Autor: Dra. Juliana Soares

  • Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    A cirurgia bariátrica é considerada um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e para doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Para muitas pessoas, ela representa uma alternativa quando outras estratégias de perda de peso não tiveram resultado suficiente.

    Esse tipo de cirurgia atua no sistema digestivo para reduzir a ingestão de alimentos e, em alguns casos, a absorção de nutrientes. Atualmente, existem diferentes técnicas disponíveis, e entender como cada uma funciona ajuda a esclarecer dúvidas e alinhar expectativas antes do tratamento.

    O que é a cirurgia bariátrica

    A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado no sistema digestivo com o objetivo de tratar a obesidade.

    Ela pode atuar por diferentes mecanismos:

    • Restrição alimentar, ao reduzir o tamanho do estômago;
    • Alteração da absorção de nutrientes, ao modificar o trajeto do intestino;
    • Mudanças hormonais, que influenciam a saciedade e o metabolismo.

    Esses efeitos combinados ajudam a reduzir a ingestão alimentar e promovem perda de peso significativa.

    Quando a cirurgia bariátrica é indicada

    A indicação da cirurgia segue critérios bem definidos.

    Entre os principais estão:

    • Índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m²;
    • IMC ≥ 35 kg/m² com doenças associadas, como diabetes tipo 2 ou hipertensão;
    • Falha de tratamentos clínicos para perda de peso.

    Antes do procedimento, o paciente passa por avaliação multidisciplinar, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

    Principais técnicas de cirurgia bariátrica

    Atualmente, algumas técnicas são mais utilizadas no tratamento cirúrgico da obesidade.

    1. Bypass gástrico (bypass em Y de Roux)

    É uma das técnicas mais realizadas.

    Nesse procedimento:

    • O estômago é reduzido a uma pequena bolsa;
    • Parte do intestino é conectada diretamente a essa bolsa.

    Com isso, ocorre:

    • Redução da quantidade de alimento ingerido;
    • Diminuição da absorção de calorias;
    • Alterações hormonais que aumentam a saciedade.

    2. Sleeve gástrico (gastrectomia vertical)

    É outra técnica bastante utilizada.

    Nesse procedimento:

    • Cerca de 70% a 80% do estômago é removido;
    • O estômago passa a ter formato tubular.

    Os principais efeitos incluem:

    • Redução da capacidade gástrica;
    • Saciedade mais rápida;
    • Diminuição de hormônios relacionados à fome.

    Diferente do bypass, não há alteração do intestino.

    3. Duodenal switch (derivação biliopancreática)

    Essa técnica combina dois mecanismos.

    Ela promove:

    • Restrição alimentar;
    • Redução significativa da absorção de nutrientes.

    Embora seja eficaz, costuma ser indicada em casos específicos devido ao maior risco de deficiência nutricional.

    4. Bypass gástrico de anastomose única (mini bypass)

    É uma variação do bypass tradicional.

    Nesse procedimento:

    • É criada uma pequena bolsa no estômago;
    • Essa bolsa é conectada diretamente ao intestino com uma única ligação.

    A técnica pode ter bons resultados, mas a indicação depende da avaliação médica.

    Como é a recuperação após a cirurgia

    A cirurgia bariátrica geralmente é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva com pequenas incisões.

    Após o procedimento, o paciente passa por etapas de adaptação alimentar:

    • Dieta líquida inicial;
    • Introdução gradual de alimentos pastosos;
    • Retorno progressivo à alimentação sólida.

    O acompanhamento com equipe multidisciplinar é essencial para garantir bons resultados e evitar deficiências nutricionais.

    Veja mais: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

    1. Qual é a técnica mais comum?

    O bypass gástrico e o sleeve gástrico são as técnicas mais utilizadas atualmente.

    2. A cirurgia bariátrica cura a obesidade?

    Ela é uma ferramenta importante, mas o sucesso depende de mudanças no estilo de vida.

    3. Quanto peso é possível perder?

    A perda varia entre os pacientes, mas costuma ser significativa nos primeiros anos.

    4. A cirurgia é reversível?

    Depende da técnica utilizada. Algumas podem ser revertidas, outras não.

    5. É necessário tomar vitaminas após a cirurgia?

    Sim. Em muitos casos, é necessário suplementar vitaminas e minerais.

    6. A cirurgia ajuda no diabetes?

    Sim. Muitos pacientes apresentam melhora importante ou remissão da doença.

    7. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia?

    Sim. A maioria dos procedimentos atualmente utiliza técnica minimamente invasiva.

    Confira: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Muitas pessoas já ouviram o termo sepse, mas nem sempre entendem o que isso significa na prática. A sepse, também chamada popularmente de infecção generalizada, é justamente uma resposta exagerada do organismo a uma infecção, que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é uma das principais causas de morte evitável no mundo. O grande desafio é que os sintomas podem começar de forma aparentemente leve, mas evoluir rapidamente. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é muito importante.

    O que é sepse?

    A sepse é uma condição em que o organismo reage de forma descontrolada a uma infecção. Em vez de combater apenas o agente infeccioso, o corpo desencadeia uma resposta inflamatória intensa que pode afetar vários órgãos.

    Isso pode causar:

    • Disfunção de órgãos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Comprometimento da circulação;
    • Risco de morte.

    O que causa sepse?

    A sepse sempre começa com uma infecção. As mais comuns são:

    • Pneumonia;
    • Infecção urinária;
    • Infecção abdominal;
    • Infecção de pele.

    Qualquer infecção pode evoluir para sepse, especialmente se não for tratada rapidamente.

    Quem tem maior risco de desenvolver sepse?

    Alguns grupos são mais vulneráveis:

    • Idosos;
    • Recém-nascidos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com imunidade baixa;
    • Pessoas hospitalizadas.

    Nesses casos, a evolução pode ser mais rápida.

    Sintomas de sepse: sinais de alerta

    Os sintomas podem variar, mas alguns sinais indicam gravidade, por isso é importante ficar bem atento.

    Alterações gerais

    • Febre ou temperatura muito baixa;
    • Calafrios;
    • Fraqueza intensa.

    Alterações no corpo e no comportamento

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Dificuldade de concentração.

    Alterações respiratórias

    • Respiração acelerada;
    • Falta de ar.

    Alterações cardiovasculares

    • Batimentos acelerados;
    • Pressão baixa;
    • Tontura.

    Alterações urinárias

    • Diminuição do volume da urina;
    • Urina escura.

    A combinação desses sintomas com uma infecção deve ser considerada uma emergência médica.

    Por que a sepse é tão perigosa?

    A gravidade da sepse está na rapidez com que ela pode evoluir. A resposta inflamatória descontrolada pode causar:

    • Falência de múltiplos órgãos;
    • Choque séptico;
    • Alterações graves na circulação;
    • Morte.

    O choque séptico é a forma mais grave, quando a pressão arterial cai de forma crítica e não responde adequadamente ao tratamento inicial.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico e baseado em exames.

    Podem ser utilizados:

    • Exames de sangue;
    • Avaliação de sinais vitais;
    • Identificação da infecção de origem;
    • Monitoramento de órgãos.

    O tempo é um fator muito importante no diagnóstico e no tratamento.

    Como é o tratamento da sepse?

    A sepse é uma emergência médica e exige atendimento imediato. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, soro intravenoso, medicamentos para estabilizar a pressão e internação em UTI, quando necessário.

    Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação.

    É possível prevenir a sepse?

    Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam:

    • Tratar infecções precocemente;
    • Manter vacinação em dia;
    • Higienizar as mãos regularmente;
    • Evitar automedicação.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure ajuda imediata se houver:

    • Sintomas de infecção associados a mal-estar intenso;
    • Confusão mental;
    • Respiração acelerada;
    • Queda de pressão;
    • Redução da urina.

    É importante saber que a sepse é uma emergência médica e não se deve esperar os sintomas piorarem.

    Leia também: Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre sepse

    1. Sepse é o mesmo que infecção generalizada?

    É um termo popular, mas a sepse é uma resposta grave do organismo à infecção.

    2. Toda infecção vira sepse?

    Não, mas qualquer infecção pode evoluir para sepse.

    3. Sepse tem cura?

    Sim, especialmente quando tratada precocemente.

    4. Sepse é contagiosa?

    Não. O que pode ser contagioso é a infecção inicial.

    5. Quais órgãos podem ser afetados?

    Pulmões, rins, coração e cérebro.

    6. Quanto tempo leva para evoluir?

    Pode evoluir rapidamente, em horas.

    7. Sepse sempre leva à morte?

    Não, mas é uma condição grave que exige tratamento urgente.

    Veja também: Infecção hospitalar: o que é, tipos e quais os cuidados necessários para evitar

  • Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Não é novidade que manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir doenças e acompanhar o funcionamento do corpo. Só que, na realidade de muitas pessoas, pode ser difícil conseguir horários ou encaixar no calendário, ainda mais em uma vida tão corrida.

    Na prática, cuidar da saúde pode ser muito mais simples quando existe organização ao longo do ano. Ao distribuir as consultas ao longo dos meses, você garante um monitoramento mais preciso e consegue dar a atenção devida a cada recomendação médica.

    Como montar um cronograma anual de check-up médico?

    Na hora de organizar o check-up anual, uma dica simples é dividir os exames ao longo dos dois semestres do ano. Assim, o processo fica mais tranquilo e evita uma sequência cansativa de consultas e exames em poucas semanas.

    Primeiro semestre (janeiro a junho)

    No primeiro semestre, a ideia é focar na avaliação geral da saúde, com consultas com:

    Clínico geral

    O clínico geral costuma ser o ponto de partida do check-up. Durante a consulta, o médico avalia o histórico de saúde, hábitos de vida, pressão arterial e sintomas recentes.

    Também é comum que o profissional solicite exames básicos de rotina, que podem variar de acordo com a idade:

    • Jovens (20 a 35 anos): hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicerídeos, creatinina (avaliação da função renal), TSH (avaliação da tireoide) e exames de urina e fezes;
    • Adultos (40 anos ou mais): além dos exames anteriores, o médico costuma incluir dosagem de vitamina D, ácido úrico, enzimas hepáticas (TGO e TGP) e proteína C reativa (PCR), que ajuda a avaliar processos inflamatórios no organismo;
    • Check-up cardiovascular: a partir dos 40 anos (ou antes, quando há histórico familiar de doenças cardíacas), o clínico pode solicitar um eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo e o funcionamento do coração.

    Ginecologista (para mulheres)

    A consulta anual com o ginecologista faz parte do acompanhamento regular da saúde da mulher. Além da avaliação clínica, o profissional pode solicitar exames preventivos que variam conforme a idade.

    • A partir dos 25 anos (ou do início da vida sexual): realização do exame Papanicolau (preventivo), utilizado para o rastreamento do câncer de colo do útero. O exame costuma ser feito anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, pode passar a ser realizado a cada três anos, conforme orientação médica;
    • Entre 35 e 40 anos: além do exame preventivo, o médico pode solicitar a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar o útero e os ovários e identificar alterações como miomas, cistos ou espessamento do endométrio;
    • A partir dos 40 a 50 anos: passa a ser indicada a mamografia para rastreamento do câncer de mama. O exame costuma ser realizado anualmente ou a cada dois anos, dependendo do protocolo adotado e do histórico familiar;
    • Após a menopausa: a densitometria óssea pode ser recomendada para avaliar a saúde dos ossos e verificar o risco de osteoporose, condição que se torna mais comum após a redução dos níveis hormonais.

    Urologista (para homens)

    A consulta com o urologista ajuda a acompanhar a saúde do sistema urinário e da próstata do homem. A necessidade de exames também varia conforme a idade e o histórico familiar.

    • Jovens (até 35 anos): o acompanhamento costuma focar no exame físico, que ajuda a identificar alterações como varicocele ou tumores testiculares. Também pode ser indicado rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), conforme histórico e orientação médica;
    • A partir dos 45 a 50 anos: podem ser solicitados exames para avaliação da próstata, como o PSA (exame de sangue) e o toque retal, quando indicado pelo médico. O rastreamento do câncer de próstata normalmente começa aos 45 anos para homens negros ou com histórico familiar de primeiro grau e aos 50 anos para os demais;
    • Avaliação urinária: em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassonografia das vias urinárias para avaliar rins e bexiga, especialmente quando existem sintomas como dificuldade para urinar, dor ou alterações no fluxo urinário.

    Dentista

    A consulta com o dentista deve acontecer, em média, a cada seis meses. Por isso, muitas pessoas aproveitam o início do ano para fazer a primeira limpeza e avaliação da saúde bucal. A consulta ajuda a identificar cáries, inflamações na gengiva e outros problemas que podem surgir ao longo do tempo.

    Segundo semestre (julho a dezembro)

    No segundo semestre, o foco costuma ser acompanhar os resultados dos exames feitos no início do ano e marcar consultas com especialistas, caso seja necessário. Se algum exame vier alterado ou surgir algum sintoma novo, o clínico geral pode indicar uma avaliação mais específica.

    Dermatologista

    A consulta com o dermatologista, pelo menos uma vez ao ano, é importante para avaliar a saúde da pele, ainda mais antes do período de maior exposição ao sol, como férias e verão. Durante o atendimento, o médico analisa manchas, pintas, sinais e outras alterações, que podem indicar problemas dermatológicos, como câncer de pele.

    No caso de pessoas com acne, manchas na pele, queda de cabelo ou problemas nas unhas, o acompanhamento também ajuda a identificar as causas e indicar o tratamento mais adequado.

    Nutricionista

    O acompanhamento anual com o nutricionista pode ser útil tanto para quem deseja melhorar a alimentação no dia a dia quanto para quem precisa controlar condições como colesterol alto, diabetes, sobrepeso ou deficiências nutricionais.

    Além disso, o profissional pode orientar mudanças simples na dieta que ajudam a melhorar energia, digestão e qualidade de vida.

    Dentista

    A segunda consulta do ano com o dentista funciona como uma revisão da saúde bucal. O profissional avalia os dentes, as gengivas e pode fazer uma nova limpeza, se necessário. O acompanhamento regular ajuda a prevenir cáries, inflamações na gengiva e outros problemas comuns da boca.

    Outros especialistas

    Se o clínico geral achar necessário, ele pode indicar consultas com outros especialistas para investigar melhor algum sintoma ou alteração nos exames. Os encaminhamentos mais comuns incluem:

    • Cardiologista: para avaliar a saúde do coração, principalmente em casos de pressão alta, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Endocrinologista: para investigar alterações hormonais, diabetes, problemas de tireoide ou dificuldades para controlar o peso;
    • Gastroenterologista: quando existem sintomas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal, constipação ou diarreia.

    Dica: lembre-se de fazer jejum para os exames de sangue, caso o laboratório tenha orientado, e leve sempre os resultados do ano anterior para que o médico possa comparar a evolução dos seus marcadores.

    Importância do clínico geral ou médico de família na organização

    O clínico geral ou o médico de família devem ser os primeiros profissionais a procurar quando a ideia é organizar o check-up. Eles avaliam a saúde de forma mais completa e ajudam a definir quais exames realmente precisam ser feitos.

    Durante a consulta, o profissional conversa sobre histórico familiar, hábitos de vida, sintomas recentes e resultados de exames anteriores. Com base na avaliação, ele pode pedir exames de rotina e, se necessário, indicar consultas com outros especialistas.

    O médico de família, em especial, acompanha a saúde ao longo do tempo, o que facilita perceber mudanças no organismo, orientar cuidados preventivos e acompanhar tratamentos quando necessário.

    Dicas práticas para você não esquecer os exames

    Para garantir que o planejamento saia do papel, algumas medidas podem te ajudar a lembrar das consultas e evitam que o check-up fique sempre para depois, sendo eles:

    • Use lembretes no celular: aplicativos de calendário, como o Google Agenda, podem ajudar bastante, basta anotar a data da consulta ou do exame e ativar um lembrete alguns dias antes;
    • Aproveite o mês do aniversário: muitas pessoas usam o mês do aniversário como um lembrete para cuidar da saúde. Marcar consultas próximas da data ajuda a transformar o check-up em um hábito anual;
    • Peça os pedidos de exames na mesma consulta: durante a consulta com o clínico geral, vale pedir todos os exames de rotina de uma vez. Assim, fica mais fácil organizar as datas e realizar tudo com calma;
    • Guarde os resultados dos exames: manter uma pasta com exames antigos (física ou digital) ajuda a acompanhar a evolução da saúde ao longo do tempo e facilita na hora de mostrar os resultados para o médico.

    Quando procurar um especialista antes do previsto?

    Mesmo com o check-up organizado ao longo do ano, alguns sinais do corpo indicam que é melhor procurar um médico antes da consulta de rotina, como:

    • Dor que não melhora depois de alguns dias;
    • Manchas ou pintas na pele que mudam de cor, formato ou tamanho;
    • Problemas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal ou alterações no intestino;
    • Dificuldade ou dor ao urinar, ou presença de sangue na urina;
    • Cansaço excessivo, tontura ou falta de ar sem motivo aparente;
    • Perda ou ganho de peso sem explicação.

    Sempre que surgir algum sintoma diferente ou persistente, o ideal é procurar um médico para avaliação. Muitas vezes, o clínico geral pode fazer a primeira análise e, se necessário, indicar o especialista mais adequado.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quais exames de sangue são considerados essenciais no check-up?

    Normalmente incluem hemograma completo, glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), ureia e creatina (função renal), TSH (tireoide) e dosagem de vitaminas (como D e B12).

    2. Quais são os exames essenciais na infância?

    Além do acompanhamento de crescimento com o pediatra, destacam-se o teste do pezinho (ao nascer), exames de acuidade visual e auditiva antes da alfabetização e acompanhamento vacinal rigoroso.

    3. A partir de que idade deve-se iniciar o rastreamento do câncer de mama?

    A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Mastologia é a partir dos 40 anos com a mamografia anual. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia bianual (a cada dois anos) para mulheres de 50 a 69 anos, embora garanta acesso a partir dos 40 anos.

    Mulheres com histórico familiar de primeiro grau devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação do mastologista.

    4. Quais cuidados aumentam na fase da maturidade (60+)?

    Nesta etapa, adiciona-se a densitometria óssea (para detectar osteoporose), avaliação cognitiva, exames de audição e check-ups cardiológicos mais detalhados, como o ecocardiograma.

    5. Remédios de uso contínuo alteram a data do check-up?

    Sim. Se você usa medicamentos para pressão, diabetes ou tireoide, os exames de monitoramento devem seguir a frequência estipulada pelo médico (normalmente a cada 6 meses), independentemente do seu calendário de check-up geral.

    6. Como o check-up cardiológico muda para quem pratica exercícios intensos?

    Para quem corre maratonas, faz crossfit ou treinos de alta intensidade, o check-up deve ser mais rigoroso e focado em desempenho e segurança. Além do eletrocardiograma simples, o médico pode solicitar o teste ergométrico de esforço e o ecocardiograma anualmente, independentemente da idade.

    Confira: Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    A hérnia inguinal é uma condição bastante comum e costuma chamar atenção pelo aparecimento de um caroço na região da virilha. Muitas vezes, esse abaulamento surge ao fazer esforço, tossir ou ficar muito tempo em pé, o que pode gerar dúvida e preocupação.

    Embora nem sempre cause dor intensa no início, a hérnia inguinal pode aumentar ao longo do tempo e, em alguns casos, levar a complicações. Venha entender o que é essa condição, por que ela aparece e como é tratada.

    O que é a hérnia inguinal

    A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de outro tecido abdominal atravessa uma área de fraqueza na parede muscular da virilha.

    Essa protrusão acontece através do canal inguinal, uma estrutura natural localizada na parte inferior do abdome.

    Quando há fraqueza muscular ou aumento da pressão interna, o conteúdo abdominal pode se deslocar por esse canal, formando o abaulamento característico.

    Esse volume pode aparecer apenas em alguns momentos ou permanecer visível continuamente.

    Principais causas da hérnia inguinal

    A hérnia inguinal pode surgir por fatores que enfraquecem a musculatura abdominal ou aumentam a pressão dentro do abdome.

    Entre os principais estão:

    • Fraqueza natural da musculatura abdominal;
    • Esforço físico intenso ou levantamento de peso;
    • Tosse crônica;
    • Constipação com esforço para evacuar;
    • Envelhecimento da musculatura.

    Em alguns casos, a condição pode estar presente desde o nascimento (origem congênita).

    Quem tem maior risco de desenvolver hérnia inguinal

    Algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver hérnia inguinal.

    Entre os principais fatores de risco estão:

    • Sexo masculino;
    • Histórico familiar de hérnia;
    • Idade avançada;
    • Obesidade ou excesso de peso;
    • Atividades com esforço físico intenso.

    Situações que aumentam a pressão abdominal de forma repetida também contribuem para o surgimento da hérnia.

    Quais são os sintomas mais comuns

    O principal sinal da hérnia inguinal é o aparecimento de um abaulamento na região da virilha.

    Outros sintomas incluem:

    • Sensação de peso ou desconforto local;
    • Dor leve ou moderada, principalmente ao esforço;
    • Aumento do volume ao tossir ou levantar peso;
    • Sensação de queimação ou pressão.

    Em alguns casos, o abaulamento pode desaparecer ao deitar e reaparecer ao ficar em pé.

    Possíveis complicações da hérnia inguinal

    Embora muitas hérnias sejam inicialmente pouco sintomáticas, algumas complicações podem ocorrer.

    Entre as principais estão:

    • Hérnia encarcerada, quando o conteúdo fica preso;
    • Hérnia estrangulada, quando há comprometimento da circulação sanguínea.

    Nessas situações, podem surgir:

    • Dor intensa;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dificuldade de reduzir a hérnia.

    Esses sinais exigem avaliação médica urgente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento definitivo da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico.

    A cirurgia tem como objetivo:

    • Reposicionar o conteúdo abdominal;
    • Reforçar a parede muscular enfraquecida.

    Geralmente, utiliza-se uma tela cirúrgica para reduzir o risco de recorrência.

    O procedimento pode ser feito por:

    • Cirurgia aberta;
    • Cirurgia laparoscópica (minimamente invasiva).

    A escolha depende das características da hérnia e das condições do paciente.

    Veja também: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre hérnia inguinal

    1. A hérnia inguinal pode desaparecer sozinha?

    Não. Uma vez formada, a hérnia não desaparece espontaneamente.

    2. Toda hérnia precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim, especialmente quando há sintomas ou risco de complicações.

    3. A hérnia causa dor?

    Nem sempre. Algumas pessoas apresentam apenas o abaulamento.

    4. Exercício físico pode causar hérnia?

    Esforços intensos podem contribuir, principalmente se já houver fraqueza muscular.

    5. A hérnia pode voltar após cirurgia?

    Pode, mas as técnicas atuais reduzem bastante esse risco.

    6. É possível viver com hérnia sem operar?

    Em alguns casos, sim, quando pequena e sem sintomas, sempre com avaliação médica.

    7. Quando procurar um médico com urgência?

    Se houver dor intensa, aumento súbito do volume, náuseas ou dificuldade de reduzir a hérnia.

    Leia mais: Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Descobrir um cisto no fígado em um exame de rotina costuma gerar preocupação. Muitas vezes, esse achado aparece em um ultrassom solicitado por outro motivo, como dor abdominal ou check-up, e vem acompanhado de dúvidas sobre gravidade e necessidade de tratamento.

    Na maioria dos casos, porém, os cistos hepáticos são benignos, não causam sintomas e não representam risco à saúde. Entender o que eles significam e quando merecem atenção ajuda a reduzir a ansiedade e a conduzir o acompanhamento de forma adequada.

    O que são cistos hepáticos

    Os cistos hepáticos são pequenas bolsas cheias de líquido que se formam no tecido do fígado.

    Na maior parte das vezes, correspondem a cistos simples, que têm características benignas e não estão relacionados ao câncer.

    Essas estruturas costumam apresentar:

    • Conteúdo líquido claro;
    • Paredes finas e regulares;
    • Aspecto típico em exames de imagem.

    Geralmente são identificadas em ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética.

    Por que os cistos hepáticos aparecem

    A causa dos cistos simples nem sempre é totalmente conhecida.

    Acredita-se que eles estejam relacionados a pequenas alterações no desenvolvimento dos ductos biliares.

    Entre os fatores associados estão:

    • Alterações congênitas do fígado;
    • Envelhecimento do tecido hepático;
    • Condições genéticas específicas em casos raros.

    Na maioria das pessoas, os cistos aparecem de forma isolada e sem impacto clínico.

    Tipos de cistos hepáticos

    Nem todos os cistos são iguais, embora o tipo simples seja o mais comum.

    1. Cisto hepático simples

    É o tipo mais frequente e geralmente não causa sintomas.

    Suas características incluem:

    • Conteúdo líquido;
    • Paredes finas;
    • Ausência de sinais de inflamação ou tumor.

    Na maioria dos casos, não requer tratamento.

    2. Doença policística hepática

    É uma condição mais rara caracterizada pela presença de múltiplos cistos no fígado.

    Pode estar associada a doenças genéticas, como a doença policística renal.

    Dependendo do volume de cistos, pode causar:

    • Desconforto abdominal;
    • Aumento do fígado.

    3. Cistos parasitários (hidatidose)

    São menos comuns e relacionados a infecções parasitárias.

    Apresentam características específicas nos exames e podem necessitar de tratamento.

    Cistos hepáticos causam sintomas?

    Na maioria das pessoas, não causam sintomas.

    Quando os cistos são maiores, podem surgir:

    • Sensação de peso abdominal;
    • Distensão abdominal;
    • Dor na parte superior direita do abdome.

    Mesmo nesses casos, os sintomas costumam ser leves.

    Cistos hepáticos precisam de tratamento?

    Na maior parte das situações, não.

    Quando o cisto tem aspecto benigno e não causa sintomas, a conduta costuma ser apenas acompanhamento.

    O tratamento pode ser indicado em casos como:

    • Cistos muito grandes;
    • Presença de sintomas importantes;
    • Dúvida diagnóstica;
    • Suspeita de complicação.

    As opções incluem:

    • Drenagem do cisto;
    • Procedimentos cirúrgicos em situações específicas.

    Quando procurar avaliação médica

    Mesmo sendo geralmente benignos, é importante acompanhamento médico.

    Procure avaliação se houver:

    • Dor abdominal persistente;
    • Crescimento do cisto ao longo do tempo;
    • Alterações atípicas no exame de imagem;
    • Dúvidas sobre o diagnóstico.

    Na maioria dos casos, os cistos permanecem estáveis e não exigem intervenção.

    Confira: Gordura no fígado: conheça os sintomas e como tratar essa doença

    Perguntas frequentes sobre cistos hepáticos

    1. Cisto hepático é câncer?

    Não. O cisto hepático simples é benigno e não está relacionado ao câncer.

    2. Cistos no fígado são comuns?

    Sim. São achados frequentes em exames de imagem.

    3. O cisto pode desaparecer sozinho?

    Geralmente permanece estável, mas sem causar problemas.

    4. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. A cirurgia é indicada apenas em situações específicas.

    5. Pode causar dor?

    Pode, principalmente quando o cisto é grande.

    6. É necessário repetir exames?

    Em alguns casos, o médico pode recomendar acompanhamento com exames periódicos.

    7. Posso ter vários cistos?

    Sim. Isso pode ocorrer, especialmente em condições como a doença policística hepática.

    Veja também: Quando o fígado dá sinais: entenda a cirrose e seus riscos

  • Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Sentir náusea, tontura e mal-estar durante viagens é uma experiência comum para muitas pessoas. Esse desconforto é conhecido como cinetose, ou enjoo de movimento, e pode ocorrer em trajetos de carro, ônibus, barco ou avião.

    Embora não seja uma condição grave, a cinetose pode atrapalhar bastante o bem-estar, principalmente em viagens mais longas.

    O que é a cinetose

    A cinetose é um distúrbio que ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento.

    O corpo utiliza três sistemas principais para se orientar:

    • Visão, que informa ao cérebro o que está sendo visto;
    • Sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio;
    • Sistema proprioceptivo, que informa a posição do corpo.

    Quando esses sistemas enviam sinais diferentes entre si, o cérebro interpreta como um desequilíbrio, o que pode desencadear sintomas como náusea e tontura.

    Principais sintomas do enjoo de movimento

    Os sintomas podem variar de intensidade, dependendo da pessoa e das condições da viagem.

    Entre os mais comuns estão:

    • Náusea;
    • Tontura;
    • Palidez;
    • Sudorese fria;
    • Sensação de mal-estar;
    • Vômitos em casos mais intensos.

    Em geral, os sintomas melhoram quando o movimento cessa.

    Quem tem mais chance de ter cinetose

    A cinetose pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns grupos são mais suscetíveis.

    Entre eles estão:

    • Crianças, especialmente entre 2 e 12 anos;
    • Mulheres, principalmente durante a gravidez;
    • Pessoas com histórico de enxaqueca;
    • Pessoas com maior sensibilidade do sistema vestibular.

    Situações que podem desencadear a cinetose

    O enjoo de movimento pode surgir em diferentes situações do dia a dia.

    Entre as mais comuns:

    • Viagens de carro ou ônibus, especialmente em estradas com curvas;
    • Viagens de barco, devido ao balanço constante;
    • Voos com turbulência;
    • Uso de realidade virtual ou videogames.

    Além disso, ler ou usar o celular durante a viagem pode intensificar os sintomas.

    O que fazer para melhorar a cinetose

    Algumas estratégias simples ajudam a reduzir o desconforto durante viagens.

    Entre elas estão:

    • Sentar em locais com menor movimento, como banco dianteiro ou próximo às asas do avião;
    • Olhar para o horizonte durante o trajeto;
    • Evitar leitura ou uso de celular;
    • Manter o ambiente ventilado;
    • Evitar refeições muito pesadas antes da viagem.

    Essas medidas ajudam a reduzir o conflito de informações percebidas pelo cérebro.

    Tratamentos e medicamentos

    Quando a cinetose é frequente ou intensa, pode ser necessário o uso de medicamentos.

    Entre as opções mais utilizadas estão:

    • Antieméticos, como ondansetrona ou metoclopramida;
    • Antihistamínicos com efeito anti-vertiginoso, como dimenidrinato e difenidramina.

    Esses medicamentos geralmente são usados antes da viagem, especialmente quando a pessoa já sabe que tem tendência ao enjoo.

    Veja mais: 7 sintomas comuns na gravidez (e o que NÃO é normal)

    Perguntas frequentes sobre cinetose

    1. O que causa a cinetose?

    Ela ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento vindas dos olhos, do ouvido interno e do corpo.

    2. Por que algumas pessoas têm enjoo em viagem e outras não?

    Algumas pessoas têm maior sensibilidade do sistema vestibular, o que aumenta a chance de desenvolver cinetose.

    3. Ler durante a viagem piora o enjoo?

    Sim. Ler ou usar o celular intensifica o conflito entre visão e movimento.

    4. Crianças têm mais enjoo de movimento?

    Sim. A cinetose é mais comum em crianças entre 2 e 12 anos.

    5. Medicamentos podem ajudar?

    Sim. Existem medicamentos que ajudam a prevenir ou reduzir os sintomas.

    6. Olhar para o horizonte ajuda?

    Sim. Fixar o olhar em um ponto distante ajuda a alinhar as informações sensoriais.

    7. A cinetose pode desaparecer com o tempo?

    Em muitos casos, sim. Algumas pessoas tornam-se menos sensíveis com o passar dos anos.

    Veja também: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    O ataque isquêmico transitório (AIT) é um evento neurológico causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro. Apesar de os sintomas desaparecerem rapidamente, muitas vezes em poucos minutos, ele não deve ser encarado como algo leve.

    Isso porque o AIT é um dos principais sinais de alerta para o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Identificar o problema e agir rapidamente pode ser decisivo para evitar complicações mais graves nos dias ou semanas seguintes.

    O que é o ataque isquêmico transitório

    O ataque isquêmico transitório ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é bloqueado temporariamente.

    Essa interrupção costuma ser causada por:

    • Pequenos coágulos sanguíneos;
    • Placas de gordura (aterosclerose) nas artérias.

    Com a redução do fluxo sanguíneo, o cérebro recebe menos oxigênio e nutrientes, o que provoca sintomas neurológicos.

    A principal característica do ataque isquêmico transitório é que a circulação se restabelece rapidamente, e os sintomas desaparecem completamente.

    Principais sintomas do AIT

    Os sintomas são semelhantes aos do AVC e aparecem de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
    • Dormência em face, braço ou perna;
    • Dificuldade para falar ou compreender a fala;
    • Perda súbita da visão ou visão turva;
    • Tontura ou dificuldade de equilíbrio.

    Mesmo que os sintomas desapareçam, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.

    Por que o ataque isquêmico transitório é um sinal de alerta

    Embora os sintomas sejam temporários, o ataque isquêmico transitório indica que existe um problema na circulação cerebral.

    Após um episódio, o risco de AVC aumenta significativamente.

    Entre os pontos mais importantes:

    • Parte dos pacientes pode ter um AVC nas primeiras 48 horas;
    • O risco permanece elevado nas semanas seguintes.

    Por isso, o AIT é considerado uma emergência médica.

    Quais são os fatores de risco

    Os fatores de risco são semelhantes aos do AVC e estão relacionados à saúde cardiovascular.

    Entre os principais estão:

    • Hipertensão arterial;
    • Diabetes;
    • Colesterol elevado;
    • Tabagismo;
    • Fibrilação atrial;
    • Obesidade e sedentarismo.

    Controlar esses fatores é fundamental para reduzir o risco de novos eventos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e na avaliação médica.

    Além disso, podem ser solicitados exames para investigar a causa.

    Entre eles:

    • Tomografia ou ressonância magnética do cérebro;
    • Ultrassom doppler das artérias do pescoço;
    • Eletrocardiograma;
    • Ecocardiograma;
    • Exames laboratoriais.

    Esses exames ajudam a identificar alterações nos vasos sanguíneos ou no coração.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como principal objetivo prevenir um AVC.

    As medidas variam conforme a causa identificada, podendo incluir:

    • Uso de medicamentos antiplaquetários, como aspirina;
    • Controle rigoroso da pressão arterial;
    • Tratamento do colesterol elevado;
    • Controle do diabetes;
    • Uso de anticoagulantes em casos específicos.

    Além disso, mudanças no estilo de vida são fundamentais.

    Entre elas:

    • Parar de fumar;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física regularmente.

    Em alguns casos, podem ser indicados procedimentos para tratar obstruções nas artérias.

    Leia também: Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Perguntas frequentes sobre ataque isquêmico transitório

    1. O ataque isquêmico transitório é um tipo de AVC?

    Não exatamente. Ele causa sintomas semelhantes, mas sem lesão permanente no cérebro.

    2. Os sintomas desaparecem completamente?

    Sim. No AIT, os sintomas costumam desaparecer em minutos ou poucas horas.

    3. Mesmo assim é necessário procurar atendimento médico?

    Sim. O ataque isquêmico transitório é um alerta importante e deve ser investigado rapidamente.

    4. Quem tem ataque isquêmico transitório sempre terá um AVC?

    Não, mas o risco aumenta sem tratamento adequado.

    5. Quais são os sintomas mais comuns?

    Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e alterações de equilíbrio.

    6. O tratamento é feito com medicamentos?

    Na maioria dos casos, sim. Medicamentos ajudam a reduzir o risco de novos eventos.

    7. É possível prevenir novos episódios?

    Sim. O controle dos fatores de risco reduz significativamente as chances de recorrência.

    Veja mais: Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

  • Pedra na vesícula após emagrecer: qual a relação? 

    Pedra na vesícula após emagrecer: qual a relação? 

    Perder peso traz benefícios importantes para a saúde, como melhora da pressão arterial, do controle da glicose e redução do risco cardiovascular. No entanto, quando esse processo acontece de forma muito rápida, o organismo pode sofrer algumas alterações que aumentam o risco de complicações.

    Uma delas é o surgimento de cálculo biliar, popularmente conhecido como pedra na vesícula. Esse problema é mais comum em pessoas que passam por dietas muito restritivas, emagrecimento acelerado ou após cirurgia bariátrica. Entender os mecanismos envolvidos ajuda a tornar o processo de perda de peso mais seguro.

    O que é o cálculo biliar ou pedra na vesícula?

    O cálculo biliar, também chamado de colelitíase ou pedra na vesícula, ocorre quando se formam pequenas pedras dentro da vesícula biliar.

    A vesícula é um órgão localizado abaixo do fígado, responsável por armazenar a bile, substância que auxilia na digestão de gorduras.

    Quando há alterações na composição da bile ou no funcionamento da vesícula, podem surgir cristais que, com o tempo, se transformam em cálculos.

    Essas pedras podem não causar sintomas ou provocar dor abdominal e complicações.

    Por que o emagrecimento rápido aumenta o risco

    A perda de peso acelerada provoca mudanças importantes no organismo, especialmente na forma como a bile é produzida e eliminada.

    Durante esse processo, podem ocorrer:

    • Aumento da liberação de colesterol pelo fígado na bile;
    • Redução do esvaziamento da vesícula biliar;
    • Maior concentração da bile.

    Esses fatores favorecem a formação de cristais de colesterol, que podem evoluir para cálculos biliares.

    Por isso, quanto mais rápido o emagrecimento, maior tende a ser o risco.

    Situações em que o risco é maior

    O risco de pedra na vesícula não é igual para todas as pessoas. Ele costuma ser mais elevado em algumas situações específicas.

    Entre elas:

    • Dietas muito restritivas, com baixa ingestão calórica;
    • Perda de peso acelerada, geralmente acima de 1,5 kg por semana;
    • Cirurgia bariátrica, principalmente nos primeiros meses;
    • Jejum prolongado ou dietas com pouca gordura.

    Essas condições alteram o funcionamento da vesícula e favorecem a formação de cálculos.

    Quais são os sintomas de cálculo biliar

    Muitas pessoas com cálculo biliar não apresentam sintomas e descobrem o problema apenas em exames.

    Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem:

    • Dor intensa na parte superior direita do abdome;
    • Dor após refeições ricas em gordura;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensação de estufamento abdominal.

    Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como inflamação da vesícula ou obstrução das vias biliares.

    Como reduzir o risco durante o emagrecimento

    A principal forma de prevenção é evitar perda de peso muito rápida.

    Algumas medidas ajudam a tornar o processo mais seguro:

    • Priorizar perda de peso gradual, entre 0,5 e 1 kg por semana;
    • Manter alimentação equilibrada, com inclusão de gorduras saudáveis;
    • Evitar dietas extremamente restritivas;
    • Realizar acompanhamento médico ou nutricional.

    Essas estratégias reduzem o risco de alterações na bile e ajudam a prevenir o surgimento de cálculos.

    Confira: Pancreatite aguda: quando o pâncreas inflama e exige atenção imediata

    Perguntas frequentes sobre emagrecimento rápido e pedra na vesícula

    1. Emagrecer rápido sempre causa pedra na vesícula?

    Não. Nem todas as pessoas que emagrecem rapidamente desenvolvem cálculos, mas o risco aumenta nessas situações.

    2. Quem faz cirurgia bariátrica tem mais risco?

    Sim. A perda de peso acelerada após a cirurgia pode favorecer a formação de cálculos biliares.

    3. Toda pedra na vesícula causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas têm cálculos sem apresentar sintomas.

    4. O cálculo biliar pode desaparecer sozinho?

    Em geral, não. Uma vez formado, o cálculo tende a permanecer na vesícula.

    5. Dietas muito restritivas aumentam o risco?

    Sim. Dietas com poucas calorias e baixa ingestão de gordura favorecem alterações na bile.

    6. Como prevenir pedra na vesícula durante o emagrecimento?

    Evitar perda de peso rápida e manter alimentação equilibrada são as principais estratégias.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando surgirem sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou suspeita de problemas na vesícula.

    Veja também: Doenças da vesícula biliar: quando os cálculos viram problema

  • Dor abdominal forte? Conheça sintomas de pancreatite (aguda e crônica) que você NÃO deve ignorar

    Dor abdominal forte? Conheça sintomas de pancreatite (aguda e crônica) que você NÃO deve ignorar

    Com maior prevalência em homens adultos, a pancreatite é uma condição caracterizada pela inflamação do pâncreas, uma glândula localizada atrás do estômago responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios importantes, como a insulina.

    Quando acontece a inflamação, o funcionamento normal do processo digestivo é prejudicado, e as próprias enzimas produzidas pelo órgão podem começar a danificar o tecido pancreático, provocando dores intensas e uma série de riscos para a saúde.

    Em algumas situações, a condição pode surgir de maneira repentina, sendo conhecida como pancreatite aguda, mas costuma ter tratamento quando identificada rapidamente. Em outros casos, no entanto, ela pode evoluir para um quadro de pancreatite crônica, em que a inflamação se repete ao longo do tempo e provoca danos progressivos ao pâncreas.

    Por isso, identificar os sintomas antes é importante para evitar complicações graves, como infecções ou até falência de órgãos. A seguir, listamos quais são os principais sintomas da pancreatite e como diferenciar uma dor abdominal comum de um sinal de alerta que exige atendimento médico imediato. Confira!

    Quais os sintomas da pancreatite?

    Os sintomas da pancreatite podem variar de acordo com o tipo de inflamação do pâncreas.

    Sintomas da pancreatite aguda

    A pancreatite aguda é uma inflamação súbita que ocorre de forma rápida e intensa. Na maioria das vezes, o pâncreas volta ao seu estado normal após o tratamento, mas o quadro pode ser grave e precisar de hospitalização imediata. Entre os principais sintomas, é possível destacar:

    1. Dor intensa na parte superior do abdômen

    A dor abdominal é o sintoma mais comum da pancreatite aguda e costuma surgir na parte superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

    Em muitos casos, a dor pode piorar após a ingestão de alimentos, especialmente refeições ricas em gordura. Muitas pessoas também relatam piora ao se deitar, o que faz com que permaneçam inclinadas para frente ou sentadas na tentativa de aliviar o desconforto.

    2. Náuseas e vômitos

    A inflamação do pâncreas também pode provocar náuseas persistentes e episódios frequentes de vômito. Em alguns quadros, os episódios de vômito não trazem alívio, diferentemente do que ocorre em outras condições gastrointestinais. Isso pode intensificar a sensação de fraqueza, desidratação e desconforto abdominal ao longo do quadro.

    3. Abdômen inchado e sensível

    Durante uma crise de pancreatite aguda, o abdômen pode se tornar visivelmente inchado ou distendido. Além da sensação de estufamento, a região abdominal costuma ficar sensível ao toque, podendo provocar dor quando pressionada.

    O inchaço ocorre devido ao processo inflamatório e às alterações no funcionamento do sistema digestivo. Por vezes, o abdômen pode ficar rígido ou muito doloroso, sinal que merece atenção médica imediata.

    4. Febre

    A febre pode surgir como resposta natural do organismo diante do processo inflamatório. O aumento da temperatura corporal indica que o corpo está reagindo à inflamação presente no pâncreas.

    Quando a febre aparece junto com dor abdominal intensa e mal-estar geral, ela pode indicar agravamento da inflamação ou até a presença de infecção associada. Nesses casos, a avaliação médica se torna ainda mais importante.

    5. Aumento da frequência cardíaca

    O corpo pode reagir à inflamação e à dor intensa com aumento dos batimentos do coração. A pessoa pode sentir o coração batendo mais rápido do que o normal, além de notar a respiração mais acelerada. Quando o sintoma aparece junto com dor abdominal intensa e febre, é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível.

    Sintomas da pancreatite crônica

    A pancreatite crônica ocorre quando a inflamação do pâncreas se repete ou persiste por longos períodos. Com o tempo, o órgão pode sofrer danos permanentes, comprometendo tanto a digestão quanto a produção de hormônios. Os sintomas incluem:

    6. Dor abdominal persistente ou recorrente

    A dor abdominal continua sendo um sintoma comum na pancreatite crônica, mas ela se torna mais frequente e, em alguns casos, constante. Algumas pessoas relatam períodos de melhora seguidos por novas crises, o que pode afetar bastante a qualidade de vida.

    7. Perda de peso involuntária

    A perda de peso pode acontecer mesmo quando a pessoa mantém a mesma rotina alimentar, porque o pâncreas passa a produzir menos enzimas digestivas, que são responsáveis por ajudar o organismo a quebrar e absorver os nutrientes dos alimentos.

    Como consequência, o corpo passa a aproveitar menos proteínas, gorduras e vitaminas presentes na alimentação. Ao longo do tempo, isso pode levar à perda de peso, fraqueza e até deficiência nutricional.

    8. Fezes gordurosas e de odor forte

    A presença de gordura nas fezes, chamada de esteatorreia, é um sinal frequente de que a inflamação no pâncreas está prejudicando a digestão das gorduras presentes na alimentação.

    Isso acontece porque o pâncreas deixa de produzir quantidades adequadas de enzimas digestivas, que são fundamentais para quebrar e absorver os nutrientes dos alimentos.

    Quando o organismo não consegue digerir corretamente as gorduras, parte delas acaba sendo eliminada nas fezes. Por causa disso, as fezes podem apresentar algumas características diferentes do normal, como aparência mais clara, textura oleosa, maior volume e odor mais forte.

    9. Dificuldade na digestão

    Com a diminuição da produção de enzimas digestivas, o processo de digestão se torna mais difícil, o que pode causar desconforto abdominal após as refeições, sensação de estufamento, gases e digestão lenta.

    O consumo de alimentos ricos em gordura também costuma intensificar os sintomas, podendo inclusive desencadear episódios de diarreia, cólicas ou mal-estar digestivo.

    10. Desenvolvimento de diabetes

    Com o avanço da inflamação crônica, o pâncreas também pode perder parte da capacidade de produzir insulina, hormônio responsável por controlar o nível de açúcar no sangue.

    Quando isso acontece, algumas pessoas podem desenvolver diabetes ao longo da evolução da doença, o que torna necessário o acompanhamento médico regular para monitorar tanto a saúde digestiva quanto o controle da glicose no sangue.

    Quando procurar atendimento médico?

    A pancreatite pode evoluir rapidamente para quadros graves e, por vezes, exige atendimento médico imediato. Por isso, vale ficar atento aos sinais de alerta, como:

    • Dor forte na parte superior do abdômen, que não melhora com analgésicos comuns ou permanece por várias horas;
    • Episódios repetidos de vômito podem impedir a ingestão adequada de água e alimentos, aumentando o risco de desidratação;
    • Sensação de tontura, queda da pressão arterial ou episódios de desmaio;
    • Pele e olhos amarelados (icterícia), que pode indicar que há uma obstrução nas vias biliares;
    • Falta de ar, respiração acelerada, confusão ou dificuldade de concentração, que podem indicar que a inflamação está afetando todo o organismo.

    Se não for tratada a tempo, a inflamação pode causar a necrose pancreática (morte do tecido do órgão), infecções generalizadas e a falência de órgãos vitais, como rins e pulmões.

    Pancreatite tem cura?

    Na maioria das casos, a pancreatite aguda tem cura. Quando o tratamento é iniciado rapidamente, a inflamação do pâncreas costuma regredir e o órgão pode voltar a funcionar normalmente.

    Já a pancreatite crônica não tem cura, porque a inflamação prolongada provoca danos permanentes no pâncreas. Com o tempo, parte do órgão pode perder a capacidade de produzir enzimas digestivas e hormônios importantes. Ainda assim, o tratamento ajuda a controlar os sintomas e evitar a progressão da doença.

    Confira: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. Quem tem pancreatite pode beber álcool?

    Não, o álcool é um dos principais irritantes do pâncreas. Mesmo após a cura de uma crise aguda, o consumo de álcool pode causar novas crises ou levar à forma crônica da doença.

    2. Qual o exame que detecta a pancreatite?

    Os principais são os exames de sangue para medir as enzimas amilase e lipase. os exames de imagem, como tomografia computadorizada e ultrassonografia abdominal, também são fundamentais para confirmar o diagnóstico.

    3. O que comer durante a recuperação?

    A dieta deve ser pobre em gorduras e rica em carnes brancas grelhadas, frutas, vegetais cozidos e grãos. Evite frituras, embutidos, molhos prontos e manteiga.

    4. Qual a diferença entre pancreatite e cólica biliar?

    A cólica biliar geralmente passa em poucas horas e é localizada à direita. A dor da pancreatite é persistente (dura dias), muito mais intensa e costuma irradiar para as costas.

    5. É possível viver sem o pâncreas?

    Sim, mas é complexo. Se o pâncreas for removido (pancreatectomia), a pessoa precisará tomar injeções de insulina pelo resto da vida e cápsulas de enzimas digestivas em todas as refeições.

    6. O que é a pancreatite autoimune?

    É uma forma rara de pancreatite crônica onde o próprio sistema imunológico ataca o pâncreas. Ela costuma responder bem ao tratamento com corticoides, mas pode ser confundida com tumores em exames de imagem.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • 10 alimentos que não devem ir para a geladeira (e como organizar a sua dispensa)

    10 alimentos que não devem ir para a geladeira (e como organizar a sua dispensa)

    Você tem o hábito de guardar tudo na geladeira assim que chega do mercado? Apesar da refrigeração ser importante para conservar e aumentar a vida útil dos alimentos, não são todos que podem ser mantidos em baixas temperaturas.

    Na verdade, em alguns casos, quando colocados no refrigerador, eles podem perder aroma, ficar com consistência diferente ou estragar mais rápido do que o esperado. Isso porque o frio pode interromper processos naturais de amadurecimento, alterar a estrutura dos alimentos e até prejudicar o sabor original.

    Para te ajudar a entender quais alimentos realmente precisam de refrigeração e evitar desperdícios, listamos os principais e explicamos como armazená-los corretamente no dia a dia. Confira!

    Por que nem tudo deve ser refrigerado?

    A geladeira ajuda a retardar o crescimento de bactérias e a conservar alimentos perecíveis por mais tempo, mas ela não é um ambiente neutro.

    Por ser um local de baixa temperatura e alta umidade (ou com ar mais seco, dependendo da tecnologia do aparelho), alguns alimentos acabam sofrendo alterações quando ficam guardados ali por muito tempo. Em muitas frutas, por exemplo, o frio pode atrapalhar o processo natural de amadurecimento.

    Como resultado, a fruta pode perder parte do aroma e ficar com a polpa mais seca ou com uma textura diferente. Em outros casos, a umidade dentro da geladeira pode deixar certos alimentos moles ou acelerar o aparecimento de mofo.

    Quando o armazenamento é feito de forma adequada, o alimento mantém melhor o sabor, a textura e até o valor nutricional.

    Quais alimentos não devem ir para a geladeira?

    1. Batata

    A batata não deve ficar na geladeira porque o frio transforma o amido presente no alimento em açúcar mais rapidamente. Como resultado, o sabor pode ficar levemente adocicado e a textura tende a ficar mais seca. Quando a batata que ficou refrigerada é cozida ou frita, ela também pode escurecer com mais facilidade.

    Como guardar: guarde as batatas em um local fresco, seco e bem ventilado. O ideal é utilizar um saco de papel ou uma cesta que permita a circulação de ar e proteja da luz.

    2. Tomate

    O frio da geladeira interrompe o processo natural de amadurecimento do tomate e pode alterar a estrutura interna do fruto. Como resultado, o tomate perde aroma e pode ficar com a polpa mais granulada ou sem sabor.

    Como guardar: deixe os tomates em uma fruteira ou em um recipiente aberto, em temperatura ambiente.

    3. Alho

    A umidade presente dentro da geladeira favorece o surgimento de mofo e pode fazer o alho brotar mais rápido. Quando isso acontece, o sabor tende a ficar mais forte e amargo, além do alimento perder firmeza.

    Como guardar: mantenha a cabeça de alho inteira em um local seco, fresco e ventilado. O ideal é evitar recipientes fechados que impeçam a circulação de ar.

    4. Azeite de oliva

    O azeite é sensível às mudanças de temperatura. Quando fica na geladeira, pode ficar mais espesso e até formar pequenos cristais. Apesar de não estragar, ele perde a textura ideal para finalizar os pratos.

    Como guardar: armazene o azeite em um armário fechado, longe da luz, do calor do fogão e da exposição direta ao sol.

    5. Pão

    O frio da geladeira acelera o processo de ressecamento do pão, porque a baixa temperatura altera a estrutura do amido presente no alimento, deixando o pão duro e sem frescor.

    Como guardar: se o consumo acontecer em até dois dias, mantenha o pão em um porta-pães ou em um saco bem fechado. Para conservar por mais tempo, o melhor é congelar as fatias e aquecer no forno ou na torredeira quando for consumir.

    6. Frutas tropicais (banana, abacaxi e mamão)

    As frutas tropicais são naturalmente adaptadas ao clima quente. Quando ficam na geladeira, podem sofrer mudanças na textura e no sabor. A banana tende a escurecer rapidamente, enquanto o abacaxi e o mamão podem perder parte da doçura.

    Como guardar: mantenha as frutas em temperatura ambiente até o momento do consumo. Após cortadas, podem ser guardadas na geladeira por pouco tempo.

    7. Cebola

    A cebola precisa de ventilação para se conservar bem. Dentro da geladeira, a umidade favorece o amolecimento e o aparecimento de fungos.

    Como guardar: guarde as cebolas em um local seco e ventilado, de preferência em uma cesta ou recipiente aberto. Uma dica é evitar guardar cebolas e batatas juntas, pois ambas liberam gases naturais que podem acelerar o processo de deterioração.

    8. Abacate

    Quando o abacate ainda está firme, a geladeira pode atrapalhar o processo natural de amadurecimento. A baixa temperatura desacelera as reações que fazem a fruta ficar macia e cremosa. Como resultado, o abacate pode permanecer duro por mais tempo ou amadurecer de forma irregular, com partes escuras e textura menos agradável.

    Como guardar: deixe o abacate amadurecer fora da geladeira, em uma fruteira ou em um local fresco da cozinha. Se quiser acelerar o amadurecimento, coloque a fruta dentro de um saco de papel junto com uma banana ou uma maçã.

    9. Manjericão

    O manjericão é uma erva aromática muito delicada e sensível ao frio. Quando é colocado na geladeira, as folhas costumam murchar rapidamente, escurecer e perder parte do aroma característico. Isso acontece porque as folhas possuem uma estrutura muito fina e não reagem bem às baixas temperaturas.

    Como guardar: coloque os talos em um copo com um pouco de água e mantenha em temperatura ambiente, longe do sol direto. Outra alternativa prática é picar as folhas e congelar em forminhas de gelo com um pouco de azeite, o que ajuda a preservar o aroma por mais tempo.

    10. Mel

    O mel é um dos alimentos naturais mais duráveis que existem. Devido a composição rica em açúcares naturais e baixa presença de água, ele pode permanecer estável por muito tempo sem necessidade de refrigeração.

    Quando o mel é colocado na geladeira, o frio acelera um processo natural chamado cristalização. Nesse processo, o mel fica mais espesso e pode até se tornar sólido, o que dificulta o uso no dia a dia.

    Como guardar: o ideal é manter o mel em um pote bem fechado, guardado em um armário seco e protegido da luz. Caso ocorra a cristalização, basta aquecer o recipiente em banho-maria com água morna por alguns minutos.

    Alimentos que duram mais na despensa

    A despensa costuma ser o melhor lugar para armazenar vários alimentos do dia a dia. Quando o ambiente é seco, fresco e protegido da luz, os ingredientes conseguem se conservar por muito mais tempo sem necessidade de refrigeração. O armazenamento também ajuda a preservar o sabor, a textura e os nutrientes dos alimentos.

    Por isso, depois do mercado, veja quais alimentos você deve colocar na despensa:

    • Grãos, cereais e leguminosas: arroz, feijão, lentilha, grão-de-bico e aveia duram meses quando guardados em recipientes bem fechados, protegidos da umidade e de insetos;
    • Raízes e bulbos: alho, cebola e batata se conservam melhor em local seco, escuro e ventilado. Evite guardar batatas e cebolas juntas para não acelerar o apodrecimento;
    • Mel e conservas caseiras: o mel tem propriedades antibacterianas naturais e pode durar muito tempo fora da geladeira. Conservas em vinagre ou óleo também se mantêm bem na despensa enquanto o pote estiver fechado;
    • Óleos e gorduras vegetais: azeite de oliva, óleo de coco e óleos de sementes devem ficar em armários protegidos da luz e do calor para preservar o sabor e a qualidade;
    • Frutas em amadurecimento: abacate, manga e mamão amadurecem melhor fora da geladeira, pois a temperatura ambiente ajuda a desenvolver o sabor e a textura ideais.

    Para que os alimentos realmente durem, lembre-se de que a despensa não deve ter incidência direta de luz, umidade e também não pode ficar próximo ao calor do fogão ou forno.

    Dicas práticas para organizar a sua fruteira e despensa

    Uma cozinha organizada facilita muito o dia a dia e ainda ajuda a conservar melhor os alimentos. Quando você sabe onde cada alimento deve estar, é mais simples preservar os nutrientes e evitar desperdício de dinheiro.

    Veja algumas dicas simples para organizar a fruteira e a despensa de forma prática.

    Na fruteira

    • Priorize a ventilação: a fruteira deve permitir a circulação de ar entre as frutas. Uma dica é usar cestos de metal, madeira ou vime. A ventilação ajuda a evitar o acúmulo de umidade e diminui o risco de apodrecimento;
    • Separe frutas que amadurecem rápido: algumas frutas, como banana, liberam mais gás etileno, um hormônio natural que acelera o amadurecimento. Quando ficam junto com outras frutas, podem fazer com que tudo amadureça mais rápido. O ideal é manter frutas mais sensíveis em cestos ou níveis separados;
    • Posição do tomate faz diferença: caso o tomate fique na fruteira, coloque a parte do caule voltada para baixo. A posição ajuda a reduzir a entrada de ar e a perda de umidade, o que pode prolongar a conservação.

    Na despensa

    • Separe batatas e cebolas: ambos alimentos ficam melhor fora da geladeira, mas eles não devem ser armazenados juntos. O ideal é manter cada alimento em cestos ou prateleiras diferentes;
    • Use potes bem fechados: grãos, farinhas, sementes e cereais duram mais quando são guardados em recipientes herméticos. Potes de vidro ou plástico de boa qualidade ajudam a proteger contra umidade, insetos e perda de qualidade;
    • Organize por ordem de validade: um método simples ajuda a evitar desperdícios: coloque os alimentos mais novos no fundo da prateleira e deixe os produtos mais antigos na frente. Assim, os itens que vencem primeiro são consumidos antes;
    • Evite locais úmidos ou quentes: a despensa deve ser seca, fresca e protegida da luz. Evite guardar alimentos próximos ao fogão ou em armários embaixo da pia, pois o calor e a umidade podem acelerar a deterioração e prejudicar a qualidade de óleos, grãos e temperos.

    Com alguns cuidados simples, a fruteira e a despensa ficam mais organizadas, e os alimentos permanecem frescos e saborosos por muito mais tempo.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Por que o mel cristaliza no refrigerador?

    O mel é uma solução supersaturada de açúcar. As baixas temperaturas aceleram a formação de cristais, tornando-o sólido. Fora da geladeira, ele mantém a fluidez por anos.

    2. O pão mofa mais rápido fora da geladeira?

    Em locais muito úmidos, sim. Porém, na geladeira ele resseca e envelhece (retrogradação do amido) muito rápido. O ideal para conservação longa é o congelador.

    3. Devo guardar o café na geladeira para preservar o aroma?

    Pelo contrário. O café absorve a umidade e os cheiros de outros alimentos (como cebola e queijo), estragando o sabor da bebida. Mantenha-o em pote escuro e bem vedado na despensa.

    4. O manjericão escureceu na geladeira. Ainda pode usar?

    Sim, se não houver mofo, mas o sabor será inferior e a aparência estará prejudicada. O ideal é usá-lo fresco ou congelado em azeite.

    5. Alho picado pode ficar na despensa?

    Não. O alho picado ou amassado deve ser consumido na hora ou guardado na geladeira coberto por óleo/azeite para evitar o botulismo e a oxidação.

    6. O ketchup e a mostarda precisam ir para a geladeira depois de abertos?

    Embora tenham alta acidez e conservantes, os fabricantes recomendam a refrigeração após a abertura para preservar o sabor e a cor por mais tempo. Na despensa, eles oxidam e escurecem mais rápido.

    7. Onde devo guardar as ervas secas e especiarias?

    Sempre na despensa, longe do calor e da luz. Guardá-las perto do fogão ou na geladeira faz com que percam a potência do sabor e fiquem empelotadas devido à umidade.

    Leia mais: Como organizar a geladeira corretamente e conservar os alimentos por mais tempo