Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Dermografismo: por que sua pele fica marcada ao coçar? 

    Dermografismo: por que sua pele fica marcada ao coçar? 

    O dermografismo, também chamado de urticária dermográfica, é uma condição da pele em que pequenos estímulos, como coçar ou pressionar, provocam marcas avermelhadas e elevadas no local.

    Essas marcas podem surgir rapidamente após o contato com a pele e costumam desaparecer em poucos minutos ou horas. Apesar de chamar atenção, o dermografismo é geralmente uma condição benigna e relativamente comum.

    Em muitos casos, não está associado a doenças graves, mas pode causar desconforto, principalmente quando há coceira frequente.

    O que é o dermografismo

    O dermografismo é uma forma de urticária física, ou seja, uma reação da pele desencadeada por estímulos mecânicos.

    Quando a pele é pressionada, arranhada ou friccionada, ocorre liberação de substâncias inflamatórias, como a histamina, causando:

    • Vermelhidão;
    • Inchaço local;
    • Formação de linhas ou marcas elevadas na pele.

    Essas marcas costumam reproduzir exatamente o trajeto do estímulo, como se fosse possível desenhar na pele.

    Principais sintomas

    Os sintomas do dermografismo geralmente aparecem poucos minutos após o estímulo na pele.

    Entre os mais comuns estão:

    • Linhas ou marcas avermelhadas na pele;
    • Inchaço local (tipo vergão);
    • Coceira (prurido);
    • Sensação de ardor leve.

    As lesões costumam desaparecer espontaneamente, geralmente em menos de 30 minutos a algumas horas.

    Por que o dermografismo acontece

    A causa exata do dermografismo nem sempre é clara, mas está relacionada a uma resposta exagerada da pele a estímulos físicos.

    Quando a pele é estimulada, ocorre liberação de histamina por células chamadas mastócitos, provocando a reação característica.

    Alguns fatores podem estar associados ao surgimento ou piora do quadro, como:

    • Estresse emocional;
    • Infecções recentes;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Pele muito sensível.

    Em muitos casos, não é possível identificar uma causa específica.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O dermografismo pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Pessoas com histórico de alergias;
    • Indivíduos com pele mais sensível;
    • Pessoas sob estresse físico ou emocional.

    Apesar disso, não é considerado uma condição hereditária na maioria dos casos.

    Dermografismo é perigoso?

    Na grande maioria das vezes, o dermografismo é uma condição benigna e não representa risco à saúde.

    Ele não está associado a doenças graves e, em muitos casos, melhora espontaneamente com o tempo.

    O principal impacto costuma ser o desconforto causado pela coceira e pela aparência das lesões.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico do dermografismo é geralmente clínico e pode ser feito durante a consulta. O médico pode realizar um teste simples, passando um objeto levemente sobre a pele para observar a reação.

    Quando as marcas aparecem rapidamente após o estímulo, o diagnóstico é confirmado. Na maioria dos casos, não são necessários exames adicionais.

    Como é feito o tratamento

    Nem todos os casos de dermografismo precisam de tratamento.

    Quando há sintomas como coceira ou desconforto, podem ser utilizadas algumas medidas:

    • Anti-histamínicos, que ajudam a reduzir a reação da pele;
    • Evitar estímulos que desencadeiam os sintomas;
    • Usar roupas mais leves e evitar tecidos irritantes;
    • Manter a pele hidratada.

    O tratamento costuma ser eficaz no controle dos sintomas.

    Como reduzir os sintomas no dia a dia

    Algumas medidas simples podem ajudar a diminuir a frequência das crises:

    • Evitar coçar a pele;
    • Reduzir atrito com roupas apertadas;
    • Manter a pele bem hidratada;
    • Controlar o estresse;
    • Evitar banhos muito quentes.

    Esses cuidados ajudam a reduzir a sensibilidade da pele e melhorar o conforto.

    Veja também:
    Alergias em crianças: como a escola deve lidar?

    Perguntas frequentes sobre dermografismo

    1. Dermografismo é uma alergia?

    Não exatamente. É uma forma de urticária física, desencadeada por estímulos mecânicos na pele.

    2. É possível “desenhar” na pele com dermografismo?

    Sim. As marcas costumam seguir o trajeto do estímulo, formando linhas ou desenhos.

    3. Dermografismo tem cura?

    Em muitos casos, melhora com o tempo. O tratamento é voltado para controle dos sintomas.

    4. Precisa de exame para diagnóstico?

    Na maioria das vezes, não. O diagnóstico é clínico.

    5. Antialérgicos ajudam?

    Sim. Anti-histamínicos são frequentemente usados para reduzir os sintomas.

    6. Pode piorar com estresse?

    Sim. O estresse pode contribuir para o aumento da sensibilidade da pele.

    7. É uma condição grave?

    Não. O dermografismo é benigno e geralmente não traz riscos à saúde.

    Leia mais:
    Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Dor de cabeça após anestesia raquidiana: por que acontece e como tratar 

    Dor de cabeça após anestesia raquidiana: por que acontece e como tratar 

    A cefaleia pós-raquianestesia é uma dor de cabeça que pode surgir após procedimentos que envolvem punção da coluna, como a raquianestesia ou a anestesia peridural.

    Embora seja uma complicação relativamente conhecida, ela pode causar bastante desconforto, principalmente por apresentar uma característica marcante: piora ao ficar em pé e melhora ao deitar.

    Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada, mas em algumas situações pode exigir tratamento específico.

    O que é a cefaleia pós-raquianestesia

    A cefaleia pós-raquianestesia, também chamada de cefaleia pós-punção dural, ocorre após a perfuração da dura-máter, membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal.

    Durante a realização da anestesia, pode haver saída de líquido cefalorraquidiano (líquor) pelo local da punção.

    Essa perda de líquor leva à redução da pressão intracraniana, o que desencadeia a dor de cabeça característica.

    Por que a dor de cabeça acontece

    A principal causa da cefaleia é o vazamento de líquor após a punção.

    Esse vazamento provoca:

    • Diminuição da pressão do líquor;
    • Tração das estruturas intracranianas sensíveis à dor;
    • Alterações na dinâmica do sistema nervoso central.

    Esses fatores explicam a dor e sua característica de piorar na posição em pé.

    Principais sintomas

    A cefaleia pós-raquianestesia apresenta sintomas típicos.

    Entre os principais estão:

    • Dor de cabeça que piora ao ficar em pé;
    • Alívio da dor ao deitar;
    • Dor na região frontal ou na nuca;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensibilidade à luz (fotofobia);
    • Tontura.

    Os sintomas geralmente aparecem entre 24 e 72 horas após o procedimento.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores podem aumentar a chance de desenvolver essa complicação:

    • Idade mais jovem;
    • Sexo feminino;
    • Uso de agulhas de maior calibre;
    • Histórico prévio de cefaleia pós-punção;
    • Baixo índice de massa corporal.

    Apesar disso, técnicas modernas reduziram significativamente a frequência dessa condição.

    Como é feito o tratamento

    Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador.

    As principais medidas são:

    • Repouso, preferencialmente em posição deitada;
    • Hidratação adequada;
    • Uso de analgésicos;
    • Consumo de cafeína, que pode ajudar a aliviar a dor.

    Quando os sintomas são intensos ou persistentes, pode ser indicado um procedimento específico.

    1. Blood patch epidural

    • Consiste na aplicação de uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente na região da punção;
    • O sangue forma um tampão que interrompe o vazamento de líquor;
    • Geralmente proporciona alívio rápido da dor.

    Quanto tempo dura a cefaleia

    A duração varia, mas na maioria dos casos:

    • Os sintomas melhoram em poucos dias;
    • Podem desaparecer espontaneamente em até uma semana.

    Quando tratado com blood patch, o alívio costuma ser mais rápido.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica se houver:

    • Dor intensa ou incapacitante;
    • Persistência dos sintomas por vários dias;
    • Dúvidas após anestesia raquidiana.

    A avaliação médica garante o diagnóstico correto e a melhor conduta.

    Confira: Dor de cabeça tensional: como aliviar o tipo mais comum de dor de cabeça

    Perguntas frequentes sobre cefaleia pós-raquianestesia

    1. É comum ter dor de cabeça após raquianestesia?

