Autor: Dra. Juliana Soares

  • Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    A dipirona é um remédio muito popular no Brasil para aliviar dor e febre. Presente em casas, farmácias e hospitais, ela costuma ser a primeira escolha em muitos casos simples, como dor de cabeça, febre ou mal-estar.

    Ainda assim, por ser tão comum, muitas pessoas acabam utilizando o remédio sem orientação adequada, o que pode trazer riscos, especialmente em situações específicas.

    Apesar de ser considerada segura quando usada corretamente, a dipirona não é isenta de efeitos adversos. Inclusive, em alguns países, o medicamento foi restringido ou proibido devido a um efeito raro, mas potencialmente grave.

    Por isso, entender como ela funciona, quando usar e quais cuidados tomar é bem importante para um uso ainda mais seguro.

    O que é a dipirona?

    A dipirona, também chamada de metamizol, é um medicamento com ação analgésica e antitérmica. Isso significa que ela é usada principalmente para aliviar dor e reduzir febre.

    Ela pertence a um grupo de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e também têm efeito sobre substâncias envolvidas na dor e na febre. Diferentemente dos anti-inflamatórios clássicos, a dipirona não tem uma ação anti-inflamatória tão forte, sendo mais indicada para controle de sintomas.

    Para que serve a dipirona?

    A dipirona é indicada para o alívio de dores leves a moderadas e para controle da febre. Ela é muito usada em casa e em hospitais.

    As situações que mais levam as pessoas a usarem dipirona são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor de dente;
    • Dor muscular;
    • Cólicas;
    • Febre;
    • Dor pós-procedimentos simples.

    Em ambiente hospitalar, também pode ser usada para dores mais intensas, muitas vezes em combinação com outros medicamentos.

    Como a dipirona funciona no corpo?

    A dipirona age diminuindo a produção de substâncias relacionadas à dor e à febre, especialmente as prostaglandinas. Ela também parece ter efeito direto no sistema nervoso central, o que ajuda a modular a percepção da dor.

    É por isso que o medicamento pode ser eficaz tanto para aliviar dor quanto para reduzir a febre, especialmente em casos de infecção ou inflamação leves.

    Quando a dipirona pode ser uma boa opção?

    A dipirona costuma ser uma boa escolha para:

    • Quadros de febre;
    • Dores leves a moderadas;
    • Situações em que anti-inflamatórios não são indicados;
    • Pacientes que não toleram bem outros analgésicos.

    Ela é muito usada como alternativa ao paracetamol e ao ibuprofeno, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma.

    Quais são os principais efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas usa dipirona sem apresentar nenhum problema. Ainda assim, como qualquer medicamento, ela pode causar efeitos adversos.

    Os mais comuns são:

    • Queda da pressão arterial (especialmente em uso intravenoso);
    • Reações alérgicas;
    • Náuseas ou desconforto;
    • Tontura.

    Existe também um efeito raro, mas importante, chamado agranulocitose, que é uma redução grave das células de defesa do organismo. Esse risco, porém, é considerado muito baixo.

    Por que a dipirona é proibida em alguns países?

    A dipirona é proibida ou restrita em alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido e partes da Europa, principalmente por causa do risco da agranulocitose, um efeito colateral raro.

    A agranulocitose é uma condição em que há queda acentuada dos glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo. Quando isso acontece, o corpo fica mais vulnerável a infecções graves, que podem evoluir rapidamente se não forem tratadas.

    Apesar de rara, essa condição é potencialmente grave e exige atenção. Os sinais de alerta podem são:

    • Febre persistente;
    • Dor de garganta;
    • Infecções frequentes ou incomuns.

    O ponto importante é que esse risco é considerado muito raro, mas ainda assim foi suficiente para levar alguns países a adotarem uma postura mais restritiva, especialmente onde existem alternativas amplamente disponíveis.

    Por outro lado, em países como o Brasil, a dipirona continua liberada e é muito utilizada. Quando usada corretamente, a dipirona apresenta um perfil de segurança muito aceitável.

    Não existe um consenso global absoluto sobre o medicamento. O que há são diferentes avaliações de risco e benefício, levando em conta fatores como frequência do efeito adverso, disponibilidade de alternativas e perfil da população.

    Isso reforça um ponto importante: mesmo medicamentos comuns devem ser usados com consciência e, sempre que possível, com orientação de um profissional de saúde.

    Quem deve ter mais cuidado ao usar dipirona?

    Algumas pessoas precisam de atenção especial ao usar o medicamento:

    • Pessoas com histórico de alergia à dipirona;
    • Pacientes com problemas hematológicos;
    • Pessoas com pressão baixa;
    • Gestantes (uso deve ser avaliado);
    • Pessoas em uso de outros medicamentos que afetam o sistema imunológico.

    Nesses casos, o uso deve sempre ser orientado por um profissional de saúde.

    Posso usar dipirona com frequência?

    O uso ocasional costuma ser seguro para a maioria das pessoas. O uso frequente, no entanto, pode indicar um problema de saúde que precisa ser investigado.

    Se a pessoa precisa tomar dipirona com frequência para dor ou febre, o ideal é procurar avaliação médica para entender a causa do sintoma, em vez de apenas tratar repetidamente o desconforto.

    Dipirona ou ibuprofeno: qual escolher?

    A escolha depende da situação. A dipirona é mais focada em dor e febre, enquanto o ibuprofeno também tem ação anti-inflamatória mais forte.

    Em geral:

    • Dipirona pode ser preferida para febre e dores gerais;
    • Ibuprofeno pode ser mais indicado em quadros inflamatórios.

    Mas essa decisão deve considerar a orientação de um profissional de saúde.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes sobre dipirona

    1. Dipirona serve para febre?

    Sim. Ela é amplamente utilizada como antitérmico.

    2. Dipirona serve para dor?

    Sim, especialmente dores leves a moderadas.

    3. Dipirona é anti-inflamatório?

    Não é considerada um anti-inflamatório clássico.

    4. Pode tomar dipirona todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    5. Dipirona faz mal?

    Quando usada corretamente, é segura, mas pode causar efeitos adversos.

    6. O que é agranulocitose?

    É uma queda grave das células de defesa do organismo, efeito raro associado à dipirona.

    7. Dipirona é proibida no Brasil?

    Não. O medicamento é autorizado e muito usado no país.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Sabia que o magnésio é um dos minerais mais importantes para o corpo humano? Ele participa de mais de 300 reações bioquímicas, que vão desde a produção de energia e o relaxamento muscular até o bom funcionamento do cérebro e do coração.

    No entanto, ao procurar por suplementação, é comum ter dúvidas sobre qual tipo comprar. Com nomes como dimalato, quelato, treonato e cloreto, muitas pessoas acreditam que o efeito é sempre o mesmo, mas cada forma de magnésio tem uma absorção diferente e age de maneira específica no organismo. A seguir, te explicamos tudo que você precisa saber.

    O que é o magnésio e para que serve?

    O magnésio é um mineral essencial e eletrólito que atua em mais de 300 reações bioquímicas no corpo humano, incluindo:

    • Saúde muscular: ajuda na contração e, principalmente, no relaxamento dos músculos, sendo um aliado importante na prevenção de cãibras e espasmos;
    • Fortalecimento dos ossos: atua junto com o cálcio e a vitamina D para manter a densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose;
    • Funcionamento do sistema nervoso: auxilia na regulação de neurotransmissores, o que impacta diretamente no controle do estresse, da ansiedade e na melhora da qualidade do sono;
    • Produção de energia: é fundamental no processo de conversão dos alimentos em energia (ATP), combatendo a fadiga e o cansaço excessivo;
    • Saúde cardiovascular: ajuda a manter o ritmo cardíaco estável e auxilia no relaxamento dos vasos sanguíneos, contribuindo para o controle da pressão arterial;
    • Regulação da glicemia: participa do metabolismo da glicose e da sensibilidade à insulina, sendo importante para prevenir e controlar o diabetes tipo 2.

    Ele pode ser encontrado naturalmente em alimentos, mas também é usado na forma de suplementos para garantir que os níveis ideais sejam mantidos, especialmente em pessoas com dietas pobres em nutrientes ou com dificuldades de absorção.

    Quando a suplementação de magnésio é indicada?

    A suplementação de magnésio é indicada principalmente quando há uma deficiência comprovada por exames de sangue ou quando o estilo de vida e certas condições de saúde aumentam a demanda do corpo por esse mineral, como:

    • Deficiência de magnésio confirmada em exames;
    • Alimentação pobre em magnésio (dieta muito restrita ou ultraprocessada);
    • Cãibras musculares frequentes;
    • Fadiga e fraqueza sem causa clara;
    • Estresse elevado e ansiedade;
    • Dificuldade para dormir (insônia leve);
    • Enxaquecas recorrentes;
    • Síndrome pré-menstrual (TPM) intensa;
    • Constipação intestinal;
    • Uso de medicamentos que reduzem magnésio (como diuréticos ou alguns antiácidos);
    • Diabetes tipo 2 ou resistência à insulina;
    • Consumo frequente de álcool;
    • Prática intensa de atividade física.

    A indicação deve ser feita sempre por um profissional de saúde, pois o excesso de magnésio pode causar efeitos colaterais como diarreia, cólica, queda de pressão, diminuição dos batimentos cardíacos e fraqueza muscular, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    Magnésio é tudo igual?

    A resposta é não. Apesar de todos os suplementos conterem o mesmo mineral, o magnésio não é encontrado de forma isolada na natureza ou nas cápsulas. Ele precisa estar ligado a outra substância para que o corpo consiga absorvê-lo. Dependendo do tipo, o magnésio pode agir mais no cérebro, nos músculos ou no intestino.

    Na prática, o que muda é a forma como o corpo absorve o nutriente: alguns tipos são melhor aproveitados e agem de forma mais direcionada, enquanto outros são menos absorvidos e acabam tendo efeito mais laxante, sendo mais usados em casos de prisão de ventre.

    Quais os principais tipos de magnésio?

    Segundo Juliana, existem três tipos principais de magnésio, sendo eles:

    1. Magnésio dimalato

    O magnésio dimalato é um suplemento que combina magnésio com ácido málico, sendo uma das formas mais recomendadas para quem sofre de dores crônicas, fibromialgia ou cansaço muscular. O ácido málico ajuda na produção de energia celular, sendo bastante útil para aumentar a disposição e reduzir a fadiga ao longo do dia.

    2. Magnésio treonato

    O magnésio treonato é uma forma altamente absorvível de magnésio capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, sendo ideal para melhorar a memória e a concentração, segundo Juliana. É usado especialmente para reduzir ansiedade e estresse, além de auxiliar na qualidade do sono por estimular a produção de melatonina.

    3. Magnésio quelato (bisglicinato)

    O magnésio quelado é uma forma de suplemento com altíssima absorção, ligado a duas moléculas de glicina (aminoácido). Por ser ele melhor absorvido pelo intestino, ele é ideal para relaxamento neuromuscular, melhora do sono, redução de ansiedade e saúde óssea.

    Outros tipos de magnésio

    4. Cloreto de magnésio

    O cloreto de magnésio é a forma mais clássica e acessível, normalmente vendida em pó ou cápsulas. Ele combina o magnésio com o cloro, um elemento que favorece a produção de ácido clorídrico no estômago. Assim, ele costuma ser usado por pessoas com dificuldades digestivas ou baixa acidez gástrica, ajudando na quebra dos alimentos e na absorção de outros nutrientes.

    5. Citrato de magnésio

    O citrato de magnésio combina o mineral com o ácido cítrico, usado especialmente para melhorar a absorção no organismo e auxiliar o funcionamento do intestino, ajudando em casos de prisão de ventre. Por ter uma boa biodisponibilidade, ele é bem aproveitado pelo corpo e também pode ajudar na função muscular, no relaxamento e na prevenção de cãibras.

    6. Sulfato de magnésio (Sal de Epsom)

    O Sal de Epsom é um mineral natural usado para relaxamento muscular, alívio de dores, melhora da qualidade do sono e esfoliação da pele. Rico em magnésio, é absorvido em banhos quentes ou escalda-pés, ajudando a combater inflamações, estresse e dores articulares (artrite/artrose).

    Como escolher o melhor magnésio para você?

    Para escolher o melhor magnésio, o médico precisa identificar qual é a principal necessidade, já que a substância ligada ao mineral direciona a ação para diferentes partes do corpo. Ao analisar as opções, vale considerar os seguintes pontos principais:

    • Identifique se você precisa de ajuda para o sono, energia, digestão ou cognição;
    • Verifique o quanto o corpo consegue absorver daquela forma específica;
    • Avalie se você tem tendência a ter o intestino solto antes de tomar cloretos ou citratos;
    • Confira no rótulo a quantidade real de magnésio puro por dose, e não apenas o peso total da cápsula;
    • Defina se prefere tomar pela manhã (para energia) ou à noite (para relaxamento e sono).

    Se o foco for combater o cansaço e as dores musculares, as formas ligadas ao ácido málico são boas opções, porque ajudam na produção de energia. Já para quem busca melhorar o foco e a memória, existem tipos que chegam com mais facilidade ao cérebro.

    Por outro lado, se a intenção for regular o intestino, as formas que puxam água para as fezes são as mais indicadas.

    Também é importante considerar a sensibilidade do sistema digestivo, pois as formas mais simples podem causar desconforto ou efeito laxante em algumas pessoas, enquanto as versões queladas costumam ser mais suaves e melhor toleradas.

    Como tomar o magnésio?

    A forma correta de tomar magnésio depende do objetivo, mas normalmente é recomendado tomar as cápsulas junto com as refeições, para melhorar a absorção e evitar desconforto no estômago.

    Se a ideia for aumentar a disposição e ajudar na performance muscular, o ideal é tomar pela manhã. Já para quem busca relaxamento, melhora do sono e recuperação do corpo, o mais indicado é tomar à noite, cerca de uma a duas horas antes de dormir.

    Também é importante seguir a dose orientada por um profissional e evitar tomar em jejum ou em altas quantidades, já que isso pode causar efeito laxante.

    Quem deve evitar o uso de magnésio?

    O uso do magnésio costuma ser seguro, mas algumas pessoas precisam evitar ou usar com cautela, sempre com orientação profissional:

    • Pessoas com doença renal, principalmente insuficiência renal;
    • Quem faz diálise;
    • Pessoas com níveis altos de magnésio no sangue;
    • Uso de alguns medicamentos, como certos antibióticos, diuréticos ou remédios para o coração;
    • Problemas intestinais sensíveis, como diarreia frequente;
    • Gestantes e lactantes, sem orientação médica.

    O uso de qualquer suplementação só deve ser feito sob orientação e acompanhamento médico. Não se automedique!

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar magnésio em jejum?

    Não é recomendado, pois pode causar náuseas ou desconforto abdominal em pessoas sensíveis. O ideal é ingerir junto com uma refeição.

    2. Magnésio engorda ou emagrece?

    Não. Ele não possui calorias e não interfere diretamente no ganho ou perda de peso, embora ajude no metabolismo da glicose.

    3. Quanto tempo demora para o magnésio fazer efeito?

    Para benefícios musculares e de sono, os efeitos podem surgir em poucos dias. Para correção de deficiências crônicas, o uso contínuo por 4 a 12 semanas costuma ser necessário.

    4. Posso tomar magnésio todos os dias?

    Sim, desde que a dose esteja dentro do limite diário recomendado por um profissional de saúde.

    5. Quais são os efeitos colaterais do excesso?

    Diarreia, náuseas, queda excessiva da pressão arterial e, em casos graves, arritmias cardíacas.

    7. Magnésio corta o efeito de algum remédio?

    Pode reduzir a absorção de antibióticos (tetraciclinas) e remédios para osteoporose (bifosfonatos). Deve haver um intervalo de pelo menos 2 horas entre eles.

    8. Posso tomar magnésio com café?

    Não é o ideal. A cafeína tem um efeito diurético que pode acelerar a eliminação de minerais, e os taninos do café podem atrapalhar a absorção do magnésio. O ideal é dar um intervalo de pelo menos 30 minutos.

    9. Crianças podem tomar suplemento de magnésio?

    Apenas sob orientação do pediatra. Geralmente, as crianças conseguem atingir as metas diárias através da alimentação (banana, aveia, feijão), sendo a suplementação reservada para casos específicos de carência.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

  • Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Café da tarde saudável: o que escolher para manter energia? 

    Você já sentiu aquele cansaço repentino no meio da tarde, logo após o almoço, que parece drenar toda a sua disposição para o restante do dia? A sensação, que normalmente aparece acompanhada da vontade de comer doces, é um sinal de que o corpo pode estar precisando de energia para manter o foco mental e as funções vitais.

    Mas então, o que incluir no café da tarde para manter a produtividade até o final do dia? A seguir, veja o que comer para evitar os picos de fome e como combinar proteínas e fibras de forma prática.

    O que comer no café da tarde para ter energia?

    No café da tarde, o recomendado é evitar o pico de insulina causado por doces e pães brancos, que até gera uma energia rápida, mas provoca um cansaço ainda maior logo em seguida. Para manter a disposição, o café da tarde ideal deve conter:

    • Carboidratos complexos: são alimentos que fornecem energia de forma mais lenta e equilibrada para o organismo, diferente dos carboidratos simples, presentes em doces e produtos muito açucarados, que costumam causar picos rápidos de energia seguidos por cansaço;
    • Proteínas de boa qualidade: participam da construção e manutenção dos tecidos do corpo, mas também têm um papel importante na saciedade, porque a digestão costuma ser mais lenta;
    • Gorduras saudáveis: ajudam na absorção de vitaminas, participam do funcionamento hormonal e ainda aumentam a saciedade, fazendo com que o corpo se sinta satisfeito por mais tempo;
    • Fibras: são componentes presentes principalmente em frutas, verduras, sementes, farelos e cereais integrais, e possuem a capacidade de retardar a digestão dos alimentos. Consequentemente, elas favorecem uma liberação de energia mais constante e prolongam a sensação de saciedade durante a tarde.

    Assim, o organismo recebe energia de forma mais equilibrada, ajudando a reduzir o cansaço físico e mental, melhorar a concentração e manter a produtividade ao longo da tarde, sem depender de estimulantes em excesso ou de lanches ultraprocessados.

    Melhores alimentos para combater o cansaço à tarde

    Para combater a fadiga e recuperar o foco, o ideal é priorizar alimentos que entreguem vitaminas e minerais específicos para o metabolismo energético, como:

    1. Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas)

    As oleaginosas são excelentes fontes de magnésio, gorduras boas e ômega-3, nutrientes importantes para a produção de energia e para o funcionamento do cérebro.

    O magnésio participa de centenas de reações metabólicas no organismo, incluindo os processos ligados à produção de ATP, que funciona como a principal fonte de energia das células. Além disso, as gorduras saudáveis presentes nos alimentos ajudam na saúde cerebral, na saciedade e até no controle da inflamação do organismo.

    2. Aveia

    Rica em beta-glucanas, um tipo de fibra solúvel, a aveia ajuda a desacelerar a absorção do açúcar no sangue, evitando oscilações rápidas de energia ao longo da tarde. Na prática, isso permite que o cérebro receba glicose de maneira mais gradual e constante, favorecendo a concentração, o foco e a disposição por mais tempo.

    3. Frutas vermelhas e cítricas

    Morangos, mirtilos, framboesas, laranjas e tangerinas são ricos em antioxidantes e vitamina C, nutrientes que ajudam a combater o estresse oxidativo, processo ligado ao envelhecimento celular e à sensação de fadiga física e mental. As frutas também fornecem água, fibras e carboidratos naturais, funcionando como uma fonte rápida e equilibrada de energia para o organismo.

    4. Iogurte natural ou kefir

    Além de fornecerem proteínas que ajudam na saciedade e na manutenção da massa muscular, o iogurte natural e o kefir também são fontes de probióticos, micro-organismos benéficos para a saúde intestinal.

    Atualmente, não é novidade que o intestino possui uma relação direta com a produção de neurotransmissores ligados ao humor, ao bem-estar e à disposição, como a serotonina. Por isso, manter a flora intestinal equilibrada também pode influenciar nos níveis de energia ao longo do dia.

    5. Sementes (chia, abóbora ou girassol)

    Mesmo em pequenas porções, sementes como chia, abóbora e girassol oferecem nutrientes importantes, como ferro, zinco, magnésio e gorduras saudáveis.

    O ferro participa do transporte de oxigênio pelo sangue, enquanto o zinco atua no funcionamento do sistema imunológico e do sistema nervoso. Já a chia ainda fornece fibras que ajudam na saciedade e contribuem para uma liberação mais lenta de energia.

    6. Chocolate amargo (mínimo 70%)

    O cacau é rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e favorecem o funcionamento do cérebro.

    Ele também contém pequenas doses naturais de cafeína e teobromina, substâncias capazes de aumentar o estado de alerta, melhorar o raciocínio e trazer uma sensação leve de bem-estar, sem provocar a agitação que costuma acontecer após o consumo excessivo de bebidas estimulantes.

    Mas e se eu precisar de um lanche rápido?

    Se a sua rotina está mais agitada e você precisa de uma opção mais rápida e fácil de preparar, o ideal é priorizar alimentos que consigam combinar praticidade com equilíbrio nutricional, como:

    • Mix de castanhas e frutas secas: uma combinação de nozes, amêndoas e uvas-passas (sem açúcar adicionado) oferece gorduras boas e energia imediata. Basta deixar porções prontas em potinhos;
    • Fruta com farelo de aveia: uma banana ou maçã polvilhada com uma colher de aveia ou sementes de chia aumenta o aporte de fibras e evita a fome logo após o consumo;
    • Iogurte individual com sementes: opte pelas versões desnatadas ou naturais e adicione sementes de girassol ou abóbora para dar crocância e minerais;
    • Ovo cozido: pode ser preparado com antecedência e conservado na geladeira. É uma das fontes de proteína mais completas e práticas para o meio da tarde;
    • Barra de proteína ou cereais caseira: se optar pelas compradas, verifique o rótulo, pois os primeiros ingredientes não devem ser açúcar ou xarope de glicose. Escolha as que possuem maior teor de fibras e oleaginosas.

    Importante: evite substituir o lanche por biscoitos recheados ou salgadinhos de pacote. Apesar de práticos, eles são pobres em nutrientes e ricos em sódio, o que pode causar retenção de líquidos e aumentar ainda mais a sensação de cansaço.

    O que evitar no lanche da tarde?

    Para manter os níveis de energia do corpo estáveis, vale evitar o consumo de alimentos que elevam rapidamente o açúcar no sangue, mas logo em seguida causam uma queda brusca, o que pode te deixar ainda mais exausto e com fome. Por exemplo:

    • Bolachas recheadas, bolos industriais e doces de confeitaria;
    • Pão francês, salgados fritos ou assados e biscoitos de água e sal;
    • Sucos de caixinha, refrigerantes e chás industrializados;
    • Café em excesso ou com açúcar;
    • Alimentos ultraprocessados, como salgadinhos de pacote e embutidos.

    Uma dica interessante é substituir o açúcar refinado por opções naturais, como o mel ou o próprio açúcar das frutas. Você também pode trocar as farinhas brancas pelas integrais.

    Dicas para você não exagerar na quantidade

    Mesmo com escolhas saudáveis, também é importante ficar atento a quantidade consumida, pois comer em excesso desvia o fluxo sanguíneo para a digestão, o que acaba te deixando mais cansado. Veja algumas dicas:

    • Beba um copo de água antes de começar a comer;
    • Mastigue bem os alimentos para sentir a saciedade;
    • Faça o lanche longe do celular ou do computador;
    • Separe a porção em um prato pequeno em vez de comer direto do pacote;
    • Priorize alimentos com fibras e proteínas para satisfazer a fome com menos volume;
    • Coma devagar para dar tempo ao cérebro de processar que você está satisfeito.

    Vale reforçar que, se você tem o diagnóstico de diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, as escolhas na alimentação precisam de mais atenção. Nesses casos, o acompanhamento com um nutricionista é importante para ajustar as porções e escolher os tipos mais adequados de carboidratos e gorduras.

    Confira: Gorduras boas: como incluir na dieta de quem treina?

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para o café da tarde?

    O ideal é lanchar entre 3 a 4 horas após o almoço para evitar grandes quedas de glicose.

    2. Pão integral é liberado?

    Sim, pois as fibras do pão integral liberam energia gradualmente, ao contrário do pão branco.

    3. Posso beber café no lanche da tarde?

    Sim, mas evite adoçar e consuma no máximo até as 16h para não prejudicar o sono.

    4. Tapioca é saudável para o café da tarde?

    A tapioca tem alto índice glicêmico; para ser saudável, deve ser recheada com fibras (chia) e proteínas (frango ou ovo).

    5. Castanhas engordam?

    Apenas se consumidas em excesso; a porção ideal é de cerca de 30 gramas por dia.

    6. Posso substituir o lanche por um suco detox?

    O suco sozinho pode não saciar; o ideal é manter o consumo de fibras sólidas para evitar a fome logo em seguida.

    7. O que fazer se eu esquecer de lanchar?

    Não tente compensar dobrando a porção no jantar; faça um lanche leve assim que possível para evitar compulsão noturna.

    Leia também: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

  • Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar? 

    Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar? 

    Você já ouviu falar em sudorese noturna? O termo é usado para descrever aquele suor intenso que aparece durante a noite, a ponto de molhar a roupa de dormir e até os lençois.

    Diferente da transpiração que ocorre por causa de um ambiente abafado ou de um cobertor mais pesado, o sintoma aparece mesmo em temperaturas amenas e, normalmente, de forma repentina.

    A seguir, esclarecemos o que pode estar causando o suor noturno excessivo e quando é importante ir ao médico.

    O que pode causar o suor noturno excessivo?

    O suor noturno não é uma doença em si, mas um sintoma que pode estar relacionado a diversos processos do corpo.

    Quando o sistema nervoso percebe que a temperatura interna está subindo, ele ativa as glândulas sudoríparas para resfriar o organismo. No entanto, várias condições podem desregular o termostato natural durante o sono, como:

    1. Alterações hormonais

    As alterações hormonais são as principais causas do suor noturno excessivo, especialmente em mulheres. A queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa ou no período pré-menstrual interfere na regulação térmica do cérebro, provocando as famosas ondas de calor (fogachos) que também ocorrem à noite.

    2. Ansiedade e estresse

    O estado de alerta constante provocado pela ansiedade mantém o sistema nervoso simpático ativado por mais tempo do que o ideal, o que resulta em um aumento da frequência cardíaca, maior liberação de hormônios como o cortisol e elevação da temperatura corporal.

    Consequentemente, é comum ter episódios de suor frio durante a noite, muitas vezes acompanhados de sensação de inquietação e dificuldade para voltar a dormir. Em casos mais intensos, a pessoa pode acordar com a sensação de tensão no corpo, respiração acelerada e até palpitações.

    3. Infecções

    O aumento da temperatura corporal é um dos mecanismos de defesa do organismo durante quadros de infecção, como a gripe ou o resfriado, pois dificulta a multiplicação de vírus e bactérias. Quando a temperatura começa a cair, é comum ocorrer a sudorese, especialmente durante a noite, como uma forma de regular o calor interno.

    O processo faz parte da resposta do sistema imunológico e, normalmente, o sintoma desaparece conforme a infecção é tratada.

    4. Apneia obstrutiva do sono

    A pessoa com apneia do sono apresenta pausas na respiração durante a noite, muitas vezes sem perceber. A cada pausa, o nível de oxigênio cai, e o corpo precisa fazer um esforço extra para normalizar a respiração.

    Assim, o processo é interpretado pelo organismo como um estado de alerta, ativando o sistema nervoso e liberando hormônios como a adrenalina, o que gera um intenso estresse físico.

    Como consequência, pode ocorrer uma sudorese excessiva, principalmente na região do pescoço, do tórax e da cabeça. Além do suor, você pode acordar cansado, com dor de cabeça, boca seca e sensação de sono não reparador.

    5. Hipoglicemia

    A queda do nível de açúcar no sangue durante a noite é mais comum em pessoas que usam insulina ou medicamentos para diabetes. O organismo reage a essa queda liberando hormônios como a adrenalina, como se estivesse diante de uma situação de perigo, o que também pode causar tremores, coração acelerado e até confusão ao acordar.

    6. Uso de medicamentos

    O suor noturno excessivo é um efeito colateral que pode surgir com o uso de alguns medicamentos, em especial os que interferem em áreas do cérebro responsáveis pela regulação da temperatura corporal. Alguns exemplos incluem:

    • Antidepressivos;
    • Antitérmicos, como o paracetamol e a aspirina;
    • Medicamentos para reposição hormonal;
    • Remédios para o tratamento da pressão alta.

    Nesses casos, o suor tende a aparecer de forma recorrente após o início do uso do remédio. Quando o sintoma causa desconforto ou afeta a qualidade do sono, vale conversar com o médico para avaliar possíveis ajustes na dose ou alternativas de tratamento.

    7. Problemas na tireoide

    Os distúrbios da tireoide estão entre as causas mais frequentes de suor noturno, especialmente o hipertireoidismo. Quando a glândula produz hormônios em excesso, ela acelera o metabolismo basal, como se o termostato natural do corpo estivesse ajustado para uma temperatura muito alta.

    O estado de hiperatividade faz com que o organismo produza mais calor interno e tenha dificuldade para se resfriar, provocando o suor intenso mesmo em ambientes frescos.

    Além da sudorese, o quadro costuma vir acompanhado de outros sinais de alerta, como batimentos cardíacos acelerados, tremores nas mãos, irritabilidade e perda de peso sem causa aparente.

    O suor noturno pode ser sinal de câncer?

    Em casos raros, quando o suor excessivo está associado ao câncer, ele costuma aparecer em quadros como linfomas, que são cânceres do sistema linfático, e algumas leucemias. Nesses casos, o suor tende a ser intenso, frequente e persistente, a ponto de encharcar roupas e lençois com regularidade, independentemente da temperatura do quarto.

    No entanto, é importante ter atenção quando o suor noturno vem acompanhado de outros sinais, como:

    • A perda de peso sem explicação;
    • A febre persistente;
    • O cansaço excessivo;
    • O aumento de gânglios (ínguas), principalmente no pescoço, nas axilas ou na virilha.

    Se o suor noturno frequente estiver associado a qualquer um dos sinais, é fundamental buscar uma avaliação médica para uma investigação mais detalhada.

    Como aliviar o suor excessivo à noite?

    Se a causa do suor noturno não for uma condição de saúde, algumas mudanças no ambiente e nos hábitos podem reduzir drasticamente o desconforto, como:

    • Use tecidos de algodão ou linho, que permitem que a pele respire, e evite materiais sintéticos como poliéster;
    • Mantenha o ambiente bem ventilado, usando ventiladores ou ar-condicionado em temperaturas amenas;
    • Prefira usar várias mantas leves em vez de um único edredom pesado, facilitando o ajuste durante a noite;
    • Evite jantares pesados e alimentos termogênicos, como pimenta, gengibre e cafeína, antes de dormir;
    • Evite o consumo de álcool à noite, pois ele dilata os vasos sanguíneos e aumenta o calor corporal;
    • Beba um copo de água fresca antes de deitar e mantenha uma garrafa ao lado da cama;
    • Tome um banho em temperatura agradável (nem quente, nem frio) para ajudar o corpo a relaxar e resfriar;
    • Pratique técnicas de respiração ou meditação para evitar que o estresse ative o suor por nervosismo.

    Além das medidas práticas, é importante observar o horário em que o suor ocorre. Se a transpiração for persistente mesmo após você ajustar o ambiente e trocar os tecidos da cama, pode ser um sinal de que o corpo não está conseguindo realizar a termorregulação sozinho.

    Quando ir ao médico?

    Procure um profissional de saúde nas seguintes situações:

    • Persistência do suor noturno por mais de duas ou três semanas seguidas;
    • Interrupção do sono para trocar roupas ou lençois;
    • Presença de febre, mesmo que baixa e recorrente;
    • Perda de peso sem mudança na rotina;
    • Presença de outros sinais, como cansaço, tosse, dor ou ínguas;
    • Início do suor após mudança de medicação.

    Como o suor noturno pode ser um sintoma silencioso de várias questões de saúde, o acompanhamento médico é recomendado sempre que ele for persistente.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado suor noturno excessivo?

    É a transpiração intensa que ocorre durante o sono, a ponto de molhar as roupas de dormir e os lençóis, mesmo quando o ambiente não está excessivamente quente.

    2. Suor noturno em homens é sinal de quê?

    Pode indicar baixos níveis de testosterona (andropausa), apneia do sono, estresse ou até consumo excessivo de álcool.

    3. Refluxo pode causar transpiração à noite?

    Embora menos comum que a azia, o estresse físico causado pelo retorno do ácido ao esôfago pode desencadear sudorese em algumas pessoas.

    4. O que é “suor frio” ao dormir?

    É o suor que ocorre sem o aumento da temperatura corporal, normalmente ligado a quedas de pressão, hipoglicemia ou crises de pânico.

    5. Qual o melhor tecido para quem sua muito?

    O algodão e o linho são os melhores, pois absorvem a umidade e permitem que a pele respire. Evite tecidos sintéticos como o poliéster.

    6. Tomar banho gelado antes de dormir ajuda?

    O ideal é o banho morno. O banho gelado pode causar um efeito rebote, fazendo o corpo trabalhar para se aquecer logo em seguida.

    7. É normal suar apenas na cabeça durante o sono?

    Em adultos, isso pode estar ligado ao estresse, apneia do sono ou problemas na tireoide. Se for em crianças, frequentemente é normal devido ao amadurecimento do sistema de regulação térmica, mas deve ser avaliado se houver febre.

    8. O que é a hiperidrose idiopática?

    É uma condição onde a pessoa apresenta suor excessivo sem uma causa médica aparente. Nesses casos, as glândulas sudoríparas são apenas hiperativas por questões genéticas ou constitucionais.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

  • Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Como fazer lavagem nasal em casa? Veja o passo a passo

    Você tem o hábito de fazer a limpeza nasal? A prática contribui para manter as vias respiratórias livres de impurezas, excesso de muco e agentes alergênicos, como poeira e pólen. Se feita da forma correta, a limpeza ajuda a prevenir crises de rinite, sinusite e até resfriados, trazendo a sensação imediata de alívio e facilitando a respiração.

    A cavidade nasal funciona como a primeira barreira de defesa do organismo, filtrando partículas do ar e ajudando a umidificar o ar que chega aos pulmões. No entanto, quando há acúmulo de secreções ou exposição frequente a poluentes, a função pode ficar comprometida, favorecendo o surgimento de sintomas como congestão, coriza e irritação.

    Para que serve a limpeza nasal?

    A limpeza nasal serve para higienizar as vias respiratórias e manter o bom funcionamento da mucosa do nariz, que é a primeira barreira de defesa do organismo. Na prática, a lavagem ajuda a remover o excesso de muco, partículas de poeira, poluição, vírus e outros agentes irritantes que ficam acumulados ao longo do dia.

    Além disso, a limpeza nasal também contribui para:

    • Reduzir a congestão nasal;
    • Aliviar sintomas de rinite e sinusite;
    • Prevenir infecções respiratórias;
    • Hidratar a mucosa nasal;
    • Melhorar a qualidade do sono, principalmente em quem tem o nariz entupido.

    Por ser uma medida segura, a limpeza pode ser feita regularmente, especialmente em períodos de clima seco, crises alérgicas ou quadros de resfriado.

    Como fazer a limpeza nasal corretamente?

    A limpeza nasal deve ser feita com soro fisiológico 0,9%, que pode estar em temperatura ambiente ou levemente morno (nunca quente, para não irritar a mucosa). Para aplicar, você pode utilizar uma seringa sem agulha, um frasco próprio para lavagem nasal ou dispositivos específicos, como squeeze e neti pot, que ajudam a controlar melhor o fluxo do líquido.

    Veja o passo a passo:

    • Incline levemente a cabeça para o lado, posicionando-se sobre uma pia, para evitar que o líquido escorra pelo rosto;
    • Mantenha a boca aberta durante todo o processo, respirando por ela para não causar pressão nos ouvidos;
    • Introduza delicadamente o bico do aplicador na narina que está mais alta, vedando levemente a entrada;
    • Aplique o soro de forma contínua e suave, sem forçar, permitindo que o líquido percorra a cavidade nasal;
    • Deixe o soro sair naturalmente pela outra narina ou pela boca, carregando as secreções e impurezas;
    • Repita o processo do outro lado, inclinando a cabeça para o lado oposto.

    Após a lavagem, assoe o nariz com delicadeza, sem fazer muita força, para remover o excesso de secreção e de soro.

    Como fazer a limpeza nasal em bebês e crianças

    Em crianças e bebês, a aplicação deve ser feita com ainda mais cuidado, respeitando o volume e a pressão adequados. Quando há acúmulo de secreção, é comum surgirem sintomas como nariz entupido, dificuldade para mamar, irritação e até alterações no sono.

    Veja o passo a passo:

    • Coloque o bebê ou a criança deitada ou levemente inclinada, com a cabeça virada para o lado;
    • Aplique o soro fisiológico 0,9% na narina que está mais alta;
    • Utilize uma seringa sem agulha ou um frasco próprio, sempre com jato suave;
    • Deixe o líquido sair pela outra narina ou pela boca;
    • Repita o processo do outro lado.

    Em bebês, pequenas quantidades de soro já são suficientes, enquanto em crianças maiores é possível usar um pouco mais. Também é importante evitar a aplicação com muita pressão, para não causar desconforto, e manter os dispositivos sempre limpos.

    A limpeza nasal pode ser feita diariamente, principalmente antes de dormir e antes das mamadas, ajudando o bebê a respirar melhor e se alimentar com mais conforto. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, vale buscar orientação com um pediatra.

    Qual a frequência ideal da lavagem?

    A frequência ideal da lavagem nasal pode variar de acordo com a necessidade de cada pessoa e com o momento.

    Para a higiene diária e prevenção de alergias, o recomendado é realizar o procedimento uma ou duas vezes ao dia, preferencialmente ao acordar e antes de dormir. Já em casos de gripes, sinusites ou congestão forte, a limpeza pode ser feita de 3 a 4 vezes por dia para ajudar na remoção do excesso de secreção.

    O importante é manter a constância, especialmente em dias de clima seco ou alta poluição, utilizando sempre soro fisiológico para garantir a hidratação e a proteção das vias respiratórias sem causar irritação.

    O que você deve evitar durante a limpeza

    Para garantir que a lavagem seja segura e não cause irritações ou infecções, é importante evitar:

    • Usar água da torneira: utilize apenas soro fisiológico ou água fervida/filtrada para evitar contaminações por bactérias ou protozoários;
    • Aplicar pressão excessiva: pressionar a seringa com muita força pode empurrar a secreção para os canais do ouvido, causando dor ou otite;
    • Soro em temperatura extrema: o líquido não deve estar gelado nem muito quente, o ideal é a temperatura ambiente ou levemente morna;
    • Prender a respiração: mantenha a boca aberta e respire por ela durante a aplicação para evitar que o soro desça pela garganta;
    • Posição incorreta da cabeça: evite inclinar a cabeça para trás, o o tronco e o rosto devem estar inclinados para frente e para o lado;
    • Higiene precária do material: não compartilhe seringas ou dispositivos e lave-os bem após cada utilização.

    Quando ir ao médico?

    A limpeza nasal ajuda a aliviar os sintomas nasais na maioria dos casos, mas ela não substitui o tratamento médico quando há uma infecção ou complicação. Você deve procurar um especialista se apresentar:

    • Congestão nasal que dura mais de 10 dias ou piora com o tempo;
    • Secreção espessa, amarelada ou esverdeada, especialmente com mau cheiro;
    • Dor facial, sensação de pressão no rosto ou dor de cabeça intensa;
    • Febre, principalmente quando associada a sintomas nasais;
    • Sangramentos frequentes pelo nariz;
    • Dificuldade importante para respirar, mesmo após a lavagem;
    • Dor de ouvido, sensação de ouvido tampado ou redução da audição;
    • Sintomas recorrentes, que vão e voltam com frequência.

    Nesses casos, a avaliação de um médico, como um otorrinolaringologista ou pediatra, no caso de crianças, é importante para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Perguntas frequentes

    1. Posso usar água da torneira para lavar o nariz?

    Não. A água da torneira pode conter microrganismos e cloro que irritam a mucosa. Use sempre soro fisiológico 0,9% ou água fervida/filtrada com sal.

    2. A limpeza nasal pode causar dor de ouvido?

    Apenas se for feita com pressão excessiva ou se a cabeça estiver na posição errada, o que pode empurrar o líquido para os canais auditivos.

    3. E se o soro sair pela boca?

    Não há problema. Isso acontece quando a inclinação da cabeça não está ideal, mas o soro é inofensivo se for deglutido em pequenas quantidades.

    4. Grávidas podem fazer limpeza nasal?

    Sim. É uma técnica mecânica e sem medicamentos, sendo muito recomendada para aliviar a rinite gestacional.

    5. Qual a quantidade de soro para um adulto?

    Normalmente entre 10 ml e 20 ml em cada narina são suficientes para uma limpeza eficaz.

    6. Posso usar a mesma seringa por quanto tempo?

    O ideal é trocar a cada 15 ou 30 dias, lavando-a bem com água e sabão e secando após cada uso.

    7. Limpeza nasal vicia?

    Não. Ao contrário dos descongestionantes em spray (remédios), o soro fisiológico é apenas uma solução salina que não causa dependência.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • 7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    O AVC, também chamado de acidente vascular cerebral ou, popularmente, derrame, é uma emergência médica. Ele acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando ocorre sangramento cerebral. Nos dois casos, o tempo faz toda a diferença: quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência e menores as chances de sequelas. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    O problema é que os sintomas nem sempre são reconhecidos de imediato. Algumas pessoas esperam melhorar sozinhos, atribuem os sinais a mal-estar, labirintite, cansaço ou pressão alta, e acabam perdendo um tempo precioso. Por isso, saber identificar os principais sinais de alerta é a maneira mais eficaz de proteger a própria saúde e a de quem está por perto. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é um AVC?

    O AVC acontece quando o cérebro deixa de receber sangue adequadamente. Isso pode ocorrer por obstrução de um vaso, no caso do AVC isquêmico, ou por rompimento de um vaso, no caso do AVC hemorrágico. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade, e o diagnóstico rápido é essencial para que o tratamento seja feito dentro da chamada janela terapêutica. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Como o cérebro depende de oxigênio e nutrientes circulando o tempo todo, qualquer interrupção pode afetar funções importantes como fala, visão, força, equilíbrio e consciência. É por isso que os sintomas costumam surgir de forma súbita e exigem atendimento imediato. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Por que agir rápido é tão importante?

    No AVC, cada minuto importa. Em alguns tipos de AVC isquêmico, existe tratamento específico que pode ajudar a desobstruir o vaso e reduzir danos, mas ele precisa ser iniciado dentro de um tempo limitado. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Diante dos sintomas, a recomendação é acionar o SAMU pelo número 192 ou levar a pessoa imediatamente a um serviço de emergência. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Isso significa que reconhecer o quadro em casa, no trabalho ou na rua pode realmente mudar o desfecho. Esperar para ver se melhora pode custar funções cerebrais importantes e aumentar o risco de sequelas permanentes. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    7 sintomas de AVC que você não deve ignorar

    Os sinais de AVC costumam aparecer de repente. Em geral, o que chama atenção é justamente a instalação súbita de um déficit neurológico. Veja abaixo 7 deles. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    1. Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo

    Esse é um dos sinais mais clássicos. A pessoa pode sentir ou demonstrar fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente de um lado só. Às vezes, começa como um braço mole, dificuldade de segurar objetos ou sensação estranha em uma metade do corpo. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Também pode haver assimetria facial, com um lado do rosto mais caído. Esse é um dos elementos centrais das escalas rápidas de reconhecimento de AVC usadas no atendimento pré-hospitalar. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    2. Dificuldade para falar ou fala enrolada

    A pessoa pode começar a falar de forma arrastada, trocar palavras, ter dificuldade para organizar frases ou simplesmente não conseguir falar. Em outros casos, ela até fala, mas o conteúdo fica confuso ou sem sentido. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Esse sintoma costuma assustar quem presencia, e com razão, pois alterações súbitas da fala devem sempre ser tratadas como urgência. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    3. Dificuldade para compreender o que está sendo dito

    Além de falar com dificuldade, a pessoa também pode não conseguir entender frases simples ou parecer completamente desorientada diante de uma conversa comum. Isso às vezes é confundido com confusão mental ou desatenção, mas pode ser manifestação direta do AVC. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Quando a compreensão muda de forma súbita, especialmente junto com outros sinais neurológicos, as alterações precisam ser levadas a sério imediatamente. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    4. Alteração visual súbita

    A perda de visão em um ou nos dois olhos, a visão embaçada repentina ou a sensação de cortina cobrindo parte do campo visual podem ser sinais de AVC. Nem toda alteração visual significa problema oftalmológico; quando surge de repente, também pode ter origem neurológica. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Muita gente tende a minimizar esse sintoma, principalmente se ele melhora rápido. Ainda assim, é um sinal de alerta importante e não deve ser ignorado. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    5. Tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para andar

    Alguns AVCs podem se manifestar principalmente com alteração do equilíbrio, da coordenação e da marcha. A pessoa pode cambalear, não conseguir se manter em pé direito ou sentir uma tontura súbita associada a instabilidade marcante. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    Como tontura também é um sintoma comum em outras situações, aqui o detalhe importante é o contexto: o início súbito e a presença de outros sinais neurológicos aumentam muito a suspeita de AVC. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    6. Dor de cabeça súbita e muito intensa

    A dor de cabeça do AVC não é a mais comum em todos os casos, mas quando aparece de forma abrupta, intensa e sem causa aparente, ela precisa ser valorizada. Esse sinal é especialmente lembrado nos quadros hemorrágicos. :contentReference[oaicite:19]{index=19}

    Quando essa dor vem acompanhada de náusea, vômito, sonolência, confusão ou perda de força, a urgência fica ainda maior. :contentReference[oaicite:20]{index=20}

    7. Confusão mental, sonolência ou rebaixamento do nível de consciência

    Em alguns casos, o AVC pode não começar apenas com um sintoma motor ou de fala. A pessoa pode parecer muito confusa, ficar excessivamente sonolenta, perder o contato com o ambiente ou até desmaiar. Nos AVCs hemorrágicos, esse tipo de apresentação pode ser mais evidente. :contentReference[oaicite:21]{index=21}

    Esse é um sinal de gravidade e nunca deve ser visto como algo para observar em casa. Se houver alteração neurológica súbita, o correto é buscar atendimento imediato. :contentReference[oaicite:22]{index=22}

    Existe uma forma simples de lembrar dos sinais?

    Sim. Uma forma prática é observar três pontos muito conhecidos no reconhecimento rápido do AVC:

    • Rosto torto ou assimétrico;
    • Fraqueza em um braço ou perna;
    • Fala alterada ou dificuldade para se comunicar.

    Se qualquer um desses sinais surgir de repente, a orientação é considerar AVC até prova em contrário e agir rápido. :contentReference[oaicite:23]{index=23}

    O que fazer diante de uma suspeita de AVC?

    A primeira atitude é não esperar melhorar sozinho. O correto é ligar para o SAMU por meio do número 192 ou levar a pessoa imediatamente para atendimento de urgência. :contentReference[oaicite:24]{index=24}

    Também é importante tentar identificar o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista bem, porque isso ajuda a equipe médica a definir a estratégia de tratamento. :contentReference[oaicite:25]{index=25}

    Algumas atitudes que ajudam:

    • Acionar atendimento de urgência imediatamente;
    • Manter a pessoa em segurança, sentada ou deitada;
    • Não oferecer comida, bebida ou remédios por conta própria;
    • Informar à equipe o horário do início dos sintomas ou o último momento em que ela estava sem sintomas.

    Nem todo sintoma dura muito: e se melhorar?

    Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, isso não elimina a gravidade. Alguns quadros podem representar um ataque isquêmico transitório, que é um grande sinal de alerta para AVC. :contentReference[oaicite:26]{index=26}

    Ou seja, mesmo que tenha passado sozinho, não é motivo para ignorar o episódio. A avaliação médica continua sendo necessária. :contentReference[oaicite:27]{index=27}

    Confira: Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Perguntas frequentes sobre sintomas de AVC

    1. AVC sempre causa desmaio?

    Não. Muitos AVCs acontecem sem desmaio, com sinais como fala alterada, fraqueza em um lado do corpo ou perda de visão.

    2. Dor de cabeça forte pode ser AVC?

    Sim, especialmente quando é súbita, intensa e sem causa aparente.

    3. Tontura pode ser sinal de AVC?

    Pode, principalmente quando surge de repente e vem junto com perda de equilíbrio, dificuldade para andar ou outros sintomas neurológicos.

    4. Se o sintoma passar rápido, ainda preciso procurar ajuda?

    Sim. Mesmo sintomas transitórios precisam ser avaliados.

    5. O que fazer primeiro diante da suspeita?

    Acionar o SAMU por meio do número 192 ou levar imediatamente a um serviço de emergência.

    6. AVC e derrame são a mesma coisa?

    Sim. Derrame é um termo popular para acidente vascular cerebral.

    7. Quanto mais rápido o atendimento, melhor?

    Sim. O tempo influencia diretamente as chances de recuperação e o risco de sequelas.

    Veja mais: Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

  • 6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    A sensação de sede é a maneira natural do corpo avisar que precisa de hidratação, especialmente após praticar atividades físicas, consumir alimentos salgados ou em dias de calor intenso. Mas, se a vontade de beber água se torna constante, persistente e parece nunca passar, pode indicar que o organismo está tentando compensar algum desequilíbrio interno.

    O quadro, conhecido como polidipsia, pode ter diferentes causas e merece investigação quando se mantém por vários dias. Em algumas situações, o organismo perde mais líquidos do que o habitual ou apresenta alterações na forma como regula o equilíbrio hídrico, o que mantém o estímulo de sede constantemente ativado.

    Beber muita água é sempre sinal de problema?

    A necessidade de ingestão de líquidos varia de forma significativa de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como o peso corporal, o nível de atividade física e o clima da região onde se vive. Em dias muito quentes ou após um treino intenso, é completamente normal sentir sede com frequência para repor o que foi perdido por meio do suor.

    Mas então, quando é necessário se preocupar? Quando a sede aparece de forma repentina, excessiva e desproporcional ao estilo de vida.

    Se você passou a beber muito mais água do que o normal, sem que tenha havido mudança na rotina de exercícios ou aumento da temperatura, isso pode indicar que o corpo está tentando compensar algum desequilíbrio interno. Nesses casos, vale procurar um médico para investigar o que está acontecendo.

    O que pode causar a sede constante?

    A sede persistente é um sintoma que pode ter causas variadas, desde hábitos alimentares até condições hormonais complexas.

    1. Diabetes

    Em quadros de diabetes, quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue estão muito altos, os rins não conseguem reabsorvê-la e precisam produzir mais urina para eliminar esse excesso do corpo. Como resultado, você perde muito líquido e o cérebro envia sinais constantes de sede para tentar evitar a desidratação.

    2. Desidratação

    A desidratação nem sempre acontece apenas por falta de ingestão de água. Na verdade, febre, episódios de diarreia ou vômitos são alguns dos fatores que fazem o corpo perder líquidos e eletrólitos rapidamente, gerando uma sede intensa que serve como um mecanismo de sobrevivência do organismo.

    3. Medicamentos diuréticos e anti-hipertensivos

    Os remédios utilizados para tratar a pressão alta ou o inchaço podem estimular os rins a eliminar mais água, aumentando a produção de urina ao longo do dia.

    Já os antidepressivos e os antipsicóticos podem provocar a sensação de boca seca (ou xerostomia), que o paciente muitas vezes confunde com a sede real, levando a uma ingestão de líquidos maior do que o necessário.

    4. Problemas nos rins

    Quando os rins não estão funcionando corretamente, eles podem perder a capacidade de concentrar a urina. Na prática, isso significa que o corpo elimina grandes volumes de água, mesmo sem necessidade, o que leva a uma perda contínua de líquidos. Para compensar, a sede aumenta, criando um ciclo em que a pessoa bebe mais água, mas continua urinando em excesso.

    5. Excesso de sal ou proteínas na dieta

    Uma alimentação muito rica em sódio ou o uso excessivo de suplementos proteicos exige que o corpo utilize mais água para processar essas substâncias e filtrá-las pelos rins. Se você aumentou o consumo de proteínas recentemente, a demanda por água tende a subir naturalmente.

    6. Anemia falciforme

    Em alguns casos, especialmente em crianças, a sede excessiva pode estar associada à anemia falciforme. A condição pode comprometer o funcionamento dos rins, dificultando a capacidade de concentrar a urina. Como resultado, há uma maior perda de líquidos e, consequentemente, um aumento da necessidade de hidratação.

    Sintomas que podem acompanhar a sede excessiva

    Quando a sede excessiva é causada por uma condição de saúde, ela pode aparecer acompanhada de sinais como:

    • Poliúria, que é o aumento do volume urinário, com vontade frequente de urinar ao longo do dia e também durante a noite;
    • Fome exagerada, conhecida como polifagia, aparece mesmo após as refeições, com sensação constante de falta de energia;
    • Visão turva ou embaçada, que ocorre quando o excesso de glicose no sangue afeta a nitidez da visão;
    • Cansaço extremo e a fraqueza que surgem mesmo sem esforço físico, devido à dificuldade do corpo em usar a energia;
    • Perda de peso inexplicável, que acontece sem mudanças na alimentação ou na rotina de exercícios;
    • Cicatrização lenta, o faz com que feridas e machucados demorem mais tempo para fechar;
    • Boca seca e os lábios rachados que persistem mesmo com a ingestão de líquidos;
    • Tonturas e dores de cabeça.

    Se a sede excessiva vier acompanhada de confusão mental, hálito com cheiro de fruta, vômitos persistentes ou dor abdominal forte, procure um pronto-atendimento imediatamente. Os sinais podem indicar complicações graves do diabetes, como a cetoacidose diabética.

    Como saber se a sede é emocional?

    A sede de origem emocional, conhecida como polidipsia psicogênica, normalmente está associada a um hábito compulsivo ou a uma tentativa do cérebro de aliviar o estresse e a ansiedade. Ela costuma surgir em momentos de tensão ou tédio, como uma forma de alívio, sem outros sinais físicos, como perda de peso ou alterações na glicose.

    Para diferenciar, vale observar se a necessidade de beber água desaparece quando você está distraído ou relaxado. Ao contrário das outras causas, como o diabetes, a sede emocional costuma acabar durante o sono e não te acorda durante a noite.

    Quando ir ao médico?

    É recomendado procurar um clínico geral ou endocrinologista se a sede excessiva persistir por mais de uma semana sem uma causa aparente, como calor intenso ou mudança na dieta. O diagnóstico precoce é importante para prevenir danos a longo prazo no corpo, como pode acontecer em casos de diabetes ou problemas renais, por exemplo.

    O que fazer para aliviar a sensação de boca seca?

    Para aliviar a sensação de boca seca, é preciso adotar medidas que estimulem a produção de saliva ou mantenham a mucosa oral protegida, como:

    • Estimular a salivação com o uso de chicletes ou balas sem açúcar ajuda a ativar as glândulas salivares; opções com xilitol também contribuem para prevenir cáries;
    • Hidratar-se de forma fracionada, com pequenos goles de água ao longo do dia, mantém a boca úmida por mais tempo e evita a ingestão excessiva de líquido de uma só vez;
    • Evitar irritantes como café, bebidas alcoólicas e tabaco reduz o ressecamento da mucosa bucal. Alimentos muito salgados ou picantes também podem aumentar o desconforto;
    • Utilizar saliva artificial, em spray ou gel, pode ajudar nos casos mais intensos, formando uma película protetora na boca, principalmente antes de dormir.

    Além das medidas, manter uma higiene bucal adequada e usar umidificadores de ar no quarto durante a noite podem ajudar a reduzir a secura ao acordar. Se o sintoma continuar mesmo com as mudanças, vale consultar um dentista ou um médico para investigar se o uso de algum medicamento pode estar causando o problema.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Sede excessiva pode ser gravidez?

    Sim. Durante a gestação, o volume de sangue aumenta e os rins trabalham mais, o que pode causar mais sede. Também pode ser um sinal de diabetes gestacional.

    2. Beber 5 litros de água por dia faz mal?

    Sim, se for além da necessidade do corpo, pode causar hiponatremia (baixa de sódio no sangue), o que é perigoso para o cérebro.

    3. Pressão alta dá sede?

    A pressão alta, por si só, não costuma causar sede diretamente. No entanto, muitos dos medicamentos usados no tratamento, especialmente os diuréticos, aumentam a eliminação de líquidos pela urina e podem levar à sensação de sede ao longo do dia.

    4. Falta de qual vitamina causa sede?

    A deficiência de vitamina B12 pode provocar alterações na mucosa da boca e da língua, deixando a região mais sensível e ressecada. Com isso, pode surgir uma sensação de boca seca, que muitas vezes é percebida como sede.

    5. Café causa sede?

    Sim, a cafeína tem um leve efeito diurético, estimulando a produção de urina, o que pode contribuir para uma maior perda de líquidos, principalmente quando consumido em excesso.

    6. Por que idosos sentem menos sede?

    Com o envelhecimento, o centro da sede no cérebro torna-se menos sensível, o que aumenta o risco de desidratação grave.

    7. Beber água gelada mata mais a sede?

    A temperatura da água não altera a hidratação, mas a água gelada pode dar uma sensação maior de refrescância e alívio imediato na mucosa da boca, o que ajuda a acalmar o centro da sede mais rápido.

    8. Ressaca causa sede por quê?

    O álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que os rins eliminem muito mais água do que o normal. A sede no dia seguinte é o corpo tentando desesperadamente reverter a desidratação.

    Veja mais: Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

  • Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    O choque térmico é uma reação do corpo que acontece quando somos expostos a uma mudança brusca e rápida de temperatura, como sair de um ambiente com ar-condicionado muito frio para o calor intenso da rua, ou tomar um banho muito gelado logo após uma atividade física intensa.

    O corpo humano tem a capacidade natural de regular a temperatura interna, só que mudanças bruscas e extremas podem causar algumas reações inesperadas no organismo.

    Na maioria das vezes, o choque térmico causa apenas um desconforto passageiro, como tontura ou espirros, mas em casos específicos, ele pode estar associado a complicações mais sérias, como a paralisia facial periférica ou sobrecarga cardíaca.

    O que é o choque térmico e por que acontece?

    O choque térmico é uma reação do organismo a uma mudança brusca de temperatura, seja do calor para o frio ou vice-versa, quando o corpo não tem tempo suficiente para se adaptar ao novo ambiente.

    Para entender melhor, o corpo humano trabalha para manter a temperatura interna constante, normalmente entre 36°C e 37°C, o que é conhecido como termorregulação. Quando acontece uma mudança súbita no ambiente, o sistema nervoso envia sinais imediatos para os vasos sanguíneos e órgãos para tentar compensar a troca de calor:

    • Vasoconstrição (frio súbito): se você está em um ambiente quente e entra em contato com o frio extremo, os vasos sanguíneos se contraem rapidamente para evitar a perda de calor. Isso causa um aumento súbito na pressão arterial e sobrecarrega o coração;
    • Vasodilatação (calor súbito): se o corpo está frio e recebe uma onda de calor intensa, os vasos se dilatam para dissipar o calor, o que pode causar uma queda brusca na pressão e sensação de desmaio.

    O choque térmico também afeta o sistema nervoso autônomo, de modo que pode ocorrer uma resposta desregulada do organismo. Se o choque for muito intenso, pode haver um espasmo nos nervos ou uma desorientação nos reflexos musculares, o que explica por que algumas pessoas sentem travamentos ou dores agudas ao passar por essa transição.

    Afinal, o choque térmico é perigoso?

    Na maioria das vezes, não, mas o choque térmico pode ser perigoso para grupos específicos ou em situações extremas. A resposta rápida do organismo pode provocar alterações importantes na pressão arterial, na frequência cardíaca e na respiração.

    Em pessoas saudáveis, o corpo costuma conseguir se adaptar, mesmo que com algum desconforto. Já em pessoas mais vulneráveis, a reação pode ser mais intensa. Por isso, vale ter atenção aos seguintes grupos:

    • Idosos, que têm uma capacidade menor de adaptação térmica;
    • Crianças, cujo sistema de regulação ainda está em desenvolvimento;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares, como hipertensão, arritmias ou histórico de infarto;
    • Pessoas com pressão baixa ou tendência a desmaios.

    Em situações mais extremas, como mergulhar de forma abrupta em água muito fria após exposição ao calor intenso, pode ocorrer uma resposta exagerada do corpo, com queda de pressão, desmaio ou até alterações no ritmo do coração.

    Principais riscos do choque térmico para a saúde

    A mudança brusca de temperatura requer um esforço repentino do organismo, o que pode desencadear os seguintes problemas:

    • Paralisia facial (paralisia de Bell): ocorre quando o nervo facial sofre uma inflamação ou espasmo devido ao contato súbito com o frio, resultando em perda temporária de movimentos em um dos lados do rosto. Em muitos casos, os sintomas da inflamação do nervo facial podem levar algumas horas para se manifestarem;
    • Sobrecarga cardíaca: a rápida contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) pode elevar a pressão arterial de forma imediata, aumentando o risco de arritmias, infarto ou AVC em pessoas predispostas;
    • Crises respiratórias: o ar frio pode reduzir a atividade dos cílios das vias aéreas e provocar broncoespasmos, desencadeando crises de asma, rinite e sinusite, além de favorecer a entrada de vírus;
    • Hidrocussão: ao mergulhar em água gelada com o corpo muito aquecido, o choque pode causar desmaio súbito ou até uma resposta cardiorrespiratória reflexa, elevando o risco de afogamento;
    • Desmaio e tontura: a oscilação rápida da pressão arterial pode reduzir temporariamente a oxigenação do cérebro, provocando visão turva, náuseas e desmaio;
    • Cãibras e espasmos musculares: o frio repentino pode levar à contração involuntária e dolorosa dos músculos, principalmente quando o corpo está relaxado após exposição ao calor.

    Vale destacar que o perigo do choque térmico está diretamente relacionado à intensidade da variação de temperatura e ao estado geral de saúde da pessoa. Pessoas saudáveis tendem a tolerar melhor as mudanças, principalmente quando a exposição não é extrema.

    Como prevenir o choque térmico no dia a dia?

    Na prática, para prevenir o choque térmico, basta evitar mudanças bruscas de temperatura e permitir que o corpo se adapte aos poucos. Veja algumas dicas:

    • Evite transições abruptas de temperatura: ao sair de um ambiente quente, procure um local intermediário antes de se expor ao frio intenso, como vento ou ar-condicionado;
    • Diminua a temperatura do banho gradualmente: antes de sair de um banho quente, reduza a temperatura da água aos poucos para ajudar o corpo a se adaptar;
    • Entre na água lentamente: em piscinas, rios ou no mar, molhe primeiro os pés, as mãos e a nuca antes de mergulhar completamente.;
    • Proteja-se após exposição ao calor: após ficar muito tempo no sol, evite entrar diretamente em ambientes muito frios ou na água gelada;
    • Use roupas adequadas para o clima: em dias frios, mantenha o corpo aquecido. Em dias quentes, prefira roupas leves que ajudem na regulação da temperatura;
    • Tenha atenção com o ar-condicionado: evite diferenças muito grandes entre a temperatura externa e a interna. O ideal é manter um ambiente confortável, sem extremos;
    • Redobre o cuidado com grupos de risco: crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias precisam de uma adaptação ainda mais gradual.

    Quando procurar ajuda médica?

    Na maioria das vezes, o mal-estar causado por uma mudança brusca de temperatura melhora em poucos minutos, à medida que o corpo se adapta. No entanto, se os seguintes sinais surgirem ou persistirem, é importante procurar atendimento médico em um pronto-socorro:

    • Alterações no rosto, como um lado “caído”, dificuldade para fechar um dos olhos, sorrir de forma simétrica ou fala arrastada;
    • Dor ou aperto no peito, com sensação de pressão ou queimação que pode irradiar para os braços ou mandíbula;
    • Dificuldade respiratória intensa, com falta de ar, chiado no peito ou tosse persistente;
    • Tontura persistente ou desmaio, mesmo após repouso;
    • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares, sem esforço físico;
    • Dormência, formigamento ou perda de força em um lado do corpo.

    Se você perceber que o seu corpo reage de forma muito intensa a pequenas variações de temperatura, também é recomendado agendar uma consulta com um clínico geral ou com um especialista, como um cardiologista ou um neurologista, para investigar possíveis alterações circulatórias ou respiratórias.

    Confira: Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Perguntas frequentes

    1. Beber água gelada com o corpo quente causa choque térmico?

    Não, o volume de água não é suficiente para alterar a temperatura do núcleo do corpo. No entanto, pode causar desconforto gástrico momentâneo ou sensibilidade nos dentes.

    2. Choque térmico pode causar infarto?

    Sim, em casos raros e em pessoas que já possuem doenças cardíacas ou hipertensão, devido à vasoconstrição súbita que eleva a pressão arterial.

    3. Lavar o rosto após usar o fogão faz mal?

    Sim, é recomendável esperar o rosto esfriar. O contato da pele muito quente com a água fria pode gerar espasmos musculares e vasculares desnecessários.

    4. Quais são os primeiros sintomas de choque térmico?

    Os sinais iniciais comuns incluem tontura, mal-estar, espirros, arrepios, dor de cabeça e, às vezes, uma leve falta de ar.

    5. Choque térmico causa gripe?

    Não, pois a gripe é causada por um vírus. O choque térmico apenas estressa o sistema imunológico e as mucosas, facilitando a infecção se o vírus já estiver presente.

    6. O que fazer se eu sentir que tive um choque térmico?

    Tente se estabilizar em uma temperatura neutra, beba água em temperatura ambiente e repouse. Se houver dor no peito ou alteração no rosto, procure um médico.

    7. Existe algum exame para diagnosticar choque térmico?

    Não há um exame específico para o “choque”, mas médicos podem pedir eletrocardiograma ou exames neurológicos se houver sintomas de infarto ou paralisia.

    8. Entrar no carro com ar-condicionado no máximo é perigoso?

    Pode ser perigoso, especialmente se o corpo estiver muito quente. Se você passou muito tempo no sol ou praticou exercícios e entra imediatamente em um carro gelado (com o ar voltado diretamente para o rosto e peito), o sistema circulatório precisa se adaptar em segundos.

    Veja também: Paralisia de Bell: por que um lado do rosto pode paralisar de repente

  • Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    O ibuprofeno é um dos medicamentos mais comuns no dia a dia. Ele aparece em situações simples, como dor de cabeça ou febre, mas também é usado em quadros inflamatórios, dores musculares e até em algumas condições mais específicas. Justamente por ser tão acessível, muitas pessoas acabam usando o remédio sem orientação, o que pode trazer riscos quando o uso não é adequado. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    Apesar de ser considerado seguro quando usado corretamente, o ibuprofeno não é um medicamento inofensivo. Ele pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam reduzindo dor, febre e inflamação, mas também podem causar efeitos colaterais, principalmente quando usados em doses elevadas, por longos períodos ou em pessoas com certas condições de saúde. Ter cautela, então, é necessário. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é um medicamento da classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Isso significa que ele tem três ações principais dentro do nosso corpo:

    • Analgésica (reduz dor);
    • Antitérmica (reduz febre);
    • Anti-inflamatória (reduz inflamação).

    Ele age bloqueando substâncias chamadas prostaglandinas, que estão envolvidas no processo de inflamação, dor e febre. Ao reduzir essas substâncias, o ibuprofeno ajuda a aliviar sintomas comuns de várias condições. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Para que serve o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é indicado para o alívio de dores leves a moderadas, febre e inflamações. Ele pode ser usado em diferentes situações do dia a dia, desde quadros simples até condições inflamatórias mais específicas. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Os usos mais comuns são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor muscular;
    • Dor nas costas;
    • Dor de dente;
    • Cólicas menstruais;
    • Febre;
    • Inflamações articulares.

    Em alguns casos, também pode ser indicado por médicos para condições inflamatórias crônicas, como artrite, sempre com acompanhamento adequado. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Como o ibuprofeno age no corpo?

    O ibuprofeno atua inibindo enzimas chamadas COX-1 e COX-2, responsáveis pela produção de prostaglandinas. Essas substâncias estão ligadas à dor, inflamação e febre. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Ao reduzir a produção dessas moléculas, o remédio:

    • Diminui a inflamação;
    • Reduz a dor;
    • Ajuda a baixar a febre.

    Esse mecanismo explica por que o ibuprofeno é mais eficaz em dores com componente inflamatório, como dores musculares ou articulares, quando comparado a medicamentos que atuam apenas como analgésicos. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Quando o ibuprofeno pode ser uma boa escolha?

    O ibuprofeno costuma ser útil quando existe dor associada à inflamação. Por exemplo, dores musculares após esforço, inflamações dentárias ou dores articulares podem responder bem ao medicamento. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    Também pode ser indicado para febre, principalmente quando ela está associada a processos inflamatórios ou infecciosos. Isso não significa, no entanto, que ele seja sempre a melhor opção. Em alguns casos, outros medicamentos podem ser mais indicados, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    Por isso, o uso deve considerar não apenas o sintoma, mas também o histórico de saúde da pessoa. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Quais cuidados são importantes?

    O principal cuidado com o ibuprofeno envolve o uso consciente. Como ele é facilmente encontrado nas farmácias, muitas pessoas aumentam a dose por conta própria ou usam por vários dias sem uma avaliação médica. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    Um outro ponto de atenção é que, como esta medicação é um anti-inflamatório, o uso inadequado pode ser prejudicial aos rins, por isso, não deve ser utilizado indiscriminadamente. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Alguns cuidados importantes para evitar problemas são:

    • Evitar uso prolongado sem orientação médica;
    • Não ultrapassar a dose recomendada;
    • Não combinar com outros anti-inflamatórios sem orientação médica;
    • Evitar uso com álcool;
    • Informar ao médico outros medicamentos em uso.

    O uso inadequado pode aumentar o risco de efeitos adversos, especialmente no estômago, rins e sistema cardiovascular. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    Quais são os possíveis efeitos colaterais?

    Quando usado corretamente, o ibuprofeno costuma ser bem tolerado. No entanto, ele pode causar efeitos colaterais, principalmente em uso prolongado ou em pessoas mais sensíveis. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Os principais efeitos são:

    • Dor ou desconforto no estômago;
    • Azia;
    • Náuseas;
    • Irritação gástrica;
    • Aumento do risco de gastrite ou úlcera;
    • Alterações na função renal;
    • Aumento do risco cardiovascular em uso prolongado.

    Quem deve ter mais cuidado?

    Alguns grupos precisam de atenção especial ao usar ibuprofeno, como:

    • Pessoas com problemas gástricos, como gastrite ou úlcera;
    • Pessoas com doença nos rins;
    • Pacientes com histórico de doenças cardiovasculares;
    • Idosos;
    • Pessoas que usam anticoagulantes ou outros anti-inflamatórios.

    Posso tomar ibuprofeno com frequência?

    De um modo geral, nenhum tipo de medicação pode ser utilizada frequentemente sem orientação médica. Para uso pontual, como uma dor ocasional ou febre, ele pode ser utilizado conforme orientação da bula ou recomendação médica. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    Mas o uso frequente ou contínuo não deve ser feito sem avaliação. Se a pessoa precisa tomar ibuprofeno repetidamente, isso pode indicar que há uma causa de base que precisa ser investigada, e não apenas tratada com alívio de sintomas. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Ibuprofeno ou paracetamol: qual escolher?

    Essa é uma dúvida comum. Ambos podem ser usados para dor e febre, mas têm diferenças importantes. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    O paracetamol não tem ação anti-inflamatória significativa, enquanto o ibuprofeno tem. Por outro lado, o paracetamol costuma ter menor impacto gastrointestinal. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    A escolha depende do tipo de dor, do histórico da pessoa e, principalmente, da orientação médica. Não existe um remédio melhor para tudo, e sim o mais adequado para cada situação. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    Confira: Úlcera no estômago: quando é grave e como é tratada

    Perguntas frequentes sobre ibuprofeno

    1. Ibuprofeno serve para febre?

    Sim. Ele tem ação antitérmica e pode ajudar a reduzir a febre.

    2. Ibuprofeno serve para dor de cabeça?

    Sim, especialmente quando há componente inflamatório.

    3. Pode tomar ibuprofeno todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    4. Ibuprofeno faz mal ao estômago?

    Pode causar irritação gástrica, especialmente em uso frequente.

    5. Posso tomar com álcool?

    Não é indicado, pois aumenta o risco de efeitos adversos.

    6. É seguro para crianças?

    Sim, em doses adequadas ao peso e com orientação do pediatra.

    7. Ibuprofeno pode aumentar risco de infarto?

    Em uso prolongado e em altas doses, pode aumentar o risco cardiovascular.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    Seja por uma virose, intoxicação alimentar ou sensibilidade a algum ingrediente, a diarreia é um quadro em que o intestino fica mais acelerado, eliminando fezes líquidas ou amolecidas com maior frequência, o que requer alguns cuidados especialmente com a alimentação.

    Além da hidratação constante, você pode incluir na rotina algumas frutas que ajudam a recuperar a consistência das fezes e reduzir o desconforto abdominal. Diferente das frutas ricas em fibras insolúveis, que estimulam o trânsito intestinal, as frutas constipantes possuem propriedades que ajudam a dar consistência às fezes e a reduzir a inflamação da mucosa.

    Para te ajudar a ajustar o cardápio e acelerar a recuperação, a Propor Health selecionou as melhores escolhas para o período. Confira!

    Quais frutas ajudam a prender o intestino?

    1. Banana verde

    Rica em amido resistente e pectina, a banana verde contribui para o aumento da consistência das fezes e também é uma fonte importante de potássio, mineral que tende a ser perdido em grandes quantidades durante os episódios de diarreia, ajudando na reposição de eletrólitos.

    2. Maçã sem casca

    Quando consumida sem a casca, a maçã é uma excelente fonte de fibras solúveis. A polpa da fruta também contém altos níveis de pectina, que absorve o excesso de água no intestino e forma um gel capaz de retardar o trânsito das fezes. Ao retirar a casca, você elimina a parte da fruta que poderia estimular o movimento do intestino, aumentando o efeito constipante da fruta.

    3. Goiaba

    A goiaba é conhecida pelas propriedades adstringentes, que ajudam a contrair os tecidos e diminuir as secreções intestinais. Num quadro de diarreia, o ideal é consumir apenas a polpa, sem as sementes, que podem causar irritação mecânica na mucosa intestinal e acelerar a evacuação.

    4. Caju

    Devido ao alto teor de taninos (substância adstringente) e fibras solúveis, o caju contribui para absorver o excesso de água, reduzir as evacuações e diminuir as secreções do intestino. Ele pode ser consumido como fruta ou em forma de suco natural.

    5. Pera cozida

    A pera já é uma fruta naturalmente de fácil digestão, e quando cozida e sem casca, perde parte de suas fibras insolúveis, contribuindo para acalmar o sistema digestivo. Por ser rica em água, ela também auxilia na hidratação e não sobrecarrega o sistema digestivo, que já está sensibilizado pela inflamação.

    6. Caqui

    Também rica em taninos, o caqui, especialmente o tipo caqui-rama-forte ou mais verde, contribui para diminuir o funcionamento do intestino, deixando as fezes mais firmes e controlando a diarreia. Ele pode ser consumido in natura ou em receitas, como saladas.

    Quando ir ao médico?

    A desidratação e as infecções sistêmicas são os maiores riscos de um quadro de diarreia prolongado. Por isso, procure atendimento médico se apresentar os seguintes sintomas:

    • Sede extrema, boca e olhos muito secos, urina muito escura ou ausência de urina por várias horas, tontura ao se levantar;
    • Presença de sangue, pus ou muco nas fezes;
    • Febre alta acima de 38,5°C, com ou sem calafrios;
    • Diarreia que dura mais de três dias sem melhora;
    • Vômitos persistentes, com dificuldade para manter líquidos ou alimentos;
    • Dor abdominal intensa, que não melhora após evacuar ou permanece contínua.

    Para crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado, vale ir ao médico antes, pois a perda de líquidos e minerais acontece de forma muito mais rápida e perigosa, podendo levar a complicações graves em poucas horas.

    Confira: Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado diarreia?

    A diarreia é caracterizada pelo aumento do número de evacuações (frequentemente três ou mais vezes ao dia) e pela diminuição da consistência das fezes, que se tornam líquidas ou amolecidas.

    2. Quais são as causas mais comuns?

    As causas variam desde infecções por vírus, bactérias e parasitas (intoxicação alimentar) até intolerâncias alimentares, uso de antibióticos, ansiedade ou doenças inflamatórias intestinais.

    3. Quais alimentos devo evitar comer?

    Evite alimentos gordurosos, frituras, doces concentrados, leite e derivados (devido à intolerância temporária à lactose), bebidas com cafeína e alimentos muito ricos em fibras insolúveis, como o feijão.

    4. Posso tomar remédio para parar a diarreia imediatamente?

    Não é recomendado tomar medicamentos que paralisam o intestino sem orientação médica, pois se a causa for uma infecção, o corpo precisa eliminar o agente causador através das fezes.

    5. A gelatina ajuda na diarreia?

    Sim, a gelatina ajuda na hidratação e é de fácil absorção, mas prefira as versões com pouco açúcar ou preparadas em casa para evitar irritação intestinal por corantes em excesso.

    6. Quanto tempo dura uma diarreia comum?

    Uma diarreia aguda causada por virose ou intoxicação alimentar leve dura entre dois a três dias, melhorando gradualmente com o repouso e a dieta correta.

    7. O que é a síndrome do intestino irritável?

    É uma condição crônica que pode causar períodos alternados de diarreia e constipação. Se a sua diarreia é frequente e relacionada ao estresse ou a alimentos específicos, vale investigar a possibilidade com um gastroenterologista.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava