Autor: Dra. Juliana Soares

  • Como aliviar os sintomas de hemorroidas? Conheça 10 cuidados no dia a dia

    Como aliviar os sintomas de hemorroidas? Conheça 10 cuidados no dia a dia

    Você sabia que cerca de 50% da população adulta no Brasil convive ou vai conviver com hemorroidas em algum momento da vida? A condição, que costuma ser frequente durante a gravidez, acontece com a dilatação de veias que ficam na região do ânus e do reto, semelhante ao que ocorre nas varizes.

    Quando elas ficam inchadas, inflamadas ou aumentadas, podem causar sintomas como coceira intensa, dor, inchaço e até mesmo sangramento durante as evacuações, o que afeta diretamente a qualidade de vida e a realização das tarefas do cotidiano, como se sentar para trabalhar.

    Apesar de incômodos, é possível aliviar os sintomas das hemorroidas com algumas medidas no estilo de vida, cuidados de higiene específicos e mudanças na alimentação, que ajudam no processo de recuperação. Vamos entender mais, a seguir.

    Como aliviar os sintomas de hemorroidas?

    Para aliviar o desconforto e acelerar a cicatrização das hemorroidas, o ideal é reduzir a pressão na região pélvica e manter as fezes macias.

    1. Banhos de assento para hemorroida

    Os banhos de assento contribuem para melhorar a circulação sanguínea local, reduzir o inchaço das veias e aliviar a dor causada pela inflamação. Para isso, basta sentar em uma bacia ou bidê com água morna (sem sabão ou produtos químicos) por 10 a 15 minutos, cerca de duas a três vezes ao dia.

    2. Aumentar o consumo de fibras

    As fibras presentes nos alimentos, como frutas com casca, vegetais folhosos e grãos integrais, aumentam o volume fecal e tornam as fezes mais pastosas, facilitando a passagem sem atrito. Com isso, você faz menos esforço durante a evacuação, o que ajuda a reduzir a pressão sobre as veias da região anal.

    3. Beber bastante água

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é necessário beber bastante água ao longo do dia, pois sem hidratação, as fibras podem endurecer as fezes e piorar a constipação. A quantidade diária pode variar de acordo com alguns fatores, mas o ideal é ingerir pelo menos 35 ml por kg de peso corporal.

    4. Limpar a região anal adequadamente

    O atrito do papel higiênico seco, por mais macio que pareça, funciona como uma lixa sobre uma veia que já está inflamada e sensível. Durante uma crise, o recomendado é fazer a higiene apenas com água corrente (ducha higiênica) e secar a região dando batidinhas leves com uma toalha de algodão, sem esfregar. Se estiver fora de casa, prefira lenços umedecidos sem álcool e sem fragrância.

    5. Usar roupas íntimas de algodão

    A região anal precisa respirar para evitar o acúmulo de umidade, que pode causar maceração da pele e aumentar a coceira. Por isso, use cuecas ou calcinhas de algodão e evite roupas muito apertadas, como calças jeans rígidas, que aumentam a temperatura local e o atrito constante ao caminhar.

    6. Não segurar a vontade de evacuar

    Quando você segura a vontade de ir ao banheiro, as fezes permanecem retidas no cólon e o organismo continua extraindo água delas, deixando-as ressecadas e endurecidas. Consequentemente, a evacuação se torna mais difícil e exige maior esforço, aumentando a pressão na região anal e favorecendo a dilatação das veias da região anal.

    7. Caminhar ao longo do expediente

    Para quem passa a maior parte do dia em frente ao computador, o hábito de permanecer sentado por longos períodos exerce uma pressão gravitacional contínua sobre a região pélvica, o que acaba sobrecarregando o quadril e dificultando o retorno venoso na área anal. Como consequência, pode ocorrer a dilatação das veias locais, favorecendo o surgimento de inflamações e o desenvolvimento da doença hemorroidária.

    Então, se o seu trabalho exige que você fique sentado por muitas horas, tente levantar a cada 50 minutos para caminhar um pouco, ou utilize almofadas específicas (com furo central) para aliviar a pressão direta sobre o ânus.

    8. Utilize pomadas para hemorroidas com orientação

    As pomadas para hemorroidas contém anestésicos, anti-inflamatórios ou agentes protetores que criam uma barreira na mucosa. Elas ajudam muito no controle da dor e do ardor, mas não devem ser utilizadas por conta própria por longos períodos, pois podem causar reações alérgicas ou afinar a pele da região. O uso também não é recomendado para crianças, gestantes e mulheres no período de amamentação.

    9. Parar de fumar

    A nicotina e substâncias tóxicas do cigarro prejudicam a circulação sanguínea, fragilizam os tecidos da região anal e provocam inflamação crônica. Além disso, o fumo está associado ao aumento da constipação, o que favorece o ressecamento das fezes e exige mais esforço durante a evacuação.

    10. Praticar atividades físicas leves

    Durante uma crise de hemorroidas, não é recomendado praticar atividades físicas que aumentem a pressão na região abdominal e anal, como musculação intensa, levantamento de peso ou exercícios de alto impacto. Contudo, você pode optar por atividades leves, como caminhadas, que ajudam a estimular o funcionamento do intestino sem sobrecarregar a região afetada.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os sintomas mais comuns de hemorroidas?

    Os principais sinais incluem sangue vivo nas fezes ou no papel higiênico, coceira ou irritação na região anal, dor, desconforto e a presença de um nódulo sensível perto do ânus.

    2. O uso de gelo ajuda no tratamento?

    Sim. Aplicar compressas de gelo (envoltas em um pano fino) na área externa pode ajudar a reduzir o inchaço e anestesiar a dor aguda.

    3. Hemorroida tem cura definitiva?

    Muitas vezes, mudanças no estilo de vida costumam resolver os sintomas. Em casos persistentes ou graves, procedimentos médicos como ligadura elástica, escleroterapia ou cirurgia podem ser necessários.

    4. Quando o sangramento deve ser motivo de preocupação?

    Embora o sangue vivo seja comum nas hemorroidas internas, qualquer sangramento anal deve ser avaliado por um médico para descartar outras condições mais graves, como o câncer colorretal.

    5. Qual a relação entre o uso do celular no banheiro e as hemorroidas?

    Passar muito tempo sentado no vaso sanitário, muitas vezes por distração com o celular, relaxa a musculatura pélvica e permite que o sangue se acumule nas veias anais por gravidade, o que favorece o inchaço e o surgimento de hemorroidas. O ideal é permanecer sentado apenas o tempo necessário.

    6. O consumo de pimenta e condimentos causa o problema?

    A pimenta não causa hemorroidas, mas pode irritar a mucosa do canal anal. Se você já tem hemorroidas inflamadas, alimentos picantes podem tornar a evacuação muito mais dolorosa e aumentar a sensação de queimação.

    7. Qual a diferença entre hemorroida e fissura anal?

    Enquanto a hemorroida é uma veia inchada, a fissura anal é um pequeno corte ou rachadura no revestimento do canal anal. Ambas causam dor e sangramento, mas o tratamento inicial pode variar, por isso o diagnóstico médico é essencial.

    8. Qual médico devo procurar?

    O especialista indicado para tratar hemorroidas e outras doenças do sistema digestivo final é o proctologista ou coloproctologista.

    Leia mais: Por que o intestino é chamado de ‘segundo cérebro’?

  • Veja como o exercício físico ajuda na sua saúde mental 

    Veja como o exercício físico ajuda na sua saúde mental 

    Quando se fala em exercício físico, muita gente pensa primeiro em peso, condicionamento, colesterol ou glicemia. Tudo isso importa, e muito. Mas existe outro efeito igualmente relevante: a forma como o movimento impacta o cérebro, o humor, o sono e o bem-estar emocional.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a atividade física regular traz benefícios importantes também para a saúde mental e pode reduzir sintomas de depressão e ansiedade.

    Isso não significa que o exercício vá substituir a terapia ou os remédios em todos os casos. Também não quer dizer que caminhar por alguns dias seja suficiente para curar o sofrimento psíquico. O ponto é outro: exercitar o corpo ajuda a criar condições biológicas e emocionais mais favoráveis ao equilíbrio mental. E isso vale tanto para a prevenção quanto como parte de uma estratégia de cuidado mais ampla. Entenda melhor abaixo.

    Por que atividade física e saúde mental estão ligadas?

    A atividade física age diretamente no funcionamento do cérebro. Manter-se em movimento melhora a oxigenação cerebral, ajuda nas sinapses e melhora a qualidade de vida. A OMS reforça que a prática regular de exercícios pode melhorar o bem-estar geral e reduzir sintomas de ansiedade e depressão.

    Além disso, o exercício ajuda a organizar a rotina, melhora o sono, aumenta a sensação de autonomia e pode funcionar como espaço de socialização e prazer. Ou seja, os benefícios não vêm apenas da parte química, mas também da experiência subjetiva de se sentir mais funcional, mais disposto e mais conectado consigo e com o ambiente.

    Como o exercício pode ajudar no humor?

    Uma das explicações mais conhecidas é que a atividade física estimula a liberação de substâncias associadas à sensação de bem-estar. Estar fisicamente ativo ajuda a melhorar o humor, o bem-estar e a qualidade de vida.

    Isso pode significar menos sensação de peso mental, maior clareza, melhora da disposição e alívio parcial de sintomas emocionais. Não é um efeito mágico, nem necessariamente imediato, mas costuma ser consistente quando a prática vira rotina.

    Exercício ajuda na ansiedade?

    Sim, pode ajudar. A atividade física regular reduz sintomas de ansiedade. Parte desse efeito parece estar ligada à regulação do estresse, à melhora do sono e ao fato de que o corpo aprende a lidar melhor com estados fisiológicos de ativação.

    O exercício pode funcionar como pausa concreta no ciclo de preocupação, ruminação e tensão. Para algumas pessoas, caminhar, pedalar, nadar ou treinar oferece um tipo de foco corporal que tira a mente, ainda que temporariamente, do excesso de pensamentos.

    E na depressão?

    Também pode ajudar. A atividade física pode reduzir sintomas depressivos, e até volumes relativamente modestos de exercícios podem ajudar na prevenção de novos casos de depressão.

    Mas vale o cuidado: dizer que exercício ajuda na depressão não é o mesmo que dizer que basta ter força de vontade. A depressão pode diminuir energia, prazer, iniciativa e motivação.

    Por isso, em muitos casos, o desafio não é saber que o exercício faria bem, mas sim conseguir começar. É aí que apoio profissional, metas pequenas e acolhimento fazem diferença.

    O exercício também melhora o sono?

    Em muitos casos, sim. Isso, inclusive, importa muito para a saúde mental, porque sono ruim e sofrimento psíquico costumam se alimentar mutuamente.

    Dormir melhor tende a melhorar humor, memória, tolerância ao estresse e capacidade de decisão. Por isso, parte do benefício emocional do exercício pode vir justamente dessa reorganização do sono e da rotina.

    Precisa ser exercício intenso?

    Não. Esse é um ponto muito importante. A ideia de que só vale se for pesado, sofrido ou altamente performático afasta muita gente. Qualquer atividade física já é melhor do que nenhuma.

    Para muita gente, benefícios importantes já aparecem com medidas simples, como:

    • Caminhadas regulares;
    • Dança;
    • Pedaladas leves;
    • Atividades em grupo;
    • Exercícios de fortalecimento e alongamento.

    Quanto exercício é recomendado?

    O Ministério da Saúde e a OMS recomendam, para adultos, de 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade intensa, quando não houver contraindicação.

    Mas essa recomendação não deve ser usada como régua de culpa. Para quem está parado, deprimido, ansioso ou muito sobrecarregado, começar com pouco já é um grande avanço. O melhor exercício, muitas vezes, é o que a pessoa consegue sustentar.

    Exercício substitui tratamento psicológico ou psiquiátrico?

    Nem sempre. Em alguns casos leves, a atividade física pode ter impacto muito significativo no bem-estar. Mas em quadros moderados ou graves de ansiedade e depressão, ela costuma ser parte do cuidado e não a única estratégia.

    Quando há sofrimento importante, prejuízo funcional, desesperança persistente ou pensamentos de morte, o ideal é buscar ajuda profissional. Exercício pode entrar como aliado, mas não deve ser usado sozinho para minimizar a gravidade do quadro.

    Leia mais:

    Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes sobre exercício e saúde mental

    1. Exercício realmente ajuda no humor?

    Sim. A atividade física regular pode melhorar humor, bem-estar e qualidade de vida.

    2. Pode ajudar na ansiedade?

    Sim. A OMS afirma que ela reduz sintomas de ansiedade.

    3. Pode ajudar na depressão?

    Sim, como parte da prevenção e também do cuidado em muitos casos.

    4. Precisa ser academia?

    Não. Caminhada, dança e outras atividades também contam.

    5. Quanto tempo por semana é recomendado?

    Em geral, 150 a 300 minutos de atividade moderada por semana.

    6. Exercício substitui terapia?

    Não necessariamente. Em muitos casos, ele complementa o tratamento.

    7. E se eu estiver sem energia para começar?

    Começar pequeno e com metas realistas costuma ser mais eficaz do que esperar motivação perfeita. Isso é uma inferência prática coerente com as recomendações de atividade gradual.

    Veja também:

    Crise de ansiedade: o que fazer e como controlar os sintomas

  • Queimadura de sol: como saber quando é grave e como melhorar os sintomas? 

    Queimadura de sol: como saber quando é grave e como melhorar os sintomas? 

    Um dos problemas mais comuns do verão, a queimadura de sol é uma inflamação na pele causada pela exposição excessiva aos raios ultravioletas (UV) sem o uso de proteção, como protetor solar.

    Além dos sintomas desconfortáveis, como vermelhidão, descamação e ardência, a lesão indica um dano celular que, se não for tratado adequadamente, pode resultar em problemas a longo prazo, como envelhecimento precoce ou câncer de pele.

    Na maioria dos casos, os sintomas aparecem algumas horas depois da exposição solar e podem ser aliviados com cuidados caseiros, como compressas frias e hidratação intensa. No entanto, quando a queimadura atinge camadas mais profundas, pode provocar febre, calafrios e desidratação, precisando de atendimento médico imediatamente.

    O que é uma queimadura de sol?

    Uma queimadura de sol é uma lesão na pele causada pela exposição excessiva aos raios ultravioleta, principalmente dos raios UVA e UVB. Quando a pele fica exposta ao sol por muito tempo sem proteção, como protetor solar ou roupas, os raios UV penetram nas camadas da pele, danificam as células e desencadeiam uma resposta inflamatória do organismo.

    Como resultado, podem surgir sintomas como vermelhidão intensa, ardência, dor ao toque e sensação de calor na região afetada. Em casos mais graves, podem aparecer bolhas, febre e mal-estar, indicando uma queimadura mais grave.

    Vale destacar que a exposição solar sem proteção é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele ao longo da vida, já que o dano causado pelos raios UV é cumulativo. Quanto mais episódios de queimadura, especialmente na infância e na adolescência, maior tende a ser o risco no futuro.

    Como diferenciar o bronzeado da queimadura?

    A principal diferença é que o bronzeado é uma resposta de proteção da pele, enquanto a queimadura é uma lesão causada pelo sol.

    No caso do bronzeamento, quando a pele entra em contato com os raios UV, ela aumenta a produção de melanina, um pigmento natural que ajuda a protegê-la. Por isso, a cor da pele fica mais escura de forma gradual, normalmente sem dor, vermelhidão intensa e ou desconforto significativo.

    A queimadura solar, por outro lado, acontece quando a exposição ultrapassa o limite de proteção da pele, causando danos celulares e desencadeando uma reação inflamatória. Diferente do bronzeado, que aparece aos poucos, a queimadura costuma surgir algumas horas após a exposição.

    Quais os tipos de queimadura de sol?

    As queimaduras de sol podem ser classificadas de acordo com a profundidade do dano na pele, de forma parecida com outras queimaduras:

    • Queimadura de primeiro grau: é a forma mais leve e comum e afeta apenas a camada superficial da pele, causando vermelhidão, sensação de calor, sensibilidade e dor leve, sem formação de bolhas. A pessoa ainda pode ter descamação nos dias seguintes;
    • Queimadura de segundo grau: é mais intensa e atinge camadas mais profundas, causando vermelhidão mais forte, dor significativa, inchaço e formação de bolhas. A pele pode ficar úmida e o tempo de recuperação é maior;
    • Queimadura de terceiro grau: é rara em casos de exposição solar, mas pode acontecer em situações extremas. Nesse caso, ocorre um dano profundo com destruição das camadas da pele, que pode apresentar um aspecto esbranquiçado, escurecido ou endurecido.

    As queimaduras na pele podem ser intensificadas quando há o contato ou uso de produtos sensibilizantes, como perfumes, limão e algumas outras frutas.

    Sintomas de queimadura de sol

    Os sintomas costumam aparecer algumas horas após a exposição e podem incluir:

    • Vermelhidão na pele;
    • Sensação de calor ou ardência;
    • Dor ao toque;
    • Inchaço leve;
    • Descamação nos dias seguintes;
    • Sensibilidade ao toque;
    • Bolhas e febre em casos mais graves.

    Em alguns casos, também pode haver dor de cabeça, náuseas e sinais de desidratação, especialmente após uma exposição solar prolongada.

    Como diagnosticar a queimadura de sol?

    O diagnóstico da queimadura solar é feito através do exame visual da pele e da análise dos sintomas que surgem entre 2 a 6 horas após a exposição aos raios UV. Na consulta, o médico analisa a presença de vermelhidão, dor, sensação de calor, inchaço, descamação e, em casos mais intensos, a formação de bolhas.

    Também é importante entender quanto tempo a pessoa ficou exposta ao sol, se houve uso de proteção e quando os sintomas começaram, já que a queimadura costuma aparecer algumas horas após a exposição.

    Como melhorar a queimadura de sol?

    O tratamento da queimadura de sol depende da intensidade dos sintomas, mas normalmente é feito com cuidados simples para aliviar a inflamação, a dor e ajudar a pele a se recuperar, como:

    • Interromper a exposição ao sol e proteger a pele até a recuperação completa;
    • Limpar o local com água corrente;
    • Resfriar a região com banhos frios ou mornos e compressas frias;
    • Hidratar a pele com cremes suaves, de preferência com aloe vera ou pantenol;
    • Aumentar a ingestão de líquidos para evitar desidratação;
    • Evitar produtos irritantes, como perfumes, ácidos e esfoliantes;
    • Não puxar a pele que está descamando;
    • Usar roupas leves e soltas para reduzir o atrito na pele.

    Em caso de dor intensa, o médico pode prescrever o uso de cremes analgésicos e anti-inflamatórios, além de medicamentos por via oral para controle da dor e da inflamação. Quando aparecem bolhas, elas não devem ser estouradas, pois elas funcionam como uma proteção natural contra infecções.

    Nos casos mais graves, com presença de febre, calafrios, mal-estar ou áreas extensas de pele afetadas, é importante procurar atendimento médico. Se houver sinais de insolação ou desidratação severa, pode ser necessária a reposição de soro na veia.

    O que não passar na queimadura?

    Quando a pele está queimada pelo sol, ela fica mais sensível e vulnerável, então qualquer receita caseira pode ser perigosa e retardar a cicatrização da pele. Por isso, é importante evitar:

    • Pasta de dente;
    • Manteiga, óleos ou banha;
    • Álcool;
    • Clara de ovo;
    • Vinagre puro;
    • Gelo direto na pele.

    Também evite o uso de perfumes ou colônias na região por alguns dias, já que eles contêm álcool e outras substâncias que podem irritar ainda mais a pele.

    Riscos da queimadura de sol para a saúde

    No curto e no longo prazo, a queimadura de sol pode trazer diferentes riscos para a saúde:

    • Desidratação: a pele lesionada perde a capacidade de reter líquidos, o que pode causar tontura e mal-estar geral;
    • Infecções na pele: a quebra da barreira cutânea, especialmente na presença de bolhas, facilita a entrada de bactérias e pode precisar de tratamento com antibióticos;
    • Envelhecimento precoce: mesmo após a cicatrização, o dano acumulado favorece o surgimento de manchas, perda de elasticidade e rugas antes do tempo;
    • Câncer de pele: a exposição repetida aos raios UV danifica o DNA das células, aumentando o risco de carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma;
    • Insolação: em casos de exposição extrema, pode ocorrer uma alteração grave na regulação da temperatura corporal, com risco de comprometimento de órgãos vitais.

    Como evitar as queimaduras solares?

    No dia a dia, é possível evitar as queimaduras de sol com alguns cuidados:

    • Usar protetor solar diariamente, com FPS 30 (no mínimo), aplicando a cada duas horas ou após suor intenso e contato com água;
    • Utilizar barreiras físicas, como chapéus, bonés, óculos de sol e roupas com proteção UV;
    • Procurar sombra sempre que possível, especialmente em ambientes abertos como praia e piscina;
    • Aplicar o protetor solar cerca de 15 a 30 minutos antes da exposição ao sol;
    • Não esquecer áreas mais sensíveis, como orelhas, nuca, pés e lábios;
    • Manter a pele hidratada e beber bastante água ao longo do dia;
    • Ter atenção redobrada com crianças, que têm a pele mais sensível.

    A recomendação é evitar a exposição ao sol nos horários de maior intensidade, normalmente entre 10h e 16h, pois, nesse período, a radiação ultravioleta está mais forte e pode causar danos à pele em menos tempo. Isso aumenta significativamente o risco de queimaduras, mesmo em exposições curtas.

    Leia também: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo dura uma queimadura de sol?

    Em casos leves (1º grau), os sintomas como dor e vermelhidão costumam melhorar em 3 a 5 dias. Já em casos graves com bolhas (2º grau), a cicatrização completa da pele pode levar de 10 a 14 dias.

    2. O que é bom para passar na pele descascando?

    Quando a pele começa a descascar, o ideal é usar hidratantes potentes e livres de fragrâncias, conforme orientado pelo médico. Evite puxar as peles soltas, pois isso pode ferir a camada saudável que ainda está se formando.

    3. Queimadura de sol pode causar febre?

    Sim. Quando a queimadura atinge uma área extensa do corpo, o organismo pode desencadear uma resposta inflamatória sistêmica, causando febre, calafrios e dor de cabeça. Isso pode ser um sinal de insolação.

    4. Quando a queimadura de sol é considerada grave?

    Ela é grave quando apresenta bolhas, quando cobre mais de 15% do corpo, ou quando o paciente apresenta sinais como confusão mental, desmaio, vômitos ou febre alta. Nestes casos, o atendimento médico deve ser imediato.

    5. Quanto tempo depois da queimadura posso me expor ao sol novamente?

    O ideal é esperar a pele se recuperar totalmente, o que leva de 7 a 14 dias. A pele nova que surge após a descamação é extremamente fina e sensível, podendo manchar ou queimar com muito mais facilidade se exposta precocemente.

    6. Queimadura de sol causa manchas permanentes?

    Pode causar. Se a inflamação for profunda ou se a pessoa se expuser ao sol enquanto a pele ainda está se recuperando, podem surgir manchas escuras (melasma solar) ou manchas brancas (leucodermia), difíceis de tratar posteriormente.

    7. Bebês e crianças podem usar os mesmos tratamentos de adultos?

    A pele da criança é muito mais fina e absorve substâncias com mais facilidade. Em bebês, evite automedicação e use apenas produtos indicados pelo pediatra. Se houver febre ou bolhas em crianças, a consulta médica é obrigatória.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Durante muito tempo a gestante ouviu que o ideal era ficar quieta e evitar esforços. Hoje, a recomendação mudou bastante. As principais diretrizes de saúde afirmam que, para a maioria das gestantes saudáveis, a atividade física traz benefícios e apresenta poucos riscos quando bem conduzida. Isso vale tanto para quem já se exercitava antes quanto para quem quer começar com segurança.

    A questão, então, não é simplesmente “pode ou não pode”, mas sim qual exercício faz sentido, com que intensidade e em quais situações é preciso ter mais cuidado. Entender isso ajuda a tirar o tema do campo do medo e colocá-lo no campo do cuidado informado.

    Exercício na gravidez faz bem?

    Sim, para a maioria das gestantes, faz bem. A prática de atividade física durante a gestação pode ajudar a reduzir complicações e melhorar a saúde materno-infantil.

    Entre os benefícios estão menor risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, excesso de ganho de peso e incontinência urinária, especialmente com exercícios para assoalho pélvico.

    O exercício não aumenta o risco de aborto, baixo peso ao nascer ou parto prematuro em gestantes sem contraindicação.

    Quanto exercício é recomendado?

    As recomendações convergem para cerca de 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada, distribuídos ao longo da semana. Isso pode ser traduzido, por exemplo, em 30 minutos em cinco dias. A recomendação pode ser adaptada de acordo com o condicionamento físico, a fase da gestação e a orientação profissional.

    Também é importante lembrar que alguma atividade é melhor do que nenhuma. Para quem estava sedentária, começar de forma gradual costuma ser o caminho mais seguro e sustentável.

    Quais são os melhores exercícios na gravidez?

    Não existe uma modalidade única. O melhor exercício é aquele que combina segurança, regularidade, conforto e adesão. Ainda assim, alguns tipos costumam ser especialmente bem aceitos. Veja abaixo.

    Caminhada

    A caminhada é uma das opções mais simples e recomendadas. Tem baixo impacto, pode ser ajustada em ritmo e duração e costuma ser bem tolerada ao longo da gestação. É uma boa porta de entrada para quem quer sair do sedentarismo.

    Hidroginástica e natação

    Atividades na água costumam ser muito valorizadas porque aliviam parte da sobrecarga articular, ajudam no conforto térmico e podem ser especialmente agradáveis conforme a barriga cresce. São boas opções para mobilidade, condicionamento e bem-estar.

    Pilates e alongamento

    O pilates, quando adaptado para gestantes e conduzido com orientação adequada, pode ajudar em postura, consciência corporal e conforto. Alongamentos suaves também podem contribuir, desde que respeitem os limites da gestação e evitem exageros.

    Musculação

    Sim, musculação pode entrar. O próprio Ministério da Saúde inclui musculação entre as atividades possíveis para gestantes, desde que haja adaptação, supervisão e respeito aos limites individuais. A ideia aqui não é buscar performance ou cargas extremas, e sim manter força, funcionalidade e preparo físico.

    No que se atentar?

    Aqui entra a parte mais importante da pauta. Exercício na gravidez não é liberado de qualquer jeito. Há sinais de alerta e contextos em que a atividade deve ser interrompida ou reavaliada.

    Sangramento vaginal, dor importante, tontura, falta de ar desproporcional, contrações dolorosas, perda de líquido e redução de movimentos fetais são exemplos de situações que exigem contato com o médico.

    Além disso, a gestante precisa evitar um esforço excessivo. Gravidez não é o momento de testar limite. Hidratação, conforto térmico, progressão gradual e adaptação do treino conforme o trimestre fazem parte da segurança.

    Toda gestante pode se exercitar?

    Não. A maioria pode, mas há situações em que a atividade deve ser adaptada, restringida ou temporariamente suspensa conforme avaliação médica. É por isso que a liberação individual faz diferença, especialmente em gestações de maior risco ou com sintomas.

    Leia também:

    Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes sobre exercícios na gravidez

    1. Gestante pode fazer exercício?

    Sim, na maioria dos casos, sim.

    2. Qual é a recomendação geral?

    Cerca de 150 minutos por semana de atividade moderada.

    3. Caminhada é uma boa opção?

    Sim, costuma ser uma das atividades mais indicadas.

    4. Musculação pode?

    Pode, com adaptação e orientação.

    5. Exercício aumenta risco de aborto?

    Não, em gestantes sem contraindicação, não.

    6. Quando devo parar o exercício e avisar o médico?

    Em caso de sangramento, dor importante, falta de ar intensa, contrações dolorosas ou perda de líquido.

    7. Dá para começar a se exercitar na gravidez mesmo sendo sedentária?

    Sim, de forma gradual e orientada.

    Veja mais:

    Hidroginástica: o que é, quando é indicado e benefícios (para todas as fases da vida)

  • Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio 

    Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio 

    O paracetamol é um dos medicamentos mais presentes na rotina das famílias. Ele costuma ser lembrado diante de febre, dor de cabeça, dor no corpo, sintomas de gripe e uma série de desconfortos comuns. Justamente por ser tão familiar, muita gente assume que ele não causa nenhum dano, e é aí que mora o problema.

    Quando usado na dose correta, o paracetamol tem um histórico consolidado de eficácia e segurança. Mas o uso indiscriminado, a repetição sem orientação e a soma de diferentes produtos que também contêm paracetamol podem aumentar o risco de intoxicação e lesão no fígado. Entenda mais a seguir!

    O que é o paracetamol?

    O paracetamol, também chamado de acetaminofeno em alguns países, é um medicamento analgésico e antitérmico. Isso significa que ele é usado principalmente para aliviar dor e reduzir febre. Ele não é, porém, um anti-inflamatório clássico como alguns outros remédios bastante conhecidos.

    Isso quer dizer que ele pode ajudar bastante em sintomas comuns do dia a dia, mas não resolve tudo. O papel do paracetamol é aliviar sintomas, não tratar diretamente a causa da febre ou da dor.

    Para que serve o paracetamol?

    Segundo bula aprovada pela Anvisa, ele é indicado para redução da febre e alívio temporário de dores leves a moderadas. Isso inclui situações como dor de cabeça, dor muscular, dor de dente, dor nas costas e dores associadas a gripes e resfriados.

    Em outras palavras, ele serve para ajudar a pessoa a se sentir melhor enquanto o organismo se recupera ou enquanto a causa do sintoma é investigada. Isso vale tanto para adultos quanto para crianças, desde que a dose seja apropriada para a faixa etária e o peso.

    Como o paracetamol age no corpo?

    O paracetamol atua principalmente no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da dor e ajudando a regular a temperatura corporal. Ele é muito usado justamente porque costuma ter boa tolerabilidade em doses corretas.

    Mas um ponto importante diferencia esse medicamento de outros de uso frequente: o risco de dano ao fígado em caso de excesso. Ou seja, o fato de ser comum não significa que possa ser tomado sem critério.

    Quando o paracetamol pode ser uma boa escolha?

    Ele pode ser útil em situações em que a pessoa está com febre, dor leve a moderada ou sintomas associados a infecções virais comuns. Muitas vezes, é escolhido quando se busca alívio sintomático sem recorrer a anti-inflamatórios.

    Ainda assim, funcionar para dor e febre não significa que ele seja o remédio ideal em toda situação. Em quadros persistentes, fortes ou acompanhados de sinais de alarme, é importante investigar a causa em vez de apenas repetir o medicamento.

    Quais cuidados são importantes?

    O principal cuidado é a dose. A Anvisa alerta que o uso indiscriminado pode levar a eventos adversos graves, inclusive hepatite medicamentosa e morte. A agência regulatória norte-americana, FDA, também reforça que tomar acetaminofeno em excesso pode causar overdose e lesão hepática severa.

    Isso pode acontecer de forma mais fácil do que muita gente imagina. Às vezes, a pessoa toma paracetamol puro e, sem perceber, usa também um antigripal, um remédio para resfriado ou outro produto combinado que já contém a mesma substância. A soma dessas doses aumenta o risco. O FDA destaca que existem centenas de produtos contendo acetaminofeno.

    Por que ele pode fazer mal ao fígado?

    Em dose terapêutica, o paracetamol costuma ser seguro. Em dose excessiva, porém, ele pode causar necrose hepática e, em casos graves, falência hepática. Essa toxicidade é dose-dependente e pode ser grave mesmo quando a pessoa inicialmente não sente nada muito alarmante.

    Esse é um ponto traiçoeiro: os sintomas de superdose podem não aparecer de imediato. Náusea, vômito, dor abdominal, confusão e icterícia podem surgir depois, e em alguns casos o quadro evolui ao longo de dias.

    Quem precisa de atenção especial?

    Pessoas com doença hepática, uso excessivo de álcool, idosos e quem usa múltiplos medicamentos devem ter cuidado redobrado. Crianças também exigem atenção estrita à dose correta, o que motivou alertas específicos da Anvisa sobre administração em bebês e crianças.

    Além disso, qualquer pessoa que já usa mais de um remédio para sintomas gripais ou dor precisa conferir a composição dos produtos para evitar duplicidade sem perceber.

    Quando procurar ajuda?

    Vale procurar orientação se a febre persiste, se a dor é forte, se há necessidade de tomar o medicamento repetidamente por vários dias ou se houver suspeita de dose maior do que a recomendada. Em caso de overdose, a busca por atendimento deve ser imediata, mesmo que ainda não existam sintomas importantes.

    Veja mais:

    Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes sobre paracetamol

    1. Paracetamol serve para febre?

    Sim. Ele é indicado para redução da febre.

    2. Paracetamol serve para dor?

    Sim, para dores leves a moderadas.

    3. Pode tomar todo dia?

    Sem orientação, não é o ideal. Repetir uso contínuo exige avaliação.

    4. Ele faz mal ao fígado?

    Pode fazer, especialmente em doses excessivas.

    5. Posso misturar com outros antigripais?

    Só com atenção à composição, porque muitos já contêm paracetamol.

    6. Criança pode usar?

    Pode, mas com dose correta para idade e peso.

    7. O que fazer em caso de superdose?

    Procurar atendimento imediatamente.

    Confira:

    Dor de cabeça, febre e rigidez no pescoço: saiba mais sobre a meningite viral

  • 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    Sentir estresse em momentos pontuais é parte da vida. Mas quando essa sensação se torna constante, o corpo pode começar a dar sinais de que algo não vai bem. O chamado estresse crônico ocorre quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos.

    Esse estado contínuo pode afetar diferentes sistemas do corpo, não apenas a saúde emocional. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem fisicamente e são ignorados ou atribuídos a outras causas. Aprenda a reconhecer os sinais para lutar contra o estresse.

    O que é estresse crônico?

    O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando essa resposta se mantém ativa por muito tempo, passa a ser considerada crônica.

    Isso pode levar a alterações em sistemas como:

    • Sistema nervoso;
    • Sistema cardiovascular;
    • Sistema digestivo;
    • Sistema imunológico.

    5 sintomas físicos do estresse crônico

    O corpo costuma avisar quando está sob estresse prolongado. Veja alguns dos sinais para prestar mais atenção.

    1. Dor de cabeça frequente

    A tensão constante pode desencadear dores de cabeça.

    Essas dores costumam ser do tipo de pressão ou aperto, frequentes e relacionadas a tensão muscular.

    2. Tensão muscular

    O estresse pode manter os músculos contraídos por longos períodos.

    Isso pode causar:

    • Dor no pescoço;
    • Rigidez nos ombros;
    • Desconforto nas costas.

    3. Problemas digestivos

    O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse.

    Podem surgir sintomas como:

    • Dor abdominal;
    • Azia;
    • Alterações no intestino.

    4. Alterações no sono

    O estresse crônico pode interferir na qualidade do sono.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para dormir;
    • Sono superficial;
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    5. Cansaço constante

    Mesmo sem esforço físico intenso, a pessoa pode se sentir exausta.

    Esse cansaço pode incluir:

    • Falta de energia;
    • Sensação de esgotamento;
    • Dificuldade para realizar tarefas.

    Por que o estresse afeta o corpo?

    Quando o organismo está sob estresse, há liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

    Em excesso e por tempo prolongado, esses hormônios podem causar:

    • Aumento da inflamação;
    • Alterações na pressão arterial;
    • Impacto no sistema imunológico.

    Quando procurar ajuda?

    Procure orientação se os sintomas:

    • Persistem por semanas;
    • Interferem na rotina;
    • Afetam o sono ou o trabalho;
    • Estão associados a ansiedade ou irritabilidade.

    O acompanhamento profissional pode ajudar a identificar causas e estratégias de tratamento.

    Como reduzir o estresse no dia a dia?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter momentos de lazer;
    • Manter rotina de sono;
    • Buscar apoio emocional;
    • Estabelecer limites no trabalho.

    Leia mais:

    Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre estresse crônico

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, e eles são bastante comuns.

    2. Dor de cabeça pode ser causada por estresse?

    Sim, especialmente dores do tipo tensional.

    3. Estresse afeta o intestino?

    Sim, pode causar alterações digestivas.

    4. Cansaço constante pode ser estresse?

    Pode ser um dos sinais.

    5. Estresse pode afetar o sono?

    Sim, é uma das causas comuns de insônia.

    6. Estresse pode virar doença?

    Se não controlado, pode contribuir para diversos problemas de saúde.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Quando os sintomas de estresse persistem ou impactam o dia a dia e a qualidade de vida.

    Veja também:

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Você sabe o que são transtornos alimentares? Eles consistem em condições de saúde mental que afetam a forma como uma pessoa se relaciona com a comida, com o próprio corpo e com o peso. Na prática, os distúrbios transformam o ato de comer em uma fonte constante de ansiedade, medo ou perda de controle.

    De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros convivem com condições como compulsão alimentar, anorexia ou bulimia, com números ainda mais altos entre adolescentes e jovens. É quase o dobro da média mundial, que fica em torno de 2,6% da população.

    Além de afetarem a relação com a comida, os transtornos prejudicam diretamente o bem-estar físico e emocional, aumentando o risco de depressão, ansiedade e até transtornos por uso de substâncias. No início, os sinais podem parecer discretos, mas com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e comprometer diferentes áreas da vida.

    Quais os principais tipos de transtornos alimentares?

    Segundo o Ministério da Saúde, os principais tipos de transtornos alimentares são:

    • Anorexia nervosa: é um transtorno em que a pessoa passa a restringir muito a alimentação, com um medo intenso de engordar e uma visão distorcida do próprio corpo. Mesmo estando muito magra, ela pode se enxergar acima do peso, o que leva a um quadro de desnutrição;
    • Bulimia nervosa: envolve episódios de compulsão alimentar, quando a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, seguidos de tentativas de evitar o ganho de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou fazer exercícios em excesso;
    • Transtorno da compulsão alimentar: é caracterizado por episódios de comer em grande quantidade com sensação de perda de controle. Diferente da bulimia, não há comportamentos para compensar o que foi consumido, e muitas vezes o quadro está associado ao ganho de peso;
    • Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE): consiste na restrição alimentar por medo, ansiedade ou aversão a alimentos. Ao contrário de outros TA, ela não está associada a preocupação com peso ou corpo.

    Alguns quadros não se encaixam exatamente nas categorias mais conhecidas, mas ainda assim trazem prejuízos para a saúde física e emocional.

    Quais os sinais de alerta em adultos?

    Em adultos, os sinais de transtornos alimentares podem aparecer de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos no início. É preciso atenção a mudanças que se tornam obsessivas, como:

    • Passar muito tempo analisando as tabelas nutricionais e excluir grupos alimentares inteiros, como carboidratos ou gorduras, sem orientação profissional;
    • Comportamentos muito controlados na hora de comer, como ter a necessidade de cortar a comida em pedaços muito pequenos, comer sempre na mesma ordem ou usar pratos e talheres menores para tentar controlar a quantidade de comida;
    • Praticar atividades físicas de forma exaustiva, mesmo quando há cansaço ou doença, ou utilizar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite sem indicação adequada;
    • Evitar eventos que envolvam comida, como festas, rodízios ou almoços de trabalho, por medo de perder o controle ou por vergonha do próprio corpo;
    • Irritabilidade extrema, especialmente quando a rotina alimentar é interrompida, e sentimentos intensos de culpa ou vergonha após comer.

    Além dos sinais, a pessoa pode começar a pular refeições com frequência, comer escondido ou sentir muita culpa depois de se alimentar. Em alguns casos, há episódios de comer em grande quantidade em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle.

    Sintomas físicos dos transtornos alimentares

    Com o passar do tempo, o transtorno alimentar pode comprometer o funcionamento do organismo de diferentes formas, causando sintomas como:

    • Perda ou ganho de peso muito rápido e sem uma causa aparente;
    • Alterações bucais e na garganta, como inchaço nas glândulas salivares (perto da mandíbula) e desgaste do esmalte dentário;
    • Queixas constantes de dores de estômago;
    • Refluxo;
    • Prisão de ventre severa;
    • Queda de cabelo acentuada e unhas quebradiças;
    • Tonturas frequentes;
    • Sensação constante de frio (devido à baixa taxa metabólica).

    Em quadros mais avançados, pode surgir desidratação, desequilíbrios de eletrólitos e até problemas cardíacos.

    Como identificar transtornos alimentares nos jovens?

    Diferente dos adultos, as crianças e adolescentes podem ter dificuldades em falar sobre o que estão sentindo ou até em perceber que há algo errado. Os pais devem observar mudanças drásticas no comportamento rotineiro, como:

    • Isolamento nas refeições, com desculpas para não comer à mesa, como dizer que já comeu ou que vai comer depois sozinho;
    • Interesse repentino e obsessivo por dietas, contagem de calorias e rótulos;
    • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições;
    • Parar de comer determinados alimentos, principalmente os mais calóricos;
    • Perda ou ganho de peso em excesso;
    • Cansaço frequente e queda no rendimento escolar;
    • Uso de roupas largas e pesadas, mesmo em dias quentes, para esconder o corpo;
    • Comentários negativos sobre si mesmo ou comparação constante com outras pessoas;
    • Subir na balança várias vezes ao dia ou passar muito tempo se olhando no espelho;
    • Alterações físicas visíveis, como inchaço no rosto, dentes amarelados, unhas fracas ou episódios de desmaio.

    Como conversar com o jovem?

    Se você notar qualquer um dos sinais no dia a dia do seu filho, é fundamental que a conversa seja feita com cuidado, respeito e acolhimento. Lembre-se de falar com calma e mostrar a sua preocupação de forma sincera, sem as críticas ou os julgamentos.

    Em vez de apontar erros, você pode dizer que percebeu algumas mudanças e que quer ajudar, abrindo um espaço para que ele se sinta seguro para falar. Escute com atenção, sem interromper ou minimizar o que ele sente.

    Mesmo que as falas pareçam confusas ou difíceis de entender, tente compreender o que está por trás dos comportamentos e reforçar que ele não está sozinho. Nesses momentos, o acompanhamento com um profissional de saúde é fundamental para ajudar o jovem a desconstruir a relação distorcida com a comida e com o próprio corpo.

    Quando buscar ajuda profissional?

    O momento de buscar ajuda profissional é assim que os primeiros sinais começarem a aparecer, mesmo que não exista uma perda de peso visível. Não é preciso esperar que a situação piore para agir, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais tranquila.

    Em alguns casos, a pessoa que convive com um transtorno alimentar não consegue perceber o quanto a situação é séria ou sente vergonha e dificuldade para pedir ajuda. Isso torna ainda mais importante a atenção e o apoio de amigos e familiares.

    Vale apontar que insistir de forma agressiva ou fazer críticas pode afastar ainda mais a pessoa. O ideal é abrir espaço para o diálogo, escutar com atenção e, aos poucos, incentivar a busca por ajuda profissional.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno alimentar tem cura?

    Sim! Com tratamento multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e psiquiatra), é possível recuperar a relação saudável com a comida e com o corpo, embora o processo exija tempo e paciência.

    2. O que causa um transtorno alimentar?

    Não existe uma única causa. O TA normalmente surge como uma combinação de fatores genéticos, biológicos, pressões estéticas da sociedade, traumas emocionais e traços de personalidade, como o perfeccionismo.

    3. Qual a diferença entre bulimia e compulsão alimentar?

    Na bulimia, após comer em excesso, a pessoa usa métodos compensatórios, como uso de laxantes, exercícios exercícios ou provocar o vômito. Na compulsão, também há episódios de comer grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, mas não existem comportamentos compensatórios depois.

    4. O que é a ortorexia?

    É a obsessão doentia por comer apenas alimentos “puros” ou extremamente saudáveis, levando a restrições severas que prejudicam a vida social e a saúde nutricional.

    5. Como o nutricionista ajuda no tratamento?

    Ele atua na reabilitação alimentar, ajudando o paciente a redescobrir os sinais de fome e saciedade e a desmistificar “alimentos proibidos”, sem o uso de dietas de emagrecimento.

    6. É possível prevenir transtornos alimentares?

    Sim, promovendo uma educação alimentar neutra em casa, evitando críticas ao corpo alheio e incentivando a autoestima baseada em habilidades, não na aparência.

    7. Por que a menstruação pode parar na anorexia?

    Devido à baixa gordura corporal e ao estresse extremo, o corpo entende que não tem energia para manter o sistema reprodutor, interrompendo a produção hormonal (amenorreia).

    Leia mais: Anorexia nervosa: entenda o papel da nutrição na recuperação e na prevenção de recaídas

  • 7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    O sódio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo, atuando para manter o equilíbrio de líquidos e participando da condução de impulsos nervosos. Ainda assim, como acontece com qualquer nutriente, a quantidade consumida no dia a dia precisa de atenção.

    Quando há sódio demais no organismo, o corpo tende a reter mais líquidos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar órgãos como o coração e os rins.

    O sódio é encontrado naturalmente nos alimentos, mas a maior parte do consumo provém dos produtos industrializados, onde ele atua como conservante e realçador de sabor.

    Por que o excesso de sódio é prejudicial para a saúde?

    Quando o consumo de sódio é excessivo, o corpo tende a reter mais líquidos do que o necessário, pois o organismo tenta equilibrar a quantidade de sal no sangue, puxando água para dentro dos vasos.

    Consequentemente, o volume de sangue aumenta e a pressão nas artérias sobe, o que pode levar à hipertensão ao longo do tempo.

    Com a pressão mais alta, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que aumenta o risco de problemas como infarto e AVC. Ao mesmo tempo, os rins precisam filtrar todo o excesso de sal, e o esforço constante pode prejudicar o funcionamento renal com o passar do tempo.

    Como o sódio estimula a eliminação de cálcio pela urina, o corpo também pode acabar retirando cálcio dos ossos para compensar perdas no sangue, o aumenta o risco de osteoporose a longo prazo, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

    Quais alimentos podem conter sódio oculto?

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis. Veja alguns exemplos:

    1. Sopas instantâneas e caldos prontos

    Mesmo nas versões com menos gordura, as sopas instantâneas e os caldos prontos costumam ter muito sal e vários aditivos à base de sódio, como o glutamato monossódico, para realçar o sabor e aumentar a durabilidade.

    Em muitos casos, uma única porção de sopa de copo ou um cubinho de caldo pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio de um adulto.

    2. Queijos magros e cottage

    Apesar de terem menos gordura saturada, queijos como o cottage e o ricota industrializada recebem doses extras de sal para compensar a perda de sabor da gordura e ajudar na conservação, já que são alimentos com muita umidade.

    Uma dica é comparar as marcas e priorizar aquelas com menor teor de miligramas de sódio por porção.

    3. Peito de peru, presunto magro e embutidos “light”

    Para manter a cor rosada e evitar a proliferação de bactérias, os alimentos recebem nitritos e nitratos de sódio. Mesmo as versões light ou com redução de gordura mantêm um nível elevado de sódio, o que contribui para a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial se o consumo for diário.

    4. Cereais matinais e pães de forma

    O sódio é necessário na panificação industrial para controlar a fermentação, fortalecer a rede de glúten e garantir que o pão de forma dure mais tempo sem embolorar.

    Já nos cereais matinais, o sal serve para equilibrar o dulçor excessivo, fazendo com que você consuma sódio logo na primeira refeição do dia sem perceber.

    5. Lanches “assados” ou integrais

    Para compensar a falta da gordura e manter a crocância e o sabor, é comum adicionar grandes quantidades de sal e aditivos (como o bicarbonato de sódio) em lanches como biscoitos salgados, chips de legumes e crackers integrais. Inclusive, algumas marcas podem ter tanto sódio quanto salgadinhos tradicionais, mesmo com aparência mais saudável.

    6. Refrigerantes, especialmente as versões zero

    Nos refrigerantes, o sal é usado em larga escala na forma de ciclamato de sódio e sacarina sódica (adoçantes) e também como conservante (benzoato de sódio). Nas versões zero, a quantidade de sódio costuma ser ainda maior do que na versão normal para ajudar a equilibrar o sabor residual dos adoçantes.

    7. Molhos prontos

    Os molhos para salada, shoyu, molho inglês e temperos em cubo ou em pó, ainda que usados em pequenas quantidades, costumam ter uma grande quantidade de sódio. Frequentemente, eles também contêm açúcar, corantes e outros aditivos que podem prejudicar a saúde.

    8. Macarrão instantâneo

    A maior parte do sódio presente no macarrão instantâneo está concentrada no sachê de tempero, que é rico em sal e glutamato monossódico.

    No entanto, a própria massa do macarrão também contribui para o excesso, pois o processo de fabricação envolve o uso de sal na massa e uma etapa de fritura prévia, que ajuda na conservação e na rapidez do preparo.

    9. Bebidas esportivas (isotônicos)

    As bebidas esportivas contêm quantidades significativas de sódio e outros eletrólitos, como o potássio, sendo formuladas especificamente para a reposição rápida de nutrientes perdidos através do suor durante atividades físicas intensas e prolongadas.

    Mas, quando são consumidos por pessoas que não estão fazendo atividade física intensa, os isotônicos contribuem para o consumo de sódio sem necessidade, o que pode sobrecarregar os rins e favorecer o aumento da pressão arterial.

    Como ler o rótulo para identificar o sódio?

    A melhor maneira de identificar o sódio no rótulo do alimento é observar a tabela nutricional. De acordo com as normas da Anvisa, os alimentos com alto teor de sódio agora devem exibir uma lupa de alerta na parte frontal da embalagem.

    Ao ler a lista de ingredientes, também é importante ficar atento a termos como:

    • Glutamato monossódico;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Nitrato ou nitrito de sódio;
    • Benzoato de sódio.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5g de sal ou uma colher de chá rasa). No Brasil, a média de consumo é quase o dobro disso.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por 40% de sódio e 60% de cloro. Portanto, o sódio é uma parte do sal. Quando os rótulos indicam “sódio”, eles se referem ao mineral puro, que é o componente que afeta a pressão arterial.

    2. Alimentos doces podem ter muito sódio?

    Sim, o sódio é usado em doces industrializados para realçar o sabor, controlar a fermentação (bicarbonato de sódio) e conservar o produto. Bolos de caixinha e cereais matinais são exemplos clássicos.

    3. Por que o refrigerante zero tem mais sódio que o normal?

    Para compensar a falta do açúcar e manter o paladar agradável, a indústria utiliza adoçantes à base de sódio (como ciclamato e sacarina) e conservantes que elevam o teor do mineral na versão diet/zero.

    4. O sal rosa do Himalaia é melhor que o sal comum?

    Embora contenha mais minerais (como cálcio e magnésio), o sal rosa tem praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal refinado. Portanto, deve ser consumido com a mesma moderação.

    5. Crianças podem consumir a mesma quantidade de sódio que adultos?

    Não. Os rins das crianças ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis. A recomendação é muito menor e, para bebês até 1 ano, o ideal é não adicionar sal aos alimentos.

    6. O sódio causa pedras nos rins?

    Sim, o alto consumo de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Quando acumulado nos rins, o cálcio pode se cristalizar, formando os cálculos renais.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue pelo corpo. Quando os níveis estão elevados, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação, o que pode sobrecarregar o organismo com o passar do tempo.

    Por isso, ao medir a pressão e encontrar o valor de 14 por 9, é comum surgir a dúvida sobre o quanto isso pode ser preocupante.

    De forma geral, uma medição isolada não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hipertensão, já que a pressão pode oscilar ao longo do dia por situações como estresse, ansiedade, ingestão de café e prática recente de atividade física.

    Ainda assim, segundo as diretrizes brasileiras de cardiologia, valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg já são classificados como hipertensão em estágio inicial. É um sinal de alerta para buscar acompanhamento médico, pois a hipertensão é uma doença silenciosa que aumenta o risco de AVC e infarto.

    Pressão 14 por 9 é perigosa?

    A pressão arterial 14 por 9 é considerada perigosa se aparecer com frequência, pois indica que o coração já está fazendo mais esforço do que o ideal para bombear o sangue.

    Com o tempo, o aumento contínuo da pressão pode comprometer estruturas importantes do organismo, como o coração, o cérebro, os rins e os próprios vasos sanguíneos. Isso eleva o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência renal e doenças cardiovasculares.

    Quando é considerado hipertensão?

    O valor 14 por 9 já indica um quadro de hipertensão em estágio inicial, mas é necessário confirmar os valores elevados em diferentes momentos, normalmente em duas ou mais consultas.

    No dia a dia, a pressão pode subir pontualmente por fatores como estresse, ansiedade, dor, consumo de cafeína ou esforço físico recente. O mais importante é observar se o valor se repete ou aumenta em várias medições, ainda mais quando existem fatores de risco para hipertensão, como diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

    Quando isso acontece, o recomendado é procurar orientação médica para uma avaliação mais completa. O profissional poderá analisar o histórico de saúde, solicitar exames e indicar as melhores abordagens para o controle da pressão.

    Importante: durante a gravidez, a pressão 14 por 9 ou superior é sempre perigosa. Ela pode ser o primeiro sinal de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento médico imediato para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    Valores de referência para pressão arterial

    De acordo com as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da pressão arterial é feita da seguinte forma:

    • Normal: abaixo de 120/80 mmHg (menor que 12 por 8);
    • Pressão elevada (ou pré-hipertensão): entre 120 e 139 mmHg na sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg na diastólica;
    • Hipertensão (estágio 1): igual ou acima de 140/90 mmHg, confirmada em duas ou mais medições.

    Uma mudança importante envolve o valor de 12 por 8, que antes era considerado dentro da normalidade, hoje já é visto como um sinal de alerta, sendo classificado como pressão elevada.

    Principais sintomas de pressão alta

    A pressão alta costuma ser um quadro silencioso, então você pode estar com a pressão em 14 por 9 sem apresentar nenhum sintoma.

    Ainda assim, em alguns casos, quando a pressão sobe de forma rápida ou permanece alta por muito tempo, podem surgir alguns sinais de alerta, como:

    • Dor na nuca, com dor de cabeça persistente que começa na parte de trás e pode se espalhar;
    • Tontura e falta de equilíbrio, com sensação de que tudo está girando ou instabilidade ao se levantar;
    • Visão embaçada, com presença de pontinhos brilhantes ou vista nublada de forma repentina;
    • Zumbido no ouvido, com som constante ou pulsante que pode acompanhar os batimentos cardíacos;
    • Cansaço excessivo, com sensação de fadiga sem causa aparente, como se o corpo estivesse fazendo mais esforço que o normal.

    Vale destacar que se a pressão estiver alta e você apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, vômitos e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato, pois eles podem indicar uma sobrecarga crítica no coração ou no cérebro.

    O que fazer quando a pressão está 14 por 9?

    Se a pressão marcou 14 por 9, o primeiro passo é manter a calma. Apesar de ser um valor alto, ele nem sempre indica um problema imediato.

    O ideal é repetir a medição após alguns minutos de descanso, em um ambiente tranquilo, evitando falar, cruzar as pernas ou medir logo após esforço físico, consumo de café ou situações de estresse. Também é importante observar se foi um episódio isolado, já que a pressão pode subir momentaneamente por fatores do dia a dia.

    Uma dica é acompanhar os valores em outros dias, sempre nas mesmas condições, e anotar os resultados em um caderninho. Isso ajuda a identificar se existe um padrão de elevação ou se foi apenas uma alteração pontual.

    Se a pressão continuar em torno de 14 por 9 ou mais em várias medições, procure orientação médica. O profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

    Como baixar a pressão de forma natural?

    O controle da pressão arterial envolve mudanças simples no dia a dia, que ajudam o corpo a funcionar melhor e reduzem o esforço do coração:

    • Reduzir o consumo de sal no dia a dia;
    • Evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sódio;
    • Priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, bicicleta ou dança;
    • Manter um peso adequado;
    • Controlar o estresse com momentos de relaxamento e pausas ao longo do dia;
    • Dormir bem e ter uma rotina de sono de qualidade;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Não fumar.

    As medidas ajudam no controle da pressão, mas não substituem o acompanhamento médico quando os valores estão elevados com frequência.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar café se minha pressão estiver 14×9?

    O ideal é evitar, pois a cafeína é um estimulante que pode elevar temporariamente a pressão arterial. Se você já está com 14×9, o café pode fazer esse valor subir ainda mais.

    2. O que fazer para baixar a pressão rápido no momento?

    O melhor é repousar. Sente-se ou deite-se em um lugar calmo, respire profundamente e relaxe por 20 minutos. Não tome remédios por conta própria sem orientação médica.

    3. Quem tem pressão alta pode fazer exercícios?

    Sim, a atividade física regular fortalece o coração, tornando-o mais eficiente para bombear o sangue com menos esforço. Porém, se a pressão estiver descontrolada no momento (acima de 16×10), o exercício deve ser evitado até a estabilização.

    4. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (em jejum e após urinar) e à noite, antes de jantar. Evite medir logo após comer, fumar ou praticar exercícios.

    5. O que é a “hipertensão do avental branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo ou ansiedade do paciente, mas permanece normal quando medida em casa.

    6. Pode parar de tomar o remédio se a pressão normalizar?

    Nunca. Se a pressão está normal, é sinal de que o remédio está funcionando. Interromper o tratamento sem ordem médica pode causar um efeito rebote perigoso.

    7. O que é crise hipertensiva?

    É quando a pressão sobe bruscamente para valores iguais ou superiores a 18×12 (180/120 mmHg). Se houver dor no peito ou confusão mental, é uma emergência médica.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • 6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    Fezes em bolinhas, duras e ressecadas, esforço excessivo e menos de três evacuações por semana são alguns dos principais sinais de prisão de ventre em crianças. O quadro é mais comum após o primeiro ano de vida, no desmame, com a introdução de alimentos sólidos.

    Na maioria dos casos, o problema é causado pela pouca ingestão de água e o consumo de alimentos pobres em fibras, além de mudanças na alimentação ou na rotina. Para não agravar a condição e afetar o bem-estar da criança, é importante observar os sinais desde o início.

    Quando a prisão de ventre não é tratada logo no começo, a evacuação pode se tornar cada vez mais dolorosa, o que faz a criança evitar ir ao banheiro. Com o tempo, isso pode piorar o quadro, deixando as fezes ainda mais ressecadas e difíceis de eliminar.

    Como aliviar a prisão de ventre em crianças?

    A prisão de ventre em crianças pode ser aliviada a partir de ajustes simples na rotina e na alimentação, como:

    1. Aumentar o consumo de fibras na dieta

    As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal que o corpo não consegue digerir totalmente. Na prática, elas ajudam a formar o bolo fecal e deixar as fezes mais macias, facilitando o trânsito intestinal e a evacuação.

    Para aumentar o consumo, vale incluir frutas como mamão, pera e ameixa, além de legumes, verduras, feijão, aveia e alimentos integrais no dia a dia da criança. O ideal é priorizar as versões com casca e menos processadas.

    2. Oferecer água e líquidos com frequência

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é preciso oferecer mais água para a criança, mesmo que ela não tenha sede. As fibras absorvem líquidos, ajudando a formar um tipo de gel ou a aumentar o volume das fezes, o que deixa a evacuação mais fácil.

    Quando a ingestão de água é baixa, o efeito pode ser o contrário, com fezes mais duras, gases e piora da prisão de ventre.

    3. Fazer massagens abdominais

    As massagens na barriga podem ajudar a estimular os movimentos naturais do intestino de forma suave, além de aliviar o desconforto e a sensação de inchaço.

    Com a criança deitada de costas, a massagem pode ser feita com movimentos circulares leves, usando a ponta dos dedos ao redor do umbigo, sempre no sentido horário.

    Outra opção, no caso de crianças pequenas e bebês, é movimentar as perninhas como se estivesse pedalando, levando-as em direção ao abdômen, o que também pode ajudar na liberação das fezes.

    4. Evitar alimentos constipantes

    Durante o período de crise, é recomendado reduzir temporariamente o consumo de alimentos que favorecem o ressecamento das fezes, como:

    • Banana-maçã, banana-prata, goiaba, caju, maçã sem casca, limão;
    • Arroz branco, farinha de mandioca, polvilho, amido de milho, macarrão, pão branco;
    • Batata inglesa, cenoura cozida, beterraba cozida, chuchu, inhame;
    • Leite de vaca em excesso, queijos, iogurtes sem probióticos, biscoitos de sal ou polvilho.

    5. Estimular a atividade física

    O movimento do corpo ajuda a estimular os movimentos naturais que facilitam a evacuação. Quanto mais ativa a criança for, maiores são as chances de o intestino acompanhar esse ritmo, funcionando de forma mais regular.

    No dia a dia, as crianças podem adotar atividades simples, como brincar, correr, pular, andar de bicicleta ou fazer passeios ao ar livre. Já no caso dos bebês, pequenos estímulos no dia a dia já fazem diferença, como deixar se movimentar livremente no tapete, rolar, engatinhar e explorar o ambiente com segurança.

    6. Criar uma rotina para o uso do banheiro

    Com uma rotina de horários regulares para ir ao banheiro, a criança passa a reconhecer melhor os sinais do próprio corpo e cria o hábito de evacuar com mais facilidade. O ideal é incentivar que ela sente no vaso, principalmente após as refeições, quando o intestino está mais ativo.

    Se a criança ainda não alcançar os pés no chão, uma dica é usar um apoio para os pés (banquinho) para que os joelhos fiquem acima da linha do quadril, posição que relaxa a musculatura e facilita a saída das fezes.

    Quando o uso de laxantes é necessário?

    O uso de laxantes, como o supositório infantil, pode ser indicado quando a alimentação e os hábitos não são suficientes para aliviar a constipação.

    Eles ajudam a amolecer as fezes e facilitar a evacuação, mas só devem ser usados com orientação de um pediatra, já que a indicação depende da idade e pode haver contraindicações, como risco de hipernatremia.

    Quando ir ao médico?

    A criança deve ser levada ao médico se apresentar os seguintes sinais:

    • Dor intensa ao evacuar;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Barriga muito inchada ou endurecida;
    • Perda de apetite ou de peso;
    • Muitos dias sem evacuar, mesmo com mudanças na rotina;
    • Escape de fezes na roupa (sujidade frequente).

    Nessas situações, o pediatra pode avaliar o caso com mais cuidado e, se necessário, indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado prisão de ventre em bebês e crianças?

    É a dificuldade persistente de evacuar, caracterizada por menos de 3 evacuações por semana, fezes duras, secas ou em formato de bolinhas, e que causam dor ou esforço excessivo ao sair.

    2. Como saber se o esforço que a criança faz é normal ou sinal de constipação?

    O esforço é normal se as fezes saírem macias. Se o rosto ficar vermelho, mas a criança chorar de dor e as fezes saírem endurecidas, é sinal de constipação.

    3. O leite de vaca pode causar prisão de ventre?

    Em algumas crianças, a proteína do leite de vaca ou o excesso de consumo de laticínios podem tornar o trânsito intestinal mais lento ou causar inflamações leves que levam à constipação.

    4. Água de coco ajuda na prisão de ventre infantil?

    Sim, pois ajuda na hidratação, que é fundamental para que as fibras ingeridas funcionem corretamente.

    5. A criança pode ter prisão de ventre por causas emocionais?

    Sim. Mudanças bruscas na rotina, como a entrada na escola, viagens ou a chegada de um irmão, podem gerar ansiedade. A criança “trava” o reflexo de evacuar, o que leva ao ressecamento das fezes.

    6. Qual a quantidade de água ideal para uma criança constipada?

    A quantidade varia conforme a idade e o peso, mas uma regra prática é oferecer água sempre que a criança estiver ativa e garantir que a urina esteja clara.

    Leia mais: Micropênis existe mesmo? Saiba por que acontece e como é feita a avaliação