Categoria: Bem-estar

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  • Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Você tem o hábito de fazer a limpeza nasal? A prática contribui para manter as vias respiratórias livres de impurezas, excesso de muco e agentes alergênicos, como poeira e pólen. Se feita da forma correta, a limpeza ajuda a prevenir crises de rinite, sinusite e até resfriados, trazendo a sensação imediata de alívio e facilitando a respiração.

    A cavidade nasal funciona como a primeira barreira de defesa do organismo, filtrando partículas do ar e ajudando a umidificar o ar que chega aos pulmões. No entanto, quando há acúmulo de secreções ou exposição frequente a poluentes, a função pode ficar comprometida, favorecendo o surgimento de sintomas como congestão, coriza e irritação.

    Para que serve a limpeza nasal?

    A limpeza nasal serve para higienizar as vias respiratórias e manter o bom funcionamento da mucosa do nariz, que é a primeira barreira de defesa do organismo. Na prática, a lavagem ajuda a remover o excesso de muco, partículas de poeira, poluição, vírus e outros agentes irritantes que ficam acumulados ao longo do dia.

    Além disso, a limpeza nasal também contribui para:

    • Reduzir a congestão nasal;
    • Aliviar sintomas de rinite e sinusite;
    • Prevenir infecções respiratórias;
    • Hidratar a mucosa nasal;
    • Melhorar a qualidade do sono, principalmente em quem tem o nariz entupido.

    Por ser uma medida segura, a limpeza pode ser feita regularmente, especialmente em períodos de clima seco, crises alérgicas ou quadros de resfriado.

    Como fazer a limpeza nasal corretamente?

    A limpeza nasal deve ser feita com soro fisiológico 0,9%, que pode estar em temperatura ambiente ou levemente morno (nunca quente, para não irritar a mucosa). Para aplicar, você pode utilizar uma seringa sem agulha, um frasco próprio para lavagem nasal ou dispositivos específicos, como squeeze e neti pot, que ajudam a controlar melhor o fluxo do líquido.

    Veja o passo a passo:

    • Incline levemente a cabeça para o lado, posicionando-se sobre uma pia, para evitar que o líquido escorra pelo rosto;
    • Mantenha a boca aberta durante todo o processo, respirando por ela para não causar pressão nos ouvidos;
    • Introduza delicadamente o bico do aplicador na narina que está mais alta, vedando levemente a entrada;
    • Aplique o soro de forma contínua e suave, sem forçar, permitindo que o líquido percorra a cavidade nasal;
    • Deixe o soro sair naturalmente pela outra narina ou pela boca, carregando as secreções e impurezas;
    • Repita o processo do outro lado, inclinando a cabeça para o lado oposto.

    Após a lavagem, assoe o nariz com delicadeza, sem fazer muita força, para remover o excesso de secreção e de soro.

    Como fazer a limpeza nasal em bebês e crianças

    Em crianças e bebês, a aplicação deve ser feita com ainda mais cuidado, respeitando o volume e a pressão adequados. Quando há acúmulo de secreção, é comum surgirem sintomas como nariz entupido, dificuldade para mamar, irritação e até alterações no sono.

    Veja o passo a passo:

    • Coloque o bebê ou a criança deitada ou levemente inclinada, com a cabeça virada para o lado;
    • Aplique o soro fisiológico 0,9% na narina que está mais alta;
    • Utilize uma seringa sem agulha ou um frasco próprio, sempre com jato suave;
    • Deixe o líquido sair pela outra narina ou pela boca;
    • Repita o processo do outro lado.

    Em bebês, pequenas quantidades de soro já são suficientes, enquanto em crianças maiores é possível usar um pouco mais. Também é importante evitar a aplicação com muita pressão, para não causar desconforto, e manter os dispositivos sempre limpos.

    A limpeza nasal pode ser feita diariamente, principalmente antes de dormir e antes das mamadas, ajudando o bebê a respirar melhor e se alimentar com mais conforto. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, vale buscar orientação com um pediatra.

    Qual a frequência ideal da lavagem?

    A frequência ideal da lavagem nasal pode variar de acordo com a necessidade de cada pessoa e com o momento.

    Para a higiene diária e prevenção de alergias, o recomendado é realizar o procedimento uma ou duas vezes ao dia, preferencialmente ao acordar e antes de dormir. Já em casos de gripes, sinusites ou congestão forte, a limpeza pode ser feita de 3 a 4 vezes por dia para ajudar na remoção do excesso de secreção.

    O importante é manter a constância, especialmente em dias de clima seco ou alta poluição, utilizando sempre soro fisiológico para garantir a hidratação e a proteção das vias respiratórias sem causar irritação.

    O que você deve evitar durante a limpeza

    Para garantir que a lavagem seja segura e não cause irritações ou infecções, é importante evitar:

    • Usar água da torneira: utilize apenas soro fisiológico ou água fervida/filtrada para evitar contaminações por bactérias ou protozoários;
    • Aplicar pressão excessiva: pressionar a seringa com muita força pode empurrar a secreção para os canais do ouvido, causando dor ou otite;
    • Soro em temperatura extrema: o líquido não deve estar gelado nem muito quente, o ideal é a temperatura ambiente ou levemente morna;
    • Prender a respiração: mantenha a boca aberta e respire por ela durante a aplicação para evitar que o soro desça pela garganta;
    • Posição incorreta da cabeça: evite inclinar a cabeça para trás, o o tronco e o rosto devem estar inclinados para frente e para o lado;
    • Higiene precária do material: não compartilhe seringas ou dispositivos e lave-os bem após cada utilização.

    Quando ir ao médico?

    A limpeza nasal ajuda a aliviar os sintomas nasais na maioria dos casos, mas ela não substitui o tratamento médico quando há uma infecção ou complicação. Você deve procurar um especialista se apresentar:

    • Congestão nasal que dura mais de 10 dias ou piora com o tempo;
    • Secreção espessa, amarelada ou esverdeada, especialmente com mau cheiro;
    • Dor facial, sensação de pressão no rosto ou dor de cabeça intensa;
    • Febre, principalmente quando associada a sintomas nasais;
    • Sangramentos frequentes pelo nariz;
    • Dificuldade importante para respirar, mesmo após a lavagem;
    • Dor de ouvido, sensação de ouvido tampado ou redução da audição;
    • Sintomas recorrentes, que vão e voltam com frequência.

    Nesses casos, a avaliação de um médico, como um otorrinolaringologista ou pediatra, no caso de crianças, é importante para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Perguntas frequentes

    1. Posso usar água da torneira para lavar o nariz?

    Não. A água da torneira pode conter microrganismos e cloro que irritam a mucosa. Use sempre soro fisiológico 0,9% ou água fervida/filtrada com sal.

    2. A limpeza nasal pode causar dor de ouvido?

    Apenas se for feita com pressão excessiva ou se a cabeça estiver na posição errada, o que pode empurrar o líquido para os canais auditivos.

    3. E se o soro sair pela boca?

    Não há problema. Isso acontece quando a inclinação da cabeça não está ideal, mas o soro é inofensivo se for deglutido em pequenas quantidades.

    4. Grávidas podem fazer limpeza nasal?

    Sim. É uma técnica mecânica e sem medicamentos, sendo muito recomendada para aliviar a rinite gestacional.

    5. Qual a quantidade de soro para um adulto?

    Normalmente entre 10 ml e 20 ml em cada narina são suficientes para uma limpeza eficaz.

    6. Posso usar a mesma seringa por quanto tempo?

    O ideal é trocar a cada 15 ou 30 dias, lavando-a bem com água e sabão e secando após cada uso.

    7. Limpeza nasal vicia?

    Não. Ao contrário dos descongestionantes em spray (remédios), o soro fisiológico é apenas uma solução salina que não causa dependência.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    O choque térmico é uma reação do corpo que acontece quando somos expostos a uma mudança brusca e rápida de temperatura, como sair de um ambiente com ar-condicionado muito frio para o calor intenso da rua, ou tomar um banho muito gelado logo após uma atividade física intensa.

    O corpo humano tem a capacidade natural de regular a temperatura interna, só que mudanças bruscas e extremas podem causar algumas reações inesperadas no organismo.

    Na maioria das vezes, o choque térmico causa apenas um desconforto passageiro, como tontura ou espirros, mas em casos específicos, ele pode estar associado a complicações mais sérias, como a paralisia facial periférica ou sobrecarga cardíaca.

    O que é o choque térmico e por que acontece?

    O choque térmico é uma reação do organismo a uma mudança brusca de temperatura, seja do calor para o frio ou vice-versa, quando o corpo não tem tempo suficiente para se adaptar ao novo ambiente.

    Para entender melhor, o corpo humano trabalha para manter a temperatura interna constante, normalmente entre 36°C e 37°C, o que é conhecido como termorregulação. Quando acontece uma mudança súbita no ambiente, o sistema nervoso envia sinais imediatos para os vasos sanguíneos e órgãos para tentar compensar a troca de calor:

    • Vasoconstrição (frio súbito): se você está em um ambiente quente e entra em contato com o frio extremo, os vasos sanguíneos se contraem rapidamente para evitar a perda de calor. Isso causa um aumento súbito na pressão arterial e sobrecarrega o coração;
    • Vasodilatação (calor súbito): se o corpo está frio e recebe uma onda de calor intensa, os vasos se dilatam para dissipar o calor, o que pode causar uma queda brusca na pressão e sensação de desmaio.

    O choque térmico também afeta o sistema nervoso autônomo, de modo que pode ocorrer uma resposta desregulada do organismo. Se o choque for muito intenso, pode haver um espasmo nos nervos ou uma desorientação nos reflexos musculares, o que explica por que algumas pessoas sentem travamentos ou dores agudas ao passar por essa transição.

    Afinal, o choque térmico é perigoso?

    Na maioria das vezes, não, mas o choque térmico pode ser perigoso para grupos específicos ou em situações extremas. A resposta rápida do organismo pode provocar alterações importantes na pressão arterial, na frequência cardíaca e na respiração.

    Em pessoas saudáveis, o corpo costuma conseguir se adaptar, mesmo que com algum desconforto. Já em pessoas mais vulneráveis, a reação pode ser mais intensa. Por isso, vale ter atenção aos seguintes grupos:

    • Idosos, que têm uma capacidade menor de adaptação térmica;
    • Crianças, cujo sistema de regulação ainda está em desenvolvimento;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares, como hipertensão, arritmias ou histórico de infarto;
    • Pessoas com pressão baixa ou tendência a desmaios.

    Em situações mais extremas, como mergulhar de forma abrupta em água muito fria após exposição ao calor intenso, pode ocorrer uma resposta exagerada do corpo, com queda de pressão, desmaio ou até alterações no ritmo do coração.

    Principais riscos do choque térmico para a saúde

    A mudança brusca de temperatura requer um esforço repentino do organismo, o que pode desencadear os seguintes problemas:

    • Paralisia facial (paralisia de Bell): ocorre quando o nervo facial sofre uma inflamação ou espasmo devido ao contato súbito com o frio, resultando em perda temporária de movimentos em um dos lados do rosto. Em muitos casos, os sintomas da inflamação do nervo facial podem levar algumas horas para se manifestarem;
    • Sobrecarga cardíaca: a rápida contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) pode elevar a pressão arterial de forma imediata, aumentando o risco de arritmias, infarto ou AVC em pessoas predispostas;
    • Crises respiratórias: o ar frio pode reduzir a atividade dos cílios das vias aéreas e provocar broncoespasmos, desencadeando crises de asma, rinite e sinusite, além de favorecer a entrada de vírus;
    • Hidrocussão: ao mergulhar em água gelada com o corpo muito aquecido, o choque pode causar desmaio súbito ou até uma resposta cardiorrespiratória reflexa, elevando o risco de afogamento;
    • Desmaio e tontura: a oscilação rápida da pressão arterial pode reduzir temporariamente a oxigenação do cérebro, provocando visão turva, náuseas e desmaio;
    • Cãibras e espasmos musculares: o frio repentino pode levar à contração involuntária e dolorosa dos músculos, principalmente quando o corpo está relaxado após exposição ao calor.

    Vale destacar que o perigo do choque térmico está diretamente relacionado à intensidade da variação de temperatura e ao estado geral de saúde da pessoa. Pessoas saudáveis tendem a tolerar melhor as mudanças, principalmente quando a exposição não é extrema.

    Como prevenir o choque térmico no dia a dia?

    Na prática, para prevenir o choque térmico, basta evitar mudanças bruscas de temperatura e permitir que o corpo se adapte aos poucos. Veja algumas dicas:

    • Evite transições abruptas de temperatura: ao sair de um ambiente quente, procure um local intermediário antes de se expor ao frio intenso, como vento ou ar-condicionado;
    • Diminua a temperatura do banho gradualmente: antes de sair de um banho quente, reduza a temperatura da água aos poucos para ajudar o corpo a se adaptar;
    • Entre na água lentamente: em piscinas, rios ou no mar, molhe primeiro os pés, as mãos e a nuca antes de mergulhar completamente.;
    • Proteja-se após exposição ao calor: após ficar muito tempo no sol, evite entrar diretamente em ambientes muito frios ou na água gelada;
    • Use roupas adequadas para o clima: em dias frios, mantenha o corpo aquecido. Em dias quentes, prefira roupas leves que ajudem na regulação da temperatura;
    • Tenha atenção com o ar-condicionado: evite diferenças muito grandes entre a temperatura externa e a interna. O ideal é manter um ambiente confortável, sem extremos;
    • Redobre o cuidado com grupos de risco: crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias precisam de uma adaptação ainda mais gradual.

    Quando procurar ajuda médica?

    Na maioria das vezes, o mal-estar causado por uma mudança brusca de temperatura melhora em poucos minutos, à medida que o corpo se adapta. No entanto, se os seguintes sinais surgirem ou persistirem, é importante procurar atendimento médico em um pronto-socorro:

    • Alterações no rosto, como um lado “caído”, dificuldade para fechar um dos olhos, sorrir de forma simétrica ou fala arrastada;
    • Dor ou aperto no peito, com sensação de pressão ou queimação que pode irradiar para os braços ou mandíbula;
    • Dificuldade respiratória intensa, com falta de ar, chiado no peito ou tosse persistente;
    • Tontura persistente ou desmaio, mesmo após repouso;
    • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares, sem esforço físico;
    • Dormência, formigamento ou perda de força em um lado do corpo.

    Se você perceber que o seu corpo reage de forma muito intensa a pequenas variações de temperatura, também é recomendado agendar uma consulta com um clínico geral ou com um especialista, como um cardiologista ou um neurologista, para investigar possíveis alterações circulatórias ou respiratórias.

    Confira: Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Perguntas frequentes

    1. Beber água gelada com o corpo quente causa choque térmico?

    Não, o volume de água não é suficiente para alterar a temperatura do núcleo do corpo. No entanto, pode causar desconforto gástrico momentâneo ou sensibilidade nos dentes.

    2. Choque térmico pode causar infarto?

    Sim, em casos raros e em pessoas que já possuem doenças cardíacas ou hipertensão, devido à vasoconstrição súbita que eleva a pressão arterial.

    3. Lavar o rosto após usar o fogão faz mal?

    Sim, é recomendável esperar o rosto esfriar. O contato da pele muito quente com a água fria pode gerar espasmos musculares e vasculares desnecessários.

    4. Quais são os primeiros sintomas de choque térmico?

    Os sinais iniciais comuns incluem tontura, mal-estar, espirros, arrepios, dor de cabeça e, às vezes, uma leve falta de ar.

    5. Choque térmico causa gripe?

    Não, pois a gripe é causada por um vírus. O choque térmico apenas estressa o sistema imunológico e as mucosas, facilitando a infecção se o vírus já estiver presente.

    6. O que fazer se eu sentir que tive um choque térmico?

    Tente se estabilizar em uma temperatura neutra, beba água em temperatura ambiente e repouse. Se houver dor no peito ou alteração no rosto, procure um médico.

    7. Existe algum exame para diagnosticar choque térmico?

    Não há um exame específico para o “choque”, mas médicos podem pedir eletrocardiograma ou exames neurológicos se houver sintomas de infarto ou paralisia.

    8. Entrar no carro com ar-condicionado no máximo é perigoso?

    Pode ser perigoso, especialmente se o corpo estiver muito quente. Se você passou muito tempo no sol ou praticou exercícios e entra imediatamente em um carro gelado (com o ar voltado diretamente para o rosto e peito), o sistema circulatório precisa se adaptar em segundos.

    Veja também: Paralisia de Bell: por que um lado do rosto pode paralisar de repente

  • 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    Seja por uma virose, intoxicação alimentar ou sensibilidade a algum ingrediente, a diarreia é um quadro em que o intestino fica mais acelerado, eliminando fezes líquidas ou amolecidas com maior frequência, o que requer alguns cuidados especialmente com a alimentação.

    Além da hidratação constante, você pode incluir na rotina algumas frutas que ajudam a recuperar a consistência das fezes e reduzir o desconforto abdominal. Diferente das frutas ricas em fibras insolúveis, que estimulam o trânsito intestinal, as frutas constipantes possuem propriedades que ajudam a dar consistência às fezes e a reduzir a inflamação da mucosa.

    Para te ajudar a ajustar o cardápio e acelerar a recuperação, a Propor Health selecionou as melhores escolhas para o período. Confira!

    Quais frutas ajudam a prender o intestino?

    1. Banana verde

    Rica em amido resistente e pectina, a banana verde contribui para o aumento da consistência das fezes e também é uma fonte importante de potássio, mineral que tende a ser perdido em grandes quantidades durante os episódios de diarreia, ajudando na reposição de eletrólitos.

    2. Maçã sem casca

    Quando consumida sem a casca, a maçã é uma excelente fonte de fibras solúveis. A polpa da fruta também contém altos níveis de pectina, que absorve o excesso de água no intestino e forma um gel capaz de retardar o trânsito das fezes. Ao retirar a casca, você elimina a parte da fruta que poderia estimular o movimento do intestino, aumentando o efeito constipante da fruta.

    3. Goiaba

    A goiaba é conhecida pelas propriedades adstringentes, que ajudam a contrair os tecidos e diminuir as secreções intestinais. Num quadro de diarreia, o ideal é consumir apenas a polpa, sem as sementes, que podem causar irritação mecânica na mucosa intestinal e acelerar a evacuação.

    4. Caju

    Devido ao alto teor de taninos (substância adstringente) e fibras solúveis, o caju contribui para absorver o excesso de água, reduzir as evacuações e diminuir as secreções do intestino. Ele pode ser consumido como fruta ou em forma de suco natural.

    5. Pera cozida

    A pera já é uma fruta naturalmente de fácil digestão, e quando cozida e sem casca, perde parte de suas fibras insolúveis, contribuindo para acalmar o sistema digestivo. Por ser rica em água, ela também auxilia na hidratação e não sobrecarrega o sistema digestivo, que já está sensibilizado pela inflamação.

    6. Caqui

    Também rica em taninos, o caqui, especialmente o tipo caqui-rama-forte ou mais verde, contribui para diminuir o funcionamento do intestino, deixando as fezes mais firmes e controlando a diarreia. Ele pode ser consumido in natura ou em receitas, como saladas.

    Quando ir ao médico?

    A desidratação e as infecções sistêmicas são os maiores riscos de um quadro de diarreia prolongado. Por isso, procure atendimento médico se apresentar os seguintes sintomas:

    • Sede extrema, boca e olhos muito secos, urina muito escura ou ausência de urina por várias horas, tontura ao se levantar;
    • Presença de sangue, pus ou muco nas fezes;
    • Febre alta acima de 38,5°C, com ou sem calafrios;
    • Diarreia que dura mais de três dias sem melhora;
    • Vômitos persistentes, com dificuldade para manter líquidos ou alimentos;
    • Dor abdominal intensa, que não melhora após evacuar ou permanece contínua.

    Para crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado, vale ir ao médico antes, pois a perda de líquidos e minerais acontece de forma muito mais rápida e perigosa, podendo levar a complicações graves em poucas horas.

    Confira: Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado diarreia?

    A diarreia é caracterizada pelo aumento do número de evacuações (frequentemente três ou mais vezes ao dia) e pela diminuição da consistência das fezes, que se tornam líquidas ou amolecidas.

    2. Quais são as causas mais comuns?

    As causas variam desde infecções por vírus, bactérias e parasitas (intoxicação alimentar) até intolerâncias alimentares, uso de antibióticos, ansiedade ou doenças inflamatórias intestinais.

    3. Quais alimentos devo evitar comer?

    Evite alimentos gordurosos, frituras, doces concentrados, leite e derivados (devido à intolerância temporária à lactose), bebidas com cafeína e alimentos muito ricos em fibras insolúveis, como o feijão.

    4. Posso tomar remédio para parar a diarreia imediatamente?

    Não é recomendado tomar medicamentos que paralisam o intestino sem orientação médica, pois se a causa for uma infecção, o corpo precisa eliminar o agente causador através das fezes.

    5. A gelatina ajuda na diarreia?

    Sim, a gelatina ajuda na hidratação e é de fácil absorção, mas prefira as versões com pouco açúcar ou preparadas em casa para evitar irritação intestinal por corantes em excesso.

    6. Quanto tempo dura uma diarreia comum?

    Uma diarreia aguda causada por virose ou intoxicação alimentar leve dura entre dois a três dias, melhorando gradualmente com o repouso e a dieta correta.

    7. O que é a síndrome do intestino irritável?

    É uma condição crônica que pode causar períodos alternados de diarreia e constipação. Se a sua diarreia é frequente e relacionada ao estresse ou a alimentos específicos, vale investigar a possibilidade com um gastroenterologista.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

  • TPM ou TDPM? Entenda as principais diferenças nos sintomas

    TPM ou TDPM? Entenda as principais diferenças nos sintomas

    Você já deve conhecer aquela sensação de inchaço, irritabilidade ou uma leve melancolia que surge alguns dias antes da menstruação. Para a maioria das mulheres, os sintomas são causados pela TPM (tensão pré-menstrual), que acontece por causa das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual.

    No entanto, quando as alterações de humor se tornam muito intensas, a ponto de comprometer o dia a dia, afetando o trabalho, os estudos e as relações pessoais, pode se tratar de um quadro de TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual).

    Diferente da TPM, que costuma causar desconfortos leves a moderados, o TDPM pode envolver sintomas emocionais mais graves, como tristeza profunda, alterações intensas de humor e até pensamentos muito negativos, que aparecem de forma cíclica, antes da menstruação, e melhoram após o início do fluxo.

    Mas como é possível diferenciar um quadro do outro na prática? Conversamos com a ginecologista Andreia Sapienza, que explica que a principal diferença está na intensidade dos sintomas e no impacto na rotina.

    Qual a diferença entre TPM e TDPM?

    Enquanto a TPM é um desconforto comum do ciclo menstrual, o TDPM está no extremo oposto, sendo considerado uma condição clínica mais severa, segundo Andreia.

    TPM clássica (tensão pré-menstrual)

    A TPM é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que surgem na segunda metade do ciclo menstrual (fase lútea), devido às variações hormonais, com a queda dos níveis de estrogênio e o aumento da progesterona. Entre as mulheres em idade fértil, estima-se que cerca de 75% a 80% apresentam algum grau de TPM.

    Os sintomas da TPM podem variar de mulher para mulher e serem mais ou menos intensos, mas normalmente envolvem mudanças no corpo e no humor nos dias antes da menstruação:

    Sintomas físicos de TPM

    • inchaço e retenção de líquidos
    • dor abdominal ou cólica
    • dor de cabeça ou enxaqueca
    • sensibilidade ou dor nas mamas
    • cansaço e sensação de peso no corpo
    • acne ou oleosidade da pele
    • alterações no apetite (mais fome ou vontade de doce)

    Sintomas emocionais e comportamentais de TPM

    • irritação e impaciência
    • ansiedade
    • tristeza ou vontade de chorar
    • mudanças de humor
    • dificuldade de concentração
    • alteração no sono (insônia ou mais sono que o normal)

    Os sintomas da TPM costumam aparecer alguns dias antes da menstruação, normalmente entre 5 e 10 dias, e podem ficar mais intensos conforme o ciclo se aproxima do início do fluxo.

    TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual)

    O TDPM é uma forma muito mais grave e incapacitante de TPM, afetando entre 3% e 8% das mulheres. Diferente da TPM comum, o TDPM é classificado como um transtorno depressivo, pois a reação do cérebro às mudanças hormonais é muito mais intensa, afetando diretamente os níveis de serotonina (o neurotransmissor do bem-estar).

    Na prática, isso significa que os sintomas emocionais são mais intensos, frequentes e difíceis de controlar:

    • Irritabilidade extrema;
    • Crises de choro;
    • Ansiedade intensa;
    • Tristeza profunda;
    • Sensação de perda de controle;
    • Dificuldade de concentração;
    • Pensamentos muito negativos.

    Assim como na TPM, os sintomas aparecem na fase lútea do ciclo e melhoram após o início da menstruação. A diferença é a intensidade e o grau de sofrimento envolvido, segundo Andreia, que podem prejudicar o trabalho, os estudos e os relacionamentos.

    Como diferenciar na prática?

    A forma mais simples de diferenciar TPM de TDPM é observar a intensidade dos sintomas e o quanto eles afetam a rotina:

    Sinais de TPM (forma mais comum)

    • Os sintomas são leves a moderados;
    • Dá para seguir com a rotina, mesmo com algum desconforto;
    • Há irritação, inchaço, cansaço ou vontade de doce, mas de forma controlável;
    • O humor oscila, mas sem sensação de perda de controle;
    • Melhora rápida quando a menstruação começa.

    Sinais de TDPM (forma mais grave)

    • Os sintomas são intensos e difíceis de controlar;
    • Há impacto real no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos;
    • Irritação extrema, crises de choro ou ansiedade forte;
    • Tristeza profunda ou sensação de “não ser você mesma”;
    • Pensamentos muito negativos;
    • Padrão que se repete todo mês, sempre antes da menstruação.

    Se houver dúvida ou se os sintomas forem intensos, o ideal é procurar um médico. Com o diagnóstico certo, é possível para tratar e melhorar bastante a qualidade de vida.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da TPM e do TDPM é feito especialmente com base na avaliação dos sintomas e no padrão ao longo do ciclo menstrual. Não existe um exame específico que confirme o quadro, por isso o médico observa quais sintomas estão presentes, quando eles aparecem e se melhoram após o início do fluxo.

    Também é importante entender a intensidade dos sintomas e o quanto eles atrapalham o seu dia a dia, como o trabalho, os estudos e as relações. Por isso, muitas vezes o especialista orienta anotar como você se sente ao longo de alguns meses, para ver se existe um padrão que se repete.

    Andreia também destaca a importância da avaliação com um psiquiatra, que pode investigar outras causas que causam sintomas parecidos, como ansiedade, depressão ou alterações hormonais. De maneira geral, isso ajuda a evitar confusões e garante um diagnóstico mais preciso.

    Quando procurar ajuda médica?

    Vale buscar ajuda quando os sintomas deixam de ser só um incômodo e começam a atrapalhar o seu dia a dia:

    • Sintomas que impedem você de trabalhar, estudar ou manter a rotina;
    • Irritação, ansiedade ou tristeza muito intensas;
    • Crises de choro frequentes;
    • Sensação de perda de controle sobre as emoções;
    • Conflitos nos relacionamentos por causa do humor;
    • Sintomas que se repetem todo mês e parecem estar piorando;
    • Dores fortes, enxaqueca ou muito inchaço.

    Também é importante procurar um médico se houver pensamentos muito negativos ou sofrimento emocional intenso, mesmo que apenas nesse período do ciclo.

    Existe tratamento para TPM e TDPM?

    O tratamento da TPM e do TDPM varia de acordo com a intensidade dos sintomas e pode ir desde mudanças simples na rotina até um acompanhamento médico mais específico.

    Em muitos casos de TPM, Andreia explica que ajustes no dia a dia já ajudam bastante, como manter uma alimentação mais equilibrada, praticar atividade física regularmente, cuidar da qualidade do sono e adotar estratégias para reduzir o estresse.

    Além disso, alguns nutrientes, quando indicados por um profissional, também podem contribuir para o alívio dos sintomas, como magnésio, vitamina B6, cálcio e ômega-3.

    Quando os sintomas são mais intensos ou há suspeita de TDPM, o tratamento pode incluir o uso de anticoncepcionais para regular as variações hormonais, além de antidepressivos, especialmente quando há sintomas emocionais mais fortes. A psicoterapia também é necessária, ajudando no controle da ansiedade, da irritação e das oscilações de humor.

    Como cada mulher reage de forma única às mudanças hormonais, o tratamento deve ser individualizado.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    1. O que causa essas condições?

    A causa exata ainda é estudada, mas acredita-se que seja uma sensibilidade excessiva do cérebro às flutuações hormonais normais (estrogênio e progesterona), afetando neurotransmissores como a serotonina.

    2. Quais os sintomas específicos que sugerem TDPM?

    Sentimentos de desesperança, pensamentos autodepreciativos, crises de pânico, raiva persistente, conflitos interpessoais frequentes e sensação de estar “fora de controle”.

    3. Existe idade específica para o surgimento?

    Pode ocorrer em qualquer fase da vida reprodutiva, mas muitas vezes os sintomas se tornam mais graves à medida que a pessoa se aproxima dos 30 ou 40 anos.

    4. A TPM é psicológica?

    Mito. Embora envolva sintomas psicológicos, a base é biológica e hormonal. É uma resposta fisiológica real às mudanças no organismo.

    5. O TDPM desaparece após a menopausa?

    Sim. Como os sintomas estão ligados ao ciclo ovulatório, a tendência é que desapareçam com a cessação definitiva das menstruações.

    6. O estresse piora a TPM?

    Verdade. O estresse crônico pode aumentar a percepção da dor e a intensidade das alterações de humor, exacerbando o quadro pré-menstrual.

    6. O consumo de álcool interfere nos sintomas?

    Sim. O álcool pode aumentar a instabilidade emocional e piorar a qualidade do sono, além de contribuir para a inflamação sistêmica, tornando as cólicas e o inchaço mais intensos.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Por que algumas mulheres sentem mudanças cognitivas ao longo do ciclo menstrual? 

    Por que algumas mulheres sentem mudanças cognitivas ao longo do ciclo menstrual? 

    Você já sentiu que, em alguns dias do mês, a mente parece mais lenta, os esquecimentos se tornam frequentes ou manter o foco no trabalho acaba sendo um esforço dobrado? As mudanças cognitivas podem acontecer ao longo do ciclo menstrual, especialmente durante a fase pré-menstrual (TPM), por causa das oscilações dos hormônios sexuais.

    Para se ter uma ideia, o funcionamento do cérebro é influenciado diretamente pela interação entre o estrogênio e a progesterona. Enquanto a primeira metade do ciclo costuma ser marcada por maior clareza mental e mais energia, a segunda metade apresenta um aumento da progesterona, que pode interferir de forma sutil na velocidade das conexões neuronais e na retenção de líquidos.

    Como resultado, é comum perceber lapsos de memória, dificuldade de concentração e uma sensação de raciocínio mais lento, o que é conhecido como névoa mental (brain fog). Apesar de incomodar, as mudanças costumam ser leves, temporárias e fazem parte das respostas naturais do organismo às variações hormonais.

    É normal sentir mudanças na memória e concentração durante o ciclo?

    As oscilações na memória, na atenção e na capacidade de aprendizado são normais e acontecem em função das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, elas são mais comuns na segunda fase do ciclo menstrual (fase lútea), que compreende os dias que antecedem a menstruação. Durante o período, o corpo passa por uma queda nos níveis de estrogênio e um aumento significativo da progesterona, uma combinação que pode influenciar a química cerebral.

    Na prática, as mudanças podem se manifestar como:

    • Lapsos de memória, como esquecer compromissos, prazos ou pequenas tarefas do dia a dia;
    • Dificuldade de concentração, especialmente em atividades que exigem foco prolongado;
    • Queda na atenção, com maior facilidade para se distrair com estímulos externos, como barulhos ou notificações.

    Vale destacar que, na maioria das vezes, o brain fog é discreto e temporário. O cérebro continua funcionando plenamente, mas a velocidade de processamento ou a facilidade de acesso a certas memórias pode oscilar.

    Como os hormônios afetam o cérebro feminino?

    O cérebro e o sistema reprodutivo estão conectados por uma via de mão dupla.

    Além de preparar o útero para uma gestação, os hormônios também funcionam como mensageiros que atravessam a barreira hematoencefálica e influenciam a forma como os neurônios se comunicam. Os dois principais são o estrogênio e a progesterona, e cada um possui um papel diferente nas funções cognitivas.

    O estrogênio é predominante na primeira fase do ciclo, atuando como um estimulante natural para o cérebro. Ele favorece a liberação de neurotransmissores como a serotonina, associada ao bem-estar, e a dopamina, ligada à motivação e à recompensa. Na prática, ele contribui para uma melhora da clareza mental, da fluidez verbal e da capacidade de aprendizado.

    A progesterona, por outro lado, aumenta após a ovulação e predomina na segunda fase do ciclo. Ela tem um efeito mais sedativo, pois interage com receptores de GABA, um neurotransmissor que ajuda a reduzir a ansiedade e a acalmar o sistema nervoso.

    Mas, em algumas mulheres, o efeito pode ser percebido como maior lentidão mental, cansaço e dificuldade de concentração.

    A retenção de líquidos no sistema nervoso

    Segundo Andreia, a progesterona pode aumentar a retenção de líquidos no corpo todo, inclusive no cérebro. Isso pode causar um leve inchaço, bem sutil, mas suficiente para deixar as conexões entre os neurônios um pouco mais lentas. É isso que pode dar a sensação de cabeça pesada ou provocar pequenos esquecimentos durante a TPM.

    As mudanças são temporárias e fazem parte do funcionamento normal do ciclo. O cérebro se adapta às variações todos os meses, mas fatores como estresse, cansaço e falta de sono podem deixar os efeitos ainda mais perceptíveis.

    Como melhorar o foco e a memória ao longo do mês

    No dia a dia, pequenos ajustes no estilo de vida e na organização pessoal podem ajudar o cérebro a funcionar de forma mais estável, como:

    • Adapte a organização pessoal com uso de agenda, lembretes e alarmes para reduzir esquecimentos;
    • Priorize tarefas mais complexas na primeira fase do ciclo, quando a clareza mental costuma ser maior;
    • Aumente a ingestão de água e reduza o consumo de sal para ajudar a diminuir o inchaço;
    • Inclua alimentos leves e diuréticos, como melancia e abacaxi, para reduzir a retenção de líquidos;
    • Mantenha uma rotina de sono regular, com ambiente fresco e menos uso de telas à noite;
    • Pratique atividade física regularmente para melhorar a circulação e a concentração;
    • Mantenha uma alimentação equilibrada com fontes de ômega-3, magnésio e carboidratos integrais;
    • Faça pausas ao longo do dia e adote estratégias simples para reduzir o estresse;

    Quando a falta de concentração não é culpa do ciclo menstrual?

    Se a névoa mental ou os esquecimentos ocorrem durante todo o mês, sem um padrão claro de melhora após a menstruação, é provável que a causa seja outra. Segundo Andreia, existem diversos fatores que impactam a cognição de forma mais agressiva do que o ciclo menstrual, como:

    • Estresse crônico e burnout: o estresse constante aumenta o cortisol por longos períodos, o que prejudica a memória e o aprendizado. O cérebro entra em um estado de alerta contínuo, dificultando o foco em tarefas mais detalhadas;
    • Ansiedade e depressão: os transtornos de humor alteram a química do cérebro e costumam causar falta de concentração e sensação de “mente vazia”. Na depressão, o raciocínio pode ficar mais lento, independentemente da fase do ciclo;
    • Privação de sono: uma noite mal dormida já reduz a atenção e o tempo de resposta no dia seguinte. Quando a insônia é frequente, é muito comum apresentar dificuldade de foco;
    • Deficiências nutricionais e anemia: a falta de ferro, vitamina B12 ou vitamina D pode causar cansaço intenso e dificuldade de raciocínio. Em mulheres com fluxo menstrual intenso, a anemia é uma causa comum e deve ser investigada

    Se os sintomas aparecem apenas na fase lútea, antes da menstruação, e desaparecem completamente na fase folicular, após o início do fluxo, a causa é provavelmente hormonal.

    No entanto, se a dificuldade de foco é constante e não apresenta melhora ao longo do ciclo, o ideal é procurar avaliação médica para investigar possíveis causas metabólicas, psicológicas ou neurológicas.

    Perguntas frequentes

    1. Por que me sinto mais inteligente ou produtiva logo após a menstruação?

    Nesta fase (folicular), os níveis de estrogênio estão subindo. O estrogênio estimula a liberação de dopamina e serotonina, melhorando o humor, a motivação e a agilidade mental.

    2. O uso de anticoncepcional melhora a concentração?

    Como os anticoncepcionais inibem a ovulação e mantêm os níveis hormonais estáveis ao longo do mês, muitas mulheres sentem que os sintomas cognitivos cíclicos diminuem ou desaparecem.

    3. Existe algum exame para medir essas alterações cognitivas?

    Não há um exame de imagem ou sangue específico para “medir o foco”. O diagnóstico é clínico, baseado no acompanhamento dos sintomas em relação ao calendário menstrual.

    4. Café ajuda a melhorar o foco na fase pré-menstrual?

    Pode ajudar temporariamente, mas o excesso de cafeína nesta fase pode aumentar a ansiedade e a irritabilidade, o que acaba prejudicando ainda mais a concentração a longo prazo.

    5. Chás naturais ajudam na concentração?

    Chás como o de alecrim ou ginkgo biloba podem auxiliar no foco, enquanto o chá de camomila ou melissa pode ajudar a reduzir a ansiedade da fase lútea que atrapalha a produtividade.

    6. Quando os lapsos de memória são preocupantes?

    Quando eles não seguem um padrão cíclico, são muito graves (como esquecer o caminho de casa) ou vêm acompanhados de confusão mental persistente. Nesses casos, deve-se procurar um neurologista.

    7. A suplementação de magnésio ajuda na cognição durante a TPM?

    O magnésio auxilia no relaxamento muscular e do sistema nervoso, podendo reduzir a irritabilidade e a ansiedade que frequentemente impedem o foco na semana anterior à menstruação. Contudo, o uso deve ser indicado por um especialista.

  • Exercício físico em excesso afeta o ciclo menstrual? Ginecologista explica as mudanças no organismo

    Exercício físico em excesso afeta o ciclo menstrual? Ginecologista explica as mudanças no organismo

    Não é novidade que a prática de atividade física é um dos pilares mais importantes para a melhoria da qualidade de vida e para o bom funcionamento do corpo. No entanto, quando o esforço se torna extremo, o organismo pode começar a emitir sinais de alerta. Nas mulheres, um dos primeiros a aparecer é a alteração no ciclo menstrual.

    O exercício físico em excesso, comum em atletas de alto rendimento ou em quem aumenta a intensidade dos treinos de forma abrupta, pode levar desde atrasos na menstruação até a interrupção completa do ciclo, condição conhecida como amenorreia da atleta.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender por que essa mudança acontece, quais são os principais sinais de alerta e quando é importante procurar avaliação médica.

    Como o exercício físico em excesso afeta a menstruação?

    O ciclo menstrual é regulado por um sistema de comunicação delicado entre o cérebro e os ovários, conhecido como eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Segundo Andreia, quando você pratica exercícios de intensidade muito elevada, o sistema pode ter interferências que interrompem o ritmo natural da produção hormonal.

    O processo funciona como uma forma de proteção do próprio corpo: quando há um estresse físico muito intenso ou um gasto de energia muito alto, o organismo entende que não é o melhor momento para uma possível gravidez.

    Para economizar energia e manter as funções mais importantes, como o coração batendo e a respiração, o cérebro reduz temporariamente a atividade do sistema reprodutivo. Como consequência, a ovulação pode não acontecer de forma regular, o ciclo menstrual pode ficar mais espaçado ou até mesmo interrompido, e a menstruação pode diminuir ou desaparecer por um período.

    O impacto no fluxo menstrual

    De acordo com Andreia, a alteração não acontece necessariamente de um dia para o outro e, normalmente, o corpo apresenta os sinais progressivamente:

    • Os intervalos entre as menstruações começam a ficar maiores (oligomenorreia);
    • O sangramento torna-se mais escasso a cada mês;
    • A suspensão completa da menstruação por três meses ou mais.

    A principal causa da interrupção é a redução na liberação do hormônio GnRH pelo hipotálamo, o que impede a sequência de eventos que levaria à ovulação. Sem ovulação, não há produção adequada de progesterona, e o endométrio não se descama e, como resultado, não acontece a menstruação.

    Além do estresse físico, a baixa disponibilidade de energia, que ocorre quando as calorias ingeridas não são suficientes para suprir o gasto do treino e as necessidades básicas do corpo, também favorece o desequilíbrio hormonal.

    Sinais de que o treino está sobrecarregando o corpo

    Os principais sinais de que o seu treino ultrapassou o limite saudável incluem:

    • Dificuldade para dormir ou acordar várias vezes durante a noite;
    • Cansaço constante, que não melhora nem com descanso;
    • Queda no rendimento e nas atividades do dia a dia;
    • Perda de peso rápida e sem intenção;
    • Mudanças na composição corporal;
    • Dores frequentes ou inflamações, como tendinite;
    • Lesões recorrentes ou fraturas por estresse;
    • Irritabilidade, ansiedade ou desânimo;
    • Sensação de estresse constante no corpo.

    A ausência de menstruação costuma ser um sinal mais avançado de sobrecarga, que o corpo já vinha indicando por meio de outros sintomas físicos e mentais. Por isso, é importante reconhecer os alertas desde o início, para evitar lesões mais graves e possíveis desequilíbrios metabólicos ao longo do tempo.

    Como diferenciar o treino saudável do nocivo?

    O treino saudável traz disposição e melhora a saúde ao longo do tempo, enquanto o treino nocivo é aquele que causa sofrimento físico constante. Se você parou de menstruar e apresenta dois ou mais dos sinais citados, não significa que você precisa abandonar os exercícios, mas sim que é o momento de ajustar a carga, o descanso e a alimentação com auxílio de um profissional.

    Quem corre mais risco de parar de menstruar?

    O quadro é mais comum em pessoas específicas, onde a exigência física é levada ao limite ou onde ocorre uma mudança muito brusca no estilo de vida. Assim, os grupos que devem ter atenção redobrada são:

    • Atletas de modalidades de endurance: mulheres que praticam esportes de longa duração e alta resistência, como maratonistas, ciclistas, triatletas e nadadoras de competição, têm um gasto de energia muito elevado. Nesses casos, o corpo pode atingir um percentual de gordura muito baixo;
    • Iniciantes que saem do sedentarismo de forma abrupta: pessoas sedentárias que começam a treinar todos os dias com alta intensidade, sem adaptação, podem sobrecarregar o organismo. Se a mudança vier junto com dieta restritiva e perda de peso rápida, o corpo pode entender como um momento de alerta e reduzir a ovulação para economizar energia;
    • Praticantes com baixa disponibilidade de energia: o risco aumenta quando a quantidade de calorias ingeridas não acompanha o gasto com o treino. Quando isso acontece, o corpo entra em déficit energético e, para manter funções essenciais, o cérebro reduz os estímulos do ciclo menstrual.

    Vale ressaltar que não existe uma regra fixa e, segundo Andreia, muitas esportistas profissionais mantêm ciclos perfeitamente regulares. A ausência da menstruação é um sinal de que o equilíbrio entre treino, alimentação e descanso foi rompido e precisa ser ajustado.

    É possível reverter a ausência de menstruação?

    Na grande maioria dos casos, a ausência de menstruação causada pelo excesso de exercício é um quadro reversível. Para isso, são importantes algumas mudanças:

    • Ajustar a carga de treinos, reduzindo a intensidade ou o volume;
    • Diminuir a frequência das sessões ou a duração dos treinos mais intensos;
    • Ajudar a reduzir os níveis de estresse do corpo com treinos mais equilibrados;
    • Aumentar a ingestão calórica para acompanhar o gasto energético;
    • Garantir energia suficiente para o treino e para as funções básicas do organismo;
    • Incluir gorduras boas na alimentação, como azeite, abacate e castanhas;
    • Respeitar os dias de descanso;
    • Priorizar um sono de qualidade, entre 7 e 9 horas por noite;
    • Adotar atividades de relaxamento para ajudar no equilíbrio do corpo.

    O tempo de recuperação varia para cada mulher: algumas retomam o ciclo poucas semanas após ajustarem à rotina, enquanto, em outros casos, pode levar alguns meses para que o eixo hormonal se estabilize completamente.

    Se, mesmo após reduzir a intensidade dos exercícios e melhorar a alimentação, a menstruação não retornar em até três meses, procure orientação de um ginecologista ou um endocrinologista.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo de exercício é considerado “excesso”?

    Não há um tempo fixo, pois varia conforme o condicionamento de cada mulher. O excesso é caracterizado quando o corpo não consegue se recuperar entre as sessões, gerando fadiga crônica e alterações hormonais.

    2. Posso treinar pesado durante a menstruação?

    Sim, desde que você se sinta bem. Algumas mulheres sentem queda no rendimento, enquanto outras não sentem diferença. O importante é ouvir o seu corpo.

    3. O excesso de exercício causa infertilidade?

    A ausência de menstruação indica que não há ovulação, o que impede a gravidez naquele momento. No entanto, o quadro costuma ser reversível quando o treino e a dieta são ajustados.

    4. Tomar muito whey protein ou creatina afeta o ciclo?

    Não há evidências de que suplementos como whey ou creatina alterem o ciclo menstrual. O problema geralmente está no déficit de calorias totais ou no estresse do treino, não no suplemento.

    5. Como saber se parei de menstruar por causa do treino ou por gravidez?

    O primeiro passo é realizar um teste de gravidez (Beta-HCG). Se der negativo e você treina intensamente, a causa provável é o esforço físico ou estresse.

    6. Quais alimentos ajudam a regular o ciclo de quem treina?

    Alimentos ricos em gorduras boas (azeite, castanhas, abacate), carboidratos complexos (aveia, batata-doce) e ferro ajudam a fornecer a energia necessária para o sistema hormonal.

    7. Existe algum tipo de exercício que ajuda a regular a menstruação?

    Exercícios de intensidade moderada, como yoga, pilates, caminhadas e natação recreativa, ajudam a reduzir o estresse e podem auxiliar na regulação do ciclo, desde que não haja déficit calórico.

    Confira: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

  • O que é bom para TPM? Veja as recomendações para aliviar os sintomas

    O que é bom para TPM? Veja as recomendações para aliviar os sintomas

    A tensão pré-menstrual, também conhecida como TPM, consiste em um conjunto de sintomas que aparecem nos dias antes da menstruação. Ela acontece por causa das variações hormonais ao longo do ciclo menstrual, principalmente dos níveis de estrogênio e progesterona.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a TPM ocorre de forma cíclica, normalmente na segunda fase do ciclo (fase lútea), desaparecendo logo após o início do fluxo menstrual. No período, é comum perceber mudanças no corpo e no humor, mas que podem variar bastante de uma mulher para outra.

    A gravidade da TPM não depende só do tipo de sintoma, mas do quanto ele atrapalha o dia a dia. Enquanto para algumas as mudanças são leves e fáceis de lidar, para outras os sintomas são mais fortes, causam muito desconforto e podem até impedir as tarefas rotineiras, sendo necessário acompanhamento médico e ajustes no estilo de vida.

    Afinal, quais os sintomas de TPM?

    Os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) podem variar bastante de uma mulher para outra e costumam envolver tanto o corpo quanto o emocional. Entre os sintomas físicos, podemos destacar:

    • Dores e desconfortos, como cólica e dor de cabeça ou enxaqueca;
    • Inchaço, por retenção de líquidos e distensão abdominal;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Alterações no apetite, com mais fome ao longo do dia e vontade de comer doce;
    • Mudanças leves na memória, atenção e concentração.

    Já os sintomas emocionais podem aparecer de forma leve, mas em alguns casos são mais intensos:

    • Irritação, mudanças de humor e maior impulsividade;
    • Sensibilidade emocional, com choro fácil;
    • Tristeza mais profunda ou ansiedade.

    Em quadros mais graves, como o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), os sintomas emocionais podem ser mais intensos e exigir acompanhamento médico.

    Como aliviar os sintomas de TPM?

    Para aliviar os sintomas da TPM, é necessário focar na redução da inflamação do organismo e na regulação dos neurotransmissores, que são afetados pelas variações hormonais. O tratamento pode variar desde ajustes simples no dia a dia até o uso de medicamentos, dependendo da intensidade dos sintomas.

    1. Mudanças no estilo de vida

    Pequenas adaptações na rotina podem ajudar bastante a reduzir os sintomas físicos e emocionais da TPM, como:

    • Alimentação equilibrada: evite o consumo excessivo de açúcar, sal, cafeína e álcool, que podem piorar o inchaço, a irritação e a ansiedade. Dê preferência a alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
    • Beber bastante água: o consumo frequente de água ao longo do dia também faz diferença no controle da retenção de líquidos, ajuda o organismo a eliminar o excesso de sódio e pode reduzir a sensação de inchaço;
    • Exercícios físicos: a prática regular de atividade física, principalmente aeróbica (como caminhada, corrida ou bicicleta), ajuda a liberar endorfina e dopamina, que melhoram o humor, reduzem a dor e diminuem a sensação de estresse;
    • Higiene do sono: ter horários regulares para dormir e acordar, evitar telas antes de deitar e criar um ambiente confortável para o sono ajuda o corpo a lidar melhor com as mudanças hormonais e reduz o cansaço e a irritabilidade;
    • Controle do estresse: técnicas como meditação, respiração profunda, yoga ou momentos de pausa no dia ajudam a equilibrar o emocional e diminuir a intensidade das oscilações de humor;
    • Exposição ao sol: pegar um pouco de sol diariamente, de forma segura, ajuda na produção de vitamina D, que está relacionada ao humor e ao bem-estar.

    2. Vitaminas e suplementos

    Quando usados com orientação profissional, alguns nutrientes podem contribuir para aliviar os sintomas físicos da TPM, segundo Andreia. Os mais comuns incluem:

    • Vitamina B6: ajuda no controle da ansiedade, da irritação e das alterações de humor, além de contribuir para o bom funcionamento do sistema nervoso;
    • Magnésio: auxilia na redução das cólicas, da sensibilidade nas mamas e da tensão muscular, além de ajudar no relaxamento e na qualidade do sono;
    • Ômega-3 (óleo de peixe): tem ação anti-inflamatória, podendo ajudar a reduzir dores, inchaço e até melhorar o humor, já que também atua na função cerebral;
    • Cálcio: pode auxiliar na diminuição da retenção de líquidos e na melhora dos sintomas emocionais, como irritação e alterações de humor, sendo um nutriente importante para o equilíbrio do organismo na fase.

    É importante ressaltar que, embora muitos suplementos e vitaminas sejam de origem natural, o seu uso deve ser sempre orientado por um profissional da saúde.

    3. Tratamentos médicos

    Quando os sintomas são mais intensos e afetam a qualidade de vida da mulher, pode ser necessário acompanhamento médico:

    • Bloqueio da menstruação: o uso de anticoncepcionais (hormônios) pode ser indicado para estabilizar as variações hormonais e eliminar o ciclo que desencadeia a TPM;
    • Antidepressivos: em casos onde predominam sintomas psíquicos graves, o uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (como a fluoxetina) pode ser prescrito, às vezes apenas durante a fase lútea;
    • Psicoterapia: importante para mulheres que enfrentam quadros emocionais severos, ajudando no controle da irritabilidade e da depressão cíclica.

    Nos casos de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), Andreia orienta que é necessário ter a avaliação de um psiquiatra. O quadro pode envolver sintomas emocionais mais graves, como tristeza profunda, alterações importantes de humor e até pensamentos negativos mais sérios, que podem ser confundidos com outros transtornos psiquiátricos.

    Quando a TPM deixa de ser normal?

    A TPM passa a ser um sinal de alerta quando os sintomas deixam de ser só um incômodo e começam a atrapalhar de verdade a rotina, o que inclui situações como:

    • Mudanças de humor muito intensas, como irritação fora do comum ou crises de choro;
    • Tristeza profunda, ansiedade forte ou sensação de descontrole;
    • Conflitos frequentes em relacionamentos por causa do humor;
    • Dificuldade para trabalhar, estudar ou manter a rotina normal;
    • Sintomas físicos fortes, como dor incapacitante, enxaqueca ou muito inchaço;
    • Sensação de que você “não é você mesma” nesse período.

    Quando os sintomas emocionais são muito intensos e repetem todo mês, pode ser um quadro de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

    Nesses casos, podem aparecer sinais como depressão mais profunda antes da menstruação, ansiedade intensa, irritabilidade extrema e pensamentos muito negativos. Se você apresentar qualquer um dos sinais, procure orientação médica.

    Confira: Dor pélvica forte? Pode ser endometriose

    Perguntas frequentes

    1. O que é a TPM e por que ela acontece?

    A tensão pré-menstrual é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que surgem devido às variações hormonais do ciclo menstrual, especialmente a queda de estrogênio e progesterona na segunda fase do ciclo.

    2. Quanto tempo antes da menstruação a TPM começa?

    Normalmente, os sintomas aparecem na fase lútea, cerca de 10 a 14 dias antes da menstruação, e tendem a desaparecer logo no primeiro ou segundo dia do fluxo.

    3. Por que sinto tanta fome e vontade de comer doces na TPM?

    Isso ocorre devido à hiperfagia. O corpo busca repor energia e carboidratos rapidamente para lidar com o gasto energético da fase lútea, além de buscar o bem-estar imediato que o açúcar proporciona.

    4. Existe algum chá que ajude a aliviar a TPM?

    Alguns chais com propriedades relaxantes ou anti-inflamatórias, como camomila, gengibre e folhas de amora, podem auxiliar no conforto, mas não substituem o tratamento médico.

    5. A TPM piora com a idade?

    Muitas mulheres relatam que os sintomas se tornam mais evidentes após os 30 ou 40 anos, fase em que as oscilações hormonais da pré-menopausa podem começar a surgir.

    6. É possível ter TPM mesmo sem menstruar (quem usa DIU ou toma pílula contínua)?

    Depende. Se o método apenas reduz o fluxo mas permite a oscilação hormonal do ciclo, a mulher pode sentir sintomas. No entanto, se o método bloqueia totalmente o ciclo, a tendência é que os sintomas de TPM desapareçam.

    7. Existe algum exame de sangue que diagnostica a TPM?

    Não existe um exame específico. O diagnóstico é clínico, baseado no histórico da paciente e na confirmação de que os sintomas aparecem e desaparecem de forma cíclica, acompanhando as fases do ciclo menstrual.

    Leia também: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Enxaqueca: qual o melhor método anticoncepcional para evitar dor de cabeça? 

    Enxaqueca: qual o melhor método anticoncepcional para evitar dor de cabeça? 

    A escolha de um método contraceptivo nem sempre é simples, e pode ficar ainda mais delicada no caso de pessoas que convivem com enxaqueca. Com as flutuações hormonais, as crises podem se tornar mais frequentes ou intensas, especialmente quando há uso de métodos que contêm estrogênio.

    Além do desconforto, em alguns casos, como na enxaqueca com aura, o uso de determinados anticoncepcionais pode aumentar o risco de complicações, como o acidente vascular cerebral (AVC).

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou alguns critérios para ajudar a escolher o método contraceptivo mais adequado para cada mulher, de acordo com a sua saúde. A seguir, vamos entender melhor como isso funciona.

    Afinal, quem tem enxaqueca pode tomar anticoncepcional?

    Pessoas que convivem com enxaqueca podem usar anticoncepcional, mas nem todos os métodos são indicados. A escolha depende principalmente de dois fatores: a presença de aura e o tipo de hormônio presente no contraceptivo.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, existem critérios que classificam cada método de acordo com a condição de saúde da mulher. A escala vai de 1 a 4 e serve como o principal guia para o médico:

    • Categoria 1: totalmente indicado, podendo inclusive trazer benefícios;
    • Categoria 2: aceitável e seguro para o uso;
    • Categoria 3: não é totalmente contraindicado, mas exige cautela extrema e deve ser usado apenas se não houver outra opção;
    • Categoria 4: contraindicado (risco à saúde).

    Qual a relação entre o estrogênio e a enxaqueca?

    O estrogênio atua diretamente na sensibilidade do sistema nervoso e no funcionamento dos vasos cerebrais, sendo o principal gatilho hormonal para a enxaqueca, segundo Andreia. Quando passa pelo processo de metabolização no fígado, ele pode influenciar substâncias relacionadas à dor, como a serotonina, além de alterar a forma como os vasos se contraem e se dilatam.

    Como resultado, tanto o excesso circulante quanto a queda brusca dos níveis do hormônio no organismo podem desencadear crises, especialmente em mulheres mais sensíveis a essas variações.

    Além da dor, o uso do estrogênio também está associado a um aumento do risco de trombose, já que pode interferir na coagulação do sangue, o que se torna especialmente perigoso para quem tem enxaqueca com aura, devido à maior predisposição ao AVC.

    Por isso, métodos combinados que utilizam estrogênio são frequentemente substituídos por opções sem hormônios ou apenas com progesterona.

    Quais os métodos anticoncepcionais indicados para quem tem enxaqueca?

    De maneira geral, a prioridade é evitar o estrogênio, principalmente nos casos com aura, e optar por alternativas mais seguras, como aponta Andreia:

    1. DIU de cobre

    Por não possuir nenhum tipo de hormônio, é considerado o método mais seguro (categoria 1) para qualquer tipo de enxaqueca. Ele não interfere no ciclo hormonal, então não atua como gatilho para crises, embora possa aumentar o fluxo menstrual em algumas mulheres.

    2. DIU hormonal (Mirena e Kyleena)

    O DIU hormonal libera uma dose baixa de progesterona diretamente no útero, com uma absorção sistêmica mínima. Normalmente é classificado como categoria 2, sendo seguro inclusive para quem precisa evitar picos hormonais.

    3. Implante subdérmico

    O método libera apenas progesterona de forma contínua e constante, evitando as oscilações que costumam disparar a dor de cabeça. Por não conter estrogênio, é uma opção segura para reduzir o risco vascular associado às crises de enxaqueca.

    4. Pílulas de progesterona isolada (minipílula)

    Diferente das pílulas combinadas, as minipílulas não contém estrogênio. Elas são indicadas para mulheres que preferem o método oral, mas precisam de uma composição que não agrave as crises de dor ou aumente o risco de eventos mais graves, como o AVC.

    5. Métodos de barreira

    O uso de preservativos (masculinos ou femininos) também é uma alternativa livre de riscos para a enxaqueca, podendo ser utilizado isoladamente ou como complemento a outros métodos para garantir proteção extra contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

    Quais métodos devem ser evitados?

    Os métodos que devem ser evitados por quem tem enxaqueca são aqueles conhecidos como contraceptivos hormonais combinados, sendo eles:

    • Pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogênio e progesterona);
    • Injetáveis mensais;
    • Anel vaginal;
    • Adesivo contraceptivo.

    Para mulheres com enxaqueca com aura, os métodos são frequentemente classificados como categoria 4 (contraindicados) pelos critérios médicos, pois o risco de um evento isquêmico supera qualquer benefício contraceptivo.

    Quando procurar um médico para trocar o método?

    A decisão de trocar o método contraceptivo deve sempre ser feito com um ginecologista, mas alguns sinais indicam que o método atual não está sendo adequado para o seu perfil, como:

    • Aumento na frequência ou na intensidade das crises após iniciar o método, com dores mais constantes, mais fortes ou mais difíceis de controlar com os remédios de costume;
    • Surgimento de aura, como pontos brilhantes na visão, visão embaçada, formigamento no corpo ou dificuldade para falar, mesmo que você nunca tenha tido esses sintomas antes;
    • Mudança no padrão da dor, como crises diferentes do habitual, com duração, localização ou características novas;
    • Presença de sinais de alerta vascular, como dor nas pernas, inchaço em apenas um lado do corpo ou falta de ar súbita, que podem indicar alterações na circulação;
    • Percepção de que as crises aparecem ou pioram durante a pausa da pílula, sugerindo relação com a queda hormonal.

    Mesmo que o método escolhido seja, em teoria, seguro (como os de progesterona isolada), Andreia esclarece que cada organismo reage de uma forma. Por isso, a avaliação deve sempre ser individualizada.

    Leia mais: DIU de cobre: o que é, como funciona e efeitos colaterais

    Perguntas frequentes

    1. O que é a “aura” na enxaqueca?

    São sintomas neurológicos que precedem a dor, como pontos brilhantes na visão, formigamento nas mãos ou dificuldade para falar.

    2. O que fazer se a enxaqueca piorar após começar o anticoncepcional?

    Você deve procurar seu ginecologista para reavaliar o método. Nunca suspenda o uso sem orientação médica para evitar uma gravidez indesejada.

    3. Posso usar pílula combinada se minha enxaqueca for sem aura?

    Médicos costumam evitar, mas para mulheres com menos de 35 anos e sem outros fatores de risco, pode ser aceitável sob supervisão rigorosa.

    4. O que é enxaqueca catamenial?

    É a enxaqueca que ocorre especificamente no período que antecede ou acontece durante a menstruação, causada pela queda nos níveis de estrogênio no sangue.

    5. Posso trocar de anticoncepcional várias vezes até acertar?

    Sim, mas cada troca exige um período de adaptação (em média, 3 meses). Trocas muito frequentes podem desregular o organismo e dificultar a identificação do que realmente está causando as dores.

    6. O excesso de peso interfere na escolha do anticoncepcional?

    Sim, pois o sobrepeso pode aumentar o risco vascular e influenciar o metabolismo hormonal. Nesses casos, médicos costumam preferir métodos com baixa dosagem hormonal, como o DIU ou o implante, para evitar sobrecarregar o sistema circulatório.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Autismo: quais os níveis de suporte e como é feito o diagnóstico? 

    Autismo: quais os níveis de suporte e como é feito o diagnóstico? 

    O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição de neurodesenvolvimento que afeta a percepção de mundo e a forma como a pessoa se comunica e interage socialmente. Ele pode se manifestar de forma diferente em cada pessoa, com diferentes níveis de intensidade e necessidades de apoio.

    Enquanto algumas precisam de maior apoio nas atividades do dia a dia, outras têm mais autonomia, conseguem estudar, trabalhar e manter relações sociais. Mas como é possível classificar esses diferentes níveis de necessidade de apoio?

    Nesse caso, os profissionais utilizam uma classificação em níveis de suporte, que ajuda a entender o grau de apoio necessário em diferentes áreas da vida.

    O que são os níveis de suporte no autismo?

    Os níveis de suporte no autismo são uma forma de classificar o quanto a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisa de apoio no dia a dia, segundo a neurologista Paula Dieckmann. Eles ajudam os profissionais e as famílias a entenderem melhor as necessidades de cada um e a organizar o cuidado de forma mais adequada.

    A classificação é feita durante o processo de diagnóstico, a partir de uma avaliação do comportamento, da comunicação e da interação social. Com base nas informações, os profissionais da saúde conseguem compreender melhor o grau de apoio necessário em diferentes áreas da vida.

    Vale destacar que os níveis de suporte não servem para resumir toda a experiência de uma pessoa autista, e duas pessoas no mesmo nível podem ser bem diferentes entre si.

    Quais são os 3 níveis de suporte do autismo?

    De maneira geral, o TEA é classificado em três níveis:

    Nível 1: Suporte leve

    O nível 1 de suporte, antigamente conhecido como autismo leve, é aquele em que a pessoa precisa de apoio, mas de forma mais leve ou mais pontual.

    Normalmente, ela consegue estudar, trabalhar, falar, se comunicar e ter certa autonomia, mas ainda enfrenta algumas dificuldades importantes, principalmente nas interações sociais e na flexibilidade para lidar com mudanças.

    Em muitos casos, a pessoa com autismo nível 1 consegue passar despercebida por bastante tempo, especialmente na infância. De acordo com Paula, isso acontece porque ela pode aprender a observar os outros e a imitar comportamentos sociais, tentando se adaptar ao ambiente, o que é conhecido como ‘masking’.

    Características frequentes no nível 1

    Na prática, uma pessoa no nível 1 pode ter dificuldade para iniciar conversas, entender indiretas, perceber ironias, interpretar expressões faciais ou manter amizades. Ela também pode se sentir muito desconfortável em ambientes barulhentos, ter rigidez com horários, rotinas e formas de fazer as coisas, além de apresentar interesses muito intensos em temas específicos.

    Um exemplo comum é a pessoa que trabalha ou estuda bem, mas se sente exausta depois de situações sociais, tem dificuldade em entrevistas, reuniões, conversas informais e mudanças inesperadas. Também pode haver sofrimento emocional por se sentir diferente, deslocada ou incompreendida.

    O apoio, nesse caso, costuma envolver psicoterapia, orientação para a família, adaptações na escola ou no trabalho, treino de habilidades sociais quando isso faz sentido para a pessoa, e medidas para lidar com sobrecarga sensorial, ansiedade e organização da rotina.

    Nível 2: Suporte moderado

    No nível 2, a pessoa precisa de um apoio mais consistente e estruturado ao longo do dia. As dificuldades na comunicação social e na adaptação à rotina costumam ser mais visíveis e podem impactar de forma significativa a vida diária, tanto em casa quanto na escola, no trabalho ou em outros ambientes sociais.

    O suporte tende a ser frequente, com a necessidade de acompanhamento mais próximo para organizar atividades, lidar com demandas do cotidiano e atravessar situações que exigem adaptação.

    Características frequentes no nível 2

    A pessoa de nível 2 pode ter mais dificuldade para manter uma conversa, compreender regras sociais, lidar com frustrações e mudanças, além de apresentar comportamentos repetitivos e interesses restritos de forma mais evidente.

    Em alguns casos, ela fala pouco ou tem uma comunicação mais concreta, mais direta, com mais dificuldade para entender nuances da linguagem.

    As mudanças de rotina tendem a causar mais sofrimento: um imprevisto, uma troca de horário, uma alteração no ambiente ou na sequência das atividades pode gerar muito estresse, irritação, crise de ansiedade ou desorganização emocional. Também pode haver uma necessidade maior de previsibilidade e ajuda constante para organizar as demandas do dia a dia.

    Na escola, no trabalho ou em casa, a pessoa no nível 2 costuma precisar de mediação mais frequente. Ela pode ter dificuldade para acompanhar atividades sem orientação, para se adaptar a ambientes com muitos estímulos ou para se relacionar de forma espontânea com outras pessoas.

    Além disso, as estereotipias, que são movimentos ou comportamentos repetitivos, e as sensibilidades sensoriais podem estar mais presentes, de modo que sons, cheiros, luzes, texturas ou contato físico podem provocar muito incômodo.

    Nível 3: Suporte muito substancial

    No nível 3, a pessoa precisa de um apoio muito mais intenso e contínuo ao longo do dia. As dificuldades são mais marcantes e afetam profundamente a autonomia, a organização da rotina e a participação em diferentes ambientes.

    A pessoa normalmente demanda de um acompanhamento próximo e constante para realizar atividades do dia a dia, lidar com mudanças e se adaptar a diferentes contextos. Para se ter uma ideia, situações que fogem do esperado podem causar um sofrimento intenso e dificuldade para retomar o equilíbrio sem ajuda.

    Características frequentes no nível 3

    A pessoa de nível 3 pode ter bastante limitação para se comunicar verbalmente ou não se comunica pela fala. Isso não significa ausência de inteligência ou de sentimentos, mas mostra que ela precisa de formas alternativas ou complementares de comunicação, como gestos, figuras, dispositivos ou sistemas específicos.

    As dificuldades diante de mudanças, frustrações e estímulos do ambiente também costumam ser mais intensas, e até pequenas alterações na rotina ou no espaço podem gerar um grande desconforto e desencadear crises.

    Em muitos casos, a autonomia fica mais comprometida, e a pessoa passa a precisar de apoio constante para atividades do dia a dia, como se alimentar, cuidar da higiene, se locomover, se organizar e manter a própria segurança.

    Ela também pode ter dificuldade para compreender demandas sociais, expressar necessidades, tolerar ambientes diferentes ou lidar com situações novas. Em algumas situações, existe uma deficiência intelectual associada, mas não acontece em todos os casos.

    O cuidado no nível 3 requer uma rede de apoio mais ampla, com participação de profissionais de diferentes áreas, adaptações importantes no ambiente, estratégias de comunicação, rotina bem estruturada e suporte direto da família ou de cuidadores.

    Como é feito o diagnóstico do autismo?

    O diagnóstico do autismo é feito de forma clínica, a partir de uma avaliação detalhada do comportamento, da comunicação e do desenvolvimento da pessoa ao longo da vida. Não existe um exame de sangue, uma tomografia ou um teste único que confirme o diagnóstico, então o processo costuma ser cuidadoso e normalmente leva mais de uma consulta.

    Segundo Paula, como o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, os sintomas precisam estar presentes desde a infância.

    O médico realiza uma investigação detalhada da história do paciente, buscando entender como era o comportamento na escola, o desenvolvimento e as interações iniciais. É comum a necessidade de entrevistar os pais ou responsáveis que conheceram a pessoa quando criança.

    Aplicação dos critérios do DSM-5

    O diagnóstico é guiado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que divide os sintomas em dois grandes grupos, conforme aponta Paula:

    • Critérios A: déficits na comunicação social e na interação social (como dificuldade em iniciar conversas ou entender sinais não verbais);
    • Critérios B: padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (como rigidez com rotinas e hipersensibilidade a estímulos sensoriais).

    Vale destacar que ter “traços autísticos” (fenótipo ampliado) não é o mesmo que ter o transtorno. Para fechar o diagnóstico e determinar o nível de suporte, o médico avalia a intensidade dos sintomas.

    Paula explica que eles precisam ser fortes o suficiente para causar sofrimento real e prejuízo funcional no dia a dia, como dificuldades persistentes em manter empregos ou relacionamentos.

    Quando a avaliação neuropsicológica é indicada?

    A avaliação neuropsicológica pode ser solicitada como um complemento, mas não é obrigatória para fechar o diagnóstico. Ela ajuda a entender melhor aspectos como cognição, atenção, linguagem e habilidades sociais.

    Paula ainda ressalta que as escalas de rastreio preenchidas pelo próprio paciente não substituem a avaliação clínica, pois podem gerar confusão com outras condições, como a ansiedade social.

    O nível de suporte do autista pode mudar ao longo da vida?

    O nível de suporte no autismo pode mudar ao longo do tempo, pois ele não é uma característica fixa da pessoa, mas sim uma forma de entender como a pessoa está funcionando em determinado momento da vida.

    Com as intervenções adequadas, como acompanhamento psicológico e fonoaudiológico, muitas pessoas desenvolvem habilidades que ajudam no dia a dia e reduzem a necessidade de apoio. Por outro lado, o nível também pode mudar conforme as demandas do ambiente e as fases do desenvolvimento.

    Por exemplo, um adulto que funciona bem com pouco suporte pode passar a exigir mais ajuda diante de grandes mudanças, como crises no trabalho ou problemas de saúde mental.

    Por isso, o nível de suporte pode mudar com o tempo e precisa ser reavaliado de vez em quando, para garantir que a pessoa receba o apoio certo e consiga manter a autonomia e a qualidade de vida.

    Leia mais: TDAH em adultos: 6 sinais de que não é só falta de organização

    Perguntas frequentes

    1. O autismo nível 1 é o mesmo que a antiga Síndrome de Asperger?

    Sim, muitos indivíduos que anteriormente seriam diagnosticados com Asperger hoje são classificados como autistas de Nível 1 de suporte, pois geralmente não apresentam atraso cognitivo ou de fala.

    2. É possível receber o diagnóstico de nível de suporte apenas na vida adulta?

    Sim. Muitos adultos de nível 1 passaram a vida mascarando os sintomas e só buscam diagnóstico ao enfrentar esgotamento mental ou dificuldades severas em relacionamentos e no trabalho.

    3. Por que o termo “graus de autismo” caiu em desuso?

    O termo “níveis de suporte” é considerado mais respeitoso e funcional, pois foca no que a pessoa precisa para viver melhor, em vez de apenas rotulá-la como “mais” ou “menos” autista.

    4. Existe medicação para mudar o nível de suporte?

    Não existe remédio para o autismo. Medicamentos são usados para tratar comorbidades (ansiedade, insônia, irritabilidade) que, quando controladas, podem melhorar a funcionalidade da pessoa.

    5. Qual a diferença entre os níveis na área da comunicação?

    No nível 1, há dificuldade em iniciar conversas; no nível 2, a fala é limitada a frases simples ou tópicos de interesse; no nível 3, o indivíduo pode ser não verbal ou usar poucas palavras inteligíveis.

    6. O diagnóstico de nível de suporte garante direitos por lei?

    Sim. No Brasil, toda pessoa com TEA, independentemente do nível de suporte, é considerada pessoa com deficiência (PcD) para todos os efeitos legais (Lei Berenice Piana).

    Veja também: Autismo em adultos: sinais que você pode não saber e quando buscar diagnóstico

  • Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Durante muito tempo a gestante ouviu que o ideal era ficar quieta e evitar esforços. Hoje, a recomendação mudou bastante. As principais diretrizes de saúde afirmam que, para a maioria das gestantes saudáveis, a atividade física traz benefícios e apresenta poucos riscos quando bem conduzida. Isso vale tanto para quem já se exercitava antes quanto para quem quer começar com segurança.

    A questão, então, não é simplesmente “pode ou não pode”, mas sim qual exercício faz sentido, com que intensidade e em quais situações é preciso ter mais cuidado. Entender isso ajuda a tirar o tema do campo do medo e colocá-lo no campo do cuidado informado.

    Exercício na gravidez faz bem?

    Sim, para a maioria das gestantes, faz bem. A prática de atividade física durante a gestação pode ajudar a reduzir complicações e melhorar a saúde materno-infantil.

    Entre os benefícios estão menor risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, excesso de ganho de peso e incontinência urinária, especialmente com exercícios para assoalho pélvico.

    O exercício não aumenta o risco de aborto, baixo peso ao nascer ou parto prematuro em gestantes sem contraindicação.

    Quanto exercício é recomendado?

    As recomendações convergem para cerca de 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada, distribuídos ao longo da semana. Isso pode ser traduzido, por exemplo, em 30 minutos em cinco dias. A recomendação pode ser adaptada de acordo com o condicionamento físico, a fase da gestação e a orientação profissional.

    Também é importante lembrar que alguma atividade é melhor do que nenhuma. Para quem estava sedentária, começar de forma gradual costuma ser o caminho mais seguro e sustentável.

    Quais são os melhores exercícios na gravidez?

    Não existe uma modalidade única. O melhor exercício é aquele que combina segurança, regularidade, conforto e adesão. Ainda assim, alguns tipos costumam ser especialmente bem aceitos. Veja abaixo.

    Caminhada

    A caminhada é uma das opções mais simples e recomendadas. Tem baixo impacto, pode ser ajustada em ritmo e duração e costuma ser bem tolerada ao longo da gestação. É uma boa porta de entrada para quem quer sair do sedentarismo.

    Hidroginástica e natação

    Atividades na água costumam ser muito valorizadas porque aliviam parte da sobrecarga articular, ajudam no conforto térmico e podem ser especialmente agradáveis conforme a barriga cresce. São boas opções para mobilidade, condicionamento e bem-estar.

    Pilates e alongamento

    O pilates, quando adaptado para gestantes e conduzido com orientação adequada, pode ajudar em postura, consciência corporal e conforto. Alongamentos suaves também podem contribuir, desde que respeitem os limites da gestação e evitem exageros.

    Musculação

    Sim, musculação pode entrar. O próprio Ministério da Saúde inclui musculação entre as atividades possíveis para gestantes, desde que haja adaptação, supervisão e respeito aos limites individuais. A ideia aqui não é buscar performance ou cargas extremas, e sim manter força, funcionalidade e preparo físico.

    No que se atentar?

    Aqui entra a parte mais importante da pauta. Exercício na gravidez não é liberado de qualquer jeito. Há sinais de alerta e contextos em que a atividade deve ser interrompida ou reavaliada.

    Sangramento vaginal, dor importante, tontura, falta de ar desproporcional, contrações dolorosas, perda de líquido e redução de movimentos fetais são exemplos de situações que exigem contato com o médico.

    Além disso, a gestante precisa evitar um esforço excessivo. Gravidez não é o momento de testar limite. Hidratação, conforto térmico, progressão gradual e adaptação do treino conforme o trimestre fazem parte da segurança.

    Toda gestante pode se exercitar?

    Não. A maioria pode, mas há situações em que a atividade deve ser adaptada, restringida ou temporariamente suspensa conforme avaliação médica. É por isso que a liberação individual faz diferença, especialmente em gestações de maior risco ou com sintomas.

    Leia também:

    Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes sobre exercícios na gravidez

    1. Gestante pode fazer exercício?

    Sim, na maioria dos casos, sim.

    2. Qual é a recomendação geral?

    Cerca de 150 minutos por semana de atividade moderada.

    3. Caminhada é uma boa opção?

    Sim, costuma ser uma das atividades mais indicadas.

    4. Musculação pode?

    Pode, com adaptação e orientação.

    5. Exercício aumenta risco de aborto?

    Não, em gestantes sem contraindicação, não.

    6. Quando devo parar o exercício e avisar o médico?

    Em caso de sangramento, dor importante, falta de ar intensa, contrações dolorosas ou perda de líquido.

    7. Dá para começar a se exercitar na gravidez mesmo sendo sedentária?

    Sim, de forma gradual e orientada.

    Veja mais:

    Hidroginástica: o que é, quando é indicado e benefícios (para todas as fases da vida)