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  • Está tentando engravidar e não consegue? Veja as causas em que o homem é responsável pela infertilidade

    Está tentando engravidar e não consegue? Veja as causas em que o homem é responsável pela infertilidade

    Você sabia que a infertilidade pode afetar tanto homens quanto mulheres? Apesar de a dificuldade para engravidar ser frequentemente associada à saúde da mulher, os fatores masculinos estão envolvidos em cerca de metade dos casos de infertilidade do casal.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses de tentativas regulares, sem o uso de métodos contraceptivos.

    Como as causas podem estar relacionadas à mulher, ao homem ou a ambos, a investigação deve ser feita em conjunto, e não apenas direcionada a um dos parceiros.

    Afinal, a infertilidade é do homem ou da mulher?

    Quando um casal tem dificuldade para engravidar, é comum que a mulher assuma a responsabilidade pela investigação e realize uma série de exames ginecológicos. No entanto, a infertilidade é uma condição que envolve o casal e, por isso, ambos devem ser avaliados.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, as causas da infertilidade costumam ser distribuídas de forma bastante equilibrada entre homens e mulheres:

    • Fatores exclusivamente femininos: cerca de 25% dos casos;
    • Fatores exclusivamente masculinos: cerca de 25% dos casos;
    • Fatores mistos (presentes em ambos os parceiros): cerca de 40% a 50% dos casos.

    Nos casos de infertilidade mista, pequenas alterações de fertilidade em cada um dos parceiros acabam se somando e dificultam a gestação. Por isso, investigar apenas um dos lados pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

    Quando começar a investigar a infertilidade do casal?

    A decisão de procurar ajuda médica depende principalmente da idade da mulher, já que a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos diminuem de forma mais acentuada com o passar dos anos.

    Segundo Andreia, quando a mulher tem até 35 anos, o casal pode tentar engravidar espontaneamente por até um ano. Se a gestação não acontecer no período, é recomendado iniciar a investigação da fertilidade de ambos os parceiros.

    Já quando a mulher tem mais de 35 anos, o período de tentativa espontânea é reduzido para seis meses. Como o tempo tem maior impacto sobre a fertilidade feminina nessa faixa etária, a avaliação deve começar mais cedo.

    Principais causas da infertilidade masculina

    A infertilidade masculina pode ter diversas causas, que envolvem alterações anatômicas, hormonais ou consequências de doenças:

    1. Varicocele

    A varicocele é a dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos, de forma semelhante às varizes que surgem nas pernas. O aumento da circulação de sangue na região eleva a temperatura local, comprometendo a produção e a qualidade dos espermatozoides.

    A condição está entre as causas mais frequentes de infertilidade masculina e, em muitos casos, pode ser corrigida por meio de cirurgia.

    2. Alterações hormonais

    A produção de espermatozoides depende do equilíbrio entre diversos hormônios, como testosterona, prolactina, FSH e LH. Quando ocorre algum desequilíbrio, a fertilidade pode ser reduzida.

    Segundo Andreia, o uso de anabolizantes figura entre as principais causas de alterações hormonais capazes de comprometer a função reprodutiva.

    3. Criptorquidia

    A criptorquidia ocorre quando um ou ambos os testículos não descem para a bolsa escrotal durante o desenvolvimento do bebê. Como permanecem em uma região mais quente do corpo, o ambiente deixa de ser o ideal para a formação dos espermatozoides, aumentando o risco de infertilidade.

    O tratamento precoce reduz significativamente as chances do homem ter problemas no futuro.

    4. Sequelas de infecções

    A caxumba, por exemplo, é uma infecção que pode provocar uma inflamação nos testículos chamada orquite. Dependendo da intensidade do quadro, a produção de espermatozoides pode ficar comprometida de forma temporária ou permanente.

    Como o estilo de vida afeta os espermatozoides?

    Ao contrário das mulheres, que já nascem com uma quantidade limitada de óvulos, os homens produzem espermatozoides continuamente ao longo da vida. Isso faz com que a qualidade do sêmen seja bastante influenciada pelos hábitos diários e, em muitos casos, as alterações sejam reversíveis.

    Andreia explica que fatores que aumentam a produção de radicais livres prejudicam principalmente a motilidade e a qualidade dos espermatozoides, como:

    • Tabagismo: o cigarro aumenta a produção de radicais livres no organismo, prejudicando a qualidade, a motilidade e até o DNA dos espermatozoides;
    • Consumo excessivo de álcool: a ingestão frequente de bebidas alcoólicas pode alterar a produção de hormônios importantes para a fertilidade e reduzir a qualidade do sêmen;
    • Uso de drogas e anabolizantes: substâncias ilícitas e esteroides anabolizantes interferem no funcionamento dos testículos, diminuindo a produção e a qualidade dos espermatozoides;
    • Alimentação rica em ultraprocessados: uma dieta baseada em alimentos com alto teor de gordura, açúcar e produtos industrializados favorece a inflamação do organismo e aumenta o estresse oxidativo, prejudicando a fertilidade;
    • Exposição frequente ao calor: os testículos precisam permanecer cerca de 1 °C a 1,5 °C abaixo da temperatura corporal para produzir espermatozoides de forma adequada. O uso frequente de roupas muito apertadas, banhos muito quentes e a exposição constante ao calor intenso na região genital podem comprometer o processo.

    Como é feita a investigação da infertilidade no homem?

    O principal exame para avaliar a fertilidade masculina é o espermograma, que analisa tanto as características do sêmen quanto dos espermatozoides.

    Ele avalia a quantidade e a concentração de espermatozoides presentes na amostra, a motilidade (capacidade de movimentação necessária para que eles consigam alcançar o óvulo) e a morfologia, que corresponde ao formato dos espermatozoides.

    Quando os resultados do espermograma estão dentro da normalidade, normalmente não é necessário aprofundar a investigação da fertilidade masculina. Mas se o exame identificar alguma alteração, o médico pode solicitar alguns exames complementares para descobrir a causa do problema, como:

    • Perfil hormonal completo (testosterona, prolactina, FSH e LH);
    • Ultrassonografia dos testículos para identificar alterações como varicocele ou hidrocele;
    • Avaliação detalhada do histórico clínico e dos hábitos de vida do paciente.

    Quais são os tratamentos para a infertilidade masculina?

    Depois que a causa da infertilidade é identificada, Andreia explica que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico. Como os hábitos do dia a dia influenciam diretamente a produção e a qualidade dos espermatozoides, a primeira medida é corrigir os fatores que podem estar prejudicando a fertilidade, como o tabagismo, o uso de bebidas alcoólicas e o uso de anabolizantes.

    Além disso, é importante praticar atividade física regularmente, manter um peso saudável e adotar uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e antioxidantes. Segundo a especialista, como os espermatozoides são produzidos continuamente, a melhora dos hábitos pode refletir na qualidade do sêmen ao longo dos meses, aumentando naturalmente as chances de gravidez.

    Quando a infertilidade está relacionada a infecções, o tratamento é feito com medicamentos específicos, como antibióticos. Já nos casos de alterações anatômicas, como a varicocele, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir o problema e aumentar as chances de gravidez.

    Técnicas de reprodução assistida

    Se as medidas de tratamento não forem suficientes ou quando há alterações graves na produção ou na qualidade dos espermatozoides, o casal pode recorrer às técnicas de reprodução assistida, como:

    1. Inseminação artificial (baixa complexidade):

    A inseminação artificial é indicada quando o homem apresenta alterações leves na qualidade do sêmen ou quando há dificuldades para que os espermatozoides alcancem o óvulo naturalmente.

    Após uma preparação em laboratório, os espermatozoides mais saudáveis são colocados diretamente dentro do útero da mulher no período da ovulação, aumentando as chances de fecundação.

    2. Fertilização in vitro (FIV)

    A FIV é uma técnica de alta complexidade em que a fecundação acontece no laboratório. A mulher passa por uma estimulação dos ovários para produzir vários óvulos, que são coletados e colocados em contato com os espermatozoides.

    Depois que os embriões se desenvolvem, um ou mais são transferidos para o útero, onde poderão se implantar e dar início à gravidez.

    3. ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide)

    A ICSI é considerada uma variação da fertilização in vitro, indicada principalmente nos casos de infertilidade masculina mais grave.

    O embriologista seleciona um único espermatozoide saudável e o injeta diretamente dentro do óvulo, aumentando as chances de fecundação quando há poucos espermatozoides ou quando eles apresentam dificuldade para penetrar o óvulo.

    4. Doação de sêmen

    A doação de sêmen é utilizada quando o homem não produz espermatozoides viáveis ou apresenta azoospermia irreversível, situação em que não há possibilidade de recuperar células reprodutivas. É usado o sêmen de um doador selecionado por um banco especializado, seguindo critérios rigorosos de segurança e compatibilidade.

    A técnica pode ser empregada tanto na inseminação artificial quanto na fertilização in vitro, dependendo de cada caso.

    Qual médico o casal deve procurar primeiro?

    Na maioria das vezes, o ginecologista é o primeiro profissional procurado pelo casal, já que as mulheres costumam realizar consultas preventivas com mais frequência do que os homens consultam um urologista. É comum que o próprio ginecologista solicite um espermograma para o parceiro logo no início da investigação.

    Quando são identificadas alterações masculinas mais importantes, como uma varicocele significativa, ou quando existem dificuldades de fertilidade em ambos os parceiros, o casal deve ser encaminhado para um urologista e para uma clínica especializada em reprodução humana.

    Veja também: Criptorquidia: o que é, causas, fatores de risco e cirurgia

    Perguntas frequentes

    1. Varicocele tem cura?

    Sim. A varicocele pode ser tratada por meio de uma cirurgia simples para corrigir a dilatação das veias dos testículos, melhorando frequentemente a qualidade do sêmen.

    2. Qual a temperatura ideal para os testículos?

    Os testículos precisam ficar entre 1 °C e 1,5 °C abaixo da temperatura corporal. Por isso eles ficam na bolsa escrotal, fora do abdômen. O calor excessivo na região prejudica a produção de espermatozoides.

    3. Qual exame detecta a infertilidade feminina?

    Os principais exames iniciais são as dosagens hormonais de sangue, como o hormônio antimülleriano para avaliar a reserva ovariana; e o ultrassom transvaginal e a histerossalpingografia, que avalia as tubas uterinas.

    4. O que o ginecologista avalia na mulher que não consegue engravidar?

    O médico investiga se a mulher está ovulando normalmente, se há obstruções nas trompas uterinas, alterações no útero e a qualidade/quantidade da reserva de óvulos.

    5. A idade do homem influencia na fertilidade?

    Sim, mas de forma muito menos drástica que a da mulher. Enquanto a mulher tem um limite biológico claro, o homem continua produzindo espermatozoides ao longo de toda a vida, embora possa haver queda na qualidade seminal em idades mais avançadas.

    6. Tomar anticoncepcional por muito tempo causa infertilidade?

    Não. O anticoncepcional previne a gravidez apenas durante o uso. Ao interromper o método, o ciclo menstrual e a fertilidade natural da mulher costumam retornar ao normal em poucos meses.

    7. Como calcular o período fértil?

    Em um ciclo regular de 28 dias, o período fértil ocorre na metade do ciclo. A ovulação acontece por volta do 14º dia, e o intervalo de maior fertilidade compreende os 3 dias antes e o dia seguinte a essa data.

    8. Ter relações todos os dias aumenta a chance de engravidar?

    Não necessariamente. Ter relações em dias alternados (dia sim, dia não) durante o período fértil é o ideal, pois garante que sempre haverá espermatozoides viáveis no trato feminino e dá tempo para o homem restabelecer a qualidade do sêmen.

    Leia mais: Endometrioma: o que é, sintomas, qual o tratamento e se pode engravidar

  • O que acontece se você tomar um remédio vencido? 

    O que acontece se você tomar um remédio vencido? 

    Ninguém discorda que manter um pequeno estoque de medicamentos pode ser útil no dia a dia. Muitas famílias mantêm uma verdadeira farmácia caseira em casa, com analgésicos, antialérgicos, pomadas e diversos outros remédios guardados para situações de emergência. Só que, com o passar do tempo, um detalhe pode passar despercebido: a data de validade.

    Numa situação de crise, você pode até não ter em consideração, mas a validade presente na embalagem indica o período em que o fabricante garante a eficácia, a estabilidade e a segurança do medicamento quando armazenado corretamente.

    Depois do vencimento, não é possível saber qual seria o efeito no organismo, em especial se você convive com alguma condição crônica ou utiliza outro remédio de forma contínua.

    Prazo de validade dos medicamentos

    Por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), todo medicamento, seja ele de venda livre ou controlado, deve trazer de forma clara na embalagem o lote, a data de fabricação e o prazo de validade.

    A data-limite é definida pela indústria farmacêutica após testes de estabilidade química. Ela representa o fim da vida útil do produto: a partir dali, o laboratório já não garante mais que o remédio terá a mesma potência, eficácia e segurança para o paciente.

    De maneira geral, a data de validade de um remédio é definida pelo tempo que o princípio ativo leva para perder cerca de 10% de sua potência original quando armazenado nas condições recomendadas pelo fabricante.

    O que acontece se tomar remédio vencido?

    Os efeitos do uso de um medicamento vencido podem variar conforme o tipo de remédio, o tempo de vencimento e as condições de armazenamento, mas incluem especialmente:

    1. Perda de eficácia

    Com o passar do tempo, os princípios ativos podem se degradar, reduzindo a capacidade do medicamento de agir como deveria.

    A gravidade da perda pode variar conforme o tipo de medicamento. Se você tomar um analgésico vencido para dor de cabeça, o máximo que pode acontecer é a dor não passar. Mas se for um remédio para o coração, pressão alta, convulsão ou um antibiótico, a falha no efeito pode agravar rapidamente o quadro ou causar uma resistência bacteriana.

    2. Reações adversas

    Em alguns casos, a degradação dos componentes químicos do medicamento pode resultar na formação de substâncias diferentes das originalmente presentes na fórmula.

    Quando isso acontece, órgãos responsáveis pelo metabolismo e eliminação de medicamentos, como fígado e rins, podem ser sobrecarregados ao processar compostos alterados, o que favorece o surgimento de reações indesejadas e complicações para a saúde, como náuseas, vômitos e lesões gástricas.

    Em situações raras, pessoas alérgicas a determinado ingrediente da fórmula podem ter um choque anafilático.

    3. Risco de contaminação

    Os remédios contêm conservantes para evitar a proliferação de microorganismos. Com o vencimento, sobretudo quando ele é armazenado de forma inadequada, os conservantes perdem o efeito e podem contribuir para o crescimento de fungos e bactérias.

    O risco tende a ser maior em medicamentos líquidos, como xaropes, colírios e pomadas, que podem se tornar ambientes favoráveis para o crescimento de microrganismos.

    Quais remédios são mais perigosos após o vencimento?

    Nenhum medicamento deve ser usado depois da data de validade, mas alguns merecem ainda mais atenção porque podem perder o efeito mais rapidamente ou apresentar maior risco de problemas, como:

    • Antibióticos, como a amoxicilina: podem perder a capacidade de combater infecções adequadamente, permitindo a progressão da doença e favorecendo o desenvolvimento de resistência bacteriana. No caso da tetraciclina, a degradação da substância após o vencimento pode gerar compostos potencialmente tóxicos para os rins;
    • Insulina e hormônios da tireoide: são substâncias altamente sensíveis a alterações químicas. Pequenas perdas de eficácia podem comprometer o controle da glicemia ou do metabolismo, aumentando o risco de descompensações clínicas;
    • Medicamentos para o coração e anticoagulantes: precisam de dosagens muito precisas para funcionar corretamente. Qualquer redução na potência pode diminuir a proteção contra eventos cardiovasculares, como tromboses, AVC e infarto;
    • Anticonvulsivantes: dependem de concentrações estáveis no organismo para prevenir crises convulsivas. A perda de eficácia pode favorecer o reaparecimento de convulsões, mesmo em pacientes com a doença controlada há longos períodos;
    • Medicamentos líquidos, como xaropes, suspensões e colírios: apresentam maior risco de deterioração e contaminação por fungos e bactérias após o vencimento. O problema é especialmente preocupante nos colírios, cujo uso pode provocar infecções oculares graves e danos à visão;
    • Medicamentos de emergência, como epinefrina/adrenalina: precisam agir rapidamente em situações potencialmente fatais, como crises cardíacas e reações alérgicas graves. Se eles perderem a eficácia, podem não produzir a resposta esperada, aumentando o risco de complicações graves.

    Como saber se o remédio está fora da validade?

    A forma mais segura de verificar se um remédio ainda pode ser utilizado é consultar a data de validade impressa na caixa externa, no relevo da cartela (blister) ou no fundo do frasco. Mas se a data estiver apagada ou você suspeita que o medicamento estragou antes da hora por erro de armazenamento, é possível notar alguns sinais de degradação:

    Em comprimidos e cápsulas

    • Comprimidos que racham, quebram ou se esfarelam facilmente ao toque;
    • Presença de manchas pretas, cinzas, amareladas ou de qualquer cor incomum;
    • Cápsulas gelatinosas grudadas umas nas outras;
    • Cápsulas com aparência murcha, mole ou deformada.

    Em líquidos (xaropes, gotas e suspensões)

    • Líquido que deveria ser transparente, mas apresenta aspect opaco ou turvo;
    • Separação de fases que não desaparece mesmo após agitação adequada;
    • Presença de partículas, cristais, fios ou grumos flutuando no produto;
    • Alteração significativa do odor, com cheiro azedo, rançoso ou incomum.

    Em pomadas e cremes

    • Saída de líquido transparente ou oleoso antes do produto ao apertar a embalagem;
    • Consistência diferente da original, ficando muito líquida, empelotada ou ressecada;
    • Mudanças na cor, na textura ou no cheiro da formulação.

    Como descartar remédio vencido de forma correta e segura?

    Se o medicamento vencer, você não deve descartá-lo no lixo comum, no vaso sanitário ou na pia. Quando eliminados de forma inadequada, os componentes químicos podem contaminar o solo, os lençois freáticos e a água que chega às torneiras, além de expor catadores e animais ao risco de intoxicação.

    A forma mais segura de descarte é levar os medicamentos a farmácias, drogarias, unidades de saúde ou pontos de coleta específicos que participam de programas de logística reversa. Veja algumas dicas:

    • Manter os medicamentos nas embalagens originais, sempre que possível;
    • Separar comprimidos, cápsulas, pomadas, xaropes, colírios e outros produtos conforme as orientações do local de coleta;
    • Remover ou inutilizar informações pessoais presentes em receitas, etiquetas ou embalagens;
    • Descartar também medicamentos sem identificação, com embalagem danificada ou que apresentem alterações na cor, cheiro ou textura.

    Além dos medicamentos, materiais utilizados em tratamentos, como seringas, agulhas e lancetas, precisam de um descarte específico e não devem ser misturados ao lixo doméstico. A orientação é buscar informações em unidades de saúde ou farmácias habilitadas.

    Como armazenar medicamentos para durarem mais?

    Para conservar os medicamentos corretamente, algumas medidas são recomendadas:

    • Guardar os medicamentos em locais secos, frescos e protegidos da luz direta;
    • Manter os produtos nas embalagens originais, que contêm informações importantes sobre validade, lote e modo de uso;
    • Fechar bem frascos, bisnagas e embalagens após cada utilização;
    • Evitar armazenar medicamentos no banheiro, onde a umidade costuma ser elevada;
    • Não guardar remédios próximos ao fogão, forno, micro-ondas ou outras fontes de calor;
    • Respeitar as orientações de armazenamento descritas na bula e na embalagem;
    • Manter os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação;
    • Verificar regularmente as datas de validade e as condições físicas dos produtos.

    Também é importante lembrar que alguns remédios precisam de refrigeração, como determinadas insulinas, hormônios, vacinas e antibióticos reconstituídos. Eles devem ser armazenados na temperatura indicada pelo fabricante, normalmente entre 2°C e 8°C, sem serem congelados.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar remédio vencido há poucos dias ou semanas?

    Não é recomendado. A degradação não acontece abruptamente no dia seguinte ao vencimento, mas após a data de expiração o fabricante deixa de garantir que o remédio é seguro e eficaz.

    2. Qual o perigo de usar colírio vencido?

    O maior risco é a cegueira ou infecções oculares graves, pois os colírios perdem a ação dos conservantes rapidamente após o vencimento. Usar um produto contaminado por bactérias ou fungos diretamente nos olhos pode causar úlceras de córnea severas.

    3. Qual a diferença entre a validade fechada e após aberto?

    A validade da caixa vale apenas para o produto lacrado. Uma vez aberto, o remédio entra em contato com o ar e a umidade, reduzindo drasticamente seu tempo de vida útil, especialmente colírios, xaropes e sprays nasais, que costumam durar apenas entre 15 a 90 dias após abertos.

    4. O que acontece se eu guardar remédio no banheiro?

    O medicamento vai estragar antes da data de validade. O banheiro é o pior lugar da casa para manter os remédios, pois o calor e a umidade constantes dos banhos destroem a barreira protetora de cápsulas e comprimidos.

    5. Pode guardar remédio na geladeira para durar mais?

    Apenas se a bula exigir expressamente. A geladeira possui muita umidade, o que acelera a degradação de comprimidos, cápsulas e cartelas de alumínio.

    6. Farmácia pode vender remédio perto do vencimento?

    Sim, desde que avise o consumidor. É legal vender produtos próximos à data de expiração (muitas vezes com grandes descontos), mas o estabelecimento tem a obrigação de informar o cliente de forma clara.

    7. Posso doar remédios que vão vencer daqui a um mês?

    Sim! Muitas instituições e postos de saúde aceitam doações de medicamentos dentro do prazo de validade, normalmente com pelo menos 30 a 60 dias restantes. O importante é que a cartela esteja intacta e com o nome visível para que outra pessoa possa usar a tempo.

    Leia também: Riscos do HPV e como a vacina protege contra câncer

  • Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar 

    Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar 

    A hérnia de disco é um dos problemas mais comuns da coluna, e está entre as principais causas de afastamento do trabalho, já que provoca dores incapacitantes e limitações físicas que afetam desde tarefas simples, como se abaixar, até atividades profissionais.

    A condição preocupa porque, além de frequente, pode comprometer a qualidade de vida se não for diagnosticada e tratada de forma adequada. Pensando nisso, conversamos com a neurocirurgiã Ana Camila Gandolfi para esclarecer as principais dúvidas sobre a condição e como tratá-la.

    O que é hérnia de disco?

    Para entender a hérnia de disco, é importante compreender como funciona a coluna vertebral. Ela é formada por várias vértebras (os ossos da coluna) empilhadas uma sobre a outra. Entre elas existe o disco intervertebral, que funciona como um amortecedor. Ele é composto por um anel fibroso, mais resistente, e um núcleo interno mais gelatinoso, justamente para absorver impactos.

    Quando esse anel sofre desgaste ou se rompe, o núcleo pode se deslocar ou extravasar, comprimindo estruturas próximas, como nervos e raízes nervosas. É aí que surge a hérnia de disco, que provoca sintomas como dor, formigamento, fraqueza e limitação de movimentos.

    Segundo Ana Camila Gandolfi, a hérnia pode aparecer por sobrecarga (excesso de exercícios ou levantamento de peso), após um trauma na coluna, ou até de forma espontânea em pessoas com alterações no colágeno, já que o anel fibroso do disco é formado por essa proteína.

    Em alguns casos, há ainda uma predisposição genética, ou seja, pessoas com histórico familiar de hérnia de disco têm mais chances de desenvolver o problema.

    Causas da hérnia de disco

    Normalmente, a hérnia de disco é resultado de um processo de desgaste natural, associado a fatores de risco que aceleram ou intensificam esse processo, como:

    • Envelhecimento natural: com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem água e elasticidade, ficando mais suscetíveis a fissuras e deslocamentos;
    • Movimentos repetitivos e esforços físicos: profissões que exigem levantar peso, carregar cargas ou movimentos repetitivos de torção da coluna aumentam a chance de lesão;
    • Postura inadequada: passar horas sentado de maneira incorreta, dormir de mal jeito ou permanecer muito tempo em pé sem apoio adequado pode sobrecarregar a coluna;
    • Sedentarismo: a falta de exercícios enfraquece a musculatura que dá suporte à coluna, aumentando o risco de problemas nos discos;
    • Excesso de peso: o sobrepeso e a obesidade aumentam a pressão sobre toda a coluna, especialmente na região lombar, que já suporta naturalmente a maior parte do peso do corpo;
    • Fatores genéticos: alterações no colágeno, na estrutura dos discos ou até no formato da coluna podem ser herdadas, tornando algumas pessoas mais vulneráveis, mesmo com hábitos de vida saudáveis;
    • Traumas e acidentes: quedas, pancadas diretas ou impactos fortes, como os que ocorrem em esportes de contato ou em acidentes automobilísticos, podem provocar lesões na coluna e levar ao surgimento de hérnias.

    Quais os sintomas de hérnia de disco?

    Os sintomas de hérnia de disco variam conforme a região afetada e o grau da compressão nervosa. Algumas pessoas, por exemplo, sequer apresentam sintomas. O problema só existe se a hérnia provoca sinais clínicos, como:

    • Dor lombar que irradia para a perna (ciatalgia);
    • Dor cervical que se espalha para o braço;
    • Dor intensa e incapacitante;
    • Formigamento ou dormência em faixa (na perna ou no braço, dependendo da raiz nervosa atingida);
    • Perda de força, que é o sinal mais grave, pois indica comprometimento neurológico.

    Normalmente, a perda de força na hérnia cervical afeta mãos e dedos; já na hérnia lombar, pode atingir o pé.

    É importante observar a intensidade e a persistência dos sintomas. Uma dor nas costas passageira não significa hérnia de disco, mas se os sinais se mantêm por semanas ou pioram com o tempo, é fundamental buscar avaliação médica.

    Diagnóstico de hérnia de disco

    O diagnóstico de hérnia de disco é feito, inicialmente, com avaliação clínica, em que o médico estuda a história do paciente e examina força, sensibilidade e reflexos.

    De acordo com Ana Camila Gandolfi, é importante ter uma hipótese diagnóstica primeiro, pois atualmente, estudos mostram que boa parte das pessoas acima de 40 anos apresentará alguma hérnia de disco nos exames — mas sem sintomas. Nesses casos, não é necessário tratamento.

    Se realmente houver suspeita clínica de hérnia de disco, podem ser solicitados dois exames principais:

    • Tomografia computadorizada: mostra melhor a parte óssea e pode evidenciar redução do espaço entre vértebras e calcificações próximas à hérnia;
    • Ressonância magnética: é o exame mais completo, pois mostra em detalhe as estruturas moles, como o próprio disco e os nervos. Ela permite identificar se há compressão nervosa associada.

    Como é feito o tratamento de hérnia de disco?

    Na maioria dos casos, a hérnia de disco pode ser tratada de forma conservadora, ou seja, não é preciso fazer cirurgia — e o quadro pode ser revertido com algumas abordagens, como:

    • Remédios: o uso de analgésicos e anti-inflamatórios pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação. Dependendo do quadro, corticoides orais ou injetáveis podem ser indicados;
    • Fisioterapia: os exercícios fortalecem a musculatura de suporte da coluna, melhoram a postura e aumentam a flexibilidade. Técnicas de acupuntura, pilates e hidroterapia também podem ajudar, com orientação médica;
    • Mudanças de hábito: além de manter o peso adequado, alguns hábitos, como corrigir a postura no trabalho, usar cadeira ergonômica e evitar levantar peso de forma incorreta ajudam no dia a dia.

    O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa. Algumas melhoram em semanas, enquanto outras precisam de meses para se sentirem completamente bem.

    Quando a cirurgia é necessária?

    A cirurgia para hérnia de disco é indicada em casos específicos, quando o tratamento conservador não traz resultados ou quando há risco de danos neurológicos. As principais situações, segundo Ana, incluem:

    • Perda de força: é uma urgência médica e, nesses casos, o paciente precisa operar rapidamente, em até 24 horas, para evitar sequelas permanentes;
    • Perda de sensibilidade: não é sempre indicação imediata, mas exige acompanhamento de perto, já que pode evoluir para perda de força. Além disso, a sensibilidade pode demorar meses para voltar ao normal;
    • Dor intratável: quando o paciente já tentou várias medicações de uso contínuo, associadas ou não, e mesmo assim não consegue controlar a dor.

    É possível prevenir a hérnia de disco?

    Qualquer pessoa pode desenvolver hérnia de disco em algum momento da vida. Embora fatores como idade e genética não possam ser controlados, adotar hábitos de vida saudáveis faz diferença e pode ajudar a proteger a coluna, reduzindo o risco de desgaste precoce.

    Entre as medidas preventivas, é possível citar:

    • Praticar atividade física regularmente: manter uma rotina de exercícios ajuda a fortalecer os músculos abdominais, dorsais e das pernas;
    • Manter o peso adequado: controlar o peso corporal diminui a pressão constante sobre os discos intervertebrais, especialmente na região lombar;
    • Cuidar da postura: ao sentar, é importante manter os pés totalmente apoiados no chão e as costas eretas, preferencialmente com apoio lombar;
    • Evitar movimentos bruscos: ao carregar peso, a forma correta é sempre dobrar os joelhos, manter a carga próxima ao corpo e evitar torções repentinas da coluna;
    • Escolher colchão e travesseiro adequados: dormir bem alinhado é fundamental para que a coluna descanse corretamente;
    • Fazer pausas no trabalho: quem fica muito tempo sentado deve se levantar a cada hora, andar um pouco e alongar.

    Vale lembrar que mesmo quem já tem hérnia pode se beneficiar do fortalecimento muscular. Músculos fortes ajudam a reduzir os sintomas e, em muitos casos, evitam a necessidade de cirurgia.

    Leia também: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes sobre hérnia de disco

    1. Toda dor nas costas significa hérnia de disco?

    Não. A dor nas costas pode ter muitas causas, desde má postura até contraturas musculares. A hérnia de disco é apenas uma das possibilidades. O diagnóstico correto depende da avaliação médica e de exames de imagem.

    2. Quais são os sintomas mais preocupantes da hérnia de disco?

    Os sinais de alerta incluem: dor que desce para a perna ou braço, perda de sensibilidade em áreas específicas, fraqueza muscular e dificuldade para realizar movimentos simples, como segurar objetos ou andar. Eles indicam compressão nervosa mais importante e exigem atenção médica rápida.

    3. A hérnia de disco pode sumir sozinha?

    Em alguns casos, sim. O organismo consegue reabsorver parte do material que extravasou do disco. Isso não acontece em todos os pacientes, mas pode explicar por que algumas pessoas melhoram apenas com tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia.

    4. Quem tem hérnia de disco pode praticar exercícios físicos?

    Sim, e muitas vezes deve! Exercícios de baixo impacto, como caminhada, pilates, natação e fortalecimento muscular orientado, são fundamentais para a recuperação e prevenção do quadro. O importante é evitar exercícios de impacto ou que sobrecarreguem a coluna sem orientação profissional.

    5. Quem faz cirurgia de hérnia de disco pode voltar ao normal?

    Na maioria dos casos, sim. Muitos pacientes voltam a ter qualidade de vida, sem dor e com mobilidade preservada. No entanto, a recuperação depende de fisioterapia, fortalecimento muscular e mudanças de hábitos. Importante lembrar que a cirurgia não impede o surgimento de novas hérnias em outros discos.

    6. A hérnia de disco tem cura?

    A hérnia de disco pode ser controlada na maioria dos casos, especialmente quando o tratamento é iniciado precocemente e de forma adequada. O objetivo do tratamento é eliminar a dor, a inflamação e outros sintomas, permitindo que a pessoa volte à sua rotina.

    7. Quando a hérnia de disco é considerada grave?

    A hérnia é grave quando causa perda de força muscular, dificuldade para andar, alterações na sensibilidade ou problemas para controlar urina e fezes (síndrome da cauda equina). Nesses casos, deve haver atendimento médico imediato, muitas vezes com cirurgia de urgência.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

  • Falta de vitamina D: sintomas na pele, no cabelo e no humor que você deve notar

    Falta de vitamina D: sintomas na pele, no cabelo e no humor que você deve notar

    Conhecida como vitamina do sol, a vitamina D é um hormônio que o corpo produz naturalmente ao absorver a radiação UVB dos raios solares, responsável por ajudar na absorção do cálcio e do fósforo, fortalecer os ossos e os dentes e manter os músculos, o sistema imunológico e diversos outros órgãos funcionando corretamente. No entanto, como grande parte da rotina atualmente acontece em ambientes fechados, como escritórios, transportes e dentro de casa, a deficiência de vitamina D tornou-se uma das mais comuns no mundo e afeta mais de um bilhão de pessoas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.

    A deficiência acontece quando os níveis de vitamina D no organismo ficam abaixo de 30 ng/ml, sendo identificada por meio do exame de sangue de 25-hidroxivitamina D (25-OH). Mas, antes mesmo da confirmação nos exames, alguns sinais no dia a dia podem servir de alerta e indicar que é hora de procurar um médico.

    Quais os sintomas da falta de vitamina D?

    Sintomas na pele

    A vitamina D tem ação anti-inflamatória e participa da renovação das células da pele. Quando os níveis estão baixos, a barreira de proteção da pele fica mais frágil e podem surgir alguns sinais, como:

    • Pele muito seca: a deficiência reduz a capacidade da pele de reter água, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e o aspecto opaco;
    • Piora de doenças de pele: problemas como psoríase, dermatite atópica e acne podem se tornar mais intensos ou apresentar crises com maior frequência;
    • Cicatrização mais lenta: cortes, feridas e queimaduras tendem a demorar mais para cicatrizar, já que a vitamina D participa da regeneração dos tecidos.

    Sintomas no cabelo

    Os folículos capilares possuem receptores para a vitamina D, que participa do ciclo normal de crescimento dos fios. Quando há deficiência, podem surgir alterações como:

    • Queda de cabelo: é comum perceber uma perda de fios maior do que o habitual ao lavar ou escovar o cabelo.
    • Fios finos e quebradiços: o cabelo perde força, fica mais frágil e quebra com mais facilidade;
    • Piora da alopecia areata: estudos mostram que níveis baixos de vitamina D podem estar associados ao agravamento dessa doença autoimune, que provoca a queda de cabelo em áreas arredondadas.

    Sintomas no humor

    A vitamina D também atua no sistema nervoso e participa do funcionamento de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina. A deficiência pode provocar:

    • Cansaço excessivo: sensação constante de fadiga e falta de disposição, mesmo depois de uma boa noite de sono;
    • Alterações de humor: irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração nas atividades do dia a dia;
    • Maior risco de ansiedade e depressão: a deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de sintomas depressivos, ansiedade e transtorno afetivo sazonal, embora nem sempre seja a causa dos quadros.

    Sintomas no corpo

    Como a principal função da vitamina D é ajudar na absorção do cálcio, a falta do nutriente afeta diretamente o sistema musculoesquelético:

    • Dores nos ossos e nas articulações: principalmente na região lombar, nas pernas e nas costelas;
    • Fraqueza muscular: sensação de pernas pesadas, perda de força e dificuldade para realizar atividades simples, como subir escadas ou levantar de uma cadeira;
    • Maior facilidade para infecções: a deficiência pode prejudicar o funcionamento do sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a gripes, resfriados e outras infecções respiratórias.

    O que fazer para aumentar a vitamina D?

    A principal forma de aumentar os níveis de vitamina D é por meio da exposição regular ao sol, já que a pele produz naturalmente o hormônio quando entra em contato com a radiação UVB.

    O recomendado é tomar sol por cerca de 15 a 20 minutos, de duas a três vezes por semana, com braços e pernas expostos e sem protetor solar durante o curto período, sempre respeitando a orientação médica e evitando os horários de maior intensidade da radiação.

    A alimentação também contribui para manter níveis adequados de vitamina D, mas responde por apenas cerca de 10% da quantidade que o organismo precisa. Os alimentos mais ricos no nutriente incluem peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de gema de ovo, fígado, cogumelos e alimentos fortificados, como alguns tipo de leite e cereais.

    Quando a suplementação é necessária?

    A suplementação de vitamina D é recomendada quando os exames de sangue comprovam que os níveis estão abaixo do ideal e quando o paciente apresenta fatores de risco que dificultam a produção natural do nutriente por meio da exposição ao sol.

    Mesmo sem sintomas, algumas pessoas podem ter maior dificuldade para sintetizar a vitamina D, como:

    • Idosos;
    • Pessoas obesidade;
    • Gestantes;
    • Quem passa a maior parte do tempo em ambientes fechados;
    • Pacientes com doenças que prejudicam a absorção de gorduras, como doença celíaca, doença de Crohn e algumas doenças hepáticas e renais.

    Em todos os casos, a suplementação deve ser indicada por um médico, que pode definir a dose e o tempo de tratamento de acordo com os resultados dos exames e as necessidades de cada paciente.

    A automedicação não é recomendada, pois o excesso de vitamina D pode causar intoxicação, aumentar os níveis de cálcio no sangue e aumentar o risco de complicações, como cálculos renais e alterações cardiovasculares.

    Confira: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o exame que detecta a falta de vitamina D?

    É o exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D.

    2. Qual o valor ideal de vitamina D no sangue?

    Para a população geral saudável, valores acima de 20 ng/mL são adequados. Para idosos, gestantes e pessoas com doenças ósseas, o ideal é estar acima de 30 ng/mL

    3. Quem tem pele negra precisa de mais tempo ao sol?

    Sim. Como a alta concentração de melanina funciona como um filtro natural, a pele negra absorve menos os raios ultravioleta, precisando de um tempo de exposição um pouco maior.

    4. Tomar sol pela janela de vidro ajuda a produzir vitamina D?

    Não. O vidro dos carros e das janelas bloqueia os raios UVB, que são justamente os raios necessários para o corpo sintetizar o nutriente.

    5. Quanto tempo demora para normalizar a vitamina D com suplemento?

    Normalmente, leva entre 6 a 12 semanas de suplementação correta para que os níveis no sangue voltem ao patamar ideal, dependendo da dose prescrita.

    6. Qual a diferença entre vitamina D2 e D3?

    A vitamina D2 (ergocalciferol) é de origem vegetal, enquanto a vitamina D3 (colecalciferol) é de origem animal e produzida pela pele humana, sendo a forma mais eficiente e utilizada nos suplementos.

    7. Qual o melhor horário para tomar o suplemento de vitamina D?

    O ideal é tomar o suplemento junto ou logo após as principais refeições, como almoço ou jantar.

    Leia mais: Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

  • O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

    O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

    Para quem não gosta de usar óculos o tempo inteiro, as lentes de contato são uma alternativa extremamente prática e confortável para corrigir a visão no dia a dia. Só que, apesar de toda a facilidade, elas precisam de cuidados de higiene para prevenir problemas como irritações, alergias e infecções.

    Como as lentes ficam em contato direto com a superfície dos olhos durante várias horas, qualquer descuido facilita a entrada de bactérias, fungos e outros microrganismos. Em alguns casos, uma infecção pode evoluir rapidamente e causar lesões na córnea, precisando de um tratamento imediato para evitar complicações.

    O que não fazer ao usar lentes de contato?

    1. Dormir com as lentes (quando elas não são indicadas para uso noturno)

    Durante o sono, a quantidade de oxigênio que chega à córnea diminui naturalmente porque os olhos permanecem fechados. A presença da lente reduz ainda mais a oxigenação, aumentando o risco de ressecamento e favorecendo a proliferação de microrganismos.

    Mesmo as lentes aprovadas para uso noturno precisam do acompanhamento do oftalmologista, pois dormir com elas pode elevar a chance de infecções e inflamações na córnea.

    2. Tomar banho ou nadar (mar, piscina ou cachoeira)

    A água de chuveiros, piscinas, rios, cachoeiras e do mar pode conter bactérias, fungos e outros microrganismos, incluindo a Acanthamoeba, um protozoário capaz de causar uma infecção grave na córnea. As lentes também podem absorver parte da água e reter os microrganismos em contato direto com os olhos, aumentando o risco de complicações.

    3. Lavar as lentes ou o estojo com água da torneira

    A água da torneira, mesmo tratada para o consumo, não é estéril e pode conter microrganismos que contaminam as lentes e o estojo. Por isso, tanto a limpeza das lentes quanto a higienização do estojo devem ser feitas apenas com soluções específicas recomendadas para lentes de contato.

    4. Usar soro fisiológico ou saliva para higienizar as lentes

    O soro fisiológico não possui ação desinfetante e, sozinho, não elimina bactérias, fungos ou outros microrganismos presentes na superfície das lentes. Já a saliva contém diversas bactérias da boca que podem causar infecções oculares.

    A limpeza deve ser feita exclusivamente com soluções próprias para lentes de contato, desenvolvidas para limpar, desinfetar e conservar o material com segurança.

    5. Não lavar as mãos antes de manusear as lentes

    As mãos carregam naturalmente bactérias, vírus, fungos, gordura e resíduos do dia a dia. Ao colocar ou retirar as lentes sem lavar bem as mãos, você aumenta muito a chance de contaminação dos olhos. O ideal é usar água e sabonete, enxaguar completamente e secar as mãos com uma toalha limpa que não solte fiapos antes de tocar nas lentes.

    6. Compartilhar lentes de contato

    As lentes são de uso totalmente individual, então você não deve emprestar ou experimentar as lentes de outra pessoa, pois isso pode facilitar a transmissão de bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos que podem causar infecções oculares. Além disso, cada lente é adaptada ao grau, ao formato da córnea e às necessidades específicas de cada usuário.

    7. Usar as lentes além do prazo de descarte

    Todas as lentes de contato possuem um tempo de uso definido pelo fabricante, seja diário, quinzenal ou mensal. Se você ultrapassar o período recomendado, o material começa a se desgastar e a acumular proteínas, gordura, resíduos e microrganismos que não são totalmente removidos durante a limpeza.

    Como consequência, aumenta o risco de irritações, allergies, ressecamento, diminuição da oxigenação da córnea e infecções oculares.

    8. Colocar as lentes depois de se maquiar

    O ideal é colocar as lentes antes de iniciar a maquiagem e retirá-las antes de remover os produtos do rosto. Quando a maquiagem é aplicada primeiro, partículas de sombra, delineador, lápis ou máscara de cílios podem ficar presas entre a lente e a superfície do olho, causando irritação, sensação de corpo estranho e até pequenas lesões na córnea.

    Também é importante evitar aplicar maquiagem na linha interna dos olhos para reduzir o risco de contaminação das lentes.

    Quais sinais indicam que algo está errado?

    Se qualquer um dos sintomas aparecer, a orientação é retirar imediatamente as lentes e procurar um oftalmologista:

    • Dor nos olhos;
    • Vermelhidão intensa;
    • Sensação de areia ou corpo estranho;
    • Ardência persistente;
    • Lacrimejamento excessivo;
    • Sensabilidade à luz;
    • Visão embaçada;
    • Secreção ocular.

    Também é importante não se automedicar com colírios que já estejam em casa, pois o uso inadequado de medicamentos, especialmente aqueles que contêm corticoides, pode mascarar os sintomas ou agravar infecções causadas por fungos ou amebas.

    O diagnóstico realizado pelo oftalmologista, por meio do exame de biomicroscopia, permite identificar a causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que normalmente inclui colírios específicos e a suspensão do uso das lentes até a recuperação completa dos olhos.

    Como cuidar das lentes do jeito certo?

    Uma rotina simples de higiene ajuda a evitar infecções, aumenta a durabilidade das lentes e garante mais conforto durante o uso. Veja a alguns cuidados para adotar no dia a dia:

    • Lavar e secar bem as mãos: use água e sabonete líquido neutro antes de tocar nas lentes e seque as mãos com papel-toalha ou uma toalha que não solte fiapos;
    • Friccionar e enxaguar as lentes: coloque a lente na palma da mão com algumas gotas de solução multiuso e esfregue delicadamente com a ponta do indicador por 20 segundos antes do enxágue final;
    • Trocar o líquido do estojo diariamente: jogue fora toda a solução antiga após colocar as lentes, lave o estojo com o produto de limpeza e deixe-o secar de cabeça para baixo;
    • Substituir o estojo a cada três meses: troque o recipiente de armazenamento regularmente para evitar o acúmulo invisível de bactérias e fungos na superfície do plástico;
    • Limitar o tempo de uso diário: use as lentes por no máximo 10 a 12 horas seguidas, retirando o acessório ao chegar em casa para garantir a oxigenação correta da córnea.

    Além dos cuidados, mantenha consultas periódicas com o oftalmologista. Mesmo quando não há sintomas, o acompanhamento permite avaliar a adaptação das lentes, verificar a saúde da córnea e identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer a visão.

    Perguntas frequentes

    1. Posso usar colírio comum com a lente de contato?

    Não, os colírios comuns ou de venda livre podem conter conservantes que danificam o material da lente e causam irritação. Use apenas lágrimas artificiais e lubrificantes específicos para quem usa lentes.

    2. O que acontece se eu colocar a lente do avesso?

    A lente do avesso causa desconforto, sensação de olho arranhando, visão levemente embaçada e sai do lugar com facilidade ao piscar. Se notar os sinais, retire, limpe e inverta a posição.

    3. Grávidas podem usar lentes de contato normalmente?

    As alterações hormonais da gravidez podem diminuir a produção de lágrimas e modificar a curvatura da córnea, tornando o uso desconfortável. O uso não é proibido, mas deve ser avaliado pelo oftalmologista.

    4. Posso chorar usando lentes de contato?

    Sim. As lágrimas naturais não danificam as lentes, mas o excesso de líquido e o ato de esfregar os olhos durante o choro podem fazer com que a lente saia do lugar ou caia.

    5. Quanto tempo dura um estojo de lente de contato?

    O estojo deve ser trocado por um novo a cada 3 meses, pois o plástico acumula um biofilme microscópico de bactérias que não sai com a lavagem comum.

    6. Crianças podem usar lentes de contato?

    Sim, não há idade mínima biológica. A decisão depende da maturidade da criança para cumprir as regras rígidas de higiene e da orientação do oftalmologista.

    7. O que fazer se a lente rasgar um pedacinho?

    Descarte a lente imediatamente. Usar uma lente rasgada ou danificada, mesmo que o pedaço seja pequeno, causa arranhões e lesões severas na superfície da córnea.

    8. Posso usar lentes de contato gripado ou resfriado?

    O recomendado é evitar e priorizar os óculos, pois as secreções respiratórias aumentam a carga de bactérias nas mãos e o risco de contaminação ocular involuntária é maior.

  • Veja como cuidar do coração durante o tratamento do câncer 

    Veja como cuidar do coração durante o tratamento do câncer 

    O tratamento contra o câncer é uma batalha que envolve força, coragem e, muitas vezes, uma agenda cheia de consultas e exames. Mas existe um detalhe que não pode ficar de fora dessa rotina, que é o cuidado com o coração.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, que faz parte do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que alguns medicamentos e terapias contra o câncer podem afetar diretamente o coração. “Além disso, o próprio câncer e o estado inflamatório aumentam o risco de eventos cardiovasculares”, alerta.

    É por isso que é importante cuidar do coração durante o tratamento do câncer.

    Por que o tratamento do câncer pode afetar o coração

    O coração pode sofrer pelos efeitos colaterais de certos remédios e pela própria resposta do corpo ao câncer. Isso significa que, além de cuidar do tumor, é importante prevenir que o tratamento traga problemas para o coração.

    Tratamentos oncológicos que merecem atenção para o coração

    Algumas terapias têm maior potencial de afetar o coração, segundo o cardiologista. Veja quais são:

    • Quimioterápicos: como as antraciclinas, usadas no tratamento de vários tipos de câncer;
    • Medicamentos-alvo: como o trastuzumabe, muito utilizado no câncer de mama;
    • Imunoterapia: pode causar inflamação no músculo cardíaco;
    • Radioterapia no tórax: pode lesionar diretamente estruturas do coração, como pericárdio, artérias coronárias e músculo cardíaco.

    “Esses tratamentos podem causar danos temporários ou permanentes ao coração, por isso é importante o acompanhamento cardiológico nesses pacientes”, explica o médico.

    Principais riscos cardíacos durante o tratamento

    O cardiologista conta alguns problemas que podem surgir durante o tratamento contra um câncer:

    • Insuficiência cardíaca: geralmente pelo uso de remédios como antraciclinas e trastuzumabe;
    • Arritmias: pelo uso de remédios como platinas e taxanos;
    • Pressão alta: pelo uso de inibidores da tirosina kinase e inibidores fator de crescimento angiogênico;
    • Isquemia miocárdica: por conta do remédio 5 fluoruracila;
    • Miocardite: principalmente por conta da imunoterapia.

    Exames importantes antes, durante e depois do tratamento do câncer

    Para acompanhar a saúde do coração, o médico que acompanha a pessoa em tratamento de câncer poderá solicitar:

    • Ecocardiograma com strain
    • Eletrocardiograma
    • Biomarcadores cardíacos
    • Testes de função cardíaca

    O papel do cardio-oncologista

    Por conta de remédios para tratamento de câncer causarem danos ao coração, hoje, inclusive, existem médicos especializados em cardio-oncologia, aptos a lidar e tratar questões cardíacas em decorrência do câncer.

    Esse profissional trabalha junto com o oncologista para garantir a segurança do tratamento. “O cardio-oncologista avalia o risco cardiovascular, monitora a função cardíaca e intervém precocemente caso surjam efeitos colaterais. O objetivo é manter o tratamento oncológico com segurança cardíaca”, destaca Giovanni Henrique Pinto.

    É possível prevenir danos ao coração?

    Sim. O médico explica que ajustar doses, monitorar precocemente e usar remédios que possam proteger o coração, como betabloqueadores, IECA ou estatinas, pode reduzir o risco.

    O que o paciente pode fazer no dia a dia

    • Evitar o sedentarismo, mas sempre com orientação médica;
    • Controlar a pressão e o colesterol;
    • Ter uma alimentação equilibrada;
    • Avisar o médico sobre qualquer sintoma novo no coração;
    • Continuar o acompanhamento mesmo após o fim do tratamento.

    Confira: Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Perguntas frequentes sobre cuidar do coração no tratamento do câncer

    1. Todo tratamento contra o câncer afeta o coração?

    Não. Apenas alguns remédios e terapias têm mais risco de afetar o coração, mas todos devem ser monitorados.

    2. Posso continuar fazendo exercícios durante o tratamento?

    Sim, desde que com liberação médica e acompanhamento adequado.

    3. A radioterapia sempre causa problemas no coração?

    Não, mas quando feita na região do tórax, pode afetar estruturas cardíacas.

    4. É preciso continuar acompanhando o coração depois do tratamento do câncer?

    Sim. É preciso fazer acompanhamento até o médico cardiologista liberar.

    5. Remédios cardioprotetores têm efeitos colaterais?

    Podem ter, mas os benefícios muitas vezes superam os riscos, especialmente com acompanhamento médico.

    6. Cuidar do coração durante o tratamento atrapalha o combate ao câncer?

    Pelo contrário, o objetivo de cuidar do coração durante o tratamento do câncer é fazer com que ele seja feito com segurança.

    Veja mais: 8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

  • Desmaio: entenda causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Desmaio: entenda causas, o que fazer e quando procurar o médico

    O desmaio costuma assustar tanto quem passa pela situação quanto quem presencia. Ele pode acontecer em consequência de algo simples, como um susto, mas também ser sinal de problemas sérios de saúde. Por isso, saber identificar as possíveis causas e agir diante delas faz toda a diferença.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, explica que o desmaio é a perda súbita e transitória da consciência e da sustentação do corpo, o que provoca a queda. “Pode afetar tanto o homem como a mulher, e a incidência de desmaios aumenta com a idade”.

    O que é desmaio (síncope)?

    O desmaio não é uma doença, mas um sintoma. Na maior parte das vezes, ele acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro cai, mesmo que por alguns segundos. Geralmente, é rápido e a recuperação é completa, sem sequelas.

    Alguns sinais podem aparecer antes do episódio, como:

    • Palidez;
    • Tontura;
    • Náusea;
    • Visão turva.

    Principais causas de desmaio

    Segundo a cardiologista, o desmaio pode estar associado a uma variedade grande de causas. Veja abaixo as mais comuns.

    Causas benignas (mais frequentes)

    • Síndrome vasovagal: quando o nervo vago é ativado por dor intensa, calor, tosse, evacuação, emoção súbita;
    • Hipotensão ortostática: queda rápida da pressão arterial ao se levantar de repente;
    • Desidratação: quando a pessoa não se hidrata corretamente;
    • Hipoglicemia: queda de açúcar no sangue;
    • Anemia intensa: quando há poucos glóbulos vermelhos no sangue, o transporte de oxigênio para o cérebro diminui e pode causar desmaios;
    • Hemorragias: perda abrupta de sangue.

    Causas cardiovasculares

    • Arritmias: batimento irregular do coração;
    • Cardiomiopatias: doenças estruturais do coração;
    • Isquemia: obstrução das artérias coronárias.

    Causas neurológicas

    • Epilepsia;
    • Acidente vascular cerebral (AVC).

    Primeiros socorros: o que fazer em um desmaio

    1. Se você sentir que vai desmaiar

    “Primeiramente, caso você apresente sintomas como palidez, sudorese, sensação de fraqueza, o importante é rapidamente avisar quem estiver por perto do seu mal-estar, apoiar-se em algum lugar e, se possível, deitar e elevar as pernas.”, orienta a cardiologista.

    2. Se presenciar alguém desmaiando

    • Proteja a cabeça da pessoa;
    • Afrouxe roupas apertadas e retire acessórios no pescoço;
    • Eleve as pernas;
    • Se a consciência não voltar rapidamente, acione o atendimento médico.

    Quando procurar ajuda médica urgente

    É fundamental investigar a causa do desmaio, especialmente se:

    • Os episódios forem recorrentes;
    • Houver dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • O desmaio causar quedas ou traumas;
    • Acontecer com portadores de doenças cardíacas ou neurológicas.

    “Os desmaios podem ter riscos relacionados ao próprio evento, como quedas e traumas, ou à atividade que a pessoa estava realizando no momento, como dirigir ou operar máquinas”, alerta a cardiologista Juliana Soares.

    Como prevenir desmaios

    • Mantenha-se hidratado;
    • Evite ficar longos períodos sem comer;
    • Levante-se devagar após estar deitado ou sentado;
    • Vá ao médico para identificar e tratar condições de saúde associadas;
    • Converse com seu médico se os episódios forem frequentes.

    Veja também: Você sente tontura ao se levantar? Entenda o que são as disautonomias

    Perguntas frequentes sobre desmaio

    1. Desmaio é sempre perigoso?

    Não. Muitas vezes é causado por situações benignas, mas é importante investigar.

    2. Quanto tempo dura um desmaio?

    Normalmente, segundos ou poucos minutos, com recuperação completa.

    3. Posso morrer de desmaio?

    O desmaio em si não mata, mas pode ser sinal de doenças graves ou causar acidentes.

    4. Quando o desmaio indica problema no coração?

    Quando vem acompanhado de dor no peito, palpitações ou falta de ar.

    5. Desmaio e epilepsia são a mesma coisa?

    Não. A epilepsia é uma condição neurológica específica que pode causar perda de consciência, mas desmaio não é a mesma coisa que epilepsia.

    Veja também: Epilepsia em adultos: como ela se manifesta e quem está em risco

  • Unha encravou? Saiba como prevenir e tratar o incômodo no pé

    Unha encravou? Saiba como prevenir e tratar o incômodo no pé

    Quem já passou pela experiência de dar um passo e sentir uma dor aguda e latejante no dedão do pé sabe o quão limitante pode ser uma unha encravada. O quadro, também chamado de onicocriptose, aparece quando a borda da unha cresce e penetra na pele ao redor, provocando dor, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, até infecção.

    Se a unha encravada não recebe os cuidados necessários, a condição pode evoluir rapidamente, tornando atividades rotineiras extremamente desconfortáveis, como caminhar, praticar exercícios, usar sapatos fechados ou até permanecer em pé.

    Em situações mais avançadas, a região pode ficar bastante sensível ao toque, apresentar secreção e desenvolver uma inflamação persistente, o que aumenta o risco de complicações.

    Afinal, por que a unha encrava?

    A unha encravada pode surgir por diferentes motivos, mas, na maioria das vezes, está relacionada à forma como as unhas são cortadas e aos hábitos do dia a dia.

    Em vez de crescer em linha reta para a frente, a lateral da unha começa a crescer para os lados, curvando-se e rompendo a barreira da pele ao redor. O corpo entende aquela borda da unha como um agente agressor e desencadeia uma resposta inflamatória na tentativa de proteger a região.

    Entre algumas das possíveis causas da unha encravada, é possível destacar:

    1. Corte incorreto das unhas

    O hábito de arredondar os cantos das unhas ou cortá-las curtas demais é a principal causa da unha encravada. O espaço deixado nas laterais acaba sendo ocupado pela pele e, quando a unha cresce novamente, pode penetrar na região e provocar inflamação.

    2. Uso de sapatos apertados ou de bico fino

    Os calçados muito justos, como tênis apertados, chuteiras e sapatos de bico fino, exercem uma pressão constante sobre os dedos dos pés. A compressão faz com que a unha seja empurrada contra a pele, favorecendo o encravamento e aumentando o desconforto durante a caminhada ou a prática de atividades físicas.

    3. Predisposição genética

    As unhas naturalmente mais largas, espessas ou curvadas apresentam maior probabilidade de crescer em direção à pele. O formato dos dedos também pode influenciar no surgimento do problema, tornando algumas pessoas mais propensas a desenvolver episódios recorrentes de unha encravada ao longo da vida.

    4. Traumas nos pés

    As pancadas, os pisões e os impactos repetitivos podem alterar a forma como a unha cresce. Em alguns casos, a lesão afeta a estrutura da unha e faz com que ela passe a crescer de maneira irregular, aumentando o risco de penetração na pele.

    A situação é comum em pessoas que praticam esportes de corrida, saltos ou mudanças frequentes de direção.

    5. Excesso de suor

    O suor excessivo mantém a pele ao redor das unhas constantemente úmida e mais sensível. A região fica mais macia e vulnerável, facilitando a entrada da borda da unha na pele. Além de favorecer o encravamento, a condição também pode aumentar o risco de irritações e infecções locais.

    Sintomas de que a unha está infeccionada

    Quando a unha encrava e rompe a pele, a região fica vulnerável à entrada de bactérias. Para identificar se o quadro evoluiu para uma infecção, fique atento aos seguintes sinais:

    • Dor muito intensa e latejante, mesmo quando você não está caminhando ou tocando no dedo;
    • Vermelhidão intensa que começa a se espalhar ao redor do dedo;
    • Inchaço evidente e endurecimento da pele em volta da unha;
    • Presença de pus (secreção amarelada ou esverdeada) saindo do local;
    • Calor local, ou seja, o dedo afetado fica visivelmente mais quente que os outros;
    • Formação de carne esponjosa (granuloma piogênico), que é um tecido avermelhado que sangra facilmente;
    • Febre baixa ou calafrios em casos mais graves, quando a infecção começa a se espalhar pelo corpo.

    Como tratar a unha encravada em casa?

    É recomendado tratar a unha encravada em casa apenas se o local estiver apenas inflamado, com pouca dor e vermelhidão, e sem sinais de infecção. Mas, se você tiver diabetes ou problemas de circulação, o ideal é ir direto ao médico.

    Veja um passo a passo para aliviar o incômodo em casa:

    1. Faça um escalda-pés com água morna

    O escalda-pés ajuda a aliviar a dor, reduzir o inchaço e amolecer a unha e a pele ao redor da região afetada. O ideal é deixar o pé de molho em água morna por cerca de 15 a 20 minutos, de duas a três vezes ao dia. Algumas pessoas também optam por adicionar sal à água para aumentar a sensação de conforto durante o processo.

    2. Afaste a unha da pele com cuidado

    Após o escalda-pés, quando a pele estiver mais macia, é possível tentar levantar delicadamente a ponta da unha para reduzir a pressão sobre a pele. O procedimento deve ser feito com materiais limpos e sem forçar a região. Nunca tente cortar a parte encravada, pois pode piorar a situação.

    Caso você sinta muita dor, sangramento ou dificuldade para manipular a unha, o mais seguro é procurar atendimento profissional.

    3. Mantenha a região limpa e protegida

    A limpeza adequada ajuda a reduzir o risco de infecção e favorece a recuperação da pele lesionada. Após a higienização, a aplicação de produtos recomendados por um profissional de saúde pode ajudar a proteger a região.

    O uso de um curativo leve também pode ser útil para evitar o atrito com meias e calçados enquanto a área cicatriza.

    Quando é necessário ir ao médico ou podólogo?

    O acompanhamento profissional é necessário nas seguintes situações:

    • Sinais de infecção: presença de pus, dor intensa, vermelhidão que se espalha ou calor na região podem indicar infecção e exigem avaliação médica;
    • Diabetes ou problemas circulatórios: pequenas lesões podem evoluir para complicações mais graves;
    • Crescimento excessivo da pele: o surgimento de uma masa avermelhada, úmida e que sangra facilmente ao redor da unha indica um quadro mais avançado;
    • Problema recorrente: unhas que encravam com frequência podem estar relacionadas ao formato da unha ou do dedo e precisam de avaliação profissional;
    • Sem melhora após alguns dias: se a dor e o inchaço não melhorarem ou piorarem após 2 a 3 dias de cuidados em casa, procure atendimento médico.

    Dicas para prevenir que a unha encrave de novo

    É possível manter os pés saudáveis com a mudança de alguns hábitos simples no dia a dia, como:

    • Corte as unhas em linha reta: o correto é deixar a ponta da unha ligeiramente para fora da pele do dedo. Use uma lixa apenas para tirar as pontas afiadas que restarem, sem invadir as laterais;
    • Não corte as unhas curtas demais: quando a unha fica curta demais, a pele da ponta do dedo cria uma barreira. Ao crescer, a unha bate nessa pele e acaba perfurando-a. Deixe sempre uma pequena faixa branca visível;
    • Escolha sapatos confortáveis e do tamanho certo: evite usar sapatos de bico fino ou sapatos muito apertados no dia a dia. Dê preferência a calçados com espaço suficiente para mexer os dedos livremente. Para esportes de impacto, como corrida ou futebol, certifique-se de que o tênis é meio número maior;
    • Evite tirar a cutícula dos cantos dos dedos: a cutícula serve como uma barreira de proteção natural. Ao retirá-la excessivamente, principalmente nos cantos das unhas dos pés, você deixa a região desprotegida e mais propensa a inflamações que facilitam o problema;
    • Mantenha os pés sempre secos: a umidade constante amolece a pele e a torna mais frágil, facilitando a penetração da unha. Se você transpira muito nos pés, use meias de algodão, evite repetir o mesmo sapato dois dias seguidos e use talcos antissépticos;

    Se você tem um formato de unha naturalmente muito curvado ou já teve unha encravada várias vezes, vale manter um acompanhamento com o podólogo. Ele pode aplicar órteses, pequenos dispositivos que corrigem o formato da unha, para forçá-la a crescer do jeito certo.

    Leia mais: Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

    Perguntas frequentes

    1. Pode passar dipirona na unha encravada?

    A dipirona em gotas ou comprimido ajuda a aliviar a dor provocada pela unha encravada, pois é um analgésico. No entanto, aplicar a dipirona líquida diretamente sobre a unha inflamada não cura o problema e não trata a causa do encravamento ou da infecção.

    2. Quanto tempo demora para curar uma unha encravada inflamada?

    Em casos leves tratados precocemente em casa, o alívio e a melhora da inflamação costumam acontecer entre 3 e 7 dias.

    3. Pode colocar sal na unha encravada?

    Colocar sal refinado puro diretamente na ferida não é recomendado, pois causa ardência extrema e pode irritar ainda mais o tecido.

    4. Como funciona a cirurgia de unha encravada?

    A cirurgia mais comum é a cantoplastia, feita no consultório médico com anestesia local, no dedo. O médico remove apenas a lateral da unha que está encravando e destrói a matriz da unha naquele pedaço para que aquela borda nunca mais volte a crescer.

    5. O que fazer quando a unha do bebê encrava?

    As unhas dos bebês são muito finas e macias, mas podem encravar pelo uso de macacões com pés apertados ou meias justas. O tratamento caseiro consiste apenas em fazer compressas de água morna e deixar os pés livres. Nunca tente cortar ou cutucar a unha do bebê. Se houver vermelhidão, leve ao pediatra.

    6. Qual o melhor calçado para usar enquanto a unha está inflamada?

    Durante a fase aguda de dor e inflamação, o ideal é usar sapatos totalmente abertos, como chinelos ou sandálias de tiras largas, que não encostem no dedão.

    7. Tem problema colocar gelo na unha encravada?

    O gelo pode ser usado envolto em um pano limpo (nunca direto na pele) por 10 a 15 minutos para ajudar a reduzir o inchaço e anestesiar temporariamente a dor aguda após uma topada, por exemplo.

    Veja mais: Tontura: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

  • Vai viajar para um lugar alto? Saiba como evitar o mal de altitude

    Vai viajar para um lugar alto? Saiba como evitar o mal de altitude

    Viajar para cidades ou montanhas localizadas a mais de 2.500 metros de altitude pode proporcionar paisagens impressionantes, mas também representa um desafio para o organismo. Nesses locais, muitas pessoas desenvolvem o chamado mal de altitude, também conhecido como doença aguda da montanha ou, em alguns países andinos, soroche.

    Embora a maioria dos casos seja leve e melhore espontaneamente, algumas pessoas podem evoluir para complicações graves e potencialmente fatais caso os sintomas não sejam reconhecidos e tratados rapidamente.

    A boa notícia é que, com planejamento e alguns cuidados, a maior parte dos episódios pode ser evitada.

    O que é o mal de altitude?

    O mal de altitude é um conjunto de sintomas que surge quando uma pessoa sobe rapidamente para regiões de elevada altitude, sem dar tempo para que o organismo se adapte à menor disponibilidade de oxigênio.

    Os sintomas costumam aparecer entre 6 e 24 horas após a chegada ao local elevado, embora, em algumas pessoas, possam surgir ainda mais cedo.

    O que muda com o aumento da altitude?

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a quantidade de oxigênio no ar continua sendo praticamente a mesma, cerca de 21%. O que muda é a pressão atmosférica.

    Quanto maior a altitude:

    • Menor é a pressão do ar;
    • Menor é a pressão parcial de oxigênio;
    • Menos oxigênio entra na corrente sanguínea a cada respiração.

    Como consequência, o organismo passa a receber menos oxigênio do que está acostumado.

    Como o corpo tenta compensar?

    Nas primeiras horas após a chegada à altitude, o organismo ativa diversos mecanismos para aumentar o fornecimento de oxigênio aos tecidos.

    Entre eles estão:

    • Aumento da frequência respiratória;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Maior produção de urina para corrigir alterações do equilíbrio ácido-base;
    • Após alguns dias ou semanas, aumento da produção de glóbulos vermelhos.

    Essas adaptações fazem parte de um processo conhecido como aclimatação, fundamental para que o corpo consiga funcionar melhor em grandes altitudes.

    Em que altitude o risco aumenta?

    O risco aumenta conforme a altitude. De maneira geral:

    • Até 1.500 metros: o mal de altitude é incomum;
    • Entre 1.500 e 2.500 metros: pessoas mais sensíveis podem apresentar sintomas leves;
    • Acima de 2.500 metros: o risco aumenta significativamente;
    • Acima de 3.500 metros: o mal de altitude torna-se muito mais frequente, principalmente quando a subida é rápida.

    Locais como Cusco, no Peru, La Paz, na Bolívia, o Campo Base do Everest, no Nepal, e algumas estações de esqui podem expor turistas a esse risco.

    Quais são os sintomas?

    Os sintomas mais comuns incluem:

    • Dor de cabeça;
    • Cansaço intenso;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Náuseas;
    • Perda do apetite;
    • Tontura;
    • Dificuldade para dormir.

    A dor de cabeça é considerada um dos sintomas mais característicos e costuma surgir nas primeiras horas após a chegada à altitude.

    Quem tem maior risco?

    Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver o problema:

    • Subir rapidamente para grandes altitudes;
    • Dormir logo na primeira noite acima de 2.500 metros;
    • Ter apresentado mal de altitude em viagens anteriores;
    • Realizar esforço físico intenso logo após chegar;
    • Permanecer desidratado.

    Curiosamente, idade, condicionamento físico e prática regular de exercícios não protegem contra o mal de altitude. Ou seja, mesmo pessoas jovens e atletas podem desenvolver o problema.

    Quais são as complicações mais graves?

    Embora sejam raras, duas complicações exigem atendimento médico imediato.

    Edema cerebral de alta altitude (HACE)

    É a forma mais grave do comprometimento neurológico provocado pela altitude.

    Os sintomas são:

    • Dor de cabeça intensa;
    • Confusão mental;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Sonolência excessiva;
    • Alteração do nível de consciência.

    Sem tratamento, pode evoluir rapidamente para coma.

    Edema pulmonar de alta altitude (HAPE)

    Ocorre quando há acúmulo de líquido nos pulmões.

    Os sintomas são:

    • Falta de ar intensa, mesmo em repouso;
    • Tosse persistente;
    • Tosse com espuma rosada nos casos mais avançados;
    • Cansaço extremo;
    • Lábios arroxeados.

    Trata-se de uma emergência médica.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. Para isso, o médico leva em consideração:

    • A altitude atingida;
    • A velocidade da subida;
    • O tempo de aparecimento dos sintomas;
    • A presença de dor de cabeça associada a outros sintomas típicos.

    Na maioria dos casos, exames laboratoriais não são necessários. Quando há suspeita de complicações, podem ser solicitados exames de imagem e avaliação da oxigenação do sangue.

    Como prevenir o mal de altitude?

    A prevenção é muito mais eficaz do que tratar os sintomas depois que eles aparecem.

    1. Suba gradualmente

    Essa é a medida mais importante. Sempre que possível:

    • Evite dormir em altitudes muito elevadas logo no primeiro dia;
    • Faça a subida de forma progressiva;
    • Inclua dias de descanso durante viagens para altitudes muito elevadas.

    2. Evite esforço físico nas primeiras 24 a 48 horas

    O organismo precisa de tempo para iniciar o processo de aclimatação.

    Por isso, atividades intensas logo após a chegada aumentam o risco de desenvolver sintomas.

    3. Mantenha boa hidratação

    O ar em regiões de grande altitude costuma ser frio e seco, favorecendo uma maior perda de líquidos pela respiração.

    Manter uma hidratação adequada ajuda no processo de adaptação do organismo, embora beber água em excesso não previna o mal de altitude.

    4. Evite álcool e sedativos

    Essas substâncias podem:

    • Piorar a respiração durante o sono;
    • Favorecer a desidratação;
    • Dificultar a identificação precoce dos sintomas.

    5. Alguns medicamentos podem ser indicados

    Em pessoas com maior risco ou que precisarão subir rapidamente, o médico pode prescrever medicamentos preventivos.

    O mais utilizado é a acetazolamida, que acelera o processo de aclimatação. Em situações específicas, outros medicamentos, como a dexametasona, também podem ser indicados.

    Esses medicamentos devem ser utilizados apenas com orientação médica.

    O que fazer se os sintomas aparecerem?

    Se os sintomas forem leves, a recomendação é interromper a subida e permitir que o organismo tenha tempo para se adaptar.

    Nesses casos, o ideal é:

    • Suspender a subida;
    • Fazer repouso;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar esforço físico;
    • Utilizar analgésicos simples, quando indicados pelo médico.

    Na maioria das vezes, os sintomas melhoram em um ou dois dias.

    Quando é necessário descer imediatamente?

    A descida para uma altitude menor é a medida mais importante quando surgem sinais de gravidade. Ela deve ser realizada imediatamente se houver:

    • Falta de ar em repouso;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Tosse com secreção rosada;
    • Piora progressiva dos sintomas.

    Sempre que possível, também deve ser administrado oxigênio suplementar.

    Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares podem viajar para locais altos?

    Na maioria dos casos, sim. No entanto, é fundamental realizar uma avaliação médica antes da viagem.

    Pessoas com as seguintes condições podem precisar de um planejamento específico e, em alguns casos, de suplementação de oxigênio durante a viagem:

    • DPOC;
    • Asma grave;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Hipertensão pulmonar;
    • Doenças respiratórias crônicas.

    A orientação médica individualizada ajuda a reduzir riscos e permite que a viagem seja planejada com mais segurança.

    Veja também: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Perguntas frequentes sobre mal de altitude

    1. O que é o mal de altitude?

    É um conjunto de sintomas causado pela exposição rápida a locais de grande altitude, onde há menor disponibilidade de oxigênio para o organismo.

    2. A partir de que altitude ele pode acontecer?

    O risco aumenta principalmente acima de 2.500 metros e torna-se mais frequente acima de 3.500 metros.

    3. Pessoas bem condicionadas têm menor risco?

    Não. O bom condicionamento físico não protege contra o mal de altitude. Até mesmo atletas podem desenvolver a condição.

    4. Quais são os primeiros sintomas?

    Dor de cabeça, cansaço, náuseas, tontura, falta de ar aos esforços e dificuldade para dormir estão entre os sintomas mais comuns.

    5. Como posso prevenir?

    A melhor forma de prevenção é subir gradualmente, evitar esforço físico nos primeiros dias, manter boa hidratação e, quando indicado pelo médico, utilizar medicamentos preventivos.

    6. Quando a situação é uma emergência?

    Quando surgem sintomas como falta de ar em repouso, confusão mental, dificuldade para caminhar, sonolência excessiva ou tosse com secreção rosada. Nessas situações, a descida imediata e o atendimento médico são fundamentais.

    7. Existe tratamento?

    Sim. O tratamento depende da gravidade do quadro, mas pode incluir interromper a subida, fazer repouso, utilizar oxigênio quando disponível, recorrer a medicamentos em situações específicas e, nos casos moderados ou graves, descer para uma altitude menor. Essa continua sendo a medida mais importante para evitar complicações.

    Veja mais: Tontura: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

  • Creatina: conheça os benefícios, como tomar e cuidados importantes

    Creatina: conheça os benefícios, como tomar e cuidados importantes

    Ela já foi vista como “coisa de marombeiro”, mas hoje a creatina é estudada até como parceira da saúde do cérebro e do envelhecimento saudável. Produzida pelo próprio corpo e encontrada em alimentos como carne e peixe, essa substância ganhou fama por melhorar a performance nos treinos, mas os efeitos vão além.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, explica como a creatina age no organismo, quais são seus benefícios reais e o que você precisa saber antes de começar a suplementar.

    Como o corpo produz energia para se exercitar

    Para que a gente possa se mexer, pensar, respirar ou simplesmente existir, o corpo precisa de energia. Esse combustível vem dos alimentos: açúcares, proteínas e gorduras.

    “Os nutrientes provenientes da alimentação são transformados em pequenas moléculas no nosso organismo para que consigam ser absorvidos pelas células e se transformem em energia”, explica a cardiologista Juliana Soares.

    Durante o exercício, o que o corpo mais usa é o glicogênio, uma reserva de energia feita a partir da glicose, que é o açúcar presente nos alimentos. Ele é armazenado no fígado e nos músculos, e é essencial para atividades de intensidade alta, como correr ou levantar peso.

    “Estudos evidenciam que quanto maiores essas reservas, maior o tempo total de exercício até a exaustão”, afirma a cardiologista. E ela ainda reforça: é importante comer bem antes e depois do treino, combinando carboidratos com proteínas, para garantir energia e recuperar os músculos.

    O que é creatina e qual seu papel no corpo?

    A creatina é uma substância formada por três aminoácidos (metionina, glicina e arginina). Nosso corpo a produz naturalmente, principalmente no fígado, mas também conseguimos creatina ao comer carne vermelha, frango, peixe, ou por meio da suplementação.

    A creatina é importante no processo de geração de energia. “No processo de utilização do ATP (adenosina trifosfato) pelas células, a creatina atua ‘recarregando’ o ATP, permitindo que o músculo mantenha a energia e desempenhe suas funções”, explica a especialista.

    Portanto, o ATP é como uma bateria de energia das células, e a creatina ajuda a manter essa bateria sempre cheia. Isso, sem dúvida, faz diferença na performance física.

    “O corpo humano produz cerca de 1g de creatina diariamente, o que é uma quantidade considerada insuficiente para suprir as necessidades do organismo e permitir o seu pleno funcionamento”, conta a médica.

    “Para garantir níveis adequados e os benefícios da creatina é aconselhável seguir uma dieta que inclua diariamente alimentos e/ou suplementos ricos em creatina”, aconselha.

    Quais os benefícios da creatina?

    Além de aumentar a energia muscular, a creatina pode ser interessante para outras funcionalidades do organismo, inclusive para o cérebro.

    “Existe um outro tipo celular que muito se beneficia da creatina: os neurônios”, diz a médica. Os neurônios são células extremamente dinâmicas que demandam uma quantidade considerável de energia, que é fornecida na forma de ATP.

    “Quanto mais eficiente for o processo de utilização e reciclagem do ATP, maior será a ativação de funções neurais, como a cognição e a memória. Nesse contexto, a creatina desempenha um papel crucial na geração de energia cerebral, de forma semelhante ao que ocorre nos músculos”, detalha. “Além disso, tem ação antioxidante, podendo ter efeito neuroprotetor”.

    Outro benefício da creatina é para evitar a perda de músculos com a idade, a chamada sarcopenia. “Devido aos seus benefícios em relação à preservação da massa muscular, prevenção da sarcopenia e apoio às funções cognitivas, a população idosa também é aconselhada a utilizar, salvo contraindicações”, diz a médica.

    Como tomar creatina do jeito certo

    Aqui vai uma dúvida comum: tem jeito certo de tomar creatina? Tem, sim. A cardiologista orienta que a creatina, que geralmente é vendida em pó, seja diluída em alguma bebida com carboidrato, como um suco.

    “Estudos apontam que o consumo de creatina com glicose (proveniente carboidrato) eleva sua concentração nos músculos”. A dose ideal varia de 1,5 a 3 gramas por dia.

    E sobre o horário? “Estudos indicam que o horário em que o suplemento é consumido não influencia significativamente o desempenho físico ou a recuperação após os exercícios”.

    O segredo, segundo a médica, está na consistência. É o uso regular que faz efeito, e não o horário exato da ingestão.

    Quais são os riscos e efeitos colaterais da creatina?

    Embora seja um suplemento seguro, a creatina também pode causar efeitos colaterais, principalmente quando usada em doses altas.

    “Especialmente em doses elevadas, a ingestão de creatina pode causar náuseas e diarreia, bem como levar à retenção de líquido e inchaço, cãibras e desidratação”.

    O uso exagerado e prolongado pode sobrecarregar rins e fígado, e alguns grupos não devem usar esse suplemento:

    • Gestantes;
    • Mulheres que estão amamentando;
    • Crianças;
    • Pessoas com problemas nos rins.

    Por isso, é importante conversar com um médico ou nutricionista antes de começar a tomar o suplemento.

    Confira: Pode treinar com gripe? Saiba quanto tempo você deve esperar antes de voltar

    Perguntas frequentes sobre creatina

    1. Quem pode tomar creatina?

    Adultos saudáveis que desejam melhorar o desempenho físico ou proteger os músculos, desde que não tenham contraindicações.

    2. Creatina engorda ou retém líquido?

    Pode causar retenção de líquidos, mas isso não significa acúmulo de gordura, ou seja, não engorda.

    3. Posso tomar creatina todos os dias?

    Sim. O efeito da creatina vem do uso diário e consistente, dentro da dose recomendada.

    4. Qual a melhor forma de tomar creatina?

    Diluída em bebida com carboidrato, como suco, para melhorar a absorção.

    5. Existe melhor horário para tomar creatina?

    Não. O mais importante é manter a regularidade no consumo.

    6. Creatina faz mal para os rins?

    Em excesso e por tempo prolongado, pode sobrecarregar os rins.

    7. Idosos podem tomar creatina?

    Sim, e podem se beneficiar bastante, desde que não tenham contraindicações e estejam acompanhados por um profissional de saúde.

    Veja também: Quem tem problemas cardíacos pode fazer musculação? Cardiologista responde