Autor: Dra. Juliana Soares

  • 8 sinais de alerta de que você precisa descansar (fisicamente e mentalmente)

    8 sinais de alerta de que você precisa descansar (fisicamente e mentalmente)

    Você já sentiu que, mesmo depois de uma noite inteira de sono, acorda como se não tivesse descansado nada? O cansaço persistente é um dos principais sinais de que o corpo precisa de descanso para evitar um desgaste mais profundo, como o esgotamento profissional (burnout) e o enfraquecimento do sistema imunológico.

    Quando o organismo não consegue se recuperar adequadamente, ele entra em um estado de alerta constante, causando oscilações no humor, dificuldade de concentração e uma sensação contínua de fadiga ao longo do dia. Com o tempo, as tarefas mais simples tendem a precisar de mais esforço, afetando o bem-estar e a qualidade de vida.

    Afinal, quais os sinais que o corpo dá quando precisa descansar?

    Quando o corpo atinge o limite, ele apresenta alguns sinais que afetam o bem-estar no dia a dia, como:

    1. Cansaço excessivo que não passa após dormir

    Diferente do cansaço comum, a exaustão persiste mesmo após uma noite inteira de sono, sendo um primeiros sinais de que o descanso não está sendo reparador. O corpo pode até estar dormindo, mas não está recuperando a energia.

    Isso pode acontecer devido ao estresse elevado, sobrecarga física ou mental e má qualidade do sono. Com o passar do tempo, a sensação de fadiga se torna constante, afetando a disposição e a energia ao longo do dia.

    2. Dificuldade de concentração e lapsos de memória

    O cérebro precisa de pausas para organizar informações, e sem o tempo de recuperação, o desempenho cognitivo diminui de forma perceptível. O resultado é a dificuldade para manter o foco, esquecimentos frequentes e a sensação de “mente lenta”.

    3. Irritabilidade e mudanças repentinas de humor

    A falta de descanso aumenta os níveis de estresse e reduz a capacidade de lidar com situações do dia a dia. Consequentemente, pequenas frustrações podem gerar irritação, impaciência ou mudanças bruscas de humor.

    4. Dores musculares e tensões frequentes

    A tensão nos ombros, no pescoço ou nas costas podem surgir com frequência, mesmo sem a prática de atividades físicas intensas. A musculatura permanece contraída por mais tempo, o que gera desconforto, rigidez e sensação de peso no corpo. Os sinais indicam que o corpo está sobrecarregado e precisa de descanso para aliviar a tensão acumulada.

    5. Imunidade baixa e infecções de repetição

    A falta de descanso adequado compromete o funcionamento do sistema imunológico, deixando o organismo mais vulnerável a doenças. Por isso, você pode começar a apresentar gripes, resfriados e outras infecções com maior frequência, além de demorar mais para se recuperar.

    Isso acontece porque o corpo não está com energia suficiente para se defender de forma eficiente, mostrando claramente que precisa de recuperação.

    6. Alterações no apetite ou no sistema digestivo

    A exaustão altera a produção de hormônios como o cortisol, o que pode levar a episódios de compulsão alimentar (especialmente por doces e carboidratos) ou perda total de apetite. Para completar, sintomas como estufamento, azia, digestão lenta e desconfortos intestinais podem se tornar mais frequentes.

    7. Alterações no sono

    Mesmo depois de um dia cansativo, você pode ter dificuldade para iniciar o sono ou para mantê-lo ao longo da noite, de modo que o descanso se torna leve, fragmentado ou interrompido. Em alguns casos, a mente continua acelerada, dificultando o relaxamento necessário para um sono de qualidade.

    8. Queda de rendimento no dia a dia

    Quando o corpo não está descansado, o rendimento começa a cair tanto no trabalho quanto nas atividades físicas. Mesmo tarefas simples precisam de mais esforço e tempo, e a concentração também não é a mesma de antes.

    Isso acontece porque, sob fadiga persistente, o cérebro entra em um ‘modo de economia de energia’, priorizando apenas funções vitais e deixando de lado processos cognitivos complexos.

    Qual a diferença entre cansaço comum e exaustão?

    A principal diferença entre o cansaço e a exaustão é a forma como o corpo se recupera e o tempo que leva para isso acontecer.

    O cansaço é uma condição pontual que surge após um dia intenso de trabalho, uma sessão intensa de exercícios ou uma noite mal dormida. A principal característica é que ele é reversível: após uma boa noite de sono ou um período de repouso, o corpo recupera a vitalidade e a disposição original.

    Já a exaustão é um estado de esgotamento mais profundo, que não melhora com o repouso imediato. Ela é cumulativa e afeta não apenas o físico, mas também o emocional e o cognitivo.

    Mesmo após longos períodos de sono ou pausas mais prolongadas, a pessoa continua sentindo um peso constante, desânimo e dificuldade de clareza mental, conhecida como brain fog. Nesses casos, é preciso uma recuperação mais profunda, com ajustes na rotina, mais atenção à saúde mental e, em alguns casos, apoio de um médico para voltar a se sentir bem.

    Consequências de ignorar os sinais do corpo

    Com o passar do tempo, a exaustão persistente e a sobrecarga acumulada pode levar a problemas de saúde sérios, como:

    • Síndrome de burnout: é a burnout é o estágio mais intenso do estresse profissional. Ele surge quando a exaustão mental é ignorada por muito tempo, levando a uma apatia profunda, sensação de incompetência e aversão ao trabalho ou às responsabilidades;
    • Enfraquecimento do sistema imunológico: o estresse crônico mantém o cortisol elevado, o que reduz a capacidade de defesa do organismo. Como resultado, aumentam os episódios de gripes, resfriados, herpes e inflamações que demoram mais para cicatrizar;
    • Desenvolvimento de ansiedade e depressão: a falta de descanso afeta a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como a serotonina. Com o tempo, o cansaço constante pode evoluir para quadros de ansiedade ou depressão;
    • Problemas cardiovasculares e metabólicos: o estado de alerta contínuo sobrecarrega o coração e a circulação, o que pode aumentar o risco de hipertensão, arritmias e até diabetes tipo 2, já que o metabolismo também é afetado pelo estresse;
    • Dores crônicas e as inflamações: tensões frequentes no corpo podem evoluir para dores persistentes, como tendinites ou fibromialgia. Sem tempo adequado para recuperação, o organismo permanece em um estado inflamatório constante.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar um profissional de saúde nas seguintes situações:

    • O cansaço persiste por semanas, mesmo após dormir bem e tentar desacelerar a rotina;
    • Há dificuldade constante de concentração, lapsos de memória ou sensação de “mente nublada”;
    • O humor está muito alterado, com irritabilidade, ansiedade ou desânimo frequente;
    • O sono está desregulado, com insônia, despertares noturnos ou sensação de sono não reparador;
    • Surgem sintomas físicos frequentes, como dores no corpo, dores de cabeça ou tensão muscular;
    • Há quedas na imunidade, com infecções recorrentes;
    • A rotina começa a ser afetada, com prejuízo no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais.

    Um médico ou psicólogo pode ajudar a identificar a causa do cansaço e orientar o melhor caminho para a recuperação, evitando que o quadro evolua para algo mais sério.

    Veja também: 7 sinais de que seu cansaço não é apenas falta de sono

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre cansaço e fadiga crônica?

    O cansaço comum passa após uma boa noite de sono. Já a fadiga crônica é um esgotamento profundo que persiste por semanas, não melhora com o repouso e costuma vir acompanhada de dores ou falta de concentração.

    2. Por que sinto cansaço constante mesmo sem fazer esforço físico?

    Isso acontece geralmente devido ao estresse mental ou sobrecarga emocional. O cérebro consome muita energia, e o estresse mantém o corpo em estado de alerta, o que drena as reservas de glicogênio e cortisol.

    3. Como saber se o cansaço é emocional?

    Sinais de cansaço emocional incluem irritabilidade, falta de motivação, choro fácil, sensação de sobrecarga e a sensação de que “pequenas tarefas” são impossíveis de realizar.

    4. O que é o “descanso criativo”?

    É o descanso que permite que a mente divague sem a pressão de resolver problemas ou produzir algo. Atividades como caminhar na natureza ou apreciar arte ajudam a repor a criatividade.

    5. Por que fico mais doente quando estou muito cansado?

    O descanso é essencial para a produção de células de defesa. Sem ele, os níveis de cortisol sobem e suprimem o sistema imunológico, facilitando infecções como gripes e herpes.

    6. Tirar um cochilo à tarde ajuda a recuperar o corpo?

    Sim, cochilos de 15 a 20 minutos (power naps) podem melhorar o alerta e o humor sem prejudicar o sono noturno.

    7. O que é higiene do sono?

    É um conjunto de hábitos (como evitar telas antes de dormir e manter o quarto escuro) que prepara o corpo para um sono de qualidade, garantindo uma recuperação real.

    8. Como o estresse afeta os músculos?

    O corpo exausto tende a manter os músculos em tensão constante (estado de luta ou fuga), o que causa dores nas costas, ombros e dor de cabeça tensional.

    Leia mais: 6 sinais que diferenciam o cansaço comum do cansaço por problemas cardíacos

  • 10 cuidados com a casa para evitar crises alérgicas (e quando ir ao médico)

    10 cuidados com a casa para evitar crises alérgicas (e quando ir ao médico)

    Para pessoas que convivem com alergias respiratórias, como rinite, sinusite e asma, o ambiente doméstico pode conter uma série de gatilhos que acabam irritando as vias respiratórias e contribuindo para o surgimento crises alérgicas, com sintomas como espirros, coriza, tosse e falta de ar.

    As crises acontecem, principalmente, pelo contato com poeira acumulada, ácaros, mofo, pelos de animais e até pelo ar muito seco ou frio. Como a exposição aos alérgenos dentro de casa costuma ser constante, os sintomas tendem a persistir por vários dias e, em alguns casos, podem até se intensificar com o tempo.

    Mas então, como evitar? Com algumas mudanças simples na rotina, é possível eliminar os alérgenos e melhorar a respiração no dia a dia. Listamos algumas das principais para você, a seguir!

    1. Mantenha os ambientes bem ventilados e ensolarados

    A circulação do ar ajuda a reduzir a concentração de poeira, ácaros e fungos dentro de casa, que são os principais responsáveis pelas crises alérgicas. Por isso, sempre que possível, lembre-se de abrir as janelas e as portas diariamente, mesmo que por alguns minutos, para renovar o ar dos ambientes.

    A entrada de luz solar também é importante, já que contribui para diminuir a umidade e dificulta a proliferação de micro-organismos.

    2. Prefira a limpeza úmida em vez de vassouras

    O uso da vassoura pode levantar a poeira e espalhar partículas invisíveis no ar, facilitando a inalação e piorando os sintomas respiratórios.

    O ideal é utilizar um pano úmido ou um rodo com pano para limpar o chão e os móveis, mantendo a sujeira controlada e evitando que ela se espalhe pelo ambiente. Se possível, o uso de um aspirador de pó também pode ajudar, principalmente em cantos, estofados e superfícies mais difíceis.

    3. Use as capas antiácaro em colchões e travesseiros

    Como os colchões e travesseiros são locais onde os ácaros se acumulam com facilidade, o uso de capas protetoras antiácaro cria uma barreira que reduz o contato com esses alérgenos, ajudando a prevenir crises durante o sono e te ajudando a dormir melhor.

    4. Troque a roupa de cama semanalmente

    A troca frequente dos lençois, das fronhas e das cobertas é necessária para evitar o acúmulo de ácaros e de poeira, que se concentram principalmente nos locais de contato direto com a pele.

    O ideal é lavar as peças uma vez por semana, preferencialmente com água morna ou quente, pois a temperatura mais alta ajuda a eliminar os micro-organismos.

    5. Evite os tapetes, as cortinas e os carpetes pesados

    Os tecidos mais grossos acumulam muita poeira e são mais difíceis de limpar, o que facilita o aumento dos ácaros. Por isso, prefira ambientes com menos itens desse tipo ou opte por versões mais leves, como cortinas finas e tapetes laváveis. A escolha facilita a limpeza frequente e reduz a quantidade de alérgenos dentro de casa.

    6. Higienize o ar-condicionado e os ventiladores regularmente

    Os filtros do ar-condicionado e as hélices dos ventiladores acumulam poeira com o tempo e, sem a limpeza adequada, os aparelhos podem espalhar partículas no ar, piorando os sintomas alérgicos.

    A higienização deve ser feita com frequência, seguindo as recomendações do fabricante. No caso do ar-condicionado, a limpeza dos filtros deve ser regular, e a manutenção completa deve ser realizada periodicamente por um profissional.

    7. Controle a umidade para evitar o mofo

    A umidade favorece o crescimento de fungos, que são grandes desencadeadores de alergias respiratórias. É importante verificar possíveis infiltrações, vazamentos e áreas com acúmulo de água.

    Além disso, manter os ambientes bem ventilados e permitir a entrada de luz natural ajuda a reduzir a umidade e dificulta o aparecimento do mofo.

    8. Tenha cuidado com os produtos de limpeza com cheiro forte

    Os odores intensos podem irritar as vias respiratórias e desencadear sintomas como tosse, ardência no nariz e desconforto na garganta. O ideal é preferir produtos mais suaves, neutros ou indicados para pessoas alérgicas. Ah, e lembre-se de manter o ambiente ventilado durante e após a limpeza para evitar a concentração dos cheiros.

    9. Dê atenção aos bichos de pelúcia e aos objetos decorativos

    Os bichos de pelúcia e os objetos decorativos acumulam poeira com facilidade, principalmente quando ficam expostos por muito tempo sem limpeza. O recomendado é reduzir a quantidade dos itens, especialmente em quartos, ou manter uma rotina de higienização regular, lavando ou limpando conforme o material permite.

    10. Lave as cortinas e as mantas a cada 15 dias

    As cortinas e as mantas também acumulam poeira e ácaros ao longo do tempo. A lavagem quinzenal ajuda a manter os itens mais limpos e a reduzir a presença de agentes que causam alergias dentro de casa.

    Sinais de que você precisa procurar um alergista

    Os cuidados com a higiene da casa ajudam a reduzir os gatilhos, mas a alergia é uma resposta do sistema imunológico que, muitas vezes, precisa de acompanhamento médico. Vale ficar atento a alguns sinais que indicam quando o quadro precisam de avaliação:

    • Crises frequentes mesmo com a casa limpa;
    • Uso frequente de sprays nasais para conseguir respirar ou dormir;
    • Sintomas que atrapalham o sono e a produtividade, como congestão nasal ou tosse frequente;
    • Tosse seca persistente, que dura vários dias, principalmente à noite ou após exercícios físicos;
    • Episódios frequentes de sinusite, otite e amigdalite após crises alérgicas;
    • Coceira intensa nos olhos e na garganta.

    Mesmo um quadro simples de alergia pode comprometer o bem-estar e a qualidade de vida, interferindo no sono, na concentração e nas atividades do dia a dia. Com o diagnóstico correto, é possível identificar os principais gatilhos e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir desde mudanças no ambiente até o uso de medicamentos.

    Confira: Entenda como funciona a alergia alimentar e o que fazer

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor purificador de ar para alérgicos?

    Os modelos mais indicados são os que possuem filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air), capazes de reter até 99,9% das partículas suspensas, como pólen, ácaros e pelos de animais. Certifique-se de que o aparelho é adequado para o tamanho do cômodo.

    2. Vinagre realmente mata ácaros e mofo?

    O vinagre branco (ácido acético) é eficaz para eliminar o mofo (fungos) e impedir seu crescimento em superfícies. No entanto, ele não mata os ácaros diretamente, servindo apenas como um agente de limpeza para remover a sujeira onde eles se proliferam.

    3. Com que frequência devo trocar o travesseiro?

    O ideal é trocar o travesseiro a cada 2 anos. Mesmo com o uso de capas, após o período, cerca de 1/3 do peso do travesseiro pode ser composto por ácaros vivos, mortos e seus detritos, que são altamente alergênicos.

    4. Lavar o nariz com soro ajuda a evitar crises em casa?

    Sim, a lavagem nasal diária remove as partículas de poeira e alérgenos que ficaram retidos na mucosa nasal ao longo do dia, reduzindo a inflamação local.

    5. Como remover o mofo das paredes de forma segura?

    Use uma solução de água com água sanitária ou vinagre branco. Utilize máscara e luvas durante a limpeza para não inalar os esporos dos fungos que se soltam ao esfregar.

    6. Colocar o colchão no sol ajuda contra os ácaros?

    O calor do sol na superfície não é suficiente para matar ácaros que estão no interior do colchão. Além disso, o calor pode favorecer a reprodução dos que estão na parte protegida. O ideal é manter o quarto ventilado e usar capas protetoras.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e costuma trazer benefícios importantes para a saúde. Na maioria das vezes, os resultados são duradouros e não exigem novas intervenções.

    No entanto, em situações específicas, pode ser necessário realizar uma reversão de cirurgia bariátrica ou até mesmo uma revisão da cirurgia. Esses procedimentos são menos comuns e geralmente indicados quando surgem complicações ou dificuldades relacionadas à cirurgia original.

    O que é a reversão da cirurgia bariátrica

    A reversão da cirurgia bariátrica é um procedimento realizado para desfazer ou modificar uma cirurgia anterior.

    Dependendo do caso, os objetivos podem incluir:

    • Restaurar a anatomia original do estômago e do intestino;
    • Corrigir complicações da cirurgia anterior;
    • Converter uma técnica bariátrica em outra mais adequada.

    Esse tipo de cirurgia é mais complexo e costuma ser realizado por equipes especializadas.

    Em quais situações a reversão pode ser necessária

    A reversão ou revisão bariátrica é indicada apenas em situações específicas.

    Entre as principais estão:

    • Complicações cirúrgicas persistentes;
    • Deficiências nutricionais graves que não respondem ao tratamento clínico;
    • Síndrome de dumping muito intensa;
    • Problemas anatômicos, como estenoses ou úlceras recorrentes;
    • Perda de peso excessiva associada à desnutrição.

    Nesses casos, o objetivo é corrigir o problema e melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Diferença entre reversão e revisão bariátrica

    Embora os termos sejam semelhantes, eles não significam exatamente a mesma coisa.

    1. Reversão da bariátrica

    • Busca restaurar a anatomia original do sistema digestivo;
    • Pode desfazer as alterações da cirurgia inicial.

    2. Revisão ou conversão bariátrica

    • Modifica a técnica utilizada anteriormente;
    • Pode transformar uma cirurgia em outra técnica diferente.

    Em alguns casos, uma técnica é convertida para outra que ofereça melhores resultados ou menos complicações.

    Como é feito o procedimento de reversão de cirurgia bariátrica

    A forma como a reversão é realizada depende do tipo de cirurgia inicial.

    De maneira geral, o procedimento pode envolver:

    • Reconstrução do estômago original;
    • Reconexão das alças intestinais ao trajeto normal.

    Assim como na bariátrica, a cirurgia pode ser feita por videolaparoscopia, com pequenas incisões.

    Por ser mais complexa, a decisão de realizar a reversão exige avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

    Como é a recuperação após a reversão de cirurgia bariátrica

    A recuperação pode variar conforme o procedimento realizado.

    De forma geral, envolve:

    • Internação hospitalar para monitorização;
    • Adaptação gradual da alimentação;
    • Acompanhamento médico e nutricional contínuo.

    O acompanhamento multidisciplinar continua sendo essencial para uma recuperação segura.

    Veja mais: Como a genética influencia o risco de obesidade? Endocrinologista explica

    Perguntas frequentes sobre reversão da cirurgia bariátrica

    1. A cirurgia bariátrica pode ser revertida?

    Em alguns casos, sim, principalmente quando há complicações relevantes.

    2. A reversão é comum?

    Não. A maioria das cirurgias não necessita reversão.

    3. Qualquer técnica pode ser revertida?

    Depende da técnica e da condição clínica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

    4. A reversão é uma cirurgia complexa?

    Sim. É considerada mais complexa que a cirurgia original.

    5. É possível voltar ao peso anterior?

    Pode ocorrer ganho de peso após a reversão, dependendo do caso.

    6. A reversão resolve todos os problemas?

    Nem sempre. O objetivo é tratar ou reduzir as complicações.

    7. Quem decide pela reversão?

    A decisão é médica, baseada em sintomas, exames e avaliação clínica.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

  • Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Os carunchos são pequenos insetos que aparecem com frequência na despensa ou no armário da cozinha, em especial em alimentos como arroz, e muitas vezes já estão lá antes mesmo do produto sair do supermercado.

    Os ovos dos insetos podem já estar presentes nos grãos ainda durante o armazenamento ou no transporte. Com o tempo, principalmente em ambientes quentes e pouco ventilados, eles se desenvolvem e acabam se tornando visíveis dentro do pacote.

    Na maioria dos casos, os besouros não representam risco direto para a saúde, mas indicam que o alimento não está em boas condições para o consumo, já que pode haver contaminação e perda de qualidade. Vamos entender mais, a seguir.

    O que são os carunchos e de onde vêm?

    Os carunchos, conhecidos cientificamente como Sitophilus oryzae, são besouros de coloração escura e tamanho reduzido, que têm grande capacidade de infestação.

    Normalmente, a infestação começa ainda nas etapas de colheita ou armazenamento industrial. As fêmeas perfuram o grão de arroz (ou feijão, milho e trigo) e depositam seus ovos lá dentro, selando a abertura com uma substância gelatinosa. Como eles são microscópicos, não é possível ver a olho nu.

    Com o passar do tempo, especialmente quando o alimento fica armazenado em locais quentes, abafados ou com pouca ventilação, as larvas se desenvolvem dentro do próprio grão. Elas se alimentam do interior até atingirem a fase adulta, quando então perfuram a casca para sair. É quando você pode notar os bichinhos caminhando pelos grãos.

    Vale destacar que os carunchos adultos têm a capacidade de perfurar embalagens plásticas e de papel. Por isso, quando um pacote infestado fica aberto ou mal vedado, eles podem se espalhar com facilidade para outros alimentos, como:

    • Macarrão e massas;
    • Farinha de trigo ou de milho;
    • Cereais matinais;
    • Petiscos e rações de animais de estimação.

    Comer arroz com caruncho faz mal para a saúde?

    De forma geral, comer arroz com caruncho não faz mal e não causa intoxicação, desde que o grão não apresente mofo ou mau cheiro. Eles não são insetos venenosos, não picam e não transmitem doenças graves aos seres humanos. Em muitos casos, acabam sendo eliminados durante o preparo, como na lavagem e no cozimento.

    No entanto, isso não significa que está tudo certo consumir. A presença dos carunchos indica que o alimento já está contaminado e com a qualidade comprometida. Além dos próprios besouros, pode haver:

    • Ovos e larvas;
    • Fezes dos insetos;
    • Restos de cascas e fragmentos;
    • Possível presença de fungos ou micro-organismos.

    Para pessoas mais sensíveis, isso pode causar desconforto gastrointestinal leve, como náusea ou mal-estar. Já quem tem alergias pode apresentar alguma reação, embora não seja tão comum.

    O valor nutricional do arroz muda?

    Quando o arroz está com caruncho, o valor nutricional pode diminuir, principalmente porque as larvas se alimentam do interior do grão. Na prática, podem ocorrer perdas como:

    • Carboidratos (principal fonte de energia do arroz);
    • Proteínas;
    • Pequenas quantidades de vitaminas e minerais.

    Além disso, o grão pode ficar mais leve, oco e apresentar alteração na textura e no sabor após o preparo. Não é uma perda tão grande a ponto de deixar o alimento sem valor nutricional, mas já indica que o arroz não está mais na melhor qualidade para consumo.

    Como eliminar os carunchos do arroz?

    Se você já encontrou carunchos no arroz, o ideal é agir rápido para evitar que eles se espalhem. Se a infestação for pequena e o grão não apresentar mau cheiro ou mofo, é possível salvar o alimento com algumas técnicas simples:

    • Separe o que ainda pode ser aproveitado: se a infestação for leve (poucos insetos), você pode tentar salvar o arroz. Espalhe os grãos em uma superfície clara e retire os bichinhos visíveis.
    • Lave bem antes do preparo: coloque o arroz em um recipiente com água e mexa. Os carunchos tendem a boiar, facilitando a remoção. Repita a lavagem algumas vezes;
    • Use o congelador: uma forma eficaz de eliminar ovos e larvas é colocar o arroz no freezer por 2 a 3 dias. O frio interrompe o ciclo dos insetos;
    • Armazene corretamente depois: após o processo, transfira o arroz para um pote bem fechado, de preferência de vidro ou plástico rígido, com boa vedação.

    Depois de remover os bichinhos, é importante higienizar bem o armário para evitar uma nova infestação. Primeiro, esvazie completamente a prateleira, retirando todos os pacotes, inclusive os fechados, já que os carunchos podem perfurar as embalagens.

    Em seguida, limpe bem os cantos com um aspirador de pó ou um pano úmido para remover restos de grãos e farelos, onde os ovos costumam ficar escondidos.

    Por fim, passe um pano com uma mistura de água e vinagre branco em toda a superfície, pois o vinagre ajuda a afastar os insetos e a eliminar odores que podem atraí-los.

    Quando é necessário descartar o alimento?

    É necessário descartar o alimento se, ao abrir o pacote de arroz, você notar:

    • Grande quantidade de carunchos visíveis;
    • Presença de pó ou resíduos no fundo da embalagem;
    • Grãos muito danificados, quebrados ou ocos;
    • Cheiro diferente, forte ou desagradável;
    • Sinais de umidade;
    • Presença de mofo;
    • Insetos espalhados para outros alimentos do armário.

    Nesses casos, a economia de não desperdiçar o alimento não compensa o risco de uma intoxicação alimentar.

    Importante: não jogue o arroz infestado diretamente no lixo da cozinha sem proteção. O ideal é colocá-lo em um saco plástico e dar um nó firme ou usar fita adesiva. Isso evita que os carunchos saiam do lixo e voltem para a despensa ou para a dos vizinhos.

    Como prevenir o surgimento de carunchos na despensa?

    É possível prevenir o surgimento de carunchos nas embalagens de alimentos a partir de alguns cuidados no armazenamento, como:

    • Transfira os alimentos (arroz, feijão, farinhas, massas) para potes bem fechados, de preferência de vidro ou plástico rígido;
    • Evite guardar produtos nas embalagens originais depois de abertos;
    • Mantenha a despensa limpa e seca, sem acúmulo de farelos ou resíduos;
    • Faça limpezas periódicas nas prateleiras, inclusive nos cantos e frestas;
    • Evite calor e umidade, deixando o local bem ventilado;
    • Verifique as embalagens antes de comprar, observando se há furos ou sinais de infestação;
    • Consuma os alimentos dentro do prazo, evitando deixar pacotes abertos por muito tempo.

    Por fim, antes de colocar o pacote no carrinho do supermercado, dê uma leve batida no fundo da embalagem plástica e observe se há movimento de pontos pretos ou se existe muito pó acumulado nas dobras do plástico. Se houver, escolha outro lote, pois a infestação pode estar em todo aquele carregamento.

    Veja também: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

    Perguntas frequentes

    1. O caruncho morde ou pica humanos?

    Não, eles não possuem ferrão nem mandíbulas capazes de picar ou morder pessoas. O foco é estritamente o interior dos grãos.

    2. O caruncho voa?

    Sim, algumas espécies de caruncho possuem asas e podem voar de um pacote de alimento para outro dentro do armário.

    3. Além do arroz, onde mais eles aparecem?

    Em feijão, milho, macarrão, farinha de trigo, aveia, sementes de girassol e até em ração de pets.

    4. Colocar o arroz no sol mata o caruncho?

    O sol não mata necessariamente, mas o calor e a luz fazem com que os adultos saiam de dentro dos grãos e abandonem o pacote.

    5. O que é aquele pó que fica no fundo do pote de arroz?

    São os resíduos do grão que foi mastigado e triturado pelos carunchos (larvas e adultos).

    6. Por que o arroz integral parece ter mais caruncho?

    Porque o arroz integral preserva a casca e o germe, que são mais nutritivos e atraentes para os insetos do que o arroz branco polido.

    7. Quanto tempo vive um caruncho adulto?

    Um caruncho adulto pode viver de 3 a 6 meses, dependendo da temperatura e da disponibilidade de alimento. Durante esse tempo, uma única fêmea pode colocar até 400 ovos.

    8. Animais de estimação podem comer ração com caruncho?

    Assim como nos humanos, o inseto em si não é tóxico para cães e gatos. Porém, a ração perde nutrientes e pode desenvolver fungos. Se a infestação for grande, o animal pode recusar o alimento pelo cheiro ou apresentar diarreia.

    Leia mais: Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

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    Trabalhar à noite faz mal? Descubra os efeitos do trabalho noturno para a saúde 

    Profissionais de saúde, segurança, transporte, indústria e muitos outros setores frequentemente trabalham durante a noite. Embora essa rotina seja necessária em diversas áreas, ela pode trazer impactos importantes para a saúde.

    Isso acontece porque o corpo humano segue um relógio biológico, o chamado ritmo circadiano, que regula o sono, os hormônios e o metabolismo. Quando esse ritmo é alterado, como acontece no trabalho noturno, o organismo pode sofrer consequências ao longo do tempo.

    Por que trabalhar à noite pode afetar o corpo?

    O organismo humano é biologicamente programado para estar ativo durante o dia e descansar à noite.

    Esse funcionamento é regulado por fatores como:

    • Luz natural;
    • Produção de melatonina;
    • Rotina de sono.

    Quando alguém trabalha à noite, há um desalinhamento entre o relógio biológico e a rotina diária.

    O que é o ritmo circadiano?

    O ritmo circadiano é um ciclo de aproximadamente 24 horas que regula funções importantes do organismo.

    Ele influencia:

    • Sono e vigília;
    • Temperatura corporal;
    • Liberação de hormônios;
    • Metabolismo.

    A luz é um dos principais reguladores desse ciclo. Por isso, trabalhar à noite e dormir durante o dia pode dificultar esse equilíbrio.

    Quais são os possíveis impactos do trabalho noturno?

    Alterações no sono

    Dormir durante o dia costuma ser mais difícil e menos reparador.

    Isso pode causar dificuldade para dormir, sono fragmentado e sensação de cansaço constante.

    Impacto no metabolismo

    Estudos indicam que o trabalho em turnos pode estar associado a:

    • Maior risco de obesidade;
    • Alterações na glicemia;
    • Maior risco de diabetes tipo 2.

    Aumento do risco cardiovascular

    O desalinhamento do ritmo biológico pode influenciar fatores relacionados à saúde do coração.

    Entre os possíveis efeitos estão:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Inflamação crônica;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares.

    Alterações no humor e na saúde mental

    O trabalho noturno pode afetar o bem-estar emocional e pode estar associado a irritabilidade, ansiedade e maior risco de depressão.

    Impacto na atenção e no desempenho

    A privação ou má qualidade do sono pode afetar a concentração.

    Isso pode levar à diminuição do desempenho, maior risco de erros e aumento do risco de acidentes.

    Trabalhar à noite sempre faz mal?

    Não necessariamente. Muitas pessoas conseguem se adaptar parcialmente ao trabalho noturno. No entanto, o risco de alguns problemas de saúde pode ser maior em comparação com quem trabalha durante o dia.

    Por isso, adotar estratégias para reduzir os impactos é muito importante.

    Como reduzir os danos do trabalho noturno

    Organizar um horário regular de sono

    Manter horários consistentes ajuda o corpo a se adaptar melhor.

    Procure:

    • Dormir sempre no mesmo horário;
    • Criar um ambiente escuro e silencioso;
    • Evitar interrupções durante o sono.

    Controlar a exposição à luz

    A luz influencia diretamente o ritmo circadiano.

    Algumas estratégias são:

    • Evitar luz intensa ao voltar para casa;
    • Usar cortinas blackout;
    • Buscar luz natural ao acordar.

    Cuidar da alimentação

    A alimentação também pode influenciar o metabolismo. Prefira refeições leves durante a noite, evite comer alimentos muito pesados e mantenha horários regulares para comer.

    Manter atividade física regular

    Exercícios ajudam a regular o organismo e melhorar a qualidade do sono, mas evite treinos muito intensos antes de dormir.

    Atenção ao uso de cafeína

    A cafeína pode ajudar na vigília, mas deve ser usada com cuidado. Evite consumir café próximo ao horário de dormir.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure orientação se houver:

    • Insônia persistente;
    • Muito cansaço;
    • Sonolência durante o trabalho;
    • Dificuldade de concentração frequente.

    Esses sinais podem indicar distúrbios do sono relacionados ao trabalho em turnos.

    Veja mais: Trabalho noturno: conheça os riscos para a saúde do coração

    Perguntas frequentes sobre trabalho noturno

    1. Trabalhar à noite reduz a expectativa de vida?

    Alguns estudos associam o trabalho em turnos a maior risco de doenças, mas isso depende de vários fatores.

    2. Dormir durante o dia é tão bom quanto à noite?

    Geralmente não. O sono diurno costuma ser menos reparador.

    3. Café ajuda quem trabalha à noite?

    Pode ajudar temporariamente, mas deve ser usado com moderação.

    4. É possível se adaptar completamente ao trabalho noturno?

    Algumas pessoas se adaptam melhor, mas o corpo ainda sofre alterações.

    5. Trabalho noturno aumenta risco de doenças?

    O trabalho noturno pode aumentar o risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.

    6. Cochilos ajudam durante o turno?

    Sim, pequenos cochilos podem melhorar o desempenho.

    7. Existe tratamento para distúrbios do sono relacionados ao trabalho?

    Sim, e pode incluir mudanças de rotina e acompanhamento médico.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

  • Vacina da gripe anual: como a imunização protege em todas as fases da vida

    Vacina da gripe anual: como a imunização protege em todas as fases da vida

    Todos os anos, normalmente entre os meses de abril e agosto, acontece a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Promovida pelo Ministério da Saúde, a iniciativa é importante para proteger a população antes do período de maior circulação do vírus Influenza.

    A gripe é uma infecção respiratória aguda que pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e problemas cardíacos, em qualquer faixa etária. Por isso, a imunização é recomendada para pessoas de todas as idades, contribuindo para reduzir a transmissão do vírus na comunidade e também para proteger quem tem maior vulnerabilidade a complicações, como crianças e idosos.

    O que é a vacina da gripe e como ela funciona?

    A vacina da gripe é um imunizante desenvolvido para proteger o organismo contra as cepas mais comuns do vírus Influenza A e B. Ela é composta por vírus inativados (mortos) ou apenas fragmentos de proteínas do vírus, que são incapazes de causar a doença.

    Ao entrar em contato com as partículas, o organismo aprende a identificar o vírus e consegue produzir anticorpos específicos, que são proteínas de defesa capazes de reconhecer e combater o vírus caso a pessoa entre em contato com ele, o que reduz as chances da gripe evoluir para um quadro mais grave.

    No Brasil, as versões mais comuns são a trivalente (disponível no SUS) e a quadrivalente (disponível na rede privada), que cobrem as cepas de maior circulação no hemisfério sul.

    Importante: é importante ressaltar que o corpo leva, em média, de duas a três semanas depois da aplicação para atingir o nível ideal de proteção. É por isso que a vacinação deve ocorrer, idealmente, antes da temporada mais fria.

    Por que tomar a vacina da gripe todos os anos?

    O vírus Influenza é um dos organismos que mais sofre mutações na natureza. Ele pode modificar com frequência as características genéticas e as proteínas presentes em sua superfície, o que facilita a evasão do sistema imunológico e favorece o surgimento de novas variantes.

    A cada ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora quais cepas do vírus estão circulando com mais força nos hemisférios norte e sul. Com base nos dados, a composição da vacina é atualizada anualmente. Portanto, o imunizante que você tomou em 2025 pode não reconhecer as variantes que estão circulando agora em 2026.

    Para completar, a proteção da vacina da gripe não é permanente, e o nível de anticorpos no sangue começa a diminuir gradualmente alguns meses após a aplicação. Ao receber a nova dose, o corpo volta a produzir anticorpos contra as cepas mais recentes do vírus, aumentando a capacidade de defesa contra a infecção.

    Quem deve se vacinar?

    A vacina contra a gripe é recomendada para toda a população a partir dos seis meses de idade. No entanto, para fins de saúde pública e organização do SUS, a vacinação é dividida em dois grandes pilares: os grupos prioritários e a população geral.

    Os grupos de risco e prioritários têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença, que podem levar à internação ou complicações respiratórias. De acordo com as diretrizes de 2025, ela está disponível durante o ano inteiro para:

    • Idosos com 60 anos de idade ou mais;
    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
    • Gestantes;
    • Puérperas;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas (como asma e DPOC);
    • Pessoas com deficiência permanente.

    O Ministério da Saúde também recomenda a vacina para profissionais da saúde, educação, transporte, populações vulneráveis e funcionários do sistema prisional.

    Atenção: se você não se enquadra em nenhum dos grupos, a vacinação ainda é extremamente recomendada na rede particular ou após a liberação das doses remanescentes pelo SUS, visando a proteção individual e coletiva.

    Por que a vacina é tão importante em todas as idades?

    A gripe é responsável por milhões de casos de infecção respiratória todos os anos em todo o mundo, e pode evoluir para quadros mais graves em todas as faixas etárias, principalmente quando não há proteção imunológica adequada.

    Em algumas situações, a infecção pode levar a complicações como pneumonia, agravamento de doenças crônicas, inflamações cardíacas e até hospitalizações.

    A vacinação anual ajuda o organismo a reconhecer o vírus com mais rapidez, aumentando a capacidade de resposta do sistema imunológico.

    Benefícios para as crianças

    Nas crianças, a gripe pode provocar sintomas intensos, como febre alta, tosse persistente, dores no corpo e cansaço. Em muitos casos, a infecção também pode causar complicações respiratórias, como bronquite e pneumonia. Uma vez que o sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, a vacinação contribui para proteger a saúde da criança.

    A vacinação infantil também ajuda a diminuir a transmissão do vírus em ambientes coletivos, como creches e escolas. As crianças costumam ter contato frequente com outras pessoas, o que facilita a disseminação de vírus respiratórios. Com a imunização, o risco de surtos e de transmissão para familiares também tende a diminuir.

    Proteção para idosos

    Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da gripe, pois com o avanço da idade, o sistema imunológico tende a apresentar menor eficiência, o que aumenta as chances da doença evoluir para mais quadros graves.

    De acordo com estudos, a vacinação também contribui para diminuir o risco de agravamento de doenças já existentes, como problemas cardíacos e pulmonares.

    Importância para pessoas com doenças crônicas

    Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e doenças renais, também apresentam maior risco de desenvolver complicações associadas à gripe.

    A infecção pelo vírus Influenza pode agravar as condições e aumentar a necessidade de atendimento médico ou hospitalização, de modo que a vacina ajuda a reduzir o risco, protegendo o organismo contra as variantes do vírus com maior probabilidade de circulação durante cada temporada.

    Mesmo adultos saudáveis devem tomar a vacina da gripe

    Mesmo que esse grupo apresente um risco menor de complicações graves, a infecção pelo vírus Influenza ainda pode causar sintomas intensos, como febre alta, dores no corpo, fadiga, dor de cabeça e tosse persistente, que podem comprometer as atividades diárias por vários dias.

    Além disso, adultos saudáveis podem transmitir o vírus para outras pessoas e, em alguns casos, a transmissão ocorre antes mesmo do aparecimento dos sintomas ou durante quadros leves da doença.

    Ao se vacinar, a pessoa contribui para reduzir a circulação do vírus na comunidade e ajuda a proteger pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas, gestantes e quem convive com doenças crônicas.

    Conceito de imunidade coletiva (efeito rebanho)

    A imunidade coletiva, também chamada de efeito rebanho, acontece quando uma grande parte da população está protegida contra uma doença, principalmente por meio da vacinação. Quando muitas pessoas estão imunizadas, a circulação do vírus diminui e a transmissão entre as pessoas se torna mais difícil.

    Na prática, isso significa que o vírus encontra menos oportunidades para se espalhar na comunidade. Como resultado, até mesmo as pessoas que não podem se vacinar ou que apresentam imunidade mais baixa acabam sendo indiretamente protegidas, como bebês pequenos e pessoas imunossuprimidas.

    Por isso, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor tende a ser a circulação do vírus e maior é a proteção coletiva.

    Vacina da gripe causa efeitos colaterais?

    Os efeitos colaterais da gripe normalmente são leves e temporários, e indicam que o sistema imunológico está respondendo e desenvolvendo proteção contra o vírus, e não que a pessoa contraiu a gripe. Os mais comuns incluem:

    • Dor no local da aplicação;
    • Vermelhidão no local da aplicação;
    • Inchaço no local da aplicação;
    • Sensibilidade no braço onde ocorreu a aplicação;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular;
    • Mal-estar geral.

    Diferença entre a vacina trivalente e quadrivalente

    A principal diferença entre a vacina trivalente e a vacina quadrivalente contra a gripe está no número de cepas do vírus Influenza incluídas na formulação.

    A vacina trivalente é a utilizada nas campanhas do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é desenhada para proteger contra as três cepas que a Organização Mundial da Saúde identifica como as de maior circulação no ano, sendo elas:

    • Duas variantes de Influenza A (como H1N1 e H3N2);
    • Uma variante de Influenza B.

    Já a vacina quadrivalente (ou tetravalente) está disponível em clínicas particulares, e oferece uma proteção um pouco mais ampla. Ela contém as mesmas três cepas da trivalente, mas adiciona uma proteção extra:

    • Duas variantes de Influenza A;
    • Duas variantes de Influenza B (linhagens Victoria e Yamagata).

    Apesar da diferença na quantidade de cepas incluídas, tanto a vacina trivalente quanto a quadrivalente são consideradas seguras e eficazes na prevenção da gripe e das complicações.

    Onde se vacinar?

    A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas salas de vacinação do SUS em todo o país, para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, basta levar o cartão de vacinação e um documento de identificação.

    Durante a campanha nacional, muitas cidades também ampliam os pontos de vacinação, com atendimento em postos de saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e centros de imunização municipais.

    Para quem não faz parte dos grupos prioritários ou prefere outra formulação da vacina, como a quadrivalente, a imunização também pode ser realizada em clínicas particulares de vacinação, que costumam oferecer a vacina ao longo de todo o ano.

    Importante: a ausência do cartão de vacinação não impede que você seja vacinado, mas se você o perdeu, é importante ir à UBS onde costuma se vacinar para fazer uma segunda via ou solicitar um novo em outra unidade. Ele é o documento que comprova a sua situação vacinal.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quem está gripado pode tomar a vacina?

    Se for um resfriado leve sem febre, sim. Se houver febre, recomenda-se esperar a recuperação para não sobrecarregar o sistema imune.

    2. Quanto tempo a vacina leva para fazer efeito?

    O organismo demora de 2 a 3 semanas para produzir os anticorpos necessários após a aplicação.

    3. Grávidas podem se vacinar?

    Sim, a vacina é segura em qualquer fase da gestação e protege o bebê nos primeiros meses de vida.

    4. Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina?

    Pessoas com alergia leve podem tomar. Em casos de choque anafilático grave, a vacinação deve ser feita em ambiente médico ou com vacinas específicas sem ovo.

    5. Posso tomar a vacina da gripe e a da COVID-19 no mesmo dia?

    Sim, não há necessidade de intervalo entre a vacina da gripe e outras vacinas do calendário.

    6. Como a gripe é transmitida?

    Através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, e pelo contato das mãos com superfícies contaminadas levadas aos olhos, nariz ou boca.

    7. O frio causa gripe?

    O frio em si não causa o vírus, mas no inverno ficamos em ambientes fechados e com menos ventilação, o que facilita a propagação do Influenza.

    8. Quais são os sinais de alerta para procurar um hospital?

    Dificuldade para respirar, dor no peito, persistência de febre alta por mais de 3 dias ou confusão mental.

    Confira: O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não

  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

  • O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    A citomegalovirose é uma infecção causada pelo citomegalovírus (CMV), um vírus bastante comum que pertence à família dos herpesvírus, a mesma do herpes simples e do vírus da varicela.

    Apesar de o nome parecer desconhecido para muitas pessoas, a infecção é bastante frequente. Estimativas indicam que grande parte da população entra em contato com o vírus ao longo da vida.

    Na maioria dos casos, a infecção passa despercebida e não causa sintomas importantes. Ainda assim, existem situações específicas em que a citomegalovirose merece mais atenção. Entenda mais abaixo.

    O que é o citomegalovírus?

    O citomegalovírus é um vírus que pode infectar diferentes células do organismo.

    Depois da primeira infecção, o vírus permanece no corpo em estado latente, ou seja, inativo. Isso é semelhante ao que acontece com outros vírus da família herpes.

    Na maioria das pessoas saudáveis, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle.

    Como ocorre a transmissão?

    O citomegalovírus pode ser transmitido por contato com fluidos corporais, como:

    • Saliva;
    • Urina;
    • Sangue;
    • Secreções genitais;
    • Leite materno.

    A transmissão pode ocorrer, por exemplo, em situações de:

    • Contato próximo entre pessoas;
    • Relações sexuais;
    • Transfusão de sangue;
    • Transplante de órgãos;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez.

    Quais são os sintomas da citomegalovirose?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa sintomas. Quando aparecem, os sinais podem ser semelhantes aos de uma gripe ou mononucleose.

    Sintomas mais comuns

    Entre os sintomas possíveis estão:

    • Febre;
    • Cansaço;
    • Dor de garganta;
    • Aumento de gânglios (ínguas);
    • Dores musculares.

    Esses sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

    Infecção silenciosa

    Muitas pessoas descobrem que já tiveram contato com o vírus apenas por meio de exames laboratoriais.

    Isso acontece porque a infecção frequentemente ocorre sem sintomas perceptíveis, ou se parece com um resfriado comum.

    Quem deve se preocupar mais com a citomegalovirose?

    Embora geralmente seja uma infecção leve, algumas pessoas precisam de atenção especial.

    Gestantes

    A infecção por citomegalovírus durante a gravidez pode ser transmitida para o bebê.

    Em alguns casos, isso pode causar citomegalovirose congênita, que pode levar a complicações como:

    • Perda auditiva;
    • Problemas neurológicos;
    • Atraso no desenvolvimento.

    Por isso, gestantes devem receber orientação médica sobre prevenção.

    Pessoas com imunidade comprometida

    Pessoas com sistema imunológico enfraquecido podem desenvolver formas mais graves da doença.

    Isso envolve:

    • Pacientes transplantados;
    • Pessoas em tratamento oncológico;
    • Pessoas vivendo com HIV avançado.

    Nesses casos, o vírus pode afetar órgãos como pulmões, olhos e trato gastrointestinal.

    Recém-nascidos

    Bebês infectados durante a gestação podem apresentar sintomas ao nascer ou desenvolver complicações posteriormente.

    Por isso, o acompanhamento pediátrico é importante quando há suspeita de infecção.

    Como prevenir a infecção?

    Não existe vacina disponível para o citomegalovírus.

    Algumas medidas simples podem reduzir o risco de transmissão:

    • Lavar as mãos com frequência;
    • Evitar compartilhar utensílios;
    • Ter cuidado com contato com secreções de crianças pequenas;
    • Adotar práticas sexuais seguras.

    Essas medidas são especialmente importantes para gestantes.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a citomegalovirose não requer tratamento específico. O organismo costuma controlar o vírus naturalmente.

    Em casos mais graves, principalmente em pacientes imunossuprimidos, podem ser utilizados medicamentos antivirais específicos.

    Veja mais: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

    Perguntas frequentes sobre citomegalovirose

    1. Citomegalovirose é comum?

    Sim. Muitas pessoas entram em contato com o vírus ao longo da vida.

    2. A infecção sempre causa sintomas?

    Não. Muitas vezes é assintomática.

    3. Citomegalovírus é perigoso?

    Para pessoas saudáveis geralmente não, mas pode ser preocupante na gravidez e em pessoas imunossuprimidas.

    4. Existe vacina contra citomegalovírus?

    Atualmente não há vacina disponível.

    5. Como saber se já tive citomegalovírus?

    Exames de sangue podem detectar anticorpos contra o vírus.

    6. A infecção pode voltar?

    O vírus pode permanecer latente no organismo e reativar em algumas situações.

    7. Gestantes devem fazer exames para citomegalovírus?

    A avaliação depende da orientação médica e do contexto clínico.

    Confira: 9 mitos e verdades sobre analgesia de parto normal (e quando ela é indicada)

  • Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    A cirurgia bariátrica é um passo importante no tratamento da obesidade e pode trazer benefícios significativos para a saúde. No entanto, o resultado do procedimento depende não apenas da cirurgia, mas também dos cuidados adotados no período de recuperação.

    O pós-operatório da cirurgia bariátrica envolve mudanças na alimentação, no estilo de vida e no acompanhamento com profissionais de saúde. Entenda como funciona essa fase para tornar a adaptação mais segura e tranquila.

    Como é o tempo de internação após a cirurgia

    A maioria das cirurgias bariátricas é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que favorece recuperação mais rápida.

    De forma geral:

    • O tempo de internação costuma variar entre 1 e 3 dias, podendo ser maior em caso de complicações;
    • A alta hospitalar ocorre após avaliação médica e boa tolerância à ingestão de líquidos.

    Durante esse período, a equipe acompanha sinais vitais, dor, hidratação e o início da alimentação líquida.

    Primeiros dias após a cirurgia bariátrica

    Nos primeiros dias, o organismo passa por um processo de adaptação.

    Alguns sintomas comuns incluem:

    • Cansaço;
    • Sensação de saciedade rápida;
    • Leve desconforto abdominal;
    • Redução do apetite.

    A movimentação leve, como pequenas caminhadas, costuma ser incentivada para ajudar na recuperação, por isso é importante seguir as recomendações médicas.

    Como é a alimentação após a cirurgia bariátrica

    A alimentação é uma das principais mudanças após a cirurgia bariátrica.

    Ela é dividida em fases para permitir adaptação gradual.

    1. Fase líquida

    Nos primeiros dias do pós-operatório da cirurgia bariátrica:

    • Água;
    • Caldos coados;
    • Gelatina sem açúcar;
    • Bebidas proteicas específicas.

    Essa fase costuma durar cerca de 1 a 2 semanas.

    2. Fase pastosa

    Na sequência, são introduzidos alimentos pastosos:

    • Purês de legumes;
    • Iogurtes naturais;
    • Sopas batidas;
    • Alimentos macios e triturados.

    Essa etapa facilita a adaptação do sistema digestivo.

    3. Retorno progressivo à alimentação sólida

    Com o tempo:

    • Mastigar bem os alimentos;
    • Comer devagar;
    • Fazer refeições em pequenas quantidades.

    Esses cuidados ajudam a evitar desconfortos.

    Cuidados importantes nos primeiros meses após a cirurgia bariátrica

    Além da alimentação, alguns cuidados são muito importantes:

    • Acompanhamento médico e nutricional feito com regularidade;
    • Uso de suplementos vitamínicos e minerais, quando indicado;
    • Prática gradual de atividade física após liberação médica;
    • Manter hidratação adequada;
    • Evitar bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.

    Essas medidas ajudam a garantir perda de peso saudável e reduzir riscos.

    Importância do acompanhamento multidisciplinar

    O acompanhamento com diferentes profissionais é essencial após a cirurgia.

    Entre eles:

    • Médico cirurgião;
    • Nutricionista;
    • Psicólogo ou psiquiatra;
    • Educador físico.

    Esse suporte contribui para adaptação às mudanças e manutenção dos resultados.

    Leia também: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica

    1. Quando é possível voltar às atividades normais?

    Atividades leves podem ser retomadas em algumas semanas, conforme orientação médica.

    2. A alimentação muda muito após a cirurgia?

    Sim. Após a cirurgia bariátrica há uma progressão de fases até o retorno aos alimentos sólidos.

    3. É necessário tomar vitaminas depois de fazer a cirurgia bariátrica?

    Sim. Em muitos casos, suplementos são necessários para evitar deficiências. O médico ou nutricionista são os profissionais mais indicados para essa prescrição.

    4. É normal sentir saciedade rapidamente?

    Sim. O novo tamanho do estômago reduz a quantidade de alimento tolerada.

    5. Quando posso voltar a fazer exercícios?

    Atividades leves são liberadas gradualmente, conforme avaliação médica.

    6. O acompanhamento médico é por quanto tempo?

    O acompanhamento costuma ser contínuo, especialmente nos primeiros anos.

    Veja mais: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Após mais de uma década de desenvolvimento, a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está disponível em cidades selecionadas, como Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025.

    Desenvolvida totalmente no Brasil, a vacina, chamada Butantan-DV, utiliza vírus vivos atenuados (versões enfraquecidas do vírus) para estimular o sistema imunológico a se proteger contra a doença. O imunizante foi projetado para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

    É o primeiro imunizante do mundo com dose única, o que pode facilitar a adesão da população e ampliar a cobertura das campanhas de vacinação.

    A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e, segundo projeções do Ministério da Saúde, cerca de 1,8 milhão a 2 milhões de casos podem ser registrados ao longo de 2026.

    A seguir, reunimos as principais informações sobre como funciona a vacina, quem pode se vacinar e quais são os resultados dos estudos científicos. Confira!

    O que é a vacina da dengue do Butantan e como funciona?

    A Butantan-DV é uma vacina tetravalente, desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

    A fórmula é feita a partir de versões enfraquecidas dos quatro tipos do vírus da dengue, que não são capazes de causar a doença. Após a aplicação da vacina, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, que são proteínas de defesa capazes de identificar e neutralizar o vírus da dengue.

    Os anticorpos conseguem combater o vírus logo no início da infecção, o que reduz o risco da doença se desenvolver ou evoluir para formas mais graves.

    Além disso, por ser tetravalente, o Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e prepara o organismo para reconhecer todos eles ao mesmo tempo.

    Isso é importante porque uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida, e uma segunda infecção por um tipo diferente do vírus pode provocar uma resposta imunológica mais intensa, aumentando o risco de desenvolver formas graves da doença.

    Qual é a eficácia da vacina da dengue?

    A eficácia da vacina Butantan-DV foi avaliada em um grande estudo clínico realizado no Brasil entre 2016 e 2024. A pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários, em 14 estados do país, durante um período de até cinco anos.

    Os resultados mostraram que a vacina oferece uma proteção importante contra a doença:

    • 74,7% de eficácia geral contra dengue;
    • 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;
    • 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença.

    Durante os cinco anos de acompanhamento, nenhum dos participantes que recebeu a vacina precisou ser internado por dengue, enquanto ocorreram hospitalizações no grupo que recebeu a versão placebo.

    Por fim, vale destacar que a vacina também funciona em pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar da proteção ser um pouco maior em quem já teve contato com o vírus anteriormente, os estudos os estudos mostram que o imunizante consegue reduzir o risco da doença em ambos os casos.

    Quem pode tomar a vacina da dengue?

    A vacina Butantan-DV foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos. Ela pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca tiveram contato com o vírus.

    Na fase inicial da campanha de vacinação, o público-alvo definido pelo Programa Nacional de Imunizações inclui principalmente pessoas entre 15 e 59 anos, com expansão gradual conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Quem não deve receber a vacina?

    Segundo as recomendações da bula, a vacina não deve ser aplicada em alguns grupos específicos:

    • Pessoas com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina;
    • Indivíduos com sistema imunológico comprometido;
    • Pessoas em tratamento com medicamentos imunossupressores;
    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em período de amamentação.

    Em todos os casos, é importante consultar um médico antes de tomar a decisão final, especialmente se você possuir alguma condição de saúde crônica ou estiver em tratamento médico contínuo.

    Como é feita a aplicação?

    A vacina é administrada em dose única de 0,5 mL, aplicada por via subcutânea, normalmente na região do braço. A aplicação deve ser feita por um profissional de saúde treinado, em unidades de vacinação ou campanhas oficiais.

    Quanto tempo dura a proteção da vacina da dengue?

    Os voluntários dos estudos clínicos foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina manteve níveis consistentes de proteção. Com a aplicação em larga escala na população, novos estudos de vida real devem indicar se haverá necessidade de doses de reforço no futuro.

    Efeitos colaterais da vacina da dengue

    Assim como qualquer vacina, o imunizante pode causar alguns efeitos colaterais, mas eles tendem a ser leves e temporários:

    • Dor ou vermelhidão no local da aplicação;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular ou nas articulações;
    • Náuseas;
    • Febre leve.

    Os estudos apontam que os efeitos colaterais são raros e, durante a pesquisa, ocorreram em menos de 0,1% dos participantes, com recuperação completa.

    Produção da vacina no Brasil

    O Instituto Butantan iniciou os estudos da vacina contra a dengue em 2009, após anos de pesquisa científica sobre o vírus. Hoje, o instituto possui capacidade inicial de produção de cerca de 1,2 milhão de doses por ano, com expansão planejada para atender à demanda nacional.

    Com transferência de tecnologia para um laboratório parceiro, a previsão é disponibilizar até 30 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2026, ampliando o acesso da população brasileira ao imunizante.

    Atualmente, ela está sendo aplicada nos municípios de Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, a fim de avaliar o impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade.

    O Ministério da Saúde também iniciou a vacinação com profissionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo equipes que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e realizam visitas domiciliares em diferentes regiões do país. A ideia é ampliar a imunização conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Leia mais: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os principais sintomas da dengue?

    Os sintomas clássicos incluem febre alta repentina, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.

    2. O que diferencia a dengue comum da dengue grave (hemorrágica)?

    A dengue grave apresenta sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (gengiva ou nariz) e queda de pressão. Ela requer hospitalização imediata.

    3. Posso pegar dengue mais de uma vez?

    Sim, até quatro vezes. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, 2, 3 e 4). Pegar um tipo gera imunidade permanente contra ele, mas não contra os outros três.

    4. Qual a diferença entre a vacina do Butantan e a Qdenga (disponível no SUS)?

    A Qdenga exige duas doses com intervalo de três meses. A do Butantan exige apenas uma dose, o que facilita o controle vacinal em massa.

    5. Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

    O organismo leva, em média, de duas a quatro semanas após a aplicação para criar uma barreira de anticorpos protetora.

    6. A vacina do Butantan usa vírus vivo?

    Sim, ela utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado. O vírus é enfraquecido para não causar a doença, mas é suficiente para “ensinar” o sistema imune a se defender.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica