Categoria: Bem-estar

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  • Veja os riscos ao coração de trabalhar sentado o dia todo

    Veja os riscos ao coração de trabalhar sentado o dia todo

    O sedentarismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do coração. Passar horas sentado, seja no escritório ou no home office, prejudica a circulação, favorece o acúmulo de gordura nas artérias e aumenta o risco de condições ligadas a problemas cardiovasculares, como pressão alta.

    Para entender melhor de que forma o excesso de tempo sentado afeta o corpo e quais estratégias ajudam a proteger o coração, conversamos com Giovanni Henrique Pinto, cardiologista e cardio-oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Ele aponta os principais riscos do sedentarismo e orienta sobre mudanças simples que podem fazer diferença na saúde ao longo da vida.

    Afinal, por que trabalhar sentado por muitas horas faz mal?

    Quando passamos longos períodos sentados, o metabolismo desacelera e a circulação sanguínea é prejudicada. O cardiologista Giovanni Henrique Pinto explica que a falta de movimento reduz o retorno venoso, favorece o inchaço nas pernas, dificulta o controle da glicose e do colesterol e pode até aumentar a pressão arterial.

    Inclusive, estudos indicam que permanecer muito tempo na mesma posição está diretamente associado ao aumento do risco de hipertensão, obesidade, diabetes tipo 2 e, consequentemente, complicações cardíacas graves.

    Além dos impactos internos, há também consequências físicas imediatas. A postura incorreta ao ficar horas sentado sobrecarrega a coluna, gera dores musculares e pode causar lesões ao longo do tempo. Isso desestimula ainda mais a prática de atividades físicas, que são muito importantes para uma vida saudável.

    Como saber se você está sedentário?

    Uma pessoa é considerada sedentária quando não pratica atividade física de forma regular, ou seja, não atinge os níveis mínimos de movimento recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa menos de 150 minutos de exercícios moderados por semana ou 75 minutos de exercícios intensos.

    Além disso, o sedentarismo também está relacionado a passar muito tempo em inatividade, especialmente sentado ou deitado, sem movimentar o corpo. Isso é cada vez mais comum em quem trabalha em escritório ou home office.

    Na maioria dos casos, a condição não apresenta sintomas evidentes de imediato, mas, com o tempo, o corpo manifesta sinais de que está sendo afetado pela falta de movimento. Alguns deles incluem:

    • Inchaço nos pés e pernas;
    • Cansaço excessivo mesmo em tarefas simples;
    • Dores nas costas, ombros e pescoço;
    • Dormência ou formigamento em braços e pernas;
    • Falta de flexibilidade;
    • Alterações de humor, com aumento da irritabilidade e ansiedade;
    • Dificuldade para dormir ou sensação de fadiga ao acordar.

    Sinais de alerta para o coração

    Além dos incômodos gerais causados pelo sedentarismo, alguns sintomas precisam de maior atenção por estarem relacionados à saúde do coração. Veja alguns deles:

    • Falta de ar fora do comum;
    • Dor ou pressão no peito durante atividades;
    • Palpitações ou batimentos irregulares;
    • Ganho de peso rápido e sem explicação;
    • Inchaço persistente em pés e pernas.

    Caso os sintomas se manifestem, é importante procurar um atendimento médico. O diagnóstico precoce pode evitar complicações graves e permitir um bom tratamento para proteger o coração.

    Como manter o coração saudável mesmo trabalhando sentado?

    Mesmo pessoas com a rotina agitada podem adotar pequenas mudanças de hábito para reduzir os efeitos do sedentarismo e proteger a saúde do coração. O cardiologista e o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, apontam recomendações práticas que cabem no dia a dia.

    Quanto de atividade física é suficiente

    De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem acumular entre:

    • 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada (como caminhada rápida, dança ou ciclismo leve);
    • Ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa (como corrida ou esportes mais intensos);
    • Também é importante incluir exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.

    O cardiologista reforça: na prática, isso significa fazer cerca de 30 minutos de atividade moderada por dia, cinco ou seis vezes por semana. E para quem passa muito tempo sentado, a dica é levantar a cada 30 a 60 minutos e se movimentar por 1 a 3 minutos.

    As pausas ajudam a circulação e a energia, e podem ser lembradas por aplicativos de celular ou pelo smartwatch, que emitem alertas para quebrar a inatividade.

    Leia mais: Tosse persistente: quando pode ser problema no coração

    Exercícios simples para fazer no trabalho

    Mesmo sem equipamentos, é possível se movimentar no escritório ou em casa com alguns exercícios simples, como:

    • Mini-pausas: levantar, caminhar pelo corredor, subir de 1 a 2 lances de escada, fazer agachamentos, ficar na ponta dos pés para ativar panturrilhas, alongar peito, ombros e pescoço;
    • Intervalos ativos (2–3 vezes ao dia, de 5 a 10 min): caminhada rápida, polichinelos de baixo impacto, prancha isométrica ou sentar e levantar da cadeira 10–15 vezes;
    • Semana equilibrada: 2 dias de exercícios de força (como flexões ou agachamentos) e 3 a 5 dias de atividades aeróbicas leves a moderadas, como caminhada ou bicicleta.

    O Guia do Ministério da Saúde reforça que toda movimentação vale: subir escadas, varrer a casa, andar até o mercado ou brincar com as crianças já ajudam a sair do sedentarismo.

    Veja também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

    O que comer para manter o coração saudável?

    É comum que pessoas que passam o dia sentadas recorram a lanches fáceis ao longo do dia: salgadinhos, biscoitos, refrigerantes ou sanduíches rápidos. O problema é que alimentos ultraprocessados são ricos em sódio, gorduras e açúcares, fatores que contribuem para a pressão alta, ganho de peso e aumento do colesterol.

    Então, afinal, quais hábitos alimentares podem ajudar a manter a saúde e prevenir problemas cardíacos? O cardiologista recomenda padrões alimentares já comprovados em estudos, como a dieta mediterrânea e o DASH. Eles incluem o consumo de:

    • Frutas, verduras e legumes;
    • Grãos integrais e feijões;
    • Oleaginosas e azeite de oliva;
    • Peixes uma ou duas vezes por semana;
    • Limitação de ultraprocessados, carnes processadas, bebidas açucaradas e excesso de sal.

    No dia a dia do trabalho, planejar os lanches também faz diferença: opções como iogurte natural, frutas frescas e mix de castanhas sem sal ajudam a manter energia.

    Confira: Sedentarismo na infância: quais os principais riscos para o coração?

    Perguntas frequentes sobre como manter o coração saudável

    1. Pequenas pausas para se movimentar realmente fazem a diferença?

    Sim. De acordo com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, as chamadas “micro-pausas” — de 1 a 3 minutos a cada 30 a 60 minutos sentado — ajudam a melhorar a pressão arterial, a glicemia e até os níveis de energia durante o dia. Ou seja, levantar-se para pegar água, ir ao banheiro, se alongar ou caminhar alguns passos já funciona como uma forma de “reset” para o corpo.

    2. O uso de meias de compressão é recomendado para quem trabalha sentado?

    Meias de compressão podem ser úteis em casos específicos para melhorar o retorno venoso e prevenir inchaço, mas o uso deve ser orientado por um médico.

    3. Quanto tempo sentado por dia é considerado perigoso para o coração?

    Não existe um número exato que defina o risco, mas o fator mais preocupante é permanecer em longos períodos contínuos de inatividade. Pesquisas indicam que a exposição prolongada ao tempo sentado está associada a maior incidência de doenças cardiovasculares.

    Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology, em 2018, apontou que pessoas que permanecem mais de seis horas por dia sentadas apresentam risco elevado de problemas cardíacos, mesmo quando praticam exercícios em outros momentos.

    Por isso, recomenda-se interromper o tempo sentado a cada 30 a 60 minutos com pequenas pausas de movimento.

    4. Quais hábitos simples podem manter o coração saudável no dia a dia?

    Pequenos ajustes de rotina podem reduzir de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida. As principais recomendações são:

    • Levantar-se a cada meia hora ou uma hora;
    • Fazer alongamentos rápidos no próprio ambiente de trabalho;
    • Reservar 30 minutos do dia para atividade física planejada;
    • Incluir caminhadas, escadas e pequenos esforços ao longo do expediente;
    • Organizar a alimentação para reduzir ultraprocessados;
    • Manter hidratação adequada com água ao alcance;
    • Acompanhar regularmente pressão, peso e exames de sangue.

    5. Quais exames cardiológicos são recomendados para quem trabalha sentado?

    Mesmo sem sintomas, é importante manter um acompanhamento médico. Os principais exames são:

    • Básicos: pressão arterial, IMC, circunferência abdominal, glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico;
    • Complementares: MAPA em suspeita de pressão alta, eletrocardiograma, teste de esforço ou ecocardiograma, e tomografia de coronárias em casos de maior risco.

    É importante destacar que apenas um cardiologista pode indicar quais exames são mais adequados para cada pessoa, considerando histórico e fatores de risco individuais.

    6. Trabalhar em pé em uma mesa é a solução para o sedentarismo?

    Embora seja melhor do que ficar sentado, trabalhar em pé o dia todo também pode trazer desconfortos, como dores nas pernas, surgimento de varizes e sensação de fadiga.

    O ideal não é apenas substituir a posição, mas sim alternar entre sentar, levantar e se movimentar regularmente, pois o corpo responde melhor quando há variedade de movimentos.

    7. Trabalhar sentado engorda?

    Trabalhar sentado por muitas horas pode contribuir para o ganho de peso, embora nem sempre seja a única causa. O sedentarismo faz com que o corpo queime menos calorias e tenha o metabolismo mais lento, o que facilita o acúmulo de gordura.

    Ficar parado por muito tempo também está ligado a outros fatores de risco para a obesidade, como o aumento da glicemia e dos triglicerídeos.

    8. Trabalhar sentado causa hemorroida?

    Ficar muito tempo sentado pode, sim, aumentar o risco de desenvolver ou agravar as hemorroidas. Isso acontece porque a posição sentada dificulta a circulação na região pélvica e retal, e isso favorece a dilatação das veias. A pressão constante pode causar dor, inchaço, sangramento e desconforto, principalmente em quem já tem predisposição.

    Contudo, é importante apontar que essa não é a única causa da hemorroida. Fatores como prisão de ventre, esforço para evacuar, alimentação pobre em fibras e pouca ingestão de água também podem contribuir para o desenvolvimento do quadro.

    Leia também: Sedentarismo: o corpo não foi feito para ficar sentado o dia inteiro

  • Aprenda alongamentos simples para aliviar dores musculares

    Aprenda alongamentos simples para aliviar dores musculares

    Incorporar exercícios de alongamento na rotina é uma das formas mais eficazes de aliviar dores musculares e prevenir lesões. Embora muitas vezes negligenciados diante da correria do dia a dia, os alongamentos podem ser feitos em poucos minutos e proporcionam benefícios que vão desde a melhora da postura até o relaxamento físico e mental.

    “O ideal é incorporar os alongamentos em diferentes momentos estratégicos do dia para obter diversos benefícios”, garante o ortopedista Caio Gonçalves, que explica nesta reportagem como tornar o hábito mais seguro e eficiente.

    Em que momento apostar nos alongamentos para dores musculares?

    O ortopedista ressalta que não existe apenas um horário correto para se alongar. A prática pode ser incorporada em diferentes momentos do dia, cada um trazendo benefícios específicos.

    • Ao acordar: desperta o corpo, ativa a circulação e reduz a rigidez após o sono
    • No trabalho (a cada 1–2 horas): pausas curtas com alongamento no trabalho aliviam a tensão acumulada de quem fica muito tempo sentado ou em pé
    • Após atividades físicas: favorece o relaxamento, auxilia na recuperação e ajuda a prevenir dor tardia
    • Antes de dormir: alongamentos leves reduzem o estresse e contribuem para um sono mais tranquilo

    “Praticar alongamentos nesses momentos permite cuidar da saúde postural, reduzir desconfortos e aumentar o bem-estar ao longo do dia”, fala o especialista.

    Confira: Exercícios para melhorar a postura no home-office: guia prático para evitar dores

    Exercícios de alongamento simples que podem ser feitos no trabalho ou ao acordar

    Para quem busca alongamentos para dores musculares simples no ambiente de trabalho ou mesmo na hora de despertar, o especialista indica exercícios discretos, que não exigem equipamentos e podem ser feitos em qualquer lugar:

    • Cervical (pescoço): incline suavemente a cabeça para os lados, para a frente e para trás, alongando a região do pescoço
    • Ombros/trapézio: leve um braço estendido à frente do corpo e, com a outra mão, puxe suavemente em direção ao peito; repita com o outro braço
    • Rotação torácica sentada: sentado, cruze os braços à frente do peito e rode o tronco para a direita e depois para a esquerda, sentindo o alongamento nas costas
    • Punhos/antebraços: estique um braço à frente, com a palma virada para cima e, com a outra mão, puxe delicadamente os dedos para baixo e para cima, alternando os lados
    • Isquiotibiais sentado: sentado, estenda uma das pernas à frente e tente tocar a ponta do pé (sem forçar), mantendo a coluna ereta. Repita na outra perna

    Cada alongamento deve ser mantido entre 20 e 30 segundos, sentindo apenas um leve desconforto, nunca dor. O ideal é repetir de duas a três vezes, sempre de forma lenta, sem balanços ou impulsos, e retornando à posição inicial com cuidado. “São exemplos que podem ser feitos em poucos minutos e ajudam a diminuir desconfortos, aumentar a disposição e prevenir dores”, garante o profissional.

    Esses alongamentos para dores musculares são ótimos para o ambiente de trabalho, mas não são os mesmos alongamentos que devem ser feitos nos treinos diários (como na academia ou na corrida, por exemplo). Vamos entender!

    Alongamento antes e depois do treino: o que fazer?

    Antes do treino, a recomendação é dar preferência aos alongamentos dinâmicos, aqueles que envolvem movimento, como elevação de joelhos ou rotações de tronco. Eles ajudam a preparar músculos e articulações para o esforço, além de reduzir o risco de lesões.

    Já os alongamentos estáticos, em que se mantém a posição por alguns segundos, são mais indicados após o exercício. Eles relaxam a musculatura, reduzem a tensão acumulada durante a atividade e contribuem para prevenir dores musculares tardias.

    Exemplos de alongamentos dinâmicos (pré-treino)

    1. Elevação de joelhos
      Como fazer: Eleve alternadamente os joelhos até a altura do quadril, simulando uma marcha no lugar. Movimente os braços de forma natural
      Duração: 30 segundos
    2. Kickbacks (calcanhar nos glúteos)
      Como fazer: Flexione um joelho e leve o calcanhar em direção ao glúteo, alternando as pernas rapidamente
      Duração: 30 segundos
    3. Rotação de tronco
      Como fazer: Com os pés afastados na largura dos ombros, flexione levemente os joelhos e gire o tronco de um lado para o outro, mantendo os quadris parados
      Duração: 20 repetições (10 para cada lado)
    4. Elevação lateral de braços circulares
      Como fazer: Estenda os braços lateralmente e faça pequenos círculos, primeiro para frente e depois para trás
      Duração: 15 segundos para cada direção
    5. Agachamento com elevação de braços
      Como fazer: Agache e, ao levantar, eleve os braços acima da cabeça. Repita o movimento de forma contínua e controlada
      Duração: 10 a 15 repetições
    6. Estocada com rotação do tronco
      Como fazer: Dê um passo à frente em uma estocada e, com as mãos juntas à frente do peito, gire o tronco para o lado da perna da frente. Volte e troque de lado
      Duração: 10 repetições para cada lado
    7. Abdução dinâmica de quadril
      Como fazer: Em pé, levante lateralmente uma perna de cada vez, mantendo o movimento fluido
      Duração: 10 repetições por perna

    Exemplos de alongamentos estáticos (pós-treino)

    1. Alongamento do pescoço lateral
      Como fazer: Sentado ou em pé, mantenha as costas eretas. Com uma das mãos, segure a lateral da cabeça e incline suavemente o pescoço para o lado, aproximando a orelha do ombro (sem elevar o ombro)
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    2. Alongamento de trapézio e ombros
      Como fazer: Cruze um braço sobre o corpo na altura do peito e, com a outra mão, puxe delicadamente o braço estendido, mantendo o ombro relaxado
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    3. Alongamento de peitoral na parede
      Como fazer: Em pé, coloque a mão e o antebraço em uma parede, com o cotovelo flexionado a 90°. Gire o tronco levemente para o lado oposto até sentir alongar o peito e o ombro
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    4. Alongamento de flexores de quadril
      Como fazer: Em posição de avanço/afundo, com uma perna à frente e a outra estendida para trás, empurre suavemente o quadril para frente até sentir alongar a parte da frente do quadril da perna de trás
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    5. Alongamento de posterior da coxa
      Como fazer: Sentado com uma perna esticada e outra flexionada, incline-se lentamente sobre a perna esticada, mantendo as costas retas, até sentir alongar a parte de trás da coxa
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    6. Alongamento de panturrilha na parede
      Como fazer: Apoie as mãos na parede, coloque uma perna à frente flexionada e a outra atrás esticada com o calcanhar no chão. Incline o corpo para frente, mantendo o calcanhar da perna de trás no chão e a perna reta, até sentir alongar a panturrilha
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado
    7. Alongamento de glúteos deitado
      Como fazer: Deite-se de costas, cruze um tornozelo sobre o joelho oposto. Segure a coxa da perna apoiada no chão e puxe suavemente em direção ao peito até sentir alongar o glúteo
      Mantenha por: 20 a 30 segundos de cada lado

    Para evitar problemas, mesmo em alongamentos simples, a orientação é alongar devagar, manter a postura correta e interromper o exercício se a dor ultrapassar o desconforto leve. Em caso de dúvidas, vale buscar orientação de um fisioterapeuta ou profissional de educação física.

    Veja também: Quando a dor nas costas pode ser preocupante? Entenda os sinais de alerta

    Cuidados na hora de alongar para evitar lesões

    Quando feitos sem atenção à postura ou ultrapassando os limites do corpo, os alongamentos para dores musculares podem trazer mais problemas do que benefícios. Entre os riscos estão distensões musculares, sobrecarga articular e lesões em tendões.

    Segundo o especialista, os erros mais comuns incluem realizar movimentos bruscos, insistir apesar da dor intensa ou alongar sem alinhamento adequado da coluna.

    “Sempre realize os alongamentos lentamente, preste atenção à postura e pare imediatamente se sentir dor intensa — alongamento deve ser confortável!”, enfatiza o médico.

    É seguro alongar com dor?

    A resposta depende da intensidade da dor. “Em uma dor leve e relacionada à tensão muscular, por exemplo, alongamentos suaves e controlados podem ser benéficos, proporcionando alívio imediato”, diz o ortopedista.

    No entanto, quando há dor intensa, sinais de inflamação (como inchaço, vermelhidão e calor local) ou grande limitação dos movimentos, o ideal é evitar alongar até uma avaliação médica.

    “Jamais force o movimento caso sinta dor aguda. O ideal é sempre escutar o corpo e respeitar seus limites para que o alongamento seja seguro e eficaz.”

    Veja também: 5 atividades físicas para quem tem problemas na coluna

    Perguntas frequentes sobre alongamento para dores musculares

    1. Qual é o melhor momento do dia para se alongar?

    O alongamento pode ser feito em diferentes momentos, cada um trazendo benefícios: ao acordar, para ativar o corpo; no trabalho, para aliviar tensões; após os exercícios, para acelerar a recuperação; e antes de dormir, para relaxar.

    2. Quais alongamentos posso fazer no trabalho ou ao acordar?

    Exercícios simples como inclinar a cabeça para alongar o pescoço, cruzar o braço à frente do peito para os ombros, torcer o tronco sentado, alongar punhos e tocar a ponta do pé sentado já trazem bons resultados.

    3. Qual a diferença entre alongar antes e depois do treino?

    Antes do treino, os alongamentos dinâmicos (com movimento) são os mais indicados, pois preparam músculos e articulações. Depois do treino, prefira alongamentos estáticos (mantidos por alguns segundos), que ajudam a relaxar e prevenir dores.

    4. Existe risco de lesão ao se alongar?

    Sim. Movimentos bruscos, postura inadequada ou insistir mesmo sentindo dor podem causar distensões e sobrecarga articular. O correto é alongar de forma lenta, respeitando os limites do corpo.

    5. É seguro alongar quando já estou com dor?

    Depende. Se for dor leve por tensão muscular, alongamentos suaves podem ajudar. Mas em caso de dor intensa, inflamação ou limitação de movimentos, o ideal é evitar alongar e procurar um médico antes de retomar a prática.

    Leia também: Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina

  • Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Assim como outras áreas do corpo, a região do umbigo também precisa de cuidados de limpeza no dia a dia para prevenir o acúmulo de sujeira, suor, células mortas e fiapos de roupa, que podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias.

    Como o umbigo possui pequenas dobras e costuma permanecer mais abafado ao longo do dia, a região cria um ambiente propício para o acúmulo de umidade e microrganismos. Quando a higiene é negligenciada, podem surgir sintomas como mau cheiro, coceira, irritação, vermelhidão e desconforto local.

    Em situações mais sérias, a falta de limpeza adequada também pode contribuir para o desenvolvimento de infecções e inflamações, principalmente em pessoas com umbigos mais profundos, excesso de suor ou piercings na região.

    Por que é importante limpar o umbigo regularmente?

    A limpeza regular do umbigo é necessária porque o formato anatômico da região, principalmente nos umbigos para dentro, favorece o acúmulo de suor, células mortas da pele, fiapos de roupa, poeira e óleos naturais do corpo.

    Por ser uma área que costuma ficar abafada, quente e úmida, ela se torna o ambiente ideal para complicações como:

    • Proliferação de micro-organismos: o umbigo funciona como uma pequena região abafada e úmida, o que facilita o crescimento excessivo de fungos e bactérias que já vivem naturalmente na pele. Quando existe acúmulo de sujeira e umidade, o equilíbrio da flora local pode ser alterado;
    • Mau cheiro: a combinação de suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados favorece a ação das bactérias, que decompõem a matéria orgânica. O processo é o principal responsável pelo odor desagradável na região;
    • Infecções (onfalite): quando a higiene é negligenciada por muito tempo, podem surgir infecções bacterianas ou fúngicas, como a candidíase cutânea. Entre os sintomas mais comuns estão vermelhidão, coceira, dor, sensibilidade e, em casos mais intensos, secreção com pus;
    • Formação de onfolito: em situações extremas e após anos de acúmulo de resíduos, a sujeira pode endurecer e formar uma massa escura conhecida como onfolito, popularmente chamada de pedra no umbigo. Em alguns casos, a remoção precisa ser feita por um profissional de saúde.

    Como limpar o umbigo de forma correta?

    A forma correta de limpar o umbigo depende do formato da anatomia de cada pessoa, já que o acúmulo de sujeira muda se a região é mais profunda ou saltada. Em todos os casos, o ideal é manter a delicadeza, já que a pele do umbigo é muito fina e sensível.

    Umbigo para dentro

    Por ser mais profundo, o umbigo para dentro (presente em cerca de 90% das pessoas) é o que mais acumula resíduos e precisa de uma atenção extra, de preferência durante ou logo após o banho, quando a sujeira está mais macia. Veja o passo a passo:

    • Passo 1: Use uma haste flexível (cotonete) limpa, umedecida com água morna e um pouco de sabonete líquido neutro para facilitar a remoção da sujeira acumulada no umbigo;
    • Passo 2: Faça movimentos suaves e circulares na região, sem esfregar com força ou empurrar o cotonete profundamente, para evitar irritações e pequenas lesões na pele;
    • Passo 3: Retire completamente o excesso de sabonete usando água corrente do chuveiro ou o outro lado da haste umedecido apenas com água;
    • Passo 4: Seque muito bem o umbigo após a limpeza com uma haste seca, gaze ou toalha limpa, já que a umidade favorece o crescimento de fungos, bactérias e o aparecimento de mau cheiro.

    Umbigo para fora

    Algumas pessoas simplesmente possuem a cicatriz umbilical naturalmente virada para fora por questões de anatomia. Nesse caso, como ele não possui dobras profundas onde a sujeira possa se esconder, o passo a passo de higiene é mais simples:

    • Passo 1: Lave a região durante o banho com água e sabonete neutro, utilizando a ponta dos dedos ou uma esponja macia para fazer a limpeza de maneira delicada;
    • Passo 2: Higienize o umbigo com movimentos suaves ao redor da região para ajudar a remover suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados ao longo do dia;
    • Passo 3: Enxágue bem para retirar completamente o sabonete;
    • Passo 4: Depois do banho, seque o umbigo cuidadosamente com uma toalha limpa para evitar excesso de umidade no local.

    Vale ressaltar que você nunca deve usar objetos pontiagudos (como unhas, pinças ou tampas de caneta) para cutucar o umbigo, pois podem causar ferimentos e abrir portas para infecções graves.

    Também evite o uso de álcool ou produtos químicos fortes na rotina diária, a menos que haja recomendação médica, pois eles podem ressecar e irritar a pele sensível da região.

    Cuidados e limpeza do umbigo com piercing

    O piercing no umbigo é um dos que mais demora para cicatrizar completamente e o processo pode levar de 6 meses a 1 ano. Por ficar em uma região de dobra e sofrer muito atrito com as roupas, a higiene diária precisa ser rigorosa para evitar infecções, inflamações ou a rejeição da joia.

    Durante o período de cicatrização, o local funciona como uma ferida aberta e deve ser limpo 2 vezes ao dia:

    • Passo 1: Lave bem as mãos com sabonete antibacteriano antes de começar;
    • Passo 2: No banho, deixe a água morna correr gentilmente sobre a joia para amolecer as casquinhas de secreção, que são normais. Nunca arranque as casquinhas a seco;
    • Passo 3: Aplique um sabonete líquido neutro ou antibacteriano na região, massageando de leve sem mover a joia bruscamente;
    • Passo 4: Enxágue completamente até remover todo o sabão;
    • Passo 5: Fora do banho, aplique soro fisiológico 0,9% com o auxílio de uma haste flexível de algodão limpa ao redor dos furos (superior e inferior);
    • Passo 6: Seque muito bem a região dando batidinhas leves com uma gaze limpa ou papel toalha descartável. Evite toalhas de banho, pois acumulam bactérias e os fios podem enroscar no piercing.

    Durante a cicatrização do piercing no umbigo, é importante evitar roupas apertadas, como calças de cintura alta e peças muito justas, já que o atrito e a pressão podem irritar a região e dificultar a cicatrização.

    Também é recomendado não ficar mexendo ou girando a joia sem necessidade, porque isso aumenta o risco de lesões e contaminação por bactérias das mãos.

    Com que frequência o umbigo deve ser limpo?

    A frequência de limpeza do umbigo depende da anatomia. No dia a dia, basta fazer uma higiene básica durante o banho e secar bem a região com a toalha. Para quem tem o umbigo para dentro, o ideal é fazer uma limpeza mais profunda com uma haste flexível e sabonete neutro de 1 a 2 vezes por semana para remover fiapos e pele morta.

    Sinais de alerta: quando o mau cheiro ou a sujeira indicam problemas?

    O acúmulo de fiapos e um leve odor são comuns pela falta de higiene no umbigo, mas você deve ficar atento a alguns sinais que podem indicar infecções ou inflamações na pele, como:

    • Mau cheiro forte e persistente que não desaparece mesmo após lavar e secar a região corretamente;
    • Saída de pus amarelado ou esverdeado acompanhado de odor desagradável;
    • Presença de líquido transparente ou esbrançado que deixa o local constantemente úmido;
    • Sangramento sem causa aparente na região interna ou nas bordas;
    • Vermelhidão intensa, inchaço e pele quente ao toque ao redor da área;
    • Coceira constante, descamação ou rachaduras na pele;
    • Dor, pontadas ou sensibilidade extrema ao tocar no local para fazer a higiene;
    • Formação de uma crosta escura e endurecida que causa dor ao tentar remover.

    Se você apresentar um ou mais desses sinais de alerta, evite tentar limpar a região com força ou usar produtos caseiros. O ideal é consultar um médico para diagnosticar o problema (como a onfalite) e indicar o tratamento correto, que pode incluir o uso de pomadas antifúngicas ou antibióticos.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Por que o umbigo fede mesmo lavando no banho?

    O mau cheiro ocorre porque a água do chuveiro muitas vezes não alcança as dobras mais profundas do umbigo, deixando resíduos de suor e pele morta acumulados. Se o odor persistir mesmo após a limpeza correta, pode ser sinal de uma infecção por fungos ou bactérias.

    2. É normal sair um líquido transparente do umbigo?

    Não é normal. A liberação de um líquido transparente ou esbranquiçado geralmente indica que a região está inflamada ou com uma infecção leve, quase sempre causada pelo excesso de umidade que favoreceu a proliferação de fungos.

    3. Posso usar álcool em gel para limpar o umbigo?

    Não é recomendado. O álcool em gel contém substâncias espessantes e fragrâncias que podem irritar e ressecar a pele sensível do umbigo. Para a higiene de rotina, use apenas água e sabonete neutro ou soro fisiológico.

    4. Como tirar a sujeira preta do umbigo que não sai no banho?

    Não tente remover a sujeira à força com as unhas ou objetos pontiagudos. Umedeça uma haste flexível (cotonete) em óleo infantil, óleo de amêndoas ou soro fisiológico morno e passe suavemente pelas dobras para amolecer e desprender a sujeira sem ferir a pele.

    5. Por que sinto uma fisgada ou dor ao limpar o umbigo?

    A pele do fundo do umbigo é muito fina e fica logo acima de terminações nervosas ligadas ao abdômen. Se você sentir dor ou fisgadas, pode ser que esteja aplicando força excessiva na limpeza ou que a região esteja inflamada.

    6. O que acontece se eu nunca limpar o umbigo?

    A negligência total da higiene causa o acúmulo crônico de secreções e resíduos, gerando um mau cheiro muito forte. Com o tempo, o bloqueio da região pode evoluir para infecções dolorosas (onfalite) ou para a formação de um onfolito (massa endurecida de sujeira).

    7. Posso usar vinagre ou bicarbonato para limpar o umbigo?

    Não! O vinagre e o bicarbonato de sódio alteram o pH natural da pele e podem causar queimaduras químicas, irritabilidade extrema ou dermatite de contato em uma região tão sensível quanto o umbigo.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

  • 5 sinais de que você precisa trocar o seu travesseiro 

    5 sinais de que você precisa trocar o seu travesseiro 

    O travesseiro é um item tão pessoal que pode ser difícil desapegar dele, mesmo quando ele já perdeu a forma ou está visivelmente gasto. Só que, assim como o colchão, o travesseiro também tem um prazo de validade e continuar usando um modelo velho pode afetar diretamente a qualidade do sono, o conforto e até a saúde respiratória.

    Como é usado todas as noites, ele acumula suor, oleosidade da pele, resíduos de cabelo, poeira e ácaros ao longo do tempo. Com o tempo, o enchimento também vai perdendo a sustentação natural, deixando de apoiar corretamente a cabeça e a coluna.

    Em média, o recomendado é trocar o travesseiro a cada 1 a 2 anos, mas o tempo pode variar de acordo com o material e os hábitos de uso.

    Sinais de que está na hora de trocar o travesseiro

    O desgaste do travesseiro acontece de maneira gradual, mas existem alguns sinais que podem indicar o melhor momento para jogá-lo fora e comprar um novo.

    1. O travesseiro está amarelado ou com manchas escuras

    O acúmulo de suor, saliva, oleosidade da pele e do cabelo, além de restos de cosméticos, cria manchas difíceis de remover ao longo do tempo. O ambiente úmido e quente é o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, transformando o travesseiro em um risco para a saúde da pele e do sistema respiratório.

    2. Você acorda com dor no pescoço ou rigidez muscular

    Se você costuma levantar com a sensação de torcicolo, dores nos ombros ou rigidez na região cervical, o preenchimento do travesseiro provavelmente cedeu. Sem a firmeza necessária, ele deixa de alinhar a cabeça com a coluna, forçando a musculatura durante toda a noite.

    3. Dores de cabeça frequentes logo ao acordar

    A falta de apoio adequado para a base do crânio e pescoço pode comprimir nervos e tensionar os músculos suboccipitais. A tensão acumulada durante as horas de sono frequentemente se manifesta como uma dor de cabeça tensional logo nos primeiros minutos do dia.

    4. Crises de espirros, coriza ou coceira ao deitar

    O travesseiro velho pode acumular uma grande quantidade de ácaros e resíduos ao longo do tempo, especialmente quando já está muito usado, o que pode acabar piorando alergias respiratórias e irritações na pele.

    Se você percebe espirros frequentes, nariz entupido, coceira nos olhos ou desconforto na pele sempre que se deita, vale a pena observar o estado do travesseiro. Em muitos casos, ele já está acumulando microrganismos e poeira em excesso.

    5. O travesseiro ficou muito baixo e sem sustentação

    Quando o travesseiro perde a altura original e fica “murcho”, ele deixa de oferecer o apoio adequado para a cabeça e o pescoço.

    Na prática, a cabeça acaba afundando mais do que deveria, forçando a região do pescoço e dos ombros por várias horas seguidas. Isso pode causar desconforto ao acordar, sensação de rigidez muscular, dores cervicais e até dores de cabeça ao longo do dia.

    6. O enchimento ficou irregular ou com caroços

    Independentemente do material, o enchimento passa por um desgaste natural com o uso contínuo. Aos poucos, o material interno pode começar a deformar, formando áreas mais vazias e outras endurecidas ou acumuladas.

    Quando isso acontece, o apoio deixa de ser uniforme e, em vez de sustentar a cabeça de maneira equilibrada, o travesseiro passa a criar pontos de pressão desconfortáveis durante a noite.

    Se você sente partes vazias, ondulações ou caroços ao tocar o travesseiro, provavelmente ele já perdeu boa parte da capacidade de sustentação.

    7. O travesseiro continua com cheiro ruim mesmo depois de lavado

    Cheiro de mofo, umidade ou odor persistente podem indicar que o interior do travesseiro acumulou muita umidade ao longo do tempo. Em alguns casos, isso favorece a proliferação de fungos e microrganismos que não são eliminados apenas com lavagem superficial.

    Quando o cheiro permanece mesmo após a higienização e a ventilação adequadas, vale a pena considerar a troca. Além do desconforto, o excesso de umidade acumulada também pode piorar alergias respiratórias e irritações em pessoas mais sensíveis.

    De quanto em quanto tempo deve-se trocar o travesseiro?

    De forma geral, os especialistas recomendam trocar o travesseiro a cada 1 a 2 anos, mas a durabilidade pode variar bastante conforme o material, a qualidade do produto e os cuidados de conservação:

    • Fibra de poliéster ou siliconado: normalmente duram cerca de 1 a 2 anos, já que tendem a deformar e perder sustentação mais rapidamente com o uso diário;
    • Pena ou pluma de ganso: costumam ter vida útil de aproximadamente 1 a 2 anos, principalmente porque acumulam mais umidade e exigem manutenção frequente;
    • Espuma viscoelástica (NASA): normalmente mantêm a sustentação por cerca de 2 a 3 anos, dependendo da densidade e da qualidade do material;
    • Látex ou espuma de poliuretano: podem durar entre 2 e 4 anos, já que costumam ser materiais mais resistentes e resilientes.

    Mesmo quando o travesseiro parece visualmente bem conservado ou é lavado regularmente, o desgaste interno acontece naturalmente com o tempo.

    Riscos de usar um travesseiro velho para a saúde

    Como passamos muitas horas por dia em contato direto com o travesseiro, o desgaste dele pode afetar o corpo de diversas formas:

    • Desalinhamento da coluna e dores crônicas: a perda de sustentação deixa a cabeça desalinhada com o resto do corpo, forçando as articulações e os músculos. Isso resulta em torcicolos frequentes, dores no pescoço e nos ombros, além de agravar problemas como hérnia de disco;
    • Crises de alergia e problemas respiratórios: o acúmulo massivo de ácaros, fungos e poeira no interior do material irrita as vias aéreas. O contato prolongado é um gatilho direto para crises de rinite alérgica, sinusite, asma e tosses noturnas;
    • Piora da acne e irritações na pele: a oleosidade, o suor e as bactérias retidos no travesseiro são transferidos para o rosto durante a noite, o que obstrui os poros, favorecendo o surgimento de espinhas (acne inflamatória) e crises de dermatite;
    • Dores de cabeça tensionais: quando os músculos do pescoço e da base do crânio passam a noite inteira contraídos para compensar a falta de apoio, causam uma fadiga muscular que se manifesta como dor de cabeça logo ao amanhecer;
    • Sono de má qualidade e cansaço diário: o desconforto físico e as pequenas interrupções na respiração impedem que você atinja as fases mais profundas do sono. O resultado é um acordar com fadiga, com indisposição e falta de concentração durante o dia.

    Como escolher o travesseiro ideal?

    Para escolher o travesseiro correto, o principal critério que você deve avaliar é a posição que costuma dormir, uma vez que a altura e a firmeza do travesseiro influenciam diretamente no alinhamento da coluna durante a noite.

    Quem dorme de lado

    Sendo a posição mais comum de dormir, também é uma das que mais precisam de atenção na escolha do travesseiro, já que o espaço entre a cabeça e o colchão é maior por causa da largura dos ombros.

    Nesses casos, o ideal é escolher um travesseiro com maior altura e boa firmeza, capaz de preencher corretamente a distância entre a ponta do ombro e a base do pescoço.

    O travesseiro precisa sustentar a cabeça sem deixá-la afundar demais, mantendo o pescoço alinhado em relação aos ombros e à coluna. Quando a altura está inadequada, a cabeça pode ficar inclinada para cima ou para baixo, favorecendo dores cervicais e tensão muscular.

    Para quem dorme de costas (barriga para cima)

    Quem dorme de barriga para cima normalmente precisa de um suporte intermediário, que mantenha a curvatura natural do pescoço sem elevar demais a cabeça. Um travesseiro muito alto pode forçar a cervical para frente, enquanto um modelo muito baixo deixa o pescoço sem apoio adequado.

    Na posição, o ideal costuma ser um travesseiro de altura média ou baixa, que preencha suavemente a região da nuca e permita que a cabeça permaneça alinhada de forma natural, com o olhar voltado para o teto.

    Para quem dorme de barriga para baixo

    Dormir de bruços não costuma ser muito recomendado, já que essa posição aumenta a rotação do pescoço e pode sobrecarregar a região lombar. Ainda assim, algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir de outra forma.

    Nesses casos, o ideal é usar um travesseiro bem baixo e macio, quase plano, apenas para oferecer um apoio leve para a cabeça sem elevar demais o pescoço. Quanto mais alto o travesseiro, maior tende a ser a tensão na região cervical durante a noite.

    Como fazer o travesseiro durar mais?

    Para ajudar o travesseiro a manter a sustentação adequada e reduzir o acúmulo de microrganismos ao longo do tempo, alguns cuidados diários e de conservação podem fazer diferença:

    • Use sempre uma capa protetora impermeável e com zíper por baixo da fronha comum;
    • Lave a capa protetora e a fronha pelo menos uma vez por semana;
    • Deixe o travesseiro arejar em um local ventilado e com sombra regularmente;
    • Evite expor o travesseiro diretamente ao sol forte para não ressecar a espuma interna;
    • Sacuda e afofe o travesseiro diariamente ao arrumar a cama para redistribuir o preenchimento;
    • Nunca durma com os cabelos úmidos ou molhados para evitar a proliferação interna de fungos;
    • Siga estritamente as instruções de lavagem do fabricante na etiqueta e evite molhar o miolo se o material não permitir;
    • Evite sentar, deitar por cima ou apoiar objetos pesados sobre o travesseiro para não acelerar a deformação da espuma.

    Mesmo com todos os cuidados e com a troca regular do travesseiro, é importante prestar atenção aos sinais do corpo. Se as dores no pescoço, nos ombros ou a rigidez ao acordar continuarem por mais de duas a três semanas, vale procurar avaliação de um ortopedista ou fisioterapeuta.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes

    1. Posso contrair alguma doença usando um travesseiro velho?

    Sim, pois o acúmulo de microrganismos pode causar ou agravar doenças respiratórias como rinite alérgica, asma, bronquite e sinusite. Além disso, a presença de bactérias e fungos na superfície pode favorecer infecções na pele, como a dermatite, e inflamações nos olhos, como a conjuntivite alérgica.

    2. Lavar o travesseiro na máquina elimina a necessidade de trocá-lo?

    Não, a lavagem remove apenas a sujeira superficial. Ela não recupera a elasticidade e a firmeza do material interno que foram perdidas com o uso. Se o miolo do travesseiro não secar completamente, a lavagem também acelera a proliferação de fungos no interior do produto.

    3. Como funciona o teste de dobrar o travesseiro ao meio?

    Coloque o travesseiro em uma superfície plana e dobre-o exatamente ao meio, pressionando por alguns segundos. Ao soltar, o travesseiro deve voltar imediatamente à sua forma original. Se ele continuar dobrado, demorar para subir ou ficar marcado, significa que perdeu a resiliência e precisa ser trocado.

    4. Colocar o travesseiro ao sol ajuda a eliminar os ácaros?

    Não, o sol quente cria um ambiente aquecido ideal para os ácaros migrarem para o interior do travesseiro, onde continuarão se multiplicando. Além disso, a radiação solar direta e o calor excessivo ressecam e degradam a espuma ou as fibras, acelerando a perda de sustentação del produto.

    5. Crianças precisam trocar de travesseiro com a mesma frequência que adultos?

    Sim, o prazo de 1 a 2 anos também se aplica às crianças. No caso delas, o cuidado deve ser ainda maior, pois o sistema respiratório infantil é mais sensível a alergias causadas por ácaros. A altura do travesseiro infantil também deve ser ajustada conforme o crescimento da criança.

    6. Existe algum material de travesseiro que seja totalmente imune a ácaros?

    Nenhum material impede 100% o acúmulo de poeira com o passar dos anos, mas o látex natural e a espuma de poliuretano tratada são os mais resistentes.

    7. O que devo fazer com o travesseiro velho após a troca?

    Por conter uma quantidade massiva de carga biológica (ácaros, fungos e pele morta), os travesseiros velhos não devem ser doados para outras pessoas usarem para dormir. O ideal é descartá-los no lixo comum ou verificar se existem postos de reciclagem têxtil na sua região que aceitem o material de preenchimento.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

  • Como evitar deficiências nutricionais com as canetas emagrecedoras?

    Como evitar deficiências nutricionais com as canetas emagrecedoras?

    Em qualquer tratamento que envolva a perda de peso, o acompanhamento médico e nutricional deve acontecer de forma constante — e não seria diferente com o uso de agonistas de GLP-1, medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

    Eles atuam controlando a fome e retardando o esvaziamento do estômago, o que prolonga a saciedade e, consequentemente, reduz o consumo de alimentos. Se não houver um plano alimentar individualizado, isso pode resultar em deficiências nutricionais, que comprometem o bem-estar e a saúde ao longo do tratamento, inclusive tornando o processo de emagrecimento mais desgastante.

    Como as canetas emagrecedoras atuam no emagrecimento?

    As canetas emagrecedoras, como semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), atuam principalmente por meio da regulação do apetite e do metabolismo, interferindo em áreas específicas do cérebro responsáveis pela fome e saciedade.

    Elas imitam a ação de um hormônio natural do corpo, o GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), que é liberado pelo intestino após as refeições. Ele envia sinais ao cérebro informando que o organismo está satisfeito, o que diminui o consumo de alimentos.

    Somado a isso, as canetas também retardam o esvaziamento do estômago, fazendo com que a sensação de saciedade dure por mais tempo. Com isso, a pessoa tende a comer menos e de forma mais controlada ao longo do dia — o que cria um ambiente metabólico favorável ao emagrecimento.

    Por que o uso pode causar deficiências nutricionais?

    As deficiências nutricionais podem acontecer porque os agonistas GLP-1 reduzem de forma significativa o apetite e, como resultado, a ingestão de alimentos. Quando a pessoa passa a comer menos, o corpo pode deixar de receber quantidades adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais, como explica a nutricionista Bárbara Yared.

    Portanto, mesmo que a pessoa consiga emagrecer, a restrição alimentar prolongada, sem acompanhamento nutricional adequado, cria um desequilíbrio que pode afetar desde a imunidade até a saúde da pele, cabelos e músculos.

    A redução significativa da ingestão calórica também interfere na absorção de nutrientes. Como o esvaziamento do estômago é mais lento, o processo digestivo passa por algumas alterações, comprometendo a absorção de ferro, cálcio, vitamina B12 e outras substâncias.

    Para complementar, o enjoo e a sensação de saciedade precoce, efeitos comuns nas primeiras semanas, levam muitas pessoas a evitarem refeições completas ou variados grupos alimentares.

    Quais os riscos das deficiências nutricionais?

    Os riscos das deficiências nutricionais são muitos e podem afetar o corpo de várias formas, como:

    • Perda de massa muscular;
    • Fraqueza e fadiga frequente;
    • Queda de cabelo;
    • Pele e unhas mais frágeis;
    • Redução da imunidade;
    • Dificuldade de concentração;
    • Alterações no humor;

    Em situações mais graves, podem surgir quadros de anemia, enfraquecimento dos ossos (osteopenia), alterações hormonais e até dificuldades de concentração ou raciocínio.

    Como prevenir deficiências nutricionais usando canetas emagrecedoras?

    Antes de tudo, é importante destacar que o uso de agonistas de GLP-1 deve ser feito apenas com prescrição médica. Todo o tratamento precisa ter acompanhamento médico e nutricional, já que cada organismo reage de forma diferente aos medicamentos e às mudanças alimentares.

    No dia a dia, existem algumas estratégias que podem ajudar a prevenir deficiências nutricionais e manter o equilíbrio do corpo, como:

    Fracionar as refeições ao longo do dia

    Como o apetite tende a diminuir com o uso de agonistas GLP-1, Bárbara orienta a fracionar a alimentação em pequenas porções distribuídas ao longo do dia. O hábito de comer em intervalos regulares evita longos períodos de jejum e ajuda o corpo a receber nutrientes de forma contínua. Ah, e pequenas refeições equilibradas também reduzem o risco de enjoo, que é comum nas primeiras semanas do tratamento.

    Montar pratos equilibrados nas refeições principais

    Nas principais refeições, como almoço e jantar, o ideal é montar pratos balanceados, como:

    • 1/3 de carboidratos integrais, como arroz integral, batata-doce ou quinoa;
    • 1/3 de proteínas, como frango, peixe, ovos, carne magra ou leguminosas;
    • 1/3 de vegetais, preferindo uma boa variedade de cores para garantir diferentes vitaminas e minerais.

    Ter um equilíbrio ajuda a preservar a massa magra, sustenta por mais tempo e garante que o corpo receba energia suficiente para as atividades do dia a dia.

    Incluir gorduras boas nas refeições

    As gorduras boas são tipos de lipídios que ajudam a manter várias funções vitais em equilíbrio. Elas participam da produção de hormônios, protegem o coração, auxiliam na absorção de vitaminas (A, D, E e K) e contribuem para o bom funcionamento do cérebro.

    As gorduras são divididas em dois grupos, sendo eles:

    Monoinsaturadas: ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Estão presentes em alimentos como azeite de oliva, abacate, amêndoas, castanhas e amendoim;

    Poli-insaturadas: incluem os famosos ômega-3 e ômega-6, que têm ação anti-inflamatória e são importantes para o sistema nervoso e imunológico. Podem ser encontradas em peixes como salmão, sardinha e atum, além de sementes de chia, linhaça e nozes.

    Apesar de saudáveis, as gorduras devem ser consumidas com moderação. Pequenas porções já são suficientes para oferecer benefícios sem prejudicar o controle de peso.

    Considerar opções nutritivas e leves

    Quando o apetite está muito reduzido, pode ser difícil atingir a quantidade ideal de nutrientes apenas com comida sólida. Nessas situações, podem ser incluídas vitaminas proteicas, shakes equilibrados ou sopas completas, sempre com orientação profissional. Elas ajudam a manter a ingestão adequada de proteínas e micronutrientes, evitando carências nutricionais.

    Fazer acompanhamento regular com exames

    Durante o tratamento com as canetas emagrecedoras, realizar exames periódicos é necessário para monitorar níveis de ferro, cálcio, vitamina B12, vitamina D e outros nutrientes. A avaliação constante ajuda a identificar precocemente qualquer sinal de deficiência e permite ajustar o plano alimentar antes que o problema evolua.

    Ainda, os resultados laboratoriais orientam o médico e o nutricionista na decisão sobre possíveis suplementações ou mudanças na dieta. Em alguns casos, pode ser necessário reforçar o consumo de determinados alimentos ou incluir vitaminas e minerais em cápsulas ou líquidos, de acordo com a necessidade de cada um.

    Leia também: Canetas emagrecedoras: como evitar o efeito rebote no emagrecimento?

    Quando o uso de suplementos é necessário?

    O uso de suplementos alimentares pode ser necessário quando a alimentação, mesmo quando bem planejada, não consegue suprir todas as necessidades nutricionais do organismo durante o tratamento com as canetas emagrecedoras.

    A indicação deve sempre ser feita por um profissional de saúde, após a análise de exames laboratoriais. Quando existe uma deficiência comprovada de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio ou proteínas, o médico ou o nutricionista pode definir o tipo, a dose e o tempo de uso mais adequado. O uso depende sempre da avaliação individual, segundo Bárbara.

    Sinais de alerta de deficiências nutricionais

    Os principais sinais de que o corpo está com deficiências nutricionais são, de acordo com Bárbara:

    • Cansaço e fraqueza;
    • Fadiga constante;
    • Sonolência excessiva;
    • Falta de ar;
    • Infecções frequentes, como gripes e resfriados;
    • Cicatrização lenta de feridas;
    • Unhas quebradiças;
    • Queda de cabelo;
    • Constipação;
    • Dores abdominais.

    Se algum desses sinais aparecer, é importante procurar um médico para realizar exames e identificar possíveis deficiências antes que elas se tornem mais sérias.

    Veja mais: Canetas emagrecedoras: saiba como evitar a perda de massa muscular

    Perguntas frequentes sobre deficiências nutricionais

    1. Quem pode usar medicamentos agonistas de GLP-1?

    Os agonistas GLP-1, como Ozempic, são indicados para adultos com diagnóstico de obesidade, ou de sobrepeso com doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto ou apneia do sono.

    O uso deve sempre ser avaliado e prescrito por um médico, que analisará o histórico clínico, possíveis contraindicações e os objetivos do tratamento. O uso recreativo, estético ou sem acompanhamento profissional não é recomendado, pois pode causar efeitos colaterais graves. Nunca se automedique!

    2. Quais são os principais efeitos colaterais das canetas emagrecedoras?

    Os efeitos mais comuns aparecem nas primeiras semanas de uso e costumam ser leves e temporários, sendo eles:

    • Náuseas;
    • Dor de estômago;
    • Gases;
    • Constipação;
    • Diarreia;
    • Azia;
    • Sensação de estufamento.

    Os sintomas normalmente diminuem à medida que o corpo se adapta, mas ainda é importante manter o acompanhamento médico e relatar qualquer desconforto, já que o ajuste da dose ou a mudança na forma de administração podem amenizar os efeitos.

    3. É possível manter os resultados após parar o uso?

    Sim, mas depende do estilo de vida adotado durante o tratamento. O medicamento ajuda a controlar o apetite e criar novos hábitos, mas, ao suspender o uso, o corpo tende a retomar o comportamento anterior se não houver uma reeducação alimentar sólida.

    Para manter o peso, é preciso continuar com uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico. Alguns profissionais também recomendam uma transição gradual para evitar o “efeito rebote”.

    4. O uso de canetas de GLP-1 substitui dieta e exercícios?

    Não! O remédio deve ser visto como um apoio no processo de emagrecimento, mas não substitui a importância de uma alimentação equilibrada e da prática regular de atividades físicas.

    A combinação entre remédio, dieta e exercício é o que garante resultados mais saudáveis. Sem isso, o corpo tende a recuperar todo o peso perdido assim que o tratamento termina.

    5. O que comer durante o tratamento com agonistas de GLP-1?

    Durante o uso de canetas emagrecedoras, a prioridade é comer alimentos leves, nutritivos e de fácil digestão. Uma ideia é montar pratos equilibrados com proteínas magras (frango, peixe, ovos), carboidratos integrais (arroz integral, quinoa, batata-doce) e vegetais variados.

    As refeições devem ser pequenas, fracionadas e distribuídas ao longo do dia para evitar enjoo e garantir energia constante.

    6. Quais alimentos evitar durante o uso de canetas emagrecedoras?

    O recomendado, durante e após o tratamento, é evitar o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, alimentos ultraprocessados e frituras. Também é bom limitar o consumo de doces e carboidratos simples, que podem causar picos de glicemia e atrapalhar o controle do apetite.

    O ideal é priorizar comidas naturais, ricas em fibras e proteínas, que sustentam por mais tempo e protegem a massa magra.

    Confira: 6 dicas para quem está começando a usar canetas emagrecedoras

  • Proteína demais faz mal aos rins? O que a ciência sabe até agora 

    Proteína demais faz mal aos rins? O que a ciência sabe até agora 

    O aumento da popularidade das dietas com muita proteína (hiperproteicas) trouxe muitos benefícios para algumas pessoas, especialmente aquelas que buscam emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora da composição corporal. Ao mesmo tempo, também surgiu uma preocupação frequente: será que consumir proteína demais pode prejudicar os rins?

    A resposta não é tão simples quanto parece. Em pessoas com rins saudáveis, o consumo elevado de proteína geralmente não causa danos renais significativos. Já em indivíduos com doenças renais ou fatores de risco para problemas nos rins, os cuidados precisam ser maiores. Entender como os rins lidam com as proteínas ajuda a esclarecer essa dúvida tão comum.

    Qual a função das proteínas no organismo

    As proteínas são nutrientes essenciais para diversas funções do corpo. Entre suas principais funções estão:

    • Construção muscular;
    • Reparação dos tecidos;
    • Produção de enzimas;
    • Produção de hormônios;
    • Funcionamento do sistema imunológico.

    Sem uma ingestão adequada de proteínas, o organismo não consegue realizar diversos processos importantes para manter a saúde em dia.

    Como os rins participam do metabolismo das proteínas

    Depois que as proteínas são digeridas e utilizadas pelo organismo, são produzidos resíduos nitrogenados que precisam ser eliminados.

    Essa tarefa é realizada pelos rins. Por isso, quanto maior o consumo de proteína, maior tende a ser o trabalho renal para filtrar essas substâncias. Esse aumento da atividade dos rins faz parte de um mecanismo fisiológico normal.

    Em pessoas saudáveis, proteína faz mal aos rins?

    Na maioria das pessoas com função renal normal, o consumo aumentado de proteína não costuma provocar dano renal significativo. Os rins são capazes de se adaptar ao aumento da carga de trabalho.

    No entanto, especialistas ainda discutem os possíveis efeitos de dietas extremamente hiperproteicas mantidas por muitos anos, especialmente quando não existe acompanhamento profissional adequado.

    Quem precisa ter mais cuidado

    Alguns grupos merecem atenção especial quando o assunto é consumo elevado de proteínas.

    1. Pessoas com doença renal

    Quem já apresenta alterações na função dos rins pode ter piora da doença com excesso de proteína. Nesses casos, a quantidade consumida deve ser definida individualmente pelo médico e pelo nutricionista.

    2. Pessoas com diabetes ou pressão alta

    Essas condições aumentam o risco de doença renal ao longo da vida. Por isso, o consumo exagerado de proteína merece avaliação mais cuidadosa.

    3. Pessoas predispostas a cálculos renais

    Dietas muito hiperproteicas podem aumentar o risco de formação de cálculos em alguns indivíduos predispostos.

    Quanto é considerado excesso de proteína?

    Não existe um único valor que sirva para todas as pessoas. A necessidade diária depende de fatores como:

    • Peso corporal;
    • Idade;
    • Nível de atividade física;
    • Objetivos individuais;
    • Presença de doenças.

    De modo geral:

    • Pessoas sedentárias costumam precisar de menos proteína;
    • Atletas e praticantes de musculação frequentemente necessitam de quantidades maiores.

    Dietas muito acima das necessidades habituais, principalmente por períodos prolongados e sem orientação profissional, costumam ser consideradas excessivas. Por isso, o acompanhamento nutricional é importante para garantir equilíbrio entre os nutrientes e adequação às características de cada pessoa.

    Dietas hiperproteicas podem causar outros efeitos?

    Além das discussões sobre saúde renal, dietas com proteína em excesso podem estar associadas a outros efeitos.

    Veja alguns deles:

    • Desidratação;
    • Sobrecarga digestiva;
    • Aumento do ácido úrico;
    • Alterações gastrointestinais.

    A ocorrência desses efeitos depende da intensidade da dieta, da hidratação e das características individuais de cada pessoa.

    Tomar whey protein faz mal aos rins?

    Em pessoas saudáveis, o uso adequado de suplementos proteicos, como o whey protein, geralmente não provoca danos aos rins.

    Por outro lado:

    • O consumo excessivo e sem necessidade deve ser evitado;
    • Pessoas com doença renal precisam de avaliação médica antes de iniciar suplementação.

    O mais importante é considerar a quantidade total de proteína consumida ao longo do dia, e não apenas o suplemento isoladamente.

    Como saber se os rins estão sendo afetados

    Muitas alterações renais iniciais não causam sintomas. Na verdade, manifestações como redução da quantidade de urina costumam aparecer apenas quando a função renal já está mais comprometida. Por isso, os exames laboratoriais são fundamentais.

    Os principais exames utilizados para avaliar a saúde dos rins são:

    • Creatinina;
    • Ureia;
    • Taxa de filtração glomerular;
    • Exame de urina.

    Esses exames ajudam a identificar alterações precoces da função renal.

    Como consumir proteína de forma segura

    Algumas medidas ajudam a garantir uma ingestão adequada e segura.

    Entre elas:

    • Evitar exageros;
    • Manter boa hidratação;
    • Ajustar o consumo às necessidades individuais;
    • Buscar orientação profissional em dietas hiperproteicas;
    • Realizar acompanhamento periódico quando necessário.

    O equilíbrio continua sendo uma das principais recomendações para uma alimentação saudável.

    Quando procurar avaliação médica

    É recomendável buscar orientação profissional quando houver:

    • Doença renal prévia;
    • Diabetes;
    • Pressão alta;
    • Uso frequente de suplementos proteicos;
    • Alterações em exames renais.

    Nessas situações, a avaliação individualizada é importante para determinar a quantidade adequada de proteína.

    Veja também: Energia para treinar: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo

    Perguntas frequentes sobre excesso de proteína e rins

    1. Excesso de proteína sempre faz mal aos rins?

    Não. Em pessoas com rins saudáveis, o consumo aumentado de proteína geralmente não provoca dano renal significativo.

    2. Quem tem doença renal pode consumir muita proteína?

    Não. Pessoas com doença renal precisam de acompanhamento médico e nutricional para ajustar a ingestão proteica.

    3. Whey protein prejudica os rins?

    Em pessoas saudáveis, o uso adequado normalmente não causa problemas renais.

    4. Dietas hiperproteicas podem causar desidratação?

    Podem aumentar a necessidade de ingestão de líquidos, tornando a hidratação ainda mais importante.

    5. Como saber se meus rins estão funcionando bem?

    Exames como creatinina, ureia, taxa de filtração glomerular e exame de urina ajudam a avaliar a função renal.

    6. Atletas precisam consumir mais proteína?

    Sim. Pessoas que praticam atividade física intensa geralmente possuem necessidades proteicas maiores.

    7. Quando devo procurar um médico antes de aumentar o consumo de proteína?

    Quando houver doença renal, diabetes, hipertensão, alterações nos exames ou uso frequente de suplementos.

    Veja também: Não é só whey: veja outras proteínas boas para colocar na dieta

  • Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Os pés sustentam o peso do corpo todos os dias, sendo uma região que convive constantemente com pressão, atrito e impacto.

    O calcanhar, em especial, tende a ter uma sobrecarga maior durante a caminhada, ao ficar muito tempo em pé e até pelo uso de determinados tipos de calçados. Por isso, como mecanismo de proteção, a pele pode ficar mais espessa e endurecida para tentar reduzir os danos causados pelo atrito diário.

    Mas, quando há excesso de ressecamento e falta de cuidados, o calcanhar também pode perder elasticidade, ficar áspero e desenvolver rachaduras que, além do desconforto estético, podem causar dor e sangramentos. Vamos entender mais, a seguir.

    O que pode causar o calcanhar ressecado e grosso?

    O calcanhar ressecado e grosso, quadro conhecido como hiperqueratose, acontece quando a camada externa da pele se funde e endurece para se proteger.

    Se a região não receber os cuidados certos, a falta de elasticidade faz a pele se romper, causando rachaduras que podem ser dolorosas. Entre as principais causas, é possível destacar:

    1. Falta de hidratação na região

    Ao contrário de outras partes do corpo, a pele dos pés não possui glândulas sebáceas, responsáveis pela produção da oleosidade natural. A região conta apenas com glândulas sudoríparas, que produzem suor. Sem a aplicação regular de cremes específicos, a pele perde água com mais facilidade, ficando ressecada e endurecida.

    2. Uso frequente de calçados abertos ou inadequados

    Os chinelos, as sandálias e os tamancos deixam o calcanhar mais exposto e sem o suporte adequado durante a caminhada. A cada passo, a região sofre uma pressão constante e acaba se expandindo para os lados, aumentando o atrito contra o solo.

    Sem a proteção e a sustentação que um calçado fechado oferece, a pele reage criando uma camada mais grossa como forma de defesa natural. O hábito de andar descalço com frequência também pode provocar o mesmo efeito, principalmente em superfícies ásperas e secas.

    3. Longos períodos em pé ou excesso de peso

    Os longos períodos em pé ao longo do dia e o excesso de peso aumentam de forma significativa a pressão exercida sobre os pés, especialmente sobre os calcanhares.

    Como resposta à sobrecarga contínua, o organismo estimula uma produção maior de queratina, fazendo com que a pele da sola dos pés fique progressivamente mais espessa, rígida e ressecada.

    4. Banhos muito quentes e demorados

    Os banhos muito quentes e demorados também podem contribuir bastante para o ressecamento dos pés, porque a água em temperaturas elevadas remove a camada natural de proteção da pele, que ajuda a preservar a hidratação da região.

    Como os pés já possuem uma tendência natural ao ressecamento, a perda de proteção faz com que a pele fique ainda mais sensível, áspera e com aquele aspecto esbranquiçado bastante comum nos calcanhares ressecados.

    5. Doenças e condições de saúde subjacentes

    Em alguns casos, existem condições que podem interferir na circulação sanguínea, na renovação celular ou na capacidade natural da pele de manter a hidratação. Como consequência, o calcanhar pode ficar não apenas mais seco e grosso, mas também mais sensível, descamativo e propenso ao surgimento de rachaduras profundas. São elas:

    • Diabetes: os danos nos nervos periféricos, conhecidos como neuropatia diabética, podem reduzir a transpiração natural dos pés, deixando a pele extremamente seca e mais vulnerável ao aparecimento de fissuras e rachaduras;
    • Problemas na tireoide, como o hipotireoidismo: a redução dos hormônios tireoidianos desacelera o metabolismo e diminui a atividade das glândulas responsáveis pela hidratação natural da pele, favorecendo o ressecamento;
    • Psoríase e o eczema: as doenças inflamatórias crônicas da pele podem causar descamação intensa, vermelhidão, irritação e o acúmulo de pele mais grossa na região dos pés e calcanhares.

    Quando o ressecamento é muito intenso, surgem rachaduras frequentes, dor, descamação persistente ou alterações na sensibilidade dos pés, pode ser necessário buscar uma avaliação médica para identificar a causa correta e indicar o tratamento mais adequado.

    O que fazer para tirar o grosso do calcanhar?

    Para reduzir o aspecto grosso e ressecado do calcanhar, o mais importante é manter uma rotina contínua de hidratação e cuidados suaves com a pele.

    Como o espessamento acontece como uma forma de proteção contra o atrito e a pressão, remover toda a pele endurecida de uma vez pode acabar causando sensibilidade, dor e até mais rachaduras. Algumas dicas incluem:

    Faça um escalda-pés com esfoliação (1 a 2 vezes por semana)

    O calor ajuda a amolecer a queratina acumulada, facilitando a remoção da pele morta de forma suave. Para fazer o escalda-pés, basta mergulhar os pés em uma bacia com água morna por 10 a 15 minutos. Você pode adicionar um pouco de sabonete líquido ou óleo essencial de amêndoas na água, se quiser.

    Logo após o molho, use um esfoliante caseiro (como açúcar com óleo de coco) ou uma lixa de pés suave para massagear a região em movimentos circulares.

    Importante: nunca use lixas de metal, lâminas ou raladores de pé. Remover a pele de forma agressiva ou em excesso faz o cérebro entender que a região sofreu uma agressão grave. O resultado é o efeito rebote: o corpo produces ainda mais queratina e o calcanhar fica duas vezes mais grosso em poucos dias.

    Use cremes hidratantes com ativos queratolíticos

    Em alguns casos, os cremes hidratantes comuns de corpo podem não ser suficientes para tratar o calcanhar grosso. Nesse caso, pode ser necessário usar cremes específicos para os pés que contenham ativos capazes de quebrar as ligações das células mortas (ação queratolítica) e reter água, como:

    • Ureia (concentração entre 10% e 20%): é um ativo que penetra nas camadas mais profundas, hidrata e descama suavemente a pele grossa;
    • Ácido salicílico: que ajuda a afinar a camada da pele e a remover as células mortas de forma gradual;
    • Lanolina e vaselina: que são excelentes para aplicar antes de dormir, pois criam uma barreira física que impede a água de sair da pele.

    A aplicação deve ser feita de forma contínua, principalmente após o banho e antes de dormir, momento em que a pele costuma absorver melhor os ativos hidratantes. Uma dica é usar meias de algodão logo após a aplicação do creme, o que ajuda a manter a hidratação por mais tempo durante a noite.

    Evite andar descalço ou com sapatos abertos

    Durante o tratamento do calcanhar ressecado e grosso, o ideal é dar preferência a sapatos fechados com meias ou a sandálias que ofereçam um bom amortecimento na região do calcanhar. Isso ajuda a reduzir o atrito e a pressão excessiva sobre os pés, diminuindo o estímulo constante que faz a pele engrossar como mecanismo de proteção.

    Evite arrancar a pele solta com as mãos

    A tentativa de puxar, arrancar ou cortar a pele ressecada dos pés pode acabar causando pequenos machucados e fissuras que facilitam a entrada de bactérias e fungos. Além de aumentar o risco de infecções, o hábito também pode deixar a região mais sensível e favorecer o surgimento de rachaduras ainda mais profundas e dolorosas.

    Quando existe um excesso de pele endurecida, o ideal é investir em hidratação contínua e em uma remoção suave e gradual.

    Seque muito bem os pés após o banho

    A umidade acumulada nos pés, principalmente entre os dedos, cria um ambiente favorável para irritações, proliferação de fungos e desenvolvimento de micoses. Depois do banho, o ideal é secar os pés com cuidado e atenção, utilizando uma toalha macia e sem esfregar a pele com força para não aumentar a sensibilidade da região.

    Como prevenir o ressecamento dos pés?

    Como os pés convivem com atrito e pressão no dia a dia, o ideal é Adotar alguns cuidados simples de hidratação e proteção, como:

    • Hidrate os pés diariamente com cremes específicos, principalmente após o banho e antes de dormir;
    • Evite banhos muito quentes e demorados, já que a água quente favorece o ressecamento da pele;
    • Use calçados confortáveis e com bom suporte para reduzir o atrito e a pressão sobre o calcanhar;
    • Evite andar descalço com frequência, principalmente em pisos ásperos e secos;
    • Beba água ao longo do dia para ajudar na hidratação da pele de dentro para fora;
    • Faça esfoliações suaves ocasionalmente para remover o excesso de células mortas sem agredir a pele;
    • Seque bem os pés após o banho, especialmente entre os dedos, para evitar irritações e micoses;
    • Observe sinais persistentes, como dor, rachaduras profundas e ressecamento intenso que não melhora com os cuidados básicos.

    Quando ir ao médico?

    Se mesmo após duas semanas de hidratação intensa o calcanhar continuar muito grosso, se houver rachaduras profundas que sangram ou se você sentir dor ao pisar, é fundamental buscar ajuda profissional.

    O podólogo pode realizar o desbastamento seguro da pele (com aparelhos adequados) e o dermatologista pode avaliar se há alguma infecção por fungos ou psoríase associada.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

    Perguntas frequentes

    1. Por que o calcanhar fica branco e descamando?

    O aspecto esbranquiçado é o sinal inicial de desidratação extrema e acúmulo de células mortas (queratina). Sem água e óleo natural, a pele perde a aderência entre suas camadas e começa a descamar e a esfarelar.

    2. Usar lixa no pé piora o calcanhar grosso?

    Sim, se for usada em excesso ou com muita força. Quando você lixa o pé agressivamente, o organismo entende que a região sofreu uma agressão mecânica e ativa um mecanismo de defesa conhecido como efeito rebote, produzindo ainda mais queratina e deixando a pele duas vezes mais grossa.

    3. Qual a diferença entre pele grossa e micose no calcanhar?

    O engrossamento comum é causado por atrito e falta de hidratação. Já a micose costuma causar descamação fina, coceira intensa, vermelhidão e pode apresentar um odor desagradável. Se houver coceira, o ideal é consultar um dermatologista.

    4. Passar limão no calcanhar ajuda a clarear e afinar?

    Não é recomendado. O limão contém ácido cítrico que pode causar queimaduras químicas graves e manchas escuras persistentes (fitofotodermatose) se a pele for exposta ao sol, mesmo dias após a aplicação. Existem alternativas seguras e testadas, como o ácido salicílico.

    5. Quanto tempo leva para recuperar um calcanhar rachado?

    Com uma rotina rigorosa de hidratação oclusiva noturna e esfoliação suave, as rachaduras superficiais e o aspecto áspero melhoram visivelmente em 7 a 14 dias. Rachaduras profundas que sangram podem levar de 3 a 4 semanas para fechar completamente.

    6. O que fazer quando a rachadura no calcanhar está doendo muito?

    Se houver dor crônica ou sangramento, limpe a região com soro fisiológico, aplique uma pomada cicatrizante e protetora e proteja o local com um curativo limpo e meias. Evite sapatos abertos ou andar descalço até que a ferida feche. Se notar sinais de infecção, como pus, calor local ou vermelhidão que se espalha, procure ajuda médica.

    7. Por que o calcanhar engrossa mais no verão?

    No verão, o uso de calçados abertos (chinelos, rasteirinhas e sandálias) aumenta drasticamente. Como eles não têm as laterais fechadas para segurar a gordura do calcanhar, o impacto do pé contra o chão esparrama a pele para os lados. Além disso, a exposição direta ao calor, vento e poeira acelera a evaporação da umidade natural.

    Leia mais: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Energia para treinar: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Energia para treinar: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Treinar logo cedo exige energia disponível, mas muitas vezes o tempo e o apetite reduzido pela manhã dificultam a escolha da refeição adequada, então o ideal é escolher refeições rápidas. Comer algo antes da atividade física pode ajudar na performance e na recuperação, mas não é algo indispensável, já que muitos treinam em jejum.

    “Quem treina logo cedo não precisa obrigatoriamente comer antes”, enfatiza a nutricionista Serena Del Favero. Segundo ela, tudo depende do objetivo, do tipo de treino e da individualidade.

    Café da manhã pré-treino: o que priorizar?

    A especialista explica que, no café da manhã pré-treino, os carboidratos devem ser a base, já que fornecem combustível imediato (energia) para os músculos, garantindo disposição e intensidade no treino.

    Além disso, as proteínas entram como suporte para reduzir a degradação muscular e fornecer aminoácidos que serão usados no processo de recuperação e síntese proteica após o exercício.

    E as gorduras? Segundo a especialista, elas devem aparecer em pequenas quantidades. “Elas ajudam na saciedade, mas em excesso podem atrasar a digestão”.

