Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar e dificuldade para dar os primeiros passos do dia são queixas comuns no consultório, e muitas vezes levantam a suspeita de esporão de calcâneo. Esse tipo de dor pode surgir de forma gradual e, com o tempo, interferir em atividades simples, como caminhar ou ficar em pé por longos períodos.

    Apesar de bastante conhecido, o esporão nem sempre é o verdadeiro responsável pela dor. Em muitos casos, ele aparece apenas como um achado em exames, enquanto o desconforto está relacionado à inflamação de estruturas próximas.

    O esporão de calcâneo é uma formação óssea em forma de bico que se desenvolve no osso do calcanhar. Ele está frequentemente associado à fascite plantar, uma inflamação da estrutura que sustenta o arco do pé.

    Muitas pessoas descobrem o esporão em exames de imagem, mesmo sem dor. No entanto, quando há inflamação associada, pode causar dor significativa ao caminhar, especialmente ao dar os primeiros passos do dia.

    Apesar de ser uma condição comum, o tratamento costuma ser eficaz com medidas conservadoras na maioria dos casos.

    O que é o esporão de calcâneo

    O esporão de calcâneo é uma projeção óssea que se forma na parte inferior do calcanhar, geralmente onde a fáscia plantar se insere no osso.

    Essa formação ocorre ao longo do tempo, como resposta a sobrecarga e microtraumas repetitivos na região.

    É importante destacar que nem todo esporão causa dor — o desconforto está mais relacionado à inflamação dos tecidos ao redor.

    Principais causas

    O esporão de calcâneo está associado a fatores que aumentam o estresse sobre o calcanhar.

    Os principais são:

    • Fascite plantar;
    • Sobrecarga repetitiva ao caminhar ou correr;
    • Excesso de peso;
    • Uso de calçados inadequados;
    • Alterações na pisada;
    • Permanecer muito tempo em pé.

    Esses fatores contribuem para microlesões que levam à formação do esporão.

    Principais sintomas

    O sintoma mais comum é a dor no calcanhar.

    As características típicas são:

    • Dor ao dar os primeiros passos pela manhã;
    • Desconforto ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo;
    • Sensação de “pontada” no calcanhar;
    • Melhora parcial com o movimento ao longo do dia.

    A intensidade da dor pode variar de leve a incapacitante.

    Esporão de calcâneo sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas têm esporão de calcâneo sem apresentar sintomas. Nesses casos, o achado é incidental em exames de imagem.

    A dor geralmente está associada à inflamação da fáscia plantar e não apenas à presença do esporão.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e nos sintomas.

    Exames de imagem podem ser utilizados, como:

    • Radiografia, que mostra o esporão;
    • Ultrassonografia, para avaliar a fáscia plantar.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é, na maioria das vezes, conservador.

    1. Medidas não cirúrgicas

    • Alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha;
    • Uso de palmilhas ortopédicas;
    • Aplicação de gelo;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios;
    • Ajuste de calçados.

    Essas medidas costumam trazer melhora significativa.

    2. Outras opções

    Em casos persistentes, podem ser considerados:

    • Fisioterapia;
    • Terapias específicas, como ondas de choque.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é rara e indicada apenas quando o tratamento conservador não é eficaz.

    Como prevenir o esporão de calcâneo

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar calçados adequados;
    • Evitar sobrecarga excessiva;
    • Manter peso saudável;
    • Realizar alongamentos regularmente;
    • Corrigir alterações na pisada.

    Veja mais:

    5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes sobre esporão de calcâneo

    1. Esporão de calcâneo é a mesma coisa que fascite plantar?

    Não. O esporão é uma calcificação; a fascite plantar é a inflamação associada.

    2. Sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Precisa de cirurgia?

    Raramente. A maioria melhora com tratamento conservador.

    4. Pode melhorar sozinho?

    Sim. Com medidas adequadas, os sintomas costumam melhorar.

    5. Palmilha ajuda?

    Sim. Pode reduzir a sobrecarga no calcanhar.

    6. Exercícios são importantes?

    Sim. Alongamentos são fundamentais no tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor é persistente ou interfere nas atividades do dia a dia.

    Veja mais:

    Fascite plantar: quando a planta dos pés dói

  • Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Crises de tontura intensa, sensação de que tudo está girando e episódios de zumbido no ouvido podem surgir de forma inesperada e impactar significativamente a rotina. Para muitas pessoas, esses sintomas aparecem sem aviso e podem ser confundidos com quadros comuns, como a chamada “labirintite”.

    No entanto, em alguns casos, esse conjunto de sinais está relacionado a uma condição específica do ouvido interno: a doença de Ménière. Embora não tenha cura definitiva, o diagnóstico correto e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que afeta o equilíbrio e a audição. Ela é caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, associados a zumbido e perda auditiva.

    Essas crises podem surgir de forma súbita e causar bastante desconforto, interferindo nas atividades do dia a dia.

    Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com tratamento adequado, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.

    O que é a doença de Ménière

    A doença de Ménière é um distúrbio do ouvido interno relacionado ao acúmulo de líquido (endolinfa) em uma estrutura chamada labirinto.

    Esse acúmulo altera o funcionamento normal do sistema responsável pelo equilíbrio e pela audição.

    Como resultado, surgem sintomas típicos, especialmente durante as crises.

    Principais sintomas

    A doença de Ménière apresenta um conjunto característico de sintomas.

    Entre os principais estão:

    • Vertigem intensa, com sensação de que tudo está girando;
    • Zumbido no ouvido (tinnitus);
    • Perda auditiva, geralmente flutuante;
    • Sensação de pressão ou “ouvido cheio”.

    As crises podem durar de minutos a horas e variar de intensidade.

    Como são as crises de vertigem

    A vertigem na doença de Ménière costuma ser:

    • Súbita;
    • Intensa;
    • Associada a náuseas e vômitos;
    • Incapacitante durante o episódio.

    Após a crise, a pessoa pode sentir cansaço e instabilidade por algum tempo.

    Por que a doença de Ménière acontece

    A causa exata ainda não é completamente conhecida.

    No entanto, acredita-se que esteja relacionada a:

    • Alterações no volume ou na pressão do líquido do ouvido interno;
    • Fatores genéticos;
    • Possíveis alterações imunológicas ou inflamatórias.

    Esse desequilíbrio interfere na transmissão de sinais relacionados ao equilíbrio e à audição.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A doença de Ménière pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos entre 30 e 60 anos;
    • Pessoas com histórico familiar;
    • Indivíduos com enxaqueca ou outras condições associadas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos.

    Podem ser realizados exames complementares, como:

    • Audiometria, para avaliar a audição;
    • Testes do equilíbrio;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir as crises.

    As principais medidas são:

    • Mudanças na alimentação, como redução do consumo de sal;
    • Uso de medicamentos para vertigem e náuseas;
    • Medicamentos que ajudam a controlar o equilíbrio do líquido no ouvido interno.

    Em casos mais graves ou refratários, podem ser considerados tratamentos mais específicos.

    Como conviver com a doença de Ménière

    Algumas medidas ajudam a reduzir o impacto da doença:

    • Evitar excesso de sal na alimentação;
    • Reduzir consumo de cafeína e álcool;
    • Controlar o estresse;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Essas estratégias podem ajudar a diminuir a frequência das crises.

    Confira:

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre doença de Ménière

    1. Doença de Ménière tem cura?

    Não. Mas pode ser controlada com tratamento adequado.

    2. A vertigem é constante?

    Não. Ela ocorre em crises.

    3. Pode causar perda auditiva permanente?

    Em alguns casos, pode haver perda auditiva progressiva.

    4. É igual à labirintite?

    Não. Embora os sintomas sejam semelhantes, são condições diferentes.

    5. Estresse piora?

    Sim. Pode desencadear ou agravar crises.

    6. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. Apenas em situações específicas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver episódios de vertigem, zumbido ou perda auditiva.

    Veja também:

    Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): o que é, sintomas e como tratar

  • Dor do crescimento: quando se preocupar com a dor infantil 

    Dor do crescimento: quando se preocupar com a dor infantil 

    Crianças que se queixam de dor nas pernas no fim do dia ou durante a noite costumam gerar preocupação imediata nos pais. Em muitos casos, o desconforto aparece de forma intermitente e sem uma causa aparente, o que pode levantar dúvidas sobre a origem do problema.

    Embora esses episódios possam assustar, especialmente quando interrompem o sono, muitas vezes estão relacionados a uma condição benigna bastante comum na infância: a chamada dor do crescimento. Entender suas características ajuda a diferenciar situações normais de quadros que exigem investigação.

    A dor do crescimento é uma queixa comum na infância, caracterizada por episódios de dor, geralmente nas pernas, sem uma causa estrutural identificável.

    Apesar do nome, não há evidência direta de que a dor esteja relacionada ao crescimento ósseo em si. Ainda assim, o termo é amplamente utilizado para descrever esse tipo de dor benigna que ocorre em crianças.

    Esses episódios costumam acontecer no final do dia ou à noite e podem gerar preocupação nos pais, especialmente quando a criança acorda com dor durante a madrugada.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna, que melhora com o tempo e não causa consequências a longo prazo.

    O que é a dor do crescimento

    A dor do crescimento é uma dor musculoesquelética benigna que ocorre principalmente em crianças entre 3 e 12 anos de idade.

    Ela costuma afetar:

    • Pernas (principalmente coxas, panturrilhas e atrás dos joelhos);
    • Os dois lados do corpo (dor bilateral).

    Essa dor não está associada a inflamação, trauma ou doenças articulares.

    Principais sintomas

    A dor do crescimento apresenta características típicas.

    Entre os principais sinais estão:

    • Dor nas pernas, especialmente à noite;
    • Episódios intermitentes (não ocorre todos os dias);
    • Ausência de dor durante atividades diurnas;
    • Melhora com massagem ou repouso;
    • Criança sem limitação para brincar ou correr.

    Essas características ajudam a diferenciar de outras causas de dor.

    Por que a dor do crescimento acontece

    A causa exata não é completamente conhecida.

    Algumas hipóteses são:

    • Fadiga muscular após atividades físicas;
    • Maior sensibilidade à dor em algumas crianças;
    • Estresse físico ao longo do dia.

    Apesar do nome, não há comprovação de que o crescimento dos ossos seja a causa direta da dor.

    Quando a dor é considerada normal

    A dor do crescimento costuma ser considerada benigna quando apresenta algumas características:

    • Ocorre no final do dia ou à noite;
    • Afeta os dois lados do corpo;
    • Não causa limitação nas atividades diárias;
    • Não há sinais de inflamação (inchaço, vermelhidão ou calor local);
    • Melhora espontaneamente ou com medidas simples.

    Quando investigar outras causas

    É importante procurar avaliação médica quando a dor apresenta características diferentes.

    Os sinais de alerta são:

    • Dor persistente durante o dia;
    • Dor em apenas um lado do corpo;
    • Inchaço, vermelhidão ou calor na região;
    • Dificuldade para andar ou mancar;
    • Febre ou outros sintomas associados.

    Nesses casos, pode ser necessário investigar outras condições.

    Como aliviar a dor do crescimento

    Algumas medidas simples ajudam a aliviar os episódios:

    • Massagem nas pernas;
    • Compressas mornas;
    • Alongamentos leves;
    • Uso de analgésicos, quando necessário e orientado por médico.

    Essas medidas costumam ser suficientes para controlar o desconforto.

    A dor do crescimento tem consequências?

    Não. A dor do crescimento não causa danos às articulações ou aos ossos e não interfere no desenvolvimento da criança.

    Ela tende a desaparecer com o passar do tempo.

    Confira:

    Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Perguntas frequentes sobre dor do crescimento

    1. Dor do crescimento é realmente causada pelo crescimento?

    Não há comprovação direta. O nome é utilizado de forma tradicional.

    2. É comum?

    Sim. É uma das causas mais comuns de dor nas pernas em crianças.

    3. Pode acordar a criança à noite?

    Sim. Muitas vezes ocorre durante a noite.

    4. A criança pode continuar brincando normalmente?

    Sim. Não costuma haver limitação nas atividades.

    5. Precisa de exame?

    Na maioria dos casos, não. O diagnóstico é clínico.

    6. Quando devo me preocupar?

    Quando há sinais diferentes do padrão típico, como dor persistente, unilateral ou associada a outros sintomas.

    7. Vai passar com o tempo?

    Sim. A dor do crescimento tende a desaparecer com o crescimento da criança.

    Veja mais:

    Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

  • Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhões de gato costumam ser vistos como algo simples no dia a dia, especialmente por quem convive com esses animais. No entanto, em alguns casos, uma pequena lesão na pele pode dar início a uma infecção que gera sintomas inesperados.

    Embora, na maioria das vezes, o quadro seja leve, o surgimento de ínguas dolorosas e febre pode causar preocupação.

    A doença da arranhadura do gato é uma infecção causada pela bactéria Bartonella henselae, transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados.

    Essa condição é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos. Na maioria dos casos, apresenta evolução benigna, mas pode causar sintomas que preocupam, como o aumento de linfonodos (ínguas).

    Embora seja mais comum em crianças e adolescentes, pode ocorrer em qualquer idade.

    O que é a doença da arranhadura do gato

    A doença ocorre quando a bactéria entra no organismo através de uma lesão na pele. Após a infecção, o microrganismo pode se espalhar pelos vasos linfáticos, causando inflamação dos linfonodos próximos ao local da lesão.

    Apesar do nome, a transmissão não ocorre apenas por arranhões. Ela também pode acontecer por mordidas ou contato com feridas abertas.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com gatos infectados, especialmente filhotes.

    As formas mais comuns são:

    • Arranhões que rompem a pele;
    • Mordidas de gato;
    • Lambedura em feridas abertas;
    • Contato indireto com pulgas que infectam os gatos.

    Gatos jovens têm maior chance de carregar a bactéria.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam aparecer entre alguns dias e semanas após o contato.

    Entre os mais comuns estão:

    • Pequena lesão no local do arranhão;
    • Aumento dos linfonodos próximos (ínguas);
    • Dor local;
    • Febre leve;
    • Mal-estar.

    Os linfonodos podem permanecer aumentados por semanas.

    A doença é grave?

    Na maioria dos casos, não. A doença da arranhadura do gato costuma ser autolimitada e evoluir bem, especialmente em pessoas saudáveis.

    No entanto, em alguns casos mais raros, pode haver complicações, como:

    • Infecção disseminada;
    • Comprometimento ocular;
    • Alterações neurológicas.

    Quem tem maior risco de complicações

    Alguns grupos apresentam maior risco de formas mais graves:

    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pacientes em tratamento oncológico;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Crianças pequenas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na história de contato com gatos e nos sinais clínicos.

    Em alguns casos, podem ser solicitados exames laboratoriais e testes sorológicos para identificar a bactéria.

    Na maioria das situações, a avaliação clínica é suficiente.

    Como é feito o tratamento

    Muitos casos não necessitam de tratamento específico.

    Quando indicado, o tratamento pode envolver:

    • Analgésicos e antitérmicos;
    • Antibióticos, em situações selecionadas;
    • Drenagem de linfonodos, quando há dor intensa.

    A escolha do tratamento depende da gravidade do caso.

    Como prevenir a infecção

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar arranhões e mordidas de gatos;
    • Lavar as mãos após contato com animais;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Controlar pulgas nos animais;
    • Evitar contato com gatos desconhecidos ou doentes.

    Leia também:

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Perguntas frequentes sobre doença da arranhadura do gato

    1. Toda arranhadura de gato causa a doença?

    Não. Apenas gatos infectados transmitem a bactéria.

    2. É contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre a partir do animal.

    3. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitos casos são leves e autolimitados.

    4. Pode causar íngua?

    Sim. O aumento dos linfonodos é um dos principais sinais.

    5. É perigosa?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura?

    Os sintomas podem durar semanas, principalmente as ínguas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver febre persistente, dor intensa ou aumento importante dos linfonodos.

    Veja também:

    Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

  • Disidrose: por que surgem bolhas nas mãos e pés?

    Disidrose: por que surgem bolhas nas mãos e pés?

    Pequenas bolhas nas mãos ou nos pés, acompanhadas de coceira intensa, podem surgir de forma inesperada e causar bastante incômodo no dia a dia. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com alergias simples, mas podem indicar uma condição específica da pele: a disidrose.

    Embora não seja uma doença grave, a disidrose pode ser recorrente e impactar a qualidade de vida, especialmente quando as crises são frequentes ou mais intensas.

    Também chamada de eczema disidrótico, a disidrose é uma condição de pele caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas, principalmente nas mãos e nos pés.

    Essas lesões costumam causar coceira intensa e podem surgir de forma recorrente, com períodos de melhora e piora ao longo do tempo.

    O que é a disidrose

    Para entender melhor, a disidrose é um tipo de dermatite que afeta principalmente as palmas das mãos, os dedos e as plantas dos pés.

    Ela se manifesta por meio de pequenas bolhas (vesículas), que podem conter líquido claro e causar coceira intensa.

    Com o tempo, essas bolhas podem romper, o que causa descamação da pele e, em alguns casos, formação de fissuras.

    Principais sintomas

    Os sintomas da disidrose costumam aparecer em crises e podem variar de intensidade.

    Os mais comuns são:

    • Pequenas bolhas nas mãos e/ou pés;
    • Coceira intensa (prurido);
    • Sensação de ardor ou queimação;
    • Descamação da pele após as bolhas;
    • Fissuras ou rachaduras em casos mais intensos.

    As lesões podem afetar um ou ambos os lados do corpo.

    Por que a disidrose acontece

    A causa exata da disidrose ainda não é completamente conhecida, mas alguns fatores estão associados ao seu aparecimento.

    Entre eles:

    • Estresse emocional;
    • Contato com substâncias irritantes, como produtos de limpeza;
    • Alergias de contato, como a metais (níquel);
    • Exposição prolongada à umidade;
    • Calor e sudorese excessiva.

    Em muitos casos, a disidrose ocorre de forma recorrente, com períodos de crise e remissão.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A disidrose pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Pessoas com histórico de dermatite ou alergias;
    • Indivíduos expostos frequentemente à água ou produtos químicos;
    • Pessoas com níveis elevados de estresse.

    Apesar disso, nem sempre é possível identificar um fator desencadeante específico.

    A disidrose é contagiosa?

    Não. A disidrose não é causada por infecção e não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

    Ela é uma condição inflamatória da pele, relacionada a fatores internos e externos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da disidrose tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir a frequência das crises.

    As principais medidas são:

    • Cremes ou pomadas com corticoides, para reduzir a inflamação;
    • Uso de hidratantes, para restaurar a barreira da pele;
    • Evitar contato com substâncias irritantes;
    • Uso de luvas em atividades que envolvam água ou produtos químicos.

    Em casos mais intensos, o médico pode indicar outros tratamentos específicos.

    Como prevenir novas crises

    Algumas medidas podem ajudar a reduzir a recorrência da disidrose:

    • Evitar exposição prolongada à água;
    • Usar produtos de limpeza com proteção (luvas);
    • Manter a pele bem hidratada;
    • Reduzir o estresse;
    • Evitar contato com substâncias que já desencadearam crises.

    Esses cuidados ajudam a proteger a pele e diminuir a frequência dos sintomas.

    Confira:

    Urticária coça? Entenda mais e tire suas dúvidas sobre essa condição

    Perguntas frequentes sobre disidrose

    1. Disidrose é uma alergia?

    Nem sempre. Pode estar associada a alergias, mas não é exclusivamente uma reação alérgica.

    2. As bolhas da disidrose coçam?

    Sim. A coceira é um dos principais sintomas.

    3. Pode aparecer nos pés também?

    Sim. A disidrose pode afetar tanto mãos quanto pés.

    4. A disidrose tem cura?

    Ela pode melhorar com o tempo, mas tende a ser recorrente em algumas pessoas.

    5. Estresse pode piorar a disidrose?

    Sim. O estresse é um fator frequentemente associado às crises.

    6. A disidrose é contagiosa?

    Não. Não há risco de transmissão.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões são frequentes, intensas ou causam dor, fissuras ou impacto na rotina.

    Veja mais:

    Dermografismo: por que sua pele fica marcada ao coçar?

  • Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

    Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

    Beber água, preparar alimentos ou até tomar banho são atividades tão comuns que raramente pensamos nos riscos envolvidos. No entanto, quando a água não está adequadamente tratada, ela pode se tornar um importante veículo de transmissão de doenças.

    Embora muitas dessas infecções sejam evitáveis, elas ainda representam um problema relevante em diversas regiões, especialmente onde o acesso a saneamento básico é limitado.

    As doenças transmitidas pela água são causadas pela ingestão ou contato com água contaminada por microrganismos, como bactérias, vírus e parasitas.

    Essas doenças ainda representam um importante problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, especialmente em locais com acesso limitado a saneamento básico e água tratada.

    Embora muitas dessas infecções sejam evitáveis, elas podem causar desde quadros leves até doenças graves, principalmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida.

    O que são doenças transmitidas pela água

    As doenças transmitidas pela água são infecções que ocorrem quando a água consumida ou utilizada está contaminada.

    Essa contaminação pode ocorrer por:

    • Fezes humanas ou de animais;
    • Falta de tratamento adequado da água;
    • Armazenamento inadequado;
    • Contato com ambientes contaminados.

    A ingestão ou contato com essa água pode levar à infecção por diversos agentes.

    Principais doenças transmitidas pela água

    1. Diarreias infecciosas

    São as mais comuns e podem ser causadas por bactérias como Escherichia coli, vírus ou parasitas.

    Sintomas costumam ser:

    • Diarreia;
    • Dor abdominal;
    • Náuseas e vômitos.

    2. Hepatite A

    Infecção viral transmitida por água ou alimentos contaminados.

    Pode causar:

    • Febre;
    • Mal-estar;
    • Icterícia (pele amarelada).

    3. Cólera

    Doença bacteriana causada por Vibrio cholerae, associada a surtos em áreas com saneamento precário.

    Caracteriza-se por:

    • Diarreia intensa e aquosa;
    • Rápida desidratação.

    4. Giardíase

    Infecção parasitária causada por Giardia lamblia.

    Os sintomas são:

    • Diarreia persistente;
    • Distensão abdominal;
    • Má absorção de nutrientes.

    5. Esquistossomose

    Doença causada por parasitas presentes em água doce contaminada. A infecção ocorre pelo contato da pele com a água.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Consumo de água não tratada;
    • Uso de água contaminada para preparo de alimentos;
    • Contato com água contaminada em rios ou lagoas;
    • Higiene inadequada das mãos.

    A falta de saneamento básico é um dos principais fatores envolvidos.

    Quem tem maior risco

    Alguns grupos são mais vulneráveis às doenças transmitidas pela água:

    • Crianças;
    • Idosos;
    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Populações sem acesso a água tratada;
    • Pessoas em áreas com saneamento precário.

    Quais são os sintomas mais comuns

    Os sintomas variam de acordo com a doença, mas frequentemente incluem:

    • Diarreia;
    • Dor abdominal;
    • Náuseas e vômitos;
    • Febre;
    • Desidratação.

    Em casos mais graves, pode haver complicações importantes.

    Como prevenir doenças transmitidas pela água

    A prevenção é fundamental e envolve medidas simples, mas eficazes:

    • Consumir água tratada ou filtrada;
    • Ferver a água quando não houver garantia de qualidade;
    • Lavar bem as mãos;
    • Higienizar alimentos adequadamente;
    • Evitar contato com água de origem desconhecida;
    • Investir em saneamento básico.

    Essas ações reduzem significativamente o risco de infecção.

    Quando procurar atendimento médico

    É importante procurar ajuda médica quando houver:

    • Diarreia persistente;
    • Sinais de desidratação;
    • Febre alta;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Sintomas em crianças ou idosos.

    O tratamento adequado ajuda a evitar complicações.

    Confira:
    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre doenças transmitidas pela água

    1. Toda água contaminada causa doença?

    Não necessariamente, mas o risco aumenta dependendo do tipo de contaminação.

    2. Filtrar a água é suficiente?

    Depende do método. Filtros ajudam, mas em alguns casos é necessário ferver ou usar tratamento adequado.

    3. Água de rio pode transmitir doenças?

    Sim. Pode conter parasitas e bactérias.

    4. Crianças têm mais risco?

    Sim. São mais vulneráveis à desidratação e complicações.

    5. Como evitar?

    Com consumo de água tratada e boas práticas de higiene.

    6. Pode ser grave?

    Sim. Algumas doenças podem causar complicações sérias.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando há sintomas persistentes, sinais de desidratação ou agravamento do quadro.

    Veja também:
    Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

  • Desvio de septo: quando é preciso tratar e quando não é

    Desvio de septo: quando é preciso tratar e quando não é

    Dificuldade para respirar pelo nariz, sensação constante de nariz entupido ou até roncos durante o sono são queixas comuns. No entanto, esses sinais podem estar relacionados a uma alteração estrutural bastante frequente: o desvio de septo nasal.

    Embora nem sempre cause sintomas, essa condição pode impactar a qualidade de vida quando interfere na respiração ou favorece outros problemas, como congestão nasal recorrente. Entender quando o desvio é apenas um achado comum e quando exige atenção faz toda a diferença.

    O desvio de septo nasal é uma condição muito comum em que a estrutura que divide as duas narinas — chamada de septo nasal — não está centralizada.

    Embora muitas pessoas tenham algum grau de desvio sem apresentar sintomas, em alguns casos essa alteração pode dificultar a respiração, causar congestão nasal e impactar a qualidade de vida.

    Segundo revisões científicas, trata-se de uma condição frequente e pode estar presente em grande parte da população, ainda que nem sempre cause problemas clínicos.

    O que é o desvio de septo nasal

    O septo nasal é uma estrutura formada por cartilagem e osso que separa as duas cavidades nasais.

    No desvio de septo, essa estrutura está deslocada para um dos lados, o que pode:

    • Reduzir o espaço de passagem de ar em uma das narinas;
    • Alterar o fluxo normal de ar;
    • Favorecer sintomas respiratórios.

    Nem todo desvio causa sintomas, mas quando significativo pode interferir na respiração.

    Principais causas do desvio de septo

    O desvio de septo pode ter diferentes origens.

    Entre as principais causas estão:

    • Congênitas (desde o nascimento);
    • Traumas, como pancadas no nariz;
    • Alterações no crescimento facial, especialmente na infância e adolescência.

    De acordo com estudos, o desvio pode surgir tanto por fatores de desenvolvimento quanto por lesões ao longo da vida.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas com desvio de septo não apresentam sintomas. Quando presentes, os mais comuns são:

    • Dificuldade para respirar por uma das narinas;
    • Sensação de nariz entupido;
    • Ronco;
    • Infecções sinusais frequentes;
    • Dor facial ou pressão nos seios da face;
    • Sangramentos nasais ocasionais.

    A intensidade dos sintomas depende do grau de desvio e de outros fatores associados, como inflamação nasal.

    Quais problemas o desvio de septo pode causar

    Quando mais acentuado, o desvio de septo pode levar a algumas complicações:

    • Sinusites recorrentes;
    • Dificuldade respiratória crônica;
    • Distúrbios do sono, como ronco;
    • Redução da qualidade de vida.

    Essas alterações ocorrem principalmente por conta da dificuldade de ventilação e drenagem das vias nasais.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, feito por avaliação médica.

    Podem ser utilizados:

    • Exame físico do nariz;
    • Endoscopia nasal;
    • Exames de imagem, como tomografia, em casos específicos.

    A avaliação clínica costuma ser suficiente para identificar o desvio, enquanto exames complementares ajudam a definir a gravidade e o planejamento do tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da presença e da intensidade dos sintomas.

    1. Tratamento clínico

    Em casos leves, pode-se optar por:

    • Medicamentos para aliviar sintomas;
    • Sprays nasais;
    • Controle de alergias.

    Essas medidas não corrigem o desvio, mas ajudam a melhorar os sintomas.

    2. Tratamento cirúrgico (septoplastia)

    Quando há sintomas importantes, o tratamento definitivo é cirúrgico.

    A septoplastia é o procedimento mais comum e consiste em:

    • Corrigir o alinhamento do septo nasal;
    • Melhorar o fluxo de ar;
    • Reduzir os sintomas respiratórios.

    Estudos mostram que a cirurgia apresenta bons resultados e melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes.

    O desvio de septo sempre precisa de cirurgia?

    Não. A cirurgia é indicada apenas quando:

    • Há sintomas importantes;
    • Existe impacto na qualidade de vida;
    • O tratamento clínico não é suficiente.

    Muitos casos leves não necessitam de intervenção.

    Confira:
    Sinusite aguda ou crônica? Conheça as diferenças

    Perguntas frequentes sobre desvio de septo nasal

    1. Desvio de septo é comum?

    Sim. É uma condição muito frequente e muitas pessoas têm algum grau de desvio.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Pode piorar com o tempo?

    Pode, especialmente se houver traumas ou alterações estruturais.

    4. Tem cura?

    Sim. A correção cirúrgica (septoplastia) pode resolver o problema.

    5. Todo mundo precisa operar?

    Não. Apenas casos sintomáticos ou com impacto funcional.

    6. Pode causar sinusite?

    Sim. Pode dificultar a drenagem dos seios da face e favorecer infecções.

    7. Como saber se preciso de cirurgia?

    A avaliação médica é essencial para definir a necessidade com base nos sintomas e exames.

    Veja também:
    Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Diarreia após antibiótico? Veja sintomas de colite pseudomembranosa 

    Diarreia após antibiótico? Veja sintomas de colite pseudomembranosa 

    A colite pseudomembranosa é uma inflamação do intestino grosso geralmente causada pela bactéria Clostridioides difficile (C. difficile). Essa condição costuma estar associada ao uso recente de antibióticos, que alteram a flora intestinal normal.

    Embora muitas diarreias após antibióticos sejam leves, a colite pseudomembranosa pode evoluir para quadros mais graves, exigindo diagnóstico e tratamento adequados.

    Reconhecer os sintomas e os fatores de risco é fundamental para iniciar o tratamento precocemente e evitar complicações.

    O que é a colite pseudomembranosa

    A colite pseudomembranosa é uma infecção intestinal caracterizada pela inflamação do cólon e formação de placas inflamatórias chamadas pseudomembranas.

    Ela ocorre quando há proliferação excessiva da bactéria Clostridioides difficile, que produz toxinas responsáveis pela inflamação da mucosa intestinal.

    Essas toxinas danificam o revestimento do intestino, levando aos sintomas característicos.

    Por que a colite pseudomembranosa acontece

    A principal causa está relacionada ao uso de antibióticos.

    Os antibióticos podem:

    • Alterar a microbiota intestinal normal;
    • Reduzir as bactérias “boas” que controlam o crescimento de outras;
    • Permitir a multiplicação do C. difficile.

    Quando essa bactéria se prolifera, ela libera toxinas que causam inflamação e diarreia.

    Principais fatores de risco

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver colite pseudomembranosa:

    • Uso recente de antibióticos;
    • Internação hospitalar;
    • Idade avançada;
    • Uso de medicamentos que reduzem a acidez do estômago;
    • Sistema imunológico comprometido.

    O ambiente hospitalar é um local de maior risco devido à maior circulação da bactéria.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de leves a graves.

    Entre os mais comuns estão:

    • Diarreia frequente;
    • Dor abdominal;
    • Febre;
    • Presença de muco ou sangue nas fezes;
    • Náuseas;
    • Mal-estar geral.

    Em casos mais graves, pode ocorrer desidratação e complicações intestinais.

    A colite pseudomembranosa é grave?

    Pode ser.

    Embora muitos casos sejam leves, a doença pode evoluir para formas mais graves, como:

    • Colite intensa;
    • Dilatação do intestino (megacólon tóxico);
    • Perfuração intestinal.

    Por isso, sintomas persistentes após uso de antibióticos devem ser avaliados por um médico.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na história clínica e em exames laboratoriais.

    Entre os principais exames estão:

    • Pesquisa de toxinas do C. difficile nas fezes;
    • Exames de imagem em casos mais graves;
    • Colonoscopia, em situações específicas.

    A identificação precoce permite iniciar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade do quadro.

    As principais medidas são:

    • Suspensão do antibiótico que desencadeou o quadro (quando possível);
    • Uso de antibióticos específicos contra o C. difficile;
    • Hidratação adequada.

    Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.

    Em situações recorrentes ou que não respondem aos tratamentos, outras abordagens podem ser consideradas.

    Como prevenir a colite pseudomembranosa

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Uso racional de antibióticos;
    • Higiene adequada das mãos;
    • Cuidados em ambientes hospitalares;
    • Evitar automedicação com antibióticos.

    Essas ações ajudam a preservar a microbiota intestinal e reduzir a exposição à bactéria.

    Veja mais:
    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre colite pseudomembranosa

    1. Toda diarreia após antibiótico é colite pseudomembranosa?

    Não. Muitas diarreias são leves, mas casos persistentes ou graves devem ser investigados.

    2. O que é Clostridioides difficile?

    É uma bactéria que pode causar infecção intestinal quando há desequilíbrio da microbiota.

    3. Precisa de antibiótico para tratar?

    Sim. São usados antibióticos específicos para eliminar o C. difficile.

    4. Pode ser grave?

    Sim. Em alguns casos pode evoluir para complicações importantes.

    5. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim. A recidiva pode ocorrer em alguns pacientes.

    6. Como evitar?

    Evitando uso desnecessário de antibióticos e mantendo boas práticas de higiene.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver diarreia persistente, febre ou sintomas após uso recente de antibióticos.

    Leia mais:
    Diarreia por E. coli: quando é leve e quando pode ser grave

  • Dor no cóccix pode ser cisto pilonidal? 

    Dor no cóccix pode ser cisto pilonidal? 

    Dor ao sentar, desconforto na região do cóccix e, em alguns casos, saída de secreção com mau cheiro. Esses são sinais que muitas pessoas ignoram no início, mas que podem indicar uma condição relativamente comum: o cisto pilonidal.

    Embora possa parecer algo simples à primeira vista, o problema pode evoluir para quadros dolorosos e infecciosos, especialmente quando não é identificado e tratado adequadamente.

    O cisto pilonidal é uma condição inflamatória que ocorre na região do cóccix, geralmente no sulco entre as nádegas. Ele pode se apresentar como um pequeno orifício ou nódulo na pele, que em alguns casos evolui para infecção com formação de pus.

    Apesar do nome “cisto”, nem sempre se trata de uma estrutura fechada. Na prática, a doença pilonidal envolve a formação de túneis sob a pele, que podem conter pelos e material inflamatório.

    É mais comum em jovens adultos e pode causar dor significativa, especialmente quando há inflamação.

    O que é o cisto pilonidal

    O cisto pilonidal é uma alteração da pele localizada na região sacrococcígea, geralmente associada à presença de pelos que penetram na pele.

    Essa condição pode formar:

    • Pequenos orifícios na pele;
    • Nódulos ou “caroços”;
    • Abscessos (quando há infecção).

    Em casos mais avançados, podem surgir trajetos (fístulas) que drenam secreção.

    Por que o cisto pilonidal aparece

    A principal causa está relacionada à penetração de pelos na pele, levando a uma reação inflamatória.

    Alguns fatores que contribuem incluem:

    • Presença de pelos na região;
    • Atrito constante (como ficar muito tempo sentado);
    • Sudorese excessiva;
    • Higiene local inadequada;
    • Predisposição individual.

    Esses fatores favorecem a inflamação e o acúmulo de material sob a pele.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O cisto pilonidal é mais comum em:

    • Homens jovens;
    • Pessoas com muitos pelos corporais;
    • Indivíduos que permanecem longos períodos sentados;
    • Pessoas com sobrepeso;
    • Trabalhadores que passam muito tempo em posição sentada (motoristas, por exemplo).

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme a presença ou não de infecção.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor na região do cóccix;
    • Vermelhidão e inchaço local;
    • Presença de secreção ou pus;
    • Mau cheiro;
    • Sensibilidade ao sentar.

    Quando ocorre abscesso, a dor costuma ser intensa e pode haver febre.

    O cisto pilonidal pode complicar?

    Sim. Quando não tratado, pode evoluir para:

    • Abscesso pilonidal, com acúmulo de pus;
    • Formação de múltiplos trajetos (fístulas);
    • Infecções recorrentes.

    Essas complicações aumentam o desconforto e podem exigir tratamento cirúrgico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da fase da doença.

    1. Tratamento do abscesso

    Quando há infecção com pus, o tratamento inicial costuma ser drenagem do abscesso, para aliviar a dor e eliminar a infecção.

    2. Tratamento definitivo

    Após o controle da infecção, pode ser necessário tratamento cirúrgico definitivo. As opções são a remoção do cisto e dos trajetos.

    Há técnicas cirúrgicas que reduzem o risco de recorrência, e a escolha da técnica depende do caso e da avaliação médica.

    Como prevenir o cisto pilonidal

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de recorrência:

    • Manter boa higiene da região;
    • Remover pelos localmente (quando indicado);
    • Evitar longos períodos sentado sem pausas;
    • Reduzir atrito na região;
    • Controlar fatores como sudorese.

    Veja também:
    Hirsutismo: saiba mais sobre a condição que causa excesso de pelos em mulheres

    Perguntas frequentes sobre cisto pilonidal

    1. Cisto pilonidal é grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode causar dor e complicações se houver infecção.

    2. Cisto pilonidal sempre precisa de cirurgia?

    Nem sempre. Em fases iniciais pode ser manejado clinicamente, mas muitos casos exigem cirurgia.

    3. O cisto pilonidal pode voltar depois do tratamento?

    Sim. Existe risco de recorrência, especialmente se não forem adotadas medidas preventivas.

    4. O cisto pilonidal dói?

    Sim, principalmente quando há inflamação ou abscesso.

    5. Pode causar febre?

    Sim, o cisto pilonidal pode causar febre em casos de infecção mais intensa.

    6. Ficar muito tempo sentado piora?

    Sim. O atrito e a pressão local podem agravar a condição.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor, inchaço, secreção ou suspeita de infecção na região.

    Veja também:
    Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

  • Derrame pleural: o que significa ter líquido no pulmão 

    Derrame pleural: o que significa ter líquido no pulmão 

    O derrame pleural é uma condição em que ocorre acúmulo de líquido no espaço entre o pulmão e a parede do tórax, chamado de cavidade pleural.

    Esse espaço normalmente contém apenas uma pequena quantidade de líquido, que ajuda na movimentação dos pulmões durante a respiração. Quando há excesso, pode ocorrer compressão do pulmão, dificultando a respiração.

    O derrame pleural não é uma doença em si, mas sim um sinal de que há alguma condição de base que precisa ser investigada.

    O que é o derrame pleural

    A pleura é uma membrana que envolve os pulmões e reveste a parede interna do tórax.

    Ela é formada por duas camadas:

    • Pleura visceral (que recobre o pulmão);
    • Pleura parietal (que reveste o tórax).

    Entre essas camadas existe um espaço com pequena quantidade de líquido. No derrame pleural, há acúmulo excessivo desse líquido, que pode interferir na expansão dos pulmões.

    Principais causas do derrame pleural

    O derrame pleural pode ter diversas causas, sendo algumas mais comuns que outras.

    Entre as principais estão:

    • Insuficiência cardíaca (uma das causas mais frequentes);
    • Infecções, como pneumonia;
    • Tuberculose;
    • Câncer, especialmente de pulmão ou mama;
    • Doenças inflamatórias, como lúpus;
    • Doenças do fígado ou rins.

    A identificação da causa é essencial para definir o tratamento adequado.

    Tipos de derrame pleural

    O líquido acumulado pode ter características diferentes, o que ajuda no diagnóstico.

    Os principais tipos são:

    • Transudato: geralmente associado a alterações de pressão, como na insuficiência cardíaca;
    • Exsudato: relacionado a inflamação ou infecção, como pneumonia ou câncer.

    Essa classificação é feita por meio da análise do líquido pleural.

    Principais sintomas de derrame pleural

    Os sintomas variam de acordo com a quantidade de líquido e a causa.

    Os mais comuns são:

    • Falta de ar;
    • Dor no peito (especialmente ao respirar);
    • Tosse seca;
    • Sensação de peso no tórax.

    Em casos leves, pode não haver sintomas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico do derrame pleural envolve avaliação clínica e exames de imagem.

    Entre os principais exames estão:

    • Radiografia de tórax;
    • Ultrassonografia torácica;
    • Tomografia computadorizada.

    Em muitos casos, é necessário realizar um procedimento chamado toracocentese, que consiste na retirada de uma amostra do líquido para análise.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa do derrame pleural.

    As principais abordagens são:

    • Tratamento da doença de base (como infecção ou insuficiência cardíaca);
    • Drenagem do líquido, quando há grande volume ou sintomas importantes;
    • Uso de medicamentos específicos, conforme a causa.

    Em alguns casos, pode ser necessário manter drenagem contínua ou realizar procedimentos adicionais.

    Derrame pleural é grave?

    Pode ser. A gravidade depende da causa e da quantidade de líquido acumulado.

    Enquanto alguns casos são leves e facilmente tratáveis, outros podem estar associados a doenças mais graves, como câncer ou infecções importantes. Por isso, a investigação adequada é fundamental.

    Quando procurar atendimento médico

    É importante procurar avaliação médica quando houver:

    • Falta de ar;
    • Dor no peito;
    • Tosse persistente;
    • Diagnóstico recente de derrame pleural em exames.

    O diagnóstico precoce ajuda a identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

    Veja também:
    Pneumonia silenciosa em crianças: conheça as características da doença

    Perguntas frequentes sobre derrame pleural

    1. Derrame pleural é o mesmo que água no pulmão?

    Não exatamente. O líquido fica ao redor do pulmão, e não dentro dele.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Pequenos derrames podem ser assintomáticos.

    3. Precisa sempre drenar?

    Não. A drenagem depende do volume e dos sintomas.

    4. O derrame pleural pode ser causado por infecção?

    Sim. Pneumonia e tuberculose são causas comuns.

    5. Pode ser câncer?

    Sim. Em alguns casos, o derrame pleural está associado a doenças malignas.

    6. O líquido pode voltar?

    Sim. Dependendo da causa, pode haver recorrência.

    7. Como saber a causa do derrame pleural?

    Por meio de exames de imagem e análise do líquido pleural.

    Veja mais:
    Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda