Categoria: Bem-estar

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  • 8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    Quem nunca ouviu dizer que tomar água com limão logo pela manhã desintoxica o organismo, alcaliniza o sangue, acelera o metabolismo ou até derrete gordura? Essas promessas se espalharam pelas redes sociais e transformaram uma fruta bastante comum em uma espécie de solução milagrosa para diversos problemas de saúde.

    A boa notícia é que o limão realmente pode trazer benefícios interessantes para a saúde. A má notícia é que eles não têm nada a ver com essas promessas. Na realidade, trata-se de uma fruta rica em vitamina C e compostos bioativos que pode contribuir para uma alimentação equilibrada quando inserida dentro de um estilo de vida saudável. Ou seja, o limão não faz milagres, mas também não merece ser subestimado.

    Antes de tudo: o limão não é um alimento milagroso

    Antes de falar dos benefícios, vale desfazer alguns dos principais mitos que cercam essa fruta.

    O organismo humano possui mecanismos extremamente eficientes para manter o funcionamento adequado dos órgãos e o equilíbrio do sangue. Um exemplo disso é o controle do pH sanguíneo, que permanece dentro de uma faixa muito estreita graças à ação dos pulmões e dos rins. Em pessoas saudáveis, a alimentação praticamente não altera esse equilíbrio.

    Isso significa que o limão não “alcaliniza” o sangue, assim como também não existe evidência científica de que seja capaz de:

    • Desintoxicar o organismo;
    • Eliminar toxinas;
    • Derreter gordura corporal;
    • Acelerar significativamente o metabolismo;
    • Curar doenças;
    • Fortalecer sozinho o sistema imunológico.

    Na verdade, quem faz o trabalho de eliminar substâncias potencialmente tóxicas do organismo são principalmente o fígado e os rins. Nenhum alimento isolado substitui essas funções.

    Então por que o limão ganhou tanta fama?

    Provavelmente porque ele reúne algumas características positivas: é uma fruta rica em vitamina C, tem compostos antioxidantes e costuma ser consumido junto com água, o que naturalmente favorece a hidratação. Esses benefícios reais acabaram sendo ampliados ao longo dos anos até se transformarem em promessas que a ciência não confirma.

    Mas isso não significa que ele não tenha seu lugar dentro de uma alimentação saudável. Veja os benefícios de inclui-lo na sua rotina da manhã.

    1. Você começa o dia consumindo vitamina C

    Talvez esse seja o benefício mais conhecido, e um dos mais bem documentados.

    O limão é uma boa fonte de vitamina C, um nutriente essencial para diversas funções do organismo. Diferentemente de algumas vitaminas, ela não é produzida pelo corpo humano e precisa ser obtida por meio da alimentação.

    Entre suas principais funções estão:

    • Participar da formação do colágeno;
    • Atuar como antioxidante;
    • Auxiliar o funcionamento do sistema imunológico;
    • Favorecer a cicatrização;
    • Contribuir para a absorção do ferro presente em alimentos vegetais.

    Começar o dia consumindo alimentos ricos nessa vitamina pode facilitar que a ingestão diária seja alcançada ao longo da alimentação.

    Vale lembrar, porém, que uma única fruta dificilmente fornece toda a vitamina C necessária para o dia. A recomendação para adultos varia conforme idade, sexo e condições fisiológicas, como gestação e amamentação. Por isso, o ideal é manter uma alimentação variada, com frutas e hortaliças ao longo do dia.

    2. O limão pode ajudar você a beber mais água

    Muitas pessoas relatam que têm dificuldade para beber água pura, especialmente logo ao acordar.

    Nesses casos, adicionar algumas gotas de limão pode tornar a bebida mais agradável e facilitar a hidratação.

    Esse detalhe parece pequeno, mas pode fazer diferença. A água participa praticamente de todos os processos do organismo. Ela ajuda a regular a temperatura corporal, transportar nutrientes, participar das reações metabólicas e manter o bom funcionamento dos rins e do intestino.

    É importante deixar claro que o benefício vem principalmente da água, e não do limão.

    Se adicionar limão ao copo faz com que a pessoa beba mais líquidos ao longo do dia, esse hábito pode ser positivo. Caso contrário, não existe necessidade de colocar limão na água para que ela seja hidratante.

    Em outras palavras, água com limão hidrata exatamente porque contém água.

    3. A vitamina C do limão ajuda na absorção do ferro

    Esse é um dos benefícios mais interessantes e que muitas pessoas desconhecem.

    Existem dois tipos principais de ferro presentes na alimentação: o ferro heme, encontrado principalmente em carnes, e o ferro não heme, presente em vegetais, leguminosas, grãos e sementes.

    O organismo absorve com mais facilidade o ferro proveniente das carnes. Já o ferro dos alimentos vegetais costuma ter uma absorção menor.

    É aí que entra a vitamina C.

    Diversos estudos mostram que consumir alimentos ricos em vitamina C durante a refeição aumenta significativamente a absorção do ferro não heme.

    Na prática, isso significa que espremer limão sobre alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, espinafre ou outras verduras pode ajudar o organismo a aproveitar melhor esse mineral.

    Esse benefício é particularmente interessante para pessoas vegetarianas, veganas ou que apresentam maior risco de deficiência de ferro.

    4. Comer limão é muito diferente de tomar suplementos

    Quando surgem estudos sobre vitamina C ou antioxidantes, é comum pensar que basta consumir grandes quantidades desses nutrientes para obter ainda mais benefícios, mas a ciência mostra que não funciona exatamente assim.

    Os alimentos são uma combinação complexa de fibras, vitaminas, minerais e centenas de compostos bioativos que interagem entre si. Os suplementos, por sua vez, fornecem apenas um ou poucos nutrientes isoladamente.

    Por isso, os benefícios observados em pessoas que consomem mais frutas e verduras não podem ser atribuídos exclusivamente à vitamina C.

    Em outras palavras, incluir limão na alimentação é interessante não porque ele seja um superalimento, mas porque faz parte de um padrão alimentar saudável que inclui diversas frutas, legumes e verduras.

    5. O limão pode te fazer lidar melhor com gripes e resfriados

    Esse talvez seja um dos maiores equívocos relacionados à vitamina C. Durante muitos anos acreditou-se que consumir grandes quantidades dessa vitamina impediria o aparecimento de gripes. Hoje sabemos que isso não é exatamente verdade.

    Para a população em geral, a suplementação de vitamina C não reduz de forma consistente o risco de desenvolver resfriados.

    O que alguns estudos sugerem é que pessoas que já mantêm ingestão adequada de vitamina C podem apresentar uma pequena redução na duração dos sintomas quando adoecem.

    Ou seja, comer limão diariamente não impede que uma pessoa contraia um vírus respiratório. Por outro lado, manter uma alimentação rica em frutas e verduras ajuda a garantir o aporte adequado de diversos nutrientes importantes para o funcionamento normal do sistema imunológico.

    6. Pode ajudar a substituir bebidas açucaradas no café da manhã

    Outro benefício do limão não está necessariamente na fruta em si, mas no que ela pode substituir.

    Muitas pessoas têm o hábito de começar o dia consumindo refrigerantes, sucos industrializados, bebidas lácteas açucaradas ou cafés com grandes quantidades de açúcar. Trocar essas opções por água com limão ou simplesmente por água pode reduzir significativamente o consumo de açúcares livres.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar a ingestão de açúcares livres a menos de 10% das calorias diárias, e, idealmente, abaixo de 5%, para benefícios adicionais à saúde. O consumo em excesso está associado a maior risco de ganho de peso, cárie dentária e doenças metabólicas.

    Nesse contexto, a água com limão pode funcionar como uma alternativa saborosa para quem deseja reduzir o consumo de bebidas adoçadas.

    É importante destacar que esse benefício não acontece porque o limão queima gordura ou limpa o organismo, mas porque ajuda algumas pessoas a fazerem uma escolha nutricional mais interessante logo no início do dia.

    7. Começar o dia com um hábito saudável pode facilitar outras escolhas ao longo do dia

    Esse talvez seja o benefício menos relacionado à composição do limão e mais ao comportamento humano.

    Hábitos costumam funcionar em sequência. Um comportamento saudável pode facilitar a adoção de outro. Na prática, funciona mais ou menos assim: uma pessoa acorda, bebe um copo de água com limão, prepara um café da manhã equilibrado, lembra de levar uma fruta para o trabalho e acaba fazendo escolhas alimentares melhores ao longo do restante do dia.

    Isso não acontece porque existe alguma substância mágica no limão.

    O que muda é a forma como o cérebro organiza a rotina. Quando um hábito saudável é incorporado ao início do dia, ele pode servir como um gatilho para outros comportamentos positivos.

    É claro que isso não ocorre com todas as pessoas e nem de forma automática. Mas estudos em ciência do comportamento mostram que pequenas rotinas consistentes tendem a facilitar mudanças de longo prazo.

    Portanto, se beber água com limão pela manhã ajuda alguém a manter uma rotina mais saudável, esse pode ser um benefício bastante relevante, mesmo que ele seja indireto.

    8. É uma fruta nutritiva, barata e fácil de incluir na alimentação

    Quando falamos em alimentação saudável, muitas vezes pensamos em alimentos exóticos, suplementos caros ou ingredientes difíceis de encontrar. O limão vai na direção oposta.

    Ele está disponível durante praticamente todo o ano, costuma ter preço acessível e pode ser utilizado de diversas maneiras, inclusive ajuda a reduzir a necessidade de molhos industrializados ricos em sódio, açúcar ou gordura.

    Existe um melhor horário para consumir limão?

    Na prática, não. Apesar de a internet frequentemente associar o consumo do limão exclusivamente ao período da manhã, não existem estudos mostrando que ele seja mais benéfico nesse horário. Os benefícios da vitamina C e dos demais nutrientes acontecem independentemente do momento do consumo.

    Então por que tanta gente fala em água com limão ao acordar? Porque esse costuma ser um horário em que muitas pessoas conseguem estabelecer uma rotina diária.

    Ou seja, o benefício está muito mais na regularidade do hábito do que no relógio.

    Se alguém prefere consumir limão no almoço, no jantar ou durante a tarde, provavelmente obterá os mesmos benefícios nutricionais.

    Confira: Falta de vitaminas pode causar doenças graves? Entenda os sinais de alerta

    Perguntas frequentes sobre o limão

    1. O limão fortalece a imunidade?

    Ele fornece vitamina C, que participa do funcionamento normal do sistema imunológico. Porém, consumir limão sozinho não impede gripes nem resfriados.

    2. Água com limão emagrece?

    Não. Não existem evidências de que o limão aumente significativamente o metabolismo ou provoque perda de gordura corporal.

    3. O limão alcaliniza o sangue?

    Não. O pH do sangue é rigidamente controlado pelos pulmões e pelos rins. A alimentação não altera esse equilíbrio em pessoas saudáveis.

    4. Posso tomar água com limão todos os dias?

    Sim, desde que não haja contraindicações individuais, como desconforto gastrointestinal importante ou problemas relacionados ao esmalte dentário.

    5. Existe melhor horário para consumir limão?

    Não. Os benefícios nutricionais independem do horário do consumo.

    6. O limão ajuda quem tem anemia?

    Ele pode contribuir indiretamente, pois a vitamina C aumenta a absorção do ferro presente em alimentos de origem vegetal.

    7. Água morna com limão é melhor que água gelada?

    Não há evidências científicas de que a temperatura da água altere os benefícios do limão.

    Veja mais: Escorbuto: o que a falta de vitamina C faz no corpo e como evitar

  • Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Má higiene, micose do pé e até o uso de medicamentos podem influenciar o surgimento do chulé, um quadro que provoca mau cheiro nos pés e pode se tornar frequente no dia a dia. Ele costuma aparecer quando o suor se acumula na pele e cria um ambiente quente e úmido, favorecendo a proliferação de bactérias responsáveis pelo odor característico.

    Apesar de comum, ele pode se tornar um grande incômodo quando o mau cheiro aparece todos os dias, mesmo com os cuidados de higiene. Em alguns casos, basta tirar os sapatos para perceber que o odor continua ali, seja nos pés, nas meias ou no próprio calçado.

    Mas afinal, como acabar com o chulé constante e evitar que o mau cheiro fique impregnado nos sapatos? O primeiro passo é entender de onde vem o odor e quais hábitos podem estar favorecendo o problema. Vamos entender mais, a seguir.

    O que realmente causa o chulé (bromidrose plantar)?

    O suor humano é formado principalmente por água e sais minerais e, sozinho, praticamente não tem cheiro. O odor desagradável aparece quando o suor entra em contato com os micro-organismos que vivem naturalmente na pele. Como os pés possuem muitas glândulas sudoríparas, a região pode acumular bastante umidade ao longo do dia.

    Quando os pés passam muito tempo abafados dentro de meias e sapatos fechados, o ambiente fica quente e úmido, o que facilita a multiplicação de bactérias, como as do gênero Brevibacterium e a Staphylococcus epidermidis. Elas usam substâncias presentes no suor e resíduos da pele, como as células mortas, e produzem compostos responsáveis pelo cheiro forte.

    Quanto mais tempo os pés ficam úmidos dentro das meias e dos sapatos, maiores são as chances de o cheiro ficar forte e persistente.

    Causas simples do dia a dia que pioram o chulé

    1. Usar o mesmo sapato dois dias seguidos

    Ao longo do dia, o interior do calçado e a palmilha absorvem parte do suor dos pés e podem continuar úmidos mesmo depois que o sapato é retirado.

    Quando o mesmo par é usado novamente sem ter secado e arejado bem, os pés voltam para um ambiente que já está úmido. Por isso, sempre que possível, vale alternar os calçados e deixá-los em um local ventilado antes de usar novamente.

    2. Meias de tecido sintético e sapatos fechados de plástico

    As meias e os sapatos também fazem diferença, pois alguns tecidos sintéticos podem dificultar a absorção do suor e a ventilação dos pés. O mesmo acontece com os calçados muito fechados e feitos de materiais pouco respiráveis.

    Com pouca circulação de ar, o suor demora mais para evaporar e os pés permanecem úmidos por mais tempo. O resultado é um ambiente favorável para a multiplicação das bactérias relacionadas ao chulé. Dar preferência a meias que ajudem a controlar a umidade e a calçados mais ventilados pode ajudar.

    3. Secar mal os pés após o banho (especialmente entre os dedos)

    Não adianta lavar bem os pés e deixá-los úmidos logo depois. A região entre os dedos precisa de uma atenção maior porque pode permanecer molhada sem que a pessoa perceba.

    Depois do banho, é importante passar a toalha com cuidado entre todos os dedos e esperar os pés secarem antes de colocar as meias e os sapatos. Além de ajudar no controle do chulé, manter a região seca também dificulta a proliferação de fungos relacionados às micoses.

    4. Acúmulo de células mortas e falta de esfoliação

    A pele dos pés passa por um processo natural de renovação e pode acumular células mortas, principalmente nas regiões que sofrem mais atrito. Os resíduos também podem servir de alimento para algumas das bactérias presentes na pele.

    A higiene diária ajuda a remover o suor, as células mortas e outras sujeiras acumuladas. Você não precisa esfregar os pés com força ou fazer uma esfoliação agressiva todos os dias, basta lavar bem a região com água e sabonete e secá-la completamente.

    Como acabar com o chulé nos pés?

    Para diminuir a umidade dos pés, controlar a proliferação das bactérias e evitar que o mau cheiro volte, você pode adotar algumas medidas no dia a dia:

    • Lave os pés todos os dias: use água e sabonete e lave com atenção a sola, o calcanhar e os espaços entre os dedos para retirar o suor e as impurezas acumuladas;
    • Seque muito bem os pés: depois do banho, passe a toalha em toda a região, principalmente entre os dedos. Evite colocar as meias enquanto a pele ainda estiver úmida;
    • Troque as meias diariamente: não reutilize as meias usadas no dia anterior, mesmo que aparentemente estejam limpas. Elas acumulam suor, células mortas e micro-organismos;
    • Prefira meias que ajudem a controlar a umidade: materiais mais respiráveis ou desenvolvidos para afastar o suor da pele podem ajudar a manter os pés secos durante o dia;
    • Evite usar o mesmo sapato todos os dias: alterne os pares sempre que possível para que o interior de cada calçado tenha tempo suficiente para secar e arejar;
    • Deixe os sapatos em um local ventilado: depois de usá-los, mantenha os calçados abertos e em um ambiente arejado. Evite guardá-los ainda úmidos em armários fechados;
    • Higienize os calçados e as palmilhas: siga as orientações de limpeza de cada material e lave ou troque as palmilhas quando necessário, principalmente quando o odor já estiver impregnado;
    • Evite ficar muitas horas com os pés abafados: quando for possível, retire os sapatos por alguns períodos e dê preferência a calçados que permitam uma melhor circulação de ar;
    • Use talco ou antitranspirante próprio para os pés: os produtos específicos podem ajudar a controlar o excesso de umidade e, consequentemente, diminuir o ambiente favorável às bactérias;
    • Cuide das micoses: a coceira, a descamação, as rachaduras ou as alterações entre os dedos podem indicar uma infecção por fungos. É importante buscar a orientação de um dermatologista para receber o tratamento adequado.

    Quando o mau cheiro continua muito forte mesmo com os cuidados de higiene, vale conversar com um dermatologista. A bromidrose persistente ou a transpiração excessiva podem precisar de uma avaliação e de um tratamento específico.

    Como tirar o mau cheiro dos sapatos de forma prática

    Quando o chulé fica impregnado nos sapatos, cuidar apenas dos pés pode não ser suficiente para diminuir o mau cheiro. O suor e a umidade também ficam acumulados nas palmilhas e no revestimento interno dos calçados, mantendo o ambiente favorável para as bactérias responsáveis pelo odor.

    1. Deixe os sapatos arejarem depois do uso

    Assim que chegar em casa, evite guardar o calçado imediatamente. Deixe-o aberto em um local seco e ventilado para facilitar a evaporação da umidade acumulada durante o dia.

    2. Retire as palmilhas para secar

    Quando for possível, retire as palmilhas e deixe-as secar separadamente. Como elas ficam em contato direto com os pés, podem acumular bastante suor. Se forem laváveis, faça a higienização de acordo com as orientações do fabricante.

    3. Lave os calçados quando o material permitir

    Alguns tênis e outros calçados podem ser lavados com água e sabão neutro. Antes da lavagem, confira as recomendações do fabricante para evitar danos ao tecido, à cola e a outros materiais.

    4. Espere o sapato secar completamente

    Nada de colocar o tênis ainda úmido. Além de deixar os pés abafados, a umidade favorece a proliferação dos micro-organismos relacionados ao mau cheiro. Por isso, espere o calçado secar completamente antes de usá-lo novamente.

    5. Alterne os sapatos durante a semana

    Usar o mesmo par todos os dias pode fazer com que o calçado não tenha tempo suficiente para secar. Sempre que possível, alterne entre dois ou mais pares para que cada um possa ficar arejando antes do próximo uso.

    6. Troque as palmilhas quando necessário

    Se o mau cheiro continuar mesmo depois da higienização, vale observar o estado das palmilhas. Quando estão muito desgastadas ou continuam com odor mesmo após a limpeza, a troca pode ajudar a deixar o calçado mais fresco.

    7. Use produtos próprios para os calçados

    Os sprays, os pós e outros produtos desenvolvidos para controlar o odor dos calçados podem ajudar no dia a dia. Use sempre de acordo com as orientações do fabricante e lembre que eles não substituem a limpeza e a secagem adequadas.

    8. Evite guardar os sapatos suados em locais fechados

    Depois de passar horas com os pés dentro do sapato, evite colocá-lo diretamente na sapateira ou no armário. Primeiro, deixe o calçado em um local ventilado até que esteja bem seco. Guardá-lo ainda úmido pode fazer com que o mau cheiro volte no próximo uso.

    Onde guardar os sapatos para evitar a proliferação de fungos?

    O ideal é deixar os sapatos secarem e arejarem completamente antes de guardá-los. Depois disso, eles podem ficar em uma sapateira ou em um armário limpo, seco e com alguma ventilação. Se o local costuma acumular umidade, os produtos próprios para controlar a umidade do ambiente também podem ajudar.

    Não é necessário estabelecer um período específico, como 12 ou 24 horas, para deixar todos os sapatos fora do armário. O tempo de secagem varia de acordo com o material do calçado, a quantidade de suor, o clima e a ventilação do ambiente. O mais importante é conferir se o interior está realmente seco antes de guardar ou usar novamente.

    Quando o chulé constante pode indicar uma micose ou problema de saúde?

    Quando o chulé continua forte mesmo com a higiene e os cuidados para manter os pés e os sapatos secos, vale prestar atenção em outros sintomas. Em alguns casos, o mau cheiro persistente pode aparecer junto de problemas dermatológicos que precisam de tratamento específico, como a micose nos pés, também conhecida como pé de atleta ou tinea pedis.

    Além do odor, ela pode provocar coceira, descamação, vermelhidão, ardência e pequenas rachaduras, principalmente entre os dedos. Como a pele fica machucada, também pode ficar mais vulnerável a infecções bacterianas.

    A hiperidrose plantar, caracterizada pela transpiração excessiva nos pés, é um quadro que também pode favorecer o surgimento do chulé. A pessoa pode perceber que os pés e as meias ficam constantemente úmidos, mesmo quando não está calor ou não houve prática de atividade física. A umidade frequente cria um ambiente favorável para os micro-organismos relacionados ao mau cheiro.

    Se o chulé persistir mesmo depois das mudanças de higiene e dos cuidados com os calçados, principalmente quando houver coceira intensa, descamação, rachaduras, vermelhidão, dor, feridas ou suor excessivo, é indicado procurar um dermatologista.

    Leia mais: Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Perguntas frequentes

    1. Passar desodorante de axila nos pés ajuda a controlar o chulé?

    Apenas se o produto for antitranspirante. O antitranspirante reduz a produção de suor, enquanto o desodorante comum só mascara o odor sem conter a umidade.

    2. Colocar os sapatos no sol mata as bactérias?

    Não totalmente. A luz solar ajuda a secar a umidade interior, porém o calor excessivo pode danificar o material do calçado e acelerar o desgaste da cola.

    3. Lixar a sola dos pés semanalmente diminui o odor?

    Lixar em excesso gera o efeito inverso. A agressão faz o corpo produzir uma camada de pele ainda mais grossa para se defender, aumentando a matéria orgânica para as bactérias.

    4. Quanto tempo um sapato precisa ficar descansando após o uso?

    O tempo mínimo recomendado é de 24 horas antes de voltar a calçar o mesmo par.

    5. Pomadas antibióticas vendidas em farmácia tratam a bromidrose?

    Apenas com prescrição médica. O uso inadequado de antibióticos na pele pode gerar resistência bacteriana e piorar o quadro.

    6. Usar secador de cabelo nos pés após o banho é uma boa ideia?

    Sim. O ar frio ou morno do secador garante a remoção total da umidade entre os dedos, reduzindo o risco de micoses e proliferação de bactérias.

    7. O cheiro de chulé pode passar de uma pessoa para outra?

    O odor em si não é transmissível, mas o uso compartilhado de calçados ou meias transfere fungos e bactérias entre os indivíduos.

    Veja também: Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio?

  • Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    A exposição frequente à radiação solar é um dos principais fatores relacionados ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas e ao aumento do risco de câncer de pele, tumor que registra cerca de 180 mil a 220 mil casos todos os anos.

    Mesmo em dias nublados ou frios, parte dos raios ultravioleta consegue atravessar as nuvens e atingir a pele, causando danos que podem se acumular ao longo dos anos. Por isso, a proteção solar não deve acontecer apenas nos dias de praia, piscina ou calor intenso.

    Para te ajudar, reunimos alguns cuidados simples que podem aumentar a proteção contra os raios solares no dia a dia e diminuir os danos causados pela exposição ao sol. Confira!

    Por que o sol danifica a pele mesmo em dias nublados?

    Mesmo quando a temperatura está mais baixa e a claridade não incomoda tanto, as nuvens não conseguem bloquear completamente a radiação ultravioleta. Parte dos raios solares consegue atravessar a cobertura de nuvens e chegar até a pele, provocando danos que podem se acumular ao longo dos anos.

    A radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre é dividida principalmente em raios UVA e UVB. Os raios UVB atingem principalmente as camadas mais superficiais da pele e estão bastante relacionados às queimaduras solares, à vermelhidão e à sensação de ardência depois de uma exposição excessiva. A intensidade varia de acordo com fatores como o horário do dia, a estação do ano, a localização e as condições ambientais.

    Já os raios UVA conseguem atingir camadas mais profundas da pele e estão relacionados ao envelhecimento precoce, ao aparecimento de manchas e aos danos celulares que aumentam o risco de câncer de pele.

    Para completar, eles também podem atravessar os vidros comuns das janelas, o que significa que você pode continuar exposto à radiação mesmo dentro do carro, perto de uma janela ou trabalhando em um ambiente que recebe bastante luz natural.

    Com o passar dos anos, a exposição frequente e sem proteção adequada favorece danos que se acumulam na pele, contribuindo para alterações no colágeno, manchas, rugas e outros sinais do fotoenvelhecimento.

    Envelhecimento precoce, manchas e risco de câncer de pele

    Os danos causados pelos raios solares são cumulativos e se tornam mais visíveis com o passar dos anos. Um dos principais efeitos é o envelhecimento precoce, também chamado de fotoenvelhecimento. A radiação solar pode danificar estruturas importantes para a sustentação da pele, como o colágeno e a elastina.

    Aos poucos, a pele pode perder firmeza e elasticidade, facilitando o surgimento de rugas, linhas de expressão, flacidez e alterações na textura.

    O sol também estimula a produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Quando a exposição acontece com frequência, a produção pode ficar irregular e favorecer o surgimento ou o escurecimento de manchas. O melasma, as sardas e algumas manchas que aparecem com o envelhecimento, por exemplo, podem ficar mais evidentes com a exposição solar.

    Além das mudanças na aparência, a radiação ultravioleta pode causar danos ao DNA das células da pele. Quando as alterações se acumulam ao longo do tempo, o risco de desenvolvimento do câncer de pele aumenta.

    Passo a passo para proteger a pele do sol no dia a dia

    Para aumentar a proteção contra a radiação ultravioleta, o ideal é combinar o uso correto do protetor solar com outros cuidados, como a reaplicação quando necessária e o uso de chapéus, óculos de sol e roupas que protejam a pele.

    1. Aplique o protetor solar como último passo da rotina matinal

    Na rotina de cuidados com a pele, o protetor solar deve ser aplicado depois dos outros produtos e antes da maquiagem. Pela manhã, comece limpando o rosto com um produto adequado para o seu tipo de pele. Depois, aplique os produtos de tratamento ou hidratação que fazem parte da rotina e finalize com o protetor solar.

    O ideal é escolher um protetor solar de amplo espectro (como 50 FPS, por exemplo), que ofereça proteção contra os raios UVA e UVB, e espalhar uma camada uniforme por todas as áreas que ficarão expostas.

    Antes de passar a maquiagem, espere o protetor assentar e formar uma camada uniforme sobre a pele. Evite esfregar excessivamente o rosto durante a aplicação da base, do corretivo ou de outros produtos, pois o atrito pode prejudicar a uniformidade da camada de proteção.

    2. Use a quantidade correta de protetor solar

    O FPS indicado na embalagem é determinado a partir de uma quantidade padronizada de produto utilizada nos testes. Quando uma camada muito fina é aplicada, a proteção alcançada pode ser menor do que a indicada no rótulo.

    Uma referência prática bastante conhecida para o rosto é a regra dos dois dedos, que consiste em colocar duas linhas de protetor ao longo dos dedos indicador e médio. A quantidade necessária pode variar de acordo com a textura do produto e com as áreas que serão protegidas.

    Para o corpo inteiro de um adulto, uma referência comum é usar aproximadamente 30 mL de protetor solar, quantidade próxima ao volume de um copinho de dose. Além da quantidade, é importante distribuir o produto de maneira uniforme e não esquecer regiões como as orelhas, o pescoço, a nuca, o colo, o dorso das mãos e a região próxima à linha do cabelo.

    3. Reaplique o protetor ao longo do dia

    Como o protetor solar vai saindo da pele ao longo do dia por causa do suor, do contato com as mãos, das roupas e até da água, o ideal é reaplicar aproximadamente a cada duas horas. Também vale reforçar a proteção depois de entrar no mar ou na piscina, suar bastante ou se secar com uma toalha, mesmo que o protetor seja resistente à água.

    No dia a dia, a necessidade de reaplicação depende da rotina e do nível de exposição. Se você passa muitas horas ao ar livre, por exemplo, precisa ter uma atenção maior do que quem permanece a maior parte do tempo em um ambiente fechado e longe das janelas.

    Para quem usa maquiagem, existem protetores desenvolvidos em diferentes apresentações que podem facilitar a reaplicação. O mais importante é escolher uma opção que funcione bem no dia a dia e usar uma quantidade suficiente para manter a pele protegida.

    4. Inclua antioxidantes na rotina de cuidados

    Os antioxidantes também podem fazer parte da rotina de proteção da pele, já que a exposição à radiação ultravioleta, à poluição e a outros fatores ambientais favorece a formação dos radicais livres. Quando estão em excesso, eles podem causar danos às células e contribuir para o envelhecimento precoce da pele.

    A vitamina C é um dos antioxidantes mais usados nos cuidados com a pele, e ajuda a combater a ação dos radicais livres e participa da produção de colágeno, além de contribuir para uma pele mais uniforme e com aparência saudável. Outros ingredientes com ação antioxidante, como a vitamina E, o ácido ferúlico e o resveratrol, também podem ser encontrados nas fórmulas de produtos de skincare.

    Apesar dos benefícios, lembre-se que os antioxidantes não substituem o protetor solar, mas podem ser usados como um cuidado complementar para reforçar a rotina de proteção contra os danos causados pela exposição diária, sempre considerando as necessidades e a sensibilidade de cada tipo de pele.

    5. Combine o protetor solar com barreiras físicas

    Como nenhum protetor solar consegue impedir completamente que a radiação chegue à pele, vale combinar o uso diário do produto com algumas barreiras físicas que ajudam a diminuir ainda mais a exposição direta ao sol, principalmente nos dias em que você passa bastante tempo ao ar livre.

    Os óculos de sol com proteção contra os raios UV, por exemplo, ajudam a proteger os olhos e a região ao redor deles, enquanto os chapéus de abas largas oferecem uma cobertura maior para áreas que costumam ficar bastante expostas, como o rosto, as orelhas, o couro cabeludo e parte do pescoço.

    As roupas funcionam como uma barreira entre a pele e a radiação e podem ser especialmente úteis durante passeios, atividades físicas e outros momentos de exposição prolongada. Para quem passa muitas horas ao ar livre, também existem peças desenvolvidas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), que oferecem uma proteção adicional contra os raios UV.

    Como escolher o protetor solar ideal para o seu tipo de pele?

    Na hora de escolher, algumas características de cada tipo de pele podem ajudar:

    • Pele oleosa ou com tendência à acne: costuma se adaptar melhor aos protetores com fórmulas leves, como gel, gel-creme, fluido ou sérum, principalmente quando o produto apresenta acabamento mais seco e é não comedogênico, ou seja, desenvolvido para não favorecer a obstrução dos poros;
    • Pele seca ou madura: pode se beneficiar de protetores com texturas mais cremosas e hidratantes, que ajudam a diminuir a sensação de ressecamento e deixam a pele mais confortável ao longo do dia, além de fórmulas com ingredientes como o ácido hialurônico e as ceramidas, que ajudam na hidratação e nos cuidados com a barreira da pele;
    • Pele sensível ou reativa: merece uma atenção maior na hora de olhar a composição, já que algumas fórmulas podem provocar ardência, vermelhidão ou outros desconfortos, por isso, produtos desenvolvidos especialmente para peles sensíveis e sem fragrância podem ser opções mais confortáveis;
    • Pele com melasma ou manchas: pode se beneficiar do protetor solar com cor, principalmente porque os pigmentos presentes na fórmula, como os óxidos de ferro, ajudam a aumentar a proteção contra a luz visível, que pode contribuir para o aparecimento ou a piora de algumas manchas.

    Além da textura, é importante observar o FPS e a proteção contra os raios UVA. Para pessoas com manchas, acne, rosácea, dermatites ou outras condições da pele, o dermatologista pode ajudar a escolher o produto mais adequado.

    O que fazer quando a pele já sofreu exposição solar excessiva?

    Quando a pele fica vermelha, quente, dolorida ou sensível depois de passar muito tempo ao sol, algumas dicas podem ajudar a aliviar o desconforto e favorecer a recuperação da região:

    • Evite uma nova exposição ao sol: mantenha a região protegida enquanto a pele estiver sensibilizada e, sempre que possível, fique em locais cobertos ou com sombra até que ela se recupere;
    • Tome banhos frios ou mornos: a água em temperaturas mais baixas pode ajudar a aliviar a sensação de calor e o desconforto, enquanto os banhos muito quentes podem deixar a pele ainda mais sensível;
    • Faça compressas frias: colocar uma compressa fria sobre a região por alguns minutos também pode ajudar a refrescar a pele e aliviar a ardência e o desconforto;
    • Hidrate bastante a pele: prefira produtos suaves e indicados para peles sensibilizadas, principalmente aqueles com ingredientes hidratantes e calmantes, como o pantenol e a aloe vera;
    • Evite esfoliantes e produtos irritantes: enquanto a pele estiver se recuperando, deixe de lado os produtos que possam aumentar a sensibilidade ou causar mais irritação;
    • Não puxe a pele que estiver descamando: por mais tentador que seja remover as pelinhas soltas, o ideal é deixar que elas se desprendam naturalmente, já que a região ainda está passando pelo processo de recuperação;
    • Beba bastante água: manter uma boa ingestão de líquidos também é importante, principalmente depois de passar muitas horas exposto ao sol e ao calor.

    Nos casos de queimaduras mais intensas, com bolhas, dor forte ou uma área extensa do corpo afetada, é importante procurar atendimento médico. Sintomas como febre, tontura, náusea, fraqueza ou confusão também precisam de avaliação.

    Quando consultar um dermatologista?

    A frequência das consultas varia de acordo com os fatores de risco e o histórico de cada pessoa, mas é importante procurar o dermatologista ao perceber o surgimento de uma pinta ou alguma mudança em uma que já existia.

    Uma maneira simples de observar os sinais é utilizar a regra do ABCDE:

    • A de Assimetria: uma metade da pinta apresenta características diferentes da outra;
    • B de Bordas: as bordas são irregulares ou pouco definidas;
    • C de Cor: existem diferentes tonalidades dentro da mesma lesão;
    • D de Diâmetro: pintas maiores merecem atenção, especialmente quando apresentam outras alterações;
    • E de Evolução: a pinta muda de tamanho, formato, cor ou aparência ao longo do tempo.

    O E de evolução é especialmente importante, já que qualquer mudança em uma lesão pode indicar a necessidade de avaliação.

    Além das pintas, feridas que não cicatrizam, lesões que sangram repetidamente, manchas que aumentam de tamanho ou alterações que apresentam coceira, dor ou formação frequente de crostas também devem ser avaliadas.

    Leia também: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes

    1. Pessoas de pele negra precisam usar protetor solar diariamente?

    Sim. Embora a pele negra tenha mais melanina (uma proteção natural), ela continua vulnerável aos raios UVA, que provocam manchas, mancham cicatrizes com facilidade e causam câncer de pele, que costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados nessa população.

    2. A luz azul emitida por telas (celular e computador) danifica a pele?

    Sim. A luz visível emitida por telas e lâmpadas gera radicais livres e estimula a produção de manchas, especialmente o melasma. Protetores com cor (com pigmento de óxido de ferro) são os mais indicados para bloqueá-la.

    3. Qual a diferença entre protetor físico (mineral) e químico?

    O físico forma uma barreira refletora sobre a pele (ideal para peles sensíveis, gestantes e bebês). O químico absorve a radiação UV e a transforma em calor inofensivo (costuma ter textura mais fluida e invisível).

    4. Posso misturar o protetor solar com o meu creme ou base?

    Jamais. Misturar produtos na mão dilui a fórmula e compromete a formação do filme protetor na pele, reduzindo drasticamente a eficácia do FPS. Aplique-os em camadas separadas.

    5. O filtro solar perde a validade depois de aberto?

    Sim. A maioria dos protetores solares vence entre 6 e 12 meses após abertos (indicado no ícone de um pote aberto no rótulo). Após esse período, os filtros se degradam e o produto perde a capacidade de proteger.

    6. Protetor solar com cor protege mais do que o sem cor?

    Sim, contra manchas. O pigmento que dá cor ao produto funciona como uma barreira física adicional contra a luz visível (emitida pelo sol e por telas), sendo a melhor opção para tratar e prevenir o melasma.

    7. Preciso retirar o protetor solar com sabonete especial à noite?

    Para protetores comuns, o sabonete facial habitual é suficiente. Para fórmulas à prova d’água, infantis ou com cor, o uso de um óleo de limpeza (cleansing oil) antes do sabonete garante a remoção completa sem entupir os poros.

    8. O protetor solar do corpo pode ser usado no rosto?

    Não é o ideal. Embora proteja contra o sol, o protetor corporal tende a ser mais oleoso e denso, o que pode causar cravos, espinhas e brilho excessivo na pele do rosto.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    O morango é uma fruta conhecida pelo sabor doce e levemente ácido, pela cor vermelha intensa e pela grande variedade de formas de consumo.

    Além de aparecer em sobremesas, vitaminas, saladas de frutas e outras receitas, ele também se destaca pelo valor nutricional, já que possui poucas calorias e fornece vitaminas, minerais, fibras e diferentes compostos antioxidantes importantes para o organismo.

    Para você ter uma ideia, grande parte da composição do morango é formada por água, o que faz dele uma opção leve e refrescante para incluir na alimentação. A fruta também apresenta baixo teor de gorduras e calorias e contém carboidratos em quantidades relativamente pequenas quando comparada a muitas outras frutas.

    A seguir, nós listamos alguns dos principais nutrientes presentes no morango, como a vitamina C, as fibras, o potássio e o ácido fólico, além de compostos antioxidantes que ajudam a proteger as células e contribuem para a saúde do coração, do intestino e do sistema imunológico. Confira!

    Quais os nutrientes do morango?

    1. Vitamina C

    O morango é uma das frutas mais ricas em vitamina C e, em algumas variedades, pode até conter mais do nutriente do que a laranja na mesma porção.

    O nutriente atua diretamente no fortalecimento do sistema imunológico, pois estimula a produção e a atividade dos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo responsáveis por combater vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.

    Além disso, ela tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres e protegendo as células contra o estresse oxidativo. A vitamina C também é importante para a produção de colágeno, proteína importante para manter a pele firme, as articulações saudáveis e favorecer a cicatrização.

    2. Antocianinas

    As antocianinas são os pigmentos antioxidantes pertencentes à família dos flavonoides que conferem ao morango sua cor vermelha viva. O consumo regular das substâncias está associado a uma redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, pois elas ajudam a diminuir os níveis de colesterol LDL e reduzem a oxidação dos lipídios nas artérias.

    Os compostos também melhoram o funcionamento dos vasos sanguíneos, favorecem a circulação e ajudam a reduzir a inflamação, o que contribui para prevenir a formação de placas de gordura nas artérias.

    3. Fibras solúveis

    O morango contém boas quantidades de fibras, principalmente a pectina, um tipo de fibra solúvel. No intestino, ela forma um gel que diminui a velocidade de absorção dos carboidratos, ajudando a evitar picos de glicose e de insulina após as refeições, o que pode ser especialmente benéfico para pessoas com diabetes ou resistência à insulina.

    As fibras também favorecem o funcionamento do intestino, aumentam o volume das fezes, servem de alimento para as bactérias benéficas da microbiota intestinal e prolongam a sensação de saciedade.

    4. Ácido fólico (vitamina B9)

    O ácido fólico, também chamado de folato ou vitamina B9, participa da formação do DNA e da produção dos glóbulos vermelhos. O consumo adequado do nutriente ajuda a prevenir a anemia megaloblástica e contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso.

    Durante a gravidez, o folato é ainda mais importante, pois participa da formação do tubo neural do bebê nas primeiras semanas de gestação, ajudando a prevenir malformações no cérebro e na coluna.

    5. Potássio

    O potássio é um mineral que participa do equilíbrio de líquidos no organismo e ajuda a reduzir os efeitos do excesso de sódio. Com isso, ele favorece a eliminação do mineral pela urina e contribui para o relaxamento dos vasos sanguíneos.

    O efeito ajuda a manter a pressão arterial sob controle, reduzindo o risco de hipertensão e diminuindo a sobrecarga sobre o coração.

    6. Ácido elágico

    O ácido elágico é um polifenol presente no morango que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. Ele ajuda a neutralizar os radicais livres, protegendo as células contra danos e contribuindo para retardar o envelhecimento precoce.

    Alguns estudos científicos também investigam o papel do ácido elágico na inibição do crescimento celular anormal e na proteção do DNA contra agentes carcinogênicos, destacando o morango como um importante aliado na dieta de prevenção a diversas doenças crônicas não transmissíveis.

    Quanto comer de morango por dia?

    Como o morango é uma fruta sensível ao calor, o ideal é consumi-lo fresco, de preferência in natura, para preservar melhor os seus nutrientes.

    Para um adulto saudável, a recomendação é consumir cerca de 1 xícara de chá por dia (150 g a 200 g), o equivalente a 7 ou 8 morangos médios. A porção fornece mais de 100% da necessidade diária de vitamina C, além de ser baixa em calorias e em carboidratos.

    No dia a dia, você também pode consumir a fruta em preparações como iogurtes, vitaminas, saladas de frutas, aveia, mingaus e smoothies. O morango também pode ser congelado para uso posterior, sem perda significativa das fibras e dos minerais, embora parte da vitamina C possa ser reduzida durante o armazenamento.

    Como higienizar o morango corretamente?

    O morango deve ser lavado apenas na hora do consumo, já que a umidade acelera a deterioração da fruta. Antes de higienizá-lo, retire os morangos machucados ou com sinais de mofo e mantenha o cabinho, pois isso evita que a água entre na polpa e prejudique a textura.

    Em seguida, lave os morangos em água corrente para remover a sujeira visível. Depois, deixe-os de molho por cerca de 10 a 15 minutos em uma solução própria para higienização de alimentos ou em uma mistura de 1 colher de sopa de água sanitária própria para alimentos para cada litro de água, seguindo sempre as instruções do fabricante.

    Confira: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. Morango engorda ou emagrece?

    Ajuda a emagrecer. O morango tem pouquíssimas calorias (cerca de 30 kcal a cada 100g) e é rico em fibras e água, o que aumenta a saciedade e auxilia no controle do peso.

    2. Quem tem diabetes pode comer morango?

    Sim. O morango possui baixo índice glicêmico e baixo teor de carboidratos, além de fibras que evitam picos de açúcar no sangue.

    3. Morango solta ou prende o intestino?

    Solta o intestino. Por ser fonte de água e fibras solúveis (como a pectina), ele estimula o trânsito intestinal e combate a prisão de ventre.

    4. Pode comer morango à noite?

    Sim. É uma opção leve e de fácil digestão, rica em magnésio e antioxidantes que ajudam a relaxar antes de dormir sem pesar no estômago.

    5. Como fazer o morango durar mais na geladeira?

    Guarde os morangos sem lavar, com o talo verde e em um pote forrado com papel-toalha para absorver a umidade. Higienize apenas no momento de comer.

    6. Pode congelar morango?

    Sim. Para congelar, lave, seque bem e retire as folhas verdes. Guarde em sacos próprios para congelador. Eles duram até 6 meses e são ótimos para sucos e vitaminas.

    7. Qual o melhor horário para comer morango?

    Pode ser consumido em qualquer horário. É ótimo no café da manhã, como lanche intermediário para evitar a fome, ou de sobremesa para aumentar a absorção do ferro das refeições principais.

  • Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio? 

    Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio? 

    Se você costuma lavar o cabelo à noite, provavelmente já foi dormir alguma vez sem esperar os fios secarem completamente. A falta de tempo, o cansaço ou até o hábito podem fazer com que o cabelo molhado vá direto para o travesseiro. Mas será que a prática realmente faz mal?

    Quando você deita com o cabelo ainda úmido, os fios permanecem em contato com o travesseiro durante várias horas, o que pode criar condições favoráveis para alguns microrganismos e piorar problemas dermatológicos em pessoas predispostas. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, dormir de cabelo molhado faz mal?

    Se o hábito é frequente, dormir com o cabelo molhado pode prejudicar os fios e favorecer alguns problemas no couro cabeludo. Ao se deitar com o cabelo ainda úmido, os fios ficam em contato com o travesseiro por várias horas durante o sono.

    A combinação de umidade, calor e pouca ventilação pode favorecer a proliferação de alguns microrganismos. Para completar, o cabelo molhado fica mais vulnerável aos danos provocados pelo atrito com a fronha.

    Com o tempo, o hábito pode contribuir para a quebra dos fios, o surgimento de pontas duplas e o aumento do frizz. Em pessoas que já apresentam problemas no couro cabeludo, como a dermatite seborreica, permanecer com a região úmida por muito tempo também pode piorar sintomas como coceira, vermelhidão e descamação.

    Mito ou verdade: dormir de cabelo molhado causa gripe ou resfriado?

    É um mito! A gripe e o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. A gripe é provocada pelos vírus influenza, enquanto diferentes tipos de vírus podem causar resfriados, incluindo os rinovírus.

    Para desenvolver uma infecção respiratória, é necessário entrar em contato com o vírus responsável. O cabelo molhado, sozinho, não causa a doença.

    A confusão pode acontecer porque dormir com os fios úmidos pode causar uma sensação desagradável de frio, principalmente em ambientes com temperaturas mais baixas.

    Além disso, manter o travesseiro constantemente úmido pode favorecer a presença de ácaros e fungos. Para quem sofre com rinite alérgica ou asma, a exposição aos alérgenos pode contribuir para sintomas como espirros, congestão nasal e tosse, que tendem a ser confundidos com um resfriado.

    O cabelo molhado pode favorecer fungos no travesseiro e no couro cabeludo?

    Durante a noite, parte da água presente nos fios passa para a fronha e para o travesseiro. Quando a situação ocorre com frequência e o material não seca adequadamente, a umidade pode criar condições favoráveis para a proliferação de fungos e outros microrganismos.

    No couro cabeludo, permanecer com a região úmida e abafada por várias horas também pode favorecer problemas em pessoas predispostas, principalmente quando já existe alguma condição dermatológica.

    Um exemplo é a dermatite seborreica, problema relacionado a vários fatores, incluindo a ação do fungo Malassezia, que vive naturalmente na pele. A doença pode causar descamação, coceira, vermelhidão e oleosidade no couro cabeludo.

    Por outro lado, dormir com o cabelo molhado, sozinho, não causa micose no couro cabeludo. A tinha do couro cabeludo (tinea capitis), por exemplo, é uma infecção causada por fungos dermatófitos e ocorre após o contato com o agente causador.

    Dormir de cabelo molhado quebra ou danifica os fios?

    A resposta é sim, pois o cabelo fica mais vulnerável quando está molhado, o que aumenta a possibilidade de danos mecânicos.

    A água provoca mudanças temporárias na estrutura do fio e faz com que ele fique mais inchado e elástico. Quando ele é puxado, penteado ou submetido ao atrito, pode sofrer danos com maior facilidade.

    Durante o sono, a pessoa muda de posição várias vezes e o cabelo entra constantemente em contato com a fronha. O atrito pode favorecer:

    • Quebra dos fios;
    • Formação de pontas duplas;
    • Aumento do frizz;
    • Desgaste da cutícula, camada mais externa do fio;
    • Aparência mais ressecada e sem brilho.

    O risco tende a ser maior quando o hábito é frequente ou quando o cabelo já está fragilizado por descoloração, tintura, alisamento ou uso excessivo de fontes de calor.

    Dormir de cabelo molhado piora das alergias respiratórias?

    O hábito pode piorar os sintomas de alergias respiratórias em algumas pessoas, mas não porque o cabelo molhado cause alergia diretamente.

    Na verdade, a umidade no cabelo e no travesseiro favorecem a presença e a proliferação de fungos e ácaros, que contribuem para sintomas como espirros, nariz entupido, coriza, coceira no nariz e tosse, principalmente em quem já convive com rinite alérgica ou asma.

    O que fazer se não der para secar o cabelo antes de dormir?

    Se você não tiver tempo para secar o cabelo, algumas medidas ajudam a diminuir a umidade e os danos aos fios, como:

    • Retire o excesso de água com uma toalha: antes de usar o secador ou deixar o cabelo terminar de secar naturalmente, pressione a toalha delicadamente sobre os fios para retirar o excesso de água. Evite esfregar ou torcer o cabelo, pois os fios ficam mais frágeis quando estão molhados e podem quebrar com maior facilidade;
    • Prefira uma toalha de microfibra: o material absorve bem a água e gera menos atrito nos fios. A toalha de microfibra também pode ajudar a diminuir o frizz e os danos provocados pela fricção durante a secagem;
    • Use o secador: quando não houver tempo para esperar a secagem natural, o secador pode ser uma boa alternativa. Prefira temperaturas mornas ou frias e evite manter o aparelho muito próximo do couro cabeludo ou parado por muito tempo na mesma região;
    • Aplique um protetor térmico: se for usar o secador com ar quente, passe um protetor térmico antes da secagem. O produto forma uma camada de proteção nos fios e ajuda a diminuir os danos provocados pela exposição ao calor;
    • Evite prender o cabelo molhado: fazer coque, rabo de cavalo ou trança enquanto os fios ainda estão úmidos pode aumentar a tensão sobre a fibra capilar e favorecer a quebra. O ideal é esperar o cabelo secar antes de prender;
    • Mantenha o travesseiro seco e higienizado: se a fronha ou o travesseiro ficarem úmidos, deixe-os secar completamente antes de usá-los novamente. Também é importante trocar e lavar a fronha regularmente para evitar o acúmulo de suor, oleosidade, células mortas e microrganismos.

    As fronhas de cetim ou seda também podem diminuir o atrito com os fios durante o sono, mas trocar o tecido da fronha não elimina os possíveis problemas relacionados à umidade. O ideal continua sendo dormir com o cabelo seco ou retirar o máximo possível de água antes de se deitar.

    Quando procurar um dermatologista?

    Vale procurar um dermatologista quando surgirem alterações persistentes ou intensas no couro cabeludo, como:

    • Coceira forte ou que não melhora;
    • Descamação intensa;
    • Vermelhidão ou ardência;
    • Feridas ou crostas no couro cabeludo;
    • Bolinhas com pus;
    • Áreas com falhas no cabelo;
    • Queda de cabelo acima do habitual;
    • Dor ou sensibilidade no couro cabeludo.

    O dermatologista poderá avaliar a causa dos sintomas e indicar o tratamento adequado. Dependendo do diagnóstico, podem ser recomendados xampus específicos, medicamentos antifúngicos, antibióticos ou outros tratamentos.

    Veja também: Queda de cabelo: o que causa e quando é preocupante?

    Perguntas frequentes

    1. Pode dormir de cabelo úmido ou precisa estar 100% seco?

    O ideal é que esteja 100% seco. Mesmo levemente úmido, o abafamento contra o travesseiro já é suficiente para enfraquecer o fio e criar fungos.

    2. Secar com secador antes de dormir faz menos mal do que dormir molhado?

    Sim, o secador é muito menos prejudicial. Usando protetor térmico e ar morno ou frio, você evita o risco de micoses e a quebra por atrito.

    3. Dormir de touca de cetim com o cabelo molhado resolve o problema?

    Não. A touca vai abafar ainda mais a umidade na raiz, acelerando a proliferação de fungos e bactérias.

    4. Quantas vezes por semana o travesseiro deve ser trocado se eu dormir de cabelo molhado?

    Se isso acontecer com frequência, a fronha deve ser trocada diariamente e o travesseiro deve ser higienizado ou exposto ao sol regularmente.

    5. Lavar o cabelo à noite sempre faz mal?

    Não, desde que você seque completamente os fios e o couro cabeludo antes de se deitar.

    6. Qual é o tempo mínimo que devo esperar entre lavar o cabelo e ir dormir?

    O tempo varia conforme o volume do cabelo, mas o recomendado é lavar pelo menos 2 a 3 horas antes de se deitar caso vá secar ao natural.

    7. A umidade do cabelo pode causar espinhas na pele do rosto?

    Sim, a umidade transferida para a fronha facilita o acúmulo de bactérias que, em contato com o rosto à noite, podem obstruir os poros e piorar a acne.

    Leia mais: Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

  • 7 benefícios de comer aveia todos os dias para o intestino 

    7 benefícios de comer aveia todos os dias para o intestino 

    É difícil falar sobre alimentação saudável sem citar a aveia. Presente em mingaus, vitaminas, frutas, iogurtes e inúmeras receitas, esse cereal integral está entre os alimentos mais estudados quando o assunto é saúde intestinal. O motivo é simples: além de fornecer vitaminas, minerais e antioxidantes, a aveia concentra um tipo de fibra chamado beta-glucana, associado a benefícios bem documentados para o funcionamento do intestino.

    Apesar da fama, vale fazer uma ressalva importante. A aveia não é um remédio nem faz milagres. Ela não limpa o intestino nem resolve, sozinha, problemas digestivos.

    Os benefícios aparecem quando o consumo é regular e faz parte de uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e outros alimentos fonte de fibras. Ainda assim, incluí-la no dia a dia pode representar um passo importante para quem busca melhorar a saúde intestinal.

    O que faz da aveia um alimento tão especial?

    A aveia é um cereal integral naturalmente rico em fibras alimentares. Diferentemente dos grãos refinados, ela preserva boa parte de seus componentes naturais, oferecendo uma combinação de fibras solúveis e insolúveis, além de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, magnésio, fósforo, zinco e compostos antioxidantes chamados avenantramidas, praticamente exclusivos desse cereal.

    O grande destaque, porém, são as beta-glucanas, um tipo de fibra solúvel presente em quantidade significativa na aveia.

    Quando entram em contato com a água durante a digestão, essas fibras formam um gel viscoso dentro do intestino. Essa característica explica boa parte dos benefícios associados ao alimento, como o favorecimento do funcionamento intestinal, o auxílio no controle do colesterol e uma absorção mais lenta dos carboidratos.

    Além disso, parte dessas fibras chega praticamente intacta ao intestino grosso, onde serve de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal.

    Vale lembrar que a quantidade de beta-glucanas pode variar conforme a variedade da aveia e o grau de processamento do produto. Ainda assim, todas as formas integrais da aveia contribuem para aumentar a ingestão de fibras da alimentação.

    Aveia é um cereal ou um grão?

    Do ponto de vista botânico, a aveia é um cereal, assim como trigo, arroz, milho e centeio. Já do ponto de vista da alimentação, ela também pode ser chamada de grão integral, pois mantém as três partes originais do grão: farelo, endosperma e gérmen, preservando boa parte de seus nutrientes.

    Porém, essa classificação importa menos do que sua composição nutricional.

    Por ser um cereal integral rico em fibras, a aveia costuma oferecer vantagens em relação aos cereais refinados, que perdem parte das fibras e dos micronutrientes durante o processamento.

    É justamente essa riqueza em fibras que faz da aveia um dos alimentos mais recomendados para quem deseja cuidar da saúde intestinal. Veja os benefícios abaixo.

    1. Ajuda a aumentar o consumo diário de fibras

    Talvez o maior benefício da aveia seja ajudar a corrigir um problema bastante comum: o baixo consumo de fibras.

    Diversos levantamentos mostram que grande parte da população não atinge a recomendação diária desse nutriente. Em adultos, a ingestão recomendada costuma variar entre 25 e 38 gramas por dia, dependendo da idade, do sexo e de condições fisiológicas, como gestação e amamentação.

    Essa deficiência muitas vezes passa despercebida, mas pode influenciar diretamente o funcionamento do intestino.

    As fibras exercem diversas funções importantes no organismo:

    • Favorecem a formação de fezes com consistência adequada;
    • Contribuem para o trânsito intestinal;
    • Servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota;
    • Participam da produção de substâncias importantes para a saúde intestinal;
    • Ajudam a manter a integridade da mucosa intestinal.

    Uma porção de aveia no café da manhã, em frutas, vitaminas ou iogurtes pode representar um passo importante para aumentar a ingestão diária de fibras.

    Naturalmente, ela não precisa ser a única fonte desse nutriente. Frutas, verduras, legumes, feijões, sementes e outros cereais integrais também devem fazer parte da alimentação.

    2. Pode ajudar a combater a prisão de ventre

    A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre, é uma das queixas digestivas mais frequentes entre adultos.

    Ela pode ter diversas causas, como uma baixa ingestão de fibras, consumo insuficiente de água, sedentarismo, uso de alguns medicamentos e determinadas doenças. É justamente nesse contexto que a aveia pode ajudar.

    Para entender melhor, as fibras presentes no cereal agem por mecanismos diferentes e complementares.

    As fibras insolúveis ajudam a aumentar o volume das fezes, o que favorece a movimentação ao longo do intestino.

    Já as fibras solúveis, como as beta-glucanas, absorvem água e formam um gel que contribui para manter as fezes mais macias e hidratadas.

    O resultado costuma ser evacuações mais confortáveis e um funcionamento intestinal mais regular ao longo do tempo.

    É importante destacar, porém, que a aveia não funciona como um laxante de efeito imediato. Os benefícios costumam aparecer gradualmente, à medida que o consumo de fibras passa a fazer parte da rotina.

    Outro ponto importante é a hidratação.

    As fibras dependem da presença de água para exercer adequadamente suas funções. Por isso, aumentar bastante o consumo de aveia sem ingerir líquidos suficientes pode reduzir seus benefícios e, em algumas pessoas, até causar fezes endurecidas.

    Também é comum que pessoas que consumiam poucas fibras percebam um aumento temporário de gases, distensão abdominal ou sensação de estufamento nas primeiras semanas após incluir mais aveia na alimentação.

    Isso acontece porque a microbiota intestinal passa a fermentar uma quantidade maior de fibras. Na maioria dos casos, esse desconforto diminui naturalmente conforme o organismo se adapta.

    Por isso, especialistas costumam recomendar que o aumento da ingestão de fibras seja gradual, sempre acompanhado de uma boa hidratação.

    3. Alimenta as bactérias benéficas da microbiota intestinal

    Nos últimos anos, poucas áreas da ciência despertaram tanto interesse quanto a microbiota intestinal.

    Ela corresponde ao conjunto de trilhões de bactérias, fungos e outros microrganismos que vivem naturalmente no intestino e participam de diversas funções importantes para o organismo.

    Esses microrganismos ajudam, por exemplo, na digestão de componentes dos alimentos, participam da produção de algumas vitaminas e influenciam o funcionamento do sistema imunológico.

    Para permanecer equilibrada, porém, essa comunidade precisa receber nutrientes específicos. É justamente aí que entram as fibras da aveia.

    Como o organismo humano não consegue digerir completamente as beta-glucanas, elas chegam praticamente intactas ao intestino grosso, onde passam a servir de alimento para diversas bactérias consideradas benéficas. Por isso, elas são classificadas como fibras com efeito prebiótico.

    Vale, porém, fazer uma ressalva importante. Nenhum alimento é capaz de corrigir sozinho a microbiota intestinal.

    Ela é influenciada pelo conjunto da alimentação, além de fatores como prática de atividade física, uso de antibióticos, idade, qualidade do sono e diversas outras características individuais.

    Ainda assim, consumir regularmente alimentos ricos em fibras, como a aveia, é uma das estratégias mais bem estabelecidas para favorecer esse equilíbrio.

    4. Ajuda na produção de substâncias importantes para o intestino

    Quando as bactérias intestinais fermentam as fibras da aveia, elas produzem compostos chamados ácidos graxos de cadeia curta.

    Os principais são:

    • Acetato;
    • Propionato;
    • Butirato.

    Eles têm funções importantes no funcionamento do intestino.

    O butirato, por exemplo, é considerado uma das principais fontes de energia das células que revestem o intestino grosso.

    Esses compostos também ajudam a manter a integridade da barreira intestinal, participam da comunicação entre o intestino e o sistema imunológico e ajudam a manter um ambiente intestinal saudável.

    Consumir aveia aumenta a oferta de fibras fermentáveis e favorece sua produção, mas isso não significa que o alimento previna ou trate doenças específicas. O benefício mais bem estabelecido continua sendo contribuir para um funcionamento intestinal adequado dentro de um padrão alimentar saudável.

    5. A aveia também faz bem para quem não sofre de prisão de ventre

    É comum associar as fibras apenas ao tratamento da constipação intestinal. Na realidade, elas são importantes mesmo em pessoas que evacuam regularmente.

    Além de favorecerem uma consistência adequada das fezes, as fibras ajudam a manter a diversidade da microbiota intestinal e participam do equilíbrio do ambiente intestinal.

    Pessoas com consumo adequado de fibras tendem a apresentar menor risco de diferentes doenças crônicas ao longo da vida. Isso não significa que a aveia seja responsável, sozinha, por esses benefícios. O mais provável é que ela faça parte de um padrão alimentar globalmente mais saudável.

    Ainda assim, incluir aveia na rotina pode ser uma estratégia simples para aumentar o consumo de fibras e favorecer a saúde intestinal, mesmo na ausência de sintomas digestivos.

    6. Um intestino saudável pode beneficiar muito mais do que a digestão

    Nos últimos anos, o intestino deixou de ser visto apenas como o órgão responsável pela digestão.

    Hoje sabemos que ele abriga uma parte importante do sistema imunológico, participa da absorção de nutrientes, produz diferentes substâncias importantes para o organismo e mantém uma comunicação constante com o cérebro por meio do chamado eixo intestino-cérebro.

    Essa descoberta fez crescer o interesse pela microbiota intestinal e seu possível papel em diversas condições de saúde.

    Entretanto, é preciso cautela. Mesmo que existam inúmeras pesquisas nessa área, muitos resultados ainda estão sendo investigados e não significam, necessariamente, que modificar a microbiota por meio de um único alimento seja suficiente para prevenir ou tratar doenças.

    No caso da aveia, as evidências mais consistentes continuam relacionadas ao aumento do consumo de fibras, ao efeito prebiótico das beta-glucanas e à melhora do ambiente intestinal.

    Os possíveis impactos sobre outras áreas da saúde são promissores, mas ainda dependem de novas pesquisas para serem melhor compreendidos.

    7. Os benefícios para o intestino vêm acompanhados de vantagens para o coração e para a glicemia

    Seria impossível falar sobre aveia sem mencionar dois benefícios bastante conhecidos das beta-glucanas.

    Essas fibras estão entre as poucas que possuem alegações de saúde reconhecidas por autoridades regulatórias, como a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

    Quando consumidas em quantidades adequadas e dentro de uma alimentação equilibrada, elas podem ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido popularmente como colesterol ruim.

    Isso ocorre porque o gel formado pelas beta-glucanas dificulta parcialmente a reabsorção dos ácidos biliares no intestino. Para produzir novos ácidos biliares, o organismo usa colesterol, o que contribui para reduzir a concentração dele no sangue.

    Esse mesmo gel torna mais lenta a digestão e a absorção dos carboidratos, o que faz com que o aumento da glicose após as refeições ocorra de forma mais gradual.

    Vale destacar que a aveia não substitui medicamentos nem tratamentos para colesterol alto ou diabetes. Ela deve ser encarada como parte de um padrão alimentar saudável, e não como uma solução isolada.

    Aveia não é um laxante

    É comum que algumas pessoas comecem a consumir aveia esperando um efeito semelhante ao de um laxante. Ela, no entanto, funciona de outra forma.

    Os laxantes estimulam ou facilitam a evacuação de maneira relativamente rápida, dependendo do tipo de medicamento. A aveia, por outro lado, melhora gradualmente as condições para que o intestino funcione adequadamente.

    Os efeitos dela dependem da regularidade do consumo, da ingestão adequada de água e da alimentação como um todo. Por isso, quem inclui aveia na rotina costuma perceber mudanças progressivas, e não um efeito imediato.

    Farelo, aveia em flocos ou farinha: qual escolher?

    Outra dúvida bastante comum é se existe uma forma de aveia melhor do que outra. A verdade é que todas podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas existem algumas diferenças. Veja abaixo.

    Farelo de aveia

    É a fração mais rica em fibras, especialmente em beta-glucanas. Por isso, costuma ser a melhor opção quando o principal objetivo é aumentar o consumo de fibras.

    Aveia em flocos

    Preserva praticamente todas as características do grão integral e apresenta excelente perfil nutricional. É muito versátil e pode ser utilizada em frutas, vitaminas, mingaus, panquecas e diversas receitas.

    Farinha de aveia

    Também mantém nutrientes importantes, mas sua textura mais fina modifica um pouco a velocidade de digestão quando comparada aos flocos. Ainda assim, continua sendo uma alternativa mais nutritiva do que farinhas refinadas, como a farinha de trigo branca.

    Independentemente da apresentação escolhida, o mais importante é que a aveia seja consumida regularmente.

    Quanto de aveia consumir por dia?

    Não existe uma quantidade única que sirva para todas as pessoas. Uma porção entre 30 e 50 gramas por dia, aproximadamente três a cinco colheres de sopa, dependendo da apresentação, já representa um aumento importante na ingestão de fibras.

    Para quem busca os benefícios das beta-glucanas sobre o colesterol, estudos indicam que o consumo de cerca de 3 gramas por dia dessa fibra pode contribuir para a redução do LDL quando inserido em uma alimentação saudável.

    Mais importante do que consumir grandes quantidades em um único dia é manter a regularidade ao longo do tempo.

    Quem deve ter mais atenção ao consumir aveia?

    A aveia é considerada um alimento seguro para a grande maioria das pessoas. Mesmo assim, algumas situações merecem atenção.

    Pessoas com doença celíaca devem optar por produtos certificados como “sem glúten”, pois a aveia frequentemente sofre contaminação cruzada com trigo, cevada ou centeio durante o cultivo, transporte e processamento.

    Quem possui síndrome do intestino irritável também pode precisar individualizar o consumo. Muitas pessoas toleram bem a aveia, mas algumas apresentam maior sensibilidade dependendo da quantidade ingerida e do restante da alimentação.

    Por fim, quem pretende aumentar significativamente a ingestão de fibras deve fazer isso de forma gradual e manter uma boa hidratação para reduzir o risco de desconfortos gastrointestinais.

    O mais importante não é a aveia: é o conjunto da alimentação

    É tentador acreditar que um único alimento seja capaz de transformar a saúde intestinal. Mas a ciência mostra que não é assim.

    A aveia pode ser um excelente alimento, mas os benefícios dela são potencializados quando ela faz parte de um padrão alimentar rico em frutas, verduras, legumes, feijões, sementes, oleaginosas e outros cereais integrais.

    Além disso, outros fatores, como hidratação adequada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse, também influenciam no funcionamento do intestino.

    Confira: Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Perguntas frequentes sobre aveia e intestino

    1. Comer aveia todos os dias faz bem?

    Para a maioria das pessoas, sim. O consumo diário pode ajudar a aumentar a ingestão de fibras e favorecer o funcionamento do intestino quando faz parte de uma alimentação equilibrada.

    2. Quanto tempo a aveia demora para fazer efeito no intestino?

    Os efeitos variam de pessoa para pessoa. Em geral, os benefícios aparecem após alguns dias ou semanas de consumo regular, especialmente quando há ingestão adequada de líquidos.

    3. Aveia prende ou solta o intestino?

    Na maioria dos casos, ela favorece o funcionamento intestinal. Por conter fibras solúveis e insolúveis, ajuda a formar fezes com melhor consistência e pode beneficiar pessoas com constipação.

    4. Qual é a melhor aveia para o intestino?

    O farelo costuma conter maior concentração de fibras e beta-glucanas, mas aveia em flocos e farinha de aveia também são opções nutritivas.

    5. Quem tem síndrome do intestino irritável pode consumir aveia?

    Muitas pessoas conseguem consumi-la sem problemas, mas a tolerância é individual. Em caso de sintomas persistentes, vale buscar orientação médica ou nutricional.

    6. A aveia substitui um laxante?

    Não. Ela melhora gradualmente as condições para o funcionamento do intestino, mas não possui ação laxativa imediata.

    7. É preciso beber mais água ao consumir aveia?

    Sim. As fibras dependem da água para exercer adequadamente seus efeitos. Uma hidratação insuficiente pode reduzir seus benefícios e favorecer o endurecimento das fezes.

    Leia mais: 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

  • Porções da pirâmide alimentar: quanto consumir de cada grupo por dia?

    Porções da pirâmide alimentar: quanto consumir de cada grupo por dia?

    Se você está tentando construir hábitos alimentares mais saudáveis no dia a dia, pode ter dúvidas sobre quanto comer de cada alimento. Para te ajudar, a pirâmide alimentar usa o conceito de porções justamente para ajudar a visualizar como os diferentes grupos alimentares podem ser distribuídos ao longo do dia.

    No entanto, isso não significa que seja necessário contar cada nutriente ou controlar tudo o que é colocado no prato. Segundo Priscila Ligeiro Esper, médica nefrologista e nutróloga, existe até um termo chamado “nutricionismo”, usado para falar do foco exagerado nos nutrientes de forma isolada.

    A especialista aponta que é mais importante olhar para a alimentação como um todo e para a qualidade dos alimentos consumidos no dia a dia.

    O que é uma porção na pirâmide alimentar?

    Quando a pirâmide recomenda uma quantidade de porções, não significa que cada porção equivale a um prato cheio ou a uma refeição inteira. Ela é apenas uma unidade de medida e referência visual para indicar a proporção de cada grupo alimentar no dia.

    Por exemplo: no grupo dos cereais, tubérculos e raízes, uma porção pode ser representada por uma fatia de pão, uma quantidade de arroz ou uma porção de mandioca. Como pertencem ao mesmo grupo, os alimentos se somam ao longo do dia para atingir a recomendação geral.

    Se a indicação for consumir de 5 a 9 porções desse grupo, a distribuição acontece de forma fracionada: pão no café da manhã, arroz no almoço, batata no jantar e assim por diante. As porções servem para trazer variedade, e não restrição.

    Quantas porções consumir de cada grupo alimentar?

    A quantidade de porções indicada pela pirâmide alimentar varia conforme o grupo. Além disso, alimentos que pertencem ao mesmo grupo podem ter tamanhos de porção diferentes.

    1. Cereais, tubérculos e raízes — 5 a 9 porções por dia

    O grupo reúne alimentos ricos em carboidratos, como arroz, pães, massas, batata e mandioca, que são importantes fontes de energia para o organismo.

    As porções não precisam vir sempre do mesmo alimento. Ao longo do dia, é possível variar entre arroz, pães, aveia, massas, batata, mandioca e outros alimentos.

    2. Hortaliças — 4 a 5 porções por dia

    As hortaliças incluem as verduras e os legumes, como alface, couve, tomate, cenoura, abóbora, chuchu, brócolis e abobrinha. Uma porção pode ser formada por folhas cruas ou por uma quantidade de legumes crus ou cozidos.

    Como os alimentos apresentam diferentes tamanhos e formatos, a quantidade que corresponde a uma porção também pode variar. Uma boa estratégia é variar as hortaliças ao longo do dia e incluir alimentos de diferentes tipos e cores nas refeições.

    3. Frutas — 3 a 5 porções por dia

    Banana, maçã, laranja, mamão, melancia, manga, pera e abacaxi são alguns exemplos de alimentos que fazem parte do grupo das frutas. Dependendo do tamanho, uma fruta inteira pode representar uma porção. No caso das frutas maiores, como melancia, melão, mamão e abacaxi, uma fatia pode corresponder à quantidade indicada.

    A recomendação é variar as frutas consumidas ao longo da semana, já que cada uma apresenta uma combinação diferente de vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes.

    Segundo a Priscila, dar preferência à comida de verdade pode ajudar a aumentar a saciedade e a oferecer mais nutrientes ao organismo. Ela explica que muitas pessoas tentam emagrecer comendo menos, mas continuam consumindo alimentos que podem aumentar a fome e dificultar o processo.

    4. Leite e derivados — 3 porções por dia

    O grupo inclui alimentos como leite, iogurte e queijos, que são fontes de proteínas, cálcio e outros nutrientes importantes para o organismo.

    Uma porção pode corresponder a um copo de leite, uma unidade de iogurte ou uma determinada quantidade de queijo. Como a composição nutricional pode variar bastante entre os produtos, o tamanho considerado como uma porção também pode mudar.

    5. Carnes e ovos — 1 a 2 porções por dia

    O grupo inclui carnes bovinas e suínas, aves, peixes e ovos, alimentos que são importantes fontes de proteínas e também fornecem nutrientes como ferro e vitamina B12. Uma porção pode ser representada, por exemplo, por um bife, um filé de frango, uma porção de peixe ou ovos, de acordo com as quantidades estabelecidas pelo modelo da pirâmide.

    Além da quantidade, é importante variar as fontes de proteína e evitar o consumo frequente de carnes processadas.

    6. Leguminosas — 1 porção por dia

    As leguminosas, como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja, são alimentos ricos em proteínas vegetais, fibras, vitaminas e minerais.

    O feijão merece destaque por fazer parte da alimentação tradicional brasileira e combinar muito bem com o arroz. Uma porção pode corresponder a uma quantidade de feijão, lentilha, ervilha ou grão-de-bico cozidos.

    7. Óleos e gorduras — 1 a 2 porções por dia

    Azeite, óleos vegetais, manteiga e outras fontes de gordura fazem parte do grupo. As gorduras são importantes para o funcionamento do organismo, mas fornecem bastante energia em pequenas quantidades.

    Também é importante considerar que o óleo utilizado no preparo das refeições já contribui para a quantidade de gordura consumida ao longo do dia.

    8. Açúcares e doces — até 2 porções por dia

    O grupo reúne açúcar, mel, chocolates, doces, sorvetes e outros alimentos ricos em açúcares. Na pirâmide alimentar tradicional, eles aparecem no topo justamente porque devem ser consumidos em pequenas quantidades e com menor frequência em comparação aos alimentos dos outros grupos.

    Além do açúcar colocado no café ou em outras bebidas, é importante considerar o açúcar presente em alimentos e bebidas industrializadas.

    Grupo alimentar Porções por dia
    Cereais, tubérculos e raízes 5 a 9 porções por dia
    Hortaliças 4 a 5 porções por dia
    Frutas 3 a 5 porções por dia
    Leite e derivados 3 porções por dia
    Carnes e ovos 1 a 2 porções por dia
    Leguminosas 1 porção por dia
    Óleos e gorduras 1 a 2 porções por dia
    Açúcares e doces até 2 porções por dia

    Como calcular e medir as porções em casa?

    Não é necessário pesar tudo o que você come para ter uma ideia das quantidades. As próprias medidas usadas na cozinha, como colheres, copos, xícaras e conchas, podem ajudar a visualizar melhor as porções:

    • Palma da mão: pode servir como uma referência aproximada para o tamanho de uma porção de carne, frango ou peixe;
    • Mãos abertas em concha: ajudam a visualizar uma quantidade maior de verduras e outros vegetais;
    • Colheres de sopa: são úteis para medir alimentos como arroz, feijão e legumes cozidos;
    • Conchas: facilitam a medição de feijão, lentilha e outras preparações;
    • Copos e as xícaras: podem ser usados como referência para leite, iogurte, frutas picadas e outras preparações.

    As medidas facilitam a rotina, mas não precisam ser seguidas de maneira rígida. A quantidade adequada de alimentos depende das necessidades de cada pessoa.

    O que acontece se consumir porções a mais ou a menos?

    Ocasionalmente, consumir uma porção a mais ou a menos não costuma ser um problema, já que o mais importante é manter uma alimentação equilibrada ao longo do tempo.

    Mas, quando o excesso se torna frequente, principalmente de alimentos ricos em açúcares e gorduras, pode favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de alterações na glicemia e no colesterol.

    Por outro lado, consumir menos alimentos do que o organismo precisa por longos períodos pode diminuir a ingestão de energia e nutrientes importantes, favorecendo sintomas como cansaço e fraqueza, além de deficiências de vitaminas e minerais e perda de massa muscular.

    As porções da pirâmide, no entanto, são apenas uma referência geral, pois a quantidade adequada de alimentos varia conforme a idade, o nível de atividade física, o estado de saúde e as necessidades de cada pessoa.

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. Como distribuir as porções das refeições ao longo do dia?

    A pirâmide brasileira sugere fazer 6 refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia), distribuindo as porções dos grupos ao longo de todas elas.

    2. Uma porção de alimento equivale a quantos gramas?

    Varia de acordo com o grupo: enquanto uma porção de carnes equivale a cerca de 80g a 100g, uma porção de óleos vegetais equivale a cerca de 8g a 10g.

    3. Se eu comer 2 pães no café da manhã, quantas porções já consumi?

    Como 1 pão francês equivale a 1 porção do grupo dos cereais, comer 2 pães significa que você já consumiu 2 porções desse grupo.

    4. Quantas porções de proteína devo comer em uma única refeição?

    A recomendação geral é de 1 a 2 porções de carnes e ovos por dia, portanto costuma-se consumir 1 porção no almoço e 1 no jantar.

    5. O que acontece se eu ultrapassar a cota de 2 porções de doces?

    O consumo acima de 2 porções do grupo de açúcares gera excesso de calorias sem valor nutricional, o que favorece o ganho de peso e o aumento de gordura corporal.

    6. Posso juntar todas as porções de frutas para comer de uma só vez?

    O ideal é fracionar as 3 a 5 porções de frutas ao longo do dia (nos lanches e sobremesas) para manter o aporte contínuo de vitaminas e evitar picos de glicemia.

    Confira: Como a alimentação influencia o sistema imunológico (e fortalece as defesas do corpo)

  • Café preto em jejum faz mal? Descubra o que acontece com o seu estômago logo cedo

    Café preto em jejum faz mal? Descubra o que acontece com o seu estômago logo cedo

    No Brasil, há quem não consiga começar o dia sem um cafezinho, seja para despertar, ter mais disposição ou simplesmente por já fazer parte da rotina. O café ajuda a aumentar o estado de alerta e pode dar aquela sensação de energia necessária para enfrentar o trânsito e começar o dia de trabalho.

    Mas, para algumas pessoas, tomar café de estômago vazio pode aumentar o desconforto digestivo, principalmente quando o hábito vem acompanhado de uma rotina estressante. A bebida pode estimular a produção de ácido no estômago e favorecer sintomas como queimação, azia, enjoo e refluxo. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que o café em jejum faz mal para o estômago?

    O café possui diferentes compostos que podem interferir no funcionamento do sistema digestivo, inclusive a cafeína. A bebida pode estimular a produção de ácido gástrico, que participa da digestão dos alimentos.

    Quando você toma café em jejum, não há alimentos no estômago naquele momento. Em algumas pessoas, principalmente nas mais sensíveis, o aumento da acidez pode provocar desconfortos como queimação, dor na parte superior da barriga, azia e enjoo.

    O café também pode favorecer os sintomas de refluxo em algumas pessoas, porque a bebida pode interferir no funcionamento do esfíncter esofágico inferior, uma espécie de válvula localizada entre o esôfago e o estômago.

    Quando o mecanismo não funciona adequadamente, o conteúdo ácido do estômago consegue voltar para o esôfago, provocando azia e sensação de queimação.

    Vale destacar que a resposta pode variar de pessoa para pessoa: enquanto algumas conseguem tomar café em jejum sem sentir nada, outras apresentam desconforto mesmo após pequenas quantidades.

    O papel do estresse matinal e da rotina de trabalho

    O estresse também pode interferir no funcionamento do sistema digestivo, pois ativa uma série de respostas no organismo que envolvem o sistema nervoso e a liberação de hormônios.

    O corpo entra em estado de alerta e passa a priorizar funções importantes para aquele momento, como a atenção e a capacidade de reagir rapidamente, enquanto a digestão pode ficar mais lenta ou desregulada.

    Além disso, os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estado de alerta, aumentam naturalmente pela manhã. Quando você já acorda preocupada ou ansiosa, o estresse pode contribuir para alterações no funcionamento do sistema digestivo e aumentar a percepção de sintomas como dor, queimação e desconforto abdominal.

    Sintomas que indicam que o café já está prejudicando seu estômago

    Algumas pessoas apresentam sintomas mais leves depois de tomar café, principalmente em jejum, como:

    • Dor ou sensação de queimação: desconforto na parte superior da barriga, região popularmente conhecida como “boca do estômago”;
    • Azia e gosto ácido na boca: sensação de ardor que pode subir do estômago em direção ao peito e à garganta;
    • Náusea ou enjoo: sensação de estômago embrulhado depois de tomar café;
    • Estufamento: sensação de barriga cheia, acompanhada ou não de gases e arrotos;
    • Vontade de evacuar: o café pode estimular os movimentos do intestino e fazer algumas pessoas sentirem necessidade de ir ao banheiro pouco tempo depois.

    Se os sintomas aparecem com frequência ou pioram após o consumo da bebida, vale observar a quantidade de café ingerida e o momento em que ele é consumido.

    Como tomar café da manhã sem prejudicar a saúde?

    Você não precisa parar de beber o café se a bebida não está causando problemas. Para quem percebe desconfortos, algumas mudanças simples na rotina podem ajudar.

    O que comer antes do café?

    Se tomar café em jejum provoca sintomas, uma opção é fazer uma pequena refeição antes ou consumir a bebida junto com o café da manhã. Veja algumas dicas:

    • Carboidratos e fibras: pão integral, aveia e outros cereais podem fazer parte da primeira refeição do dia;
    • Proteínas: ovos, iogurte e queijos podem ajudar a compor um café da manhã mais completo;
    • Frutas: banana, mamão, maçã e outras frutas podem ser consumidas antes ou junto com o café, de acordo com a tolerância de cada pessoa.

    Se o café em jejum não provoca nenhum sintoma, o hábito não necessariamente representa um problema e você não precisa deixar de consumir a bebida em jejum.

    O que fazer se o café provoca desconforto?

    Quem percebe que o café piora a azia, a queimação ou outros sintomas pode testar algumas mudanças:

    • Reduzir a quantidade: diminuir o número de xícaras ou preparar um café menos concentrado pode ajudar;
    • Evitar tomar em jejum: consumir a bebida junto com uma refeição pode ser melhor tolerado por algumas pessoas;
    • Experimentar o café descafeinado: a redução da cafeína pode ajudar quem apresenta sensibilidade à substância;
    • Observar outros gatilhos: álcool, cigarro, alimentos muito gordurosos, refeições grandes e alguns medicamentos também podem piorar os sintomas digestivos;
    • Beber água ao longo do dia: manter uma boa hidratação é importante para o funcionamento geral do organismo.

    Também vale lembrar que adicionar leite não torna o café automaticamente seguro para quem apresenta gastrite ou refluxo. A tolerância depende de cada pessoa e, em alguns casos, determinados tipos de leite também podem causar desconforto.

    Se a dor no estômago, a queimação, a azia ou o enjoo aparecem com frequência, é importante procurar um gastroenterologista ou clínico geral. O médico poderá investigar outras possíveis causas, como refluxo gastroesofágico, gastrite, úlcera ou infecção por H. pylori, e indicar o tratamento adequado.

    Veja também: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Perguntas frequentes

    1. Quem já tem gastrite precisa parar de tomar café para sempre?

    Nem sempre. Na fase aguda (de dor forte), o ideal é cortar. Na fase de controle, muitas pessoas conseguem consumir pequenas quantidades após uma refeição balanceada.

    2. Café descafeinado também faz mal para o estômago em jejum?

    Sim. Embora a cafeína seja um grande estimulante ácido, o café contém outros compostos e ácidos naturais que continuam irritando a mucosa gástrica se ingeridos em jejum.

    3. Por que sinto vontade urgente de ir ao banheiro logo após o café matinal?

    A cafeína estimula as contrações dos músculos do cólon (movimentos peristálticos). Em jejum, o efeito é ainda mais rápido e intenso.

    4. Qual o limite máximo de café por dia?

    Para a maioria dos adultos saudáveis, o limite seguro é de até 400 mg de cafeína por dia, o que equivale a cerca de 4 xícaras de café coado (240 ml cada) ou 5 xícaras de expresso.

    5. O tipo de torra do café influencia na dor de estômago?

    Sim. Cafés de torra muito escura contêm mais compostos resultantes da carbonização que podem irritar a mucosa, enquanto os de torra média tendem a ser mais equilibrados.

    6. Tomar remédio para gastrite (como omeprazol) permite beber café em jejum?

    Não é recomendado. O remédio reduz a acidez gástrica, mas a cafeína continua estimulando a mucosa e relaxando o esfíncter do esôfago, mantendo a agressão ao estômago.

    7. Quanto tempo o estômago leva para se recuperar das agressões do café em jejum?

    Ao adotar hábitos saudáveis (comer antes do café e reduzir a acidez), a mucosa gástrica costuma apresentar melhora nos sintomas de irritação em poucas semanas.

    Confira: Gastrite nervosa: o que é, sintomas e como aliviar

  • Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas 

    Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas 

    A corrida é um dos esportes mais praticados no mundo, conhecida por beneficiar a saúde cardiovascular, ajudar no controle do peso e melhorar o bem-estar mental. Mas uma dúvida persiste: correr desgasta o joelho?

    A resposta depende de vários fatores: técnica, intensidade, peso corporal, fortalecimento muscular e até o tipo de tênis usado. “Se você não estiver preparado, a corrida pode, sim, ser prejudicial para os joelhos”, explica a especialista em educação física Tamara Andreato. Vamos entender melhor!

    Quando correr desgasta o joelho e pode ser prejudicial

    Segundo Tamara, a corrida desgasta o joelho quando há excesso de treinos, técnica incorreta, falta de fortalecimento ou sobrepeso. O impacto repetitivo em superfícies duras ou o uso de calçados inadequados aumenta o risco de dor e lesões.

    “É essencial seguir uma periodização adequada de intensidade e volume”, diz a especialista. Ou seja, não adianta correr longas distâncias semanais ou fazer treinos intensos sem preparo. “O exagero pode causar lesões, mas quando feita de forma adequada e individualizada, a corrida é benéfica”.

    A ciência reforça essa visão. Um estudo publicado em 2023 no Orthopaedic Journal of Sports Medicine mostrou que correr não está associado ao agravamento da osteoartrite do joelho e pode até proteger contra dor generalizada nessa articulação.

    Leia também: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Fortalecimento para corredores: a chave para prevenir lesões

    O fortalecimento é fundamental para corredores, pois protege as articulações, inclusive os joelhos, que sofrem grande impacto. Quadríceps, glúteos, core e lombar funcionam como uma “armadura natural”, reduzindo sobrecarga.

    Com músculos preparados, a corrida fica mais estável e eficiente. “A musculação para corredores previne lesões, melhora o desempenho e aumenta a resistência”, destaca Tamara. Além disso, fortalece a técnica de corrida, melhora a postura e corrige desvios de movimento que poderiam gerar dor.

    Tênis e superfície: escolhas que fazem diferença

    A escolha do tênis também é determinante. O modelo precisa ser adequado para corrida e confortável. “Não adianta escolher apenas pela estética. Um tênis errado pode gerar desconforto e lesões”, alerta Tamara.

    Experimente o calçado na loja, caminhe e dê alguns trotes para sentir o ajuste. Muitas lojas especializadas oferecem esteiras para teste. Também é importante escolher modelos adequados à superfície: rua, pista ou trilha.

    Dor no joelho ao correr: sinal que não pode ser ignorado

    Sentir dor no joelho ao correr é um alerta. Forçar treinos pode agravar o problema. O ideal é parar e procurar um ortopedista para exames e diagnóstico.

    A dor pode estar ligada à falta de fortalecimento, técnica inadequada, excesso de treino ou ausência de alongamentos. Correr com dor, sem avaliação, pode afastar o atleta por longos períodos.

    Como correr sem prejudicar os joelhos

    Correr desgasta o joelho quando há erros de preparo. Veja alguns cuidados:

    • Iniciantes: alternar corrida e caminhada, progredindo de forma gradual (cerca de 10% por semana).
    • Intermediários: variar treinos de velocidade e resistência, sempre com periodização bem estruturada.
    • Volume: três a quatro sessões semanais para iniciantes; até cinco para experientes, equilibrando estímulo e recuperação.
    • Pessoas acima do peso: começar com treinos curtos, preferir superfícies menos rígidas e investir em fortalecimento muscular.

    O aquecimento também é indispensável. Alongamentos dinâmicos, educativos de corrida e 10 a 20 minutos de aquecimento leve ajudam a preparar músculos e articulações, reduzindo o impacto nos joelhos.

    Confira: Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Correr desgasta o joelho?

    Não necessariamente. Quando feita com técnica e preparo, a corrida pode até proteger a articulação.

    2. Quais fatores aumentam o risco de dor e lesões?

    Excesso de treino, técnica incorreta, sobrepeso, falta de fortalecimento e uso de tênis inadequado.

    3. O fortalecimento muscular protege os joelhos?

    Sim. Ele reduz impacto, melhora a técnica e previne lesões.

    4. Como escolher o tênis certo?

    Priorize o conforto e a superfície de corrida. Experimente na loja e, se possível, teste correndo antes de comprar.

    5. O que fazer se sentir dor no joelho?

    Interrompa os treinos e procure avaliação médica para investigar a causa antes de voltar a correr.

    Leia também: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

  • Dorme, mas não descansa? O café no fim da tarde pode ser o culpado

    Dorme, mas não descansa? O café no fim da tarde pode ser o culpado

    Muita gente conhece a cena: são cinco ou seis horas da tarde, o cansaço do trabalho começa a aparecer e a solução parece simples. Basta preparar mais uma xícara de café para ganhar energia e terminar o dia com mais disposição. O problema é que esse hábito, aparentemente inofensivo, pode cobrar um preço algumas horas depois.

    O curioso é que nem sempre esse preço é percebido. Há pessoas que tomam café no fim da tarde, deitam no horário habitual e dizem dormir como uma pedra. Ainda assim, podem acordar menos descansadas no dia seguinte.

    Isso acontece porque a cafeína não interfere apenas no momento de pegar no sono: ela também pode alterar a arquitetura do sono, o que reduz a profundidade do descanso e faz com que o cérebro passe menos tempo em algumas fases importantes para a recuperação física e mental.

    É justamente esse o paradoxo do café: a pessoa acredita que dormiu normalmente, mas a qualidade do sono pode ter sido comprometida.

    Como a cafeína mantém o cérebro desperto?

    A cafeína é um estimulante natural presente no café, mas também em chás, refrigerantes à base de cola, bebidas energéticas, chocolates e alguns medicamentos.

    O principal mecanismo de ação da cafeína é bloquear os receptores de adenosina, uma substância produzida naturalmente pelo organismo ao longo do dia. Quanto mais tempo permanecemos acordados, maior tende a ser o acúmulo de adenosina no cérebro. Esse processo faz parte da chamada pressão do sono, ou seja, da necessidade crescente de dormir.

    Quando a cafeína ocupa esses receptores, ela impede temporariamente que a adenosina exerça seu efeito. O cérebro interpreta que ainda não está tão cansado, aumentando o estado de alerta e reduzindo a sensação de sonolência.

    Esse efeito explica por que o café melhora temporariamente a atenção, o tempo de reação e a sensação de disposição. Porém, o mesmo mecanismo que ajuda durante o dia pode atrapalhar quando a hora de dormir se aproxima.

    A cafeína continua agindo muito tempo depois da última xícara

    Um dos maiores equívocos é imaginar que o efeito do café termina quando passa a sensação de energia.

    Na realidade, a cafeína permanece circulando no organismo por várias horas. Em adultos saudáveis, a meia-vida costuma variar entre três e sete horas, embora possa ser ainda maior em algumas situações, como durante a gravidez, em pessoas com determinadas características genéticas ou em indivíduos que metabolizam a substância mais lentamente.

    Isso significa que uma pessoa que toma uma dose de cafeína às 17 horas pode ainda ter uma quantidade relevante circulando no organismo na hora de dormir.

    É justamente por isso que especialistas em medicina do sono costumam recomendar cautela com bebidas cafeinadas durante o final da tarde e à noite, principalmente em pessoas que já apresentam dificuldade para dormir.

    O problema nem sempre é demorar para dormir

    Quando se fala em café e sono, muita gente pensa apenas na dificuldade para pegar no sono.

    Mas esse é apenas um dos possíveis efeitos. A cafeína pode provocar alterações como:

    • Aumento do tempo para adormecer;
    • Redução do tempo total de sono;
    • Maior número de despertares ao longo da noite;
    • Redução do sono profundo;
    • Menor eficiência do sono.

    Em outras palavras, a pessoa pode até conseguir dormir no horário habitual, mas acordar menos recuperada porque a estrutura do sono foi modificada.

    Por que algumas pessoas juram que o café não faz efeito nelas?

    Essa é uma das dúvidas mais frequentes. A resposta envolve uma combinação de fatores. Primeiro, existe uma grande variação genética na velocidade com que cada organismo metaboliza a cafeína. Algumas pessoas eliminam a substância rapidamente; outras levam muito mais tempo.

    Além disso, quem consome café diariamente pode desenvolver certa tolerância aos efeitos mais perceptíveis, como tremores e sensação intensa de alerta. Isso, porém, não significa necessariamente que a cafeína deixou de interferir no sono.

    Mesmo indivíduos habituados ao consumo podem apresentar alterações objetivas na qualidade do sono, ainda que não percebam isso conscientemente.

    Quanto café é considerado seguro?

    Para adultos saudáveis, uma ingestão de até 400 mg de cafeína por dia costuma ser considerada segura.

    Essa quantidade corresponde aproximadamente a quatro xícaras pequenas de café coado, embora o teor de cafeína varie bastante conforme o método de preparo, o tipo de grão e o tamanho da bebida.

    No entanto, segurança não significa ausência de impacto sobre o sono. Uma pessoa pode permanecer dentro desse limite diário e, ainda assim, consumir praticamente toda a cafeína no fim da tarde, aumentando a chance de prejudicar o descanso noturno.

    Existe um horário ideal para parar de tomar café?

    Não existe um horário universal que funcione para todas as pessoas. Como a meia-vida da cafeína é longa e varia entre indivíduos, muitos especialistas sugerem evitar bebidas cafeinadas nas seis a oito horas que antecedem o horário habitual de dormir, principalmente em pessoas com insônia ou sono leve.

    Isso não significa que todos precisem abandonar o café depois do almoço. Algumas pessoas toleram pequenas quantidades no meio da tarde sem qualquer repercussão perceptível.

    Por outro lado, quem sofre com dificuldade para dormir pode se beneficiar de um teste simples: reduzir ou suspender a cafeína durante o período da tarde por algumas semanas e observar se a qualidade do sono melhora.

    Café, chá, energético: todos entram nessa conta?

    Sim. Embora o café seja a principal fonte de cafeína para muitas pessoas, ele não é o único.

    Também podem contribuir para o consumo diário de cafeína:

    • Chá preto;
    • Chá verde;
    • Chá-mate;
    • Refrigerantes à base de cola;
    • Bebidas energéticas;
    • Chocolate;
    • Alguns suplementos esportivos;
    • Alguns medicamentos para dor ou resfriado.

    Por isso, às vezes a pessoa acredita que tomou apenas um cafezinho, mas, ao longo do dia, acabou acumulando cafeína proveniente de diferentes fontes.

    Vale a pena trocar pelo café descafeinado?

    Para quem aprecia o ritual de tomar café no fim da tarde, o café descafeinado pode ser uma alternativa interessante. Mesmo que ele não seja completamente isento de cafeína, a quantidade costuma ser muito menor do que a presente no café tradicional.

    Isso permite manter o sabor e o hábito social do café, reduzindo a chance de interferência no sono.

    O café precisa ser eliminado da rotina?

    De forma alguma. O café é uma das bebidas mais estudadas do mundo e, quando consumido com moderação, está associado a diversos benefícios para a saúde, incluindo menor risco de diabetes tipo 2, algumas doenças cardiovasculares e doenças neurodegenerativas em estudos populacionais.

    O problema não costuma ser o café em si, mas o contexto.

    Para muitas pessoas, basta ajustar o horário de consumo para aproveitar seus benefícios sem prejudicar o descanso noturno.

    Como saber se o café está atrapalhando seu sono?

    Alguns sinais podem indicar que a cafeína está interferindo na qualidade do descanso:

    • Demorar mais para adormecer;
    • Acordar várias vezes durante a noite;
    • Sentir que o sono ficou mais superficial;
    • Acordar cansado mesmo após muitas horas na cama;
    • Precisar de ainda mais café no dia seguinte para compensar o cansaço.

    Esse último ponto pode criar um círculo vicioso: a pessoa dorme pior por causa da cafeína, acorda cansada, consome mais cafeína durante o dia e volta a prejudicar o sono na noite seguinte.

    Veja também: Cafeína faz mal para o coração? Veja os efeitos (e quanto tomar)

    Perguntas frequentes sobre café e sono

    1. Tomar café às 17 horas sempre prejudica o sono?

    Não necessariamente. O efeito depende da quantidade ingerida, do horário de dormir e da sensibilidade individual.

    2. Posso dormir normalmente mesmo com cafeína no organismo?

    Sim. Algumas pessoas conseguem adormecer, mas ainda apresentam redução da qualidade do sono.

    3. Chá verde também pode atrapalhar o sono?

    Sim. Ele contém cafeína, embora em quantidade menor do que o café.

    4. Café descafeinado interfere no sono?

    Em geral, muito menos, porque contém apenas uma discreta quantidade de cafeína.

    5. Quanto tempo a cafeína permanece no organismo?

    A meia-vida costuma variar entre três e sete horas, podendo ser maior em algumas pessoas.

    6. Vale a pena parar de tomar café para dormir melhor?

    Nem sempre é necessário eliminar o café. Muitas vezes, apenas antecipar o horário de consumo já é suficiente para reduzir o impacto sobre o sono.

    Confira: Viciado em café? Veja o que fazer para diminuir o consumo