    Exemplos de refeições rápidas para quem treina cedo

    Quando o treino acontece cedo, a praticidade é muito importante, por isso refeições rápidas são ideais. A especialista sugere opções leves e equilibradas, que fornecem carboidratos de boa qualidade e proteínas de fácil digestão:

    • Banana com aveia e mel;
    • Iogurte natural com fruta picada;
    • Pão integral com queijo branco ou ovo;
    • Vitamina de fruta com leite ou bebida vegetal;
    • Shake de whey protein com banana;
    • Tapioca recheada com ovo ou frango desfiado;
    • Iogurte com granola.

    Essas combinações ajudam a manter energia sem causar desconforto, sendo ajustáveis conforme o tempo disponível antes do treino.

    Treinar cedo em jejum ou alimentado?

    Quem treina pela manhã pode optar por treinar em jejum caso não consiga fazer uma refeição logo cedo. “A escolha entre treinar alimentado ou em jejum depende do objetivo, da intensidade do treino e da tolerância individual”, diz a nutricionista.

    Treinar em jejum pode ser viável em treinos leves a moderados ou para pessoas bem adaptadas, já que o corpo utiliza estoques de glicogênio e gordura como energia.

    “Porém, em treinos intensos de força ou sessões longas, o jejum pode comprometer a performance e aumentar a degradação muscular”.

    Pessoas que preferem treinar em jejum devem dar uma atenção maior à última refeição do dia anterior, já que esse acaba sendo o seu pré-treino. Nesses casos, é importante fazer refeições completas, com boas fontes de proteínas, carboidratos e gorduras boas.

    Pré-treinos líquidos podem ser a solução

    Se você não gosta de treinar em jejum, mas também não se sente confortável em comer algo, os pré-treinos líquidos são uma ótima alternativa, já que são de fácil digestão.

    “Smoothies, shakes proteicos com fruta ou iogurte batido são boas alternativas, garantindo energia e aminoácidos de forma prática”.

    Apenas evite nesse momento ingerir gorduras e fibras, mesmo que seja apenas uma refeição líquida. Segundo a especialista, ambos podem retardar o esvaziamento gástrico e causar desconforto durante o exercício.

    Leia também: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

    Treino sem queda de energia

    Manter a energia no treino não depende apenas do tipo de alimento. Em treinos curtos, apenas a alimentação pré-treino com boas fontes de carboidratos pode ser suficiente.

    “Em sessões mais longas ou intensas, porém, pode ser necessário incluir reposição durante o exercício para garantir energia contínua e evitar queda de desempenho”, fala a especialista.

    Corredores de longas distâncias, por exemplo, costumam usar géis de carboidrato durante os treinos para manter a energia alta. Mas isso só é realmente necessário em treinos muito longos, o que não costuma ser a recomendação geral para a maioria das pessoas.

    Como resume a nutricionista, o segredo está no equilíbrio: escolher alimentos leves, ricos em carboidratos e proteínas, evitando exageros que atrapalhem a digestão. Assim, mesmo com pouco tempo pela manhã, é possível garantir energia, preservar a massa muscular e manter a qualidade do treino.

    Veja também: Treino na gravidez: por que é importante monitorar a frequência cardíaca?

    Perguntas frequentes

    1. Preciso sempre comer antes de treinar cedo?

    Não. Quem tolera bem o jejum pode treinar sem comer, especialmente em treinos leves. Mas, para treinos de força e intensidade, um pré-treino, mesmo que leve, é recomendado. Aposte nas refeições rápidas.

    2. Como equilibrar os macronutrientes no café da manhã pré-treino?

    A base deve ser carboidratos, acompanhados de proteína magra. A gordura é dispensável nesse momento.

    3. Quais refeições rápidas funcionam melhor no pré-treino?

    Banana com aveia, iogurte com fruta, pão integral com ovo ou queijo, shake de proteína, tapioca com frango ou ovo.

    4. O que fazer se não tenho apetite de manhã?

    Pré-treinos líquidos, como shakes ou smoothies, são boas opções. O jantar do dia anterior também precisa ser reforçado, principalmente para quem treina em jejum.

    5. É melhor escolher comida sólida ou líquida?

    Depende da tolerância e do tempo disponível. As sólidas saciam mais, mas demoram a digerir; líquidas são práticas e rápidas. Ambas podem cumprir o papel, desde que os macronutrientes estejam em equilíbrio.

    6. Como evitar desconfortos gastrointestinais?

    Optando por refeições leves e evitando alimentos ricos em gordura e fibras antes do treino.

    Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

  • 9 frutas com casca comestível que você não deve jogar fora

    9 frutas com casca comestível que você não deve jogar fora

    As cascas das frutas não servem apenas como uma proteção natural e, no dia a dia, você pode aproveitá-las para aumentar o consumo de nutrientes e reduzir o desperdício na cozinha. Para ter uma ideia, as cascas concentram uma quantidade significativa de fibras, vitaminas e antioxidantes essenciais para o bom funcionamento do organismo.

    Mas será que toda fruta pode ser consumida assim? Para garantir o consumo seguro, é preciso saber quais variedades são realmente recomendadas para o consumo e como higienizá-las corretamente para eliminar as impurezas superficiais. Confira!

    Por que você deveria parar de descascar as frutas comestíveis?

    As cascas das frutas possuem uma grande concentração de nutrientes importantes para o organismo. Quando você descasca frutas como a maçã, a pera e a ameixa, por exemplo, acaba perdendo parte das fibras, vitaminas e compostos bioativos que ajudam o corpo a funcionar melhor e fortalecem a imunidade.

    As fibras presentes na casca, como a pectina e a celulose, ajudam a aumentar a saciedade, controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o intestino funcionando bem. Sem a casca, o açúcar da fruta é absorvido mais rapidamente pelo organismo, o que pode aumentar o índice glicêmico da refeição.

    A parte externa das frutas também é rica em antioxidantes, como os polifenóis, as antocianinas e vitaminas como a C e a A. Eles ajudam a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres, contribuindo para a prevenção do envelhecimento precoce e de doenças crônicas.

    Além dos benefícios para a saúde, aproveitar as frutas com casca também ajuda a reduzir o desperdício de alimentos e deixa a alimentação mais sustentável no dia a dia. Afinal, muita coisa que normalmente vai para o lixo ainda pode ser aproveitada de forma simples e saborosa.

    Quais frutas podem ser comidas com casca?

    1. Maracujá

    A casca do maracujá é muito rica em fibras, principalmente a pectina, um tipo de fibra que ajuda a aumentar a saciedade e contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue.

    Apesar da poupa ser a parte mais consumida da fruta, a casca, depois de higienizada e cozida, pode virar farinha, geleia, doce caseiro e até ingrediente para sucos e vitaminas.

    2. Melancia

    A casca da melancia contém fibras, água e compostos antioxidantes que ajudam na hidratação e no funcionamento do organismo. Ela pode ser usada em sucos, conservas, refogados e doces, ficando com uma textura parecida com a do chuchu em algumas receitas.

    Como a melancia já possui uma grande quantidade de água, aproveitar essa parte da fruta também ajuda a criar preparações leves e refrescantes.

    3. Banana

    A casca da banana é uma ótima fonte de fibras, potássio, magnésio e antioxidantes. Apesar de muita gente não ter o costume de consumir, ela pode ser usada em diversas receitas doces e salgadas. Quando cozida ou batida em preparações, a textura fica mais macia e o sabor mais suave.

    A casca funciona muito bem em bolos, panquecas, vitaminas, brigadeiros fit e até em versões de carne vegetal desfiada. Além dos nutrientes, ela ajuda a aumentar a saciedade e contribui para o bom funcionamento do intestino.

    4. Abacaxi

    A casca do abacaxi é muito aromática e concentra boas quantidades de vitamina C e compostos antioxidantes. Em vez de ser descartada, ela pode ser aproveitada para preparar chás, águas saborizadas, sucos e até fermentados naturais.

    O chá da casca do abacaxi, por exemplo, é bastante popular por ser refrescante e ter um sabor naturalmente adocicado. Para completar, o reaproveitamento da casca ajuda a extrair ainda mais sabor da fruta sem aumentar os custos da alimentação.

    5. Laranja

    Com fibras, antioxidantes e óleos essenciais naturais que dão aroma e sabor para diferentes receitas, a casca da laranja pode ser usada em raspas para bolos, caldas, doces, chás e até em preparações salgadas. A parte branca da casca, que é comum evitar por ser mais amarga, também contém compostos importantes para a saúde.

    Além de ajudar na digestão, os antioxidantes presentes na casca auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres.

    6. Mamão

    Como o mamão já é conhecido pelo auxílio ao funcionamento intestinal, consumir a fruta de forma integral pode aumentar ainda mais a quantidade de fibras ingeridas na alimentação.

    A casca pode ser aproveitada principalmente em vitaminas e preparações batidas, já que possui uma textura macia e fácil de incorporar nas receitas. Ela costuma ficar bem suave quando combinada com outras frutas, especialmente banana e laranja.

    7. Pera

    A pera é uma fruta que praticamente já vem pronta para ser consumida com casca, porque a camada externa é fina e concentra uma boa quantidade de fibras e antioxidantes importantes para a saúde. Quando a fruta é descascada, parte dos nutrientes acaba sendo perdida, principalmente aqueles relacionados à saciedade e ao bom funcionamento intestinal.

    A casca também ajuda a diminuir a velocidade de absorção do açúcar natural da fruta, tornando a digestão mais equilibrada. Como o sabor da pera é suave, a presença da casca quase não interfere na experiência de consumo.

    8. Kiwi

    Apesar da aparência diferente e da textura mais áspera, a casca do kiwi pode ser consumida normalmente e possui uma boa concentração de fibras e vitamina C. Uma dica é esfregar a superfície da fruta antes de comer para deixar os pelos mais discretos e melhorar a textura na boca.

    Quando consumido inteiro, o kiwi oferece um aproveitamento nutricional ainda maior, principalmente para quem deseja aumentar a ingestão de fibras sem precisar recorrer a suplementos. O contraste entre a casca e a polpa deixa o sabor mais intenso e levemente ácido.

    9. Pêssego

    A casca do pêssego concentra compostos antioxidantes importantes, além de fibras que ajudam a prolongar a sensação de saciedade depois das refeições.

    Como a pele do pêssego já possui uma textura macia e fina, você pode consumir a fruta inteira naturalmente. Os pigmentos presentes na casca ajudam na proteção celular e fazem parte dos compostos responsáveis pela coloração característica da fruta.

    Como higienizar corretamente as frutas para comer com casca?

    A água corrente sozinha não consegue eliminar completamente bactérias, vírus e parasitas que podem ficar na superfície dos alimentos, então é importante fazer a sanitização com uma solução clorada adequada. Veja o passo a passo:

    • Passo 1: Lave as frutas uma por uma em água corrente para remover resíduos de terra, poeira e outras impurezas. Em frutas com casca mais resistente, como melão, laranja e abacaxi, vale usar uma escova de cerdas macias reservada apenas para a higienização dos alimentos;
    • Passo 2: Em uma bacia limpa, misture 1 colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água. A água sanitária deve conter apenas hipoclorito de sódio entre 2% e 2,5% na composição, sem perfume ou outros aditivos;
    • Passo 3: Coloque as frutas na solução e deixe tudo completamente submerso por cerca de 10 a 15 minutos. O tempo é importante para que o cloro consiga agir de forma adequada contra os microrganismos presentes na superfície dos alimentos;
    • Passo 4: Depois do molho, enxágue bem as frutas em água corrente potável para remover qualquer resíduo da solução sanitizante;
    • Passo 5: Deixe as frutas secarem naturalmente ou utilize papel-toalha ou um pano limpo e seco. Guardar frutas úmidas na geladeira pode acelerar o apodrecimento e diminuir a durabilidade dos alimentos.

    Importante: o vinagre não substitui a sanitização correta e pode até ajudar a soltar sujeiras e pequenos resíduos, mas não possui ação suficiente para eliminar bactérias, vírus e parasitas de forma eficaz. Por isso, o uso da solução clorada continua sendo a forma mais segura de higienizar frutas, verduras e legumes antes do consumo.

    Leia mais: Vai começar dieta? Veja quais são as mais saudáveis

    Perguntas frequentes

    1. A casca do kiwi realmente pode ser comida? Ela tem pelos!

    Sim, é perfeitamente comestível. Os pelinhos podem causar uma textura estranha no início, mas a casca do kiwi é riquíssima em fibras e vitamina E. Se o aspecto incomodar, você pode esfregar a fruta debaixo da água com uma escovinha para remover o excesso de pelos antes de comer.

    2. Lavar a fruta remove 100% dos agrotóxicos?

    Não. A lavagem correta com água e a fricção removem parte dos resíduos que ficam na superfície (externos), mas alguns defensivos agrícolas são sistêmicos, ou seja, são absorvidos pela planta e vão para o interior da polpa.

    3. Qual é a principal vantagem das fibras da casca?

    Geladas melhoram o trânsito intestinal, aumentam a sensação de saciedade (ajudando no controle do peso) e fazem com que o açúcar da fruta (frutose) seja absorvido de forma mais lenta pelo sangue, evitando picos de insulina.

    4. Podemos comer a casca de frutas cítricas, como laranja e limão?

    Comer a casca pura é difícil pelo sabor amargo e textura dura, mas as raspas (zest) da superfície da casca do limão e da laranja são riquíssimas em óleos essenciais aromáticos e ótimas para temperar pratos, bolos e doces. Apenas evite raspar a parte branca, que é a que amarga.

    5. É verdade que a casca da manga pode ser comida?

    Sim, mas com cautela. A casca da manga é comestível e rica em antioxidantes, porém ela contém uma substância chamada urushiol, que é a mesma encontrada na hera venenosa. Em algumas pessoas mais sensíveis, mastigar a casca da manga pode causar dermatite ou pequenas reações alérgicas ao redor da boca.

    6. Crianças pequenas podem comer frutas com casca?

    A partir do momento em que a criança já mastiga bem (geralmente por volta de 1 ano ou mais, dependendo do desenvolvimento), ela pode comer. Para bebês na introdução alimentar, o ideal é oferecer sem casca ou muito bem picada/raspada para evitar o risco de engasgo, já que a casca pode grudar no céu da boca.

    7. Por que algumas pessoas sentem gases ou estufamento ao comer frutas com casca?

    Isso acontece por causa do alto teor de fibras insolúveis presentes na casca. Se o corpo não está acostumado a uma dieta rica em fibras, ou se você bebe pouca água, o sistema digestivo pode trabalhar mais devagar, gerando fermentação, gases e desconforto abdominal. O ideal é aumentar o consumo de água junto com as frutas.

    Leia mais: 9 benefícios do abacaxi para a saúde (e como incluir na rotina)

  • Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

    Quando o assunto é boa alimentação, é comum ter dúvidas de como montar um prato saudável. Afinal, ele precisa garantir energia, saciedade e todos os nutrientes que o corpo precisa ao longo do dia. E isso vale para todas as refeições — do café da manhã ao jantar, passando pelos lanches e até as bebidas que acompanham a comida.

    Na verdade, isso é mais simples do que parece: o segredo está em organizar bem os grupos alimentares, variar os ingredientes e dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. Para esclarecer como aplicar isso na prática do dia a dia, conversamos com a nutróloga Flávia Pfeilsticker. Confira!

    O que significa ter um prato saudável?

    Um prato saudável e equilibrado é aquele que fornece ao corpo os nutrientes necessários na medida certa. Não existe alimento sozinho capaz de suprir tudo o que precisamos, logo, a base está na combinação.

    Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos, tubérculos, ovos, carnes, peixes e leite. Os alimentos devem ser combinados de maneira que ofereçam todos os nutrientes que o corpo precisa:

    • Carboidratos complexos: arroz integral, batata, mandioca, inhame, milho, pães e massas integrais;
    • Proteínas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, ovos, carnes magras, frango, peixe;
    • Verduras e legumes: fonte de vitaminas, minerais e fibras;
    • Frutas: ricas em fibras, vitaminas e antioxidantes;
    • Gorduras boas: azeite de oliva, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e sementes (linhaça, chia, gergelim).

    “O equilíbrio vem não só da quantidade, mas também da qualidade dos alimentos escolhidos: carboidratos preferencialmente integrais, proteínas magras, gorduras boas e uma boa dose de vegetais coloridos”, complementa a nutróloga Flávia Pfeilsticker.

    É possível montar um prato saudável sem gastar muito?

    De acordo com Flávia, é totalmente possível montar um prato saudável com alimentos acessíveis e baratos. “Arroz, feijão, ovos, hortaliças da estação, frutas simples como banana e laranja, e azeite em pequenas quantidades já formam a base de uma alimentação nutritiva. A chave está em variar os alimentos ao longo da semana e evitar ultraprocessados”, explica a especialista.

    Na prática, isso significa apostar nos alimentos do dia a dia, comuns na mesa dos brasileiros, que são nutritivos e geralmente mais baratos. Comprar em feiras, sacolões e escolher produtos da safra ajuda a gastar menos e ainda garante variedade no prato.

    Confira: Qual a diferença entre nutricionista e nutrólogo?

    Como montar um prato saudável nas refeições?

    Café da manhã

    O café da manhã é considerado por muitos a refeição mais importante do dia, porque repõe a energia depois de horas de jejum. Quem costuma pular a refeição pode sentir queda de energia, dificuldade de concentração e fome exagerada ao longo do dia.

    Ele não precisa ser grande ou cheio de produtos industrializados, mas deve incluir carboidratos, proteínas e gorduras boas, presentes em alimentos como:

    • Pães integrais, aveia, tapioca, cuscuz;
    • Ovos mexidos, queijo branco, iogurte natural;
    • Banana, mamão, abacaxi, morango;
    • Castanhas, sementes ou um fio de azeite no pão.

    Almoço

    O almoço costuma ser a refeição mais completa do dia, fornece energia para a segunda metade do dia e, muitas vezes, concentra a maior variedade de alimentos. Para organizar o prato de forma prática e saudável, existe uma técnica bem simples, conhecida como “prato saudável”.

    A ideia é dividir visualmente o prato em quatro partes, garantindo equilíbrio entre nutrientes:

    • ½ do prato com vegetais: verduras e legumes crus ou cozidos, como alface, tomate, cenoura, abobrinha e brócolis;
    • ¼ do prato com proteínas: frango, peixe, carne magra, ovos ou leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico;
    • ¼ do prato com carboidratos de qualidade: arroz integral, batata, mandioca, macarrão integral, quinoa.

    De acordo com Flávia, as gorduras devem estar presentes em pequenas quantidades, mas diariamente, por meio de fontes saudáveis. A divisão é simples, mas traduz o equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras.

    Outra dica interessante é apostar em temperos naturais! “Alho, cebola, ervas frescas, cúrcuma, gengibre e especiarias não só dão sabor como também oferecem compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, reduzindo a necessidade de excesso de sal e melhorando a qualidade da refeição”, complementa a nutróloga.

    Jantar equilibrado

    O jantar deve ser mais leve que o almoço, mas sem deixar de ser nutritivo. Ele pode seguir a mesma lógica do almoço, só que com porções menores e ingredientes mais fáceis de digerir, como:

    • Verduras e legumes: saladas variadas, sopas, refogados;
    • Carboidratos leves: arroz integral, batata-doce, inhame, cuscuz, quinoa;
    • Proteínas magras: frango desfiado, peixe, ovos, tofu.

    É importante evitar frituras, carnes gordurosas e refeições muito pesadas à noite, porque dificultam a digestão e atrapalham o sono.

    Lanches equilibrados

    Com a rotina corrida, é comum recorrer a salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes durante os lanches, mas é possível ter opções práticas e e um prato mais saudável para incluir entre as refeições, como:

    • Frutas com oleaginosas, como banana e castanhas, maçã e amendoim torrado;
    • Iogurte natural com aveia, granola ou mel;
    • Sanduíche natural: pão integral com queijo branco e tomate;
    • Pipoca caseira: feita na panela, com pouco óleo e sal.

    Uma dica é ter sempre algumas opções à mão. Carregar uma fruta ou um mix de castanhas na bolsa evita recorrer a alimentos ultraprocessados.

    Quais bebidas posso tomar durante a refeição?

    Água deve ser sempre a primeira escolha, seguida de sucos naturais sem açúcar e chás não adoçados, como camomila ou hortelã. Durante as principais refeições, o ideal é consumir pequenas quantidades de líquidos, já que o excesso pode atrapalhar a digestão e até aumentar a ingestão calórica.

    Vale também ficar atento ao que evitar: refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos industrializados e outras opções ricas em açúcar.

    Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Erros mais comuns ao montar um prato saudável

    Alguns deslizes no dia a dia podem comprometer a qualidade da refeição, como:

    • Exagerar em um grupo alimentar, normalmente carboidratos;
    • Deixar de lado os vegetais;
    • Usar proteínas em excesso;
    • Consumir muito pouco;
    • Uso excessivo de frituras e temperos industrializados.

    De acordo com a nutróloga Flávia Pfeilsticker, um erro frequente é acreditar que saudável é sinônimo de restrição — quando, na verdade, equilíbrio significa diversidade e moderação.

    “Manter uma alimentação equilibrada é essencial para a prevenção de doenças e para o bom funcionamento do organismo. Uma dieta adequada ajuda a controlar peso, glicemia, colesterol, pressão arterial e até processos inflamatórios. Além disso, fornece energia de forma estável ao longo do dia, melhora o sistema imunológico e reduz o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares”, finaliza a especialista.

    Leia também: 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    Perguntas frequentes sobre prato saudável

    Preciso comer salada em todas as refeições?

    Não é obrigatório em todas, mas é altamente recomendado. Verduras e legumes fornecem fibras, vitaminas e minerais essenciais que ajudam na digestão e na prevenção de doenças. Mesmo no café da manhã e nos lanches, é possível incluir vegetais em omeletes, sucos verdes ou até sanduíches naturais.

    Qual é a importância do arroz com feijão?

    O arroz com feijão é uma das combinações mais completas da alimentação brasileira. Enquanto o arroz fornece carboidratos e alguns aminoácidos, o feijão complementa com proteínas, fibras e ferro. Juntos, formam uma refeição que sustenta, é acessível e tem alto valor nutricional, sendo reconhecida como base saudável pelo próprio Guia Alimentar para a População Brasileira.

    Preciso cortar carboidratos para ter uma alimentação saudável?

    Não. Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo e não devem ser cortados sem necessidade. O que importa é escolher versões de melhor qualidade, como arroz integral, batata-doce, mandioca ou aveia, e equilibrar a quantidade no prato. Cortar carboidratos por completo pode levar à falta de energia e até a desequilíbrios nutricionais.

    Frutas entram no prato equilibrado ou só como sobremesa?

    As frutas podem ser consumidas como parte da refeição (em saladas, acompanhando pratos salgados ou até em preparações culinárias) ou como sobremesa natural, substituindo doces industrializados.

    O importante é que elas estejam presentes diariamente, já que fornecem fibras, vitaminas e antioxidantes que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, proteger as células contra o envelhecimento precoce e melhorar o funcionamento do intestino.

    Preciso comer sempre no mesmo horário?

    Não é obrigatório ter horários fixos para comer, mas ter regularidade ajuda o corpo a manter um ritmo saudável. Pular refeições pode levar a exageros mais tarde.

    O ideal é respeitar a fome e evitar grandes intervalos sem comer, priorizando três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e lanches leves se necessário.

    É melhor cozinhar em casa ou comprar pronto?

    Sempre que possível, cozinhar em casa é a melhor escolha. Além de mais econômico, permite controlar ingredientes e reduzir o uso de sal, açúcar, óleos e temperos industrializados. Refeições caseiras também mantêm a tradição cultural e fortalecem os laços entre a família.

    Quais temperos são mais saudáveis para usar no dia a dia?

    Prefira temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas (coentro, salsinha, manjericão), pimentas, açafrão e gengibre. Eles realçam o sabor e trazem benefícios à saúde. Já temperos prontos, como caldos em cubo ou molhos industrializados, são ricos em sódio e aditivos e devem ser evitados.

    Existe uma quantidade ideal de frutas por dia?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia. Isso pode ser alcançado, por exemplo, com duas a quatro porções de frutas e o restante de vegetais distribuídos ao longo das refeições.

    Isso ajuda a garantir uma boa ingestão de fibras, vitaminas e minerais essenciais, que atuam na prevenção de doenças crônicas, fortalecem a imunidade e contribuem para o bom funcionamento do intestino.

    Leia mais: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)