Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Pegou uma virose? Veja os sinais de que você pode estar desidratando

    Pegou uma virose? Veja os sinais de que você pode estar desidratando

    Uma virose intestinal pode derrubar qualquer pessoa. Náuseas, vômitos, diarreia, febre e falta de apetite podem aparecer repentinamente e, em muitos casos, o maior risco não é apenas o desconforto da infecção, mas a perda excessiva de líquidos.

    Crianças e idosos merecem atenção especial, mas adultos saudáveis também podem desidratar rapidamente quando não conseguem repor adequadamente água e sais minerais. Saber identificar os sinais de alerta ajuda a evitar complicações e a reconhecer o momento certo de procurar atendimento médico.

    O que é a desidratação

    A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que consegue repor.

    Durante uma virose, isso pode acontecer por:

    • Diarreia;
    • Vômitos;
    • Febre;
    • Redução da ingestão de líquidos.

    Quanto maior a perda de líquidos, maior o risco de complicações.

    Quem tem maior risco de desidratar

    Embora qualquer pessoa possa desidratar, o risco é maior em:

    • Crianças pequenas;
    • Idosos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com vômitos ou diarreia intensos.

    Primeiros sinais de desidratação

    Os sinais iniciais podem ser sutis.

    Entre os mais comuns estão:

    • Sede intensa;
    • Boca seca;
    • Cansaço;
    • Urina mais escura;
    • Diminuição da quantidade de urina.

    Esses sinais indicam que o corpo já está perdendo líquidos importantes.

    Sinais de desidratação moderada

    Com a piora da perda de líquidos, podem surgir:

    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Sonolência;
    • Dor de cabeça;
    • Pele mais seca.

    Nessa fase, a hidratação precisa ser intensificada.

    Sinais de desidratação grave

    A desidratação grave é uma emergência médica.

    Os sinais costumam ser:

    • Confusão mental;
    • Queda de pressão;
    • Batimentos acelerados;
    • Ausência de urina por muitas horas;
    • Extremidades frias;
    • Sonolência excessiva.

    Em crianças, pode haver choro sem lágrimas e olhos fundos.

    Por que a desidratação pode ser perigosa

    A água é essencial para o funcionamento do organismo.

    Sem hidratação adequada:

    • O sangue circula com mais dificuldade;
    • Os rins podem parar de funcionar corretamente;
    • A pressão arterial pode cair;
    • O corpo pode entrar em choque nos casos graves.

    Como evitar a desidratação

    A principal medida é repor líquidos adequadamente.

    1. Beber líquidos com frequência

    • Água;
    • Água de coco;
    • Soro de reidratação oral.

    2. Repor os líquidos em pequenas quantidades

    Isso é importante especialmente se houver náuseas ou vômitos.

    3. Manter alimentação leve

    É difícil se alimentar quando há mal-estar, mas é importante manter uma alimentação leve quando tolerado.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda médica se houver:

    • Incapacidade de ingerir líquidos;
    • Vômitos persistentes;
    • Sangue nas fezes;
    • Sonolência importante;
    • Sinais de desidratação grave.

    Como os médicos tratam a desidratação

    O tratamento depende da gravidade. Pode incluir:

    • Reidratação oral;
    • Medicações para controle dos sintomas;
    • Soro na veia em casos moderados ou graves.

    Confira: 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    Perguntas frequentes sobre desidratação por virose

    1. Toda virose causa desidratação?

    Não, mas vômitos e diarreia aumentam o risco.

    2. Urina escura é sinal de desidratação?

    Sim. Pode indicar baixa ingestão de líquidos.

    3. Água sozinha resolve?

    Em muitos casos sim, mas o soro oral pode ser mais adequado.

    4. Crianças desidratam mais rápido?

    Sim. Crianças e idosos podem desidratar mais rápido, por isso é preciso ter mais atenção com eles.

    5. Quando precisa de soro na veia?

    Nos casos moderados ou graves.

    6. Febre piora a desidratação?

    Sim, porque aumenta a perda de líquidos.

    7. Quando procurar emergência?

    Quando houver sinais de desidratação grave ou piora rápida do quadro.

    Veja mais: Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças

  • Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    Sarna humana pega fácil? Entenda o que é e como acontece a transmissão 

    A coceira intensa que piora durante a noite é um dos sinais mais característicos da escabiose, popularmente conhecida como sarna. Apesar do nome causar desconforto ou preconceito em algumas pessoas, trata-se de uma condição relativamente comum e que pode afetar indivíduos de qualquer idade ou condição social.

    A doença é causada por um ácaro microscópico que se instala na pele e provoca uma reação inflamatória importante. Como é altamente contagiosa, reconhecer os sintomas rapidamente e iniciar o tratamento adequado ajuda a evitar a transmissão para familiares e pessoas próximas.

    O que é a escabiose

    A escabiose, popularmente conhecida como sarna, é uma infecção de pele causada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei. Esse parasita penetra na pele e provoca uma reação inflamatória intensa, levando a coceira intensa, principalmente à noite.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode se espalhar facilmente se não for reconhecida e tratada adequadamente.

    Para entender melhor, esse ácaro escava túneis na camada superficial da pele, onde deposita seus ovos. É isso que desencadeia uma resposta inflamatória que causa coceira e lesões características.

    Como ocorre a transmissão

    A escabiose é altamente contagiosa. A transmissão ocorre principalmente por:

    • Contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada;
    • Compartilhamento de roupas, toalhas ou roupas de cama.

    Ambientes com contato próximo facilitam a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem levar alguns dias ou semanas para aparecer.

    Os mais comuns são:

    • Coceira intensa, especialmente à noite;
    • Pequenas lesões avermelhadas;
    • Linhas finas na pele (túneis do ácaro);
    • Feridas causadas por coçar.

    Onde aparecem as lesões

    As áreas mais comuns são:

    • Entre os dedos das mãos;
    • Punhos;
    • Axilas;
    • Região da cintura;
    • Genitais.

    Em crianças, pode afetar também o couro cabeludo e o rosto.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Qualquer pessoa pode ter escabiose, mas é mais comum em:

    • Ambientes com contato próximo (famílias, creches);
    • Locais com maior aglomeração;
    • Pessoas com higiene precária (embora não seja a única causa).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na aparência das lesões.

    Em alguns casos, pode-se identificar o ácaro com exame específico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é eficaz e deve ser feito corretamente.

    1. Medicamentos tópicos

    Há cremes ou loções específicas que são aplicadas em todo o corpo.

    2. Medicamentos orais

    Os medicamentos orais são indicados em casos específicos ou mais extensos.

    3. Tratamento dos contatos

    Todos os contatos próximos devem ser tratados ao mesmo tempo.

    4. Cuidados com roupas

    • Lavar roupas, toalhas e roupas de cama;
    • Evitar reinfecção.

    A coceira pode continuar após o tratamento?

    Sim. A coceira pode persistir por alguns dias ou semanas, mesmo após a eliminação do ácaro, devido à reação da pele.

    Escabiose é grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode causar desconforto importante e complicações, como infecções secundárias na pele.

    Confira: Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes sobre escabiose

    1. Escabiose é contagiosa?

    Sim. Muito contagiosa.

    2. Coça mais à noite?

    Sim. Esse é um sinal típico.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Sim, toda a família deve ser tratada também.

    4. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    5. Pode voltar?

    Sim, se houver nova exposição.

    6. Higiene resolve?

    Não sozinha. É necessário tratamento específico.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita da condição.

    Veja também: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Criança teve convulsão por febre: o que fazer na hora da crise? 

    Criança teve convulsão por febre: o que fazer na hora da crise? 

    Ver uma criança convulsionando é uma das experiências mais assustadoras para pais e cuidadores. Quando a crise acontece junto com febre, o medo costuma ser ainda maior, principalmente pela preocupação de que a criança tenha sofrido algum dano neurológico ou desenvolva epilepsia no futuro.

    Apesar do susto, a convulsão febril costuma ter evolução benigna na maioria dos casos. Ainda assim, saber como agir durante a crise, reconhecer sinais de gravidade e entender quando procurar atendimento médico faz toda a diferença para garantir a segurança da criança.

    O que é a convulsão febril

    A convulsão febril é uma crise convulsiva que acontece associada à febre em crianças, geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade. Apesar de assustar muito os pais e cuidadores, a maioria das convulsões febris é benigna e não causa sequelas neurológicas.

    A convulsão febril acontece quando a elevação da temperatura corporal desencadeia uma crise convulsiva em crianças predispostas. Ela geralmente acontece:

    • Durante quadros virais comuns;
    • Nas primeiras horas da febre;
    • Em crianças pequenas.

    Importante: a convulsão febril não significa necessariamente epilepsia.

    Como a crise costuma acontecer

    A crise pode surgir de forma súbita. Os sinais mais comuns são:

    • Perda de consciência;
    • Rigidez do corpo;
    • Movimentos involuntários dos braços e pernas;
    • Olhar parado ou revirado;
    • Sonolência após a crise.

    Na maioria dos casos, a crise dura poucos minutos.

    O que fazer durante a convulsão

    As medidas corretas ajudam a proteger a criança.

    1. Manter a calma

    Apesar do susto, a maioria das crises termina espontaneamente.

    2. Colocar a criança de lado

    Essa posição ajuda a evitar engasgos.

    3. Afastar objetos perigosos

    Para evitar machucados durante os movimentos.

    4. Observar o tempo da crise

    Tentar anotar quanto tempo durou.

    O que NÃO fazer

    Evite:

    • Colocar objetos na boca da criança. Muitos filmes e programas mostram isso de maneira incorreta;
    • Tentar segurar os movimentos;
    • Dar líquidos ou medicamentos durante a crise.

    Essas medidas podem causar acidentes.

    Quando procurar atendimento imediatamente

    Toda primeira convulsão febril deve ser avaliada por um médico. Procure atendimento urgente se:

    • A crise durar mais de 5 minutos;
    • A criança não acordar adequadamente depois;
    • Houver dificuldade para respirar;
    • A convulsão ocorrer sem febre conhecida;
    • A criança tiver menos de 6 meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na presença de febre;
    • Na idade típica;
    • Nas características da crise.

    O médico também avalia a causa da febre.

    Convulsão febril pode voltar?

    Sim. Algumas crianças podem apresentar novas crises em episódios futuros de febre. O risco é maior em:

    • Crianças mais novas;
    • Histórico familiar;
    • Primeira crise antes de 1 ano.

    Convulsão febril causa sequelas?

    Na maioria dos casos, não. As convulsões febris simples:

    • Não causam dano cerebral;
    • Não prejudicam o desenvolvimento;
    • Geralmente têm evolução benigna.

    Existe risco de epilepsia?

    O risco é baixo na maioria das crianças. A maior parte das crianças com convulsão febril nunca desenvolverá epilepsia.

    Como prevenir novas crises

    Nem sempre é possível evitar. O mais importante é:

    • Tratar a febre e o desconforto;
    • Observar sinais de gravidade;
    • Manter acompanhamento pediátrico.

    Confira: Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê

    Perguntas frequentes sobre convulsão febril

    1. Convulsão febril é comum?

    Sim. É relativamente frequente na infância.

    2. Sempre significa epilepsia?

    Não.

    3. Pode voltar?

    Sim. Algumas crianças apresentam recorrência.

    4. Precisa de remédio contínuo?

    Na maioria das vezes, não.

    5. Pode causar dano cerebral?

    As formas simples geralmente não causam sequelas.

    6. Quanto tempo costuma durar?

    Geralmente poucos minutos.

    7. Quando procurar emergência?

    Quando a crise é prolongada ou há sinais de gravidade.

    Veja também: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

  • Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro 

    Perceber um reflexo branco no olho da criança em uma foto pode parecer apenas um detalhe da iluminação. Mas, em alguns casos, esse sinal pode indicar um problema grave e que precisa de avaliação médica rápida: o retinoblastoma, um tipo raro de câncer ocular infantil.

    Embora seja incomum, o retinoblastoma é o tumor ocular mais frequente na infância. O bom é que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas e, em muitos casos, é possível preservar a visão da criança. Hoje você vai entender quais são os sinais de alerta para fazer a diferença na vida do seu filho.

    O que é o retinoblastoma

    O retinoblastoma é um tipo raro de câncer que se desenvolve na retina, a parte do olho responsável pela visão. Ele ocorre principalmente em crianças pequenas, geralmente antes dos 5 anos de idade.

    Quando diagnosticado precocemente, tem altas taxas de cura, o que torna fundamental reconhecer os sinais de alerta.

    O retinoblastoma é um tumor maligno que se origina nas células da retina.

    Ele pode afetar:

    • Um olho (unilateral);
    • Ambos os olhos (bilateral).

    A forma bilateral costuma estar associada a alterações genéticas hereditárias.

    Principais sinais e sintomas

    Os sinais podem ser percebidos pelos pais ou cuidadores.

    Os mais comuns são:

    • Leucocoria (reflexo branco na pupila, especialmente em fotos);
    • Estrabismo (olhos desalinhados);
    • Diminuição da visão;
    • Vermelhidão ocular;
    • Dor ocular (em casos mais avançados).

    A leucocoria é o sinal mais característico.

    Por que o retinoblastoma acontece

    O retinoblastoma está relacionado a mutações no gene RB1, que controla o crescimento das células. Ele pode ocorrer de duas formas.

    1. Forma hereditária

    • Associada a mutação genética;
    • Pode afetar ambos os olhos;
    • Maior risco de outros tumores.

    2. Forma não hereditária

    • Geralmente afeta apenas um olho;
    • Não está associada à herança familiar.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O principal fator de risco é ter histórico familiar de retinoblastoma. Na maioria dos casos, porém, não há história familiar conhecida.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação especializada. Os principais métodos são:

    • Exame oftalmológico detalhado;
    • Exames de imagem (ultrassom, ressonância);
    • Avaliação genética, quando indicado.

    O diagnóstico precoce é fundamental.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do tamanho, localização e extensão do tumor. As principais opções são:

    1. Quimioterapia

    • Para reduzir o tumor;
    • Pode ser sistêmica ou local.

    2. Terapias locais

    • Laser;
    • Crioterapia;
    • Radioterapia em casos específicos.

    3. Cirurgia

    • Remoção do olho (enucleação) em casos avançados.

    Retinoblastoma tem cura?

    Sim. Quando diagnosticado precocemente, as taxas de cura são altas. Além disso, é possível preservar a visão em muitos casos.

    Importância do diagnóstico precoce

    O reconhecimento precoce dos sinais é essencial para:

    • Aumentar as chances de cura;
    • Preservar a visão;
    • Evitar complicações.

    Confira: Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    Perguntas frequentes sobre retinoblastoma

    1. Retinoblastoma é comum?

    Não. É um câncer raro.

    2. Pode afetar os dois olhos?

    Sim, especialmente na forma hereditária.

    3. O reflexo branco no olho é normal?

    Não. Deve sempre ser investigado.

    4. Tem cura?

    Sim, principalmente quando diagnosticado cedo.

    5. Pode ser hereditário?

    Sim, em alguns casos.

    6. Toda criança deve ser examinada?

    Sim. Avaliações oftalmológicas são importantes.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar reflexo branco no olho ou alterações visuais.

    Veja mais: Oncofertilidade: como funciona a preservação da fertilidade antes de tratamento de câncer?

  • Bronquiolite: quando a criança precisa internar e como é o tratamento 

    Bronquiolite: quando a criança precisa internar e como é o tratamento 

    A bronquiolite é uma das principais causas de internação em bebês e crianças pequenas, especialmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Embora muitos casos sejam leves e tratados em casa, algumas crianças podem apresentar dificuldade importante para respirar e precisar de suporte hospitalar, incluindo oxigênio e monitoramento contínuo.

    A doença costuma gerar muita preocupação nos pais, principalmente quando o bebê apresenta chiado no peito, respiração acelerada ou dificuldade para se alimentar.

    Entenda como funciona o tratamento da bronquiolite durante a internação, como reconhecer sinais de gravidade e saiba o que esperar da evolução do quadro.

    O que é a bronquiolite

    A bronquiolite é uma doença respiratória que acomete principalmente crianças menores de 2 anos e é uma das causas mais frequentes de internação pediátrica durante períodos de circulação viral. A infecção provoca inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões.

    Ela é causada principalmente por vírus, especialmente o vírus sincicial respiratório (VSR), embora outros vírus, como rinovírus e parainfluenza, também possam causar o quadro.

    Na maioria das vezes, a doença é leve e melhora sozinha, mas algumas crianças podem evoluir com desconforto respiratório importante e necessidade de internação hospitalar.

    A inflamação leva a:

    • Acúmulo de secreção;
    • Inchaço das vias respiratórias;
    • Dificuldade para a passagem do ar.

    Isso explica sintomas como chiado e falta de ar.

    Como a doença costuma começar

    O quadro geralmente começa como uma gripe comum. Os sintomas iniciais são:

    • Coriza;
    • Congestão nasal;
    • Tosse;
    • Febre baixa em alguns casos.

    Após alguns dias, podem surgir sinais de acometimento pulmonar.

    Sinais de piora da bronquiolite

    Com a evolução da doença, podem aparecer:

    • Chiado no peito;
    • Respiração rápida;
    • Esforço para respirar;
    • Afundamento das costelas;
    • Dificuldade para mamar ou se alimentar;
    • Cansaço.

    Esses sinais podem indicar necessidade de avaliação hospitalar.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da bronquiolite é clínico. Ele é baseado em:

    • Idade típica (menores de 2 anos);
    • Sintomas iniciais de infecção respiratória;
    • Evolução com desconforto respiratório;
    • Alterações típicas na ausculta pulmonar.

    Na maioria dos casos, exames complementares não são necessários.

    A bronquiolite costuma ser grave?

    Na maioria das crianças, não. O curso costuma ser benigno e autolimitado, com melhora progressiva ao longo dos dias.

    Alguns pacientes, no entanto, podem desenvolver quadros moderados ou graves, especialmente bebês muito pequenos, prematuros ou crianças com doenças respiratórias e cardíacas.

    Como é feito o tratamento em casos leves

    Os casos leves geralmente são tratados em casa. As principais medidas são:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Hidratação adequada;
    • Controle da febre e desconforto;
    • Observação dos sinais respiratórios.

    O acompanhamento pelos pais é fundamental para perceber possíveis sinais de piora.

    Quando a criança precisa internar

    A internação pode ser necessária quando a criança apresenta:

    • Falta de ar importante;
    • Baixa oxigenação;
    • Dificuldade para se alimentar;
    • Desidratação;
    • Cansaço respiratório.

    Nesses casos, é necessário suporte hospitalar.

    Como é feito o tratamento hospitalar

    O tratamento da bronquiolite internada é baseado principalmente em suporte clínico.

    1. Oxigenoterapia

    O suporte de oxigênio pode variar conforme a gravidade:

    • Cateter nasal em casos mais leves;
    • Máscaras ou dispositivos de alto fluxo;
    • Em casos graves, necessidade de intubação e ventilação mecânica.

    2. Hidratação

    Algumas crianças precisam de:

    • Hidratação venosa;
    • Soro pela veia quando não conseguem se alimentar adequadamente.

    3. Medicações

    O tratamento medicamentoso varia conforme o caso.

    Podem ser utilizados:

    • Broncodilatadores;
    • Corticoides em situações específicas;
    • Medicamentos sintomáticos.

    Antibióticos são usados?

    Não rotineiramente. A bronquiolite é causada por vírus, portanto antibióticos não fazem parte do tratamento habitual. Eles só são utilizados quando existe suspeita de infecção bacteriana associada.

    Quanto tempo dura a internação?

    O tempo varia conforme a gravidade.

    Em muitos casos:

    • A melhora ocorre em poucos dias;
    • O chiado e a tosse podem persistir por mais tempo.

    Mesmo após a alta, é comum que a criança permaneça tossindo por algumas semanas.

    Como prevenir bronquiolite

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Higiene frequente das mãos;
    • Evitar contato com pessoas gripadas;
    • Aleitamento materno;
    • Evitar exposição ao cigarro;
    • Vacinação e imunização quando indicadas.

    Veja também: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes sobre bronquiolite

    1. Toda bronquiolite precisa de internação?

    Não. A maioria dos casos é leve.

    2. Bronquiolite é causada por bactéria?

    Não. Geralmente é causada por vírus.

    3. Antibiótico melhora bronquiolite?

    Não, exceto se houver infecção bacteriana associada.

    4. O oxigênio é sempre necessário?

    Não. Apenas em casos com baixa oxigenação.

    5. Bronquiolite pode ser grave?

    Sim, especialmente em bebês pequenos.

    6. Quanto tempo demora para melhorar?

    Geralmente alguns dias, embora a tosse possa durar mais.

    7. Quando procurar atendimento urgente?

    Quando houver dificuldade para respirar, arroxeamento ou dificuldade para mamar.

    Veja mais: Vacina do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na gravidez: como funciona e quando tomar

  • Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele 

    Pessoas que conseguem dobrar excessivamente os dedos, deslocam articulações com facilidade ou apresentam pele muito elástica podem ter sinais de uma condição genética chamada síndrome de Ehlers-Danlos. Embora alguns sintomas pareçam apenas flexibilidade acima da média, a síndrome pode afetar diferentes partes do corpo e impactar consideravelmente a rotina.

    A condição envolve alterações no colágeno, proteína fundamental para dar sustentação e resistência aos tecidos. Dependendo do tipo da síndrome, os sintomas podem variar desde dor e instabilidade articular até formas mais graves, com comprometimento de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    O que é a síndrome de Ehlers-Danlos

    A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo de doenças genéticas que afetam o tecido conjuntivo, especialmente o colágeno, proteína essencial para a estrutura da pele, articulações e vasos sanguíneos. É uma condição hereditária em que há alteração na produção ou na estrutura do colágeno. Isso leva a tecidos mais frágeis e elásticos do que o normal.

    Essa condição pode causar hipermobilidade das articulações, pele mais elástica e maior fragilidade dos tecidos. A gravidade varia bastante conforme o tipo da síndrome.

    Existem diferentes tipos de síndrome de Ehlers-Danlos, com manifestações variadas.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar conforme o tipo, mas os mais comuns são:

    • Hipermobilidade articular (articulações muito flexíveis);
    • Dor nas articulações;
    • Luxações frequentes;
    • Pele elástica e macia;
    • Pele que se machuca facilmente;
    • Cicatrização alterada.

    Tipos mais comuns

    A síndrome de Ehlers-Danlos possui diferentes formas.

    1. Tipo hipermóvel

    • Mais comum;
    • Predomínio de hipermobilidade e dor articular.

    2. Tipo clássico

    • Pele mais elástica e frágil;
    • Cicatrização anormal.

    3. Tipo vascular

    • Forma mais grave;
    • Fragilidade de vasos sanguíneos e órgãos internos.

    Por que a síndrome acontece

    A SED é causada por mutações genéticas que afetam o colágeno. Essas alterações são hereditárias e podem ser transmitidas de geração em geração.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A síndrome é genética, portanto:

    • Pode ocorrer em pessoas com histórico familiar;
    • Pode surgir mesmo sem antecedentes conhecidos, em alguns casos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Nos sinais e sintomas;
    • Na avaliação da hipermobilidade;
    • Em alguns casos, em testes genéticos.

    A avaliação por especialista é importante para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras condições.

    Possíveis complicações

    Dependendo do tipo, podem ocorrer:

    • Dor crônica;
    • Instabilidade articular;
    • Lesões frequentes;
    • Problemas vasculares, especialmente no tipo vascular.

    Como é feito o tratamento

    Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar os sintomas e reduzir complicações.

    1. Fisioterapia

    • Fortalecimento muscular;
    • Estabilização das articulações.

    2. Controle da dor

    • Analgésicos;
    • Acompanhamento especializado.

    3. Cuidados gerais

    • Evitar movimentos excessivos;
    • Prevenir lesões;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Síndrome de Ehlers-Danlos tem cura?

    Não. É uma condição genética crônica, mas pode ser manejada com acompanhamento adequado e medidas para melhorar a qualidade de vida.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre síndrome de Ehlers-Danlos

    1. É uma doença rara?

    Sim, embora alguns tipos sejam mais frequentes que outros.

    2. Pode causar dor?

    Sim. Dor articular e muscular são sintomas comuns.

    3. Ehlers-Danlos tem cura?

    Não, mas os sintomas podem ser controlados.

    4. Pode afetar a pele?

    Sim. A pele pode ser mais elástica, fina e frágil.

    5. A Síndrome de Ehlers-Danlos é hereditária?

    Sim. A síndrome tem origem genética.

    6. Hipermobilidade sempre significa síndrome de Ehlers-Danlos?

    Não. Algumas pessoas têm hipermobilidade sem apresentar a doença.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver hipermobilidade associada a dor, lesões frequentes ou outros sintomas persistentes.

    Veja mais: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

  • Criança com vômito e diarreia: quando a desidratação vira perigo? 

    Criança com vômito e diarreia: quando a desidratação vira perigo? 

    Quadros de vômitos e diarreia estão entre os motivos mais comuns de atendimento pediátrico, principalmente em períodos de maior circulação de vírus gastrointestinais. Embora muitas vezes pareçam situações simples, crianças pequenas podem desidratar rapidamente, principalmente quando o problema impede que elas ingiram líquidos adequadamente.

    Bebês e crianças têm menor reserva de água no organismo e, por isso, a perda de líquidos pode provocar piora preocupante em poucas horas. Em casos mais graves, a desidratação pode exigir internação e hidratação na veia para evitar complicações.

    O que é a desidratação

    A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquidos do que consegue repor. Na infância, isso pode ocorrer rapidamente durante episódios de vômitos, diarreia ou febre.

    A redução da ingestão de líquidos também pode causar desidratação. Vale sempre lembrar que crianças pequenas têm maior risco porque possuem menor reserva de água no corpo.

    Principais sinais de desidratação

    Os sintomas variam conforme a gravidade.

    Os mais comuns são:

    • Boca seca;
    • Redução da urina;
    • Choro sem lágrimas;
    • Sonolência ou irritabilidade;
    • Olhos mais fundos;
    • Fraqueza.

    Em casos graves, a criança pode ficar muito prostrada.

    Por que a hidratação é tão importante

    A água é essencial para o funcionamento do organismo. Quando a criança perde muito líquido:

    • O sangue circula com mais dificuldade;
    • Os órgãos recebem menos oxigênio;
    • Pode haver alteração da pressão arterial;
    • O funcionamento dos rins pode ser comprometido.

    É por isso que a hidratação é considerada a parte mais importante do tratamento.

    Como os médicos avaliam a gravidade

    A avaliação é clínica e leva em consideração:

    • Estado geral da criança;
    • Frequência cardíaca;
    • Quantidade de urina;
    • Grau de sede;
    • Sinais físicos de desidratação.

    Esses fatores ajudam a definir qual tipo de tratamento será necessário.

    Como é feito o tratamento nos casos leves

    Nos casos leves, o tratamento geralmente pode ser realizado em casa.

    1. Soro de reidratação oral

    É a principal medida. O soro ajuda a repor:

    • Água;
    • Sódio;
    • Potássio;
    • Outros eletrólitos perdidos.

    2. Oferta frequente de líquidos

    A criança deve receber líquidos em pequenas quantidades várias vezes ao dia.

    3. Manutenção da alimentação

    Sempre que possível, a alimentação deve ser mantida.

    Quando a criança precisa internar

    A internação pode ser necessária quando há:

    • Desidratação moderada ou grave;
    • Vômitos persistentes;
    • Incapacidade de ingerir líquidos;
    • Sonolência importante;
    • Sinais de choque ou má circulação.

    Como é feito o tratamento hospitalar

    Nos casos moderados ou graves, o tratamento é mais intensivo.

    1. Hidratação venosa

    O soro é administrado diretamente na veia para corrigir rapidamente:

    • Perda de água;
    • Alterações dos sais minerais;
    • Problemas circulatórios.

    2. Monitorização

    A equipe médica acompanha:

    • Frequência cardíaca;
    • Pressão arterial;
    • Quantidade de urina;
    • Evolução clínica.

    3. Tratamento da causa

    Dependendo do quadro, podem ser usados:

    • Medicamentos para vômitos;
    • Tratamento específico para infecções, quando necessário.

    Antibióticos são sempre necessários?

    Não. A maioria dos casos de vômitos e diarreia em crianças é causada por vírus.

    Os antibióticos só são usados quando existe suspeita de infecção bacteriana.

    Como prevenir a desidratação

    Algumas medidas ajudam:

    • Oferecer líquidos logo no início dos sintomas;
    • Utilizar soro de reidratação oral;
    • Manter alimentação adequada;
    • Procurar atendimento diante de sinais de piora.

    Confira: Diarreia por E. coli: quando é leve e quando pode ser grave

    Perguntas frequentes sobre desidratação infantil

    1. Toda criança com diarreia fica desidratada?

    Não, mas o risco existe, especialmente em bebês.

    2. Água sozinha resolve?

    Nem sempre. O soro de reidratação oral costuma ser mais adequado.

    3. Quando é necessário soro na veia?

    Nos casos moderados ou graves.

    4. A desidratação pode ser grave?

    Sim. Pode causar complicações importantes.

    5. Pode continuar alimentando a criança?

    Sim, na maioria dos casos.

    6. Antibiótico ajuda sempre?

    Não. Muitas vezes a causa é viral.

    7. Quando procurar atendimento urgente?

    Quando houver sonolência, pouca urina, vômitos persistentes ou dificuldade para beber líquidos.

    Veja também: 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

  • Pólipos intestinais: quando essas lesões podem virar câncer? 

    Pólipos intestinais: quando essas lesões podem virar câncer? 

    Os pólipos intestinais costumam ser descobertos de forma silenciosa, muitas vezes durante exames de rotina como a colonoscopia. Embora a maioria seja benigna, alguns tipos podem evoluir lentamente para câncer colorretal ao longo dos anos, motivo pelo qual o diagnóstico precoce é tão importante.

    Por não causarem sintomas em muitos casos, essas formações acabam passando despercebidas até serem identificadas em exames preventivos. Quando detectados e removidos precocemente, os pólipos podem evitar o desenvolvimento de tumores malignos no intestino.

    O que são os pólipos intestinais

    Os pólipos intestinais são pequenas formações que surgem na parede interna do intestino, especialmente no intestino grosso (cólon e reto).

    Na maioria das vezes, são benignos, mas alguns tipos podem evoluir para câncer ao longo do tempo, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento fundamentais.

    Muitas pessoas têm pólipos sem apresentar sintomas, e o achado costuma ocorrer em exames de rotina.

    Os pólipos podem variar em:

    • Tamanho;
    • Número;
    • Formato;
    • Potencial de malignidade.

    Nem todos os pólipos são perigosos, mas alguns podem se transformar em câncer com o tempo.

    Tipos de pólipos intestinais

    Existem diferentes tipos. Conheça os principais.

    1. Pólipos hiperplásicos

    • Geralmente benignos;
    • Baixo risco de malignidade.

    2. Adenomas (pólipos adenomatosos)

    • Podem evoluir para câncer;
    • Exigem acompanhamento.

    3. Pólipos serrilhados

    • Alguns têm potencial de malignidade;
    • Necessitam avaliação específica.

    Principais sintomas

    Na maioria dos casos, os pólipos não causam sintomas. Quando presentes, podem incluir:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração do hábito intestinal;
    • Dor abdominal, em alguns casos;
    • Anemia causada por sangramento crônico.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 50 anos;
    • Histórico familiar de pólipos ou câncer colorretal;
    • Dieta rica em gordura e pobre em fibras;
    • Sedentarismo;
    • Obesidade;
    • Tabagismo.

    Como é feito o diagnóstico

    O principal exame é a colonoscopia, que permite:

    • Visualizar o intestino;
    • Identificar pólipos;
    • Remover pólipos durante o exame.

    Outros exames podem complementar a avaliação em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento geralmente consiste na remoção dos pólipos.

    1. Polipectomia

    • Remoção durante a colonoscopia;
    • Procedimento comum e eficaz.

    2. Acompanhamento

    • Repetição de exames conforme o tipo de pólipo;
    • Intervalo definido pelo médico.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é indicada em casos específicos, quando necessário.

    Pólipos intestinais podem virar câncer?

    Sim, especialmente os pólipos adenomatosos. Por isso, a detecção e a remoção precoce são fundamentais para prevenir o câncer colorretal.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Alimentação rica em fibras;
    • Prática regular de atividade física;
    • Evitar tabagismo e álcool em excesso;
    • Realizar exames de rastreamento conforme orientação médica.

    Veja mais: 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    Perguntas frequentes sobre pólipos intestinais

    1. Pólipos intestinais são câncer?

    Não, mas alguns podem evoluir para câncer.

    2. Sempre causam sintomas?

    Não. A maioria é assintomática.

    3. Como são descobertos?

    Os pólipos intestinais são geralmente descobertos no exame de colonoscopia.

    4. Precisa remover todos?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Podem voltar?

    Sim. Por isso o acompanhamento é importante.

    6. Quem deve fazer colonoscopia?

    Principalmente pessoas acima de 50 anos ou com fatores de risco.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar sangue nas fezes ou alterações intestinais persistentes.

    Veja mais: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo 

    Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo 

    Manchas rosadas espalhadas pelo tronco podem intrigar à primeira vista, principalmente quando surgem repentinamente e aumentam ao longo dos dias. Em muitos casos, porém, essas lesões estão relacionadas à pitiríase rósea, uma condição dermatológica benigna e relativamente comum.

    Apesar do aspecto chamativo da erupção, a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. Ainda assim, sintomas como coceira e a semelhança com outras doenças de pele fazem com que muitas pessoas procurem atendimento médico em busca de diagnóstico e orientação adequada.

    O que é a pitiríase rósea

    A pitiríase rósea é uma doença de pele benigna e autolimitada, caracterizada pelo aparecimento de manchas rosadas, principalmente no tronco.

    Ela é mais comum em adolescentes e adultos jovens e, apesar de causar preocupação estética, geralmente não é grave e desaparece espontaneamente ao longo de semanas. Em alguns casos, pode provocar coceira leve a moderada.

    A pitiríase rósea é uma erupção cutânea que provavelmente está associada a infecções virais, embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida.

    Como começa a doença

    A doença geralmente começa com uma lesão única chamada placa heráldica.

    Placa heráldica

    • Mancha maior, ovalada e rosada;
    • Pode surgir no tronco;
    • Aparece dias antes das demais lesões.

    Após alguns dias, surgem múltiplas manchas menores distribuídas pelo corpo.

    Principais sintomas

    Os sintomas são principalmente cutâneos. Os mais frequentes são:

    • Manchas rosadas ou avermelhadas;
    • Lesões com leve descamação;
    • Distribuição no tronco, costas e abdômen;
    • Coceira leve ou moderada.

    As lesões podem seguir um padrão no dorso que lembra uma árvore de Natal.

    Pitiríase rósea é contagiosa?

    Não. A doença não é considerada contagiosa, mesmo que exista suspeita de associação com infecções virais.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A pitiríase rósea é mais comum em:

    • Adolescentes;
    • Adultos jovens;
    • Pessoas entre 10 e 35 anos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado no aspecto característico das lesões. Na maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    Quando o quadro é atípico, o médico pode investigar outras doenças de pele semelhantes.

    Como é feito o tratamento

    Na maior parte dos casos, não é necessário tratamento específico.

    1. Controle dos sintomas

    • Antialérgicos para coceira;
    • Cremes hidratantes ou calmantes.

    2. Casos mais sintomáticos

    • Uso de corticoides tópicos;
    • Orientação médica individualizada.

    Quanto tempo dura

    A pitiríase rósea costuma desaparecer espontaneamente:

    • Em 4 a 8 semanas na maioria dos casos;
    • Em algumas pessoas, pode durar um pouco mais.

    Pode deixar manchas?

    Em alguns casos, pode ocorrer alteração temporária da cor da pele após a melhora das lesões, especialmente em pessoas com pele mais escura. Essas manchas geralmente desaparecem gradualmente com o tempo.

    Leia também: Sarampo: conheça os sinais e veja o que fazer em caso de contato

    Perguntas frequentes sobre pitiríase rósea

    1. Pitiríase rósea é grave?

    Não. É uma condição benigna.

    2. Precisa de tratamento?

    Nem sempre. Geralmente melhora sozinha.

    3. Coça?

    Pode causar coceira leve a moderada.

    4. A pitiríase rósea é contagiosa?

    Não, mesmo que esteja ligada a causas virais.

    5. Quanto tempo dura?

    Geralmente entre 4 e 8 semanas.

    6. Pode voltar?

    É raro, mas pode acontecer.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dúvida no diagnóstico, piora das lesões ou sintomas intensos.

    Confira: Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê

  • Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Dor no peito costuma ser um sintoma que assusta, e com muita razão. Quando ela surge de forma intensa, muitas pessoas pensam imediatamente em infarto. Mas existe outra condição cardíaca que também pode provocar dor importante e exigir avaliação médica rápida: a pericardite.

    A doença acontece quando a membrana que envolve o coração fica inflamada, geralmente após infecções virais ou outros processos inflamatórios. Embora a maioria dos casos tenha boa evolução, algumas complicações podem ocorrer, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento fundamentais.

    O que é a pericardite

    A pericardite é a inflamação do pericárdio, uma membrana que envolve o coração e o protege.

    Essa condição pode causar dor no peito, muitas vezes semelhante à dor de problemas cardíacos mais graves, chegando até a simular um infarto.

    Na maioria dos casos, a evolução é benigna, mas algumas pessoas podem desenvolver complicações que exigem acompanhamento médico adequado.

    O pericárdio é uma estrutura formada por duas camadas que envolvem o coração.

    Quando essa membrana sofre inflamação, podem ocorrer:

    • Dor torácica;
    • Atrito entre as camadas do pericárdio;
    • Acúmulo de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico).

    Principais causas

    A pericardite pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Infecções virais (principal causa);
    • Infecções bacterianas;
    • Tuberculose e outros microrganismos;
    • Doenças autoimunes;
    • Trauma ou cirurgia cardíaca;
    • Alguns tipos de câncer;
    • Doença renal crônica (pericardite urêmica ou associada à diálise).

    Em muitos casos, a causa não é identificada, sendo chamada de idiopática.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de intensidade, mas alguns sinais são bastante característicos.

    Os mais comuns são:

    • Dor no peito, geralmente aguda e com piora ao deitar;
    • Melhora da dor ao inclinar o corpo para frente;
    • Febre, especialmente em casos infecciosos;
    • Falta de ar;
    • Sensação de mal-estar.

    Durante o exame físico, o médico também pode identificar um som característico chamado atrito pericárdico.

    Como diferenciar de infarto

    A pericardite pode causar sintomas semelhantes aos do infarto, principalmente dor torácica. Algumas características ajudam na diferenciação:

    • Pericardite: dor que piora ao deitar e melhora ao inclinar o corpo para frente;
    • Infarto: dor mais contínua, geralmente sem relação com posição corporal.

    Além disso, alterações específicas no eletrocardiograma ajudam no diagnóstico. Mesmo assim, toda dor no peito deve ser avaliada com urgência.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a evolução é favorável. No entanto, algumas complicações podem acontecer:

    • Derrame pericárdico (acúmulo de líquido);
    • Tamponamento cardíaco, quando o líquido compromete o funcionamento do coração;
    • Pericardite recorrente;
    • Espessamento crônico do pericárdio.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação médica e exames complementares. Os principais exames são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue;
    • Radiografia de tórax;
    • Ecocardiograma;
    • Exames adicionais, quando necessário, como sorologias, culturas e investigação de doenças reumatológicas.

    O ecocardiograma é especialmente importante quando há suspeita de derrame pericárdico ou tamponamento cardíaco.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Medicamentos

    • Anti-inflamatórios;
    • Colchicina;
    • Analgésicos;
    • Em alguns casos, corticoides.

    Nas formas virais ou idiopáticas, a combinação de anti-inflamatório e colchicina costuma ser o tratamento inicial mais utilizado.

    2. Tratamento da causa

    Quando a causa é identificada, ela também deve ser tratada, como em casos de:

    • Infecções;
    • Doenças autoimunes;
    • Tuberculose.

    3. Casos mais graves

    Podem exigir:

    • Internação hospitalar;
    • Monitorização cardíaca;
    • Drenagem do líquido ao redor do coração.

    Pericardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    Grande parte dos pacientes melhora completamente com tratamento adequado.

    Mesmo assim, algumas pessoas podem apresentar recorrência da inflamação.

    Quando procurar atendimento urgente

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Dor intensa no peito;
    • Falta de ar;
    • Sensação de desmaio;
    • Piora rápida dos sintomas.

    Leia mais: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre pericardite

    1. Pericardite é grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode causar complicações.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É o principal sintoma.

    3. É igual a infarto?

    Não, mas os sintomas de pericardite podem ser parecidos.

    4. A pericardite tem cura?

    Sim, na maioria dos casos.

    5. Pode voltar?

    Sim. Algumas pessoas apresentam recorrência.

    6. Precisa de internação?

    Depende da gravidade e da presença de complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver dor no peito ou suspeita de problema cardíaco.

    Leia também: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico