Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo 

    Pitiríase rósea: entenda as manchas rosadas que aparecem no corpo 

    Manchas rosadas espalhadas pelo tronco podem intrigar à primeira vista, principalmente quando surgem repentinamente e aumentam ao longo dos dias. Em muitos casos, porém, essas lesões estão relacionadas à pitiríase rósea, uma condição dermatológica benigna e relativamente comum.

    Apesar do aspecto chamativo da erupção, a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. Ainda assim, sintomas como coceira e a semelhança com outras doenças de pele fazem com que muitas pessoas procurem atendimento médico em busca de diagnóstico e orientação adequada.

    O que é a pitiríase rósea

    A pitiríase rósea é uma doença de pele benigna e autolimitada, caracterizada pelo aparecimento de manchas rosadas, principalmente no tronco.

    Ela é mais comum em adolescentes e adultos jovens e, apesar de causar preocupação estética, geralmente não é grave e desaparece espontaneamente ao longo de semanas. Em alguns casos, pode provocar coceira leve a moderada.

    A pitiríase rósea é uma erupção cutânea que provavelmente está associada a infecções virais, embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida.

    Como começa a doença

    A doença geralmente começa com uma lesão única chamada placa heráldica.

    Placa heráldica

    • Mancha maior, ovalada e rosada;
    • Pode surgir no tronco;
    • Aparece dias antes das demais lesões.

    Após alguns dias, surgem múltiplas manchas menores distribuídas pelo corpo.

    Principais sintomas

    Os sintomas são principalmente cutâneos. Os mais frequentes são:

    • Manchas rosadas ou avermelhadas;
    • Lesões com leve descamação;
    • Distribuição no tronco, costas e abdômen;
    • Coceira leve ou moderada.

    As lesões podem seguir um padrão no dorso que lembra uma árvore de Natal.

    Pitiríase rósea é contagiosa?

    Não. A doença não é considerada contagiosa, mesmo que exista suspeita de associação com infecções virais.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A pitiríase rósea é mais comum em:

    • Adolescentes;
    • Adultos jovens;
    • Pessoas entre 10 e 35 anos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado no aspecto característico das lesões. Na maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    Quando o quadro é atípico, o médico pode investigar outras doenças de pele semelhantes.

    Como é feito o tratamento

    Na maior parte dos casos, não é necessário tratamento específico.

    1. Controle dos sintomas

    • Antialérgicos para coceira;
    • Cremes hidratantes ou calmantes.

    2. Casos mais sintomáticos

    • Uso de corticoides tópicos;
    • Orientação médica individualizada.

    Quanto tempo dura

    A pitiríase rósea costuma desaparecer espontaneamente:

    • Em 4 a 8 semanas na maioria dos casos;
    • Em algumas pessoas, pode durar um pouco mais.

    Pode deixar manchas?

    Em alguns casos, pode ocorrer alteração temporária da cor da pele após a melhora das lesões, especialmente em pessoas com pele mais escura. Essas manchas geralmente desaparecem gradualmente com o tempo.

    Leia também: Sarampo: conheça os sinais e veja o que fazer em caso de contato

    Perguntas frequentes sobre pitiríase rósea

    1. Pitiríase rósea é grave?

    Não. É uma condição benigna.

    2. Precisa de tratamento?

    Nem sempre. Geralmente melhora sozinha.

    3. Coça?

    Pode causar coceira leve a moderada.

    4. A pitiríase rósea é contagiosa?

    Não, mesmo que esteja ligada a causas virais.

    5. Quanto tempo dura?

    Geralmente entre 4 e 8 semanas.

    6. Pode voltar?

    É raro, mas pode acontecer.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dúvida no diagnóstico, piora das lesões ou sintomas intensos.

    Confira: Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê

  • Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Pericardite: a inflamação no coração que pode simular infarto 

    Dor no peito costuma ser um sintoma que assusta, e com muita razão. Quando ela surge de forma intensa, muitas pessoas pensam imediatamente em infarto. Mas existe outra condição cardíaca que também pode provocar dor importante e exigir avaliação médica rápida: a pericardite.

    A doença acontece quando a membrana que envolve o coração fica inflamada, geralmente após infecções virais ou outros processos inflamatórios. Embora a maioria dos casos tenha boa evolução, algumas complicações podem ocorrer, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento fundamentais.

    O que é a pericardite

    A pericardite é a inflamação do pericárdio, uma membrana que envolve o coração e o protege.

    Essa condição pode causar dor no peito, muitas vezes semelhante à dor de problemas cardíacos mais graves, chegando até a simular um infarto.

    Na maioria dos casos, a evolução é benigna, mas algumas pessoas podem desenvolver complicações que exigem acompanhamento médico adequado.

    O pericárdio é uma estrutura formada por duas camadas que envolvem o coração.

    Quando essa membrana sofre inflamação, podem ocorrer:

    • Dor torácica;
    • Atrito entre as camadas do pericárdio;
    • Acúmulo de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico).

    Principais causas

    A pericardite pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Infecções virais (principal causa);
    • Infecções bacterianas;
    • Tuberculose e outros microrganismos;
    • Doenças autoimunes;
    • Trauma ou cirurgia cardíaca;
    • Alguns tipos de câncer;
    • Doença renal crônica (pericardite urêmica ou associada à diálise).

    Em muitos casos, a causa não é identificada, sendo chamada de idiopática.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de intensidade, mas alguns sinais são bastante característicos.

    Os mais comuns são:

    • Dor no peito, geralmente aguda e com piora ao deitar;
    • Melhora da dor ao inclinar o corpo para frente;
    • Febre, especialmente em casos infecciosos;
    • Falta de ar;
    • Sensação de mal-estar.

    Durante o exame físico, o médico também pode identificar um som característico chamado atrito pericárdico.

    Como diferenciar de infarto

    A pericardite pode causar sintomas semelhantes aos do infarto, principalmente dor torácica. Algumas características ajudam na diferenciação:

    • Pericardite: dor que piora ao deitar e melhora ao inclinar o corpo para frente;
    • Infarto: dor mais contínua, geralmente sem relação com posição corporal.

    Além disso, alterações específicas no eletrocardiograma ajudam no diagnóstico. Mesmo assim, toda dor no peito deve ser avaliada com urgência.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a evolução é favorável. No entanto, algumas complicações podem acontecer:

    • Derrame pericárdico (acúmulo de líquido);
    • Tamponamento cardíaco, quando o líquido compromete o funcionamento do coração;
    • Pericardite recorrente;
    • Espessamento crônico do pericárdio.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação médica e exames complementares. Os principais exames são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue;
    • Radiografia de tórax;
    • Ecocardiograma;
    • Exames adicionais, quando necessário, como sorologias, culturas e investigação de doenças reumatológicas.

    O ecocardiograma é especialmente importante quando há suspeita de derrame pericárdico ou tamponamento cardíaco.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Medicamentos

    • Anti-inflamatórios;
    • Colchicina;
    • Analgésicos;
    • Em alguns casos, corticoides.

    Nas formas virais ou idiopáticas, a combinação de anti-inflamatório e colchicina costuma ser o tratamento inicial mais utilizado.

    2. Tratamento da causa

    Quando a causa é identificada, ela também deve ser tratada, como em casos de:

    • Infecções;
    • Doenças autoimunes;
    • Tuberculose.

    3. Casos mais graves

    Podem exigir:

    • Internação hospitalar;
    • Monitorização cardíaca;
    • Drenagem do líquido ao redor do coração.

    Pericardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    Grande parte dos pacientes melhora completamente com tratamento adequado.

    Mesmo assim, algumas pessoas podem apresentar recorrência da inflamação.

    Quando procurar atendimento urgente

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Dor intensa no peito;
    • Falta de ar;
    • Sensação de desmaio;
    • Piora rápida dos sintomas.

    Leia mais: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre pericardite

    1. Pericardite é grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode causar complicações.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É o principal sintoma.

    3. É igual a infarto?

    Não, mas os sintomas de pericardite podem ser parecidos.

    4. A pericardite tem cura?

    Sim, na maioria dos casos.

    5. Pode voltar?

    Sim. Algumas pessoas apresentam recorrência.

    6. Precisa de internação?

    Depende da gravidade e da presença de complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver dor no peito ou suspeita de problema cardíaco.

    Leia também: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

  • Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Pólipos nasais: por que eles aparecem e quando operar 

    Nariz constantemente entupido, dificuldade para sentir cheiros e sensação frequente de pressão no rosto são sintomas que muita gente associa apenas à rinite ou sinusite. Em alguns casos, porém, esses sinais podem estar relacionados aos pólipos nasais, pequenas formações benignas que crescem dentro do nariz e dos seios da face.

    Embora não sejam câncer e muitas vezes se desenvolvam lentamente, os pólipos podem impactar bastante a qualidade de vida, principalmente quando aumentam de tamanho ou surgem associados a inflamações crônicas das vias respiratórias.

    Os pólipos nasais são formações benignas que crescem na mucosa do nariz e dos seios da face.

    Eles estão frequentemente associados à inflamação crônica e podem causar sintomas como nariz entupido, perda do olfato e secreção nasal persistente.

    Embora não sejam câncer, podem impactar significativamente a qualidade de vida quando aumentam de tamanho.

    O que são os pólipos nasais

    Os pólipos nasais são estruturas moles, semelhantes a pequenas bolsas ou “cachos”, que se formam na mucosa nasal. Eles surgem por conta de uma inflamação prolongada da região, especialmente nos seios da face.

    Esses pólipos podem ser únicos ou múltiplos e variar de tamanho.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma gradual e progressiva.

    Os mais comuns são:

    • Nariz entupido persistente;
    • Dificuldade para respirar pelo nariz;
    • Redução ou perda do olfato;
    • Coriza (secreção nasal);
    • Sensação de pressão na face;
    • Roncos ou respiração bucal.

    Principais causas

    Os pólipos nasais estão relacionados à inflamação crônica das vias aéreas.

    Entre os fatores mais associados estão:

    • Rinite alérgica;
    • Sinusite crônica;
    • Asma;
    • Infecções repetidas;
    • Alterações inflamatórias da mucosa nasal.

    Nem sempre é possível identificar uma causa única.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver pólipos nasais:

    • Pessoas com rinite alérgica;
    • Pacientes com asma;
    • Indivíduos com sinusite crônica;
    • Histórico familiar;
    • Adultos (mais comum que em crianças).

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por avaliação médica e exames específicos.

    Os principais métodos são:

    • Exame clínico do nariz;
    • Endoscopia nasal;
    • Tomografia dos seios da face.

    Esses exames ajudam a avaliar o tamanho, a quantidade e a extensão dos pólipos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da extensão da doença.

    1. Tratamento medicamentoso

    • Corticoides nasais em spray;
    • Em alguns casos, corticoides orais;
    • Tratamento de alergias associadas.

    2. Cirurgia

    • Indicada quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico;
    • Remoção dos pólipos por cirurgia endoscópica nasal.

    3. Controle da inflamação

    O controle da inflamação é fundamental para evitar recidivas, por isso a necessidade de acompanhamento contínuo.

    Pólipos nasais podem voltar?

    Sim. Mesmo após tratamento ou cirurgia, os pólipos podem reaparecer, especialmente quando a inflamação crônica persiste. Por isso, o acompanhamento médico regular é importante.

    Pólipos nasais são perigosos?

    Não são câncer e geralmente não evoluem para malignidade. No entanto, podem causar desconforto significativo e prejudicar a respiração, o sono e o olfato.

    Veja também: Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Perguntas frequentes sobre pólipos nasais

    1. Pólipos nasais são câncer?

    Não. São formações benignas.

    2. Sempre precisam de cirurgia?

    Não. Muitos casos melhoram com medicamentos.

    3. Podem causar perda de olfato?

    Sim. É um sintoma bastante comum.

    4. Podem voltar após cirurgia?

    Sim. Recidivas podem acontecer.

    5. Estão relacionados à alergia?

    Sim. Frequentemente estão associados à rinite alérgica e à asma.

    6. Dói?

    Geralmente não causam dor diretamente, mas podem provocar sensação de pressão na face e desconforto nasal.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver nariz entupido persistente, perda do olfato, dificuldade para respirar ou sintomas que não melhoram.

    Veja também: Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Picada de abelha: o que fazer na hora e quando correr para o hospital 

    Picada de abelha: o que fazer na hora e quando correr para o hospital 

    Uma picada de abelha costuma provocar dor imediata, vermelhidão e bastante desconforto e, em muitos casos, o susto pode ser maior do que a gravidade da situação. Ainda assim, saber agir rapidamente faz diferença para aliviar os sintomas e evitar complicações.

    Embora a maioria das picadas cause apenas reações locais leves, algumas pessoas podem desenvolver alergias importantes ou apresentar quadros mais graves, especialmente após múltiplas picadas. Por isso, entender os sinais de alerta é muito importante.

    O que acontece após a picada

    A picada de abelha é comum e, na maioria das vezes, causa apenas dor local, vermelhidão e inchaço. Em algumas pessoas, no entanto, a picada pode desencadear reações alérgicas mais intensas, que exigem atenção médica imediata.

    Saber como agir rapidamente ajuda a aliviar os sintomas e prevenir complicações.

    Quando a abelha pica, ela injeta veneno na pele por meio do ferrão. Esse veneno provoca:

    • Dor imediata;
    • Vermelhidão;
    • Inchaço;
    • Sensação de queimação.

    Em alguns casos, o ferrão permanece na pele e continua liberando veneno por alguns segundos.

    O que fazer imediatamente

    As primeiras medidas são simples e eficazes.

    1. Remover o ferrão

    Retire o ferrão o mais rápido possível. Para isso, use a unha ou um objeto rígido (evite apertar o ferrão para não liberar mais veneno).

    2. Lavar o local

    Lave a região com água e sabão, isso é importante.

    3. Aplicar compressa fria

    O frio ajuda a reduzir dor e inchaço.

    Sintomas mais comuns

    Na maioria dos casos, a reação é leve. Os sintomas costumam ser:

    • Dor local;
    • Vermelhidão;
    • Inchaço;
    • Coceira.

    Esses sintomas costumam melhorar em poucas horas ou dias.

    Quando a reação é mais intensa

    Algumas pessoas podem apresentar reações maiores no local da picada.

    Entre elas:

    • Inchaço mais extenso;
    • Vermelhidão que aumenta ao longo das horas;
    • Desconforto prolongado.

    Mesmo assim, geralmente não se trata de uma situação grave.

    Reação alérgica grave (anafilaxia)

    Em casos raros, pode ocorrer reação alérgica grave, chamada anafilaxia.

    Os sinais de alerta são:

    • Falta de ar;
    • Inchaço nos lábios, língua ou rosto;
    • Urticária pelo corpo;
    • Tontura ou desmaio;
    • Queda de pressão.

    Essa é uma emergência médica e exige atendimento imediato.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda imediatamente se houver:

    • Sinais de reação alérgica grave;
    • Múltiplas picadas;
    • Picada em boca, garganta ou olhos;
    • Dor intensa ou piora progressiva dos sintomas.

    Como aliviar os sintomas

    Além das medidas iniciais, pode-se utilizar:

    • Analgésicos;
    • Antialérgicos;
    • Cremes para coceira.

    Sempre com orientação médica, se necessário.

    Picadas múltiplas: atenção redobrada

    Múltiplas picadas podem levar a grande quantidade de veneno no organismo, o que aumenta o risco de complicações, mesmo em pessoas sem alergia conhecida.

    Como prevenir picadas de abelha

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar mexer em colmeias;
    • Não usar perfumes fortes em áreas abertas;
    • Usar roupas adequadas em ambientes com muitos insetos;
    • Manter distância de enxames.

    Veja mais: Quando a alergia vira emergência: entenda a anafilaxia

    Perguntas frequentes sobre picada de abelha

    1. Sempre precisa tirar o ferrão?

    Sim. Quanto antes remover, melhor.

    2. Pode colocar gelo?

    Sim. Compressas frias ajudam a aliviar os sintomas.

    3. É perigoso?

    Na maioria das vezes, não.

    4. Pode causar alergia?

    Sim. Algumas pessoas podem desenvolver reação alérgica grave.

    5. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    6. Quanto tempo dura?

    Geralmente melhora em poucos dias.

    7. Quando é emergência?

    Quando há sinais de reação alérgica grave, como falta de ar ou inchaço importante.

    Veja mais: Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

  • Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Miocardite: a inflamação no coração que pode surgir após viroses

    Dor no peito, falta de ar e palpitações costumam ser sintomas associados a problemas cardíacos mais conhecidos, como infarto. Mas existe outra condição, menos comum e muitas vezes relacionada a infecções virais, que também pode afetar diretamente o coração: a miocardite.

    A doença provoca uma inflamação no músculo cardíaco e pode se manifestar de formas muito diferentes, desde quadros leves, que melhoram espontaneamente, até situações graves com risco de insuficiência cardíaca e arritmias. Em muitos casos, os sintomas aparecem após gripes, viroses ou outras infecções.

    O que é a miocardite

    A miocardite é uma inflamação do músculo do coração (miocárdio), que pode comprometer a capacidade de contração e o bombeamento adequado de sangue pelo organismo. O músculo cardíaco sofre inflamação, o que pode afetar sua função.

    Ela pode surgir após infecções, principalmente virais, e pode ser tanto uma doença leve ou até mesmo vir em formas bem graves e com risco de ter insuficiência cardíaca. A doença pode ser aguda, subaguda ou crônica.

    Em muitos casos, a doença melhora espontaneamente, mas em outros pode exigir acompanhamento e tratamento especializado.

    Essa inflamação pode causar:

    • Redução da força de contração do coração;
    • Alterações no ritmo cardíaco;
    • Alterações na condução dos estímulos elétricos do coração.

    Principais causas

    A causa mais comum da miocardite é infecção viral. Os principais fatores associados são:

    • Vírus (como influenza, covid-19 e outros);
    • Infecções bacterianas;
    • Doenças autoimunes;
    • Reações a medicamentos;
    • Exposição a toxinas.

    Nem sempre é possível identificar a causa exata.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dor no peito (podendo simular um infarto);
    • Falta de ar;
    • Cansaço;
    • Palpitações;
    • Sensação de coração acelerado ou irregular.

    Em casos mais graves, podem surgir sinais de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, arritmias malignas e até morte súbita.

    Quando a miocardite pode ser grave

    Embora muitos casos sejam leves, a miocardite pode evoluir com complicações importantes. As principais são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Arritmias graves;
    • Choque cardiogênico;
    • Morte súbita.

    A gravidade depende da extensão da inflamação e do comprometimento do músculo cardíaco.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames complementares. Os principais são:

    • Eletrocardiograma;
    • Exames de sangue (como troponina);
    • Ecocardiograma;
    • Ressonância magnética cardíaca.

    Em alguns casos, pode ser necessário:

    • Cateterismo cardíaco, especialmente em pacientes com piora apesar do tratamento;
    • Biópsia do coração, em situações específicas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.

    1. Repouso

    • Evitar atividade física durante a fase aguda;
    • Evitar consumo de bebidas alcoólicas.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos para controle da insuficiência cardíaca;
    • Controle de arritmias, quando necessário.

    3. Tratamento da causa

    Quando identificada, como em infecções ou doenças autoimunes.

    4. Casos graves

    Casos graves podem exigir internação e suporte intensivo. Em situações refratárias, pode ser necessário:

    • Uso de drogas vasoativas;
    • Suporte mecânico circulatório (como ECMO e LVAD);
    • Transplante cardíaco, em casos extremos.

    Miocardite tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes se recuperam completamente, especialmente nas formas leves.

    No entanto, alguns podem evoluir com sequelas cardíacas e necessidade de acompanhamento prolongado.

    Como prevenir complicações

    Algumas medidas ajudam a reduzir riscos:

    • Procurar avaliação médica diante de sintomas cardíacos;
    • Evitar exercícios físicos durante infecções virais;
    • Seguir corretamente o tratamento e acompanhamento médico.

    Confira: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes sobre miocardite

    1. Miocardite é grave?

    Pode ser, dependendo da extensão da inflamação.

    2. Pode causar dor no peito?

    Sim. É um sintoma comum.

    3. Está relacionada a vírus?

    Sim. Infecções virais são a principal causa.

    4. Tem cura?

    Na maioria dos casos, sim.

    5. Pode deixar sequelas?

    Sim. Alguns pacientes podem desenvolver problemas cardíacos persistentes.

    6. Precisa de repouso?

    Sim. O repouso é uma recomendação importante durante a fase aguda.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar dor no peito, falta de ar ou palpitações.

    Leia também: Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

  • Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido? 

    Dor de ouvido em crianças costuma preocupar bastante os pais, especialmente quando aparece de repente, acompanhada de febre, irritabilidade ou noites mal dormidas. Entre as causas mais comuns desse desconforto está a otite média, uma inflamação que afeta a região localizada atrás do tímpano e que frequentemente surge após gripes e resfriados.

    Embora seja mais frequente na infância, a condição também pode ocorrer em adultos. Na maioria das vezes, evolui bem com acompanhamento adequado, mas alguns casos precisam de atenção para evitar complicações e desconforto prolongado.

    O que é a otite média

    A otite média é uma infecção ou inflamação da parte média do ouvido, localizada atrás do tímpano. Ela ocorre quando há acúmulo de secreção e inflamação no ouvido médio.

    A condição é muito comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos. Geralmente surge após infecções respiratórias, como gripes e resfriados.

    A dor de ouvido é o principal sintoma, podendo vir acompanhada de febre e outros sinais.

    Como essa região se comunica com o nariz por meio da tuba auditiva, ela pode ficar obstruída durante infecções respiratórias. Quando isso acontece, favorece a proliferação de vírus ou bactérias.

    Principais causas

    A otite média está frequentemente associada a:

    • Infecções virais (resfriados e gripes);
    • Infecções bacterianas;
    • Disfunção da tuba auditiva;
    • Alergias respiratórias.

    Crianças têm maior predisposição devido à anatomia da tuba auditiva.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Crianças pequenas;
    • Frequência em creches;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Uso de mamadeira em posição deitada;
    • Histórico de infecções respiratórias frequentes.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar com a idade. Entre os mais comuns estão:

    • Dor de ouvido;
    • Febre;
    • Irritabilidade (especialmente em crianças);
    • Diminuição da audição;
    • Sensação de ouvido “entupido”.

    Em alguns casos, pode haver saída de secreção pelo ouvido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, feito por exame do ouvido com otoscópio. O médico avalia sinais de inflamação e presença de secreção atrás do tímpano.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da idade, sintomas e gravidade.

    1. Controle da dor

    O controle da dor é feito com analgésicos e antitérmicos.

    2. Observação

    Em alguns casos, especialmente leves, pode-se observar evolução.

    3. Antibióticos

    Indicados em casos específicos, principalmente em crianças menores ou quadros mais intensos.

    Possíveis complicações

    Na maioria dos casos, a otite média evolui bem. No entanto, complicações podem ocorrer:

    • Infecções recorrentes;
    • Acúmulo de líquido persistente;
    • Alterações na audição;
    • Raramente, complicações mais graves.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Vacinação em dia;
    • Evitar exposição ao cigarro;
    • Higiene adequada das mãos;
    • Aleitamento materno;
    • Evitar deitar ao alimentar com mamadeira.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Perguntas frequentes sobre otite média

    1. Otite média é comum em crianças?

    Sim. A otite média é muito frequente na infância.

