Autor: Dra. Juliana Soares

  • Afta na boca: o que causa e como tratar em casa

    Afta na boca: o que causa e como tratar em casa

    A afta na boca, também conhecida como estomatite aftosa, é uma pequena lesão arredondada, esbranquiçada ou amarelada, que surge nos lábios, língua ou bochechas. Apesar de normalmente não ser grave, a dor e a sensibilidade podem dificultar as tarefas simples do dia a dia, como comer, beber ou falar.

    Na maioria das vezes, a afta aparece por causa de pequenos traumas, quedas na imunidade ou deficiências nutricionais, e tende a desaparecer sozinha em poucos dias. Mas se feridas são muito frequentes ou demoram a cicatrizar, pode ser necessário procurar orientação médica. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o que é afta?

    A afta é uma pequena ferida que aparece na parte interna da boca, como na língua, gengiva, bochechas ou lábios. Ela costuma ser arredondada, com o centro esbranquiçado ou amarelado e uma borda avermelhada ao redor, e pode causar bastante dor, principalmente ao falar, comer ou escovar os dentes.

    Diferente do herpes, a afta não é contagiosa e ocorre sempre na parte interna da cavidade bucal, nunca do lado de fora dos lábios.

    Quais os tipos de afta?

    As aftas podem ser classificadas de acordo com o tamanho, a quantidade e a intensidade dos sintomas:

    • Afta menor (afta comum): é a mais frequente, sendo pequenas, arredondadas, superficiais e bastante dolorosas, mas não deixam cicatriz. Elas costumam desaparecer sozinhas em 7 a 14 dias;
    • Afta maior: é menos comum, porém mais intensa. As lesões são maiores, mais profundas, podem demorar mais para cicatrizar (até semanas) e, em alguns casos, deixam cicatriz. A dor costuma ser mais forte;
    • Afta herpetiforme: apesar do nome, não tem relação com herpes. Aparece em forma de várias pequenas lesões agrupadas, que podem se juntar e formar áreas maiores. Costuma ser bastante dolorosa e pode surgir com mais frequência em algumas pessoas

    O que causa afta na boca?

    A causa da afta na boca nem sempre é clara, mas ela pode surgir por diversos fatores do dia a dia, que irritam a mucosa ou deixam o organismo mais sensível:

    • Pequenos traumas locais, como mordidas acidentais, uso de aparelhos ortodônticos, próteses mal ajustadas ou escovação muito forte;
    • Períodos de estresse, cansaço extremo ou situações que reduzem a imunidade, facilitando o aparecimento das lesões;
    • Consumo frequente de alimentos mais ácidos, como abacaxi, kiwi e tomate, ou de comidas muito condimentadas, que podem irritar a mucosa da boca;
    • Deficiências nutricionais, especialmente de vitamina B12, ferro, ácido fólico e zinco, que são importantes para a saúde da mucosa oral;
    • Alterações hormonais, que podem explicar o surgimento de aftas em alguns períodos específicos, como durante o ciclo menstrual.

    Além disso, algumas pessoas têm uma predisposição natural a desenvolver aftas com mais frequência, o que pode estar relacionado a fatores genéticos ou a uma maior sensibilidade da mucosa oral.

    Quando é preciso se preocupar?

    Apesar das aftas serem comuns, vale a pena buscar orientação de um dentista ou clínico geral se:

    • A afta for excepcionalmente grande (maior que 1 cm de diâmetro) ou se surgirem várias feridas ao mesmo tempo;
    • A ferida demorar mais de 3 semanas para desaparecer completamente;
    • A dor for intensa e não apresentar melhora mesmo com o uso de analgésicos comuns ou pomadas tópicas;
    • O surgimento das lesões vier acompanhado de febre, mal-estar geral, cansaço excessivo ou gânglios inchados no pescoço (“ínguas”);
    • As aftas forem recorrentes, surgindo quase todos os meses, o que pode indicar deficiências vitamínicas, intolerâncias alimentares ou doenças inflamatórias intestinais;
    • Se a dor impedir completamente a hidratação, especialmente em crianças e idosos, devido ao risco de desidratação.

    Nesses casos, o médico ou dentista poderá prescrever tratamentos mais específicos, como corticoides de uso local, ou solicitar exames de sangue para verificar os níveis de ferro, ferritina e vitaminas do complexo B.

    O que é bom para afta na boca?

    As aftas pequenas normalmente não precisam de tratamento e desaparecem sozinhas em até 15 dias, mas alguns cuidados podem acelerar o processo:

    • Manter a higiene bucal adequada, com escovação suave e uso de fio dental;
    • Fazer bochechos com água morna e sol, que ajudam a limpar a região e reduzir a inflamação;
    • Usar pomadas ou géis específicos para afta, que formam uma camada protetora e aliviam a dor;
    • Optar por alimentos mais frios e macios, que não irritam a lesão;
    • Beber bastante água para manter a boca hidratada;
    • Evitar alimentos ácidos, muito quentes ou condimentados, que podem piorar a dor.

    Em alguns casos, o médico ou dentista pode indicar medicamentos com ação analgésica, anti-inflamatória ou até suplementos vitamínicos, quando há deficiência nutricional envolvida.

    Importante: evite usar bicarbonato de sódio puro diretamente sobre a afta, pois ele pode causar uma queimadura química na mucosa e piorar o tamanho da ferida, retardando a cicatrização.

    Dicas para prevenir o surgimento de aftas

    No dia a dia, pequenos ajustes nos hábitos podem reduzir drasticamente a frequência das crises de afta, como:

    • Usar escovas de cerdas macias e cabeça pequena para evitar machucar a boca;
    • Preferir cremes dentais sem lauril sulfato de sódio (LSS), caso tenha aftas frequentes;
    • Ajustar aparelhos ortodônticos ou próteses quando estiverem incomodando;
    • Observar alimentos que podem desencadear aftas, como os muito ácidos ou crocantes;
    • Manter uma alimentação rica em vitamina B12, ferro e ácido fólico;
    • Controlar o estresse com hábitos como atividade física e sono regular;
    • Beber bastante água para manter a boca hidratada;
    • Evitar morder a parte interna da boca;
    • Não colocar objetos na boca, como canetas ou unhas.

    Além dos cuidados diários, o recomendado é visitar o dentista a cada seis meses para realizar uma limpeza profissional e uma avaliação completa da boca. O profissional pode identificar precocemente alterações na mucosa e indicar o melhor tratamento, evitando que pequenos problemas se tornem recorrentes.

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo demora para uma afta sumir?

    Em média, de 7 a 15 dias. Se a lesão persistir por mais de 3 semanas, é fundamental procurar um médico ou dentista.

    2. O que causa afta constante?

    Pode ser sinal de imunidade baixa, estresse crônico, carências vitamínicas (principalmente B12 e Ferro) ou sensibilidade a certos alimentos e componentes de cremes dentais.

    3. Afta na garganta é perigosa?

    Geralmente não, mas é muito desconfortável. Pode dificultar a deglutição e, se vier acompanhada de febre, deve ser avaliada para descartar infecções como a amigdalite.

    4. Bebês podem ter aftas?

    Sim. Em bebês, é comum ocorrer devido a traumas com brinquedos ou infecções virais (como a estomatite). É importante consultar o pediatra para o manejo da dor.

    5. Afta pode ser sinal de HIV?

    Aftas muito grandes, múltiplas e que não cicatrizam podem ocorrer em diversas condições de imunossupressão, mas apenas um exame de sangue pode dar esse diagnóstico.

    6. Qual a diferença entre estomatite e afta?

    A afta é a lesão em si. A estomatite é o nome dado a qualquer inflamação ou infecção na boca que cause o surgimento de várias aftas ou feridas ao mesmo tempo.

  • Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Medo de anestesia geral é comum, mas o que diz a medicina?

    Receber a notícia de que uma cirurgia será feita com anestesia geral costuma disparar uma série de medos. O principal deles é o receio de dormir e não acordar mais. A partir daí, surgem outras preocupações, como medo de acordar durante o procedimento ou de ter alguma reação grave aos medicamentos.

    Esses receios são compreensíveis, mas nem sempre correspondem ao que acontece na prática. Hoje, a anestesia geral é considerada muito segura, especialmente quando há avaliação pré-operatória adequada, revisão do histórico do paciente e monitorização contínua durante todo o procedimento.

    Isso não significa que seja isenta de riscos, mas significa que ela é feita com protocolos, equipamentos e acompanhamento altamente estruturados.

    O que é anestesia geral?

    A anestesia geral é um estado induzido por medicamentos que provoca inconsciência, ausência de dor e, em muitas cirurgias, relaxamento muscular. Em outras palavras, não é apenas dormir. É um controle médico do nível de consciência e das respostas do corpo para que o procedimento aconteça com segurança e sem sofrimento.

    Dependendo da cirurgia, a anestesia pode envolver medicamentos aplicados na veia, medicamentos inalatórios ou uma combinação dos dois. O anestesiologista ajusta essa estratégia conforme o tipo de procedimento, o tempo de cirurgia, a condição clínica do paciente e outras variáveis importantes.

    O que acontece no corpo durante a anestesia?

    Durante a anestesia geral, o cérebro deixa de perceber a dor e perde a consciência de forma reversível. Ao mesmo tempo, o médico anestesista monitora e, quando necessário, ajuda em funções como respiração, pressão arterial e frequência cardíaca. Isso é uma parte essencial do processo.

    Em muitas cirurgias, um tubo ou outro dispositivo é usado para ajudar na via aérea e na ventilação. Isso pode parecer assustador quando descrito antes, mas faz parte justamente da segurança do procedimento.

    A anestesia, portanto, é um acompanhamento ativo do organismo do começo ao fim.

    Então a anestesia geral é segura?

    Sim. Hoje, ela é considerada muito segura na grande maioria dos pacientes. Os serviços de anestesia usam equipamentos de monitorização, protocolos de segurança e avaliação pré-operatória para reduzir riscos.

    Problemas graves existem, mas são incomuns. Hospitais e serviços bem estruturados trabalham justamente para identificar risco antes, durante e depois da cirurgia.

    Isso também ajuda a explicar por que o medo de não acordar costuma ser maior do que o risco real na maioria dos casos. O risco anestésico não depende só da anestesia em si, mas do estado clínico da pessoa, da cirurgia proposta e das doenças associadas.

    Quais efeitos são mais comuns depois da anestesia?

    Os efeitos mais frequentes costumam ser leves e passageiros. Náusea, vômito, dor de garganta, sonolência, confusão momentânea e calafrios podem acontecer no pós-operatório, mas tendem a ser monitorados e tratados pela equipe.

    A confusão ao acordar, por exemplo, pode ser temporária. Em idosos, esse período pode ser um pouco mais delicado, e por isso a equipe costuma observar o despertar com atenção redobrada.

    Quais riscos realmente existem?

    Complicações sérias existem, mas são incomuns. Entre elas, estão reação alérgica importante a algum medicamento, dificuldade respiratória, lesões em dentes ou boca causadas pelo manejo da via aérea, e, mais raramente, complicações específicas como hipertermia maligna em pessoas suscetíveis.

    Isso não significa que toda pessoa precise se preocupar intensamente com esses eventos, e sim que o médico anestesista trabalha para preveni-los, reconhecê-los cedo e tratá-los rapidamente se ocorrerem. Segurança em anestesia envolve justamente prever risco e agir antes que ele vire problema.

    Quem costuma ter risco maior?

    O risco tende a ser maior em pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, história recente de AVC, uso intenso de álcool ou múltiplos medicamentos, entre outros fatores clínicos. Idade avançada, isoladamente, não é o único problema; a saúde geral e a presença de comorbidades pesam bastante na avaliação.

    É por isso que a consulta pré-anestésica é tão importante. Nela, a equipe revisa doenças, medicações, alergias, cirurgias anteriores, hábitos de saúde e exames. Quanto mais informação correta, melhor a preparação.

    Dá para acordar no meio da cirurgia?

    Esse é um dos medos mais famosos, mas é raro. O chamado awareness, ou percepção intraoperatória, é incomum, e o monitoramento anestésico existe justamente para manter a profundidade adequada da anestesia.

    Como reduzir riscos antes da cirurgia?

    Aqui entram medidas simples, mas muito importantes. Contar à equipe sobre medicamentos em uso, uso de álcool, doenças prévias, alergias e reações anteriores à anestesia faz diferença real. Seguir o jejum prescrito e as orientações médicas também é parte da segurança.

    Pessoas que usam medicamentos agonistas do GLP-1, que retardam o esvaziamento gástrico, precisam seguir as orientações de suspensão do medicamento de acordo com a orientação médica e jamais esconder essa informação do cirurgião e anestesista.

    O paciente não precisa controlar a anestesia, mas pode colaborar muito com a segurança sendo honesto, atento e seguindo as recomendações.

    Preciso ter medo?

    Medo e respeito são coisas diferentes. É razoável ter receio de algo desconhecido, mas a anestesia geral não deve ser vista como um evento misterioso ou inevitavelmente perigoso. Ela é uma prática médica altamente estudada, monitorada e aprimorada há décadas.

    A melhor forma de lidar com esse medo costuma ser conversar com a equipe, esclarecer dúvidas e entender que a anestesia faz parte do cuidado.

    Confira:

    Checklist cardíaco antes da cirurgia: veja como garantir uma operação mais segura

    Perguntas frequentes sobre anestesia geral

    1. Anestesia geral é segura?

    Sim, na maioria dos casos ela é considerada muito segura, com monitorização contínua.

    2. Posso não acordar da anestesia?

    Esse medo é comum, mas eventos fatais diretamente ligados à anestesia são muito raros.

    3. É normal ficar confuso ao acordar?

    Sim, uma confusão breve pode ocorrer, especialmente em idosos.

    4. Náusea depois da anestesia é comum?

    Sim, náusea e vômito estão entre os efeitos mais frequentes do pós-operatório.

    5. Vou sentir dor durante a cirurgia?

    Não. A anestesia geral é feita justamente para impedir dor e consciência durante o procedimento.

    6. Acordar no meio da cirurgia pode acontecer?

    É raro que isso aconteça.

    7. O que mais aumenta o risco anestésico?

    Doenças prévias, uso de certos medicamentos, problemas cardíacos e pulmonares, entre outros fatores clínicos.

    Veja mais:

    Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

  • 6 sinais de alerta da doença de Parkinson 

    6 sinais de alerta da doença de Parkinson 

    A doença de Parkinson costuma ser lembrada, quase sempre, por um sinal muito específico: o tremor. Mas a realidade é mais ampla do que isso. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem de forma discreta, se confundem com cansaço, envelhecimento ou perda de agilidade, e acabam demorando a chamar atenção.

    Isso ajuda a explicar por que tanta gente só procura avaliação quando os sintomas já estão mais evidentes.

    O Parkinson trata-se de uma doença neurológica progressiva, ligada à degeneração de neurônios produtores de dopamina, substância importante para o controle dos movimentos.

    Ela afeta principalmente a motricidade, mas também pode trazer sintomas não motores, como alterações do sono, do olfato e do intestino. Isso significa que o Parkinson não começa, necessariamente, com um quadro clássico. Muitas vezes, os sinais vão se somando aos poucos.

    O que é a doença de Parkinson?

    A doença de Parkinson é um distúrbio do movimento. O cérebro perde, progressivamente, neurônios que produzem dopamina, e isso compromete a forma como o corpo inicia e coordena movimentos. Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em velocidade de progressão.

    Os sinais motores mais típicos costumam ser:

    • Tremor de repouso;
    • Rigidez;
    • Lentidão;
    • Alterações na marcha e no equilíbrio.

    Embora seja mais frequente em pessoas mais velhas, o Parkinson não deve ser visto como uma consequência normal da idade. Tremores persistentes, rigidez crescente e dificuldade para realizar movimentos do dia a dia não devem ser naturalizados.

    Quanto mais cedo o quadro é reconhecido, mais cedo a pessoa pode iniciar tratamento, fisioterapia, atividade física orientada e acompanhamento neurológico.

    Por que reconhecer os sinais cedo faz diferença?

    O Parkinson ainda não tem cura, mas tem tratamento. E esse tratamento não se resume a remédio. A abordagem costuma envolver também reabilitação, atividade física, estratégias para fala, equilíbrio e funcionalidade.

    Em outras palavras, reconhecer os sinais cedo não muda só o diagnóstico, mas também o tempo de intervenção e o impacto da doença na autonomia da pessoa.

    Além disso, nem todo tremor é Parkinson, e nem toda lentidão indica uma doença neurodegenerativa. Justamente por isso, observar o conjunto dos sintomas é tão importante.

    O diagnóstico é clínico e depende da avaliação médica da combinação entre sinais motores e da sua evolução ao longo do tempo.

    6 sinais de alerta de doença de Parkinson

    1. Tremor em repouso

    Esse é o sinal mais conhecido, mas não está presente em todos os pacientes. O tremor do Parkinson costuma aparecer quando a parte do corpo está parada, principalmente em mãos e dedos, e tende a melhorar durante o movimento voluntário. Também pode surgir em queixo, pés ou, em alguns casos, de forma mais evidente em um lado do corpo.

    O ponto importante aqui é a persistência. Um tremor passageiro, depois de esforço físico, estresse ou excesso de cafeína, pode ter outra explicação. Já um tremor recorrente, especialmente em repouso, merece investigação.

    2. Lentidão para se mover

    A bradicinesia, ou lentidão motora, é um dos sinais centrais do Parkinson. A pessoa passa a demorar mais para iniciar movimentos, sente que o corpo não responde com a mesma rapidez e pode perceber dificuldade para tarefas simples, como levantar da cadeira, abotoar roupas ou começar a andar.

    Esse tipo de lentidão é uma redução real da velocidade e da amplitude dos movimentos, muitas vezes acompanhada de esforço aumentado para fazer atividades comuns. Em algumas pessoas, isso aparece antes mesmo do tremor.

    3. Rigidez muscular

    Outro sinal frequente é a rigidez. Ela pode dar a sensação de músculos duros, travados ou resistentes ao movimento. Às vezes, a pessoa não descreve isso como rigidez, mas como dor, incômodo ou dificuldade para mexer braços, pernas, pescoço ou ombros.

    Essa rigidez pode afetar a marcha, a postura e até a forma de balançar os braços ao caminhar. Quando progressiva, costuma interferir bastante no conforto e na mobilidade.

    4. Alterações no caminhar e no equilíbrio

    No Parkinson, a marcha pode mudar. A pessoa passa a caminhar com passos mais curtos, arrastando mais os pés, com postura inclinada para frente e menor balanço dos braços. Conforme a doença evolui, o equilíbrio também pode ser afetado, aumentando o risco de tropeços e quedas.

    5. Mudança na escrita

    A letra pode ficar progressivamente menor, mais apertada e difícil de ler. Esse achado é conhecido como micrografia e pode ser uma pista útil, principalmente quando surge em pessoas que antes escreviam de forma diferente.

    Como a escrita envolve coordenação fina, velocidade e controle de movimento, ela costuma refletir mudanças motoras precoces. Nem sempre é um sintoma valorizado pelo paciente, mas às vezes chama a atenção da família.

    6. Rosto mais parado e menos expressivo

    A redução da expressão facial também é um sinal possível. A pessoa pode parecer mais séria, piscar menos ou transmitir a impressão de que está com o rosto mais rígido, mesmo sem perceber isso.

    Esse sinal costuma passar despercebido no começo, mas pode ser observado por familiares ou amigos. Quando aparece junto com lentidão, rigidez e alteração da marcha, ganha relevância clínica.

    Outros sinais que também podem aparecer

    A doença de Parkinson também pode causar sintomas não motores. Entre eles estão:

    • Diminuição do olfato;
    • Constipação intestinal;
    • Alterações do sono;
    • Fadiga;
    • Ansiedade;
    • Depressão.

    Em algumas pessoas, esses sintomas surgem antes mesmo dos sinais motores clássicos.

    Quando procurar um médico?

    Vale procurar um neurologista ou clínico geral se houver:

    • Tremor persistente;
    • Rigidez;
    • Lentidão progressiva;
    • Alteração da escrita;
    • Mudança na marcha;
    • Perda de equilíbrio.

    Também vale investigar quando familiares percebem mudanças motoras que a própria pessoa minimiza.

    Veja mais:

    Tremores, lentidão e rigidez: o que é e como tratar o Parkinson

    Perguntas frequentes sobre doença de Parkinson

    1. Tremor sempre significa Parkinson?

    Não. Existem várias causas de tremor, incluindo estresse, medicamentos e tremor essencial.

    2. Parkinson só acontece em idosos?

    É mais comum após os 60 anos, mas pode ocorrer antes disso.

    3. O Parkinson afeta só os movimentos?

    Não. Também pode causar sintomas não motores, como constipação, alterações do sono e de humor.

    4. A doença tem cura?

    Não tem cura, mas tem tratamento para controle dos sintomas.

    5. A escrita menor pode ser um sinal real?

    Sim. A micrografia é um sinal possível da doença.

    6. Toda pessoa com Parkinson tem tremor?

    Não. O tremor é comum, mas não aparece em todos os casos.

    7. Exercício físico ajuda?

    Sim. Atividade física e fisioterapia são consideradas partes importantes do cuidado.

    Confira:

    Exames de sangue: como pequenas alterações podem indicar tendência futura?

  • 5 sintomas de hemorroida que não devem ser ignorados 

    5 sintomas de hemorroida que não devem ser ignorados 

    As hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas na região anal ou retal, que surgem quando a pressão nos vasos sanguíneos da área aumenta excessivamente. Isso pode acontecer por esforço físico ao evacuar, sedentarismo prolongado ou mesmo devido a gravidez, já que o crescimento do bebê aumenta a pressão pélvica e comprime os vasos sanguíneos locais.

    A partir da dilatação das veias, começam a aparecer os primeiros sintomas de hemorroidas, que variam conforme o tipo de hemorroida (interna ou externa) e o grau de inflamação.

    Quais os sintomas de hemorroidas?

    1. Coceira persistente (prurido)

    A coceira é um dos primeiros sinais a aparecer em um quadro hemorroidas, especialmente nas externas. Como a pele da região é muito sensível, qualquer irritação causada pela inflamação das veias, pelo atrito ou pela umidade local pode desencadear uma coceira persistente. Com o tempo, o ato de coçar pode causar mais irritação e aumentar o desconforto.

    Vale lembrar que a coceira frequente também pode estar relacionada a outros fatores, como higiene inadequada e dermatites na região, o que torna importante a avaliação médica.

    2. Pequenos caroços

    A presença de pequenas protuberâncias (do tamanho de grãos de feijão) na borda do ânus indica que o sangue pode estar coagulado dentro da veia. O processo, conhecido como trombose hemorroidária, é a complicação mais comum na condição e costuma provocar dor intensa e súbita, além de endurecimento e aumento do volume local.

    Nesses casos, a região pode ficar mais sensível ao toque, com vermelhidão e dificuldade para sentar ou evacuar.

    3. Inchaço ou sensação de peso

    Antes mesmo da dor aparecer, você pode sentir aquele desconforto ao sentar em superfícies duras ou a sensação de latejamento na região após longos períodos em pé.

    Com o aumento da pressão intra-abdominal, seja por esforço ou má postura, as veias hemorroidais se enchem de sangue e aumentam de tamanho, criando a sensacão de que há algo sendo empurrado de dentro para fora no canal anal.

    4. Dor intensa

    As hemorroidas tendem a ser indolores nos estágios iniciais, especialmente quando são internas, mas podem causar dor intensa à medida que o quadro piora.

    Ela normalmente está associada à formação de fissuras anais, que são pequenos cortes ou rachaduras no revestimento do ânus, causados pela passagem de fezes muito endurecidas em pacientes que convivem com prisão de ventre. A dor costuma ser mais intensa durante ou após as evacuações.

    5. Sangramentos

    O sangramento é mais comum nas hemorroidas internas, porque o tecido da região é mais delicado e sangra com facilidade. Na maioria das vezes, o sangue é vermelho vivo e pode aparecer no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário após evacuar.

    Como o sangramento também pode estar relacionado a outras condições mais sérias, como pólipos ou câncer colorretal, qualquer episódio deve ser avaliado por um profissional de saúde.

    Qual a diferença entre hemorroida interna e externa?

    A diferença entre a hemorroida interna e a hemorroida externa está principalmente na localização, nos sintomas e no tipo de desconforto que causam:

    • Internas: se formam dentro do resto, acima da abertura anal, e são revestidas por uma mucosa, uma espécie de tecido semelhante ao da parte interna da bochecha. Normalmente não causam dor, mas podem levar ao sangramento durante as evacuações;
    • Externas: são veias que se projetam para fora do ânus, normalmente devido a um esforço intenso para evacuar. Elas costumam causar dor, ardor, inchaço e desconforto, principalmente ao sentar ou evacuar, sendo bastante sensível ao toque. Em alguns casos, pode ocorrer a formação de um coágulo (trombose), o que intensifica a dor e o inchaço local.

