Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Nariz constantemente entupido, dificuldade para sentir cheiros e sensação frequente de pressão no rosto são sintomas que muita gente associa apenas à rinite ou sinusite. Em alguns casos, porém, esses sinais podem estar relacionados aos pólipos nasais, pequenas formações benignas que crescem dentro do nariz e dos seios da face.

    Embora não sejam câncer e muitas vezes se desenvolvam lentamente, os pólipos podem impactar bastante a qualidade de vida, principalmente quando aumentam de tamanho ou surgem associados a inflamações crônicas das vias respiratórias.

    Os pólipos nasais são formações benignas que crescem na mucosa do nariz e dos seios da face.

    Eles estão frequentemente associados à inflamação crônica e podem causar sintomas como nariz entupido, perda do olfato e secreção nasal persistente.

    Embora não sejam câncer, podem impactar significativamente a qualidade de vida quando aumentam de tamanho.

    O que são os pólipos nasais

    Os pólipos nasais são estruturas moles, semelhantes a pequenas bolsas ou “cachos”, que se formam na mucosa nasal. Eles surgem por conta de uma inflamação prolongada da região, especialmente nos seios da face.

    Esses pólipos podem ser únicos ou múltiplos e variar de tamanho.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma gradual e progressiva.

    Os mais comuns são:

    • Nariz entupido persistente;
    • Dificuldade para respirar pelo nariz;
    • Redução ou perda do olfato;
    • Coriza (secreção nasal);
    • Sensação de pressão na face;
    • Roncos ou respiração bucal.

    Principais causas

    Os pólipos nasais estão relacionados à inflamação crônica das vias aéreas.

    Entre os fatores mais associados estão:

    • Rinite alérgica;
    • Sinusite crônica;
    • Asma;
    • Infecções repetidas;
    • Alterações inflamatórias da mucosa nasal.

    Nem sempre é possível identificar uma causa única.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver pólipos nasais:

    • Pessoas com rinite alérgica;
    • Pacientes com asma;
    • Indivíduos com sinusite crônica;
    • Histórico familiar;
    • Adultos (mais comum que em crianças).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação médica e exames específicos.

    Os principais métodos são:

    • Exame clínico do nariz;
    • Endoscopia nasal;
    • Tomografia dos seios da face.

    Esses exames ajudam a avaliar o tamanho, a quantidade e a extensão dos pólipos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da extensão da doença.

    1. Tratamento medicamentoso

    • Corticoides nasais em spray;
    • Em alguns casos, corticoides orais;
    • Tratamento de alergias associadas.

    2. Cirurgia

    • Indicada quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico;
    • Remoção dos pólipos por cirurgia endoscópica nasal.

    3. Controle da inflamação

    O controle da inflamação é fundamental para evitar recidivas, por isso a necessidade de acompanhamento contínuo.

    Pólipos nasais podem voltar?

    Sim. Mesmo após tratamento ou cirurgia, os pólipos podem reaparecer, especialmente quando a inflamação crônica persiste. Por isso, o acompanhamento médico regular é importante.

    Pólipos nasais são perigosos?

    Não são câncer e geralmente não evoluem para malignidade. No entanto, podem causar desconforto significativo e prejudicar a respiração, o sono e o olfato.

    Veja também: Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Perguntas frequentes sobre pólipos nasais

    1. Pólipos nasais são câncer?

    Não. São formações benignas.

    2. Sempre precisam de cirurgia?

    Não. Muitos casos melhoram com medicamentos.

    3. Podem causar perda de olfato?

    Sim. É um sintoma bastante comum.

    4. Podem voltar após cirurgia?

    Sim. Recidivas podem acontecer.

    5. Estão relacionados à alergia?

    Sim. Frequentemente estão associados à rinite alérgica e à asma.

    6. Dói?

    Geralmente não causam dor diretamente, mas podem provocar sensação de pressão na face e desconforto nasal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver nariz entupido persistente, perda do olfato, dificuldade para respirar ou sintomas que não melhoram.

    Veja também: Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Picada de abelha: o que fazer na hora e quando correr para o hospital 

    Picada de abelha: o que fazer na hora e quando correr para o hospital 

    Uma picada de abelha costuma provocar dor imediata, vermelhidão e bastante desconforto e, em muitos casos, o susto pode ser maior do que a gravidade da situação. Ainda assim, saber agir rapidamente faz diferença para aliviar os sintomas e evitar complicações.

    Embora a maioria das picadas cause apenas reações locais leves, algumas pessoas podem desenvolver alergias importantes ou apresentar quadros mais graves, especialmente após múltiplas picadas. Por isso, entender os sinais de alerta é muito importante.

    O que acontece após a picada

    A picada de abelha é comum e, na maioria das vezes, causa apenas dor local, vermelhidão e inchaço. Em algumas pessoas, no entanto, a picada pode desencadear reações alérgicas mais intensas, que exigem atenção médica imediata.

    Saber como agir rapidamente ajuda a aliviar os sintomas e prevenir complicações.

    Quando a abelha pica, ela injeta veneno na pele por meio do ferrão. Esse veneno provoca:

    • Dor imediata;
    • Vermelhidão;
    • Inchaço;
    • Sensação de queimação.

    Em alguns casos, o ferrão permanece na pele e continua liberando veneno por alguns segundos.

    O que fazer imediatamente

    As primeiras medidas são simples e eficazes.

    1. Remover o ferrão

    Retire o ferrão o mais rápido possível. Para isso, use a unha ou um objeto rígido (evite apertar o ferrão para não liberar mais veneno).

    2. Lavar o local

    Lave a região com água e sabão, isso é importante.

    3. Aplicar compressa fria

    O frio ajuda a reduzir dor e inchaço.

    Sintomas mais comuns

    Na maioria dos casos, a reação é leve. Os sintomas costumam ser:

    • Dor local;
    • Vermelhidão;
    • Inchaço;
    • Coceira.

    Esses sintomas costumam melhorar em poucas horas ou dias.

    Quando a reação é mais intensa

    Algumas pessoas podem apresentar reações maiores no local da picada.

    Entre elas:

    • Inchaço mais extenso;
    • Vermelhidão que aumenta ao longo das horas;
    • Desconforto prolongado.

    Mesmo assim, geralmente não se trata de uma situação grave.

    Reação alérgica grave (anafilaxia)

    Em casos raros, pode ocorrer reação alérgica grave, chamada anafilaxia.

    Os sinais de alerta são:

    • Falta de ar;
    • Inchaço nos lábios, língua ou rosto;
    • Urticária pelo corpo;
    • Tontura ou desmaio;
    • Queda de pressão.

    Essa é uma emergência médica e exige atendimento imediato.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda imediatamente se houver:

    • Sinais de reação alérgica grave;
    • Múltiplas picadas;
    • Picada em boca, garganta ou olhos;
    • Dor intensa ou piora progressiva dos sintomas.

    Como aliviar os sintomas

    Além das medidas iniciais, pode-se utilizar:

    • Analgésicos;
    • Antialérgicos;
    • Cremes para coceira.

    Sempre com orientação médica, se necessário.

    Picadas múltiplas: atenção redobrada

    Múltiplas picadas podem levar a grande quantidade de veneno no organismo, o que aumenta o risco de complicações, mesmo em pessoas sem alergia conhecida.

    Como prevenir picadas de abelha

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar mexer em colmeias;
    • Não usar perfumes fortes em áreas abertas;
    • Usar roupas adequadas em ambientes com muitos insetos;
    • Manter distância de enxames.

    Veja mais: Quando a alergia vira emergência: entenda a anafilaxia

    Perguntas frequentes sobre picada de abelha

    1. Sempre precisa tirar o ferrão?

    Sim. Quanto antes remover, melhor.

    2. Pode colocar gelo?

    Sim. Compressas frias ajudam a aliviar os sintomas.

    3. É perigoso?

    Na maioria das vezes, não.

    4. Pode causar alergia?

    Sim. Algumas pessoas podem desenvolver reação alérgica grave.

    5. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    6. Quanto tempo dura?

    Geralmente melhora em poucos dias.

    7. Quando é emergência?

    Quando há sinais de reação alérgica grave, como falta de ar ou inchaço importante.

    Veja mais: Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

  • Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Dor no peito, falta de ar e palpitações costumam ser sintomas associados a problemas cardíacos mais conhecidos, como infarto. Mas existe outra condição, menos comum e muitas vezes relacionada a infecções virais, que também pode afetar diretamente o coração: a miocardite.

    A doença provoca uma inflamação no músculo cardíaco e pode se manifestar de formas muito diferentes, desde quadros leves, que melhoram espontaneamente, até situações graves com risco de insuficiência cardíaca e arritmias. Em muitos casos, os sintomas aparecem após gripes, viroses ou outras infecções.

    O que é a miocardite

    A miocardite é uma inflamação do músculo do coração (miocárdio), que pode comprometer a capacidade de contração e o bombeamento adequado de sangue pelo organismo. O músculo cardíaco sofre inflamação, o que pode afetar sua função.

    Ela pode surgir após infecções, principalmente virais, e pode ser tanto uma doença leve ou até mesmo vir em formas bem graves e com risco de ter insuficiência cardíaca. A doença pode ser aguda, subaguda ou crônica.

    Em muitos casos, a doença melhora espontaneamente, mas em outros pode exigir acompanhamento e tratamento especializado.

    Essa inflamação pode causar:

    • Redução da força de contração do coração;
    • Alterações no ritmo cardíaco;
    • Alterações na condução dos estímulos elétricos do coração.

    Principais causas

    A causa mais comum da miocardite é infecção viral. Os principais fatores associados são:

    • Vírus (como influenza, covid-19 e outros);
    • Infecções bacterianas;
    • Doenças autoimunes;
    • Reações a medicamentos;
    • Exposição a toxinas.

    Nem sempre é possível identificar a causa exata.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dor no peito (podendo simular um infarto);
    • Falta de ar;
    • Cansaço;
    • Palpitações;
    • Sensação de coração acelerado ou irregular.

    Em casos mais graves, podem surgir sinais de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, arritmias malignas e até morte súbita.

    Quando a miocardite pode ser grave

    Embora muitos casos sejam leves, a miocardite pode evoluir com complicações importantes. As principais são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Arritmias graves;
    • Choque cardiogênico;
    • Morte súbita.

    A gravidade depende da extensão da inflamação e do comprometimento do músculo cardíaco.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames complementares. Os principais são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue (como troponina);
    • Ecocardiograma;
    • Ressonância magnética cardíaca.

    Em alguns casos, pode ser necessário:

    • Cateterismo cardíaco, especialmente em pacientes com piora apesar do tratamento;
    • Biópsia do coração, em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Repouso

    • Evitar atividade física durante a fase aguda;
    • Evitar consumo de bebidas alcoólicas.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos para controle da insuficiência cardíaca;
    • Controle de arritmias, quando necessário.

    3. Tratamento da causa

    Quando identificada, como em infecções ou doenças autoimunes.

    4. Casos graves

    Casos graves podem exigir internação e suporte intensivo. Em situações refratárias, pode ser necessário:

    • Uso de drogas vasoativas;
    • Suporte mecânico circulatório (como ECMO e LVAD);
    • Transplante cardíaco, em casos extremos.

    Miocardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes se recuperam completamente, especialmente nas formas leves.

    No entanto, alguns podem evoluir com sequelas cardíacas e necessidade de acompanhamento prolongado.

    Como prevenir complicações

    Algumas medidas ajudam a reduzir riscos:

    • Procurar avaliação médica diante de sintomas cardíacos;
    • Evitar exercícios físicos durante infecções virais;
    • Seguir corretamente o tratamento e acompanhamento médico.

    Confira: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes sobre miocardite

    1. Miocardite é grave?

    Pode ser, dependendo da extensão da inflamação.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É um sintoma comum.

    3. Está relacionada a vírus?

    Sim. Infecções virais são a principal causa.

    4. Tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Pode deixar sequelas?

    Sim. Alguns pacientes podem desenvolver problemas cardíacos persistentes.

    6. Precisa de repouso?

    Sim. O repouso é uma recomendação importante durante a fase aguda.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar dor no peito, falta de ar ou palpitações.

    Leia também: Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

  • Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Dor de ouvido em crianças costuma preocupar bastante os pais, especialmente quando aparece de repente, acompanhada de febre, irritabilidade ou noites mal dormidas. Entre as causas mais comuns desse desconforto está a otite média, uma inflamação que afeta a região localizada atrás do tímpano e que frequentemente surge após gripes e resfriados.

    Embora seja mais frequente na infância, a condição também pode ocorrer em adultos. Na maioria das vezes, evolui bem com acompanhamento adequado, mas alguns casos precisam de atenção para evitar complicações e desconforto prolongado.

    O que é a otite média

    A otite média é uma infecção ou inflamação da parte média do ouvido, localizada atrás do tímpano. Ela ocorre quando há acúmulo de secreção e inflamação no ouvido médio.

    A condição é muito comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos. Geralmente surge após infecções respiratórias, como gripes e resfriados.

    A dor de ouvido é o principal sintoma, podendo vir acompanhada de febre e outros sinais.

    Como essa região se comunica com o nariz por meio da tuba auditiva, ela pode ficar obstruída durante infecções respiratórias. Quando isso acontece, favorece a proliferação de vírus ou bactérias.

    Principais causas

    A otite média está frequentemente associada a:

    • Infecções virais (resfriados e gripes);
    • Infecções bacterianas;
    • Disfunção da tuba auditiva;
    • Alergias respiratórias.

    Crianças têm maior predisposição devido à anatomia da tuba auditiva.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Crianças pequenas;
    • Frequência em creches;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Uso de mamadeira em posição deitada;
    • Histórico de infecções respiratórias frequentes.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar com a idade. Entre os mais comuns estão:

    • Dor de ouvido;
    • Febre;
    • Irritabilidade (especialmente em crianças);
    • Diminuição da audição;
    • Sensação de ouvido “entupido”.

    Em alguns casos, pode haver saída de secreção pelo ouvido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, feito por exame do ouvido com otoscópio. O médico avalia sinais de inflamação e presença de secreção atrás do tímpano.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da idade, sintomas e gravidade.

    1. Controle da dor

    O controle da dor é feito com analgésicos e antitérmicos.

    2. Observação

    Em alguns casos, especialmente leves, pode-se observar evolução.

    3. Antibióticos

    Indicados em casos específicos, principalmente em crianças menores ou quadros mais intensos.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a otite média evolui bem. No entanto, complicações podem ocorrer:

    • Infecções recorrentes;
    • Acúmulo de líquido persistente;
    • Alterações na audição;
    • Raramente, complicações mais graves.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Vacinação em dia;
    • Evitar exposição ao cigarro;
    • Higiene adequada das mãos;
    • Aleitamento materno;
    • Evitar deitar ao alimentar com mamadeira.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Perguntas frequentes sobre otite média

    1. Otite média é comum em crianças?

    Sim. A otite média é muito frequente na infância.

    2. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Depende do caso, e isso será avaliado pelo médico.

    3. Pode causar febre?

    Sim, a otite média pode causar febre.

    4. Pode afetar a audição?

    Sim, temporariamente.

    5. É contagiosa?

    A infecção respiratória associada pode ser.

    6. Pode voltar?

    Sim, especialmente em crianças.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, febre ou suspeita de infecção.

    Leia também: Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido

  • Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Coceira intensa na região anal, principalmente à noite, é um sintoma que costuma deixar muitos pais preocupados. Embora diferentes condições possam causar esse desconforto, uma das causas mais comuns na infância é a infecção por oxiúros, pequenos vermes intestinais bastante frequentes em ambientes coletivos.

    Apesar de causar incômodo e se espalhar com facilidade, a enterobíase, nome da infecção provocada pelos oxiúros, costuma ser simples de tratar quando identificada corretamente. Além do uso de medicamentos, medidas de higiene são fundamentais para evitar reinfecção e transmissão para outras pessoas da casa.

    O que são os oxiúros

    Os oxiúros, também conhecidos como Enterobius vermicularis, são pequenos vermes brancos que vivem no intestino humano e que causam uma infecção chamada enterobíase. Essa é uma das parasitoses mais comuns no mundo, especialmente em crianças.

    O sintoma mais característico é a coceira intensa na região anal, principalmente à noite. Isso acontece porque, durante a noite, as fêmeas migram para a região anal para depositar seus ovos, o que causa irritação e coceira. Essa característica facilita a transmissão da infecção.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de ovos do parasita.

    As formas mais comuns são:

    • Mãos contaminadas levadas à boca;
    • Contato com superfícies contaminadas (roupas, brinquedos, roupas de cama);
    • Autoinfecção ao coçar a região anal e levar a mão à boca.

    A transmissão é fácil, especialmente em ambientes coletivos.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar, mas o mais típico é:

    • Coceira anal intensa, principalmente à noite;
    • Irritação na região anal;
    • Sono agitado;
    • Em alguns casos, dor abdominal leve.

    Muitas pessoas podem ser assintomáticas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Os oxiúros são mais comuns em:

    • Crianças;
    • Pessoas que convivem em ambientes coletivos (escolas, creches);
    • Famílias com casos de infecção;
    • Ambientes com higiene inadequada.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Identificação dos vermes na região anal;
    • Teste da fita adesiva (coleta de ovos na região anal).

    Exames de fezes nem sempre detectam a infecção.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é simples e eficaz. As principais medidas são:

    • Uso de antiparasitários;
    • Tratamento de todos os contatos próximos;
    • Repetição da dose após alguns dias.

    Importância da higiene

    Além do medicamento, medidas de higiene são fundamentais:

    • Lavar bem as mãos;
    • Manter unhas curtas;
    • Trocar roupas íntimas diariamente;
    • Lavar roupas de cama com frequência.

    Essas medidas evitam reinfecção.

    Oxiúros são perigosos?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição benigna, mas pode causar desconforto significativo e se espalhar facilmente.

    Leia também: Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças

    Perguntas frequentes sobre oxiúros

    1. Oxiúros causam coceira?

    Sim. É o principal sintoma.

    2. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Geralmente sim, para evitar reinfecção.

    4. Exame de fezes detecta?

    Nem sempre.

    5. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    6. Pode voltar?

    Sim, se não houver cuidados de higiene.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita de infecção.

    Veja mais: Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

  • Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    A chegada de um bebê costuma vir acompanhada de muitas dúvidas e preocupações, especialmente nos primeiros meses de vida. Entre os medos mais comuns dos pais está a chamada morte súbita em bebês, um evento raro, mas que desperta grande atenção justamente por acontecer de forma inesperada, geralmente durante o sono.

    Nos últimos anos, campanhas de conscientização ajudaram a reduzir significativamente os casos ao reforçar medidas simples de prevenção, principalmente relacionadas à forma como o bebê dorme.

    Entender os fatores de risco e os cuidados recomendados pode ajudar você a criar um ambiente de sono mais seguro para recém-nascidos e lactentes.

    O que é a morte súbita em bebês

    A morte súbita em bebês, também chamada de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL), é a morte inesperada de um bebê aparentemente saudável, geralmente durante o sono e sem causa identificada após investigação.

    Mesmo após investigação completa, incluindo autópsia e análise do ambiente, não se encontra uma causa específica.

    Embora seja um evento raro, é uma das principais causas de morte em bebês com menos de 1 ano, especialmente nos primeiros meses de vida.

    A boa notícia é que algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco.

    Por que acontece

    A causa exata ainda não é totalmente conhecida. Acredita-se que a síndrome da morte súbita do lactente esteja relacionada a uma combinação de fatores:

    • Imaturidade do sistema respiratório e neurológico;
    • Dificuldade em responder a situações como falta de oxigênio;
    • Fatores ambientais, especialmente relacionados ao sono.

    Principais fatores de risco

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Dormir de barriga para baixo ou de lado;
    • Uso de colchões muito macios;
    • Presença de travesseiros, cobertores ou objetos no berço;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Prematuridade;
    • Baixo peso ao nascer.

    Quando o risco é maior

    O risco é maior:

    • Entre 1 e 4 meses de idade;
    • Durante o primeiro ano de vida;
    • Principalmente durante o sono.

    Como reduzir o risco

    Existem medidas comprovadas que ajudam a prevenir.

    1. Posição para dormir

    Sempre colocar o bebê para dormir de barriga para cima.

    2. Ambiente seguro

    • Usar colchão firme;
    • Evitar objetos soltos no berço;
    • Não usar travesseiros ou cobertores soltos.

    3. Compartilhamento de quarto (não de cama)

    O bebê pode dormir no mesmo quarto dos pais, mas em berço próprio.

    4. Evitar fumaça

    Não expor o bebê ao cigarro.

    5. Amamentação

    O aleitamento materno está associado à redução do risco de morte súbita.

    6. Uso de chupeta (em alguns casos)

    Pode ajudar, especialmente durante o sono.

    O que NÃO fazer

    • Não coloque o bebê para dormir de bruços;
    • Não use colchões macios;
    • Não compartilhe a cama com o bebê;
    • Não cubra excessivamente o bebê.

    Morte súbita pode ser prevista?

    Não. A morte súbita do bebê ocorre de forma inesperada e não há exames que prevejam o evento. Por isso, a prevenção é baseada na redução dos fatores de risco.

    Confira: APLV: o que é, sintomas e quando desconfiar da condição em um bebê

    Perguntas frequentes sobre morte súbita em bebês

    1. É comum?

    Não é comum, mas é uma das principais causas de morte em bebês.

    2. Dormir de barriga para cima é seguro?

    Sim. É a posição mais segura.

    3. Pode acontecer durante o dia?

    Sim, mas é mais comum durante o sono noturno.

    4. Chupeta ajuda?

    Pode ajudar a reduzir o risco.

    5. Dormir com os pais é seguro?

    No mesmo quarto, sim. Na mesma cama, não é recomendado.

    6. Tem causa definida?

    Não. É multifatorial.

    7. Quando se preocupar?

    O foco deve ser na prevenção e em manter um ambiente de sono seguro.

    Leia mais: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

  • Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Pequenas bolinhas na pele, lisas e arredondadas, podem chamar atenção principalmente em crianças. Em muitos casos, essas lesões aparecem de forma discreta, sem dor ou outros sintomas importantes, mas acabam gerando preocupação por serem contagiosas e aumentarem em número com o tempo.

    Esse quadro costuma estar relacionado ao molusco contagioso, uma infecção viral bastante comum na infância. Apesar do nome assustar, trata-se de uma condição benigna, que geralmente evolui bem e pode até desaparecer espontaneamente em muitos casos.

    O que é o molusco contagioso

    O molusco contagioso é uma infecção viral da pele causada por um vírus da família dos poxvírus. É uma infecção benigna que afeta a camada superficial da pele.

    Ele provoca o surgimento de pequenas lesões arredondadas, geralmente indolores, que podem aparecer isoladas ou em grupos. As lesões são causadas pela replicação do vírus nas células da pele, formando pequenas elevações características.

    É mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos, especialmente em situações de contato direto com a pele ou em casos de imunidade reduzida.

    Apesar de ser contagioso, geralmente não causa complicações graves.

    Principais sintomas

    Os sintomas são basicamente cutâneos.

    Os principais são:

    • Pequenas lesões arredondadas;
    • Superfície lisa e brilhante;
    • Centro com leve depressão (umbilicação);
    • Cor semelhante à pele ou levemente rosada;
    • Ausência de dor na maioria dos casos.

    As lesões podem aumentar em número ao longo do tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão acontece por contato direto com a pele infectada.

    As principais formas são:

    • Contato pele a pele;
    • Compartilhamento de objetos pessoais (toalhas, roupas);
    • Autoinoculação (espalhamento para outras áreas do corpo).

    Em adultos, pode ocorrer transmissão por contato íntimo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Crianças;
    • Pessoas com dermatite atópica;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas em contato frequente com água (como em piscinas).

    Molusco contagioso é grave?

    Não. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada. As lesões podem desaparecer espontaneamente ao longo de meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na aparência típica das lesões. Geralmente, não são necessários exames complementares.

    Como é feito o tratamento

    Nem sempre é necessário tratamento, pois as lesões podem desaparecer sozinhas.

    Quando indicado, as opções são:

    • Remoção das lesões (curetagem);
    • Aplicação de substâncias tópicas;
    • Crioterapia (congelamento).

    A escolha depende do número de lesões e do desconforto.

    Como prevenir a transmissão

    Algumas medidas ajudam a evitar a disseminação:

    • Evitar contato direto com lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Manter boa higiene da pele.

    Veja mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Perguntas frequentes sobre molusco contagioso

    1. Molusco contagioso é contagioso?

    Sim. É transmitido por contato direto.

    2. Precisa tratar sempre?

    Não. Muitas vezes desaparece sozinho.

    3. Dói?

    Geralmente não.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, principalmente ao coçar.

    5. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    6. Pode voltar?

    Pode ocorrer reinfecção.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões aumentam, incomodam ou há dúvida no diagnóstico.

    Veja mais: Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, costuma chamar atenção pelas lesões dolorosas na pele. Em muitos casos, porém, o desconforto não termina quando as feridas desaparecem. Algumas pessoas continuam sentindo dor intensa por semanas, meses ou até anos após a infecção.

    Essa condição é chamada de neuralgia pós-herpética, considerada a complicação mais comum do herpes-zóster. A dor pode ser persistente e bastante limitante, afetando o sono, o humor e atividades simples do dia a dia.

    O que é a neuralgia pós-herpética

    A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes-zóster caracterizada por dor persistente na região afetada mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Mesmo após a resolução da infecção cutânea, os nervos permanecem inflamados ou sensibilizados, gerando dor crônica.

    Essa dor pode ser intensa e prolongada e impactar significativamente a qualidade de vida.

    É mais comum em pessoas mais velhas e em casos de herpes-zóster mais graves.

    Por que ela acontece

    Após a infecção pelo vírus varicela-zóster (o mesmo da catapora), o vírus permanece adormecido no organismo. Quando reativado, causa o herpes-zóster.

    Em alguns casos, essa reativação provoca lesão nos nervos, levando à dor persistente.

    Principais sintomas

    Os sintomas estão relacionados à dor neuropática.

    Os mais comuns são:

    • Dor em queimação ou choque;
    • Sensibilidade aumentada ao toque;
    • Dor persistente na região afetada;
    • Sensação de formigamento;
    • Desconforto ao contato com roupas.

    A dor costuma seguir o trajeto de um nervo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 60 anos;
    • Episódios graves de herpes-zóster;
    • Dor intensa durante a fase aguda;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na história de herpes-zóster prévio;
    • Na persistência da dor na mesma região.

    Não são necessários exames na maioria dos casos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar a dor. Veja as opções.

    1. Medicamentos

    • Antidepressivos com ação analgésica;
    • Anticonvulsivantes;
    • Analgésicos específicos para dor neuropática.

    2. Tratamentos tópicos

    • Cremes ou adesivos analgésicos.

    3. Outras abordagens

    • Terapias complementares;
    • Acompanhamento especializado em dor.

    O tratamento é individualizado.

    A neuralgia pós-herpética tem cura?

    Em muitos casos, a dor melhora com o tempo. No entanto, pode persistir por longos períodos em alguns pacientes.

    O tratamento adequado ajuda a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    Como prevenir

    A principal forma de prevenção é evitar o herpes-zóster.

    As medidas são:

    • Vacinação contra herpes-zóster;
    • Tratamento precoce do herpes-zóster;
    • Acompanhamento médico adequado.

    Confira: Catapora: tudo o que você precisa saber sobre sintomas e prevenção

    Perguntas frequentes sobre neuralgia pós-herpética

    1. Toda pessoa com herpes-zóster desenvolve neuralgia?

    Não. É uma complicação, mais comum em idosos.

    2. A dor pode durar quanto tempo?

    Pode durar meses ou anos.

    3. É uma dor comum?

    Não. É uma dor neuropática, geralmente mais intensa.

    4. Tem tratamento?

    Sim. Existem várias opções para controle da dor.

    5. Pode melhorar sozinha?

    Sim, em alguns casos.

    6. Vacina ajuda a prevenir?

    Sim. Reduz o risco de herpes-zóster e suas complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor persiste após o herpes-zóster.

    Veja também: 7 vacinas importantes para idosos com doenças cardíacas

  • Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    O desenvolvimento do bebê começa muito antes do nascimento, e diversos fatores podem influenciar esse processo ainda durante a gestação. Em alguns casos, alterações no crescimento do cérebro podem levar a condições que exigem acompanhamento médico desde os primeiros dias de vida.

    Entre elas está a microcefalia, condição que ganhou maior atenção pública após os surtos de Zika vírus, mas que pode ter diferentes causas. Embora o diagnóstico frequentemente gere preocupação, a evolução varia bastante de criança para criança.

    O que é a microcefalia

    A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com o tamanho da cabeça menor do que o esperado para a idade e o sexo. Essa medida é feita logo após o nascimento e acompanhada ao longo do crescimento.

    A condição está relacionada a alterações no desenvolvimento do cérebro e pode estar associada a diferentes graus de comprometimento neurológico.

    A gravidade varia bastante: algumas crianças têm desenvolvimento próximo do normal, enquanto outras podem apresentar limitações importantes. A condição reflete um desenvolvimento cerebral reduzido ou alterado.

    Principais causas

    A microcefalia pode ter diversas causas.

    As principais são:

    • Infecções durante a gestação (como Zika vírus, toxoplasmose e rubéola);
    • Alterações genéticas;
    • Exposição a álcool, drogas ou substâncias tóxicas;
    • Desnutrição materna;
    • Complicações durante a gravidez.

    A infecção pelo Zika vírus ganhou destaque em surtos recentes.

    Como ocorre durante a gestação

    A microcefalia pode se desenvolver quando há interferência no crescimento normal do cérebro do feto. Isso pode acontecer por:

    • Infecções que afetam o sistema nervoso;
    • Alterações genéticas;
    • Falta de nutrientes essenciais.

    Esses fatores impactam o desenvolvimento neurológico.

    Principais sinais e sintomas

    Além do tamanho reduzido da cabeça, podem estar presentes:

    • Atraso no desenvolvimento;
    • Dificuldades motoras;
    • Alterações cognitivas;
    • Convulsões;
    • Problemas de visão e audição.

    A intensidade varia de caso para caso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito:

    • Durante a gestação, por ultrassonografia;
    • Após o nascimento, pela medida da circunferência cefálica;
    • Com exames complementares, quando necessário.

    A avaliação médica é fundamental para identificar a causa.

    Consequências da microcefalia

    As consequências dependem da gravidade e da causa.

    Podem incluir:

    • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
    • Dificuldades de aprendizado;
    • Problemas motores;
    • Necessidade de acompanhamento especializado.

    Nem todas as crianças apresentam comprometimento grave.

    Existe tratamento?

    Não há cura para a microcefalia. No entanto, o acompanhamento adequado pode melhorar a qualidade de vida.

    As principais abordagens são:

    • Estimulação precoce;
    • Fisioterapia;
    • Terapia ocupacional;
    • Acompanhamento neurológico.

    O tratamento é individualizado.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Realizar pré-natal adequado;
    • Evitar exposição a infecções durante a gestação;
    • Vacinação antes da gravidez;
    • Evitar álcool e drogas;
    • Cuidados com higiene alimentar.

    Veja mais: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

    Perguntas frequentes sobre microcefalia

    1. Microcefalia tem cura?

    Não, mas o acompanhamento pode melhorar o desenvolvimento.

    2. Toda criança com microcefalia tem atraso?

    Não necessariamente. Depende da gravidade.

    3. Pode ser detectada na gravidez?

    Sim, em muitos casos.

    4. Zika vírus causa microcefalia?

    Sim, é uma das causas conhecidas.

    5. Pode levar a convulsões?

    Sim, em alguns casos.

    6. O tratamento é para sempre?

    O acompanhamento costuma ser contínuo.

    7. Quando procurar um médico?

    Durante o pré-natal e após o nascimento para avaliação adequada.

    Veja mais: Diferença entre dengue, zika e chikungunya

  • Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Manchas na pele que crescem aos poucos, coçam e assumem um formato arredondado costumam chamar atenção, e não é raro que sejam confundidas com alergias ou irritações comuns. No entanto, em muitos casos, essas lesões têm uma causa bem definida: infecção por fungos.

    Conhecida popularmente como impingem ou “tinha”, essa condição é bastante frequente e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de não ser grave, ela pode se espalhar pelo corpo e para outras pessoas se não for tratada corretamente.

    O que é a impingem

    A impingem, também chamada de dermatofitose, é uma infecção de pele causada por fungos que se alimentam da queratina presente na pele, cabelo e unhas.

    Esses fungos infectam a camada mais externa da pele, causando lesões bem específicas. Ela se caracteriza por lesões arredondadas, geralmente avermelhadas e com bordas mais elevadas, que podem coçar e se espalhar.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode persistir se não for tratada adequadamente. A infecção pode ocorrer em diversas partes do corpo, sendo mais comum em áreas expostas ou úmidas.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Lesões arredondadas ou em formato de anel;
    • Bordas avermelhadas e elevadas;
    • Centro mais claro;
    • Coceira;
    • Descamação da pele.

    As lesões podem aumentar de tamanho com o tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A impingem é contagiosa e pode ser transmitida de várias formas:

    • Contato direto com pele infectada;
    • Contato com animais infectados (como cães e gatos);
    • Uso de objetos contaminados (toalhas, roupas);
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes quentes e úmidos favorecem a transmissão.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sudorese excessiva;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Ambientes úmidos;
    • Contato com animais;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado no aspecto das lesões.

    Em alguns casos, pode ser confirmado por:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Como é feito o tratamento

    1. Tratamento tópico

    • Cremes antifúngicos;
    • Aplicação por algumas semanas.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos por via oral;
    • Indicado em casos mais extensos ou resistentes.

    3. Cuidados gerais

    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais.

    Impingem pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem ou o tratamento não for completo, pode haver recorrência.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter boa higiene da pele;
    • Evitar umidade prolongada;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Tratar animais infectados;
    • Usar roupas adequadas.

    Veja mais: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre impingem

    1. Impingem é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato direto ou indireto.

    2. Coça muito?

    Sim. A coceira é comum.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. Pode pegar de animais?

    Sim. Animais podem transmitir a infecção.

    6. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz na maioria dos casos.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões persistem, aumentam ou não melhoram com tratamento inicial.

    Leia também: Micose de unha: por que demora tanto para curar