Autor: Dr. Gabriel Bordim Collaço Simomura

  • Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica 

    Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica 

    Olhar no espelho e perceber manchas avermelhadas na língua, com bordas esbranquiçadas e formato irregular, pode causar preocupação. Muitas pessoas imaginam que se trata de uma infecção, falta de vitaminas ou até mesmo câncer.

    Na realidade, em grande parte dos casos, essas alterações correspondem à língua geográfica, também chamada de glossite migratória benigna.

    Apesar do aspecto incomum, trata-se de uma condição benigna, não contagiosa e que, na maioria das pessoas, não causa problemas importantes. O nome “geográfica” surgiu porque as manchas lembram o desenho de continentes em um mapa e mudam de formato e localização ao longo do tempo.

    O que é a língua geográfica?

    A língua geográfica é uma alteração inflamatória benigna da superfície da língua. Ela ocorre devido à perda temporária das papilas filiformes, pequenas estruturas responsáveis por dar à língua seu aspecto levemente áspero.

    Com a redução dessas papilas, surgem áreas:

    • Avermelhadas;
    • Lisas;
    • Bem delimitadas;
    • Cercadas por uma borda branca ou amarelada, discretamente elevada.

    Essas lesões podem desaparecer de uma região e surgir em outra dias ou semanas depois. Essa característica explica o uso do termo “migratória”.

    A língua geográfica é comum?

    Sim. Estima-se que a língua geográfica afete cerca de 1% a 3% da população, embora essa frequência possa variar entre os estudos. Ela pode surgir em qualquer idade, inclusive em crianças, mas costuma ser observada com maior frequência em adultos jovens.

    Homens e mulheres podem apresentar a condição, embora alguns estudos sugiram um discreto predomínio entre as mulheres.

    O que causa a língua geográfica?

    A causa exata da língua geográfica ainda não é totalmente conhecida. Atualmente, acredita-se que diferentes fatores possam contribuir para seu aparecimento, entre eles:

    • Predisposição genética;
    • Alterações do sistema imunológico;
    • Estresse emocional;
    • Fatores hormonais;
    • Irritações locais.

    A língua geográfica também apresenta associação com algumas doenças inflamatórias, especialmente a psoríase. Isso, porém, não significa que toda pessoa com língua geográfica tenha ou desenvolverá essa doença.

    Quais são os sintomas?

    Muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma. Nesses casos, a alteração pode ser descoberta por acaso durante um exame odontológico, ao escovar os dentes ou ao observar a língua no espelho.

    Quando existem sintomas, os mais comuns são:

    • Ardência na língua;
    • Sensação de queimação;
    • Maior sensibilidade a alimentos quentes;
    • Desconforto ao consumir alimentos ácidos;
    • Irritação após alimentos muito condimentados.

    A intensidade do desconforto pode variar conforme o período de atividade da condição.

    Por que as manchas mudam de lugar?

    Essa é uma das características mais marcantes da língua geográfica. As áreas onde ocorreu a perda das papilas podem se recuperar espontaneamente, enquanto novas regiões passam a apresentar a mesma alteração.

    Por isso, as lesões podem:

    • Mudar de tamanho;
    • Mudar de formato;
    • Mudar de localização.

    Esse comportamento migratório é considerado típico da condição e explica por que o desenho da língua pode parecer diferente de um dia para o outro.

    A língua geográfica é contagiosa?

    Não. A língua geográfica:

    • Não é causada por vírus;
    • Não é causada por bactérias;
    • Não é causada por fungos.

    Por isso, não pode ser transmitida por:

    • Beijos;
    • Compartilhamento de talheres;
    • Contato direto.

    Existe relação com deficiência de vitaminas?

    Na maioria das pessoas, não. Algumas deficiências nutricionais também podem causar alterações na aparência da língua. No entanto, a língua geográfica não costuma ser provocada pela falta de vitaminas.

    Por esse motivo, quando as lesões apresentam aspecto típico, exames laboratoriais nem sempre são necessários.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. O médico ou dentista avalia características como:

    • Aparência das lesões;
    • Distribuição das manchas;
    • Mudança de localização ao longo do tempo;
    • Presença ou ausência de sintomas.

    Na grande maioria dos casos, não são necessários exames complementares.

    Quando é preciso investigar mais?

    Embora a língua geográfica seja benigna, algumas situações merecem uma avaliação mais detalhada. É importante procurar um profissional se:

    • As lesões não mudarem de lugar ao longo do tempo;
    • Houver endurecimento em alguma região da língua;
    • Existirem úlceras persistentes;
    • Ocorrer sangramento espontâneo;
    • Houver perda de peso inexplicada;
    • A dor for intensa e contínua.

    Nessas situações, outras alterações da cavidade oral precisam ser descartadas.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas, não. Quando não há sintomas, nenhum tratamento é necessário. O principal objetivo é tranquilizar o paciente e explicar que a condição é benigna.

    A língua geográfica pode desaparecer e reaparecer ao longo do tempo sem causar danos à saúde.

    O que fazer quando existe ardência?

    Nos pacientes sintomáticos, algumas medidas podem ajudar a diminuir o desconforto.

    Evitar alimentos irritantes

    Durante os períodos de ardência, pode ser útil reduzir temporariamente o consumo de:

    • Pimenta;
    • Molhos muito condimentados;
    • Frutas cítricas;
    • Bebidas muito quentes.

    A sensibilidade varia de uma pessoa para outra. Por isso, o ideal é observar quais alimentos agravam os sintomas.

    Manter uma boa higiene bucal

    Escovar os dentes regularmente e manter uma boa saúde bucal pode ajudar a reduzir irritações e desconfortos. A higiene deve ser realizada com cuidado, evitando traumatizar as áreas mais sensíveis da língua.

    Medicamentos

    Quando a ardência é intensa, o médico ou dentista pode indicar:

    • Anestésicos tópicos;
    • Anti-inflamatórios tópicos;
    • Corticoides tópicos em situações selecionadas.

    Esses tratamentos são reservados para pessoas que apresentam sintomas e devem ser utilizados com orientação profissional.

    A língua geográfica aumenta o risco de câncer?

    Não. A língua geográfica não é considerada uma lesão pré-cancerosa e não aumenta o risco de desenvolver câncer de boca.

    Entretanto, alterações persistentes na cavidade oral que não apresentam as características típicas da língua geográfica devem sempre ser avaliadas por um profissional.

    A língua geográfica tem cura?

    A condição costuma apresentar períodos de melhora e de reaparecimento das lesões.

    Em algumas pessoas, as manchas desaparecem por meses e depois retornam espontaneamente. Em outras, podem permanecer presentes durante anos, alternando períodos de maior e menor intensidade.

    Não existe um tratamento capaz de impedir definitivamente que as manchas voltem. Apesar disso, o prognóstico é excelente e a condição não costuma provocar complicações.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Procure avaliação se:

    • Surgirem manchas persistentes na língua;
    • Existirem lesões dolorosas que não melhoram;
    • Houver dificuldade para comer;
    • Aparecerem úlceras ou sangramentos;
    • O diagnóstico ainda não tiver sido confirmado.

    O profissional poderá diferenciar a língua geográfica de outras alterações que também podem causar manchas, vermelhidão ou desconforto na cavidade oral.

    Confira: Escova de dentes: quando realmente é hora de trocar?

    Perguntas frequentes sobre língua geográfica

    1. O que é língua geográfica?

    É uma condição inflamatória benigna caracterizada por áreas avermelhadas e lisas na língua, que podem mudar de formato e localização ao longo do tempo.

    2. A língua geográfica é contagiosa?

    Não. Ela não é causada por uma infecção e não pode ser transmitida para outras pessoas por beijos, talheres ou contato direto.

    3. A língua geográfica causa dor?

    Na maioria das pessoas, não. Algumas, porém, podem apresentar ardência, sensação de queimação ou maior sensibilidade ao consumir alimentos quentes, ácidos ou condimentados.

    4. A língua geográfica pode virar câncer?

    Não. Ela não é considerada uma lesão pré-maligna e não aumenta o risco de câncer de boca.

    5. Existe relação com o estresse?

    O estresse é considerado um possível fator desencadeante ou agravante em algumas pessoas, embora não seja apontado como a única causa da condição.

    6. É preciso fazer exames?

    Na maioria dos casos, não. O diagnóstico costuma ser feito apenas pelo exame clínico. Exames adicionais podem ser solicitados quando as lesões apresentam características atípicas.

    7. Existe tratamento para língua geográfica?

    Quando não há sintomas, geralmente nenhum tratamento é necessário. Nos casos com ardência ou desconforto, evitar alimentos irritantes e utilizar medicamentos tópicos prescritos pelo profissional pode ajudar a aliviar os sintomas.

    Veja também: O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

  • Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Muitas pessoas já perceberam pequenos pontos pretos, filamentos ou manchas transparentes que parecem flutuar diante dos olhos, especialmente ao olhar para o céu azul, uma parede branca ou a tela do computador.

    Essas imagens costumam se mover conforme os olhos se movimentam e parecem “escapar” quando tentamos fixar o olhar diretamente sobre elas. Esses fenômenos são conhecidos como moscas volantes, ou floaters.

    Na maioria das vezes, elas estão relacionadas a alterações naturais do humor vítreo, uma substância gelatinosa que preenche o interior do olho, e não representam um problema grave. No entanto, quando surgem de forma repentina ou são acompanhadas por flashes de luz, uma sombra no campo visual ou perda da visão, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    O que são as moscas volantes?

    As moscas volantes são pequenas sombras projetadas sobre a retina, a camada localizada no fundo do olho que capta a luz e participa da formação das imagens.

    Elas surgem devido à presença de fibras, partículas ou condensações no humor vítreo, uma substância transparente e semelhante a um gel que preenche a maior parte do interior do globo ocular.

    Quando a luz entra no olho, essas pequenas estruturas presentes no vítreo projetam sombras sobre a retina.

    Por isso, as moscas volantes podem ser percebidas como:

    • Pontinhos pretos;
    • Filamentos;
    • Fios;
    • Pequenas teias de aranha;
    • Círculos;
    • Manchas translúcidas;
    • Formas semelhantes a cabelos ou insetos.

    Elas costumam ficar mais evidentes quando a pessoa olha para superfícies claras e uniformes.

    O que é o humor vítreo?

    O humor vítreo ocupa cerca de 80% do volume interno do olho.

    Ele é composto principalmente por:

    • Água;
    • Colágeno;
    • Ácido hialurônico.

    Sua função é ajudar a manter o formato do olho e permitir que a luz atravesse o globo ocular até alcançar a retina. Quando somos jovens, o vítreo possui uma consistência mais homogênea, semelhante à de um gel transparente.

    Com o envelhecimento, porém, sua estrutura começa a se modificar.

    Por que as moscas volantes aparecem?

    Com o passar dos anos, o humor vítreo sofre alterações naturais. Parte do gel torna-se mais líquida, enquanto as fibras de colágeno podem se agrupar e formar pequenas condensações.

    Essas estruturas bloqueiam parcialmente a passagem da luz e projetam sombras sobre a retina. É justamente isso que a pessoa enxerga como moscas volantes.

    Embora possam surgir em qualquer idade, elas se tornam mais frequentes a partir dos 50 anos.

    Pessoas mais jovens também podem apresentar o problema, especialmente quando possuem miopia elevada, sofreram um trauma ocular ou apresentam alguma inflamação dentro do olho.

    O descolamento do vítreo faz parte do envelhecimento?

    Sim. O descolamento posterior do vítreo é uma alteração muito comum ao longo do envelhecimento. À medida que o vítreo se torna mais líquido e encolhe, ele pode se separar da superfície da retina.

    Na maioria dos casos, esse processo acontece sem causar lesões importantes e não precisa de tratamento.

    Entretanto, o descolamento do vítreo costuma provocar o aparecimento repentino de novas moscas volantes. Algumas pessoas também percebem flashes de luz na visão periférica.

    Como a separação do vítreo pode exercer tração sobre a retina, o paciente deve ser examinado para descartar uma ruptura retiniana.

    Quem tem maior risco de apresentar moscas volantes?

    As moscas volantes podem surgir em qualquer pessoa, mas são mais frequentes em:

    • Pessoas com mais de 50 anos;
    • Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada;
    • Pacientes submetidos a cirurgia de catarata;
    • Pessoas que sofreram traumas nos olhos;
    • Indivíduos com inflamações intraoculares, como uveíte;
    • Pessoas que já tiveram ruptura ou descolamento da retina;
    • Pacientes que passaram por determinados procedimentos oculares.

    Nesses grupos, as alterações no humor vítreo podem surgir mais precocemente ou estar associadas a um risco maior de complicações na retina.

    Quando as moscas volantes são consideradas benignas?

    Na maioria dos casos, as moscas volantes antigas e estáveis não indicam uma doença grave. Elas geralmente apresentam características como:

    • Surgimento gradual;
    • Pequena quantidade;
    • Aparência relativamente estável ao longo do tempo;
    • Maior visibilidade diante de fundos claros;
    • Movimento acompanhando o olhar;
    • Ausência de dor;
    • Ausência de perda visual.

    Com o passar do tempo, o cérebro pode se adaptar à presença dessas imagens e passar a percebê-las com menor intensidade.

    Algumas opacidades também mudam de posição dentro do vítreo e deixam o eixo central da visão, tornando-se menos incômodas.

    Ainda assim, quem percebe moscas volantes pela primeira vez deve conversar com um oftalmologista, principalmente quando não sabe há quanto tempo elas estão presentes ou se pertence a um grupo de maior risco.

    Quando as moscas volantes podem indicar uma emergência?

    Embora sejam frequentemente benignas, algumas situações exigem avaliação oftalmológica imediata.

    Os sinais de alerta são:

    • Aparecimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino da quantidade de pontos ou fios;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de relâmpagos ou faíscas;
    • Sombra em uma parte do campo visual;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo a visão;
    • Visão embaçada de início súbito;
    • Perda parcial ou importante da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    É importante destacar que essas alterações geralmente não provocam dor. Portanto, a ausência de dor não significa que a situação seja inofensiva.

    O que são os flashes de luz?

    Os flashes de luz, também chamados de fotopsias, podem ocorrer quando o humor vítreo puxa ou exerce tração sobre a retina.

    A pessoa pode perceber:

    • Clarões rápidos;
    • Faíscas;
    • Relâmpagos;
    • Luzes piscando na região lateral da visão.

    Esses flashes podem ficar mais evidentes no escuro ou durante os movimentos dos olhos.

    Quando aparecem junto com novas moscas volantes, aumentam a suspeita de que a tração do vítreo tenha provocado uma ruptura na retina.

    Por que existe risco de descolamento da retina?

    Durante o descolamento posterior do vítreo, o gel pode exercer uma tração excessiva sobre determinados pontos da retina.

    Em alguns pacientes, essa força provoca uma pequena ruptura ou rasgo.

    Por essa abertura, o líquido presente no interior do olho pode passar para trás da retina, separando-a da camada que fornece suporte e nutrição.

    Esse processo é chamado de descolamento da retina e representa uma emergência oftalmológica. Sem tratamento rápido, as células da retina podem sofrer danos e ocorrer perda permanente da visão.

    Quanto mais cedo a ruptura ou o descolamento forem identificados, maiores são as possibilidades de preservar a visão.

    Toda mosca volante é causada pelo envelhecimento?

    Não. Embora as alterações naturais do vítreo sejam a causa mais comum, as moscas volantes também podem estar relacionadas a outras situações, como:

    • Sangramento dentro do olho;
    • Inflamação ocular;
    • Trauma;
    • Ruptura da retina;
    • Descolamento da retina;
    • Complicações após cirurgias ou outros procedimentos oculares.

    Pessoas com diabetes, por exemplo, podem apresentar sangramentos dentro do vítreo em decorrência de alterações nos vasos sanguíneos da retina. Por isso, o surgimento repentino de moscas volantes deve ser avaliado por um oftalmologista, mesmo quando não há dor.

    Como o diagnóstico é feito?

    O diagnóstico é realizado por um médico oftalmologista. A avaliação geralmente inclui a dilatação das pupilas com colírios para que o médico consiga examinar cuidadosamente:

    • O humor vítreo;
    • A retina;
    • A região periférica da retina;
    • O nervo óptico;
    • Outras estruturas do fundo do olho.

    O objetivo principal é verificar se existe alguma ruptura, sangramento ou descolamento da retina. Em alguns casos, pode ser realizada uma ultrassonografia ocular, principalmente quando há sangue, catarata avançada ou outra alteração que dificulte a visualização do fundo do olho.

    Mesmo quando o primeiro exame não identifica uma ruptura, o oftalmologista pode recomendar uma nova avaliação após determinado período, especialmente se os sintomas forem recentes ou persistirem.

    As moscas volantes precisam de tratamento?

    Na maioria das vezes, não. Quando estão relacionadas apenas às alterações naturais do vítreo e não comprometem de maneira importante a visão, a conduta mais comum é observar sua evolução.

    Com o tempo:

    • O cérebro pode se adaptar e passar a ignorá-las;
    • Elas podem se tornar menos perceptíveis;
    • Algumas opacidades podem sair do eixo central da visão;
    • O incômodo pode diminuir gradualmente.

    Não existem colírios, exercícios oculares, vitaminas ou medicamentos orais comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns.

    Existe tratamento quando elas incomodam muito?

    Sim, mas os procedimentos são reservados para situações selecionadas.

    A decisão depende da intensidade dos sintomas, do impacto na visão e na qualidade de vida, da localização das opacidades e dos riscos envolvidos.

    Vitrectomia

    A vitrectomia é uma cirurgia que remove o humor vítreo e, consequentemente, as opacidades responsáveis pelas moscas volantes. É a opção mais definitiva e costuma apresentar bons resultados na redução dos sintomas.

    Entretanto, por se tratar de uma cirurgia intraocular, envolve riscos como:

    • Infecção;
    • Catarata;
    • Sangramento;
    • Aumento da pressão ocular;
    • Ruptura ou descolamento da retina.

    Por isso, geralmente é considerada apenas quando as moscas volantes comprometem significativamente a visão ou a qualidade de vida.

    Vitreólise a laser

    Em alguns casos, pode ser utilizada a vitreólise com laser Nd:YAG para fragmentar ou vaporizar determinadas opacidades do vítreo.

    Nem todos os tipos de moscas volantes podem ser tratados dessa maneira. A indicação depende de fatores como o formato, o tamanho e a distância da opacidade em relação à retina e ao cristalino.

    Embora alguns pacientes apresentem melhora, ainda existem limitações nas evidências sobre a eficácia e a segurança do procedimento em diferentes situações.

    Por isso, a indicação deve ser individualizada e realizada por um oftalmologista com experiência nesse tipo de tratamento.

    É possível prevenir as moscas volantes?

    Como as moscas volantes relacionadas ao envelhecimento fazem parte de um processo natural, não existe uma forma comprovada de preveni-las completamente.

    No entanto, algumas medidas ajudam a proteger a saúde ocular e a reduzir o risco de outras doenças que podem provocar alterações na visão:

    • Controlar adequadamente o diabetes;
    • Manter a pressão arterial controlada;
    • Utilizar proteção ocular em atividades com risco de trauma;
    • Realizar consultas oftalmológicas periódicas;
    • Seguir corretamente o acompanhamento após cirurgias oculares;
    • Procurar atendimento rapidamente diante de sintomas de alerta.

    Evitar coçar os olhos ou reduzir o tempo de uso de telas não impede o aparecimento das moscas volantes, embora pausas durante o uso de telas possam aliviar o ressecamento e o cansaço visual.

    Quando procurar um oftalmologista imediatamente?

    Procure atendimento oftalmológico de urgência se ocorrer:

    • Surgimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino das manchas já existentes;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo parte da visão;
    • Aparecimento de uma sombra no campo visual;
    • Perda ou redução súbita da visão;
    • Trauma ocular seguido de moscas volantes ou flashes.

    Não espere os sintomas desaparecerem e não aguarde uma consulta de rotina. Quanto mais cedo uma ruptura ou um descolamento da retina for tratado, maiores são as chances de evitar danos permanentes à visão.

    Confira: Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma

    Perguntas frequentes sobre moscas volantes

    1. O que são moscas volantes?

    São pequenas sombras projetadas sobre a retina por fibras ou condensações presentes no humor vítreo. Elas são percebidas como pontos, fios, círculos ou manchas que parecem flutuar no campo visual.

    2. As moscas volantes são perigosas?

    Na maioria das vezes, não. No entanto, quando surgem subitamente, aumentam de quantidade ou vêm acompanhadas de flashes, sombras ou perda visual, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    3. Por que elas aparecem mais depois dos 50 anos?

    Porque o humor vítreo sofre alterações naturais com o envelhecimento. Ele se torna mais líquido, e suas fibras de colágeno podem se agrupar e projetar sombras sobre a retina.

    4. A miopia aumenta o risco?

    Sim. Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada, tendem a apresentar alterações do vítreo mais precocemente e também possuem maior risco de problemas na retina.

    5. As moscas volantes desaparecem?

    Nem sempre desaparecem completamente, mas podem se tornar menos perceptíveis com o tempo. Isso acontece porque o cérebro se adapta à sua presença ou porque as opacidades mudam de posição dentro do vítreo.

    6. Existem colírios para eliminar as moscas volantes?

    Não existem colírios comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns. Na maioria dos casos, a conduta é observar. Cirurgia ou laser são reservados para situações específicas.

    7. Quando devo procurar atendimento urgente?

    Sempre que houver aparecimento súbito de muitas moscas volantes, flashes de luz, uma sombra ou cortina no campo visual ou qualquer redução da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina, uma emergência que exige avaliação oftalmológica imediata.

    Veja também: O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

  • Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Por que as axilas e os pés cheiram mais que o resto do corpo?

    Depois de um dia quente ou de um treino intenso, é comum perceber que as axilas e os pés apresentam um cheiro muito mais forte do que outras regiões do corpo. Embora muitas pessoas acreditem que o suor tenha naturalmente um odor ruim, isso não é exatamente verdade.

    O suor recém-produzido é praticamente inodoro. O cheiro aparece quando ele e outras secreções da pele entram em contato com bactérias que vivem naturalmente no corpo. Esses microrganismos transformam algumas substâncias em compostos voláteis responsáveis pelo odor.

    Além disso, nem todas as regiões produzem o mesmo tipo de secreção. A diferença entre as glândulas écrinas e as glândulas apócrinas ajuda a explicar por que as axilas e os pés costumam apresentar mau cheiro, embora por mecanismos diferentes.

    O suor tem cheiro?

    O suor recém-eliminado pelas glândulas sudoríparas praticamente não possui odor. O suor produzido pelas glândulas écrinas é composto principalmente por:

    • Água;
    • Sais minerais;
    • Pequenas quantidades de ureia;
    • Amônia;
    • Lactato.

    O cheiro desagradável aparece quando microrganismos presentes na pele metabolizam componentes do suor, de outras secreções e das células da própria pele.

    Por isso, o odor corporal depende não apenas da quantidade de suor, mas também da região, da microbiota da pele, da ventilação e do tempo que a umidade permanece acumulada.

    Existem dois principais tipos de glândulas sudoríparas

    O corpo humano possui milhões de glândulas responsáveis pela produção de suor.

    As duas principais são:

    • Glândulas écrinas;
    • Glândulas apócrinas.

    Apesar de ambas produzirem secreções, elas estão distribuídas de formas diferentes e cumprem funções distintas.

    O que são as glândulas écrinas?

    As glândulas écrinas estão espalhadas por praticamente toda a superfície corporal. Elas são especialmente abundantes em regiões como:

    • Palmas das mãos;
    • Plantas dos pés;
    • Testa;
    • Tronco.

    Sua principal função é ajudar a controlar a temperatura corporal.

    Quando a temperatura do organismo aumenta, essas glândulas liberam suor sobre a superfície da pele. Ao evaporar, esse líquido retira calor do corpo e contribui para o resfriamento.

    Como é formado quase totalmente por água e sais minerais, o suor écrino recém-produzido praticamente não tem cheiro.

    O que são as glândulas apócrinas?

    As glândulas apócrinas concentram-se principalmente em regiões como:

    • Axilas;
    • Aréolas das mamas;
    • Região genital;
    • Períneo.

    Elas começam a funcionar de maneira mais intensa a partir da puberdade. Ao contrário das glândulas écrinas, as apócrinas produzem uma secreção mais espessa, rica em substâncias como:

    • Lipídios;
    • Proteínas;
    • Outros compostos orgânicos.

    Essa secreção também não apresenta necessariamente um odor forte quando é liberada. O cheiro surge quando as bactérias da pele degradam seus componentes e produzem moléculas voláteis. É esse processo que explica grande parte do odor característico das axilas.

    Então por que os pés também cheiram mal?

    As plantas dos pés não possuem glândulas apócrinas. Nessa região, o suor é produzido pelas glândulas écrinas, presentes em grande quantidade.

    Mesmo assim, os pés podem desenvolver um odor muito intenso.

    Isso acontece porque eles costumam permanecer durante várias horas dentro de meias e sapatos fechados, o que favorece:

    • Acúmulo de suor;
    • Calor;
    • Umidade;
    • Pouca ventilação.

    Esse ambiente facilita a proliferação e a atividade das bactérias. Os microrganismos degradam componentes do suor, da oleosidade e das células mortas da pele, formando substâncias voláteis responsáveis pelo conhecido chulé.

    Portanto, o odor dos pés está mais relacionado à grande produção de suor e ao ambiente quente e úmido dentro dos calçados do que à presença de glândulas apócrinas.

    Por que o restante do corpo geralmente cheira menos?

    Grande parte do corpo é recoberta principalmente por glândulas écrinas. Embora essas regiões também produzam suor, muitas permanecem mais expostas ao ar. Isso permite que o líquido evapore mais rapidamente, reduzindo o acúmulo de umidade e a atividade das bactérias.

    Já as axilas apresentam glândulas apócrinas e formam uma dobra pouco ventilada. Os pés, por sua vez, ficam frequentemente presos dentro de meias e calçados. Essas características tornam as duas regiões mais favoráveis ao desenvolvimento de odor.

    Ainda assim, outras áreas do corpo também podem apresentar mau cheiro, especialmente quando ficam abafadas, úmidas ou sem higienização adequada.

    Quais bactérias causam o mau cheiro?

    Diversas bactérias fazem parte da microbiota normal da pele. Entre as mais envolvidas na formação do odor corporal estão espécies dos gêneros:

    • Corynebacterium;
    • Staphylococcus;
    • Cutibacterium.

    Esses microrganismos transformam proteínas, gorduras e outras substâncias presentes na pele em compostos sulfurados e ácidos graxos voláteis, que podem ter odor intenso.

    Ter essas bactérias na pele é normal. O mau cheiro surge quando existem condições favoráveis para que elas se multipliquem ou metabolizem uma quantidade maior dessas substâncias.

    Por que algumas pessoas têm odor mais forte?

    A intensidade do odor corporal pode variar bastante de uma pessoa para outra.

    Ela depende de fatores como:

    • Genética;
    • Quantidade e atividade das glândulas apócrinas;
    • Composição da microbiota da pele;
    • Produção de suor;
    • Higiene;
    • Uso de roupas e calçados pouco ventilados;
    • Alimentação;
    • Tabagismo;
    • Uso de alguns medicamentos;
    • Presença de determinadas doenças.

    Por isso, duas pessoas que transpiram em quantidade semelhante podem apresentar odores completamente diferentes.

    Além disso, produzir muito suor não significa necessariamente ter mais mau cheiro. Uma pessoa pode apresentar hiperidrose e pouco odor, enquanto outra transpira menos, mas desenvolve um cheiro mais intenso.

    O que é bromidrose?

    Quando o odor corporal se torna excessivamente intenso, persistente e capaz de interferir na vida social ou na qualidade de vida, a condição recebe o nome de bromidrose.

    Ela costuma afetar principalmente:

    • Axilas;
    • Pés.

    Na maioria dos casos, a bromidrose está relacionada à ação das bactérias sobre as secreções e os componentes presentes na pele.

    Entretanto, infecções, doenças dermatológicas e algumas condições metabólicas também podem alterar o odor corporal. Por isso, quadros persistentes merecem avaliação médica.

    A alimentação influencia o cheiro do suor?

    Sim. Alguns alimentos e bebidas podem modificar temporariamente o odor corporal.

    Alguns deles são:

    • Alho;
    • Cebola;
    • Curry;
    • Algumas especiarias;
    • Bebidas alcoólicas.

    Isso acontece porque alguns compostos produzidos durante a digestão podem ser eliminados pela respiração, pela urina e também pelas secreções da pele.

    Em geral, essa alteração é temporária e não significa que exista uma doença.

    Algumas condições metabólicas raras também podem provocar odores corporais incomuns, mas esses casos são pouco frequentes e costumam apresentar outros sinais associados.

    Estresse e ansiedade aumentam o mau cheiro?

    Podem aumentar. Situações de estresse, medo e ansiedade podem estimular a produção de secreção pelas glândulas apócrinas, especialmente nas axilas.

    Como essa secreção contém proteínas e lipídios que são metabolizados pelas bactérias, o odor pode se tornar mais evidente.

    Por isso, o chamado “suor de nervoso” pode parecer mais forte do que o suor produzido apenas pelo calor ou pelo exercício.

    Desodorante e antitranspirante são a mesma coisa?

    Não. Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, esses produtos possuem funções diferentes.

    Desodorante

    O desodorante atua principalmente no controle do odor. Dependendo da composição, ele pode:

    • Reduzir a proliferação de bactérias;
    • Neutralizar determinados odores;
    • Perfumar a região.

    Ele não necessariamente reduz a quantidade de suor produzida.

    Antitranspirante

    O antitranspirante diminui temporariamente a saída de suor pelos ductos das glândulas sudoríparas. Com menos umidade disponível, o ambiente se torna menos favorável à atividade das bactérias responsáveis pelo odor.

    Muitos produtos comercializados atualmente combinam as funções de desodorante e antitranspirante.

    Como prevenir o mau cheiro nas axilas?

    Algumas medidas podem ajudar a controlar o odor:

    • Higienizar as axilas diariamente;
    • Secar bem a região após o banho;
    • Trocar as roupas após atividades físicas;
    • Preferir tecidos mais leves e ventilados;
    • Evitar permanecer por muito tempo com roupas úmidas;
    • Utilizar desodorantes ou antitranspirantes adequados;
    • Tratar o suor excessivo quando ele estiver presente.

    A retirada dos pelos pode ajudar algumas pessoas porque facilita a higiene e reduz a retenção de suor e secreções, mas não é obrigatória para o controle do odor.

    Como prevenir o cheiro nos pés?

    Para reduzir o chulé, é importante diminuir a umidade e permitir que os calçados sequem adequadamente.

    Alguns cuidados incluem:

    • Lavar os pés diariamente;
    • Secar cuidadosamente entre os dedos;
    • Trocar as meias todos os dias;
    • Dar preferência a meias que absorvam a umidade;
    • Utilizar calçados ventilados;
    • Alternar os sapatos para que sequem completamente;
    • Não usar o mesmo calçado fechado por vários dias seguidos;
    • Evitar permanecer com meias molhadas;
    • Tratar micoses quando presentes.

    Produtos antitranspirantes próprios para os pés também podem ser indicados em alguns casos.

    Quando procurar um médico?

    Procure avaliação médica se:

    • O odor surgir de maneira muito intensa e repentina;
    • O mau cheiro persistir apesar da higiene adequada;
    • Houver suor excessivo que interfira na rotina;
    • Existirem feridas, descamação, coceira ou inflamação na pele;
    • O odor apresentar uma característica muito diferente do habitual;
    • O problema causar constrangimento ou prejudicar a qualidade de vida;
    • Surgirem outros sintomas, como febre, perda de peso ou alterações gerais.

    Nessas situações, pode ser necessário investigar condições dermatológicas, infecciosas, hormonais ou metabólicas.

    Confira: É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso

    Perguntas frequentes sobre o cheiro do suor

    1. O suor tem cheiro?

    O suor recém-produzido é praticamente inodoro. O mau cheiro aparece quando bactérias da pele transformam componentes do suor, de outras secreções e das células da pele em substâncias com odor intenso.

    2. Por que as axilas cheiram mais do que outras partes do corpo?

    Porque possuem glândulas apócrinas, que produzem uma secreção rica em proteínas e lipídios. Quando as bactérias da pele degradam essas substâncias, formam-se compostos responsáveis pelo odor.

    3. Suar mais significa ter mais mau cheiro?

    Não necessariamente. A intensidade do odor depende da microbiota da pele, do tipo de secreção, da ventilação, da higiene e de outros fatores. Uma pessoa pode suar muito e apresentar pouco odor.

    4. O que é bromidrose?

    É o nome dado ao odor corporal excessivamente forte e persistente, causado principalmente pela ação de bactérias sobre secreções e componentes presentes na pele.

    5. Desodorante e antitranspirante são iguais?

    Não. O desodorante atua principalmente contra o odor, enquanto o antitranspirante reduz temporariamente a saída de suor. Muitos produtos combinam as duas funções.

    6. Quando o mau cheiro merece investigação?

    Quando é muito intenso, surge repentinamente, persiste apesar da higiene adequada ou vem acompanhado de suor excessivo, lesões na pele, febre, perda de peso ou outros sintomas.

    Veja também: Suor noturno excessivo: o que pode ser e quando você deve se preocupar?

  • Dor testicular súbita: quando pode ser torção testicular e por que cada minuto importa

    Dor testicular súbita: quando pode ser torção testicular e por que cada minuto importa

    Poucas dores surgem de forma tão intensa e inesperada quanto a provocada pela torção testicular. Um adolescente ou adulto jovem pode estar praticando esportes, dormindo ou simplesmente caminhando quando, de repente, sente uma dor muito forte em um dos testículos.

    Nessa situação, algumas pessoas acreditam que o desconforto vai melhorar sozinho ou sentem vergonha de procurar atendimento. Esse atraso, porém, pode ter consequências graves.

    A torção testicular é uma das principais emergências urológicas. Quando o tratamento demora, o fluxo de sangue para o testículo pode permanecer interrompido por tempo suficiente para causar lesões irreversíveis e levar à perda do órgão.

    Por isso, toda dor testicular súbita deve ser considerada uma emergência até que outra causa seja identificada.

    O que é a torção testicular?

    A torção testicular acontece quando o cordão espermático gira sobre si mesmo.

    Esse cordão contém estruturas fundamentais para o funcionamento do testículo, como:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Vasos linfáticos;
    • Nervos;
    • Canal deferente.

    Quando ocorre a torção, os vasos sanguíneos são comprimidos.

    Como consequência:

    • O sangue deixa de chegar adequadamente ao testículo;
    • A oferta de oxigênio diminui rapidamente;
    • O tecido começa a sofrer lesões pela falta de irrigação, chamada isquemia.

    Se a circulação não for restabelecida rapidamente, pode ocorrer necrose do testículo.

    Quem tem maior risco?

    A torção testicular pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente em:

    • Adolescentes entre 12 e 18 anos;
    • Crianças;
    • Adultos jovens.

    Ela também pode ocorrer em recém-nascidos, embora seja menos comum.

    Grande parte das pessoas apresenta uma alteração anatômica chamada deformidade em badalo de sino, conhecida em inglês como bell-clapper deformity.

    Nessa condição, o testículo possui maior liberdade para se movimentar e girar dentro da bolsa escrotal. Essa alteração geralmente está presente nos dois lados.

    O que provoca a torção testicular?

    Em muitos casos, a torção ocorre sem um motivo aparente. Ela pode acontecer:

    • Durante o sono;
    • Após pequenos movimentos;
    • Durante uma atividade física;
    • Depois de um trauma leve;
    • Em dias frios, devido à contração dos músculos da bolsa escrotal.

    Portanto, nem sempre existe um trauma importante antes do início da dor.

    Quais são os sintomas?

    O sintoma mais característico é a dor intensa e de início súbito.

    Dor intensa e repentina

    A dor costuma:

    • Surgir de forma abrupta;
    • Atingir apenas um dos lados;
    • Ser muito intensa desde o início.

    Frequentemente, ela é acompanhada por:

    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Sudorese;
    • Dificuldade para caminhar devido à dor.

    O quadro pode começar durante o sono e acordar o paciente durante a madrugada.

    O testículo pode mudar de posição?

    Sim. Durante o exame físico, o médico pode observar:

    • Testículo mais elevado;
    • Posição mais horizontal do testículo;
    • Inchaço da bolsa escrotal;
    • Vermelhidão da pele do escroto.

    Outro achado possível é a ausência do reflexo cremastérico. Normalmente, quando a parte interna da coxa é estimulada, o músculo cremáster se contrai e eleva o testículo do mesmo lado. Na torção, esse reflexo pode estar ausente.

    Embora esse sinal seja útil, a presença ou ausência dele isoladamente não confirma nem exclui o diagnóstico.

    Por que essa situação é tão urgente?

    O tempo é um dos fatores mais importantes na torção testicular.

    Quanto maior o período sem circulação sanguínea adequada, maior é o risco de lesão irreversível e perda do testículo.

    De forma geral:

    • Até 6 horas: as chances de salvar o testículo são muito altas, frequentemente superiores a 90%;
    • Entre 6 e 12 horas: as chances começam a diminuir significativamente;
    • Após 12 horas: o risco de lesão permanente aumenta bastante;
    • Após 24 horas: em muitos casos, o testículo já não é viável.

    Esses períodos são aproximados e podem variar conforme o grau da torção e as características de cada paciente. Ainda assim, eles reforçam que não se deve esperar para ver se a dor melhora.

    Existem outras causas de dor testicular?

    Sim. A dor testicular aguda pode ocorrer por diversos motivos, entre eles:

    • Epididimite;
    • Orquite;
    • Torção do apêndice testicular;
    • Hérnia inguinal encarcerada;
    • Trauma;
    • Cólica renal com dor irradiada.

    Diante de uma dor súbita e intensa, portanto, a prioridade é excluir a torção testicular. Isso é necessário porque, entre essas condições, a torção é aquela em que o atraso no tratamento pode levar rapidamente à perda do órgão.

    Como os médicos fazem o diagnóstico?

    O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico. As características da dor, a forma como ela começou, os sintomas associados e a posição do testículo fornecem informações importantes.

    Quando existe suspeita de torção, a avaliação urológica deve ocorrer imediatamente.

    Ultrassonografia com Doppler

    O exame mais utilizado é a ultrassonografia com Doppler, que avalia o fluxo de sangue para o testículo.

    Na torção, geralmente é possível observar:

    • Redução importante do fluxo sanguíneo;
    • Ausência de fluxo nos casos mais graves.

    Entretanto, quando a suspeita clínica é muito alta, a cirurgia não deve ser adiada apenas para aguardar exames.

    O atraso pode comprometer a viabilidade do testículo.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento da torção testicular é cirúrgico. Durante a cirurgia, o urologista:

    • Desfaz a torção;
    • Avalia se o testículo ainda está viável;
    • Fixa o testículo na bolsa escrotal para reduzir o risco de uma nova torção.

    Como a alteração anatômica costuma estar presente nos dois lados, o testículo oposto também é fixado preventivamente durante a mesma cirurgia. Esse procedimento recebe o nome de orquidopexia.

    É possível destorcer o testículo sem cirurgia?

    Em algumas situações, o médico pode tentar realizar uma manobra manual para desfazer temporariamente a torção. No entanto, mesmo quando a dor melhora, a cirurgia continua sendo necessária.

    Isso ocorre porque a manobra pode não corrigir totalmente a rotação, e o testículo permanece sujeito a uma nova torção. Portanto, a melhora após uma tentativa manual de reversão da torção não elimina a necessidade de tratamento cirúrgico.

    E se o testículo não puder ser salvo?

    Quando existe necrose causada pela falta prolongada de circulação, pode ser necessária a retirada do testículo. Esse procedimento é chamado de orquiectomia.

    Apesar de essa possibilidade causar preocupação, um único testículo saudável costuma ser suficiente para:

    • Produzir testosterona;
    • Manter a fertilidade na maioria dos homens.

    Entretanto, quanto mais cedo o tratamento for realizado, maior será a chance de evitar essa situação.

    A perda de um testículo afeta a fertilidade?

    Na maioria dos casos, um testículo saudável consegue manter a produção de espermatozoides e de testosterona.

    Por isso, muitos pacientes que perdem um dos testículos continuam apresentando:

    • Desenvolvimento sexual normal;
    • Produção hormonal adequada;
    • Fertilidade preservada.

    No entanto, a avaliação pode ser individualizada, especialmente quando existe algum problema no testículo contralateral.

    A torção testicular pode voltar?

    Se o testículo não for fixado cirurgicamente, existe risco de uma nova torção. Após a orquidopexia, esse risco se torna muito baixo. Por isso, mesmo os casos em que ocorre melhora espontânea da dor precisam ser avaliados.

    A dor pode desaparecer sozinha?

    Pode. Em alguns pacientes, o testículo gira e depois retorna espontaneamente à posição normal. Esse quadro é conhecido como torção intermitente.

    A dor costuma surgir de forma súbita e desaparecer algum tempo depois.

    Apesar da melhora, o problema não deve ser ignorado. A torção pode voltar e, em um episódio futuro, não se desfazer espontaneamente. Pessoas que já apresentaram episódios repetidos de dor testicular súbita devem procurar avaliação urológica.

    É possível prevenir a torção testicular?

    Como a principal causa é uma alteração anatômica congênita, não existe uma forma de prevenir o primeiro episódio. O mais importante é reconhecer rapidamente os sintomas e procurar atendimento imediato.

    Pacientes que já tiveram episódios de dor súbita com melhora espontânea também devem ser avaliados, pois podem estar apresentando torções intermitentes.

    Quando a condição é identificada, a fixação cirúrgica pode evitar um episódio completo posteriormente.

    Vergonha pode atrasar o atendimento

    A dor testicular pode causar constrangimento, especialmente em adolescentes. Alguns jovens evitam contar aos pais ou responsáveis, tentam suportar a dor ou esperam várias horas antes de procurar ajuda.

    Esse atraso pode reduzir significativamente as chances de preservar o testículo.

    Por isso, adolescentes devem ser orientados a comunicar imediatamente qualquer dor intensa ou mudança repentina na bolsa escrotal.

    Pais e responsáveis também devem levar a queixa a sério e buscar atendimento sem esperar.

    Quando procurar um pronto-socorro?

    Toda dor testicular súbita deve motivar uma avaliação médica imediata. Procure um serviço de emergência se ocorrer:

    • Dor intensa em um dos testículos;
    • Inchaço rápido da bolsa escrotal;
    • Náuseas ou vômitos associados à dor;
    • Testículo elevado ou em posição diferente do habitual;
    • Dor que acorda a pessoa durante a madrugada;
    • Dor após pequeno trauma que parece desproporcional;
    • Episódios de dor súbita que melhoram espontaneamente.

    Nessas situações, não espere para observar se haverá melhora.

    Confira: O que acontece com o corpo quando você não cuida da higiene do pênis?

    Perguntas frequentes sobre torção testicular

    1. O que é torção testicular?

    É a rotação do cordão espermático, que reduz ou interrompe o fluxo sanguíneo para o testículo e caracteriza uma emergência cirúrgica.

    2. Quem tem maior risco?

    A condição é mais frequente em adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade, inclusive em crianças e recém-nascidos.

    3. Quanto tempo existe para salvar o testículo?

    Idealmente, o tratamento deve ocorrer nas primeiras seis horas após o início da dor, período em que as chances de preservar o testículo são maiores.

    4. O ultrassom sempre é necessário?

    A ultrassonografia com Doppler é muito útil para avaliar o fluxo sanguíneo. Entretanto, quando a suspeita clínica é alta, a cirurgia não deve ser atrasada apenas para realizar exames.

    5. A dor pode melhorar sozinha?

    Sim. Isso pode ocorrer em casos de torção intermitente, quando o testículo retorna espontaneamente à posição normal. Mesmo assim, o risco permanece e a pessoa deve ser avaliada.

    6. Um trauma leve pode causar torção?

    Pode. No entanto, muitas torções ocorrem espontaneamente, sem qualquer trauma significativo.

    7. A torção pode acontecer durante o sono?

    Sim. Muitos episódios começam durante o sono e fazem o paciente acordar com uma dor intensa e repentina.

    8. O que acontece se o tratamento demorar?

    O atraso pode levar à necrose do testículo e tornar necessária a retirada cirúrgica. Também pode haver impacto na fertilidade e na função hormonal, especialmente se existir algum problema no testículo contralateral. Por isso, a dor testicular súbita deve ser tratada como uma emergência médica.

    Veja também: Está tentando engravidar e não consegue? Veja as causas em que o homem é responsável pela infertilidade

  • Alergia ao látex: sintomas e relação com banana, kiwi e abacate

    Alergia ao látex: sintomas e relação com banana, kiwi e abacate

    O látex natural está presente em diversos produtos do dia a dia, como luvas, balões, elásticos, preservativos, chupetas e alguns dispositivos médicos. Para a maioria das pessoas, o contato com esses materiais não causa nenhum problema. Entretanto, em indivíduos sensibilizados, o látex pode desencadear desde uma irritação na pele até uma reação alérgica grave, conhecida como anafilaxia.

    Além disso, algumas pessoas com alergia ao látex também apresentam reações após consumir determinadas frutas, como banana, kiwi e abacate. Esse fenômeno recebe o nome de síndrome látex-fruta e ocorre devido à chamada reatividade cruzada.

    O que é o látex?

    O látex natural é uma substância obtida da seiva da árvore Hevea brasiliensis, conhecida como seringueira. Ele é utilizado na fabricação de inúmeros produtos por ser resistente, elástico e durável.

    Entre os objetos que podem conter látex estão:

    • Luvas de procedimento;
    • Balões de festa;
    • Elásticos;
    • Chupetas e bicos de mamadeira;
    • Preservativos;
    • Alguns cateteres e materiais hospitalares;
    • Faixas elásticas;
    • Alguns equipamentos esportivos.

    Nem todos os produtos chamados de “borracha” contêm látex natural. Atualmente, muitos fabricantes também oferecem versões livres dessa substância.

    O que é a alergia ao látex?

    A alergia ao látex é uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes no látex natural. Quando uma pessoa sensibilizada entra novamente em contato com essas proteínas, o organismo libera substâncias como a histamina, desencadeando uma reação alérgica.

    Essa exposição pode ocorrer:

    • Pelo contato direto com a pele;
    • Pelo contato com as mucosas;
    • Pela inalação de partículas de látex presentes no ambiente, especialmente em locais onde há grande utilização de luvas com pó.

    Quem tem maior risco de desenvolver essa alergia?

    Embora qualquer pessoa possa desenvolver alergia ao látex, alguns grupos apresentam maior risco.

    Entre eles estão:

    • Profissionais da saúde;
    • Dentistas;
    • Enfermeiros;
    • Pessoas submetidas a múltiplas cirurgias desde a infância, especialmente pacientes com espinha bífida;
    • Trabalhadores da indústria da borracha;
    • Pessoas com histórico de outras alergias.

    Quanto maior e mais frequente for a exposição ao látex, maior tende a ser o risco de sensibilização.

    Quais são os sintomas?

    Os sintomas variam de acordo com a intensidade da reação.

    Reações leves

    São as mais comuns e podem incluir:

    • Coceira;
    • Vermelhidão;
    • Urticária;
    • Inchaço localizado;
    • Irritação na pele após o uso de luvas.

    Reações moderadas

    Quando a exposição é maior, podem surgir:

    • Espirros;
    • Coriza;
    • Coceira nos olhos;
    • Lacrimejamento;
    • Tosse;
    • Chiado no peito.

    Reações graves

    Em algumas pessoas, pode ocorrer anafilaxia, caracterizada por sintomas como:

    • Falta de ar;
    • Inchaço da língua ou da garganta;
    • Queda da pressão arterial;
    • Tontura;
    • Desmaio;
    • Urticária disseminada.

    A anafilaxia é uma emergência médica e precisa de tratamento imediato.

    A alergia ao látex é igual à dermatite causada por luvas?

    Não. É importante diferenciar três situações que podem provocar sintomas após o uso de luvas.

    Dermatite irritativa

    É a situação mais comum e não se trata de uma alergia.

    O problema ocorre porque o uso frequente de luvas, sabonetes e álcool pode ressecar e irritar a pele.

    Dermatite alérgica de contato

    É causada por substâncias químicas utilizadas na fabricação das luvas, e não necessariamente pelo látex em si. Os sintomas costumam aparecer horas ou até dias depois do contato.

    Alergia imediata ao látex

    É a verdadeira reação alérgica às proteínas do látex natural. Nesse caso, os sintomas geralmente surgem em poucos minutos e podem evoluir rapidamente.

    O que é a síndrome látex-fruta?

    Algumas proteínas presentes no látex têm estrutura muito semelhante à de proteínas encontradas em determinados alimentos. Por causa dessa semelhança, o sistema imunológico pode confundir essas proteínas e reagir tanto ao látex quanto a algumas frutas.

    Esse fenômeno recebe o nome de reatividade cruzada. Quando envolve o látex e determinados alimentos, é conhecido como síndrome látex-fruta.

    Quais frutas podem apresentar reatividade cruzada?

    As associações mais conhecidas são:

    • Banana;
    • Kiwi;
    • Abacate;
    • Castanha;
    • Mamão.

    Outros alimentos também podem estar envolvidos, embora com menor frequência, como:

    • Figo;
    • Manga;
    • Maracujá;
    • Tomate;
    • Batata;
    • Pêssego.

    É importante destacar que nem toda pessoa com alergia ao látex terá alergia a esses alimentos. Da mesma forma, nem toda pessoa alérgica a uma dessas frutas apresenta alergia ao látex.

    Por isso, não é necessário retirar todos esses alimentos da dieta apenas por causa do diagnóstico de alergia ao látex. A exclusão deve ser considerada quando houver sintomas e após avaliação médica.

    Quais sintomas as frutas podem causar?

    Quando existe reatividade cruzada, os sintomas podem ser:

    • Coceira na boca;
    • Inchaço dos lábios;
    • Sensação de formigamento na língua;
    • Urticária;
    • Dor abdominal;
    • Náuseas.

    Em casos raros, também pode ocorrer anafilaxia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico começa com uma história clínica detalhada. Durante a consulta, o médico pode investigar:

    • Quais produtos desencadeiam os sintomas;
    • Quanto tempo se passa entre o contato e o início da reação;
    • Histórico de cirurgias;
    • Profissão e frequência de exposição ao látex;
    • Presença de reações após o consumo de determinadas frutas.

    Dependendo do caso, podem ser solicitados:

    • Testes cutâneos;
    • Exames de sangue para pesquisa de IgE específica contra o látex;
    • Avaliação com um médico alergista.

    Os resultados dos testes devem sempre ser interpretados em conjunto com a história dos sintomas.

    Existe tratamento?

    O principal tratamento consiste em evitar a exposição ao látex. Além disso, outras medidas podem ser indicadas de acordo com o tipo e a gravidade da reação.

    Produtos livres de látex

    Sempre que possível, devem ser utilizados materiais alternativos, como:

    • Luvas de nitrila;
    • Luvas de vinil;
    • Dispositivos médicos sem látex.

    Medicamentos

    Nas reações leves, podem ser utilizados:

    • Anti-histamínicos;
    • Corticoides, quando indicados.

    Esses medicamentos podem aliviar os sintomas, mas não impedem que novas reações ocorram após outra exposição.

    Adrenalina

    Pacientes com histórico de anafilaxia podem necessitar de um autoinjetor de adrenalina, quando disponível e indicado pelo médico. A adrenalina é a medicação de primeira escolha para o tratamento das reações alérgicas graves.

    É importante avisar sobre a alergia antes de uma cirurgia?

    Sim. Toda pessoa com diagnóstico de alergia ao látex deve informar médicos, dentistas e hospitais antes de qualquer consulta ou procedimento.

    Atualmente, muitos centros cirúrgicos possuem protocolos específicos para pacientes alérgicos ao látex, com a utilização de materiais livres dessa substância.

    Essa medida reduz significativamente o risco de reações durante cirurgias, exames e outros procedimentos médicos ou odontológicos.

    Como prevenir novas reações?

    Algumas orientações importantes são:

    • Ler a composição dos produtos;
    • Informar a alergia em consultas médicas e odontológicas;
    • Utilizar pulseira ou cartão de identificação em casos graves;
    • Evitar produtos que contenham látex natural;
    • Dar preferência a alternativas identificadas como livres de látex;
    • Procurar avaliação médica se surgirem sintomas após o consumo de frutas associadas à síndrome látex-fruta.

    Pessoas com histórico de reação grave também devem conversar com o alergista sobre a elaboração de um plano de emergência.

    Quando procurar atendimento imediatamente?

    Procure um serviço de emergência se ocorrer:

    • Falta de ar;
    • Inchaço da língua ou da garganta;
    • Rouquidão súbita;
    • Queda da pressão arterial;
    • Tontura intensa;
    • Desmaio;
    • Urticária disseminada após contato com látex ou ingestão de um alimento relacionado.

    Esses sintomas podem indicar anafilaxia, uma reação que pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico imediato.

    Confira: Janela imunológica: o que é e como prevenir alergia alimentar em bebês

    Perguntas frequentes sobre alergia ao látex

    1. O que é alergia ao látex?

    É uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes no látex natural. Ela pode provocar desde coceira e urticária até uma reação grave, como a anafilaxia.

    2. Quem tem maior risco?

    Profissionais da saúde, trabalhadores frequentemente expostos ao látex, pessoas submetidas a múltiplas cirurgias e pacientes com espinha bífida estão entre os grupos de maior risco.

    3. O que é a síndrome látex-fruta?

    É a ocorrência de reações a determinadas frutas devido à semelhança entre algumas proteínas desses alimentos e as proteínas presentes no látex.

    4. Quais frutas estão mais relacionadas?

    Banana, kiwi, abacate, castanha e mamão estão entre as associações mais conhecidas.

    5. Toda pessoa alérgica ao látex deve evitar essas frutas?

    Não. Apenas as pessoas que apresentarem sintomas após consumir determinado alimento devem considerar sua exclusão, preferencialmente após avaliação médica.

    6. Existe cura para a alergia ao látex?

    Atualmente, não existe cura. O tratamento consiste principalmente em evitar o contato com o látex e tratar adequadamente as reações quando elas ocorrem.

    7. Quando a alergia ao látex é considerada uma emergência?

    Quando surgem sinais de anafilaxia, como falta de ar, inchaço da língua ou da garganta, queda da pressão arterial, tontura intensa ou desmaio. Nessas situações, o atendimento médico imediato é indispensável.

    Veja também: Tem alergia alimentar? Veja como diagnosticar e tratar

  • Bruxismo causa dor de cabeça? Veja os principais sintomas e riscos

    Bruxismo causa dor de cabeça? Veja os principais sintomas e riscos

    Acordar com dor de cabeça, sentir a mandíbula cansada logo pela manhã ou perceber que os dentes estão cada vez mais sensíveis são sintomas que muitas pessoas atribuem ao estresse ou a uma noite mal dormida. Em alguns casos, porém, eles podem indicar um problema bastante comum: o bruxismo.

    Embora seja frequentemente lembrado apenas pelo desgaste que provoca nos dentes, o bruxismo pode ter repercussões muito mais amplas. Dependendo da intensidade e da frequência dos episódios, a condição pode causar dores musculares, cefaleia, alterações na articulação da mandíbula e impacto importante na qualidade de vida.

    Estima-se que o bruxismo do sono acometa cerca de 5% a 8% dos adultos, enquanto o bruxismo em vigília, que ocorre durante o dia, pode ser ainda mais frequente. Atualmente, ele é considerado um comportamento relacionado à atividade dos músculos da mastigação, e não necessariamente uma doença em si. A importância da condição está nas complicações que pode provocar quando é intenso ou persistente.

    O que é bruxismo?

    O bruxismo é caracterizado pela contração involuntária dos músculos responsáveis pela mastigação, levando ao:

    • Apertamento dos dentes;
    • Ranger dos dentes;
    • Contração prolongada da mandíbula.

    Ele pode ocorrer:

    • Durante o sono, no chamado bruxismo do sono;
    • Durante o dia, no chamado bruxismo em vigília.

    Embora ambos envolvam atividade muscular excessiva, possuem mecanismos e fatores desencadeantes diferentes.

    O bruxismo realmente pode causar dor de cabeça?

    Sim. A dor de cabeça é uma das manifestações mais frequentes do bruxismo, especialmente quando existe tensão prolongada dos músculos da mastigação.

    A cefaleia costuma apresentar algumas características:

    • Dor na região das têmporas;
    • Sensação de pressão ou aperto;
    • Maior intensidade ao acordar;
    • Melhora ao longo do dia em alguns pacientes.

    Isso acontece porque os músculos permanecem contraídos por longos períodos, gerando fadiga muscular e dor irradiada para a cabeça.

    Quais outras dores o bruxismo pode causar?

    Além da dor de cabeça, o bruxismo pode provocar diversos sintomas.

    Dor na mandíbula

    É um dos sintomas mais comuns. A pessoa pode sentir:

    • Dor ao mastigar;
    • Cansaço ao falar por muito tempo;
    • Sensação de mandíbula “travada”;
    • Dificuldade para abrir completamente a boca.

    Dor na face

    A tensão dos músculos faciais pode provocar desconforto em regiões como:

    • Bochechas;
    • Têmporas;
    • Região próxima aos ouvidos.

    Dor no pescoço

    A contração prolongada dos músculos da mastigação pode aumentar a tensão muscular cervical, favorecendo dor no pescoço e nos ombros.

    Dor de ouvido

    Algumas pessoas apresentam dor na frente da orelha sem qualquer infecção. Isso ocorre porque a articulação temporomandibular (ATM) está localizada muito próxima ao ouvido.

    Quais problemas o bruxismo pode causar nos dentes?

    Quando persiste por meses ou anos, o bruxismo pode levar a:

    • Desgaste do esmalte dentário;
    • Fraturas dos dentes;
    • Trincas;
    • Sensibilidade ao frio e ao calor;
    • Afrouxamento dentário;
    • Quebra de restaurações;
    • Danos a implantes e próteses.

    Em casos graves, o desgaste pode alterar a altura da mordida.

    O bruxismo pode causar problemas na ATM?

    Sim. O esforço repetitivo pode sobrecarregar a articulação temporomandibular (ATM), o que aumenta o risco de:

    • Estalos;
    • Dor ao abrir a boca;
    • Limitação dos movimentos;
    • Sensação de travamento.

    Nem todo paciente com bruxismo desenvolve disfunção temporomandibular (DTM), mas as duas condições frequentemente coexistem.

    Quais são os sinais de que alguém range os dentes à noite?

    Como o episódio ocorre durante o sono, muitas pessoas não percebem o problema.

    Os sinais são:

    • Dor ao acordar;
    • Cefaleia matinal;
    • Desgaste dentário observado pelo dentista;
    • Marcas nas laterais da língua;
    • Sensibilidade dentária;
    • Relato do parceiro de que ouve o ranger dos dentes.

    O diagnóstico definitivo do bruxismo do sono pode exigir exames específicos, mas, na prática clínica, costuma ser baseado na história e no exame físico.

    O que causa o bruxismo?

    O bruxismo é uma condição multifatorial. Diversos fatores podem contribuir para seu aparecimento, como:

    • Estresse;
    • Ansiedade;
    • Predisposição genética;
    • Distúrbios do sono;
    • Uso de alguns medicamentos, como certos antidepressivos;
    • Consumo excessivo de cafeína, álcool ou tabaco.

    Ao contrário do que se acreditava no passado, problemas na mordida não são considerados a principal causa do bruxismo.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. O dentista ou médico avalia:

    • História dos sintomas;
    • Presença de desgaste dentário;
    • Dor muscular;
    • Limitação da mandíbula;
    • Alterações na ATM.

    Em situações específicas, pode ser indicada a polissonografia com registro da atividade muscular, especialmente quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de outros distúrbios do sono.

    Como tratar o bruxismo?

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e das consequências da condição. Na maioria dos casos, envolve uma combinação de medidas.

    Placa oclusal ou placa de mordida

    É uma das opções mais utilizadas. Ela:

    • Protege os dentes contra o desgaste;
    • Reduz o impacto da força exercida durante o apertamento;
    • Não elimina necessariamente o bruxismo, mas diminui seus danos.

    Controle do estresse

    Como fatores emocionais podem agravar o problema, algumas estratégias podem contribuir para a redução dos sintomas, como:

    • Psicoterapia;
    • Técnicas de relaxamento;
    • Exercícios físicos;
    • Meditação.

    Higiene do sono

    Dormir melhor pode reduzir episódios de bruxismo em alguns pacientes.

    Entre as medidas recomendadas estão:

    • Manter horários regulares para dormir;
    • Evitar telas antes de deitar;
    • Reduzir cafeína e álcool no período noturno.

    Fisioterapia

    Pode ajudar no tratamento da dor muscular e na melhora da mobilidade da mandíbula.

    Medicamentos

    Não existe um medicamento específico para curar o bruxismo. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para controle da dor ou de condições associadas, sempre sob orientação médica.

    A aplicação de toxina botulínica pode ser considerada em situações selecionadas, principalmente quando há hipertrofia importante dos músculos mastigatórios ou dor refratária, mas sua indicação deve ser individualizada.

    O bruxismo tem cura?

    Nem sempre. Muitas pessoas apresentam melhora espontânea ao controlar fatores desencadeantes, como estresse e privação de sono.

    Quando o bruxismo persiste, o objetivo do tratamento é:

    • Reduzir os sintomas;
    • Proteger os dentes;
    • Preservar a função da mandíbula;
    • Melhorar a qualidade de vida.

    Quando procurar um dentista ou médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Dor de cabeça frequente ao acordar;
    • Dor na mandíbula;
    • Estalos na ATM;
    • Desgaste dos dentes;
    • Sensibilidade dentária;
    • Fraturas recorrentes de dentes ou restaurações;
    • Relato de ranger os dentes durante o sono.

    O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações permanentes.

    Confira: Dor de cabeça ao tomar sorvete: por que isso acontece?

    Perguntas frequentes sobre bruxismo

    1. O bruxismo pode causar dor de cabeça?

    Sim. A contração repetitiva dos músculos da mastigação pode provocar cefaleia, principalmente na região das têmporas e ao acordar.

    2. Toda pessoa que range os dentes sente dor?

    Não. Algumas pessoas apresentam desgaste dentário importante sem perceber sintomas, enquanto outras desenvolvem dor muscular intensa.

    3. O bruxismo desgasta os dentes?

    Sim. Quando persistente, pode causar desgaste do esmalte, fraturas dentárias, sensibilidade e danos a restaurações.

    4. A placa de mordida cura o bruxismo?

    Não. Ela protege os dentes e pode reduzir os danos causados pelo apertamento, mas não elimina a atividade muscular que caracteriza o bruxismo.

    5. Estresse pode piorar o bruxismo?

    Sim. O estresse e a ansiedade estão entre os fatores mais frequentemente associados ao agravamento do bruxismo, especialmente durante o dia.

    6. Crianças também podem ter bruxismo?

    Sim. O bruxismo pode ocorrer na infância e, muitas vezes, tende a diminuir com o crescimento. No entanto, quando há dor, desgaste importante ou outras alterações, a criança deve ser avaliada por um profissional.

    7. Quando devo procurar atendimento?

    Sempre que houver dor persistente na mandíbula, cefaleia frequente, dificuldade para mastigar, desgaste dos dentes ou suspeita de ranger os dentes durante o sono.

    Veja mais: É dor de cabeça ou enxaqueca? Saiba como diferenciar o quadro

  • Exercício físico no frio: por que o coração trabalha mais no inverno?

    Exercício físico no frio: por que o coração trabalha mais no inverno?

    Para muita gente, o inverno é a estação ideal para caminhar, correr ou pedalar. As temperaturas mais amenas costumam tornar a prática de exercícios mais confortável do que nos dias de calor intenso e favorecem atividades ao ar livre.

    Mas o frio também modifica o funcionamento do organismo. Antes mesmo de o exercício começar, o corpo reage às baixas temperaturas contraindo os vasos sanguíneos para conservar calor. Essa adaptação aumenta a resistência à circulação do sangue e faz o coração trabalhar mais para bombeá-lo. Durante a atividade física, esse esforço se soma às demandas naturais do exercício.

    Em pessoas saudáveis, essas mudanças costumam ser bem toleradas. Já quem tem pressão alta, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou outras doenças cardiovasculares precisa de mais atenção, pois o frio pode aumentar a sobrecarga sobre o coração e favorecer o aparecimento de sintomas.

    O que acontece com o corpo quando fazemos exercício no frio?

    Assim que somos expostos a baixas temperaturas, o organismo ativa mecanismos para evitar a perda excessiva de calor.

    Entre eles estão:

    • Contração dos vasos sanguíneos da pele (vasoconstrição);
    • Liberação de adrenalina e noradrenalina;
    • Produção de calor pelos músculos;
    • Em temperaturas muito baixas, tremores involuntários.

    Essas adaptações ajudam a manter a temperatura interna estável, mas aumentam o trabalho do sistema cardiovascular.

    Por que o coração trabalha mais no inverno?

    O principal motivo é a vasoconstrição. Quando os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor, o sangue encontra maior resistência para circular.

    Como consequência:

    • A pressão arterial tende a aumentar;
    • O coração precisa gerar mais força para ejetar o sangue;
    • O consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco aumenta.

    Durante o exercício, essa carga adicional se soma ao aumento natural da frequência cardíaca e da necessidade de irrigar os músculos ativos.

    Estudos clássicos demonstraram que a exposição ao frio aumenta a resistência vascular e o trabalho do ventrículo esquerdo, mesmo durante exercícios de intensidade semelhante aos realizados em ambientes mais quentes.

    A frequência cardíaca sempre aumenta no frio?

    Não necessariamente. Esse é um ponto que costuma gerar confusão. Embora o trabalho do coração aumente, a frequência cardíaca pode:

    • Permanecer semelhante;
    • Ser discretamente menor;
    • Ou aumentar, dependendo da temperatura, da intensidade do exercício, das roupas utilizadas e das características individuais.

    Isso acontece porque o esforço cardíaco depende não apenas da frequência dos batimentos, mas também da pressão contra a qual o coração precisa bombear o sangue.

    Em outras palavras, o coração pode estar trabalhando mais mesmo sem bater muito mais rápido.

    O frio aumenta a pressão arterial?

    Sim. A vasoconstrição provocada pelas baixas temperaturas faz com que a pressão arterial aumente temporariamente. Esse efeito é geralmente pequeno em pessoas jovens e saudáveis, mas pode ser mais intenso em:

    • Idosos;
    • Pessoas com hipertensão;
    • Portadores de doença arterial coronariana;
    • Pacientes com doença renal crônica.

    Esse aumento da pressão explica, em parte, por que eventos cardiovasculares são mais frequentes durante o inverno.

    Quem deve tomar mais cuidado?

    Embora a prática de exercícios continue sendo recomendada, alguns grupos exigem atenção especial.

    Entre eles:

    • Pessoas com doença coronariana;
    • Hipertensos;
    • Quem tem insuficiência cardíaca;
    • Idosos;
    • Pessoas com doença vascular periférica;
    • Indivíduos que não praticam atividade física regularmente.

    Nessas situações, exercícios intensos realizados em ambientes muito frios podem aumentar o risco de dor no peito, elevação importante da pressão arterial e outros eventos cardiovasculares.

    O frio também interfere na respiração?

    Sim. Inspirar ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias.

    Isso pode provocar:

    • Tosse;
    • Sensação de aperto no peito;
    • Chiado;
    • Falta de ar, principalmente em pessoas com asma.

    Em indivíduos suscetíveis, o ar frio potencializa a broncoconstrição induzida pelo exercício.

    O gasto de energia aumenta no frio?

    Em muitos casos, sim. Além da energia necessária para realizar o exercício, o organismo precisa produzir calor para manter a temperatura corporal.

    Quando o frio é intenso, isso pode aumentar o consumo de oxigênio e o gasto energético, principalmente em exercícios de menor intensidade ou quando há tremores. À medida que a intensidade do exercício aumenta, essa diferença tende a diminuir.

    Como praticar atividade física com segurança no inverno?

    Algumas medidas simples tornam o exercício mais seguro e confortável.

    Faça um aquecimento mais longo

    No frio, músculos, tendões e vasos sanguíneos demoram mais para atingir condições ideais de funcionamento. Um aquecimento de 10 a 15 minutos ajuda a preparar o organismo para o esforço.

    Vista-se em camadas

    O ideal é utilizar roupas que permitam conservar o calor sem causar superaquecimento. As camadas podem ser retiradas conforme o corpo aquece.

    Proteja as extremidades

    Grande parte da perda de calor ocorre pelas mãos, pés e cabeça. Luvas, meias adequadas e gorros podem melhorar o conforto térmico.

    Evite iniciar o exercício de forma muito intensa

    Começar devagar permite que o sistema cardiovascular e os músculos se adaptem progressivamente às condições ambientais.

    Não esqueça da hidratação

    Mesmo sem sentir tanta sede, o corpo continua perdendo líquidos durante o exercício. A desidratação também pode prejudicar o desempenho físico.

    É perigoso correr ou caminhar no frio?

    Para a maioria das pessoas saudáveis, não. Na verdade, temperaturas moderadamente frias costumam favorecer o desempenho aeróbico em comparação com ambientes muito quentes.

    O maior risco está na exposição a frio intenso, especialmente quando associada a:

    • Exercícios vigorosos;
    • Ventos fortes;
    • Roupas inadequadas;
    • Doenças cardiovasculares preexistentes.

    Quando é melhor evitar o exercício ao ar livre?

    Considere adiar ou adaptar a atividade quando houver:

    • Temperaturas extremamente baixas;
    • Sensação térmica muito reduzida;
    • Chuva intensa acompanhada de frio;
    • Gelo ou risco de quedas;
    • Sintomas respiratórios importantes.

    Nessas situações, exercícios em ambientes fechados podem ser uma alternativa mais segura.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure atendimento se, durante ou após o exercício, ocorrerem:

    • Dor ou pressão no peito;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço;
    • Tontura ou desmaio;
    • Palpitações persistentes;
    • Dor irradiando para braço, mandíbula ou costas.

    Esses sintomas merecem avaliação imediata, principalmente em pessoas com fatores de risco cardiovasculares.

    Veja mais: Por que a pressão arterial aumenta no frio? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre exercício físico no frio

    1. O coração realmente trabalha mais no inverno?

    Sim. O frio provoca vasoconstrição, aumenta a resistência dos vasos sanguíneos e faz o coração bombear contra uma pressão maior, elevando sua carga de trabalho.

    2. O frio aumenta a pressão arterial?

    Sim. A contração dos vasos sanguíneos pode elevar temporariamente a pressão arterial, especialmente em pessoas com hipertensão ou doença cardiovascular.

    3. É seguro fazer exercícios ao ar livre no inverno?

    Na maioria dos casos, sim. Pessoas saudáveis podem praticar atividade física normalmente, desde que utilizem roupas adequadas, façam um bom aquecimento e evitem condições climáticas extremas.

    4. Quem precisa ter mais cuidado?

    Idosos, hipertensos, pessoas com doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença vascular periférica e indivíduos sedentários devem redobrar a atenção e seguir orientação médica quando necessário.

    5. O frio pode causar dor no peito?

    Em pessoas com doença coronariana, o aumento da pressão arterial e do consumo de oxigênio pelo coração pode facilitar o aparecimento de angina durante esforços realizados em ambientes frios.

    6. Exercício no frio faz gastar mais calorias?

    Pode aumentar discretamente o gasto energético, pois o organismo utiliza energia adicional para manter a temperatura corporal, especialmente em ambientes muito frios.

    7. Como reduzir os riscos de treinar no inverno?

    Faça um aquecimento adequado, vista-se em camadas, proteja mãos e cabeça, mantenha-se hidratado, aumente a intensidade do exercício gradualmente e interrompa a atividade caso surjam sintomas como dor no peito, tontura ou falta de ar intensa.

    Confira: Tempo frio pode aumentar o risco cardíaco? Veja como proteger o coração no inverno

  • Criança colocou feijão ou bolinha no nariz? Veja o que fazer na hora

    Criança colocou feijão ou bolinha no nariz? Veja o que fazer na hora

    É uma cena bastante comum na infância: durante uma brincadeira, a criança coloca um feijão, uma bolinha, uma peça de brinquedo ou outro item pequeno dentro do nariz.

    Na maioria das vezes, o problema pode ser resolvido sem deixar sequelas. No entanto, tentar retirar o objeto de maneira inadequada pode empurrá-lo ainda mais para dentro da cavidade nasal, provocar sangramento ou dificultar a remoção.

    Por isso, saber como agir nos primeiros minutos é fundamental. Baterias tipo botão e ímãs merecem atenção especial, pois podem provocar lesões graves e exigem atendimento médico imediato.

    Por que isso acontece com tanta frequência?

    Crianças pequenas, principalmente entre 2 e 5 anos, exploram o ambiente de diferentes maneiras. Além de levarem objetos às mãos e à boca, elas também podem colocá-los no nariz e nos ouvidos por curiosidade.

    Entre os objetos encontrados com mais frequência estão:

    • Feijões;
    • Grãos de milho;
    • Ervilhas;
    • Miçangas;
    • Bolinhas de brinquedo;
    • Pedaços de papel;
    • Espuma;
    • Pedrinhas;
    • Pequenas peças de brinquedos.

    As baterias tipo botão e os ímãs representam situações de maior gravidade e precisam ser retirados com urgência.

    Como perceber que há um objeto no nariz?

    Em alguns casos, a própria criança conta o que aconteceu. Quando isso não ocorre, alguns sinais podem levantar a suspeita, como:

    • Obstrução de apenas uma narina;
    • Dificuldade para respirar por um lado do nariz;
    • Dor ou desconforto nasal;
    • Espirros;
    • Sangramento discreto.

    Quando o objeto permanece no nariz por vários dias, também podem surgir:

    • Secreção com mau cheiro em apenas uma narina;
    • Secreção amarelada ou esverdeada;
    • Mau odor persistente;
    • Sangramentos recorrentes.

    A presença de secreção com odor desagradável em apenas um lado do nariz é um sinal clássico de corpo estranho nasal esquecido.

    O que fazer imediatamente?

    A primeira medida é manter a calma e tranquilizar a criança. Se ela estiver respirando normalmente e o objeto estiver apenas no nariz, geralmente não há obstrução imediata das vias respiratórias.

    Em seguida:

    • Oriente a criança a não mexer no nariz;
    • Não permita que ela tente empurrar o objeto com o dedo;
    • Observe qual narina está obstruída;
    • Procure atendimento médico para que a retirada seja feita com segurança.

    Se a criança apresentar tosse súbita, engasgo ou dificuldade para respirar, existe a possibilidade de o objeto ter se deslocado para a via respiratória. Nesse caso, é necessário procurar atendimento de emergência.

    O que não fazer?

    Algumas atitudes podem piorar a situação.

    Não tente:

    • Introduzir pinças, grampos, cotonetes ou outros instrumentos na narina;
    • “Pescar” o objeto sem visualização e treinamento adequados;
    • Empurrar o objeto com os dedos;
    • Fazer várias tentativas seguidas de retirada;
    • Irrigar o nariz com água ou soro;
    • Pedir que a criança aspire o ar com força pelo nariz.

    Objetos orgânicos, como feijões, ervilhas e milho, podem absorver líquido, aumentar de tamanho e ficar ainda mais presos. Além disso, tentativas repetidas podem provocar sangramento, inchaço e deslocar o corpo estranho para regiões mais profundas.

    É possível retirar o objeto em casa?

    Não é recomendado introduzir instrumentos na narina nem tentar puxar o objeto com pinças, mesmo quando ele parece estar próximo da entrada.

    Uma opção de primeiros socorros descrita para alguns casos é a técnica conhecida como “beijo da mãe”, que utiliza uma pressão de ar suave para tentar expulsar o objeto.

    Ela pode ser considerada quando:

    • A criança está respirando normalmente;
    • O objeto está em apenas uma narina;
    • Não há suspeita de bateria ou ímã;
    • O objeto não é pontiagudo;
    • Não existe sangramento importante.

    Caso a manobra não funcione na primeira tentativa ou a criança não colabore, não se deve insistir. O ideal é procurar atendimento médico.

    Como funciona a técnica do “beijo da mãe”?

    A técnica é realizada da seguinte maneira:

    • O adulto explica à criança que dará um “beijo grande”;
    • Fecha com o dedo a narina que está livre;
    • Coloca a boca sobre a boca da criança, formando uma vedação;
    • Sopra de maneira curta e firme, observando se o objeto sai pela narina obstruída.

    A força deve ser semelhante à utilizada para encher um pequeno balão, sem sopros repetidos ou excessivos.

    A técnica não deve ser realizada quando houver suspeita de bateria tipo botão, ímã, objeto pontiagudo, sangramento importante, dificuldade para respirar ou possibilidade de o item ter sido aspirado.

    Quando procurar um pronto-socorro imediatamente?

    Algumas situações exigem atendimento urgente.

    Procure um serviço de emergência se houver:

    • Dificuldade para respirar;
    • Engasgo ou tosse intensa após a colocação do objeto;
    • Suspeita de que o objeto foi aspirado;
    • Sangramento importante;
    • Dor intensa;
    • Objeto pontiagudo;
    • Suspeita de bateria tipo botão;
    • Suspeita de um ou mais ímãs;
    • Falha na primeira tentativa de pressão positiva;
    • Impossibilidade de identificar qual objeto foi colocado.

    Baterias e ímãs podem lesionar rapidamente os tecidos do nariz e não devem aguardar uma consulta eletiva.

    Por que as baterias tipo botão são tão perigosas?

    As baterias tipo botão representam uma emergência médica. Quando ficam presas na cavidade nasal, podem gerar uma corrente elétrica e provocar queimaduras graves nos tecidos em poucas horas.

    Entre as possíveis complicações estão:

    • Necrose da mucosa;
    • Perfuração do septo nasal;
    • Infecções;
    • Lesões permanentes.

    Por isso, a retirada deve ser feita o mais rápido possível por uma equipe de saúde. Baterias e ímãs precisam de remoção imediata devido ao risco de queimadura, necrose por pressão e perfuração da mucosa ou do septo nasal.

    E os ímãs?

    Os ímãs também exigem atenção especial.

    Quando há um ímã em cada narina ou um ímã associado a outro objeto metálico, eles podem se atrair e comprimir o septo nasal entre eles.

    Essa pressão pode provocar:

    • Lesão da mucosa;
    • Interrupção do fluxo de sangue no tecido;
    • Necrose;
    • Perfuração do septo nasal.

    Assim como as baterias, os ímãs precisam ser retirados com urgência.

    O que os médicos fazem no pronto-atendimento?

    Inicialmente, o médico examina a cavidade nasal com iluminação adequada e instrumentos específicos.

    Dependendo do tipo, do formato e da posição do objeto, podem ser utilizados:

    • Técnicas de pressão positiva;
    • Pinças apropriadas;
    • Pequenos ganchos;
    • Cateteres com balão;
    • Equipamentos de aspiração.

    Na maioria das vezes, a retirada é rápida. Entretanto, a primeira tentativa costuma ser a que oferece maior chance de sucesso. Por isso, o profissional avalia cuidadosamente qual técnica é mais adequada antes de iniciar o procedimento.

    Em crianças muito pequenas, agitadas ou pouco colaborativas, pode ser necessária contenção adequada ou sedação para garantir a segurança durante a retirada.

    São necessários exames?

    Na maioria dos casos, não. Quando o objeto pode ser visualizado diretamente, o diagnóstico costuma ser feito apenas pelo exame físico.

    Radiografias ou outros exames podem ser solicitados quando:

    • Existe dúvida sobre o tipo de objeto;
    • Há suspeita de bateria;
    • O objeto não é visualizado diretamente;
    • Existe suspeita de aspiração;
    • A história não está clara.

    Quando há dificuldade para visualizar o interior do nariz, o otorrinolaringologista também pode realizar uma nasofibroscopia.

    Quais complicações podem ocorrer?

    Se o objeto permanecer no nariz por muito tempo ou se houver tentativas inadequadas de retirada, podem surgir:

    • Infecção;
    • Inflamação da mucosa;
    • Sangramentos repetidos;
    • Secreção com mau cheiro;
    • Feridas dentro do nariz;
    • Perfuração do septo nasal, principalmente nos casos de baterias e ímãs;
    • Aspiração para as vias respiratórias, embora isso seja incomum.

    O risco depende do tipo de objeto, do tempo que ele permanece no local e das tentativas realizadas antes do atendimento.

    Como prevenir esse tipo de acidente?

    A prevenção é a melhor estratégia.

    Alguns cuidados são:

    • Manter objetos pequenos fora do alcance de crianças menores;
    • Supervisionar as brincadeiras;
    • Respeitar a indicação de idade dos brinquedos;
    • Evitar brinquedos com peças pequenas na faixa etária de maior risco;
    • Manter baterias tipo botão e ímãs em compartimentos bem fechados;
    • Descartar baterias usadas em local seguro;
    • Ensinar a criança a não colocar objetos no nariz, na boca ou nos ouvidos.

    Também é importante verificar periodicamente brinquedos, controles remotos, chaves de carro e outros aparelhos que utilizam baterias pequenas.

    Confira: Paladar infantil: por que comer vendo vídeos pode causar obesidade?

    Perguntas frequentes sobre objetos no nariz

    1. Meu filho colocou um feijão no nariz. O que devo fazer?

    Mantenha a calma, impeça que a criança mexa no nariz e não introduza pinças ou cotonetes. Como o feijão pode absorver líquidos e aumentar de tamanho, não lave a narina. Procure atendimento caso ele não seja expelido por uma única tentativa segura de pressão positiva.

    2. Posso usar uma pinça?

    Não é recomendado. A pinça pode empurrar o objeto mais profundamente, provocar sangramento ou dificultar a retirada posterior.

    3. O que é a técnica do “beijo da mãe”?

    É uma manobra de pressão positiva na qual o adulto fecha a narina livre e sopra pela boca da criança para tentar expulsar o objeto pela narina obstruída. Ela deve ser utilizada apenas em situações apropriadas e nunca em casos de baterias, ímãs, objetos pontiagudos ou dificuldade respiratória.

    4. Como saber se ainda existe um objeto no nariz?

    Obstrução de apenas uma narina, secreção persistente com mau cheiro, sangramentos repetidos e dificuldade para respirar por um dos lados podem indicar que ainda existe um corpo estranho no local.

    5. Quando devo levar a criança imediatamente ao hospital?

    Quando houver dificuldade para respirar, tosse ou engasgo súbitos, sangramento importante, dor intensa, suspeita de aspiração ou presença de bateria, ímã ou objeto pontiagudo.

    6. Como os médicos retiram o objeto?

    A retirada pode ser feita com técnicas de pressão positiva ou instrumentos específicos, como pinças delicadas, ganchos, cateteres com balão e equipamentos de aspiração. Em alguns casos, pode ser necessária sedação.

    7. Qual é o objeto mais perigoso quando fica preso no nariz?

    As baterias tipo botão estão entre os objetos mais perigosos, pois podem causar queimaduras graves nos tecidos do nariz em poucas horas. Os ímãs também podem provocar lesões importantes, especialmente quando comprimem o septo nasal. Ambos exigem atendimento médico imediato.

    Veja também: Atraso na fala: o excesso de telas pode estar por trás do problema?

  • Fratura de fêmur em idosos: por que ela é tão grave?

    Fratura de fêmur em idosos: por que ela é tão grave?

    As quedas estão entre as principais causas de internação, perda da independência e morte entre idosos em todo o mundo. Entre todas as lesões provocadas por esses acidentes, a fratura do fêmur proximal, popularmente conhecida como fratura de quadril, é uma das mais preocupantes.

    Isso porque, muitas vezes, o maior problema não é apenas o osso quebrado, mas o conjunto de complicações que pode surgir durante a recuperação.

    Em muitos casos, um idoso que caminhava normalmente antes da queda passa a depender de familiares ou cuidadores para realizar atividades simples do dia a dia. Além disso, a fratura está associada a um aumento importante do risco de internações prolongadas, perda de massa muscular, infecções e até mortalidade no primeiro ano após o acidente.

    Por isso, prevenir quedas é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde, a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade.

    Por que as quedas são tão frequentes nos idosos?

    O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo que podem aumentar o risco de quedas.

    Entre elas estão:

    • Redução da força muscular;
    • Diminuição do equilíbrio;
    • Reflexos mais lentos;
    • Alterações da visão;
    • Perda da sensibilidade nos pés;
    • Redução da velocidade da marcha.

    Além disso, doenças crônicas e o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo podem aumentar ainda mais esse risco.

    Por que o fêmur quebra com tanta facilidade?

    Um dos principais motivos é a osteoporose. Essa doença reduz a densidade e a resistência dos ossos, deixando-os mais frágeis.

    Dessa forma, uma queda da própria altura, que dificilmente provocaria uma fratura em um adulto jovem, pode ser suficiente para quebrar o fêmur de uma pessoa idosa.

    A combinação entre osteoporose e maior risco de quedas ajuda a explicar por que esse tipo de fratura é tão frequente nessa população.

    O que acontece quando o fêmur quebra?

    A maioria das fraturas ocorre na região do fêmur próxima ao quadril. Os sintomas costumam ser bastante característicos e podem envolver:

    • Dor intensa na virilha ou no quadril;
    • Incapacidade de ficar em pé;
    • Dificuldade para movimentar a perna;
    • Perna aparentemente mais curta e rodada para fora.

    Esse quadro exige atendimento médico imediato.

    Por que essa fratura é considerada tão grave?

    A gravidade da fratura de fêmur está relacionada principalmente às consequências da imobilização.

    Enquanto um adulto jovem costuma recuperar mais rapidamente a capacidade de andar após uma fratura, muitos idosos permanecem dias ou semanas com a mobilidade reduzida.

    Esse período sem se movimentar adequadamente favorece uma série de complicações.

    Perda acelerada de massa muscular

    Os músculos dependem do movimento para manter sua força. Após poucos dias de repouso, o organismo começa a perder massa muscular, processo relacionado à sarcopenia.

    Nos idosos, essa perda pode ocorrer de forma ainda mais rápida.

    Como consequência, mesmo depois que o osso cicatriza, o paciente pode apresentar:

    • Dificuldade para caminhar;
    • Perda do equilíbrio;
    • Maior risco de novas quedas;
    • Dependência para realizar atividades diárias.

    Aumento do risco de trombose

    Quando uma pessoa permanece muito tempo deitada, o sangue circula mais lentamente pelas pernas.

    Isso favorece a formação de coágulos, que podem causar:

    • Trombose venosa profunda;
    • Embolia pulmonar.

    Por esse motivo, pacientes internados costumam receber medidas para prevenir a trombose, como medicamentos anticoagulantes e mobilização precoce, quando possível.

    Pneumonia é uma complicação frequente

    A permanência prolongada na cama reduz a expansão adequada dos pulmões. Além disso, idosos podem tossir com menos força e apresentar maior dificuldade para eliminar secreções.

    Isso aumenta o risco de:

    • Pneumonia;
    • Insuficiência respiratória;
    • Necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

    Confusão mental durante a internação

    Muitos idosos desenvolvem um quadro chamado delirium, caracterizado por uma alteração aguda do funcionamento cerebral.

    Os sintomas podem ser:

    • Confusão;
    • Sonolência;
    • Agitação;
    • Desorientação;
    • Alucinações em alguns casos.

    Dor, cirurgia, infecções, alterações do sono e mudanças de ambiente podem contribuir para o surgimento desse problema. O delirium está associado a uma recuperação mais lenta e a um maior risco de complicações.

    Úlceras por pressão

    Permanecer por muito tempo na mesma posição pode provocar lesões na pele, conhecidas como úlceras por pressão ou escaras.

    Essas feridas podem:

    • Aumentar o risco de infecções;
    • Prolongar a internação;
    • Dificultar a reabilitação.

    Mudanças frequentes de posição e cuidados adequados com a pele ajudam a prevenir esse problema.

    Perda da independência

    Uma das maiores consequências da fratura de fêmur é a perda da capacidade funcional. Mesmo após a cirurgia e a consolidação da fratura, parte dos pacientes não recupera o mesmo nível de autonomia que possuía antes da queda.

    Alguns passam a precisar de:

    • Bengalas;
    • Andadores;
    • Cadeira de rodas;
    • Ajuda para tomar banho, alimentar-se ou vestir-se.

    Quanto maior o período de imobilização, mais difícil tende a ser a recuperação.

    Existe aumento do risco de mortalidade?

    Sim. Estudos mostram que a fratura de quadril está associada a um aumento significativo da mortalidade no primeiro ano após o evento.

    Na maioria dos casos, o óbito não ocorre pela fratura em si, mas pelas complicações decorrentes da imobilização, como infecções, tromboembolismo, descompensação de doenças crônicas e perda importante da capacidade funcional.

    Isso reforça a importância da prevenção, do tratamento rápido e da reabilitação precoce.

    Como é feito o tratamento?

    Na maioria das fraturas, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia tem como objetivos:

    • Aliviar a dor;
    • Estabilizar o osso;
    • Permitir que o paciente volte a andar o mais cedo possível.

    Sempre que as condições clínicas permitirem, recomenda-se realizar o procedimento nas primeiras 24 a 48 horas após a fratura, pois isso está associado a melhores resultados.

    A fisioterapia começa logo após a cirurgia

    A reabilitação precoce é um dos pilares do tratamento. A fisioterapia ajuda a:

    • Recuperar a força muscular;
    • Melhorar o equilíbrio;
    • Reduzir o risco de trombose;
    • Diminuir a perda de massa muscular;
    • Favorecer o retorno às atividades diárias.

    Quanto mais cedo a mobilização for iniciada, maiores costumam ser as chances de recuperação.

    Como prevenir quedas?

    A prevenção envolve um conjunto de medidas.

    1. Tratar a osteoporose

    O diagnóstico e o tratamento adequados da osteoporose reduzem significativamente o risco de fraturas.

    2. Fortalecer a musculatura

    Exercícios de fortalecimento, equilíbrio e coordenação ajudam a reduzir o risco de quedas. Atividades como musculação supervisionada, caminhada, tai chi chuan e exercícios funcionais podem trazer benefícios.

    3. Adaptar a casa

    Algumas mudanças simples podem fazer grande diferença:

    • Retirar tapetes soltos;
    • Instalar barras de apoio no banheiro;
    • Melhorar a iluminação dos ambientes;
    • Evitar fios espalhados;
    • Utilizar calçados antiderrapantes.

    4. Revisar os medicamentos

    Alguns remédios podem causar:

    • Tontura;
    • Sonolência;
    • Queda da pressão arterial.

    A revisão periódica dos medicamentos utilizados pode ajudar a reduzir o risco de quedas.

    5. Cuidar da visão e da audição

    Problemas visuais e auditivos podem prejudicar o equilíbrio e aumentar a chance de acidentes. Consultas regulares ajudam a identificar e corrigir essas alterações.

    Quando procurar atendimento?

    Todo idoso que sofre uma queda deve ser avaliado se apresentar:

    • Dor intensa no quadril ou na virilha;
    • Incapacidade de apoiar o pé no chão;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Perna encurtada ou rodada para fora;
    • Dor persistente, mesmo sem deformidade evidente.

    Também é importante investigar a causa da queda, principalmente quando ela ocorre sem um motivo claro. O episódio pode estar relacionado a alterações cardíacas, neurológicas ou a efeitos de medicamentos.

    Veja mais: Osteoporose: conheça a doença silenciosa que enfraquece os ossos

    Perguntas frequentes sobre fratura de fêmur em idosos

    1. Por que a fratura de fêmur é tão grave em idosos?

    Porque aumenta o risco de complicações como pneumonia, trombose, perda de massa muscular, delirium e perda da independência, além de estar associada a uma maior mortalidade.

    2. Toda fratura de fêmur precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim. A cirurgia permite a mobilização precoce e reduz complicações relacionadas ao repouso prolongado.

    3. O idoso volta a andar normalmente?

    Muitos pacientes recuperam a capacidade de caminhar, mas parte deles não retorna ao mesmo nível de independência que possuía antes da queda.

    4. Quanto antes a cirurgia for realizada, melhor?

    Sim. Sempre que possível, a cirurgia realizada nas primeiras 24 a 48 horas está associada a melhores resultados e a um menor risco de complicações.

    5. A fisioterapia faz diferença?

    Sim. A reabilitação precoce é essencial para recuperar a força, o equilíbrio e a autonomia.

    6. Como evitar esse tipo de fratura?

    Controlando a osteoporose, fortalecendo a musculatura, adaptando o ambiente doméstico, revisando medicamentos e mantendo acompanhamento médico regular.

    7. Toda queda em um idoso precisa ser investigada?

    Idealmente, sim. Além de identificar possíveis fraturas, é importante descobrir por que a queda aconteceu para prevenir novos acidentes e preservar a independência do idoso.

    Confira: Delirium não é demência: entenda mais sobre esse tipo de confusão mental

  • Ranger ou apertar os dentes: quando o bruxismo vira um problema

    Ranger ou apertar os dentes: quando o bruxismo vira um problema

    Acordar com dor na mandíbula, perceber que os dentes estão ficando desgastados ou ouvir de alguém que você range os dentes durante a noite são sinais que podem indicar bruxismo.

    O bruxismo é uma condição caracterizada pelo apertamento ou ranger involuntário dos dentes. Ele pode ocorrer durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada e, embora muitas vezes seja visto apenas como um hábito, pode provocar danos importantes aos dentes, aos músculos da mastigação e à articulação da mandíbula.

    Na maioria dos casos, o tratamento não tem como objetivo curar o bruxismo, mas reduzir os fatores desencadeantes, aliviar os sintomas e evitar complicações permanentes.

    O que é o bruxismo?

    O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos da mastigação que pode provocar:

    • Apertamento dos dentes;
    • Ranger dos dentes;
    • Contração excessiva da musculatura da mandíbula.

    Ele pode ocorrer de duas formas.

    Bruxismo do sono

    Ocorre de maneira involuntária durante o sono. Muitas pessoas só descobrem o problema porque alguém escuta o ranger dos dentes durante a noite ou porque o dentista identifica sinais de desgaste.

    Bruxismo em vigília

    Acontece enquanto a pessoa está acordada. Nesse caso, é mais comum que a pessoa permaneça apertando os dentes durante momentos de concentração, estresse ou ansiedade, muitas vezes sem perceber.

    O que causa o bruxismo?

    O bruxismo tem origem multifatorial, ou seja, pode estar relacionado a diferentes fatores.

    Os principais são:

    • Estresse;
    • Ansiedade;
    • Privação de sono;
    • Distúrbios do sono, especialmente apneia obstrutiva do sono;
    • Predisposição genética;
    • Uso de alguns medicamentos, como determinados antidepressivos;
    • Consumo excessivo de cafeína;
    • Consumo de álcool;
    • Tabagismo.

    Antigamente, acreditava-se que alterações na mordida eram a principal causa do bruxismo. Hoje, sabe-se que, na maioria dos pacientes, os fatores relacionados ao sistema nervoso central e ao sono têm um papel muito mais importante.

    Quais são os sintomas?

    Os sintomas podem variar de intensidade.

    Os mais frequentes são:

    • Dor ou cansaço na mandíbula ao acordar;
    • Dor de cabeça, principalmente na região das têmporas;
    • Dor na face;
    • Sensibilidade dentária;
    • Desgaste dos dentes;
    • Estalos ao abrir ou fechar a boca;
    • Dificuldade para mastigar alimentos mais duros.

    Em alguns pacientes, também pode ocorrer dor no pescoço e nos ombros devido à tensão muscular.

    Quais são as consequências de não tratar?

    Quando o bruxismo persiste por meses ou anos, diferentes complicações podem surgir.

    Desgaste dos dentes

    Essa é uma das consequências mais comuns.

    O atrito constante pode desgastar o esmalte dentário, deixando os dentes:

    • Mais curtos;
    • Mais sensíveis;
    • Mais frágeis.

    Nos casos mais avançados, pode ocorrer exposição da dentina e necessidade de restaurações extensas ou reabilitação protética.

    Fraturas dentárias

    A força exercida durante o apertamento pode provocar:

    • Trincas no esmalte;
    • Fraturas nos dentes;
    • Quebra de restaurações;
    • Danos em coroas e implantes.

    Disfunção temporomandibular (DTM)

    O esforço repetitivo pode sobrecarregar a articulação temporomandibular, conhecida como ATM.

    Isso pode favorecer sintomas como:

    • Dor próxima ao ouvido;
    • Estalos na mandíbula;
    • Limitação para abrir a boca;
    • Dor ao mastigar.

    Embora o bruxismo e a DTM sejam condições diferentes, elas frequentemente coexistem.

    Dores de cabeça

    A contração contínua dos músculos da mastigação pode provocar cefaleias tensionais, principalmente ao despertar.

    Muitas pessoas acreditam que sofrem de enxaqueca quando, na realidade, a origem da dor está na musculatura da face.

    Alterações do sono

    O bruxismo do sono pode fragmentar o descanso e contribuir para uma qualidade do sono pior.

    Quando está associado a apneia obstrutiva do sono, a investigação e o tratamento desse distúrbio tornam-se fundamentais.

    Como o diagnóstico é feito?

    O diagnóstico é baseado na combinação de:

    • História clínica;
    • Exame odontológico;
    • Avaliação dos sintomas.

    Durante a consulta, o dentista pode identificar:

    • Desgaste dos dentes;
    • Trincas;
    • Marcas de mordida na língua ou nas bochechas;
    • Aumento dos músculos da mastigação.

    Nos casos de dúvida ou quando há suspeita de distúrbios do sono associados, pode ser indicada uma polissonografia.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa predominante e da gravidade dos sintomas. Na maioria dos pacientes, ele envolve a combinação de diferentes estratégias.

    Placa oclusal ou placa para bruxismo

    A placa interoclusal, confeccionada pelo dentista, é um dos tratamentos mais utilizados.

    Ela pode:

    • Proteger os dentes contra o desgaste;
    • Reduzir o risco de fraturas;
    • Diminuir a sobrecarga sobre a mandíbula.

    É importante destacar que a placa não impede que o bruxismo aconteça, mas reduz seus efeitos nocivos.

    Controle do estresse e da ansiedade

    Como o estresse é um importante fator desencadeante, algumas medidas podem ser recomendadas, como:

    • Psicoterapia;
    • Técnicas de relaxamento;
    • Exercícios físicos;
    • Meditação;
    • Higiene adequada do sono.

    Tratamento de distúrbios do sono

    Quando existe apneia obstrutiva do sono, tratar essa condição pode reduzir os episódios de bruxismo em alguns pacientes.

    Fisioterapia

    Pacientes com dor muscular ou DTM podem se beneficiar de fisioterapia especializada.

    As técnicas podem incluir:

    • Alongamentos;
    • Exercícios para a mandíbula;
    • Terapia manual;
    • Correção postural.

    Medicamentos

    Não existe um medicamento específico para curar o bruxismo. Em situações selecionadas, o médico pode prescrever medicamentos para aliviar a dor ou a tensão muscular, sempre por períodos limitados.

    Toxina botulínica

    Em alguns casos graves e que não melhoram com outras medidas, a aplicação de toxina botulínica nos músculos da mastigação pode reduzir a força do apertamento e aliviar a dor.

    Entretanto, ela não elimina a causa do bruxismo e deve ser indicada apenas após uma avaliação individualizada.

    Bruxismo tem cura?

    Nem sempre. Em muitas pessoas, o bruxismo apresenta períodos de melhora e piora ao longo da vida.

    O objetivo do tratamento é:

    • Reduzir os sintomas;
    • Evitar o desgaste dos dentes;
    • Preservar a função da mandíbula;
    • Melhorar a qualidade de vida.

    Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue controlar bem a condição.

    Como prevenir o agravamento?

    Algumas medidas podem ajudar a reduzir os sintomas:

    • Dormir bem;
    • Reduzir o consumo de cafeína à noite;
    • Evitar álcool antes de dormir;
    • Não mascar chicletes por longos períodos;
    • Fazer pausas durante atividades que exigem muita concentração;
    • Tratar ansiedade e estresse quando presentes.

    Quando procurar um dentista ou médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Dor frequente na mandíbula;
    • Dores de cabeça ao acordar;
    • Dentes desgastados ou quebrando com facilidade;
    • Estalos dolorosos na mandíbula;
    • Sensibilidade dentária crescente;
    • Relatos de ranger os dentes durante o sono.

    Quanto mais cedo o tratamento começar, menor será o risco de danos permanentes aos dentes e à articulação.

    Confira: Como parar de pensar em trabalho durante o tempo livre?

    Perguntas frequentes sobre bruxismo

    1. O que é bruxismo?

    É uma condição caracterizada pelo apertamento ou ranger involuntário dos dentes durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada.

    2. O estresse pode causar bruxismo?

    Sim. O estresse e a ansiedade estão entre os principais fatores associados ao problema.

    3. O bruxismo desgasta os dentes?

    Sim. Quando não é tratado, pode provocar desgaste importante do esmalte, fraturas dentárias e sensibilidade.

    4. A placa de bruxismo cura o problema?

    Não. Ela protege os dentes e reduz os danos causados pelo apertamento, mas não elimina a causa do bruxismo.

    5. A toxina botulínica pode ser usada?

    Sim. Em casos selecionados, a toxina botulínica pode reduzir a força da contração muscular e aliviar os sintomas, mas não representa uma cura.

    6. Bruxismo pode causar dor de cabeça?

    Sim. A contração repetitiva dos músculos da mastigação pode provocar cefaleias tensionais, especialmente ao acordar.

    7. Quando devo procurar tratamento?

    Sempre que houver dor na mandíbula, desgaste dos dentes, sensibilidade dentária, estalos na articulação ou relatos de ranger os dentes durante o sono.

    O diagnóstico precoce ajuda a prevenir complicações e preservar a saúde bucal.

    Veja também: Aprenda alongamentos simples para aliviar dores musculares