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  • Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica 

    Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica 

    Olhar no espelho e perceber manchas avermelhadas na língua, com bordas esbranquiçadas e formato irregular, pode causar preocupação. Muitas pessoas imaginam que se trata de uma infecção, falta de vitaminas ou até mesmo câncer.

    Na realidade, em grande parte dos casos, essas alterações correspondem à língua geográfica, também chamada de glossite migratória benigna.

    Apesar do aspecto incomum, trata-se de uma condição benigna, não contagiosa e que, na maioria das pessoas, não causa problemas importantes. O nome “geográfica” surgiu porque as manchas lembram o desenho de continentes em um mapa e mudam de formato e localização ao longo do tempo.

    O que é a língua geográfica?

    A língua geográfica é uma alteração inflamatória benigna da superfície da língua. Ela ocorre devido à perda temporária das papilas filiformes, pequenas estruturas responsáveis por dar à língua seu aspecto levemente áspero.

    Com a redução dessas papilas, surgem áreas:

    • Avermelhadas;
    • Lisas;
    • Bem delimitadas;
    • Cercadas por uma borda branca ou amarelada, discretamente elevada.

    Essas lesões podem desaparecer de uma região e surgir em outra dias ou semanas depois. Essa característica explica o uso do termo “migratória”.

    A língua geográfica é comum?

    Sim. Estima-se que a língua geográfica afete cerca de 1% a 3% da população, embora essa frequência possa variar entre os estudos. Ela pode surgir em qualquer idade, inclusive em crianças, mas costuma ser observada com maior frequência em adultos jovens.

    Homens e mulheres podem apresentar a condição, embora alguns estudos sugiram um discreto predomínio entre as mulheres.

    O que causa a língua geográfica?

    A causa exata da língua geográfica ainda não é totalmente conhecida. Atualmente, acredita-se que diferentes fatores possam contribuir para seu aparecimento, entre eles:

    • Predisposição genética;
    • Alterações do sistema imunológico;
    • Estresse emocional;
    • Fatores hormonais;
    • Irritações locais.

    A língua geográfica também apresenta associação com algumas doenças inflamatórias, especialmente a psoríase. Isso, porém, não significa que toda pessoa com língua geográfica tenha ou desenvolverá essa doença.

    Quais são os sintomas?

    Muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma. Nesses casos, a alteração pode ser descoberta por acaso durante um exame odontológico, ao escovar os dentes ou ao observar a língua no espelho.

    Quando existem sintomas, os mais comuns são:

    • Ardência na língua;
    • Sensação de queimação;
    • Maior sensibilidade a alimentos quentes;
    • Desconforto ao consumir alimentos ácidos;
    • Irritação após alimentos muito condimentados.

    A intensidade do desconforto pode variar conforme o período de atividade da condição.

    Por que as manchas mudam de lugar?

    Essa é uma das características mais marcantes da língua geográfica. As áreas onde ocorreu a perda das papilas podem se recuperar espontaneamente, enquanto novas regiões passam a apresentar a mesma alteração.

    Por isso, as lesões podem:

    • Mudar de tamanho;
    • Mudar de formato;
    • Mudar de localização.

    Esse comportamento migratório é considerado típico da condição e explica por que o desenho da língua pode parecer diferente de um dia para o outro.

    A língua geográfica é contagiosa?

    Não. A língua geográfica:

    • Não é causada por vírus;
    • Não é causada por bactérias;
    • Não é causada por fungos.

    Por isso, não pode ser transmitida por:

    • Beijos;
    • Compartilhamento de talheres;
    • Contato direto.

    Existe relação com deficiência de vitaminas?

    Na maioria das pessoas, não. Algumas deficiências nutricionais também podem causar alterações na aparência da língua. No entanto, a língua geográfica não costuma ser provocada pela falta de vitaminas.

    Por esse motivo, quando as lesões apresentam aspecto típico, exames laboratoriais nem sempre são necessários.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. O médico ou dentista avalia características como:

    • Aparência das lesões;
    • Distribuição das manchas;
    • Mudança de localização ao longo do tempo;
    • Presença ou ausência de sintomas.

    Na grande maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    Quando é preciso investigar mais?

    Embora a língua geográfica seja benigna, algumas situações merecem uma avaliação mais detalhada. É importante procurar um profissional se:

    • As lesões não mudarem de lugar ao longo do tempo;
    • Houver endurecimento em alguma região da língua;
    • Existirem úlceras persistentes;
    • Ocorrer sangramento espontâneo;
    • Houver perda de peso inexplicada;
    • A dor for intensa e contínua.

    Nessas situações, outras alterações da cavidade oral precisam ser descartadas.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas, não. Quando não há sintomas, nenhum tratamento é necessário. O principal objetivo é tranquilizar o paciente e explicar que a condição é benigna.

    A língua geográfica pode desaparecer e reaparecer ao longo do tempo sem causar danos à saúde.

    O que fazer quando existe ardência?

    Nos pacientes sintomáticos, algumas medidas podem ajudar a diminuir o desconforto.

    Evitar alimentos irritantes

    Durante os períodos de ardência, pode ser útil reduzir temporariamente o consumo de:

    • Pimenta;
    • Molhos muito condimentados;
    • Frutas cítricas;
    • Bebidas muito quentes.

    A sensibilidade varia de uma pessoa para outra. Por isso, o ideal é observar quais alimentos agravam os sintomas.

    Manter uma boa higiene bucal

    Escovar os dentes regularmente e manter uma boa saúde bucal pode ajudar a reduzir irritações e desconfortos. A higiene deve ser realizada com cuidado, evitando traumatizar as áreas mais sensíveis da língua.

    Medicamentos

    Quando a ardência é intensa, o médico ou dentista pode indicar:

    • Anestésicos tópicos;
    • Anti-inflamatórios tópicos;
    • Corticoides tópicos em situações selecionadas.

    Esses tratamentos são reservados para pessoas que apresentam sintomas e devem ser utilizados com orientação profissional.

    A língua geográfica aumenta o risco de câncer?

    Não. A língua geográfica não é considerada uma lesão pré-cancerosa e não aumenta o risco de desenvolver câncer de boca.

    Entretanto, alterações persistentes na cavidade oral que não apresentam as características típicas da língua geográfica devem sempre ser avaliadas por um profissional.

    A língua geográfica tem cura?

    A condição costuma apresentar períodos de melhora e de reaparecimento das lesões.

    Em algumas pessoas, as manchas desaparecem por meses e depois retornam espontaneamente. Em outras, podem permanecer presentes durante anos, alternando períodos de maior e menor intensidade.

    Não existe um tratamento capaz de impedir definitivamente que as manchas voltem. Apesar disso, o prognóstico é excelente e a condição não costuma provocar complicações.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Procure avaliação se:

    • Surgirem manchas persistentes na língua;
    • Existirem lesões dolorosas que não melhoram;
    • Houver dificuldade para comer;
    • Aparecerem úlceras ou sangramentos;
    • O diagnóstico ainda não tiver sido confirmado.

    O profissional poderá diferenciar a língua geográfica de outras alterações que também podem causar manchas, vermelhidão ou desconforto na cavidade oral.

    Confira: Escova de dentes: quando realmente é hora de trocar?

    Perguntas frequentes sobre língua geográfica

    1. O que é língua geográfica?

    É uma condição inflamatória benigna caracterizada por áreas avermelhadas e lisas na língua, que podem mudar de formato e localização ao longo do tempo.

    2. A língua geográfica é contagiosa?

    Não. Ela não é causada por uma infecção e não pode ser transmitida para outras pessoas por beijos, talheres ou contato direto.

    3. A língua geográfica causa dor?

    Na maioria das pessoas, não. Algumas, porém, podem apresentar ardência, sensação de queimação ou maior sensibilidade ao consumir alimentos quentes, ácidos ou condimentados.

    4. A língua geográfica pode virar câncer?

    Não. Ela não é considerada uma lesão pré-maligna e não aumenta o risco de câncer de boca.

    5. Existe relação com o estresse?

    O estresse é considerado um possível fator desencadeante ou agravante em algumas pessoas, embora não seja apontado como a única causa da condição.

    6. É preciso fazer exames?

    Na maioria dos casos, não. O diagnóstico costuma ser feito apenas pelo exame clínico. Exames adicionais podem ser solicitados quando as lesões apresentam características atípicas.

    7. Existe tratamento para língua geográfica?

    Quando não há sintomas, geralmente nenhum tratamento é necessário. Nos casos com ardência ou desconforto, evitar alimentos irritantes e utilizar medicamentos tópicos prescritos pelo profissional pode ajudar a aliviar os sintomas.

    Veja também: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

  • Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    O diabetes é considerado uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas sua detecção ainda representa um desafio. Afinal, na maioria dos casos, os sintomas iniciais são sutis, inespecíficos e facilmente confundidos com sinais de estresse, rotina cansativa ou até envelhecimento natural.

    “O diabetes, especialmente o tipo 2, pode não causar dor ou qualquer sintoma evidente no começo. Por isso, ele é considerado uma doença silenciosa”, explica a endocrinologista Denise Orlandi.

    Nesta reportagem, detalhamos os sintomas mais comuns e os menos conhecidos, explicamos a diferença entre os tipos de diabetes e mostramos por que identificar cedo faz toda a diferença.

    Sintomas clássicos e sintomas silenciosos do diabetes

    Quando pensamos em diabetes, logo vêm à mente os sinais mais clássicos: sede em excesso, mesmo bebendo bastante água, vontade de urinar várias vezes, especialmente à noite, e aumento do apetite, principalmente por massas e doces.

    Esses são, de fato, os sintomas mais conhecidos. “Mas há outros sintomas menos conhecidos e, por isso, ignorados, que podem acontecer em outras situações do dia a dia”, fala a médica.

    A lista de sintomas silenciosos do diabetes pode incluir:

    • Cansaço constante, sem motivo aparente;
    • Perda de peso inexplicável, mesmo sem fazer dieta;
    • Mal-estar logo após uma refeição;
    • Infecções frequentes, como infecção urinária, candidíase ou resfriados.

    Esses sintomas não surgem de forma abrupta. Eles se instalam lentamente, fazendo com que muitos pacientes acreditem que se trata apenas de reflexo da idade ou de um período estressante. Esse mascaramento natural é um dos motivos pelos quais tanta gente demora a procurar ajuda médica.

    Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa

    O diabetes tipo 2 pode evoluir por anos sem manifestar sintomas claros. Isso ocorre porque a resistência à insulina e a elevação progressiva da glicose são processos graduais que o corpo tenta compensar.

    “Às vezes, o diagnóstico só acontece anos depois do início da doença, quando já houve algum tipo de complicação, como problemas nos rins, nos olhos, nos nervos ou até infarto”, explica a médica.

    Esse caráter silencioso reforça a necessidade de exames periódicos, especialmente para pessoas com fatores de risco. Além disso, é importante ter atenção a outros sinais, como ressecamento ou coceira na pele (principalmente nas pernas), alterações na visão e urina com espuma ou presença de formigas no vaso sanitário.

    “Nem sempre todos esses sintomas significam que a pessoa tem diabetes, mas eles devem ser investigados”, enfatiza Denise. Muitos também podem ocorrer em situações como calor intenso, desidratação, infecções urinárias ou efeitos de medicamentos. A diferença está na persistência e na combinação dos sinais.

    “Quando sede intensa, urina frequente e cansaço se tornam constantes, especialmente se vêm acompanhados de perda de peso ou visão embaçada, o ideal é procurar um endocrinologista e fazer exames para descartar diabetes. O importante é não normalizar esses sintomas se eles persistirem no dia a dia”.

    Diferenças entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 tem origem autoimune, quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Já o diabetes tipo 2 tem relação mais forte com a hereditariedade, somada ao estilo de vida (alimentação, obesidade, sedentarismo).

    Embora ambos tenham em comum a elevação da glicose no sangue, os sintomas aparecem em velocidades distintas. O tipo 1, mais comum em crianças e adolescentes, costuma surgir de forma rápida e intensa, com sede extrema, urina excessiva, dor abdominal e emagrecimento acelerado. O diagnóstico acontece em poucas semanas.

    Já o tipo 2, o mais prevalente entre adultos, é lento e silencioso. Os sintomas podem levar anos para se manifestar e, quando aparecem, são leves e progressivos. Nesse caso, é possível prevenir: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável e acompanhamento médico são medidas essenciais para reduzir os riscos.

    Leia mais: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

    O perigo de viver com diabetes sem diagnóstico

    No caso do diabetes tipo 2, é possível conviver com a doença por anos sem saber. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas não saiba que tem diabetes. Esse atraso é perigoso porque, durante esse tempo, a glicose elevada danifica silenciosamente órgãos importantes.

    Sem diagnóstico, o risco de complicações aumenta significativamente:

    • Cegueira: provocada por retinopatia diabética;
    • Insuficiência renal: que pode levar à necessidade de diálise;
    • Infartos e AVCs: resultado do comprometimento dos vasos sanguíneos;
    • Amputações: decorrentes de neuropatia diabética e má cicatrização de feridas;
    • Complicações na gravidez: que afetam tanto a mãe quanto o bebê.

    “O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Ele permite controlar a doença e evitar complicações. E o mais importante: controlar o diabetes não significa perder qualidade de vida, pelo contrário, a pessoa ganha mais saúde, energia e bem-estar”, reforça Denise.

    Exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada são os principais métodos para identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e devem ser realizados periodicamente, especialmente em pessoas com fatores de risco. Muitas vezes, esses exames são solicitados em check-ups anuais, mas em casos de suspeita clínica devem ser feitos o quanto antes.

    Leia mais: Exame mostrou glicemia alta? Veja quais são os próximos passos

    Perguntas e respostas

    1. Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa?

    Porque, principalmente no tipo 2, ele pode evoluir por anos sem sintomas claros. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre após complicações como problemas nos rins, visão, nervos ou até um infarto.

    2. Quais são os sintomas clássicos do diabetes?

    Sede em excesso, vontade frequente de urinar (especialmente à noite) e aumento do apetite, sobretudo por massas e doces.

    3. E quais são os sintomas silenciosos que costumam ser ignorados?

    Cansaço sem motivo, visão embaçada que vai e volta, perda de peso inexplicável, mal-estar após refeições, infecções frequentes, formigamentos nas mãos e pés e alterações de pele, como coceira ou ressecamento.

    4. Qual a diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2?

    O tipo 1 é autoimune, surge de forma rápida e intensa, mais comum em jovens. Já o tipo 2 está fortemente ligado à hereditariedade e ao estilo de vida, evolui lentamente e pode levar anos para dar sinais.

    5. Por que é perigoso viver com diabetes sem diagnóstico?

    Porque o excesso de glicose danifica órgãos de forma silenciosa, podendo causar cegueira, insuficiência renal, infartos, AVCs, amputações e complicações na gravidez.

    6. Como identificar precocemente a doença?

    Com exames de rotina, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, especialmente em pessoas com fatores de risco.

    Leia também: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

  • Escape de xixi: quando ele costuma aparecer e como funciona o tratamento? 

    Escape de xixi: quando ele costuma aparecer e como funciona o tratamento? 

    Normalmente associado ao envelhecimento, o escape de xixi pode acontecer em qualquer fase da vida e afetar tanto mulheres quanto homens, apesar de mais comum no público feminino.

    Ele acontece quando a pessoa perde urina de forma involuntária, seja em pequenas gotas ou em maior quantidade, por causa de alterações que comprometem o funcionamento normal da bexiga, da uretra, dos músculos do assoalho pélvico ou dos nervos que controlam a micção.

    Dependendo da causa, o problema pode aparecer apenas durante esforços, surgir junto com uma vontade intensa e repentina de urinar ou até combinar as duas situações.

    Além do desconforto físico, a incontinência urinária também pode afetar a autoestima, a vida social e a confiança, fazendo com que várias pessoas deixem de praticar atividades físicas, viajar ou até sair de casa por medo de passar por situações constrangedoras.

    O que é o escape de xixi e por que acontece?

    O escape de xixi, conhecido como incontinência urinária, é a perda involuntária de urina. Ele acontece quando as estruturas responsáveis por segurar a urina no organismo, como os músculos do assoalho pélvico, os ligamentos e o esfíncter da uretra, passam por algum tipo de enfraquecimento, alteração anatômica ou falha no funcionamento da bexiga.

    No Brasil, a incontinência urinária atinge cerca de 11% a 23% das mulheres adultas e pode chegar a 50% após os 75 anos. Mas, apesar de comum na população feminina, ela nunca deve ser considerada normal, independentemente da idade ou da rotina da mulher. Sempre que o xixi escapa de forma indesejada, existe uma causa que precisa ser investigada e, quando necessário, tratada.

    Quando o escape de xixi costuma aparecer?

    O escape de urina pode surgir em diferentes fases e situações ao longo da vida da mulher, variando de acordo com as mudanças do corpo e do estilo de vida:

    1. Na gravidez e no pós-parto

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a gestação é o principal fator de risco para o surgimento do problema. O próprio fato de engravidar, devido ao peso do útero e às alterações hormonais, já aumenta a sobrecarga sobre a musculatura pélvica.

    Caso o parto vaginal não receba a assistência adequada, o risco de lesões e flacidez pode aumentar. No entanto, quando bem assistido, o parto normal apresenta um nível de risco semelhante ao da cesariana.

    2. A partir dos 40 anos e na menopausa

    A partir dos 40 anos e durante a transição para a menopausa, o corpo feminino passa por uma queda natural nos níveis de estrogênio, acompanhada pela perda gradual de colágeno e elastina nos tecidos, incluindo os ligamentos da região pélvica.

    A redução da sustentação dos tecidos e da massa muscular local pode deixar a perda urinária mais frequente com o passar dos anos.

    3. Em pessoas jovens e praticantes de exercícios

    Nas mulheres mais jovens, o escape pode surgir devido ao sedentarismo, já que a falta de atividade física pode contribuir para o enfraquecimento da musculatura pélvica.

    Por outro lado, Andreia explica que o excesso também pode ser prejudicial, já que a prática de exercícios de alto impacto ou o hábito de carregar muito peso sem contrair e proteger adequadamente o assoalho pélvico podem aumentar a pressão sobre a bexiga e favorecer a perda involuntária de urina.

    4. Fatores de risco, como peso, prisão de ventre e estresse

    No dia a dia, alguns hábitos e condições podem influenciar o funcionamento do sistema urinário, como:

    • Excesso de peso: aumenta a pressão dentro do abdômen e, consequentemente, a sobrecarga sobre a bexiga;
    • Constipação (prisão de ventre): o esforço frequente para evacuar pode enfraquecer o assoalho pélvico ao longo do tempo;
    • Estresse: segundo a médica, a bexiga possui receptores de adrenalina, por isso as situações de estresse intenso podem estimular o órgão e favorecer as contrações involuntárias;
    • Uso de alguns medicamentos: pode interferir no funcionamento da bexiga e aumentar a vontade de urinar.

    O uso de alguns medicamentos e o consumo excessivo de cafeína também podem irritar ou estimular a bexiga, aumentando a vontade de urinar e o risco de escapes.

    Quais os tipos de incontinência urinária?

    Incontinência urinária de esforço (ao tossir, rir ou se exercitar)

    A incontinência urinária de esforço acontece quando a pessoa perde urina ao realizar movimentos que aumentam a pressão dentro do abdômen, como tossir, espirrar, dar risada, pular ou correr.

    Conforme explica Andreia, o tipo pode ocorrer por dois motivos anatômicos principais: a hipermobilidade da bexiga, quando há perda do ângulo adequado entre a bexiga e a uretra devido à flacidez vaginal, ou a insuficiência uretral, quando a uretra não consegue suportar adequadamente o aumento da pressão interna.

    Incontinência de urgência (vontade súbita e incontrolável)

    Também chamada de urge-incontinência, a condição é caracterizada por uma vontade repentina, intensa e difícil de controlar de urinar, que muitas vezes provoca o escape antes mesmo de a pessoa chegar ao banheiro.

    A ginecologista explica que o problema ocorre devido às contrações involuntárias da bexiga em momentos inadequados, mesmo quando não existe uma alteração na uretra. Uma das possíveis causas do sintoma é a infecção urinária, que pode irritar a parede da bexiga e aumentar a urgência para urinar.

    Incontinência urinária mista

    A incontinência urinária mista ocorre quando a pessoa apresenta uma combinação dos dois tipos anteriores, com escapes tanto durante os esforços físicos quanto diante de uma vontade repentina e intensa de urinar.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da incontinência urinária é clínico, feito a partir de uma conversa detalhada sobre o histórico da paciente, a rotina, a frequência dos escapes e as situações em que a perda de urina costuma acontecer.

    O médico também pode perguntar sobre a quantidade de urina perdida, a presença de vontade urgente de ir ao banheiro e os possíveis fatores de risco.

    Na maioria dos casos, o especialista solicita um exame de urina, principalmente para descartar ou confirmar uma infecção urinária. A infecção pode irritar a bexiga e causar sintomas como vontade frequente e urgente de urinar, ardência e até pequenos escapes.

    Quando fazer o exame de urodinâmica?

    Quando não existe uma infecção e os sintomas persistem, o médico pode indicar o estudo urodinâmico. Andreia Sapienza explica que o exame permite avaliar com mais detalhes o funcionamento da bexiga e da uretra, ajudando a identificar o tipo de incontinência e o mecanismo responsável pela perda de urina.

    Durante o procedimento, são utilizados pequenos sensores para medir as pressões relacionadas ao funcionamento da bexiga. O exame acompanha como o órgão se comporta enquanto enche e durante o esvaziamento, permitindo observar possíveis alterações que podem estar relacionadas aos escapes de urina.

    Quais são os tratamentos para o escape de xixi?

    O tratamento varia de acordo com a causa da perda urinária e pode incluir medidas conservadoras, medicamentos ou cirurgia:

    • Fisioterapia pélvica e exercícios: indicada principalmente para a incontinência urinária de esforço, ajuda a fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorando a sustentação dos órgãos da região e reduzindo os escapes de urina;
    • Remédios para relaxar a bexiga: usados principalmente na incontinência de urgência, ajudam a controlar a atividade da bexiga, diminuindo as contrações involuntárias e a vontade súbita e intensa de urinar;
    • Procedimentos como laser, radiofrequência e fios de PDO: são técnicas que estimulam a produção de colágeno e melhoram a qualidade dos tecidos da região íntima, podendo ajudar na melhora dos sintomas. A indicação deve ser avaliada pelo médico de acordo com o tipo de incontinência e as necessidades de cada paciente.

    A cirurgia pode ser indicada nos casos de incontinência urinária de esforço mais intenso ou quando os tratamentos conservadores e a fisioterapia não apresentam o resultado esperado. Ela contribui para melhorar a sustentação da uretra e corrigir alterações anatômicas relacionadas à perda de urina.

    Como prevenir a perda involuntária de urina?

    A prevenção do escape de xixi envolve especialmente a adoção de hábitos saudáveis e o cuidado com a musculatura pélvica ao longo da vida:

    • Praticar exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico;
    • Aprender a contrair o assoalho pélvico corretamente durante as atividades físicas;
    • Manter o peso corporal adequado para reduzir a pressão sobre a bexiga;
    • Tratar a prisão de ventre e evitar fazer muita força para evacuar;
    • Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras para melhorar o funcionamento do intestino;
    • Evitar o consumo excessivo de café e de bebidas com cafeína;
    • Controlar o estresse, que pode aumentar a vontade de urinar;

    A consulta regular com o ginecologista também é necessária para acompanhar a saúde da mulher, identificar possíveis fatores de risco para a incontinência urinária e iniciar o tratamento adequado quando necessário.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Perguntas frequentes

    1. Fazer xixi várias vezes ao dia é sinal de incontinência?

    Pode ser. O normal é urinar entre 4 e 7 vezes por dia. Ir ao banheiro mais de 8 vezes ao dia ou acordar mais de 2 vezes à noite (noctúria) pode indicar bexiga hiperativa ou infecção urinária.

    2. Tomar pouca água ajuda a evitar que o xixi escape?

    Não, isso piora o problema. Beber pouca água deixa a urina mais concentrada e ácida, o que irrita as paredes da bexiga e pode provocar contrações involuntárias e infecções.

    3. Como os exercícios de Kegel ajudam no controle do xixi?

    Os exercícios de Kegel consistem na contração e no relaxamento consciente do assoalho pélvico. Eles fortalecem os músculos que dão suporte à bexiga e à uretra, aumentando o controle sobre a retenção da urina.

    4. Qual médico deve ser consultado em casos de perda de urina?

    O diagnóstico inicial e o tratamento podem ser conduzidos por um ginecologista ou por um urologista. A fisioterapeuta pélvica é a profissional indicada para a reabilitação muscular.

    5. Quanto tempo demora para o tratamento com fisioterapia fazer efeito?

    A resposta varia, mas a maioria das mulheres nota uma melhora significativa nos sintomas após 8 a 12 sessões semanais, desde que mantenha os exercícios diários recomendados para fazer em casa.

    6. Segurar o xixi por muito tempo causa incontinência?

    Sim, pode contribuir. O hábito frequente de adiar a ida ao banheiro estica excessivamente as paredes da bexiga, enfraquecendo a musculatura vesical e prejudicando a capacidade de contração ao longo do tempo.

    Veja também: A cor do seu xixi pode revelar muito sobre sua saúde

  • Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Muitas pessoas já perceberam pequenos pontos pretos, filamentos ou manchas transparentes que parecem flutuar diante dos olhos, especialmente ao olhar para o céu azul, uma parede branca ou a tela do computador.

    Essas imagens costumam se mover conforme os olhos se movimentam e parecem “escapar” quando tentamos fixar o olhar diretamente sobre elas. Esses fenômenos são conhecidos como moscas volantes, ou floaters.

    Na maioria das vezes, elas estão relacionadas a alterações naturais do humor vítreo, uma substância gelatinosa que preenche o interior do olho, e não representam um problema grave. No entanto, quando surgem de forma repentina ou são acompanhadas por flashes de luz, uma sombra no campo visual ou perda da visão, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    O que são as moscas volantes?

    As moscas volantes são pequenas sombras projetadas sobre a retina, a camada localizada no fundo do olho que capta a luz e participa da formação das imagens.

    Elas surgem devido à presença de fibras, partículas ou condensações no humor vítreo, uma substância transparente e semelhante a um gel que preenche a maior parte do interior do globo ocular.

    Quando a luz entra no olho, essas pequenas estruturas presentes no vítreo projetam sombras sobre a retina.

    Por isso, as moscas volantes podem ser percebidas como:

    • Pontinhos pretos;
    • Filamentos;
    • Fios;
    • Pequenas teias de aranha;
    • Círculos;
    • Manchas translúcidas;
    • Formas semelhantes a cabelos ou insetos.

    Elas costumam ficar mais evidentes quando a pessoa olha para superfícies claras e uniformes.

    O que é o humor vítreo?

    O humor vítreo ocupa cerca de 80% do volume interno do olho.

    Ele é composto principalmente por:

    • Água;
    • Colágeno;
    • Ácido hialurônico.

    Sua função é ajudar a manter o formato do olho e permitir que a luz atravesse o globo ocular até alcançar a retina. Quando somos jovens, o vítreo possui uma consistência mais homogênea, semelhante à de um gel transparente.

    Com o envelhecimento, porém, sua estrutura começa a se modificar.

    Por que as moscas volantes aparecem?

    Com o passar dos anos, o humor vítreo sofre alterações naturais. Parte do gel torna-se mais líquida, enquanto as fibras de colágeno podem se agrupar e formar pequenas condensações.

    Essas estruturas bloqueiam parcialmente a passagem da luz e projetam sombras sobre a retina. É justamente isso que a pessoa enxerga como moscas volantes.

    Embora possam surgir em qualquer idade, elas se tornam mais frequentes a partir dos 50 anos.

    Pessoas mais jovens também podem apresentar o problema, especialmente quando possuem miopia elevada, sofreram um trauma ocular ou apresentam alguma inflamação dentro do olho.

    O descolamento do vítreo faz parte do envelhecimento?

    Sim. O descolamento posterior do vítreo é uma alteração muito comum ao longo do envelhecimento. À medida que o vítreo se torna mais líquido e encolhe, ele pode se separar da superfície da retina.

    Na maioria dos casos, esse processo acontece sem causar lesões importantes e não precisa de tratamento.

    Entretanto, o descolamento do vítreo costuma provocar o aparecimento repentino de novas moscas volantes. Algumas pessoas também percebem flashes de luz na visão periférica.

    Como a separação do vítreo pode exercer tração sobre a retina, o paciente deve ser examinado para descartar uma ruptura retiniana.

    Quem tem maior risco de apresentar moscas volantes?

    As moscas volantes podem surgir em qualquer pessoa, mas são mais frequentes em:

    • Pessoas com mais de 50 anos;
    • Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada;
    • Pacientes submetidos a cirurgia de catarata;
    • Pessoas que sofreram traumas nos olhos;
    • Indivíduos com inflamações intraoculares, como uveíte;
    • Pessoas que já tiveram ruptura ou descolamento da retina;
    • Pacientes que passaram por determinados procedimentos oculares.

    Nesses grupos, as alterações no humor vítreo podem surgir mais precocemente ou estar associadas a um risco maior de complicações na retina.

    Quando as moscas volantes são consideradas benignas?

    Na maioria dos casos, as moscas volantes antigas e estáveis não indicam uma doença grave. Elas geralmente apresentam características como:

    • Surgimento gradual;
    • Pequena quantidade;
    • Aparência relativamente estável ao longo do tempo;
    • Maior visibilidade diante de fundos claros;
    • Movimento acompanhando o olhar;
    • Ausência de dor;
    • Ausência de perda visual.

    Com o passar do tempo, o cérebro pode se adaptar à presença dessas imagens e passar a percebê-las com menor intensidade.

    Algumas opacidades também mudam de posição dentro do vítreo e deixam o eixo central da visão, tornando-se menos incômodas.

    Ainda assim, quem percebe moscas volantes pela primeira vez deve conversar com um oftalmologista, principalmente quando não sabe há quanto tempo elas estão presentes ou se pertence a um grupo de maior risco.

    Quando as moscas volantes podem indicar uma emergência?

    Embora sejam frequentemente benignas, algumas situações exigem avaliação oftalmológica imediata.

    Os sinais de alerta são:

    • Aparecimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino da quantidade de pontos ou fios;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de relâmpagos ou faíscas;
    • Sombra em uma parte do campo visual;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo a visão;
    • Visão embaçada de início súbito;
    • Perda parcial ou importante da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    É importante destacar que essas alterações geralmente não provocam dor. Portanto, a ausência de dor não significa que a situação seja inofensiva.

    O que são os flashes de luz?

    Os flashes de luz, também chamados de fotopsias, podem ocorrer quando o humor vítreo puxa ou exerce tração sobre a retina.

    A pessoa pode perceber:

    • Clarões rápidos;
    • Faíscas;
    • Relâmpagos;
    • Luzes piscando na região lateral da visão.

    Esses flashes podem ficar mais evidentes no escuro ou durante os movimentos dos olhos.

    Quando aparecem junto com novas moscas volantes, aumentam a suspeita de que a tração do vítreo tenha provocado uma ruptura na retina.

    Por que existe risco de descolamento da retina?

    Durante o descolamento posterior do vítreo, o gel pode exercer uma tração excessiva sobre determinados pontos da retina.

    Em alguns pacientes, essa força provoca uma pequena ruptura ou rasgo.

    Por essa abertura, o líquido presente no interior do olho pode passar para trás da retina, separando-a da camada que fornece suporte e nutrição.

    Esse processo é chamado de descolamento da retina e representa uma emergência oftalmológica. Sem tratamento rápido, as células da retina podem sofrer danos e ocorrer perda permanente da visão.

    Quanto mais cedo a ruptura ou o descolamento forem identificados, maiores são as possibilidades de preservar a visão.

    Toda mosca volante é causada pelo envelhecimento?

    Não. Embora as alterações naturais do vítreo sejam a causa mais comum, as moscas volantes também podem estar relacionadas a outras situações, como:

    • Sangramento dentro do olho;
    • Inflamação ocular;
    • Trauma;
    • Ruptura da retina;
    • Descolamento da retina;
    • Complicações após cirurgias ou outros procedimentos oculares.

    Pessoas com diabetes, por exemplo, podem apresentar sangramentos dentro do vítreo em decorrência de alterações nos vasos sanguíneos da retina. Por isso, o surgimento repentino de moscas volantes deve ser avaliado por um oftalmologista, mesmo quando não há dor.

    Como o diagnóstico é feito?

    O diagnóstico é realizado por um médico oftalmologista. A avaliação geralmente inclui a dilatação das pupilas com colírios para que o médico consiga examinar cuidadosamente:

    • O humor vítreo;
    • A retina;
    • A região periférica da retina;
    • O nervo óptico;
    • Outras estruturas do fundo do olho.

    O objetivo principal é verificar se existe alguma ruptura, sangramento ou descolamento da retina. Em alguns casos, pode ser realizada uma ultrassonografia ocular, principalmente quando há sangue, catarata avançada ou outra alteração que dificulte a visualização do fundo do olho.

    Mesmo quando o primeiro exame não identifica uma ruptura, o oftalmologista pode recomendar uma nova avaliação após determinado período, especialmente se os sintomas forem recentes ou persistirem.

    As moscas volantes precisam de tratamento?

    Na maioria das vezes, não. Quando estão relacionadas apenas às alterações naturais do vítreo e não comprometem de maneira importante a visão, a conduta mais comum é observar sua evolução.

    Com o tempo:

    • O cérebro pode se adaptar e passar a ignorá-las;
    • Elas podem se tornar menos perceptíveis;
    • Algumas opacidades podem sair do eixo central da visão;
    • O incômodo pode diminuir gradualmente.

    Não existem colírios, exercícios oculares, vitaminas ou medicamentos orais comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns.

    Existe tratamento quando elas incomodam muito?

    Sim, mas os procedimentos são reservados para situações selecionadas.

    A decisão depende da intensidade dos sintomas, do impacto na visão e na qualidade de vida, da localização das opacidades e dos riscos envolvidos.

    Vitrectomia

    A vitrectomia é uma cirurgia que remove o humor vítreo e, consequentemente, as opacidades responsáveis pelas moscas volantes. É a opção mais definitiva e costuma apresentar bons resultados na redução dos sintomas.

    Entretanto, por se tratar de uma cirurgia intraocular, envolve riscos como:

    • Infecção;
    • Catarata;
    • Sangramento;
    • Aumento da pressão ocular;
    • Ruptura ou descolamento da retina.

    Por isso, geralmente é considerada apenas quando as moscas volantes comprometem significativamente a visão ou a qualidade de vida.

    Vitreólise a laser

    Em alguns casos, pode ser utilizada a vitreólise com laser Nd:YAG para fragmentar ou vaporizar determinadas opacidades do vítreo.

    Nem todos os tipos de moscas volantes podem ser tratados dessa maneira. A indicação depende de fatores como o formato, o tamanho e a distância da opacidade em relação à retina e ao cristalino.

    Embora alguns pacientes apresentem melhora, ainda existem limitações nas evidências sobre a eficácia e a segurança do procedimento em diferentes situações.

    Por isso, a indicação deve ser individualizada e realizada por um oftalmologista com experiência nesse tipo de tratamento.

    É possível prevenir as moscas volantes?

    Como as moscas volantes relacionadas ao envelhecimento fazem parte de um processo natural, não existe uma forma comprovada de preveni-las completamente.

    No entanto, algumas medidas ajudam a proteger a saúde ocular e a reduzir o risco de outras doenças que podem provocar alterações na visão:

    • Controlar adequadamente o diabetes;
    • Manter a pressão arterial controlada;
    • Utilizar proteção ocular em atividades com risco de trauma;
    • Realizar consultas oftalmológicas periódicas;
    • Seguir corretamente o acompanhamento após cirurgias oculares;
    • Procurar atendimento rapidamente diante de sintomas de alerta.

    Evitar coçar os olhos ou reduzir o tempo de uso de telas não impede o aparecimento das moscas volantes, embora pausas durante o uso de telas possam aliviar o ressecamento e o cansaço visual.

    Quando procurar um oftalmologista imediatamente?

    Procure atendimento oftalmológico de urgência se ocorrer:

    • Surgimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino das manchas já existentes;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo parte da visão;
    • Aparecimento de uma sombra no campo visual;
    • Perda ou redução súbita da visão;
    • Trauma ocular seguido de moscas volantes ou flashes.

    Não espere os sintomas desaparecerem e não aguarde uma consulta de rotina. Quanto mais cedo uma ruptura ou um descolamento da retina for tratado, maiores são as chances de evitar danos permanentes à visão.

    Confira: Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma

    Perguntas frequentes sobre moscas volantes

    1. O que são moscas volantes?

    São pequenas sombras projetadas sobre a retina por fibras ou condensações presentes no humor vítreo. Elas são percebidas como pontos, fios, círculos ou manchas que parecem flutuar no campo visual.

    2. As moscas volantes são perigosas?

    Na maioria das vezes, não. No entanto, quando surgem subitamente, aumentam de quantidade ou vêm acompanhadas de flashes, sombras ou perda visual, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    3. Por que elas aparecem mais depois dos 50 anos?

    Porque o humor vítreo sofre alterações naturais com o envelhecimento. Ele se torna mais líquido, e suas fibras de colágeno podem se agrupar e projetar sombras sobre a retina.

    4. A miopia aumenta o risco?

    Sim. Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada, tendem a apresentar alterações do vítreo mais precocemente e também possuem maior risco de problemas na retina.

    5. As moscas volantes desaparecem?

    Nem sempre desaparecem completamente, mas podem se tornar menos perceptíveis com o tempo. Isso acontece porque o cérebro se adapta à sua presença ou porque as opacidades mudam de posição dentro do vítreo.

    6. Existem colírios para eliminar as moscas volantes?

    Não existem colírios comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns. Na maioria dos casos, a conduta é observar. Cirurgia ou laser são reservados para situações específicas.

    7. Quando devo procurar atendimento urgente?

    Sempre que houver aparecimento súbito de muitas moscas volantes, flashes de luz, uma sombra ou cortina no campo visual ou qualquer redução da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina, uma emergência que exige avaliação oftalmológica imediata.

    Veja também: O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

  • Falta de ar: entenda quando pode ser problema do coração

    Falta de ar: entenda quando pode ser problema do coração

    Quem nunca ficou sem fôlego depois de subir alguns lances de escada ou correr para não perder o ônibus? A falta de ar, também conhecida como dispneia, tende a ser uma resposta natural do corpo diante de um esforço físico. Em situações como essas, o organismo simplesmente exige mais oxigênio para manter o ritmo, e logo o fôlego se recupera.

    No entanto, a falta de ar nem sempre está ligada apenas ao esforço físico. Quando surge de maneira repentina, intensa, em repouso ou durante a noite, o sintoma pode indicar problemas cardíacos que precisam de atenção imediata.

    O cardiologista e cardio-oncologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, detalhou como identificar quando a falta de ar pode ter origem cardíaca, quais doenças estão por trás do quadro e quando é hora de procurar ajuda médica.

    Quando a falta de ar pode estar ligada ao coração?

    Nem todo cansaço é apenas consequência de estar fora de forma. De acordo com Giovanni Henrique Pinto, alguns sinais específicos podem indicar que o problema tem origem no coração. É importante procurar avaliação médica se a falta de ar:

    • Piora com pouco esforço: dificuldade para respirar em atividades leves que antes eram fáceis, como andar um ou dois quarteirões, ou piora rápida em dias ou semanas;
    • Aparece ao deitar: necessidade de usar mais travesseiros ou acordar de madrugada com a sensação de estar sufocando;
    • Vem acompanhada de outros sintomas: dor ou pressão no peito, palpitações, tontura, desmaio, inchaço nas pernas ou ganho de peso rápido e sem explicação;
    • Surge após infecção viral ou em quem já tem problemas cardíacos: pode indicar pericardite, miocardite ou agravamento de doença pré-existente.

    Qual a diferença entre cansaço comum e o cardíaco?

    Muitas vezes, o corpo apenas sinaliza esforço. Pessoas sedentárias, acima do peso ou que carregam objetos pesados podem sentir fôlego curto sem que isso represente doença. Nesses casos, o cansaço melhora rapidamente quando a atividade acaba, não aparece em repouso e não costuma vir com outros sintomas.

    Já quando a causa é cardíaca, a falta de ar surge em esforços cada vez menores e até ao deitar-se. Tosse noturna persistente, chiado no peito, palpitações, sensação de aperto no peito, inchaço nas pernas e cansaço desproporcional ao esforço são sinais de sobrecarga do coração.

    Quais condições cardíacas podem causar falta de ar?

    De acordo com o cardiologista, existem várias condições em que a falta de ar é frequente, como:

    • Insuficiência cardíaca: coração fraco que acumula líquido e dificulta a respiração;
    • Doença das artérias coronárias: inclui angina e infarto, causados por obstruções no fluxo sanguíneo;
    • Valvopatias: mau funcionamento das válvulas cardíacas, como estenose aórtica ou insuficiência mitral;
    • Arritmias: batimentos muito rápidos, lentos ou irregulares, que reduzem o oxigênio no corpo;
    • Miocardite e pericardite: inflamações do músculo ou membrana do coração, muitas vezes após infecções;
    • Pressão alta sem controle: força excessiva sobre o coração que pode gerar falta de ar;
    • Doenças congênitas: malformações de nascença que afetam a respiração.

    Quando procurar um cardiologista?

    A orientação é procurar um especialista sempre que a falta de ar se torna frequente, piora rapidamente, aparece em repouso ou ao deitar, ou quando surge com dor no peito, palpitações, tontura ou inchaço.

    Entre os exames para investigar estão: histórico clínico, exame físico, aferição de pressão, eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia de tórax, teste ergométrico, cintilografia, tomografia de coronárias, cateterismo, Holter e MAPA.

    Falta de ar: situações que exigem atendimento imediato

    Procure uma urgência se houver:

    • Falta de ar em repouso;
    • Lábios e extremidades azuladas;
    • Dor forte no peito;
    • Desmaio;
    • Confusão mental;
    • Inchaço com ganho de peso rápido.

    Esses sintomas podem indicar complicações graves, como infarto ou insuficiência cardíaca aguda.

    É possível tratar a falta de ar causada por problemas no coração?

    Sim. O tratamento inclui controle da pressão arterial, diuréticos para insuficiência cardíaca, remédios para arritmias, correções de valvopatias, anti-isquêmicos e até procedimentos de revascularização, conforme Giovanni Henrique Pinto.

    Reabilitação cardíaca e prática de atividade física também são fundamentais. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de recuperação e prevenção de complicações.

    Veja mais: Tosse que não melhora: quando pode ser problema no coração

    Perguntas frequentes sobre falta de ar e coração

    1. É normal sentir falta de ar ao subir escadas?

    Sim, especialmente para quem está fora de forma. Preocupa quando piora em poucas semanas, exige paradas frequentes ou surge em atividades leves. Se vier com dor no peito, palpitações, tontura ou inchaço, procure um médico.

    2. A falta de ar pode ser um sintoma de infarto?

    Sim. Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido, a falta de ar pode indicar angina ou infarto, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    3. É normal sentir falta de ar todos os dias?

    Não. Pode estar ligada a doenças do coração, pulmões, anemia ou ansiedade. Se for frequente, procure atendimento médico.

    4. A falta de ar pode ser só ansiedade?

    Sim. Crises de ansiedade podem causar respiração acelerada e sensação de aperto no peito. Apenas um médico pode diferenciar corretamente.

    5. Em que casos a falta de ar é uma emergência médica?

    Quando surge em repouso, com lábios azulados, dor forte no peito, desmaio, confusão mental ou inchaço repentino.

    6. A idade aumenta o risco de sentir falta de ar por problemas no coração?

    Sim. O envelhecimento torna artérias e músculo cardíaco mais rígidos, aumentando o risco de insuficiência cardíaca e estenose aórtica, que podem causar falta de ar, dor no peito e desmaios.

    Veja mais: Pneumotórax: entenda a condição que causa falta de ar repentina

  • Dieta cetogênica: como funciona, riscos e quem não pode fazer

    Dieta cetogênica: como funciona, riscos e quem não pode fazer

    Conhecida como dieta keto ou dieta cetose, a dieta cetogênica ficou popular por reduzir drasticamente o consumo de carboidratos e aumentar a ingestão de gorduras, mantendo uma quantidade moderada de proteínas. Ela é utilizada principalmente para promover a perda de peso e melhorar alguns parâmetros metabólicos.

    Apesar da fama, a dieta cetogênica não é indicada para todo mundo e precisa de alguns cuidados. Antes de mudar a alimentação, vale a pena entender como ela funciona, quais alimentos são permitidos e os possíveis riscos. Confira!

    O que é a dieta cetogênica e como funciona?

    A dieta cetogênica é um padrão alimentar que reduz de maneira drástica o consumo de carboidratos, que passam a representar menos de 5% das calorias consumidas ao longo do dia. Para compensar a redução, a alimentação passa a ser rica em gorduras e inclui uma quantidade moderada de proteínas.

    Segundo a médica nutróloga Priscila Ligeiro Esper, o objetivo da dieta é provocar uma mudança no metabolismo. Como o organismo recebe muito pouca glicose, que normalmente é a principal fonte de energia das células, o corpo passa a buscar outra alternativa para continuar funcionando.

    Nesse momento, ocorre um processo conhecido como cetose, em que o fígado transforma parte da gordura em corpos cetônicos, substâncias que passam a fornecer energia para vários órgãos, incluindo o cérebro. A mudança faz com que o organismo utilize principalmente a gordura armazenada e a gordura consumida na alimentação como combustível.

    O que comer e o que evitar na dieta cetogênica?

    A manutenção da cetose depende diretamente da escolha dos alimentos. Como o limite de carboidratos é muito baixo, qualquer excesso pode interromper o processo e fazer o organismo voltar a utilizar a glicose como principal fonte de energia.

    Segundo Priscila, a alimentação costuma priorizar alimentos naturais ricos em gorduras e proteínas, como:

    • Carnes bovinas, suínas, aves e peixes;
    • Ovos;
    • Frutos do mar;
    • Queijos;
    • Azeite de oliva;
    • Óleo de coco;
    • Manteiga;
    • Abacate;
    • Castanhas, as nozes e as amêndoas;
    • Vegetais com baixo teor de carboidratos, como alface, rúcula, espinafre, couve, brócolis, couve-flor, abobrinha, pepino e repolho.

    Já os alimentos ricos em carboidratos ficam bastante limitados, como:

    • Pães;
    • Massas;
    • Farinhas;
    • Bolos;
    • Biscoitos;
    • Doces;
    • Refrigerantes;
    • Sucos adoçados;
    • Arroz;
    • Feijão;
    • Aveia;
    • Milho;
    • Mandioca;
    • Batata;
    • Batata-doce;
    • Cenoura em grandes quantidades;
    • Abóbora;
    • Maior parte das frutas, principalmente banana, manga, uva e maçã.

    A dieta cetogênica emagrece mesmo?

    A dieta cetogênica costuma promover perda de peso, principalmente durante as primeiras semanas. Segundo Priscila, parte da perda inicial acontece pela redução dos estoques de glicogênio, que armazenam água no organismo.

    Com a diminuição das reservas de glicogênio, o corpo também elimina parte da água acumulada, o que faz a balança registrar uma queda rápida no início da dieta.

    Depois, com a manutenção da cetose, o organismo passa a utilizar a gordura como principal fonte de energia, o que também contribui para o emagrecimento. Como a alimentação é rica em gorduras e proteínas, também é comum sentir menos fome ao longo do dia e consumir menos calorias de forma espontânea, já que os nutrientes aumentam a sensação de saciedade e retardam o esvaziamento do estômago.

    Vale destacar que, apesar de eficiente, a perda de peso depende de vários fatores, como qualidade da alimentação, quantidade de calorias ingeridas, prática de atividade física e características individuais.

    Segundo Priscila, por ser uma dieta restritiva, é extremamente difícil mantê-la por muito tempo. A grande restrição de alimentos dificulta refeições em família, eventos sociais, viagens e até a rotina de trabalho. Como consequência, a maioria das pessoas abandonam a dieta após alguns meses e recuperam parte ou todo o peso perdido.

    Quais são os riscos e os efeitos colaterais?

    A dieta cetogênica pode oferecer benefícios para algumas pessoas quando existe indicação médica, mas também apresenta riscos que precisam ser considerados antes do início.

    Segundo a médica nutróloga Priscila, um dos principais pontos de atenção é o aumento dos níveis de colesterol e de outras gorduras no sangue, principalmente quando a alimentação inclui grandes quantidades de carnes gordurosas, embutidos e gorduras saturadas.

    Durante os primeiros dias da dieta, também podem surgir sintomas conhecidos popularmente como “gripe cetogênica”, que incluem:

    • Dor de cabeça;
    • Fadiga;
    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Dificuldade de concentração;
    • Náuseas e irritabilidade enquanto o organismo se adapta à redução dos carboidratos.

    A baixa ingestão de fibras também pode favorecer a prisão de ventre quando a alimentação não inclui vegetais suficientes.

    Além dos efeitos físicos, a restrição alimentar pode afetar o bem-estar emocional, causando ansiedade, o estresse, a irritabilidade, as mudanças de humor e a frustração, principalmente quando existe dificuldade para seguir a dieta por longos períodos.

    Quem não deve fazer a dieta cetogênica?

    A dieta cetogênica não é indicada para todas as pessoas e deve ser iniciada apenas com orientação de um profissional de saúde.

    Priscila aponta que pessoas com ansiedade, estresse frequente ou histórico de transtornos alimentares podem apresentar maior dificuldade para lidar com uma alimentação tão restritiva. A exclusão de diversos alimentos pode aumentar a sensação de culpa e favorecer episódios de compulsão alimentar.

    As pessoas com colesterol alto ou alterações importantes no perfil lipídico precisam de uma avaliação cuidadosa antes de iniciar a dieta, já que o consumo elevado de gorduras pode piorar o quadro em alguns casos.

    A orientação profissional também é importante para pessoas com doenças crônicas, gestantes, lactantes, idosos e adolescentes, já que as necessidades nutricionais variam de acordo com cada fase da vida e cada condição de saúde.

    Segundo a especialista, o plano alimentar ideal deve sempre considerar o estado de saúde, os hábitos de vida, os objetivos e a possibilidade de manter a alimentação de forma saudável ao longo do tempo.

    Qual é a diferença entre a dieta cetogênica e a dieta low carb?

    A principal diferença está na quantidade de carboidratos permitida e no objetivo de cada estratégia alimentar. De acordo com Priscila, a dieta cetogênica limita os carboidratos a menos de 5% das calorias consumidas diariamente. A redução é tão intensa que o organismo entra em cetose e passa a utilizar a gordura como principal fonte de energia.

    A dieta low carb também reduz os carboidratos, mas de maneira muito mais flexível. Dependendo do plano alimentar, os carboidratos podem representar entre 10% e 40% das calorias diárias. Por causa dessa diferença, a alimentação permite uma quantidade maior de frutas, legumes, verduras, grãos e outros alimentos ricos em carboidratos.

    Na prática, a dieta low carb costuma ser mais fácil de manter por longos períodos, já que oferece uma alimentação mais variada e menos restritiva. A dieta cetogênica, por outro lado, exige um controle muito maior da alimentação para manter o organismo em cetose e costuma apresentar um índice maior de abandono ao longo do tempo.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo leva para o organismo entrar em cetose?

    Na maioria dos casos, a cetose começa entre dois e sete dias após a redução intensa dos carboidratos. O tempo varia de acordo com o metabolismo, o nível de atividade física e a quantidade de carboidratos consumida diariamente.

    2. É possível ganhar massa muscular fazendo dieta cetogênica?

    É possível, mas o processo pode ser mais difícil para algumas pessoas. Como os estoques de glicogênio ficam reduzidos, alguns praticantes de musculação percebem queda no desempenho, principalmente em treinos de alta intensidade.

    3. Quem faz dieta cetogênica pode consumir bebidas alcoólicas?

    O consumo não é recomendado, principalmente durante a fase de adaptação. Além de fornecer calorias, muitas bebidas alcoólicas contêm carboidratos e podem dificultar a manutenção da cetose.

    4. A dieta cetogênica pode causar deficiência de vitaminas?

    Pode. Como vários grupos de alimentos ficam bastante limitados, existe maior risco de ingestão insuficiente de vitaminas, minerais e fibras quando o cardápio não é bem planejado.

    5. A prática de atividade física é obrigatória durante a dieta?

    Não, a perda de peso pode acontecer apenas com a mudança da alimentação. Ainda assim, a prática regular de exercícios ajuda a preservar a massa muscular, melhora o condicionamento físico e contribui para a saúde de forma geral.

    6. A dieta cetogênica pode alterar o ciclo menstrual?

    Pode. A perda rápida de peso e as mudanças hormonais relacionadas à restrição alimentar podem provocar alterações menstruais em algumas mulheres, principalmente quando a dieta é muito restritiva.

    7. Como sair da dieta cetogênica sem recuperar o peso?

    A reintrodução dos carboidratos deve acontecer de forma gradual. Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes, verduras e grãos integrais, ajuda o organismo a se adaptar novamente e reduz o risco de recuperar rapidamente o peso perdido.

    Confira: Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

  • Guia alimentar: a diferença entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados

    Guia alimentar: a diferença entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados

    A qualidade da alimentação não depende apenas da quantidade de calorias consumidas. O grau de processamento dos alimentos também faz diferença e pode influenciar o risco de diversas doenças, como obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares.

    Para ajudar a população a fazer escolhas mais conscientes, o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, classifica os alimentos de acordo com o grau de processamento. A proposta incentiva o consumo de alimentos mais naturais e orienta a reduzir a presença de produtos ultraprocessados no dia a dia.

    Segundo a médica nutróloga Priscila Ligeiro Esper, conhecer a classificação facilita a organização das refeições e ajuda a identificar quais alimentos devem ocupar a maior parte do prato.

    Como funciona a classificação dos alimentos?

    A classificação dos alimentos ajuda a entender a origem, a qualidade e os efeitos de cada alimento na saúde. Em vez de analisar a alimentação apenas pela quantidade de calorias, ela organiza os alimentos de acordo com o nível de processamento que receberam antes de chegarem à mesa.

    Segundo a nutróloga Priscila, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a alimentação seja baseada principalmente em alimentos in natura e minimamente processados, deixando os produtos industrializados para ocasiões pontuais.

    A proposta valoriza a qualidade dos ingredientes, incentiva o consumo da comida de verdade e reforça o hábito de cozinhar em casa, o que contribui para uma alimentação mais saudável e equilibrada.

    O que são alimentos in natura e minimamente processados?

    Os alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não passam por alterações depois da colheita ou da criação, como frutas, legumes, verduras, ovos e carnes, por exemplo.

    Já os alimentos minimamente processados são alimentos in natura que passam por mudanças simples para aumentar a durabilidade, facilitar o preparo ou deixar o consumo mais seguro, como a limpeza, moagem, pasteurização e congelamento. Durante o processo, não há adição de sal, açúcar, óleos ou outras substâncias ao alimento.

    Entre alguns dos exemplos, é possível destacar o arroz, o feijão, o leite refrigerado, as farinhas e os cortes de carnes resfriados ou congelados.

    O que são alimentos processados?

    Os alimentos processados são produzidos com a adição de sal, açúcar, óleo ou outros ingredientes culinários a um alimento in natura ou minimamente processado. O processamento ajuda a aumentar a durabilidade, melhora o sabor e facilita o consumo em algumas situações.

    Apesar de continuarem sendo derivados de alimentos de verdade, a adição de ingredientes altera a composição nutricional do produto. Por causa disso, a quantidade de sódio, açúcar ou gordura costuma ser maior do que a encontrada na versão original do alimento.

    De acordo com a médica nutróloga Priscila Ligeiro Esper, os alimentos processados podem fazer parte da alimentação, desde que o consumo aconteça com moderação. A recomendação é utilizá-los como complemento das refeições preparadas com alimentos in natura ou minimamente processados, e não como a principal fonte de alimentação no dia a dia.

    Alguns exemplos de alimentos processados incluem:

    • Conservas de milho, ervilha e palmito;
    • Queijos tradicionais;
    • Pães artesanais de fermentação natural;
    • Extrato de tomate com sal;
    • Frutas em calda.

    A maior parte do prato deve ser composta por alimentos como arroz, feijão, legumes, verduras, frutas, ovos e carnes. Os alimentos processados podem entrar para complementar o preparo ou variar o cardápio, desde que apareçam em pequenas quantidades e não substituam os alimentos mais naturais.

    O que são alimentos ultraprocessados?

    Os alimentos ultraprocessados são produtos fabricados pela indústria com ingredientes extraídos de outros alimentos, como óleos, gorduras, açúcar, amido e proteínas, ou produzidos em laboratório. Durante a fabricação, os alimentos passam por várias etapas e quase não mantêm características do alimento original.

    A composição costuma incluir aditivos que melhoram o sabor, o aroma, a cor, a textura e aumentam o tempo de conservação. Segundo Priscila, os cubos de caldo de galinha e os temperos industrializados são bons exemplos, já que costumam concentrar grandes quantidades de sódio. Outros incluem:

    • Refrigerantes;
    • Salgadinhos de pacote;
    • Biscoitos recheados;
    • Macarrão instantâneo;
    • Empanados de frango;
    • Salsichas;
    • Sucos em pó;
    • Pratos congelados prontos para consumo.

    A maioria dos alimentos faz parte da rotina por causa da praticidade, mas o consumo frequente pode aumentar a ingestão de sódio, açúcar, gorduras e aditivos, o que prejudica a qualidade da alimentação ao longo do tempo.

    A recomendação é deixar os alimentos ultraprocessados para ocasiões esporádicas e dar preferência às refeições preparadas com alimentos in natura ou minimamente processados.

    Por que os ultraprocessados devem ser evitados?

    A redução do consumo de alimentos ultraprocessados é uma das principais formas de proteger a saúde e diminuir o risco de várias doenças crônicas, como diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares. Para se ter uma ideia, o consumo de alimentos ultraprocessados aumenta entre 29% e 34% o risco de doenças cardiovasculares, infarto e AVC, segundo o Ministério da Saúde.

    Priscila esclarece que os ultraprocessados costumam concentrar quantidades elevadíssimas de sódio, açúcar e gorduras. Em muitos casos, um único quadradinho de tempero pronto ou uma porção de produto industrializado já atinge ou ultrapassa toda a quantidade de sódio recomendada para um dia inteiro.

    De acordo com a nutróloga, a prioridade para uma alimentação caseira e mais natural reduz naturalmente o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, favorece o controle do peso e também ajuda no cuidado da gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática.

    Como identificar um ultraprocessado no mercado?

    Para identificar um ultraprocessado, basta olhar a lista de ingredientes. Quando ela tem cinco ou mais ingredientes e inclui nomes pouco conhecidos, que dificilmente fariam parte de uma receita preparada em casa, como xarope de milho rico em frutose, gordura vegetal hidrogenada, glutamato monossódico, espessantes, emulsificantes, corantes e aromatizantes, há uma grande chance de o produto ser ultraprocessado.

    A ordem da lista também merece atenção, pois os ingredientes aparecem do maior para o menor em quantidade. Quando o açúcar, a gordura ou o sódio ocupam as primeiras posições, vale a pena deixar o produto de lado e procurar uma opção mais natural.

    Confira: 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

    Perguntas frequentes

    1. Comer um alimento ultraprocessado de vez em quando faz mal?

    Não, o maior problema é o consumo frequente. Quando os alimentos ultraprocessados fazem parte da rotina, eles acabam substituindo alimentos mais nutritivos, aumentando a ingestão de sódio, açúcar, gorduras e aditivos.

    2. Todo alimento industrializado é ultraprocessado?

    Não. Muitos alimentos industrializados são apenas minimamente processados ou processados, como o leite pasteurizado, o arroz, o feijão embalado e os legumes congelados. O nível de processamento e a lista de ingredientes fazem toda a diferença.

    3. Os alimentos congelados sempre são ultraprocessados?

    Não. Frutas, legumes e verduras congelados sem adição de molhos, temperos ou conservantes continuam sendo alimentos minimamente processados. O cuidado deve ser maior com pratos prontos congelados.

    4. Os alimentos ultraprocessados influenciam a saúde intestinal?

    Sim. Uma alimentação rica em ultraprocessados costuma ter pouca fibra, o que pode prejudicar a microbiota intestinal e favorecer alterações no funcionamento do intestino.

    5. O alimento orgânico é sempre mais saudável?

    Nem sempre. Um alimento orgânico pode ser ultraprocessado se passar por várias etapas industriais e receber aditivos. O modo de produção e o grau de processamento são critérios diferentes.

    6. Os temperos naturais podem substituir os industrializados?

    Sim. Alho, cebola, ervas frescas, limão, cúrcuma, páprica, orégano e pimenta ajudam a dar sabor às refeições sem aumentar tanto o consumo de sódio.

    Leia mais: Aprenda a montar um prato saudável em todas as refeições

  • Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Depois de um dia quente ou de um treino intenso, é comum perceber que as axilas e os pés apresentam um cheiro muito mais forte do que outras regiões do corpo. Embora muitas pessoas acreditem que o suor tenha naturalmente um odor ruim, isso não é exatamente verdade.

    O suor recém-produzido é praticamente inodoro. O cheiro aparece quando ele e outras secreções da pele entram em contato com bactérias que vivem naturalmente no corpo. Esses microrganismos transformam algumas substâncias em compostos voláteis responsáveis pelo odor.

    Além disso, nem todas as regiões produzem o mesmo tipo de secreção. A diferença entre as glândulas écrinas e as glândulas apócrinas ajuda a explicar por que as axilas e os pés costumam apresentar mau cheiro, embora por mecanismos diferentes.

    O suor tem cheiro?

    O suor recém-eliminado pelas glândulas sudoríparas praticamente não possui odor. O suor produzido pelas glândulas écrinas é composto principalmente por:

    • Água;
    • Sais minerais;
    • Pequenas quantidades de ureia;
    • Amônia;
    • Lactato.

    O cheiro desagradável aparece quando microrganismos presentes na pele metabolizam componentes do suor, de outras secreções e das células da própria pele.

    Por isso, o odor corporal depende não apenas da quantidade de suor, mas também da região, da microbiota da pele, da ventilação e do tempo que a umidade permanece acumulada.

    Existem dois principais tipos de glândulas sudoríparas

    O corpo humano possui milhões de glândulas responsáveis pela produção de suor.

    As duas principais são:

    • Glândulas écrinas;
    • Glândulas apócrinas.

    Apesar de ambas produzirem secreções, elas estão distribuídas de formas diferentes e cumprem funções distintas.

    O que são as glândulas écrinas?

    As glândulas écrinas estão espalhadas por praticamente toda a superfície corporal. Elas são especialmente abundantes em regiões como:

    • Palmas das mãos;
    • Plantas dos pés;
    • Testa;
    • Tronco.

    Sua principal função é ajudar a controlar a temperatura corporal.

    Quando a temperatura do organismo aumenta, essas glândulas liberam suor sobre a superfície da pele. Ao evaporar, esse líquido retira calor do corpo e contribui para o resfriamento.

    Como é formado quase totalmente por água e sais minerais, o suor écrino recém-produzido praticamente não tem cheiro.

    O que são as glândulas apócrinas?

    As glândulas apócrinas concentram-se principalmente em regiões como:

    • Axilas;
    • Aréolas das mamas;
    • Região genital;
    • Períneo.

    Elas começam a funcionar de maneira mais intensa a partir da puberdade. Ao contrário das glândulas écrinas, as apócrinas produzem uma secreção mais espessa, rica em substâncias como:

    • Lipídios;
    • Proteínas;
    • Outros compostos orgânicos.

    Essa secreção também não apresenta necessariamente um odor forte quando é liberada. O cheiro surge quando as bactérias da pele degradam seus componentes e produzem moléculas voláteis. É esse processo que explica grande parte do odor característico das axilas.

    Então por que os pés também cheiram mal?

    As plantas dos pés não possuem glândulas apócrinas. Nessa região, o suor é produzido pelas glândulas écrinas, presentes em grande quantidade.

    Mesmo assim, os pés podem desenvolver um odor muito intenso.

    Isso acontece porque eles costumam permanecer durante várias horas dentro de meias e sapatos fechados, o que favorece:

    • Acúmulo de suor;
    • Calor;
    • Umidade;
    • Pouca ventilação.

    Esse ambiente facilita a proliferação e a atividade das bactérias. Os microrganismos degradam componentes do suor, da oleosidade e das células mortas da pele, formando substâncias voláteis responsáveis pelo conhecido chulé.

    Portanto, o odor dos pés está mais relacionado à grande produção de suor e ao ambiente quente e úmido dentro dos calçados do que à presença de glândulas apócrinas.

    Por que o restante do corpo geralmente cheira menos?

    Grande parte do corpo é recoberta principalmente por glândulas écrinas. Embora essas regiões também produzam suor, muitas permanecem mais expostas ao ar. Isso permite que o líquido evapore mais rapidamente, reduzindo o acúmulo de umidade e a atividade das bactérias.

    Já as axilas apresentam glândulas apócrinas e formam uma dobra pouco ventilada. Os pés, por sua vez, ficam frequentemente presos dentro de meias e calçados. Essas características tornam as duas regiões mais favoráveis ao desenvolvimento de odor.

    Ainda assim, outras áreas do corpo também podem apresentar mau cheiro, especialmente quando ficam abafadas, úmidas ou sem higienização adequada.

    Quais bactérias causam o mau cheiro?

    Diversas bactérias fazem parte da microbiota normal da pele. Entre as mais envolvidas na formação do odor corporal estão espécies dos gêneros:

    • Corynebacterium;
    • Staphylococcus;
    • Cutibacterium.

    Esses microrganismos transformam proteínas, gorduras e outras substâncias presentes na pele em compostos sulfurados e ácidos graxos voláteis, que podem ter odor intenso.

    Ter essas bactérias na pele é normal. O mau cheiro surge quando existem condições favoráveis para que elas se multipliquem ou metabolizem uma quantidade maior dessas substâncias.

    Por que algumas pessoas têm odor mais forte?

    A intensidade do odor corporal pode variar bastante de uma pessoa para outra.

    Ela depende de fatores como:

    • Genética;
    • Quantidade e atividade das glândulas apócrinas;
    • Composição da microbiota da pele;
    • Produção de suor;
    • Higiene;
    • Uso de roupas e calçados pouco ventilados;
    • Alimentação;
    • Tabagismo;
    • Uso de alguns medicamentos;
    • Presença de determinadas doenças.

    Por isso, duas pessoas que transpiram em quantidade semelhante podem apresentar odores completamente diferentes.

    Além disso, produzir muito suor não significa necessariamente ter mais mau cheiro. Uma pessoa pode apresentar hiperidrose e pouco odor, enquanto outra transpira menos, mas desenvolve um cheiro mais intenso.

    O que é bromidrose?

    Quando o odor corporal se torna excessivamente intenso, persistente e capaz de interferir na vida social ou na qualidade de vida, a condição recebe o nome de bromidrose.

    Ela costuma afetar principalmente:

    • Axilas;
    • Pés.

    Na maioria dos casos, a bromidrose está relacionada à ação das bactérias sobre as secreções e os componentes presentes na pele.

    Entretanto, infecções, doenças dermatológicas e algumas condições metabólicas também podem alterar o odor corporal. Por isso, quadros persistentes merecem avaliação médica.

    A alimentação influencia o cheiro do suor?

    Sim. Alguns alimentos e bebidas podem modificar temporariamente o odor corporal.

    Alguns deles são:

    • Alho;
    • Cebola;
    • Curry;
    • Algumas especiarias;
    • Bebidas alcoólicas.

    Isso acontece porque alguns compostos produzidos durante a digestão podem ser eliminados pela respiração, pela urina e também pelas secreções da pele.

    Em geral, essa alteração é temporária e não significa que exista uma doença.

    Algumas condições metabólicas raras também podem provocar odores corporais incomuns, mas esses casos são pouco frequentes e costumam apresentar outros sinais associados.

    Estresse e ansiedade aumentam o mau cheiro?

    Podem aumentar. Situações de estresse, medo e ansiedade podem estimular a produção de secreção pelas glândulas apócrinas, especialmente nas axilas.

    Como essa secreção contém proteínas e lipídios que são metabolizados pelas bactérias, o odor pode se tornar mais evidente.

    Por isso, o chamado “suor de nervoso” pode parecer mais forte do que o suor produzido apenas pelo calor ou pelo exercício.

    Desodorante e antitranspirante são a mesma coisa?

    Não. Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, esses produtos possuem funções diferentes.

    Desodorante

    O desodorante atua principalmente no controle do odor. Dependendo da composição, ele pode:

    • Reduzir a proliferação de bactérias;
    • Neutralizar determinados odores;
    • Perfumar a região.

    Ele não necessariamente reduz a quantidade de suor produzida.

    Antitranspirante

    O antitranspirante diminui temporariamente a saída de suor pelos ductos das glândulas sudoríparas. Com menos umidade disponível, o ambiente se torna menos favorável à atividade das bactérias responsáveis pelo odor.

    Muitos produtos comercializados atualmente combinam as funções de desodorante e antitranspirante.

    Como prevenir o mau cheiro nas axilas?

    Algumas medidas podem ajudar a controlar o odor:

    • Higienizar as axilas diariamente;
    • Secar bem a região após o banho;
    • Trocar as roupas após atividades físicas;
    • Preferir tecidos mais leves e ventilados;
    • Evitar permanecer por muito tempo com roupas úmidas;
    • Utilizar desodorantes ou antitranspirantes adequados;
    • Tratar o suor excessivo quando ele estiver presente.

    A retirada dos pelos pode ajudar algumas pessoas porque facilita a higiene e reduz a retenção de suor e secreções, mas não é obrigatória para o controle do odor.

    Como prevenir o cheiro nos pés?

    Para reduzir o chulé, é importante diminuir a umidade e permitir que os calçados sequem adequadamente.

    Alguns cuidados incluem:

    • Lavar os pés diariamente;
    • Secar cuidadosamente entre os dedos;
    • Trocar as meias todos os dias;
    • Dar preferência a meias que absorvam a umidade;
    • Utilizar calçados ventilados;
    • Alternar os sapatos para que sequem completamente;
    • Não usar o mesmo calçado fechado por vários dias seguidos;
    • Evitar permanecer com meias molhadas;
    • Tratar micoses quando presentes.

    Produtos antitranspirantes próprios para os pés também podem ser indicados em alguns casos.

    Quando procurar um médico?

    Procure avaliação médica se:

    • O odor surgir de maneira muito intensa e repentina;
    • O mau cheiro persistir apesar da higiene adequada;
    • Houver suor excessivo que interfira na rotina;
    • Existirem feridas, descamação, coceira ou inflamação na pele;
    • O odor apresentar uma característica muito diferente do habitual;
    • O problema causar constrangimento ou prejudicar a qualidade de vida;
    • Surgirem outros sintomas, como febre, perda de peso ou alterações gerais.

    Nessas situações, pode ser necessário investigar condições dermatológicas, infecciosas, hormonais ou metabólicas.

    Confira: É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso

    Perguntas frequentes sobre o cheiro do suor

    1. O suor tem cheiro?

    O suor recém-produzido é praticamente inodoro. O mau cheiro aparece quando bactérias da pele transformam componentes do suor, de outras secreções e das células da pele em substâncias com odor intenso.

    2. Por que as axilas cheiram mais do que outras partes do corpo?

    Porque possuem glândulas apócrinas, que produzem uma secreção rica em proteínas e lipídios. Quando as bactérias da pele degradam essas substâncias, formam-se compostos responsáveis pelo odor.

    3. Suar mais significa ter mais mau cheiro?

    Não necessariamente. A intensidade do odor depende da microbiota da pele, do tipo de secreção, da ventilação, da higiene e de outros fatores. Uma pessoa pode suar muito e apresentar pouco odor.

    4. O que é bromidrose?

    É o nome dado ao odor corporal excessivamente forte e persistente, causado principalmente pela ação de bactérias sobre secreções e componentes presentes na pele.

    5. Desodorante e antitranspirante são iguais?

    Não. O desodorante atua principalmente contra o odor, enquanto o antitranspirante reduz temporariamente a saída de suor. Muitos produtos combinam as duas funções.

    6. Quando o mau cheiro merece investigação?

    Quando é muito intenso, surge repentinamente, persiste apesar da higiene adequada ou vem acompanhado de suor excessivo, lesões na pele, febre, perda de peso ou outros sintomas.

    Veja também: Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar?

  • Endometriose: o que é, principais sintomas e tratamentos  

    Endometriose: o que é, principais sintomas e tratamentos  

    A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais comuns entre mulheres em idade fértil, mas ainda é cercada de dúvidas e diagnóstico difícil. Estima-se que milhões de brasileiras convivam com a condição, muitas vezes sem saber, já que os sintomas podem ser confundidos com cólicas menstruais comuns.

    A seguir, você vai entender o que é a endometriose, quais são os principais sintomas, como ela afeta a fertilidade e quais os tratamentos disponíveis com a explicação da ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    O que é endometriose?

    A especialista explica que a camada interna do útero se chama endométrio, e é ela que descama na menstruação.

    “A endometriose é a presença desse tecido em um lugar que não é o habitual. Qualquer lugar pode ter endometriose. Existem locais mais comuns e outros mais raros, mas já temos relatos até de endometriose pulmonar, ou seja, um pedacinho de endométrio no pulmão”, explica a médica.

    “Então, se está fora do útero, é endometriose. Está fora do lugar, já chamamos de endometriose”.

    A questão é que esse tecido fora do útero continua respondendo aos hormônios do ciclo menstrual.

    “Ou seja, toda vez que o endométrio no útero descama na menstruação, esse foco de endometriose que está em outro lugar também sangra, porque o hormônio chega lá e estimula esse sangramento. O problema é que ele sangra em um local onde não há extravasamento, não há um canal de liberação. Então, esse lugar forma uma inflamação e uma fibrose crônica, porque não tem para onde escoar”.

    E é daí que vêm os sintomas, que variam conforme a localização dos focos, sendo dor e infertilidade os mais comuns.

    “É uma doença que, na grande maioria das vezes, cursa com dor: cólica menstrual, dor na relação sexual, dor que pode não ter relação com o ciclo menstrual, às vezes dor para urinar, tudo depende da localização do foco. Algumas mulheres não têm dor, mas podem ter infertilidade”.

    Leia também: Tratamento para mioma uterino: opções não cirúrgicas

    Causas da endometriose

    Ainda não existe uma única explicação definitiva para a doença. Um dos fatores conhecidos é a chamada menstruação retrógrada, quando parte do sangue menstrual volta pelas trompas para a cavidade pélvica.

    Segundo a médica, quase todas as mulheres vão ter esse fenômeno. “Algumas não desenvolvem endometriose, outras sim. Existe uma teoria de que quem tem endometriose apresenta um sistema imunológico que não consegue limpar esses focos adequadamente”, conta.

    Principais sintomas da endometriose

    A endometriose é uma condição inflamatória que, na maioria das vezes, causa dor.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Cólica menstrual intensa e progressiva;
    • Dor pélvica fora do período menstrual;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Dor ao urinar ou evacuar, dependendo da localização dos focos;
    • Infertilidade em alguns casos.

    “Mesmo uma mulher sem dor, mas que está investigando infertilidade porque tenta engravidar e não consegue, precisa investigar endometriose”, ressalta a especialista.

    Um ponto importante destacado pela médica é que não há relação direta entre intensidade da dor e a gravidade da doença. Mulheres com poucos focos podem ter dor intensa, enquanto outras com lesões extensas podem sentir pouco desconforto.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico da endometriose pode ser desafiador, já que exames comuns muitas vezes não mostram a doença.

    O ultrassom transvaginal simples não identifica bem os focos, que podem ser pequenos e discretos. Por isso, os médicos pedem exames mais específicos, como:

    • Ultrassom transvaginal com preparo intestinal: semelhante ao preparo de colonoscopia, pois isso melhora a visualização dos focos;
    • Ressonância magnética com preparo intestinal: permite mapear lesões profundas de endometriose.

    Esses exames ajudam a definir a extensão e localização da doença, o que é essencial para planejar o tratamento.

    Endometriose e infertilidade

    Muitas mulheres descobrem a doença durante a investigação da infertilidade. Os focos podem comprometer a fertilidade de diferentes formas:

    • Obstruindo as trompas;
    • Alterando a ovulação nos ovários;
    • Distorcendo o endométrio e dificultando a implantação;
    • Criando um ambiente inflamatório desfavorável para o desenvolvimento de uma gestação.

    “A infertilidade pode ter origem tubária, ovariana, uterina ou até cervical. Muitas vezes, encontramos mais de um fator ao investigar. E é fundamental lembrar: a investigação deve sempre incluir o casal, porque podem existir fatores masculinos também”, ressalta a ginecologista.

    Tratamentos para endometriose

    O tratamento depende do grau da doença, dos sintomas e do desejo de engravidar.

    Tratamento clínico

    A endometriose é uma doença que depende dos hormônios para acontecer. Por isso, o tratamento clínico busca bloquear a menstruação e reduzir a ação hormonal sobre os focos. As opções de tratamento são:

    • Anticoncepcional hormonal contínuo;
    • DIU hormonal com progesterona;
    • Implantes hormonais;
    • Pílulas específicas para endometriose;
    • Analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor.

    “Quando bloqueio a menstruação, evito também que os focos de menstruação retrógrada continuem acontecendo. Isso ajuda a estacionar a progressão da endometriose”, explica a médica.

    Tratamento cirúrgico

    Quando os sintomas persistem ou em casos de infertilidade, pode ser indicada a cirurgia.

    A videolaparoscopia é a técnica mais utilizada. “Ela é muito mais vantajosa porque a câmera amplia o campo de visão, permitindo ver focos escondidos em lugares difíceis de acessar”, diz a ginecologista.

    Dependendo da localização, pode ser necessário atuar também no intestino ou na bexiga, em conjunto com outros especialistas.

    Se desconfia de endometriose, procure um médico

    A endometriose é uma doença crônica que pode afetar a qualidade de vida e a fertilidade da mulher. O diagnóstico precoce ajuda a controlar os sintomas e cuidar da fertilidade. Por isso, quem tem sintomas que indiquem endometriose deve procurar o médico.

    Com tratamento adequado, seja clínico ou cirúrgico, é possível ter alívio da dor, melhora na fertilidade e mais qualidade de vida.

    Veja mais: Endometrioma: o que é, sintomas, qual o tratamento e se pode engravidar

    Perguntas frequentes sobre endometriose

    1. Toda cólica menstrual forte é sinal de endometriose?

    Não. A cólica pode ser comum, mas se for intensa, progressiva ou incapacitante, deve ser investigada por um médico.

    2. A endometriose tem cura?

    Não existe cura definitiva, mas o tratamento ajuda a controlar a doença e os sintomas.

    3. A doença sempre causa infertilidade?

    Não. Nem todas as mulheres com endometriose vão ter dificuldade para engravidar, mas a condição aumenta o risco.

    4. O que piora a endometriose?

    A estimulação hormonal pela menstruação é o principal fator de piora para a doença.

    5. Anticoncepcional ajuda a tratar?

    Sim. O uso contínuo pode bloquear a menstruação e controlar os focos.

    Leia também: Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada