Categoria: Doenças

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  • Alergia a medicamentos: sintomas, como é feito o diagnóstico e quando suspeitar da condição 

    Alergia a medicamentos: sintomas, como é feito o diagnóstico e quando suspeitar da condição 

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a alergia a medicamentos afeta cerca de 10% da população mundial. No Brasil, os dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que entre 14 e 16 milhões de brasileiros convivem com a condição.

    Apesar de não ser menos frequente do que as alergias alimentares ou respiratórias, ela pode surgir de forma inesperada e, em alguns casos, evoluir para quadros graves. Qualquer medicamento, seja um simples paracetamol, um antibiótico ou um remédio natural, pode desencadear uma reação alérgica em pessoas sensíveis.

    O que é a alergia a medicamentos?

    A alergia a medicamentos, também conhecida como hipersensibilidade medicamentosa, é uma reação do sistema imunológico a determinadas substâncias presentes em remédios. O organismo identifica o medicamento como uma ameaça e reage de forma exagerada, desencadeando sintomas que podem variar de leves a graves.

    Diferente dos efeitos colaterais, que são reações previsíveis descritas na bula, a alergia medicamentosa envolve uma resposta imunológica e nem sempre acontece na primeira vez em que a pessoa usa o remédio.

    Na verdade, em muitos casos, a reação pode acontecer mesmo após o uso da medicação por um longo período, sem que a pessoa tenha apresentado sintomas anteriormente. Por isso, qualquer medicamento deve ser usado apenas com orientação médica.

    Principais sintomas de alergia a medicamentos

    Os sintomas de alergia a um remédio costumam surgir de duas formas: imediatas, que surgem poucos minutos ou até duas horas após tomar o medicamento, ou tardias, que aparecem dias ou semanas depois do início do tratamento.

    Os sinais mais frequentes envolvem reações na pele, como:

    • Urticária, com placas vermelhas que coçam muito e podem aparecer em diferentes partes do corpo;
    • Coceira generalizada, mesmo sem manchas visíveis;
    • Vermelhidão na pele, que pode se espalhar pelo corpo;
    • Inchaço leve nas pálpebras, nos lábios ou nas orelhas;
    • Febre baixa sem outra causa aparente, como uma infecção.

    Apesar de menos comuns, os sintomas respiratórios são sinais de que a reação está deixando de ser apenas na pele e se tornando sistêmica, afetando o corpo todo. Eles acontecem porque as substâncias inflamatórias liberadas pelo sistema imunológico causam o estreitamento das vias aéreas e o inchaço dos tecidos respiratórios. São eles:

    • Falta de ar ou dificuldade para respirar, com sensação de esforço para puxar o ar;
    • Chiado no peito durante a respiração;
    • Tosse seca e persistente após o uso do medicamento;
    • Rouquidão ou mudança repentina na voz;
    • Sensação de garganta fechando;
    • Coriza intensa, espirros e congestão nasal repentinos.

    Por fim, existem reações alérgicas graves que demoram dias para aparecer, como a Síndrome de Stevens-Johnson. Além da febre, a pele começa a descascar, surgem bolhas dolorosas e feridas na boca, nos olhos e nas partes íntimas. Se notar os sintomas, suspenda o remédio e vá para um hospital imediatamente.

    Medicamentos que mais causam alergia

    Qualquer remédio pode desencadear uma reação alérgica, mas existem algumas classes de medicamentos que estão mais frequentemente associadas ao quadro, como:

    • Antibióticos: a amoxicilina, a ampicilina e os medicamentos à base de sulfa são alguns dos principais exemplos e podem provocar manchas na pele, urticária e reações graves;
    • Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): remédios usados para dores e febre, como dipirona, aspirina, ibuprofeno, diclofenaco e nimesulida, podem causar urticária, inchaço e crises respiratórias;
    • Medicamentos anticonvulsivantes: remédios utilizados para epilepsia e dores neurológicas, como carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, podem causar reações alérgicas na pele que surgem semanas após o início do tratamento;
    • Contrastes iodados: as substâncias usadas em exames de imagem, como tomografia computadorizada, podem desencadear reações alérgicas imediatas, principalmente em pessoas com histórico de anunciou;
    • Quimioterápicos e anticorpos monoclonais: medicamentos utilizados no tratamento do câncer e de doenças autoimunes também podem provocar reações alérgicas importantes e, por isso, muitas vezes precisam ser administrados com acompanhamento hospitalar.

    Como os analgésicos e anti-inflamatórios são vendidos livremente nas farmácias, muitas pessoas usam os remédios sem perceber que sintomas como coceira, manchas na pele ou uma tosse repentina podem ser sinais de uma reação alérgica.

    Ao suspeitar de alergia, o uso do medicamento deve ser interrompido imediatamente e a orientação médica deve ser procurada.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da alergia a medicamentos é feito principalmente por meio da avaliação clínica e do histórico do paciente. Durante a consulta, o especialista avalia quais remédios foram usados, quando os sintomas apareceram, quanto tempo duraram e como o corpo reagiu após o uso da medicação.

    O histórico de outras alergias e doenças também pode ajudar na investigação, já que algumas pessoas têm maior predisposição a desenvolver reações alérgicas.

    Além da avaliação clínica, alguns exames podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico, como:

    • Teste de provocação oral (TPO): em que o recebe pequenas doses do medicamento suspeito de forma gradual para avaliar se o organismo apresenta alguma reação alérgica. Ele deve ser feito apenas em ambiente hospitalar;
    • Prick test (teste de puntura): em que uma gota do medicamento é colocada na pele e o médico faz uma pequena picada no local. Se houver instrução, pode surgir uma pequena bolha ou vermelhidão em cerca de 15 a 20 minutos;
    • Teste de contato (patch test): indicado principalmente para reações que aparecem dias depois do uso do remédio. Nesse exame, adesivos com a substância são colocados nas costas do paciente por 48 a 72 horas para avaliar possíveis reações na pele.

    Em alguns casos específicos, como na suspeita de alergia a antibióticos como a penicilina, o médico pode solicitar um exame de sangue chamado IgE específica, que identifica anticorpos produzidos pelo organismo contra aquele medicamento.

    O que fazer em caso de suspeita?

    Ao suspeitar de uma alergia a medicamentos, a primeira medida é interromper o uso do remédio e procurar orientação médica. Mesmo sintomas leves, como coceira e manchas na pele, devem ser avaliados, já que as reações podem evoluir rapidamente em algumas pessoas.

    Em casos de sinais mais graves, o atendimento de urgência deve ser procurado imediatamente. Os sintomas de alerta incluem:

    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
    • Inchaço nos lábios, na língua ou na garganta;
    • Sensação de desmaio;
    • Chiado no peito;
    • Queda de pressão;
    • Manchas pelo corpo associadas a mal-estar intenso.

    Se possível, leve a embalagem ou o nome do medicamento utilizado para facilitar a identificação da substância responsável pela reação.

    Como é feito o tratamento de alergia a medicamentos?

    Em casos de acesso a medicamentos, o primeiro passo é interromper o uso da substância suspeita e procurar atendimento médico. Depois da avaliação, o profissional pode indicar medicamentos para controlar os sintomas alérgicos, como anti-histamínicos e corticoides.

    O tratamento varia de acordo com a intensidade da reação e pode ser feito com remédios por via oral, pomadas na pele ou medicações injetáveis.

    Nos casos mais graves, como a anafilaxia, o tratamento deve ser imediato e pode incluir a aplicação de adrenalina e outros medicamentos para controlar a reação alérgica e estabilizar o paciente.

    Confira: Remédios que podem ser perigosos quando combinados

    Perguntas frequentes

    1. Quem tem alergia à Dipirona pode tomar Paracetamol?

    Normalmente sim, pois o paracetamol pertence a uma classe química diferente da dipirona, sendo uma das alternativas mais seguras. No entanto, uma pequena parcela de pessoas pode ter sensibilidade a ambos. O ideal é conversar com o médico para testar a medicação de forma segura.

    2. Quem tem alergia ao Ibuprofeno pode tomar Nimesulida?

    Não é recomendado. O ibuprofeno e a nimesulida são anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Quem tem alergia a um medicamento dessa classe tem um risco muito alto de sofrer uma “reação cruzada” com os outros remédios do mesmo grupo.

    3. É possível desenvolver alergia a um remédio que sempre tomei?

    Sim. A instrução pode acontecer após o sistema imunológico já ter tido contato com ele e criado anticorpos. Por isso, você pode tomar um medicamento a vida inteira e, de repente, desenvolver alergia a ele.

    4. Quanto tempo dura uma crise de alergia a medicamentos?

    Se o uso do remédio for interrompido imediatamente, os sintomas leves (como coceira e manchas na pele) costumam sumir entre 2 a 7 dias com o uso de antialérgicos. Reações graves que descamam a pele podem demorar semanas para cicatrizar.

    5. Tomar antialérgico antes de tomar o remédio previne a alergia?

    Não. O antialérgico (anti-histamínico) pode mascarar sintomas leves na pele, mas não impede uma reação alérgica grave ou um choque anafilático. Nunca use essa estratégia para tomar um remédio ao qual você sabe que é alérgico.

    6. Qual a diferença entre alergia e efeito colateral?

    A alergia é uma reação imprevisível do sistema de defesa do corpo, como manchas na pele e falta de ar. O efeito colateral é uma reação prevista e ligada ao próprio efeito do remédio, como sentir tontura após um calmante ou queimação no estômago após um anti-inflamatório.

    7. Como aliviar a coceira da alergia a medicamentos em casa?

    Após suspender o remédio suspeito, banhos frios ou mornos (sem esfregar a pele) e compressas frias ajudam a acalmar a região. O uso de hidratantes sem perfume também alivia. Consulte um médico para que ele receite o antialérgico ideal.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • Riscos do HPV e como a vacina protege contra câncer 

    Riscos do HPV e como a vacina protege contra câncer 

    Você provavelmente já ouviu falar em HPV, mas talvez não saiba que esse vírus comum e silencioso está por trás de muitos casos de câncer. O HPV, por exemplo provoca câncer de colo de útero e, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres.

    A boa notícia é que existe uma forma eficaz e segura de se proteger: a vacina contra o HPV. Apesar disso, dúvidas, mitos e desinformação ainda impedem que essa proteção chegue a todos.

    Neste texto, com a ajuda da ginecologista Fernanda Caruso Fortunato Freire, você vai entender o que é o HPV, como se transmite, por que está ligado ao câncer e como a vacina contra HPV pode fazer toda a diferença.

    O que é HPV e por que ele preocupa

    O papilomavírus humano (HPV) é um vírus sexualmente transmissível muito comum que atinge a pele e as mucosas. Mesmo com preservativo, existe o risco de transmissão, já que o vírus pode estar em áreas não cobertas.

    “Estima-se que cerca de 600 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas, e que 80% da população sexualmente ativa entre em contato com o HPV em algum momento da vida”, explica Fernanda.

    E o problema vai além das verrugas genitais causadas por ele. Alguns subtipos do vírus, especialmente os tipos 16 e 18, são responsáveis por mais de 70% dos casos de câncer do colo do útero no Brasil.

    Tudo começa com lesões que, se não forem acompanhadas e tratadas precocemente por um médico, podem evoluir para câncer.

    Sintomas do HPV

    Na maioria dos casos, o HPV não provoca sintomas visíveis, mas quando aparecem, costumam ser os abaixo.

    Em mulheres

    • Verrugas genitais na vulva, vagina, colo do útero ou ao redor do ânus;
    • Coceira ou desconforto na região íntima;
    • Lesões internas no colo do útero, que só são detectadas por exames como o Papanicolau.

    Em homens

    • Verrugas no pênis, escroto, virilha ou ao redor do ânus;
    • Coceira ou irritação na área afetada;
    • Lesões internas na uretra ou ânus, geralmente assintomáticas.

    Tanto em homens quanto em mulheres, o vírus pode estar presente mesmo sem sinais visíveis, por isso o acompanhamento médico e a vacina contra HPV são essenciais.

    Como funciona a vacina contra HPV

    A vacina contra HPV é feita com partículas semelhantes ao vírus, mas sem DNA, ou seja, ela não provoca infecção. “Essas partículas induzem o corpo a produzir anticorpos, que previnem a infecção pelo HPV e, consequentemente, o câncer”, explica Fernanda.

    No SUS, está disponível a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Já na rede privada, há também a versão nonavalente, com proteção contra mais subtipos (31, 33, 45, 52 e 58).

    A vacina contra HPV é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, sendo mais eficaz se aplicada entre 9 e 14 anos, antes do início da vida sexual.

    Qual a diferença entre a vacina do HPV do SUS e da rede particular?

    A principal diferença está na quantidade de tipos do vírus HPV que cada vacina protege.

    Vacina contra HPV no SUS

    A vacina oferecida é a quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Os tipos 16 e 18 estão ligados à maioria dos casos de câncer de colo do útero, e os tipos 6 e 11 causam verrugas genitais.

    A vacina contra HPV no SUS é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos e é aplicada em duas doses, com um intervalo de seis meses entre elas.

    Vacina contra HPV na rede privada

    Na rede privada, a vacina contra HPV é a nonavalente, que protege contra nove tipos do vírus. Além dos quatro cobertos pela vacina do SUS, ela também protege contra os tipos 31, 33, 45, 52 e 58. Isso oferece uma cobertura maior contra o câncer.

    O esquema de aplicação muda conforme a idade:

    • De 9 a 14 anos: duas doses
    • A partir dos 15 anos: três doses

    Tanto a vacina do SUS quanto a da rede privada são seguras e muito eficazes. A escolha depende da faixa etária, da orientação médica e da disponibilidade. O mais importante é se vacinar, pois essa é uma forma comprovada de prevenir o câncer de colo do útero, verrugas genitais e outros problemas causados pelo HPV.

    Vacina contra HPV para meninos

    Apesar da alta incidência de câncer de colo de útero causada pelo HPV, a vacina não é só para meninas. “Meninos devem ser vacinados sim!”, reforça a médica. A vacina contra HPV protege contra câncer de pênis, ânus, orofaringe e também contra verrugas genitais.

    Além da proteção individual, a vacina contra HPV em meninos ajuda a reduzir a circulação do vírus na população geral.

    Quantas doses de vacina contra HPV são necessárias?

    O esquema vacinal varia conforme a idade e a saúde da pessoa. Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos geralmente tomam duas doses. Acima dessa faixa ou em casos especiais, podem ser indicadas três doses.

    Vacina contra HPV não substitui o Papanicolau

    Mesmo quem está vacinado deve fazer o exame preventivo. “A vacina não cobre todos os tipos de HPV, então é importante manter o rastreamento regular”, alerta Fernanda.

    Já tive HPV, e agora?

    Se você já teve lesões por HPV, ainda pode se vacinar. “A vacina ajuda a reduzir o risco de recidivas e a prevenir outros tipos do vírus”, diz a ginecologista.

    Vacina contra HPV é segura?

    A vacina contra HPV é muito segura. Os efeitos colaterais mais comuns são leves, como dor no braço. Ela não causa infecção, não contém vírus vivo e não interfere na fertilidade.

    Fernanda ainda esclarece um mito comum: “Vacinar crianças não estimula a vida sexual precoce. Pelo contrário, é uma proteção antecipada para quando essa fase chegar”.

    Por que a cobertura da vacina contra HPV ainda é baixa?

    Apesar da oferta gratuita da vacina contra HPV no SUS, muitas pessoas não se vacinam. Para a médica, isso acontece por causa de fake news, mitos e desinformação.

    “Precisamos de mais educação em saúde e educação digital, para que as pessoas saibam avaliar o que leem nas redes sociais”, afirma.

    Vacinar é um ato de proteção individual e coletiva, e quanto mais cedo, melhor.

    Confira: Exame preventivo ginecológico: o que é e quando fazer

    Perguntas frequentes sobre vacina contra HPV

    1. A vacina contra HPV é segura?

    Sim. Ela é muito segura e tem poucos efeitos colaterais, como dor leve no braço. Não contém vírus vivo e não afeta a fertilidade.

    2. Qual a idade ideal para tomar a vacina contra o HPV?

    O ideal é entre 9 e 14 anos, antes da primeira relação sexual. Mas adultos até 45 anos também podem se vacinar.

    3. Homens também devem se vacinar?

    Com certeza. A vacina protege meninos contra cânceres de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais.

    4. Quem já teve HPV pode se vacinar?

    Sim. Mesmo após o contato com o vírus, a vacina pode ajudar a evitar outros subtipos e reduzir o risco de recidivas.

    5. Onde posso tomar a vacina contra HPV de graça?

    Ela está disponível gratuitamente no SUS para as idades indicadas. Basta procurar um posto de saúde da sua cidade.

    6. Como fazer prevenção do câncer de colo de útero?

    A melhor forma de prevenção do câncer de colo do útero é visitar o médico com regularidade para fazer exames de rotina, além de tomar a vacina contra o HPV. Esses cuidados ajudam a detectar alterações ainda no início e a evitar infecções pelo vírus que causa a maioria dos casos da doença.

    Veja mais: Vacinas contra o câncer: o que está sendo testado (e o que esperar)

  • Disruptores endócrinos: o que são, onde encontrá-los e como evitar a exposição

    Disruptores endócrinos: o que são, onde encontrá-los e como evitar a exposição

    Você já ouviu falar em disruptores endócrinos? Também conhecidos como desreguladores endócrinos, são substâncias químicas, orgânicas e inorgânicas capazes de interferir no funcionamento dos hormônios do corpo.

    Sendo considerados um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), eles podem ser encontrados mesmo em produtos comuns usados no dia a dia, como embalagens plásticas, cosméticos e até alguns alimentos ultraprocessados.

    Os disruptores endócrinos podem agir imitando, bloqueando ou alterando a ação natural dos hormônios no organismo. Com isso, eles acabam confundindo o sistema endócrino, responsável por regular funções importantes como metabolismo, crescimento, fertilidade, sono, puberdade e funcionamento da tireoide.

    Mesmo níveis baixos de exposição podem causar impactos no organismo, especialmente quando o contato acontece de forma contínua ao longo da vida. De acordo com estudos, acredita-se que o maior impacto dos disruptores aconteça na gestação, a infância e a adolescência, períodos em que o organismo passa por mudanças hormonais mais intensas.

    Como os disruptores endócrinos atuam no organismo?

    Os disruptores endócrinos atuam interferindo no sistema hormonal de três maneiras principais. Primeiro, eles são capazes de imitar hormônios naturais, como acontece com o bisfenol A (BPA), enganando o organismo e desencadeando respostas hormonais inadequadas.

    Segundo, eles podem atuar como bloqueadores hormonais, ocupando o receptor hormonal sem ativá-lo, o que impede que o hormônio real do organismo consiga transmitir sua mensagem, causando uma deficiência funcional.

    Por fim, os disruptores endócrinos podem interferir na produção, no transporte, no metabolismo ou na eliminação dos hormônios naturais, alterando as concentrações no sangue e desregulando o funcionamento do sistema endócrino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o resultado é um desequilíbrio que o corpo interpreta como um aumento ou uma diminuição hormonal, podendo até simular uma doença endócrina real. Como as substâncias apresentam efeito cumulativo, a especialista explica que é difícil estabelecer uma dose segura de exposição.

    Onde os disruptores endócrinos são encontrados?

    Diariamente, o organismo absorve disruptores endócrinos por meio da ingestão de água e alimentos, além da exposição ambiental ao solo e ar contaminados.

    Mas, como eles também estão presentes em alguns processos industriais, a absorção também acontece pelo contato com produtos de uso cotidiano, como:

    • Itens de higiene pessoal;
    • Roupas e tecidos;
    • Componentes eletrônicos;
    • Embalagens e recipientes de comida;
    • Maquiagens e produtos de beleza;
    • Brinquedos para crianças;
    • Recipientes térmicos de bebê;
    • Garrafas descartáveis e reutilizáveis;
    • Revestimentos de pisos e sofás;
    • Materiais de construção civil.

    Segundo Andreia, as substâncias capazes de afetar o sistema endócrino mais comuns incluem:

    • Bisfenol (BPAs): amplamente encontrados em plásticos policarbonatos e revestimentos de latas, são conhecidos por mimetizar o estrogênio no organismo;
    • Ftalatos: utilizados para dar flexibilidade aos plásticos e fixar fragrâncias em cosméticos, podem interferir diretamente no sistema reprodutor;
    • Parabenos: conservantes muito utilizados em produtos de higiene e beleza para evitar o crescimento de fungos e bactérias, possuindo potencial de desregulação hormonal;
    • Pesticidas: substâncias químicas usadas na agricultura que, além de contaminarem alimentos, apresentam alta persistência ambiental e toxicidade ao sistema endócrino;
    • Fitoesteróis: compostos naturais encontrados em plantas que possuem estrutura molecular semelhante ao colesterol e a hormônios humanos, podendo ligar-se aos receptores e interferir nas funções hormonais naturais.

    Nem toda exposição causa problemas imediatos. Segundo Andreia, a maior preocupação está na exposição crônica e cumulativa. Como os plásticos e outras substâncias químicas estão presentes em muitos produtos usados diariamente, o organismo acaba sendo exposto de forma contínua ao longo da vida.

    Complicações causadas pela exposição aos disruptores endócrinos

    De acordo com a OMS, a exposição prolongada aos disruptores endócrinos pode estar associada a um maior risco de desenvolvimento de diferentes problemas de saúde, como:

    • Diabetes tipo 2;
    • Hipotireoidismo;
    • Alterações na qualidade do esperma e infertilidade;
    • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
    • Câncer de mama;
    • Alterações metabólicas e puberais;
    • Câncer de testículo e de próstata;
    • Endometriose;
    • Alterações neurológicas e na tireoide;
    • Dificuldade no aleitamento materno;
    • Obesidade;
    • Mal de Parkinson.

    Nas crianças, especialmente nas meninas, Andreia explica que a exposição precoce a substâncias com ação semelhante aos hormônios sexuais, como o estrogênio, pode favorecer o desenvolvimento da puberdade precoce.

    O organismo recebe sinais hormonais antes do momento esperado, causando mudanças físicas como o crescimento das mamas, o surgimento de pelos e a aceleração do crescimento.

    A puberdade precoce também pode trazer consequências emocionais e metabólicas importantes, já que o corpo amadurece em um ritmo diferente do desenvolvimento psicológico e neurológico da criança.

    É possível evitar os disruptores endócrinos?

    Não é possível evitar completamente os disruptores endócrinos, uma vez que a estrutura social e industrial é baseada em materiais que os contém, mas é totalmente possível e recomendável reduzir a exposição a partir de algumas medidas:

    • Troque recipientes e garrafas de plástico por opções de vidro, cerâmica ou aço inoxidável, que não liberam químicos nos alimentos;
    • Nunca aqueça alimentos no micro-ondas em potes de plástico e evite lavar esses utensílios com água muito quente ou detergentes abrasivos, pois o desgaste acelera a liberação de BPA e ftalatos;
    • Priorize o consumo de alimentos frescos e menos processados. No caso dos enlatados, prefira marcas que especifiquem embalagens livres de BPA;
    • Opte por produtos de higiene pessoal e beleza que sejam livres de parabenos e fragrâncias sintéticas;
    • Lave bem frutas e vegetais para reduzir resíduos de pesticidas. Se possível, escolha orgânicos, especialmente para alimentos que crescem rente ao solo;
    • Evite manusear desnecessariamente recibos de cartão e extratos bancários de papel térmico, que possuem altas concentrações de bisfenol que é absorvido pela pele.

    Andreia ressalta que, no caso dos alimentos orgânicos, a atenção com a higienização deve ser redobrada. Por exemplo, frutas que crescem rente ao solo, como o morango, ficam mais expostas a parasitas devido à ausência de defensivos agrícolas.

    Para uma higienização segura em casa, o recomendado é o hipoclorito de sódio, encontrado em produtos específicos para alimentos ou na água sanitária comum, desde que devidamente diluída conforme as instruções da embalagem.

    Perguntas frequentes

    1. Homens também são afetados pelos disruptores endócrinos?

    Sim. Estudos associam a exposição a esses químicos à redução da qualidade do esperma, queda nos níveis de testosterona e aumento do risco de câncer de próstata e testículo.

    2. Posso aquecer comida no micro-ondas em recipientes de plástico?

    Não é recomendável. O calor acelera a liberação de compostos como BPA e ftalatos do plástico para o alimento. O ideal é usar recipientes de vidro ou cerâmica.

    3. O que devo observar nos rótulos de produtos de limpeza e higiene?

    Procure por termos como “BPA-free” (livre de BPA), “paraben-free” e evite produtos com fragrâncias sintéticas genéricas, que geralmente contêm ftalatos.

    4. Existe relação entre disruptores endócrinos e o ganho de peso?

    Sim, alguns são classificados como “obesogênicos”. Eles podem alterar o metabolismo, aumentar o número de células de gordura e interferir nos sinais de fome e saciedade, facilitando o desenvolvimento da obesidade e da diabetes tipo 2.

    5. Por que o papel térmico (de recibos) é citado como um risco?

    Muitos papéis de comprovantes de cartão e extratos bancários usam BPA em sua superfície para a impressão térmica. O contato da pele com o papel permite a absorção direta do químico, especialmente se as mãos estiverem úmidas ou com uso recente de álcool em gel.

    6. Como o descarte incorreto de remédios afeta esse ciclo?

    Descartar anticoncepcionais e outros hormônios no vaso sanitário contamina os lençóis freáticos. As estações de tratamento de esgoto muitas vezes não conseguem filtrar as moléculas, que acabam retornando à nossa mesa através da água ou de peixes contaminados.

    7. O uso de panelas antiaderentes oferece riscos?

    Panelas antigas ou riscadas que utilizam PFOA (ácido perfluorooctanóico) podem liberar substâncias químicas durante o cozimento. O ideal é utilizar panelas de cerâmica, ferro, aço inox ou garantir que o revestimento antiaderente seja livre de PFOA.

    Você já ouviu falar em disruptores endócrinos? Também conhecidos como desreguladores endócrinos, são substâncias químicas, orgânicas e inorgânicas capazes de interferir no funcionamento dos hormônios do corpo.

    Sendo considerados um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), eles podem ser encontrados mesmo em produtos comuns usados no dia a dia, como embalagens plásticas, cosméticos e até alguns alimentos ultraprocessados.

    Os disruptores endócrinos podem agir imitando, bloqueando ou alterando a ação natural dos hormônios no organismo. Com isso, eles acabam confundindo o sistema endócrino, responsável por regular funções importantes como metabolismo, crescimento, fertilidade, sono, puberdade e funcionamento da tireoide.

    Mesmo níveis baixos de exposição podem causar impactos no organismo, especialmente quando o contato acontece de forma contínua ao longo da vida. De acordo com estudos, acredita-se que o maior impacto dos disruptores aconteça na gestação, a infância e a adolescência, períodos em que o organismo passa por mudanças hormonais mais intensas.

    Como os disruptores endócrinos atuam no organismo?

    Os disruptores endócrinos atuam interferindo no sistema hormonal de três maneiras principais. Primeiro, eles são capazes de imitar hormônios naturais, como acontece com o bisfenol A (BPA), enganando o organismo e desencadeando respostas hormonais inadequadas.

    Segundo, eles podem atuar como bloqueadores hormonais, ocupando o receptor hormonal sem ativá-lo, o que impede que o hormônio real do organismo consiga transmitir sua mensagem, causando uma deficiência funcional.

    Por fim, os disruptores endócrinos podem interferir na produção, no transporte, no metabolismo ou na eliminação dos hormônios naturais, alterando as concentrações no sangue e desregulando o funcionamento do sistema endócrino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o resultado é um desequilíbrio que o corpo interpreta como um aumento ou uma diminuição hormonal, podendo até simular uma doença endócrina real. Como as substâncias apresentam efeito cumulativo, a especialista explica que é difícil estabelecer uma dose segura de exposição.

    Onde os disruptores endócrinos são encontrados?

    Diariamente, o organismo absorve disruptores endócrinos por meio da ingestão de água e alimentos, além da exposição ambiental ao solo e ar contaminados.

    Mas, como eles também estão presentes em alguns processos industriais, a absorção também acontece pelo contato com produtos de uso cotidiano, como:

    • Itens de higiene pessoal;
    • Roupas e tecidos;
    • Componentes eletrônicos;
    • Embalagens e recipientes de comida;
    • Maquiagens e produtos de beleza;
    • Brinquedos para crianças;
    • Recipientes térmicos de bebê;
    • Garrafas descartáveis e reutilizáveis;
    • Revestimentos de pisos e sofás;
    • Materiais de construção civil.

    Segundo Andreia, as substâncias capazes de afetar o sistema endócrino mais comuns incluem:

    • Bisfenol (BPAs): amplamente encontrados em plásticos policarbonatos e revestimentos de latas, são conhecidos por mimetizar o estrogênio no organismo;
    • Ftalatos: utilizados para dar flexibilidade aos plásticos e fixar fragrâncias em cosméticos, podem interferir diretamente no sistema reprodutor;
    • Parabenos: conservantes muito utilizados em produtos de higiene e beleza para evitar o crescimento de fungos e bactérias, possuindo potencial de desregulação hormonal;
    • Pesticidas: substâncias químicas usadas na agricultura que, além de contaminarem alimentos, apresentam alta persistência ambiental e toxicidade ao sistema endócrino;
    • Fitoesteróis: compostos naturais encontrados em plantas que possuem estrutura molecular semelhante ao colesterol e a hormônios humanos, podendo ligar-se aos receptores e interferir nas funções hormonais naturais.

    Nem toda exposição causa problemas imediatos. Segundo Andreia, a maior preocupação está na exposição crônica e cumulativa. Como os plásticos e outras substâncias químicas estão presentes em muitos produtos usados diariamente, o organismo acaba sendo exposto de forma contínua ao longo da vida.

    Complicações causadas pela exposição aos disruptores endócrinos

    De acordo com a OMS, a exposição prolongada aos disruptores endócrinos pode estar associada a um maior risco de desenvolvimento de diferentes problemas de saúde, como:

    • Diabetes tipo 2;
    • Hipotireoidismo;
    • Alterações na qualidade do esperma e infertilidade;
    • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
    • Câncer de mama;
    • Alterações metabólicas e puberais;
    • Câncer de testículo e de próstata;
    • Endometriose;
    • Alterações neurológicas e na tireoide;
    • Dificuldade no aleitamento materno;
    • Obesidade;
    • Mal de Parkinson.

    Nas crianças, especialmente nas meninas, Andreia explica que a exposição precoce a substâncias com ação semelhante aos hormônios sexuais, como o estrogênio, pode favorecer o desenvolvimento da puberdade precoce.

    O organismo recebe sinais hormonais antes do momento esperado, causando mudanças físicas como o crescimento das mamas, o surgimento de pelos e a aceleração do crescimento.

    A puberdade precoce também pode trazer consequências emocionais e metabólicas importantes, já que o corpo amadurece em um ritmo diferente do desenvolvimento psicológico e neurológico da criança.

    É possível evitar os disruptores endócrinos?

    Não é possível evitar completamente os disruptores endócrinos, uma vez que a estrutura social e industrial é baseada em materiais que os contém, mas é totalmente possível e recomendável reduzir a exposição a partir de algumas medidas:

    • Troque recipientes e garrafas de plástico por opções de vidro, cerâmica ou aço inoxidável, que não liberam químicos nos alimentos;
    • Nunca aqueça alimentos no micro-ondas em potes de plástico e evite lavar esses utensílios com água muito quente ou detergentes abrasivos, pois o desgaste acelera a liberação de BPA e ftalatos;
    • Priorize o consumo de alimentos frescos e menos processados. No caso dos enlatados, prefira marcas que especifiquem embalagens livres de BPA;
    • Opte por produtos de higiene pessoal e beleza que sejam livres de parabenos e fragrâncias sintéticas;
    • Lave bem frutas e vegetais para reduzir resíduos de pesticidas. Se possível, escolha orgânicos, especialmente para alimentos que crescem rente ao solo;
    • Evite manusear desnecessariamente recibos de cartão e extratos bancários de papel térmico, que possuem altas concentrações de bisfenol que é absorvido pela pele.

    Andreia ressalta que, no caso dos alimentos orgânicos, a atenção com a higienização deve ser redobrada. Por exemplo, frutas que crescem rente ao solo, como o morango, ficam mais expostas a parasitas devido à ausência de defensivos agrícolas.

    Para uma higienização segura em casa, o recomendado é o hipoclorito de sódio, encontrado em produtos específicos para alimentos ou na água sanitária comum, desde que devidamente diluída conforme as instruções da embalagem.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Homens também são afetados pelos disruptores endócrinos?

    Sim. Estudos associam a exposição a esses químicos à redução da qualidade do esperma, queda nos níveis de testosterona e aumento do risco de câncer de próstata e testículo.

    2. Posso aquecer comida no micro-ondas em recipientes de plástico?

    Não é recomendável. O calor acelera a liberação de compostos como BPA e ftalatos do plástico para o alimento. O ideal é usar recipientes de vidro ou cerâmica.

    3. O que devo observar nos rótulos de produtos de limpeza e higiene?

    Procure por termos como “BPA-free” (livre de BPA), “paraben-free” e evite produtos com fragrâncias sintéticas genéricas, que geralmente contêm ftalatos.

    4. Existe relação entre disruptores endócrinos e o ganho de peso?

    Sim, alguns são classificados como “obesogênicos”. Eles podem alterar o metabolismo, aumentar o número de células de gordura e interferir nos sinais de fome e saciedade, facilitando o desenvolvimento da obesidade e da diabetes tipo 2.

    5. Por que o papel térmico (de recibos) é citado como um risco?

    Muitos papéis de comprovantes de cartão e extratos bancários usam BPA em sua superfície para a impressão térmica. O contato da pele com o papel permite a absorção direta do químico, especialmente se as mãos estiverem úmidas ou com uso recente de álcool em gel.

    6. Como o descarte incorreto de remédios afeta esse ciclo?

    Descartar anticoncepcionais e outros hormônios no vaso sanitário contamina os lençóis freáticos. As estações de tratamento de esgoto muitas vezes não conseguem filtrar as moléculas, que acabam retornando à nossa mesa através da água ou de peixes contaminados.

    7. O uso de panelas antiaderentes oferece riscos?

    Panelas antigas ou riscadas que utilizam PFOA (ácido perfluorooctanóico) podem liberar substâncias químicas durante o cozimento. O ideal é utilizar panelas de cerâmica, ferro, aço inox ou garantir que o revestimento antiaderente seja livre de PFOA.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Muito estressado? Veja o que o estresse prolongado faz com o corpo?

    Muito estressado? Veja o que o estresse prolongado faz com o corpo?

    Cobranças constantes, excesso de trabalho, preocupações financeiras, problemas pessoais e a sensação de nunca conseguir descansar de verdade. Para muitas pessoas, o estresse deixou de ser algo pontual e passou a fazer parte da rotina.

    O problema é que o organismo não foi feito para permanecer em estado contínuo de alerta. Quando isso acontece por semanas ou meses, o corpo começa a dar sinais físicos e emocionais de desgaste. Sono ruim, dores no corpo, irritabilidade, ansiedade e até alterações cardiovasculares podem surgir como consequência do chamado estresse crônico.

    O que acontece no corpo durante o estresse

    Quando o organismo percebe uma situação de ameaça ou pressão, ocorre liberação de hormônios como:

    • Adrenalina;
    • Cortisol.

    Esses hormônios ajudam o corpo a reagir rapidamente. O coração acelera, a respiração muda e o organismo entra em estado de vigilância.

    O problema do estresse prolongado

    Em situações normais, esses hormônios diminuem após o evento estressante. No estresse crônico, porém, o corpo permanece ativado por muito tempo.

    Isso pode causar desgaste físico e mental progressivo.

    Principais sintomas do estresse crônico

    Os sintomas podem aparecer de várias formas.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço constante;
    • Irritabilidade;
    • Dificuldade para dormir;
    • Ansiedade;
    • Dores musculares;
    • Dificuldade de concentração.

    Muitas pessoas também relatam sensação de esgotamento.

    Como o estresse afeta o sono

    O excesso de alerta dificulta o relaxamento. Isso pode provocar:

    • Insônia;
    • Sono superficial;
    • Despertares frequentes;
    • Sensação de sono não reparador.

    A falta de sono piora ainda mais os efeitos do estresse.

    Impactos no coração e circulação

    O estresse prolongado pode aumentar o risco cardiovascular.

    Entre os efeitos possíveis estão:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Palpitações;
    • Maior risco de doenças cardíacas.

    Alterações no sistema digestivo

    O aparelho digestivo também pode ser afetado.

    Os sintomas incluem:

    • Dor abdominal;
    • Gastrite;
    • Refluxo;
    • Alterações intestinais.

    Estresse e imunidade

    O estresse prolongado pode enfraquecer o sistema imunológico.

    Isso pode favorecer:

    • Infecções frequentes;
    • Piora de doenças inflamatórias;
    • Recuperação mais lenta.

    Relação com ansiedade e depressão

    O estresse crônico aumenta o risco de transtornos emocionais.

    Entre eles:

    • Ansiedade;
    • Síndrome de burnout;
    • Depressão.

    O corpo pode dar sinais físicos importantes

    Além dos sintomas emocionais, podem surgir:

    • Queda de cabelo;
    • Tensão muscular;
    • Dor de cabeça frequente;
    • Alterações de apetite.

    Como reduzir os impactos do estresse

    Algumas medidas ajudam a proteger a saúde:

    1. Sono adequado

    Dormir bem ajuda na recuperação física e mental.

    2. Atividade física

    Exercícios ajudam a reduzir hormônios do estresse.

    3. Alimentação equilibrada

    Ajuda o organismo a lidar melhor com sobrecarga.

    4. Apoio psicológico

    Psicoterapia pode ajudar no manejo emocional.

    5. Organização da rotina

    Momentos de descanso e lazer são importantes.

    Quando procurar ajuda médica

    Procure avaliação se houver:

    • Sintomas persistentes;
    • Insônia importante;
    • Crises de ansiedade;
    • Esgotamento intenso;
    • Impacto significativo na rotina.

    Veja mais: O que o estresse faz com sua imunidade

    Perguntas frequentes sobre estresse prolongado

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, o estresse é capaz de causar sintomas no corpo.

    2. O cortisol alto faz mal?

    Quando mantido elevado por muito tempo, pode prejudicar o organismo.

    3. Estresse pode causar pressão alta?

    Sim, ele pode contribuir para o aumento da pressão arterial.

    4. Pode afetar o sono?

    Muito frequentemente.

    5. O sistema imunológico pode piorar?

    Sim, o estresse crônico pode afetar a imunidade.

    6. Ansiedade e estresse são a mesma coisa?

    Não, mas estão relacionados.

    7. Quando procurar ajuda?

    Quando os sintomas começam a afetar a saúde ou a qualidade de vida.

    Veja também: 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

  • Menopausa: conheça os cuidados com o coração nessa fase da vida 

    Menopausa: conheça os cuidados com o coração nessa fase da vida 

    A menopausa é definida pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos e acontece, normalmente, entre os 45 e 55 anos de idade. Nesse período da vida, o corpo passa por alterações hormonais significativas (em especial, a queda do estrogênio), que afetam o metabolismo, os ossos, o humor e, principalmente, a saúde do coração.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), são a principal causa de morte entre as mulheres após a menopausa. O risco aumenta justamente porque, com a queda hormonal, o organismo perde parte da proteção natural que tinha durante a fase reprodutiva.

    Por isso, especialistas destacam a importância do acompanhamento médico regular, de exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis.

    Por que a menopausa aumenta o risco de doenças do coração?

    A menopausa provoca uma série de mudanças no corpo que impactam diretamente o coração. Primeiramente, o estrogênio, principal hormônio feminino, exerce um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Ele ajuda a manter as artérias flexíveis, regula o colesterol e contribui para o equilíbrio da pressão arterial. Quando o hormônio diminui, o risco de desenvolver doenças do coração aumenta.

    “Com a queda do estrogênio, há piora do perfil do colesterol (aumento do LDL e redução do HDL), aumentando a aterosclerose, assim como aumento da gordura visceral, ganho de peso, resistência à insulina e rigidez dos vasos. Com isso, o risco para doenças cardiovasculares sobe”, explica Giovanni Henrique Pinto, cardiologista e cardio-oncologista do Hospital Albert Einstein.

    Vale lembrar que, muitas vezes, o impacto não acontece de imediato, mas ao longo de anos, o que torna a prevenção ainda mais importante.

    Sintomas cardíacos que merecem atenção após a menopausa

    Pode ser difícil identificar sinais de alerta para problemas cardiovasculares, uma vez que eles podem ser confundidos com os efeitos comuns da menopausa, como insônia e palpitações.

    Segundo o Giovanni Henrique Pinto, é importante não ignorar manifestações como:

    • Dor ou pressão no peito, podendo aparecer também como queimação ou dor nas costas, nos braços ou na mandíbula;
    • Falta de ar em atividades simples;
    • Palpitações frequentes;
    • Tontura ou desmaios;
    • Inchaço nas pernas;
    • Cansaço desproporcional ao esforço.

    Se os sintomas surgirem, é importante procurar atendimento médico para descartar a possibilidade de doenças cardíacas.

    Quais hábitos podem ajudar a proteger o coração na menopausa?

    O estilo de vida continua sendo a melhor forma de reduzir riscos, e mesmo em rotinas mais agitadas, incluir alguns hábitos é necessário para manter a saúde. Segundo orientações do Ministério da Saúde e do cardiologista Giovanni Henrique Pinto:

    • Praticar atividade física regularmente (150 a 300 minutos por semana de exercícios aeróbicos + treinos de força duas vezes por semana);
    • Adotar alimentação de padrão mediterrâneo ou DASH, priorizando frutas, verduras, grãos integrais, peixes e azeite, além de reduzir o consumo de sal;
    • Dormir de 7 a 9 horas por noite;
    • Controlar o estresse por meio de técnicas de relaxamento, meditação ou hobbies;
    • Não fumar e moderar o consumo de álcool;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos para pressão, colesterol e diabetes, quando indicados.

    Acompanhamento na menopausa é importante para proteger o coração

    Durante a menopausa, manter consultas regulares com o cardiologista permite identificar cedo alterações na pressão, no colesterol, na glicemia e até na rigidez dos vasos. Os exames cardíacos regulares nessa fase incluem:

    • Eletrocardiograma (ECG);
    • Holter (monitoramento do ritmo cardíaco por 24h);
    • Ecocardiograma;
    • MAPA (monitoramento da pressão arterial);
    • Exames laboratoriais de glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico;
    • Teste ergométrico (de esforço);
    • Escore de cálcio coronário em mulheres de risco intermediário;
    • Cintilografia ou angiotomografia coronária quando há sintomas sugestivos ou risco elevado.

    Além disso, o acompanhamento não serve só para detectar doenças, mas também para discutir formas de prevenção. O médico pode orientar sobre dieta, atividade física, controle de peso e, quando necessário, prescrever medicações para equilibrar colesterol, glicemia ou pressão.

    Leia também: Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

    Reposição hormonal na menopausa protege o coração?

    O tratamento de reposição hormonal (TRH ou MHT) pode ser útil para aliviar sintomas moderados a graves da menopausa, como fogachos e suores noturnos. No entanto, Giovanni Henrique Pinto reforça que não deve ser usado com o objetivo de prevenir doenças cardiovasculares.

    A terapia pode ter perfil de risco mais favorável quando iniciada antes dos 60 anos ou até 10 anos após a última menstruação, especialmente pela via transdérmica (adesivo ou gel), que apresenta menor risco de trombose do que os comprimidos orais.

    Ainda assim, há contraindicações importantes: mulheres com histórico de infarto, AVC, trombose ativa, alguns tipos de câncer ou sangramentos uterinos não esclarecidos devem evitar o tratamento. A decisão deve sempre ser individualizada e tomada em conjunto com o médico.

    Confira: Névoa mental na menopausa: o que é e como tratar o “brain fog”

    Perguntas frequentes sobre saúde do coração na menopausa

    1. A menopausa pode acelerar doenças já existentes?

    Sim. Condições como pressão alta, colesterol alto, diabetes e doença coronária podem se agravar mais rápido depois da menopausa se não fizer um controle rigoroso.

    2. A partir de que idade a menopausa costuma aparecer?

    A menopausa ocorre, em média, aos 51 anos. Ela é confirmada quando a mulher fica 12 meses consecutivos sem menstruar. Porém, pode acontecer mais cedo: entre 40 e 45 anos é chamada de menopausa precoce, e antes dos 40 anos recebe o nome de insuficiência ovariana prematura.

    3. Quais são os sintomas mais comuns da menopausa?

    Os principais sintomas da menopausa são:

    • Ondas de calor;
    • Suores noturnos;
    • Insônia;
    • Irritabilidade;
    • Diminuição da libido;
    • Secura vaginal;
    • Alterações do humor;
    • Dificuldade de concentração e palpitações.

    Os sinais podem começar anos antes da última menstruação e durar até 8 anos.

    4. Quais doenças cardiovasculares são mais comuns após a menopausa?

    Há um risco maior de doenças como:

    • Doença arterial coronariana (angina e infarto);
    • Pressão alta;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Arritmias, como fibrilação atrial;
    • Insuficiência cardíaca.

    5. A menopausa causa aumento de peso? Isso afeta o coração?

    Sim. Na menopausa o metabolismo fica mais lento e o corpo gasta menos energia. Isso facilita o ganho de peso, principalmente na barriga, onde a gordura tende a se acumular.

    E é importante apontar: esse tipo de gordura libera substâncias inflamatórias que aumentam a resistência à insulina, aumentando o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Além disso, está diretamente ligada à pressão alta e à aterosclerose — que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

    6. Quais sinais diferenciam sintomas da menopausa de problemas cardíacos?

    Fogachos e palpitações podem ser sintomas da menopausa, mas quando há dor no peito, falta de ar, inchaço em pernas ou cansaço desproporcional, é preciso investigar problemas cardíacos.

    O acompanhamento médico é fundamental porque apenas exames, como eletrocardiograma e ecocardiograma, conseguem diferenciar com clareza o que é efeito hormonal e o que é sinal de doença cardiovascular.

    7. A menopausa pode causar palpitações?

    Sim. Muitas mulheres sentem o coração acelerar ou bater mais forte durante a menopausa, por causa das mudanças hormonais e das ondas de calor. Mas, se as palpitações forem frequentes e vierem junto com tontura, dor no peito ou falta de ar, é importante procurar um médico para investigar.

    8. Como diferenciar sintomas de ansiedade dos sintomas cardíacos na menopausa?

    A ansiedade pode provocar palpitações, falta de ar, aperto no peito e até sensação de desmaio — sintomas muito semelhantes aos cardíacos. A diferença é que, muitas vezes, a ansiedade aparece em situações de estresse emocional ou crises de pânico, e tende a melhorar com técnicas de respiração e relaxamento.

    Já os sintomas de origem cardíaca podem surgir de forma inesperada, durante esforços leves ou mesmo em repouso, e não desaparecem apenas com controle emocional. Destaca-se que a única forma segura de diferenciar é com avaliação médica e exames específicos.

    Veja também: Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

  • Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

    Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

    Se você é alérgico, sabe bem o que é conviver quase que diariamente com nariz entupido ou escorrendo, espirros, coceiras ou até mesmo olhos irritados e coçando por conta de uma conjuntivite alérgica. Hoje, porém, existe um tratamento conhecido como “vacina para alergia” que, quando bem indicada pelo médico, pode ajudar muito a aliviar os sintomas de forma duradoura.

    Apesar do nome pelo qual é popularmente conhecida, ela não se trata de uma vacina como as que usamos para prevenir doenças infecciosas, como gripe ou sarampo. Na verdade, é um tratamento chamado imunoterapia.

    O que é a vacina para alergia (imunoterapia)?

    “A imunoterapia alérgeno-específica, popularmente conhecida como ‘vacina para alergia’, é um tratamento de dessensibilização ou indução de tolerância imunológica, indicado para quadros de alergia mediados por IgE”, explica o alergista e imunologista Alex Lacerda, membro da diretoria do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    Ele conta que a vacina para alergia é um tratamento indicado para alergias respiratórias (como rinite alérgica ou asma alérgica), conjuntivite alérgica, dermatite atópica e para alergia a veneno de abelhas, vespas e formigas.

    “O tratamento é especialmente indicado quando há sintomas persistentes, resposta inadequada a medicamentos ou desejo de reduzir a dependência de remédios a longo prazo”, detalha o especialista.

    Como a vacina para alergia funciona

    Durante a imunoterapia, a pessoa recebe doses mínimas e controladas do alérgeno. Com o tempo, o sistema imunológico vai aprendendo que aquilo não é uma ameaça, e os sintomas vão reduzindo quando a pessoa é exposta novamente ao que costumava causar alergia.

    “Ao contrário de um mito comum, não é necessário ‘passar mal’ para que o tratamento funcione. O ideal é que o paciente esteja com sintomas bem controlados desde o início, geralmente com auxílio de medicamentos, enquanto a imunoterapia começa a fazer efeito”, detalha o alergista.

    “Ajustes individuais na dose e ritmo da imunoterapia são feitos conforme a resposta clínica, sempre com o objetivo de manter o paciente estável e confortável durante todo o processo”, detalha o alergista.

    Formas de aplicação da imunoterapia

    O tratamento pode ser feito de duas maneiras, sempre com acompanhamento médico:

    • Injeção subcutânea: aplicada no braço, em consultório.
    • Via sublingual: gotas ou comprimidos colocados debaixo da língua.

    O alergista e imunologista explica que a principal diferença entre as duas modalidades está na via de administração.

    Imunoterapia subcutânea (SCIT)

    É aplicada por injeção sob a pele, em local com suporte a tratamento de reações, com supervisão adequada. “Pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), não é indicada a autoaplicação em ambiente domiciliar. É a única via recomendada para alergia a venenos de insetos”, explica o médico.

    Imunoterapia sublingual (SLIT)

    Administrada por gotas sob a língua, é feita em casa pelo próprio paciente, sob orientação médica.

    “Ambas têm eficácia comprovada para as principais causas de alergia respiratória, como ácaros da poeira, pólens e epitélios de animais. A escolha entre uma ou outra depende de fatores como perfil do paciente, adesão ao tratamento, tipo de alérgeno e disponibilidade de extratos padronizados”, explica o médico.

    “Em geral, as duas formas apresentam eficácia semelhante, desde que utilizadas corretamente e por tempo adequado”, detalha o especialista.

    Duração do tratamento com vacina para alergia

    É um tratamento de médio a longo prazo, mas com ótimos resultados. A duração média da imunoterapia é de 3 a 5 anos.

    Depois desse período, muitas pessoas relatam melhora significativa nos sintomas das alergias, como a alergia respiratória, redução da necessidade de medicamentos e, em alguns casos, até desaparecimento total das crises alérgicas.

    Quem pode fazer imunoterapia?

    A vacina para alergia pode ser indicada para pessoas que têm:

    • Rinite alérgica persistente;
    • Asma alérgica;
    • Conjuntivite alérgica;
    • Dermatite atópica;
    • Alergia grave a picadas de abelha, vespas ou formiga.

    Se você sente que os remédios não estão resolvendo suas crises ou quer uma solução mais duradoura, vale consultar um alergista para avaliar se a imunoterapia é para você.

    Veja também:

    Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Contraindicações da imunoterapia

    Embora a imunoterapia seja segura quando bem indicada e realizada sob supervisão especializada, existem contraindicações absolutas e relativas. O Dr. Alex Lacerda explica que as principais contraindicações são:

    • Asma moderada a grave não controlada;
    • Doenças autoimunes em atividade;
    • Câncer;
    • Doenças infecciosas crônicas ou em atividade;
    • Uso de imunossupressores;
    • Insuficiência renal grave;
    • Uso contínuo de corticosteroides em doses imunossupressoras.

    “Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo alergista antes do início do tratamento”, explica o médico.

    Benefícios da imunoterapia

    “A imunoterapia é atualmente o único tratamento capaz de modificar a história natural das doenças alérgicas. Ao atuar diretamente na causa da alergia, e não apenas nos sintomas, ela promove uma reeducação do sistema imunológico, levando à tolerância ao alérgeno”, explica Lacerda.

    O especialista detalha os principais benefícios da vacina para alergia a longo prazo:

    • Redução significativa dos sintomas ou desaparecimento dos sintomas alérgicos;
    • Menor necessidade de medicamentos para tratar sintomas;
    • Melhora da qualidade de vida e do sono;
    • Prevenção da progressão da doença alérgica;
    • Efeitos duradouros que podem persistir por 10 anos ou mais.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

    Perguntas frequentes sobre a vacina para alergia

    1. Vacina para alergia é igual a vacina comum?

    Não. A vacina para alergia é, na verdade, uma imunoterapia e não previne infecções, mas sim reduz a sensibilidade do organismo a alérgenos.

    2. A vacina para alergia é segura?

    Sim. A imunoterapia é segura e eficaz, desde que realizada por um profissional especializado e em ambiente adequado.

    3. Quanto tempo leva para a vacina começar a fazer efeito?

    Geralmente, os primeiros efeitos são percebidos após alguns meses, mas o resultado mais significativo vem com o uso contínuo, entre 3 e 5 anos.

    4. A vacina cura a alergia?

    Em muitos casos, sim. Alguns pacientes ficam anos sem apresentar sintomas mesmo após encerrar o tratamento.

    5. Crianças podem tomar vacina para alergia?

    Sim, crianças podem fazer o tratamento, desde que com indicação e acompanhamento de um especialista.

    6. O SUS oferece vacina para alergia?

    Em geral, o SUS não oferece imunoterapia. Ela está disponível em clínicas particulares e pode ser coberta por alguns planos de saúde.

    Leia mais: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

  • Afinal, o hantavírus pode causar uma pandemia?

    Afinal, o hantavírus pode causar uma pandemia?

    O hantavírus é o agente causador da hantavirose, uma doença infecciosa grave transmitida principalmente pelo contato com a urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

    A contaminação costuma acontecer pela inalação de partículas contaminadas que ficam suspensas no ar, principalmente em locais fechados, pouco ventilados e com sinais da presença de roedores silvestres.

    No caso da variante Andesvírus, ou cepa Andes, a transmissão pode acontecer pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, principalmente durante a fase inicial dos sintomas. De acordo com a infectologista Maira Barbosa, é a única variante com capacidade demonstrada de transmissão de pessoa para pessoa.

    Mas então, será que o hantavírus pode causar uma nova pandemia global? Apesar da possibilidade de transmissão entre pessoas em alguns casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde consideram que o risco de uma pandemia é baixo, uma vez que o contágio entre humanos é raro e acontece de forma limitada.

    Qual é a diferença da cepa Andes para as outras variantes?

    A principal diferença da cepa Andes em relação às outras variantes do hantavírus é a capacidade de transmissão entre seres humanos.

    Identificada principalmente na América do Sul, com maior incidência na Argentina e no Chile, ela possui características biológicas específicas que permitem que o vírus seja eliminado em secreções respiratórias e fluidos corporais de uma pessoa infectada, possibilitando a transmissão para outra pessoa.

    No entanto, a transmissão interpessoal não ocorre com facilidade e, diferente de vírus altamente contagiosos como o da gripe ou da Covid-19, Maira explica que a cepa andina precisa de um contato muito próximo e prolongado entre os indivíduos para que o contágio aconteça.

    Afinal, o hantavírus pode causar uma nova pandemia?

    O risco de o hantavírus causar uma nova pandemia global é considerado muito baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de ser um vírus com alta taxa de letalidade, que pode chegar a 50%, Maira explica que algumas características do vírus dificultam a transmissão em massa.

    1. A transmissão depende de roedores selvagens

    Na maioria dos casos, a hantavirose é uma doença transmitida de animais para humanos. O contágio acontece pela inalação de partículas de poeira contaminadas com saliva, urina ou fezes de roedores silvestres infectados, o que costuma ocorrer principalmente em áreas rurais, florestas, plantações, celeiros, galpões fechados ou locais com pouca ventilação.

    Diferentemente de vírus respiratórios, o hantavírus não circula facilmente entre pessoas em ambientes do dia a dia, como ruas, ônibus, escolas ou aviões. Por causa disso, os casos normalmente ficam restritos às regiões onde vivem os roedores transmissores.

    2. A transmissão entre humanos é muito difícil

    Para que um vírus cause uma pandemia, ele precisa de uma transmissão sustentada entre pessoas. Por exemplo, uma pessoa infecta várias, que infectam outras, criando uma reação em cadeia.

    No caso do hantavírus, esse tipo de transmissão praticamente não acontece, já que a maior parte das variantes conhecidas não possui capacidade de passar de uma pessoa para outra de forma eficiente. A única exceção identificada até o momento é a cepa Andes, que já demonstrou capacidade de transmissão interpessoal em alguns surtos específicos.

    Mesmo assim, Maira esclarece que o contágio precisa de um contato prolongado e muito próximo, como ocorre entre familiares que vivem na mesma casa ou pessoas que permanecem por longos períodos em contato direto com o paciente durante a fase inicial da doença.

    3. O hantavírus não costuma sofrer muitas mutações

    Ao contrário de vírus como os da gripe e da Covid-19, as sequências genéticas do hantavírus encontradas atualmente são muito semelhantes às identificadas há anos na natureza.

    Logo, como apresenta menos mutações importantes, ele têm menor capacidade de se adaptar para se espalhar facilmente entre pessoas, o que reduz bastante o risco de uma pandemia.

    4. O vírus não sobrevive muito tempo no ambiente

    O hantavírus é sensível ao calor, à luz solar direta e a desinfetantes comuns, como o álcool 70% e a água sanitária. Assim, ele não consegue permanecer ativo por longos períodos em superfícies ou suspenso no ar em ambientes abertos e bem ventilados, o que limita drasticamente o raio de infecção.

    Como acontece a transmissão do hantavírus entre humanos?

    A transmissão do hantavírus entre seres humanos ocorre através da variante Andes, que desenvolveu uma capacidade biológica de passar diretamente de uma pessoa infectada para outra. As principais vias de transmissão documentadas incluem o contato direto com secreções respiratórias, como gotículas expelidas ao tossir ou falar, saliva e outros fluidos corporais.

    Os casos de transmissão entre humanos ficam restritos a ambientes muito específicos, como entre familiares que dividem a mesma cama ou cuidam diretamente do doente, e profissionais de saúde que prestam assistência médica sem o uso correto de máscaras de alta proteção e luvas.

    Vale destacar que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus não apenas durante a fase aguda da doença, quando os sintomas respiratórios são graves, mas também nos últimos dias do período de incubação. De maneira geral, o paciente pode passar o vírus adiante pouco antes de começar a manifestar os primeiros sinais claros de hantavirose, como a febre alta e as dores musculares.

    Tempo de incubação do hantavírus

    O tempo de incubação do hantavírus, que corresponde ao período entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sintomas, costuma variar de 2 a 4 semanas, cerca de 14 e 30 dias.

    Como os sintomas iniciais, como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar, demoram a surgir e se parecem muito com os de uma gripe forte ou outras infecções virais comuns, é comum que a doença passe despercebida nos primeiros dias ou seja confundida com problemas respiratórios menos graves.

    Por isso, ao buscar atendimento médico com sintomas suspeitos, é fundamental relatar qualquer exposição a áreas rurais, matas ou locais fechados com presença de roedores ocorrida nos últimos dois meses.

    Principais sintomas e como é feito o diagnóstico

    Os primeiros sintomas da hantavirose costumam aparecer de forma repentina, sendo eles:

    • Mal-estar geral e fadiga;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Dores musculares pelo corpo.

    Conforme a doença evolui, principalmente nos casos mais graves, o hantavírus pode comprometer os pulmões e causar sintomas respiratórios importantes, como falta de ar, sensação de aperto no peito e respiração acelerada.

    O diagnóstico da hantavirose é baseado na avaliação dos sintomas e do histórico de exposição do paciente a áreas de risco, sendo confirmado por meio de exames de laboratório. O método mais utilizado é o exame de sangue por sorologia, que detecta a presença de anticorpos específicos (IgM e IgG) produzidos pelo organismo para combater o vírus.

    Em fases muito iniciais da doença, ou em casos de óbito suspeito, também pode ser realizada a técnica de RT-PCR para identificar o material genético do próprio hantavírus no sangue ou em tecidos do corpo.

    Como é o tratamento da hantavirose?

    Não existe um remédio antiviral específico capaz de eliminar o hantavírus do organismo ou vacina disponível. O tratamento da hantavirose é baseado em medidas de suporte, focado em aliviar os sintomas enquanto o próprio corpo combate a infecção, como:

    • Uso de oxigênio suplementar para ajudar na respiração e melhorar a oxigenação do organismo;
    • Uso de medicamentos para estabilizar o paciente e aliviar os sintomas, quando necessário;
    • Monitoramento contínuo do coração, dos pulmões e da oxigenação para acompanhar a evolução do quadro;
    • Controle da pressão arterial e da circulação sanguínea para evitar complicações;
    • Ventilação mecânica com aparelhos respiratórios quando a pessoa apresenta dificuldade intensa para respirar;
    • Reposição de líquidos e sais minerais para manter o funcionamento adequado do organismo.

    Devido à gravidade da doença e ao risco de uma evolução rápida para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), o tratamento costuma ser feito em ambiente hospitalar, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

    Qual o tempo de quarentena do hantavírus e por que é tão longo?

    O tempo de quarentena recomendado para o hantavírus, especificamente para a cepa Andes, é de 42 dias. O período é considerado longo porque o vírus possui um tempo de incubação extenso. Segundo Maira, ele corresponde ao intervalo entre o momento em que a pessoa é infectada e o surgimento dos primeiros sintomas da doença.

    No caso da variante andina, o intervalo costuma variar de uma a seis semanas, existindo a possibilidade de se estender por até oito semanas. “Portanto, esse período de 42 dias determina um intervalo seguro para manter os casos suspeitos monitorados”, finaliza a infectologista.

    Leia mais: Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores

    Perguntas frequentes

    1. O hantavírus é tão contagioso quanto o vírus da Covid-19 ou da gripe?

    Não. A cepa Andes do hantavírus não tem a mesma alta capacidade de transmissão em massa que o vírus da Covid-19 ou da gripe. Ela exige uma proximidade física muito maior e por um tempo estendido para conseguir infectar outra pessoa.

    2. O que é considerado um “contato próximo e prolongado”?

    Refere-se a situações de convivência muito íntima ou restrita. Um exemplo prático seria o convívio de pessoas confinadas juntas em um ambiente restrito, como um navio, durante muitos dias.

    3. Uma pessoa infectada, mas que ainda não tem sintomas, pode transmitir o vírus?

    Possivelmente sim. A estimativa é que a transmissão possa acontecer no final do período de incubação, que coincide com o início dos sintomas inespecíficos iniciais (chamados de pródromos).

    4. Descobrir a doença rápido aumenta as chances de cura?

    Sim. O reconhecimento ágil do diagnóstico e o início imediato das medidas de suporte intensivo na UTI são fundamentais para alcançar resultados clínicos favoráveis e aumentar as chances de recuperação do paciente

    5. Qual é a melhor forma de prevenir a transmissão da cepa Andes?

    De acordo com as diretrizes de saúde, a medida mais eficaz para conter o avanço da cepa Andes é o reconhecimento rápido dos casos suspeitos e o cumprimento rigoroso das orientações de isolamento e quarentena estabelecidas pela OMS.

    6. Que características o hantavírus precisaria ter para causar uma pandemia?

    Para causar uma pandemia, um vírus precisa se transmitir facilmente entre pessoas, inclusive por indivíduos sem sintomas, além de ter alta capacidade de adaptação e mutação. Atualmente, o hantavírus não apresenta essas características de transmissão em massa.

    7. O que mais preocupa os médicos infectologistas em relação à desinformação sobre a hantavirose?

    A maior preocupação em relação às fake news envolve as falsas comparações entre o hantavírus e a Covid-19, além da divulgação de medicamentos sem eficácia comprovada que prometem curar a doença. Hoje, não existe um antiviral específico aprovado contra o hantavírus.

    Leia mais: Hantavírus: como a cepa Andes é transmitida entre humanos

  • Hantavírus: como se pega a cepa que se transmite entre humanos? 

    Hantavírus: como se pega a cepa que se transmite entre humanos? 

    A cepa Andes, também chamada de Andesvírus, é uma variante do hantavírus endêmica na América do Sul, em especial no sul da Argentina e Chile. Ela é transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, sendo conhecida por causar a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma doença viral potencialmente fatal.

    Diferente da maioria dos hantavírus no mundo, a cepa andina é considerada, até o momento, a única variante do vírus com capacidade comprovada de ser transmitida diretamente de pessoa para pessoa, de acordo com a infectologista Maira Barbosa.

    Apesar de a taxa de mortalidade da SPH ser alta (podendo chegar a 50%), a cepa Andes não possui o mesmo potencial de contágio em massa que o vírus da covid-19 ou da gripe. Para que a transmissão ocorra entre humanos, é necessário um contato muito próximo e prolongado, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

    O que é o hantavírus e qual é a cepa que transmite entre humanos?

    O hantavírus é um grupo de vírus transmitidos sobretudo por roedores silvestres infectados e a infecção humana acontece, na maioria dos casos, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva de roedores silvestres, que podem ficar suspensas no ar em ambientes fechados ou com acúmulo de sujeira.

    Nas Américas, a principal manifestação é a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma condition grave que afeta os pulmões e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.

    A cepa Andes é a única variante conhecida capaz de ser transmitida de pessoa para pessoa. Mesmo assim, o contágio humano é considerado raro e costuma acontecer apenas em situações de contato muito próximo e prolongado com uma pessoa infectada, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

    Diferentemente de vírus respiratórios altamente transmissíveis, como influenza ou Covid-19, Maira explica que o Andesvírus não apresenta potencial elevado de disseminação em massa.

    Como acontece a transmissão do hantavírus entre pessoas?

    A transmissão da cepa Andes entre humanos acontece principalmente por meio do contato com a saliva e secreções respiratórias de uma pessoa infectada, de acordo com Maira. Quando ela tosse, espirra ou fala, libera partículas virais no ambiente que podem ser aspiradas por quem está por perto.

    No entanto, o vírus não se espalha de forma tão simples e, para que o contágio aconteça, é necessário dois fatores específicos:

    • Necessidade de contato próximo: o contágio não ocorre apenas por passar pela mesma calçada ou cruzar com alguém na rua. É preciso estar muito perto fisicamente da pessoa infectada;
    • Tempo de exposição prolongado: a transmissão exige uma convivência longa e contínua, por isso que o risco é real para membros da mesma família que cuidam do doente ou para pessoas confinadas juntas no mesmo local por muitos dias, como em um navio.

    Para se ter uma ideia, os ambientes fechados, pouco ventilados e sem exposição direta à luz solar são os principais facilitadores da transmissão da cepa andina.

    Sem a circulação adequada de ar e a ação dos raios solares, que ajudam a inativar o vírus, partículas de saliva e secreções respiratórias podem permanecer ativas no ambiente por mais tempo, aumentando o risco de transmissão entre pessoas.

    Quem está incubando o vírus e sem sintomas pode transmitir a doença?

    A transmissão do hantavírus pode acontecer mesmo antes de a doença se manifestar de forma grave, segundo Maira. O maior risco de contágio ocorre no final do período de incubação do hantavírus, justamente quando a pessoa começa a entrar na fase dos pródromos — que são aqueles primeiros sintomas iniciais, leves e bastante genéricos.

    No estágio, a pessoa pode apresentar sinais como:

    • Mal-estar geral e fadiga;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Dores musculares pelo corpo.

    Como os sintomas iniciais se parecem muito com os de uma gripe comum ou de um resfriado, a pessoa infectada normalmente não suspeita que está com hantavirose.

    No entanto, o vírus já pode estar presente nas secreções respiratórias e na saliva, o que significa que a transmissão entre pessoas pode ocorrer em situações de contato próximo, íntimo e prolongado, principalmente em ambientes pouco ventilados.

    Diagnóstico da hantavirose

    O diagnóstico da hantavirose é feito a partir da avaliação clínica, epidemiológica e laboratorial.

    Os médicos analisam os sintomas apresentados pelo paciente, como febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e sinais respiratórios, além do histórico de exposição a áreas de risco, contato com roedores silvestres ou convivência próxima com pessoas infectadas, no caso da cepa Andes.

    Segundo Maira, a confirmação do diagnóstico é realizada por exames laboratoriais complementares, principalmente a sorologia, que identifica anticorpos específicos produzidos pelo organismo contra o hantavírus. Em alguns casos, outros testes também podem ser utilizados para ajudar na confirmação da infecção.

    O que fazer se achar que fui exposto?

    Se você esteve em regiões com histórico da cepa Andes (como o sul da Argentina e do Chile) ou teve contato próximo com alguém que recebeu o diagnóstico da doença, a primeira recomendação é procurar um hospital ou unidade de saúde mais próxima assim que surgirem os primeiros sinais de mal-estar, febre ou dor de cabeça.

    Ao falar com o médico ou com a equipe de triagem, informe imediatamente o seu histórico de exposição (viagem recente ou contato com caso confirmado). A informação epidemiológica é necessária para que o hospital adote os protocolos corretos e evite que você seja tratado apenas para uma gripe comum.

    Até que a suspeita seja descartada por exames médicos, a recomendação é agir como um potencial transmissor da cepa Andes. Por isso, permaneça em isolamento domiciliar, evite receber visitas e utilize máscara de proteção facial, preferencialmente do tipo PFF2/N95, caso precise ter contato com outras pessoas da casa.

    Como o período de incubação do vírus pode ser longo, cumprir o isolamento rigorosamente é a medida mais eficaz para proteger as pessoas ao seu redor e interromper a cadeia de transmissão do hantavírus.

    Existe tratamento para a hantavirose?

    Não existe tratamento antiviral específico contra as diferentes cepas de hantavírus e, segundo Maira, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico, normalmente realizadas em ambiente de terapia intensiva, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

    As medidas são importantes para que o próprio corpo do paciente consiga reagir e lutar contra o vírus, e podem incluir:

    • Uso de oxigênio para ajudar na respiração;
    • Ventilação mecânica nos casos mais graves;
    • Monitoramento constante do coração e dos pulmões;
    • Controle da pressão arterial e da circulação;
    • Reposição de líquidos e sais minerais do organismo;
    • Uso de medicamentos para estabilizar o paciente, quando necessário;
    • Internação em UTI nos quadros graves.

    “A Síndrome Pulmonar por Hantavírus, relacionada às cepas do vírus presentes nas Américas, incluindo a andina, é uma situação clínica extremamente grave, com necessidade de suporte intensivo e ventilação mecânica, com taxa de mortalidade em torno de 40%”, explica Maira.

    Como prevenir a transmissão da cepa Andes?

    A melhor forma de prevenir a transmissão da cepa Andes do hantavírus é evitar o contato do vírus com as vias respiratórias e a saliva, reduzindo o risco de transmissão entre pessoas.

    Diferentemente das medidas tradicionais de prevenção contra o hantavírus, que costumam focar no controle de roedores e na limpeza segura de ambientes contaminados, os cuidados relacionados à cepa Andes também envolvem medidas voltadas para evitar a transmissão interpessoal.

    Respeitar o isolamento e as orientações de quarentena

    A medida mais importante para reduzir a transmissão é identificar rapidamente os casos suspeitos e seguir as orientações de isolamento recomendadas pelas autoridades de saúde. Pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes infectados devem permanecer em monitoramento pelo período indicado, mesmo sem sintomas.

    Evitar ambientes fechados e pouco ventilados

    Como o vírus pode estar presente nas secreções respiratórias e permanecer ativo no ambiente por algum tempo, locais fechados e sem circulação de ar favorecem a transmissão.

    • Manter os ambientes bem ventilados;
    • Abrir portas e janelas sempre que possível;
    • Permitir a entrada de luz solar, que ajuda a reduzir a permanência do vírus no ambiente.

    Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI)

    Profissionais de saúde e pessoas que precisam cuidar de pacientes suspeitos ou confirmados devem utilizar equipamentos de proteção adequados, como:

    • Máscaras de alta proteção respiratória, como PFF2/N95;
    • Luvas descartáveis;
    • Proteção ocular em situações de contato próximo com secreções respiratórias.

    Não compartilhar objetos de uso pessoal

    Os copos, os talheres, as garrafas, as toalhas e as roupas de cama devem ser de uso exclusivamente individual durante o período de isolamento ou monitoramento. A medida ajuda a reduzir o risco de contato com a saliva e as secreções respiratórias da pessoa infectada, diminuindo as chances de transmissão do vírus entre os moradores da casa.

    Higienizar as mãos e as superfícies com frequência

    A higiene adequada ajuda a diminuir o risco de transmissão, com medidas como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, utilizar álcool em gel 70% quando não houver água disponível e manter a limpeza regular de superfícies de contato frequente com produtos desinfetantes apropriados.

    Veja também: H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    Perguntas frequentes

    1. Qualquer rato pode transmitir o hantavírus?

    Não, a transmissão ocorre através de espécies específicas de roedores silvestres. Os ratos urbanos comuns, como a ratazana de esgoto ou o camundongo doméstico, normalmente transmitem outras doenças (como a leptospirose), mas não são os vetores principais do hantavírus.

    2. Qual é o período de incubação do hantavírus?

    O tempo que o vírus leva para manifestar os primeiros sintomas varia bastante, frequentemente indo de 1 a 5 semanas (média de 9 a 30 dias) após a exposição, embora existam casos raros documentados que chegaram a até 42 dias.

    3. Existe uma vacina contra o hantavírus?

    Até o momento, não existe uma vacina aprovada universalmente ou amplamente disponível para prevenir a hantavirose nas Américas.

    4. Existe um remédio específico para curar o vírus?

    Não existe nenhum medicamento antiviral específico que elimine o hantavírus do organismo. O tratamento médico é totalmente baseado em medidas de suporte clínico, ajudando o corpo a se manter estável enquanto combate a infecção.

    5. Quanto tempo o hantavírus sobrevive fora do corpo do rato ou no ambiente?

    Em locais fechados, superfícies não ventiladas e que não recebem luz solar direta, o vírus pode permanecer ativo e com capacidade de infectar por um período de 2 a 4 dias. A exposição ao sol e ao vento destrói o vírus rapidamente.

    6. O diagnóstico rápido realmente muda as chances de sobrevivência?

    Sim. Apesar de ser uma doença grave, identificar os sintomas logo no início e começar rapidamente o tratamento de suporte no hospital aumenta bastante as chances de recuperação e melhora os resultados do paciente.

    7. Animais de estimação, como cães e gatos, pegam ou transmitem a doença?

    Cães e gatos podem ocasionalmente entrar em contato com o vírus ao caçar roedores silvestres, mas eles não desenvolvem a doença e não transmitem o hantavírus para os seres humanos.

    Leia mais: Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores

  • Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

    Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

    Perceber os fios caindo sem parar pode ser mais do que um incômodo com a aparência. Em alguns casos, é sinal de uma condição chamada alopecia, e que merece atenção médica.

    Algumas formas desse tipo de queda de cabelo têm solução simples, outras precisam de acompanhamento contínuo. O bom é que hoje existem tratamentos para queda de cabelo eficazes, como loções, remédios e técnicas como microagulhamento e transplante capilar.

    Venha entender como é feito o diagnóstico da alopecia, quais são as opções de tratamento para queda de cabelo e que cuidados ajudam a manter os cabelos mais fortes e saudáveis.

    Leia mais: Queda de cabelo ou alopecia? Saiba quando investigar

    O que é alopecia e por que ela é diferente de queda de cabelo?

    Você já deve ter percebido que o cabelo cai todos os dias, e isso é normal. É comum perder entre 100 a 150 fios por dia, sem que isso indique um problema.

    Quando a queda se torna mais intensa, com falhas visíveis no couro cabeludo ou afinamento dos fios, pode ser sinal de alopecia, um nome médico para a perda anormal de cabelo.

    Ou seja, nem toda queda de cabelo é considerada alopecia. Só quando ultrapassa o que é esperado e começa a afetar a densidade e a aparência do cabelo. Existem vários tipos da condição, com causas diferentes: algumas genéticas, como a alopecia androgenetica, outras autoimunes, como a alopecia areata, e a alopecia cicatricial.

    Quais são os tratamentos para queda de cabelo?

    O tratamento para alopecia varia conforme o tipo e a gravidade, mas costuma seguir estes caminhos:

    • Remédios tópicos para o couro cabeludo
    • Loções e tônicos (como o minoxidil)
    • Remédios orais
    • Remédios que agem de dentro para fora (como finasterida e dutasterida)
    • Suplementos vitamínicos, se houver deficiência identificada pelo médico
    • Remédios injetáveis ou imunomoduladores
    • Corticoides, minoxidil ou vitaminas injetáveis no couro cabeludo
    • Remédios imunomoduladores para casos mais graves de alopecia areata

    “Existem procedimentos que otimizam os resultados do tratamento clínico, como microagulhamento, microinfusão de medicamentos, mesoterapia, lasers e transplante capilar”, explica a tricologista Flávia Grazielle de Sousa Carneiro.

    O transplante capilar serve para todos os casos?

    Apesar de muito conhecido, o transplante capilar não é indicado para todas as pessoas ou tipos de alopecia. “O transplante só é indicado quando a causa da queda está estabilizada e há área doadora adequada”, explica a médica.

    Mesmo quando o transplante é feito, o acompanhamento médico continua sendo muito importante. “É fundamental seguir o tratamento clínico para melhorar e manter o resultado do transplante”, orienta a tricologista.

    A alopecia tem cura?

    “Na maioria dos casos, controlamos a queda e estimulamos o crescimento. Algumas formas são reversíveis, outras apenas estabilizadas”, afirma Flávia. Quanto mais cedo o tratamento para alopecia começa, porém, melhores são os resultados.

    A especialista reforça que cada caso deve ser tratado de forma individualizada. “Tudo depende do tipo de alopecia e de individualizar cada caso. Não existe uma ‘receita de bolo’ que funcione para todo mundo”, diz a médica.

    Cuidados no dia a dia que ajudam a prevenir a queda de cabelo

    Além dos tratamentos médicos, dá para fazer algumas coisas para prevenir a queda de cabelo. “Hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, controle de estresse e acompanhamento dermatológico ajudam a manter os fios saudáveis e a identificar precocemente alterações”, explica Flávia.

    Outros cuidados importantes são:

    • Adotar cuidados com o couro cabeludo, como usar xampus específicos para o tipo de cabelo;
    • Lavar o cabelo regularmente, sem medo;
    • Fugir de penteados apertados, pois eles puxam os fios;
    • Escovar o cabelo com cuidado, especialmente quando os fios estiverem molhados;
    • Proteger os cabelos do sol com chapéu;

    “Trate o couro cabeludo como se cuida da pele: com atenção e rotina”, recomenda a especialista, que também é fã da terapia capilar, uma combinação de técnicas estéticas e terapêuticas que ajudam a manter a saúde dos fios a longo prazo.

    Confira: 10 sinais de anemia para você ficar atento

    Perguntas frequentes sobre tratamento para queda de cabelo e alopecia

    Todo caso de alopecia precisa de tratamento?

    Nem sempre. O eflúvio telógeno, por exemplo, pode se resolver sem precisar de nenhum tratamento. É muito importante, no entanto, consultar um dermatologista ou tricologista para avaliar a causa e definir se o tratamento é necessário.

    Loções e tônicos capilares funcionam mesmo?

    Sim, desde que indicados para o tipo correto de alopecia e usados direitinho. Eles ajudam a estimular o crescimento dos fios e reduzir a queda, mas precisam ser receitados por um médico.

    O transplante capilar é indicado para qualquer pessoa?

    Não. O transplante de cabelo só é recomendado quando a causa da queda está controlada e existe uma área doadora adequada no couro cabeludo. Nem todos os tipos de alopecia são compatíveis com esse tratamento.

    A alopecia tem cura?

    Algumas formas são reversíveis, outras podem apenas ser controladas. “Na maioria dos casos, controlamos a queda e estimulamos o crescimento. Algumas formas são reversíveis, outras apenas estabilizadas”, explica a tricologista.

    É verdade que vitaminas ajudam a crescer cabelo?

    Somente se a pessoa tiver deficiência de vitaminas. A reposição de vitaminas sem necessidade pode não ter efeito e, em alguns casos, até piorar a situação.

    Leia mais: Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria

  • Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Você já acordou, notou uma mancha roxa na perna ou no braço e tentou lembrar onde teria batido? Na maioria das vezes, os hematomas surgem após pequenos traumas do dia a dia que passam despercebidos.

    No entanto, quando surgem com frequência, em grandes quantidades ou acompanhadas de outros sintomas, elas podem ser um sinal de alerta do corpo para deficiências vitamínicas, efeitos colaterais de medicamentos ou até doenças que afetam a coagulação do sangue.

    Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para entender quando as manchas roxas são consideradas normais, quais podem ser as causas mais comuns e em quais situações é importante procurar avaliação médica.

    Afinal, o que são as manchas roxas que surgem do nada?

    As manchas roxas, conhecidas como equimoses, surgem quando pequenos vasos sanguíneos se rompem e o sangue se espalha sob a pele.

    Na maioria das vezes, a causa é um trauma simples do dia a dia, como uma pancada, um tropeço ou até um movimento mais brusco. Depois, o próprio organismo vai absorvendo aquele sangue aos poucos, fazendo com que a mancha desapareça espontaneamente.

    De acordo com Marcelo, pequenos microtraumas podem passar despercebidos. Em pessoas mais jovens, os vasos são mais firmes e a coagulação funciona melhor, fazendo com que o corpo repare rapidamente os pequenos sangramentos.

    Com o envelhecimento, a pele e a camada de gordura abaixo dela ficam mais finas e frágeis, o que faz com que os vasos se rompam com mais facilidade, favorecendo o aparecimento das manchas roxas, mesmo após pequenos impactos.

    Também existem pessoas mais jovens que apresentam a chamada fragilidade capilar, uma característica normalmente ligada à genética e à constituição do colágeno da pele e dos vasos. Nesses casos, a pessoa tende a ter manchas roxas desde cedo. Quando isso acontece de forma habitual e sem outros sintomas associados, normalmente não indica uma doença grave.

    Qual a diferença entre equimose e hematoma?

    A equimose é a mancha roxa mais superficial, causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos com espalhamento do sangue sob a pele. Ela costuma ser plana, sem relevo, e muda de cor ao longo dos dias até desaparecer.

    Já o hematoma, segundo Marcelo, acontece quando há um sangramento maior, geralmente envolvendo vasos mais calibrosos. Nesse caso, o sangue se acumula em uma região específica, formando um inchaço ou uma área elevada e dolorida.

    Principais causas de roxos espontâneos

    Na maioria das vezes, o surgimento de manchas roxas não indica uma doença grave, mas sim uma característica da estrutura dos seus vasos sanguíneos ou hábitos de vida. As causas mais comuns incluem:

    • Fragilidade capilar: algumas pessoas possuem vasos sanguíneos naturalmente mais sensíveis, então qualquer pressão mínima, como o peso de uma bolsa ou um toque um pouco mais forte, é suficiente para romper os capilares e gerar uma pequena equimose;
    • Envelhecimento cutâneo: com o passar dos anos, a pele fica mais fina e perde a camada de gordura que protege os vasos. Assim, os vasos ficam expostos e se rompem com facilidade, algo muito comum em idosos;
    • Deficiência de vitamina C: a falta da vitamina compromete a produção de colágeno, que mantém os vasos firmes. Quando os níveis estão muito baixos, quadro conhecido como escorbuto, os sangramentos espontâneos na pele e na gengiva se tornam frequentes;
    • Efeito colateral de medicamentos: o uso de remédios como aspirina, anticoagulantes ou de corticoides por tempo prolongado pode deixar os vasos mais finos ou dificultar o fechamento de micro-rompimentos, facilitando as manchas;
    • Microtraumas do dia a dia: muitas vezes batemos em móveis ou objetos enquanto estamos distraídos. Como a coagulação é eficiente, o roxo só aparece horas depois, quando já esquecemos o pequeno incidente.

    Doenças que podem causar manchas roxas

    Quando as manchas surgem de forma súbita, em locais incomuns ou acompanhadas de outros sinais, elas podem indicar condições que precisam de investigação médica, como:

    • Alterações nas plaquetas (púrpuras): as plaquetas são células responsáveis por interromper sangramentos. Se o número de plaquetas está muito baixo ou se elas não funcionam corretamente, o sangue extravasa para a pele sem motivo aparente;
    • Distúrbios de coagulação: doenças genéticas ou adquiridas que afetam a cascata de coagulação impedem que o corpo estanque pequenos rompimentos internos, levando ao surgimento de manchas maiores e persistentes;
    • Leucemia: algumas doenças hematológicas graves comprometem a produção de células saudáveis no sangue. Nesses casos, o surgimento de manchas roxas costuma vir acompanhado de cansaço extremo, palidez e perda de peso;
    • Vasculites: é uma inflamação na parede dos vasos sanguíneos. Quando o vaso inflama, ele pode se romper, causando manchas roxas que, normalmente, são acompanhadas de dores nas articulações, febre ou mal-estar generalizado;
    • Doenças hepáticas: como o fígado é responsável pela produção de várias proteínas que ajudam na coagulação, problemas graves no órgão (como a cirrose) podem aumentar a tendência a sangramentos e equimoses.

    Quando o roxo é sinal de alerta?

    As manchas roxas merecem atenção quando aparecem com muita frequência, surgem sem nenhum trauma aparente ou aumentam de tamanho rapidamente. O sinal de alerta também existe quando elas vêm acompanhadas de outros sintomas, como:

    • Sangramentos no nariz ou gengiva;
    • Cansaço excessivo;
    • Febre;
    • Perda de peso;
    • Manchas espalhadas pelo corpo.

    Também é importante observar se os hematomas demoram muito para desaparecer ou aparecem em locais incomuns, como costas, abdômen e rosto, principalmente sem explicação clara.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de manchas roxas que aparecem sem motivo aparente começa com a avaliação clínica e o histórico da pessoa, em que o médico investiga há quanto tempo eles aparecem, se existe histórico familiar, uso de medicamentos, presença de sangramentos e outros sintomas associados.

    Depois, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar a coagulação, a quantidade de plaquetas, possíveis anemias e deficiências vitamínicas. Em alguns casos, também é necessário investigar doenças hepáticas, vasculares ou hematológicas.

    Se os exames estiverem normais e não houver sinais de alerta, o quadro é normalmente diagnosticado como fragilidade capilar, uma característica constitucional que não representa um risco à saúde.

    Como tratar as manchas roxas?

    O tratamento das manchas roxas depende diretamente da causa do problema. Quando elas surgem após pequenos traumas do dia a dia e não estão relacionadas a nenhuma doença, normalmente desaparecem sozinhas ao longo de alguns dias ou semanas, conforme o organismo absorve o sangue acumulado sob a pele.

    Nesses casos, algumas medidas podem ajudar a diminuir o sangramento local, o inchaço e o desconforto, como:

    • Fazer compressas frias nas primeiras 24 horas;
    • Evitar massagear o local;
    • Manter a região elevada, quando possível;
    • Evitar novos traumas na área machucada;
    • Descansar a região afetada;
    • Usar roupas mais confortáveis para não pressionar o local;
    • Manter uma boa hidratação.

    Já quando os hematomas aparecem com frequência, sem motivo aparente ou estão associados ao uso de medicamentos, deficiências vitamínicas ou alterações na coagulação, é importante investigar.

    Dependendo da causa, o médico pode recomendar ajustes em medicamentos, suplementação de vitaminas, mudanças na alimentação ou exames complementares para avaliar possíveis problemas de saúde relacionados à coagulação ou à fragilidade dos vasos sanguíneos.

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    Perguntas frequentes

    1. É normal aparecerem roxos sem eu ter batido em nada?

    Sim, em muitos casos. Pode ser causado por fragilidade capilar, onde pequenos vasos se rompem com movimentos simples, ou por microtraumas do dia a dia que acabamos esquecendo.

    2. O estresse pode causar manchas roxas na pele?

    Indiretamente, sim. O estresse crônico pode fragilizar o sistema imunológico e afetar a saúde dos vasos, mas não é uma causa direta comum como traumas ou medicamentos.

    3. Quando devo me preocupar com uma mancha roxa?

    Se surgirem em grandes quantidades, em locais como tronco e rosto, se não sumirem após duas semanas ou se vierem acompanhadas de dor intensa e febre.

    4. Anticoncepcional pode causar manchas roxas?

    Embora raro, algumas mulheres podem notar maior fragilidade vascular ou alterações na circulação devido aos hormônios, mas deve-se investigar outras causas primeiro.

    5. Quanto tempo demora para uma mancha roxa sumir?

    Em média, uma equimose comum leva de 7 a 14 dias para ser totalmente absorvida pelo corpo, dependendo do tamanho da lesão.

    6. Exercícios físicos intensos podem causar roxos?

    Sim. O esforço extremo ou o levantamento de muito peso pode causar o rompimento de pequenos vasos devido à pressão aumentada, especialmente nos braços e pernas.

    7. O que pode ser mancha roxa na perna de quem tem varizes?

    Quem tem varizes possui uma circulação venosa deficiente. Isso aumenta a pressão nos vasos, facilitando o extravasamento de sangue para a pele, o que causa manchas roxas ou acastanhadas (dermatite de estase).

    8. Por que aparecem roxos após exames de sangue?

    Isso acontece quando o sangue extravasa pelo furo da agulha antes de o vaso cicatrizar. Pressionar o local por alguns minutos após a coleta e não carregar peso com aquele braço ajuda a evitar.

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