    O diagnóstico de hemorroidas é feito durante uma consulta médica, a partir da avaliação dos sintomas e de um exame físico da região anal. O médico pode observar diretamente a área para identificar hemorroidas externas e realizar o toque retal para avaliar alterações internas.

    Quando o profissional suspeita de hemorroidas internas, pode ser indicada uma anuscopia, um exame simples que permite visualizar o interior do canal anal.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Perguntas frequentes

    1. Hemorroida pode virar câncer?

    Não. As hemorroidas são varizes (veias dilatadas) e não têm nenhuma relação biológica com o câncer. No entanto, como ambas as condições podem causar sangramento anal, é fundamental que um médico realize o diagnóstico para descartar doenças mais graves.

    2. Quem tem hemorroida precisa de cirurgia?

    A grande maioria dos casos (cerca de 80% a 90%) é tratada com mudanças na dieta, aumento da ingestão de água, pomadas específicas e banhos de assento. A cirurgia é reservada para graus avançados ou quando o tratamento clínico não funciona.

    3. Por que grávidas têm mais chance de ter hemorroidas?

    O aumento do volume do útero pressiona as veias da região pélvica e o aumento do hormônio progesterona relaxa as paredes das veias, facilitando a dilatação. Além disso, a constipação é comum na gestação, o que agrava o quadro.

    4. O que é o banho de assento e como ele ajuda?

    É o ato de sentar em uma bacia com água morna por 10 a 15 minutos. A temperatura da água promove o relaxamento do esfíncter anal e melhora a circulação local, reduzindo significativamente a dor e o inchaço.

    5. Quanto tempo dura uma crise de hemorroida?

    Uma crise aguda costuma durar de 7 a 10 dias com o tratamento adequado. Se houver trombose (um coágulo endurecido), o desconforto pode persistir por algumas semanas até que o corpo reabsorva o coágulo.

    6. Qual a melhor posição para evacuar?

    A posição de cócoras (com os pés elevados em um banquinho à frente do vaso) é a mais anatômica. Ela relaxa o músculo puborretal e retifica o canal anal, exigindo muito menos esforço para a saída das fezes.

    7. Sexo anal causa hemorroidas?

    A prática em si não causa hemorroidas, mas se já houver uma inflamação ou dilatação presente, o atrito pode causar dor, sangramento e agravar os sintomas. O uso de lubrificação adequada e o relaxamento são necessários.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

  • Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    Cancro mole causa ferida genital: entenda a doença

    O nome pode não ser tão conhecido quanto sífilis, gonorreia ou herpes genital, mas o cancro mole, também chamado de cancroide, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que merece atenção. Ele costuma se manifestar com feridas dolorosas na região genital e pode ser confundido com outras ISTs, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.

    Apesar de ser menos frequente do que outras infecções sexualmente transmissíveis, isso não significa que deva ser ignorado. O cancro mole precisa ser tratado corretamente, tanto para aliviar os sintomas quanto para reduzir o risco de transmissão e complicações, incluindo aumento da vulnerabilidade ao HIV.

    O que é cancro mole?

    O cancro mole é uma IST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. Trata-se de uma infecção ulcerativa que pode provocar feridas dolorosas na região genital. A úlcera está frequentemente associada a aumento doloroso dos gânglios da virilha.

    Diferentemente da sífilis, que costuma começar com uma ferida endurecida e geralmente indolor, o cancro mole tende a causar lesões dolorosas, de fundo sujo, bordas irregulares e maior inflamação local. Justamente por isso, ele entra no grupo das ISTs ulcerativas que precisam de avaliação médica cuidadosa para diferenciar uma condição da outra.

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão acontece principalmente por contato sexual sem proteção, quando há contato direto com as lesões ou secreções infectadas. Como as feridas concentram a bactéria, a relação sexual vaginal, anal ou oral sem preservativo aumenta o risco de contágio.

    A prevenção segue a lógica das demais ISTs. As medidas mais importantes são:

    • Uso de preservativo em todas as relações sexuais;
    • Procura por atendimento ao notar feridas, dor ou ínguas na virilha;
    • Evitar relações sexuais enquanto houver lesões ativas;
    • Testagem e avaliação para outras ISTs associadas;
    • Comunicação ao parceiro sexual para que ele também seja orientado e tratado, se necessário.

    Quais são os sintomas do cancro mole?

    O sinal mais característico é o aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas na região genital. Também podem surgir nódulos ou ínguas na virilha, que às vezes evoluem para inflamação importante.

    Em geral, os sintomas podem ser:

    • Pequenas lesões que evoluem rapidamente para úlceras dolorosas;
    • Feridas com bordas irregulares e base mole;
    • Dor ao toque ou durante a relação sexual;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Inflamação local intensa.

    Uma dificuldade importante é que outras ISTs também podem causar feridas genitais. Por isso, a pessoa não deve tentar adivinhar o diagnóstico só pela aparência da lesão. O exame clínico e, quando possível, a investigação complementar ajudam a direcionar o tratamento correto.

    Por que o cancro mole merece atenção?

    Além da dor e do desconforto, o cancro mole pode facilitar a transmissão e a aquisição do HIV. Isso acontece porque as úlceras rompem a barreira de proteção da pele e da mucosa, favorecendo a entrada de outros agentes infecciosos. O NIH descreve as úlceras genitais como cofator importante na transmissão do HIV.

    Sem tratamento, o quadro também pode evoluir com inflamação importante dos gânglios da virilha, cicatrizes e maior desconforto local. Ou seja, não é uma infecção que vale a pena esperar passar sozinha.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do cancro mole costuma ser clínico, ou seja, baseado na avaliação das lesões, da dor, da presença de ínguas e na exclusão de outras causas de úlcera genital.

    O diagnóstico definitivo é desafiador porque os testes laboratoriais não são amplamente disponíveis, o que torna a avaliação médica ainda mais importante.

    Na prática, o profissional de saúde costuma considerar o conjunto de fatores:

    • Presença de uma ou mais úlceras genitais dolorosas;
    • Ínguas dolorosas na virilha;
    • Ausência de evidência de sífilis em fase inicial;
    • Ausência de sinais típicos de herpes genital.

    Como é o tratamento?

    O tratamento é feito com antibióticos e costuma ter boa resposta quando iniciado corretamente. Quando bem-sucedido, o tratamento cura a infecção, melhora os sintomas e ajuda a interromper a transmissão.

    O tratamento não deve ser feito por conta própria, porque a escolha do antibiótico depende do quadro clínico e da suspeita diagnóstica. Além disso, como úlceras genitais podem ter outras causas, o uso aleatório de remédios pode mascarar sinais importantes.

    Como se prevenir?

    A prevenção do cancro mole passa pelas mesmas estratégias centrais de prevenção das ISTs. O uso consistente de preservativo reduz o risco, assim como a busca por atendimento diante de sintomas e o tratamento correto dos parceiros quando indicado.

    Também é importante lembrar que ter uma IST aumenta a chance de ter outras. Por isso, a consulta é uma oportunidade para conversar sobre testagem, vacinação quando aplicável e práticas sexuais mais seguras.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver ferida dolorosa na região genital, dor importante durante o contato íntimo, secreção associada ou ínguas dolorosas na virilha. Quanto antes o quadro for avaliado, mais rápido o tratamento pode começar e menor tende a ser o risco de complicações e transmissão.

    Leia mais:

    Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

    Perguntas frequentes sobre cancro mole

    1. Cancro mole é a mesma coisa que sífilis?

    Não. Embora ambos possam causar feridas genitais, o cancro mole costuma provocar lesões dolorosas, enquanto a ferida inicial da sífilis geralmente é indolor.

    2. Cancro mole tem cura?

    Sim. O tratamento antibiótico costuma curar a infecção.

    3. Toda ferida genital dolorosa é cancro mole?

    Não. Outras ISTs, como herpes genital, também podem causar feridas dolorosas.

    4. Preciso avisar meu parceiro?

    Sim. Parceiros sexuais devem ser avaliados e orientados.

    5. O cancro mole aumenta risco de HIV?

    Sim. Úlceras genitais facilitam transmissão e aquisição do HIV.

    6. Posso esperar a ferida sumir sozinha?

    Não é o ideal. O quadro deve ser avaliado e tratado.

    7. Preservativo ajuda a prevenir?

    Sim, ele reduz o risco de transmissão de ISTs, inclusive do cancro mole.

    Veja também:

    Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

  • Como aliviar os sintomas de hemorroidas? Conheça 10 cuidados no dia a dia

    Como aliviar os sintomas de hemorroidas? Conheça 10 cuidados no dia a dia

    Você sabia que cerca de 50% da população adulta no Brasil convive ou vai conviver com hemorroidas em algum momento da vida? A condição, que costuma ser frequente durante a gravidez, acontece com a dilatação de veias que ficam na região do ânus e do reto, semelhante ao que ocorre nas varizes.

    Quando elas ficam inchadas, inflamadas ou aumentadas, podem causar sintomas como coceira intensa, dor, inchaço e até mesmo sangramento durante as evacuações, o que afeta diretamente a qualidade de vida e a realização das tarefas do cotidiano, como se sentar para trabalhar.

    Apesar de incômodos, é possível aliviar os sintomas das hemorroidas com algumas medidas no estilo de vida, cuidados de higiene específicos e mudanças na alimentação, que ajudam no processo de recuperação. Vamos entender mais, a seguir.

    Como aliviar os sintomas de hemorroidas?

    Para aliviar o desconforto e acelerar a cicatrização das hemorroidas, o ideal é reduzir a pressão na região pélvica e manter as fezes macias.

    1. Banhos de assento para hemorroida

    Os banhos de assento contribuem para melhorar a circulação sanguínea local, reduzir o inchaço das veias e aliviar a dor causada pela inflamação. Para isso, basta sentar em uma bacia ou bidê com água morna (sem sabão ou produtos químicos) por 10 a 15 minutos, cerca de duas a três vezes ao dia.

    2. Aumentar o consumo de fibras

    As fibras presentes nos alimentos, como frutas com casca, vegetais folhosos e grãos integrais, aumentam o volume fecal e tornam as fezes mais pastosas, facilitando a passagem sem atrito. Com isso, você faz menos esforço durante a evacuação, o que ajuda a reduzir a pressão sobre as veias da região anal.

    3. Beber bastante água

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é necessário beber bastante água ao longo do dia, pois sem hidratação, as fibras podem endurecer as fezes e piorar a constipação. A quantidade diária pode variar de acordo com alguns fatores, mas o ideal é ingerir pelo menos 35 ml por kg de peso corporal.

    4. Limpar a região anal adequadamente

    O atrito do papel higiênico seco, por mais macio que pareça, funciona como uma lixa sobre uma veia que já está inflamada e sensível. Durante uma crise, o recomendado é fazer a higiene apenas com água corrente (ducha higiênica) e secar a região dando batidinhas leves com uma toalha de algodão, sem esfregar. Se estiver fora de casa, prefira lenços umedecidos sem álcool e sem fragrância.

    5. Usar roupas íntimas de algodão

    A região anal precisa respirar para evitar o acúmulo de umidade, que pode causar maceração da pele e aumentar a coceira. Por isso, use cuecas ou calcinhas de algodão e evite roupas muito apertadas, como calças jeans rígidas, que aumentam a temperatura local e o atrito constante ao caminhar.

    6. Não segurar a vontade de evacuar

    Quando você segura a vontade de ir ao banheiro, as fezes permanecem retidas no cólon e o organismo continua extraindo água delas, deixando-as ressecadas e endurecidas. Consequentemente, a evacuação se torna mais difícil e exige maior esforço, aumentando a pressão na região anal e favorecendo a dilatação das veias da região anal.

    7. Caminhar ao longo do expediente

    Para quem passa a maior parte do dia em frente ao computador, o hábito de permanecer sentado por longos períodos exerce uma pressão gravitacional contínua sobre a região pélvica, o que acaba sobrecarregando o quadril e dificultando o retorno venoso na área anal. Como consequência, pode ocorrer a dilatação das veias locais, favorecendo o surgimento de inflamações e o desenvolvimento da doença hemorroidária.

    Então, se o seu trabalho exige que você fique sentado por muitas horas, tente levantar a cada 50 minutos para caminhar um pouco, ou utilize almofadas específicas (com furo central) para aliviar a pressão direta sobre o ânus.

    8. Utilize pomadas para hemorroidas com orientação

    As pomadas para hemorroidas contém anestésicos, anti-inflamatórios ou agentes protetores que criam uma barreira na mucosa. Elas ajudam muito no controle da dor e do ardor, mas não devem ser utilizadas por conta própria por longos períodos, pois podem causar reações alérgicas ou afinar a pele da região. O uso também não é recomendado para crianças, gestantes e mulheres no período de amamentação.

    9. Parar de fumar

    A nicotina e substâncias tóxicas do cigarro prejudicam a circulação sanguínea, fragilizam os tecidos da região anal e provocam inflamação crônica. Além disso, o fumo está associado ao aumento da constipação, o que favorece o ressecamento das fezes e exige mais esforço durante a evacuação.

    10. Praticar atividades físicas leves

    Durante uma crise de hemorroidas, não é recomendado praticar atividades físicas que aumentem a pressão na região abdominal e anal, como musculação intensa, levantamento de peso ou exercícios de alto impacto. Contudo, você pode optar por atividades leves, como caminhadas, que ajudam a estimular o funcionamento do intestino sem sobrecarregar a região afetada.

    Veja também: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os sintomas mais comuns de hemorroidas?

    Os principais sinais incluem sangue vivo nas fezes ou no papel higiênico, coceira ou irritação na região anal, dor, desconforto e a presença de um nódulo sensível perto do ânus.

    2. O uso de gelo ajuda no tratamento?

    Sim. Aplicar compressas de gelo (envoltas em um pano fino) na área externa pode ajudar a reduzir o inchaço e anestesiar a dor aguda.

    3. Hemorroida tem cura definitiva?

    Muitas vezes, mudanças no estilo de vida costumam resolver os sintomas. Em casos persistentes ou graves, procedimentos médicos como ligadura elástica, escleroterapia ou cirurgia podem ser necessários.

    4. Quando o sangramento deve ser motivo de preocupação?

    Embora o sangue vivo seja comum nas hemorroidas internas, qualquer sangramento anal deve ser avaliado por um médico para descartar outras condições mais graves, como o câncer colorretal.

    5. Qual a relação entre o uso do celular no banheiro e as hemorroidas?

    Passar muito tempo sentado no vaso sanitário, muitas vezes por distração com o celular, relaxa a musculatura pélvica e permite que o sangue se acumule nas veias anais por gravidade, o que favorece o inchaço e o surgimento de hemorroidas. O ideal é permanecer sentado apenas o tempo necessário.

    6. O consumo de pimenta e condimentos causa o problema?

    A pimenta não causa hemorroidas, mas pode irritar a mucosa do canal anal. Se você já tem hemorroidas inflamadas, alimentos picantes podem tornar a evacuação muito mais dolorosa e aumentar a sensação de queimação.

    7. Qual a diferença entre hemorroida e fissura anal?

    Enquanto a hemorroida é uma veia inchada, a fissura anal é um pequeno corte ou rachadura no revestimento do canal anal. Ambas causam dor e sangramento, mas o tratamento inicial pode variar, por isso o diagnóstico médico é essencial.

    8. Qual médico devo procurar?

    O especialista indicado para tratar hemorroidas e outras doenças do sistema digestivo final é o proctologista ou coloproctologista.

    Leia mais: Por que o intestino é chamado de ‘segundo cérebro’?

  • Veja como o exercício físico ajuda na sua saúde mental 

    Veja como o exercício físico ajuda na sua saúde mental 

    Quando se fala em exercício físico, muita gente pensa primeiro em peso, condicionamento, colesterol ou glicemia. Tudo isso importa, e muito. Mas existe outro efeito igualmente relevante: a forma como o movimento impacta o cérebro, o humor, o sono e o bem-estar emocional.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a atividade física regular traz benefícios importantes também para a saúde mental e pode reduzir sintomas de depressão e ansiedade.

    Isso não significa que o exercício vá substituir a terapia ou os remédios em todos os casos. Também não quer dizer que caminhar por alguns dias seja suficiente para curar o sofrimento psíquico. O ponto é outro: exercitar o corpo ajuda a criar condições biológicas e emocionais mais favoráveis ao equilíbrio mental. E isso vale tanto para a prevenção quanto como parte de uma estratégia de cuidado mais ampla. Entenda melhor abaixo.

    Por que atividade física e saúde mental estão ligadas?

    A atividade física age diretamente no funcionamento do cérebro. Manter-se em movimento melhora a oxigenação cerebral, ajuda nas sinapses e melhora a qualidade de vida. A OMS reforça que a prática regular de exercícios pode melhorar o bem-estar geral e reduzir sintomas de ansiedade e depressão.

    Além disso, o exercício ajuda a organizar a rotina, melhora o sono, aumenta a sensação de autonomia e pode funcionar como espaço de socialização e prazer. Ou seja, os benefícios não vêm apenas da parte química, mas também da experiência subjetiva de se sentir mais funcional, mais disposto e mais conectado consigo e com o ambiente.

    Como o exercício pode ajudar no humor?

    Uma das explicações mais conhecidas é que a atividade física estimula a liberação de substâncias associadas à sensação de bem-estar. Estar fisicamente ativo ajuda a melhorar o humor, o bem-estar e a qualidade de vida.

    Isso pode significar menos sensação de peso mental, maior clareza, melhora da disposição e alívio parcial de sintomas emocionais. Não é um efeito mágico, nem necessariamente imediato, mas costuma ser consistente quando a prática vira rotina.

    Exercício ajuda na ansiedade?

    Sim, pode ajudar. A atividade física regular reduz sintomas de ansiedade. Parte desse efeito parece estar ligada à regulação do estresse, à melhora do sono e ao fato de que o corpo aprende a lidar melhor com estados fisiológicos de ativação.

    O exercício pode funcionar como pausa concreta no ciclo de preocupação, ruminação e tensão. Para algumas pessoas, caminhar, pedalar, nadar ou treinar oferece um tipo de foco corporal que tira a mente, ainda que temporariamente, do excesso de pensamentos.

    E na depressão?

    Também pode ajudar. A atividade física pode reduzir sintomas depressivos, e até volumes relativamente modestos de exercícios podem ajudar na prevenção de novos casos de depressão.

    Mas vale o cuidado: dizer que exercício ajuda na depressão não é o mesmo que dizer que basta ter força de vontade. A depressão pode diminuir energia, prazer, iniciativa e motivação.

    Por isso, em muitos casos, o desafio não é saber que o exercício faria bem, mas sim conseguir começar. É aí que apoio profissional, metas pequenas e acolhimento fazem diferença.

    O exercício também melhora o sono?

    Em muitos casos, sim. Isso, inclusive, importa muito para a saúde mental, porque sono ruim e sofrimento psíquico costumam se alimentar mutuamente.

    Dormir melhor tende a melhorar humor, memória, tolerância ao estresse e capacidade de decisão. Por isso, parte do benefício emocional do exercício pode vir justamente dessa reorganização do sono e da rotina.

    Precisa ser exercício intenso?

    Não. Esse é um ponto muito importante. A ideia de que só vale se for pesado, sofrido ou altamente performático afasta muita gente. Qualquer atividade física já é melhor do que nenhuma.

    Para muita gente, benefícios importantes já aparecem com medidas simples, como:

    • Caminhadas regulares;
    • Dança;
    • Pedaladas leves;
    • Atividades em grupo;
    • Exercícios de fortalecimento e alongamento.

    Quanto exercício é recomendado?

    O Ministério da Saúde e a OMS recomendam, para adultos, de 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade intensa, quando não houver contraindicação.

    Mas essa recomendação não deve ser usada como régua de culpa. Para quem está parado, deprimido, ansioso ou muito sobrecarregado, começar com pouco já é um grande avanço. O melhor exercício, muitas vezes, é o que a pessoa consegue sustentar.

    Exercício substitui tratamento psicológico ou psiquiátrico?

    Nem sempre. Em alguns casos leves, a atividade física pode ter impacto muito significativo no bem-estar. Mas em quadros moderados ou graves de ansiedade e depressão, ela costuma ser parte do cuidado e não a única estratégia.

    Quando há sofrimento importante, prejuízo funcional, desesperança persistente ou pensamentos de morte, o ideal é buscar ajuda profissional. Exercício pode entrar como aliado, mas não deve ser usado sozinho para minimizar a gravidade do quadro.

    Leia mais:

    Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Perguntas frequentes sobre exercício e saúde mental

    1. Exercício realmente ajuda no humor?

    Sim. A atividade física regular pode melhorar humor, bem-estar e qualidade de vida.

    2. Pode ajudar na ansiedade?

    Sim. A OMS afirma que ela reduz sintomas de ansiedade.

    3. Pode ajudar na depressão?

    Sim, como parte da prevenção e também do cuidado em muitos casos.

    4. Precisa ser academia?

    Não. Caminhada, dança e outras atividades também contam.

    5. Quanto tempo por semana é recomendado?

    Em geral, 150 a 300 minutos de atividade moderada por semana.

    6. Exercício substitui terapia?

    Não necessariamente. Em muitos casos, ele complementa o tratamento.

    7. E se eu estiver sem energia para começar?

    Começar pequeno e com metas realistas costuma ser mais eficaz do que esperar motivação perfeita. Isso é uma inferência prática coerente com as recomendações de atividade gradual.

    Veja também:

    Crise de ansiedade: o que fazer e como controlar os sintomas

  • Queimadura de sol: como saber quando é grave e como melhorar os sintomas? 

    Queimadura de sol: como saber quando é grave e como melhorar os sintomas? 

    Um dos problemas mais comuns do verão, a queimadura de sol é uma inflamação na pele causada pela exposição excessiva aos raios ultravioletas (UV) sem o uso de proteção, como protetor solar.

    Além dos sintomas desconfortáveis, como vermelhidão, descamação e ardência, a lesão indica um dano celular que, se não for tratado adequadamente, pode resultar em problemas a longo prazo, como envelhecimento precoce ou câncer de pele.

    Na maioria dos casos, os sintomas aparecem algumas horas depois da exposição solar e podem ser aliviados com cuidados caseiros, como compressas frias e hidratação intensa. No entanto, quando a queimadura atinge camadas mais profundas, pode provocar febre, calafrios e desidratação, precisando de atendimento médico imediatamente.

    O que é uma queimadura de sol?

    Uma queimadura de sol é uma lesão na pele causada pela exposição excessiva aos raios ultravioleta, principalmente dos raios UVA e UVB. Quando a pele fica exposta ao sol por muito tempo sem proteção, como protetor solar ou roupas, os raios UV penetram nas camadas da pele, danificam as células e desencadeiam uma resposta inflamatória do organismo.

    Como resultado, podem surgir sintomas como vermelhidão intensa, ardência, dor ao toque e sensação de calor na região afetada. Em casos mais graves, podem aparecer bolhas, febre e mal-estar, indicando uma queimadura mais grave.

    Vale destacar que a exposição solar sem proteção é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele ao longo da vida, já que o dano causado pelos raios UV é cumulativo. Quanto mais episódios de queimadura, especialmente na infância e na adolescência, maior tende a ser o risco no futuro.

    Como diferenciar o bronzeado da queimadura?

    A principal diferença é que o bronzeado é uma resposta de proteção da pele, enquanto a queimadura é uma lesão causada pelo sol.

    No caso do bronzeamento, quando a pele entra em contato com os raios UV, ela aumenta a produção de melanina, um pigmento natural que ajuda a protegê-la. Por isso, a cor da pele fica mais escura de forma gradual, normalmente sem dor, vermelhidão intensa e ou desconforto significativo.

    A queimadura solar, por outro lado, acontece quando a exposição ultrapassa o limite de proteção da pele, causando danos celulares e desencadeando uma reação inflamatória. Diferente do bronzeado, que aparece aos poucos, a queimadura costuma surgir algumas horas após a exposição.

    Quais os tipos de queimadura de sol?

    As queimaduras de sol podem ser classificadas de acordo com a profundidade do dano na pele, de forma parecida com outras queimaduras:

    • Queimadura de primeiro grau: é a forma mais leve e comum e afeta apenas a camada superficial da pele, causando vermelhidão, sensação de calor, sensibilidade e dor leve, sem formação de bolhas. A pessoa ainda pode ter descamação nos dias seguintes;
    • Queimadura de segundo grau: é mais intensa e atinge camadas mais profundas, causando vermelhidão mais forte, dor significativa, inchaço e formação de bolhas. A pele pode ficar úmida e o tempo de recuperação é maior;
    • Queimadura de terceiro grau: é rara em casos de exposição solar, mas pode acontecer em situações extremas. Nesse caso, ocorre um dano profundo com destruição das camadas da pele, que pode apresentar um aspecto esbranquiçado, escurecido ou endurecido.

    As queimaduras na pele podem ser intensificadas quando há o contato ou uso de produtos sensibilizantes, como perfumes, limão e algumas outras frutas.

    Sintomas de queimadura de sol

    Os sintomas costumam aparecer algumas horas após a exposição e podem incluir:

    • Vermelhidão na pele;
    • Sensação de calor ou ardência;
    • Dor ao toque;
    • Inchaço leve;
    • Descamação nos dias seguintes;
    • Sensibilidade ao toque;
    • Bolhas e febre em casos mais graves.

    Em alguns casos, também pode haver dor de cabeça, náuseas e sinais de desidratação, especialmente após uma exposição solar prolongada.

    Como diagnosticar a queimadura de sol?

    O diagnóstico da queimadura solar é feito através do exame visual da pele e da análise dos sintomas que surgem entre 2 a 6 horas após a exposição aos raios UV. Na consulta, o médico analisa a presença de vermelhidão, dor, sensação de calor, inchaço, descamação e, em casos mais intensos, a formação de bolhas.

    Também é importante entender quanto tempo a pessoa ficou exposta ao sol, se houve uso de proteção e quando os sintomas começaram, já que a queimadura costuma aparecer algumas horas após a exposição.

    Como melhorar a queimadura de sol?

    O tratamento da queimadura de sol depende da intensidade dos sintomas, mas normalmente é feito com cuidados simples para aliviar a inflamação, a dor e ajudar a pele a se recuperar, como:

    • Interromper a exposição ao sol e proteger a pele até a recuperação completa;
    • Limpar o local com água corrente;
    • Resfriar a região com banhos frios ou mornos e compressas frias;
    • Hidratar a pele com cremes suaves, de preferência com aloe vera ou pantenol;
    • Aumentar a ingestão de líquidos para evitar desidratação;
    • Evitar produtos irritantes, como perfumes, ácidos e esfoliantes;
    • Não puxar a pele que está descamando;
    • Usar roupas leves e soltas para reduzir o atrito na pele.

    Em caso de dor intensa, o médico pode prescrever o uso de cremes analgésicos e anti-inflamatórios, além de medicamentos por via oral para controle da dor e da inflamação. Quando aparecem bolhas, elas não devem ser estouradas, pois elas funcionam como uma proteção natural contra infecções.

    Nos casos mais graves, com presença de febre, calafrios, mal-estar ou áreas extensas de pele afetadas, é importante procurar atendimento médico. Se houver sinais de insolação ou desidratação severa, pode ser necessária a reposição de soro na veia.

    O que não passar na queimadura?

    Quando a pele está queimada pelo sol, ela fica mais sensível e vulnerável, então qualquer receita caseira pode ser perigosa e retardar a cicatrização da pele. Por isso, é importante evitar:

    • Pasta de dente;
    • Manteiga, óleos ou banha;
    • Álcool;
    • Clara de ovo;
    • Vinagre puro;
    • Gelo direto na pele.

    Também evite o uso de perfumes ou colônias na região por alguns dias, já que eles contêm álcool e outras substâncias que podem irritar ainda mais a pele.

    Riscos da queimadura de sol para a saúde

    No curto e no longo prazo, a queimadura de sol pode trazer diferentes riscos para a saúde:

    • Desidratação: a pele lesionada perde a capacidade de reter líquidos, o que pode causar tontura e mal-estar geral;
    • Infecções na pele: a quebra da barreira cutânea, especialmente na presença de bolhas, facilita a entrada de bactérias e pode precisar de tratamento com antibióticos;
    • Envelhecimento precoce: mesmo após a cicatrização, o dano acumulado favorece o surgimento de manchas, perda de elasticidade e rugas antes do tempo;
    • Câncer de pele: a exposição repetida aos raios UV danifica o DNA das células, aumentando o risco de carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma;
    • Insolação: em casos de exposição extrema, pode ocorrer uma alteração grave na regulação da temperatura corporal, com risco de comprometimento de órgãos vitais.

    Como evitar as queimaduras solares?

    No dia a dia, é possível evitar as queimaduras de sol com alguns cuidados:

    • Usar protetor solar diariamente, com FPS 30 (no mínimo), aplicando a cada duas horas ou após suor intenso e contato com água;
    • Utilizar barreiras físicas, como chapéus, bonés, óculos de sol e roupas com proteção UV;
    • Procurar sombra sempre que possível, especialmente em ambientes abertos como praia e piscina;
    • Aplicar o protetor solar cerca de 15 a 30 minutos antes da exposição ao sol;
    • Não esquecer áreas mais sensíveis, como orelhas, nuca, pés e lábios;
    • Manter a pele hidratada e beber bastante água ao longo do dia;
    • Ter atenção redobrada com crianças, que têm a pele mais sensível.

    A recomendação é evitar a exposição ao sol nos horários de maior intensidade, normalmente entre 10h e 16h, pois, nesse período, a radiação ultravioleta está mais forte e pode causar danos à pele em menos tempo. Isso aumenta significativamente o risco de queimaduras, mesmo em exposições curtas.

    Leia também: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo dura uma queimadura de sol?

    Em casos leves (1º grau), os sintomas como dor e vermelhidão costumam melhorar em 3 a 5 dias. Já em casos graves com bolhas (2º grau), a cicatrização completa da pele pode levar de 10 a 14 dias.

    2. O que é bom para passar na pele descascando?

    Quando a pele começa a descascar, o ideal é usar hidratantes potentes e livres de fragrâncias, conforme orientado pelo médico. Evite puxar as peles soltas, pois isso pode ferir a camada saudável que ainda está se formando.

    3. Queimadura de sol pode causar febre?

    Sim. Quando a queimadura atinge uma área extensa do corpo, o organismo pode desencadear uma resposta inflamatória sistêmica, causando febre, calafrios e dor de cabeça. Isso pode ser um sinal de insolação.

    4. Quando a queimadura de sol é considerada grave?

    Ela é grave quando apresenta bolhas, quando cobre mais de 15% do corpo, ou quando o paciente apresenta sinais como confusão mental, desmaio, vômitos ou febre alta. Nestes casos, o atendimento médico deve ser imediato.

    5. Quanto tempo depois da queimadura posso me expor ao sol novamente?

    O ideal é esperar a pele se recuperar totalmente, o que leva de 7 a 14 dias. A pele nova que surge após a descamação é extremamente fina e sensível, podendo manchar ou queimar com muito mais facilidade se exposta precocemente.

    6. Queimadura de sol causa manchas permanentes?

    Pode causar. Se a inflamação for profunda ou se a pessoa se expuser ao sol enquanto a pele ainda está se recuperando, podem surgir manchas escuras (melasma solar) ou manchas brancas (leucodermia), difíceis de tratar posteriormente.

    7. Bebês e crianças podem usar os mesmos tratamentos de adultos?

    A pele da criança é muito mais fina e absorve substâncias com mais facilidade. Em bebês, evite automedicação e use apenas produtos indicados pelo pediatra. Se houver febre ou bolhas em crianças, a consulta médica é obrigatória.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Exercícios na gravidez: os melhores e no que prestar atenção 

    Durante muito tempo a gestante ouviu que o ideal era ficar quieta e evitar esforços. Hoje, a recomendação mudou bastante. As principais diretrizes de saúde afirmam que, para a maioria das gestantes saudáveis, a atividade física traz benefícios e apresenta poucos riscos quando bem conduzida. Isso vale tanto para quem já se exercitava antes quanto para quem quer começar com segurança.

    A questão, então, não é simplesmente “pode ou não pode”, mas sim qual exercício faz sentido, com que intensidade e em quais situações é preciso ter mais cuidado. Entender isso ajuda a tirar o tema do campo do medo e colocá-lo no campo do cuidado informado.

    Exercício na gravidez faz bem?

    Sim, para a maioria das gestantes, faz bem. A prática de atividade física durante a gestação pode ajudar a reduzir complicações e melhorar a saúde materno-infantil.

    Entre os benefícios estão menor risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, excesso de ganho de peso e incontinência urinária, especialmente com exercícios para assoalho pélvico.

    O exercício não aumenta o risco de aborto, baixo peso ao nascer ou parto prematuro em gestantes sem contraindicação.

    Quanto exercício é recomendado?

    As recomendações convergem para cerca de 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada, distribuídos ao longo da semana. Isso pode ser traduzido, por exemplo, em 30 minutos em cinco dias. A recomendação pode ser adaptada de acordo com o condicionamento físico, a fase da gestação e a orientação profissional.

    Também é importante lembrar que alguma atividade é melhor do que nenhuma. Para quem estava sedentária, começar de forma gradual costuma ser o caminho mais seguro e sustentável.

    Quais são os melhores exercícios na gravidez?

    Não existe uma modalidade única. O melhor exercício é aquele que combina segurança, regularidade, conforto e adesão. Ainda assim, alguns tipos costumam ser especialmente bem aceitos. Veja abaixo.

    Caminhada

    A caminhada é uma das opções mais simples e recomendadas. Tem baixo impacto, pode ser ajustada em ritmo e duração e costuma ser bem tolerada ao longo da gestação. É uma boa porta de entrada para quem quer sair do sedentarismo.

    Hidroginástica e natação

    Atividades na água costumam ser muito valorizadas porque aliviam parte da sobrecarga articular, ajudam no conforto térmico e podem ser especialmente agradáveis conforme a barriga cresce. São boas opções para mobilidade, condicionamento e bem-estar.

    Pilates e alongamento

    O pilates, quando adaptado para gestantes e conduzido com orientação adequada, pode ajudar em postura, consciência corporal e conforto. Alongamentos suaves também podem contribuir, desde que respeitem os limites da gestação e evitem exageros.

    Musculação

    Sim, musculação pode entrar. O próprio Ministério da Saúde inclui musculação entre as atividades possíveis para gestantes, desde que haja adaptação, supervisão e respeito aos limites individuais. A ideia aqui não é buscar performance ou cargas extremas, e sim manter força, funcionalidade e preparo físico.

    No que se atentar?

    Aqui entra a parte mais importante da pauta. Exercício na gravidez não é liberado de qualquer jeito. Há sinais de alerta e contextos em que a atividade deve ser interrompida ou reavaliada.

    Sangramento vaginal, dor importante, tontura, falta de ar desproporcional, contrações dolorosas, perda de líquido e redução de movimentos fetais são exemplos de situações que exigem contato com o médico.

    Além disso, a gestante precisa evitar um esforço excessivo. Gravidez não é o momento de testar limite. Hidratação, conforto térmico, progressão gradual e adaptação do treino conforme o trimestre fazem parte da segurança.

    Toda gestante pode se exercitar?

    Não. A maioria pode, mas há situações em que a atividade deve ser adaptada, restringida ou temporariamente suspensa conforme avaliação médica. É por isso que a liberação individual faz diferença, especialmente em gestações de maior risco ou com sintomas.

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    Perguntas frequentes sobre exercícios na gravidez

    1. Gestante pode fazer exercício?

    Sim, na maioria dos casos, sim.

    2. Qual é a recomendação geral?

    Cerca de 150 minutos por semana de atividade moderada.

    3. Caminhada é uma boa opção?

    Sim, costuma ser uma das atividades mais indicadas.

    4. Musculação pode?

    Pode, com adaptação e orientação.

    5. Exercício aumenta risco de aborto?

    Não, em gestantes sem contraindicação, não.

    6. Quando devo parar o exercício e avisar o médico?

    Em caso de sangramento, dor importante, falta de ar intensa, contrações dolorosas ou perda de líquido.

    7. Dá para começar a se exercitar na gravidez mesmo sendo sedentária?

    Sim, de forma gradual e orientada.

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  • Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio 

    Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio 

    O paracetamol é um dos medicamentos mais presentes na rotina das famílias. Ele costuma ser lembrado diante de febre, dor de cabeça, dor no corpo, sintomas de gripe e uma série de desconfortos comuns. Justamente por ser tão familiar, muita gente assume que ele não causa nenhum dano, e é aí que mora o problema.

    Quando usado na dose correta, o paracetamol tem um histórico consolidado de eficácia e segurança. Mas o uso indiscriminado, a repetição sem orientação e a soma de diferentes produtos que também contêm paracetamol podem aumentar o risco de intoxicação e lesão no fígado. Entenda mais a seguir!

    O que é o paracetamol?

    O paracetamol, também chamado de acetaminofeno em alguns países, é um medicamento analgésico e antitérmico. Isso significa que ele é usado principalmente para aliviar dor e reduzir febre. Ele não é, porém, um anti-inflamatório clássico como alguns outros remédios bastante conhecidos.

    Isso quer dizer que ele pode ajudar bastante em sintomas comuns do dia a dia, mas não resolve tudo. O papel do paracetamol é aliviar sintomas, não tratar diretamente a causa da febre ou da dor.

    Para que serve o paracetamol?

    Segundo bula aprovada pela Anvisa, ele é indicado para redução da febre e alívio temporário de dores leves a moderadas. Isso inclui situações como dor de cabeça, dor muscular, dor de dente, dor nas costas e dores associadas a gripes e resfriados.

    Em outras palavras, ele serve para ajudar a pessoa a se sentir melhor enquanto o organismo se recupera ou enquanto a causa do sintoma é investigada. Isso vale tanto para adultos quanto para crianças, desde que a dose seja apropriada para a faixa etária e o peso.

    Como o paracetamol age no corpo?

    O paracetamol atua principalmente no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da dor e ajudando a regular a temperatura corporal. Ele é muito usado justamente porque costuma ter boa tolerabilidade em doses corretas.

    Mas um ponto importante diferencia esse medicamento de outros de uso frequente: o risco de dano ao fígado em caso de excesso. Ou seja, o fato de ser comum não significa que possa ser tomado sem critério.

    Quando o paracetamol pode ser uma boa escolha?

    Ele pode ser útil em situações em que a pessoa está com febre, dor leve a moderada ou sintomas associados a infecções virais comuns. Muitas vezes, é escolhido quando se busca alívio sintomático sem recorrer a anti-inflamatórios.

    Ainda assim, funcionar para dor e febre não significa que ele seja o remédio ideal em toda situação. Em quadros persistentes, fortes ou acompanhados de sinais de alarme, é importante investigar a causa em vez de apenas repetir o medicamento.

    Quais cuidados são importantes?

    O principal cuidado é a dose. A Anvisa alerta que o uso indiscriminado pode levar a eventos adversos graves, inclusive hepatite medicamentosa e morte. A agência regulatória norte-americana, FDA, também reforça que tomar acetaminofeno em excesso pode causar overdose e lesão hepática severa.

    Isso pode acontecer de forma mais fácil do que muita gente imagina. Às vezes, a pessoa toma paracetamol puro e, sem perceber, usa também um antigripal, um remédio para resfriado ou outro produto combinado que já contém a mesma substância. A soma dessas doses aumenta o risco. O FDA destaca que existem centenas de produtos contendo acetaminofeno.

    Por que ele pode fazer mal ao fígado?

    Em dose terapêutica, o paracetamol costuma ser seguro. Em dose excessiva, porém, ele pode causar necrose hepática e, em casos graves, falência hepática. Essa toxicidade é dose-dependente e pode ser grave mesmo quando a pessoa inicialmente não sente nada muito alarmante.

    Esse é um ponto traiçoeiro: os sintomas de superdose podem não aparecer de imediato. Náusea, vômito, dor abdominal, confusão e icterícia podem surgir depois, e em alguns casos o quadro evolui ao longo de dias.

    Quem precisa de atenção especial?

    Pessoas com doença hepática, uso excessivo de álcool, idosos e quem usa múltiplos medicamentos devem ter cuidado redobrado. Crianças também exigem atenção estrita à dose correta, o que motivou alertas específicos da Anvisa sobre administração em bebês e crianças.

    Além disso, qualquer pessoa que já usa mais de um remédio para sintomas gripais ou dor precisa conferir a composição dos produtos para evitar duplicidade sem perceber.

    Quando procurar ajuda?

    Vale procurar orientação se a febre persiste, se a dor é forte, se há necessidade de tomar o medicamento repetidamente por vários dias ou se houver suspeita de dose maior do que a recomendada. Em caso de overdose, a busca por atendimento deve ser imediata, mesmo que ainda não existam sintomas importantes.

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    Perguntas frequentes sobre paracetamol

    1. Paracetamol serve para febre?

    Sim. Ele é indicado para redução da febre.

    2. Paracetamol serve para dor?

    Sim, para dores leves a moderadas.

    3. Pode tomar todo dia?

    Sem orientação, não é o ideal. Repetir uso contínuo exige avaliação.

    4. Ele faz mal ao fígado?

    Pode fazer, especialmente em doses excessivas.

    5. Posso misturar com outros antigripais?

    Só com atenção à composição, porque muitos já contêm paracetamol.

    6. Criança pode usar?

    Pode, mas com dose correta para idade e peso.

    7. O que fazer em caso de superdose?

    Procurar atendimento imediatamente.

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