Categoria: Doenças

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  • Disruptores endócrinos: o que são, onde encontrá-los e como evitar a exposição

    Disruptores endócrinos: o que são, onde encontrá-los e como evitar a exposição

    Você já ouviu falar em disruptores endócrinos? Também conhecidos como desreguladores endócrinos, são substâncias químicas, orgânicas e inorgânicas capazes de interferir no funcionamento dos hormônios do corpo.

    Sendo considerados um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), eles podem ser encontrados mesmo em produtos comuns usados no dia a dia, como embalagens plásticas, cosméticos e até alguns alimentos ultraprocessados.

    Os disruptores endócrinos podem agir imitando, bloqueando ou alterando a ação natural dos hormônios no organismo. Com isso, eles acabam confundindo o sistema endócrino, responsável por regular funções importantes como metabolismo, crescimento, fertilidade, sono, puberdade e funcionamento da tireoide.

    Mesmo níveis baixos de exposição podem causar impactos no organismo, especialmente quando o contato acontece de forma contínua ao longo da vida. De acordo com estudos, acredita-se que o maior impacto dos disruptores aconteça na gestação, a infância e a adolescência, períodos em que o organismo passa por mudanças hormonais mais intensas.

    Como os disruptores endócrinos atuam no organismo?

    Os disruptores endócrinos atuam interferindo no sistema hormonal de três maneiras principais. Primeiro, eles são capazes de imitar hormônios naturais, como acontece com o bisfenol A (BPA), enganando o organismo e desencadeando respostas hormonais inadequadas.

    Segundo, eles podem atuar como bloqueadores hormonais, ocupando o receptor hormonal sem ativá-lo, o que impede que o hormônio real do organismo consiga transmitir sua mensagem, causando uma deficiência funcional.

    Por fim, os disruptores endócrinos podem interferir na produção, no transporte, no metabolismo ou na eliminação dos hormônios naturais, alterando as concentrações no sangue e desregulando o funcionamento do sistema endócrino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o resultado é um desequilíbrio que o corpo interpreta como um aumento ou uma diminuição hormonal, podendo até simular uma doença endócrina real. Como as substâncias apresentam efeito cumulativo, a especialista explica que é difícil estabelecer uma dose segura de exposição.

    Onde os disruptores endócrinos são encontrados?

    Diariamente, o organismo absorve disruptores endócrinos por meio da ingestão de água e alimentos, além da exposição ambiental ao solo e ar contaminados.

    Mas, como eles também estão presentes em alguns processos industriais, a absorção também acontece pelo contato com produtos de uso cotidiano, como:

    • Itens de higiene pessoal;
    • Roupas e tecidos;
    • Componentes eletrônicos;
    • Embalagens e recipientes de comida;
    • Maquiagens e produtos de beleza;
    • Brinquedos para crianças;
    • Recipientes térmicos de bebê;
    • Garrafas descartáveis e reutilizáveis;
    • Revestimentos de pisos e sofás;
    • Materiais de construção civil.

    Segundo Andreia, as substâncias capazes de afetar o sistema endócrino mais comuns incluem:

    • Bisfenol (BPAs): amplamente encontrados em plásticos policarbonatos e revestimentos de latas, são conhecidos por mimetizar o estrogênio no organismo;
    • Ftalatos: utilizados para dar flexibilidade aos plásticos e fixar fragrâncias em cosméticos, podem interferir diretamente no sistema reprodutor;
    • Parabenos: conservantes muito utilizados em produtos de higiene e beleza para evitar o crescimento de fungos e bactérias, possuindo potencial de desregulação hormonal;
    • Pesticidas: substâncias químicas usadas na agricultura que, além de contaminarem alimentos, apresentam alta persistência ambiental e toxicidade ao sistema endócrino;
    • Fitoesteróis: compostos naturais encontrados em plantas que possuem estrutura molecular semelhante ao colesterol e a hormônios humanos, podendo ligar-se aos receptores e interferir nas funções hormonais naturais.

    Nem toda exposição causa problemas imediatos. Segundo Andreia, a maior preocupação está na exposição crônica e cumulativa. Como os plásticos e outras substâncias químicas estão presentes em muitos produtos usados diariamente, o organismo acaba sendo exposto de forma contínua ao longo da vida.

    Complicações causadas pela exposição aos disruptores endócrinos

    De acordo com a OMS, a exposição prolongada aos disruptores endócrinos pode estar associada a um maior risco de desenvolvimento de diferentes problemas de saúde, como:

    • Diabetes tipo 2;
    • Hipotireoidismo;
    • Alterações na qualidade do esperma e infertilidade;
    • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
    • Câncer de mama;
    • Alterações metabólicas e puberais;
    • Câncer de testículo e de próstata;
    • Endometriose;
    • Alterações neurológicas e na tireoide;
    • Dificuldade no aleitamento materno;
    • Obesidade;
    • Mal de Parkinson.

    Nas crianças, especialmente nas meninas, Andreia explica que a exposição precoce a substâncias com ação semelhante aos hormônios sexuais, como o estrogênio, pode favorecer o desenvolvimento da puberdade precoce.

    O organismo recebe sinais hormonais antes do momento esperado, causando mudanças físicas como o crescimento das mamas, o surgimento de pelos e a aceleração do crescimento.

    A puberdade precoce também pode trazer consequências emocionais e metabólicas importantes, já que o corpo amadurece em um ritmo diferente do desenvolvimento psicológico e neurológico da criança.

    É possível evitar os disruptores endócrinos?

    Não é possível evitar completamente os disruptores endócrinos, uma vez que a estrutura social e industrial é baseada em materiais que os contém, mas é totalmente possível e recomendável reduzir a exposição a partir de algumas medidas:

    • Troque recipientes e garrafas de plástico por opções de vidro, cerâmica ou aço inoxidável, que não liberam químicos nos alimentos;
    • Nunca aqueça alimentos no micro-ondas em potes de plástico e evite lavar esses utensílios com água muito quente ou detergentes abrasivos, pois o desgaste acelera a liberação de BPA e ftalatos;
    • Priorize o consumo de alimentos frescos e menos processados. No caso dos enlatados, prefira marcas que especifiquem embalagens livres de BPA;
    • Opte por produtos de higiene pessoal e beleza que sejam livres de parabenos e fragrâncias sintéticas;
    • Lave bem frutas e vegetais para reduzir resíduos de pesticidas. Se possível, escolha orgânicos, especialmente para alimentos que crescem rente ao solo;
    • Evite manusear desnecessariamente recibos de cartão e extratos bancários de papel térmico, que possuem altas concentrações de bisfenol que é absorvido pela pele.

    Andreia ressalta que, no caso dos alimentos orgânicos, a atenção com a higienização deve ser redobrada. Por exemplo, frutas que crescem rente ao solo, como o morango, ficam mais expostas a parasitas devido à ausência de defensivos agrícolas.

    Para uma higienização segura em casa, o recomendado é o hipoclorito de sódio, encontrado em produtos específicos para alimentos ou na água sanitária comum, desde que devidamente diluída conforme as instruções da embalagem.

    Perguntas frequentes

    1. Homens também são afetados pelos disruptores endócrinos?

    Sim. Estudos associam a exposição a esses químicos à redução da qualidade do esperma, queda nos níveis de testosterona e aumento do risco de câncer de próstata e testículo.

    2. Posso aquecer comida no micro-ondas em recipientes de plástico?

    Não é recomendável. O calor acelera a liberação de compostos como BPA e ftalatos do plástico para o alimento. O ideal é usar recipientes de vidro ou cerâmica.

    3. O que devo observar nos rótulos de produtos de limpeza e higiene?

    Procure por termos como “BPA-free” (livre de BPA), “paraben-free” e evite produtos com fragrâncias sintéticas genéricas, que geralmente contêm ftalatos.

    4. Existe relação entre disruptores endócrinos e o ganho de peso?

    Sim, alguns são classificados como “obesogênicos”. Eles podem alterar o metabolismo, aumentar o número de células de gordura e interferir nos sinais de fome e saciedade, facilitando o desenvolvimento da obesidade e da diabetes tipo 2.

    5. Por que o papel térmico (de recibos) é citado como um risco?

    Muitos papéis de comprovantes de cartão e extratos bancários usam BPA em sua superfície para a impressão térmica. O contato da pele com o papel permite a absorção direta do químico, especialmente se as mãos estiverem úmidas ou com uso recente de álcool em gel.

    6. Como o descarte incorreto de remédios afeta esse ciclo?

    Descartar anticoncepcionais e outros hormônios no vaso sanitário contamina os lençóis freáticos. As estações de tratamento de esgoto muitas vezes não conseguem filtrar as moléculas, que acabam retornando à nossa mesa através da água ou de peixes contaminados.

    7. O uso de panelas antiaderentes oferece riscos?

    Panelas antigas ou riscadas que utilizam PFOA (ácido perfluorooctanóico) podem liberar substâncias químicas durante o cozimento. O ideal é utilizar panelas de cerâmica, ferro, aço inox ou garantir que o revestimento antiaderente seja livre de PFOA.

    Você já ouviu falar em disruptores endócrinos? Também conhecidos como desreguladores endócrinos, são substâncias químicas, orgânicas e inorgânicas capazes de interferir no funcionamento dos hormônios do corpo.

    Sendo considerados um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), eles podem ser encontrados mesmo em produtos comuns usados no dia a dia, como embalagens plásticas, cosméticos e até alguns alimentos ultraprocessados.

    Os disruptores endócrinos podem agir imitando, bloqueando ou alterando a ação natural dos hormônios no organismo. Com isso, eles acabam confundindo o sistema endócrino, responsável por regular funções importantes como metabolismo, crescimento, fertilidade, sono, puberdade e funcionamento da tireoide.

    Mesmo níveis baixos de exposição podem causar impactos no organismo, especialmente quando o contato acontece de forma contínua ao longo da vida. De acordo com estudos, acredita-se que o maior impacto dos disruptores aconteça na gestação, a infância e a adolescência, períodos em que o organismo passa por mudanças hormonais mais intensas.

    Como os disruptores endócrinos atuam no organismo?

    Os disruptores endócrinos atuam interferindo no sistema hormonal de três maneiras principais. Primeiro, eles são capazes de imitar hormônios naturais, como acontece com o bisfenol A (BPA), enganando o organismo e desencadeando respostas hormonais inadequadas.

    Segundo, eles podem atuar como bloqueadores hormonais, ocupando o receptor hormonal sem ativá-lo, o que impede que o hormônio real do organismo consiga transmitir sua mensagem, causando uma deficiência funcional.

    Por fim, os disruptores endócrinos podem interferir na produção, no transporte, no metabolismo ou na eliminação dos hormônios naturais, alterando as concentrações no sangue e desregulando o funcionamento do sistema endócrino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o resultado é um desequilíbrio que o corpo interpreta como um aumento ou uma diminuição hormonal, podendo até simular uma doença endócrina real. Como as substâncias apresentam efeito cumulativo, a especialista explica que é difícil estabelecer uma dose segura de exposição.

    Onde os disruptores endócrinos são encontrados?

    Diariamente, o organismo absorve disruptores endócrinos por meio da ingestão de água e alimentos, além da exposição ambiental ao solo e ar contaminados.

    Mas, como eles também estão presentes em alguns processos industriais, a absorção também acontece pelo contato com produtos de uso cotidiano, como:

    • Itens de higiene pessoal;
    • Roupas e tecidos;
    • Componentes eletrônicos;
    • Embalagens e recipientes de comida;
    • Maquiagens e produtos de beleza;
    • Brinquedos para crianças;
    • Recipientes térmicos de bebê;
    • Garrafas descartáveis e reutilizáveis;
    • Revestimentos de pisos e sofás;
    • Materiais de construção civil.

    Segundo Andreia, as substâncias capazes de afetar o sistema endócrino mais comuns incluem:

    • Bisfenol (BPAs): amplamente encontrados em plásticos policarbonatos e revestimentos de latas, são conhecidos por mimetizar o estrogênio no organismo;
    • Ftalatos: utilizados para dar flexibilidade aos plásticos e fixar fragrâncias em cosméticos, podem interferir diretamente no sistema reprodutor;
    • Parabenos: conservantes muito utilizados em produtos de higiene e beleza para evitar o crescimento de fungos e bactérias, possuindo potencial de desregulação hormonal;
    • Pesticidas: substâncias químicas usadas na agricultura que, além de contaminarem alimentos, apresentam alta persistência ambiental e toxicidade ao sistema endócrino;
    • Fitoesteróis: compostos naturais encontrados em plantas que possuem estrutura molecular semelhante ao colesterol e a hormônios humanos, podendo ligar-se aos receptores e interferir nas funções hormonais naturais.

    Nem toda exposição causa problemas imediatos. Segundo Andreia, a maior preocupação está na exposição crônica e cumulativa. Como os plásticos e outras substâncias químicas estão presentes em muitos produtos usados diariamente, o organismo acaba sendo exposto de forma contínua ao longo da vida.

    Complicações causadas pela exposição aos disruptores endócrinos

    De acordo com a OMS, a exposição prolongada aos disruptores endócrinos pode estar associada a um maior risco de desenvolvimento de diferentes problemas de saúde, como:

    • Diabetes tipo 2;
    • Hipotireoidismo;
    • Alterações na qualidade do esperma e infertilidade;
    • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
    • Câncer de mama;
    • Alterações metabólicas e puberais;
    • Câncer de testículo e de próstata;
    • Endometriose;
    • Alterações neurológicas e na tireoide;
    • Dificuldade no aleitamento materno;
    • Obesidade;
    • Mal de Parkinson.

    Nas crianças, especialmente nas meninas, Andreia explica que a exposição precoce a substâncias com ação semelhante aos hormônios sexuais, como o estrogênio, pode favorecer o desenvolvimento da puberdade precoce.

    O organismo recebe sinais hormonais antes do momento esperado, causando mudanças físicas como o crescimento das mamas, o surgimento de pelos e a aceleração do crescimento.

    A puberdade precoce também pode trazer consequências emocionais e metabólicas importantes, já que o corpo amadurece em um ritmo diferente do desenvolvimento psicológico e neurológico da criança.

    É possível evitar os disruptores endócrinos?

    Não é possível evitar completamente os disruptores endócrinos, uma vez que a estrutura social e industrial é baseada em materiais que os contém, mas é totalmente possível e recomendável reduzir a exposição a partir de algumas medidas:

    • Troque recipientes e garrafas de plástico por opções de vidro, cerâmica ou aço inoxidável, que não liberam químicos nos alimentos;
    • Nunca aqueça alimentos no micro-ondas em potes de plástico e evite lavar esses utensílios com água muito quente ou detergentes abrasivos, pois o desgaste acelera a liberação de BPA e ftalatos;
    • Priorize o consumo de alimentos frescos e menos processados. No caso dos enlatados, prefira marcas que especifiquem embalagens livres de BPA;
    • Opte por produtos de higiene pessoal e beleza que sejam livres de parabenos e fragrâncias sintéticas;
    • Lave bem frutas e vegetais para reduzir resíduos de pesticidas. Se possível, escolha orgânicos, especialmente para alimentos que crescem rente ao solo;
    • Evite manusear desnecessariamente recibos de cartão e extratos bancários de papel térmico, que possuem altas concentrações de bisfenol que é absorvido pela pele.

    Andreia ressalta que, no caso dos alimentos orgânicos, a atenção com a higienização deve ser redobrada. Por exemplo, frutas que crescem rente ao solo, como o morango, ficam mais expostas a parasitas devido à ausência de defensivos agrícolas.

    Para uma higienização segura em casa, o recomendado é o hipoclorito de sódio, encontrado em produtos específicos para alimentos ou na água sanitária comum, desde que devidamente diluída conforme as instruções da embalagem.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Homens também são afetados pelos disruptores endócrinos?

    Sim. Estudos associam a exposição a esses químicos à redução da qualidade do esperma, queda nos níveis de testosterona e aumento do risco de câncer de próstata e testículo.

    2. Posso aquecer comida no micro-ondas em recipientes de plástico?

    Não é recomendável. O calor acelera a liberação de compostos como BPA e ftalatos do plástico para o alimento. O ideal é usar recipientes de vidro ou cerâmica.

    3. O que devo observar nos rótulos de produtos de limpeza e higiene?

    Procure por termos como “BPA-free” (livre de BPA), “paraben-free” e evite produtos com fragrâncias sintéticas genéricas, que geralmente contêm ftalatos.

    4. Existe relação entre disruptores endócrinos e o ganho de peso?

    Sim, alguns são classificados como “obesogênicos”. Eles podem alterar o metabolismo, aumentar o número de células de gordura e interferir nos sinais de fome e saciedade, facilitando o desenvolvimento da obesidade e da diabetes tipo 2.

    5. Por que o papel térmico (de recibos) é citado como um risco?

    Muitos papéis de comprovantes de cartão e extratos bancários usam BPA em sua superfície para a impressão térmica. O contato da pele com o papel permite a absorção direta do químico, especialmente se as mãos estiverem úmidas ou com uso recente de álcool em gel.

    6. Como o descarte incorreto de remédios afeta esse ciclo?

    Descartar anticoncepcionais e outros hormônios no vaso sanitário contamina os lençóis freáticos. As estações de tratamento de esgoto muitas vezes não conseguem filtrar as moléculas, que acabam retornando à nossa mesa através da água ou de peixes contaminados.

    7. O uso de panelas antiaderentes oferece riscos?

    Panelas antigas ou riscadas que utilizam PFOA (ácido perfluorooctanóico) podem liberar substâncias químicas durante o cozimento. O ideal é utilizar panelas de cerâmica, ferro, aço inox ou garantir que o revestimento antiaderente seja livre de PFOA.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Muito estressado? Veja o que o estresse prolongado faz com o corpo?

    Muito estressado? Veja o que o estresse prolongado faz com o corpo?

    Cobranças constantes, excesso de trabalho, preocupações financeiras, problemas pessoais e a sensação de nunca conseguir descansar de verdade. Para muitas pessoas, o estresse deixou de ser algo pontual e passou a fazer parte da rotina.

    O problema é que o organismo não foi feito para permanecer em estado contínuo de alerta. Quando isso acontece por semanas ou meses, o corpo começa a dar sinais físicos e emocionais de desgaste. Sono ruim, dores no corpo, irritabilidade, ansiedade e até alterações cardiovasculares podem surgir como consequência do chamado estresse crônico.

    O que acontece no corpo durante o estresse

    Quando o organismo percebe uma situação de ameaça ou pressão, ocorre liberação de hormônios como:

    • Adrenalina;
    • Cortisol.

    Esses hormônios ajudam o corpo a reagir rapidamente. O coração acelera, a respiração muda e o organismo entra em estado de vigilância.

    O problema do estresse prolongado

    Em situações normais, esses hormônios diminuem após o evento estressante. No estresse crônico, porém, o corpo permanece ativado por muito tempo.

    Isso pode causar desgaste físico e mental progressivo.

    Principais sintomas do estresse crônico

    Os sintomas podem aparecer de várias formas.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço constante;
    • Irritabilidade;
    • Dificuldade para dormir;
    • Ansiedade;
    • Dores musculares;
    • Dificuldade de concentração.

    Muitas pessoas também relatam sensação de esgotamento.

    Como o estresse afeta o sono

    O excesso de alerta dificulta o relaxamento. Isso pode provocar:

    • Insônia;
    • Sono superficial;
    • Despertares frequentes;
    • Sensação de sono não reparador.

    A falta de sono piora ainda mais os efeitos do estresse.

    Impactos no coração e circulação

    O estresse prolongado pode aumentar o risco cardiovascular.

    Entre os efeitos possíveis estão:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Palpitações;
    • Maior risco de doenças cardíacas.

    Alterações no sistema digestivo

    O aparelho digestivo também pode ser afetado.

    Os sintomas incluem:

    • Dor abdominal;
    • Gastrite;
    • Refluxo;
    • Alterações intestinais.

    Estresse e imunidade

    O estresse prolongado pode enfraquecer o sistema imunológico.

    Isso pode favorecer:

    • Infecções frequentes;
    • Piora de doenças inflamatórias;
    • Recuperação mais lenta.

    Relação com ansiedade e depressão

    O estresse crônico aumenta o risco de transtornos emocionais.

    Entre eles:

    • Ansiedade;
    • Síndrome de burnout;
    • Depressão.

    O corpo pode dar sinais físicos importantes

    Além dos sintomas emocionais, podem surgir:

    • Queda de cabelo;
    • Tensão muscular;
    • Dor de cabeça frequente;
    • Alterações de apetite.

    Como reduzir os impactos do estresse

    Algumas medidas ajudam a proteger a saúde:

    1. Sono adequado

    Dormir bem ajuda na recuperação física e mental.

    2. Atividade física

    Exercícios ajudam a reduzir hormônios do estresse.

    3. Alimentação equilibrada

    Ajuda o organismo a lidar melhor com sobrecarga.

    4. Apoio psicológico

    Psicoterapia pode ajudar no manejo emocional.

    5. Organização da rotina

    Momentos de descanso e lazer são importantes.

    Quando procurar ajuda médica

    Procure avaliação se houver:

    • Sintomas persistentes;
    • Insônia importante;
    • Crises de ansiedade;
    • Esgotamento intenso;
    • Impacto significativo na rotina.

    Veja mais: O que o estresse faz com sua imunidade

    Perguntas frequentes sobre estresse prolongado

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, o estresse é capaz de causar sintomas no corpo.

    2. O cortisol alto faz mal?

    Quando mantido elevado por muito tempo, pode prejudicar o organismo.

    3. Estresse pode causar pressão alta?

    Sim, ele pode contribuir para o aumento da pressão arterial.

    4. Pode afetar o sono?

    Muito frequentemente.

    5. O sistema imunológico pode piorar?

    Sim, o estresse crônico pode afetar a imunidade.

    6. Ansiedade e estresse são a mesma coisa?

    Não, mas estão relacionados.

    7. Quando procurar ajuda?

    Quando os sintomas começam a afetar a saúde ou a qualidade de vida.

    Veja também: 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

  • Menopausa: conheça os cuidados com o coração nessa fase da vida 

    Menopausa: conheça os cuidados com o coração nessa fase da vida 

    A menopausa é definida pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos e acontece, normalmente, entre os 45 e 55 anos de idade. Nesse período da vida, o corpo passa por alterações hormonais significativas (em especial, a queda do estrogênio), que afetam o metabolismo, os ossos, o humor e, principalmente, a saúde do coração.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), são a principal causa de morte entre as mulheres após a menopausa. O risco aumenta justamente porque, com a queda hormonal, o organismo perde parte da proteção natural que tinha durante a fase reprodutiva.

    Por isso, especialistas destacam a importância do acompanhamento médico regular, de exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis.

    Por que a menopausa aumenta o risco de doenças do coração?

    A menopausa provoca uma série de mudanças no corpo que impactam diretamente o coração. Primeiramente, o estrogênio, principal hormônio feminino, exerce um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Ele ajuda a manter as artérias flexíveis, regula o colesterol e contribui para o equilíbrio da pressão arterial. Quando o hormônio diminui, o risco de desenvolver doenças do coração aumenta.

    “Com a queda do estrogênio, há piora do perfil do colesterol (aumento do LDL e redução do HDL), aumentando a aterosclerose, assim como aumento da gordura visceral, ganho de peso, resistência à insulina e rigidez dos vasos. Com isso, o risco para doenças cardiovasculares sobe”, explica Giovanni Henrique Pinto, cardiologista e cardio-oncologista do Hospital Albert Einstein.

    Vale lembrar que, muitas vezes, o impacto não acontece de imediato, mas ao longo de anos, o que torna a prevenção ainda mais importante.

    Sintomas cardíacos que merecem atenção após a menopausa

    Pode ser difícil identificar sinais de alerta para problemas cardiovasculares, uma vez que eles podem ser confundidos com os efeitos comuns da menopausa, como insônia e palpitações.

    Segundo o Giovanni Henrique Pinto, é importante não ignorar manifestações como:

    • Dor ou pressão no peito, podendo aparecer também como queimação ou dor nas costas, nos braços ou na mandíbula;
    • Falta de ar em atividades simples;
    • Palpitações frequentes;
    • Tontura ou desmaios;
    • Inchaço nas pernas;
    • Cansaço desproporcional ao esforço.

    Se os sintomas surgirem, é importante procurar atendimento médico para descartar a possibilidade de doenças cardíacas.

    Quais hábitos podem ajudar a proteger o coração na menopausa?

    O estilo de vida continua sendo a melhor forma de reduzir riscos, e mesmo em rotinas mais agitadas, incluir alguns hábitos é necessário para manter a saúde. Segundo orientações do Ministério da Saúde e do cardiologista Giovanni Henrique Pinto:

    • Praticar atividade física regularmente (150 a 300 minutos por semana de exercícios aeróbicos + treinos de força duas vezes por semana);
    • Adotar alimentação de padrão mediterrâneo ou DASH, priorizando frutas, verduras, grãos integrais, peixes e azeite, além de reduzir o consumo de sal;
    • Dormir de 7 a 9 horas por noite;
    • Controlar o estresse por meio de técnicas de relaxamento, meditação ou hobbies;
    • Não fumar e moderar o consumo de álcool;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos para pressão, colesterol e diabetes, quando indicados.

    Acompanhamento na menopausa é importante para proteger o coração

    Durante a menopausa, manter consultas regulares com o cardiologista permite identificar cedo alterações na pressão, no colesterol, na glicemia e até na rigidez dos vasos. Os exames cardíacos regulares nessa fase incluem:

    • Eletrocardiograma (ECG);
    • Holter (monitoramento do ritmo cardíaco por 24h);
    • Ecocardiograma;
    • MAPA (monitoramento da pressão arterial);
    • Exames laboratoriais de glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico;
    • Teste ergométrico (de esforço);
    • Escore de cálcio coronário em mulheres de risco intermediário;
    • Cintilografia ou angiotomografia coronária quando há sintomas sugestivos ou risco elevado.

    Além disso, o acompanhamento não serve só para detectar doenças, mas também para discutir formas de prevenção. O médico pode orientar sobre dieta, atividade física, controle de peso e, quando necessário, prescrever medicações para equilibrar colesterol, glicemia ou pressão.

    Leia também: Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

    Reposição hormonal na menopausa protege o coração?

    O tratamento de reposição hormonal (TRH ou MHT) pode ser útil para aliviar sintomas moderados a graves da menopausa, como fogachos e suores noturnos. No entanto, Giovanni Henrique Pinto reforça que não deve ser usado com o objetivo de prevenir doenças cardiovasculares.

    A terapia pode ter perfil de risco mais favorável quando iniciada antes dos 60 anos ou até 10 anos após a última menstruação, especialmente pela via transdérmica (adesivo ou gel), que apresenta menor risco de trombose do que os comprimidos orais.

    Ainda assim, há contraindicações importantes: mulheres com histórico de infarto, AVC, trombose ativa, alguns tipos de câncer ou sangramentos uterinos não esclarecidos devem evitar o tratamento. A decisão deve sempre ser individualizada e tomada em conjunto com o médico.

    Confira: Névoa mental na menopausa: o que é e como tratar o “brain fog”

    Perguntas frequentes sobre saúde do coração na menopausa

    1. A menopausa pode acelerar doenças já existentes?

    Sim. Condições como pressão alta, colesterol alto, diabetes e doença coronária podem se agravar mais rápido depois da menopausa se não fizer um controle rigoroso.

    2. A partir de que idade a menopausa costuma aparecer?

    A menopausa ocorre, em média, aos 51 anos. Ela é confirmada quando a mulher fica 12 meses consecutivos sem menstruar. Porém, pode acontecer mais cedo: entre 40 e 45 anos é chamada de menopausa precoce, e antes dos 40 anos recebe o nome de insuficiência ovariana prematura.

    3. Quais são os sintomas mais comuns da menopausa?

    Os principais sintomas da menopausa são:

    • Ondas de calor;
    • Suores noturnos;
    • Insônia;
    • Irritabilidade;
    • Diminuição da libido;
    • Secura vaginal;
    • Alterações do humor;
    • Dificuldade de concentração e palpitações.

    Os sinais podem começar anos antes da última menstruação e durar até 8 anos.

    4. Quais doenças cardiovasculares são mais comuns após a menopausa?

    Há um risco maior de doenças como:

    • Doença arterial coronariana (angina e infarto);
    • Pressão alta;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Arritmias, como fibrilação atrial;
    • Insuficiência cardíaca.

    5. A menopausa causa aumento de peso? Isso afeta o coração?

    Sim. Na menopausa o metabolismo fica mais lento e o corpo gasta menos energia. Isso facilita o ganho de peso, principalmente na barriga, onde a gordura tende a se acumular.

    E é importante apontar: esse tipo de gordura libera substâncias inflamatórias que aumentam a resistência à insulina, aumentando o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Além disso, está diretamente ligada à pressão alta e à aterosclerose — que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

    6. Quais sinais diferenciam sintomas da menopausa de problemas cardíacos?

    Fogachos e palpitações podem ser sintomas da menopausa, mas quando há dor no peito, falta de ar, inchaço em pernas ou cansaço desproporcional, é preciso investigar problemas cardíacos.

    O acompanhamento médico é fundamental porque apenas exames, como eletrocardiograma e ecocardiograma, conseguem diferenciar com clareza o que é efeito hormonal e o que é sinal de doença cardiovascular.

    7. A menopausa pode causar palpitações?

    Sim. Muitas mulheres sentem o coração acelerar ou bater mais forte durante a menopausa, por causa das mudanças hormonais e das ondas de calor. Mas, se as palpitações forem frequentes e vierem junto com tontura, dor no peito ou falta de ar, é importante procurar um médico para investigar.

    8. Como diferenciar sintomas de ansiedade dos sintomas cardíacos na menopausa?

    A ansiedade pode provocar palpitações, falta de ar, aperto no peito e até sensação de desmaio — sintomas muito semelhantes aos cardíacos. A diferença é que, muitas vezes, a ansiedade aparece em situações de estresse emocional ou crises de pânico, e tende a melhorar com técnicas de respiração e relaxamento.

    Já os sintomas de origem cardíaca podem surgir de forma inesperada, durante esforços leves ou mesmo em repouso, e não desaparecem apenas com controle emocional. Destaca-se que a única forma segura de diferenciar é com avaliação médica e exames específicos.

    Veja também: Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

  • Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

    Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

    Se você é alérgico, sabe bem o que é conviver quase que diariamente com nariz entupido ou escorrendo, espirros, coceiras ou até mesmo olhos irritados e coçando por conta de uma conjuntivite alérgica. Hoje, porém, existe um tratamento conhecido como “vacina para alergia” que, quando bem indicada pelo médico, pode ajudar muito a aliviar os sintomas de forma duradoura.

    Apesar do nome pelo qual é popularmente conhecida, ela não se trata de uma vacina como as que usamos para prevenir doenças infecciosas, como gripe ou sarampo. Na verdade, é um tratamento chamado imunoterapia.

    O que é a vacina para alergia (imunoterapia)?

    “A imunoterapia alérgeno-específica, popularmente conhecida como ‘vacina para alergia’, é um tratamento de dessensibilização ou indução de tolerância imunológica, indicado para quadros de alergia mediados por IgE”, explica o alergista e imunologista Alex Lacerda, membro da diretoria do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    Ele conta que a vacina para alergia é um tratamento indicado para alergias respiratórias (como rinite alérgica ou asma alérgica), conjuntivite alérgica, dermatite atópica e para alergia a veneno de abelhas, vespas e formigas.

    “O tratamento é especialmente indicado quando há sintomas persistentes, resposta inadequada a medicamentos ou desejo de reduzir a dependência de remédios a longo prazo”, detalha o especialista.

    Como a vacina para alergia funciona

    Durante a imunoterapia, a pessoa recebe doses mínimas e controladas do alérgeno. Com o tempo, o sistema imunológico vai aprendendo que aquilo não é uma ameaça, e os sintomas vão reduzindo quando a pessoa é exposta novamente ao que costumava causar alergia.

    “Ao contrário de um mito comum, não é necessário ‘passar mal’ para que o tratamento funcione. O ideal é que o paciente esteja com sintomas bem controlados desde o início, geralmente com auxílio de medicamentos, enquanto a imunoterapia começa a fazer efeito”, detalha o alergista.

    “Ajustes individuais na dose e ritmo da imunoterapia são feitos conforme a resposta clínica, sempre com o objetivo de manter o paciente estável e confortável durante todo o processo”, detalha o alergista.

    Formas de aplicação da imunoterapia

    O tratamento pode ser feito de duas maneiras, sempre com acompanhamento médico:

    • Injeção subcutânea: aplicada no braço, em consultório.
    • Via sublingual: gotas ou comprimidos colocados debaixo da língua.

    O alergista e imunologista explica que a principal diferença entre as duas modalidades está na via de administração.

    Imunoterapia subcutânea (SCIT)

    É aplicada por injeção sob a pele, em local com suporte a tratamento de reações, com supervisão adequada. “Pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), não é indicada a autoaplicação em ambiente domiciliar. É a única via recomendada para alergia a venenos de insetos”, explica o médico.

    Imunoterapia sublingual (SLIT)

    Administrada por gotas sob a língua, é feita em casa pelo próprio paciente, sob orientação médica.

    “Ambas têm eficácia comprovada para as principais causas de alergia respiratória, como ácaros da poeira, pólens e epitélios de animais. A escolha entre uma ou outra depende de fatores como perfil do paciente, adesão ao tratamento, tipo de alérgeno e disponibilidade de extratos padronizados”, explica o médico.

    “Em geral, as duas formas apresentam eficácia semelhante, desde que utilizadas corretamente e por tempo adequado”, detalha o especialista.

    Duração do tratamento com vacina para alergia

    É um tratamento de médio a longo prazo, mas com ótimos resultados. A duração média da imunoterapia é de 3 a 5 anos.

    Depois desse período, muitas pessoas relatam melhora significativa nos sintomas das alergias, como a alergia respiratória, redução da necessidade de medicamentos e, em alguns casos, até desaparecimento total das crises alérgicas.

    Quem pode fazer imunoterapia?

    A vacina para alergia pode ser indicada para pessoas que têm:

    • Rinite alérgica persistente;
    • Asma alérgica;
    • Conjuntivite alérgica;
    • Dermatite atópica;
    • Alergia grave a picadas de abelha, vespas ou formiga.

    Se você sente que os remédios não estão resolvendo suas crises ou quer uma solução mais duradoura, vale consultar um alergista para avaliar se a imunoterapia é para você.

    Veja também:

    Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Contraindicações da imunoterapia

    Embora a imunoterapia seja segura quando bem indicada e realizada sob supervisão especializada, existem contraindicações absolutas e relativas. O Dr. Alex Lacerda explica que as principais contraindicações são:

    • Asma moderada a grave não controlada;
    • Doenças autoimunes em atividade;
    • Câncer;
    • Doenças infecciosas crônicas ou em atividade;
    • Uso de imunossupressores;
    • Insuficiência renal grave;
    • Uso contínuo de corticosteroides em doses imunossupressoras.

    “Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo alergista antes do início do tratamento”, explica o médico.

    Benefícios da imunoterapia

    “A imunoterapia é atualmente o único tratamento capaz de modificar a história natural das doenças alérgicas. Ao atuar diretamente na causa da alergia, e não apenas nos sintomas, ela promove uma reeducação do sistema imunológico, levando à tolerância ao alérgeno”, explica Lacerda.

    O especialista detalha os principais benefícios da vacina para alergia a longo prazo:

    • Redução significativa dos sintomas ou desaparecimento dos sintomas alérgicos;
    • Menor necessidade de medicamentos para tratar sintomas;
    • Melhora da qualidade de vida e do sono;
    • Prevenção da progressão da doença alérgica;
    • Efeitos duradouros que podem persistir por 10 anos ou mais.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

    Perguntas frequentes sobre a vacina para alergia

    1. Vacina para alergia é igual a vacina comum?

    Não. A vacina para alergia é, na verdade, uma imunoterapia e não previne infecções, mas sim reduz a sensibilidade do organismo a alérgenos.

    2. A vacina para alergia é segura?

    Sim. A imunoterapia é segura e eficaz, desde que realizada por um profissional especializado e em ambiente adequado.

    3. Quanto tempo leva para a vacina começar a fazer efeito?

    Geralmente, os primeiros efeitos são percebidos após alguns meses, mas o resultado mais significativo vem com o uso contínuo, entre 3 e 5 anos.

    4. A vacina cura a alergia?

    Em muitos casos, sim. Alguns pacientes ficam anos sem apresentar sintomas mesmo após encerrar o tratamento.

    5. Crianças podem tomar vacina para alergia?

    Sim, crianças podem fazer o tratamento, desde que com indicação e acompanhamento de um especialista.

    6. O SUS oferece vacina para alergia?

    Em geral, o SUS não oferece imunoterapia. Ela está disponível em clínicas particulares e pode ser coberta por alguns planos de saúde.

    Leia mais: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

  • Afinal, o hantavírus pode causar uma pandemia?

    Afinal, o hantavírus pode causar uma pandemia?

    O hantavírus é o agente causador da hantavirose, uma doença infecciosa grave transmitida principalmente pelo contato com a urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

    A contaminação costuma acontecer pela inalação de partículas contaminadas que ficam suspensas no ar, principalmente em locais fechados, pouco ventilados e com sinais da presença de roedores silvestres.

    No caso da variante Andesvírus, ou cepa Andes, a transmissão pode acontecer pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, principalmente durante a fase inicial dos sintomas. De acordo com a infectologista Maira Barbosa, é a única variante com capacidade demonstrada de transmissão de pessoa para pessoa.

    Mas então, será que o hantavírus pode causar uma nova pandemia global? Apesar da possibilidade de transmissão entre pessoas em alguns casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde consideram que o risco de uma pandemia é baixo, uma vez que o contágio entre humanos é raro e acontece de forma limitada.

    Qual é a diferença da cepa Andes para as outras variantes?

    A principal diferença da cepa Andes em relação às outras variantes do hantavírus é a capacidade de transmissão entre seres humanos.

    Identificada principalmente na América do Sul, com maior incidência na Argentina e no Chile, ela possui características biológicas específicas que permitem que o vírus seja eliminado em secreções respiratórias e fluidos corporais de uma pessoa infectada, possibilitando a transmissão para outra pessoa.

    No entanto, a transmissão interpessoal não ocorre com facilidade e, diferente de vírus altamente contagiosos como o da gripe ou da Covid-19, Maira explica que a cepa andina precisa de um contato muito próximo e prolongado entre os indivíduos para que o contágio aconteça.

    Afinal, o hantavírus pode causar uma nova pandemia?

    O risco de o hantavírus causar uma nova pandemia global é considerado muito baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de ser um vírus com alta taxa de letalidade, que pode chegar a 50%, Maira explica que algumas características do vírus dificultam a transmissão em massa.

    1. A transmissão depende de roedores selvagens

    Na maioria dos casos, a hantavirose é uma doença transmitida de animais para humanos. O contágio acontece pela inalação de partículas de poeira contaminadas com saliva, urina ou fezes de roedores silvestres infectados, o que costuma ocorrer principalmente em áreas rurais, florestas, plantações, celeiros, galpões fechados ou locais com pouca ventilação.

    Diferentemente de vírus respiratórios, o hantavírus não circula facilmente entre pessoas em ambientes do dia a dia, como ruas, ônibus, escolas ou aviões. Por causa disso, os casos normalmente ficam restritos às regiões onde vivem os roedores transmissores.

    2. A transmissão entre humanos é muito difícil

    Para que um vírus cause uma pandemia, ele precisa de uma transmissão sustentada entre pessoas. Por exemplo, uma pessoa infecta várias, que infectam outras, criando uma reação em cadeia.

    No caso do hantavírus, esse tipo de transmissão praticamente não acontece, já que a maior parte das variantes conhecidas não possui capacidade de passar de uma pessoa para outra de forma eficiente. A única exceção identificada até o momento é a cepa Andes, que já demonstrou capacidade de transmissão interpessoal em alguns surtos específicos.

    Mesmo assim, Maira esclarece que o contágio precisa de um contato prolongado e muito próximo, como ocorre entre familiares que vivem na mesma casa ou pessoas que permanecem por longos períodos em contato direto com o paciente durante a fase inicial da doença.

    3. O hantavírus não costuma sofrer muitas mutações

    Ao contrário de vírus como os da gripe e da Covid-19, as sequências genéticas do hantavírus encontradas atualmente são muito semelhantes às identificadas há anos na natureza.

    Logo, como apresenta menos mutações importantes, ele têm menor capacidade de se adaptar para se espalhar facilmente entre pessoas, o que reduz bastante o risco de uma pandemia.

    4. O vírus não sobrevive muito tempo no ambiente

    O hantavírus é sensível ao calor, à luz solar direta e a desinfetantes comuns, como o álcool 70% e a água sanitária. Assim, ele não consegue permanecer ativo por longos períodos em superfícies ou suspenso no ar em ambientes abertos e bem ventilados, o que limita drasticamente o raio de infecção.

    Como acontece a transmissão do hantavírus entre humanos?

    A transmissão do hantavírus entre seres humanos ocorre através da variante Andes, que desenvolveu uma capacidade biológica de passar diretamente de uma pessoa infectada para outra. As principais vias de transmissão documentadas incluem o contato direto com secreções respiratórias, como gotículas expelidas ao tossir ou falar, saliva e outros fluidos corporais.

    Os casos de transmissão entre humanos ficam restritos a ambientes muito específicos, como entre familiares que dividem a mesma cama ou cuidam diretamente do doente, e profissionais de saúde que prestam assistência médica sem o uso correto de máscaras de alta proteção e luvas.

    Vale destacar que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus não apenas durante a fase aguda da doença, quando os sintomas respiratórios são graves, mas também nos últimos dias do período de incubação. De maneira geral, o paciente pode passar o vírus adiante pouco antes de começar a manifestar os primeiros sinais claros de hantavirose, como a febre alta e as dores musculares.

    Tempo de incubação do hantavírus

    O tempo de incubação do hantavírus, que corresponde ao período entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sintomas, costuma variar de 2 a 4 semanas, cerca de 14 e 30 dias.

    Como os sintomas iniciais, como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar, demoram a surgir e se parecem muito com os de uma gripe forte ou outras infecções virais comuns, é comum que a doença passe despercebida nos primeiros dias ou seja confundida com problemas respiratórios menos graves.

    Por isso, ao buscar atendimento médico com sintomas suspeitos, é fundamental relatar qualquer exposição a áreas rurais, matas ou locais fechados com presença de roedores ocorrida nos últimos dois meses.

    Principais sintomas e como é feito o diagnóstico

    Os primeiros sintomas da hantavirose costumam aparecer de forma repentina, sendo eles:

    • Mal-estar geral e fadiga;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Dores musculares pelo corpo.

    Conforme a doença evolui, principalmente nos casos mais graves, o hantavírus pode comprometer os pulmões e causar sintomas respiratórios importantes, como falta de ar, sensação de aperto no peito e respiração acelerada.

    O diagnóstico da hantavirose é baseado na avaliação dos sintomas e do histórico de exposição do paciente a áreas de risco, sendo confirmado por meio de exames de laboratório. O método mais utilizado é o exame de sangue por sorologia, que detecta a presença de anticorpos específicos (IgM e IgG) produzidos pelo organismo para combater o vírus.

    Em fases muito iniciais da doença, ou em casos de óbito suspeito, também pode ser realizada a técnica de RT-PCR para identificar o material genético do próprio hantavírus no sangue ou em tecidos do corpo.

    Como é o tratamento da hantavirose?

    Não existe um remédio antiviral específico capaz de eliminar o hantavírus do organismo ou vacina disponível. O tratamento da hantavirose é baseado em medidas de suporte, focado em aliviar os sintomas enquanto o próprio corpo combate a infecção, como:

    • Uso de oxigênio suplementar para ajudar na respiração e melhorar a oxigenação do organismo;
    • Uso de medicamentos para estabilizar o paciente e aliviar os sintomas, quando necessário;
    • Monitoramento contínuo do coração, dos pulmões e da oxigenação para acompanhar a evolução do quadro;
    • Controle da pressão arterial e da circulação sanguínea para evitar complicações;
    • Ventilação mecânica com aparelhos respiratórios quando a pessoa apresenta dificuldade intensa para respirar;
    • Reposição de líquidos e sais minerais para manter o funcionamento adequado do organismo.

    Devido à gravidade da doença e ao risco de uma evolução rápida para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), o tratamento costuma ser feito em ambiente hospitalar, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

    Qual o tempo de quarentena do hantavírus e por que é tão longo?

    O tempo de quarentena recomendado para o hantavírus, especificamente para a cepa Andes, é de 42 dias. O período é considerado longo porque o vírus possui um tempo de incubação extenso. Segundo Maira, ele corresponde ao intervalo entre o momento em que a pessoa é infectada e o surgimento dos primeiros sintomas da doença.

    No caso da variante andina, o intervalo costuma variar de uma a seis semanas, existindo a possibilidade de se estender por até oito semanas. “Portanto, esse período de 42 dias determina um intervalo seguro para manter os casos suspeitos monitorados”, finaliza a infectologista.

    Leia mais: Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores

    Perguntas frequentes

    1. O hantavírus é tão contagioso quanto o vírus da Covid-19 ou da gripe?

    Não. A cepa Andes do hantavírus não tem a mesma alta capacidade de transmissão em massa que o vírus da Covid-19 ou da gripe. Ela exige uma proximidade física muito maior e por um tempo estendido para conseguir infectar outra pessoa.

    2. O que é considerado um “contato próximo e prolongado”?

    Refere-se a situações de convivência muito íntima ou restrita. Um exemplo prático seria o convívio de pessoas confinadas juntas em um ambiente restrito, como um navio, durante muitos dias.

    3. Uma pessoa infectada, mas que ainda não tem sintomas, pode transmitir o vírus?

    Possivelmente sim. A estimativa é que a transmissão possa acontecer no final do período de incubação, que coincide com o início dos sintomas inespecíficos iniciais (chamados de pródromos).

    4. Descobrir a doença rápido aumenta as chances de cura?

    Sim. O reconhecimento ágil do diagnóstico e o início imediato das medidas de suporte intensivo na UTI são fundamentais para alcançar resultados clínicos favoráveis e aumentar as chances de recuperação do paciente

    5. Qual é a melhor forma de prevenir a transmissão da cepa Andes?

    De acordo com as diretrizes de saúde, a medida mais eficaz para conter o avanço da cepa Andes é o reconhecimento rápido dos casos suspeitos e o cumprimento rigoroso das orientações de isolamento e quarentena estabelecidas pela OMS.

    6. Que características o hantavírus precisaria ter para causar uma pandemia?

    Para causar uma pandemia, um vírus precisa se transmitir facilmente entre pessoas, inclusive por indivíduos sem sintomas, além de ter alta capacidade de adaptação e mutação. Atualmente, o hantavírus não apresenta essas características de transmissão em massa.

    7. O que mais preocupa os médicos infectologistas em relação à desinformação sobre a hantavirose?

    A maior preocupação em relação às fake news envolve as falsas comparações entre o hantavírus e a Covid-19, além da divulgação de medicamentos sem eficácia comprovada que prometem curar a doença. Hoje, não existe um antiviral específico aprovado contra o hantavírus.

    Leia mais: Hantavírus: como a cepa Andes é transmitida entre humanos

  • Hantavírus: como se pega a cepa que se transmite entre humanos? 

    Hantavírus: como se pega a cepa que se transmite entre humanos? 

    A cepa Andes, também chamada de Andesvírus, é uma variante do hantavírus endêmica na América do Sul, em especial no sul da Argentina e Chile. Ela é transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, sendo conhecida por causar a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma doença viral potencialmente fatal.

    Diferente da maioria dos hantavírus no mundo, a cepa andina é considerada, até o momento, a única variante do vírus com capacidade comprovada de ser transmitida diretamente de pessoa para pessoa, de acordo com a infectologista Maira Barbosa.

    Apesar de a taxa de mortalidade da SPH ser alta (podendo chegar a 50%), a cepa Andes não possui o mesmo potencial de contágio em massa que o vírus da covid-19 ou da gripe. Para que a transmissão ocorra entre humanos, é necessário um contato muito próximo e prolongado, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

    O que é o hantavírus e qual é a cepa que transmite entre humanos?

    O hantavírus é um grupo de vírus transmitidos sobretudo por roedores silvestres infectados e a infecção humana acontece, na maioria dos casos, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva de roedores silvestres, que podem ficar suspensas no ar em ambientes fechados ou com acúmulo de sujeira.

    Nas Américas, a principal manifestação é a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma condition grave que afeta os pulmões e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.

    A cepa Andes é a única variante conhecida capaz de ser transmitida de pessoa para pessoa. Mesmo assim, o contágio humano é considerado raro e costuma acontecer apenas em situações de contato muito próximo e prolongado com uma pessoa infectada, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

    Diferentemente de vírus respiratórios altamente transmissíveis, como influenza ou Covid-19, Maira explica que o Andesvírus não apresenta potencial elevado de disseminação em massa.

    Como acontece a transmissão do hantavírus entre pessoas?

    A transmissão da cepa Andes entre humanos acontece principalmente por meio do contato com a saliva e secreções respiratórias de uma pessoa infectada, de acordo com Maira. Quando ela tosse, espirra ou fala, libera partículas virais no ambiente que podem ser aspiradas por quem está por perto.

    No entanto, o vírus não se espalha de forma tão simples e, para que o contágio aconteça, é necessário dois fatores específicos:

    • Necessidade de contato próximo: o contágio não ocorre apenas por passar pela mesma calçada ou cruzar com alguém na rua. É preciso estar muito perto fisicamente da pessoa infectada;
    • Tempo de exposição prolongado: a transmissão exige uma convivência longa e contínua, por isso que o risco é real para membros da mesma família que cuidam do doente ou para pessoas confinadas juntas no mesmo local por muitos dias, como em um navio.

    Para se ter uma ideia, os ambientes fechados, pouco ventilados e sem exposição direta à luz solar são os principais facilitadores da transmissão da cepa andina.

    Sem a circulação adequada de ar e a ação dos raios solares, que ajudam a inativar o vírus, partículas de saliva e secreções respiratórias podem permanecer ativas no ambiente por mais tempo, aumentando o risco de transmissão entre pessoas.

    Quem está incubando o vírus e sem sintomas pode transmitir a doença?

    A transmissão do hantavírus pode acontecer mesmo antes de a doença se manifestar de forma grave, segundo Maira. O maior risco de contágio ocorre no final do período de incubação do hantavírus, justamente quando a pessoa começa a entrar na fase dos pródromos — que são aqueles primeiros sintomas iniciais, leves e bastante genéricos.

    No estágio, a pessoa pode apresentar sinais como:

    • Mal-estar geral e fadiga;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Dores musculares pelo corpo.

    Como os sintomas iniciais se parecem muito com os de uma gripe comum ou de um resfriado, a pessoa infectada normalmente não suspeita que está com hantavirose.

    No entanto, o vírus já pode estar presente nas secreções respiratórias e na saliva, o que significa que a transmissão entre pessoas pode ocorrer em situações de contato próximo, íntimo e prolongado, principalmente em ambientes pouco ventilados.

    Diagnóstico da hantavirose

    O diagnóstico da hantavirose é feito a partir da avaliação clínica, epidemiológica e laboratorial.

    Os médicos analisam os sintomas apresentados pelo paciente, como febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e sinais respiratórios, além do histórico de exposição a áreas de risco, contato com roedores silvestres ou convivência próxima com pessoas infectadas, no caso da cepa Andes.

    Segundo Maira, a confirmação do diagnóstico é realizada por exames laboratoriais complementares, principalmente a sorologia, que identifica anticorpos específicos produzidos pelo organismo contra o hantavírus. Em alguns casos, outros testes também podem ser utilizados para ajudar na confirmação da infecção.

    O que fazer se achar que fui exposto?

    Se você esteve em regiões com histórico da cepa Andes (como o sul da Argentina e do Chile) ou teve contato próximo com alguém que recebeu o diagnóstico da doença, a primeira recomendação é procurar um hospital ou unidade de saúde mais próxima assim que surgirem os primeiros sinais de mal-estar, febre ou dor de cabeça.

    Ao falar com o médico ou com a equipe de triagem, informe imediatamente o seu histórico de exposição (viagem recente ou contato com caso confirmado). A informação epidemiológica é necessária para que o hospital adote os protocolos corretos e evite que você seja tratado apenas para uma gripe comum.

    Até que a suspeita seja descartada por exames médicos, a recomendação é agir como um potencial transmissor da cepa Andes. Por isso, permaneça em isolamento domiciliar, evite receber visitas e utilize máscara de proteção facial, preferencialmente do tipo PFF2/N95, caso precise ter contato com outras pessoas da casa.

    Como o período de incubação do vírus pode ser longo, cumprir o isolamento rigorosamente é a medida mais eficaz para proteger as pessoas ao seu redor e interromper a cadeia de transmissão do hantavírus.

    Existe tratamento para a hantavirose?

    Não existe tratamento antiviral específico contra as diferentes cepas de hantavírus e, segundo Maira, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico, normalmente realizadas em ambiente de terapia intensiva, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

    As medidas são importantes para que o próprio corpo do paciente consiga reagir e lutar contra o vírus, e podem incluir:

    • Uso de oxigênio para ajudar na respiração;
    • Ventilação mecânica nos casos mais graves;
    • Monitoramento constante do coração e dos pulmões;
    • Controle da pressão arterial e da circulação;
    • Reposição de líquidos e sais minerais do organismo;
    • Uso de medicamentos para estabilizar o paciente, quando necessário;
    • Internação em UTI nos quadros graves.

    “A Síndrome Pulmonar por Hantavírus, relacionada às cepas do vírus presentes nas Américas, incluindo a andina, é uma situação clínica extremamente grave, com necessidade de suporte intensivo e ventilação mecânica, com taxa de mortalidade em torno de 40%”, explica Maira.

    Como prevenir a transmissão da cepa Andes?

    A melhor forma de prevenir a transmissão da cepa Andes do hantavírus é evitar o contato do vírus com as vias respiratórias e a saliva, reduzindo o risco de transmissão entre pessoas.

    Diferentemente das medidas tradicionais de prevenção contra o hantavírus, que costumam focar no controle de roedores e na limpeza segura de ambientes contaminados, os cuidados relacionados à cepa Andes também envolvem medidas voltadas para evitar a transmissão interpessoal.

    Respeitar o isolamento e as orientações de quarentena

    A medida mais importante para reduzir a transmissão é identificar rapidamente os casos suspeitos e seguir as orientações de isolamento recomendadas pelas autoridades de saúde. Pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes infectados devem permanecer em monitoramento pelo período indicado, mesmo sem sintomas.

    Evitar ambientes fechados e pouco ventilados

    Como o vírus pode estar presente nas secreções respiratórias e permanecer ativo no ambiente por algum tempo, locais fechados e sem circulação de ar favorecem a transmissão.

    • Manter os ambientes bem ventilados;
    • Abrir portas e janelas sempre que possível;
    • Permitir a entrada de luz solar, que ajuda a reduzir a permanência do vírus no ambiente.

    Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI)

    Profissionais de saúde e pessoas que precisam cuidar de pacientes suspeitos ou confirmados devem utilizar equipamentos de proteção adequados, como:

    • Máscaras de alta proteção respiratória, como PFF2/N95;
    • Luvas descartáveis;
    • Proteção ocular em situações de contato próximo com secreções respiratórias.

    Não compartilhar objetos de uso pessoal

    Os copos, os talheres, as garrafas, as toalhas e as roupas de cama devem ser de uso exclusivamente individual durante o período de isolamento ou monitoramento. A medida ajuda a reduzir o risco de contato com a saliva e as secreções respiratórias da pessoa infectada, diminuindo as chances de transmissão do vírus entre os moradores da casa.

    Higienizar as mãos e as superfícies com frequência

    A higiene adequada ajuda a diminuir o risco de transmissão, com medidas como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, utilizar álcool em gel 70% quando não houver água disponível e manter a limpeza regular de superfícies de contato frequente com produtos desinfetantes apropriados.

    Veja também: H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    Perguntas frequentes

    1. Qualquer rato pode transmitir o hantavírus?

    Não, a transmissão ocorre através de espécies específicas de roedores silvestres. Os ratos urbanos comuns, como a ratazana de esgoto ou o camundongo doméstico, normalmente transmitem outras doenças (como a leptospirose), mas não são os vetores principais do hantavírus.

    2. Qual é o período de incubação do hantavírus?

    O tempo que o vírus leva para manifestar os primeiros sintomas varia bastante, frequentemente indo de 1 a 5 semanas (média de 9 a 30 dias) após a exposição, embora existam casos raros documentados que chegaram a até 42 dias.

    3. Existe uma vacina contra o hantavírus?

    Até o momento, não existe uma vacina aprovada universalmente ou amplamente disponível para prevenir a hantavirose nas Américas.

    4. Existe um remédio específico para curar o vírus?

    Não existe nenhum medicamento antiviral específico que elimine o hantavírus do organismo. O tratamento médico é totalmente baseado em medidas de suporte clínico, ajudando o corpo a se manter estável enquanto combate a infecção.

    5. Quanto tempo o hantavírus sobrevive fora do corpo do rato ou no ambiente?

    Em locais fechados, superfícies não ventiladas e que não recebem luz solar direta, o vírus pode permanecer ativo e com capacidade de infectar por um período de 2 a 4 dias. A exposição ao sol e ao vento destrói o vírus rapidamente.

    6. O diagnóstico rápido realmente muda as chances de sobrevivência?

    Sim. Apesar de ser uma doença grave, identificar os sintomas logo no início e começar rapidamente o tratamento de suporte no hospital aumenta bastante as chances de recuperação e melhora os resultados do paciente.

    7. Animais de estimação, como cães e gatos, pegam ou transmitem a doença?

    Cães e gatos podem ocasionalmente entrar em contato com o vírus ao caçar roedores silvestres, mas eles não desenvolvem a doença e não transmitem o hantavírus para os seres humanos.

    Leia mais: Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores

  • Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

    Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

    Perceber os fios caindo sem parar pode ser mais do que um incômodo com a aparência. Em alguns casos, é sinal de uma condição chamada alopecia, e que merece atenção médica.

    Algumas formas desse tipo de queda de cabelo têm solução simples, outras precisam de acompanhamento contínuo. O bom é que hoje existem tratamentos para queda de cabelo eficazes, como loções, remédios e técnicas como microagulhamento e transplante capilar.

    Venha entender como é feito o diagnóstico da alopecia, quais são as opções de tratamento para queda de cabelo e que cuidados ajudam a manter os cabelos mais fortes e saudáveis.

    Leia mais: Queda de cabelo ou alopecia? Saiba quando investigar

    O que é alopecia e por que ela é diferente de queda de cabelo?

    Você já deve ter percebido que o cabelo cai todos os dias, e isso é normal. É comum perder entre 100 a 150 fios por dia, sem que isso indique um problema.

    Quando a queda se torna mais intensa, com falhas visíveis no couro cabeludo ou afinamento dos fios, pode ser sinal de alopecia, um nome médico para a perda anormal de cabelo.

    Ou seja, nem toda queda de cabelo é considerada alopecia. Só quando ultrapassa o que é esperado e começa a afetar a densidade e a aparência do cabelo. Existem vários tipos da condição, com causas diferentes: algumas genéticas, como a alopecia androgenetica, outras autoimunes, como a alopecia areata, e a alopecia cicatricial.

    Quais são os tratamentos para queda de cabelo?

    O tratamento para alopecia varia conforme o tipo e a gravidade, mas costuma seguir estes caminhos:

    • Remédios tópicos para o couro cabeludo
    • Loções e tônicos (como o minoxidil)
    • Remédios orais
    • Remédios que agem de dentro para fora (como finasterida e dutasterida)
    • Suplementos vitamínicos, se houver deficiência identificada pelo médico
    • Remédios injetáveis ou imunomoduladores
    • Corticoides, minoxidil ou vitaminas injetáveis no couro cabeludo
    • Remédios imunomoduladores para casos mais graves de alopecia areata

    “Existem procedimentos que otimizam os resultados do tratamento clínico, como microagulhamento, microinfusão de medicamentos, mesoterapia, lasers e transplante capilar”, explica a tricologista Flávia Grazielle de Sousa Carneiro.

    O transplante capilar serve para todos os casos?

    Apesar de muito conhecido, o transplante capilar não é indicado para todas as pessoas ou tipos de alopecia. “O transplante só é indicado quando a causa da queda está estabilizada e há área doadora adequada”, explica a médica.

    Mesmo quando o transplante é feito, o acompanhamento médico continua sendo muito importante. “É fundamental seguir o tratamento clínico para melhorar e manter o resultado do transplante”, orienta a tricologista.

    A alopecia tem cura?

    “Na maioria dos casos, controlamos a queda e estimulamos o crescimento. Algumas formas são reversíveis, outras apenas estabilizadas”, afirma Flávia. Quanto mais cedo o tratamento para alopecia começa, porém, melhores são os resultados.

    A especialista reforça que cada caso deve ser tratado de forma individualizada. “Tudo depende do tipo de alopecia e de individualizar cada caso. Não existe uma ‘receita de bolo’ que funcione para todo mundo”, diz a médica.

    Cuidados no dia a dia que ajudam a prevenir a queda de cabelo

    Além dos tratamentos médicos, dá para fazer algumas coisas para prevenir a queda de cabelo. “Hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, controle de estresse e acompanhamento dermatológico ajudam a manter os fios saudáveis e a identificar precocemente alterações”, explica Flávia.

    Outros cuidados importantes são:

    • Adotar cuidados com o couro cabeludo, como usar xampus específicos para o tipo de cabelo;
    • Lavar o cabelo regularmente, sem medo;
    • Fugir de penteados apertados, pois eles puxam os fios;
    • Escovar o cabelo com cuidado, especialmente quando os fios estiverem molhados;
    • Proteger os cabelos do sol com chapéu;

    “Trate o couro cabeludo como se cuida da pele: com atenção e rotina”, recomenda a especialista, que também é fã da terapia capilar, uma combinação de técnicas estéticas e terapêuticas que ajudam a manter a saúde dos fios a longo prazo.

    Confira: 10 sinais de anemia para você ficar atento

    Perguntas frequentes sobre tratamento para queda de cabelo e alopecia

    Todo caso de alopecia precisa de tratamento?

    Nem sempre. O eflúvio telógeno, por exemplo, pode se resolver sem precisar de nenhum tratamento. É muito importante, no entanto, consultar um dermatologista ou tricologista para avaliar a causa e definir se o tratamento é necessário.

    Loções e tônicos capilares funcionam mesmo?

    Sim, desde que indicados para o tipo correto de alopecia e usados direitinho. Eles ajudam a estimular o crescimento dos fios e reduzir a queda, mas precisam ser receitados por um médico.

    O transplante capilar é indicado para qualquer pessoa?

    Não. O transplante de cabelo só é recomendado quando a causa da queda está controlada e existe uma área doadora adequada no couro cabeludo. Nem todos os tipos de alopecia são compatíveis com esse tratamento.

    A alopecia tem cura?

    Algumas formas são reversíveis, outras podem apenas ser controladas. “Na maioria dos casos, controlamos a queda e estimulamos o crescimento. Algumas formas são reversíveis, outras apenas estabilizadas”, explica a tricologista.

    É verdade que vitaminas ajudam a crescer cabelo?

    Somente se a pessoa tiver deficiência de vitaminas. A reposição de vitaminas sem necessidade pode não ter efeito e, em alguns casos, até piorar a situação.

    Leia mais: Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria

  • Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Você já acordou, notou uma mancha roxa na perna ou no braço e tentou lembrar onde teria batido? Na maioria das vezes, os hematomas surgem após pequenos traumas do dia a dia que passam despercebidos.

    No entanto, quando surgem com frequência, em grandes quantidades ou acompanhadas de outros sintomas, elas podem ser um sinal de alerta do corpo para deficiências vitamínicas, efeitos colaterais de medicamentos ou até doenças que afetam a coagulação do sangue.

    Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para entender quando as manchas roxas são consideradas normais, quais podem ser as causas mais comuns e em quais situações é importante procurar avaliação médica.

    Afinal, o que são as manchas roxas que surgem do nada?

    As manchas roxas, conhecidas como equimoses, surgem quando pequenos vasos sanguíneos se rompem e o sangue se espalha sob a pele.

    Na maioria das vezes, a causa é um trauma simples do dia a dia, como uma pancada, um tropeço ou até um movimento mais brusco. Depois, o próprio organismo vai absorvendo aquele sangue aos poucos, fazendo com que a mancha desapareça espontaneamente.

    De acordo com Marcelo, pequenos microtraumas podem passar despercebidos. Em pessoas mais jovens, os vasos são mais firmes e a coagulação funciona melhor, fazendo com que o corpo repare rapidamente os pequenos sangramentos.

    Com o envelhecimento, a pele e a camada de gordura abaixo dela ficam mais finas e frágeis, o que faz com que os vasos se rompam com mais facilidade, favorecendo o aparecimento das manchas roxas, mesmo após pequenos impactos.

    Também existem pessoas mais jovens que apresentam a chamada fragilidade capilar, uma característica normalmente ligada à genética e à constituição do colágeno da pele e dos vasos. Nesses casos, a pessoa tende a ter manchas roxas desde cedo. Quando isso acontece de forma habitual e sem outros sintomas associados, normalmente não indica uma doença grave.

    Qual a diferença entre equimose e hematoma?

    A equimose é a mancha roxa mais superficial, causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos com espalhamento do sangue sob a pele. Ela costuma ser plana, sem relevo, e muda de cor ao longo dos dias até desaparecer.

    Já o hematoma, segundo Marcelo, acontece quando há um sangramento maior, geralmente envolvendo vasos mais calibrosos. Nesse caso, o sangue se acumula em uma região específica, formando um inchaço ou uma área elevada e dolorida.

    Principais causas de roxos espontâneos

    Na maioria das vezes, o surgimento de manchas roxas não indica uma doença grave, mas sim uma característica da estrutura dos seus vasos sanguíneos ou hábitos de vida. As causas mais comuns incluem:

    • Fragilidade capilar: algumas pessoas possuem vasos sanguíneos naturalmente mais sensíveis, então qualquer pressão mínima, como o peso de uma bolsa ou um toque um pouco mais forte, é suficiente para romper os capilares e gerar uma pequena equimose;
    • Envelhecimento cutâneo: com o passar dos anos, a pele fica mais fina e perde a camada de gordura que protege os vasos. Assim, os vasos ficam expostos e se rompem com facilidade, algo muito comum em idosos;
    • Deficiência de vitamina C: a falta da vitamina compromete a produção de colágeno, que mantém os vasos firmes. Quando os níveis estão muito baixos, quadro conhecido como escorbuto, os sangramentos espontâneos na pele e na gengiva se tornam frequentes;
    • Efeito colateral de medicamentos: o uso de remédios como aspirina, anticoagulantes ou de corticoides por tempo prolongado pode deixar os vasos mais finos ou dificultar o fechamento de micro-rompimentos, facilitando as manchas;
    • Microtraumas do dia a dia: muitas vezes batemos em móveis ou objetos enquanto estamos distraídos. Como a coagulação é eficiente, o roxo só aparece horas depois, quando já esquecemos o pequeno incidente.

    Doenças que podem causar manchas roxas

    Quando as manchas surgem de forma súbita, em locais incomuns ou acompanhadas de outros sinais, elas podem indicar condições que precisam de investigação médica, como:

    • Alterações nas plaquetas (púrpuras): as plaquetas são células responsáveis por interromper sangramentos. Se o número de plaquetas está muito baixo ou se elas não funcionam corretamente, o sangue extravasa para a pele sem motivo aparente;
    • Distúrbios de coagulação: doenças genéticas ou adquiridas que afetam a cascata de coagulação impedem que o corpo estanque pequenos rompimentos internos, levando ao surgimento de manchas maiores e persistentes;
    • Leucemia: algumas doenças hematológicas graves comprometem a produção de células saudáveis no sangue. Nesses casos, o surgimento de manchas roxas costuma vir acompanhado de cansaço extremo, palidez e perda de peso;
    • Vasculites: é uma inflamação na parede dos vasos sanguíneos. Quando o vaso inflama, ele pode se romper, causando manchas roxas que, normalmente, são acompanhadas de dores nas articulações, febre ou mal-estar generalizado;
    • Doenças hepáticas: como o fígado é responsável pela produção de várias proteínas que ajudam na coagulação, problemas graves no órgão (como a cirrose) podem aumentar a tendência a sangramentos e equimoses.

    Quando o roxo é sinal de alerta?

    As manchas roxas merecem atenção quando aparecem com muita frequência, surgem sem nenhum trauma aparente ou aumentam de tamanho rapidamente. O sinal de alerta também existe quando elas vêm acompanhadas de outros sintomas, como:

    • Sangramentos no nariz ou gengiva;
    • Cansaço excessivo;
    • Febre;
    • Perda de peso;
    • Manchas espalhadas pelo corpo.

    Também é importante observar se os hematomas demoram muito para desaparecer ou aparecem em locais incomuns, como costas, abdômen e rosto, principalmente sem explicação clara.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de manchas roxas que aparecem sem motivo aparente começa com a avaliação clínica e o histórico da pessoa, em que o médico investiga há quanto tempo eles aparecem, se existe histórico familiar, uso de medicamentos, presença de sangramentos e outros sintomas associados.

    Depois, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar a coagulação, a quantidade de plaquetas, possíveis anemias e deficiências vitamínicas. Em alguns casos, também é necessário investigar doenças hepáticas, vasculares ou hematológicas.

    Se os exames estiverem normais e não houver sinais de alerta, o quadro é normalmente diagnosticado como fragilidade capilar, uma característica constitucional que não representa um risco à saúde.

    Como tratar as manchas roxas?

    O tratamento das manchas roxas depende diretamente da causa do problema. Quando elas surgem após pequenos traumas do dia a dia e não estão relacionadas a nenhuma doença, normalmente desaparecem sozinhas ao longo de alguns dias ou semanas, conforme o organismo absorve o sangue acumulado sob a pele.

    Nesses casos, algumas medidas podem ajudar a diminuir o sangramento local, o inchaço e o desconforto, como:

    • Fazer compressas frias nas primeiras 24 horas;
    • Evitar massagear o local;
    • Manter a região elevada, quando possível;
    • Evitar novos traumas na área machucada;
    • Descansar a região afetada;
    • Usar roupas mais confortáveis para não pressionar o local;
    • Manter uma boa hidratação.

    Já quando os hematomas aparecem com frequência, sem motivo aparente ou estão associados ao uso de medicamentos, deficiências vitamínicas ou alterações na coagulação, é importante investigar.

    Dependendo da causa, o médico pode recomendar ajustes em medicamentos, suplementação de vitaminas, mudanças na alimentação ou exames complementares para avaliar possíveis problemas de saúde relacionados à coagulação ou à fragilidade dos vasos sanguíneos.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. É normal aparecerem roxos sem eu ter batido em nada?

    Sim, em muitos casos. Pode ser causado por fragilidade capilar, onde pequenos vasos se rompem com movimentos simples, ou por microtraumas do dia a dia que acabamos esquecendo.

    2. O estresse pode causar manchas roxas na pele?

    Indiretamente, sim. O estresse crônico pode fragilizar o sistema imunológico e afetar a saúde dos vasos, mas não é uma causa direta comum como traumas ou medicamentos.

    3. Quando devo me preocupar com uma mancha roxa?

    Se surgirem em grandes quantidades, em locais como tronco e rosto, se não sumirem após duas semanas ou se vierem acompanhadas de dor intensa e febre.

    4. Anticoncepcional pode causar manchas roxas?

    Embora raro, algumas mulheres podem notar maior fragilidade vascular ou alterações na circulação devido aos hormônios, mas deve-se investigar outras causas primeiro.

    5. Quanto tempo demora para uma mancha roxa sumir?

    Em média, uma equimose comum leva de 7 a 14 dias para ser totalmente absorvida pelo corpo, dependendo do tamanho da lesão.

    6. Exercícios físicos intensos podem causar roxos?

    Sim. O esforço extremo ou o levantamento de muito peso pode causar o rompimento de pequenos vasos devido à pressão aumentada, especialmente nos braços e pernas.

    7. O que pode ser mancha roxa na perna de quem tem varizes?

    Quem tem varizes possui uma circulação venosa deficiente. Isso aumenta a pressão nos vasos, facilitando o extravasamento de sangue para a pele, o que causa manchas roxas ou acastanhadas (dermatite de estase).

    8. Por que aparecem roxos após exames de sangue?

    Isso acontece quando o sangue extravasa pelo furo da agulha antes de o vaso cicatrizar. Pressionar o local por alguns minutos após a coleta e não carregar peso com aquele braço ajuda a evitar.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Rinite alérgica: aromatizadores e velas perfumadas pioram os sintomas?

    Rinite alérgica: aromatizadores e velas perfumadas pioram os sintomas?

    Os aromatizadores de ambiente, os difusores e as velas perfumadas costumam ser usados para criar uma sensação de bem-estar, relaxamento e limpeza dentro de casa. Mas, se você convive com a rinite alérgica, o hábito pode ser o gatilho para crises intensas de espirros, coriza e congestão nasal.

    A maioria dos aromatizadores libera no ar substâncias químicas voláteis, fragrâncias artificiais e partículas irritantes que podem sensibilizar as vias respiratórias. Já as velas perfumadas liberam fumaça e resíduos durante a queima, o que pode aumentar a irritação do ambiente, principalmente em locais pouco ventilados.

    A seguir, vamos entender como eles afetam a mucosa nasal e o que você pode fazer para manter a casa perfumada sem comprometer a sua saúde respiratória. Confira!

    Por que aromatizadores e velas podem piorar a rinite alérgica?

    A mucosa nasal de pessoas com alergias já costuma viver em um estado de maior sensibilidade e, por isso, qualquer cheiro muito forte ou partícula irritante pode desencadear uma reação respiratória com mais facilidade.

    Quando você usa aromatizadores, difusores ou acende velas perfumadas, vários Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) e fragrâncias sintéticas são liberados no ar. Ao serem inaladas, elas atingem as terminações nervosas do nariz, provocando uma resposta inflamatória imediata que se manifesta através de espirros, coceira e produção excessiva de muco.

    No caso específico das velas, a queima da parafina libera fuligem e micropartículas que ficam suspensas no ambiente e, uma vez aspiradas, podem se depositar nas vias respiratórias e aumentar a irritação e a congestão nasal, principalmente em locais fechados e pouco ventilados.

    Mesmo os produtos que prometem deixar um cheiro de limpeza no ar podem conter substâncias como ftalatos, fixadores e outros compostos químicos que mascaram a falta de ventilação do ambiente. Com o uso frequente, os alérgenos ficam acumulados no ar, sobrecarregando o sistema respiratório e favorecendo as crises de rinite ao longo do dia.

    Principais sintomas de irritação nasal por fragrâncias

    A exposição frequente a perfumes de ambiente, velas perfumadas e aromatizadores pode causar os seguintes sintomas:

    • Espirros em sequência;
    • Coceira no nariz;
    • Nariz entupido;
    • Coriza;
    • Ardência nasal;
    • Sensação de irritação na garganta;
    • Tosse seca;
    • Irritação e lacrimejamento dos olhos;
    • Dor de cabeça após exposição aos aromas;
    • Sensação de pressão no rosto;
    • Piora da respiração em ambientes fechados;
    • Crises de rinite mais frequentes.

    Os sinais costumam surgir logo após o contato com o cheiro forte ou após permanecer muito tempo em ambientes fechados e perfumados. Em pessoas mais sensíveis, eles podem aparecer mesmo com pequenas quantidades de fragrância no ambiente.

    Qual a diferença entre alergia e irritação química?

    A principal diferença entre a alergia e a irritação química está na forma como o corpo reage às substâncias presentes no ambiente.

    Em casos de alergia, o sistema imunológico identifica uma substância específica (como o pólen ou o ácaro) como um invasor perigoso e produz anticorpos (IgE) para combatê-lo. Mesmo pequenas quantidades do alérgeno podem desencadear sintomas intensos, e as crises tendem a se repetir sempre que acontece uma nova exposição.

    Já a irritação química, também chamada de hiperreatividade nasal, é uma reação física e direta na mucosa, sem o envolvimento de anticorpos. Algumas substâncias agressivas, como o cloro, a fumaça de vela ou o álcool de aromatizadores, podem irritar as terminações nervosas do nariz e provocar sintomas como ardência, espirros, nariz entupido, coriza e sensação de desconforto respiratório.

    Qualquer pessoa pode sofrer irritação se a concentração do produto for alta, mas quem tem rinite sente isso muito mais rápido porque as vias respiratórias já estão inflamadas.

    Quais tipos de aromatizadores são mais prejudiciais?

    Qualquer fragrância forte pode incomodar as vias respiratórias, mas alguns formatos são mais agressivos pela forma como espalham as substâncias no ar, como:

    • Sprays aerossóis: são considerados os piores para quem tem rinite porque lançam partículas minúsculas que ficam suspensas no ar por muito tempo. Além das fragrâncias, eles contêm propelentes químicos que irritam instantaneamente a mucosa nasal e podem chegar aos pulmões;
    • Velas de parafina: a maioria das velas comuns é feita de parafina, um derivado do petróleo que, ao queimar, libera gases como benzeno e tolueno, além de fuligem (partículas de carbono). A combinação de fumaça e resíduos químicos é um gatilho para crises de espirros e obstrução nasal;
    • Incenso: funciona através de uma queima lenta que gera uma grande quantidade de fumaça e material particulado. Para a pessoa alérgica, inalar incenso é quase como respirar a poluição de um escapamento de carro em um ambiente fechado, causando inflamação imediata;
    • Difusores elétricos de tomada: por ficarem ligados por longos períodos, eles mantêm uma concentração constante e elevada de substâncias químicas no ambiente. O aquecimento continuado do líquido pode alterar a composição das fragrâncias, tornando-as ainda mais irritantes;
    • Aromatizadores com “fixadores” (ftalatos): produtos que prometem um perfume que dura dias normalmente contêm ftalatos, substâncias que servem para grudar o cheiro nas superfícies. Elas são altamente irritantes para o sistema respiratório e podem desregular o sistema endócrino a longo prazo.

    Em geral, quanto mais artificial for o aroma e quanto menor for a ventilação do local onde o produto é usado, maior será o risco de crise alérgica.

    Como deixar a casa cheirosa sem atacar a rinite?

    Para quem tem rinite, o ideal é priorizar a ventilação da casa, evitar o excesso de fragrâncias artificiais e escolher alternativas mais suaves, além de manter o ambiente sempre limpo e ventilado. Veja algumas dicas:

    • Mantenha as janelas abertas diariamente para garantir a ventilação natural que renova o ar e elimina naturalmente os odores e a poeira acumulada;
    • Utilize difusores ultrassônicos que criam uma névoa fria utilizando apenas poucas gotas de óleos essenciais cem por cento puros em vez de essências sintéticas;
    • Prepare aromas por fervura ao aquecer água com especiarias naturais como canela e cravo ou cascas de laranja e limão para perfumar o ambiente de forma suave;
    • Espalhe sachês de ervas em saquinhos de tecido preenchidos com plantas secas como lavanda ou alecrim para manter gavetas e armários com um frescor natural;
    • Opte por velas vegetais fabricadas com cera de soja ou coco e pavio de algodão para evitar a liberação de fuligem e resíduos de parafina no ar.

    Importante: independentemente do método escolhido, é importante ter moderação, pois até mesmo aromas naturais em excesso podem causar desconforto. Teste uma opção por vez e observe como o corpo reage.

    Quando procurar um médico?

    Procure a orientação de um médico otorrinolaringologista ou alergista ao notar os seguintes sinais:

    • As crises de rinite acontecem com frequência e prejudicam a qualidade do sono ou o rendimento no trabalho;
    • Os sintomas de espirros e coriza não desaparecem mesmo depois de remover os aromatizadores e velas da casa;
    • Existe a necessidade de usar sprays descongestionantes nasais por conta própria com regularidade;
    • Surgem dores ou pressão na região do rosto que podem indicar a evolução para uma sinusite;
    • Ocorre a perda ou a diminuição temporária do olfato e do paladar;
    • Aparece uma tosse persistente ou falta de ar que sugere que a inflamação atingiu os pulmões;
    • As reações alérgicas são acompanhadas de coceira intensa nos olhos ou garganta de forma constante.

    O acompanhamento médico é capaz de identificar a causa dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado. Com o controle da rinite, a mucosa do nariz fica menos sensível, fazendo com que o organismo reaja de forma menos intensa aos cheiros e aos irritantes presentes no ambiente.

    Confira: Rinite alérgica ou resfriado: conheça as diferenças entre eles e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Velas de soja são totalmente seguras para alérgicos?

    Embora sejam muito melhores que as de parafina por não liberarem resíduos de petróleo, o perfume (mesmo natural) ainda pode ser um gatilho se a pessoa tiver sensibilidade olfativa.

    2. Óleos essenciais podem curar a rinite?

    Não, eles podem ajudar a aliviar sintomas (como o eucalipto para congestão), mas a rinite é uma condição crônica que exige controle médico e ambiental.

    3. Qual a diferença entre essência e óleo essencial?

    As essências são perfumes sintéticos feitos em laboratório com derivados de petróleo, enquanto os óleos essenciais são extratos naturais de plantas.

    4. Usar aromatizador no banheiro é menos pior?

    Não necessariamente. Se o banheiro for pequeno e pouco ventilado, a concentração de irritantes fica ainda maior, podendo afetar você durante o banho.

    5. Existe algum aromatizador hipoalergênico?

    Existem produtos com fórmulas mais limpas, mas para quem tem rinite severa, o termo “hipoalergênico” não garante que não haverá irritação química.

    6. Borrifar perfume nas roupas é melhor do que no ambiente?

    Para a rinite, não. O perfume na roupa fica muito próximo ao rosto, fazendo com que você inale as partículas irritantes durante todo o dia.

    7. O uso de amaciantes muito perfumados nas roupas de cama pode afetar a rinite?

    Sim, o contato direto do rosto com o travesseiro com fragrâncias intensas faz com que você inale irritantes químicos a noite toda, impedindo a recuperação da mucosa nasal durante o sono.

    Veja também: Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

  • Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Você sabia que existem diferentes tipos de sinusite? A condição, que ocorre por uma inflamação da mucosa dos seios da face, pode provocar sintomas que afetam diferentemente o bem-estar no dia a dia, como nariz entupido, dor ou pressão na região da face, secreção espessa e dor de cabeça.

    Ela pode ser causada por uma série de fatores, como vírus, bactérias e até fungos, cada uma com particularidades, tempo de duração e formas específicas de tratamento. Por isso, é importante entender as diferenças, reconhecer os sintomas e saber quando procurar ajuda médica. Esclarecemos tudo para você, a seguir!

    1. Sinusite viral

    A sinusite viral é um dos tipos de sinusite e é a forma mais comum. Na maioria dos casos, surge como uma complicação passageira de um resfriado. Ela ocorre quando vírus típicos de infecções respiratórias, como o rinovírus e a Influenza, atingem a mucosa dos seios paranasais, causando inflamação e produção excessiva de muco.

    De acordo com o médico otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, a evolução típica inclui piora nos primeiros três dias, com melhora gradual e resolução em um período de 7 a 10 dias. Os sintomas incluem:

    • Coriza clara ou aquosa no início, que pode se tornar amarelada nos dias seguintes;
    • Congestão nasal moderada;
    • Sensação de pressão na face, mas sem dor intensa;
    • Dor de garganta leve e mal-estar;
    • Febre baixa, quando presente;
    • Tosse seca ou com pouco muco, pior durante a noite.

    Como é feito o tratamento de sinusite viral?

    O tratamento de sinusite viral é feito para aliviar os sintomas e, em geral, a condição desaparece sozinha após alguns dias. Entre as medidas indicadas, estão:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico várias vezes ao dia, para fluidificar o muco e facilitar a drenagem;
    • Inalação com vapor de água ou soluções salinas, que ajudam a reduzir a congestão;
    • Repouso e boa hidratação, fundamentais para o corpo se recuperar;
    • Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e dipirona, para dor e febre;
    • Descongestionantes nasais tópicos, usados com cautela e por no máximo 3 dias, para evitar efeito rebote.

    Se os sintomas persistirem por mais de 10 dias ou piorarem após uma melhora inicial, pode haver evolução para uma sinusite bacteriana, que requer acompanhamento médico.

    Sinusite bacteriana

    A sinusite bacteriana é um dos tipos de sinusite e frequentemente surge como uma complicação de infecções virais, como o resfriado. A inflamação da mucosa e o acúmulo de secreções cria um ambiente quente e úmido, propício à proliferação de bactérias — resultando em um quadro mais prolongado e com sintomas mais intensos.

    Segundo Giuliano, a sinusite pode se manifestar com piora dos sintomas após a melhora inicial, ou com sintomas persistentes por mais de duas semanas. Entre os principais sinais de alerta da sinusite bacteriana, podemos destacar:

    • Sintomas que duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Febre alta, geralmente acima de 38 °C;
    • Dor intensa e localizada na face, muitas vezes em apenas um lado;
    • Secreção nasal abundante, espessa e com odor desagradável;
    • Tosse persistente, principalmente à noite.

    As bactérias mais frequentemente envolvidas são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Em alguns casos, especialmente após infecções dentárias, podem estar presentes bactérias anaeróbias (isto é, que sobrevivem e se multiplicam na ausência de oxigênio).

    Como é feito o tratamento da sinusite bacteriana?

    Os cuidados no tratamento de sinusite bacteriana são semelhantes aos da viral, mas nesse quadro, é necessário o uso de remédios antibióticos para combater a infecção. As principais medidas incluem:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor;
    • Corticoides tópicos nasais para reduzir inflamação e melhorar a ventilação.

    Quanto aos antibióticos, a escolha mais comum é a amoxicilina, utilizada por 7 a 14 dias, dependendo da gravidade. Em pacientes com alergia à penicilina, podem ser prescritos outros medicamentos.

    É fundamental destacar que o uso inadequado de antibióticos favorece a resistência bacteriana. Por isso, a prescrição deve ser feita somente por médicos, após uma avaliação criteriosa.

    Sinusite fúngica

    Forma mais rara da sinusite, acontece quando fungos conseguem crescer e se desenvolver nos seios paranasais, e são classificados em quadros crônicos. Ela pode afetar qualquer pessoa, mas aquelas com o sistema imunológico comprometido são mais suscetíveis a quadros graves — como é o caso de pessoas imunossuprimidas.

    Dependendo do caso, a sinusite fúngica pode se apresentar de três formas principais:

    • Bola fúngica (aspergiloma): é o crescimento localizado de fungos dentro de um seio paranasal;
    • Sinusite fúngica alérgica: é a reação exagerada do sistema imunológico à presença de fungos, com formação de pólipos nasais e secreção viscosa;
    • Sinusite fúngica invasiva (mucormicose): é a forma mais grave, em que o fungo invade tecidos vizinhos, podendo atingir olhos e cérebro.

    O otorrinolaringologista Giuliano ressalta que os fungos estão presentes no nariz da maioria das pessoas, mas nem todos desenvolvem a doença. A predisposição genética também desempenha um papel importante.

    Entre os sintomas mais comuns da sinusite fúngica, estão:

    • Congestão nasal persistente;
    • Secreção espessa, por vezes com sangue;
    • Dor e pressão facial constante;
    • Inchaço ao redor dos olhos;
    • Febre e sinais sistêmicos nos casos invasivos;
    • Alterações visuais, quando o fungo atinge a órbita ocular.

    Como é feito o tratamento de sinusite fúngica?

    O tratamento de sinusite fúngica depende do tipo:

    • Nos casos de bola fúngica, a principal medida é a cirurgia endoscópica, para remover o material fúngico e melhorar a drenagem;
    • Na sinusite fúngica alérgica, além da cirurgia, são usados corticoides para controlar a inflamação;
    • Já na forma invasiva, o tratamento é emergencial e inclui cirurgia associada a remédios antifúngicos potentes, como anfotericina B.

    Se não tratada rapidamente, a sinusite fúngica pode ser fatal, então é fundamental estar atento aos sinais de alerta, que ajudam no diagnóstico precoce.

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    Quando a sinusite é grave?

    Na maioria dos casos, a sinusite se manifesta de forma leve e autolimitada, e o quadro se resolve a partir de cuidados simples. Contudo, existem situações em que a condição causa sintomas intensos e persistentes, o que exige atendimento médico.

    De acordo com Giuliano, as complicações da sinusite incluem complicações intracranianas, como meningite e abscessos cerebrais, complicações ósseas, como osteomielite, e complicações orbitárias, que podem variar de inflamações nas pálpebras a abscessos orbitários, com potencial de comprometer a visão.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento médico quando notar os seguintes sinais de alerta:

    • Os sintomas duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Há febre alta ou dor intensa na face;
    • Os sintomas pioram após uma melhora inicial;
    • O problema se repete várias vezes ao ano;
    • O paciente tem condições crônicas, como asma, diabetes ou imunodeficiência.

    O diagnóstico da sinusite é clínico, baseado em um exame físico e nos sintomas que a pessoa apresenta. O médico ainda pode solicitar exames complementares em alguns casos, quando ainda há dúvida quanto ao diagnóstico.

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    Perguntas frequentes sobre tipos de sinusite

    1. Sinusite pode causar dor de dente?

    Sim. Quando a sinusite atinge os seios da face, principalmente os maxilares, que ficam logo acima dos dentes de cima, a inflamação pode gerar pressão e causar dor que se confunde com dor de dente.

    Por isso, nem sempre a dor vem de um problema no dente em si, e pode ser reflexo de um quadro de sinusite. Ah, e o contrário também acontece: uma infecção dentária pode se espalhar e provocar sinusite.

    2. Descongestionantes nasais são perigosos?

    Os descongestionantes nasais podem ajudar no alívio rápido da congestão, mas não devem ser usados por tempo prolongado, pois podem causar efeito rebote. Isso significa que, em vez de melhorar, a mucosa passa a inchar ainda mais quando o remédio é interrompido, criando dependência do medicamento.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por médico, e preferencialmente substituído por medidas mais seguras, como lavagem nasal com soro fisiológico.

    3. A sinusite pode voltar várias vezes ao ano?

    Sim. O quadro é chamado de sinusite recorrente, quando a pessoa apresenta quatro ou mais episódios de sinusite aguda em um período de 12 meses. Isso pode estar relacionado a fatores predisponentes, como alergias mal controladas, desvio de septo, pólipos nasais ou imunidade baixa.

    Nessas situações, o otorrinolaringologista pode recomendar exames complementares, tratamento preventivo ou até cirurgia para corrigir alterações anatômicas que dificultam a drenagem dos seios.

    4. Qual é a diferença entre sinusite aguda, subaguda, crônica e recorrente?

    A principal diferença está na duração do quadro:

    • Aguda dura até 4 semanas e está frequentemente ligada a infecções virais que se resolvem espontaneamente;
    • Subaguda é a continuação de um quadro que não foi totalmente resolvido, com duração entre 4 e 12 semanas;
    • Crônica é definida quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, mesmo após tratamento adequado;
    • Recorrente ocorre quando o paciente apresenta pelo menos quatro episódios agudos por ano, com intervalos de melhora completa entre as crises.

    5. Quando a cirurgia é indicada no tratamento da sinusite?

    A cirurgia, geralmente feita por via endoscópica, é indicada quando o tratamento clínico não é suficiente, em casos de sinusite crônica grave, sinusite fúngica ou quando há complicações, como abscessos.

    O procedimento é feito para melhorar a drenagem dos seios, remover pólipos e permitir ventilação adequada. Contudo, a cirurgia não impede que novas crises aconteçam se os fatores de risco não forem controlados.

    6. Sinusite tem cura?

    A sinusite crônica dificilmente tem cura, mas pode ser controlada a partir de um tratamento orientado pelo especialista. Ele depende especialmente da causa principal: quando há alterações estruturais, como desvio de septo ou presença de pólipos, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir a obstrução.

    Já nos casos ligados a alergias ou inflamações persistentes, o tratamento inclui o uso de remédios específicos, lavagens nasais frequentes e acompanhamento médico contínuo. Ele contribui para reduzir as crises, aliviar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

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