Autor: Dra. Juliana Soares

  • 8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    8 motivos para incluir o limão na sua rotina matinal

    Quem nunca ouviu dizer que tomar água com limão logo pela manhã desintoxica o organismo, alcaliniza o sangue, acelera o metabolismo ou até derrete gordura? Essas promessas se espalharam pelas redes sociais e transformaram uma fruta bastante comum em uma espécie de solução milagrosa para diversos problemas de saúde.

    A boa notícia é que o limão realmente pode trazer benefícios interessantes para a saúde. A má notícia é que eles não têm nada a ver com essas promessas. Na realidade, trata-se de uma fruta rica em vitamina C e compostos bioativos que pode contribuir para uma alimentação equilibrada quando inserida dentro de um estilo de vida saudável. Ou seja, o limão não faz milagres, mas também não merece ser subestimado.

    Antes de tudo: o limão não é um alimento milagroso

    Antes de falar dos benefícios, vale desfazer alguns dos principais mitos que cercam essa fruta.

    O organismo humano possui mecanismos extremamente eficientes para manter o funcionamento adequado dos órgãos e o equilíbrio do sangue. Um exemplo disso é o controle do pH sanguíneo, que permanece dentro de uma faixa muito estreita graças à ação dos pulmões e dos rins. Em pessoas saudáveis, a alimentação praticamente não altera esse equilíbrio.

    Isso significa que o limão não “alcaliniza” o sangue, assim como também não existe evidência científica de que seja capaz de:

    • Desintoxicar o organismo;
    • Eliminar toxinas;
    • Derreter gordura corporal;
    • Acelerar significativamente o metabolismo;
    • Curar doenças;
    • Fortalecer sozinho o sistema imunológico.

    Na verdade, quem faz o trabalho de eliminar substâncias potencialmente tóxicas do organismo são principalmente o fígado e os rins. Nenhum alimento isolado substitui essas funções.

    Então por que o limão ganhou tanta fama?

    Provavelmente porque ele reúne algumas características positivas: é uma fruta rica em vitamina C, tem compostos antioxidantes e costuma ser consumido junto com água, o que naturalmente favorece a hidratação. Esses benefícios reais acabaram sendo ampliados ao longo dos anos até se transformarem em promessas que a ciência não confirma.

    Mas isso não significa que ele não tenha seu lugar dentro de uma alimentação saudável. Veja os benefícios de inclui-lo na sua rotina da manhã.

    1. Você começa o dia consumindo vitamina C

    Talvez esse seja o benefício mais conhecido, e um dos mais bem documentados.

    O limão é uma boa fonte de vitamina C, um nutriente essencial para diversas funções do organismo. Diferentemente de algumas vitaminas, ela não é produzida pelo corpo humano e precisa ser obtida por meio da alimentação.

    Entre suas principais funções estão:

    • Participar da formação do colágeno;
    • Atuar como antioxidante;
    • Auxiliar o funcionamento do sistema imunológico;
    • Favorecer a cicatrização;
    • Contribuir para a absorção do ferro presente em alimentos vegetais.

    Começar o dia consumindo alimentos ricos nessa vitamina pode facilitar que a ingestão diária seja alcançada ao longo da alimentação.

    Vale lembrar, porém, que uma única fruta dificilmente fornece toda a vitamina C necessária para o dia. A recomendação para adultos varia conforme idade, sexo e condições fisiológicas, como gestação e amamentação. Por isso, o ideal é manter uma alimentação variada, com frutas e hortaliças ao longo do dia.

    2. O limão pode ajudar você a beber mais água

    Muitas pessoas relatam que têm dificuldade para beber água pura, especialmente logo ao acordar.

    Nesses casos, adicionar algumas gotas de limão pode tornar a bebida mais agradável e facilitar a hidratação.

    Esse detalhe parece pequeno, mas pode fazer diferença. A água participa praticamente de todos os processos do organismo. Ela ajuda a regular a temperatura corporal, transportar nutrientes, participar das reações metabólicas e manter o bom funcionamento dos rins e do intestino.

    É importante deixar claro que o benefício vem principalmente da água, e não do limão.

    Se adicionar limão ao copo faz com que a pessoa beba mais líquidos ao longo do dia, esse hábito pode ser positivo. Caso contrário, não existe necessidade de colocar limão na água para que ela seja hidratante.

    Em outras palavras, água com limão hidrata exatamente porque contém água.

    3. A vitamina C do limão ajuda na absorção do ferro

    Esse é um dos benefícios mais interessantes e que muitas pessoas desconhecem.

    Existem dois tipos principais de ferro presentes na alimentação: o ferro heme, encontrado principalmente em carnes, e o ferro não heme, presente em vegetais, leguminosas, grãos e sementes.

    O organismo absorve com mais facilidade o ferro proveniente das carnes. Já o ferro dos alimentos vegetais costuma ter uma absorção menor.

    É aí que entra a vitamina C.

    Diversos estudos mostram que consumir alimentos ricos em vitamina C durante a refeição aumenta significativamente a absorção do ferro não heme.

    Na prática, isso significa que espremer limão sobre alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, espinafre ou outras verduras pode ajudar o organismo a aproveitar melhor esse mineral.

    Esse benefício é particularmente interessante para pessoas vegetarianas, veganas ou que apresentam maior risco de deficiência de ferro.

    4. Comer limão é muito diferente de tomar suplementos

    Quando surgem estudos sobre vitamina C ou antioxidantes, é comum pensar que basta consumir grandes quantidades desses nutrientes para obter ainda mais benefícios, mas a ciência mostra que não funciona exatamente assim.

    Os alimentos são uma combinação complexa de fibras, vitaminas, minerais e centenas de compostos bioativos que interagem entre si. Os suplementos, por sua vez, fornecem apenas um ou poucos nutrientes isoladamente.

    Por isso, os benefícios observados em pessoas que consomem mais frutas e verduras não podem ser atribuídos exclusivamente à vitamina C.

    Em outras palavras, incluir limão na alimentação é interessante não porque ele seja um superalimento, mas porque faz parte de um padrão alimentar saudável que inclui diversas frutas, legumes e verduras.

    5. O limão pode te fazer lidar melhor com gripes e resfriados

    Esse talvez seja um dos maiores equívocos relacionados à vitamina C. Durante muitos anos acreditou-se que consumir grandes quantidades dessa vitamina impediria o aparecimento de gripes. Hoje sabemos que isso não é exatamente verdade.

    Para a população em geral, a suplementação de vitamina C não reduz de forma consistente o risco de desenvolver resfriados.

    O que alguns estudos sugerem é que pessoas que já mantêm ingestão adequada de vitamina C podem apresentar uma pequena redução na duração dos sintomas quando adoecem.

    Ou seja, comer limão diariamente não impede que uma pessoa contraia um vírus respiratório. Por outro lado, manter uma alimentação rica em frutas e verduras ajuda a garantir o aporte adequado de diversos nutrientes importantes para o funcionamento normal do sistema imunológico.

    6. Pode ajudar a substituir bebidas açucaradas no café da manhã

    Outro benefício do limão não está necessariamente na fruta em si, mas no que ela pode substituir.

    Muitas pessoas têm o hábito de começar o dia consumindo refrigerantes, sucos industrializados, bebidas lácteas açucaradas ou cafés com grandes quantidades de açúcar. Trocar essas opções por água com limão ou simplesmente por água pode reduzir significativamente o consumo de açúcares livres.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar a ingestão de açúcares livres a menos de 10% das calorias diárias, e, idealmente, abaixo de 5%, para benefícios adicionais à saúde. O consumo em excesso está associado a maior risco de ganho de peso, cárie dentária e doenças metabólicas.

    Nesse contexto, a água com limão pode funcionar como uma alternativa saborosa para quem deseja reduzir o consumo de bebidas adoçadas.

    É importante destacar que esse benefício não acontece porque o limão queima gordura ou limpa o organismo, mas porque ajuda algumas pessoas a fazerem uma escolha nutricional mais interessante logo no início do dia.

    7. Começar o dia com um hábito saudável pode facilitar outras escolhas ao longo do dia

    Esse talvez seja o benefício menos relacionado à composição do limão e mais ao comportamento humano.

    Hábitos costumam funcionar em sequência. Um comportamento saudável pode facilitar a adoção de outro. Na prática, funciona mais ou menos assim: uma pessoa acorda, bebe um copo de água com limão, prepara um café da manhã equilibrado, lembra de levar uma fruta para o trabalho e acaba fazendo escolhas alimentares melhores ao longo do restante do dia.

    Isso não acontece porque existe alguma substância mágica no limão.

    O que muda é a forma como o cérebro organiza a rotina. Quando um hábito saudável é incorporado ao início do dia, ele pode servir como um gatilho para outros comportamentos positivos.

    É claro que isso não ocorre com todas as pessoas e nem de forma automática. Mas estudos em ciência do comportamento mostram que pequenas rotinas consistentes tendem a facilitar mudanças de longo prazo.

    Portanto, se beber água com limão pela manhã ajuda alguém a manter uma rotina mais saudável, esse pode ser um benefício bastante relevante, mesmo que ele seja indireto.

    8. É uma fruta nutritiva, barata e fácil de incluir na alimentação

    Quando falamos em alimentação saudável, muitas vezes pensamos em alimentos exóticos, suplementos caros ou ingredientes difíceis de encontrar. O limão vai na direção oposta.

    Ele está disponível durante praticamente todo o ano, costuma ter preço acessível e pode ser utilizado de diversas maneiras, inclusive ajuda a reduzir a necessidade de molhos industrializados ricos em sódio, açúcar ou gordura.

    Existe um melhor horário para consumir limão?

    Na prática, não. Apesar de a internet frequentemente associar o consumo do limão exclusivamente ao período da manhã, não existem estudos mostrando que ele seja mais benéfico nesse horário. Os benefícios da vitamina C e dos demais nutrientes acontecem independentemente do momento do consumo.

    Então por que tanta gente fala em água com limão ao acordar? Porque esse costuma ser um horário em que muitas pessoas conseguem estabelecer uma rotina diária.

    Ou seja, o benefício está muito mais na regularidade do hábito do que no relógio.

    Se alguém prefere consumir limão no almoço, no jantar ou durante a tarde, provavelmente obterá os mesmos benefícios nutricionais.

    Confira: Falta de vitaminas pode causar doenças graves? Entenda os sinais de alerta

    Perguntas frequentes sobre o limão

    1. O limão fortalece a imunidade?

    Ele fornece vitamina C, que participa do funcionamento normal do sistema imunológico. Porém, consumir limão sozinho não impede gripes nem resfriados.

    2. Água com limão emagrece?

    Não. Não existem evidências de que o limão aumente significativamente o metabolismo ou provoque perda de gordura corporal.

    3. O limão alcaliniza o sangue?

    Não. O pH do sangue é rigidamente controlado pelos pulmões e pelos rins. A alimentação não altera esse equilíbrio em pessoas saudáveis.

    4. Posso tomar água com limão todos os dias?

    Sim, desde que não haja contraindicações individuais, como desconforto gastrointestinal importante ou problemas relacionados ao esmalte dentário.

    5. Existe melhor horário para consumir limão?

    Não. Os benefícios nutricionais independem do horário do consumo.

    6. O limão ajuda quem tem anemia?

    Ele pode contribuir indiretamente, pois a vitamina C aumenta a absorção do ferro presente em alimentos de origem vegetal.

    7. Água morna com limão é melhor que água gelada?

    Não há evidências científicas de que a temperatura da água altere os benefícios do limão.

    Veja mais: Escorbuto: o que a falta de vitamina C faz no corpo e como evitar

  • Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Chulé constante: causas simples do dia a dia e como acabar com o odor nos sapatos

    Má higiene, micose do pé e até o uso de medicamentos podem influenciar o surgimento do chulé, um quadro que provoca mau cheiro nos pés e pode se tornar frequente no dia a dia. Ele costuma aparecer quando o suor se acumula na pele e cria um ambiente quente e úmido, favorecendo a proliferação de bactérias responsáveis pelo odor característico.

    Apesar de comum, ele pode se tornar um grande incômodo quando o mau cheiro aparece todos os dias, mesmo com os cuidados de higiene. Em alguns casos, basta tirar os sapatos para perceber que o odor continua ali, seja nos pés, nas meias ou no próprio calçado.

    Mas afinal, como acabar com o chulé constante e evitar que o mau cheiro fique impregnado nos sapatos? O primeiro passo é entender de onde vem o odor e quais hábitos podem estar favorecendo o problema. Vamos entender mais, a seguir.

    O que realmente causa o chulé (bromidrose plantar)?

    O suor humano é formado principalmente por água e sais minerais e, sozinho, praticamente não tem cheiro. O odor desagradável aparece quando o suor entra em contato com os micro-organismos que vivem naturalmente na pele. Como os pés possuem muitas glândulas sudoríparas, a região pode acumular bastante umidade ao longo do dia.

    Quando os pés passam muito tempo abafados dentro de meias e sapatos fechados, o ambiente fica quente e úmido, o que facilita a multiplicação de bactérias, como as do gênero Brevibacterium e a Staphylococcus epidermidis. Elas usam substâncias presentes no suor e resíduos da pele, como as células mortas, e produzem compostos responsáveis pelo cheiro forte.

    Quanto mais tempo os pés ficam úmidos dentro das meias e dos sapatos, maiores são as chances de o cheiro ficar forte e persistente.

    Causas simples do dia a dia que pioram o chulé

    1. Usar o mesmo sapato dois dias seguidos

    Ao longo do dia, o interior do calçado e a palmilha absorvem parte do suor dos pés e podem continuar úmidos mesmo depois que o sapato é retirado.

    Quando o mesmo par é usado novamente sem ter secado e arejado bem, os pés voltam para um ambiente que já está úmido. Por isso, sempre que possível, vale alternar os calçados e deixá-los em um local ventilado antes de usar novamente.

    2. Meias de tecido sintético e sapatos fechados de plástico

    As meias e os sapatos também fazem diferença, pois alguns tecidos sintéticos podem dificultar a absorção do suor e a ventilação dos pés. O mesmo acontece com os calçados muito fechados e feitos de materiais pouco respiráveis.

    Com pouca circulação de ar, o suor demora mais para evaporar e os pés permanecem úmidos por mais tempo. O resultado é um ambiente favorável para a multiplicação das bactérias relacionadas ao chulé. Dar preferência a meias que ajudem a controlar a umidade e a calçados mais ventilados pode ajudar.

    3. Secar mal os pés após o banho (especialmente entre os dedos)

    Não adianta lavar bem os pés e deixá-los úmidos logo depois. A região entre os dedos precisa de uma atenção maior porque pode permanecer molhada sem que a pessoa perceba.

    Depois do banho, é importante passar a toalha com cuidado entre todos os dedos e esperar os pés secarem antes de colocar as meias e os sapatos. Além de ajudar no controle do chulé, manter a região seca também dificulta a proliferação de fungos relacionados às micoses.

    4. Acúmulo de células mortas e falta de esfoliação

    A pele dos pés passa por um processo natural de renovação e pode acumular células mortas, principalmente nas regiões que sofrem mais atrito. Os resíduos também podem servir de alimento para algumas das bactérias presentes na pele.

    A higiene diária ajuda a remover o suor, as células mortas e outras sujeiras acumuladas. Você não precisa esfregar os pés com força ou fazer uma esfoliação agressiva todos os dias, basta lavar bem a região com água e sabonete e secá-la completamente.

    Como acabar com o chulé nos pés?

    Para diminuir a umidade dos pés, controlar a proliferação das bactérias e evitar que o mau cheiro volte, você pode adotar algumas medidas no dia a dia:

    • Lave os pés todos os dias: use água e sabonete e lave com atenção a sola, o calcanhar e os espaços entre os dedos para retirar o suor e as impurezas acumuladas;
    • Seque muito bem os pés: depois do banho, passe a toalha em toda a região, principalmente entre os dedos. Evite colocar as meias enquanto a pele ainda estiver úmida;
    • Troque as meias diariamente: não reutilize as meias usadas no dia anterior, mesmo que aparentemente estejam limpas. Elas acumulam suor, células mortas e micro-organismos;
    • Prefira meias que ajudem a controlar a umidade: materiais mais respiráveis ou desenvolvidos para afastar o suor da pele podem ajudar a manter os pés secos durante o dia;
    • Evite usar o mesmo sapato todos os dias: alterne os pares sempre que possível para que o interior de cada calçado tenha tempo suficiente para secar e arejar;
    • Deixe os sapatos em um local ventilado: depois de usá-los, mantenha os calçados abertos e em um ambiente arejado. Evite guardá-los ainda úmidos em armários fechados;
    • Higienize os calçados e as palmilhas: siga as orientações de limpeza de cada material e lave ou troque as palmilhas quando necessário, principalmente quando o odor já estiver impregnado;
    • Evite ficar muitas horas com os pés abafados: quando for possível, retire os sapatos por alguns períodos e dê preferência a calçados que permitam uma melhor circulação de ar;
    • Use talco ou antitranspirante próprio para os pés: os produtos específicos podem ajudar a controlar o excesso de umidade e, consequentemente, diminuir o ambiente favorável às bactérias;
    • Cuide das micoses: a coceira, a descamação, as rachaduras ou as alterações entre os dedos podem indicar uma infecção por fungos. É importante buscar a orientação de um dermatologista para receber o tratamento adequado.

    Quando o mau cheiro continua muito forte mesmo com os cuidados de higiene, vale conversar com um dermatologista. A bromidrose persistente ou a transpiração excessiva podem precisar de uma avaliação e de um tratamento específico.

    Como tirar o mau cheiro dos sapatos de forma prática

    Quando o chulé fica impregnado nos sapatos, cuidar apenas dos pés pode não ser suficiente para diminuir o mau cheiro. O suor e a umidade também ficam acumulados nas palmilhas e no revestimento interno dos calçados, mantendo o ambiente favorável para as bactérias responsáveis pelo odor.

    1. Deixe os sapatos arejarem depois do uso

    Assim que chegar em casa, evite guardar o calçado imediatamente. Deixe-o aberto em um local seco e ventilado para facilitar a evaporação da umidade acumulada durante o dia.

    2. Retire as palmilhas para secar

    Quando for possível, retire as palmilhas e deixe-as secar separadamente. Como elas ficam em contato direto com os pés, podem acumular bastante suor. Se forem laváveis, faça a higienização de acordo com as orientações do fabricante.

    3. Lave os calçados quando o material permitir

    Alguns tênis e outros calçados podem ser lavados com água e sabão neutro. Antes da lavagem, confira as recomendações do fabricante para evitar danos ao tecido, à cola e a outros materiais.

    4. Espere o sapato secar completamente

    Nada de colocar o tênis ainda úmido. Além de deixar os pés abafados, a umidade favorece a proliferação dos micro-organismos relacionados ao mau cheiro. Por isso, espere o calçado secar completamente antes de usá-lo novamente.

    5. Alterne os sapatos durante a semana

    Usar o mesmo par todos os dias pode fazer com que o calçado não tenha tempo suficiente para secar. Sempre que possível, alterne entre dois ou mais pares para que cada um possa ficar arejando antes do próximo uso.

    6. Troque as palmilhas quando necessário

    Se o mau cheiro continuar mesmo depois da higienização, vale observar o estado das palmilhas. Quando estão muito desgastadas ou continuam com odor mesmo após a limpeza, a troca pode ajudar a deixar o calçado mais fresco.

    7. Use produtos próprios para os calçados

    Os sprays, os pós e outros produtos desenvolvidos para controlar o odor dos calçados podem ajudar no dia a dia. Use sempre de acordo com as orientações do fabricante e lembre que eles não substituem a limpeza e a secagem adequadas.

    8. Evite guardar os sapatos suados em locais fechados

    Depois de passar horas com os pés dentro do sapato, evite colocá-lo diretamente na sapateira ou no armário. Primeiro, deixe o calçado em um local ventilado até que esteja bem seco. Guardá-lo ainda úmido pode fazer com que o mau cheiro volte no próximo uso.

    Onde guardar os sapatos para evitar a proliferação de fungos?

    O ideal é deixar os sapatos secarem e arejarem completamente antes de guardá-los. Depois disso, eles podem ficar em uma sapateira ou em um armário limpo, seco e com alguma ventilação. Se o local costuma acumular umidade, os produtos próprios para controlar a umidade do ambiente também podem ajudar.

    Não é necessário estabelecer um período específico, como 12 ou 24 horas, para deixar todos os sapatos fora do armário. O tempo de secagem varia de acordo com o material do calçado, a quantidade de suor, o clima e a ventilação do ambiente. O mais importante é conferir se o interior está realmente seco antes de guardar ou usar novamente.

    Quando o chulé constante pode indicar uma micose ou problema de saúde?

    Quando o chulé continua forte mesmo com a higiene e os cuidados para manter os pés e os sapatos secos, vale prestar atenção em outros sintomas. Em alguns casos, o mau cheiro persistente pode aparecer junto de problemas dermatológicos que precisam de tratamento específico, como a micose nos pés, também conhecida como pé de atleta ou tinea pedis.

    Além do odor, ela pode provocar coceira, descamação, vermelhidão, ardência e pequenas rachaduras, principalmente entre os dedos. Como a pele fica machucada, também pode ficar mais vulnerável a infecções bacterianas.

    A hiperidrose plantar, caracterizada pela transpiração excessiva nos pés, é um quadro que também pode favorecer o surgimento do chulé. A pessoa pode perceber que os pés e as meias ficam constantemente úmidos, mesmo quando não está calor ou não houve prática de atividade física. A umidade frequente cria um ambiente favorável para os micro-organismos relacionados ao mau cheiro.

    Se o chulé persistir mesmo depois das mudanças de higiene e dos cuidados com os calçados, principalmente quando houver coceira intensa, descamação, rachaduras, vermelhidão, dor, feridas ou suor excessivo, é indicado procurar um dermatologista.

    Leia mais: Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Perguntas frequentes

    1. Passar desodorante de axila nos pés ajuda a controlar o chulé?

    Apenas se o produto for antitranspirante. O antitranspirante reduz a produção de suor, enquanto o desodorante comum só mascara o odor sem conter a umidade.

    2. Colocar os sapatos no sol mata as bactérias?

    Não totalmente. A luz solar ajuda a secar a umidade interior, porém o calor excessivo pode danificar o material do calçado e acelerar o desgaste da cola.

    3. Lixar a sola dos pés semanalmente diminui o odor?

    Lixar em excesso gera o efeito inverso. A agressão faz o corpo produzir uma camada de pele ainda mais grossa para se defender, aumentando a matéria orgânica para as bactérias.

    4. Quanto tempo um sapato precisa ficar descansando após o uso?

    O tempo mínimo recomendado é de 24 horas antes de voltar a calçar o mesmo par.

    5. Pomadas antibióticas vendidas em farmácia tratam a bromidrose?

    Apenas com prescrição médica. O uso inadequado de antibióticos na pele pode gerar resistência bacteriana e piorar o quadro.

    6. Usar secador de cabelo nos pés após o banho é uma boa ideia?

    Sim. O ar frio ou morno do secador garante a remoção total da umidade entre os dedos, reduzindo o risco de micoses e proliferação de bactérias.

    7. O cheiro de chulé pode passar de uma pessoa para outra?

    O odor em si não é transmissível, mas o uso compartilhado de calçados ou meias transfere fungos e bactérias entre os indivíduos.

    Veja também: Dormir de cabelo molhado: dá gripe, mofa o travesseiro ou quebra o fio?

  • Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Quase todo mundo já teve uma afta. Essas pequenas úlceras dolorosas costumam desaparecer sozinhas em poucos dias e, apesar do desconforto, geralmente não representam um problema grave. Entretanto, nem toda ferida na boca é uma afta.

    Uma lesão que permanece por mais de duas semanas, aumenta de tamanho, endurece ou apresenta sangramento pode estar relacionada a outras condições, como infecções, doenças autoimunes e, em alguns casos, câncer de boca.

    Por isso, uma regra importante na avaliação dessas lesões é observar o tempo de cicatrização. Uma úlcera oral sem causa evidente que não melhora em cerca de 14 dias precisa ser cuidadosamente investigada e, em algumas situações, pode necessitar de biópsia. Entenda melhor.

    O que é uma afta?

    A afta, também chamada de úlcera aftosa recorrente, é uma pequena perda superficial da mucosa da boca. Ela costuma apresentar características bastante típicas:

    • Formato arredondado ou oval;
    • Centro esbranquiçado ou amarelado;
    • Halo avermelhado ao redor;
    • Dor importante, principalmente ao consumir alimentos ácidos ou condimentados.

    As aftas podem surgir:

    • Na parte interna dos lábios;
    • Nas bochechas;
    • Na língua;
    • No assoalho da boca;
    • No palato mole.

    Um detalhe importante é que elas normalmente não aparecem sobre a gengiva aderida ou o palato duro, locais em que outras doenças podem se manifestar.

    Quanto tempo uma afta demora para cicatrizar?

    Na maioria dos casos:

    • Aftas pequenas cicatrizam entre 7 e 14 dias;
    • Aftas maiores podem levar até 3 ou 4 semanas, mas costumam apresentar melhora progressiva.

    Por isso, uma ferida que permanece praticamente igual após duas semanas merece avaliação profissional.

    Mais importante do que observar apenas o número de dias é perceber se a lesão está diminuindo, cicatrizando ou apresentando alguma mudança.

    Nem toda ferida na boca é uma afta

    Diversas condições podem causar úlceras na boca e produzir lesões que, inicialmente, podem ser confundidas com uma afta comum. Entre elas estão traumas, infecções, doenças autoimunes e deficiências nutricionais.

    Traumas

    Feridas traumáticas podem ser provocadas por:

    • Mordidas acidentais;
    • Próteses mal adaptadas;
    • Aparelhos ortodônticos;
    • Dentes quebrados.

    Quando a causa do trauma é eliminada, a cicatrização costuma ocorrer rapidamente.

    Infecções

    Algumas infecções também podem causar lesões ulceradas na boca.

    Entre elas:

    • Herpes simples;
    • Sífilis;
    • Tuberculose, mais raramente;
    • Algumas infecções fúngicas.

    Doenças autoimunes

    Diversas doenças inflamatórias podem comprometer a mucosa oral.

    Entre elas:

    • Líquen plano oral;
    • Pênfigo vulgar;
    • Penfigoide das membranas mucosas;
    • Doença de Behçet;
    • Lúpus eritematoso.

    Nesses casos, as feridas podem fazer parte de um quadro mais amplo, com outras manifestações no organismo.

    Deficiências nutricionais

    A deficiência de alguns nutrientes pode favorecer o aparecimento de aftas recorrentes em determinadas pessoas.

    Entre eles:

    • Ferro;
    • Vitamina B12;
    • Ácido fólico.

    A presença frequente de aftas, especialmente quando acompanhada de outros sintomas, pode justificar uma avaliação mais detalhada.

    Quando a possibilidade de câncer de boca deve ser considerada?

    A maioria das úlceras persistentes não é câncer, mas essa possibilidade não deve ser ignorada.

    O tipo mais comum é o carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, responsável por cerca de 90% dos cânceres da cavidade oral.

    Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento curativo.

    Por isso, o objetivo não é considerar toda afta suspeita de câncer, mas reconhecer quando uma lesão foge do comportamento esperado de uma ferida benigna.

    Quais sinais aumentam a suspeita de câncer de boca?

    Algumas características merecem atenção especial.

    A ferida dura mais de duas semanas

    A persistência é um dos principais sinais de alerta, especialmente quando não existe uma causa traumática evidente. Uma afta típica tende a melhorar e cicatrizar ao longo dos dias.

    A lesão endurece

    Ao tocar a região, pode ser percebida uma consistência mais endurecida, chamada induração.

    Esse achado é mais sugestivo de lesões neoplásicas do que de aftas comuns e merece investigação.

    A úlcera aumenta de tamanho

    Feridas benignas tendem a cicatrizar ou pelo menos diminuir progressivamente. Já uma lesão que continua crescendo precisa ser avaliada.

    Há sangramento espontâneo

    Uma afta pode sangrar quando é traumatizada, por exemplo durante a alimentação ou a escovação.

    Entretanto, sangramento frequente ou que acontece sem trauma aparente merece investigação.

    Há pouca dor ou nenhuma dor

    Embora possa parecer contraditório, muitos cânceres de boca em fases iniciais provocam pouca dor ou podem ser indolores.

    As aftas comuns, por outro lado, costumam causar bastante desconforto.

    Aparece um caroço no pescoço

    O aumento de linfonodos (ínguas) no pescoço também precisa ser avaliado. Em algumas situações, ele pode estar relacionado à disseminação da doença e, por isso, exige investigação médica.

    Quem apresenta maior risco para câncer de boca?

    Os principais fatores de risco são:

    • Tabagismo;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Associação entre cigarro e álcool, que aumenta ainda mais o risco;
    • Idade acima de 50 anos;
    • Exposição solar crônica, principalmente no câncer de lábio;
    • Infecção por HPV em alguns tumores da orofaringe;
    • Má higiene bucal associada a outros fatores de risco.

    Entretanto, a ausência desses fatores não exclui a possibilidade de câncer oral. Pessoas que não fumam e não consomem álcool também podem desenvolver a doença.

    O que é a biópsia da boca?

    A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório por um médico patologista.

    O exame permite diferenciar entre diferentes tipos de alterações, como:

    • Inflamação crônica;
    • Infecções específicas;
    • Doenças autoimunes;
    • Lesões pré-cancerosas;
    • Câncer.

    Quando existe suspeita clínica de uma lesão que precisa ser examinada microscopicamente, exames de sangue não substituem a biópsia. É a análise do tecido que permite esclarecer a natureza da alteração.

    A biópsia dói?

    Na maioria dos casos, o procedimento é realizado com anestesia local.

    Durante a retirada da amostra, o paciente geralmente sente apenas a aplicação da anestesia e uma sensação de pressão na região.

    Após o procedimento, podem ocorrer:

    • Pequeno desconforto;
    • Sensibilidade local;
    • Dor leve durante alguns dias.

    As complicações costumam ser incomuns.

    Toda afta precisa de biópsia?

    Não. A grande maioria das aftas típicas não necessita de qualquer exame e cicatriza espontaneamente. A biópsia costuma ser considerada quando:

    • A lesão persiste por mais de duas semanas;
    • O diagnóstico permanece incerto;
    • Existem características suspeitas;
    • O tratamento habitual não produz melhora.

    A decisão depende da avaliação clínica feita pelo profissional.

    Por isso, uma ferida persistente não significa automaticamente que será necessário realizar o procedimento, mas significa que a lesão precisa ser examinada.

    Existe alguma lesão pré-cancerosa na boca?

    Sim. Algumas alterações da mucosa oral estão associadas a maior risco de desenvolvimento de câncer. Entre elas estão a leucoplasia e a eritroplasia.

    Leucoplasia

    A leucoplasia aparece como uma placa branca persistente que não pode ser removida por raspagem e não possui outra causa evidente.

    Dependendo de suas características, pode precisar de biópsia para avaliação.

    Eritroplasia

    A eritroplasia é uma placa avermelhada persistente. Apesar de menos frequente, apresenta risco ainda maior de conter alterações pré-cancerosas ou câncer.

    Por isso, também costuma exigir investigação cuidadosa e frequentemente necessita de biópsia.

    Como é feito o diagnóstico de uma ferida persistente na boca?

    A investigação começa pela avaliação clínica detalhada. O profissional pode realizar:

    • Exame completo da cavidade oral;
    • Palpação da lesão;
    • Avaliação dos linfonodos do pescoço;
    • Biópsia;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Também é importante avaliar há quanto tempo a ferida está presente, se houve crescimento, se existe dor, sangramento ou endurecimento e se há algum fator traumático no local.

    O diagnóstico precoce faz grande diferença no prognóstico das doenças malignas.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Procure avaliação se apresentar:

    • Ferida que não cicatriza após duas semanas;
    • Úlcera recorrente sempre no mesmo local;
    • Lesão endurecida;
    • Sangramento persistente;
    • Mancha branca ou vermelha que não desaparece;
    • Dor ao engolir persistente;
    • Rouquidão prolongada associada;
    • Caroço no pescoço.

    Esses sinais não significam necessariamente câncer.

    Existem diversas causas benignas para alterações na boca, mas a persistência ou a presença de características atípicas justificam investigação.

    É possível prevenir o câncer de boca?

    Grande parte dos casos pode ser evitada com medidas que reduzem os principais fatores de risco.

    Entre elas:

    • Não fumar;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Utilizar protetor labial com filtro solar em pessoas expostas ao sol;
    • Manter boa higiene bucal;
    • Consultar regularmente o dentista;
    • Procurar avaliação sempre que surgir uma lesão persistente.

    Além da prevenção, reconhecer rapidamente alterações na boca é importante porque o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais estratégias para aumentar as chances de cura.

    Confira: Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica

    Perguntas frequentes sobre feridas na boca

    1. Quanto tempo uma afta normal demora para desaparecer?

    A maioria das aftas pequenas cicatriza espontaneamente entre 7 e 14 dias. Aftas maiores podem demorar mais, mas devem apresentar melhora progressiva.

    2. Quando uma afta precisa de biópsia?

    Uma lesão pode precisar de biópsia quando permanece por mais de duas semanas, apresenta características atípicas, deixa dúvidas sobre o diagnóstico ou não melhora como esperado.

    3. Toda ferida persistente é câncer?

    Não. Existem muitas causas benignas de úlceras orais. Entretanto, toda lesão persistente precisa ser avaliada para que doenças mais graves possam ser descartadas.

    4. Câncer de boca sempre dói?

    Não. Nas fases iniciais, algumas lesões malignas podem provocar pouca dor ou ser completamente indolores. Por isso, a ausência de dor não significa necessariamente que uma ferida persistente seja inofensiva.

    5. Quem fuma tem maior risco?

    Sim. O tabagismo é um dos principais fatores de risco para câncer da cavidade oral, especialmente quando associado ao consumo excessivo de álcool.

    6. A biópsia espalha o câncer?

    Não. Esse é um mito. A biópsia é um procedimento utilizado justamente para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado.

    7. Qual especialista devo procurar?

    O primeiro atendimento pode ser feito por um dentista, estomatologista, cirurgião bucomaxilofacial, otorrinolaringologista ou médico da atenção primária.

    A partir da avaliação inicial, o profissional pode indicar investigação complementar ou encaminhamento quando necessário.

    Veja também: Câncer de boca e garganta tem cura? Conheça os sintomas e como é feito o tratamento

  • Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Conhecidos pela ação antioxidante e anti-inflamatória, os polifenóis são compostos naturais encontrados em diversos alimentos que fazem parte do cotidiano, como o café, o chá, as frutas, o cacau, as oleaginosas e os vegetais.

    Eles ajudam a proteger as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres e, no sistema cardiovascular, podem contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos. Uma das principais ações acontece no endotélio, a camada de células que reveste o interior dos vasos sanguíneos e ajuda a regular a circulação.

    Ao combater o estresse oxidativo e a inflamação, os polifenóis ajudam a preservar o funcionamento da região, favorecendo o relaxamento e a dilatação dos vasos e, consequentemente, a passagem do sangue.

    Afinal, o que são polifenóis?

    Os polifenóis são compostos naturais encontrados principalmente nos alimentos de origem vegetal. Eles fazem parte do grupo de substâncias bioativas que, apesar de não serem nutrientes como as proteínas, as vitaminas ou os minerais, podem participar de vários processos importantes no organismo.

    Os polifenóis têm ação antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e pelo estresse oxidativo. O grupo reúne diferentes compostos, como os flavonoides, os ácidos fenólicos, as lignanas, os estilbenos e os taninos, que podem desempenhar diferentes funções no corpo.

    Na alimentação, os polifenóis aparecem em frutas, vegetais, café, chás, cacau, chocolate amargo, oleaginosas, leguminosas, sementes, especiarias e cereais integrais. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, por exemplo, aponta frutas, sucos, chás, café e vinho tinto entre as fontes alimentares importantes, além de mencionar legumes, cereais, chocolate e leguminosas secas.

    O que é o endotélio vascular e qual é a sua função?

    O endotélio vascular é uma camada fina de células que cobre a parte de dentro dos vasos sanguíneos e fica em contato direto com o sangue. Apesar de funcionar como um revestimento, ele também participa de várias funções importantes para a circulação, produzindo substâncias que ajudam a controlar o funcionamento dos vasos.

    Uma das funções do endotélio é ajudar os vasos sanguíneos a relaxarem ou se contraírem de acordo com a necessidade do organismo. Quando um vaso relaxa, ele fica mais largo e facilita a passagem do sangue. Já quando se contrai, fica mais estreito. A mudança interfere no fluxo sanguíneo e também participa do controle da pressão arterial.

    O endotélio também participa de processos ligados à coagulação, à inflamação e à interação das células sanguíneas com a parede vascular. Quando a camada funciona adequadamente, existe um equilíbrio entre substâncias que favorecem a dilatação e aquelas que promovem a contração dos vasos, assim como entre mecanismos pró e anti-inflamatórios.

    Quando existem condições como diabetes, colesterol alto e pressão alta, o endotélio pode sofrer danos ao longo do tempo e deixar de funcionar adequadamente, aumentando o risco de alterações nos vasos sanguíneos.

    Como os polifenóis ajudam a proteger o endotélio vascular?

    A proteção está relacionada principalmente às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias dos polifenóis. Os radicais livres são produzidos naturalmente pelo organismo, mas, quando aparecem em excesso e ultrapassam a capacidade das defesas antioxidantes, podem provocar o chamado estresse oxidativo e danificar diferentes estruturas celulares.

    Os polifenóis contribuem para a neutralizar parte dos radicais livres e reduzir os danos causados pelo estresse oxidativo, protegendo as células que revestem a parte interna dos vasos sanguíneos. A ação anti-inflamatória também ajuda a preservar o funcionamento do endotélio, já que a inflamação persistente pode prejudicar a saúde vascular ao longo do tempo.

    Vale destacar que os polifenóis não são capazes de retirar diretamente a gordura ou as placas que já estão acumuladas nas paredes dos vasos sanguíneos. A proteção acontece principalmente por ajudar a manter o endotélio saudável e reduzir processos que podem favorecer danos aos vasos sanguíneos ao longo do tempo.

    Qual é a relação entre polifenóis e óxido nítrico?

    O óxido nítrico é uma substância produzida pelo próprio endotélio que ajuda os vasos sanguíneos a relaxarem, fazendo com que as artérias consigam se dilatar quando o organismo precisa aumentar a passagem de sangue.

    Quando a produção e a disponibilidade do óxido nítrico estão adequadas, o sangue encontra menos resistência para circular pelos vasos, o que também contribui para o controle da pressão arterial e para uma boa função vascular.

    O estresse oxidativo pode diminuir a quantidade de óxido nítrico disponível e prejudicar o relaxamento dos vasos. Os polifenóis podem ajudar justamente pela ação antioxidante, combatendo o excesso de radicais livres e ajudando a preservar o óxido nítrico no organismo.

    Benefícios dos polifenóis para a saúde

    Devido a ação antioxidante e anti-inflamatória, os compostos dos polifenóis ajudam a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e participam de diferentes processos relacionados à saúde, contribuindo para:

    • Proteção do cérebro: alguns polifenóis podem ajudar a combater o estresse oxidativo e proteger as células nervosas, contribuindo para a prevenção de doenças neurodegenerativas;
    • Proteção cardiovascular: ajudam a preservar o funcionamento do endotélio e podem favorecer a dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Controle da glicemia: alguns tipos podem melhorar a sensibilidade à insulina e interferir na digestão dos carboidratos, ajudando no controle dos níveis de açúcar no sangue;
    • Saúde intestinal: parte dos polifenóis pode atuar como prebiótico, favorecendo as bactérias benéficas que vivem no intestino;
    • Controle do peso: alguns compostos podem participar de mecanismos ligados ao gasto energético, à oxidação da gordura e ao controle da inflamação;
    • Saúde dos ossos: as isoflavonas e outros polifenóis com ação semelhante à do estrogênio podem contribuir para o equilíbrio entre a formação e a perda de tecido ósseo;
    • Sintomas da menopausa e da TPM: alguns polifenóis apresentam ação fitoestrogênica e podem ajudar a aliviar determinados sintomas relacionados às alterações hormonais.

    Os efeitos podem variar conforme o tipo de polifenol, a quantidade consumida e a alimentação como um todo, por isso não é necessário procurar um único alimento ou composto para obter os benefícios.

    Alimentos ricos em polifenóis

    Os polifenóis podem ser encontrados nos seguintes alimentos:

    • Frutas vermelhas;
    • Maçã;
    • Uva;
    • Chá verde;
    • Café;
    • Cacau e chocolate amargo;
    • Nozes e outras oleaginosas;
    • Aveia, centeio e trigo integral;
    • Cebola, brócolis, espinafre e couve;
    • Leguminosas, sementes e especiarias.

    Quanto de polifenóis devemos consumir por dia?

    Ainda não existe uma quantidade exata de polifenóis recomendada por dia, pois os alimentos podem ter concetrações muito diferentes e existem vários tipos de polifenóis.

    No dia a dia, o mais indicado é manter uma alimentação variada, incluindo frutas, verduras, legumes, cereais integrais, sementes e outros alimentos vegetais, que fornecem diferentes tipos de polifenóis naturalmente.

    Suplementos de polifenóis funcionam?

    Os polifenóis também são vendidos na forma de suplementos, principalmente em cápsulas ou extratos que concentram uma quantidade maior de determinados compostos. No entanto, tomar doses maiores não significa aumentar os benefícios para o coração e para os vasos sanguíneos.

    Quando usados em excesso, os suplementos podem causar efeitos indesejados e, por isso, não devem substituir os polifenóis encontrados naturalmente nos alimentos.

    Antes de usar cápsulas ou extratos, principalmente em doses altas ou por muito tempo, é recomendado conversar com um nutricionista ou médico para saber se há necessidade e qual é a forma mais segura de consumo.

    Veja também: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. O corpo produz polifenóis naturalmente?

    Não. Os polifenóis vêm principalmente da alimentação, especialmente dos alimentos de origem vegetal.

    2. Cozinhar os alimentos destrói os polifenóis?

    Pode reduzir a quantidade de alguns tipos, principalmente quando o alimento fica muito tempo exposto a temperaturas elevadas. O efeito varia conforme o alimento e o método de preparo.

    3. O chocolate ao leite tem polifenóis?

    Tem, mas geralmente em menor quantidade que o chocolate com maior teor de cacau. Quanto maior a participação do cacau na composição, maior tende a ser a presença de compostos fenólicos.

    4. O suco de frutas fornece os mesmos polifenóis da fruta inteira?

    Pode fornecer parte dos polifenóis, mas a fruta inteira continua sendo uma opção mais interessante por preservar as fibras e outras partes do alimento que podem ser perdidas durante o preparo do suco.

    5. Os polifenóis podem baixar a pressão arterial?

    Alguns estudos relacionam o consumo de alimentos ricos em polifenóis a benefícios para a função vascular, mas os polifenóis não funcionam como medicamentos para controlar a pressão alta.

    6. É possível consumir polifenóis em excesso pela alimentação?

    Uma alimentação variada dificilmente fornece quantidades muito concentradas de um único polifenol. A preocupação é maior com suplementos e extratos concentrados.

    7. Quanto tempo os polifenóis permanecem no organismo?

    O tempo varia bastante conforme o tipo de polifenol, a quantidade ingerida e a forma como cada composto é absorvido e metabolizado pelo organismo.

    Confira: Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

  • Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    Como proteger a pele dos danos do sol todos os dias? 5 cuidados que você pode adotar

    A exposição frequente à radiação solar é um dos principais fatores relacionados ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas e ao aumento do risco de câncer de pele, tumor que registra cerca de 180 mil a 220 mil casos todos os anos.

    Mesmo em dias nublados ou frios, parte dos raios ultravioleta consegue atravessar as nuvens e atingir a pele, causando danos que podem se acumular ao longo dos anos. Por isso, a proteção solar não deve acontecer apenas nos dias de praia, piscina ou calor intenso.

    Para te ajudar, reunimos alguns cuidados simples que podem aumentar a proteção contra os raios solares no dia a dia e diminuir os danos causados pela exposição ao sol. Confira!

    Por que o sol danifica a pele mesmo em dias nublados?

    Mesmo quando a temperatura está mais baixa e a claridade não incomoda tanto, as nuvens não conseguem bloquear completamente a radiação ultravioleta. Parte dos raios solares consegue atravessar a cobertura de nuvens e chegar até a pele, provocando danos que podem se acumular ao longo dos anos.

    A radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre é dividida principalmente em raios UVA e UVB. Os raios UVB atingem principalmente as camadas mais superficiais da pele e estão bastante relacionados às queimaduras solares, à vermelhidão e à sensação de ardência depois de uma exposição excessiva. A intensidade varia de acordo com fatores como o horário do dia, a estação do ano, a localização e as condições ambientais.

    Já os raios UVA conseguem atingir camadas mais profundas da pele e estão relacionados ao envelhecimento precoce, ao aparecimento de manchas e aos danos celulares que aumentam o risco de câncer de pele.

    Para completar, eles também podem atravessar os vidros comuns das janelas, o que significa que você pode continuar exposto à radiação mesmo dentro do carro, perto de uma janela ou trabalhando em um ambiente que recebe bastante luz natural.

    Com o passar dos anos, a exposição frequente e sem proteção adequada favorece danos que se acumulam na pele, contribuindo para alterações no colágeno, manchas, rugas e outros sinais do fotoenvelhecimento.

    Envelhecimento precoce, manchas e risco de câncer de pele

    Os danos causados pelos raios solares são cumulativos e se tornam mais visíveis com o passar dos anos. Um dos principais efeitos é o envelhecimento precoce, também chamado de fotoenvelhecimento. A radiação solar pode danificar estruturas importantes para a sustentação da pele, como o colágeno e a elastina.

    Aos poucos, a pele pode perder firmeza e elasticidade, facilitando o surgimento de rugas, linhas de expressão, flacidez e alterações na textura.

    O sol também estimula a produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Quando a exposição acontece com frequência, a produção pode ficar irregular e favorecer o surgimento ou o escurecimento de manchas. O melasma, as sardas e algumas manchas que aparecem com o envelhecimento, por exemplo, podem ficar mais evidentes com a exposição solar.

    Além das mudanças na aparência, a radiação ultravioleta pode causar danos ao DNA das células da pele. Quando as alterações se acumulam ao longo do tempo, o risco de desenvolvimento do câncer de pele aumenta.

    Passo a passo para proteger a pele do sol no dia a dia

    Para aumentar a proteção contra a radiação ultravioleta, o ideal é combinar o uso correto do protetor solar com outros cuidados, como a reaplicação quando necessária e o uso de chapéus, óculos de sol e roupas que protejam a pele.

    1. Aplique o protetor solar como último passo da rotina matinal

    Na rotina de cuidados com a pele, o protetor solar deve ser aplicado depois dos outros produtos e antes da maquiagem. Pela manhã, comece limpando o rosto com um produto adequado para o seu tipo de pele. Depois, aplique os produtos de tratamento ou hidratação que fazem parte da rotina e finalize com o protetor solar.

    O ideal é escolher um protetor solar de amplo espectro (como 50 FPS, por exemplo), que ofereça proteção contra os raios UVA e UVB, e espalhar uma camada uniforme por todas as áreas que ficarão expostas.

    Antes de passar a maquiagem, espere o protetor assentar e formar uma camada uniforme sobre a pele. Evite esfregar excessivamente o rosto durante a aplicação da base, do corretivo ou de outros produtos, pois o atrito pode prejudicar a uniformidade da camada de proteção.

    2. Use a quantidade correta de protetor solar

    O FPS indicado na embalagem é determinado a partir de uma quantidade padronizada de produto utilizada nos testes. Quando uma camada muito fina é aplicada, a proteção alcançada pode ser menor do que a indicada no rótulo.

    Uma referência prática bastante conhecida para o rosto é a regra dos dois dedos, que consiste em colocar duas linhas de protetor ao longo dos dedos indicador e médio. A quantidade necessária pode variar de acordo com a textura do produto e com as áreas que serão protegidas.

    Para o corpo inteiro de um adulto, uma referência comum é usar aproximadamente 30 mL de protetor solar, quantidade próxima ao volume de um copinho de dose. Além da quantidade, é importante distribuir o produto de maneira uniforme e não esquecer regiões como as orelhas, o pescoço, a nuca, o colo, o dorso das mãos e a região próxima à linha do cabelo.

    3. Reaplique o protetor ao longo do dia

    Como o protetor solar vai saindo da pele ao longo do dia por causa do suor, do contato com as mãos, das roupas e até da água, o ideal é reaplicar aproximadamente a cada duas horas. Também vale reforçar a proteção depois de entrar no mar ou na piscina, suar bastante ou se secar com uma toalha, mesmo que o protetor seja resistente à água.

    No dia a dia, a necessidade de reaplicação depende da rotina e do nível de exposição. Se você passa muitas horas ao ar livre, por exemplo, precisa ter uma atenção maior do que quem permanece a maior parte do tempo em um ambiente fechado e longe das janelas.

    Para quem usa maquiagem, existem protetores desenvolvidos em diferentes apresentações que podem facilitar a reaplicação. O mais importante é escolher uma opção que funcione bem no dia a dia e usar uma quantidade suficiente para manter a pele protegida.

    4. Inclua antioxidantes na rotina de cuidados

    Os antioxidantes também podem fazer parte da rotina de proteção da pele, já que a exposição à radiação ultravioleta, à poluição e a outros fatores ambientais favorece a formação dos radicais livres. Quando estão em excesso, eles podem causar danos às células e contribuir para o envelhecimento precoce da pele.

    A vitamina C é um dos antioxidantes mais usados nos cuidados com a pele, e ajuda a combater a ação dos radicais livres e participa da produção de colágeno, além de contribuir para uma pele mais uniforme e com aparência saudável. Outros ingredientes com ação antioxidante, como a vitamina E, o ácido ferúlico e o resveratrol, também podem ser encontrados nas fórmulas de produtos de skincare.

    Apesar dos benefícios, lembre-se que os antioxidantes não substituem o protetor solar, mas podem ser usados como um cuidado complementar para reforçar a rotina de proteção contra os danos causados pela exposição diária, sempre considerando as necessidades e a sensibilidade de cada tipo de pele.

    5. Combine o protetor solar com barreiras físicas

    Como nenhum protetor solar consegue impedir completamente que a radiação chegue à pele, vale combinar o uso diário do produto com algumas barreiras físicas que ajudam a diminuir ainda mais a exposição direta ao sol, principalmente nos dias em que você passa bastante tempo ao ar livre.

    Os óculos de sol com proteção contra os raios UV, por exemplo, ajudam a proteger os olhos e a região ao redor deles, enquanto os chapéus de abas largas oferecem uma cobertura maior para áreas que costumam ficar bastante expostas, como o rosto, as orelhas, o couro cabeludo e parte do pescoço.

    As roupas funcionam como uma barreira entre a pele e a radiação e podem ser especialmente úteis durante passeios, atividades físicas e outros momentos de exposição prolongada. Para quem passa muitas horas ao ar livre, também existem peças desenvolvidas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), que oferecem uma proteção adicional contra os raios UV.

    Como escolher o protetor solar ideal para o seu tipo de pele?

    Na hora de escolher, algumas características de cada tipo de pele podem ajudar:

    • Pele oleosa ou com tendência à acne: costuma se adaptar melhor aos protetores com fórmulas leves, como gel, gel-creme, fluido ou sérum, principalmente quando o produto apresenta acabamento mais seco e é não comedogênico, ou seja, desenvolvido para não favorecer a obstrução dos poros;
    • Pele seca ou madura: pode se beneficiar de protetores com texturas mais cremosas e hidratantes, que ajudam a diminuir a sensação de ressecamento e deixam a pele mais confortável ao longo do dia, além de fórmulas com ingredientes como o ácido hialurônico e as ceramidas, que ajudam na hidratação e nos cuidados com a barreira da pele;
    • Pele sensível ou reativa: merece uma atenção maior na hora de olhar a composição, já que algumas fórmulas podem provocar ardência, vermelhidão ou outros desconfortos, por isso, produtos desenvolvidos especialmente para peles sensíveis e sem fragrância podem ser opções mais confortáveis;
    • Pele com melasma ou manchas: pode se beneficiar do protetor solar com cor, principalmente porque os pigmentos presentes na fórmula, como os óxidos de ferro, ajudam a aumentar a proteção contra a luz visível, que pode contribuir para o aparecimento ou a piora de algumas manchas.

    Além da textura, é importante observar o FPS e a proteção contra os raios UVA. Para pessoas com manchas, acne, rosácea, dermatites ou outras condições da pele, o dermatologista pode ajudar a escolher o produto mais adequado.

    O que fazer quando a pele já sofreu exposição solar excessiva?

    Quando a pele fica vermelha, quente, dolorida ou sensível depois de passar muito tempo ao sol, algumas dicas podem ajudar a aliviar o desconforto e favorecer a recuperação da região:

    • Evite uma nova exposição ao sol: mantenha a região protegida enquanto a pele estiver sensibilizada e, sempre que possível, fique em locais cobertos ou com sombra até que ela se recupere;
    • Tome banhos frios ou mornos: a água em temperaturas mais baixas pode ajudar a aliviar a sensação de calor e o desconforto, enquanto os banhos muito quentes podem deixar a pele ainda mais sensível;
    • Faça compressas frias: colocar uma compressa fria sobre a região por alguns minutos também pode ajudar a refrescar a pele e aliviar a ardência e o desconforto;
    • Hidrate bastante a pele: prefira produtos suaves e indicados para peles sensibilizadas, principalmente aqueles com ingredientes hidratantes e calmantes, como o pantenol e a aloe vera;
    • Evite esfoliantes e produtos irritantes: enquanto a pele estiver se recuperando, deixe de lado os produtos que possam aumentar a sensibilidade ou causar mais irritação;
    • Não puxe a pele que estiver descamando: por mais tentador que seja remover as pelinhas soltas, o ideal é deixar que elas se desprendam naturalmente, já que a região ainda está passando pelo processo de recuperação;
    • Beba bastante água: manter uma boa ingestão de líquidos também é importante, principalmente depois de passar muitas horas exposto ao sol e ao calor.

    Nos casos de queimaduras mais intensas, com bolhas, dor forte ou uma área extensa do corpo afetada, é importante procurar atendimento médico. Sintomas como febre, tontura, náusea, fraqueza ou confusão também precisam de avaliação.

    Quando consultar um dermatologista?

    A frequência das consultas varia de acordo com os fatores de risco e o histórico de cada pessoa, mas é importante procurar o dermatologista ao perceber o surgimento de uma pinta ou alguma mudança em uma que já existia.

    Uma maneira simples de observar os sinais é utilizar a regra do ABCDE:

    • A de Assimetria: uma metade da pinta apresenta características diferentes da outra;
    • B de Bordas: as bordas são irregulares ou pouco definidas;
    • C de Cor: existem diferentes tonalidades dentro da mesma lesão;
    • D de Diâmetro: pintas maiores merecem atenção, especialmente quando apresentam outras alterações;
    • E de Evolução: a pinta muda de tamanho, formato, cor ou aparência ao longo do tempo.

    O E de evolução é especialmente importante, já que qualquer mudança em uma lesão pode indicar a necessidade de avaliação.

    Além das pintas, feridas que não cicatrizam, lesões que sangram repetidamente, manchas que aumentam de tamanho ou alterações que apresentam coceira, dor ou formação frequente de crostas também devem ser avaliadas.

    Leia também: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes

    1. Pessoas de pele negra precisam usar protetor solar diariamente?

    Sim. Embora a pele negra tenha mais melanina (uma proteção natural), ela continua vulnerável aos raios UVA, que provocam manchas, mancham cicatrizes com facilidade e causam câncer de pele, que costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados nessa população.

    2. A luz azul emitida por telas (celular e computador) danifica a pele?

    Sim. A luz visível emitida por telas e lâmpadas gera radicais livres e estimula a produção de manchas, especialmente o melasma. Protetores com cor (com pigmento de óxido de ferro) são os mais indicados para bloqueá-la.

    3. Qual a diferença entre protetor físico (mineral) e químico?

    O físico forma uma barreira refletora sobre a pele (ideal para peles sensíveis, gestantes e bebês). O químico absorve a radiação UV e a transforma em calor inofensivo (costuma ter textura mais fluida e invisível).

    4. Posso misturar o protetor solar com o meu creme ou base?

    Jamais. Misturar produtos na mão dilui a fórmula e compromete a formação do filme protetor na pele, reduzindo drasticamente a eficácia do FPS. Aplique-os em camadas separadas.

    5. O filtro solar perde a validade depois de aberto?

    Sim. A maioria dos protetores solares vence entre 6 e 12 meses após abertos (indicado no ícone de um pote aberto no rótulo). Após esse período, os filtros se degradam e o produto perde a capacidade de proteger.

    6. Protetor solar com cor protege mais do que o sem cor?

    Sim, contra manchas. O pigmento que dá cor ao produto funciona como uma barreira física adicional contra a luz visível (emitida pelo sol e por telas), sendo a melhor opção para tratar e prevenir o melasma.

    7. Preciso retirar o protetor solar com sabonete especial à noite?

    Para protetores comuns, o sabonete facial habitual é suficiente. Para fórmulas à prova d’água, infantis ou com cor, o uso de um óleo de limpeza (cleansing oil) antes do sabonete garante a remoção completa sem entupir os poros.

    8. O protetor solar do corpo pode ser usado no rosto?

    Não é o ideal. Embora proteja contra o sol, o protetor corporal tende a ser mais oleoso e denso, o que pode causar cravos, espinhas e brilho excessivo na pele do rosto.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

    O morango é uma fruta conhecida pelo sabor doce e levemente ácido, pela cor vermelha intensa e pela grande variedade de formas de consumo.

    Além de aparecer em sobremesas, vitaminas, saladas de frutas e outras receitas, ele também se destaca pelo valor nutricional, já que possui poucas calorias e fornece vitaminas, minerais, fibras e diferentes compostos antioxidantes importantes para o organismo.

    Para você ter uma ideia, grande parte da composição do morango é formada por água, o que faz dele uma opção leve e refrescante para incluir na alimentação. A fruta também apresenta baixo teor de gorduras e calorias e contém carboidratos em quantidades relativamente pequenas quando comparada a muitas outras frutas.

    A seguir, nós listamos alguns dos principais nutrientes presentes no morango, como a vitamina C, as fibras, o potássio e o ácido fólico, além de compostos antioxidantes que ajudam a proteger as células e contribuem para a saúde do coração, do intestino e do sistema imunológico. Confira!

    Quais os nutrientes do morango?

    1. Vitamina C

    O morango é uma das frutas mais ricas em vitamina C e, em algumas variedades, pode até conter mais do nutriente do que a laranja na mesma porção.

    O nutriente atua diretamente no fortalecimento do sistema imunológico, pois estimula a produção e a atividade dos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo responsáveis por combater vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.

    Além disso, ela tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres e protegendo as células contra o estresse oxidativo. A vitamina C também é importante para a produção de colágeno, proteína importante para manter a pele firme, as articulações saudáveis e favorecer a cicatrização.

    2. Antocianinas

    As antocianinas são os pigmentos antioxidantes pertencentes à família dos flavonoides que conferem ao morango sua cor vermelha viva. O consumo regular das substâncias está associado a uma redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, pois elas ajudam a diminuir os níveis de colesterol LDL e reduzem a oxidação dos lipídios nas artérias.

    Os compostos também melhoram o funcionamento dos vasos sanguíneos, favorecem a circulação e ajudam a reduzir a inflamação, o que contribui para prevenir a formação de placas de gordura nas artérias.

    3. Fibras solúveis

    O morango contém boas quantidades de fibras, principalmente a pectina, um tipo de fibra solúvel. No intestino, ela forma um gel que diminui a velocidade de absorção dos carboidratos, ajudando a evitar picos de glicose e de insulina após as refeições, o que pode ser especialmente benéfico para pessoas com diabetes ou resistência à insulina.

    As fibras também favorecem o funcionamento do intestino, aumentam o volume das fezes, servem de alimento para as bactérias benéficas da microbiota intestinal e prolongam a sensação de saciedade.

    4. Ácido fólico (vitamina B9)

    O ácido fólico, também chamado de folato ou vitamina B9, participa da formação do DNA e da produção dos glóbulos vermelhos. O consumo adequado do nutriente ajuda a prevenir a anemia megaloblástica e contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso.

    Durante a gravidez, o folato é ainda mais importante, pois participa da formação do tubo neural do bebê nas primeiras semanas de gestação, ajudando a prevenir malformações no cérebro e na coluna.

    5. Potássio

    O potássio é um mineral que participa do equilíbrio de líquidos no organismo e ajuda a reduzir os efeitos do excesso de sódio. Com isso, ele favorece a eliminação do mineral pela urina e contribui para o relaxamento dos vasos sanguíneos.

    O efeito ajuda a manter a pressão arterial sob controle, reduzindo o risco de hipertensão e diminuindo a sobrecarga sobre o coração.

    6. Ácido elágico

    O ácido elágico é um polifenol presente no morango que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. Ele ajuda a neutralizar os radicais livres, protegendo as células contra danos e contribuindo para retardar o envelhecimento precoce.

    Alguns estudos científicos também investigam o papel do ácido elágico na inibição do crescimento celular anormal e na proteção do DNA contra agentes carcinogênicos, destacando o morango como um importante aliado na dieta de prevenção a diversas doenças crônicas não transmissíveis.

    Quanto comer de morango por dia?

    Como o morango é uma fruta sensível ao calor, o ideal é consumi-lo fresco, de preferência in natura, para preservar melhor os seus nutrientes.

    Para um adulto saudável, a recomendação é consumir cerca de 1 xícara de chá por dia (150 g a 200 g), o equivalente a 7 ou 8 morangos médios. A porção fornece mais de 100% da necessidade diária de vitamina C, além de ser baixa em calorias e em carboidratos.

    No dia a dia, você também pode consumir a fruta em preparações como iogurtes, vitaminas, saladas de frutas, aveia, mingaus e smoothies. O morango também pode ser congelado para uso posterior, sem perda significativa das fibras e dos minerais, embora parte da vitamina C possa ser reduzida durante o armazenamento.

    Como higienizar o morango corretamente?

    O morango deve ser lavado apenas na hora do consumo, já que a umidade acelera a deterioração da fruta. Antes de higienizá-lo, retire os morangos machucados ou com sinais de mofo e mantenha o cabinho, pois isso evita que a água entre na polpa e prejudique a textura.

    Em seguida, lave os morangos em água corrente para remover a sujeira visível. Depois, deixe-os de molho por cerca de 10 a 15 minutos em uma solução própria para higienização de alimentos ou em uma mistura de 1 colher de sopa de água sanitária própria para alimentos para cada litro de água, seguindo sempre as instruções do fabricante.

    Confira: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. Morango engorda ou emagrece?

    Ajuda a emagrecer. O morango tem pouquíssimas calorias (cerca de 30 kcal a cada 100g) e é rico em fibras e água, o que aumenta a saciedade e auxilia no controle do peso.

    2. Quem tem diabetes pode comer morango?

    Sim. O morango possui baixo índice glicêmico e baixo teor de carboidratos, além de fibras que evitam picos de açúcar no sangue.

    3. Morango solta ou prende o intestino?

    Solta o intestino. Por ser fonte de água e fibras solúveis (como a pectina), ele estimula o trânsito intestinal e combate a prisão de ventre.

    4. Pode comer morango à noite?

    Sim. É uma opção leve e de fácil digestão, rica em magnésio e antioxidantes que ajudam a relaxar antes de dormir sem pesar no estômago.

    5. Como fazer o morango durar mais na geladeira?

    Guarde os morangos sem lavar, com o talo verde e em um pote forrado com papel-toalha para absorver a umidade. Higienize apenas no momento de comer.

    6. Pode congelar morango?

    Sim. Para congelar, lave, seque bem e retire as folhas verdes. Guarde em sacos próprios para congelador. Eles duram até 6 meses e são ótimos para sucos e vitaminas.

    7. Qual o melhor horário para comer morango?

    Pode ser consumido em qualquer horário. É ótimo no café da manhã, como lanche intermediário para evitar a fome, ou de sobremesa para aumentar a absorção do ferro das refeições principais.

  • 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    Você já acordou com o rosto inchado, percebeu que o anel ficou apertado ou chegou ao fim do dia com as pernas pesadas e as meias marcadas na pele? Os sinais podem indicar retenção de líquidos, um quadro que acontece quando o organismo acumula mais água nos tecidos do que deveria.

    Além de causar desconforto, o inchaço pode estar relacionado a hábitos do dia a dia, como consumir muito sal e passar muitas horas na mesma posição, mas também pode indicar algumas condições de saúde que precisam de atenção.

    A seguir, veja 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido, entenda por que isso acontece e descubra o que fazer para aliviar o inchaço.

    O que causa a retenção de líquidos?

    As causas da retenção de líquidos podem ser variadas e incluem hábitos do dia a dia, alterações hormonais e algumas doenças:

    • Alimentação rica em sal: o consumo exagerado de sódio, como aquele presente em alimentos ultraprocessados, embutidos e enlatados, faz o organismo reter mais água para manter o equilíbrio da concentração de sal no sangue;
    • Ficar muito tempo sentado ou em pé: passar muitas horas na mesma posição dificulta a circulação, principalmente nas pernas. Os músculos da panturrilha funcionam ajudando o sangue e os líquidos a voltarem para o coração. Quando eles ficam pouco ativos, o líquido tende a se acumular nas pernas e nos pés;
    • Alterações hormonais: as mudanças hormonais da TPM, da gravidez e da menopausa podem favorecer o inchaço porque alteram a circulação e aumentam a retenção de sódio e água no organismo;
    • Uso de alguns medicamentos: alguns remédios podem provocar retenção de líquidos como efeito colateral, incluindo medicamentos para pressão alta, anti-inflamatórios, corticoides e anticoncepcionais;
    • Algumas doenças: problemas nos rins, no coração ou no fígado também podem causar retenção de líquidos. O organismo tem mais dificuldade para eliminar ou distribuir os líquidos corretamente, fazendo com que eles se acumulem nos tecidos.

    Sinais de que o corpo está retendo líquido

    1. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés

    O inchaço nas pernas, nos tornozelos e nos pés é o sinal mais comum da retenção de líquidos. Como a gravidade faz o líquido se concentrar na parte inferior do corpo, a região costuma ficar mais inchada ao longo do dia, principalmente depois de muitas horas sentado ou em pé.

    Em alguns casos, os sapatos ficam mais apertados no fim da tarde e o inchaço melhora depois de uma noite de descanso ou ao elevar as pernas.

    2. Marcas profundas de roupas, meias ou calçados na pele

    Quando existe excesso de líquido nos tecidos, a pele fica mais pressionada e qualquer elástico deixa marcas mais profundas e duradouras. Por isso, é comum tirar as meias, o sutiã ou uma roupa mais justa e perceber que as marcas demoram vários minutos para desaparecer.

    3. Ganho de peso rápido e repentino

    Um aumento de um ou dois quilos em poucos dias costuma estar relacionado ao acúmulo de líquidos, e não ao ganho de gordura. Como a água também tem peso, pequenas variações no volume de líquido retido pelo organismo já são suficientes para provocar mudanças perceptíveis na balança.

    4. Dificuldade para tirar anéis dos dedos

    Os dedos também acumulam líquido, fazendo com que anéis que antes saíam facilmente passem a apertar, deixem marcas na pele ou até fiquem difíceis de retirar. O inchaço costuma ser mais intenso ao acordar, em dias muito quentes ou depois do consumo de alimentos ricos em sal.

    5. Sensação de pernas pesadas e cansadas

    O excesso de líquido nos tecidos aumenta a sensação de peso e cansaço nas pernas, mesmo sem esforço físico intenso. Em algumas pessoas, o desconforto também vem acompanhado de pressão, leve dor ou sensação de que as pernas estão mais pesadas no fim do dia.

    6. Sensação de barriga estufada ou inchada

    A retenção de líquidos também pode atingir a região abdominal, deixando a barriga mais estufada, firme e desconfortável. Como consequência, as roupas ficam mais apertadas na cintura, mesmo quando a alimentação do dia não foi exagerada.

    7. Rosto ou pálpebras muito inchadas ao acordar

    Durante a noite, como o corpo permanece deitado por várias horas, o líquido se distribui de maneira mais uniforme e tende a se concentrar também na face. É comum acordar com as pálpebras, a região dos olhos e o rosto mais inchados, sendo que o aspecto costuma melhorar conforme a circulação é estimulada ao longo da manhã.

    8. Pele esticada, brilhante ou afundada ao apertar (Sinal de Cacifo)

    Quando o edema é mais intenso, a pele pode ficar esticada, lisa e com aspecto brilhante. Ao pressionar a região inchada com o dedo por alguns segundos, pode permanecer uma pequena depressão na pele antes de ela voltar ao normal, característica conhecida como sinal de cacifo ou sinal de Godet.

    9. Diminuição na quantidade de urina ao longo do dia

    Quando o organismo retém mais líquido, os rins podem eliminar menos água ao longo do dia. Como resultado, a pessoa urina com menos frequência e a urina costuma ficar mais concentrada, apresentando uma coloração mais escura.

    10. Rigidez ou dor leve nas articulações dos pés e mãos

    O acúmulo de líquido ao redor das articulações aumenta a pressão nos tecidos e provoca sensação de rigidez, principalmente ao acordar ou depois de permanecer muito tempo na mesma posição. Em alguns casos, movimentos simples, como fechar a mão, dobrar os dedos ou calçar um sapato, podem ficar mais desconfortáveis.

    O que fazer para diminuir a retenção de líquidos?

    Para diminuir o acúmulo de líquidos e ajudar o organismo a eliminar o excesso de fluido de forma natural, você pode adotar algumas medidas simples, como:

    • Beba bastante água: beber água ajuda os rins a eliminar o excesso de sódio pela urina, reduzindo a retenção de líquidos e o inchaço;
    • Diminua o consumo de sal: evite alimentos ultraprocessados, embutidos, molhos prontos e salgadinhos. Sempre que possível, prefira temperos naturais, como alho, cebola, limão e ervas;
    • Pratique atividade física: caminhar, correr, pedalar ou nadar melhora a circulação e ajuda o organismo a eliminar o excesso de líquido;
    • Consuma alimentos ricos em água: frutas e verduras, como melancia, pepino, melão e abacaxi, ajudam na hidratação. Alguns chás, como cavalinha, hibisco e chá-verde, também têm efeito diurético, mas devem ser consumidos com orientação profissional;
    • Eleve as pernas: no fim do dia, mantenha as pernas elevadas por cerca de 20 a 30 minutos para facilitar a circulação e aliviar o inchaço;
    • Evite ficar muito tempo na mesma posição: se você passa muitas horas sentado ou em pé, faça pequenas pausas para caminhar ou movimentar as pernas pelo menos uma vez por hora.

    Se você perceber que o inchaço surgiu de forma repentina em apenas uma perna ou vier acompanhado de dor intensa, vermelhidão, calor no local, falta de ar ou dor no peito, procure um serviço de saúde imediatamente. Os sintomas podem indicar um problema mais grave, como trombose venosa profunda ou doenças do coração.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Beber pouca água pode fazer o corpo reter líquidos?

    Sim. Quando o organismo percebe falta de água, ele ativa mecanismos para segurar o máximo de fluido possível para evitar a desidratação.

    2. O excesso de sal causa inchaço imediato?

    Sim. O sódio em excesso atrai a água para fora dos vasos sanguíneos para manter o equilíbrio do sangue, inchando os tecidos em poucas horas.

    3. Por que o rosto acorda mais inchado?

    Ao deitar na horizontal durante o sono, a gravidade redistribui os líquidos do corpo por igual, acumulando fluidos na face e nas pálpebras.

    4. Quais chás ajudam a eliminar a retenção?

    Os chás de cavalinha, hibisco, dente-de-leão e chá verde estimulam os rins a produzir mais urina, reduzindo o inchaço.

    5. A drenagem linfática funciona para a retenção?

    Sim. A massagem direciona o excesso de líquido retido nos tecidos de volta para os vasos linfáticos para que seja eliminado pela urina.

    6. Elevar as pernas realmente diminui o inchaço?

    Sim, colocar as pernas acima do nível do coração facilita o retorno venoso e faz o líquido acumulado nos pés voltar à circulação.

    7. O calor pode piorar a retenção de líquidos?

    Sim, as altas temperaturas fazem os vasos sanguíneos se dilatarem, o que facilita a saída de líquidos para os tecidos ao redor, aumentando o inchaço nas pernas e mãos.

    8. Meias de compressão ajudam na retenção?

    Sim, as meias exercem uma pressão graduada que empurra os líquidos acumulados nas pernas de volta para a circulação central, prevenindo o inchaço diário, mas o uso deve ser indicado por um especialista.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    O envelhecimento das artérias acontece naturalmente com o passar dos anos, mas alguns hábitos podem fazer o processo acontecer muito mais cedo do que o esperado.

    Uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, o cigarro, o excesso de álcool e até doenças mal controladas, como pressão alta e diabetes, podem favorecer o acúmulo de gordura, aumentar a inflamação e deixar os vasos sanguíneos mais rígidos. Aos poucos, as alterações dificultam a circulação do sangue e aumentam o risco de problemas cardiovasculares.

    Em contrapartida, a saúde das artérias também é influenciada pelas escolhas do dia a dia. Mesmo pequenas mudanças na rotina podem ajudar a preservar a elasticidade dos vasos e contribuem para que o coração trabalhe de forma mais eficiente.

    O que é o envelhecimento precoce das artérias?

    O envelhecimento precoce das artérias acontece quando os vasos sanguíneos ficam mais rígidos e perdem parte da elasticidade antes do esperado para a idade da pessoa. Normalmente, as artérias são flexíveis e conseguem se expandir e contrair conforme o coração bombeia o sangue.

    Quando o envelhecimento das artérias acontece de forma acelerada, os vasos perdem parte da capacidade de dilatação. Além disso, o acúmulo de placas de gordura, conhecido como aterosclerose, pode diminuir o espaço disponível para a passagem do sangue.

    Com o tempo, o endotélio, camada que reveste a parte interna das artérias, também pode deixar de funcionar adequadamente. A circulação fica prejudicada e o coração pode precisar fazer mais esforço para bombear o sangue pelo organismo.

    Por que ele acontece?

    O envelhecimento precoce das artérias está relacionado principalmente à inflamação crônica e ao estresse oxidativo, que podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos. Alguns hábitos e problemas de saúde aumentam o risco, como uma alimentação pouco saudável, sedentarismo, tabagismo, pressão alta, diabetes, colesterol elevado e o estresse crônico.

    Os radicais livres produzidos pelo organismo também podem danificar o endotélio. Quando a camada interna das artérias sofre alterações, pode diminuir a produção de óxido nítrico, substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar, facilitando a circulação.

    As alterações no endotélio também podem favorecer o acúmulo de colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Ao longo do tempo, podem surgir placas que dificultam a circulação e contribuem para a perda da elasticidade dos vasos.

    Como evitar o envelhecimento das artérias?

    1. Praticar exercícios aeróbicos regularmente

    As atividades como caminhada rápida, corrida, natação e ciclismo ajudam a cuidar da saúde do coração e das artérias. Durante o exercício, o fluxo sanguíneo aumenta e estimula o endotélio a produzir óxido nítrico, uma substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar.

    A prática regular de exercícios também contribui para o controle da pressão arterial, melhora a circulação e ajuda a reduzir outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    2. Consumir alimentos ricos em antioxidantes

    As frutas, as verduras, os legumes, as sementes e outros alimentos de origem vegetal fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde.

    As frutas vermelhas, como o morango, o mirtilo e a amora, além das uvas roxas e dos vegetais verde-escuros, são fontes de compostos como os flavonoides e os polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres e o estresse oxidativo, fatores que podem danificar as células e favorecer alterações nas paredes das artérias.

    3. Reduzir o consumo de ultraprocessados e açúcares

    Os refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos e muitos outros alimentos ultraprocessados podem apresentar grandes quantidades de açúcar, sódio e gorduras. Para se ter uma ideia, o consumo frequente pode favorecer o ganho de peso, o aumento da pressão arterial, alterações na glicose e no colesterol e outros fatores relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por isso, o ideal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como as frutas, as verduras, os legumes, os grãos integrais, as leguminosas e as fontes de proteínas.

    4. Priorizar um sono de qualidade

    O sono também participa da manutenção da saúde cardiovascular, pois, durante a noite, a frequência cardíaca e a pressão arterial normalmente diminuem, permitindo um período de menor atividade para o sistema cardiovascular.

    Se você dorme pouco ou tem problemas que prejudicam a qualidade do sono, como a apneia, o organismo pode ter dificuldade para reduzir a pressão arterial durante a noite. Além disso, a falta de sono pode aumentar a liberação de hormônios ligados ao estresse, favorecer processos inflamatórios e, ao longo do tempo, prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos.

    O recomendado é manter uma rotina de sono adequada, buscando dormir de 7 a 9 horas por noite, o que pode ajudar a proteger o coração e as artérias. Os sintomas como ronco intenso, pausas na respiração durante o sono e cansaço excessivo durante o dia também merecem atenção médica, pois podem indicar problemas que afetam a qualidade do sono.

    5. Controlar o estresse crônico

    O estresse prolongado mantém o organismo em estado de alerta e aumenta a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina. Quando a situação acontece com frequência, pode afetar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

    A adrenalina pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos. Já o excesso de cortisol por longos períodos pode favorecer alterações na pressão, na glicose e no metabolismo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares.

    Para controlar o estresse no dia a dia, você pode praticar atividades físicas, fazer exercícios de respiração e meditação, reservar momentos para o lazer e manter uma boa rotina de sono.

    6. Evitar o cigarro e o uso de vapes

    O cigarro contém diversas substâncias que prejudicam o coração e os vasos sanguíneos. A nicotina, por exemplo, pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos.

    O tabagismo também pode danificar o endotélio, que é a camada que reveste a parte interna das artérias, além de favorecer a inflamação e a formação de placas de gordura e coágulos. Com o passar do tempo, os danos aumentam o risco de problemas cardiovasculares, como o infarto e o AVC.

    Também vale destacar que os cigarros eletrônicos (ou vapes) oferecem riscos, pois podem conter nicotina e outras substâncias capazes de prejudicar os vasos sanguíneos e aumentar o risco cardiovascular.

    7. Manter uma boa hidratação ao longo do dia

    A água participa de várias funções importantes do organismo, incluindo a manutenção do volume de sangue e do equilíbrio dos líquidos corporais.

    Quando o organismo está desidratado, o volume de sangue circulante pode diminuir, fazendo o coração trabalhar mais para manter a circulação adequada. A desidratação também pode provocar alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial.

    A quantidade ideal de água por dia é de cerca de 35 ml por quilo de peso corporal para adultos, o que costuma representar entre 2 e 3 litros no total. No entanto, a necessidade pode variar de acordo com fatores como o peso, a idade, a prática de atividade física, a temperatura do ambiente e a alimentação.

    Como saber a saúde das suas artérias?

    A avaliação da saúde das artérias é feita por um cardiologista, que pode analisar o histórico de saúde, os hábitos de vida, os fatores de risco e o histórico familiar, além de realizar o exame físico.

    Dependendo do perfil de cada pessoa, alguns exames também podem ser solicitados, como:

    • Medição da pressão arterial: verifica a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias;
    • Perfil lipídico e glicemia: os exames de sangue ajudam a avaliar os níveis de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e glicose;
    • Ultrassom Doppler das carótidas: permite avaliar as artérias do pescoço e pode identificar alterações na parede dos vasos e a presença de placas;
    • Velocidade da Onda de Pulso (VOP): é um método não invasivo utilizado para avaliar a rigidez das artérias;
    • Índice Tornozelo-Braquial (ITB): compara a pressão arterial medida nos braços com a pressão nos tornozelos e pode ajudar a identificar problemas na circulação das pernas.

    A necessidade de cada exame depende da avaliação médica e dos fatores de risco apresentados pela pessoa.

    Quando consultar um cardiologista?

    A consulta com o cardiologista também pode fazer parte dos cuidados preventivos, mesmo quando você não apresenta dor, falta de ar ou qualquer outro sintoma. O acompanhamento permite avaliar a saúde do coração e identificar fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares antes que apareçam complicações.

    De forma geral, os homens podem começar a fazer avaliações periódicas entre os 35 e 40 anos, enquanto as mulheres podem iniciar entre os 40 e 45 anos ou após a menopausa. A frequência das consultas pode variar de acordo com o estado de saúde e os fatores de risco de cada pessoa.

    O acompanhamento pode começar mais cedo quando há casos de infarto, AVC ou morte súbita em familiares próximos, principalmente pais ou irmãos que apresentaram o problema ainda jovens. As pessoas com diabetes, colesterol ou triglicérides elevados, obesidade, estresse crônico ou que fumam também precisam de atenção maior à saúde cardiovascular.

    A avaliação médica ainda pode ser recomendada antes de começar exercícios intensos ou treinos de alta performance, principalmente para quem está sedentário há muito tempo ou apresenta fatores de risco.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O envelhecimento das artérias pode ser revertido?

    Parcialmente. O envelhecimento natural não pode ser revertido, mas hábitos saudáveis e o controle da pressão, do colesterol e de outros fatores de risco podem melhorar a função dos vasos e reduzir a rigidez arterial.

    2. Qual é o papel da vitamina K2 na saúde das artérias?

    A vitamina K2 participa da regulação do cálcio no organismo e pode ajudar a evitar o depósito do mineral nas artérias. No entanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar os benefícios da suplementação para a saúde cardiovascular.

    3. Quem tem pressão baixa também pode ter artérias rígidas?

    Sim. A pressão alta favorece a rigidez arterial, mas outros fatores, como o diabetes, o tabagismo, o colesterol alto, a idade e a genética, também podem contribuir para o problema.

    4. O uso de ômega-3 ajuda a manter as artérias jovens?

    Sim, o ômega-3 pode ajudar a reduzir os triglicérides e apresenta efeitos benéficos para a saúde cardiovascular. No caso dos suplementos, o uso deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

    5. Como o diabetes acelera o envelhecimento das artérias?

    O excesso de glicose no sangue danifica diretamente as células do endotélio e se liga às proteínas das artérias (glicação), tornando os vasos mais rígidos, espessos e propensos ao acúmulo de gordura.

    6. O consumo diário de chocolate amargo faz bem para as artérias?

    O cacau contém flavonoides associados a benefícios para a saúde dos vasos sanguíneos. O chocolate amargo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas deve ser consumido com moderação por também fornecer calorias, gorduras e, dependendo do produto, açúcar.

    7. Como a obesidade afeta a flexibilidade das artérias?

    A obesidade pode favorecer a inflamação, a pressão alta, a resistência à insulina e outras alterações metabólicas que, ao longo do tempo, prejudicam a saúde e a elasticidade das artérias.

    Leia mais: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

  • Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Quando o médico precisa olhar além do ritmo do coração e observar como ele realmente funciona por dentro, o ecocardiograma costuma ser o exame de escolha. Com a mesma tecnologia usada no ultrassom, ele mostra em tempo real as estruturas cardíacas em movimento e revela se as válvulas estão funcionando bem, se o músculo está contraindo como deveria e até como o sangue circula.

    Seguro, indolor e acessível, é um dos principais exames de diagnóstico das doenças do coração.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que usa ondas de ultrassom para visualizar as estruturas do coração. Ele mostra o tamanho, o formato, o funcionamento das válvulas e permite que o médico veja até como o sangue circula dentro das cavidades cardíacas.

    Enquanto o eletrocardiograma fala da eletricidade do coração, o ecocardiograma, também chamado de ecocardiografia, revela a anatomia e a forma com que o órgão funciona.

    Leia também: Falta de ar: quando pode ser problema do coração

    Como o exame é feito?

    O exame lembra muito um ultrassom de abdômen ou gravidez:

    • A pessoa fica deitada em uma maca;
    • O médico aplica um gel no peito;
    • Um transdutor (aparelho que emite ultrassom) é deslizado sobre a região do coração;
    • As ondas sonoras se transformam em imagens do coração em tempo real.

    O médico anota todos os parâmetros importantes para fazer o laudo.

    O procedimento é indolor, não invasivo e dura em média 20 a 40 minutos.

    Saiba mais: MAPA: o exame que analisa a pressão arterial por um dia inteiro

    Tipos de ecocardiograma

    Existem diferentes formas de realizar o exame, dependendo da necessidade de cada pessoa, e isso é definido pelo médico:

    • Ecocardiograma transtorácico: o mais comum, feito pelo tórax;
    • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor é introduzido no esôfago para imagens mais detalhadas, exigindo preparo diferente;
    • Ecocardiograma com Doppler: avalia o fluxo de sangue e a pressão dentro das câmaras do coração;
    • Ecocardiograma de estresse: feito após esforço físico ou uso de medicamentos que simulam o comportamento do coração durante exercício.

    Para que serve o exame?

    O exame ajuda a diagnosticar e acompanhar condições como:

    • Doenças das válvulas cardíacas;
    • Avaliação após um infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Cardiopatias congênitas, que são alterações de nascença;
    • Avaliação do impacto da pressão alta no coração.

    Quem deve fazer o exame?

    O ecocardiograma pode ser indicado para pessoas com sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios ou histórico familiar de doenças cardíacas. É bem comum em check-ups de quem já tem diagnóstico de problemas no coração.

    Leia também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre ecocardiograma

    1. Qual a diferença entre ecocardiograma e eletrocardiograma?

    O eletrocardiograma mostra a atividade elétrica do coração. O ecocardiograma mostra imagens estruturais do órgão em movimento.

    2. O exame precisa de preparo?

    O ecocardiograma transtorácico, que é o mais comum, não precisa de preparo. Já o transesofágico exige jejum e sedação, mas é o laboratório ou o médico que passam as informações de preparo para cada caso.

    3. Crianças e gestantes podem fazer o exame?

    Sim. O exame é seguro para todas as idades e durante a gestação.

    4. O resultado sai na hora?

    As imagens são geradas imediatamente, mas a análise final é feita pelo cardiologista, o que pode levar alguns dias para sair o laudo.

    5. Posso fazer o exame pelo SUS?

    Sim. O exame está disponível na rede pública, mas pode haver fila de espera dependendo da região.

    Leia também: Eletrocardiograma: o que é e quem deve fazer

  • Mexer no celular no banheiro: qual o risco real para o corpo (e pro aparelho)?

    Mexer no celular no banheiro: qual o risco real para o corpo (e pro aparelho)?

    Em um cotidiano agitado, para algumas pessoas, o momento de usar o vaso sanitário virou uma pausa no dia para checar redes sociais, responder mensagens, ler notícias ou assistir a vídeos curtos. Só que mesmo poucos minutos diante da tela podem facilmente se transformar em 20, 30 minutos ou até mais, prolongando o tempo sentado no vaso sanitário.

    Quando o comportamento se torna frequente, pode aumentar a pressão sobre a região anal e favorecer o surgimento ou a piora de hemorroidas, principalmente em pessoas que já apresentam predisposição.

    Além disso, o aparelho pode entrar em contato com microrganismos presentes nas mãos e no ambiente, aumentando a possibilidade de levá-los para outros locais.

    Por que mexer no celular no banheiro pode fazer mal para a saúde?

    Ao assistir a vídeos, responder mensagens ou navegar pelas redes sociais, é fácil perder a noção do tempo no banheiro e permanecer sentado por 15, 20 ou até 30 minutos. Com o tempo, o hábito pode favorecer:

    1. Hemorroidas

    O vaso sanitário não oferece o mesmo apoio que uma cadeira comum. Durante o uso, a região anal fica posicionada sobre a abertura do vaso, enquanto o peso do corpo e a ação da gravidade aumentam a pressão sobre os vasos sanguíneos da região.

    Quando a pessoa fica sentada por muito tempo, a pressão pode dificultar o retorno do sangue pelas veias ao redor do ânus. Os vasos podem ficar mais dilatados e congestionados, situação que pode favorecer o aparecimento ou a piora das hemorroidas.

    O risco tende a ser maior quando a pessoa também faz força para evacuar, apresenta prisão de ventre ou já possui predisposição para hemorroidas.

    2. Dor e desconforto

    Normalmente, ao usar o celular, a pessoa abaixa a cabeça para olhar a tela, projeta o pescoço para a frente e mantém os ombros curvados. Permanecer na posição por vários minutos pode sobrecarregar a musculatura do pescoço, dos ombros e das costas.

    Quando o comportamento se repete diariamente e por períodos prolongados, pode contribuir para dores e tensão muscular.

    Vale destacar que o problema não é exclusivo do banheiro e a postura inadequada durante o uso do celular pode causar desconforto em qualquer ambiente quando mantida durante muito tempo.

    3. Forçar a evacuação sem necessidade

    O corpo costuma avisar quando está pronto para evacuar. Quando a vontade aparece, o reto recebe as fezes e ocorre uma série de movimentos que facilitam a evacuação.

    Com o celular nas mãos, porém, é comum permanecer no vaso mesmo depois de terminar ou continuar tentando evacuar enquanto assiste a um vídeo ou navega pelas redes sociais. Você pode começar a fazer força sem perceber, mesmo quando o intestino já não tem mais fezes prontas para serem eliminadas.

    Além de aumentar a pressão sobre a região anal, fazer força repetidamente pode dificultar a evacuação e favorecer desconfortos. Por isso, quando as fezes não saem, o recomendado é evitar insistir por vários minutos e tentar novamente quando a vontade aparecer.

    4. Contato com microrganismos

    O smartphone passa pelas mãos várias vezes ao longo do dia e acompanha a pessoa em praticamente todos os lugares. Quando também entra no banheiro, pode entrar em contato com microrganismos presentes nas mãos e nas superfícies do ambiente.

    A contaminação pode ocorrer de maneira simples: você toca na descarga, na maçaneta ou em outra superfície e, logo depois, pega o telefone. Os microrganismos presentes nas mãos podem passar para a tela e para a capinha.

    Mesmo depois de lavar as mãos, basta pegar novamente o aparelho contaminado para entrar em contato com os microrganismos. Mais tarde, o celular vai para a mesa, para a cama e fica próximo ao rosto e à boca, facilitando a circulação de germes entre diferentes ambientes.

    O banheiro também pode prejudicar o aparelho?

    Além da questão da higiene, levar o smartphone para o banheiro aumenta a exposição a quedas, especialmente quando o aparelho é usado durante todo o período no banheiro ou manuseado enquanto você abaixa ou levanta a roupa.

    Alguns modelos possuem resistência à água, mas a proteção varia de acordo com o aparelho e não significa que ele seja completamente à prova de líquidos em qualquer situação.

    Para completar, nos banheiros com chuveiro, a água quente aumenta a quantidade de vapor no ambiente. Aos poucos, a exposição frequente à umidade pode ser prejudicial para alguns aparelhos, principalmente quando existem danos, aberturas ou desgaste na vedação.

    A água também pode entrar pelas conexões ou atingir componentes sensíveis dependendo do modelo e das condições do smartphone.

    Como abandonar o hábito de usar o celular no banheiro?

    Para quem já se acostumou a entrar no banheiro com o smartphone na mão, é preciso adotar algumas medidas no dia a dia para diminuir o hábito, como:

    • Deixar o celular fora do banheiro: coloque o aparelho sobre uma mesa, na cama ou em outro local antes de entrar no cômodo;
    • Evitar ficar no vaso sem necessidade: se você terminou de evacuar, levante-se. Permanecer sentado apenas para continuar assistindo a vídeos ou navegando pelas redes sociais aumenta o tempo no vaso;
    • Não fazer força para evacuar: se as fezes não saírem, evite permanecer vários minutos tentando. Levante-se e volte ao banheiro quando sentir vontade novamente;
    • Prestar atenção aos sinais do corpo: tente usar o momento da evacuação apenas para ir ao banheiro, sem outras distrações;
    • Criar uma regra para o celular: evitar levar o aparelho para o banheiro ajuda a quebrar a associação entre usar o vaso e navegar pelas redes sociais;
    • Higienizar o aparelho regularmente: caso o celular seja levado ao banheiro, mantenha a limpeza do aparelho e da capinha de acordo com as orientações do fabricante.

    Como limpar o celular corretamente?

    A forma adequada de higienização pode variar de acordo com o modelo e com as orientações do fabricante. Antes de usar qualquer produto, vale consultar as recomendações específicas para o aparelho. Mas, no geral, alguns cuidados incluem:

    • Desligar o celular antes da limpeza;
    • Retirar a capinha para higienizá-la separadamente;
    • Usar um pano macio e que não solte fiapos;
    • Não borrifar álcool, água ou qualquer outro líquido diretamente sobre o aparelho;
    • Evitar a entrada de líquidos nas conexões, nos alto-falantes e em outras aberturas;
    • Não utilizar produtos abrasivos ou produtos de limpeza doméstica sem verificar se são indicados pelo fabricante.

    Dependendo do modelo, o fabricante pode permitir o uso de álcool isopropílico ou de lenços próprios para aparelhos eletrônicos. Por isso, vale seguir as orientações da marca antes da higienização.

    Leia mais: Por que o intestino é chamado de ‘segundo cérebro’?

    Perguntas frequentes

    1. Mexer no celular no banheiro pode causar infecção urinária?

    Sim, indiretamente. Ao manusear o celular contaminado por bactérias fecais no banheiro e depois tocar na região íntima ou no papel higiênico, você pode transferir bactérias como a E. coli para a uretra, favorecendo a instalação de uma infecção urinária.

    2. Usar o celular no banheiro com a tampa do vaso fechada reduz os riscos?

    Reduz o risco de o aparelho cair na água, mas não impede a contaminação por aerossóis. As bactérias suspensas no ar do banheiro após a descarga continuam se depositando na superfície do telefone e das suas mãos.

    3. Ler livros ou revistas no vaso sanitário traz os mesmos riscos do celular?

    Em relação às hemorroidas e dores na coluna, sim, pois a permanência prolongada na posição sentada causa a mesma pressão na região pélvica. A diferença é que papéis não costumam ser reutilizados com a mesma frequência e proximidade do rosto quanto os celulares.

    4. Por que sinto formigamento nas pernas quando fico muito tempo no vaso mexendo no celular?

    A posição de sentar na privada comprime os nervos ciáticos e as artérias principais das coxas contra a borda rígida do assento. A compressão reduz temporariamente a circulação sanguínea e o fluxo nervoso para as pernas e pés, gerando a sensação de anestesia ou formigamento.

    5. Qual é a distância segura para deixar o celular longe do vaso sanitário?

    O ideal é não levá-lo para o banheiro. Porém, se precisar levar, mantenha o aparelho dentro de uma bolsa fechada ou no bolso da jaqueta, retirando-o da cabine antes de acionar a descarga ou lavar as mãos.

    6. Usar fones de ouvido sem fio no banheiro também traz riscos de infecção?

    Sim. Se você toca nos fones ou no estojo de carregamento com as mãos contaminadas pelo ambiente do banheiro e depois coloca o acessório no ouvido, pode levar bactérias para o canal auditivo, favorecendo infecções como a otite externa.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava