Autor: Dra. Juliana Soares

  • Tétano ainda existe: por que ferimentos simples podem virar um risco grave 

    Tétano ainda existe: por que ferimentos simples podem virar um risco grave 

    Mesmo com vacina disponível gratuitamente no Brasil, o tétano ainda é uma doença que existe, é grave e associada a ferimentos aparentemente simples, como cortes, perfurações e lesões contaminadas. A infecção não é transmitida de pessoa para pessoa, mas pode evoluir rapidamente para quadros graves quando a imunização não está em dia.

    A redução dos casos observada nas últimas décadas está diretamente ligada à ampliação da cobertura vacinal e à aplicação de doses de reforço ao longo da vida. Ainda assim, pessoas com esquema vacinal incompleto continuam sob risco, especialmente após ferimentos contaminados, reforçando a importância da prevenção e do atendimento médico precoce.

    O que é o tétano?

    O tétano é uma infecção grave do sistema nervoso causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani. Trata-se de uma doença não contagiosa, que pode acometer pessoas de qualquer idade e apresenta alta letalidade quando não tratada adequadamente.

    Agente e fisiopatologia

    A bactéria Clostridium tetani é formadora de esporos e está presente no solo, em poeira, material orgânico, entulhos e superfícies metálicas. Após entrar no organismo por uma ferida, a bactéria pode produzir a toxina tetânica (tetanospasmina).

    Essa toxina atua no sistema nervoso ao bloquear neurotransmissores responsáveis pelo relaxamento muscular. Como consequência, surgem rigidez intensa e espasmos musculares dolorosos, que caracterizam o quadro clínico do tétano.

    Como se adquire o tétano?

    A infecção ocorre quando os esporos da bactéria entram no organismo por meio de feridas na pele, como:

    • Cortes e lacerações;
    • Perfurações por pregos, arames ou farpas;
    • Queimaduras;
    • Feridas com tecido desvitalizado;
    • Picadas ou lesões contaminadas.

    É importante esclarecer que a ferrugem, por si só, não causa tétano — ela apenas pode estar associada a ambientes onde os esporos estão presentes.

    Fatores que aumentam o risco

    • Vacinação incompleta ou falta de reforços vacinais;
    • Extremos de idade, ou seja, crianças e idosos;
    • Imunossupressão;
    • Diabetes;
    • Uso de drogas injetáveis.

    Sintomas do tétano

    O período de incubação costuma variar de 5 a 15 dias. Quanto menor esse intervalo, maior tende a ser a gravidade da doença.

    Formas clínicas

    Tétano localizado

    Contratura muscular próxima ao local da ferida. Pode evoluir para formas mais graves.

    Tétano cefálico

    Relacionado a ferimentos na cabeça ou pescoço, com comprometimento de nervos cranianos, causando dificuldade para engolir, trismo e paralisia facial.

    Tétano generalizado (forma mais comum e grave)

    Caracteriza-se por:

    • Trismo (mandíbula travada);
    • Rigidez do pescoço;
    • Espasmos faciais (“risus sardonicus”);
    • Rigidez abdominal e torácica;
    • Espasmos intensos e dolorosos, que podem causar fraturas;
    • Insuficiência respiratória.

    Sem tratamento adequado, essa forma pode evoluir rapidamente para óbito.

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas, sem necessidade de exames laboratoriais específicos para confirmação.

    Rastreio e diagnóstico

    A avaliação inclui:

    • Verificação do histórico vacinal;
    • Análise do tipo e do tempo do ferimento;
    • Exame físico focado em rigidez muscular e espasmos;
    • Monitoramento respiratório e hemodinâmico.

    Exames complementares podem ser solicitados conforme a gravidade do quadro, com foco no suporte clínico.

    Tratamento do tétano

    Medidas iniciais e cuidados locais

    • Limpeza rigorosa da ferida com água e sabão;
    • Retirada de tecido desvitalizado (desbridamento), quando indicado;
    • Busca imediata por atendimento médico diante de suspeita.

    Tratamento hospitalar

    • Neutralização da toxina: administração de soro antitetânico (imunoglobulina específica);
    • Controle da infecção: antibioticoterapia, como metronidazol, e cirurgia quando necessária;
    • Suporte clínico: controle da dor e dos espasmos, proteção das vias aéreas e monitoramento em UTI nos casos graves;
    • Vacinação: iniciar ou completar o esquema vacinal mesmo durante o tratamento, para garantir imunidade futura.

    Prevenção do tétano

    A principal forma de prevenção é a vacinação antitetânica.

    • Na infância: esquema com vacina pentavalente (2, 4 e 6 meses) e reforços aos 15 meses e 4 anos;
    • Em adultos: reforço com vacina dT a cada 10 anos;
    • Em ferimentos contaminados: reforço se a última dose tiver sido há mais de 5 anos;
    • Em feridas sujas com esquema incompleto: considerar soro antitetânico conforme protocolo.

    A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.

    O tétano é uma doença grave, potencialmente fatal, mas totalmente prevenível. A manutenção da vacinação ao longo da vida, a realização dos reforços e o cuidado adequado com feridas são muito importantes para evitar novos casos. Diante de qualquer lesão com risco de contaminação, a orientação é limpar a ferida e procurar um serviço de saúde para avaliação imediata.

    Confira: Imunidade de rebanho: o que é e por que é importante atualizar o calendário de vacinas

    Perguntas frequentes sobre tétano

    1. O tétano é uma doença contagiosa?

    Não. O tétano não é transmitido de pessoa para pessoa; a infecção ocorre apenas por meio de ferimentos contaminados.

    2. Ferrugem causa tétano?

    Não. A ferrugem não causa a doença; o risco depende da presença da bactéria no ambiente e da falta de vacinação adequada.

    3. Quem já teve tétano fica imune?

    Não. A infecção não garante imunidade. A vacinação continua sendo necessária mesmo após a doença.

    4. A vacina antitetânica precisa de reforço?

    Sim. Em adultos, o reforço é recomendado a cada 10 anos.

    5. Todo ferimento precisa de soro antitetânico?

    Não. O uso do soro depende do tipo de ferimento e do histórico vacinal da pessoa.

    Veja também: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

  • O que fazer para manter o peso estável após os 60 anos e evitar riscos cardiovasculares

    O que fazer para manter o peso estável após os 60 anos e evitar riscos cardiovasculares

    Com o passar dos anos, o corpo passa por uma série de mudanças naturais, desde a desaceleração do metabolismo até alterações hormonais, que influenciam o peso corporal, a distribuição de gordura e a perda de massa muscular.

    Isso torna o corpo mais sensível a oscilações de peso e aumentam o risco de problemas de saúde quando não há acompanhamento adequado, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

    Por isso, para manter o peso estável partir dos 60 anos de idade, alguns cuidados devem ser tomados. Vamos entender melhor, a seguir.

    Por que o peso corporal tende a oscilar com o envelhecimento?

    Com o envelhecimento, a cardiologista Juliana Soares explica que ocorre uma alteração no metabolismo basal. O corpo passa a gastar menos calorias em repouso, o que facilita mudanças no peso.

    A queda do metabolismo está relacionada a diferentes fatores, principalmente às alterações hormonais. Nas mulheres, ocorre diminuição do estrogênio, e nos homens, da testosterona, o que favorece o acúmulo de gordura e a perda de massa muscular.

    A médica também destaca que a perda de massa muscular, chamada de sarcopenia, acontece naturalmente com a idade e interfere diretamente no metabolismo. Os músculos ajudam o corpo a queimar calorias, mesmo em repouso. Quando há menos músculo, o metabolismo fica mais lento.

    Além disso, com o passar dos anos, é comum reduzir a prática de atividade física, muitas vezes por dores nas articulações, o que contribui ainda mais para a diminuição do gasto energético.

    Ganhar peso após os 60 aumenta o risco de doenças cardíacas?

    O ganho de peso após os 60 anos pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, principalmente por causa da forma como a gordura se distribui no corpo. Não é apenas a quantidade de quilos que importa, mas onde a gordura fica acumulada, conforme explica Juliana.

    Após os 60 anos, ocorre maior tendência de concentração de gordura na região abdominal, com aumento da gordura visceral. Ela envolve os órgãos internos e libera substâncias inflamatórias no organismo, favorecendo o envelhecimento das artérias, processo conhecido como aterosclerose.

    Também ocorre aumento da pressão arterial e resistência à insulina, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes. Tudo isso sobrecarrega o coração e aumenta o risco de diversas doenças.

    Como a perda de massa muscular afeta a saúde do coração?

    O músculo funciona como um órgão endócrino e possui um metabolismo ativo muito importante para o organismo. Quando ocorre redução da massa muscular, o corpo passa a gastar menos energia em repouso e surgem diversas consequências para a saúde, como:

    • Diminuição do metabolismo, o que facilita o ganho de peso;
    • Aumento do acúmulo de gordura corporal, especialmente na região abdominal;
    • Redução da força física e maior tendência ao sedentarismo;
    • Dificuldade no retorno do sangue das pernas para o coração, podendo sobrecarregar a função cardíaca;
    • Pior controle dos níveis de açúcar no sangue, elevando o risco de diabetes;
    • Maior fragilidade física, com aumento do risco de quedas e perda de autonomia.

    Perda de peso excessiva também não é recomendada

    Os dois extremos no peso podem ser prejudiciais para a saúde. Uma perda rápida de peso pode causar redução de músculo e de osso, e não apenas de gordura, levando a um quadro de fragilidade.

    Segundo Juliana, a fragilidade aumenta o risco de quedas e de fraturas, como a fratura de quadril, que costuma estar associada a maior risco de complicações cardíacas e a taxas elevadas de mortalidade, especialmente após procedimentos cirúrgicos.

    Uma perda de peso importante sem mudança alimentar planejada também pode indicar a presença de problemas de saúde ocultos, como depressão, dificuldade na absorção de nutrientes ou até mesmo câncer.

    Como manter o peso estável após os 60?

    Nessa fase da vida, Juliana explica que manter uma alimentação com boa densidade nutricional é fundamental para cuidar da saúde e manter o peso equilibrado.

    Uma boa densidade nutricional envolve oferecer ao corpo os nutrientes necessários, mesmo quando o gasto de energia é menor. Algumas medidas ajudam nesse cuidado, como:

    • Aumentar a ingestão de proteínas, ajudando a reduzir a perda de massa muscular;
    • Distribuir a proteína ao longo do dia, favorecendo a síntese muscular;
    • Realizar treino de força, como musculação, para manter o metabolismo ativo e a força muscular;
    • Manter hidratação regular, mesmo sem sensação de sede, já que a percepção de sede tende a diminuir com a idade;
    • Priorizar sono de qualidade, pois o sono adequado participa da regulação do metabolismo e da saúde geral.

    Como deve ser o acompanhamento nutricional após os 60 anos de idade?

    Com o passar do tempo, a absorção de nutrientes tende a diminuir, o que torna necessário avaliar a alimentação com mais atenção, segundo Juliana.

    As consultas mais frequentes permitem ajustes na dieta e indicam, quando necessário, o uso correto de suplementos nutricionais. Para completar, mudanças de peso podem exigir ajustes nas medicações, especialmente no controle da pressão arterial e do diabetes.

    Perguntas frequentes

    Qual a importância da ingestão de proteínas na terceira idade?

    A proteína ajuda a preservar a massa muscular, reduz o risco de fraqueza física e melhora a recuperação do corpo. A ingestão adequada também contribui para a autonomia nas atividades diárias.

    Qual tipo de exercício é mais indicado para idosos?

    Quando indicados pelo médico, exercícios de força, como musculação ou exercícios com o próprio peso do corpo, aliados a caminhadas, alongamentos e atividades de equilíbrio, trazem bons resultados para a saúde geral.

    Manter horários regulares para refeições faz diferença?

    Os horários organizados ajudam a regular o metabolismo, evitam longos períodos de jejum e contribuem para melhor controle do apetite ao longo do dia.

    O que é sarcopenia?

    A sarcopenia é a perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento. O processo ocorre de forma gradual e pode afetar força, equilíbrio, metabolismo e autonomia.

    Oscilações de peso podem indicar problemas de saúde?

    Podem indicar, principalmente quando ocorrem sem mudanças na alimentação ou na rotina. A perda ou ganho de peso sem explicação merece avaliação de um médica.

    A perda de apetite é comum nessa fase da vida?

    A perda de apetite pode acontecer devido a alterações hormonais, uso de medicamentos ou mudanças no paladar, mas não deve ser ignorada, pois pode levar à perda de peso e de massa muscular.

    É normal sentir mais cansaço com o passar dos anos?

    Algum cansaço pode ocorrer, mas fadiga excessiva não deve ser considerada normal e pode indicar problemas como perda muscular, má alimentação ou alterações de saúde.

  • O que acontece com o coração ao envelhecer? Cardiologista explica as mudanças naturais

    O que acontece com o coração ao envelhecer? Cardiologista explica as mudanças naturais

    O envelhecimento é um processo biológico natural que, mesmo em pessoas saudáveis, provoca mudanças graduais no funcionamento do organismo — incluindo no coração.

    Com o passar dos anos, o músculo cardíaco pode perder parte da elasticidade, as paredes do coração tendem a ficar mais espessas e o relaxamento entre os batimentos pode se tornar menos eficiente, o que influencia o enchimento adequado do coração.

    Apesar de fazerem parte da vida, as mudanças ajudam a entender por que o coração ao envelhecer precisa de mais cuidados na terceira idade.

    O que acontece com o coração no envelhecimento?

    Mesmo em indivíduos saudáveis, o coração passa por alterações estruturais e elétricas naturais com o passar dos anos. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, uma das principais mudanças ocorre no músculo cardíaco, que vai perdendo parte da elasticidade.

    Com isso, as paredes do coração tendem a ficar mais espessas, o que pode dificultar o enchimento e o relaxamento adequados entre os batimentos.

    O coração também possui válvulas, estruturas responsáveis por controlar o fluxo de sangue dentro do órgão e em direção aos vasos sanguíneos. Com o envelhecimento, elas podem sofrer espessamento e calcificação, o que pode interferir no seu processo de abertura e fechamento.

    Para completar, Juliana aponta que os batimentos cardíacos dependem de um sistema elétrico próprio do coração. As células chamadas de nó sinusal são responsáveis pela geração dos impulsos elétricos que comandam o ritmo cardíaco.

    Em pessoas mais velhas, tanto essas células quanto as vias da condução elétrica também envelhecem, o que pode tornar o ritmo dos batimentos mais lento ou aumentar a chance de falhas no ritmo.

    A pressão arterial e o ritmo cardíaco tendem a mudar com a idade?

    Ao longo do tempo, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais rígidos, um processo chamado arteriosclerose. Isso pode levar ao aumento da pressão arterial sistólica, enquanto a pressão diastólica pode permanecer estável, aumentando a diferença entre as duas.

    Além disso, o ritmo cardíaco também pode sofrer mudanças. O ritmo dos batimentos cardíacos é controlado por estruturas presentes no coração, especialmente por uma estrutura chamada nó sinusal.

    Com o envelhecimento, ele pode perder parte da capacidade de controle dos batimentos, o que aumenta o risco de arritmias. Por isso, a incidência de arritmias tende a aumentar com o avanço da idade.

    Os efeitos do sedentarismo no envelhecimento

    O coração é um músculo e, como qualquer outro, precisa de estímulos para funcionar bem. Em pessoas sedentárias, Juliana explica que o músculo cardíaco tende a sofrer atrofia e endurecimento mais rapidamente, já que não recebe estímulos regulares, o que compromete a sua capacidade de adaptação ao longo do tempo.

    Por isso, a capacidade de bombear o sangue durante esforços físicos tende a diminuir de forma mais acentuada em indivíduos sedentários, se reduzindo progressivamente ao longo dos anos. Os vasos sanguíneos também tendem a ficar mais enrijecidos em quem não pratica atividades físicas.

    Já no caso de pessoas ativas, o coração tende a preservar melhor a elasticidade, tanto do próprio músculo cardíaco quanto dos vasos sanguíneos. Como consequência, ele consegue bombear uma maior quantidade de sangue a cada batimento em comparação com um coração sedentário.

    O que é natural do envelhecimento e o que é sinal de doença?

    Existem algumas mudanças que são esperadas com o passar dos anos e, sozinhas, não costumam ser motivo de preocupação.

    Por exemplo, Juliana conta que é comum haver uma redução da frequência cardíaca máxima, precisar de mais tempo de aquecimento antes de iniciar uma atividade física e perceber que a recuperação após o exercício fica um pouco mais lenta.

    Por outro lado, alguns sinais de alerta devem ser avaliados por um profissional da saúde, como:

    • Falta de ar muito intensa para um esforço leve;
    • Tontura;
    • Desmaios;
    • Dor no peito;
    • Palpitações frequentes;
    • Inchaço excessivo no corpo.

    Quais os exames cardíacos devem ser feitos a partir dos 60 anos de idade?

    À medida que envelhecemos, alguns exames se tornam importantes para acompanhar como o coração e os vasos sanguíneos estão funcionando, como:

    • Ecocardiograma;
    • Ultrassom Doppler de carótidas;
    • Holter;
    • Testes de esforço, como o teste ergométrico ou a cintilografia

    A indicação e a frequência dos exames devem ser definidas de acordo com a avaliação médica.

    Hábitos que ajudam o coração a envelhecer de forma saudável

    De acordo com Juliana, alguns hábitos podem ajudar a manter o coração saudável ao longo da vida, como:

    • Prática regular de atividade física: incluindo exercícios aeróbicos, como caminhadas, corrida, bicicleta ou natação, e também treinos resistidos, como musculação, que ajudam a fortalecer os músculos, preservar a força e prevenir a perda muscular conhecida como sarcopenia;
    • Alimentação equilibrada e nutritiva: com consumo adequado de vitaminas, proteínas e gorduras boas, priorizando alimentos naturais e evitando excessos, o que contribui para o bom funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos;
    • Sono de qualidade: respeitando as horas necessárias de descanso, já que dormir bem ajuda a regular a pressão arterial, o metabolismo e os processos de recuperação do organismo;
    • Vida social ativa e saudável: mantendo vínculos sociais, momentos de lazer e redução do estresse, fatores que também impactam positivamente a saúde cardiovascular.

    Também vale ficar atento aos sinais de alerta que podem indicar algum problema no coração e manter as consultas médicas em dia, já que o acompanhamento regular ajuda a prevenir doenças, identificar alterações mais cedo e cuidar melhor da saúde do coração.

    Leia mais: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    É normal o coração bater mais devagar com a idade?

    Sim, o sistema elétrico do coração pode ficar mais lento, o que reduz a frequência cardíaca máxima.

    O exercício físico consegue reverter mudanças no coração?

    O exercício não reverte completamente as mudanças naturais, mas ajuda a reduzir a velocidade das alterações. A prática regular melhora a circulação, preserva a força do músculo cardíaco e ajuda a manter os vasos mais flexíveis, o que contribui para um coração mais eficiente ao longo da vida.

    Qual tipo de exercício é melhor para o coração?

    A combinação de exercícios aeróbicos, como caminhada e bicicleta, com exercícios de força, como musculação, é a mais indicada.

    Quem tem histórico familiar de doença cardíaca precisa de mais atenção?

    Sim, o histórico familiar aumenta o risco e exige acompanhamento mais cuidadoso.

    O estresse prolongado acelera problemas cardíacos?

    Sim, o estresse crônico mantém o organismo em estado de alerta constante, elevando a pressão arterial e favorecendo inflamações, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

    Ficar muito tempo sentado faz mal para o coração?

    Sim, permanecer longos períodos sentado reduz a circulação, favorece o ganho de peso e aumenta o risco de pressão alta e problemas cardíacos, mesmo em quem se exercita algumas vezes por semana.

    É normal sentir o coração bater mais forte em algumas situações?

    Em momentos de estresse, ansiedade ou esforço físico, isso pode acontecer. Porém, se for frequente ou acompanhado de outros sintomas, precisa de avaliação médica.

    Veja também: Cirurgia marcada? Veja quando procurar o cardiologista

  • Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

    Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

    As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e uma parte delas está diretamente associada a problemas bucais.

    Quando existe infecções dentárias ou na gengiva, as bactérias podem entrar na corrente sanguínea e alcançar outros órgãos, inclusive o coração — facilitando o surgimento de inflamações no organismo.

    Para entender essa relação e quais sinais de alerta para ficar atento, conversamos com a cardiologista Juliana Soares e esclarecemos tudo, a seguir.

    Qual a relação entre os problemas bucais e doenças cardíacas?

    Existem dois principais mecanismos pelos quais a saúde bucal pode impactar a saúde cardiovascular. O primeiro acontece pela via das bactérias.

    De acordo com Juliana, a boca é uma região altamente vascularizada e abriga uma grande quantidade de microrganismos. Quando existe uma infecção ou inflamação, essas bactérias podem entrar na corrente sanguínea e chegar ao coração. Lá, elas podem se fixar, principalmente nas válvulas cardíacas, causando uma infecção chamada endocardite.

    O segundo caminho é através da inflamação. As doenças gengivais crônicas mantêm o organismo em estado inflamatório contínuo, com liberação de substâncias que circulam pelo sangue e não ficam restritas à boca.

    Com o tempo, essa inflamação generalizada favorece a formação e a instabilidade de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC.

    Quais os tipos de problemas bucais que estão ligados a doenças cardíacas?

    Uma vez que alguns problemas bucais favorecem a entrada de bactérias na corrente sanguínea e mantêm o organismo em estado inflamatório, elas estão mais associadas a doenças do coração.

    A principal é a periodontite, segundo Juliana, uma infecção que acomete as gengivas e, com a progressão, destrei o tecido mole e o osso responsáveis pela sustentação dos dentes.

    Nesse quadro, formam-se bolsas entre dentes e gengivas, com grande acúmulo de bactérias e inflamação crônica, facilitando a passagem de microrganismos para o sangue.

    Outra condição que pode ser destacada são as infecções na raiz do dente, como abscessos dentários não tratados, que funcionam como focos ativos de infecção.

    As bactérias presentes nas lesões podem alcançar a corrente sanguínea e atingir o coração, aumentando o risco de complicações cardíacas.

    Pessoas com doenças cardíacas precisam de cuidados especiais?

    Devido ao maior risco de complicações infecciosas, pessoas com próteses cardíacas ou doenças do coração, especialmente cardiopatias congênitas, precisam de atenção redobrada com a higiene bucal.

    Segundo a cardiologista, as bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea e se fixar com mais facilidade em válvulas artificiais e próteses cardíacas, favorecendo o desenvolvimento de endocardite.

    Em casos de cardiopatias congênitas, alterações na estrutura do coração também podem facilitar essa fixação bacteriana.

    Entre alguns dos principais cuidados, é possível destacar:

    • Escovação adequada dos dentes, realizada pelo menos duas vezes ao dia, com atenção especial à linha da gengiva, para reduzir o acúmulo de bactérias e prevenir inflamações;
    • Uso diário de fio dental, fundamental para remover resíduos e placa bacteriana entre os dentes, regiões onde a escova não alcança;
    • Consultas regulares ao dentista, permitindo a identificação precoce de infecções, gengivite ou periodontite, antes que se tornem focos de inflamação sistêmica;
    • Tratamento imediato de infecções bucais, como abscessos, cáries profundas ou inflamações gengivais, evitando que bactérias atinjam a corrente sanguínea;
    • Uso preventivo de antibióticos antes de procedimentos dentários invasivos, quando indicado pelo médico ou dentista, principalmente em casos de manipulação gengival ou cirurgias odontológicas.

    Também é importante ir ao dentista com regularidade para fazer limpezas, tratar problemas na gengiva e identificar sinais que podem estar ligados a outras doenças do organismo.

    Quais os sinais de alerta para ficar de olho?

    Alguns sinais podem indicar uma inflamação na boca e higiene bucal inadequada, como:

    • Sangramento gengival frequente, principalmente durante a escovação ou o uso do fio dental;
    • Gengivas inchadas, muito avermelhadas ou retraídas;
    • Dentes amolecidos ou com sensação de mobilidade;
    • Mau hálito persistente, mesmo após a higiene bucal.

    Além dos sinais bucais, também é importante atenção a sintomas gerais, como dor na região da mandíbula e/ou que irradia para o peito, ombro ou braço.

    Em alguns casos, esse tipo de dor pode estar ligado a um problema no coração, como o infarto, sendo necessário procurar ajuda médica o quanto antes.

    Perguntas frequentes

    Sangramento na gengiva pode indicar infecção?

    Sim, um sangramento frequente costuma ser sinal de inflamação gengival e pode indicar gengivite ou periodontite.

    Infecção na boca pode se espalhar pelo corpo?

    Sim, bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea e atingir outros órgãos, como coração, pulmões e articulações.

    Leia mais: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

    Como prevenir infecções bucais?

    Algumas medidas ajudam na prevenção, como escovação correta, uso diário de fio dental, consultas regulares ao dentista e tratamento precoce de cáries.

    Fumar aumenta o risco de infecções bucais?

    Sim, o tabagismo reduz a defesa natural da gengiva, dificulta a cicatrização e favorece o acúmulo de bactérias na boca. Com isso, aumenta o risco de infecções, inflamações gengivais e problemas mais graves, como periodontite e perda dentária.

    Quantas vezes por dia é preciso escovar os dentes?

    O ideal é escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, principalmente após as refeições e antes de dormir.

    Trocar a escova de dentes com que frequência?

    A troca deve ser feita a cada três meses ou antes, caso as cerdas estejam desgastadas.

    Quando procurar ajuda médica?

    Sempre que houver dor persistente, inchaço, sangramento frequente, pus, mau hálito constante ou febre associada a problemas na boca.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

    Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

    Durante o verão, é comum ouvir relatos de banhistas que sentiram uma dor intensa e repentina ao entrar no mar, muitas vezes causada pelo contato com águas-vivas ou caravelas. Esses animais, apesar da aparência frágil e translúcida, possuem estruturas capazes de liberar toxinas ao menor toque.

    Popularmente chamadas de queimaduras, essas lesões não são causadas por calor, mas por uma reação tóxica da pele ao contato com os tentáculos. Na maioria dos casos no Brasil, o quadro é limitado à pele e melhora com medidas simples, mas saber como agir corretamente faz toda a diferença para evitar complicações.

    O que é a queimadura por água-viva?

    A chamada queimadura por água-viva ocorre quando a pele entra em contato com os tentáculos desses animais marinhos. Neles existem células especiais, chamadas cnidócitos, que liberam toxinas ao serem estimuladas, como mecanismo de defesa.

    Apesar do nome, não se trata de uma queimadura térmica, mas de uma reação tóxica e inflamatória da pele, que pode causar dor intensa e lesões características no local do contato.

    Como a lesão acontece

    Ao tocar nos tentáculos, os nematocistos — estruturas presentes nos cnidócitos — injetam toxinas na em duas camadas da pele (epiderme e derme). Isso provoca inflamação local, dor e alterações visíveis na pele.

    Um sinal típico é que o desenho da lesão costuma reproduzir o formato dos tentáculos, aparecendo em linhas ou faixas avermelhadas sobre a pele.

    Causas mais comuns

    • Contato direto com águas-vivas vivas durante o banho de mar;
    • Pisões em tentáculos encalhados na areia;
    • Contato com tentáculos desprendidos, mesmo sem o animal visível.

    O risco aumenta em praias com maior presença desses organismos e quando não se utiliza proteção nos pés ao caminhar pela orla.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme a quantidade de toxina e a sensibilidade da pessoa:

    • Dor local intensa ou sensação de queimação imediata;
    • Vermelhidão em placas, pápulas, vesículas ou bolhas;
    • Lesões lineares ou em faixas, acompanhando o tentáculo;
    • Duração inicial dos sintomas: de 30 minutos até 24 horas.

    Na maioria dos casos leves, a pele melhora em dias ou semanas, embora possam permanecer manchas escuras ou cicatrizes temporárias.

    Sintomas sistêmicos (raros no Brasil)

    Em situações incomuns, pode haver:

    • Febre;
    • Dor de cabeça;
    • Náuseas e vômitos;
    • Espasmos musculares ou alterações do ritmo cardíaco.

    Esses quadros costumam estar associados a maior carga de toxina.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • No relato de contato recente com água do mar;
    • No padrão típico das lesões na pele.

    Não há exames laboratoriais específicos na maioria dos casos. Sinais de gravidade, como dor intensa, dificuldade respiratória ou alterações nos sinais vitais, indicam necessidade de avaliação médica imediata.

    Tratamento

    Primeiros socorros imediatos

    • Retirar a pessoa da água e evitar novo contato;
    • Aplicar compressas frias ou gelo envolto em pano;
    • Água do mar fria pode ser usada; evite água doce, pois pode ativar toxinas remanescentes;
    • Remover cuidadosamente tentáculos visíveis com pinça ou luvas;
    • Aplicar vinagre (ácido acético 4–6%) para inativar cnidócitos de muitas espécies, conforme protocolos locais.

    Evite práticas populares prejudiciais, como:

    • Urina;
    • Álcool;
    • Água doce;
    • Esfregar areia ou toalha sobre a lesão.

    Quando procurar atendimento médico

    Busque avaliação se houver:

    • Dor intensa que não melhora;
    • Lesões extensas;
    • Sintomas sistêmicos;
    • Suspeita de reação alérgica.

    O tratamento médico pode incluir analgésicos, anti-histamínicos, corticoides tópicos ou sistêmicos em casos selecionados. Antivenenos são raramente necessários e dependem da espécie envolvida.

    Como prevenir acidentes com água-viva

    • Evitar áreas sinalizadas com presença de águas-vivas;
    • Respeitar avisos de salva-vidas e bandeiras lilás;
    • Não tocar em animais vivos ou tentáculos na areia;
    • Usar calçados de praia ao caminhar pela orla;
    • Redobrar a atenção no verão e em períodos reprodutivos;
    • Orientar crianças a não tocar nesses organismos.

    Confira: Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias

    Perguntas frequentes sobre queimadura por água-viva

    1. Queimadura por água-viva é realmente uma queimadura?

    Não. Trata-se de uma reação tóxica da pele, e não de uma queimadura por calor.

    2. Vinagre sempre deve ser usado?

    O vinagre ajuda a inativar cnidócitos de muitas espécies e é recomendado em protocolos locais. Quando houver dúvida, a orientação médica é indicada.

    3. Água doce pode aliviar a dor?

    Não. A água doce pode ativar toxinas remanescentes e piorar a lesão.

    4. Urina ajuda no tratamento?

    Não. Essa prática não é eficaz e pode agravar o quadro.

    5. É perigoso tocar em tentáculos na areia?

    Sim. Mesmo desprendidos, os tentáculos podem liberar toxinas ao contato.

    Veja mais: Vai para a praia? Cuidado com a intoxicação alimentar

  • Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

    Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

    Os acidentes causados por animais peçonhentos seguem sendo um importante problema de saúde pública no Brasil. A combinação entre grande biodiversidade, clima favorável e expansão urbana para áreas naturais aumenta o risco de contato entre humanos e espécies capazes de inocular veneno. Todos os anos, milhares de pessoas procuram atendimento médico após picadas, especialmente por cobras, escorpiões e aranhas.

    Esses acidentes podem provocar desde reações locais leves até quadros graves e potencialmente fatais, exigindo atendimento rápido e conduta adequada. Saber identificar os principais tipos de acidentes, reconhecer sinais de gravidade e entender o que fazer — e o que não fazer — pode reduzir complicações e salvar vidas.

    Quais animais peçonhentos causam mais acidentes no Brasil?

    No Brasil, os acidentes mais relevantes do ponto de vista clínico e epidemiológico envolvem:

    • Cobras;
    • Escorpiões;
    • Aranhas.

    Outros animais também podem causar acidentes, como abelhas, lagartas, vespas, marimbondos, lacraias, arraias, bagres, águas-vivas e caravelas, mas os quadros mais graves estão associados principalmente aos três primeiros grupos.

    Acidentes ofídicos (picadas por cobras)

    Os acidentes ofídicos ocorrem após a mordedura de serpentes peçonhentas e são classificados conforme o gênero da cobra envolvida.

    Acidente botrópico

    É o tipo mais comum no Brasil, causado por serpentes do gênero Bothrops, como as jararacas.

    O veneno tem ação inflamatória e anticoagulante, provocando:

    • Dor e inchaço local;
    • Manchas arroxeadas na pele;
    • Sangramentos em gengivas, feridas e urina;
    • Risco de necrose no local da picada.

    Acidente crotálico

    Causado por serpentes do gênero Crotalus, como a cascavel. Geralmente há pouca dor no local. Os sintomas são:

    • Sonolência;
    • Visão turva;
    • Dificuldade para manter os olhos abertos;
    • Dor de cabeça;
    • Dores musculares;
    • Enjoo.

    Nos casos graves, pode ocorrer insuficiência respiratória.

    Acidente laquético

    Provocado por serpentes do gênero Lachesis, como a surucucu-pico-de-jaca. Apresenta manifestações semelhantes ao acidente botrópico e pode cursar com:

    • Dor abdominal intensa;
    • Vômitos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Diminuição da frequência cardíaca.

    Acidente elapídico

    Relacionado às corais-verdadeiras (Micrurus). Pode causar:

    • Dor local;
    • Sonolência;
    • Visão borrada;
    • Pálpebras caídas.

    Nos casos graves, ocorre paralisia dos músculos respiratórios, com risco de morte se não houver tratamento rápido.

    Acidentes por aranhas

    Os acidentes por aranhas acontecem pela inoculação do veneno através das presas.

    Acidente loxoscélico

    Causado pela aranha-marrom, que não é agressiva e costuma picar de forma acidental. Os sintomas incluem:

    • Dor local;
    • Lesão de pele arroxeada com áreas pálidas;
    • Formação de bolhas com conteúdo sanguinolento.

    Em casos mais graves, podem surgir febre, mal-estar, dores no corpo, pele amarelada, anemia e presença de sangue na urina.

    Acidente fonêurico

    Provocado pela aranha-armadeira. Caracteriza-se por:

    • Dor intensa imediata;
    • Inchaço;
    • Vermelhidão;
    • Formigamento no local da picada.

    Acidente latrodéctico

    Causado pela viúva-negra, que também não costuma ser agressiva. Pode provocar:

    • Dor local;
    • Sudorese intensa;
    • Alterações da pressão arterial e da frequência cardíaca;
    • Tremores;
    • Espasmos e contraturas musculares.

    Acidentes escorpiônicos

    Os acidentes escorpiônicos ocorrem pela inoculação do veneno através do ferrão do escorpião. As principais espécies envolvidas no Brasil são:

    • Escorpião-amarelo;
    • Escorpião-marrom;
    • Escorpião-preto-da-amazônia.

    Inicialmente, há dor intensa no local, que pode irradiar pelo membro acometido, associada a formigamento, vermelhidão e sudorese.

    Com a progressão do quadro, podem surgir sintomas sistêmicos, como:

    • Sudorese intensa;
    • Agitação;
    • Tremores;
    • Náuseas e vômitos;
    • Salivação excessiva.

    Em casos mais graves, pode haver comprometimento cardíaco, com variações da pressão arterial e arritmias.

    Primeiros socorros após picada por animal peçonhento

    Após um acidente, a principal medida é procurar atendimento médico imediatamente. Enquanto isso, algumas orientações iniciais incluem:

    • Lavar o local da picada com água e sabão, se possível;
    • Manter o paciente em repouso;
    • Elevar o membro acometido;
    • Retirar anéis, pulseiras, relógios, calçados ou roupas apertadas;
    • Em acidentes com cobras, incentivar hidratação oral se o paciente estiver consciente;
    • Em acidentes com escorpiões e aranhas, compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor.

    No serviço de saúde, o paciente será avaliado e, se indicado, receberá o soro específico (antiofídico, antiescorpiônico ou antiaracnídico).

    O que não fazer em caso de picada

    Algumas práticas populares devem ser evitadas, pois podem agravar o quadro:

    • Não fazer torniquete;
    • Não cortar, queimar ou espremer o local;
    • Não aplicar substâncias caseiras;
    • Não realizar curativos antes da avaliação médica;
    • Não “chupar o veneno”, pois isso não remove a toxina e aumenta o risco de infecção.

    Veja mais: Como a doença de Chagas é transmitida e por que ainda preocupa

    Perguntas frequentes sobre picadas por animais peçonhentos

    1. O que fazer primeiro após uma picada por animal peçonhento?

    A principal medida é procurar atendimento médico imediatamente. Como orientação inicial, pode-se lavar o local com água e sabão, manter o paciente em repouso e elevar o membro acometido, além de retirar anéis, pulseiras, relógios, calçados ou roupas apertadas da região afetada.

    2. Posso fazer torniquete para impedir o veneno de “subir”?

    Não. O torniquete não deve ser feito, pois pode interromper o fluxo sanguíneo e causar necrose do membro.

    3. É recomendado cortar, queimar, espremer ou “chupar” o local da picada?

    Não. Essas práticas não removem a toxina, podem piorar a lesão e ainda aumentam o risco de infecção. Também não se deve aplicar substâncias no local.

    4. Compressa fria ou quente: qual é indicada?

    No texto, a orientação é que, em acidentes com escorpiões e aranhas, compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor.

    5. Quando o soro é necessário?

    No serviço de saúde, o paciente será avaliado e, se indicado, receberá o soro específico conforme o tipo de acidente, como soro antiofídico, antiescorpiônico ou antiaracnídico.

    6. Quais animais peçonhentos são citados como mais relevantes no Brasil?

    O texto cita como principais animais envolvidos em acidentes no país: cobras, escorpiões, aranhas, abelhas, lagartas, vespas, marimbondos, lacraias, arraias, bagres, águas-vivas e caravelas.

    7. O que devo evitar fazer antes de ser avaliado no serviço de saúde?

    O texto orienta evitar torniquete; não cortar, queimar, espremer ou aplicar substâncias no local; não realizar curativos antes da avaliação médica; e não “chupar o veneno”.

    Veja mais: Nariz sangrando: o que fazer na hora e quando procurar ajuda

  • Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata 

    Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata 

    A raiva humana é uma das doenças infecciosas mais graves conhecidas, com taxa de letalidade extremamente elevada após o início dos sintomas. Apesar de ser prevenível por meio de medidas simples e eficazes, como vacinação e uso de soro antirrábico, ainda causa mortes quando o risco não é reconhecido a tempo.

    Transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, a raiva exige atenção imediata após mordidas, arranhaduras ou contato da saliva com feridas ou mucosas. O reconhecimento precoce da exposição e a profilaxia pós-exposição são decisivos para evitar a progressão da doença.

    O que é a raiva humana?

    A raiva humana é uma doença viral aguda que acomete o sistema nervoso central. O agente causador é o vírus da raiva, pertencente à família Rhabdoviridae, do gênero Lyssavirus.

    Após o período de incubação, a doença evolui rapidamente para manifestações neurológicas graves e, na ausência de profilaxia adequada antes do início dos sintomas, quase sempre leva à morte.

    Como ocorre a transmissão da raiva?

    A transmissão da raiva ocorre por meio do contato da saliva de um animal infectado com a pele lesionada ou mucosas. As formas mais comuns de exposição incluem:

    • Mordedura (principal via de transmissão em áreas urbanas, especialmente por cães e gatos);
    • Lambedura sobre feridas abertas ou mucosas;
    • Arranhaduras contaminadas com saliva.

    Em áreas rurais e silvestres, morcegos e outros mamíferos selvagens representam importantes fontes de infecção. O risco de transmissão depende do tipo de contato, da profundidade da lesão, do local afetado e da condição clínica do animal agressor.

    Como identificar um animal com raiva?

    Animais infectados costumam apresentar alterações comportamentais, como agressividade súbita ou apatia. Outros sinais frequentes incluem:

    • Salivação excessiva, muitas vezes com aspecto espumoso;
    • Dificuldade para andar, devido à paralisia progressiva;
    • Convulsões.

    Nem todos os animais apresentam todos esses sinais, mas mudanças bruscas de comportamento associadas à salivação e paralisia são altamente sugestivas. Em humanos, após o início dos sintomas, a evolução costuma ser quase sempre fatal.

    Sintomas da raiva humana

    A evolução clínica da raiva em humanos ocorre em etapas:

    • Período de incubação: geralmente varia de semanas a meses, dependendo do local da lesão;
    • Fase prodrômica: sintomas inespecíficos, como mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, náuseas, irritabilidade e perda de apetite;
    • Fase neurológica: convulsões, hiperexcitabilidade, espasmos musculares, salivação intensa, dor ao engolir e episódios de hidrofobia (espasmos desencadeados ao tentar ingerir líquidos). Pode ocorrer também aerofobia.

    Após o início dos sintomas neurológicos, a progressão para coma e morte geralmente acontece em poucos dias, entre 2 e 7 dias.

    O que fazer após mordida ou arranhadura? (manejo pós-exposição)

    Qualquer exposição suspeita deve ser avaliada imediatamente por um profissional de saúde. As principais medidas incluem:

    • Lavagem imediata da ferida: lavar abundantemente com água e sabão por vários minutos e aplicar antisséptico;
    • Avaliação clínica do risco: considerar tipo de exposição, local da lesão e condição do animal agressor;
    • Profilaxia pós-exposição (PEP): iniciar vacinação antirrábica conforme os protocolos vigentes;
    • Uso de soro antirrábico: indicado em exposições de alto risco, como mordidas profundas, lesões em face, mãos, pescoço ou contato com mucosas, especialmente se o animal estiver doente, desaparecer ou morrer;
    • Observação do animal doméstico por 10 dias: se permanecer saudável, em exposições leves, a vacinação pode ser suspensa conforme avaliação médica.

    Em situações de risco significativo, não se deve aguardar exames laboratoriais para iniciar a profilaxia.

    Diagnóstico

    O diagnóstico definitivo da raiva em humanos é feito por exames laboratoriais específicos, como a detecção do vírus em tecidos ou secreções. No entanto, esses exames raramente interferem na decisão de iniciar a profilaxia, que deve ser baseada na avaliação clínica e epidemiológica.

    Em animais, exames confirmatórios podem ser realizados, mas a observação clínica por 10 dias continua sendo uma estratégia fundamental para orientar a conduta.

    Tratamento da raiva humana

    Após o início dos sintomas, não existe tratamento eficaz capaz de reverter a doença de forma padronizada. Há relatos raros de sobrevivência com protocolos experimentais intensivos, mas a prevenção continua sendo a única estratégia comprovadamente eficaz.

    Pacientes sintomáticos recebem apenas tratamento de suporte em ambiente hospitalar, geralmente em unidades de terapia intensiva.

    Confira: Nariz sangrando: o que fazer na hora e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre raiva humana

    1. A raiva humana tem cura?

    Não. Após o início dos sintomas, a raiva quase sempre evolui para óbito. Por isso, a prevenção após a exposição é fundamental.

    2. Toda mordida de animal transmite raiva?

    Não. O risco depende do tipo de animal, do estado de saúde dele, da profundidade da lesão e do local afetado.

    3. É preciso tomar vacina mesmo se a ferida for pequena?

    Sim, dependendo da avaliação médica. Mesmo feridas pequenas podem representar risco, especialmente em regiões como face, mãos e mucosas.

    4. Posso esperar para ver se o animal adoece antes de procurar ajuda?

    Não. A avaliação médica deve ser imediata. Em muitos casos, a decisão sobre vacinação não pode esperar.

    5. A raiva pode ser transmitida por arranhão?

    Sim. Arranhaduras contaminadas com saliva de animal infectado também representam risco.

    Veja mais: 8 doenças que você pode pegar por não lavar bem frutas e verduras

  • Tuberculose: sintomas que vão além da tosse persistente 

    Tuberculose: sintomas que vão além da tosse persistente 

    A tuberculose é uma doença antiga, conhecida há milhares de anos, mas que ainda representa um importante desafio de saúde pública. Mesmo com tratamento eficaz e gratuito disponível, a doença continua presente, especialmente em populações mais vulneráveis. No Brasil, por exemplo, houve mais de 85 mil casos novos detectados em 2024, o que torna a doença ainda bem presente na realidade atual.

    Ao longo da história, o controle da tuberculose passou por avanços e retrocessos. Na década de 1980, por exemplo, houve aumento dos casos com a disseminação da infecção pelo HIV.

    Mais recentemente, o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos e o uso crescente de tratamentos imunossupressores trouxeram novos desafios para o diagnóstico e o controle da doença.

    O que é a tuberculose?

    A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Ela afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos do corpo, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

    A doença pode se apresentar de duas formas principais:

    • Tuberculose latente, quando a bactéria está presente no organismo, mas não causa sintomas;
    • Tuberculose ativa, quando a infecção se manifesta com sintomas e pode ser transmitida.

    Fatores de risco

    Os fatores de risco para tuberculose podem estar relacionados à pessoa ou ao ambiente.

    Fatores relacionados ao hospedeiro

    • Infecção pelo HIV;
    • Uso prolongado de corticoides em doses altas;
    • Transplantes de órgãos;
    • Uso de medicamentos imunobiológicos;
    • Desnutrição;
    • Tabagismo, alcoolismo e uso de drogas injetáveis.

    Fatores ambientais

    • Contato próximo com pessoas com tuberculose ativa;
    • Pessoas em situação de rua;
    • Pessoas privadas de liberdade;
    • Populações indígenas.

    Transmissão

    A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa, por meio de gotículas e aerossóis liberados ao falar, tossir ou espirrar. A transmissão ocorre principalmente em pacientes com as formas pulmonar e laríngea, chamadas de formas bacilíferas.

    Quando a bactéria é inalada, ela pode alcançar os pulmões. Em pessoas com boa imunidade, o organismo consegue conter a infecção, formando uma estrutura chamada granuloma. Nesse caso, ocorre a infecção latente, presente em cerca de 90% das pessoas infectadas.

    Quando há falha na defesa do organismo, a infecção evolui para tuberculose ativa, que pode atingir:

    • Pulmões;
    • Linfonodos;
    • Pleura;
    • Ossos e vértebras;
    • Rins;
    • Meninges.

    Sintomas

    Tuberculose latente

    A maioria das pessoas com tuberculose latente não apresenta sintomas. O diagnóstico costuma ocorrer em exames de rastreamento ou de rotina.

    Tuberculose pulmonar

    O sintoma mais característico é tosse persistente por mais de 3 semanas, seca ou com secreção

    Outros sintomas comuns são:

    • Febre baixa, principalmente no fim do dia;
    • Emagrecimento;
    • Suor noturno.

    Em pessoas com imunidade comprometida, pode ocorrer uma forma mais grave chamada tuberculose miliar, com maior comprometimento pulmonar.

    Tuberculose extrapulmonar

    • Tuberculose pleural: dor ao respirar, tosse seca, febre, emagrecimento;
    • Tuberculose ganglionar: aumento indolor dos linfonodos, principalmente no pescoço;
    • Tuberculose meningoencefálica: dor de cabeça, rigidez de nuca, sonolência, febre, vômitos;
    • Tuberculose pericárdica: dor no peito, falta de ar, febre, tosse seca;
    • Tuberculose óssea: dor óssea, principalmente na coluna (Mal de Pott), com dor lombar e suor noturno.

    Diagnóstico

    No Brasil, toda pessoa com tosse por mais de 3 semanas deve ser investigada para tuberculose.

    Os principais exames incluem:

    • Baciloscopia do escarro, que identifica o bacilo de Koch;
    • Teste rápido molecular, que confirma o diagnóstico e avalia resistência à rifampicina.

    Exames de imagem, como radiografia e tomografia de tórax, ajudam a avaliar o comprometimento pulmonar.

    Nos casos extrapulmonares, os exames são direcionados ao órgão acometido, como:

    • Biópsia de linfonodos;
    • Coleta de líquor;
    • Análise de líquido pleural.

    Tratamento

    A tuberculose é tratável e curável, desde que o esquema seja seguido corretamente.

    O tratamento padrão em adultos e adolescentes inclui:

    • Fase intensiva: 2 meses com quatro medicamentos (rifampicina, isoniazida, etambutol e pirazinamida);
    • Fase de manutenção: 4 meses com rifampicina e isoniazida.

    Em casos de tuberculose óssea ou meningoencefálica, a fase de manutenção é estendida para 10 meses.

    Seguimento

    O acompanhamento é fundamental para garantir a cura e evitar a transmissão.

    Durante o tratamento, é realizado:

    • Acompanhamento clínico mensal;
    • Avaliação de efeitos colaterais;
    • Controle da adesão ao tratamento.

    Na tuberculose pulmonar, é feita baciloscopia mensal para avaliar resposta ao tratamento e interrupção da transmissão.

    Leia mais: Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre tuberculose

    1. Tuberculose tem cura?

    Sim. A tuberculose tem cura quando o tratamento é feito corretamente até o fim.

    2. Quem tem tuberculose latente transmite a doença?

    Não. Apenas pessoas com tuberculose ativa transmitem a infecção.

    3. Toda tosse prolongada é tuberculose?

    Não, mas toda tosse com duração superior a 3 semanas deve ser investigada.

    4. É possível pegar tuberculose mais de uma vez?

    Sim. A reinfecção pode ocorrer, especialmente se houver falha no tratamento ou nova exposição.

    5. Interromper o tratamento é perigoso?

    Sim. A interrupção pode levar à resistência da bactéria e dificultar a cura.

    Veja mais: Pneumonia por pneumococo: o que é e quando suspeitar dessa bactéria

  • Mão-pé-boca: entenda mais sobre essa infecção comum na infância 

    Mão-pé-boca: entenda mais sobre essa infecção comum na infância 

    Febre, dor na boca e pequenas bolhas nas mãos e nos pés costumam assustar pais e cuidadores, especialmente quando surgem de forma repentina em crianças pequenas. Esses sinais são típicos da doença mão-pé-boca, uma infecção viral bastante comum na infância e que costuma gerar surtos em creches e escolas.

    Apesar do aspecto chamativo das lesões, na maioria dos casos a doença é leve, tem evolução benigna e se resolve sozinha em poucos dias. Ainda assim, conhecer seus sintomas e saber quando buscar ajuda médica é fundamental para evitar complicações.

    O que é a doença mão-pé-boca?

    A doença mão-pé-boca é uma infecção viral caracterizada pelo surgimento de manchas, vermelhidão ou pequenas bolhas (vesículas) na boca, nas mãos e nos pés. Ela ocorre com maior frequência em crianças, mas também pode acometer adolescentes e adultos.

    Na maioria dos casos, é uma doença autolimitada, ou seja, melhora sozinha com o passar dos dias. No entanto, por ser altamente contagiosa, pode causar surtos em ambientes coletivos, como escolas, creches e berçários.

    Causas e transmissão

    A doença mão-pé-boca é causada principalmente pelo vírus Coxsackie A, embora outros vírus da mesma família também possam estar envolvidos.

    A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por:

    • Gotículas respiratórias liberadas ao tossir ou espirrar;
    • Contato com secreções da boca;
    • Contato com fezes contaminadas.

    Após a infecção, os sintomas costumam surgir entre 3 e 6 dias. A doença é mais frequente no verão e no início do outono, períodos em que há maior circulação desses vírus.

    Principais sintomas

    Os primeiros sintomas costumam ser inespecíficos e incluem:

    • Febre;
    • Dor de garganta ou dor na boca;
    • Mal-estar;
    • Redução da ingestão de alimentos e líquidos devido à dor ao engolir.

    A característica mais marcante da doença são as lesões na pele e na boca, que incluem:

    • Pequenas bolhas ou manchas avermelhadas nas mãos e nos pés;
    • Lesões semelhantes a aftas na cavidade oral.

    Essas lesões costumam evoluir ao longo de cerca de 10 dias. As bolhas se rompem, formam pequenas úlceras indolores e cicatrizam sem deixar marcas. A maioria dos casos tem curso benigno e se resolve espontaneamente.

    Possíveis complicações

    Em uma minoria dos casos, especialmente em crianças menores de 5 anos, pode haver evolução mais grave, com:

    • Sintomas neurológicos, como tremores ou paralisia de nervos cranianos;
    • Comprometimento cardíaco ou respiratório.

    Entre 3 e 8 semanas após a infecção, algumas crianças podem apresentar:

    • Onicomadese, que é o descolamento das unhas a partir da base;
    • Descamação da pele das mãos e dos pés.

    Outra complicação possível é a desidratação, causada pela redução da ingestão de líquidos devido à dor provocada pelas lesões na boca.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da doença mão-pé-boca é feito principalmente por avaliação clínica, com base nos sintomas e no aspecto típico das lesões.

    Na maioria das vezes, não são necessários exames laboratoriais. Em situações específicas, quando há dúvida diagnóstica, o vírus pode ser identificado por meio de exames em sangue, urina ou fezes.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para eliminar o vírus da doença mão-pé-boca. O manejo é sintomático, focado no alívio dos sintomas.

    Na maioria dos casos, a doença se resolve espontaneamente em 7 a 10 dias, sem necessidade de internação. As principais medidas incluem:

    • Medicamentos para dor e febre;
    • Incentivo à hidratação;
    • Alimentação mais fria ou pastosa para reduzir o desconforto oral.

    Quando é necessária internação?

    A internação hospitalar é reservada para casos com complicações, como:

    • Desidratação importante, quando a criança não consegue ingerir líquidos;
    • Necessidade de hidratação venosa;
    • Complicações neurológicas, como encefalite ou meningite;
    • Febre alta persistente;
    • Alterações de sinais vitais, como aumento da frequência cardíaca e respiratória, falta de ar ou sudorese fria.

    Confira: Pneumonia em crianças: o que causa, sintomas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre doença mão-pé-boca

    1. A doença mão-pé-boca é contagiosa?

    Sim. Ela é altamente contagiosa, especialmente nos primeiros dias de sintomas.

    2. Adultos podem ter doença mão-pé-boca?

    Sim. Embora seja mais comum em crianças, adolescentes e adultos também podem ser infectados.

    3. As lesões deixam cicatriz?

    Não. As lesões costumam cicatrizar espontaneamente, sem deixar marcas.

    4. Existe vacina contra a doença mão-pé-boca?

    Não. Atualmente, não há vacina disponível para essa infecção.

    5. Quando devo procurar um médico?

    Quando houver febre persistente, dificuldade para beber líquidos, sinais neurológicos ou piora do estado geral.

    Veja também: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico