Autor: Dra. Juliana Soares

  • Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Febre alta, dores no corpo e mal-estar podem parecer sintomas comuns de viroses conhecidas, como dengue ou gripe. No entanto, em regiões específicas do Brasil, esses sinais podem indicar uma doença muito mais grave e ainda pouco conhecida: a hantavirose.

    Transmitida exclusivamente por roedores, essa zoonose pode evoluir rapidamente para quadros severos, com comprometimento dos rins, dos pulmões e do coração, exigindo diagnóstico rápido e atendimento hospitalar especializado.

    O que é a hantavirose?

    A hantavirose é uma zoonose causada por vírus do gênero Ortohantavirus, tendo os roedores como única fonte de infecção. A doença pode provocar infecções nas meninges e no sistema nervoso, além de comprometer outros órgãos vitais.

    Existem duas principais formas clínicas da doença:

    • Febre hemorrágica com síndrome renal;
    • Síndrome cardiopulmonar do hantavírus.

    Desde sua identificação no Brasil, em 1993, a incidência da hantavirose vem aumentando, com maior concentração de casos na região Sul do país. A população mais acometida está entre 20 e 49 anos, sem distinção entre homens e mulheres.

    Principais sintomas

    A apresentação clínica da hantavirose varia conforme a forma da doença.

    Febre hemorrágica com síndrome renal

    Essa forma da doença é dividida em cinco fases clínicas:

    Fase febril

    Início súbito de febre alta, calafrios, enjoo, vômitos, dor de cabeça (frequentemente atrás dos olhos), dores no corpo e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e duram, em média, 7 dias.

    Fase hipotensiva

    Parte dos pacientes evolui para queda da pressão arterial, que pode variar de leve a grave, exigindo uso de medicamentos para estabilização. Também podem ocorrer sangramentos pela pele ou mucosas.

    Fase oligúrica

    Há piora da função renal, com redução do volume urinário e perda de proteínas pela urina. Em casos graves, pode ser necessária diálise.

    Fase diurética

    Com a recuperação dos rins, ocorre aumento do volume urinário e episódios de elevação da pressão arterial.

    Fase de convalescência

    Fase de recuperação gradual, com melhora progressiva dos sintomas.

    Síndrome cardiopulmonar do hantavírus

    Essa forma é a mais grave da doença.

    Inicialmente, surgem sintomas prodrômicos como:

    • Febre;
    • Dores no corpo;
    • Enjoo;
    • Diarreia.

    Após 3 a 6 dias, o quadro evolui para a fase cardiopulmonar, caracterizada por:

    • Infiltração de líquidos e proteínas nos pulmãos;
    • Falta de ar;
    • Tosse;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Queda da pressão arterial devido ao comprometimento do coração.

    Nos casos mais graves, há necessidade de intubação, evolução para choque e internação em UTI. O prognóstico desses casos é ruim, com alta taxa de mortalidade.

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico da hantavirose é feito por meio de testes sorológicos, que identificam o vírus ou os anticorpos produzidos pelo organismo.

    A suspeita clínica deve ser levantada em pacientes com:

    • Exposição a roedores;
    • Histórico ambiental de risco;
    • Sintomas compatíveis.

    Exames de sangue e urina são solicitados para avaliar a gravidade da doença e possíveis complicações, de acordo com a forma clínica apresentada.

    Atualmente, não existe tratamento específico para a hantavirose. O manejo é baseado em tratamento de suporte, que inclui:

    • Hidratação;
    • Medicamentos sintomáticos;
    • Antibióticos, quando há suspeita de pneumonia secundária;
    • Internação em UTI nos casos graves.

    Leia também:

    Diferença entre dengue, zika e chikungunya

    Perguntas frequentes sobre hantavirose

    1. A hantavirose é transmitida de pessoa para pessoa?

    De forma geral, não. No entanto, a cepa Andes do vírus pode ser transmitida entre pessoas.

    2. Os sintomas iniciais podem confundir com dengue?

    Sim. Na fase inicial, os sintomas são muito semelhantes.

    3. Toda pessoa infectada deve desenvolver a forma grave?

    Não. A evolução varia conforme a forma clínica e o organismo do paciente.

    4. Existe tratamento específico contra o vírus?

    Não. O tratamento é de suporte.

    5. A hantavirose pode levar à morte?

    Sim. Especialmente na forma cardiopulmonar, a mortalidade é elevada.

    5. Existe vacina para hantavírus

    Não. Até o momento não existe vacina contra o hantavírus.

    Veja mais:

    Dengue hemorrágica: quando os sintomas indicam alerta máximo

  • Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

    Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

    Você notou as unhas amareladas ultimamente? A mudança de cor é bastante comum com o uso constante de esmaltes escuros, mas, quando ela vem acompanhada de outros sinais, pode indicar algum problema de saúde, como uma deficiência nutricional.

    Além da coloração diferente, é importante observar se há alterações na textura, como unhas mais espessas, frágeis, quebradiças ou com descamação. Em algumas situações, o amarelamento pode estar relacionado a infecções fúngicas, especialmente quando surge junto com deformidades ou descolamento da unha.

    Para te ajudar a recuperar a força e a cor natural das unhas, esclarecemos a seguir as principais causas do amarelamento e o que pode ser feito em cada situação. Dá uma olhada!

    O que pode causar as unhas amareladas?

    As unhas amareladas podem ter várias causas, desde hábitos do dia a dia até algumas condições de saúde.

    1. Uso frequente de esmaltes escuros

    Os esmaltes com pigmentação intensa, como os tons vermelhos, vinhos e pretos, podem manchar a superfície da unha, principalmente quando são usados por longos períodos sem intervalo.

    Quando você não usa uma base protetora antes de aplicar o esmalte, os pigmentos penetram mais facilmente na lâmina ungueal, deixando um tom amarelado ou opaco. Nesse caso, a alteração costuma ser superficial e melhora com o crescimento da unha.

    2. Infecções fúngicas (micose)

    A micose de unha é uma infecção causada pelo crescimento excessivo de fungos, sendo um dos principais motivos para o amarelamento das unhas. Além da cor, é comum perceber a unha mais espessa, com aspecto mais opaco, quebradiça, com descamação e, em alguns casos, até com descolamento da base.

    Com o tempo, a unha pode ficar deformada, irregular e com acúmulo de resíduos por baixo, o que favorece ainda mais a proliferação dos fungos. A infecção pode começar em uma pequena área e se espalhar gradualmente para o restante da unha, atingindo outras unhas se não for tratada.

    A onicomicose, por exemplo, pode ser contagiosa e se espalhar com facilidade, principalmente quando há compartilhamento de itens de uso pessoal, como alicates, tesouras e lixas de unha, que podem transportar os fungos de uma pessoa para outra.

    3. Contato frequente com produtos químicos

    Os produtos de limpeza, como detergentes, desinfetantes e água sanitária, podem enfraquecer a estrutura da unha quando são usados de forma frequente sem proteção, como luvas. Com o tempo, isso pode levar ao ressecamento, à perda de brilho e à alteração da cor, deixando as unhas com um aspecto amarelado e mais frágil.

    4. Deficiências nutricionais

    A falta de nutrientes como ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B pode comprometer a formação da unha, tornando-a mais fina, quebradiça e com coloração alterada. Em alguns casos, o amarelamento também está acompanhado de um crescimento mais lento e perda de resistência.

    5. Envelhecimento natural

    Com o passar dos anos, é comum que as unhas sofram mudanças naturais, incluindo uma leve alteração na cor. Elas podem se tornar mais opacas, espessas e com um tom amarelado, sem necessariamente indicar um problema de saúde.

    6. Manipulação de alimentos pigmentantes

    É possível notar as unhas amareladas após manipular alimentos intensamente pigmentados, como açafrão, curry, cenoura ou beterraba. Eles liberam pigmentos naturais que tingem a queratina da unha temporariamente, o que não representa um risco à saúde.

    Para evitar, basta utilizar luvas de proteção durante o preparo dos alimentos. Caso as manchas já tenham surgido, elas costumam desaparecer naturalmente com a lavagem frequente ou o crescimento das unhas.

    7. Trauma

    Quando a unha sofre um impacto, pressão repetida ou atrito constante, como no uso de sapatos apertados, prática de esportes ou até ao bater o dedo, pode ocorrer uma alteração na estrutura da lâmina ungueal. Isso pode levar a mudanças na cor, incluindo um tom amarelado, além de deixar a unha mais espessa ou irregular.

    Em alguns casos, o trauma pode provocar um pequeno descolamento da unha (onicólise), criando um espaço entre a unha e a pele. Ele facilita o acúmulo de sujeira e microrganismos, o que também pode contribuir para a mudança de cor.

    Como é feito o diagnóstico?

    Para identificar a causa exata, o dermatologista realiza uma avaliação clínica detalhada, analisando a textura da unha e investigando hábitos como o tabagismo ou o uso frequente de esmaltes. Em caso de suspeita de micose, o médico pode realizar uma raspagem da lâmina para análise laboratorial, o que permite identificar o tipo de fungo presente e indicar o melhor antifúngico.

    Em situações onde o amarelamento está acompanhado de outros sintomas pelo corpo, podem ser solicitados exames de sangue para verificar deficiências nutricionais ou problemas nas funções do fígado e rins.

    Como tirar o amarelado das unhas?

    O tratamento das unhas amareladas depende diretamente da causa. Quando o problema é persistente ou está relacionado a infecções fúngicas, o dermatologista pode indicar o uso de soluções tópicas ou até medicamentos antifúngicos orais, nos casos mais extensos.

    O tratamento costuma ser contínuo e pode levar algumas semanas ou meses, já que a unha precisa crescer saudável para substituir a parte afetada.

    Já nos casos em que o amarelamento está associado a deficiências nutricionais, o tratamento pode envolver o aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, além do uso de suplementos, quando necessário e sempre com orientação profissional.

    Quando a causa está ligada a fatores externos, como o uso frequente de esmaltes escuros ou o contato com produtos químicos, medidas simples podem fazer diferença, como dar pausas entre as esmaltações, usar bases protetoras e proteger as mãos com luvas no dia a dia.

    Como prevenir o amarelamento das unhas?

    No dia a dia, alguns cuidados simples ajudam a manter a cor natural das unhas, como:

    • Intercale o uso de esmaltes, evitando manter a unha sempre pintada;
    • Use uma base protetora antes do esmalte, principalmente em cores escuras;
    • Evite compartilhar alicates, lixas e tesouras de unha;
    • Mantenha as unhas limpas e bem secas, especialmente após o banho;
    • Use luvas ao ter contato com produtos de limpeza;
    • Prefira removedores de esmalte sem acetona;
    • Mantenha uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais;
    • Evite traumas repetidos, como sapatos apertados ou impactos;
    • Observe mudanças persistentes e procure um dermatologista se necessário.

    Quando ir ao médico?

    Você deve procurar um dermatologista sempre que o tom amarelado não desaparecer após algumas semanas ou se notar os seguintes sinais de alerta:

    • Unhas que se tornam muito grossas, quebradiças, opacas ou que começam a esfarelar;
    • Mudanças no formato natural, como ondulações profundas ou curvatura excessiva;
    • Quando a unha começa a se soltar do leito ungueal (a pele embaixo da unha);
    • Dor, vermelhidão, inchaço ou calor na região das cutículas;
    • Saída de pus ou mau cheiro vindo das unhas;
    • Amarelamento acompanhado de falta de ar, tosse persistente ou inchaço nos tornozelos e pernas;
    • Se, além das unhas, a pele e a parte branca dos olhos também apresentarem uma cor amarelada.

    É importante evitar a automedicação e buscar a orientação de um dermatologista para garantir o tratamento seguro e adequado à causa do problema.

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a unha amarela é micose?

    A micose (onicomicose) normalmente vem acompanhada de outros sinais, como unhas mais grossas, quebradiças, com aspecto “esfarelado” ou que começam a descolar da pele.

    2. Fumar pode deixar as unhas amarelas?

    Sim. A nicotina e o alcatrão presentes no cigarro impregnam na lâmina das unhas, especialmente nos dedos que seguram o cigarro, causando uma mancha persistente.

    3. Quanto tempo demora para a unha voltar ao normal?

    Depende da causa. Se for apenas mancha de esmalte, pode sair em dias. Se for micose ou deficiência nutricional, a melhora total ocorre conforme a unha cresce, o que leva de 6 meses a 1 ano.

    4. Por que a unha do pé amarela mais que a da mão?

    Porque os pés ficam mais tempo em ambientes úmidos e fechados (sapatos), o que favorece a proliferação de fungos, a causa mais comum de amarelamento nos pés.

    5. O uso de unhas de gel causa amarelamento?

    Pode acontecer se houver infiltração de umidade entre a unha natural e a prótese, facilitando o crescimento de fungos ou bactérias, ou pela reação química aos produtos utilizados.

    6. Devo lixar a superfície da unha para tirar o amarelo?

    Não é recomendado lixar a parte superior da unha com frequência, pois isso a torna fina, frágil e mais suscetível a infecções.

    7. O uso frequente de acetona amarela as unhas?

    Sim, pois a acetona é um solvente muito forte que resseca agressivamente a queratina. O ressecamento excessivo pode deixar as unhas com um aspecto opaco e amarelado ao longo do tempo.

    Leia mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

  • Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    A infecção urinária é uma infecção que pode afetar qualquer parte do trato urinário, como a bexiga, a uretra, os ureteres e os rins. Na maioria das vezes, o quadro começa quando bactérias, principalmente a Escherichia coli, que vive naturalmente no intestino, entram na uretra e chegam até a bexiga.

    Os sintomas da infecção urinária podem variar de acordo com a parte do sistema urinário afetada e com a intensidade do quadro, mas costumam incluir dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto abdominal.

    Por ser mais comum em mulheres, devido à anatomia feminina, o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes para evitar que o quadro se agrave.

    Quais os tipos de infecção urinária?

    Para definir os sintomas, é importante entender que a infecção urinária é dividida em diferentes tipos, sendo eles:

    • Pielonefrite: é a infecção que atinge os rins e frequentemente começa a partir de uma infecção na bexiga ou na uretra que se espalha. É mais grave e pode causar febre, dor nas costas e mal-estar. Sem tratamento, pode comprometer os rins e até se espalhar pelo sangue;
    • Cistite: é a infecção da bexiga e a forma mais comum e, na maioria dos casos, é causada pela bactéria Escherichia coli. As mulheres têm mais risco por causa da uretra mais curta e próxima da região anal;
    • Uretrite: é a infecção ou inflamação da uretra, e pode ser causada por bactérias do intestino ou por infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia. Pode provocar dor ao urinar e, às vezes, secreção.

    Além do local, a infecção urinária também pode ser classificada como simples, quando ocorre em pessoas saudáveis, sem alterações no trato urinário, ou complicada, quando está associada a fatores como gravidez, presença de cálculos renais, uso de sonda urinária ou doenças que afetam a imunidade. Nesses casos, é preciso um acompanhamento mais cuidadoso.

    Quais os sintomas de infecção urinária?

    1. Ardência ou dor ao urinar

    A sensação de ardência, queimação ou dor ao urinar acontece porque a mucosa do trato urinário fica inflamada, tornando o ato de urinar desconfortável e, em alguns casos, doloroso do início ao fim.

    Em algumas pessoas, o incômodo pode ser mais intenso no começo ou no final da micção, podendo vir acompanhado de uma sensação de irritação persistente mesmo após urinar.

    2. Vontade frequente de urinar

    A necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao dia, em intervalos curtos, é conhecida como polaciúria. Mesmo com a frequência aumentada, a quantidade de urina eliminada costuma ser pequena, o que implica que a bexiga não foi esvaziada completamente antes ou que está mais sensível e irritada pela presença da infecção.

    A irritação faz com que a bexiga envie sinais constantes ao cérebro, criando a sensação urgente de urinar, mesmo quando há pouca urina armazenada. Como resultado, a pessoa pode ter dificuldade para manter a rotina, já que a vontade de ir ao banheiro surge de forma repentina e repetitiva ao longo do dia.

    3. Presença de sangue na urina

    A hematúria (sangue na urina) costuma ser um dos sintomas que mais assustam, mas, na maioria das vezes, não indica gravidade extrema. Ela acontece por causa da inflamação intensa dos tecidos da bexiga e da uretra, sendo frequente em casos de cistite.

    O sangue na urina pode ser macroscópico, quando é visível a olho nu, ou microscópica, quando é detectada apenas por meio de exames laboratoriais.

    4. Dor na região lombar

    A dor lombar, normalmente concentrada em apenas um dos lados, é um sinal comum de pielonefrite. Ela indica que a infecção subiu pelos ureteres e atingiu os rins. Embora possa ocorrer um desconforto leve na cistite, a dor intensa ou cólica renal forte é característica de quadros que afetam o trato superior.

    5. Alteração no odor da urina

    O mau cheiro pode ser provocado pela presença de bactérias na cistite ou uretrite. Contudo, nem sempre é sinal de infecção e, muitas vezes, indica apenas que a urina está concentrada (pouca ingestão de água), deixando a ureia mais evidente. Se o odor persistir mesmo com hidratação, vale procurar um profissional de saúde.

    6. Incontinência urinária

    A perda involuntária de urina ou a dificuldade em segurá-la até chegar ao banheiro é mais comum em crianças e idosos, e costuma estar ligada a infecções localizadas na bexiga. A inflamação deixa a bexiga mais sensível e aumenta a urgência urinária, reduzindo o controle sobre o momento de urinar.

    Em alguns casos, a vontade surge de forma tão repentina e intensa que não dá tempo de chegar ao banheiro, o que pode causar episódios de escape urinário.

    7. Náuseas e vômitos

    Em casos mais intensos, especialmente quando há comprometimento dos rins, podem surgir náuseas, vômitos e perda de apetite. Os sintomas costumam vir acompanhados de febre e dor lombar, reforçando a necessidade de atendimento médico o quanto antes.

    8. Febre

    Quando as bactérias atingem os rins, o organismo pode reagir com aumento da temperatura corporal (geralmente acima de 38 °C), além de calafrios, náuseas e mal-estar. Os sinais indicam um quadro mais grave, que requer uma avaliação médica imediata.

    9. Corrimento uretral

    A presença de secreção pela uretra, muitas vezes com aspecto purulento (pus), pode ocorrer em casos de uretrite, normalmente associado a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a gonorreia e a clamídia.

    Em mulheres, o sintoma pode aparecer junto ao corrimento vaginal, o que pode dificultar a identificação da origem da secreção.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da infecção urinária é feito com uma avaliação clínica, em que o médico analisa sintomas como dor ao urinar e febre para identificar a possível localização da infecção.

    Para confirmar o quadro e identificar o agente causador, costuma ser pedido o exame de urina tipo 1 (EAS), que avalia a presença de leucócitos, bactérias e, em alguns casos, sangue. Já a urocultura permite identificar qual bactéria está presente e quais antibióticos ela é sensível.

    Em situações de infecções recorrentes ou quando há suspeita de complicações, como a pielonefrite, o especialista pode solicitar exames de imagem para uma avaliação mais detalhada do trato urinário, como a ultrassonografia e a tomografia.

    Como tratar a infecção urinária?

    O tratamento de infecção urinária depende do tipo e da gravidade do quadro, mas costuma ser feito a partir do uso de antibióticos prescritos por um médico. A escolha do medicamento leva em conta o agente causador e, quando disponível, o resultado da urocultura, que indica quais antibióticos são mais eficazes.

    Ao mesmo tempo, também é importante adotar alguns hábitos de vida para ajudar na recuperação, como aumentar a ingestão de água ao longo do dia, evitar segurar a urina, manter uma boa higiene íntima e, quando indicado, usar analgésicos para aliviar o desconforto.

    Em situações de infecção urinária recorrente, o médico pode investigar possíveis causas associadas, como alterações anatômicas, cálculos renais ou fatores hormonais, e indicar medidas específicas para prevenir a condição.

    Confira: Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Perguntas frequentes

    1. Qual a principal causa da infecção urinária?

    A grande maioria dos casos ocorre quando a bactéria Escherichia coli, presente no trato intestinal, migra para a uretra e sobe até a bexiga.

    2. Por que as mulheres são mais afetadas?

    Devido à anatomia: a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus, facilitando a entrada de bactérias no sistema urinário.

    3. Posso parar o antibiótico assim que a dor passar?

    Não, pois interromper o tratamento antes do prazo pode causar resistência bacteriana, fazendo com que a infecção retorne mais forte e difícil de tratar.

    4. A relação sexual pode causar infecção urinária?

    O ato em si não causa a infecção, mas o atrito e o movimento podem facilitar a entrada de bactérias na uretra. Urinar após a relação ajuda a eliminar esses invasores.

    5. O que é infecção urinária de repetição?

    É definida quando ocorrem dois ou mais episódios em seis meses, ou três ou mais episódios em um ano.

    6. Segurar o xixi faz mal?

    Sim, manter a urina na bexiga por muito tempo favorece a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecções.

    7. O consumo de cranberry ajuda no tratamento?

    O cranberry é mais indicado para a prevenção, pois contém substâncias que dificultam a adesão das bactérias às paredes da bexiga. No entanto, ele não substitui o antibiótico quando a infecção já está instalada.

    8. Qual a relação entre menopausa e infecção urinária?

    Na menopausa, a queda do estrogênio causa o ressecamento vaginal e altera o pH da região, reduzindo a proteção natural da flora e tornando a mulher mais suscetível a infecções.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

  • Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    O uso de remédios para baixar o colesterol, especialmente as estatinas, costuma ser indicado quando mudanças na alimentação e no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol no sangue. Só que, devido aos possíveis efeitos colaterais, não é incomum ter dúvidas se os medicamentos são de fato seguros para a saúde.

    A seguir, vamos entender os principais mitos e verdade sobre os remédios para colesterol, como eles funcionam, quando são realmente necessários e quais cuidados ajudam a tornar o tratamento mais seguro.

    Como os remédios atuam no controle do colesterol?

    O colesterol presente no organismo tem duas origens principais, sendo a maior parte produzida naturalmente pelo próprio corpo, principalmente pelo fígado. Já outra parte do colesterol vem da alimentação, especialmente de alimentos de origem animal e produtos ricos em gordura saturada e gordura trans.

    As estatinas, que estão entre os remédios mais utilizados, agem diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol. Com menos colesterol sendo produzido, o fígado passa a retirar mais gordura da circulação sanguínea, reduzindo os níveis de LDL no sangue.

    Além das estatinas, existem outros tipos de medicamentos que atuam de formas diferentes:

    • Ezetimiba: atua no intestino, reduzindo a absorção do colesterol presente nos alimentos e também parte do colesterol produzido pelo organismo que chega ao intestino. Em muitos casos, pode ser usada junto com as estatinas para potencializar a redução do colesterol LDL;
    • Fibratos: são medicamentos mais indicados para reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue e podem ajudar a aumentar levemente o HDL, conhecido como colesterol bom. Costumam ser utilizados principalmente em pessoas com triglicerídeos muito elevado;
    • Inibidores da PCSK9: são remédios mais modernos e potentes, normalmente aplicados por meio de injeções. Eles aumentam de forma significativa a capacidade do fígado de retirar o colesterol LDL da circulação sanguínea, sendo indicados principalmente para pessoas com colesterol muito alto ou com alto risco cardiovascular.

    Vale destacar que o uso de remédios para o colesterol deve ser feito exclusivamente sob orientação médica, pois apenas o profissional pode avaliar o risco cardiovascular do paciente, definir a dosagem correta e monitorar possíveis efeitos colaterais por meio de exames periódicos

    Mitos e verdades sobre os remédios para colesterol

    1. As estatinas podem causar dores musculares?

    Verdade.

    A dor muscular, conhecida como miopatia, é um efeito colateral causado pelas estatinas em cerca de 5% dos pacientes, de acordo com a cardiologista Juliana Soares. Os sintomas podem incluir dor, sensação de peso, cansaço muscular, fraqueza ou desconforto, principalmente nas pernas, braços e costas. Normalmente, a dor é leve e desaparece com o ajuste da dose ou a troca do tipo de estatina pelo médico.

    2. Se o exame de colesterol normalizar, pode parar de tomar?

    Mito.

    Quando os níveis altos de colesterol está associada a fatores genéticos, ele pode voltar a subir após a interrupção do remédio, já que o organismo continua produzindo mais gordura do que deveria

    Por isso, a suspensão do tratamento deve sempre ser avaliada pelo médico, que irá analisar se os hábitos de vida atuais são suficientes para manter os níveis controlados sem o uso de medicamentos.

    3. O uso de estatinas aumenta o risco de diabetes?

    Verdade, mas com ressalvas.

    Segundo estudos, existe um risco ligeiramente maior de aumento nos níveis de açúcar no sangue em pessoas que já possuem predisposição ao diabetes. No entanto, para quem tem colesterol alto, o benefício de prevenir um infarto é muito superior ao risco, que pode ser controlado com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas.

    4. Remédio para colesterol causa perda de memória?

    Mito.

    Apesar de existirem relatos isolados de pessoas que perceberam episódios de confusão mental ou dificuldade de memória durante o uso de estatinas, os estudos científicos mais recentes não demonstram uma relação forte entre os medicamentos e a perda de memória permanente.

    Na verdade, alguns estudos sugerem que o controle adequado do colesterol pode até ajudar a proteger a saúde cardiovascular e cerebral ao longo do tempo, reduzindo o risco de AVC e outros problemas que afetam o funcionamento do cérebro.

    5. O medicamento sobrecarrega o fígado?

    Mito, na maioria dos casos.

    As estatinas atuam diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol, e a toxicidade hepática grave é muito rara. É comum que o médico solicite exames de sangue (como TGO e TGP) no início do tratamento apenas para monitorar a adaptação do órgão, o que garante a total segurança do processo.

    6. O remédio para colesterol é de uso contínuo?

    Depende.

    Segundo Juliana, em uma parte considerável dos casos, principalmente entre pessoas jovens e com baixo risco cardiovascular, o controle da alimentação e das mudanças no estilo de vida pode ser suficiente para reduzir os níveis de colesterol.

    Porém, pessoas com diabetes, alto risco cardiovascular, placas de gordura nas artérias ou histórico de infarto geralmente precisam manter o uso da medicação para colesterol junto com as mudanças no padrão alimentar e nos hábitos de vida.

    7. Pessoas magras também podem precisar de remédio para colesterol?

    Verdade.

    O colesterol alto não depende apenas do peso corporal. A presença de fatores genéticos, hormonais e metabólicos também influenciam bastante nos níveis de colesterol, então pessoas magras e com hábitos saudáveis também podem apresentar colesterol elevado.

    8. Quem toma remédio para colesterol pode comer qualquer coisa?

    Mito.

    O medicamento ajuda a controlar a produção interna de colesterol, mas uma dieta rica em gorduras saturadas e trans continua sobrecarregando o sistema cardiovascular e aumentando a inflamação. O remédio funciona como um aliado da dieta, mas não substitui também uma alimentação equilibrada.

    Cuidados durante o tratamento com remédios para colesterol

    O uso de remédios para controlar o colesterol precisa de regularidade e acompanhamento médico para que o tratamento seja seguro. Veja alguns cuidados importantes no dia a dia:

    • Respeitar o horário de tomada orientado pelo médico pois a produção de colesterol pelo fígado costuma ser maior durante a noite;
    • Manter a rotina de exames de sangue para monitorar os níveis de gordura e o funcionamento do fígado;
    • Observar o surgimento de dores musculares intensas ou fraqueza e informar ao profissional de saúde;
    • Consultar o médico antes de iniciar outros medicamentos ou suplementos para evitar interações que prejudiquem o tratamento;
    • Evitar a interrupção do uso por conta própria para não causar o aumento súbito dos níveis de colesterol no sangue.

    Vale lembrar que o remédio funciona como parte do tratamento: manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente ajuda a melhorar os resultados da medicação e, em alguns casos, pode até permitir que o médico reduza a dose no futuro.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para tomar o remédio de colesterol?

    Depende do medicamento. Estatinas de ação curta, como a sinvastatina, devem ser tomadas à noite. Já as de ação longa, como atorvastatina e rosuvastatina, podem ser tomadas em qualquer horário.

    2. Posso beber álcool enquanto tomo estatinas?

    O consumo moderado normalmente não é proibido, mas como tanto o álcool quanto o remédio são processados pelo fígado, o excesso aumenta o risco de inflamação hepática.

    3. O remédio para colesterol emagrece?

    Não. Os medicamentos atuam no metabolismo das gorduras no sangue e não na queima de gordura corporal ou na redução de apetite.

    4. Quanto tempo o remédio demora para fazer efeito?

    Os níveis de colesterol no sangue começam a cair significativamente após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    5. O que acontece se eu esquecer de tomar um dia?

    Tome assim que lembrar, a menos que esteja perto do horário da próxima dose. Nunca tome duas doses de uma vez para compensar o esquecimento.

    6. Grávidas podem tomar remédio para colesterol?

    Não. As estatinas são contraindicadas na gravidez e durante a amamentação, pois o colesterol é essencial para o desenvolvimento do bebê.

    7. Idosos podem tomar remédio para o colesterol?

    Sim, o uso é muito comum em idosos para prevenir infartos e AVCs, sempre com ajuste de dose conforme a função renal e hepática.

    8. Posso tomar o remédio em jejum?

    Sim, a maioria dos medicamentos para o colesterol pode ser tomada com ou sem alimentos, sem que isso prejudique a absorção.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Os antibióticos são medicamentos usados para combater infecções causadas por bactérias, atuando ao eliminar os microrganismos ou ao impedir que eles se multipliquem. Por isso, ao sentir os primeiros sintomas de mal-estar, febre e dor no corpo, não é incomum recorrer ao uso dos remédios por conta própria, na tentativa de acelerar a recuperação.

    Mas, ao contrário do que o senso comum sugere, o antibiótico não cura a gripe, nem o resfriado comum. A seguir, entenda por que o uso não é indicado, quais são os riscos envolvidos e em quais situações o antibiótico realmente pode ser necessário.

    Por que o antibiótico não funciona contra o vírus da gripe?

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, o antibiótico não funciona contra a gripe porque a doença é causada por um vírus (o Influenza), enquanto os antibióticos são feitos para atacar apenas bactérias. Os dois microrganismos possuem estruturas e formas de reprodução completamente diferentes:

    • Bactérias: são organismos vivos complexos que possuem parede celular e metabolismo próprio. O antibiótico atua destruindo essa parede ou impedindo que a bactéria se multiplique;
    • Vírus: são estruturas muito mais simples que precisam invadir as células do corpo humano para sobreviver e se replicar. Como os vírus não possuem as estruturas que os antibióticos atacam, o medicamento se torna totalmente inútil contra eles.

    Em alguns casos, o antibiótico pode até ser necessário durante uma gripe, mas apenas quando surgem complicações bacterianas associadas, como uma pneumonia ou uma sinusite, sempre com indicação médica.

    Riscos de tomar antibiótico por conta própria

    Como os antibióticos alteram o funcionamento do organismo, o uso sem orientação médica pode causar:

    1. Resistência bacteriana

    A resistência bacteriana é a capacidade de microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) de sobreviver aos efeitos de medicamentos, segundo Juliana. Quando você usa um antibiótico sem necessidade ou de forma incompleta, as bactérias que já vivem naturalmente no seu corpo não são totalmente eliminadas.

    As mais sensíveis morrem, mas as mais resistentes sobrevivem e continuam se multiplicando, tornando-se cada vez mais difíceis de combater. No futuro, se você tiver uma infecção bacteriana real, os antibióticos comuns podem não fazer mais efeito.

    2. Efeitos colaterais

    Quando usados sem necessidade, os antibióticos expõem o organismo a riscos desnecessários e aumentam a chance de efeitos colaterais, que podem variar de leves a mais intensos, como:

    • Diarreia;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Desconforto gastrointestinal.

    Normalmente, os sintomas acontecem porque o antibiótico também altera o equilíbrio da microbiota intestinal, afetando o funcionamento do sistema digestivo e causando desconforto ao longo do tratamento.

    3. Destruição da flora intestinal

    Os antibióticos não eliminam apenas as bactérias causadoras da infecção, mas também afetam as bactérias boas que vivem no intestino e são importantes na digestão, na produção de vitaminas e na defesa do organismo. O desequilíbrio pode levar a diarreia, infecções fúngicas, como candidíase, e queda da imunidade.

    4. Mascaramento de sintomas importantes

    O uso indevido de antibióticos pode aliviar temporariamente alguns sintomas ou alterar a evolução do quadro, dificultando a identificação da causa real do problema. Isso pode atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias e comprometer o início do tratamento adequado.

    5. Interações com outros medicamentos

    Os antibióticos podem interferir na ação de outros remédios, como anticoncepcionais, anticoagulantes e medicamentos de uso contínuo. Sem orientação médica, as interações podem passar despercebidas e aumentar o risco de efeitos colaterais.

    Quando o antibiótico deve ser usado?

    O antibiótico deve ser utilizado apenas quando há confirmação ou suspeita médica de infecção bacteriana. O tipo de medicamento, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos exclusivamente por um profissional de saúde.

    O que realmente tomar para curar a gripe?

    Como a gripe é uma infecção viral, não existe um remédio que elimine o vírus instantaneamente. O tratamento consiste em ajudar o corpo a combatê-lo e em aliviar o mal-estar. As opções mais indicadas são:

    • Analgésicos e antitérmicos ajudam a baixar a febre e diminuir as dores de cabeça e no corpo enquanto o sistema imune combate o vírus;
    • Anti-inflamatórios auxiliam na redução da dor de garganta e no mal-estar geral mas devem ser utilizados sob orientação médica;
    • Lavagem nasal com soro fisiológico é fundamental para limpar as vias aéreas e facilitar a respiração ao remover o excesso de muco;
    • Antivirais específicos podem ser indicados por um médico para grupos de risco com o objetivo de reduzir a duração da doença e evitar complicações;
    • Hidratação constante por meio da ingestão de água e sucos naturais mantém as mucosas úmidas e ajuda na eliminação de secreções;
    • Repouso permite que o corpo direcione toda a sua energia para o sistema imunológico acelerando o processo de recuperação natural.

    “O antibiótico só deve ser usado quando há infecção bacteriana comprovada ou quando o médico suspeita fortemente que existe essa infecção. Para a gripe, o melhor tratamento é repouso, hidratação e controle dos sintomas”, explica Juliana.

    Como prevenir a gripe?

    Para prevenir a gripe e evitar a propagação do vírus, as medidas mais recomendadas envolvem uma combinação de cuidados diários, como:

    • Vacinação anual: a imunização contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção, sendo atualizado todos os anos para proteger contra as cepas mais circulantes do vírus Influenza;
    • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão com frequência ou usar álcool em gel ajuda a evitar a transmissão do vírus, principalmente após contato com superfícies ou pessoas doentes;
    • Evitar contato próximo com pessoas gripadas: o vírus é transmitido por gotículas respiratórias. Por isso, manter distância de quem está com sintomas reduz o risco de contágio;
    • Etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço ou com um lenço descartável, evita espalhar o vírus no ambiente;
    • Ambientes ventilados: manter os espaços bem ventilados diminui a concentração de vírus no ar, reduzindo a chance de transmissão;
    • Evitar levar as mãos ao rosto: o contato das mãos com olhos, nariz e boca facilita a entrada do vírus no organismo;
    • Cuidar da imunidade: ter uma alimentação equilibrada, manter uma boa hidratação, dormir bem e praticar atividade física regularmente ajudam o corpo a se defender melhor contra infecções.

    Quando ir ao médico?

    A maioria dos casos de gripe é tratado com repouso e cuidados em casa, mas é importante ficar atento a sinais de que a infecção pode estar evoluindo para algo mais grave, como uma pneumonia:

    • Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar mesmo em repouso;
    • Febre persistente que não baixa com o uso de antitérmicos ou que dura mais de três dias;
    • Dor ou pressão persistente no peito ou no abdômen;
    • Tosse que piora com o passar dos dias ou que apresenta catarro com sangue ou coloração muito escura;
    • Tontura súbita confusão mental;
    • Fraqueza extrema que dificulta atividades simples como levantar da cama ou tomar banho;
    • Piora dos sintomas após uma melhora aparente;
    • Vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos.

    Os sinais de alerta podem variar de acordo com a idade e a condição de saúde da pessoa. No caso de crianças pequenas, idosos, gestantes ou indivíduos com doenças crônicas, a avaliação médica deve ser buscada de forma mais precoce para evitar complicações graves.

    Veja também: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Por que às vezes o médico receita antibiótico quando estou gripado?

    Isso acontece apenas quando o médico identifica uma complicação bacteriana secundária, como uma sinusite ou pneumonia, que surgiu porque a imunidade baixou durante a gripe.

    2. Pode tomar o antibiótico que sobrou de um tratamento anterior?

    Nunca. Cada infecção exige uma dosagem e um tempo específico. Usar sobras pode ser insuficiente para tratar o problema e gerar resistência bacteriana.

    3. Qual a diferença entre gripe e infecção bacteriana?

    A gripe geralmente causa febre súbita, dor no corpo e coriza. Já infecções bacterianas costumam apresentar sintomas localizados que pioram com o tempo, como pus na garganta ou dor intensa nos pulmões.

    4. Quem está gripado pode tomar vacina da gripe?

    Se houver febre, o ideal é esperar a recuperação total. Em casos de sintomas leves, como apenas coriza, a vacinação geralmente pode ser feita, mas consulte um profissional no local.

    5. Por quanto tempo devo tomar remédio para gripe?

    Analgésicos e antitérmicos devem ser tomados apenas enquanto houver dor ou febre. Já os antivirais devem seguir rigorosamente o período indicado pelo médico (geralmente 5 dias).

    6. Onde devo descartar antibióticos vencidos?

    Eles nunca devem ser jogados no lixo comum ou no vaso sanitário. Procure farmácias ou postos de saúde que possuam pontos de coleta para descarte de medicamentos.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Afta na boca: o que causa e como tratar em casa

    Afta na boca: o que causa e como tratar em casa

    A afta na boca, também conhecida como estomatite aftosa, é uma pequena lesão arredondada, esbranquiçada ou amarelada, que surge nos lábios, língua ou bochechas. Apesar de normalmente não ser grave, a dor e a sensibilidade podem dificultar as tarefas simples do dia a dia, como comer, beber ou falar.

    Na maioria das vezes, a afta aparece por causa de pequenos traumas, quedas na imunidade ou deficiências nutricionais, e tende a desaparecer sozinha em poucos dias. Mas se feridas são muito frequentes ou demoram a cicatrizar, pode ser necessário procurar orientação médica. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o que é afta?

    A afta é uma pequena ferida que aparece na parte interna da boca, como na língua, gengiva, bochechas ou lábios. Ela costuma ser arredondada, com o centro esbranquiçado ou amarelado e uma borda avermelhada ao redor, e pode causar bastante dor, principalmente ao falar, comer ou escovar os dentes.

    Diferente do herpes, a afta não é contagiosa e ocorre sempre na parte interna da cavidade bucal, nunca do lado de fora dos lábios.

    Quais os tipos de afta?

    As aftas podem ser classificadas de acordo com o tamanho, a quantidade e a intensidade dos sintomas:

    • Afta menor (afta comum): é a mais frequente, sendo pequenas, arredondadas, superficiais e bastante dolorosas, mas não deixam cicatriz. Elas costumam desaparecer sozinhas em 7 a 14 dias;
    • Afta maior: é menos comum, porém mais intensa. As lesões são maiores, mais profundas, podem demorar mais para cicatrizar (até semanas) e, em alguns casos, deixam cicatriz. A dor costuma ser mais forte;
    • Afta herpetiforme: apesar do nome, não tem relação com herpes. Aparece em forma de várias pequenas lesões agrupadas, que podem se juntar e formar áreas maiores. Costuma ser bastante dolorosa e pode surgir com mais frequência em algumas pessoas

    O que causa afta na boca?

    A causa da afta na boca nem sempre é clara, mas ela pode surgir por diversos fatores do dia a dia, que irritam a mucosa ou deixam o organismo mais sensível:

    • Pequenos traumas locais, como mordidas acidentais, uso de aparelhos ortodônticos, próteses mal ajustadas ou escovação muito forte;
    • Períodos de estresse, cansaço extremo ou situações que reduzem a imunidade, facilitando o aparecimento das lesões;
    • Consumo frequente de alimentos mais ácidos, como abacaxi, kiwi e tomate, ou de comidas muito condimentadas, que podem irritar a mucosa da boca;
    • Deficiências nutricionais, especialmente de vitamina B12, ferro, ácido fólico e zinco, que são importantes para a saúde da mucosa oral;
    • Alterações hormonais, que podem explicar o surgimento de aftas em alguns períodos específicos, como durante o ciclo menstrual.

    Além disso, algumas pessoas têm uma predisposição natural a desenvolver aftas com mais frequência, o que pode estar relacionado a fatores genéticos ou a uma maior sensibilidade da mucosa oral.

    Quando é preciso se preocupar?

    Apesar das aftas serem comuns, vale a pena buscar orientação de um dentista ou clínico geral se:

    • A afta for excepcionalmente grande (maior que 1 cm de diâmetro) ou se surgirem várias feridas ao mesmo tempo;
    • A ferida demorar mais de 3 semanas para desaparecer completamente;
    • A dor for intensa e não apresentar melhora mesmo com o uso de analgésicos comuns ou pomadas tópicas;
    • O surgimento das lesões vier acompanhado de febre, mal-estar geral, cansaço excessivo ou gânglios inchados no pescoço (“ínguas”);
    • As aftas forem recorrentes, surgindo quase todos os meses, o que pode indicar deficiências vitamínicas, intolerâncias alimentares ou doenças inflamatórias intestinais;
    • Se a dor impedir completamente a hidratação, especialmente em crianças e idosos, devido ao risco de desidratação.

    Nesses casos, o médico ou dentista poderá prescrever tratamentos mais específicos, como corticoides de uso local, ou solicitar exames de sangue para verificar os níveis de ferro, ferritina e vitaminas do complexo B.

    O que é bom para afta na boca?

    As aftas pequenas normalmente não precisam de tratamento e desaparecem sozinhas em até 15 dias, mas alguns cuidados podem acelerar o processo:

    • Manter a higiene bucal adequada, com escovação suave e uso de fio dental;
    • Fazer bochechos com água morna e sol, que ajudam a limpar a região e reduzir a inflamação;
    • Usar pomadas ou géis específicos para afta, que formam uma camada protetora e aliviam a dor;
    • Optar por alimentos mais frios e macios, que não irritam a lesão;
    • Beber bastante água para manter a boca hidratada;
    • Evitar alimentos ácidos, muito quentes ou condimentados, que podem piorar a dor.

    Em alguns casos, o médico ou dentista pode indicar medicamentos com ação analgésica, anti-inflamatória ou até suplementos vitamínicos, quando há deficiência nutricional envolvida.

    Importante: evite usar bicarbonato de sódio puro diretamente sobre a afta, pois ele pode causar uma queimadura química na mucosa e piorar o tamanho da ferida, retardando a cicatrização.

    Dicas para prevenir o surgimento de aftas

    No dia a dia, pequenos ajustes nos hábitos podem reduzir drasticamente a frequência das crises de afta, como:

    • Usar escovas de cerdas macias e cabeça pequena para evitar machucar a boca;
    • Preferir cremes dentais sem lauril sulfato de sódio (LSS), caso tenha aftas frequentes;
    • Ajustar aparelhos ortodônticos ou próteses quando estiverem incomodando;
    • Observar alimentos que podem desencadear aftas, como os muito ácidos ou crocantes;
    • Manter uma alimentação rica em vitamina B12, ferro e ácido fólico;
    • Controlar o estresse com hábitos como atividade física e sono regular;
    • Beber bastante água para manter a boca hidratada;
    • Evitar morder a parte interna da boca;
    • Não colocar objetos na boca, como canetas ou unhas.

    Além dos cuidados diários, o recomendado é visitar o dentista a cada seis meses para realizar uma limpeza profissional e uma avaliação completa da boca. O profissional pode identificar precocemente alterações na mucosa e indicar o melhor tratamento, evitando que pequenos problemas se tornem recorrentes.

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo demora para uma afta sumir?

    Em média, de 7 a 15 dias. Se a lesão persistir por mais de 3 semanas, é fundamental procurar um médico ou dentista.

    2. O que causa afta constante?

    Pode ser sinal de imunidade baixa, estresse crônico, carências vitamínicas (principalmente B12 e Ferro) ou sensibilidade a certos alimentos e componentes de cremes dentais.

    3. Afta na garganta é perigosa?

    Geralmente não, mas é muito desconfortável. Pode dificultar a deglutição e, se vier acompanhada de febre, deve ser avaliada para descartar infecções como a amigdalite.

    4. Bebês podem ter aftas?

    Sim. Em bebês, é comum ocorrer devido a traumas com brinquedos ou infecções virais (como a estomatite). É importante consultar o pediatra para o manejo da dor.

    5. Afta pode ser sinal de HIV?

    Aftas muito grandes, múltiplas e que não cicatrizam podem ocorrer em diversas condições de imunossupressão, mas apenas um exame de sangue pode dar esse diagnóstico.

    6. Qual a diferença entre estomatite e afta?

    A afta é a lesão em si. A estomatite é o nome dado a qualquer inflamação ou infecção na boca que cause o surgimento de várias aftas ou feridas ao mesmo tempo.

  • Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Receber a notícia de que uma cirurgia será feita com anestesia geral costuma disparar uma série de medos. O principal deles é o receio de dormir e não acordar mais. A partir daí, surgem outras preocupações, como medo de acordar durante o procedimento ou de ter alguma reação grave aos medicamentos.

    Esses receios são compreensíveis, mas nem sempre correspondem ao que acontece na prática. Hoje, a anestesia geral é considerada muito segura, especialmente quando há avaliação pré-operatória adequada, revisão do histórico do paciente e monitorização contínua durante todo o procedimento.

    Isso não significa que seja isenta de riscos, mas significa que ela é feita com protocolos, equipamentos e acompanhamento altamente estruturados.

    O que é anestesia geral?

    A anestesia geral é um estado induzido por medicamentos que provoca inconsciência, ausência de dor e, em muitas cirurgias, relaxamento muscular. Em outras palavras, não é apenas dormir. É um controle médico do nível de consciência e das respostas do corpo para que o procedimento aconteça com segurança e sem sofrimento.

    Dependendo da cirurgia, a anestesia pode envolver medicamentos aplicados na veia, medicamentos inalatórios ou uma combinação dos dois. O anestesiologista ajusta essa estratégia conforme o tipo de procedimento, o tempo de cirurgia, a condição clínica do paciente e outras variáveis importantes.

    O que acontece no corpo durante a anestesia?

    Durante a anestesia geral, o cérebro deixa de perceber a dor e perde a consciência de forma reversível. Ao mesmo tempo, o médico anestesista monitora e, quando necessário, ajuda em funções como respiração, pressão arterial e frequência cardíaca. Isso é uma parte essencial do processo.

    Em muitas cirurgias, um tubo ou outro dispositivo é usado para ajudar na via aérea e na ventilação. Isso pode parecer assustador quando descrito antes, mas faz parte justamente da segurança do procedimento.

    A anestesia, portanto, é um acompanhamento ativo do organismo do começo ao fim.

    Então a anestesia geral é segura?

    Sim. Hoje, ela é considerada muito segura na grande maioria dos pacientes. Os serviços de anestesia usam equipamentos de monitorização, protocolos de segurança e avaliação pré-operatória para reduzir riscos.

    Problemas graves existem, mas são incomuns. Hospitais e serviços bem estruturados trabalham justamente para identificar risco antes, durante e depois da cirurgia.

    Isso também ajuda a explicar por que o medo de não acordar costuma ser maior do que o risco real na maioria dos casos. O risco anestésico não depende só da anestesia em si, mas do estado clínico da pessoa, da cirurgia proposta e das doenças associadas.

    Quais efeitos são mais comuns depois da anestesia?

    Os efeitos mais frequentes costumam ser leves e passageiros. Náusea, vômito, dor de garganta, sonolência, confusão momentânea e calafrios podem acontecer no pós-operatório, mas tendem a ser monitorados e tratados pela equipe.

    A confusão ao acordar, por exemplo, pode ser temporária. Em idosos, esse período pode ser um pouco mais delicado, e por isso a equipe costuma observar o despertar com atenção redobrada.

    Quais riscos realmente existem?

    Complicações sérias existem, mas são incomuns. Entre elas, estão reação alérgica importante a algum medicamento, dificuldade respiratória, lesões em dentes ou boca causadas pelo manejo da via aérea, e, mais raramente, complicações específicas como hipertermia maligna em pessoas suscetíveis.

    Isso não significa que toda pessoa precise se preocupar intensamente com esses eventos, e sim que o médico anestesista trabalha para preveni-los, reconhecê-los cedo e tratá-los rapidamente se ocorrerem. Segurança em anestesia envolve justamente prever risco e agir antes que ele vire problema.

    Quem costuma ter risco maior?

    O risco tende a ser maior em pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, história recente de AVC, uso intenso de álcool ou múltiplos medicamentos, entre outros fatores clínicos. Idade avançada, isoladamente, não é o único problema; a saúde geral e a presença de comorbidades pesam bastante na avaliação.

    É por isso que a consulta pré-anestésica é tão importante. Nela, a equipe revisa doenças, medicações, alergias, cirurgias anteriores, hábitos de saúde e exames. Quanto mais informação correta, melhor a preparação.

    Dá para acordar no meio da cirurgia?

    Esse é um dos medos mais famosos, mas é raro. O chamado awareness, ou percepção intraoperatória, é incomum, e o monitoramento anestésico existe justamente para manter a profundidade adequada da anestesia.

    Como reduzir riscos antes da cirurgia?

    Aqui entram medidas simples, mas muito importantes. Contar à equipe sobre medicamentos em uso, uso de álcool, doenças prévias, alergias e reações anteriores à anestesia faz diferença real. Seguir o jejum prescrito e as orientações médicas também é parte da segurança.

    Pessoas que usam medicamentos agonistas do GLP-1, que retardam o esvaziamento gástrico, precisam seguir as orientações de suspensão do medicamento de acordo com a orientação médica e jamais esconder essa informação do cirurgião e anestesista.

    O paciente não precisa controlar a anestesia, mas pode colaborar muito com a segurança sendo honesto, atento e seguindo as recomendações.

    Preciso ter medo?

    Medo e respeito são coisas diferentes. É razoável ter receio de algo desconhecido, mas a anestesia geral não deve ser vista como um evento misterioso ou inevitavelmente perigoso. Ela é uma prática médica altamente estudada, monitorada e aprimorada há décadas.

    A melhor forma de lidar com esse medo costuma ser conversar com a equipe, esclarecer dúvidas e entender que a anestesia faz parte do cuidado.

    Confira:

    Checklist cardíaco antes da cirurgia: veja como garantir uma operação mais segura

    Perguntas frequentes sobre anestesia geral

    1. Anestesia geral é segura?

    Sim, na maioria dos casos ela é considerada muito segura, com monitorização contínua.

    2. Posso não acordar da anestesia?

    Esse medo é comum, mas eventos fatais diretamente ligados à anestesia são muito raros.

    3. É normal ficar confuso ao acordar?

    Sim, uma confusão breve pode ocorrer, especialmente em idosos.

    4. Náusea depois da anestesia é comum?

    Sim, náusea e vômito estão entre os efeitos mais frequentes do pós-operatório.

    5. Vou sentir dor durante a cirurgia?

    Não. A anestesia geral é feita justamente para impedir dor e consciência durante o procedimento.

    6. Acordar no meio da cirurgia pode acontecer?

    É raro que isso aconteça.

    7. O que mais aumenta o risco anestésico?

    Doenças prévias, uso de certos medicamentos, problemas cardíacos e pulmonares, entre outros fatores clínicos.

    Veja mais:

    Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

  • 6 sinais de alerta da doença de Parkinson 

    6 sinais de alerta da doença de Parkinson 

    A doença de Parkinson costuma ser lembrada, quase sempre, por um sinal muito específico: o tremor. Mas a realidade é mais ampla do que isso. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem de forma discreta, se confundem com cansaço, envelhecimento ou perda de agilidade, e acabam demorando a chamar atenção.

    Isso ajuda a explicar por que tanta gente só procura avaliação quando os sintomas já estão mais evidentes.

    O Parkinson trata-se de uma doença neurológica progressiva, ligada à degeneração de neurônios produtores de dopamina, substância importante para o controle dos movimentos.

    Ela afeta principalmente a motricidade, mas também pode trazer sintomas não motores, como alterações do sono, do olfato e do intestino. Isso significa que o Parkinson não começa, necessariamente, com um quadro clássico. Muitas vezes, os sinais vão se somando aos poucos.

    O que é a doença de Parkinson?

    A doença de Parkinson é um distúrbio do movimento. O cérebro perde, progressivamente, neurônios que produzem dopamina, e isso compromete a forma como o corpo inicia e coordena movimentos. Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em velocidade de progressão.

    Os sinais motores mais típicos costumam ser:

    • Tremor de repouso;
    • Rigidez;
    • Lentidão;
    • Alterações na marcha e no equilíbrio.

    Embora seja mais frequente em pessoas mais velhas, o Parkinson não deve ser visto como uma consequência normal da idade. Tremores persistentes, rigidez crescente e dificuldade para realizar movimentos do dia a dia não devem ser naturalizados.

    Quanto mais cedo o quadro é reconhecido, mais cedo a pessoa pode iniciar tratamento, fisioterapia, atividade física orientada e acompanhamento neurológico.

    Por que reconhecer os sinais cedo faz diferença?

    O Parkinson ainda não tem cura, mas tem tratamento. E esse tratamento não se resume a remédio. A abordagem costuma envolver também reabilitação, atividade física, estratégias para fala, equilíbrio e funcionalidade.

    Em outras palavras, reconhecer os sinais cedo não muda só o diagnóstico, mas também o tempo de intervenção e o impacto da doença na autonomia da pessoa.

    Além disso, nem todo tremor é Parkinson, e nem toda lentidão indica uma doença neurodegenerativa. Justamente por isso, observar o conjunto dos sintomas é tão importante.

    O diagnóstico é clínico e depende da avaliação médica da combinação entre sinais motores e da sua evolução ao longo do tempo.

    6 sinais de alerta de doença de Parkinson

    1. Tremor em repouso

    Esse é o sinal mais conhecido, mas não está presente em todos os pacientes. O tremor do Parkinson costuma aparecer quando a parte do corpo está parada, principalmente em mãos e dedos, e tende a melhorar durante o movimento voluntário. Também pode surgir em queixo, pés ou, em alguns casos, de forma mais evidente em um lado do corpo.

    O ponto importante aqui é a persistência. Um tremor passageiro, depois de esforço físico, estresse ou excesso de cafeína, pode ter outra explicação. Já um tremor recorrente, especialmente em repouso, merece investigação.

    2. Lentidão para se mover

    A bradicinesia, ou lentidão motora, é um dos sinais centrais do Parkinson. A pessoa passa a demorar mais para iniciar movimentos, sente que o corpo não responde com a mesma rapidez e pode perceber dificuldade para tarefas simples, como levantar da cadeira, abotoar roupas ou começar a andar.

    Esse tipo de lentidão é uma redução real da velocidade e da amplitude dos movimentos, muitas vezes acompanhada de esforço aumentado para fazer atividades comuns. Em algumas pessoas, isso aparece antes mesmo do tremor.

    3. Rigidez muscular

    Outro sinal frequente é a rigidez. Ela pode dar a sensação de músculos duros, travados ou resistentes ao movimento. Às vezes, a pessoa não descreve isso como rigidez, mas como dor, incômodo ou dificuldade para mexer braços, pernas, pescoço ou ombros.

    Essa rigidez pode afetar a marcha, a postura e até a forma de balançar os braços ao caminhar. Quando progressiva, costuma interferir bastante no conforto e na mobilidade.

    4. Alterações no caminhar e no equilíbrio

    No Parkinson, a marcha pode mudar. A pessoa passa a caminhar com passos mais curtos, arrastando mais os pés, com postura inclinada para frente e menor balanço dos braços. Conforme a doença evolui, o equilíbrio também pode ser afetado, aumentando o risco de tropeços e quedas.

    5. Mudança na escrita

    A letra pode ficar progressivamente menor, mais apertada e difícil de ler. Esse achado é conhecido como micrografia e pode ser uma pista útil, principalmente quando surge em pessoas que antes escreviam de forma diferente.

    Como a escrita envolve coordenação fina, velocidade e controle de movimento, ela costuma refletir mudanças motoras precoces. Nem sempre é um sintoma valorizado pelo paciente, mas às vezes chama a atenção da família.

    6. Rosto mais parado e menos expressivo

    A redução da expressão facial também é um sinal possível. A pessoa pode parecer mais séria, piscar menos ou transmitir a impressão de que está com o rosto mais rígido, mesmo sem perceber isso.

    Esse sinal costuma passar despercebido no começo, mas pode ser observado por familiares ou amigos. Quando aparece junto com lentidão, rigidez e alteração da marcha, ganha relevância clínica.

    Outros sinais que também podem aparecer

    A doença de Parkinson também pode causar sintomas não motores. Entre eles estão:

    • Diminuição do olfato;
    • Constipação intestinal;
    • Alterações do sono;
    • Fadiga;
    • Ansiedade;
    • Depressão.

    Em algumas pessoas, esses sintomas surgem antes mesmo dos sinais motores clássicos.

    Quando procurar um médico?

    Vale procurar um neurologista ou clínico geral se houver:

    • Tremor persistente;
    • Rigidez;
    • Lentidão progressiva;
    • Alteração da escrita;
    • Mudança na marcha;
    • Perda de equilíbrio.

    Também vale investigar quando familiares percebem mudanças motoras que a própria pessoa minimiza.

    Veja mais:

    Tremores, lentidão e rigidez: o que é e como tratar o Parkinson

    Perguntas frequentes sobre doença de Parkinson

    1. Tremor sempre significa Parkinson?

    Não. Existem várias causas de tremor, incluindo estresse, medicamentos e tremor essencial.

    2. Parkinson só acontece em idosos?

    É mais comum após os 60 anos, mas pode ocorrer antes disso.

    3. O Parkinson afeta só os movimentos?

    Não. Também pode causar sintomas não motores, como constipação, alterações do sono e de humor.

    4. A doença tem cura?

    Não tem cura, mas tem tratamento para controle dos sintomas.

    5. A escrita menor pode ser um sinal real?

    Sim. A micrografia é um sinal possível da doença.

    6. Toda pessoa com Parkinson tem tremor?

    Não. O tremor é comum, mas não aparece em todos os casos.

    7. Exercício físico ajuda?

    Sim. Atividade física e fisioterapia são consideradas partes importantes do cuidado.

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    Exames de sangue: como pequenas alterações podem indicar tendência futura?

  • 5 sintomas de hemorroida que não devem ser ignorados 

    5 sintomas de hemorroida que não devem ser ignorados 

    As hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas na região anal ou retal, que surgem quando a pressão nos vasos sanguíneos da área aumenta excessivamente. Isso pode acontecer por esforço físico ao evacuar, sedentarismo prolongado ou mesmo devido a gravidez, já que o crescimento do bebê aumenta a pressão pélvica e comprime os vasos sanguíneos locais.

    A partir da dilatação das veias, começam a aparecer os primeiros sintomas de hemorroidas, que variam conforme o tipo de hemorroida (interna ou externa) e o grau de inflamação.

    Quais os sintomas de hemorroidas?

    1. Coceira persistente (prurido)

    A coceira é um dos primeiros sinais a aparecer em um quadro hemorroidas, especialmente nas externas. Como a pele da região é muito sensível, qualquer irritação causada pela inflamação das veias, pelo atrito ou pela umidade local pode desencadear uma coceira persistente. Com o tempo, o ato de coçar pode causar mais irritação e aumentar o desconforto.

    Vale lembrar que a coceira frequente também pode estar relacionada a outros fatores, como higiene inadequada e dermatites na região, o que torna importante a avaliação médica.

    2. Pequenos caroços

    A presença de pequenas protuberâncias (do tamanho de grãos de feijão) na borda do ânus indica que o sangue pode estar coagulado dentro da veia. O processo, conhecido como trombose hemorroidária, é a complicação mais comum na condição e costuma provocar dor intensa e súbita, além de endurecimento e aumento do volume local.

    Nesses casos, a região pode ficar mais sensível ao toque, com vermelhidão e dificuldade para sentar ou evacuar.

    3. Inchaço ou sensação de peso

    Antes mesmo da dor aparecer, você pode sentir aquele desconforto ao sentar em superfícies duras ou a sensação de latejamento na região após longos períodos em pé.

    Com o aumento da pressão intra-abdominal, seja por esforço ou má postura, as veias hemorroidais se enchem de sangue e aumentam de tamanho, criando a sensacão de que há algo sendo empurrado de dentro para fora no canal anal.

    4. Dor intensa

    As hemorroidas tendem a ser indolores nos estágios iniciais, especialmente quando são internas, mas podem causar dor intensa à medida que o quadro piora.

    Ela normalmente está associada à formação de fissuras anais, que são pequenos cortes ou rachaduras no revestimento do ânus, causados pela passagem de fezes muito endurecidas em pacientes que convivem com prisão de ventre. A dor costuma ser mais intensa durante ou após as evacuações.

    5. Sangramentos

    O sangramento é mais comum nas hemorroidas internas, porque o tecido da região é mais delicado e sangra com facilidade. Na maioria das vezes, o sangue é vermelho vivo e pode aparecer no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário após evacuar.

    Como o sangramento também pode estar relacionado a outras condições mais sérias, como pólipos ou câncer colorretal, qualquer episódio deve ser avaliado por um profissional de saúde.

    Qual a diferença entre hemorroida interna e externa?

    A diferença entre a hemorroida interna e a hemorroida externa está principalmente na localização, nos sintomas e no tipo de desconforto que causam:

    • Internas: se formam dentro do resto, acima da abertura anal, e são revestidas por uma mucosa, uma espécie de tecido semelhante ao da parte interna da bochecha. Normalmente não causam dor, mas podem levar ao sangramento durante as evacuações;
    • Externas: são veias que se projetam para fora do ânus, normalmente devido a um esforço intenso para evacuar. Elas costumam causar dor, ardor, inchaço e desconforto, principalmente ao sentar ou evacuar, sendo bastante sensível ao toque. Em alguns casos, pode ocorrer a formação de um coágulo (trombose), o que intensifica a dor e o inchaço local.

    O diagnóstico de hemorroidas é feito durante uma consulta médica, a partir da avaliação dos sintomas e de um exame físico da região anal. O médico pode observar diretamente a área para identificar hemorroidas externas e realizar o toque retal para avaliar alterações internas.

    Quando o profissional suspeita de hemorroidas internas, pode ser indicada uma anuscopia, um exame simples que permite visualizar o interior do canal anal.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Perguntas frequentes

    1. Hemorroida pode virar câncer?

    Não. As hemorroidas são varizes (veias dilatadas) e não têm nenhuma relação biológica com o câncer. No entanto, como ambas as condições podem causar sangramento anal, é fundamental que um médico realize o diagnóstico para descartar doenças mais graves.

    2. Quem tem hemorroida precisa de cirurgia?

    A grande maioria dos casos (cerca de 80% a 90%) é tratada com mudanças na dieta, aumento da ingestão de água, pomadas específicas e banhos de assento. A cirurgia é reservada para graus avançados ou quando o tratamento clínico não funciona.

    3. Por que grávidas têm mais chance de ter hemorroidas?

    O aumento do volume do útero pressiona as veias da região pélvica e o aumento do hormônio progesterona relaxa as paredes das veias, facilitando a dilatação. Além disso, a constipação é comum na gestação, o que agrava o quadro.

    4. O que é o banho de assento e como ele ajuda?

    É o ato de sentar em uma bacia com água morna por 10 a 15 minutos. A temperatura da água promove o relaxamento do esfíncter anal e melhora a circulação local, reduzindo significativamente a dor e o inchaço.

    5. Quanto tempo dura uma crise de hemorroida?

    Uma crise aguda costuma durar de 7 a 10 dias com o tratamento adequado. Se houver trombose (um coágulo endurecido), o desconforto pode persistir por algumas semanas até que o corpo reabsorva o coágulo.

    6. Qual a melhor posição para evacuar?

    A posição de cócoras (com os pés elevados em um banquinho à frente do vaso) é a mais anatômica. Ela relaxa o músculo puborretal e retifica o canal anal, exigindo muito menos esforço para a saída das fezes.

    7. Sexo anal causa hemorroidas?

    A prática em si não causa hemorroidas, mas se já houver uma inflamação ou dilatação presente, o atrito pode causar dor, sangramento e agravar os sintomas. O uso de lubrificação adequada e o relaxamento são necessários.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

  • Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    O nome pode não ser tão conhecido quanto sífilis, gonorreia ou herpes genital, mas o cancro mole, também chamado de cancroide, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que merece atenção. Ele costuma se manifestar com feridas dolorosas na região genital e pode ser confundido com outras ISTs, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.

    Apesar de ser menos frequente do que outras infecções sexualmente transmissíveis, isso não significa que deva ser ignorado. O cancro mole precisa ser tratado corretamente, tanto para aliviar os sintomas quanto para reduzir o risco de transmissão e complicações, incluindo aumento da vulnerabilidade ao HIV.

    O que é cancro mole?

    O cancro mole é uma IST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. Trata-se de uma infecção ulcerativa que pode provocar feridas dolorosas na região genital. A úlcera está frequentemente associada a aumento doloroso dos gânglios da virilha.

    Diferentemente da sífilis, que costuma começar com uma ferida endurecida e geralmente indolor, o cancro mole tende a causar lesões dolorosas, de fundo sujo, bordas irregulares e maior inflamação local. Justamente por isso, ele entra no grupo das ISTs ulcerativas que precisam de avaliação médica cuidadosa para diferenciar uma condição da outra.

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão acontece principalmente por contato sexual sem proteção, quando há contato direto com as lesões ou secreções infectadas. Como as feridas concentram a bactéria, a relação sexual vaginal, anal ou oral sem preservativo aumenta o risco de contágio.

    A prevenção segue a lógica das demais ISTs. As medidas mais importantes são:

    • Uso de preservativo em todas as relações sexuais;
    • Procura por atendimento ao notar feridas, dor ou ínguas na virilha;
    • Evitar relações sexuais enquanto houver lesões ativas;
    • Testagem e avaliação para outras ISTs associadas;
    • Comunicação ao parceiro sexual para que ele também seja orientado e tratado, se necessário.

    Quais são os sintomas do cancro mole?

    O sinal mais característico é o aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas na região genital. Também podem surgir nódulos ou ínguas na virilha, que às vezes evoluem para inflamação importante.

    Em geral, os sintomas podem ser:

    • Pequenas lesões que evoluem rapidamente para úlceras dolorosas;
    • Feridas com bordas irregulares e base mole;
    • Dor ao toque ou durante a relação sexual;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Inflamação local intensa.

    Uma dificuldade importante é que outras ISTs também podem causar feridas genitais. Por isso, a pessoa não deve tentar adivinhar o diagnóstico só pela aparência da lesão. O exame clínico e, quando possível, a investigação complementar ajudam a direcionar o tratamento correto.

    Por que o cancro mole merece atenção?

    Além da dor e do desconforto, o cancro mole pode facilitar a transmissão e a aquisição do HIV. Isso acontece porque as úlceras rompem a barreira de proteção da pele e da mucosa, favorecendo a entrada de outros agentes infecciosos. O NIH descreve as úlceras genitais como cofator importante na transmissão do HIV.

    Sem tratamento, o quadro também pode evoluir com inflamação importante dos gânglios da virilha, cicatrizes e maior desconforto local. Ou seja, não é uma infecção que vale a pena esperar passar sozinha.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do cancro mole costuma ser clínico, ou seja, baseado na avaliação das lesões, da dor, da presença de ínguas e na exclusão de outras causas de úlcera genital.

    O diagnóstico definitivo é desafiador porque os testes laboratoriais não são amplamente disponíveis, o que torna a avaliação médica ainda mais importante.

    Na prática, o profissional de saúde costuma considerar o conjunto de fatores:

    • Presença de uma ou mais úlceras genitais dolorosas;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Ausência de evidência de sífilis em fase inicial;
    • Ausência de sinais típicos de herpes genital.

    Como é o tratamento?

    O tratamento é feito com antibióticos e costuma ter boa resposta quando iniciado corretamente. Quando bem-sucedido, o tratamento cura a infecção, melhora os sintomas e ajuda a interromper a transmissão.

    O tratamento não deve ser feito por conta própria, porque a escolha do antibiótico depende do quadro clínico e da suspeita diagnóstica. Além disso, como úlceras genitais podem ter outras causas, o uso aleatório de remédios pode mascarar sinais importantes.

    Como se prevenir?

    A prevenção do cancro mole passa pelas mesmas estratégias centrais de prevenção das ISTs. O uso consistente de preservativo reduz o risco, assim como a busca por atendimento diante de sintomas e o tratamento correto dos parceiros quando indicado.

    Também é importante lembrar que ter uma IST aumenta a chance de ter outras. Por isso, a consulta é uma oportunidade para conversar sobre testagem, vacinação quando aplicável e práticas sexuais mais seguras.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver ferida dolorosa na região genital, dor importante durante o contato íntimo, secreção associada ou ínguas dolorosas na virilha. Quanto antes o quadro for avaliado, mais rápido o tratamento pode começar e menor tende a ser o risco de complicações e transmissão.

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    Perguntas frequentes sobre cancro mole

    1. Cancro mole é a mesma coisa que sífilis?

    Não. Embora ambos possam causar feridas genitais, o cancro mole costuma provocar lesões dolorosas, enquanto a ferida inicial da sífilis geralmente é indolor.

    2. Cancro mole tem cura?

    Sim. O tratamento antibiótico costuma curar a infecção.

    3. Toda ferida genital dolorosa é cancro mole?

    Não. Outras ISTs, como herpes genital, também podem causar feridas dolorosas.

    4. Preciso avisar meu parceiro?

    Sim. Parceiros sexuais devem ser avaliados e orientados.

    5. O cancro mole aumenta risco de HIV?

    Sim. Úlceras genitais facilitam transmissão e aquisição do HIV.

    6. Posso esperar a ferida sumir sozinha?

    Não é o ideal. O quadro deve ser avaliado e tratado.

    7. Preservativo ajuda a prevenir?

    Sim, ele reduz o risco de transmissão de ISTs, inclusive do cancro mole.

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