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  • Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Dor no peito costuma ser um sintoma que assusta, e com muita razão. Quando ela surge de forma intensa, muitas pessoas pensam imediatamente em infarto. Mas existe outra condição cardíaca que também pode provocar dor importante e exigir avaliação médica rápida: a pericardite.

    A doença acontece quando a membrana que envolve o coração fica inflamada, geralmente após infecções virais ou outros processos inflamatórios. Embora a maioria dos casos tenha boa evolução, algumas complicações podem ocorrer, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento fundamentais.

    O que é a pericardite

    A pericardite é a inflamação do pericárdio, uma membrana que envolve o coração e o protege.

    Essa condição pode causar dor no peito, muitas vezes semelhante à dor de problemas cardíacos mais graves, chegando até a simular um infarto.

    Na maioria dos casos, a evolução é benigna, mas algumas pessoas podem desenvolver complicações que exigem acompanhamento médico adequado.

    O pericárdio é uma estrutura formada por duas camadas que envolvem o coração.

    Quando essa membrana sofre inflamação, podem ocorrer:

    • Dor torácica;
    • Atrito entre as camadas do pericárdio;
    • Acúmulo de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico).

    Principais causas

    A pericardite pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Infecções virais (principal causa);
    • Infecções bacterianas;
    • Tuberculose e outros microrganismos;
    • Doenças autoimunes;
    • Trauma ou cirurgia cardíaca;
    • Alguns tipos de câncer;
    • Doença renal crônica (pericardite urêmica ou associada à diálise).

    Em muitos casos, a causa não é identificada, sendo chamada de idiopática.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de intensidade, mas alguns sinais são bastante característicos.

    Os mais comuns são:

    • Dor no peito, geralmente aguda e com piora ao deitar;
    • Melhora da dor ao inclinar o corpo para frente;
    • Febre, especialmente em casos infecciosos;
    • Falta de ar;
    • Sensação de mal-estar.

    Durante o exame físico, o médico também pode identificar um som característico chamado atrito pericárdico.

    Como diferenciar de infarto

    A pericardite pode causar sintomas semelhantes aos do infarto, principalmente dor torácica. Algumas características ajudam na diferenciação:

    • Pericardite: dor que piora ao deitar e melhora ao inclinar o corpo para frente;
    • Infarto: dor mais contínua, geralmente sem relação com posição corporal.

    Além disso, alterações específicas no eletrocardiograma ajudam no diagnóstico. Mesmo assim, toda dor no peito deve ser avaliada com urgência.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a evolução é favorável. No entanto, algumas complicações podem acontecer:

    • Derrame pericárdico (acúmulo de líquido);
    • Tamponamento cardíaco, quando o líquido compromete o funcionamento do coração;
    • Pericardite recorrente;
    • Espessamento crônico do pericárdio.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação médica e exames complementares. Os principais exames são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue;
    • Radiografia de tórax;
    • Ecocardiograma;
    • Exames adicionais, quando necessário, como sorologias, culturas e investigação de doenças reumatológicas.

    O ecocardiograma é especialmente importante quando há suspeita de derrame pericárdico ou tamponamento cardíaco.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Medicamentos

    • Anti-inflamatórios;
    • Colchicina;
    • Analgésicos;
    • Em alguns casos, corticoides.

    Nas formas virais ou idiopáticas, a combinação de anti-inflamatório e colchicina costuma ser o tratamento inicial mais utilizado.

    2. Tratamento da causa

    Quando a causa é identificada, ela também deve ser tratada, como em casos de:

    • Infecções;
    • Doenças autoimunes;
    • Tuberculose.

    3. Casos mais graves

    Podem exigir:

    • Internação hospitalar;
    • Monitorização cardíaca;
    • Drenagem do líquido ao redor do coração.

    Pericardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    Grande parte dos pacientes melhora completamente com tratamento adequado.

    Mesmo assim, algumas pessoas podem apresentar recorrência da inflamação.

    Quando procurar atendimento urgente

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Dor intensa no peito;
    • Falta de ar;
    • Sensação de desmaio;
    • Piora rápida dos sintomas.

    Leia mais: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre pericardite

    1. Pericardite é grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode causar complicações.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É o principal sintoma.

    3. É igual a infarto?

    Não, mas os sintomas de pericardite podem ser parecidos.

    4. A pericardite tem cura?

    Sim, na maioria dos casos.

    5. Pode voltar?

    Sim. Algumas pessoas apresentam recorrência.

    6. Precisa de internação?

    Depende da gravidade e da presença de complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver dor no peito ou suspeita de problema cardíaco.

    Leia também: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

  • Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Nariz constantemente entupido, dificuldade para sentir cheiros e sensação frequente de pressão no rosto são sintomas que muita gente associa apenas à rinite ou sinusite. Em alguns casos, porém, esses sinais podem estar relacionados aos pólipos nasais, pequenas formações benignas que crescem dentro do nariz e dos seios da face.

    Embora não sejam câncer e muitas vezes se desenvolvam lentamente, os pólipos podem impactar bastante a qualidade de vida, principalmente quando aumentam de tamanho ou surgem associados a inflamações crônicas das vias respiratórias.

    Os pólipos nasais são formações benignas que crescem na mucosa do nariz e dos seios da face.

    Eles estão frequentemente associados à inflamação crônica e podem causar sintomas como nariz entupido, perda do olfato e secreção nasal persistente.

    Embora não sejam câncer, podem impactar significativamente a qualidade de vida quando aumentam de tamanho.

    O que são os pólipos nasais

    Os pólipos nasais são estruturas moles, semelhantes a pequenas bolsas ou “cachos”, que se formam na mucosa nasal. Eles surgem por conta de uma inflamação prolongada da região, especialmente nos seios da face.

    Esses pólipos podem ser únicos ou múltiplos e variar de tamanho.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma gradual e progressiva.

    Os mais comuns são:

    • Nariz entupido persistente;
    • Dificuldade para respirar pelo nariz;
    • Redução ou perda do olfato;
    • Coriza (secreção nasal);
    • Sensação de pressão na face;
    • Roncos ou respiração bucal.

    Principais causas

    Os pólipos nasais estão relacionados à inflamação crônica das vias aéreas.

    Entre os fatores mais associados estão:

    • Rinite alérgica;
    • Sinusite crônica;
    • Asma;
    • Infecções repetidas;
    • Alterações inflamatórias da mucosa nasal.

    Nem sempre é possível identificar uma causa única.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver pólipos nasais:

    • Pessoas com rinite alérgica;
    • Pacientes com asma;
    • Indivíduos com sinusite crônica;
    • Histórico familiar;
    • Adultos (mais comum que em crianças).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação médica e exames específicos.

    Os principais métodos são:

    • Exame clínico do nariz;
    • Endoscopia nasal;
    • Tomografia dos seios da face.

    Esses exames ajudam a avaliar o tamanho, a quantidade e a extensão dos pólipos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da extensão da doença.

    1. Tratamento medicamentoso

    • Corticoides nasais em spray;
    • Em alguns casos, corticoides orais;
    • Tratamento de alergias associadas.

    2. Cirurgia

    • Indicada quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico;
    • Remoção dos pólipos por cirurgia endoscópica nasal.

    3. Controle da inflamação

    O controle da inflamação é fundamental para evitar recidivas, por isso a necessidade de acompanhamento contínuo.

    Pólipos nasais podem voltar?

    Sim. Mesmo após tratamento ou cirurgia, os pólipos podem reaparecer, especialmente quando a inflamação crônica persiste. Por isso, o acompanhamento médico regular é importante.

    Pólipos nasais são perigosos?

    Não são câncer e geralmente não evoluem para malignidade. No entanto, podem causar desconforto significativo e prejudicar a respiração, o sono e o olfato.

    Veja também: Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Perguntas frequentes sobre pólipos nasais

    1. Pólipos nasais são câncer?

    Não. São formações benignas.

    2. Sempre precisam de cirurgia?

    Não. Muitos casos melhoram com medicamentos.

    3. Podem causar perda de olfato?

    Sim. É um sintoma bastante comum.

    4. Podem voltar após cirurgia?

    Sim. Recidivas podem acontecer.

    5. Estão relacionados à alergia?

    Sim. Frequentemente estão associados à rinite alérgica e à asma.

    6. Dói?

    Geralmente não causam dor diretamente, mas podem provocar sensação de pressão na face e desconforto nasal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver nariz entupido persistente, perda do olfato, dificuldade para respirar ou sintomas que não melhoram.

    Veja também: Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Dor no peito, falta de ar e palpitações costumam ser sintomas associados a problemas cardíacos mais conhecidos, como infarto. Mas existe outra condição, menos comum e muitas vezes relacionada a infecções virais, que também pode afetar diretamente o coração: a miocardite.

    A doença provoca uma inflamação no músculo cardíaco e pode se manifestar de formas muito diferentes, desde quadros leves, que melhoram espontaneamente, até situações graves com risco de insuficiência cardíaca e arritmias. Em muitos casos, os sintomas aparecem após gripes, viroses ou outras infecções.

    O que é a miocardite

    A miocardite é uma inflamação do músculo do coração (miocárdio), que pode comprometer a capacidade de contração e o bombeamento adequado de sangue pelo organismo. O músculo cardíaco sofre inflamação, o que pode afetar sua função.

    Ela pode surgir após infecções, principalmente virais, e pode ser tanto uma doença leve ou até mesmo vir em formas bem graves e com risco de ter insuficiência cardíaca. A doença pode ser aguda, subaguda ou crônica.

    Em muitos casos, a doença melhora espontaneamente, mas em outros pode exigir acompanhamento e tratamento especializado.

    Essa inflamação pode causar:

    • Redução da força de contração do coração;
    • Alterações no ritmo cardíaco;
    • Alterações na condução dos estímulos elétricos do coração.

    Principais causas

    A causa mais comum da miocardite é infecção viral. Os principais fatores associados são:

    • Vírus (como influenza, covid-19 e outros);
    • Infecções bacterianas;
    • Doenças autoimunes;
    • Reações a medicamentos;
    • Exposição a toxinas.

    Nem sempre é possível identificar a causa exata.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dor no peito (podendo simular um infarto);
    • Falta de ar;
    • Cansaço;
    • Palpitações;
    • Sensação de coração acelerado ou irregular.

    Em casos mais graves, podem surgir sinais de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, arritmias malignas e até morte súbita.

    Quando a miocardite pode ser grave

    Embora muitos casos sejam leves, a miocardite pode evoluir com complicações importantes. As principais são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Arritmias graves;
    • Choque cardiogênico;
    • Morte súbita.

    A gravidade depende da extensão da inflamação e do comprometimento do músculo cardíaco.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames complementares. Os principais são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue (como troponina);
    • Ecocardiograma;
    • Ressonância magnética cardíaca.

    Em alguns casos, pode ser necessário:

    • Cateterismo cardíaco, especialmente em pacientes com piora apesar do tratamento;
    • Biópsia do coração, em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Repouso

    • Evitar atividade física durante a fase aguda;
    • Evitar consumo de bebidas alcoólicas.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos para controle da insuficiência cardíaca;
    • Controle de arritmias, quando necessário.

    3. Tratamento da causa

    Quando identificada, como em infecções ou doenças autoimunes.

    4. Casos graves

    Casos graves podem exigir internação e suporte intensivo. Em situações refratárias, pode ser necessário:

    • Uso de drogas vasoativas;
    • Suporte mecânico circulatório (como ECMO e LVAD);
    • Transplante cardíaco, em casos extremos.

    Miocardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes se recuperam completamente, especialmente nas formas leves.

    No entanto, alguns podem evoluir com sequelas cardíacas e necessidade de acompanhamento prolongado.

    Como prevenir complicações

    Algumas medidas ajudam a reduzir riscos:

    • Procurar avaliação médica diante de sintomas cardíacos;
    • Evitar exercícios físicos durante infecções virais;
    • Seguir corretamente o tratamento e acompanhamento médico.

    Confira: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes sobre miocardite

    1. Miocardite é grave?

    Pode ser, dependendo da extensão da inflamação.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É um sintoma comum.

    3. Está relacionada a vírus?

    Sim. Infecções virais são a principal causa.

    4. Tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Pode deixar sequelas?

    Sim. Alguns pacientes podem desenvolver problemas cardíacos persistentes.

    6. Precisa de repouso?

    Sim. O repouso é uma recomendação importante durante a fase aguda.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar dor no peito, falta de ar ou palpitações.

    Leia também: Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

  • 6 gatilhos para enxaqueca (e como prevenir novas crises)

    6 gatilhos para enxaqueca (e como prevenir novas crises)

    A enxaqueca é uma condição neurológica e crônica que causa crises recorrentes de dor de cabeça intensa, normalmente pulsátil e localizada em um lado da cabeça. As crises podem durar de algumas horas a vários dias e tendem a interferir significativamente na rotina e na qualidade de vida.

    Apesar da causa exata ainda não ser totalmente esclarecida, sabe-se que o cérebro de pessoas com enxaqueca é mais sensível a estímulos externos e internos, desde variações hormonais e hábitos alimentares até mudanças drásticas no ambiente, o que favorece a ativação de mecanismos neurológicos envolvidos na dor.

    Os gatilhos podem variar de pessoa para pessoa, mas compreender os principais pode ajudar na adoção de medidas para prevenir e reduzir a frequência e a intensidade das crises, segundo a neurologista Paula Dieckmann. Entenda mais, a seguir!

    O que pode causar as crises de enxaqueca?

    As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por diferentes fatores, que variam de pessoa para pessoa:

    1. Alterações hormonais

    Em mulheres, a queda brusca nos níveis de estrogênio logo antes do período menstrual interfere diretamente na modulação da dor e na liberação de neurotransmissores no sistema nervoso central. O uso de anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal também podem agravar ou alterar o padrão das crises.

    2. Consumo de alimentos específicos e aditivos químicos

    No dia a dia, algumas substâncias presentes na dieta, como o glutamato monossódico em alimentos industrializados e os nitratos presentes em embutidos, contém propriedades vasoativas que podem provocar a dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais e desencadear o processo inflamatório da enxaqueca.

    O consumo de queijos envelhecidos, ricos em tiramina, e o uso excessivo de adoçantes artificiais, como o aspartame, também são apontados como fatores que estimulam a hipersensibilidade neuronal em indivíduos predispostos.

    3. Exposição a estímulos sensoriais intensos

    O cérebro de pessoas com enxaqueca apresenta uma dificuldade maior em processar estímulos sensoriais acumulados, fazendo com que a exposição prolongada a luzes brilhantes ou piscantes, ruídos muito altos e cheiros fortes, como perfumes ou solventes, ativem o nervo trigêmeo de forma anormal.

    A estimulação excessiva desencadeia uma série de reações no cérebro que levam à dor pulsante típica da enxaqueca, muitas vezes acompanhada de sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia) durante a crise.

    4. Desregulação do sono e fadiga extrema

    Tanto a privação crônica de sono quanto o hábito de dormir por períodos excessivamente longos, como ocorre frequentemente nos finais de semana, podem desequilibrar o ritmo circadiano e afetar a produção de melatonina e serotonina.

    Como consequência, a irregularidade nos horários de sono funciona como um fator de estresse para o organismo, diminuindo a tolerância do cérebro à dor e facilitando o surgimento de crises mais intensas de dor de cabeça, especialmente ao acordar.

    5. Fatores emocionais e o período de relaxamento

    O estresse é um dos fatores mais associados ao surgimento das crises, segundo Paula. Ele causa a liberação contínua de hormônios como cortisol e adrenalina, mantendo o corpo em estado de alerta.

    Quando os níveis finalmente se reduzem, ocorre uma espécie de queda no organismo que pode desencadear a dor. Por isso, é comum o surgimento de dor de cabeça no período de descanso após dias intensos de trabalho.

    6. Mudanças ambientais e condições climáticas

    As variações bruscas na pressão atmosférica, as mudanças na umidade do ar e as alterações repentinas de temperatura exigem uma adaptação rápida do organismo e podem desencadear as crises em pessoas mais sensíveis.

    Para completar, a exposição ao sol intenso sem a proteção adequada e o vento forte diretamente no rosto também podem atuar como gatilhos, irritando as terminações nervosas da face e do couro cabeludo e favorecendo o início da enxaqueca.

    Como identificar os seus gatilhos de enxaqueca?

    Para identificar o que está causando as crises de enxaqueca, você pode adotar algumas medidas práticas no dia a dia, como:

    • Anote durante pelo menos um mês o dia e o horário em que a dor começou, a intensidade da crise e o que você fez nas 24 horas anteriores. Registre o que comeu, quantas horas dormiu, o nível de estresse e, no caso das mulheres, o dia do ciclo menstrual, para encontrar padrões que se repetem;
    • Identifique os alimentos suspeitos (como café, chocolate ou embutidos) e retire um por vez da sua dieta por duas semanas. Observe se a frequência das crises diminui e, ao reintroduzir o alimento, note se a dor volta a aparecer em um curto espaço de tempo;
    • Preste atenção se as crises costumam surgir em situações específicas, como após o uso prolongado de telas, exposição a ar-condicionado muito frio, cheiros fortes de limpeza ou logo após períodos de jejum prolongado;
    • Use aplicativos específicos para enxaqueca, que facilitam o registro dos sintomas e geram relatórios automáticos sobre possíveis gatilhos ambientais e climáticos com base na sua localização;
    • Identifique se a dor aparece durante o pico de uma situação estressante ou justamente no momento em que você relaxa, como no início do final de semana ou das férias, para entender como o seu sistema nervoso reage às variações de cortisol.

    Como prevenir novas crises de enxaqueca?

    Pequenas mudanças no dia a dia já podem te ajudar a prevenir a dor de cabeça, como:

    • Manter horários regulares de sono, dormindo e acordando sempre em horários parecidos, evitando tanto a privação quanto o excesso de sono;
    • Evitar longos períodos em jejum, fazendo refeições equilibradas ao longo do dia e mantendo a hidratação adequada;
    • Identificar e reduzir os gatilhos alimentares, como álcool, excesso de cafeína, alimentos ultraprocessados e ricos em aditivos químicos;
    • Controlar o estresse, por meio de atividades como exercícios físicos regulares, momentos de lazer e técnicas de relaxamento;
    • Evitar estímulos sensoriais intensos, como luz muito forte, barulhos excessivos e cheiros fortes sempre que possível;
    • Manter uma rotina organizada, já que mudanças bruscas no dia a dia podem favorecer o surgimento das crises;
    • Praticar atividade física regularmente, respeitando os limites do corpo;
    • Acompanhar com um profissional de saúde, que pode indicar tratamento preventivo quando as crises são frequentes ou intensas.

    Vale lembrar que o uso de qualquer medicamento deve ser orientado por um médico. A automedicação pode agravar o quadro, favorecendo o surgimento de crises mais frequentes e difíceis de controlar.

    Leia mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é enxaqueca com aura?

    É um tipo de enxaqueca onde a dor é precedida ou acompanhada por sintomas visuais, como flashes de luz, pontos negros ou linhas em zigue-zague, que geralmente desaparecem em menos de uma hora.

    2. Enxaqueca tem cura?

    A enxaqueca não tem cura definitiva, mas é uma condição controlável com mudanças no estilo de vida, identificação de gatilhos e uso de medicamentos preventivos.

    3. Quanto tempo pode durar uma crise?

    Uma crise comum dura entre 4 e 72 horas. Se ultrapassar esse período, é chamado de estado de mal enxaquecoso e requer ajuda médica.

    4. É perigoso tomar analgésico todo dia?

    Sim. O uso excessivo (mais de 2 ou 3 vezes por semana) pode causar a “cefaleia por efeito rebote”, onde o remédio passa a causar mais dor.

    5. Qual a diferença entre dor de cabeça comum e enxaqueca?

    A enxaqueca é pulsátil, geralmente unilateral, e vem acompanhada de náuseas ou sensibilidade à luz, enquanto a dor comum (tensional) é uma pressão dos dois lados.

    6. Cheiro de perfume pode causar enxaqueca?

    Sim, isso é chamado de osmofobia. Odores fortes (perfumes, fumaça, gasolina ou produtos de limpeza) ativam diretamente as vias nervosas que desencadeiam a dor em pacientes predispostos.

    7. Existe enxaqueca infantil?

    Sim. Em crianças, os sintomas podem ser diferentes, como dores abdominais recorrentes, vômitos cíclicos ou tonturas, antes mesmo de apresentarem a dor de cabeça propriamente dita.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

    Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

    A endometriose é uma doença que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e, muitas vezes, impacta diretamente a qualidade de vida. Dados do Ministério da Saúde mostram que 1 a cada 10 mulheres sofre com a doença, que provoca dor intensa, cólicas que não passam com analgésicos comuns e até mesmo dificuldade para engravidar.

    Embora o tratamento clínico seja a primeira escolha, em alguns casos a cirurgia se torna necessária para aliviar sintomas e preservar a fertilidade.

    O que é a endometriose e quais são os sintomas

    A ginecologista e obstetra Andreia Sapienza explica que a endometriose acontece quando o tecido que normalmente reveste o útero, chamado endométrio, aparece em locais fora dele. Esses focos de tecido continuam respondendo aos hormônios do ciclo menstrual, o que pode gerar inflamação e dor.

    Segundo a médica, os sintomas mais comuns são cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, desconforto para urinar ou evacuar e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. “Algumas mulheres não sentem dor, mas podem enfrentar infertilidade”, destaca Andreia.

    Quando a cirurgia de endometriose é indicada

    Em um primeiro momento, o tratamento de endometriose pode ser feito com medicamentos que bloqueiam a menstruação e estabilizam os níveis hormonais, além do uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Mas, quando os sintomas não são controlados ou há infertilidade, o tratamento cirúrgico para endometriose é considerado.

    “A cirurgia consiste em buscar os focos de endometriose, que muitas vezes causam fibrose. Às vezes, a gente nem enxerga os focos, porque estão escondidos dentro dessas fibroses. Então, precisamos abrir essas fibroses, retirar todos os focos e limpar o local”.

    Os focos podem atingir diferentes órgãos. “Às vezes, a endometriose está no ovário, formando endometriomas (cistos com conteúdo sanguinolento), às vezes em ligamentos atrás do útero, às vezes no intestino ou na bexiga. Quando acomete o intestino, pode ser necessário operar em conjunto com o cirurgião coloproctologista para retirar o pedaço afetado”.

    Como a cirurgia de endometriose é feita

    A videolaparoscopia, método menos invasivo, é a mais utilizada. “A maioria das cirurgias de endometriose é feita por videolaparoscopia. Ela é muito mais vantajosa porque a câmera amplia o campo de visão do cirurgião, permitindo ver focos escondidos em lugares difíceis de acessar”, detalha a médica.

    “Com os instrumentos da laparoscopia, conseguimos chegar atrás do útero, perto dos ligamentos – locais comuns de lesão – com muito mais precisão do que na cirurgia aberta. Por isso, para endometriose, a cirurgia é sempre laparoscópica”.

    Em alguns casos, após a cirurgia, a menstruação pode ser bloqueada temporariamente com medicamentos que simulam uma menopausa induzida, geralmente por seis meses, para reduzir o risco de recorrência da doença.

    Recuperação e cuidados após a cirurgia de endometriose

    O pós-operatório é um momento de dúvidas para muitas pacientes, mas tende a ser bem mais simples do que em procedimentos abertos. “A recuperação da laparoscopia é sempre mais tranquila do que a da cirurgia aberta, porque não há necessidade de cicatrizar todas as camadas da parede abdominal”.

    O tempo de internação é curto. “Em geral, a alta acontece entre 24 e 48 horas. A paciente precisa manter repouso relativo por até 14 dias, não dirigir, não pegar peso, não fazer exercício físico. Depois disso, é liberada gradualmente para as atividades diárias. Normalmente, entre 7 e 14 dias já está retomando as tarefas mais simples”, conta a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    Endometriose e infertilidade: por que a cirurgia pode ajudar

    Além do controle da dor, uma das razões para operar é a preservação da fertilidade. A médica explica que a endometriose pode comprometer diferentes partes do sistema reprodutor da mulher.

    “A infertilidade pode acontecer porque o foco de endometriose na tuba uterina obstrui a passagem do espermatozoide ou do óvulo, porque o ovário altera a ovulação ou porque o útero distorce o endométrio e atrapalha a implantação. Também pode ser pelo processo inflamatório crônico que altera a qualidade do ambiente reprodutivo”, detalha a especialista.

    Por isso, a cirurgia é, em muitos casos, importante para mulheres que desejam engravidar e não conseguem. A médica lembra, porém, que a busca pelas causas da infertilidade devem ir além da endometriose.

    “A investigação de infertilidade deve sempre incluir o casal, porque podem existir fatores masculinos também”.

    Veja também: Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

    Perguntas frequentes sobre cirurgia de endometriose

    1. Quando a cirurgia de endometriose é indicada?

    A cirurgia é indicada quando os sintomas são intensos, não melhoram com medicamentos ou quando há comprometimento da fertilidade. Também pode ser recomendada em casos de endometriose profunda, que atinge órgãos como intestino e bexiga.

    2. Qual a diferença entre cirurgia aberta e videolaparoscopia para endometriose?

    A cirurgia aberta é mais invasiva, com cortes maiores e recuperação mais lenta. Já a videolaparoscopia é feita com pequenas incisões e câmera, e isso permite que o médico consiga visualizar melhor o local de cirurgia, uma recuperação mais rápida e um risco menor de complicações.

    3. Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de endometriose?

    Depende da técnica utilizada e da gravidade dos focos de endometriose retirados. Em geral, na videolaparoscopia a recuperação inicial leva de 2 a 4 semanas.

    4. A cirurgia de endometriose cura a doença definitivamente?

    Não. A cirurgia ajuda a remover os focos da endometriose e aliviar os sintomas, mas a doença pode voltar. Por isso, em muitos casos é necessário tratamento complementar com acompanhamento médico.

    5. É possível engravidar após a cirurgia de endometriose?

    Sim. Muitas mulheres conseguem engravidar após a cirurgia, especialmente quando era a endometriose que estava dificultando a fertilidade. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente pelo ginecologista.

    6. Quais cuidados devo ter após a cirurgia de endometriose?

    É importante seguir as orientações médicas, evitar esforços físicos nas primeiras semanas e fazer as consultas médicas de acompanhamento. Em alguns casos, pode ser indicado tratamento hormonal para reduzir as chances de retorno da doença.

    Confira: Dor pélvica forte? Pode ser endometriose

  • Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Pequenas bolinhas na pele, lisas e arredondadas, podem chamar atenção principalmente em crianças. Em muitos casos, essas lesões aparecem de forma discreta, sem dor ou outros sintomas importantes, mas acabam gerando preocupação por serem contagiosas e aumentarem em número com o tempo.

    Esse quadro costuma estar relacionado ao molusco contagioso, uma infecção viral bastante comum na infância. Apesar do nome assustar, trata-se de uma condição benigna, que geralmente evolui bem e pode até desaparecer espontaneamente em muitos casos.

    O que é o molusco contagioso

    O molusco contagioso é uma infecção viral da pele causada por um vírus da família dos poxvírus. É uma infecção benigna que afeta a camada superficial da pele.

    Ele provoca o surgimento de pequenas lesões arredondadas, geralmente indolores, que podem aparecer isoladas ou em grupos. As lesões são causadas pela replicação do vírus nas células da pele, formando pequenas elevações características.

    É mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos, especialmente em situações de contato direto com a pele ou em casos de imunidade reduzida.

    Apesar de ser contagioso, geralmente não causa complicações graves.

    Principais sintomas

    Os sintomas são basicamente cutâneos.

    Os principais são:

    • Pequenas lesões arredondadas;
    • Superfície lisa e brilhante;
    • Centro com leve depressão (umbilicação);
    • Cor semelhante à pele ou levemente rosada;
    • Ausência de dor na maioria dos casos.

    As lesões podem aumentar em número ao longo do tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão acontece por contato direto com a pele infectada.

    As principais formas são:

    • Contato pele a pele;
    • Compartilhamento de objetos pessoais (toalhas, roupas);
    • Autoinoculação (espalhamento para outras áreas do corpo).

    Em adultos, pode ocorrer transmissão por contato íntimo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Crianças;
    • Pessoas com dermatite atópica;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas em contato frequente com água (como em piscinas).

    Molusco contagioso é grave?

    Não. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada. As lesões podem desaparecer espontaneamente ao longo de meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na aparência típica das lesões. Geralmente, não são necessários exames complementares.

    Como é feito o tratamento

    Nem sempre é necessário tratamento, pois as lesões podem desaparecer sozinhas.

    Quando indicado, as opções são:

    • Remoção das lesões (curetagem);
    • Aplicação de substâncias tópicas;
    • Crioterapia (congelamento).

    A escolha depende do número de lesões e do desconforto.

    Como prevenir a transmissão

    Algumas medidas ajudam a evitar a disseminação:

    • Evitar contato direto com lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Manter boa higiene da pele.

    Veja mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Perguntas frequentes sobre molusco contagioso

    1. Molusco contagioso é contagioso?

    Sim. É transmitido por contato direto.

    2. Precisa tratar sempre?

    Não. Muitas vezes desaparece sozinho.

    3. Dói?

    Geralmente não.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, principalmente ao coçar.

    5. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    6. Pode voltar?

    Pode ocorrer reinfecção.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões aumentam, incomodam ou há dúvida no diagnóstico.

    Veja mais: Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, costuma chamar atenção pelas lesões dolorosas na pele. Em muitos casos, porém, o desconforto não termina quando as feridas desaparecem. Algumas pessoas continuam sentindo dor intensa por semanas, meses ou até anos após a infecção.

    Essa condição é chamada de neuralgia pós-herpética, considerada a complicação mais comum do herpes-zóster. A dor pode ser persistente e bastante limitante, afetando o sono, o humor e atividades simples do dia a dia.

    O que é a neuralgia pós-herpética

    A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes-zóster caracterizada por dor persistente na região afetada mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Mesmo após a resolução da infecção cutânea, os nervos permanecem inflamados ou sensibilizados, gerando dor crônica.

    Essa dor pode ser intensa e prolongada e impactar significativamente a qualidade de vida.

    É mais comum em pessoas mais velhas e em casos de herpes-zóster mais graves.

    Por que ela acontece

    Após a infecção pelo vírus varicela-zóster (o mesmo da catapora), o vírus permanece adormecido no organismo. Quando reativado, causa o herpes-zóster.

    Em alguns casos, essa reativação provoca lesão nos nervos, levando à dor persistente.

    Principais sintomas

    Os sintomas estão relacionados à dor neuropática.

    Os mais comuns são:

    • Dor em queimação ou choque;
    • Sensibilidade aumentada ao toque;
    • Dor persistente na região afetada;
    • Sensação de formigamento;
    • Desconforto ao contato com roupas.

    A dor costuma seguir o trajeto de um nervo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 60 anos;
    • Episódios graves de herpes-zóster;
    • Dor intensa durante a fase aguda;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na história de herpes-zóster prévio;
    • Na persistência da dor na mesma região.

    Não são necessários exames na maioria dos casos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar a dor. Veja as opções.

    1. Medicamentos

    • Antidepressivos com ação analgésica;
    • Anticonvulsivantes;
    • Analgésicos específicos para dor neuropática.

    2. Tratamentos tópicos

    • Cremes ou adesivos analgésicos.

    3. Outras abordagens

    • Terapias complementares;
    • Acompanhamento especializado em dor.

    O tratamento é individualizado.

    A neuralgia pós-herpética tem cura?

    Em muitos casos, a dor melhora com o tempo. No entanto, pode persistir por longos períodos em alguns pacientes.

    O tratamento adequado ajuda a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    Como prevenir

    A principal forma de prevenção é evitar o herpes-zóster.

    As medidas são:

    • Vacinação contra herpes-zóster;
    • Tratamento precoce do herpes-zóster;
    • Acompanhamento médico adequado.

    Confira: Catapora: tudo o que você precisa saber sobre sintomas e prevenção

    Perguntas frequentes sobre neuralgia pós-herpética

    1. Toda pessoa com herpes-zóster desenvolve neuralgia?

    Não. É uma complicação, mais comum em idosos.

    2. A dor pode durar quanto tempo?

    Pode durar meses ou anos.

    3. É uma dor comum?

    Não. É uma dor neuropática, geralmente mais intensa.

    4. Tem tratamento?

    Sim. Existem várias opções para controle da dor.

    5. Pode melhorar sozinha?

    Sim, em alguns casos.

    6. Vacina ajuda a prevenir?

    Sim. Reduz o risco de herpes-zóster e suas complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor persiste após o herpes-zóster.

    Veja também: 7 vacinas importantes para idosos com doenças cardíacas

  • Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    O desenvolvimento do bebê começa muito antes do nascimento, e diversos fatores podem influenciar esse processo ainda durante a gestação. Em alguns casos, alterações no crescimento do cérebro podem levar a condições que exigem acompanhamento médico desde os primeiros dias de vida.

    Entre elas está a microcefalia, condição que ganhou maior atenção pública após os surtos de Zika vírus, mas que pode ter diferentes causas. Embora o diagnóstico frequentemente gere preocupação, a evolução varia bastante de criança para criança.

    O que é a microcefalia

    A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com o tamanho da cabeça menor do que o esperado para a idade e o sexo. Essa medida é feita logo após o nascimento e acompanhada ao longo do crescimento.

    A condição está relacionada a alterações no desenvolvimento do cérebro e pode estar associada a diferentes graus de comprometimento neurológico.

    A gravidade varia bastante: algumas crianças têm desenvolvimento próximo do normal, enquanto outras podem apresentar limitações importantes. A condição reflete um desenvolvimento cerebral reduzido ou alterado.

    Principais causas

    A microcefalia pode ter diversas causas.

    As principais são:

    • Infecções durante a gestação (como Zika vírus, toxoplasmose e rubéola);
    • Alterações genéticas;
    • Exposição a álcool, drogas ou substâncias tóxicas;
    • Desnutrição materna;
    • Complicações durante a gravidez.

    A infecção pelo Zika vírus ganhou destaque em surtos recentes.

    Como ocorre durante a gestação

    A microcefalia pode se desenvolver quando há interferência no crescimento normal do cérebro do feto. Isso pode acontecer por:

    • Infecções que afetam o sistema nervoso;
    • Alterações genéticas;
    • Falta de nutrientes essenciais.

    Esses fatores impactam o desenvolvimento neurológico.

    Principais sinais e sintomas

    Além do tamanho reduzido da cabeça, podem estar presentes:

    • Atraso no desenvolvimento;
    • Dificuldades motoras;
    • Alterações cognitivas;
    • Convulsões;
    • Problemas de visão e audição.

    A intensidade varia de caso para caso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito:

    • Durante a gestação, por ultrassonografia;
    • Após o nascimento, pela medida da circunferência cefálica;
    • Com exames complementares, quando necessário.

    A avaliação médica é fundamental para identificar a causa.

    Consequências da microcefalia

    As consequências dependem da gravidade e da causa.

    Podem incluir:

    • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
    • Dificuldades de aprendizado;
    • Problemas motores;
    • Necessidade de acompanhamento especializado.

    Nem todas as crianças apresentam comprometimento grave.

    Existe tratamento?

    Não há cura para a microcefalia. No entanto, o acompanhamento adequado pode melhorar a qualidade de vida.

    As principais abordagens são:

    • Estimulação precoce;
    • Fisioterapia;
    • Terapia ocupacional;
    • Acompanhamento neurológico.

    O tratamento é individualizado.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Realizar pré-natal adequado;
    • Evitar exposição a infecções durante a gestação;
    • Vacinação antes da gravidez;
    • Evitar álcool e drogas;
    • Cuidados com higiene alimentar.

    Veja mais: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

    Perguntas frequentes sobre microcefalia

    1. Microcefalia tem cura?

    Não, mas o acompanhamento pode melhorar o desenvolvimento.

    2. Toda criança com microcefalia tem atraso?

    Não necessariamente. Depende da gravidade.

    3. Pode ser detectada na gravidez?

    Sim, em muitos casos.

    4. Zika vírus causa microcefalia?

    Sim, é uma das causas conhecidas.

    5. Pode levar a convulsões?

    Sim, em alguns casos.

    6. O tratamento é para sempre?

    O acompanhamento costuma ser contínuo.

    7. Quando procurar um médico?

    Durante o pré-natal e após o nascimento para avaliação adequada.

    Veja mais: Diferença entre dengue, zika e chikungunya

  • Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Manchas na pele que crescem aos poucos, coçam e assumem um formato arredondado costumam chamar atenção, e não é raro que sejam confundidas com alergias ou irritações comuns. No entanto, em muitos casos, essas lesões têm uma causa bem definida: infecção por fungos.

    Conhecida popularmente como impingem ou “tinha”, essa condição é bastante frequente e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de não ser grave, ela pode se espalhar pelo corpo e para outras pessoas se não for tratada corretamente.

    O que é a impingem

    A impingem, também chamada de dermatofitose, é uma infecção de pele causada por fungos que se alimentam da queratina presente na pele, cabelo e unhas.

    Esses fungos infectam a camada mais externa da pele, causando lesões bem específicas. Ela se caracteriza por lesões arredondadas, geralmente avermelhadas e com bordas mais elevadas, que podem coçar e se espalhar.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode persistir se não for tratada adequadamente. A infecção pode ocorrer em diversas partes do corpo, sendo mais comum em áreas expostas ou úmidas.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Lesões arredondadas ou em formato de anel;
    • Bordas avermelhadas e elevadas;
    • Centro mais claro;
    • Coceira;
    • Descamação da pele.

    As lesões podem aumentar de tamanho com o tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A impingem é contagiosa e pode ser transmitida de várias formas:

    • Contato direto com pele infectada;
    • Contato com animais infectados (como cães e gatos);
    • Uso de objetos contaminados (toalhas, roupas);
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes quentes e úmidos favorecem a transmissão.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sudorese excessiva;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Ambientes úmidos;
    • Contato com animais;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado no aspecto das lesões.

    Em alguns casos, pode ser confirmado por:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Como é feito o tratamento

    1. Tratamento tópico

    • Cremes antifúngicos;
    • Aplicação por algumas semanas.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos por via oral;
    • Indicado em casos mais extensos ou resistentes.

    3. Cuidados gerais

    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais.

    Impingem pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem ou o tratamento não for completo, pode haver recorrência.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter boa higiene da pele;
    • Evitar umidade prolongada;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Tratar animais infectados;
    • Usar roupas adequadas.

    Veja mais: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre impingem

    1. Impingem é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato direto ou indireto.

    2. Coça muito?

    Sim. A coceira é comum.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. Pode pegar de animais?

    Sim. Animais podem transmitir a infecção.

    6. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz na maioria dos casos.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões persistem, aumentam ou não melhoram com tratamento inicial.

    Leia também: Micose de unha: por que demora tanto para curar

  • Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Febre alta, dores no corpo e mal-estar podem parecer sintomas comuns de viroses conhecidas, como dengue ou gripe. No entanto, em regiões específicas do Brasil, esses sinais podem indicar uma doença muito mais grave e ainda pouco conhecida: a hantavirose.

    Transmitida exclusivamente por roedores, essa zoonose pode evoluir rapidamente para quadros severos, com comprometimento dos rins, dos pulmões e do coração, exigindo diagnóstico rápido e atendimento hospitalar especializado.

    O que é a hantavirose?

    A hantavirose é uma zoonose causada por vírus do gênero Ortohantavirus, tendo os roedores como única fonte de infecção. A doença pode provocar infecções nas meninges e no sistema nervoso, além de comprometer outros órgãos vitais.

    Existem duas principais formas clínicas da doença:

    • Febre hemorrágica com síndrome renal;
    • Síndrome cardiopulmonar do hantavírus.

    Desde sua identificação no Brasil, em 1993, a incidência da hantavirose vem aumentando, com maior concentração de casos na região Sul do país. A população mais acometida está entre 20 e 49 anos, sem distinção entre homens e mulheres.

    Principais sintomas

    A apresentação clínica da hantavirose varia conforme a forma da doença.

    Febre hemorrágica com síndrome renal

    Essa forma da doença é dividida em cinco fases clínicas:

    Fase febril

    Início súbito de febre alta, calafrios, enjoo, vômitos, dor de cabeça (frequentemente atrás dos olhos), dores no corpo e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e duram, em média, 7 dias.

    Fase hipotensiva

    Parte dos pacientes evolui para queda da pressão arterial, que pode variar de leve a grave, exigindo uso de medicamentos para estabilização. Também podem ocorrer sangramentos pela pele ou mucosas.

    Fase oligúrica

    Há piora da função renal, com redução do volume urinário e perda de proteínas pela urina. Em casos graves, pode ser necessária diálise.

    Fase diurética

    Com a recuperação dos rins, ocorre aumento do volume urinário e episódios de elevação da pressão arterial.

    Fase de convalescência

    Fase de recuperação gradual, com melhora progressiva dos sintomas.

    Síndrome cardiopulmonar do hantavírus

    Essa forma é a mais grave da doença.

    Inicialmente, surgem sintomas prodrômicos como:

    • Febre;
    • Dores no corpo;
    • Enjoo;
    • Diarreia.

    Após 3 a 6 dias, o quadro evolui para a fase cardiopulmonar, caracterizada por:

    • Infiltração de líquidos e proteínas nos pulmãos;
    • Falta de ar;
    • Tosse;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Queda da pressão arterial devido ao comprometimento do coração.

    Nos casos mais graves, há necessidade de intubação, evolução para choque e internação em UTI. O prognóstico desses casos é ruim, com alta taxa de mortalidade.

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico da hantavirose é feito por meio de testes sorológicos, que identificam o vírus ou os anticorpos produzidos pelo organismo.

    A suspeita clínica deve ser levantada em pacientes com:

    • Exposição a roedores;
    • Histórico ambiental de risco;
    • Sintomas compatíveis.

    Exames de sangue e urina são solicitados para avaliar a gravidade da doença e possíveis complicações, de acordo com a forma clínica apresentada.

    Atualmente, não existe tratamento específico para a hantavirose. O manejo é baseado em tratamento de suporte, que inclui:

    • Hidratação;
    • Medicamentos sintomáticos;
    • Antibióticos, quando há suspeita de pneumonia secundária;
    • Internação em UTI nos casos graves.

    Leia também:

    Diferença entre dengue, zika e chikungunya

    Perguntas frequentes sobre hantavirose

    1. A hantavirose é transmitida de pessoa para pessoa?

    De forma geral, não. No entanto, a cepa Andes do vírus pode ser transmitida entre pessoas.

    2. Os sintomas iniciais podem confundir com dengue?

    Sim. Na fase inicial, os sintomas são muito semelhantes.

    3. Toda pessoa infectada deve desenvolver a forma grave?

    Não. A evolução varia conforme a forma clínica e o organismo do paciente.

    4. Existe tratamento específico contra o vírus?

    Não. O tratamento é de suporte.

    5. A hantavirose pode levar à morte?

    Sim. Especialmente na forma cardiopulmonar, a mortalidade é elevada.

    5. Existe vacina para hantavírus

    Não. Até o momento não existe vacina contra o hantavírus.

    Veja mais:

    Dengue hemorrágica: quando os sintomas indicam alerta máximo