Categoria: Bem-estar

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  • Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Os pés sustentam o peso do corpo todos os dias, sendo uma região que convive constantemente com pressão, atrito e impacto.

    O calcanhar, em especial, tende a ter uma sobrecarga maior durante a caminhada, ao ficar muito tempo em pé e até pelo uso de determinados tipos de calçados. Por isso, como mecanismo de proteção, a pele pode ficar mais espessa e endurecida para tentar reduzir os danos causados pelo atrito diário.

    Mas, quando há excesso de ressecamento e falta de cuidados, o calcanhar também pode perder elasticidade, ficar áspero e desenvolver rachaduras que, além do desconforto estético, podem causar dor e sangramentos. Vamos entender mais, a seguir.

    O que pode causar o calcanhar ressecado e grosso?

    O calcanhar ressecado e grosso, quadro conhecido como hiperqueratose, acontece quando a camada externa da pele se funde e endurece para se proteger.

    Se a região não receber os cuidados certos, a falta de elasticidade faz a pele se romper, causando rachaduras que podem ser dolorosas. Entre as principais causas, é possível destacar:

    1. Falta de hidratação na região

    Ao contrário de outras partes do corpo, a pele dos pés não possui glândulas sebáceas, responsáveis pela produção da oleosidade natural. A região conta apenas com glândulas sudoríparas, que produzem suor. Sem a aplicação regular de cremes específicos, a pele perde água com mais facilidade, ficando ressecada e endurecida.

    2. Uso frequente de calçados abertos ou inadequados

    Os chinelos, as sandálias e os tamancos deixam o calcanhar mais exposto e sem o suporte adequado durante a caminhada. A cada passo, a região sofre uma pressão constante e acaba se expandindo para os lados, aumentando o atrito contra o solo.

    Sem a proteção e a sustentação que um calçado fechado oferece, a pele reage criando uma camada mais grossa como forma de defesa natural. O hábito de andar descalço com frequência também pode provocar o mesmo efeito, principalmente em superfícies ásperas e secas.

    3. Longos períodos em pé ou excesso de peso

    Os longos períodos em pé ao longo do dia e o excesso de peso aumentam de forma significativa a pressão exercida sobre os pés, especialmente sobre os calcanhares.

    Como resposta à sobrecarga contínua, o organismo estimula uma produção maior de queratina, fazendo com que a pele da sola dos pés fique progressivamente mais espessa, rígida e ressecada.

    4. Banhos muito quentes e demorados

    Os banhos muito quentes e demorados também podem contribuir bastante para o ressecamento dos pés, porque a água em temperaturas elevadas remove a camada natural de proteção da pele, que ajuda a preservar a hidratação da região.

    Como os pés já possuem uma tendência natural ao ressecamento, a perda de proteção faz com que a pele fique ainda mais sensível, áspera e com aquele aspecto esbranquiçado bastante comum nos calcanhares ressecados.

    5. Doenças e condições de saúde subjacentes

    Em alguns casos, existem condições que podem interferir na circulação sanguínea, na renovação celular ou na capacidade natural da pele de manter a hidratação. Como consequência, o calcanhar pode ficar não apenas mais seco e grosso, mas também mais sensível, descamativo e propenso ao surgimento de rachaduras profundas. São elas:

    • Diabetes: os danos nos nervos periféricos, conhecidos como neuropatia diabética, podem reduzir a transpiração natural dos pés, deixando a pele extremamente seca e mais vulnerável ao aparecimento de fissuras e rachaduras;
    • Problemas na tireoide, como o hipotireoidismo: a redução dos hormônios tireoidianos desacelera o metabolismo e diminui a atividade das glândulas responsáveis pela hidratação natural da pele, favorecendo o ressecamento;
    • Psoríase e o eczema: as doenças inflamatórias crônicas da pele podem causar descamação intensa, vermelhidão, irritação e o acúmulo de pele mais grossa na região dos pés e calcanhares.

    Quando o ressecamento é muito intenso, surgem rachaduras frequentes, dor, descamação persistente ou alterações na sensibilidade dos pés, pode ser necessário buscar uma avaliação médica para identificar a causa correta e indicar o tratamento mais adequado.

    O que fazer para tirar o grosso do calcanhar?

    Para reduzir o aspecto grosso e ressecado do calcanhar, o mais importante é manter uma rotina contínua de hidratação e cuidados suaves com a pele.

    Como o espessamento acontece como uma forma de proteção contra o atrito e a pressão, remover toda a pele endurecida de uma vez pode acabar causando sensibilidade, dor e até mais rachaduras. Algumas dicas incluem:

    Faça um escalda-pés com esfoliação (1 a 2 vezes por semana)

    O calor ajuda a amolecer a queratina acumulada, facilitando a remoção da pele morta de forma suave. Para fazer o escalda-pés, basta mergulhar os pés em uma bacia com água morna por 10 a 15 minutos. Você pode adicionar um pouco de sabonete líquido ou óleo essencial de amêndoas na água, se quiser.

    Logo após o molho, use um esfoliante caseiro (como açúcar com óleo de coco) ou uma lixa de pés suave para massagear a região em movimentos circulares.

    Importante: nunca use lixas de metal, lâminas ou raladores de pé. Remover a pele de forma agressiva ou em excesso faz o cérebro entender que a região sofreu uma agressão grave. O resultado é o efeito rebote: o corpo produces ainda mais queratina e o calcanhar fica duas vezes mais grosso em poucos dias.

    Use cremes hidratantes com ativos queratolíticos

    Em alguns casos, os cremes hidratantes comuns de corpo podem não ser suficientes para tratar o calcanhar grosso. Nesse caso, pode ser necessário usar cremes específicos para os pés que contenham ativos capazes de quebrar as ligações das células mortas (ação queratolítica) e reter água, como:

    • Ureia (concentração entre 10% e 20%): é um ativo que penetra nas camadas mais profundas, hidrata e descama suavemente a pele grossa;
    • Ácido salicílico: que ajuda a afinar a camada da pele e a remover as células mortas de forma gradual;
    • Lanolina e vaselina: que são excelentes para aplicar antes de dormir, pois criam uma barreira física que impede a água de sair da pele.

    A aplicação deve ser feita de forma contínua, principalmente após o banho e antes de dormir, momento em que a pele costuma absorver melhor os ativos hidratantes. Uma dica é usar meias de algodão logo após a aplicação do creme, o que ajuda a manter a hidratação por mais tempo durante a noite.

    Evite andar descalço ou com sapatos abertos

    Durante o tratamento do calcanhar ressecado e grosso, o ideal é dar preferência a sapatos fechados com meias ou a sandálias que ofereçam um bom amortecimento na região do calcanhar. Isso ajuda a reduzir o atrito e a pressão excessiva sobre os pés, diminuindo o estímulo constante que faz a pele engrossar como mecanismo de proteção.

    Evite arrancar a pele solta com as mãos

    A tentativa de puxar, arrancar ou cortar a pele ressecada dos pés pode acabar causando pequenos machucados e fissuras que facilitam a entrada de bactérias e fungos. Além de aumentar o risco de infecções, o hábito também pode deixar a região mais sensível e favorecer o surgimento de rachaduras ainda mais profundas e dolorosas.

    Quando existe um excesso de pele endurecida, o ideal é investir em hidratação contínua e em uma remoção suave e gradual.

    Seque muito bem os pés após o banho

    A umidade acumulada nos pés, principalmente entre os dedos, cria um ambiente favorável para irritações, proliferação de fungos e desenvolvimento de micoses. Depois do banho, o ideal é secar os pés com cuidado e atenção, utilizando uma toalha macia e sem esfregar a pele com força para não aumentar a sensibilidade da região.

    Como prevenir o ressecamento dos pés?

    Como os pés convivem com atrito e pressão no dia a dia, o ideal é Adotar alguns cuidados simples de hidratação e proteção, como:

    • Hidrate os pés diariamente com cremes específicos, principalmente após o banho e antes de dormir;
    • Evite banhos muito quentes e demorados, já que a água quente favorece o ressecamento da pele;
    • Use calçados confortáveis e com bom suporte para reduzir o atrito e a pressão sobre o calcanhar;
    • Evite andar descalço com frequência, principalmente em pisos ásperos e secos;
    • Beba água ao longo do dia para ajudar na hidratação da pele de dentro para fora;
    • Faça esfoliações suaves ocasionalmente para remover o excesso de células mortas sem agredir a pele;
    • Seque bem os pés após o banho, especialmente entre os dedos, para evitar irritações e micoses;
    • Observe sinais persistentes, como dor, rachaduras profundas e ressecamento intenso que não melhora com os cuidados básicos.

    Quando ir ao médico?

    Se mesmo após duas semanas de hidratação intensa o calcanhar continuar muito grosso, se houver rachaduras profundas que sangram ou se você sentir dor ao pisar, é fundamental buscar ajuda profissional.

    O podólogo pode realizar o desbastamento seguro da pele (com aparelhos adequados) e o dermatologista pode avaliar se há alguma infecção por fungos ou psoríase associada.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

    Perguntas frequentes

    1. Por que o calcanhar fica branco e descamando?

    O aspecto esbranquiçado é o sinal inicial de desidratação extrema e acúmulo de células mortas (queratina). Sem água e óleo natural, a pele perde a aderência entre suas camadas e começa a descamar e a esfarelar.

    2. Usar lixa no pé piora o calcanhar grosso?

    Sim, se for usada em excesso ou com muita força. Quando você lixa o pé agressivamente, o organismo entende que a região sofreu uma agressão mecânica e ativa um mecanismo de defesa conhecido como efeito rebote, produzindo ainda mais queratina e deixando a pele duas vezes mais grossa.

    3. Qual a diferença entre pele grossa e micose no calcanhar?

    O engrossamento comum é causado por atrito e falta de hidratação. Já a micose costuma causar descamação fina, coceira intensa, vermelhidão e pode apresentar um odor desagradável. Se houver coceira, o ideal é consultar um dermatologista.

    4. Passar limão no calcanhar ajuda a clarear e afinar?

    Não é recomendado. O limão contém ácido cítrico que pode causar queimaduras químicas graves e manchas escuras persistentes (fitofotodermatose) se a pele for exposta ao sol, mesmo dias após a aplicação. Existem alternativas seguras e testadas, como o ácido salicílico.

    5. Quanto tempo leva para recuperar um calcanhar rachado?

    Com uma rotina rigorosa de hidratação oclusiva noturna e esfoliação suave, as rachaduras superficiais e o aspecto áspero melhoram visivelmente em 7 a 14 dias. Rachaduras profundas que sangram podem levar de 3 a 4 semanas para fechar completamente.

    6. O que fazer quando a rachadura no calcanhar está doendo muito?

    Se houver dor crônica ou sangramento, limpe a região com soro fisiológico, aplique uma pomada cicatrizante e protetora e proteja o local com um curativo limpo e meias. Evite sapatos abertos ou andar descalço até que a ferida feche. Se notar sinais de infecção, como pus, calor local ou vermelhidão que se espalha, procure ajuda médica.

    7. Por que o calcanhar engrossa mais no verão?

    No verão, o uso de calçados abertos (chinelos, rasteirinhas e sandálias) aumenta drasticamente. Como eles não têm as laterais fechadas para segurar a gordura do calcanhar, o impacto do pé contra o chão esparrama a pele para os lados. Além disso, a exposição direta ao calor, vento e poeira acelera a evaporação da umidade natural.

    Leia mais: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Energia para treinar: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Energia para treinar: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Treinar logo cedo exige energia disponível, mas muitas vezes o tempo e o apetite reduzido pela manhã dificultam a escolha da refeição adequada, então o ideal é escolher refeições rápidas. Comer algo antes da atividade física pode ajudar na performance e na recuperação, mas não é algo indispensável, já que muitos treinam em jejum.

    “Quem treina logo cedo não precisa obrigatoriamente comer antes”, enfatiza a nutricionista Serena Del Favero. Segundo ela, tudo depende do objetivo, do tipo de treino e da individualidade.

    Café da manhã pré-treino: o que priorizar?

    A especialista explica que, no café da manhã pré-treino, os carboidratos devem ser a base, já que fornecem combustível imediato (energia) para os músculos, garantindo disposição e intensidade no treino.

    Além disso, as proteínas entram como suporte para reduzir a degradação muscular e fornecer aminoácidos que serão usados no processo de recuperação e síntese proteica após o exercício.

    E as gorduras? Segundo a especialista, elas devem aparecer em pequenas quantidades. “Elas ajudam na saciedade, mas em excesso podem atrasar a digestão”.

    Exemplos de refeições rápidas para quem treina cedo

    Quando o treino acontece cedo, a praticidade é muito importante, por isso refeições rápidas são ideais. A especialista sugere opções leves e equilibradas, que fornecem carboidratos de boa qualidade e proteínas de fácil digestão:

    • Banana com aveia e mel;
    • Iogurte natural com fruta picada;
    • Pão integral com queijo branco ou ovo;
    • Vitamina de fruta com leite ou bebida vegetal;
    • Shake de whey protein com banana;
    • Tapioca recheada com ovo ou frango desfiado;
    • Iogurte com granola.

    Essas combinações ajudam a manter energia sem causar desconforto, sendo ajustáveis conforme o tempo disponível antes do treino.

    Treinar cedo em jejum ou alimentado?

    Quem treina pela manhã pode optar por treinar em jejum caso não consiga fazer uma refeição logo cedo. “A escolha entre treinar alimentado ou em jejum depende do objetivo, da intensidade do treino e da tolerância individual”, diz a nutricionista.

    Treinar em jejum pode ser viável em treinos leves a moderados ou para pessoas bem adaptadas, já que o corpo utiliza estoques de glicogênio e gordura como energia.

    “Porém, em treinos intensos de força ou sessões longas, o jejum pode comprometer a performance e aumentar a degradação muscular”.

    Pessoas que preferem treinar em jejum devem dar uma atenção maior à última refeição do dia anterior, já que esse acaba sendo o seu pré-treino. Nesses casos, é importante fazer refeições completas, com boas fontes de proteínas, carboidratos e gorduras boas.

    Pré-treinos líquidos podem ser a solução

    Se você não gosta de treinar em jejum, mas também não se sente confortável em comer algo, os pré-treinos líquidos são uma ótima alternativa, já que são de fácil digestão.

    “Smoothies, shakes proteicos com fruta ou iogurte batido são boas alternativas, garantindo energia e aminoácidos de forma prática”.

    Apenas evite nesse momento ingerir gorduras e fibras, mesmo que seja apenas uma refeição líquida. Segundo a especialista, ambos podem retardar o esvaziamento gástrico e causar desconforto durante o exercício.

    Leia também: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

    Treino sem queda de energia

    Manter a energia no treino não depende apenas do tipo de alimento. Em treinos curtos, apenas a alimentação pré-treino com boas fontes de carboidratos pode ser suficiente.

    “Em sessões mais longas ou intensas, porém, pode ser necessário incluir reposição durante o exercício para garantir energia contínua e evitar queda de desempenho”, fala a especialista.

    Corredores de longas distâncias, por exemplo, costumam usar géis de carboidrato durante os treinos para manter a energia alta. Mas isso só é realmente necessário em treinos muito longos, o que não costuma ser a recomendação geral para a maioria das pessoas.

    Como resume a nutricionista, o segredo está no equilíbrio: escolher alimentos leves, ricos em carboidratos e proteínas, evitando exageros que atrapalhem a digestão. Assim, mesmo com pouco tempo pela manhã, é possível garantir energia, preservar a massa muscular e manter a qualidade do treino.

    Veja também: Treino na gravidez: por que é importante monitorar a frequência cardíaca?

    Perguntas frequentes

    1. Preciso sempre comer antes de treinar cedo?

    Não. Quem tolera bem o jejum pode treinar sem comer, especialmente em treinos leves. Mas, para treinos de força e intensidade, um pré-treino, mesmo que leve, é recomendado. Aposte nas refeições rápidas.

    2. Como equilibrar os macronutrientes no café da manhã pré-treino?

    A base deve ser carboidratos, acompanhados de proteína magra. A gordura é dispensável nesse momento.

    3. Quais refeições rápidas funcionam melhor no pré-treino?

    Banana com aveia, iogurte com fruta, pão integral com ovo ou queijo, shake de proteína, tapioca com frango ou ovo.

    4. O que fazer se não tenho apetite de manhã?

    Pré-treinos líquidos, como shakes ou smoothies, são boas opções. O jantar do dia anterior também precisa ser reforçado, principalmente para quem treina em jejum.

    5. É melhor escolher comida sólida ou líquida?

    Depende da tolerância e do tempo disponível. As sólidas saciam mais, mas demoram a digerir; líquidas são práticas e rápidas. Ambas podem cumprir o papel, desde que os macronutrientes estejam em equilíbrio.

    6. Como evitar desconfortos gastrointestinais?

    Optando por refeições leves e evitando alimentos ricos em gordura e fibras antes do treino.

    Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

  • 9 frutas com casca comestível que você não deve jogar fora

    9 frutas com casca comestível que você não deve jogar fora

    As cascas das frutas não servem apenas como uma proteção natural e, no dia a dia, você pode aproveitá-las para aumentar o consumo de nutrientes e reduzir o desperdício na cozinha. Para ter uma ideia, as cascas concentram uma quantidade significativa de fibras, vitaminas e antioxidantes essenciais para o bom funcionamento do organismo.

    Mas será que toda fruta pode ser consumida assim? Para garantir o consumo seguro, é preciso saber quais variedades são realmente recomendadas para o consumo e como higienizá-las corretamente para eliminar as impurezas superficiais. Confira!

    Por que você deveria parar de descascar as frutas comestíveis?

    As cascas das frutas possuem uma grande concentração de nutrientes importantes para o organismo. Quando você descasca frutas como a maçã, a pera e a ameixa, por exemplo, acaba perdendo parte das fibras, vitaminas e compostos bioativos que ajudam o corpo a funcionar melhor e fortalecem a imunidade.

    As fibras presentes na casca, como a pectina e a celulose, ajudam a aumentar a saciedade, controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o intestino funcionando bem. Sem a casca, o açúcar da fruta é absorvido mais rapidamente pelo organismo, o que pode aumentar o índice glicêmico da refeição.

    A parte externa das frutas também é rica em antioxidantes, como os polifenóis, as antocianinas e vitaminas como a C e a A. Eles ajudam a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres, contribuindo para a prevenção do envelhecimento precoce e de doenças crônicas.

    Além dos benefícios para a saúde, aproveitar as frutas com casca também ajuda a reduzir o desperdício de alimentos e deixa a alimentação mais sustentável no dia a dia. Afinal, muita coisa que normalmente vai para o lixo ainda pode ser aproveitada de forma simples e saborosa.

    Quais frutas podem ser comidas com casca?

    1. Maracujá

    A casca do maracujá é muito rica em fibras, principalmente a pectina, um tipo de fibra que ajuda a aumentar a saciedade e contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue.

    Apesar da poupa ser a parte mais consumida da fruta, a casca, depois de higienizada e cozida, pode virar farinha, geleia, doce caseiro e até ingrediente para sucos e vitaminas.

    2. Melancia

    A casca da melancia contém fibras, água e compostos antioxidantes que ajudam na hidratação e no funcionamento do organismo. Ela pode ser usada em sucos, conservas, refogados e doces, ficando com uma textura parecida com a do chuchu em algumas receitas.

    Como a melancia já possui uma grande quantidade de água, aproveitar essa parte da fruta também ajuda a criar preparações leves e refrescantes.

    3. Banana

    A casca da banana é uma ótima fonte de fibras, potássio, magnésio e antioxidantes. Apesar de muita gente não ter o costume de consumir, ela pode ser usada em diversas receitas doces e salgadas. Quando cozida ou batida em preparações, a textura fica mais macia e o sabor mais suave.

    A casca funciona muito bem em bolos, panquecas, vitaminas, brigadeiros fit e até em versões de carne vegetal desfiada. Além dos nutrientes, ela ajuda a aumentar a saciedade e contribui para o bom funcionamento do intestino.

    4. Abacaxi

    A casca do abacaxi é muito aromática e concentra boas quantidades de vitamina C e compostos antioxidantes. Em vez de ser descartada, ela pode ser aproveitada para preparar chás, águas saborizadas, sucos e até fermentados naturais.

    O chá da casca do abacaxi, por exemplo, é bastante popular por ser refrescante e ter um sabor naturalmente adocicado. Para completar, o reaproveitamento da casca ajuda a extrair ainda mais sabor da fruta sem aumentar os custos da alimentação.

    5. Laranja

    Com fibras, antioxidantes e óleos essenciais naturais que dão aroma e sabor para diferentes receitas, a casca da laranja pode ser usada em raspas para bolos, caldas, doces, chás e até em preparações salgadas. A parte branca da casca, que é comum evitar por ser mais amarga, também contém compostos importantes para a saúde.

    Além de ajudar na digestão, os antioxidantes presentes na casca auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres.

    6. Mamão

    Como o mamão já é conhecido pelo auxílio ao funcionamento intestinal, consumir a fruta de forma integral pode aumentar ainda mais a quantidade de fibras ingeridas na alimentação.

    A casca pode ser aproveitada principalmente em vitaminas e preparações batidas, já que possui uma textura macia e fácil de incorporar nas receitas. Ela costuma ficar bem suave quando combinada com outras frutas, especialmente banana e laranja.

    7. Pera

    A pera é uma fruta que praticamente já vem pronta para ser consumida com casca, porque a camada externa é fina e concentra uma boa quantidade de fibras e antioxidantes importantes para a saúde. Quando a fruta é descascada, parte dos nutrientes acaba sendo perdida, principalmente aqueles relacionados à saciedade e ao bom funcionamento intestinal.

    A casca também ajuda a diminuir a velocidade de absorção do açúcar natural da fruta, tornando a digestão mais equilibrada. Como o sabor da pera é suave, a presença da casca quase não interfere na experiência de consumo.

    8. Kiwi

    Apesar da aparência diferente e da textura mais áspera, a casca do kiwi pode ser consumida normalmente e possui uma boa concentração de fibras e vitamina C. Uma dica é esfregar a superfície da fruta antes de comer para deixar os pelos mais discretos e melhorar a textura na boca.

    Quando consumido inteiro, o kiwi oferece um aproveitamento nutricional ainda maior, principalmente para quem deseja aumentar a ingestão de fibras sem precisar recorrer a suplementos. O contraste entre a casca e a polpa deixa o sabor mais intenso e levemente ácido.

    9. Pêssego

    A casca do pêssego concentra compostos antioxidantes importantes, além de fibras que ajudam a prolongar a sensação de saciedade depois das refeições.

    Como a pele do pêssego já possui uma textura macia e fina, você pode consumir a fruta inteira naturalmente. Os pigmentos presentes na casca ajudam na proteção celular e fazem parte dos compostos responsáveis pela coloração característica da fruta.

    Como higienizar corretamente as frutas para comer com casca?

    A água corrente sozinha não consegue eliminar completamente bactérias, vírus e parasitas que podem ficar na superfície dos alimentos, então é importante fazer a sanitização com uma solução clorada adequada. Veja o passo a passo:

    • Passo 1: Lave as frutas uma por uma em água corrente para remover resíduos de terra, poeira e outras impurezas. Em frutas com casca mais resistente, como melão, laranja e abacaxi, vale usar uma escova de cerdas macias reservada apenas para a higienização dos alimentos;
    • Passo 2: Em uma bacia limpa, misture 1 colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água. A água sanitária deve conter apenas hipoclorito de sódio entre 2% e 2,5% na composição, sem perfume ou outros aditivos;
    • Passo 3: Coloque as frutas na solução e deixe tudo completamente submerso por cerca de 10 a 15 minutos. O tempo é importante para que o cloro consiga agir de forma adequada contra os microrganismos presentes na superfície dos alimentos;
    • Passo 4: Depois do molho, enxágue bem as frutas em água corrente potável para remover qualquer resíduo da solução sanitizante;
    • Passo 5: Deixe as frutas secarem naturalmente ou utilize papel-toalha ou um pano limpo e seco. Guardar frutas úmidas na geladeira pode acelerar o apodrecimento e diminuir a durabilidade dos alimentos.

    Importante: o vinagre não substitui a sanitização correta e pode até ajudar a soltar sujeiras e pequenos resíduos, mas não possui ação suficiente para eliminar bactérias, vírus e parasitas de forma eficaz. Por isso, o uso da solução clorada continua sendo a forma mais segura de higienizar frutas, verduras e legumes antes do consumo.

    Leia mais: Vai começar dieta? Veja quais são as mais saudáveis

    Perguntas frequentes

    1. A casca do kiwi realmente pode ser comida? Ela tem pelos!

    Sim, é perfeitamente comestível. Os pelinhos podem causar uma textura estranha no início, mas a casca do kiwi é riquíssima em fibras e vitamina E. Se o aspecto incomodar, você pode esfregar a fruta debaixo da água com uma escovinha para remover o excesso de pelos antes de comer.

    2. Lavar a fruta remove 100% dos agrotóxicos?

    Não. A lavagem correta com água e a fricção removem parte dos resíduos que ficam na superfície (externos), mas alguns defensivos agrícolas são sistêmicos, ou seja, são absorvidos pela planta e vão para o interior da polpa.

    3. Qual é a principal vantagem das fibras da casca?

    Geladas melhoram o trânsito intestinal, aumentam a sensação de saciedade (ajudando no controle do peso) e fazem com que o açúcar da fruta (frutose) seja absorvido de forma mais lenta pelo sangue, evitando picos de insulina.

    4. Podemos comer a casca de frutas cítricas, como laranja e limão?

    Comer a casca pura é difícil pelo sabor amargo e textura dura, mas as raspas (zest) da superfície da casca do limão e da laranja são riquíssimas em óleos essenciais aromáticos e ótimas para temperar pratos, bolos e doces. Apenas evite raspar a parte branca, que é a que amarga.

    5. É verdade que a casca da manga pode ser comida?

    Sim, mas com cautela. A casca da manga é comestível e rica em antioxidantes, porém ela contém uma substância chamada urushiol, que é a mesma encontrada na hera venenosa. Em algumas pessoas mais sensíveis, mastigar a casca da manga pode causar dermatite ou pequenas reações alérgicas ao redor da boca.

    6. Crianças pequenas podem comer frutas com casca?

    A partir do momento em que a criança já mastiga bem (geralmente por volta de 1 ano ou mais, dependendo do desenvolvimento), ela pode comer. Para bebês na introdução alimentar, o ideal é oferecer sem casca ou muito bem picada/raspada para evitar o risco de engasgo, já que a casca pode grudar no céu da boca.

    7. Por que algumas pessoas sentem gases ou estufamento ao comer frutas com casca?

    Isso acontece por causa do alto teor de fibras insolúveis presentes na casca. Se o corpo não está acostumado a uma dieta rica em fibras, ou se você bebe pouca água, o sistema digestivo pode trabalhar mais devagar, gerando fermentação, gases e desconforto abdominal. O ideal é aumentar o consumo de água junto com as frutas.

    Leia mais: 9 benefícios do abacaxi para a saúde (e como incluir na rotina)

  • Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Quando o assunto é boa alimentação, é comum ter dúvidas de como montar um prato saudável. Afinal, ele precisa garantir energia, saciedade e todos os nutrientes que o corpo precisa ao longo do dia. E isso vale para todas as refeições — do café da manhã ao jantar, passando pelos lanches e até as bebidas que acompanham a comida.

    Na verdade, isso é mais simples do que parece: o segredo está em organizar bem os grupos alimentares, variar os ingredientes e dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. Para esclarecer como aplicar isso na prática do dia a dia, conversamos com a nutróloga Flávia Pfeilsticker. Confira!

    O que significa ter um prato saudável?

    Um prato saudável e equilibrado é aquele que fornece ao corpo os nutrientes necessários na medida certa. Não existe alimento sozinho capaz de suprir tudo o que precisamos, logo, a base está na combinação.

    Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos, tubérculos, ovos, carnes, peixes e leite. Os alimentos devem ser combinados de maneira que ofereçam todos os nutrientes que o corpo precisa:

    • Carboidratos complexos: arroz integral, batata, mandioca, inhame, milho, pães e massas integrais;
    • Proteínas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, ovos, carnes magras, frango, peixe;
    • Verduras e legumes: fonte de vitaminas, minerais e fibras;
    • Frutas: ricas em fibras, vitaminas e antioxidantes;
    • Gorduras boas: azeite de oliva, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e sementes (linhaça, chia, gergelim).

    “O equilíbrio vem não só da quantidade, mas também da qualidade dos alimentos escolhidos: carboidratos preferencialmente integrais, proteínas magras, gorduras boas e uma boa dose de vegetais coloridos”, complementa a nutróloga Flávia Pfeilsticker.

    É possível montar um prato saudável sem gastar muito?

    De acordo com Flávia, é totalmente possível montar um prato saudável com alimentos acessíveis e baratos. “Arroz, feijão, ovos, hortaliças da estação, frutas simples como banana e laranja, e azeite em pequenas quantidades já formam a base de uma alimentação nutritiva. A chave está em variar os alimentos ao longo da semana e evitar ultraprocessados”, explica a especialista.

    Na prática, isso significa apostar nos alimentos do dia a dia, comuns na mesa dos brasileiros, que são nutritivos e geralmente mais baratos. Comprar em feiras, sacolões e escolher produtos da safra ajuda a gastar menos e ainda garante variedade no prato.

    Confira: Qual a diferença entre nutricionista e nutrólogo?

    Como montar um prato saudável nas refeições?

    Café da manhã

    O café da manhã é considerado por muitos a refeição mais importante do dia, porque repõe a energia depois de horas de jejum. Quem costuma pular a refeição pode sentir queda de energia, dificuldade de concentração e fome exagerada ao longo do dia.

    Ele não precisa ser grande ou cheio de produtos industrializados, mas deve incluir carboidratos, proteínas e gorduras boas, presentes em alimentos como:

    • Pães integrais, aveia, tapioca, cuscuz;
    • Ovos mexidos, queijo branco, iogurte natural;
    • Banana, mamão, abacaxi, morango;
    • Castanhas, sementes ou um fio de azeite no pão.

    Almoço

    O almoço costuma ser a refeição mais completa do dia, fornece energia para a segunda metade do dia e, muitas vezes, concentra a maior variedade de alimentos. Para organizar o prato de forma prática e saudável, existe uma técnica bem simples, conhecida como “prato saudável”.

    A ideia é dividir visualmente o prato em quatro partes, garantindo equilíbrio entre nutrientes:

    • ½ do prato com vegetais: verduras e legumes crus ou cozidos, como alface, tomate, cenoura, abobrinha e brócolis;
    • ¼ do prato com proteínas: frango, peixe, carne magra, ovos ou leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico;
    • ¼ do prato com carboidratos de qualidade: arroz integral, batata, mandioca, macarrão integral, quinoa.

    De acordo com Flávia, as gorduras devem estar presentes em pequenas quantidades, mas diariamente, por meio de fontes saudáveis. A divisão é simples, mas traduz o equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras.

    Outra dica interessante é apostar em temperos naturais! “Alho, cebola, ervas frescas, cúrcuma, gengibre e especiarias não só dão sabor como também oferecem compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, reduzindo a necessidade de excesso de sal e melhorando a qualidade da refeição”, complementa a nutróloga.

    Jantar equilibrado

    O jantar deve ser mais leve que o almoço, mas sem deixar de ser nutritivo. Ele pode seguir a mesma lógica do almoço, só que com porções menores e ingredientes mais fáceis de digerir, como:

    • Verduras e legumes: saladas variadas, sopas, refogados;
    • Carboidratos leves: arroz integral, batata-doce, inhame, cuscuz, quinoa;
    • Proteínas magras: frango desfiado, peixe, ovos, tofu.

    É importante evitar frituras, carnes gordurosas e refeições muito pesadas à noite, porque dificultam a digestão e atrapalham o sono.

    Lanches equilibrados

    Com a rotina corrida, é comum recorrer a salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes durante os lanches, mas é possível ter opções práticas e e um prato mais saudável para incluir entre as refeições, como:

    • Frutas com oleaginosas, como banana e castanhas, maçã e amendoim torrado;
    • Iogurte natural com aveia, granola ou mel;
    • Sanduíche natural: pão integral com queijo branco e tomate;
    • Pipoca caseira: feita na panela, com pouco óleo e sal.

    Uma dica é ter sempre algumas opções à mão. Carregar uma fruta ou um mix de castanhas na bolsa evita recorrer a alimentos ultraprocessados.

    Quais bebidas posso tomar durante a refeição?

    Água deve ser sempre a primeira escolha, seguida de sucos naturais sem açúcar e chás não adoçados, como camomila ou hortelã. Durante as principais refeições, o ideal é consumir pequenas quantidades de líquidos, já que o excesso pode atrapalhar a digestão e até aumentar a ingestão calórica.

    Vale também ficar atento ao que evitar: refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos industrializados e outras opções ricas em açúcar.

    Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Erros mais comuns ao montar um prato saudável

    Alguns deslizes no dia a dia podem comprometer a qualidade da refeição, como:

    • Exagerar em um grupo alimentar, normalmente carboidratos;
    • Deixar de lado os vegetais;
    • Usar proteínas em excesso;
    • Consumir muito pouco;
    • Uso excessivo de frituras e temperos industrializados.

    De acordo com a nutróloga Flávia Pfeilsticker, um erro frequente é acreditar que saudável é sinônimo de restrição — quando, na verdade, equilíbrio significa diversidade e moderação.

    “Manter uma alimentação equilibrada é essencial para a prevenção de doenças e para o bom funcionamento do organismo. Uma dieta adequada ajuda a controlar peso, glicemia, colesterol, pressão arterial e até processos inflamatórios. Além disso, fornece energia de forma estável ao longo do dia, melhora o sistema imunológico e reduz o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares”, finaliza a especialista.

    Leia também: 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    Perguntas frequentes sobre prato saudável

    Preciso comer salada em todas as refeições?

    Não é obrigatório em todas, mas é altamente recomendado. Verduras e legumes fornecem fibras, vitaminas e minerais essenciais que ajudam na digestão e na prevenção de doenças. Mesmo no café da manhã e nos lanches, é possível incluir vegetais em omeletes, sucos verdes ou até sanduíches naturais.

    Qual é a importância do arroz com feijão?

    O arroz com feijão é uma das combinações mais completas da alimentação brasileira. Enquanto o arroz fornece carboidratos e alguns aminoácidos, o feijão complementa com proteínas, fibras e ferro. Juntos, formam uma refeição que sustenta, é acessível e tem alto valor nutricional, sendo reconhecida como base saudável pelo próprio Guia Alimentar para a População Brasileira.

    Preciso cortar carboidratos para ter uma alimentação saudável?

    Não. Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo e não devem ser cortados sem necessidade. O que importa é escolher versões de melhor qualidade, como arroz integral, batata-doce, mandioca ou aveia, e equilibrar a quantidade no prato. Cortar carboidratos por completo pode levar à falta de energia e até a desequilíbrios nutricionais.

    Frutas entram no prato equilibrado ou só como sobremesa?

    As frutas podem ser consumidas como parte da refeição (em saladas, acompanhando pratos salgados ou até em preparações culinárias) ou como sobremesa natural, substituindo doces industrializados.

    O importante é que elas estejam presentes diariamente, já que fornecem fibras, vitaminas e antioxidantes que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, proteger as células contra o envelhecimento precoce e melhorar o funcionamento do intestino.

    Preciso comer sempre no mesmo horário?

    Não é obrigatório ter horários fixos para comer, mas ter regularidade ajuda o corpo a manter um ritmo saudável. Pular refeições pode levar a exageros mais tarde.

    O ideal é respeitar a fome e evitar grandes intervalos sem comer, priorizando três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e lanches leves se necessário.

    É melhor cozinhar em casa ou comprar pronto?

    Sempre que possível, cozinhar em casa é a melhor escolha. Além de mais econômico, permite controlar ingredientes e reduzir o uso de sal, açúcar, óleos e temperos industrializados. Refeições caseiras também mantêm a tradição cultural e fortalecem os laços entre a família.

    Quais temperos são mais saudáveis para usar no dia a dia?

    Prefira temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas (coentro, salsinha, manjericão), pimentas, açafrão e gengibre. Eles realçam o sabor e trazem benefícios à saúde. Já temperos prontos, como caldos em cubo ou molhos industrializados, são ricos em sódio e aditivos e devem ser evitados.

    Existe uma quantidade ideal de frutas por dia?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia. Isso pode ser alcançado, por exemplo, com duas a quatro porções de frutas e o restante de vegetais distribuídos ao longo das refeições.

    Isso ajuda a garantir uma boa ingestão de fibras, vitaminas e minerais essenciais, que atuam na prevenção de doenças crônicas, fortalecem a imunidade e contribuem para o bom funcionamento do intestino.

    Leia mais: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

  • O que acontece na orelha quando você usa cotonete? Saiba como o hábito pode ser prejudicial

    O que acontece na orelha quando você usa cotonete? Saiba como o hábito pode ser prejudicial

    Seja no ritual pós-banho ou para aliviar aquela coceira incômoda, o uso das hastes flexíveis de algodão, conhecido como cotonete, ainda faz parte da rotina de muitos brasileiros. Só que, ao contrário do que parece, ele não limpa de verdade o canal auditivo e ainda pode te causar uma série de problemas.

    O ouvido já possui um sistema natural de proteção e autolimpeza que funciona sem a necessidade de objetos introduzidos no canal auditivo. Inclusive, a cera produzida pela região, chamada cerúmen, funciona como uma barreira natural de proteção, ajudando a impedir a entrada de poeira, microrganismos e outras impurezas.

    Quando o cotonete é introduzido no canal auditivo, parte da cera pode ser empurrada para regiões mais profundas, favorecendo obstruções, irritações e até mesmo lesões. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que nós produzimos cera de ouvido? (ela não é sujeira!)

    O cerume, ou cera de ouvido, é uma secreção natural produzida pelo próprio corpo, formada pela mistura de secreções das glândulas sebáceas, queratina e células descamadas da pele. Ela funciona como uma espécie de mecanismo de defesa do organismo, atuando a partir de três ações:

    • Barreira protetora: devido à sua textura pegajosa, ela atua como uma fita adesiva natural, retendo poeira, sujeira, pelos e pequenas partículas que poderiam chegar até o tímpano;
    • Ação bactericida e antifúngica: a cera possui propriedades químicas e um pH levemente ácido que ajudam a combater a proliferação de microrganismos. Sem ele, o ouvido fica mais exposto a infecções causadas por fungos e bactérias;
    • Lubrificação: a cera evita que a pele sensível do canal auditivo fique ressecada, descame ou apresente fissuras, ajudando a prevenir a coceira persistente na região.

    Portanto, ao tentar remover toda a cera do ouvido, você deixa a região mais desprotegida e exposta a riscos desnecessários.

    O mecanismo de autolimpeza do corpo

    O ouvido já possui um sistema natural de autolimpeza que funciona de forma contínua, sem necessidade de cotonetes ou de qualquer outro objeto introduzido no canal auditivo.

    A pele que reveste a parte interna do ouvido cresce lentamente em direção à saída da orelha, promovendo um movimento natural que empurra gradualmente o excesso de cerume para a região externa. O processo ainda é impulsionado pelos movimentos naturais da mandíbula, como ao falar, mastigar ou bocejar.

    Durante o percurso, o cerume atua como uma espécie de barreira de proteção, carregando junto poeira, células mortas, microrganismos e pequenas partículas que ficam acumuladas na região, permitindo que tudo seja eliminado naturalmente pelo próprio organismo.

    Basicamente, isso significa que, na maior parte das vezes, o ouvido consegue manter sozinho o equilíbrio entre a produção e a eliminação da cera, sem precisar de limpezas internas frequentes.

    Qual o perigo de usar cotonete para limpar o ouvido?

    Em vez de limpar o excesso de cerume no ouvido, o cotonete empurra a cera para o fundo do canal auditivo, interrompendo o processo natural de limpeza do corpo. Como a haste é mais larga do que o espaço disponível, ela funciona compactuando a cera contra o tímpano, podendo causar:

    • Formação de tampão de cera: ao compactar a substância no fundo do ouvido, ela acumula e endurece. Isso bloqueia a passagem do som, causando perda temporária de audição, sensação de ouvido abafado, zumbido e tontura;
    • Infecções (otites): o uso do cotonete remove a camada de cera protetora e pode causar microfissuras na pele sensível do canal auditivo. Sem proteção e com pequenas feridas, o ouvido fica exposto à entrada de água, bactérias e fungos, causando otites dolorosas;
    • Perfuração do tímpano: a membrana do tímpano é extremamente fina e delicada, de modo que um movimento brusco, um esbarrão ou uma introdução mais profunda da haste pode rasgar a membrana, causando dor intensa, sangramento e a necessidade de tratamento médico ou cirúrgico para corrigir a lesão.

    Afinal, como limpar os ouvidos do jeito certo?

    Para limpar os ouvidos do jeito certo, a recomendação é simples: limpe apenas até onde o seu dedo indicador alcança, e o canal interno não deve ser mexido.

    Com o ouvido úmido após o banho, envolva a ponta do dedo indicador em uma toalha macia (ou gaze) e limpe apenas o pavilhão auricular (a parte externa da orelha) e a entrada do canal auditivo. Isso é o suficiente para remover a cera que o próprio corpo já expeliu.

    Durante o banho, a água morna do chuveiro que entra naturalmente na orelha ajuda a amolecer o excesso de cera na borda externa, facilitando a remoção com a toalha depois. Não use jatos de água forte direcionados para dentro do ouvido.

    Além do cotonete, nunca use grampos, tampas de caneta, chaves ou as unhas para coçar ou limpar o ouvido, pois o risco de ferimento e infecção é muito alto.

    Quando é hora de procurar um médico?

    É importante procurar avaliação médica, especialmente com um otorrinolaringologista, quando surgirem sintomas como:

    • Sensação persistente de ouvido entupido;
    • Diminuição da audição;
    • Dor ou desconforto no ouvido;
    • Zumbidos;
    • Coceira intensa e frequente;
    • Tontura;
    • Saída de secreção, pus ou sangue;
    • Sensação de pressão dentro do ouvido.

    Ah, e se você sentir que seu ouvido está entupido, com o som abafado ou com acúmulo excessivo de cera, não tente resolver em casa. Nesses casos, o correto é procurar um médico para avaliar a causa do problema e realizar a limpeza de forma segura, quando necessário.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Perguntas frequentes

    1. Posso usar cotonete se for só na bordinha do ouvido?

    Sim, o uso na parte externa (pavilhão auricular) é seguro. O erro está em introduzir a haste no canal auditivo. No entanto, uma toalha macia após o banho faz esse mesmo papel de forma mais segura.

    2. O que acontece se eu perfurar o tímpano com o cotonete?

    Você sentirá uma dor aguda imediata, seguida de sangramento ou saída de secreção e diminuição da audição. Na maioria dos casos, o tímpano se regenera sozinho em algumas semanas, mas é obrigatório passar por avaliação médica para evitar infecções crônicas.

    3. Sinto muita coceira no ouvido. Se não posso usar cotonete, faço o quê?

    A coceira normalmente é sinal de ressecamento (muitas vezes causado pelo próprio uso do cotonete que tirou a proteção) ou de fungos. Para aliviar, você pode usar uma compressa morna pelo lado de fora. Se persistir, consulte um médico, ele pode receitar gotas específicas.

    4. Água oxigenada ajuda a derreter a cera em casa?

    Não use por conta própria. A água oxigenada pode borbulhar e expandir a cera, piorando o entupimento, além de correr o risco de irritar a pele sensível do canal auditivo ou causar dor si houver alguma lesão oculta.

    5. Cotonetes ecológicos (de papel ou bambu) são mais seguros?

    Eles são melhores para o meio ambiente, mas o risco para a sua saúde auditiva é exatamente o mesmo. O problema não é o material da haste, mas sim o ato mecânico de empurrar a cera e o risco de ferir o canal.

    6. O que é a lavagem de ouvido feita pelo médico?

    É um procedimento simples onde o profissional injeta água morna ou soro fisiológico com uma seringa apropriada no canal auditivo para remover o excesso de cera compactada. Também pode ser feita a remoção por aspiração ou com pinças especiais.

    7. Afinal, para que serve o cotonete se não posso usar no ouvido?

    As hastes flexíveis foram criadas para funções de precisão: corrigir ou remover maquiagem, aplicar medicamentos em feridas pequenas na pele, limpar dobrinhas de bebês (como o umbigo), higienizar eletrônicos e fazer artesanato.

    Confira: Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido

  • Fio dental deve ser usado antes ou depois da escovação?

    Fio dental deve ser usado antes ou depois da escovação?

    No dia a dia, o uso do fio dental é necessário para remover a placa bacteriana e os restos de alimentos de áreas que a escova não alcança. Sem ele, os resíduos ficam acumulados entre os dentes e próximos à gengiva, favorecendo o surgimento de cáries, mau hálito, gengivite e outros problemas bucais ao longo do tempo.

    Só que mesmo quem já tem o hábito inserido na rotina de higiene costuma ter em uma dúvida muito comum: afinal, o fio dental deve ser usado antes ou depois da escovação? A ordem pode, sim, influenciar na limpeza dos dentes e até ajudar o creme dental a agir melhor.

    Fio dental antes ou depois da escovação?

    De maneira geral, o mais recomendado é usar o fio dental antes da escovação. Ele remove a placa bacteriana e os restos de comida que ficam presos entre os dentes. Quando você escova depois, as cerdas da escova conseguem varrer e eliminar os resíduos que o fio acabou de soltar.

    Se os espaços entre os dentes já estiverem limpos e livres de barreiras, o flúor e os ativos do creme dental também conseguem penetrar muito melhor nas regiões durante a escovação, fortalecendo o esmalte do dente onde a escova não toca direito.

    Mas, em todo caso, usar o fio dental depois da escovação não é um grande problema. O importante é garantir que a limpeza seja feita pelo menos uma vez ao dia, de preferência antes de dormir, para evitar a formação de tártaro e gengivite.

    O que acontece se você pula a etapa do fio dental?

    A escova de dentes consegue limpar apenas as superfícies frontal, traseira e mastigatória dos dentes, deixando cerca de 35% a 40% da superfície dental intocada, justamente os espaços onde um dente encosta no outro. Quando você não usa o fio dental no dia a dia, o acúmulo de resíduos pode desencadear problemas como:

    1. Formação de tártaro (cálculo dental)

    A placa bacteriana é uma película invisível e mole que se forma constantemente sobre os dentes. Se ela não é removida diariamente com o fio dental nas regiões interdentais, ela absorve os minerais da saliva e endurece, transformando-se em tártaro.

    Uma vez formado, o tártaro é colonizado por mais bactérias e só pode ser removido pelo dentista no consultório.

    2. Gengivite e sangramentos

    As bactérias alojadas na placa e no tártaro começam a liberar toxinas que irritam o tecido gengival, o que pode causar uma gengivite: a gengiva fica vermelha, inchada e sangra facilmente durante a escovação ou ao comer.

    Importante: muitas pessoas param de usar o fio dental porque a gengiva sangrou, achando que o fio machucou. Na verdade, o sangramento é o sinal de que a região já está inflamada pela falta do fio. Com o uso contínuo e correto, o sangramento para em poucos dias.

    3. Cáries interdentais (escondidas)

    Como a escova não consegue limpar completamente o ponto de contato entre os dentes, os ácidos produzidos pelas bactérias acabam corroendo o esmalte justamente na região. As cáries costumam surgir de forma silenciosa e são difíceis de identificar a olho nu, sendo normalmente descobertas apenas em exames de raio-X ou quando o dente já começa a doer.

    4. Mau hálito crônico (halitose)

    Os restos de alimentos que ficam presos entre os dentes entram em decomposição pela ação das bactérias. Durante o processo, são liberados compostos de enxofre, responsáveis pelo cheiro forte e desagradável no hálito. Nenhuma quantidade de chiclete, enxaguante bucal ou escovação consegue resolver o problema se os resíduos acumulados entre os dentes não forem removidos corretamente com o fio dental.

    5. Periodontite e perda dentária

    Quando a gengivite não é tratada, ela pode evoluir para a periodontite, um quadro mais grave em que a inflamação começa a destruir o osso e as fibras que sustentam os dentes. A gengiva pode retrair, deixando a raiz mais exposta, enquanto os dentes passam a ficar amolecidos. Nos casos mais graves, pode ocorrer a perda dentária ou a necessidade de extração.

    Além da ordem: você está usando o fio dental do jeito certo?

    Quando usado do jeito errado, o fio pode não remover a placa bacteriana adequadamente e ainda machucar a gengiva. O ideal é usar cerca de 40 centímetros de fio dental, enrolando a maior parte nos dedos médios e deixando um pequeno espaço para o uso. Depois, você pode seguir um passo a passo:

    • Insira o fio entre os dentes e curve-o em formato de “C” ao redor de um deles, em vez de apenas subir e descer em linha reta;
    • Mova o fio para cima e para baixo com leveza, entrando um pouco abaixo da linha da gengiva sem dar trancos para não machucar;
    • No mesmo espaço entre os dentes, limpe a parede do primeiro dente e, depois, curve o fio para o outro lado para limpar o dente vizinho;
    • Passe o fio também na parte de trás dos últimos dentes da boca, onde a escova tem mais dificuldade de alcançar.

    Se você tem dificuldade de coordenação motora, dentes muito apinhados (tortos) ou usa aparelho ortodôntico, converse com o dentista. Ele pode indicar o uso de dispositivos como o passa-fio, o fio dental com haste (flosser) ou até mesmo os irrigadores orais (jatos de água) para facilitar a rotina.

    Pode usar o enxaguante bucal? Em qual momento?

    Você pode usar o enxaguante bucal sem problemas do dia a dia, mas ele serve como um complemento da higiene oral e não deve substituir a escovação ou o fio dental. O momento ideal para usá-lo depende do tipo de produto, mas a recomendação costuma ser usar o enxaguante bucal por último, depois de ter passado o fio dental e escovando os dentes.

    Se o creme dental e o enxaguante têm flúor, alguns dentistas recomendam esperar cerca de 15 a 20 minutos após a escovação para usar o enxaguante. Além disso, depois do uso do produto, cuspa o excesso e não enxágue a boca com água. Deixe o produto agir na superfície dos dentes. Também evite comer ou beber pelos próximos 30 minutos.

    Fio dental uma vez ao dia é suficiente?

    Na maioria dos casos, usar o fio dental uma vez ao dia já é suficiente, desde que a limpeza seja feita corretamente, alcançando todos os espaços entre os dentes. A placa bacteriana leva cerca de 24 horas para se organizar e começar a causar danos reais aos dentes e à gengiva, como inflamações e desgaste do esmalte.

    Por isso, quando a placa é removida diariamente com o fio dental e a escovação, você interrompe o ciclo de formação do tártaro e da gengivite.

    Se você for usar o fio dental apenas uma vez ao dia, o melhor momento costuma ser antes de dormir. Como a produção de saliva diminui durante a noite, a boca fica mais vulnerável à proliferação de bactérias e ao acúmulo de resíduos. O uso ajuda a reduzir o risco de cáries, mau hálito e inflamações na gengiva.

    Veja também: Parto prematuro: quais fatores podem antecipar o nascimento do bebê?

    Perguntas frequentes

    1. O irrigador oral (jato de água) substitui o fio dental?

    Não totalmente. O irrigador oral é um excelente complemento, especialmente para quem usa aparelho, implantes ou tem dificuldade motora. No entanto, ele não substitui a fricção mecânica do fio dental, que é necessária para raspar e descolar a placa bacteriana mais aderente da superfície do dente.

    2. Quem usa aparelho ortodôntico precisa passar fio dental todo dia?

    Sim, com certeza. O aparelho retém muito mais resíduos de alimentos e facilita o acúmulo de placa bacteriana. Para ajudar na tarefa, use ferramentas auxiliares como o passa-fio (uma agulha de plástico que guia o fio por baixo da estrutura metálica) ou fios dentais do tipo Superfloss, que possuem uma extremidade rígida.

    3. Fio dental de haste (flosser) é tão bom quanto o tradicional?

    Sim, ele funciona bem. O fio dental com cabo plástico é uma ótima alternativa para quem tem dificuldade de alcançar os dentes do fundo ou pouca coordenação motora. O único cuidado é limpar a haste entre um dente e outro para não transferir bactérias de um lugar para o outro.

    4. Crianças precisam usar fio dental? A partir de qual idade?

    Sim. O uso deve começar assim que a criança tiver dois dentes que se tocam (geralmente por volta dos 2 ou 3 anos). No início, os pais devem realizar a limpeza. O hábito previne as cáries interdentais, muito comuns na infância.

    5. Qual a diferença entre fio e fita dental? Qual o melhor?

    A diferença está na espessura. O fio é cilíndrico e indicado para quem tem dentes normais ou mais espaçados. A fita é mais larga e achatada, deslizando melhor em pessoas com dentes muito juntos ou apinhados. Ambos têm a mesma eficácia, escolha o que for mais confortável para você.

    6. O uso de fio dental pode abrir espaço entre os dentes?

    Não, isso é um mito. O fio dental é extremamente fino e serve apenas para remover a sujeira. Se você notar que surgiu um espaço após começar a usá-lo, o que provavelmente aconteceu foi a remoção de um bloco de tártaro que estava ocupando aquele lugar ou a redução do inchaço da gengiva inflamada.

    7. O que fazer se o fio dental desfiar ou travar entre os dentes?

    Se o fio desfia com frequência no mesmo lugar, pode ser sinal de uma cárie oculta, uma restauração quebrada ou excesso de tártaro criando uma superfície cortante. Vale a pena agendar uma consulta com o dentista para avaliar a região.

    8. Existe fio dental com sabor? Ele limpa melhor?

    Existem fios com sabor de menta, canela e até versões sem sabor. O sabor serve apenas para dar uma sensação mais agradável de frescor durante o uso, mas não altera em nada a capacidade de limpeza do fio.

    Leia mais: Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

  • Como amenizar os efeitos da baixa umidade do ar (e quando você deve ir ao médico)

    Como amenizar os efeitos da baixa umidade do ar (e quando você deve ir ao médico)

    Você sabe o que significa uma baixa umidade do ar? Comum durante os períodos de estiagem ou no inverno, ela acontece quando há pouca quantidade de vapor d’água na atmosfera em relação à capacidade máxima que o ar consegue reter naquela temperatura, deixando o clima mais seco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a umidade relativa do ar considerada ideal para a saúde humana deve ficar entre 40% e 70%. Os níveis abaixo de 30%, considerados estado de atenção, podem favorecer o ressecamento das mucosas, aumentar o desconforto respiratório e agravar doenças alérgicas e pulmonares.

    A seguir, vamos entender como a baixa umidade do ar pode afetar a saúde e quais cuidados você pode adotar para reduzir os impactos do clima seco no dia a dia.

    O que a baixa umidade do ar faz com o corpo?

    A baixa umidade do ar faz com que o organismo perca água com mais facilidade, favorecendo o ressecamento das mucosas, da pele e das vias respiratórias. Com o ar mais seco, o corpo também encontra mais dificuldade para manter a hidratação natural e a proteção das regiões que entram em contato direto com o ambiente, como o nariz, os olhos e a garganta.

    Como consequência, pode surgir:

    • Dores de cabeça: podem ser causadas pela desidratação ou pela irritação dos seios da face, favorecida pelo ressecamento das vias respiratórias;
    • Cansaço e irritabilidade: o organismo precisa gastar mais energia para manter a hidratação e regular a temperatura corporal;
    • Ressecamento das mucosas: o nariz, a boca e a garganta perdem parte da camada protetora de muco, facilitando a entrada de microrganismos;
    • Irritações locais: tosse seca, garganta irritada, rouquidão e desconforto nasal são sintomas frequentes;
    • Sangramento nasal: o ressecamento pode deixar os vasos sanguíneos do nariz mais frágeis, aumentando o risco de sangramentos;
    • Crises alérgicas: a baixa umidade pode agravar quadros de asma, bronquite e rinite, deixando as vias respiratórias mais sensíveis e inflamadas;
    • Desidratação da pele: a pele pode perder o brilho, ficar mais esbranquiçada, áspera e apresentar descamação ou rachaduras;
    • Fissuras labiais: os lábios tendem a ressecar com facilidade, podendo apresentar cortes e pequenas feridas;
    • Piora de dermatites: condições como dermatite atópica e psoríase podem apresentar crises mais intensas durante os períodos secos;
    • Olho seco: a evaporação mais rápida da lágrima pode causar ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão e coceira;
    • Sensibilidade nos olhos: pode haver maior desconforto à luz e aumento da irritação ocular, favorecendo quadros alérgicos.

    Como o ar seco retira a umidade natural das mucosas do nariz e da garganta, que servem como a primeira barreira de defesa contra vírus e bactérias, o organismo também fica mais vulnerável a infecções respiratórias, como gripes e resfriados.

    Como aliviar os efeitos do tempo seco?

    1. Hidratação e cuidados pessoais

    Durante os períodos de baixa umidade, o organismo perde água com mais facilidade, o que torna importante:

    • Beber bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Sucos naturais e água de coco também ajudam na hidratação e na reposição de sais minerais;
    • Lavar o nariz com soro fisiológico, o que ajuda a manter as mucosas hidratadas e auxilia na remoção de impurezas que irritam as vias respiratórias;
    • Hidratar os olhos com colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais, que podem aliviar o desconforto do ressecamento ocular, preferencialmente com orientação médica;
    • Usar hidratantes corporais, como cremes e loções hidratantes, que ajudam a preservar a barreira de proteção natural da pele e evitam rachaduras e descamações;
    • Evitar banhos muito quentes, que removem a oleosidade natural da pele, agravando o ressecamento causado pelo ar seco.

    2. Cuidados com o ambiente

    Além dos cuidados com o corpo, também é importante melhorar a qualidade do ar dentro de casa, com medidas como:

    • Umidifique o ambiente para ajudar a aumentar a umidade do ar e reduzir o ressecamento das vias respiratórias. Caso não tenha um umidificador em casa, recipientes com água ou toalhas úmidas espalhados pela casa também podem ajudar;
    • Mantenha os ambientes ventilados e limpos, já que o clima seco favorece o acúmulo de poeira, ácaros e outras partículas irritantes. Durante a limpeza, prefira panos úmidos para evitar que a poeira fique suspensa no ar;
    • Tenha plantas em casa, pois algumas espécies ajudam a melhorar a qualidade e a umidade do ambiente por meio da liberação natural de vapor d’água pelas folhas.

    3. Hábitos e exercícios físicos

    Algumas mudanças simples na rotina também ajudam a minimizar os efeitos da baixa umidade e a proteger o organismo durante os períodos mais secos do ano, como:

    • Evite exercícios ao ar livre entre 10h e 16h, quando a umidade do ar costuma estar mais baixa e a radiação solar mais intensa;
    • Use roupas de tecidos naturais, como algodão, que permitem maior ventilação da pele e ajudam no conforto térmico;
    • Evite excesso de ar-condicionado, pois o aparelho reduz ainda mais a umidade do ambiente. Quando possível, utilize com moderação e mantenha recipientes com água no local para ajudar a reduzir o ressecamento.

    Cuidados especiais para grupos de risco

    Durante períodos de baixa umidade, alguns grupos de risco (como crianças e idosos) precisam de atenção redobrada, pois tendem a sentir os efeitos do ar seco de forma mais intensa e podem apresentar maior risco de complicações respiratórias e desidratação. Veja algumas orientações:

    • Crianças pequenas devem receber líquidos com frequência ao longo do dia, mesmo quando não pedem água, já que podem desidratar mais facilmente;
    • Idosos precisam manter uma rotina regular de hidratação, pois a sensação de sede costuma diminuir com o envelhecimento;
    • Pessoas com asma, bronquite, rinite e sinusite devem seguir corretamente o tratamento indicado pelo médico e evitar exposição à poeira, fumaça e mudanças bruscas de temperatura;
    • Pessoas com dermatite atópica, psoríase ou pele muito sensível podem precisar intensificar o uso de hidratantes corporais para reduzir o ressecamento e a irritação da pele;
    • Quem pratica exercícios físicos deve preferir horários mais frescos do dia, como o início da manhã ou o fim da tarde, além de reforçar a hidratação antes, durante e após a atividade física;
    • Bebês, idosos acamados e pessoas com doenças crônicas devem ser observados com mais atenção para sinais de desidratação, cansaço excessivo ou dificuldade respiratória.

    Independentemente do grupo, a cor da urina é o melhor indicador de hidratação. Se ela estiver escura e com cheiro forte, é sinal de que o corpo precisa de muito mais água. O ideal é que ela esteja sempre clara.

    Quando a baixa umidade se torna uma urgência médica?

    Procure atendimento médico imediato se apresentar os seguintes sintomas:

    • Dificuldade intensa para respirar, com falta de ar mesmo em repouso ou esforço excessivo para respirar;
    • Chiado ou “apito” no peito, indicando possível inflamação ou obstrução das vias aéreas;
    • Febre persistente, que pode indicar evolução para uma infecção respiratória, como sinusite ou pneumonia;
    • Sangramentos nasais intensos ou frequentes, principalmente quando não param após alguns minutos de compressão;
    • Sinais de desidratação, como boca muito seca, ausência de lágrimas e urina escura ou em pequena quantidade;
    • Tontura, desorientação, confusão mental ou sonolência excessiva, especialmente em idosos;
    • Tosse com catarro amarelado, esverdeado ou com presença de sangue;
    • Letargia em crianças, com sonolência excessiva, irritabilidade ou recusa para ingerir líquidos.

    Como bebês e idosos podem desidratar ou apresentar complicações respiratórias muito mais rápido do que adultos saudáveis, na dúvida, o ideal é procurar avaliação médica, principalmente se os sintomas forem intensos, persistentes ou acompanhados de dificuldade para respirar, febre ou sinais de desidratação.

    Perguntas frequentes

    1. Qual a umidade do ar ideal para o ser humano?

    Segundo a OMS, o índice ideal deve estar entre 40% e 70%. Abaixo de 30% o corpo já começa a sentir os efeitos negativos.

    2. É perigoso dormir com o umidificador ligado a noite toda?

    Não, desde que o aparelho esteja limpo e o ambiente tenha alguma circulação de ar. O ideal é não direcionar o vapor diretamente para o rosto e manter a umidade em torno de 50% para evitar o mofo.

    3. Como saber se o ar da minha casa está seco sem ter aparelhos?

    Fique atento aos sinais do corpo: nariz entupido ao acordar, garganta irritada, pele coçando e olhos vermelhos são indicadores claros de ar seco.

    4. Pode colocar vinagre ou essências no umidificador de ar?

    Não é recomendado, a menos que o fabricante do aparelho autorize. Algumas substâncias podem irritar as vias respiratórias ou danificar o filtro do equipamento.

    5. O que é melhor: soro fisiológico ou água da torneira para lavar o nariz?

    Sempre o soro fisiológico a 0,9%. A água da torneira não é estéril e pode conter microrganismos ou cloro, o que irrita ainda mais a mucosa.

    6. Bebês podem usar umidificador de ar?

    Sim, é muito recomendado. No entanto, o aparelho deve ficar a pelo menos 2 metros de distância do berço para evitar que o ambiente fique úmido demais e gere fungos.

    7. Usar ventilador no tempo seco é ruim?

    O ventilador não altera a umidade, mas pode espalhar poeira e ressecar ainda mais as vias aéreas se o vento for direcionado diretamente para o rosto. O ideal é usá-lo com um recipiente de água à frente.

  • Uso inadequado da água sanitária pode ser fatal: conheça os principais riscos 

    Uso inadequado da água sanitária pode ser fatal: conheça os principais riscos 

    Um dos produtos mais usados no dia a dia para limpar e clarear superfícies, roupas e desinfetar alimentos, a água sanitária é uma solução de hipoclorito de sódio com ação desinfetante, bactericida e fungicida. Por ter uma composição química forte, ela ajuda a eliminar bactérias, fungos e vírus no ambiente doméstico.

    Mas, apesar de ser muito útil dentro de casa, a água sanitária deve ser usada com cuidado, porque o contato direto, a inalação em excesso ou a mistura com outros produtos podem causar irritação, intoxicação e até acidentes graves. Vamos entender mais, a seguir.

    Quais são os riscos do uso incorreto da água sanitária?

    O uso incorreto da água sanitária oferece riscos que vão desde reações imediatas leves até lesões crônicas ou fatais, como:

    1. Intoxicação respiratória

    A inalação dos vapores da água sanitária, principalmente em ambientes fechados e pouco ventilados, pode irritar as vias respiratórias e provocar sintomas imediatos, como:

    • Irritação no nariz, garganta e pulmões;
    • Tosse persistente e sensação de sufocamento;
    • Ardência nos olhos e dificuldade para respirar;
    • Piora de crises de asma, rinite ou bronquite;
    • Edema pulmonar em casos mais graves, dificultando a passagem do oxigênio para o organismo.

    O risco costuma ser maior em crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e animais domésticos, que são mais sensíveis aos efeitos químicos do produto.

    2. Queimaduras e irritações na pele

    O contato direto com a água sanitária pura pode remover a barreira natural de proteção da pele, causando sintomas como:

    • Vermelhidão e sensação de ardência;
    • Coceira, ressecamento e descamação;
    • Dermatite de contato;
    • Queimaduras químicas, que podem atingir camadas mais profundas da pele em exposições prolongadas.

    Quanto maior o tempo de exposição, maior o risco de lesões.

    3. Lesões oculares graves

    O respingo acidental de água sanitária nos olhos é considerado uma emergência médica, pois, por ser uma substância alcalina, ela pode penetrar rapidamente nos tecidos oculares e causar danos importantes em poucos minutos, especialmente quando o contato é intenso ou quando não há lavagem imediata da região.

    Os sintomas costumam surgir logo após a exposição e podem variar de leves a graves, dependendo da quantidade do produto e do tempo de contato com os olhos. Os principais incluem:

    • Ardência intensa e vermelhidão;
    • Lacrimejamento excessivo;
    • Sensibilidade à luz;
    • Conjuntivite química.

    Nos casos mais graves, a água sanitária pode provocar lesões na córnea, úlceras oculares e até perda parcial da visão. Por isso, ao ocorrer contato com os olhos, é recomendado lavar imediatamente a região com bastante água corrente por vários minutos e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

    4. Ingestão acidental

    A ingestão acidental de água sanitária é mais comum em acidentes domésticos envolvendo crianças, principalmente quando o produto é armazenado em garrafas de bebidas ou recipientes sem identificação. A ingestão pode causar:

    • Queimaduras na boca, garganta, esôfago e estômago;
    • Dor abdominal intensa;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dificuldade para engolir;
    • Risco de perfuração gastrointestinal em situações graves.

    Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente e evitar provocar vômito sem orientação profissional, pois a substância pode queimar o esôfago novamente na saída.

    Misturar água sanitária com outros produtos é perigoso?

    O ato de misturar a água sanitária com outros produtos é um dos riscos mais perigosos e pode até ser fatal, porque o hipoclorito de sódio reage facilmente com diferentes substâncias, liberando gases tóxicos e corrosivos.

    Quando combinada com substâncias ácidas, como vinagre ou desincrustantes para vasos sanitários, ocorre a liberação imediata do gás cloro, uma substância altamente irritante que, ao ser inalada, pode causar sufocamento, dor no peito e danos graves aos tecidos dos pulmões.

    A mistura com produtos que contêm amônia também pode gerar vapores tóxicos que provocam irritação intensa nos olhos, na garganta e nas vias respiratórias, além de náuseas e dificuldade para respirar.

    Até mesmo a combinação com álcool em gel ou líquido deve ser evitada, pois pode resultar na formação de clorofórmio, uma substância que afeta o sistema nervoso central e pode causar tontura, sonolência, dor de cabeça e até perda de consciência.

    Sintomas de intoxicação por água sanitária

    Os sintomas de intoxicação por água sanitária podem variar conforme a forma de exposição, a quantidade do produto e o tempo de contato, sendo os mais comuns:

    • Ardência no nariz, garganta, olhos ou pele;
    • Tosse persistente;
    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
    • Sensação de sufocamento;
    • Dor no peito;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Tontura e dor de cabeça;
    • Lacrimejamento e vermelhidão nos olhos;
    • Sensação de queimação na boca ou garganta;
    • Rouquidão e irritação nas vias respiratórias.

    Quando houver suspeita de intoxicação, é importante interromper imediatamente o contato com o produto, ir para um local ventilado e procurar atendimento médico, especialmente em casos de dificuldade para respirar, ingestão do produto ou contato com os olhos.

    Como usar água sanitária com segurança?

    Para evitar problemas com o uso da água sanitária, é importante seguir as orientações do fabricante. Como o produto possui substâncias químicas irritantes, alguns cuidados simples ajudam a evitar intoxicações, queimaduras e acidentes domésticos, como:

    • Sempre dilua o produto antes do uso, seguindo as orientações da embalagem;
    • Evite usar a água sanitária pura, exceto quando houver indicação específica no rótulo;
    • Mantenha janelas e portas abertas durante a limpeza;
    • Evite usar o produto em ambientes fechados e sem ventilação;
    • Use luvas de borracha para proteger a pele;
    • Utilize proteção ocular ao manipular grandes quantidades do produto;
    • Evite o contato direto da água sanitária com a pele e os olhos;
    • Deixe a solução agir por cerca de 10 minutos para garantir a desinfecção adequada;
    • Armazene o produto na embalagem original;
    • Mantenha a água sanitária longe da luz solar e do calor excessivo;
    • Guarde o produto fora do alcance de crianças e animais domésticos;
    • Misture a água sanitária apenas com água potável;
    • Nunca misture água sanitária com vinagre, álcool, amônia ou outros produtos químicos;
    • Evite utilizar receitas caseiras de limpeza com combinações químicas desconhecidas.

    Também é importante evitar reutilizar embalagens de bebidas para armazenar água sanitária, pois isso aumenta o risco de ingestão acidental, principalmente por crianças.

    O que fazer em caso de acidente?

    Em caso de contato acidental com água sanitária, é importante interromper imediatamente a exposição ao produto. Dependendo do tipo de exposição, as medidas imediatas são:

    Contato com a pele

    Lave a região imediatamente com água corrente em abundância por, pelo menos, 15 minutos. Não utilize sabão ou pomadas no primeiro momento, pois podem reagir com o produto. Se a roupa estiver encharcada com a substância, remova-a cuidadosamente para interromper o contato com o corpo.

    Contato com os olhos

    Lave-os imediatamente com água morna ou fria corrente de forma suave. Mantenha as pálpebras abertas e deixe a água fluir do canto interno (perto do nariz) para o externo, garantindo que o produto saia do olho e não atinja o outro. Não esfregue e não utilize colírios sem orientação médica.

    Inalação de vapores

    Se você sentir tontura, tosse ou falta de ar, saia imediatamente do local e vá para uma área aberta e ventilada. O ideal é respirar ar fresco e permanecer em repouso. Se os sintomas persistirem, procure assistência médica, pois pode haver inflamação das vias aéreas.

    Ingestão acidental

    Nunca provoque o vômito, pois a água sanitária é corrosiva e queimará o esôfago e a garganta novamente ao subir. Também não beba grandes quantidades de água ou leite sem orientação, para evitar vômitos. Procure um pronto-socorro imediatamente levando a embalagem do produto.

    Quando procurar um médico imediatamente?

    É importante procurar atendimento médico imediatamente sempre que houver sintomas intensos após contato com a água sanitária, como:

    • Falta de ar ou sensação de sufocamento;
    • Tosse intensa e persistente;
    • Dor no peito;
    • Chiado ao respirar;
    • Queimaduras na pele ou nos olhos;
    • Vermelhidão intensa ou alteração da visão;
    • Dor forte nos olhos;
    • Ingestão acidental da água sanitária;
    • Náuseas e vômitos persistentes;
    • Dor abdominal intensa;
    • Tontura, confusão mental ou desmaio;
    • Sonolência excessiva;
    • Irritação intensa que não melhora após lavar a região.

    Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias, como asma e bronquite, devem receber atenção ainda mais rápido, pois possuem maior risco de complicações.

    Confira: Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Perguntas frequentes

    1. Pode misturar água sanitária com detergente?

    Não é recomendado. Embora alguns detergentes sejam neutros, muitos possuem substâncias que podem reagir com o hipoclorito, reduzindo a eficácia do produto ou liberando odores irritantes.

    2. Devo usar água sanitária pura ou diluída?

    Quase sempre diluída. O produto puro é muito corrosivo e pode danificar superfícies e tecidos, além de aumentar o risco de intoxicação.

    3. Qual a diluição correta para desinfetar o chão?

    Normalmente, recomenda-se 1 copo (200ml) de água sanitária para 5 litros de água comum.

    4. Posso usar água sanitária para limpar feridas na pele?

    Nunca. Ela é extremamente irritante para tecidos vivos e pode causar queimaduras químicas e retardar a cicatrização. Use apenas antissépticos próprios para pele.

    5. A água sanitária perde a validade?

    Sim. O hipoclorito de sódio é instável e perde sua força ao longo do tempo, especialmente se exposto à luz e ao calor.

    6. Por que o frasco da água sanitária é sempre opaco?

    Porque a luz solar decompõe o hipoclorito de sódio, transformando-o em água salgada comum e perdendo o efeito bactericida.

    7. Como saber se a água sanitária é de boa qualidade?

    Verifique se a embalagem possui registro na ANVISA e se o rótulo indica a concentração de cloro ativo (geralmente entre 2% a 2,5%).

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • 10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    Viver mais é muito bom. Mas viver mais com saúde é ainda melhor. Hoje, a ciência já sabe que várias coisas simples na rotina podem ajudar a ganhar anos de vida no calendário e, de quebra, deixar o dia a dia muito mais leve.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, resume bem. “Os 5 hábitos mais comprovados para viver mais são alimentação balanceada, atividade física regular, sono de qualidade, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica”, conta.

    “A isso, somam-se manter peso saudável, controlar pressão, colesterol e glicemia e cultivar relações sociais, reduzindo o estresse”.

    O que fazer para viver mais – e bem

    Venha saber em mais detalhes e como você pode aplicar essas recomendações no seu dia a dia e ter mais longevidade.

    1. Coma bem, mas com prazer

    Nada de radicalismos. O que funciona mesmo é alimentação balanceada: muitos vegetais, frutas, grãos integrais, azeite, oleaginosas, peixes e carnes magras. “Padrões alimentares como o mediterrâneo ou DASH são cardioprotetores”, explica o cardiologista.

    E o que evitar? Afaste-se de alimentos ultraprocessados, ricos em sal, açúcar e gorduras ruins, como saturada e trans. Essas simples alterações já fazem parte de hábitos para viver mais.

    2. Mantenha-se em movimento

    Você não precisa correr maratonas para ter longevidade, a não ser que este seja um objetivo de vida. A atividade física regular, porém, é essencial para viver mais e melhor. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem muito. “A recomendação é de ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada”, reforça o médico.

    3. Durma bem

    Sono ruim não traz só uma aparência cansada. Ele realmente envelhece por dentro. “O sono inadequado e não reparador, com menos de 6h ou mais de 9h por noite, aumenta o risco de pressão alta, arritmias e diabetes”, alerta o cardiologista. A meta, então, é dormir de 7 e 9 horas de sono reparador por noite, para adultos, para ganhar mais anos de vida.

    4. Diga não ao cigarro

    O cigarro encurta a vida, e isso não é brincadeira. Parar de fumar aos 40 anos, por exemplo, elimina cerca de 90% do risco extra de mortalidade causado pelo tabagismo. “Mesmo entre 45 e 54 anos, parar de fumar pode fazer a pessoa recuperar cerca de 6 anos de vida”, afirma o médico.

    5. Consuma álcool com moderação

    Se você tem costume de ingerir bebidas alcoólicas, faça isso de forma moderada. O excesso está ligado a doenças do coração, do fígado e a vários tipos de câncer.

    6. Controle peso, pressão e exames

    Manter um peso saudável e fazer check-ups regulares é bem importante e fazem parte dos hábitos para viver mais. “Medir pressão, colesterol, glicemia e função dos rins, além de eletrocardiograma e, se necessário, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos ajudam a detectar doenças silenciosas”, orienta o especialista.

    7. Movimente os músculos também

    Aqui vai mais uma dica para viver mais. Não é só o exercício aeróbico que conta, o treino de força faz diferença e é recomendado também. O ideal é reservar dois dias por semana de musculação ou exercícios resistidos que ajudam a preservar ou aumentar os músculos.

    8. Cuide da sua mente

    O estresse crônico é um ladrão de anos de vida. “Ele eleva hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o cardiologista.

    “Isso aumenta o risco de pressão alta, arritmias, infarto e até um problema no coração induzido pelo estresse, a síndrome de Takotsubo ou ‘síndrome do coração partido’”, detalha o especialista.

    Quem quer viver mais se programa para fazer pausas, ter hobbies e momentos de relaxamento na rotina.

    9. Cultive bons relacionamentos

    Amigos e família fazem bem para o coração além do sentido figurado. Estudos mostram que conexões sociais reduzem estresse e podem até prolongar a vida em comparação com quem vive na solidão. Cultivar essas amizades são hábitos saudáveis para viver mais.

    10. Nunca é tarde para começar

    Talvez você pense que já passou da idade para mudar e ter bons hábitos para viver mais, mas o cardiologista garante que não.

    “Mesmo começando aos 40 ou 50 anos, mudanças de estilo de vida reduzem rapidamente o risco cardiovascular e aumentam a expectativa e a qualidade de vida”, diz o médico.

    “Estudos mostram que mudanças saudáveis mesmo após os 50 anos reduzem risco de infarto, AVC e morte prematura. Nunca é tarde para parar de fumar, começar a se exercitar e adotar hábitos saudáveis”, aconselha.

    7 práticas que mais encurtam a vida

    • Fumar;
    • Excesso de peso, especialmente aquele na região da barriga;
    • Sedentarismo;
    • Alimentação ultraprocessada;
    • Pressão alta não tratada;
    • Colesterol alto;
    • Diabetes mal controlado.

    “Esses fatores, juntos, são responsáveis por mais de 70% das mortes cardiovasculares evitáveis”, alerta o médico.

    Veja também: Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Perguntas frequentes sobre como viver mais

    1. Existe uma dieta ideal para viver mais?

    Sim. Padrões como a dieta mediterrânea e DASH, ricas em vegetais, frutas, grãos integrais, azeite e peixes, são protetores do coração.

    2. Quantos minutos de exercício devo fazer por semana?

    Pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de intensa, mais dois dias de treino de força, como musculação, por exemplo.

    3. Dormir demais faz mal?

    Sim. Mais de 9 horas por noite de forma habitual pode estar associado a maior risco de doenças. Dormir menos que 7 horas por dia, no entanto, também faz mal.

    4. Parar de fumar depois dos 50 anos ainda vale a pena?

    Sim. O risco de infarto e morte precoce cai significativamente, mesmo em idades mais avançadas. É sempre melhor mudar hábitos do que esperar ainda mais tempo.

    5. O estresse realmente pode matar?

    Sim. O estresse crônico eleva hormônios que sobrecarregam o coração e aumentam as chances de doenças graves.

    6. Quais exames médicos ajudam na prevenção?

    Pressão arterial, colesterol, glicemia, função dos rins, eletrocardiograma e, quando indicado, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos.

    7. Posso viver mais mesmo se tiver histórico familiar de doenças cardíacas?

    Sim. Hábitos saudáveis podem reduzir o impacto da genética.

    8. Preciso cortar totalmente o álcool para viver mais?

    Não necessariamente, mas é preciso moderação. Quanto menos, melhor para a saúde a longo prazo.

    Confira: É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

  • Umidificador, desumidificador ou purificador de ar: qual você realmente precisa?

    Umidificador, desumidificador ou purificador de ar: qual você realmente precisa?

    Acordar com o nariz entupido, sentir a garganta seca durante a noite ou notar manchas de mofo no guarda-roupa são alguns dos sinais de que a qualidade do ar dentro de casa pode não estar adequada.

    Para pessoas que convivem com rinite, asma ou outras alergias respiratórias, a exposição contínua à poeira, ácaros, mofo e poluentes domésticos pode intensificar ainda mais os sintomas e comprometer o bem-estar ao longo do dia.

    Mas então, como melhorar a qualidade do ar dentro de casa? Entre os umidificadores, desumidificadores e purificadores, é comum ter dúvida sobre qual aparelho realmente vale a pena e em quais situações cada um pode ajudar. A seguir, vamos esclarecer tudo que você precisa saber sobre os aparelhos.

    O que faz cada dispositivo para controle da qualidade do ar?

    Os dispositivos trabalham com elementos diferentes no ambiente: água, umidade excessiva ou partículas sólidas.

    1. Umidificador de ar

    O umidificador é um aparelho desenvolvido para aumentar a umidade do ar em ambientes fechados. Ele libera pequenas partículas de água no ambiente, ajudando a reduzir o ressecamento causado pelo clima seco, pelo uso constante de ar-condicionado ou pelas baixas temperaturas do inverno.

    Quando o ar fica muito seco, é comum surgirem sintomas como nariz entupido, garganta irritada, tosse seca, pele ressecada e desconforto respiratório. Eles tendem a ser ainda mais intensos em crianças, idosos e pessoas com rinite, sinusite, asma ou alergias respiratórias.

    O umidificador pode ajudar a deixar o ambiente mais confortável e aliviar parte dos sintomas relacionados ao ressecamento das vias aéreas. Ainda assim, eles devem ser usados com cuidado, pois o excesso de umidade pode favorecer a proliferação de mofo, fungos e ácaros, principalmente em locais pouco ventilados.

    Quando o umidificador de ar é indicado?

    O umidificador de ar é indicado principalmente para locais onde a umidade relativa do ar está abaixo de 40% a 50%, o que é comum em cidades de clima seco, durante o inverno ou em ambientes com uso prolongado de ar-condicionado (que retira a umidade do ambiente).

    2. Desumidificador de ar

    Ao contrário do umidificador de ar, o desumidificador de ar é um aparelho usado para reduzir o excesso de umidade no ambiente, e funciona retirando parte da água do ar e armazenando o líquido em um reservatório ou direcionando-o para drenagem. O objetivo é deixar o ambiente mais seco, confortável e menos propício à proliferação de mofo, fungos e ácaros.

    Ele também deve ser usado com cuidado, pois um ambiente excessivamente seco também pode causar desconfortos respiratórios, irritação na pele e ressecamento das mucosas. Por isso, o ideal é manter a umidade do ar em níveis moderados e adequados para a saúde.

    Quando o desumidificador de ar é indicado?

    O desumidificador de ar costuma ser indicado para locais abafados, pouco ventilados ou com sinais frequentes de umidade, como paredes mofadas, cheiro forte de casa fechada, roupas úmidas e condensação nas janelas. Em regiões muito úmidas, ele também pode ajudar a preservar móveis, roupas, livros e objetos que sofrem com o excesso de umidade.

    3. Purificador de ar

    O purificador de ar é desenvolvido para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados por meio da filtragem de partículas suspensas. Ele ajuda a remover impurezas como poeira, pólen, fumaça, pelos de animais, ácaros e parte dos poluentes presentes no ambiente.

    O funcionamento pode variar de acordo com o modelo, mas muitos aparelhos utilizam filtros especiais, como os filtros HEPA, que ajudam a reter partículas muito pequenas presentes no ar. Além disso, alguns purificadores possuem tecnologias adicionais que auxiliam na redução de odores e de determinados microrganismos no ambiente.

    O aparelho pode ser útil para pessoas com rinite, asma, alergias respiratórias ou maior sensibilidade à poluição. Ele também costuma ser usado em casas com animais de estimação, fumantes ou ambientes localizados em regiões com grande circulação de veículos e poeira.

    Importante: o purificador não substitui cuidados básicos, como manter a limpeza da casa, ventilar os ambientes e controlar a umidade.

    Quando o purificador de ar é indicado?

    O purificador de ar é indicado para melhorar a qualidade do ar do ambiente, ajudando a remover partículas invisíveis que ficam suspensas no ar e podem desencadear crises alérgicas. Diferente dos outros aparelhos, ele não altera a umidade do ambiente, mas ajuda a deixar o ar mais limpo e com menos impurezas.

    É possível usar mais de um aparelho ao mesmo tempo?

    É possível e, em alguns casos, recomendável usar mais de um aparelho ao mesmo tempo. No dia a dia, você pode usar as seguintes combinações:

    • Purificador e umidificador: ideal para quem vive em cidades poluídas e de clima seco. Enquanto o purificador remove a poeira e os alérgenos, o umidificador garante que suas mucosas não fiquem irritadas pelo ar seco. É a combinação perfeita para o quarto durante a noite;
    • Purificador e desumidificador: ideal para quem mora em regiões litorâneas ou casas com pouca incidência de sol. O desumidificador impede que o mofo cresça nas paredes e roupas, enquanto o purificador elimina os esporos de fungos que já possam estar flutuando no ar.

    Uma exceção é o uso do umidificador e do desumidificador ao mesmo tempo, já que os dois aparelhos possuem funções opostas: enquanto um aumenta a umidade do ar, o outro tenta reduzi-la.

    Importante: se usar o umidificador e o purificador juntos, fique atento para não elevar demais a umidade (acima de 60%), o que poderia favorecer o surgimento de ácaros.

    Dicas de manutenção e limpeza dos aparelhos

    A falta de higienização pode fazer com que os dispositivos espalhem impurezas pelo ambiente em vez de ajudar na respiração. Por isso, veja algumas dicas de como mantê-los limpos:

    • Limpe os reservatórios regularmente: no caso dos umidificadores e desumidificadores, a água acumulada deve ser trocada e o reservatório higienizado com frequência para evitar mofo e proliferação de bactérias;
    • Siga as orientações do fabricante: cada aparelho possui recomendações específicas de limpeza, troca de filtros e manutenção. Ler o manual ajuda a evitar danos e melhora o desempenho do equipamento;
    • Troque os filtros no prazo indicado: purificadores de ar dependem dos filtros para funcionar corretamente. Quando os filtros estão saturados, a eficiência do aparelho diminui;
    • Evite deixar água parada por muitos dias: água acumulada por muito tempo pode favorecer o surgimento de fungos e microrganismos;
    • Faça limpeza externa com frequência: a poeira acumulada na parte externa dos aparelhos também pode prejudicar o funcionamento e contaminar o ambiente;
    • Posicione o aparelho em locais adequados: evite instalar os dispositivos muito próximos de paredes, cortinas ou móveis, para permitir melhor circulação do ar;
    • Observe sinais de mau funcionamento: cheiro forte, excesso de ruído, vazamentos ou baixa eficiência podem indicar necessidade de manutenção técnica.

    Nunca use produtos de limpeza com perfumes fortes para higienizar os reservatórios ou as grades dos aparelhos. Os resíduos de fragrância podem ser lançados no ar assim que você ligar o equipamento, engatilhando uma crise de espirros ou falta de ar imediatamente. Use sempre vinagre branco ou detergente neutro sem cheiro.

    Confira: Rinite alérgica ou resfriado: conheça as diferenças entre eles e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Qual é a umidade ideal para quem tem rinite?

    A umidade ideal deve ficar entre 40% e 60%. Abaixo disso, as mucosas ressecam; acima, favorece o surgimento de ácaros e mofo.

    2. Posso dormir com o umidificador ligado a noite toda?

    Sim, desde que a umidade do quarto não ultrapasse os 60%. O ideal é usar aparelhos com desligamento automático ou temporizador.

    3. O umidificador pode causar mofo na parede?

    Sim, se usado em excesso ou em ambientes já úmidos. Nunca direcione a névoa diretamente para paredes ou móveis de madeira.

    4. Qual a diferença entre filtro comum e filtro HEPA?

    Filtros comuns barram apenas sujeiras grandes. O HEPA retém 99,9% de partículas minúsculas, como pólen e fezes de ácaro.

    5. Bebês podem usar purificador de ar no quarto?

    Sim, é recomendado para manter o ambiente livre de alérgenos e proteger o sistema respiratório em desenvolvimento.

    6. O desumidificador ajuda a secar roupas dentro de casa?

    Sim, ele acelera a secagem das roupas em dias de chuva ao retirar a umidade do ar ao redor do varal interno.

    7. Onde posicionar o purificador de ar?

    No centro do cômodo ou em locais onde o fluxo de ar não seja obstruído por móveis ou cortinas.

    8. Posso usar essências ou óleos essenciais no umidificador?

    Apenas se o aparelho for específico para aromaterapia. Em modelos comuns, o óleo pode derreter o plástico e danificar o motor.

    9. De quanto em quanto tempo devo trocar o filtro do purificador?

    Em média, a cada 6 a 12 meses, dependendo da qualidade do ar da sua região e do modelo do aparelho.

    10. Qual aparelho é melhor para quem tem asma?

    O purificador de ar com filtro HEPA é o mais indicado, pois remove os gatilhos (poeira e pólens) que causam as crises.

    Veja também: Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises