Categoria: Sintomas

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  • Falta de ar: entenda quando pode ser problema do coração

    Falta de ar: entenda quando pode ser problema do coração

    Quem nunca ficou sem fôlego depois de subir alguns lances de escada ou correr para não perder o ônibus? A falta de ar, também conhecida como dispneia, tende a ser uma resposta natural do corpo diante de um esforço físico. Em situações como essas, o organismo simplesmente exige mais oxigênio para manter o ritmo, e logo o fôlego se recupera.

    No entanto, a falta de ar nem sempre está ligada apenas ao esforço físico. Quando surge de maneira repentina, intensa, em repouso ou durante a noite, o sintoma pode indicar problemas cardíacos que precisam de atenção imediata.

    O cardiologista e cardio-oncologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, detalhou como identificar quando a falta de ar pode ter origem cardíaca, quais doenças estão por trás do quadro e quando é hora de procurar ajuda médica.

    Quando a falta de ar pode estar ligada ao coração?

    Nem todo cansaço é apenas consequência de estar fora de forma. De acordo com Giovanni Henrique Pinto, alguns sinais específicos podem indicar que o problema tem origem no coração. É importante procurar avaliação médica se a falta de ar:

    • Piora com pouco esforço: dificuldade para respirar em atividades leves que antes eram fáceis, como andar um ou dois quarteirões, ou piora rápida em dias ou semanas;
    • Aparece ao deitar: necessidade de usar mais travesseiros ou acordar de madrugada com a sensação de estar sufocando;
    • Vem acompanhada de outros sintomas: dor ou pressão no peito, palpitações, tontura, desmaio, inchaço nas pernas ou ganho de peso rápido e sem explicação;
    • Surge após infecção viral ou em quem já tem problemas cardíacos: pode indicar pericardite, miocardite ou agravamento de doença pré-existente.

    Qual a diferença entre cansaço comum e o cardíaco?

    Muitas vezes, o corpo apenas sinaliza esforço. Pessoas sedentárias, acima do peso ou que carregam objetos pesados podem sentir fôlego curto sem que isso represente doença. Nesses casos, o cansaço melhora rapidamente quando a atividade acaba, não aparece em repouso e não costuma vir com outros sintomas.

    Já quando a causa é cardíaca, a falta de ar surge em esforços cada vez menores e até ao deitar-se. Tosse noturna persistente, chiado no peito, palpitações, sensação de aperto no peito, inchaço nas pernas e cansaço desproporcional ao esforço são sinais de sobrecarga do coração.

    Quais condições cardíacas podem causar falta de ar?

    De acordo com o cardiologista, existem várias condições em que a falta de ar é frequente, como:

    • Insuficiência cardíaca: coração fraco que acumula líquido e dificulta a respiração;
    • Doença das artérias coronárias: inclui angina e infarto, causados por obstruções no fluxo sanguíneo;
    • Valvopatias: mau funcionamento das válvulas cardíacas, como estenose aórtica ou insuficiência mitral;
    • Arritmias: batimentos muito rápidos, lentos ou irregulares, que reduzem o oxigênio no corpo;
    • Miocardite e pericardite: inflamações do músculo ou membrana do coração, muitas vezes após infecções;
    • Pressão alta sem controle: força excessiva sobre o coração que pode gerar falta de ar;
    • Doenças congênitas: malformações de nascença que afetam a respiração.

    Quando procurar um cardiologista?

    A orientação é procurar um especialista sempre que a falta de ar se torna frequente, piora rapidamente, aparece em repouso ou ao deitar, ou quando surge com dor no peito, palpitações, tontura ou inchaço.

    Entre os exames para investigar estão: histórico clínico, exame físico, aferição de pressão, eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia de tórax, teste ergométrico, cintilografia, tomografia de coronárias, cateterismo, Holter e MAPA.

    Falta de ar: situações que exigem atendimento imediato

    Procure uma urgência se houver:

    • Falta de ar em repouso;
    • Lábios e extremidades azuladas;
    • Dor forte no peito;
    • Desmaio;
    • Confusão mental;
    • Inchaço com ganho de peso rápido.

    Esses sintomas podem indicar complicações graves, como infarto ou insuficiência cardíaca aguda.

    É possível tratar a falta de ar causada por problemas no coração?

    Sim. O tratamento inclui controle da pressão arterial, diuréticos para insuficiência cardíaca, remédios para arritmias, correções de valvopatias, anti-isquêmicos e até procedimentos de revascularização, conforme Giovanni Henrique Pinto.

    Reabilitação cardíaca e prática de atividade física também são fundamentais. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de recuperação e prevenção de complicações.

    Veja mais: Tosse que não melhora: quando pode ser problema no coração

    Perguntas frequentes sobre falta de ar e coração

    1. É normal sentir falta de ar ao subir escadas?

    Sim, especialmente para quem está fora de forma. Preocupa quando piora em poucas semanas, exige paradas frequentes ou surge em atividades leves. Se vier com dor no peito, palpitações, tontura ou inchaço, procure um médico.

    2. A falta de ar pode ser um sintoma de infarto?

    Sim. Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido, a falta de ar pode indicar angina ou infarto, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    3. É normal sentir falta de ar todos os dias?

    Não. Pode estar ligada a doenças do coração, pulmões, anemia ou ansiedade. Se for frequente, procure atendimento médico.

    4. A falta de ar pode ser só ansiedade?

    Sim. Crises de ansiedade podem causar respiração acelerada e sensação de aperto no peito. Apenas um médico pode diferenciar corretamente.

    5. Em que casos a falta de ar é uma emergência médica?

    Quando surge em repouso, com lábios azulados, dor forte no peito, desmaio, confusão mental ou inchaço repentino.

    6. A idade aumenta o risco de sentir falta de ar por problemas no coração?

    Sim. O envelhecimento torna artérias e músculo cardíaco mais rígidos, aumentando o risco de insuficiência cardíaca e estenose aórtica, que podem causar falta de ar, dor no peito e desmaios.

    Veja mais: Pneumotórax: entenda a condição que causa falta de ar repentina

  • Bruxismo causa dor de cabeça? Veja os principais sintomas e riscos

    Bruxismo causa dor de cabeça? Veja os principais sintomas e riscos

    Acordar com dor de cabeça, sentir a mandíbula cansada logo pela manhã ou perceber que os dentes estão cada vez mais sensíveis são sintomas que muitas pessoas atribuem ao estresse ou a uma noite mal dormida. Em alguns casos, porém, eles podem indicar um problema bastante comum: o bruxismo.

    Embora seja frequentemente lembrado apenas pelo desgaste que provoca nos dentes, o bruxismo pode ter repercussões muito mais amplas. Dependendo da intensidade e da frequência dos episódios, a condição pode causar dores musculares, cefaleia, alterações na articulação da mandíbula e impacto importante na qualidade de vida.

    Estima-se que o bruxismo do sono acometa cerca de 5% a 8% dos adultos, enquanto o bruxismo em vigília, que ocorre durante o dia, pode ser ainda mais frequente. Atualmente, ele é considerado um comportamento relacionado à atividade dos músculos da mastigação, e não necessariamente uma doença em si. A importância da condição está nas complicações que pode provocar quando é intenso ou persistente.

    O que é bruxismo?

    O bruxismo é caracterizado pela contração involuntária dos músculos responsáveis pela mastigação, levando ao:

    • Apertamento dos dentes;
    • Ranger dos dentes;
    • Contração prolongada da mandíbula.

    Ele pode ocorrer:

    • Durante o sono, no chamado bruxismo do sono;
    • Durante o dia, no chamado bruxismo em vigília.

    Embora ambos envolvam atividade muscular excessiva, possuem mecanismos e fatores desencadeantes diferentes.

    O bruxismo realmente pode causar dor de cabeça?

    Sim. A dor de cabeça é uma das manifestações mais frequentes do bruxismo, especialmente quando existe tensão prolongada dos músculos da mastigação.

    A cefaleia costuma apresentar algumas características:

    • Dor na região das têmporas;
    • Sensação de pressão ou aperto;
    • Maior intensidade ao acordar;
    • Melhora ao longo do dia em alguns pacientes.

    Isso acontece porque os músculos permanecem contraídos por longos períodos, gerando fadiga muscular e dor irradiada para a cabeça.

    Quais outras dores o bruxismo pode causar?

    Além da dor de cabeça, o bruxismo pode provocar diversos sintomas.

    Dor na mandíbula

    É um dos sintomas mais comuns. A pessoa pode sentir:

    • Dor ao mastigar;
    • Cansaço ao falar por muito tempo;
    • Sensação de mandíbula “travada”;
    • Dificuldade para abrir completamente a boca.

    Dor na face

    A tensão dos músculos faciais pode provocar desconforto em regiões como:

    • Bochechas;
    • Têmporas;
    • Região próxima aos ouvidos.

    Dor no pescoço

    A contração prolongada dos músculos da mastigação pode aumentar a tensão muscular cervical, favorecendo dor no pescoço e nos ombros.

    Dor de ouvido

    Algumas pessoas apresentam dor na frente da orelha sem qualquer infecção. Isso ocorre porque a articulação temporomandibular (ATM) está localizada muito próxima ao ouvido.

    Quais problemas o bruxismo pode causar nos dentes?

    Quando persiste por meses ou anos, o bruxismo pode levar a:

    • Desgaste do esmalte dentário;
    • Fraturas dos dentes;
    • Trincas;
    • Sensibilidade ao frio e ao calor;
    • Afrouxamento dentário;
    • Quebra de restaurações;
    • Danos a implantes e próteses.

    Em casos graves, o desgaste pode alterar a altura da mordida.

    O bruxismo pode causar problemas na ATM?

    Sim. O esforço repetitivo pode sobrecarregar a articulação temporomandibular (ATM), o que aumenta o risco de:

    • Estalos;
    • Dor ao abrir a boca;
    • Limitação dos movimentos;
    • Sensação de travamento.

    Nem todo paciente com bruxismo desenvolve disfunção temporomandibular (DTM), mas as duas condições frequentemente coexistem.

    Quais são os sinais de que alguém range os dentes à noite?

    Como o episódio ocorre durante o sono, muitas pessoas não percebem o problema.

    Os sinais são:

    • Dor ao acordar;
    • Cefaleia matinal;
    • Desgaste dentário observado pelo dentista;
    • Marcas nas laterais da língua;
    • Sensibilidade dentária;
    • Relato do parceiro de que ouve o ranger dos dentes.

    O diagnóstico definitivo do bruxismo do sono pode exigir exames específicos, mas, na prática clínica, costuma ser baseado na história e no exame físico.

    O que causa o bruxismo?

    O bruxismo é uma condição multifatorial. Diversos fatores podem contribuir para seu aparecimento, como:

    • Estresse;
    • Ansiedade;
    • Predisposição genética;
    • Distúrbios do sono;
    • Uso de alguns medicamentos, como certos antidepressivos;
    • Consumo excessivo de cafeína, álcool ou tabaco.

    Ao contrário do que se acreditava no passado, problemas na mordida não são considerados a principal causa do bruxismo.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é principalmente clínico. O dentista ou médico avalia:

    • História dos sintomas;
    • Presença de desgaste dentário;
    • Dor muscular;
    • Limitação da mandíbula;
    • Alterações na ATM.

    Em situações específicas, pode ser indicada a polissonografia com registro da atividade muscular, especialmente quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de outros distúrbios do sono.

    Como tratar o bruxismo?

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e das consequências da condição. Na maioria dos casos, envolve uma combinação de medidas.

    Placa oclusal ou placa de mordida

    É uma das opções mais utilizadas. Ela:

    • Protege os dentes contra o desgaste;
    • Reduz o impacto da força exercida durante o apertamento;
    • Não elimina necessariamente o bruxismo, mas diminui seus danos.

    Controle do estresse

    Como fatores emocionais podem agravar o problema, algumas estratégias podem contribuir para a redução dos sintomas, como:

    • Psicoterapia;
    • Técnicas de relaxamento;
    • Exercícios físicos;
    • Meditação.

    Higiene do sono

    Dormir melhor pode reduzir episódios de bruxismo em alguns pacientes.

    Entre as medidas recomendadas estão:

    • Manter horários regulares para dormir;
    • Evitar telas antes de deitar;
    • Reduzir cafeína e álcool no período noturno.

    Fisioterapia

    Pode ajudar no tratamento da dor muscular e na melhora da mobilidade da mandíbula.

    Medicamentos

    Não existe um medicamento específico para curar o bruxismo. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para controle da dor ou de condições associadas, sempre sob orientação médica.

    A aplicação de toxina botulínica pode ser considerada em situações selecionadas, principalmente quando há hipertrofia importante dos músculos mastigatórios ou dor refratária, mas sua indicação deve ser individualizada.

    O bruxismo tem cura?

    Nem sempre. Muitas pessoas apresentam melhora espontânea ao controlar fatores desencadeantes, como estresse e privação de sono.

    Quando o bruxismo persiste, o objetivo do tratamento é:

    • Reduzir os sintomas;
    • Proteger os dentes;
    • Preservar a função da mandíbula;
    • Melhorar a qualidade de vida.

    Quando procurar um dentista ou médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Dor de cabeça frequente ao acordar;
    • Dor na mandíbula;
    • Estalos na ATM;
    • Desgaste dos dentes;
    • Sensibilidade dentária;
    • Fraturas recorrentes de dentes ou restaurações;
    • Relato de ranger os dentes durante o sono.

    O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações permanentes.

    Confira: Dor de cabeça ao tomar sorvete: por que isso acontece?

    Perguntas frequentes sobre bruxismo

    1. O bruxismo pode causar dor de cabeça?

    Sim. A contração repetitiva dos músculos da mastigação pode provocar cefaleia, principalmente na região das têmporas e ao acordar.

    2. Toda pessoa que range os dentes sente dor?

    Não. Algumas pessoas apresentam desgaste dentário importante sem perceber sintomas, enquanto outras desenvolvem dor muscular intensa.

    3. O bruxismo desgasta os dentes?

    Sim. Quando persistente, pode causar desgaste do esmalte, fraturas dentárias, sensibilidade e danos a restaurações.

    4. A placa de mordida cura o bruxismo?

    Não. Ela protege os dentes e pode reduzir os danos causados pelo apertamento, mas não elimina a atividade muscular que caracteriza o bruxismo.

    5. Estresse pode piorar o bruxismo?

    Sim. O estresse e a ansiedade estão entre os fatores mais frequentemente associados ao agravamento do bruxismo, especialmente durante o dia.

    6. Crianças também podem ter bruxismo?

    Sim. O bruxismo pode ocorrer na infância e, muitas vezes, tende a diminuir com o crescimento. No entanto, quando há dor, desgaste importante ou outras alterações, a criança deve ser avaliada por um profissional.

    7. Quando devo procurar atendimento?

    Sempre que houver dor persistente na mandíbula, cefaleia frequente, dificuldade para mastigar, desgaste dos dentes ou suspeita de ranger os dentes durante o sono.

    Veja mais: É dor de cabeça ou enxaqueca? Saiba como diferenciar o quadro

  • Infarto em mulheres: sintomas que você precisa ficar atenta

    Infarto em mulheres: sintomas que você precisa ficar atenta

    O infarto ainda é visto, no imaginário popular, como um problema masculino. Mas a realidade é bem diferente e preocupante. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no mundo. E o mais grave é que o infarto nelas pode se manifestar de forma diferente, com sinais discretos que passam despercebidos e atrasam o socorro.

    “O infarto em mulheres apresenta peculiaridades significativas que o diferenciam do infarto em homens, desde os sintomas até os impactos e desfechos”, explica a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein. Entender essas diferenças é muito importante para agir rápido e salvar vidas.

    Por que o infarto em mulheres é diferente?

    Enquanto nos homens o sintoma mais típico é a dor intensa no peito irradiando para o braço esquerdo, nas mulheres os sinais podem ser mais discretos, e podem ser facilmente confundidos com ansiedade, indigestão ou cansaço.

    “Uma das distinções mais marcantes entre o infarto em mulheres e homens reside na apresentação dos sintomas”, explica a cardiologista. Isso ajuda a entender por que tantas mulheres demoram a buscar atendimento.

    Os 7 sintomas silenciosos do infarto feminino

    Mesmo que não haja dor forte no peito, as mulheres precisam ficar atentas a outros sinais. Conheça os mais comuns:

    • Fadiga persistente;
    • Desconforto na região do tórax;
    • Falta de ar;
    • Náuseas e vômitos;
    • Tontura.

    “Esses sintomas menos proeminentes e muitas vezes pouco valorizados podem levar a um atraso significativo no diagnóstico e tratamento”, reforça a médica.

    Fatores de risco específicos para mulheres

    Alguns riscos são compartilhados com os homens, como pressão alta, colesterol alto, obesidade e tabagismo, mas outros afetam mais as mulheres ou têm impacto diferente nelas.

    • Diabetes: essa doença aumenta o risco cardiovascular de forma mais intensa nas mulheres.
    • Estresse e depressão: mais comuns nas mulheres, essas condições estão ligadas a um risco maior de infarto.
    • Doenças autoimunes: o lúpus e a artrite reumatoide, por exemplo, são mais comuns em mulheres e podem aumentar o risco de infarto.
    • Complicações na gravidez: pré-eclâmpsia, eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro são fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares em mulheres.
    • Menopausa: a queda nos níveis de estrogênio aumenta o risco cardiovascular.

    Diferença no infarto em mulheres e homens

    Nos homens, o infarto costuma ocorrer pelo rompimento de uma placa de gordura em uma grande artéria do coração, levando à formação de um coágulo.

    “Já nas mulheres, é mais comum haver problemas nos pequenos vasos sanguíneos do coração ou mesmo um infarto causado por uma condição chamada dissecção espontânea da artéria coronária, um ‘rasgo’ na parede da artéria que, embora rara, é mais frequente em mulheres jovens e de meia-idade”, explica a cardiologista.

    Por que o prognóstico pode ser pior nas mulheres?

    A médica explica que quatro fatores principais contribuem para a gravidade do infarto nas mulheres:

    • Atraso no diagnóstico: devido aos sintomas atípicos, o diagnóstico pode demorar a acontecer.
    • Maior número de comorbidades: mulheres tendem a ser mais velhas e ter mais doenças associadas no momento do infarto, e isso pode complicar o tratamento e a recuperação.
    • Baixa adesão à reabilitação cardíaca: menos mulheres são encaminhadas e participam desses programas de reabilitação cardíaca, que são essenciais para a recuperação.
    • Padrão de vida pós-infarto: as mulheres podem enfrentar mais desafios em retomar suas atividades diárias ou profissionais por conta de sequelas físicas e emocionais do infarto.

    Prevenção: o que você pode fazer

    As mulheres precisam conhecer seus fatores de risco e manter um estilo de vida saudável. Isso inclui alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do estresse e acompanhamento médico. E, sobretudo, não ignorar sinais incomuns que possam indicar problemas no coração.

    “Aumentar a conscientização sobre os sintomas atípicos, a importância do diagnóstico precoce e a necessidade de uma abordagem personalizada no tratamento e prevenção é fundamental para mudar essa realidade”, conclui a cardiologista Juliana Soares.

    Confira: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Perguntas frequentes sobre infarto em mulheres

    1. Quais são os sintomas mais comuns de infarto em mulheres?

    Fadiga, falta de ar, desconforto no peito, náuseas, tontura são os principais sinais.

    2. É verdade que mulheres têm menos dor no peito durante o infarto?

    Sim. Muitas não apresentam a dor clássica, o que dificulta o reconhecimento imediato.

    3. Mulheres jovens podem ter infarto?

    Sim, especialmente em casos de dissecção espontânea da artéria coronária (o “rasgo” na artéria) ou fatores de risco como estresse, depressão, diabetes e doenças autoimunes.

    4. O que devo fazer se sentir sintomas suspeitos?

    Procure atendimento médico imediato ou acione o SAMU pelo número 192.

    5. Menopausa aumenta o risco de infarto?

    Sim. A queda no estrogênio após a menopausa está associada a maior risco de problemas no coração.

    6. Quais fatores de risco são exclusivos das mulheres?

    Complicações na gravidez e impacto hormonal da menopausa.

    7. Como prevenir o infarto feminino?

    Manter hábitos saudáveis, controlar doenças crônicas, fazer check-ups regulares e conhecer os sinais de alerta.

    Veja mais: 11 causas de infarto em jovens (e por que as vacinas não são a explicação)

  • Gengiva sangrando: quando é normal e quando procurar um dentista?

    Gengiva sangrando: quando é normal e quando procurar um dentista?

    Uma gengiva saudável é firme, rosada e perfeitamente adaptada ao redor dos dentes, funcionando como um escudo protetor contra bactérias. Se você notar um sangramento durante a escovação ou uso do fio dental, mesmo que pequeno, vale investigar se há uma inflamação na região, que enfraquece a barreira natural de proteção contra as bactérias.

    Se não for tratada, a inflamação na gengiva pode evoluir para doenças periodontais mais graves, comprometendo os tecidos que sustentam os dentes e, nos casos mais avançados, até provocando a perda deles.

    Mas então, como é feito o tratamento? Explicamos, a seguir, os principais cuidados com a higiene bucal em casa e quando você deve procurar ajuda de um dentista.

    Gengiva sangrando ao escovar os dentes é normal?

    Por menor que seja, o sangramento na gengiva ao escovar os dentes ou usar o fio dental não é normal. Uma gengiva saudável é firme, tem coloração rosada e não deve sangrar durante a higiene bucal.

    Na maioria dos casos, o sangramento é um dos primeiros sinais de que há uma inflamação ativa na região, geralmente causada pelo acúmulo de placa bacteriana — uma película invisível e pegajosa, formada por bactérias e restos de alimentos, que se deposita constantemente sobre os dentes.

    Quando a placa não é removida adequadamente com a escovação e o uso do fio dental, ela provoca uma inflamação na gengiva, conhecida como gengivite. Os vasos sanguíneos da região ficam mais sensíveis e frágeis, podendo se romper facilmente durante a escovação ou a passagem do fio dental.

    Principais causas da gengiva sangrando

    As causas do sangramento da gengiva podem variar desde hábitos simples de higiene até alterações no próprio organismo:

    1. Gengivite (inflamação da gengiva)

    A gengivite é a causa mais comum para o sangramento e acontece quando a placa bacteriana não é removida e acaba endurecendo, transformando-se em tártaro. O acúmulo de bactérias irrita a gengiva, provocando vermelhidão, inchaço e sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental.

    2. Escovação muito forte ou escova inadequada

    Ao invés de fazer uma limpeza mais eficiente, o excesso de pressão da escovação pode machucar a gengiva e desgastar o esmalte dos dentes. O uso de escovas com cerdas médias ou duras também aumenta o risco de pequenos traumas na região, favorecendo o sangramento, a sensibilidade e até a retração gengival ao longo do tempo.

    3. Uso incorreto (ou falta) do fio dental

    O fio dental é indispensável para remover a placa bacteriana que fica entre os dentes, onde a escova não consegue alcançar. Quando ele é utilizado de forma brusca, pode machucar a gengiva e provocar um pequeno sangramento.

    Vale lembrar que a falta do uso do fio dental costuma ser um problema ainda maior. Sem a limpeza diária, as bactérias se acumulam entre os dentes, provocam inflamação na gengiva e fazem com que ela sangre facilmente quando o fio volta a ser utilizado.

    4. Alterações hormonais

    As oscilações hormonais que acontecem durante a gravidez, a puberdade, o ciclo menstrual e a menopausa podem deixar a gengiva mais sensível à ação das bactérias presentes na boca.

    Como consequência, a região tende a ficar mais inchada, avermelhada e propensa ao sangramento, mesmo quando a higiene bucal é adequada. Na gravidez, o quadro é conhecido como gengivite gravídica e precisa de atenção especial para evitar complicações.

    5. Deficiência de vitaminas

    A falta de vitamina C compromete a produção de colágeno e dificulta a cicatrização dos tecidos, deixando a gengiva mais frágil. Já a deficiência de vitamina K interfere no processo de coagulação do sangue, aumentando a tendência a pequenos sangramentos.

    Apesar das situações serem menos comuns do que a gengivite, elas também devem ser investigadas quando o sintoma persiste.

    O que fazer para tratar a gengiva sangrando?

    Na maioria das vezes, o sangramento pode ser resolvido em casa com os cuidados adequados de higiene, como:

    • Use o fio dental todos os dias: passe o fio pelo menos uma vez ao dia, de preferência antes da escovação noturna;
    • Utilize a técnica correta: deslize o fio com movimentos suaves de vai e vem, abraçando a lateral de cada dente e alcançando levemente a linha da gengiva;
    • Escove os dentes da forma adequada: mantenha a escova em um ângulo de 45° e faça movimentos suaves, circulares ou de varredura, sem aplicar força excessiva;
    • Escove todas as superfícies dos dentes: limpe a parte externa, interna e a superfície de mastigação;
    • Prefira escovas de cerdas macias ou ultramacias: elas removem a placa bacteriana sem machucar a gengiva;
    • Troque a escova regularmente: substitua a escova a cada três meses ou antes, se as cerdas estiverem deformadas;
    • Beba bastante água: a hidratação estimula a produção de saliva, que ajuda a controlar as bactérias da boca;
    • Tenha uma alimentação equilibrada: consuma alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, kiwi e morango, para fortalecer a saúde da gengiva.

    É comum que a gengiva sangre um pouco mais nos primeiros dias em que você começar a usar o fio dental corretamente, mas não pare o uso. À medida que a placa bacteriana acumulada for removida, a inflamação vai diminuir e o sangramento deve desaparecer em até uma semana.

    Tratamentos caseiros para gengivite funcionam?

    No dia a dia, alguns tratamentos caseiros, como bochechos com água morna e sal ou chá de camomila, podem ajudar a aliviar a inflamação, reduzir o desconforto e diminuir o sangramento da gengiva. No entanto, eles não substituem a escovação adequada, o uso diário do fio dental e a limpeza profissional realizada pelo dentista.

    Por outro lado, algumas receitas populares devem ser evitadas, pois podem prejudicar a saúde bucal. É o caso do bicarbonato de sódio, carvão ativado, limão, vinagre e água oxigenada, que podem desgastar o esmalte dos dentes, irritar a gengiva e até causar queimaduras na mucosa.

    É importante lembrar que os cuidados apenas aliviam os sintomas. Se houver acúmulo de tártaro ou uma inflamação mais intensa, somente o dentista poderá remover a causa do problema e indicar o tratamento adequado.

    Quando ir ao dentista?

    Qualquer sangramento frequente precisa ser avaliado por dentista, especialmente quando dura mais de alguns dias ou acontece com frequência durante a escovação ou o uso do fio dental.

    Também é importante procurar atendimento se o sangramento vier acompanhado de outros sintomas, como:

    • Gengiva inchada, avermelhada ou dolorida;
    • Mau hálito persistente;
    • Retração da gengiva;
    • Presença de pus entre os dentes e a gengiva;
    • Sensação de dentes amolecidos;
    • Dor ao mastigar;
    • Sangramento espontâneo, sem escovação ou fio dental.

    O dentista poderá identificar a causa do problema, avaliar se existe doença periodontal e indicar o tratamento mais adequado. Quanto mais cedo a inflamação for tratada, menores são as chances de ocorrer perda óssea, retração da gengiva e até perda dos dentes no futuro.

    Leia também: Fio dental deve ser usado antes ou depois da escovação?

    Perguntas frequentes

    1. O sangramento na gengiva pode desaparecer sozinho?

    Até pode diminuir temporariamente, mas isso não significa que o problema foi resolvido. Se a causa for a gengivite, a inflamação continuará evoluindo sem o tratamento adequado.

    2. Qual é a melhor escova para quem tem gengiva sensível?

    As escovas de cerdas macias ou ultramacias são as mais indicadas, pois removem a placa bacteriana sem agredir os tecidos da gengiva.

    3. A gengivite pode causar perda dos dentes?

    Se não for tratada, ela pode evoluir para periodontite, uma doença que compromete o osso e os tecidos de sustentação dos dentes, aumentando o risco de perda dentária.

    4. Enxaguante bucal substitui o fio dental?

    Não. O enxaguante ajuda a complementar a higiene, mas não remove a placa bacteriana acumulada entre os dentes.

    5. Em quanto tempo a gengivite melhora?

    Nos casos leves, a melhora costuma acontecer em uma ou duas semanas após a adoção de uma boa higiene bucal e, quando necessário, da limpeza realizada pelo dentista.

    6. É normal a gengiva sangrar durante a limpeza no dentista?

    Pode acontecer, principalmente quando a gengiva já está inflamada. Após o tratamento e a melhora da higiene bucal, o sangramento tende a desaparecer.

    7. Como prevenir o sangramento na gengiva?

    A melhor forma é manter uma boa higiene bucal, escovando os dentes pelo menos três vezes ao dia, usando fio dental diariamente, realizando consultas periódicas ao dentista e evitando o cigarro.

    Confira: Escova de dentes: quando realmente é hora de trocar?

  • Caspa nas sobrancelhas e na barba: o que causa, como identificar e tratamento

    Caspa nas sobrancelhas e na barba: o que causa, como identificar e tratamento

    Apesar de mais comum no couro cabeludo, a caspa também pode aparecer na barba e nas sobrancelhas, causando descamação, coceira, vermelhidão e até um certo desconforto no dia a dia. Ela é causada especialmente pela dermatite seborreica, uma doença inflamatória crônica da pele que costuma afetar áreas ricas em glândulas sebáceas, que produzem uma maior quantidade de oleosidade.

    A condição está relacionada tanto à produção excessiva de sebo quanto à proliferação de um fungo chamado Malassezia, que habita naturalmente a pele humana. Contudo, ela não é contagiosa e pode ser tratada com o uso de medicamentos que controlam a inflamação e reduzem a proliferação do fungo. Veja alguns cuidados no dia a dia para cuidar da caspa no rosto.

    Afinal, o que causa caspa nos pelos do rosto?

    A principal causa da descamação na barba é a dermatite seborreica, uma doença inflamatória que afeta regiões do corpo com maior produção de oleosidade, como o couro cabeludo, a barba, as sobrancelhas e as laterais do nariz.

    Ela acontece quando a pele produz sebo em excesso, criando um ambiente favorável para a proliferação do fungo Malassezia, que vive naturalmente na pele de todas as pessoas.

    Em algumas delas, o aumento do fungo desencadeia uma reação inflamatória que faz com que as células da pele se renovem mais rapidamente do que o normal. O resultado são escamas brancas ou amareladas, que ficam presas entre os pelos da barba e nas sobrancelhas.

    Além da oleosidade, outros fatores também podem favorecer o aparecimento ou piorar as crises, como o estresse, o clima frio e seco, as mudanças hormonais e a predisposição genética.

    Como identificar a dermatite seborreica no rosto?

    Os sintomas da dermatite seborreica costumam aparecer aos poucos e podem alternar períodos de melhora e piora, especialmente em épocas de estresse ou clima frio. Os mais comuns incluem:

    • Pequenas escamas brancas ou amareladas (caspa) sobre a pele;
    • Vermelhidão persistente nas áreas afetadas;
    • Coceira de leve a intensa;
    • Sensação de ardor ou sensibilidade na pele;
    • Pele oleosa ou com aspecto brilhante;
    • Descamação na barba, sobrancelhas, laterais do nariz, atrás das orelhas e, em alguns casos, na testa.

    Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras doenças de pele, como psoríase, dermatite atópica ou alergias, o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista.

    O especialista avalia as características das lesões e, na maioria dos casos, consegue identificar a condição apenas por meio do exame clínico, sem necessidade de exames laboratoriais.

    Como eliminar a caspa nas sobrancelhas e na barba?

    A dermatite seborreica é uma condição crônica, mas os sintomas podem ser controlados com alguns cuidados no cotidiano.

    O primeiro passo é fazer a higienização da região com um shampoo anticaspa indicado pelo dermatologista, especialmente aqueles que contêm ativos como o cetoconazol. Apesar de desenvolvidos para o couro cabeludo, alguns dos produtos também podem ser utilizados na barba e nas sobrancelhas, desde que com orientação médica.

    Durante a lavagem, também é importante evitar água muito quente, pois ela resseca a pele e pode estimular um efeito rebote, fazendo com que as glândulas sebáceas produzam ainda mais oleosidade. Depois da limpeza, a região deve ser seca delicadamente com uma toalha limpa e macia, sem esfregar a pele.

    Por fim, o uso de um hidratante facial leve e adequado para peles oleosas ajuda a fortalecer a barreira de proteção da pele e diminuir a irritação. O ideal é optar por produtos não comedogênicos e livres de óleo, que hidratam sem aumentar a oleosidade da pele.

    Também é importante evitar coçar a região ou remover as escamas com as unhas, pois o hábito pode causar pequenas lesões, piorar a inflamação e favorecer novas crises.

    Erros comuns que pioram a descamação no rosto

    Os sintomas da dermatite seborreica podem piorar por causa de hábitos que irritam a pele ou favorecem o excesso de oleosidade, como:

    • Lavar o rosto com sabonetes corporais ou shampoos comuns: os produtos podem ser agressivos para a pele do rosto, removendo a sua proteção natural e favorecendo o ressecamento e a irritação;
    • Usar água muito quente: além de ressecar a pele, ela pode estimular um efeito rebote, aumentando a produção de oleosidade;
    • Coçar a região ou retirar as escamas com as unhas: o hábito pode causar pequenas lesões, piorar a inflamação e aumentar o desconforto;
    • Aplicar óleos e pomadas na barba sem higienizar a região corretamente: o acúmulo dos produtos pode favorecer a oleosidade e agravar a dermatite seborreica em pessoas predispostas;
    • Interromper o tratamento assim que os sintomas melhoram: como a dermatite seborreica é uma condição crônica, abandonar os cuidados pode facilitar o retorno da descamação e da coceira.

    Além dos hábitos, fatores como estresse, noites mal dormidas, mudanças bruscas de temperatura e clima frio também podem desencadear ou intensificar as crises em pessoas predispostas à dermatite seborreica.

    Quando é hora de procurar um dermatologista?

    Se a caspa na barba ou nas sobrancelhas não melhorar após algumas semanas de cuidados diários e do uso dos produtos recomendados, é importante procurar um dermatologista. A avaliação médica também é indicada se você perceber:

    • Descamação que não melhora ou piora com o passar das semanas;
    • Vermelhidão intensa ou inflamação que se espalha para outras áreas do rosto;
    • Coceira intensa, principalmente quando atrapalha o sono ou a rotina;
    • Feridas, sangramentos, dor ou saída de secreção na região;
    • Placas espessas ou crostas que aumentam de tamanho;
    • Queda de pelos na barba ou nas sobrancelhas associada à inflamação.

    O dermatologista poderá indicar tratamentos mais específicos, como cremes, loções ou shampoos com medicamentos antifúngicos e anti-inflamatórios, além de orientar a melhor rotina de cuidados para controlar a dermatite seborreica e reduzir a frequência das crises.

    Leia mais: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    Perguntas frequentes

    1. Caspa no rosto pode causar queda de pelos?

    Sim, a inflamação intensa gerada pela dermatite seborreica enfraquece a raiz dos fios nas sobrancelhas e na barba, podendo provocar uma queda temporária dos pelos faciais se o problema não receber o tratamento adequado rapidamente.

    2. Vinagre de maçã funciona para caspa na barba?

    Não. O vinagre de maçã possui propriedades que ajudam a controlar os fungos temporariamente, mas o uso do produto puro na pele do rosto causa irritações graves e piora a descamação devido à acidez elevada do líquido.

    3. Caspa na sobrancelha é contagioso?

    Não, pois a descamação nos pelos faciais decorre de uma reação do próprio organismo ao excesso de oleosidade e à proliferação de fungos naturais do corpo humano.

    4. Lavar o rosto várias vezes ao dia resolve o problema?

    A higienização excessiva limpa a pele além do necessário e provoca o chamado efeito rebote, estimulando as glândulas sebáceas a fabricarem ainda mais gordura para compensar o ressecamento.

    5. Quem tem caspa no rosto pode usar maquiagem?

    Pode, desde que escolha produtos adequados para o seu tipo de pele, de preferência não comedogênicos e livres de óleo. Também é fundamental remover toda a maquiagem ao final do dia para evitar irritações e o acúmulo de resíduos.

    6. O uso de boné e máscara piora a situação?

    O uso prolongado de máscaras pode aumentar o calor, a umidade e a oleosidade da pele, favorecendo a irritação em algumas pessoas. Já o boné costuma ter pouco impacto sobre a dermatite no rosto, embora possa influenciar quando a doença também afeta o couro cabeludo.

    7. Sabonete de enxofre serve para tratar a caspa facial?

    Em alguns casos, sim. O enxofre ajuda a controlar a oleosidade e pode auxiliar no tratamento da dermatite seborreica. No entanto, o produto deve ser utilizado com orientação médica, pois o uso excessivo pode ressecar e irritar a pele.

    8. O óleo de barba causa caspa?

    O óleo de barba não causa dermatite seborreica, mas seu uso em excesso ou a aplicação diretamente sobre a pele pode aumentar a oleosidade e piorar os sintomas em pessoas predispostas. O ideal é aplicar o produto apenas nos fios e manter uma boa rotina de limpeza.

    Leia mais: Alopecia: como tratar e prevenir a queda de cabelo

  • Intoxicação alimentar x virose: quais são as diferenças?

    Intoxicação alimentar x virose: quais são as diferenças?

    Diarreia, vômitos, dor abdominal e mal-estar são sintomas muito comuns e podem surgir tanto após uma refeição quanto durante surtos de doenças infecciosas. Por isso, uma dúvida frequente é: foi intoxicação alimentar ou uma virose?

    As duas condições podem provocar sintomas bastante semelhantes, mas elas têm causas diferentes e, muitas vezes, apresentam características que ajudam o médico a identificar qual delas é mais provável.

    Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito a partir da história clínica, sem necessidade de exames complexos.

    Intoxicação alimentar e virose são a mesma coisa?

    Não. Apesar de as duas poderem causar gastroenterite, elas têm mecanismos diferentes.

    Na intoxicação alimentar, os sintomas geralmente surgem após o consumo de alimentos ou bebidas contaminados por toxinas, bactérias, vírus ou parasitas.

    Já a virose gastrointestinal é uma infecção causada por vírus transmitidos principalmente de pessoa para pessoa ou por água e alimentos contaminados.

    Os vírus mais comuns são:

    • Norovírus;
    • Rotavírus, especialmente em crianças não vacinadas;
    • Adenovírus entérico;
    • Astrovírus.

    O tempo entre a refeição e os sintomas é uma das pistas mais importantes

    Uma das primeiras perguntas feitas pelo médico costuma ser: “Quando os sintomas começaram?”. Esse intervalo pode fornecer informações importantes sobre a possível causa do quadro.

    Sintomas poucas horas após comer

    Quando os sintomas surgem entre uma e seis horas após uma refeição, existe maior suspeita de intoxicação causada por toxinas que já estavam presentes no alimento.

    Essas toxinas podem ser produzidas por algumas bactérias antes mesmo de o alimento ser ingerido. Nesses casos, o quadro costuma começar de forma abrupta, com náuseas e vômitos intensos.

    Sintomas após um ou mais dias

    Quando os sintomas aparecem entre 12 e 72 horas após a exposição, tanto infecções bacterianas quanto viroses podem ser responsáveis.

    Nessas situações, outros aspectos da história clínica ajudam a diferenciar as possíveis causas.

    Outras pessoas também ficaram doentes?

    Essa é outra pergunta importante durante a avaliação. Se várias pessoas que consumiram a mesma refeição desenvolverem sintomas semelhantes em poucas horas, aumenta a suspeita de um surto relacionado ao alimento.

    Por outro lado, quando familiares, colegas de escola ou de trabalho apresentam sintomas em dias diferentes, a transmissão de uma virose se torna mais provável.

    Quais sintomas sugerem intoxicação alimentar?

    Embora exista grande variação, algumas características aparecem com frequência:

    • Início súbito;
    • Náuseas intensas;
    • Vômitos predominantes;
    • Cólicas abdominais;
    • Diarreia.

    Dependendo do agente envolvido, também pode ocorrer febre.

    Como costuma ser uma virose gastrointestinal?

    Nas viroses, os sintomas geralmente surgem de forma mais gradual e podem incluir:

    • Diarreia aquosa;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Febre baixa;
    • Dor no corpo;
    • Mal-estar;
    • Dor de cabeça.

    Em muitas pessoas, outros familiares adoecem nos dias seguintes devido à alta transmissibilidade dos vírus.

    A presença de sangue nas fezes muda a investigação?

    Sim. Diarreia com sangue ou grande quantidade de muco não é característica da maioria das viroses.

    Esse achado aumenta a suspeita de:

    • Algumas infecções bacterianas;
    • Doenças inflamatórias intestinais;
    • Outras causas que exigem investigação específica.

    Nessas situações, a avaliação médica é fundamental.

    A febre ajuda a diferenciar?

    Pode ajudar, mas não define o diagnóstico. Algumas intoxicações alimentares praticamente não causam febre. Outras infecções bacterianas podem provocar febre alta.

    As viroses costumam causar febre baixa ou moderada, embora nem todas as pessoas apresentem esse sintoma.

    Por isso, a febre é analisada em conjunto com os demais sinais clínicos.

    Quando são necessários exames?

    Na maioria das gastroenterites leves, exames laboratoriais não são necessários.

    Entretanto, eles podem ser indicados quando houver:

    • Diarreia persistente;
    • Sangue nas fezes;
    • Febre alta;
    • Sinais de desidratação;
    • Pacientes imunossuprimidos;
    • Casos graves ou surtos.

    Dependendo da situação, podem ser solicitados:

    • Exames de sangue;
    • Exames de fezes;
    • Pesquisa de bactérias, vírus ou parasitas.

    O tratamento costuma ser diferente?

    Em muitos casos, tanto a intoxicação alimentar quanto a virose recebem um tratamento semelhante. O principal objetivo é evitar a desidratação.

    As medidas mais importantes são:

    • Reposição adequada de líquidos;
    • Uso de soluções de reidratação oral, quando indicado;
    • Alimentação leve, conforme a tolerância;
    • Medicamentos para controle de náuseas ou febre, quando prescritos.

    Os antibióticos não são indicados para a maioria das viroses e também não são necessários em grande parte das intoxicações alimentares. Seu uso depende da causa identificada e da gravidade do quadro.

    Como saber se a pessoa está desidratando?

    A desidratação é uma das principais complicações desses quadros. Os sinais são:

    • Boca seca;
    • Pouca urina;
    • Urina escura;
    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Olhos fundos;
    • Sonolência.

    Em crianças, também podem ocorrer irritabilidade e diminuição das lágrimas ao chorar.

    Quando procurar um pronto-atendimento?

    Procure atendimento imediatamente se houver:

    • Sangue nas fezes;
    • Vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos;
    • Febre alta persistente;
    • Dor abdominal intensa;
    • Sonolência excessiva;
    • Confusão mental;
    • Sinais de desidratação;
    • Sintomas em idosos, gestantes, crianças pequenas ou pessoas imunossuprimidas.

    Esses grupos apresentam maior risco de complicações.

    É possível prevenir?

    Sim. As principais medidas são:

    • Lavar as mãos com frequência;
    • Cozinhar bem carnes, ovos e frutos do mar;
    • Manter os alimentos refrigerados corretamente;
    • Evitar consumir alimentos de procedência duvidosa;
    • Beber água tratada;
    • Manter a vacinação infantil em dia, especialmente contra o rotavírus.

    Leia mais: Pegou uma virose? Veja os sinais de que você pode estar desidratando

    Perguntas frequentes sobre intoxicação alimentar e virose

    1. Como saber se foi intoxicação alimentar ou virose?

    O tempo de início dos sintomas, a refeição consumida, a presença de outras pessoas doentes e as características clínicas ajudam o médico a diferenciar as duas condições.

    2. Toda diarreia após comer é intoxicação alimentar?

    Não. Uma virose pode começar por coincidência após uma refeição, e nem toda gastroenterite relacionada a alimentos é causada por toxinas.

    3. A febre indica que é virose?

    Não necessariamente. Tanto as viroses quanto algumas infecções bacterianas podem causar febre.

    4. Quando os antibióticos são necessários?

    Apenas em situações específicas, quando existe suspeita ou confirmação de determinadas infecções bacterianas ou outros critérios clínicos. Eles não tratam viroses.

    5. O principal tratamento é a hidratação?

    Sim. A reposição de líquidos é a medida mais importante na maioria dos casos.

    6. Quando devo procurar atendimento médico?

    Quando houver sangue nas fezes, sinais de desidratação, dor abdominal intensa, febre alta persistente ou dificuldade para ingerir líquidos.

    7. É possível evitar esses problemas?

    Sim. Medidas de higiene, manipulação adequada dos alimentos, armazenamento correto e consumo de água potável reduzem significativamente o risco de intoxicações alimentares e gastroenterites infecciosas.

    Veja também: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

  • Tosse que não melhora: quando pode ser problema no coração

    Tosse que não melhora: quando pode ser problema no coração

    Você sabia que a tosse é um mecanismo de defesa do organismo? Sempre que algo ameaça irritar ou bloquear as vias respiratórias, o organismo reage para proteger os pulmões e manter o ar limpo. É assim que secreções como muco, partículas de poeira, fumaça, mofo, alérgenos e até micro-organismos acabam sendo eliminados.

    Ela pode surgir em quadros simples de gripe ou resfriado, crises de rinite e alergia, bronquite, asma e até refluxo gastroesofágico. Na maior parte das vezes, não representa perigo e desaparece sozinha em poucos dias.

    O alerta surge quando o sintoma não passa. Uma tosse persistente, que continua por semanas ou até meses, precisa ser investigada para descartar condições de saúde mais sérias. Embora as causas respiratórias sejam as mais comuns, em alguns casos, ela pode estar relacionada ao funcionamento do coração, especialmente quando acompanhada de outros sintomas.

    Quando a tosse persistente pode ser cardíaca?

    Apesar de normalmente associada a doenças respiratórias, a tosse também pode ser consequência de problemas cardíacos. O cardiologista e cardio-oncologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, explica que o sintoma pode surgir em diferentes condições cardiovasculares, como:

    Insuficiência cardíaca

    Em quadros de insuficiência cardíaca, o coração perde a capacidade de bombear o sangue adequadamente, o que causa acúmulo de líquido nos pulmões. Isso provoca uma tosse persistente, que normalmente piora à noite ou quando a pessoa se deita.

    Em alguns casos, a manifestação é conhecida como “asma cardíaca”, justamente pela semelhança com as crises de falta de ar típicas da asma respiratória. É a causa mais frequente quando se fala em tosse de origem cardíaca.

    Valvopatias

    Doenças que afetam as válvulas do coração, como a estenose mitral, dificultam a passagem do sangue dentro do coração e podem causar tosse persistente, acompanhada de escarro rosado, em situações mais graves. É um quadro mais raro, mas que não deve ser descartado.

    Arritmias

    As alterações do ritmo cardíaco, principalmente as taquicardias, podem favorecer episódios de tosse persistente. Isso acontece porque o coração, batendo de forma acelerada ou irregular, sobrecarrega a circulação e acaba afetando também o funcionamento dos pulmões.

    Pressão alta descompensada

    Quando a pressão arterial está mal controlada, o coração precisa trabalhar mais, aumentando a pressão nos pulmões. Isso pode resultar em tosse contínua, muitas vezes acompanhada de falta de ar.

    Uso de remédios

    Além das doenças, alguns remédios usados no tratamento de condições cardiovasculares podem provocar tosse persistente como efeito colateral. É o caso dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), como captopril, enalapril e lisinopril.

    Eles podem causar tosse seca em até 20% dos pacientes. Quando isso acontece, o médico geralmente substitui o remédio por um antagonista dos receptores de angiotensina II (BRA), como losartana ou valsartana, que raramente causam o mesmo sintoma.

    Como diferenciar tosse cardíaca da respiratória?

    Identificar a origem da tosse pode ser desafiador, mas existem sinais que ajudam na diferenciação:

    • Respiratória: normalmente surge após sintomas de infecção, como febre, dor de garganta e coriza. Pode vir acompanhada de chiado no peito e catarro amarelado ou esverdeado, como em casos de pneumonia. Costuma melhorar com antibióticos ou broncodilatadores, quando indicados;
    • Cardíaca: piora ao deitar, pode acordar o paciente durante a madrugada, vem associada a falta de ar, cansaço, inchaço nas pernas e palpitações. O escarro pode ser espumoso ou rosado.

    Enquanto a tosse respiratória está mais ligada a infecções e inflamações, a de origem cardíaca reflete a sobrecarga do coração e dos pulmões.

    Quando a tosse deve preocupar?

    A tosse que ultrapassa oito semanas já é considerada crônica e precisa ser investigada. No entanto, segundo Giovanni Pinto, não é necessário esperar tanto tempo: se a tosse dura mais de duas semanas ou aparece acompanhada de falta de ar, dor no peito, perda de peso, febre prolongada, chiado intenso, sangue no escarro ou histórico de doenças cardíacas, é muito importante procurar atendimento médico.

    Diagnóstico da tosse persistente relacionada ao coração

    O primeiro passo do diagnóstico é a consulta clínica detalhada, em que o médico avalia o histórico do paciente e faz o exame físico. A partir daí, outros exames podem ser solicitados, de acordo com Giovanni Henrique Pinto. São eles:

    • Eletrocardiograma;
    • Raio-X de tórax;
    • Exames laboratoriais (BNP/NT-proBNP);
    • Ecocardiograma;
    • Testes de esforço ou Holter;
    • Espirometria (avaliação pulmonar).

    Existe tratamento para a tosse de origem cardíaca?

    Quando a tosse persistente tem origem cardíaca, o foco do tratamento deve ser a condição que está sobrecarregando o coração e os pulmões.

    Segundo o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, o tratamento pode envolver o uso de diuréticos para reduzir o acúmulo de líquidos, medicamentos específicos para insuficiência cardíaca, controle do ritmo em casos de arritmia e ajustes na pressão arterial. Em situações mais complexas, pode ser necessário tratar diretamente problemas nas válvulas cardíacas.

    À medida que o coração volta a funcionar de forma mais eficiente e a pressão nos pulmões diminui, a tosse tende a regredir de forma natural.

    Confira: Tuberculose: sintomas que vão além da tosse persistente

    Perguntas frequentes sobre tosse persistente

    1. A tosse persistente cardíaca é sempre seca ou pode ter catarro?

    Inicialmente, a tosse causada por problemas no coração costuma ser seca e persistente. Isso acontece porque o acúmulo de líquido nos pulmões (uma consequência da ineficiência do coração em bombear sangue) irrita as vias aéreas, mas ainda não é suficiente para gerar muco.

    No entanto, em casos mais graves, quando a congestão pulmonar aumenta, a tosse pode se tornar produtiva, isto é, com catarro.

    2. Existe algum horário do dia em que a tosse cardíaca piora?

    Sim, a tosse de origem cardíaca normalmente piora à noite ou quando a pessoa se deita. A posição deitada, também chamada de decúbito, facilita o retorno de fluidos dos membros inferiores para a circulação, aumentando a congestão nos pulmões e, consequentemente, a tosse.

    3. Quando devo procurar um médico se minha tosse persistir?

    A tosse comum costuma ser inofensiva, mas ela não deve ser ignorada quando se torna persistente. Procure atendimento médico se:

    • O sintoma durar mais de duas semanas;
    • Estiver acompanhado de falta de ar, dor no peito ou palpitações;
    • Houver perda de peso sem explicação;
    • Aparecer sangue no escarro;
    • Tiver histórico de problemas cardíacos.

    4. A tosse de origem cardíaca pode piorar com o exercício?

    Sim, porque o exercício físico aumenta a demanda de bombeamento do coração. Em uma pessoa com insuficiência cardíaca, por exemplo, o esforço sobrecarrega o coração, eleva a pressão nas veias pulmonares e, consequentemente, promove acúmulo de líquido nos pulmões. Isso intensifica a tosse e a sensação de falta de ar.

    Veja também: A gripe passou, mas a tosse continua: o que pode estar acontecendo?

  • Causas comuns de sangramento fora do período menstrual

    Causas comuns de sangramento fora do período menstrual

    Muitas mulheres já passaram pela situação de estarem tranquilas e, de repente, perceber um sangramento que não estava na programação menstrual. O susto é grande, a preocupação bate na hora, e a dúvida aparece: será que isso é normal?

    O corpo feminino tem suas particularidades, e nem todo sangramento fora do ciclo é motivo para preocupação. Mas é importante entender quando se trata de algo fisiológico, ou seja, normal, e quando pode ser um sinal de que é necessário fazer uma investigação médica.

    O que é considerado um sangramento anormal?

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, alguns episódios podem ser absolutamente normais.

    “Há mulheres que, no período da ovulação, apresentam pequenas alterações hormonais que fazem o endométrio descamar um pouco. Isso causa um sangramento discreto no meio do ciclo, chamado de sangramento do meio. Ele pode ser normal”, explica.

    Outra situação bem comum são os sangramentos relacionados ao uso de anticoncepcionais. “Anticoncepcionais que suspendem a menstruação podem causar esses sangramentos irregulares que chamamos de escape”, diz a ginecologista.

    Mas fora essas situações, todo sangramento fora do esperado merece atenção.

    Quando o sangramento precisa de investigação?

    De acordo com a ginecologista, qualquer sangramento recorrente fora da menstruação deve ser avaliado. Um exemplo importante é o sangramento durante a relação sexual.

    “Ele pode indicar lesões na vagina, na vulva ou no colo do útero, inclusive câncer de colo de útero”, alerta a especialista. Às vezes, a causa desse sangramento irregular também pode ser alterações no sistema de coagulação.

    Climatério e perimenopausa: fase de mudanças

    Na fase de transição para a menopausa, chamada perimenopausa, a irregularidade menstrual é a marca registrada.

    “A mulher pode sangrar a cada 15 dias, depois ficar meses sem menstruar e depois voltar a sangrar. Essa irregularidade entre os 45 e 55 anos é típica da transição para a menopausa”, explica Andreia.

    Quando os sangramentos fogem do padrão, exames podem ajudar a identificar se a menopausa está chegando.

    “O exame que usamos é o FSH (hormônio folículo-estimulante). Quando ele começa a se elevar, indica que a mulher está entrando na menopausa. Se isso ocorre em idade precoce, como aos 35 anos, não é normal, e precisamos investigar outras causas, como falência ovariana precoce”, conta ela.

    Leia também: Amenorreia: quando a menstruação não vem

    Perguntas frequentes sobre sangramento fora da menstruação

    1. É normal sangrar no meio do ciclo?

    Sim, pode acontecer durante a ovulação, por alterações hormonais naturais. É o chamado “sangramento do meio”. Esse sangramento, porém, é em pequena quantidade e não se assemelha à menstruação.

    2. O anticoncepcional pode causar sangramento fora do período?

    Sim. Os anticoncepcionais hormonais podem provocar escapes de vez em quando. Se for frequente, é importante conversar com o ginecologista.

    3. Sangramento após a relação sexual sempre é grave?

    Não sempre, mas pode ser sinal de lesões ou doenças no colo do útero e precisa ser investigado.

    4. Na perimenopausa é comum ter sangramentos irregulares?

    Sim. Entre os 45 e 55 anos, o ciclo menstrual tende a ficar irregular, com intervalos mais curtos ou longos.

    5. O sangramento fora do ciclo pode ser câncer?

    Em alguns casos, sim, especialmente quando ocorre após a relação sexual. É por isso que toda ocorrência deve ser avaliada.

    6. O que devo fazer ao notar sangramento fora do período menstrual?

    Consultar um ginecologista. Apenas o médico pode identificar se é algo normal ou se precisa de tratamento.

    Leia também: Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

  • Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico 

    Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico 

    Sentir o coração acelerar, bater mais forte ou até parecer que está “tremendo” dentro do peito é algo que quase todo mundo já viveu em algum momento. Uma corrida para pegar o ônibus, uma notícia inesperada, um café forte ou até mesmo uma noite mal dormida podem acelerar os batimentos e causar aquela sensação estranha no peito: as palpitações.

    Na maioria dos casos, as palpitações são benignas e passageiras, ligadas a situações de ansiedade ou estresse. Mas se vierem acompanhadas de falta de ar ou dor no peito, podem indicar arritmias e exigem avaliação médica.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, para esclarecer as principais dúvidas sobre o sintoma e quando procurar atendimento médico.

    Afinal, o que são palpitações no coração?

    As palpitações não são uma doença em si, mas um sintoma percebido pela pessoa. Normalmente elas surgem em situações cotidianas, como após atividade física, em momentos de estresse ou até após o consumo de bebidas com cafeína. Nesses casos, o coração apenas responde a um estímulo externo e volta ao normal em seguida.

    As palpitações podem se manifestar de várias maneiras:

    • Coração batendo mais rápido;
    • Coração batendo mais forte;
    • Sensação de vibração na região do peito ou até mesmo no pescoço.

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, muitas vezes a sensação é benigna, ou seja, não indica um problema de saúde. “Porém, se a sensação de palpitação vier acompanhada de outros sintomas como falta de ar, tontura, desmaio, dor no peito ou suor frio, ela pode ser decorrente de uma arritmia, sendo necessária avaliação médica imediata”, afirma a especialista.

    O que pode causar palpitação no coração?

    A principal causa das palpitações é a taquicardia sinusal, um aumento normal da frequência cardíaca que ocorre em resposta a estímulos cotidianos. Entre os principais desencadeadores, Juliana aponta:

    • Atividade física;
    • Estresse e ansiedade;
    • Cafeína em excesso;
    • Febre e desidratação.

    Normalmente, os fatores não representam risco, mas podem causar desconforto significativo no dia a dia. Contudo, quando vêm acompanhados de sintomas como falta de ar, dor no peito ou desmaios, é necessário procurar atendimento médico imediato, pois podem indicar quadros mais sérios, como:

    • Arritmias cardíacas: como taquicardia supraventricular, fibrilação atrial ou taquicardia ventricular;
    • Alterações nos minerais do sangue: como potássio e magnésio em níveis anormais;
    • Doenças cardíacas: insuficiência cardíaca, cardiopatias estruturais ou doença arterial coronariana;
    • Outros fatores clínicos: anemia, distúrbios da tireoide ou uso de determinados medicamentos.

    Quando as palpitações são sinais de alerta?

    De acordo com Juliana, os sintomas que exigem atenção imediata são:

    • Falta de ar;
    • Dor, pressão ou desconforto no peito;
    • Suor frio;
    • Tontura ou sensação de desmaio;
    • Desmaio efetivo;
    • Náusea;
    • Batimentos muito rápidos (acima de 120 batimentos por minuto [bpm] em repouso) ou muito baixos (abaixo de 45 bpm).

    Se o coração disparado vier acompanhado de algum desses sintomas, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    Confira: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

    Como é feito o diagnóstico das palpitações no coração?

    Quando uma pessoa procura o médico relatando episódios de palpitações, a investigação costuma incluir diferentes exames para entender o que está acontecendo. Os mais solicitados são:

    • Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração em repouso;
    • Holter de 24 horas: monitora o ritmo cardíaco durante um dia inteiro, captando alterações que ocorrem ao longo das atividades normais;
    • Ecocardiograma: avalia a estrutura e o funcionamento do coração;
    • Teste ergométrico (teste de esforço): analisa o comportamento cardíaco durante atividade física.

    Além disso, os exames de sangue são muito importantes para verificar se há um desequilíbrio de minerais como potássio e magnésio, checar distúrbios hormonais ou identificar condições como anemia, que também podem estar relacionadas às palpitações.

    Como prevenir ou reduzir as palpitações no dia a dia

    Nem sempre é possível evitar as palpitações, contudo, adotar hábitos de vida mais saudáveis ajuda a reduzir os episódios e melhora a saúde do coração como um todo. Veja o que fazer:

    • Evite refeições muito pesadas, principalmente à noite;
    • Beba bastante água para manter-se hidratado;
    • Reduza ou evite o consumo de álcool e cafeína;
    • Durma bem, buscando manter horários regulares;
    • Pratique exercícios físicos regularmente, respeitando seus limites e sob orientação médica;
    • Encontre formas de controlar o estresse, como meditação, respiração profunda, yoga ou caminhadas.

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    Ansiedade, estresse e palpitações: qual a relação?

    Primeiro, é importante entender que o coração é sensível ao estado emocional. Em momentos de estresse, ansiedade ou até mesmo após um susto, o corpo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos. Isso explica por que tantas pessoas sentem palpitações em dias de nervosismo ou pressão emocional.

    Por outro lado, a própria palpitação pode gerar ansiedade, criando um ciclo vicioso: quanto mais a pessoa se preocupa, mais palpitações sente. Nesse sentido, buscar apoio psicológico, adotar técnicas de relaxamento e praticar atividades que proporcionem prazer e bem-estar são igualmente importantes para manter a qualidade de vida.

    Leia mais: Batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca? Descubra

    Perguntas frequentes sobre palpitações no coração

    1. Quem tem palpitações no coração pode praticar exercícios físicos?

    Sim! A atividade física pode trazer diversos benefícios para o coração e pode ser praticada por pessoas com palpitações — desde que devidamente avaliadas por um médico. A escolha do tipo e da intensidade do treino deve respeitar a condição individual de cada pessoa. Alguns exercícios que costumam ser bem tolerados incluem:

    • Caminhadas leves ou moderadas;
    • Yoga e alongamentos;
    • Musculação em intensidade controlada.

    Durante a prática, é fundamental estar atento a sinais como dor no peito, tontura ou falta de ar. Caso eles surjam, a atividade deve ser interrompida imediatamente e o médico deve ser consultado.

    2. Palpitação é o mesmo que arritmia?

    Não. Palpitação é apenas a sensação do batimento cardíaco alterado, percebida pela própria pessoa. A arritmia, por sua vez, é um diagnóstico médico: significa que há uma alteração real no ritmo do coração.

    Nem toda palpitação corresponde a uma arritmia. Muitas vezes, o coração está batendo normalmente, mas o indivíduo o percebe de forma mais intensa. Apenas exames, como o eletrocardiograma e o Holter de 24h, podem confirmar a presença de arritmia.

    3. Ansiedade pode causar palpitações no coração?

    Sim. A ansiedade é uma das causas mais comuns de palpitações benignas. Em momentos de nervosismo, o corpo libera adrenalina, que acelera os batimentos cardíacos. Isso pode gerar a sensação de coração disparado, mesmo sem uma arritmia real. Técnicas de respiração, meditação e terapia podem ajudar a aliviar os episódios.

    4. Palpitações podem acontecer durante o sono?

    Sim, e isso é relativamente comum. Elas podem ocorrer por ansiedade, apneia do sono, refluxo gastroesofágico, consumo de estimulantes antes de dormir ou até alterações hormonais. Se forem frequentes, atrapalharem o descanso ou vierem acompanhadas de sintomas como falta de ar noturna e despertares súbitos, é fundamental investigar com um médico.

    5. Palpitações são mais comuns em alguma faixa etária?

    As palpitações podem aparecer em qualquer idade. Em jovens, costumam estar ligadas a ansiedade, desidratação ou consumo de bebidas estimulantes, como energéticos. Já em adultos de meia-idade e idosos, a chance de que estejam relacionadas a arritmias e doenças cardíacas é maior.

    Por isso, em pessoas acima dos 40 anos, principalmente com histórico familiar ou fatores de risco cardiovascular, é recomendada avaliação médica mesmo em palpitações aparentemente benignas.

    6. Palpitações no coração podem estar ligadas ao uso de medicamentos?

    Sim. Alguns medicamentos, como broncodilatadores (usados em crises de asma), antidepressivos e alguns remédios para tireoide, podem provocar palpitações como efeito colateral. Se o sintoma surge após iniciar um novo medicamento, é importante relatar ao médico, que poderá ajustar a dose ou substituir o tratamento.

    7. Quem tem palpitações precisa tomar remédio?

    Nem sempre. Muitas vezes, a palpitação não exige tratamento medicamentoso, apenas mudanças de hábitos. O uso de remédios é indicado apenas quando há diagnóstico de arritmia ou outra doença cardíaca. Nesses casos, o médico pode prescrever antiarrítmicos, betabloqueadores ou outros medicamentos específicos.

    8. Existe exame caseiro para identificar palpitações perigosas?

    Não existe um exame caseiro confiável. Algumas pessoas usam relógios inteligentes e pulseiras fitness para monitorar os batimentos, mas os dispositivos não substituem exames médicos. Eles podem ajudar a registrar a frequência cardíaca e mostrar irregularidades, mas apenas o cardiologista poderá interpretar corretamente e indicar o tratamento adequado.

    9. Quando devo marcar consulta com cardiologista por causa de palpitações?

    Sempre que as palpitações forem frequentes, atrapalharem a qualidade de vida ou vierem acompanhadas de sintomas como dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio. Mesmo sem sintomas associados, se o episódio se repete com frequência ou causa ansiedade, vale marcar uma consulta para investigar e ter tranquilidade sobre a saúde do coração.

    Leia também: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

  • Desmaio: entenda causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Desmaio: entenda causas, o que fazer e quando procurar o médico

    O desmaio costuma assustar tanto quem passa pela situação quanto quem presencia. Ele pode acontecer em consequência de algo simples, como um susto, mas também ser sinal de problemas sérios de saúde. Por isso, saber identificar as possíveis causas e agir diante delas faz toda a diferença.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, explica que o desmaio é a perda súbita e transitória da consciência e da sustentação do corpo, o que provoca a queda. “Pode afetar tanto o homem como a mulher, e a incidência de desmaios aumenta com a idade”.

    O que é desmaio (síncope)?

    O desmaio não é uma doença, mas um sintoma. Na maior parte das vezes, ele acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro cai, mesmo que por alguns segundos. Geralmente, é rápido e a recuperação é completa, sem sequelas.

    Alguns sinais podem aparecer antes do episódio, como:

    • Palidez;
    • Tontura;
    • Náusea;
    • Visão turva.

    Principais causas de desmaio

    Segundo a cardiologista, o desmaio pode estar associado a uma variedade grande de causas. Veja abaixo as mais comuns.

    Causas benignas (mais frequentes)

    • Síndrome vasovagal: quando o nervo vago é ativado por dor intensa, calor, tosse, evacuação, emoção súbita;
    • Hipotensão ortostática: queda rápida da pressão arterial ao se levantar de repente;
    • Desidratação: quando a pessoa não se hidrata corretamente;
    • Hipoglicemia: queda de açúcar no sangue;
    • Anemia intensa: quando há poucos glóbulos vermelhos no sangue, o transporte de oxigênio para o cérebro diminui e pode causar desmaios;
    • Hemorragias: perda abrupta de sangue.

    Causas cardiovasculares

    • Arritmias: batimento irregular do coração;
    • Cardiomiopatias: doenças estruturais do coração;
    • Isquemia: obstrução das artérias coronárias.

    Causas neurológicas

    • Epilepsia;
    • Acidente vascular cerebral (AVC).

    Primeiros socorros: o que fazer em um desmaio

    1. Se você sentir que vai desmaiar

    “Primeiramente, caso você apresente sintomas como palidez, sudorese, sensação de fraqueza, o importante é rapidamente avisar quem estiver por perto do seu mal-estar, apoiar-se em algum lugar e, se possível, deitar e elevar as pernas.”, orienta a cardiologista.

    2. Se presenciar alguém desmaiando

    • Proteja a cabeça da pessoa;
    • Afrouxe roupas apertadas e retire acessórios no pescoço;
    • Eleve as pernas;
    • Se a consciência não voltar rapidamente, acione o atendimento médico.

    Quando procurar ajuda médica urgente

    É fundamental investigar a causa do desmaio, especialmente se:

    • Os episódios forem recorrentes;
    • Houver dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • O desmaio causar quedas ou traumas;
    • Acontecer com portadores de doenças cardíacas ou neurológicas.

    “Os desmaios podem ter riscos relacionados ao próprio evento, como quedas e traumas, ou à atividade que a pessoa estava realizando no momento, como dirigir ou operar máquinas”, alerta a cardiologista Juliana Soares.

    Como prevenir desmaios

    • Mantenha-se hidratado;
    • Evite ficar longos períodos sem comer;
    • Levante-se devagar após estar deitado ou sentado;
    • Vá ao médico para identificar e tratar condições de saúde associadas;
    • Converse com seu médico se os episódios forem frequentes.

    Veja também: Você sente tontura ao se levantar? Entenda o que são as disautonomias

    Perguntas frequentes sobre desmaio

    1. Desmaio é sempre perigoso?

    Não. Muitas vezes é causado por situações benignas, mas é importante investigar.

    2. Quanto tempo dura um desmaio?

    Normalmente, segundos ou poucos minutos, com recuperação completa.

    3. Posso morrer de desmaio?

    O desmaio em si não mata, mas pode ser sinal de doenças graves ou causar acidentes.

    4. Quando o desmaio indica problema no coração?

    Quando vem acompanhado de dor no peito, palpitações ou falta de ar.

    5. Desmaio e epilepsia são a mesma coisa?

    Não. A epilepsia é uma condição neurológica específica que pode causar perda de consciência, mas desmaio não é a mesma coisa que epilepsia.

    Veja também: Epilepsia em adultos: como ela se manifesta e quem está em risco