Categoria: Doenças

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  • Alergia alimentar: dicas para comer fora com segurança 

    Alergia alimentar: dicas para comer fora com segurança 

    Quem convive com alergia alimentar sabe o pesadelo que é sair para comer fora. Afinal, quando não se sabe exatamente como a comida foi preparada, cada refeição fora de casa pode virar uma situação de risco. Mesmo pequenas quantidades do alimento alergênico podem desencadear reações fortes, por isso é fundamental se precaver antes de fazer um pedido no restaurante ou se servir em um buffet.

    Um dos primeiros passos é sempre avisar o estabelecimento da sua condição. Diga claramente que você tem alergia e qual alimento precisa evitar. Use frases simples e objetivas, como: “tenho alergia a ovo e não posso ter contato com nenhum prato que contenha ovo ou tenha sido preparado com utensílios que tiveram contato com ovo”. Assim, você aumenta as chances de ser compreendido e protegido.

    Também vale observar o comportamento da equipe do restaurante se você tem alergia alimentar. Se o local não parece saber lidar com esse tipo de informação ou passa insegurança sobre os ingredientes, o melhor é não arriscar, afinal, contaminação cruzada em restaurante é algo comum.

    “Se houver dúvida sobre os ingredientes, o ideal é não consumir”, afirma a alergologista e imunologista Brianna Nicoletti.

    Em locais com grande movimento, como buffets, padarias ou lanchonetes, a chance de contaminação cruzada é ainda maior, principalmente quando os alimentos são preparados ou servidos com os mesmos utensílios.

    Uma boa alternativa para quem não quer abrir mão de momentos sociais e comer fora com alergia alimentar é levar um lanche seguro de casa, e isso vale para adultos e crianças. Ter algo pronto e confiável à mão ajuda a evitar situações desconfortáveis e traz paz e segurança alimentar na hora da refeição.

    Cuidados com rótulos e ingredientes

    Quando for comprar alimentos prontos, embutidos, temperos ou produtos de panificação, leia o rótulo antes com calma. Desde 2022, por uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os alimentos industrializados precisam trazer com clareza na embalagem a presença de ingredientes alergênicos como leite, ovos, soja, trigo, peixes, crustáceos, amendoim e castanhas.

    Mas aqui tem mais um ponto de atenção. Mesmo que o alimento não tenha o ingrediente alergênico na composição, ele pode ter sido feito em equipamentos que também processam esses alérgenos. Nesses casos, é comum aparecer no rótulo a frase “pode conter traços de…”.

    Essa informação é importante e deve ser levada muito a sério para quem vai comer fora com alergia alimentar, especialmente por quem já teve reações alérgicas fortes, como aquelas que provocam falta de ar e ameaçam a vida.

    “A contaminação cruzada pode provocar anafilaxia em pessoas sensíveis, mesmo com mínimas quantidades do alérgeno”, alerta Brianna. Por isso, ignorar esse aviso no rótulo pode colocar a saúde em risco.

    Leia mais: Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

    Sinais de alerta para alergia alimentar em bebês e crianças

    Os primeiros sinais de alergia alimentar podem surgir logo nos primeiros meses de vida, durante a amamentação ou com a introdução alimentar. Coceira ao redor da boca, vômitos frequentes, diarreia de repetição, recusa alimentar e irritabilidade depois de mamar são sintomas que merecem ser comunicados ao pediatra ou ao alergista.

    “Nessa fase, os sinais podem ser sutis, por isso o acompanhamento com alergista é essencial”, orienta a médica.

    À medida que a criança cresce e passa a frequentar a escola, o cuidado precisa ser maior. Professores, cuidadores e a equipe da cantina devem estar cientes da alergia e saber como agir em caso de emergência.

    “Planos de ação com o uso de medicação emergencial devem ser entregues à equipe escolar”, reforça Brianna. Assim, todos ficam mais preparados, e os pais, mais tranquilos.

    Como manter uma vida social ativa com alergia alimentar

    Apesar dos desafios, quem tem alergia alimentar pode, sim, sair, viajar, se divertir e aproveitar bons momentos à mesa. O segredo está na informação, no planejamento e em aprender dicas de segurança alimentar.

    Explicar a condição da maneira mais clara possível, fazer escolhas conscientes e ter alternativas de alimentos seguros à mão ajuda a diminuir os riscos e a ansiedade.

    Dependendo do tipo de alergia, o médico alergista pode indicar ter uma medicação de emergência por perto. Nesses casos, a adrenalina autoinjetável, que interrompe sintomas que podem levar à morte, precisa acompanhar a pessoa por todos os lugares, especialmente em restaurantes, festas ou viagens. Consulte um alergista.

    Veja também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Perguntas frequentes sobre alergia alimentar fora de casa

    Quais ingredientes estão no prato?

    É essencial perguntar isso antes de fazer o pedido. Confirme todos os ingredientes, mesmo os aparentemente inofensivos, como molhos e temperos.

    Como o alimento é preparado?

    Peça detalhes sobre o modo de preparo e onde o prato é feito, isso ajuda a identificar possíveis alérgenos.

    Os utensílios são compartilhados com outros alimentos?

    Essa informação ajuda a avaliar se há risco de contaminação cruzada com o alérgeno que você precisa evitar.

    Há risco de contaminação cruzada?

    Se o estabelecimento não puder garantir que o alimento está livre de traços do alérgeno, é mais seguro escolher outro local ou consumir algo que você levou de casa.

    Leia mais: Tem alergia alimentar? Veja como diagnosticar e tratar

  • Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas que pode causar desconfortos como ondas de calor, insônia e alterações de humor. Para aliviar esses sintomas, muitas mulheres consideram a terapia de reposição hormonal. Mas será que toda mulher pode fazer?

    Neste artigo, você vai entender o que realmente acontece no corpo durante a menopausa, os principais sintomas, os riscos e benefícios da reposição hormonal e os cuidados necessários para tomar uma decisão segura.

    O que é reposição hormonal na menopausa

    A reposição hormonal é um tratamento indicado para aliviar os sintomas da menopausa, fase marcada pela queda na produção dos hormônios femininos, principalmente o estrogênio. Essa redução pode trazer sintomas físicos e emocionais que afetam profundamente a qualidade de vida de cada mulher.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o tratamento deve sempre ser tratado caso a caso. “A reposição não é para todas as mulheres. É preciso avaliar os riscos, os benefícios e o histórico de saúde de cada paciente antes de indicar o uso dos hormônios”, explica.

    A mulher que está com sintomas pode, inclusive, começar a reposição hormonal na perimenopausa, período antes da menopausa. “O ideal é iniciar até 10 anos depois da menopausa, o que chamamos de janela de oportunidade”.

    E não há idade fixa para parar o tratamento. “Avaliamos ano a ano. Se a mulher não sente mais sintomas ou deseja parar, pode testar. Se ela ainda se beneficia, por exemplo, no controle da osteoporose, pode continuar sem data limite”, diz a médica.

    Sintomas da menopausa que podem indicar reposição hormonal

    Os sintomas da menopausa vão muito além das famosas ondas de calor, que atingem até 80% das mulheres. É comum que elas também apresentem alterações no sono, irritabilidade, fadiga, palpitações e mudanças no metabolismo.

    A ginecologista explica que as mulheres têm receptores de estrogênio no corpo todo, mas principalmente no cérebro, e é lá que estarão os maiores efeitos da queda hormonal.

    “As ondas de calor, por exemplo, acontecem porque o ‘termostato’ cerebral perde a regulação normal, e pequenas variações de temperatura, que não deveriam ser sentidas, são interpretadas como se fossem grandes mudanças, causando suor e sensação de calor intenso”, explica.

    Outro sintoma importante é a chamada síndrome geniturinária da menopausa. “Muitas mulheres relatam ressecamento vaginal, dor nas relações sexuais, infecções urinárias de repetição e urgência para urinar. Esses sintomas podem ser bastante incapacitantes e, muitas vezes, são subestimados”, reforça a especialista.

    Como funciona a reposição hormonal

    A reposição hormonal pode ser feita de diferentes maneiras, e a escolha depende tanto dos sintomas quanto do perfil de saúde da mulher.

    “Se a mulher tem útero, não posso dar o hormônio estradiol sozinho, porque ele estimula o endométrio e pode levar a hiperplasia ou até câncer. Por isso, junto com o estrogênio, é necessário repor também progesterona, que protege o endométrio”, conta a médica. Já mulheres sem útero precisam apenas do estrogênio.

    A via oral é prática, mas pode causar efeitos colaterais por passar pelo fígado. Já a via transdérmica (adesivos, géis, sprays) é considerada mais segura. Para sintomas genitais e urinários, pode-se usar estradiol local (via vaginal).

    Benefícios da reposição hormonal

    • Redução das ondas de calor e suor noturno;
    • Melhora do sono e da disposição;
    • Redução da irritabilidade e melhora do humor;
    • Prevenção e tratamento da síndrome geniturinária;
    • Risco menor de osteoporose.

    Riscos da reposição hormonal

    Apesar dos benefícios, a reposição não é indicada para todas. É contraindicada em casos de:

    • Histórico de trombose;
    • Hipertensão ou diabetes descontrolados;
    • Câncer de mama ou histórico familiar de primeiro grau.

    Acompanhamento e individualização do tratamento

    Não existe uma fórmula única. O acompanhamento médico anual é essencial, com exames como a mamografia, para garantir a segurança do tratamento.

    Veja também: Menopausa: 5 dúvidas que você provavelmente tem sobre o fim da fase reprodutiva

    Perguntas frequentes sobre reposição hormonal na menopausa

    1. Toda mulher na menopausa precisa fazer reposição hormonal?

    Não. A indicação depende dos sintomas, do histórico de saúde e da avaliação médica individual.

    2. A reposição engorda?

    Não. O ganho de peso está mais ligado à menopausa em si, que reduz o metabolismo e altera a distribuição de gordura.

    3. Quem já teve câncer de mama pode fazer reposição?

    Geralmente, não. Nestes casos, médicos buscam alternativas não hormonais.

    4. A reposição hormonal ajuda a prevenir osteoporose?

    Sim. O estrogênio protege os ossos e reduz o risco de fraturas.

    5. Existe tempo limite para usar a reposição?

    Não há prazo fixo, mas deve ser reavaliado anualmente.

    6. A reposição pode melhorar sintomas emocionais?

    Sim. Muitas mulheres relatam melhora no sono, no humor e na disposição.

    Veja também: Perimenopausa (pré-menopausa): como saber se ela já começou?

  • Fratura de fêmur em idosos: por que ela é tão grave?

    Fratura de fêmur em idosos: por que ela é tão grave?

    As quedas estão entre as principais causas de internação, perda da independência e morte entre idosos em todo o mundo. Entre todas as lesões provocadas por esses acidentes, a fratura do fêmur proximal, popularmente conhecida como fratura de quadril, é uma das mais preocupantes.

    Isso porque, muitas vezes, o maior problema não é apenas o osso quebrado, mas o conjunto de complicações que pode surgir durante a recuperação.

    Em muitos casos, um idoso que caminhava normalmente antes da queda passa a depender de familiares ou cuidadores para realizar atividades simples do dia a dia. Além disso, a fratura está associada a um aumento importante do risco de internações prolongadas, perda de massa muscular, infecções e até mortalidade no primeiro ano após o acidente.

    Por isso, prevenir quedas é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde, a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade.

    Por que as quedas são tão frequentes nos idosos?

    O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo que podem aumentar o risco de quedas.

    Entre elas estão:

    • Redução da força muscular;
    • Diminuição do equilíbrio;
    • Reflexos mais lentos;
    • Alterações da visão;
    • Perda da sensibilidade nos pés;
    • Redução da velocidade da marcha.

    Além disso, doenças crônicas e o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo podem aumentar ainda mais esse risco.

    Por que o fêmur quebra com tanta facilidade?

    Um dos principais motivos é a osteoporose. Essa doença reduz a densidade e a resistência dos ossos, deixando-os mais frágeis.

    Dessa forma, uma queda da própria altura, que dificilmente provocaria uma fratura em um adulto jovem, pode ser suficiente para quebrar o fêmur de uma pessoa idosa.

    A combinação entre osteoporose e maior risco de quedas ajuda a explicar por que esse tipo de fratura é tão frequente nessa população.

    O que acontece quando o fêmur quebra?

    A maioria das fraturas ocorre na região do fêmur próxima ao quadril. Os sintomas costumam ser bastante característicos e podem envolver:

    • Dor intensa na virilha ou no quadril;
    • Incapacidade de ficar em pé;
    • Dificuldade para movimentar a perna;
    • Perna aparentemente mais curta e rodada para fora.

    Esse quadro exige atendimento médico imediato.

    Por que essa fratura é considerada tão grave?

    A gravidade da fratura de fêmur está relacionada principalmente às consequências da imobilização.

    Enquanto um adulto jovem costuma recuperar mais rapidamente a capacidade de andar após uma fratura, muitos idosos permanecem dias ou semanas com a mobilidade reduzida.

    Esse período sem se movimentar adequadamente favorece uma série de complicações.

    Perda acelerada de massa muscular

    Os músculos dependem do movimento para manter sua força. Após poucos dias de repouso, o organismo começa a perder massa muscular, processo relacionado à sarcopenia.

    Nos idosos, essa perda pode ocorrer de forma ainda mais rápida.

    Como consequência, mesmo depois que o osso cicatriza, o paciente pode apresentar:

    • Dificuldade para caminhar;
    • Perda do equilíbrio;
    • Maior risco de novas quedas;
    • Dependência para realizar atividades diárias.

    Aumento do risco de trombose

    Quando uma pessoa permanece muito tempo deitada, o sangue circula mais lentamente pelas pernas.

    Isso favorece a formação de coágulos, que podem causar:

    • Trombose venosa profunda;
    • Embolia pulmonar.

    Por esse motivo, pacientes internados costumam receber medidas para prevenir a trombose, como medicamentos anticoagulantes e mobilização precoce, quando possível.

    Pneumonia é uma complicação frequente

    A permanência prolongada na cama reduz a expansão adequada dos pulmões. Além disso, idosos podem tossir com menos força e apresentar maior dificuldade para eliminar secreções.

    Isso aumenta o risco de:

    • Pneumonia;
    • Insuficiência respiratória;
    • Necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

    Confusão mental durante a internação

    Muitos idosos desenvolvem um quadro chamado delirium, caracterizado por uma alteração aguda do funcionamento cerebral.

    Os sintomas podem ser:

    • Confusão;
    • Sonolência;
    • Agitação;
    • Desorientação;
    • Alucinações em alguns casos.

    Dor, cirurgia, infecções, alterações do sono e mudanças de ambiente podem contribuir para o surgimento desse problema. O delirium está associado a uma recuperação mais lenta e a um maior risco de complicações.

    Úlceras por pressão

    Permanecer por muito tempo na mesma posição pode provocar lesões na pele, conhecidas como úlceras por pressão ou escaras.

    Essas feridas podem:

    • Aumentar o risco de infecções;
    • Prolongar a internação;
    • Dificultar a reabilitação.

    Mudanças frequentes de posição e cuidados adequados com a pele ajudam a prevenir esse problema.

    Perda da independência

    Uma das maiores consequências da fratura de fêmur é a perda da capacidade funcional. Mesmo após a cirurgia e a consolidação da fratura, parte dos pacientes não recupera o mesmo nível de autonomia que possuía antes da queda.

    Alguns passam a precisar de:

    • Bengalas;
    • Andadores;
    • Cadeira de rodas;
    • Ajuda para tomar banho, alimentar-se ou vestir-se.

    Quanto maior o período de imobilização, mais difícil tende a ser a recuperação.

    Existe aumento do risco de mortalidade?

    Sim. Estudos mostram que a fratura de quadril está associada a um aumento significativo da mortalidade no primeiro ano após o evento.

    Na maioria dos casos, o óbito não ocorre pela fratura em si, mas pelas complicações decorrentes da imobilização, como infecções, tromboembolismo, descompensação de doenças crônicas e perda importante da capacidade funcional.

    Isso reforça a importância da prevenção, do tratamento rápido e da reabilitação precoce.

    Como é feito o tratamento?

    Na maioria das fraturas, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia tem como objetivos:

    • Aliviar a dor;
    • Estabilizar o osso;
    • Permitir que o paciente volte a andar o mais cedo possível.

    Sempre que as condições clínicas permitirem, recomenda-se realizar o procedimento nas primeiras 24 a 48 horas após a fratura, pois isso está associado a melhores resultados.

    A fisioterapia começa logo após a cirurgia

    A reabilitação precoce é um dos pilares do tratamento. A fisioterapia ajuda a:

    • Recuperar a força muscular;
    • Melhorar o equilíbrio;
    • Reduzir o risco de trombose;
    • Diminuir a perda de massa muscular;
    • Favorecer o retorno às atividades diárias.

    Quanto mais cedo a mobilização for iniciada, maiores costumam ser as chances de recuperação.

    Como prevenir quedas?

    A prevenção envolve um conjunto de medidas.

    1. Tratar a osteoporose

    O diagnóstico e o tratamento adequados da osteoporose reduzem significativamente o risco de fraturas.

    2. Fortalecer a musculatura

    Exercícios de fortalecimento, equilíbrio e coordenação ajudam a reduzir o risco de quedas. Atividades como musculação supervisionada, caminhada, tai chi chuan e exercícios funcionais podem trazer benefícios.

    3. Adaptar a casa

    Algumas mudanças simples podem fazer grande diferença:

    • Retirar tapetes soltos;
    • Instalar barras de apoio no banheiro;
    • Melhorar a iluminação dos ambientes;
    • Evitar fios espalhados;
    • Utilizar calçados antiderrapantes.

    4. Revisar os medicamentos

    Alguns remédios podem causar:

    • Tontura;
    • Sonolência;
    • Queda da pressão arterial.

    A revisão periódica dos medicamentos utilizados pode ajudar a reduzir o risco de quedas.

    5. Cuidar da visão e da audição

    Problemas visuais e auditivos podem prejudicar o equilíbrio e aumentar a chance de acidentes. Consultas regulares ajudam a identificar e corrigir essas alterações.

    Quando procurar atendimento?

    Todo idoso que sofre uma queda deve ser avaliado se apresentar:

    • Dor intensa no quadril ou na virilha;
    • Incapacidade de apoiar o pé no chão;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Perna encurtada ou rodada para fora;
    • Dor persistente, mesmo sem deformidade evidente.

    Também é importante investigar a causa da queda, principalmente quando ela ocorre sem um motivo claro. O episódio pode estar relacionado a alterações cardíacas, neurológicas ou a efeitos de medicamentos.

    Veja mais: Osteoporose: conheça a doença silenciosa que enfraquece os ossos

    Perguntas frequentes sobre fratura de fêmur em idosos

    1. Por que a fratura de fêmur é tão grave em idosos?

    Porque aumenta o risco de complicações como pneumonia, trombose, perda de massa muscular, delirium e perda da independência, além de estar associada a uma maior mortalidade.

    2. Toda fratura de fêmur precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim. A cirurgia permite a mobilização precoce e reduz complicações relacionadas ao repouso prolongado.

    3. O idoso volta a andar normalmente?

    Muitos pacientes recuperam a capacidade de caminhar, mas parte deles não retorna ao mesmo nível de independência que possuía antes da queda.

    4. Quanto antes a cirurgia for realizada, melhor?

    Sim. Sempre que possível, a cirurgia realizada nas primeiras 24 a 48 horas está associada a melhores resultados e a um menor risco de complicações.

    5. A fisioterapia faz diferença?

    Sim. A reabilitação precoce é essencial para recuperar a força, o equilíbrio e a autonomia.

    6. Como evitar esse tipo de fratura?

    Controlando a osteoporose, fortalecendo a musculatura, adaptando o ambiente doméstico, revisando medicamentos e mantendo acompanhamento médico regular.

    7. Toda queda em um idoso precisa ser investigada?

    Idealmente, sim. Além de identificar possíveis fraturas, é importante descobrir por que a queda aconteceu para prevenir novos acidentes e preservar a independência do idoso.

    Confira: Delirium não é demência: entenda mais sobre esse tipo de confusão mental

  • Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa 

    Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa 

    Acordar cansado mesmo depois de uma noite inteira de sono pode ser sinal de algo mais sério do que simplesmente dormir pouco. A apneia do sono é uma condição que interrompe a respiração diversas vezes durante a noite, prejudicando a oxigenação do corpo e roubando a qualidade do descanso.

    Muito além do ronco alto e da sonolência diurna, a apneia tem impactos que preocupam os médicos, afinal, ela pode alterar o funcionamento do coração, elevar a pressão arterial e aumentar as chances de doenças mais sérias, como infarto e AVC.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares, integrante do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, que explicou como a apneia do sono interfere na saúde do coração e por que merece tanta atenção.

    O que é apneia do sono

    A cardiologista explica que a apneia do sono é uma condição em que a respiração é interrompida durante o sono, o que leva a uma queda na oxigenação do organismo. Essas pausas podem acontecer várias vezes por noite e prejudicam profundamente a qualidade do descanso.

    “A fragmentação do sono também não permite com que os estágios mais profundos do sono sejam atingidos, levando a cansaço excessivo, fadiga e sonolência durante o dia”, conta a médica.

    Segundo a especialista, existem três tipos principais de apneia do sono:

    • Apneia obstrutiva do sono: a mais comum, causada pelo relaxamento dos músculos da garganta, que bloqueiam a passagem do ar.
    • Apneia central do sono: mais rara, ocorre quando o cérebro não envia os sinais corretos para a respiração.
    • Apneia mista do sono: mistura das duas situações.

    “Embora possa atingir qualquer idade, ela é mais frequente em homens acima dos 40 anos, especialmente quando há obesidade”, diz a médica.

    Como a apneia afeta o coração

    A cada pausa na respiração, o corpo entende que está sob estresse. “Essas paradas na respiração promovem liberação dos hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, aumentando a pressão arterial e podendo levar a aumento da frequência cardíaca”, detalha a cardiologista.

    Com o tempo e o ciclo se repetindo noite após noite, acontece uma sobrecarga contínua no coração. Isso aumenta o risco de pressão alta, arritmias, aterosclerose (formação de placas de gordura nas artérias), resistência à insulina, diabetes, infarto e AVC.

    “Além disso, as pausas respiratórias demandam um esforço maior do coração podendo levar a ao enfraquecimento do músculo cardíaco e consequentemente a insuficiência cardíaca, condição na qual o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender as necessidades do organismo”, detalha a especialista.

    “Como esse processo se repete dezenas de vezes durante a noite em quem tem apneia do sono, isso promove uma sobrecarga contínua no coração”.

    Esse processo ajuda a entender por que a apneia está tão ligada a doenças cardíacas graves.

    Leia também: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Sinais de alerta da apneia do sono

    Como desconfiar, afinal, da apneia do sono? Muitas vezes, quem nota primeiro os sintomas é quem dorme ao lado. “Pausas na respiração durante a noite, ronco alto e frequente, sono agitado e despertar várias vezes são alguns dos sinais”, afirma a especialista.

    Durante o dia, os sintomas também aparecem:

    • Acordar cansado;
    • Sonolência excessiva;
    • Dor de cabeça ao acordar;
    • Irritabilidade;
    • Dificuldade de concentração.

    Diagnóstico de apneia do sono: como fazer

    O diagnóstico começa pela história clínica, associada a relatos de quem convive com a pessoa. O exame principal é a polissonografia, que avalia funções do organismo durante o sono, como atividade cerebral, respiração, nível de oxigênio, batimentos cardíacos e intensidade do ronco.

    “Como na maior parte das condições de saúde, quanto mais precoce o tratamento, melhores os resultados”, reforça a cardiologista.

    “Além do tratamento diminuir o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida, ele também ajuda na prevenção de acidentes, visto que a sonolência excessiva durante o dia pode aumentar esse risco”.

    Leia também: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

    Tratamento de apneia do sono

    Hoje, pode-se usar alguns aparelhos ou dispositivos para tratar a apneia do sono, como o CPAP, que é um aparelho que envia ar sob pressão através de uma máscara nasal e mantém as vias aéreas sempre abertas. Há também outros aparelhos que podem ajudar, mas somente um médico pode indicar para cada caso.

    “Tratar a apneia ajuda a estabilizar a pressão arterial e a frequência cardíaca, diminuindo risco cardiovascular”, afirma a médica.

    Outra forma de tratar apneia é diminuir os fatores de risco para ela. Um dos principais é a obesidade.

    “O excesso de gordura na região do pescoço pode provocar obstrução das vias respiratórias durante o sono”, explica a especialista. Por isso, perder peso ajuda a controlar a apneia e a saúde cardiovascular.

    Além disso, a médica recomenda:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Diminuir o consumo de álcool (que relaxa a garganta e piora a apneia);
    • Parar de fumar, já que o cigarro inflama as vias aéreas.

    Confira: Apneia do sono: quando o ronco é sinal de algo mais sério

    Perguntas frequentes sobre apneia do sono e coração

    1. Todo ronco é sinal de apneia?

    Não. Porém, quando o ronco vem acompanhado de pausas respiratórias, merece investigação.

    2. A apneia pode causar pressão alta?

    Sim. As pausas respiratórias ativam hormônios do estresse que elevam a pressão arterial.

    3. Quem tem apneia sempre precisa usar CPAP?

    O CPAP é um dos tratamentos mais comuns, mas a escolha depende de uma avaliação médica. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida já ajudam.

    4. Apneia pode levar a insuficiência cardíaca?

    Sim. O esforço extra exigido do coração ao longo do tempo pode enfraquecer o músculo cardíaco.

    5. Existe cura para a apneia do sono?

    Não há uma cura definitiva, mas o tratamento controla os sintomas e previne complicações.

    6. Perder peso melhora a apneia do sono?

    De forma geral, sim. O emagrecimento reduz a obstrução das vias aéreas e pode diminuir muito os episódios.

    Confira: Canetas emagrecedoras e apneia do sono: como a perda de peso melhora a respiração noturna?

  • Ranger ou apertar os dentes: quando o bruxismo vira um problema

    Ranger ou apertar os dentes: quando o bruxismo vira um problema

    Acordar com dor na mandíbula, perceber que os dentes estão ficando desgastados ou ouvir de alguém que você range os dentes durante a noite são sinais que podem indicar bruxismo.

    O bruxismo é uma condição caracterizada pelo apertamento ou ranger involuntário dos dentes. Ele pode ocorrer durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada e, embora muitas vezes seja visto apenas como um hábito, pode provocar danos importantes aos dentes, aos músculos da mastigação e à articulação da mandíbula.

    Na maioria dos casos, o tratamento não tem como objetivo curar o bruxismo, mas reduzir os fatores desencadeantes, aliviar os sintomas e evitar complicações permanentes.

    O que é o bruxismo?

    O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos da mastigação que pode provocar:

    • Apertamento dos dentes;
    • Ranger dos dentes;
    • Contração excessiva da musculatura da mandíbula.

    Ele pode ocorrer de duas formas.

    Bruxismo do sono

    Ocorre de maneira involuntária durante o sono. Muitas pessoas só descobrem o problema porque alguém escuta o ranger dos dentes durante a noite ou porque o dentista identifica sinais de desgaste.

    Bruxismo em vigília

    Acontece enquanto a pessoa está acordada. Nesse caso, é mais comum que a pessoa permaneça apertando os dentes durante momentos de concentração, estresse ou ansiedade, muitas vezes sem perceber.

    O que causa o bruxismo?

    O bruxismo tem origem multifatorial, ou seja, pode estar relacionado a diferentes fatores.

    Os principais são:

    • Estresse;
    • Ansiedade;
    • Privação de sono;
    • Distúrbios do sono, especialmente apneia obstrutiva do sono;
    • Predisposição genética;
    • Uso de alguns medicamentos, como determinados antidepressivos;
    • Consumo excessivo de cafeína;
    • Consumo de álcool;
    • Tabagismo.

    Antigamente, acreditava-se que alterações na mordida eram a principal causa do bruxismo. Hoje, sabe-se que, na maioria dos pacientes, os fatores relacionados ao sistema nervoso central e ao sono têm um papel muito mais importante.

    Quais são os sintomas?

    Os sintomas podem variar de intensidade.

    Os mais frequentes são:

    • Dor ou cansaço na mandíbula ao acordar;
    • Dor de cabeça, principalmente na região das têmporas;
    • Dor na face;
    • Sensibilidade dentária;
    • Desgaste dos dentes;
    • Estalos ao abrir ou fechar a boca;
    • Dificuldade para mastigar alimentos mais duros.

    Em alguns pacientes, também pode ocorrer dor no pescoço e nos ombros devido à tensão muscular.

    Quais são as consequências de não tratar?

    Quando o bruxismo persiste por meses ou anos, diferentes complicações podem surgir.

    Desgaste dos dentes

    Essa é uma das consequências mais comuns.

    O atrito constante pode desgastar o esmalte dentário, deixando os dentes:

    • Mais curtos;
    • Mais sensíveis;
    • Mais frágeis.

    Nos casos mais avançados, pode ocorrer exposição da dentina e necessidade de restaurações extensas ou reabilitação protética.

    Fraturas dentárias

    A força exercida durante o apertamento pode provocar:

    • Trincas no esmalte;
    • Fraturas nos dentes;
    • Quebra de restaurações;
    • Danos em coroas e implantes.

    Disfunção temporomandibular (DTM)

    O esforço repetitivo pode sobrecarregar a articulação temporomandibular, conhecida como ATM.

    Isso pode favorecer sintomas como:

    • Dor próxima ao ouvido;
    • Estalos na mandíbula;
    • Limitação para abrir a boca;
    • Dor ao mastigar.

    Embora o bruxismo e a DTM sejam condições diferentes, elas frequentemente coexistem.

    Dores de cabeça

    A contração contínua dos músculos da mastigação pode provocar cefaleias tensionais, principalmente ao despertar.

    Muitas pessoas acreditam que sofrem de enxaqueca quando, na realidade, a origem da dor está na musculatura da face.

    Alterações do sono

    O bruxismo do sono pode fragmentar o descanso e contribuir para uma qualidade do sono pior.

    Quando está associado a apneia obstrutiva do sono, a investigação e o tratamento desse distúrbio tornam-se fundamentais.

    Como o diagnóstico é feito?

    O diagnóstico é baseado na combinação de:

    • História clínica;
    • Exame odontológico;
    • Avaliação dos sintomas.

    Durante a consulta, o dentista pode identificar:

    • Desgaste dos dentes;
    • Trincas;
    • Marcas de mordida na língua ou nas bochechas;
    • Aumento dos músculos da mastigação.

    Nos casos de dúvida ou quando há suspeita de distúrbios do sono associados, pode ser indicada uma polissonografia.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa predominante e da gravidade dos sintomas. Na maioria dos pacientes, ele envolve a combinação de diferentes estratégias.

    Placa oclusal ou placa para bruxismo

    A placa interoclusal, confeccionada pelo dentista, é um dos tratamentos mais utilizados.

    Ela pode:

    • Proteger os dentes contra o desgaste;
    • Reduzir o risco de fraturas;
    • Diminuir a sobrecarga sobre a mandíbula.

    É importante destacar que a placa não impede que o bruxismo aconteça, mas reduz seus efeitos nocivos.

    Controle do estresse e da ansiedade

    Como o estresse é um importante fator desencadeante, algumas medidas podem ser recomendadas, como:

    • Psicoterapia;
    • Técnicas de relaxamento;
    • Exercícios físicos;
    • Meditação;
    • Higiene adequada do sono.

    Tratamento de distúrbios do sono

    Quando existe apneia obstrutiva do sono, tratar essa condição pode reduzir os episódios de bruxismo em alguns pacientes.

    Fisioterapia

    Pacientes com dor muscular ou DTM podem se beneficiar de fisioterapia especializada.

    As técnicas podem incluir:

    • Alongamentos;
    • Exercícios para a mandíbula;
    • Terapia manual;
    • Correção postural.

    Medicamentos

    Não existe um medicamento específico para curar o bruxismo. Em situações selecionadas, o médico pode prescrever medicamentos para aliviar a dor ou a tensão muscular, sempre por períodos limitados.

    Toxina botulínica

    Em alguns casos graves e que não melhoram com outras medidas, a aplicação de toxina botulínica nos músculos da mastigação pode reduzir a força do apertamento e aliviar a dor.

    Entretanto, ela não elimina a causa do bruxismo e deve ser indicada apenas após uma avaliação individualizada.

    Bruxismo tem cura?

    Nem sempre. Em muitas pessoas, o bruxismo apresenta períodos de melhora e piora ao longo da vida.

    O objetivo do tratamento é:

    • Reduzir os sintomas;
    • Evitar o desgaste dos dentes;
    • Preservar a função da mandíbula;
    • Melhorar a qualidade de vida.

    Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue controlar bem a condição.

    Como prevenir o agravamento?

    Algumas medidas podem ajudar a reduzir os sintomas:

    • Dormir bem;
    • Reduzir o consumo de cafeína à noite;
    • Evitar álcool antes de dormir;
    • Não mascar chicletes por longos períodos;
    • Fazer pausas durante atividades que exigem muita concentração;
    • Tratar ansiedade e estresse quando presentes.

    Quando procurar um dentista ou médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Dor frequente na mandíbula;
    • Dores de cabeça ao acordar;
    • Dentes desgastados ou quebrando com facilidade;
    • Estalos dolorosos na mandíbula;
    • Sensibilidade dentária crescente;
    • Relatos de ranger os dentes durante o sono.

    Quanto mais cedo o tratamento começar, menor será o risco de danos permanentes aos dentes e à articulação.

    Confira: Como parar de pensar em trabalho durante o tempo livre?

    Perguntas frequentes sobre bruxismo

    1. O que é bruxismo?

    É uma condição caracterizada pelo apertamento ou ranger involuntário dos dentes durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada.

    2. O estresse pode causar bruxismo?

    Sim. O estresse e a ansiedade estão entre os principais fatores associados ao problema.

    3. O bruxismo desgasta os dentes?

    Sim. Quando não é tratado, pode provocar desgaste importante do esmalte, fraturas dentárias e sensibilidade.

    4. A placa de bruxismo cura o problema?

    Não. Ela protege os dentes e reduz os danos causados pelo apertamento, mas não elimina a causa do bruxismo.

    5. A toxina botulínica pode ser usada?

    Sim. Em casos selecionados, a toxina botulínica pode reduzir a força da contração muscular e aliviar os sintomas, mas não representa uma cura.

    6. Bruxismo pode causar dor de cabeça?

    Sim. A contração repetitiva dos músculos da mastigação pode provocar cefaleias tensionais, especialmente ao acordar.

    7. Quando devo procurar tratamento?

    Sempre que houver dor na mandíbula, desgaste dos dentes, sensibilidade dentária, estalos na articulação ou relatos de ranger os dentes durante o sono.

    O diagnóstico precoce ajuda a prevenir complicações e preservar a saúde bucal.

    Veja também: Aprenda alongamentos simples para aliviar dores musculares

  • Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar 

    Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar 

    A hérnia de disco é um dos problemas mais comuns da coluna, e está entre as principais causas de afastamento do trabalho, já que provoca dores incapacitantes e limitações físicas que afetam desde tarefas simples, como se abaixar, até atividades profissionais.

    A condição preocupa porque, além de frequente, pode comprometer a qualidade de vida se não for diagnosticada e tratada de forma adequada. Pensando nisso, conversamos com a neurocirurgiã Ana Camila Gandolfi para esclarecer as principais dúvidas sobre a condição e como tratá-la.

    O que é hérnia de disco?

    Para entender a hérnia de disco, é importante compreender como funciona a coluna vertebral. Ela é formada por várias vértebras (os ossos da coluna) empilhadas uma sobre a outra. Entre elas existe o disco intervertebral, que funciona como um amortecedor. Ele é composto por um anel fibroso, mais resistente, e um núcleo interno mais gelatinoso, justamente para absorver impactos.

    Quando esse anel sofre desgaste ou se rompe, o núcleo pode se deslocar ou extravasar, comprimindo estruturas próximas, como nervos e raízes nervosas. É aí que surge a hérnia de disco, que provoca sintomas como dor, formigamento, fraqueza e limitação de movimentos.

    Segundo Ana Camila Gandolfi, a hérnia pode aparecer por sobrecarga (excesso de exercícios ou levantamento de peso), após um trauma na coluna, ou até de forma espontânea em pessoas com alterações no colágeno, já que o anel fibroso do disco é formado por essa proteína.

    Em alguns casos, há ainda uma predisposição genética, ou seja, pessoas com histórico familiar de hérnia de disco têm mais chances de desenvolver o problema.

    Causas da hérnia de disco

    Normalmente, a hérnia de disco é resultado de um processo de desgaste natural, associado a fatores de risco que aceleram ou intensificam esse processo, como:

    • Envelhecimento natural: com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem água e elasticidade, ficando mais suscetíveis a fissuras e deslocamentos;
    • Movimentos repetitivos e esforços físicos: profissões que exigem levantar peso, carregar cargas ou movimentos repetitivos de torção da coluna aumentam a chance de lesão;
    • Postura inadequada: passar horas sentado de maneira incorreta, dormir de mal jeito ou permanecer muito tempo em pé sem apoio adequado pode sobrecarregar a coluna;
    • Sedentarismo: a falta de exercícios enfraquece a musculatura que dá suporte à coluna, aumentando o risco de problemas nos discos;
    • Excesso de peso: o sobrepeso e a obesidade aumentam a pressão sobre toda a coluna, especialmente na região lombar, que já suporta naturalmente a maior parte do peso do corpo;
    • Fatores genéticos: alterações no colágeno, na estrutura dos discos ou até no formato da coluna podem ser herdadas, tornando algumas pessoas mais vulneráveis, mesmo com hábitos de vida saudáveis;
    • Traumas e acidentes: quedas, pancadas diretas ou impactos fortes, como os que ocorrem em esportes de contato ou em acidentes automobilísticos, podem provocar lesões na coluna e levar ao surgimento de hérnias.

    Quais os sintomas de hérnia de disco?

    Os sintomas de hérnia de disco variam conforme a região afetada e o grau da compressão nervosa. Algumas pessoas, por exemplo, sequer apresentam sintomas. O problema só existe se a hérnia provoca sinais clínicos, como:

    • Dor lombar que irradia para a perna (ciatalgia);
    • Dor cervical que se espalha para o braço;
    • Dor intensa e incapacitante;
    • Formigamento ou dormência em faixa (na perna ou no braço, dependendo da raiz nervosa atingida);
    • Perda de força, que é o sinal mais grave, pois indica comprometimento neurológico.

    Normalmente, a perda de força na hérnia cervical afeta mãos e dedos; já na hérnia lombar, pode atingir o pé.

    É importante observar a intensidade e a persistência dos sintomas. Uma dor nas costas passageira não significa hérnia de disco, mas se os sinais se mantêm por semanas ou pioram com o tempo, é fundamental buscar avaliação médica.

    Diagnóstico de hérnia de disco

    O diagnóstico de hérnia de disco é feito, inicialmente, com avaliação clínica, em que o médico estuda a história do paciente e examina força, sensibilidade e reflexos.

    De acordo com Ana Camila Gandolfi, é importante ter uma hipótese diagnóstica primeiro, pois atualmente, estudos mostram que boa parte das pessoas acima de 40 anos apresentará alguma hérnia de disco nos exames — mas sem sintomas. Nesses casos, não é necessário tratamento.

    Se realmente houver suspeita clínica de hérnia de disco, podem ser solicitados dois exames principais:

    • Tomografia computadorizada: mostra melhor a parte óssea e pode evidenciar redução do espaço entre vértebras e calcificações próximas à hérnia;
    • Ressonância magnética: é o exame mais completo, pois mostra em detalhe as estruturas moles, como o próprio disco e os nervos. Ela permite identificar se há compressão nervosa associada.

    Como é feito o tratamento de hérnia de disco?

    Na maioria dos casos, a hérnia de disco pode ser tratada de forma conservadora, ou seja, não é preciso fazer cirurgia — e o quadro pode ser revertido com algumas abordagens, como:

    • Remédios: o uso de analgésicos e anti-inflamatórios pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação. Dependendo do quadro, corticoides orais ou injetáveis podem ser indicados;
    • Fisioterapia: os exercícios fortalecem a musculatura de suporte da coluna, melhoram a postura e aumentam a flexibilidade. Técnicas de acupuntura, pilates e hidroterapia também podem ajudar, com orientação médica;
    • Mudanças de hábito: além de manter o peso adequado, alguns hábitos, como corrigir a postura no trabalho, usar cadeira ergonômica e evitar levantar peso de forma incorreta ajudam no dia a dia.

    O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa. Algumas melhoram em semanas, enquanto outras precisam de meses para se sentirem completamente bem.

    Quando a cirurgia é necessária?

    A cirurgia para hérnia de disco é indicada em casos específicos, quando o tratamento conservador não traz resultados ou quando há risco de danos neurológicos. As principais situações, segundo Ana, incluem:

    • Perda de força: é uma urgência médica e, nesses casos, o paciente precisa operar rapidamente, em até 24 horas, para evitar sequelas permanentes;
    • Perda de sensibilidade: não é sempre indicação imediata, mas exige acompanhamento de perto, já que pode evoluir para perda de força. Além disso, a sensibilidade pode demorar meses para voltar ao normal;
    • Dor intratável: quando o paciente já tentou várias medicações de uso contínuo, associadas ou não, e mesmo assim não consegue controlar a dor.

    É possível prevenir a hérnia de disco?

    Qualquer pessoa pode desenvolver hérnia de disco em algum momento da vida. Embora fatores como idade e genética não possam ser controlados, adotar hábitos de vida saudáveis faz diferença e pode ajudar a proteger a coluna, reduzindo o risco de desgaste precoce.

    Entre as medidas preventivas, é possível citar:

    • Praticar atividade física regularmente: manter uma rotina de exercícios ajuda a fortalecer os músculos abdominais, dorsais e das pernas;
    • Manter o peso adequado: controlar o peso corporal diminui a pressão constante sobre os discos intervertebrais, especialmente na região lombar;
    • Cuidar da postura: ao sentar, é importante manter os pés totalmente apoiados no chão e as costas eretas, preferencialmente com apoio lombar;
    • Evitar movimentos bruscos: ao carregar peso, a forma correta é sempre dobrar os joelhos, manter a carga próxima ao corpo e evitar torções repentinas da coluna;
    • Escolher colchão e travesseiro adequados: dormir bem alinhado é fundamental para que a coluna descanse corretamente;
    • Fazer pausas no trabalho: quem fica muito tempo sentado deve se levantar a cada hora, andar um pouco e alongar.

    Vale lembrar que mesmo quem já tem hérnia pode se beneficiar do fortalecimento muscular. Músculos fortes ajudam a reduzir os sintomas e, em muitos casos, evitam a necessidade de cirurgia.

    Leia também: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes sobre hérnia de disco

    1. Toda dor nas costas significa hérnia de disco?

    Não. A dor nas costas pode ter muitas causas, desde má postura até contraturas musculares. A hérnia de disco é apenas uma das possibilidades. O diagnóstico correto depende da avaliação médica e de exames de imagem.

    2. Quais são os sintomas mais preocupantes da hérnia de disco?

    Os sinais de alerta incluem: dor que desce para a perna ou braço, perda de sensibilidade em áreas específicas, fraqueza muscular e dificuldade para realizar movimentos simples, como segurar objetos ou andar. Eles indicam compressão nervosa mais importante e exigem atenção médica rápida.

    3. A hérnia de disco pode sumir sozinha?

    Em alguns casos, sim. O organismo consegue reabsorver parte do material que extravasou do disco. Isso não acontece em todos os pacientes, mas pode explicar por que algumas pessoas melhoram apenas com tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia.

    4. Quem tem hérnia de disco pode praticar exercícios físicos?

    Sim, e muitas vezes deve! Exercícios de baixo impacto, como caminhada, pilates, natação e fortalecimento muscular orientado, são fundamentais para a recuperação e prevenção do quadro. O importante é evitar exercícios de impacto ou que sobrecarreguem a coluna sem orientação profissional.

    5. Quem faz cirurgia de hérnia de disco pode voltar ao normal?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes voltam a ter qualidade de vida, sem dor e com mobilidade preservada. No entanto, a recuperação depende de fisioterapia, fortalecimento muscular e mudanças de hábitos. Importante lembrar que a cirurgia não impede o surgimento de novas hérnias em outros discos.

    6. A hérnia de disco tem cura?

    A hérnia de disco pode ser controlada na maioria dos casos, especialmente quando o tratamento é iniciado precocemente e de forma adequada. O objetivo do tratamento é eliminar a dor, a inflamação e outros sintomas, permitindo que a pessoa volte à sua rotina.

    7. Quando a hérnia de disco é considerada grave?

    A hérnia é grave quando causa perda de força muscular, dificuldade para andar, alterações na sensibilidade ou problemas para controlar urina e fezes (síndrome da cauda equina). Nesses casos, deve haver atendimento médico imediato, muitas vezes com cirurgia de urgência.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

  • Veja como cuidar do coração durante o tratamento do câncer 

    Veja como cuidar do coração durante o tratamento do câncer 

    O tratamento contra o câncer é uma batalha que envolve força, coragem e, muitas vezes, uma agenda cheia de consultas e exames. Mas existe um detalhe que não pode ficar de fora dessa rotina, que é o cuidado com o coração.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, que faz parte do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que alguns medicamentos e terapias contra o câncer podem afetar diretamente o coração. “Além disso, o próprio câncer e o estado inflamatório aumentam o risco de eventos cardiovasculares”, alerta.

    É por isso que é importante cuidar do coração durante o tratamento do câncer.

    Por que o tratamento do câncer pode afetar o coração

    O coração pode sofrer pelos efeitos colaterais de certos remédios e pela própria resposta do corpo ao câncer. Isso significa que, além de cuidar do tumor, é importante prevenir que o tratamento traga problemas para o coração.

    Tratamentos oncológicos que merecem atenção para o coração

    Algumas terapias têm maior potencial de afetar o coração, segundo o cardiologista. Veja quais são:

    • Quimioterápicos: como as antraciclinas, usadas no tratamento de vários tipos de câncer;
    • Medicamentos-alvo: como o trastuzumabe, muito utilizado no câncer de mama;
    • Imunoterapia: pode causar inflamação no músculo cardíaco;
    • Radioterapia no tórax: pode lesionar diretamente estruturas do coração, como pericárdio, artérias coronárias e músculo cardíaco.

    “Esses tratamentos podem causar danos temporários ou permanentes ao coração, por isso é importante o acompanhamento cardiológico nesses pacientes”, explica o médico.

    Principais riscos cardíacos durante o tratamento

    O cardiologista conta alguns problemas que podem surgir durante o tratamento contra um câncer:

    • Insuficiência cardíaca: geralmente pelo uso de remédios como antraciclinas e trastuzumabe;
    • Arritmias: pelo uso de remédios como platinas e taxanos;
    • Pressão alta: pelo uso de inibidores da tirosina kinase e inibidores fator de crescimento angiogênico;
    • Isquemia miocárdica: por conta do remédio 5 fluoruracila;
    • Miocardite: principalmente por conta da imunoterapia.

    Exames importantes antes, durante e depois do tratamento do câncer

    Para acompanhar a saúde do coração, o médico que acompanha a pessoa em tratamento de câncer poderá solicitar:

    • Ecocardiograma com strain
    • Eletrocardiograma
    • Biomarcadores cardíacos
    • Testes de função cardíaca

    O papel do cardio-oncologista

    Por conta de remédios para tratamento de câncer causarem danos ao coração, hoje, inclusive, existem médicos especializados em cardio-oncologia, aptos a lidar e tratar questões cardíacas em decorrência do câncer.

    Esse profissional trabalha junto com o oncologista para garantir a segurança do tratamento. “O cardio-oncologista avalia o risco cardiovascular, monitora a função cardíaca e intervém precocemente caso surjam efeitos colaterais. O objetivo é manter o tratamento oncológico com segurança cardíaca”, destaca Giovanni Henrique Pinto.

    É possível prevenir danos ao coração?

    Sim. O médico explica que ajustar doses, monitorar precocemente e usar remédios que possam proteger o coração, como betabloqueadores, IECA ou estatinas, pode reduzir o risco.

    O que o paciente pode fazer no dia a dia

    • Evitar o sedentarismo, mas sempre com orientação médica;
    • Controlar a pressão e o colesterol;
    • Ter uma alimentação equilibrada;
    • Avisar o médico sobre qualquer sintoma novo no coração;
    • Continuar o acompanhamento mesmo após o fim do tratamento.

    Confira: Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Perguntas frequentes sobre cuidar do coração no tratamento do câncer

    1. Todo tratamento contra o câncer afeta o coração?

    Não. Apenas alguns remédios e terapias têm mais risco de afetar o coração, mas todos devem ser monitorados.

    2. Posso continuar fazendo exercícios durante o tratamento?

    Sim, desde que com liberação médica e acompanhamento adequado.

    3. A radioterapia sempre causa problemas no coração?

    Não, mas quando feita na região do tórax, pode afetar estruturas cardíacas.

    4. É preciso continuar acompanhando o coração depois do tratamento do câncer?

    Sim. É preciso fazer acompanhamento até o médico cardiologista liberar.

    5. Remédios cardioprotetores têm efeitos colaterais?

    Podem ter, mas os benefícios muitas vezes superam os riscos, especialmente com acompanhamento médico.

    6. Cuidar do coração durante o tratamento atrapalha o combate ao câncer?

    Pelo contrário, o objetivo de cuidar do coração durante o tratamento do câncer é fazer com que ele seja feito com segurança.

    Veja mais: 8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

  • Vai viajar para um lugar alto? Saiba como evitar o mal de altitude

    Vai viajar para um lugar alto? Saiba como evitar o mal de altitude

    Viajar para cidades ou montanhas localizadas a mais de 2.500 metros de altitude pode proporcionar paisagens impressionantes, mas também representa um desafio para o organismo. Nesses locais, muitas pessoas desenvolvem o chamado mal de altitude, também conhecido como doença aguda da montanha ou, em alguns países andinos, soroche.

    Embora a maioria dos casos seja leve e melhore espontaneamente, algumas pessoas podem evoluir para complicações graves e potencialmente fatais caso os sintomas não sejam reconhecidos e tratados rapidamente.

    A boa notícia é que, com planejamento e alguns cuidados, a maior parte dos episódios pode ser evitada.

    O que é o mal de altitude?

    O mal de altitude é um conjunto de sintomas que surge quando uma pessoa sobe rapidamente para regiões de elevada altitude, sem dar tempo para que o organismo se adapte à menor disponibilidade de oxigênio.

    Os sintomas costumam aparecer entre 6 e 24 horas após a chegada ao local elevado, embora, em algumas pessoas, possam surgir ainda mais cedo.

    O que muda com o aumento da altitude?

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a quantidade de oxigênio no ar continua sendo praticamente a mesma, cerca de 21%. O que muda é a pressão atmosférica.

    Quanto maior a altitude:

    • Menor é a pressão do ar;
    • Menor é a pressão parcial de oxigênio;
    • Menos oxigênio entra na corrente sanguínea a cada respiração.

    Como consequência, o organismo passa a receber menos oxigênio do que está acostumado.

    Como o corpo tenta compensar?

    Nas primeiras horas após a chegada à altitude, o organismo ativa diversos mecanismos para aumentar o fornecimento de oxigênio aos tecidos.

    Entre eles estão:

    • Aumento da frequência respiratória;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Maior produção de urina para corrigir alterações do equilíbrio ácido-base;
    • Após alguns dias ou semanas, aumento da produção de glóbulos vermelhos.

    Essas adaptações fazem parte de um processo conhecido como aclimatação, fundamental para que o corpo consiga funcionar melhor em grandes altitudes.

    Em que altitude o risco aumenta?

    O risco aumenta conforme a altitude. De maneira geral:

    • Até 1.500 metros: o mal de altitude é incomum;
    • Entre 1.500 e 2.500 metros: pessoas mais sensíveis podem apresentar sintomas leves;
    • Acima de 2.500 metros: o risco aumenta significativamente;
    • Acima de 3.500 metros: o mal de altitude torna-se muito mais frequente, principalmente quando a subida é rápida.

    Locais como Cusco, no Peru, La Paz, na Bolívia, o Campo Base do Everest, no Nepal, e algumas estações de esqui podem expor turistas a esse risco.

    Quais são os sintomas?

    Os sintomas mais comuns incluem:

    • Dor de cabeça;
    • Cansaço intenso;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Náuseas;
    • Perda do apetite;
    • Tontura;
    • Dificuldade para dormir.

    A dor de cabeça é considerada um dos sintomas mais característicos e costuma surgir nas primeiras horas após a chegada à altitude.

    Quem tem maior risco?

    Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver o problema:

    • Subir rapidamente para grandes altitudes;
    • Dormir logo na primeira noite acima de 2.500 metros;
    • Ter apresentado mal de altitude em viagens anteriores;
    • Realizar esforço físico intenso logo após chegar;
    • Permanecer desidratado.

    Curiosamente, idade, condicionamento físico e prática regular de exercícios não protegem contra o mal de altitude. Ou seja, mesmo pessoas jovens e atletas podem desenvolver o problema.

    Quais são as complicações mais graves?

    Embora sejam raras, duas complicações exigem atendimento médico imediato.

    Edema cerebral de alta altitude (HACE)

    É a forma mais grave do comprometimento neurológico provocado pela altitude.

    Os sintomas são:

    • Dor de cabeça intensa;
    • Confusão mental;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Sonolência excessiva;
    • Alteração do nível de consciência.

    Sem tratamento, pode evoluir rapidamente para coma.

    Edema pulmonar de alta altitude (HAPE)

    Ocorre quando há acúmulo de líquido nos pulmões.

    Os sintomas são:

    • Falta de ar intensa, mesmo em repouso;
    • Tosse persistente;
    • Tosse com espuma rosada nos casos mais avançados;
    • Cansaço extremo;
    • Lábios arroxeados.

    Trata-se de uma emergência médica.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. Para isso, o médico leva em consideração:

    • A altitude atingida;
    • A velocidade da subida;
    • O tempo de aparecimento dos sintomas;
    • A presença de dor de cabeça associada a outros sintomas típicos.

    Na maioria dos casos, exames laboratoriais não são necessários. Quando há suspeita de complicações, podem ser solicitados exames de imagem e avaliação da oxigenação do sangue.

    Como prevenir o mal de altitude?

    A prevenção é muito mais eficaz do que tratar os sintomas depois que eles aparecem.

    1. Suba gradualmente

    Essa é a medida mais importante. Sempre que possível:

    • Evite dormir em altitudes muito elevadas logo no primeiro dia;
    • Faça a subida de forma progressiva;
    • Inclua dias de descanso durante viagens para altitudes muito elevadas.

    2. Evite esforço físico nas primeiras 24 a 48 horas

    O organismo precisa de tempo para iniciar o processo de aclimatação.

    Por isso, atividades intensas logo após a chegada aumentam o risco de desenvolver sintomas.

    3. Mantenha boa hidratação

    O ar em regiões de grande altitude costuma ser frio e seco, favorecendo uma maior perda de líquidos pela respiração.

    Manter uma hidratação adequada ajuda no processo de adaptação do organismo, embora beber água em excesso não previna o mal de altitude.

    4. Evite álcool e sedativos

    Essas substâncias podem:

    • Piorar a respiração durante o sono;
    • Favorecer a desidratação;
    • Dificultar a identificação precoce dos sintomas.

    5. Alguns medicamentos podem ser indicados

    Em pessoas com maior risco ou que precisarão subir rapidamente, o médico pode prescrever medicamentos preventivos.

    O mais utilizado é a acetazolamida, que acelera o processo de aclimatação. Em situações específicas, outros medicamentos, como a dexametasona, também podem ser indicados.

    Esses medicamentos devem ser utilizados apenas com orientação médica.

    O que fazer se os sintomas aparecerem?

    Se os sintomas forem leves, a recomendação é interromper a subida e permitir que o organismo tenha tempo para se adaptar.

    Nesses casos, o ideal é:

    • Suspender a subida;
    • Fazer repouso;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar esforço físico;
    • Utilizar analgésicos simples, quando indicados pelo médico.

    Na maioria das vezes, os sintomas melhoram em um ou dois dias.

    Quando é necessário descer imediatamente?

    A descida para uma altitude menor é a medida mais importante quando surgem sinais de gravidade. Ela deve ser realizada imediatamente se houver:

    • Falta de ar em repouso;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Tosse com secreção rosada;
    • Piora progressiva dos sintomas.

    Sempre que possível, também deve ser administrado oxigênio suplementar.

    Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares podem viajar para locais altos?

    Na maioria dos casos, sim. No entanto, é fundamental realizar uma avaliação médica antes da viagem.

    Pessoas com as seguintes condições podem precisar de um planejamento específico e, em alguns casos, de suplementação de oxigênio durante a viagem:

    • DPOC;
    • Asma grave;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Hipertensão pulmonar;
    • Doenças respiratórias crônicas.

    A orientação médica individualizada ajuda a reduzir riscos e permite que a viagem seja planejada com mais segurança.

    Veja também: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes sobre mal de altitude

    1. O que é o mal de altitude?

    É um conjunto de sintomas causado pela exposição rápida a locais de grande altitude, onde há menor disponibilidade de oxigênio para o organismo.

    2. A partir de que altitude ele pode acontecer?

    O risco aumenta principalmente acima de 2.500 metros e torna-se mais frequente acima de 3.500 metros.

    3. Pessoas bem condicionadas têm menor risco?

    Não. O bom condicionamento físico não protege contra o mal de altitude. Até mesmo atletas podem desenvolver a condição.

    4. Quais são os primeiros sintomas?

    Dor de cabeça, cansaço, náuseas, tontura, falta de ar aos esforços e dificuldade para dormir estão entre os sintomas mais comuns.

    5. Como posso prevenir?

    A melhor forma de prevenção é subir gradualmente, evitar esforço físico nos primeiros dias, manter boa hidratação e, quando indicado pelo médico, utilizar medicamentos preventivos.

    6. Quando a situação é uma emergência?

    Quando surgem sintomas como falta de ar em repouso, confusão mental, dificuldade para caminhar, sonolência excessiva ou tosse com secreção rosada. Nessas situações, a descida imediata e o atendimento médico são fundamentais.

    7. Existe tratamento?

    Sim. O tratamento depende da gravidade do quadro, mas pode incluir interromper a subida, fazer repouso, utilizar oxigênio quando disponível, recorrer a medicamentos em situações específicas e, nos casos moderados ou graves, descer para uma altitude menor. Essa continua sendo a medida mais importante para evitar complicações.

    Veja mais: Tontura: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

  • Excesso de sal: por que é perigoso para o coração e os rins

    Excesso de sal: por que é perigoso para o coração e os rins

    O sal é um ingrediente presente em quase todas as refeições. No entanto, quando em excesso, ele pode ser muito prejudicial à saúde. Consumir muito sal está ligado um risco maior de pressão alta, sobrecarga dos rins e aumento do risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

    Venha entender a fundo por que o excesso de sal pode fazer tão mal a sua saúde e aprenda a deixar a comida saborosa mesmo usando o sal em menor quantidade.

    O que é considerado excesso de sal no Brasil?

    O sal, quimicamente conhecido como cloreto de sódio (NaCl), é muito importante para funções corporais, como o equilíbrio de fluidos e a transmissão de impulsos nervosos.

    “Porém, quando ingerido em quantidade excessiva, pode trazer riscos à saúde”, alerta Giovanni Henrique Pinto, médico especialista em cardiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    É considerado excesso de sal quando se consome mais do que 5g por dia (cerca de 2g de sódio), ou o equivalente a mais do que uma colher de chá rasa.

    O problema é que, no Brasil, o consumo médio chega a quase o dobro disso, muito por conta dos alimentos industrializados, como pães, molhos e embutidos, que escondem quantidades altas de sódio.

    Como o excesso de sal prejudica coração e rins?

    Quando consumimos muito sal, nosso corpo retém mais água para diluí-lo e manter uma concentração adequada no sangue. Isso aumenta o volume de sangue nos vasos e obriga o coração a trabalhar mais, aumentando a pressão nas paredes das artérias, a chamada pressão arterial, e isso pode provocar pressão alta.

    “Nem todo mundo é igualmente sensível ao sódio. Há uma condição chamada ‘sensibilidade ao sal’, que varia geneticamente e é mais comum em algumas populações, como idosos ou pessoas com histórico familiar de hipertensão”, explica o médico.

    Os rins também sofrem com esse excesso de sal. Como são eles que filtram o sódio do sangue, esse esforço constante para eliminar o excesso pode causar danos e prejudicar a saúde dos rins ao longo do tempo.

    4 principais riscos do consumo excessivo de sal

    De acordo com o dr. Giovanni, os principais problemas associados ao excesso de sal incluem:

    • Pressão alta: o sal (sódio) em excesso aumenta a pressão sanguínea.
    • Problemas nos rins: os rins têm dificuldade para eliminar tanto sódio, o que pode levar a danos crônicos.
    • Inchaço: o corpo retém água para equilibrar o sódio, causando inchaço.
    • Risco cardiovascular: maior probabilidade de infarto e AVC.

    6 alimentos ricos em sal que você não imagina

    Boa parte do sal que consumimos não vem do saleiro. Ele está escondido em alimentos industrializados e ultraprocessados, como:

    • Embutidos, como presunto, salame e salsicha;
    • Queijos amarelos;
    • Pães, bolachas e biscoitos;
    • Temperos prontos e molhos industrializados;
    • Salgadinhos;
    • Fast-food.

    “Nesses alimentos temos muito ingredientes ocultos, como aditivos e conservantes, que podem conter altos níveis de sódio”, destaca o médico.

    Como reduzir o sal sem perder o sabor: 4 dicas práticas

    Reduzir o sal não significa comer comida sem graça. Há várias maneiras de temperar de forma saborosa e ter uma alimentação saudável com baixo consumo de sódio:

    • Use ervas frescas ou secas como alecrim, orégano, salsinha, manjericão;
    • Adicione alho e cebola para dar mais sabor;
    • Substitua o sal por limão ou vinagre em saladas e carnes;
    • Experimente pimentas frescas ou em pó, que dão gosto e estimulam o apetite.

    “É importante estar consciente dos alimentos que você consome, ler os rótulos nutricionais, cozinhar mais em casa e usar alternativas saudáveis para temperar os alimentos. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença na sua saúde a longo prazo”, diz o médico.

    Por que é tão difícil comer menos sal?

    Além do costume, o dia a dia corrido favorece o consumo de comidas prontas e industrializadas. Segundo o médico, o maior desafio é mudar o paladar e os hábitos. “As pessoas se acostumam ao sabor salgado dos alimentos e podem achar difícil adaptar-se a uma dieta com menos sal”, conta.

    Outro problema é a dificuldade de encontrar opções saudáveis e com bom preço, principalmente em grandes cidades, onde comer fora de casa se tornou rotina. Restaurantes por quilo, lanchonetes e fast-foods costumam exagerar no sal para realçar o sabor dos alimentos.

    A falta de informação também é outra questão. O cardiologista adverte que nem todos sabem como ler rótulos nutricionais ou identificar alimentos com muito sódio, assim como nem todo rótulo deixa claro o que realmente contém no produto.

    Políticas públicas e educação para reduzir o sal

    Campanhas de conscientização, leis de rotulagem e iniciativas do governo têm ajudado os consumidores a fazer escolhas melhores em relação ao sal. No Brasil, os rótulos de alimentos precisam destacar o alto teor de sódio, o que já é um grande avanço.

    “Em nosso país, a normatização da rotulagem nutricional clara e obrigatória ajuda os consumidores a identificarem alimentos com alto teor de sódio e a fazerem escolhas mais saudáveis”, comenta o especialista.

    Por fim, Giovanni acredita que se deve incentivar a indústria alimentícia a reformular os produtos para reduzir a quantidade de sal, açúcar e gordura, o que tornaria os alimentos industrializados mais saudáveis.

    Confira: Dieta mediterrânea para pressão alta: entenda como funciona

    Perguntas frequentes sobre excesso de sal

    1. Quanto sal posso consumir por dia?

    A Organização Mundial da Saúde recomenda:

    • Adultos: máximo 5g de sal por dia (1 colher de chá)
    • Crianças: até 2g de sal por dia
    • Realidade brasileira: consumo médio de 9g/dia (80% acima do recomendado)

    2. Todo tipo de sal faz mal?

    O problema está no excesso, não no tipo. Sal rosa, marinho ou light têm sódio e devem ser usados com moderação.

    3. Como saber se um alimento tem muito sal?

    Leia os rótulos. Se tiver mais de 400 mg de sódio por porção, já é considerado alto.

    4. O que fazer para mudar o paladar?

    Reduza o sal aos poucos e use mais temperos naturais. Com o tempo, seu paladar se adapta.

    5. Comer menos sal melhora a pressão?

    Sim. Reduzir o sódio pode ajudar a controlar a pressão e diminuir o risco de problemas no coração e nos rins.

    Veja mais: Por que a pressão aumenta só na consulta médica? Entenda mais sobre síndrome do jaleco branco

  • Tem alergia alimentar? Veja como diagnosticar e tratar

    Tem alergia alimentar? Veja como diagnosticar e tratar

    Se você já teve algum sintoma depois de comer algum alimento e já considerou riscá-lo do cardápio para sempre sem antes ouvir o que um médico tem a dizer, saiba que essa não é a melhor saída. A melhor coisa a se fazer é procurar um médico para fazer o diagnóstico de alergia alimentar e, se for realmente o caso, seguir um tratamento para evitar os sintomas.

    “Nem toda dor de barriga ou coceira tem relação com alergia alimentar”, explica a médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti. Por isso, não é prudente sair eliminando leite, ovo ou trigo ou outros alimentos por conta própria.

    Lista de sintomas de alergia alimentar

    É bom saber qual são os principais sintomas de alergia alimentar, e quais deles são leves, moderados ou graves.

    Sintomas leves de alergia alimentar

    • Coceira na pele ou na boca
    • Manchas vermelhas e coceira em alguma parte do corpo
    • Mal-estar leve na barriga

    Sintomas moderados de alergia alimentar

    • Vômito
    • Diarreia
    • Manchas vermelhas e coceira em todo o corpo

    Sintomas graves de alergia alimentar

    • Dificuldade para respirar
    • Inchaço no rosto ou garganta
    • Queda de pressão
    • Desmaio

    Quando procurar ajuda médica

    Se ao comer algum alimento você nota sintomas como os já descritos, é importante procurar um médico alergista. O diagnóstico da alergia alimentar depende de uma boa conversa com o especialista, da análise dos sintomas, do uso de diário alimentar e, se necessário, de exames específicos.

    Exames para diagnóstico de alergia alimentar

    Os exames mais comuns para diagnosticar alergia alimentar são o teste cutâneo, conhecido por prick test, a dosagem do anticorpo IgE específica no sangue e, em situações mais controladas, o chamado teste de provocação oral, feito em ambiente médico, com todo o cuidado que o caso pede.

    Tratamento: exclusão ou reintrodução segurança

    Quando o diagnóstico de alergia alimentar é confirmado e se trata de uma alergia IgE-mediada, tipo que costuma causar reações mais rápidas e intensas, o tratamento para a alergia alimentar é direto: excluir completamente o alimento e qualquer traço dele. Isso significa atenção até aos mínimos detalhes, como panelas sujas, colheres com restos de alimento e até migalhas.

    “Alguns pacientes precisam evitar contaminação cruzada de alimentos e ter sempre à disposição adrenalina autoinjetável”, orienta Brianna.

    A adrenalina autoinjetável é um tipo de medicamento usado em emergências para tratamento de alergia alimentar. Ela é prescrita por um médico e vem em um dispositivo que lembra uma caneta. Basta um clique para aplicar a dose certa de adrenalina, geralmente na coxa.

    É um recurso simples, mas que pode fazer toda a diferença em casos de reações graves, como a anafilaxia, quando a pessoa apresenta inchaço, falta de ar, queda de pressão e risco real à vida.

    Pessoas com risco de reações alérgicas graves devem ter esse tipo de medicação sempre por perto. Saber quando e como usá-la é parte essencial do plano de segurança, e o médico é o especialista que orienta como e quando fazer a aplicação.

    Mas nem todo caso exige medidas tão rígidas. Em quadros mais leves ou em alergias não IgE-mediadas, que são aquelas que demoram mais para causar sintomas e geralmente afetam o sistema digestivo, pode ser possível fazer um tratamento de alergia alimentar e voltar a comer o alimento aos poucos, com acompanhamento de um médico.

    Existem também estudos que investigam formas de dessensibilização: o organismo vai sendo exposto a quantidades muito pequenas do alimento, por via oral ou por adesivos na pele, com a intenção de reduzir a resposta alérgica. Essas técnicas ainda estão em fase de pesquisa, mas os resultados são bem animadores.

    Alergia alimentar tem cura?

    A cura depende do tipo de alergia. Algumas, como as causadas por leite de vaca, ovo, trigo e soja, costumam desaparecer com o tempo, especialmente nas crianças. Já outras, como a alergia a castanhas, amendoim e frutos do mar, tendem a acompanhar a pessoa pela vida toda.

    “O acompanhamento regular permite identificar o momento certo para reintroduzir o alimento ou iniciar o tratamento”, afirma Brianna. Por isso, manter o seguimento com o alergista é tão importante, mesmo que os sintomas pareçam estar controlados.

    Impactos emocionais e apoio psicológico

    Viver com alergia alimentar não se resume cuidar do prato. O medo de uma reação, a insegurança em festas ou a sensação de ser “diferente” podem gerar ansiedade, principalmente em crianças. O impacto emocional da alergia pode afetar a qualidade de vida da criança, do adulto e da família envolvida.

    O apoio psicológico ajuda os alérgicos a lidarem com esses sentimentos. E a informação é uma grande amiga. “Empoderar a criança com informação, envolver a escola e ter um plano de segurança claro faz toda a diferença”, recomenda a especialista.

    Como ter mais segurança no dia a dia

    Coisas simples são capazes de fazer muita diferença na rotina de quem vive com alergia alimentar. Pulseiras de identificação, cartões que explicam qual é a alergia e os alimentos proibidos são formas práticas para o dia a dia. Ne caso de crianças, lancheiras seguras também trazem tranquilidade. Conversar com a escola, com os cuidadores e com familiares sobre os cuidados necessários é bem importante.

    “A educação é a chave para promover autonomia, tranquilidade e segurança ao paciente alérgico”, conclui Brianna.

    Os casos de anafilaxia alimentar estão entre os principais motivos de atendimento de emergência em crianças. Por isso, quanto mais conscientização, prevenção e preparo, maiores as chances de evitar sustos. Com atenção, apoio e cuidado, é possível ter uma vida ativa, social e, claro, saborosa, mesmo com alergia alimentar.

    Veja mais: Janela imunológica: o que é e como prevenir alergia alimentar em bebês

    Perguntas Frequentes sobre Alergia Alimentar

    1. Quais são os sintomas de alergia alimentar?

    Os sintomas variam de leves (coceira, manchas vermelhas na pele) a graves (falta de ar, inchaço, anafilaxia). Eles geralmente surgem pouco tempo depois de comer o alimento.

    2. Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

    Os sintomas podem surgir em poucos minutos ou até algumas horas, dependendo do tipo de alergia.

    3. Qual a diferença entre alergia e intolerância alimentar?

    A alergia envolve o sistema imunológico e pode causar reações muito graves. Já a intolerância está ligada à digestão e costuma provocar sintomas mais leves e gastrointestinais.

    4. Como usar a adrenalina autoinjetável?

    Deve ser aplicada na coxa, conforme orientação médica, ao primeiro sinal de uma reação alérgica grave. A pessoa deve ser levada imediatamente ao hospital, mesmo após a aplicação.

    5. A alergia alimentar pode aparecer na idade adulta?

    Sim. Embora muitas alergias comecem na infância, é possível desenvolver alergia alimentar na vida adulta.

    Se você desconfia de uma alergia alimentar, agende uma consulta com um alergista especializado e compartilhe este guia com quem precisa saber mais sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento.

    Leia mais: Alergia alimentar: dicas para comer fora com segurança