Autor: Dra. Juliana Soares

  • 7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    O AVC, também chamado de acidente vascular cerebral ou, popularmente, derrame, é uma emergência médica. Ele acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando ocorre sangramento cerebral. Nos dois casos, o tempo faz toda a diferença: quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência e menores as chances de sequelas. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    O problema é que os sintomas nem sempre são reconhecidos de imediato. Algumas pessoas esperam melhorar sozinhos, atribuem os sinais a mal-estar, labirintite, cansaço ou pressão alta, e acabam perdendo um tempo precioso. Por isso, saber identificar os principais sinais de alerta é a maneira mais eficaz de proteger a própria saúde e a de quem está por perto. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é um AVC?

    O AVC acontece quando o cérebro deixa de receber sangue adequadamente. Isso pode ocorrer por obstrução de um vaso, no caso do AVC isquêmico, ou por rompimento de um vaso, no caso do AVC hemorrágico. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade, e o diagnóstico rápido é essencial para que o tratamento seja feito dentro da chamada janela terapêutica. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Como o cérebro depende de oxigênio e nutrientes circulando o tempo todo, qualquer interrupção pode afetar funções importantes como fala, visão, força, equilíbrio e consciência. É por isso que os sintomas costumam surgir de forma súbita e exigem atendimento imediato. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Por que agir rápido é tão importante?

    No AVC, cada minuto importa. Em alguns tipos de AVC isquêmico, existe tratamento específico que pode ajudar a desobstruir o vaso e reduzir danos, mas ele precisa ser iniciado dentro de um tempo limitado. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Diante dos sintomas, a recomendação é acionar o SAMU pelo número 192 ou levar a pessoa imediatamente a um serviço de emergência. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Isso significa que reconhecer o quadro em casa, no trabalho ou na rua pode realmente mudar o desfecho. Esperar para ver se melhora pode custar funções cerebrais importantes e aumentar o risco de sequelas permanentes. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    7 sintomas de AVC que você não deve ignorar

    Os sinais de AVC costumam aparecer de repente. Em geral, o que chama atenção é justamente a instalação súbita de um déficit neurológico. Veja abaixo 7 deles. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    1. Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo

    Esse é um dos sinais mais clássicos. A pessoa pode sentir ou demonstrar fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente de um lado só. Às vezes, começa como um braço mole, dificuldade de segurar objetos ou sensação estranha em uma metade do corpo. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Também pode haver assimetria facial, com um lado do rosto mais caído. Esse é um dos elementos centrais das escalas rápidas de reconhecimento de AVC usadas no atendimento pré-hospitalar. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    2. Dificuldade para falar ou fala enrolada

    A pessoa pode começar a falar de forma arrastada, trocar palavras, ter dificuldade para organizar frases ou simplesmente não conseguir falar. Em outros casos, ela até fala, mas o conteúdo fica confuso ou sem sentido. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Esse sintoma costuma assustar quem presencia, e com razão, pois alterações súbitas da fala devem sempre ser tratadas como urgência. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    3. Dificuldade para compreender o que está sendo dito

    Além de falar com dificuldade, a pessoa também pode não conseguir entender frases simples ou parecer completamente desorientada diante de uma conversa comum. Isso às vezes é confundido com confusão mental ou desatenção, mas pode ser manifestação direta do AVC. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Quando a compreensão muda de forma súbita, especialmente junto com outros sinais neurológicos, as alterações precisam ser levadas a sério imediatamente. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    4. Alteração visual súbita

    A perda de visão em um ou nos dois olhos, a visão embaçada repentina ou a sensação de cortina cobrindo parte do campo visual podem ser sinais de AVC. Nem toda alteração visual significa problema oftalmológico; quando surge de repente, também pode ter origem neurológica. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Muita gente tende a minimizar esse sintoma, principalmente se ele melhora rápido. Ainda assim, é um sinal de alerta importante e não deve ser ignorado. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    5. Tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para andar

    Alguns AVCs podem se manifestar principalmente com alteração do equilíbrio, da coordenação e da marcha. A pessoa pode cambalear, não conseguir se manter em pé direito ou sentir uma tontura súbita associada a instabilidade marcante. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    Como tontura também é um sintoma comum em outras situações, aqui o detalhe importante é o contexto: o início súbito e a presença de outros sinais neurológicos aumentam muito a suspeita de AVC. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    6. Dor de cabeça súbita e muito intensa

    A dor de cabeça do AVC não é a mais comum em todos os casos, mas quando aparece de forma abrupta, intensa e sem causa aparente, ela precisa ser valorizada. Esse sinal é especialmente lembrado nos quadros hemorrágicos. :contentReference[oaicite:19]{index=19}

    Quando essa dor vem acompanhada de náusea, vômito, sonolência, confusão ou perda de força, a urgência fica ainda maior. :contentReference[oaicite:20]{index=20}

    7. Confusão mental, sonolência ou rebaixamento do nível de consciência

    Em alguns casos, o AVC pode não começar apenas com um sintoma motor ou de fala. A pessoa pode parecer muito confusa, ficar excessivamente sonolenta, perder o contato com o ambiente ou até desmaiar. Nos AVCs hemorrágicos, esse tipo de apresentação pode ser mais evidente. :contentReference[oaicite:21]{index=21}

    Esse é um sinal de gravidade e nunca deve ser visto como algo para observar em casa. Se houver alteração neurológica súbita, o correto é buscar atendimento imediato. :contentReference[oaicite:22]{index=22}

    Existe uma forma simples de lembrar dos sinais?

    Sim. Uma forma prática é observar três pontos muito conhecidos no reconhecimento rápido do AVC:

    • Rosto torto ou assimétrico;
    • Fraqueza em um braço ou perna;
    • Fala alterada ou dificuldade para se comunicar.

    Se qualquer um desses sinais surgir de repente, a orientação é considerar AVC até prova em contrário e agir rápido. :contentReference[oaicite:23]{index=23}

    O que fazer diante de uma suspeita de AVC?

    A primeira atitude é não esperar melhorar sozinho. O correto é ligar para o SAMU por meio do número 192 ou levar a pessoa imediatamente para atendimento de urgência. :contentReference[oaicite:24]{index=24}

    Também é importante tentar identificar o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista bem, porque isso ajuda a equipe médica a definir a estratégia de tratamento. :contentReference[oaicite:25]{index=25}

    Algumas atitudes que ajudam:

    • Acionar atendimento de urgência imediatamente;
    • Manter a pessoa em segurança, sentada ou deitada;
    • Não oferecer comida, bebida ou remédios por conta própria;
    • Informar à equipe o horário do início dos sintomas ou o último momento em que ela estava sem sintomas.

    Nem todo sintoma dura muito: e se melhorar?

    Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, isso não elimina a gravidade. Alguns quadros podem representar um ataque isquêmico transitório, que é um grande sinal de alerta para AVC. :contentReference[oaicite:26]{index=26}

    Ou seja, mesmo que tenha passado sozinho, não é motivo para ignorar o episódio. A avaliação médica continua sendo necessária. :contentReference[oaicite:27]{index=27}

    Confira: Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Perguntas frequentes sobre sintomas de AVC

    1. AVC sempre causa desmaio?

    Não. Muitos AVCs acontecem sem desmaio, com sinais como fala alterada, fraqueza em um lado do corpo ou perda de visão.

    2. Dor de cabeça forte pode ser AVC?

    Sim, especialmente quando é súbita, intensa e sem causa aparente.

    3. Tontura pode ser sinal de AVC?

    Pode, principalmente quando surge de repente e vem junto com perda de equilíbrio, dificuldade para andar ou outros sintomas neurológicos.

    4. Se o sintoma passar rápido, ainda preciso procurar ajuda?

    Sim. Mesmo sintomas transitórios precisam ser avaliados.

    5. O que fazer primeiro diante da suspeita?

    Acionar o SAMU por meio do número 192 ou levar imediatamente a um serviço de emergência.

    6. AVC e derrame são a mesma coisa?

    Sim. Derrame é um termo popular para acidente vascular cerebral.

    7. Quanto mais rápido o atendimento, melhor?

    Sim. O tempo influencia diretamente as chances de recuperação e o risco de sequelas.

    Veja mais: Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

  • 6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    A sensação de sede é a maneira natural do corpo avisar que precisa de hidratação, especialmente após praticar atividades físicas, consumir alimentos salgados ou em dias de calor intenso. Mas, se a vontade de beber água se torna constante, persistente e parece nunca passar, pode indicar que o organismo está tentando compensar algum desequilíbrio interno.

    O quadro, conhecido como polidipsia, pode ter diferentes causas e merece investigação quando se mantém por vários dias. Em algumas situações, o organismo perde mais líquidos do que o habitual ou apresenta alterações na forma como regula o equilíbrio hídrico, o que mantém o estímulo de sede constantemente ativado.

    Beber muita água é sempre sinal de problema?

    A necessidade de ingestão de líquidos varia de forma significativa de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como o peso corporal, o nível de atividade física e o clima da região onde se vive. Em dias muito quentes ou após um treino intenso, é completamente normal sentir sede com frequência para repor o que foi perdido por meio do suor.

    Mas então, quando é necessário se preocupar? Quando a sede aparece de forma repentina, excessiva e desproporcional ao estilo de vida.

    Se você passou a beber muito mais água do que o normal, sem que tenha havido mudança na rotina de exercícios ou aumento da temperatura, isso pode indicar que o corpo está tentando compensar algum desequilíbrio interno. Nesses casos, vale procurar um médico para investigar o que está acontecendo.

    O que pode causar a sede constante?

    A sede persistente é um sintoma que pode ter causas variadas, desde hábitos alimentares até condições hormonais complexas.

    1. Diabetes

    Em quadros de diabetes, quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue estão muito altos, os rins não conseguem reabsorvê-la e precisam produzir mais urina para eliminar esse excesso do corpo. Como resultado, você perde muito líquido e o cérebro envia sinais constantes de sede para tentar evitar a desidratação.

    2. Desidratação

    A desidratação nem sempre acontece apenas por falta de ingestão de água. Na verdade, febre, episódios de diarreia ou vômitos são alguns dos fatores que fazem o corpo perder líquidos e eletrólitos rapidamente, gerando uma sede intensa que serve como um mecanismo de sobrevivência do organismo.

    3. Medicamentos diuréticos e anti-hipertensivos

    Os remédios utilizados para tratar a pressão alta ou o inchaço podem estimular os rins a eliminar mais água, aumentando a produção de urina ao longo do dia.

    Já os antidepressivos e os antipsicóticos podem provocar a sensação de boca seca (ou xerostomia), que o paciente muitas vezes confunde com a sede real, levando a uma ingestão de líquidos maior do que o necessário.

    4. Problemas nos rins

    Quando os rins não estão funcionando corretamente, eles podem perder a capacidade de concentrar a urina. Na prática, isso significa que o corpo elimina grandes volumes de água, mesmo sem necessidade, o que leva a uma perda contínua de líquidos. Para compensar, a sede aumenta, criando um ciclo em que a pessoa bebe mais água, mas continua urinando em excesso.

    5. Excesso de sal ou proteínas na dieta

    Uma alimentação muito rica em sódio ou o uso excessivo de suplementos proteicos exige que o corpo utilize mais água para processar essas substâncias e filtrá-las pelos rins. Se você aumentou o consumo de proteínas recentemente, a demanda por água tende a subir naturalmente.

    6. Anemia falciforme

    Em alguns casos, especialmente em crianças, a sede excessiva pode estar associada à anemia falciforme. A condição pode comprometer o funcionamento dos rins, dificultando a capacidade de concentrar a urina. Como resultado, há uma maior perda de líquidos e, consequentemente, um aumento da necessidade de hidratação.

    Sintomas que podem acompanhar a sede excessiva

    Quando a sede excessiva é causada por uma condição de saúde, ela pode aparecer acompanhada de sinais como:

    • Poliúria, que é o aumento do volume urinário, com vontade frequente de urinar ao longo do dia e também durante a noite;
    • Fome exagerada, conhecida como polifagia, aparece mesmo após as refeições, com sensação constante de falta de energia;
    • Visão turva ou embaçada, que ocorre quando o excesso de glicose no sangue afeta a nitidez da visão;
    • Cansaço extremo e a fraqueza que surgem mesmo sem esforço físico, devido à dificuldade do corpo em usar a energia;
    • Perda de peso inexplicável, que acontece sem mudanças na alimentação ou na rotina de exercícios;
    • Cicatrização lenta, o faz com que feridas e machucados demorem mais tempo para fechar;
    • Boca seca e os lábios rachados que persistem mesmo com a ingestão de líquidos;
    • Tonturas e dores de cabeça.

    Se a sede excessiva vier acompanhada de confusão mental, hálito com cheiro de fruta, vômitos persistentes ou dor abdominal forte, procure um pronto-atendimento imediatamente. Os sinais podem indicar complicações graves do diabetes, como a cetoacidose diabética.

    Como saber se a sede é emocional?

    A sede de origem emocional, conhecida como polidipsia psicogênica, normalmente está associada a um hábito compulsivo ou a uma tentativa do cérebro de aliviar o estresse e a ansiedade. Ela costuma surgir em momentos de tensão ou tédio, como uma forma de alívio, sem outros sinais físicos, como perda de peso ou alterações na glicose.

    Para diferenciar, vale observar se a necessidade de beber água desaparece quando você está distraído ou relaxado. Ao contrário das outras causas, como o diabetes, a sede emocional costuma acabar durante o sono e não te acorda durante a noite.

    Quando ir ao médico?

    É recomendado procurar um clínico geral ou endocrinologista se a sede excessiva persistir por mais de uma semana sem uma causa aparente, como calor intenso ou mudança na dieta. O diagnóstico precoce é importante para prevenir danos a longo prazo no corpo, como pode acontecer em casos de diabetes ou problemas renais, por exemplo.

    O que fazer para aliviar a sensação de boca seca?

    Para aliviar a sensação de boca seca, é preciso adotar medidas que estimulem a produção de saliva ou mantenham a mucosa oral protegida, como:

    • Estimular a salivação com o uso de chicletes ou balas sem açúcar ajuda a ativar as glândulas salivares; opções com xilitol também contribuem para prevenir cáries;
    • Hidratar-se de forma fracionada, com pequenos goles de água ao longo do dia, mantém a boca úmida por mais tempo e evita a ingestão excessiva de líquido de uma só vez;
    • Evitar irritantes como café, bebidas alcoólicas e tabaco reduz o ressecamento da mucosa bucal. Alimentos muito salgados ou picantes também podem aumentar o desconforto;
    • Utilizar saliva artificial, em spray ou gel, pode ajudar nos casos mais intensos, formando uma película protetora na boca, principalmente antes de dormir.

    Além das medidas, manter uma higiene bucal adequada e usar umidificadores de ar no quarto durante a noite podem ajudar a reduzir a secura ao acordar. Se o sintoma continuar mesmo com as mudanças, vale consultar um dentista ou um médico para investigar se o uso de algum medicamento pode estar causando o problema.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Sede excessiva pode ser gravidez?

    Sim. Durante a gestação, o volume de sangue aumenta e os rins trabalham mais, o que pode causar mais sede. Também pode ser um sinal de diabetes gestacional.

    2. Beber 5 litros de água por dia faz mal?

    Sim, se for além da necessidade do corpo, pode causar hiponatremia (baixa de sódio no sangue), o que é perigoso para o cérebro.

    3. Pressão alta dá sede?

    A pressão alta, por si só, não costuma causar sede diretamente. No entanto, muitos dos medicamentos usados no tratamento, especialmente os diuréticos, aumentam a eliminação de líquidos pela urina e podem levar à sensação de sede ao longo do dia.

    4. Falta de qual vitamina causa sede?

    A deficiência de vitamina B12 pode provocar alterações na mucosa da boca e da língua, deixando a região mais sensível e ressecada. Com isso, pode surgir uma sensação de boca seca, que muitas vezes é percebida como sede.

    5. Café causa sede?

    Sim, a cafeína tem um leve efeito diurético, estimulando a produção de urina, o que pode contribuir para uma maior perda de líquidos, principalmente quando consumido em excesso.

    6. Por que idosos sentem menos sede?

    Com o envelhecimento, o centro da sede no cérebro torna-se menos sensível, o que aumenta o risco de desidratação grave.

    7. Beber água gelada mata mais a sede?

    A temperatura da água não altera a hidratação, mas a água gelada pode dar uma sensação maior de refrescância e alívio imediato na mucosa da boca, o que ajuda a acalmar o centro da sede mais rápido.

    8. Ressaca causa sede por quê?

    O álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que os rins eliminem muito mais água do que o normal. A sede no dia seguinte é o corpo tentando desesperadamente reverter a desidratação.

    Veja mais: Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

  • Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    Choque térmico é perigoso? Saiba por que acontece e os principais riscos para a saúde

    O choque térmico é uma reação do corpo que acontece quando somos expostos a uma mudança brusca e rápida de temperatura, como sair de um ambiente com ar-condicionado muito frio para o calor intenso da rua, ou tomar um banho muito gelado logo após uma atividade física intensa.

    O corpo humano tem a capacidade natural de regular a temperatura interna, só que mudanças bruscas e extremas podem causar algumas reações inesperadas no organismo.

    Na maioria das vezes, o choque térmico causa apenas um desconforto passageiro, como tontura ou espirros, mas em casos específicos, ele pode estar associado a complicações mais sérias, como a paralisia facial periférica ou sobrecarga cardíaca.

    O que é o choque térmico e por que acontece?

    O choque térmico é uma reação do organismo a uma mudança brusca de temperatura, seja do calor para o frio ou vice-versa, quando o corpo não tem tempo suficiente para se adaptar ao novo ambiente.

    Para entender melhor, o corpo humano trabalha para manter a temperatura interna constante, normalmente entre 36°C e 37°C, o que é conhecido como termorregulação. Quando acontece uma mudança súbita no ambiente, o sistema nervoso envia sinais imediatos para os vasos sanguíneos e órgãos para tentar compensar a troca de calor:

    • Vasoconstrição (frio súbito): se você está em um ambiente quente e entra em contato com o frio extremo, os vasos sanguíneos se contraem rapidamente para evitar a perda de calor. Isso causa um aumento súbito na pressão arterial e sobrecarrega o coração;
    • Vasodilatação (calor súbito): se o corpo está frio e recebe uma onda de calor intensa, os vasos se dilatam para dissipar o calor, o que pode causar uma queda brusca na pressão e sensação de desmaio.

    O choque térmico também afeta o sistema nervoso autônomo, de modo que pode ocorrer uma resposta desregulada do organismo. Se o choque for muito intenso, pode haver um espasmo nos nervos ou uma desorientação nos reflexos musculares, o que explica por que algumas pessoas sentem travamentos ou dores agudas ao passar por essa transição.

    Afinal, o choque térmico é perigoso?

    Na maioria das vezes, não, mas o choque térmico pode ser perigoso para grupos específicos ou em situações extremas. A resposta rápida do organismo pode provocar alterações importantes na pressão arterial, na frequência cardíaca e na respiração.

    Em pessoas saudáveis, o corpo costuma conseguir se adaptar, mesmo que com algum desconforto. Já em pessoas mais vulneráveis, a reação pode ser mais intensa. Por isso, vale ter atenção aos seguintes grupos:

    • Idosos, que têm uma capacidade menor de adaptação térmica;
    • Crianças, cujo sistema de regulação ainda está em desenvolvimento;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares, como hipertensão, arritmias ou histórico de infarto;
    • Pessoas com pressão baixa ou tendência a desmaios.

    Em situações mais extremas, como mergulhar de forma abrupta em água muito fria após exposição ao calor intenso, pode ocorrer uma resposta exagerada do corpo, com queda de pressão, desmaio ou até alterações no ritmo do coração.

    Principais riscos do choque térmico para a saúde

    A mudança brusca de temperatura requer um esforço repentino do organismo, o que pode desencadear os seguintes problemas:

    • Paralisia facial (paralisia de Bell): ocorre quando o nervo facial sofre uma inflamação ou espasmo devido ao contato súbito com o frio, resultando em perda temporária de movimentos em um dos lados do rosto. Em muitos casos, os sintomas da inflamação do nervo facial podem levar algumas horas para se manifestarem;
    • Sobrecarga cardíaca: a rápida contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) pode elevar a pressão arterial de forma imediata, aumentando o risco de arritmias, infarto ou AVC em pessoas predispostas;
    • Crises respiratórias: o ar frio pode reduzir a atividade dos cílios das vias aéreas e provocar broncoespasmos, desencadeando crises de asma, rinite e sinusite, além de favorecer a entrada de vírus;
    • Hidrocussão: ao mergulhar em água gelada com o corpo muito aquecido, o choque pode causar desmaio súbito ou até uma resposta cardiorrespiratória reflexa, elevando o risco de afogamento;
    • Desmaio e tontura: a oscilação rápida da pressão arterial pode reduzir temporariamente a oxigenação do cérebro, provocando visão turva, náuseas e desmaio;
    • Cãibras e espasmos musculares: o frio repentino pode levar à contração involuntária e dolorosa dos músculos, principalmente quando o corpo está relaxado após exposição ao calor.

    Vale destacar que o perigo do choque térmico está diretamente relacionado à intensidade da variação de temperatura e ao estado geral de saúde da pessoa. Pessoas saudáveis tendem a tolerar melhor as mudanças, principalmente quando a exposição não é extrema.

    Como prevenir o choque térmico no dia a dia?

    Na prática, para prevenir o choque térmico, basta evitar mudanças bruscas de temperatura e permitir que o corpo se adapte aos poucos. Veja algumas dicas:

    • Evite transições abruptas de temperatura: ao sair de um ambiente quente, procure um local intermediário antes de se expor ao frio intenso, como vento ou ar-condicionado;
    • Diminua a temperatura do banho gradualmente: antes de sair de um banho quente, reduza a temperatura da água aos poucos para ajudar o corpo a se adaptar;
    • Entre na água lentamente: em piscinas, rios ou no mar, molhe primeiro os pés, as mãos e a nuca antes de mergulhar completamente.;
    • Proteja-se após exposição ao calor: após ficar muito tempo no sol, evite entrar diretamente em ambientes muito frios ou na água gelada;
    • Use roupas adequadas para o clima: em dias frios, mantenha o corpo aquecido. Em dias quentes, prefira roupas leves que ajudem na regulação da temperatura;
    • Tenha atenção com o ar-condicionado: evite diferenças muito grandes entre a temperatura externa e a interna. O ideal é manter um ambiente confortável, sem extremos;
    • Redobre o cuidado com grupos de risco: crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias precisam de uma adaptação ainda mais gradual.

    Quando procurar ajuda médica?

    Na maioria das vezes, o mal-estar causado por uma mudança brusca de temperatura melhora em poucos minutos, à medida que o corpo se adapta. No entanto, se os seguintes sinais surgirem ou persistirem, é importante procurar atendimento médico em um pronto-socorro:

    • Alterações no rosto, como um lado “caído”, dificuldade para fechar um dos olhos, sorrir de forma simétrica ou fala arrastada;
    • Dor ou aperto no peito, com sensação de pressão ou queimação que pode irradiar para os braços ou mandíbula;
    • Dificuldade respiratória intensa, com falta de ar, chiado no peito ou tosse persistente;
    • Tontura persistente ou desmaio, mesmo após repouso;
    • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares, sem esforço físico;
    • Dormência, formigamento ou perda de força em um lado do corpo.

    Se você perceber que o seu corpo reage de forma muito intensa a pequenas variações de temperatura, também é recomendado agendar uma consulta com um clínico geral ou com um especialista, como um cardiologista ou um neurologista, para investigar possíveis alterações circulatórias ou respiratórias.

    Confira: Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Perguntas frequentes

    1. Beber água gelada com o corpo quente causa choque térmico?

    Não, o volume de água não é suficiente para alterar a temperatura do núcleo do corpo. No entanto, pode causar desconforto gástrico momentâneo ou sensibilidade nos dentes.

    2. Choque térmico pode causar infarto?

    Sim, em casos raros e em pessoas que já possuem doenças cardíacas ou hipertensão, devido à vasoconstrição súbita que eleva a pressão arterial.

    3. Lavar o rosto após usar o fogão faz mal?

    Sim, é recomendável esperar o rosto esfriar. O contato da pele muito quente com a água fria pode gerar espasmos musculares e vasculares desnecessários.

    4. Quais são os primeiros sintomas de choque térmico?

    Os sinais iniciais comuns incluem tontura, mal-estar, espirros, arrepios, dor de cabeça e, às vezes, uma leve falta de ar.

    5. Choque térmico causa gripe?

    Não, pois a gripe é causada por um vírus. O choque térmico apenas estressa o sistema imunológico e as mucosas, facilitando a infecção se o vírus já estiver presente.

    6. O que fazer se eu sentir que tive um choque térmico?

    Tente se estabilizar em uma temperatura neutra, beba água em temperatura ambiente e repouse. Se houver dor no peito ou alteração no rosto, procure um médico.

    7. Existe algum exame para diagnosticar choque térmico?

    Não há um exame específico para o “choque”, mas médicos podem pedir eletrocardiograma ou exames neurológicos se houver sintomas de infarto ou paralisia.

    8. Entrar no carro com ar-condicionado no máximo é perigoso?

    Pode ser perigoso, especialmente se o corpo estiver muito quente. Se você passou muito tempo no sol ou praticou exercícios e entra imediatamente em um carro gelado (com o ar voltado diretamente para o rosto e peito), o sistema circulatório precisa se adaptar em segundos.

    Veja também: Paralisia de Bell: por que um lado do rosto pode paralisar de repente

  • Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    O ibuprofeno é um dos medicamentos mais comuns no dia a dia. Ele aparece em situações simples, como dor de cabeça ou febre, mas também é usado em quadros inflamatórios, dores musculares e até em algumas condições mais específicas. Justamente por ser tão acessível, muitas pessoas acabam usando o remédio sem orientação, o que pode trazer riscos quando o uso não é adequado. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    Apesar de ser considerado seguro quando usado corretamente, o ibuprofeno não é um medicamento inofensivo. Ele pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam reduzindo dor, febre e inflamação, mas também podem causar efeitos colaterais, principalmente quando usados em doses elevadas, por longos períodos ou em pessoas com certas condições de saúde. Ter cautela, então, é necessário. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é um medicamento da classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Isso significa que ele tem três ações principais dentro do nosso corpo:

    • Analgésica (reduz dor);
    • Antitérmica (reduz febre);
    • Anti-inflamatória (reduz inflamação).

    Ele age bloqueando substâncias chamadas prostaglandinas, que estão envolvidas no processo de inflamação, dor e febre. Ao reduzir essas substâncias, o ibuprofeno ajuda a aliviar sintomas comuns de várias condições. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Para que serve o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é indicado para o alívio de dores leves a moderadas, febre e inflamações. Ele pode ser usado em diferentes situações do dia a dia, desde quadros simples até condições inflamatórias mais específicas. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Os usos mais comuns são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor muscular;
    • Dor nas costas;
    • Dor de dente;
    • Cólicas menstruais;
    • Febre;
    • Inflamações articulares.

    Em alguns casos, também pode ser indicado por médicos para condições inflamatórias crônicas, como artrite, sempre com acompanhamento adequado. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Como o ibuprofeno age no corpo?

    O ibuprofeno atua inibindo enzimas chamadas COX-1 e COX-2, responsáveis pela produção de prostaglandinas. Essas substâncias estão ligadas à dor, inflamação e febre. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Ao reduzir a produção dessas moléculas, o remédio:

    • Diminui a inflamação;
    • Reduz a dor;
    • Ajuda a baixar a febre.

    Esse mecanismo explica por que o ibuprofeno é mais eficaz em dores com componente inflamatório, como dores musculares ou articulares, quando comparado a medicamentos que atuam apenas como analgésicos. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Quando o ibuprofeno pode ser uma boa escolha?

    O ibuprofeno costuma ser útil quando existe dor associada à inflamação. Por exemplo, dores musculares após esforço, inflamações dentárias ou dores articulares podem responder bem ao medicamento. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    Também pode ser indicado para febre, principalmente quando ela está associada a processos inflamatórios ou infecciosos. Isso não significa, no entanto, que ele seja sempre a melhor opção. Em alguns casos, outros medicamentos podem ser mais indicados, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    Por isso, o uso deve considerar não apenas o sintoma, mas também o histórico de saúde da pessoa. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Quais cuidados são importantes?

    O principal cuidado com o ibuprofeno envolve o uso consciente. Como ele é facilmente encontrado nas farmácias, muitas pessoas aumentam a dose por conta própria ou usam por vários dias sem uma avaliação médica. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    Um outro ponto de atenção é que, como esta medicação é um anti-inflamatório, o uso inadequado pode ser prejudicial aos rins, por isso, não deve ser utilizado indiscriminadamente. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Alguns cuidados importantes para evitar problemas são:

    • Evitar uso prolongado sem orientação médica;
    • Não ultrapassar a dose recomendada;
    • Não combinar com outros anti-inflamatórios sem orientação médica;
    • Evitar uso com álcool;
    • Informar ao médico outros medicamentos em uso.

    O uso inadequado pode aumentar o risco de efeitos adversos, especialmente no estômago, rins e sistema cardiovascular. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    Quais são os possíveis efeitos colaterais?

    Quando usado corretamente, o ibuprofeno costuma ser bem tolerado. No entanto, ele pode causar efeitos colaterais, principalmente em uso prolongado ou em pessoas mais sensíveis. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Os principais efeitos são:

    • Dor ou desconforto no estômago;
    • Azia;
    • Náuseas;
    • Irritação gástrica;
    • Aumento do risco de gastrite ou úlcera;
    • Alterações na função renal;
    • Aumento do risco cardiovascular em uso prolongado.

    Quem deve ter mais cuidado?

    Alguns grupos precisam de atenção especial ao usar ibuprofeno, como:

    • Pessoas com problemas gástricos, como gastrite ou úlcera;
    • Pessoas com doença nos rins;
    • Pacientes com histórico de doenças cardiovasculares;
    • Idosos;
    • Pessoas que usam anticoagulantes ou outros anti-inflamatórios.

    Posso tomar ibuprofeno com frequência?

    De um modo geral, nenhum tipo de medicação pode ser utilizada frequentemente sem orientação médica. Para uso pontual, como uma dor ocasional ou febre, ele pode ser utilizado conforme orientação da bula ou recomendação médica. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    Mas o uso frequente ou contínuo não deve ser feito sem avaliação. Se a pessoa precisa tomar ibuprofeno repetidamente, isso pode indicar que há uma causa de base que precisa ser investigada, e não apenas tratada com alívio de sintomas. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Ibuprofeno ou paracetamol: qual escolher?

    Essa é uma dúvida comum. Ambos podem ser usados para dor e febre, mas têm diferenças importantes. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    O paracetamol não tem ação anti-inflamatória significativa, enquanto o ibuprofeno tem. Por outro lado, o paracetamol costuma ter menor impacto gastrointestinal. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    A escolha depende do tipo de dor, do histórico da pessoa e, principalmente, da orientação médica. Não existe um remédio melhor para tudo, e sim o mais adequado para cada situação. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    Confira: Úlcera no estômago: quando é grave e como é tratada

    Perguntas frequentes sobre ibuprofeno

    1. Ibuprofeno serve para febre?

    Sim. Ele tem ação antitérmica e pode ajudar a reduzir a febre.

    2. Ibuprofeno serve para dor de cabeça?

    Sim, especialmente quando há componente inflamatório.

    3. Pode tomar ibuprofeno todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    4. Ibuprofeno faz mal ao estômago?

    Pode causar irritação gástrica, especialmente em uso frequente.

    5. Posso tomar com álcool?

    Não é indicado, pois aumenta o risco de efeitos adversos.

    6. É seguro para crianças?

    Sim, em doses adequadas ao peso e com orientação do pediatra.

    7. Ibuprofeno pode aumentar risco de infarto?

    Em uso prolongado e em altas doses, pode aumentar o risco cardiovascular.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • 6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    6 frutas constipantes que prendem o intestino para aliviar a diarreia

    Seja por uma virose, intoxicação alimentar ou sensibilidade a algum ingrediente, a diarreia é um quadro em que o intestino fica mais acelerado, eliminando fezes líquidas ou amolecidas com maior frequência, o que requer alguns cuidados especialmente com a alimentação.

    Além da hidratação constante, você pode incluir na rotina algumas frutas que ajudam a recuperar a consistência das fezes e reduzir o desconforto abdominal. Diferente das frutas ricas em fibras insolúveis, que estimulam o trânsito intestinal, as frutas constipantes possuem propriedades que ajudam a dar consistência às fezes e a reduzir a inflamação da mucosa.

    Para te ajudar a ajustar o cardápio e acelerar a recuperação, a Propor Health selecionou as melhores escolhas para o período. Confira!

    Quais frutas ajudam a prender o intestino?

    1. Banana verde

    Rica em amido resistente e pectina, a banana verde contribui para o aumento da consistência das fezes e também é uma fonte importante de potássio, mineral que tende a ser perdido em grandes quantidades durante os episódios de diarreia, ajudando na reposição de eletrólitos.

    2. Maçã sem casca

    Quando consumida sem a casca, a maçã é uma excelente fonte de fibras solúveis. A polpa da fruta também contém altos níveis de pectina, que absorve o excesso de água no intestino e forma um gel capaz de retardar o trânsito das fezes. Ao retirar a casca, você elimina a parte da fruta que poderia estimular o movimento do intestino, aumentando o efeito constipante da fruta.

    3. Goiaba

    A goiaba é conhecida pelas propriedades adstringentes, que ajudam a contrair os tecidos e diminuir as secreções intestinais. Num quadro de diarreia, o ideal é consumir apenas a polpa, sem as sementes, que podem causar irritação mecânica na mucosa intestinal e acelerar a evacuação.

    4. Caju

    Devido ao alto teor de taninos (substância adstringente) e fibras solúveis, o caju contribui para absorver o excesso de água, reduzir as evacuações e diminuir as secreções do intestino. Ele pode ser consumido como fruta ou em forma de suco natural.

    5. Pera cozida

    A pera já é uma fruta naturalmente de fácil digestão, e quando cozida e sem casca, perde parte de suas fibras insolúveis, contribuindo para acalmar o sistema digestivo. Por ser rica em água, ela também auxilia na hidratação e não sobrecarrega o sistema digestivo, que já está sensibilizado pela inflamação.

    6. Caqui

    Também rica em taninos, o caqui, especialmente o tipo caqui-rama-forte ou mais verde, contribui para diminuir o funcionamento do intestino, deixando as fezes mais firmes e controlando a diarreia. Ele pode ser consumido in natura ou em receitas, como saladas.

    Quando ir ao médico?

    A desidratação e as infecções sistêmicas são os maiores riscos de um quadro de diarreia prolongado. Por isso, procure atendimento médico se apresentar os seguintes sintomas:

    • Sede extrema, boca e olhos muito secos, urina muito escura ou ausência de urina por várias horas, tontura ao se levantar;
    • Presença de sangue, pus ou muco nas fezes;
    • Febre alta acima de 38,5°C, com ou sem calafrios;
    • Diarreia que dura mais de três dias sem melhora;
    • Vômitos persistentes, com dificuldade para manter líquidos ou alimentos;
    • Dor abdominal intensa, que não melhora após evacuar ou permanece contínua.

    Para crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado, vale ir ao médico antes, pois a perda de líquidos e minerais acontece de forma muito mais rápida e perigosa, podendo levar a complicações graves em poucas horas.

    Confira: Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado diarreia?

    A diarreia é caracterizada pelo aumento do número de evacuações (frequentemente três ou mais vezes ao dia) e pela diminuição da consistência das fezes, que se tornam líquidas ou amolecidas.

    2. Quais são as causas mais comuns?

    As causas variam desde infecções por vírus, bactérias e parasitas (intoxicação alimentar) até intolerâncias alimentares, uso de antibióticos, ansiedade ou doenças inflamatórias intestinais.

    3. Quais alimentos devo evitar comer?

    Evite alimentos gordurosos, frituras, doces concentrados, leite e derivados (devido à intolerância temporária à lactose), bebidas com cafeína e alimentos muito ricos em fibras insolúveis, como o feijão.

    4. Posso tomar remédio para parar a diarreia imediatamente?

    Não é recomendado tomar medicamentos que paralisam o intestino sem orientação médica, pois se a causa for uma infecção, o corpo precisa eliminar o agente causador através das fezes.

    5. A gelatina ajuda na diarreia?

    Sim, a gelatina ajuda na hidratação e é de fácil absorção, mas prefira as versões com pouco açúcar ou preparadas em casa para evitar irritação intestinal por corantes em excesso.

    6. Quanto tempo dura uma diarreia comum?

    Uma diarreia aguda causada por virose ou intoxicação alimentar leve dura entre dois a três dias, melhorando gradualmente com o repouso e a dieta correta.

    7. O que é a síndrome do intestino irritável?

    É uma condição crônica que pode causar períodos alternados de diarreia e constipação. Se a sua diarreia é frequente e relacionada ao estresse ou a alimentos específicos, vale investigar a possibilidade com um gastroenterologista.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

  • Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Hantavirose: a virose rara e grave transmitida por roedores 

    Febre alta, dores no corpo e mal-estar podem parecer sintomas comuns de viroses conhecidas, como dengue ou gripe. No entanto, em regiões específicas do Brasil, esses sinais podem indicar uma doença muito mais grave e ainda pouco conhecida: a hantavirose.

    Transmitida exclusivamente por roedores, essa zoonose pode evoluir rapidamente para quadros severos, com comprometimento dos rins, dos pulmões e do coração, exigindo diagnóstico rápido e atendimento hospitalar especializado.

    O que é a hantavirose?

    A hantavirose é uma zoonose causada por vírus do gênero Ortohantavirus, tendo os roedores como única fonte de infecção. A doença pode provocar infecções nas meninges e no sistema nervoso, além de comprometer outros órgãos vitais.

    Existem duas principais formas clínicas da doença:

    • Febre hemorrágica com síndrome renal;
    • Síndrome cardiopulmonar do hantavírus.

    Desde sua identificação no Brasil, em 1993, a incidência da hantavirose vem aumentando, com maior concentração de casos na região Sul do país. A população mais acometida está entre 20 e 49 anos, sem distinção entre homens e mulheres.

    Principais sintomas

    A apresentação clínica da hantavirose varia conforme a forma da doença.

    Febre hemorrágica com síndrome renal

    Essa forma da doença é dividida em cinco fases clínicas:

    Fase febril

    Início súbito de febre alta, calafrios, enjoo, vômitos, dor de cabeça (frequentemente atrás dos olhos), dores no corpo e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e duram, em média, 7 dias.

    Fase hipotensiva

    Parte dos pacientes evolui para queda da pressão arterial, que pode variar de leve a grave, exigindo uso de medicamentos para estabilização. Também podem ocorrer sangramentos pela pele ou mucosas.

    Fase oligúrica

    Há piora da função renal, com redução do volume urinário e perda de proteínas pela urina. Em casos graves, pode ser necessária diálise.

    Fase diurética

    Com a recuperação dos rins, ocorre aumento do volume urinário e episódios de elevação da pressão arterial.

    Fase de convalescência

    Fase de recuperação gradual, com melhora progressiva dos sintomas.

    Síndrome cardiopulmonar do hantavírus

    Essa forma é a mais grave da doença.

    Inicialmente, surgem sintomas prodrômicos como:

    • Febre;
    • Dores no corpo;
    • Enjoo;
    • Diarreia.

    Após 3 a 6 dias, o quadro evolui para a fase cardiopulmonar, caracterizada por:

    • Infiltração de líquidos e proteínas nos pulmãos;
    • Falta de ar;
    • Tosse;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Queda da pressão arterial devido ao comprometimento do coração.

    Nos casos mais graves, há necessidade de intubação, evolução para choque e internação em UTI. O prognóstico desses casos é ruim, com alta taxa de mortalidade.

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico da hantavirose é feito por meio de testes sorológicos, que identificam o vírus ou os anticorpos produzidos pelo organismo.

    A suspeita clínica deve ser levantada em pacientes com:

    • Exposição a roedores;
    • Histórico ambiental de risco;
    • Sintomas compatíveis.

    Exames de sangue e urina são solicitados para avaliar a gravidade da doença e possíveis complicações, de acordo com a forma clínica apresentada.

    Atualmente, não existe tratamento específico para a hantavirose. O manejo é baseado em tratamento de suporte, que inclui:

    • Hidratação;
    • Medicamentos sintomáticos;
    • Antibióticos, quando há suspeita de pneumonia secundária;
    • Internação em UTI nos casos graves.

    Leia também:

    Diferença entre dengue, zika e chikungunya

    Perguntas frequentes sobre hantavirose

    1. A hantavirose é transmitida de pessoa para pessoa?

    De forma geral, não. No entanto, a cepa Andes do vírus pode ser transmitida entre pessoas.

    2. Os sintomas iniciais podem confundir com dengue?

    Sim. Na fase inicial, os sintomas são muito semelhantes.

    3. Toda pessoa infectada deve desenvolver a forma grave?

    Não. A evolução varia conforme a forma clínica e o organismo do paciente.

    4. Existe tratamento específico contra o vírus?

    Não. O tratamento é de suporte.

    5. A hantavirose pode levar à morte?

    Sim. Especialmente na forma cardiopulmonar, a mortalidade é elevada.

    5. Existe vacina para hantavírus

    Não. Até o momento não existe vacina contra o hantavírus.

    Veja mais:

    Dengue hemorrágica: quando os sintomas indicam alerta máximo

  • Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

    Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

    Você notou as unhas amareladas ultimamente? A mudança de cor é bastante comum com o uso constante de esmaltes escuros, mas, quando ela vem acompanhada de outros sinais, pode indicar algum problema de saúde, como uma deficiência nutricional.

    Além da coloração diferente, é importante observar se há alterações na textura, como unhas mais espessas, frágeis, quebradiças ou com descamação. Em algumas situações, o amarelamento pode estar relacionado a infecções fúngicas, especialmente quando surge junto com deformidades ou descolamento da unha.

    Para te ajudar a recuperar a força e a cor natural das unhas, esclarecemos a seguir as principais causas do amarelamento e o que pode ser feito em cada situação. Dá uma olhada!

    O que pode causar as unhas amareladas?

    As unhas amareladas podem ter várias causas, desde hábitos do dia a dia até algumas condições de saúde.

    1. Uso frequente de esmaltes escuros

    Os esmaltes com pigmentação intensa, como os tons vermelhos, vinhos e pretos, podem manchar a superfície da unha, principalmente quando são usados por longos períodos sem intervalo.

    Quando você não usa uma base protetora antes de aplicar o esmalte, os pigmentos penetram mais facilmente na lâmina ungueal, deixando um tom amarelado ou opaco. Nesse caso, a alteração costuma ser superficial e melhora com o crescimento da unha.

    2. Infecções fúngicas (micose)

    A micose de unha é uma infecção causada pelo crescimento excessivo de fungos, sendo um dos principais motivos para o amarelamento das unhas. Além da cor, é comum perceber a unha mais espessa, com aspecto mais opaco, quebradiça, com descamação e, em alguns casos, até com descolamento da base.

    Com o tempo, a unha pode ficar deformada, irregular e com acúmulo de resíduos por baixo, o que favorece ainda mais a proliferação dos fungos. A infecção pode começar em uma pequena área e se espalhar gradualmente para o restante da unha, atingindo outras unhas se não for tratada.

    A onicomicose, por exemplo, pode ser contagiosa e se espalhar com facilidade, principalmente quando há compartilhamento de itens de uso pessoal, como alicates, tesouras e lixas de unha, que podem transportar os fungos de uma pessoa para outra.

    3. Contato frequente com produtos químicos

    Os produtos de limpeza, como detergentes, desinfetantes e água sanitária, podem enfraquecer a estrutura da unha quando são usados de forma frequente sem proteção, como luvas. Com o tempo, isso pode levar ao ressecamento, à perda de brilho e à alteração da cor, deixando as unhas com um aspecto amarelado e mais frágil.

    4. Deficiências nutricionais

    A falta de nutrientes como ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B pode comprometer a formação da unha, tornando-a mais fina, quebradiça e com coloração alterada. Em alguns casos, o amarelamento também está acompanhado de um crescimento mais lento e perda de resistência.

    5. Envelhecimento natural

    Com o passar dos anos, é comum que as unhas sofram mudanças naturais, incluindo uma leve alteração na cor. Elas podem se tornar mais opacas, espessas e com um tom amarelado, sem necessariamente indicar um problema de saúde.

    6. Manipulação de alimentos pigmentantes

    É possível notar as unhas amareladas após manipular alimentos intensamente pigmentados, como açafrão, curry, cenoura ou beterraba. Eles liberam pigmentos naturais que tingem a queratina da unha temporariamente, o que não representa um risco à saúde.

    Para evitar, basta utilizar luvas de proteção durante o preparo dos alimentos. Caso as manchas já tenham surgido, elas costumam desaparecer naturalmente com a lavagem frequente ou o crescimento das unhas.

    7. Trauma

    Quando a unha sofre um impacto, pressão repetida ou atrito constante, como no uso de sapatos apertados, prática de esportes ou até ao bater o dedo, pode ocorrer uma alteração na estrutura da lâmina ungueal. Isso pode levar a mudanças na cor, incluindo um tom amarelado, além de deixar a unha mais espessa ou irregular.

    Em alguns casos, o trauma pode provocar um pequeno descolamento da unha (onicólise), criando um espaço entre a unha e a pele. Ele facilita o acúmulo de sujeira e microrganismos, o que também pode contribuir para a mudança de cor.

    Como é feito o diagnóstico?

    Para identificar a causa exata, o dermatologista realiza uma avaliação clínica detalhada, analisando a textura da unha e investigando hábitos como o tabagismo ou o uso frequente de esmaltes. Em caso de suspeita de micose, o médico pode realizar uma raspagem da lâmina para análise laboratorial, o que permite identificar o tipo de fungo presente e indicar o melhor antifúngico.

    Em situações onde o amarelamento está acompanhado de outros sintomas pelo corpo, podem ser solicitados exames de sangue para verificar deficiências nutricionais ou problemas nas funções do fígado e rins.

    Como tirar o amarelado das unhas?

    O tratamento das unhas amareladas depende diretamente da causa. Quando o problema é persistente ou está relacionado a infecções fúngicas, o dermatologista pode indicar o uso de soluções tópicas ou até medicamentos antifúngicos orais, nos casos mais extensos.

    O tratamento costuma ser contínuo e pode levar algumas semanas ou meses, já que a unha precisa crescer saudável para substituir a parte afetada.

    Já nos casos em que o amarelamento está associado a deficiências nutricionais, o tratamento pode envolver o aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, além do uso de suplementos, quando necessário e sempre com orientação profissional.

    Quando a causa está ligada a fatores externos, como o uso frequente de esmaltes escuros ou o contato com produtos químicos, medidas simples podem fazer diferença, como dar pausas entre as esmaltações, usar bases protetoras e proteger as mãos com luvas no dia a dia.

    Como prevenir o amarelamento das unhas?

    No dia a dia, alguns cuidados simples ajudam a manter a cor natural das unhas, como:

    • Intercale o uso de esmaltes, evitando manter a unha sempre pintada;
    • Use uma base protetora antes do esmalte, principalmente em cores escuras;
    • Evite compartilhar alicates, lixas e tesouras de unha;
    • Mantenha as unhas limpas e bem secas, especialmente após o banho;
    • Use luvas ao ter contato com produtos de limpeza;
    • Prefira removedores de esmalte sem acetona;
    • Mantenha uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais;
    • Evite traumas repetidos, como sapatos apertados ou impactos;
    • Observe mudanças persistentes e procure um dermatologista se necessário.

    Quando ir ao médico?

    Você deve procurar um dermatologista sempre que o tom amarelado não desaparecer após algumas semanas ou se notar os seguintes sinais de alerta:

    • Unhas que se tornam muito grossas, quebradiças, opacas ou que começam a esfarelar;
    • Mudanças no formato natural, como ondulações profundas ou curvatura excessiva;
    • Quando a unha começa a se soltar do leito ungueal (a pele embaixo da unha);
    • Dor, vermelhidão, inchaço ou calor na região das cutículas;
    • Saída de pus ou mau cheiro vindo das unhas;
    • Amarelamento acompanhado de falta de ar, tosse persistente ou inchaço nos tornozelos e pernas;
    • Se, além das unhas, a pele e a parte branca dos olhos também apresentarem uma cor amarelada.

    É importante evitar a automedicação e buscar a orientação de um dermatologista para garantir o tratamento seguro e adequado à causa do problema.

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a unha amarela é micose?

    A micose (onicomicose) normalmente vem acompanhada de outros sinais, como unhas mais grossas, quebradiças, com aspecto “esfarelado” ou que começam a descolar da pele.

    2. Fumar pode deixar as unhas amarelas?

    Sim. A nicotina e o alcatrão presentes no cigarro impregnam na lâmina das unhas, especialmente nos dedos que seguram o cigarro, causando uma mancha persistente.

    3. Quanto tempo demora para a unha voltar ao normal?

    Depende da causa. Se for apenas mancha de esmalte, pode sair em dias. Se for micose ou deficiência nutricional, a melhora total ocorre conforme a unha cresce, o que leva de 6 meses a 1 ano.

    4. Por que a unha do pé amarela mais que a da mão?

    Porque os pés ficam mais tempo em ambientes úmidos e fechados (sapatos), o que favorece a proliferação de fungos, a causa mais comum de amarelamento nos pés.

    5. O uso de unhas de gel causa amarelamento?

    Pode acontecer se houver infiltração de umidade entre a unha natural e a prótese, facilitando o crescimento de fungos ou bactérias, ou pela reação química aos produtos utilizados.

    6. Devo lixar a superfície da unha para tirar o amarelo?

    Não é recomendado lixar a parte superior da unha com frequência, pois isso a torna fina, frágil e mais suscetível a infecções.

    7. O uso frequente de acetona amarela as unhas?

    Sim, pois a acetona é um solvente muito forte que resseca agressivamente a queratina. O ressecamento excessivo pode deixar as unhas com um aspecto opaco e amarelado ao longo do tempo.

    Leia mais: Micose de unha: por que demora tanto para curar

  • Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    A infecção urinária é uma infecção que pode afetar qualquer parte do trato urinário, como a bexiga, a uretra, os ureteres e os rins. Na maioria das vezes, o quadro começa quando bactérias, principalmente a Escherichia coli, que vive naturalmente no intestino, entram na uretra e chegam até a bexiga.

    Os sintomas da infecção urinária podem variar de acordo com a parte do sistema urinário afetada e com a intensidade do quadro, mas costumam incluir dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto abdominal.

    Por ser mais comum em mulheres, devido à anatomia feminina, o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes para evitar que o quadro se agrave.

    Quais os tipos de infecção urinária?

    Para definir os sintomas, é importante entender que a infecção urinária é dividida em diferentes tipos, sendo eles:

    • Pielonefrite: é a infecção que atinge os rins e frequentemente começa a partir de uma infecção na bexiga ou na uretra que se espalha. É mais grave e pode causar febre, dor nas costas e mal-estar. Sem tratamento, pode comprometer os rins e até se espalhar pelo sangue;
    • Cistite: é a infecção da bexiga e a forma mais comum e, na maioria dos casos, é causada pela bactéria Escherichia coli. As mulheres têm mais risco por causa da uretra mais curta e próxima da região anal;
    • Uretrite: é a infecção ou inflamação da uretra, e pode ser causada por bactérias do intestino ou por infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia. Pode provocar dor ao urinar e, às vezes, secreção.

    Além do local, a infecção urinária também pode ser classificada como simples, quando ocorre em pessoas saudáveis, sem alterações no trato urinário, ou complicada, quando está associada a fatores como gravidez, presença de cálculos renais, uso de sonda urinária ou doenças que afetam a imunidade. Nesses casos, é preciso um acompanhamento mais cuidadoso.

    Quais os sintomas de infecção urinária?

    1. Ardência ou dor ao urinar

    A sensação de ardência, queimação ou dor ao urinar acontece porque a mucosa do trato urinário fica inflamada, tornando o ato de urinar desconfortável e, em alguns casos, doloroso do início ao fim.

    Em algumas pessoas, o incômodo pode ser mais intenso no começo ou no final da micção, podendo vir acompanhado de uma sensação de irritação persistente mesmo após urinar.

    2. Vontade frequente de urinar

    A necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao dia, em intervalos curtos, é conhecida como polaciúria. Mesmo com a frequência aumentada, a quantidade de urina eliminada costuma ser pequena, o que implica que a bexiga não foi esvaziada completamente antes ou que está mais sensível e irritada pela presença da infecção.

    A irritação faz com que a bexiga envie sinais constantes ao cérebro, criando a sensação urgente de urinar, mesmo quando há pouca urina armazenada. Como resultado, a pessoa pode ter dificuldade para manter a rotina, já que a vontade de ir ao banheiro surge de forma repentina e repetitiva ao longo do dia.

    3. Presença de sangue na urina

    A hematúria (sangue na urina) costuma ser um dos sintomas que mais assustam, mas, na maioria das vezes, não indica gravidade extrema. Ela acontece por causa da inflamação intensa dos tecidos da bexiga e da uretra, sendo frequente em casos de cistite.

    O sangue na urina pode ser macroscópico, quando é visível a olho nu, ou microscópica, quando é detectada apenas por meio de exames laboratoriais.

    4. Dor na região lombar

    A dor lombar, normalmente concentrada em apenas um dos lados, é um sinal comum de pielonefrite. Ela indica que a infecção subiu pelos ureteres e atingiu os rins. Embora possa ocorrer um desconforto leve na cistite, a dor intensa ou cólica renal forte é característica de quadros que afetam o trato superior.

    5. Alteração no odor da urina

    O mau cheiro pode ser provocado pela presença de bactérias na cistite ou uretrite. Contudo, nem sempre é sinal de infecção e, muitas vezes, indica apenas que a urina está concentrada (pouca ingestão de água), deixando a ureia mais evidente. Se o odor persistir mesmo com hidratação, vale procurar um profissional de saúde.

    6. Incontinência urinária

    A perda involuntária de urina ou a dificuldade em segurá-la até chegar ao banheiro é mais comum em crianças e idosos, e costuma estar ligada a infecções localizadas na bexiga. A inflamação deixa a bexiga mais sensível e aumenta a urgência urinária, reduzindo o controle sobre o momento de urinar.

    Em alguns casos, a vontade surge de forma tão repentina e intensa que não dá tempo de chegar ao banheiro, o que pode causar episódios de escape urinário.

    7. Náuseas e vômitos

    Em casos mais intensos, especialmente quando há comprometimento dos rins, podem surgir náuseas, vômitos e perda de apetite. Os sintomas costumam vir acompanhados de febre e dor lombar, reforçando a necessidade de atendimento médico o quanto antes.

    8. Febre

    Quando as bactérias atingem os rins, o organismo pode reagir com aumento da temperatura corporal (geralmente acima de 38 °C), além de calafrios, náuseas e mal-estar. Os sinais indicam um quadro mais grave, que requer uma avaliação médica imediata.

    9. Corrimento uretral

    A presença de secreção pela uretra, muitas vezes com aspecto purulento (pus), pode ocorrer em casos de uretrite, normalmente associado a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a gonorreia e a clamídia.

    Em mulheres, o sintoma pode aparecer junto ao corrimento vaginal, o que pode dificultar a identificação da origem da secreção.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da infecção urinária é feito com uma avaliação clínica, em que o médico analisa sintomas como dor ao urinar e febre para identificar a possível localização da infecção.

    Para confirmar o quadro e identificar o agente causador, costuma ser pedido o exame de urina tipo 1 (EAS), que avalia a presença de leucócitos, bactérias e, em alguns casos, sangue. Já a urocultura permite identificar qual bactéria está presente e quais antibióticos ela é sensível.

    Em situações de infecções recorrentes ou quando há suspeita de complicações, como a pielonefrite, o especialista pode solicitar exames de imagem para uma avaliação mais detalhada do trato urinário, como a ultrassonografia e a tomografia.

    Como tratar a infecção urinária?

    O tratamento de infecção urinária depende do tipo e da gravidade do quadro, mas costuma ser feito a partir do uso de antibióticos prescritos por um médico. A escolha do medicamento leva em conta o agente causador e, quando disponível, o resultado da urocultura, que indica quais antibióticos são mais eficazes.

    Ao mesmo tempo, também é importante adotar alguns hábitos de vida para ajudar na recuperação, como aumentar a ingestão de água ao longo do dia, evitar segurar a urina, manter uma boa higiene íntima e, quando indicado, usar analgésicos para aliviar o desconforto.

    Em situações de infecção urinária recorrente, o médico pode investigar possíveis causas associadas, como alterações anatômicas, cálculos renais ou fatores hormonais, e indicar medidas específicas para prevenir a condição.

    Confira: Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Perguntas frequentes

    1. Qual a principal causa da infecção urinária?

    A grande maioria dos casos ocorre quando a bactéria Escherichia coli, presente no trato intestinal, migra para a uretra e sobe até a bexiga.

    2. Por que as mulheres são mais afetadas?

    Devido à anatomia: a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus, facilitando a entrada de bactérias no sistema urinário.

    3. Posso parar o antibiótico assim que a dor passar?

    Não, pois interromper o tratamento antes do prazo pode causar resistência bacteriana, fazendo com que a infecção retorne mais forte e difícil de tratar.

    4. A relação sexual pode causar infecção urinária?

    O ato em si não causa a infecção, mas o atrito e o movimento podem facilitar a entrada de bactérias na uretra. Urinar após a relação ajuda a eliminar esses invasores.

    5. O que é infecção urinária de repetição?

    É definida quando ocorrem dois ou mais episódios em seis meses, ou três ou mais episódios em um ano.

    6. Segurar o xixi faz mal?

    Sim, manter a urina na bexiga por muito tempo favorece a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecções.

    7. O consumo de cranberry ajuda no tratamento?

    O cranberry é mais indicado para a prevenção, pois contém substâncias que dificultam a adesão das bactérias às paredes da bexiga. No entanto, ele não substitui o antibiótico quando a infecção já está instalada.

    8. Qual a relação entre menopausa e infecção urinária?

    Na menopausa, a queda do estrogênio causa o ressecamento vaginal e altera o pH da região, reduzindo a proteção natural da flora e tornando a mulher mais suscetível a infecções.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

  • Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    O uso de remédios para baixar o colesterol, especialmente as estatinas, costuma ser indicado quando mudanças na alimentação e no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol no sangue. Só que, devido aos possíveis efeitos colaterais, não é incomum ter dúvidas se os medicamentos são de fato seguros para a saúde.

    A seguir, vamos entender os principais mitos e verdade sobre os remédios para colesterol, como eles funcionam, quando são realmente necessários e quais cuidados ajudam a tornar o tratamento mais seguro.

    Como os remédios atuam no controle do colesterol?

    O colesterol presente no organismo tem duas origens principais, sendo a maior parte produzida naturalmente pelo próprio corpo, principalmente pelo fígado. Já outra parte do colesterol vem da alimentação, especialmente de alimentos de origem animal e produtos ricos em gordura saturada e gordura trans.

    As estatinas, que estão entre os remédios mais utilizados, agem diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol. Com menos colesterol sendo produzido, o fígado passa a retirar mais gordura da circulação sanguínea, reduzindo os níveis de LDL no sangue.

    Além das estatinas, existem outros tipos de medicamentos que atuam de formas diferentes:

    • Ezetimiba: atua no intestino, reduzindo a absorção do colesterol presente nos alimentos e também parte do colesterol produzido pelo organismo que chega ao intestino. Em muitos casos, pode ser usada junto com as estatinas para potencializar a redução do colesterol LDL;
    • Fibratos: são medicamentos mais indicados para reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue e podem ajudar a aumentar levemente o HDL, conhecido como colesterol bom. Costumam ser utilizados principalmente em pessoas com triglicerídeos muito elevado;
    • Inibidores da PCSK9: são remédios mais modernos e potentes, normalmente aplicados por meio de injeções. Eles aumentam de forma significativa a capacidade do fígado de retirar o colesterol LDL da circulação sanguínea, sendo indicados principalmente para pessoas com colesterol muito alto ou com alto risco cardiovascular.

    Vale destacar que o uso de remédios para o colesterol deve ser feito exclusivamente sob orientação médica, pois apenas o profissional pode avaliar o risco cardiovascular do paciente, definir a dosagem correta e monitorar possíveis efeitos colaterais por meio de exames periódicos

    Mitos e verdades sobre os remédios para colesterol

    1. As estatinas podem causar dores musculares?

    Verdade.

    A dor muscular, conhecida como miopatia, é um efeito colateral causado pelas estatinas em cerca de 5% dos pacientes, de acordo com a cardiologista Juliana Soares. Os sintomas podem incluir dor, sensação de peso, cansaço muscular, fraqueza ou desconforto, principalmente nas pernas, braços e costas. Normalmente, a dor é leve e desaparece com o ajuste da dose ou a troca do tipo de estatina pelo médico.

    2. Se o exame de colesterol normalizar, pode parar de tomar?

    Mito.

    Quando os níveis altos de colesterol está associada a fatores genéticos, ele pode voltar a subir após a interrupção do remédio, já que o organismo continua produzindo mais gordura do que deveria

    Por isso, a suspensão do tratamento deve sempre ser avaliada pelo médico, que irá analisar se os hábitos de vida atuais são suficientes para manter os níveis controlados sem o uso de medicamentos.

    3. O uso de estatinas aumenta o risco de diabetes?

    Verdade, mas com ressalvas.

    Segundo estudos, existe um risco ligeiramente maior de aumento nos níveis de açúcar no sangue em pessoas que já possuem predisposição ao diabetes. No entanto, para quem tem colesterol alto, o benefício de prevenir um infarto é muito superior ao risco, que pode ser controlado com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas.

    4. Remédio para colesterol causa perda de memória?

    Mito.

    Apesar de existirem relatos isolados de pessoas que perceberam episódios de confusão mental ou dificuldade de memória durante o uso de estatinas, os estudos científicos mais recentes não demonstram uma relação forte entre os medicamentos e a perda de memória permanente.

    Na verdade, alguns estudos sugerem que o controle adequado do colesterol pode até ajudar a proteger a saúde cardiovascular e cerebral ao longo do tempo, reduzindo o risco de AVC e outros problemas que afetam o funcionamento do cérebro.

    5. O medicamento sobrecarrega o fígado?

    Mito, na maioria dos casos.

    As estatinas atuam diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol, e a toxicidade hepática grave é muito rara. É comum que o médico solicite exames de sangue (como TGO e TGP) no início do tratamento apenas para monitorar a adaptação do órgão, o que garante a total segurança do processo.

    6. O remédio para colesterol é de uso contínuo?

    Depende.

    Segundo Juliana, em uma parte considerável dos casos, principalmente entre pessoas jovens e com baixo risco cardiovascular, o controle da alimentação e das mudanças no estilo de vida pode ser suficiente para reduzir os níveis de colesterol.

    Porém, pessoas com diabetes, alto risco cardiovascular, placas de gordura nas artérias ou histórico de infarto geralmente precisam manter o uso da medicação para colesterol junto com as mudanças no padrão alimentar e nos hábitos de vida.

    7. Pessoas magras também podem precisar de remédio para colesterol?

    Verdade.

    O colesterol alto não depende apenas do peso corporal. A presença de fatores genéticos, hormonais e metabólicos também influenciam bastante nos níveis de colesterol, então pessoas magras e com hábitos saudáveis também podem apresentar colesterol elevado.

    8. Quem toma remédio para colesterol pode comer qualquer coisa?

    Mito.

    O medicamento ajuda a controlar a produção interna de colesterol, mas uma dieta rica em gorduras saturadas e trans continua sobrecarregando o sistema cardiovascular e aumentando a inflamação. O remédio funciona como um aliado da dieta, mas não substitui também uma alimentação equilibrada.

    Cuidados durante o tratamento com remédios para colesterol

    O uso de remédios para controlar o colesterol precisa de regularidade e acompanhamento médico para que o tratamento seja seguro. Veja alguns cuidados importantes no dia a dia:

    • Respeitar o horário de tomada orientado pelo médico pois a produção de colesterol pelo fígado costuma ser maior durante a noite;
    • Manter a rotina de exames de sangue para monitorar os níveis de gordura e o funcionamento do fígado;
    • Observar o surgimento de dores musculares intensas ou fraqueza e informar ao profissional de saúde;
    • Consultar o médico antes de iniciar outros medicamentos ou suplementos para evitar interações que prejudiquem o tratamento;
    • Evitar a interrupção do uso por conta própria para não causar o aumento súbito dos níveis de colesterol no sangue.

    Vale lembrar que o remédio funciona como parte do tratamento: manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente ajuda a melhorar os resultados da medicação e, em alguns casos, pode até permitir que o médico reduza a dose no futuro.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para tomar o remédio de colesterol?

    Depende do medicamento. Estatinas de ação curta, como a sinvastatina, devem ser tomadas à noite. Já as de ação longa, como atorvastatina e rosuvastatina, podem ser tomadas em qualquer horário.

    2. Posso beber álcool enquanto tomo estatinas?

    O consumo moderado normalmente não é proibido, mas como tanto o álcool quanto o remédio são processados pelo fígado, o excesso aumenta o risco de inflamação hepática.

    3. O remédio para colesterol emagrece?

    Não. Os medicamentos atuam no metabolismo das gorduras no sangue e não na queima de gordura corporal ou na redução de apetite.

    4. Quanto tempo o remédio demora para fazer efeito?

    Os níveis de colesterol no sangue começam a cair significativamente após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    5. O que acontece se eu esquecer de tomar um dia?

    Tome assim que lembrar, a menos que esteja perto do horário da próxima dose. Nunca tome duas doses de uma vez para compensar o esquecimento.

    6. Grávidas podem tomar remédio para colesterol?

    Não. As estatinas são contraindicadas na gravidez e durante a amamentação, pois o colesterol é essencial para o desenvolvimento do bebê.

    7. Idosos podem tomar remédio para o colesterol?

    Sim, o uso é muito comum em idosos para prevenir infartos e AVCs, sempre com ajuste de dose conforme a função renal e hepática.

    8. Posso tomar o remédio em jejum?

    Sim, a maioria dos medicamentos para o colesterol pode ser tomada com ou sem alimentos, sem que isso prejudique a absorção.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Os antibióticos são medicamentos usados para combater infecções causadas por bactérias, atuando ao eliminar os microrganismos ou ao impedir que eles se multipliquem. Por isso, ao sentir os primeiros sintomas de mal-estar, febre e dor no corpo, não é incomum recorrer ao uso dos remédios por conta própria, na tentativa de acelerar a recuperação.

    Mas, ao contrário do que o senso comum sugere, o antibiótico não cura a gripe, nem o resfriado comum. A seguir, entenda por que o uso não é indicado, quais são os riscos envolvidos e em quais situações o antibiótico realmente pode ser necessário.

    Por que o antibiótico não funciona contra o vírus da gripe?

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, o antibiótico não funciona contra a gripe porque a doença é causada por um vírus (o Influenza), enquanto os antibióticos são feitos para atacar apenas bactérias. Os dois microrganismos possuem estruturas e formas de reprodução completamente diferentes:

    • Bactérias: são organismos vivos complexos que possuem parede celular e metabolismo próprio. O antibiótico atua destruindo essa parede ou impedindo que a bactéria se multiplique;
    • Vírus: são estruturas muito mais simples que precisam invadir as células do corpo humano para sobreviver e se replicar. Como os vírus não possuem as estruturas que os antibióticos atacam, o medicamento se torna totalmente inútil contra eles.

    Em alguns casos, o antibiótico pode até ser necessário durante uma gripe, mas apenas quando surgem complicações bacterianas associadas, como uma pneumonia ou uma sinusite, sempre com indicação médica.

    Riscos de tomar antibiótico por conta própria

    Como os antibióticos alteram o funcionamento do organismo, o uso sem orientação médica pode causar:

    1. Resistência bacteriana

    A resistência bacteriana é a capacidade de microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) de sobreviver aos efeitos de medicamentos, segundo Juliana. Quando você usa um antibiótico sem necessidade ou de forma incompleta, as bactérias que já vivem naturalmente no seu corpo não são totalmente eliminadas.

    As mais sensíveis morrem, mas as mais resistentes sobrevivem e continuam se multiplicando, tornando-se cada vez mais difíceis de combater. No futuro, se você tiver uma infecção bacteriana real, os antibióticos comuns podem não fazer mais efeito.

    2. Efeitos colaterais

    Quando usados sem necessidade, os antibióticos expõem o organismo a riscos desnecessários e aumentam a chance de efeitos colaterais, que podem variar de leves a mais intensos, como:

    • Diarreia;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Desconforto gastrointestinal.

    Normalmente, os sintomas acontecem porque o antibiótico também altera o equilíbrio da microbiota intestinal, afetando o funcionamento do sistema digestivo e causando desconforto ao longo do tratamento.

    3. Destruição da flora intestinal

    Os antibióticos não eliminam apenas as bactérias causadoras da infecção, mas também afetam as bactérias boas que vivem no intestino e são importantes na digestão, na produção de vitaminas e na defesa do organismo. O desequilíbrio pode levar a diarreia, infecções fúngicas, como candidíase, e queda da imunidade.

    4. Mascaramento de sintomas importantes

    O uso indevido de antibióticos pode aliviar temporariamente alguns sintomas ou alterar a evolução do quadro, dificultando a identificação da causa real do problema. Isso pode atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias e comprometer o início do tratamento adequado.

    5. Interações com outros medicamentos

    Os antibióticos podem interferir na ação de outros remédios, como anticoncepcionais, anticoagulantes e medicamentos de uso contínuo. Sem orientação médica, as interações podem passar despercebidas e aumentar o risco de efeitos colaterais.

    Quando o antibiótico deve ser usado?

    O antibiótico deve ser utilizado apenas quando há confirmação ou suspeita médica de infecção bacteriana. O tipo de medicamento, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos exclusivamente por um profissional de saúde.

    O que realmente tomar para curar a gripe?

    Como a gripe é uma infecção viral, não existe um remédio que elimine o vírus instantaneamente. O tratamento consiste em ajudar o corpo a combatê-lo e em aliviar o mal-estar. As opções mais indicadas são:

    • Analgésicos e antitérmicos ajudam a baixar a febre e diminuir as dores de cabeça e no corpo enquanto o sistema imune combate o vírus;
    • Anti-inflamatórios auxiliam na redução da dor de garganta e no mal-estar geral mas devem ser utilizados sob orientação médica;
    • Lavagem nasal com soro fisiológico é fundamental para limpar as vias aéreas e facilitar a respiração ao remover o excesso de muco;
    • Antivirais específicos podem ser indicados por um médico para grupos de risco com o objetivo de reduzir a duração da doença e evitar complicações;
    • Hidratação constante por meio da ingestão de água e sucos naturais mantém as mucosas úmidas e ajuda na eliminação de secreções;
    • Repouso permite que o corpo direcione toda a sua energia para o sistema imunológico acelerando o processo de recuperação natural.

    “O antibiótico só deve ser usado quando há infecção bacteriana comprovada ou quando o médico suspeita fortemente que existe essa infecção. Para a gripe, o melhor tratamento é repouso, hidratação e controle dos sintomas”, explica Juliana.

    Como prevenir a gripe?

    Para prevenir a gripe e evitar a propagação do vírus, as medidas mais recomendadas envolvem uma combinação de cuidados diários, como:

    • Vacinação anual: a imunização contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção, sendo atualizado todos os anos para proteger contra as cepas mais circulantes do vírus Influenza;
    • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão com frequência ou usar álcool em gel ajuda a evitar a transmissão do vírus, principalmente após contato com superfícies ou pessoas doentes;
    • Evitar contato próximo com pessoas gripadas: o vírus é transmitido por gotículas respiratórias. Por isso, manter distância de quem está com sintomas reduz o risco de contágio;
    • Etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço ou com um lenço descartável, evita espalhar o vírus no ambiente;
    • Ambientes ventilados: manter os espaços bem ventilados diminui a concentração de vírus no ar, reduzindo a chance de transmissão;
    • Evitar levar as mãos ao rosto: o contato das mãos com olhos, nariz e boca facilita a entrada do vírus no organismo;
    • Cuidar da imunidade: ter uma alimentação equilibrada, manter uma boa hidratação, dormir bem e praticar atividade física regularmente ajudam o corpo a se defender melhor contra infecções.

    Quando ir ao médico?

    A maioria dos casos de gripe é tratado com repouso e cuidados em casa, mas é importante ficar atento a sinais de que a infecção pode estar evoluindo para algo mais grave, como uma pneumonia:

    • Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar mesmo em repouso;
    • Febre persistente que não baixa com o uso de antitérmicos ou que dura mais de três dias;
    • Dor ou pressão persistente no peito ou no abdômen;
    • Tosse que piora com o passar dos dias ou que apresenta catarro com sangue ou coloração muito escura;
    • Tontura súbita confusão mental;
    • Fraqueza extrema que dificulta atividades simples como levantar da cama ou tomar banho;
    • Piora dos sintomas após uma melhora aparente;
    • Vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos.

    Os sinais de alerta podem variar de acordo com a idade e a condição de saúde da pessoa. No caso de crianças pequenas, idosos, gestantes ou indivíduos com doenças crônicas, a avaliação médica deve ser buscada de forma mais precoce para evitar complicações graves.

    Veja também: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Por que às vezes o médico receita antibiótico quando estou gripado?

    Isso acontece apenas quando o médico identifica uma complicação bacteriana secundária, como uma sinusite ou pneumonia, que surgiu porque a imunidade baixou durante a gripe.

    2. Pode tomar o antibiótico que sobrou de um tratamento anterior?

    Nunca. Cada infecção exige uma dosagem e um tempo específico. Usar sobras pode ser insuficiente para tratar o problema e gerar resistência bacteriana.

    3. Qual a diferença entre gripe e infecção bacteriana?

    A gripe geralmente causa febre súbita, dor no corpo e coriza. Já infecções bacterianas costumam apresentar sintomas localizados que pioram com o tempo, como pus na garganta ou dor intensa nos pulmões.

    4. Quem está gripado pode tomar vacina da gripe?

    Se houver febre, o ideal é esperar a recuperação total. Em casos de sintomas leves, como apenas coriza, a vacinação geralmente pode ser feita, mas consulte um profissional no local.

    5. Por quanto tempo devo tomar remédio para gripe?

    Analgésicos e antitérmicos devem ser tomados apenas enquanto houver dor ou febre. Já os antivirais devem seguir rigorosamente o período indicado pelo médico (geralmente 5 dias).

    6. Onde devo descartar antibióticos vencidos?

    Eles nunca devem ser jogados no lixo comum ou no vaso sanitário. Procure farmácias ou postos de saúde que possuam pontos de coleta para descarte de medicamentos.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê