Autor: Dra. Juliana Soares

  • 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo 

    Sentir estresse em momentos pontuais é parte da vida. Mas quando essa sensação se torna constante, o corpo pode começar a dar sinais de que algo não vai bem. O chamado estresse crônico ocorre quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos.

    Esse estado contínuo pode afetar diferentes sistemas do corpo, não apenas a saúde emocional. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem fisicamente e são ignorados ou atribuídos a outras causas. Aprenda a reconhecer os sinais para lutar contra o estresse.

    O que é estresse crônico?

    O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando essa resposta se mantém ativa por muito tempo, passa a ser considerada crônica.

    Isso pode levar a alterações em sistemas como:

    • Sistema nervoso;
    • Sistema cardiovascular;
    • Sistema digestivo;
    • Sistema imunológico.

    5 sintomas físicos do estresse crônico

    O corpo costuma avisar quando está sob estresse prolongado. Veja alguns dos sinais para prestar mais atenção.

    1. Dor de cabeça frequente

    A tensão constante pode desencadear dores de cabeça.

    Essas dores costumam ser do tipo de pressão ou aperto, frequentes e relacionadas a tensão muscular.

    2. Tensão muscular

    O estresse pode manter os músculos contraídos por longos períodos.

    Isso pode causar:

    • Dor no pescoço;
    • Rigidez nos ombros;
    • Desconforto nas costas.

    3. Problemas digestivos

    O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse.

    Podem surgir sintomas como:

    • Dor abdominal;
    • Azia;
    • Alterações no intestino.

    4. Alterações no sono

    O estresse crônico pode interferir na qualidade do sono.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para dormir;
    • Sono superficial;
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    5. Cansaço constante

    Mesmo sem esforço físico intenso, a pessoa pode se sentir exausta.

    Esse cansaço pode incluir:

    • Falta de energia;
    • Sensação de esgotamento;
    • Dificuldade para realizar tarefas.

    Por que o estresse afeta o corpo?

    Quando o organismo está sob estresse, há liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

    Em excesso e por tempo prolongado, esses hormônios podem causar:

    • Aumento da inflamação;
    • Alterações na pressão arterial;
    • Impacto no sistema imunológico.

    Quando procurar ajuda?

    Procure orientação se os sintomas:

    • Persistem por semanas;
    • Interferem na rotina;
    • Afetam o sono ou o trabalho;
    • Estão associados a ansiedade ou irritabilidade.

    O acompanhamento profissional pode ajudar a identificar causas e estratégias de tratamento.

    Como reduzir o estresse no dia a dia?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter momentos de lazer;
    • Manter rotina de sono;
    • Buscar apoio emocional;
    • Estabelecer limites no trabalho.

    Leia mais:

    Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre estresse crônico

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, e eles são bastante comuns.

    2. Dor de cabeça pode ser causada por estresse?

    Sim, especialmente dores do tipo tensional.

    3. Estresse afeta o intestino?

    Sim, pode causar alterações digestivas.

    4. Cansaço constante pode ser estresse?

    Pode ser um dos sinais.

    5. Estresse pode afetar o sono?

    Sim, é uma das causas comuns de insônia.

    6. Estresse pode virar doença?

    Se não controlado, pode contribuir para diversos problemas de saúde.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Quando os sintomas de estresse persistem ou impactam o dia a dia e a qualidade de vida.

    Veja também:

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Você sabe o que são transtornos alimentares? Eles consistem em condições de saúde mental que afetam a forma como uma pessoa se relaciona com a comida, com o próprio corpo e com o peso. Na prática, os distúrbios transformam o ato de comer em uma fonte constante de ansiedade, medo ou perda de controle.

    De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros convivem com condições como compulsão alimentar, anorexia ou bulimia, com números ainda mais altos entre adolescentes e jovens. É quase o dobro da média mundial, que fica em torno de 2,6% da população.

    Além de afetarem a relação com a comida, os transtornos prejudicam diretamente o bem-estar físico e emocional, aumentando o risco de depressão, ansiedade e até transtornos por uso de substâncias. No início, os sinais podem parecer discretos, mas com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e comprometer diferentes áreas da vida.

    Quais os principais tipos de transtornos alimentares?

    Segundo o Ministério da Saúde, os principais tipos de transtornos alimentares são:

    • Anorexia nervosa: é um transtorno em que a pessoa passa a restringir muito a alimentação, com um medo intenso de engordar e uma visão distorcida do próprio corpo. Mesmo estando muito magra, ela pode se enxergar acima do peso, o que leva a um quadro de desnutrição;
    • Bulimia nervosa: envolve episódios de compulsão alimentar, quando a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, seguidos de tentativas de evitar o ganho de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou fazer exercícios em excesso;
    • Transtorno da compulsão alimentar: é caracterizado por episódios de comer em grande quantidade com sensação de perda de controle. Diferente da bulimia, não há comportamentos para compensar o que foi consumido, e muitas vezes o quadro está associado ao ganho de peso;
    • Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE): consiste na restrição alimentar por medo, ansiedade ou aversão a alimentos. Ao contrário de outros TA, ela não está associada a preocupação com peso ou corpo.

    Alguns quadros não se encaixam exatamente nas categorias mais conhecidas, mas ainda assim trazem prejuízos para a saúde física e emocional.

    Quais os sinais de alerta em adultos?

    Em adultos, os sinais de transtornos alimentares podem aparecer de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos no início. É preciso atenção a mudanças que se tornam obsessivas, como:

    • Passar muito tempo analisando as tabelas nutricionais e excluir grupos alimentares inteiros, como carboidratos ou gorduras, sem orientação profissional;
    • Comportamentos muito controlados na hora de comer, como ter a necessidade de cortar a comida em pedaços muito pequenos, comer sempre na mesma ordem ou usar pratos e talheres menores para tentar controlar a quantidade de comida;
    • Praticar atividades físicas de forma exaustiva, mesmo quando há cansaço ou doença, ou utilizar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite sem indicação adequada;
    • Evitar eventos que envolvam comida, como festas, rodízios ou almoços de trabalho, por medo de perder o controle ou por vergonha do próprio corpo;
    • Irritabilidade extrema, especialmente quando a rotina alimentar é interrompida, e sentimentos intensos de culpa ou vergonha após comer.

    Além dos sinais, a pessoa pode começar a pular refeições com frequência, comer escondido ou sentir muita culpa depois de se alimentar. Em alguns casos, há episódios de comer em grande quantidade em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle.

    Sintomas físicos dos transtornos alimentares

    Com o passar do tempo, o transtorno alimentar pode comprometer o funcionamento do organismo de diferentes formas, causando sintomas como:

    • Perda ou ganho de peso muito rápido e sem uma causa aparente;
    • Alterações bucais e na garganta, como inchaço nas glândulas salivares (perto da mandíbula) e desgaste do esmalte dentário;
    • Queixas constantes de dores de estômago;
    • Refluxo;
    • Prisão de ventre severa;
    • Queda de cabelo acentuada e unhas quebradiças;
    • Tonturas frequentes;
    • Sensação constante de frio (devido à baixa taxa metabólica).

    Em quadros mais avançados, pode surgir desidratação, desequilíbrios de eletrólitos e até problemas cardíacos.

    Como identificar transtornos alimentares nos jovens?

    Diferente dos adultos, as crianças e adolescentes podem ter dificuldades em falar sobre o que estão sentindo ou até em perceber que há algo errado. Os pais devem observar mudanças drásticas no comportamento rotineiro, como:

    • Isolamento nas refeições, com desculpas para não comer à mesa, como dizer que já comeu ou que vai comer depois sozinho;
    • Interesse repentino e obsessivo por dietas, contagem de calorias e rótulos;
    • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições;
    • Parar de comer determinados alimentos, principalmente os mais calóricos;
    • Perda ou ganho de peso em excesso;
    • Cansaço frequente e queda no rendimento escolar;
    • Uso de roupas largas e pesadas, mesmo em dias quentes, para esconder o corpo;
    • Comentários negativos sobre si mesmo ou comparação constante com outras pessoas;
    • Subir na balança várias vezes ao dia ou passar muito tempo se olhando no espelho;
    • Alterações físicas visíveis, como inchaço no rosto, dentes amarelados, unhas fracas ou episódios de desmaio.

    Como conversar com o jovem?

    Se você notar qualquer um dos sinais no dia a dia do seu filho, é fundamental que a conversa seja feita com cuidado, respeito e acolhimento. Lembre-se de falar com calma e mostrar a sua preocupação de forma sincera, sem as críticas ou os julgamentos.

    Em vez de apontar erros, você pode dizer que percebeu algumas mudanças e que quer ajudar, abrindo um espaço para que ele se sinta seguro para falar. Escute com atenção, sem interromper ou minimizar o que ele sente.

    Mesmo que as falas pareçam confusas ou difíceis de entender, tente compreender o que está por trás dos comportamentos e reforçar que ele não está sozinho. Nesses momentos, o acompanhamento com um profissional de saúde é fundamental para ajudar o jovem a desconstruir a relação distorcida com a comida e com o próprio corpo.

    Quando buscar ajuda profissional?

    O momento de buscar ajuda profissional é assim que os primeiros sinais começarem a aparecer, mesmo que não exista uma perda de peso visível. Não é preciso esperar que a situação piore para agir, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais tranquila.

    Em alguns casos, a pessoa que convive com um transtorno alimentar não consegue perceber o quanto a situação é séria ou sente vergonha e dificuldade para pedir ajuda. Isso torna ainda mais importante a atenção e o apoio de amigos e familiares.

    Vale apontar que insistir de forma agressiva ou fazer críticas pode afastar ainda mais a pessoa. O ideal é abrir espaço para o diálogo, escutar com atenção e, aos poucos, incentivar a busca por ajuda profissional.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno alimentar tem cura?

    Sim! Com tratamento multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e psiquiatra), é possível recuperar a relação saudável com a comida e com o corpo, embora o processo exija tempo e paciência.

    2. O que causa um transtorno alimentar?

    Não existe uma única causa. O TA normalmente surge como uma combinação de fatores genéticos, biológicos, pressões estéticas da sociedade, traumas emocionais e traços de personalidade, como o perfeccionismo.

    3. Qual a diferença entre bulimia e compulsão alimentar?

    Na bulimia, após comer em excesso, a pessoa usa métodos compensatórios, como uso de laxantes, exercícios exercícios ou provocar o vômito. Na compulsão, também há episódios de comer grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, mas não existem comportamentos compensatórios depois.

    4. O que é a ortorexia?

    É a obsessão doentia por comer apenas alimentos “puros” ou extremamente saudáveis, levando a restrições severas que prejudicam a vida social e a saúde nutricional.

    5. Como o nutricionista ajuda no tratamento?

    Ele atua na reabilitação alimentar, ajudando o paciente a redescobrir os sinais de fome e saciedade e a desmistificar “alimentos proibidos”, sem o uso de dietas de emagrecimento.

    6. É possível prevenir transtornos alimentares?

    Sim, promovendo uma educação alimentar neutra em casa, evitando críticas ao corpo alheio e incentivando a autoestima baseada em habilidades, não na aparência.

    7. Por que a menstruação pode parar na anorexia?

    Devido à baixa gordura corporal e ao estresse extremo, o corpo entende que não tem energia para manter o sistema reprodutor, interrompendo a produção hormonal (amenorreia).

    Leia mais: Anorexia nervosa: entenda o papel da nutrição na recuperação e na prevenção de recaídas

  • 7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    O sódio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo, atuando para manter o equilíbrio de líquidos e participando da condução de impulsos nervosos. Ainda assim, como acontece com qualquer nutriente, a quantidade consumida no dia a dia precisa de atenção.

    Quando há sódio demais no organismo, o corpo tende a reter mais líquidos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar órgãos como o coração e os rins.

    O sódio é encontrado naturalmente nos alimentos, mas a maior parte do consumo provém dos produtos industrializados, onde ele atua como conservante e realçador de sabor.

    Por que o excesso de sódio é prejudicial para a saúde?

    Quando o consumo de sódio é excessivo, o corpo tende a reter mais líquidos do que o necessário, pois o organismo tenta equilibrar a quantidade de sal no sangue, puxando água para dentro dos vasos.

    Consequentemente, o volume de sangue aumenta e a pressão nas artérias sobe, o que pode levar à hipertensão ao longo do tempo.

    Com a pressão mais alta, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que aumenta o risco de problemas como infarto e AVC. Ao mesmo tempo, os rins precisam filtrar todo o excesso de sal, e o esforço constante pode prejudicar o funcionamento renal com o passar do tempo.

    Como o sódio estimula a eliminação de cálcio pela urina, o corpo também pode acabar retirando cálcio dos ossos para compensar perdas no sangue, o aumenta o risco de osteoporose a longo prazo, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

    Quais alimentos podem conter sódio oculto?

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis. Veja alguns exemplos:

    1. Sopas instantâneas e caldos prontos

    Mesmo nas versões com menos gordura, as sopas instantâneas e os caldos prontos costumam ter muito sal e vários aditivos à base de sódio, como o glutamato monossódico, para realçar o sabor e aumentar a durabilidade.

    Em muitos casos, uma única porção de sopa de copo ou um cubinho de caldo pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio de um adulto.

    2. Queijos magros e cottage

    Apesar de terem menos gordura saturada, queijos como o cottage e o ricota industrializada recebem doses extras de sal para compensar a perda de sabor da gordura e ajudar na conservação, já que são alimentos com muita umidade.

    Uma dica é comparar as marcas e priorizar aquelas com menor teor de miligramas de sódio por porção.

    3. Peito de peru, presunto magro e embutidos “light”

    Para manter a cor rosada e evitar a proliferação de bactérias, os alimentos recebem nitritos e nitratos de sódio. Mesmo as versões light ou com redução de gordura mantêm um nível elevado de sódio, o que contribui para a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial se o consumo for diário.

    4. Cereais matinais e pães de forma

    O sódio é necessário na panificação industrial para controlar a fermentação, fortalecer a rede de glúten e garantir que o pão de forma dure mais tempo sem embolorar.

    Já nos cereais matinais, o sal serve para equilibrar o dulçor excessivo, fazendo com que você consuma sódio logo na primeira refeição do dia sem perceber.

    5. Lanches “assados” ou integrais

    Para compensar a falta da gordura e manter a crocância e o sabor, é comum adicionar grandes quantidades de sal e aditivos (como o bicarbonato de sódio) em lanches como biscoitos salgados, chips de legumes e crackers integrais. Inclusive, algumas marcas podem ter tanto sódio quanto salgadinhos tradicionais, mesmo com aparência mais saudável.

    6. Refrigerantes, especialmente as versões zero

    Nos refrigerantes, o sal é usado em larga escala na forma de ciclamato de sódio e sacarina sódica (adoçantes) e também como conservante (benzoato de sódio). Nas versões zero, a quantidade de sódio costuma ser ainda maior do que na versão normal para ajudar a equilibrar o sabor residual dos adoçantes.

    7. Molhos prontos

    Os molhos para salada, shoyu, molho inglês e temperos em cubo ou em pó, ainda que usados em pequenas quantidades, costumam ter uma grande quantidade de sódio. Frequentemente, eles também contêm açúcar, corantes e outros aditivos que podem prejudicar a saúde.

    8. Macarrão instantâneo

    A maior parte do sódio presente no macarrão instantâneo está concentrada no sachê de tempero, que é rico em sal e glutamato monossódico.

    No entanto, a própria massa do macarrão também contribui para o excesso, pois o processo de fabricação envolve o uso de sal na massa e uma etapa de fritura prévia, que ajuda na conservação e na rapidez do preparo.

    9. Bebidas esportivas (isotônicos)

    As bebidas esportivas contêm quantidades significativas de sódio e outros eletrólitos, como o potássio, sendo formuladas especificamente para a reposição rápida de nutrientes perdidos através do suor durante atividades físicas intensas e prolongadas.

    Mas, quando são consumidos por pessoas que não estão fazendo atividade física intensa, os isotônicos contribuem para o consumo de sódio sem necessidade, o que pode sobrecarregar os rins e favorecer o aumento da pressão arterial.

    Como ler o rótulo para identificar o sódio?

    A melhor maneira de identificar o sódio no rótulo do alimento é observar a tabela nutricional. De acordo com as normas da Anvisa, os alimentos com alto teor de sódio agora devem exibir uma lupa de alerta na parte frontal da embalagem.

    Ao ler a lista de ingredientes, também é importante ficar atento a termos como:

    • Glutamato monossódico;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Nitrato ou nitrito de sódio;
    • Benzoato de sódio.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5g de sal ou uma colher de chá rasa). No Brasil, a média de consumo é quase o dobro disso.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por 40% de sódio e 60% de cloro. Portanto, o sódio é uma parte do sal. Quando os rótulos indicam “sódio”, eles se referem ao mineral puro, que é o componente que afeta a pressão arterial.

    2. Alimentos doces podem ter muito sódio?

    Sim, o sódio é usado em doces industrializados para realçar o sabor, controlar a fermentação (bicarbonato de sódio) e conservar o produto. Bolos de caixinha e cereais matinais são exemplos clássicos.

    3. Por que o refrigerante zero tem mais sódio que o normal?

    Para compensar a falta do açúcar e manter o paladar agradável, a indústria utiliza adoçantes à base de sódio (como ciclamato e sacarina) e conservantes que elevam o teor do mineral na versão diet/zero.

    4. O sal rosa do Himalaia é melhor que o sal comum?

    Embora contenha mais minerais (como cálcio e magnésio), o sal rosa tem praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal refinado. Portanto, deve ser consumido com a mesma moderação.

    5. Crianças podem consumir a mesma quantidade de sódio que adultos?

    Não. Os rins das crianças ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis. A recomendação é muito menor e, para bebês até 1 ano, o ideal é não adicionar sal aos alimentos.

    6. O sódio causa pedras nos rins?

    Sim, o alto consumo de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Quando acumulado nos rins, o cálcio pode se cristalizar, formando os cálculos renais.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue pelo corpo. Quando os níveis estão elevados, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação, o que pode sobrecarregar o organismo com o passar do tempo.

    Por isso, ao medir a pressão e encontrar o valor de 14 por 9, é comum surgir a dúvida sobre o quanto isso pode ser preocupante.

    De forma geral, uma medição isolada não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hipertensão, já que a pressão pode oscilar ao longo do dia por situações como estresse, ansiedade, ingestão de café e prática recente de atividade física.

    Ainda assim, segundo as diretrizes brasileiras de cardiologia, valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg já são classificados como hipertensão em estágio inicial. É um sinal de alerta para buscar acompanhamento médico, pois a hipertensão é uma doença silenciosa que aumenta o risco de AVC e infarto.

    Pressão 14 por 9 é perigosa?

    A pressão arterial 14 por 9 é considerada perigosa se aparecer com frequência, pois indica que o coração já está fazendo mais esforço do que o ideal para bombear o sangue.

    Com o tempo, o aumento contínuo da pressão pode comprometer estruturas importantes do organismo, como o coração, o cérebro, os rins e os próprios vasos sanguíneos. Isso eleva o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência renal e doenças cardiovasculares.

    Quando é considerado hipertensão?

    O valor 14 por 9 já indica um quadro de hipertensão em estágio inicial, mas é necessário confirmar os valores elevados em diferentes momentos, normalmente em duas ou mais consultas.

    No dia a dia, a pressão pode subir pontualmente por fatores como estresse, ansiedade, dor, consumo de cafeína ou esforço físico recente. O mais importante é observar se o valor se repete ou aumenta em várias medições, ainda mais quando existem fatores de risco para hipertensão, como diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

    Quando isso acontece, o recomendado é procurar orientação médica para uma avaliação mais completa. O profissional poderá analisar o histórico de saúde, solicitar exames e indicar as melhores abordagens para o controle da pressão.

    Importante: durante a gravidez, a pressão 14 por 9 ou superior é sempre perigosa. Ela pode ser o primeiro sinal de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento médico imediato para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    Valores de referência para pressão arterial

    De acordo com as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da pressão arterial é feita da seguinte forma:

    • Normal: abaixo de 120/80 mmHg (menor que 12 por 8);
    • Pressão elevada (ou pré-hipertensão): entre 120 e 139 mmHg na sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg na diastólica;
    • Hipertensão (estágio 1): igual ou acima de 140/90 mmHg, confirmada em duas ou mais medições.

    Uma mudança importante envolve o valor de 12 por 8, que antes era considerado dentro da normalidade, hoje já é visto como um sinal de alerta, sendo classificado como pressão elevada.

    Principais sintomas de pressão alta

    A pressão alta costuma ser um quadro silencioso, então você pode estar com a pressão em 14 por 9 sem apresentar nenhum sintoma.

    Ainda assim, em alguns casos, quando a pressão sobe de forma rápida ou permanece alta por muito tempo, podem surgir alguns sinais de alerta, como:

    • Dor na nuca, com dor de cabeça persistente que começa na parte de trás e pode se espalhar;
    • Tontura e falta de equilíbrio, com sensação de que tudo está girando ou instabilidade ao se levantar;
    • Visão embaçada, com presença de pontinhos brilhantes ou vista nublada de forma repentina;
    • Zumbido no ouvido, com som constante ou pulsante que pode acompanhar os batimentos cardíacos;
    • Cansaço excessivo, com sensação de fadiga sem causa aparente, como se o corpo estivesse fazendo mais esforço que o normal.

    Vale destacar que se a pressão estiver alta e você apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, vômitos e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato, pois eles podem indicar uma sobrecarga crítica no coração ou no cérebro.

    O que fazer quando a pressão está 14 por 9?

    Se a pressão marcou 14 por 9, o primeiro passo é manter a calma. Apesar de ser um valor alto, ele nem sempre indica um problema imediato.

    O ideal é repetir a medição após alguns minutos de descanso, em um ambiente tranquilo, evitando falar, cruzar as pernas ou medir logo após esforço físico, consumo de café ou situações de estresse. Também é importante observar se foi um episódio isolado, já que a pressão pode subir momentaneamente por fatores do dia a dia.

    Uma dica é acompanhar os valores em outros dias, sempre nas mesmas condições, e anotar os resultados em um caderninho. Isso ajuda a identificar se existe um padrão de elevação ou se foi apenas uma alteração pontual.

    Se a pressão continuar em torno de 14 por 9 ou mais em várias medições, procure orientação médica. O profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

    Como baixar a pressão de forma natural?

    O controle da pressão arterial envolve mudanças simples no dia a dia, que ajudam o corpo a funcionar melhor e reduzem o esforço do coração:

    • Reduzir o consumo de sal no dia a dia;
    • Evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sódio;
    • Priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, bicicleta ou dança;
    • Manter um peso adequado;
    • Controlar o estresse com momentos de relaxamento e pausas ao longo do dia;
    • Dormir bem e ter uma rotina de sono de qualidade;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Não fumar.

    As medidas ajudam no controle da pressão, mas não substituem o acompanhamento médico quando os valores estão elevados com frequência.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar café se minha pressão estiver 14×9?

    O ideal é evitar, pois a cafeína é um estimulante que pode elevar temporariamente a pressão arterial. Se você já está com 14×9, o café pode fazer esse valor subir ainda mais.

    2. O que fazer para baixar a pressão rápido no momento?

    O melhor é repousar. Sente-se ou deite-se em um lugar calmo, respire profundamente e relaxe por 20 minutos. Não tome remédios por conta própria sem orientação médica.

    3. Quem tem pressão alta pode fazer exercícios?

    Sim, a atividade física regular fortalece o coração, tornando-o mais eficiente para bombear o sangue com menos esforço. Porém, se a pressão estiver descontrolada no momento (acima de 16×10), o exercício deve ser evitado até a estabilização.

    4. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (em jejum e após urinar) e à noite, antes de jantar. Evite medir logo após comer, fumar ou praticar exercícios.

    5. O que é a “hipertensão do avental branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo ou ansiedade do paciente, mas permanece normal quando medida em casa.

    6. Pode parar de tomar o remédio se a pressão normalizar?

    Nunca. Se a pressão está normal, é sinal de que o remédio está funcionando. Interromper o tratamento sem ordem médica pode causar um efeito rebote perigoso.

    7. O que é crise hipertensiva?

    É quando a pressão sobe bruscamente para valores iguais ou superiores a 18×12 (180/120 mmHg). Se houver dor no peito ou confusão mental, é uma emergência médica.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • 6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    6 medidas para aliviar a prisão de ventre em crianças  (e quando ir ao médico)

    Fezes em bolinhas, duras e ressecadas, esforço excessivo e menos de três evacuações por semana são alguns dos principais sinais de prisão de ventre em crianças. O quadro é mais comum após o primeiro ano de vida, no desmame, com a introdução de alimentos sólidos.

    Na maioria dos casos, o problema é causado pela pouca ingestão de água e o consumo de alimentos pobres em fibras, além de mudanças na alimentação ou na rotina. Para não agravar a condição e afetar o bem-estar da criança, é importante observar os sinais desde o início.

    Quando a prisão de ventre não é tratada logo no começo, a evacuação pode se tornar cada vez mais dolorosa, o que faz a criança evitar ir ao banheiro. Com o tempo, isso pode piorar o quadro, deixando as fezes ainda mais ressecadas e difíceis de eliminar.

    Como aliviar a prisão de ventre em crianças?

    A prisão de ventre em crianças pode ser aliviada a partir de ajustes simples na rotina e na alimentação, como:

    1. Aumentar o consumo de fibras na dieta

    As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal que o corpo não consegue digerir totalmente. Na prática, elas ajudam a formar o bolo fecal e deixar as fezes mais macias, facilitando o trânsito intestinal e a evacuação.

    Para aumentar o consumo, vale incluir frutas como mamão, pera e ameixa, além de legumes, verduras, feijão, aveia e alimentos integrais no dia a dia da criança. O ideal é priorizar as versões com casca e menos processadas.

    2. Oferecer água e líquidos com frequência

    Ao aumentar o consumo de fibras, também é preciso oferecer mais água para a criança, mesmo que ela não tenha sede. As fibras absorvem líquidos, ajudando a formar um tipo de gel ou a aumentar o volume das fezes, o que deixa a evacuação mais fácil.

    Quando a ingestão de água é baixa, o efeito pode ser o contrário, com fezes mais duras, gases e piora da prisão de ventre.

    3. Fazer massagens abdominais

    As massagens na barriga podem ajudar a estimular os movimentos naturais do intestino de forma suave, além de aliviar o desconforto e a sensação de inchaço.

    Com a criança deitada de costas, a massagem pode ser feita com movimentos circulares leves, usando a ponta dos dedos ao redor do umbigo, sempre no sentido horário.

    Outra opção, no caso de crianças pequenas e bebês, é movimentar as perninhas como se estivesse pedalando, levando-as em direção ao abdômen, o que também pode ajudar na liberação das fezes.

    4. Evitar alimentos constipantes

    Durante o período de crise, é recomendado reduzir temporariamente o consumo de alimentos que favorecem o ressecamento das fezes, como:

    • Banana-maçã, banana-prata, goiaba, caju, maçã sem casca, limão;
    • Arroz branco, farinha de mandioca, polvilho, amido de milho, macarrão, pão branco;
    • Batata inglesa, cenoura cozida, beterraba cozida, chuchu, inhame;
    • Leite de vaca em excesso, queijos, iogurtes sem probióticos, biscoitos de sal ou polvilho.

    5. Estimular a atividade física

    O movimento do corpo ajuda a estimular os movimentos naturais que facilitam a evacuação. Quanto mais ativa a criança for, maiores são as chances de o intestino acompanhar esse ritmo, funcionando de forma mais regular.

    No dia a dia, as crianças podem adotar atividades simples, como brincar, correr, pular, andar de bicicleta ou fazer passeios ao ar livre. Já no caso dos bebês, pequenos estímulos no dia a dia já fazem diferença, como deixar se movimentar livremente no tapete, rolar, engatinhar e explorar o ambiente com segurança.

    6. Criar uma rotina para o uso do banheiro

    Com uma rotina de horários regulares para ir ao banheiro, a criança passa a reconhecer melhor os sinais do próprio corpo e cria o hábito de evacuar com mais facilidade. O ideal é incentivar que ela sente no vaso, principalmente após as refeições, quando o intestino está mais ativo.

    Se a criança ainda não alcançar os pés no chão, uma dica é usar um apoio para os pés (banquinho) para que os joelhos fiquem acima da linha do quadril, posição que relaxa a musculatura e facilita a saída das fezes.

    Quando o uso de laxantes é necessário?

    O uso de laxantes, como o supositório infantil, pode ser indicado quando a alimentação e os hábitos não são suficientes para aliviar a constipação.

    Eles ajudam a amolecer as fezes e facilitar a evacuação, mas só devem ser usados com orientação de um pediatra, já que a indicação depende da idade e pode haver contraindicações, como risco de hipernatremia.

    Quando ir ao médico?

    A criança deve ser levada ao médico se apresentar os seguintes sinais:

    • Dor intensa ao evacuar;
    • Presença de sangue nas fezes;
    • Barriga muito inchada ou endurecida;
    • Perda de apetite ou de peso;
    • Muitos dias sem evacuar, mesmo com mudanças na rotina;
    • Escape de fezes na roupa (sujidade frequente).

    Nessas situações, o pediatra pode avaliar o caso com mais cuidado e, se necessário, indicar o tratamento mais adequado.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado prisão de ventre em bebês e crianças?

    É a dificuldade persistente de evacuar, caracterizada por menos de 3 evacuações por semana, fezes duras, secas ou em formato de bolinhas, e que causam dor ou esforço excessivo ao sair.

    2. Como saber se o esforço que a criança faz é normal ou sinal de constipação?

    O esforço é normal se as fezes saírem macias. Se o rosto ficar vermelho, mas a criança chorar de dor e as fezes saírem endurecidas, é sinal de constipação.

    3. O leite de vaca pode causar prisão de ventre?

    Em algumas crianças, a proteína do leite de vaca ou o excesso de consumo de laticínios podem tornar o trânsito intestinal mais lento ou causar inflamações leves que levam à constipação.

    4. Água de coco ajuda na prisão de ventre infantil?

    Sim, pois ajuda na hidratação, que é fundamental para que as fibras ingeridas funcionem corretamente.

    5. A criança pode ter prisão de ventre por causas emocionais?

    Sim. Mudanças bruscas na rotina, como a entrada na escola, viagens ou a chegada de um irmão, podem gerar ansiedade. A criança “trava” o reflexo de evacuar, o que leva ao ressecamento das fezes.

    6. Qual a quantidade de água ideal para uma criança constipada?

    A quantidade varia conforme a idade e o peso, mas uma regra prática é oferecer água sempre que a criança estiver ativa e garantir que a urina esteja clara.

    Leia mais: Micropênis existe mesmo? Saiba por que acontece e como é feita a avaliação

  • H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    A gripe H1N1 é uma infecção respiratória causada por um subtipo do vírus influenza A, que pode causar desde sintomas leves até quadros mais graves, principalmente em pessoas com maior vulnerabilidade.

    O vírus afeta o sistema respiratório, atingindo nariz, garganta e pulmões, e se espalha com facilidade, especialmente em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas.

    A infecção costuma começar de forma repentina, com sintomas intensos que podem impactar rapidamente o bem-estar e a rotina. Por causa da evolução mais rápida, é importante entender alguns fatores para identificar os sinais precocemente, reduzir o risco de transmissão e iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Confira!

    O que você precisa saber sobre o H1N1

    1. A H1N1 pode começar de forma súbita

    Diferente de um resfriado comum, que costuma evoluir de forma mais lenta e progressiva, a gripe H1N1 normalmente aparece de maneira repentina, com sintomas intensos já nas primeiras horas ou no primeiro dia de infecção. Os mais comuns incluem:

    • Febre alta;
    • Dor no corpo;
    • Dor de cabeça;
    • Tosse seca;
    • Cansaço extremo.

    Além dos sinais, algumas pessoas também podem apresentar calafrios, dor de garganta e perda de apetite. Em quadros mais intensos, pode surgir falta de ar, o que precisa de atenção e avaliação médica.

    2. A transmissão acontece com facilidade

    A transmissão do vírus H1N1 ocorre principalmente de pessoa para pessoa, através de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar.

    Também pode acontecer via indireta, através do contato com objetos e superfícies contaminadas, como maçanetas, celulares, mesas e corrimãos. Quando a pessoa toca os locais e leva a mão aos olhos, ao nariz ou à boca, o vírus encontra uma porta de entrada para o organismo.

    O contágio é alto em ambientes fechados, com pouca ventilação e grande circulação de pessoas, como transporte público, escritórios, escolas e eventos com aglomeração.

    3. Higiene das mãos ajuda a evitar o contágio

    A higiene é uma das melhores formas reduzir o risco de contágio pela H1N1, já que o vírus se espalha com facilidade pelo contato com gotículas respiratórias e superfícies contaminadas. No dia a dia, é importante adotar algumas medidas:

    • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, esfregando bem por pelo menos 20 segundos, principalmente após tossir, espirrar, usar o banheiro ou chegar da rua;
    • Usar álcool em gel 70% quando não houver água e sabão, que ajuda a eliminar o vírus das mãos, sendo uma alternativa prática fora de casa;
    • Evitar levar as mãos ao rosto sem higienizar antes, pois olhos, nariz e boca são portas de entrada para o vírus;
    • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, dando preferência ao uso do antebraço ou de lenços descartáveis, para evitar contaminar as mãos e o ambiente;
    • Higienizar objetos de uso frequente, como celulares, teclados, maçanetas e outras superfícies;
    • Manter os ambientes ventilados, abrindo as janelas e permitindo a circulação de ar, o que ajuda a reduzir a concentração de partículas no ambiente;
    • Sempre que possível, mantenha uma distância segura de quem apresenta sintomas gripais.

    4. Alguns grupos têm maior risco de complicações

    O H1H1 pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade, mas alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver formas mais graves da doença, como:

    • Gestantes;
    • Idosos;
    • Crianças pequenas;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas.

    Isso acontece porque, nessas pessoas, o corpo pode ter mais dificuldade para se defender do vírus ou reagir de forma mais sensível, o que facilita o agravamento da infecção e aumenta o risco de problemas como pneumonia e dificuldade para respirar.

    No caso das gestantes, por exemplo, as mudanças no sistema imunológico e na função pulmonar ao longo da gravidez podem tornar o quadro mais delicado. Já nos idosos e nas pessoas com doenças crônicas, a presença de outras condições de saúde pode dificultar a recuperação.

    5. Vacinação é a principal forma de prevenção

    A vacina da gripe é atualizada anualmente para combater as cepas mais recentes do vírus Influenza, incluindo o H1N1. Ela é produzida a partir de vírus inativados e fragmentados, o que significa que contém somente vírus mortos e, portanto, não é capaz de causar a doença.

    A detecção de anticorpos protetores ocorre, em geral, entre duas e três semanas após a aplicação, período em que o organismo desenvolve a resposta imunológica necessária para se proteger contra o vírus.

    A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, mas é ainda mais importante para grupos com maior risco de complicações, como gestantes, idosos e crianças pequenas.

    6. O tratamento deve ser orientado por um profissional

    O tratamento da H1N1 precisa ser acompanhado por um profissional de saúde, porque cada pessoa pode reagir de um jeito diferente à infecção. A avaliação médica ajuda a confirmar o diagnóstico, perceber sinais de alerta e indicar o cuidado mais adequado para cada caso.

    Quando necessário, o médico pode prescrever o uso de remédios antivirais, que ajudam a diminuir o tempo da doença e a intensidade dos sintomas. Eles funcionam melhor quando começam a ser usados nas primeiras 48 horas, por isso é importante procurar atendimento logo nos primeiros sintomas da gripe.

    Em alguns casos, especialmente quando há falta de ar, febre persistente ou piora dos sintomas, pode ser necessário um acompanhamento mais próximo ou até atendimento hospitalar.

    7. Antibióticos não tratam H1N1

    Como a H1N1 é causada por um vírus, o uso de antibióticos não têm efeito no tratamento da doença. Os antibióticos são indicados apenas para combater bactérias, como as responsáveis por pneumonias bacterianas, infecções urinárias, infecções de pele e algumas infecções de garganta.

    No caso da H1N1, o uso de antibióticos só é indicado quando há uma infecção bacteriana associada, o que pode acontecer como complicação da gripe.

    Vale destacar que o uso inadequado de antibióticos pode trazer efeitos colaterais sérios, além de contribuir para a resistência bacteriana, um quadro que acontece quando as bactérias deixam de responder aos antibióticos que antes conseguiam combatê-las.

    8. H1N1 pode evoluir para um quadro mais grave

    O H1N1 se manifesta como uma gripe comum na maioria dos casos, mas quando não há o acompanhamento adequado ou quando a pessoa faz parte de um grupo de risco, o vírus pode atingir de forma mais intensa o sistema respiratório, comprometendo os pulmões e dificultando a respiração.

    Nesses casos, vale ficar atento aos sintomas de que a gripe está se agravando, como:

    • Dificuldade para respirar;
    • Dor ou pressão no peito;
    • Febre alta que não melhora;
    • Cansaço intenso ou fraqueza excessiva;
    • Piora dos sintomas após uma aparente melhora.

    No surgimento dos sintomas, é importante procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a reduzir o risco de complicações.

    Importante: o H1N1 também pode agravar doenças já existentes, como asma, bronquite, diabetes e problemas cardíacos, tornando o quadro mais delicado e exigindo mais atenção.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    Perguntas frequentes

    1. Quem deve tomar a vacina contra a gripe H1N1?

    A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade. No entanto, os grupos prioritários (com maior risco de complicações) são fundamentais:

    • Idosos (60+ anos) e crianças (6 meses a 5 anos);
    • Gestantes e mulheres no pós-parto (até 45 dias);
    • Portadores de doenças crônicas (como diabetes, asma e cardiopatias);
    • Profissionais da saúde e professores.

    2. Quanto tempo dura a transmissão do vírus?

    Um adulto infectado pode transmitir o vírus desde 1 dia antes de surgirem os sintomas até cerca de 5 a 7 dias após o início da doença. Em crianças ou pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, esse período de transmissão pode ser ainda mais longo.

    3. Existe um exame específico para detectar o H1N1?

    Sim, o diagnóstico mais preciso é feito através do Painel Viral (RT-PCR), onde uma amostra de secreção é coletada do nariz ou garganta com um swab (cotonete longo).

    4. O teste rápido de farmácia funciona para H1N1?

    Os testes rápidos detectam a presença do vírus Influenza A ou B, mas nem todos especificam se é o subtipo H1N1. Eles são úteis para triagem rápida, mas têm maior chance de “falso negativo”.

    5. Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina?

    A maioria das pessoas com alergia leve pode tomar. No entanto, quem tem alergia grave (anafilaxia) deve realizar a vacinação em ambiente médico preparado ou buscar opções de vacinas sem proteína do ovo.

    6. Quais são as complicações mais graves do H1N1?

    A principal é a pneumonia viral primária ou a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), além de inflamações no coração (miocardite) ou no cérebro (encefalite).

    7. O vírus sobrevive quanto tempo em superfícies?

    Ele pode permanecer ativo em superfícies duras (como aço ou plástico) por 24 a 48 horas, e em tecidos ou papel por cerca de 8 a 12 horas.

    8. Posso pegar H1N1 comendo carne de porco?

    Não, não é possível contrair H1N1 comendo carne de porco. O vírus da gripe suína (H1N1) não é transmitido por alimentos.

    Confira: O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não

  • 7 sintomas de neuropatia para reconhecer cedo

    7 sintomas de neuropatia para reconhecer cedo

    Formigamento nas mãos ou nos pés pode parecer algo simples e passageiro. Mas quando esse sintoma se torna frequente ou persistente, pode ser um sinal de neuropatia periférica — uma condição que afeta os nervos fora do cérebro e da medula espinhal.

    A neuropatia periférica pode ter diferentes causas, sendo o diabetes uma das mais comuns. Identificar os sinais precocemente é importante para investigar a origem e evitar a progressão do problema.

    O que é neuropatia periférica?

    A neuropatia periférica ocorre quando há dano nos nervos periféricos, responsáveis por transmitir informações entre o cérebro, a medula e o restante do corpo.

    Esses nervos estão envolvidos em funções como:

    • Sensibilidade;
    • Movimento;
    • Controle de órgãos.

    Quando são afetados, podem surgir sintomas variados.

    O que pode causar neuropatia periférica?

    A condição pode ter várias causas.

    As causas mais comuns são:

    • Diabetes;
    • Deficiência de vitaminas;
    • Uso de álcool em excesso;
    • Infecções;
    • Doenças autoimunes.

    O tratamento depende da causa identificada.

    7 sintomas de neuropatia periférica

    Os sintomas costumam começar de forma gradual e podem piorar com o tempo.

    1. Formigamento

    Um dos sinais mais comuns é a sensação de formigamento, especialmente nas extremidades.

    Pode ocorrer:

    • Nos pés;
    • Nas mãos;
    • De forma contínua ou intermitente.

    2. Dormência

    A perda de sensibilidade é outro sintoma frequente.

    Pode incluir:

    • Diminuição da percepção ao toque;
    • Sensação de “amortecimento”;
    • Dificuldade em perceber temperatura.

    3. Dor em queimação

    A neuropatia pode causar dor com características específicas.

    Essa dor é geralmente relatada como:

    • Sensação de queimação;
    • Dor constante ou em crises;
    • Desconforto mais intenso à noite.

    4. Sensibilidade aumentada

    Em alguns casos, o toque leve pode causar dor.

    Isso pode se manifestar como:

    • Dor ao encostar na pele;
    • Incômodo com roupas ou lençóis;
    • Sensação exagerada ao toque.

    5. Fraqueza muscular

    Quando os nervos motores são afetados, pode ocorrer fraqueza.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para caminhar;
    • Perda de força;
    • Instabilidade.

    6. Dificuldade de coordenação

    A neuropatia pode afetar o equilíbrio, como dificuldade para se manter em pé, quedas frequentes e sensação de desequilíbrio.

    7. Alterações na sensibilidade térmica

    Algumas pessoas têm dificuldade em perceber temperaturas.

    Isso pode incluir:

    • Sensação reduzida de calor;
    • Sensação reduzida de frio;
    • Maior risco de queimaduras ou lesões.

    Quando os sintomas são mais preocupantes?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Sintomas persistentes;
    • Progressão dos sinais;
    • Dor intensa;
    • Perda de força;
    • Dificuldade para andar.

    O diagnóstico precoce pode ajudar a controlar a evolução da neuropatia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames. O médico pode solicitar:

    • Exame neurológico;
    • Testes de sensibilidade;
    • Exames de sangue;
    • Estudos de condução nervosa.

    Existe tratamento?

    Sim, mas depende da causa. O tratamento pode envolver:

    • Controle da doença de base (como diabetes);
    • Medicamentos para dor;
    • Reposição de vitaminas;
    • Fisioterapia.

    Confira:

    Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

    Perguntas frequentes sobre neuropatia periférica

    1. Neuropatia periférica tem cura?

    Depende da causa, mas muitos casos podem ser controlados.

    2. Diabetes pode causar neuropatia periférica?

    Sim, é uma das causas mais comuns.

    3. Formigamento sempre indica neuropatia?

    Não, mas quando persistente deve ser investigado.

    4. Neuropatia pode piorar com o tempo?

    Sim, especialmente se não tratada.

    5. É possível prevenir neuropatia?

    Em alguns casos, sim, com controle de doenças e hábitos saudáveis.

    6. A neuropatia periférica causa dor?

    Pode causar dor intensa em alguns casos.

    7. Quando procurar um neurologista?

    Quando os sintomas persistem ou interferem na rotina.

    Veja também:

    Pé diabético: o que é, sintomas e como tratar

  • Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 6,9% da população, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Os sintomas podem se manifestar de maneiras diferentes, dependendo do nível de glicose no sangue e o tipo da doença.

    Em alguns casos, especialmente no início, a condição pode ser assintomática, o que faz com que ela só seja percebida quando já está mais avançada.

    Por isso, é muito importante conhecer os sinais do corpo e ficar atento a qualquer mudança fora do padrão. A seguir, vamos conhecer os principais sintomas de diabetes de cada tipo e como é feito o diagnóstico da doença.

    Sintomas de diabetes tipo 1

    O diabetes tipo 1 é uma doença crônica e autoimune em que o próprio sistema imunológico do corpo ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue.

    Ele tende a surgir na infância ou na adolescência, entre 10 e 14 anos de idade, mas também pode aparecer com menos frequência em adultos.

    Os sintomas do diabetes tipo 1 costumam aparecer de forma rápida, porque o corpo deixa de produzir insulina quase por completo. Os principais incluem:

    • Sede intensa, mesmo após beber água;
    • Vontade frequente de urinar, inclusive durante a noite;
    • Fome exagerada;
    • Perda de peso rápida, sem motivo aparente;
    • Cansaço e a fraqueza;
    • Visão embaçada.

    Em alguns casos, a pessoa com diabetes também pode apresentar náuseas e vômito, dor abdominal, hálito com odor de fruta, respiração rápida, sonolência ou confusão mental.

    Eles podem indicar uma complicação grave chamada cetoacidose diabética, que acontece porque, sem insulina, o corpo começa a queimar gordura para obter energia, gerando uma acumulação de ácidos (cetonas) no sangue. É uma emergência metabólica grave e precisa de atendimento médico imediato.

    Sintomas de diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 é caracterizado pela resistência do organismo à insulina ou pela produção insuficiente do hormônio pelo pâncreas, o que impede que a glicose entre nas células e cause o acúmulo no sangue. É o tipo mais comum da doença, representando cerca de 90% a 95% dos casos de diabetes no mundo.

    Diferente do tipo 1, ele está muito relacionado a fatores como alimentação, sedentarismo, excesso de peso e também à genética.

    Frequentemente, o diabetes tipo 2 se desenvolve de forma lenta e silenciosa, podendo ficar anos sem causar sintomas evidentes. Quando aparecem, os sinais podem incluir:

    • Sede excessiva;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes;
    • Formigamento nos pés;
    • Cicatrização lenta.

    Sintomas de diabetes infantil

    Os sintomas de diabetes infantil, principalmente do tipo 1, costumam aparecer de forma rápida e podem evoluir em poucos dias ou semanas. É importante que os pais ou responsáveis fiquem atentos aos sinais, como:

    • Sede excessiva, com a criança pedindo água o tempo todo;
    • Vontade frequente de urinar (inclusive voltar a fazer xixi na cama);
    • Fome aumentada;
    • Perda de peso sem motivo aparente;
    • Cansaço, a fraqueza ou a falta de energia;
    • Irritação ou mudanças de comportamento;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes.

    Sintomas de diabetes gestacional

    O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez, quando o corpo da gestante passa a ter dificuldade para controlar os níveis de glicose no sangue. Ele acontece porque os hormônios da gestação podem dificultar a ação da insulina, levando ao aumento do açúcar no sangue.

    Na maioria dos casos, o diabetes gestacional não causa sintomas claros e é descoberto nos exames de rotina do pré-natal. Quando aparecem, os sinais podem ser parecidos com os de outros tipos de diabetes, como a sede aumentada, vontade frequente de urinar e cansaço.

    Sintomas de pré-diabetes

    O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de açúcar no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, o quadro é um sinal de alerta do corpo, sendo importante porque pode ser revertido a partir de mudanças nos hábitos de vida.

    O pré-diabetes não causa sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram a condição por meio de exames. Por isso, é recomendado que pessoas com mais de 45 anos e também pessoas mais jovens com sobrepeso associado a outros fatores de risco realizem avaliações periódicas.

    Como identificar o diabetes?

    Ao suspeitar de diabetes, o ideal é procurar um endocrinologista, clínico geral ou pediatra, em caso de crianças. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose no organismo, sendo os principais:

    • Glicemia em jejum: mede a quantidade de açúcar no sangue após um período de jejum de pelo menos 8 horas;
    • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): avalia como o corpo reage após a ingestão de uma bebida com glicose, com medições feitas em intervalos de tempo;
    • Hemoglobina glicada (HbA1c): mostra a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses.

    Em geral, o diagnóstico é confirmado quando os resultados estão acima dos valores de referência em mais de um exame, ou quando há sintomas claros associados a uma glicemia elevada.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre tipo 1 e tipo 2?

    O tipo 1 é uma doença autoimune onde o corpo para de produzir insulina (comum em jovens). O tipo 2 ocorre quando o corpo cria resistência à insulina, geralmente associado ao estilo de vida e idade.

    2. Por que o diabetes causa muita sede?

    Quando o açúcar sobra no sangue, os rins precisam de mais água para filtrá-lo e eliminá-lo pela urina, o que desidrata o corpo e gera sede.

    3. O que é hipoglicemia?

    É quando o nível de açúcar no sangue fica perigosamente baixo (abaixo de 70 mg/dL), podendo causar tontura, suor frio e desmaios.

    4. Quem tem mais risco de desenvolver diabetes tipo 2?

    Pessoas com sobrepeso, sedentarismo, histórico familiar da doença, pressão alta, colesterol alterado ou hábitos alimentares inadequados têm maior risco.

    5. Diabetes gestacional é perigoso?

    Quando não controlado, pode trazer riscos para a mãe e para o bebê, como aumento do peso do bebê e complicações no parto. Com acompanhamento adequado, a gestação tende a ser segura.

    6. Quem tem diabetes precisa usar insulina?

    Nem todos. O uso de insulina é obrigatório no diabetes tipo 1 e pode ser necessário em alguns casos de diabetes tipo 2, dependendo do controle da doença.

    7. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    A prevenção envolve uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o acompanhamento da saúde ao longo da vida.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • 5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

    5 sinais físicos de que o estresse está afetando seu corpo

    Sentir estresse em momentos pontuais é parte da vida. Mas quando essa sensação se torna constante, o corpo pode começar a dar sinais de que algo não vai bem. O chamado estresse crônico ocorre quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos.

    Esse estado contínuo pode afetar diferentes sistemas do corpo, não apenas a saúde emocional. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem fisicamente e são ignorados ou atribuídos a outras causas. Aprenda a reconhecer os sinais para lutar contra o estresse.

    O que é estresse crônico?

    O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando essa resposta se mantém ativa por muito tempo, passa a ser considerada crônica.

    Isso pode levar a alterações em sistemas como:

    • Sistema nervoso;
    • Sistema cardiovascular;
    • Sistema digestivo;
    • Sistema imunológico.

    5 sintomas físicos do estresse crônico

    O corpo costuma avisar quando está sob estresse prolongado. Veja alguns dos sinais para prestar mais atenção.

    1. Dor de cabeça frequente

    A tensão constante pode desencadear dores de cabeça.

    Essas dores costumam ser do tipo de pressão ou aperto, frequentes e relacionadas a tensão muscular.

    2. Tensão muscular

    O estresse pode manter os músculos contraídos por longos períodos.

    Isso pode causar:

    • Dor no pescoço;
    • Rigidez nos ombros;
    • Desconforto nas costas.

    3. Problemas digestivos

    O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse.

    Podem surgir sintomas como:

    • Dor abdominal;
    • Azia;
    • Alterações no intestino.

    4. Alterações no sono

    O estresse crônico pode interferir na qualidade do sono.

    Isso pode levar a:

    • Dificuldade para dormir;
    • Sono superficial;
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    5. Cansaço constante

    Mesmo sem esforço físico intenso, a pessoa pode se sentir exausta.

    Esse cansaço pode incluir:

    • Falta de energia;
    • Sensação de esgotamento;
    • Dificuldade para realizar tarefas.

    Por que o estresse afeta o corpo?

    Quando o organismo está sob estresse, há liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

    Em excesso e por tempo prolongado, esses hormônios podem causar:

    • Aumento da inflamação;
    • Alterações na pressão arterial;
    • Impacto no sistema imunológico.

    Quando procurar ajuda?

    Procure orientação se os sintomas:

    • Persistem por semanas;
    • Interferem na rotina;
    • Afetam o sono ou o trabalho;
    • Estão associados a ansiedade ou irritabilidade.

    O acompanhamento profissional pode ajudar a identificar causas e estratégias de tratamento.

    Como reduzir o estresse no dia a dia?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter momentos de lazer;
    • Manter rotina de sono;
    • Buscar apoio emocional;
    • Estabelecer limites no trabalho.

    Leia mais:

    Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre estresse crônico

    1. Estresse pode causar sintomas físicos?

    Sim, e eles são bastante comuns.

    2. Dor de cabeça pode ser causada por estresse?

    Sim, especialmente dores do tipo tensional.

    3. Estresse afeta o intestino?

    Sim, pode causar alterações digestivas.

    4. Cansaço constante pode ser estresse?

    Pode ser um dos sinais.

    5. Estresse pode afetar o sono?

    Sim, é uma das causas comuns de insônia.

    6. Estresse pode virar doença?

    Se não controlado, pode contribuir para diversos problemas de saúde.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Quando os sintomas de estresse persistem ou impactam o dia a dia e a qualidade de vida.

    Veja também:

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Como identificar transtornos alimentares? Conheça os principais sinais de alerta

    Você sabe o que são transtornos alimentares? Eles consistem em condições de saúde mental que afetam a forma como uma pessoa se relaciona com a comida, com o próprio corpo e com o peso. Na prática, os distúrbios transformam o ato de comer em uma fonte constante de ansiedade, medo ou perda de controle.

    De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros convivem com condições como compulsão alimentar, anorexia ou bulimia, com números ainda mais altos entre adolescentes e jovens. É quase o dobro da média mundial, que fica em torno de 2,6% da população.

    Além de afetarem a relação com a comida, os transtornos prejudicam diretamente o bem-estar físico e emocional, aumentando o risco de depressão, ansiedade e até transtornos por uso de substâncias. No início, os sinais podem parecer discretos, mas com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e comprometer diferentes áreas da vida.

    Quais os principais tipos de transtornos alimentares?

    Segundo o Ministério da Saúde, os principais tipos de transtornos alimentares são:

    • Anorexia nervosa: é um transtorno em que a pessoa passa a restringir muito a alimentação, com um medo intenso de engordar e uma visão distorcida do próprio corpo. Mesmo estando muito magra, ela pode se enxergar acima do peso, o que leva a um quadro de desnutrição;
    • Bulimia nervosa: envolve episódios de compulsão alimentar, quando a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, seguidos de tentativas de evitar o ganho de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou fazer exercícios em excesso;
    • Transtorno da compulsão alimentar: é caracterizado por episódios de comer em grande quantidade com sensação de perda de controle. Diferente da bulimia, não há comportamentos para compensar o que foi consumido, e muitas vezes o quadro está associado ao ganho de peso;
    • Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE): consiste na restrição alimentar por medo, ansiedade ou aversão a alimentos. Ao contrário de outros TA, ela não está associada a preocupação com peso ou corpo.

    Alguns quadros não se encaixam exatamente nas categorias mais conhecidas, mas ainda assim trazem prejuízos para a saúde física e emocional.

    Quais os sinais de alerta em adultos?

    Em adultos, os sinais de transtornos alimentares podem aparecer de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos no início. É preciso atenção a mudanças que se tornam obsessivas, como:

    • Passar muito tempo analisando as tabelas nutricionais e excluir grupos alimentares inteiros, como carboidratos ou gorduras, sem orientação profissional;
    • Comportamentos muito controlados na hora de comer, como ter a necessidade de cortar a comida em pedaços muito pequenos, comer sempre na mesma ordem ou usar pratos e talheres menores para tentar controlar a quantidade de comida;
    • Praticar atividades físicas de forma exaustiva, mesmo quando há cansaço ou doença, ou utilizar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite sem indicação adequada;
    • Evitar eventos que envolvam comida, como festas, rodízios ou almoços de trabalho, por medo de perder o controle ou por vergonha do próprio corpo;
    • Irritabilidade extrema, especialmente quando a rotina alimentar é interrompida, e sentimentos intensos de culpa ou vergonha após comer.

    Além dos sinais, a pessoa pode começar a pular refeições com frequência, comer escondido ou sentir muita culpa depois de se alimentar. Em alguns casos, há episódios de comer em grande quantidade em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle.

    Sintomas físicos dos transtornos alimentares

    Com o passar do tempo, o transtorno alimentar pode comprometer o funcionamento do organismo de diferentes formas, causando sintomas como:

    • Perda ou ganho de peso muito rápido e sem uma causa aparente;
    • Alterações bucais e na garganta, como inchaço nas glândulas salivares (perto da mandíbula) e desgaste do esmalte dentário;
    • Queixas constantes de dores de estômago;
    • Refluxo;
    • Prisão de ventre severa;
    • Queda de cabelo acentuada e unhas quebradiças;
    • Tonturas frequentes;
    • Sensação constante de frio (devido à baixa taxa metabólica).

    Em quadros mais avançados, pode surgir desidratação, desequilíbrios de eletrólitos e até problemas cardíacos.

    Como identificar transtornos alimentares nos jovens?

    Diferente dos adultos, as crianças e adolescentes podem ter dificuldades em falar sobre o que estão sentindo ou até em perceber que há algo errado. Os pais devem observar mudanças drásticas no comportamento rotineiro, como:

    • Isolamento nas refeições, com desculpas para não comer à mesa, como dizer que já comeu ou que vai comer depois sozinho;
    • Interesse repentino e obsessivo por dietas, contagem de calorias e rótulos;
    • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições;
    • Parar de comer determinados alimentos, principalmente os mais calóricos;
    • Perda ou ganho de peso em excesso;
    • Cansaço frequente e queda no rendimento escolar;
    • Uso de roupas largas e pesadas, mesmo em dias quentes, para esconder o corpo;
    • Comentários negativos sobre si mesmo ou comparação constante com outras pessoas;
    • Subir na balança várias vezes ao dia ou passar muito tempo se olhando no espelho;
    • Alterações físicas visíveis, como inchaço no rosto, dentes amarelados, unhas fracas ou episódios de desmaio.

    Como conversar com o jovem?

    Se você notar qualquer um dos sinais no dia a dia do seu filho, é fundamental que a conversa seja feita com cuidado, respeito e acolhimento. Lembre-se de falar com calma e mostrar a sua preocupação de forma sincera, sem as críticas ou os julgamentos.

    Em vez de apontar erros, você pode dizer que percebeu algumas mudanças e que quer ajudar, abrindo um espaço para que ele se sinta seguro para falar. Escute com atenção, sem interromper ou minimizar o que ele sente.

    Mesmo que as falas pareçam confusas ou difíceis de entender, tente compreender o que está por trás dos comportamentos e reforçar que ele não está sozinho. Nesses momentos, o acompanhamento com um profissional de saúde é fundamental para ajudar o jovem a desconstruir a relação distorcida com a comida e com o próprio corpo.

    Quando buscar ajuda profissional?

    O momento de buscar ajuda profissional é assim que os primeiros sinais começarem a aparecer, mesmo que não exista uma perda de peso visível. Não é preciso esperar que a situação piore para agir, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais tranquila.

    Em alguns casos, a pessoa que convive com um transtorno alimentar não consegue perceber o quanto a situação é séria ou sente vergonha e dificuldade para pedir ajuda. Isso torna ainda mais importante a atenção e o apoio de amigos e familiares.

    Vale apontar que insistir de forma agressiva ou fazer críticas pode afastar ainda mais a pessoa. O ideal é abrir espaço para o diálogo, escutar com atenção e, aos poucos, incentivar a busca por ajuda profissional.

    Leia mais: Como comer com atenção plena? Veja 7 dicas para começar a praticar o mindful eating

    Perguntas frequentes

    1. Transtorno alimentar tem cura?

    Sim! Com tratamento multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e psiquiatra), é possível recuperar a relação saudável com a comida e com o corpo, embora o processo exija tempo e paciência.

    2. O que causa um transtorno alimentar?

    Não existe uma única causa. O TA normalmente surge como uma combinação de fatores genéticos, biológicos, pressões estéticas da sociedade, traumas emocionais e traços de personalidade, como o perfeccionismo.

    3. Qual a diferença entre bulimia e compulsão alimentar?

    Na bulimia, após comer em excesso, a pessoa usa métodos compensatórios, como uso de laxantes, exercícios exercícios ou provocar o vômito. Na compulsão, também há episódios de comer grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, mas não existem comportamentos compensatórios depois.

    4. O que é a ortorexia?

    É a obsessão doentia por comer apenas alimentos “puros” ou extremamente saudáveis, levando a restrições severas que prejudicam a vida social e a saúde nutricional.

    5. Como o nutricionista ajuda no tratamento?

    Ele atua na reabilitação alimentar, ajudando o paciente a redescobrir os sinais de fome e saciedade e a desmistificar “alimentos proibidos”, sem o uso de dietas de emagrecimento.

    6. É possível prevenir transtornos alimentares?

    Sim, promovendo uma educação alimentar neutra em casa, evitando críticas ao corpo alheio e incentivando a autoestima baseada em habilidades, não na aparência.

    7. Por que a menstruação pode parar na anorexia?

    Devido à baixa gordura corporal e ao estresse extremo, o corpo entende que não tem energia para manter o sistema reprodutor, interrompendo a produção hormonal (amenorreia).

    Veja também: Qual o papel do nutricionista no tratamento de transtornos alimentares?