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  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

  • O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    A citomegalovirose é uma infecção causada pelo citomegalovírus (CMV), um vírus bastante comum que pertence à família dos herpesvírus, a mesma do herpes simples e do vírus da varicela.

    Apesar de o nome parecer desconhecido para muitas pessoas, a infecção é bastante frequente. Estimativas indicam que grande parte da população entra em contato com o vírus ao longo da vida.

    Na maioria dos casos, a infecção passa despercebida e não causa sintomas importantes. Ainda assim, existem situações específicas em que a citomegalovirose merece mais atenção. Entenda mais abaixo.

    O que é o citomegalovírus?

    O citomegalovírus é um vírus que pode infectar diferentes células do organismo.

    Depois da primeira infecção, o vírus permanece no corpo em estado latente, ou seja, inativo. Isso é semelhante ao que acontece com outros vírus da família herpes.

    Na maioria das pessoas saudáveis, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle.

    Como ocorre a transmissão?

    O citomegalovírus pode ser transmitido por contato com fluidos corporais, como:

    • Saliva;
    • Urina;
    • Sangue;
    • Secreções genitais;
    • Leite materno.

    A transmissão pode ocorrer, por exemplo, em situações de:

    • Contato próximo entre pessoas;
    • Relações sexuais;
    • Transfusão de sangue;
    • Transplante de órgãos;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez.

    Quais são os sintomas da citomegalovirose?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa sintomas. Quando aparecem, os sinais podem ser semelhantes aos de uma gripe ou mononucleose.

    Sintomas mais comuns

    Entre os sintomas possíveis estão:

    • Febre;
    • Cansaço;
    • Dor de garganta;
    • Aumento de gânglios (ínguas);
    • Dores musculares.

    Esses sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

    Infecção silenciosa

    Muitas pessoas descobrem que já tiveram contato com o vírus apenas por meio de exames laboratoriais.

    Isso acontece porque a infecção frequentemente ocorre sem sintomas perceptíveis, ou se parece com um resfriado comum.

    Quem deve se preocupar mais com a citomegalovirose?

    Embora geralmente seja uma infecção leve, algumas pessoas precisam de atenção especial.

    Gestantes

    A infecção por citomegalovírus durante a gravidez pode ser transmitida para o bebê.

    Em alguns casos, isso pode causar citomegalovirose congênita, que pode levar a complicações como:

    • Perda auditiva;
    • Problemas neurológicos;
    • Atraso no desenvolvimento.

    Por isso, gestantes devem receber orientação médica sobre prevenção.

    Pessoas com imunidade comprometida

    Pessoas com sistema imunológico enfraquecido podem desenvolver formas mais graves da doença.

    Isso envolve:

    • Pacientes transplantados;
    • Pessoas em tratamento oncológico;
    • Pessoas vivendo com HIV avançado.

    Nesses casos, o vírus pode afetar órgãos como pulmões, olhos e trato gastrointestinal.

    Recém-nascidos

    Bebês infectados durante a gestação podem apresentar sintomas ao nascer ou desenvolver complicações posteriormente.

    Por isso, o acompanhamento pediátrico é importante quando há suspeita de infecção.

    Como prevenir a infecção?

    Não existe vacina disponível para o citomegalovírus.

    Algumas medidas simples podem reduzir o risco de transmissão:

    • Lavar as mãos com frequência;
    • Evitar compartilhar utensílios;
    • Ter cuidado com contato com secreções de crianças pequenas;
    • Adotar práticas sexuais seguras.

    Essas medidas são especialmente importantes para gestantes.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a citomegalovirose não requer tratamento específico. O organismo costuma controlar o vírus naturalmente.

    Em casos mais graves, principalmente em pacientes imunossuprimidos, podem ser utilizados medicamentos antivirais específicos.

    Veja mais: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

    Perguntas frequentes sobre citomegalovirose

    1. Citomegalovirose é comum?

    Sim. Muitas pessoas entram em contato com o vírus ao longo da vida.

    2. A infecção sempre causa sintomas?

    Não. Muitas vezes é assintomática.

    3. Citomegalovírus é perigoso?

    Para pessoas saudáveis geralmente não, mas pode ser preocupante na gravidez e em pessoas imunossuprimidas.

    4. Existe vacina contra citomegalovírus?

    Atualmente não há vacina disponível.

    5. Como saber se já tive citomegalovírus?

    Exames de sangue podem detectar anticorpos contra o vírus.

    6. A infecção pode voltar?

    O vírus pode permanecer latente no organismo e reativar em algumas situações.

    7. Gestantes devem fazer exames para citomegalovírus?

    A avaliação depende da orientação médica e do contexto clínico.

    Confira: 9 mitos e verdades sobre analgesia de parto normal (e quando ela é indicada)

  • Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    A ostomia é um procedimento cirúrgico que pode gerar dúvidas e inseguranças, especialmente quando surge como parte do tratamento de uma doença. No entanto, em muitos casos, ela é essencial para preservar a saúde e permitir a recuperação do organismo.

    De forma simples, a ostomia cria uma nova via para eliminação de fezes ou urina quando o trajeto natural não pode ser utilizado. Abaixo você vai entender como ela funciona e em quais situações é indicada.

    O que é a ostomia

    A ostomia é uma cirurgia que cria uma comunicação entre um órgão interno e a superfície da pele.

    • Nas ostomias intestinais, permite a saída de fezes diretamente para uma bolsa coletora;
    • Nas ostomias urinárias, permite a drenagem da urina quando o sistema urinário não funciona adequadamente.

    Essa abertura é chamada de estoma e fica conectada a uma bolsa que coleta o conteúdo eliminado.

    Tipos mais comuns de ostomia

    Existem diferentes tipos de ostomia, dependendo do órgão envolvido.

    1. Colostomia

    A colostomia é feita a partir do intestino grosso.

    • Permite a eliminação das fezes pelo abdome;
    • A consistência das fezes varia conforme a região do intestino utilizada.

    2. Ileostomia

    A ileostomia é realizada a partir do intestino delgado.

    • O conteúdo eliminado tende a ser mais líquido;
    • Isso ocorre porque não passa pelo intestino grosso, onde há absorção de água.

    3. Urostomia

    A urostomia é indicada quando o sistema urinário não consegue funcionar normalmente.

    • A urina passa a ser eliminada por uma abertura no abdômen;
    • É coletada por uma bolsa externa.

    Em quais casos a ostomia é necessária

    A ostomia pode ser indicada em diferentes situações médicas.

    As principais são:

    • Câncer colorretal ou de bexiga;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa;
    • Diverticulite complicada;
    • Perfuração intestinal;
    • Traumas abdominais graves;
    • Malformações congênitas.

    Em muitos casos, o objetivo é proteger o organismo ou permitir a recuperação após uma cirurgia.

    A ostomia é permanente?

    Nem sempre.

    1. Ostomia temporária

    • Utilizada para proteger o intestino após cirurgia;
    • Permite cicatrização adequada;
    • Pode ser revertida posteriormente.

    2. Ostomia permanente

    • Indicada quando não é possível restabelecer o trajeto natural;
    • Pode ocorrer após retirada definitiva de parte do intestino ou da bexiga.

    A decisão depende da condição de base e da avaliação médica.

    Como é viver com uma ostomia

    Apesar do impacto inicial, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa e com qualidade.

    Com orientação adequada, é possível:

    • Aprender a cuidar da bolsa coletora;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física;
    • Retomar atividades sociais e profissionais.

    O acompanhamento com equipe especializada, incluindo enfermeiros estomaterapeutas, é fundamental.

    Confira: 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    Perguntas frequentes sobre ostomia

    1. O que é uma bolsa de ostomia?

    É um dispositivo que coleta fezes ou urina eliminadas pelo estoma.

    2. Toda ostomia é permanente?

    Não. Muitas são temporárias e podem ser revertidas.

    3. Quem tem ostomia pode ter vida normal?

    Sim. Com cuidados adequados, é possível retomar atividades do dia a dia.

    4. A bolsa precisa ser trocada com frequência?

    Sim. A troca regular evita irritações e mantém a higiene.

    5. É possível fazer exercícios físicos?

    Na maioria dos casos, sim, após liberação médica.

    6. A alimentação muda?

    Pode haver adaptações, principalmente no início.

    7. Quem orienta os cuidados?

    Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros especializados.

    Veja mais: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Nos dias em que as temperaturas disparam e o calor fica difícil de suportar, é comum recorrer ao uso do ar-condicionado para deixar a casa mais agradável. Mas, para pessoas que convivem com rinite, asma ou sinusite, o alívio pode vir acompanhado de sintomas como espirros, coceira no nariz e a sensação de garganta seca.

    De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, o ar-condicionado, por si só, não causa alergia, mas algumas condições relacionadas ao uso do aparelho podem favorecer a irritação das vias respiratórias, principalmente em pessoas mais sensíveis, desde a falta de limpeza até a baixa umidade do ambiente. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o ar-condicionado causa ou piora a alergia?

    O uso do ar-condicionado pode piorar os sintomas alérgicos em algumas pessoas, principalmente quando existem fatores ambientais que favorecem a irritação das vias respiratórias, como:

    • Acúmulo de poeira, ácaros e fungos nos filtros do aparelho, principalmente quando a limpeza não é feita com regularidade;
    • Ar mais seco, que pode irritar o nariz e a garganta e provocar desconforto nas vias respiratórias;
    • Exposição ao ar frio, que pode desencadear broncoespasmo em pessoas com asma.

    Na maioria das vezes, o problema está na falta de manutenção adequada do ar-condicionado.

    “Sociedades médicas como ASBAI, AAAAI e ACAAI reforçam que sistemas de climatização podem até melhorar a qualidade do ar quando bem mantidos. Entretanto, quando negligenciados, passam a atuar como reservatórios de alérgenos”, complementa Brianna.

    Falta de manutenção podem acumular poeira, ácaros e fungos

    Quando a limpeza do ar-condicionado não é realizada com regularidade, a poeira presente no ambiente tende a ficar retida nos filtros do aparelho. Com o passar do tempo, aquele material acumulado pode se transformar em um local favorável para a presença de ácaros, fungos e outras partículas microscópicas.

    Quando o aparelho é ligado, as partículas podem circular novamente pelo ambiente e ser inaladas, o que pode irritar as vias respiratórias e desencadear sintomas alérgicos, como espirros, coceira no nariz, coriza e congestão nasal.

    De acordo com Brianna, os ácaros vivam principalmente em colchões e tecidos, mas seus alérgenos podem estar presentes na poeira doméstica que acaba sendo retida nos filtros. “Além disso, sistemas de climatização mal higienizados podem favorecer o crescimento de fungos, aumentando a liberação de esporos no ambiente”, esclarece a alergista.

    O ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias?

    O ar seco é um dos principais fatores de irritação para as vias respiratórias, afetando especialmente quem já possui sensibilidade ou doenças crônicas.

    Segundo o Global Initiative for Asthma (GINA), a exposição ao ar mais frio pode provocar broncoconstrição, que é o estreitamento dos brônquios, levando a sintomas como tosse, chiado no peito e falta de ar em pessoas com asma.

    A reação acontece porque o resfriamento das vias aéreas provoca alterações fisiológicas que favorecem a liberação de mediadores inflamatórios.

    Já nos quadros de rinite, Brianna explica que o problema costuma estar mais relacionado ao ressecamento da mucosa nasal. O ar mais seco pode irritar o interior do nariz, provocar sensação de ardência e aumentar a congestão nasal, além de favorecer sintomas como coceira e espirros.

    Por isso, quando o ar-condicionado é utilizado com temperaturas muito baixas ou por períodos prolongados, o desconforto respiratório pode se tornar mais frequente.

    Existe uma temperatura ideal para quem tem alergia respiratória?

    Não existe uma temperatura considerada ideal para prevenir as crises alérgicas. O mais importante é evitar temperaturas muito baixas e mudanças bruscas, que podem irritar as vias respiratórias.

    Segundo as orientações das sociedades médicas, também é importante manter a umidade relativa do ar entre 30% e 50%. Níveis muito baixos podem ressecar o nariz e a garganta, enquanto níveis muito altos favorecem o crescimento de mofo.

    Na prática, temperaturas entre 22 °C e 25 °C costumam ser consideradas mais confortáveis para pessoas com alergia respiratória, pois ajudam a evitar o ressecamento do ar e reduzem a irritação das vias aéreas.

    Como fazer a manutenção correta do ar-condicionado?

    A manutenção correta do ar-condicionado envolve alguns cuidados periódicos, como aponta Brianna:

    • Realizar a limpeza quinzenal dos filtros, já que aquela é a parte do aparelho onde a poeira costuma se acumular com mais facilidade;
    • Trocar os filtros quando necessário, de acordo com a recomendação do fabricante do equipamento;
    • Fazer a manutenção técnica com um profissional, de forma regular, para verificar o funcionamento do sistema e realizar a higienização interna do aparelho;
    • Inspecionar o aparelho para identificar sinais de umidade ou mofo, que podem favorecer o crescimento de fungos e a liberação de esporos no ambiente.

    Além da manutenção do equipamento, também é importante manter o ambiente da casa limpo e ventilado, o que ajuda a reduzir a presença de partículas que podem desencadear sintomas alérgicos.

    Ventilador é melhor para quem tem alergia?

    Diferente do ar-condicionado, o ventilador não filtra o ar, apenas movimenta o que já está presente no ambiente. Segundo Brianna, quando existe poeira acumulada no ambiente, o ventilador pode ressuspender partículas alergênicas, como poeira e ácaros, aumentando a exposição das vias respiratórias e favorecendo sintomas alérgicos.

    Já o ar-condicionado, quando recebe manutenção adequada, pode ajudar a reduzir a entrada de partículas externas e contribuir para uma melhor qualidade do ar no ambiente interno.

    Por isso, para pessoas com alergia respiratória, o factor mais importante não costuma ser o tipo de aparelho, mas sim a limpeza, a manutenção e o controle da qualidade do ar no ambiente.

    Veja também: Por que algumas pessoas têm alergia e outras não? Alergista explica

    Perguntas frequentes

    1. Por que sinto o nariz entupido ao ligar o aparelho?

    O ar-condicionado retira a umidade do ambiente. Para tentar compensar o ressecamento, as mucosas nasais inflamam e produzem mais muco, gerando a sensação de entupimento (congestão).

    2. O uso de umidificador junto com o ar-condicionado ajuda?

    Sim, o umidificador ajuda a repor a umidade que o ar-condicionado retira, evitando o ressecamento da garganta e do nariz.

    3. Como saber se o meu ar-condicionado está sujo?

    Sinais comuns incluem odor de mofo ao ligar, espirros imediatos após o acionamento, demora para resfriar e ruídos anormais.

    4. Crianças e bebês podem ficar no ar-condicionado?

    Sim, mas a atenção deve ser redobrada com a hidratação nasal (soro fisiológico) e a temperatura, que não deve baixar de 24°C.

    5. Qual a diferença entre alergia ao ar e sensibilidade ao frio?

    A “alergia” geralmente é aos ácaros e fungos presentes no aparelho. A sensibilidade ao frio (rinite vasomotora) é uma reação física do corpo à temperatura baixa.

    6. Filtro HEPA funciona para alérgicos?

    Sim! Filtros do tipo HEPA (High Efficiency Particulate Air) são capazes de reter até 99,9% das impurezas, incluindo ácaros e pólen, sendo a melhor escolha para quem tem crises frequentes de asma ou rinite.

    7. Posso usar óleos essenciais no ar-condicionado para melhorar a respiração?

    Não é recomendado pingar óleos diretamente no filtro ou no aparelho, pois isso pode danificar o equipamento e proliferar fungos. O ideal é usar um difusor à parte no ambiente.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

  • Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    A cirurgia bariátrica é um passo importante no tratamento da obesidade e pode trazer benefícios significativos para a saúde. No entanto, o resultado do procedimento depende não apenas da cirurgia, mas também dos cuidados adotados no período de recuperação.

    O pós-operatório da cirurgia bariátrica envolve mudanças na alimentação, no estilo de vida e no acompanhamento com profissionais de saúde. Entenda como funciona essa fase para tornar a adaptação mais segura e tranquila.

    Como é o tempo de internação após a cirurgia

    A maioria das cirurgias bariátricas é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que favorece recuperação mais rápida.

    De forma geral:

    • O tempo de internação costuma variar entre 1 e 3 dias, podendo ser maior em caso de complicações;
    • A alta hospitalar ocorre após avaliação médica e boa tolerância à ingestão de líquidos.

    Durante esse período, a equipe acompanha sinais vitais, dor, hidratação e o início da alimentação líquida.

    Primeiros dias após a cirurgia bariátrica

    Nos primeiros dias, o organismo passa por um processo de adaptação.

    Alguns sintomas comuns incluem:

    • Cansaço;
    • Sensação de saciedade rápida;
    • Leve desconforto abdominal;
    • Redução do apetite.

    A movimentação leve, como pequenas caminhadas, costuma ser incentivada para ajudar na recuperação, por isso é importante seguir as recomendações médicas.

    Como é a alimentação após a cirurgia bariátrica

    A alimentação é uma das principais mudanças após a cirurgia bariátrica.

    Ela é dividida em fases para permitir adaptação gradual.

    1. Fase líquida

    Nos primeiros dias do pós-operatório da cirurgia bariátrica:

    • Água;
    • Caldos coados;
    • Gelatina sem açúcar;
    • Bebidas proteicas específicas.

    Essa fase costuma durar cerca de 1 a 2 semanas.

    2. Fase pastosa

    Na sequência, são introduzidos alimentos pastosos:

    • Purês de legumes;
    • Iogurtes naturais;
    • Sopas batidas;
    • Alimentos macios e triturados.

    Essa etapa facilita a adaptação do sistema digestivo.

    3. Retorno progressivo à alimentação sólida

    Com o tempo:

    • Mastigar bem os alimentos;
    • Comer devagar;
    • Fazer refeições em pequenas quantidades.

    Esses cuidados ajudam a evitar desconfortos.

    Cuidados importantes nos primeiros meses após a cirurgia bariátrica

    Além da alimentação, alguns cuidados são muito importantes:

    • Acompanhamento médico e nutricional feito com regularidade;
    • Uso de suplementos vitamínicos e minerais, quando indicado;
    • Prática gradual de atividade física após liberação médica;
    • Manter hidratação adequada;
    • Evitar bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.

    Essas medidas ajudam a garantir perda de peso saudável e reduzir riscos.

    Importância do acompanhamento multidisciplinar

    O acompanhamento com diferentes profissionais é essencial após a cirurgia.

    Entre eles:

    • Médico cirurgião;
    • Nutricionista;
    • Psicólogo ou psiquiatra;
    • Educador físico.

    Esse suporte contribui para adaptação às mudanças e manutenção dos resultados.

    Leia também: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica

    1. Quando é possível voltar às atividades normais?

    Atividades leves podem ser retomadas em algumas semanas, conforme orientação médica.

    2. A alimentação muda muito após a cirurgia?

    Sim. Após a cirurgia bariátrica há uma progressão de fases até o retorno aos alimentos sólidos.

    3. É necessário tomar vitaminas depois de fazer a cirurgia bariátrica?

    Sim. Em muitos casos, suplementos são necessários para evitar deficiências. O médico ou nutricionista são os profissionais mais indicados para essa prescrição.

    4. É normal sentir saciedade rapidamente?

    Sim. O novo tamanho do estômago reduz a quantidade de alimento tolerada.

    5. Quando posso voltar a fazer exercícios?

    Atividades leves são liberadas gradualmente, conforme avaliação médica.

    6. O acompanhamento médico é por quanto tempo?

    O acompanhamento costuma ser contínuo, especialmente nos primeiros anos.

    Veja mais: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Após mais de uma década de desenvolvimento, a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está disponível em cidades selecionadas, como Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025.

    Desenvolvida totalmente no Brasil, a vacina, chamada Butantan-DV, utiliza vírus vivos atenuados (versões enfraquecidas do vírus) para estimular o sistema imunológico a se proteger contra a doença. O imunizante foi projetado para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

    É o primeiro imunizante do mundo com dose única, o que pode facilitar a adesão da população e ampliar a cobertura das campanhas de vacinação.

    A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e, segundo projeções do Ministério da Saúde, cerca de 1,8 milhão a 2 milhões de casos podem ser registrados ao longo de 2026.

    A seguir, reunimos as principais informações sobre como funciona a vacina, quem pode se vacinar e quais são os resultados dos estudos científicos. Confira!

    O que é a vacina da dengue do Butantan e como funciona?

    A Butantan-DV é uma vacina tetravalente, desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

    A fórmula é feita a partir de versões enfraquecidas dos quatro tipos do vírus da dengue, que não são capazes de causar a doença. Após a aplicação da vacina, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, que são proteínas de defesa capazes de identificar e neutralizar o vírus da dengue.

    Os anticorpos conseguem combater o vírus logo no início da infecção, o que reduz o risco da doença se desenvolver ou evoluir para formas mais graves.

    Além disso, por ser tetravalente, o Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e prepara o organismo para reconhecer todos eles ao mesmo tempo.

    Isso é importante porque uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida, e uma segunda infecção por um tipo diferente do vírus pode provocar uma resposta imunológica mais intensa, aumentando o risco de desenvolver formas graves da doença.

    Qual é a eficácia da vacina da dengue?

    A eficácia da vacina Butantan-DV foi avaliada em um grande estudo clínico realizado no Brasil entre 2016 e 2024. A pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários, em 14 estados do país, durante um período de até cinco anos.

    Os resultados mostraram que a vacina oferece uma proteção importante contra a doença:

    • 74,7% de eficácia geral contra dengue;
    • 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;
    • 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença.

    Durante os cinco anos de acompanhamento, nenhum dos participantes que recebeu a vacina precisou ser internado por dengue, enquanto ocorreram hospitalizações no grupo que recebeu a versão placebo.

    Por fim, vale destacar que a vacina também funciona em pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar da proteção ser um pouco maior em quem já teve contato com o vírus anteriormente, os estudos os estudos mostram que o imunizante consegue reduzir o risco da doença em ambos os casos.

    Quem pode tomar a vacina da dengue?

    A vacina Butantan-DV foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos. Ela pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca tiveram contato com o vírus.

    Na fase inicial da campanha de vacinação, o público-alvo definido pelo Programa Nacional de Imunizações inclui principalmente pessoas entre 15 e 59 anos, com expansão gradual conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Quem não deve receber a vacina?

    Segundo as recomendações da bula, a vacina não deve ser aplicada em alguns grupos específicos:

    • Pessoas com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina;
    • Indivíduos com sistema imunológico comprometido;
    • Pessoas em tratamento com medicamentos imunossupressores;
    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em período de amamentação.

    Em todos os casos, é importante consultar um médico antes de tomar a decisão final, especialmente se você possuir alguma condição de saúde crônica ou estiver em tratamento médico contínuo.

    Como é feita a aplicação?

    A vacina é administrada em dose única de 0,5 mL, aplicada por via subcutânea, normalmente na região do braço. A aplicação deve ser feita por um profissional de saúde treinado, em unidades de vacinação ou campanhas oficiais.

    Quanto tempo dura a proteção da vacina da dengue?

    Os voluntários dos estudos clínicos foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina manteve níveis consistentes de proteção. Com a aplicação em larga escala na população, novos estudos de vida real devem indicar se haverá necessidade de doses de reforço no futuro.

    Efeitos colaterais da vacina da dengue

    Assim como qualquer vacina, o imunizante pode causar alguns efeitos colaterais, mas eles tendem a ser leves e temporários:

    • Dor ou vermelhidão no local da aplicação;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular ou nas articulações;
    • Náuseas;
    • Febre leve.

    Os estudos apontam que os efeitos colaterais são raros e, durante a pesquisa, ocorreram em menos de 0,1% dos participantes, com recuperação completa.

    Produção da vacina no Brasil

    O Instituto Butantan iniciou os estudos da vacina contra a dengue em 2009, após anos de pesquisa científica sobre o vírus. Hoje, o instituto possui capacidade inicial de produção de cerca de 1,2 milhão de doses por ano, com expansão planejada para atender à demanda nacional.

    Com transferência de tecnologia para um laboratório parceiro, a previsão é disponibilizar até 30 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2026, ampliando o acesso da população brasileira ao imunizante.

    Atualmente, ela está sendo aplicada nos municípios de Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, a fim de avaliar o impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade.

    O Ministério da Saúde também iniciou a vacinação com profissionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo equipes que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e realizam visitas domiciliares em diferentes regiões do país. A ideia é ampliar a imunização conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Leia mais: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os principais sintomas da dengue?

    Os sintomas clássicos incluem febre alta repentina, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.

    2. O que diferencia a dengue comum da dengue grave (hemorrágica)?

    A dengue grave apresenta sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (gengiva ou nariz) e queda de pressão. Ela requer hospitalização imediata.

    3. Posso pegar dengue mais de uma vez?

    Sim, até quatro vezes. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, 2, 3 e 4). Pegar um tipo gera imunidade permanente contra ele, mas não contra os outros três.

    4. Qual a diferença entre a vacina do Butantan e a Qdenga (disponível no SUS)?

    A Qdenga exige duas doses com intervalo de três meses. A do Butantan exige apenas uma dose, o que facilita o controle vacinal em massa.

    5. Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

    O organismo leva, em média, de duas a quatro semanas após a aplicação para criar uma barreira de anticorpos protetora.

    6. A vacina do Butantan usa vírus vivo?

    Sim, ela utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado. O vírus é enfraquecido para não causar a doença, mas é suficiente para “ensinar” o sistema imune a se defender.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    A cirurgia bariátrica é considerada um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e para doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Para muitas pessoas, ela representa uma alternativa quando outras estratégias de perda de peso não tiveram resultado suficiente.

    Esse tipo de cirurgia atua no sistema digestivo para reduzir a ingestão de alimentos e, em alguns casos, a absorção de nutrientes. Atualmente, existem diferentes técnicas disponíveis, e entender como cada uma funciona ajuda a esclarecer dúvidas e alinhar expectativas antes do tratamento.

    O que é a cirurgia bariátrica

    A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado no sistema digestivo com o objetivo de tratar a obesidade.

    Ela pode atuar por diferentes mecanismos:

    • Restrição alimentar, ao reduzir o tamanho do estômago;
    • Alteração da absorção de nutrientes, ao modificar o trajeto do intestino;
    • Mudanças hormonais, que influenciam a saciedade e o metabolismo.

    Esses efeitos combinados ajudam a reduzir a ingestão alimentar e promovem perda de peso significativa.

    Quando a cirurgia bariátrica é indicada

    A indicação da cirurgia segue critérios bem definidos.

    Entre os principais estão:

    • Índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m²;
    • IMC ≥ 35 kg/m² com doenças associadas, como diabetes tipo 2 ou hipertensão;
    • Falha de tratamentos clínicos para perda de peso.

    Antes do procedimento, o paciente passa por avaliação multidisciplinar, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

    Principais técnicas de cirurgia bariátrica

    Atualmente, algumas técnicas são mais utilizadas no tratamento cirúrgico da obesidade.

    1. Bypass gástrico (bypass em Y de Roux)

    É uma das técnicas mais realizadas.

    Nesse procedimento:

    • O estômago é reduzido a uma pequena bolsa;
    • Parte do intestino é conectada diretamente a essa bolsa.

    Com isso, ocorre:

    • Redução da quantidade de alimento ingerido;
    • Diminuição da absorção de calorias;
    • Alterações hormonais que aumentam a saciedade.

    2. Sleeve gástrico (gastrectomia vertical)

    É outra técnica bastante utilizada.

    Nesse procedimento:

    • Cerca de 70% a 80% do estômago é removido;
    • O estômago passa a ter formato tubular.

    Os principais efeitos incluem:

    • Redução da capacidade gástrica;
    • Saciedade mais rápida;
    • Diminuição de hormônios relacionados à fome.

    Diferente do bypass, não há alteração do intestino.

    3. Duodenal switch (derivação biliopancreática)

    Essa técnica combina dois mecanismos.

    Ela promove:

    • Restrição alimentar;
    • Redução significativa da absorção de nutrientes.

    Embora seja eficaz, costuma ser indicada em casos específicos devido ao maior risco de deficiência nutricional.

    4. Bypass gástrico de anastomose única (mini bypass)

    É uma variação do bypass tradicional.

    Nesse procedimento:

    • É criada uma pequena bolsa no estômago;
    • Essa bolsa é conectada diretamente ao intestino com uma única ligação.

    A técnica pode ter bons resultados, mas a indicação depende da avaliação médica.

    Como é a recuperação após a cirurgia

    A cirurgia bariátrica geralmente é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva com pequenas incisões.

    Após o procedimento, o paciente passa por etapas de adaptação alimentar:

    • Dieta líquida inicial;
    • Introdução gradual de alimentos pastosos;
    • Retorno progressivo à alimentação sólida.

    O acompanhamento com equipe multidisciplinar é essencial para garantir bons resultados e evitar deficiências nutricionais.

    Veja mais: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

    1. Qual é a técnica mais comum?

    O bypass gástrico e o sleeve gástrico são as técnicas mais utilizadas atualmente.

    2. A cirurgia bariátrica cura a obesidade?

    Ela é uma ferramenta importante, mas o sucesso depende de mudanças no estilo de vida.

    3. Quanto peso é possível perder?

    A perda varia entre os pacientes, mas costuma ser significativa nos primeiros anos.

    4. A cirurgia é reversível?

    Depende da técnica utilizada. Algumas podem ser revertidas, outras não.

    5. É necessário tomar vitaminas após a cirurgia?

    Sim. Em muitos casos, é necessário suplementar vitaminas e minerais.

    6. A cirurgia ajuda no diabetes?

    Sim. Muitos pacientes apresentam melhora importante ou remissão da doença.

    7. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia?

    Sim. A maioria dos procedimentos atualmente utiliza técnica minimamente invasiva.

    Confira: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Muitas pessoas já ouviram o termo sepse, mas nem sempre entendem o que isso significa na prática. A sepse, também chamada popularmente de infecção generalizada, é justamente uma resposta exagerada do organismo a uma infecção, que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é uma das principais causas de morte evitável no mundo. O grande desafio é que os sintomas podem começar de forma aparentemente leve, mas evoluir rapidamente. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é muito importante.

    O que é sepse?

    A sepse é uma condição em que o organismo reage de forma descontrolada a uma infecção. Em vez de combater apenas o agente infeccioso, o corpo desencadeia uma resposta inflamatória intensa que pode afetar vários órgãos.

    Isso pode causar:

    • Disfunção de órgãos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Comprometimento da circulação;
    • Risco de morte.

    O que causa sepse?

    A sepse sempre começa com uma infecção. As mais comuns são:

    • Pneumonia;
    • Infecção urinária;
    • Infecção abdominal;
    • Infecção de pele.

    Qualquer infecção pode evoluir para sepse, especialmente se não for tratada rapidamente.

    Quem tem maior risco de desenvolver sepse?

    Alguns grupos são mais vulneráveis:

    • Idosos;
    • Recém-nascidos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com imunidade baixa;
    • Pessoas hospitalizadas.

    Nesses casos, a evolução pode ser mais rápida.

    Sintomas de sepse: sinais de alerta

    Os sintomas podem variar, mas alguns sinais indicam gravidade, por isso é importante ficar bem atento.

    Alterações gerais

    • Febre ou temperatura muito baixa;
    • Calafrios;
    • Fraqueza intensa.

    Alterações no corpo e no comportamento

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Dificuldade de concentração.

    Alterações respiratórias

    • Respiração acelerada;
    • Falta de ar.

    Alterações cardiovasculares

    • Batimentos acelerados;
    • Pressão baixa;
    • Tontura.

    Alterações urinárias

    • Diminuição do volume da urina;
    • Urina escura.

    A combinação desses sintomas com uma infecção deve ser considerada uma emergência médica.

    Por que a sepse é tão perigosa?

    A gravidade da sepse está na rapidez com que ela pode evoluir. A resposta inflamatória descontrolada pode causar:

    • Falência de múltiplos órgãos;
    • Choque séptico;
    • Alterações graves na circulação;
    • Morte.

    O choque séptico é a forma mais grave, quando a pressão arterial cai de forma crítica e não responde adequadamente ao tratamento inicial.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico e baseado em exames.

    Podem ser utilizados:

    • Exames de sangue;
    • Avaliação de sinais vitais;
    • Identificação da infecção de origem;
    • Monitoramento de órgãos.

    O tempo é um fator muito importante no diagnóstico e no tratamento.

    Como é o tratamento da sepse?

    A sepse é uma emergência médica e exige atendimento imediato. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, soro intravenoso, medicamentos para estabilizar a pressão e internação em UTI, quando necessário.

    Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação.

    É possível prevenir a sepse?

    Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam:

    • Tratar infecções precocemente;
    • Manter vacinação em dia;
    • Higienizar as mãos regularmente;
    • Evitar automedicação.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure ajuda imediata se houver:

    • Sintomas de infecção associados a mal-estar intenso;
    • Confusão mental;
    • Respiração acelerada;
    • Queda de pressão;
    • Redução da urina.

    É importante saber que a sepse é uma emergência médica e não se deve esperar os sintomas piorarem.

    Leia também: Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre sepse

    1. Sepse é o mesmo que infecção generalizada?

    É um termo popular, mas a sepse é uma resposta grave do organismo à infecção.

    2. Toda infecção vira sepse?

    Não, mas qualquer infecção pode evoluir para sepse.

    3. Sepse tem cura?

    Sim, especialmente quando tratada precocemente.

    4. Sepse é contagiosa?

    Não. O que pode ser contagioso é a infecção inicial.

    5. Quais órgãos podem ser afetados?

    Pulmões, rins, coração e cérebro.

    6. Quanto tempo leva para evoluir?

    Pode evoluir rapidamente, em horas.

    7. Sepse sempre leva à morte?

    Não, mas é uma condição grave que exige tratamento urgente.

    Veja também: Infecção hospitalar: o que é, tipos e quais os cuidados necessários para evitar

  • Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Não é novidade que manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir doenças e acompanhar o funcionamento do corpo. Só que, na realidade de muitas pessoas, pode ser difícil conseguir horários ou encaixar no calendário, ainda mais em uma vida tão corrida.

    Na prática, cuidar da saúde pode ser muito mais simples quando existe organização ao longo do ano. Ao distribuir as consultas ao longo dos meses, você garante um monitoramento mais preciso e consegue dar a atenção devida a cada recomendação médica.

    Como montar um cronograma anual de check-up médico?

    Na hora de organizar o check-up anual, uma dica simples é dividir os exames ao longo dos dois semestres do ano. Assim, o processo fica mais tranquilo e evita uma sequência cansativa de consultas e exames em poucas semanas.

    Primeiro semestre (janeiro a junho)

    No primeiro semestre, a ideia é focar na avaliação geral da saúde, com consultas com:

    Clínico geral

    O clínico geral costuma ser o ponto de partida do check-up. Durante a consulta, o médico avalia o histórico de saúde, hábitos de vida, pressão arterial e sintomas recentes.

    Também é comum que o profissional solicite exames básicos de rotina, que podem variar de acordo com a idade:

    • Jovens (20 a 35 anos): hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicerídeos, creatinina (avaliação da função renal), TSH (avaliação da tireoide) e exames de urina e fezes;
    • Adultos (40 anos ou mais): além dos exames anteriores, o médico costuma incluir dosagem de vitamina D, ácido úrico, enzimas hepáticas (TGO e TGP) e proteína C reativa (PCR), que ajuda a avaliar processos inflamatórios no organismo;
    • Check-up cardiovascular: a partir dos 40 anos (ou antes, quando há histórico familiar de doenças cardíacas), o clínico pode solicitar um eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo e o funcionamento do coração.

    Ginecologista (para mulheres)

    A consulta anual com o ginecologista faz parte do acompanhamento regular da saúde da mulher. Além da avaliação clínica, o profissional pode solicitar exames preventivos que variam conforme a idade.

    • A partir dos 25 anos (ou do início da vida sexual): realização do exame Papanicolau (preventivo), utilizado para o rastreamento do câncer de colo do útero. O exame costuma ser feito anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, pode passar a ser realizado a cada três anos, conforme orientação médica;
    • Entre 35 e 40 anos: além do exame preventivo, o médico pode solicitar a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar o útero e os ovários e identificar alterações como miomas, cistos ou espessamento do endométrio;
    • A partir dos 40 a 50 anos: passa a ser indicada a mamografia para rastreamento do câncer de mama. O exame costuma ser realizado anualmente ou a cada dois anos, dependendo do protocolo adotado e do histórico familiar;
    • Após a menopausa: a densitometria óssea pode ser recomendada para avaliar a saúde dos ossos e verificar o risco de osteoporose, condição que se torna mais comum após a redução dos níveis hormonais.

    Urologista (para homens)

    A consulta com o urologista ajuda a acompanhar a saúde do sistema urinário e da próstata do homem. A necessidade de exames também varia conforme a idade e o histórico familiar.

    • Jovens (até 35 anos): o acompanhamento costuma focar no exame físico, que ajuda a identificar alterações como varicocele ou tumores testiculares. Também pode ser indicado rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), conforme histórico e orientação médica;
    • A partir dos 45 a 50 anos: podem ser solicitados exames para avaliação da próstata, como o PSA (exame de sangue) e o toque retal, quando indicado pelo médico. O rastreamento do câncer de próstata normalmente começa aos 45 anos para homens negros ou com histórico familiar de primeiro grau e aos 50 anos para os demais;
    • Avaliação urinária: em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassonografia das vias urinárias para avaliar rins e bexiga, especialmente quando existem sintomas como dificuldade para urinar, dor ou alterações no fluxo urinário.

    Dentista

    A consulta com o dentista deve acontecer, em média, a cada seis meses. Por isso, muitas pessoas aproveitam o início do ano para fazer a primeira limpeza e avaliação da saúde bucal. A consulta ajuda a identificar cáries, inflamações na gengiva e outros problemas que podem surgir ao longo do tempo.

    Segundo semestre (julho a dezembro)

    No segundo semestre, o foco costuma ser acompanhar os resultados dos exames feitos no início do ano e marcar consultas com especialistas, caso seja necessário. Se algum exame vier alterado ou surgir algum sintoma novo, o clínico geral pode indicar uma avaliação mais específica.

    Dermatologista

    A consulta com o dermatologista, pelo menos uma vez ao ano, é importante para avaliar a saúde da pele, ainda mais antes do período de maior exposição ao sol, como férias e verão. Durante o atendimento, o médico analisa manchas, pintas, sinais e outras alterações, que podem indicar problemas dermatológicos, como câncer de pele.

    No caso de pessoas com acne, manchas na pele, queda de cabelo ou problemas nas unhas, o acompanhamento também ajuda a identificar as causas e indicar o tratamento mais adequado.

    Nutricionista

    O acompanhamento anual com o nutricionista pode ser útil tanto para quem deseja melhorar a alimentação no dia a dia quanto para quem precisa controlar condições como colesterol alto, diabetes, sobrepeso ou deficiências nutricionais.

    Além disso, o profissional pode orientar mudanças simples na dieta que ajudam a melhorar energia, digestão e qualidade de vida.

    Dentista

    A segunda consulta do ano com o dentista funciona como uma revisão da saúde bucal. O profissional avalia os dentes, as gengivas e pode fazer uma nova limpeza, se necessário. O acompanhamento regular ajuda a prevenir cáries, inflamações na gengiva e outros problemas comuns da boca.

    Outros especialistas

    Se o clínico geral achar necessário, ele pode indicar consultas com outros especialistas para investigar melhor algum sintoma ou alteração nos exames. Os encaminhamentos mais comuns incluem:

    • Cardiologista: para avaliar a saúde do coração, principalmente em casos de pressão alta, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Endocrinologista: para investigar alterações hormonais, diabetes, problemas de tireoide ou dificuldades para controlar o peso;
    • Gastroenterologista: quando existem sintomas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal, constipação ou diarreia.

    Dica: lembre-se de fazer jejum para os exames de sangue, caso o laboratório tenha orientado, e leve sempre os resultados do ano anterior para que o médico possa comparar a evolução dos seus marcadores.

    Importância do clínico geral ou médico de família na organização

    O clínico geral ou o médico de família devem ser os primeiros profissionais a procurar quando a ideia é organizar o check-up. Eles avaliam a saúde de forma mais completa e ajudam a definir quais exames realmente precisam ser feitos.

    Durante a consulta, o profissional conversa sobre histórico familiar, hábitos de vida, sintomas recentes e resultados de exames anteriores. Com base na avaliação, ele pode pedir exames de rotina e, se necessário, indicar consultas com outros especialistas.

    O médico de família, em especial, acompanha a saúde ao longo do tempo, o que facilita perceber mudanças no organismo, orientar cuidados preventivos e acompanhar tratamentos quando necessário.

    Dicas práticas para você não esquecer os exames

    Para garantir que o planejamento saia do papel, algumas medidas podem te ajudar a lembrar das consultas e evitam que o check-up fique sempre para depois, sendo eles:

    • Use lembretes no celular: aplicativos de calendário, como o Google Agenda, podem ajudar bastante, basta anotar a data da consulta ou do exame e ativar um lembrete alguns dias antes;
    • Aproveite o mês do aniversário: muitas pessoas usam o mês do aniversário como um lembrete para cuidar da saúde. Marcar consultas próximas da data ajuda a transformar o check-up em um hábito anual;
    • Peça os pedidos de exames na mesma consulta: durante a consulta com o clínico geral, vale pedir todos os exames de rotina de uma vez. Assim, fica mais fácil organizar as datas e realizar tudo com calma;
    • Guarde os resultados dos exames: manter uma pasta com exames antigos (física ou digital) ajuda a acompanhar a evolução da saúde ao longo do tempo e facilita na hora de mostrar os resultados para o médico.

    Quando procurar um especialista antes do previsto?

    Mesmo com o check-up organizado ao longo do ano, alguns sinais do corpo indicam que é melhor procurar um médico antes da consulta de rotina, como:

    • Dor que não melhora depois de alguns dias;
    • Manchas ou pintas na pele que mudam de cor, formato ou tamanho;
    • Problemas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal ou alterações no intestino;
    • Dificuldade ou dor ao urinar, ou presença de sangue na urina;
    • Cansaço excessivo, tontura ou falta de ar sem motivo aparente;
    • Perda ou ganho de peso sem explicação.

    Sempre que surgir algum sintoma diferente ou persistente, o ideal é procurar um médico para avaliação. Muitas vezes, o clínico geral pode fazer a primeira análise e, se necessário, indicar o especialista mais adequado.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quais exames de sangue são considerados essenciais no check-up?

    Normalmente incluem hemograma completo, glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), ureia e creatina (função renal), TSH (tireoide) e dosagem de vitaminas (como D e B12).

    2. Quais são os exames essenciais na infância?

    Além do acompanhamento de crescimento com o pediatra, destacam-se o teste do pezinho (ao nascer), exames de acuidade visual e auditiva antes da alfabetização e acompanhamento vacinal rigoroso.

    3. A partir de que idade deve-se iniciar o rastreamento do câncer de mama?

    A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Mastologia é a partir dos 40 anos com a mamografia anual. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia bianual (a cada dois anos) para mulheres de 50 a 69 anos, embora garanta acesso a partir dos 40 anos.

    Mulheres com histórico familiar de primeiro grau devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação do mastologista.

    4. Quais cuidados aumentam na fase da maturidade (60+)?

    Nesta etapa, adiciona-se a densitometria óssea (para detectar osteoporose), avaliação cognitiva, exames de audição e check-ups cardiológicos mais detalhados, como o ecocardiograma.

    5. Remédios de uso contínuo alteram a data do check-up?

    Sim. Se você usa medicamentos para pressão, diabetes ou tireoide, os exames de monitoramento devem seguir a frequência estipulada pelo médico (normalmente a cada 6 meses), independentemente do seu calendário de check-up geral.

    6. Como o check-up cardiológico muda para quem pratica exercícios intensos?

    Para quem corre maratonas, faz crossfit ou treinos de alta intensidade, o check-up deve ser mais rigoroso e focado em desempenho e segurança. Além do eletrocardiograma simples, o médico pode solicitar o teste ergométrico de esforço e o ecocardiograma anualmente, independentemente da idade.

    Confira: Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    A hérnia inguinal é uma condição bastante comum e costuma chamar atenção pelo aparecimento de um caroço na região da virilha. Muitas vezes, esse abaulamento surge ao fazer esforço, tossir ou ficar muito tempo em pé, o que pode gerar dúvida e preocupação.

    Embora nem sempre cause dor intensa no início, a hérnia inguinal pode aumentar ao longo do tempo e, em alguns casos, levar a complicações. Venha entender o que é essa condição, por que ela aparece e como é tratada.

    O que é a hérnia inguinal

    A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de outro tecido abdominal atravessa uma área de fraqueza na parede muscular da virilha.

    Essa protrusão acontece através do canal inguinal, uma estrutura natural localizada na parte inferior do abdome.

    Quando há fraqueza muscular ou aumento da pressão interna, o conteúdo abdominal pode se deslocar por esse canal, formando o abaulamento característico.

    Esse volume pode aparecer apenas em alguns momentos ou permanecer visível continuamente.

    Principais causas da hérnia inguinal

    A hérnia inguinal pode surgir por fatores que enfraquecem a musculatura abdominal ou aumentam a pressão dentro do abdome.

    Entre os principais estão:

    • Fraqueza natural da musculatura abdominal;
    • Esforço físico intenso ou levantamento de peso;
    • Tosse crônica;
    • Constipação com esforço para evacuar;
    • Envelhecimento da musculatura.

    Em alguns casos, a condição pode estar presente desde o nascimento (origem congênita).

    Quem tem maior risco de desenvolver hérnia inguinal

    Algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver hérnia inguinal.

    Entre os principais fatores de risco estão:

    • Sexo masculino;
    • Histórico familiar de hérnia;
    • Idade avançada;
    • Obesidade ou excesso de peso;
    • Atividades com esforço físico intenso.

    Situações que aumentam a pressão abdominal de forma repetida também contribuem para o surgimento da hérnia.

    Quais são os sintomas mais comuns

    O principal sinal da hérnia inguinal é o aparecimento de um abaulamento na região da virilha.

    Outros sintomas incluem:

    • Sensação de peso ou desconforto local;
    • Dor leve ou moderada, principalmente ao esforço;
    • Aumento do volume ao tossir ou levantar peso;
    • Sensação de queimação ou pressão.

    Em alguns casos, o abaulamento pode desaparecer ao deitar e reaparecer ao ficar em pé.

    Possíveis complicações da hérnia inguinal

    Embora muitas hérnias sejam inicialmente pouco sintomáticas, algumas complicações podem ocorrer.

    Entre as principais estão:

    • Hérnia encarcerada, quando o conteúdo fica preso;
    • Hérnia estrangulada, quando há comprometimento da circulação sanguínea.

    Nessas situações, podem surgir:

    • Dor intensa;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dificuldade de reduzir a hérnia.

    Esses sinais exigem avaliação médica urgente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento definitivo da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico.

    A cirurgia tem como objetivo:

    • Reposicionar o conteúdo abdominal;
    • Reforçar a parede muscular enfraquecida.

    Geralmente, utiliza-se uma tela cirúrgica para reduzir o risco de recorrência.

    O procedimento pode ser feito por:

    • Cirurgia aberta;
    • Cirurgia laparoscópica (minimamente invasiva).

    A escolha depende das características da hérnia e das condições do paciente.

    Veja também: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre hérnia inguinal

    1. A hérnia inguinal pode desaparecer sozinha?

    Não. Uma vez formada, a hérnia não desaparece espontaneamente.

    2. Toda hérnia precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim, especialmente quando há sintomas ou risco de complicações.

    3. A hérnia causa dor?

    Nem sempre. Algumas pessoas apresentam apenas o abaulamento.

    4. Exercício físico pode causar hérnia?

    Esforços intensos podem contribuir, principalmente se já houver fraqueza muscular.

    5. A hérnia pode voltar após cirurgia?

    Pode, mas as técnicas atuais reduzem bastante esse risco.

    6. É possível viver com hérnia sem operar?

    Em alguns casos, sim, quando pequena e sem sintomas, sempre com avaliação médica.

    7. Quando procurar um médico com urgência?

    Se houver dor intensa, aumento súbito do volume, náuseas ou dificuldade de reduzir a hérnia.

    Leia mais: Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar