Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Dificuldade para engolir: quando o sintoma merece investigação?

    Dificuldade para engolir: quando o sintoma merece investigação?

    A dificuldade para engolir, conhecida pelos médicos como disfagia, é um sintoma relativamente comum e que pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente em idosos. Em alguns casos, a pessoa sente que a comida fica presa na garganta ou no peito. Em outros, há engasgos repetidos ou dificuldade para iniciar a deglutição.

    Embora nem sempre esteja relacionada a doenças graves, a disfagia persistente não deve ser ignorada. O problema pode estar ligado a alterações do esôfago, doenças neurológicas, distúrbios musculares ou até tumores, tornando a investigação médica importante para identificar a causa.

    O que é disfagia?

    A disfagia é a dificuldade de transportar alimentos, líquidos ou até mesmo a saliva da boca até o estômago. Ela pode ocorrer em diferentes etapas da deglutição e variar bastante em intensidade.

    Algumas pessoas apresentam dificuldade apenas para engolir alimentos sólidos, enquanto outras também têm problemas com líquidos.

    Dependendo da causa, os sintomas podem surgir de forma gradual ou aparecer de maneira mais repentina.

    Principais sintomas associados

    Além da sensação de dificuldade para engolir, podem ocorrer:

    • Engasgos frequentes;
    • Tosse durante ou após as refeições;
    • Sensação de alimento parado na garganta ou no peito;
    • Dor ao engolir;
    • Necessidade de beber água para ajudar a passagem da comida;
    • Sensação de que a comida volta para a boca;
    • Rouquidão após as refeições.

    Os sintomas podem variar conforme a causa e a região afetada.

    Quais são as causas mais comuns de dificuldade para engolir?

    Existem diversas condições capazes de provocar disfagia.

    Entre as principais estão:

    • Refluxo gastroesofágico;
    • Inflamações do esôfago;
    • Alterações neurológicas;
    • Distúrbios musculares;
    • Estreitamentos do esôfago;
    • Tumores da boca, garganta ou esôfago.

    A investigação médica é importante para diferenciar situações benignas de problemas que exigem tratamento específico.

    Refluxo pode causar dificuldade para engolir?

    Sim. O refluxo gastroesofágico crônico pode provocar inflamação do esôfago e, em alguns casos, levar à formação de cicatrizes e estreitamentos.

    Isso pode causar sintomas como:

    • Sensação de alimento preso;
    • Azia frequente;
    • Dor ao engolir;
    • Desconforto no peito.

    Quando o estreitamento se torna importante, a dificuldade para engolir tende a piorar progressivamente.

    Problemas neurológicos podem estar envolvidos?

    Sim. A deglutição depende de uma coordenação complexa entre cérebro, nervos e músculos. Doenças neurológicas podem interferir nesse processo, como:

    • AVC;
    • Doença de Parkinson;
    • Esclerose múltipla;
    • Esclerose lateral amiotrófica (ELA);
    • Algumas doenças neuromusculares.

    Nesses casos, o risco de engasgos e aspiração de alimentos para os pulmões pode aumentar.

    Quando a dificuldade acontece apenas com alimentos sólidos

    Quando a disfagia afeta principalmente alimentos sólidos, algumas causas costumam ser mais prováveis. Entre elas estão:

    • Estreitamento do esôfago;
    • Anéis esofágicos;
    • Esofagite eosinofílica;
    • Tumores do esôfago.

    Em geral, os sintomas tendem a piorar gradualmente com o tempo.

    Quando a dificuldade ocorre com sólidos e líquidos

    Quando alimentos sólidos e líquidos causam dificuldade desde o início, os médicos costumam considerar alterações do funcionamento muscular do esôfago.

    Um exemplo clássico é a:

    Acalasia

    A acalasia é uma doença que dificulta a passagem dos alimentos para o estômago devido ao relaxamento inadequado de uma válvula localizada na parte inferior do esôfago.

    Além da disfagia, pode causar:

    • Regurgitação de alimentos;
    • Dor no peito;
    • Perda de peso.

    Quando a dificuldade para engolir preocupa mais?

    Alguns sinais associados aumentam a necessidade de investigação.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Perda de peso sem explicação;
    • Engasgos frequentes;
    • Pneumonias de repetição;
    • Dor ao engolir;
    • Piora progressiva dos sintomas;
    • Sensação persistente de alimento impactado.

    Esses sinais podem indicar doenças mais importantes e não devem ser ignorados.

    Quais exames podem ser necessários?

    A investigação depende das características dos sintomas.

    Os exames mais utilizados incluem:

    1. Endoscopia digestiva alta

    Permite visualizar diretamente o esôfago, o estômago e parte do intestino, identificando inflamações, estreitamentos e tumores.

    2. Esofagograma contrastado

    Avalia a passagem dos alimentos pelo esôfago por meio de imagens obtidas após ingestão de contraste.

    3. Manometria esofágica

    Analisa o funcionamento dos músculos do esôfago e ajuda a diagnosticar distúrbios motores, como a acalasia.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa identificada.

    Pode incluir:

    • Medicamentos para refluxo;
    • Mudanças alimentares;
    • Dilatação de estreitamentos do esôfago;
    • Tratamento de doenças neurológicas;
    • Cirurgias ou procedimentos específicos.

    Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores as chances de evitar complicações.

    Quais complicações a disfagia pode causar?

    Quando não tratada, a dificuldade para engolir pode levar a problemas importantes.

    Entre eles estão:

    • Desnutrição;
    • Desidratação;
    • Perda de peso significativa;
    • Aspiração de alimentos para os pulmões;
    • Pneumonia aspirativa.

    Por isso, sintomas persistentes merecem atenção médica.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure atendimento imediatamente se houver:

    • Incapacidade súbita de engolir;
    • Engasgo com dificuldade para respirar;
    • Sensação de alimento completamente impactado;
    • Dor intensa no peito associada à deglutição;
    • Salivação excessiva por incapacidade de engolir.

    Essas situações podem exigir avaliação urgente.

    Confira: Acalasia: o distúrbio que dificulta a passagem dos alimentos ao engolir

    Perguntas frequentes sobre dificuldade para engolir

    1. Dificuldade para engolir é normal com a idade?

    Não. Embora seja mais comum em idosos, a disfagia persistente deve ser investigada.

    2. Refluxo pode causar disfagia?

    Sim. O refluxo crônico pode provocar inflamações e estreitamentos do esôfago.

    3. Engasgos frequentes são preocupantes?

    Podem ser. Especialmente quando se tornam repetitivos ou estão associados a perda de peso e pneumonias.

    4. Toda disfagia precisa de endoscopia?

    Não necessariamente, mas a endoscopia é um dos exames mais utilizados na investigação.

    5. Perda de peso associada é um sinal de alerta?

    Sim. Esse é um dos principais sinais que justificam investigação médica mais rápida.

    6. AVC pode causar dificuldade para engolir?

    Sim. Alterações neurológicas são causas importantes de disfagia.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dificuldade para engolir é persistente, progressiva ou acompanhada de sinais de alerta como perda de peso, engasgos frequentes ou dor.

    Veja também: É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

  • Cardiomiopatia hipertrófica: entenda a doença que engrossa o músculo do coração 

    Cardiomiopatia hipertrófica: entenda a doença que engrossa o músculo do coração 

    A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença cardíaca marcada pelo espessamento anormal do músculo do coração, principalmente do ventrículo esquerdo, a principal câmara responsável por bombear sangue para o corpo.

    Embora muitas pessoas convivam com a condição sem sintomas importantes, outras podem apresentar falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios e limitações para atividades físicas. Por ter origem genética em grande parte dos casos, o diagnóstico também pode levar à investigação de familiares próximos.

    O que é a cardiomiopatia hipertrófica?

    Na cardiomiopatia hipertrófica, ocorre um crescimento excessivo das fibras musculares cardíacas. Esse espessamento não acontece por esforço físico ou treinamento esportivo, mas por alterações na estrutura do próprio músculo do coração.

    Com o tempo, o coração pode ter dificuldade para relaxar adequadamente entre os batimentos, prejudicando o enchimento das câmaras cardíacas.

    O que acontece com o coração?

    O músculo cardíaco espessado pode provocar:

    • Redução do espaço interno do ventrículo;
    • Dificuldade de enchimento do coração;
    • Aumento das pressões cardíacas;
    • Alterações do fluxo sanguíneo.

    Em alguns pacientes, o músculo hipertrofiado também pode dificultar a saída do sangue do coração. Essa situação é chamada de obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo.

    Quais são as causas da cardiomiopatia hipertrófica?

    A principal causa é genética. Na maioria dos casos, a doença ocorre por mutações em genes responsáveis pelas proteínas que compõem as fibras musculares cardíacas.

    Essas alterações podem ser transmitidas de pais para filhos. Por isso, muitas vezes há histórico familiar de cardiomiopatia hipertrófica ou de morte súbita em parentes próximos.

    A cardiomiopatia hipertrófica é hereditária?

    Sim. A maioria dos casos segue um padrão de herança autossômica dominante.

    Isso significa que:

    • Um dos pais pode transmitir a alteração genética;
    • Nem todos os familiares terão sintomas;
    • O grau de acometimento pode variar dentro da mesma família.

    Por esse motivo, familiares de primeiro grau costumam ser orientados a realizar avaliação cardiológica.

    Quais são os sintomas mais comuns?

    Muitas pessoas permanecem sem sintomas durante anos. Quando os sintomas aparecem, os mais frequentes são:

    • Falta de ar aos esforços;
    • Cansaço fácil;
    • Dor no peito;
    • Palpitações;
    • Tontura;
    • Desmaios.

    A intensidade dos sintomas varia bastante entre os pacientes.

    Algumas pessoas não apresentam sintomas?

    Sim. Em muitos casos, o diagnóstico acontece por acaso, durante:

    • Exames de rotina;
    • Avaliações esportivas;
    • Investigação familiar após diagnóstico em parentes;
    • Exames solicitados por sopro cardíaco ou alterações no eletrocardiograma.

    Por isso, a ausência de sintomas não exclui a doença.

    Quais são as possíveis complicações?

    Embora muitas pessoas tenham boa qualidade de vida, algumas complicações podem ocorrer.

    1. Arritmias cardíacas

    O músculo cardíaco alterado pode aumentar o risco do surgimento de ritmos cardíacos anormais.

    2. Fibrilação atrial

    A fibrilação atrial pode aumentar o risco de formação de coágulos e AVC.

    3. Insuficiência cardíaca

    Em alguns casos, o coração pode apresentar dificuldade progressiva para funcionar adequadamente.

    4. Morte súbita cardíaca

    É a complicação mais temida, embora relativamente incomum.

    O risco não é igual para todos os pacientes e depende de características específicas avaliadas pelo cardiologista.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico geralmente envolve exames cardiológicos.

    1. Ecocardiograma

    É um dos principais exames para identificar o espessamento do músculo cardíaco e avaliar se existe obstrução à saída do sangue.

    2. Eletrocardiograma

    Pode mostrar alterações sugestivas da doença e ajudar na avaliação do ritmo cardíaco.

    3. Ressonância magnética cardíaca

    Ajuda a avaliar detalhes da estrutura do coração e pode identificar áreas de fibrose no músculo cardíaco.

    4. Testes genéticos

    Podem ser indicados em situações específicas, especialmente quando há suspeita de forma hereditária e necessidade de orientar familiares.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende dos sintomas, da presença de obstrução e do risco individual de complicações.

    Pode incluir:

    • Medicamentos para controlar sintomas;
    • Tratamento de arritmias;
    • Acompanhamento cardiológico regular;
    • Orientações sobre atividade física;
    • Restrições específicas para alguns esportes competitivos;
    • Implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI) em pacientes selecionados.

    Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos para reduzir a obstrução causada pelo músculo hipertrofiado.

    A pessoa pode praticar exercícios?

    Depende do caso. A atividade física deve ser discutida com o cardiologista, especialmente em pessoas com sintomas, obstrução importante, arritmias ou histórico familiar de morte súbita.

    Alguns pacientes podem praticar exercícios leves ou moderados com segurança, enquanto outros precisam evitar atividades competitivas ou de alta intensidade.

    Quem deve ser investigado?

    A avaliação médica é especialmente importante para pessoas que apresentam:

    • Histórico familiar de cardiomiopatia hipertrófica;
    • Morte súbita em parentes jovens;
    • Desmaios inexplicados;
    • Falta de ar durante exercícios;
    • Dor no peito aos esforços;
    • Palpitações frequentes;
    • Alterações cardíacas encontradas em exames.

    Familiares de primeiro grau de pessoas diagnosticadas também devem conversar com um cardiologista sobre rastreamento.

    Confira: Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Perguntas frequentes sobre cardiomiopatia hipertrófica

    1. Cardiomiopatia hipertrófica é a mesma coisa que pressão alta?

    Não. Embora a pressão alta também possa causar aumento da espessura do coração, são condições diferentes.

    2. A doença é hereditária?

    Sim. A maioria dos casos tem origem genética.

    3. Toda pessoa terá sintomas?

    Não. Muitas pessoas permanecem assintomáticas por anos.

    4. Pode causar morte súbita?

    Sim, mas o risco varia entre os pacientes e deve ser avaliado individualmente.

    5. Qual é o principal exame para diagnóstico?

    O ecocardiograma é um dos principais exames utilizados.

    6. Familiares precisam fazer exames?

    Frequentemente sim, principalmente parentes de primeiro grau.

    7. Existe tratamento?

    Sim. O tratamento é individualizado e pode ajudar a reduzir sintomas e prevenir complicações.

    Veja mais: 11 causas de infarto em jovens (e por que as vacinas não são a explicação)

  • Fentanil: por que essa substância está por trás de tantas overdoses? 

    Fentanil: por que essa substância está por trás de tantas overdoses? 

    Considerado um dos opioides mais potentes utilizados na medicina, o fentanil ganhou notoriedade mundial após ser associado a um grande número de overdoses e mortes.

    Medicamento amplamente utilizado em hospitais para controle da dor intensa e sedação de pacientes, quando administrado por profissionais treinados e em doses adequadas, o fentanil é uma ferramenta importante e segura em diversas situações clínicas.

    O problema surge quando a substância é utilizada sem supervisão médica ou misturada a outras drogas. Devido à sua potência extremamente elevada, pequenas quantidades podem ser suficientes para provocar intoxicações graves, parada respiratória e morte.

    Nos últimos anos, o fentanil tornou-se um dos principais responsáveis por mortes relacionadas a opioides em diversos países, especialmente nos Estados Unidos.

    O que é o fentanil?

    O fentanil é um opioide sintético, desenvolvido para atuar no controle da dor intensa. Ele pertence à mesma classe de medicamentos da morfina, mas possui potência muito superior.

    Estima-se que o fentanil seja cerca de:

    • 50 vezes mais potente que a heroína;
    • 50 a 100 vezes mais potente que a morfina.

    Na prática médica, costuma ser utilizado em situações como:

    • Sedação de pacientes internados;
    • Procedimentos anestésicos;
    • Controle da dor pós-operatória;
    • Tratamento de dores intensas em pacientes selecionados.

    O medicamento pode ser administrado por diferentes vias, como:

    • Intravenosa;
    • Intramuscular;
    • Transdérmica (adesivos);
    • Outras apresentações específicas.

    Por que o fentanil é tão potente?

    O fentanil possui alta afinidade pelos receptores opioides presentes no sistema nervoso central. Isso significa que pequenas quantidades já são capazes de produzir efeitos muito intensos.

    Como consequência:

    • Doses mínimas podem causar sedação profunda;
    • Pequenos erros de dosagem podem ser perigosos;
    • O risco de overdose é elevado.

    Essa é uma das principais razões pelas quais o uso recreativo é considerado extremamente arriscado.

    Como o fentanil age no organismo?

    O medicamento se liga aos receptores opioides presentes no cérebro e em outras regiões do sistema nervoso.

    Essa ação provoca:

    • Alívio da dor;
    • Sensação de bem-estar;
    • Relaxamento;
    • Sonolência;
    • Redução da atividade respiratória.

    Embora o efeito analgésico seja desejado em contextos médicos, a diminuição da respiração é justamente a principal causa das complicações fatais associadas ao uso recreativo.

    Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

    Mesmo quando utilizado corretamente, o fentanil pode causar efeitos adversos.

    Entre os mais frequentes estão:

    • Sonolência intensa;
    • Tontura;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Confusão mental;
    • Sensação de euforia;
    • Prisão de ventre.

    No uso recreativo, esses efeitos tendem a ser mais intensos devido à dificuldade de controlar a dose consumida.

    O maior perigo: a respiração

    A complicação mais grave associada ao fentanil é a chamada depressão respiratória. Nessa situação, a respiração se torna:

    • Mais lenta;
    • Mais superficial;
    • Menos eficiente.

    Com isso, a quantidade de oxigênio que chega aos órgãos diminui progressivamente. Nos casos mais graves, a pessoa pode parar completamente de respirar, necessitando de ventilação mecânica e suporte intensivo.

    Grande parte das mortes associadas ao fentanil ocorre por esse mecanismo.

    O que é uma overdose por fentanil?

    A overdose acontece quando a quantidade da substância ultrapassa a capacidade do organismo de tolerá-la.

    Os sinais podem incluir:

    • Sonolência extrema;
    • Dificuldade para despertar;
    • Respiração lenta ou ausente;
    • Pupilas muito contraídas;
    • Lábios ou extremidades arroxeadas;
    • Perda de consciência.

    A overdose por fentanil é uma emergência médica e exige atendimento imediato.

    Misturar fentanil com outras drogas aumenta o risco?

    Sim, e aumenta de forma significativa. O perigo aumenta quando o fentanil é combinado com substâncias que também deprimem o sistema nervoso central, como:

    • Álcool;
    • Benzodiazepínicos;
    • Outros opioides;
    • Medicamentos sedativos.

    Além disso, o fentanil também pode estar presente em drogas ilícitas sem que o usuário saiba.

    Há registros de contaminação de substâncias como:

    • Cocaína;
    • Heroína;
    • Drogas sintéticas.

    Nessas situações, o risco de overdose aumenta consideravelmente.

    O fentanil pode causar dependência?

    Sim. O potencial de dependência do fentanil é elevado.

    O uso repetido pode levar ao desenvolvimento de:

    • Tolerância (necessidade de doses maiores para obter o mesmo efeito);
    • Dependência física;
    • Dependência psicológica.

    Quando a substância é interrompida abruptamente, podem surgir sintomas de abstinência, como ansiedade, agitação, dores corporais e mal-estar intenso.

    Existe tratamento para intoxicação por fentanil?

    Sim. O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível.

    Uma das principais medidas é o uso da naloxona.

    Naloxona para tratamento de overdose de fentanil

    A naloxona é um medicamento capaz de reverter temporariamente os efeitos dos opioides. Ela pode restaurar a respiração e salvar vidas em situações de overdose.

    Dependendo da gravidade, também podem ser necessários:

    • Oxigênio suplementar;
    • Ventilação mecânica;
    • Monitorização contínua;
    • Cuidados intensivos.

    Por que o fentanil tem causado tantas mortes?

    Diversos fatores explicam o aumento dos casos de overdose.

    Entre eles:

    • Potência extremamente elevada;
    • Pequenas quantidades podem ser fatais;
    • Mistura com outras drogas;
    • Dificuldade de identificar sua presença;
    • Uso sem conhecimento da dose real consumida.

    Em muitos casos, a pessoa acredita estar consumindo outra substância, sem saber que ela contém fentanil.

    Quando procurar atendimento de emergência?

    Procure ajuda médica imediatamente se uma pessoa apresentar:

    • Sonolência extrema;
    • Dificuldade para acordar;
    • Respiração lenta ou ausente;
    • Perda de consciência;
    • Lábios arroxeados;
    • Suspeita de overdose.

    Nessas situações, cada minuto pode fazer diferença.

    Veja também: Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Perguntas frequentes sobre fentanil

    1. O fentanil é um medicamento?

    Sim. É utilizado na medicina para controle da dor intensa, sedação e anestesia.

    2. Por que ele é considerado tão perigoso?

    Porque é extremamente potente e pode provocar depressão respiratória grave mesmo em pequenas quantidades.

    3. O uso recreativo pode causar overdose?

    Sim. O risco é elevado e pode ocorrer mesmo com doses aparentemente pequenas.

    4. Quais são os principais sinais de overdose?

    Sonolência intensa, perda de consciência, respiração lenta e lábios arroxeados estão entre os sinais mais comuns.

    5. Existe antídoto para o fentanil?

    Sim. A naloxona pode reverter temporariamente os efeitos dos opioides.

    6. O fentanil causa dependência?

    Sim. O potencial de dependência física e psicológica é alto.

    7. Quando procurar atendimento de emergência?

    Sempre que houver suspeita de overdose ou sinais de dificuldade respiratória.

    Veja também: Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer

  • Ganhei peso sem mudar a alimentação: quando isso pode indicar um problema de saúde? 

    Ganhei peso sem mudar a alimentação: quando isso pode indicar um problema de saúde? 

    Nem sempre o aumento na balança acontece apenas porque a pessoa está comendo mais. Alterações hormonais, retenção de líquidos, medicamentos e algumas doenças também podem influenciar o peso corporal.

    Ganhar peso é uma situação comum ao longo da vida e, na maioria das vezes, está relacionado a um desequilíbrio entre a quantidade de calorias consumidas e o gasto energético do organismo.

    Porém, quando o aumento de peso acontece de forma rápida, sem mudanças aparentes na alimentação ou acompanhado de outros sintomas, vale a pena investigar outras possíveis causas. Em alguns casos, o problema pode estar relacionado a alterações hormonais, efeitos colaterais de medicamentos ou até doenças que favorecem retenção de líquidos.

    Venha entender o que está por trás do ganho de peso para identificar situações que merecem avaliação médica e tratamento adequado.

    Nem todo aumento na balança representa ganho de gordura

    Uma informação importante é que o peso corporal não é formado apenas por gordura. O aumento observado na balança pode acontecer por diferentes motivos, incluindo:

    • Acúmulo de gordura corporal;
    • Retenção de líquidos;
    • Ganho de massa muscular;
    • Inchaço associado a doenças.

    Por isso, além do valor mostrado na balança, os médicos costumam avaliar a velocidade do ganho de peso, a distribuição corporal e a presença de outros sintomas.

    Quando o ganho de peso é considerado esperado?

    Existem situações em que o aumento de peso ocorre de forma previsível e gradual.

    Entre as causas mais comuns estão:

    • Excesso de calorias na alimentação;
    • Redução da atividade física;
    • Mudanças na rotina;
    • Envelhecimento.

    Nesses casos, o ganho costuma ocorrer ao longo de meses ou anos, acompanhando mudanças no estilo de vida.

    Hipotireoidismo pode causar ganho de peso?

    Sim. O hipotireoidismo é uma das causas médicas mais conhecidas de ganho de peso. Quando a glândula tireoide produz menos hormônios do que deveria, o metabolismo pode ficar mais lento, o que aumenta sintomas como:

    • Cansaço;
    • Sonolência;
    • Intolerância ao frio;
    • Pele seca;
    • Ganho de peso.

    No entanto, especialistas ressaltam que o aumento de peso causado exclusivamente pelo hipotireoidismo costuma ser relativamente modesto e não explica sozinho casos de obesidade importante.

    Alguns medicamentos podem favorecer o ganho de peso

    Sim. Diversos medicamentos podem contribuir para aumento do peso corporal por mecanismos diferentes.

    Entre eles estão:

    • Corticoides;
    • Alguns antidepressivos;
    • Certos antipsicóticos;
    • Algumas medicações para diabetes;
    • Alguns anticonvulsivantes.

    Dependendo do medicamento, o ganho de peso pode ocorrer por aumento do apetite, retenção de líquidos ou alterações metabólicas.

    Retenção de líquidos pode parecer ganho de peso

    Nem todo aumento rápido na balança representa acúmulo de gordura. Em algumas situações, o peso sobe devido à retenção de líquidos.

    Isso pode acontecer em casos de:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Doenças renais;
    • Doenças hepáticas;
    • Alterações hormonais.

    Nessas situações, também podem surgir sintomas como:

    • Inchaço nas pernas;
    • Inchaço abdominal;
    • Sensação de peso corporal aumentado;
    • Falta de ar.

    O ganho de peso costuma ocorrer de forma relativamente rápida, em poucos dias ou semanas.

    Síndrome de Cushing: uma causa hormonal menos comum

    A síndrome de Cushing acontece quando existe excesso de cortisol circulando no organismo. Embora seja uma condição relativamente rara, pode provocar ganho de peso importante.

    Os sintomas são:

    • Aumento de gordura na região do abdome;
    • Acúmulo de gordura no rosto;
    • Fraqueza muscular;
    • Pressão alta;
    • Diabetes;
    • Alterações na pele.

    Por ser uma condição menos frequente, costuma exigir investigação especializada.

    Alterações hormonais femininas podem influenciar o peso?

    Sim. Mudanças hormonais podem favorecer o ganho de peso ou tornar o emagrecimento mais difícil. Isso pode ocorrer em situações como:

    • Menopausa;
    • Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
    • Distúrbios da tireoide.

    Além das alterações hormonais propriamente ditas, mudanças no sono, no metabolismo e na composição corporal também podem contribuir para o aumento de peso.

    O estresse pode contribuir para o ganho de peso?

    Sim. O estresse crônico pode influenciar diretamente hábitos e comportamentos relacionados ao peso corporal. Entre os mecanismos envolvidos estão:

    • Aumento do apetite;
    • Maior consumo de alimentos ultraprocessados;
    • Alterações do sono;
    • Redução da prática de atividade física.

    Ao longo do tempo, esses fatores podem favorecer o ganho de peso e dificultar a perda de gordura.

    Quando o ganho de peso merece investigação?

    Embora oscilações leves de peso sejam comuns, alguns sinais merecem atenção.

    Procure avaliação médica se ocorrer:

    • Ganho de peso rápido e sem explicação aparente;
    • Aumento de peso associado a inchaço;
    • Suspeita de alterações hormonais;
    • Falta de ar;
    • Cansaço excessivo;
    • Mudanças importantes no apetite.

    Nessas situações, pode ser necessário investigar causas além da alimentação.

    Quais exames podem ser necessários?

    A avaliação varia conforme a história clínica de cada pessoa. Dependendo do caso, podem ser solicitados:

    • Exames da tireoide;
    • Glicemia;
    • Avaliação da função renal;
    • Avaliação da função hepática;
    • Exames hormonais.

    O objetivo é identificar condições que possam estar contribuindo para o aumento do peso corporal.

    Como saber se o peso ganho é gordura ou líquido?

    Algumas características ajudam a diferenciar.

    Ganho de gordura

    Geralmente ocorre:

    • De forma gradual;
    • Ao longo de semanas ou meses;
    • Sem inchaço importante.

    Retenção de líquidos

    Costuma provocar:

    • Ganho rápido de peso;
    • Inchaço nas pernas ou pés;
    • Marcas de meias na pele;
    • Sensação de corpo inchado.

    A avaliação médica é importante para identificar a causa.

    Confira: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre ganho de peso

    1. Todo ganho de peso acontece por excesso de comida?

    Não. Alterações hormonais, medicamentos e algumas doenças também podem contribuir.

    2. Hipotireoidismo engorda muito?

    Pode estar envolvido no ganho de peso, mas geralmente não é a única causa do aumento importante da balança.

    3. Remédios podem aumentar o peso?

    Sim. Alguns medicamentos estão associados a ganho de peso ou retenção de líquidos.

    4. Retenção de líquidos aumenta a balança?

    Sim. Em alguns casos, o aumento pode ocorrer rapidamente.

    5. Ganho de peso rápido é normal?

    Nem sempre. Quando acontece sem explicação aparente, merece investigação.

    6. Estresse pode influenciar o peso?

    Sim. O estresse pode alterar o apetite, o sono e os hábitos de vida.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando o ganho de peso é acelerado, inexplicado ou acompanhado de sintomas como inchaço, cansaço excessivo ou falta de ar.

    Veja também: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • K9: por que a chamada ‘droga zumbi’ preocupa tanto os médicos? 

    K9: por que a chamada ‘droga zumbi’ preocupa tanto os médicos? 

    Nos últimos anos, a K9 ganhou destaque em reportagens e registros de intoxicações graves em diferentes regiões do Brasil. Popularmente conhecida como “droga zumbi”, ela está associada a alterações importantes do comportamento, episódios de agitação intensa e quadros potencialmente fatais.

    Embora muitas vezes seja comparada à maconha, a K9 é uma droga muito mais imprevisível e perigosa. Isso acontece porque ela pertence ao grupo dos canabinoides sintéticos, substâncias produzidas em laboratório que podem provocar efeitos muito mais intensos do que os observados com a cannabis natural.

    O que é a K9?

    A K9 não é uma substância única. Ela faz parte de um grupo de drogas conhecidas como canabinoides sintéticos, frequentemente chamadas de “drogas K”, que incluem compostos como K2, K4 e K9.

    Essas substâncias são produzidas em laboratório e podem ser vendidas de diferentes formas:

    • Como produto químico puro;
    • Misturadas a ervas secas;
    • Aplicadas sobre materiais vegetais para simular produtos naturais.

    Um dos principais problemas é que a composição pode variar muito entre diferentes lotes, tornando imprevisíveis tanto os efeitos quanto os riscos de intoxicação.

    Por que a K9 é considerada tão perigosa?

    Ao contrário de drogas cuja composição é relativamente conhecida, a K9 pode conter substâncias extremamente potentes. Além disso:

    • A concentração dos compostos varia amplamente;
    • Diferentes substâncias podem ser misturadas;
    • Pode haver contaminação por produtos tóxicos;
    • Nem sempre o usuário sabe exatamente o que está consumindo.

    Essa imprevisibilidade aumenta significativamente o risco de intoxicações graves.

    Como a K9 age no cérebro?

    Os canabinoides sintéticos atuam sobre receptores do sistema endocanabinoide, presentes em diversas regiões do cérebro. Esses receptores também são ativados pela cannabis natural.

    A diferença é que muitas substâncias presentes na K9 possuem ação muito mais intensa do que o THC, principal composto psicoativo da maconha.

    Como consequência, podem ocorrer:

    • Alterações importantes da percepção;
    • Confusão mental;
    • Alterações do comportamento;
    • Episódios de agitação intensa;
    • Alterações da consciência.

    Quais são os efeitos mais comuns?

    Os sintomas variam conforme a composição da droga e a quantidade consumida.

    Entre os efeitos mais relatados estão:

    • Agitação intensa;
    • Ansiedade;
    • Confusão mental;
    • Sonolência;
    • Alteração da consciência;
    • Comportamento desorganizado;
    • Alucinações;
    • Paranoia.

    A intensidade dos sintomas pode variar bastante de uma pessoa para outra.

    Por que algumas pessoas parecem “desligadas” ou “zumbis”?

    Diversos relatos de intoxicação por K9 mostram usuários com comportamento extremamente alterado. Entre os sinais observados estão:

    • Lentidão extrema;
    • Dificuldade para responder a estímulos;
    • Movimentos anormais;
    • Alterações importantes do estado mental;
    • Perda de contato com o ambiente.

    Foi justamente por causa dessas manifestações que a droga passou a ser popularmente chamada de “droga zumbi”.

    Esses quadros refletem uma intoxicação significativa do sistema nervoso central.

    Quais complicações graves podem ocorrer?

    Em intoxicações mais severas, podem surgir complicações potencialmente fatais. Entre elas estão:

    • Convulsões;
    • Psicose aguda;
    • Coma;
    • Alterações importantes do comportamento;
    • Depressão respiratória;
    • Insuficiência respiratória;
    • Rabdomiólise (destruição de fibras musculares);
    • Lesão renal aguda;
    • Alterações graves da pressão arterial.

    O risco de complicações aumenta porque muitas vezes não é possível saber exatamente quais substâncias estão presentes na droga.

    A K9 pode afetar o coração?

    Sim. Os canabinoides sintéticos podem provocar alterações cardiovasculares importantes.

    Entre elas:

    • Taquicardia;
    • Bradicardia;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Queda da pressão arterial;
    • Arritmias cardíacas.

    Essas alterações podem ser especialmente perigosas em pessoas com doenças cardiovasculares prévias.

    A K9 pode causar morte?

    Sim. Existem relatos de mortes associadas ao uso de canabinoides sintéticos em diferentes países.

    As principais causas incluem:

    • Arritmias cardíacas graves;
    • Convulsões;
    • Depressão respiratória;
    • Falência de órgãos;
    • Traumas decorrentes de alterações do comportamento.

    Por isso, a K9 é considerada uma das drogas sintéticas mais perigosas atualmente.

    Como é feito o atendimento médico?

    Quando uma pessoa chega ao pronto-socorro com suspeita de intoxicação por K9, a prioridade é estabilizar as funções vitais. Os médicos avaliam:

    • Nível de consciência;
    • Respiração;
    • Frequência cardíaca;
    • Pressão arterial;
    • Oxigenação.

    Como muitas vezes não é possível identificar exatamente qual substância foi utilizada, o tratamento costuma ser baseado em suporte clínico.

    Existe antídoto para a K9?

    Não. Atualmente não existe um antídoto específico para a maioria dos canabinoides sintéticos. Por isso, o tratamento é direcionado às complicações apresentadas pelo paciente.

    Dependendo da situação, podem ser necessários:

    • Medicamentos para controlar convulsões;
    • Sedação;
    • Oxigenoterapia;
    • Hidratação venosa;
    • Monitorização intensiva.

    Por que essas drogas são tão difíceis de controlar?

    Os fabricantes frequentemente modificam a estrutura química dos compostos para criar novas versões das drogas. Isso dificulta:

    • A identificação em exames laboratoriais;
    • A regulamentação pelos órgãos de saúde;
    • O monitoramento pelas autoridades.

    Além disso, novos compostos podem surgir rapidamente, tornando o controle ainda mais complexo.

    O consumo de canabinoides sintéticos está aumentando?

    Em diversos países, os canabinoides sintéticos têm sido motivo de preocupação devido ao elevado potencial de intoxicação.

    Curiosamente, estudos realizados nos Estados Unidos observaram redução do consumo dessas substâncias em alguns locais após a ampliação do acesso legal à cannabis entre 2016 e 2019.

    Ainda assim, a K9 continua associada a episódios graves de intoxicação e atendimentos de emergência.

    Quando procurar atendimento de emergência?

    Procure ajuda médica imediatamente se uma pessoa apresentar, após o uso de substâncias desconhecidas:

    • Confusão mental importante;
    • Convulsões;
    • Perda de consciência;
    • Dificuldade para respirar;
    • Agitação intensa;
    • Dor no peito;
    • Alterações importantes do comportamento.

    Esses sinais podem indicar intoxicação grave.

    Veja também: Epilepsia em adultos: como ela se manifesta e quem está em risco

    Perguntas frequentes sobre a K9

    1. A K9 é a mesma coisa que maconha?

    Não. Embora atue em receptores semelhantes, seus efeitos costumam ser muito mais intensos e imprevisíveis.

    2. O que são canabinoides sintéticos?

    São substâncias produzidas em laboratório para agir nos mesmos receptores estimulados pela cannabis.

    3. Por que a K9 é chamada de “droga zumbi”?

    Porque pode provocar lentidão extrema, confusão mental e alterações importantes do comportamento.

    4. A K9 pode causar convulsões?

    Sim. Convulsões estão entre as complicações graves já descritas.

    5. Pode causar problemas cardíacos?

    Sim. Pode provocar taquicardia, alterações da pressão arterial e arritmias.

    6. Existe antídoto para a K9?

    Não. O tratamento é baseado no controle dos sintomas e das complicações.

    7. Quando procurar ajuda médica?

    Sempre que houver alteração importante da consciência, convulsões, dificuldade respiratória ou qualquer sinal de intoxicação grave.

    Confira: Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer

  • A infecção passou, mas o cansaço continua? Entenda por que a recuperação pode ser lenta 

    A infecção passou, mas o cansaço continua? Entenda por que a recuperação pode ser lenta 

    Muitas pessoas acreditam que a recuperação de uma infecção termina assim que a febre desaparece ou quando o tratamento chega ao fim. No entanto, nem sempre o organismo volta imediatamente ao normal depois de uma doença infecciosa.

    É relativamente comum que, mesmo após a melhora dos sintomas mais intensos, a pessoa continue sentindo cansaço, fraqueza, falta de disposição e dificuldade para retomar a rotina. Em muitos casos, essa recuperação lenta faz parte do processo natural de cura do organismo, especialmente após doenças mais intensas.

    O que acontece com o corpo durante uma infecção?

    Quando acontece uma infecção, o organismo mobiliza uma grande quantidade de energia para combater o agente causador da doença.

    O sistema imunológico aumenta sua atividade e produz diversas substâncias inflamatórias que ajudam a eliminar vírus, bactérias ou outros microrganismos.

    Esse processo é essencial para a recuperação, mas também gera um desgaste físico importante.

    Por que o cansaço pode continuar mesmo após a melhora?

    Mesmo depois que a infecção é controlada, o corpo ainda precisa concluir diversas etapas de recuperação.

    Entre elas estão:

    • Reparar tecidos lesionados;
    • Repor reservas de energia;
    • Recuperar massa muscular perdida;
    • Normalizar processos inflamatórios;
    • Restabelecer o equilíbrio metabólico.

    Por isso, a sensação de fraqueza pode persistir por dias ou semanas após a doença.

    Quais infecções costumam causar recuperação mais lenta?

    Algumas doenças são particularmente conhecidas por provocar fadiga prolongada.

    Entre elas estão:

    • Dengue;
    • Mononucleose;
    • Pneumonia;
    • Covid-19;
    • Influenza (gripe);
    • Infecções graves que exigiram internação.

    De forma geral, quanto mais intensa foi a infecção, maior tende a ser o tempo necessário para a recuperação completa.

    A perda de massa muscular também contribui

    Durante períodos de doença, especialmente quando a pessoa permanece acamada ou reduz muito suas atividades, é comum ocorrer:

    • Menor movimentação;
    • Redução da atividade física;
    • Diminuição da ingestão alimentar;
    • Perda de massa muscular.

    Mesmo poucos dias de repouso podem resultar em perda de força, principalmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

    A inflamação pode persistir por algum tempo

    Após determinadas infecções, o organismo pode permanecer em um estado inflamatório leve durante semanas.

    Isso pode contribuir para sintomas como:

    • Cansaço persistente;
    • Sonolência;
    • Falta de energia;
    • Dificuldade de concentração;
    • Sensação de lentidão física e mental.

    Na maioria dos casos, esses sintomas diminuem gradualmente.

    Por que idosos costumam demorar mais para se recuperar?

    O envelhecimento reduz a capacidade de recuperação do organismo.

    Além disso, idosos frequentemente apresentam:

    • Menor reserva muscular;
    • Doenças crônicas associadas;
    • Recuperação mais lenta após períodos de imobilização;
    • Maior risco de desnutrição durante a doença.

    Por esse motivo, uma infecção que parece simples pode causar grande impacto funcional nessa faixa etária.

    Alimentação inadequada pode atrasar a recuperação?

    Sim. Após uma infecção, o organismo precisa de nutrientes para reconstruir tecidos e recuperar energia.

    Os principais incluem:

    • Proteínas;
    • Vitaminas;
    • Minerais;
    • Líquidos.

    Quando a alimentação permanece insuficiente após a doença, a sensação de fraqueza pode durar mais tempo.

    Quais sintomas são comuns durante a recuperação?

    Durante a fase de convalescença, é comum apresentar:

    • Cansaço fácil;
    • Falta de disposição;
    • Fraqueza muscular;
    • Sono excessivo;
    • Menor tolerância aos exercícios;
    • Dificuldade de concentração;
    • Sensação de recuperação lenta.

    Na maioria das pessoas, esses sintomas melhoram progressivamente.

    Quando a recuperação lenta merece investigação?

    Embora seja esperado que algumas pessoas demorem mais para recuperar totalmente a energia, alguns sinais merecem atenção.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Piora progressiva dos sintomas;
    • Febre persistente ou recorrente;
    • Falta de ar importante;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Tosse persistente;
    • Fraqueza intensa que não melhora;
    • Dificuldade para realizar atividades básicas do dia a dia.

    O que os médicos costumam investigar?

    Dependendo do quadro clínico, o médico pode avaliar:

    • Anemia;
    • Alterações da tireoide;
    • Deficiências nutricionais;
    • Persistência da infecção;
    • Complicações cardíacas;
    • Complicações pulmonares;
    • Outras doenças que possam explicar os sintomas.

    Em alguns casos, exames laboratoriais e de imagem podem ser necessários.

    Como acelerar a recuperação?

    Algumas medidas ajudam o organismo a recuperar forças de forma mais eficiente.

    1. Respeitar o tempo de recuperação

    Forçar atividades intensas antes da hora pode prolongar o processo de recuperação.

    2. Manter uma alimentação adequada

    Especialmente rica em proteínas, frutas, verduras e outros nutrientes importantes.

    3. Hidratar-se adequadamente

    A hidratação continua sendo fundamental mesmo após o desaparecimento dos sintomas mais intensos.

    4. Retomar atividades gradualmente

    O retorno aos exercícios e às atividades físicas deve ser progressivo.

    5. Dormir bem

    O sono é uma das ferramentas mais importantes para a recuperação física e imunológica.

    Confira: 7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    Perguntas frequentes sobre recuperação após infecções

    1. É normal sentir cansaço depois de uma infecção?

    Sim. Muitas pessoas permanecem cansadas por dias ou semanas após a melhora da doença.

    2. Dengue pode causar fraqueza prolongada?

    Sim. A dengue é uma das infecções mais associadas à fadiga persistente.

    3. Quanto tempo dura a recuperação?

    Depende da gravidade da infecção, da idade e das condições de saúde da pessoa.

    4. É possível perder massa muscular durante uma doença?

    Sim. Especialmente após internações ou períodos prolongados de repouso.

    5. É normal ficar sem disposição para fazer exercícios?

    Sim. A recuperação da capacidade física costuma acontecer de forma gradual.

    6. Quando a recuperação lenta deixa de ser normal?

    Quando existe piora progressiva, sintomas persistentes importantes ou sinais de alerta associados.

    7. O que ajuda a recuperar mais rápido?

    Boa alimentação, hidratação adequada, sono de qualidade e retorno gradual às atividades são as principais medidas.

    Veja mais: A gripe passou, mas a tosse continua: o que pode estar acontecendo?

  • Infecções que sempre voltam: quando é hora de investigar? 

    Infecções que sempre voltam: quando é hora de investigar? 

    Ter uma infecção ocasional faz parte da vida. Gripes, infecções urinárias, sinusites e otites podem acontecer em diferentes momentos e, na maioria das vezes, são episódios isolados que se resolvem com o tratamento adequado.

    Mas o que acontece quando a infecção volta várias vezes e sempre no mesmo local? Nem sempre isso é sinal de um problema grave, mas a repetição pode indicar a presença de fatores que favorecem a proliferação de microrganismos naquela região.

    Em muitos casos, alterações anatômicas, doenças crônicas ou problemas funcionais ajudam a explicar por que determinadas infecções insistem em retornar. Venha entender mais!

    O que é considerado uma infecção recorrente?

    Não existe uma definição única para todas as doenças, mas geralmente o termo é utilizado quando:

    • A infecção ocorre várias vezes ao longo do ano;
    • Existe necessidade frequente de antibióticos;
    • Os sintomas retornam pouco tempo após o tratamento;
    • O mesmo local é repetidamente acometido.

    A necessidade de investigação depende da idade da pessoa, da frequência dos episódios e do tipo de infecção.

    Por que algumas pessoas têm infecções repetidas?

    A recorrência pode acontecer por diferentes motivos.

    Os principais são:

    • Alterações anatômicas;
    • Problemas de drenagem de secreções;
    • Doenças crônicas;
    • Persistência do agente infeccioso;
    • Alterações do sistema imunológico.

    Identificar a causa é importante para evitar novos episódios e reduzir a necessidade de tratamentos repetidos.

    Otites de repetição: o que pode estar por trás?

    As otites recorrentes são relativamente comuns, especialmente na infância.

    Entre os fatores mais frequentemente associados estão:

    • Aumento das adenoides;
    • Alterações anatômicas da tuba auditiva;
    • Rinites e alergias respiratórias;
    • Exposição frequente a infecções virais;
    • Tabagismo passivo.

    Em crianças, a investigação costuma avaliar tanto fatores anatômicos quanto ambientais.

    Infecções respiratórias de repetição

    Sinusites, faringites, bronquites e pneumonias estão entre as causas mais frequentes de procura por atendimento médico.

    Na maioria dos casos, episódios recorrentes dessas doenças não significam necessariamente um problema de imunidade. Porém, quando as infecções são graves, muito frequentes ou exigem internações repetidas, a investigação se torna necessária.

    Os fatores associados são:

    • Rinite alérgica;
    • Uso inadequado ou repetido de antibióticos;
    • Alterações anatômicas das vias respiratórias;
    • Doenças pulmonares crônicas, como enfisema e bronquiectasias;
    • Exposição frequente a ambientes com grande circulação de vírus.

    Infecções de pele recorrentes

    As principais infecções cutâneas de repetição são:

    • Impetigo;
    • Celulite;
    • Abscessos;
    • Micoses;
    • Herpes simples;
    • Herpes-zóster.

    Os fatores mais associados são:

    • Diabetes;
    • Dermatites e doenças que alteram a barreira da pele;
    • Colonização bacteriana persistente;
    • Linfedema;
    • Obesidade.

    Abscessos que surgem repetidamente no mesmo local costumam estar relacionados a alterações locais da pele ou dos tecidos próximos.

    Já quadros de celulite ou abscessos em diferentes regiões do corpo podem motivar uma investigação mais ampla da imunidade.

    Infecções urinárias de repetição

    As infecções urinárias recorrentes são muito comuns, especialmente entre as mulheres.

    Na maioria das vezes, não estão relacionadas a imunidade baixa.

    Os principais fatores associados incluem:

    • Alterações anatômicas do trato urinário;
    • Sexo feminino;
    • Bexiga neurogênica;
    • Uso de sonda vesical;
    • Dificuldades para esvaziar completamente a bexiga.

    Dependendo do histórico, exames complementares podem ser necessários para investigar alterações estruturais.

    Quando pensar em problemas de imunidade?

    A maior parte das pessoas com infecções recorrentes não apresenta uma imunodeficiência grave.

    A investigação imunológica, no entanto, costuma ser considerada quando existem:

    • Infecções muito frequentes;
    • Infecções graves;
    • Necessidade repetida de hospitalização;
    • Infecções por microrganismos incomuns;
    • Dificuldade de resposta aos tratamentos habituais.

    Nessas situações, o médico pode solicitar exames específicos para avaliar o funcionamento do sistema imunológico.

    Quais exames costumam ser solicitados?

    A investigação varia conforme a região afetada e o histórico do paciente.

    Os exames mais utilizados são:

    • Hemograma;
    • Exames de sangue para avaliação imunológica;
    • Cultura de secreções ou urina;
    • Ultrassonografia;
    • Tomografia;
    • Dosagem de imunoglobulinas;
    • Testes para imunodeficiências congênitas ou adquiridas.

    O objetivo é identificar fatores predisponentes que possam ser corrigidos ou tratados.

    O tratamento não é apenas usar antibióticos

    Embora os antibióticos sejam importantes para tratar a infecção ativa, eles nem sempre resolvem a causa do problema.

    Muitas vezes é necessário:

    • Corrigir alterações anatômicas;
    • Tratar alergias;
    • Controlar doenças crônicas;
    • Melhorar hábitos de saúde;
    • Adotar medidas preventivas específicas.

    Por isso, a investigação adequada é fundamental para evitar novos episódios.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure atendimento médico se houver:

    • Infecções frequentes ao longo do ano;
    • Necessidade repetida de antibióticos;
    • Internações por infecção;
    • Sintomas persistentes entre os episódios;
    • Infecções cada vez mais graves.

    A avaliação ajuda a identificar se existe alguma condição de base favorecendo a recorrência.

    Veja mais: Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre infecções recorrentes

    1. Ter infecções de repetição significa imunidade baixa?

    Não necessariamente. Muitas vezes existem alterações anatômicas ou fatores locais envolvidos.

    2. Otites recorrentes precisam de investigação?

    Sim. Principalmente quando os episódios são frequentes ou afetam a audição.

    3. Infecção urinária de repetição é comum?

    Sim. É especialmente frequente em mulheres.

    4. Diabetes pode favorecer infecções?

    Sim. O diabetes mal controlado aumenta o risco de diversos tipos de infecção.

    5. Toda pessoa com infecções recorrentes precisa fazer exames imunológicos?

    Não. A necessidade depende da frequência, gravidade e características das infecções.

    6. Antibióticos resolvem definitivamente o problema?

    Nem sempre. É importante identificar e tratar a causa da recorrência.

    7. Quando devo procurar um especialista?

    Quando as infecções são frequentes, graves, exigem internações ou continuam voltando apesar dos tratamentos adequados.

    Veja também: Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido?

  • Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger 

    Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger 

    Com a chegada do inverno, hospitais e pronto-atendimentos costumam registrar um aumento expressivo na procura por atendimento médico. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que mais sofrem com os efeitos dessa época do ano.

    Embora o frio não seja responsável diretamente pelas infecções, ele favorece situações que aumentam a transmissão de vírus e bactérias. Ambientes fechados, menor circulação de ar e maior proximidade entre as pessoas criam condições ideais para a disseminação de doenças respiratórias. Algumas condições cardiovasculares e metabólicas também se tornam mais frequentes durante os meses mais frios.

    Por que as doenças aumentam no inverno?

    O aumento dos casos ocorre por uma combinação de fatores. Os principais são:

    • Permanência prolongada em ambientes fechados;
    • Menor ventilação dos ambientes;
    • Maior contato próximo entre as pessoas;
    • Ar mais seco;
    • Irritação das vias respiratórias;
    • Maior circulação de vírus sazonais.

    Essas condições facilitam a transmissão de infecções e podem agravar doenças já existentes.

    Gripe (influenza)

    A gripe é uma das principais causas de consultas médicas durante o inverno.

    Os sintomas costumam surgir de forma repentina e envolvem:

    • Febre alta;
    • Dor no corpo;
    • Dor de cabeça;
    • Tosse;
    • Calafrios;
    • Cansaço intenso.

    Idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas apresentam maior risco de complicações.

    Como prevenir

    • Vacinação anual;
    • Higienização frequente das mãos;
    • Ambientes ventilados;
    • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    Como é tratada

    A maioria dos casos melhora com:

    • Repouso;
    • Hidratação;
    • Controle dos sintomas.

    Em grupos de risco ou casos específicos, o médico pode indicar antivirais.

    Resfriado comum

    O resfriado costuma ser mais leve que a gripe, mas continua sendo um dos principais motivos de procura por atendimento.

    Os sintomas são:

    • Coriza;
    • Espirros;
    • Congestão nasal;
    • Dor de garganta;
    • Tosse leve.

    Como prevenir

    • Lavar as mãos regularmente;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Manter ambientes ventilados.

    Como é tratado

    O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas e geralmente pode ser feito em casa.

    Bronquiolite

    A bronquiolite é uma das principais causas de atendimento pediátrico durante o inverno. Ela atinge principalmente bebês e crianças menores de 2 anos, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) o principal responsável.

    Os sintomas são:

    • Tosse;
    • Chiado no peito;
    • Respiração acelerada;
    • Dificuldade para respirar;
    • Dificuldade para mamar ou se alimentar.

    Como prevenir a bronquiolite

    • Higienizar as mãos com frequência;
    • Evitar contato de bebês com pessoas gripadas;
    • Manter ambientes ventilados;
    • Utilizar estratégias preventivas específicas para bebês elegíveis, conforme orientação médica.

    Como a bronquiolite é tratada

    O tratamento é baseado em suporte clínico e pode incluir:

    • Hidratação;
    • Lavagem nasal;
    • Oxigênio em casos mais graves;
    • Internação quando necessário.

    Pneumonia

    A pneumonia é uma das doenças mais importantes do inverno e pode levar à hospitalização, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Febre;
    • Tosse;
    • Catarro;
    • Falta de ar;
    • Dor ao respirar;
    • Fraqueza intensa.

    Como prevenir a pneumonia

    • Vacina da gripe;
    • Vacina contra pneumococo quando indicada;
    • Controle adequado de doenças crônicas;
    • Não fumar.

    Como a pneumonia é tratada

    Dependendo da causa e da gravidade, podem ser necessários:

    • Antibióticos;
    • Suporte respiratório;
    • Internação hospitalar.

    Crises de asma

    O ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e desencadear crises em pessoas predispostas.

    Os sintomas são:

    • Chiado no peito;
    • Tosse;
    • Falta de ar;
    • Sensação de aperto no peito.

    Como prevenir uma crise de asma

    • Manter o tratamento regular;
    • Evitar fumaça e poluentes;
    • Seguir corretamente as orientações médicas.

    Como a asma é tratada

    O tratamento pode envolver:

    • Broncodilatadores;
    • Corticoides;
    • Oxigênio em situações mais graves.

    Sinusite

    Infecções respiratórias e alergias podem favorecer o aparecimento de sinusite durante o inverno.

    Os sintomas incluem:

    • Congestão nasal;
    • Dor facial;
    • Dor de cabeça;
    • Secreção nasal;
    • Sensação de pressão no rosto.

    Como prevenir a sinusite

    • Manter boa hidratação;
    • Fazer lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Controlar alergias respiratórias.

    Otites

    As infecções de ouvido são frequentes em crianças durante períodos de aumento das infecções respiratórias.

    Os principais sintomas incluem:

    • Dor de ouvido;
    • Febre;
    • Irritabilidade;
    • Sensação de ouvido tampado;
    • Alteração da audição.

    Doenças cardiovasculares também aumentam no inverno

    Muitas pessoas associam o inverno apenas às infecções respiratórias, mas doenças cardiovasculares também se tornam mais frequentes.

    Estudos mostram aumento de eventos como:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Crises de pressão alta;
    • Descompensação de insuficiência cardíaca.

    As baixas temperaturas podem provocar contração dos vasos sanguíneos, aumento da pressão arterial e maior sobrecarga para o coração.

    Como reduzir o risco de adoecer no inverno

    Algumas medidas simples ajudam a diminuir significativamente o risco de doenças.

    1. Mantenha a vacinação em dia

    A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra formas graves de gripe e outras infecções.

    2. Higienize as mãos frequentemente

    Essa medida reduz a transmissão de vírus respiratórios.

    3. Ventile os ambientes

    Mesmo nos dias frios, é importante renovar o ar dos ambientes.

    4. Hidrate-se adequadamente

    No inverno muitas pessoas sentem menos sede, mas o organismo continua precisando de água.

    5. Controle doenças crônicas

    Asma, DPOC, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas devem permanecer bem acompanhadas durante toda a estação.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica se houver:

    • Falta de ar;
    • Febre persistente;
    • Dor no peito;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Sonolência excessiva;
    • Piora importante do estado geral;
    • Dificuldade para se alimentar ou beber líquidos.

    Confira: H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/h1n1-o-que-voce-precisa-saber

    Perguntas frequentes sobre doenças do inverno

    1. O frio causa gripe?

    Não. A gripe é causada por vírus, mas o inverno favorece a transmissão porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados.

    2. Qual doença mais leva ao pronto-atendimento no inverno?

    As infecções respiratórias, especialmente gripe, resfriados, bronquiolite e pneumonia.

    3. A vacina da gripe realmente funciona?

    Sim. Ela reduz significativamente o risco de formas graves, internações e complicações.

    4. Crianças adoecem mais no inverno?

    Sim. Crianças pequenas têm maior exposição a vírus respiratórios e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

    5. A pneumonia é mais comum nessa época?

    Sim. O inverno está associado ao aumento dos casos de pneumonia, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

    6. O inverno aumenta o risco de infarto?

    Pode aumentar. As baixas temperaturas favorecem a contração dos vasos sanguíneos e podem elevar a pressão arterial.

    7. Como prevenir doenças respiratórias no inverno?

    Vacinação, higiene das mãos, ambientes ventilados, hidratação adequada e controle das doenças crônicas são as principais medidas.

    Veja também: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/vacina-da-gripe-trivalente-quadrivalente
  • Qual o perigo do PMMA? O que você precisa saber antes de qualquer procedimento 

    Qual o perigo do PMMA? O que você precisa saber antes de qualquer procedimento 

    Nos últimos anos, o PMMA (polimetilmetacrilato) voltou a ganhar destaque após diversos casos de complicações graves relacionados a procedimentos estéticos. Embora o produto tenha aplicações médicas específicas e regulamentadas, o uso inadequado ou em grandes volumes tem sido associado a inflamações, deformidades, infecções e até situações potencialmente fatais.

    O tema costuma gerar dúvidas porque muitas pessoas confundem o PMMA com preenchedores mais modernos, como o ácido hialurônico. Existe, no entanto, uma diferença fundamental entre eles: enquanto alguns preenchedores são absorvidos pelo organismo ao longo do tempo, o PMMA é considerado um material permanente. Isso faz com que eventuais complicações possam ser mais difíceis de tratar e, em alguns casos, apareçam muitos anos após a aplicação.

    O que é o PMMA

    O PMMA (polimetilmetacrilato) é um material sintético composto por microesferas que permanecem no organismo após a aplicação.

    Quando injetado, ele estimula uma reação do corpo que leva à formação de tecido ao redor das microesferas, produzindo um efeito de preenchimento duradouro.

    Ao contrário de substâncias absorvíveis, o PMMA não é degradado naturalmente pelo organismo. Por isso, os efeitos tendem a ser permanentes, o material permanece no local aplicado e complicações podem surgir mesmo anos após o procedimento.

    Para que o PMMA foi desenvolvido

    O PMMA possui indicações médicas específicas e regulamentadas.

    Historicamente, foi utilizado em situações como:

    • Correção de defeitos teciduais selecionados;
    • Reconstruções em casos específicos;
    • Algumas indicações reparadoras.

    O uso de PMMA deve seguir critérios rigorosos e ser realizado por profissionais habilitados e treinados para esse tipo de procedimento.

    Por que o PMMA é diferente de outros preenchedores?

    A principal diferença está na permanência do produto no organismo.

    PMMA

    • Material permanente;
    • Não é absorvido pelo corpo;
    • Complicações podem ser difíceis de corrigir.

    Ácido hialurônico

    • Material absorvível;
    • É degradado gradualmente pelo organismo;
    • Possui opções de reversão em muitos casos.

    Essa diferença faz com que a abordagem diante de uma complicação seja bastante distinta.

    Quais são os principais riscos do PMMA?

    As complicações podem acontecer logo após a aplicação ou surgir muitos anos depois.

    Os problemas mais conhecidos são:

    • Inflamações crônicas;
    • Formação de nódulos;
    • Endurecimento dos tecidos;
    • Assimetrias;
    • Dor persistente;
    • Alterações estéticas permanentes.

    A gravidade varia conforme a quantidade aplicada, a região tratada e a resposta individual de cada organismo.

    O organismo pode rejeitar o PMMA?

    Não ocorre uma rejeição clássica como a observada em transplantes. O organismo, porém, pode desencadear reações inflamatórias importantes contra o material.

    Em alguns pacientes surgem estruturas chamadas granulomas, que são áreas de inflamação formadas ao redor do PMMA.

    Essas reações podem aparecer meses após a aplicação, anos depois do procedimento ou até mesmo décadas mais tarde. É por isso que uma pessoa pode permanecer sem sintomas por muito tempo e desenvolver complicações posteriormente.

    Complicações graves podem acontecer?

    Sim. Embora sejam menos frequentes, algumas complicações podem ter consequências importantes para a saúde.

    1. Necrose dos tecidos

    A necrose ocorre quando o fluxo sanguíneo de uma região é comprometido.

    Isso pode causar:

    • Morte dos tecidos;
    • Feridas graves;
    • Cicatrizes permanentes;
    • Deformidades.

    2. Infecções

    As infecções associadas ao PMMA podem ser particularmente difíceis de tratar porque o material permanece no organismo.

    Em alguns casos, são necessários:

    • Antibióticos prolongados;
    • Procedimentos cirúrgicos;
    • Múltiplas intervenções.

    3. Embolia

    Uma das complicações mais temidas acontece quando o produto atinge um vaso sanguíneo.

    Nessa situação pode ocorrer:

    • Obstrução da circulação;
    • Lesão dos tecidos;
    • Complicações sistêmicas graves.

    Dependendo da região afetada, a situação pode representar risco à vida.

    Por que algumas complicações aparecem anos depois?

    Diferentemente de substâncias absorvíveis, o PMMA permanece indefinidamente no organismo.

    Isso significa que processos inflamatórios podem surgir muito tempo após a aplicação.

    Alguns fatores que podem desencadear complicações tardias incluem:

    • Alterações imunológicas;
    • Infecções;
    • Traumas locais;
    • Respostas inflamatórias do organismo.

    Por esse motivo, pessoas que fizeram o procedimento devem informar esse histórico durante consultas médicas futuras.

    É possível remover o PMMA?

    A remoção completa costuma ser um dos maiores desafios. Dependendo da quantidade e da localização do produto:

    • Nem todo o material pode ser retirado;
    • Podem ser necessárias cirurgias complexas;
    • Múltiplos procedimentos podem ser necessários.

    Em alguns casos, a retirada total simplesmente não é possível sem causar danos significativos aos tecidos. Essa é uma das principais diferenças em relação aos preenchedores absorvíveis.

    PMMA e grandes volumes: por que o risco aumenta?

    O risco de complicações tende a crescer conforme aumenta a quantidade aplicada.

    Quando grandes volumes são utilizados, especialmente para aumento corporal, podem ocorrer:

    • Inflamações mais extensas;
    • Maior risco de infecção;
    • Deformidades;
    • Dificuldade ainda maior de remoção.

    Além disso, o tratamento de eventuais complicações costuma ser mais complexo.

    Quais sintomas após a aplicação merecem atenção?

    Procure avaliação médica se surgirem:

    • Dor intensa;
    • Vermelhidão progressiva;
    • Endurecimento da região;
    • Saída de secreção;
    • Febre;
    • Alterações na cor da pele;
    • Surgimento de nódulos;
    • Mudanças estéticas inesperadas.

    Esses sintomas podem surgir logo após a aplicação ou muitos anos depois.

    O que os médicos avaliam em pessoas que receberam PMMA?

    A investigação depende da região tratada e dos sintomas apresentados.

    Ela pode incluir:

    • Exame físico detalhado;
    • Ultrassonografia;
    • Ressonância magnética;
    • Tomografia em casos específicos;
    • Avaliação por cirurgia plástica;
    • Avaliação por especialistas em reconstrução.

    O objetivo é determinar a extensão do material e identificar possíveis complicações.

    PMMA é proibido?

    Não. O PMMA possui regulamentação para indicações específicas. O problema está principalmente no uso inadequado, em aplicações fora das recomendações ou em grandes volumes para fins estéticos.

    Por isso, é fundamental que qualquer procedimento seja realizado apenas por profissionais habilitados e dentro das indicações aprovadas.

    Leia também: Falta de sono pode te deixar mais doente

    Perguntas frequentes sobre PMMA

    1. O PMMA é absorvido pelo organismo?

    Não. Ele é considerado um material permanente.

    2. Toda pessoa que usa PMMA terá complicações?

    Não. Muitas pessoas nunca desenvolvem problemas, mas o risco existe e pode surgir anos depois.

    3. O PMMA é igual ao ácido hialurônico?

    Não. O ácido hialurônico é absorvido pelo organismo, enquanto o PMMA fica no corpo de forma permanente.

    4. É possível remover totalmente o PMMA?

    Nem sempre. A remoção completa pode ser muito difícil ou até impossível em alguns casos.

    5. As complicações podem aparecer anos depois?

    Sim. Existem relatos de complicações surgindo muitos anos após a aplicação.

    6. O PMMA pode causar infecção?

    Sim. Infecções podem ocorrer e, em alguns casos, são difíceis de tratar devido à presença permanente do material.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver dor, inflamação, deformidades, endurecimento ou qualquer alteração na região onde o produto foi aplicado.

    Leia mais: Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

  • Acorda suando durante a noite? Veja quando isso merece investigação 

    Acorda suando durante a noite? Veja quando isso merece investigação 

    Acordar durante a madrugada com a roupa molhada ou perceber que o lençol ficou encharcado de suor pode ser uma experiência desconfortável e, muitas vezes, intrigante. Mesmo que episódios isolados nem sempre indiquem um problema de saúde, a sudorese noturna frequente pode levantar dúvidas sobre o que está acontecendo no organismo. 

    Em muitos casos, a explicação é simples, como um quarto muito quente ou o uso de muitos cobertores em uma temperatura ainda amena. Porém, quando o sintoma se torna recorrente, intenso ou aparece acompanhado de outros sinais, como perda de peso, febre ou cansaço excessivo, é importante procurar avaliação médica para investigar possíveis causas.  

    A boa notícia é que, na maioria das vezes, existe uma explicação identificável e tratável para o problema. 

    H2 – O que é considerado sudorese noturna? 

    Nem todo suor durante o sono é considerado anormal. A preocupação costuma surgir quando: 

    • O suor é excessivo;  
    • Ocorre de forma frequente;  
    • Molha roupas ou lençóis;  
    • Acontece mesmo em ambientes frescos;  
    • Não existe uma explicação evidente, como excesso de cobertores.  

    Em geral, a sudorese noturna é considerada relevante quando interfere na qualidade do sono ou passa a ocorrer repetidamente. 

    H2 – Por que suamos durante a noite? 

    A transpiração é um mecanismo natural do organismo para controlar a temperatura corporal. Durante o sono, o corpo continua regulando a temperatura e pode produzir suor em situações como: 

    • Ambiente muito quente;  
    • Uso excessivo de roupas ou cobertores;  
    • Sonhos intensos ou pesadelos;  
    • Consumo de álcool próximo ao horário de dormir;  
    • Exercício físico intenso no período noturno.  

    Nesses casos, o sintoma costuma ser ocasional e não está relacionado a doenças. 

    H2 – Causas mais simples e comuns 

    Diversas situações benignas podem provocar suor noturno. Entre elas estão: 

    • Quarto excessivamente quente;  
    • Roupas inadequadas para dormir;  
    • Estresse emocional;  
    • Ansiedade;  
    • Pesadelos;  
    • Exercício físico próximo ao horário de dormir.  

    Quando a causa é ambiental ou comportamental, o sintoma geralmente melhora após ajustes na rotina. 

    H2 – Infecções podem causar sudorese noturna? 

    Sim. Algumas infecções provocam alterações inflamatórias no organismo que aumentam a transpiração, especialmente durante a noite. 

    Entre as principais causas infecciosas estão: 

    • Tuberculose;  
    • Endocardite (infecção das válvulas do coração);  
    • HIV;  
    • Algumas infecções crônicas.  

    Nesses casos, o suor noturno costuma vir acompanhado de outros sintomas, como: 

    • Febre;  
    • Cansaço;  
    • Perda de peso;  
    • Mal-estar persistente.  

    H2 – Alterações hormonais também podem provocar suor noturno 

    Mudanças hormonais estão entre as causas mais frequentes da sudorese noturna. 

    H3 – Menopausa 

    Uma das causas mais comuns em mulheres. Os sintomas podem ser: 

    • Ondas de calor;  
    • Suor intenso;  
    • Alterações do sono;  
    • Irritabilidade.  

    Os episódios costumam ocorrer principalmente durante a noite e podem prejudicar significativamente a qualidade do descanso. 

    H3 – Hipertireoidismo 

    O excesso de hormônios da tireoide acelera o metabolismo e pode provocar: 

    • Sensação de calor excessivo;  
    • Transpiração aumentada;  
    • Palpitações;  
    • Perda de peso;  
    • Tremores.  

    H2 – Ansiedade e estresse podem causar sudorese noturna? 

    Sim. O estresse e a ansiedade aumentam a ativação do sistema nervoso, que pode estimular a produção de suor mesmo durante o sono. 

    Além da transpiração, podem surgir sintomas como: 

    • Palpitações;  
    • Sono agitado;  
    • Despertares frequentes;  
    • Sensação de alerta constante.  

    Em algumas pessoas, a sudorese noturna é uma das manifestações físicas mais evidentes da ansiedade. 

    H2 – Quando a sudorese noturna merece mais atenção? 

    Embora muitas causas sejam benignas, alguns sinais associados justificam investigação médica. Procure avaliação se houver: 

    • Perda de peso sem explicação;  
    • Febre persistente;  
    • Cansaço excessivo;  
    • Tosse prolongada;  
    • Aumento de gânglios (“ínguas”);  
    • Falta de apetite;  
    • Sintomas persistentes por semanas.  

    Esses sinais podem indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada. 

    H2 – Câncer pode causar sudorese noturna? 

    Sim, mas essa é uma causa menos comum. Alguns tipos de câncer, especialmente doenças hematológicas, como linfomas e leucemias, podem provocar uma combinação de sintomas conhecida como “sintomas B”, que inclui sudorese noturna intensa, febre e perda de peso involuntária.  

    Por isso, quando esses sinais aparecem juntos, é importante procurar avaliação médica. 

    H2 – Medicamentos podem causar suor noturno? 

    Sim. Alguns medicamentos podem aumentar a transpiração como efeito colateral. 

    Entre eles estão: 

    • Antidepressivos;  
    • Antitérmicos;  
    • Terapias hormonais;  
    • Alguns medicamentos para diabetes.  

    Por isso, o médico sempre avalia os remédios em uso durante a investigação. 

    H2 – Como os médicos investigam a sudorese noturna? 

    A investigação depende dos sintomas associados e do histórico da pessoa. 

    Ela pode ser: 

    • Entrevista clínica detalhada;  
    • Exame físico;  
    • Exames de sangue;  
    • Avaliação hormonal;  
    • Exames para infecções;  
    • Exames de imagem, quando necessário.  

    Na maioria dos casos, a causa pode ser identificada a partir da combinação entre os sintomas e os exames complementares. 

    H2 – Existe tratamento? 

    Sim. O tratamento depende da causa identificada. 

    Pode incluir: 

    • Controle da ansiedade;  
    • Tratamento de infecções;  
    • Manejo da menopausa;  
    • Ajuste de medicamentos;  
    • Tratamento de alterações hormonais.  

    Quando a causa é corrigida, a sudorese costuma melhorar significativamente. 

    H2 – Quando procurar um médico? 

    É recomendável procurar avaliação médica quando: 

    • O suor noturno é frequente;  
    • Há necessidade de trocar roupas ou lençóis regularmente;  
    • O sintoma persiste por várias semanas;  
    • Existem outros sintomas associados, como febre, perda de peso ou cansaço intenso.  

    Quanto mais cedo a causa for identificada, mais rápido pode ser iniciado o tratamento adequado. 

    Veja também: Transplante de medula óssea: como é feito e quando é indicado 

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/transplante-de-medula-ossea-2

    H2 – Perguntas frequentes sobre sudorese noturna 

    H3 – 1. Suar durante a noite é sempre sinal de doença? 

    Não. Ambientes quentes, excesso de cobertores e estresse podem causar suor noturno sem indicar um problema de saúde. 

    H3 – 2. Ansiedade pode causar sudorese noturna? 

    Sim. A ansiedade pode aumentar a atividade do sistema nervoso e favorecer episódios de transpiração durante o sono. 

    H3 – 3. Menopausa causa suor noturno? 

    Sim. As ondas de calor associadas à menopausa são uma das causas mais comuns de sudorese noturna em mulheres. 

    H3 – 4. Quando o suor noturno merece investigação? 

    Quando é frequente, intenso, persistente ou acompanhado de sintomas como febre, perda de peso ou cansaço excessivo. 

    H3 – 5. Tuberculose pode causar sudorese noturna? 

    Sim. A tuberculose é uma das infecções clássicas associadas a suor noturno importante. 

    H3 – 6. Câncer pode provocar esse sintoma? 

    Pode, especialmente alguns tipos de câncer hematológico, como linfomas e leucemias. 

    H3 – 7. Qual médico devo procurar? 

    O clínico geral costuma ser o melhor ponto de partida para investigar a causa da sudorese noturna. 

    Leia mais: Saiba mais sobre a leucemia 

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/leucemia