Categoria: Sintomas

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  • É rinite alérgica ou resfriado? Veja as diferenças e como identificar 

    É rinite alérgica ou resfriado? Veja as diferenças e como identificar 

    Tanto a rinite alérgica quanto o resfriado comum afetam o sistema respiratório e apresentam sintomas parecidos — como nariz escorrendo, espirros e congestão nasal. Apesar disso, é importante entender que cada condição tem causas diferentes e, por isso, exige cuidados específicos.

    Para esclarecer as diferenças de rinite alérgica ou resfriado, os sintomas e entender quando é preciso procurar ajuda médica, consultamos a médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti. Confira, a seguir!

    O que é rinite alérgica?

    A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz causada por uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias consideradas inofensivas, como poeira, pólen, mofo, pelos de animais ou ácaros.

    Como ela não é causada por vírus nem por bactéria, a rinite não é contagiosa. É uma condição crônica que pode aparecer em certas épocas do ano (como na primavera, quando há muito pólen no ar) ou ser contínua, acontecendo ao longo de todo o ano.

    De acordo com Brianna Nicoletti, os principais sintomas da rinite alérgica são:

    • Espirros em sequência;
    • Coceira no nariz, olhos e garganta;
    • Coriza clara e aquosa;
    • Obstrução nasal (nariz entupido);
    • Olhos avermelhados;
    • Lacrimejamento;
    • Prurido (coceira intensa nos olhos).

    Os sintomas costumam piorar em ambientes fechados, empoeirados, com ar-condicionado ou em épocas do ano com maior concentração de pólen, quando a exposição ao alérgeno é maior. É por isso que a rinite alérgica pode aparecer de forma recorrente, mas tende a aliviar quando são tomados cuidados com o ambiente.

    Como é feito o tratamento de rinite alérgica?

    A maneira mais simples de tratar a rinite alérgica é evitar o contato com alérgenos, sendo importante manter a casa sempre limpa e ventilada, trocar roupas de cama com frequência, retirar poeira de móveis e evitar o acúmulo de objetos que favoreçam ácaros e mofo, bichos de pelúcia ou livros expostos.

    A lavagem nasal com soro fisiológico também é fundamental para limpar as vias respiratórias, diminuindo a obstrução e removendo partículas que irritam a mucosa. Mas, quando os sintomas são mais intensos, o médico pode indicar o uso de remédios, como antialérgicos (anti-histamínicos) e corticoides nasais, que controlam a inflamação e reduzem os espirros, a coriza e a coceira.

    Já em casos persistentes ou de difícil controle, pode ser indicada a imunoterapia. É um tratamento em que a pessoa recebe pequenas doses da substância que causa a alergia, de forma controlada e progressiva. Com o tempo, o corpo aprende a reagir melhor ao agente, diminuindo a intensidade e a frequência das crises.

    O que é um resfriado comum?

    O resfriado é uma infecção viral leve das vias respiratórias superiores, causada principalmente por vírus como o rinovírus. É bastante comum e pode afetar pessoas de todas as idades, especialmente em períodos de mudança de clima ou em ambientes fechados, onde o contágio é facilitado. Por ser uma condição autolimitada, ela geralmente melhora sozinha em 7 a 10 dias.

    Entre os principais sintomas, é possível apontar:

    • Nariz entupido com secreção que pode mudar de cor;
    • Dor de garganta leve a moderada;
    • Espirros ocasionais;
    • Tosse persistente;
    • Mal-estar e cansaço;
    • Febre baixa em alguns casos.

    A transmissão ocorre por gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar, além do contato com superfícies contaminadas. Por isso, hábitos simples como lavar bem as mãos, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas infectadas são fundamentais para reduzir o risco de infecção.

    Como é feito o tratamento de resfriado comum?

    O tratamento do resfriado é feito para aliviar os sintomas e, na maioria dos casos, o próprio organismo se recupera em cerca de uma semana. O recomendado é beber bastante água, manter uma alimentação leve e nutritiva e descansar o suficiente para fortalecer o sistema imunológico.

    A lavagem do nariz com soro fisiológico também traz alívio aos sintomas, desobstruindo as vias respiratórias. Quando há febre ou dor, podem ser usados analgésicos e antitérmicos indicados pelo médico.

    Importante: antibióticos não devem ser utilizados em casos de resfriado, porque essa é uma infecção causada por vírus, e eles atuam apenas contra bactérias. Ou seja, eles não têm efeito sobre o agente responsável pelo resfriado. O uso inadequado de antibióticos, sem orientação médica, pode trazer consequências sérias à saúde.

    Rinite alérgica ou resfriado: quais as diferenças?

    Características Rinite alérgica Resfriado comum
    Causa Reação do sistema imunológico a alérgenos (poeira, pólen, pelos de animais, mofo) Infecção viral das vias respiratórias superiores
    Início dos sintomas Súbito, logo após contato com o alérgeno Gradual, alguns dias após exposição ao vírus
    Fatores desencadeantes Poeira, ácaros, pólen, mofo, pelos de animais Contato com pessoas infectadas, ambientes fechados
    Febre É raro acontecer Pode ocorrer febre baixa
    Contágio Não é contagiosa Altamente contagioso
    Secreção nasal Clara, aquosa e persistente Espessa, podendo ficar amarelada ou esverdeada

    Como é feito o diagnóstico da rinite alérgica ou resfriado?

    O diagnóstico costuma ser feito a partir da história clínica associada ao exame físico, explica Brianna.

    Na rinite alérgica, os sintomas mais característicos são coceira no nariz, espirros em sequência, coriza clara e, muitas vezes, sinais de conjuntivite alérgica, como olhos vermelhos e lacrimejantes. Já no resfriado comum, o quadro geralmente vem acompanhado de dor de garganta, mal-estar e, em alguns casos, febre baixa.

    Quanto aos exames, o resfriado pode mostrar alterações laboratoriais, como provas inflamatórias elevadas e mudanças no hemograma, especialmente no número de glóbulos brancos.

    No caso da rinite alérgica, o diagnóstico pode ser confirmado por um alergista, por meio de testes cutâneos (prick test) ou pela dosagem de IgE específica no sangue, que ajudam a identificar a sensibilidade do organismo aos principais alérgenos.

    Riscos do atraso no diagnóstico

    O principal risco de confundir as duas condições é que pode levar a erros no tratamento. Enquanto o resfriado é uma infecção viral autolimitada, que melhora sozinha em alguns dias, a rinite alérgica exige acompanhamento contínuo, incluindo o uso de medicamentos, higiene nasal e cuidados para evitar a exposição aos alérgenos.

    “Se o paciente acha que tem ‘resfriados de repetição’, mas na verdade tem rinite, pode abusar de descongestionantes nasais ou antibióticos desnecessários, trazendo risco de efeito colateral e resistência bacteriana”, explica Brianna.

    Além disso, quando o diagnóstico demora a ser feito, a rinite não tratada pode gerar complicações, como sinusite de repetição, otite, agravamento da asma e distúrbios do sono. Eles afetam diretamente a qualidade de vida e o desempenho no trabalho ou na escola. Alguns grupos são ainda mais vulneráveis a esses riscos, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

    Quando procurar um alergista?

    É recomendável buscar avaliação com um alergista quando os sintomas persistem por mais de 2 a 4 semanas, atrapalham o sono, os estudos ou o trabalho, ou ainda quando as crises são muito frequentes e recorrentes. Também é importante procurar o especialista se houver suspeita de asma associada.

    De acordo com a alergista Brianna Nicoletti, ele é o profissional indicado para confirmar o diagnóstico, orientar medidas de controle ambiental, prescrever a medicação adequada e, quando necessário, indicar a imunoterapia — conhecida como vacina para alergia.

    É o único tratamento capaz de atuar diretamente na causa da doença, ajudando a reduzir a sensibilidade do organismo aos alérgenos ao longo do tempo.

    Veja também: Rinite alérgica: aromatizadores e velas perfumadas pioram os sintomas?

    Perguntas frequentes sobre rinite alérgica ou resfriado

    1. Quais são os sintomas mais comuns da rinite alérgica?

    Os sintomas típicos são espirros frequentes, coceira no nariz, olhos ou garganta, coriza clara e nariz entupido. Muitas vezes também aparece conjuntivite alérgica, com olhos vermelhos, lacrimejando e com prurido. Os sinais tendem a se repetir sempre que há contato com o alérgeno e melhoram quando a exposição é evitada.

    2. Quais são os principais sintomas do resfriado?

    O resfriado geralmente começa com dor de garganta leve, seguida de nariz entupido, secreção nasal mais espessa (que pode ficar amarelada ou esverdeada), espirros ocasionais e tosse. Em alguns casos, pode haver febre baixa, mal-estar e dor no corpo. Apesar do desconforto, os sintomas costumam desaparecer em até 10 dias.

    3. A rinite alérgica causa febre?

    Não, a rinite alérgica não costuma provocar febre, pois não é uma infecção. Se a pessoa apresenta febre junto com os sintomas nasais, é mais provável que esteja com um resfriado, gripe ou outra infecção respiratória.

    4. O que pode piorar os sintomas da rinite alérgica?

    Ambientes fechados, empoeirados, com ar-condicionado, presença de mofo ou épocas do ano com alta concentração de pólen costumam intensificar os sintomas. O contato direto com animais ou perfumes fortes também pode desencadear crises em algumas pessoas.

    5. O que pode piorar os sintomas do resfriado?

    O resfriado tende a ser mais incômodo quando o sistema imunológico está enfraquecido, seja por falta de descanso, estresse, má alimentação ou baixa hidratação. Ficar em locais fechados e com aglomeração também favorece a transmissão e o agravamento dos sintomas.

    6. Como prevenir um resfriado?

    Como o resfriado é causado por vírus transmitidos pelo ar e por superfícies contaminadas, a melhor forma de prevenção é adotar hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, evitar levar as mãos ao rosto e não compartilhar copos, talheres ou objetos pessoais.

    Além disso, é fundamental manter o sistema imunológico forte, a partir de um estilo de vida saudável: alimentação rica em frutas, verduras e legumes, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse.

    7. O uso de descongestionantes nasais é seguro?

    O uso deve ser feito com cautela e sempre por tempo limitado. Os descongestionantes nasais podem aliviar a obstrução, mas quando usados em excesso causam efeito rebote, isto é, o nariz volta a entupir com mais intensidade. O uso prolongado também pode trazer riscos para a pressão arterial e o coração. No caso da rinite, o tratamento deve ser feito com medicamentos específicos, orientados pelo médico.

    8. Existe cura para a rinite alérgica?

    A rinite alérgica não tem cura definitiva, uma vez que é uma condição crônica, mas pode ser controlada. Com medidas de prevenção, uso de medicamentos adequados e, em casos selecionados, imunoterapia (vacina para alergia), é possível reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises.

    9. Qual a diferença entre gripe e resfriado?

    O resfriado é uma infecção viral mais leve e autolimitada, que geralmente causa coriza, espirros, nariz entupido, dor de garganta leve e mal-estar moderado, melhorando sozinho em poucos dias.

    Já a gripe é uma doença causada pelo vírus influenza e costuma ser mais intensa, provocando febre alta, dores no corpo, cansaço extremo, tosse seca e dor de cabeça forte.

    Ela também pode levar a complicações mais sérias, como pneumonia, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas — e exige um tratamento médico cuidadoso.

    Leia também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

  • A infecção passou, mas o cansaço continua? Entenda por que a recuperação pode ser lenta 

    A infecção passou, mas o cansaço continua? Entenda por que a recuperação pode ser lenta 

    Muitas pessoas acreditam que a recuperação de uma infecção termina assim que a febre desaparece ou quando o tratamento chega ao fim. No entanto, nem sempre o organismo volta imediatamente ao normal depois de uma doença infecciosa.

    É relativamente comum que, mesmo após a melhora dos sintomas mais intensos, a pessoa continue sentindo cansaço, fraqueza, falta de disposição e dificuldade para retomar a rotina. Em muitos casos, essa recuperação lenta faz parte do processo natural de cura do organismo, especialmente após doenças mais intensas.

    O que acontece com o corpo durante uma infecção?

    Quando acontece uma infecção, o organismo mobiliza uma grande quantidade de energia para combater o agente causador da doença.

    O sistema imunológico aumenta sua atividade e produz diversas substâncias inflamatórias que ajudam a eliminar vírus, bactérias ou outros microrganismos.

    Esse processo é essencial para a recuperação, mas também gera um desgaste físico importante.

    Por que o cansaço pode continuar mesmo após a melhora?

    Mesmo depois que a infecção é controlada, o corpo ainda precisa concluir diversas etapas de recuperação.

    Entre elas estão:

    • Reparar tecidos lesionados;
    • Repor reservas de energia;
    • Recuperar massa muscular perdida;
    • Normalizar processos inflamatórios;
    • Restabelecer o equilíbrio metabólico.

    Por isso, a sensação de fraqueza pode persistir por dias ou semanas após a doença.

    Quais infecções costumam causar recuperação mais lenta?

    Algumas doenças são particularmente conhecidas por provocar fadiga prolongada.

    Entre elas estão:

    • Dengue;
    • Mononucleose;
    • Pneumonia;
    • Covid-19;
    • Influenza (gripe);
    • Infecções graves que exigiram internação.

    De forma geral, quanto mais intensa foi a infecção, maior tende a ser o tempo necessário para a recuperação completa.

    A perda de massa muscular também contribui

    Durante períodos de doença, especialmente quando a pessoa permanece acamada ou reduz muito suas atividades, é comum ocorrer:

    • Menor movimentação;
    • Redução da atividade física;
    • Diminuição da ingestão alimentar;
    • Perda de massa muscular.

    Mesmo poucos dias de repouso podem resultar em perda de força, principalmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

    A inflamação pode persistir por algum tempo

    Após determinadas infecções, o organismo pode permanecer em um estado inflamatório leve durante semanas.

    Isso pode contribuir para sintomas como:

    • Cansaço persistente;
    • Sonolência;
    • Falta de energia;
    • Dificuldade de concentração;
    • Sensação de lentidão física e mental.

    Na maioria dos casos, esses sintomas diminuem gradualmente.

    Por que idosos costumam demorar mais para se recuperar?

    O envelhecimento reduz a capacidade de recuperação do organismo.

    Além disso, idosos frequentemente apresentam:

    • Menor reserva muscular;
    • Doenças crônicas associadas;
    • Recuperação mais lenta após períodos de imobilização;
    • Maior risco de desnutrição durante a doença.

    Por esse motivo, uma infecção que parece simples pode causar grande impacto funcional nessa faixa etária.

    Alimentação inadequada pode atrasar a recuperação?

    Sim. Após uma infecção, o organismo precisa de nutrientes para reconstruir tecidos e recuperar energia.

    Os principais incluem:

    • Proteínas;
    • Vitaminas;
    • Minerais;
    • Líquidos.

    Quando a alimentação permanece insuficiente após a doença, a sensação de fraqueza pode durar mais tempo.

    Quais sintomas são comuns durante a recuperação?

    Durante a fase de convalescença, é comum apresentar:

    • Cansaço fácil;
    • Falta de disposição;
    • Fraqueza muscular;
    • Sono excessivo;
    • Menor tolerância aos exercícios;
    • Dificuldade de concentração;
    • Sensação de recuperação lenta.

    Na maioria das pessoas, esses sintomas melhoram progressivamente.

    Quando a recuperação lenta merece investigação?

    Embora seja esperado que algumas pessoas demorem mais para recuperar totalmente a energia, alguns sinais merecem atenção.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Piora progressiva dos sintomas;
    • Febre persistente ou recorrente;
    • Falta de ar importante;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Tosse persistente;
    • Fraqueza intensa que não melhora;
    • Dificuldade para realizar atividades básicas do dia a dia.

    O que os médicos costumam investigar?

    Dependendo do quadro clínico, o médico pode avaliar:

    • Anemia;
    • Alterações da tireoide;
    • Deficiências nutricionais;
    • Persistência da infecção;
    • Complicações cardíacas;
    • Complicações pulmonares;
    • Outras doenças que possam explicar os sintomas.

    Em alguns casos, exames laboratoriais e de imagem podem ser necessários.

    Como acelerar a recuperação?

    Algumas medidas ajudam o organismo a recuperar forças de forma mais eficiente.

    1. Respeitar o tempo de recuperação

    Forçar atividades intensas antes da hora pode prolongar o processo de recuperação.

    2. Manter uma alimentação adequada

    Especialmente rica em proteínas, frutas, verduras e outros nutrientes importantes.

    3. Hidratar-se adequadamente

    A hidratação continua sendo fundamental mesmo após o desaparecimento dos sintomas mais intensos.

    4. Retomar atividades gradualmente

    O retorno aos exercícios e às atividades físicas deve ser progressivo.

    5. Dormir bem

    O sono é uma das ferramentas mais importantes para a recuperação física e imunológica.

    Confira: 7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    Perguntas frequentes sobre recuperação após infecções

    1. É normal sentir cansaço depois de uma infecção?

    Sim. Muitas pessoas permanecem cansadas por dias ou semanas após a melhora da doença.

    2. Dengue pode causar fraqueza prolongada?

    Sim. A dengue é uma das infecções mais associadas à fadiga persistente.

    3. Quanto tempo dura a recuperação?

    Depende da gravidade da infecção, da idade e das condições de saúde da pessoa.

    4. É possível perder massa muscular durante uma doença?

    Sim. Especialmente após internações ou períodos prolongados de repouso.

    5. É normal ficar sem disposição para fazer exercícios?

    Sim. A recuperação da capacidade física costuma acontecer de forma gradual.

    6. Quando a recuperação lenta deixa de ser normal?

    Quando existe piora progressiva, sintomas persistentes importantes ou sinais de alerta associados.

    7. O que ajuda a recuperar mais rápido?

    Boa alimentação, hidratação adequada, sono de qualidade e retorno gradual às atividades são as principais medidas.

    Veja mais: A gripe passou, mas a tosse continua: o que pode estar acontecendo?

  • Infecções que sempre voltam: quando é hora de investigar? 

    Infecções que sempre voltam: quando é hora de investigar? 

    Ter uma infecção ocasional faz parte da vida. Gripes, infecções urinárias, sinusites e otites podem acontecer em diferentes momentos e, na maioria das vezes, são episódios isolados que se resolvem com o tratamento adequado.

    Mas o que acontece quando a infecção volta várias vezes e sempre no mesmo local? Nem sempre isso é sinal de um problema grave, mas a repetição pode indicar a presença de fatores que favorecem a proliferação de microrganismos naquela região.

    Em muitos casos, alterações anatômicas, doenças crônicas ou problemas funcionais ajudam a explicar por que determinadas infecções insistem em retornar. Venha entender mais!

    O que é considerado uma infecção recorrente?

    Não existe uma definição única para todas as doenças, mas geralmente o termo é utilizado quando:

    • A infecção ocorre várias vezes ao longo do ano;
    • Existe necessidade frequente de antibióticos;
    • Os sintomas retornam pouco tempo após o tratamento;
    • O mesmo local é repetidamente acometido.

    A necessidade de investigação depende da idade da pessoa, da frequência dos episódios e do tipo de infecção.

    Por que algumas pessoas têm infecções repetidas?

    A recorrência pode acontecer por diferentes motivos.

    Os principais são:

    • Alterações anatômicas;
    • Problemas de drenagem de secreções;
    • Doenças crônicas;
    • Persistência do agente infeccioso;
    • Alterações do sistema imunológico.

    Identificar a causa é importante para evitar novos episódios e reduzir a necessidade de tratamentos repetidos.

    Otites de repetição: o que pode estar por trás?

    As otites recorrentes são relativamente comuns, especialmente na infância.

    Entre os fatores mais frequentemente associados estão:

    • Aumento das adenoides;
    • Alterações anatômicas da tuba auditiva;
    • Rinites e alergias respiratórias;
    • Exposição frequente a infecções virais;
    • Tabagismo passivo.

    Em crianças, a investigação costuma avaliar tanto fatores anatômicos quanto ambientais.

    Infecções respiratórias de repetição

    Sinusites, faringites, bronquites e pneumonias estão entre as causas mais frequentes de procura por atendimento médico.

    Na maioria dos casos, episódios recorrentes dessas doenças não significam necessariamente um problema de imunidade. Porém, quando as infecções são graves, muito frequentes ou exigem internações repetidas, a investigação se torna necessária.

    Os fatores associados são:

    • Rinite alérgica;
    • Uso inadequado ou repetido de antibióticos;
    • Alterações anatômicas das vias respiratórias;
    • Doenças pulmonares crônicas, como enfisema e bronquiectasias;
    • Exposição frequente a ambientes com grande circulação de vírus.

    Infecções de pele recorrentes

    As principais infecções cutâneas de repetição são:

    • Impetigo;
    • Celulite;
    • Abscessos;
    • Micoses;
    • Herpes simples;
    • Herpes-zóster.

    Os fatores mais associados são:

    • Diabetes;
    • Dermatites e doenças que alteram a barreira da pele;
    • Colonização bacteriana persistente;
    • Linfedema;
    • Obesidade.

    Abscessos que surgem repetidamente no mesmo local costumam estar relacionados a alterações locais da pele ou dos tecidos próximos.

    Já quadros de celulite ou abscessos em diferentes regiões do corpo podem motivar uma investigação mais ampla da imunidade.

    Infecções urinárias de repetição

    As infecções urinárias recorrentes são muito comuns, especialmente entre as mulheres.

    Na maioria das vezes, não estão relacionadas a imunidade baixa.

    Os principais fatores associados incluem:

    • Alterações anatômicas do trato urinário;
    • Sexo feminino;
    • Bexiga neurogênica;
    • Uso de sonda vesical;
    • Dificuldades para esvaziar completamente a bexiga.

    Dependendo do histórico, exames complementares podem ser necessários para investigar alterações estruturais.

    Quando pensar em problemas de imunidade?

    A maior parte das pessoas com infecções recorrentes não apresenta uma imunodeficiência grave.

    A investigação imunológica, no entanto, costuma ser considerada quando existem:

    • Infecções muito frequentes;
    • Infecções graves;
    • Necessidade repetida de hospitalização;
    • Infecções por microrganismos incomuns;
    • Dificuldade de resposta aos tratamentos habituais.

    Nessas situações, o médico pode solicitar exames específicos para avaliar o funcionamento do sistema imunológico.

    Quais exames costumam ser solicitados?

    A investigação varia conforme a região afetada e o histórico do paciente.

    Os exames mais utilizados são:

    • Hemograma;
    • Exames de sangue para avaliação imunológica;
    • Cultura de secreções ou urina;
    • Ultrassonografia;
    • Tomografia;
    • Dosagem de imunoglobulinas;
    • Testes para imunodeficiências congênitas ou adquiridas.

    O objetivo é identificar fatores predisponentes que possam ser corrigidos ou tratados.

    O tratamento não é apenas usar antibióticos

    Embora os antibióticos sejam importantes para tratar a infecção ativa, eles nem sempre resolvem a causa do problema.

    Muitas vezes é necessário:

    • Corrigir alterações anatômicas;
    • Tratar alergias;
    • Controlar doenças crônicas;
    • Melhorar hábitos de saúde;
    • Adotar medidas preventivas específicas.

    Por isso, a investigação adequada é fundamental para evitar novos episódios.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure atendimento médico se houver:

    • Infecções frequentes ao longo do ano;
    • Necessidade repetida de antibióticos;
    • Internações por infecção;
    • Sintomas persistentes entre os episódios;
    • Infecções cada vez mais graves.

    A avaliação ajuda a identificar se existe alguma condição de base favorecendo a recorrência.

    Veja mais: Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre infecções recorrentes

    1. Ter infecções de repetição significa imunidade baixa?

    Não necessariamente. Muitas vezes existem alterações anatômicas ou fatores locais envolvidos.

    2. Otites recorrentes precisam de investigação?

    Sim. Principalmente quando os episódios são frequentes ou afetam a audição.

    3. Infecção urinária de repetição é comum?

    Sim. É especialmente frequente em mulheres.

    4. Diabetes pode favorecer infecções?

    Sim. O diabetes mal controlado aumenta o risco de diversos tipos de infecção.

    5. Toda pessoa com infecções recorrentes precisa fazer exames imunológicos?

    Não. A necessidade depende da frequência, gravidade e características das infecções.

    6. Antibióticos resolvem definitivamente o problema?

    Nem sempre. É importante identificar e tratar a causa da recorrência.

    7. Quando devo procurar um especialista?

    Quando as infecções são frequentes, graves, exigem internações ou continuam voltando apesar dos tratamentos adequados.

    Veja também: Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido?

  • Até onde a ansiedade é normal? Os sinais de alerta que você precisa conhecer

    Até onde a ansiedade é normal? Os sinais de alerta que você precisa conhecer

    Sentir um frio na barriga antes de uma entrevista de emprego, o coração acelerar antes de uma apresentação importante ou até mesmo perder o sono na véspera de uma viagem são algumas das situações em que a ansiedade aparece de forma natural.

    Ela faz parte da resposta do organismo a desafios ou possíveis ameaças, ajudando o corpo a se preparar para agir. Mas então, onde termina o frio na barriga saudável e começa um sinal de alerta?

    A ansiedade é uma emoção natural e esperada em determinados momentos da vida, mas ela pode ser considerada um transtorno quando se torna intensa, frequente e desproporcional à situação.

    Existe ansiedade normal?

    A ansiedade normal existe, sendo uma reação natural do organismo diante de situações que despertam expectativa, preocupação ou exigem atenção, como uma prova, uma viagem, o início de um relacionamento e a espera por uma notícia importante, por exemplo.

    “Sem a ansiedade, a gente não tem a motivação e energia para fazer as coisas que a gente precisa fazer”, aponta o psiquiatra Luiz Dieckmann.

    Nesses casos, o cérebro ativa o sistema nervoso e estimula a liberação de hormônios, como a adrenalina e o cortisol. Eles causam o aumento dos batimentos cardíacos, a aceleração da respiração e promovem um maior estado de atenção. Na maioria dos casos, é uma reação temporária e que diminui naturalmente com o tempo.

    Por isso, sentir um frio na barriga, ficar mais inquieto ou até ter dificuldade para dormir antes de um evento importante não significa, necessariamente, que exista um transtorno de ansiedade. O principal sinal de alerta é quando a ansiedade aparece com frequência, de forma intensa e desproporcional ao que está acontecendo.

    Qual a diferença entre ansiedade normal e patológica?

    A principal diferença entre a ansiedade normal e patológica está na intensidade, na frequência e no impacto que ela causa na rotina.

    A ansiedade normal aparece em situações específicas no dia a dia, como uma prova, uma entrevista de emprego ou uma decisão importante. Ela costuma ser temporária, proporcional ao acontecimento e desaparece quando a situação é resolvida, e não impede a pessoa de realizar as atividades rotineiras.

    Por outro lado, a ansiedade patológica é mais intensa, frequente e difícil de controlar. A pessoa sente uma preocupação, um medo ou uma tensão excessivos, que persistem por meses e são desproporcionais à situação.

    Segundo Luiz, os sintomas passam a interferir na rotina, prejudicando o trabalho, o sono, os relacionamentos e a qualidade de vida, o que torna necessária a atenção médica.

    Principais sintomas do transtorno de ansiedade

    Os sintomas do transtorno de ansiedade normalmente envolvem sinais emocionais e físicas que persistem por bastante tempo, como:

    • Preocupação excessiva e difícil de controlar;
    • Sensação constante de nervosismo ou tensão;
    • Medo intenso de que algo ruim aconteça;
    • Inquietação ou dificuldade para relaxar;
    • Irritabilidade;
    • Dificuldade de concentração;
    • Cansaço frequente;
    • Alterações no sono, como insônia ou sono agitado;
    • Coração acelerado ou palpitações;
    • Falta de ar ou sensação de aperto no peito;
    • Suor excessivo;
    • Tremores;
    • Tensão muscular;
    • Desconfortos gastrointestinais, como náuseas, dor abdominal ou diarreia.

    Vale ressaltar que um transtorno de ansiedade não exige que a pessoa apresente todos os sintomas ao mesmo tempo. Na verdade, a intensidade e a combinação dos sinais podem variar de uma pessoa para outra, assim como a frequência com que eles aparecem.

    O que causa o excesso de ansiedade?

    O excesso de ansiedade e o desenvolvimento de um transtorno acontecem por uma série de fatores genéticos, psicológicos e ambientais que sobrecarregam o sistema de alerta do cérebro. São eles:

    • Predisposição genética: ter familiares com transtornos de ansiedade ou depressão pode aumentar o risco de desenvolver a condição, indicando que fatores hereditários também influenciam a forma como o organismo reage ao estresse;
    • Desequilíbrios químicos no cérebro: alterações na regulação de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e GABA, podem afetar o controle do humor, do relaxamento e das respostas ao medo;
    • Traumas e experiências estressantes na infância: situações como perda de familiares, bullying ou crescimento em ambientes instáveis podem aumentar a vulnerabilidade ao desenvolvimento da ansiedade ao longo da vida;
    • Estresse crônico: a exposição prolongada a situações de pressão, como excesso de trabalho, dificuldades financeiras, desemprego ou conflitos nos relacionamentos, pode manter o organismo em estado constante de alerta;
    • Uso excessivo de telas e redes sociais: o contato contínuo com informações, notificações e comparações sociais pode contribuir para sentimentos de preocupação, cobrança e sobrecarga mental;
    • Condições médicas e dores crônicas: problemas de saúde, como distúrbios da tireoide, arritmias cardíacas e dores persistentes, podem desencadear ou agravar sintomas de ansiedade;
    • Fatores de personalidade: características como perfeccionismo, necessidade excessiva de controle, dificuldade para lidar com incertezas e sensibilidade a críticas podem favorecer o surgimento de quadros ansiosos;
    • Uso de substâncias: o consumo excessivo de álcool, nicotina, drogas ilícitas, cafeína e bebidas energéticas pode aumentar a ansiedade ou intensificar sintomas já existentes.

    Quando é a hora de procurar ajuda profissional?

    Procure atendimento médico se apresentar os seguintes sinais de alerta:

    • Preocupação constante e difícil de controlar;
    • Sensação frequente de medo ou tensão excessiva;
    • Crises de ansiedade recorrentes;
    • Insônia ou outras alterações importantes no sono;
    • Dificuldade de concentração;
    • Irritabilidade frequente;
    • Palpitações ou coração acelerado sem motivo aparente;
    • Falta de ar, tremores ou suor excessivo;
    • Tensão muscular persistente;
    • Cansaço constante;
    • Evitar situações, lugares ou atividades por causa da ansiedade;
    • Queda no desempenho no trabalho ou nos estudos;
    • Prejuízos nos relacionamentos pessoais;
    • Sofrimento emocional que afeta a qualidade de vida.

    Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de controlar os sintomas e evitar que eles afetem a qualidade de vida.

    O acompanhamento com um psicólogo e, quando necessário, com um psiquiatra pode ajudar a encontrar o tratamento mais adequado para cada pessoa.

    Como controlar a ansiedade no dia a dia?

    Nem sempre é possível evitar as situações estressantes do dia a dia, mas alguns hábitos podem ajudar a reduzir os níveis de ansiedade e melhorar o bem-estar emocional, como:

    • Manter uma rotina regular de conceito de sono e procurar dormir entre 7 e 9 horas por noite;
    • Praticar atividades físicas regularmente, como caminhada, corrida, musculação ou dança;
    • Reservar momentos para lazer, descanso e atividades prazerosas;
    • Reduzir o consumo excessivo de cafeína, energéticos e álcool;
    • Ter uma alimentação equilibrada e horários regulares para as refeições;
    • Fazer pausas durante o trabalho ou os estudos para evitar sobrecarga mental;
    • Limitar o tempo de uso das redes sociais e da exposição constante a notícias;
    • Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação ou mindfulness;
    • Conversar com amigos, familiares ou pessoas de confiança sobre preocupações e sentimentos.

    É importante lembrar que a ansiedade faz parte da vida e não pode ser eliminada completamente. O objetivo não é deixar de sentir ansiedade, mas aprender a lidar com ela de forma mais saudável, para que não atrapalhe a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

    Perguntas frequentes

    1. O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

    O TAG é um transtorno psiquiátrico caracterizado por uma preocupação excessiva, persistente e difícil de controlar que dura a maior parte dos dias por pelo menos seis meses. A pessoa com TAG se preocupa intensamente com diversas áreas da vida ao mesmo tempo (saúde, dinheiro, família, trabalho), mesmo sem motivos reais para isso.

    2. Qual é a diferença entre ansiedade e estresse?

    O estresse é uma reação a um gatilho presente e identificável, como excesso de trabalho ou uma briga, por exemplo. Quando o problema é resolvido, o estresse tende a sumir. Já a ansiedade é focada no futuro, na expectativa de uma ameaça que pode nem acontecer. Ela persiste mesmo quando o agente estressor já desapareceu.

    3. Tomar café piora a ansiedade?

    Para quem já tem propensão ou sofre de um transtorno de ansiedade, sim. A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central que imita os sintomas físicos da ansiedade, como aceleração dos batimentos cardíacos e agitação.

    3. Os remédios para ansiedade causam dependência?

    Os medicamentos modernos mais utilizados no tratamento de longo prazo, como os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina, não causam dependência.

    Os remédios que oferecem risco de dependência se usados incorretamente são os tarja preta (benzodiazepínicos), que servem para alívio imediato e devem ser tomados estritamente pelo tempo curto receitado pelo médico.

    5. Fitoterápicos e chás funcionam para ansiedade?

    Chás de plantas como passiflora (maracujá), camomila, valeriana e melissa têm propriedades calmantes leves que ajudam a relaxar o corpo e a desacelerar em momentos de nervosismo leve ou antes de dormir. No entanto, eles não substituem o tratamento médico ou psicoterápico em casos de transtornos.

    6. O que fazer se eu esquecer de tomar o remédio da ansiedade no horário?

    A orientação geral é tomar a dose esquecida assim que lembrar. Porém, se estiver muito perto do horário da próxima dose, o ideal é pular a dose esquecida e seguir o cronograma normal. Nunca tome duas doses juntas para compensar o esquecimento.

    Veja também: Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

  • Acorda suando durante a noite? Veja quando isso merece investigação 

    Acorda suando durante a noite? Veja quando isso merece investigação 

    Acordar durante a madrugada com a roupa molhada ou perceber que o lençol ficou encharcado de suor pode ser uma experiência desconfortável e, muitas vezes, intrigante. Mesmo que episódios isolados nem sempre indiquem um problema de saúde, a sudorese noturna frequente pode levantar dúvidas sobre o que está acontecendo no organismo. 

    Em muitos casos, a explicação é simples, como um quarto muito quente ou o uso de muitos cobertores em uma temperatura ainda amena. Porém, quando o sintoma se torna recorrente, intenso ou aparece acompanhado de outros sinais, como perda de peso, febre ou cansaço excessivo, é importante procurar avaliação médica para investigar possíveis causas.  

    A boa notícia é que, na maioria das vezes, existe uma explicação identificável e tratável para o problema. 

    H2 – O que é considerado sudorese noturna? 

    Nem todo suor durante o sono é considerado anormal. A preocupação costuma surgir quando: 

    • O suor é excessivo;  
    • Ocorre de forma frequente;  
    • Molha roupas ou lençóis;  
    • Acontece mesmo em ambientes frescos;  
    • Não existe uma explicação evidente, como excesso de cobertores.  

    Em geral, a sudorese noturna é considerada relevante quando interfere na qualidade do sono ou passa a ocorrer repetidamente. 

    H2 – Por que suamos durante a noite? 

    A transpiração é um mecanismo natural do organismo para controlar a temperatura corporal. Durante o sono, o corpo continua regulando a temperatura e pode produzir suor em situações como: 

    • Ambiente muito quente;  
    • Uso excessivo de roupas ou cobertores;  
    • Sonhos intensos ou pesadelos;  
    • Consumo de álcool próximo ao horário de dormir;  
    • Exercício físico intenso no período noturno.  

    Nesses casos, o sintoma costuma ser ocasional e não está relacionado a doenças. 

    H2 – Causas mais simples e comuns 

    Diversas situações benignas podem provocar suor noturno. Entre elas estão: 

    • Quarto excessivamente quente;  
    • Roupas inadequadas para dormir;  
    • Estresse emocional;  
    • Ansiedade;  
    • Pesadelos;  
    • Exercício físico próximo ao horário de dormir.  

    Quando a causa é ambiental ou comportamental, o sintoma geralmente melhora após ajustes na rotina. 

    H2 – Infecções podem causar sudorese noturna? 

    Sim. Algumas infecções provocam alterações inflamatórias no organismo que aumentam a transpiração, especialmente durante a noite. 

    Entre as principais causas infecciosas estão: 

    • Tuberculose;  
    • Endocardite (infecção das válvulas do coração);  
    • HIV;  
    • Algumas infecções crônicas.  

    Nesses casos, o suor noturno costuma vir acompanhado de outros sintomas, como: 

    • Febre;  
    • Cansaço;  
    • Perda de peso;  
    • Mal-estar persistente.  

    H2 – Alterações hormonais também podem provocar suor noturno 

    Mudanças hormonais estão entre as causas mais frequentes da sudorese noturna. 

    H3 – Menopausa 

    Uma das causas mais comuns em mulheres. Os sintomas podem ser: 

    • Ondas de calor;  
    • Suor intenso;  
    • Alterações do sono;  
    • Irritabilidade.  

    Os episódios costumam ocorrer principalmente durante a noite e podem prejudicar significativamente a qualidade do descanso. 

    H3 – Hipertireoidismo 

    O excesso de hormônios da tireoide acelera o metabolismo e pode provocar: 

    • Sensação de calor excessivo;  
    • Transpiração aumentada;  
    • Palpitações;  
    • Perda de peso;  
    • Tremores.  

    H2 – Ansiedade e estresse podem causar sudorese noturna? 

    Sim. O estresse e a ansiedade aumentam a ativação do sistema nervoso, que pode estimular a produção de suor mesmo durante o sono. 

    Além da transpiração, podem surgir sintomas como: 

    • Palpitações;  
    • Sono agitado;  
    • Despertares frequentes;  
    • Sensação de alerta constante.  

    Em algumas pessoas, a sudorese noturna é uma das manifestações físicas mais evidentes da ansiedade. 

    H2 – Quando a sudorese noturna merece mais atenção? 

    Embora muitas causas sejam benignas, alguns sinais associados justificam investigação médica. Procure avaliação se houver: 

    • Perda de peso sem explicação;  
    • Febre persistente;  
    • Cansaço excessivo;  
    • Tosse prolongada;  
    • Aumento de gânglios (“ínguas”);  
    • Falta de apetite;  
    • Sintomas persistentes por semanas.  

    Esses sinais podem indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada. 

    H2 – Câncer pode causar sudorese noturna? 

    Sim, mas essa é uma causa menos comum. Alguns tipos de câncer, especialmente doenças hematológicas, como linfomas e leucemias, podem provocar uma combinação de sintomas conhecida como “sintomas B”, que inclui sudorese noturna intensa, febre e perda de peso involuntária.  

    Por isso, quando esses sinais aparecem juntos, é importante procurar avaliação médica. 

    H2 – Medicamentos podem causar suor noturno? 

    Sim. Alguns medicamentos podem aumentar a transpiração como efeito colateral. 

    Entre eles estão: 

    • Antidepressivos;  
    • Antitérmicos;  
    • Terapias hormonais;  
    • Alguns medicamentos para diabetes.  

    Por isso, o médico sempre avalia os remédios em uso durante a investigação. 

    H2 – Como os médicos investigam a sudorese noturna? 

    A investigação depende dos sintomas associados e do histórico da pessoa. 

    Ela pode ser: 

    • Entrevista clínica detalhada;  
    • Exame físico;  
    • Exames de sangue;  
    • Avaliação hormonal;  
    • Exames para infecções;  
    • Exames de imagem, quando necessário.  

    Na maioria dos casos, a causa pode ser identificada a partir da combinação entre os sintomas e os exames complementares. 

    H2 – Existe tratamento? 

    Sim. O tratamento depende da causa identificada. 

    Pode incluir: 

    • Controle da ansiedade;  
    • Tratamento de infecções;  
    • Manejo da menopausa;  
    • Ajuste de medicamentos;  
    • Tratamento de alterações hormonais.  

    Quando a causa é corrigida, a sudorese costuma melhorar significativamente. 

    H2 – Quando procurar um médico? 

    É recomendável procurar avaliação médica quando: 

    • O suor noturno é frequente;  
    • Há necessidade de trocar roupas ou lençóis regularmente;  
    • O sintoma persiste por várias semanas;  
    • Existem outros sintomas associados, como febre, perda de peso ou cansaço intenso.  

    Quanto mais cedo a causa for identificada, mais rápido pode ser iniciado o tratamento adequado. 

    Veja também: Transplante de medula óssea: como é feito e quando é indicado 

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/transplante-de-medula-ossea-2

    H2 – Perguntas frequentes sobre sudorese noturna 

    H3 – 1. Suar durante a noite é sempre sinal de doença? 

    Não. Ambientes quentes, excesso de cobertores e estresse podem causar suor noturno sem indicar um problema de saúde. 

    H3 – 2. Ansiedade pode causar sudorese noturna? 

    Sim. A ansiedade pode aumentar a atividade do sistema nervoso e favorecer episódios de transpiração durante o sono. 

    H3 – 3. Menopausa causa suor noturno? 

    Sim. As ondas de calor associadas à menopausa são uma das causas mais comuns de sudorese noturna em mulheres. 

    H3 – 4. Quando o suor noturno merece investigação? 

    Quando é frequente, intenso, persistente ou acompanhado de sintomas como febre, perda de peso ou cansaço excessivo. 

    H3 – 5. Tuberculose pode causar sudorese noturna? 

    Sim. A tuberculose é uma das infecções clássicas associadas a suor noturno importante. 

    H3 – 6. Câncer pode provocar esse sintoma? 

    Pode, especialmente alguns tipos de câncer hematológico, como linfomas e leucemias. 

    H3 – 7. Qual médico devo procurar? 

    O clínico geral costuma ser o melhor ponto de partida para investigar a causa da sudorese noturna. 

    Leia mais: Saiba mais sobre a leucemia 

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/leucemia
  • Sou magro e meu colesterol está alto: como isso é possível? 

    Sou magro e meu colesterol está alto: como isso é possível? 

    Muita gente associa colesterol alto ao excesso de peso. Por isso, receber um exame alterado sendo magro costuma causar surpresa e até confusão. Afinal, se a pessoa está dentro do peso considerado saudável, como o colesterol pode estar elevado?

    A explicação é que o colesterol não depende apenas da balança. Fatores genéticos, alterações hormonais, hábitos alimentares e até o funcionamento do metabolismo podem influenciar os níveis de colesterol no sangue. Em alguns casos, pessoas magras apresentam risco cardiovascular tão elevado quanto indivíduos com sobrepeso, especialmente quando existe predisposição hereditária.

    O que é o colesterol

    O colesterol é uma substância gordurosa produzida naturalmente pelo organismo e também obtida por meio da alimentação. Ele desempenha funções importantes, como:

    • Produção de hormônios;
    • Formação das membranas celulares;
    • Produção de vitamina D;
    • Participação na produção de ácidos biliares.

    O problema surge quando determinadas frações do colesterol permanecem elevadas por muito tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

    Diferença entre LDL e HDL

    Quando falamos em colesterol, normalmente estamos nos referindo a diferentes tipos de partículas que transportam gordura pelo sangue.

    LDL (“colesterol ruim”)

    O LDL é a fração mais associada ao desenvolvimento de placas de gordura nas artérias. Quando está elevado, aumenta o risco de:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Obstrução das artérias.

    HDL (“colesterol bom”)

    O HDL ajuda a remover o excesso de colesterol da circulação e transportá-lo de volta ao fígado para eliminação. Por isso, níveis adequados de HDL costumam estar associados a menor risco cardiovascular.

    Por que pessoas magras também podem ter colesterol alto

    O peso corporal é apenas um dos fatores que influenciam os níveis de colesterol.

    Uma pessoa pode ter peso normal e, ainda assim, apresentar alterações importantes no metabolismo lipídico.

    Isso acontece porque fatores como genética, alimentação, atividade física e condições hormonais exercem grande influência sobre a produção e o processamento do colesterol pelo organismo.

    Principais causas de colesterol alto em pessoas magras

    Existem diversas explicações possíveis para esse quadro.

    1. Genética

    Uma das causas mais importantes é a predisposição hereditária. Algumas pessoas produzem colesterol em excesso devido a alterações genéticas que afetam o metabolismo das gorduras.

    Nesses casos, o colesterol elevado pode aparecer mesmo em indivíduos com hábitos saudáveis.

    2. Hipercolesterolemia familiar

    A hipercolesterolemia familiar é uma doença genética que provoca níveis muito elevados de LDL desde a infância ou adolescência. Pessoas com essa condição podem apresentar:

    • LDL muito alto;
    • Maior risco cardiovascular precoce;
    • Histórico familiar de infarto em idade jovem.

    O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o risco de complicações futuras.

    3. Alimentação inadequada

    Mesmo quem é magro pode consumir alimentos que favorecem o aumento do colesterol. Entre eles:

    • Gorduras saturadas em excesso;
    • Ultraprocessados;
    • Frituras;
    • Fast food;
    • Produtos ricos em gordura trans.

    O peso normal não impede que hábitos alimentares inadequados afetem os exames.

    4. Sedentarismo

    A falta de atividade física pode prejudicar o perfil lipídico. Além de contribuir para o aumento de algumas frações do colesterol, o sedentarismo pode reduzir os níveis de HDL, considerado protetor para o coração.

    5. Alterações hormonais

    Algumas doenças também podem elevar o colesterol. Um exemplo clássico é o hipotireoidismo, condição em que a tireoide funciona abaixo do esperado.

    Por isso, a investigação médica costuma incluir a busca por possíveis causas secundárias.

    Colesterol alto pode não causar sintomas?

    Sim. Na grande maioria dos casos, o colesterol elevado não provoca sintomas.

    Muitas pessoas convivem com níveis alterados durante anos sem perceber.

    O diagnóstico, então, costuma acontecer apenas por meio de exames laboratoriais de rotina ou durante investigações cardiovasculares.

    Quais exames costumam ser avaliados

    O principal exame utilizado é o perfil lipídico. Ele geralmente inclui:

    • Colesterol total;
    • LDL;
    • HDL;
    • Triglicerídeos.

    Dependendo da situação clínica, o médico pode solicitar exames complementares para investigar causas secundárias ou avaliar o risco cardiovascular de forma mais detalhada.

    O que os médicos investigam

    Quando uma pessoa magra apresenta colesterol elevado, a avaliação costuma ser mais ampla. Os médicos analisam fatores como:

    • Histórico familiar;
    • Alimentação;
    • Diabetes;
    • Pressão alta;
    • Tabagismo;
    • Nível de atividade física;
    • Outros fatores de risco cardiovasculares.

    Essa análise ajuda a determinar a causa mais provável e a melhor estratégia de tratamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende não apenas do valor do colesterol, mas também do risco cardiovascular global da pessoa.

    1. Mudanças no estilo de vida

    As principais medidas são:

    • Alimentação equilibrada;
    • Prática regular de atividade física;
    • Controle do peso corporal;
    • Abandono do tabagismo.

    2. Medicamentos

    Algumas pessoas precisam utilizar medicamentos para reduzir o colesterol.

    Isso é mais comum em casos de:

    • LDL muito elevado;
    • Hipercolesterolemia familiar;
    • Alto risco cardiovascular;
    • Histórico de doença cardiovascular.

    As estatinas são os medicamentos mais frequentemente utilizados nesse contexto.

    Pessoa magra pode ter risco de infarto?

    Sim. Embora o excesso de peso seja um fator de risco importante, ele não é o único. Uma pessoa magra pode apresentar risco elevado de infarto quando existem fatores como:

    • Colesterol muito alto;
    • Hipercolesterolemia familiar;
    • Tabagismo;
    • Diabetes;
    • Pressão alta.

    Por isso, o risco cardiovascular deve ser avaliado de forma individualizada.

    Quando procurar avaliação médica

    É importante procurar orientação médica quando houver:

    • Colesterol elevado nos exames;
    • LDL muito alto;
    • Histórico familiar de infarto precoce;
    • Outros fatores de risco cardiovasculares.

    A investigação adequada pode identificar causas tratáveis e reduzir o risco de complicações futuras.

    Não deixe de conferir: O que fazer para aumentar (ou melhorar) o colesterol bom?

    Perguntas frequentes sobre colesterol alto em pessoas magras

    1. Pessoa magra pode ter colesterol alto?

    Sim. O colesterol depende de diversos fatores além do peso corporal.

    2. A genética influencia os níveis de colesterol?

    Muito. Algumas alterações hereditárias podem causar colesterol elevado mesmo em pessoas saudáveis.

    3. Colesterol alto costuma causar sintomas?

    Geralmente não. A maioria dos casos é descoberta em exames de rotina.

    4. Ser magro protege totalmente contra infarto?

    Não. Outros fatores de risco podem aumentar o risco cardiovascular mesmo em pessoas magras.

    5. Exercício físico ajuda a controlar o colesterol?

    Sim. A atividade física contribui para melhorar o perfil lipídico e a saúde cardiovascular.

    6. Toda pessoa com colesterol alto precisa tomar remédio?

    Não. A necessidade de medicação depende dos níveis de colesterol e do risco cardiovascular individual.

    7. Quando investigar hipercolesterolemia familiar?

    Quando o LDL está muito elevado ou existe histórico familiar importante de colesterol alto ou infarto precoce.

    Veja também: Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento

  • Quantas vezes é normal levantar para fazer xixi durante a noite?

    Quantas vezes é normal levantar para fazer xixi durante a noite?

    Você costuma acordar no meio da noite com aquela vontade urgente de ir ao banheiro? A situação pode acontecer de vez em quando e, na maioria dos casos, não indica nenhum problema sério de saúde.

    Mas, quando o hábito se repete várias vezes na mesma madrugada, pode acabar prejudicando a qualidade do sono e causando cansaço no dia seguinte. Mas afinal, quantas vezes é normal levantar para fazer xixi durante a noite?

    A noctúria não é considerada uma doença, mas um sintoma que pode indicar desde hábitos simples do dia a dia, como o consumo de café durante a noite, até condições de saúde que precisam de tratamento, como infecção urinária, diabetes ou alterações na próstata.

    Em alguns casos, ela pode impactar diretamente a qualidade de vida, já que o sono interrompido afeta o humor, a memória, a concentração e até a saúde cardiovascular. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, quantas vezes é normal acordar para urinar à noite?

    De maneira geral, é considerado normal acordar para urinar até uma vez por noite. Na maioria dos casos, a frequência está relacionada apenas à quantidade de líquidos ingeridos antes de dormir, especialmente café, álcool ou bebidas em grande volume, além do próprio processo natural de envelhecimento do corpo.

    No entanto, quando a pessoa precisa levantar duas ou mais vezes na mesma noite de forma frequente, a situação merece atenção. A noctúria pode indicar que o organismo está produzindo mais urina do que o normal durante a madrugada ou que a bexiga não consegue armazenar o líquido pelo tempo necessário.

    Com o passar do tempo, as interrupções constantes do sono podem causar cansaço, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração e impacto na qualidade de vida.

    O fator idade e o volume de urina

    É importante destacar que a definição do que é considerado normal pode variar um pouco de acordo com a idade:

    • Jovens e adultos saudáveis: o esperado é conseguir dormir entre 6 e 8 horas seguidas sem precisar levantar para ir ao banheiro;
    • Idosos acima de 65 anos: é mais comum acordar uma ou até duas vezes durante a noite para urinar, porque a capacidade de armazenamento da bexiga tende a diminuir com o passar dos anos, além de ocorrerem alterações na produção dos hormônios responsáveis por controlar a urina durante a madrugada.

    Se você percebe que a frequência aumentou de repente ou que as idas ao banheiro estão causando cansaço, sono excessivo durante o dia e prejuízo na qualidade do sono, vale a pena investigar o que pode estar estimulando o organismo a produzir mais urina durante a noite.

    O que é a noctúria?

    A noctúria é o termo usado para definir a necessidade de acordar uma ou mais vezes durante a noite especificamente para urinar.

    Para ser considerada noctúria, cada ida ao banheiro deve ser precedida e seguida por um período de sono. Logo, ela não conta quando a pessoa já está acordada por causa de insônia, ansiedade ou outro motivo e aproveita para ir ao banheiro.

    A condição acontece devido a um desequilíbrio no organismo, que pode estar relacionado a três fatores principais:

    • Poliúria global: o corpo produz uma quantidade excessiva de urina ao longo de todo o dia e da noite, ultrapassando 40 mL por quilo de peso corporal em 24 horas;
    • Poliúria noturna: o organismo produz urina em excesso apenas durante o período do sono, representando mais de 20% a 33% do volume urinário total diário, dependendo da idade;
    • Redução da capacidade da bexiga: a produção de urina é normal, mas a bexiga não consegue armazenar o líquido por muito tempo devido a inflamações, infecções, alterações musculares ou pressão sobre a região.

    Vale apontar que as interrupções repetidas durante a madrugada alteram as fases mais profundas do descanso, o que pode causar fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de memória e até queda da imunidade ao longo do tempo.

    Principais causas para levantar muito à noite para fazer xixi

    A necessidade de ir ao banheiro várias vezes durante a madrugada pode estar relacionada desde a hábitos simples do dia a dia até condições de saúde que precisam de avaliação e tratamento médico, como:

    1. Ingestão excessiva de líquidos antes de dormir

    A causa mais comum da noctúria é o hábito de ingerir grandes volumes de água, chás, sucos ou refrigerantes nas duas ou três horas antes de dormir. Durante o descanso, os rins continuam filtrando o líquido ingerido, aumentando a produção de urina e a necessidade de esvaziar a bexiga ao longo da madrugada.

    2. Consumo de cafeína ou álcool

    Bebidas como café, chá-preto, chá-mate, refrigerantes à base de cola e bebidas alcoólicas possuem efeito diurético, que estimulam os rins a produzir mais urina. Além disso, a cafeína e o álcool podem irritar a bexiga, aumentando a sensação de urgência para urinar mesmo quando ela ainda não está completamente cheia.

    3. Envelhecimento natural do corpo

    Com o passar dos anos, o organismo reduz a produção do hormônio antidiurético (ADH), responsável por diminuir a formação de urina durante a noite. Ao mesmo tempo, a musculatura da bexiga perde elasticidade e capacidade de armazenamento, o que favorece os despertares noturnos para urinar.

    4. Infecção urinária

    Nas infecções urinárias, a uretra e a bexiga ficam inflamadas e mais sensíveis, o que provoca a sensação frequente de bexiga cheia, urgência urinária e a vontade constante de fazer xixi, mesmo quando há pouca urina acumulada. Em muitos casos, a condição também causa ardência e desconforto ao urinar.

    5. Hiperplasia prostática benigna (próstata aumentada)

    A próstata aumentada é uma das causas mais comuns de noctúria em homens acima dos 50 anos. O aumento benigno da próstata comprime a uretra, dificultando o esvaziamento completo da bexiga. Como parte da urina permanece acumulada, a bexiga volta a encher mais rapidamente.

    6. Diabetes descompensado

    Quando os níveis de glicose no sangue estão elevados, o organismo tenta eliminar o excesso de açúcar pela urina. Como consequência, a pessoa sente mais sede e passa a urinar em maior quantidade durante o dia e também à noite.

    7. Gravidez

    Durante a gestação, especialmente nos primeiros meses, as alterações hormonais aumentam o fluxo de sangue nos rins e favorecem a produção de urina. Já no final da gravidez, o crescimento do útero pressiona a bexiga, aumentando a capacidade de armazenamento e aumentando a frequência urinária.

    8. Uso de medicamentos diuréticos

    Os medicamentos diuréticos, utilizados principalmente no tratamento da pressão alta e de doenças cardíacas, estimulam a eliminação de líquidos pelo organismo. Quando são tomados no final do dia ou à noite, podem aumentar bastante a vontade de urinar durante a madrugada.

    Quando o xixi noturno frequente pode ser um sinal de alerta?

    Você deve buscar uma avaliação médica se a noctúria vier acompanhada de:

    • Dor, ardência ou queimação ao urinar;
    • Presença de sangue na urina;
    • Dificuldade para iniciar o jato urinário;
    • Jato urinário fraco ou interrompido;
    • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
    • Sede excessiva ao longo do dia;
    • Perda de peso sem motivo aparente;
    • Febre ou dor nas costas;
    • Perda involuntária de urina;
    • Cansaço excessivo e prejuízo na qualidade do sono.

    Se as idas ao banheiro durante a madrugada estão afetando o humor, a concentração, a disposição no dia seguinte ou a qualidade de vida, também vale a pena procurar orientação médica, mesmo que não existam outros sintomas associados.

    Como é feito o diagnóstico?

    Para descobrir o que está causando a vontade frequente de urinar durante a noite, o médico costuma fazer uma avaliação detalhada sobre os hábitos do dia a dia, o consumo de líquidos, o uso de remédios e o histórico de saúde da pessoa. Também podem ser pedidos alguns exames, como:

    • Exame de urina (urina tipo 1 e urocultura) para investigar infecção urinária, inflamações ou presença de sangue na urina;
    • Exames de sangue para avaliar os níveis de glicose e o funcionamento dos rins;
    • Ultrassonografia das vias urinárias e da próstata para verificar alterações na bexiga, nos rins ou aumento da próstata.

    Em alguns casos, o médico também pode pedir um diário miccional, em que você anota durante 2 ou 3 dias tudo o que bebe, os horários, a quantidade de líquido ingerida e o número de vezes que vai ao banheiro ao longo do dia e da noite. Isso pode ajudar a identificar a causa da noctúria.

    O que fazer para diminuir as idas ao banheiro durante a noite?

    O tratamento para as idas frequentes ao banheiro na madrugada depende diretamente da causa do problema, mas algumas mudanças simples de hábitos no dia a dia podem ajudar a reduzir a produção de urina à noite, como:

    • Evitar grandes volumes de líquidos 2 a 3 horas antes de dormir;
    • Manter a hidratação adequada ao longo do dia;
    • Reduzir o consumo de café, chá-preto, chá-verde, chá-mate e refrigerantes no fim da tarde;
    • Evitar bebidas alcoólicas e excesso de chocolate à noite;
    • Elevar as pernas por cerca de 30 minutos no final da tarde, especialmente em casos de inchaço;
    • Fazer exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel;
    • Buscar orientação de um fisioterapeuta pélvico para treinamento da bexiga;
    • Conversar com o médico sobre o melhor horário para tomar medicamentos diuréticos;
    • Evitar o uso de diuréticos no período da tarde e da noite.

    Veja também: A cor do seu xixi pode revelar muito sobre sua saúde

    Perguntas frequentes

    1. Beber água de madrugada faz mal?

    Não faz mal à saúde, mas se você já tem tendência a acordar para ir ao banheiro, beber água ao despertar vai criar um ciclo, fazendo você acordar novamente algumas horas depois para urinar.

    2. O que pode ser quando a pessoa urina muito à noite e sente muita sede?

    Esse é um dos sintomas clássicos da diabetes descompensada. O corpo tenta eliminar o excesso de açúcar do sangue através da urina e, para não desidratar, o cérebro ativa o mecanismo da sede constante.

    3. Qual o melhor horário para tomar remédio de pressão para não urinar à noite?

    Normalmente, medicamentos diuréticos para pressão devem ser tomados pela manhã. Tomá-los no final da tarde ou à noite vai, inevitavelmente, fazer você acordar de madrugada para ir ao banheiro. Sempre confirme com seu médico antes de mudar o horário.

    4. O que é a bexiga hiperativa?

    É uma disfunção onde o músculo da bexiga se contrai de forma involuntária antes mesmo de ela estar cheia. Isso causa uma urgência repentina e incontrolável de urinar, tanto de dia quanto de noite.

    5. O que acontece se eu prender o xixi de madrugada para não levantar?

    Prender a urina por muito tempo enfraquece os músculos da bexiga, facilita a proliferação de bactérias (causando infecção urinária) e, em casos crônicos, pode gerar refluxo de urina para os rins.

    6. Mulheres na menopausa fazem mais xixi à noite?

    Sim. A queda na produção de estrogênio durante a menopausa causa o afinamento e a perda de elasticidade dos tecidos da uretra e da bexiga. Isso deixa o trato urinário feminino mais sensível, aumentando a frequência urinária e o risco de infecções.

    7. Como o urologista trata o xixi frequente à noite?

    O tratamento depende da causa: pode envolver remédios para relaxar a bexiga, medicamentos para reduzir o tamanho da próstata, ajuste de horários de outros remédios ou indicação de fisioterapia pélvica.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

  • Ferritina baixa: por que ela pode causar tanto cansaço? 

    Ferritina baixa: por que ela pode causar tanto cansaço? 

    Sentir cansaço o tempo todo, falta de disposição para tarefas simples e dificuldade para manter o mesmo ritmo de antes pode ter diversas causas. Entre elas, uma das mais comuns é a deficiência de ferro, que muitas vezes começa de forma discreta e só é descoberta em exames de sangue.

    Nesses casos, um dos primeiros sinais costuma ser a redução da ferritina, proteína responsável por armazenar ferro no organismo. Mesmo antes do surgimento da anemia, a queda das reservas de ferro pode afetar a produção de energia e provocar sintomas que impactam a qualidade de vida.

    O que é a ferritina

    A ferritina funciona como um verdadeiro estoque de ferro do organismo. Ela ajuda a indicar quanto ferro o corpo ainda possui armazenado para ser utilizado quando necessário. Por isso, a ferritina é um dos exames mais importantes para identificar deficiência de ferro em estágios iniciais.

    Mesmo antes de alterações na hemoglobina ou do diagnóstico de anemia, a ferritina pode já estar reduzida.

    Por que a ferritina baixa causa cansaço

    O ferro é essencial para a produção da hemoglobina, proteína presente nas hemácias responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos.

    Quando há pouco ferro disponível:

    • Os tecidos recebem menos oxigênio;
    • A produção de energia fica prejudicada;
    • Os músculos cansam mais rapidamente;
    • O organismo precisa fazer mais esforço para realizar atividades simples.

    Isso explica por que a fadiga costuma ser um dos primeiros e mais frequentes sintomas da deficiência de ferro.

    Principais sintomas da ferritina baixa

    Os sintomas podem variar de acordo com o grau da deficiência.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço intenso;
    • Fraqueza;
    • Falta de disposição;
    • Queda de cabelo;
    • Tontura;
    • Falta de ar aos esforços.

    Algumas pessoas também relatam dificuldade de concentração e sensação de esgotamento mesmo após períodos adequados de descanso.

    Ferritina baixa é igual a anemia?

    Não. Embora estejam relacionadas, ferritina baixa e anemia não são a mesma coisa.

    A ferritina costuma cair antes que a anemia apareça.

    Isso significa que uma pessoa pode:

    • Ter deficiência de ferro;
    • Apresentar sintomas;
    • Ter ferritina reduzida;
    • Manter hemoglobina dentro da normalidade.

    Por isso, é possível sentir cansaço importante mesmo sem diagnóstico de anemia.

    Principais causas de ferritina baixa

    A deficiência de ferro pode acontecer por diferentes motivos.

    1. Perda de sangue

    É uma das causas mais frequentes.

    Pode ocorrer por:

    • Menstruação intensa;
    • Sangramentos gastrointestinais;
    • Hemorroidas;
    • Úlceras;
    • Outras condições que provoquem perda crônica de sangue.

    2. Alimentação pobre em ferro

    Dietas muito restritivas ou com baixo consumo de alimentos ricos em ferro podem favorecer a deficiência ao longo do tempo.

    3. Má absorção intestinal

    Algumas doenças dificultam a absorção adequada do ferro.

    Entre elas estão:

    • Doença celíaca;
    • Gastrite atrófica;
    • Cirurgias bariátricas.

    4. Aumento da necessidade de ferro

    Algumas fases da vida exigem maior consumo desse mineral.

    Isso acontece em situações como:

    • Gravidez;
    • Crescimento acelerado na infância e adolescência;
    • Atividade física intensa.

    O que os médicos costumam investigar

    Quando a ferritina está baixa, o objetivo não é apenas repor o ferro, mas também descobrir por que a deficiência aconteceu.

    A investigação pode incluir:

    • Hemograma;
    • Ferro sérico;
    • Avaliação do ciclo menstrual;
    • Exames gastrointestinais;
    • Pesquisa de sangramentos ocultos.

    A causa identificada orienta o tratamento mais adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade da deficiência e da causa do problema.

    1. Reposição de ferro

    Pode ser realizada por:

    • Ferro via oral;
    • Ferro intravenoso (venoso), em situações específicas.

    2. Ajustes na alimentação

    Alimentos ricos em ferro são:

    • Carnes vermelhas;
    • Feijão;
    • Lentilha;
    • Vegetais verde-escuros.

    A orientação nutricional pode ajudar a melhorar a ingestão do mineral.

    3. Tratamento da causa de base

    Corrigir a causa da deficiência é fundamental para evitar que a ferritina volte a cair após o tratamento.

    Quanto tempo demora para melhorar?

    A melhora dos sintomas costuma acontecer gradualmente.

    Em muitas pessoas, o cansaço começa a diminuir após algumas semanas de tratamento. No entanto, a reposição geralmente continua por mais tempo para reconstruir completamente os estoques de ferro do organismo.

    Ferritina muito baixa pode causar complicações?

    Sim. Quando a deficiência progride sem tratamento, podem ocorrer:

    • Anemia ferropriva;
    • Redução da capacidade física;
    • Queda do desempenho profissional ou escolar;
    • Piora da qualidade de vida.

    Por isso, valores muito baixos merecem investigação e acompanhamento médico.

    Quando procurar um médico

    Procure avaliação médica se houver:

    • Cansaço persistente;
    • Falta de disposição sem explicação;
    • Queda de cabelo importante;
    • Palidez;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Exames mostrando ferritina baixa.

    Quanto mais cedo a deficiência for identificada, mais simples tende a ser o tratamento.

    Confira: Anemia e doenças cardíacas: por que requer cuidado redobrado?

    Perguntas frequentes sobre ferritina baixa

    1. Ferritina baixa sempre significa anemia?

    Não. A ferritina pode estar baixa antes que a anemia se desenvolva.

    2. Ferritina baixa pode causar muito cansaço?

    Sim. A fadiga é um dos sintomas mais comuns da deficiência de ferro.

    3. Queda de cabelo pode estar relacionada à ferritina baixa?

    Sim. A deficiência de ferro é uma das possíveis causas de queda capilar.

    4. A alimentação influencia os níveis de ferritina?

    Sim. Uma ingestão inadequada de ferro pode contribuir para a redução dos estoques do organismo.

    5. Menstruação intensa pode baixar a ferritina?

    Sim. A perda frequente de sangue é uma das principais causas de deficiência de ferro em mulheres.

    6. Quanto tempo demora para a ferritina voltar ao normal?

    Isso depende da intensidade da deficiência e da resposta ao tratamento, mas geralmente leva alguns meses.

    7. Quando a ferritina baixa precisa de investigação mais profunda?

    Quando os valores estão muito baixos, os sintomas são importantes ou não existe uma causa evidente para a deficiência.

    Leia mais: 10 sinais de anemia para você ficar atento

  • Parto em casa é seguro? Obstetra explica os riscos e os cuidados necessários

    Parto em casa é seguro? Obstetra explica os riscos e os cuidados necessários

    Nos últimos anos, a busca pelo parto domiciliar cresceu como uma alternativa ao ambiente hospitalar, por ser um lugar em que algumas mulheres se sentem mais confortáveis e acolhidas. Ele é feito de maneira semelhante ao parto no hospital, em que a gestante é acompanhada por uma equipe de profissionais especializados, como obstetras, enfermeiros obstetras e parteiras.

    No entanto, como o nascimento acontece fora de uma estrutura hospitalar, existem riscos que devem ser considerados e avaliados com cuidado.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a obstetrícia é uma especialidade com uma dinâmica imprevisível: um trabalho de parto pode transcorrer normalmente por horas e, em poucos minutos, se transformar em uma emergência que precisa de atendimento imediato e recursos disponíveis apenas em um hospital.

    Por isso, a decisão pelo local do nascimento precisa se basear em alguns critérios rigorosos de segurança e na compreensão real dos riscos envolvidos. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o parto domiciliar é seguro?

    O parto domiciliar planejado é considerado seguro exclusivamente para gestações de baixo risco, desde que com acompanhamento de uma equipe qualificada e um plano de transferência rápida para o hospital, caso necessário. No entanto, há divergência entre os órgãos oficiais.

    No Brasil, a prática não é recomendada pelo Ministério da Saúde, que considera o ambiente hospitalar o local mais seguro para o parto, devido à disponibilidade imediata de equipes multiprofissionais, banco de sangue, anestesia, medicamentos de uso restrito e estrutura para atender emergências maternas e neonatais.

    Através da Nota Técnica nº 2/2021, a principal preocupação em relação ao parto domiciliar é a dificuldade de acesso imediato aos recursos necessários caso ocorra uma complicação inesperada durante o trabalho de parto ou logo após o nascimento.

    Situações de emergência durante o parto domiciliar

    Segundo Andreia, uma situação que está perfeitamente bem pode se transformar em uma emergência grave em questão de minutos. Mesmo em gestações saudáveis, complicações severas podem surgir de forma súbita e sem qualquer aviso prévio durante o pré-natal, como:

    • Hemorragia pós-parto: se o útero não contrair adequadamente após a saída da placenta, a mulher pode perder grande quantidade de sangue em poucos minutos. A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de morte materna no mundo;
    • Sofrimento fetal por falta de oxigênio: pode ocorrer, por exemplo, devido à compressão do cordão umbilical. Sem atendimento imediato, há risco de morte ou de sequelas neurológicas permanentes;
    • Distocia de ombro: acontece quando a cabeça do bebê nasce, mas os ombros ficam presos na pelve materna. É uma emergência que exige manobras rápidas para evitar lesões e asfixia;
    • Prolapso de cordão umbilical: ocorre quando o cordão sai antes do bebê e pode ser comprimido durante o parto, interrompendo o fornecimento de oxigênio;
    • Necessidade de reanimação neonatal: alguns recém-nascidos precisam de ajuda para iniciar a respiração após o nascimento, com suporte especializado e equipamentos adequados;
    • Parada de progressão do trabalho de parto: ocorre quando o parto deixa de evoluir normalmente, podendo haver necessidade de cesariana de urgência;
    • Aspiração de mecônio: acontece quando o bebê elimina mecônio no líquido amniótico e aspira esse material para os pulmões, o que pode causar problemas respiratórios importantes.

    Andreia complementa que, mesmo quando há um médico presente no domicílio, ele pode ficar limitado pela falta de infraestrutura.

    É possível utilizar um aparelho de cardiotocografia portátil para monitorar os batimentos cardíacos do bebê e as contrações uterinas, mas a grande questão é o que fazer caso seja identificado um sofrimento fetal agudo. No ambiente doméstico, os recursos para uma intervenção imediata são limitados.

    O fator “tempo de transporte”

    Um plano de parto domiciliar precisa prever a transferência para um hospital caso alguma coisa dê errado. Na obstetrícia, o tempo é um fator decisivo: o período gasto para colocar a gestante ou o recém-nascido no carro, enfrentar o trânsito e dar entrada no pronto-socorro fazem a diferença para evitar complicações graves e garantir a segurança da mãe e do bebê.

    E quando o parto em casa é planejado?

    Para aumentar a segurança, o parto domiciliar costuma ser indicado apenas em situações muito específicas, considerando critérios como:

    • Gestação de baixo risco;
    • Com apenas um bebê, posicionado de cabeça para baixo;
    • Sem problemas de saúde maternos ou fetais;
    • Gravidez a termo, entre 37 e 42 semanas;
    • Acesso rápido a um hospital.

    De acordo com Andreia, são muitos os critérios que precisam ser atendidos, e poucas gestações se encaixam perfeitamente em todos eles. Além disso, mesmo em gestações de baixo risco, complicações podem surgir de forma repentina, sem tempo suficiente para uma transferência segura ao hospital.

    Doulas podem estar presentes no parto hospitalar?

    No Brasil, a presença da doula em hospitais públicos e privados é garantida por lei em grande parte do país. Inclusive, a Lei Federal nº 14.737/2023 assegura que toda mulher tem o direito de ser acompanhada por uma pessoa de sua livre escolha durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

    No entanto, Andreia ressalta que a doula não substitui a equipe técnica. Ela não possui formação em enfermagem obstétrica ou medicina, e sua função é oferecer apoio emocional, acolhimento e conforto à gestante durante o trabalho de parto.

    A doula pode auxiliar com técnicas de relaxamento, massagens, exercícios de respiração e medidas para aliviar o desconforto das contrações. Apesar de importante para a experiência da mulher, ela não realiza procedimentos médicos, não monitora a saúde da mãe e do bebê e não está habilitada a identificar ou tratar complicações obstétricas

    Associação Brasileira de Enfermeiras Obstetras defende o parto domiciliar

    Em contrapartida ao Ministério da Saúde, a Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO) defende que o parto domiciliar planejado pode ser uma opção segura para algumas gestantes.

    Segundo um boletim científico divulgado pela entidade em 2023, existem estudos que apontam o parto em casa como uma alternativa possível para mulheres com gestações de baixo risco.

    De acordo com a associação, quando o parto é cuidadosamente planejado e acompanhado por profissionais capacitados, ele pode estar associado a uma menor realização de intervenções médicas e apresentar resultados maternos e neonatais semelhantes aos observados em alguns serviços hospitalares.

    Porém, a avaliação deve ser feita caso a caso, levando em consideração as características de cada gestação e a disponibilidade de uma rede de apoio e atendimento de emergência.

    Quem NÃO deve fazer o parto domiciliar em hipótese alguma?

    O parto domiciliar é absolutamente contraindicado para gestantes de alto risco ou que apresentem qualquer complicação que possa exigir intervenção médica imediata, como:

    • Pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional;
    • Diabetes gestacional ou diabetes pré-existente;
    • Doenças crônicas maternas, como problemas cardíacos, renais, neurológicos ou distúrbios de coagulação;
    • Bebê prematuro (antes de 37 semanas);
    • Bebê em posição pélvica (sentado) ou transversa;
    • Gestação múltipla (gêmeos ou mais);
    • Restrição de crescimento fetal;
    • Placenta prévia;
    • Alterações no líquido amniótico, como oligoidrâmnio ou polidrâmnio;
    • Residência distante de um hospital com centro cirúrgico e UTI neonatal;
    • Ausência de uma equipe técnica qualificada para acompanhar o parto e reconhecer emergências rapidamente.

    Andreia ainda complementa que mulheres com cesárea anterior que desejam tentar um parto vaginal jamais deveriam considerar o parto domiciliar, devido ao risco de ruptura uterina.

    O que é necessário para um parto em casa planejado?

    Para realizar um parto domiciliar, é necessário que haja uma equipe capacitada em parto domiciliar, com treinamento específico para monitoramento de sinais de complicações. A equipe precisa levar equipamentos portáteis, como um cardiotocógrafo, além de materiais para sutura, soros, acessos venosos e medicamentos de emergência.

    Por fim, é fundamental que exista um plano para uma possível transferência ao hospital, com a maternidade de referência já definida e o trajeto previamente planejado.

    Como algumas emergências obstétricas podem evoluir em poucos minutos, chegar ao hospital o mais rápido possível pode fazer toda a diferença para a segurança da mãe e do bebê.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. Como o nervosismo pode afetar o parto em casa?

    O medo, a ansiedade e o estresse podem aumentar a liberação de adrenalina no organismo, o que pode deixar as contrações mais intensas e frequentes, reduzindo a oxigenação do bebê e aumentando o risco de sofrimento fetal.

    2. Qual é a distância ideal até um hospital?

    O ideal é que a casa fique a, no máximo, 15 a 20 minutos de uma maternidade de referência.

    3. Médicos podem fazer partos em casa?

    Sim, não existe proibição para que médicos acompanhem partos domiciliares. Porém, mesmo com uma equipe experiente, o ambiente doméstico não conta com recursos como centro cirúrgico, banco de sangue e UTI.

    4. Qual é a diferença entre doula e enfermeira obstétrica?

    A doula oferece apoio físico e emocional, com massagens, técnicas de respiração e acolhimento. Já a enfermeira obstétrica é uma profissional de saúde habilitada para acompanhar o trabalho de parto, monitorar mãe e bebê e realizar partos de baixo risco.

    5. É possível ter um parto humanizado no hospital?

    Sim, o parto humanizado não depende do local, mas do respeito às escolhas da mulher, da liberdade de movimento e do uso apenas das intervenções realmente necessárias.

    6. Como o bebê é monitorado durante o parto em casa?

    A equipe acompanha os batimentos cardíacos do bebê com aparelhos portáteis, como o sonar Doppler ou o cardiotocógrafo, realizando avaliações periódicas durante o trabalho de parto.

    7. Como é feito o alívio da dor no parto domiciliar?

    No parto em casa não é possível utilizar anestesia peridural. Por isso, o alívio da dor é feito com medidas como banho morno, massagens, exercícios com bola de pilates, técnicas de respiração e compressas quentes.

    Veja também: Parto prematuro: quais fatores podem antecipar o nascimento do bebê?

  • Fezes escuras ou pretas podem indicar algo grave? Veja as principais causas e o que fazer

    Fezes escuras ou pretas podem indicar algo grave? Veja as principais causas e o que fazer

    Já olhou para o vaso sanitário e tomou um susto ao notar as fezes muito escuras ou completamente pretas? Na maioria das vezes, a alteração na cor do cocô está apenas relacionada a algo que você comeu recentemente ou ao uso de certos medicamentos e suplementos, como o ferro.

    Mas, se ela surgir de forma persistente, vier acompanhada de dor abdominal, tontura, fraqueza ou apresentar um aspecto brilhante e pegajoso, pode indicar um sangramento no sistema digestivo, principalmente no estômago ou no intestino.

    A seguir, vamos esclarecer quais são as principais causas da mudança de cor, quando ela pode ser sinal de algo mais grave e o que você deve fazer para investigar e resolver o problema.

    O que podem significar as fezes escuras ou pretas?

    As fezes escuras ou pretas podem indicar desde uma simples reação do organismo a determinados alimentos até sinais de alerta para condições médicas que precisam de tratamento. Veja as causas mais comuns:

    1. Consumo de alimentos escuros

    Os alimentos com pigmentação intensa ou corantes escuros não são totalmente absorvidos pelo intestino e acabam alterando a cor das fezes, sendo os principais:

    • Mirtilo (blueberry);
    • Beterraba;
    • Açaí;
    • Alcaçuz preto;
    • Feijão preto;
    • Biscoitos de chocolate muito escuros.

    Se você consumiu algum deles nas últimas 24 a 48 horas, é a causa mais provável das fezes escuras.

    2. Uso de suplementos de ferro

    O uso de suplementos de sulfato ferroso, muito comuns no tratamento da anemia e durante a gravidez, pode deixar as fezes pretas e com consistência ligeiramente mais endurecida. Isso acontece porque o organismo não absorve todo o ferro ingerido, e a parcela que sobra é eliminada e oxidada no intestino, escurecendo as fezes.

    3. Uso de certos medicamentos

    Além do ferro, alguns medicamentos de venda livre ou prescritos podem alterar a cor do cocô, como aqueles que contêm subsalicilato de bismuto, usados para azia e má digestão. Eles reagem com o enxofre presente no trato digestivo, formando uma substância preta.

    O uso frequente de anti-inflamatórios também precisa de atenção, porque eles podem irritar a parede do estômago e causar pequenos sangramentos.

    4. Sangramento no trato gastrointestinal superior

    Quando acontece um sangramento em partes mais altas do sistema digestivo, como o esôfago, o estômago ou o duodeno (a primeira parte do intestino delgado), o sangue passa pelo processo de digestão antes de ser eliminado nas fezes.

    Ao longo do caminho, ele sofre alterações por causa do ácido do estômago e da ação das bactérias intestinais, ficando mais escuro.

    Por isso, as fezes podem ganhar um aspecto preto, brilhante, mais pastoso e com um cheiro muito forte e desagradável. A condição é chamada de melena e costuma ser um sinal de alerta para sangramentos digestivos que precisam de avaliação médica.

    5. Úlcera gástrica ou gastrite severa

    A presença de feridas na parede do estômago ou uma inflamação muito grave, como gastrite, pode corroer pequenos vasos sanguíneos. O sangue liberado pelas feridas segue o fluxo da digestão e resulta em fezes escuras. É uma das principais origens da melena e precisa de avaliação médica para evitar complicações.

    6. Varizes esofágicas ou lesões no esôfago

    Pessoas com problemas crônicos no fígado, como cirrose, podem desenvolver veias dilatadas no esôfago, conhecidas como varizes esofágicas. Se as veias se rompem, causam um sangramento que pode ser volumoso.

    Outra causa na região é a Síndrome de Mallory-Weiss, que são pequenos cortes no esôfago causados por esforços intensos de vômito ou tosse prolongada. Em ambos os casos, o sangue desce para o estômago e sai nas fezes em tons escuros.

    Quando as fezes pretas podem indicar algo grave?

    Para diferenciar uma alteração simples de algo mais sério, você deve prestar atenção à textura, ao cheiro e, principalmente, à presença de outros sintomas pelo corpo, como:

    • Odor extremamente forte e desagradável;
    • Cólicas fortes, sensação de queimação no estômago ou dor que piora após comer;
    • Fezes pretas, moles, brilhantes e com aspecto parecido com borra de café;
    • Vômitos escuros ou com presença de sangue vivo;
    • Sinais de perda de sangue, como tontura, fraqueza intensa, palidez, cansaço excessivo e batimentos acelerados;
    • Perda de peso sem explicação aparente.

    Se notar qualquer um dos sintomas, procure o pronto-socorro imediatamente. O sangramento digestivo pode evoluir rapidamente e causar complicações sérias se não for tratado a tempo.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico das fezes escuras começa com a avaliação clínica, já que nem toda alteração na cor das fezes indica sangramento. O médico analisa o histórico do paciente, a aparência das fezes, os sintomas associados, além do uso de medicamentos, suplementos de ferro e a presença de doenças digestivas.

    Se houver suspeita de que a cor escura é provocada por sangue, o diagnóstico precisará ser confirmado por meio de exames laboratoriais e de imagem, como:

    • Exame de sangue oculto nas fezes: utiliza reagentes químicos para detectar a presença de partículas mínimas de sangue que não são visíveis a olho nu;
    • Endoscopia digestiva alta (EDA): um tubo fino e flexível com uma câmera na ponta é introduzido pela boca para avaliar detalhadamente o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado. É o exame principal e mais importante quando há forte suspeita de sangramento digestivo superior;
    • Colonoscopia: se a endoscopia alta não mostrar nenhuma alteração, o médico pode solicitar a colonoscopia para examinar o intestino grosso e a parte final do intestino delgado;
    • Hemograma: é solicitado para avaliar se a perda de sangue causou anemia. Níveis baixos de hemoglobina e hemácias (glóbulos vermelhos) ajudam o médico a entender a gravidade e a velocidade do sangramento no corpo.

    Em alguns casos específicos, como na suspeita de uma tomografia do abdômen ou uma cintilografia, que ajudam a mapear o fluxo sanguíneo na região digestiva e identificar vazamentos ou malformações nos vasos.

    O que fazer e como tratar as fezes escuras?

    O tratamento das fezes escuras depende do que está causando a alteração. Se você percebeu que as fezes ficaram escuras após consumir alimentos como açaí, beterraba ou mirtilo, a recomendação é suspender os alimentos por alguns dias e observar se a cor volta ao normal.

    Quando a alteração acontece por causa de suplementos de ferro ou medicamentos com bismuto, o ideal é conversar com o médico para avaliar se existe necessidade de ajustar a dose ou trocar o remédio, mas nunca interrompa o tratamento por conta própria.

    Por outro lado, se as fezes pretas forem causadas por um sangramento no estômago ou no intestino, o tratamento deve ser feito por um médico com urgência. No hospital, podem ser prescritos remédios para diminuir a acidez do estômago e cicatrizar feridas, como úlceras e gastrites.

    Em casos de sangramento ativo, o médico pode fazer uma endoscopia para fechar o vaso sanguíneo que está vazando e, se a perda de sangue tiver sido grande, o paciente pode precisar receber soro ou transfusão de sangue para se recuperar.

    Quando ir ao médico?

    Você deve procurar atendimento médico imediatamente se notar as fezes pretas e elas vierem acompanhadas de qualquer um dos seguintes sintomas:

    • Dor forte na barriga ou no estômago;
    • Fezes pastosas;
    • Cheiro muito forte, azedo e muito pior do que o normal;
    • Tontura, fraqueza extrema ou sensação de desmaio;
    • Vômito com sangue ou com pedaços escuros;
    • Palidez excessiva na pele e nos olhos;
    • Perda de peso sem motivo aparente.

    Mesmo que você não tenha os sintomas mais graves, se as fezes continuarem escuras por mais de 3 ou 4 dias e você não tiver comido alimentos escuros ou tomado ferro, o ideal é agendar uma consulta com um especialista para investigar a causa.

    Confira: Hemorragia digestiva baixa: sangue nas fezes nunca deve ser ignorado

    Perguntas frequentes

    1. É normal ter fezes pretas na gravidez?

    Sim, na maioria das vezes é normal porque muitas gestantes precisam tomar suplementação de ferro para prevenir a anemia. O ferro não absorvido pelo corpo escurece as fezes. No entanto, se houver dor forte ou tontura, o obstetra deve ser consultado.

    2. O açaí deixa as fezes escuras?

    Sim, o açaí tem uma pigmentação roxa muito intensa. Quando consumido em moderada ou grande quantidade, o corpo não absorve todo esse pigmento, o que pode deixar as fezes escuras ou arroxeadas no dia seguinte.

    3. Quanto tempo o ferro deixa as fezes pretas?

    As fezes costumam continuar escuras durante todo o período em que você estiver tomando o suplemento de ferro. A cor deve voltar ao normal entre 2 a 5 dias após a interrupção do uso do medicamento.

    4. Tomar vinho ou cerveja preta escurece as fezes?

    Sim, o consumo excessivo de vinho tinto ou de cervejas muito escuras (como a Malzbier ou Stout) pode alterar temporariamente a cor das fezes devido aos corantes naturais e à quantidade de polifenóis presentes nas bebidas.

    5. O que significa fezes pretas e diarreia ao mesmo tempo?

    Pode indicar uma infecção intestinal grave ou que um sangramento no estômago acelerou o funcionamento do intestino. Se a diarreia preta persistir ou vier acompanhada de febre e cólicas fortes, procure um médico.

    6. Hemorroidas podem causar fezes pretas?

    Não. As hemorroidas ficam localizadas no final do intestino, na região do ânus. Como o sangue liberado por elas não passa pelo processo de digestão, ele sai vivo, com uma cor vermelha bem viva e brilhante (normalmente no papel higiênico ou gotejando no vaso), e não misturado e escurecido nas fezes.

    7. Fezes escuras podem ser sinal de câncer?

    Em casos raros e quando o sintoma persiste, sim. Tumores no estômago ou no início do intestino podem causar pequenos sangramentos contínuos. A grande diferença é que, nesses casos, as fezes escuras costumam vir acompanhadas de perda de peso rápida sem motivo, fraqueza constante (anemia) e falta de apetite.

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