Categoria: Bem-estar

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  • Afinal, é melhor treinar de manhã ou durante a noite? 

    Afinal, é melhor treinar de manhã ou durante a noite? 

    Para algumas pessoas, o dia só começa depois do treino matinal antes do trabalho. Já para outros, a atividade física no fim da tarde ou à noite funciona como uma forma de aliviar o estresse acumulado, relaxar a mente e desacelerar depois de horas de trabalho e compromissos.

    Mas afinal, existe um horário considerado ideal para se exercitar? A resposta depende de vários fatores, como o funcionamento do organismo, os objetivos pessoais, a rotina diária e até o nível de energia em determinados períodos do dia. Vamos entender mais, a seguir.

    Como o corpo se comporta em cada período?

    O corpo humano passa por uma série de alterações ao longo do dia, influenciadas pelo ritmo circadiano, que é o relógio biológico interno responsável por regular funções como o sono, o estado de alerta, o metabolismo e a temperatura corporal ao longo de aproximadamente 24 horas.

    Pela manhã, o organismo ainda está despertando: como a temperatura corporal ainda está baixa, é comum sentir certa rigidez muscular ou lentidão no início do treino. Por outro lado, algumas pessoas sentem maior clareza e disposição mental no período, o que facilita a manutenção da rotina.

    Durante a tarde, o corpo normalmente atinge o pico de desempenho físico: com a temperatura corporal mais alta, os músculos ficam naturalmente mais aquecidos e a coordenação motora tende a funcionar melhor. Para muitas pessoas, é o momento ideal para treinos de alta intensidade.

    Já durante a noite, a atividade física costuma ajudar a aliviar o estresse acumulado ao longo do dia, e o corpo ainda pode apresentar boa força e resistência no horário. No entanto, é importante atenção, pois exercícios muito intensos perto da hora de dormir podem deixar algumas pessoas mais agitadas e dificultar o sono.

    O que é melhor, treinar de manhã ou durante a noite?

    O melhor horário para treinar é aquele em que você consegue manter a constância de forma confortável dentro da sua rotina.

    Apesar das vantagens fisiológicas específicas em cada período do dia, elas têm pouca importância quando o treino não consegue ser mantido no longo prazo. Afinal, a regularidade costuma ser muito mais relevante para os resultados do que o horário escolhido.

    Para descobrir qual horário funciona melhor para você, vale considerar três fatores principais:

    1. O seu cronotipo

    O organismo de cada pessoa funciona de uma forma diferente. Enquanto algumas pessoas acordam com mais disposição e energia logo pela manhã, outras rendem melhor no fim da tarde ou durante a noite. Também existem pessoas que apresentam um padrão mais equilibrado ao longo do dia.

    A tentativa de manter treinos muito cedo, quando o corpo funciona melhor em horários mais tardios, pode aumentar o cansaço, a desmotivação e a dificuldade para criar uma rotina consistente.

    2. O seu objetivo

    O horário do treino pode influenciar levemente alguns resultados:

    • Para emagrecimento, os treinos pela manhã podem ajudar algumas pessoas no controle do apetite e no aumento da disposição ao longo do dia;
    • Para ganho de força e massa muscular, o fim da tarde e o começo da noite costumam favorecer um melhor desempenho físico, já que o corpo está mais aquecido e os músculos tendem a responder melhor.

    Apesar disso, a diferença costuma ser pequena quando comparada à regularidade dos treinos, à alimentação e ao descanso.

    3. A sua rotina

    A escolha do melhor horário também depende da organização do dia a dia. O treino pela manhã pode ser ideal para quem prefere realizar a atividade antes dos compromissos e evitar que o cansaço atrapalhe a prática mais tarde. Já o treino à noite costuma funcionar bem para quem gosta de usar a atividade física como forma de aliviar o estresse acumulado ao longo do dia.

    Os exercícios muito intensos perto da hora de dormir, no entanto, podem atrapalhar o sono de algumas pessoas mais sensíveis.

    Benefícios de treinar de manhã

    No início do dia, o treino ajuda o corpo a despertar, melhora a disposição e pode influenciar positivamente o restante da rotina. Entre alguns dos benefícios, é possível destacar:

    • Maior facilidade para manter a rotina: o treino logo cedo reduz as chances de imprevistos atrapalharem a atividade física, como excesso de trabalho, compromissos inesperados ou o cansaço no fim do dia;
    • Sensação de mais disposição ao longo do dia: a atividade física estimula a liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar e à energia, ajudando muitas pessoas a começarem o dia mais despertas e motivadas;
    • Melhora do foco e da produtividade: o exercício pode aumentar o estado de alerta e a concentração, favorecendo o desempenho nas atividades diárias;
    • Ajuda no controle do apetite: alguns estudos sugerem que o treino matinal pode contribuir para uma melhor regulação da fome ao longo do dia, facilitando escolhas alimentares mais equilibradas;
    • Estímulo ao metabolismo: a atividade física aumenta o gasto energético e mantém o corpo mais ativo por algumas horas após o treino;
    • Redução do estresse e melhora do humor: a sensação de missão cumprida logo pela manhã pode ajudar no humor e na forma de lidar com o estresse diário;
    • Possível melhora da qualidade do sono: a prática de exercícios cedo, especialmente com exposição à luz natural, pode ajudar na regulação do relógio biológico e favorecer o sono durante a noite.

    Benefícios de treinar durante a noite

    Depois de cumprir as tarefas do dia, o corpo já está mais desperto, aquecido e preparado para lidar com esforços físicos maiores:

    • Maior rendimento físico: ao longo do dia, a temperatura corporal aumenta naturalmente, favorecendo o desempenho muscular, a flexibilidade e a coordenação motora. Você pode perceber mais força, resistência e disposição nos treinos feitos no fim da tarde ou durante a noite;
    • Alívio do estresse e da ansiedade: a atividade física ajuda na liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina. Após um dia cansativo, o treino pode aliviar a tensão mental, reduzir a irritabilidade e melhorar o humor;
    • Melhor adaptação à rotina: para quem possui manhãs corridas, treinar à noite pode ser mais realista e sustentável. Quando o exercício se encaixa melhor na rotina, as chances de manter a consistência aumentam;
    • Pode favorecer o relaxamento: exercícios moderados ajudam o corpo a reduzir a tensão acumulada durante o dia. Você pode ter a sensação de relaxamento e melhora da qualidade do sono após a prática noturna;
    • Academia menos cheia em alguns horários: dependendo da cidade e do horário, o período noturno pode oferecer ambientes mais tranquilos, facilitando a concentração no treino e reduzindo o tempo de espera nos aparelhos;
    • Mais tempo para alimentação e hidratação: ao contrário dos treinos feitos logo ao acordar, durante a noite normalmente há mais tempo para realizar refeições adequadas ao longo do dia, o que pode melhorar os níveis de energia durante a atividade física.

    Vale lembrar que treinos muito intensos perto da hora de dormir podem atrapalhar o sono em algumas pessoas, especialmente quando feitos com alta carga de estímulo ou consumo de pré-treinos com cafeína.

    O ideal é observar como o próprio corpo reage e ajustar os horários conforme a rotina e o descanso.

    Dicas para adaptar o corpo a um novo horário

    O corpo leva, em média, de duas a três semanas para ajustar completamente suas funções metabólicas e hormonais a uma nova rotina. Veja algumas dicas:

    • Mude o horário em etapas para que o ajuste seja gradual e não gere um choque de fadiga no organismo;
    • Use a luz natural a seu favor abrindo as janelas logo ao acordar para sinalizar ao cérebro que o dia começou;
    • Sincronize suas refeições com o novo turno garantindo que o corpo tenha combustível suficiente nos momentos de maior esforço;
    • Capriche no aquecimento matinal para elevar a temperatura do corpo e lubrificar as articulações que ainda estão rígidas;
    • Crie um ritual de relaxamento após treinar à noite para baixar a adrenalina e não prejudicar o início do sono;
    • Mantenha a regularidade no descanso dormindo e acordando nos mesmos horários até que o novo padrão se torne automático;
    • Respeite o período de adaptação do desempenho aceitando que o corpo pode levar algumas semanas para atingir a força máxima no novo horário.

    Veja também: Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

    Perguntas frequentes

    1. É verdade que treinar de manhã queima mais gordura?

    Sim, alguns estudos indicam que o exercício matinal pode potencializar a oxidação de gordura e melhorar a resposta à insulina ao longo do dia, especialmente se feito antes da primeira refeição.

    2. Treinar à noite pode causar insônia?

    Depende da intensidade. Exercícios muito vigorosos (como HIIT) perto da hora de dormir podem elevar a adrenalina e a temperatura corporal, dificultando o sono. O ideal é terminar o treino pelo menos duas horas antes de deitar.

    3. Qual o melhor horário para quem quer ganhar massa muscular?

    Normalmente o final da tarde ou início da noite, pois é quando a força muscular e a síntese proteica estão no pico, permitindo treinos mais intensos.

    4. Posso treinar em jejum pela manhã?

    Sim, desde que seja uma atividade de intensidade leve a moderada e você não sinta tonturas. Para treinos de força ou alta intensidade, o aporte de carboidratos é recomendado.

    5. Por que sinto mais preguiça de manhã?

    Isso se deve aos baixos níveis de temperatura corporal e ao fato de o corpo ainda estar em transição do estado de repouso (melatonina alta) para o de alerta (cortisol subindo).

    6. Existe algum risco de lesão maior em algum período?

    De manhã o risco é ligeiramente maior se o aquecimento for negligenciado, pois as articulações estão mais rígidas e os músculos mais frios após o sono.

    7. Como o café ajuda no treino matinal?

    A cafeína bloqueia os receptores de adenosina, reduzindo a percepção de esforço e ajudando a despertar o sistema nervoso central mais rapidamente.

    Confira: Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios

  • Rinite: como ter pets em casa sem sofrer com crises de alergia? 

    Rinite: como ter pets em casa sem sofrer com crises de alergia? 

    Espirros frequentes, nariz entupido, coceira e olhos irritados são alguns dos sintomas mais comuns de quem convive com alergias respiratórias. No caso de pessoas que têm pets em casa, os sintomas podem se tornar ainda mais intensos pelo contato frequente com proteínas presentes na saliva, na pele e nos pelos dos animais.

    Mas, com ajustes simples na rotina de limpeza, cuidados específicos com a higiene do pet e adaptações no ambiente, é perfeitamente possível manter o bem-estar e a saúde em dia sem abrir mão da companhia do gatinho ou cachorro. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a alergia aos pets acontece?

    Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a alergia não acontece apenas por causa dos pelos dos animais. Na maioria dos casos, a reação é desencadeada pelas proteínas encontradas na saliva, na urina e nas glândulas sebáceas (óleo da pele) dos animais. Nos gatos, a proteína principal é a Fel d 1, enquanto nos cães são as proteínas Can f 1 e Can f 2.

    Quando o animal se lambe, por exemplo, a saliva fica espalhada nos pelos e no ambiente, facilitando o contato com as substâncias que desencadeiam a alergia.

    Ao entrar em contato com as partículas, o sistema imunológico de uma pessoa sensível as identifica erroneamente como uma ameaça invasora, como se fossem um vírus ou bactéria. Como resultado, o corpo libera a histamina, uma substância responsável por causar a inflamação nas vias aéreas, o que provoca:

    • Coriza e espirros;
    • Lacrimejamento e vermelhidão nos olhos;
    • Coceira na garganta ou na pele;
    • Congestão nasal;
    • Em alguns casos, crises de asma.

    Como essas partículas são muito leves, elas podem permanecer em sofás, cortinas e tapetes por meses, mesmo que o animal não esteja mais no ambiente.

    Como reduzir os alérgenos no ambiente?

    Para reduzir a presença de alérgenos em casa, o recomendado é adotar algumas medidas de limpeza para evitar que as partículas em suspensão voltem a circular no ar:

    1. Use os aspiradores com filtro HEPA

    Diferentemente dos modelos comuns, os aspiradores com filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) conseguem reter até 99,9% das micropartículas, incluindo a caspa dos pets e os ácaros. Os aspiradores tradicionais, em muitos casos, acabam liberando os alérgenos menores novamente no ar por meio da exaustão.

    2. Substitua a vassoura pelo pano úmido

    O uso das vassouras de cerdas secas levanta a poeira e os alérgenos, mantendo as partículas suspensas no ar por várias horas. O ideal é utilizar um mop ou um pano úmido com os produtos de limpeza neutros, que ajudam a prender a sujeira e permitem a remoção sem espalhar as partículas pelo ambiente.

    3. Utilize os purificadores de ar

    Os purificadores de ar equipados com os filtros de alta eficiência podem ajudar na filtragem das partículas que permanecem circulando no ambiente. Os aparelhos são especialmente úteis nos locais onde o pet passa mais tempo, como a sala de estar e os corredores.

    4. Higienize as cortinas e os estofados com frequência

    Os tecidos costumam acumular uma grande quantidade de proteínas alérgenas presentes no ambiente.

    • Cortinas: prefira os modelos de persianas ou os materiais mais fáceis de limpar. Caso utilize as cortinas de tecido, faça a lavagem pelo menos uma vez por mês;
    • Sofás: utilize as capas protetoras que possam ser lavadas semanalmente na máquina com água quente, acima de 60 °C. A alta temperatura ajuda na desnaturação das proteínas presentes na saliva dos animais.

    Além das cortinas e dos sofás, a atenção também deve incluir os tapetes, as almofadas, as mantas e as roupas de cama, já que os tecidos mais grossos tendem a reter uma quantidade maior de pelos, poeira e partículas alergênicas. Se possível, prefira materiais impermeáveis ou de fácil higienização e evite o excesso de itens de tecido espalhados pela casa.

    5. Mantenha os ambientes ventilados

    Ao longo do dia, deixar as janelas abertas para permitir a circulação de ar é importante para renovar o oxigênio e diminuir a concentração de alérgenos dentro de casa. Procure criar correntes de ar pelo menos durante alguns períodos do dia.

    6. Faça uma adaptação na mobília e decoração

    Para conviver bem com pets e minimizar as crises alérgicas, a organização da casa deve priorizar superfícies que não acumulem resíduos e que sejam fáceis de higienizar:

    • Prefira os pisos lisos, como os de cerâmica, porcelanato, madeira ou vinílico, já que os tapetes e os carpetes acumulam muitos pelos e partículas alergênicas;
    • Escolha os móveis com superfícies lisas e poucos detalhes, pois eles acumulam menos poeira e caspa animal;
    • Use as capas laváveis ou os revestimentos sintéticos nos sofás e nas poltronas para facilitar a limpeza dos pelos;
    • Evite os tecidos pesados, como as cortinas grossas, as mantas e as almofadas, porque eles acumulam mais alérgenos;
    • Mantenha os pets fora do quarto e utilize as capas antialérgicas nos colchões e travesseiros para reduzir os alérgenos durante o sono.

    Cuidados que você deve ter com o pet

    Além da limpeza da casa, alguns cuidados com o próprio animal também ajudam a reduzir a quantidade de alérgenos espalhados pelo ambiente e diminuem o risco de crises respiratórias:

    • Faça a escovação do pet todos os dias para remover os pelos soltos e a caspa animal. O ideal é que a escovação seja feita por uma pessoa não alérgica e, de preferência, em um ambiente aberto;
    • Mantenha os banhos regulares para diminuir o acúmulo de saliva, pele morta e sujeira na pelagem do animal. A frequência pode variar entre semanal ou quinzenal, dependendo da orientação do veterinário;
    • Utilize os shampoos hidratantes e converse com o veterinário sobre suplementos, como o Ômega 3, já que uma pele saudável costuma descamar menos;
    • Passe os lenços umedecidos próprios para pets nos pelos e nas patas após os passeios para ajudar na remoção da poeira, do pólen e de outras partículas alergênicas;
    • Mantenha a porta do quarto fechada para evitar a circulação dos pets no dormitório e reduzir o contato com os pelos durante o sono;
    • Lave com frequência as capas dos sofás, as cortinas, as mantinhas e as caminhas do pet, de preferência com água quente, para ajudar na redução das proteínas alergênicas.

    Existem raças de pets hipoalergênicas?

    A resposta é não, não existe nenhum cão ou gato 100% livre de alérgenos, já que todos os animais produzem as proteínas causadoras da alergia na saliva, na urina e na pele. No entanto, existem raças consideradas mais toleráveis para pessoas sensíveis porque possuem características que reduzem a dispersão das substâncias no ambiente.

    No caso dos cães, as raças que não passam por trocas sazonais de pelagem ou que possuem pelos que crescem continuamente, como o Poodle, Shih Tzu, Maltês e o Cão d’Água Português, são as mais indicadas, pois soltam menos pelos e, consequentemente, espalham menos caspa pela casa.

    Já entre os gatos, raças como o Siberiano são famosas por produzirem naturalmente níveis mais baixos da proteína Fel d 1, enquanto o Sphynx (gato pelado) facilita a higiene direta da pele, embora ainda produza a proteína na saliva.

    Quando procurar um médico alergologista?

    É importante procurar um médico alergologista nas seguintes situações:

    • Se você apresenta espirros, coriza ou tosse diariamente, mesmo mantendo o ambiente limpo e o pet bem cuidado;
    • Se a congestão nasal ou a coceira atrapalham o seu descanso, gerando cansaço e irritabilidade durante o dia;
    • O contato constante com alérgenos pode evoluir para quadros respiratórios mais graves, como a asma alérgica;
    • Se você precisa tomar antialérgicos por conta própria com frequência para conseguir conviver com o animal.

    O especialista poderá realizar testes cutâneos ou de sangue para confirmar se o pet é realmente o único gatilho da alergia ou se existem outros fatores, como ácaros e mofo.

    Veja mais: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger

    Perguntas frequentes

    1. É possível deixar de ser alérgico a um pet com o tempo?

    Em alguns casos, ocorre a “dessensibilização natural”, onde o corpo se acostuma com aquele animal específico. No entanto, o mais comum é que a alergia persista ou piore sem o tratamento adequado.

    2. O pelo curto causa menos alergia que o pelo longo?

    Não necessariamente. A alergia é causada por proteínas na pele e saliva. Um animal de pelo curto pode ter uma descamação de pele tão intensa quanto um de pelo longo.

    3. Gatos causam mais alergia do que cachorros?

    Sim. A proteína dos gatos (Fel d 1) é menor, mais leve e mais “pegajosa” que a dos cães, permanecendo no ar por muito mais tempo e grudando com facilidade em tecidos.

    4. Existe algum produto que eu possa passar no pet para reduzir a alergia?

    Sim, existem loções antialérgicas de uso veterinário que, quando aplicadas no pelo do animal, ajudam a neutralizar as proteínas e remover a caspa solta.

    5. Posso usar vassoura de borracha para limpar os pelos?

    A vassoura de borracha é melhor que a comum porque gera estática e “puxa” o pelo sem levantá-lo tanto, mas o pano úmido ainda é a opção mais segura.

    6. Crianças que crescem com pets têm menos chance de ter alergia?

    Estudos indicam que a exposição precoce (nos primeiros anos de vida) a animais pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico e reduzir as chances de desenvolver alergias no futuro.

    7. Posso ter um pet se eu tiver asma?

    Sim, desde que a asma esteja controlada e você siga rigorosamente os protocolos de higiene ambiental e manejo do animal recomendados pelo médico.

    8. Qual é o primeiro passo ao descobrir a alergia?

    Consultar um alergologista para confirmar se o pet é o único gatilho e iniciar um plano de controle ambiental antes de tomar qualquer decisão drástica.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Pessoas otimistas vivem mais? Veja os benefícios para a vida e a saúde mental

    Pessoas otimistas vivem mais? Veja os benefícios para a vida e a saúde mental

    Você se considera uma pessoa otimista? No dia a dia, a forma de enxergar os desafios pode influenciar diretamente a sua saúde mental, os relacionamentos e até a maneira como o corpo responde ao estresse.

    O otimismo não significa ignorar problemas ou fingir que tudo está bem o tempo inteiro. Na verdade, ele envolve a capacidade de acreditar que situações difíceis podem ser enfrentadas e que momentos ruins não duram para sempre.

    De acordo com estudos científicos, cultivar essa mentalidade pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e até aumentar a resiliência diante de traumas. É claro que ele não é igual para todo mundo, mas o olhar mais positivo pode ser desenvolvido aos poucos com pequenas mudanças de comportamento e pensamento.

    O que é o otimismo (e por que não é apenas “pensar positivo”)?

    Na psicologia, o otimismo está relacionado à maneira como cada pessoa interpreta os acontecimentos da vida, especialmente os desafios e as frustrações. Em vez de apenas pensar positivo, o otimismo realista envolve uma maneira mais equilibrada de enxergar as situações.

    Entre algumas características comuns do pensamento otimista, é possível destacar:

    • Enxergar os momentos difíceis como fases passageiras, sem pensar que a vida inteira vai continuar ruim para sempre;
    • Entender que um problema em uma área da vida não significa que tudo está dando errado ao mesmo tempo;
    • Tentar procurar soluções e caminhos possíveis, em vez de acreditar que nada pode melhorar;
    • Reconhecer os próprios erros sem ficar se culpando o tempo inteiro;
    • Conseguir manter a esperança mesmo em períodos mais complicados;
    • Ter mais facilidade para se levantar depois de uma frustração, sem desistir logo no primeiro problema;
    • Valorizar pequenas conquistas do dia a dia, como perceber um progresso aos poucos;
    • Lidar melhor com mudanças, dificuldades e situações estressantes ao longo da vida.

    Vale destacar que o otimismo saudável não deve ser confundido com a positividade tóxica. Ignorar sentimentos como tristeza, luto ou frustração e forçar um sorriso diante de situações graves pode ser prejudicial à saúde mental, causando mais ansiedade e sentimento de culpa.

    Como o otimismo influencia o cérebro?

    O otimismo pode influenciar o cérebro de várias formas, desde o funcionamento das emoções até a maneira como o corpo reage ao estresse. Segundo estudos, pessoas mais otimistas tendem a lidar melhor com situações difíceis e apresentam respostas emocionais mais equilibradas no dia a dia.

    Um dos conceitos mais conhecidos é conhecido como “viés de otimismo”, o que significa que o cérebro humano costuma ter uma tendência natural a acreditar mais em resultados positivos do que negativos. Em pessoas otimistas, algumas áreas do cérebro ligadas às emoções e à motivação funcionam de forma diferente, ajudando a diminuir o impacto emocional do estresse.

    O otimismo também está relacionado à dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, ao prazer e à sensação de recompensa. Quando uma pessoa acredita que algo pode dar certo ou imagina um futuro positivo, o cérebro já começa a liberar dopamina, aumentando a sensação de disposição e esperança.

    Por fim, o otimismo parece ajudar o córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo planejamento, pelo raciocínio e pelo controle das emoções. Na prática, isso pode ajudar a pessoa a enfrentar problemas de forma mais equilibrada, sem agir apenas pelo impulso ou pelo medo.

    Importante: existe uma diferença entre otimismo saudável e otimismo exagerado. O otimismo saudável reconhece os problemas e entende os riscos, mas ainda mantém a esperança e a busca por soluções. Já o otimismo irrealista pode fazer a pessoa ignorar dificuldades importantes e tomar decisões sem avaliar as consequências.

    Principais benefícios do otimismo para a saúde mental

    Os principais benefícios do otimismo para a saúde mental incluem:

    • Menor sensação de estresse no cotidiano;
    • Maior capacidade de enfrentar frustrações e dificuldades;
    • Melhor controle emocional em situações desafiadoras;
    • Redução de pensamentos muito negativos e catastróficos;
    • Maior sensação de motivação e esperança;
    • Mais facilidade para se recuperar emocionalmente após momentos difíceis;
    • Melhor qualidade das relações sociais e afetivas;
    • Mais disposição para manter hábitos saudáveis;
    • Maior cuidado com a própria saúde física e mental;
    • Maior tendência a procurar ajuda e apoio quando necessário.

    Além disso, pessoas mais otimistas costumam desenvolver uma capacidade maior de se adaptar a mudanças, perdas e situações estressantes sem perder completamente o equilíbrio emocional.

    Impactos positivos na saúde física

    Além dos benefícios para a saúde mental, quando você cultiva uma mentalidade mais otimista, o organismo entende que não precisa estar em estado de alerta constante. Isso contribui para:

    • Fortalecimento do sistema imunológico;
    • Redução da pressão arterial;
    • Menor risco de doenças cardíacas;
    • Aumento da expectativa de vida;
    • Recuperação mais rápida de cirurgias;
    • Diminuição das inflamações no corpo;
    • Melhora na qualidade do sono;
    • Redução dos níveis de estresse crônico;
    • Mais disposição para atividades físicas;
    • Menor produção de cortisol no organismo.

    De forma geral, o otimismo atua como um protetor do sistema cardiovascular e imunológico. Enquanto o estresse crônico libera substâncias que agridem as células, a visão positiva favorece a liberação de mediadores químicos que promovem a reparação dos tecidos e o equilíbrio das funções vitais.

    É possível aprender a ser otimista?

    O otimismo pode ser aprendido no dia a dia, devido à capacidade do cérebro de reorganizar, formando novas conexões neurais e alterando sua estrutura funcional em resposta a aprendizados, o que é conhecido como neuroplasticidade.

    Na prática, isso significa que o pessimismo nem sempre faz parte da personalidade da pessoa. Muitas vezes, ele pode ser resultado de hábitos mentais que foram reforçados ao longo da vida e que podem ser modificados aos poucos.

    Para desenvolver a habilidade de forma direta, você pode praticar:

    • Questionar pensamentos negativos automáticos: antes de acreditar imediatamente em um pensamento ruim, tente analisar se existem provas reais daquilo ou se é apenas uma suposição criada pelo medo ou pela ansiedade;
    • Focar em soluções possíveis: diante de um erro ou problema, tente pensar no que pode ser feito para melhorar a situação, em vez de ficar preso apenas na culpa;
    • Evitar generalizações: um problema pontual não define toda a sua vida, sua capacidade ou o seu valor como pessoa;
    • Praticar a gratidão no cotidiano: direcionar a atenção para pequenas coisas positivas do dia ajuda o cérebro a sair do estado constante de preocupação e ameaça;
    • Reconhecer pequenos progressos: perceber evoluções, mesmo que simples, ajuda a fortalecer uma visão mais equilibrada sobre si mesmo e sobre o futuro.

    Com o tempo e a repetição das práticas, o cérebro pode começar a automatizar padrões de pensamento mais saudáveis. Aqui, não é sobre ignorar os problemas ou fingir que tudo está bem, mas desenvolver uma forma mais equilibrada e resiliente de enfrentar as dificuldades.

    Perguntas frequentes

    1. Ser otimista evita a depressão?

    O otimismo atua como um fator de proteção, ajudando a prevenir e a lidar melhor com episódios depressivos, embora não substitua o tratamento médico.

    2. Qual a diferença entre otimismo e positividade tóxica?

    O otimismo aceita emoções negativas e foca na solução, enquanto a positividade tóxica nega o sofrimento e obriga a pessoa a estar feliz o tempo todo.

    3. Pessoas otimistas vivem mais?

    Sim, pesquisas indicam que otimistas têm maior probabilidade de ultrapassar os 85 anos devido ao menor estresse e melhores hábitos de saúde.

    4. Escrever sobre coisas boas ajuda?

    Sim, manter um diário de gratidão treina o cérebro para notar o que funciona, combatendo o viés de negatividade natural do ser humano.

    5. Crianças podem aprender a ser otimistas?

    Sim, pais e educadores podem incentivar as crianças a verem erros como oportunidades de aprendizado em vez de fracassos definitivos.

    6. Quando devo procurar ajuda profissional?

    Se você sente que o pessimismo é paralisante e você não consegue enxergar saída para os problemas, é fundamental buscar um psicólogo ou psiquiatra.

    7. O excesso de otimismo pode ser perigoso?

    Sim, quando se torna “otimismo ingênuo”, a pessoa pode ignorar riscos reais. O ideal é o otimismo estratégico, que espera o melhor, mas se prepara para o pior.

  • Quer começar a correr? Veja se é preciso ir ao cardiologista antes

    Quer começar a correr? Veja se é preciso ir ao cardiologista antes

    A vontade de calçar o tênis e simplesmente sair correndo pode aparecer do nada, ou surgir pela intenção de melhorar a saúde, entrar em forma ou apenas desestressar. Mas aí vem a dúvida: é preciso mesmo passar no cardiologista antes para avaliar a saúde do coração?

    Correr é uma das formas mais simples e acessíveis de se exercitar, pois não precisa de mensalidade na academia, dá para fazer sozinho e ainda traz resultados rápidos. Só que, como em qualquer atividade física, é importante respeitar o corpo e começar do jeito certo para evitar sustos e fazer com que o novo hábito dure por muito tempo.

    Quando é necessário fazer avaliação médica antes de correr

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, conta que, se a pessoa não tiver nenhum sintoma de problemas cardíacos, for jovem e sem fatores de risco, ela pode começar a fazer corrida com intensidade leve.

    “Mas é prudente fazer uma avaliação médica antes, especialmente para quem está sedentário ou tem histórico familiar de problemas cardíacos”, recomenda.

    Mesmo quem é jovem pode se beneficiar de uma avaliação preventiva. Quem tem histórico familiar de problemas cardíacos ou está há muito tempo parado, o ideal é passar no consultório antes de acelerar o passo.

    Segundo o cardiologista, alguns sinais indicam que é melhor procurar avaliação médica antes de continuar os treinos:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço;
    • Palpitações (sensação de coração acelerado ou batendo irregular);
    • Tontura;
    • Desmaios.

    “Esses sintomas não devem ser ignorados, mesmo em jovens”, aconselha.

    Leia Mais: Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Quais exames o cardiologista pode pedir

    Para avaliar se o coração está pronto para encarar os treinos, os exames mais comuns são:

    • Eletrocardiograma;
    • Teste ergométrico;
    • Ecocardiograma.

    “Esses exames ajudam a identificar alterações que poderiam representar risco durante a atividade física, como arritmias e isquemia”, explica o cardiologista.

    Benefícios da corrida para o coração

    A corrida não é só boa para a disposição, ela também fortalece o coração de várias formas. “Melhora a função cardíaca, reduz a pressão arterial, o colesterol ruim (LDL), melhora o bom colesterol (HDL), diminui a inflamação e o risco de arritmias”, conta o especialista.

    Mas quem tem pressão alta ou colesterol elevado precisa ter um pouco mais de cuidado antes de correr. “Essa pessoa precisa de acompanhamento médico para ajustar medicações e controlar os fatores de risco. O exercício faz parte do tratamento”.

    Se você é sedentário e quer começar a correr, a pressa é inimiga da saúde. Comece devagar e siga estas dicas do cardiologista:

    Por que correr demais ou sem orientação pode ser perigoso

    Nada de exagerar. “O esforço excessivo e súbito pode causar arritmias, aumento de pressão e, em casos raros, eventos cardíacos como parada cardiorrespiratória e morte súbita”, alerta Giovanni.

    O segredo está no equilíbrio. “É importante respeitar os limites, seguir um plano progressivo e fazer acompanhamento médico e físico adequado”, aconselha.

    Confira: Coração de atleta: o que é e como diferenciar as alterações de uma doença cardíaca?

    Perguntas frequentes sobre corrida e cardiologista

    1. Preciso ir ao cardiologista antes de correr se sou jovem e saudável

    Não é obrigatório, mas é recomendado se você está sedentário ou tem histórico familiar de problemas cardíacos.

    2. Quais exames são mais comuns antes de começar a correr

    Eletrocardiograma, teste ergométrico e, em casos específicos, ecocardiograma.

    3. Posso correr com pressão alta?

    Sim, mas com acompanhamento médico para ajustar os remédios e controlar os fatores de risco.

    4. Posso correr com colesterol alto?

    Sim, e a corrida pode ajudar a reduzi-lo, desde que com supervisão médica.

    5. A corrida pode causar problemas no coração?

    Quando feita de forma exagerada ou sem preparo, pode trazer riscos, mas com acompanhamento é segura e faz bem.

    6. Começar correndo é melhor do que começar caminhando?

    Para iniciantes, o ideal é começar com caminhadas e progredir pouco a pouco.

    7. Posso correr se já tive problemas no coração?

    Depende do caso. É muito importante uma avaliação médica com cardiologista antes de retomar as atividades.

    8. Correr faz bem para a saúde mental também?

    Sim! A corrida libera endorfina, diminui o estresse e melhora o humor.

    Veja também: Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas

  • Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    O café da manhã é uma das refeições mais importantes – e gostosas – do dia, responsável por repor energia depois do sono e preparar o corpo para as atividades do dia. Para pessoas que têm intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, porém, podem surgir algumas dúvidas sobre como montar um cardápio adequado.

    Apesar do café normalmente conter muitos alimentos com leite ou derivados, a nutricionista Mariana Del Bosco aponta que o segredo está em escolher versões sem lactose dos alimentos comuns ou buscar substitutos vegetais e proteicos que garantam o mesmo valor nutricional. Entenda mais como fazer um café da manhã sem lactose a seguir!

    O que é lactose?

    A lactose é o açúcar natural presente no leite e em seus derivados, formada por dois açúcares simples: glicose e galactose. No organismo humano, ela é digerida pela enzima lactase, produzida no intestino delgado.

    Quando existe alguma deficiência ou baixa atividade da enzima lactase, o corpo não consegue quebrar a lactose de forma adequada — o que leva ao aparecimento dos sintomas de intolerância à lactose, como dor abdominal, gases, inchaço e diarreia.

    Vale destacar que intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são condições diferentes. No caso da intolerância, ocorre uma má digestão do açúcar do leite, não uma reação imunológica.

    Já na alergia, o corpo identifica as proteínas do leite como invasoras, provocando respostas mais sérias, como coceira, inchaço e até dificuldade para respirar. Nesses casos, todos os laticínios devem ser cortados da dieta.

    O que comer em um café da manhã sem lactose?

    O café da manhã é a refeição que mais tem a presença de leite e derivados, como iogurte e queijos. Mas, de acordo com Mariana, ele não precisa ser restritivo e pode continuar muito parecido com o de quem consome leite tradicional — apenas com algumas substituições simples.

    É possível manter o hábito de tomar leite, comer queijo e iogurte, desde que em versões sem lactose. Elas passam por um processo em que se adiciona a enzima lactase, responsável por quebrar a lactose em glicose e galactose, tornando o alimento mais fácil de digerir para quem tem intolerância.

    Mariana explica que o leite sem lactose tem um sabor levemente mais adocicado, mas mantém as mesmas propriedades nutricionais do leite comum, incluindo proteínas, cálcio e vitaminas importantes para o organismo.

    Outras alternativas para compor o café da manhã:

    • Ovos: fonte de proteína, vitaminas e minerais (mexidos, cozidos, pochê ou omelete com legumes);
    • Frutas frescas: fornecem fibras, vitaminas e energia leve (banana, mamão, maçã, frutas vermelhas);
    • Pães, tapiocas e cereais integrais: garantem energia e saciedade; prefira opções com fibras e menos aditivos;
    • Pastas e acompanhamentos: homus, tahine, pasta de amendoim e guacamole substituem manteiga e requeijão; o tahine é boa fonte de cálcio;
    • Oleaginosas e sementes: castanhas, nozes, amêndoas, chia e linhaça adicionam gorduras boas e antioxidantes.

    Com essas opções, dá para preparar combinações variadas, como pão integral com homus e suco natural, omelete com legumes e iogurte sem lactose com frutas e granola. O importante é manter o equilíbrio de nutrientes e evitar excesso de industrializados.

    Bebidas vegetais podem substituir o leite tradicional?

    As bebidas vegetais são produzidas a partir de grãos, sementes ou oleaginosas e podem ser usadas em cafés, vitaminas, mingaus e receitas em geral, mas, nutricionalmente, não são iguais ao leite.

    De acordo com Mariana, apesar de chamadas de “leite vegetal”, elas costumam conter menos proteínas e cálcio. Vale verificar se há cálcio adicionado no rótulo.

    A nutricionista recomenda variar o tipo de bebida para evitar excesso de um único ingrediente. Pesquisas apontam que bebidas de arroz podem ter índices elevados de arsênio — mais um motivo para moderação e rodízio alimentar.

    Intolerantes à lactose precisam cortar a lactose completamente?

    Não necessariamente. Diferente da alergia ao leite, a intolerância é dose-dependente e varia conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade individual.

    Segundo Mariana, muitas pessoas toleram pequenas porções — por exemplo, até cerca de 12 g de lactose/dia (aprox. um copo de leite ou um pote de iogurte). Queijos duros (parmesão, provolone) tendem a ter pouca lactose e podem ser melhor tolerados.

    Veja também: 8 modas de saúde que parecem boas, mas podem te prejudicar

    E quem tem alergia à proteína do leite?

    Na APLV, recomenda-se evitar completamente laticínios — inclusive versões sem lactose, pois ainda contêm as proteínas que causam a reação. Foque em alternativas vegetais e outras fontes proteicas:

    • Ovos (cozidos, mexidos, omeletes);
    • Homus (grão-de-bico com tahine);
    • Pasta de frango desfiado;
    • Tofu (grelhado ou batido com frutas);
    • Sementes (chia, linhaça, gergelim) e castanhas;
    • Bebidas vegetais com cálcio adicionado;
    • Tahine (rico em cálcio);
    • Folhas verde-escuras (couve, brócolis);
    • Leguminosas (feijão, lentilha).

    Planeje o cardápio com acompanhamento nutricional — sobretudo para crianças, gestantes e idosos. Em muitos casos, pode-se indicar suplementação.

    Como identificar produtos sem lactose no mercado

    Leia o rótulo. Você poderá encontrar:

    • “Sem/zero/não contém lactose”: até 100 mg por 100 g/ml;
    • “Contém lactose”: acima de 100 mg por 100 g/ml;
    • “Baixo teor de lactose”: entre 100 mg e 1 g por 100 g/ml.

    Se ainda houver dúvida, cheque a lista de ingredientes: “leite”, “sólidos de leite”, “soro de leite”, “lactose”.

    Cuidados ao escolher produtos industrializados

    Mesmo sem lactose, alguns industrializados podem ter excesso de açúcar, gorduras e aditivos. Dicas:

    • Prefira listas de ingredientes curtas e reconhecíveis;
    • Desconfie de muitos corantes, conservantes e aromatizantes;
    • Verifique o teor de açúcar adicionado;
    • Compare marcas (cálcio e proteína variam bastante);
    • Priorize alimentos frescos.

    Para intolerância, a lista de ingredientes é menos crítica do que na APLV, mas continua essencial para avaliar a qualidade nutricional.

    Como funciona o suplemento de lactase?

    O suplemento de lactase fornece a enzima que quebra a lactose em glicose e galactose, facilitando a absorção e evitando fermentação no intestino grosso (gases, dor, inchaço, diarreia).

    Segundo Mariana Del Bosco, é útil quando não há opção sem lactose (comer fora, viagens). Deve-se ingerir o comprimido/cápsula imediatamente antes da refeição com lactose.

    O suplemento não cura a intolerância, apenas ajuda a digestão e amplia a flexibilidade alimentar. Converse com nutricionista ou médico para ajustar dose e produto.

    Confira: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

    Perguntas frequentes

    Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

    Geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo: inchaço abdominal, gases, cólicas, diarreia, náuseas e desconforto digestivo. A intensidade depende da dose e do grau de intolerância.

    A intolerância à lactose tem cura?

    Não há cura definitiva. Contudo, é possível controlar com ajustes na dieta, versões sem lactose e, se necessário, suplemento de lactase. Por ser dose-dependente, muitas pessoas toleram pequenas quantidades.

    O que causa a intolerância à lactose?

    Principalmente a queda natural da produção de lactase após a infância. Pode surgir também por lesões/ inflamações intestinais (ex.: doença celíaca, gastroenterite, SII). Há forma congênita rara em que o bebê já nasce sem lactase.

    Quais alimentos contêm lactose?

    Leite e derivados (queijos, iogurtes, manteiga, requeijão, creme de leite, leite condensado) e vários industrializados (pães, bolos, molhos, sopas prontas, chocolates, biscoitos).

    Quais são os sintomas da alergia à proteína do leite?

    Podem aparecer minutos ou horas após o consumo: urticária, coceira, vermelhidão, inchaço de lábios/pálpebras, dor abdominal, vômitos, diarreia, chiado, falta de ar. Nos casos graves, anafilaxia (emergência médica).

    Quais alimentos devem ser evitados em caso de APLV?

    Além de leite e derivados, atenção a industrializados que escondem proteínas do leite: pães e bolos prontos, chocolates e sobremesas, margarinas e molhos, embutidos, sopas e purês industrializados. Procure no rótulo a advertência obrigatória: “Alérgicos: contém leite” (RDC 26/Anvisa).

    Leia também: Intolerância à lactose: quando o leite vira desconforto

  • 10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    10 alimentos ricos em fibras para regular o seu intestino

    Quem nunca passou pelo desconforto de exagerar na comida ou de escolher algo que não caiu bem? Quando o intestino não está funcionando direito, é comum surgir uma série de sintomas desagradáveis — como azia, prisão de ventre, gases e a sensação de estufamento.

    Problemas intestinais frequentes também podem afetar a qualidade de vida, causando fadiga, mau humor e até prejudicando a imunidade. Nesses casos, aliado a uma alimentação saudável, incluir certos alimentos na rotina pode ajudar (e muito!) a manter o trânsito intestinal regular e melhorar a digestão.

    A seguir, confira algumas opções de alimentos ricos em fibras que valem a pena colocar no prato e ajudam a reduzir os desconfortos do dia a dia.

    Aveia

    A aveia é uma das principais fontes de fibras solúveis, especialmente a beta-glucana, que ajudam a controlar a velocidade de absorção dos nutrientes.

    “As fibras solúveis formam geis que auxiliam no controle do trânsito intestinal, absorção de nutrientes, servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino e ajudam a controlar a fome, glicemia e colesterol”, explica a nutricionista Hágata Ramos.

    No dia a dia, a aveia pode ser incluída em preparações simples e práticas, como mingaus, vitaminas, panquecas, pães e bolos caseiros. No café da manhã, uma tigela de frutas frescas com aveia em flocos é uma combinação saborosa para iniciar o dia com energia e regularidade intestinal.

    Leguminosas

    As leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha) fornecem fibras insolúveis que, de acordo com Hágata, aumentam o volume das fezes, ajudam na formação do bolo fecal e estimulam os movimentos intestinais. Ao mesmo tempo, as leguminosas fornecem proteínas vegetais, ferro e outros minerais que são importantes para o organismo.

    Algumas pessoas podem sentir desconforto (como gases) ao consumir leguminosas, mas isso pode ser reduzido com algumas medidas, como deixá-los de molho antes do preparo e variar o tipo de leguminosa ao longo da semana.

    Maçã

    Prática e acessível, a maçã é uma fruta que contém pectina em sua polpa, uma fibra solúvel que contribui para a formação de um bolo fecal mais macio e para o controle do trânsito intestinal. Já a casca é rica em fibras insolúveis, responsáveis por aumentar o volume das fezes e estimular os movimentos peristálticos.

    O ideal é consumir a maçã inteira, com casca, sempre bem higienizada, para aproveitar todos os seus nutrientes. Ela também ajuda a prolongar a saciedade e é uma ótima opção de lanche entre as refeições.

    Banana

    A banana é uma fruta rica em amido resistente, um tipo de fibra que age como prebiótico, servindo de alimento para as bactérias benéficas do intestino. Isso favorece o equilíbrio da microbiota e contribui para uma digestão mais saudável.

    Além disso, a fruta é uma excelente fonte de potássio, mineral que auxilia no controle da pressão arterial e no balanço de líquidos no organismo — o que contribui para evitar o intestino preso.

    Uma das formas mais práticas de inserir a banana na rotina é, além do consumo in natura, combiná-la com aveia ou iogurte natural, ou como base em receitas de vitaminas ou bolos funcionais.

    Vale lembrar que as bananas menos maduras possuem maior teor de amido resistente, enquanto as mais maduras oferecem mais energia imediata, graças ao aumento do açúcar natural da fruta.

    Mamão

    Quando o assunto é regular o intestino, o mamão é uma das frutas mais conhecidas. Sendo rico em fibras e enzimas (como a papaína) que auxiliam na digestão de proteínas, ele ajuda a amolecer as fezes e a estimular os movimentos intestinais, proporcionando mais conforto e regularidade no dia a dia, prevenindo e aliviando quadros de prisão de ventre.

    O bom é que o mamão é leve, hidratante e pode ser consumido em diferentes momentos do dia — seja no café da manhã, em sucos, vitaminas ou até como sobremesa natural.

    Chia

    Um dos principais benefícios da chia é que, por ser rica em fibras solúveis, o consumo regular ajuda a retardar a digestão, melhora o trânsito intestinal e aumenta a sensação de saciedade. Isso favorece o equilíbrio da microbiota e auxilia quem busca manter um intestino ativo.

    Ela também é simples de incluir na alimentação: ela pode ser hidratada em água e consumida como um “pudding”, misturada a frutas, iogurte ou até mesmo incorporada a receitas de pães e bolos. Outra forma prática é polvilhar a semente sobre saladas ou incluir em vitaminas.

    Linhaça

    Assim como a chia, a linhaça é uma fonte importante de fibras e também de ômega-3 de origem vegetal. As fibras ajudam a aumentar o volume fecal, estimulando os movimentos intestinais, enquanto seus ácidos graxos contribuem para a redução da inflamação e para a proteção da mucosa intestinal.

    Para aproveitar ao máximo os nutrientes da linhaça, ela deve ser consumida triturada ou na forma de farinha, já que a semente inteira pode atravessar o trato digestivo sem ser digerida. Ela pode ser adicionada a sucos, vitaminas, sopas, saladas ou usada como complemento em massas e pães caseiros.

    Alimentos fermentados

    Os alimentos fermentados, como o iogurte natural e o kefir, são fontes riquíssimas de probióticos, microrganismos vivos que contribuem para a manutenção de uma microbiota intestinal saudável. Eles ajudam a equilibrar a flora, dificultam a proliferação de bactérias nocivas e favorecem a absorção de nutrientes.

    Além disso, de acordo com Hágata, a microbiota saudável não favorece apenas a saúde intestinal, mas contribui para melhorar a imunidade e o humor.

    Mas afinal, como incluí-los na rotina? É fácil! O iogurte natural pode ser consumido no café da manhã com frutas e cereais integrais, enquanto o kefir, mais intenso em probióticos, pode ser tomado puro ou misturado a sucos e smoothies.

    Vegetais verde-escuros

    Num cardápio saudável, vegetais como espinafre, couve, brócolis e rúcula não podem faltar! Eles oferecem fibras insolúveis que aceleram o trânsito intestinal, além de uma variedade de vitaminas e minerais, como magnésio e cálcio, que favorecem a saúde digestiva.

    Para aproveitá-los melhor, é interessante variar o preparo: podem ser consumidos crus em saladas, refogados rapidamente ou adicionados em sucos verdes.

    Cereais integrais

    Arroz integral, quinoa, cevada e centeio são cereais que se destacam pelo teor de fibras insolúveis, fundamentais para manter o bolo fecal volumoso e estimular os movimentos intestinais.

    Ao contrário dos cereais refinados, que passam por processos que retiram grande parte das fibras e nutrientes, os integrais mantêm a estrutura completa, oferecendo mais benefícios ao organismo.

    Além de substituir o arroz branco pelo integral, você pode incluir cereais integrais na alimentação de várias formas no dia a dia: a quinoa, por exemplo, pode ser usada em saladas frias, acompanhando vegetais e proteínas, ou adicionada em sopas para aumentar o valor nutritivo.

    Não esqueça de beber água!

    Sem água, as fibras não conseguem exercer a sua função adequadamente, de acordo com Hágata. Isso porque elas precisam de líquido para se expandirem no intestino, aumentarem o volume do bolo fecal e estimularem os movimentos intestinais.

    A água também desempenha um papel extra: ela ajuda a formar o muco que protege as paredes do intestino, melhora a absorção de nutrientes e ainda facilita a eliminação de toxinas do organismo.

    Confira: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

    Quais alimentos prejudicam o funcionamento do intestino?

    Segundo Hágata Ramos, um alimento isolado dificilmente causa problemas. O risco aparece quando a dieta é baseada em ultraprocessados ricos em gorduras saturadas e açúcares. Isso pode ter um impacto significativo no intestino e na saúde como um todo, já que desregula a microbiota e prejudica a motilidade intestinal, favorecendo desconfortos e alterações na digestão.

    Veja também: Canetas emagrecedoras: quais alimentos ajudam a aliviar o intestino preso durante o tratamento?

    Perguntas frequentes sobre alimentos ricos em fibras para o intestino

    1. Quando saber se o intestino está bom?

    Um intestino saudável é aquele que funciona de forma regular, com evacuações que variam de três vezes ao dia até três vezes por semana, sem esforço excessivo, dor ou desconforto. As fezes devem ter consistência adequada, nem muito duras, nem excessivamente moles — e a evacuação deve ocorrer sem sensação de esvaziamento incompleto.

    Além disso, não é apenas a frequência que importa, mas também a ausência de sintomas como gases em excesso, desconforto abdominal, dor e sensação de peso.

    2. O que causa prisão de ventre?

    A prisão de ventre, também chamada de constipação intestinal ou intestino preso, pode ser causada por uma série de fatores, mas é especialmente comum devido a:

    • Dietas pobres em fibras;
    • Baixa ingestão de água;
    • Sedentarismo;
    • Consumo excessivo de ultraprocessados, ricos em gordura saturada e açúcar;
    • Questões emocionais, como estresse e ansiedade.

    3. Exercícios físicos podem melhorar o funcionamento intestinal?

    A prática regular de atividade física tem impacto direto sobre o intestino. Realizar movimentos como caminhadas, corridas leves, yoga ou até alongamentos estimulam os músculos abdominais e aumentam os movimentos peristálticos, acelerando o trânsito intestinal.

    Além disso, o exercício contribui para a redução do estresse, que também pode ser um fator associado à constipação. Pessoas sedentárias tendem a apresentar maior risco de desenvolver prisão de ventre, justamente pela falta da estimulação natural.

    4. O que é a microbiota intestinal?

    A microbiota intestinal é o conjunto de trilhões de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal. Eles, que em sua maioria são bactérias benéficas, atuam em várias funções importantes: participam da digestão, produzem vitaminas, regulam o sistema imunológico e protegem contra a colonização por bactérias nocivas.

    Quando a microbiota está equilibrada, há maior absorção de nutrientes e melhor funcionamento do intestino. Porém, uma dieta rica em ultraprocessados e pobre em fibras pode desequilibrar a flora, favorecendo disfunções intestinais, queda da imunidade e até alterações de humor.

    5. Qual a diferença entre probióticos e prebióticos?

    Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, trazem benefícios à saúde, principalmente ao equilíbrio da microbiota intestinal. Eles estão presentes em alimentos fermentados, como iogurte natural e kefir.

    Já os prebióticos são tipos de fibras que servem de alimento para essas bactérias benéficas, ajudando-as a se multiplicar. Alguns exemplos incluem a inulina, presente na chicória, e o amido resistente encontrado em bananas verdes.

    6. Qual a diferença entre fibras solúveis e insolúveis?

    As fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia, polpa da maçã e chia, formam um tipo de gel em contato com a água. Ele ajuda a controlar a velocidade com que o alimento sai do estômago e percorre o intestino — além de contribuir para o controle da glicemia e do colesterol.

    Já as fibras insolúveis, encontradas no farelo de trigo, nas cascas de frutas e em verduras, aumentam o volume das fezes e aceleram o trânsito intestinal.

    As duas têm funções diferentes, mas são igualmente importantes para a saúde digestiva. Por isso, o ideal é variar as fontes e incluir tanto solúveis quanto insolúveis no dia a dia.

    7. Tomar laxante é seguro?

    O uso de laxantes deve ser feito com cautela. Eles são úteis em casos pontuais de constipação, mas o uso frequente pode levar à dependência, fazendo com que o intestino perca sua mobilidade natural. Aliás, alguns laxantes irritativos podem causar dor abdominal, cólicas e desequilíbrios eletrolíticos.

    Por isso, eles nunca devem ser usados sem orientação médica. A prioridade deve ser sempre corrigir hábitos alimentares e de estilo de vida. Caso a prisão de ventre seja persistente, o ideal é investigar as causas com um médico antes de recorrer ao uso de remédios.

    Leia também: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

  • Alergia a perfume: saiba identificar os sintomas e quando procurar ajuda médica

    Alergia a perfume: saiba identificar os sintomas e quando procurar ajuda médica

    A alergia a perfume é uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias químicas presentes em fragrâncias, colônias e até em produtos de higiene pessoal. Apesar do uso ser comum no dia a dia, o contato com o cheiro ou com o líquido na pele pode desencadear desde uma leve coceira até crises respiratórias intensas em algumas pessoas.

    A condição acontece porque a pele identifica certos componentes do perfume como invasores, liberando histamina e outras substâncias que causam uma inflamação. Além dos sintomas na pele, sensibilidade a fragrâncias pode causar espirros, dor de cabeça e coriza logo após a exposição ao odor.

    O que pode causar alergia a perfumes?

    A alergia a fragrâncias normalmente se manifesta como uma dermatite alérgica de contato. De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, é uma reação imunológica tardia, mediada por células T, que acontece quando a pele entra em contato com substâncias presentes em:

    • Perfumes;
    • Hidratantes;
    • Sabonetes;
    • Shampoos;
    • Desodorantes;
    • Produtos de limpeza;
    • Aromatizadores de ambiente;
    • Óleos essenciais.

    O organismo reconhece as moléculas como alérgenos e desencadeia uma inflamação na pele, que costuma surgir horas ou até dias após a exposição. Os responsáveis pela reação podem ser diversas moléculas aromáticas, já que a fragrância não é uma substância única e isolada.

    Além das próprias fragrâncias, conservantes, corantes, solventes e outros ingredientes presentes na composição do produto também podem desencadear inflamação e irritação na pele, motivo pelo qual nem sempre a fragrância isoladamente é a única responsável pela reação.

    Importante: nem toda reação a perfume significa uma alergia verdadeira e, em alguns casos, o problema é uma irritação da pele causada pelo álcool e por outras substâncias da fórmula, principalmente em pessoas com pele sensível, dermatite atópica ou rosácea.

    Quais os sintomas mais comuns da alergia a perfumes?

    Os sintomas da alergia a perfumes podem variar bastante e dependem do tipo de reação apresentada pela pessoa. Em muitos casos, o quadro aparece na pele como uma dermatite de contato, mas algumas pessoas também podem desenvolver sintomas respiratórios após a exposição a fragrâncias e odores fortes.

    Quando a reação acontece na pele, os sintomas mais comuns incluem:

    • Vermelhidão;
    • Coceira;
    • Descamação;
    • Ressecamento;
    • Ardor;
    • Fissuras na pele;
    • Pequenas bolhas;
    • Secreção, nos casos mais intensos.

    As lesões costumam surgir principalmente nas áreas de aplicação ou maior contato com o produto, como pescoço, atrás das orelhas, punho, colo e mãos.

    “As pálpebras merecem destaque. Muitas pessoas não aplicam perfume diretamente nos olhos, mas fragrâncias presentes em cosméticos, esmaltes, produtos capilares ou no ar podem chegar às pálpebras por transferência das mãos ou aerossóis. Como a pele da pálpebra é muito fina, a dermatite ali pode ser uma pista importante”, complementa Brianna.

    Perfumes podem desencadear crises de rinite ou asma?

    A resposta é sim. Os odores fortes podem estimular terminações nervosas da mucosa nasal e brônquica, levando a inflamação e aumento da sensibilidade respiratória. Como consequência, algumas pessoas apresentam sintomas logo após a exposição, especialmente em ambientes fechados ou com excesso de perfume.

    Nesses casos, o problema nem sempre é uma abordagem verdadeira ao perfume, mas uma irritação das vias respiratórias provocada pelos compostos voláteis presentes nas fragrâncias, o que pode desencadear:

    • Espirros;
    • Coriza;
    • Nariz entupido;
    • Coceira no nariz;
    • Lacrimejamento;
    • Tosse;
    • Sensação de aperto no peito;
    • Chiado no peito;
    • Falta de ar.

    Os sintomas respiratórios tendem a ser mais comuns em pessoas com rinite, asma, hiperresponsividade brônquica ou vias aéreas mais sensíveis. Segundo Brianna, em pacientes com asma mal controlada, a exposição a irritantes pode ser mais problemática, porque as vias aéreas estão mais reativas.

    Como é feito o diagnóstico da alergia a perfumes?

    O diagnóstico da alergia a perfumes é feito a partir da avaliação dos sintomas, da frequência das reações e da relação com o uso de fragrâncias, cosméticos ou produtos perfumados.

    Quando há suspeita de dermatite alérgica de contato, o principal exame é o teste de contato (patch test), no qual pequenas quantidades de substâncias alergênicas são aplicadas na pele para identificar quais componentes causam a reação. Segundo Brianna, os marcadores mais usados são:

    • Fragrance Mix I;
    • Fragrance Mix II;
    • Bálsamo do Peru;
    • Conservantes;
    • Corantes;
    • Solventes;
    • Outros componentes comuns em cosméticos e perfumes.

    Para sintomas respiratórios desencadeados por cheiros, não existe um exame específico de “alergia a perfume”, como ocorre em alguns testes de IgE.

    O diagnóstico costuma ser clínico, baseado na história da pessoa, na relação dos sintomas com fragrâncias e na avaliação de rinite ou asma. Em alguns casos, exames respiratórios podem ser necessários para investigar a sensibilidade das vias aéreas.

    Como identificar se o perfume é o gatilho dos sintomas?

    A suspeita da alergia ou sensibilidade deve surgir se os sintomas aparecem sempre que a pessoa usa determinado perfume, entra em ambientes muito perfumados, convive com alguém que utiliza fragrâncias intensas ou aplica produtos perfumados na pele, de acordo com Brianna.

    Na pele, a reação nem sempre é imediata e os sintomas podem surgir entre 24 e 72 horas após a exposição à fragrância, o que muitas vezes dificulta identificar a causa da reação. Por isso, manter um diário de exposição pode ajudar, anotando o uso de perfumes, hidratantes, shampoos, sabonetes, maquiagens, desodorantes e outros produtos perfumados.

    Nos sintomas respiratórios, a relação costuma ser mais rápida, com sinais aparecendo poucos minutos após a exposição a odores fortes. A melhora ao sair do ambiente ou reduzir o contato com fragrâncias também pode servir como alerta.

    “Na consulta, o médico avalia a topografia das lesões, o tempo de aparecimento, produtos usados, profissão, hábitos de skincare, produtos capilares, esmaltes, cosméticos e histórico de rinite, asma ou dermatite atópica”, esclarece a alergista.

    Tratamentos para alergia a perfumes

    O principal tratamento para a alergia a perfumes é evitar o contato com as fragrâncias que desencadeiam os sintomas. “Como fragrâncias aparecem em muitos produtos, o paciente precisa aprender a ler rótulos e preferir itens realmente sem fragrância”, complementa Brianna.

    Para quem tem a sensibilidade respiratória, nem sempre é necessário evitar totalmente o convívio social, mas a redução da exposição às fragrâncias intensas e o controle adequado da rinite ou da asma costumam fazer bastante diferença no dia a dia.

    A alergista orienta que os ambientes ventilados, o menor contato com os sprays, os aromatizadores e os perfumes fortes, além das conversas respeitosas no trabalho, podem ajudar a diminuir os sintomas.

    No trabalho, a abordagem mais adequada costuma ser a explicação objetiva de que as fragrâncias podem desencadear os sintomas respiratórios ou dermatológicos, incentivando a redução do uso dos perfumes intensos nos locais fechados e evitando os odorizadores coletivos.

    Em casos importantes, Brianna aponta que “pode ser necessário envolver medicina do trabalho ou recursos humanos para adaptações razoáveis, especialmente quando há asma documentada ou dermatite de contato significativa”.

    Como escolher produtos para peles sensíveis?

    Para quem tem a pele sensível ou histórico de alergia a fragrâncias, a melhor opção é escolher os produtos identificados como sem fragrância ou sem perfume.

    É importante ter atenção aos rótulos, porque termos como odor neutro, sem cheiro, unscented ou hipoalergênico nem sempre significam que o produto realmente não possui fragrâncias. Em alguns casos, existem substâncias adicionadas apenas para mascarar o cheiro da fórmula.

    Os produtos hipoalergênicos podem diminuir o risco de irritação, mas Brianna orienta que eles não garantem que a reação não aconteça, principalmente em pessoas que já têm alergia confirmada a fragrâncias.

    Os óleos essenciais também precisam de cuidado, pois as substâncias presentes na lavanda, na citronela, no tea tree e em outros componentes naturais podem causar irritação ou alergia, especialmente em peles mais sensíveis. Por isso, o natural não significa automaticamente seguro.

    “Em pacientes com dermatite atópica, rosácea, pele sensível ou dermatite de contato recorrente, uma rotina minimalista, com poucos produtos, sem fragrância e com foco em barreira cutânea, costuma ser mais segura”, diz a alergista.

    Cuidados que ajudam a reduzir o risco de reação

    Os principais cuidados para evitar as reações no dia a dia incluem:

    • Preferir produtos sem fragrância para a pele, o cabelo, a higiene íntima, a limpeza da casa e a lavanderia;
    • Evitar usar muitos produtos perfumados ao mesmo tempo;
    • Ler os rótulos e observar ingredientes como fragrance, parfum, essential oil, limonene, linalol e eugenol;
    • Não confiar apenas no termo hipoalergênico;
    • Evitar perfumes em áreas irritadas, inflamadas ou recém-depiladas;
    • Manter a rinite e a asma bem controladas nos casos de sintomas respiratórios;
    • Evitar ambientes fechados com cheiro muito forte.

    Para quem tem histórico de dermatite, Brianna orienta que o ideal é evitar aplicar perfume diretamente em áreas mais sensíveis, como o pescoço, a face e as dobras da pele. Quando existe alergia de contato confirmada, também é recomendado evitar fragrâncias nos produtos de uso diário, e não apenas nos perfumes.

    “O perfume pode ser um produto prazeroso para muitas pessoas, mas para quem tem pele ou vias aéreas sensíveis ele pode funcionar como alérgeno de contato ou irritante. Identificar o mecanismo é o que permite orientar sem exagero e sem negligenciar sintomas reais”, finaliza a especialista.

    Confira: Entenda como funciona a alergia alimentar e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a alergia é do perfume ou do hidratante?

    Aplique cada produto em dias diferentes em áreas pequenas e separadas do antebraço. Se a reação surgir apenas após o uso do perfume, ele é o provável responsável.

    2. Perfume pode causar falta de ar?

    Sim. Em pessoas com sensibilidade química ou asma, as partículas da fragrância podem irritar as vias aéreas, causando broncoespasmo e dificuldade para respirar.

    3. Quanto tempo dura a reação alérgica na pele?

    Normalmente de 2 a 4 dias após a interrupção do uso. Se houver bolhas ou feridas, a cicatrização pode demorar mais.

    4. Posso passar álcool para limpar a região da alergia?

    Não. O álcool resseca ainda mais a pele irritada e pode piorar a inflamação. Use apenas água fria e sabão neutro.

    5. Alergia a perfume causa dor de cabeça?

    Sim. A rinite não alérgica ou a sensibilidade sensorial a cheiros fortes pode causar cefaleia e até enxaqueca em pessoas predispostas.

    6. Existe perfume 100% hipoalergênico?

    Não existe garantia total, pois cada organismo reage a substâncias diferentes. No entanto, produtos “hypoallergenic” passam por testes que comprovam um risco muito menor de reação.

    7. Qual a diferença entre alergia e irritação?

    A irritação surge logo após o contato e fica restrita ao local. A alergia é uma resposta imunológica que pode aparecer horas depois e se espalhar pelo corpo.

    8. Remédio caseiro funciona para essa alergia?

    O uso de compressas de chá de camomila frio pode ajudar a acalmar a coceira leve, mas não substituem o tratamento médico se houver inflamação severa.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

  • Como criar uma rotina previsível para reduzir a ansiedade? 

    Como criar uma rotina previsível para reduzir a ansiedade? 

    A sensação de estar sempre correndo atrás do tempo ou de ser pego de surpresa pelas responsabilidades do dia a dia é um dos principais gatilhos para o aumento do estresse e da ansiedade. Nesses casos, o cérebro permanece em estado de alerta constante, o que pode intensificar sintomas como palpitações, pensamentos acelerados e cansaço mental.

    Mas como criar uma rotina previsível pode ajudar? Ao estabelecer uma estrutura mínima para o dia, é possível reduzir a carga cognitiva (isto é, a quantidade de decisões que você precisa tomar), permitindo que a mente relaxe e foque no que realmente importa. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que a rotina ajuda a controlar a ansiedade?

    A ansiedade é, basicamente, uma resposta do organismo ao que é desconhecido ou interpretado como ameaça. Quando uma pessoa vive sem uma estrutura mínima, o cérebro precisa tomar decisões constantes e lidar com imprevistos o tempo todo, o que mantém o corpo em um estado de alerta máximo (a resposta de luta ou fuga).

    Com uma rotina mais equilibrada, é possível:

    • Reduzir a sobrecarga mental: a organização do dia diminui a quantidade de decisões repetitivas, o que poupa energia mental e evita a sensação de esgotamento ao longo do dia;
    • Regular o funcionamento do corpo: horários consistentes para dormir, acordar e se alimentar ajudam a estabilizar o ritmo circadiano, favorecendo o equilíbrio dos hormônios ligados ao estresse e ao sono;
    • Aumentar a sensação de previsibilidade: saber o que esperar ao longo do dia reduz a percepção de ameaça e ajuda o cérebro a sair do modo de alerta constante;
    • Fortalecer a sensação de controle: uma rotina estruturada traz a percepção de que a pessoa tem mais domínio sobre a própria vida, o que diminui o sentimento de desamparo;
    • Criar pontos de estabilidade ao longo do dia: pequenos hábitos fixos funcionam como âncoras, oferecendo segurança mesmo em dias mais difíceis ou imprevisíveis.

    Vale destacar que a rotina deve servir apenas como um guia, não uma regra rígida da vida. Ser excessivamente perfeccionista com horários pode gerar mais estresse do que alívio. O ideal é manter a constância nas atividades principais, mas ter flexibilidade para lidar com imprevistos sem culpa.

    Como criar uma rotina previsível para reduzir a ansiedade?

    Criar uma rotina não significa planejar cada minuto do dia, mas sim estabelecer uma estrutura que traga conforto visual e mental. Veja algumas dicas para começar:

    1. Liste as suas atividades fixas

    Primeiro, comece anotando os compromissos que costumam ter um horário fixo, como a jornada de trabalho, as aulas ou o momento de levar os filhos à escola, por exemplo. A partir disso, é possível entender como o restante do dia será organizado.

    2. Defina os blocos de tempo

    Em vez de uma lista de tarefas interminável, trabalhe com os blocos temáticos (por exemplo, um bloco da manhã para o foco total e um bloco da tarde para as reuniões e as pendências leves). Isso evita a sensação de urgência constante e ajuda a focar em uma coisa de cada vez.

    3. Priorize o ritual de início e fim

    A ansiedade costuma ser maior ao acordar e ao deitar, já que são momentos de transição em que a mente tende a antecipar preocupações ou a revisitar o que aconteceu ao longo do dia. Uma dica é estabelecer uma sequência simples para os momentos, como:

    • Pela manhã: evite checar o celular logo ao despertar, pois o excesso de informações pode ativar o estado de alerta logo no início do dia. Prefira começar de forma mais tranquila, bebendo um copo de água, alongando o corpo ou tomando um café com calma;
    • Durante a noite: desligue as telas cerca de 30 minutos antes de dormir, já que a luz dos dispositivos interfere na produção de melatonina. Aproveite o tempo para desacelerar, reduzir os estímulos e preparar o ambiente para o descanso, com uma iluminação mais suave e atividades relaxantes.

    4. Inclua as pausas obrigatórias

    O cérebro precisa de intervalos ao longo do dia para processar as informações e se recuperar do esforço mental contínuo. Sem as pausas, a tendência é que você apresente fadiga, irritação e dificuldade de concentração.

    Por isso, programe pausas de 5 a 10 minutos entre as tarefas maiores para respirar com mais calma, caminhar um pouco ou simplesmente se afastar do computador. Os pequenos intervalos ajudam a manter a produtividade e evitam a sobrecarga.

    5. Prepare o dia seguinte na noite anterior

    Antes de dormir, reserve alguns minutos para organizar o próximo dia de forma simples: separe a roupa que vai usar, revise a tarefa principal ou faça uma lista curta de prioridades. O hábito reduz a quantidade de decisões logo pela manhã, o que diminui a sensação de pressa e desorganização, além de contribuir para a sensação de que o dia seguinte já está encaminhado e sob controle.

    Como manter a constância no dia a dia e evitar frustrações?

    É comum ter dificuldades no início, mas algumas dicas podem te ajudar a manter a constância:

    • Comece com apenas uma ou duas mudanças pequenas por semana;
    • Adote a regra de nunca pular o novo hábito por dois dias seguidos;
    • Planeje margens de tempo no dia para lidar com imprevistos inevitáveis;
    • Utilize um calendário visual para marcar os dias em que cumpriu suas metas;
    • Foque no progresso realizado em vez de buscar a perfeição total;
    • Ajuste a programação conforme a sua realidade e nível de energia do dia;
    • Comemore cada vez que conseguir manter uma atividade da sua lista.

    O ideal é criar um sistema que funcione para a sua realidade e que você consiga manter sem se desgastar.

    Quando procurar ajuda profissional?

    Apesar de importante para a organização, a rotina sozinha pode não ser suficiente para tratar transtornos de ansiedade diagnosticados. Por isso, vale buscar a orientação de um psicólogo ou psiquiatra quando:

    • A ansiedade impede a realização de tarefas básicas, como trabalhar ou estudar;
    • O medo e a preocupação são persistentes e difíceis de controlar;
    • Surgem sintomas físicos frequentes, como taquicardia, falta de ar ou tonturas;
    • O sono é constantemente interrompido por pensamentos acelerados ou pesadelos;
    • Existe a sensação de “paralisia” diante de decisões simples;
    • O isolamento social se torna uma forma frequente de evitar o desconforto;
    • O uso da rotina se torna obsessivo ou gera sofrimento quando algo sai do plano.

    O acompanhamento ajuda a identificar as causas da ansiedade e oferece medidas mais personalizadas, que podem incluir psicoterapia e, em alguns casos, o uso de medicamentos para equilibrar as funções neurotransmissoras, como a serotonina e a noradrenalina, além da dopamina em algumas situações.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

    Perguntas frequentes

    1. Quando a ansiedade deixa de ser normal?

    Ela se torna patológica quando é desproporcional ao evento, dura muito tempo e interfere na qualidade de vida ou na realização de tarefas simples.

    2. Quais são os principais sintomas físicos da ansiedade?

    Os sintomas comuns incluem batimentos cardíacos acelerados, sudorese, tremores, falta de ar, tensão muscular e sensação de nó na garganta.

    3. Qual a diferença entre ansiedade e estresse?

    O estresse é uma resposta a uma pressão externa imediata, enquanto a ansiedade é uma preocupação persistente que permanece mesmo após o fim do fator estressante

    4. Quanto tempo leva para uma rotina virar hábito?

    Em média 21 a 66 dias, dependendo da complexidade da atividade e da persistência individual.

    5. O que fazer quando um imprevisto quebra minha rotina?

    Aceite o imprevisto, resolva o que for urgente e retome a próxima atividade planejada assim que possível.

    6. A rotina deve ser igual nos finais de semana?

    Não precisa ser idêntica, mas manter horários próximos de acordar e comer ajuda a não desregular o organismo.

    7. Exercícios físicos devem ser feitos todos os dias?

    O ideal é manter a constância, mas três vezes por semana já trazem benefícios significativos para a saúde mental.

    8. Como a higiene do sono ajuda na rotina?

    Ao preparar o corpo para dormir, você garante um descanso de qualidade, o que melhora o humor no dia seguinte.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

  • Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Você já sentiu aquele cansaço repentino no meio da tarde, logo após o almoço, que parece drenar toda a sua disposição para o restante do dia? A sensação, que normalmente aparece acompanhada da vontade de comer doces, é um sinal de que o corpo pode estar precisando de energia para manter o foco mental e as funções vitais.

    Mas então, o que incluir no café da tarde para manter a produtividade até o final do dia? A seguir, veja o que comer para evitar os picos de fome e como combinar proteínas e fibras de forma prática.

    O que comer no café da tarde para ter energia?

    No café da tarde, o recomendado é evitar o pico de insulina causado por doces e pães brancos, que até gera uma energia rápida, mas provoca um cansaço ainda maior logo em seguida. Para manter a disposição, o café da tarde ideal deve conter:

    • Carboidratos complexos: são alimentos que fornecem energia de forma mais lenta e equilibrada para o organismo, diferente dos carboidratos simples, presentes em doces e produtos muito açucarados, que costumam causar picos rápidos de energia seguidos por cansaço;
    • Proteínas de boa qualidade: participam da construção e manutenção dos tecidos do corpo, mas também têm um papel importante na saciedade, porque a digestão costuma ser mais lenta;
    • Gorduras saudáveis: ajudam na absorção de vitaminas, participam do funcionamento hormonal e ainda aumentam a saciedade, fazendo com que o corpo se sinta satisfeito por mais tempo;
    • Fibras: são componentes presentes principalmente em frutas, verduras, sementes, farelos e cereais integrais, e possuem a capacidade de retardar a digestão dos alimentos. Consequentemente, elas favorecem uma liberação de energia mais constante e prolongam a sensação de saciedade durante a tarde.

    Assim, o organismo recebe energia de forma mais equilibrada, ajudando a reduzir o cansaço físico e mental, melhorar a concentração e manter a produtividade ao longo da tarde, sem depender de estimulantes em excesso ou de lanches ultraprocessados.

    Melhores alimentos para combater o cansaço à tarde

    Para combater a fadiga e recuperar o foco, o ideal é priorizar alimentos que entreguem vitaminas e minerais específicos para o metabolismo energético, como:

    1. Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas)

    As oleaginosas são excelentes fontes de magnésio, gorduras boas e ômega-3, nutrientes importantes para a produção de energia e para o funcionamento do cérebro.

    O magnésio participa de centenas de reações metabólicas no organismo, incluindo os processos ligados à produção de ATP, que funciona como a principal fonte de energia das células. Além disso, as gorduras saudáveis presentes nos alimentos ajudam na saúde cerebral, na saciedade e até no controle da inflamação do organismo.

    2. Aveia

    Rica em beta-glucanas, um tipo de fibra solúvel, a aveia ajuda a desacelerar a absorção do açúcar no sangue, evitando oscilações rápidas de energia ao longo da tarde. Na prática, isso permite que o cérebro receba glicose de maneira mais gradual e constante, favorecendo a concentração, o foco e a disposição por mais tempo.

    3. Frutas vermelhas e cítricas

    Morangos, mirtilos, framboesas, laranjas e tangerinas são ricos em antioxidantes e vitamina C, nutrientes que ajudam a combater o estresse oxidativo, processo ligado ao envelhecimento celular e à sensação de fadiga física e mental. As frutas também fornecem água, fibras e carboidratos naturais, funcionando como uma fonte rápida e equilibrada de energia para o organismo.

    4. Iogurte natural ou kefir

    Além de fornecerem proteínas que ajudam na saciedade e na manutenção da massa muscular, o iogurte natural e o kefir também são fontes de probióticos, micro-organismos benéficos para a saúde intestinal.

    Atualmente, não é novidade que o intestino possui uma relação direta com a produção de neurotransmissores ligados ao humor, ao bem-estar e à disposição, como a serotonina. Por isso, manter a flora intestinal equilibrada também pode influenciar nos níveis de energia ao longo do dia.

    5. Sementes (chia, abóbora ou girassol)

    Mesmo em pequenas porções, sementes como chia, abóbora e girassol oferecem nutrientes importantes, como ferro, zinco, magnésio e gorduras saudáveis.

    O ferro participa do transporte de oxigênio pelo sangue, enquanto o zinco atua no funcionamento do sistema imunológico e do sistema nervoso. Já a chia ainda fornece fibras que ajudam na saciedade e contribuem para uma liberação mais lenta de energia.

    6. Chocolate amargo (mínimo 70%)

    O cacau é rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e favorecem o funcionamento do cérebro.

    Ele também contém pequenas doses naturais de cafeína e teobromina, substâncias capazes de aumentar o estado de alerta, melhorar o raciocínio e trazer uma sensação leve de bem-estar, sem provocar a agitação que costuma acontecer após o consumo excessivo de bebidas estimulantes.

    Mas e se eu precisar de um lanche rápido?

    Se a sua rotina está mais agitada e você precisa de uma opção mais rápida e fácil de preparar, o ideal é priorizar alimentos que consigam combinar praticidade com equilíbrio nutricional, como:

    • Mix de castanhas e frutas secas: uma combinação de nozes, amêndoas e uvas-passas (sem açúcar adicionado) oferece gorduras boas e energia imediata. Basta deixar porções prontas em potinhos;
    • Fruta com farelo de aveia: uma banana ou maçã polvilhada com uma colher de aveia ou sementes de chia aumenta o aporte de fibras e evita a fome logo após o consumo;
    • Iogurte individual com sementes: opte pelas versões desnatadas ou naturais e adicione sementes de girassol ou abóbora para dar crocância e minerais;
    • Ovo cozido: pode ser preparado com antecedência e conservado na geladeira. É uma das fontes de proteína mais completas e práticas para o meio da tarde;
    • Barra de proteína ou cereais caseira: se optar pelas compradas, verifique o rótulo, pois os primeiros ingredientes não devem ser açúcar ou xarope de glicose. Escolha as que possuem maior teor de fibras e oleaginosas.

    Importante: evite substituir o lanche por biscoitos recheados ou salgadinhos de pacote. Apesar de práticos, eles são pobres em nutrientes e ricos em sódio, o que pode causar retenção de líquidos e aumentar ainda mais a sensação de cansaço.

    O que evitar no lanche da tarde?

    Para manter os níveis de energia do corpo estáveis, vale evitar o consumo de alimentos que elevam rapidamente o açúcar no sangue, mas logo em seguida causam uma queda brusca, o que pode te deixar ainda mais exausto e com fome. Por exemplo:

    • Bolachas recheadas, bolos industriais e doces de confeitaria;
    • Pão francês, salgados fritos ou assados e biscoitos de água e sal;
    • Sucos de caixinha, refrigerantes e chás industrializados;
    • Café em excesso ou com açúcar;
    • Alimentos ultraprocessados, como salgadinhos de pacote e embutidos.

    Uma dica interessante é substituir o açúcar refinado por opções naturais, como o mel ou o próprio açúcar das frutas. Você também pode trocar as farinhas brancas pelas integrais.

    Dicas para você não exagerar na quantidade

    Mesmo com escolhas saudáveis, também é importante ficar atento a quantidade consumida, pois comer em excesso desvia o fluxo sanguíneo para a digestão, o que acaba te deixando mais cansado. Veja algumas dicas:

    • Beba um copo de água antes de começar a comer;
    • Mastigue bem os alimentos para sentir a saciedade;
    • Faça o lanche longe do celular ou do computador;
    • Separe a porção em um prato pequeno em vez de comer direto do pacote;
    • Priorize alimentos com fibras e proteínas para satisfazer a fome com menos volume;
    • Coma devagar para dar tempo ao cérebro de processar que você está satisfeito.

    Vale reforçar que, se você tem o diagnóstico de diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, as escolhas na alimentação precisam de mais atenção. Nesses casos, o acompanhamento com um nutricionista é importante para ajustar as porções e escolher os tipos mais adequados de carboidratos e gorduras.

    Confira: Gorduras boas: como incluir na dieta de quem treina?

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para o café da tarde?

    O ideal é lanchar entre 3 a 4 horas após o almoço para evitar grandes quedas de glicose.

    2. Pão integral é liberado?

    Sim, pois as fibras do pão integral liberam energia gradualmente, ao contrário do pão branco.

    3. Posso beber café no lanche da tarde?

    Sim, mas evite adoçar e consuma no máximo até as 16h para não prejudicar o sono.

    4. Tapioca é saudável para o café da tarde?

    A tapioca tem alto índice glicêmico; para ser saudável, deve ser recheada com fibras (chia) e proteínas (frango ou ovo).

    5. Castanhas engordam?

    Apenas se consumidas em excesso; a porção ideal é de cerca de 30 gramas por dia.

    6. Posso substituir o lanche por um suco detox?

    O suco sozinho pode não saciar; o ideal é manter o consumo de fibras sólidas para evitar a fome logo em seguida.

    7. O que fazer se eu esquecer de lanchar?

    Não tente compensar dobrando a porção no jantar; faça um lanche leve assim que possível para evitar compulsão noturna.

    Leia também: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores