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  • Sangramento pós-menopausa: o que pode ser e quando ir ao médico

    Sangramento pós-menopausa: o que pode ser e quando ir ao médico

    A menopausa é uma fase natural do corpo da mulher, que acontece quando os ovários deixam de produzir hormônios e a menstruação para de forma definitiva, sendo confirmada após 12 meses seguidos sem menstruar. Por isso, não é esperado nenhum tipo de sangramento nesse período, e qualquer alteração deve ser avaliada por um médico.

    Na maioria das vezes, o sangramento pós-menopausa está ligado a mudanças comuns da fase, como o afinamento dos tecidos íntimos ou alterações hormonais. Mesmo assim, ele também pode ser um dos primeiros sinais de problemas no útero, incluindo alterações no endométrio que precisam ser investigadas.

    O que pode ser sangramento após a menopausa?

    O sangramento após a menopausa, independentemente da causa, precisa ser investigado por um médico. A ginecologista e obstetra Andreia Sapienza aponta algumas das possíveis causas:

    1. Atrofia genital

    A atrofia genital é causada principalmente pela queda dos níveis de estrogênio no corpo, em que os tecidos do útero e da vagina passam por um processo de afinamento. Consequentemente, Andreia explica que a região fica mais delicada, menos hidratada e com os vasos mais expostos, o que facilita pequenos sangramentos, principalmente após atrito ou até de forma espontânea.

    2. Hiperplasia endometrial

    A hiperplasia acontece quando o endométrio (revestimento interno do útero) cresce mais do que o esperado, normalmente por estímulo hormonal, principalmente do estrogênio sem o equilíbrio da progesterona. O excesso de tecido pode se desprender de forma irregular, causando sangramento.

    Apesar de não ser um quadro de câncer, a hiperplasia é considerada uma alteração que pode evoluir, por isso exige acompanhamento e tratamento adequado, segundo Andreia.

    3. Pólipo endometrial

    O pólipo é um crescimento benigno que se forma dentro do endométrio, como uma pequena verruga. Ele é uma alteração localizada, mas pode causar sangramentos, especialmente fora do padrão esperado. Na maioria dos casos, é benigno, mas costuma ser removido para confirmar o diagnóstico e resolver o sintoma.

    4. Terapia de reposição hormonal desregulada

    A terapia de reposição hormonal é utilizada para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor e ressecamento. No entanto, quando não está bem ajustada, também pode causar episódios de sangramento. Isso ocorre, principalmente, quando há uso de estrogênio sem a quantidade adequada de progesterona para equilibrar o efeito no endométrio.

    Com isso, o endométrio pode ficar mais espesso do que o normal e se desprender de forma irregular, provocando o sangramento, mesmo após a menopausa.

    5. Câncer de endométrio

    O câncer de endométrio é uma causa menos frequente, mas que sempre deve ser investigada, uma vez que cerca de 90% dos casos têm como primeiro sinal o sangramento após a menopausa. É o tipo mais comum de câncer uterino e, quando diagnosticado precocemente, possui taxas de cura que podem superar 90% em estágios iniciais.

    Vale destacar que, entre as mulheres que apresentam sangramento, apenas cerca de 5% terão câncer. O sangramento precisa ser investigado justamente por ser um possível sinal inicial, mas, na maioria dos casos, a causa não é maligna.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do sangramento após a menopausa começa sempre com uma avaliação médica, para entender quando o sangramento começou, a quantidade, se houve outros episódios e se a mulher faz uso de terapia hormonal. Depois, o primeiro exame solicitado é o ultrassom transvaginal, que permite avaliar a espessura e o aspecto do endométrio.

    • Em mulheres que não usam reposição hormonal, o esperado é um endométrio de até 4 mm;
    • Em quem usa reposição, o valor pode chegar até 8 mm.

    Caso tenha alterações nos valores ou um aspecto irregular, podem ser solicitados exames complementares, como a histeroscopia, em que é introduzida uma microcâmera dentro do útero, permitindo visualizar diretamente o endométrio.

    Durante a histeroscopia, também é possível retirar um pequeno fragmento do tecido (biópsia) para análise. O exame é necessário para confirmar o diagnóstico e descartar ou identificar alterações como hiperplasia ou câncer.

    Tratamento de sangramento pós-menopausa

    O tratamento do sangramento após a menopausa depende diretamente da causa, e apenas um médico pode indicar as melhores medidas, que costumam incluir:

    • Pólipo endometrial: o tratamento é a retirada do pólipo, geralmente por histeroscopia, um procedimento com microcâmera dentro do útero. O material é enviado para análise, e, na maioria dos casos, trata-se de uma alteração benigna;
    • Atrofia genital: pode ser tratada com o uso de estrogênio, principalmente na forma vaginal, ajudando a recuperar a espessura e a saúde do tecido, reduzindo o risco de novos sangramentos;
    • Hiperplasia endometrial: o tratamento envolve o uso de progesterona, que pode ser por via oral ou por meio de dispositivos como o DIU hormonal (Mirena), que atua diretamente no endométrio;
    • Terapia de reposição hormonal desregulada: é necessário ajustar o tratamento, corrigindo doses, tipos de hormônios ou a forma de uso, restabelecendo o equilíbrio entre estrogênio e progesterona;
    • Câncer de endométrio: o tratamento é oncológico e varia conforme o estágio da doença, podendo incluir cirurgia, radioterapia ou outros métodos específicos.

    Mesmo que o sangramento seja leve ou pare sozinho, a investigação ainda é obrigatória. Muitas vezes, o câncer de endométrio apresenta um pequeno sangramento que cessa por semanas antes de retornar.

    Quando ir ao médico?

    É importante ir ao médico imediatamente após notar qualquer tipo de sangramento, mesmo que seja apenas uma gota ou uma mancha rosada no papel higiênico.

    Na pós-menopausa, o corpo não deve mais apresentar descamação do endométrio (menstruação), então o sangramento é sempre considerada anormal e precisa de investigação.

    Se o sangramento vier acompanhado de tontura, fraqueza extrema, palidez ou dor abdominal aguda, procure atendimento de urgência. Caso seja apenas um escape leve, agende seu ginecologista o quanto antes (preferencialmente para a mesma semana).

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

    Perguntas frequentes

    1. Sangramento tipo “borra de café” é preocupante?

    Sim. Embora indique sangue antigo e geralmente esteja ligado à atrofia ou pólipos, ele ainda conta como sangramento pós-menopausa e exige diagnóstico.

    2. O sangramento pode ser causado por infecção?

    Sim, infecções vaginais ou uterinas (endometrite) podem causar inflamação e levar a pequenos sangramentos acompanhados de corrimento.

    3. Miomas podem causar sangramento na menopausa?

    É raro, pois os miomas costumam regredir após a menopausa. Se houver sangramento por miomas nesta fase, o caso exige atenção redobrada.

    4. Existe algum remédio caseiro para parar o sangramento?

    Não, nenhum chá ou remédio caseiro substitui a investigação médica. Tentar tratar em casa pode mascarar um sintoma grave e atrasar o diagnóstico.

    5. Qual a diferença entre climatério e menopausa?

    O climatério é o período de transição que antecede a menopausa (quando os hormônios começam a oscilar). A menopausa propriamente dita é apenas a data da última menstruação, confirmada após 12 meses seguidos sem sangramento.

    6. Por que a pele fica mais seca na menopausa?

    A queda do estrogênio reduz a produção de colágeno e de óleos naturais da pele. Isso a torna mais fina, menos elástica e mais propensa a coceiras e descamações.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

  • Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e costuma trazer benefícios importantes para a saúde. Na maioria das vezes, os resultados são duradouros e não exigem novas intervenções.

    No entanto, em situações específicas, pode ser necessário realizar uma reversão de cirurgia bariátrica ou até mesmo uma revisão da cirurgia. Esses procedimentos são menos comuns e geralmente indicados quando surgem complicações ou dificuldades relacionadas à cirurgia original.

    O que é a reversão da cirurgia bariátrica

    A reversão da cirurgia bariátrica é um procedimento realizado para desfazer ou modificar uma cirurgia anterior.

    Dependendo do caso, os objetivos podem incluir:

    • Restaurar a anatomia original do estômago e do intestino;
    • Corrigir complicações da cirurgia anterior;
    • Converter uma técnica bariátrica em outra mais adequada.

    Esse tipo de cirurgia é mais complexo e costuma ser realizado por equipes especializadas.

    Em quais situações a reversão pode ser necessária

    A reversão ou revisão bariátrica é indicada apenas em situações específicas.

    Entre as principais estão:

    • Complicações cirúrgicas persistentes;
    • Deficiências nutricionais graves que não respondem ao tratamento clínico;
    • Síndrome de dumping muito intensa;
    • Problemas anatômicos, como estenoses ou úlceras recorrentes;
    • Perda de peso excessiva associada à desnutrição.

    Nesses casos, o objetivo é corrigir o problema e melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Diferença entre reversão e revisão bariátrica

    Embora os termos sejam semelhantes, eles não significam exatamente a mesma coisa.

    1. Reversão da bariátrica

    • Busca restaurar a anatomia original do sistema digestivo;
    • Pode desfazer as alterações da cirurgia inicial.

    2. Revisão ou conversão bariátrica

    • Modifica a técnica utilizada anteriormente;
    • Pode transformar uma cirurgia em outra técnica diferente.

    Em alguns casos, uma técnica é convertida para outra que ofereça melhores resultados ou menos complicações.

    Como é feito o procedimento de reversão de cirurgia bariátrica

    A forma como a reversão é realizada depende do tipo de cirurgia inicial.

    De maneira geral, o procedimento pode envolver:

    • Reconstrução do estômago original;
    • Reconexão das alças intestinais ao trajeto normal.

    Assim como na bariátrica, a cirurgia pode ser feita por videolaparoscopia, com pequenas incisões.

    Por ser mais complexa, a decisão de realizar a reversão exige avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

    Como é a recuperação após a reversão de cirurgia bariátrica

    A recuperação pode variar conforme o procedimento realizado.

    De forma geral, envolve:

    • Internação hospitalar para monitorização;
    • Adaptação gradual da alimentação;
    • Acompanhamento médico e nutricional contínuo.

    O acompanhamento multidisciplinar continua sendo essencial para uma recuperação segura.

    Veja mais: Como a genética influencia o risco de obesidade? Endocrinologista explica

    Perguntas frequentes sobre reversão da cirurgia bariátrica

    1. A cirurgia bariátrica pode ser revertida?

    Em alguns casos, sim, principalmente quando há complicações relevantes.

    2. A reversão é comum?

    Não. A maioria das cirurgias não necessita reversão.

    3. Qualquer técnica pode ser revertida?

    Depende da técnica e da condição clínica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

    4. A reversão é uma cirurgia complexa?

    Sim. É considerada mais complexa que a cirurgia original.

    5. É possível voltar ao peso anterior?

    Pode ocorrer ganho de peso após a reversão, dependendo do caso.

    6. A reversão resolve todos os problemas?

    Nem sempre. O objetivo é tratar ou reduzir as complicações.

    7. Quem decide pela reversão?

    A decisão é médica, baseada em sintomas, exames e avaliação clínica.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

  • Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Os carunchos são pequenos insetos que aparecem com frequência na despensa ou no armário da cozinha, em especial em alimentos como arroz, e muitas vezes já estão lá antes mesmo do produto sair do supermercado.

    Os ovos dos insetos podem já estar presentes nos grãos ainda durante o armazenamento ou no transporte. Com o tempo, principalmente em ambientes quentes e pouco ventilados, eles se desenvolvem e acabam se tornando visíveis dentro do pacote.

    Na maioria dos casos, os besouros não representam risco direto para a saúde, mas indicam que o alimento não está em boas condições para o consumo, já que pode haver contaminação e perda de qualidade. Vamos entender mais, a seguir.

    O que são os carunchos e de onde vêm?

    Os carunchos, conhecidos cientificamente como Sitophilus oryzae, são besouros de coloração escura e tamanho reduzido, que têm grande capacidade de infestação.

    Normalmente, a infestação começa ainda nas etapas de colheita ou armazenamento industrial. As fêmeas perfuram o grão de arroz (ou feijão, milho e trigo) e depositam seus ovos lá dentro, selando a abertura com uma substância gelatinosa. Como eles são microscópicos, não é possível ver a olho nu.

    Com o passar do tempo, especialmente quando o alimento fica armazenado em locais quentes, abafados ou com pouca ventilação, as larvas se desenvolvem dentro do próprio grão. Elas se alimentam do interior até atingirem a fase adulta, quando então perfuram a casca para sair. É quando você pode notar os bichinhos caminhando pelos grãos.

    Vale destacar que os carunchos adultos têm a capacidade de perfurar embalagens plásticas e de papel. Por isso, quando um pacote infestado fica aberto ou mal vedado, eles podem se espalhar com facilidade para outros alimentos, como:

    • Macarrão e massas;
    • Farinha de trigo ou de milho;
    • Cereais matinais;
    • Petiscos e rações de animais de estimação.

    Comer arroz com caruncho faz mal para a saúde?

    De forma geral, comer arroz com caruncho não faz mal e não causa intoxicação, desde que o grão não apresente mofo ou mau cheiro. Eles não são insetos venenosos, não picam e não transmitem doenças graves aos seres humanos. Em muitos casos, acabam sendo eliminados durante o preparo, como na lavagem e no cozimento.

    No entanto, isso não significa que está tudo certo consumir. A presença dos carunchos indica que o alimento já está contaminado e com a qualidade comprometida. Além dos próprios besouros, pode haver:

    • Ovos e larvas;
    • Fezes dos insetos;
    • Restos de cascas e fragmentos;
    • Possível presença de fungos ou micro-organismos.

    Para pessoas mais sensíveis, isso pode causar desconforto gastrointestinal leve, como náusea ou mal-estar. Já quem tem alergias pode apresentar alguma reação, embora não seja tão comum.

    O valor nutricional do arroz muda?

    Quando o arroz está com caruncho, o valor nutricional pode diminuir, principalmente porque as larvas se alimentam do interior do grão. Na prática, podem ocorrer perdas como:

    • Carboidratos (principal fonte de energia do arroz);
    • Proteínas;
    • Pequenas quantidades de vitaminas e minerais.

    Além disso, o grão pode ficar mais leve, oco e apresentar alteração na textura e no sabor após o preparo. Não é uma perda tão grande a ponto de deixar o alimento sem valor nutricional, mas já indica que o arroz não está mais na melhor qualidade para consumo.

    Como eliminar os carunchos do arroz?

    Se você já encontrou carunchos no arroz, o ideal é agir rápido para evitar que eles se espalhem. Se a infestação for pequena e o grão não apresentar mau cheiro ou mofo, é possível salvar o alimento com algumas técnicas simples:

    • Separe o que ainda pode ser aproveitado: se a infestação for leve (poucos insetos), você pode tentar salvar o arroz. Espalhe os grãos em uma superfície clara e retire os bichinhos visíveis.
    • Lave bem antes do preparo: coloque o arroz em um recipiente com água e mexa. Os carunchos tendem a boiar, facilitando a remoção. Repita a lavagem algumas vezes;
    • Use o congelador: uma forma eficaz de eliminar ovos e larvas é colocar o arroz no freezer por 2 a 3 dias. O frio interrompe o ciclo dos insetos;
    • Armazene corretamente depois: após o processo, transfira o arroz para um pote bem fechado, de preferência de vidro ou plástico rígido, com boa vedação.

    Depois de remover os bichinhos, é importante higienizar bem o armário para evitar uma nova infestação. Primeiro, esvazie completamente a prateleira, retirando todos os pacotes, inclusive os fechados, já que os carunchos podem perfurar as embalagens.

    Em seguida, limpe bem os cantos com um aspirador de pó ou um pano úmido para remover restos de grãos e farelos, onde os ovos costumam ficar escondidos.

    Por fim, passe um pano com uma mistura de água e vinagre branco em toda a superfície, pois o vinagre ajuda a afastar os insetos e a eliminar odores que podem atraí-los.

    Quando é necessário descartar o alimento?

    É necessário descartar o alimento se, ao abrir o pacote de arroz, você notar:

    • Grande quantidade de carunchos visíveis;
    • Presença de pó ou resíduos no fundo da embalagem;
    • Grãos muito danificados, quebrados ou ocos;
    • Cheiro diferente, forte ou desagradável;
    • Sinais de umidade;
    • Presença de mofo;
    • Insetos espalhados para outros alimentos do armário.

    Nesses casos, a economia de não desperdiçar o alimento não compensa o risco de uma intoxicação alimentar.

    Importante: não jogue o arroz infestado diretamente no lixo da cozinha sem proteção. O ideal é colocá-lo em um saco plástico e dar um nó firme ou usar fita adesiva. Isso evita que os carunchos saiam do lixo e voltem para a despensa ou para a dos vizinhos.

    Como prevenir o surgimento de carunchos na despensa?

    É possível prevenir o surgimento de carunchos nas embalagens de alimentos a partir de alguns cuidados no armazenamento, como:

    • Transfira os alimentos (arroz, feijão, farinhas, massas) para potes bem fechados, de preferência de vidro ou plástico rígido;
    • Evite guardar produtos nas embalagens originais depois de abertos;
    • Mantenha a despensa limpa e seca, sem acúmulo de farelos ou resíduos;
    • Faça limpezas periódicas nas prateleiras, inclusive nos cantos e frestas;
    • Evite calor e umidade, deixando o local bem ventilado;
    • Verifique as embalagens antes de comprar, observando se há furos ou sinais de infestação;
    • Consuma os alimentos dentro do prazo, evitando deixar pacotes abertos por muito tempo.

    Por fim, antes de colocar o pacote no carrinho do supermercado, dê uma leve batida no fundo da embalagem plástica e observe se há movimento de pontos pretos ou se existe muito pó acumulado nas dobras do plástico. Se houver, escolha outro lote, pois a infestação pode estar em todo aquele carregamento.

    Veja também: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

    Perguntas frequentes

    1. O caruncho morde ou pica humanos?

    Não, eles não possuem ferrão nem mandíbulas capazes de picar ou morder pessoas. O foco é estritamente o interior dos grãos.

    2. O caruncho voa?

    Sim, algumas espécies de caruncho possuem asas e podem voar de um pacote de alimento para outro dentro do armário.

    3. Além do arroz, onde mais eles aparecem?

    Em feijão, milho, macarrão, farinha de trigo, aveia, sementes de girassol e até em ração de pets.

    4. Colocar o arroz no sol mata o caruncho?

    O sol não mata necessariamente, mas o calor e a luz fazem com que os adultos saiam de dentro dos grãos e abandonem o pacote.

    5. O que é aquele pó que fica no fundo do pote de arroz?

    São os resíduos do grão que foi mastigado e triturado pelos carunchos (larvas e adultos).

    6. Por que o arroz integral parece ter mais caruncho?

    Porque o arroz integral preserva a casca e o germe, que são mais nutritivos e atraentes para os insetos do que o arroz branco polido.

    7. Quanto tempo vive um caruncho adulto?

    Um caruncho adulto pode viver de 3 a 6 meses, dependendo da temperatura e da disponibilidade de alimento. Durante esse tempo, uma única fêmea pode colocar até 400 ovos.

    8. Animais de estimação podem comer ração com caruncho?

    Assim como nos humanos, o inseto em si não é tóxico para cães e gatos. Porém, a ração perde nutrientes e pode desenvolver fungos. Se a infestação for grande, o animal pode recusar o alimento pelo cheiro ou apresentar diarreia.

    Leia mais: Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

  • Trabalhar à noite faz mal? Descubra os efeitos do trabalho noturno para a saúde 

    Trabalhar à noite faz mal? Descubra os efeitos do trabalho noturno para a saúde 

    Profissionais de saúde, segurança, transporte, indústria e muitos outros setores frequentemente trabalham durante a noite. Embora essa rotina seja necessária em diversas áreas, ela pode trazer impactos importantes para a saúde.

    Isso acontece porque o corpo humano segue um relógio biológico, o chamado ritmo circadiano, que regula o sono, os hormônios e o metabolismo. Quando esse ritmo é alterado, como acontece no trabalho noturno, o organismo pode sofrer consequências ao longo do tempo.

    Por que trabalhar à noite pode afetar o corpo?

    O organismo humano é biologicamente programado para estar ativo durante o dia e descansar à noite.

    Esse funcionamento é regulado por fatores como:

    • Luz natural;
    • Produção de melatonina;
    • Rotina de sono.

    Quando alguém trabalha à noite, há um desalinhamento entre o relógio biológico e a rotina diária.

    O que é o ritmo circadiano?

    O ritmo circadiano é um ciclo de aproximadamente 24 horas que regula funções importantes do organismo.

    Ele influencia:

    • Sono e vigília;
    • Temperatura corporal;
    • Liberação de hormônios;
    • Metabolismo.

    A luz é um dos principais reguladores desse ciclo. Por isso, trabalhar à noite e dormir durante o dia pode dificultar esse equilíbrio.

    Quais são os possíveis impactos do trabalho noturno?

    Alterações no sono

    Dormir durante o dia costuma ser mais difícil e menos reparador.

    Isso pode causar dificuldade para dormir, sono fragmentado e sensação de cansaço constante.

    Impacto no metabolismo

    Estudos indicam que o trabalho em turnos pode estar associado a:

    • Maior risco de obesidade;
    • Alterações na glicemia;
    • Maior risco de diabetes tipo 2.

    Aumento do risco cardiovascular

    O desalinhamento do ritmo biológico pode influenciar fatores relacionados à saúde do coração.

    Entre os possíveis efeitos estão:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Inflamação crônica;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares.

    Alterações no humor e na saúde mental

    O trabalho noturno pode afetar o bem-estar emocional e pode estar associado a irritabilidade, ansiedade e maior risco de depressão.

    Impacto na atenção e no desempenho

    A privação ou má qualidade do sono pode afetar a concentração.

    Isso pode levar à diminuição do desempenho, maior risco de erros e aumento do risco de acidentes.

    Trabalhar à noite sempre faz mal?

    Não necessariamente. Muitas pessoas conseguem se adaptar parcialmente ao trabalho noturno. No entanto, o risco de alguns problemas de saúde pode ser maior em comparação com quem trabalha durante o dia.

    Por isso, adotar estratégias para reduzir os impactos é muito importante.

    Como reduzir os danos do trabalho noturno

    Organizar um horário regular de sono

    Manter horários consistentes ajuda o corpo a se adaptar melhor.

    Procure:

    • Dormir sempre no mesmo horário;
    • Criar um ambiente escuro e silencioso;
    • Evitar interrupções durante o sono.

    Controlar a exposição à luz

    A luz influencia diretamente o ritmo circadiano.

    Algumas estratégias são:

    • Evitar luz intensa ao voltar para casa;
    • Usar cortinas blackout;
    • Buscar luz natural ao acordar.

    Cuidar da alimentação

    A alimentação também pode influenciar o metabolismo. Prefira refeições leves durante a noite, evite comer alimentos muito pesados e mantenha horários regulares para comer.

    Manter atividade física regular

    Exercícios ajudam a regular o organismo e melhorar a qualidade do sono, mas evite treinos muito intensos antes de dormir.

    Atenção ao uso de cafeína

    A cafeína pode ajudar na vigília, mas deve ser usada com cuidado. Evite consumir café próximo ao horário de dormir.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure orientação se houver:

    • Insônia persistente;
    • Muito cansaço;
    • Sonolência durante o trabalho;
    • Dificuldade de concentração frequente.

    Esses sinais podem indicar distúrbios do sono relacionados ao trabalho em turnos.

    Veja mais: Trabalho noturno: conheça os riscos para a saúde do coração

    Perguntas frequentes sobre trabalho noturno

    1. Trabalhar à noite reduz a expectativa de vida?

    Alguns estudos associam o trabalho em turnos a maior risco de doenças, mas isso depende de vários fatores.

    2. Dormir durante o dia é tão bom quanto à noite?

    Geralmente não. O sono diurno costuma ser menos reparador.

    3. Café ajuda quem trabalha à noite?

    Pode ajudar temporariamente, mas deve ser usado com moderação.

    4. É possível se adaptar completamente ao trabalho noturno?

    Algumas pessoas se adaptam melhor, mas o corpo ainda sofre alterações.

    5. Trabalho noturno aumenta risco de doenças?

    O trabalho noturno pode aumentar o risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.

    6. Cochilos ajudam durante o turno?

    Sim, pequenos cochilos podem melhorar o desempenho.

    7. Existe tratamento para distúrbios do sono relacionados ao trabalho?

    Sim, e pode incluir mudanças de rotina e acompanhamento médico.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

  • Vacina da gripe anual: como a imunização protege em todas as fases da vida

    Vacina da gripe anual: como a imunização protege em todas as fases da vida

    Todos os anos, normalmente entre os meses de abril e agosto, acontece a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Promovida pelo Ministério da Saúde, a iniciativa é importante para proteger a população antes do período de maior circulação do vírus Influenza.

    A gripe é uma infecção respiratória aguda que pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e problemas cardíacos, em qualquer faixa etária. Por isso, a imunização é recomendada para pessoas de todas as idades, contribuindo para reduzir a transmissão do vírus na comunidade e também para proteger quem tem maior vulnerabilidade a complicações, como crianças e idosos.

    O que é a vacina da gripe e como ela funciona?

    A vacina da gripe é um imunizante desenvolvido para proteger o organismo contra as cepas mais comuns do vírus Influenza A e B. Ela é composta por vírus inativados (mortos) ou apenas fragmentos de proteínas do vírus, que são incapazes de causar a doença.

    Ao entrar em contato com as partículas, o organismo aprende a identificar o vírus e consegue produzir anticorpos específicos, que são proteínas de defesa capazes de reconhecer e combater o vírus caso a pessoa entre em contato com ele, o que reduz as chances da gripe evoluir para um quadro mais grave.

    No Brasil, as versões mais comuns são a trivalente (disponível no SUS) e a quadrivalente (disponível na rede privada), que cobrem as cepas de maior circulação no hemisfério sul.

    Importante: é importante ressaltar que o corpo leva, em média, de duas a três semanas depois da aplicação para atingir o nível ideal de proteção. É por isso que a vacinação deve ocorrer, idealmente, antes da temporada mais fria.

    Por que tomar a vacina da gripe todos os anos?

    O vírus Influenza é um dos organismos que mais sofre mutações na natureza. Ele pode modificar com frequência as características genéticas e as proteínas presentes em sua superfície, o que facilita a evasão do sistema imunológico e favorece o surgimento de novas variantes.

    A cada ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora quais cepas do vírus estão circulando com mais força nos hemisférios norte e sul. Com base nos dados, a composição da vacina é atualizada anualmente. Portanto, o imunizante que você tomou em 2025 pode não reconhecer as variantes que estão circulando agora em 2026.

    Para completar, a proteção da vacina da gripe não é permanente, e o nível de anticorpos no sangue começa a diminuir gradualmente alguns meses após a aplicação. Ao receber a nova dose, o corpo volta a produzir anticorpos contra as cepas mais recentes do vírus, aumentando a capacidade de defesa contra a infecção.

    Quem deve se vacinar?

    A vacina contra a gripe é recomendada para toda a população a partir dos seis meses de idade. No entanto, para fins de saúde pública e organização do SUS, a vacinação é dividida em dois grandes pilares: os grupos prioritários e a população geral.

    Os grupos de risco e prioritários têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença, que podem levar à internação ou complicações respiratórias. De acordo com as diretrizes de 2025, ela está disponível durante o ano inteiro para:

    • Idosos com 60 anos de idade ou mais;
    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
    • Gestantes;
    • Puérperas;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas (como asma e DPOC);
    • Pessoas com deficiência permanente.

    O Ministério da Saúde também recomenda a vacina para profissionais da saúde, educação, transporte, populações vulneráveis e funcionários do sistema prisional.

    Atenção: se você não se enquadra em nenhum dos grupos, a vacinação ainda é extremamente recomendada na rede particular ou após a liberação das doses remanescentes pelo SUS, visando a proteção individual e coletiva.

    Por que a vacina é tão importante em todas as idades?

    A gripe é responsável por milhões de casos de infecção respiratória todos os anos em todo o mundo, e pode evoluir para quadros mais graves em todas as faixas etárias, principalmente quando não há proteção imunológica adequada.

    Em algumas situações, a infecção pode levar a complicações como pneumonia, agravamento de doenças crônicas, inflamações cardíacas e até hospitalizações.

    A vacinação anual ajuda o organismo a reconhecer o vírus com mais rapidez, aumentando a capacidade de resposta do sistema imunológico.

    Benefícios para as crianças

    Nas crianças, a gripe pode provocar sintomas intensos, como febre alta, tosse persistente, dores no corpo e cansaço. Em muitos casos, a infecção também pode causar complicações respiratórias, como bronquite e pneumonia. Uma vez que o sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, a vacinação contribui para proteger a saúde da criança.

    A vacinação infantil também ajuda a diminuir a transmissão do vírus em ambientes coletivos, como creches e escolas. As crianças costumam ter contato frequente com outras pessoas, o que facilita a disseminação de vírus respiratórios. Com a imunização, o risco de surtos e de transmissão para familiares também tende a diminuir.

    Proteção para idosos

    Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da gripe, pois com o avanço da idade, o sistema imunológico tende a apresentar menor eficiência, o que aumenta as chances da doença evoluir para mais quadros graves.

    De acordo com estudos, a vacinação também contribui para diminuir o risco de agravamento de doenças já existentes, como problemas cardíacos e pulmonares.

    Importância para pessoas com doenças crônicas

    Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e doenças renais, também apresentam maior risco de desenvolver complicações associadas à gripe.

    A infecção pelo vírus Influenza pode agravar as condições e aumentar a necessidade de atendimento médico ou hospitalização, de modo que a vacina ajuda a reduzir o risco, protegendo o organismo contra as variantes do vírus com maior probabilidade de circulação durante cada temporada.

    Mesmo adultos saudáveis devem tomar a vacina da gripe

    Mesmo que esse grupo apresente um risco menor de complicações graves, a infecção pelo vírus Influenza ainda pode causar sintomas intensos, como febre alta, dores no corpo, fadiga, dor de cabeça e tosse persistente, que podem comprometer as atividades diárias por vários dias.

    Além disso, adultos saudáveis podem transmitir o vírus para outras pessoas e, em alguns casos, a transmissão ocorre antes mesmo do aparecimento dos sintomas ou durante quadros leves da doença.

    Ao se vacinar, a pessoa contribui para reduzir a circulação do vírus na comunidade e ajuda a proteger pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas, gestantes e quem convive com doenças crônicas.

    Conceito de imunidade coletiva (efeito rebanho)

    A imunidade coletiva, também chamada de efeito rebanho, acontece quando uma grande parte da população está protegida contra uma doença, principalmente por meio da vacinação. Quando muitas pessoas estão imunizadas, a circulação do vírus diminui e a transmissão entre as pessoas se torna mais difícil.

    Na prática, isso significa que o vírus encontra menos oportunidades para se espalhar na comunidade. Como resultado, até mesmo as pessoas que não podem se vacinar ou que apresentam imunidade mais baixa acabam sendo indiretamente protegidas, como bebês pequenos e pessoas imunossuprimidas.

    Por isso, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor tende a ser a circulação do vírus e maior é a proteção coletiva.

    Vacina da gripe causa efeitos colaterais?

    Os efeitos colaterais da gripe normalmente são leves e temporários, e indicam que o sistema imunológico está respondendo e desenvolvendo proteção contra o vírus, e não que a pessoa contraiu a gripe. Os mais comuns incluem:

    • Dor no local da aplicação;
    • Vermelhidão no local da aplicação;
    • Inchaço no local da aplicação;
    • Sensibilidade no braço onde ocorreu a aplicação;
    • Febre baixa;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular;
    • Mal-estar geral.

    Diferença entre a vacina trivalente e quadrivalente

    A principal diferença entre a vacina trivalente e a vacina quadrivalente contra a gripe está no número de cepas do vírus Influenza incluídas na formulação.

    A vacina trivalente é a utilizada nas campanhas do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é desenhada para proteger contra as três cepas que a Organização Mundial da Saúde identifica como as de maior circulação no ano, sendo elas:

    • Duas variantes de Influenza A (como H1N1 e H3N2);
    • Uma variante de Influenza B.

    Já a vacina quadrivalente (ou tetravalente) está disponível em clínicas particulares, e oferece uma proteção um pouco mais ampla. Ela contém as mesmas três cepas da trivalente, mas adiciona uma proteção extra:

    • Duas variantes de Influenza A;
    • Duas variantes de Influenza B (linhagens Victoria e Yamagata).

    Apesar da diferença na quantidade de cepas incluídas, tanto a vacina trivalente quanto a quadrivalente são consideradas seguras e eficazes na prevenção da gripe e das complicações.

    Onde se vacinar?

    A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas salas de vacinação do SUS em todo o país, para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, basta levar o cartão de vacinação e um documento de identificação.

    Durante a campanha nacional, muitas cidades também ampliam os pontos de vacinação, com atendimento em postos de saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e centros de imunização municipais.

    Para quem não faz parte dos grupos prioritários ou prefere outra formulação da vacina, como a quadrivalente, a imunização também pode ser realizada em clínicas particulares de vacinação, que costumam oferecer a vacina ao longo de todo o ano.

    Importante: a ausência do cartão de vacinação não impede que você seja vacinado, mas se você o perdeu, é importante ir à UBS onde costuma se vacinar para fazer uma segunda via ou solicitar um novo em outra unidade. Ele é o documento que comprova a sua situação vacinal.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quem está gripado pode tomar a vacina?

    Se for um resfriado leve sem febre, sim. Se houver febre, recomenda-se esperar a recuperação para não sobrecarregar o sistema imune.

    2. Quanto tempo a vacina leva para fazer efeito?

    O organismo demora de 2 a 3 semanas para produzir os anticorpos necessários após a aplicação.

    3. Grávidas podem se vacinar?

    Sim, a vacina é segura em qualquer fase da gestação e protege o bebê nos primeiros meses de vida.

    4. Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina?

    Pessoas com alergia leve podem tomar. Em casos de choque anafilático grave, a vacinação deve ser feita em ambiente médico ou com vacinas específicas sem ovo.

    5. Posso tomar a vacina da gripe e a da COVID-19 no mesmo dia?

    Sim, não há necessidade de intervalo entre a vacina da gripe e outras vacinas do calendário.

    6. Como a gripe é transmitida?

    Através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, e pelo contato das mãos com superfícies contaminadas levadas aos olhos, nariz ou boca.

    7. O frio causa gripe?

    O frio em si não causa o vírus, mas no inverno ficamos em ambientes fechados e com menos ventilação, o que facilita a propagação do Influenza.

    8. Quais são os sinais de alerta para procurar um hospital?

    Dificuldade para respirar, dor no peito, persistência de febre alta por mais de 3 dias ou confusão mental.

    Confira: O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não

  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

  • O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    A citomegalovirose é uma infecção causada pelo citomegalovírus (CMV), um vírus bastante comum que pertence à família dos herpesvírus, a mesma do herpes simples e do vírus da varicela.

    Apesar de o nome parecer desconhecido para muitas pessoas, a infecção é bastante frequente. Estimativas indicam que grande parte da população entra em contato com o vírus ao longo da vida.

    Na maioria dos casos, a infecção passa despercebida e não causa sintomas importantes. Ainda assim, existem situações específicas em que a citomegalovirose merece mais atenção. Entenda mais abaixo.

    O que é o citomegalovírus?

    O citomegalovírus é um vírus que pode infectar diferentes células do organismo.

    Depois da primeira infecção, o vírus permanece no corpo em estado latente, ou seja, inativo. Isso é semelhante ao que acontece com outros vírus da família herpes.

    Na maioria das pessoas saudáveis, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle.

    Como ocorre a transmissão?

    O citomegalovírus pode ser transmitido por contato com fluidos corporais, como:

    • Saliva;
    • Urina;
    • Sangue;
    • Secreções genitais;
    • Leite materno.

    A transmissão pode ocorrer, por exemplo, em situações de:

    • Contato próximo entre pessoas;
    • Relações sexuais;
    • Transfusão de sangue;
    • Transplante de órgãos;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez.

    Quais são os sintomas da citomegalovirose?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa sintomas. Quando aparecem, os sinais podem ser semelhantes aos de uma gripe ou mononucleose.

    Sintomas mais comuns

    Entre os sintomas possíveis estão:

    • Febre;
    • Cansaço;
    • Dor de garganta;
    • Aumento de gânglios (ínguas);
    • Dores musculares.

    Esses sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

    Infecção silenciosa

    Muitas pessoas descobrem que já tiveram contato com o vírus apenas por meio de exames laboratoriais.

    Isso acontece porque a infecção frequentemente ocorre sem sintomas perceptíveis, ou se parece com um resfriado comum.

    Quem deve se preocupar mais com a citomegalovirose?

    Embora geralmente seja uma infecção leve, algumas pessoas precisam de atenção especial.

    Gestantes

    A infecção por citomegalovírus durante a gravidez pode ser transmitida para o bebê.

    Em alguns casos, isso pode causar citomegalovirose congênita, que pode levar a complicações como:

    • Perda auditiva;
    • Problemas neurológicos;
    • Atraso no desenvolvimento.

    Por isso, gestantes devem receber orientação médica sobre prevenção.

    Pessoas com imunidade comprometida

    Pessoas com sistema imunológico enfraquecido podem desenvolver formas mais graves da doença.

    Isso envolve:

    • Pacientes transplantados;
    • Pessoas em tratamento oncológico;
    • Pessoas vivendo com HIV avançado.

    Nesses casos, o vírus pode afetar órgãos como pulmões, olhos e trato gastrointestinal.

    Recém-nascidos

    Bebês infectados durante a gestação podem apresentar sintomas ao nascer ou desenvolver complicações posteriormente.

    Por isso, o acompanhamento pediátrico é importante quando há suspeita de infecção.

    Como prevenir a infecção?

    Não existe vacina disponível para o citomegalovírus.

    Algumas medidas simples podem reduzir o risco de transmissão:

    • Lavar as mãos com frequência;
    • Evitar compartilhar utensílios;
    • Ter cuidado com contato com secreções de crianças pequenas;
    • Adotar práticas sexuais seguras.

    Essas medidas são especialmente importantes para gestantes.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a citomegalovirose não requer tratamento específico. O organismo costuma controlar o vírus naturalmente.

    Em casos mais graves, principalmente em pacientes imunossuprimidos, podem ser utilizados medicamentos antivirais específicos.

    Veja mais: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

    Perguntas frequentes sobre citomegalovirose

    1. Citomegalovirose é comum?

    Sim. Muitas pessoas entram em contato com o vírus ao longo da vida.

    2. A infecção sempre causa sintomas?

    Não. Muitas vezes é assintomática.

    3. Citomegalovírus é perigoso?

    Para pessoas saudáveis geralmente não, mas pode ser preocupante na gravidez e em pessoas imunossuprimidas.

    4. Existe vacina contra citomegalovírus?

    Atualmente não há vacina disponível.

    5. Como saber se já tive citomegalovírus?

    Exames de sangue podem detectar anticorpos contra o vírus.

    6. A infecção pode voltar?

    O vírus pode permanecer latente no organismo e reativar em algumas situações.

    7. Gestantes devem fazer exames para citomegalovírus?

    A avaliação depende da orientação médica e do contexto clínico.

    Confira: 9 mitos e verdades sobre analgesia de parto normal (e quando ela é indicada)

  • Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    A ostomia é um procedimento cirúrgico que pode gerar dúvidas e inseguranças, especialmente quando surge como parte do tratamento de uma doença. No entanto, em muitos casos, ela é essencial para preservar a saúde e permitir a recuperação do organismo.

    De forma simples, a ostomia cria uma nova via para eliminação de fezes ou urina quando o trajeto natural não pode ser utilizado. Abaixo você vai entender como ela funciona e em quais situações é indicada.

    O que é a ostomia

    A ostomia é uma cirurgia que cria uma comunicação entre um órgão interno e a superfície da pele.

    • Nas ostomias intestinais, permite a saída de fezes diretamente para uma bolsa coletora;
    • Nas ostomias urinárias, permite a drenagem da urina quando o sistema urinário não funciona adequadamente.

    Essa abertura é chamada de estoma e fica conectada a uma bolsa que coleta o conteúdo eliminado.

    Tipos mais comuns de ostomia

    Existem diferentes tipos de ostomia, dependendo do órgão envolvido.

    1. Colostomia

    A colostomia é feita a partir do intestino grosso.

    • Permite a eliminação das fezes pelo abdome;
    • A consistência das fezes varia conforme a região do intestino utilizada.

    2. Ileostomia

    A ileostomia é realizada a partir do intestino delgado.

    • O conteúdo eliminado tende a ser mais líquido;
    • Isso ocorre porque não passa pelo intestino grosso, onde há absorção de água.

    3. Urostomia

    A urostomia é indicada quando o sistema urinário não consegue funcionar normalmente.

    • A urina passa a ser eliminada por uma abertura no abdômen;
    • É coletada por uma bolsa externa.

    Em quais casos a ostomia é necessária

    A ostomia pode ser indicada em diferentes situações médicas.

    As principais são:

    • Câncer colorretal ou de bexiga;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa;
    • Diverticulite complicada;
    • Perfuração intestinal;
    • Traumas abdominais graves;
    • Malformações congênitas.

    Em muitos casos, o objetivo é proteger o organismo ou permitir a recuperação após uma cirurgia.

    A ostomia é permanente?

    Nem sempre.

    1. Ostomia temporária

    • Utilizada para proteger o intestino após cirurgia;
    • Permite cicatrização adequada;
    • Pode ser revertida posteriormente.

    2. Ostomia permanente

    • Indicada quando não é possível restabelecer o trajeto natural;
    • Pode ocorrer após retirada definitiva de parte do intestino ou da bexiga.

    A decisão depende da condição de base e da avaliação médica.

    Como é viver com uma ostomia

    Apesar do impacto inicial, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa e com qualidade.

    Com orientação adequada, é possível:

    • Aprender a cuidar da bolsa coletora;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física;
    • Retomar atividades sociais e profissionais.

    O acompanhamento com equipe especializada, incluindo enfermeiros estomaterapeutas, é fundamental.

    Confira: 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    Perguntas frequentes sobre ostomia

    1. O que é uma bolsa de ostomia?

    É um dispositivo que coleta fezes ou urina eliminadas pelo estoma.

    2. Toda ostomia é permanente?

    Não. Muitas são temporárias e podem ser revertidas.

    3. Quem tem ostomia pode ter vida normal?

    Sim. Com cuidados adequados, é possível retomar atividades do dia a dia.

    4. A bolsa precisa ser trocada com frequência?

    Sim. A troca regular evita irritações e mantém a higiene.

    5. É possível fazer exercícios físicos?

    Na maioria dos casos, sim, após liberação médica.

    6. A alimentação muda?

    Pode haver adaptações, principalmente no início.

    7. Quem orienta os cuidados?

    Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros especializados.

    Veja mais: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Ar-condicionado faz mal para quem tem rinite ou asma? Saiba como evitar as crises

    Nos dias em que as temperaturas disparam e o calor fica difícil de suportar, é comum recorrer ao uso do ar-condicionado para deixar a casa mais agradável. Mas, para pessoas que convivem com rinite, asma ou sinusite, o alívio pode vir acompanhado de sintomas como espirros, coceira no nariz e a sensação de garganta seca.

    De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, o ar-condicionado, por si só, não causa alergia, mas algumas condições relacionadas ao uso do aparelho podem favorecer a irritação das vias respiratórias, principalmente em pessoas mais sensíveis, desde a falta de limpeza até a baixa umidade do ambiente. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o ar-condicionado causa ou piora a alergia?

    O uso do ar-condicionado pode piorar os sintomas alérgicos em algumas pessoas, principalmente quando existem fatores ambientais que favorecem a irritação das vias respiratórias, como:

    • Acúmulo de poeira, ácaros e fungos nos filtros do aparelho, principalmente quando a limpeza não é feita com regularidade;
    • Ar mais seco, que pode irritar o nariz e a garganta e provocar desconforto nas vias respiratórias;
    • Exposição ao ar frio, que pode desencadear broncoespasmo em pessoas com asma.

    Na maioria das vezes, o problema está na falta de manutenção adequada do ar-condicionado.

    “Sociedades médicas como ASBAI, AAAAI e ACAAI reforçam que sistemas de climatização podem até melhorar a qualidade do ar quando bem mantidos. Entretanto, quando negligenciados, passam a atuar como reservatórios de alérgenos”, complementa Brianna.

    Falta de manutenção podem acumular poeira, ácaros e fungos

    Quando a limpeza do ar-condicionado não é realizada com regularidade, a poeira presente no ambiente tende a ficar retida nos filtros do aparelho. Com o passar do tempo, aquele material acumulado pode se transformar em um local favorável para a presença de ácaros, fungos e outras partículas microscópicas.

    Quando o aparelho é ligado, as partículas podem circular novamente pelo ambiente e ser inaladas, o que pode irritar as vias respiratórias e desencadear sintomas alérgicos, como espirros, coceira no nariz, coriza e congestão nasal.

    De acordo com Brianna, os ácaros vivam principalmente em colchões e tecidos, mas seus alérgenos podem estar presentes na poeira doméstica que acaba sendo retida nos filtros. “Além disso, sistemas de climatização mal higienizados podem favorecer o crescimento de fungos, aumentando a liberação de esporos no ambiente”, esclarece a alergista.

    O ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias?

    O ar seco é um dos principais fatores de irritação para as vias respiratórias, afetando especialmente quem já possui sensibilidade ou doenças crônicas.

    Segundo o Global Initiative for Asthma (GINA), a exposição ao ar mais frio pode provocar broncoconstrição, que é o estreitamento dos brônquios, levando a sintomas como tosse, chiado no peito e falta de ar em pessoas com asma.

    A reação acontece porque o resfriamento das vias aéreas provoca alterações fisiológicas que favorecem a liberação de mediadores inflamatórios.

    Já nos quadros de rinite, Brianna explica que o problema costuma estar mais relacionado ao ressecamento da mucosa nasal. O ar mais seco pode irritar o interior do nariz, provocar sensação de ardência e aumentar a congestão nasal, além de favorecer sintomas como coceira e espirros.

    Por isso, quando o ar-condicionado é utilizado com temperaturas muito baixas ou por períodos prolongados, o desconforto respiratório pode se tornar mais frequente.

    Existe uma temperatura ideal para quem tem alergia respiratória?

    Não existe uma temperatura considerada ideal para prevenir as crises alérgicas. O mais importante é evitar temperaturas muito baixas e mudanças bruscas, que podem irritar as vias respiratórias.

    Segundo as orientações das sociedades médicas, também é importante manter a umidade relativa do ar entre 30% e 50%. Níveis muito baixos podem ressecar o nariz e a garganta, enquanto níveis muito altos favorecem o crescimento de mofo.

    Na prática, temperaturas entre 22 °C e 25 °C costumam ser consideradas mais confortáveis para pessoas com alergia respiratória, pois ajudam a evitar o ressecamento do ar e reduzem a irritação das vias aéreas.

    Como fazer a manutenção correta do ar-condicionado?

    A manutenção correta do ar-condicionado envolve alguns cuidados periódicos, como aponta Brianna:

    • Realizar a limpeza quinzenal dos filtros, já que aquela é a parte do aparelho onde a poeira costuma se acumular com mais facilidade;
    • Trocar os filtros quando necessário, de acordo com a recomendação do fabricante do equipamento;
    • Fazer a manutenção técnica com um profissional, de forma regular, para verificar o funcionamento do sistema e realizar a higienização interna do aparelho;
    • Inspecionar o aparelho para identificar sinais de umidade ou mofo, que podem favorecer o crescimento de fungos e a liberação de esporos no ambiente.

    Além da manutenção do equipamento, também é importante manter o ambiente da casa limpo e ventilado, o que ajuda a reduzir a presença de partículas que podem desencadear sintomas alérgicos.

    Ventilador é melhor para quem tem alergia?

    Diferente do ar-condicionado, o ventilador não filtra o ar, apenas movimenta o que já está presente no ambiente. Segundo Brianna, quando existe poeira acumulada no ambiente, o ventilador pode ressuspender partículas alergênicas, como poeira e ácaros, aumentando a exposição das vias respiratórias e favorecendo sintomas alérgicos.

    Já o ar-condicionado, quando recebe manutenção adequada, pode ajudar a reduzir a entrada de partículas externas e contribuir para uma melhor qualidade do ar no ambiente interno.

    Por isso, para pessoas com alergia respiratória, o factor mais importante não costuma ser o tipo de aparelho, mas sim a limpeza, a manutenção e o controle da qualidade do ar no ambiente.

    Veja também: Por que algumas pessoas têm alergia e outras não? Alergista explica

    Perguntas frequentes

    1. Por que sinto o nariz entupido ao ligar o aparelho?

    O ar-condicionado retira a umidade do ambiente. Para tentar compensar o ressecamento, as mucosas nasais inflamam e produzem mais muco, gerando a sensação de entupimento (congestão).

    2. O uso de umidificador junto com o ar-condicionado ajuda?

    Sim, o umidificador ajuda a repor a umidade que o ar-condicionado retira, evitando o ressecamento da garganta e do nariz.

    3. Como saber se o meu ar-condicionado está sujo?

    Sinais comuns incluem odor de mofo ao ligar, espirros imediatos após o acionamento, demora para resfriar e ruídos anormais.

    4. Crianças e bebês podem ficar no ar-condicionado?

    Sim, mas a atenção deve ser redobrada com a hidratação nasal (soro fisiológico) e a temperatura, que não deve baixar de 24°C.

    5. Qual a diferença entre alergia ao ar e sensibilidade ao frio?

    A “alergia” geralmente é aos ácaros e fungos presentes no aparelho. A sensibilidade ao frio (rinite vasomotora) é uma reação física do corpo à temperatura baixa.

    6. Filtro HEPA funciona para alérgicos?

    Sim! Filtros do tipo HEPA (High Efficiency Particulate Air) são capazes de reter até 99,9% das impurezas, incluindo ácaros e pólen, sendo a melhor escolha para quem tem crises frequentes de asma ou rinite.

    7. Posso usar óleos essenciais no ar-condicionado para melhorar a respiração?

    Não é recomendado pingar óleos diretamente no filtro ou no aparelho, pois isso pode danificar o equipamento e proliferar fungos. O ideal é usar um difusor à parte no ambiente.

    Confira: Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

  • Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    Pós-operatório da cirurgia bariátrica: o que esperar da recuperação e quais cuidados seguir 

    A cirurgia bariátrica é um passo importante no tratamento da obesidade e pode trazer benefícios significativos para a saúde. No entanto, o resultado do procedimento depende não apenas da cirurgia, mas também dos cuidados adotados no período de recuperação.

    O pós-operatório da cirurgia bariátrica envolve mudanças na alimentação, no estilo de vida e no acompanhamento com profissionais de saúde. Entenda como funciona essa fase para tornar a adaptação mais segura e tranquila.

    Como é o tempo de internação após a cirurgia

    A maioria das cirurgias bariátricas é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que favorece recuperação mais rápida.

    De forma geral:

    • O tempo de internação costuma variar entre 1 e 3 dias, podendo ser maior em caso de complicações;
    • A alta hospitalar ocorre após avaliação médica e boa tolerância à ingestão de líquidos.

    Durante esse período, a equipe acompanha sinais vitais, dor, hidratação e o início da alimentação líquida.

    Primeiros dias após a cirurgia bariátrica

    Nos primeiros dias, o organismo passa por um processo de adaptação.

    Alguns sintomas comuns incluem:

    • Cansaço;
    • Sensação de saciedade rápida;
    • Leve desconforto abdominal;
    • Redução do apetite.

    A movimentação leve, como pequenas caminhadas, costuma ser incentivada para ajudar na recuperação, por isso é importante seguir as recomendações médicas.

    Como é a alimentação após a cirurgia bariátrica

    A alimentação é uma das principais mudanças após a cirurgia bariátrica.

    Ela é dividida em fases para permitir adaptação gradual.

    1. Fase líquida

    Nos primeiros dias do pós-operatório da cirurgia bariátrica:

    • Água;
    • Caldos coados;
    • Gelatina sem açúcar;
    • Bebidas proteicas específicas.

    Essa fase costuma durar cerca de 1 a 2 semanas.

    2. Fase pastosa

    Na sequência, são introduzidos alimentos pastosos:

    • Purês de legumes;
    • Iogurtes naturais;
    • Sopas batidas;
    • Alimentos macios e triturados.

    Essa etapa facilita a adaptação do sistema digestivo.

    3. Retorno progressivo à alimentação sólida

    Com o tempo:

    • Mastigar bem os alimentos;
    • Comer devagar;
    • Fazer refeições em pequenas quantidades.

    Esses cuidados ajudam a evitar desconfortos.

    Cuidados importantes nos primeiros meses após a cirurgia bariátrica

    Além da alimentação, alguns cuidados são muito importantes:

    • Acompanhamento médico e nutricional feito com regularidade;
    • Uso de suplementos vitamínicos e minerais, quando indicado;
    • Prática gradual de atividade física após liberação médica;
    • Manter hidratação adequada;
    • Evitar bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.

    Essas medidas ajudam a garantir perda de peso saudável e reduzir riscos.

    Importância do acompanhamento multidisciplinar

    O acompanhamento com diferentes profissionais é essencial após a cirurgia.

    Entre eles:

    • Médico cirurgião;
    • Nutricionista;
    • Psicólogo ou psiquiatra;
    • Educador físico.

    Esse suporte contribui para adaptação às mudanças e manutenção dos resultados.

    Leia também: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica

    1. Quando é possível voltar às atividades normais?

    Atividades leves podem ser retomadas em algumas semanas, conforme orientação médica.

    2. A alimentação muda muito após a cirurgia?

    Sim. Após a cirurgia bariátrica há uma progressão de fases até o retorno aos alimentos sólidos.

    3. É necessário tomar vitaminas depois de fazer a cirurgia bariátrica?

    Sim. Em muitos casos, suplementos são necessários para evitar deficiências. O médico ou nutricionista são os profissionais mais indicados para essa prescrição.

    4. É normal sentir saciedade rapidamente?

    Sim. O novo tamanho do estômago reduz a quantidade de alimento tolerada.

    5. Quando posso voltar a fazer exercícios?

    Atividades leves são liberadas gradualmente, conforme avaliação médica.

    6. O acompanhamento médico é por quanto tempo?

    O acompanhamento costuma ser contínuo, especialmente nos primeiros anos.

    Veja mais: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)