    2. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Depende do caso, e isso será avaliado pelo médico.

    3. Pode causar febre?

    Sim, a otite média pode causar febre.

    4. Pode afetar a audição?

    Sim, temporariamente.

    5. É contagiosa?

    A infecção respiratória associada pode ser.

    6. Pode voltar?

    Sim, especialmente em crianças.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, febre ou suspeita de infecção.

    Leia também: Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido

  • Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Oxiúros: entenda por que esses vermes causam tanta coceira anal 

    Coceira intensa na região anal, principalmente à noite, é um sintoma que costuma deixar muitos pais preocupados. Embora diferentes condições possam causar esse desconforto, uma das causas mais comuns na infância é a infecção por oxiúros, pequenos vermes intestinais bastante frequentes em ambientes coletivos.

    Apesar de causar incômodo e se espalhar com facilidade, a enterobíase, nome da infecção provocada pelos oxiúros, costuma ser simples de tratar quando identificada corretamente. Além do uso de medicamentos, medidas de higiene são fundamentais para evitar reinfecção e transmissão para outras pessoas da casa.

    O que são os oxiúros

    Os oxiúros, também conhecidos como Enterobius vermicularis, são pequenos vermes brancos que vivem no intestino humano e que causam uma infecção chamada enterobíase. Essa é uma das parasitoses mais comuns no mundo, especialmente em crianças.

    O sintoma mais característico é a coceira intensa na região anal, principalmente à noite. Isso acontece porque, durante a noite, as fêmeas migram para a região anal para depositar seus ovos, o que causa irritação e coceira. Essa característica facilita a transmissão da infecção.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de ovos do parasita.

    As formas mais comuns são:

    • Mãos contaminadas levadas à boca;
    • Contato com superfícies contaminadas (roupas, brinquedos, roupas de cama);
    • Autoinfecção ao coçar a região anal e levar a mão à boca.

    A transmissão é fácil, especialmente em ambientes coletivos.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar, mas o mais típico é:

    • Coceira anal intensa, principalmente à noite;
    • Irritação na região anal;
    • Sono agitado;
    • Em alguns casos, dor abdominal leve.

    Muitas pessoas podem ser assintomáticas.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Os oxiúros são mais comuns em:

    • Crianças;
    • Pessoas que convivem em ambientes coletivos (escolas, creches);
    • Famílias com casos de infecção;
    • Ambientes com higiene inadequada.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Identificação dos vermes na região anal;
    • Teste da fita adesiva (coleta de ovos na região anal).

    Exames de fezes nem sempre detectam a infecção.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é simples e eficaz. As principais medidas são:

    • Uso de antiparasitários;
    • Tratamento de todos os contatos próximos;
    • Repetição da dose após alguns dias.

    Importância da higiene

    Além do medicamento, medidas de higiene são fundamentais:

    • Lavar bem as mãos;
    • Manter unhas curtas;
    • Trocar roupas íntimas diariamente;
    • Lavar roupas de cama com frequência.

    Essas medidas evitam reinfecção.

    Oxiúros são perigosos?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição benigna, mas pode causar desconforto significativo e se espalhar facilmente.

    Leia também: Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças

    Perguntas frequentes sobre oxiúros

    1. Oxiúros causam coceira?

    Sim. É o principal sintoma.

    2. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    3. Precisa tratar toda a família?

    Geralmente sim, para evitar reinfecção.

    4. Exame de fezes detecta?

    Nem sempre.

    5. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz.

    6. Pode voltar?

    Sim, se não houver cuidados de higiene.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver coceira persistente ou suspeita de infecção.

    Veja mais: Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

  • Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    Morte súbita em bebês: como reduzir o risco durante o sono 

    A chegada de um bebê costuma vir acompanhada de muitas dúvidas e preocupações, especialmente nos primeiros meses de vida. Entre os medos mais comuns dos pais está a chamada morte súbita em bebês, um evento raro, mas que desperta grande atenção justamente por acontecer de forma inesperada, geralmente durante o sono.

    Nos últimos anos, campanhas de conscientização ajudaram a reduzir significativamente os casos ao reforçar medidas simples de prevenção, principalmente relacionadas à forma como o bebê dorme.

    Entender os fatores de risco e os cuidados recomendados pode ajudar você a criar um ambiente de sono mais seguro para recém-nascidos e lactentes.

    O que é a morte súbita em bebês

    A morte súbita em bebês, também chamada de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL), é a morte inesperada de um bebê aparentemente saudável, geralmente durante o sono e sem causa identificada após investigação.

    Mesmo após investigação completa, incluindo autópsia e análise do ambiente, não se encontra uma causa específica.

    Embora seja um evento raro, é uma das principais causas de morte em bebês com menos de 1 ano, especialmente nos primeiros meses de vida.

    A boa notícia é que algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco.

    Por que acontece

    A causa exata ainda não é totalmente conhecida. Acredita-se que a síndrome da morte súbita do lactente esteja relacionada a uma combinação de fatores:

    • Imaturidade do sistema respiratório e neurológico;
    • Dificuldade em responder a situações como falta de oxigênio;
    • Fatores ambientais, especialmente relacionados ao sono.

    Principais fatores de risco

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Dormir de barriga para baixo ou de lado;
    • Uso de colchões muito macios;
    • Presença de travesseiros, cobertores ou objetos no berço;
    • Exposição à fumaça de cigarro;
    • Prematuridade;
    • Baixo peso ao nascer.

    Quando o risco é maior

    O risco é maior:

    • Entre 1 e 4 meses de idade;
    • Durante o primeiro ano de vida;
    • Principalmente durante o sono.

    Como reduzir o risco

    Existem medidas comprovadas que ajudam a prevenir.

    1. Posição para dormir

    Sempre colocar o bebê para dormir de barriga para cima.

    2. Ambiente seguro

    • Usar colchão firme;
    • Evitar objetos soltos no berço;
    • Não usar travesseiros ou cobertores soltos.

    3. Compartilhamento de quarto (não de cama)

    O bebê pode dormir no mesmo quarto dos pais, mas em berço próprio.

    4. Evitar fumaça

    Não expor o bebê ao cigarro.

    5. Amamentação

    O aleitamento materno está associado à redução do risco de morte súbita.

    6. Uso de chupeta (em alguns casos)

    Pode ajudar, especialmente durante o sono.

    O que NÃO fazer

    • Não coloque o bebê para dormir de bruços;
    • Não use colchões macios;
    • Não compartilhe a cama com o bebê;
    • Não cubra excessivamente o bebê.

    Morte súbita pode ser prevista?

    Não. A morte súbita do bebê ocorre de forma inesperada e não há exames que prevejam o evento. Por isso, a prevenção é baseada na redução dos fatores de risco.

    Confira: APLV: o que é, sintomas e quando desconfiar da condição em um bebê

    Perguntas frequentes sobre morte súbita em bebês

    1. É comum?

    Não é comum, mas é uma das principais causas de morte em bebês.

    2. Dormir de barriga para cima é seguro?

    Sim. É a posição mais segura.

    3. Pode acontecer durante o dia?

    Sim, mas é mais comum durante o sono noturno.

    4. Chupeta ajuda?

    Pode ajudar a reduzir o risco.

    5. Dormir com os pais é seguro?

    No mesmo quarto, sim. Na mesma cama, não é recomendado.

    6. Tem causa definida?

    Não. É multifatorial.

    7. Quando se preocupar?

    O foco deve ser na prevenção e em manter um ambiente de sono seguro.

    Leia mais: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

  • Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Molusco contagioso: o que são as bolinhas que aparecem na pele?

    Pequenas bolinhas na pele, lisas e arredondadas, podem chamar atenção principalmente em crianças. Em muitos casos, essas lesões aparecem de forma discreta, sem dor ou outros sintomas importantes, mas acabam gerando preocupação por serem contagiosas e aumentarem em número com o tempo.

    Esse quadro costuma estar relacionado ao molusco contagioso, uma infecção viral bastante comum na infância. Apesar do nome assustar, trata-se de uma condição benigna, que geralmente evolui bem e pode até desaparecer espontaneamente em muitos casos.

    O que é o molusco contagioso

    O molusco contagioso é uma infecção viral da pele causada por um vírus da família dos poxvírus. É uma infecção benigna que afeta a camada superficial da pele.

    Ele provoca o surgimento de pequenas lesões arredondadas, geralmente indolores, que podem aparecer isoladas ou em grupos. As lesões são causadas pela replicação do vírus nas células da pele, formando pequenas elevações características.

    É mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos, especialmente em situações de contato direto com a pele ou em casos de imunidade reduzida.

    Apesar de ser contagioso, geralmente não causa complicações graves.

    Principais sintomas

    Os sintomas são basicamente cutâneos.

    Os principais são:

    • Pequenas lesões arredondadas;
    • Superfície lisa e brilhante;
    • Centro com leve depressão (umbilicação);
    • Cor semelhante à pele ou levemente rosada;
    • Ausência de dor na maioria dos casos.

    As lesões podem aumentar em número ao longo do tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão acontece por contato direto com a pele infectada.

    As principais formas são:

    • Contato pele a pele;
    • Compartilhamento de objetos pessoais (toalhas, roupas);
    • Autoinoculação (espalhamento para outras áreas do corpo).

    Em adultos, pode ocorrer transmissão por contato íntimo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Crianças;
    • Pessoas com dermatite atópica;
    • Indivíduos com imunidade reduzida;
    • Pessoas em contato frequente com água (como em piscinas).

    Molusco contagioso é grave?

    Não. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada. As lesões podem desaparecer espontaneamente ao longo de meses.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na aparência típica das lesões. Geralmente, não são necessários exames complementares.

    Como é feito o tratamento

    Nem sempre é necessário tratamento, pois as lesões podem desaparecer sozinhas.

    Quando indicado, as opções são:

    • Remoção das lesões (curetagem);
    • Aplicação de substâncias tópicas;
    • Crioterapia (congelamento).

    A escolha depende do número de lesões e do desconforto.

    Como prevenir a transmissão

    Algumas medidas ajudam a evitar a disseminação:

    • Evitar contato direto com lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Manter boa higiene da pele.

    Veja mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Perguntas frequentes sobre molusco contagioso

    1. Molusco contagioso é contagioso?

    Sim. É transmitido por contato direto.

    2. Precisa tratar sempre?

    Não. Muitas vezes desaparece sozinho.

    3. Dói?

    Geralmente não.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, principalmente ao coçar.

    5. É comum em crianças?

    Sim. É mais frequente nessa faixa etária.

    6. Pode voltar?

    Pode ocorrer reinfecção.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões aumentam, incomodam ou há dúvida no diagnóstico.

    Veja mais: Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    Neuralgia pós-herpética: por que a dor continua após o herpes-zóster 

    O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, costuma chamar atenção pelas lesões dolorosas na pele. Em muitos casos, porém, o desconforto não termina quando as feridas desaparecem. Algumas pessoas continuam sentindo dor intensa por semanas, meses ou até anos após a infecção.

    Essa condição é chamada de neuralgia pós-herpética, considerada a complicação mais comum do herpes-zóster. A dor pode ser persistente e bastante limitante, afetando o sono, o humor e atividades simples do dia a dia.

    O que é a neuralgia pós-herpética

    A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes-zóster caracterizada por dor persistente na região afetada mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Mesmo após a resolução da infecção cutânea, os nervos permanecem inflamados ou sensibilizados, gerando dor crônica.

    Essa dor pode ser intensa e prolongada e impactar significativamente a qualidade de vida.

    É mais comum em pessoas mais velhas e em casos de herpes-zóster mais graves.

    Por que ela acontece

    Após a infecção pelo vírus varicela-zóster (o mesmo da catapora), o vírus permanece adormecido no organismo. Quando reativado, causa o herpes-zóster.

    Em alguns casos, essa reativação provoca lesão nos nervos, levando à dor persistente.

    Principais sintomas

    Os sintomas estão relacionados à dor neuropática.

    Os mais comuns são:

    • Dor em queimação ou choque;
    • Sensibilidade aumentada ao toque;
    • Dor persistente na região afetada;
    • Sensação de formigamento;
    • Desconforto ao contato com roupas.

    A dor costuma seguir o trajeto de um nervo.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade acima de 60 anos;
    • Episódios graves de herpes-zóster;
    • Dor intensa durante a fase aguda;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • Na história de herpes-zóster prévio;
    • Na persistência da dor na mesma região.

    Não são necessários exames na maioria dos casos.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar a dor. Veja as opções.

    1. Medicamentos

    • Antidepressivos com ação analgésica;
    • Anticonvulsivantes;
    • Analgésicos específicos para dor neuropática.

    2. Tratamentos tópicos

    • Cremes ou adesivos analgésicos.

    3. Outras abordagens

    • Terapias complementares;
    • Acompanhamento especializado em dor.

    O tratamento é individualizado.

    A neuralgia pós-herpética tem cura?

    Em muitos casos, a dor melhora com o tempo. No entanto, pode persistir por longos períodos em alguns pacientes.

    O tratamento adequado ajuda a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    Como prevenir

    A principal forma de prevenção é evitar o herpes-zóster.

    As medidas são:

    • Vacinação contra herpes-zóster;
    • Tratamento precoce do herpes-zóster;
    • Acompanhamento médico adequado.

    Confira: Catapora: tudo o que você precisa saber sobre sintomas e prevenção

    Perguntas frequentes sobre neuralgia pós-herpética

    1. Toda pessoa com herpes-zóster desenvolve neuralgia?

    Não. É uma complicação, mais comum em idosos.

    2. A dor pode durar quanto tempo?

    Pode durar meses ou anos.

    3. É uma dor comum?

    Não. É uma dor neuropática, geralmente mais intensa.

    4. Tem tratamento?

    Sim. Existem várias opções para controle da dor.

    5. Pode melhorar sozinha?

    Sim, em alguns casos.

    6. Vacina ajuda a prevenir?

    Sim. Reduz o risco de herpes-zóster e suas complicações.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor persiste após o herpes-zóster.

    Veja também: 7 vacinas importantes para idosos com doenças cardíacas