Categoria: Doenças

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  • Legionelose: a infecção que pode vir da água e do ar-condicionado 

    Legionelose: a infecção que pode vir da água e do ar-condicionado 

    Embora muitas infecções respiratórias sejam associadas ao contato direto entre pessoas, algumas têm origem em fontes menos óbvia, como sistemas de água e ambientes artificiais. A legionelose é um exemplo disso: uma doença que pode surgir a partir da inalação de gotículas contaminadas presentes no ar.

    Apesar de não ser tão conhecida pelo público, a condição pode variar desde quadros leves até uma pneumonia grave. Entender como a bactéria se prolifera e quais são os sinais de alerta é essencial, especialmente em ambientes coletivos ou com sistemas de água compartilhados.

    O que é a legionelose

    A legionelose é uma infecção causada pela bactéria Legionella pneumophila, que pode provocar desde quadros leves até uma forma grave de pneumonia, conhecida como doença dos legionários.

    Essa bactéria é encontrada em ambientes aquáticos e pode se multiplicar em sistemas artificiais de água, como caixas d’água, chuveiros e sistemas de ar-condicionado.

    A infecção ocorre principalmente pela inalação de gotículas contaminadas, e não pelo consumo de água.

    A legionelose pode se apresentar de duas formas principais.

    1. Doença dos legionários

    • Forma mais grave;
    • Causa pneumonia;
    • Pode exigir internação.

    2. Febre de Pontiac

    • Forma mais leve;
    • Sem pneumonia;
    • Sintomas semelhantes aos de gripe.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão ocorre pela inalação de partículas de água contaminadas.

    As principais fontes são:

    • Sistemas de ar-condicionado;
    • Torres de resfriamento;
    • Chuveiros;
    • Banheiras de hidromassagem;
    • Sistemas de água mal mantidos.

    É importante lembrar que não há transmissão de pessoa para pessoa.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme a forma da doença.

    Doença dos legionários:

    • Febre alta;
    • Tosse;
    • Falta de ar;
    • Dor no peito;
    • Fadiga;
    • Em alguns casos, sintomas gastrointestinais.

    Febre de Pontiac:

    • Febre;
    • Dor muscular;
    • Mal-estar;
    • Sem comprometimento pulmonar.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Idosos;
    • Fumantes;
    • Pessoas com doenças pulmonares;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas com doenças crônicas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Exames laboratoriais;
    • Teste de antígeno urinário;
    • Exames de imagem, como radiografia de tórax.

    A identificação precoce é importante para o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve o uso de antibióticos específicos. As principais medidas são:

    • Antibióticos apropriados;
    • Suporte clínico, quando necessário;
    • Internação em casos mais graves.

    O tratamento precoce melhora o prognóstico.

    Como prevenir a legionelose

    A prevenção está relacionada ao controle da qualidade da água.

    Medidas importantes sãoão:

    • Manutenção adequada de sistemas de água;
    • Limpeza de caixas d’água;
    • Controle de sistemas de ar-condicionado;
    • Monitoramento de ambientes de risco.

    Legionelose é grave?

    Pode ser. A forma grave (doença dos legionários) pode levar a complicações, especialmente em grupos de risco. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais.

    Leia também:

    Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre legionelose

    1. Legionelose é contagiosa?

    Não. Não é transmitida entre pessoas.

    2. Pode causar pneumonia?

    Sim. A doença dos legionários é uma forma de pneumonia.

    3. Água contaminada sempre causa doença?

    Não necessariamente. Depende da exposição e da pessoa.

    4. Precisa de antibiótico?

    Sim. O tratamento envolve antibióticos específicos.

    5. Pode ser grave?

    Sim, especialmente em pessoas de risco.

    6. Como evitar?

    Com manutenção adequada de sistemas de água.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar sintomas respiratórios associados a febre.

    Veja mais:

    7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

  • Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Receber a notícia de que uma cirurgia será feita com anestesia geral costuma disparar uma série de medos. O principal deles é o receio de dormir e não acordar mais. A partir daí, surgem outras preocupações, como medo de acordar durante o procedimento ou de ter alguma reação grave aos medicamentos.

    Esses receios são compreensíveis, mas nem sempre correspondem ao que acontece na prática. Hoje, a anestesia geral é considerada muito segura, especialmente quando há avaliação pré-operatória adequada, revisão do histórico do paciente e monitorização contínua durante todo o procedimento.

    Isso não significa que seja isenta de riscos, mas significa que ela é feita com protocolos, equipamentos e acompanhamento altamente estruturados.

    O que é anestesia geral?

    A anestesia geral é um estado induzido por medicamentos que provoca inconsciência, ausência de dor e, em muitas cirurgias, relaxamento muscular. Em outras palavras, não é apenas dormir. É um controle médico do nível de consciência e das respostas do corpo para que o procedimento aconteça com segurança e sem sofrimento.

    Dependendo da cirurgia, a anestesia pode envolver medicamentos aplicados na veia, medicamentos inalatórios ou uma combinação dos dois. O anestesiologista ajusta essa estratégia conforme o tipo de procedimento, o tempo de cirurgia, a condição clínica do paciente e outras variáveis importantes.

    O que acontece no corpo durante a anestesia?

    Durante a anestesia geral, o cérebro deixa de perceber a dor e perde a consciência de forma reversível. Ao mesmo tempo, o médico anestesista monitora e, quando necessário, ajuda em funções como respiração, pressão arterial e frequência cardíaca. Isso é uma parte essencial do processo.

    Em muitas cirurgias, um tubo ou outro dispositivo é usado para ajudar na via aérea e na ventilação. Isso pode parecer assustador quando descrito antes, mas faz parte justamente da segurança do procedimento.

    A anestesia, portanto, é um acompanhamento ativo do organismo do começo ao fim.

    Então a anestesia geral é segura?

    Sim. Hoje, ela é considerada muito segura na grande maioria dos pacientes. Os serviços de anestesia usam equipamentos de monitorização, protocolos de segurança e avaliação pré-operatória para reduzir riscos.

    Problemas graves existem, mas são incomuns. Hospitais e serviços bem estruturados trabalham justamente para identificar risco antes, durante e depois da cirurgia.

    Isso também ajuda a explicar por que o medo de não acordar costuma ser maior do que o risco real na maioria dos casos. O risco anestésico não depende só da anestesia em si, mas do estado clínico da pessoa, da cirurgia proposta e das doenças associadas.

    Quais efeitos são mais comuns depois da anestesia?

    Os efeitos mais frequentes costumam ser leves e passageiros. Náusea, vômito, dor de garganta, sonolência, confusão momentânea e calafrios podem acontecer no pós-operatório, mas tendem a ser monitorados e tratados pela equipe.

    A confusão ao acordar, por exemplo, pode ser temporária. Em idosos, esse período pode ser um pouco mais delicado, e por isso a equipe costuma observar o despertar com atenção redobrada.

    Quais riscos realmente existem?

    Complicações sérias existem, mas são incomuns. Entre elas, estão reação alérgica importante a algum medicamento, dificuldade respiratória, lesões em dentes ou boca causadas pelo manejo da via aérea, e, mais raramente, complicações específicas como hipertermia maligna em pessoas suscetíveis.

    Isso não significa que toda pessoa precise se preocupar intensamente com esses eventos, e sim que o médico anestesista trabalha para preveni-los, reconhecê-los cedo e tratá-los rapidamente se ocorrerem. Segurança em anestesia envolve justamente prever risco e agir antes que ele vire problema.

    Quem costuma ter risco maior?

    O risco tende a ser maior em pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, história recente de AVC, uso intenso de álcool ou múltiplos medicamentos, entre outros fatores clínicos. Idade avançada, isoladamente, não é o único problema; a saúde geral e a presença de comorbidades pesam bastante na avaliação.

    É por isso que a consulta pré-anestésica é tão importante. Nela, a equipe revisa doenças, medicações, alergias, cirurgias anteriores, hábitos de saúde e exames. Quanto mais informação correta, melhor a preparação.

    Dá para acordar no meio da cirurgia?

    Esse é um dos medos mais famosos, mas é raro. O chamado awareness, ou percepção intraoperatória, é incomum, e o monitoramento anestésico existe justamente para manter a profundidade adequada da anestesia.

    Como reduzir riscos antes da cirurgia?

    Aqui entram medidas simples, mas muito importantes. Contar à equipe sobre medicamentos em uso, uso de álcool, doenças prévias, alergias e reações anteriores à anestesia faz diferença real. Seguir o jejum prescrito e as orientações médicas também é parte da segurança.

    Pessoas que usam medicamentos agonistas do GLP-1, que retardam o esvaziamento gástrico, precisam seguir as orientações de suspensão do medicamento de acordo com a orientação médica e jamais esconder essa informação do cirurgião e anestesista.

    O paciente não precisa controlar a anestesia, mas pode colaborar muito com a segurança sendo honesto, atento e seguindo as recomendações.

    Preciso ter medo?

    Medo e respeito são coisas diferentes. É razoável ter receio de algo desconhecido, mas a anestesia geral não deve ser vista como um evento misterioso ou inevitavelmente perigoso. Ela é uma prática médica altamente estudada, monitorada e aprimorada há décadas.

    A melhor forma de lidar com esse medo costuma ser conversar com a equipe, esclarecer dúvidas e entender que a anestesia faz parte do cuidado.

    Confira:

    Checklist cardíaco antes da cirurgia: veja como garantir uma operação mais segura

    Perguntas frequentes sobre anestesia geral

    1. Anestesia geral é segura?

    Sim, na maioria dos casos ela é considerada muito segura, com monitorização contínua.

    2. Posso não acordar da anestesia?

    Esse medo é comum, mas eventos fatais diretamente ligados à anestesia são muito raros.

    3. É normal ficar confuso ao acordar?

    Sim, uma confusão breve pode ocorrer, especialmente em idosos.

    4. Náusea depois da anestesia é comum?

    Sim, náusea e vômito estão entre os efeitos mais frequentes do pós-operatório.

    5. Vou sentir dor durante a cirurgia?

    Não. A anestesia geral é feita justamente para impedir dor e consciência durante o procedimento.

    6. Acordar no meio da cirurgia pode acontecer?

    É raro que isso aconteça.

    7. O que mais aumenta o risco anestésico?

    Doenças prévias, uso de certos medicamentos, problemas cardíacos e pulmonares, entre outros fatores clínicos.

    Veja mais:

    Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

  • Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento 

    Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento 

    Uma dor persistente no baixo ventre, que piora após passar muito tempo em pé ou logo após o contato íntimo, é um dos principais sintomas da síndrome de congestão pélvica. A condição, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 45 anos, acontece devido ao surgimento de varizes nas veias próximas ao útero e aos ovários.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender por que a condição acontece, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis. Confira!

    O que é a síndrome da congestão pélvica?

    A síndrome da congestão pélvica é uma condição causada pela dilatação das veias na região da pelve, especialmente ao redor do útero e dos ovários. As veias ficam dilatadas e passam a acumular sangue, o que dificulta a circulação adequada na região pélvica, um quadro semelhante ao das varizes nas pernas, segundo Andreia.

    Como consequência, ocorre uma sensação de peso, pressão ou dor na parte inferior do abdômen, que pode se tornar crônica em alguns casos. A dor costuma piorar ao longo do dia, após longos períodos em pé ou durante e após a relação sexual.

    Além da dor, algumas mulheres podem apresentar cólicas mais intensas, piora dos sintomas no período pré-menstrual e alterações no funcionamento do intestino ou da bexiga. Em certos casos, também podem surgir varizes visíveis na região da vulva ou da vagina, que funcionam como um sinal de que as veias internas estão comprometidas.

    O que causa a condição?

    A síndrome da congestão pélvica acontece quando há uma dificuldade no retorno do sangue pelas veias da região pélvica. Como consequência, as veias se dilatam, acumulam sangue e formam um quadro semelhante aos das varizes.

    Segundo Andreia, alguns fatores podem favorecer o desenvolvimento da condição, como:

    • Gravidez: o aumento do volume do útero comprime as veias da pelve e dificulta a circulação, além de haver um aumento do volume sanguíneo no corpo;
    • Uso de estrogênio: o hormônio tem efeito vasodilatador, o que pode contribuir para a dilatação das veias ao longo do tempo;
    • Alterações anatômicas: algumas mulheres já têm uma predisposição a uma maior fragilidade ou dilatação das veias;
    • Presença de miomas ou outras massas pélvicas: podem comprimir as veias e dificultar o retorno venoso.

    Como diferenciar a congestão pélvica e a endometriose?

    A congestão pélvica e a endometriose são condições diferentes, mas que podem causar sintomas bastante parecidos, como dor pélvica crônica, desconforto abdominal, piora no período menstrual e dor durante a relação sexual.

    Para diferenciar, é preciso observar atentamente o tipo da dor e os momentos em que ela se manifesta, já que as causas são completamente diferentes:

    • Na endometriose: a dor é normalmente uma cólica aguda e intensa, tendo ligação muito forte com o ciclo menstrual, tornando-se quase insuportável nos dias que antecedem ou durante a menstruação. Na relação sexual, ela costuma ocorrer durante a penetração (dor profunda), causada pelo toque em regiões inflamadas ou com focos da doença;
    • Na congestão pélvica: a dor é descrita como um peso ou pressão. Ela tende a piorar ao longo do dia (devido à gravidade) e após a pessoa passar muito tempo em pé, mas costuma aliviar ao deitar ou elevar as pernas. A dor é mais comum depois da relação sexual, podendo durar horas ou até o dia seguinte.

    Como os sintomas são parecidos, muitas mulheres levam anos para descobrir qual das duas condições possuem e, em alguns casos, é possível ter as duas simultaneamente. Por isso, é necessário a avaliação de um ginecologista.

    Sintomas da síndrome da congestão pélvica

    De acordo com Andreia, em muitos casos a síndrome pode não causar nenhum sintoma e acaba sendo descoberta apenas em exames. No entanto, quando os sinais aparecem, eles costumam incluir:

    • Dor pélvica crônica, que pode piorar ao longo do dia;
    • Sensação de peso no baixo ventre, com pressão constante (semelhante à sensação de varizes nas pernas);
    • Dor após o contato íntimo, que pode surgir ou se intensificar e durar horas;
    • Surgimento de varizes (veias dilatadas) na região da vulva, nádegas ou na parte superior das coxas;
    • Aumento do fluxo sanguíneo ou períodos menstruais mais dolorosos do que o habitual;
    • Sensação de necessidade frequente de urinar, causada pela pressão das veias dilatadas sobre a bexiga.

    Os sintomas podem se intensificar durante a gravidez ou no período pré-menstrual, devido às flutuações hormonais que dilatam ainda mais os vasos sanguíneos.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da síndrome da congestão pélvica é feito a partir de uma avaliação detalhada, em que o médico analisa o histórico da paciente e as características da dor. Em seguida, o principal exame solicitado é o ultrassom transvaginal com Doppler, que permite avaliar o fluxo de sangue nas veias da pelve e identificar possíveis dilatações.

    Em alguns casos, Andreia esclarece que outros exames podem ser indicados para complementar a investigação:

    • Angiotomografia;
    • Angiorressonância;
    • Flebografia pélvica (mais invasiva e indicada em situações específicas).

    Nem todo ultrassom comum consegue identificar a condição, então o uso do Doppler e a experiência do profissional fazem diferença para um diagnóstico mais preciso.

    Como os sintomas podem se confundir com os de endometriose, síndrome do intestino irritável e doença inflamatória pélvica, é importante descartar outras causas antes de confirmar o diagnóstico.

    Tratamento da síndrome da congestão pélvica

    O tratamento da síndrome da congestão pélvica é individualizado, dependendo da intensidade dos sintomas e das causas identificadas. Segundo a Andreia, as abordagens podem incluir:

    • Acompanhamento clínico para casos leves, onde o desconforto é esporádico e não interfere significativamente na rotina;
    • O uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que ajudam a aliviar a dor durante as crises. Além disso, podem ser prescritos medicamentos hormonais para reduzir a dilatação das veias;
    • Em alguns casos, o médico pode recomendar o ajuste, redução ou suspensão do uso de estrogênio, já que o hormônio favorece a dilatação dos vasos.

    Quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, podem ser indicados procedimentos específicos, como a embolização das veias pélvicas. É um procedimento minimamente invasivo, realizado com um cateter, que bloqueia as veias dilatadas para melhorar a circulação e reduzir os sintomas.

    Em situações mais raras e complexas, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para ligar ou remover as veias afetadas, ou até mesmo a retirada do útero (histerectomia) em casos extremos onde outros tratamentos não surtiram efeito.

    Congestão pélvica tem cura?

    A síndrome da congestão pélvica não tem cura definitiva e, na maioria das vezes, o foco é o controle dos sintomas, já que o sistema vascular já foi afetado. Mesmo assim, Andreia aponta que é possível ter uma melhora significativa da qualidade de vida com o acompanhamento adequado.

    Quando a dor pélvica deve ser investigada com mais atenção?

    A dor pélvica deve ser investigada com mais atenção nas seguintes situações:

    • A dor é persistente ou crônica;
    • A dor interfere nas atividades do dia a dia e compromete a qualidade de vida;
    • Há associação com sintomas urinários ou intestinais, como dor ao urinar, alteração no hábito intestinal ou desconforto abdominal;
    • Existe dor durante ou após a relação sexual;
    • Há presença de sangramento genital fora do período menstrual ou com características diferentes do habitual;
    • São observadas varizes na região íntima, como na vulva ou na vagina.

    Muitas vezes, a mulher acredita que sentir dor na região pélvica é normal ou parte do ciclo menstrual. No entanto, a investigação precoce ajuda a diferenciar a síndrome da congestão pélvica de outros problemas sérios, como a endometriose, miomas ou até problemas inflamatórios intestinais.

    Confira: Parou o anticoncepcional? Veja 8 mudanças que podem acontecer no seu corpo

    Perguntas frequentes

    1. A síndrome da congestão pélvica pode causar infertilidade?

    Não diretamente. Ela não impede a concepção, mas a dor intensa pode dificultar a frequência das relações sexuais.

    2. Por que a dor piora ao ficar em pé?

    Porque a gravidade dificulta o retorno do sangue pelas veias dilatadas, aumentando a pressão e o represamento na região pélvica.

    3. Como diferenciar a congestão pélvica de uma cólica menstrual comum?

    A dor da congestão pélvica é um “peso” constante que melhora ao deitar, enquanto a cólica menstrual é aguda e ligada estritamente aos dias do período.

    4. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o primeiro contato, mas o diagnóstico e tratamento definitivo muitas vezes envolvem o cirurgião vascular.

    5. A síndrome pode voltar após o tratamento?

    A taxa de sucesso da embolização é alta, mas como em qualquer problema vascular, novas veias podem se dilatar com o tempo em pessoas com forte predisposição.

    6. Alimentos específicos ajudam a melhorar a circulação pélvica?

    Alimentos anti-inflamatórios (como cúrcuma e ômega-3) e ricos em fibras (para evitar a prisão de ventre, que aumenta a pressão abdominal) podem auxiliar indiretamente no conforto pélvico.

    7. Quem tem a síndrome pode fazer musculação?

    Pode, mas com cautela. Exercícios que exigem muita força abdominal ou “manobra de valsalva” (prender a respiração para fazer força) podem aumentar a pressão nas veias pélvicas. O ideal é o acompanhamento profissional.

    8. Qual a idade mais comum para o surgimento do problema?

    Acomete principalmente mulheres entre os 20 e 45 anos, especialmente aquelas que já tiveram mais de uma gestação. É rara após a menopausa.

    Leia mais: Endometrioma: o que é, sintomas, qual o tratamento e se pode engravidar

  • Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    O nome pode não ser tão conhecido quanto sífilis, gonorreia ou herpes genital, mas o cancro mole, também chamado de cancroide, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que merece atenção. Ele costuma se manifestar com feridas dolorosas na região genital e pode ser confundido com outras ISTs, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.

    Apesar de ser menos frequente do que outras infecções sexualmente transmissíveis, isso não significa que deva ser ignorado. O cancro mole precisa ser tratado corretamente, tanto para aliviar os sintomas quanto para reduzir o risco de transmissão e complicações, incluindo aumento da vulnerabilidade ao HIV.

    O que é cancro mole?

    O cancro mole é uma IST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. Trata-se de uma infecção ulcerativa que pode provocar feridas dolorosas na região genital. A úlcera está frequentemente associada a aumento doloroso dos gânglios da virilha.

    Diferentemente da sífilis, que costuma começar com uma ferida endurecida e geralmente indolor, o cancro mole tende a causar lesões dolorosas, de fundo sujo, bordas irregulares e maior inflamação local. Justamente por isso, ele entra no grupo das ISTs ulcerativas que precisam de avaliação médica cuidadosa para diferenciar uma condição da outra.

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão acontece principalmente por contato sexual sem proteção, quando há contato direto com as lesões ou secreções infectadas. Como as feridas concentram a bactéria, a relação sexual vaginal, anal ou oral sem preservativo aumenta o risco de contágio.

    A prevenção segue a lógica das demais ISTs. As medidas mais importantes são:

    • Uso de preservativo em todas as relações sexuais;
    • Procura por atendimento ao notar feridas, dor ou ínguas na virilha;
    • Evitar relações sexuais enquanto houver lesões ativas;
    • Testagem e avaliação para outras ISTs associadas;
    • Comunicação ao parceiro sexual para que ele também seja orientado e tratado, se necessário.

    Quais são os sintomas do cancro mole?

    O sinal mais característico é o aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas na região genital. Também podem surgir nódulos ou ínguas na virilha, que às vezes evoluem para inflamação importante.

    Em geral, os sintomas podem ser:

    • Pequenas lesões que evoluem rapidamente para úlceras dolorosas;
    • Feridas com bordas irregulares e base mole;
    • Dor ao toque ou durante a relação sexual;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Inflamação local intensa.

    Uma dificuldade importante é que outras ISTs também podem causar feridas genitais. Por isso, a pessoa não deve tentar adivinhar o diagnóstico só pela aparência da lesão. O exame clínico e, quando possível, a investigação complementar ajudam a direcionar o tratamento correto.

    Por que o cancro mole merece atenção?

    Além da dor e do desconforto, o cancro mole pode facilitar a transmissão e a aquisição do HIV. Isso acontece porque as úlceras rompem a barreira de proteção da pele e da mucosa, favorecendo a entrada de outros agentes infecciosos. O NIH descreve as úlceras genitais como cofator importante na transmissão do HIV.

    Sem tratamento, o quadro também pode evoluir com inflamação importante dos gânglios da virilha, cicatrizes e maior desconforto local. Ou seja, não é uma infecção que vale a pena esperar passar sozinha.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do cancro mole costuma ser clínico, ou seja, baseado na avaliação das lesões, da dor, da presença de ínguas e na exclusão de outras causas de úlcera genital.

    O diagnóstico definitivo é desafiador porque os testes laboratoriais não são amplamente disponíveis, o que torna a avaliação médica ainda mais importante.

    Na prática, o profissional de saúde costuma considerar o conjunto de fatores:

    • Presença de uma ou mais úlceras genitais dolorosas;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Ausência de evidência de sífilis em fase inicial;
    • Ausência de sinais típicos de herpes genital.

    Como é o tratamento?

    O tratamento é feito com antibióticos e costuma ter boa resposta quando iniciado corretamente. Quando bem-sucedido, o tratamento cura a infecção, melhora os sintomas e ajuda a interromper a transmissão.

    O tratamento não deve ser feito por conta própria, porque a escolha do antibiótico depende do quadro clínico e da suspeita diagnóstica. Além disso, como úlceras genitais podem ter outras causas, o uso aleatório de remédios pode mascarar sinais importantes.

    Como se prevenir?

    A prevenção do cancro mole passa pelas mesmas estratégias centrais de prevenção das ISTs. O uso consistente de preservativo reduz o risco, assim como a busca por atendimento diante de sintomas e o tratamento correto dos parceiros quando indicado.

    Também é importante lembrar que ter uma IST aumenta a chance de ter outras. Por isso, a consulta é uma oportunidade para conversar sobre testagem, vacinação quando aplicável e práticas sexuais mais seguras.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver ferida dolorosa na região genital, dor importante durante o contato íntimo, secreção associada ou ínguas dolorosas na virilha. Quanto antes o quadro for avaliado, mais rápido o tratamento pode começar e menor tende a ser o risco de complicações e transmissão.

    Leia mais:

    Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

    Perguntas frequentes sobre cancro mole

    1. Cancro mole é a mesma coisa que sífilis?

    Não. Embora ambos possam causar feridas genitais, o cancro mole costuma provocar lesões dolorosas, enquanto a ferida inicial da sífilis geralmente é indolor.

    2. Cancro mole tem cura?

    Sim. O tratamento antibiótico costuma curar a infecção.

    3. Toda ferida genital dolorosa é cancro mole?

    Não. Outras ISTs, como herpes genital, também podem causar feridas dolorosas.

    4. Preciso avisar meu parceiro?

    Sim. Parceiros sexuais devem ser avaliados e orientados.

    5. O cancro mole aumenta risco de HIV?

    Sim. Úlceras genitais facilitam transmissão e aquisição do HIV.

    6. Posso esperar a ferida sumir sozinha?

    Não é o ideal. O quadro deve ser avaliado e tratado.

    7. Preservativo ajuda a prevenir?

    Sim, ele reduz o risco de transmissão de ISTs, inclusive do cancro mole.

    Veja também:

    Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

  • Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma 

    Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma 

    A visão costuma ser algo que só ganha atenção quando começa a falhar, e, no caso de algumas doenças oculares, isso pode acontecer tarde demais. O glaucoma é um exemplo clássico: uma condição silenciosa, que evolui aos poucos e pode comprometer de forma definitiva a capacidade de enxergar.

    Por não causar sintomas nas fases iniciais na maioria dos casos, o glaucoma frequentemente passa despercebido até que a perda visual já esteja instalada. Por isso, entender como a doença funciona e a importância do diagnóstico precoce é muito importante para preservar a visão ao longo da vida.

    O que é o glaucoma

    O glaucoma é um grupo de doenças que afetam o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro.

    Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao aumento da pressão intraocular, que danifica lentamente esse nervo.

    Com o tempo, esse dano pode comprometer a visão de forma progressiva. Essa condição, inclusive, é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, especialmente quando não diagnosticada e tratada precocemente.

    Um dos principais desafios do glaucoma é que, em muitos casos, ele não causa sintomas nas fases iniciais e evolui de forma silenciosa.

    Principais tipos de glaucoma

    Existem diferentes tipos de glaucoma.

    1. Glaucoma de ângulo aberto

    Forma mais comum. Tem evolução lenta e silenciosa e geralmente não dá sintomas nos estágios iniciais.

    2. Glaucoma de ângulo fechado

    • Menos comum;
    • Pode surgir de forma súbita;
    • Considerado uma emergência médica.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme o tipo de glaucoma.

    Glaucoma de ângulo aberto

    • Geralmente não apresenta sintomas no início;
    • Perda progressiva da visão periférica.

    Glaucoma de ângulo fechado

    • Dor intensa no olho;
    • Visão borrada;
    • Náuseas e vômitos;
    • Vermelhidão ocular.

    Por que o glaucoma acontece

    O glaucoma está relacionado ao aumento da pressão intraocular ou à maior sensibilidade do nervo óptico.

    Entre os fatores associados estão:

    • Dificuldade na drenagem do líquido dentro do olho;
    • Predisposição genética;
    • Idade avançada;
    • Uso prolongado de corticoides.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 40 anos;
    • Histórico familiar de glaucoma;
    • Pressão ocular elevada;
    • Doenças como diabetes;
    • Uso prolongado de corticoides.

    Consequências do glaucoma não tratado

    O glaucoma pode causar danos progressivos e irreversíveis.

    As principais consequências são:

    • Perda da visão periférica (visão em “túnel”);
    • Dificuldade para enxergar à noite;
    • Comprometimento progressivo da visão central;
    • Cegueira irreversível, em estágios avançados.

    Como o dano ao nervo óptico não pode ser revertido, o tratamento tem como objetivo evitar a progressão da doença.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação oftalmológica.

    Os principais exames incluem:

    • Medição da pressão intraocular;
    • Avaliação do nervo óptico;
    • Exames de campo visual;
    • Exames de imagem do olho.

    A detecção precoce é fundamental para preservar a visão.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo reduzir a pressão ocular e proteger o nervo óptico.

    As principais opções são:

    • Colírios, que diminuem a pressão intraocular;
    • Procedimentos a laser;
    • Cirurgia, em casos mais avançados.

    O tratamento costuma ser contínuo.

    Como prevenir a perda de visão

    A principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce.

    Recomenda-se:

    • Consultas regulares com oftalmologista;
    • Avaliação da pressão ocular;
    • Acompanhamento em pessoas com fatores de risco.

    Leia mais:

    Olhos vermelhos: o que pode ser e quando ir ao médico

    Perguntas frequentes sobre glaucoma

    1. Glaucoma tem cura?

    Não. Mas pode ser controlado.

    2. Pode causar cegueira?

    Sim, especialmente se não tratado.

    3. Dói?

    Na maioria dos casos, não. Exceto no tipo agudo.

    4. A perda de visão pode ser revertida?

    Não. O dano é irreversível.

    5. Precisa usar colírio para sempre?

    Na maioria dos casos, sim.

    6. Quem deve fazer exame?

    Principalmente pessoas acima de 40 anos ou com fatores de risco.

    7. Quando procurar um médico?

    Para avaliação regular ou diante de sintomas oculares.

    Veja também:

    Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • H. pylori: saiba mais sobre a bactéria comum que pode causar gastrite e úlceras 

    H. pylori: saiba mais sobre a bactéria comum que pode causar gastrite e úlceras 

    A infecção por Helicobacter pylori é uma das mais comuns no mundo, e, muitas vezes, passa despercebida por anos. Presente no estômago de milhões de pessoas, essa bactéria pode não causar sintomas em boa parte dos casos, mas também está associada a condições importantes, como gastrite, úlceras e até câncer gástrico.

    Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais relevância com mudanças importantes nas recomendações de tratamento, principalmente por causa da resistência crescente aos antibióticos. Entenda os sintomas e o que fazer para tratar essa condição.

    O que é a H. pylori

    A H. pylori (Helicobacter pylori) é uma bactéria que infecta o estômago e está associada a doenças como gastrite, úlceras e aumento do risco de câncer gástrico.

    Ela é bastante comum, e muitas pessoas convivem com a infecção sem apresentar sintomas. No entanto, quando há manifestação clínica, o tratamento é importante para evitar complicações.

    Nos últimos anos, houve mudanças importantes nas recomendações de tratamento, principalmente devido ao aumento da resistência bacteriana aos antibióticos.

    Para entender melhor, a Helicobacter pylori é uma bactéria adaptada ao ambiente ácido do estômago. Ela se instala na mucosa gástrica e provoca inflamação crônica, podendo levar a:

    • Gastrite;
    • Úlcera gástrica ou duodenal;
    • Alterações que aumentam o risco de câncer.

    Como ocorre a transmissão

    A infecção geralmente ocorre na infância e pode persistir por anos.

    As principais formas de transmissão são:

    • Contato com saliva contaminada;
    • Consumo de água ou alimentos contaminados;
    • Condições inadequadas de higiene;
    • Contato próximo entre pessoas.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas são assintomáticas. Quando presentes, os sintomas costumam ser:

    • Dor ou queimação no estômago;
    • Sensação de estufamento;
    • Náuseas;
    • Azia;
    • Desconforto após as refeições.

    Em casos mais graves, pode haver úlcera.

    Quais problemas a H. pylori pode causar

    A infecção pode levar a:

    • Gastrite crônica;
    • Úlcera gástrica ou duodenal;
    • Maior risco de câncer de estômago;
    • Linfoma gástrico (raro).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Teste respiratório;
    • Exame de fezes;
    • Endoscopia com biópsia.

    Após o tratamento, é importante confirmar a erradicação.

    Atualizações no tratamento da H. pylori

    O tratamento da H. pylori mudou nos últimos anos devido ao aumento da resistência aos antibióticos.

    1. Terapia quádrupla como primeira linha

    Atualmente, muitos consensos recomendam a terapia quádrupla como primeira escolha.

    Ela inclui:

    • Inibidor de bomba de prótons (para reduzir acidez);
    • Dois antibióticos;
    • Substâncias como bismuto, quando disponível.

    Essa estratégia aumenta a taxa de erradicação.

    2. Evitar esquemas com baixa eficácia

    Esquemas antigos, como a terapia tripla clássica, têm menor eficácia em regiões com alta resistência bacteriana.

    Por isso, seu uso vem sendo reduzido em muitos cenários.

    3. Importância da adesão ao tratamento

    O sucesso do tratamento depende de:

    • Uso correto dos medicamentos;
    • Cumprimento do tempo recomendado (geralmente 10 a 14 dias).

    Falhas no tratamento podem levar à persistência da infecção.

    4. Teste de cura após tratamento

    As diretrizes atuais reforçam a necessidade de confirmar a erradicação. Isso pode ser feito com:

    • Teste respiratório;
    • Exame de fezes.

    Esse passo é essencial para garantir o sucesso do tratamento.

    5. Tratamentos de resgate

    Quando o tratamento inicial falha:

    • Novos esquemas antibióticos podem ser utilizados;
    • A escolha depende de tratamentos prévios e resistência local.

    H. pylori sempre precisa de tratamento?

    Nem todos os casos precisam de tratamento imediato. A indicação depende de:

    • Presença de sintomas;
    • Úlceras;
    • Histórico familiar de câncer gástrico;
    • Achados em exames.

    Como prevenir a infecção

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Lavar bem as mãos;
    • Consumir água tratada;
    • Manter boas condições de higiene;
    • Evitar compartilhamento de utensílios em ambientes de risco.

    Confira:

    Gastrite nervosa: o que é, sintomas e como aliviar

    Perguntas frequentes sobre H. pylori

    1. H. pylori é comum?

    Sim. É uma das infecções mais comuns no mundo.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Tem cura?

    Sim. O tratamento adequado pode eliminar a bactéria.

    4. Por que o tratamento mudou?

    Devido ao aumento da resistência aos antibióticos.

    5. Precisa repetir exames depois?

    Sim. É importante confirmar a erradicação.

    6. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim, embora não seja comum.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver sintomas digestivos persistentes ou diagnóstico confirmado da infecção.

    Veja mais:

    9 sintomas mais comuns de gastrite (e quando procurar um médico)

  • Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Coceira persistente entre os dedos dos pés, descamação e até pequenas rachaduras na pele são sinais que muita gente já experimentou, especialmente em dias quentes ou após longos períodos com calçados fechados. Embora pareça algo simples, esse desconforto pode indicar uma infecção bastante comum: a frieira.

    Conhecida popularmente como frieira ou pé de atleta, essa condição está diretamente relacionada à umidade e ao ambiente propício para a proliferação de fungos. É importante entender como ela surge e como tratar corretamente para evitar recorrências e complicações.

    O que é a frieira

    A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma infecção causada por fungos que afeta principalmente a pele dos pés, especialmente entre os dedos.

    Essa condição é bastante comum e costuma ocorrer em ambientes quentes e úmidos, favorecendo a proliferação dos fungos.

    Embora não seja uma doença grave, pode causar bastante desconforto, com coceira, descamação e, em alguns casos, fissuras dolorosas na pele.

    Os fungos dermatófitos que causam a frieira costumam se desenvolver em áreas úmidas, como:

    • Entre os dedos dos pés;
    • Solas dos pés;
    • Laterais dos pés.

    A infecção pode se espalhar se não for tratada adequadamente.

    Principais sintomas

    Os sintomas da frieira são característicos e geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Coceira intensa;
    • Descamação da pele;
    • Vermelhidão;
    • Fissuras ou rachaduras;
    • Sensação de ardor.

    Em alguns casos, pode haver mau cheiro ou dor.

    Por que a frieira acontece

    A infecção ocorre quando fungos encontram condições favoráveis para crescer.

    Entre os principais fatores estão:

    • Umidade nos pés;
    • Uso de calçados fechados por longos períodos;
    • Sudorese excessiva;
    • Falta de ventilação na região;
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes como vestiários, piscinas e academias são locais comuns de transmissão.

    Como ocorre a transmissão

    A frieira pode ser adquirida por contato direto ou indireto com fungos.

    As formas mais comuns são:

    • Andar descalço em locais úmidos compartilhados;
    • Uso de toalhas ou calçados contaminados;
    • Contato com superfícies infectadas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Algumas pessoas têm maior risco de desenvolver frieira:

    • Pessoas que usam sapatos fechados por longos períodos;
    • Atletas;
    • Pessoas com sudorese excessiva;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas com diabetes.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da frieira costuma ser simples e eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos tópicos, como cremes ou sprays;
    • Em casos mais extensos, antifúngicos orais;
    • Cuidados com higiene e secagem dos pés.

    O tratamento deve ser mantido pelo tempo recomendado, mesmo após melhora dos sintomas.

    Como prevenir a frieira

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter os pés secos, especialmente entre os dedos;
    • Usar calçados ventilados;
    • Trocar meias diariamente;
    • Evitar andar descalço em locais públicos úmidos;
    • Não compartilhar toalhas ou calçados.

    Leia também:

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Perguntas frequentes sobre frieira

    1. Frieira é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com superfícies contaminadas.

    2. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento evita piora e disseminação.

    3. Pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem, pode haver recorrência.

    4. Coça muito?

    Sim. A coceira é um dos principais sintomas.

    5. Pode dar mau cheiro?

    Sim, especialmente em casos mais avançados.

    6. Antifúngico resolve?

    Sim. É o tratamento principal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando não há melhora com tratamento inicial ou quando a infecção é extensa.

    Veja mais:

    Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca?

  • Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Pequenas bolinhas na pele, muitas vezes com vermelhidão ou pus, costumam gerar dúvida, especialmente quando aparecem de forma repentina ou em áreas sensíveis. Para algumas pessoas, a preocupação aumenta ao pensar em infecções mais complexas, como herpes ou outras doenças de pele.

    Na prática, uma das causas mais comuns desse tipo de lesão é a foliculite, uma condição frequente e, na maioria das vezes, benigna. Ainda assim, saber identificar suas características e diferenciá-la de outras alterações cutâneas é importante para evitar confusões e buscar o cuidado adequado quando necessário.

    O que é a foliculite

    A foliculite é uma inflamação dos folículos pilosos, estruturas da pele responsáveis pelo crescimento dos pelos.

    Ela costuma se manifestar como pequenas bolinhas vermelhas ou com pus ao redor dos pelos, e pode causar coceira ou desconforto.

    Apesar de geralmente ser uma condição benigna e comum, a foliculite pode ser confundida com outras lesões de pele, como herpes, acne ou irritações, o que gera dúvidas sobre o diagnóstico.

    Essa inflamação ou infecção do folículo piloso pode ser causada por:

    • Bactérias, especialmente Staphylococcus aureus;
    • Fungos;
    • Irritação mecânica, como depilação ou atrito.

    Essa inflamação leva ao surgimento de pequenas lesões ao redor dos pelos.

    Onde a foliculite aparece com mais frequência

    A foliculite pode ocorrer em qualquer área com pelos, mas é mais comum em:

    • Rosto (especialmente após barbear);
    • Couro cabeludo;
    • Axilas;
    • Virilha;
    • Pernas e nádegas.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam ser leves, mas podem variar.

    Os mais comuns são:

    • Pequenas bolinhas vermelhas ou com pus;
    • Lesões centradas no pelo;
    • Coceira ou leve dor;
    • Vermelhidão ao redor da lesão.

    Em casos mais intensos, podem surgir lesões maiores e mais dolorosas.

    Por que a foliculite acontece

    A foliculite geralmente ocorre quando o folículo piloso sofre algum tipo de agressão.

    As coisas que mais costumam causar foliculite são:

    • Depilação ou barbear;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Suor excessivo;
    • Obstrução dos poros;
    • Uso de produtos irritantes.

    Essas condições favorecem a inflamação ou infecção local.

    Foliculite pode ser confundida com herpes?

    Sim, em alguns casos.

    Algumas lesões de pele podem parecer semelhantes, mas existem diferenças importantes.

    Foliculite

    • Lesões centradas em pelos;
    • Pústulas (com pus);
    • Distribuição em áreas com pelos;
    • Geralmente não causa sintomas sistêmicos.

    Herpes

    • Vesículas (bolhas com líquido claro);
    • Lesões agrupadas;
    • Pode causar dor ou ardor intenso;
    • Pode vir acompanhada de sintomas como febre ou mal-estar.

    Além disso, o herpes costuma ter recorrência no mesmo local e evolução característica com formação de crostas.

    Por isso, embora possam parecer semelhantes à primeira vista, a avaliação clínica ajuda a diferenciar.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da foliculite é geralmente clínico, baseado na aparência das lesões. Na maioria dos casos, não são necessários exames.

    Em situações atípicas ou persistentes, pode ser necessário investigar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade.

    As principais medidas são:

    • Higiene adequada da pele;
    • Evitar fatores irritantes;
    • Antibióticos tópicos, em casos bacterianos;
    • Antifúngicos, quando indicado;
    • Evitar depilação temporariamente.

    Casos mais extensos podem exigir tratamento oral.

    Como prevenir a foliculite

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar roupas muito apertadas;
    • Usar técnicas adequadas de depilação;
    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Usar produtos adequados para a pele.

    Confira:

    Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Perguntas frequentes sobre foliculite

    1. Foliculite é contagiosa?

    Depende da causa. Algumas formas infecciosas podem ser transmissíveis.

    2. Pode virar algo mais grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode evoluir para lesões maiores se não tratada.

    3. É igual à acne?

    Não. Embora semelhantes, têm causas diferentes.

    4. Pode coçar?

    Sim. A coceira é comum.

    5. Como diferenciar de herpes?

    Pelo tipo de lesão, localização e sintomas associados.

    6. Precisa de antibiótico?

    Nem sempre. Depende da causa.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões são persistentes, dolorosas ou de difícil diagnóstico.

    Veja também:

    Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

  • Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Alterações no ritmo do coração nem sempre são notadas e, quando passam despercebidas, podem representar um risco ainda maior. Entre essas alterações, a fibrilação atrial se destaca não apenas pela frequência com que ocorre, mas também pelas possíveis consequências se não for identificada e tratada adequadamente.

    Nos últimos anos, avanços importantes no entendimento dessa arritmia mudaram a forma como ela é acompanhada e tratada, com estratégias mais personalizadas e foco na prevenção de complicações como o AVC. Entender o que é a fibrilação atrial e como ela evoluiu no cuidado médico é essencial para reconhecer sinais e buscar avaliação no momento certo.

    A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum vista pelos médicos, caracterizada por um ritmo irregular e desorganizado do coração.

    Ela pode causar sintomas como palpitações e cansaço, mas também pode ser silenciosa, o que a torna especialmente perigosa, pois aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

    Nos últimos anos, novas diretrizes trouxeram mudanças importantes no cuidado com a doença, com foco em tratamento individualizado, prevenção de complicações e abordagem mais precoce.

    O que é a fibrilação atrial

    A fibrilação atrial ocorre quando os átrios (câmaras superiores do coração) batem de forma desorganizada.

    Isso leva a:

    • Ritmo cardíaco irregular;
    • Perda da contração eficiente do átrio;
    • Maior risco de formação de coágulos.

    Esses coágulos podem se deslocar para o cérebro e causar AVC.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante.

    Os mais comuns são:

    • Palpitações (coração acelerado ou irregular);
    • Cansaço;
    • Falta de ar;
    • Tontura;
    • Dor no peito.

    É importante lembrar que algumas pessoas não apresentam sintomas.

    Por que a fibrilação atrial acontece

    A fibrilação atrial está associada a diversas condições que afetam o coração.

    Os principais fatores são:

    • Pressão alta;
    • Doenças cardíacas;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Consumo excessivo de álcool.

    O envelhecimento também é um fator importante.

    Principais riscos da fibrilação atrial

    A principal complicação é o AVC. Isso acontece porque o sangue pode ficar parado nos átrios do coração, o que pode formar coágulos que se deslocam e chegam até o cérebro.

    Outros riscos são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Piora da qualidade de vida;
    • Internações frequentes.

    O que mudou nas novas diretrizes

    As diretrizes mais recentes trouxeram mudanças importantes no tratamento da fibrilação atrial.

    1. Tratamento centrado no paciente (modelo CARE)

    O tratamento passou a seguir um modelo integrado:

    • C (Comorbidades): tratar doenças associadas;
    • A (Anticoagulação): prevenir AVC;
    • R (Reduzir sintomas): controle da frequência ou ritmo;
    • E (Avaliação contínua): reavaliar regularmente.

    2. Nova forma de avaliar risco de AVC

    • Há um novo indicador para avaliar o risco de AVC;
    • O sexo feminino deixou de ser critério isolado;
    • A anticoagulação passou a ter indicação mais clara.

    3. Ablação mais precoce

    A ablação por cateter, um tratamento que ajuda a reestabelecer o ritmo cardíaco regular, passou a ser considerada opção inicial em muitos pacientes sintomáticos. Esse tratamento pode ser indicado mais cedo no curso da doença.

    4. Maior foco nos fatores de risco

    Tratar fatores como obesidade, apneia do sono, diabetes e hipertensão reduz a recorrência e progressão da doença.

    5. Mudança no tempo para cardioversão

    O tempo para considerar cardioversão precoce foi reduzido em alguns casos. A cardioversão é um procedimento médico que aplica um choque no coração para solucionar arritmias que causam batimentos muito acelerados.

    6. Reconhecimento da fibrilação atrial subclínica

    Episódios detectados por dispositivos eletrônicos ganharam maior relevância clínica.

    Como é feito o tratamento atualmente

    O tratamento envolve três pilares principais:

    1. Prevenção de AVC

    Uso de anticoagulantes em pacientes com risco elevado.

    2. Controle da frequência cardíaca

    Medicamentos para manter o coração em ritmo adequado.

    3. Controle do ritmo

    • Medicamentos antiarrítmicos;
    • Ablação por cateter;
    • Cardioversão elétrica, quando indicada.

    A fibrilação atrial tem cura?

    Nem sempre. Em muitos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

    Em alguns pacientes, especialmente com tratamento precoce, é possível manter o ritmo normal por longos períodos.

    Leia mais:

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas

    Perguntas frequentes sobre fibrilação atrial

    1. Fibrilação atrial é grave?

    Pode ser, principalmente pelo risco de AVC.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Pode ser silenciosa.

    3. Todo paciente precisa de anticoagulante?

    Não. Depende do risco individual.

    4. Ablação é segura?

    Sim, quando bem indicada.

    5. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim. A recorrência é possível.

    6. Mudanças no estilo de vida ajudam?

    Sim. São parte fundamental do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar palpitações ou irregularidade do pulso.

    Veja também:

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo

  • Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Você já ouviu falar em bartolinite? O nome até pode parecer estranho, mas é uma condição relativamente comum, especialmente em mulheres jovens e na fase reprodutiva. Ela acontece quando as glândulas de Bartholin, que são pequenas estruturas localizadas na entrada da vagina, responsáveis pela lubrificação, ficam obstruídas ou infectadas.

    Apesar de normalmente começar como um inchaço indolor na região íntima, a condição pode evoluir rapidamente, causando dor ao andar, sentar ou durante o contato íntimo. Por isso, vale ficar atenta aos principais sintomas e quando ir ao médico.

    O que é bartolinite?

    A bartolinite é a inflamação ou infecção das glândulas de Bartholin, que estão localizadas na vulva (uma de cada lado da abertura da vagina) e são responsáveis por produzir o fluido que ajuda na lubrificação vaginal.

    Ela surge quando o canal da glândula fica entupido e impede a saída do líquido. Com isso, a secreção se acumula, formando um cisto que pode infeccionar e evoluir para um abscesso doloroso.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, as glândulas de Bartholin são pequenas, com cerca de 1 a 1,5 cm de diâmetro, mas possuem um ducto longo e estreito. Por conta dessa característica, o canal pode entupir com facilidade.

    Qual a diferença entre cisto de Bartholin e bartolinite?

    A diferença está principalmente na presença de infecção e nos sintomas. O cisto de Bartholin acontece quando o líquido fica preso dentro da glândula, o que forma um caroço que não dói ou causa apenas um leve incômodo. Muitas mulheres percebem durante a higiene ou ao tocar a região, notando um lado da vulva mais inchado que o outro.

    Já a bartolinite ocorre quando o cisto infecciona por causa de bactérias. Nesse caso, surgem dor mais intensa, inchaço maior e dificuldade para atividades do dia a dia, como sentar, caminhar ou ter relação sexual.

    Causas da bartolinite

    O bloqueio das glândulas de Bartholin pode ter diferentes origens, desde traumas físicos até infecções bacterianas:

    • Acúmulo de bactérias da pele ou da região intestinal (como a E. coli) que entram no duto da glândula;
    • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente a clamídia e a gonorreia;
    • Traumas na região íntima, como pancadas, lesões ou atrito excessivo, que podem fechar a abertura do canal;
    • Marcas e cicatrizes de cirurgias prévias ou de partos, que podem estreitar ou bloquear o duto;
    • Espessamento do líquido, que ocorre quando o fluido produzido pela glândula fica mais denso, dificultando a saída natural;
    • Higiene inadequada, que facilita a migração de bactérias da região anal para a entrada da vagina.

    Bartolinite é transmissível?

    A bartolinite não é transmissível, mas algumas bactérias que causam a condição são sexualmente transmissíveis, como a Chlamydia trachomati, responsável pela clamídia.

    Quais os sintomas de bartolinite?

    Os sintomas da bartolinite costumam aparecer quando há infecção da glândula, principalmente na fase de abscesso. Os principais incluem:

    • Dor intensa na região da vulva, normalmente de um lado só;
    • Inchaço na entrada da vagina, com formação de um caroço;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade local;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou cruzar as pernas;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Sensação de pressão ou pulsação no local;
    • Presença de pus, que pode drenar espontaneamente em alguns casos;
    • Febre e mal-estar, principalmente quando a infecção está mais avançada.

    No caso de um cisto de Bartholin, quando não há uma infecção, os sintomas costumam ser mais leves e podem até passar despercebidos no início:

    • Presença de um caroço indolor na entrada da vagina;
    • Sensação de leve desconforto ao caminhar, sentar ou durante a relação sexual;
    • Assimetria na vulva, com um lado mais inchado que o outro;
    • Sensação de peso ou de volume na região íntima.

    Em muitos casos, o cisto pode diminuir ou desaparecer sozinho, sem necessidade de tratamento, de acordo com Andreia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da bartolinite é feito por um médico ginecologista, com base na avaliação médica e no exame físico da região íntima.

    Durante a consulta, o especialista observa a vulva e identifica o inchaço típico na entrada da vagina, frequentemente de um lado só. A presença de dor intensa, vermelhidão e aumento de volume já são sinais da infecção da glândula de Bartholin.

    Além do exame físico, o médico pode avaliar a presença de secreção ou pus na região, verificar sinais de abscesso (coleção de pus) e investigar o histórico de dor, tempo de evolução e episódios anteriores. Em alguns casos, também podem ser solicitados exames complementares, como:

    • Coleta de secreção para identificar a bactéria envolvida, especialmente quando há suspeita de infecção sexualmente transmissível;
    • Exames para ISTs, como clamídia e gonorreia;
    • Em mulheres acima dos 40 anos, pode ser indicada biópsia para descartar outras condições mais raras.

    Tratamento de bartolinite

    O tratamento da bartolinite depende da presença de infecção e da gravidade do quadro. Segundo Andreia, nos casos em que há a formação de um abscesso, é indicada uma drenagem cirúrgica, um procedimento rápido que consiste em uma pequena abertura para permitir a saída do pus.

    Após a drenagem, é indicado o uso de antibióticos para tratar a infecção, considerando inclusive que a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, pode ser a causa da obstrução do ducto.

    Já quando existe apenas o cisto de Bartholin sem infecção, a condição pode surgir e desaparecer espontaneamente, muitas vezes sem precisar de um tratamento invasivo. Nesses quadros, o uso de anti-inflamatórios pode ser suficiente para auxiliar na desobstrução natural do canal e na drenagem da secreção acumulada.

    A ginecologista ainda destaca que medidas caseiras, como o uso de compressas quentes ou frias, não costumam resolver o problema e podem até agravar o desconforto.

    Autocuidados em casos de bartolinite

    Durante o tratamento, os autocuidados podem ajudar a aliviar o desconforto da bartolinite e desobstruir o duto da glândula de forma natural, mas eles funcionam melhor em cistos pequenos e não infectados:

    • Lave a região suavemente com sabonete neutro e limpe-se sempre de frente para trás;
    • Utilize calcinhas de algodão e evite calças muito apertadas (como jeans ou leggings) para reduzir o atrito e o calor;
    • Evite relações sexuais enquanto houver inchaço ou dor para não agravar a inflamação;
    • Dormir sem calcinha, que ajuda a manter a região ventilada e reduz a umidade local;
    • Jamais tente apertar, furar ou drenar o cisto por conta própria, pois isso pode causar uma infecção grave.

    Vale apontar que as medidas não substituem a avaliação médica, principalmente quando há dor intensa ou sinais de infecção.

    O que fazer em casos recorrentes de bartolinite?

    Mesmo depois do tratamento de uma infecção ou a drenagem de um cisto, o duto da glândula de Bartholin pode sofrer uma nova obstrução no mesmo local ou na glândula do outro lado.

    Quando os episódios de inflamação se tornam repetitivos, Andreia explica que o médico pode indicar a cirurgia para retirar a glândula afetada, depois que a infecção estiver controlada. A remoção não costuma causar problemas importantes na lubrificação vaginal, porque o corpo tem outras glândulas que também ajudam na função.

    Quando ir ao médico?

    É importante procurar atendimento médico sempre que surgirem sinais de inflamação ou infecção na região íntima, como:

    • Dor intensa na vulva;
    • Inchaço ou caroço na entrada da vagina;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou ter relação sexual;
    • Presença de pus ou secreção;
    • Febre ou mal-estar.

    Mesmo que a dor seja leve, vale buscar avaliação se o caroço persistir ou aumentar de tamanho. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.

    Veja também: Quando suspeitar de uma IST? Saiba identificar os principais sinais de alerta

    Perguntas frequentes

    1. Bartolinite é uma doença sexualmente transmissível (IST)?

    Não necessariamente, mas ISTs como clamídia e gonorreia são causas frequentes da inflamação. Bactérias comuns da pele e do intestino também podem causar o problema.

    2. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar qualquer alteração na região vulvar.

    3. Como é feita a drenagem médica?

    O médico faz um pequeno corte sob anestesia local para retirar o pus. O alívio da dor costuma ser imediato após o procedimento.

    4. Como prevenir que a bartolinite apareça?

    Use preservativos para evitar ISTs, mantenha a higiene íntima adequada (limpando-se de frente para trás) e evite roupas excessivamente apertadas por longos períodos.

    5. Quanto tempo leva para curar a bartolinite?

    Após uma drenagem médica, o alívio da dor é imediato, mas a cicatrização completa e o fim do ciclo de antibióticos levam cerca de 7 a 10 dias.

    6. Como é o pós-operatório da retirada da glândula?

    É uma cirurgia que requer repouso de 7 a 15 dias. Pode haver inchaço e hematomas locais, sendo recomendado evitar exercícios físicos e relações sexuais por cerca de 4 semanas.

    7. A bartolinite pode causar câncer?

    Não, a bartolinite é uma inflamação benigna. No entanto, em mulheres com mais de 40 anos, os médicos costumam ser mais cautelosos e podem solicitar uma biópsia do cisto para descartar doenças mais raras.

    8. O que acontece se não tratar um abscesso?

    A infecção pode se espalhar para os tecidos vizinhos (celulite infecciosa) ou, em casos muito graves e raros, cair na corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença