Categoria: Sintomas

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  • Dor na panturrilha que não melhora? Saiba quais sinais são preocupantes 

    Dor na panturrilha que não melhora? Saiba quais sinais são preocupantes 

    A dor na panturrilha é comum e, na maioria das vezes, está ligada a lesões musculares, cãibras ou esforço excessivo após atividades físicas. Quando a dor surge de forma intensa, sem uma explicação clara, ou vem acompanhada de sinais como inchaço, vermelhidão ou falta de ar, é importante considerar outras causas além de problemas musculares.

    Em algumas situações, a dor pode estar relacionada a alterações na circulação sanguínea, incluindo a trombose venosa profunda (TVP), uma condição que exige diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações.

    Lesão muscular é a causa mais comum

    A maior parte dos episódios de dor na panturrilha está relacionada a alterações musculares.

    As causas mais frequentes são:

    • Distensão muscular;
    • Contraturas;
    • Sobrecarga após atividade física;
    • Cãibras;
    • Microlesões associadas ao exercício.

    Normalmente existe uma relação temporal entre a dor e algum esforço físico recente.

    Como costuma ser a dor muscular?

    A dor muscular geralmente apresenta características bastante típicas.

    Ela costuma:

    • Surgir após exercícios ou esforço físico;
    • Piorar ao movimentar o músculo;
    • Melhorar com repouso;
    • Estar associada à sensibilidade local;
    • Apresentar melhora gradual ao longo dos dias.

    Em muitos casos, a pessoa consegue identificar exatamente quando ocorreu o esforço que desencadeou o sintoma.

    Quando a dor merece maior atenção?

    Alguns sinais sugerem que a dor pode não ser apenas muscular. Os principais sinais de alerta são:

    • Início súbito sem esforço aparente;
    • Inchaço importante da perna;
    • Vermelhidão;
    • Sensação de calor local;
    • Dor progressivamente pior;
    • Diferença de volume entre as pernas;
    • Falta de ar associada.

    Nessas situações, a avaliação médica é recomendada.

    Trombose venosa profunda: uma das principais preocupações

    Uma das causas mais importantes de dor intensa na panturrilha é a trombose venosa profunda (TVP).

    Essa condição acontece quando um coágulo se forma em uma veia profunda da perna, dificultando o retorno do sangue para o coração.

    Além da dor, podem surgir:

    • Inchaço em apenas uma perna;
    • Sensação de peso;
    • Vermelhidão;
    • Calor local;
    • Sensibilidade ao toque.

    Nem todos os pacientes apresentam todos os sintomas, o que pode dificultar o reconhecimento da doença.

    Por que a trombose é perigosa?

    O principal risco da trombose venosa profunda é que parte do coágulo se desprenda e viaje pela circulação. Quando isso acontece, o trombo pode atingir os pulmões e provocar uma embolia pulmonar.

    Essa complicação pode causar:

    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito;
    • Tosse com sangue;
    • Tontura;
    • Desmaio.

    Por esse motivo, suspeitas de trombose devem ser avaliadas rapidamente.

    Quem tem maior risco de trombose?

    Diversos fatores aumentam o risco de desenvolver trombose venosa profunda.

    Entre eles:

    • Cirurgias recentes;
    • Imobilização prolongada;
    • Viagens longas;
    • Internações hospitalares;
    • Gravidez e pós-parto;
    • Uso de anticoncepcionais hormonais;
    • Terapia hormonal;
    • Histórico prévio de trombose;
    • Câncer;
    • Trombofilias hereditárias.

    A presença desses fatores aumenta a suspeita quando existe dor importante na panturrilha.

    Problemas arteriais também podem causar dor

    Nem toda dor vascular está relacionada às veias. Problemas nas artérias também podem provocar dor na panturrilha.

    Entre os sintomas que podem sugerir comprometimento arterial estão:

    • Dor ao caminhar que melhora com repouso;
    • Sensação de perna fria;
    • Pele mais pálida;
    • Diminuição dos pulsos da perna;
    • Alteração da coloração dos pés.

    Nos casos de obstrução arterial aguda, a dor costuma ser intensa e representa uma emergência médica.

    Ruptura muscular pode acontecer?

    Sim. Em algumas situações ocorre ruptura parcial ou completa das fibras musculares da panturrilha. Esse problema costuma surgir durante:

    • Corridas;
    • Saltos;
    • Mudanças bruscas de direção;
    • Atividades esportivas intensas.

    Os sintomas são:

    • Dor súbita e intensa;
    • Sensação de estalo;
    • Dificuldade para caminhar;
    • Hematoma local;
    • Fraqueza da perna.

    Cisto de Baker roto pode simular trombose

    O cisto de Baker é uma bolsa preenchida por líquido localizada atrás do joelho.

    Quando ele se rompe, pode causar:

    • Dor na panturrilha;
    • Inchaço;
    • Sensação de pressão;
    • Vermelhidão.

    Como os sintomas podem ser muito semelhantes aos da trombose venosa profunda, frequentemente é necessário realizar exames para diferenciar os dois quadros.

    Quando a falta de ar associada é um sinal de alerta?

    A associação entre dor na panturrilha e sintomas respiratórios merece atenção imediata.

    Procure atendimento urgente se surgirem:

    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito;
    • Tosse com sangue;
    • Tontura;
    • Desmaio;
    • Palpitações.

    Esses sintomas podem indicar embolia pulmonar, uma complicação potencialmente grave da trombose.

    Como os médicos investigam a dor na panturrilha?

    A investigação depende das características da dor e dos sintomas associados.

    Os exames mais utilizados são os abaixo.

    1. Ultrassom Doppler

    É o principal exame para investigação de trombose venosa profunda.

    Permite avaliar o fluxo sanguíneo nas veias e identificar a presença de coágulos.

    2. Ultrassonografia musculoesquelética

    Pode ajudar na identificação de:

    • Distensões;
    • Rupturas musculares;
    • Hematomas.

    3. Avaliação vascular

    Quando existe suspeita de comprometimento arterial, exames específicos da circulação podem ser necessários.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende diretamente da causa identificada.

    Lesões musculares

    Podem ser tratadas com:

    • Repouso;
    • Aplicação de gelo;
    • Fisioterapia;
    • Analgésicos;
    • Retorno gradual às atividades.

    Trombose venosa profunda

    O tratamento geralmente envolve:

    • Anticoagulantes;
    • Acompanhamento médico especializado;
    • Monitorização clínica.

    Problemas arteriais

    Podem exigir:

    • Avaliação vascular urgente;
    • Procedimentos para restaurar a circulação;
    • Internação em alguns casos.

    Quando procurar atendimento imediatamente?

    Procure atendimento médico urgente se houver:

    • Inchaço importante em apenas uma perna;
    • Dor intensa sem causa aparente;
    • Vermelhidão e calor local;
    • Falta de ar associada;
    • Dor no peito;
    • Alteração da cor da perna;
    • Sensação de perna fria;
    • Incapacidade súbita de caminhar.

    Esses sinais podem indicar comprometimento vascular que necessita de avaliação rápida.

    Veja também: Trombose Venosa Profunda (TVP): entenda mais sobre a condição

    Perguntas frequentes sobre dor na panturrilha

    1. Toda dor na panturrilha é muscular?

    Não. Embora seja a causa mais comum, problemas vasculares e outras condições também podem provocar o sintoma.

    2. Como suspeitar de trombose?

    Dor associada a inchaço, calor, vermelhidão e aumento do volume de uma perna são sinais sugestivos.

    3. Trombose sempre causa inchaço?

    Não. Embora seja frequente, alguns pacientes podem apresentar poucos sintomas.

    4. Exercício pode causar dor intensa?

    Sim. Distensões e rupturas musculares podem provocar dor importante.

    5. Falta de ar associada é preocupante?

    Sim. Pode indicar embolia pulmonar e exige avaliação imediata.

    6. Qual exame detecta trombose?

    O ultrassom Doppler venoso é o principal exame utilizado.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver suspeita de trombose, dor intensa sem explicação clara ou sinais de comprometimento vascular.

    Veja também: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

  • Menopausa: 5 dúvidas que você provavelmente tem sobre o fim da fase reprodutiva

    Menopausa: 5 dúvidas que você provavelmente tem sobre o fim da fase reprodutiva

    Além do fim da menstruação, a menopausa envolve uma série de mudanças físicas, emocionais e hormonais que variam bastante de uma pessoa para outra. Enquanto algumas mulheres convivem com poucos sintomas, outras apresentam ondas de calor, alterações no sono, secura vaginal, mudanças de humor e até preocupações com a saúde dos ossos.

    No meio de tantas alterações, você pode ter dúvidas sobre o que realmente acontece com o corpo no fim da fase reprodutiva. Afinal, quem menstruou cedo entra na menopausa mais cedo? Quem usa anticoncepcional ou DIU hormonal consegue perceber quando a menopausa chegou?

    Para esclarecer algumas das perguntas mais frequentes, conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza e reunimos respostas para cinco dúvidas muito comuns sobre essa fase da vida. Confira!

    Dúvidas comuns sobre a menopausa

    1. A idade da primeira menstruação influencia a idade da menopausa?

    A relação entre a idade da primeira menstruação e a idade da menopausa não é bem definida e, segundo Andreia, o fator que mais influencia o momento é a genética. É mais comum que uma mulher entre na menopausa em uma idade parecida com a da mãe do que com base no tempo total em que menstruou ao longo da vida.

    Na prática, a ginecologista aponta que existem vários cenários possíveis: mulheres que menstruam cedo e chegam à menopausa mais tarde, mulheres que menstruam mais tarde e entram na menopausa precocemente, e muitas outras combinações.

    A reserva folicular, que representa a quantidade de folículos presentes nos ovários, também pode influenciar a idade da menopausa, mas a tendência familiar costuma ser o fator mais importante para determinar quando ela acontecerá.

    2. O risco de osteoporose aumenta em quanto tempo após a menopausa?

    Não existe um prazo exato para o surgimento da osteoporose após a menopausa, porque isso varia bastante de uma mulher para outra. Andreia explica que tanto homens quanto mulheres atingem o pico de massa óssea por volta dos 28 aos 30 anos e, a partir dessa fase, os ossos começam a perder densidade de forma lenta e gradual.

    A diferença é que, com a chegada da menopausa e a queda dos níveis de estrogênio, a perda óssea acelera significativamente nas mulheres, enquanto nos homens o processo costuma acontecer de maneira mais linear ao longo da vida.

    A velocidade com que a osteoporose se desenvolve depende da quantidade de massa óssea acumulada na juventude. As mulheres que atingiram um pico de massa óssea mais alto tendem a demorar mais para desenvolver a doença, enquanto aquelas com uma reserva óssea menor podem apresentar osteopenia ou osteoporose mais cedo, inclusive antes da menopausa.

    Para avaliar a saúde óssea, os médicos solicitam a densitometria óssea, exame que analisa dois parâmetros principais:

    • Z-score: compara a massa óssea da pessoa com a de indivíduos da mesma faixa etária e sexo;
    • T-score: compara a massa óssea atual com o pico de massa óssea de adultos jovens saudáveis, permitindo medir a perda óssea acumulada ao longo da vida.

    Vale destacar que, atualmente, o diagnóstico e a decisão de tratamento não se baseiam apenas na densitometria.

    A ginecologista esclarece que também são consideradas calculadoras de risco que combinam os resultados do exame com outros fatores, como baixo peso corporal, uso prolongado de corticosteroides, histórico familiar de fraturas, tabagismo e ocorrência prévia de fraturas.

    Quando o risco de fratura é considerado elevado, o tratamento pode ser indicado mesmo em pacientes que apresentam apenas osteopenia na densitometria.

    Com que frequência realizar a densitometria óssea?

    Se a primeira densitometria e os fatores de risco estiverem normais, o exame deve ser repetido a cada 2 anos durante a menopausa. Como a remodelação óssea é um processo lento, intervalos menores dificilmente mostrarão diferenças consideráveis.

    Intervalos mais curtos, como seis meses, costumam ser reservados para o acompanhamento da resposta ao tratamento em casos mais graves ou específicos, especialmente em pacientes que usam medicamentos como ácido zoledrônico ou denosumabe.

    3. Quem usa anticoncepcional contínuo ou DIU hormonal pode demorar para perceber que entrou na menopausa?

    O uso de anticoncepcionais hormonais pode dificultar a identificação da menopausa, uma vez que os métodos muitas vezes reduzem ou até suspendem os sangramentos menstruais.

    No entanto, eles não impedem o aumento do FSH (hormônio folículo-estimulante), que pode ser identificado por exames laboratoriais, nem evitam o surgimento dos sintomas do climatério.

    Se a mulher está na faixa etária em que a menopausa costuma acontecer, entre os 45 e 55 anos, e começa a apresentar sintomas como ondas de calor, mesmo sem menstruar por causa do método hormonal, o médico já pode suspeitar da menopausa. O mesmo ocorre com mulheres que retiraram o útero, mas mantiveram os ovários.

    Nesses casos, como a menstruação não pode ser usada como referência, é importante acompanhar regularmente os sintomas e realizar exames hormonais a partir dos 45 anos.

    3. A secura e a atrofia vaginal melhoram com o tratamento sistêmico ou apenas com o tópico?

    A reposição hormonal sistêmica costuma funcionar bem para aliviar sintomas como ondas de calor, suores noturnos e alterações do sono. Já para a secura vaginal e a atrofia dos tecidos da região íntima, a resposta costuma ser mais limitada, segundo Andreia.

    5. Existe algum risco em interromper a reposição hormonal de uma vez? É possível voltar a usar depois?

    Na maioria dos casos, a reposição hormonal pode ser interrompida sem necessidade de reduzir a dose aos poucos. A interrupção normalmente acontece porque surgiu alguma contraindicação médica ou porque a própria paciente decidiu parar o tratamento.

    Quando a suspensão ocorre por escolha da mulher, é comum que o médico acompanhe a evolução dos sintomas nos meses seguintes. Se as ondas de calor, a insônia ou outros desconfortos voltarem de forma intensa, Andreia destaca que pode ser discutida a possibilidade de retomar a terapia.

    Por outro lado, quando a interrupção acontece devido ao surgimento de fatores de risco, como trombose, determinadas doenças cardiovasculares ou alguns tipos de câncer, a reintrodução dos hormônios normalmente não é recomendada.

    Quando a reposição hormonal pode ser iniciada?

    Atualmente, os médicos consideram a chamada janela de oportunidade, que é o período em que a reposição hormonal costuma trazer mais benefícios do que riscos. O tratamento é mais indicado quando iniciado nos primeiros 10 anos após a menopausa ou antes dos 65 anos.

    Depois do período, os riscos relacionados ao uso dos hormônios tendem a aumentar, enquanto os benefícios diminuem, principalmente em relação à proteção dos ossos. Por isso, a decisão de iniciar ou manter a reposição hormonal nessa fase deve ser avaliada caso a caso, sempre com acompanhamento médico.

    Perguntas frequentes

    1. O que define exatamente o momento da menopausa?

    A menopausa é um diagnóstico retrospectivo, confirmado quando a mulher passa 12 meses consecutivos sem menstruar, sem que haja outra causa aparente, como gravidez, uso de medicamentos ou doenças.

    2. Com qual idade ela costuma acontecer?

    Normalmente, a menopausa aparece entre os 45 e 55 anos, sendo a média por volta dos 50 anos.

    3. O que é menopausa precoce?

    É quando a falência ovariana ocorre antes dos 40 anos. Ela pode ser espontânea ou causada por cirurgias, quimioterapia ou doenças autoimunes.

    4. A menopausa engorda?

    A queda hormonal e o envelhecimento natural desaceleram o metabolismo, facilitando o ganho de peso e mudando a distribuição da gordura para a região abdominal.

    5. Como o sono é afetado na menopausa?

    Os suores noturnos interrompem o sono várias vezes, causando insônia e cansaço crônico no dia seguinte.

    6. Ainda é possível engravidar no climatério?

    Sim, enquanto a menopausa não for oficialmente confirmada (12 meses seguidos sem menstruar), ainda pode haver ovulações esporádicas, então os métodos contraceptivos continuam necessários.

    7. Quanto tempo duram os sintomas?

    Varia muito. Em média, os sintomas duram de 4 a 5 anos, mas algumas mulheres podem ter ondas de calor por uma década ou mais.

    8. Existe alguma relação entre menopausa e dores nas articulações?

    Sim, o estrogênio age como um anti-inflamatório natural nas articulações. Sem ele, é comum surgir rigidez e dor nos joelhos, mãos e ombros.

  • Pressão muito baixa pode ser perigosa? Entenda quando é um problema 

    Pressão muito baixa pode ser perigosa? Entenda quando é um problema 

    A pressão arterial baixa, também chamada de hipotensão arterial, é uma condição que pode ocorrer tanto em pessoas saudáveis quanto em indivíduos com determinadas doenças.

    Muitas pessoas convivem com níveis de pressão naturalmente mais baixos sem apresentar qualquer sintoma ou prejuízo à saúde.

    Por outro lado, quando a pressão cai de forma significativa ou repentina, a circulação sanguínea pode ficar comprometida, o que reduz a chegada de oxigênio e nutrientes a órgãos importantes como cérebro, coração e rins. Nessas situações, é fundamental identificar a causa e avaliar a gravidade do quadro.

    O que é considerado pressão baixa?

    A pressão arterial é medida por dois valores:

    • Pressão sistólica (valor mais alto);
    • Pressão diastólica (valor mais baixo).

    De forma geral, valores abaixo de 90/60 mmHg costumam ser classificados como hipotensão.

    No entanto, o número isolado nem sempre determina se existe um problema.

    O mais importante é avaliar:

    • A presença de sintomas;
    • O padrão habitual da pessoa;
    • A velocidade da queda da pressão;
    • O contexto clínico.

    Uma pessoa que sempre teve pressão baixa pode estar perfeitamente saudável, enquanto outra pode apresentar sintomas importantes com valores semelhantes.

    Algumas pessoas têm pressão baixa naturalmente

    Sim. É relativamente comum encontrar pessoas, especialmente jovens, magras e fisicamente ativas, com pressão naturalmente mais baixa.

    Nesses casos:

    • Não há sintomas;
    • A circulação permanece adequada;
    • Não existe comprometimento dos órgãos;
    • Geralmente não é necessário tratamento.

    Por isso, pressão baixa nem sempre significa doença.

    Quais sintomas podem ocorrer?

    Quando a pressão arterial cai além da capacidade de adaptação do organismo, podem surgir sintomas como:

    • Tontura;
    • Sensação de desmaio;
    • Fraqueza;
    • Visão escurecida;
    • Suor frio;
    • Palidez;
    • Náuseas;
    • Sensação de cabeça leve.

    A intensidade dos sintomas costuma depender da rapidez e da magnitude da queda da pressão.

    Por que a pressão baixa causa tontura?

    O cérebro necessita de fluxo sanguíneo constante para funcionar adequadamente.

    Quando a pressão arterial cai muito, pode ocorrer uma redução temporária da quantidade de sangue que chega ao cérebro.

    Isso pode provocar:

    • Tontura;
    • Escurecimento da visão;
    • Sensação de desequilíbrio;
    • Sensação de desmaio;
    • Perda temporária da consciência.

    Esse mecanismo explica por que algumas pessoas desmaiam após quedas importantes da pressão arterial.

    Quais são as causas mais comuns?

    As causas da hipotensão variam desde situações simples até condições potencialmente graves.

    1. Desidratação

    Uma das causas mais frequentes.

    Pode ocorrer devido a:

    • Vômitos;
    • Diarreia;
    • Febre;
    • Excesso de suor;
    • Baixa ingestão de líquidos.

    Quando o organismo perde muito líquido, o volume de sangue circulante diminui e a pressão pode cair.

    2. Hipotensão ortostática

    Algumas pessoas apresentam queda da pressão ao mudar rapidamente de posição.

    Isso costuma acontecer ao passar da posição deitada ou sentada para a posição em pé.

    Os sintomas costumam ser:

    • Tontura;
    • Visão escurecida;
    • Sensação de fraqueza;
    • Desmaios em alguns casos.

    3. Medicamentos

    Diversos medicamentos podem reduzir a pressão arterial.

    Veja alguns:

    • Anti-hipertensivos;
    • Diuréticos;
    • Alguns antidepressivos;
    • Medicamentos para Parkinson;
    • Vasodilatadores.

    Em alguns casos, pode ser necessário ajustar a dose ou reavaliar o tratamento.

    Quando a pressão baixa pode ser perigosa?

    A preocupação aumenta quando a queda da pressão compromete a circulação de órgãos vitais.

    Isso pode ocorrer em situações como:

    • Hemorragias;
    • Infecções graves (sepse);
    • Problemas cardíacos;
    • Reações alérgicas graves (anafilaxia);
    • Desidratação intensa.

    Nesses cenários, a pressão baixa pode ser um importante sinal de alerta.

    Choque: a forma mais grave de hipotensão

    O choque ocorre quando a circulação sanguínea se torna insuficiente para fornecer oxigênio adequado aos órgãos. Trata-se de uma emergência médica.

    Os sinais podem incluir:

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Extremidades frias;
    • Respiração acelerada;
    • Queda importante da pressão arterial;
    • Diminuição da produção de urina;
    • Pele fria e pálida.

    Sem tratamento rápido, o choque pode levar à falência de órgãos.

    Pressão baixa em idosos merece mais atenção?

    Sim. Nos idosos, a hipotensão pode aumentar significativamente o risco de:

    • Quedas;
    • Fraturas;
    • Desmaios;
    • Traumatismos;
    • Internações.

    Além disso, pode ser consequência de doenças cardíacas, neurológicas ou do uso de múltiplos medicamentos. Por isso, quedas recorrentes de pressão nessa faixa etária merecem investigação.

    O que os médicos investigam?

    A avaliação depende da situação clínica e dos sintomas apresentados. Os médicos costumam investigar:

    • Histórico clínico;
    • Uso de medicamentos;
    • Episódios recentes de vômitos ou diarreia;
    • Doenças cardíacas;
    • Sinais de infecção;
    • Possíveis sangramentos.

    Entre os exames que podem ser solicitados estão:

    • Exames de sangue;
    • Eletrocardiograma;
    • Ecocardiograma;
    • Avaliação da função renal;
    • Exames de imagem quando indicados.

    O objetivo é identificar a causa da hipotensão e tratar o problema de base.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende diretamente da causa.

    1. Hidratação

    É uma das principais medidas quando a hipotensão está relacionada à perda de líquidos. Pode ser feita por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade.

    2. Ajuste de medicamentos

    Quando a pressão baixa está associada ao uso de remédios, pode ser necessário reavaliar doses ou esquemas terapêuticos.

    3. Tratamento da doença de base

    Em casos relacionados a infecções, sangramentos, problemas cardíacos e distúrbios hormonais, o tratamento da causa é fundamental para normalizar a pressão.

    O que fazer durante uma queda de pressão?

    Se a pessoa apresentar sintomas de hipotensão:

    • Sente-se ou deite-se imediatamente;
    • Eleve as pernas, se possível;
    • Afrouxe roupas apertadas;
    • Ofereça água, caso a pessoa esteja consciente;
    • Evite levantar-se rapidamente.

    Se os sintomas forem intensos, persistentes ou acompanhados de sinais de gravidade, procure atendimento médico.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure atendimento imediatamente se a pressão baixa estiver associada a:

    • Desmaio;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Confusão mental;
    • Sangramento importante;
    • Fraqueza intensa;
    • Alteração do nível de consciência;
    • Palidez intensa.

    Esses sintomas podem indicar uma emergência médica.

    Confira: Isotônico ajuda na pressão baixa? Saiba quando funciona

    Perguntas frequentes sobre pressão baixa

    1. Pressão baixa sempre é perigosa?

    Não. Muitas pessoas têm pressão naturalmente baixa e permanecem completamente saudáveis.

    2. Qual o principal sintoma da pressão baixa?

    A tontura é um dos sintomas mais frequentes.

    3. Desidratação pode causar queda de pressão?

    Sim. A perda de líquidos é uma das causas mais comuns de hipotensão.

    4. Pressão baixa pode causar desmaio?

    Sim. Quando a circulação cerebral fica temporariamente reduzida, pode ocorrer perda de consciência.

    5. Idosos precisam de mais atenção?

    Sim. A hipotensão aumenta o risco de quedas, fraturas e outras complicações nessa faixa etária.

    6. Quando a pressão baixa é uma emergência?

    Quando está associada a sinais de choque, desmaio, dor no peito, falta de ar ou alteração do estado mental.

    7. O que fazer diante de uma queda de pressão?

    Sentar ou deitar a pessoa, elevar as pernas quando possível e procurar avaliação médica se os sintomas forem importantes ou persistentes.

    Veja também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Pneumonia em idosos: sintomas podem ser diferentes e atrasar o diagnóstico 

    Pneumonia em idosos: sintomas podem ser diferentes e atrasar o diagnóstico 

    A pneumonia é uma infecção que afeta os pulmões e representa uma das principais causas de hospitalização e complicações em pessoas idosas.

    Ela pode acontecer em qualquer idade, mas o envelhecimento traz alterações naturais do sistema imunológico e da função respiratória que aumentam a vulnerabilidade às infecções pulmonares.

    Além disso, os sintomas nem sempre são os mesmos observados em adultos jovens, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.

    Reconhecer os sinais precocemente é extremamente importante para reduzir o risco de complicações.

    O que é pneumonia?

    A pneumonia ocorre quando microrganismos infectam os pulmões e provocam inflamação dos alvéolos, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas gasosas.

    Durante a infecção, esses alvéolos podem ficar preenchidos por secreções e células inflamatórias, dificultando a passagem do oxigênio para o sangue.

    Dependendo da extensão do acometimento, a doença pode variar de quadros leves a situações potencialmente graves.

    Por que idosos têm mais risco de pneumonia?

    Com o envelhecimento, diversas mudanças fisiológicas aumentam a suscetibilidade às infecções respiratórias.

    Entre elas estão:

    • Redução da eficiência do sistema imunológico;
    • Menor capacidade de eliminar secreções das vias respiratórias;
    • Redução da força muscular respiratória;
    • Presença de doenças crônicas;
    • Maior risco de aspiração de alimentos, líquidos ou saliva.

    Esses fatores facilitam tanto o surgimento da pneumonia quanto o desenvolvimento de complicações.

    Quais são as principais causas de pneumonia em idosos?

    A pneumonia pode ser causada por diferentes tipos de microrganismos ou situações que favorecem a infecção pulmonar.

    1. Bactérias

    As bactérias estão entre as causas mais frequentes.

    O principal agente é o Streptococcus pneumoniae, conhecido popularmente como pneumococo.

    Outras bactérias também podem estar envolvidas, especialmente em idosos com doenças crônicas ou que tiveram contato recente com serviços de saúde.

    2. Vírus

    Diversos vírus respiratórios podem causar pneumonia, incluindo:

    • Influenza (gripe);
    • Vírus sincicial respiratório (VSR);
    • SARS-CoV-2 (covid-19);
    • Metapneumovírus;
    • Outros vírus respiratórios sazonais.

    Em muitos casos, infecções virais podem abrir caminho para infecções bacterianas secundárias.

    3. Pneumonia aspirativa

    Idosos com alterações da deglutição apresentam maior risco de aspirar alimentos, líquidos ou saliva para os pulmões.

    Essa situação favorece o desenvolvimento da chamada pneumonia aspirativa, especialmente em pessoas com doenças neurológicas, demência ou sequelas de AVC.

    Quais são os sintomas mais comuns?

    Os sintomas clássicos da pneumonia incluem:

    • Tosse;
    • Febre;
    • Falta de ar;
    • Produção de catarro;
    • Dor no peito ao respirar;
    • Cansaço importante.

    Entretanto, em idosos, os sinais podem ser diferentes e menos evidentes.

    Pneumonia em idosos pode ocorrer sem febre?

    Sim. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, idosos podem desenvolver pneumonia sem apresentar febre alta. Isso acontece porque o envelhecimento pode alterar a resposta inflamatória do organismo.

    Em alguns casos, a febre é discreta ou sequer está presente. Por esse motivo, a ausência de febre não exclui a possibilidade de pneumonia.

    Sintomas que podem ser diferentes nos idosos

    Além dos sintomas respiratórios tradicionais, a pneumonia em idosos pode provocar manifestações menos específicas.

    Entre elas:

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Fraqueza importante;
    • Quedas sem explicação aparente;
    • Redução do apetite;
    • Piora repentina do estado geral;
    • Diminuição da disposição para atividades habituais.

    Em algumas situações, esses sintomas podem ser os primeiros sinais da infecção.

    Quando a pneumonia pode ser grave?

    A pneumonia pode se tornar mais grave quando compromete significativamente a capacidade de oxigenação do organismo.

    Alguns sinais de gravidade incluem:

    • Falta de ar importante;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Respiração acelerada;
    • Confusão mental intensa;
    • Pressão arterial baixa;
    • Infecção disseminada (sepse).

    Idosos com doenças cardíacas, pulmonares, renais ou neurológicas apresentam maior risco de evolução desfavorável.

    Como os médicos fazem o diagnóstico?

    O diagnóstico costuma envolver a combinação da avaliação clínica com exames complementares.

    1. Avaliação clínica

    O médico investiga os sintomas, realiza exame físico e avalia sinais de comprometimento respiratório.

    2. Radiografia de tórax

    É um dos exames mais utilizados para confirmar a presença de áreas inflamadas ou infectadas nos pulmões.

    3. Exames laboratoriais

    Podem ajudar a identificar sinais de infecção, avaliar a gravidade do quadro e orientar o tratamento. Em alguns casos, outros exames de imagem ou testes microbiológicos também podem ser necessários.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa da pneumonia e da gravidade dos sintomas.

    Pode incluir:

    • Antibióticos, quando a infecção é bacteriana;
    • Hidratação adequada;
    • Controle da febre e do desconforto;
    • Oxigenoterapia quando necessária;
    • Fisioterapia respiratória em casos selecionados.

    Pacientes com quadros mais graves podem necessitar de internação hospitalar para monitorização e suporte intensivo.

    Como prevenir a pneumonia em idosos?

    Algumas medidas ajudam a reduzir significativamente o risco da doença.

    1. Manter a vacinação em dia

    As vacinas contra gripe, pneumococo e outras doenças respiratórias reduzem o risco de infecções graves.

    2. Controlar doenças crônicas

    Pressão alta, diabetes, insuficiência cardíaca e doenças pulmonares devem permanecer bem controladas.

    3. Higienizar as mãos regularmente

    Essa medida simples reduz a transmissão de diversos microrganismos.

    4. Avaliar dificuldades para engolir

    Pacientes com engasgos frequentes ou problemas de deglutição podem precisar de avaliação especializada.

    5. Manter atividade física e boa alimentação

    Esses fatores contribuem para a manutenção da imunidade e da função respiratória.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação médica se o idoso apresentar:

    • Falta de ar;
    • Tosse persistente;
    • Febre;
    • Confusão mental súbita;
    • Sonolência excessiva;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Piora rápida do estado geral.

    Quanto mais cedo a pneumonia for diagnosticada e tratada, menores tendem a ser os riscos de complicações.

    Confira: Pneumonia por pneumococo: o que é e quando suspeitar dessa bactéria

    Perguntas frequentes sobre pneumonia em idosos

    1. Pneumonia em idosos sempre causa febre?

    Não. Em muitos casos, a febre pode ser discreta ou até estar ausente.

    2. Confusão mental pode ser sinal de pneumonia?

    Sim. Em idosos, a confusão mental pode ser um dos primeiros sintomas da infecção.

    3. Qual a principal causa de pneumonia nessa faixa etária?

    As infecções bacterianas, especialmente pelo pneumococo, estão entre as causas mais comuns.

    4. Todo idoso com pneumonia precisa internar?

    Não. A necessidade de internação depende da gravidade do quadro e das condições clínicas do paciente.

    5. A vacina ajuda a prevenir?

    Sim. A vacinação reduz o risco de pneumonia e de complicações associadas.

    6. Pneumonia pode ser grave?

    Sim. Especialmente em idosos com outras doenças ou fragilidade clínica.

    7. Quando procurar atendimento urgente?

    Quando houver falta de ar, confusão mental, queda da oxigenação ou piora rápida do estado geral.

    Veja também: 7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

  • Voz rouca há semanas? Saiba quando procurar avaliação médica

    Voz rouca há semanas? Saiba quando procurar avaliação médica

    A rouquidão é uma alteração da voz que pode deixá-la mais áspera, fraca, abafada ou com falhas. Na maioria das vezes, ela surge após gripes, resfriados ou períodos de uso intenso da voz e melhora espontaneamente em poucos dias.

    No entanto, quando a rouquidão persiste por várias semanas, especialmente sem uma causa aparente, é importante procurar avaliação médica.

    Embora muitas causas sejam benignas, algumas doenças mais importantes podem se manifestar inicialmente apenas por alterações da voz.

    O que causa a rouquidão?

    A voz é produzida pelas cordas vocais, estruturas localizadas na laringe.

    Qualquer condição que provoque inflamação, irritação, inchaço ou alteração do movimento dessas estruturas pode causar rouquidão.

    A alteração pode variar desde uma leve mudança no timbre até perda importante da qualidade vocal.

    Principais causas de rouquidão temporária

    As causas mais comuns incluem:

    • Gripes e resfriados;
    • Laringites virais;
    • Uso excessivo da voz;
    • Gritar ou falar por longos períodos;
    • Irritação causada por fumaça;
    • Exposição a ambientes muito secos.

    Nessas situações, a melhora costuma ocorrer espontaneamente em alguns dias ou semanas.

    Quando a rouquidão é considerada persistente?

    De forma geral, considera-se que a rouquidão merece investigação quando:

    • Dura mais de duas a quatro semanas;
    • Não apresenta melhora progressiva;
    • Surge sem uma causa evidente;
    • Retorna repetidamente.

    Atualmente, diversas sociedades médicas recomendam avaliação especializada quando a alteração vocal persiste por mais de quatro semanas.

    Refluxo pode causar rouquidão?

    Sim. O refluxo laringofaríngeo é uma das causas mais comuns de rouquidão crônica.

    Nesse quadro, pequenas quantidades de conteúdo do estômago alcançam a região da laringe, provocando irritação persistente.

    Além da alteração da voz, podem surgir:

    • Pigarro frequente;
    • Sensação de algo preso na garganta;
    • Tosse seca persistente;
    • Necessidade constante de limpar a garganta.

    Muitas pessoas com refluxo laringofaríngeo não apresentam azia, o que pode dificultar o reconhecimento do problema.

    Uso excessivo da voz pode provocar lesões?

    Sim. Pessoas que utilizam a voz intensamente têm maior risco de desenvolver alterações nas cordas vocais.

    Entre os grupos mais afetados estão:

    • Professores;
    • Cantores;
    • Locutores;
    • Palestrantes;
    • Operadores de telemarketing.

    O esforço vocal repetitivo pode favorecer o surgimento de:

    • Nódulos vocais;
    • Pólipos;
    • Edema das cordas vocais;
    • Lesões inflamatórias crônicas.

    Tabagismo e rouquidão

    O cigarro é uma das principais causas de irritação crônica da laringe.

    Além de provocar inflamação persistente, o tabagismo aumenta significativamente o risco de:

    • Lesões pré-cancerosas;
    • Câncer de laringe;
    • Alterações permanentes da voz.

    Por esse motivo, fumantes que apresentam rouquidão persistente devem procurar avaliação médica sem demora.

    Quando a rouquidão pode indicar algo mais sério?

    Alguns sinais de alerta merecem investigação mais rápida.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Rouquidão persistente por mais de quatro semanas;
    • Dificuldade para engolir;
    • Dor ao engolir;
    • Falta de ar;
    • Tosse com sangue;
    • Dor persistente na garganta;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Caroços no pescoço.

    A presença desses sintomas não significa necessariamente uma doença grave, mas aumenta a necessidade de investigação.

    Câncer de laringe pode causar rouquidão?

    Sim. A rouquidão persistente é um dos sintomas mais frequentes do câncer de laringe.

    O risco é maior em:

    • Fumantes;
    • Pessoas que consomem álcool em excesso;
    • Indivíduos acima dos 40 anos;
    • Pessoas com exposição prolongada ao tabaco.

    Apesar disso, é importante lembrar que a maioria dos casos de rouquidão persistente não está relacionada ao câncer.

    Ainda assim, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

    Como é feita a investigação?

    A avaliação geralmente começa com uma consulta médica detalhada.

    O profissional irá analisar:

    • Tempo de duração dos sintomas;
    • Hábitos vocais;
    • Histórico de tabagismo;
    • Presença de refluxo;
    • Sintomas associados.

    O principal exame utilizado é a laringoscopia.

    Laringoscopia

    A laringoscopia permite visualizar diretamente a laringe e as cordas vocais.

    Com esse exame, é possível identificar:

    • Inflamações;
    • Nódulos;
    • Pólipos;
    • Paralisias das cordas vocais;
    • Tumores.

    Dependendo dos achados, outros exames podem ser necessários.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa identificada.

    As opções podem incluir:

    • Repouso vocal;
    • Tratamento do refluxo;
    • Fonoaudiologia;
    • Suspensão do tabagismo;
    • Controle de alergias;
    • Cirurgia em casos específicos.

    O tratamento adequado costuma proporcionar melhora importante da qualidade vocal.

    Como proteger a voz?

    Algumas medidas simples ajudam a prevenir problemas vocais:

    • Manter boa hidratação;
    • Evitar gritar frequentemente;
    • Fazer pausas durante uso prolongado da voz;
    • Não fumar;
    • Tratar refluxo quando presente;
    • Evitar pigarrear repetidamente.

    Esses cuidados são especialmente importantes para profissionais que dependem da voz no trabalho.

    Quando procurar atendimento médico?

    É recomendável procurar avaliação médica quando:

    • A rouquidão dura mais de duas a quatro semanas;
    • Existe piora progressiva da voz;
    • Há dificuldade para engolir;
    • Surgem falta de ar ou dor;
    • A pessoa é fumante e apresenta alteração persistente da voz.

    A investigação precoce ajuda a identificar tanto causas benignas quanto condições que exigem tratamento específico.

    Veja mais: Riscos do HPV e como a vacina protege contra câncer

    Perguntas frequentes sobre rouquidão persistente

    1. Rouquidão após gripe é normal?

    Sim. É comum que a voz permaneça alterada por alguns dias após infecções respiratórias.

    2. Quanto tempo de rouquidão merece investigação?

    Em geral, alterações que persistem por mais de duas a quatro semanas devem ser avaliadas.

    3. Refluxo pode causar alteração da voz?

    Sim. O refluxo laringofaríngeo é uma das causas mais frequentes de rouquidão crônica.

    4. Fumar aumenta o risco de rouquidão?

    Sim. O tabagismo causa irritação da laringe e aumenta o risco de doenças mais graves.

    5. Toda rouquidão persistente é câncer?

    Não. A maioria dos casos está relacionada a causas benignas, como refluxo ou uso excessivo da voz.

    6. Qual exame avalia as cordas vocais?

    A laringoscopia é o principal exame para avaliação direta das cordas vocais.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a rouquidão persiste por semanas ou está associada a sintomas como dificuldade para engolir, falta de ar ou perda de peso.

    Veja também: Dificuldade para engolir: quando o sintoma merece investigação?

  • Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Comum especialmente em mulheres e em pessoas acima dos 40 anos, o nódulo na tireoide é uma pequena massa ou caroço que se desenvolve dentro da glândula tireoide, localizada na base do pescoço. Normalmente, ele é identificado durante exames de rotina, como um ultrassom, ou ao apalpar a região durante o banho ou ao se olhar no espelho.

    É comum sentir medo ou ansiedade pela possibilidade do caroço indicar um quadro de câncer, mas, na maioria dos casos, o nódulo na tireoide é benigno e não representa qualquer risco para a saúde. Ele costuma surgir por alterações naturais da glândula, cistos cheios de líquido ou pequenos crescimentos do tecido tireoidiano que não possuem características malignas.

    Ainda assim, qualquer alteração precisa ser avaliada por um médico, para identificar quais lesões apresentam baixo risco e quais precisam de acompanhamento mais próximo ou de exames complementares. Hoje, o ultrassom é a principal ferramenta utilizada para analisar o tamanho, a forma e outras características que ajudam a estimar a probabilidade de malignidade.

    Nódulo na tireoide é sempre câncer?

    Segundo o endocrinologista André Colapietro, a grande maioria dos nódulos não é câncer. Cerca de 90% a 95% dos nódulos na tireoide são benignos e costumam ser apenas cistos cheios de líquido, crescimentos localizados do próprio tecido da glândula (adenomas) ou alterações associadas a processos inflamatórios, como a tireoidite de Hashimoto.

    Apenas uma pequena parcela, aproximadamente 5% a 10% dos casos, corresponde a um tumor maligno, isto é, ao câncer de tireoide.

    Principais causas de nódulos na tireoide

    Geralmente, o aparecimento de um nódulo na tireoide acontece por um crescimento desordenado de células da própria glândula, mas que não tem nenhuma relação com o câncer. As principais causas benignas incluem:

    • Cistos na tireoide: são nódulos totalmente preenchidos por líquido. Eles quase sempre são benignos, mas podem crescer e causar algum desconforto local se ficarem muito grandes;
    • Bócio nodular ou multinodular: acontece quando a tireoide aumenta de tamanho e desenvolve um ou vários nódulos em sua estrutura. Isso pode ocorrer por predisposição genética ou, de forma mais rara hoje em dia, por falta de iodo na alimentação;
    • Adenoma tireoidiano: é um tumor benigno e consiste em um acúmulo de tecido tireoidiano normal que cresce em formato de caroço. Na maioria das vezes não causa problemas, mas alguns adenomas podem produzir hormônios da tireoide em excesso, levando ao hipertireoidismo;
    • Tireoidite de Hashimoto: é uma doença autoimune onde as defesas do corpo atacam a tireoide, gerando uma inflamação crônica. A inflamação pode deixar a glândula irregular e favorecer o aparecimento de nódulos.

    Como saber se o nódulo está crescendo?

    A forma mais segura de saber se o nódulo está crescendo é fazendo o ultrassom da tireoide periodicamente, conforme a orientação do endocrinologista.

    Como a maioria dos nódulos é interna e muito pequena, as variações de milímetros no tamanho só conseguem ser detectadas e comparadas de verdade através das imagens do exame de um ano para o outro.

    Em casos onde o crescimento é mais expressivo, você pode começar a notar sinais físicos na rotina, como perceber um caroço mais visível ao olhar no espelho, sentir uma assimetria ou um caroço endurecido ao apalpar o pescoço, ou notar que colares e golas de camisa começaram a apertar sem que você tenha engordado.

    Por fim, o crescimento do nódulo pode causar sintomas de compressão na região do pescoço. Se ele aumentar a ponto de pressionar as estruturas vizinhas, você pode começar a sentir dificuldade ou desconforto para engolir alimentos sólidos, uma sensação constante de pigarro ou aperto na garganta, e até mesmo rouquidão persistente sem uma causa gripal aparente.

    Sinais de alerta para procurar o médico com urgência

    Você deve procurar um endocrinologista ou um cirurgião de cabeça e pescoço se notar:

    • Dificuldade para engolir alimentos ou líquidos;
    • Sensação de que a comida fica presa na garganta;
    • Falta de ar ou sensação de sufocamento, principalmente ao deitar;
    • Rouquidão ou mudança na voz por mais de duas semanas;
    • Crescimento rápido do nódulo em poucas semanas ou meses;
    • Nódulo muito duro e que não se movimenta ao engolir;
    • Presença de ínguas persistentes nas laterais do pescoço.

    A presença dos sintomas não significa um diagnóstico de câncer, mas são sinais de alerta de que a região está sendo comprimida ou de que o nódulo precisa ser investigado pelo médico.

    Como saber se o nódulo na tireoide é maligno?

    Não é possível determinar se um nódulo na tireoide é maligno apenas pela palpação ou pela presença de sintomas. A confirmação depende de uma avaliação médica que combina exames de imagem e, quando necessário, a análise das células do nódulo.

    O primeiro exame utilizado é o ultrassom da tireoide, que permite avaliar características associadas a um maior risco de câncer, como a presença de microcalcificações, bordas irregulares, formato mais alto do que largo e áreas muito sólidas e escuras no exame.

    O médico também pode solicitar a realização de exames de sangue para avaliar o funcionamento da glândula, como TSH, T3 e T4. Embora não diagnostiquem o câncer diretamente, ajudam o médico a entender o comportamento do nódulo e a planejar os próximos passos.

    Segundo André, quando o nódulo apresenta características suspeitas ou atinge determinado tamanho, o médico pode solicitar uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Durante o procedimento, uma agulha fina é utilizada para coletar células do nódulo, que são enviadas para análise em laboratório.

    Atualmente, a punção é considerada o principal exame para diferenciar nódulos benignos de malignos.

    Como é feito o tratamento de nódulo na tireoide?

    O tratamento do nódulo na tireoide depende de alguns fatores, como tamanho, características observadas nos exames, presença de sintomas e do resultado da investigação.

    Quando o nódulo é benigno, pequeno e não causa desconforto, a medida mais comum é apenas o acompanhamento periódico com consultas médicas e exames de ultrassom para monitorar possíveis alterações de tamanho ou de aparência ao longo do tempo.

    Nos casos em que o nódulo cresce, provoca sintomas ou apresenta suspeita de malignidade, outras abordagens podem ser necessárias, como:

    • Acompanhamento regular com ultrassom e exames clínicos;
    • Punção aspirativa para avaliação das células do nódulo;
    • Cirurgia para retirada parcial ou total da tireoide;
    • Tratamento com iodo radioativo em situações específicas;
    • Procedimentos minimamente invasivos para alguns nódulos benignos selecionados.

    A cirurgia costuma ser indicada quando existe confirmação ou forte suspeita de câncer, quando o nódulo é muito grande ou quando causa sintomas como dificuldade para engolir, sensação de pressão no pescoço ou alterações respiratórias.

    Segundo André, os casos de câncer têm alta chance de cura, especialmente quando diagnosticados precocemente, o que torna importante manter exames de rotina.

    Leia mais: Tireoide: a pequena glândula que comanda o corpo inteiro

    Perguntas frequentes

    1. Quem tem nódulo na tireoide engorda?

    O nódulo em si não altera o peso. Porém, se o nódulo for causado por hipotireoidismo (tireoide lenta), a pessoa pode ter uma leve tendência a ganhar peso devido ao metabolismo mais lento.

    2. Qual é o tamanho de um nódulo na tireoide que preocupa?

    Os nódulos maiores que 1 cm costumam receber mais atenção e podem precisar de punção. No entanto, mais importante que o tamanho são as características visíveis no ultrassom, como formato e bordas.

    3. Cisto na tireoide é a mesma coisa que nódulo?

    O cisto é um tipo de nódulo, mas preenchido por líquido. A boa notícia é que cistos puros são praticamente 100% benignos.

    4. É normal ter vários nódulos na tireoide?

    Sim, isso é chamado de bócio multinodular. É uma condição muito comum, especialmente com o avanço da idade e em mulheres, e a maioria absoluta desses nódulos é benigna.

    5. Quem tem nódulo na tireoide pode fazer academia?

    Sim, a atividade física está liberada. Ter um nódulo não limita os movimentos ou o esforço físico, a menos que haja alguma recomendação médica específica pós-cirúrgica.

    6. Nódulo na tireoide altera a voz?

    A rouquidão ou mudança na voz só acontecem se o nódulo for muito grande ou se for um tumor maligno que esteja afetando os nervos que controlam as cordas vocais.

    7. Grávida pode ter nódulo na tireoide?

    Sim, devido às intensas alterações hormonais da gestação, novos nódulos podem surgir ou os já existentes podem crescer. Eles devem ser avaliados pelo obstetra e endocrinologista, mas a investigação (como o ultrassom) é segura na gravidez.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Pessoa ficou confusa de repente: o que pode estar acontecendo?

    Pessoa ficou confusa de repente: o que pode estar acontecendo?

    As disautonomias são um grupo de condições caracterizadas por alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar diversas funções involuntárias do organismo.

    Esse sistema regula atividades essenciais para a sobrevivência, como a frequência cardíaca, a pressão arterial, a digestão, a temperatura corporal e a produção de suor. Quando ocorre uma falha nesse mecanismo de regulação, podem surgir sintomas variados, muitas vezes difíceis de explicar e que afetam significativamente a qualidade de vida.

    Embora sejam menos conhecidas do que outras doenças neurológicas ou cardiovasculares, as disautonomias podem causar grande impacto no dia a dia e, em alguns casos, levar anos até serem corretamente diagnosticadas.

    O que é o sistema nervoso autônomo?

    O sistema nervoso autônomo funciona de forma automática, sem que a pessoa precise controlar conscientemente suas ações.

    Ele é responsável por ajustar continuamente funções importantes do organismo, como:

    • Frequência cardíaca;
    • Pressão arterial;
    • Respiração;
    • Digestão;
    • Temperatura corporal;
    • Produção de suor;
    • Funcionamento da bexiga.

    Por exemplo, quando uma pessoa se levanta da cama, o organismo precisa ajustar rapidamente a circulação sanguínea para garantir que o cérebro continue recebendo sangue adequadamente. Nas disautonomias, esse mecanismo pode não funcionar como deveria.

    O que são as disautonomias?

    O termo disautonomia engloba diversas doenças e síndromes que afetam o funcionamento do sistema nervoso autônomo.

    Dependendo do tipo e da gravidade, a alteração pode comprometer apenas uma função específica ou afetar vários sistemas do organismo simultaneamente.

    É por isso que pacientes com disautonomia podem apresentar sintomas muito diferentes entre si.

    Quais são os sintomas mais comuns?

    Os sintomas variam bastante de uma pessoa para outra.

    Entre os mais frequentes estão:

    • Tontura ao levantar;
    • Sensação de desmaio;
    • Fraqueza;
    • Fadiga intensa;
    • Palpitações;
    • Intolerância ao exercício;
    • Visão escurecida ao ficar em pé;
    • Sensação de “cabeça leve”;
    • Dificuldade de concentração.

    Muitos pacientes relatam piora dos sintomas após permanecerem em pé por períodos prolongados.

    Por que ocorre tontura ao levantar?

    Uma das manifestações mais comuns das disautonomias é a chamada intolerância ortostática.

    Normalmente, quando a pessoa passa da posição deitada para a posição em pé, os vasos sanguíneos se contraem e a frequência cardíaca aumenta discretamente para manter o fluxo sanguíneo cerebral.

    Nas disautonomias, esse ajuste pode falhar.

    Como consequência, podem surgir:

    • Tontura;
    • Visão escurecida;
    • Fraqueza súbita;
    • Sensação de desmaio;
    • Mal-estar importante.

    Em alguns casos, a pessoa pode realmente perder a consciência.

    A fadiga pode ser intensa?

    Sim. A fadiga é um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes em muitas formas de disautonomia.

    Os pacientes frequentemente descrevem:

    • Cansaço desproporcional ao esforço realizado;
    • Sensação de energia reduzida ao longo do dia;
    • Piora após atividades físicas;
    • Dificuldade para retomar atividades habituais.

    Em alguns casos, a fadiga se torna mais limitante do que a própria tontura.

    Quais outros sintomas podem ocorrer?

    Como o sistema nervoso autônomo participa do funcionamento de diversos órgãos, os sintomas podem atingir vários sistemas do organismo.

    Sistema digestivo

    Podem ocorrer:

    • Náuseas;
    • Sensação de estômago cheio rapidamente;
    • Constipação;
    • Diarreia;
    • Distensão abdominal.

    Controle da temperatura corporal

    Alguns pacientes apresentam:

    • Sensação excessiva de calor;
    • Intolerância ao calor;
    • Diminuição da transpiração;
    • Sudorese excessiva.

    Sistema urinário

    Podem surgir:

    • Urgência urinária;
    • Aumento da frequência urinária;
    • Dificuldade para esvaziar completamente a bexiga.

    O que é a síndrome de taquicardia postural ortostática (POTS)?

    Uma das formas mais conhecidas de disautonomia é a Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS).

    Nessa condição, ao assumir a posição em pé ocorre um aumento exagerado da frequência cardíaca, acompanhado de sintomas como:

    • Tontura;
    • Palpitações;
    • Fraqueza;
    • Fadiga;
    • Sensação de desmaio.

    O POTS é mais comum em mulheres jovens, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. Nos últimos anos, ganhou maior visibilidade devido ao aumento de casos observados após algumas infecções virais.

    Quando as disautonomias podem surgir?

    As causas são variadas e nem sempre podem ser identificadas. Entre as situações associadas estão as abaixo.

    1. Após infecções

    Alguns pacientes desenvolvem sintomas após doenças infecciosas.

    Isso foi observado após:

    • Mononucleose;
    • Influenza;
    • Covid-19;
    • Outras infecções virais.

    2. Doenças autoimunes

    Algumas doenças autoimunes podem afetar estruturas relacionadas ao sistema nervoso autônomo.

    3. Diabetes

    O diabetes de longa duração pode provocar lesão dos nervos autonômicos, condição conhecida como neuropatia autonômica diabética.

    4. Síndromes de hipermobilidade

    Condições como a síndrome de hipermobilidade articular e algumas formas da síndrome de Ehlers-Danlos podem estar associadas a disautonomias, especialmente ao POTS.

    5. Sem causa identificada

    Em muitos pacientes, não é possível determinar uma causa específica.

    As disautonomias podem ser confundidas com ansiedade?

    Sim. Muitos sintomas das disautonomias se sobrepõem aos de transtornos ansiosos, incluindo:

    • Palpitações;
    • Tontura;
    • Sensação de mal-estar;
    • Tremores;
    • Sensação de desmaio.

    Por isso, alguns pacientes recebem inicialmente diagnóstico de ansiedade antes que a alteração autonômica seja identificada.

    Entretanto, as duas condições podem coexistir ou ocorrer de forma independente.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e no exame físico.

    A avaliação costuma incluir:

    • Medição da pressão arterial;
    • Avaliação da frequência cardíaca;
    • Investigação dos sintomas relacionados à postura;
    • Exclusão de outras doenças que podem causar sintomas semelhantes.

    Em alguns casos, exames específicos são necessários.

    Teste de inclinação (Tilt Test)

    O Tilt Test é um dos exames mais utilizados para investigar disautonomias.

    Durante o exame, a pessoa é colocada em diferentes posições enquanto a pressão arterial e a frequência cardíaca são monitoradas continuamente.

    O objetivo é avaliar como o organismo responde às mudanças de postura.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento varia conforme o tipo de disautonomia e a intensidade dos sintomas.

    Medidas não medicamentosas

    Frequentemente incluem:

    • Aumento da ingestão de líquidos;
    • Maior consumo de sal em casos selecionados, somente quando indicado pelo médico;
    • Uso de meias de compressão;
    • Exercícios físicos supervisionados;
    • Mudanças graduais de posição.

    Medicamentos

    Alguns pacientes podem necessitar de medicamentos para ajudar a controlar sintomas relacionados à pressão arterial, frequência cardíaca ou intolerância ortostática.

    O tratamento deve sempre ser individualizado.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Tonturas frequentes ao levantar;
    • Episódios de desmaio;
    • Palpitações recorrentes;
    • Fadiga incapacitante;
    • Intolerância ao exercício;
    • Sintomas persistentes sem explicação aparente.

    Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores as chances de controle dos sintomas.

    Leia mais: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre disautonomias

    1. O que é uma disautonomia?

    É um grupo de condições que afetam o funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções involuntárias do organismo.

    2. Disautonomia causa tontura?

    Sim. A tontura ao levantar é um dos sintomas mais comuns.

    3. Pode causar fadiga intensa?

    Sim. Em muitos pacientes, a fadiga é um dos sintomas mais limitantes.

    4. O que é POTS?

    É uma forma de disautonomia caracterizada pelo aumento exagerado da frequência cardíaca ao assumir a posição em pé.

    5. Pode surgir após infecções?

    Sim. Casos podem surgir após infecções virais como influenza, mononucleose e covid-19.

    6. Disautonomia é a mesma coisa que ansiedade?

    Não. Embora alguns sintomas sejam semelhantes, tratam-se de condições diferentes.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Quando houver tonturas frequentes, desmaios, palpitações, fadiga persistente ou dificuldade para permanecer em pé sem mal-estar.

    Veja também: Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele

  • Você sente tontura ao se levantar? Entenda o que são as disautonomias

    Você sente tontura ao se levantar? Entenda o que são as disautonomias

    As disautonomias são um grupo de condições caracterizadas por alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar diversas funções involuntárias do organismo.

    Esse sistema regula atividades essenciais para a sobrevivência, como a frequência cardíaca, a pressão arterial, a digestão, a temperatura corporal e a produção de suor. Quando ocorre uma falha nesse mecanismo de regulação, podem surgir sintomas variados, muitas vezes difíceis de explicar e que afetam significativamente a qualidade de vida.

    Embora sejam menos conhecidas do que outras doenças neurológicas ou cardiovasculares, as disautonomias podem causar grande impacto no dia a dia e, em alguns casos, levar anos até serem corretamente diagnosticadas.

    O que é o sistema nervoso autônomo?

    O sistema nervoso autônomo funciona de forma automática, sem que a pessoa precise controlar conscientemente suas ações.

    Ele é responsável por ajustar continuamente funções importantes do organismo, como:

    • Frequência cardíaca;
    • Pressão arterial;
    • Respiração;
    • Digestão;
    • Temperatura corporal;
    • Produção de suor;
    • Funcionamento da bexiga.

    Por exemplo, quando uma pessoa se levanta da cama, o organismo precisa ajustar rapidamente a circulação sanguínea para garantir que o cérebro continue recebendo sangue adequadamente. Nas disautonomias, esse mecanismo pode não funcionar como deveria.

    O que são as disautonomias?

    O termo disautonomia engloba diversas doenças e síndromes que afetam o funcionamento do sistema nervoso autônomo.

    Dependendo do tipo e da gravidade, a alteração pode comprometer apenas uma função específica ou afetar vários sistemas do organismo simultaneamente.

    É por isso que pacientes com disautonomia podem apresentar sintomas muito diferentes entre si.

    Quais são os sintomas mais comuns?

    Os sintomas variam bastante de uma pessoa para outra.

    Entre os mais frequentes estão:

    • Tontura ao levantar;
    • Sensação de desmaio;
    • Fraqueza;
    • Fadiga intensa;
    • Palpitações;
    • Intolerância ao exercício;
    • Visão escurecida ao ficar em pé;
    • Sensação de “cabeça leve”;
    • Dificuldade de concentração.

    Muitos pacientes relatam piora dos sintomas após permanecerem em pé por períodos prolongados.

    Por que ocorre tontura ao levantar?

    Uma das manifestações mais comuns das disautonomias é a chamada intolerância ortostática.

    Normalmente, quando a pessoa passa da posição deitada para a posição em pé, os vasos sanguíneos se contraem e a frequência cardíaca aumenta discretamente para manter o fluxo sanguíneo cerebral.

    Nas disautonomias, esse ajuste pode falhar.

    Como consequência, podem surgir:

    • Tontura;
    • Visão escurecida;
    • Fraqueza súbita;
    • Sensação de desmaio;
    • Mal-estar importante.

    Em alguns casos, a pessoa pode realmente perder a consciência.

    A fadiga pode ser intensa?

    Sim. A fadiga é um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes em muitas formas de disautonomia.

    Os pacientes frequentemente descrevem:

    • Cansaço desproporcional ao esforço realizado;
    • Sensação de energia reduzida ao longo do dia;
    • Piora após atividades físicas;
    • Dificuldade para retomar atividades habituais.

    Em alguns casos, a fadiga se torna mais limitante do que a própria tontura.

    Quais outros sintomas podem ocorrer?

    Como o sistema nervoso autônomo participa do funcionamento de diversos órgãos, os sintomas podem atingir vários sistemas do organismo.

    Sistema digestivo

    Podem ocorrer:

    • Náuseas;
    • Sensação de estômago cheio rapidamente;
    • Constipação;
    • Diarreia;
    • Distensão abdominal.

    Controle da temperatura corporal

    Alguns pacientes apresentam:

    • Sensação excessiva de calor;
    • Intolerância ao calor;
    • Diminuição da transpiração;
    • Sudorese excessiva.

    Sistema urinário

    Podem surgir:

    • Urgência urinária;
    • Aumento da frequência urinária;
    • Dificuldade para esvaziar completamente a bexiga.

    O que é a síndrome de taquicardia postural ortostática (POTS)?

    Uma das formas mais conhecidas de disautonomia é a Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS).

    Nessa condição, ao assumir a posição em pé ocorre um aumento exagerado da frequência cardíaca, acompanhado de sintomas como:

    • Tontura;
    • Palpitações;
    • Fraqueza;
    • Fadiga;
    • Sensação de desmaio.

    O POTS é mais comum em mulheres jovens, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. Nos últimos anos, ganhou maior visibilidade devido ao aumento de casos observados após algumas infecções virais.

    Quando as disautonomias podem surgir?

    As causas são variadas e nem sempre podem ser identificadas. Entre as situações associadas estão as abaixo.

    1. Após infecções

    Alguns pacientes desenvolvem sintomas após doenças infecciosas.

    Isso foi observado após:

    • Mononucleose;
    • Influenza;
    • Covid-19;
    • Outras infecções virais.

    2. Doenças autoimunes

    Algumas doenças autoimunes podem afetar estruturas relacionadas ao sistema nervoso autônomo.

    3. Diabetes

    O diabetes de longa duração pode provocar lesão dos nervos autonômicos, condição conhecida como neuropatia autonômica diabética.

    4. Síndromes de hipermobilidade

    Condições como a síndrome de hipermobilidade articular e algumas formas da síndrome de Ehlers-Danlos podem estar associadas a disautonomias, especialmente ao POTS.

    5. Sem causa identificada

    Em muitos pacientes, não é possível determinar uma causa específica.

    As disautonomias podem ser confundidas com ansiedade?

    Sim. Muitos sintomas das disautonomias se sobrepõem aos de transtornos ansiosos, incluindo:

    • Palpitações;
    • Tontura;
    • Sensação de mal-estar;
    • Tremores;
    • Sensação de desmaio.

    Por isso, alguns pacientes recebem inicialmente diagnóstico de ansiedade antes que a alteração autonômica seja identificada.

    Entretanto, as duas condições podem coexistir ou ocorrer de forma independente.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e no exame físico.

    A avaliação costuma incluir:

    • Medição da pressão arterial;
    • Avaliação da frequência cardíaca;
    • Investigação dos sintomas relacionados à postura;
    • Exclusão de outras doenças que podem causar sintomas semelhantes.

    Em alguns casos, exames específicos são necessários.

    Teste de inclinação (Tilt Test)

    O Tilt Test é um dos exames mais utilizados para investigar disautonomias.

    Durante o exame, a pessoa é colocada em diferentes posições enquanto a pressão arterial e a frequência cardíaca são monitoradas continuamente.

    O objetivo é avaliar como o organismo responde às mudanças de postura.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento varia conforme o tipo de disautonomia e a intensidade dos sintomas.

    Medidas não medicamentosas

    Frequentemente incluem:

    • Aumento da ingestão de líquidos;
    • Maior consumo de sal em casos selecionados, somente quando indicado pelo médico;
    • Uso de meias de compressão;
    • Exercícios físicos supervisionados;
    • Mudanças graduais de posição.

    Medicamentos

    Alguns pacientes podem necessitar de medicamentos para ajudar a controlar sintomas relacionados à pressão arterial, frequência cardíaca ou intolerância ortostática.

    O tratamento deve sempre ser individualizado.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Tonturas frequentes ao levantar;
    • Episódios de desmaio;
    • Palpitações recorrentes;
    • Fadiga incapacitante;
    • Intolerância ao exercício;
    • Sintomas persistentes sem explicação aparente.

    Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores as chances de controle dos sintomas.

    Leia mais: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre disautonomias

    1. O que é uma disautonomia?

    É um grupo de condições que afetam o funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções involuntárias do organismo.

    2. Disautonomia causa tontura?

    Sim. A tontura ao levantar é um dos sintomas mais comuns.

    3. Pode causar fadiga intensa?

    Sim. Em muitos pacientes, a fadiga é um dos sintomas mais limitantes.

    4. O que é POTS?

    É uma forma de disautonomia caracterizada pelo aumento exagerado da frequência cardíaca ao assumir a posição em pé.

    5. Pode surgir após infecções?

    Sim. Casos podem surgir após infecções virais como influenza, mononucleose e covid-19.

    6. Disautonomia é a mesma coisa que ansiedade?

    Não. Embora alguns sintomas sejam semelhantes, tratam-se de condições diferentes.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Quando houver tonturas frequentes, desmaios, palpitações, fadiga persistente ou dificuldade para permanecer em pé sem mal-estar.

    Veja também: Síndrome de Ehlers-Danlos: entenda a doença que afeta articulações e pele

  • Dificuldade para engolir: quando o sintoma merece investigação?

    Dificuldade para engolir: quando o sintoma merece investigação?

    A dificuldade para engolir, conhecida pelos médicos como disfagia, é um sintoma relativamente comum e que pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente em idosos. Em alguns casos, a pessoa sente que a comida fica presa na garganta ou no peito. Em outros, há engasgos repetidos ou dificuldade para iniciar a deglutição.

    Embora nem sempre esteja relacionada a doenças graves, a disfagia persistente não deve ser ignorada. O problema pode estar ligado a alterações do esôfago, doenças neurológicas, distúrbios musculares ou até tumores, tornando a investigação médica importante para identificar a causa.

    O que é disfagia?

    A disfagia é a dificuldade de transportar alimentos, líquidos ou até mesmo a saliva da boca até o estômago. Ela pode ocorrer em diferentes etapas da deglutição e variar bastante em intensidade.

    Algumas pessoas apresentam dificuldade apenas para engolir alimentos sólidos, enquanto outras também têm problemas com líquidos.

    Dependendo da causa, os sintomas podem surgir de forma gradual ou aparecer de maneira mais repentina.

    Principais sintomas associados

    Além da sensação de dificuldade para engolir, podem ocorrer:

    • Engasgos frequentes;
    • Tosse durante ou após as refeições;
    • Sensação de alimento parado na garganta ou no peito;
    • Dor ao engolir;
    • Necessidade de beber água para ajudar a passagem da comida;
    • Sensação de que a comida volta para a boca;
    • Rouquidão após as refeições.

    Os sintomas podem variar conforme a causa e a região afetada.

    Quais são as causas mais comuns de dificuldade para engolir?

    Existem diversas condições capazes de provocar disfagia.

    Entre as principais estão:

    • Refluxo gastroesofágico;
    • Inflamações do esôfago;
    • Alterações neurológicas;
    • Distúrbios musculares;
    • Estreitamentos do esôfago;
    • Tumores da boca, garganta ou esôfago.

    A investigação médica é importante para diferenciar situações benignas de problemas que exigem tratamento específico.

    Refluxo pode causar dificuldade para engolir?

    Sim. O refluxo gastroesofágico crônico pode provocar inflamação do esôfago e, em alguns casos, levar à formação de cicatrizes e estreitamentos.

    Isso pode causar sintomas como:

    • Sensação de alimento preso;
    • Azia frequente;
    • Dor ao engolir;
    • Desconforto no peito.

    Quando o estreitamento se torna importante, a dificuldade para engolir tende a piorar progressivamente.

    Problemas neurológicos podem estar envolvidos?

    Sim. A deglutição depende de uma coordenação complexa entre cérebro, nervos e músculos. Doenças neurológicas podem interferir nesse processo, como:

    • AVC;
    • Doença de Parkinson;
    • Esclerose múltipla;
    • Esclerose lateral amiotrófica (ELA);
    • Algumas doenças neuromusculares.

    Nesses casos, o risco de engasgos e aspiração de alimentos para os pulmões pode aumentar.

    Quando a dificuldade acontece apenas com alimentos sólidos

    Quando a disfagia afeta principalmente alimentos sólidos, algumas causas costumam ser mais prováveis. Entre elas estão:

    • Estreitamento do esôfago;
    • Anéis esofágicos;
    • Esofagite eosinofílica;
    • Tumores do esôfago.

    Em geral, os sintomas tendem a piorar gradualmente com o tempo.

    Quando a dificuldade ocorre com sólidos e líquidos

    Quando alimentos sólidos e líquidos causam dificuldade desde o início, os médicos costumam considerar alterações do funcionamento muscular do esôfago.

    Um exemplo clássico é a:

    Acalasia

    A acalasia é uma doença que dificulta a passagem dos alimentos para o estômago devido ao relaxamento inadequado de uma válvula localizada na parte inferior do esôfago.

    Além da disfagia, pode causar:

    • Regurgitação de alimentos;
    • Dor no peito;
    • Perda de peso.

    Quando a dificuldade para engolir preocupa mais?

    Alguns sinais associados aumentam a necessidade de investigação.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Perda de peso sem explicação;
    • Engasgos frequentes;
    • Pneumonias de repetição;
    • Dor ao engolir;
    • Piora progressiva dos sintomas;
    • Sensação persistente de alimento impactado.

    Esses sinais podem indicar doenças mais importantes e não devem ser ignorados.

    Quais exames podem ser necessários?

    A investigação depende das características dos sintomas.

    Os exames mais utilizados incluem:

    1. Endoscopia digestiva alta

    Permite visualizar diretamente o esôfago, o estômago e parte do intestino, identificando inflamações, estreitamentos e tumores.

    2. Esofagograma contrastado

    Avalia a passagem dos alimentos pelo esôfago por meio de imagens obtidas após ingestão de contraste.

    3. Manometria esofágica

    Analisa o funcionamento dos músculos do esôfago e ajuda a diagnosticar distúrbios motores, como a acalasia.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento depende da causa identificada.

    Pode incluir:

    • Medicamentos para refluxo;
    • Mudanças alimentares;
    • Dilatação de estreitamentos do esôfago;
    • Tratamento de doenças neurológicas;
    • Cirurgias ou procedimentos específicos.

    Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores as chances de evitar complicações.

    Quais complicações a disfagia pode causar?

    Quando não tratada, a dificuldade para engolir pode levar a problemas importantes.

    Entre eles estão:

    • Desnutrição;
    • Desidratação;
    • Perda de peso significativa;
    • Aspiração de alimentos para os pulmões;
    • Pneumonia aspirativa.

    Por isso, sintomas persistentes merecem atenção médica.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure atendimento imediatamente se houver:

    • Incapacidade súbita de engolir;
    • Engasgo com dificuldade para respirar;
    • Sensação de alimento completamente impactado;
    • Dor intensa no peito associada à deglutição;
    • Salivação excessiva por incapacidade de engolir.

    Essas situações podem exigir avaliação urgente.

    Confira: Acalasia: o distúrbio que dificulta a passagem dos alimentos ao engolir

    Perguntas frequentes sobre dificuldade para engolir

    1. Dificuldade para engolir é normal com a idade?

    Não. Embora seja mais comum em idosos, a disfagia persistente deve ser investigada.

    2. Refluxo pode causar disfagia?

    Sim. O refluxo crônico pode provocar inflamações e estreitamentos do esôfago.

    3. Engasgos frequentes são preocupantes?

    Podem ser. Especialmente quando se tornam repetitivos ou estão associados a perda de peso e pneumonias.

    4. Toda disfagia precisa de endoscopia?

    Não necessariamente, mas a endoscopia é um dos exames mais utilizados na investigação.

    5. Perda de peso associada é um sinal de alerta?

    Sim. Esse é um dos principais sinais que justificam investigação médica mais rápida.

    6. AVC pode causar dificuldade para engolir?

    Sim. Alterações neurológicas são causas importantes de disfagia.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dificuldade para engolir é persistente, progressiva ou acompanhada de sinais de alerta como perda de peso, engasgos frequentes ou dor.

    Veja também: É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

  • Ganhei peso sem mudar a alimentação: quando isso pode indicar um problema de saúde? 

    Ganhei peso sem mudar a alimentação: quando isso pode indicar um problema de saúde? 

    Nem sempre o aumento na balança acontece apenas porque a pessoa está comendo mais. Alterações hormonais, retenção de líquidos, medicamentos e algumas doenças também podem influenciar o peso corporal.

    Ganhar peso é uma situação comum ao longo da vida e, na maioria das vezes, está relacionado a um desequilíbrio entre a quantidade de calorias consumidas e o gasto energético do organismo.

    Porém, quando o aumento de peso acontece de forma rápida, sem mudanças aparentes na alimentação ou acompanhado de outros sintomas, vale a pena investigar outras possíveis causas. Em alguns casos, o problema pode estar relacionado a alterações hormonais, efeitos colaterais de medicamentos ou até doenças que favorecem retenção de líquidos.

    Venha entender o que está por trás do ganho de peso para identificar situações que merecem avaliação médica e tratamento adequado.

    Nem todo aumento na balança representa ganho de gordura

    Uma informação importante é que o peso corporal não é formado apenas por gordura. O aumento observado na balança pode acontecer por diferentes motivos, incluindo:

    • Acúmulo de gordura corporal;
    • Retenção de líquidos;
    • Ganho de massa muscular;
    • Inchaço associado a doenças.

    Por isso, além do valor mostrado na balança, os médicos costumam avaliar a velocidade do ganho de peso, a distribuição corporal e a presença de outros sintomas.

    Quando o ganho de peso é considerado esperado?

    Existem situações em que o aumento de peso ocorre de forma previsível e gradual.

    Entre as causas mais comuns estão:

    • Excesso de calorias na alimentação;
    • Redução da atividade física;
    • Mudanças na rotina;
    • Envelhecimento.

    Nesses casos, o ganho costuma ocorrer ao longo de meses ou anos, acompanhando mudanças no estilo de vida.

    Hipotireoidismo pode causar ganho de peso?

    Sim. O hipotireoidismo é uma das causas médicas mais conhecidas de ganho de peso. Quando a glândula tireoide produz menos hormônios do que deveria, o metabolismo pode ficar mais lento, o que aumenta sintomas como:

    • Cansaço;
    • Sonolência;
    • Intolerância ao frio;
    • Pele seca;
    • Ganho de peso.

    No entanto, especialistas ressaltam que o aumento de peso causado exclusivamente pelo hipotireoidismo costuma ser relativamente modesto e não explica sozinho casos de obesidade importante.

    Alguns medicamentos podem favorecer o ganho de peso

    Sim. Diversos medicamentos podem contribuir para aumento do peso corporal por mecanismos diferentes.

    Entre eles estão:

    • Corticoides;
    • Alguns antidepressivos;
    • Certos antipsicóticos;
    • Algumas medicações para diabetes;
    • Alguns anticonvulsivantes.

    Dependendo do medicamento, o ganho de peso pode ocorrer por aumento do apetite, retenção de líquidos ou alterações metabólicas.

    Retenção de líquidos pode parecer ganho de peso

    Nem todo aumento rápido na balança representa acúmulo de gordura. Em algumas situações, o peso sobe devido à retenção de líquidos.

    Isso pode acontecer em casos de:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Doenças renais;
    • Doenças hepáticas;
    • Alterações hormonais.

    Nessas situações, também podem surgir sintomas como:

    • Inchaço nas pernas;
    • Inchaço abdominal;
    • Sensação de peso corporal aumentado;
    • Falta de ar.

    O ganho de peso costuma ocorrer de forma relativamente rápida, em poucos dias ou semanas.

    Síndrome de Cushing: uma causa hormonal menos comum

    A síndrome de Cushing acontece quando existe excesso de cortisol circulando no organismo. Embora seja uma condição relativamente rara, pode provocar ganho de peso importante.

    Os sintomas são:

    • Aumento de gordura na região do abdome;
    • Acúmulo de gordura no rosto;
    • Fraqueza muscular;
    • Pressão alta;
    • Diabetes;
    • Alterações na pele.

    Por ser uma condição menos frequente, costuma exigir investigação especializada.

    Alterações hormonais femininas podem influenciar o peso?

    Sim. Mudanças hormonais podem favorecer o ganho de peso ou tornar o emagrecimento mais difícil. Isso pode ocorrer em situações como:

    • Menopausa;
    • Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
    • Distúrbios da tireoide.

    Além das alterações hormonais propriamente ditas, mudanças no sono, no metabolismo e na composição corporal também podem contribuir para o aumento de peso.

    O estresse pode contribuir para o ganho de peso?

    Sim. O estresse crônico pode influenciar diretamente hábitos e comportamentos relacionados ao peso corporal. Entre os mecanismos envolvidos estão:

    • Aumento do apetite;
    • Maior consumo de alimentos ultraprocessados;
    • Alterações do sono;
    • Redução da prática de atividade física.

    Ao longo do tempo, esses fatores podem favorecer o ganho de peso e dificultar a perda de gordura.

    Quando o ganho de peso merece investigação?

    Embora oscilações leves de peso sejam comuns, alguns sinais merecem atenção.

    Procure avaliação médica se ocorrer:

    • Ganho de peso rápido e sem explicação aparente;
    • Aumento de peso associado a inchaço;
    • Suspeita de alterações hormonais;
    • Falta de ar;
    • Cansaço excessivo;
    • Mudanças importantes no apetite.

    Nessas situações, pode ser necessário investigar causas além da alimentação.

    Quais exames podem ser necessários?

    A avaliação varia conforme a história clínica de cada pessoa. Dependendo do caso, podem ser solicitados:

    • Exames da tireoide;
    • Glicemia;
    • Avaliação da função renal;
    • Avaliação da função hepática;
    • Exames hormonais.

    O objetivo é identificar condições que possam estar contribuindo para o aumento do peso corporal.

    Como saber se o peso ganho é gordura ou líquido?

    Algumas características ajudam a diferenciar.

    Ganho de gordura

    Geralmente ocorre:

    • De forma gradual;
    • Ao longo de semanas ou meses;
    • Sem inchaço importante.

    Retenção de líquidos

    Costuma provocar:

    • Ganho rápido de peso;
    • Inchaço nas pernas ou pés;
    • Marcas de meias na pele;
    • Sensação de corpo inchado.

    A avaliação médica é importante para identificar a causa.

    Confira: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre ganho de peso

    1. Todo ganho de peso acontece por excesso de comida?

    Não. Alterações hormonais, medicamentos e algumas doenças também podem contribuir.

    2. Hipotireoidismo engorda muito?

    Pode estar envolvido no ganho de peso, mas geralmente não é a única causa do aumento importante da balança.

    3. Remédios podem aumentar o peso?

    Sim. Alguns medicamentos estão associados a ganho de peso ou retenção de líquidos.

    4. Retenção de líquidos aumenta a balança?

    Sim. Em alguns casos, o aumento pode ocorrer rapidamente.

    5. Ganho de peso rápido é normal?

    Nem sempre. Quando acontece sem explicação aparente, merece investigação.

    6. Estresse pode influenciar o peso?

    Sim. O estresse pode alterar o apetite, o sono e os hábitos de vida.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando o ganho de peso é acelerado, inexplicado ou acompanhado de sintomas como inchaço, cansaço excessivo ou falta de ar.

    Veja também: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)