Autor: Dra. Juliana Soares

  • Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    A trombose, que inclui a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, é uma condição potencialmente grave, mas relativamente incomum em pessoas jovens e saudáveis sem fatores de risco.

    Para que um coágulo (trombo) se forme dentro de um vaso sanguíneo, geralmente é necessário que haja um desequilíbrio nos mecanismos naturais que regulam a coagulação do sangue. Esse desequilíbrio é explicado por um conceito clássico da medicina chamado tríade de Virchow, que descreve os três principais pilares envolvidos na formação de trombos.

    Quando um ou mais desses fatores estão presentes, o risco de trombose aumenta. E diversas situações do dia a dia, condições médicas e hábitos de vida podem contribuir para esse cenário.

    O que é a tríade de Virchow?

    A tríade de Virchow explica por que a trombose ocorre. Ela envolve três mecanismos principais:

    • Lesão vascular: danos à parede do vaso sanguíneo, como em traumas, cirurgias ou inflamações, favorecem a ativação da coagulação.
    • Fluxo sanguíneo alterado: quando o sangue circula de forma mais lenta ou turbulenta, há um aumento de chance de formação de coágulos.
    • Hipercoagulabilidade: algumas condições tornam o sangue mais propenso a coagular do que o normal.

    Muitas situações de risco atuam justamente sobre um ou mais desses três mecanismos.

    Principais situações que aumentam o risco de trombose

    1. Imobilidade prolongada

    Ficar muito tempo sem se movimentar reduz o fluxo sanguíneo nas pernas, favorecendo a formação de trombos.

    Exemplos:

    • Longas viagens de avião ou carro;
    • Repouso prolongado após doença ou fratura;
    • Internações hospitalares com pouca mobilidade.

    2. Cirurgias e procedimentos médicos

    Cirurgias, especialmente ortopédicas (como quadril e joelho) ou de grande porte, aumentam o risco por:

    • Lesão direta dos vasos;
    • Inflamação pós-operatória;
    • Períodos de imobilidade.

    Por esse motivo, muitos pacientes recebem anticoagulantes preventivos após cirurgias de maior risco.

    3. Medicamentos e hormônios

    Alguns medicamentos aumentam a chance de trombose, principalmente:

    • Anticoncepcionais hormonais, especialmente os combinados com estrogênio;
    • Terapia de reposição hormonal;
    • Certos tratamentos oncológicos.

    O risco é maior quando associado a outros fatores, como tabagismo ou obesidade. Atualmente, com o crescimento do uso de esteroides anabolizantes, essa causa tem sido cada vez mais frequente.

    4. Fraturas e traumas

    Fraturas, principalmente de ossos longos como o fêmur, e grandes traumas podem lesar vasos sanguíneos e reduzir a mobilidade, aumentando o risco de trombose.

    5. Gravidez e pós-parto

    A gravidez é naturalmente um estado de hipercoagulabilidade, mecanismo protetor para evitar sangramentos excessivos no parto. Porém, isso também aumenta o risco de trombose, especialmente:

    • No terceiro trimestre;
    • Nas primeiras semanas após o parto.

    6. Câncer

    Alguns tipos de câncer e seus tratamentos aumentam a coagulação do sangue. Tumores podem liberar substâncias pró-coagulantes, e terapias como quimioterapia podem elevar ainda mais esse risco.

    7. Doenças crônicas inflamatórias

    Condições que mantêm o organismo em estado inflamatório crônico, como doenças autoimunes ou infecções prolongadas, podem favorecer a formação de trombos.

    8. Idade avançada

    O risco de trombose aumenta com a idade, devido a alterações naturais nos vasos sanguíneos e na coagulação, além da maior presença de doenças associadas.

    9. Histórico familiar ou causas genéticas

    Pessoas com familiares que já tiveram trombose podem ter predisposição genética. Algumas alterações hereditárias aumentam a tendência à coagulação, como:

    • Fator V de Leiden;
    • Deficiência de proteína C;
    • Deficiência de proteína S;
    • Deficiência de antitrombina.

    10. Hábitos e estilo de vida

    Alguns hábitos também elevam o risco:

    • Obesidade: aumenta inflamação e pressão sobre as veias das pernas;
    • Tabagismo: lesiona vasos e favorece a coagulação;
    • Sedentarismo: reduz o retorno venoso e favorece estase sanguínea.

    Como reduzir o risco de trombose?

    Embora nem todos os fatores sejam modificáveis, algumas medidas ajudam na prevenção:

    • Manter-se ativo e evitar longos períodos sentado;
    • Hidratar-se adequadamente;
    • Parar de fumar;
    • Manter peso saudável;
    • Usar anticoagulantes profiláticos quando indicados;
    • Movimentar as pernas em viagens longas;
    • Seguir corretamente orientações médicas no pós-operatório.

    Quando se preocupar?

    Procure atendimento imediato se surgirem sintomas sugestivos de trombose, como:

    • Inchaço repentino em uma perna;
    • Dor ou calor local;
    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito ao respirar.

    Esses sinais podem indicar trombose venosa profunda ou embolia pulmonar e exigem avaliação urgente.

    Veja também: Trombose do viajante: o que é, sintomas, causas e como evitar

    Perguntas frequentes sobre trombose

    1. Trombose acontece apenas em pessoas idosas?

    Não. Embora o risco aumente com a idade, jovens também podem desenvolver trombose quando há fatores de risco.

    2. Viagem longa realmente aumenta o risco?

    Sim. Permanecer muitas horas sentado favorece a estase sanguínea nas pernas.

    3. Anticoncepcional causa trombose?

    Pode aumentar o risco, especialmente quando associado a outros fatores como tabagismo e obesidade.

    4. Gravidez aumenta o risco de trombose?

    Sim. A gravidez é um estado de hipercoagulabilidade fisiológica.

    5. Trombose é sempre grave?

    Pode ser. Quando evolui para embolia pulmonar, torna-se uma emergência médica.

    6. Quem já teve trombose pode ter novamente?

    Sim. O risco de recorrência depende da causa inicial e dos fatores persistentes.

    7. Exercício físico ajuda a prevenir?

    Sim. A atividade física regular melhora a circulação e reduz a estase venosa.

    Leia também: Trombose e embolia pulmonar são a mesma coisa? Conheça as diferenças

  • Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

    Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

    Você já ouviu falar no chip da beleza? Popular nas redes sociais, ele consiste em um implante hormonal que costuma ser utilizado de forma off-label para fins estéticos — ou seja, fora das indicações descritas na bula e sem respaldo científico.

    Entre as principais promessas associadas ao uso estão a perda de peso, a redução de gordura corporal, o ganho de massa muscular, o aumento da disposição, a melhora da libido e até mesmo o controle do apetite.

    Mas você sabe como ele funciona, na prática? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender quando ele é indicado e os riscos cardiovasculares do uso para fins estéticos. Confira!

    Afinal, o que é chip da beleza?

    O chip da beleza é um implante hormonal, um pequeno dispositivo colocado sob a pele que libera hormônios de forma contínua no organismo por semanas ou meses.

    Eles podem conter hormônios bioidênticos ou sintéticos, como o estradiol, a testosterona ou o gestrinona, que é o mais comum. O hormônio, da classe dos progestágenos, apresenta efeitos semelhantes aos hormônios masculinos.

    De acordo com Juliana, o uso com finalidade estética, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou aumento da disposição, é considerado off-label, sem respaldo científico, e pode trazer riscos importantes à saúde, especialmente ao sistema cardiovascular.

    Como ele funciona?

    O chip da beleza funciona por meio da liberação contínua de hormônios diretamente na corrente sanguínea. Após ser implantado sob a pele, o dispositivo passa a liberar pequenas doses hormonais todos os dias, por um período prolongado.

    Diferentemente de comprimidos ou injeções, não é possível interromper facilmente o efeito do implante após a colocação. Uma vez inserido, o hormônio continua agindo no organismo, o que aumenta o risco de efeitos colaterais quando não há indicação médica adequada.

    Quando o implante hormonal é indicado?

    O implante hormonal é indicado apenas em situações médicas bem específicas, sempre com avaliação clínica e critérios claros. A indicação depende do tipo de hormônio utilizado e do histórico de saúde de cada paciente.

    Entre as principais indicações reconhecidas, Juliana aponta:

    • Endometriose, pois pode bloquear o ciclo menstrual e reduzir dores pélvicas;
    • Miomatose uterina, ajudando a diminuir sangramentos e, em alguns casos, o volume dos miomas.

    Em alguns casos, os implantes hormonais também podem ser utilizados para aliviar sintomas da menopausa, como fogachos (ondas de calor), queda da libido e perda de massa óssea, sempre com doses controladas e acompanhamento médico.

    Já o uso com objetivo apenas estético, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora da disposição, não tem indicação médica reconhecida.

    Por que o termo chip da beleza é enganoso?

    Do ponto de vista médico, o termo acaba sendo enganoso, porque passa a ideia de algo voltado apenas para fins estéticos, como emagrecimento, e diminui o fato de se tratar de uma terapia hormonal potente.

    Ao ser apresentado como algo simples ou associado à saúde e à beleza, Juliana aponta que ele transmite a ideia de um caminho rápido e quase milagroso para atingir o corpo ideal. No entanto, não deixa claros os riscos reais nem os possíveis efeitos colaterais, que podem ser graves.

    Por isso, muitos profissionais de saúde preferem usar o termo implante hormonal, que deixa mais evidente a complexidade do tratamento e a necessidade de acompanhamento médico.

    Riscos do uso do chip da beleza sem indicação

    O uso de hormônios como a gestrinona e a testosterona interferem diretamente no metabolismo e na circulação, podendo provocar alterações como:

    • Redução do HDL, conhecido como colesterol bom;
    • Aumento do LDL, o colesterol ruim;
    • Retenção de sódio e líquidos, com elevação da pressão arterial;
    • Aumento da viscosidade do sangue, tornando-o mais espesso;
    • Maior agregação das plaquetas, favorecendo a formação de coágulos;
    • Aumento do risco de trombose;
    • Maior risco de infarto e AVC, especialmente com uso prolongado ou em doses elevadas.

    Sem orientação e acompanhamento médico, as alterações podem evoluir de forma silenciosa e aumentar o risco de complicações cardiovasculares graves.

    Pessoas com histórico cardiovascular podem utilizar implantes hormonais?

    Pessoas com hipertensão, colesterol elevado, histórico de infarto ou AVC, fumantes ou com outros fatores de risco cardiovascular não devem utilizar implantes hormonais com finalidade estética.

    Nesses casos, Juliana explica que o risco de complicações cardiovasculares supera qualquer possível benefício estético. Para esse grupo, o uso desse tipo de implante é considerado contraindicado.

    Uso de implantes hormonais precisa de acompanhamento médico

    Os hormônios controlam várias funções do corpo, como metabolismo, coração, ciclo menstrual e humor. Quando eles são usados sem indicação ou sem acompanhamento médico, podem causar problemas sérios e até permanentes.

    O uso inadequado pode afetar o fígado, o coração e provocar alterações no metabolismo, no humor e na saúde ginecológica.

    Em mulheres, também pode causar virilização, com aumento de pelos, mudança da voz e alterações corporais que nem sempre têm reversão.

    Assim, qualquer uso de hormônios precisa ser avaliado por um médico. Quando há indicação, o tratamento deve ser acompanhado de perto, com exames e ajustes ao longo do tempo.

    Existem alternativas mais seguras para tratar sintomas hormonais?

    O tratamento de sintomas hormonais, especialmente relacionados à menopausa, deve começar por medidas não medicamentosas, como:

    • Alimentação equilibrada;
    • Prática regular de exercícios físicos, combinando atividades aeróbicas e musculação;
    • Exercícios de resistência, que têm impacto positivo no metabolismo, na massa óssea e na saúde cardiovascular.

    Em situações específicas, Juliana explica que métodos hormonais mais tradicionais, como o DIU hormonal ou a terapia de reposição hormonal convencional, podem ser indicados.

    Eles utilizam doses controladas, têm indicação médica bem definida e contam com acompanhamento de profissionais de saúde, o que torna o tratamento mais seguro.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

    Perguntas frequentes

    1. O uso do chip pode aumentar o colesterol?

    Sim, o uso de hormônios androgênicos como a gestrinona tende a reduzir drasticamente o HDL (colesterol bom), que protege as artérias, e aumentar o LDL (colesterol ruim), acelerando a formação de placas de gordura.

    2. Como o implante afeta os batimentos cardíacos?

    O excesso de hormônios androgênicos pode causar palpitações e arritmias. Em alguns casos, o coração torna-se mais sensível à adrenalina, gerando taquicardias desconfortáveis e perigosas.

    3. O chip é aprovado pelos órgãos de saúde para fins estéticos?

    Não, a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbem a prescrição de implantes hormonais para fins exclusivamente estéticos ou de performance, devido à falta de evidências de segurança e aos riscos envolvidos.

    4. É seguro retirar o chip a qualquer momento se eu sentir dor no peito?

    Se houver sintomas agudos, a prioridade é o atendimento médico de emergência. A retirada do chip deve ser feita pelo médico responsável, mas os efeitos circulantes dos hormônios ainda podem durar semanas após a remoção.

    5. Qual a diferença entre “chips” de silicone e pellets absorvíveis?

    Os de silicone não são absorvidos; eles liberam o hormônio e precisam ser retirados cirurgicamente após o prazo (geralmente 6 meses a 1 ano).

    Já os pellets são feitos de material que o corpo dissolve lentamente, não sendo necessária a retirada, mas dificultando a interrupção do tratamento caso haja um efeito colateral cardíaco.

    6. É possível remover o implante se eu passar mal do coração logo após a colocação?

    Se for o de silicone, sim. Se for o pellet absorvível, a remoção é extremamente difícil, pois ele se fragmenta e se mistura ao tecido. Nesses casos, o médico precisa tratar os sintomas cardíacos enquanto espera o corpo metabolizar o hormônio restante.

    Leia mais: ‘Dietas da moda’ x alimentação equilibrada: o que realmente funciona a longo prazo

  • Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    A perda de apetite, também chamada de inapetência, é um sintoma muito comum e, na maioria das vezes, não representa algo grave. É frequente que a fome diminua em períodos de estresse, cansaço, ansiedade ou durante infecções leves, como uma virose intestinal. Nessas situações, o apetite costuma voltar ao normal em poucos dias.

    O problema começa quando essa falta de fome se prolonga, piora progressivamente ou vem acompanhada de outros sintomas. Nesses casos, a perda de apetite pode deixar de ser algo passageiro e se tornar um sinal de alerta para doenças que precisam de investigação.

    Quando a perda de apetite é considerada preocupante?

    A inapetência merece atenção quando apresenta uma ou mais das seguintes características:

    • Duração maior que semanas a meses;
    • Perda de peso não intencional de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal;
    • Associação com sintomas como:
    • Náuseas ou vômitos persistentes;
    • Dor abdominal importante;
    • Alterações do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
    • Sensação de saciedade precoce (sentir-se cheio com pouca comida);
    • Mal-estar geral, cansaço intenso ou febre.

    Quando esses sinais estão presentes, a perda de apetite deixa de ser considerada normal e deve ser investigada.

    Sinais de alarme que exigem atendimento urgente

    • Sangue nas fezes ou no vômito;
    • Palidez acentuada ou fraqueza importante;
    • Tonturas frequentes ou desmaios;
    • Dor abdominal intensa e persistente;
    • Vômitos que impedem a ingestão de líquidos.

    Esses sinais podem indicar sangramentos, infecções graves ou outras condições que exigem avaliação imediata.

    Quais doenças podem causar perda de apetite prolongada?

    Diversas condições médicas podem estar associadas à inapetência persistente.

    1. Doenças do trato gastrointestinal

    • Gastrite;
    • Úlceras gástricas ou duodenais;
    • Infecções intestinais mais graves;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.

    Essas doenças podem causar dor, náuseas e desconforto ao comer, levando à redução do apetite.

    2. Alterações hormonais e metabólicas

    • Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo);
    • Doença renal crônica;
    • Doença hepática, como cirrose.

    Essas condições alteram o metabolismo e podem modificar a sensação de fome.

    3. Câncer

    Alguns tipos de câncer podem causar perda de apetite e emagrecimento. Isso pode ocorrer devido ao próprio tumor, à inflamação associada ou aos efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia.

    4. Transtornos psiquiátricos

    • Ansiedade;
    • Depressão;
    • Anorexia nervosa e outros transtornos alimentares.

    Nesses casos, a perda de apetite pode estar relacionada a alterações emocionais, medo de comer ou distorção da imagem corporal.

    Como é feita a avaliação médica?

    Ao investigar a perda de apetite, o médico costuma avaliar:

    • Tempo de duração do sintoma;
    • Presença de perda de peso;
    • Sintomas associados;
    • Histórico médico e uso de medicamentos;
    • Exame físico completo;
    • Necessidade de exames laboratoriais ou de imagem.

    O objetivo é identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.

    Quando não é necessário se preocupar?

    A perda de apetite costuma ser considerada benigna quando:

    • Dura poucos dias;
    • Está associada a estresse, cansaço ou infecção leve;
    • Não há perda significativa de peso;
    • Não há sintomas graves associados.

    Nessas situações, o apetite geralmente retorna espontaneamente.

    Leia mais: Dormir pouco aumenta o apetite? Saiba como o sono afeta os hormônios do apetite

    Perguntas frequentes sobre perda de apetite

    1. Perder a fome por alguns dias é normal?

    Sim. Situações de estresse, infecções leves ou cansaço podem reduzir temporariamente o apetite.

    2. Quando a perda de apetite indica algo grave?

    Quando é persistente, causa perda de peso importante ou vem acompanhada de sintomas como dor intensa, vômitos persistentes ou sangramento.

    3. Perda de apetite sempre leva à perda de peso?

    Nem sempre. Mas quando há emagrecimento sem explicação, a investigação médica é recomendada.

    4. Ansiedade pode tirar a fome?

    Sim. Alterações emocionais podem interferir na percepção de fome e saciedade.

    5. Depressão pode causar inapetência?

    Sim. A perda de apetite é um sintoma comum da depressão.

    6. Perda de apetite em idosos merece mais atenção?

    Sim. Em idosos, a inapetência pode levar rapidamente à perda de peso e fragilidade.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Se a perda de apetite durar semanas, causar emagrecimento ou vier acompanhada de outros sintomas importantes.

    Confira: Emagrecer rápido demais faz mal ao coração? Entenda o papel das canetas emagrecedoras

  • Calor intenso afeta o coração? Cardiologista explica

    Calor intenso afeta o coração? Cardiologista explica

    Sabia que, com o aumento das temperaturas, o corpo humano precisa se adaptar para manter a temperatura interna estável?

    Nos dias mais quentes, o sistema cardiovascular trabalha dobrado: o coração acelera, os vasos se dilatam e o organismo perde mais líquido por meio do suor. É um processo natural, mas que pode ser desafiador para pessoas que convivem com problemas cardiovasculares.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender o que acontece no corpo durante os dias de calor intenso, quem corre mais riscos e quais cuidados podem ajudar.

    O que acontece com o coração durante o calor intenso?

    Quando o corpo é exposto a altas temperaturas, ocorre uma série de reações fisiológicas automáticas. Primeiro, o organismo precisa manter a temperatura corporal em torno de 36 °C a 37 °C, o que é chamado de homeostase térmica. Para isso, o coração e os vasos sanguíneos trabalham em conjunto para dissipar o calor.

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, no calor acontece um processo conhecido como vasodilatação, em que ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos para que o sangue circule mais próximo da superfície e das extremidades, promovendo a dissipação do calor. O processo acaba provocando uma queda da pressão arterial e faz com que o sangue fique distribuído de forma diferente no organismo — mais concentrado nas extremidades.

    Para manter um fluxo adequado para os órgãos vitais, o coração aumenta a frequência dos batimentos e o bombeamento de sangue, levando a um quadro de taquicardia.

    Para complementar, os dias quentes também causam uma perda excessiva de líquidos pela transpiração, normalmente acompanhada de perda de eletrólitos, como sódio e potássio. Isso também pode afetar o equilíbrio elétrico do coração e modificar o ritmo cardíaco, favorecendo o surgimento de arritmias.

    O calor intenso afeta mais quem tem condições de saúde?

    Pessoas com doenças do coração, pressão alta, diabetes e obesidade, por exemplo, são mais afetadas pelo calor extremo porque o organismo delas tem menos capacidade de se adaptar rapidamente às variações de temperatura.

    Nesses grupos, o coração já trabalha sob maior demanda e, diante do calor extremo, precisa se esforçar ainda mais para manter o equilíbrio térmico do corpo. A vasodilatação e a perda de líquidos intensificam esse esforço, o que pode causar queda de pressão, aceleração dos batimentos e sobrecarga circulatória.

    Em quadros mais graves, o esforço adicional pode desencadear crises hipertensivas, arritmias ou descompensação cardíaca, principalmente quando há falhas na reposição de líquidos e sais minerais. A desidratação também torna o sangue mais viscoso, o que eleva o risco de formação de coágulos, infarto e AVC, de acordo com Juliana.

    Além disso, idosos, gestantes e crianças pequenas precisam de atenção redobrada. O sistema de regulação térmica nessas faixas etárias é menos eficiente, e a perda de líquidos ocorre mais rapidamente — o que pode causar queda de pressão, tontura, desmaios, câimbras e exaustão pelo calor.

    O calor pode ser perigoso para a saúde?

    O calor pode ser perigoso sobretudo quando as temperaturas ultrapassam 35 °C e o corpo não consegue se resfriar adequadamente. Em situações de calor extremo, o organismo perde água e sais minerais rapidamente pelo suor, o que pode causar desidratação, queda de pressão, tontura, desmaio e até colapso circulatório. Além disso, o sangue se torna mais espesso e o coração precisa se esforçar para manter a oxigenação adequada dos tecidos.

    Para o coração, o risco é ainda maior, pois o calor obriga o sistema cardiovascular a trabalhar mais: os vasos se dilatam, a pressão arterial cai e o coração precisa bater mais rápido para compensar a perda de volume sanguíneo e manter o fluxo para os órgãos vitais.

    Em pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes ou colesterol alto, o esforço extra pode levar a arritmias, infarto ou agravamento de doenças pré-existentes.

    O calor intenso também pode provocar exaustão térmica e insolação, condições que afetam o sistema nervoso e comprometem o funcionamento de órgãos como o coração, rins e cérebro. Nesses casos, é fundamental interromper atividades, buscar sombra, hidratar-se imediatamente e, se houver piora dos sintomas, procurar atendimento médico.

    Sintomas de sobrecarga do coração durante o calor

    Os sinais de que o coração está sendo afetado pelo calor podem variar conforme a pessoa e a intensidade da exposição, mas os mais comuns incluem:

    • Tontura e fraqueza;
    • Batimentos acelerados (taquicardia);
    • Falta de ar;
    • Dor ou pressão no peito;
    • Suor excessivo seguido de pele fria;
    • Náuseas.

    Em casos mais graves, Juliana aponta que podem surgir câimbras devido à perda de água e eletrólitos pelo suor, além de confusão mental, desorientação e desmaios.

    Como se proteger do calor e evitar problemas cardíacos?

    No dia a dia, algumas medidas podem ajudar a diminuir o impacto do calor no organismo:

    • Beba água com frequência, mesmo sem sede;
    • Evite exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
    • Use roupas leves, claras e confortáveis, de preferência de algodão;
    • Prefira locais arejados ou com ventilação natural;
    • Reduza o consumo de álcool e cafeína, que aumentam a desidratação;
    • Diminua o sal nas refeições, para evitar retenção de líquidos e pressão alta;
    • Alimente-se com comidas leves, ricas em frutas, verduras e legumes;
    • Não suspenda medicamentos cardíacos sem orientação médica;
    • Evite atividades físicas sob sol forte e pratique exercícios apenas em horários mais frescos;
    • Monitore a pressão arterial e procure ajuda médica se notar alterações.

    Em alguns casos, Juliana explica que pode ser necessário ajustar as doses de medicamentos anti-hipertensivos, especialmente os diuréticos, pois o calor provoca vasodilatação e aumento da perda de líquidos, o que reduz os níveis de pressão arterial. No entanto, qualquer ajuste deve ser feito exclusivamente por um médico.

    Leia mais: Coração e calor: cuidados em dias muito quentes

    Perguntas frequentes

    O calor pode provocar aumento da pressão arterial?

    Sim, o calor pode alterar a pressão arterial de diferentes maneiras, dependendo do estado de saúde da pessoa. Em indivíduos saudáveis, o mais comum é a pressão cair devido à dilatação dos vasos.

    No entanto, em pessoas hipertensas, o calor pode provocar oscilações perigosas, elevando ou reduzindo a pressão de forma brusca. Isso acontece porque o corpo tenta equilibrar a temperatura, mas o esforço cardiovascular e a perda de líquidos interferem diretamente na regulação da pressão.

    Em situações extremas, as variações podem causar sintomas como dor de cabeça, tontura, palpitações e, em casos graves, acidentes vasculares cerebrais (AVC). Por isso, é importante manter o controle rigoroso da pressão e reforçar a hidratação durante os períodos de calor intenso.

    O calor pode causar infarto?

    Pode acontecer. Em ondas de calor prolongadas, há um aumento significativo nas internações por infarto e outras doenças cardíacas, porque o calor intenso acelera o metabolismo e obriga o coração a trabalhar mais, ao mesmo tempo em que o sangue se torna mais espesso devido à perda de líquidos.

    A combinação favorece a formação de coágulos e dificulta o fluxo de sangue para as artérias coronárias, que nutrem o músculo cardíaco. Para completar, a perda de eletrólitos interfere na condução elétrica do coração, aumentando o risco de arritmias.

    Pessoas com histórico de infarto ou doenças coronarianas devem evitar esforços sob o sol forte e manter hidratação constante.

    O calor é perigoso para quem tem diabetes?

    O calor representa um risco maior para pessoas com diabetes, pois o controle glicêmico pode ser afetado pela desidratação e pela dilatação dos vasos. Os nervos e vasos sanguíneos, já comprometidos pela doença, também têm menor capacidade de responder às mudanças de temperatura.

    Em dias quentes, é fundamental monitorar os níveis de glicemia com mais frequência, manter hidratação constante e evitar longos períodos de exposição ao sol. O calor também pode favorecer o surgimento de infecções cutâneas e feridas nos pés, especialmente em pacientes com neuropatia diabética.

    O que é exaustão pelo calor e como ela afeta o organismo?

    A exaustão pelo calor é um quadro de sobrecarga térmica em que o corpo perde grande quantidade de líquidos e sais minerais, prejudicando a circulação sanguínea e o funcionamento dos órgãos. Os principais sintomas são fraqueza, tontura, suor excessivo, náusea, dor de cabeça e batimentos acelerados.

    Quando não tratada, ela pode evoluir para insolação, situação muito mais grave que pode causar falência de órgãos e parada cardíaca. O tratamento imediato consiste em interromper a exposição ao calor, buscar um local ventilado, deitar com as pernas elevadas, ingerir líquidos e procurar assistência médica.

    O que devo fazer se alguém passar mal por causa do calor?

    O primeiro passo é levar a pessoa para um local fresco e ventilado, de preferência com sombra ou ar-condicionado. Afrouxe as roupas, deite-a com as pernas elevadas e ofereça água ou soluções de reidratação oral, se ela estiver consciente. Também é possível aplicar compressas frias na testa, axilas e virilhas para ajudar a reduzir a temperatura corporal.

    Se a pessoa apresentar desmaio, confusão mental, respiração irregular ou batimentos muito rápidos, procure atendimento médico imediatamente, pois pode se tratar de insolação ou colapso circulatório.

    Tomar banho frio ajuda a aliviar os efeitos do calor?

    Sim, desde que feito com cuidado. O banho frio reduz temporariamente a temperatura corporal e melhora a circulação superficial, aliviando o desconforto térmico. No entanto, quedas bruscas de temperatura podem causar contração dos vasos sanguíneos e aumento repentino da pressão arterial, especialmente em idosos e hipertensos.

    O ideal é usar água morna ou levemente fria, evitando choques térmicos. O banho também não substitui a hidratação interna, portanto, é indispensável continuar bebendo água regularmente ao longo do dia.

    Veja mais: Desmaiar de calor é perigoso? Saiba por que acontece e o que fazer

  • Álcool e tadalafila no Carnaval: por que o coração entra em risco

    Álcool e tadalafila no Carnaval: por que o coração entra em risco

    Nos últimos anos, a tadalafila deixou de ser apenas um medicamento prescrito para disfunção erétil e passou a circular com frequência em festas. No Carnaval, esse uso se intensifica, na maioria das vezes sem orientação médica e associado ao consumo de álcool, calor intenso e longas horas de esforço físico.

    O problema é que o corpo não desliga os mecanismos de segurança só porque é festa. A combinação entre tadalafila, álcool e desidratação pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e provocar efeitos que vão de tontura e desmaios a alterações mais preocupantes do ritmo cardíaco.

    O que é a tadalafila e como ela age no organismo?

    A tadalafila é um inibidor da fosfodiesterase tipo 5 (PDE-5). A principal ação do medicamento é promover vasodilatação, ou seja, o relaxamento dos vasos sanguíneos, especialmente nos corpos cavernosos do pênis, o que facilita a ereção.

    Essa vasodilatação, porém, não fica restrita apenas ao local desejado. Ela também pode ocorrer em outros territórios do corpo, influenciando a pressão arterial e a dinâmica do fluxo sanguíneo.

    Por que a tadalafila pode ser arriscada no Carnaval?

    Queda da pressão arterial (hipotensão)

    A tadalafila reduz a pressão arterial. Quando associada ao álcool, ao calor intenso e à desidratação, o risco de uma queda importante de pressão aumenta.

    Isso pode provocar:

    • Tontura;
    • Visão turva;
    • Fraqueza;
    • Desmaios.

    Palpitações e mal-estar cardiovascular

    A queda abrupta da pressão pode levar o coração a tentar compensar o problema, acelerando os batimentos. Algumas pessoas relatam:

    • Palpitações;
    • Sensação de coração disparado;
    • Ansiedade súbita.

    Em ambientes quentes e com esforço físico prolongado, esses sintomas tendem a se intensificar.

    Tadalafila com álcool: por que essa combinação preocupa?

    O álcool:

    • Aumenta a perda de líquidos;
    • Interfere na regulação da pressão;
    • Potencializa efeitos colaterais de medicamentos.

    A associação com tadalafila pode resultar em queda intensa da pressão arterial, especialmente em pessoas que já têm tendência à pressão baixa ou que consomem grandes quantidades de bebida alcoólica.

    O risco não depende apenas da dose do medicamento, mas do contexto em que ele é usado.

    Quem deve ter cuidado redobrado?

    • Pessoas com doenças cardiovasculares;
    • Quem tem histórico de pressão baixa;
    • Fumantes;
    • Quem usa nitratos ou medicamentos para pressão arterial;
    • Pessoas desidratadas ou sob calor extremo.

    A combinação de tadalafila com nitratos é contraindicada e pode causar queda grave da pressão. A tadalafila só deve ser usada com prescrição médica.

    Outros efeitos adversos possíveis

    Além das repercussões cardiovasculares, a tadalafila pode causar:

    • Dor de cabeça intensa;
    • Rubor facial;
    • Tontura;
    • Náusea e desconforto gastrointestinal;
    • Dor muscular;
    • Congestão nasal.

    Em alguns casos, pode causar:

    • Priapismo, que é uma ereção prolongada e dolorosa por mais de 4 horas;
    • Alterações visuais associadas a problemas vasculares do nervo óptico.

    Uso recreativo de medicamentos: um alerta importante

    A tadalafila não é o único exemplo de medicamento usado de forma recreativa. Outras substâncias também podem causar interações perigosas, sobretudo quando combinadas com álcool.

    O maior risco do uso de remédios com intuito recreativo está justamente nas interações, que afetam o sistema cardiovascular e o sistema nervoso central de forma imprevisível.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Desmaio;
    • Confusão mental;
    • Dor no peito;
    • Palpitações persistentes;
    • Fraqueza intensa;
    • Ereção dolorosa prolongada.

    Esses sinais não devem ser ignorados, mesmo que a pessoa seja jovem e aparentemente saudável.

    Como reduzir riscos no Carnaval?

    • Evite o uso recreativo de medicamentos;
    • Não misture tadalafila com álcool;
    • Hidrate-se adequadamente;
    • Respeite pausas e sinais do corpo;
    • Em caso de uso contínuo de medicamentos, converse com seu médico antes da folia.

    Leia também: Exames urológicos após os 40 anos: quais o homem deve fazer?

    Perguntas frequentes sobre tadalafila no Carnaval

    1. Tadalafila é segura para qualquer pessoa?

    Não. Existem contraindicações importantes, especialmente cardiovasculares.

    2. Beber pouco álcool já é um risco?

    Pode ser, dependendo da sensibilidade individual e do contexto.

    3. Jovens saudáveis podem ter problema?

    Sim. Calor, álcool e desidratação aumentam o risco mesmo em jovens.

    4. Dá para usar tadalafila só ocasionalmente?

    Qualquer uso deve ter orientação médica.

    5. Tadalafila causa dependência?

    Não química, mas pode gerar uso psicológico inadequado.

    6. Palpitação após usar tadalafila é normal?

    Não deve ser considerada normal e merece atenção.

    7. Dá para confundir os sintomas com ansiedade ou calor?

    Sim, e isso pode atrasar a busca por ajuda.

    Veja mais: PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV

  • Bloco, calor e festa: como se hidratar do jeito certo no Carnaval

    Bloco, calor e festa: como se hidratar do jeito certo no Carnaval

    Passar horas em blocos de rua ou festas prolongadas exige mais do corpo do que muita gente imagina. Calor intenso, exposição ao sol, multidões, dança, longos períodos em pé e consumo de álcool criam o cenário perfeito para a desidratação, mesmo em pessoas jovens e saudáveis. O problema é que os sinais iniciais costumam ser ignorados, até que o mal-estar aparece.

    Manter uma boa hidratação não é apenas beber água quando der sede. Envolve planejamento, escolhas inteligentes ao longo do dia e atenção aos sinais do corpo. Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar a folia com mais disposição, menos riscos e uma recuperação muito melhor no dia seguinte.

    Por que a hidratação é tão importante em blocos e festas?

    Durante eventos prolongados, o corpo perde líquidos de várias formas ao mesmo tempo: suor excessivo, respiração acelerada, exposição ao calor e, muitas vezes, ingestão de álcool, que tem efeito diurético.

    A desidratação afeta:

    • A circulação sanguínea;
    • A regulação da temperatura corporal;
    • A pressão arterial;
    • A disposição física e mental.

    Mesmo perdas leves de líquidos já podem causar cansaço, tontura e queda de desempenho físico.

    Quais são os sinais de desidratação?

    Sintomas iniciais mais comuns

    • Sede intensa;
    • Boca e lábios secos;
    • Urina escura ou em pequeno volume;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço fora do normal.

    Sinais de alerta

    • Tontura ao levantar;
    • Náusea;
    • Confusão mental;
    • Palpitação;
    • Fraqueza importante.

    Se os sintomas persistirem, é importante interromper a atividade, buscar sombra e hidratação imediata.

    Quanto de água beber para se manter hidratado?

    Não existe uma fórmula única, mas algumas orientações ajudam:

    • Antes da festa: comece o dia bem hidratado. Beba água regularmente antes mesmo de sair para o bloquinho;
    • Durante: pequenos goles frequentes são mais eficazes do que grandes volumes de uma vez;
    • Após: continue bebendo água mesmo sem sede.

    Em ambientes quentes e com muita atividade física, a necessidade de líquidos aumenta significativamente.

    Água é suficiente ou precisa de algo mais?

    Quando a água resolve bem

    Para a maioria das pessoas, água é a base da hidratação e deve ser prioridade absoluta.

    Quando considerar reposição de sais minerais

    Em festas longas, com suor excessivo, bebidas que contenham eletrólitos podem ajudar a repor sódio, potássio e magnésio. Isso é especialmente útil se houver sinais de fraqueza ou cãibras.

    Álcool e hidratação: como equilibrar?

    O álcool aumenta a perda de líquidos pela urina e favorece a desidratação.

    Algumas estratégias simples:

    • Intercalar bebida alcoólica com água;
    • Evitar beber em jejum;
    • Preferir bebidas menos concentradas;
    • Manter uma garrafinha de água sempre por perto.

    Quanto maior o consumo de álcool, maior deve ser a atenção à hidratação.

    Alimentos também ajudam a hidratar?

    Sim. Alguns alimentos ajudam na reposição de líquidos e minerais:

    • Frutas ricas em água, como melancia, laranja e abacaxi;
    • Água de coco;
    • Sopas leves antes de sair.

    Esses alimentos ajudam tanto na reposição de líquidos quanto de minerais.

    Quem deve ter cuidado redobrado?

    • Pessoas com pressão baixa;
    • Quem usa diuréticos;
    • Idosos;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares;
    • Quem passa muitas horas sob sol intenso.

    Nesses casos, a hidratação precisa ser ainda mais consciente.

    Dicas práticas para não esquecer de se hidratar

    • Leve sua própria garrafa;
    • Combine pausas estratégicas durante o bloco;
    • Observe a cor da urina ao longo do dia — ela deve ser clara.

    Leia mais: Como identificar sinais de desidratação mesmo quando você acha que bebe água suficiente

    Perguntas frequentes sobre hidratação em blocos e festas

    1. Dá para se hidratar só com cerveja ou drinks?

    Não. O álcool não hidrata e ainda aumenta a perda de líquidos. É necessário beber principalmente água. Na falta, água de coco, sucos naturais ou bebidas isotônicas ajudam na hidratação.

    2. Água gelada hidrata melhor?

    A hidratação é a mesma; escolha a temperatura que facilite o consumo.

    3. Beber muita água de uma vez resolve?

    Não. O ideal é beber aos poucos, ao longo do tempo.

    4. Isotônico pode substituir água?

    Não deve substituir, apenas complementar em situações específicas.

    5. Dá para se hidratar só depois da festa?

    Não é o ideal. A hidratação deve começar antes.

    6. Cãibra pode ser sinal de desidratação?

    Sim, especialmente quando associada à perda de sais minerais.

    7. Dor de cabeça no dia seguinte pode ter relação com hidratação?

    Sim. A desidratação é uma causa comum de cefaleia pós-festa.

    Veja também: Beber água ajuda a controlar a pressão arterial? Entenda a relação entre hidratação e saúde do coração

  • Primeiros socorros em caso de afogamento: saiba como agir 

    Primeiros socorros em caso de afogamento: saiba como agir 

    O afogamento é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma deterioração respiratória decorrente da submersão ou imersão em líquido. Estima-se que ocorram mais de 300 mil mortes por afogamento por ano no mundo, sendo mais de 90% em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Mais da metade dessas mortes acontece em indivíduos com menos de 30 anos de idade.

    Os principais fatores de risco incluem supervisão inadequada por adultos, especialmente em crianças, permanecer sozinho próximo a corpos d’água naturais ou artificiais, não saber nadar, comportamentos de risco, consumo de álcool, traumas, crises convulsivas e arritmias cardíacas.

    Como acontece o afogamento

    O processo geralmente começa com pânico, perda do padrão respiratório normal, sensação intensa de falta de ar e dificuldade de manter a cabeça acima da água.

    Depois, ocorrem reflexos inspiratórios involuntários, levando à aspiração de água e tosse. Com a progressão, há queda da oxigenação do sangue, perda de consciência e, nos casos mais graves, evolução para apneia (ausência de respiração).

    Nos pulmões, a água aspirada altera a permeabilidade dos alvéolos, causando edema pulmonar e podendo evoluir para síndrome do desconforto respiratório agudo, resultando em baixa oxigenação do sangue. Essas alterações costumam surgir rapidamente, geralmente nas primeiras 8 horas após o evento.

    No sistema nervoso central, a baixa oxigenação do sangue pode levar a sequelas neurológicas permanentes. Já no sistema cardiovascular, a associação entre hipotermia e hipoxemia favorece o surgimento de arritmias, infarto do miocárdio e até parada cardiorrespiratória.

    Primeiros socorros em caso de afogamento

    Ao presenciar uma situação de afogamento, não se deve tentar resgatar a vítima imediatamente, a menos que haja treinamento adequado. Muitas pessoas que tentam realizar o resgate acabam se tornando novas vítimas.

    A primeira conduta é chamar ajuda imediatamente, acionando um salva-vidas ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Caso opte por tentar o resgate, é fundamental:

    • Utilizar objetos flutuantes para oferecer apoio à vítima;
    • Comunicar outra pessoa sobre a ação que será realizada.

    Após retirar a vítima da água

    Não se deve tentar retirar a água dos pulmões com manobras improvisadas.

    A manobra de Heimlich só está indicada se houver suspeita de obstrução das vias aéreas por corpo estranho, e não rotineiramente nos casos de afogamento.

    A prioridade é avaliar a responsividade da vítima.

    Se a vítima estiver consciente

    • Se estiver responsiva e apresentar apenas tosse, deve-se mantê-la aquecida e em observação;
    • Se houver espuma na boca, isso indica comprometimento respiratório, sendo necessário suporte com oxigênio e encaminhamento para atendimento médico.

    Se a vítima estiver inconsciente

    Deve-se avaliar:

    • Vias aéreas;
    • Respiração;
    • Pulso.

    Se houver pulso presente, mas a respiração estiver inadequada:

    • Iniciar ventilações de resgate;
    • Administrar oxigênio, se disponível;
    • Encaminhar imediatamente para um serviço de saúde.

    Se não houver pulso:

    • Iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) com compressões torácicas;
    • Solicitar ajuda adicional;
    • Utilizar um desfibrilador externo automático (DEA) assim que disponível.

    Prevenção do afogamento

    A maioria dos casos de afogamento é prevenível. As medidas mais importantes incluem:

    • Instalação de cercas e portões de proteção em piscinas, especialmente em residências com crianças;
    • Supervisão constante de adultos durante atividades aquáticas;
    • Evitar nadar sozinho;
    • Uso de coletes ou objetos de flutuação;
    • Evitar o consumo de álcool ou outras substâncias antes ou durante atividades aquáticas.

    A prevenção é a estratégia mais eficaz para reduzir a mortalidade e as sequelas associadas ao afogamento.

    Confira: Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias

    Perguntas frequentes sobre afogamento

    1. Toda pessoa que se afoga perde a consciência?

    Não. Em alguns casos, a vítima pode estar consciente, tossindo e com dificuldade respiratória.

    2. É correto virar a pessoa de cabeça para baixo para tirar a água?

    Não. Essa prática não é recomendada e pode atrasar medidas mais importantes, como avaliar respiração e iniciar RCP.

    3. A manobra de Heimlich deve ser feita em todo afogamento?

    Não. Só está indicada se houver suspeita de obstrução por corpo estranho.

    4. Quando iniciar RCP?

    Se a vítima estiver inconsciente e sem pulso, a RCP deve ser iniciada imediatamente.

    5. A vítima precisa ir ao hospital mesmo se melhorar?

    Sim, principalmente se houver sintomas respiratórios, pois complicações pulmonares podem surgir nas primeiras horas.

    6. Crianças têm maior risco de afogamento?

    Sim. A falta de supervisão é um dos principais fatores de risco.

    7. Álcool aumenta o risco?

    Sim. O consumo de álcool é um importante fator de risco para afogamento.

    Veja mais: Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

  • Por que pular refeições pode causar mal-estar em algumas pessoas? 

    Por que pular refeições pode causar mal-estar em algumas pessoas? 

    É comum ouvir que o ideal é realizar cerca de cinco refeições ao dia: café da manhã, almoço e jantar, além de dois lanches intermediários. Essa organização ajuda a manter níveis mais estáveis de energia, evita longos períodos de jejum e contribui para o bom funcionamento do organismo.

    Na prática, porém, é diferente. Pular refeições é algo comum, afinal, a rotina corrida faz com que muitas pessoas acabem deixando de se alimentar com regularidade — e há também quem opte pelo jejum intermitente. Embora isso pareça normal, ficar muitas horas sem comer pode desencadear reações fisiológicas que explicam sintomas como fraqueza, tontura, irritabilidade e até náuseas em determinadas pessoas.

    Esses sintomas não são coincidência: eles refletem adaptações do corpo ao jejum prolongado e ao estresse metabólico provocado pela falta de alimento.

    O que acontece no corpo quando pulamos refeições?

    Quando ficamos muito tempo sem comer, o organismo precisa ativar mecanismos para manter as funções vitais. Algumas dessas adaptações podem gerar mal-estar.

    1. Hipoglicemia (queda do açúcar no sangue)

    A glicose é a principal fonte de energia do cérebro e dos músculos. Ao passar várias horas sem se alimentar, os níveis de glicose podem cair, provocando sintomas como:

    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Tremores;
    • Dificuldade de concentração;
    • Irritabilidade;
    • Sudorese fria.

    Pessoas mais sensíveis ou com metabolismo mais acelerado tendem a perceber esses sinais com maior intensidade.

    2. Aumento da acidez estomacal

    Mesmo em jejum, o estômago continua produzindo ácido para auxiliar na digestão. Sem alimento para ajudar a neutralizar essa acidez, podem surgir:

    • Queimação no estômago;
    • Dor epigástrica;
    • Náuseas;
    • Piora de gastrite ou refluxo.

    Isso explica por que algumas pessoas sentem dor ou desconforto gástrico quando passam muitas horas sem comer.

    3. Liberação de adrenalina e cortisol (hormônios do estresse)

    A falta de alimento pode ser interpretada pelo organismo como um sinal de estresse. Como resposta, há aumento da produção de adrenalina e cortisol, hormônios que ajudam a mobilizar energia armazenada.

    Essa resposta pode causar:

    • Ansiedade ou irritação;
    • Palpitações;
    • Sensação de inquietação;
    • Aumento da frequência cardíaca;
    • Sensação de fraqueza ou tremor.

    Isso ajuda a entender por que algumas pessoas ficam mais nervosas ou “diferentes” quando estão muito tempo em jejum.

    4. Desidratação (em alguns casos)

    Quem pula refeições muitas vezes também acaba ingerindo menos líquidos. A desidratação leve pode agravar sintomas como:

    • Tontura;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Sensação de fraqueza.

    Quando associada à hipoglicemia, pode intensificar ainda mais o mal-estar.

    Por que algumas pessoas sentem mais mal-estar do que outras?

    A resposta ao jejum varia de pessoa para pessoa. Alguns fatores que aumentam a probabilidade de sintomas incluem:

    • Metabolismo mais acelerado;
    • Histórico de gastrite ou refluxo;
    • Ansiedade ou estresse elevado;
    • Baixa ingestão de água;
    • Dietas muito restritivas;
    • Prática de atividade física sem alimentação adequada.

    O que fazer para evitar o mal-estar?

    Nem sempre é possível manter horários rígidos para alimentação, mas algumas estratégias ajudam a reduzir os sintomas.

    1. Evitar longos períodos de jejum

    Se não for possível fazer uma refeição completa, tente consumir pequenos lanches ao longo do dia.

    2. Priorizar alimentos de absorção mais lenta

    Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a manter a glicemia mais estável. Algumas opções são:

    • Frutas com castanhas;
    • Iogurte natural;
    • Sanduíche integral com queijo ou frango;
    • Aveia.

    3. Manter hidratação adequada

    Beber água ao longo do dia é essencial para prevenir tontura, dor de cabeça e sensação de fraqueza.

    4. Cuidar da saúde gástrica

    Pessoas com gastrite ou refluxo devem evitar longos períodos em jejum e procurar orientação médica se os sintomas forem frequentes.

    Veja mais: O que comer (e o que evitar) para dormir melhor

    Perguntas frequentes sobre pular refeições

    1. Pular refeições sempre causa hipoglicemia?

    Não necessariamente. Em pessoas saudáveis, o organismo costuma compensar por um período, mas algumas são mais sensíveis à queda da glicose.

    2. Jejum é sempre prejudicial?

    Não. O efeito depende da duração, da condição de saúde da pessoa e do acompanhamento adequado.

    3. Dor de estômago pode ser causada por jejum?

    Sim. O aumento da acidez estomacal pode provocar queimação e desconforto.

    4. Por que fico irritado quando estou com fome?

    A liberação de hormônios como adrenalina e cortisol pode alterar o humor.

    5. Beber água ajuda a reduzir o mal-estar?

    Sim. A hidratação adequada pode aliviar sintomas como tontura e dor de cabeça.

    6. Quem pratica atividade física deve evitar jejum prolongado?

    Sim. Exercício sem alimentação adequada pode aumentar o risco de mal-estar.

    7. Quando procurar avaliação médica?

    Se os episódios de mal-estar forem frequentes, intensos ou acompanhados de desmaio, é importante buscar avaliação médica.

    Leia também: 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

  • Por que o envelhecimento acelera o endurecimento das artérias? Cardiologista explica

    Por que o envelhecimento acelera o endurecimento das artérias? Cardiologista explica

    O sistema cardiovascular é naturalmente afetado pelas mudanças que acompanham o envelhecimento — inclusive as artérias. Com o passar dos anos, elas tendem a perder elasticidade e se tornar mais rígidas, processo que pode dificultar a circulação do sangue e aumentar o risco de problemas cardíacos.

    A rigidez, apesar de esperada com o avanço da idade, não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O ritmo do processo depende de diversos fatores, como hábitos de vida, presença de doenças crônicas e cuidados com a saúde ao longo dos anos.

    O que acontece com as artérias durante o envelhecimento?

    Com o avanço da idade, as artérias passam por mudanças naturais na estrutura e no funcionamento. Segundo a cardiologista Juliana Soares, uma das principais alterações envolve a perda gradual da elasticidade, característica importante para que os vasos consigam se expandir e se contrair conforme o sangue circula pelo corpo.

    Parte do processo acontece porque a elastina, proteína responsável pela flexibilidade das artérias, diminui ao longo dos anos e acaba sendo substituída por colágeno, que apresenta maior rigidez.

    Além disso, Juliana aponta que pode haver depósito de cálcio nas paredes arteriais, fenômeno conhecido como arteriosclerose, que contribui para o endurecimento dos vasos.

    Com isso, as artérias ficam menos capazes de absorver a pressão do sangue que sai do coração. Isso pode aumentar a pressão arterial e elevar o risco de problemas cardiovasculares, principalmente quando existem fatores como colesterol alto, diabetes, tabagismo e sedentarismo.

    É possível evitar o endurecimento das artérias?

    Um certo grau de enrijecimento das artérias acontece naturalmente com o avanço da idade. Contudo, o processo pode ser mais lento quando existe cuidado com a saúde desde cedo, segundo Juliana. O controle dos fatores de risco faz diferença importante para preservar a flexibilidade dos vasos ao longo do tempo.

    Afinal, quais fatores aceleram o envelhecimento vascular?

    A maioria dos fatores que podem acelerar o envelhecimento das artérias e favorecer o endurecimento dos vasos sanguíneos está associada ao estilo de vida e a condições de saúde que, quando não controladas, aumentam o desgaste do sistema cardiovascular ao longo do tempo.

    Entre eles, Juliana aponta:

    Inflamação crônica

    A inflamação agride a parede dos vasos sanguíneos, facilita o acúmulo de cálcio e a formação de placas, contribuindo para o endurecimento arterial. Normalmente, ela está associada ao sedentarismo e à obesidade, que favorecem processos inflamatórios persistentes no organismo.

    Colesterol elevado (especialmente LDL)

    O colesterol ruim, o LDL, pode se depositar na parede das artérias ao longo do tempo. O acúmulo favorece a formação de placas de gordura, que reduzem a elasticidade dos vasos e dificultam a passagem do sangue.

    Com a progressão desse processo, aumenta o risco de endurecimento arterial e de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC.

    Pressão arterial alta

    A hipertensão provoca desgaste constante nas paredes das artérias, já que os vasos precisam suportar a passagem do sangue sob pressão mais elevada. Com o tempo, elas tendem a se tornar mais espessas e rígidas como forma de adaptação, o que reduz a capacidade de dilatação e compromete a circulação.

    Ciclo de aumento da pressão arterial

    Quando as artérias ficam mais rígidas, a circulação do sangue se torna mais difícil, o que faz com que o coração precise bombear com mais força para manter o fluxo adequado, elevando ainda mais a pressão arterial. Logo, se forma um ciclo em que a rigidez aumenta a pressão, e a pressão elevada acelera o envelhecimento das artérias.

    Diabetes

    Os níveis elevados de glicose no sangue podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos e favorecer processos inflamatórios. Ao longo do tempo, isso contribui para o endurecimento arterial, reduz a elasticidade dos vasos e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

    Como o cardiologista avalia o envelhecimento das artérias?

    A avaliação do envelhecimento vascular começa com a análise clínica, que inclui histórico de saúde, hábitos de vida, presença de doenças crônicas, exame físico, medida da pressão arterial e exames de sangue para verificar colesterol, glicemia e outros indicadores importantes.

    Segundo Juliana, alguns exames específicos ajudam a avaliar a saúde das artérias com mais precisão:

    • Ultrassom das artérias carótidas: identifica espessamento das paredes dos vasos, sinal de envelhecimento vascular;
    • Velocidade da onda de pulso: exame que mede o grau de rigidez das artérias;
    • Escore de cálcio coronariano (tomografia): detecta calcificação nas artérias do coração, indicador de risco cardiovascular.

    Em geral, quanto maior a rigidez ou o nível de calcificação, maior tende a ser o comprometimento da saúde vascular.

    O que pode ajudar a proteger as artérias?

    Pequenas mudanças no estilo de vida ajudam a preservar a saúde das artérias e a reduzir o risco de endurecimento precoce dos vasos sanguíneos, como:

    • Alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e gorduras boas ajuda a controlar colesterol e inflamação;
    • Atividade física regular: exercícios melhoram a circulação, ajudam no controle da pressão e mantêm as artérias mais flexíveis;
    • Controle da pressão, colesterol e glicemia: acompanhamento médico regular reduz o risco de danos vasculares;
    • Evitar o tabagismo: o cigarro agride diretamente os vasos sanguíneos e acelera o envelhecimento vascular;
    • Peso corporal adequado: excesso de peso favorece inflamação e sobrecarga do sistema cardiovascular;
    • Sono de qualidade e menos estresse: descanso adequado ajuda na regulação hormonal e na saúde dos vasos.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre arteriosclerose e aterosclerose?

    A arteriosclerose é o endurecimento genérico das artérias pelo envelhecimento. A aterosclerose é um tipo específico onde há o acúmulo de placas de gordura e inflamação dentro dos vasos.

    2. Como o sedentarismo acelera esse processo?

    A falta de exercício reduz a produção de óxido nítrico, uma molécula que ajuda as artérias a relaxarem. Sem esse “estímulo de elasticidade”, o endurecimento progride mais rápido.

    3. Quais são os riscos de ter artérias endurecidas?

    O principal risco é a sobrecarga do coração, que precisa fazer mais força para bombear o sangue, podendo levar à insuficiência cardíaca, além de aumentar as chances de AVC e demência vascular.

    4. Qual a relação entre o endurecimento das artérias e os rins?

    Os rins são órgãos altamente vascularizados e sensíveis à pressão. Quando as grandes artérias endurecem, elas não conseguem amortecer a pressão do pulso cardíaco, que atinge os pequenos vasos renais com força excessiva, podendo causar insuficiência renal.

    5. A genética determina quão rápido as artérias vão endurecer?

    Segundo estudos, a genética contribui com cerca de 20% a 40% da variação na rigidez arterial. No entanto, a epigenética (como seus hábitos ativam ou desativam esses genes) desempenha um papel muito mais importante no envelhecimento vascular.

    6. Bebidas alcoólicas prejudicam as artérias?

    O consumo excessivo de álcool pode elevar a pressão arterial, alterar o metabolismo das gorduras e favorecer a inflamação. Isso aumenta o risco de envelhecimento precoce dos vasos sanguíneos.

    7. Mudanças no estilo de vida ainda ajudam depois dos 40 ou 50 anos?

    Sim, nunca é tarde para cuidar da saúde cardiovascular. Um alimentação equilibrada, atividade física, controle de doenças e abandono do tabagismo continuam trazendo benefícios para as artérias em qualquer fase da vida.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Carnaval com saúde: 11 dicas para curtir sem perrengue 

    Carnaval com saúde: 11 dicas para curtir sem perrengue 

    O carnaval é bem parecido com uma maratona: horas em pé, calor, aglomeração, pouca pausa para comer direito e aquela tendência de “só hoje”. O resultado é previsível: desidratação, insolação, pressão caindo, crises de ansiedade, intoxicação alimentar, viroses e, em casos mais sérios, falta de ar, desmaios e até consequências mais sérias.

    A boa notícia é que dá, sim, para aproveitar muito e reduzir bastante o risco de perrengue com medidas simples. Abaixo, um checklist realista para você, seus amigos e sua família atravessarem a folia com mais segurança.

    1. Faça da água sua fantasia oficial

    Aglomeração somada a calor e álcool aumentam a perda de líquido e favorecem desidratação. Um sinal clássico de que passou do ponto é tontura, fraqueza, dor de cabeça e urina muito escura. Em casos graves, pode haver confusão mental e desmaio.

    E isso é bem fácil de evitar:

    • Beba água e outros líquidos ao longo do dia, não só quando a sede bater (não vale álcool, pois ele não hidrata o corpo);
    • Intercale álcool com água, se for beber, e atente-se à quantidade;
    • Procure sombra e pausas, especialmente no pico de calor.

    2. Saiba reconhecer exaustão pelo calor e insolação (e aja rápido)

    Calor excessivo pode causar desde exaustão até insolação, que é considerada uma emergência. Sinais de alerta incluem temperatura muito alta, confusão, desmaio, pele muito quente, vômitos persistentes e piora rápida.

    O que fazer:

    • Leve a pessoa para um local fresco, afrouxe roupas e ofereça líquidos se ela estiver consciente;
    • Procure atendimento urgente se houver confusão, desmaio, convulsão ou piora progressiva.

    3. Proteja sua pele do sol

    Bloquinho diurno é exposição intensa ao sol, por isso a importância de usar protetor solar, boné ou chapéu, além de óculos. Eles ajudam a reduzir queimaduras e o risco de insolação.

    E sim: suor, atrito e glitter podem irritar a pele, principalmente em quem tem dermatite ou pele sensível. Uma dica simples é testar os produtos que pretende usar antes da folia e evitar “misturinhas” na hora.

    4. Alimente-se com estratégia (para não passar mal no meio do bloco)

    Ficar muitas horas só no salgadinho com um drink aumenta a chance de mal-estar, gastrite ou refluxo e hipoglicemia em pessoas sensíveis.

    Melhores escolhas para aguentar mais:

    • Coma antes de sair. Aqui vale algo que combine carboidrato com proteína;
    • Faça lanches simples ao longo do dia (fruta, iogurte, sanduíche);
    • Não vá em jejum.

    5. Cuidado com comida de procedência duvidosa

    Intoxicação alimentar no Carnaval é mais comum do que parece: calor, manipulação inadequada e alimentos fora de refrigeração são uma combinação ruim.

    • Evite maionese ou cremes fora de refrigeração, ou alimentos com cheiro estranho ou aparência alterada;
    • Fique atento ao gelo de origem desconhecida e à água não tratada, especialmente quando a higiene do local é duvidosa.

    6. Álcool: moderação não é moralismo, mas segurança

    Exagerar aumenta risco de quedas, desidratação, vômitos, desmaio e comportamentos de risco. Para o coração, vale atenção maior se a pessoa já tem arritmia, pressão alta, insuficiência cardíaca ou histórico de desmaio.

    Energético combinado com álcool, por exemplo, pode piorar palpitações em pessoas suscetíveis.

    Se o corpo começou a dar sinais, como náusea, tontura, palpitação e falta de ar, pare e se recupere.

    7. Sexo seguro e prevenção de ISTs

    Aglomeração e encontros casuais aumentam o risco de ISTs. Camisinha segue sendo base, e existe prevenção com medicamentos em situações específicas.

    • Use preservativo: tenha o seu, não conte com a sorte de achar na hora;
    • PEP: se houver uma exposição de risco ao HIV, a profilaxia pós-exposição precisa começar em até 72 horas e é feita por 28 dias. Procure imediatamente um serviço de saúde especializado;
    • PrEP: para quem tem risco contínuo de exposição ao HIV, é uma estratégia preventiva planejada com serviço de saúde.

    8. Se você tem uma condição cardíaca, combine a folia com o autocuidado

    Se a pessoa já sabe que tem problema cardíaco, dá para curtir com mais segurança:

    • Respeite limites de cansaço;
    • Evite álcool e estimulantes, que podem disparar palpitações em alguns casos;
    • Leve seus remédios e mantenha os horários de administração.

    Se sentir dor no peito, falta de ar fora do esperado, desmaio, palpitação com tontura, procure imediatamente um pronto atendimento.

    9. Cuide dos pés

    Bolha, corte e torção podem acabar com a festa. Por isso, por mais que o calçado seja bonito, ele precisa ser funcional e confortável.

    • Use calçado confortável e já “amaciado”;
    • Leve curativo simples se puder;
    • Higienize cortes e observe sinais de infecção (vermelhidão que piora, pus, febre).

    10. Sono e descanso

    Privação de sono piora imunidade, aumenta irritabilidade e eleva o risco de acidentes. Se der para escolher uma coisa para não negociar depois da folia, que seja dormir.

    11. Se ficou doente, recolha-se

    Febre, vômitos, diarreia, dor no corpo importante e tosse intensa pedem pausa e avaliação conforme o caso. Além de cuidar de você, isso reduz transmissão em ambientes lotados.

    Leia mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

    Perguntas frequentes sobre como curtir o Carnaval com saúde

    1. Hidratação é só água?

    Água é a base. Em calor intenso e muita sudorese, alternar com alimentação e, em alguns casos, reposição de sais pode ajudar, mas o mais importante é não deixar desidratar.

    2. Como diferenciar ressaca de algo mais sério?

    Se houver confusão, desmaio, febre alta, dor no peito, falta de ar, vômitos que não param ou piora rápida, trate como alerta e procure atendimento.

    3. Insolação é perigosa mesmo?

    Sim. Insolação pode ser fatal e exige ação rápida e atendimento.

    4. Camisinha ainda é a melhor prevenção no Carnaval?

    É uma das medidas mais importantes para reduzir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para algumas pessoas, a profilaxia pré-exposição (PrEP) pode ser indicada; e a profilaxia pós-exposição (PEP) existe para situações de exposição recente.

    5. Em quanto tempo posso procurar PEP se aconteceu uma relação de risco?

    A PEP deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição e dura 28 dias.

    6. Quem tem arritmia ou pressão alta pode curtir bloquinho?

    Em geral, sim, com bom senso e orientação do cardiologista antes. A pessoa deve priorizar hidratação, pausas, evitar excesso de álcool e estimulantes e respeitar sinais de alerta. Se aparecer dor no peito, desmaio ou falta de ar importante, é hora de parar e avaliar.

    7. Preciso faltar na escola ou trabalho depois do Carnaval para não passar vírus?

    Se você estiver bem, não. Mas se estiver com febre, vômitos, diarreia ou sintomas intensos, vale se poupar e evitar aglomerações para não transmitir.

    Veja também: PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV