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  • Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Após mais de uma década de desenvolvimento, a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está disponível em cidades selecionadas, como Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025.

    Desenvolvida totalmente no Brasil, a vacina, chamada Butantan-DV, utiliza vírus vivos atenuados (versões enfraquecidas do vírus) para estimular o sistema imunológico a se proteger contra a doença. O imunizante foi projetado para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

    É o primeiro imunizante do mundo com dose única, o que pode facilitar a adesão da população e ampliar a cobertura das campanhas de vacinação.

    A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e, segundo projeções do Ministério da Saúde, cerca de 1,8 milhão a 2 milhões de casos podem ser registrados ao longo de 2026.

    A seguir, reunimos as principais informações sobre como funciona a vacina, quem pode se vacinar e quais são os resultados dos estudos científicos. Confira!

    O que é a vacina da dengue do Butantan e como funciona?

    A Butantan-DV é uma vacina tetravalente, desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

    A fórmula é feita a partir de versões enfraquecidas dos quatro tipos do vírus da dengue, que não são capazes de causar a doença. Após a aplicação da vacina, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, que são proteínas de defesa capazes de identificar e neutralizar o vírus da dengue.

    Os anticorpos conseguem combater o vírus logo no início da infecção, o que reduz o risco da doença se desenvolver ou evoluir para formas mais graves.

    Além disso, por ser tetravalente, o Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e prepara o organismo para reconhecer todos eles ao mesmo tempo.

    Isso é importante porque uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida, e uma segunda infecção por um tipo diferente do vírus pode provocar uma resposta imunológica mais intensa, aumentando o risco de desenvolver formas graves da doença.

    Qual é a eficácia da vacina da dengue?

    A eficácia da vacina Butantan-DV foi avaliada em um grande estudo clínico realizado no Brasil entre 2016 e 2024. A pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários, em 14 estados do país, durante um período de até cinco anos.

    Os resultados mostraram que a vacina oferece uma proteção importante contra a doença:

    • 74,7% de eficácia geral contra dengue;
    • 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;
    • 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença.

    Durante os cinco anos de acompanhamento, nenhum dos participantes que recebeu a vacina precisou ser internado por dengue, enquanto ocorreram hospitalizações no grupo que recebeu a versão placebo.

    Por fim, vale destacar que a vacina também funciona em pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar da proteção ser um pouco maior em quem já teve contato com o vírus anteriormente, os estudos os estudos mostram que o imunizante consegue reduzir o risco da doença em ambos os casos.

    Quem pode tomar a vacina da dengue?

    A vacina Butantan-DV foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos. Ela pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca tiveram contato com o vírus.

    Na fase inicial da campanha de vacinação, o público-alvo definido pelo Programa Nacional de Imunizações inclui principalmente pessoas entre 15 e 59 anos, com expansão gradual conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Quem não deve receber a vacina?

    Segundo as recomendações da bula, a vacina não deve ser aplicada em alguns grupos específicos:

    • Pessoas com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina;
    • Indivíduos com sistema imunológico comprometido;
    • Pessoas em tratamento com medicamentos imunossupressores;
    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em período de amamentação.

    Em todos os casos, é importante consultar um médico antes de tomar a decisão final, especialmente se você possuir alguma condição de saúde crônica ou estiver em tratamento médico contínuo.

    Como é feita a aplicação?

    A vacina é administrada em dose única de 0,5 mL, aplicada por via subcutânea, normalmente na região do braço. A aplicação deve ser feita por um profissional de saúde treinado, em unidades de vacinação ou campanhas oficiais.

    Quanto tempo dura a proteção da vacina da dengue?

    Os voluntários dos estudos clínicos foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina manteve níveis consistentes de proteção. Com a aplicação em larga escala na população, novos estudos de vida real devem indicar se haverá necessidade de doses de reforço no futuro.

    Efeitos colaterais da vacina da dengue

    Assim como qualquer vacina, o imunizante pode causar alguns efeitos colaterais, mas eles tendem a ser leves e temporários:

    • Dor ou vermelhidão no local da aplicação;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular ou nas articulações;
    • Náuseas;
    • Febre leve.

    Os estudos apontam que os efeitos colaterais são raros e, durante a pesquisa, ocorreram em menos de 0,1% dos participantes, com recuperação completa.

    Produção da vacina no Brasil

    O Instituto Butantan iniciou os estudos da vacina contra a dengue em 2009, após anos de pesquisa científica sobre o vírus. Hoje, o instituto possui capacidade inicial de produção de cerca de 1,2 milhão de doses por ano, com expansão planejada para atender à demanda nacional.

    Com transferência de tecnologia para um laboratório parceiro, a previsão é disponibilizar até 30 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2026, ampliando o acesso da população brasileira ao imunizante.

    Atualmente, ela está sendo aplicada nos municípios de Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, a fim de avaliar o impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade.

    O Ministério da Saúde também iniciou a vacinação com profissionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo equipes que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e realizam visitas domiciliares em diferentes regiões do país. A ideia é ampliar a imunização conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Leia mais: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os principais sintomas da dengue?

    Os sintomas clássicos incluem febre alta repentina, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.

    2. O que diferencia a dengue comum da dengue grave (hemorrágica)?

    A dengue grave apresenta sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (gengiva ou nariz) e queda de pressão. Ela requer hospitalização imediata.

    3. Posso pegar dengue mais de uma vez?

    Sim, até quatro vezes. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, 2, 3 e 4). Pegar um tipo gera imunidade permanente contra ele, mas não contra os outros três.

    4. Qual a diferença entre a vacina do Butantan e a Qdenga (disponível no SUS)?

    A Qdenga exige duas doses com intervalo de três meses. A do Butantan exige apenas uma dose, o que facilita o controle vacinal em massa.

    5. Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

    O organismo leva, em média, de duas a quatro semanas após a aplicação para criar uma barreira de anticorpos protetora.

    6. A vacina do Butantan usa vírus vivo?

    Sim, ela utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado. O vírus é enfraquecido para não causar a doença, mas é suficiente para “ensinar” o sistema imune a se defender.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    A cirurgia bariátrica é considerada um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e para doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Para muitas pessoas, ela representa uma alternativa quando outras estratégias de perda de peso não tiveram resultado suficiente.

    Esse tipo de cirurgia atua no sistema digestivo para reduzir a ingestão de alimentos e, em alguns casos, a absorção de nutrientes. Atualmente, existem diferentes técnicas disponíveis, e entender como cada uma funciona ajuda a esclarecer dúvidas e alinhar expectativas antes do tratamento.

    O que é a cirurgia bariátrica

    A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado no sistema digestivo com o objetivo de tratar a obesidade.

    Ela pode atuar por diferentes mecanismos:

    • Restrição alimentar, ao reduzir o tamanho do estômago;
    • Alteração da absorção de nutrientes, ao modificar o trajeto do intestino;
    • Mudanças hormonais, que influenciam a saciedade e o metabolismo.

    Esses efeitos combinados ajudam a reduzir a ingestão alimentar e promovem perda de peso significativa.

    Quando a cirurgia bariátrica é indicada

    A indicação da cirurgia segue critérios bem definidos.

    Entre os principais estão:

    • Índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m²;
    • IMC ≥ 35 kg/m² com doenças associadas, como diabetes tipo 2 ou hipertensão;
    • Falha de tratamentos clínicos para perda de peso.

    Antes do procedimento, o paciente passa por avaliação multidisciplinar, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

    Principais técnicas de cirurgia bariátrica

    Atualmente, algumas técnicas são mais utilizadas no tratamento cirúrgico da obesidade.

    1. Bypass gástrico (bypass em Y de Roux)

    É uma das técnicas mais realizadas.

    Nesse procedimento:

    • O estômago é reduzido a uma pequena bolsa;
    • Parte do intestino é conectada diretamente a essa bolsa.

    Com isso, ocorre:

    • Redução da quantidade de alimento ingerido;
    • Diminuição da absorção de calorias;
    • Alterações hormonais que aumentam a saciedade.

    2. Sleeve gástrico (gastrectomia vertical)

    É outra técnica bastante utilizada.

    Nesse procedimento:

    • Cerca de 70% a 80% do estômago é removido;
    • O estômago passa a ter formato tubular.

    Os principais efeitos incluem:

    • Redução da capacidade gástrica;
    • Saciedade mais rápida;
    • Diminuição de hormônios relacionados à fome.

    Diferente do bypass, não há alteração do intestino.

    3. Duodenal switch (derivação biliopancreática)

    Essa técnica combina dois mecanismos.

    Ela promove:

    • Restrição alimentar;
    • Redução significativa da absorção de nutrientes.

    Embora seja eficaz, costuma ser indicada em casos específicos devido ao maior risco de deficiência nutricional.

    4. Bypass gástrico de anastomose única (mini bypass)

    É uma variação do bypass tradicional.

    Nesse procedimento:

    • É criada uma pequena bolsa no estômago;
    • Essa bolsa é conectada diretamente ao intestino com uma única ligação.

    A técnica pode ter bons resultados, mas a indicação depende da avaliação médica.

    Como é a recuperação após a cirurgia

    A cirurgia bariátrica geralmente é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva com pequenas incisões.

    Após o procedimento, o paciente passa por etapas de adaptação alimentar:

    • Dieta líquida inicial;
    • Introdução gradual de alimentos pastosos;
    • Retorno progressivo à alimentação sólida.

    O acompanhamento com equipe multidisciplinar é essencial para garantir bons resultados e evitar deficiências nutricionais.

    Veja mais: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

    1. Qual é a técnica mais comum?

    O bypass gástrico e o sleeve gástrico são as técnicas mais utilizadas atualmente.

    2. A cirurgia bariátrica cura a obesidade?

    Ela é uma ferramenta importante, mas o sucesso depende de mudanças no estilo de vida.

    3. Quanto peso é possível perder?

    A perda varia entre os pacientes, mas costuma ser significativa nos primeiros anos.

    4. A cirurgia é reversível?

    Depende da técnica utilizada. Algumas podem ser revertidas, outras não.

    5. É necessário tomar vitaminas após a cirurgia?

    Sim. Em muitos casos, é necessário suplementar vitaminas e minerais.

    6. A cirurgia ajuda no diabetes?

    Sim. Muitos pacientes apresentam melhora importante ou remissão da doença.

    7. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia?

    Sim. A maioria dos procedimentos atualmente utiliza técnica minimamente invasiva.

    Confira: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Muitas pessoas já ouviram o termo sepse, mas nem sempre entendem o que isso significa na prática. A sepse, também chamada popularmente de infecção generalizada, é justamente uma resposta exagerada do organismo a uma infecção, que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é uma das principais causas de morte evitável no mundo. O grande desafio é que os sintomas podem começar de forma aparentemente leve, mas evoluir rapidamente. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é muito importante.

    O que é sepse?

    A sepse é uma condição em que o organismo reage de forma descontrolada a uma infecção. Em vez de combater apenas o agente infeccioso, o corpo desencadeia uma resposta inflamatória intensa que pode afetar vários órgãos.

    Isso pode causar:

    • Disfunção de órgãos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Comprometimento da circulação;
    • Risco de morte.

    O que causa sepse?

    A sepse sempre começa com uma infecção. As mais comuns são:

    • Pneumonia;
    • Infecção urinária;
    • Infecção abdominal;
    • Infecção de pele.

    Qualquer infecção pode evoluir para sepse, especialmente se não for tratada rapidamente.

    Quem tem maior risco de desenvolver sepse?

    Alguns grupos são mais vulneráveis:

    • Idosos;
    • Recém-nascidos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com imunidade baixa;
    • Pessoas hospitalizadas.

    Nesses casos, a evolução pode ser mais rápida.

    Sintomas de sepse: sinais de alerta

    Os sintomas podem variar, mas alguns sinais indicam gravidade, por isso é importante ficar bem atento.

    Alterações gerais

    • Febre ou temperatura muito baixa;
    • Calafrios;
    • Fraqueza intensa.

    Alterações no corpo e no comportamento

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Dificuldade de concentração.

    Alterações respiratórias

    • Respiração acelerada;
    • Falta de ar.

    Alterações cardiovasculares

    • Batimentos acelerados;
    • Pressão baixa;
    • Tontura.

    Alterações urinárias

    • Diminuição do volume da urina;
    • Urina escura.

    A combinação desses sintomas com uma infecção deve ser considerada uma emergência médica.

    Por que a sepse é tão perigosa?

    A gravidade da sepse está na rapidez com que ela pode evoluir. A resposta inflamatória descontrolada pode causar:

    • Falência de múltiplos órgãos;
    • Choque séptico;
    • Alterações graves na circulação;
    • Morte.

    O choque séptico é a forma mais grave, quando a pressão arterial cai de forma crítica e não responde adequadamente ao tratamento inicial.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico e baseado em exames.

    Podem ser utilizados:

    • Exames de sangue;
    • Avaliação de sinais vitais;
    • Identificação da infecção de origem;
    • Monitoramento de órgãos.

    O tempo é um fator muito importante no diagnóstico e no tratamento.

    Como é o tratamento da sepse?

    A sepse é uma emergência médica e exige atendimento imediato. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, soro intravenoso, medicamentos para estabilizar a pressão e internação em UTI, quando necessário.

    Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação.

    É possível prevenir a sepse?

    Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam:

    • Tratar infecções precocemente;
    • Manter vacinação em dia;
    • Higienizar as mãos regularmente;
    • Evitar automedicação.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure ajuda imediata se houver:

    • Sintomas de infecção associados a mal-estar intenso;
    • Confusão mental;
    • Respiração acelerada;
    • Queda de pressão;
    • Redução da urina.

    É importante saber que a sepse é uma emergência médica e não se deve esperar os sintomas piorarem.

    Leia também: Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre sepse

    1. Sepse é o mesmo que infecção generalizada?

    É um termo popular, mas a sepse é uma resposta grave do organismo à infecção.

    2. Toda infecção vira sepse?

    Não, mas qualquer infecção pode evoluir para sepse.

    3. Sepse tem cura?

    Sim, especialmente quando tratada precocemente.

    4. Sepse é contagiosa?

    Não. O que pode ser contagioso é a infecção inicial.

    5. Quais órgãos podem ser afetados?

    Pulmões, rins, coração e cérebro.

    6. Quanto tempo leva para evoluir?

    Pode evoluir rapidamente, em horas.

    7. Sepse sempre leva à morte?

    Não, mas é uma condição grave que exige tratamento urgente.

    Veja também: Infecção hospitalar: o que é, tipos e quais os cuidados necessários para evitar

  • Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Como organizar um check-up médico anual? Veja algumas dicas que podem te ajudar

    Não é novidade que manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir doenças e acompanhar o funcionamento do corpo. Só que, na realidade de muitas pessoas, pode ser difícil conseguir horários ou encaixar no calendário, ainda mais em uma vida tão corrida.

    Na prática, cuidar da saúde pode ser muito mais simples quando existe organização ao longo do ano. Ao distribuir as consultas ao longo dos meses, você garante um monitoramento mais preciso e consegue dar a atenção devida a cada recomendação médica.

    Como montar um cronograma anual de check-up médico?

    Na hora de organizar o check-up anual, uma dica simples é dividir os exames ao longo dos dois semestres do ano. Assim, o processo fica mais tranquilo e evita uma sequência cansativa de consultas e exames em poucas semanas.

    Primeiro semestre (janeiro a junho)

    No primeiro semestre, a ideia é focar na avaliação geral da saúde, com consultas com:

    Clínico geral

    O clínico geral costuma ser o ponto de partida do check-up. Durante a consulta, o médico avalia o histórico de saúde, hábitos de vida, pressão arterial e sintomas recentes.

    Também é comum que o profissional solicite exames básicos de rotina, que podem variar de acordo com a idade:

    • Jovens (20 a 35 anos): hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicerídeos, creatinina (avaliação da função renal), TSH (avaliação da tireoide) e exames de urina e fezes;
    • Adultos (40 anos ou mais): além dos exames anteriores, o médico costuma incluir dosagem de vitamina D, ácido úrico, enzimas hepáticas (TGO e TGP) e proteína C reativa (PCR), que ajuda a avaliar processos inflamatórios no organismo;
    • Check-up cardiovascular: a partir dos 40 anos (ou antes, quando há histórico familiar de doenças cardíacas), o clínico pode solicitar um eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo e o funcionamento do coração.

    Ginecologista (para mulheres)

    A consulta anual com o ginecologista faz parte do acompanhamento regular da saúde da mulher. Além da avaliação clínica, o profissional pode solicitar exames preventivos que variam conforme a idade.

    • A partir dos 25 anos (ou do início da vida sexual): realização do exame Papanicolau (preventivo), utilizado para o rastreamento do câncer de colo do útero. O exame costuma ser feito anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, pode passar a ser realizado a cada três anos, conforme orientação médica;
    • Entre 35 e 40 anos: além do exame preventivo, o médico pode solicitar a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar o útero e os ovários e identificar alterações como miomas, cistos ou espessamento do endométrio;
    • A partir dos 40 a 50 anos: passa a ser indicada a mamografia para rastreamento do câncer de mama. O exame costuma ser realizado anualmente ou a cada dois anos, dependendo do protocolo adotado e do histórico familiar;
    • Após a menopausa: a densitometria óssea pode ser recomendada para avaliar a saúde dos ossos e verificar o risco de osteoporose, condição que se torna mais comum após a redução dos níveis hormonais.

    Urologista (para homens)

    A consulta com o urologista ajuda a acompanhar a saúde do sistema urinário e da próstata do homem. A necessidade de exames também varia conforme a idade e o histórico familiar.

    • Jovens (até 35 anos): o acompanhamento costuma focar no exame físico, que ajuda a identificar alterações como varicocele ou tumores testiculares. Também pode ser indicado rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), conforme histórico e orientação médica;
    • A partir dos 45 a 50 anos: podem ser solicitados exames para avaliação da próstata, como o PSA (exame de sangue) e o toque retal, quando indicado pelo médico. O rastreamento do câncer de próstata normalmente começa aos 45 anos para homens negros ou com histórico familiar de primeiro grau e aos 50 anos para os demais;
    • Avaliação urinária: em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassonografia das vias urinárias para avaliar rins e bexiga, especialmente quando existem sintomas como dificuldade para urinar, dor ou alterações no fluxo urinário.

    Dentista

    A consulta com o dentista deve acontecer, em média, a cada seis meses. Por isso, muitas pessoas aproveitam o início do ano para fazer a primeira limpeza e avaliação da saúde bucal. A consulta ajuda a identificar cáries, inflamações na gengiva e outros problemas que podem surgir ao longo do tempo.

    Segundo semestre (julho a dezembro)

    No segundo semestre, o foco costuma ser acompanhar os resultados dos exames feitos no início do ano e marcar consultas com especialistas, caso seja necessário. Se algum exame vier alterado ou surgir algum sintoma novo, o clínico geral pode indicar uma avaliação mais específica.

    Dermatologista

    A consulta com o dermatologista, pelo menos uma vez ao ano, é importante para avaliar a saúde da pele, ainda mais antes do período de maior exposição ao sol, como férias e verão. Durante o atendimento, o médico analisa manchas, pintas, sinais e outras alterações, que podem indicar problemas dermatológicos, como câncer de pele.

    No caso de pessoas com acne, manchas na pele, queda de cabelo ou problemas nas unhas, o acompanhamento também ajuda a identificar as causas e indicar o tratamento mais adequado.

    Nutricionista

    O acompanhamento anual com o nutricionista pode ser útil tanto para quem deseja melhorar a alimentação no dia a dia quanto para quem precisa controlar condições como colesterol alto, diabetes, sobrepeso ou deficiências nutricionais.

    Além disso, o profissional pode orientar mudanças simples na dieta que ajudam a melhorar energia, digestão e qualidade de vida.

    Dentista

    A segunda consulta do ano com o dentista funciona como uma revisão da saúde bucal. O profissional avalia os dentes, as gengivas e pode fazer uma nova limpeza, se necessário. O acompanhamento regular ajuda a prevenir cáries, inflamações na gengiva e outros problemas comuns da boca.

    Outros especialistas

    Se o clínico geral achar necessário, ele pode indicar consultas com outros especialistas para investigar melhor algum sintoma ou alteração nos exames. Os encaminhamentos mais comuns incluem:

    • Cardiologista: para avaliar a saúde do coração, principalmente em casos de pressão alta, colesterol elevado ou histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Endocrinologista: para investigar alterações hormonais, diabetes, problemas de tireoide ou dificuldades para controlar o peso;
    • Gastroenterologista: quando existem sintomas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal, constipação ou diarreia.

    Dica: lembre-se de fazer jejum para os exames de sangue, caso o laboratório tenha orientado, e leve sempre os resultados do ano anterior para que o médico possa comparar a evolução dos seus marcadores.

    Importância do clínico geral ou médico de família na organização

    O clínico geral ou o médico de família devem ser os primeiros profissionais a procurar quando a ideia é organizar o check-up. Eles avaliam a saúde de forma mais completa e ajudam a definir quais exames realmente precisam ser feitos.

    Durante a consulta, o profissional conversa sobre histórico familiar, hábitos de vida, sintomas recentes e resultados de exames anteriores. Com base na avaliação, ele pode pedir exames de rotina e, se necessário, indicar consultas com outros especialistas.

    O médico de família, em especial, acompanha a saúde ao longo do tempo, o que facilita perceber mudanças no organismo, orientar cuidados preventivos e acompanhar tratamentos quando necessário.

    Dicas práticas para você não esquecer os exames

    Para garantir que o planejamento saia do papel, algumas medidas podem te ajudar a lembrar das consultas e evitam que o check-up fique sempre para depois, sendo eles:

    • Use lembretes no celular: aplicativos de calendário, como o Google Agenda, podem ajudar bastante, basta anotar a data da consulta ou do exame e ativar um lembrete alguns dias antes;
    • Aproveite o mês do aniversário: muitas pessoas usam o mês do aniversário como um lembrete para cuidar da saúde. Marcar consultas próximas da data ajuda a transformar o check-up em um hábito anual;
    • Peça os pedidos de exames na mesma consulta: durante a consulta com o clínico geral, vale pedir todos os exames de rotina de uma vez. Assim, fica mais fácil organizar as datas e realizar tudo com calma;
    • Guarde os resultados dos exames: manter uma pasta com exames antigos (física ou digital) ajuda a acompanhar a evolução da saúde ao longo do tempo e facilita na hora de mostrar os resultados para o médico.

    Quando procurar um especialista antes do previsto?

    Mesmo com o check-up organizado ao longo do ano, alguns sinais do corpo indicam que é melhor procurar um médico antes da consulta de rotina, como:

    • Dor que não melhora depois de alguns dias;
    • Manchas ou pintas na pele que mudam de cor, formato ou tamanho;
    • Problemas digestivos frequentes, como refluxo, dor abdominal ou alterações no intestino;
    • Dificuldade ou dor ao urinar, ou presença de sangue na urina;
    • Cansaço excessivo, tontura ou falta de ar sem motivo aparente;
    • Perda ou ganho de peso sem explicação.

    Sempre que surgir algum sintoma diferente ou persistente, o ideal é procurar um médico para avaliação. Muitas vezes, o clínico geral pode fazer a primeira análise e, se necessário, indicar o especialista mais adequado.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Quais exames de sangue são considerados essenciais no check-up?

    Normalmente incluem hemograma completo, glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), ureia e creatina (função renal), TSH (tireoide) e dosagem de vitaminas (como D e B12).

    2. Quais são os exames essenciais na infância?

    Além do acompanhamento de crescimento com o pediatra, destacam-se o teste do pezinho (ao nascer), exames de acuidade visual e auditiva antes da alfabetização e acompanhamento vacinal rigoroso.

    3. A partir de que idade deve-se iniciar o rastreamento do câncer de mama?

    A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Mastologia é a partir dos 40 anos com a mamografia anual. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia bianual (a cada dois anos) para mulheres de 50 a 69 anos, embora garanta acesso a partir dos 40 anos.

    Mulheres com histórico familiar de primeiro grau devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação do mastologista.

    4. Quais cuidados aumentam na fase da maturidade (60+)?

    Nesta etapa, adiciona-se a densitometria óssea (para detectar osteoporose), avaliação cognitiva, exames de audição e check-ups cardiológicos mais detalhados, como o ecocardiograma.

    5. Remédios de uso contínuo alteram a data do check-up?

    Sim. Se você usa medicamentos para pressão, diabetes ou tireoide, os exames de monitoramento devem seguir a frequência estipulada pelo médico (normalmente a cada 6 meses), independentemente do seu calendário de check-up geral.

    6. Como o check-up cardiológico muda para quem pratica exercícios intensos?

    Para quem corre maratonas, faz crossfit ou treinos de alta intensidade, o check-up deve ser mais rigoroso e focado em desempenho e segurança. Além do eletrocardiograma simples, o médico pode solicitar o teste ergométrico de esforço e o ecocardiograma anualmente, independentemente da idade.

    Confira: Como identificar problemas de visão no dia a dia? Veja os principais sinais

  • Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    A hérnia inguinal é uma condição bastante comum e costuma chamar atenção pelo aparecimento de um caroço na região da virilha. Muitas vezes, esse abaulamento surge ao fazer esforço, tossir ou ficar muito tempo em pé, o que pode gerar dúvida e preocupação.

    Embora nem sempre cause dor intensa no início, a hérnia inguinal pode aumentar ao longo do tempo e, em alguns casos, levar a complicações. Venha entender o que é essa condição, por que ela aparece e como é tratada.

    O que é a hérnia inguinal

    A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de outro tecido abdominal atravessa uma área de fraqueza na parede muscular da virilha.

    Essa protrusão acontece através do canal inguinal, uma estrutura natural localizada na parte inferior do abdome.

    Quando há fraqueza muscular ou aumento da pressão interna, o conteúdo abdominal pode se deslocar por esse canal, formando o abaulamento característico.

    Esse volume pode aparecer apenas em alguns momentos ou permanecer visível continuamente.

    Principais causas da hérnia inguinal

    A hérnia inguinal pode surgir por fatores que enfraquecem a musculatura abdominal ou aumentam a pressão dentro do abdome.

    Entre os principais estão:

    • Fraqueza natural da musculatura abdominal;
    • Esforço físico intenso ou levantamento de peso;
    • Tosse crônica;
    • Constipação com esforço para evacuar;
    • Envelhecimento da musculatura.

    Em alguns casos, a condição pode estar presente desde o nascimento (origem congênita).

    Quem tem maior risco de desenvolver hérnia inguinal

    Algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver hérnia inguinal.

    Entre os principais fatores de risco estão:

    • Sexo masculino;
    • Histórico familiar de hérnia;
    • Idade avançada;
    • Obesidade ou excesso de peso;
    • Atividades com esforço físico intenso.

    Situações que aumentam a pressão abdominal de forma repetida também contribuem para o surgimento da hérnia.

    Quais são os sintomas mais comuns

    O principal sinal da hérnia inguinal é o aparecimento de um abaulamento na região da virilha.

    Outros sintomas incluem:

    • Sensação de peso ou desconforto local;
    • Dor leve ou moderada, principalmente ao esforço;
    • Aumento do volume ao tossir ou levantar peso;
    • Sensação de queimação ou pressão.

    Em alguns casos, o abaulamento pode desaparecer ao deitar e reaparecer ao ficar em pé.

    Possíveis complicações da hérnia inguinal

    Embora muitas hérnias sejam inicialmente pouco sintomáticas, algumas complicações podem ocorrer.

    Entre as principais estão:

    • Hérnia encarcerada, quando o conteúdo fica preso;
    • Hérnia estrangulada, quando há comprometimento da circulação sanguínea.

    Nessas situações, podem surgir:

    • Dor intensa;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dificuldade de reduzir a hérnia.

    Esses sinais exigem avaliação médica urgente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento definitivo da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico.

    A cirurgia tem como objetivo:

    • Reposicionar o conteúdo abdominal;
    • Reforçar a parede muscular enfraquecida.

    Geralmente, utiliza-se uma tela cirúrgica para reduzir o risco de recorrência.

    O procedimento pode ser feito por:

    • Cirurgia aberta;
    • Cirurgia laparoscópica (minimamente invasiva).

    A escolha depende das características da hérnia e das condições do paciente.

    Veja também: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre hérnia inguinal

    1. A hérnia inguinal pode desaparecer sozinha?

    Não. Uma vez formada, a hérnia não desaparece espontaneamente.

    2. Toda hérnia precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim, especialmente quando há sintomas ou risco de complicações.

    3. A hérnia causa dor?

    Nem sempre. Algumas pessoas apresentam apenas o abaulamento.

    4. Exercício físico pode causar hérnia?

    Esforços intensos podem contribuir, principalmente se já houver fraqueza muscular.

    5. A hérnia pode voltar após cirurgia?

    Pode, mas as técnicas atuais reduzem bastante esse risco.

    6. É possível viver com hérnia sem operar?

    Em alguns casos, sim, quando pequena e sem sintomas, sempre com avaliação médica.

    7. Quando procurar um médico com urgência?

    Se houver dor intensa, aumento súbito do volume, náuseas ou dificuldade de reduzir a hérnia.

    Leia mais: Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Descobrir um cisto no fígado em um exame de rotina costuma gerar preocupação. Muitas vezes, esse achado aparece em um ultrassom solicitado por outro motivo, como dor abdominal ou check-up, e vem acompanhado de dúvidas sobre gravidade e necessidade de tratamento.

    Na maioria dos casos, porém, os cistos hepáticos são benignos, não causam sintomas e não representam risco à saúde. Entender o que eles significam e quando merecem atenção ajuda a reduzir a ansiedade e a conduzir o acompanhamento de forma adequada.

    O que são cistos hepáticos

    Os cistos hepáticos são pequenas bolsas cheias de líquido que se formam no tecido do fígado.

    Na maior parte das vezes, correspondem a cistos simples, que têm características benignas e não estão relacionados ao câncer.

    Essas estruturas costumam apresentar:

    • Conteúdo líquido claro;
    • Paredes finas e regulares;
    • Aspecto típico em exames de imagem.

    Geralmente são identificadas em ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética.

    Por que os cistos hepáticos aparecem

    A causa dos cistos simples nem sempre é totalmente conhecida.

    Acredita-se que eles estejam relacionados a pequenas alterações no desenvolvimento dos ductos biliares.

    Entre os fatores associados estão:

    • Alterações congênitas do fígado;
    • Envelhecimento do tecido hepático;
    • Condições genéticas específicas em casos raros.

    Na maioria das pessoas, os cistos aparecem de forma isolada e sem impacto clínico.

    Tipos de cistos hepáticos

    Nem todos os cistos são iguais, embora o tipo simples seja o mais comum.

    1. Cisto hepático simples

    É o tipo mais frequente e geralmente não causa sintomas.

    Suas características incluem:

    • Conteúdo líquido;
    • Paredes finas;
    • Ausência de sinais de inflamação ou tumor.

    Na maioria dos casos, não requer tratamento.

    2. Doença policística hepática

    É uma condição mais rara caracterizada pela presença de múltiplos cistos no fígado.

    Pode estar associada a doenças genéticas, como a doença policística renal.

    Dependendo do volume de cistos, pode causar:

    • Desconforto abdominal;
    • Aumento do fígado.

    3. Cistos parasitários (hidatidose)

    São menos comuns e relacionados a infecções parasitárias.

    Apresentam características específicas nos exames e podem necessitar de tratamento.

    Cistos hepáticos causam sintomas?

    Na maioria das pessoas, não causam sintomas.

    Quando os cistos são maiores, podem surgir:

    • Sensação de peso abdominal;
    • Distensão abdominal;
    • Dor na parte superior direita do abdome.

    Mesmo nesses casos, os sintomas costumam ser leves.

    Cistos hepáticos precisam de tratamento?

    Na maior parte das situações, não.

    Quando o cisto tem aspecto benigno e não causa sintomas, a conduta costuma ser apenas acompanhamento.

    O tratamento pode ser indicado em casos como:

    • Cistos muito grandes;
    • Presença de sintomas importantes;
    • Dúvida diagnóstica;
    • Suspeita de complicação.

    As opções incluem:

    • Drenagem do cisto;
    • Procedimentos cirúrgicos em situações específicas.

    Quando procurar avaliação médica

    Mesmo sendo geralmente benignos, é importante acompanhamento médico.

    Procure avaliação se houver:

    • Dor abdominal persistente;
    • Crescimento do cisto ao longo do tempo;
    • Alterações atípicas no exame de imagem;
    • Dúvidas sobre o diagnóstico.

    Na maioria dos casos, os cistos permanecem estáveis e não exigem intervenção.

    Confira: Gordura no fígado: conheça os sintomas e como tratar essa doença

    Perguntas frequentes sobre cistos hepáticos

    1. Cisto hepático é câncer?

    Não. O cisto hepático simples é benigno e não está relacionado ao câncer.

    2. Cistos no fígado são comuns?

    Sim. São achados frequentes em exames de imagem.

    3. O cisto pode desaparecer sozinho?

    Geralmente permanece estável, mas sem causar problemas.

    4. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. A cirurgia é indicada apenas em situações específicas.

    5. Pode causar dor?

    Pode, principalmente quando o cisto é grande.

    6. É necessário repetir exames?

    Em alguns casos, o médico pode recomendar acompanhamento com exames periódicos.

    7. Posso ter vários cistos?

    Sim. Isso pode ocorrer, especialmente em condições como a doença policística hepática.

    Veja também: Quando o fígado dá sinais: entenda a cirrose e seus riscos

  • Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

    Mofo em casa: por que ele piora as alergias respiratórias?

    Você já deve saber que o excesso de umidade e a pouca ventilação em ambientes fechados facilitam a proliferação de mofo, um tipo de fungo que se manifesta através de manchas escuras em paredes, teto e móveis.

    Em locais abafados, eles encontram condições ideais para se multiplicar, liberando partículas microscópicas que podem irritar as vias respiratórias, principalmente em pessoas com alergias ou doenças respiratórias.

    A reação acontece porque o mofo libera esporos, que são pequenas sementes invisíveis que flutuam no ar. Ao serem inalados, o sistema imunológico de pessoas sensíveis identifica as partículas como invasores, desencadeando um processo inflamatório que afeta o nariz, os olhos e os pulmões.

    Afinal, o que é mofo e por que causa sintomas alérgicos?

    O mofo, também chamado de bolor, é um tipo de fungo que cresce em ambientes úmidos e pouco ventilados, aparecendo como manchas escuras ou esverdeadas em paredes, tetos, móveis e até em roupas. Ele se desenvolve com facilidade em locais abafados, principalmente quando existe umidade acumulada.

    Durante o crescimento, o mofo libera partículas microscópicas chamadas esporos, que ficam suspensas no ar. Quando inaladas, o organismo reconhece as partículas como uma ameaça e passa a reagir de forma exagerada.

    Consequentemente, o corpo libera substâncias inflamatórias, como a histamina, que provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e aumentam a produção de muco nas vias respiratórias, desencadeando os sintomas típicos de alergia.

    Em quem já tem doenças respiratórias, como rinite ou asma, a exposição ao mofo também pode intensificar inflamações nas vias aéreas e favorecer o aparecimento de crises.

    Quais sintomas o mofo pode desencadear?

    A reação ao mofo pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da sensibilidade da pessoa e do tempo de exposição. Os sinais mais comuns incluem:

    • Espirros frequentes;
    • Coriza;
    • Nariz entupido;
    • Coceira no nariz, na garganta ou nos olhos;
    • Tosse seca;
    • Irritação na garganta.

    Em pacientes asmáticos, a alergista e imunologista Brianna Nicoletti explica que a exposição a fungos pode desencadear sintomas como tosse, chiado e dificuldade respiratória. Quando a exposição ao mofo acontece por muito tempo, os sintomas podem se tornar mais persistentes, afetando o conforto respiratório e a qualidade do sono.

    “Mesmo pessoas sem diagnóstico prévio de alergia podem apresentar sintomas em ambientes com mofo. Isso ocorre porque os fungos podem provocar irritação das vias respiratórias e inflamação das mucosas”, complementa Brianna.

    Como diferenciar a alergia ao mofo de um resfriado?

    Diferente do resfriado, a alergia ao mofo não costuma causar febre ou dores no corpo. Além disso, os sintomas alérgicos tendem a piorar significativamente quando a pessoa entra em ambientes fechados e úmidos, melhorando ao sair para locais arejados.

    Doenças agravadas pelo mofo

    Entre as condições que podem ser agravadas pelo contato com mofo, é possível destacar:

    • Rinite alérgica: o mofo pode desencadear crises com espirros, coriza, nariz entupido e coceira no nariz e nos olhos;
    • Asma: pessoas com asma podem apresentar piora dos sintomas, como falta de ar, chiado no peito e tosse;
    • Sinusite: a presença de fungos no ambiente pode irritar as vias respiratórias e favorecer inflamações nos seios da face;
    • Dermatite alérgica: em alguns casos, o contato com fungos também pode causar irritação ou coceira na pele.

    A exposição prolongada a ambientes com mofo também pode causar irritação na garganta, tosse persistente e desconforto respiratório, principalmente em crianças, idosos e pessoas com maior sensibilidade a alergias.

    Como saber se o mofo está afetando a saúde respiratória?

    Alguns sinais podem indicar que a presença de mofo no ambiente está afetando a saúde, principalmente quando os sintomas aparecem ou pioram dentro de casa ou em determinado local. Entre eles, Brianna aponta:

    • Piora dos sintomas ao entrar em um ambiente específico;
    • Melhora do desconforto ao sair do local;
    • Presença de cheiro forte e característico de mofo;
    • Manchas de umidade ou pontos escuros nas paredes, teto ou móveis.

    Como identificar mofo “escondido” em casa?

    Nem sempre o mofo é visível como aquelas manchas pretas ou esverdeadas na parede. Em alguns casos, o fungo cresce em locais escuros e mal ventilados, liberando esporos no ar sem que você perceba. Se você apresenta sintomas alérgicos constantes apenas quando está em casa, vale investigar os seguintes sinais:

    • Cheiro característico de mofo ou “cheiro de guardado”, causado por substâncias liberadas pelos fungos;
    • Odor persistente em armários, quartos ou cômodos específicos, mesmo quando o local parece limpo;
    • Estufamento de tinta ou de papel de parede, que pode indicar umidade dentro da parede;
    • Rodapés de madeira soltos, inchados ou escurecidos;
    • Manchas amareladas ou de umidade no teto;
    • Presença de mofo atrás de móveis grandes, como guarda-roupas e cabeceiras encostadas na parede;
    • Acúmulo de umidade dentro de aparelhos de ar-condicionado e umidificadores;
    • Mofo embaixo de pias e tanques, principalmente quando existem pequenos vazamentos;
    • Sinais de umidade no fundo de gavetas, armários ou caixas de papelão, que absorvem água com facilidade.

    Dica: se os espirros, a coceira nos olhos ou a tosse melhoram quando você sai de casa e pioram assim que você entra no quarto ou na sala, é um sinal de que o alérgeno está presente naquele ambiente, mesmo que invisível.

    O que fazer para acabar com o mofo?

    Como os fungos se desenvolvem com facilidade em ambientes úmidos e pouco ventilados, algumas mudanças simples na rotina da casa podem ajudar a eliminar o problema e reduzir o risco de crises, como:

    • Manter os ambientes da casa bem ventilados, abrindo janelas sempre que possível para permitir a circulação de ar;
    • Permitir a entrada de luz natural nos cômodos, pois a luz ajuda a reduzir a umidade;
    • Identificar e corrigir infiltrações, vazamentos em paredes, telhados, pias ou encanamentos;
    • Limpar manchas de mofo nas paredes e superfícies com produtos adequados, como água sanitária diluída ou soluções antifungo;
    • Evitar o acúmulo de umidade em banheiros, cozinhas e áreas de serviço;
    • Afastar móveis grandes alguns centímetros da parede para facilitar a ventilação;
    • Não guardar roupas, livros ou objetos ainda úmidos em armários ou gavetas;
    • Realizar limpeza e manutenção periódica de aparelhos de ar-condicionado e desumidificadores.

    Quando é necessário procurar um médico?

    Na maioria dos casos, os sintomas causados pela exposição ao mofo são leves e melhoram quando a pessoa se afasta do ambiente com umidade ou quando o problema é resolvido. Mas, nas seguintes situações, vale procurar um médico para realizar uma avaliação adequada:

    • Sintomas respiratórios que persistem por vários dias;
    • Crises frequentes de espirros, coriza ou nariz entupido;
    • Tosse constante ou irritação na garganta;
    • Chiado no peito ou dificuldade para respirar;
    • Piora de quadros de rinite, asma ou sinusite já diagnosticados.

    A consulta com um médico pode ajudar a entender o que está causando os sintomas, indicar o tratamento mais adequado e orientar sobre cuidados que ajudam a diminuir o contato com fatores que podem desencadear alergias dentro de casa.

    Veja mais: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger

    Perguntas frequentes

    1. O mofo pode causar febre?

    Normalmente, a alergia ao mofo não causa febre. Se houver febre, pode ser sinal de uma infecção secundária, como sinusite bacteriana ou pneumonia, ou uma reação inflamatória mais grave, como a pneumonite por hipersensibilidade.

    2. O mofo pode causar manchas na pele?

    Sim. Além de problemas respiratórios, o contato com o mofo ou seus esporos pode causar dermatite de contato, resultando em manchas vermelhas, descamação e coceira intensa na pele.

    3. É perigoso dormir em um quarto com mofo?

    Sim, pois durante o sono, a exposição aos esporos é prolongada e a respiração fica mais lenta, facilitando a entrada das partículas nas vias aéreas inferiores e agravando crises noturnas de tosse e falta de ar.

    4. Aspirar o mofo com aspirador comum resolve?

    Não é recomendado, a menos que o aspirador tenha filtro HEPA. Os aspiradores comuns podem expelir os esporos menores de volta para o ar, espalhando a contaminação por todo o ambiente.

    5. Purificadores de ar ajudam contra o mofo?

    Ajudam a filtrar os esporos que já estão no ar, mas não resolvem o problema se o foco do mofo na parede ou no móvel não for removido.

    6. Tintas antimofo funcionam?

    Elas contêm fungicidas que ajudam a prevenir o surgimento, mas não resolvem o problema se houver um vazamento ou infiltração ativa por trás da parede.

    7. Por quanto tempo os sintomas duram após a limpeza do ambiente?

    No geral, os sintomas começam a melhorar entre 24h a 48h após a remoção do foco e a ventilação do local. Se os sintomas persistirem, pode haver mofo escondido ou a necessidade de tratamento medicamentoso.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

    Frequência cardíaca durante o treino: por que é importante monitorar e como calcular

    Se você já usou um smartwatch durante o treino, provavelmente já viu aquele número piscando na tela, indicando os batimentos por minuto do seu coração. Mas você sabe o que fazer com a informação?

    A frequência cardíaca é um dos indicadores mais úteis para entender como o corpo está respondendo ao esforço físico. Ela mostra, em tempo real, o quanto o coração está trabalhando para enviar oxigênio e nutrientes aos músculos durante o exercício.

    Quanto mais intensa é a atividade, maior tende a ser o número de batimentos por minuto. Por isso, acompanhar a frequência cardíaca ajuda a ajustar o ritmo do treino, evitando tanto uma intensidade insuficiente quanto uma sobrecarga excessiva, além de indicar se o exercício está dentro de uma faixa adequada para o objetivo desejado.

    Para que os números realmente façam diferença, no entanto, é importante entender o que eles significam e como utilizá-los na prática. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que monitorar os batimentos durante o treino é tão importante?

    O coração funciona como uma bomba que ajusta o seu ritmo conforme a demanda do corpo.

    “Durante o exercício, os músculos precisam de mais oxigênio — e o coração responde acelerando os batimentos para entregar mais sangue oxigenado. Quanto maior a intensidade do esforço, maior a frequência cardíaca”, explica o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    O monitoramento da frequência cardíaca durante o treino ajuda a entender se a intensidade da atividade está adequada para o objetivo, seja melhorar o condicionamento físico, favorecer a queima de gordura ou manter um treino seguro, sem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

    Para pessoas que convivem com doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes, o acompanhamento não é apenas útil, mas pode ser uma parte importante do controle da saúde.

    Como calcular a sua frequência cardíaca máxima?

    A frequência cardíaca máxima, conhecida como FCmáx, corresponde ao limite teórico de batimentos por minuto que o coração pode atingir durante um esforço máximo. Segundo Giovanni, é um valor de referência usado para definir as zonas de treinamento, e não de um objetivo que deve ser alcançado durante o exercício.

    A fórmula mais utilizada é simples:

    FCmáx = 220 − idade

    Vale apontar que a fórmula representa apenas uma estimativa populacional, e não uma medida individual exata. Existe uma variação natural entre pessoas da mesma idade.

    Giovanni explica que fórmulas mais recentes, como a proposta por Tanaka (FCmáx = 208 − 0,7 × idade), são consideradas ligeiramente mais precisas em adultos. Ainda assim, na prática clínica e esportiva, a fórmula tradicional continua sendo amplamente utilizada devido à simplicidade.

    A forma mais precisa de determinar a frequência cardíaca máxima real é por meio de um teste ergométrico, realizado sob supervisão médica.

    Relógios e aplicativos são confiáveis para medir a frequência?

    O uso de relógios inteligentes e aplicativos tornou o monitoramento da frequência cardíaca muito mais acessível, mas a precisão das medições pode variar conforme a tecnologia utilizada.

    • Os monitores com cinta torácica captam diretamente o sinal elétrico do coração e apresentam alta precisão, próxima da obtida em exames como o eletrocardiograma para fins de treino;
    • Já os smartwatches com sensores ópticos de pulso, que estimam a frequência cardíaca a partir do fluxo sanguíneo na pele, costumam ser bastante práticos e relativamente precisos em repouso e em exercícios de baixa a moderada intensidade.

    Em atividades de alta intensidade, porém, Giovanni esclarece que movimentos bruscos ou suor excessivo podem reduzir a precisão das leituras.

    “Para quem treina por saúde geral, os smartwatches são ferramentas úteis e práticas. Para atletas que precisam de dados precisos para periodização, ou para pacientes cardíacos que monitoram frequência por indicação médica, a cinta torácica ou o teste supervisionado são mais confiáveis”, complementa o cardiologista.

    Zonas de treinamento cardíaco: como elas funcionam?

    As zonas de treinamento cardíaco são faixas de batimentos por minuto usadas para medir a intensidade do exercício. Cada zona representa um nível diferente de esforço do corpo durante a atividade física:

    • Zona 1 (50–60% da FCmáx): intensidade muito leve, voltada para recuperação ativa e manutenção da saúde geral;
    • Zona 2 (60–70% da FCmáx): intensidade leve, associada à melhora da capacidade aeróbica e à utilização de gordura como fonte de energia;
    • Zona 3 (70–80% da FCmáx): intensidade moderada, voltada para o condicionamento cardiovascular;
    • Zona 4 (80–90% da FCmáx): intensidade alta, associada ao aumento do desempenho e da resistência;
    • Zona 5 (90–100% da FCmáx): esforço máximo, que só pode ser mantido por períodos curtos.

    Para a maioria das pessoas que praticam atividade física com foco na saúde, as zonas 2 e 3 costumam ser as mais indicadas, pois oferecem um equilíbrio entre eficiência, segurança e sustentabilidade.

    Treinar sempre na frequência mais alta é melhor para o coração?

    A resposta é não. Na prática, o coração responde melhor a estímulos variados do que a um esforço constante em alta intensidade.

    Quando o exercício é realizado frequentemente em níveis muito altos de frequência cardíaca, o organismo entra em um estado de estresse fisiológico contínuo.

    O coração precisa trabalhar mais para manter o fluxo de sangue e oxigênio para os músculos, enquanto outros sistemas do corpo também são exigidos, como o sistema respiratório e o sistema hormonal.

    Com o tempo, a ausência de períodos adequados de recuperação pode levar a:

    • Síndrome do overtraining (supertreinamento): ocorre quando o corpo recebe cargas de treino elevadas sem tempo suficiente para recuperação, causando fadiga persistente, dificuldade de recuperação e queda de desempenho;
    • Arritmias em atletas com alto volume de treino: a sobrecarga repetida sobre o coração, especialmente em treinos muito intensos e frequentes, pode favorecer alterações no ritmo cardíaco em alguns atletas;
    • Aumento do risco de lesões musculoesqueléticas: músculos, tendões e articulações precisam de tempo para se recuperar. Sem descanso adequado, o risco de distensões e lesões por sobrecarga aumenta;
    • Queda do desempenho a longo prazo: o excesso de intensidade sem recuperação suficiente pode comprometer as adaptações do organismo e levar à redução progressiva do desempenho físico.

    “Pesquisas em cardiologia esportiva mostram que a maioria dos atletas de alto rendimento passa cerca de 80% do tempo de treino em baixa intensidade (zonas 1 e 2), com apenas 20% em alta intensidade. Esse modelo, conhecido como treinamento polarizado, tem base científica sólida e é recomendado tanto para desempenho quanto para saúde cardiovascular”, explica Giovanni.

    Pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas devem seguir limites diferentes?

    Para pessoas com hipertensão ou doenças cardíacas, o exercício físico continua sendo muito recomendado, mas a intensidade do exercício precisa ser adequada à condição de cada pessoa.

    Em situações como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou histórico de infarto, a prática de exercício costuma ser orientada dentro de programas de reabilitação cardíaca, nos quais a intensidade do esforço é monitorada de forma controlada.

    Já no caso de pessoas que utilizam betabloqueadores, Giovanni explica que as fórmulas tradicionais usadas para estimar a frequência cardíaca máxima podem não refletir corretamente os limites seguros de treino.

    Isso porque os remédios, frequentemente prescritos para hipertensão e arritmias, reduzem a frequência cardíaca em repouso e durante o esforço. Logo, o número de batimentos por minuto deixa de refletir com precisão a intensidade real do exercício.

    “A recomendação para qualquer pessoa com doença cardiovascular conhecida é: consultar o médico antes de iniciar ou intensificar um programa de exercícios e, idealmente, realizar um teste ergométrico para determinar os limites seguros individuais”, orienta o cardiologista.

    Como saber se a frequência cardíaca está excessiva ou perigosa durante o treino?

    Além dos números do relógio ou monitor cardíaco, alguns sintomas indicam que a intensidade pode estar excessiva, como:

    • Dor ou pressão no peito;
    • Tontura ou sensação de desmaio;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço;
    • Palpitações irregulares;
    • Náusea durante o exercício.

    Se qualquer um desses sinais aparecer, o treino deve ser interrompido e pode ser necessária avaliação médica.

    Além dos sinais, Giovanni aponta dois métodos que ajudam a avaliar a intensidade do exercício:

    • Teste da conversa (Talk Test): se durante o exercício você consegue falar frases completas, a intensidade provavelmente está moderada. Se consegue dizer apenas palavras curtas, o esforço já está alto. Se não consegue falar, o exercício está próximo do limite;
    • Escala de Borg (percepção de esforço): mede o cansaço em uma escala de 6 a 20, ou de 0 a 10 na versão simplificada. Para treinos voltados à saúde, o ideal costuma ficar entre 12 e 14, o que corresponde a um esforço moderado.

    Existe uma frequência cardíaca ideal diferente para iniciantes e atletas?

    As fórmulas para calcular a frequência cardíaca máxima são as mesmas, mas o coração de uma pessoa treinada responde de forma diferente ao esforço.

    Com o treino regular, Giovanni explica que o coração se torna mais eficiente: a cada batimento ele bombeia mais sangue, o que reduz a frequência cardíaca em repouso e durante atividades leves. Por isso, atletas de resistência podem apresentar batimentos de repouso bastante baixos.

    Na prática, a intensidade do treino deve respeitar o nível de condicionamento:

    • Iniciantes: devem começar nas zonas 1 e 2 (50–70% da FCmáx), priorizando adaptação e criação de rotina;
    • Intermediários e avançados: podem incluir treinos mais frequentes nas zonas 3 e 4;
    • Atletas: alternam períodos de baixa intensidade com sessões mais intensas, dentro de uma programação estruturada.

    “A regra universal, independentemente do nível: progredir gradualmente, respeitar a recuperação e escutar o corpo”, finaliza o cardiologista.

    Leia mais: O que o cardiologista observa no seu exame de sangue

    Perguntas frequentes

    1. O que acontece se eu treinar acima da minha frequência cardíaca máxima?

    Treinar no limite extremo (zona 5) por muito tempo causa fadiga muscular precoce, acúmulo de ácido lático e, em casos graves, arritmias ou sobrecarga cardíaca. O corpo não sustenta essa intensidade por muito tempo.

    2. O cálculo para homens e mulheres é o mesmo?

    Nas fórmulas genéricas sim, mas estudos sugerem que o coração feminino tende a bater um pouco mais rápido. Algumas fórmulas específicas para mulheres, como a de Gulati (206 – (0,88 x idade)), são usadas por especialistas para maior precisão.

    3. Por que minha frequência sobe muito rápido no calor?

    O coração precisa bombear sangue não só para os músculos, mas também para a pele para resfriar o corpo. Isso aumenta o esforço cardíaco, elevando os batimentos mesmo que a carga do exercício seja a mesma.

    4. Café e suplementos pré-treino alteram a frequência cardíaca?

    Sim, os estimulantes como a cafeína aumentam a FC basal e a resposta ao exercício. Se você consome esses produtos, deve ter cuidado redobrado para não ultrapassar seus limites de segurança.

    5. Quando devo me preocupar com os batimentos no treino?

    Se a FC demorar muito para baixar após o exercício (recuperação lenta) ou se você sentir palpitações, dor no peito e tontura mesmo estando dentro da sua zona alvo. Nesses casos, procure um cardiologista.

    6. Existe diferença na frequência cardíaca entre natação, ciclismo e corrida?

    Sim. Na natação, a FC costuma ser 10 a 15 batimentos menor devido à posição horizontal (facilita o retorno venoso) e ao resfriamento da água. No ciclismo, a FC também tende a ser menor que na corrida, pois não há o impacto e o peso do corpo é sustentado pela bike.

    Confira: Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios

  • Coceira vaginal é normal? Saiba o que causa, como aliviar e quando buscar ajuda

    Coceira vaginal é normal? Saiba o que causa, como aliviar e quando buscar ajuda

    A coceira vaginal é um dos sintomas mais comuns do dia a dia e pode surgir em qualquer fase da vida da mulher, desde a infância até a pós-menopausa. Normalmente, ela é temporária e está associada a causas como o uso de produtos inadequados para a higiene íntima ou o contato com tecidos sintéticos.

    No entanto, quando persiste ou vem acompanhada de outros sintomas, como corrimento, ardência ou odor diferente do habitual, ela pode indicar uma condição que precisa de atenção médica.

    Para te ajudar, conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza sobre o que pode causar a coceira vaginal, quando é necessário procurar um médico e quais medidas ajudam a prevenir o desconforto.

    O que pode causar a coceira vaginal?

    As causas da coceira vaginal são variadas e vão desde infecções até reações a produtos de uso cotidiano. Entre elas, é possível destacar:

    1. Reações alérgicas ou irritativas

    O contato com determinados produtos pode irritar a pele sensível da vulva e provocar coceira, vermelhidão e ardência, mesmo sem a presença de infecção. Os principais agentes irritantes incluem:

    • Cremes e géis íntimos;
    • Desodorantes e sprays íntimos;
    • Absorventes perfumados ou com componentes sintéticos;
    • Sabonetes com fragrância ou pH inadequado;
    • Papel higiênico perfumado;
    • Tecidos sintéticos ou materiais que retêm calor e umidade na região;
    • Látex de preservativos, em mulheres com sensibilidade ao material.

    Vale destacar que, nesses casos, a coceira não indica infecção e, portanto, não responde ao uso de antifúngicos ou antibióticos. O alívio costuma vir com a simples identificação e retirada do produto irritante, aliada a uma higiene adequada.

    2. Doenças dermatológicas

    As doenças dermatológicas são condições que afetam a pele, os cabelos, as unhas e as mucosas do corpo. Em alguns casos, elas podem afetar a região vulvar e causar coceira pessoal, e precisam de diagnóstico médico para ter o tratamento adequado. Andreia aponta as mais comuns:

    • Líquen escleroatrófico: é uma doença inflamatória crônica da pele, mais frequente em mulheres no climatério e após a menopausa, mas que pode aparecer em qualquer fase da vida. Além da coceira, também pode causar ressecamento e esbranquiçamento da pele da vulva;
    • Psoríase na vulva: é uma doença da pele de origem imunológica que pode surgir na região genital, causando placas avermelhadas, irritação e coceira. É frequentemente confundida com infecções fúngicas, o que atrasa o diagnóstico correto;
    • Dermatite de contato: é uma reação inflamatória provocada pelo contato direto da pele com alguma substância irritante ou alérgena. Na região vulvar, pode causar coceira intensa, vermelhidão, inchaço e ardência.

    Como as doenças dermatológicas da região vulvar têm tratamentos bastante específicos, a avaliação médica é necessária para identificar a condição correta e indicar a abordagem mais adequada.

    3. Infecções por fungos

    Os fungos estão entre as causas mais comuns de coceira vaginal, uma vez que se proliferam com facilidade em ambientes quentes e úmidos e podem afetar tanto a mucosa interna da vagina quanto a pele externa da vulva.

    De acordo com Andreia, as principais infecções fúngicas relacionadas ao sintoma são:

    • Candidíase vaginal: é provocada pelo fungo Candida albicans, que já existe naturalmente no organismo, mas pode se multiplicar em excesso quando a flora vaginal entra em desequilíbrio. Além da coceira, costuma causar ardência e corrimento branco e grumoso, parecido com leite coalhado;
    • Tinea cruris (micose da virilha): é uma infecção fúngica que atinge a pele da virilha e da vulva externa, diferente da candidíase, que afeta a mucosa interna. Ela provoca coceira, vermelhidão e descamação da pele, sendo mais comum em climas quentes e úmidos. O uso de roupas justas e tecidos sintéticos favorecem o surgimento da condição.

    Apesar de ambas serem causadas por fungos, candidíase e micose da virilha são condições diferentes, de modo que o tratamento não é o mesmo. Em todos os casos, procure um médico antes de iniciar qualquer tratamento.

    4. Herpes genital

    O herpes genital é uma infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV), normalmente pelo tipo HSV-2, embora o tipo HSV-1 também possa provocar a doença. A transmissão ocorre principalmente por meio do contato íntimo durante relações sexuais com uma pessoa infectada.

    De acordo com Andreia, o herpes genital pode causar coceira na região vaginal, principalmente no início da infecção, antes mesmo de qualquer lesão aparecer. Depois, costumam surgir pequenas bolhas agrupadas que podem romper e causar feridas dolorosas.

    Os sintomas costumam ser mais intensos no primeiro episódio e podem voltar ao longo da vida, especialmente em momentos de estresse ou queda de imunidade.

    5. Alterações da flora vaginal, como a vaginose citolítica

    A vaginose citolítica é uma alteração da flora vaginal causada pelo crescimento excessivo das bactérias chamadas Lactobacillus, também conhecidas como Lactobacillus de Döderlein.

    De acordo com Andreia, as bactérias fazem parte da flora vaginal normal e ajudam a proteger a região íntima contra infecções, mas quando ocorre uma proliferação exagerada, o excesso de acidez pode irritar a mucosa vaginal. Como consequência, aparecem sintomas semelhantes à candidíase, como a coceira vaginal intensa, ardência na região íntima e corrimento.

    A ginecologista explica que o tratamento também pode envolver creme vaginal, mas com uma substância totalmente diferente da utilizada no tratamento da candidíase. Por isso, como existem doenças com sintomas muito parecidos, o exame médico é importante para identificar corretamente a causa.

    6. Alterações hormonais

    As variações nos níveis de hormônios, principalmente do estrogênio, influenciam diretamente a saúde da mucosa vaginal e o equilíbrio da flora da região íntima.

    O estrogênio ajuda a manter a vagina hidratada, com boa elasticidade e com uma flora vaginal equilibrada. Quando ocorre uma queda ou mudança na quantidade desse hormônio, a mucosa vaginal pode ficar mais seca, fina e sensível, o que favorece a coceira na região íntima.

    Uma das situações mais comuns em que isso acontece é durante o climatério e a menopausa, fases em que há redução natural do estrogênio, além da gravidez e do período pré-menstrual.

    Parasitas podem causar coceira na vulva?

    Na maioria das vezes, parasitas como o oxiúro não costumam causar coceira vaginal.

    O oxiúro é um pequeno verme branco, parecido com uma linha fina, que vive no intestino. Durante a noite, as fêmeas saem pelo ânus para depositar ovos na região perianal — e é esse movimento do verme, junto com a presença dos ovos, que provoca coceira intensa na região anal, e não vaginal.

    Segundo Andreia, eventualmente pode acontecer alguma colonização próxima à região vaginal e provocar coceira, mas a coceira anal costuma ser tão intensa que normalmente não deixa dúvidas de que a causa principal está na região anal, e não na vaginal.

    Quando procurar um médico?

    A coceira vaginal ocasional, sem outros sintomas associados, muitas vezes se resolve sozinha com alguns ajustes simples, como trocar o sabonete íntimo ou evitar roupas muito justas. No entanto, vale procurar um ginecologista quando a coceira:

    • For intensa ou persistir por mais de alguns dias;
    • Vier acompanhada de corrimento com cor, cheiro ou consistência diferente do habitual;
    • Causar ardência, inchaço ou vermelhidão na região;
    • Aparecer junto com feridas, bolhas ou lesões visíveis na vulva;
    • Piorar após as relações sexuais;
    • Se repetir com frequência, mesmo após tratamentos anteriores.

    Além disso, mulheres grávidas devem buscar avaliação médica assim que notarem qualquer sintoma, sem esperar para ver se melhora. Algumas infecções, quando não tratadas durante a gestação, podem trazer riscos para a mãe e para o bebê.

    O mesmo vale para quem tem diabetes ou alguma condição que comprometa a imunidade. Nesses casos, infecções como a candidíase tendem a ser mais recorrentes e podem precisar de um tratamento mais prolongado.

    O que é bom para coceira vaginal?

    Antes de qualquer coisa, vale destacar que o tratamento da coceira vaginal depende da causa. Não existe uma única medida que consegue resolver todos os casos, já que diferentes condições podem provocar o sintoma. O tratamento pode envolver o:

    • Uso de medicamentos antifúngicos quando a coceira é causada por candidíase. O tratamento pode ser feito com comprimidos por via oral ou com cremes vaginais prescritos pelo médico;
    • Uso de antibióticos específicos nos casos de vaginose bacteriana ou outras alterações da flora vaginal, que também precisam de avaliação médica para diagnóstico correto;
    • Suspender produtos que possam causar irritação, como sabonetes perfumados, desodorantes íntimos, cremes, duchas vaginais e absorventes que provoquem alergia ou sensibilidade na pele da vulva;
    • Uso de medicamentos tópicos anti-inflamatórios ou dermatológicos, quando a coceira está relacionada a doenças de pele, como líquen escleroatrófico ou psoríase;
    • Tratamento de alterações hormonais, principalmente durante o climatério ou menopausa, que pode incluir hidratantes vaginais ou terapias hormonais indicadas pelo ginecologista;
    • Uso de medicamentos antiparasitários, caso a coceira esteja relacionada a infecções por parasitas, como o oxiúrus.

    Por isso, diante de uma coceira vaginal persistente, intensa ou acompanhada de outros sintomas, como corrimento, odor forte, dor ou irritação, o mais indicado é procurar avaliação médica.

    Como aliviar a coceira vaginal em casa?

    A coceira vaginal pode ser bastante desconfortável, mas algumas medidas podem ajudar a aliviar o incômodo em casa enquanto a causa não é identificada, como:

    • Manter a região íntima limpa e bem seca após o banho;
    • Usar roupas íntimas de algodão, que permitem melhor ventilação da região;
    • Evitar roupas muito apertadas ou tecidos sintéticos;
    • Evitar sabonetes perfumados, desodorantes íntimos e duchas vaginais;
    • Trocar roupas de banho molhadas o mais rápido possível;
    • Evitar coçar a região para não provocar irritação ou pequenas lesões na pele;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com menor consumo de açúcar e carboidratos em excesso.

    Os cuidados podem ajudar especialmente quando a coceira é causada por reações alérgicas ou irritativas, em que o agente causador já é suficiente para resolver o problema. Mas, quando a origem é uma infecção ou uma condição dermatológica, elas não substituem a avaliação médica.

    Como prevenir a coceira vaginal?

    Nem sempre é possível evitar a coceira vaginal, já que algumas causas, como alterações hormonais, independem dos hábitos do dia a dia. Mas, em alguns casos, pequenas mudanças podem ajudar a reduzir as chances da coceira aparecer, como:

    • Lavar a região íntima com água e sabonete neutro, sem usar esponjas;
    • Evitar duchas vaginais e produtos perfumados na região íntima;
    • Usar roupas íntimas de algodão, folgadas e trocadas diariamente;
    • Evitar ficar muito tempo com roupas de banho molhadas;
    • Evitar leggings e calças muito justas, especialmente em dias quentes;
    • Optar por absorventes, papel higiênico e produtos íntimos sem fragrância;
    • Usar camisinha nas relações sexuais;
    • Reduzir o consumo de açúcar e carboidratos refinados na alimentação.

    Por fim, lembre-se de manter as consultas ginecológicas em dia, pois várias condições que causam coceira vaginal podem estar presentes sem sintomas evidentes por um longo período, e só são identificadas durante um exame de rotina.

    A recomendação geral é realizar ao menos uma consulta por ano, mas mulheres com histórico de infecções recorrentes ou outras condições ginecológicas podem precisar de acompanhamento mais frequente, conforme orientação médica.

    Confira: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a coceira é por fungo ou bactéria?

    Normalmente, a candidíase (fungo) causa coceira intensa e um corrimento branco espesso, semelhante a coalhada. A vaginose (bactéria) costuma causar um odor forte e corrimento acinzentado, com coceira menos intensa. Só um exame clínico confirma com precisão.

    2. O que pode ser a coceira apenas na parte externa (vulva)?

    Pode ser uma dermatite de contato. O uso de calças muito justas, sabonetes novos, amaciantes de roupa agressivos ou absorventes externos pode irritar a pele sensível da vulva.

    3. Por que sinto coceira logo após a menstruação?

    O sangue menstrual altera o pH vaginal (deixa-o menos ácido). Isso pode desequilibrar a flora e causar um leve crescimento de fungos ou bactérias logo após o ciclo.

    4. Existe algum remédio caseiro que ajuda?

    O banho de assento com bicarbonato de sódio (1 colher de sopa para 1 litro de água morna) ajuda a aliviar a coceira da candidíase ao alcalinizar levemente a região, mas ele alivia o sintoma, não cura a infecção sozinho.

    5. A depilação total pode causar coceira?

    Sim, pois os pelos formam uma barreira de proteção. Além disso, o atrito da lâmina ou da cera causa microlesões que, ao cicatrizar ou ao nascer o pelo, geram coceira e irritação.

    6. Quando a coceira vaginal é considerada grave?

    Quando ela vem acompanhada de feridas, bolhas, inchaço excessivo, dor ao urinar ou febre. Nesses casos, a busca por um ginecologista deve ser imediata.

    7. Coceira na gravidez é normal?

    É comum devido às alterações hormonais que mudam o pH vaginal, mas deve ser sempre relatada ao obstetra para evitar que uma infecção suba para o colo do útero.

    Leia mais: Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

  • Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Sentir náusea, tontura e mal-estar durante viagens é uma experiência comum para muitas pessoas. Esse desconforto é conhecido como cinetose, ou enjoo de movimento, e pode ocorrer em trajetos de carro, ônibus, barco ou avião.

    Embora não seja uma condição grave, a cinetose pode atrapalhar bastante o bem-estar, principalmente em viagens mais longas.

    O que é a cinetose

    A cinetose é um distúrbio que ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento.

    O corpo utiliza três sistemas principais para se orientar:

    • Visão, que informa ao cérebro o que está sendo visto;
    • Sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio;
    • Sistema proprioceptivo, que informa a posição do corpo.

    Quando esses sistemas enviam sinais diferentes entre si, o cérebro interpreta como um desequilíbrio, o que pode desencadear sintomas como náusea e tontura.

    Principais sintomas do enjoo de movimento

    Os sintomas podem variar de intensidade, dependendo da pessoa e das condições da viagem.

    Entre os mais comuns estão:

    • Náusea;
    • Tontura;
    • Palidez;
    • Sudorese fria;
    • Sensação de mal-estar;
    • Vômitos em casos mais intensos.

    Em geral, os sintomas melhoram quando o movimento cessa.

    Quem tem mais chance de ter cinetose

    A cinetose pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns grupos são mais suscetíveis.

    Entre eles estão:

    • Crianças, especialmente entre 2 e 12 anos;
    • Mulheres, principalmente durante a gravidez;
    • Pessoas com histórico de enxaqueca;
    • Pessoas com maior sensibilidade do sistema vestibular.

    Situações que podem desencadear a cinetose

    O enjoo de movimento pode surgir em diferentes situações do dia a dia.

    Entre as mais comuns:

    • Viagens de carro ou ônibus, especialmente em estradas com curvas;
    • Viagens de barco, devido ao balanço constante;
    • Voos com turbulência;
    • Uso de realidade virtual ou videogames.

    Além disso, ler ou usar o celular durante a viagem pode intensificar os sintomas.

    O que fazer para melhorar a cinetose

    Algumas estratégias simples ajudam a reduzir o desconforto durante viagens.

    Entre elas estão:

    • Sentar em locais com menor movimento, como banco dianteiro ou próximo às asas do avião;
    • Olhar para o horizonte durante o trajeto;
    • Evitar leitura ou uso de celular;
    • Manter o ambiente ventilado;
    • Evitar refeições muito pesadas antes da viagem.

    Essas medidas ajudam a reduzir o conflito de informações percebidas pelo cérebro.

    Tratamentos e medicamentos

    Quando a cinetose é frequente ou intensa, pode ser necessário o uso de medicamentos.

    Entre as opções mais utilizadas estão:

    • Antieméticos, como ondansetrona ou metoclopramida;
    • Antihistamínicos com efeito anti-vertiginoso, como dimenidrinato e difenidramina.

    Esses medicamentos geralmente são usados antes da viagem, especialmente quando a pessoa já sabe que tem tendência ao enjoo.

    Veja mais: 7 sintomas comuns na gravidez (e o que NÃO é normal)

    Perguntas frequentes sobre cinetose

    1. O que causa a cinetose?

    Ela ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento vindas dos olhos, do ouvido interno e do corpo.

    2. Por que algumas pessoas têm enjoo em viagem e outras não?

    Algumas pessoas têm maior sensibilidade do sistema vestibular, o que aumenta a chance de desenvolver cinetose.

    3. Ler durante a viagem piora o enjoo?

    Sim. Ler ou usar o celular intensifica o conflito entre visão e movimento.

    4. Crianças têm mais enjoo de movimento?

    Sim. A cinetose é mais comum em crianças entre 2 e 12 anos.

    5. Medicamentos podem ajudar?

    Sim. Existem medicamentos que ajudam a prevenir ou reduzir os sintomas.

    6. Olhar para o horizonte ajuda?

    Sim. Fixar o olhar em um ponto distante ajuda a alinhar as informações sensoriais.

    7. A cinetose pode desaparecer com o tempo?

    Em muitos casos, sim. Algumas pessoas tornam-se menos sensíveis com o passar dos anos.

    Veja também: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?