Categoria: Doenças

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  • Rinite alérgica: aromatizadores e velas perfumadas pioram os sintomas?

    Rinite alérgica: aromatizadores e velas perfumadas pioram os sintomas?

    Os aromatizadores de ambiente, os difusores e as velas perfumadas costumam ser usados para criar uma sensação de bem-estar, relaxamento e limpeza dentro de casa. Mas, se você convive com a rinite alérgica, o hábito pode ser o gatilho para crises intensas de espirros, coriza e congestão nasal.

    A maioria dos aromatizadores libera no ar substâncias químicas voláteis, fragrâncias artificiais e partículas irritantes que podem sensibilizar as vias respiratórias. Já as velas perfumadas liberam fumaça e resíduos durante a queima, o que pode aumentar a irritação do ambiente, principalmente em locais pouco ventilados.

    A seguir, vamos entender como eles afetam a mucosa nasal e o que você pode fazer para manter a casa perfumada sem comprometer a sua saúde respiratória. Confira!

    Por que aromatizadores e velas podem piorar a rinite alérgica?

    A mucosa nasal de pessoas com alergias já costuma viver em um estado de maior sensibilidade e, por isso, qualquer cheiro muito forte ou partícula irritante pode desencadear uma reação respiratória com mais facilidade.

    Quando você usa aromatizadores, difusores ou acende velas perfumadas, vários Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) e fragrâncias sintéticas são liberados no ar. Ao serem inaladas, elas atingem as terminações nervosas do nariz, provocando uma resposta inflamatória imediata que se manifesta através de espirros, coceira e produção excessiva de muco.

    No caso específico das velas, a queima da parafina libera fuligem e micropartículas que ficam suspensas no ambiente e, uma vez aspiradas, podem se depositar nas vias respiratórias e aumentar a irritação e a congestão nasal, principalmente em locais fechados e pouco ventilados.

    Mesmo os produtos que prometem deixar um cheiro de limpeza no ar podem conter substâncias como ftalatos, fixadores e outros compostos químicos que mascaram a falta de ventilação do ambiente. Com o uso frequente, os alérgenos ficam acumulados no ar, sobrecarregando o sistema respiratório e favorecendo as crises de rinite ao longo do dia.

    Principais sintomas de irritação nasal por fragrâncias

    A exposição frequente a perfumes de ambiente, velas perfumadas e aromatizadores pode causar os seguintes sintomas:

    • Espirros em sequência;
    • Coceira no nariz;
    • Nariz entupido;
    • Coriza;
    • Ardência nasal;
    • Sensação de irritação na garganta;
    • Tosse seca;
    • Irritação e lacrimejamento dos olhos;
    • Dor de cabeça após exposição aos aromas;
    • Sensação de pressão no rosto;
    • Piora da respiração em ambientes fechados;
    • Crises de rinite mais frequentes.

    Os sinais costumam surgir logo após o contato com o cheiro forte ou após permanecer muito tempo em ambientes fechados e perfumados. Em pessoas mais sensíveis, eles podem aparecer mesmo com pequenas quantidades de fragrância no ambiente.

    Qual a diferença entre alergia e irritação química?

    A principal diferença entre a alergia e a irritação química está na forma como o corpo reage às substâncias presentes no ambiente.

    Em casos de alergia, o sistema imunológico identifica uma substância específica (como o pólen ou o ácaro) como um invasor perigoso e produz anticorpos (IgE) para combatê-lo. Mesmo pequenas quantidades do alérgeno podem desencadear sintomas intensos, e as crises tendem a se repetir sempre que acontece uma nova exposição.

    Já a irritação química, também chamada de hiperreatividade nasal, é uma reação física e direta na mucosa, sem o envolvimento de anticorpos. Algumas substâncias agressivas, como o cloro, a fumaça de vela ou o álcool de aromatizadores, podem irritar as terminações nervosas do nariz e provocar sintomas como ardência, espirros, nariz entupido, coriza e sensação de desconforto respiratório.

    Qualquer pessoa pode sofrer irritação se a concentração do produto for alta, mas quem tem rinite sente isso muito mais rápido porque as vias respiratórias já estão inflamadas.

    Quais tipos de aromatizadores são mais prejudiciais?

    Qualquer fragrância forte pode incomodar as vias respiratórias, mas alguns formatos são mais agressivos pela forma como espalham as substâncias no ar, como:

    • Sprays aerossóis: são considerados os piores para quem tem rinite porque lançam partículas minúsculas que ficam suspensas no ar por muito tempo. Além das fragrâncias, eles contêm propelentes químicos que irritam instantaneamente a mucosa nasal e podem chegar aos pulmões;
    • Velas de parafina: a maioria das velas comuns é feita de parafina, um derivado do petróleo que, ao queimar, libera gases como benzeno e tolueno, além de fuligem (partículas de carbono). A combinação de fumaça e resíduos químicos é um gatilho para crises de espirros e obstrução nasal;
    • Incenso: funciona através de uma queima lenta que gera uma grande quantidade de fumaça e material particulado. Para a pessoa alérgica, inalar incenso é quase como respirar a poluição de um escapamento de carro em um ambiente fechado, causando inflamação imediata;
    • Difusores elétricos de tomada: por ficarem ligados por longos períodos, eles mantêm uma concentração constante e elevada de substâncias químicas no ambiente. O aquecimento continuado do líquido pode alterar a composição das fragrâncias, tornando-as ainda mais irritantes;
    • Aromatizadores com “fixadores” (ftalatos): produtos que prometem um perfume que dura dias normalmente contêm ftalatos, substâncias que servem para grudar o cheiro nas superfícies. Elas são altamente irritantes para o sistema respiratório e podem desregular o sistema endócrino a longo prazo.

    Em geral, quanto mais artificial for o aroma e quanto menor for a ventilação do local onde o produto é usado, maior será o risco de crise alérgica.

    Como deixar a casa cheirosa sem atacar a rinite?

    Para quem tem rinite, o ideal é priorizar a ventilação da casa, evitar o excesso de fragrâncias artificiais e escolher alternativas mais suaves, além de manter o ambiente sempre limpo e ventilado. Veja algumas dicas:

    • Mantenha as janelas abertas diariamente para garantir a ventilação natural que renova o ar e elimina naturalmente os odores e a poeira acumulada;
    • Utilize difusores ultrassônicos que criam uma névoa fria utilizando apenas poucas gotas de óleos essenciais cem por cento puros em vez de essências sintéticas;
    • Prepare aromas por fervura ao aquecer água com especiarias naturais como canela e cravo ou cascas de laranja e limão para perfumar o ambiente de forma suave;
    • Espalhe sachês de ervas em saquinhos de tecido preenchidos com plantas secas como lavanda ou alecrim para manter gavetas e armários com um frescor natural;
    • Opte por velas vegetais fabricadas com cera de soja ou coco e pavio de algodão para evitar a liberação de fuligem e resíduos de parafina no ar.

    Importante: independentemente do método escolhido, é importante ter moderação, pois até mesmo aromas naturais em excesso podem causar desconforto. Teste uma opção por vez e observe como o corpo reage.

    Quando procurar um médico?

    Procure a orientação de um médico otorrinolaringologista ou alergista ao notar os seguintes sinais:

    • As crises de rinite acontecem com frequência e prejudicam a qualidade do sono ou o rendimento no trabalho;
    • Os sintomas de espirros e coriza não desaparecem mesmo depois de remover os aromatizadores e velas da casa;
    • Existe a necessidade de usar sprays descongestionantes nasais por conta própria com regularidade;
    • Surgem dores ou pressão na região do rosto que podem indicar a evolução para uma sinusite;
    • Ocorre a perda ou a diminuição temporária do olfato e do paladar;
    • Aparece uma tosse persistente ou falta de ar que sugere que a inflamação atingiu os pulmões;
    • As reações alérgicas são acompanhadas de coceira intensa nos olhos ou garganta de forma constante.

    O acompanhamento médico é capaz de identificar a causa dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado. Com o controle da rinite, a mucosa do nariz fica menos sensível, fazendo com que o organismo reaja de forma menos intensa aos cheiros e aos irritantes presentes no ambiente.

    Confira: Rinite alérgica ou resfriado: conheça as diferenças entre eles e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Velas de soja são totalmente seguras para alérgicos?

    Embora sejam muito melhores que as de parafina por não liberarem resíduos de petróleo, o perfume (mesmo natural) ainda pode ser um gatilho se a pessoa tiver sensibilidade olfativa.

    2. Óleos essenciais podem curar a rinite?

    Não, eles podem ajudar a aliviar sintomas (como o eucalipto para congestão), mas a rinite é uma condição crônica que exige controle médico e ambiental.

    3. Qual a diferença entre essência e óleo essencial?

    As essências são perfumes sintéticos feitos em laboratório com derivados de petróleo, enquanto os óleos essenciais são extratos naturais de plantas.

    4. Usar aromatizador no banheiro é menos pior?

    Não necessariamente. Se o banheiro for pequeno e pouco ventilado, a concentração de irritantes fica ainda maior, podendo afetar você durante o banho.

    5. Existe algum aromatizador hipoalergênico?

    Existem produtos com fórmulas mais limpas, mas para quem tem rinite severa, o termo “hipoalergênico” não garante que não haverá irritação química.

    6. Borrifar perfume nas roupas é melhor do que no ambiente?

    Para a rinite, não. O perfume na roupa fica muito próximo ao rosto, fazendo com que você inale as partículas irritantes durante todo o dia.

    7. O uso de amaciantes muito perfumados nas roupas de cama pode afetar a rinite?

    Sim, o contato direto do rosto com o travesseiro com fragrâncias intensas faz com que você inale irritantes químicos a noite toda, impedindo a recuperação da mucosa nasal durante o sono.

    Veja também: Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

  • Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Você sabia que existem diferentes tipos de sinusite? A condição, que ocorre por uma inflamação da mucosa dos seios da face, pode provocar sintomas que afetam diferentemente o bem-estar no dia a dia, como nariz entupido, dor ou pressão na região da face, secreção espessa e dor de cabeça.

    Ela pode ser causada por uma série de fatores, como vírus, bactérias e até fungos, cada uma com particularidades, tempo de duração e formas específicas de tratamento. Por isso, é importante entender as diferenças, reconhecer os sintomas e saber quando procurar ajuda médica. Esclarecemos tudo para você, a seguir!

    1. Sinusite viral

    A sinusite viral é um dos tipos de sinusite e é a forma mais comum. Na maioria dos casos, surge como uma complicação passageira de um resfriado. Ela ocorre quando vírus típicos de infecções respiratórias, como o rinovírus e a Influenza, atingem a mucosa dos seios paranasais, causando inflamação e produção excessiva de muco.

    De acordo com o médico otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, a evolução típica inclui piora nos primeiros três dias, com melhora gradual e resolução em um período de 7 a 10 dias. Os sintomas incluem:

    • Coriza clara ou aquosa no início, que pode se tornar amarelada nos dias seguintes;
    • Congestão nasal moderada;
    • Sensação de pressão na face, mas sem dor intensa;
    • Dor de garganta leve e mal-estar;
    • Febre baixa, quando presente;
    • Tosse seca ou com pouco muco, pior durante a noite.

    Como é feito o tratamento de sinusite viral?

    O tratamento de sinusite viral é feito para aliviar os sintomas e, em geral, a condição desaparece sozinha após alguns dias. Entre as medidas indicadas, estão:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico várias vezes ao dia, para fluidificar o muco e facilitar a drenagem;
    • Inalação com vapor de água ou soluções salinas, que ajudam a reduzir a congestão;
    • Repouso e boa hidratação, fundamentais para o corpo se recuperar;
    • Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e dipirona, para dor e febre;
    • Descongestionantes nasais tópicos, usados com cautela e por no máximo 3 dias, para evitar efeito rebote.

    Se os sintomas persistirem por mais de 10 dias ou piorarem após uma melhora inicial, pode haver evolução para uma sinusite bacteriana, que requer acompanhamento médico.

    Sinusite bacteriana

    A sinusite bacteriana é um dos tipos de sinusite e frequentemente surge como uma complicação de infecções virais, como o resfriado. A inflamação da mucosa e o acúmulo de secreções cria um ambiente quente e úmido, propício à proliferação de bactérias — resultando em um quadro mais prolongado e com sintomas mais intensos.

    Segundo Giuliano, a sinusite pode se manifestar com piora dos sintomas após a melhora inicial, ou com sintomas persistentes por mais de duas semanas. Entre os principais sinais de alerta da sinusite bacteriana, podemos destacar:

    • Sintomas que duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Febre alta, geralmente acima de 38 °C;
    • Dor intensa e localizada na face, muitas vezes em apenas um lado;
    • Secreção nasal abundante, espessa e com odor desagradável;
    • Tosse persistente, principalmente à noite.

    As bactérias mais frequentemente envolvidas são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Em alguns casos, especialmente após infecções dentárias, podem estar presentes bactérias anaeróbias (isto é, que sobrevivem e se multiplicam na ausência de oxigênio).

    Como é feito o tratamento da sinusite bacteriana?

    Os cuidados no tratamento de sinusite bacteriana são semelhantes aos da viral, mas nesse quadro, é necessário o uso de remédios antibióticos para combater a infecção. As principais medidas incluem:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor;
    • Corticoides tópicos nasais para reduzir inflamação e melhorar a ventilação.

    Quanto aos antibióticos, a escolha mais comum é a amoxicilina, utilizada por 7 a 14 dias, dependendo da gravidade. Em pacientes com alergia à penicilina, podem ser prescritos outros medicamentos.

    É fundamental destacar que o uso inadequado de antibióticos favorece a resistência bacteriana. Por isso, a prescrição deve ser feita somente por médicos, após uma avaliação criteriosa.

    Sinusite fúngica

    Forma mais rara da sinusite, acontece quando fungos conseguem crescer e se desenvolver nos seios paranasais, e são classificados em quadros crônicos. Ela pode afetar qualquer pessoa, mas aquelas com o sistema imunológico comprometido são mais suscetíveis a quadros graves — como é o caso de pessoas imunossuprimidas.

    Dependendo do caso, a sinusite fúngica pode se apresentar de três formas principais:

    • Bola fúngica (aspergiloma): é o crescimento localizado de fungos dentro de um seio paranasal;
    • Sinusite fúngica alérgica: é a reação exagerada do sistema imunológico à presença de fungos, com formação de pólipos nasais e secreção viscosa;
    • Sinusite fúngica invasiva (mucormicose): é a forma mais grave, em que o fungo invade tecidos vizinhos, podendo atingir olhos e cérebro.

    O otorrinolaringologista Giuliano ressalta que os fungos estão presentes no nariz da maioria das pessoas, mas nem todos desenvolvem a doença. A predisposição genética também desempenha um papel importante.

    Entre os sintomas mais comuns da sinusite fúngica, estão:

    • Congestão nasal persistente;
    • Secreção espessa, por vezes com sangue;
    • Dor e pressão facial constante;
    • Inchaço ao redor dos olhos;
    • Febre e sinais sistêmicos nos casos invasivos;
    • Alterações visuais, quando o fungo atinge a órbita ocular.

    Como é feito o tratamento de sinusite fúngica?

    O tratamento de sinusite fúngica depende do tipo:

    • Nos casos de bola fúngica, a principal medida é a cirurgia endoscópica, para remover o material fúngico e melhorar a drenagem;
    • Na sinusite fúngica alérgica, além da cirurgia, são usados corticoides para controlar a inflamação;
    • Já na forma invasiva, o tratamento é emergencial e inclui cirurgia associada a remédios antifúngicos potentes, como anfotericina B.

    Se não tratada rapidamente, a sinusite fúngica pode ser fatal, então é fundamental estar atento aos sinais de alerta, que ajudam no diagnóstico precoce.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

    Quando a sinusite é grave?

    Na maioria dos casos, a sinusite se manifesta de forma leve e autolimitada, e o quadro se resolve a partir de cuidados simples. Contudo, existem situações em que a condição causa sintomas intensos e persistentes, o que exige atendimento médico.

    De acordo com Giuliano, as complicações da sinusite incluem complicações intracranianas, como meningite e abscessos cerebrais, complicações ósseas, como osteomielite, e complicações orbitárias, que podem variar de inflamações nas pálpebras a abscessos orbitários, com potencial de comprometer a visão.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento médico quando notar os seguintes sinais de alerta:

    • Os sintomas duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Há febre alta ou dor intensa na face;
    • Os sintomas pioram após uma melhora inicial;
    • O problema se repete várias vezes ao ano;
    • O paciente tem condições crônicas, como asma, diabetes ou imunodeficiência.

    O diagnóstico da sinusite é clínico, baseado em um exame físico e nos sintomas que a pessoa apresenta. O médico ainda pode solicitar exames complementares em alguns casos, quando ainda há dúvida quanto ao diagnóstico.

    Confira: Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar

    Perguntas frequentes sobre tipos de sinusite

    1. Sinusite pode causar dor de dente?

    Sim. Quando a sinusite atinge os seios da face, principalmente os maxilares, que ficam logo acima dos dentes de cima, a inflamação pode gerar pressão e causar dor que se confunde com dor de dente.

    Por isso, nem sempre a dor vem de um problema no dente em si, e pode ser reflexo de um quadro de sinusite. Ah, e o contrário também acontece: uma infecção dentária pode se espalhar e provocar sinusite.

    2. Descongestionantes nasais são perigosos?

    Os descongestionantes nasais podem ajudar no alívio rápido da congestão, mas não devem ser usados por tempo prolongado, pois podem causar efeito rebote. Isso significa que, em vez de melhorar, a mucosa passa a inchar ainda mais quando o remédio é interrompido, criando dependência do medicamento.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por médico, e preferencialmente substituído por medidas mais seguras, como lavagem nasal com soro fisiológico.

    3. A sinusite pode voltar várias vezes ao ano?

    Sim. O quadro é chamado de sinusite recorrente, quando a pessoa apresenta quatro ou mais episódios de sinusite aguda em um período de 12 meses. Isso pode estar relacionado a fatores predisponentes, como alergias mal controladas, desvio de septo, pólipos nasais ou imunidade baixa.

    Nessas situações, o otorrinolaringologista pode recomendar exames complementares, tratamento preventivo ou até cirurgia para corrigir alterações anatômicas que dificultam a drenagem dos seios.

    4. Qual é a diferença entre sinusite aguda, subaguda, crônica e recorrente?

    A principal diferença está na duração do quadro:

    • Aguda dura até 4 semanas e está frequentemente ligada a infecções virais que se resolvem espontaneamente;
    • Subaguda é a continuação de um quadro que não foi totalmente resolvido, com duração entre 4 e 12 semanas;
    • Crônica é definida quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, mesmo após tratamento adequado;
    • Recorrente ocorre quando o paciente apresenta pelo menos quatro episódios agudos por ano, com intervalos de melhora completa entre as crises.

    5. Quando a cirurgia é indicada no tratamento da sinusite?

    A cirurgia, geralmente feita por via endoscópica, é indicada quando o tratamento clínico não é suficiente, em casos de sinusite crônica grave, sinusite fúngica ou quando há complicações, como abscessos.

    O procedimento é feito para melhorar a drenagem dos seios, remover pólipos e permitir ventilação adequada. Contudo, a cirurgia não impede que novas crises aconteçam se os fatores de risco não forem controlados.

    6. Sinusite tem cura?

    A sinusite crônica dificilmente tem cura, mas pode ser controlada a partir de um tratamento orientado pelo especialista. Ele depende especialmente da causa principal: quando há alterações estruturais, como desvio de septo ou presença de pólipos, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir a obstrução.

    Já nos casos ligados a alergias ou inflamações persistentes, o tratamento inclui o uso de remédios específicos, lavagens nasais frequentes e acompanhamento médico contínuo. Ele contribui para reduzir as crises, aliviar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

    Leia também: Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    A pré-eclâmpsia, caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial, é uma complicação grave da gravidez que costuma surgir após a 20ª semana de gestação. No Brasil, a estimativa é que ela afete entre 5% e 10% das gestantes, sendo uma das principais causas de mortalidade materna e de partos prematuros no país.

    Mas será que é possível prever o risco logo nas primeiras semanas? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender como a pré-eclâmpsia pode ser identificada precocemente, quais são os fatores de risco, os sinais de alerta e o que fazer para reduzir as complicações para a mãe e o bebê.

    Afinal, o que é a pré-eclâmpsia e por que ela acontece?

    A pré-eclâmpsia, conhecida como doença hipertensiva específica da gestação, é uma complicação da gravidez em que ocorre o aumento da pressão arterial após a 20ª semana de gestação. Em muitos casos, ela também causa alterações nos rins, levando à perda de proteína na urina, além de poder comprometer órgãos importantes, como fígado, cérebro e placenta.

    A condição está relacionada a uma formação inadequada dos vasos sanguíneos da placenta no início da gestação. Com isso, a placenta passa a funcionar de maneira insuficiente e libera substâncias inflamatórias na circulação materna, provocando alterações nos vasos sanguíneos e aumentando a pressão arterial.

    Quais os fatores de risco para a pré-eclâmpsia?

    Ainda não existe uma causa única totalmente definida, mas alguns fatores aumentam o risco de pré-eclâmpsia e podem ser identificados logo na primeira consulta de pré-natal. Andreia e o Ministério da Saúde destacam algumas delas:

    • Primeira gestação, já que mulheres grávidas pela primeira vez têm maior risco naturalmente;
    • Mudança de parceiro, devido à adaptação imunológica do organismo ao novo material genético do bebê;
    • Gravidez de gêmeos ou múltiplos, porque há uma maior sobrecarga da placenta e da circulação materna;
    • Hipertensão antes da gravidez;
    • Diabetes, incluindo diabetes tipo 1, tipo 2 ou diabetes gestacional;
    • Obesidade ou IMC elevado antes da gestação;
    • Doenças autoimunes, como lúpus;
    • Trombofilias, como a Síndrome Antifosfolípide (SAF);
    • Doença renal prévia;
    • Histórico familiar de pré-eclâmpsia, principalmente em mãe ou irmã;
    • Gravidez antes dos 18 anos ou após os 35 a 40 anos.

    Segundo a ginecologista, a presença de alguns desses fatores já pode classificar a gestante como de maior risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia, exigindo um acompanhamento mais próximo durante o pré-natal.

    Como identificar o risco logo no início da gravidez?

    Logo na primeira consulta de pré-natal, o obstetra avalia características que aumentam as chances de pré-eclâmpsia, como primeira gestação, idade acima de 35 anos e obesidade. Mesmo sem alterações nos exames, as pacientes já precisam de acompanhamento mais cuidadoso.

    A partir do rastreamento inicial, algumas avaliações são necessárias, como:

    • Doppler das artérias uterinas: realizado geralmente entre a 11ª e a 14ª semana, o exame avalia o fluxo sanguíneo nas artérias do útero. Alterações podem indicar dificuldades na formação da placenta e maior risco de pré-eclâmpsia;
    • Marcadores bioquímicos: alguns exames de sangue podem avaliar proteínas produzidas pela placenta, como o PlGF. A presença de alterações nos níveis podem sugerir maior risco para a doença;
    • Monitoramento da pressão arterial: a aferição da pressão em todas as consultas é importante para identificar aumentos precoces e iniciar a investigação rapidamente;
    • Cálculo de risco combinado: em alguns serviços, os médicos utilizam algoritmos que cruzam informações clínicas, como idade, peso e histórico da gestante, com exames como o Doppler das artérias uterinas e marcadores bioquímicos do sangue materno.

    Vale destacar que nenhum exame isolado consegue prever com certeza se a gestante terá pré-eclâmpsia. O objetivo do rastreamento é identificar pacientes com maior risco para permitir um acompanhamento mais próximo e iniciar medidas preventivas precocemente.

    Sinais de alerta para a pré-eclâmpsia

    A pré-eclâmpsia pode se desenvolver de forma silenciosa no início, mas alguns sinais merecem atenção, principalmente após a 20ª semana de gestação. Segundo Andréia, devem acender o alerta de níveis de pressão arterial acima de 14 por 9, mesmo quando a gestante não apresenta sintomas.

    Já valores iguais ou superiores a 16 por 11 são considerados uma emergência hipertensiva e precisam de avaliação médica imediata, devido ao alto risco de complicações graves para a mãe e o bebê.

    Além da pressão elevada, alguns sintomas podem indicar iminência de eclâmpsia, um quadro mais grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pelo surgimento de convulsões. Os mais comuns incluem:

    • Dor de cabeça forte e persistente, que não melhora facilmente;
    • Alterações visuais, como visão embaçada, pontos brilhantes, “luzinhas” na visão (fosfenas) ou áreas escuras no campo visual (escotomas);
    • Dor abdominal, principalmente na parte superior direita do abdômen, região próxima ao fígado;
    • Náuseas e vômitos intensos após a metade da gestação;
    • Falta de ar ou sensação de dificuldade para respirar;
    • Inchaço importante e repentino, especialmente no rosto e nas mãos;
    • Redução da quantidade de urina.

    Quando a interrupção da gravidez é necessária?

    A decisão de interromper a gravidez depende da gravidade da pré-eclâmpsia e das condições da mãe e do bebê. Andreia explica que assim que a pré-eclâmpsia é diagnosticada, a equipe médica inicia o controle da pressão arterial e passa a monitorar de perto a vitalidade fetal.

    • Se a mãe e o bebê estiverem estáveis, a gestação pode seguir com acompanhamento até próximo das 40 semanas;
    • Quando existem critérios de gravidade, a recomendação costuma ser a interrupção por volta de 37 semanas;
    • Já em situações mais graves, como iminência de eclâmpsia, alterações laboratoriais importantes ou sofrimento fetal, a interrupção da gestação pode ser necessária mesmo antes do tempo previsto, para proteger a vida da mãe e do bebê.

    É possível prevenir a pré-eclâmpsia?

    Nem sempre é possível prevenir completamente a pré-eclâmpsia, mas identificar o risco logo no começo da gravidez ajuda bastante a reduzir as chances de complicações graves. Quanto mais cedo a gestante inicia o pré-natal, maiores são as possibilidades de acompanhamento e intervenção precoce. Veja algumas medidas:

    • Em pacientes consideradas de alto risco, o obstetra pode indicar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose;
    • Suplementação de cálcio, especialmente em mulheres que possuem uma dieta pobre no nutriente;
    • Controle de fatores que aumentam o risco da doença, como hipertensão, diabetes e obesidade;
    • Adoção de hábitos mais saudáveis de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas leves.

    Segundo Andreia, o AAS costuma ser suspenso por volta das 36 semanas de gestação, perto do parto, porque o medicamento interfere na função das plaquetas. A medida ajuda a diminuir o risco de sangramentos excessivos durante o nascimento do bebê.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Perguntas frequentes

    1. O que é a síndrome HELLP?

    É uma variante muito grave da pré-eclâmpsia que causa a destruição das células vermelhas do sangue, aumento de enzimas do fígado e queda das plaquetas. Exige interrupção rápida da gravidez.

    2. A pré-eclâmpsia pode afetar o bebê?

    Sim. Como a placenta não funciona bem, o bebê pode receber menos oxigênio e nutrientes, levando à restrição de crescimento e, em casos graves, à necessidade de parto prematuro.

    3. Posso ter parto normal com pré-eclâmpsia?

    Sim, desde que a mãe e o bebê estejam estáveis. Se houver sinais de gravidade ou sofrimento fetal, a cesariana pode ser indicada como via mais rápida.

    4. O que é o exame de proteinúria?

    É um exame de urina (geralmente de 24 horas ou amostra isolada) que mede a perda de proteínas. Na pré-eclâmpsia, os rins “vazam” proteínas, o que ajuda a confirmar o diagnóstico.

    5. A pré-eclâmpsia pode causar descolamento de placenta?

    Infelizmente, sim. A pressão muito alta e as alterações nos vasos sanguíneos aumentam significativamente o risco de descolamento prematuro da placenta, o que é uma emergência para a mãe e para o bebê.

    6. A alimentação pode influenciar no tratamento?

    Sim. Uma dieta com controle de sal (sódio) e rica em nutrientes ajuda a não sobrecarregar o sistema circulatório. No entanto, a dieta sozinha não substitui o uso de medicações preventivas quando indicadas.

    7. Quanto tempo depois do parto a pressão volta ao normal?

    Na maioria das vezes, a pressão normaliza em até 12 semanas após o parto. Se a pressão continuar alta após esse período, a mulher pode ser diagnosticada com hipertensão crônica.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    A coceira intensa que piora durante a noite é um dos sinais mais característicos da escabiose, popularmente conhecida como sarna. Apesar do nome causar desconforto ou preconceito em algumas pessoas, trata-se de uma condição relativamente comum e que pode afetar indivíduos de qualquer idade ou condição social.

    A doença é causada por um ácaro microscópico que se instala na pele e provoca uma reação inflamatória importante. Como é altamente contagiosa, reconhecer os sintomas rapidamente e iniciar o tratamento adequado ajuda a evitar a transmissão para familiares e pessoas próximas.

    O que é a escabiose

    A escabiose, popularmente conhecida como sarna, é uma infecção de pele causada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei. Esse parasita penetra na pele e provoca uma reação inflamatória intensa, levando a coceira intensa, principalmente à noite.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode se espalhar facilmente se não for reconhecida e tratada adequadamente.

    Para entender melhor, esse ácaro escava túneis na camada superficial da pele, onde deposita seus ovos. É isso que desencadeia uma resposta inflamatória que causa coceira e lesões características.

    Como ocorre a transmissão

    A escabiose é altamente contagiosa. A transmissão ocorre principalmente por:

    • Contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada;
    • Compartilhamento de roupas, toalhas ou roupas de cama.

    Ambientes com contato próximo facilitam a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem levar alguns dias ou semanas para aparecer.

    Os mais comuns são:

    • Coceira intensa, especialmente à noite;
    • Pequenas lesões avermelhadas;
    • Linhas finas na pele (túneis do ácaro);
    • Feridas causadas por coçar.

    Onde aparecem as lesões

    As áreas mais comuns são:

    • Entre os dedos das mãos;
    • Punhos;
    • Axilas;
    • Região da cintura;
    • Genitais.

    Em crianças, pode afetar também o couro cabeludo e o rosto.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Qualquer pessoa pode ter escabiose, mas é mais comum em:

    • Ambientes com contato próximo (famílias, creches);
    • Locais com maior aglomeração;
    • Pessoas com higiene precária (embora não seja a única causa).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na aparência das lesões.

    Em alguns casos, pode-se identificar o ácaro com exame específico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é eficaz e deve ser feito corretamente.

    1. Medicamentos tópicos

    Há cremes ou loções específicas que são aplicadas em todo o corpo.

    2. Medicamentos orais

    Os medicamentos orais são indicados em casos específicos ou mais extensos.

    3. Tratamento dos contatos

    Todos os contatos próximos devem ser tratados ao mesmo tempo.

    4. Cuidados com roupas

    • Lavar roupas, toalhas e roupas de cama;
    • Evitar reinfecção.

    A coceira pode continuar após o tratamento?

    Sim. A coceira pode persistir por alguns dias ou semanas, mesmo após a eliminação do ácaro, devido à reação da pele.

    Escabiose é grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode causar desconforto importante e complicações, como infecções secundárias na pele.

    Confira: Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes sobre escabiose

    1. Escabiose é contagiosa?

    Sim. Muito contagiosa.

    2. Coça mais à noite?

    Sim. Esse é um sinal típico.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Sim, toda a família deve ser tratada também.

    4. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    5. Pode voltar?

    Sim, se houver nova exposição.

    6. Higiene resolve?

    Não sozinha. É necessário tratamento específico.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita da condição.

    Veja também: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Pressão alta faz mal para os rins: veja como proteger a saúde renal

    Pressão alta faz mal para os rins: veja como proteger a saúde renal

    A pressão alta é conhecida como um fator de risco para doenças cardíacas, mas o que muita gente não sabe é que ela também pode afetar os rins, órgãos essenciais para filtrar o sangue e manter o corpo funcionando bem. Quando a pressão alta não é controlada, a saúde dos rins sofre.

    E o mais alarmante é que, quando os danos aparecem, muitas vezes já é tarde demais, como os casos de insuficiência renal. Entender essa relação é o primeiro passo para prevenir complicações graves.

    Neste artigo, você vai entender como a hipertensão afeta os rins, quais são os sinais de alerta, e que mudanças você pode fazer na sua vida para proteger a saúde dos rins.

    O que é pressão alta e por que ela prejudica os rins?

    A pressão alta, ou hipertensão arterial, acontece quando a pressão do sangue nas artérias está constantemente alta, acima de 130×85 em pelo menos duas medições. Ela pode atingir pessoas de todas as idades, mas é mais comum entre idosos, pessoas com diabetes, obesidade, doenças cardíacas e histórico familiar de doenças renais.

    A grande armadilha é que, muitas vezes, os sintomas da pressão alta não são percebidos e ela vai causando danos silenciosamente. Além de coração e cérebro, os rins também são afetados e podem perder parte de sua função com o tempo.

    Como a pressão alta afeta os rins?

    Os rins filtram o sangue, mandam toxinas embora e mantêm o equilíbrio de líquidos dentro do organismo. Quando a pressão está sempre alta, os vasos sanguíneos que irrigam os rins sofrem. Isso reduz o fluxo de sangue e dificulta o trabalho dos rins.

    “Da mesma forma, a doença renal crônica pode desencadear um aumento dos níveis da pressão, o que também eleva o risco de doenças cardiovasculares e morte”, diz Edilza Câmara Nóbrega, médica cardiologista pelo InCor-HCFMUSP.

    4 doenças renais relacionadas à hipertensão

    As doenças renais mais comuns causadas ou agravadas pela pressão alta são as abaixo.

    1. Nefroesclerose hipertensiva

    É quando os vasos sanguíneos dentro dos rins vão sendo danificados pela pressão alta. Com o tempo, isso causa cicatrizes e os rins vão perdendo a capacidade de funcionar. É uma das principais causas de falência dos rins em quem tem pressão alta.

    2. Glomeruloesclerose

    Os glomérulos são como filtros minúsculos dentro dos rins. Essa doença endurece e danifica esses filtros. A pressão alta pode piorar esse problema, dificultando ainda mais o trabalho dos rins.

    3. Lesão renal aguda

    É quando os rins param de funcionar de repente. Pode acontecer por várias razões, e a pressão alta descontrolada é uma delas. Nesse caso, o corpo não consegue eliminar bem as toxinas, o que pode ser perigoso e precisa de atenção médica urgente.

    4. Doença renal policística

    É uma condição hereditária, ou seja, passa de pais para filhos, em que se formam vários cistos (bolsas cheias de líquido) nos rins. Esses cistos crescem com o tempo e a pressão alta pode fazer a doença evoluir mais rápido.

    Sinais de que os rins podem estar sendo afetados pela pressão alta

    A maioria dos problemas renais evolui sem sintomas no começo. Mas, com o tempo, alguns sinais podem indicar que os rins estão comprometidos. Veja alguns deles.

    Inchaço

    Quando os rins não conseguem eliminar o excesso de líquido do corpo, ele pode se acumular nas pernas, tornozelos e pés, causando inchaço. Esse costuma ser um dos primeiros sinais de problema renal.

    Mudanças na urina

    Preste atenção se você começar a urinar muito mais ou muito menos que o normal, se a urina estiver escura, com sangue ou se formar muita espuma. Essas alterações podem indicar que algo não vai bem com os rins.

    Cansaço sem motivo aparente

    Se você anda se sentindo muito cansado, mesmo dormindo bem e sem estar doente, pode ser que os rins não estejam filtrando o sangue como deveriam.

    Náuseas e vômitos

    Quando os rins não funcionam direito, o corpo acumula substâncias que deveriam ser eliminadas. Isso pode causar enjoo e até vômitos frequentes.

    Falta de apetite

    Se você tem sentido menos vontade de comer sem uma causa clara, isso também pode estar ligado a um problema nos rins. Vale investigar com um médico.

    Coceira no corpo

    O acúmulo de resíduos no sangue pode causar coceira constante na pele, principalmente quando os rins começam a falhar.

    Falta de ar

    O acúmulo de líquido no corpo, por causa do mau funcionamento dos rins, pode chegar aos pulmões e dificultar a respiração.

    Confira: Falta de ar: quando pode ser problema do coração 

    Dor nas costas

    Dor nas costas na região lombar também pode estar relacionadas a problemas renais.

    Como proteger seus rins da pressão alta?

    “Para controlar a pressão alta e evitar danos renais é fundamental adotar uma abordagem abrangente que inclua tanto medidas medicamentosas quanto mudanças no estilo de vida”, comenta Edilza. Veja o que fazer.

    Remédios

    Remédios para pressão alta devem ser usados quando o médico prescrever. “Mesmo que a pressão esteja sob controle, não pare os remédios por conta própria”, alerta a cardiologista.

    7 mudanças no estilo de vida para proteger seus rins

    • Boa alimentação: frutas, legumes, grãos integrais e menos sal. A dieta DASH é ótima para isso.
    • Exercício físico regular: 30 minutos de caminhada ou outra atividade aeróbica quase todos os dias.
    • Controlar o peso: manter o peso adequado ajuda a reduzir a pressão arterial.
    • Evitar cigarro e bebida alcoólica: eles prejudicam o sistema cardiovascular e renal.
    • Gerenciar o estresse e dormir bem: um bom sono e técnicas de relaxamento ajudam a controlar a pressão.
    • Acompanhamento médico: faça exames de sangue e urina regularmente e meça a pressão com frequência.
    • Medir a pressão arterial em casa: usar aparelhos em casa pode ajudar a acompanhar o tratamento da hipertensão e evitar problemas nos rins.Saiba mais: Excesso de sal: por que é perigoso para o coração e os rins

    Perguntas frequentes sobre pressão alta e saúde dos rins

    1. Toda pessoa com pressão alta terá problemas nos rins?

    Não necessariamente. Mas quando a pressão alta não é tratada, ela pode, sim, afetar os rins com o tempo.

    2. Quem tem problema nos rins pode ter pressão alta?

    Sim. Há uma relação de mão dupla entre doença renal e pressão alta, ou seja, um problema nos rins pode causar pressão alta.

    3. Como saber se meus rins estão sendo afetados?

    Com exames de creatinina, taxa de filtração glomerular e exame de urina, pedidos por um médico.

    4. Só o remédio resolve a pressão alta?

    Os remédios são importantes, mas os hábitos saudáveis fazem toda a diferença no controle da pressão alta.

    5. A alimentação faz diferença na saúde dos rins?

    Sim. Comer bem, com pouco sal e alimentos naturais, ajuda a controlar a pressão alta e a saúde dos rins.

    6. Quais exames devo fazer para acompanhar minha saúde renal?

    Os principais exames são a dosagem de creatinina no sangue, a taxa de filtração glomerular (TFG) e o exame de urina tipo 1. Eles ajudam a identificar alterações na função dos rins, mesmo antes dos sintomas aparecerem.

    7. É possível reverter o problema nos rins causado pela pressão alta?

    Em muitos casos, os danos renais não são reversíveis. Por isso, o mais importante é identificar cedo e controlar a pressão para evitar que o problema avance.

    8. A dor nos rins é um sinal comum de hipertensão?

    Nem sempre. A maioria dos problemas renais causados por pressão alta não provoca dor no início. A dor costuma aparecer apenas em casos mais avançados, quando os rins já estão com problema, ou quando há outra condição associada, como infecção ou pedra nos rins.

    9. Crianças e jovens também precisam se preocupar com pressão alta?

    Sim. Embora mais comum em adultos, a pressão alta também pode afetar crianças e adolescentes, principalmente em casos de obesidade, sedentarismo ou histórico familiar. Por isso, o acompanhamento médico desde cedo é importante.

    10. Tomar muita água ajuda a proteger os rins?

    Manter-se hidratado é importante para a saúde dos rins, mas só a água não previne os danos causados pela pressão alta. O controle da pressão e hábitos saudáveis são essenciais para proteger os rins. Consulte seu médico.

    Leia também: Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

  • Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Perceber um reflexo branco no olho da criança em uma foto pode parecer apenas um detalhe da iluminação. Mas, em alguns casos, esse sinal pode indicar um problema grave e que precisa de avaliação médica rápida: o retinoblastoma, um tipo raro de câncer ocular infantil.

    Embora seja incomum, o retinoblastoma é o tumor ocular mais frequente na infância. O bom é que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas e, em muitos casos, é possível preservar a visão da criança. Hoje você vai entender quais são os sinais de alerta para fazer a diferença na vida do seu filho.

    O que é o retinoblastoma

    O retinoblastoma é um tipo raro de câncer que se desenvolve na retina, a parte do olho responsável pela visão. Ele ocorre principalmente em crianças pequenas, geralmente antes dos 5 anos de idade.

    Quando diagnosticado precocemente, tem altas taxas de cura, o que torna fundamental reconhecer os sinais de alerta.

    O retinoblastoma é um tumor maligno que se origina nas células da retina.

    Ele pode afetar:

    • Um olho (unilateral);
    • Ambos os olhos (bilateral).

    A forma bilateral costuma estar associada a alterações genéticas hereditárias.

    Principais sinais e sintomas

    Os sinais podem ser percebidos pelos pais ou cuidadores.

    Os mais comuns são:

    • Leucocoria (reflexo branco na pupila, especialmente em fotos);
    • Estrabismo (olhos desalinhados);
    • Diminuição da visão;
    • Vermelhidão ocular;
    • Dor ocular (em casos mais avançados).

    A leucocoria é o sinal mais característico.

    Por que o retinoblastoma acontece

    O retinoblastoma está relacionado a mutações no gene RB1, que controla o crescimento das células. Ele pode ocorrer de duas formas.

    1. Forma hereditária

    • Associada a mutação genética;
    • Pode afetar ambos os olhos;
    • Maior risco de outros tumores.

    2. Forma não hereditária

    • Geralmente afeta apenas um olho;
    • Não está associada à herança familiar.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O principal fator de risco é ter histórico familiar de retinoblastoma. Na maioria dos casos, porém, não há história familiar conhecida.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação especializada. Os principais métodos são:

    • Exame oftalmológico detalhado;
    • Exames de imagem (ultrassom, ressonância);
    • Avaliação genética, quando indicado.

    O diagnóstico precoce é fundamental.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do tamanho, localização e extensão do tumor. As principais opções são:

    1. Quimioterapia

    • Para reduzir o tumor;
    • Pode ser sistêmica ou local.

    2. Terapias locais

    • Laser;
    • Crioterapia;
    • Radioterapia em casos específicos.

    3. Cirurgia

    • Remoção do olho (enucleação) em casos avançados.

    Retinoblastoma tem cura?

    Sim. Quando diagnosticado precocemente, as taxas de cura são altas. Além disso, é possível preservar a visão em muitos casos.

    Importância do diagnóstico precoce

    O reconhecimento precoce dos sinais é essencial para:

    • Aumentar as chances de cura;
    • Preservar a visão;
    • Evitar complicações.

    Confira: Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    Perguntas frequentes sobre retinoblastoma

    1. Retinoblastoma é comum?

    Não. É um câncer raro.

    2. Pode afetar os dois olhos?

    Sim, especialmente na forma hereditária.

    3. O reflexo branco no olho é normal?

    Não. Deve sempre ser investigado.

    4. Tem cura?

    Sim, principalmente quando diagnosticado cedo.

    5. Pode ser hereditário?

    Sim, em alguns casos.

    6. Toda criança deve ser examinada?

    Sim. Avaliações oftalmológicas são importantes.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar reflexo branco no olho ou alterações visuais.

    Veja mais: Oncofertilidade: como funciona a preservação da fertilidade antes de tratamento de câncer?

  • Queda de cabelo ou alopecia? Veja quando investigar

    Queda de cabelo ou alopecia? Veja quando investigar

    Se você notou mais fios caindo no travesseiro ou no banho, saiba que a queda de cabelo pode ser algo natural, mas também um sinal de alerta. É esperado que uma pessoa perca cerca de 100 a 150 fios diariamente, como parte do ciclo natural de renovação dos cabelos.

    Quando essa perda se intensifica ou aparecem áreas visivelmente ralas, porém, é importante ficar atento. Descubra neste guia o que é considerado normal, o que pode indicar alopecia e quando procurar um médico dermatologista ou tricologista.

    O que é alopecia

    “Alopecia é o termo médico para a perda de cabelo, seja pela ausência dos fios, como na alopecia areata, seja pelo afinamento progressivo, que leva à ausência de cobertura, como na alopecia androgenética”, explica a tricologista e especialista em saúde capilar Flávia Grazielle de Sousa Carneiro.

    Ela destaca, porém, que nem toda queda de cabelo pode ser considerada alopecia. Pequenas quedas diárias são normais e esperadas. O termo alopecia só se aplica quando há falhas ou redução visível dos fios que ultrapassam o padrão habitual.

    Tipos mais comuns de alopecia

    Há vários tipos de alopecia e um médico dermatologista ou tricologista está apto a identificar e ajudar a tratar esse problema que gera baixa autoestima em muitas pessoas, especialmente nas mulheres.

    Alopecia androgenética

    É a chamada calvície hereditária, em que se herda os genes do pai ou da mãe. Com influência genética e hormonal, a alopecia androgenética costuma evoluir lentamente, com afinamento dos fios ao longo dos anos, até que o fio para efetivamente de nascer. É comum tanto em homens quanto em mulheres, quando se chama de calvície feminina.

    Alopecia areata

    De origem autoimune, acontece quando o próprio sistema de defesa do corpo erra e ataca os folículos do couro cabeludo. A alopecia areata pode causar falhas redondas no couro cabeludo ou até mesmo calvície total. “É uma doença de amplo espectro, que vai desde falhas isoladas até a perda total dos pelos do corpo”, explica Flávia.

    Alopecia cicatricial

    Esse tipo causa a destruição definitiva dos folículos capilares, que leva à perda permanente dos fios. A forma mais conhecida é a alopecia frontal fibrosante, que atinge principalmente a linha da testa.

    Quais são as principais causas da queda de cabelo

    A queda dos fios pode ter diversas origens. De acordo com a tricologista, estresse, deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças autoimunes, uso de certos medicamentos e a própria predisposição genética estão entre os desencadeantes mais comuns.

    Em muitos casos, mais de uma coisa acontece ao mesmo tempo. Por exemplo, uma pessoa que geneticamente tem maior chance de ter o problema pode ver a queda de cabelo aumentar ainda mais depois de um período de estresse, anemia ou outra condição de saúde. É o caso do eflúvio telógeno.

    Esse nome difícil nada mais é do que uma queda difusa e temporária do cabelo, que geralmente acontece depois de um período muito estressante, doenças infecciosas, pós-parto ou cirurgias.

    Quando a queda de cabelo merece atenção

    A queda começa a preocupar quando é persistente, intensa e ultrapassa o padrão considerado normal. “É normal perder de 100 a 150 fios por dia, mas a queda preocupa quando há afinamento dos fios, falhas visíveis ou aumento da perda diária por mais de três meses”, alerta a tricologista.

    A queda de cabelo pode ser um sinal de alerta para problemas maiores no organismo. “Quando há queda intensa ou persistente, deve haver uma investigação complementar, especialmente se vier acompanhada de sinais e sintomas sistêmicos (aqueles que afetam o corpo todo e não apenas uma parte específica, como a febre, por exemplo)”, explica Flávia.

    Isso significa que, em alguns casos, o médico pode pedir exames para investigar doenças como alterações na tireoide, lúpus ou anemia, que têm entre seus sintomas a perda de cabelo.

    Como é feito o diagnóstico da alopecia?

    O diagnóstico da queda de cabelo feminina ou masculina é feito por um dermatologista ou tricologista por meio da avaliação do couro cabeludo e do relato e informações da pessoa. Em muitos casos, faz-se a tricoscopia, uma inspeção detalhada dos fios com uma lente de aumento.

    “A tricoscopia nos permite enxergar detalhes não vistos a olho nu”, afirma a dermatologista. Ela ajuda a identificar o tipo de alopecia e a direcionar o tratamento.

    Dependendo do caso, o médico pode pedir exames de sangue, testes de alergia capilar ou até mesmo biópsia do couro cabeludo para confirmar o tipo de alopecia.

    Veja também: Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria

    Perguntas frequentes sobre queda de cabelo e alopecia

    1. É normal perder cabelo todos os dias?

    Sim. Perder de 100 a 150 fios por dia é considerado normal. Mais que isso, porém, é preciso investigar com um médico.

    2. Toda queda de cabelo é sinal de alopecia?

    Não. Só é considerada alopecia quando há perda além do normal, com falhas visíveis ou afinamento dos fios.

    3. O estresse pode causar queda de cabelo?

    Sim. O estresse é uma das principais causas do eflúvio telógeno, um tipo comum de queda de cabelo temporária.

    4. É possível reverter a calvície?

    Em alguns casos, sim. Outros, como a alopecia androgenética, podem ser controlados, mas não revertidos por completo.

    5. Toda pessoa com alopecia precisa de transplante capilar?

    Não. O transplante só é indicado em situações específicas, com a causa estabilizada e área doadora adequada.

    Leia mais: Como tratar a alopecia e prevenir a queda de cabelo

  • Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Pessoas que conseguem dobrar excessivamente os dedos, deslocam articulações com facilidade ou apresentam pele muito elástica podem ter sinais de uma condição genética chamada síndrome de Ehlers-Danlos. Embora alguns sintomas pareçam apenas flexibilidade acima da média, a síndrome pode afetar diferentes partes do corpo e impactar consideravelmente a rotina.

    A condição envolve alterações no colágeno, proteína fundamental para dar sustentação e resistência aos tecidos. Dependendo do tipo da síndrome, os sintomas podem variar desde dor e instabilidade articular até formas mais graves, com comprometimento de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    O que é a síndrome de Ehlers-Danlos

    A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo de doenças genéticas que afetam o tecido conjuntivo, especialmente o colágeno, proteína essencial para a estrutura da pele, articulações e vasos sanguíneos. É uma condição hereditária em que há alteração na produção ou na estrutura do colágeno. Isso leva a tecidos mais frágeis e elásticos do que o normal.

    Essa condição pode causar hipermobilidade das articulações, pele mais elástica e maior fragilidade dos tecidos. A gravidade varia bastante conforme o tipo da síndrome.

    Existem diferentes tipos de síndrome de Ehlers-Danlos, com manifestações variadas.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar conforme o tipo, mas os mais comuns são:

    • Hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis);
    • Dor nas articulações;
    • Luxações frequentes;
    • Pele elástica e macia;
    • Pele que se machuca facilmente;
    • Cicatrização alterada.

    Tipos mais comuns

    A síndrome de Ehlers-Danlos possui diferentes formas.

    1. Tipo hipermóvel

    • Mais comum;
    • Predomínio de hipermobilidade e dor articular.

    2. Tipo clássico

    • Pele mais elástica e frágil;
    • Cicatrização anormal.

    3. Tipo vascular

    • Forma mais grave;
    • Fragilidade de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    Por que a síndrome acontece

    A SED é causada por mutações genéticas que afetam o colágeno. Essas alterações são hereditárias e podem ser transmitidas de geração em geração.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A síndrome é genética, portanto:

    • Pode ocorrer em pessoas com histórico familiar;
    • Pode surgir mesmo sem antecedentes conhecidos, em alguns casos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Nos sinais e sintomas;
    • Na avaliação da hipermobilidade;
    • Em alguns casos, em testes genéticos.

    A avaliação por especialista é importante para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras condições.

    Possíveis complicações

    Dependendo do tipo, podem ocorrer:

    • Dor crônica;
    • Instabilidade articular;
    • Lesões frequentes;
    • Problemas vasculares, especialmente no tipo vascular.

    Como é feito o tratamento

    Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar os sintomas e reduzir complicações.

    1. Fisioterapia

    • Fortalecimento muscular;
    • Estabilização das articulações.

    2. Controle da dor

    • Analgésicos;
    • Acompanhamento especializado.

    3. Cuidados gerais

    • Evitar movimentos excessivos;
    • Prevenir lesões;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Síndrome de Ehlers-Danlos tem cura?

    Não. É uma condição genética crônica, mas pode ser manejada com acompanhamento adequado e medidas para melhorar a qualidade de vida.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre síndrome de Ehlers-Danlos

    1. É uma doença rara?

    Sim, embora alguns tipos sejam mais frequentes que outros.

    2. Pode causar dor?

    Sim. Dor articular e muscular são sintomas comuns.

    3. Ehlers-Danlos tem cura?

    Não, mas os sintomas podem ser controlados.

    4. Pode afetar a pele?

    Sim. A pele pode ser mais elástica, fina e frágil.

    5. A Síndrome de Ehlers-Danlos é hereditária?

    Sim. A síndrome tem origem genética.

    6. Hipermobilidade sempre significa síndrome de Ehlers-Danlos?

    Não. Algumas pessoas têm hipermobilidade sem apresentar a doença.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver hipermobilidade associada a dor, lesões frequentes ou outros sintomas persistentes.

    Veja mais: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

  • Resistência à insulina pode afetar a saúde ginecológica? Especialista explica

    Resistência à insulina pode afetar a saúde ginecológica? Especialista explica

    A resistência à insulina é uma condição metabólica na qual as células do corpo, em especial músculos, gordura e fígado, não respondem adequadamente ao hormônio insulina, dificultando a entrada da glicose no sangue para dentro das células. Consequentemente, o pâncreas produz mais insulina para compensar, provocando altos níveis do hormônio no sangue.

    A condição é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, mas você sabia que ela também desempenha um papel importante na saúde ginecológica e reprodutiva da mulher?

    Além do controle da glicose no sangue, o desequilíbrio metabólico pode interferir diretamente no funcionamento dos ovários, alterando a produção de hormônios e favorecendo o surgimento de condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

    Os impactos podem variar desde irregularidades no ciclo menstrual e aparecimento de acne até dificuldades significativas para engravidar. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a resistência à insulina afeta os ovários?

    A resistência à insulina altera o equilíbrio hormonal do corpo feminino, segundo a ginecologista Andreia Sapienza. Quando o organismo produz insulina em excesso para tentar controlar a glicose no sangue, o aumento da insulina passa a estimular os ovários a produzirem mais andrógenos, que são os chamados hormônios masculinos.

    O desequilíbrio hormonal interfere diretamente no funcionamento dos ovários e no ciclo reprodutivo da mulher, o que pode desencadear:

    • Prejuízo da ovulação;
    • Desregulação do ciclo menstrual;
    • Ciclos mais longos ou ausência de menstruação;
    • Acne e aumento da oleosidade da pele;
    • Excesso de pelos no rosto e no corpo;
    • Dificuldade na maturação adequada dos óvulos.

    Como consequência, o processo desencadeia um ciclo: a resistência à insulina aumenta a produção de andrógenos, enquanto os andrógenos favorecem ainda mais a resistência insulínica, perpetuando as alterações hormonais e metabólicas ao longo do tempo.

    Além disso, a obesidade também tem um papel importante nesse quadro, já que o excesso de gordura corporal favorece a inflamação e piora a resposta das células à insulina. Em alguns casos, mulheres com obesidade podem apresentar sintomas muito semelhantes aos da SOP, mesmo sem preencher todos os critérios diagnósticos da síndrome.

    Relação da resistência à insulina na SOP

    Quando os níveis de insulina permanecem altos no organismo, os ovários passam a responder produzindo uma quantidade excessiva de andrógenos, como a testosterona. O desequilíbrio interfere diretamente no funcionamento normal dos ovários e na ovulação.

    Com o aumento dos andrógenos, os folículos ovarianos deixam de amadurecer adequadamente. Em vez de um óvulo ser desenvolvido e liberado todos os meses, como acontece em um ciclo menstrual normal, os folículos interrompem o crescimento antes da hora e acabam se acumulando nos ovários.

    No ultrassom, o acúmulo aparece como pequenos cistos distribuídos ao redor dos ovários, formando o aspecto típico da Síndrome dos Ovários Policísticos.

    Sinais de alerta da resistência à insulina

    A resistência à insulina pode permanecer silenciosa por muitos anos, mas alguns sinais podem servir de alerta para investigar alterações metabólicas e hormonais, como:

    • Acantose nigricante, que são manchas escuras em regiões de dobra, como pescoço, axilas e virilha;
    • Ganho de peso ou dificuldade para emagrecer;
    • Aumento da gordura abdominal;
    • Cansaço frequente;
    • Fome excessiva;
    • Vontade frequente de comer doces;
    • Irregularidade menstrual;
    • Ciclos menstruais muito longos;
    • Ausência de menstruação por meses;
    • Acne e aumento da oleosidade da pele;
    • Excesso de pelos no rosto, tórax ou abdômen;
    • Dificuldade para engravidar.

    Segundo Andreia, os sintomas costumam aparecer de forma gradual e podem afetar tanto a saúde metabólica quanto a saúde ginecológica da mulher.

    A resistência à insulina causa infertilidade?

    A resistência à insulina é uma das principais causas de infertilidade feminina de origem endócrina, pois o excesso do hormônio interfere no amadurecimento dos óvulos e impede a ovulação. No entanto, o quadro costuma ser reversível com o tratamento adequado.

    A mudança na composição corporal, com perda de gordura e aumento da massa muscular, aliada à prática regular de exercícios e ao controle alimentar, melhora a sensibilidade à insulina e favorece a retomada dos ciclos ovulatórios. Em alguns casos, medicamentos como a metformina podem ser indicados pelo médico para auxiliar nesse processo.

    Riscos da resistência insulínica na gravidez

    A resistência à insulina durante a gestação aumenta o risco de complicações maternas e fetais, principalmente quando o quadro já existia antes da gravidez ou não está bem controlado. Os principais riscos incluem:

    • Diabetes gestacional;
    • Pré-eclâmpsia;
    • Pressão alta na gestação;
    • Maior risco de parto prematuro;
    • Crescimento excessivo do bebê (macrossomia fetal);
    • Maior chance de cesárea;
    • Alterações no controle da glicose do recém-nascido após o parto.

    Além disso, mulheres com obesidade e resistência insulínica costumam apresentar maior inflamação metabólica, o que também pode prejudicar a fertilidade e aumentar os riscos obstétricos ao longo da gravidez.

    Diagnóstico da resistência à insulina

    O diagnóstico da resistência à insulina é feito por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais. O médico observa os sintomas, o histórico da paciente e sinais físicos associados às alterações metabólicas, como ganho de peso abdominal, irregularidade menstrual e acantose nigricante.

    Além da avaliação clínica, Andreia explica que alguns exames ajudam a identificar alterações no metabolismo da glicose e da insulina, incluindo:

    • Glicemia de jejum e hemoglobina glicada, que avaliam os níveis de açúcar no sangue;
    • Curva glicêmica, exame que mostra como o organismo responde à glicose ao longo do tempo;
    • Índices HOMA-IR e HOMA-Beta, utilizados para analisar a relação entre glicose e insulina e estimar o grau de resistência insulínica e o funcionamento do pâncreas;
    • Perfil lipídico, com avaliação do colesterol e dos triglicerídeos, já que alterações metabólicas costumam estar associadas à resistência à insulina.

    Como é feito o tratamento da resistência à insulina?

    O tratamento da resistência à insulina é baseado, principalmente, na mudança do estilo de vida. Segundo Andreia, melhorar a composição corporal, com menos gordura e mais massa muscular, é uma das medidas mais importantes para recuperar a sensibilidade à insulina e melhorar o funcionamento do metabolismo. O tratamento envolve medidas como:

    • Perda de peso, especialmente com redução da gordura abdominal e melhora da composição corporal;
    • Alimentação equilibrada, com menor consumo de açúcares, ultraprocessados e alimentos de alto índice glicêmico;
    • Prática regular de atividade física, principalmente exercícios que ajudam a preservar ou aumentar a massa muscular;
    • Melhora da qualidade do sono, já que dormir mal aumenta hormônios relacionados ao estresse e piora o controle da glicose;
    • Controle do estresse e do cortisol, que podem favorecer o aumento da glicemia e agravar a resistência à insulina.

    Em alguns casos, Andreia explica que alguns medicamentos podem ser usados como complemento, como a metformina, a espironolactona e alguns anticoncepcionais específicos. Contudo, eles não substituem a melhora da composição corporal e das mudanças no estilo de vida.

    Por fim, o uso dos análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, pode ajudar na perda de peso. No entanto, se a paciente não associar o tratamento à prática de exercícios físicos, existe o risco de perda de massa muscular.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. É possível ter resistência à insulina mesmo sendo magra?

    Sim, pois embora a obesidade seja o principal fator de risco, pacientes magras podem desenvolver a condição devido ao sedentarismo, má alimentação (excesso de alimentos de alto índice glicêmico) ou genética. A falta de massa muscular é um fator decisivo nesses casos.

    2. Por que o músculo é tão importante para o controle da insulina?

    Os músculos são os maiores consumidores de glicose do corpo. Eles possuem receptores (como o GLUT4) que facilitam a entrada do açúcar nas células. Quanto mais massa muscular você tem, mais eficiente é o seu metabolismo e menos insulina seu pâncreas precisa produzir.

    3. O que é o índice glicêmico e como ele afeta a dieta?

    É a velocidade com que o açúcar de um alimento chega ao sangue. Alimentos de alto índice glicêmico (como pão branco e doces) causam picos rápidos de glicose, forçando o pâncreas a liberar muita insulina de uma vez. O ideal é consumir fibras e integrais para que essa absorção seja lenta e gradual.

    4. Qual a diferença entre pré-diabetes e resistência à insulina?

    A resistência à insulina é o mecanismo inicial. O pré-diabetes ocorre quando essa resistência já causou um descontrole leve no metabolismo, indicando que o pâncreas já perdeu cerca de 30% de sua capacidade produtiva.

    5. A resistência à insulina tem cura?

    Ela pode ser controlada e revertida através da mudança de composição corporal. Ao reduzir o percentual de gordura e aumentar a massa muscular, o metabolismo recupera sua sensibilidade à insulina, os ciclos menstruais se regulam e os riscos de doenças futuras diminuem drasticamente.

    6. O que são ciclos anovulatórios?

    São ciclos menstruais em que a mulher sangra, mas não houve a liberação de um óvulo. Na resistência insulínica, isso é comum porque os hormônios masculinos em excesso impedem que o folículo se rompa. É por isso que muitas mulheres acham que estão saudáveis por “menstruar”, mas na verdade não estão ovulando.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Pólipos intestinais: quando essas lesões podem virar câncer? 

    Pólipos intestinais: quando essas lesões podem virar câncer? 

    Os pólipos intestinais costumam ser descobertos de forma silenciosa, muitas vezes durante exames de rotina como a colonoscopia. Embora a maioria seja benigna, alguns tipos podem evoluir lentamente para câncer colorretal ao longo dos anos, motivo pelo qual o diagnóstico precoce é tão importante.

    Por não causarem sintomas em muitos casos, essas formações acabam passando despercebidas até serem identificadas em exames preventivos. Quando detectados e removidos precocemente, os pólipos podem evitar o desenvolvimento de tumores malignos no intestino.

    O que são os pólipos intestinais

    Os pólipos intestinais são pequenas formações que surgem na parede interna do intestino, especialmente no intestino grosso (cólon e reto).

    Na maioria das vezes, são benignos, mas alguns tipos podem evoluir para câncer ao longo do tempo, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento fundamentais.

    Muitas pessoas têm pólipos sem apresentar sintomas, e o achado costuma ocorrer em exames de rotina.

    Os pólipos podem variar em:

    • Tamanho;
    • Número;
    • Formato;
    • Potencial de malignidade.

    Nem todos os pólipos são perigosos, mas alguns podem se transformar em câncer com o tempo.

    Tipos de pólipos intestinais

    Existem diferentes tipos. Conheça os principais.

    1. Pólipos hiperplásicos

    • Geralmente benignos;
    • Baixo risco de malignidade.

    2. Adenomas (pólipos adenomatosos)

    • Podem evoluir para câncer;
    • Exigem acompanhamento.

    3. Pólipos serrilhados

    • Alguns têm potencial de malignidade;
    • Necessitam avaliação específica.

    Principais sintomas

    Na maioria dos casos, os pólipos não causam sintomas. Quando presentes, podem incluir:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração do hábito intestinal;
    • Dor abdominal, em alguns casos;
    • Anemia causada por sangramento crônico.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 50 anos;
    • Histórico familiar de pólipos ou câncer colorretal;
    • Dieta rica em gordura e pobre em fibras;
    • Sedentarismo;
    • Obesidade;
    • Tabagismo.

    Como é feito o diagnóstico

    O principal exame é a colonoscopia, que permite:

    • Visualizar o intestino;
    • Identificar pólipos;
    • Remover pólipos durante o exame.

    Outros exames podem complementar a avaliação em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento geralmente consiste na remoção dos pólipos.

    1. Polipectomia

    • Remoção durante a colonoscopia;
    • Procedimento comum e eficaz.

    2. Acompanhamento

    • Repetição de exames conforme o tipo de pólipo;
    • Intervalo definido pelo médico.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é indicada em casos específicos, quando necessário.

    Pólipos intestinais podem virar câncer?

    Sim, especialmente os pólipos adenomatosos. Por isso, a detecção e a remoção precoce são fundamentais para prevenir o câncer colorretal.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Alimentação rica em fibras;
    • Prática regular de atividade física;
    • Evitar tabagismo e álcool em excesso;
    • Realizar exames de rastreamento conforme orientação médica.

    Veja mais: 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    Perguntas frequentes sobre pólipos intestinais

    1. Pólipos intestinais são câncer?

    Não, mas alguns podem evoluir para câncer.

    2. Sempre causam sintomas?

    Não. A maioria é assintomática.

    3. Como são descobertos?

    Os pólipos intestinais são geralmente descobertos no exame de colonoscopia.

    4. Precisa remover todos?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Podem voltar?

    Sim. Por isso o acompanhamento é importante.

    6. Quem deve fazer colonoscopia?

    Principalmente pessoas acima de 50 anos ou com fatores de risco.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar sangue nas fezes ou alterações intestinais persistentes.

    Veja mais: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil