Categoria: Sintomas

isParent

  • Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Afta que não cicatriza: quando uma ferida precisa de biópsia?

    Quase todo mundo já teve uma afta. Essas pequenas úlceras dolorosas costumam desaparecer sozinhas em poucos dias e, apesar do desconforto, geralmente não representam um problema grave. Entretanto, nem toda ferida na boca é uma afta.

    Uma lesão que permanece por mais de duas semanas, aumenta de tamanho, endurece ou apresenta sangramento pode estar relacionada a outras condições, como infecções, doenças autoimunes e, em alguns casos, câncer de boca.

    Por isso, uma regra importante na avaliação dessas lesões é observar o tempo de cicatrização. Uma úlcera oral sem causa evidente que não melhora em cerca de 14 dias precisa ser cuidadosamente investigada e, em algumas situações, pode necessitar de biópsia. Entenda melhor.

    O que é uma afta?

    A afta, também chamada de úlcera aftosa recorrente, é uma pequena perda superficial da mucosa da boca. Ela costuma apresentar características bastante típicas:

    • Formato arredondado ou oval;
    • Centro esbranquiçado ou amarelado;
    • Halo avermelhado ao redor;
    • Dor importante, principalmente ao consumir alimentos ácidos ou condimentados.

    As aftas podem surgir:

    • Na parte interna dos lábios;
    • Nas bochechas;
    • Na língua;
    • No assoalho da boca;
    • No palato mole.

    Um detalhe importante é que elas normalmente não aparecem sobre a gengiva aderida ou o palato duro, locais em que outras doenças podem se manifestar.

    Quanto tempo uma afta demora para cicatrizar?

    Na maioria dos casos:

    • Aftas pequenas cicatrizam entre 7 e 14 dias;
    • Aftas maiores podem levar até 3 ou 4 semanas, mas costumam apresentar melhora progressiva.

    Por isso, uma ferida que permanece praticamente igual após duas semanas merece avaliação profissional.

    Mais importante do que observar apenas o número de dias é perceber se a lesão está diminuindo, cicatrizando ou apresentando alguma mudança.

    Nem toda ferida na boca é uma afta

    Diversas condições podem causar úlceras na boca e produzir lesões que, inicialmente, podem ser confundidas com uma afta comum. Entre elas estão traumas, infecções, doenças autoimunes e deficiências nutricionais.

    Traumas

    Feridas traumáticas podem ser provocadas por:

    • Mordidas acidentais;
    • Próteses mal adaptadas;
    • Aparelhos ortodônticos;
    • Dentes quebrados.

    Quando a causa do trauma é eliminada, a cicatrização costuma ocorrer rapidamente.

    Infecções

    Algumas infecções também podem causar lesões ulceradas na boca.

    Entre elas:

    • Herpes simples;
    • Sífilis;
    • Tuberculose, mais raramente;
    • Algumas infecções fúngicas.

    Doenças autoimunes

    Diversas doenças inflamatórias podem comprometer a mucosa oral.

    Entre elas:

    • Líquen plano oral;
    • Pênfigo vulgar;
    • Penfigoide das membranas mucosas;
    • Doença de Behçet;
    • Lúpus eritematoso.

    Nesses casos, as feridas podem fazer parte de um quadro mais amplo, com outras manifestações no organismo.

    Deficiências nutricionais

    A deficiência de alguns nutrientes pode favorecer o aparecimento de aftas recorrentes em determinadas pessoas.

    Entre eles:

    • Ferro;
    • Vitamina B12;
    • Ácido fólico.

    A presença frequente de aftas, especialmente quando acompanhada de outros sintomas, pode justificar uma avaliação mais detalhada.

    Quando a possibilidade de câncer de boca deve ser considerada?

    A maioria das úlceras persistentes não é câncer, mas essa possibilidade não deve ser ignorada.

    O tipo mais comum é o carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, responsável por cerca de 90% dos cânceres da cavidade oral.

    Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento curativo.

    Por isso, o objetivo não é considerar toda afta suspeita de câncer, mas reconhecer quando uma lesão foge do comportamento esperado de uma ferida benigna.

    Quais sinais aumentam a suspeita de câncer de boca?

    Algumas características merecem atenção especial.

    A ferida dura mais de duas semanas

    A persistência é um dos principais sinais de alerta, especialmente quando não existe uma causa traumática evidente. Uma afta típica tende a melhorar e cicatrizar ao longo dos dias.

    A lesão endurece

    Ao tocar a região, pode ser percebida uma consistência mais endurecida, chamada induração.

    Esse achado é mais sugestivo de lesões neoplásicas do que de aftas comuns e merece investigação.

    A úlcera aumenta de tamanho

    Feridas benignas tendem a cicatrizar ou pelo menos diminuir progressivamente. Já uma lesão que continua crescendo precisa ser avaliada.

    Há sangramento espontâneo

    Uma afta pode sangrar quando é traumatizada, por exemplo durante a alimentação ou a escovação.

    Entretanto, sangramento frequente ou que acontece sem trauma aparente merece investigação.

    Há pouca dor ou nenhuma dor

    Embora possa parecer contraditório, muitos cânceres de boca em fases iniciais provocam pouca dor ou podem ser indolores.

    As aftas comuns, por outro lado, costumam causar bastante desconforto.

    Aparece um caroço no pescoço

    O aumento de linfonodos (ínguas) no pescoço também precisa ser avaliado. Em algumas situações, ele pode estar relacionado à disseminação da doença e, por isso, exige investigação médica.

    Quem apresenta maior risco para câncer de boca?

    Os principais fatores de risco são:

    • Tabagismo;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Associação entre cigarro e álcool, que aumenta ainda mais o risco;
    • Idade acima de 50 anos;
    • Exposição solar crônica, principalmente no câncer de lábio;
    • Infecção por HPV em alguns tumores da orofaringe;
    • Má higiene bucal associada a outros fatores de risco.

    Entretanto, a ausência desses fatores não exclui a possibilidade de câncer oral. Pessoas que não fumam e não consomem álcool também podem desenvolver a doença.

    O que é a biópsia da boca?

    A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório por um médico patologista.

    O exame permite diferenciar entre diferentes tipos de alterações, como:

    • Inflamação crônica;
    • Infecções específicas;
    • Doenças autoimunes;
    • Lesões pré-cancerosas;
    • Câncer.

    Quando existe suspeita clínica de uma lesão que precisa ser examinada microscopicamente, exames de sangue não substituem a biópsia. É a análise do tecido que permite esclarecer a natureza da alteração.

    A biópsia dói?

    Na maioria dos casos, o procedimento é realizado com anestesia local.

    Durante a retirada da amostra, o paciente geralmente sente apenas a aplicação da anestesia e uma sensação de pressão na região.

    Após o procedimento, podem ocorrer:

    • Pequeno desconforto;
    • Sensibilidade local;
    • Dor leve durante alguns dias.

    As complicações costumam ser incomuns.

    Toda afta precisa de biópsia?

    Não. A grande maioria das aftas típicas não necessita de qualquer exame e cicatriza espontaneamente. A biópsia costuma ser considerada quando:

    • A lesão persiste por mais de duas semanas;
    • O diagnóstico permanece incerto;
    • Existem características suspeitas;
    • O tratamento habitual não produz melhora.

    A decisão depende da avaliação clínica feita pelo profissional.

    Por isso, uma ferida persistente não significa automaticamente que será necessário realizar o procedimento, mas significa que a lesão precisa ser examinada.

    Existe alguma lesão pré-cancerosa na boca?

    Sim. Algumas alterações da mucosa oral estão associadas a maior risco de desenvolvimento de câncer. Entre elas estão a leucoplasia e a eritroplasia.

    Leucoplasia

    A leucoplasia aparece como uma placa branca persistente que não pode ser removida por raspagem e não possui outra causa evidente.

    Dependendo de suas características, pode precisar de biópsia para avaliação.

    Eritroplasia

    A eritroplasia é uma placa avermelhada persistente. Apesar de menos frequente, apresenta risco ainda maior de conter alterações pré-cancerosas ou câncer.

    Por isso, também costuma exigir investigação cuidadosa e frequentemente necessita de biópsia.

    Como é feito o diagnóstico de uma ferida persistente na boca?

    A investigação começa pela avaliação clínica detalhada. O profissional pode realizar:

    • Exame completo da cavidade oral;
    • Palpação da lesão;
    • Avaliação dos linfonodos do pescoço;
    • Biópsia;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Também é importante avaliar há quanto tempo a ferida está presente, se houve crescimento, se existe dor, sangramento ou endurecimento e se há algum fator traumático no local.

    O diagnóstico precoce faz grande diferença no prognóstico das doenças malignas.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Procure avaliação se apresentar:

    • Ferida que não cicatriza após duas semanas;
    • Úlcera recorrente sempre no mesmo local;
    • Lesão endurecida;
    • Sangramento persistente;
    • Mancha branca ou vermelha que não desaparece;
    • Dor ao engolir persistente;
    • Rouquidão prolongada associada;
    • Caroço no pescoço.

    Esses sinais não significam necessariamente câncer.

    Existem diversas causas benignas para alterações na boca, mas a persistência ou a presença de características atípicas justificam investigação.

    É possível prevenir o câncer de boca?

    Grande parte dos casos pode ser evitada com medidas que reduzem os principais fatores de risco.

    Entre elas:

    • Não fumar;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Utilizar protetor labial com filtro solar em pessoas expostas ao sol;
    • Manter boa higiene bucal;
    • Consultar regularmente o dentista;
    • Procurar avaliação sempre que surgir uma lesão persistente.

    Além da prevenção, reconhecer rapidamente alterações na boca é importante porque o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais estratégias para aumentar as chances de cura.

    Confira: Manchas que mudam na língua: entenda a língua geográfica

    Perguntas frequentes sobre feridas na boca

    1. Quanto tempo uma afta normal demora para desaparecer?

    A maioria das aftas pequenas cicatriza espontaneamente entre 7 e 14 dias. Aftas maiores podem demorar mais, mas devem apresentar melhora progressiva.

    2. Quando uma afta precisa de biópsia?

    Uma lesão pode precisar de biópsia quando permanece por mais de duas semanas, apresenta características atípicas, deixa dúvidas sobre o diagnóstico ou não melhora como esperado.

    3. Toda ferida persistente é câncer?

    Não. Existem muitas causas benignas de úlceras orais. Entretanto, toda lesão persistente precisa ser avaliada para que doenças mais graves possam ser descartadas.

    4. Câncer de boca sempre dói?

    Não. Nas fases iniciais, algumas lesões malignas podem provocar pouca dor ou ser completamente indolores. Por isso, a ausência de dor não significa necessariamente que uma ferida persistente seja inofensiva.

    5. Quem fuma tem maior risco?

    Sim. O tabagismo é um dos principais fatores de risco para câncer da cavidade oral, especialmente quando associado ao consumo excessivo de álcool.

    6. A biópsia espalha o câncer?

    Não. Esse é um mito. A biópsia é um procedimento utilizado justamente para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado.

    7. Qual especialista devo procurar?

    O primeiro atendimento pode ser feito por um dentista, estomatologista, cirurgião bucomaxilofacial, otorrinolaringologista ou médico da atenção primária.

    A partir da avaliação inicial, o profissional pode indicar investigação complementar ou encaminhamento quando necessário.

    Veja também: Câncer de boca e garganta tem cura? Conheça os sintomas e como é feito o tratamento

  • 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido (e o que fazer)

    Você já acordou com o rosto inchado, percebeu que o anel ficou apertado ou chegou ao fim do dia com as pernas pesadas e as meias marcadas na pele? Os sinais podem indicar retenção de líquidos, um quadro que acontece quando o organismo acumula mais água nos tecidos do que deveria.

    Além de causar desconforto, o inchaço pode estar relacionado a hábitos do dia a dia, como consumir muito sal e passar muitas horas na mesma posição, mas também pode indicar algumas condições de saúde que precisam de atenção.

    A seguir, veja 10 sinais de que o seu corpo está retendo muito líquido, entenda por que isso acontece e descubra o que fazer para aliviar o inchaço.

    O que causa a retenção de líquidos?

    As causas da retenção de líquidos podem ser variadas e incluem hábitos do dia a dia, alterações hormonais e algumas doenças:

    • Alimentação rica em sal: o consumo exagerado de sódio, como aquele presente em alimentos ultraprocessados, embutidos e enlatados, faz o organismo reter mais água para manter o equilíbrio da concentração de sal no sangue;
    • Ficar muito tempo sentado ou em pé: passar muitas horas na mesma posição dificulta a circulação, principalmente nas pernas. Os músculos da panturrilha funcionam ajudando o sangue e os líquidos a voltarem para o coração. Quando eles ficam pouco ativos, o líquido tende a se acumular nas pernas e nos pés;
    • Alterações hormonais: as mudanças hormonais da TPM, da gravidez e da menopausa podem favorecer o inchaço porque alteram a circulação e aumentam a retenção de sódio e água no organismo;
    • Uso de alguns medicamentos: alguns remédios podem provocar retenção de líquidos como efeito colateral, incluindo medicamentos para pressão alta, anti-inflamatórios, corticoides e anticoncepcionais;
    • Algumas doenças: problemas nos rins, no coração ou no fígado também podem causar retenção de líquidos. O organismo tem mais dificuldade para eliminar ou distribuir os líquidos corretamente, fazendo com que eles se acumulem nos tecidos.

    Sinais de que o corpo está retendo líquido

    1. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés

    O inchaço nas pernas, nos tornozelos e nos pés é o sinal mais comum da retenção de líquidos. Como a gravidade faz o líquido se concentrar na parte inferior do corpo, a região costuma ficar mais inchada ao longo do dia, principalmente depois de muitas horas sentado ou em pé.

    Em alguns casos, os sapatos ficam mais apertados no fim da tarde e o inchaço melhora depois de uma noite de descanso ou ao elevar as pernas.

    2. Marcas profundas de roupas, meias ou calçados na pele

    Quando existe excesso de líquido nos tecidos, a pele fica mais pressionada e qualquer elástico deixa marcas mais profundas e duradouras. Por isso, é comum tirar as meias, o sutiã ou uma roupa mais justa e perceber que as marcas demoram vários minutos para desaparecer.

    3. Ganho de peso rápido e repentino

    Um aumento de um ou dois quilos em poucos dias costuma estar relacionado ao acúmulo de líquidos, e não ao ganho de gordura. Como a água também tem peso, pequenas variações no volume de líquido retido pelo organismo já são suficientes para provocar mudanças perceptíveis na balança.

    4. Dificuldade para tirar anéis dos dedos

    Os dedos também acumulam líquido, fazendo com que anéis que antes saíam facilmente passem a apertar, deixem marcas na pele ou até fiquem difíceis de retirar. O inchaço costuma ser mais intenso ao acordar, em dias muito quentes ou depois do consumo de alimentos ricos em sal.

    5. Sensação de pernas pesadas e cansadas

    O excesso de líquido nos tecidos aumenta a sensação de peso e cansaço nas pernas, mesmo sem esforço físico intenso. Em algumas pessoas, o desconforto também vem acompanhado de pressão, leve dor ou sensação de que as pernas estão mais pesadas no fim do dia.

    6. Sensação de barriga estufada ou inchada

    A retenção de líquidos também pode atingir a região abdominal, deixando a barriga mais estufada, firme e desconfortável. Como consequência, as roupas ficam mais apertadas na cintura, mesmo quando a alimentação do dia não foi exagerada.

    7. Rosto ou pálpebras muito inchadas ao acordar

    Durante a noite, como o corpo permanece deitado por várias horas, o líquido se distribui de maneira mais uniforme e tende a se concentrar também na face. É comum acordar com as pálpebras, a região dos olhos e o rosto mais inchados, sendo que o aspecto costuma melhorar conforme a circulação é estimulada ao longo da manhã.

    8. Pele esticada, brilhante ou afundada ao apertar (Sinal de Cacifo)

    Quando o edema é mais intenso, a pele pode ficar esticada, lisa e com aspecto brilhante. Ao pressionar a região inchada com o dedo por alguns segundos, pode permanecer uma pequena depressão na pele antes de ela voltar ao normal, característica conhecida como sinal de cacifo ou sinal de Godet.

    9. Diminuição na quantidade de urina ao longo do dia

    Quando o organismo retém mais líquido, os rins podem eliminar menos água ao longo do dia. Como resultado, a pessoa urina com menos frequência e a urina costuma ficar mais concentrada, apresentando uma coloração mais escura.

    10. Rigidez ou dor leve nas articulações dos pés e mãos

    O acúmulo de líquido ao redor das articulações aumenta a pressão nos tecidos e provoca sensação de rigidez, principalmente ao acordar ou depois de permanecer muito tempo na mesma posição. Em alguns casos, movimentos simples, como fechar a mão, dobrar os dedos ou calçar um sapato, podem ficar mais desconfortáveis.

    O que fazer para diminuir a retenção de líquidos?

    Para diminuir o acúmulo de líquidos e ajudar o organismo a eliminar o excesso de fluido de forma natural, você pode adotar algumas medidas simples, como:

    • Beba bastante água: beber água ajuda os rins a eliminar o excesso de sódio pela urina, reduzindo a retenção de líquidos e o inchaço;
    • Diminua o consumo de sal: evite alimentos ultraprocessados, embutidos, molhos prontos e salgadinhos. Sempre que possível, prefira temperos naturais, como alho, cebola, limão e ervas;
    • Pratique atividade física: caminhar, correr, pedalar ou nadar melhora a circulação e ajuda o organismo a eliminar o excesso de líquido;
    • Consuma alimentos ricos em água: frutas e verduras, como melancia, pepino, melão e abacaxi, ajudam na hidratação. Alguns chás, como cavalinha, hibisco e chá-verde, também têm efeito diurético, mas devem ser consumidos com orientação profissional;
    • Eleve as pernas: no fim do dia, mantenha as pernas elevadas por cerca de 20 a 30 minutos para facilitar a circulação e aliviar o inchaço;
    • Evite ficar muito tempo na mesma posição: se você passa muitas horas sentado ou em pé, faça pequenas pausas para caminhar ou movimentar as pernas pelo menos uma vez por hora.

    Se você perceber que o inchaço surgiu de forma repentina em apenas uma perna ou vier acompanhado de dor intensa, vermelhidão, calor no local, falta de ar ou dor no peito, procure um serviço de saúde imediatamente. Os sintomas podem indicar um problema mais grave, como trombose venosa profunda ou doenças do coração.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Beber pouca água pode fazer o corpo reter líquidos?

    Sim. Quando o organismo percebe falta de água, ele ativa mecanismos para segurar o máximo de fluido possível para evitar a desidratação.

    2. O excesso de sal causa inchaço imediato?

    Sim. O sódio em excesso atrai a água para fora dos vasos sanguíneos para manter o equilíbrio do sangue, inchando os tecidos em poucas horas.

    3. Por que o rosto acorda mais inchado?

    Ao deitar na horizontal durante o sono, a gravidade redistribui os líquidos do corpo por igual, acumulando fluidos na face e nas pálpebras.

    4. Quais chás ajudam a eliminar a retenção?

    Os chás de cavalinha, hibisco, dente-de-leão e chá verde estimulam os rins a produzir mais urina, reduzindo o inchaço.

    5. A drenagem linfática funciona para a retenção?

    Sim. A massagem direciona o excesso de líquido retido nos tecidos de volta para os vasos linfáticos para que seja eliminado pela urina.

    6. Elevar as pernas realmente diminui o inchaço?

    Sim, colocar as pernas acima do nível do coração facilita o retorno venoso e faz o líquido acumulado nos pés voltar à circulação.

    7. O calor pode piorar a retenção de líquidos?

    Sim, as altas temperaturas fazem os vasos sanguíneos se dilatarem, o que facilita a saída de líquidos para os tecidos ao redor, aumentando o inchaço nas pernas e mãos.

    8. Meias de compressão ajudam na retenção?

    Sim, as meias exercem uma pressão graduada que empurra os líquidos acumulados nas pernas de volta para a circulação central, prevenindo o inchaço diário, mas o uso deve ser indicado por um especialista.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 7 sintomas de toxoplasmose na gravidez (e exames necessários para o diagnóstico)

    7 sintomas de toxoplasmose na gravidez (e exames necessários para o diagnóstico)

    Causada pelo parasita Toxoplasma gondii, a toxoplasmose é uma infecção transmitida principalmente pelo consumo de carne crua ou malpassada contaminada, pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pelo contato com solo ou fezes de gatos que contenham o parasita.

    Na maioria das pessoas saudáveis, a toxoplasmose não causa sintomas ou provoca sinais leves, mas é uma condição que precisa de atenção durante a gravidez. Se a mulher for infectada pela primeira vez durante a gestação, o parasita pode atravessar a placenta e chegar ao bebê, causando problemas como alterações nos olhos e no cérebro.

    Para te ajudar, listamos a seguir alguns dos sinais que podem aparecer durante a infecção e quais exames são necessários para o diagnóstico.

    Quais os principais sintomas de toxoplasmose na gravidez?

    Na maioria dos casos, a toxoplasmose na gravidez não causa sintomas e pode passar completamente despercebida.

    Quando aparecem, os sinais costumam ser leves e podem lembrar bastante uma gripe ou outra infecção comum, o que nem sempre facilita perceber que o problema está relacionado ao Toxoplasma gondii.

    1. Ínguas no pescoço

    O aparecimento de ínguas, também chamadas de linfonodos aumentados, é um dos sinais mais característicos da toxoplasmose sintomática. Elas costumam surgir principalmente no pescoço, mas também podem aparecer em outras regiões do corpo, e acontecem como uma resposta do sistema imunológico ao parasita. Em alguns casos, os linfonodos podem permanecer aumentados por várias semanas.

    2. Febre

    A toxoplasmose também pode causar febre, acompanhada de cansaço, dores pelo corpo e mal-estar. Como os sintomas são muito parecidos com os de uma gripe ou virose, é comum que a pessoa não desconfie da toxoplasmose logo no começo.

    3. Dores musculares

    As dores musculares também podem aparecer e provocar aquela conhecida sensação de corpo dolorido, parecida com o que acontece durante uma gripe. O desconforto pode aparecer nas costas, nos braços, nas pernas e em outras regiões, normalmente acompanhado de cansaço e falta de disposição.

    4. Cansaço e fraqueza

    A pessoa pode sentir muito mais cansaço do que o normal, mesmo sem ter feito grandes esforços ou depois de descansar. A fraqueza e a falta de energia podem atrapalhar as atividades do dia a dia e continuar por algum tempo, mesmo depois que os outros sintomas começam a melhorar.

    5. Dor de cabeça

    A dor de cabeça também pode aparecer junto com a febre, o cansaço e o mal-estar. Em pessoas saudáveis, ela frequentemente é leve ou moderada e pode continuar enquanto o organismo está combatendo a infecção.

    6. Mal-estar geral

    Também é comum sentir aquela indisposição geral, com falta de energia, redução do apetite e sensação de corpo pesado. Como todos os sintomas também aparecem em várias outras infecções, é fácil confundir a toxoplasmose com uma gripe ou uma virose.

    Riscos da toxoplasmose na gravidez

    Quando a mulher adquire a infecção durante a gestação, o parasita pode atravessar a placenta e infectar o bebê, causando a chamada toxoplasmose congênita.

    Os riscos para o bebê variam de acordo com o momento da gravidez em que a infecção acontece. De forma geral, a chance de transmissão aumenta conforme a gestação avança, enquanto as infecções adquiridas mais cedo podem estar relacionadas a consequências mais graves para o feto.

    A toxoplasmose congênita pode provocar alterações nos olhos, no cérebro e em outros órgãos. Além disso, alguns bebês podem nascer sem sintomas aparentes e apresentar problemas posteriormente, principalmente alterações oculares.

    Como a doença é normalmente silenciosa na gestante, o diagnóstico depende fundamentalmente dos exames de sangue do pré-natal (sorologias para IgG e IgM).

    Como é feito o diagnóstico de toxoplasmose na gravidez?

    O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é feito principalmente por meio de exames de sangue, geralmente solicitados durante o pré-natal. Os testes procuram os anticorpos IgG e IgM, produzidos pelo organismo após o contato com o parasita Toxoplasma gondii.

    Quando existe dúvida sobre o momento da infecção, o médico também pode solicitar o teste de avidez do IgG, que ajuda a entender se o contato com o parasita aconteceu recentemente ou há mais tempo.

    Se houver a confirmação ou uma forte suspeita de que a infecção aconteceu durante a gravidez, também podem ser indicados exames para investigar se o bebê foi infectado, além de ultrassonografias para acompanhar o desenvolvimento fetal.

    A escolha dos exames depende da fase da gestação e dos resultados encontrados na avaliação da mãe.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Como se pega toxoplasmose?

    A contaminação ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o parasita (como carnes cruas ou malpassadas e vegetais mal lavados) ou pelo contato direto com fezes de gatos infectados.

    2. Gato passa toxoplasmose só pelo contato ou carinho?

    Não. O contato direto com o pelo, saliva ou carinho no gato não transmite a doença. A infecção só ocorre se houver ingestão acidental dos ovos do parasita presentes nas fezes do felino.

    3. Quanto tempo duram os sintomas?

    Em pessoas saudáveis, os sintomas costumam durar de 2 a 6 semanas e desaparecem espontaneamente sem deixar sequelas.

    4. Quem pega toxoplasmose uma vez pode pegar de novo?

    Não. Após o primeiro contato e a cura da infecção primária, o sistema imunológico produz anticorpos permanentes (IgG), garantindo imunidade para o resto da vida.

    5. Toxoplasmose tem cura?

    Sim, o sistema imunológico de pessoas saudáveis elimina a fase ativa da doença naturalmente. Quando há indicação médica, o tratamento com antibióticos e antiparasitários combate o microorganismo eficazmente.

    6. O que significa IgM positivo e IgG negativo no exame?

    Indica que você está com uma infecção aguda e recente por toxoplasmose. Se estiver grávida, é necessário procurar o obstetra imediatamente para iniciar o acompanhamento.

    7. O que significa IgM negativo e IgG positivo no exame?

    Significa que você teve toxoplasmose no passado e hoje está imune à doença. Não há risco de nova infecção ou transmissão para o bebê durante a gestação.

    Confira: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

  • O que as suas unhas revelam sobre a sua saúde? Conheça os sinais de alerta

    O que as suas unhas revelam sobre a sua saúde? Conheça os sinais de alerta

    As unhas fazem muito mais do que proteger as pontas dos dedos. Elas também podem fornecer pistas importantes sobre a saúde. Mudanças na cor, na espessura, no formato ou na textura costumam ser atribuídas apenas ao envelhecimento ou ao uso de esmaltes.

    Em alguns casos, porém, podem estar associadas a anemias, doenças pulmonares, hepáticas, renais, cardiovasculares, endocrinológicas ou deficiências nutricionais.

    É importante destacar que nenhuma alteração isolada da unha permite diagnosticar uma doença. Muitas mudanças são benignas ou resultam de traumas repetitivos. No entanto, quando aparecem de forma persistente, acometem várias unhas ou vêm acompanhadas de outros sintomas, merecem avaliação médica.

    Por que as unhas podem refletir doenças?

    As unhas são produzidas pela matriz ungueal, uma estrutura localizada sob a pele na base da unha. O crescimento depende de fatores como:

    • Boa circulação sanguínea;
    • Oxigenação adequada;
    • Estado nutricional;
    • Produção hormonal;
    • Renovação celular.

    Doenças que alteram qualquer um desses processos podem modificar o aspecto das unhas.

    Como elas crescem lentamente, cerca de 2 a 3 mm por mês nas mãos e ainda mais devagar nos pés, algumas alterações podem refletir problemas ocorridos semanas ou meses antes.

    Unhas em colher (coiloniquia): um possível sinal de anemia por deficiência de ferro

    A coiloniquia é caracterizada por unhas finas, frágeis e com uma depressão central que lembra uma colher. Ela está classicamente associada à anemia por deficiência de ferro, embora também possa ocorrer em:

    • Hemocromatose;
    • Hipotireoidismo;
    • Traumas repetitivos;
    • Algumas doenças hereditárias.

    Nem toda pessoa com anemia desenvolve coiloniquia, e nem toda coiloniquia significa anemia. Entretanto, sua presença justifica investigação, especialmente quando acompanhada de:

    • Cansaço;
    • Palidez;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Queda de cabelo.

    Unhas muito pálidas podem indicar anemia?

    Sim. A palidez do leito ungueal pode ser um dos sinais de anemia, principalmente quando associada à palidez da pele e das mucosas. Entretanto, a observação das unhas, isoladamente, não confirma o diagnóstico.

    O exame que permite identificar a anemia é o hemograma, complementado, quando necessário, por dosagens de ferro, ferritina, vitamina B12 e ácido fólico.

    Baqueteamento digital: quando as unhas ficam mais arredondadas

    O baqueteamento digital ocorre quando as pontas dos dedos aumentam de volume e as unhas se tornam mais curvas e convexas.

    Essa alteração costuma se desenvolver lentamente e pode estar relacionada a diversas doenças, especialmente:

    Doenças pulmonares

    • Câncer de pulmão;
    • Bronquiectasias;
    • Fibrose pulmonar;
    • Fibrose cística.

    Doenças cardíacas

    • Cardiopatias congênitas cianóticas;
    • Endocardite infecciosa.

    Doenças gastrointestinais

    • Doença inflamatória intestinal;
    • Cirrose hepática.

    Embora possa ocorrer em pessoas saudáveis por predisposição familiar, o surgimento recente de baqueteamento digital exige investigação médica.

    Linhas de Beau: quando a unha para de crescer

    As linhas de Beau são sulcos horizontais que atravessam a unha. Elas aparecem quando ocorre uma interrupção temporária do crescimento da matriz ungueal.

    As causas incluem:

    • Febre alta;
    • Pneumonia;
    • Covid-19;
    • Cirurgias de grande porte;
    • Quimioterapia;
    • Traumas importantes;
    • Desnutrição.

    Como a unha cresce lentamente, essas linhas funcionam quase como um registro de um evento ocorrido semanas antes.

    Unhas brancas podem indicar doenças?

    Depende do tipo de alteração.

    Leuconíquia

    Pequenas manchas brancas são muito comuns. Na maioria das vezes, representam pequenos traumas na matriz da unha e não indicam deficiência de cálcio, ao contrário do que diz um mito bastante difundido.

    Unhas de Terry

    Quando quase toda a unha fica branca, restando apenas uma fina faixa rosada ou acastanhada na extremidade, pode haver associação com:

    • Cirrose hepática;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Diabetes;
    • Envelhecimento.

    Metade branca e metade escura: unhas de Lindsay

    As chamadas unhas de Lindsay apresentam:

    • Metade proximal branca;
    • Metade distal avermelhada ou acastanhada.

    Essa alteração é observada com maior frequência em pessoas com doença renal crônica, embora também possa ocorrer em outras condições.

    Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

    Sim, mas as causas são variadas. As mais comuns são:

    • Micose de unha, chamada de onicomicose;
    • Envelhecimento;
    • Tabagismo;
    • Uso prolongado de esmaltes escuros.

    Mais raramente, unhas muito espessas, amareladas e de crescimento lento podem fazer parte da síndrome das unhas amarelas, condição rara associada a:

    • Linfedema;
    • Derrame pleural;
    • Doenças respiratórias crônicas.

    Linhas escuras na unha merecem atenção?

    Sim. Uma faixa escura longitudinal pode ser completamente benigna, principalmente em pessoas de pele negra ou asiática.

    Entretanto, é fundamental procurar um dermatologista o quanto antes quando ela:

    • Surge apenas em uma unha;
    • Aumenta de largura;
    • Apresenta coloração irregular;
    • Pigmenta a pele ao redor da unha, alteração conhecida como sinal de Hutchinson.

    Essas alterações podem representar um melanoma subungueal, um tipo raro de câncer de pele.

    Unhas quebradiças sempre indicam falta de vitaminas?

    Não. Essa é uma das alterações mais comuns e possui diversas causas.

    Entre elas:

    • Envelhecimento;
    • Contato frequente com água e produtos químicos;
    • Uso excessivo de acetona;
    • Traumas repetitivos;
    • Hipotireoidismo;
    • Deficiência de ferro;
    • Deficiência de biotina, que é mais rara.

    Na maioria dos casos, não é necessário tomar suplementos vitamínicos sem investigação.

    Alterações nas unhas podem indicar problemas da tireoide?

    Sim. No hipotireoidismo, as unhas podem crescer mais lentamente, tornando-se secas e quebradiças. Já no hipertireoidismo, algumas pessoas apresentam descolamento parcial da unha do leito ungueal, chamado de onicólise, especialmente nos dedos das mãos.

    Essas alterações costumam vir acompanhadas de outros sintomas característicos das doenças da tireoide.

    Quando a mudança nas unhas é apenas estética?

    Muitas alterações não representam doenças sistêmicas.

    É o caso de:

    • Traumas repetitivos;
    • Roer as unhas;
    • Uso frequente de esmaltes e removedores;
    • Contato constante com detergentes;
    • Envelhecimento natural.

    Mesmo assim, alterações persistentes devem ser avaliadas quando houver dúvida.

    Quando procurar um médico?

    É recomendável procurar avaliação se ocorrer:

    • Mudança súbita na cor de várias unhas;
    • Faixa escura que aumenta progressivamente;
    • Baqueteamento digital de início recente;
    • Unhas muito deformadas sem explicação;
    • Alterações acompanhadas de perda de peso, falta de ar, cansaço intenso ou febre;
    • Dor, secreção ou inflamação persistente.

    Dependendo da suspeita, a investigação pode incluir exames laboratoriais, avaliação dermatológica e exames de imagem.

    É possível prevenir alterações nas unhas?

    Nem todas as alterações podem ser evitadas, mas alguns cuidados ajudam a manter as unhas saudáveis:

    • Manter uma alimentação equilibrada;
    • Tratar adequadamente doenças crônicas;
    • Usar luvas ao lidar com produtos químicos;
    • Evitar retirar excessivamente as cutículas;
    • Manter as unhas limpas e secas;
    • Não compartilhar instrumentos de manicure que não tenham sido esterilizados.

    Essas medidas reduzem o risco de traumas e infecções, embora não impeçam alterações relacionadas a doenças sistêmicas.

    Confira: Unha encravou? Saiba como prevenir e tratar o incômodo no pé

    Perguntas frequentes sobre mudanças nas unhas

    1. Unhas podem indicar anemia?

    Sim. Algumas alterações, como palidez do leito ungueal e unhas em colher, chamadas de coiloniquia, podem estar associadas à anemia por deficiência de ferro, mas o diagnóstico depende de exames laboratoriais.

    2. Manchas brancas nas unhas significam falta de cálcio?

    Não. Na maioria dos casos, elas são consequência de pequenos traumas na matriz da unha e não têm relação com deficiência de cálcio.

    3. O que é baqueteamento digital?

    É uma alteração em que as pontas dos dedos aumentam de volume e as unhas ficam mais curvas. Pode estar associada a doenças pulmonares, cardíacas e hepáticas, exigindo investigação médica quando surge de forma recente.

    4. Uma faixa preta na unha é sempre melanoma?

    Não. Muitas faixas escuras são benignas. No entanto, alterações recentes, irregulares ou que aumentam de tamanho devem ser avaliadas rapidamente por um dermatologista.

    5. Unhas quebradiças significam falta de vitaminas?

    Nem sempre. As causas mais comuns incluem envelhecimento, contato frequente com água, produtos químicos e traumas. Algumas deficiências nutricionais também podem contribuir.

    6. Doenças da tireoide podem alterar as unhas?

    Sim. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem provocar mudanças no crescimento, na resistência e na aderência das unhas.

    7. Quando devo me preocupar com alterações nas unhas?

    Quando as mudanças aparecem de forma persistente, acometem várias unhas, surgem sem causa aparente ou vêm acompanhadas de outros sintomas, como cansaço intenso, perda de peso, falta de ar ou febre.

    Confira: Unhas amareladas: 7 possíveis causas e quando ir ao médico

  • Sair do calor para o frio faz mal ou causa paralisia facial? Veja o que a ciência explica

    Sair do calor para o frio faz mal ou causa paralisia facial? Veja o que a ciência explica

    É uma cena comum: alguém sai do calor intenso, entra em um ambiente com ar-condicionado e logo escuta um alerta de que o choque térmico pode causar paralisia facial ou causar um resfriado. Essas ideias fazem parte da cultura popular há décadas, mas o que a ciência realmente mostra?

    A resposta é que a mudança brusca de temperatura, por si só, não causa resfriado nem é considerada a causa direta da paralisia facial. No entanto, ela pode provocar alterações fisiológicas e, em algumas situações, contribuir indiretamente para o aparecimento de sintomas ou favorecer fatores envolvidos em determinadas doenças.

    Entender essa diferença ajuda a separar mitos de fatos.

    O que é choque térmico?

    O termo choque térmico é usado para descrever uma mudança rápida entre ambientes com temperaturas muito diferentes.

    Por exemplo:

    • Sair de uma rua com 38°C e entrar em um ambiente a 20°C;
    • Entrar em uma piscina fria logo após ficar muito tempo ao sol;
    • Sair de um ambiente aquecido para uma rua muito fria.

    Nessas situações, o organismo ativa mecanismos para manter a temperatura corporal estável.

    Entre eles estão:

    • Contração ou dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Aumento ou redução da produção de suor;
    • Alterações na frequência cardíaca;
    • Mudanças na circulação da pele.

    Essas respostas são normais e fazem parte da capacidade do corpo de se adaptar ao ambiente.

    Choque térmico causa resfriado?

    Isso é um mito. O resfriado é causado por vírus, principalmente os rinovírus, mas também por coronavírus sazonais, adenovírus e outros agentes. Sem contato com esses vírus, a pessoa não desenvolve um resfriado apenas por mudar de temperatura.

    Portanto, sair do calor e entrar no frio não é suficiente para causar a infecção.

    Então por que tantas pessoas ficam gripadas ou resfriadas no frio?

    Embora o frio não seja o causador direto, ele pode favorecer alguns fatores que aumentam a transmissão dos vírus.

    Permanência em ambientes fechados

    Durante dias frios, as pessoas tendem a permanecer mais tempo em locais fechados e pouco ventilados. Isso facilita a circulação dos vírus respiratórios entre os indivíduos.

    Maior estabilidade de alguns vírus

    Diversos vírus respiratórios sobrevivem por mais tempo em ambientes frios e com baixa umidade relativa do ar. Isso aumenta as oportunidades de transmissão.

    Ressecamento das vias respiratórias

    O ar frio e seco pode reduzir a eficiência das barreiras naturais do nariz e das vias respiratórias. Como consequência, os vírus podem encontrar condições mais favoráveis para iniciar uma infecção.

    Ou seja, o frio não cria o vírus, mas pode facilitar sua disseminação e diminuir temporariamente a eficácia das defesas locais.

    Choque térmico causa paralisia facial?

    Também é considerado um mito afirmar que ele seja a causa direta. A forma mais comum de paralisia facial aguda é a paralisia de Bell. Ela ocorre devido a uma inflamação do nervo facial, responsável pelos movimentos da musculatura de um dos lados da face.

    Embora sua causa exata ainda não seja totalmente conhecida, acredita-se que exista participação importante da reativação de vírus latentes, especialmente do vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), em indivíduos predispostos.

    Até o momento, não existem evidências científicas robustas demonstrando que a mudança brusca de temperatura provoque diretamente a paralisia facial.

    Então por que tantas pessoas associam a paralisia facial ao vento frio?

    Essa associação provavelmente surgiu porque muitos episódios acontecem durante o inverno ou após exposição ao frio. Entretanto, associação não significa causa.

    É possível que alguns fatores relacionados ao frio, como alterações da circulação local ou respostas inflamatórias, coexistam com outros mecanismos envolvidos na doença, mas isso não comprova que o vento frio ou o ar-condicionado sejam responsáveis pela paralisia.

    As principais diretrizes médicas não recomendam evitar correntes de ar como forma comprovada de prevenir a paralisia de Bell.

    O frio pode provocar outros sintomas?

    Sim. Embora não cause diretamente resfriados ou paralisia facial, a exposição ao frio pode desencadear:

    • Dor muscular;
    • Sensação de rigidez;
    • Lacrimejamento;
    • Coriza transitória;
    • Espirros;
    • Dor em pessoas com artrite;
    • Crises de asma em indivíduos predispostos.

    Esses sintomas são respostas fisiológicas do organismo e não significam necessariamente uma infecção.

    Entrar em água gelada faz mal?

    Na maioria das pessoas saudáveis, não. Ao entrar em água fria, ocorre uma resposta chamada reflexo ao frio, que pode provocar:

    • Respiração rápida;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Vasoconstrição;
    • Elevação temporária da pressão arterial.

    Em indivíduos saudáveis, essas alterações costumam ser transitórias.

    Já pessoas com doenças cardiovasculares importantes devem ter maior cautela, pois a exposição súbita ao frio intenso pode aumentar a sobrecarga sobre o coração.

    Dormir com ventilador ou ar-condicionado causa resfriado?

    Não diretamente. O ventilador e o ar-condicionado não produzem vírus.

    No entanto, podem:

    • Ressecar as vias respiratórias;
    • Irritar nariz e garganta;
    • Favorecer desconforto em pessoas com rinite;
    • Colocar poeira e alérgenos em circulação quando os filtros não são higienizados.

    Esses fatores podem causar sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas não representam uma infecção viral.

    Existe alguma situação em que a mudança brusca de temperatura merece atenção?

    Sim. Mudanças extremas de temperatura podem representar maior risco para:

    • Idosos;
    • Recém-nascidos;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares;
    • Pacientes com insuficiência cardíaca;
    • Pessoas com hipertensão não controlada;
    • Indivíduos com doença pulmonar crônica.

    Nesses grupos, a adaptação ao frio ou ao calor intenso pode exigir maior esforço do organismo.

    Como reduzir os riscos relacionados às mudanças de temperatura?

    Algumas medidas simples ajudam a minimizar o desconforto:

    • Evite exposição prolongada a temperaturas extremas;
    • Vista-se adequadamente para o clima;
    • Mantenha boa hidratação;
    • Higienize regularmente os filtros do ar-condicionado;
    • Mantenha os ambientes ventilados;
    • Lave as mãos frequentemente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios;
    • Mantenha as vacinas recomendadas em dia, especialmente contra a gripe.

    Essas medidas têm muito mais impacto na prevenção de doenças respiratórias do que tentar evitar toda mudança brusca de temperatura.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação médica se ocorrer:

    • Fraqueza súbita em um lado da face;
    • Dificuldade para fechar um dos olhos;
    • Assimetria facial;
    • Dor intensa no ouvido associada à paralisia;
    • Febre alta persistente;
    • Falta de ar importante;
    • Dor no peito.

    No caso da paralisia facial, é importante procurar atendimento rapidamente para diferenciar a paralisia de Bell de outras condições, como um acidente vascular cerebral (AVC), e iniciar o tratamento quando indicado.

    Leia mais: Paralisia de Bell: por que um lado do rosto pode paralisar de repente

    Perguntas frequentes sobre choque térmico

    1. Choque térmico causa resfriado?

    Não. O resfriado é causado por vírus. A mudança brusca de temperatura, por si só, não provoca a infecção.

    2. O frio pode causar paralisia facial?

    Não há evidências científicas de que o frio seja a causa direta da paralisia facial. A forma mais comum, a paralisia de Bell, está relacionada à inflamação do nervo facial, provavelmente associada à reativação de vírus em pessoas predispostas.

    3. Entrar no ar-condicionado logo após o calor faz mal?

    Para a maioria das pessoas saudáveis, não. O organismo possui mecanismos para se adaptar às mudanças de temperatura.

    4. Dormir com ventilador ligado provoca gripe?

    Não. Ventiladores e ar-condicionado não causam gripe nem resfriado. Eles podem apenas ressecar as vias respiratórias ou agravar sintomas de rinite quando há poeira ou filtros sujos.

    5. O frio reduz a imunidade?

    A exposição ao frio intenso pode provocar alterações temporárias nas defesas locais das vias respiratórias, mas isso não significa que a imunidade diminua de forma generalizada.

    6. Quem deve tomar mais cuidado com mudanças bruscas de temperatura?

    Idosos, pessoas com doenças cardiovasculares, doenças pulmonares crônicas e recém-nascidos podem apresentar maior sensibilidade às temperaturas extremas.

    7. Como prevenir resfriados no inverno?

    A melhor prevenção inclui higiene frequente das mãos, vacinação quando indicada, boa ventilação dos ambientes, evitar contato próximo com pessoas doentes e manter hábitos saudáveis. Evitar mudanças de temperatura, isoladamente, não impede o aparecimento de infecções respiratórias.

    Veja também: Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

  • Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta 

    Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta 

    Quando o assunto é menstruação, cada mulher tem uma história para contar. Algumas têm ciclos certinhos como um relógio, enquanto outras enfrentam atrasos misteriosos ou sangramentos que chegam sem aviso. E aí vem a dúvida: o que é normal e o que é menstruação irregular e merece ser compartilhado com um médico?

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, que explicou de forma clara como funciona um ciclo menstrual saudável, o que caracteriza irregularidade e em quais situações é necessário procurar o médico.

    O que é um ciclo menstrual regular

    Antes de falar em irregularidade, é importante entender o que é considerado normal.

    “Do ponto de vista médico, o ciclo menstrual clássico é de 28 dias, marcado pela ovulação no meio do ciclo. Temos a fase folicular, nas primeiras duas semanas, quando ocorre o desenvolvimento do óvulo, seguida da ovulação, que é o rompimento do folículo no ovário com a saída do óvulo para a tuba uterina”, conta a médica.

    “Depois, há a fase lútea, em que o corpo lúteo se forma e o endométrio se prepara para receber o óvulo fecundado”, período que, se não houver óvulo fecundado, culmina na menstruação.

    Segundo a ginecologista, um ciclo normal dura de 25 a 35 dias, contando sempre do primeiro dia da menstruação até o primeiro dia da próxima. “O sangramento considerado regular deve ter entre 3 e 7 dias”.

    O fluxo também entra nessa conta. Para avaliá-lo, os médicos observam a intensidade do sangramento: número de absorventes usados, presença de coágulos, vazamentos ou necessidade de combinar absorvente interno com externo para conter o fluxo. “Isso nos dá uma ideia do volume”, conta.

    Quando o ciclo é considerado irregular?

    É considerado irregular quando o ciclo dura menos de 25 ou mais de 35 dias. Se a menstruação vem a cada 15 dias ou só aparece de três em três meses, por exemplo, é sinal de que algo não está bem.

    “Quando a mulher menstrua a cada 15 dias, geralmente é porque não ovula adequadamente. Já quando menstrua apenas a cada 3 meses, pensamos em síndrome dos ovários policísticos”, explica a ginecologista.

    A irregularidade também pode se manifestar com intervalos muito variáveis, como um ciclo de 21 dias seguido de outro de 47, por exemplo.

    “Uma menstruação irregular, com intervalos ora curtos, ora longos, pode estar ligada a alterações hormonais, disfunções da hipófise, da tireoide, ou a fases fisiológicas como a perimenopausa”, explica a especialista.

    O papel da ovulação no ciclo

    A ovulação acontece, em média, no meio do ciclo menstrual. Mas o corpo pode ter variações. “Se a ovulação atrasar para o 18º dia, o ciclo pode ter 32 dias e ainda ser normal”, explica Andreia.

    O que deve chamar atenção é a falta de padrão. “Hoje os aplicativos de monitoramento ajudam muito a observar essas variações”, lembra a especialista.

    Leia também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

    Estilo de vida e menstruação irregular

    O corpo responde ao ritmo de vida, e a menstruação não fica de fora. Estresse, noites mal dormidas, má alimentação, peso muito baixo ou muito alto, excesso ou falta de exercícios físicos podem bagunçar o ciclo.

    “Atletas com baixo percentual de gordura podem ter amenorreia, ou seja, ausência de menstruação. Já mulheres com obesidade podem ter maior risco de síndrome dos ovários policísticos”, explica a médica.

    Até a dieta pode influenciar. “A soja, por exemplo, contém fitoestrógenos, substâncias semelhantes ao estrogênio, que podem alterar o ciclo”, completa.

    Quando é sinal de alerta?

    Nem toda irregularidade é preocupante, mas há momentos em que é preciso investigar. “A irregularidade é o primeiro sintoma comum na menopausa, mais até que os fogachos”, diz a Dra. Andreia.

    Além disso, disfunções hormonais da hipófise e da tireoide, por exemplo, podem se manifestar primeiro com alterações menstruais. Por isso, a recomendação é que quem tem ciclos fora do padrão e que se repetem com frequência devem ser avaliados por um ginecologista.

    Confira: Tratamento para mioma uterino: opções não cirúrgicas

    Perguntas frequentes sobre menstruação irregular

    1. É normal a menstruação atrasar alguns dias?

    Sim. Pequenas variações de até alguns dias ainda podem ser consideradas normais.

    2. Menstruação irregular sempre significa problema muito sério?

    Não, nem sempre. O ciclo pode variar por estresse, sono ruim ou até mudanças na alimentação. Se essas forem as causas, quando essas questões são ajustadas o ciclo tende a se regularizar.

    3. Aplicativos de ciclo menstrual são confiáveis?

    Eles ajudam a acompanhar o padrão, como duração do ciclo, volume do fluxo menstrual, entre outros parâmetros, mas não substituem a avaliação médica.

    4. Menstruação irregular é sempre sinal de ovário policístico?

    Não. Essa é uma das causas possíveis, mas existem outras, como alterações da tireoide ou da hipófise.

    5. Quem está na perimenopausa sempre terá irregularidade menstrual?

    A maioria sim, mas a intensidade varia muito de mulher para mulher.

    7. Menstruação irregular pode afetar a fertilidade?

    Sim, especialmente se for causada por falta de ovulação.

    8. Quando procurar o ginecologista?

    Sempre que os ciclos forem muito variáveis (muito curtos ou longos) ou vierem acompanhados de sintomas importantes, como sangramento excessivo ou dor intensa.

    Leia mais: Cirurgia de endometriose: veja quando ela é indicada

  • Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar os sintomas? 

    Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar os sintomas? 

    Com a chegada dos dias frios, não são apenas a pele e os lábios que tendem a ficar mais secos. A combinação entre o ar seco e a baixa umidade também contribui para o ressecamento dos olhos, deixando-os mais irritados e causando sintomas como ardência, vermelhidão, coceira e a incômoda sensação de areia.

    Para quem já convive com o olho seco, os sintomas podem ficar mais intensos ao longo da estação, mas alguns cuidados simples ajudam a melhorar a lubrificação e proteger a saúde dos olhos. Dá uma olhada!

    Por que os olhos ficam mais secos no inverno?

    No inverno, a umidade do ar costuma diminuir, fazendo com que a lágrima que protege e lubrifica os olhos evapore mais rapidamente. O vento frio também pode aumentar o ressecamento, deixando a superfície dos olhos mais exposta e provocando sintomas como ardência, coceira, vermelhidão e sensação de areia.

    No dia a dia, alguns comportamentos comuns costumam contribuir para o ressecamento. Como as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados e usam aquecedores ou ar-condicionado, o ar dentro de casa pode ficar mais seco.

    Para quem usa lentes de contato ou fica várias horas diante do computador e do celular, o desconforto pode ser ainda maior, já que o uso das telas reduz a frequência das piscadas e, consequentemente, a distribuição das lágrimas sobre os olhos.

    Sintomas de olho seco que pioram no frio

    O olho seco pode causar diferentes sintomas e, durante os meses mais frios e secos, o desconforto tende a ficar mais intenso:

    1. Sensação de areia e ardência

    Um dos sintomas mais comuns é a sensação de ter pequenos grãos de areia dentro dos olhos, principalmente ao piscar. A pessoa também pode sentir ardência ou queimação, já que a superfície ocular fica menos protegida pela película lacrimal.

    2. Vermelhidão e sensibilidade à luz

    Quando os olhos não estão bem lubrificados, a superfície ocular pode ficar irritada e inflamada, deixando os vasos sanguíneos mais aparentes e provocando vermelhidão. Algumas pessoas também apresentam maior sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia.

    3. Visão embaçada e lacrimejamento

    Quando a superfície ocular fica irritada, o organismo pode produzir lágrimas em excesso como uma resposta de proteção. Porém, o líquido produzido nem sempre permanece tempo suficiente sobre os olhos para garantir uma boa lubrificação, podendo escorrer pelo rosto e provocar episódios de visão embaçada.

    Quem tem maior risco de sofrer com o problema?

    Qualquer pessoa pode sentir os olhos mais secos durante o inverno, mas alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver ou piorar os sintomas, como:

    • Pessoas que usam lentes de contato: as lentes dependem de uma boa lubrificação para permanecerem confortáveis sobre os olhos. Quando existe ressecamento, pode ocorrer maior atrito, provocando ardência, irritação e desconforto;
    • Pessoas que ficam várias horas diante das telas: ao usar o computador, o celular ou o tablet, costumamos piscar menos, o que reduz a distribuição das lágrimas sobre a superfície dos olhos e favorece o ressecamento;
    • Idosos e mulheres após a menopausa: a produção e a composição das lágrimas podem mudar com o envelhecimento e com as alterações hormonais, tornando algumas pessoas mais vulneráveis ao olho seco;
    • Pessoas que fizeram cirurgia refrativa: o ressecamento ocular pode ocorrer após algumas cirurgias refrativas, principalmente nos primeiros meses de recuperação. Por isso, os cuidados com a lubrificação devem seguir as orientações do oftalmologista.

    Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar?

    Para aliviar o desconforto e evitar que o ressecamento piore, pequenas mudanças na rotina podem fazer bastante diferença:

    1. Use colírios lubrificantes com orientação

    As lágrimas artificiais ajudam a repor a lubrificação dos olhos e aliviar sintomas como ardência, coceira, vermelhidão e sensação de areia.

    Como existem diferentes tipos de colírios lubrificantes, o ideal é conversar com um oftalmologista para escolher o produto mais adequado, principalmente quando os sintomas são frequentes ou existe a necessidade de usar o colírio várias vezes ao dia.

    2. Aumente a umidade dos ambientes

    Os aquecedores e os aparelhos de ar-condicionado podem deixar o ar mais seco e aumentar a evaporação das lágrimas. Se você permanece várias horas em ambientes climatizados, o uso de um umidificador pode ajudar a manter uma umidade mais confortável.

    Também vale abrir as janelas e deixar o ar circular pelos cômodos sempre que as condições climáticas permitirem.

    3. Faça pausas ao usar as telas

    Quando estamos concentrados no computador, no celular ou no tablet, costumamos piscar com menos frequência, o que facilita a evaporação das lágrimas e aumenta o ressecamento. Por isso, tente fazer pequenas pausas e piscar de forma consciente ao longo do dia.

    Uma estratégia simples é seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos diante de uma tela, olhe por pelo menos 20 segundos para algum objeto que esteja a aproximadamente 6 metros de distância.

    4. Proteja os olhos do vento

    O contato direto com o vento frio pode acelerar a evaporação das lágrimas e aumentar a ardência e a irritação. Nos dias frios ou com ventos fortes, usar óculos ajuda a criar uma barreira de proteção para os olhos. Se optar pelos óculos de sol, escolha modelos com proteção contra os raios ultravioleta, que também ajudam a proteger a saúde ocular.

    5. Mantenha uma boa hidratação

    No inverno, é comum sentir menos sede e, como consequência, beber menos água ao longo do dia. Mesmo assim, manter uma hidratação adequada continua sendo importante para o funcionamento de todo o organismo.

    Quando o olho seco no frio acende o sinal de alerta?

    Na maioria das vezes, o ressecamento causado pelas condições ambientais melhora com alguns cuidados simples. Porém, quando os sintomas são intensos, persistentes ou acompanhados de alterações importantes na visão, é necessário procurar um oftalmologista. Veja alguns sinais de alerta para ficar de olho:

    • Dor ocular intensa ou persistente;
    • Vermelhidão intensa que não melhora;
    • Secreção amarelada ou esverdeada;
    • Inchaço importante nas pálpebras;
    • Feridas ou alterações na superfície dos olhos;
    • Piora repentina ou persistente da visão.

    O oftalmologista poderá avaliar a causa do ressecamento e indicar o tratamento adequado, que pode incluir lágrimas artificiais, medicamentos específicos ou outras opções, dependendo da gravidade e da origem do problema.

    Leia mais: Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor colírio para olho seco no frio?

    Os colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), de preferência os sem conservantes, pois agridem menos os olhos se usados várias vezes ao dia.

    2. Posso usar soro fisiológico nos olhos para lubrificar?

    Não é recomendado. O soro fisiológico não tem os mesmos componentes da lágrima e contém sal, o que pode aumentar a irritação a longo prazo.

    3. Usar óculos de sol no inverno ajuda no olho seco?

    Sim. Os óculos funcionam como um escudo físico que protege os olhos do vento gelado e direto, diminuindo o ressecamento.

    4. O que acontece se o olho seco não for tratado?

    Pode causar inflamações crônicas, ceratite (inflamação da córnea), microlesões na superfície ocular e, em casos muito graves, úlceras de córnea.

    5. Maquiagem piora o olho seco no inverno?

    Pode piorar se entupir as glândulas de gordura dos cílios. Evite passar lápis na linha d’água e retire a maquiagem completamente antes de dormir.

    6. Colírio para clarear o olho (vasoconstritor) serve para olho seco?

    Não. Os colírios que tiram o vermelho do olho apenas contraem os vasos sanguíneos e, se usados frequentemente, pioram o ressecamento e causam efeito rebote.

    7. Lavar os olhos com água fria ajuda a aliviar o olho seco?

    Dá uma sensação de alívio momentâneo pelo frescor, mas a água corrente remove a pouca hidratação natural que o olho tem. O ideal é usar o colírio lubrificante.

    Confira: Conjuntivite: o que é, sintomas, tipos e tratamentos

  • Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    O diabetes é considerado uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas sua detecção ainda representa um desafio. Afinal, na maioria dos casos, os sintomas iniciais são sutis, inespecíficos e facilmente confundidos com sinais de estresse, rotina cansativa ou até envelhecimento natural.

    “O diabetes, especialmente o tipo 2, pode não causar dor ou qualquer sintoma evidente no começo. Por isso, ele é considerado uma doença silenciosa”, explica a endocrinologista Denise Orlandi.

    Nesta reportagem, detalhamos os sintomas mais comuns e os menos conhecidos, explicamos a diferença entre os tipos de diabetes e mostramos por que identificar cedo faz toda a diferença.

    Sintomas clássicos e sintomas silenciosos do diabetes

    Quando pensamos em diabetes, logo vêm à mente os sinais mais clássicos: sede em excesso, mesmo bebendo bastante água, vontade de urinar várias vezes, especialmente à noite, e aumento do apetite, principalmente por massas e doces.

    Esses são, de fato, os sintomas mais conhecidos. “Mas há outros sintomas menos conhecidos e, por isso, ignorados, que podem acontecer em outras situações do dia a dia”, fala a médica.

    A lista de sintomas silenciosos do diabetes pode incluir:

    • Cansaço constante, sem motivo aparente;
    • Perda de peso inexplicável, mesmo sem fazer dieta;
    • Mal-estar logo após uma refeição;
    • Infecções frequentes, como infecção urinária, candidíase ou resfriados.

    Esses sintomas não surgem de forma abrupta. Eles se instalam lentamente, fazendo com que muitos pacientes acreditem que se trata apenas de reflexo da idade ou de um período estressante. Esse mascaramento natural é um dos motivos pelos quais tanta gente demora a procurar ajuda médica.

    Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa

    O diabetes tipo 2 pode evoluir por anos sem manifestar sintomas claros. Isso ocorre porque a resistência à insulina e a elevação progressiva da glicose são processos graduais que o corpo tenta compensar.

    “Às vezes, o diagnóstico só acontece anos depois do início da doença, quando já houve algum tipo de complicação, como problemas nos rins, nos olhos, nos nervos ou até infarto”, explica a médica.

    Esse caráter silencioso reforça a necessidade de exames periódicos, especialmente para pessoas com fatores de risco. Além disso, é importante ter atenção a outros sinais, como ressecamento ou coceira na pele (principalmente nas pernas), alterações na visão e urina com espuma ou presença de formigas no vaso sanitário.

    “Nem sempre todos esses sintomas significam que a pessoa tem diabetes, mas eles devem ser investigados”, enfatiza Denise. Muitos também podem ocorrer em situações como calor intenso, desidratação, infecções urinárias ou efeitos de medicamentos. A diferença está na persistência e na combinação dos sinais.

    “Quando sede intensa, urina frequente e cansaço se tornam constantes, especialmente se vêm acompanhados de perda de peso ou visão embaçada, o ideal é procurar um endocrinologista e fazer exames para descartar diabetes. O importante é não normalizar esses sintomas se eles persistirem no dia a dia”.

    Diferenças entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 tem origem autoimune, quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Já o diabetes tipo 2 tem relação mais forte com a hereditariedade, somada ao estilo de vida (alimentação, obesidade, sedentarismo).

    Embora ambos tenham em comum a elevação da glicose no sangue, os sintomas aparecem em velocidades distintas. O tipo 1, mais comum em crianças e adolescentes, costuma surgir de forma rápida e intensa, com sede extrema, urina excessiva, dor abdominal e emagrecimento acelerado. O diagnóstico acontece em poucas semanas.

    Já o tipo 2, o mais prevalente entre adultos, é lento e silencioso. Os sintomas podem levar anos para se manifestar e, quando aparecem, são leves e progressivos. Nesse caso, é possível prevenir: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável e acompanhamento médico são medidas essenciais para reduzir os riscos.

    Leia mais: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

    O perigo de viver com diabetes sem diagnóstico

    No caso do diabetes tipo 2, é possível conviver com a doença por anos sem saber. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas não saiba que tem diabetes. Esse atraso é perigoso porque, durante esse tempo, a glicose elevada danifica silenciosamente órgãos importantes.

    Sem diagnóstico, o risco de complicações aumenta significativamente:

    • Cegueira: provocada por retinopatia diabética;
    • Insuficiência renal: que pode levar à necessidade de diálise;
    • Infartos e AVCs: resultado do comprometimento dos vasos sanguíneos;
    • Amputações: decorrentes de neuropatia diabética e má cicatrização de feridas;
    • Complicações na gravidez: que afetam tanto a mãe quanto o bebê.

    “O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Ele permite controlar a doença e evitar complicações. E o mais importante: controlar o diabetes não significa perder qualidade de vida, pelo contrário, a pessoa ganha mais saúde, energia e bem-estar”, reforça Denise.

    Exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada são os principais métodos para identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e devem ser realizados periodicamente, especialmente em pessoas com fatores de risco. Muitas vezes, esses exames são solicitados em check-ups anuais, mas em casos de suspeita clínica devem ser feitos o quanto antes.

    Leia mais: Exame mostrou glicemia alta? Veja quais são os próximos passos

    Perguntas e respostas

    1. Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa?

    Porque, principalmente no tipo 2, ele pode evoluir por anos sem sintomas claros. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre após complicações como problemas nos rins, visão, nervos ou até um infarto.

    2. Quais são os sintomas clássicos do diabetes?

    Sede em excesso, vontade frequente de urinar (especialmente à noite) e aumento do apetite, sobretudo por massas e doces.

    3. E quais são os sintomas silenciosos que costumam ser ignorados?

    Cansaço sem motivo, visão embaçada que vai e volta, perda de peso inexplicável, mal-estar após refeições, infecções frequentes, formigamentos nas mãos e pés e alterações de pele, como coceira ou ressecamento.

    4. Qual a diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2?

    O tipo 1 é autoimune, surge de forma rápida e intensa, mais comum em jovens. Já o tipo 2 está fortemente ligado à hereditariedade e ao estilo de vida, evolui lentamente e pode levar anos para dar sinais.

    5. Por que é perigoso viver com diabetes sem diagnóstico?

    Porque o excesso de glicose danifica órgãos de forma silenciosa, podendo causar cegueira, insuficiência renal, infartos, AVCs, amputações e complicações na gravidez.

    6. Como identificar precocemente a doença?

    Com exames de rotina, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, especialmente em pessoas com fatores de risco.

    Leia também: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

  • Escape de xixi: quando ele costuma aparecer e como funciona o tratamento? 

    Escape de xixi: quando ele costuma aparecer e como funciona o tratamento? 

    Normalmente associado ao envelhecimento, o escape de xixi pode acontecer em qualquer fase da vida e afetar tanto mulheres quanto homens, apesar de mais comum no público feminino.

    Ele acontece quando a pessoa perde urina de forma involuntária, seja em pequenas gotas ou em maior quantidade, por causa de alterações que comprometem o funcionamento normal da bexiga, da uretra, dos músculos do assoalho pélvico ou dos nervos que controlam a micção.

    Dependendo da causa, o problema pode aparecer apenas durante esforços, surgir junto com uma vontade intensa e repentina de urinar ou até combinar as duas situações.

    Além do desconforto físico, a incontinência urinária também pode afetar a autoestima, a vida social e a confiança, fazendo com que várias pessoas deixem de praticar atividades físicas, viajar ou até sair de casa por medo de passar por situações constrangedoras.

    O que é o escape de xixi e por que acontece?

    O escape de xixi, conhecido como incontinência urinária, é a perda involuntária de urina. Ele acontece quando as estruturas responsáveis por segurar a urina no organismo, como os músculos do assoalho pélvico, os ligamentos e o esfíncter da uretra, passam por algum tipo de enfraquecimento, alteração anatômica ou falha no funcionamento da bexiga.

    No Brasil, a incontinência urinária atinge cerca de 11% a 23% das mulheres adultas e pode chegar a 50% após os 75 anos. Mas, apesar de comum na população feminina, ela nunca deve ser considerada normal, independentemente da idade ou da rotina da mulher. Sempre que o xixi escapa de forma indesejada, existe uma causa que precisa ser investigada e, quando necessário, tratada.

    Quando o escape de xixi costuma aparecer?

    O escape de urina pode surgir em diferentes fases e situações ao longo da vida da mulher, variando de acordo com as mudanças do corpo e do estilo de vida:

    1. Na gravidez e no pós-parto

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a gestação é o principal fator de risco para o surgimento do problema. O próprio fato de engravidar, devido ao peso do útero e às alterações hormonais, já aumenta a sobrecarga sobre a musculatura pélvica.

    Caso o parto vaginal não receba a assistência adequada, o risco de lesões e flacidez pode aumentar. No entanto, quando bem assistido, o parto normal apresenta um nível de risco semelhante ao da cesariana.

    2. A partir dos 40 anos e na menopausa

    A partir dos 40 anos e durante a transição para a menopausa, o corpo feminino passa por uma queda natural nos níveis de estrogênio, acompanhada pela perda gradual de colágeno e elastina nos tecidos, incluindo os ligamentos da região pélvica.

    A redução da sustentação dos tecidos e da massa muscular local pode deixar a perda urinária mais frequente com o passar dos anos.

    3. Em pessoas jovens e praticantes de exercícios

    Nas mulheres mais jovens, o escape pode surgir devido ao sedentarismo, já que a falta de atividade física pode contribuir para o enfraquecimento da musculatura pélvica.

    Por outro lado, Andreia explica que o excesso também pode ser prejudicial, já que a prática de exercícios de alto impacto ou o hábito de carregar muito peso sem contrair e proteger adequadamente o assoalho pélvico podem aumentar a pressão sobre a bexiga e favorecer a perda involuntária de urina.

    4. Fatores de risco, como peso, prisão de ventre e estresse

    No dia a dia, alguns hábitos e condições podem influenciar o funcionamento do sistema urinário, como:

    • Excesso de peso: aumenta a pressão dentro do abdômen e, consequentemente, a sobrecarga sobre a bexiga;
    • Constipação (prisão de ventre): o esforço frequente para evacuar pode enfraquecer o assoalho pélvico ao longo do tempo;
    • Estresse: segundo a médica, a bexiga possui receptores de adrenalina, por isso as situações de estresse intenso podem estimular o órgão e favorecer as contrações involuntárias;
    • Uso de alguns medicamentos: pode interferir no funcionamento da bexiga e aumentar a vontade de urinar.

    O uso de alguns medicamentos e o consumo excessivo de cafeína também podem irritar ou estimular a bexiga, aumentando a vontade de urinar e o risco de escapes.

    Quais os tipos de incontinência urinária?

    Incontinência urinária de esforço (ao tossir, rir ou se exercitar)

    A incontinência urinária de esforço acontece quando a pessoa perde urina ao realizar movimentos que aumentam a pressão dentro do abdômen, como tossir, espirrar, dar risada, pular ou correr.

    Conforme explica Andreia, o tipo pode ocorrer por dois motivos anatômicos principais: a hipermobilidade da bexiga, quando há perda do ângulo adequado entre a bexiga e a uretra devido à flacidez vaginal, ou a insuficiência uretral, quando a uretra não consegue suportar adequadamente o aumento da pressão interna.

    Incontinência de urgência (vontade súbita e incontrolável)

    Também chamada de urge-incontinência, a condição é caracterizada por uma vontade repentina, intensa e difícil de controlar de urinar, que muitas vezes provoca o escape antes mesmo de a pessoa chegar ao banheiro.

    A ginecologista explica que o problema ocorre devido às contrações involuntárias da bexiga em momentos inadequados, mesmo quando não existe uma alteração na uretra. Uma das possíveis causas do sintoma é a infecção urinária, que pode irritar a parede da bexiga e aumentar a urgência para urinar.

    Incontinência urinária mista

    A incontinência urinária mista ocorre quando a pessoa apresenta uma combinação dos dois tipos anteriores, com escapes tanto durante os esforços físicos quanto diante de uma vontade repentina e intensa de urinar.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da incontinência urinária é clínico, feito a partir de uma conversa detalhada sobre o histórico da paciente, a rotina, a frequência dos escapes e as situações em que a perda de urina costuma acontecer.

    O médico também pode perguntar sobre a quantidade de urina perdida, a presença de vontade urgente de ir ao banheiro e os possíveis fatores de risco.

    Na maioria dos casos, o especialista solicita um exame de urina, principalmente para descartar ou confirmar uma infecção urinária. A infecção pode irritar a bexiga e causar sintomas como vontade frequente e urgente de urinar, ardência e até pequenos escapes.

    Quando fazer o exame de urodinâmica?

    Quando não existe uma infecção e os sintomas persistem, o médico pode indicar o estudo urodinâmico. Andreia Sapienza explica que o exame permite avaliar com mais detalhes o funcionamento da bexiga e da uretra, ajudando a identificar o tipo de incontinência e o mecanismo responsável pela perda de urina.

    Durante o procedimento, são utilizados pequenos sensores para medir as pressões relacionadas ao funcionamento da bexiga. O exame acompanha como o órgão se comporta enquanto enche e durante o esvaziamento, permitindo observar possíveis alterações que podem estar relacionadas aos escapes de urina.

    Quais são os tratamentos para o escape de xixi?

    O tratamento varia de acordo com a causa da perda urinária e pode incluir medidas conservadoras, medicamentos ou cirurgia:

    • Fisioterapia pélvica e exercícios: indicada principalmente para a incontinência urinária de esforço, ajuda a fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorando a sustentação dos órgãos da região e reduzindo os escapes de urina;
    • Remédios para relaxar a bexiga: usados principalmente na incontinência de urgência, ajudam a controlar a atividade da bexiga, diminuindo as contrações involuntárias e a vontade súbita e intensa de urinar;
    • Procedimentos como laser, radiofrequência e fios de PDO: são técnicas que estimulam a produção de colágeno e melhoram a qualidade dos tecidos da região íntima, podendo ajudar na melhora dos sintomas. A indicação deve ser avaliada pelo médico de acordo com o tipo de incontinência e as necessidades de cada paciente.

    A cirurgia pode ser indicada nos casos de incontinência urinária de esforço mais intenso ou quando os tratamentos conservadores e a fisioterapia não apresentam o resultado esperado. Ela contribui para melhorar a sustentação da uretra e corrigir alterações anatômicas relacionadas à perda de urina.

    Como prevenir a perda involuntária de urina?

    A prevenção do escape de xixi envolve especialmente a adoção de hábitos saudáveis e o cuidado com a musculatura pélvica ao longo da vida:

    • Praticar exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico;
    • Aprender a contrair o assoalho pélvico corretamente durante as atividades físicas;
    • Manter o peso corporal adequado para reduzir a pressão sobre a bexiga;
    • Tratar a prisão de ventre e evitar fazer muita força para evacuar;
    • Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras para melhorar o funcionamento do intestino;
    • Evitar o consumo excessivo de café e de bebidas com cafeína;
    • Controlar o estresse, que pode aumentar a vontade de urinar;

    A consulta regular com o ginecologista também é necessária para acompanhar a saúde da mulher, identificar possíveis fatores de risco para a incontinência urinária e iniciar o tratamento adequado quando necessário.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Perguntas frequentes

    1. Fazer xixi várias vezes ao dia é sinal de incontinência?

    Pode ser. O normal é urinar entre 4 e 7 vezes por dia. Ir ao banheiro mais de 8 vezes ao dia ou acordar mais de 2 vezes à noite (noctúria) pode indicar bexiga hiperativa ou infecção urinária.

    2. Tomar pouca água ajuda a evitar que o xixi escape?

    Não, isso piora o problema. Beber pouca água deixa a urina mais concentrada e ácida, o que irrita as paredes da bexiga e pode provocar contrações involuntárias e infecções.

    3. Como os exercícios de Kegel ajudam no controle do xixi?

    Os exercícios de Kegel consistem na contração e no relaxamento consciente do assoalho pélvico. Eles fortalecem os músculos que dão suporte à bexiga e à uretra, aumentando o controle sobre a retenção da urina.

    4. Qual médico deve ser consultado em casos de perda de urina?

    O diagnóstico inicial e o tratamento podem ser conduzidos por um ginecologista ou por um urologista. A fisioterapeuta pélvica é a profissional indicada para a reabilitação muscular.

    5. Quanto tempo demora para o tratamento com fisioterapia fazer efeito?

    A resposta varia, mas a maioria das mulheres nota uma melhora significativa nos sintomas após 8 a 12 sessões semanais, desde que mantenha os exercícios diários recomendados para fazer em casa.

    6. Segurar o xixi por muito tempo causa incontinência?

    Sim, pode contribuir. O hábito frequente de adiar a ida ao banheiro estica excessivamente as paredes da bexiga, enfraquecendo a musculatura vesical e prejudicando a capacidade de contração ao longo do tempo.

    Veja também: A cor do seu xixi pode revelar muito sobre sua saúde

  • Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Moscas volantes: quando os pontinhos pretos flutuando na visão são perigosos? 

    Muitas pessoas já perceberam pequenos pontos pretos, filamentos ou manchas transparentes que parecem flutuar diante dos olhos, especialmente ao olhar para o céu azul, uma parede branca ou a tela do computador.

    Essas imagens costumam se mover conforme os olhos se movimentam e parecem “escapar” quando tentamos fixar o olhar diretamente sobre elas. Esses fenômenos são conhecidos como moscas volantes, ou floaters.

    Na maioria das vezes, elas estão relacionadas a alterações naturais do humor vítreo, uma substância gelatinosa que preenche o interior do olho, e não representam um problema grave. No entanto, quando surgem de forma repentina ou são acompanhadas por flashes de luz, uma sombra no campo visual ou perda da visão, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    O que são as moscas volantes?

    As moscas volantes são pequenas sombras projetadas sobre a retina, a camada localizada no fundo do olho que capta a luz e participa da formação das imagens.

    Elas surgem devido à presença de fibras, partículas ou condensações no humor vítreo, uma substância transparente e semelhante a um gel que preenche a maior parte do interior do globo ocular.

    Quando a luz entra no olho, essas pequenas estruturas presentes no vítreo projetam sombras sobre a retina.

    Por isso, as moscas volantes podem ser percebidas como:

    • Pontinhos pretos;
    • Filamentos;
    • Fios;
    • Pequenas teias de aranha;
    • Círculos;
    • Manchas translúcidas;
    • Formas semelhantes a cabelos ou insetos.

    Elas costumam ficar mais evidentes quando a pessoa olha para superfícies claras e uniformes.

    O que é o humor vítreo?

    O humor vítreo ocupa cerca de 80% do volume interno do olho.

    Ele é composto principalmente por:

    • Água;
    • Colágeno;
    • Ácido hialurônico.

    Sua função é ajudar a manter o formato do olho e permitir que a luz atravesse o globo ocular até alcançar a retina. Quando somos jovens, o vítreo possui uma consistência mais homogênea, semelhante à de um gel transparente.

    Com o envelhecimento, porém, sua estrutura começa a se modificar.

    Por que as moscas volantes aparecem?

    Com o passar dos anos, o humor vítreo sofre alterações naturais. Parte do gel torna-se mais líquida, enquanto as fibras de colágeno podem se agrupar e formar pequenas condensações.

    Essas estruturas bloqueiam parcialmente a passagem da luz e projetam sombras sobre a retina. É justamente isso que a pessoa enxerga como moscas volantes.

    Embora possam surgir em qualquer idade, elas se tornam mais frequentes a partir dos 50 anos.

    Pessoas mais jovens também podem apresentar o problema, especialmente quando possuem miopia elevada, sofreram um trauma ocular ou apresentam alguma inflamação dentro do olho.

    O descolamento do vítreo faz parte do envelhecimento?

    Sim. O descolamento posterior do vítreo é uma alteração muito comum ao longo do envelhecimento. À medida que o vítreo se torna mais líquido e encolhe, ele pode se separar da superfície da retina.

    Na maioria dos casos, esse processo acontece sem causar lesões importantes e não precisa de tratamento.

    Entretanto, o descolamento do vítreo costuma provocar o aparecimento repentino de novas moscas volantes. Algumas pessoas também percebem flashes de luz na visão periférica.

    Como a separação do vítreo pode exercer tração sobre a retina, o paciente deve ser examinado para descartar uma ruptura retiniana.

    Quem tem maior risco de apresentar moscas volantes?

    As moscas volantes podem surgir em qualquer pessoa, mas são mais frequentes em:

    • Pessoas com mais de 50 anos;
    • Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada;
    • Pacientes submetidos a cirurgia de catarata;
    • Pessoas que sofreram traumas nos olhos;
    • Indivíduos com inflamações intraoculares, como uveíte;
    • Pessoas que já tiveram ruptura ou descolamento da retina;
    • Pacientes que passaram por determinados procedimentos oculares.

    Nesses grupos, as alterações no humor vítreo podem surgir mais precocemente ou estar associadas a um risco maior de complicações na retina.

    Quando as moscas volantes são consideradas benignas?

    Na maioria dos casos, as moscas volantes antigas e estáveis não indicam uma doença grave. Elas geralmente apresentam características como:

    • Surgimento gradual;
    • Pequena quantidade;
    • Aparência relativamente estável ao longo do tempo;
    • Maior visibilidade diante de fundos claros;
    • Movimento acompanhando o olhar;
    • Ausência de dor;
    • Ausência de perda visual.

    Com o passar do tempo, o cérebro pode se adaptar à presença dessas imagens e passar a percebê-las com menor intensidade.

    Algumas opacidades também mudam de posição dentro do vítreo e deixam o eixo central da visão, tornando-se menos incômodas.

    Ainda assim, quem percebe moscas volantes pela primeira vez deve conversar com um oftalmologista, principalmente quando não sabe há quanto tempo elas estão presentes ou se pertence a um grupo de maior risco.

    Quando as moscas volantes podem indicar uma emergência?

    Embora sejam frequentemente benignas, algumas situações exigem avaliação oftalmológica imediata.

    Os sinais de alerta são:

    • Aparecimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino da quantidade de pontos ou fios;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de relâmpagos ou faíscas;
    • Sombra em uma parte do campo visual;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo a visão;
    • Visão embaçada de início súbito;
    • Perda parcial ou importante da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    É importante destacar que essas alterações geralmente não provocam dor. Portanto, a ausência de dor não significa que a situação seja inofensiva.

    O que são os flashes de luz?

    Os flashes de luz, também chamados de fotopsias, podem ocorrer quando o humor vítreo puxa ou exerce tração sobre a retina.

    A pessoa pode perceber:

    • Clarões rápidos;
    • Faíscas;
    • Relâmpagos;
    • Luzes piscando na região lateral da visão.

    Esses flashes podem ficar mais evidentes no escuro ou durante os movimentos dos olhos.

    Quando aparecem junto com novas moscas volantes, aumentam a suspeita de que a tração do vítreo tenha provocado uma ruptura na retina.

    Por que existe risco de descolamento da retina?

    Durante o descolamento posterior do vítreo, o gel pode exercer uma tração excessiva sobre determinados pontos da retina.

    Em alguns pacientes, essa força provoca uma pequena ruptura ou rasgo.

    Por essa abertura, o líquido presente no interior do olho pode passar para trás da retina, separando-a da camada que fornece suporte e nutrição.

    Esse processo é chamado de descolamento da retina e representa uma emergência oftalmológica. Sem tratamento rápido, as células da retina podem sofrer danos e ocorrer perda permanente da visão.

    Quanto mais cedo a ruptura ou o descolamento forem identificados, maiores são as possibilidades de preservar a visão.

    Toda mosca volante é causada pelo envelhecimento?

    Não. Embora as alterações naturais do vítreo sejam a causa mais comum, as moscas volantes também podem estar relacionadas a outras situações, como:

    • Sangramento dentro do olho;
    • Inflamação ocular;
    • Trauma;
    • Ruptura da retina;
    • Descolamento da retina;
    • Complicações após cirurgias ou outros procedimentos oculares.

    Pessoas com diabetes, por exemplo, podem apresentar sangramentos dentro do vítreo em decorrência de alterações nos vasos sanguíneos da retina. Por isso, o surgimento repentino de moscas volantes deve ser avaliado por um oftalmologista, mesmo quando não há dor.

    Como o diagnóstico é feito?

    O diagnóstico é realizado por um médico oftalmologista. A avaliação geralmente inclui a dilatação das pupilas com colírios para que o médico consiga examinar cuidadosamente:

    • O humor vítreo;
    • A retina;
    • A região periférica da retina;
    • O nervo óptico;
    • Outras estruturas do fundo do olho.

    O objetivo principal é verificar se existe alguma ruptura, sangramento ou descolamento da retina. Em alguns casos, pode ser realizada uma ultrassonografia ocular, principalmente quando há sangue, catarata avançada ou outra alteração que dificulte a visualização do fundo do olho.

    Mesmo quando o primeiro exame não identifica uma ruptura, o oftalmologista pode recomendar uma nova avaliação após determinado período, especialmente se os sintomas forem recentes ou persistirem.

    As moscas volantes precisam de tratamento?

    Na maioria das vezes, não. Quando estão relacionadas apenas às alterações naturais do vítreo e não comprometem de maneira importante a visão, a conduta mais comum é observar sua evolução.

    Com o tempo:

    • O cérebro pode se adaptar e passar a ignorá-las;
    • Elas podem se tornar menos perceptíveis;
    • Algumas opacidades podem sair do eixo central da visão;
    • O incômodo pode diminuir gradualmente.

    Não existem colírios, exercícios oculares, vitaminas ou medicamentos orais comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns.

    Existe tratamento quando elas incomodam muito?

    Sim, mas os procedimentos são reservados para situações selecionadas.

    A decisão depende da intensidade dos sintomas, do impacto na visão e na qualidade de vida, da localização das opacidades e dos riscos envolvidos.

    Vitrectomia

    A vitrectomia é uma cirurgia que remove o humor vítreo e, consequentemente, as opacidades responsáveis pelas moscas volantes. É a opção mais definitiva e costuma apresentar bons resultados na redução dos sintomas.

    Entretanto, por se tratar de uma cirurgia intraocular, envolve riscos como:

    • Infecção;
    • Catarata;
    • Sangramento;
    • Aumento da pressão ocular;
    • Ruptura ou descolamento da retina.

    Por isso, geralmente é considerada apenas quando as moscas volantes comprometem significativamente a visão ou a qualidade de vida.

    Vitreólise a laser

    Em alguns casos, pode ser utilizada a vitreólise com laser Nd:YAG para fragmentar ou vaporizar determinadas opacidades do vítreo.

    Nem todos os tipos de moscas volantes podem ser tratados dessa maneira. A indicação depende de fatores como o formato, o tamanho e a distância da opacidade em relação à retina e ao cristalino.

    Embora alguns pacientes apresentem melhora, ainda existem limitações nas evidências sobre a eficácia e a segurança do procedimento em diferentes situações.

    Por isso, a indicação deve ser individualizada e realizada por um oftalmologista com experiência nesse tipo de tratamento.

    É possível prevenir as moscas volantes?

    Como as moscas volantes relacionadas ao envelhecimento fazem parte de um processo natural, não existe uma forma comprovada de preveni-las completamente.

    No entanto, algumas medidas ajudam a proteger a saúde ocular e a reduzir o risco de outras doenças que podem provocar alterações na visão:

    • Controlar adequadamente o diabetes;
    • Manter a pressão arterial controlada;
    • Utilizar proteção ocular em atividades com risco de trauma;
    • Realizar consultas oftalmológicas periódicas;
    • Seguir corretamente o acompanhamento após cirurgias oculares;
    • Procurar atendimento rapidamente diante de sintomas de alerta.

    Evitar coçar os olhos ou reduzir o tempo de uso de telas não impede o aparecimento das moscas volantes, embora pausas durante o uso de telas possam aliviar o ressecamento e o cansaço visual.

    Quando procurar um oftalmologista imediatamente?

    Procure atendimento oftalmológico de urgência se ocorrer:

    • Surgimento súbito de muitas moscas volantes;
    • Aumento repentino das manchas já existentes;
    • Flashes de luz;
    • Sensação de uma cortina escura cobrindo parte da visão;
    • Aparecimento de uma sombra no campo visual;
    • Perda ou redução súbita da visão;
    • Trauma ocular seguido de moscas volantes ou flashes.

    Não espere os sintomas desaparecerem e não aguarde uma consulta de rotina. Quanto mais cedo uma ruptura ou um descolamento da retina for tratado, maiores são as chances de evitar danos permanentes à visão.

    Confira: Perda de visão sem aviso: o que você precisa saber sobre glaucoma

    Perguntas frequentes sobre moscas volantes

    1. O que são moscas volantes?

    São pequenas sombras projetadas sobre a retina por fibras ou condensações presentes no humor vítreo. Elas são percebidas como pontos, fios, círculos ou manchas que parecem flutuar no campo visual.

    2. As moscas volantes são perigosas?

    Na maioria das vezes, não. No entanto, quando surgem subitamente, aumentam de quantidade ou vêm acompanhadas de flashes, sombras ou perda visual, podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina.

    3. Por que elas aparecem mais depois dos 50 anos?

    Porque o humor vítreo sofre alterações naturais com o envelhecimento. Ele se torna mais líquido, e suas fibras de colágeno podem se agrupar e projetar sombras sobre a retina.

    4. A miopia aumenta o risco?

    Sim. Pessoas com miopia, especialmente miopia elevada, tendem a apresentar alterações do vítreo mais precocemente e também possuem maior risco de problemas na retina.

    5. As moscas volantes desaparecem?

    Nem sempre desaparecem completamente, mas podem se tornar menos perceptíveis com o tempo. Isso acontece porque o cérebro se adapta à sua presença ou porque as opacidades mudam de posição dentro do vítreo.

    6. Existem colírios para eliminar as moscas volantes?

    Não existem colírios comprovadamente capazes de dissolver as moscas volantes comuns. Na maioria dos casos, a conduta é observar. Cirurgia ou laser são reservados para situações específicas.

    7. Quando devo procurar atendimento urgente?

    Sempre que houver aparecimento súbito de muitas moscas volantes, flashes de luz, uma sombra ou cortina no campo visual ou qualquer redução da visão.

    Esses sintomas podem indicar uma ruptura ou um descolamento da retina, uma emergência que exige avaliação oftalmológica imediata.

    Veja também: O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?