Categoria: Bem-estar

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  • Canetas emagrecedoras: quais alimentos ajudam a aliviar o intestino preso durante o tratamento? 

    Canetas emagrecedoras: quais alimentos ajudam a aliviar o intestino preso durante o tratamento? 

    A constipação é um dos efeitos colaterais mais comuns em pessoas que usam remédios agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro. Eles atuam retardando o esvaziamento do estômago e diminuindo os movimentos naturais do intestino, o que pode deixar o trânsito intestinal mais lento e irregular ao longo do tratamento, resultando no intestino preso.

    Apesar de ajudar no controle da glicemia e na perda de peso, a digestão mais lenta pode tornar as fezes endurecidas e difíceis de eliminar. A redução do apetite também contribui para um consumo menor de fibras e líquidos ao longo do dia, o que acaba agravando o quadro.

    O desconforto, que costuma incluir sensação de inchaço, dor abdominal e dificuldade para evacuar, pode ser diminuído a partir de alguns ajustes na dieta, que nós explicamos a seguir!

    Por que os agonistas do GLP-1 causam constipação?

    Os agonistas do GLP-1, também conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” atuam retardando o esvaziamento do estômago e diminuindo a velocidade do trânsito intestinal, o que prolonga a sensação de saciedade e contribui para o controle da glicemia.

    Mas, com o alimento permanecendo mais tempo no sistema digestivo, o intestino absorve mais água ao longo do percurso, deixando as fezes mais secas e difíceis de eliminar.

    Ao mesmo tempo, a nutricionista Bárbara Yared explica que, durante o tratamento, é comum reduzir a ingestão de alimentos ao longo do dia, principalmente de fibras. A ingestão de líquidos também pode cair, o que contribui ainda mais para o ressecamento das fezes.

    Quais alimentos ajudam a combater a prisão de ventre?

    Como a prisão de ventre é resultado especialmente da lentidão no esvaziamento gástrico, é importante priorizar alimentos que estimulem o funcionamento do intestino sem sobrecarregar a digestão.

    A ideia envolve escolher opções ricas em fibras, com boa quantidade de água e que sejam bem toleradas ao longo do tratamento. Bárbara aponta os principais, a seguir:

    1. Frutas com bagaço e casca comestível

    As frutas são ótimas fontes de fibras, principalmente quando consumidas com casca ou bagaço, já que boa parte das fibras fica concentrada nessas partes. Alguns exemplos incluem:

    • Laranja (com bagaço);
    • Maçã (com casca);
    • Pera (com casca);
    • Ameixa;
    • Mamão.

    As fibras solúveis ajudam a formar um gel no intestino, que melhora a consistência das fezes, enquanto as fibras insolúveis aumentam o volume e estimulam o movimento intestinal. O mamão, por exemplo, contém papaína, uma enzima que facilita a digestão, enquanto a ameixa é rica em sorbitol, um composto com leve efeito laxativo natural.

    2. Vegetais variados

    O consumo regular de vegetais variados é fundamental para combater a constipação, uma vez que são ricos em fibras solúveis e insolúveis. A diversidade de nutrientes também alimenta as bactérias benéficas da flora intestinal, o que contribui para um trânsito intestinal mais equilibrado e regular.

    • Folhas verdes (alface, rúcula, espinafre);
    • Brócolis;
    • Cenoura;
    • Abobrinha;
    • Couve.

    A inclusão diária desses alimentos ajuda a manter o intestino ativo, mesmo com menor volume de refeições.

    3. Grãos integrais e sementes

    Os grãos integrais e as sementes ajudam a aumentar o volume das fezes, o que facilita o trânsito intestinal. Mesmo em pequenas quantidades, já contribuem para a regularidade:

    • Aveia;
    • Arroz integral;
    • Quinoa;
    • Chia;
    • Linhaça.

    A aveia se destaca por conter beta-glucanas, fibras solúveis que formam um gel no intestino e ajudam na passagem das fezes. A chia e a linhaça, quando hidratadas, absorvem água e aumentam de volume, o que auxilia na lubrificação do intestino e torna a evacuação mais confortável.

    4. Leguminosas

    As leguminosas estão entre as fontes mais completas de fibras e também oferecem minerais importantes para o funcionamento intestinal.

    • Feijão;
    • Lentilha;
    • Grão-de-bico.

    Além do alto teor de fibras, o magnésio presente nos alimentos ajuda a atrair água para o intestino e favorece o relaxamento da musculatura do trato digestivo. O efeito favorece fezes menos ressecadas e uma evacuação mais regular. A inclusão frequente na rotina, em porções moderadas, ajuda a manter o intestino mais equilibrado.

    5. Pão integral

    O pão integral é uma opção prática para o dia a dia, principalmente em uma rotina com menos apetite e refeições menores. Vale dar preferência para versões com grãos e sementes, que têm mais fibras e ajudam ainda mais o intestino.

    Para quem sente saciedade precoce com o uso de GLP-1, o pão integral também é uma forma simples de garantir fibras sem precisar comer muito. Além disso, é fácil de incluir em lanches rápidos, o que ajuda a manter uma rotina mais equilibrada e o intestino funcionando melhor.

    Quanto de fibras é recomendado consumir?

    De acordo com Bárbara, o ideal é consumir cerca de 14 g de fibras para cada 1000 kcal ingeridas. No entanto, o ajuste deve ser feito conforme a tolerância individual, aumentando a ingestão de água simultaneamente para evitar gases e desconforto abdominal.

    Importância da hidratação no tratamento com GLP-1

    A fibra precisa de água para formar um bolo fecal mais macio e fácil de eliminar, segundo Bárbara. Isso acontece porque as fibras absorvem líquido no intestino, ajudando a dar volume e a deixar as fezes com uma consistência mais adequada para a evacuação.

    Quando ocorre aumento do consumo de fibras sem um aumento na ingestão de líquidos, a prisão de ventre pode piorar, já que as fezes podem ficar ainda mais ressecadas e difíceis de eliminar.

    Em geral, a recomendação fica na faixa de 20 a 40 ml de água por quilo de peso ao dia, com ajustes de acordo com o clima, o nível de atividade física e a presença de sintomas gastrointestinais.

    Dicas para melhorar o trânsito intestinal

    Pequenos ajustes na rotina já ajudam bastante a melhorar o funcionamento do intestino, principalmente durante o uso de GLP-1, como:

    • Distribuir a alimentação ao longo do dia, em pequenas refeições, o que ajuda a estimular o intestino com mais frequência. Mesmo com menos apetite, manter intervalos regulares pode favorecer a motilidade intestinal;
    • Aumentar gradativamente o consumo de fibras, o que evita desconfortos como gases e sensação de estufamento. O ideal é variar as fontes, combinando frutas, vegetais, grãos integrais e sementes ao longo do dia;
    • Beber água de forma distribuída, e não apenas em grandes volumes de uma vez, o que ajuda o intestino a funcionar melhor;
    • Movimentos simples, como caminhada, alongamento ou exercícios leves, que já estimulam o funcionamento do intestino. A atividade física contribui diretamente para a motilidade intestinal e pode reduzir a sensação de inchaço.

    Com uma rotina mais organizada e consistente, o intestino tende a responder melhor, trazendo mais conforto no dia a dia.

    Quando procurar um médico?

    É importante procurar orientação médica quando a prisão de ventre começa a durar mais tempo ou vem acompanhada de outros sintomas, como:

    • Vários dias sem evacuar, com piora progressiva;
    • Dor abdominal importante;
    • Distensão abdominal;
    • Náuseas ou vômitos.

    De acordo com Bárbara, os seguintes sinais também merecem atenção:

    • Presença de sangue nas fezes;
    • Perda de peso não planejada;
    • Dor intensa;
    • Histórico prévio de doenças intestinais.

    Nessas situações, o ideal é conversar com um médico e um nutricionista para entender melhor o que está acontecendo e ajustar tanto o uso do medicamento quanto a alimentação.

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. É normal ficar dias sem ir ao banheiro no início do tratamento?

    Sim, é normal. No entanto, se o intervalo for superior a 3 dias ou houver dor intensa, é necessário consultar um médico.

    2. Pode comer qualquer tipo de fibra?

    O ideal é ter equilíbrio. As fibras solúveis (aveia, miolo de frutas) formam um gel que facilita a passagem, enquanto as fibras insolúveis (cascas, farelos) aumentam o volume das fezes.

    3. Pode usar laxantes durante o tratamento?

    Apenas sob orientação médica. O uso crônico de laxantes pode viciar o intestino e mascarar problemas que poderiam ser resolvidos com ajuste de dieta.

    4. O pão integral é melhor que o branco para quem usa GLP-1?

    Sim, o pão integral possui farelos que estimulam o movimento intestinal, enquanto o pão branco pode contribuir para um trânsito ainda mais lento.

    5. O consumo de iogurte e probióticos ajuda?

    Sim, os probióticos auxiliam no equilíbrio da flora intestinal, o que pode melhorar a frequência das evacuações e reduzir o inchaço abdominal.

    6. Quais alimentos “prendem” mais o intestino durante o tratamento?

    Alimentos ultraprocessados, ricos em farinha branca (pão francês, biscoitos, massas) e baixos em fibras, devem ser evitados, pois tornam o trânsito intestinal ainda mais lento.

    7. O uso de suplementos de ferro ou cálcio afeta o intestino?

    Sim, ambos são conhecidos por causar constipação como efeito colateral. Se você usa os suplementos e está em tratamento com GLP-1, converse com o médico sobre a melhor forma de administrá-los.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • 10 cuidados com a casa para evitar crises alérgicas (e quando ir ao médico)

    10 cuidados com a casa para evitar crises alérgicas (e quando ir ao médico)

    Para pessoas que convivem com alergias respiratórias, como rinite, sinusite e asma, o ambiente doméstico pode conter uma série de gatilhos que acabam irritando as vias respiratórias e contribuindo para o surgimento crises alérgicas, com sintomas como espirros, coriza, tosse e falta de ar.

    As crises acontecem, principalmente, pelo contato com poeira acumulada, ácaros, mofo, pelos de animais e até pelo ar muito seco ou frio. Como a exposição aos alérgenos dentro de casa costuma ser constante, os sintomas tendem a persistir por vários dias e, em alguns casos, podem até se intensificar com o tempo.

    Mas então, como evitar? Com algumas mudanças simples na rotina, é possível eliminar os alérgenos e melhorar a respiração no dia a dia. Listamos algumas das principais para você, a seguir!

    1. Mantenha os ambientes bem ventilados e ensolarados

    A circulação do ar ajuda a reduzir a concentração de poeira, ácaros e fungos dentro de casa, que são os principais responsáveis pelas crises alérgicas. Por isso, sempre que possível, lembre-se de abrir as janelas e as portas diariamente, mesmo que por alguns minutos, para renovar o ar dos ambientes.

    A entrada de luz solar também é importante, já que contribui para diminuir a umidade e dificulta a proliferação de micro-organismos.

    2. Prefira a limpeza úmida em vez de vassouras

    O uso da vassoura pode levantar a poeira e espalhar partículas invisíveis no ar, facilitando a inalação e piorando os sintomas respiratórios.

    O ideal é utilizar um pano úmido ou um rodo com pano para limpar o chão e os móveis, mantendo a sujeira controlada e evitando que ela se espalhe pelo ambiente. Se possível, o uso de um aspirador de pó também pode ajudar, principalmente em cantos, estofados e superfícies mais difíceis.

    3. Use as capas antiácaro em colchões e travesseiros

    Como os colchões e travesseiros são locais onde os ácaros se acumulam com facilidade, o uso de capas protetoras antiácaro cria uma barreira que reduz o contato com esses alérgenos, ajudando a prevenir crises durante o sono e te ajudando a dormir melhor.

    4. Troque a roupa de cama semanalmente

    A troca frequente dos lençois, das fronhas e das cobertas é necessária para evitar o acúmulo de ácaros e de poeira, que se concentram principalmente nos locais de contato direto com a pele.

    O ideal é lavar as peças uma vez por semana, preferencialmente com água morna ou quente, pois a temperatura mais alta ajuda a eliminar os micro-organismos.

    5. Evite os tapetes, as cortinas e os carpetes pesados

    Os tecidos mais grossos acumulam muita poeira e são mais difíceis de limpar, o que facilita o aumento dos ácaros. Por isso, prefira ambientes com menos itens desse tipo ou opte por versões mais leves, como cortinas finas e tapetes laváveis. A escolha facilita a limpeza frequente e reduz a quantidade de alérgenos dentro de casa.

    6. Higienize o ar-condicionado e os ventiladores regularmente

    Os filtros do ar-condicionado e as hélices dos ventiladores acumulam poeira com o tempo e, sem a limpeza adequada, os aparelhos podem espalhar partículas no ar, piorando os sintomas alérgicos.

    A higienização deve ser feita com frequência, seguindo as recomendações do fabricante. No caso do ar-condicionado, a limpeza dos filtros deve ser regular, e a manutenção completa deve ser realizada periodicamente por um profissional.

    7. Controle a umidade para evitar o mofo

    A umidade favorece o crescimento de fungos, que são grandes desencadeadores de alergias respiratórias. É importante verificar possíveis infiltrações, vazamentos e áreas com acúmulo de água.

    Além disso, manter os ambientes bem ventilados e permitir a entrada de luz natural ajuda a reduzir a umidade e dificulta o aparecimento do mofo.

    8. Tenha cuidado com os produtos de limpeza com cheiro forte

    Os odores intensos podem irritar as vias respiratórias e desencadear sintomas como tosse, ardência no nariz e desconforto na garganta. O ideal é preferir produtos mais suaves, neutros ou indicados para pessoas alérgicas. Ah, e lembre-se de manter o ambiente ventilado durante e após a limpeza para evitar a concentração dos cheiros.

    9. Dê atenção aos bichos de pelúcia e aos objetos decorativos

    Os bichos de pelúcia e os objetos decorativos acumulam poeira com facilidade, principalmente quando ficam expostos por muito tempo sem limpeza. O recomendado é reduzir a quantidade dos itens, especialmente em quartos, ou manter uma rotina de higienização regular, lavando ou limpando conforme o material permite.

    10. Lave as cortinas e as mantas a cada 15 dias

    As cortinas e as mantas também acumulam poeira e ácaros ao longo do tempo. A lavagem quinzenal ajuda a manter os itens mais limpos e a reduzir a presença de agentes que causam alergias dentro de casa.

    Sinais de que você precisa procurar um alergista

    Os cuidados com a higiene da casa ajudam a reduzir os gatilhos, mas a alergia é uma resposta do sistema imunológico que, muitas vezes, precisa de acompanhamento médico. Vale ficar atento a alguns sinais que indicam quando o quadro precisam de avaliação:

    • Crises frequentes mesmo com a casa limpa;
    • Uso frequente de sprays nasais para conseguir respirar ou dormir;
    • Sintomas que atrapalham o sono e a produtividade, como congestão nasal ou tosse frequente;
    • Tosse seca persistente, que dura vários dias, principalmente à noite ou após exercícios físicos;
    • Episódios frequentes de sinusite, otite e amigdalite após crises alérgicas;
    • Coceira intensa nos olhos e na garganta.

    Mesmo um quadro simples de alergia pode comprometer o bem-estar e a qualidade de vida, interferindo no sono, na concentração e nas atividades do dia a dia. Com o diagnóstico correto, é possível identificar os principais gatilhos e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir desde mudanças no ambiente até o uso de medicamentos.

    Confira: Entenda como funciona a alergia alimentar e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor purificador de ar para alérgicos?

    Os modelos mais indicados são os que possuem filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air), capazes de reter até 99,9% das partículas suspensas, como pólen, ácaros e pelos de animais. Certifique-se de que o aparelho é adequado para o tamanho do cômodo.

    2. Vinagre realmente mata ácaros e mofo?

    O vinagre branco (ácido acético) é eficaz para eliminar o mofo (fungos) e impedir seu crescimento em superfícies. No entanto, ele não mata os ácaros diretamente, servindo apenas como um agente de limpeza para remover a sujeira onde eles se proliferam.

    3. Com que frequência devo trocar o travesseiro?

    O ideal é trocar o travesseiro a cada 2 anos. Mesmo com o uso de capas, após o período, cerca de 1/3 do peso do travesseiro pode ser composto por ácaros vivos, mortos e seus detritos, que são altamente alergênicos.

    4. Lavar o nariz com soro ajuda a evitar crises em casa?

    Sim, a lavagem nasal diária remove as partículas de poeira e alérgenos que ficaram retidos na mucosa nasal ao longo do dia, reduzindo a inflamação local.

    5. Como remover o mofo das paredes de forma segura?

    Use uma solução de água com água sanitária ou vinagre branco. Utilize máscara e luvas durante a limpeza para não inalar os esporos dos fungos que se soltam ao esfregar.

    6. Colocar o colchão no sol ajuda contra os ácaros?

    O calor do sol na superfície não é suficiente para matar ácaros que estão no interior do colchão. Além disso, o calor pode favorecer a reprodução dos que estão na parte protegida. O ideal é manter o quarto ventilado e usar capas protetoras.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Sente fraqueza com o uso de GLP-1? Veja os erros mais comuns na dieta e como evitar 

    Sente fraqueza com o uso de GLP-1? Veja os erros mais comuns na dieta e como evitar 

    A sensação de fraqueza com o uso de canetas emagrecedoras (medicamentos análogos do GLP-1), como Ozempic e Mounjaro, é um dos efeitos mais comuns durante o tratamento. Ele acontece especialmente por erros alimentares que prejudicam a produção de energia no dia a dia.

    Como os remédios atuam reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, é comum reduzir o consumo de alimentos, causando um déficit de energia que se manifesta através de cansaço, fraqueza e menor tolerância ao exercício — principalmente nas primeiras semanas ou após o aumento de dose, de acordo com a nutricionista Bárbara Yared.

    Portanto, mesmo em um processo de emagrecimento, o recomendado é manter uma alimentação rica em carboidratos de qualidade, proteínas e nutrientes que asseguram um aporte mínimo de energia e nutrientes para o bom funcionamento do organismo.

    Por que o uso de GLP-1 pode causar fraqueza?

    As canetas emagrecedoras imitam a ação de um hormônio natural do corpo chamado peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), que é liberado pelo intestino após a alimentação.

    Ele atua no sistema nervoso central, aumentando a sensação de saciedade, além de retardar o esvaziamento gástrico, o que pode reduzir ainda mais a vontade de comer.

    Com a ingestão menor de alimentos, é comum ocorrer uma redução no consumo de calorias e nutrientes essenciais, especialmente carboidratos e proteínas. Como os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo, uma ingestão insuficiente pode levar a sintomas como cansaço, tontura e queda de disposição.

    Bárbara ainda aponta que náuseas, vômitos ou diarreia, que podem ocorrer durante o uso dos agonistas de GLP-1, podem levar a uma desidratação leve e a alterações de eletrólitos. O desequilíbrio no organismo também contribui para a sensação de fraqueza, além de poder causar mal-estar, dor de cabeça e dificuldade de concentração.

    Quais os erros comuns na dieta de quem usa análogos de GLP-1?

    Com a falta de apetite, algumas escolhas alimentares no dia a dia acabam intensificando a sensação de fraqueza ao longo do tratamento, como:

    • Comer muito pouco ao longo do dia: com menos fome, muitas pessoas ficam horas sem comer sem perceber. Isso faz a energia cair, principalmente em quem faz exercício, já que o corpo precisa de combustível para funcionar bem e se recuperar;
    • Viver de “beliscos” ultraprocessados: a falta de fome leva a escolhas rápidas, como biscoitos, pão branco e doces. Apesar de práticos, eles têm pouca proteína e poucos nutrientes, e não sustentam a energia ao longo do dia;
    • Beber pouca água e poucos eletrólitos: a hidratação acaba ficando de lado, ainda mais quando há náusea ou diarreia. Isso pode piorar sintomas como cansaço, tontura e mal-estar;
    • Falta de vitaminas e minerais importantes: dietas com pouco ferro, vitamina B12 e folato podem piorar a disposição, principalmente em quem já tinha tendência à deficiência. Os nutrientes são importantes para a produção de energia e para a saúde como um todo.

    “Em contextos de grande redução calórica, é comum a ingestão baixa de proteínas, ferro e vitaminas do complexo B, nutrientes diretamente ligados a energia, massa muscular e bem-estar”, explica Bárbara.

    Como evitar o desânimo e a fadiga durante o tratamento?

    Em qualquer processo de emagrecimento, Bárbara explica que ocorre perda de gordura e também de uma pequena quantidade de massa magra. Com o uso de análogos de GLP-1, isso também pode acontecer quando a ingestão de proteína é insuficiente e não há estímulo de força.

    Nesse contexto, é importante adotar algumas medidas para evitar a fadiga, como:

    • Garanta proteína suficiente ao longo do dia: incluir boas fontes como ovos, carnes, iogurte e leguminosas ajuda a preservar a massa muscular. Em geral, a recomendação é de 1,2 a 1,6 g por kg de peso ao dia, podendo ser maior para quem treina;
    • Pratique exercícios de força regularmente: atividades como musculação ajudam a manter a massa muscular e melhoram a disposição;
    • Faça refeições menores e nutritivas: prefira pequenas porções com boa combinação de proteína, carboidrato e gordura, evitando grandes volumes que podem piorar o enjoo;
    • Mantenha o consumo de carboidratos: mesmo em menor quantidade, eles são importantes para dar energia, principalmente antes e depois do treino (ex: meia banana com iogurte ou torrada integral com queijo);
    • Hidrate-se ao longo do dia: beber água ao longo do dia ajuda a evitar sintomas como cansaço, tontura e indisposição, que podem piorar durante o uso do medicamento.

    Quando a suplementação é necessária?

    A suplementação pode ser necessária em alguns casos, mas deve ser vista como um complemento e não como substituto da alimentação, segundo Bárbara.

    Ela costuma ser indicada quando, mesmo com ajustes na dieta, ainda existem sinais de deficiência ou quando exames mostram níveis baixos de nutrientes como ferro, vitamina B12 ou vitamina D. Nesses casos, a suplementação ajuda a corrigir o déficit e melhorar sintomas como cansaço e fraqueza.

    Também pode ser útil quando há dificuldade em atingir a quantidade ideal de proteína apenas com a alimentação. Nessa situação, o uso de whey protein ou outra fonte proteica em pó pode ajudar a alcançar a meta diária de forma mais prática.

    “A decisão idealmente é feita com avaliação nutricional e exames laboratoriais, para direcionar o que realmente precisa ser suplementado”, esclarece a nutricionista.

    Quando ir ao médico?

    É importante procurar um médico quando alguns sinais começam a aparecer ou persistir durante o tratamento:

    • Cansaço constante e fraqueza: falta de energia que não melhora, dificuldade para realizar atividades do dia a dia ou queda no desempenho nos treinos;
    • Mudanças no corpo e no bem-estar: queda de cabelo, unhas frágeis, piora do humor, queda da libido ou sono de baixa qualidade;
    • Emagrecimento muito rápido: perda de peso acelerada, com redução visível de massa muscular (braços e pernas afinando demais);
    • Sinais de deficiência nutricional: exames alterados ou sintomas que indiquem falta de nutrientes importantes.

    A avaliação médica ajuda a ajustar a alimentação, o tratamento e, se necessário, incluir suplementação de forma adequada.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes

    1. Por que o cansaço é mais forte nos primeiros dias após a aplicação?

    É o período em que a concentração do medicamento no sangue está mais alta, intensificando a saciedade e, às vezes, as náuseas, o que dificulta a alimentação adequada.

    2. O uso de GLP-1 pode causar hipoglicemia (açúcar baixo no sangue)?

    Embora o mecanismo do GLP-1 raramente cause hipoglicemia sozinho em não diabéticos, a falta de alimentação prolongada pode baixar o açúcar no sangue, gerando tontura e tremores.

    3. Por que sinto tontura ao levantar rápido durante o tratamento?

    Isso pode ser sinal de desidratação ou queda na pressão arterial, ambos comuns quando a ingestão de líquidos e sais minerais diminui devido à falta de apetite.

    4. O que comer para diminuir o enjoo e a fraqueza?

    Priorize alimentos secos e de fácil digestão, como torradas integrais, frutas como banana e maçã, e carnes magras grelhadas. Evite gorduras e frituras, que retardam ainda mais a digestão.

    5. Quanto de proteína devo comer por dia?

    A recomendação varia, mas em dietas de emagrecimento com GLP-1, especialistas sugerem focar em pelo menos 1,2g a 1,6g de proteína por quilo de peso corporal, podendo ser maior em quem treina força.

    6. Quando a fraqueza deixa de ser comum e vira um sinal de alerta?

    Se você não consegue manter nenhum alimento no estômago por mais de 24h, sente confusão mental ou tem vômitos incoercíveis, procure um médico imediatamente.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Os carunchos são pequenos insetos que aparecem com frequência na despensa ou no armário da cozinha, em especial em alimentos como arroz, e muitas vezes já estão lá antes mesmo do produto sair do supermercado.

    Os ovos dos insetos podem já estar presentes nos grãos ainda durante o armazenamento ou no transporte. Com o tempo, principalmente em ambientes quentes e pouco ventilados, eles se desenvolvem e acabam se tornando visíveis dentro do pacote.

    Na maioria dos casos, os besouros não representam risco direto para a saúde, mas indicam que o alimento não está em boas condições para o consumo, já que pode haver contaminação e perda de qualidade. Vamos entender mais, a seguir.

    O que são os carunchos e de onde vêm?

    Os carunchos, conhecidos cientificamente como Sitophilus oryzae, são besouros de coloração escura e tamanho reduzido, que têm grande capacidade de infestação.

    Normalmente, a infestação começa ainda nas etapas de colheita ou armazenamento industrial. As fêmeas perfuram o grão de arroz (ou feijão, milho e trigo) e depositam seus ovos lá dentro, selando a abertura com uma substância gelatinosa. Como eles são microscópicos, não é possível ver a olho nu.

    Com o passar do tempo, especialmente quando o alimento fica armazenado em locais quentes, abafados ou com pouca ventilação, as larvas se desenvolvem dentro do próprio grão. Elas se alimentam do interior até atingirem a fase adulta, quando então perfuram a casca para sair. É quando você pode notar os bichinhos caminhando pelos grãos.

    Vale destacar que os carunchos adultos têm a capacidade de perfurar embalagens plásticas e de papel. Por isso, quando um pacote infestado fica aberto ou mal vedado, eles podem se espalhar com facilidade para outros alimentos, como:

    • Macarrão e massas;
    • Farinha de trigo ou de milho;
    • Cereais matinais;
    • Petiscos e rações de animais de estimação.

    Comer arroz com caruncho faz mal para a saúde?

    De forma geral, comer arroz com caruncho não faz mal e não causa intoxicação, desde que o grão não apresente mofo ou mau cheiro. Eles não são insetos venenosos, não picam e não transmitem doenças graves aos seres humanos. Em muitos casos, acabam sendo eliminados durante o preparo, como na lavagem e no cozimento.

    No entanto, isso não significa que está tudo certo consumir. A presença dos carunchos indica que o alimento já está contaminado e com a qualidade comprometida. Além dos próprios besouros, pode haver:

    • Ovos e larvas;
    • Fezes dos insetos;
    • Restos de cascas e fragmentos;
    • Possível presença de fungos ou micro-organismos.

    Para pessoas mais sensíveis, isso pode causar desconforto gastrointestinal leve, como náusea ou mal-estar. Já quem tem alergias pode apresentar alguma reação, embora não seja tão comum.

    O valor nutricional do arroz muda?

    Quando o arroz está com caruncho, o valor nutricional pode diminuir, principalmente porque as larvas se alimentam do interior do grão. Na prática, podem ocorrer perdas como:

    • Carboidratos (principal fonte de energia do arroz);
    • Proteínas;
    • Pequenas quantidades de vitaminas e minerais.

    Além disso, o grão pode ficar mais leve, oco e apresentar alteração na textura e no sabor após o preparo. Não é uma perda tão grande a ponto de deixar o alimento sem valor nutricional, mas já indica que o arroz não está mais na melhor qualidade para consumo.

    Como eliminar os carunchos do arroz?

    Se você já encontrou carunchos no arroz, o ideal é agir rápido para evitar que eles se espalhem. Se a infestação for pequena e o grão não apresentar mau cheiro ou mofo, é possível salvar o alimento com algumas técnicas simples:

    • Separe o que ainda pode ser aproveitado: se a infestação for leve (poucos insetos), você pode tentar salvar o arroz. Espalhe os grãos em uma superfície clara e retire os bichinhos visíveis.
    • Lave bem antes do preparo: coloque o arroz em um recipiente com água e mexa. Os carunchos tendem a boiar, facilitando a remoção. Repita a lavagem algumas vezes;
    • Use o congelador: uma forma eficaz de eliminar ovos e larvas é colocar o arroz no freezer por 2 a 3 dias. O frio interrompe o ciclo dos insetos;
    • Armazene corretamente depois: após o processo, transfira o arroz para um pote bem fechado, de preferência de vidro ou plástico rígido, com boa vedação.

    Depois de remover os bichinhos, é importante higienizar bem o armário para evitar uma nova infestação. Primeiro, esvazie completamente a prateleira, retirando todos os pacotes, inclusive os fechados, já que os carunchos podem perfurar as embalagens.

    Em seguida, limpe bem os cantos com um aspirador de pó ou um pano úmido para remover restos de grãos e farelos, onde os ovos costumam ficar escondidos.

    Por fim, passe um pano com uma mistura de água e vinagre branco em toda a superfície, pois o vinagre ajuda a afastar os insetos e a eliminar odores que podem atraí-los.

    Quando é necessário descartar o alimento?

    É necessário descartar o alimento se, ao abrir o pacote de arroz, você notar:

    • Grande quantidade de carunchos visíveis;
    • Presença de pó ou resíduos no fundo da embalagem;
    • Grãos muito danificados, quebrados ou ocos;
    • Cheiro diferente, forte ou desagradável;
    • Sinais de umidade;
    • Presença de mofo;
    • Insetos espalhados para outros alimentos do armário.

    Nesses casos, a economia de não desperdiçar o alimento não compensa o risco de uma intoxicação alimentar.

    Importante: não jogue o arroz infestado diretamente no lixo da cozinha sem proteção. O ideal é colocá-lo em um saco plástico e dar um nó firme ou usar fita adesiva. Isso evita que os carunchos saiam do lixo e voltem para a despensa ou para a dos vizinhos.

    Como prevenir o surgimento de carunchos na despensa?

    É possível prevenir o surgimento de carunchos nas embalagens de alimentos a partir de alguns cuidados no armazenamento, como:

    • Transfira os alimentos (arroz, feijão, farinhas, massas) para potes bem fechados, de preferência de vidro ou plástico rígido;
    • Evite guardar produtos nas embalagens originais depois de abertos;
    • Mantenha a despensa limpa e seca, sem acúmulo de farelos ou resíduos;
    • Faça limpezas periódicas nas prateleiras, inclusive nos cantos e frestas;
    • Evite calor e umidade, deixando o local bem ventilado;
    • Verifique as embalagens antes de comprar, observando se há furos ou sinais de infestação;
    • Consuma os alimentos dentro do prazo, evitando deixar pacotes abertos por muito tempo.

    Por fim, antes de colocar o pacote no carrinho do supermercado, dê uma leve batida no fundo da embalagem plástica e observe se há movimento de pontos pretos ou se existe muito pó acumulado nas dobras do plástico. Se houver, escolha outro lote, pois a infestação pode estar em todo aquele carregamento.

    Veja também: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

    Perguntas frequentes

    1. O caruncho morde ou pica humanos?

    Não, eles não possuem ferrão nem mandíbulas capazes de picar ou morder pessoas. O foco é estritamente o interior dos grãos.

    2. O caruncho voa?

    Sim, algumas espécies de caruncho possuem asas e podem voar de um pacote de alimento para outro dentro do armário.

    3. Além do arroz, onde mais eles aparecem?

    Em feijão, milho, macarrão, farinha de trigo, aveia, sementes de girassol e até em ração de pets.

    4. Colocar o arroz no sol mata o caruncho?

    O sol não mata necessariamente, mas o calor e a luz fazem com que os adultos saiam de dentro dos grãos e abandonem o pacote.

    5. O que é aquele pó que fica no fundo do pote de arroz?

    São os resíduos do grão que foi mastigado e triturado pelos carunchos (larvas e adultos).

    6. Por que o arroz integral parece ter mais caruncho?

    Porque o arroz integral preserva a casca e o germe, que são mais nutritivos e atraentes para os insetos do que o arroz branco polido.

    7. Quanto tempo vive um caruncho adulto?

    Um caruncho adulto pode viver de 3 a 6 meses, dependendo da temperatura e da disponibilidade de alimento. Durante esse tempo, uma única fêmea pode colocar até 400 ovos.

    8. Animais de estimação podem comer ração com caruncho?

    Assim como nos humanos, o inseto em si não é tóxico para cães e gatos. Porém, a ração perde nutrientes e pode desenvolver fungos. Se a infestação for grande, o animal pode recusar o alimento pelo cheiro ou apresentar diarreia.

    Leia mais: Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

  • Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Não é novidade que manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir doenças e acompanhar o funcionamento do corpo. Só que, na realidade de muitas pessoas, pode ser difícil conseguir horários ou encaixar no calendário, ainda mais em uma vida tão corrida.

    Na prática, cuidar da saúde pode ser muito mais simples quando existe organização ao longo do ano. Ao distribuir as consultas ao longo dos meses, você garante um monitoramento mais preciso e consegue dar a atenção devida a cada recomendação médica.

    Como montar um cronograma anual de check-up médico?

    Na hora de organizar o check-up anual, uma dica simples é dividir os exames ao longo dos dois semestres do ano. Assim, o processo fica mais tranquilo e evita uma sequência cansativa de consultas e exames em poucas semanas.

    Primeiro semestre (janeiro a junho)

    No primeiro semestre, a ideia é focar na avaliação geral da saúde, com consultas com:

    Clínico geral

    O clínico geral costuma ser o ponto de partida do check-up. Durante a consulta, o médico avalia o histórico de saúde, hábitos de vida, pressão arterial e sintomas recentes.

    Também é comum que o profissional solicite exames básicos de rotina, que podem variar de acordo com a idade:

    • Jovens (20 a 35 anos): hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicerídeos, creatinina (avaliação da função renal), TSH (avaliação da tireoide) e exames de urina e fezes;
    • Adultos (40 anos ou mais): além dos exames anteriores, o médico costuma incluir dosagem de vitamina D, ácido úrico, enzimas hepáticas (TGO e TGP) e proteína C reativa (PCR), que ajuda a avaliar processos inflamatórios no organismo;
    • Check-up cardiovascular: a partir dos 40 anos (ou antes, quando há histórico familiar de doenças cardíacas), o clínico pode solicitar um eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo e o funcionamento do coração.

    Ginecologista (para mulheres)

    A consulta anual com o ginecologista faz parte do acompanhamento regular da saúde da mulher. Além da avaliação clínica, o profissional pode solicitar exames preventivos que variam conforme a idade.

    • A partir dos 25 anos (ou do início da vida sexual): realização do exame Papanicolau (preventivo), utilizado para o rastreamento do câncer de colo do útero. O exame costuma ser feito anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, pode passar a ser realizado a cada três anos, conforme orientação médica;
    • Entre 35 e 40 anos: além do exame preventivo, o médico pode solicitar a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar o útero e os ovários e identificar alterações como miomas, cistos ou espessamento do endométrio;
    • A partir dos 40 a 50 anos: passa a ser indicada a mamografia para rastreamento do câncer de mama. O exame costuma ser realizado anualmente ou a cada dois anos, dependendo do protocolo adotado e do histórico familiar;
    • Após a menopausa: a densitometria óssea pode ser recomendada para avaliar a saúde dos ossos e verificar o risco de osteoporose, condição que se torna mais comum após a redução dos níveis hormonais.

    Urologista (para homens)

    A consulta com o urologista ajuda a acompanhar a saúde do sistema urinário e da próstata do homem. A necessidade de exames também varia conforme a idade e o histórico familiar.

    • Jovens (até 35 anos): o acompanhamento costuma focar no exame físico, que ajuda a identificar alterações como varicocele ou tumores testiculares. Também pode ser indicado rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), conforme histórico e orientação médica;
    • A partir dos 45 a 50 anos: podem ser solicitados exames para avaliação da próstata, como o PSA (exame de sangue) e o toque retal, quando indicado pelo médico. O rastreamento do câncer de próstata normalmente começa aos 45 anos para homens negros ou com histórico familiar de primeiro grau e aos 50 anos para os demais;
    • Avaliação urinária: em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassonografia das vias urinárias para avaliar rins e bexiga, especialmente quando existem sintomas como dificuldade para urinar, dor ou alterações no fluxo urinário.

    Dentista

    A consulta com o dentista deve acontecer, em média, a cada seis meses. Por isso, muitas pessoas aproveitam o início do ano para fazer a primeira limpeza e avaliação da saúde bucal. A consulta ajuda a identificar cáries, inflamações na gengiva e outros problemas que podem surgir ao longo do tempo.

    Segundo semestre (julho a dezembro)

    No segundo semestre, o foco costuma ser acompanhar os resultados dos exames feitos no início do ano e marcar consultas com especialistas, caso seja necessário. Se algum exame vier alterado ou surgir algum sintoma novo, o clínico geral pode indicar uma avaliação mais específica.

    Dermatologista

    A consulta com o dermatologista, pelo menos uma vez ao ano, é importante para avaliar a saúde da pele, ainda mais antes do período de maior exposição ao sol, como férias e verão. Durante o atendimento, o médico analisa manchas, pintas, sinais e outras alterações, que podem indicar problemas dermatológicos, como câncer de pele.

    No caso de pessoas com acne, manchas na pele, queda de cabelo ou problemas nas unhas, o acompanhamento também ajuda a identificar as causas e indicar o tratamento mais adequado.

    Nutricionista

    O acompanhamento anual com o nutricionista pode ser útil tanto para quem deseja melhorar a alimentação no dia a dia quanto para quem precisa controlar condições como colesterol alto, diabetes, sobrepeso ou deficiências nutricionais.

    Além disso, o profissional pode orientar mudanças simples na dieta que ajudam a melhorar energia, digestão e qualidade de vida.

    Dentista

    A segunda consulta do ano com o dentista funciona como uma revisão da saúde bucal. O profissional avalia os dentes, as gengivas e pode fazer uma nova limpeza, se necessário. O acompanhamento regular ajuda a prevenir cáries, inflamações na gengiva e outros problemas comuns da boca.

    Outros especialistas

    Se o clínico geral achar necessário, ele pode indicar consultas com outros especialistas para investigar melhor algum sintoma ou alteração nos exames. Os encaminhamentos mais comuns incluem:

    • Cardiologista: para avaliar a saúde do coração, principalmente em casos de pressão alta, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Endocrinologista: para investigar alterações hormonais, diabetes, problemas de tireoide ou dificuldades para controlar o peso;
    • Gastroenterologista: quando existem sintomas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal, constipação ou diarreia.

    Dica: lembre-se de fazer jejum para os exames de sangue, caso o laboratório tenha orientado, e leve sempre os resultados do ano anterior para que o médico possa comparar a evolução dos seus marcadores.

    Importância do clínico geral ou médico de família na organização

    O clínico geral ou o médico de família devem ser os primeiros profissionais a procurar quando a ideia é organizar o check-up. Eles avaliam a saúde de forma mais completa e ajudam a definir quais exames realmente precisam ser feitos.

    Durante a consulta, o profissional conversa sobre histórico familiar, hábitos de vida, sintomas recentes e resultados de exames anteriores. Com base na avaliação, ele pode pedir exames de rotina e, se necessário, indicar consultas com outros especialistas.

    O médico de família, em especial, acompanha a saúde ao longo do tempo, o que facilita perceber mudanças no organismo, orientar cuidados preventivos e acompanhar tratamentos quando necessário.

    Dicas práticas para você não esquecer os exames

    Para garantir que o planejamento saia do papel, algumas medidas podem te ajudar a lembrar das consultas e evitam que o check-up fique sempre para depois, sendo eles:

    • Use lembretes no celular: aplicativos de calendário, como o Google Agenda, podem ajudar bastante, basta anotar a data da consulta ou do exame e ativar um lembrete alguns dias antes;
    • Aproveite o mês do aniversário: muitas pessoas usam o mês do aniversário como um lembrete para cuidar da saúde. Marcar consultas próximas da data ajuda a transformar o check-up em um hábito anual;
    • Peça os pedidos de exames na mesma consulta: durante a consulta com o clínico geral, vale pedir todos os exames de rotina de uma vez. Assim, fica mais fácil organizar as datas e realizar tudo com calma;
    • Guarde os resultados dos exames: manter uma pasta com exames antigos (física ou digital) ajuda a acompanhar a evolução da saúde ao longo do tempo e facilita na hora de mostrar os resultados para o médico.

    Quando procurar um especialista antes do previsto?

    Mesmo com o check-up organizado ao longo do ano, alguns sinais do corpo indicam que é melhor procurar um médico antes da consulta de rotina, como:

    • Dor que não melhora depois de alguns dias;
    • Manchas ou pintas na pele que mudam de cor, formato ou tamanho;
    • Problemas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal ou alterações no intestino;
    • Dificuldade ou dor ao urinar, ou presença de sangue na urina;
    • Cansaço excessivo, tontura ou falta de ar sem motivo aparente;
    • Perda ou ganho de peso sem explicação.

    Sempre que surgir algum sintoma diferente ou persistente, o ideal é procurar um médico para avaliação. Muitas vezes, o clínico geral pode fazer a primeira análise e, se necessário, indicar o especialista mais adequado.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quais exames de sangue são considerados essenciais no check-up?

    Normalmente incluem hemograma completo, glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), ureia e creatina (função renal), TSH (tireoide) e dosagem de vitaminas (como D e B12).

    2. Quais são os exames essenciais na infância?

    Além do acompanhamento de crescimento com o pediatra, destacam-se o teste do pezinho (ao nascer), exames de acuidade visual e auditiva antes da alfabetização e acompanhamento vacinal rigoroso.

    3. A partir de que idade deve-se iniciar o rastreamento do câncer de mama?

    A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Mastologia é a partir dos 40 anos com a mamografia anual. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia bianual (a cada dois anos) para mulheres de 50 a 69 anos, embora garanta acesso a partir dos 40 anos.

    Mulheres com histórico familiar de primeiro grau devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação do mastologista.

    4. Quais cuidados aumentam na fase da maturidade (60+)?

    Nesta etapa, adiciona-se a densitometria óssea (para detectar osteoporose), avaliação cognitiva, exames de audição e check-ups cardiológicos mais detalhados, como o ecocardiograma.

    5. Remédios de uso contínuo alteram a data do check-up?

    Sim. Se você usa medicamentos para pressão, diabetes ou tireoide, os exames de monitoramento devem seguir a frequência estipulada pelo médico (normalmente a cada 6 meses), independentemente do seu calendário de check-up geral.

    6. Como o check-up cardiológico muda para quem pratica exercícios intensos?

    Para quem corre maratonas, faz crossfit ou treinos de alta intensidade, o check-up deve ser mais rigoroso e focado em desempenho e segurança. Além do eletrocardiograma simples, o médico pode solicitar o teste ergométrico de esforço e o ecocardiograma anualmente, independentemente da idade.

    Confira: Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

    Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

    Se você já usou um smartwatch durante o treino, provavelmente já viu aquele número piscando na tela, indicando os batimentos por minuto do seu coração. Mas você sabe o que fazer com a informação?

    A frequência cardíaca é um dos indicadores mais úteis para entender como o corpo está respondendo ao esforço físico. Ela mostra, em tempo real, o quanto o coração está trabalhando para enviar oxigênio e nutrientes aos músculos durante o exercício.

    Quanto mais intensa é a atividade, maior tende a ser o número de batimentos por minuto. Por isso, acompanhar a frequência cardíaca ajuda a ajustar o ritmo do treino, evitando tanto uma intensidade insuficiente quanto uma sobrecarga excessiva, além de indicar se o exercício está dentro de uma faixa adequada para o objetivo desejado.

    Para que os números realmente façam diferença, no entanto, é importante entender o que eles significam e como utilizá-los na prática. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que monitorar os batimentos durante o treino é tão importante?

    O coração funciona como uma bomba que ajusta o seu ritmo conforme a demanda do corpo.

    “Durante o exercício, os músculos precisam de mais oxigênio — e o coração responde acelerando os batimentos para entregar mais sangue oxigenado. Quanto maior a intensidade do esforço, maior a frequência cardíaca”, explica o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    O monitoramento da frequência cardíaca durante o treino ajuda a entender se a intensidade da atividade está adequada para o objetivo, seja melhorar o condicionamento físico, favorecer a queima de gordura ou manter um treino seguro, sem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

    Para pessoas que convivem com doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes, o acompanhamento não é apenas útil, mas pode ser uma parte importante do controle da saúde.

    Como calcular a sua frequência cardíaca máxima?

    A frequência cardíaca máxima, conhecida como FCmáx, corresponde ao limite teórico de batimentos por minuto que o coração pode atingir durante um esforço máximo. Segundo Giovanni, é um valor de referência usado para definir as zonas de treinamento, e não de um objetivo que deve ser alcançado durante o exercício.

    A fórmula mais utilizada é simples:

    FCmáx = 220 − idade

    Vale apontar que a fórmula representa apenas uma estimativa populacional, e não uma medida individual exata. Existe uma variação natural entre pessoas da mesma idade.

    Giovanni explica que fórmulas mais recentes, como a proposta por Tanaka (FCmáx = 208 − 0,7 × idade), são consideradas ligeiramente mais precisas em adultos. Ainda assim, na prática clínica e esportiva, a fórmula tradicional continua sendo amplamente utilizada devido à simplicidade.

    A forma mais precisa de determinar a frequência cardíaca máxima real é por meio de um teste ergométrico, realizado sob supervisão médica.

    Relógios e aplicativos são confiáveis para medir a frequência?

    O uso de relógios inteligentes e aplicativos tornou o monitoramento da frequência cardíaca muito mais acessível, mas a precisão das medições pode variar conforme a tecnologia utilizada.

    • Os monitores com cinta torácica captam diretamente o sinal elétrico do coração e apresentam alta precisão, próxima da obtida em exames como o eletrocardiograma para fins de treino;
    • Já os smartwatches com sensores ópticos de pulso, que estimam a frequência cardíaca a partir do fluxo sanguíneo na pele, costumam ser bastante práticos e relativamente precisos em repouso e em exercícios de baixa a moderada intensidade.

    Em atividades de alta intensidade, porém, Giovanni esclarece que movimentos bruscos ou suor excessivo podem reduzir a precisão das leituras.

    “Para quem treina por saúde geral, os smartwatches são ferramentas úteis e práticas. Para atletas que precisam de dados precisos para periodização, ou para pacientes cardíacos que monitoram frequência por indicação médica, a cinta torácica ou o teste supervisionado são mais confiáveis”, complementa o cardiologista.

    Zonas de treinamento cardíaco: como elas funcionam?

    As zonas de treinamento cardíaco são faixas de batimentos por minuto usadas para medir a intensidade do exercício. Cada zona representa um nível diferente de esforço do corpo durante a atividade física:

    • Zona 1 (50–60% da FCmáx): intensidade muito leve, voltada para recuperação ativa e manutenção da saúde geral;
    • Zona 2 (60–70% da FCmáx): intensidade leve, associada à melhora da capacidade aeróbica e à utilização de gordura como fonte de energia;
    • Zona 3 (70–80% da FCmáx): intensidade moderada, voltada para o condicionamento cardiovascular;
    • Zona 4 (80–90% da FCmáx): intensidade alta, associada ao aumento do desempenho e da resistência;
    • Zona 5 (90–100% da FCmáx): esforço máximo, que só pode ser mantido por períodos curtos.

    Para a maioria das pessoas que praticam atividade física com foco na saúde, as zonas 2 e 3 costumam ser as mais indicadas, pois oferecem um equilíbrio entre eficiência, segurança e sustentabilidade.

    Treinar sempre na frequência mais alta é melhor para o coração?

    A resposta é não. Na prática, o coração responde melhor a estímulos variados do que a um esforço constante em alta intensidade.

    Quando o exercício é realizado frequentemente em níveis muito altos de frequência cardíaca, o organismo entra em um estado de estresse fisiológico contínuo.

    O coração precisa trabalhar mais para manter o fluxo de sangue e oxigênio para os músculos, enquanto outros sistemas do corpo também são exigidos, como o sistema respiratório e o sistema hormonal.

    Com o tempo, a ausência de períodos adequados de recuperação pode levar a:

    • Síndrome do overtraining (supertreinamento): ocorre quando o corpo recebe cargas de treino elevadas sem tempo suficiente para recuperação, causando fadiga persistente, dificuldade de recuperação e queda de desempenho;
    • Arritmias em atletas com alto volume de treino: a sobrecarga repetida sobre o coração, especialmente em treinos muito intensos e frequentes, pode favorecer alterações no ritmo cardíaco em alguns atletas;
    • Aumento do risco de lesões musculoesqueléticas: músculos, tendões e articulações precisam de tempo para se recuperar. Sem descanso adequado, o risco de distensões e lesões por sobrecarga aumenta;
    • Queda do desempenho a longo prazo: o excesso de intensidade sem recuperação suficiente pode comprometer as adaptações do organismo e levar à redução progressiva do desempenho físico.

    “Pesquisas em cardiologia esportiva mostram que a maioria dos atletas de alto rendimento passa cerca de 80% do tempo de treino em baixa intensidade (zonas 1 e 2), com apenas 20% em alta intensidade. Esse modelo, conhecido como treinamento polarizado, tem base científica sólida e é recomendado tanto para desempenho quanto para saúde cardiovascular”, explica Giovanni.

    Pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas devem seguir limites diferentes?

    Para pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas, o exercício físico continua sendo muito recomendado, mas a intensidade do exercício precisa ser adequada à condição de cada pessoa.

    Em situações como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou histórico de infarto, a prática de exercício costuma ser orientada dentro de programas de reabilitação cardíaca, nos quais a intensidade do esforço é monitorada de forma controlada.

    Já no caso de pessoas que utilizam betabloqueadores, Giovanni explica que as fórmulas tradicionais usadas para estimar a frequência cardíaca máxima podem não refletir corretamente os limites seguros de treino.

    Isso porque os remédios, frequentemente prescritos para hipertensão e arritmias, reduzem a frequência cardíaca em repouso e durante o esforço. Logo, o número de batimentos por minuto deixa de refletir com precisão a intensidade real do exercício.

    “A recomendação para qualquer pessoa com doença cardiovascular conhecida é: consultar o médico antes de iniciar ou intensificar um programa de exercícios e, idealmente, realizar um teste ergométrico para determinar os limites seguros individuais”, orienta o cardiologista.

    Como saber se a frequência cardíaca está excessiva ou perigosa durante o treino?

    Além dos números do relógio ou monitor cardíaco, alguns sintomas indicam que a intensidade pode estar excessiva, como:

    • Dor ou pressão no peito;
    • Tontura ou sensação de desmaio;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço;
    • Palpitações irregulares;
    • Náusea durante o exercício.

    Se qualquer um desses sinais aparecer, o treino deve ser interrompido e pode ser necessária avaliação médica.

    Além dos sinais, Giovanni aponta dois métodos que ajudam a avaliar a intensidade do exercício:

    • Teste da conversa (Talk Test): se durante o exercício você consegue falar frases completas, a intensidade provavelmente está moderada. Se consegue dizer apenas palavras curtas, o esforço já está alto. Se não consegue falar, o exercício está próximo do limite;
    • Escala de Borg (percepção de esforço): mede o cansaço em uma escala de 6 a 20, ou de 0 a 10 na versão simplificada. Para treinos voltados à saúde, o ideal costuma ficar entre 12 e 14, o que corresponde a um esforço moderado.

    Existe uma frequência cardíaca ideal diferente para iniciantes e atletas?

    As fórmulas para calcular a frequência cardíaca máxima são as mesmas, mas o coração de uma pessoa treinada responde de forma diferente ao esforço.

    Com o treino regular, Giovanni explica que o coração se torna mais eficiente: a cada batimento ele bombeia mais sangue, o que reduz a frequência cardíaca em repouso e durante atividades leves. Por isso, atletas de resistência podem apresentar batimentos de repouso bastante baixos.

    Na prática, a intensidade do treino deve respeitar o nível de condicionamento:

    • Iniciantes: devem começar nas zonas 1 e 2 (50–70% da FCmáx), priorizando adaptação e criação de rotina;
    • Intermediários e avançados: podem incluir treinos mais frequentes nas zonas 3 e 4;
    • Atletas: alternam períodos de baixa intensidade com sessões mais intensas, dentro de uma programação estruturada.

    “A regra universal, independentemente do nível: progredir gradualmente, respeitar a recuperação e escutar o corpo”, finaliza o cardiologista.

    Leia mais: O que o cardiologista observa no seu exame de sangue

    Perguntas frequentes

    1. O que acontece se eu treinar acima da minha frequência cardíaca máxima?

    Treinar no limite extremo (zona 5) por muito tempo causa fadiga muscular precoce, acúmulo de ácido lático e, em casos graves, arritmias ou sobrecarga cardíaca. O corpo não sustenta essa intensidade por muito tempo.

    2. O cálculo para homens e mulheres é o mesmo?

    Nas fórmulas genéricas sim, mas estudos sugerem que o coração feminino tende a bater um pouco mais rápido. Algumas fórmulas específicas para mulheres, como a de Gulati (206 – (0,88 x idade)), são usadas por especialistas para maior precisão.

    3. Por que minha frequência sobe muito rápido no calor?

    O coração precisa bombear sangue não só para os músculos, mas também para a pele para resfriar o corpo. Isso aumenta o esforço cardíaco, elevando os batimentos mesmo que a carga do exercício seja a mesma.

    4. Café e suplementos pré-treino alteram a frequência cardíaca?

    Sim, os estimulantes como a cafeína aumentam a FC basal e a resposta ao exercício. Se você consome esses produtos, deve ter cuidado redobrado para não ultrapassar seus limites de segurança.

    5. Quando devo me preocupar com os batimentos no treino?

    Se a FC demorar muito para baixar após o exercício (recuperação lenta) ou se você sentir palpitações, dor no peito e tontura mesmo estando dentro da sua zona alvo. Nesses casos, procure um cardiologista.

    6. Existe diferença na frequência cardíaca entre natação, ciclismo e corrida?

    Sim. Na natação, a FC costuma ser 10 a 15 batimentos menor devido à posição horizontal (facilita o retorno venoso) e ao resfriamento da água. No ciclismo, a FC também tende a ser menor que na corrida, pois não há o impacto e o peso do corpo é sustentado pela bike.

    Confira: Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios

  • 10 alimentos que não devem ir para a geladeira (e como organizar a sua dispensa)

    10 alimentos que não devem ir para a geladeira (e como organizar a sua dispensa)

    Você tem o hábito de guardar tudo na geladeira assim que chega do mercado? Apesar da refrigeração ser importante para conservar e aumentar a vida útil dos alimentos, não são todos que podem ser mantidos em baixas temperaturas.

    Na verdade, em alguns casos, quando colocados no refrigerador, eles podem perder aroma, ficar com consistência diferente ou estragar mais rápido do que o esperado. Isso porque o frio pode interromper processos naturais de amadurecimento, alterar a estrutura dos alimentos e até prejudicar o sabor original.

    Para te ajudar a entender quais alimentos realmente precisam de refrigeração e evitar desperdícios, listamos os principais e explicamos como armazená-los corretamente no dia a dia. Confira!

    Por que nem tudo deve ser refrigerado?

    A geladeira ajuda a retardar o crescimento de bactérias e a conservar alimentos perecíveis por mais tempo, mas ela não é um ambiente neutro.

    Por ser um local de baixa temperatura e alta umidade (ou com ar mais seco, dependendo da tecnologia do aparelho), alguns alimentos acabam sofrendo alterações quando ficam guardados ali por muito tempo. Em muitas frutas, por exemplo, o frio pode atrapalhar o processo natural de amadurecimento.

    Como resultado, a fruta pode perder parte do aroma e ficar com a polpa mais seca ou com uma textura diferente. Em outros casos, a umidade dentro da geladeira pode deixar certos alimentos moles ou acelerar o aparecimento de mofo.

    Quando o armazenamento é feito de forma adequada, o alimento mantém melhor o sabor, a textura e até o valor nutricional.

    Quais alimentos não devem ir para a geladeira?

    1. Batata

    A batata não deve ficar na geladeira porque o frio transforma o amido presente no alimento em açúcar mais rapidamente. Como resultado, o sabor pode ficar levemente adocicado e a textura tende a ficar mais seca. Quando a batata que ficou refrigerada é cozida ou frita, ela também pode escurecer com mais facilidade.

    Como guardar: guarde as batatas em um local fresco, seco e bem ventilado. O ideal é utilizar um saco de papel ou uma cesta que permita a circulação de ar e proteja da luz.

    2. Tomate

    O frio da geladeira interrompe o processo natural de amadurecimento do tomate e pode alterar a estrutura interna do fruto. Como resultado, o tomate perde aroma e pode ficar com a polpa mais granulada ou sem sabor.

    Como guardar: deixe os tomates em uma fruteira ou em um recipiente aberto, em temperatura ambiente.

    3. Alho

    A umidade presente dentro da geladeira favorece o surgimento de mofo e pode fazer o alho brotar mais rápido. Quando isso acontece, o sabor tende a ficar mais forte e amargo, além do alimento perder firmeza.

    Como guardar: mantenha a cabeça de alho inteira em um local seco, fresco e ventilado. O ideal é evitar recipientes fechados que impeçam a circulação de ar.

    4. Azeite de oliva

    O azeite é sensível às mudanças de temperatura. Quando fica na geladeira, pode ficar mais espesso e até formar pequenos cristais. Apesar de não estragar, ele perde a textura ideal para finalizar os pratos.

    Como guardar: armazene o azeite em um armário fechado, longe da luz, do calor do fogão e da exposição direta ao sol.

    5. Pão

    O frio da geladeira acelera o processo de ressecamento do pão, porque a baixa temperatura altera a estrutura do amido presente no alimento, deixando o pão duro e sem frescor.

    Como guardar: se o consumo acontecer em até dois dias, mantenha o pão em um porta-pães ou em um saco bem fechado. Para conservar por mais tempo, o melhor é congelar as fatias e aquecer no forno ou na torredeira quando for consumir.

    6. Frutas tropicais (banana, abacaxi e mamão)

    As frutas tropicais são naturalmente adaptadas ao clima quente. Quando ficam na geladeira, podem sofrer mudanças na textura e no sabor. A banana tende a escurecer rapidamente, enquanto o abacaxi e o mamão podem perder parte da doçura.

    Como guardar: mantenha as frutas em temperatura ambiente até o momento do consumo. Após cortadas, podem ser guardadas na geladeira por pouco tempo.

    7. Cebola

    A cebola precisa de ventilação para se conservar bem. Dentro da geladeira, a umidade favorece o amolecimento e o aparecimento de fungos.

    Como guardar: guarde as cebolas em um local seco e ventilado, de preferência em uma cesta ou recipiente aberto. Uma dica é evitar guardar cebolas e batatas juntas, pois ambas liberam gases naturais que podem acelerar o processo de deterioração.

    8. Abacate

    Quando o abacate ainda está firme, a geladeira pode atrapalhar o processo natural de amadurecimento. A baixa temperatura desacelera as reações que fazem a fruta ficar macia e cremosa. Como resultado, o abacate pode permanecer duro por mais tempo ou amadurecer de forma irregular, com partes escuras e textura menos agradável.

    Como guardar: deixe o abacate amadurecer fora da geladeira, em uma fruteira ou em um local fresco da cozinha. Se quiser acelerar o amadurecimento, coloque a fruta dentro de um saco de papel junto com uma banana ou uma maçã.

    9. Manjericão

    O manjericão é uma erva aromática muito delicada e sensível ao frio. Quando é colocado na geladeira, as folhas costumam murchar rapidamente, escurecer e perder parte do aroma característico. Isso acontece porque as folhas possuem uma estrutura muito fina e não reagem bem às baixas temperaturas.

    Como guardar: coloque os talos em um copo com um pouco de água e mantenha em temperatura ambiente, longe do sol direto. Outra alternativa prática é picar as folhas e congelar em forminhas de gelo com um pouco de azeite, o que ajuda a preservar o aroma por mais tempo.

    10. Mel

    O mel é um dos alimentos naturais mais duráveis que existem. Devido a composição rica em açúcares naturais e baixa presença de água, ele pode permanecer estável por muito tempo sem necessidade de refrigeração.

    Quando o mel é colocado na geladeira, o frio acelera um processo natural chamado cristalização. Nesse processo, o mel fica mais espesso e pode até se tornar sólido, o que dificulta o uso no dia a dia.

    Como guardar: o ideal é manter o mel em um pote bem fechado, guardado em um armário seco e protegido da luz. Caso ocorra a cristalização, basta aquecer o recipiente em banho-maria com água morna por alguns minutos.

    Alimentos que duram mais na despensa

    A despensa costuma ser o melhor lugar para armazenar vários alimentos do dia a dia. Quando o ambiente é seco, fresco e protegido da luz, os ingredientes conseguem se conservar por muito mais tempo sem necessidade de refrigeração. O armazenamento também ajuda a preservar o sabor, a textura e os nutrientes dos alimentos.

    Por isso, depois do mercado, veja quais alimentos você deve colocar na despensa:

    • Grãos, cereais e leguminosas: arroz, feijão, lentilha, grão-de-bico e aveia duram meses quando guardados em recipientes bem fechados, protegidos da umidade e de insetos;
    • Raízes e bulbos: alho, cebola e batata se conservam melhor em local seco, escuro e ventilado. Evite guardar batatas e cebolas juntas para não acelerar o apodrecimento;
    • Mel e conservas caseiras: o mel tem propriedades antibacterianas naturais e pode durar muito tempo fora da geladeira. Conservas em vinagre ou óleo também se mantêm bem na despensa enquanto o pote estiver fechado;
    • Óleos e gorduras vegetais: azeite de oliva, óleo de coco e óleos de sementes devem ficar em armários protegidos da luz e do calor para preservar o sabor e a qualidade;
    • Frutas em amadurecimento: abacate, manga e mamão amadurecem melhor fora da geladeira, pois a temperatura ambiente ajuda a desenvolver o sabor e a textura ideais.

    Para que os alimentos realmente durem, lembre-se de que a despensa não deve ter incidência direta de luz, umidade e também não pode ficar próximo ao calor do fogão ou forno.

    Dicas práticas para organizar a sua fruteira e despensa

    Uma cozinha organizada facilita muito o dia a dia e ainda ajuda a conservar melhor os alimentos. Quando você sabe onde cada alimento deve estar, é mais simples preservar os nutrientes e evitar desperdício de dinheiro.

    Veja algumas dicas simples para organizar a fruteira e a despensa de forma prática.

    Na fruteira

    • Priorize a ventilação: a fruteira deve permitir a circulação de ar entre as frutas. Uma dica é usar cestos de metal, madeira ou vime. A ventilação ajuda a evitar o acúmulo de umidade e diminui o risco de apodrecimento;
    • Separe frutas que amadurecem rápido: algumas frutas, como banana, liberam mais gás etileno, um hormônio natural que acelera o amadurecimento. Quando ficam junto com outras frutas, podem fazer com que tudo amadureça mais rápido. O ideal é manter frutas mais sensíveis em cestos ou níveis separados;
    • Posição do tomate faz diferença: caso o tomate fique na fruteira, coloque a parte do caule voltada para baixo. A posição ajuda a reduzir a entrada de ar e a perda de umidade, o que pode prolongar a conservação.

    Na despensa

    • Separe batatas e cebolas: ambos alimentos ficam melhor fora da geladeira, mas eles não devem ser armazenados juntos. O ideal é manter cada alimento em cestos ou prateleiras diferentes;
    • Use potes bem fechados: grãos, farinhas, sementes e cereais duram mais quando são guardados em recipientes herméticos. Potes de vidro ou plástico de boa qualidade ajudam a proteger contra umidade, insetos e perda de qualidade;
    • Organize por ordem de validade: um método simples ajuda a evitar desperdícios: coloque os alimentos mais novos no fundo da prateleira e deixe os produtos mais antigos na frente. Assim, os itens que vencem primeiro são consumidos antes;
    • Evite locais úmidos ou quentes: a despensa deve ser seca, fresca e protegida da luz. Evite guardar alimentos próximos ao fogão ou em armários embaixo da pia, pois o calor e a umidade podem acelerar a deterioração e prejudicar a qualidade de óleos, grãos e temperos.

    Com alguns cuidados simples, a fruteira e a despensa ficam mais organizadas, e os alimentos permanecem frescos e saborosos por muito mais tempo.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Por que o mel cristaliza no refrigerador?

    O mel é uma solução supersaturada de açúcar. As baixas temperaturas aceleram a formação de cristais, tornando-o sólido. Fora da geladeira, ele mantém a fluidez por anos.

    2. O pão mofa mais rápido fora da geladeira?

    Em locais muito úmidos, sim. Porém, na geladeira ele resseca e envelhece (retrogradação do amido) muito rápido. O ideal para conservação longa é o congelador.

    3. Devo guardar o café na geladeira para preservar o aroma?

    Pelo contrário. O café absorve a umidade e os cheiros de outros alimentos (como cebola e queijo), estragando o sabor da bebida. Mantenha-o em pote escuro e bem vedado na despensa.

    4. O manjericão escureceu na geladeira. Ainda pode usar?

    Sim, se não houver mofo, mas o sabor será inferior e a aparência estará prejudicada. O ideal é usá-lo fresco ou congelado em azeite.

    5. Alho picado pode ficar na despensa?

    Não. O alho picado ou amassado deve ser consumido na hora ou guardado na geladeira coberto por óleo/azeite para evitar o botulismo e a oxidação.

    6. O ketchup e a mostarda precisam ir para a geladeira depois de abertos?

    Embora tenham alta acidez e conservantes, os fabricantes recomendam a refrigeração após a abertura para preservar o sabor e a cor por mais tempo. Na despensa, eles oxidam e escurecem mais rápido.

    7. Onde devo guardar as ervas secas e especiarias?

    Sempre na despensa, longe do calor e da luz. Guardá-las perto do fogão ou na geladeira faz com que percam a potência do sabor e fiquem empelotadas devido à umidade.

    Leia mais: Como organizar a geladeira corretamente e conservar os alimentos por mais tempo

  • Ovo faz mal ou bem, afinal? Entenda 

    Ovo faz mal ou bem, afinal? Entenda 

    Durante muitos anos, o ovo foi visto com desconfiança, principalmente por causa da sua relação com o colesterol. Esse alimento chegou a ser evitado por muita gente, especialmente por quem se preocupava com a saúde do coração.

    Hoje, no entanto, a ciência já tem uma visão mais equilibrada. Estudos recentes mostram que o ovo pode fazer parte de uma alimentação saudável, desde que seja consumido com moderação e preparado da forma adequada.

    Antes de continuar a leitura, veja neste vídeo uma explicação direta sobre o consumo de ovos, seus benefícios e a quantidade considerada segura no dia a dia.

    No vídeo, você vai entender por que o ovo deixou de ser visto como vilão e quais cuidados são importantes no preparo e na quantidade consumida.

    Ovo faz mal ou faz bem?

    Atualmente, a maior parte das evidências científicas aponta que o ovo é um alimento nutritivo e seguro para a maioria das pessoas.

    Ele é rico em:

    • Proteínas de alto valor biológico;
    • Vitaminas, como B12 e vitamina D;
    • Minerais importantes;
    • Colina, um nutriente essencial para diversas funções do organismo.

    Apesar de conter colesterol na gema, o impacto do consumo de ovos no colesterol sanguíneo é menor do que se acreditava no passado para a maioria das pessoas saudáveis.

    Por isso, o ovo deixou de ser considerado um vilão e passou a ser visto como um alimento que pode integrar uma dieta equilibrada.

    Quantos ovos por dia são seguros?

    Uma dúvida muito comum é sobre a quantidade ideal de ovos por dia.

    De forma geral, para pessoas saudáveis, o consumo de 2 a 3 ovos por dia é considerado seguro dentro de uma alimentação equilibrada.

    Quantidades maiores podem até ser consumidas em contextos específicos, mas não costumam ser recomendadas de forma rotineira, principalmente sem orientação profissional.

    Vale lembrar que a recomendação pode variar de acordo com fatores como:

    • Perfil de saúde;
    • Presença de doenças cardiovasculares;
    • Níveis de colesterol;
    • Estilo de vida.

    Por isso, em casos específicos, é importante buscar orientação individualizada.

    A forma de preparo do ovo faz diferença

    Mais do que o ovo em si, a forma de preparo pode influenciar o impacto desse alimento na saúde.

    Preparações com excesso de gordura podem aumentar o valor calórico da refeição e reduzir seus benefícios.

    Entre as formas mais recomendadas estão:

    • Ovo cozido;
    • Ovo pochê;
    • Ovo mexido com pouca ou nenhuma gordura.

    Por outro lado, é interessante evitar preparações com:

    • Excesso de manteiga;
    • Óleos em grande quantidade;
    • Frituras frequentes.

    Esses cuidados ajudam a manter o consumo de ovos dentro de um padrão alimentar mais saudável.

    Veja também: Alergia a ovo: sintomas, como descobrir e o que não pode comer

    Perguntas frequentes sobre consumo de ovos

    1. Ovo aumenta o colesterol?

    Nem sempre. Para a maioria das pessoas, o impacto do ovo no colesterol sanguíneo é pequeno quando consumido com moderação.

    2. Quantos ovos posso comer por dia?

    Em geral, entre 2 e 3 ovos por dia são considerados seguros para pessoas saudáveis.

    3. Comer ovo todos os dias faz mal?

    Não necessariamente. O consumo diário pode ser seguro quando feito com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada.

    4. Qual a forma mais saudável de preparar o ovo?

    Ovo cozido, pochê ou com pouca gordura são as melhores opções.

    5. Fritar ovo faz mal?

    Não é o ovo em si, mas o excesso de gordura no preparo que pode tornar a refeição menos saudável.

    6. Quem tem colesterol alto pode comer ovo?

    Depende do caso. Em muitas situações, o consumo moderado é permitido, mas o ideal é ter orientação médica.

    7. Ovo é uma boa fonte de proteína?

    Sim. O ovo é considerado uma proteína de alto valor biológico.

    Veja mais: Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

  • Quanto açúcar é demais? Saiba o limite ideal 

    Quanto açúcar é demais? Saiba o limite ideal 

    Do café da manhã às sobremesas, o açúcar está presente em grande parte da alimentação moderna. Apesar de ser uma fonte rápida de energia, o consumo frequente e em excesso tem sido associado a diversos problemas de saúde.

    Nos últimos anos, organizações de saúde têm reforçado a importância de reduzir principalmente os açúcares adicionados, aqueles incluídos em alimentos industrializados, bebidas e preparações culinárias. Entender qual é a quantidade recomendada e como o excesso impacta o organismo é bem importante para manter uma alimentação equilibrada e saudável.

    O que é considerado açúcar na alimentação

    Quando se fala em açúcar, não se trata apenas do açúcar de mesa. Existem diferentes formas de açúcar presentes na dieta.

    Algumas delas são:

    • Açúcar de mesa (sacarose);
    • Mel;
    • Xarope de milho e outros adoçantes adicionados;
    • Açúcares presentes em bebidas adoçadas, doces e alimentos ultraprocessados.

    É importante diferenciar os açúcares naturalmente presentes em alimentos, como frutas e leite, dos açúcares adicionados.

    São esses açúcares adicionados que mais preocupam do ponto de vista da saúde.

    O que a ciência recomenda sobre o consumo de açúcar

    De acordo com organizações internacionais de saúde, o consumo de açúcares adicionados deve ser limitado.

    A recomendação geral é que eles representem:

    • Menos de 10% das calorias totais do dia;
    • Idealmente menos de 5% para benefícios adicionais à saúde.

    Na prática, isso corresponde aproximadamente a:

    • Até cerca de 50 gramas por dia em uma dieta de 2.000 calorias;
    • Idealmente menos de 25 gramas por dia.

    Esses valores incluem o açúcar presente em bebidas adoçadas, sobremesas, alimentos industrializados e preparações culinárias.

    Por que o excesso de açúcar pode fazer mal

    O problema não está no consumo ocasional, mas sim no consumo frequente e em grandes quantidades. Quando ingerido em excesso, o açúcar pode provocar diversas alterações no organismo.

    Entre elas:

    • Aumento de peso e maior risco de obesidade;
    • Alterações no metabolismo da glicose;
    • Maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2;
    • Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
    • Maior formação de cáries dentárias.

    Além disso, muitos alimentos ricos em açúcar possuem baixo valor nutricional, o que contribui para uma dieta desequilibrada.

    Onde está o açúcar escondido na alimentação

    Grande parte do consumo de açúcar vem de alimentos industrializados, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

    Entre os exemplos mais comuns estão:

    • Refrigerantes e bebidas adoçadas;
    • Sucos industrializados;
    • Biscoitos e bolos;
    • Cereais matinais;
    • Molhos prontos;
    • Iogurtes adoçados.

    Ler os rótulos dos alimentos é uma das estratégias mais importantes para reduzir a ingestão de açúcar.

    Como reduzir o consumo de açúcar no dia a dia

    Algumas mudanças simples podem ajudar a diminuir o consumo sem grandes dificuldades.

    Entre elas estão:

    • Reduzir gradualmente o açúcar em bebidas como café;
    • Preferir alimentos naturais ou minimamente processados;
    • Evitar bebidas açucaradas no dia a dia;
    • Substituir sobremesas frequentes por frutas;
    • Ler rótulos e escolher produtos com menor teor de açúcar.

    Essas medidas ajudam a construir hábitos alimentares mais saudáveis ao longo do tempo.

    Veja mais: Importância de controlar o açúcar na infância e quais doenças previne

    Perguntas frequentes sobre consumo de açúcar

    1. Comer açúcar todos os dias faz mal?

    Não necessariamente. O problema está no consumo excessivo e frequente, principalmente de açúcares adicionados.

    2. Açúcar mascavo ou demerara é mais saudável?

    Eles passam por menos processamento e podem conter pequenas quantidades de minerais, mas ainda devem ser consumidos com moderação da mesma forma que o açúcar comum.

    3. Refrigerantes são uma das maiores fontes de açúcar?

    Sim. Bebidas açucaradas estão entre as principais fontes de açúcar adicionado na alimentação moderna.

    4. Frutas também têm açúcar?

    Sim, mas o açúcar das frutas vem acompanhado de fibras, vitaminas e outros nutrientes importantes.

    5. O excesso de açúcar pode causar diabetes?

    O consumo excessivo pode contribuir para ganho de peso e resistência à insulina, fatores que aumentam o risco de diabetes tipo 2.

    6. Cortar completamente o açúcar é necessário?

    Não. A recomendação é reduzir açúcares adicionados e manter uma alimentação equilibrada.

    7. Ler o rótulo dos alimentos ajuda a reduzir o consumo?

    Sim. Observar a quantidade de açúcar nos rótulos permite fazer escolhas mais conscientes.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Como organizar a geladeira corretamente e conservar os alimentos por mais tempo

    Como organizar a geladeira corretamente e conservar os alimentos por mais tempo

    Na hora de organizar as compras na geladeira, não é apenas uma questão de encaixar tudo o que cabe nas prateleiras. Na verdade, a forma como os alimentos são armazenados influencia diretamente o tempo de conservação, a qualidade nutricional e a segurança do que é consumido, uma vez que cada zona da geladeira possui temperatura e umidade diferentes.

    Para você ter uma ideia, guardar os alimentos nos locais errados pode acelerar a deterioração, favorecer o crescimento de bactérias e aumentar o risco de contaminação cruzada, situação em que microrganismos presentes em um alimento são transferidos para outro.

    Uma geladeira mal organizada também contribui para o desperdício, já que itens mal acondicionados estragam com mais facilidade. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de um terço de tudo que é produzido no mundo vai para o lixo — e uma das causas é justamente o armazenamento inadequado.

    Mas então, qual é a forma correta de guardar os alimentos na geladeira e evitar problemas? É o que nós te explicamos, a seguir!

    Por que organizar a geladeira corretamente é importante?

    Pode até parecer uma tarefa doméstica chata, mas a organização da geladeira ajuda a conservar os alimentos por mais tempo, reduz o desperdício e diminui o risco de intoxicação alimentar.

    Isso porque cada parte da geladeira tem uma faixa de temperatura diferente: as prateleiras inferiores são mais frias, as superiores um pouco mais quentes, e a porta é a região com maior variação de temperatura, já que é aberta com frequência.

    Quando os alimentos são armazenados nos locais errados, eles ficam expostos a condições que favorecem a multiplicação de bactérias ou aceleram a deterioração.

    Para completar, a organização inadequada aumenta o risco de contaminação cruzada, que acontece quando microrganismos presentes em um alimento são transferidos para outro. Ela é uma das principais causas de doenças transmitidas por alimentos, como salmonella e listeriose.

    Qual deve ser a temperatura ideal da geladeira?

    A temperatura ideal da geladeira deve estar entre 1°C e 5°C, faixa em que a multiplicação da maioria das bactérias é significativamente reduzida. Já o freezer deve ser mantido a -18°C ou abaixo, temperatura em que os microrganismos ficam inativos e os alimentos podem ser conservados por períodos mais longos.

    É importante verificar o termostato da geladeira com regularidade, especialmente em épocas de calor, quando a temperatura ambiente pode interferir no funcionamento do aparelho. Uma dica é utilizar um termômetro culinário para checar se a temperatura interna está dentro da faixa recomendada, já que os termostatos embutidos nem sempre são precisos.

    Vale lembrar também que abrir a geladeira com muita frequência ou deixar a porta aberta por longos períodos faz com que a temperatura interna suba, comprometendo a conservação dos alimentos.

    Como organizar cada prateleira da geladeira?

    Para organizar a geladeira do jeito certo, o primeiro passo é entender que cada prateleira tem uma função diferente, porque a temperatura e a umidade variam em cada parte do refrigerador. Veja o que guardar em cada espaço:

    Congelador

    No congelador devem ser armazenados alimentos que precisam de temperaturas muito baixas para conservação por mais tempo, como:

    • Carnes;
    • Frango;
    • Peixes;
    • Preparações prontas congeladas;
    • Polpas de frutas;
    • Vegetais branqueados.

    Prateleira superior

    A prateleira superior é a menos fria da geladeira e, por isso, é indicada para alimentos que não precisam de muito frio para se conservar. É o lugar ideal para guardar:

    • Leite e derivados;
    • Alimentos prontos para consumo;
    • Frios e embutidos;
    • Bebidas.

    Os ovos também podem ser armazenados aqui, desde que mantidos na embalagem original ou em um recipiente fechado.

    Prateleira do meio

    A prateleira do meio tem temperatura um pouco mais estável e é uma boa opção para alimentos que precisam de refrigeração moderada. É o espaço recomendado para guardar:

    • Sucos naturais;
    • Tortas, bolos e pudim;
    • Sobras de alimentos;
    • Preparações que serão consumidas nos próximos dias.

    Por ser uma prateleira de fácil acesso e boa visibilidade, também é um bom lugar para posicionar alimentos que precisam ser consumidos com mais urgência.

    Prateleira inferior

    As prateleiras inferiores da geladeira, especialmente as localizadas logo acima da gaveta de legumes, estão entre as áreas mais frias do aparelho, o que as torna o local mais indicado para armazenar alimentos mais perecíveis, como:

    • Carnes cruas;
    • Peixes e aves;
    • Laticínios frescos (como queijos minas e iogurtes);
    • Alimentos que estão em processo de descongelamento.

    As carnes, peixes e aves devem ser guardados sempre em recipientes fechados ou embalagens herméticas, para evitar que o líquido escorra e contamine outros alimentos. Se eles forem consumidos em até dois dias, podem permanecer na geladeira. Caso contrário, o ideal é transferi-los para o freezer.

    Importante: em geladeiras de modelo do tipo Inverse, aqueles com o freezer na parte inferior, essa dinâmica pode mudar, e a prateleira mais fria pode ser outra. Nesses casos, vale consultar o manual do fabricante para identificar qual é a região de temperatura mais baixa.

    Gavetão de frutas, legumes e verduras

    O gavetão é feito especificamente para conservar o hortifruti, com temperatura e umidade controladas para preservar a textura e os nutrientes dos alimentos.

    Para aproveitar melhor o espaço, vale separar frutas de verduras e legumes, já que algumas frutas (como maçã, pera e banana) liberam etileno, um gás natural que acelera o amadurecimento e pode deteriorar os vegetais mais rapidamente.

    Outra dica é não lavar as verduras e legumes antes de guardá-los, pois o excesso de umidade favorece o aparecimento de mofo. O ideal é lavar apenas na hora do consumo.

    Porta da geladeira

    A porta é a região com maior variação de temperatura da geladeira, já que é aberta com frequência. Por isso, não é recomendada para alimentos sensíveis ao calor, como ovos, leite ou carnes.

    O espaço é mais adequado para alimentos que têm maior resistência à variação de temperatura, como manteiga, margarina, geleias, molhos, condimentos, bebidas, sucos industrializados e água.

    É comum o hábito de guardar os ovos na porta (inclusive, vários modelos de geladeira até oferecem um suporte para isso), mas o recomendado é evitar a prática. A variação de temperatura pode comprometer a qualidade do ovo e favorecer a proliferação de bactérias como a Salmonella.

    Como armazenar carnes e peixes na geladeira?

    As carnes, aves e peixes crus são os alimentos que mais precisam de cuidado na hora de armazenar, já que são altamente perecíveis e podem ser fonte de bactérias como salmonella, listeria e Escherichia coli. Por isso, alguns cuidados são importantes para garantir a segurança alimentar, como:

    • Armazene sempre na prateleira inferior da geladeira, que é a mais fria;
    • Guarde em recipientes fechados ou embalagens herméticas, para evitar que o líquido liberado pela carne (exsudato) escorra e contamine outros alimentos;
    • Nunca misture carnes cruas com alimentos prontos para consumo, como frios, queijos ou sobras de refeições;
    • Consuma carnes cruas em até dois dias. Peixes e frutos do mar são ainda mais sensíveis e devem ser consumidos em até 24 horas;
    • Se não houver previsão de consumo dentro do prazo, congele imediatamente após a compra, em embalagens bem vedadas e identificadas com a data de armazenamento;
    • Carnes já cozidas podem ser conservadas na geladeira por até três dias, desde que armazenadas em recipientes com tampa e mantidas nas prateleiras superiores, longe das carnes cruas.

    Vale lembrar que, ao descongelar carnes e peixes, isso deve ser feito sempre dentro da geladeira, nunca em temperatura ambiente. O hábito de deixar a carne descongelando na pia ou na bancada da cozinha favorece a multiplicação de bactérias na camada externa do alimento, mesmo que o interior ainda esteja congelado.

    O ideal é transferir a peça do freezer para a prateleira inferior da geladeira na véspera do preparo e deixar descongelar lentamente. Uma vez descongelado, o alimento não deve ser congelado de novo cru, apenas após o cozimento.

    Recipientes para guardar alimentos na geladeira

    Os recipientes de vidro com tampa hermética são os mais indicados, uma vez que não absorvem odores, não mancham, não liberam substâncias químicas nos alimentos e podem ser usados tanto na geladeira quanto no micro-ondas e no forno. Você pode usá-los para guardar sobras de refeições, frutas cortadas, molhos e preparações do dia a dia.

    Os recipientes de plástico também são bastante utilizados, mas é importante escolher modelos livres de BPA, uma substância química presente em alguns tipos de plástico que pode migrar para os alimentos e causar problemas à saúde. Para identificar, basta procurar pelo selo de “BPA free” no produto.

    Com que frequência limpar a geladeira?

    O recomendado é fazer uma limpeza completa da geladeira a cada 15 dias, removendo todos os alimentos, higienizando as prateleiras, gavetas e paredes internas com uma solução de água morna e bicarbonato de sódio ou vinagre diluído em água. Eles ajudam a eliminar odores e resíduos sem deixar cheiro forte ou resíduos químicos nos alimentos.

    Também é importante evitar usar produtos abrasivos ou com cheiro muito intenso, como água sanitária pura ou desinfetantes perfumados, pois eles podem impregnar o interior da geladeira.

    Além da limpeza quinzenal, alguns cuidados devem fazer parte da rotina, como:

    • Limpe imediatamente qualquer líquido derramado, para evitar a proliferação de bactérias e o surgimento de odores;
    • Verifique regularmente os prazos de validade dos alimentos e descarte o que estiver vencido ou com sinais de deterioração;
    • Higienize as borrachas de vedação da porta, que acumulam resíduos com facilidade e podem comprometer o fechamento correto da geladeira.

    Por fim, antes de recolocar os alimentos após a limpeza, aproveite para reorganizar a geladeira, descartar embalagens desnecessárias e verificar o que precisa ser consumido com prioridade.

    Quando descartar os alimentos da geladeira?

    Nem sempre é fácil identificar quando um alimento está impróprio para consumo, então é importante ficar atento a alguns sinais, como:

    • Prazo de validade indicado na embalagem, pois alimentos vencidos devem ser descartados, mesmo que aparentemente estejam com cheiro, cor e textura normais;
    • Presença de mofo, mesmo que pequena. Retirar a parte afetada e consumir o restante não é seguro, pois as toxinas do fungo se espalham de forma invisível pelo alimento;
    • Odor azedo, rançoso ou diferente do habitual;
    • Textura pegajosa, viscosa ou diferente do normal;
    • Mudança de cor não esperada, como carnes com tonalidade acinzentada ou esverdeada;
    • Líquido acumulado no fundo da embalagem em quantidade incomum.

    Importante apontar que o prazo de validade vale para o produto fechado. Depois de aberto, o tempo de conservação é menor e varia conforme o tipo de alimento.

    Leia mais: Vai começar a fazer dieta? Veja quais são as mais saudáveis

    Perguntas frequentes

    1. Como guardar verduras para durarem mais?

    Lave-as, seque bem (uma centrífuga de salada ajuda muito) e guarde em potes ou sacos plásticos com uma folha de papel toalha entre elas. O papel absorve a umidade excessiva, evitando o apodrecimento.

    2. Posso guardar comida quente na geladeira?

    Sim, pode colocar comida quente na geladeira, mas o ideal é esperar cerca de 20 a 30 minutos para ela amornar e não sobrecarregar o aparelho.

    3. Qual a melhor forma de armazenar sobras?

    Sempre em potes herméticos (vidro é superior ao plástico por não reter odores e ser mais higiênico). Consuma em no máximo 3 a 4 dias.

    4. Como evitar o mau cheiro na geladeira?

    Mantenha tudo tampado e faça uma limpeza mensal com uma solução de água e bicarbonato de sódio. Um pote aberto com um pouco de pó de café ou bicarbonato no fundo da prateleira ajuda a neutralizar odores.

    5. Pode guardar latas abertas na geladeira?

    Não é recomendado. Uma vez aberta, a folha de flandres (aço estanhado) da lata pode começar a oxidar em contato com o ar e a umidade, transferindo um gosto metálico e riscos de contaminação ao alimento. Transfira sempre o conteúdo para um pote de vidro ou plástico com tampa.

    6. O papel alumínio ou o plástico filme é melhor para cobrir alimentos?

    Depende. O plástico filme é melhor para vedar e evitar a entrada de ar (ideal para frutas cortadas). Já o papel alumínio é ótimo para proteger da luz e de cheiros fortes, mas não deve ser usado com alimentos ácidos (como molho de tomate ou limão), pois o metal pode reagir com o ácido e passar para a comida.

    7. Como saber se um alimento “esquecido” ainda está bom?

    Na dúvida, descarte. Nem toda bactéria que causa doença altera o cheiro, a cor ou o sabor do alimento. Se um alimento está na geladeira há mais de 5 dias ou apresenta qualquer sinal de mofo (mesmo que você tire a parte verde), ele pode estar contaminado por fungos invisíveis.

    8. Por que não se deve guardar óleos de cozinha na geladeira?

    Com exceção de óleos de sementes muito específicos (como o de linhaça), óleos comuns como o de soja, milho ou girassol ficam turvos e espessos no frio. O local ideal é o armário, longe do calor do fogão e da luz direta.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão