Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma 

    Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma 

    A visão costuma ser algo que só ganha atenção quando começa a falhar, e, no caso de algumas doenças oculares, isso pode acontecer tarde demais. O glaucoma é um exemplo clássico: uma condição silenciosa, que evolui aos poucos e pode comprometer de forma definitiva a capacidade de enxergar.

    Por não causar sintomas nas fases iniciais na maioria dos casos, o glaucoma frequentemente passa despercebido até que a perda visual já esteja instalada. Por isso, entender como a doença funciona e a importância do diagnóstico precoce é muito importante para preservar a visão ao longo da vida.

    O que é o glaucoma

    O glaucoma é um grupo de doenças que afetam o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro.

    Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao aumento da pressão intraocular, que danifica lentamente esse nervo.

    Com o tempo, esse dano pode comprometer a visão de forma progressiva. Essa condição, inclusive, é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, especialmente quando não diagnosticada e tratada precocemente.

    Um dos principais desafios do glaucoma é que, em muitos casos, ele não causa sintomas nas fases iniciais e evolui de forma silenciosa.

    Principais tipos de glaucoma

    Existem diferentes tipos de glaucoma.

    1. Glaucoma de ângulo aberto

    Forma mais comum. Tem evolução lenta e silenciosa e geralmente não dá sintomas nos estágios iniciais.

    2. Glaucoma de ângulo fechado

    • Menos comum;
    • Pode surgir de forma súbita;
    • Considerado uma emergência médica.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme o tipo de glaucoma.

    Glaucoma de ângulo aberto

    • Geralmente não apresenta sintomas no início;
    • Perda progressiva da visão periférica.

    Glaucoma de ângulo fechado

    • Dor intensa no olho;
    • Visão borrada;
    • Náuseas e vômitos;
    • Vermelhidão ocular.

    Por que o glaucoma acontece

    O glaucoma está relacionado ao aumento da pressão intraocular ou à maior sensibilidade do nervo óptico.

    Entre os fatores associados estão:

    • Dificuldade na drenagem do líquido dentro do olho;
    • Predisposição genética;
    • Idade avançada;
    • Uso prolongado de corticoides.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 40 anos;
    • Histórico familiar de glaucoma;
    • Pressão ocular elevada;
    • Doenças como diabetes;
    • Uso prolongado de corticoides.

    Consequências do glaucoma não tratado

    O glaucoma pode causar danos progressivos e irreversíveis.

    As principais consequências são:

    • Perda da visão periférica (visão em “túnel”);
    • Dificuldade para enxergar à noite;
    • Comprometimento progressivo da visão central;
    • Cegueira irreversível, em estágios avançados.

    Como o dano ao nervo óptico não pode ser revertido, o tratamento tem como objetivo evitar a progressão da doença.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação oftalmológica.

    Os principais exames incluem:

    • Medição da pressão intraocular;
    • Avaliação do nervo óptico;
    • Exames de campo visual;
    • Exames de imagem do olho.

    A detecção precoce é fundamental para preservar a visão.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo reduzir a pressão ocular e proteger o nervo óptico.

    As principais opções são:

    • Colírios, que diminuem a pressão intraocular;
    • Procedimentos a laser;
    • Cirurgia, em casos mais avançados.

    O tratamento costuma ser contínuo.

    Como prevenir a perda de visão

    A principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce.

    Recomenda-se:

    • Consultas regulares com oftalmologista;
    • Avaliação da pressão ocular;
    • Acompanhamento em pessoas com fatores de risco.

    Leia mais:

    Olhos vermelhos: o que pode ser e quando ir ao médico

    Perguntas frequentes sobre glaucoma

    1. Glaucoma tem cura?

    Não. Mas pode ser controlado.

    2. Pode causar cegueira?

    Sim, especialmente se não tratado.

    3. Dói?

    Na maioria dos casos, não. Exceto no tipo agudo.

    4. A perda de visão pode ser revertida?

    Não. O dano é irreversível.

    5. Precisa usar colírio para sempre?

    Na maioria dos casos, sim.

    6. Quem deve fazer exame?

    Principalmente pessoas acima de 40 anos ou com fatores de risco.

    7. Quando procurar um médico?

    Para avaliação regular ou diante de sintomas oculares.

    Veja também:

    Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • H. pylori: saiba mais sobre a bactéria comum que pode causar gastrite e úlceras 

    H. pylori: saiba mais sobre a bactéria comum que pode causar gastrite e úlceras 

    A infecção por Helicobacter pylori é uma das mais comuns no mundo, e, muitas vezes, passa despercebida por anos. Presente no estômago de milhões de pessoas, essa bactéria pode não causar sintomas em boa parte dos casos, mas também está associada a condições importantes, como gastrite, úlceras e até câncer gástrico.

    Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais relevância com mudanças importantes nas recomendações de tratamento, principalmente por causa da resistência crescente aos antibióticos. Entenda os sintomas e o que fazer para tratar essa condição.

    O que é a H. pylori

    A H. pylori (Helicobacter pylori) é uma bactéria que infecta o estômago e está associada a doenças como gastrite, úlceras e aumento do risco de câncer gástrico.

    Ela é bastante comum, e muitas pessoas convivem com a infecção sem apresentar sintomas. No entanto, quando há manifestação clínica, o tratamento é importante para evitar complicações.

    Nos últimos anos, houve mudanças importantes nas recomendações de tratamento, principalmente devido ao aumento da resistência bacteriana aos antibióticos.

    Para entender melhor, a Helicobacter pylori é uma bactéria adaptada ao ambiente ácido do estômago. Ela se instala na mucosa gástrica e provoca inflamação crônica, podendo levar a:

    • Gastrite;
    • Úlcera gástrica ou duodenal;
    • Alterações que aumentam o risco de câncer.

    Como ocorre a transmissão

    A infecção geralmente ocorre na infância e pode persistir por anos.

    As principais formas de transmissão são:

    • Contato com saliva contaminada;
    • Consumo de água ou alimentos contaminados;
    • Condições inadequadas de higiene;
    • Contato próximo entre pessoas.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas são assintomáticas. Quando presentes, os sintomas costumam ser:

    • Dor ou queimação no estômago;
    • Sensação de estufamento;
    • Náuseas;
    • Azia;
    • Desconforto após as refeições.

    Em casos mais graves, pode haver úlcera.

    Quais problemas a H. pylori pode causar

    A infecção pode levar a:

    • Gastrite crônica;
    • Úlcera gástrica ou duodenal;
    • Maior risco de câncer de estômago;
    • Linfoma gástrico (raro).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Teste respiratório;
    • Exame de fezes;
    • Endoscopia com biópsia.

    Após o tratamento, é importante confirmar a erradicação.

    Atualizações no tratamento da H. pylori

    O tratamento da H. pylori mudou nos últimos anos devido ao aumento da resistência aos antibióticos.

    1. Terapia quádrupla como primeira linha

    Atualmente, muitos consensos recomendam a terapia quádrupla como primeira escolha.

    Ela inclui:

    • Inibidor de bomba de prótons (para reduzir acidez);
    • Dois antibióticos;
    • Substâncias como bismuto, quando disponível.

    Essa estratégia aumenta a taxa de erradicação.

    2. Evitar esquemas com baixa eficácia

    Esquemas antigos, como a terapia tripla clássica, têm menor eficácia em regiões com alta resistência bacteriana.

    Por isso, seu uso vem sendo reduzido em muitos cenários.

    3. Importância da adesão ao tratamento

    O sucesso do tratamento depende de:

    • Uso correto dos medicamentos;
    • Cumprimento do tempo recomendado (geralmente 10 a 14 dias).

    Falhas no tratamento podem levar à persistência da infecção.

    4. Teste de cura após tratamento

    As diretrizes atuais reforçam a necessidade de confirmar a erradicação. Isso pode ser feito com:

    • Teste respiratório;
    • Exame de fezes.

    Esse passo é essencial para garantir o sucesso do tratamento.

    5. Tratamentos de resgate

    Quando o tratamento inicial falha:

    • Novos esquemas antibióticos podem ser utilizados;
    • A escolha depende de tratamentos prévios e resistência local.

    H. pylori sempre precisa de tratamento?

    Nem todos os casos precisam de tratamento imediato. A indicação depende de:

    • Presença de sintomas;
    • Úlceras;
    • Histórico familiar de câncer gástrico;
    • Achados em exames.

    Como prevenir a infecção

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Lavar bem as mãos;
    • Consumir água tratada;
    • Manter boas condições de higiene;
    • Evitar compartilhamento de utensílios em ambientes de risco.

    Confira:

    Gastrite nervosa: o que é, sintomas e como aliviar

    Perguntas frequentes sobre H. pylori

    1. H. pylori é comum?

    Sim. É uma das infecções mais comuns no mundo.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Tem cura?

    Sim. O tratamento adequado pode eliminar a bactéria.

    4. Por que o tratamento mudou?

    Devido ao aumento da resistência aos antibióticos.

    5. Precisa repetir exames depois?

    Sim. É importante confirmar a erradicação.

    6. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim, embora não seja comum.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver sintomas digestivos persistentes ou diagnóstico confirmado da infecção.

    Veja mais:

    9 sintomas mais comuns de gastrite (e quando procurar um médico)

  • Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Coceira persistente entre os dedos dos pés, descamação e até pequenas rachaduras na pele são sinais que muita gente já experimentou, especialmente em dias quentes ou após longos períodos com calçados fechados. Embora pareça algo simples, esse desconforto pode indicar uma infecção bastante comum: a frieira.

    Conhecida popularmente como frieira ou pé de atleta, essa condição está diretamente relacionada à umidade e ao ambiente propício para a proliferação de fungos. É importante entender como ela surge e como tratar corretamente para evitar recorrências e complicações.

    O que é a frieira

    A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma infecção causada por fungos que afeta principalmente a pele dos pés, especialmente entre os dedos.

    Essa condição é bastante comum e costuma ocorrer em ambientes quentes e úmidos, favorecendo a proliferação dos fungos.

    Embora não seja uma doença grave, pode causar bastante desconforto, com coceira, descamação e, em alguns casos, fissuras dolorosas na pele.

    Os fungos dermatófitos que causam a frieira costumam se desenvolver em áreas úmidas, como:

    • Entre os dedos dos pés;
    • Solas dos pés;
    • Laterais dos pés.

    A infecção pode se espalhar se não for tratada adequadamente.

    Principais sintomas

    Os sintomas da frieira são característicos e geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Coceira intensa;
    • Descamação da pele;
    • Vermelhidão;
    • Fissuras ou rachaduras;
    • Sensação de ardor.

    Em alguns casos, pode haver mau cheiro ou dor.

    Por que a frieira acontece

    A infecção ocorre quando fungos encontram condições favoráveis para crescer.

    Entre os principais fatores estão:

    • Umidade nos pés;
    • Uso de calçados fechados por longos períodos;
    • Sudorese excessiva;
    • Falta de ventilação na região;
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes como vestiários, piscinas e academias são locais comuns de transmissão.

    Como ocorre a transmissão

    A frieira pode ser adquirida por contato direto ou indireto com fungos.

    As formas mais comuns são:

    • Andar descalço em locais úmidos compartilhados;
    • Uso de toalhas ou calçados contaminados;
    • Contato com superfícies infectadas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Algumas pessoas têm maior risco de desenvolver frieira:

    • Pessoas que usam sapatos fechados por longos períodos;
    • Atletas;
    • Pessoas com sudorese excessiva;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas com diabetes.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da frieira costuma ser simples e eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos tópicos, como cremes ou sprays;
    • Em casos mais extensos, antifúngicos orais;
    • Cuidados com higiene e secagem dos pés.

    O tratamento deve ser mantido pelo tempo recomendado, mesmo após melhora dos sintomas.

    Como prevenir a frieira

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter os pés secos, especialmente entre os dedos;
    • Usar calçados ventilados;
    • Trocar meias diariamente;
    • Evitar andar descalço em locais públicos úmidos;
    • Não compartilhar toalhas ou calçados.

    Leia também:

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Perguntas frequentes sobre frieira

    1. Frieira é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com superfícies contaminadas.

    2. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento evita piora e disseminação.

    3. Pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem, pode haver recorrência.

    4. Coça muito?

    Sim. A coceira é um dos principais sintomas.

    5. Pode dar mau cheiro?

    Sim, especialmente em casos mais avançados.

    6. Antifúngico resolve?

    Sim. É o tratamento principal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando não há melhora com tratamento inicial ou quando a infecção é extensa.

    Veja mais:

    Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca?

  • Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Irritação ou infecção? Como identificar a foliculite

    Pequenas bolinhas na pele, muitas vezes com vermelhidão ou pus, costumam gerar dúvida, especialmente quando aparecem de forma repentina ou em áreas sensíveis. Para algumas pessoas, a preocupação aumenta ao pensar em infecções mais complexas, como herpes ou outras doenças de pele.

    Na prática, uma das causas mais comuns desse tipo de lesão é a foliculite, uma condição frequente e, na maioria das vezes, benigna. Ainda assim, saber identificar suas características e diferenciá-la de outras alterações cutâneas é importante para evitar confusões e buscar o cuidado adequado quando necessário.

    O que é a foliculite

    A foliculite é uma inflamação dos folículos pilosos, estruturas da pele responsáveis pelo crescimento dos pelos.

    Ela costuma se manifestar como pequenas bolinhas vermelhas ou com pus ao redor dos pelos, e pode causar coceira ou desconforto.

    Apesar de geralmente ser uma condição benigna e comum, a foliculite pode ser confundida com outras lesões de pele, como herpes, acne ou irritações, o que gera dúvidas sobre o diagnóstico.

    Essa inflamação ou infecção do folículo piloso pode ser causada por:

    • Bactérias, especialmente Staphylococcus aureus;
    • Fungos;
    • Irritação mecânica, como depilação ou atrito.

    Essa inflamação leva ao surgimento de pequenas lesões ao redor dos pelos.

    Onde a foliculite aparece com mais frequência

    A foliculite pode ocorrer em qualquer área com pelos, mas é mais comum em:

    • Rosto (especialmente após barbear);
    • Couro cabeludo;
    • Axilas;
    • Virilha;
    • Pernas e nádegas.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam ser leves, mas podem variar.

    Os mais comuns são:

    • Pequenas bolinhas vermelhas ou com pus;
    • Lesões centradas no pelo;
    • Coceira ou leve dor;
    • Vermelhidão ao redor da lesão.

    Em casos mais intensos, podem surgir lesões maiores e mais dolorosas.

    Por que a foliculite acontece

    A foliculite geralmente ocorre quando o folículo piloso sofre algum tipo de agressão.

    As coisas que mais costumam causar foliculite são:

    • Depilação ou barbear;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Suor excessivo;
    • Obstrução dos poros;
    • Uso de produtos irritantes.

    Essas condições favorecem a inflamação ou infecção local.

    Foliculite pode ser confundida com herpes?

    Sim, em alguns casos.

    Algumas lesões de pele podem parecer semelhantes, mas existem diferenças importantes.

    Foliculite

    • Lesões centradas em pelos;
    • Pústulas (com pus);
    • Distribuição em áreas com pelos;
    • Geralmente não causa sintomas sistêmicos.

    Herpes

    • Vesículas (bolhas com líquido claro);
    • Lesões agrupadas;
    • Pode causar dor ou ardor intenso;
    • Pode vir acompanhada de sintomas como febre ou mal-estar.

    Além disso, o herpes costuma ter recorrência no mesmo local e evolução característica com formação de crostas.

    Por isso, embora possam parecer semelhantes à primeira vista, a avaliação clínica ajuda a diferenciar.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da foliculite é geralmente clínico, baseado na aparência das lesões. Na maioria dos casos, não são necessários exames.

    Em situações atípicas ou persistentes, pode ser necessário investigar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade.

    As principais medidas são:

    • Higiene adequada da pele;
    • Evitar fatores irritantes;
    • Antibióticos tópicos, em casos bacterianos;
    • Antifúngicos, quando indicado;
    • Evitar depilação temporariamente.

    Casos mais extensos podem exigir tratamento oral.

    Como prevenir a foliculite

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar roupas muito apertadas;
    • Usar técnicas adequadas de depilação;
    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Usar produtos adequados para a pele.

    Confira:

    Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Perguntas frequentes sobre foliculite

    1. Foliculite é contagiosa?

    Depende da causa. Algumas formas infecciosas podem ser transmissíveis.

    2. Pode virar algo mais grave?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode evoluir para lesões maiores se não tratada.

    3. É igual à acne?

    Não. Embora semelhantes, têm causas diferentes.

    4. Pode coçar?

    Sim. A coceira é comum.

    5. Como diferenciar de herpes?

    Pelo tipo de lesão, localização e sintomas associados.

    6. Precisa de antibiótico?

    Nem sempre. Depende da causa.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões são persistentes, dolorosas ou de difícil diagnóstico.

    Veja também:

    Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

  • Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Alterações no ritmo do coração nem sempre são notadas e, quando passam despercebidas, podem representar um risco ainda maior. Entre essas alterações, a fibrilação atrial se destaca não apenas pela frequência com que ocorre, mas também pelas possíveis consequências se não for identificada e tratada adequadamente.

    Nos últimos anos, avanços importantes no entendimento dessa arritmia mudaram a forma como ela é acompanhada e tratada, com estratégias mais personalizadas e foco na prevenção de complicações como o AVC. Entender o que é a fibrilação atrial e como ela evoluiu no cuidado médico é essencial para reconhecer sinais e buscar avaliação no momento certo.

    A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum vista pelos médicos, caracterizada por um ritmo irregular e desorganizado do coração.

    Ela pode causar sintomas como palpitações e cansaço, mas também pode ser silenciosa, o que a torna especialmente perigosa, pois aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

    Nos últimos anos, novas diretrizes trouxeram mudanças importantes no cuidado com a doença, com foco em tratamento individualizado, prevenção de complicações e abordagem mais precoce.

    O que é a fibrilação atrial

    A fibrilação atrial ocorre quando os átrios (câmaras superiores do coração) batem de forma desorganizada.

    Isso leva a:

    • Ritmo cardíaco irregular;
    • Perda da contração eficiente do átrio;
    • Maior risco de formação de coágulos.

    Esses coágulos podem se deslocar para o cérebro e causar AVC.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante.

    Os mais comuns são:

    • Palpitações (coração acelerado ou irregular);
    • Cansaço;
    • Falta de ar;
    • Tontura;
    • Dor no peito.

    É importante lembrar que algumas pessoas não apresentam sintomas.

    Por que a fibrilação atrial acontece

    A fibrilação atrial está associada a diversas condições que afetam o coração.

    Os principais fatores são:

    • Pressão alta;
    • Doenças cardíacas;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Consumo excessivo de álcool.

    O envelhecimento também é um fator importante.

    Principais riscos da fibrilação atrial

    A principal complicação é o AVC. Isso acontece porque o sangue pode ficar parado nos átrios do coração, o que pode formar coágulos que se deslocam e chegam até o cérebro.

    Outros riscos são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Piora da qualidade de vida;
    • Internações frequentes.

    O que mudou nas novas diretrizes

    As diretrizes mais recentes trouxeram mudanças importantes no tratamento da fibrilação atrial.

    1. Tratamento centrado no paciente (modelo CARE)

    O tratamento passou a seguir um modelo integrado:

    • C (Comorbidades): tratar doenças associadas;
    • A (Anticoagulação): prevenir AVC;
    • R (Reduzir sintomas): controle da frequência ou ritmo;
    • E (Avaliação contínua): reavaliar regularmente.

    2. Nova forma de avaliar risco de AVC

    • Há um novo indicador para avaliar o risco de AVC;
    • O sexo feminino deixou de ser critério isolado;
    • A anticoagulação passou a ter indicação mais clara.

    3. Ablação mais precoce

    A ablação por cateter, um tratamento que ajuda a reestabelecer o ritmo cardíaco regular, passou a ser considerada opção inicial em muitos pacientes sintomáticos. Esse tratamento pode ser indicado mais cedo no curso da doença.

    4. Maior foco nos fatores de risco

    Tratar fatores como obesidade, apneia do sono, diabetes e hipertensão reduz a recorrência e progressão da doença.

    5. Mudança no tempo para cardioversão

    O tempo para considerar cardioversão precoce foi reduzido em alguns casos. A cardioversão é um procedimento médico que aplica um choque no coração para solucionar arritmias que causam batimentos muito acelerados.

    6. Reconhecimento da fibrilação atrial subclínica

    Episódios detectados por dispositivos eletrônicos ganharam maior relevância clínica.

    Como é feito o tratamento atualmente

    O tratamento envolve três pilares principais:

    1. Prevenção de AVC

    Uso de anticoagulantes em pacientes com risco elevado.

    2. Controle da frequência cardíaca

    Medicamentos para manter o coração em ritmo adequado.

    3. Controle do ritmo

    • Medicamentos antiarrítmicos;
    • Ablação por cateter;
    • Cardioversão elétrica, quando indicada.

    A fibrilação atrial tem cura?

    Nem sempre. Em muitos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

    Em alguns pacientes, especialmente com tratamento precoce, é possível manter o ritmo normal por longos períodos.

    Leia mais:

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas

    Perguntas frequentes sobre fibrilação atrial

    1. Fibrilação atrial é grave?

    Pode ser, principalmente pelo risco de AVC.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Pode ser silenciosa.

    3. Todo paciente precisa de anticoagulante?

    Não. Depende do risco individual.

    4. Ablação é segura?

    Sim, quando bem indicada.

    5. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim. A recorrência é possível.

    6. Mudanças no estilo de vida ajudam?

    Sim. São parte fundamental do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar palpitações ou irregularidade do pulso.

    Veja também:

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo

  • Gravidez falsa existe? Entenda a gravidez psicológica

    Gravidez falsa existe? Entenda a gravidez psicológica

    Nem sempre os sinais do corpo correspondem exatamente ao que está acontecendo biologicamente. Em algumas situações, emoções intensas podem desencadear respostas físicas surpreendentes e até mesmo muito semelhantes às de uma gravidez.

    A chamada gravidez psicológica é um exemplo disso. Embora não exista gestação, o corpo pode apresentar sintomas reais, como aumento abdominal e ausência de menstruação, o que pode gerar dúvidas, angústia e impacto emocional significativo.

    A gravidez psicológica, também chamada de pseudociese, é uma condição em que a mulher acredita estar grávida e pode apresentar diversos sinais físicos típicos de gestação, mesmo sem haver um bebê.

    Embora pareça incomum, trata-se de uma condição real, que envolve a interação entre fatores emocionais e hormonais.

    Os sintomas podem ser tão convincentes que, em alguns casos, apenas exames confirmam a ausência de gravidez.

    O que é a gravidez psicológica

    A gravidez psicológica é uma condição em que o corpo manifesta sinais semelhantes aos de uma gestação verdadeira, sem que haja fecundação.

    Essas alterações podem ocorrer devido a mecanismos complexos entre o cérebro e o sistema hormonal, influenciados por fatores emocionais.

    Não se trata de imaginação ou fingimento, pois os sintomas são reais e podem ser intensos.

    Principais sintomas

    Os sintomas da gravidez psicológica podem ser muito semelhantes aos de uma gestação real.

    Entre os mais comuns estão:

    • Aumento do abdômen;
    • Ausência de menstruação;
    • Sensibilidade nas mamas;
    • Náuseas;
    • Sensação de movimentos na barriga;
    • Ganho de peso.

    Esses sinais podem reforçar a convicção da pessoa de que está grávida.

    Por que a gravidez psicológica acontece

    A causa envolve fatores emocionais e hormonais.

    Entre os principais fatores associados estão:

    • Desejo intenso de engravidar;
    • Medo de gravidez;
    • Histórico de infertilidade;
    • Perdas gestacionais anteriores;
    • Questões emocionais ou psicológicas.

    Esses fatores podem influenciar o funcionamento hormonal, levando a alterações físicas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A gravidez psicológica pode ocorrer em diferentes contextos, mas é mais comum em:

    • Mulheres com forte desejo de engravidar;
    • Pessoas que enfrentam dificuldades para ter filhos;
    • Mulheres com histórico de perdas;
    • Situações de estresse emocional intenso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por meio de exames que confirmam a ausência de gestação.

    Os principais são:

    • Teste de gravidez;
    • Ultrassonografia.

    Esses exames são fundamentais para esclarecer o diagnóstico e orientar o cuidado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve abordagem multidisciplinar.

    As principais estratégias são:

    • Acompanhamento psicológico, para trabalhar os fatores emocionais;
    • Apoio médico;
    • Em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico.

    O acolhimento é essencial, já que a experiência pode ser emocionalmente intensa.

    Gravidez psicológica é grave?

    Não é uma doença grave do ponto de vista físico, mas pode ter impacto emocional importante.

    Por isso, o tratamento adequado é fundamental para o bem-estar da pessoa.

    Confira:

    Gravidez na adolescência: principais riscos para mãe e bebê, cuidados e como prevenir

    Perguntas frequentes sobre gravidez psicológica

    1. Gravidez psicológica é real?

    Sim. Os sintomas são reais, embora não exista gestação.

    2. O corpo pode apresentar sinais de gravidez?

    Sim. Pode haver alterações físicas semelhantes às de uma gestação.

    3. Como saber se é gravidez de verdade?

    Por meio de exames como teste de gravidez e ultrassonografia.

    4. Tem tratamento?

    Sim. O tratamento envolve apoio psicológico e médico.

    5. É comum?

    Não é muito comum, mas pode ocorrer.

    6. Pode acontecer mais de uma vez?

    Sim, especialmente se os fatores emocionais persistirem.

    7. Quando procurar ajuda?

    Quando houver suspeita de gravidez sem confirmação ou sofrimento emocional associado.

    Veja mais:

    Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

  • Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Dor de garganta é uma queixa comum, especialmente em épocas mais frias ou em ambientes com maior circulação de vírus e bactérias. Na maioria das vezes, trata-se de um quadro leve e autolimitado. Mas, em alguns casos, a dor aparece de forma mais intensa, acompanhada de febre e dificuldade para engolir, levantando a suspeita de uma infecção bacteriana.

    Entre essas causas, a faringite estreptocócica merece atenção. Embora seja menos comum que as infecções virais, ela exige diagnóstico adequado e, muitas vezes, tratamento com antibióticos para evitar complicações.

    O que é a faringite estreptocócica

    A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana que afeta a faringe e, muitas vezes, as amígdalas, causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.

    Ela provoca inflamação intensa da garganta e pode estar associada à formação de placas de pus nas amígdalas.

    Diferente das dores de garganta virais, que são mais comuns e geralmente leves, a faringite estreptocócica pode causar sintomas mais intensos e requer tratamento específico com antibióticos.

    É mais frequente em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

    As formas mais comuns são:

    • Gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar;
    • Contato próximo com pessoas doentes;
    • Compartilhamento de utensílios contaminados.

    Ambientes fechados, como escolas, favorecem a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor intensa na garganta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Febre;
    • Amígdalas aumentadas e com placas de pus;
    • Ínguas no pescoço (linfonodos aumentados);
    • Mal-estar.

    Diferente das infecções virais, geralmente não há tosse ou coriza.

    Como diferenciar de uma faringite viral

    Embora seja difícil diferenciar apenas pelos sintomas, alguns sinais sugerem infecção bacteriana:

    • Início súbito;
    • Febre alta;
    • Ausência de tosse;
    • Presença de placas nas amígdalas;
    • Linfonodos dolorosos no pescoço.

    A confirmação pode ser feita com testes específicos.

    Possíveis complicações

    Quando não tratada adequadamente, a faringite estreptocócica pode levar a complicações.

    Entre elas:

    • Febre reumática;
    • Glomerulonefrite (problema renal);
    • Abscessos ao redor das amígdalas.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento corretos são importantes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e pode ser confirmado com exames.

    Os principais métodos são:

    • Teste rápido para estreptococo;
    • Cultura de secreção da garganta.

    Esses exames ajudam a confirmar a presença da bactéria.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve:

    • Antibióticos, que eliminam a bactéria;
    • Analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas;
    • Hidratação e repouso.

    O uso de antibióticos reduz a duração dos sintomas e previne complicações.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica quando houver:

    • Dor intensa na garganta;
    • Febre alta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Suspeita de infecção bacteriana.

    O diagnóstico adequado é essencial para definir o tratamento correto.

    Leia mais:

    Dor de garganta, febre e placas: pode ser amigdalite?

    Perguntas frequentes sobre faringite estreptocócica

    1. Toda dor de garganta é bacteriana?

    Não. A maioria é causada por vírus.

    2. Precisa sempre de antibiótico?

    Não. Apenas quando há confirmação de infecção bacteriana.

    3. É contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com secreções.

    4. Pode dar febre?

    Sim. Febre é um sintoma comum.

    5. Quanto tempo dura?

    Com tratamento, costuma melhorar em poucos dias.

    6. Pode complicar?

    Sim, se não tratada adequadamente.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando há dor intensa, febre alta ou dificuldade para engolir.

    Veja mais:

    O que é febre reumática? Cardiologista explica os sintomas, tratamentos e se tem cura

  • Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Uma mordida de cachorro, um arranhão de gato ou até um contato inesperado com morcegos pode gerar uma dúvida urgente: preciso tomar vacina contra raiva? Embora muitas dessas situações sejam comuns no dia a dia, a decisão sobre vacinação exige atenção rápida e avaliação adequada.

    Isso acontece porque a raiva é uma doença rara, mas extremamente grave. Uma vez que os sintomas se iniciam, a evolução costuma ser fatal. Por outro lado, quando a prevenção é feita no momento certo, a infecção pode ser completamente evitada.

    A vacina contra raiva é uma medida essencial para prevenir uma doença grave e quase sempre fatal após o início dos sintomas.

    A raiva é uma infecção viral transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas.

    Apesar de rara em humanos, a doença exige atenção imediata após qualquer situação de risco, pois a vacinação precoce pode evitar a infecção.

    O que é a raiva

    A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central. Após a infecção, o vírus se desloca pelos nervos até o cérebro, causando sintomas neurológicos graves.

    Sem tratamento antes do aparecimento dos sintomas, a doença tem alta taxa de mortalidade.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da raiva acontece principalmente por:

    • Mordidas de animais infectados;
    • Arranhões contaminados com saliva;
    • Lambedura em feridas abertas ou mucosas.

    Os animais mais associados à transmissão incluem:

    • Cães e gatos;
    • Morcegos;
    • Animais silvestres.

    Quando é necessário tomar a vacina contra raiva

    A vacinação pode ser indicada em duas situações principais:

    1. Após exposição (profilaxia pós-exposição)

    É a situação mais comum. A vacina deve ser considerada quando há:

    • Mordida de animal;
    • Arranhão que rompe a pele;
    • Contato de saliva com feridas ou mucosas;
    • Exposição a morcegos (mesmo sem perceber mordida).

    A necessidade depende de fatores como:

    • Tipo de contato;
    • Espécie do animal;
    • Situação vacinal do animal;
    • Gravidade da lesão.

    Em alguns casos, além da vacina, pode ser necessário o uso de soro antirrábico.

    2. Antes da exposição (profilaxia pré-exposição)

    Indicada para pessoas com maior risco ocupacional, como:

    • Veterinários;
    • Profissionais que trabalham com animais;
    • Pessoas que lidam com morcegos ou animais silvestres;
    • Trabalhadores de laboratório com o vírus.

    O que fazer após uma mordida de animal

    Em caso de acidente com animal, algumas medidas são fundamentais:

    • Lavar o local imediatamente com água e sabão;
    • Procurar atendimento médico o quanto antes;
    • Informar detalhes sobre o animal (se é conhecido, vacinado, comportamento).

    A avaliação médica define a necessidade de vacina e/ou do soro.

    A vacina contra raiva é sempre necessária?

    Não necessariamente. A indicação depende da avaliação do risco. Mordidas de animais domésticos saudáveis e vacinados podem não exigir vacinação imediata, dependendo da observação do animal, por exemplo.

    A exposição a animais silvestres geralmente indica vacinação. Por isso, a avaliação médica é essencial.

    Quantas doses são necessárias

    O esquema de vacinação varia conforme a situação:

    • Pós-exposição: geralmente envolve várias doses em dias específicos;
    • Pré-exposição: esquema diferente, com doses iniciais e reforços.

    A orientação deve ser feita por profissional de saúde.

    Por que é importante não atrasar

    A vacina contra raiva é eficaz quando administrada antes do início dos sintomas. Após o aparecimento dos sintomas, a doença é quase sempre fatal.

    Por isso, qualquer suspeita de exposição deve ser avaliada rapidamente.

    Confira:

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda

    Perguntas frequentes sobre vacina contra raiva

    1. Toda mordida precisa de vacina?

    Não. Depende do tipo de animal e da situação.

    2. Mordida de cachorro doméstico precisa?

    Depende. Se o animal for saudável e vacinado, pode ser apenas observado.

    3. Morcego sempre exige vacina?

    Sim. Em geral, toda exposição a morcegos é considerada de risco.

    4. A vacina é segura?

    Sim. É considerada segura e eficaz.

    5. Precisa de soro também?

    Em alguns casos, sim, especialmente em exposições mais graves.

    6. Posso esperar para ver se tenho sintomas?

    Não. A vacinação deve ser feita antes dos sintomas.

    7. Quando procurar atendimento?

    Imediatamente após qualquer suspeita de exposição.

    Veja também:

    Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata

  • Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Dedos que ficam extremamente pálidos no frio, mudam para um tom arroxeado e depois avermelham ao aquecer podem parecer apenas uma reação comum à temperatura. No entanto, quando esse padrão se repete, pode indicar o chamado fenômeno de Raynaud, uma condição vascular que afeta a circulação nas extremidades.

    Embora muitas vezes seja benigno, esse tipo de alteração chama atenção justamente pela intensidade visual e pelo desconforto que pode causar. Em alguns casos, pode estar associado a outras doenças, o que torna importante entender quando se trata de algo simples e quando merece investigação mais aprofundada.

    O fenômeno de Raynaud é uma condição em que ocorre uma redução temporária do fluxo sanguíneo para os dedos das mãos e dos pés, geralmente desencadeada pelo frio ou por estresse emocional.

    Essa redução da circulação provoca uma mudança característica na cor da pele, que pode passar por fases de palidez (branco), coloração azulada e, posteriormente, vermelhidão.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna. No entanto, em algumas situações, pode estar associada a doenças mais complexas, exigindo investigação.

    O que é o fenômeno de Raynaud

    O fenômeno de Raynaud é causado por um vasoespasmo, ou seja, uma contração dos pequenos vasos sanguíneos das extremidades.

    Essa contração reduz temporariamente o fluxo de sangue, levando às alterações de cor e temperatura nos dedos.

    Os episódios costumam ser reversíveis e duram minutos, podendo variar de intensidade.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente episódicos e desencadeados por frio ou estresse.

    Entre os mais comuns estão:

    • Mudança de cor nos dedos (branco para azul e, posteriormente, vermelho);
    • Sensação de frio nas extremidades;
    • Dormência ou formigamento;
    • Dor ou desconforto durante o retorno da circulação.

    Os dedos das mãos são os mais frequentemente afetados, mas os pés também podem ser envolvidos.

    Por que o fenômeno de Raynaud acontece

    O fenômeno ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos a estímulos como frio ou estresse.

    Essa resposta leva à contração dos vasos e redução do fluxo sanguíneo.

    Existem dois tipos principais.

    1. Raynaud primário

    • Mais comum;
    • Não está associado a outras doenças;
    • Geralmente mais leve.

    2. Raynaud secundário

    • Associado a doenças, especialmente autoimunes;
    • Pode ser mais intenso;
    • Pode causar complicações.

    Quais doenças podem estar associadas

    O fenômeno de Raynaud secundário pode estar relacionado a condições como:

    • Doenças autoimunes (como lúpus e esclerodermia);
    • Doenças vasculares;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Exposição a vibração (em algumas profissões).

    Nesses casos, é importante investigar a causa de base.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O fenômeno de Raynaud é mais comum em:

    • Mulheres;
    • Pessoas jovens (no caso do tipo primário);
    • Indivíduos que vivem em regiões frias;
    • Pessoas com doenças autoimunes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na história do paciente. Em casos suspeitos de Raynaud secundário, podem ser solicitados exames para investigar doenças associadas.

    A avaliação médica é importante para diferenciar os tipos e orientar o acompanhamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da causa.

    1. Medidas comportamentais

    • Evitar exposição ao frio;
    • Usar luvas e roupas adequadas;
    • Reduzir o estresse;
    • Evitar tabagismo.

    2. Tratamento medicamentoso

    Em casos mais intensos, podem ser utilizados medicamentos que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos.

    3. Tratamento da causa de base

    Nos casos secundários, é fundamental tratar a doença associada.

    Quando o fenômeno de Raynaud pode ser um sinal de alerta

    Alguns sinais sugerem necessidade de investigação mais detalhada:

    • Início em idade mais avançada;
    • Sintomas muito intensos;
    • Lesões na pele ou úlceras nos dedos;
    • Assimetria entre as mãos;
    • Presença de outros sintomas sistêmicos.

    Confira:

    Rash no rosto e dor nas articulações: pode ser lúpus? Entenda mais

    Perguntas frequentes sobre fenômeno de Raynaud

    1. Fenômeno de Raynaud é perigoso?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode indicar doenças mais sérias em alguns pacientes.

    2. O que desencadeia as crises?

    Principalmente frio e estresse.

    3. Sempre está associado a doença?

    Não. O tipo primário não tem relação com outras doenças.

    4. Tem cura?

    O tipo primário não tem cura, mas pode ser controlado.

    5. Pode causar dor?

    Sim, especialmente durante a recuperação da circulação.

    6. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando os sintomas são intensos, frequentes ou associados a outros sinais.

    Veja mais:

    Esclerodermia: como essa doença autoimune afeta o organismo

  • Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Lesões na pele que não cicatrizam, surgem como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo do braço ou da perna chamam atenção, especialmente quando há histórico de contato com gatos ou com terra. Nos últimos anos, esse tipo de quadro tem sido cada vez mais associado à esporotricose, uma infecção que ganhou relevância em áreas urbanas.

    Embora muitas vezes comece de forma discreta, a doença pode evoluir ao longo dos dias e semanas, o que costuma gerar dúvida e preocupação.

    A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, plantas e matéria orgânica.

    Ela é conhecida como a “doença do jardineiro”, mas também ganhou destaque nos últimos anos pela transmissão por gatos infectados, especialmente em áreas urbanas.

    A infecção geralmente afeta a pele e o tecido subcutâneo, mas em alguns casos pode se disseminar, principalmente em pessoas com imunidade baixa.

    O que é a esporotricose

    A esporotricose é uma micose subcutânea, ou seja, uma infecção que acomete as camadas mais profundas da pele. O fungo entra no organismo por meio de pequenas lesões na pele, como arranhões ou cortes.

    Após a infecção, podem surgir nódulos que evoluem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele lesionada.

    As principais formas são:

    • Arranhões ou mordidas de gatos infectados;
    • Contato com secreções de lesões em animais doentes;
    • Manipulação de solo, plantas ou madeira contaminados.

    Atualmente, a transmissão por gatos é uma das formas mais comuns em algumas regiões.

    Principais sintomas

    Os sintomas da esporotricose geralmente começam no local de entrada do fungo.

    Entre os mais comuns são:

    • Nódulo na pele que pode ulcerar;
    • Lesões que se espalham ao longo do trajeto dos vasos linfáticos;
    • Vermelhidão e inchaço local;
    • Dor leve ou ausência de dor.

    Em alguns casos, podem surgir múltiplas lesões.

    A esporotricose é grave?

    Na maioria das vezes, a forma cutânea é benigna e tratável.

    No entanto, em casos mais raros, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, pode ocorrer:

    • Forma disseminada;
    • Acometimento de órgãos internos;
    • Infecção mais extensa.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são importantes.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco de infecção:

    • Pessoas que lidam com solo ou plantas (jardineiros, agricultores);
    • Pessoas em contato com gatos infectados;
    • Veterinários;
    • Pessoas com imunidade baixa.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais.

    Os principais métodos são:

    • Cultura do fungo a partir da lesão;
    • Exames microscópicos;
    • Biópsia em alguns casos.

    A confirmação ajuda a orientar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da esporotricose é geralmente eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos orais, como tratamento de escolha;
    • Tratamento prolongado, geralmente por semanas a meses;
    • Acompanhamento médico regular.

    Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.

    Como prevenir a esporotricose

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:

    • Evitar contato com lesões de gatos doentes;
    • Usar luvas ao lidar com solo ou plantas;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Procurar atendimento veterinário para animais suspeitos.

    Leia também:

    Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

    Perguntas frequentes sobre esporotricose

    1. Esporotricose é contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre principalmente por animais ou ambiente contaminado.

    2. Todo gato transmite a doença?

    Não. Apenas gatos infectados podem transmitir.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário para cura.

    4. Pode se espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente ao longo dos vasos linfáticos.

    5. É uma doença grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura o tratamento?

    Pode durar semanas a meses.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar lesões suspeitas na pele, especialmente após contato com gatos ou solo.

    Veja mais:

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