    Pode ocorrer, mas é menos frequente com técnicas modernas.

    2. Por que a dor melhora ao deitar?

    Porque a posição reduz o efeito da perda de líquor sobre a pressão intracraniana.

    3. Café ajuda?

    Sim. A cafeína pode aliviar os sintomas em alguns casos.

    4. O que é blood patch?

    É um procedimento que utiliza sangue do próprio paciente para selar o local da punção.

    5. A dor de cabeça depois da anestesia raquidiana é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição benigna.

    6. Sempre precisa de tratamento?

    Nem sempre. Muitos casos melhoram espontaneamente.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando a dor é intensa, persistente ou interfere nas atividades diárias.

    Veja mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

  • Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca? 

    Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca? 

    A candidíase oral, conhecida popularmente como sapinho, é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, especialmente a Candida albicans. Esse microrganismo já vive naturalmente na boca, mas em determinadas situações pode se multiplicar de forma excessiva, levando ao aparecimento de lesões características.

    O sapinho é mais comum em bebês, idosos e pessoas com imunidade mais baixa, mas pode ocorrer em qualquer fase da vida. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e tratável, desde que identificada corretamente.

    O que é a candidíase oral

    A candidíase oral é uma infecção fúngica que afeta a mucosa da boca, incluindo língua, bochechas, gengivas e céu da boca. Ela ocorre quando há um desequilíbrio na microbiota oral, permitindo o crescimento excessivo da Candida.

    Esse crescimento leva ao surgimento de placas esbranquiçadas, que são a principal característica da doença.

    Principais sintomas do sapinho

    Os sintomas podem variar de leves a mais intensos, dependendo do caso.

    Entre os mais comuns estão:

    • Placas brancas na língua, gengiva ou bochechas;
    • Sensação de ardor ou queimação;
    • Dor ao engolir, em casos mais avançados;
    • Vermelhidão na mucosa oral;
    • Alteração do paladar.

    Em bebês, pode haver dificuldade para mamar e irritabilidade.

    Por que a candidíase oral acontece

    A candidíase oral surge quando há condições que favorecem o crescimento do fungo.

    Entre os principais fatores estão:

    • Uso de antibióticos, que alteram a flora normal da boca;
    • Imunidade baixa;
    • Diabetes mal controlado;
    • Uso de próteses dentárias mal higienizadas;
    • Uso de corticoides inalados sem higiene adequada;
    • Boca seca (xerostomia).

    Esses fatores criam um ambiente propício para a proliferação da Candida.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos são mais propensos a desenvolver candidíase oral:

    • Bebês, devido ao sistema imunológico imaturo;
    • Idosos, especialmente usuários de próteses;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes;
    • Pacientes com imunossupressão;
    • Pessoas em uso de certos medicamentos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na observação das lesões características na boca.

    Em alguns casos, o profissional de saúde pode realizar exames complementares, como coleta de material para análise.

    Na maioria das situações, porém, a avaliação clínica é suficiente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da candidíase oral costuma ser simples e eficaz.

    As principais abordagens são:

    • Antifúngicos tópicos, aplicados diretamente na boca;
    • Antifúngicos orais, em casos mais extensos;
    • Correção dos fatores de risco, como ajuste de próteses e controle de doenças.

    Além disso, manter boa higiene oral é fundamental para a recuperação.

    Como prevenir a candidíase oral

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver sapinho:

    • Manter boa higiene bucal;
    • Higienizar próteses dentárias corretamente;
    • Enxaguar a boca após uso de corticoides inalados;
    • Controlar doenças como diabetes;
    • Evitar uso desnecessário de antibióticos.

    Veja mais: ‘Doença do beijo’: sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa

    Perguntas frequentes sobre candidíase oral

    1. O que é sapinho?

    Sapinho é o nome popular da candidíase oral.

    2. Candidíase oral é contagiosa?

    Em geral, não é altamente contagiosa, mas pode ser transmitida em algumas situações.

    3. Dói?

    Pode causar desconforto e ardor, especialmente em casos mais intensos.

    4. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento ajuda a eliminar o fungo e aliviar os sintomas.

    5. Antibióticos podem causar?

    Sim. Eles podem alterar a flora da boca e favorecer o crescimento da Candida.

    6. Pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem, pode haver recorrência.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver placas persistentes, dor ou dificuldade para se alimentar.

    Veja mais: Candidíase vaginal: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Trabalhou com amianto? Veja sinais que merecem atenção

    Trabalhou com amianto? Veja sinais que merecem atenção

    O amianto, também conhecido como asbesto, foi amplamente utilizado por décadas na indústria devido à sua resistência ao calor e durabilidade. No entanto, com o passar do tempo, ficou evidente que a exposição às suas fibras pode causar doenças graves, como a asbestose e o mesotelioma.

    Um dos principais desafios dessas condições é que elas podem surgir muitos anos após o contato com o material, dificultando o diagnóstico precoce. Por isso, conhecer os riscos e as formas de exposição é fundamental, especialmente para quem já trabalhou em ambientes com amianto.

    O que é o amianto e onde ele é encontrado

    O amianto é um conjunto de minerais fibrosos naturais que foi amplamente utilizado em diferentes setores.

    Ele pode ser encontrado em:

    • Telhas e caixas d’água antigas;
    • Materiais de construção (cimento-amianto);
    • Isolantes térmicos e acústicos;
    • Pastilhas de freio e embreagens;
    • Tubulações e revestimentos industriais.

    Mesmo com restrições atuais, materiais antigos ainda podem representar risco.

    Como o amianto afeta o organismo

    As fibras de amianto são microscópicas e podem ser inaladas facilmente.

    Quando entram no organismo, podem:

    • Se depositar nos pulmões;
    • Provocar inflamação crônica;
    • Levar à formação de fibrose;
    • Aumentar o risco de câncer.

    O corpo tem dificuldade para eliminar essas fibras, o que favorece o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo.

    O que é a asbestose

    A asbestose é uma doença pulmonar crônica causada pela inalação de fibras de amianto. Ela leva à formação de fibrose no tecido pulmonar, dificultando a respiração.

    Principais sintomas da asbestose

    • Falta de ar progressiva;
    • Tosse seca persistente;
    • Cansaço aos esforços;
    • Insuficiência respiratória em casos avançados.

    A doença costuma surgir após anos de exposição contínua.

    O que é o mesotelioma

    O mesotelioma é um tipo raro e agressivo de câncer que afeta principalmente a pleura, membrana que envolve os pulmões.

    Ele está fortemente associado à exposição ao amianto, mesmo em níveis mais baixos.

    Principais sintomas do mesotelioma

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Acúmulo de líquido na pleura (derrame pleural);
    • Perda de peso.

    Pode levar décadas para se manifestar após a exposição.

    Diferença entre asbestose e mesotelioma

    Embora as duas doenças estejam relacionadas ao amianto, são condições diferentes:

    • Asbestose: doença pulmonar crônica causada por fibrose;
    • Mesotelioma: câncer que afeta a pleura.

    As duas podem ocorrer na mesma pessoa, mas têm evolução distinta.

    Profissões com maior risco de exposição

    Algumas atividades profissionais apresentam maior risco, especialmente no passado:

    • Trabalhadores da construção civil;
    • Operários de indústrias de cimento e telhas;
    • Mecânicos (freios e embreagens);
    • Trabalhadores de estaleiros e indústria naval;
    • Profissionais de demolição ou reforma de estruturas antigas.

    Também pode haver exposição indireta em familiares.

    Quando suspeitar de doença relacionada ao amianto

    É importante buscar avaliação médica quando houver:

    • Histórico de exposição ao amianto;
    • Sintomas respiratórios persistentes;
    • Falta de ar progressiva;
    • Alterações em exames de imagem.

    Mesmo após anos sem exposição, o acompanhamento pode ser necessário.

    Como é feito o diagnóstico

    A investigação pode incluir:

    • Radiografia ou tomografia de tórax;
    • Avaliação da função pulmonar;
    • Biópsia em casos suspeitos de mesotelioma.

    O histórico ocupacional é essencial para orientar o diagnóstico.

    Existe tratamento?

    O tratamento depende da condição:

    • Asbestose: não tem cura, mas pode ser controlada com suporte respiratório;
    • Mesotelioma: pode envolver cirurgia, quimioterapia e tratamento oncológico.

    O diagnóstico precoce pode ajudar no manejo.

    Veja mais: Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Perguntas frequentes sobre mesotelioma e asbestose

    1. O amianto ainda é usado?

    Foi proibido ou restrito em muitos países, mas materiais antigos ainda podem conter amianto.

    2. Toda exposição causa doença?

    Não necessariamente, mas o risco aumenta com o tempo e a intensidade da exposição.

    3. Quanto tempo leva para aparecer?

    Pode levar décadas após o contato.

    4. Asbestose tem cura?

    Não. É uma doença crônica, mas pode ser controlada.

    5. Mesotelioma é comum?

    Não. É um câncer raro.

    6. Quem não trabalha com amianto pode ter?

    Sim, em casos de exposição indireta, embora seja menos comum.

    7. Como evitar o risco?

    Evitar exposição e ter cuidado ao lidar com materiais antigos que possam conter amianto.

    Veja também: Câncer ocupacional: o que é e quais as profissões de risco?

  • Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    A diástase do reto abdominal é uma condição relativamente comum, especialmente após a gestação, mas que também pode ocorrer em outras situações. Muitas pessoas percebem uma barriga saliente persistente e não sabem que isso pode estar relacionado ao afastamento dos músculos abdominais.

    Embora nem sempre cause sintomas importantes, a diástase pode impactar a postura, a força do corpo e até o bem-estar no dia a dia. Entender o que é, por que acontece e como tratar ajuda a lidar melhor com a condição.

    O que é a diástase do reto abdominal

    Os músculos retos abdominais ficam na parte anterior do abdome e são unidos por uma estrutura chamada linha alba.

    Na diástase:

    • Ocorre afastamento desses músculos;
    • A distância entre eles aumenta;
    • Pode surgir uma saliência no abdome, principalmente ao fazer esforço.

    Esse afastamento pode variar de leve a mais acentuado.

    Principais causas da diástase

    A diástase geralmente está relacionada ao aumento da pressão dentro do abdome.

    Entre as principais causas estão:

    • Gestação, especialmente múltipla ou com bebês maiores;
    • Ganho de peso significativo;
    • Obesidade;
    • Esforço físico excessivo ou inadequado;
    • Enfraquecimento da musculatura abdominal.

    Durante a gravidez, o crescimento do útero e alterações hormonais favorecem essa separação.

    Quais são as consequências da diástase

    Nem todas as pessoas apresentam sintomas, mas podem ocorrer:

    • Abaulamento abdominal persistente;
    • Fraqueza na musculatura;
    • Dor lombar;
    • Alterações posturais;
    • Sensação de instabilidade no tronco.

    Em casos mais acentuados, pode haver aumento do risco de hérnias abdominais.

    Como identificar a diástase

    Alguns sinais podem levantar suspeita:

    • Abaulamento no centro do abdome ao fazer esforço;
    • Sensação de separação entre os músculos;
    • Dificuldade de contrair o abdome.

    O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, em alguns casos, exames de imagem como ultrassonografia.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do grau de diástase e dos sintomas.

    1. Tratamento conservador

    Na maioria dos casos, é a primeira abordagem.

    Esse tipo de tratamento envolve:

    • Exercícios específicos orientados por fisioterapeuta;
    • Reeducação postural;
    • Fortalecimento do core (músculos do tronco).

    Evitar exercícios inadequados é fundamental, pois alguns podem piorar o quadro. Por isso, é preciso ter orientação para fazer exercícios de musculação para que eles estejam adequados para a condição.

    2. Tratamento cirúrgico

    Indicado em situações mais graves.

    • Aproxima os músculos abdominais;
    • Reforça a parede abdominal.

    Em alguns casos, pode ser associado à abdominoplastia.

    A diástase pode voltar ao normal?

    Em alguns casos, especialmente após o parto, pode haver melhora espontânea.

    Quando persiste:

    • Exercícios orientados costumam trazer bons resultados;
    • Casos mais avançados podem exigir avaliação cirúrgica.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre diástase do reto abdominal

    1. Diástase é comum após a gravidez?

    Sim. É bastante frequente no pós-parto.

    2. É apenas estética?

    Não. Pode causar dor, fraqueza e alterações posturais.

    3. Exercícios ajudam?

    Sim. Exercícios específicos são uma das principais formas de tratamento.

    4. Abdominal tradicional piora?

    Pode piorar, principalmente nas fases iniciais.

    5. Quando a cirurgia é indicada?

    Quando há diástase importante ou falha do tratamento conservador.

    6. Homens podem ter diástase?

    Sim. Apesar de mais comum em mulheres, também pode ocorrer em homens.

    7. Pode causar hérnia?

    Sim. Em alguns casos, está associada a maior risco de hérnias.

    Veja mais: Terceiro trimestre de gravidez: entenda quando começa, sintomas e cuidados no período

  • Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    O consumo de peixe cru, como sushi, sashimi e ceviche, se tornou cada vez mais comum. Embora esses alimentos sejam seguros quando preparados corretamente, existe um risco pouco conhecido: a anisaquíase, uma infecção causada por um parasita presente em peixes contaminados, também conhecido por “verme do sushi”.

    Apesar de nem todos os casos provocarem sintomas, algumas pessoas podem desenvolver dor abdominal intensa poucas horas após a ingestão. Entenda como essa infecção acontece e o que você pode fazer para preveni-la, especialmente se você é uma pessoa que consome peixe cru com frequência.

    O que é a anisaquíase

    A anisaquíase é uma infecção parasitária causada por larvas do gênero Anisakis.

    • Esses parasitas fazem parte do ciclo de vida de animais marinhos;
    • Podem estar presentes em peixes e lulas;
    • O ser humano se infecta ao consumir alimentos crus ou mal cozidos.

    No organismo humano, as larvas não completam seu ciclo, mas podem provocar inflamação no trato gastrointestinal.

    Como acontece a infecção

    A infecção ocorre principalmente pela ingestão de:

    • Peixe cru ou mal cozido;
    • Frutos do mar contaminados;
    • Preparações como sushi, sashimi e ceviche.

    Após serem ingeridas, as larvas podem:

    • Penetrar na mucosa do estômago ou intestino;
    • Provocar inflamação local;
    • Desencadear sintomas digestivos agudos.

    Em alguns casos, também pode ocorrer reação alérgica.

    Principais sintomas do verme do sushi

    Os sintomas costumam surgir rapidamente, geralmente poucas horas após a ingestão.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor abdominal intensa e súbita;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensação de mal-estar;
    • Distensão abdominal.

    Em alguns casos, podem ocorrer:

    • Reações alérgicas, como urticária;
    • Quadros mais raros de obstrução intestinal.

    A intensidade pode variar de leve a grave.

    A anisaquíase é uma infecção grave?

    Na maioria das vezes, é uma condição autolimitada.

    No entanto, pode exigir avaliação médica quando:

    • A dor é intensa;
    • As larvas se fixam na mucosa do trato digestivo;
    • Há inflamação importante ou complicações.

    Em situações específicas, pode ser necessária endoscopia para remover o parasita.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica.

    Exames podem ser utilizados, como:

    • Endoscopia digestiva, que pode identificar e remover a larva;
    • Exames de imagem, quando há suspeita de complicações.

    O relato de ingestão recente de peixe cru é uma informação importante.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade dos sintomas.

    As principais abordagens incluem:

    • Remoção do parasita por endoscopia, quando possível;
    • Uso de medicamentos para alívio dos sintomas;
    • Observação clínica em casos leves.

    Na maioria dos casos, não é necessário uso de antiparasitários.

    Como prevenir a anisaquíase

    A prevenção está diretamente relacionada ao preparo adequado dos alimentos.

    Entre as principais medidas estão:

    • Consumir peixe cru apenas de estabelecimentos confiáveis;
    • Garantir congelamento adequado antes do consumo;
    • Evitar peixe cru de origem desconhecida;
    • Cozinhar bem o peixe sempre que possível.

    O congelamento adequado é uma das formas mais eficazes de eliminar as larvas.

    Veja também: Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre anisaquíase

    1. Todo peixe cru tem risco?

    Não necessariamente, mas existe risco se não houver preparo adequado.

    2. Congelar o peixe elimina o parasita?

    Sim. O congelamento em temperaturas adequadas pode matar as larvas.

    3. A anisaquíase é comum?

    É relativamente rara, mas pode ocorrer com o aumento do consumo de peixe cru.

    4. Quais alimentos podem transmitir?

    Principalmente peixe cru ou mal cozido, como sushi, sashimi e ceviche.

    5. Precisa tomar vermífugo?

    Na maioria dos casos, não.

    6. Pode causar alergia?

    Sim. Algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, vômitos persistentes ou sintomas após consumir peixe cru.

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  • Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    A ostomia é um procedimento cirúrgico que pode gerar dúvidas e inseguranças, especialmente quando surge como parte do tratamento de uma doença. No entanto, em muitos casos, ela é essencial para preservar a saúde e permitir a recuperação do organismo.

    De forma simples, a ostomia cria uma nova via para eliminação de fezes ou urina quando o trajeto natural não pode ser utilizado. Abaixo você vai entender como ela funciona e em quais situações é indicada.

    O que é a ostomia

    A ostomia é uma cirurgia que cria uma comunicação entre um órgão interno e a superfície da pele.

    • Nas ostomias intestinais, permite a saída de fezes diretamente para uma bolsa coletora;
    • Nas ostomias urinárias, permite a drenagem da urina quando o sistema urinário não funciona adequadamente.

    Essa abertura é chamada de estoma e fica conectada a uma bolsa que coleta o conteúdo eliminado.

    Tipos mais comuns de ostomia

    Existem diferentes tipos de ostomia, dependendo do órgão envolvido.

    1. Colostomia

    A colostomia é feita a partir do intestino grosso.

    • Permite a eliminação das fezes pelo abdome;
    • A consistência das fezes varia conforme a região do intestino utilizada.

    2. Ileostomia

    A ileostomia é realizada a partir do intestino delgado.

    • O conteúdo eliminado tende a ser mais líquido;
    • Isso ocorre porque não passa pelo intestino grosso, onde há absorção de água.

    3. Urostomia

    A urostomia é indicada quando o sistema urinário não consegue funcionar normalmente.

    • A urina passa a ser eliminada por uma abertura no abdômen;
    • É coletada por uma bolsa externa.

    Em quais casos a ostomia é necessária

    A ostomia pode ser indicada em diferentes situações médicas.

    As principais são:

    • Câncer colorretal ou de bexiga;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa;
    • Diverticulite complicada;
    • Perfuração intestinal;
    • Traumas abdominais graves;
    • Malformações congênitas.

    Em muitos casos, o objetivo é proteger o organismo ou permitir a recuperação após uma cirurgia.

    A ostomia é permanente?

    Nem sempre.

    1. Ostomia temporária

    • Utilizada para proteger o intestino após cirurgia;
    • Permite cicatrização adequada;
    • Pode ser revertida posteriormente.

    2. Ostomia permanente

    • Indicada quando não é possível restabelecer o trajeto natural;
    • Pode ocorrer após retirada definitiva de parte do intestino ou da bexiga.

    A decisão depende da condição de base e da avaliação médica.

    Como é viver com uma ostomia

    Apesar do impacto inicial, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa e com qualidade.

    Com orientação adequada, é possível:

    • Aprender a cuidar da bolsa coletora;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física;
    • Retomar atividades sociais e profissionais.

    O acompanhamento com equipe especializada, incluindo enfermeiros estomaterapeutas, é fundamental.

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    Perguntas frequentes sobre ostomia

    1. O que é uma bolsa de ostomia?

    É um dispositivo que coleta fezes ou urina eliminadas pelo estoma.

    2. Toda ostomia é permanente?

    Não. Muitas são temporárias e podem ser revertidas.

    3. Quem tem ostomia pode ter vida normal?

    Sim. Com cuidados adequados, é possível retomar atividades do dia a dia.

    4. A bolsa precisa ser trocada com frequência?

    Sim. A troca regular evita irritações e mantém a higiene.

    5. É possível fazer exercícios físicos?

    Na maioria dos casos, sim, após liberação médica.

    6. A alimentação muda?

    Pode haver adaptações, principalmente no início.

    7. Quem orienta os cuidados?

    Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros especializados.

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