Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    Microcefalia: entenda a condição que afeta o desenvolvimento do cérebro 

    O desenvolvimento do bebê começa muito antes do nascimento, e diversos fatores podem influenciar esse processo ainda durante a gestação. Em alguns casos, alterações no crescimento do cérebro podem levar a condições que exigem acompanhamento médico desde os primeiros dias de vida.

    Entre elas está a microcefalia, condição que ganhou maior atenção pública após os surtos de Zika vírus, mas que pode ter diferentes causas. Embora o diagnóstico frequentemente gere preocupação, a evolução varia bastante de criança para criança.

    O que é a microcefalia

    A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com o tamanho da cabeça menor do que o esperado para a idade e o sexo. Essa medida é feita logo após o nascimento e acompanhada ao longo do crescimento.

    A condição está relacionada a alterações no desenvolvimento do cérebro e pode estar associada a diferentes graus de comprometimento neurológico.

    A gravidade varia bastante: algumas crianças têm desenvolvimento próximo do normal, enquanto outras podem apresentar limitações importantes. A condição reflete um desenvolvimento cerebral reduzido ou alterado.

    Principais causas

    A microcefalia pode ter diversas causas.

    As principais são:

    • Infecções durante a gestação (como Zika vírus, toxoplasmose e rubéola);
    • Alterações genéticas;
    • Exposição a álcool, drogas ou substâncias tóxicas;
    • Desnutrição materna;
    • Complicações durante a gravidez.

    A infecção pelo Zika vírus ganhou destaque em surtos recentes.

    Como ocorre durante a gestação

    A microcefalia pode se desenvolver quando há interferência no crescimento normal do cérebro do feto. Isso pode acontecer por:

    • Infecções que afetam o sistema nervoso;
    • Alterações genéticas;
    • Falta de nutrientes essenciais.

    Esses fatores impactam o desenvolvimento neurológico.

    Principais sinais e sintomas

    Além do tamanho reduzido da cabeça, podem estar presentes:

    • Atraso no desenvolvimento;
    • Dificuldades motoras;
    • Alterações cognitivas;
    • Convulsões;
    • Problemas de visão e audição.

    A intensidade varia de caso para caso.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito:

    • Durante a gestação, por ultrassonografia;
    • Após o nascimento, pela medida da circunferência cefálica;
    • Com exames complementares, quando necessário.

    A avaliação médica é fundamental para identificar a causa.

    Consequências da microcefalia

    As consequências dependem da gravidade e da causa.

    Podem incluir:

    • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
    • Dificuldades de aprendizado;
    • Problemas motores;
    • Necessidade de acompanhamento especializado.

    Nem todas as crianças apresentam comprometimento grave.

    Existe tratamento?

    Não há cura para a microcefalia. No entanto, o acompanhamento adequado pode melhorar a qualidade de vida.

    As principais abordagens são:

    • Estimulação precoce;
    • Fisioterapia;
    • Terapia ocupacional;
    • Acompanhamento neurológico.

    O tratamento é individualizado.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Realizar pré-natal adequado;
    • Evitar exposição a infecções durante a gestação;
    • Vacinação antes da gravidez;
    • Evitar álcool e drogas;
    • Cuidados com higiene alimentar.

    Veja mais: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

    Perguntas frequentes sobre microcefalia

    1. Microcefalia tem cura?

    Não, mas o acompanhamento pode melhorar o desenvolvimento.

    2. Toda criança com microcefalia tem atraso?

    Não necessariamente. Depende da gravidade.

    3. Pode ser detectada na gravidez?

    Sim, em muitos casos.

    4. Zika vírus causa microcefalia?

    Sim, é uma das causas conhecidas.

    5. Pode levar a convulsões?

    Sim, em alguns casos.

    6. O tratamento é para sempre?

    O acompanhamento costuma ser contínuo.

    7. Quando procurar um médico?

    Durante o pré-natal e após o nascimento para avaliação adequada.

    Veja mais: Diferença entre dengue, zika e chikungunya

  • Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Impingem: a micose de pele que se espalha se não for tratada 

    Manchas na pele que crescem aos poucos, coçam e assumem um formato arredondado costumam chamar atenção, e não é raro que sejam confundidas com alergias ou irritações comuns. No entanto, em muitos casos, essas lesões têm uma causa bem definida: infecção por fungos.

    Conhecida popularmente como impingem ou “tinha”, essa condição é bastante frequente e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de não ser grave, ela pode se espalhar pelo corpo e para outras pessoas se não for tratada corretamente.

    O que é a impingem

    A impingem, também chamada de dermatofitose, é uma infecção de pele causada por fungos que se alimentam da queratina presente na pele, cabelo e unhas.

    Esses fungos infectam a camada mais externa da pele, causando lesões bem específicas. Ela se caracteriza por lesões arredondadas, geralmente avermelhadas e com bordas mais elevadas, que podem coçar e se espalhar.

    É uma condição comum, contagiosa e tratável, mas que pode persistir se não for tratada adequadamente. A infecção pode ocorrer em diversas partes do corpo, sendo mais comum em áreas expostas ou úmidas.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente fáceis de reconhecer.

    Entre os mais comuns estão:

    • Lesões arredondadas ou em formato de anel;
    • Bordas avermelhadas e elevadas;
    • Centro mais claro;
    • Coceira;
    • Descamação da pele.

    As lesões podem aumentar de tamanho com o tempo.

    Como ocorre a transmissão

    A impingem é contagiosa e pode ser transmitida de várias formas:

    • Contato direto com pele infectada;
    • Contato com animais infectados (como cães e gatos);
    • Uso de objetos contaminados (toalhas, roupas);
    • Contato com superfícies contaminadas.

    Ambientes quentes e úmidos favorecem a transmissão.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sudorese excessiva;
    • Uso de roupas apertadas;
    • Ambientes úmidos;
    • Contato com animais;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado no aspecto das lesões.

    Em alguns casos, pode ser confirmado por:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Como é feito o tratamento

    1. Tratamento tópico

    • Cremes antifúngicos;
    • Aplicação por algumas semanas.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos por via oral;
    • Indicado em casos mais extensos ou resistentes.

    3. Cuidados gerais

    • Manter a pele limpa e seca;
    • Evitar coçar as lesões;
    • Não compartilhar objetos pessoais.

    Impingem pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem ou o tratamento não for completo, pode haver recorrência.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a evitar a infecção:

    • Manter boa higiene da pele;
    • Evitar umidade prolongada;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Tratar animais infectados;
    • Usar roupas adequadas.

    Veja mais: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre impingem

    1. Impingem é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato direto ou indireto.

    2. Coça muito?

    Sim. A coceira é comum.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário.

    4. Pode espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. Pode pegar de animais?

    Sim. Animais podem transmitir a infecção.

    6. Tem cura?

    Sim. O tratamento é eficaz na maioria dos casos.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando as lesões persistem, aumentam ou não melhoram com tratamento inicial.

    Leia também: Micose de unha: por que demora tanto para curar

  • Hipertireoidismo: quando o metabolismo fica acelerado demais

    Hipertireoidismo: quando o metabolismo fica acelerado demais

    Mudanças no peso, no ritmo do coração e até no humor podem ter diversas causas — e nem sempre são percebidas como sinais de um problema hormonal. Em alguns casos, esses sintomas estão relacionados ao funcionamento acelerado da tireoide, uma glândula pequena, mas essencial para o equilíbrio do organismo.

    Quando há produção excessiva de hormônios tireoidianos, o corpo entra em um estado de aceleração que pode afetar diferentes sistemas e gerar sintomas bastante característicos. Identificar o problema cedo faz toda a diferença para evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.

    O que é o hipertireoidismo

    O hipertireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz hormônios em excesso, levando a um aumento do metabolismo do corpo.

    Esse excesso hormonal pode afetar diversos sistemas, causando sintomas como perda de peso, palpitações e ansiedade. Embora possa causar desconforto significativo, o hipertireoidismo tem tratamento eficaz quando diagnosticado corretamente.

    A tireoide é responsável por regular o metabolismo por meio da produção dos hormônios T3 e T4. No hipertireoidismo, há produção excessiva desses hormônios, o que acelera o funcionamento do organismo.

    Essa condição pode surgir de forma gradual ou mais abrupta, dependendo da causa.

    Principais sintomas

    Os sintomas refletem o aumento do metabolismo.

    Entre os mais comuns estão:

    • Perda de peso, mesmo com apetite aumentado;
    • Palpitações;
    • Ansiedade e irritabilidade;
    • Tremores nas mãos;
    • Intolerância ao calor;
    • Sudorese excessiva;
    • Insônia;
    • Aumento da frequência cardíaca.

    Em alguns casos, pode haver alterações nos olhos.

    Principais causas

    O hipertireoidismo pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Doença de Graves (autoimune);
    • Nódulos tireoidianos hiperfuncionantes;
    • Tireoidite (inflamação da tireoide);
    • Excesso de ingestão de hormônio tireoidiano.

    A doença de Graves é a causa mais frequente.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sexo feminino;
    • Histórico familiar;
    • Doenças autoimunes;
    • Idade jovem a adulta;
    • Uso de certos medicamentos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por exames de sangue.

    Os principais são:

    • TSH (geralmente baixo);
    • T4 livre e T3 (elevados).

    Exames adicionais podem ser utilizados para identificar a causa.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da causa e da gravidade.

    1. Medicamentos

    • Antitireoidianos, que reduzem a produção hormonal;
    • Medicamentos para controle dos sintomas, como betabloqueadores.

    2. Iodo radioativo

    • Utilizado para reduzir a atividade da tireoide;
    • Pode levar ao hipotireoidismo, necessitando reposição hormonal.

    3. Cirurgia

    • Indicada em casos específicos;
    • Envolve a remoção parcial ou total da tireoide.

    Possíveis complicações

    Se não tratado, o hipertireoidismo pode levar a:

    • Problemas cardíacos (como arritmias);
    • Osteoporose;
    • Crise tireotóxica (condição grave e rara).

    Hipertireoidismo tem cura?

    Depende da causa. Alguns casos podem ser resolvidos com tratamento, enquanto outros podem evoluir para hipotireoidismo e necessitar reposição hormonal.

    Confira: Nódulos na tireoide: quando se preocupar e como diferenciar benignos de malignos

    Perguntas frequentes sobre hipertireoidismo

    1. Hipertireoidismo emagrece?

    Sim, é comum haver perda de peso.

    2. Tem cura?

    Depende da causa, mas é tratável.

    3. Pode causar ansiedade?

    Sim. Sintomas emocionais são comuns.

    4. O tratamento é para sempre?

    Nem sempre, depende do tipo.

    5. Pode virar hipotireoidismo?

    Sim, especialmente após tratamento com iodo ou cirurgia.

    6. É perigoso?

    Pode ser, se não tratado.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar sintomas como palpitações, perda de peso ou tremores.

    Veja mais: Doença de Graves: quando a tireoide funciona em excesso

  • Pressão alta que não baixa: pode ser hipertensão resistente 

    Pressão alta que não baixa: pode ser hipertensão resistente 

    A pressão alta é uma das condições crônicas mais comuns no mundo e, na maioria dos casos, pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e uso adequado de medicamentos. No entanto, para algumas pessoas, mesmo com tratamento, os níveis de pressão continuam elevados.

    Esse cenário acende um alerta importante. Quando a pressão não responde como esperado, é preciso investigar além do básico, já que a hipertensão de difícil controle está associada a maior risco de complicações cardiovasculares, como infarto e AVC.

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    O que é hipertensão de difícil controle

    A hipertensão de difícil controle, também chamada de hipertensão resistente, ocorre quando a pressão arterial permanece alta mesmo com o uso de múltiplos medicamentos.

    Essa condição exige atenção especial, pois está associada a maior risco de complicações cardiovasculares.

    Identificar corretamente as causas e ajustar o tratamento é essencial para controlar a pressão e reduzir riscos.

    A definição de hipertensão resistente inclui:

    • A pressão arterial permanece elevada apesar do uso de três ou mais medicamentos, incluindo um diurético em doses otimizadas;
    • Ou a pressão só é controlada com quatro ou mais medicamentos.

    É importante diferenciar essa condição de situações em que a pressão parece alta, mas não é verdadeiramente resistente.

    Como saber se a pressão está elevada?

    A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 atualizou a classificação da pressão arterial, configurando os seguintes parâmetros:

    • PA normal: PA sistólica < 120 mmHg e PA diastólica < 80 mmHg;
    • Pré-hipertensão: PA sistólica 120–139 mmHg e PA diastólica 80–89 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 1: PA sistólica 140–159 mmHg e PA diastólica 90–99 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 2: PA sistólica 160–179 mmHg e PA diastólica 100–109 mmHg;
    • Hipertensão arterial estágio 3: PA sistólica ≥ 180 mmHg e PA diastólica ≥ 110 mmHg.

    Pseudorresistência: quando parece, mas não é

    Antes de confirmar o diagnóstico, é necessário descartar causas de pseudorresistência, como:

    • Medição inadequada da pressão;
    • Falta de adesão ao tratamento;
    • Uso incorreto dos medicamentos;
    • Efeito do “jaleco branco” (pressão elevada apenas no consultório).

    Esses fatores podem simular hipertensão resistente.

    Principais causas da hipertensão resistente

    A hipertensão de difícil controle pode estar relacionada a diversos fatores.

    Os principais são:

    • Consumo excessivo de sal;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Uso de medicamentos que elevam a pressão (como anti-inflamatórios);
    • Doenças renais;
    • Alterações hormonais (como hiperaldosteronismo).

    Identificar a causa é fundamental para o tratamento adequado.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade avançada;
    • Obesidade;
    • Diabetes;
    • Doença renal crônica;
    • Histórico familiar de pressão alta;
    • Estilo de vida sedentário.

    Por que é importante controlar a pressão

    A pressão alta não controlada pode levar a complicações graves:

    • AVC (derrame);
    • Infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Doença renal;
    • Problemas na visão (retinopatia hipertensiva).

    O controle adequado reduz significativamente esses riscos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico envolve:

    • Medidas repetidas da pressão arterial;
    • Monitorização ambulatorial da pressão (MAPA);
    • Avaliação de adesão ao tratamento;
    • Investigação de causas secundárias.

    Esses passos ajudam a confirmar se a hipertensão é realmente resistente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da hipertensão de difícil controle é individualizado.

    1. Ajuste do estilo de vida

    • Redução do consumo de sal;
    • Perda de peso;
    • Prática de atividade física;
    • Redução do consumo de álcool;
    • Controle do estresse.

    2. Otimização dos medicamentos

    • Ajuste das doses;
    • Associação de diferentes classes de medicamentos;
    • Uso de diuréticos adequados.

    3. Tratamento de causas secundárias

    Quando identificadas, devem ser tratadas especificamente, como:

    • Apneia do sono;
    • Alterações hormonais;
    • Doença renal.

    A hipertensão resistente tem cura?

    Nem sempre. Na maioria dos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada com abordagem adequada. Quando há causa secundária tratável, pode haver melhora significativa.

    Veja mais:

    Como evitar uma crise de pressão alta e o que fazer se ela acontecer

    Perguntas frequentes sobre hipertensão de difícil controle

    1. Por que minha pressão não baixa mesmo com remédio?

    Pode haver fatores como adesão inadequada, dieta rica em sal ou causas secundárias.

    2. É perigosa?

    Sim. Aumenta o risco de complicações cardiovasculares.

    3. Precisa de mais remédios?

    Às vezes sim, mas o tratamento deve ser individualizado.

    4. Reduzir o sal ajuda?

    Sim. É uma das medidas mais importantes.

    5. Pode ter cura?

    Depende da causa. Em alguns casos, há melhora significativa.

    6. Exercício ajuda?

    Sim. Faz parte do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a pressão permanece alta mesmo com tratamento.

    Confira:

    Pressão alta: 10 atividades físicas para incluir na rotina

  • Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido 

    Otite externa: como identificar e aliviar a dor no ouvido 

    A dor de ouvido é um sintoma comum, mas nem sempre significa o mesmo problema. Em alguns casos, o incômodo aparece principalmente ao tocar ou puxar a orelha, algo que pode indicar uma inflamação na parte externa do ouvido.

    Esse quadro é bastante frequente, especialmente em pessoas que têm contato frequente com água, como nadadores. Conhecida também como “ouvido de nadador”, a otite externa pode causar dor intensa e desconforto, mas geralmente tem tratamento simples quando identificada corretamente.

    O que é a otite externa

    A otite externa é uma infecção ou inflamação do canal auditivo externo, a parte do ouvido que vai da orelha até o tímpano.

    Ela ficou conhecida popularmente como “ouvido de nadador” porque está frequentemente associada ao contato com água, que favorece o crescimento de microrganismos.

    A dor ao tocar a orelha é um dos sinais mais característicos.

    Para entender melhor, a otite externa acontece quando há inflamação do canal auditivo externo, geralmente causada por bactérias ou fungos. A umidade e pequenas lesões no canal facilitam a infecção.

    Essa condição pode variar de leve a mais intensa, dependendo da extensão da inflamação.

    Principais causas

    A otite externa está associada a fatores que favorecem a infecção no ouvido.

    Os principais são:

    • Entrada de água no ouvido;
    • Uso de hastes flexíveis (cotonetes);
    • Trauma no canal auditivo;
    • Uso de fones de ouvido por longos períodos;
    • Dermatites ou alergias.

    Esses fatores alteram a proteção natural do ouvido.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco:

    • Pessoas que nadam com frequência;
    • Usuários de piscinas ou mar;
    • Pessoas que usam cotonetes regularmente;
    • Indivíduos com pele sensível ou dermatites.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente localizados.

    Os mais comuns são:

    • Dor de ouvido (principalmente ao tocar a orelha);
    • Coceira no canal auditivo;
    • Sensação de ouvido entupido;
    • Vermelhidão;
    • Em alguns casos, secreção.

    A dor pode ser intensa.

    Como diferenciar da otite média

    A otite externa e a otite média são condições diferentes:

    • Otite externa: dor ao tocar a orelha;
    • Otite média: dor mais interna, geralmente sem dor ao toque.

    Essa diferença ajuda no diagnóstico.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, feito com exame do ouvido.

    O médico avalia sinais de inflamação no canal auditivo.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade.

    1. Medicação tópica

    • Gotas otológicas com antibióticos ou antifúngicos;
    • Anti-inflamatórios locais.

    2. Controle da dor

    Analgésicos.

    3. Cuidados locais

    • Evitar água no ouvido durante o tratamento;
    • Não manipular o canal auditivo.

    Otite externa pode ser grave?

    Na maioria dos casos, não. No entanto, em pessoas com imunidade baixa ou diabetes, podem ocorrer formas mais graves, que exigem atenção médica.

    Como prevenir

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Secar bem os ouvidos após banho ou piscina;
    • Evitar uso de cotonetes;
    • Não inserir objetos no ouvido;
    • Usar proteção em atividades aquáticas, se necessário.

    Confira:

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre otite externa

    1. Otite externa dói muito?

    Sim. A dor pode ser intensa.

    2. Pode coçar?

    Sim. A coceira é comum.

    3. É causada por água?

    Frequentemente, sim.

    4. Pode usar cotonete?

    Não. Pode piorar ou causar a condição.

    5. Precisa de antibiótico?

    Geralmente sim, na forma de gotas otológicas.

    6. Pode voltar?

    Sim, especialmente se os fatores de risco persistirem.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, secreção ou piora dos sintomas.

    Veja mais:

    Teste da orelhinha: para que serve e como é feito

  • Você já ouviu falar em hepatite D? Entenda os riscos

    Você já ouviu falar em hepatite D? Entenda os riscos

    Quando se fala em hepatites virais, os tipos mais conhecidos costumam ser A, B e C. No entanto, existe uma forma menos comum, e potencialmente mais agressiva. que merece atenção, principalmente por estar diretamente ligada a outra infecção já conhecida.

    A hepatite D é um exemplo disso. Ela só se desenvolve em pessoas que já têm o vírus da hepatite B, o que torna seu diagnóstico e prevenção ainda mais específicos.

    O que é a hepatite D

    A hepatite D é uma infecção viral que afeta o fígado e apresenta uma característica importante: só ocorre em pessoas que já estão infectadas pelo vírus da hepatite B. Isso acontece porque o vírus da hepatite D (HDV) depende do vírus da hepatite B (HBV) para se multiplicar no organismo.

    Ao infectar o fígado, o vírus da hepatite D provoca inflamação e pode tornar a doença mais agressiva. A infecção pode acontecer em pessoas que já têm hepatite B crônica ou naquelas que contraem os dois vírus ao mesmo tempo, situação conhecida como coinfecção.

    Embora seja menos comum que outras hepatites virais, a hepatite D pode evoluir de forma mais grave quando não tratada, o que aumenta o risco de complicações no fígado.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da hepatite D é semelhante à da hepatite B.

    As principais formas são:

    • Contato com sangue contaminado;
    • Compartilhamento de seringas ou objetos perfurocortantes;
    • Relações sexuais desprotegidas;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante o parto.

    É importante lembrar que só há risco de hepatite D se houver infecção pelo vírus da hepatite B.

    Tipos de infecção

    A hepatite D pode ocorrer de duas formas principais:

    1. Coinfecção

    • Quando a pessoa se infecta ao mesmo tempo com hepatite B e D;
    • Pode causar hepatite aguda mais intensa.

    2. Superinfecção

    • Quando a pessoa já tem hepatite B crônica e adquire o vírus D;
    • Geralmente mais grave;
    • Maior risco de evolução para doença crônica.

    Principais sintomas

    Os sintomas são semelhantes aos de outras hepatites virais.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Icterícia (pele e olhos amarelados);
    • Urina escura;
    • Fezes claras.

    Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática.

    Consequências da hepatite D

    A hepatite D pode ter evolução mais agressiva que outras hepatites.

    As principais consequências são:

    • Hepatite crônica;
    • Progressão rápida para cirrose;
    • Maior risco de insuficiência hepática;
    • Aumento do risco de câncer de fígado.

    A superinfecção (em quem já tem hepatite B) costuma ter pior prognóstico.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por exames de sangue que identificam:

    • Presença do vírus da hepatite B;
    • Marcadores específicos do vírus da hepatite D.

    Esses exames permitem confirmar a infecção e avaliar sua fase.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da hepatite D pode ser desafiador. As principais abordagens são:

    • Uso de medicamentos antivirais específicos;
    • Acompanhamento especializado;
    • Monitoramento da função do fígado.

    Nem todos os pacientes respondem bem ao tratamento, o que reforça a importância da prevenção.

    Como prevenir a hepatite D

    A principal forma de prevenção é evitar a infecção pela hepatite B. As medidas são:

    • Vacinação contra hepatite B, disponível gratuitamente no SUS;
    • Uso de preservativos;
    • Não compartilhar objetos perfurocortantes;
    • Cuidados com materiais contaminados.

    Como o vírus D depende do vírus B, prevenir a hepatite B também previne a hepatite D.

    Leia também:

    Pouca dor, muito risco: o perigo da hepatite C

    Perguntas frequentes sobre hepatite D

    1. Toda pessoa com hepatite B tem hepatite D?

    Não. É necessário adquirir o vírus D separadamente.

    2. Hepatite D é grave?

    Pode ser mais grave que outras hepatites, especialmente na superinfecção.

    3. Tem cura?

    O tratamento pode controlar a doença, mas nem sempre elimina o vírus.

    4. Existe vacina para hepatite D?

    Não diretamente, mas a vacina contra hepatite B protege indiretamente.

    5. Pode causar cirrose?

    Sim. A progressão pode ser mais rápida.

    6. É contagiosa?

    Sim, por contato com sangue e secreções.

    7. Quando procurar um médico?

    Em caso de sintomas de hepatite ou diagnóstico de hepatite B.

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  • Hérnia de hiato: quando a queimação no peito merece atenção

    Hérnia de hiato: quando a queimação no peito merece atenção

    Azia frequente, sensação de queimação no peito e desconforto após as refeições são queixas comuns, muitas vezes atribuídas apenas ao refluxo. No entanto, em alguns casos, esses sintomas podem estar relacionados a uma alteração anatômica que nem sempre é percebida de imediato.

    A hérnia de hiato é uma dessas condições. Condição comum, especialmente com o avanço da idade, ela pode passar despercebida ou causar sintomas que impactam a qualidade de vida. Entender como ela surge e quando precisa de tratamento ajuda a lidar melhor com o problema.

    O que é a hérnia de hiato

    A hérnia de hiato é uma condição em que parte do estômago se desloca para o tórax por meio de uma abertura no diafragma chamada hiato esofágico. O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdome e possui esse orifício natural por onde passa o esôfago.

    Quando ocorre a hérnia, uma parte do estômago “escorrega” por essa abertura e passa a ocupar a região torácica. Esse deslocamento pode comprometer o funcionamento da válvula que fica entre o esôfago e o estômago, facilitando o retorno do conteúdo gástrico.

    Como consequência, pode surgir o refluxo gastroesofágico, que provoca sintomas como azia e queimação no peito.

    Embora muitas pessoas não apresentem sintomas, em alguns casos a condição pode causar desconforto significativo e impactar a qualidade de vida.

    Tipos de hérnia de hiato

    Existem diferentes tipos de hérnia de hiato.

    1. Hérnia por deslizamento

    • Tipo mais comum;
    • O estômago sobe e desce através do hiato;
    • Frequentemente associada ao refluxo.

    2. Hérnia paraesofágica

    • Menos comum;
    • Parte do estômago fica ao lado do esôfago;
    • Pode ter maior risco de complicações.

    Principais sintomas

    Muitas pessoas com hérnia de hiato não apresentam sintomas.

    Quando presentes, os mais comuns são:

    • Azia (queimação no peito);
    • Regurgitação (retorno de alimento ou ácido);
    • Sensação de estômago cheio;
    • Dor no peito;
    • Dificuldade para engolir, em alguns casos.

    Os sintomas costumam estar relacionados ao refluxo.

    Por que a hérnia de hiato acontece

    A causa envolve o enfraquecimento das estruturas que sustentam o estômago.

    Alguns fatores associados são:

    • Envelhecimento;
    • Aumento da pressão abdominal (como obesidade);
    • Gravidez;
    • Esforço físico intenso;
    • Tosse crônica.

    Esses fatores facilitam o deslocamento do estômago.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A hérnia de hiato é mais comum em:

    • Pessoas acima de 50 anos;
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade;
    • Gestantes;
    • Indivíduos com histórico de refluxo.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito por meio de exames como:

    • Endoscopia digestiva alta;
    • Radiografia contrastada do esôfago e estômago;
    • Outros exames, quando necessário.

    Esses exames ajudam a identificar a hérnia e avaliar suas consequências.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da presença e da intensidade dos sintomas.

    1. Mudanças no estilo de vida

    • Evitar refeições volumosas;
    • Não deitar logo após comer;
    • Elevar a cabeceira da cama;
    • Reduzir alimentos que pioram o refluxo;
    • Perder peso, quando necessário.

    2. Tratamento medicamentoso

    • Medicamentos que reduzem a acidez do estômago;
    • Controle dos sintomas de refluxo.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é indicada em casos selecionados, como:

    • Sintomas graves e persistentes;
    • Complicações do refluxo;
    • Hérnias maiores.

    Hérnia de hiato é grave?

    Na maioria dos casos, não.

    Muitas pessoas vivem com a condição sem sintomas importantes. No entanto, quando associada a refluxo intenso ou complicações, pode exigir tratamento mais específico.

    Confira:

    6 sintomas que você não imagina que podem ser refluxo

    Perguntas frequentes sobre hérnia de hiato

    1. Hérnia de hiato sempre causa refluxo?

    Não, mas pode favorecer o refluxo.

    2. Precisa sempre de cirurgia?

    Não. A maioria dos casos é tratada clinicamente.

    3. Pode desaparecer sozinha?

    Não costuma desaparecer, mas pode não causar sintomas.

    4. Dor no peito pode ser causada por hérnia de hiato?

    Sim, especialmente quando associada ao refluxo.

    5. Alimentação influencia?

    Sim. Alguns alimentos podem piorar os sintomas.

    6. É comum?

    Sim, especialmente em pessoas mais velhas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver azia frequente, dor ou dificuldade para engolir.

    Veja também:

    Azia constante: o que pode ser e como melhorar

  • Hidradenite supurativa: por que surgem caroços dolorosos na pele 

    Hidradenite supurativa: por que surgem caroços dolorosos na pele 

    Dor na pele, nódulos que surgem repetidamente e lesões que demoram a cicatrizar podem parecer problemas isolados, mas em alguns casos fazem parte de uma condição inflamatória crônica ainda pouco conhecida pela população.

    A hidradenite supurativa é uma dessas doenças. Embora não seja contagiosa, ela pode causar desconforto intenso e impacto significativo na qualidade de vida, principalmente quando não é reconhecida e tratada adequadamente desde o início.

    O que é a hidradenite supurativa

    A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele, também conhecida como acne inversa ou doença de Verneuil, que provoca o surgimento de nódulos dolorosos, abscessos e lesões recorrentes, principalmente em áreas de dobras, como axilas, virilha e região glútea.

    A doença afeta os folículos pilosos e as glândulas sudoríparas da pele.

    Essas lesões podem evoluir com formação de pus e cicatrizes, causando dor, desconforto e impacto na qualidade de vida.

    Apesar de não ser contagiosa, a hidradenite pode ser uma condição persistente e de difícil controle, exigindo acompanhamento médico.

    Ela se caracteriza por:

    • Nódulos inflamatórios profundos;
    • Abscessos recorrentes;
    • Formação de túneis sob a pele (fístulas);
    • Cicatrizes ao longo do tempo.

    Ela acontece mais frequentemente após a puberdade e antes dos 40 anos, sendo mais prevalente entre os 20 e 30 anos, além de acometer com mais frequência mulheres.

    As lesões se iniciam com a oclusão folicular, levando a alterações celulares locais e inflamação.

    Onde as lesões aparecem com mais frequência

    As áreas mais afetadas são aquelas com maior atrito e presença de glândulas:

    • Axilas;
    • Virilha;
    • Região entre as nádegas;
    • Parte interna das coxas;
    • Em alguns casos, abaixo das mamas.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade da doença.

    Os mais comuns são:

    • Nódulos dolorosos sob a pele;
    • Abscessos com saída de pus;
    • Mau cheiro das secreções;
    • Cicatrizes na pele;
    • Lesões recorrentes no mesmo local.

    A dor pode ser intensa, especialmente durante crises.

    Por que a hidradenite supurativa acontece

    A causa exata não é totalmente conhecida, mas está relacionada à obstrução dos folículos pilosos e à inflamação local.

    Alguns fatores associados são:

    • Predisposição genética;
    • Alterações hormonais;
    • Tabagismo;
    • Obesidade;
    • Atrito constante na pele.

    Esses fatores contribuem para o desenvolvimento e agravamento da doença.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A hidradenite supurativa é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Mulheres;
    • Pessoas com histórico familiar da doença;
    • Indivíduos com sobrepeso;
    • Fumantes.

    A hidradenite supurativa é contagiosa?

    Não. A doença não é causada por infecção transmissível e não passa de uma pessoa para outra.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação das lesões e da história de recorrência.

    Na maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    A identificação precoce ajuda a iniciar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade da doença.

    As principais opções são:

    • Antibióticos, para controlar a inflamação e infecção secundária;
    • Medicamentos anti-inflamatórios;
    • Terapias específicas, incluindo medicamentos imunomoduladores;
    • Drenagem de abscessos, quando necessário;
    • Cirurgia em casos mais avançados.

    O tratamento costuma ser contínuo e individualizado.

    Como controlar a doença no dia a dia

    Algumas medidas ajudam a reduzir as crises:

    • Evitar atrito nas áreas afetadas;
    • Manter higiene adequada da pele;
    • Evitar roupas apertadas;
    • Parar de fumar;
    • Controlar o peso.

    Essas ações podem melhorar os sintomas e reduzir a frequência das lesões.

    Confira:

    7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    Perguntas frequentes sobre hidradenite supurativa

    1. Hidradenite supurativa tem cura?

    Não há cura definitiva, mas é possível controlar a doença.

    2. É uma infecção?

    Não. É uma doença inflamatória, embora possa haver infecção secundária.

    3. Pode causar cicatrizes?

    Sim. Lesões recorrentes podem deixar cicatrizes.

    4. É contagiosa?

    Não.

    5. Dói?

    Sim. Pode causar dor significativa.

    6. Pode piorar com o tempo?

    Sim, se não tratada adequadamente.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver nódulos recorrentes, dor ou secreção na pele.

    Veja também:

    Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

  • Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Micose de unha: por que demora tanto para curar

    Unhas amareladas, mais grossas ou com aspecto irregular costumam chamar atenção no dia a dia, e muitas vezes por uma questão estética. No entanto, essas alterações podem ser sinais de uma infecção bem comum, que tende a evoluir lentamente e, por isso, nem sempre é tratada logo no início.

    A micose de unha, ou onicomicose, é uma condição frequente que pode afetar tanto as unhas dos pés quanto das mãos. Apesar de não representar um problema grave na maioria dos casos, o tratamento costuma ser prolongado e exige cuidados contínuos para evitar recorrência.

    O que é a micose de unha

    A micose de unha, também chamada de onicomicose, é uma infecção causada por fungos que afeta as unhas das mãos ou dos pés. Os fungos se desenvolvem em ambientes quentes e úmidos, como dentro de calçados fechados. A infecção pode começar de forma discreta e evoluir lentamente.

    A onicomicose é muito comum e costuma provocar alterações na cor, espessura e formato da unha, além de causar desconforto e impacto estético.

    Apesar de não ser uma condição grave, o tratamento pode ser prolongado e exige disciplina.

    Principais sintomas

    Os sinais da micose de unha são progressivos.

    Os mais comuns são:

    • Alteração da cor (amarelada, esbranquiçada ou escurecida);
    • Espessamento da unha;
    • Fragilidade (unha quebradiça);
    • Descolamento da unha;
    • Deformação.

    Em alguns casos, pode haver dor ou desconforto.

    Como ocorre a infecção

    A infecção ocorre quando fungos entram em contato com a unha e encontram condições favoráveis para crescer.

    As principais formas são:

    • Contato com superfícies contaminadas;
    • Uso de calçados fechados e úmidos;
    • Pequenas lesões na unha;
    • Contato com outras áreas com micose (como frieira).

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Idade avançada;
    • Diabetes;
    • Uso frequente de calçados fechados;
    • Sudorese excessiva;
    • Sistema imunológico enfraquecido.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico pode ser clínico, mas muitas vezes é confirmado com exames.

    Os principais métodos são:

    • Exame microscópico;
    • Cultura do fungo.

    Esses exames ajudam a confirmar a infecção e orientar o tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento pode variar conforme a gravidade.

    1. Tratamento tópico

    • Esmaltes ou cremes antifúngicos;
    • Indicado em casos leves.

    2. Tratamento oral

    • Antifúngicos via oral;
    • Indicado em casos mais extensos.

    3. Cuidados gerais

    • Manter unhas curtas e limpas;
    • Evitar umidade;
    • Trocar meias regularmente.

    O tratamento pode durar meses, pois depende do crescimento da unha.

    Micose de unha tem cura?

    Sim, mas o tratamento é lento e pode levar meses até a completa recuperação. A adesão correta ao tratamento é muito importante para o sucesso.

    Como prevenir a micose de unha

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Manter os pés secos;
    • Evitar andar descalço em locais públicos úmidos;
    • Não compartilhar objetos pessoais;
    • Usar calçados ventilados;
    • Tratar outras micoses associadas.

    Confira:

    Frieira: por que ela aparece e como acabar com o problema

    Perguntas frequentes sobre micose de unha

    1. Micose de unha é contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato.

    2. Tem cura?

    Sim, mas o tratamento é prolongado.

    3. Precisa de remédio oral?

    Depende da gravidade.

    4. Pode voltar?

    Sim, especialmente se os fatores de risco persistirem.

    5. Dói?

    Nem sempre, mas pode causar desconforto.

    6. Pode afetar várias unhas?

    Sim, a micose de unha pode afetar várias unhas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver alterações persistentes nas unhas.

    Veja também:

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

  • Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria 

    Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria 

    Cansaço constante, dificuldade para emagrecer, sensação de frio mesmo em dias quentes. Sintomas como esses são comuns e, muitas vezes, atribuídos à rotina ou ao estresse. Em alguns casos, no entanto, podem estar relacionados a alterações hormonais que passam despercebidas.

    O hipotireoidismo é uma dessas condições. De evolução geralmente lenta e com sinais pouco específicos no início, ele pode impactar o funcionamento de todo o organismo. Por isso, reconhecer os sintomas e entender quando investigar é essencial para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

    O hipotireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz quantidade insuficiente de hormônios, levando a uma desaceleração do metabolismo.

    Esses hormônios são essenciais para o funcionamento adequado de diversos órgãos, e sua deficiência pode causar sintomas variados, muitas vezes inespecíficos.

    O diagnóstico é relativamente simples, e o tratamento costuma ser eficaz quando realizado corretamente.

    O que é o hipotireoidismo

    A tireoide é uma glândula localizada no pescoço responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo.

    No hipotireoidismo, há redução na produção desses hormônios (T3 e T4), o que leva a um funcionamento mais lento do organismo. Essa condição pode se desenvolver de forma gradual.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de leves a mais intensos.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço excessivo;
    • Ganho de peso;
    • Intolerância ao frio;
    • Pele seca;
    • Queda de cabelo;
    • Constipação;
    • Lentidão mental;
    • Alterações de humor.

    Em casos mais avançados, pode haver inchaço e sonolência importante.

    Principais causas

    O hipotireoidismo pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Doença de Hashimoto (autoimune);
    • Remoção cirúrgica da tireoide;
    • Tratamento com iodo radioativo;
    • Deficiência de iodo (menos comum em alguns países);
    • Uso de certos medicamentos.

    A causa mais frequente é a doença autoimune.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sexo feminino;
    • Idade acima de 60 anos;
    • Histórico familiar de doença da tireoide;
    • Doenças autoimunes;
    • Pós-parto.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por exames de sangue.

    Os principais são:

    • TSH (geralmente elevado);
    • T4 livre (geralmente baixo).

    Esses exames confirmam a função da tireoide e ajudam a definir o diagnóstico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é simples e eficaz. A principal abordagem é o uso de levotiroxina, que repõe o hormônio da tireoide. A dose é ajustada individualmente e requer acompanhamento médico.

    Como é o acompanhamento

    O acompanhamento é feito com:

    • Monitoramento periódico do TSH;
    • Ajuste da dose conforme necessário;
    • Avaliação dos sintomas.

    O tratamento costuma ser contínuo.

    Hipotireoidismo tem cura?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição crônica, mas pode ser controlada com reposição hormonal adequada. Com o tratamento correto, porém, a pessoa pode levar vida normal.

    Confira:

    Quando o corpo ataca a própria tireoide: entenda a síndrome de Hashimoto

    Perguntas frequentes sobre hipotireoidismo

    1. Hipotireoidismo engorda?

    Pode causar ganho de peso, mas geralmente discreto.

    2. Tem cura?

    Na maioria dos casos, não, mas é controlável.

    3. O tratamento é para sempre?

    Geralmente sim.

    4. Pode causar cansaço?

    Sim. É um dos sintomas mais comuns.

    5. Como é feito o diagnóstico?

    Por exames de sangue, principalmente TSH e T4.

    6. A levotiroxina é segura?

    Sim, quando usada corretamente.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver sintomas sugestivos ou alterações em exames.

    Veja mais:

    Nódulos na tireoide: quando se preocupar e como diferenciar benignos de malignos