses altas de anabolizantes causa a virilização, um processo de masculinização que muitas vezes é irreversível:

    • Voz mais grossa, devido a espessamento das cordas vocais;
    • Surgimento de pelos em locais tipicamente masculinos, como rosto e peito;
    • Crescimento físico do órgão genital (clitoromegalia);
    • Interrupção da menstruação e a atrofia dos seios.

    Os anabolizantes podem afetar a saúde mental?

    As substâncias dos anabolizantes atuam no sistema nervoso central e podem causar alterações tanto durante o período de uso quanto na fase de interrupção (abstinência). De acordo com as diretrizes da Associação Médica Brasileira, os principais impactos na saúde mental incluem:

    • Irritabilidade e agressividade: conhecida popularmente como “fúria do esteroide” (roid rage), pode levar a episódios de fúria descontrolada e comportamentos violentos;
    • Mania e hipomania: a pessoa pode apresentar estados de euforia excessiva, autoconfiança exagerada e impulsos autodestrutivos;
    • Psicose: em alguns casos, podem ocorrer sintomas psicóticos e perda de contato com a realidade;
    • Dismorfia muscular: frequentemente associada ao uso de longo prazo, onde a pessoa apresenta uma preocupação patológica com o corpo, nunca se sentindo suficientemente forte ou musculoso.

    Quando o uso é interrompido, o corpo sofre um choque devido à queda brusca dos níveis hormonais e à neuroadaptação do centro de recompensa cerebral. Como resultado, a pessoa pode apresentar depressão grave, sensação de cansaço extremo, insônia e desejo incontrolável (craving) para voltar a usar o anabolizante.

    Existe dose segura para anabolizantes para fins estéticos?

    Não existe uma dose segura de anabolizantes quando o uso é voltado para estética. De acordo com a Associação Médica Brasileira, mesmo quantidades consideradas “comuns” podem trazer riscos sérios à saúde e aumentar o risco de morte precoce, principalmente por problemas cardiovasculares.

    O uso considerado seguro na medicina é restrito a situações específicas, como no tratamento de hipogonadismo, câncer de mama, osteoporose e perda de massa muscular causada por doenças. Ainda assim, sempre com prescrição e acompanhamento médico rigoroso.

    Sinais de alerta para procurar atendimento médico

    Se você ou alguém que você conhece utiliza anabolizante e apresenta os sinais abaixo, procure um pronto-socorro imediatamente:

    • Dor ou pressão no peito;
    • Falta de ar e cansaço excessivo;
    • Palpitações ou batimentos irregulares;
    • Dores de cabeça fortes e constantes;
    • Pele ou olhos amarelados (icterícia);
    • Urina escura ou fezes claras;
    • Dor abdominal intensa;
    • Ideação suicida ou depressão profunda;
    • Episódios de fúria ou impulsos violentos sem motivo aparente;
    • Euforia excessiva seguida de comportamentos autodestrutivos;
    • Alucinações ou delírios.

    Ao procurar atendimento médico, é importante informar à equipe de saúde quais substâncias foram usadas, em que doses e por quanto tempo. Isso ajuda a conduzir o tratamento da forma correta, especialmente em casos de intoxicação ou sintomas de abstinência.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Perguntas frequentes

    1. Por que os anabolizantes causam agressividade?

    As doses elevadas afetam o sistema nervoso central, podendo causar irritabilidade, impulsos autodestrutivos e episódios de fúria (conhecidos como roid rage)

    2. Adolescentes podem usar anabolizantes?

    O uso nessa fase é extremamente perigoso, pois pode causar o fechamento prematuro das epífises ósseas, interrompendo o crescimento e resultando em baixa estatura definitiva

    3. O que é o padrão “stacking” (empilhamento)?

    É a prática de utilizar cinco ou mais tipos diferentes de anabolizantes simultaneamente para tentar potencializar os resultados, o que aumenta drasticamente a toxicidade

    4. Anabolizantes podem causar queda de cabelo?

    Sim, eles aceleram a calvície em homens geneticamente predispostos e causam queda de cabelo em mulheres.

    5. Existe risco de contrair infecções?

    Sim, o uso de substâncias injetáveis sem assepsia adequada ou o compartilhamento de agulhas aumenta o risco de infecções locais e doenças como HIV e hepatites.

    6. Como tratar a dependência de anabolizantes?

    O tratamento envolve acompanhamento médico para restaurar a função hormonal (tratar o hipogonadismo), terapia cognitivo-comportamental e suporte para lidar com sintomas de depressão e ansiedade.

    Leia também: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Você sabe o que são transtornos alimentares? Eles consistem em condições de saúde mental que afetam a forma como uma pessoa se relaciona com a comida, com o próprio corpo e com o peso. Na prática, os distúrbios transformam o ato de comer em uma fonte constante de ansiedade, medo ou perda de controle.

    De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros convivem com condições como compulsão alimentar, anorexia ou bulimia, com números ainda mais altos entre adolescentes e jovens. É quase o dobro da média mundial, que fica em torno de 2,6% da população.

    Além de afetarem a relação com a comida, os transtornos prejudicam diretamente o bem-estar físico e emocional, aumentando o risco de depressão, ansiedade e até transtornos por uso de substâncias. No início, os sinais podem parecer discretos, mas com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e comprometer diferentes áreas da vida.

    Quais os principais tipos de transtornos alimentares?

    Segundo o Ministério da Saúde, os principais tipos de transtornos alimentares são:

    • Anorexia nervosa: é um transtorno em que a pessoa passa a restringir muito a alimentação, com um medo intenso de engordar e uma visão distorcida do próprio corpo. Mesmo estando muito magra, ela pode se enxergar acima do peso, o que leva a um quadro de desnutrição;
    • Bulimia nervosa: envolve episódios de compulsão alimentar, quando a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, seguidos de tentativas de evitar o ganho de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou fazer exercícios em excesso;
    • Transtorno da compulsão alimentar: é caracterizado por episódios de comer em grande quantidade com sensação de perda de controle. Diferente da bulimia, não há comportamentos para compensar o que foi consumido, e muitas vezes o quadro está associado ao ganho de peso;
    • Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE): consiste na restrição alimentar por medo, ansiedade ou aversão a alimentos. Ao contrário de outros TA, ela não está associada a preocupação com peso ou corpo.

    Alguns quadros não se encaixam exatamente nas categorias mais conhecidas, mas ainda assim trazem prejuízos para a saúde física e emocional.

    Quais os sinais de alerta em adultos?

    Em adultos, os sinais de transtornos alimentares podem aparecer de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos no início. É preciso atenção a mudanças que se tornam obsessivas, como:

    • Passar muito tempo analisando as tabelas nutricionais e excluir grupos alimentares inteiros, como carboidratos ou gorduras, sem orientação profissional;
    • Comportamentos muito controlados na hora de comer, como ter a necessidade de cortar a comida em pedaços muito pequenos, comer sempre na mesma ordem ou usar pratos e talheres menores para tentar controlar a quantidade de comida;
    • Praticar atividades físicas de forma exaustiva, mesmo quando há cansaço ou doença, ou utilizar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite sem indicação adequada;
    • Evitar eventos que envolvam comida, como festas, rodízios ou almoços de trabalho, por medo de perder o controle ou por vergonha do próprio corpo;
    • Irritabilidade extrema, especialmente quando a rotina alimentar é interrompida, e sentimentos intensos de culpa ou vergonha após comer.

    Além dos sinais, a pessoa pode começar a pular refeições com frequência, comer escondido ou sentir muita culpa depois de se alimentar. Em alguns casos, há episódios de comer em grande quantidade em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle.

    Sintomas físicos dos transtornos alimentares

    Com o passar do tempo, o transtorno alimentar pode comprometer o funcionamento do organismo de diferentes formas, causando sintomas como:

    • Perda ou ganho de peso muito rápido e sem uma causa aparente;
    • Alterações bucais e na garganta, como inchaço nas glândulas salivares (perto da mandíbula) e desgaste do esmalte dentário;
    • Queixas constantes de dores de estômago;
    • Refluxo;
    • Prisão de ventre severa;
    • Queda de cabelo acentuada e unhas quebradiças;
    • Tonturas frequentes;
    • Sensação constante de frio (devido à baixa taxa metabólica).

    Em quadros mais avançados, pode surgir desidratação, desequilíbrios de eletrólitos e até problemas cardíacos.

    Como identificar transtornos alimentares nos jovens?

    Diferente dos adultos, as crianças e adolescentes podem ter dificuldades em falar sobre o que estão sentindo ou até em perceber que há algo errado. Os pais devem observar mudanças drásticas no comportamento rotineiro, como:

    • Isolamento nas refeições, com desculpas para não comer à mesa, como dizer que já comeu ou que vai comer depois sozinho;
    • Interesse repentino e obsessivo por dietas, contagem de calorias e rótulos;
    • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições;
    • Parar de comer determinados alimentos, principalmente os mais calóricos;
    • Perda ou ganho de peso em excesso;
    • Cansaço frequente e queda no rendimento escolar;
    • Uso de roupas largas e pesadas, mesmo em dias quentes, para esconder o corpo;
    • Comentários negativos sobre si mesmo ou comparação constante com outras pessoas;
    • Subir na balança várias vezes ao dia ou passar muito tempo se olhando no espelho;
    • Alterações físicas visíveis, como inchaço no rosto, dentes amarelados, unhas fracas ou episódios de desmaio.

    Como conversar com o jovem?

    Se você notar qualquer um dos sinais no dia a dia do seu filho, é fundamental que a conversa seja feita com cuidado, respeito e acolhimento. Lembre-se de falar com calma e mostrar a sua preocupação de forma sincera, sem as críticas ou os julgamentos.

    Em vez de apontar erros, você pode dizer que percebeu algumas mudanças e que quer ajudar, abrindo um espaço para que ele se sinta seguro para falar. Escute com atenção, sem interromper ou minimizar o que ele sente.

    Mesmo que as falas pareçam confusas ou difíceis de entender, tente compreender o que está por trás dos comportamentos e reforçar que ele não está sozinho. Nesses momentos, o acompanhamento com um profissional de saúde é fundamental para ajudar o jovem a desconstruir a relação distorcida com a comida e com o próprio corpo.

    Quando buscar ajuda profissional?

    O momento de buscar ajuda profissional é assim que os primeiros sinais começarem a aparecer, mesmo que não exista uma perda de peso visível. Não é preciso esperar que a situação piore para agir, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais tranquila.

    Em alguns casos, a pessoa que convive com um transtorno alimentar não consegue perceber o quanto a situação é séria ou sente vergonha e dificuldade para pedir ajuda. Isso torna ainda mais importante a atenção e o apoio de amigos e familiares.

    Vale apontar que insistir de forma agressiva ou fazer críticas pode afastar ainda mais a pessoa. O ideal é abrir espaço para o diálogo, escutar com atenção e, aos poucos, incentivar a busca por ajuda profissional.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno alimentar tem cura?

    Sim! Com tratamento multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e psiquiatra), é possível recuperar a relação saudável com a comida e com o corpo, embora o processo exija tempo e paciência.

    2. O que causa um transtorno alimentar?

    Não existe uma única causa. O TA normalmente surge como uma combinação de fatores genéticos, biológicos, pressões estéticas da sociedade, traumas emocionais e traços de personalidade, como o perfeccionismo.

    3. Qual a diferença entre bulimia e compulsão alimentar?

    Na bulimia, após comer em excesso, a pessoa usa métodos compensatórios, como uso de laxantes, exercícios exercícios ou provocar o vômito. Na compulsão, também há episódios de comer grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, mas não existem comportamentos compensatórios depois.

    4. O que é a ortorexia?

    É a obsessão doentia por comer apenas alimentos “puros” ou extremamente saudáveis, levando a restrições severas que prejudicam a vida social e a saúde nutricional.

    5. Como o nutricionista ajuda no tratamento?

    Ele atua na reabilitação alimentar, ajudando o paciente a redescobrir os sinais de fome e saciedade e a desmistificar “alimentos proibidos”, sem o uso de dietas de emagrecimento.

    6. É possível prevenir transtornos alimentares?

    Sim, promovendo uma educação alimentar neutra em casa, evitando críticas ao corpo alheio e incentivando a autoestima baseada em habilidades, não na aparência.

    7. Por que a menstruação pode parar na anorexia?

    Devido à baixa gordura corporal e ao estresse extremo, o corpo entende que não tem energia para manter o sistema reprodutor, interrompendo a produção hormonal (amenorreia).

    Leia mais: Anorexia nervosa: entenda o papel da nutrição na recuperação e na prevenção de recaídas

  • Meia de compressão: diferenças entre os tipos e como acertar na escolha

    Meia de compressão: diferenças entre os tipos e como acertar na escolha

    A meia de compressão, também conhecida como meia elástica, é um tipo de meia terapêutica feita para apertar de forma controlada as pernas, ajudando a melhorar a circulação do sangue.

    Ela pode ser indicada para diferentes condições, desde varizes até durante a gravidez, além de ser útil na prevenção de trombose e no alívio de sintomas como inchaço, dor e sensação de peso nas pernas.

    Como existem diferentes níveis de compressão, a escolha adequada deve levar em consideração a necessidade de cada pessoa, sempre com orientação de um profissional de saúde. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a meia compressão age na circulação?

    As meias elásticas funcionam por meio de uma compressão graduada, um aperto que é mais forte no tornozelo e vai diminuindo ao subir pela perna. Segundo o cirurgião vascular Marcelo Dalio, isso ajuda o sangue a subir de volta para o coração com mais facilidade, melhorando a circulação.

    A meia também ajuda no funcionamento das válvulas das veias, que são responsáveis por impedir que o sangue volte para baixo. Quando as válvulas não funcionam bem, como nos casos de varizes, o sangue pode se acumular. A compressão da meia dá suporte para que as válvulas fechem melhor, melhorando a circulação e aliviando sintomas como dor e sensação de peso.

    Para completar, a meia contribui para reduzir o inchaço, pois facilita a reabsorção do líquido que fica acumulado nos tecidos, ajudando o organismo a eliminar o excesso com mais facilidade.

    Quando a meia de compressão é indicada?

    A meia elástica é indicada quando existe alguma dificuldade na circulação das pernas ou quando há risco de problemas circulatórios, como:

    • Varizes;
    • Inchaço nas pernas e nos pés;
    • Sensação de peso ou cansaço ao final do dia;
    • Má circulação (insuficiência venosa);
    • Gravidez;
    • Pós-operatório, principalmente de cirurgias nas pernas;
    • Prevenção de trombose, como em viagens longas ou períodos de imobilidade;
    • Pessoas que ficam muito tempo sentadas ou em pé, como em alguns tipos de trabalho.

    Apesar de ser bastante útil, a escolha da meia precisa ser individualizada e sempre com orientação de um médico.

    Quais os tipos de meia de compressão?

    Segundo Marcelo, as meias de compressão são classificadas de acordo com a intensidade da pressão que exercem:

    • Compressão leve (15 a 20 mmHg): indicada para prevenção e para desconfortos leves, como inchaço ao final do dia ou durante viagens, e pode ser usada por pessoas sem doença venosa. Ela costuma ser vendida sem prescrição médica, em farmácias e lojas, e normalmente não oferece riscos para a circulação;
    • Compressão moderada (20 a 30 mmHg): indicada para quem já apresenta algum problema venoso, como varizes, vasinhos ou inchaço mais persistente. Nesse caso, é importante ter orientação médica, pois nem todas as pessoas podem usar esse tipo de compressão;
    • Compressão alta (30 a 40 mmHg): utilizada em casos mais graves, como doenças venosas avançadas ou presença de feridas. Deve ser usada apenas com indicação e acompanhamento médico, já que exige uma avaliação criteriosa.

    A orientação médica é importante porque algumas condições podem contraindicar o uso da meia, como doenças arteriais, alergias ao material ou outros problemas circulatórios. O uso inadequado pode não trazer benefício ou até piorar o quadro, segundo o profissional.

    Modelos de meias de compressão

    Além do nível de compressão, Marcelo explica existem diferentes modelos disponíveis de meia, como:

    • Meia até o joelho (3/4);
    • Meia até a coxa (7/8);
    • Meia-calça (até a cintura);
    • Modelos específicos para gestantes.

    Também existem variações no tipo de tecido e na forma de fabricação, como malha circular ou plana, além de modelos específicos para condições como linfedema e lipedema.

    Como usar a meia de compressão adequadamente?

    A meia de compressão deve ser colocada preferencialmente no início do dia, quando as pernas ainda estão menos inchadas. Marcelo explica que não é necessário colocar antes de levantar da cama, mas o ideal é usar logo pela manhã, depois de acordar.

    Se você só conseguir colocar mais tarde, o melhor é elevar as pernas por alguns minutos antes, para reduzir o inchaço. O uso noturno só é indicado em situações específicas, com orientação médica, como na prevenção de trombose ou em alguns casos de linfedema.

    O cirurgião ainda destaca que, para situações simples, como viagens longas ou inchaço leve, a meia de compressão leve pode ser usada sem grandes riscos. Em todos os outros casos, especialmente durante a gravidez ou quando há doenças venosas, apenas um médico pode indicar o melhor tipo de meia.

    Quando desconfiar de problemas circulatórios?

    As doenças vasculares costumam ser silenciosas em algumas pessoas e apresentam sintomas que muitas vezes passam despercebidos, mas alguns sinais no dia a dia, especialmente quando frequentes, precisam de mais atenção:

    • Inchaço nas pernas ou nos pés, com sapatos apertando no fim do dia ou marcas profundas das meias no tornozelo, além de pele que fica marcada ao pressionar;
    • Mudanças na cor ou na temperatura, como pés arroxeados, azulados, muito pálidos, frios demais ou com sensação de queimação;
    • Presença de varizes ou vasinhos aparentes, com veias mais grossas, tortuosas ou agrupamentos avermelhados;
    • Sensação de peso e cansaço nas pernas, que melhora ao elevar os membros;
    • Cãibras frequentes ou formigamento, especialmente à noite;
    • Dor na panturrilha ao caminhar, que melhora após alguns minutos de descanso;
    • Pele mais seca, fina, brilhante ou com manchas escuras na região das pernas;
    • Feridas que demoram para cicatrizar, mesmo quando são pequenas;

    Se houver inchaço repentino em apenas uma das pernas, acompanhado de dor forte, calor localizado e vermelhidão, procure um pronto-atendimento imediatamente.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre meia de compressão e meia esportiva?

    A meia de compressão medicinal tem pressão graduada (mais forte no tornozelo). Já as esportivas focam na redução da vibração muscular e na recuperação após o treino, nem sempre seguindo a graduação médica rigorosa.

    2. Posso dormir de meia de compressão?

    Não sem indicação médica. Ao deitar, a gravidade deixa de ser um problema e o retorno venoso flui naturalmente. Dormir com ela pode restringir o fluxo arterial desnecessariamente, a menos que haja uma recomendação médica específica (como pós-operatório imediato).

    3. Como saber o tamanho ideal?

    É preciso medir a circunferência do tornozelo, da panturrilha e, se for o caso, da coxa, de preferência logo ao acordar, quando as pernas estão menos inchadas. Cada fabricante possui uma tabela de medidas específica.

    4. Quanto tempo dura uma meia elástica?

    Em média, de 4 a 6 meses. Após esse período e com as lavagens constantes, o elastano perde a memória e a compressão deixa de ser eficaz, mesmo que a meia pareça inteira.

    5. Como lavar as meias para que durem mais?

    Lave à mão com sabão neutro e seque à sombra. Nunca use amaciante, não torça e não use máquina de secar, pois o calor e os produtos químicos destroem as fibras elásticas.

    6. A meia elástica emagrece as pernas?

    Ela reduz o inchaço causado pela retenção de líquidos, o que pode dar a impressão visual de pernas mais finas, mas ela não elimina gordura.

    7. É normal sentir a perna coçar ao usar a meia?

    A coceira pode ocorrer por dois motivos: a pele muito seca ou uma reação leve ao material da meia. O ideal é manter a pele hidratada (passando creme na noite anterior) e garantir que a meia não tenha resíduos de sabão da lavagem. Se houver vermelhidão, suspenda o uso e fale com um médico.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Fases do climatério: o que é, sintomas e o que acontece com o corpo

    Fases do climatério: o que é, sintomas e o que acontece com o corpo

    O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva da mulher e a não reprodutiva, em que acontece uma queda gradual na produção de hormônios pelos ovários. Apesar de normalmente confundido com a menopausa, o climatério não é um momento específico, mas um processo contínuo que pode durar vários anos.

    Ele inclui todas as mudanças físicas e emocionais que aparecem antes e depois da última menstruação, funcionando como uma fase de adaptação do corpo para uma nova etapa da vida. De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, ele costuma ter início a partir dos 40 anos de idade.

    Afinal, o que é o climatério?

    O climatério é o nome dado a todo o período de transição entre a fase reprodutiva da mulher e a não reprodutiva. Ao contrário da menopausa, que é um evento pontual (a data da última menstruação), o climatério é um processo gradual e prolongado que pode durar dos 40 aos 65 anos, aproximadamente.

    Ele acontece por causa da diminuição natural da reserva ovariana, um processo fisiológico e contínuo que ocorre em todas as mulheres ao longo da vida, resultando em menor quantidade e qualidade dos óvulos.

    Com menos folículos ovarianos ativos, a ovulação passa a ser irregular e a produção de hormônios como progesterona e estrogênio diminui, o que impacta diversos sistemas do corpo, desde o controle da temperatura interna até a saúde dos ossos e do coração.

    Quais são as fases do climatério?

    O climatério costuma ser dividido em três fases principais, sendo elas:

    1. Perimenopausa (ou pré-menopausa)

    A perimenopausa é a fase que acontece antes da menopausa e marca o início das mudanças hormonais no corpo da mulher. Durante o período, a mulher ainda menstrua, mas de forma irregular, com ciclos que podem variar bastante em duração e intensidade. É comum que a menstruação atrase, adiante ou até fique ausente por alguns meses.

    Normalmente, a perimenopausa se inicia por volta dos 40 aos 45 anos, mas pode começar antes em algumas mulheres, segundo Andreia. Ela pode durar de 4 a 8 anos, terminando oficialmente quando a mulher atinge a menopausa, que acontece quando ela completa 12 meses seguidos sem menstruar.

    Ao longo da fase, é comum que os sintomas fiquem mais intensos conforme a última menstruação se aproxima.

    Quais os sintomas da perimenopausa?

    Como os hormônios estão instáveis, os sintomas podem surgir e desaparecer espontaneamente:

    • Irregularidade menstrual;
    • Ondas de calor (fogachos);
    • Dificuldade para adormecer ou episódios de suor noturno;
    • Irritabilidade, ansiedade ou tristeza sem motivo aparente;
    • Alteração no desejo sexual e possível secura vaginal.

    É possível engravidar na perimenopausa?

    De acordo com Andreia, apesar da chance ser menor, é possível engravidar na perimenopausa. A fertilidade feminina diminui drasticamente na fase devido à menor reserva de óvulos, mas a ovulação ainda pode ocorrer de forma esporádica e imprevisível.

    Por isso, o recomendado é manter o uso de métodos contraceptivos até que a menopausa seja confirmada.

    2. Menopausa

    A menopausa é o marco que indica o fim definitivo da fase reprodutiva da mulher. Diferente do climatério, que é um processo longo, Andreia explica que a menopausa é um evento específico: ela consiste na última menstruação após 12 meses consecutivos sem fluxo.

    Se ocorrer qualquer sangramento vaginal nesse intervalo de um ano, a contagem deve ser reiniciada.

    Em média, a menopausa acontece entre os 45 e 55 anos. Quando ocorre antes dos 40 anos, é classificada como menopausa precoce, normalmente precisando de uma investigação médica mais detalhada para identificar as causas.

    Quais os sintomas da menopausa?

    Na menopausa, os ovários interrompem a produção de estrogênio e progesterona, causando sintomas como:

    • Ondas de calor (fogachos), que surgem de forma repentina e podem vir acompanhadas de vermelhidão;
    • Suor noturno, que pode atrapalhar o sono;
    • Dificuldade para dormir ou sono mais leve e fragmentado;
    • Alterações de humor, como irritabilidade, ansiedade ou tristeza;
    • Ressecamento vaginal, causando desconforto ou dor nas relações;
    • Diminuição da libido;
    • Cansaço frequente e falta de energia;
    • Dificuldade de concentração e lapsos de memória.

    Nem todas as mulheres apresentam os sintomas, e algumas passam pela fase com pouco desconforto. Mas, quando eles começam a atrapalhar o dia a dia ou o bem-estar, vale procurar um médico para receber orientação e encontrar formas de aliviar os incômodos.

    É importante lembrar que a redução do estrogênio aumenta o risco de perda de massa óssea (osteoporose) e doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, conforme aponta a cardiologista Juliana Soares.

    Por isso, mesmo com o fim da menstruação ainda é necessário manter uma rotina periódica de exames de rotina, como mamografia, densitometria óssea e check-ups cardiovasculares.

    3. Pós-menopausa

    A pós-menopausa é a última fase do climatério e compreende todo o período da vida da mulher após a confirmação da menopausa. Ela se inicia oficialmente quando se completa 1 ano inteiro desde a última menstruação e se estende até o final da vida.

    Nessa etapa, os ovários já não liberam óvulos, e os níveis de hormônios, como o estrogênio e a progesterona, permanecem baixos permanentemente. Alguns sintomas da fase anterior podem continuar, como ondas de calor e ressecamento vaginal, mas, para muitas mulheres, eles tendem a diminuir com o tempo.

    Cuidados na pós-menopausa

    A partir da pós-menopausa, com a ausência permanente do estrogênio, o corpo fica mais vulnerável a algumas condições de saúde, como a perda de massa óssea, que pode levar ao desenvolvimento de osteoporose e aumentar o risco de fraturas, além do maior risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC.

    Também podem ocorrer alterações no metabolismo, que favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

    No dia a dia, a mulher deve adotar alguns cuidados para garantir a qualidade de vida, como:

    • Garantir a ingestão adequada de cálcio por meio da alimentação ou suplementação;
    • Manter níveis adequados de vitamina D para ajudar na absorção do cálcio;
    • Realizar a densitometria óssea para acompanhar a saúde dos ossos;
    • Controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos com exames regulares;
    • Monitorar a pressão arterial com frequência;
    • Praticar musculação ou exercícios de resistência para preservar a massa muscular e fortalecer os ossos;
    • Incluir exercícios aeróbicos, como caminhada, natação ou bicicleta, para cuidar do coração e do peso;
    • Usar hidratantes e lubrificantes íntimos para reduzir o ressecamento vaginal, conforme orientação médica;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e gorduras boas;
    • Reduzir o consumo de açúcar e de sódio para evitar problemas metabólicos;
    • Manter a mente ativa com leitura, aprendizado e convívio social;
    • Buscar apoio psicológico quando houver sintomas persistentes de ansiedade ou tristeza.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do climatério e da menopausa é feito com base na avaliação clínica, a partir da idade, do padrão do ciclo menstrual e da presença de sintomas. Quando a mulher já ficou 12 meses seguidos sem menstruar, a menopausa é confirmada, sem necessidade de exames na maioria dos casos.

    Em algumas situações, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis hormonais, como:

    • FSH (hormônio folículo-estimulante): que costuma estar elevado na menopausa, pois o organismo tenta estimular os ovários, que já não respondem como antes;
    • Estradiol (estrogênio): geralmente apresenta níveis baixos, indicando a redução da atividade dos ovários.

    Os exames não são necessários em todos os casos, mas podem ser solicitados pelo médico quando há dúvidas no diagnóstico.

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo dura o climatério?

    O climatério dura, em média, de 7 a 10 anos ou mais, começando normalmente por volta dos 40 a 45 anos e se estendendo até a pós-menopausa.

    2. Por que sinto tantas ondas de calor (fogachos)?

    Isso ocorre devido à queda do estrogênio, que afeta o centro termorregulador no cérebro, fazendo com que o corpo sinta calor excessivo mesmo em ambientes frios.

    3. O climatério causa ganho de peso?

    As alterações hormonais tornam o metabolismo mais lento e favorecem o acúmulo de gordura na região abdominal, o que exige ajustes na dieta e exercícios.

    4. O que é menopausa precoce?

    É quando a última menstruação ocorre antes dos 40 anos de idade, podendo ser causada por genética, doenças autoimunes ou tratamentos como quimioterapia.

    5. É normal ter sangramento após a menopausa?

    Não! Qualquer sangramento vaginal após um ano sem menstruar deve ser investigado imediatamente por um ginecologista para descartar alterações no endométrio.

    6. É normal sentir palpitações cardíacas no climatério?

    Sim, as oscilações hormonais podem afetar o sistema nervoso autônomo, causando episódios de batimentos acelerados (taquicardia), que muitas vezes acompanham as ondas de calor. No entanto, é importante descartar causas cardíacas com um médico.

    7. O que é a “barriga da menopausa”?

    É o acúmulo de gordura visceral (abdominal) causado pela queda do estrogênio, que muda o padrão de distribuição de gordura do corpo feminino (que antes se concentrava mais em quadris e coxas).

    8. Quanto tempo depois da menopausa os sintomas desaparecem?

    Na maioria das mulheres, os sintomas mais intensos (como fogachos) melhoram significativamente entre 2 a 5 anos após a última menstruação, embora o corpo continue em adaptação permanente na pós-menopausa.

  • Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Dor de garganta é uma queixa comum, especialmente em épocas mais frias ou em ambientes com maior circulação de vírus e bactérias. Na maioria das vezes, trata-se de um quadro leve e autolimitado. Mas, em alguns casos, a dor aparece de forma mais intensa, acompanhada de febre e dificuldade para engolir, levantando a suspeita de uma infecção bacteriana.

    Entre essas causas, a faringite estreptocócica merece atenção. Embora seja menos comum que as infecções virais, ela exige diagnóstico adequado e, muitas vezes, tratamento com antibióticos para evitar complicações.

    O que é a faringite estreptocócica

    A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana que afeta a faringe e, muitas vezes, as amígdalas, causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.

    Ela provoca inflamação intensa da garganta e pode estar associada à formação de placas de pus nas amígdalas.

    Diferente das dores de garganta virais, que são mais comuns e geralmente leves, a faringite estreptocócica pode causar sintomas mais intensos e requer tratamento específico com antibióticos.

    É mais frequente em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

    As formas mais comuns são:

    • Gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar;
    • Contato próximo com pessoas doentes;
    • Compartilhamento de utensílios contaminados.

    Ambientes fechados, como escolas, favorecem a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor intensa na garganta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Febre;
    • Amígdalas aumentadas e com placas de pus;
    • Ínguas no pescoço (linfonodos aumentados);
    • Mal-estar.

    Diferente das infecções virais, geralmente não há tosse ou coriza.

    Como diferenciar de uma faringite viral

    Embora seja difícil diferenciar apenas pelos sintomas, alguns sinais sugerem infecção bacteriana:

    • Início súbito;
    • Febre alta;
    • Ausência de tosse;
    • Presença de placas nas amígdalas;
    • Linfonodos dolorosos no pescoço.

    A confirmação pode ser feita com testes específicos.

    Possíveis complicações

    Quando não tratada adequadamente, a faringite estreptocócica pode levar a complicações.

    Entre elas:

    • Febre reumática;
    • Glomerulonefrite (problema renal);
    • Abscessos ao redor das amígdalas.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento corretos são importantes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e pode ser confirmado com exames.

    Os principais métodos são:

    • Teste rápido para estreptococo;
    • Cultura de secreção da garganta.

    Esses exames ajudam a confirmar a presença da bactéria.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve:

    • Antibióticos, que eliminam a bactéria;
    • Analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas;
    • Hidratação e repouso.

    O uso de antibióticos reduz a duração dos sintomas e previne complicações.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica quando houver:

    • Dor intensa na garganta;
    • Febre alta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Suspeita de infecção bacteriana.

    O diagnóstico adequado é essencial para definir o tratamento correto.

    Leia mais:

    Dor de garganta, febre e placas: pode ser amigdalite?

    Perguntas frequentes sobre faringite estreptocócica

    1. Toda dor de garganta é bacteriana?

    Não. A maioria é causada por vírus.

    2. Precisa sempre de antibiótico?

    Não. Apenas quando há confirmação de infecção bacteriana.

    3. É contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com secreções.

    4. Pode dar febre?

    Sim. Febre é um sintoma comum.

    5. Quanto tempo dura?

    Com tratamento, costuma melhorar em poucos dias.

    6. Pode complicar?

    Sim, se não tratada adequadamente.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando há dor intensa, febre alta ou dificuldade para engolir.

    Veja mais:

    O que é febre reumática? Cardiologista explica os sintomas, tratamentos e se tem cura

  • Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Uma mordida de cachorro, um arranhão de gato ou até um contato inesperado com morcegos pode gerar uma dúvida urgente: preciso tomar vacina contra raiva? Embora muitas dessas situações sejam comuns no dia a dia, a decisão sobre vacinação exige atenção rápida e avaliação adequada.

    Isso acontece porque a raiva é uma doença rara, mas extremamente grave. Uma vez que os sintomas se iniciam, a evolução costuma ser fatal. Por outro lado, quando a prevenção é feita no momento certo, a infecção pode ser completamente evitada.

    A vacina contra raiva é uma medida essencial para prevenir uma doença grave e quase sempre fatal após o início dos sintomas.

    A raiva é uma infecção viral transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas.

    Apesar de rara em humanos, a doença exige atenção imediata após qualquer situação de risco, pois a vacinação precoce pode evitar a infecção.

    O que é a raiva

    A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central. Após a infecção, o vírus se desloca pelos nervos até o cérebro, causando sintomas neurológicos graves.

    Sem tratamento antes do aparecimento dos sintomas, a doença tem alta taxa de mortalidade.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da raiva acontece principalmente por:

    • Mordidas de animais infectados;
    • Arranhões contaminados com saliva;
    • Lambedura em feridas abertas ou mucosas.

    Os animais mais associados à transmissão incluem:

    • Cães e gatos;
    • Morcegos;
    • Animais silvestres.

    Quando é necessário tomar a vacina contra raiva

    A vacinação pode ser indicada em duas situações principais:

    1. Após exposição (profilaxia pós-exposição)

    É a situação mais comum. A vacina deve ser considerada quando há:

    • Mordida de animal;
    • Arranhão que rompe a pele;
    • Contato de saliva com feridas ou mucosas;
    • Exposição a morcegos (mesmo sem perceber mordida).

    A necessidade depende de fatores como:

    • Tipo de contato;
    • Espécie do animal;
    • Situação vacinal do animal;
    • Gravidade da lesão.

    Em alguns casos, além da vacina, pode ser necessário o uso de soro antirrábico.

    2. Antes da exposição (profilaxia pré-exposição)

    Indicada para pessoas com maior risco ocupacional, como:

    • Veterinários;
    • Profissionais que trabalham com animais;
    • Pessoas que lidam com morcegos ou animais silvestres;
    • Trabalhadores de laboratório com o vírus.

    O que fazer após uma mordida de animal

    Em caso de acidente com animal, algumas medidas são fundamentais:

    • Lavar o local imediatamente com água e sabão;
    • Procurar atendimento médico o quanto antes;
    • Informar detalhes sobre o animal (se é conhecido, vacinado, comportamento).

    A avaliação médica define a necessidade de vacina e/ou do soro.

    A vacina contra raiva é sempre necessária?

    Não necessariamente. A indicação depende da avaliação do risco. Mordidas de animais domésticos saudáveis e vacinados podem não exigir vacinação imediata, dependendo da observação do animal, por exemplo.

    A exposição a animais silvestres geralmente indica vacinação. Por isso, a avaliação médica é essencial.

    Quantas doses são necessárias

    O esquema de vacinação varia conforme a situação:

    • Pós-exposição: geralmente envolve várias doses em dias específicos;
    • Pré-exposição: esquema diferente, com doses iniciais e reforços.

    A orientação deve ser feita por profissional de saúde.

    Por que é importante não atrasar

    A vacina contra raiva é eficaz quando administrada antes do início dos sintomas. Após o aparecimento dos sintomas, a doença é quase sempre fatal.

    Por isso, qualquer suspeita de exposição deve ser avaliada rapidamente.

    Confira:

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda

    Perguntas frequentes sobre vacina contra raiva

    1. Toda mordida precisa de vacina?

    Não. Depende do tipo de animal e da situação.

    2. Mordida de cachorro doméstico precisa?

    Depende. Se o animal for saudável e vacinado, pode ser apenas observado.

    3. Morcego sempre exige vacina?

    Sim. Em geral, toda exposição a morcegos é considerada de risco.

    4. A vacina é segura?

    Sim. É considerada segura e eficaz.

    5. Precisa de soro também?

    Em alguns casos, sim, especialmente em exposições mais graves.

    6. Posso esperar para ver se tenho sintomas?

    Não. A vacinação deve ser feita antes dos sintomas.

    7. Quando procurar atendimento?

    Imediatamente após qualquer suspeita de exposição.

    Veja também:

    Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata

  • Efeito rebote: como o excesso de analgésicos pode piorar a enxaqueca

    Efeito rebote: como o excesso de analgésicos pode piorar a enxaqueca

    Quando a dor de cabeça aparece no dia a dia, atrapalhando o bem-estar e a realização das tarefas, a atitude mais comum é tomar um remédio para dor de cabeça e seguir a rotina. Os analgésicos atuam reduzindo a percepção da dor, o que pode trazer um alívio relativamente rápido durante as crises. Só que, em todos os casos, o uso precisa ser pontual.

    Em excesso, substâncias como dipirona, paracetamol ou triptanos podem alterar os receptores de dor no cérebro, tornando-o mais sensível e dependente da medicação.

    O quadro, conhecido como efeito rebote ou cefaleia por uso excessivo de medicamentos, faz com que a dor volte assim que o efeito do remédio passa, por vezes de forma mais intensa e frequente.

    Aos poucos, o que antes era uma dor ocasional pode evoluir para um quadro mais persistente, com crises cada vez mais próximas umas das outras e uma necessidade maior de recorrer à medicação para conseguir alívio. O ciclo também interfere na qualidade de vida, no sono, na concentração e até no humor.

    Como o analgésico pode piorar a enxaqueca?

    De acordo com a neurologista Paula Dieckmann, o fenômeno é conhecido como sensibilização central, em que o cérebro deixa de responder adequadamente aos analgésicos e passa a amplificar o sinal de dor.

    Com isso, o organismo se torna mais sensível aos estímulos dolorosos, fazendo com que as crises se tornem mais frequentes, intensas e difíceis de controlar.

    O processo pode transformar uma enxaqueca episódica, que acontece poucas vezes no mês, em um quadro crônico. A pessoa entra em um ciclo, no qual recorre ao medicamento para conseguir trabalhar ou estudar, mas é justamente o uso frequente que mantém a dor ativa e dificulta o controle adequado, muitas vezes já presente desde o início do dia.

    Sinais de que você está usando remédios em excesso

    A identificação da cefaleia por uso excessivo de medicamentos nem sempre é simples, mas alguns sinais de alerta podem indicar que o limite de segurança foi ultrapassado, como:

    • Dor de cabeça ao acordar ou nas primeiras horas da manhã, antes do início das atividades;
    • Aumento da frequência das crises, que passam de ocasionais para quase diárias;
    • Redução da eficácia do medicamento, com alívio mais lento ou incompleto;
    • Presença constante de sintomas como náuseas, irritabilidade e sensibilidade à luz;
    • Uso de analgésicos por precaução, mesmo sem dor intensa, por medo de piora ao longo do dia.

    O uso é considerado excessivo quando analgésicos comuns (como dipirona ou paracetamol) e anti-inflamatórios são utilizados por 15 dias ou mais no mês, ou quando medicamentos específicos para crises, como os triptanos e derivados de ergotamina, são consumidos em 10 dias ou mais mensais.

    Na prática, se você precisa recorrer à medicação em mais de dois ou três dias por semana para controlar a dor, o cérebro já corre o risco de desenvolver o efeito rebote.

    Qual a quantidade limite por semana?

    O recomendado é que o uso de analgésicos não ultrapasse de 2 a 3 dias por semana. Se há necessidade de usar analgésicos em 3 dias ou mais, em quase todas as semanas, o cérebro já está sendo exposto a um estímulo químico frequente, o que aumenta de forma significativa o risco de sensibilização central.

    Vale ressaltar que essa contagem não se refere ao número de comprimidos, mas sim ao número de dias em que houve uso do medicamento.

    Medicamentos que mais causam enxaqueca

    Existem classes específicas de remédios que, quando usados sem controle, são os principais responsáveis por piorar a enxaqueca:

    • Analgésicos combinados, como formulações que associam dipirona, paracetamol ou outros componentes à cafeína;
    • Triptanos, como sumatriptano e naratriptano, que perdem eficácia e aumentam a sensibilidade à dor quando usados com frequência elevada;
    • Ergotamínicos, como a ergotamina, associados a dor persistente e de difícil controle quando há uso abusivo;
    • Opioides, como codeína e tramadol, que favorecem uma rápida sensibilização do sistema nervoso e piora do quadro;
    • Analgésicos simples e anti-inflamatórios, como dipirona, paracetamol e ibuprofeno.

    O risco aumenta quando há combinação de várias substâncias no mesmo comprimido.

    O que fazer para interromper o ciclo da dor?

    Segundo Paula, o primeiro passo é a diminuição do uso frequente dos medicamentos para dor, tanto dos analgésicos simples quanto dos triptanos e dos anti-inflamatórios. A redução deve ser feita com orientação médica, já que a retirada pode ser difícil no início.

    Ao mesmo tempo, é iniciado o tratamento preventivo através do uso de medicação profilática, utilizada para reduzir a frequência e a intensidade das crises ao longo do mês. O efeito não é imediato, mas o uso contínuo ajuda a estabilizar o quadro.

    Durante o período de adaptação, o médico pode indicar uma medicação de transição, para ajudar no controle da dor enquanto o tratamento preventivo começa a fazer efeito.

    Em alguns casos, especialmente na enxaqueca crônica, pode ser necessária a avaliação de outras opções terapêuticas, como a aplicação da toxina botulínica ou a realização de bloqueios de nervos, em que há uma redução da atividade dos circuitos envolvidos na dor, contribuindo para a diminuição da frequência e da intensidade das crises.

    Vale destacar que o tratamento deve ser orientado por um médico, especialmente um neurologista, que é capaz de realizar o diagnóstico correto e ajudar o paciente durante o período de transição.

    Alternativas não medicamentosas

    Além do uso de medicamentos específicos, o controle da enxaqueca também envolve mudanças no estilo de vida que ajudam a reduzir os gatilhos. Alguns deles incluem:

    • Manter uma rotina de sono regular, com horários consistentes para dormir e acordar, garantindo entre 7 e 9 horas de descanso por noite;
    • Manter uma hidratação adequada ao longo do dia, com ingestão regular de água;
    • Praticar exercícios físicos de forma regular, como caminhada, ioga ou outras atividades leves a moderadas;
    • Evitar gatilhos comuns, como o estresse, o jejum prolongado e o consumo de alimentos que possam desencadear crises.

    Quando procurar um neurologista?

    A avaliação de um especialista é indicada quando:

    • Apresenta dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês;
    • Precisa tomar analgésicos mais de 2 vezes por semana;
    • A dor mudou de padrão ou parou de responder aos remédios habituais;
    • A dor é acompanhada de sintomas neurológicos (visão borrada, formigamento ou fraqueza).

    O tratamento precoce é a melhor forma de evitar que o uso excessivo de analgésicos piore a enxaqueca e comprometa permanentemente sua qualidade de vida.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é enxaqueca?

    É uma doença neurológica crônica, de origem genética, caracterizada por dores de cabeça pulsantes, normalmente de um lado só, acompanhadas de sensibilidade à luz, cheiros e barulhos.

    2. Qual a diferença entre dor de cabeça comum e enxaqueca?

    A dor comum (tensional) é uma pressão dos dois lados da cabeça, leve a moderada. A enxaqueca é latejante, intensa, costuma causar náuseas e piora com o esforço físico.

    3. Enxaqueca tem cura?

    Não tem cura definitiva, mas tem controle. Com o tratamento preventivo adequado e mudanças no estilo de vida, é possível passar meses ou anos sem crises.

    4. O que é enxaqueca com aura?

    É quando a dor é precedida por sintomas visuais ou sensoriais, como pontos brilhantes na visão, linhas em ziguezague, embaçamento ou formigamento em um lado do corpo.

    5. Por que sinto enxaqueca no período menstrual?

    Pela queda brusca de estrogênio que ocorre antes da menstruação. Isso é chamado de enxaqueca catamenial e pode ser tratada com protocolos específicos.

    6. Quem tem enxaqueca pode praticar exercícios?

    Deve! O exercício regular libera endorfinas que são analgésicos naturais. Porém, não se deve exercitar durante a crise, pois o esforço físico piora a dor latejante.

    7. Quando a enxaqueca é sinal de algo grave?

    Se a dor for a pior da sua vida, se vier acompanhada de febre, confusão mental, perda de força súbita ou se o padrão da dor mudar drasticamente após os 50 anos.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • 7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    O sódio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo, atuando para manter o equilíbrio de líquidos e participando da condução de impulsos nervosos. Ainda assim, como acontece com qualquer nutriente, a quantidade consumida no dia a dia precisa de atenção.

    Quando há sódio demais no organismo, o corpo tende a reter mais líquidos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar órgãos como o coração e os rins.

    O sódio é encontrado naturalmente nos alimentos, mas a maior parte do consumo provém dos produtos industrializados, onde ele atua como conservante e realçador de sabor.

    Por que o excesso de sódio é prejudicial para a saúde?

    Quando o consumo de sódio é excessivo, o corpo tende a reter mais líquidos do que o necessário, pois o organismo tenta equilibrar a quantidade de sal no sangue, puxando água para dentro dos vasos.

    Consequentemente, o volume de sangue aumenta e a pressão nas artérias sobe, o que pode levar à hipertensão ao longo do tempo.

    Com a pressão mais alta, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que aumenta o risco de problemas como infarto e AVC. Ao mesmo tempo, os rins precisam filtrar todo o excesso de sal, e o esforço constante pode prejudicar o funcionamento renal com o passar do tempo.

    Como o sódio estimula a eliminação de cálcio pela urina, o corpo também pode acabar retirando cálcio dos ossos para compensar perdas no sangue, o aumenta o risco de osteoporose a longo prazo, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

    Quais alimentos podem conter sódio oculto?

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis. Veja alguns exemplos:

    1. Sopas instantâneas e caldos prontos

    Mesmo nas versões com menos gordura, as sopas instantâneas e os caldos prontos costumam ter muito sal e vários aditivos à base de sódio, como o glutamato monossódico, para realçar o sabor e aumentar a durabilidade.

    Em muitos casos, uma única porção de sopa de copo ou um cubinho de caldo pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio de um adulto.

    2. Queijos magros e cottage

    Apesar de terem menos gordura saturada, queijos como o cottage e o ricota industrializada recebem doses extras de sal para compensar a perda de sabor da gordura e ajudar na conservação, já que são alimentos com muita umidade.

    Uma dica é comparar as marcas e priorizar aquelas com menor teor de miligramas de sódio por porção.

    3. Peito de peru, presunto magro e embutidos “light”

    Para manter a cor rosada e evitar a proliferação de bactérias, os alimentos recebem nitritos e nitratos de sódio. Mesmo as versões light ou com redução de gordura mantêm um nível elevado de sódio, o que contribui para a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial se o consumo for diário.

    4. Cereais matinais e pães de forma

    O sódio é necessário na panificação industrial para controlar a fermentação, fortalecer a rede de glúten e garantir que o pão de forma dure mais tempo sem embolorar.

    Já nos cereais matinais, o sal serve para equilibrar o dulçor excessivo, fazendo com que você consuma sódio logo na primeira refeição do dia sem perceber.

    5. Lanches “assados” ou integrais

    Para compensar a falta da gordura e manter a crocância e o sabor, é comum adicionar grandes quantidades de sal e aditivos (como o bicarbonato de sódio) em lanches como biscoitos salgados, chips de legumes e crackers integrais. Inclusive, algumas marcas podem ter tanto sódio quanto salgadinhos tradicionais, mesmo com aparência mais saudável.

    6. Refrigerantes, especialmente as versões zero

    Nos refrigerantes, o sal é usado em larga escala na forma de ciclamato de sódio e sacarina sódica (adoçantes) e também como conservante (benzoato de sódio). Nas versões zero, a quantidade de sódio costuma ser ainda maior do que na versão normal para ajudar a equilibrar o sabor residual dos adoçantes.

    7. Molhos prontos

    Os molhos para salada, shoyu, molho inglês e temperos em cubo ou em pó, ainda que usados em pequenas quantidades, costumam ter uma grande quantidade de sódio. Frequentemente, eles também contêm açúcar, corantes e outros aditivos que podem prejudicar a saúde.

    8. Macarrão instantâneo

    A maior parte do sódio presente no macarrão instantâneo está concentrada no sachê de tempero, que é rico em sal e glutamato monossódico.

    No entanto, a própria massa do macarrão também contribui para o excesso, pois o processo de fabricação envolve o uso de sal na massa e uma etapa de fritura prévia, que ajuda na conservação e na rapidez do preparo.

    9. Bebidas esportivas (isotônicos)

    As bebidas esportivas contêm quantidades significativas de sódio e outros eletrólitos, como o potássio, sendo formuladas especificamente para a reposição rápida de nutrientes perdidos através do suor durante atividades físicas intensas e prolongadas.

    Mas, quando são consumidos por pessoas que não estão fazendo atividade física intensa, os isotônicos contribuem para o consumo de sódio sem necessidade, o que pode sobrecarregar os rins e favorecer o aumento da pressão arterial.

    Como ler o rótulo para identificar o sódio?

    A melhor maneira de identificar o sódio no rótulo do alimento é observar a tabela nutricional. De acordo com as normas da Anvisa, os alimentos com alto teor de sódio agora devem exibir uma lupa de alerta na parte frontal da embalagem.

    Ao ler a lista de ingredientes, também é importante ficar atento a termos como:

    • Glutamato monossódico;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Nitrato ou nitrito de sódio;
    • Benzoato de sódio.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5g de sal ou uma colher de chá rasa). No Brasil, a média de consumo é quase o dobro disso.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por 40% de sódio e 60% de cloro. Portanto, o sódio é uma parte do sal. Quando os rótulos indicam “sódio”, eles se referem ao mineral puro, que é o componente que afeta a pressão arterial.

    2. Alimentos doces podem ter muito sódio?

    Sim, o sódio é usado em doces industrializados para realçar o sabor, controlar a fermentação (bicarbonato de sódio) e conservar o produto. Bolos de caixinha e cereais matinais são exemplos clássicos.

    3. Por que o refrigerante zero tem mais sódio que o normal?

    Para compensar a falta do açúcar e manter o paladar agradável, a indústria utiliza adoçantes à base de sódio (como ciclamato e sacarina) e conservantes que elevam o teor do mineral na versão diet/zero.

    4. O sal rosa do Himalaia é melhor que o sal comum?

    Embora contenha mais minerais (como cálcio e magnésio), o sal rosa tem praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal refinado. Portanto, deve ser consumido com a mesma moderação.

    5. Crianças podem consumir a mesma quantidade de sódio que adultos?

    Não. Os rins das crianças ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis. A recomendação é muito menor e, para bebês até 1 ano, o ideal é não adicionar sal aos alimentos.

    6. O sódio causa pedras nos rins?

    Sim, o alto consumo de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Quando acumulado nos rins, o cálcio pode se cristalizar, formando os cálculos renais.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?